KANÁ MANHÃES
WANDERLEY GIL
LAGOA ROCK CELEBRA DOIS ANOS COM BOA MÚSICA
PROPOSTA SUSTENTÁVEL VOLTARÁ A SER DEBATIDA
CORRENTEZA É O PRINCIPAL RISCO NAS PRAIAS
GERAL, PÁG.6
POLÍTICA, PÁG.3
POLÍCIA, PÁG.5
R$ 1,50 Macaé (RJ), domingo, 18 e segundafeira, 19 de janeiro de 2015 Ano XXXIX, Nº 8609 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
KANÁ MANHÃES
Em 2014 mais de 400 mil passageiros foram transportados através das mais de 60 mil operações aéreas registradas no Aeroporto de Macaé, a 12ª base do país em volume de atividades
Aeroporto recebe aporte de R$ 65 milhões em dois anos
Recursos garantiram construção de nova torre de controle, modernização do sistema de monitoramento do espaço aéreo e criação de novo terminal com capacidade para atender 700 mil passageiros por ano PÁG. 3 GERAL
BAIRROS EM DEBATE WANDERLEY GIL
Cavaleiros vira bairro modelo em Macaé
Após ser destruído por uma ressaca, calçadão foi revitalizado
Fundação Luiz Reid reelege presidente e aprova conselheiros Reunidos no final da tarde de terça-feira (13), numa das salas da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé, os membros da Fun-
Criação de ciclofaixa, espaço de convivência e revitalização valorizam área nobre da cidade
O DEBATE
Exemplo da transformação registrada por Macaé ao longo dos últimos 40 anos, os Cavaleiros tornou-se o bairro-modelo da Capital Nacional do Petróleo. Criação de ciclofaixa, revitalização da orla, implantação de espaço de convivência e reforço na segurança são alguns dos serviços que atendem, tanto quem vive em um dos locais mais nobres da cidade, quanto por quem frequenta o principal point de Macaé. A valorização do bairro, que eleva a autoestima dos moradores, passa a ser admirada por quem vive em outros pontos da cidade. PÁG. 9
Giselda, Elizabeth, Ivânia, Antônio Carlos, Edson, Márcia e Oscar
POLÍCIA
GERAL
GAT realiza operação contra o tráfico
Projeto Botinho integra gerações
Domingo é dia da família nas praças
Equipe da PM intensifica ações contra o crime em pontos da região PÁG. 5
Crianças e adultos participam de atividades realizadas na praia PÁG. 5
Espaços de convivência ficam movimentados durante o verão PÁG. 10
CADERNO DOIS
Belezas da Serra são destaque no verão Região apresenta atrativos para turistas na cidade PÁG.4
GERAL
KANÁ MANHÃES
Família participa de projeto que mistura exercícios e disciplina GERAL
Trabalho visa expandir rede de atendimento no país PÁG. 10
GERAL
CADERNO DOIS
Desmatamento agrava Sistema de transplante Arte do grafite enfeita escassez de água amplia leitos espaços da cidade Alerta exige medidas para reduzir agressão ambiental PÁG. 8
dação Educacional Luiz Reid participaram de assembleia para a eleição dos Conselhos Diretor, Curador e Fiscal, para o triênio 2015-2018. PÁG. 11
Desenhos ocupam áreas urbanas do município CAPA
WANDERLEY GIL
Diversão está garantida
ÍNDICE TEMPO
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
Máxima 38º C Mínima 23º C
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), domingo, 18 e segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Cidade
NOTA
Preço da caneta tem maior carga de impostos entre o material escolar. No preço final do item, 47,49% são impostos. Agenda, apontador e borracha apresentam 43,19% de taxas.
SEMANA EM DEBATE
O DEBATE EM MEMÓRIA EDIÇÃO: 258
Susto no trânsito
Ex-síndico do Edifício Quissamã morreu sem receber socorro urgente do INAMPS
M
otoristas que trafegavam, na tarde de ontem, pela Rua Teixeira de Gouveia, na quadra próxima a Rodoviária de Macaé, foram surpreendidos com a queda de uma árvore que atingiu uma moto e um carro que estavam parados próximos à margem da via. Apesar do susto ninguém se feriu. Um ônibus da Autoviação 1001 quase foi atingido pelo pesado tronco da árvore que bloqueou o trânsito na rua, em um dos horários mais movimentados. O incidente mobilizou a equipe da Coordenadoria Extraordinária da Defesa Civil que interditou o local. Técnicos da secretaria municipal de Ambiente também foram acionados para acompanhar a remoção das raízes da árvore que arrancou também fios de redes de telefonia, internet e televisão a cabo. WANDERLEY GIL
PUBLICAÇÃO: 06 DE JUNHO DE 1981
WANDERLEY GIL
Motoristas enfrentam 'batalha' por vistoria Além do pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), os motoristas de Macaé possuem uma preocupação extra todo início de ano: garantir vagas para a realização da vistoria anual dos veículos, através da unidade do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) em
Macaé. Mesmo com a vigência das datas de pagamento das parcelas do IPVA e o vencimento do primeiro prazo para vistoria apenas em maio, motoristas tentam agilizar a realização do serviço para evitar transtornos ao longo do ano. Hoje, o posto de Macaé oferece em média 210 vagas para licenciamento.
Cobrança por duplicação segue demanda offshore Ao iniciar 2015 reassumindo os trabalhos relativos às demandas ainda não atendidas da indústria do petróleo local, a Comissão Municipal da Firjan estabelece novos temas de discussão sobre logística, que envolvem diretamente a BR 101. Principal "artéria" rodoviária do país, a BR 101 ainda é a rota fundamental para a integração de todas as atividades econômicas registradas nos municípios do Norte Fluminense.
WANDERLEY GIL
Por volta das 15h de sexta-feira, depois de sentir-se mal e cair ao chão, sendo amparado por populares, que imediatamente solicitaram a presença de socorro do Posto de Urgência do INAMPS, que só chegou ao local após muita demora, mais de 30 minutos, faleceu o Sr. Manoel Afonso da Silva, de 62 anos, residente na Av. Rui Barbosa, 313, apartamento 304. Os moradores do Edifício Quissamã e dezenas de pessoas que se aproximaram do local, ficaram revoltados com a omissão de socorro, porque apesar de constantemente solicitado, o médico só compareceu para atestar o óbito.
Motoristas de táxi podem ir à Justiça para manter autonomia Diversos motoristas de praça compareceram quinta-feira última à reunião da Câmara Municipal, aplaudindo diversas vezes as críticas feitas pelos vereadores ao Decreto nº 021/81, que aprovou Regulamento dos Serviços de Táxis, baixado pelo Prefeito Carlos Mussi. Eles disseram que estão dispostos a recorrer à Justiça se não forem atendidos seus apelos no sentido de serem feitas modificações que venham beneficiá-los e às suas famílias no que diz respeito a autonomia.
Ônibus intermunicipais tiveram aumento nas passagens Desde o dia 1º de junho, com a publicação da nova tabela no Diário Oficial, os ônibus das linhas intermunicipais têm novos preços nas passagens, reajustados pelos Departamento de Transportes Concedidos. A passagem Macaé x Niterói, via BR 101, foi fixada em C$ 328,00 e as empresas afirmam que o aumento não
chegou a atingir a simples correção do preço anterior.
Engenheiro rebate críticas feitas a Petrobras Em carta publicada no Jornal do Brasil de 02/06, no Caderno B, o Engenheiro Ricardo Albuquerque Maranhão, residente em Macaé, rebateu as críticas feitas a Petrobras pelo Jornalista Fernando Pedreira, em artigo veiculado na edição de 26/04 sobre o título “O País Gordo (e o magro)”. Na carta, o engenheiro presta detalhados esclarecimentos sobre a atuação da Petrobras na Bacia Macaé/Campos, onde as instalações definitivas permitirão, a partir de 1984, a produção de 285 mil barris/dia de petróleo e 3 milhões de metros cúbicos de gás.
