WANDERLEY GIL
Wanderley Gil
Tentativas de estupro assustam moradores
sINDICATO APROVA VETO A PROJETO DE TERCEIRIZAÇÃO
fAFIMA É REFERÊNCIA EM FORMAÇÃO ACADÊMICA
POLÍCIA, PÁG.5
ECONOMIA, PÁG.6
EDUCAÇÃO, PÁG.9
R$ 1,50 Macaé (RJ), domingo, 19 e segunda-feira, 20 de abril de 2015 Ano XXXIX, Nº 8685 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Logística é desafio para setor offshore
wanderley gil
'Custo Macaé' pesa em momento de retração de investimentos no setor A criação de uma nova rota de acesso ao Parque de Tubos para as cerca de 700 carretas que circulam no município, atendendo as demandas de logística rodoviária da indústria do petróleo, ameniza mas não garante a redução efetiva do chamado 'Custo Ma-
caé', gerado pelo déficit de infraestrutura da cidade. Enquanto a prefeitura executa ações imediatas, outros projetos importantes para alavancar a logística da cidade seguem emperrados: duplicação da BR 101, Tepor e nova pista do Aeroporto. PÁG. 3
política
bairros em debate
polícia
Pressão política pode gerar resultado
Espera por urbanização
PM cria estratégia de ações no trânsito
Mesmo com todos os gargalos, Macaé ainda vai se manter como a principal base de operações do segmento do petróleo nacional. No atual momento de crise econômica nacional, as operações em andamento na Bacia de Campos são capazes de evitar literalmente a quebra do orçamento da cidade, do Estado e do governo federal. Além disso, apesar de um futuro nebuloso quanto aos investimentos no setor de exploração, que movimenta a cadeia offshore, grandes empresas internacionais do petróleo anunciaram investimentos de quase R$ 300 milhões na expansão de suas bases operacionais no município. A realização de novos projetos para melhorar a infraestrutura da cidade também está em andamento. PÁG. 3
Elevação de trecho da RJ 106 facilita acesso de carretas ao Polo Offshore, no entanto, veículos pesados ainda impactam a mobilidade
wanderley gil
Itaparica cobra do governo fim de alagamentos e implantação de rede de esgoto
J
á se passaram mais de dois anos desde a última visita do Bairros em Debate ao loteamento Itaparica. Hoje a situação no local permanece da mesma maneira, apesar de promessas de melhorias. Mesmo sem perder as esperanças, o sentimento de quem vive
educação
ali é de esquecimento. Desde 2013, a cidade recebeu várias obras, contudo, a do bairro, que foi iniciada ainda na gestão passada, não foi concluída. O loteamento foi contemplado com pavimentação, rede de água e esgoto, só que tudo isso foi entregue sem a finalização adequada. PÁG. 8
Produtores de Macaé podem participar de chamada pública
Consumo de produção ajuda a manter cultura agrícola no município PÁG. 9 cidade
Sustentabilidade em debate durante feira Programação acontecerá entre os dias 26 e 28 de maio PÁG. 10
wanderley gil
Atividades ajudam a evitar riscos à saúde Exercícios regulares garantem qualidade de vida à população PÁG. 11
geral
Programa garante medicamentos DST/Aids segue instruções do Ministério da Saúde PÁG. 9
economia
Comércio deve ficar atento a prazo Taxa de alvará deve ser paga até o dia 30 deste mês PÁG. 6
O 32° BPM (Batalhão de Polícia Militar) criou uma nova estratégia de policiamento no trânsito. A ação posta em prática recentemente tem como alvo principal a apreensão de armas, drogas e criminosos que utilizam, principalmente, carros e motos, tanto para se locomover como para transportar os carregamentos ilícitos. O objetivo da PM mudou depois que pesquisas e estudos, realizados pelo Setor de Inteligência da Corporação, apontaram para um aumento na demanda desse tipo de ocorrência. Além das estratégias operacionais usadas pelos criminosos, as rotas pelas quais eles trafegam passaram a ser monitoradas com mais intensidade. A previsão é que a medida garanta resultados imediatos. PÁG. 5
geral
Wanderley Gil
Estado vai contratar Agricultura Familiar
Única opção de lazer da região, projeto de construção de praça não foi terminado
caderno dois
Henrique e Juliano agitam Macaé Dupla apresenta super show nesta segunda-feira CAPA
Orla se transformou em 'arena dos esportes'
ÍNDICE tempo
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
Máxima 35º C Mínima 23º C
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), domingo, 19 e segunda-feira, 20 de abril de 2015
Cidade
NOTA
Comissão define ruas que serão priorizadas com obras. Prefeitura diz que ações na Granja dos Cavaleiros, Novo Cavaleiros e Vale Encantado serão retomadas.
SEMANA EM DEBATE
O DEBATE EM MEMÓRIA
Executiva determina saída do PT do governo
EDIÇÃO: 271
Em reunião realizada na noite da última segunda-feira (13), a executiva estadual do Partido dos Trabalhadores deliberou a saída do PT da base do governo municipal. A decisão fortalece projeto eleitoral do vereador Igor Sardinha em 2016. WANDERLEY GIL
Igor Sardinha é líder da oposição
Violência Execrável Como já deve ser do conhecimento público, este jornal recebeu na quinta-feira última a visita abominável da violência. Estes atos execráveis surgem inesperadamente e atingem a qualquer um ser humano. Até mesmo o Papa João Paulo II foi vítima da violência que corre o mundo afora, na sua caminhada célere, tentando sobrepor-se ao bem e aos bons.
Complexo Industrial segue fase de licença prévia em meio as expectativas quanto ao futuro do segmento offshore no país, no momento de turbulência gerado pela crise da Petrobras e de queda na cotação do barril do petróleo no mercado internacional, Macaé segue como foco de investimentos relativos à expansão de parques operacionais de empresas que atuam nas atividades executadas na Bacia de Campos. E a consolidação de empreendimentos como o CLIMA afasta indícios de desmobilização da indústria responsável pela principal fatia da produção do setor de óleo e gás. Previsto para ser construído em um prazo de quatro anos, o empreendimento se destaca pela localização: o parque industrial está situado próximo a RJ 168, a BR 101 e a Estrada Santa Tereza.
Mutirão da Semana Nacional do Júri acontece em Macaé Acontece desde a última segunda-feira (13), no Fórum de Macaé, uma série de julgamentos de casos de crimes dolosos contra a vida. O procedimento, conduzido pela 1ª Vara Criminal, segue as dire-
PUBLICAÇÃO: 22 DE JULHO DE 1981
trizes da Semana Nacional do Júri, proposta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que tem como objetivo analisar, em júri popular, aproximadamente 3,1 mil crimes registrados em todo o país.
No município, de acordo com a 1ª Vara Criminal, o intuito é que um processo envolvendo júri seja concluído por dia da semana, totalizando cinco soluções de casos criminais.
Casal prepara-se para a eternidade Depois de trabalhar algum tempo com pequeno comércio e posteriormente ter montado uma oficina de carpintaria, hoje aposentado pelo Funrural, o Sr. Waldemiro Melchiades dos Santos, casado com Dolores Maria dos Santos, residentes em Carapeus, ele com 81 anos, e ela com 78 anos, resolveram preparar-se para a eternidade. Foi Renato Patrocínio, nosso colaborador, que descobriu naquela localidade o casal de velhos, que inclusive já construiu com as próprias mãos no Cemitério de Carapebus uma sepultura com 3 gavetas.
Corrida Rústica do Mirante será domingo Contando com a participação do Forte Marechal Hermes, Polícia Militar, Colégio Estadual Luiz Reid, Coordenadoria de Saúde das Baixadas Litorâneas, promovida pela EMIL - Empreendimento Imobiliários Imboassica e O DEBATE, será realizada às 3,30 hs de domingo, dia 26, a III Corrida Rústica do Mirante com percurso de 10 quilômetros.
Desembargador Ronald de Souza vai instalar a 2ª Vara dia 29 A 2ª Vara da Comarca de Macaé vai ser instalada dia 29 de julho, data do aniversário da cidade, em solenidade a ser presidida pelo Desembargador Ronald de Souza, por designação do Tribunal de Justiça. O Dr. Walter Cabral de Souza, auxiliar na Comarca, responderá pela 2ª Vara até a promoção do Juiz de Direito Titular, enquanto a 1ª Vara de Macaé tem como Juiz o Dr. José Carlos Pinheiro da Costa.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), domingo, 19 e segunda-feira, 20 de abril de 2015
Política
NOTA
Com saída de Guto Garcia (PSB) o plenário da Câmara de Vereadores terá nova composição
futuro wanderley gil
PONTO DE VISTA Colocar o pé no freio? Com exceção do quadro político que, parece, não consegue enxergar o que está acontecendo à sua volta, considerando que o cargo público, eletivo ou de assessoramento, depende apenas da arrecadação de impostos e taxas, esquecendo de praticar políticas públicas para atender a população, o Brasil vem passando por uma séria crise econômica, social e, também, política.
