KANÁ MANHÃES
MARIANNA FONTES
INVASÕES AUMENTAM POR FALTA DE FISCALIZAÇÃO
PASSAGEIROS RECLAMAM DE BANHEIROS NO TERMINAL
ABESPETRO E SENAI CONSOLIDAM PROJETO
POLÍCIA, PÁG.5
CIDADE, PÁG.2
EDUCAÇÃO, PÁG.6
R$ 1,00 Macaé (RJ), sábado 13 de agosto de 2016 Ano XLI, Nº 9096 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Prefeito tira verba da Saúde para cobrir as despesas de Iluminação Para destinar R$ 4,6 milhões com objetivo de pagar gastos relativos a serviços da AMPLA e de contratos, governo cortou R$ 100 mil do Fundo Municipal de Saúde e reduziu o orçamento de outros 18 setores PÁG. 3 CIDADE
POLÍTICA
do COLAPSO DAS UPAS Comissão Legislativo KANÁ MANHÃES
desconfia e quer comprovante de pagamento
Repasses feitos pela Câmara deveriam cobrir despesas da rede de Saúde pública Desconfiado sobre a destinação adequada dos repasses orçamentários feitos pela Câmara de Vereadores para a prefeitura, o relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores, Maxwell Vaz (SD), passa a cobrar oficialmente do governo 'da mudança' os comprovantes de pagamentos de serviços referentes à rede pública de Saúde. Através do requerimento 341/2016, aprovado pelo plenário do Legislativo na sessão da Câmara da última quarta-feira (10), Maxwell exigiu que o governo comprove a aplicação dos repasses da Câmara em procedimentos que garantam o atendimento da população. PÁG. 3
Pacientes relatam que procedimentos e exames foram suspensos na manhã de ontem por conta de aparelhos quebrados
C
om a s aúde não se brinca. Ou pelo menos não deveria. Em Macaé os relatos de pacientes que dependem da rede pública continuam reforçando a forte crise administrativa municipal. Serviços sendo cortados, falta de médicos, materiais e medicamentos, burocracia para agen-
damento de exames são apenas alguns exemplos que o jornal O DEBATE mostrou ao longo dos últimos meses. E as reclamações continuam chegando até a nossa redação. Na manhã de ontem (12), alguns leitores procuraram o jornal para denunciar problemas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
da Barra. Segundo eles, exames marcados foram cancelados. Vale ressaltar que, em outubro do ano passado, as UPAs em Macaé passaram a ser administradas pelo governo municipal. A medida foi tomada após o encerramento do convênio com a Organização Social (OS) Espaço Produzir. Entre as mudanças anunciadas pela prefeitura, na época, constava o tipo de atendimento, que passou a ser misto, ou seja, além da emergência, também seria feito o atendimento ambulatorial.
ESPORTE
DIVULGAÇÃO
A proposta, segundo o governo, seria otimizar o atendimento de maneira que moradores das áreas mais distantes não precisem mais se deslocar até a região central para ter acesso a determinadas especialidades. No entanto, os diversos relatos de quem depende da saúde pública mostram que a própria administração municipal, apesar de investir grande parte do seu orçamento na Saúde, não tem conseguido oferecer à população um atendimento básico digno. PÁG. 2
Maxwell quer comprovação do governo
POLÍTICA
DIVULGAÇÃO
Campeonato de futebol acontece hoje
Danilo diz: "Macaé sofre com a incompetência do governo"
Evento é promovido pela Liga Macaense de Desportos PÁG. 7
Vice-prefeito contesta gastos do Executivo e afirma que problema está na administração PÁG. 3
POLÍCIA
Operações da PM geram apreensões Comando do 32º BPM reforça repressão ao tráfico PÁG. 5
Partidas são realizadas no Estádio Expedicionário EDUCAÇÃO
GERAL
Macaé classifica 700 Vagas abertas para alunos para competição cursos de qualificação Olimpíadas de Matemática começam em setembro PÁG. 6
Agetrab abre 950 oportunidades para qualificação PÁG. 6
WANDERLEY GIL
Problemas na unidade aumentaram após a gestão ter sido assumida pelo governo municipal em 2015
CADERNO DOIS
Luna Galtiery celebra 16 anos de sucesso Festa acontece hoje na Rinha das Artes CAPA
Danilo Funke ressalta carência de serviços públicos
TEMPO
ÍNDICE
Máxima 27º C Mínima 14º C
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
COTAÇÃO DO DÓLAR
Compra R$ 3,1835 Venda R$ 3,1850
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13 de agosto de 2016
Cidade
NOTA
Ciclistas se arriscam ao transitar fora de ciclofaixa. Avenida Evaldo Costa foi contemplada recentemente com uma pista para a circulação de bicicletas.