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Macaé (RJ), domingo, 18 e segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
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Política
“Sem dúvidas realizamos um dos mais importantes projetos da história do nosso Aeroporto” HÉLIO BATISTA, INFRAERO
REFERÊNCIA WANDERLEY GIL
PONTO DE VISTA Macaé sem pista Quando o então presidente da Associação Comercial de Macaé, Aristóteles Cliton da Silva Santos, e da Comissão Municipal da Firjan, Evandro Esteves, agora Secretário Municipal de Mobilidade Urbana, no início de 2014, se reuniram com o Superintendente do Aeroporto de Macaé, Hélio Batista dos Santos Filho, tomaram conhecimento de que no Planejamento Estratégico da Infraero existe projeto de construção de uma nova pista de 1.500 metros. Em 2014, mais de 400 mil passageiros foram transportados através das mais de 60 mil operações aéreas registradas no Aeroporto
Aeroporto recebe aporte de R$ 65 milhões em dois anos Recursos garantiram construção de nova torre de controle, modernização do sistema de monitoramento do espaço aéreo e criação de novo terminal Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
M
ais importante base aérea do interior do Rio de Janeiro, capaz de registrar números de operações que superam terminais situados em capitais de estados brasileiros, o Aeroporto de Macaé concentrou, também, ao longo dos últimos dois anos, um dos mais expressivos investimentos já aplicados em aeroportos regionais do país. Entre obras já executadas e projetos em andamento, a principal base logística para o segmento offshore captou mais de R$ 65 milhões em recursos disponibilizados pela Infraero. Com potencial destacado pela indústria do petróleo, o aeroporto pode receber novas intervenções nos próximos anos. Referência para outros terminais situados na região, que visam atender demandas do segmento offshore, o Aeroporto de Macaé ficou de fora do planejamento de obras apresentado pelo governo do Estado. A proposta é captar junto ao governo federal recursos disponíveis pelo Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR), para preparar terminais como o de Campos dos Goytacazes, Itaperuna e Resende para receber operações de voos comerciais, promovendo integração com o
Rio de Janeiro e outros estados. A exceção do Aeroporto de Macaé está relacionada ao seu grau de importância para o desenvolvimento econômico regional, destaque identificado pela Infraero ao aportar os mais de R$ 65 milhões de recursos aplicados na base macaense. De 2012 a 2014, cerca de R$ 15 milhões foram efetivamente injetados no Aeroporto de Macaé, em obras de manutenção e reestruturação. Deste total, R$ 1,2 milhão foram aplicados nas obras de reforço estrutural da pista de pousos e decolagens, realizadas ao longo de 2012. Dois anos após as intervenções na pista, o número de operações realizadas pelo Aeroporto, entre transporte de passageiros e deslocamento de aeronaves, dobrou. "Hoje transportamos anualmente mais de 400 mil passageiros. A maior parte deste número é referente aos voos offshore", explicou o superintendente do Aeroporto de Macaé, Hélio Batista dos Santos Filho. Já cerca de R$ 13,8 milhões foram investidos na construção da nova torre de controle (TWR), assim como na modernização do setor de Centro de Controle de Aproximação (APP) do terminal macaense, ligado ao Módulo Operacional de Navegação Aérea (MONA).
O projeto estrutural também foi finalizado em 2012. Dentro deste investimento, o Aeroporto passou a contar, em outubro do ano passado, com o Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional (Sagitario), capaz de oferecer maior precisão ao trabalho de registro do deslocamento dos helicópteros e aviões que trafegam pelo espaço aéreo macaense. "O Aeroporto de Macaé também é referência na modernização deste sistema", disse Hélio. Ao concentrar o maior volume de recursos, cerca de R$ 52 milhões, o projeto de expansão estrutural terá a primeira fase concluída neste ano. Iniciadas em 2012, as obras de
construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto serão entregues em junho deste ano. As intervenções foram paralisadas por um ano, em função da desistência da primeira empresa responsável pelo projeto. "Este é, sem dúvida, o maior projeto já realizado na história do nosso Aeroporto", destacou o superintendente da base. O espaço terá 11 mil metros quadrados, com capacidade anual de atender a 700 mil passageiros. O projeto estrutural prevê também expansão do estacionamento de veículos do Aeroporto, passando de 76 para 470 vagas. Além do novo terminal, o Aeroporto ganhará nova sede administrativa. Todo o projeto deverá ser concluído em 2016. WANDERLEY GIL
Novo terminal terá capacidade de atender 700 mil passageiros
LEGISLATIVO
Proposta sustentável poderá ser reapresentada na Câmara Defesa por preservação de recursos naturais reforça projeto de criação do "Eco-IPTU" A rejeição de um projeto de lei debatido no ano passado pela Câmara de Vereadores, que prevê o incentivo fiscal a projetos sustentáveis, voltados a garantir o uso consciente dos recursos naturais, ainda gera análises e discussões na cidade. Em um momento em que aflora a discussão sobre o uso racional da água em meio a uma crise hídrica identificada em vários pontos do país, a proposta que estabelecia descontos no IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) aos proprietários de imóveis em Macaé que adotassem sistemas de captação
de água da chuva, reuso da água e de aquecimento hidráulico solar, deveria ser encarada como um mecanismo de incentivo à preservação do ecossistema. De acordo com o projeto, apresentado pelo vereador Igor Sardinha (PT), os descontos poderiam ser acumulativos variando entre 2% a 6%. "A ação seria fundamental para estimularmos que as construções no município passassem a ser cada vez mais responsáveis ambientalmente. Porém, a bancada governista acabou derrubando a nossa proposta", disse Igor. A discussão sobre a implementação do projeto de lei batizado de "Eco-IPTU" acontece exatamente no ápice do problema de fornecimento de água no país. A crise hídrica que atingiu
WANDERLEY GIL
Igor Sardinha (PT)
em cheio São Paulo nos últimos meses está prestes a alcançar um novo recorde negativo, com reflexos no abastecimento do Estado do Rio. O maior reservatório do Rio Paraíba do Sul, localizado em Paraibuna, no Vale do Paraíba paulista, está com apenas 0,38% de sua capacidade. "O poder público não pode continuar inerte. Ações que estimulem a sociedade a mudar seus hábitos devem ser promovidas. Nosso projeto conseguiria estimular a captação de água da chuva para posterior aproveitamento nos imóveis, por exemplo. Isso é sustentabilidade. Isso é o caminho correto para lidar com nossos recursos naturais", reforçou Igor que não descartou reapresentar a iniciativa neste ano.
Depois de entendimentos mantidos entre os representantes que conheceram profundamente a situação, Evandro Esteves foi substituído por Marcelo Reid (Merrel), na Firjan, e assumiu a Secretaria de Mobilidade Urbana. Exatamente naquele período foi iniciada uma mobilização das instituições envolvidas, levando a reivindicação para o então ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, que após receber as representações macaenses em Brasília conseguiu enxergar a importância da construção de uma nova pista para pouso e decolagem de grandes aeronaves, inclusive de carga, levando a Infraero a projetar, inclusive, o chamado porto seco, para atender as empresas que trabalham na indústria do petróleo e importam muitos equipamentos do exterior, descarregando em Viracopos (São Paulo), Tom Jobim (Rio de Janeiro) e Aeroporto de Cabo Frio, e por via terrestre, até Macaé, através de pesadas carretas que impactam o trânsito na BR-101 e, também na RJ-106. O então ministro Moreira
Franco abraçou a reivindicação, determinou imediatamente uma empresa para fazer o plano de viabilidade e, de olho no futuro e necessidade de Macaé ter uma sala de visitas, decidiu pela construção de uma pista de 2.100 metros. Quase no final do ano, Moreira Franco visitou Macaé mais uma vez e, na sede da Schlumberger, reunido com as autoridades do município, do estado, de órgãos federais e empresários, bateu o martelo e decidiu que a pista deveria ser construída e recurso existia no Fundo de Aviação. Veio a eleição, a representação política de Macaé ficou muda, mudou o governo, assumiram outros ministros, Moreira Franco saiu, e agora, anunciados a construção de novos aeroportos regionais, Macaé ficou de fora da relação. Quer dizer, literalmente, Macaé continuará sem uma nova pista no aeroporto e as obras de duplicação da BR-101, que andam a passo de cágado, só devem ser concluídas em 2021, e ninguém fala mais no assunto. Cadê a representação política do município?
Outra vez, o porto Às vezes pode se tornar cansativo repercutir algum caso mas, do jeito que andam as coisas, não será fácil para o município estancar um possível esvaziamento econômico, se não houver por parte da representação administrativa municipal, estadual e federal, aliada às das instituições, principalmente a da Comissão Municipal da Firjan, uma séria e rápida mobilização de todos os setores para fazer acontecer o projeto do terminal portuário de São José do Barreto. O processo, iniciado na segunda gestão do prefeito Riverton Mussi, poderia ter deslanchado, mas ele não ligou. Dr. Aluízio (PV), eleito deputado federal e da bancada de Zequinha Sarney, também do PV e ligado ao Ibama, conhecendo o processo, não atuou no parlamento para desburocratizar o processo da Queiroz Galvão, embora o empresário Francisco Navega, na ocasião presidente da Fumdec - Fundação de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Macaé, e que antes ocupou também a presidência da Comissão da Firjan, cansou de alardear e mostrar caminhos para que o projeto não fosse atropelado. Até que a Queiroz Galvão, com muito empenho, e realizada uma audiência pública na Câmara Municipal, na Comissão Permanente de Meio Ambiente, presidida pelo vereador Maxwel Vaz, conseguiu atrair a atenção das autoridades para a importância do porto no Barreto. Realizada a primeira audiência pública convocada pelo CECA - Comissão Estadual de Controle Ambiental, da Secretaria de Meio Ambiente, a minoria conseguiu, com o slogan “Xô Porto”, estancar a iniciativa. Nova mobilização, nova audiência
pública marcada para o dia 16 de junho, uma maioria esmagadora de participantes aprovaram todas as exigências e explicações, e deveria a licença para fazer o Terminal Portuário - TEPOR, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, estar concedida em até dois meses depois. Mais uma vez a minoria fez prevalecer, com estratégias não muito razoáveis, que o ICMBio até agora se manifestasse para concluir o processo. Razão pela qual o vereador Maxwell Vaz, mobilizando um grupo de empresários, políticos e representantes da sociedade civil organizada, tenta buscar a manifestação daquele órgão. Enquanto isso acontece, a Fourchon aluga um estaleiro de Eike Batista por R$ 950 milhões, participa de uma licitação (?) da Petrobras suspeita pelo Ministério Público, a CECA convoca audiência pública para discutir a Licença Prévia da DTA Engenharia Ltda, para implantar um Terminal Portuário em Maricá ao custo estimado de R$ 5,5 bilhões, e Macaé fica a ver navios (rebocadores) no mar. Valeu, Maxwell, seu nome e os nomes dos grupos que se mobilizaram, ficarão na história. Mesmo que Macaé fique sem o porto.