Trecho da Estrada de Santa Tereza representa planejamento do município para atender demandas do setor offshore
'Custo Macaé' ainda afeta a indústria do petróleo Inauguração de nova rota para o Parque de Tubos ameniza problemas de logística. Porém, setor ainda depende de outros modais de apoio Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
A
criação de uma nova rota de acesso ao Parque de Tubos para as cerca de 700 carretas que circulam no município, atendendo as demandas de logística rodoviária da indústria do petróleo, ameniza mas não garante a redução efetiva do chamado 'Custo Macaé', gerado pelo déficit de infraestrutura da cidade, sentido diretamente pelas atividades realizadas pela cadeia produtiva de óleo e gás. O projeto, entregue nesta semana pela prefeitura, representa a parte inicial do Arco Viário de Santa Tereza, estrada que ligará o Parque de Tubos a RJ 168, principal acesso a BR 101. Prevista para este mês, a licitação do projeto total de Santa Tereza, um investimento de cerca de R$ 90 milhões dividido entre o Estado e o município, deve ocorrer ainda neste mês. Por enquanto, caminhões se arriscam ao trafegar pela estrada ainda não urbanizada. A logística segue como um dos setores que geram o maior custo nas operações das empresas que atendem as atividades realizadas na Bacia de Campos. Setor que movimenta as operações de três principais modais do país: rodoviário, aéreo e marítimo, a logística foi o fator crucial para a escolha de Macaé como base de instalação da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC). A construção do Porto de Imbetiba garantiu à Petrobras a integração entre as atividades em terra e as unidades offshore. A utilização do Aeroporto de Macaé como base de deslocamento dos milhares de profissionais que atuam nas unidades de produção e exploração de petróleo também foi um fator predominante para a criação da Capital Nacional do Petróleo. A proximidade entre a extensão urbana do município com a BR 101 também chancelou a escolha da companhia pela Princesinha do Atlântico. Apenas a malha ferroviária, um dos grandes trunfos do Brasil antigo, não foi aproveitada. Investimentos esperados
Passados 40 anos, o gargalo registrado por esses três modais representa o encerramento de
uma fase da história criada pela cidade junto ao segmento do petróleo. A crise, que derrubou a pujança do setor, veio apenas para indicar a necessidade de reestruturação. A dependência do crescimento da cadeia do petróleo local por investimentos em logística motivou a criação de propostas que ainda não foram consolidadas no município. BR 101
Há três anos, a pressão política criada por integração regional foi capaz de vencer as barreiras burocráticas e garantir a antecipação das obras de duplicação da BR 101. Apesar do berço da mobilização ter sido em Macaé, as intervenções no trecho da estrada pertencente ao município só devem começar no segundo semestre deste ano. Como uma espécie de prêmio de consolação, Macaé já conta com o novo trevo que passou a garantir segurança aos motoristas que seguem pela RJ 168 em direção a BR 101. Por outro lado, a construção do viaduto, por onde passa a Estrada da Serra, não seguiu critérios técnicos relativos ao tamanho de carretas e peças destinadas ao segmento offshore.
Aeroporto
Há 33 anos, a pista de pouco menos de dois mil metros, construída em área cercada por mangue e vegetação rasteira, tornou-se o principal acesso entre a cidade e as unidades de exploração e produção instaladas no além-mar. Suportando há três décadas o deslocamento de quase 500 mil pessoas por ano, o Aeroporto se adaptou à demanda crescente da logística aérea do petróleo. Porém, apenas há dois anos, a Infraero promoveu a implementação de um projeto capaz de modernizar a base macaense. Cerca de R$ 59 milhões estão sendo investidos em infraestrutura, mas a pista de pousos e decolagens permanece a mesma. O que se sabe é que existe um interesse nacional em manter o Aeroporto Internacional de Cabo Frio como a base do transporte aéreo de cargas offshore no Norte Fluminense. No entanto, essa posição esbarra na falta de infraestrutura da Rodovia Amaral Peixoto. Hoje, é mais barato uma em-
presa offshore sediada em Macaé contratar o transporte aéreo de cargas com rotas no Rio de Janeiro, e garantir o envio do material para a base no município, por terra pela BR 101. O transporte pela RJ 106 torna-se mais caro em função dos gargalos registrados no trecho da estrada, principalmente o situado entre Rio das Ostras e Macaé. No ano passado, o ex-ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco, esteve na cidade e garantiu a implantação do projeto de construção da nova pista. Associado a isso, os governos municipal e federal iniciaram o esboço de um projeto que tornaria o Aeroporto uma base de transporte aéreo de cargas. A proposta ainda não decolou. Tepor
Desenvolvido através de parceria firmada pela prefeitura e grupo empreendedor ainda no governo passado, a instalação do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), assumiu, nos últimos dois anos, a posição de garantia da permanência de Macaé como a principal base de apoio às operações offshore do país. O projeto enfrentou a fúria de ambientalistas que se posicionaram de forma contrária ao empreendimento, alegando
riscos para espécies da fauna e a flora local, o que foi descartado por estudos realizados pela empresa financiadora do projeto. No entanto, de forma impressionante, o Tepor esbarra no processo de licenciamento prévio, situação que gera na cidade várias interpretações. Uma delas, levantada pela Câmara de Vereadores, é o ataque geopolítico sofrido pelo projeto que se tornaria a maior base logística marítima de apoio à cadeia do petróleo. Orçado em R$ 1,5 bilhão, o empreendimento atenderia a um mercado cujo principal cliente é a Petrobras. Neste caso, cria-se um fato digno de investigação da Operação Lava-Jato. O Tepor sofreu o baque ao perder espaço na licitação feita pela Petrobras com o objetivo de contratar empresa de operação de atividades de apoio logístico marítimo, visando atender demandas da Bacia de Campos e do Espírito Santo. No certame, a estatal aplicou às empresas com interesse de operação a partir de Macaé uma sobretaxa de 17%, tirando da jogada o Tepor. A medida foi contestada na justiça pela prefeitura da cidade, porém, até agora, o projeto ainda não possui a liberação necessária para a sua instalação.
Luz no fim do túnel Mesmo com todos os gargalos, Macaé ainda vai se manter como a principal base de operações do segmento do petróleo nacional. No atual momento de crise econômica nacional, as operações em andamento na Bacia de Campos são capazes de evitar literalmente a quebra do orçamento da cidade, do Estado e do governo federal. Além disso, apesar de um futuro nebuloso quanto aos investimentos no setor de exploração, que movimenta a cadeia offshore, grandes empresas internacionais do petróleo anunciaram investimentos de quase R$ 300 milhões na expansão de suas bases operacionais no município. A realização das obras de duplicação da BR 101 no trecho da cidade passam pela fase de licenciamento do IBAMA. A
expectativa da Autopista Fluminense é que as intervenções sejam iniciadas neste ano. No caso do Aeroporto, agendas realizadas entre a prefeitura e a Secretaria de Aviação Civil nas últimas semanas estreitam relações para que os investimentos aconteçam. Já a agenda firmada pelo vereador Igor Sardinha (PT) junto à Infraero garantiu o planejamento da estatal para a construção da nova pista. O Tepor segue, na visão do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Vandré Guimarães, como um projeto com grande prioridade para o município. De acordo com Vandré, Macaé assumirá posição de destaque na fase de reestruturação do setor offshore, em função do potencial de petróleo concentrado na Bacia de Campos.
Em consequência da gestão populista de manter o poder pelo poder, quem sofre é o povo mais pobre, sendo que o efeito em cascata não atinge apenas os municípios produtores de petróleo que deixaram de arrecadar recursos dos royalties por causa do preço do barril de petróleo, que caiu para a casa dos US$ 50 dólares. Atinge todos os mais de 5.560 municípios que sobrevivem de recursos repassados pelo governo federal, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que o Congresso tentou ampliar em mais 1%, tentativa barrada na legislatura passada com a base aliada votando de acordo com o toma lá dá cá. Como as medidas adotadas pelo ministro da Fazenda atingem em cheio a classe trabalhadora, a situação vai piorando com a inflação atingindo 8%, desesperando aquelas famílias de baixa renda que sobrevivem com apenas o salário mínimo ou o salário de mercado, desde que
a Petrobras entrou em crise com o nefasto episódio do “petrolão”, ocasionando nas cidades onde ela atua com mais força - como no caso de Macaé -, desemprego, desmobilização e esvaziamento econômico, desesperando também um grande número de empresários que, de repente, viram o alicerce afundar e não ter outra solução senão demitir e fechar o negócio. Mas, colocar o pé no freio é a solução? Em todas as crises, quem inova, quem cria, quem se capacita durante o período de vacas magras, tem toda a expectativa de, em algum tempo, festejar a bonança depois da tempestade. Macaé é uma cidade que precisa se reinventar, precisa da prática de políticas públicas, na acepção da palavra, para sair do buraco. Antecipar receita como as provenientes dos royalties do petróleo, parece agora um ato criminoso. Evitar o endividamento, como fazem as empresas de sucesso, é o remédio.
Está chegando a hora... Encerradas as eleições de outubro passado, quando a presidente Dilma Rousseff acabou reeleita, a população brasileira se sentiu frustrada porque ela começou fazendo exatamente tudo aquilo que condenava, alegando que o adversário assim faria. Além do mais, a crise da Petrobras não estava tão aguda, o ministro da Fazenda Guido Mantega, hábil em promover a “pedalada fiscal” para acertar as contas, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal, todo o quadro caótico resultou em um déficit jamais visto. A solução qual foi? Enviar uma proposta para o Congresso alterando a lei que beneficiava, também, os estados e municípios. O escândalo do “petrolão”, descoberto com a Operação Lava-Jato - agora na 12ª fase -, levou até o tesoureiro do PT para a cadeia e os tentáculos do polvo continuam envolvendo outros órgãos que ninguém sabe onde vai parar a imensidão de negócios malfeitos, o que levou alguns movimentos populares e não políticos a levar uma enorme multidão às ruas espontaneamente. Agora, já nos deparamos com as eleições de 2016. Todos os atores políticos que administram os partidos estão em plena atividade, aguardando apenas algumas alterações na legislação eleitoral para se aninharem no que melhor lhes convier, esquecendo que, antes de mais nada, devem ter o respaldo popular. Como as redes sociais
não têm controle, muito menos as pessoas que as utilizam, quando setembro chegar (até agora o prazo de filiação partidária para aqueles que desejarem concorrer para vereador ou prefeito), teremos um quadro possível de ser analisado e saber quais as forças que vão se defrontar. Bem, o prefeito já deixou o Partido Verde sem plantar uma árvore enquanto esteve por lá filiado e aninhou-se no PMDB de Renan Calheiros, Eduardo Cunha e outros protagonistas menos conhecidos. Alguns aliados também foram indicados para outras siglas e a campanha boca-a-boca já corre solta, prometendo, quem sabe, uma renovação na Câmara Municipal, se é que vai mudar mesmo alguma coisa. Como o Tribunal Superior Eleitoral ainda não julgou o processo contra o ex-prefeito Riverton Mussi, ele aguarda com expectativa a possibilidade de sair desta e ser, de novo, candidato da oposição a prefeito de Macaé. Como ele e Dr. Aluízio agora estão no PMDB, um vai ter que mudar e, com certeza, Riverton deve ir de PRB com Marcelo Crivella. Agora, só temos que aguardar mais um pouco para saber como vai ser pintado o novo quadro.