SAÚDE
Exames são cancelados na UPA da Barra Pacientes relatam que procedimentos foram suspensos na manhã de ontem por conta de aparelhos quebrados
KANÁ MANHÃES
Marianna Fontes
marifontes@odebateon.com.br
C
om a saúde não se brinca. Ou pelo menos não deveria. Em Macaé os relatos de pacientes que dependem da rede pública continuam reforçando a forte crise administrativa municipal. Serviços sendo cortados, falta de médicos, materiais e medicamentos, burocracia para agendamento de exames são apenas alguns exemplos que o jornal O DEBATE mostrou ao longo dos últimos meses. E as reclamações continuam chegando até a nossa redação. Na manhã de ontem (12), alguns leitores procuraram o jornal para denunciar problemas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Barra. Segundo eles, exames marcados foram cancelados. “Fui levar a minha filha para fazer um exame de tireoide e ela não conseguiu realizar o procedimento. Isso já estava agendado desde março e, quando finalmente achamos que ela iria conseguir fazer, foi cancelado”, conta o pai da paciente, Flávio, ressaltando que não conseguiu reagendar para outra data. “Alegaram lá que não estavam fazendo porque a máquina estava quebrada. Tentei marcar a nova data e a
Problemas na unidade aumentaram após a gestão ter sido assumida pelo governo municipal em 2015
mulher disse apenas para ligar na quinta-feira da semana que vem para tentar. Enquanto isso minha filha está cheia de dor. É uma vergonha”, desabafa. Outros pacientes alegaram o mesmo problema. “Tinham, pelo menos, umas três pessoas que não conseguiram fazer os exames marcados para hoje. Mas isso não é algo recente não. Essa situação crítica está assim há um bom tempo já e ninguém toma providências. Tenho uma amiga que fez um exame há quase um ano e até hoje aguarda o resultado”, relata uma paciente que não quis se identificar. Vale ressaltar que, em outubro do ano passado, as UPAs em Macaé passaram a ser administradas pelo governo municipal. A medi-
da foi tomada após o encerramento do convênio com a Organização Social (OS) Espaço Produzir. Entre as mudanças anunciadas pela prefeitura, na época, constava o tipo de atendimento, que passou a ser misto, ou seja, além da emergência, também seria feito o atendimento ambulatorial. A proposta, segundo o governo, seria otimizar o atendimento de maneira que moradores das áreas mais distantes não precisem mais se deslocar até a região central para ter acesso a determinadas especialidades. No entanto, os diversos relatos de quem depende da saúde pública mostram que a própria administração municipal, apesar de investir grande parte do seu orçamento na Saúde, não tem
conseguido oferecer à população um atendimento básico digno. As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, que estrutura e organiza a rede de urgência e emergência no país, com o objetivo de integrar a atenção às urgências. Elas foram criadas com o intuito de facilitar o atendimento básico, que muitas vezes são resolvidos nos hospitais, causando, consequentemente, o aumento na demanda e longo tempo de espera. Além de descentralizar os atendimentos de menos urgência nos hospitais, elas facilitam o acesso das pessoas, que não precisam se deslocar para locais mais distantes.