PONTADA Embora a Justiça, provocada pelo município, tenha se manifestado e concedido liminar para suspender licitação da Petrobras com relação ao estaleiro no Açu, em São João da Barra, a empresa continua afirmando que, até o final do primeiro trimestre, o contrato com a empresa vencedora estará assinado. Como se observa, a Petrobras tem pressa e recorreu. Por que o Código de Obras da prefeitura não sofre alterações, exigindo, no futuro, que as redes aéreas de energia, telefonia, internet e outras sejam subterrâneas, como no calçadão da Rui Barbosa, Avenida Atlântica, Rodovia Amaral Peixoto dentre outras, as calçadas tenham 3,5 metros e os novos loteamentos pista dupla? Isto é conhecido como qualidade de vida.
Nelson Motta, colunista de O Globo, em sua coluna semanal, analisando o momento difícil e grave para o país após as eleições, textuou: “Não basta trocar de nomes, é preciso mudar conceitos e valores. Ou, como diria Paulo Maluf com sua voz anasalada e a crueza de um quibe cru: “Não basta trocar as moscas, precisamos é sair da merda”.
Até domingo.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), domingo, 18 e segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Opinião
Amvisa interdita cinco estabelecimentos na primeira quinzena do ano
FOTO LEGENDA KANÁ MANHÃES
EDITORIAL
NOTA
Apertando os cintos Ao viver ao longo dos últimos 40 anos o período de pujança, a economia macaense, fortalecida pelas atividades do petróleo, movimentou setores que ajudaram a construir a imagem do município como a Capital Nacional do Petróleo.
A
lcançando a casa dos bilhões, os recursos públicos gerados por negócios que envolvem o cotidiano da população macaense, e de milhares de pessoas que não estão sediadas no município, passaram a ser o termômetro do prosperidade macaense. Hoje, em um cenário de desordem econômica mundial, o jeito é apertar os cintos. Acostumadas com o investimento voraz da Petrobras para promover a elevação da curva de produção de barris diários de petróleo, empresas que atuam como fornecedoras da cadeia offshore foram acostumadas a conviver com a abundância de receitas, influenciando assim em diversos outros setores da economia macaense. Com um volumoso aporte financeiro, essas companhias passaram a contratar serviços que facilitavam a rotina de trabalho empregada para manter em andamento o ritmo de produção que ocorre nas unidades situadas na Bacia de Campos. Através deste foco, setores como a rede hoteleira, transporte e logística, limpeza, alimentação, segurança, entre outros, tornaram-se um grande filão para empresários genuinamente macaenses que aproveitaram a 'onda do mercado' para parti-
cipar da pujança do petróleo. Hoje essas demandas que facilitavam a rotina das empresas do petróleo passam a ser vistas como regalias, em um momento em que o mercado do petróleo aperta os cintos. Com a retração de investimentos, processo que terá continuidade em 2015 diante da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, os efeitos de queda da economia serão sentidos em cascata. No entanto, como nem tudo é pessimismo, a história da produção do petróleo nacional registra momentos de crise, e também de superação do mercado, fase estimada ainda para 2017. No momento em que especialistas analisam a viabilidade da exploração do pré-sal com o barril do petróleo sendo comercializado a US$ 50 no mercado internacional, há quem veja na desvalorização do “ouro negro mundial” a oportunidade de redução no preço de produtos derivados do óleo bruto e do gás natural, medida que depende da intervenção do desacreditado governo federal. Enquanto todos estão apertando os cintos, o jeito é esperar para ver!
ESPAÇO ABERTO
Não sou Charlie O assassinato indiscriminado ocorrido na França por parte de fanáticos merece todo o repúdio e indignação das pessoas de bem.
V
ivemos uma era obscura onde há doutrina do radicalismo de todos os lados, o que tem gerado o preceito do olho por olho, dente por dente. A irracionalidade, os interesses espúrios da indústria armamentista, somado à hipocrisia da manutenção do poder por meio do radicalismo, a “liberdade irresponsável” tem acumulado vítimas inocentes em todos os lados. Sob o impacto do absurdo, a França realizou sua maior mobilização da história, assim como Bush dos EUA devido ao 11 de Setembro, os políticos franceses pegam carona na tragédia humana para galgarem popularidade sob as bandeiras da República Francesa e o lema da Liberdade, Igualdade, Fraternidade conduzem a multidão consternada. Irrefletidamente a guerra ao terror tem gerado a multiplicação do próprio terror e confunde-se liberdade com agressão, achincalhe, xenofobia... A liberdade irresponsável não pode ser defendida a qualquer pretexto, e há de se ter no mínimo o bom senso e o devido respeito sobre a fé das pessoas. A fé um dos maiores mistérios da existência humana. É professada em inúmeras religiões e não há dentro da história da escrita uma conceituação definitiva sobre esse mistério que move a humanidade. Católicos, evangélicos, budistas, mulçumanos, ateus, não importa, tem que ser respeitada e de forma nenhuma generalizada. Há tanto pessoas de bem, como canalhas em todas as religiões, uma vez que a natureza perversa que traz o homem em si está presente em todas elas. As charges de profundo mau gosto do jornal Charlie ridicularizando o islamismo em nada tem a ver com liberdade de expressão, pois é apenas
uma agressão, um desrespeito, uma forma de dizer indiretamente que todo mulçumano é um potencial terrorista dentre outras charges de conteúdo racista, o que de forma alguma justifica o assassinato covarde que os jornalistas foram vítimas. Vale lembrar que a mídia em vários lugares do mundo sob o mantra da liberdade contribuiu com crimes perversos em que essa liberdade transformada em libertinagem jornalística, ajudou a criar guerras, a erguer ditadores, dentre outros absurdos. Quando o então Presidente Bush afirmou mentirosamente que havia armas de destruição em massa no Iraque, a imprensa aliada deste embuste ajudou a convencer a opinião pública americana a ir à Guerra. Jornais como o New York Times, Washington Post, a CNN e vários outros contribuíram com essa mentira, e mesmo desrespeitando a ONU bombardearam o Iraque. Milhares de mortos e a radicalização do sentimento antiamericano e antiocidente, juntamente com a fecundação do Estado Islâmico, e a proliferação de conflitos como o caso da Síria, foi o resultado da liberdade irresponsável e criminosa da mídia Americana. No Brasil também tivemos, e temos ainda hoje, liberdades irresponsáveis e criminosas, como o apoio a deposição de Jango e o apoio aberto de parte da mídia ao golpe militar. Exemplos como esses são vários no mundo todo, onde a distorção da liberdade acoberta insultos e cria conflitos. Não sou Charlie, mas sou solidário aos que tombaram neste mundo onde se mata por matar, em nome da liberdade, de “Deus” e da irracionalidade. Henrique Matthiesen
A prefeitura promoveu nesta semana a manutenção de postes de iluminação situados na extensão da Avenida Atlântica, na Praia Campista. O serviço é a continuidade do trabalho de melhorias no sistema, solicitada por moradores do local, e pessoas que praticam atividades físicas à beira-mar. Nas últimas semanas, constantes panes na rede que deixavam pontos escuros na orla, geraram reclamação.
PAINEL Água
Esporte
Avaliação
Abastecimento
Festa
Imposto
Acesso
Combate
Moradores do Horto enfrentaram nesta semana problemas com o abastecimento de água. Um dos bairros mais afastados da região central da cidade, o Horto fica também no trecho final da rede adutora da Nova Cedae que prometeu resolver o problema o mais rápido possível. Em meio a onda de calor, provocada pela falta de chuvas de verão e o sol forte, torna-se ainda mais difícil ficar sem acesso à água tratada.
E por falar em água, é preciso ter atenção ao contratar serviços de caminhões-pipas que operam em Macaé. Há denúncia de que alguns carros são abastecidos através do sistema de captação de água em córregos situados na Estrada RJ 168, que dá acesso à Serra. O ato, além de ser ilegal, pode gerar sérios problemas de saúde, já que a água não é tratada. O procedimento correto é captar água cedida pela Nova Cedae, através da 'bica' situada na Linha Vermelha.
Logística
Os portos de Macaé e de Maricá travam uma verdadeira batalha para assumir as demandas do petróleo na região. Porém, o posicionamento relativo às Bacias de Campos e do Espírito Santo, além da existência de uma indústria offshore consolidada, favorecem a instalação do empreendimento macaense que, há três meses, aguarda a liberação da licença prévia, ainda sob análise do Inea, para garantir o início das obras.
Começaram ontem as atividades previstas pela Fundação de Esporte e Turismo de Macaé (Fesportur) referentes ao Fest Verão 2015. A programação utiliza como área de competições o belo cenário da Lagoa de Imboassica, que receberá provas como Stand Up Paddle, que neste domingo (18) reúne atletas e praticantes da modalidade na corrida que acontece a partir das 11h30. A diversão está garantida!
Escolas de Samba de Macaé já esquentam os tamborins para o Carnaval 2015. Na correria para a preparação de fantasias e carros alegóricos, ainda dá tempo para realizar ensaios e feijoadas que ajudam a integrar a comunidade, a grande responsável por levar alegria à avenida. As agremiações do grupo especial contam ainda com o barracão disponibilizado pela prefeitura na Avenida do Samba, local onde os preparativos finais são realizados.