PONTADAs Sexta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão esteve em Macaé para prestigiar a filiação solene de Dr. Aluízio no PMDB e sua posse como presidente da OMPETRO - Organização dos Municípios Produtores de Petróleo. Pezão não perdeu tempo e lascou: “Agora, temos o Sheik do Petróleo tomando posse como presidente da OMPETRO”. O evento foi no Hotel Sheraton. Que a população paga a Contribuição de Iluminação Pública, garfada na conta da Ampla todos os meses no valor de R$ 5,42, todos sabem. Que o dinheiro é para pagar, como o nome diz, a iluminação pública e sua melhoria, também. O que não sabem, é quanto de dinheiro é arrecadado, como é gasto, e por que tem inúmeras ruas com postes sem lâmpadas, deixando-as na escuridão.
Um cidadão que subia no elevador com outros moradores do prédio onde reside, comentou para os seis ocupantes do andar de cima: “Macaé está mesmo com muito dinheiro. Nunca vi um prefeito gastar tanto para asfaltar ruas e avenidas que já são pavimentadas, deixando outras de bairros carentes cheias de buraco, quando o tempo está seco, e lama, quando chove.
Até domingo.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), domingo, 19 e segunda-feira, 20 de abril de 2015
Opinião
A Prefeitura de Macaé intensifica as ações da construção de mais uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no município, a ETE Centro, situada em grande área na Linha Verde
FOTO LEGENDA Kaná Manhães
EDITORIAL
NOTA
Brasília Terra dos sonhos para muitas pessoas que vivem o dia a dia do debate político, Brasília tornou-se também o cenário de um processo que, aos poucos, contaminou a estrutura administrativa do país.
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esmo com a ebulição das denúncias de corrupção e o envolvimento de lideranças que ocupam as cadeiras do Congresso Nacional, o planalto central ainda é a 'Meca' para os representantes dos municípios do interior. E com Macaé não é diferente. Enfrentando o mais duro momento administrativo dos últimos 40 anos, os municípios que formam o chamado 'Emirado do Petróleo Brasileiro' nunca dependeram tanto do apoio político e também administrativo de diversos setores do governo federal. Apesar de difícil, é preciso acreditar que o futuro da Capital Nacional do Petróleo também depende das artimanhas que ocorrem nos bastidores da Esplanada dos Ministérios e também do Congresso. Desde que a pujança do petróleo passou a assumir uma fatia significativa no orçamento do município, a dependência de Macaé por repasses governamentais gerados por uma série de programas de apoio a setores básicos de atendimento à população, como a Saúde, Educação e a Infraestrutura, passou a ser cada vez menor. Mais que uma questão financeira, a liberdade orçamentária conquistada pelo município representou também a autonomia política em uma fase onde a relação entre os municípios do Norte Fluminense se aproximava de
uma questão bélica. O perfil separatista assumido pelo governo do Estado, na época, ajudou e muito para criar o hiato nas relações entre a Capital Nacional do Petróleo e o restante do país. No entanto, ao passar dos anos, o preço assumido pelo município em não cobrar dos governos federal e estadual a responsabilidade de contribuir com o planejamento da cidade que se tornou a 'Eldorado' do emprego no país, acabou ficando alto, superando até mesmo a margem dos R$ 2 bilhões registrados anualmente pelos cofres públicos. Enfrentando a fase de queda do ciclo do petróleo, hoje Macaé precisa recuperar cerca de 20 anos de relações perdidas, um procedimento que supera os encontros formais, as alianças políticas e partidárias, e requer um exercício administrativo sério, eficaz e com metas. As idas e vindas de representantes da política local a Brasília precisam apresentar resultados coerentes. Macaé ainda precisa do aval da Secretaria de Aviação Civil para a construção de uma nova pista de pousos e decolagens no Aeroporto. O município ainda não foi contemplado pelas obras de duplicação da BR 101, e vê, dia após dia, a viabilidade da construção de um novo porto minguar, representando assim mais uma boa oportunidade perdida.
ESPAÇO ABERTO
Chutam cachorro morto Provavelmente você já observou o mesmo que eu. Ao longo dos anos, identificou a posição política dos formadores de opinião atuantes nos veículos a que acessa.
V
ocê reconhece, acima de qualquer dúvida, aqueles que emprestaram sua capacidade de influência para ajudar na construção da hegemonia petista. Você pode não saber o clube de futebol pelo qual cada um torce, mas percebe a que projeto político servem. Da mesma forma você deve estar percebendo mudanças. De repente, jornalistas que sempre ajudaram o PT com os quatro pés passam a criticar o partido, a apontar nele, como se fossem deformações recentes, defeitos congênitos de conduta moral e posição política que o acompanham desde sua fundação em 1980. Essas figuras me trazem à lembrança o falecido escritor José Saramago. Comunista, apoiou todas as violências, todas as execuções e todas as formas de repressão impostas pelo regime cubano sobre o povo da ilha entre 1959 e 2003. Nesse ano, após a execução dos três jovens negros que sequestraram uma embarcação e tentaram fugir para a Flórida, o velho rompeu com ele em um artigo publicado no jornal espanhol "El País" com o título "Hasta aquí he llegado". Ou seja, Saramago assistiu passivamente 27 mil mortes, mas 27003 eram demais para seu humanismo e para seus princípios. Os jornalistas a que me refiro reproduzem essa hipocrisia. Os governos petistas nunca foram diferentes. Seus principais líderes nacionais sempre
usaram o Estado em benefício próprio. Nunca tiveram líderes melhores. Nunca andaram em boas companhias. Nunca foram amantes da verdade. Nunca deram aos fatos importância maior do que às versões. Nunca admitiram os próprios erros. A "causa" sempre foi o critério determinante para a justificação de meios escusos. Por isso, processados, condenados e presos, seus líderes viraram, ato contínuo, guerreiros heróis do povo brasileiro. Enfim, esses jornalistas estiveram com o PT até o dia 26 de outubro de 2014. Mas no dia 27 a casa caiu. Caiu? Eu os assisto agora, eu os leio agora, eu os ouço agora, batendo em cachorro morto. Mudaram de lado? Não! Fazem o mais fácil. Enquanto criticam o PT, escrutinam os milhões de manifestantes segundo suas classes sociais e "raças", identificam-nos como conservadores, como direitistas, como golpistas. Embora os cidadãos das ruas e dos panelaços digam as mesmas coisas sobre o governo, não merecem palavras de estímulo à oposição que fazem. Afinal, isso beneficiaria a intolerável direita, não é mesmo? Continuarão, portanto, disseminando o mal por outros meios. Estão, simplesmente, trocando de montaria. Prefiro os irredutíveis porque são bem identificáveis. Percival Puggina membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor
As obras de assentamento de tubulações que fazem parte do sistema de distribuição de água tratada avançam na região norte de Macaé. Atualmente a Nova Cedae, com apoio da prefeitura, realiza intervenções no Jardim Franco, bairro que surgiu após a construção da Avenida Industrial. A proposta é que a rede siga até o Lagomar, bairro que registra expressivo déficit de atendimento do serviço.
PAINEL Peregrinação
Itinerante
Reforma
Mudanças
Offshore
Porto
Antecipando
Serviço
Prejuízo
Nos últimos meses Brasília se transformou em terra de peregrinação para lideranças políticas de Macaé. Diante de pautas em aberto, representantes do governo municipal e da Câmara de Vereadores se reuniram com ministros e membros do Congresso Nacional. Importante destacar que os corredores do planalto central foram abertos para os representantes de Macaé, por meio de articulações do PMDB e do PT, partidos que podem partir para a briga eleitoral em 2016.
Assim como na secretaria municipal de Educação, há a expectativa de mudanças em quadros de outros setores estratégicos da administração municipal. Segue em alta a possível troca de gestores da área da Cultura e também no setor de Controladoria. Os comentários elevam as expectativas de vereadores sobre possíveis convocações para assumir novos quadros na prefeitura, situação que movimenta a bancada de apoio ao Executivo.
Falando na Câmara, vereadores passaram a adotar a estratégia do 'gabinete itinerante' para se aproximar de moradores de bairros e comunidades da cidade. No entanto, a proposta tem sido acompanhada de perto pela equipe da Justiça Eleitoral, para evitar que a ação legislativa possa ser interpretada como um corpo a corpo antecipado das eleições de 2016. A fase das filiações partidárias ainda não terminou e já tem gente querendo queimar a largada do próximo pleito.
O Legislativo municipal vai levar todo o seu staff para a praça principal do Parque Aeroporto no próximo dia 9. O bairro será o primeiro da cidade a ser contemplado pela nova edição da Câmara Itinerante, projeto criado na legislatura passada e que oferece aos moradores de bairros, distritos e comunidades, a oportunidade de registrar as suas reivindicações. A participação dos secretários da administração municipal é importante para que a solução dos problemas seja imediata.
De alguns pontos do litoral macaense é possível identificar o posicionamento de novas embarcações offshore próximas ao Arquipélago de Sant'Anna. A área de fundeio, utilizada principalmente por rebocadores que esperam espaço para atracar no Porto de Imbetiba, se transformou em estacionamento para unidades de exploração de petróleo, pertencentes a empresas que reduziram as suas atividades na Bacia de Campos, como o caso da Schahin.
Faltando cerca de dois meses para a realização da edição deste ano da Brasil Offshore, a prefeitura ainda não finalizou o processo para a liberação de mais de 100 novas autarquias para o serviço de táxis. A definição dos profissionais que irão assumir as concessões gera expectativas para motoristas que atuam como auxiliares no transporte em Macaé. A previsão é que até junho, mês de realização da feira, todo o processo seja definido.
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Seguem em ritmo acelerado as obras de reforma do Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho. Atualmente as intervenções estão concentradas na parte frontal do prédio. Em função das obras a posse do prefeito Dr. Aluízio Júnior como presidente da Ompetro (Organização dos Municípios Produtores de Petróleo), precisou ser realizada no Hotel Sheraton. O Centro de Convenções estará pronto para receber cerca de 50 mil pessoas durante a Brasil Offshore.
Pelo visto, o projeto de implantação do Terminal Portuário de Macaé (Tepor) perdeu forças. Alvo de um ataque geopolítico, o empreendimento chegou a fazer sombra ao Complexo Portuário do Açu, em Barra do Furado, não pela capacidade de operação, mas sim pelo potencial em se tornar uma das principais bases de apoio à logística offshore do país. Enquanto o projeto de Macaé esbarra no licenciamento, o porto de Eike Batista se prepara para a atender demandas da Petrobras.
De acordo com levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), os municípios do Rio de Janeiro que recebem aportes financeiros em decorrência das operações offshore perderam cerca de 35% das receitas dos royalties estimadas para este ano. Em cifras, o prejuízo contabilizado pelas cidades foi de mais de R$ 660 milhões. O balanço foi chancelado pelo presidente do TCE, Jonas Lopes, que fez um alerta aos gestores por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal.
GUIA DO LEITOR
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POLÍCIA MILITAR: 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL: 191 SAMU - SERV. AS. MED. URGÊNCIA: 192 CORPO DE BOMBEIROS: 193 DEFESA CIVIL: 199 POLÍCIA CIVIL - 123ª DP: 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR): 2791-5379 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS): DEL. DE POL. FEDERAL (DISQUE DENÚNCIA): 2796-8326 DEL. DE POL. FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO): 2796-8320 DISQUE-DENÚNCIA (CÂMARA DE MACAÉ): 2772-7262 HOSPITAL PÚBLICO MUNICIPAL: 2773-0061 AMPLA: 0800-28-00-120 CEDAE: 2772-5090 PREFEITURA MUNICIPAL: 2791-9008 2772-0620 DELEGACIA DA MULHER: GUARDA MUNICIPAL: 2773-0440 0800-72-77-173 ILUMINAÇÃO PÚBLICA: AEROPORTO DE MACAÉ: 2772-0950 CARTÓRIO ELEITORAL 109ª ZONA: 2772-9214 2772-2256 CARTÓRIO ELEITORAL 254ª ZONA: CORREIOS - SEDE: 2759-2405 AG CORREIOS CENTRO: 2762-7527 TELEGRAMA FONADO: 0800-5700100 SEDEX: 2762-6438 0800-28-20-205 CEG RIO: RADIO TAXI MACAÉ 27726058 2762-0405 / 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR I CONSELHO TUTELAR II 2762-9971 / 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III 2793-4050 / 2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
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Polícia
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NOTA
PM impede tentativa de assalto a casal. Dois homens foram presos depois de abordar casal na ultima sexta (17)
SEGURANÇA
Tentativas de estupro assustam a população Dois casos foram registrados apenas na última semana
A
crise econômica que assombra a região não trouxe somente preocupações quanto a desemprego e diminuição da renda: uma apreensão que se tornou realidade para a população é o aumento da violência. O que mais se vê nas ruas e bairros é o reforço do policiamento, inclusive, com mudanças drásticas nas estratégias de patrulhamento. Mas nenhum desses esforços impediu que duas tentativas de estupros fossem registradas na última semana. A primeira aconteceu na sexta-feira (10) à tarde. Segundo relatos da vítima - uma adolescente de 16 anos -, ela estava
com a mãe próximo à orla da Lagoa de Imboassica quando foi abordada por um homem estranho, que tentou agarrá-la e arrastá-la para longe. A sorte foi que a mãe da jovem percebeu a situação e começou a gritar, pedindo socorro. Alguns homens que estavam por perto correram e conseguiram espantar o suspeito, que fugiu. O outro registro foi na última quarta-feira (15), em plena luz do dia. Era por volta das 9h, quando outra jovem sofreu a tentativa. Ela havia acabado de sair de uma academia, na Praia dos Cavaleiros e entrado no carro, quando viu um homem abrir a porta e sentar no banco do ca-
rona. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito tentou tirar as roupas da vítima, mas ela conseguiu se desvencilhar e correr de volta para a academia para pedir socorro. Este criminoso também fugiu. Resposta da PM O comandante da PM, coronel Jorge Fernando Pimenta, disse que o policiamento na área das duas tentativas está reforçado, inclusive, com o patrulhamento realizado pelos agentes em bicicletas, percorrendo toda a orla. Quem presenciar qualquer crime pode entrar em contato com o número (22) 2772-4535. Não é necessário se identificar.
WANDERLEY GIL
Uma adolescente de 16 anos estava com a mãe próximo à orla da Lagoa de Imboassica quando foi abordada por um homem estranho, que tentou agarrá-la
OBRAS
Atenção redobrada nos trechos de duplicação da BR-101 Os locais mais vulneráveis ficam em Macaé, Casimiro e Macabu quem quiser aproveitar os feriados prolongados no Norte Fluminense e na Região dos Lagos deve tomar bastante cuidado. As obras de duplicação da BR-101/Norte, um dos principais caminhos para tais destinos, pedem atenção redobrada de motoristas e condutores de veículos. Apesar de todos os trechos estarem sinalizados devidamente, todo cuidado é pouco, especialmente durante a noite. Nas cidades de Macaé, Carapebus, Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu, áreas de concentração de boa parte
das obras de duplicação, a sinalização é especial. Agentes da concessionária responsável pela via permanecem em determinados locais orientando o tráfego, utilizando cones para delimitar os espaços permitidos para trânsito e placas sinalizadoras com avisos. Em Macaé (km 144), Carapebus (km 125), Casimiro de Abreu (km 190) e Conceição de Macabu (km 138), os usuários devem obedecer a sinalização especial de tráfego, já que há obras sendo realizadas para a implantação de novos trevos em desnível (viadutos). Sinalização especial em demais trechos Os condutores, que saem ou passam por Niterói, devem ter cuidado no trecho entre o km 322,1 e o km 320,6, no local
conhecido como a Avenida do Contorno, pois os veículos da pista sentido Espírito Santo voltarão a trafegar em quatro faixas de rolamento no novo trecho ampliado com 1,5 quilômetro de extensão. Em Itaboraí, duas novas alças de acesso no Trevo de Manilha (km 297) auxiliam o tráfego, sendo uma no entroncamento entre a BR-101 e a BR-493, na pista sentido Niterói, e na BR-101 e RJ104, na pista sentido Espírito Santo. E em Campos, no novo trecho duplicado da rodovia (entre o km 102 ao km 118), os usuários devem redobrar atenção no km 110 e do km 113. A área está sob sinalização especial de tráfego por conta de retornos operacionais provisórios.
POLICIAMENTO
Polícia Militar modifica ações de trânsito SYLVIO SAVINO
Novo objetivo é localização de armas, drogas e suspeitos a população de Macaé está acostumada com as operações rotineiras da PM chamadas 'Rodando Legal', com o objetivo de impedir a circulação de condutores que estejam com os documentos de habilitação irregulares, assim como de veículos que também não apresentem as documentações em dia. De fato, ações como essas permanecem acontecendo em todas as seis cidades abrangidas pelo 32° BPM (Batalhão de Polícia Militar). No entanto, uma nova estratégia de policiamento no trânsito foi posta em prática recentemente: o alvo agora é a localização de armas, drogas e criminosos que utilizam, principalmente, carros e motos, tanto para se locomover como para transportar os carregamentos ilícitos. O objetivo da PM mudou depois que pesquisas e estudos, realizados pelo Setor de Inteligência da Corporação, apontaram para um aumento na demanda desse tipo de ocorrência. Além das estratégias operacionais usadas pelos criminosos, as rotas pelas quais eles trafegam passaram a ser monitoradas
O objetivo da PM mudou depois que pesquisas e estudos, apontaram para um aumento na demanda desse tipo de ocorrência
com mais intensidade. Boa parte dessas ações acontece nas chamadas áreas fronteiriças (como a divisa de
municípios) e locais que servem como rota de fuga e de deslocamento de suspeitos para a prática de crimes.
KANÁ MANHÃES
Nas cidades de Macaé, Carapebus, Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu, áreas de concentração de boa parte das obras de duplicação, a sinalização é especial
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Economia
NOTA
Petrobras reduz uso de helicópteros e causa demissões, diz sindicato. Foram 136 pilotos demitidos, segundo Sindicato Nacional dos Aeroviários.
Terceirização
Veto de expansão à terceirização alivia Sindipetro-NF
QUESTÃO DE JUSTIÇA Andrea Meirelles
Entenda a terceirização
Medida parcial deve assegurar viabilização de concursos para empresas de economia mista nos próximos anos Guilherme Magalhães
Wanderley Gil
guilherme@odebateon.com.br
C
omemorada como a primeira etapa para a derrubada do projeto de lei que regulariza a abrangência dos cargos terceirizados em empresas nacionais, o veto parcial à emenda de extensão da medida para atividadesfim em companhias públicas é considerado pelo Sindicato de Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) como garantia da realização de concursos e condições de trabalho menos desiguais na Capital Nacional do Petróleo para os próximos anos. Alterado durante o decorrer da última semana, na prática, a mudança na PL 4330 retirou do texto-base a autorização para que empresas públicas e de economia mista como a Caixa, Banco do Brasil e principalmente a Petrobras (com cerca de 300 mil trabalhadores terceirizados, atualmente) possam contratar serviços
colunaquestaodejustica@gmail.com
Nossa história de hoje começa com pedaços. O que verdadeiramente foi apresentado sob o nome de “terceirização”, enquanto uma novidade organizacional da produção, consistia em uma empresa encomendar partes de seu produto final a outras. Esse seguimento da produção era terceirizado. O caso clássico eram as montadoras automobilísticas, responsáveis pelos padrões técnicos das peças que encomendavam às fornecedoras. Em lugar de fabricar elas próprias os assentos do veículo,
por exemplo, passou a encomendar os assentos a outras empresas, cabendo à contratante a instalação e montagem das partes. Em determinado momento da onda ideológica neoliberal, algum iluminado descobriu que podia fazer com pessoas o que já fazia com peças. Aí começou a terceirização, tal como hoje a conhecemos. E seu pressuposto fundamental é exatamente esse: tratar pessoas como peças que tenham funcionalidade para o resultado final.