Aos poucos, a população macaense passa a ter acesso ao serviço de internet gratuita. Através do projeto desenvolvido pela Câmara Permanente de Gestão (CPG), é possível se conectar, via wii-fi, com a rede disponível nas praças do Parque Aeroporto, Barra de Macaé, Visconde de Araújo, Aroeira, Campo d’Oeste e Washington Luiz, no Centro. O sistema também está sendo testado em coletivos da SIT. É preciso ampliar a cobertura em outros pontos do município.
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Mesmo com as análises sobre a viabilidade econômica de produção, a Petrobras dá andamento ao planejamento voltado à operação do petróleo na camada do pré-sal. O objetivo da companhia é alcançar, em quatro anos, o ápice da produção das reservas, dobrando o volume de barris de petróleo registrado atualmente. Mesmo com o preço 'de banana' do óleo bruto no mercado internacional, a companhia quer retomar a credibilidade rachada pela operação “Lava-Jato”
Além do IPVA, os contribuintes macaenses devem ficar de olho no cronograma de vencimento do IPTU - Imposto Predial Territorial Urbano. De acordo com a tabela definida pela secretaria municipal de Fazenda, quem optar pela cota única, com desconto de 8%, deve quitar a taxa até o dia 27 de fevereiro, pela internet, ou até o dia 31 de março, pelo carnê. O governo estima arrecadar mais de R$ 30 milhões com o imposto neste ano.
Mesmo com a redução dos índices de infestação do mosquito, assim como de óbitos relativos ao quadro hemorrágico da doença, não se pode esmorecer no combate à dengue. Além do trabalho desempenhado pelos agentes de combate a endemias, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a população também deve fazer a sua parte, se preocupando em eliminar focos de proliferação do inseto responsável pela transmissão da doença.
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Polícia BOMBEIROS
SEGURANÇA
Projeto Botinho reúne várias gerações nas praias de Macaé
Grupo de Ações Táticas apreende cocaína em mangue A ação foi em conjunto com a Guarda Municipal de Rio das Ostras
Pais, avós e responsáveis dos alunos participam das atividades Thuany Motta
KANÁ MANHÃES
Há 17 anos, a dona de casa participa do evento na categoria Sereia, já tendo incentivado todos os 12 netos a ingressarem
thuany@odebateon.com.br
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Projeto Botinho, em prática há quase duas semanas, tem reunido diversas gerações nas praias da cidade. Pais, avós, filhos e netos se unem para participar das ações organizadas pelo Corpo de Bombeiros de Macaé. Além de oferecer as atividades físicas, o projeto busca também incentivar as crianças e jovens quanto aos valores e princípios morais, como o bom comportamento, a disciplina e a solidariedade. Um belo exemplo que a equipe de O Debate encontrou nas areias da Praia dos Cavaleiros foi Alda Maria Nascimento, de 70 anos, mais conhecida como Dona Alda. Há 17 anos, a dona de casa participa do evento na categoria Sereia, oferecida às mães, avós e responsáveis do sexo feminino que levam as crianças e adolescentes, proporcionando atividades paralelas, enquanto os mais novos se exercitam no projeto. Já tendo incentivado todos os 12 netos a ingressarem, ela garante que não são somente os parentes que sofrem influência. “Sempre fiz questão de que eles fizessem as atividades. A primeira vez que decidi vir, estávamos eu e mais 10 crianças, entre netos de sangue e as crianças da igreja que frequento. Esses, eu chamava e chamo de agregados, porque continuo trazendo outros”, diz, entre sorrisos, Dona Alda. A primeira geração de netos participou durante os anos seguintes, sendo promovidos nas categorias conforme a idade. Atualmente, a avó traz, de segunda à quinta-feira, das 8h
às 11h, os quatro netos caçulas, que atuam nas três modalidades: Golfinho, para crianças de 7 a 10 anos de idade, Moby Dick, para pré-adolescentes de 11 a 13 anos, e Tubarão, entre 14 e 17 anos. Os mais novos são Miguel Faria, de 10 anos e Ana Luísa Nascimento, de apenas 8. Este é o primeiro ano que Miguel participa e se mostra animado com o projeto. “Eu gosto muito de vir para cá, porque posso me divertir e aprender muitas coisas legais. Com certeza quero participar no ano que vem, já até pedi à minha avó”, diz, satisfeito. Já Ana Luísa é um pouco mais experiente, vivenciando as atividades anteriormente. “Não vejo a hora de mudar de categoria e ir para a Moby Dick. Aqui aprendo não só a brincadeira, mas a ajudar as pessoas que podem se afogar.” Dona Alda garante que o
As equipes localizaram uma mochila, na qual estavam 1.733 pinos de cocaína, divididos em 60 cargas
O Projeto Botinho acontece durante três semanas seguidas, sempre de segunda à quinta-feira, das 8h às 11h
projeto contribuiu e ainda contribui especialmente para a formação humana e social da criançada e da juventude. “O Botinho não se trata só de fazer atividade física, mas de fazer com que esses pequenos possam ter disciplina, obediência e respeito aos mais velhos, valores que têm se perdido com
o passar do tempo”, afirma a dona de casa. Neste verão de 2015, 600 vagas foram disponibilizadas e as inscrições se encerraram em poucos dias, por conta da grande procura. O Projeto Botinho acontece durante três semanas seguidas, sempre de segunda à quinta-feira, das 8h às 11h.
Fim de semana com calor atrai diversas pessoas para as praias WANDERLEY GIL
Alguns cuidados devem ser tomados para que a diversão seja garantida
Aquelas pessoas que optarem pelas praias dos municípios litorâneos, no entanto, devem tomar algumas precauções
nome da criança, do responsável e telefone para contato. Na maior parte das vezes, segundo o Corpo de Bombeiros, as crianças se perdem quando vão para o mar, ainda que apenas no raso e com o consentimento dos pais. É comum que elas escolhem o guarda-sol que está com a família como referência, mas por causa da maré,
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VERÃO
Praticamente todo o Estado do Rio de Janeiro vai continuar com muito sol, muito calor e sem chuva no fim de semana. Esta é a previsão segundo o site Climatempo. E isso não deve ser diferente para as cidades do Norte Fluminense. Em Macaé, as temperaturas devem chegar bem perto dos 40°, com sensação térmica acima desse número. Aquelas pessoas que optarem pelas praias dos municípios litorâneos, no entanto, devem tomar algumas precauções, a fim de evitar que a diversão seja frustrada. O cuidado maior é em relação aos pequenos e ao consumo de bebidas alcoólicas, já que, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 50% das ocorrências de afogamento envolvem vítimas que ingeriram álcool antes. Quanto às crianças, assim que chegarem à praia, os responsáveis podem ir direto ao posto de salva-vidas mais próximo e retirar uma pulseirinha de identificação, colocando nela o
Dando continuidade às operações realizadas nas principais comunidades da cidade vizinha de Rio das Ostras, a Polícia Militar, representada pelo Grupo de Ações Táticas (GAT), apreendeu farta quantidade de cocaína escondida em um mangue da região. Ninguém foi preso. A ação, que contou com o
apoio de agentes da Guarda Municipal do município, aconteceu na localidade conhecida como Ilha, situada em um manguezal. Em meio à vegetação, as equipes localizaram uma mochila e em seu interior estavam 1.733 pinos de cocaína, divididos em 60 cargas. Buscas foram feitas com a intenção de prender os responsáveis pela droga, mas ninguém foi preso. O material apreendido foi levado para a 128ª DP, delegacia da área, onde a ocorrência foi registrada.
acabam sendo levadas para a lateral. Quando percebem, começam a procurar onde estavam e se perdem ainda mais. Para evitar essas situações, continua valendo a orientação de nunca deixar uma criança desacompanhada. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, coletes salva-vidas e boias de braço são
bons recursos de segurança, mas a Corporação desaconselha qualquer objeto flutuante na água, pois o uso desses objetos podem provocar a perda do contato com o solo e fazer com que o usuário seja arrastado mar adentro. O ideal é que as crianças, mesmo dentro da água, sempre estejam com os pés na areia.
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Economia
NOTA
Bancos baixam valor mínimo da transferência via TED para R$ 500. Limite anterior era de R$ 750. Operação permite que o dinheiro fique disponível no mesmo dia
DIVERSÃO
Lagoa Rock celebra dois anos de história e marca o verão macaense Em meio à beleza de um dos cartões postais de Macaé, evento promove cultura através de música de qualidade Márcio Siqueira
KANÁ MANHÃES
marcio@odebateon.com.br
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o belo cenário dividido entre o espelho de água doce e o verde do oceano, acontece um dos mais expressivos eventos de cultura macaense, que envolve música de qualidade e a história de artistas locais que se dedicam a promover a interação da população, independente da idade. A partir da ideia de dois músicos Koy Lemos e Ivan Machado, que se reencontraram após experiências pessoais com bandas que ganharam fama na região, surgiu o Lagoa Rock, evento que celebra no próximo dia 26 dois anos de histórias de sucesso, reunindo um público que se envolve em cada acorde entoado pela guitarra, baixo, teclado e bateria. Ao promover no sábado (17) a edição "Verão", que neste ano contará com uma programação especial, o Lagoa Rock alcança credibilidade suficiente para se tornar um evento apoiado por empresas locais, veículos de comunicação e o governo municipal. "Estamos muito felizes em
Koy Lemos e Ivan Machado celebram dois anos do Lagoa Rock com a edição especial do Verão
conquistar o carinho de tantas pessoas que acompanham a nossa história. Comemoramos dois anos desse projeto ao lado de amigos, parceiros e de pessoas que abraçaram o Lagoa Rock
por entender a nossa principal proposta: levar boa música, de graça, para as pessoas", afirmou Koy Lemos. Além da Banda Escarlate, que originou o Lagoa Rock, o
evento recebeu neste sábado Phil Braga, artista que desponta no cenário musical regional. A interação entre os músicos também faz parte da proposta cultural desta edição.