O falso argumento
Sindicato continuará promovendo manifestações contra a PL 4330 durante a próxima semana
terceirizados para além das atividades-meio. Apesar de significar a possibilidade da manutenção dos concursos públicos e cargos
‘meritocráticos’ nas companhias de capital aberto, mesmo com a mudança, segundo representantes do SindipetroNF, a PL-4330 ainda pode ser
considerada uma medida de precarização dos direitos trabalhistas. “Foi uma vitória, mas ainda é cedo para dizer que ela é sem volta; mas eu duvido que volte. Além disso, tem outros pontos do projeto que ainda denigrem muito as condições empregado x empresa. Não por acaso, na última sexta-feira, mais de trezentos funcionários da Prol, empresa que presta serviços de limpeza para a Petrobras entraram em greve por conta de salários e benefícios atrasados, além de uma série de denúncias de abusos e irregularidades envolvendo horas extras não acertadas”, diz o sindicalista Marcelo Silvano. Elaborado sob o argumento de que as regras atuais dos serviços de terceirização não são especificados com exatidão em lei para cada setor das empresas, as principais críticas em relação à implementação da medida se referem ao direito absoluto das companhias terceirizarem todos os tipos de serviço (atividades-fim), e não mais apenas os de apoio (atividades-meio). Neste sentido, o problema é que, de acordo com as estatísticas, atualmente os funcionários atuantes por meio da modalidade de contrato sofreriam grandes diferenças de tratamento. Ainda segundo o SindipetroNF, das 79 mortes de profissionais do setor elétrico ocorridas este ano, 61 teriam sido com terceirizados. Por sua vez, na Petrobras, somente nos primeiros três meses de 2015, doze petroleiros perderam a vida em acidentes - dez deles terceirizados. “A segurança é prejudicada porque companhias de menor porte não têm as mesmas condições tecnológicas e econômicas. Além disso, elas recebem menos cobrança para manter um padrão equivalente ao seu porte”, explica Marcelo. No mais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apesar de trabalhar, em média, três horas a mais por semana, o salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, ou seja, se o processo fosse inverso e os terceirizados passassem a trabalhar o mesmo número de horas que os contratados, seriam criadas 882.959 novas vagas.
As doutrinas de gestão afirmam que a terceirização de pessoas é vantajosa porque o tomador de serviços não gasta energia em atividades secundárias. A verdade é bem outra. A real vantagem da terceirização, para o tomador dos serviços - o contratante -, é a redução de custos e responsabilidades. Em outras palavras, a terceirização permite aumentar os lucros por reduzir a remuneração dos trabalhadores. E faz isso com um enorme bônus para o tomador de serviços, pois o torna literalmente irrespon-
sável pelo contrato de trabalho. Ele é, de fato, um empregador que não se responsabiliza pelos empregados. E graças à nossa anacrônica legislação sindical, o empresário que terceiriza se livra dos incômodos sindicatos. Assim, salários e outros direitos, como jornada de trabalho, são fixados por acordos coletivos negociados com sindicatos sem nenhuma relação com a atividade principal da empresa e, em geral, sem verdadeira representatividade junto aos trabalhadores.
Alguém é responsável? A sociedade industrial combinou incrível desenvolvimento da capacidade de produção com deterioração da qualidade de vida dos trabalhadores. A isso chamamos “Desenvolvimento Desigual”. O Direito do Trabalho é filho direto do Desenvolvimento Desigual, o qual forçou o Estado a intervir nas relações de trabalho. Desde fins do século XVIII, as principais reivindicações expostas em greves se vinculam aos três pilares fundamentais da intervenção do Estado nas relações de trabalho: remuneração, jornada e segurança no trabalho. As greves cobram que o Estado garanta direitos nessas áreas. Mas como o Estado, por sua vez, pode dar garantias? Do patrão, oras! Por essa básica razão, a nossa CLT, logo em seu Art. 2º, define o Empregador como aquele que, “assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de
serviço.” Vamos refletir sobre essa redação: (a) os riscos da atividade são do patrão, e não do empregado; exceções a essa regra, como a Participação nos Lucros e Resultados, devem ser vistas com muito cuidado; (b) patrão é quem contrata, paga, e comanda; então o tomador de serviços que seleciona empregados “terceirizados”, paga - mesmo que indiretamente - e lhes dá tarefas, é o empregador, de fato; (c) a previsão legal é de contratação de pessoas, e não de empresas; interpor uma empresa para “fingir” que não é patrão não pode afastar as responsabilidades devidas, à luz da CLT. É aqui que atua a picaretagem, como na Petrobras, por exemplo, onde prepostos da empresa contratam, pagam e comandam, uma determinada pessoa, que porém não é empregada da Petrobrás. Por quê?
Escravidão liberada A terceirização cria trabalhadores com direitos diferentes, no mesmo local de trabalho, executando tarefas semelhantes ou diretamente interligadas. Isso viola direitos humanos fundamentais, como o princípio do “Salário igual para trabalho de igual valor” e a Convenção da Organização Internacional do Trabalho - OIT sobre discriminação no trabalho. O mais perverso dessa relação é que a discriminação de direitos é feita a partir de uma invenção hipócrita - o “suposto patrão”: uma empresa interposta entre o patrão de fato e o trabalhador, que retira seus lucros da diferença entre a remuneração do trabalhador reconhecido como empregado e a remuneração do trabalhador sem direitos. O Projeto de Lei 4.330 se des-
tina a dar legalidade a essa farsa. Ele permite a terceirização em quaisquer atividades, mesmo que sejam permanentes e características da atividade principal da empresa. Além disso, blinda o real patrão contra as responsabilidades pela violação das leis trabalhistas e consolida direitos desiguais. A aprovação do destaque que excetua empresas públicas e sociedades de economia mista não representa vitória. Apenas mantém a imoralidade da prática atual. A nova escravidão demanda leis que a combatam, e não que a tornem legal. Enquanto tal não se dá, continuaremos a enriquecer o sucessor histórico do mercador de escravos: a empresa que fornece pessoas como se fossem peças.
Normando Rodrigues - Professor de Direito e Advogado Colunista Interino
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bairros em debate Loteamento Itaparica
Moradores cobram conclusão de obras de urbanização Loteamento Itaparica sofre com alagamentos, esgoto a céu aberto e área de lazer abandonada Marianna Fontes
marifontes@odebateon.com.br
J
á se passaram mais de dois anos desde a última visita do Bairros em Debate ao loteamento Itaparica, entretanto, a situação no local permanece da mesma maneira. Apesar de promessas, melhoria que é bom, nada. Enquanto isso, mesmo sem perder as esperanças, o sentimento de quem vive ali é de esquecimento. Sem ter mais a quem recorrer, os moradores procuraram a nossa equipe de reportagem novamente essa semana. Desde 2013, a cidade rece-
Wanderley Gil
beu várias obras, contudo, a do bairro, que foi iniciada ainda na gestão passada, não foi concluída. O loteamento foi contemplado com pavimentação, rede de água e esgoto e também com macrodrenagem, só que tudo isso foi entregue sem ser concluído. E os moradores continuam convivendo com os mesmos problemas. O loteamento, que foi criado há um pouco mais de 10 anos, fica localizado na Estrada do Imburo, a poucos minutos da Linha Azul. Apesar de ser uma área rural, a região tem sofrido um forte crescimento habitacional.
Moradores contam que obras estão inacabadas desde a antiga gestão, em 2012
Esgoto é uma das principais reclamações dos moradores
Esgoto a céu aberto Única opção de lazer da região, praça também não foi terminada
Área de lazer está inacabada A obra de urbanização do loteamento Itaparica também incluía a construção de uma praça. Apesar de ter de fato saído do papel, assim como o resto, ela também ficou inacabada. Para se ter ideia, o local ainda não conta com mesas, bancos e também parquinho para as crianças. De acordo com os moradores, além do Itaparica, essa área de lazer é a única opção para quem vive na Ajuda de Cima, Santo Amaro e Vale
Verde. “Essa é a nossa única opção e é triste ver o estado em que se encontra. Além de estar inacabada, ela ainda sofre com a falta de manutenção. A única coisa que é feita aqui é o serviço de capina, porque de resto está abandonada. Não recebe pintura, a quadra está com as traves enferrujadas e o alambrado arrebentado. Nem varrição tem aqui. É um lugar bom de se viver, mas que, infelizmente, não tem um local decente para os moradores apro-
veitarem”, relata o morador e ex-presidente da Associação de Moradores, Alessandro Braga (Doca). Mesmo sendo utilizada, a praça só tem sido frequentada durante o dia, já que ainda não tem iluminação pública. “À noite isso aqui fica muito escuro, pois não há postes. Para minimizar a situação, os próprios moradores tomaram a iniciativa e colocaram um refletor próximo a quadra”, conta.
Enquanto as obras de saneamento não chegam à região do loteamento, a população sofre com o esgoto correndo a céu aberto nas suas portas. Isso ocorre porque a manutenção na rede não é feita regularmente, o que causa o entupimento e, consequentemente, o transbordamento para
as ruas. “Essa é uma das prioridades para o nosso bairro. Já procuramos as autoridades, mas sem êxito. Esperamos que essas obras cheguem o quanto antes aqui”, relata o morador. De acordo com a prefeitura, o esgotamento sanitário da lo-
calidade está incluído na PPP (Parceria Público Privada) entre a Odebrecht Ambiental, a prefeitura e a Esane e pela proximidade com o Parque Aeroporto a localidade será atendida dentro do Subsistema Aeroporto. As obras já estão programadas, com prazo para iniciarem em 2016.
Limpeza de terrenos baldios Apesar do bairro não sofrer muito com o problema de entulhos e a coleta de lixo ser realizada normalmente, alguns terrenos baldios estão até hoje tomados pelos matagais. Os moradores contam que o problema de entulho é controlado no loteamento Itaparica por eles mesmos, que fazem constantemente a fiscalização, a fim de evitar que o bairro acumule muitos materiais de construção. Além das áreas privadas, o pro-
blema também acontece em áreas públicas. Na praça, onde recebe o serviço de capina, parte dela sofre com o matagal. A situação é ainda pior devido a falta de varrição que, segundo quem vive ali, não é feita em todo o bairro. Outra reivindicação é para que seja feita a limpeza dos bueiros e galerias, já que elas contribuem para os alagamentos. “Está tudo sujo. O nosso bairro está precisando de uma limpeza geral”,
ressalta o morador. A prefeitura informou no início dessa semana que estava prevista uma visita da secretaria de Limpeza Pública no local na última quarta-feira (15). Ela enfatizou que estava programada a varrição semanal no loteamento, em todas as ruas, prevista para ter início ainda nessa semana. A Selimp informa que irá identificar se há terrenos públicos para limpeza e, caso seja confirmado, irá efetuar o serviço.
Redutores na Estrada do Imburo
Apesar de escoar rápido, toda vez que chove o bairro fica alagado
Alagamentos geram muitos transtornos Apesar de ter rede de macrodrenagem, basta chover para os moradores ficarem apreensivos. Mesmo com o escoamento rápido, tal medida não tem impedido os alagamentos, que sempre trazem prejuízos para
quem vive ali. “As obras não foram terminadas, então sempre que chove alaga tudo. Pode ver que os muros têm marca da água. A última chuva forte que teve deixou o bairro todo debaixo d'água”,
relata Doca. Segundo a prefeitura, está em andamento um estudo que contempla toda parte de urbanização da localidade. Isso inclui as questões do alagamento e da conclusão da praça.
Andar pela Estrada do Imburo, via que liga o loteamento à Linha Azul, pode ser um perigo, tanto para quem passa de carro e moto, quanto para quem anda a pé. Sem sinalização, muitos motoristas abusam dos limites de velocidade, colocando a vida dos outros em risco. “Não temos acostamento, nem calçada. O pedestre precisa transitar no canto da pista, que é estreita. E para piorar a situação, o fluxo de veículos aumentou devido a garagem da SIT estar situada aqui e também por conta do condomínio Brisa do Vale. Mas pior do que o fluxo é que a maioria transita em alta velocidade. São comuns os acidentes, principalmente por atropelamento. Reforço nosso pedido à prefeitura para que sejam instalados redutores de velocidade e também seja feito um local para os pedestres transitarem”, ressalta Doca. Procurada, a secretaria de Mobilidade Urbana esclareceu que já foi feita uma solicitação para instalação de outro redutor de velocidade
Moradores pedem solução para problema na Estrada do Imburo
na Estrada do Imburo na altura do Aterrado. As demais solicitações do bairro, incluindo as para instalação de redutores, serão analisadas em conjunto pela equipe de trabalho responsável, seguindo um cronograma que está sendo realizado bairro a bairro. Enquanto isso, cabe aos motoristas respeitarem as regras para evitar acidentes. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ressalta que deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito “nas proximidades de escolas, hospitais, estações
de embarque e desembarque de passageiros ou onde haja intensa movimentação de pedestres” é considerada uma infração gravíssima. O infrator poderá ser multado. Já o Art. 311 prevê que “trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano” a pena passa a ser de detenção, que pode variar de seis meses a um ano, ou multa.
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Geral
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NOTA
Devido ao atraso dos Correios na entrega dos talões para pagamento da taxa para obtenção de Alvará de Localização e Funcionamento e para veiculação de propaganda, os empresários e microempreendedores individuais com atividades econômicas instaladas e em funcionamento em Macaé poderão efetuar esse pagamento até o dia 30 de abril.
Precursora
Fafima segue como referência na formação de educadores Instituição, que este ano completa o seu 41O aniversário, tem entre os cursos mais procurados o de pedagogia Juliane Reis
Wanderley Gil
Juliane@odebateon.com.br
U
ma instituição de ensino que há quarenta anos forma e informa pessoas, entre eles profissionais que carregam consigo o sonho de um presente, passado e futuro engajado na educação. Assim é a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé - Fafima -, que desde sua fundação é referência na formação de educadores. Uma trajetória que, em alguns casos, vem passando de pais para filhos, como é o caso da recém-formanda Marina Germano, que seguiu os passos dos pais Gicélia Santos Germano e Edson Germano, que também cursaram pedagogia na instituição, e onde, além de estudar, se conheceram e decidiram formar uma família. Hoje, juntos, fazem a diferença no município enquanto educadores. Uma reportagem completa sobre essa linda história de amor do casal, e a atuação da família na educação no município, será divulgada na próxima semana. Juntos eles deram e dão vida ao Centro Educacional Piaget. “A FAFIMA faz parte da história da nossa família, ela representa um espaço no qual tivemos a oportunidade de receber conhecimentos e onde conquistamos muitos amigos.
Os diretores da instituição lembram o discurso feito por uma ex-aluna, que retornou à unidade para prestigiar a formatura da filha
Alguns deles foram nossos padrinhos de casamento”, conta Gicélia. Já Marina conta que escolheu a instituição por ela ser considerada uma das melhores na cidade de Macaé, principalmente pela qualidade do curso de Pedagogia, assim como pelo fato dos seus pais terem sido
formados por ela. “Também levei em consideração o fato da unidade me oferecer a flexibilidade de trabalhar durante o dia e me dedicar aos estudos durante a noite. Tomei gosto pela área da Educação no ensino médio, e por gostar muito de trabalhar como crianças menores de 10 anos, escolhi o
Agricultura Familiar
Atenção, agricultores! Com foco no incentivo a alimentação saudável nas unidades da rede, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) vai divulgar nesta segunda-feira (20) o edital de Chamada Pública para a aquisição de gêneros alimentícios oriundos da agricultura familiar. A iniciativa, de acordo com o órgão, cumpre a Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009, e busca incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre os alunos, assim como o consumo diário de alimentos frescos e da estação e, ao mesmo tempo, estimular o desenvolvimento da agricultura local. O documento estará disponível em <http://www.rj.gov.br/web/ seeduc>. A partir da abertura do edital, os fornecedores individuais, associativas e/ou cooperativas podem entrar em contato com as Diretorias Regionais e as unidades escolares para a apresentação das propostas e da documentação para a habilitação no processo de seleção. O contrato é válido até o fim do ano letivo. De acordo com a Lei, no mínimo 30% do valor repassado aos estados, municípios e ao Distrito Federal, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), deve ser utilizado na compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar, do empreendedor familiar rural ou de suas
Salesiana segue com inscrição aberta para o vestibular crédito
Entre os alimentos que poderão ser fornecidos este ano estão abacaxi, abóbora, abobrinha, aipim, alface, melancia, ovos de galinha caipira, pepino, quiabo e repolho
organizações. Dessa forma, são priorizados os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e as comunidades quilombolas. O programa, segundo dados da Seeduc, já está presente em mais de 400 escolas da rede estadual, impulsionando a economia local, assim como servindo de estímulo à agrobiodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais. Além disso, representa um canal importante de comercialização, geração de renda com regularidade, além de contribuir para o aumento de emprego no meio rural. No Estado, de acordo com o órgão, cerca de 110 fornecedores individuais e 27 cooperativas já foram beneficiados. Em relação aos estudantes, a agricultura familiar possibilita o consumo regular de produtos frescos da estação, frescos, garantindo assim uma alimentação saudável e balanceada. A coordenadora de Segurança Alimentar da Seeduc, Lívia Ribera Souza, ressalta que este ano a Secretaria de Estado de Educação busca
do no campo educacional e científico, em todos os seus níveis, tornando-os acessíveis à comunidade, e contribuindo principalmente para o desenvolvimento da região. Entre as diversas personalidades formadas pela referida unidade estão a ex-vice-prefeita e ex-secretária de Educa-
Educação
Oportunidade para os agricultores da região A Seeduc vai divulgar nesta segunda (20) o edital de Chamada Pública para a aquisição de gêneros alimentícios
curso de pedagogia”, conta. Considerada a precursora na oferta do ensino superior na cidade, a Fafima foi reconhecida pelo Decreto Federal nº 81.904, de 10 de julho de 1978 (publicado no D.O.U. de 11/07/1978), e tem como principal missão produzir e transmitir conhecimentos, atuan-
ção do Município - professora apaixonada pela arte de ensinar e compartilhar conhecimentos -, Marilena Garcia, que fez parte da primeira turma do curso de Pedagogia da instituição. E também o atual diretor da instituição, Luis Gasparelli Júnior que, em entrevistas a edições anteriores do Jornal, ressaltou que a unidade não foi apenas o local de sua formação acadêmica, mas o polo onde teve a oportunidade de ampliar seus horizontes profissionais e intelectuais. “Conheci professores que me auxiliaram no ingresso ao mestrado e ao doutorado na Universidade Federal Fluminense, consegui empregos por indicação de professores, e após minha formação comecei a dar aula na FAFIMA, onde hoje sou diretor”, relata. Conforme mencionado acima, a história completa da ex-aluna e recém-formada Marina e sua família será divulgada em edição na próxima semana. “A história deles é bastante emocionante. A Marina foi uma das formandas de pedagogia, e na plateia estavam seu pai e sua mãe, ambos há 25 anos se conheceram aqui mesmo, na Fafima, e se casaram. A mãe, inclusive, pediu a palavra e narrou toda a importância da FAFIMA na história de sua vida e na de nossa cidade”, lembra o diretor.
um aumento de 70% na adesão das unidades escolares da rede à agricultura familiar. A elaboração da especificação técnica dos gêneros alimentícios que poderão ser adquiridos na Chamada Pública é feita pela Seeduc, em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-RJ), levando em consideração os alimentos típicos da agricultura do Estado. Esse ano, a especificação técnica conta com 39 itens: abacaxi, abóbora, abobrinha, aipim, alface, arroz, bananada, banana prata, batata doce, berinjela, beterraba, brócolis, caqui, cebolinha, cenoura, coentro, couve, couve-flor, chuchu, espinafre, feijão, filé de peixe, goiaba, goiabada, inhame, iogurte, laranja natal/seleta, limão, manga, mel, melancia, ovos/ovos de galinha caipira, pepino, quiabo, repolho, salsa, tangerina, tomate e vagem. Segundo a Seeduc, a iniciativa ainda pode ser ampliada. O Estado pode utilizar até 100% dos recursos repassados pelo FNDE para a alimentação escolar.