"Realizamos o primeira Lagoa Rock em janeiro de 2013. E foi um sucesso! No mês seguinte realizamos uma nova edição, tendo como convidada a Banda Sóphia. Desde então decidimos tocar com artistas locais, oferecendo assim espaço para que todos possam apresentar a sua música e o seu trabalho", contou Koy Lemos. Ao longo desses dois anos, o Lagoa Rock acontece todo último sábado do mês. Koy e o parceiro Ivan Machado promovem edições especiais em datas comemorativas da cidade. "Esse é um evento muito especial. Temos muito a comemorar nesses dois anos. No início começamos a tocar no chão, sem palco, com nossos equipamentos de estúdio. O evento cresceu graças ao carinho do público e também de pessoas como o Léo Gomes (secretário municipal de Governo), Vandré Guimarães (secretário municipal de Desenvolvimento Econômico) e do prefeito Dr. Aluízio (PV), entusiastas do nosso projeto. Hoje o Lagoa Rock conquista pessoas de várias idades", explicou Koy. Além do apoio do governo e
da 95 FM, o Lagoa Rock conta ainda com o patrocínio do Laboratório Bioanálise, Phocus Musical, DNA Sistemas, Hotel Brisa Tropical e JM Gráfica. "Todos os parceiros são importantes para o nosso projeto e ajudam a expandir o Lagoa Rock", considerou Koy. MADAME ESCARLATE
A história do Lagoa Rock está ligada também à trajetória da Madame Escarlate, banda que deu origem às edições do evento. Criada por Koy Lemos (guitarra e vocal) e Ivan Machado (baixo), a banda é formada também por Marcelo Corrêa (guitarra solo), Robson Rangel (bateria) e Fabiano Thomaz (teclado). "Formamos a banda em dezembro de 2002. Eu toquei na Banda Ordem Pública e o Ivan na Agressor. Após esses trabalhos decidimos unir projetos e formar a Madame Escarlate. Hoje, com o Lagoa Rock, defendemos o reconhecimento do trabalho de artistas locais, que sobem ao palco conosco para levar boa música à população da nossa cidade", afirmou Koy.
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ÁGUA
Desmatamento reduz chuvas QUESTÃO e agrava a escassez de água DE JUSTIÇA ANDREA MEIRELLES
Amazônia perdeu 763 mil km2 de sua área original Martinho Santafé
FENÔMENOS METEOROLÓGICOS
Uma parceria com os russos Anastasia Makarieva e Victor Gorshkov, do Instituto de Física Nuclear de Petersburgo, tem ajudado a explicar do ponto de vista físico os fenômenos meteorológicos da Amazônia. Em artigo publicado em fevereiro de 2014 no Journal of Hydrometeorology, eles afirmam, com base em análises teóricas confirmadas por observações empíricas, que o desmatamento altera os padrões de pressão e pode causar o declínio dos ventos carregados de umidade que vêm do oceano para o continente. O grupo analisou os dados de 28 estações meteorológicas em duas áreas do Brasil e viu que os ventos que vêm da floresta amazônica carregam mais água e estão associados a maiores índices de chuvas do que ventos que partem de áreas sem floresta e chegam à mesma estação. Isso acontece, segundo os pesquisadores, por causa da bomba biótica de umidade, uma teoria proposta pela dupla russa em 2007 para explicar a dinâmica de ventos impulsionada por florestas. Essa ideia completa a descrição feita pelo climatologista José Antonio Marengo, à época pesquisador do Inpe, de como a Amazônia exporta chuvas para regiões mais meridionais da América do Sul. A teoria da bomba biótica aplica uma física não usual à meteorologia e postula que a condensação da água, favoreci-
As novas regras do Auxílio-Doença
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A Amazônia perdeu o equivalente a três estados de São Paulo
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lém de ser a maior floresta tropical que restou no mundo, a Amazônia é também capaz de alterar o sentido dos ventos e uma bomba que suga água do ar sobre o oceano Atlântico e do solo e a faz circular pela América do Sul, causando em regiões distantes as chuvas pelas quais os paulistas hoje anseiam. Mas esse processo depende da manutenção da floresta, cuja porção brasileira, até 2013, perdeu 763 mil quilômetros quadrados (km2) de sua área original, o equivalente a três estados de São Paulo. Para Antonio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é preciso reverter esse processo e não apenas zerar o desmatamento, mas recuperar a floresta. No relatório “O futuro climático da Amazônia”, divulgado recentemente, Nobre ressalta que o único motivo para não se tomarem providências imediatas para reduzir o desmatamento é desconhecer o que a ciência sabe. Para ele, o caminho é conscientizar a população. “Agora é um bom momento porque as torneiras estão secando”, afirma. No relatório, elaborado a partir da análise de cerca de 200 trabalhos científicos, ele mostra que a cada dia a floresta da bacia amazônica transpira 20 bilhões de toneladas de água (20 trilhões de litros). É mais do que os 17 bilhões de toneladas que o rio Amazonas despeja no Atlântico por dia. Esse rio vertical é que alimenta as nuvens e ajuda a alterar a rota dos ventos. Nobre explica que os mapas de ventos sobre o Atlântico mostram que, no hemisfério Sul e a baixas altitudes, o ar se move para noroeste na direção do equador. “Na Amazônia a floresta desvia essa ordem”, diz. “Em parte do ano, os ventos alísios carregados de umidade vêm do hemisfério Norte e convergem para oeste/sudoeste, adentrando a América do Sul.” Essa circulação viola um paradigma meteorológico que diz que os ventos deveriam soprar das regiões com superfícies mais frias para aquelas com superfícies mais quentes. “Na Amazônia, o ano todo eles vão do quente, o Atlântico equatorial, para o frio, a floresta”, explica.
da pela transpiração da floresta, reduz a pressão atmosférica que suga do mar para a terra as correntes de ar carregadas de água. Os fundamentos da influência da condensação sobre os ventos foram apresentados em artigo publicado em 2013 por Anastasia e Gorshkov, em parceria com Nobre e outros colaboradores, na Atmospheric Chemistry and Physics, uma das revistas mais importantes da área. Por meio de uma série de equações, eles mostram que o vapor de água lançado à atmosfera pela transpiração da floresta gera, ao condensar, um fluxo capaz de propelir os ventos a grandes distâncias. De acordo com Nobre, a nova física da condensação proposta por eles gerou, ainda durante a revisão do artigo, uma controvérsia com meteorologistas, que debateram o assunto furiosamente em blogs científicos com a intenção de derrubar a principal equação do trabalho. Não conseguiram e o trabalho foi publicado. O pesquisador do Inpe explica a polêmica. “É uma física que atribui à condensação, um fenômeno básico e central do funcionamento atmosférico, um efeito oposto ao que se acreditava”, diz. “Será necessário reescrever os livros didáticos da área.” MAU NEGÓCIO PARA AGRICULTURA
O desmatamento é ruim para o meio ambiente, para o clima e também é péssimo para a biodiversidade, além de liberar gases de efeito estufa na atmosfera. Agora, a ciência está cada vez mais certa de que também é um mau negócio para a agricultura, pois provoca o aumento das temperaturas e intefere nos sistemas de chuvas, tornando o clima mais seco. Uma análise detalhada sobre os impactos do desmatamento de florestas tropicais na agriculgtura, publicado este mês na revista Nature pelas pesquisadoras Deborah Lawrence e Karen Vandecar, do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade de Virgínia (EUA), lançou luz sobre a relação existente entre o desmatamento destas florestas, a mudança da temperatura, os padrões de precipitação e seu subsequente risco para a produção mundial de alimentos. As florestas são parte vital do ciclo da água. Elas são responsáveis por transportar a água do solo para a atmosfera, por evaporação - tecnicamente chamada de evapotranspiração. As florestas tropicais são capazes de transportar mais água do que qualquer outro ecossistema terrestre. Esta umidade cai em forma de chuva, seja localmente ou em outras regiões. A evapotranspiração também tem um efeito resfriador no ambiente, assim como a transpiração humana. Em geral, o desmatamento gera um clima mais seco e quente. A agricultura sofre com extremos de temperatura. Plantas de determinadas culturas, por exemplo, não são capazes de resistir a altas temperaturas. Estações chuvosas fora de época, períodos com muita ou pouca chuva, precipitações frequentes ou muito espaçadas, todas estas
oscilações também têm efeito sobre a produção agrícola. Um exemplo apresentado na revisão de modelos de desmatamento fora de áreas protegidas prevê uma queda de 25% no rendimento da soja em pelo menos metade da área total cultivada hoje em dia. Consequentemente, algumas áreas de pecuária não seriam mais viáveis. Outro fato importante é que o desmatamento de florestas tropicais também oferece risco a produção de alimentos cultivados a milhares de quilômetros. Em 2013, o Greenpeace publicou o relatório “An Impending Storm”, (Tempestade Iminente), com algumas das mais recentes pesquisas científicas que mostram como as florestas (e seu desmatamento) influenciam o clima global. ESTUDO CONFIRMA RISCOS