Vagas oferecidas são para o segundo semestre. Inscrições podem ser feitas pelo www.salesiana.edu. br ou na sede da instituição A Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora (FSMA) Macaé segue com as inscrições abertas para o vestibular do segundo semestre. As oportunidades são para os cursos de Administração, Comunicação Social - habilitação em Jornalismo e/ou Publicidade e Propaganda, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Química, Engenharia da Computação e Psicologia. O valor da taxa de inscrição é de R$ 25,00, pagável em qualquer banco ou casa lotérica até o vencimento.
Os interessados podem se inscrever pelo www.salesiana.edu.br até o dia 8 de junho ou, presencialmente, na secretaria da instituição até o dia 12 de junho das 15h às 21h. Os candidatos farão prova no dia 14 de junho das 9h às 12h. A avaliação será composta por uma redação e questões de Conhecimentos Gerais, Língua Portuguesa e Matemática. De acordo com o edital, o gabarito estará disponível no dia 15, a partir das 16h, e o prazo para o resultado final e matricula dos classificados será nos dias 17, 18 e 19 de junho também a partir das 16h. A instituição oferece a opção de ingresso nos cursos por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste caso, é necessário que o candidato tenha obtido a média aritmética igual ou superior a 400 das notas das 4
áreas (Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias) e na redação. Serão disponibilizadas 20% das vagas estabelecidas no edital. Entretanto, segundo o edital, apenas terão direito ao benefício aqueles que manifestarem a intenção de utilizar o resultado do ENEM no ato da inscrição e apresentarem a documentação comprobatória na secretaria da Faculdade. O ingresso por essa modalidade está condicionado ainda ao número de vagas reservadas para o curso pretendido, preenchidas por ordem decrescente de nota. Os não-classificados para o número de vagas disponíveis deverão realizar as provas do vestibular de acordo com as normas estabelecidas pela instituição. Wanderley Gil
Processo seletivo será por meio de prova composta por uma redação e questões de Conhecimentos Gerais, Língua Portuguesa e Matemática
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), domingo, 19 e segunda-feira, 20 de abril de 2015
sustentabilidade
Evento em Macaé discute alternativas para uma sociedade mais sustentável VIII Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de maio das 14 às 21 horas, no Clube Cidade do Sol Martinho Santafé
DIVULGAÇÃO
T
endo como tema central “Soluções urbanas sustentáveis”, a VIII Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos, realização da Revista Visão Socioambiental e parceiros, com o apoio de O Debate, que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de maio, das 14 às 21 horas, no Clube Cidade do Sol, em Macaé, volta a abordar algumas questões fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região mais impactada pelas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural no país. Desde a primeira edição em maio de 2008, este tem sido o tema recorrente do Fórum do evento. Para discutir o presente e o futuro de municípios extremamente dependentes de uma riqueza não renovável, o evento tem trazido personalidades locais, regionais e nacionais de prestígio e reconhecida expertise, disponibilizando um espaço democrático para a circulação de idéias e projetos. “Hoje, mais do que nunca, é preciso discutir alternativas que sejam economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas”, afirmam os organizadores do evento. Além de painéis e palestras, o Fórum da VIII Feira de RSE disponibilizará um espaço para a apresentação de projetos e ações implementados na região que têm o objetivo de fortalecer a sustentabilidade urbana. No primeiro dia do evento,26 de maio a partir das 15 horas, após a palestra de abertura, haverá um painel sobre “Impactos urbanos das mudanças climáticas”, com os sub-temas “Recursos hídricos: gerenciando a escassez”, com o professor Francisco de Assis Esteves, fundador do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem/UFRJ); e “Ecologia das cidades”, com o professor Arthur Soffiati, escritor e doutor em História Social. No mesmo dia, outro Painel abordará o tema ‘Cidades mais sustentáveis”, com os sub-temas “Mobilidade urbana: uma visão sustentável”, com João Sayd, arquiteto e urbanista, que atuou na elaboração do Plano Diretor da Cidade Universitária da UFRJ e em projetos de urbanização de favelas; e “Cidadania ambiental nos processos de transformação urbana”, com Hermeto Didonet, engenheiro agrônomo com especialização em Ciências Ambientais e Gestão Pública. Para fechar a programação do primeiro dia, haverá palestra sobre “Water Vector: máquinas vidas que fazem água limpa”, um projeto pioneiro e bastante inovador desenvolvido por um grupo de engenheiros e empresários de Macaé. Impactos do desenvolvimento
Na quarta-feira, 27 de maio, a partir das 15 horas, o Fórum da VIII Feira de RSE iniciará com o Painel “Desenvolvimen-
O Coletivo Harmonia estimula mudanças de hábitos em consonância com o paradigma global emergente
to local”, com os sub-temas “A política econômica do RJ e seus impactos socioambientais na região norte fluminense”, com o professor Marcos Antônio Pedlowski, PhD em Planejamento e professor do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico da UENF; e “O novo projeto de desenvolvimento econômico nacional e as implicações no processo de licenciamento ambiental”, com Thiago Wentzel, especialista em Gestão Ambiental e mestre em Ciências Ambientais e Conservação. Em seguida a palestra será de representante da Itaipu Binacional, um dos patrocinadores do evento, que desenvolve o programa “Cultivando Água Boa”, premiado pela ONU durante a Rio+20. Depois o Painel “Conexões urbanas”, com os sub-temas “Hererogênese urbana”, com Paulo de Tarso Peixoto, mestre e doutorando em Psicologia, diretor do Espaço Vital; e “Interferências cósmico-urbanas”, com Sandra Wyatt, terapeuta psicomotora com formação em Cultura pela Paz na Irmane C pela Paz. A programação do segundo dia do evento será encerrada com a palestra do jornalista, ambientalista e co-organizador da Feira de RSE, Martinho Santafé, com o tema “Consumindo o futuro”. Na quinta-feira, 28 de maio, a programação do Fórum começa com o Painel “Outros caminhos da economia”, com os sub-temas “A criatividade como alternativa econômica”, com Lincoln Weinhardt, gerente de Planejamento Integrado e Gerenciamento de Contratos de Projetos, Construção e Montagem da Petrobras/UO-BC e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Macaé; e ‘Ambiente e desenvolvimento: dois lados de uma moeda”, com representante da secretaria de
Ambiente de Macaé. Em seguida, palestra sobre o tema “Construções urbanas sustentáveis”, com a equipe da premiada arquiteta Viviane Cunha. Logo depois o Painel “Emergências ambientais”, que abordará alternativas para superar a falta de recursos dos órgãos públicos para enfrentar problemas recorrentes nas áreas de preservação, como incêndios, desmatamento ilegal etc. Este Painel contará com a participação de representantes de entidades ambientalistas, da Guarda Ambiental de Macaé e Rio das Ostras, do INEA e Ibama. Para concluir a programação, o Painel “Arranjos urbanos sustentáveis” apresentará projetos socioambientais desenvolvidos em Macaé e região, como o Coletivo Harmonia e o NEA-BC. Relações mais justas e solidárias
O Coletivo Harmonia, que participará da VIII Feira de RSE Bacia de Campos, foi lançado entre os dias 06 e 08 de março na Galeria Bia Café com Arte. De acordo com Lívia Campos e Lana Rosa, o coletivo nasceu do anseio de um grupo de amigos de oferecer à Macaé ações e reflexões de cunho socioambiental com objetivo de estimular localmente mudanças de hábitos que estejam em consonância com o paradigma global emergente, onde as relações entre homens e a natureza são mais justas e solidárias. As atividades naquele final de semana envolveram exposição artística de mandalas e mosaicos, celebrada com a apresentação de músicos locais e um buffet vegetariano. A concepção dessa exposição envolveu a associação entre arte e espiritualidade, buscando resgatar a questão do sagrado no cotidiano através de símbolos e simbologias de antigas e variadas tradições.
No sábado e no domingo o espaço da exposição passou a receber atividades diversas como oficinas - Yoga para adultos e crianças, Ikebana e Horta Urbana -, rodas de conversa - sobre Ecovilas e Orgânicos -, leitura de aura e troca de livros. “A programação foi pensada com objetivo de proporcionar momentos de práticas saudáveis, críticas e solidárias, além de estimular reflexões sobre uma espiritualidade que associe o homem e a natureza. Todas as atividades foram oferecidas de forma gratuita, sendo todos os facilitadores amigos e participantes do coletivo Harmonia colocando em prática a atitude solidária proposta pelo evento”, explica Lívia. Destacaram-se algumas participações como a presença de alunos do curso de jornalismo, que vieram cobrir o evento estimulados por um de seus professores; a vinda espontânea de um representante de produtores da serra macaense trazendo queijo, banana e mandioca para venda no local; a presença de representantes do NUPEM - alunos de mestrado e professores; a participação de representantes da velha guarda ambientalista macaense, apoiando e agregando sua experiência à formação desse movimento inovador que é o coletivo Harmonia. Movimentar a cena alternativa
O objetivo inicial do Harmonia foi movimentar a cena alternativa na cidade de Macaé, realizar o encontro de pessoas interessadas em um modo de vida sustentável, distribuir e receber informação sobre novas tendências de alimentação e consumo, atividades físicas, práticas espirituais, ambientalismo em geral, relações humanas, ocupação urbana crítica entre tantos outros temas associados. A resposta positiva do
público presente e também nas redes sociais fortaleceu o ideal do coletivo de que este é um momento de atuar intensamente em Macaé melhorando a qualidade de vida na nossa cidade. Para manter e fortalecer as relações estabelecidas através do evento o coletivo organizou na rede social Facebook uma página denominada Harmonia, que servirá de canal de comunicação para realização de outros encontros e também para discussão e encaminhamento dos temas tratados no evento. Até o momento a ideia é de realizar outro final de semana de atividades no segundo semestre, porém, agregando um número maior de facilitadores e de organizadores, em uma proposta mais ampla de gestão participativa. Outras ações do coletivo Harmonia atualmente são a Horta Comunitária Nova Macaé e a organização de um coletivo de consumo solidário para os que buscam uma boa alimentação e que se preocupam com a origem do alimento, entendendo o ciclo de produção e consumo e apoiando a agricultura familiar local. A Horta Comunitária está se desenvolvendo de forma participativa através da ocupação de uma praça abandonada na rua 9 da Nova Macaé. Embora o coletivo busque incentivar a participação dos moradores do bairro onde se encontra a horta, tem crescido a contribuição de moradores de toda a cidade. Máquinas vivas que fazem água limpa
O projeto Water Vector Initiative, que será apresentado pela primeira vez na VIII Feira de RSE Bacia de Campos, busca desenvolver, com escalabilidade, soluções práticas, energeticamente eficientes e de baixo custo para o tratamento natural de efluentes. As soluções pesqui-
sadas partem da adaptação dos casos de sucesso encontrados nas estações de tratamento desse tipo existentes no mundo atualmente. Estas, conforme proposto pela equipe que lidera o projeto, serão estações de tratamento de efluentes que utilizam processos naturais e podem ser empregadas desde em uma única residência a até mesmo cidades inteiras. A Water Vector Initiative é um projeto que objetiva o ganho de eficiência hídrica no tratamento de efluentes poluídos, convertendo-os em água potável. O projeto apoia-se em três pilares fundamentais: o emprego de processos naturais, a garantia da eficiência energética nos processos e o desenvolvimento de tecnologias abertas. O projeto tem como objetivo a elaboração de modelos de estações de tratamento de efluentes que utilizarão processos naturais confinados e controlados. Também adota plenamente os conceitos e as práticas da tecnologia livre. Após a conclusão de cada etapa, o que implica na comprovação dos resultados, todo o conhecimento gerado será disponibilizado para a sociedade que poderá utilizá-lo livremente. Na segunda quinzena de março de 2015 foi iniciada a construção dos elementos do primeiro protótipo que possui dez módulos funcionais e capacidade máxima prevista de cerca de quatro mil litros de água por dia na planta principal. A equipe gestora planeja a divulgação dos primeiros resultados para até o final de 2015. A construção do primeiro protótipo está dividida em cinco etapas. Cada etapa possui objetivos bem definidos, e seu cumprimento é pré-requisito para o início da próxima.m São elas: Safe Water (Água Segura); Clear Water (Água Cristalina); Drinking Water (Água Potável); Hard Smash (Combate Pesado); e Addons (Acessórios). O projeto Water Vector Initiative não é uma empresa e está sendo conduzido por um grupo de trabalho desvinculado de qualquer instituição. Os trabalhos são geridos por um staff responsável por deliberações estratégias, captação, aquisição e gestão de recursos, administração das demandas, gestão e difusão do conhecimento. A equipe é composta por Lorenzo Prucoli Martins, idealizador e coordenador técnico, Ramon Narcizo, responsável pela gestão das inovações e do conhecimento do projeto, Demerval Porto Maciel, articulador externo e responsável pela gestão das demandas, Antonísio Prucoli Martins, articulador interno e responsável pela prospecção tecnológica e Márcio Henrique Severino Ferreira, responsável pela administração, gestão e investimento dos recursos. Atualmente as atividades estão sendo custeadas por meio de recursos pessoais dos colaboradores e de contribuições das empresas RT-LEA, Nutrishore e J4SYSTEMS.
Saúde
Alimentação balanceada é indicação de especialistas Pratos coloridos são as principais dicas dos nutricionistas Quem nunca ouviu dizer, que aos finais de semana não há problemas fugir da dieta? E aqueles que declaram as segundas-feiras como o dia oficial do regime? Pois bem, diante dessas afirmações, é preciso cuidados às escapadinhas para as tradicionais cervejinhas e guloseimas dos finais de semana. Sair da rotina de vez em quando é bem comum, porém, a melhor
dica é não exagerar. Especialistas alertam em relação aos exageros, a principal recomendação é sempre manter uma boa alimentação, durante todo o ano. Aqueles que não sabem por onde começar a melhorar, a nutricionista Thaís Godinho, sugere algumas dicas. De acordo com ela, o primeiro passo é fazer refeições mais leves, com base em alimentos in natura, em grande variedade e predominante de origem vegetal. Deve-se evitar o consumo de sal, açúcares, óleos e gorduras ou consumir em pequena
quantidade. O consumo de frutas, verduras e legumes e água é ainda mais importante, pois auxilia na hidratação e reposição de sais minerais perdidos na sudorese, geralmente aumentada nos dias de folia. Alimentos leves e com alto teor de água, como melancia, laranja e melão, e saladas cruas, como alface, cenoura, tomate e rúcula, aumentam a sensação de saciedade e reduzem a sensação de sede. Água, sucos de frutas naturais e água de coco sem adição de açúcar, auxiliam na hidratação
do corpo. Chás podem ser bons aliados. A água é indispensável ao funcionamento adequado do organismo humano e essencial à vida. Dê atenção também ao consumo de fibras, elas ajudam a varrer as toxinas do organismo, além de auxiliar no bom funcionamento do intestino. Thaís ressalta a importância da alimentação variada, comendo de tudo um pouco, tendo sempre atenção com as cores. “Quanto mais cores, mais vitaminas diferentes as pessoas estão ingerindo”, frisou.
Kaná Manhães
Uma dieta equilibrada previne contra doenças e melhora a qualidade de vida das pessoas
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CUIDADOS
Atividades físicas regulares ajudam a combater doenças Para os que já praticam atividades é preciso certos cuidados com a alta temperatura
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prática de atividades físicas traz benefícios para saúde do corpo e da mente, é constantemente a receita para os males do corpo, prescrita por especialistas. Macaé possui diversas opções para quem deseja começar a mudar os hábitos e se exercitar gratuitamente. Com o vasto litoral que contempla o município, as opções de atividades são bem variadas para quem procura atividades ao ar livre. Quem costuma passar pelas orlas das diversas praias da cidade, observa a quantidade de pessoas que costumam praticar algum tipo de exercício. Há uma grande variedade de esportes para quem deseja deixar a ociosidade e cultivar a qualidade de vida. Entre os esportes mais praticados pela população nas praias, estão: o surf, kite surf, frescobol nas areias, caminhada nos calça-
dões, bicicletas, skates, patins, canoagem, stand up paddle, prática de remar em cima de um pranchão e muito mais. Além dessas opções, ainda existem as academias ao ar livre, nem todas ficam na beiramar, porém, todas são abertas ao público que buscam uma vida mais saudável. Porém, mesmo não estando na estação mais quente do ano, o calor continua intenso na nossa região e por conta disso, é preciso sempre ter cuidados ao se exercitar. É preciso seguir algumas orientações durante a prática de exercícios nos dias quentes, não apenas quem faz as atividades ao ar livre, mas todos os praticantes de exercícios. Os horários, vestimentas, alimentação e hidratação, são os alertas dos especialistas. O melhor horário é antes das 10h da manhã ou no final da tarde, após às 16 horas. Quanto as
WANDERLEY GIL
Macaenses aproveitam espaços ao ar livre para se exercitarem e se divertirem
roupas, preferencialmente roupas de tecidos leves e de cores claras. O uso de protetores solares e chapéus também são indispensáveis. E uma das principais recomendações é a hidratação, tomar bastante água é fundamental, antes, durante e após os
exercícios, principalmente se a atividade for aeróbica, como andar de bicicleta, caminhar, correr, entre outras. A exposição ao sol é também algo com que se preocupar, por isso é indispensável o uso do protetor solar. Os raios ultravioletas (UV) têm efeito
cumulativo e penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações e doenças mais graves como câncer de pele. Para prevenir tumores cutâneos, a recomendação é evitar a exposição solar entre 10 horas e 16 horas, período de maior inci-
dência de radiação ultravioleta B, e fazer uso de protetor solar, fator mínimo de 30. O protetor solar deve ser usado diariamente, a indicação é que se faça o uso do protetor ainda em casa e reaplicado ao longo do dia, preferencialmente de duas em duas horas, se houver muita transpiração ou exposição ao sol prolongada. É preciso aplicar uma boa camada do produto, uma colher de chá rasa, para o rosto e três colheres de sopa para o resto do corpo, uniformemente, sem deixar nenhuma área do corpo descoberta. A prática de atividade física proporciona benefícios à composição corporal, saúde e à qualidade de vida. O corpo reage de diversas formas aos exercícios praticados, como a natureza do estímulo, a duração e intensidade do esforço, o grau de treinamento e o estado nutricional do praticante.
HIV/AIDS
Programa estende acesso ao medicamento 3 em 1 Antes, o remédio estava disponível apenas para as pessoas que iniciavam o tratamento Durante a última semana, o Ministério da Saúde (MS), iniciou a distribuição da dose tripla combinada aos pacientes com HIV e Aids dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Antes, o medicamento estava disponível apenas para as pessoas que iniciavam o tratamento. Agora será ofertado a todos os pacientes em tratamento que usam esta combinação de drogas, os novos e os antigos. A combinação dos medicamentos permite uma adesão melhor ao tratamento, já que é de mais fácil ingestão, com a redução de três comprimidos, para apenas um. O
medicamento beneficia mais de 100 mil pacientes em todo o país, com HIV e Aids. O Ministério da Saúde investiu R$ 80 milhões na aquisição de 90 milhões de comprimidos. O estoque é suficiente para atender os pacientes em tratamento nos próximos 12 meses. O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Tratamento de Adultos com HIV e Aids, do Ministério da Saúde, como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) para 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse
total, 12 são produzidos no Brasil. Em Macaé, até o final de novembro de 2014, o Centro de Testagem e Acolhimento (CTA), realizou o teste para HIV em 1.211 pessoas e obtiveram 104 positivos. Todas essas pessoas procuraram o CTA espontaneamente. O Programa Municipal de DST/ AIDS é considerado referência em atendimento na região. O paciente tem disponível uma estrutura assistencial formada por médicos de diversas especialidades. Além da realização de testes para Sífilis e hepatites B e C. Aqueles que desejam fazer a Testagem Rápida diagnóstica de HIV podem procurar a sede do programa, com um documento com foto. Os profissionais do setor garantem que o exame é sigiloso e seguro. O Programa fica na Rua Velho Campos, 354, Centro.
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