O estudo lançado este mês corrobora com o trabalho do Greenpeace, inclusive nos exemplos citados, como a conclusão de que o desmatamento da Amazônia e das florestas tropicais da África central causaram a redução das precipitações no centro-oeste norteamericano na temporada de plantio. Do mesmo modo, o completo desmatamento da floresta da Bacia do Congo, na África, deve intensificar as monções no Oeste africano, enquanto o aumento de temperatura, que deve ficar entre 2 e 4 °C, e a redução em até 50% nas chuvas, devem afetar toda a região. O novo estudo também descreve, de uma maneira bem realista, os impactos do desmatamento parcial. O desmatamento pode tornar-se crítico quando o “ponto de inflexão” é atingido quando não há chuva suficiente para que a floresta possa se sustentar, de tal forma que ela acabe substituída por savana ou pastagem. Os autores sugerem que, para a Amazônia, e possivelmente para a África Central, o ponto de inflexão pode ser alcançado com os níveis de desmatamento entre 30-50%. Este ponto pode ser bem menor em algumas florestas costeiras que são importantes na condução de umidade do oceano para o interior dos continentes. A pesquisa conclui que o desmatamento de florestas tropicais aumentas as incertezas e os riscos para a produção de alimentos, seja perto ou longe das áreas desmatadas, graças as mudanças de temperatura e alteração nos sistemas de chuvas. A evidência científica que aponta para o fato de que todos dependemos das florestas tropicais, independente do lugar do mundo onde se viva, está se tornando cada vez mais forte. Isso mostra a importância de prevenir a destruição das florestas e até de recuperar áreas degradadas, o que poderá garantir que as florestas continuem a regular o clima e a temperatura do planeta, mantendo nossa capacidade de produzir alimentos e de conservar a biodiversidade. MANEJO INADEQUADO CONTRIBUI PARA A QUEDA DE ÁRVORES EM SP
A cidade de São Paulo registrou, nos últimos 15 dias, pelo menos 760 quedas de árvores,
colunaquestaodejustica@gmail.com
segundo balanço da prefeitura. Com as tempestades de verão, as árvores fragilizadas por terem sido plantadas em lugares inadequados, recebido poda errada ou por apresentarem apodrecimento acabam não resistindo. Segundo o Sérgio Brazolin, biólogo especializado em arborização urbana e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), a maioria dessas árvores tinha entre 60 e 70 anos de idade, e foi plantada sem planejamento. “Elas foram colocadas em condições inadequadas, o que hoje não se pratica mais, como em calçadas estreitas”, explica. Árvores de grande porte, segundo o especialista, precisam de um sistema de raízes reforçado. “Mas no passeio pequeno, elas mal conseguem fazer crescer as raízes em todos os sentidos. Para o sentido da rua, por exemplo, ela não cresce”, esclarece. Além da falta de espaço para crescer, a ação do homem contribui para fragilizar ainda mais as árvores na cidade. Algumas pessoas decidem cortar a suas raízes para evitar que elas danifiquem a estrutura da calçada. “Isso é como contar o seu pé, a árvore perde a sustentação. Daí, num vento forte, que nem precisa ser tão forte, ela cai. Tem poda que às vezes é feita e desequilibra a árvore. Imagina uma copa de árvore em que você poda só de um lado, aí você joga o peso dela todo para o outro lado. Hoje, existem manuais de boas práticas para podas, que têm que ser seguidas pela prefeitura e pela companhia de energia elétrica”. Outro motivo para a queda de árvores é o apodrecimento do tronco, principalmente na base. Sérgio explica que, muitas vezes, as pessoas olham um tronco por fora e não percebem que, por dentro, ele está oco. Em períodos chuvosos, o solo encharcado e o aumento do peso da árvore em razão da água que se acumula na sua copa são fatores que a fazem cair. “Em dias de ventos muito fortes, essas árvores, que estão fragilizadas, principalmente porque estão apodrecidas internamente, atacadas por cupins ou fungos, estão grandes, pesadas. Elas rompem na parte fragilizada”. Quando uma árvore sadia cai, não há rompimento - ela tomba levantando a sua raiz, esclarece o especialista. Entre as soluções para evitar esses problemas está o uso da calçada verde, feita, em parte por grama. “Isso permite o desenvolvimento da árvore”, disse Sérgio. O especialista também informou que a prefeitura tem a responsabilidade de fazer diagnósticos e, preventivamente, remover ou podar a árvore para diminuir o seu peso e evitar o tombamento. “Isso não se faz num verão. Esse manejo, a retirada ou poda de árvores, tem que ser planejado por muitos anos, e é um trabalho contínuo. Existem informações que já permitem você eliminar árvores, que a gente chama de evidência objetiva de problema”, declarou.
O auxílio-doença é um seguro previdenciário regulado pela Lei 8.213/91, que consiste numa renda mensal paga pelo INSS ao segurado enquanto este estiver incapacitado para o trabalho. Algumas de suas regras acabaram de ser alteradas pela Medida Provisória 664 de 30 de dezembro de 2014. Uma destas alterações foi o prazo de afastamento. Antes, o segurado poderia requerer o ingresso no auxílio-doença caso sua incapacidade fosse superior a 15 dias. Agora, este pedido só poderá ser feito se a incapacidade for superior a 30 dias. Isso significa que o empregador terá que pagar por um período maior, pois antes somente os primeiros quinze dias de afastamento eram de sua responsabilidade, e agora serão 30 dias. Em compensação, o empre-
gado poderá retornar muito mais rápido à ativa, pois não irá precisar aguardar a marcação da perícia médica pelo INSS, o que é bom para ambas as partes. Antes, se um trabalhador precisasse de 20 dias para recuperar-se de uma cirurgia, por exemplo, teria que se afastar em auxílio-doença pelo INSS, porque o tempo de afastamento era superior aos 15 dias. Contudo, o tempo de espera para que fosse submetido a uma perícia médica que confirmasse o tempo de afastamento seria muito superior aos cinco dias que precisava a mais, já que o agendamento por telefone (135) ou pela internet só podia ser feito após o décimo sexto dia, o que acarretava num afastamento muito superior ao necessário. Agora, este mesmo trabalhador, pode voltar mais rapidamente.
A nova forma do cálculo do benefício Outra alteração foi a forma de cálculo deste benefício previdenciário, que passa a considerar a média dos últimos doze meses de salário. Antes da Medida Provisória 664/2014, o cálculo era feito na média dos 80% dos melhores salários recebidos a contar de julho´ 1994, multiplicado por um fator de 91%, o que normalmente gerava uma renda abaixo do salário atual do segurado. Contudo, eventualmente, este mesmo cálculo aritmético também permitia que o valor do benefício do auxílio-doença pudesse ser superior aos últimos salários, como acontecia, por exemplo, nos
casos em que o segurado era melhor remunerado nas atividades anteriores à exercida no momento do afastamento no benefício. Como a ideia do benefício é permitir a subsistência do segurado na sua recuperação, receber um benefício previdenciário superior ao que recebia enquanto estava em atividade, acabava sendo uma distorção, que agora foi corrigida. Vale registrar que o valor do auxílio-doença é limitado ao teto do INSS, que em janeiro de 2015 é equivalente a R$ 4.663,75, isso quer dizer que, mesmo que o segurado tenha uma remuneração superior, este será o maior valor que o INSS poderá pagar.
Possibilidade de Cooperação Técnica A Medida Provisória também prevê a possibilidade da celebração de um termo de cooperação técnica para a realização da perícia médica no local do trabalho e com médicos contratados pela empresa. Historicamente, os trabalhadores já encontram grande dificuldade no acesso dos benefícios previdenciários, principalmente quando o afastamento se dá em
razão de doença ou acidente de trabalho, já que as empresas não têm interesse nesse tipo de afastamento, pois podem onerar as contribuições e gerar uma futura ação de indenização. Esse termo de cooperação, se mal utilizado, poderá servir como uma forma de descaracterizar a natureza acidentária do benefício, o que será um grande retrocesso aos direitos dos segurados.
As novas regras do Abono Salarial Outra alteração se deu no abono salarial no valor de um salário-mínimo que era pago aos trabalhadores inscritos há pelo menos cinco anos no Programa de Integração Social (PIS) ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), com renda mensal de até dois salários-mínimos, e desde que tivessem trabalhado pelo menos trinta dias no ano anterior. Daqui para frente, em razão da Medida Provisória 665/2014, para que este mesmo trabalha-
dor possa receber o abono terá que comprovar que trabalhou ao menos seis meses ininterruptos de trabalho com carteira assinada no ano anterior. O valor do abono pago, em vez de um salário-mínimo, também passa a ser proporcional ao tempo de serviço trabalhado. Esta alteração, se aprovada pelo Congresso Nacional, só será sentida em agosto de 2015, data em que se inicia o calendário de pagamento destes benefícios aos trabalhadores.
Congresso Nacional irá analisar as mudanças As mudanças entram em vigor após 1º de março, mas para que sejam definitivas ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, como também irá
acontecer com as recentes alterações da pensão por morte, defeso do pescador e segurodesemprego. Com a palavra o Congresso Nacional!
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BAIRROS EM DEBATE Cavaleiros
Cavaleiros recebe investimentos e vira “modelo” para a cidade Área nobre vem sendo contemplada ao longo dos últimos anos com toda infraestrutura Marianna Fontes
marifontes@odebateon.com.br
“U
m nobre exemplo torna fáceis as ações difíceis”. Essa semana, o Bairros em Debate vai mudar um pouco o foco e mostrar um dos lugares que poderia ser utilizado como modelo para todo o município. Considerado um dos endereços mais cobiçados de Macaé, o Cavaleiros viu ao longo dos últimos cinco anos grandes investimentos em infraestrutura. Entre as melhorias que podem ser destacadas estão a revitalização da orla da praia, a ampliação da ciclovia, que agora é interligada a Praia do Pecado via RJ-106, o saneamento e a criação do Espaço
FOTOS WANDERLEY GIL
de Convivência. O que se pode ver é que, enquanto bairros carentes sofrem com a falta de itens básicos para a sobrevivência, como rede e tratamento de esgoto, água encanada, pavimentação e lazer, as áreas nobres são contempladas com toda estrutura necessária para promover a qualidade de vida dos moradores e frequentadores. Além de uma área residencial, o Cavaleiros é famoso pela sua diversidade gastronômica e hoteleira, concentrando os maiores restaurantes e hotéis da cidade. Para muitos ele é considerado uma das áreas turísticas do município, tudo isso graças a sua praia, que leva o mesmo nome, uma das mais frequentadas.
Bairro concentra o polo gastronômico e hoteleiro da cidade
Orla é revitalizada depois de três anos Em março de 2011, o calçadão do Cavaleiros teve parte da sua estrutura danificada após uma forte ressaca atingir o litoral macaense. Em 2011, o Bairros em Debate visitou o local oito meses após o desastre natural. Na época, os moradores relatavam a situação de abandono de um dos cartões postais da cidade. Foram quase três anos de promessas, mas sempre quando as obras iam começar o prazo era adiado. A reforma só começou de fato no início do segundo semestre de 2013, sendo concluída a primeira fase em julho e a segunda em setembro do ano passado. Segundo a prefeitura, o projeto de revitalização visou proporcionar aos cidadãos um espaço com maior conforto e segurança para que as pessoas pudessem praticar suas atividades físicas e também aproveitar ao máximo os momentos de lazer. Em vez de destroços, a orla passou a contar com um nova ciclovia e postos salva-vidas. Já o
calçadão foi ampliado e recebeu paisagismo com bancos. O deck de madeira também foi reconstruído e a iluminação pública melhorada, uma vez que muitas pessoas gostam de caminhar pelo local no período da noite. Para evitar novos danos por conta de ressacas, foi preciso construir um muro de contenção
em concreto armado, tubos metálicos e malhas de aço preenchidas com pedras, uma estrutura mais resistente aos eventos climáticos. “É muito gratificante ver esse espaço assim depois de tanto tempo abandonado. Aquilo me dava angústia, porque, mesmo não morando aqui no bairro, eu sempre venho para caminhar no
Após ser destruído por uma ressaca, calçadão foi revitalizado
final do dia. Eu me sentia constrangida de chegar aqui e ver essa orla destruída. Além da beleza, isso aqui está trazendo as pessoas de volta para esse espaço. Você anda no local, principalmente no
verão, e vê as famílias curtindo. Ficou muito bonito esses bancos em formato de barcos. Esperamos agora que as pessoas deem valor e preservem. Seria legal também se esse projeto urbanís-
Espaço de convivência da população Dando sequência às obras da Orla do Cavaleiros, foi inaugurado, no terreno próximo a Rua Valparaíso, o Espaço de Convivência. O espaço é um bom ambiente para quem procura um lugar de descontração e de bem-estar. O local disponibiliza uma academia ao ar livre e um parquinho infantil, com brinquedos em madeira.
Além disso, para atrair a população são oferecidas atividades para as crianças e para os adultos. No caso dos menores, durante o verão estão sendo realizado eventos nos finais de semana com brincadeiras e atividades. Já durante a semana, às terças e quintas-feiras, às 18h30, pensando nas pessoas que
tico fosse levado a outros bairros como Barra de Macaé, São José do Barreto e Lagomar. Nós temos um litoral extenso, que não é explorado e valorizado”, relata Aline Mancine.
Espaço promove o bem-estar e integração entre crianças e adultos
saem do trabalho, o Espaço de Convivência, disponibiliza um Aulão de Ginástica que conta com a participação de pessoas de toda a cidade, com o professor Wander Passos. Além do aulão, quem quiser pode participar também da ginástica na areia, às 7h40 e de massoterapia, às segundas e quartas-feiras.
Nem tudo é perfeito: bairro sofre com os buracos em alguns trechos Como nada é perfeito, o Cavaleiros também sofre com os buracos em alguns trechos do bairro. A parte mais crítica fica situada nas avenidas Atlântica e Nossa Senhora da Glória, no trecho próximo ao Trevo da Cancela Preta (Rua Brás Vitóla).
Segundo os moradores, essa parte ainda é de pedras, que acabam se soltando com o passar do tempo. Em contrapartida, outras ruas internas foram substituídas por asfalto no ano passado. De acordo com a prefeitura, a
secretaria de Obras abriu uma licitação para asfaltar várias ruas do município. No entanto, ela enfatizou que esse trecho não está previsto no cronograma, mas a solicitação foi encaminhada para o setor responsável.
Vale enfatizar que a manutenção das vias está prevista dentro do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), que garante que é dever das autoridades promover um trânsito seguro e de qualidade. De acordo com o Art. 1º, “o trânsito, em condições segu-
ras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito”.
No ano passado, a prefeitura chegou a fazer a substituição por asfalto das ruas transversais, que antes eram de pedra. A nova pavimentação melhorou o problema dos buracos nas vias internas do bairro, que antes eram alvo de reclamações.
Saneamento melhora condições da praia Há alguns anos, as “línguas negras", como são chamados os córregos de esgoto a céu aberto na areia da praia, eram comuns no Cavaleiros. Isso acontecia por conta da falta de saneamento no bairro, o que levava muitos moradores a fazer ligações clandestinas na rede pluvial. Segundo a Odebrecht Ambiental, responsável pela ampliação do saneamento básico do município, ela anunciou no início dessa semana que começou a realizar o serviço de instalação das caixas de inspeção (CI) em imóveis situados na orla da Praia
dos Cavaleiros. O objetivo das obras é a implantação da rede de esgoto. A empresa constrói a caixa de inspeção, que tem a finalidade de conectar a tubulação do esgoto interno do imóvel à rede pública de esgoto. Essas caixas são instaladas nas calçadas dos imóveis e este serviço é feito pela Odebrecht. Os proprietários dos imóveis são responsáveis em ligar a rede doméstica até as caixas de inspeção. De acordo com a Odebrecht, o término das obras depende dos moradores. Em primeiro lugar
os proprietários dos imóveis entram em contato com a Central de Atendimento, solicitando a construção da CI, em seguida, as obras são feitas na calçada do morador e posteriormente, o próprio proprietário contrata uma equipe de pedreiros para realizar a ligação da rede interna com a CI. A Odebrecht Ambiental vem realizando um trabalho essencial para garantir o saneamento para toda a população. Contudo, os moradores têm um papel fundamental na finalização de todo o sistema: o de promover a ligação da rede doméstica à rede pública,
garantindo a coleta e tratamento do seu esgoto. Segundo a empresa, no bairro Cavaleiros mais de 80% dos moradores já se conectaram à rede. É importante ressaltar que aqueles que não efetuam a ligação das redes, dentro do prazo de 90 dias, estão cometendo crime ambiental e ainda correm o risco de serem multados. Se o proprietário do imóvel for notificado, e não cumprir a exigência, poderá ser penalizado na segunda vez. Em Macaé, a fiscalização é feita pela Empresa Pública Municipal de Seneamento (Esane).
Ruas internas do bairro receberam novo asfalto em 2013
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), domingo, 18 e segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Geral
NOTA
Neste ano Macaé terá o melhor Fest Verão esportivo de todos os tempos. Foi o que afirmaram o secretário de Governo, Leonardo Gomes, e o presidente da Fundação de Esporte e Turismo (Fesportur), Ricardo Salgado, durante entrevistas a duas rádios da cidade
EVENTO
Mais um Domingo da Família no Cavaleiros Espaço de Convivência atrai cada vez mais a comunidade com programação de diversão para toda a família
A
cordar cedo, reunir a família e poder fazer alguma atividade que goste é, para muitos, a idealização de um final de semana de sucesso. Em Macaé, os espaços ao ar livre têm proporcionado cada vez mais atividades que podem reunir famílias e amigos em ambientes que contemplem a natureza e a diversão. O Espaço de Convivência, na orla do Cavaleiros, recebe toda a semana o “Domingo da Família”. O evento tem como principal objetivo a reunião de pessoas, com brincadeiras para crianças, pula-pula, carrinho de pipoca, teatrinho, piscina de bolinhas, carrinho de algodão doce, participação de palhaços, entre outras atividades, sempre a partir das 8h. O espaço é um bom ambiente para quem procura um local de descontração e de bem-estar. O local disponibiliza uma academia ao ar livre e um parquinho infantil, com brinquedos em madeira. O Coordenador do espaço, Jorge Pereira da Silva, mais conhecido como Bem Johnson, disse que o local tem re-
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cebido cada vez mais pessoas e que a meta deles é crescer e apresentar mais serviços para a população. “Estamos sempre pensando em evoluir, melhorar o serviço que estamos prestando aqui. Ideias não nos faltam e a gente só vai ampliando os serviços oferecidos, tanto para o público infantil, como para o público adulto”, ressaltou. Durante a semana, nas terças e quintas-feiras, às 18h30, pensando nas pessoas que saem do trabalho, o Espaço de Convivência, disponibiliza um Aulão de Ginástica que conta com a participação de pessoas de toda cidade, com o professor Wander Passos. Além do aulão, quem quiser pode participar também da ginástica na areia, às 7h40 e de massoterapia, as segundas e quartas-feiras. Com esses investimentos realizados pela Prefeitura, os dias de sol na cidade podem ser muito bem aproveitados, com belas vistas e espaços que levam à integração de famílias e amigos, é um excelente passeio para aqueles que buscam bemestar e lazer.
Espaço ajuda a reunir amigos e familiares
SAÚDE
MEDULA ÓSSEA KANÁ MANHÃES
Pacientes que precisam de transplante ganharão mais leitos Ministério da Saúde dispõe de novos recursos para ampliar o número de leitos destinados a pacientes que dependem de transplante de medula óssea Ludmila Fernandes
ludmila@odebateon.com.br
Número de pessoas que aguardam em fila de espera por doação de órgão ainda é grande
Estado fecha 2014 com recorde de doação de órgãos Foram 272 captações no ano passado e houve um aumento de 20,8% em relação a 2013 programa estadual de Transplantes (PET) comemora o 4° ano consecutivo com recorde em doações. Em 2014, as equipes conseguiram concretizar 272 doações de órgãos, um crescimento de 20,8% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 225 captações, e quase 10% acima da meta prevista para o ano passado, que era de 250 doações. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o esforço em captar órgãos resultou em um aumento no número de transplantes realizados no estado. Foram feitos 1.547 transplantes de órgãos e tecidos em 2014, um número 8,4% superior aos 1.428 cirurgias de 2013. O crescimento é ainda maior quando consideramos apenas os transplantes de órgãos (fígado, rins e coração):
661 no ano passado contra 587 transplantes do ano anterior. A doação de órgãos é em muitos casos, a transformação de uma dor em redenção, um sentimento de dever cumprido ou simplesmente acatar a decisão de um ente querido. Com isso, outra conquista das equipes do Programa Estadual de Transplante se concretizou em uma das áreas mais emblemáticas do processo de captação de órgãos: a sensibilização da família do doador, que ainda está fortemente impactada pela morte de seu parente, mas precisa decidir se permite ou não a doação. O índice de autorização familiar teve crescimento de quase seis pontos percentuais, passando de 51,6% em 2013, para 57,5% no ano passado. O estado fechou o ano com uma média de 17 doadores por milhão de habitantes, se igualando aos indicadores da Finlândia e deixando para trás países como Canadá, Austrália, Holanda e Suíça. O índice estadual acaba puxando a mé-
dia brasileira e é maior do que o indicador nacional registrado ao final de 2013, que era de 13,2 por milhão de habitantes. O Hospital Público Municipal (HPM), desde a criação em 2006, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), realizou sete captações com sucesso. A última doação de órgãos que aconteceu no HPM foi em agosto de 2014 e a doadora foi uma criança de 5 anos, sendo a segunda captação de órgãos na cidade. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40 mil pessoas esperam na fila por um órgão. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de doadores efetivos aumentou em 90%, em seis anos no Brasil. Por lei, no Brasil, a doação só pode ser feita perante autorização da família do doador. Por isso, o Ministério da Saúde lança campanhas para estimular que um futuro doador manifeste aos familiares e amigos esse desejo.
pacientes que dependem de transplante de medula óssea, sobretudo os pacientes sem ligação familiar, serão beneficiados com o incentivo criado pelo Ministério da Saúde que visa gerar um maior número de leitos para a realização do procedimento. A expectativa do Ministério é triplicar os existentes, passando de 88 para 250 leitos. Serão investidos R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes, destinados a transplantes entre doadores e receptores sem ligação familiar. O objetivo é ampliar a capacidade de realização de transplante de medula óssea não aparentado (alogênico) no país. O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços. Para receber o incentivo financei-
ro, os hospitais precisam apresentar um projeto ao Ministério da Saúde, se comprometer a habilitar cinco leitos e a realizar, no mínimo, dez transplantes de medula óssea não aparentado por ano, considerado o mais complexo. O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade. O paciente transplantado praticamente zera toda a sua capacidade de resposta imunológica, e, por isso, requer infraestrutura hospitalar que atenda requisitos de segurança, como isolamento, e uma equipe multidisciplinar qualificada para garantir o sucesso do procedimento. O Brasil é considerado referência mundial no campo dos transplantes, 95% dos procedimentos são realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do maior sistema público de transplantes do mundo. Em 2013, foram realizados 23.457 transplantes pelo SUS, sendo 2.113 de medula óssea, dos quais 1.059 foram autólogos, quando são implantadas células tronco do próprio paciente, e 672 alogênicos, nesta técnica são utilizadas células de um doador saudável, sendo que 270 foram não aparentados. As leucemias agudas são as principais causas de transplantes no Brasil e no mundo. COMO SER UM DOADOR
O candidato a doador de medula óssea, com idade entre 18 e 55 anos,
deve procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para identificar a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome. Se o doador for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro. Os doadores retornam às suas atividades habituais, em geral, dois dias após a doação, e a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. REDOME
Nos últimos dez anos, o Brasil se esforçou para construir o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que é hoje o terceiro maior do mundo, com mais 3,5 milhões de registros. O banco reúne as informações genéticas e dados cadastrais dos doadores voluntários de medula óssea. Duas vezes ao dia, um sistema informatizado realiza o cruzamento das informações genéticas dos pacientes que estão necessitando de um transplante de medula com as disponíveis no Redome. KANÁ MANHÃES
Com trabalho realizado pelo Redome, número de transplantes tem aumentado em todo país
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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Macaé (RJ), domingo, 18 e segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
O DEBATE
Giselda Damaceno, Elizabeth Azevedo, Ivânia Ribeiro, Antônio Carlos, Edson Galassi e Márcia Curvelo
Giselda Damaceno, Elizabeth Azevedo, Ivânia Ribeiro, Antônio Carlos, Edson Galassi e Márcia Curvelo e Oscar Pires
EDUCAÇÃO
Fundação Luiz Reid reelege presidente e aprova três nomes como conselheiros Grupo se reuniu na última terça-feira e já apresentou propostas de trabalho que será iniciado neste ano
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eunidos no final da tarde de terça-feira (13), numa das salas da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé, os membros da Fundação Educacional Luiz Reid participaram da assembleia convocada pelo presidente Antonio Carlos Pinto de Carvalho, para a eleição dos Conselhos Diretor, Curador e Fiscal, para o triênio 2015-2018, ocasião em que todos os integrantes presentes votaram a favor da recondução do Dr. Antonio Carlos Pinto de Carvalho para Presidência da
Instituição, tendo em vista o trabalho realizado durante os anos em que está à frente da Fundação e a necessidade de dar continuidade aos projetos em andamento. Os membros da Fundação Educacional Luiz Reid, mantenedora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé, aprovaram também por unanimidade, sugerido pelos presentes, o nome do advogado e conselheiro Edson Galassi Neves para a vice-presidência, ambos com aclamação e aprovação
unânime entre os presentes. Atendendo disposição estatutária, o Conselho Diretor da Fundação Educacional Luiz Reid, conta com representação da Prefeitura Municipal de Macaé, da Secretaria Municipal de Educação, da direção do Colégio Estadual Luiz Reid, além de ter representação do corpo docente e da direção da FAFIMA. Os integrantes do Conselho de Adminstração participam da Fundação, em caráter vitalício, havendo necessidade de sua substitui-
ção após falecimento. Nessa reunião, o Dr. Antonio Carlos solicitou a indicação de alguns nomes da sociedade macaense para substituição dos conselheiros falecidos. O nome do Sr. Marcelo Almeida Viana Reid, Presidente da Comissão Municipal da FIRJAN foi sugerido e aprovado por todos os presentes, tendo em vista o seu comprometimento com a instituição e com as causas da população macaense. A seguir, houve a indicação dos nomes do Sr. Lafayete Mendes Fer-
nandes, filho do saudoso Ilson Fernandes, e do professor Ricardo Meireles Vieira, escritor renomado e historiador. Os nomes indicados receberam aprovação unânime, por se tratarem de pessoas dinâmicas e respeitadas por todos os segmentos da sociedade. O presidente da Fundação Luiz Reid, Antonio Carlos Pinto de Carvalho, expôs a sua satisfação em receber os novos conselheiros, afirmando que não resta nenhuma dúvida de que a Fundação será beneficiada com
a participação desses homens na sua administração, agora integrados ao trabalho de fortalecer mais a instituição. Após a eleição dos membros dos Conselhos Diretor, Curador e Fiscal, completando o disposto na Ordem do Dia, que durou cerca de duas horas, outros assuntos foram debatidos pelos membros presentes, todos enaltecendo o trabalho desenvolvido pela Fundação Luiz Reid que realizou ano passado evento para celebrar os 40 anos da Fafima.
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