CENTRAL
Passageiros reclamam de banheiros no terminal Entre as queixas estão falta d'água, de papel higiênico e limpeza Um problema antigo volta a ser motivo de reclamação em Macaé. Passageiros do transporte público municipal relatam novamente as péssimas condições que o Terminal Central, o mais movimentado da cidade, se encontra. Enquanto o poder público afirma que existe um projeto de reforma não só do Central, como dos demais terminais, a população segue insatisfeita com a estrutura. Um dos pontos destacados por quem frequenta o local é o banheiro. Essa semana, um leitor abordou a nossa equipe de reportagem na rua para denunciar a falta de manutenção. “A situação ali é crítica. Não tem água para lavar as mãos e muito menos papel higiênico. A gente só faz o uso mesmo por necessidade, porque é um risco. A pessoa tem chances até de contrair alguma doença”, diz Graciliano Ferreira de Almeida, ressaltando que a limpeza tem melhorado. “Eles até limpam. O problema mesmo é que tem gente que é porca e não sabe fazer o uso do sanitário. Tinha que ter alguém tomando conta do lugar”, relata. Além de questão estética, a falta de limpeza é um problema de saúde pública. Apesar da transmissão de doenças por contágio nesses casos ser rara, os riscos existem, principalmente para pessoas que tenham feridas na pele ou baixa imunidade. Entre as doenças
que podem ser adquiridas estão o HPV (Papiloma Vírus Humano) e o herpes genital. Mas sujeira não é o único problema. O vandalismo também piora a situação. “A culpa é da própria população que não zela pelo espaço público. Quebram torneira, entopem o vaso, urinam no chão. Depois reclamam. É uma total falta de respeito. Ao mesmo tempo também é responsabilidade do poder público, que tem a obrigação de fiscalizar para coibir essa prática. Se fazem isso é porque a prefeitura dá brecha”, diz a vendedora Luciana Silva. Vale lembrar que, de acordo com o Artigo 163 do Código Penal, destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia é crime com pena de detenção, de um a seis meses, ou multa. No caso de um bem público pertencente ao patrimônio do município a pena se agrava, pois a detenção prevista varia de seis meses a três anos, com pagamento de multa, além da pena correspondente à violência. KANÁ MANHÃES
Problema tem sido alvo de reclamações da população há anos
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13 de agosto de 2016
Política
3
NOTA
Julinho do Aeroporto (PMDB) garantiu que as obras de urbanuzação do Jardim Esperança estão em andamento
PRIORIDADES
Prefeito tira verba da Saúde para cobrir as despesas de Iluminação Para destinar R$ 4,6 milhões para modernizar rede, governo reduziu orçamento de 19 setores da administração Márcio Siqueira
CRÉDITO
marcio@odebateon.com.br
A
s prioridades do governo 'da mudança' na execução dos mais de R$ 1,2 bilhão já arrecadados pelo município, entre janeiro e agosto deste ano, tornam-se ainda mais questionáveis no momento em que verbas destinadas ao custeio de procedimentos da Saúde, que enfrenta caos de gestão segundo os próprios usuários da rede, são direcionadas para cobrir despesas relativas à Iluminação Pública, que acaba se juntando à lista de precariedades registradas por Macaé ao longo dos últimos três anos e oito meses. De acordo com o decreto de número 103/2016, o prefeito Dr. Aluízio Júnior (PMDB) assina a suplementação, que retira R$ 100 mil alocados no Fundo Municipal de Saúde, para reforçar o crédito de R$ 4,6 milhões destinados à "manutenção e modernização da Iluminação Pública e das Unidades Administrativas". Faltando pouco mais de quatro meses para o fim da atual gestão "da mudança", a retirada de R$ 100 mil da Saúde para custear R$ 4,6 milhões em despesas da Iluminação Pública soa, no mínimo, incoerente, ao passo que familiares passam a comprar materiais como luvas, aventais e algodão para garantir o atendimento de pacientes internados no Hospital Público
Enquanto Saúde enfrenta caos, governo destina verbas para cobrir despesas referentes ao sistema de Iluminação Pública
Municipal (HPM). E para reforçar o crédito dado à Iluminação Pública, cuja gestão faz parte da secretaria municipal de Serviços Públicos, o prefeito sacrificou o orçamento de outros 19 setores das administrações direta e indireta, inclusive da secretaria municipal de Agroeconomia, alvo de debates nesta semana na Câmara de Vereadores devido à dificuldade de garantir o atendimento eficiente e de qualidade aos pequenos produtores rurais da agricultura familiar, problema gerado pela falta de aporte
financeiro da atual gestão. Mas, como castigo, e ao contrário do que foi levantado pelos vereadores de oposição no Legislativo, o governo, ao invés de destinar verbas a Agroeconomia, retirou do orçamento da secretaria mais de R$ 915 mil, que estavam previstos para custear serviços de implantação de Projetos Agrícolas e de Produção Agrícola. Dinheiro destinado à implantação de Cursos Técnicos pela Agetrab, execução de atividades operacionais da Guarda Municipal, para a manutenção de bi-
bliotecas públicas geridas pela Fundação Macaé de Cultura, e até para a manutenção da Casa do Empreendedor, foi destinado para reforçar o crédito da Iluminação Pública. E, de acordo com dados do Portal da Transparência, há a possibilidade de que a verba anulada da Saúde e outros 19 setores da administração municipal ser destinada para cobrir despesas do governo relativas ao consumo de energia. Consta no Portal que o serviço de "manutenção e modernização da Iluminação Pública e
das Unidades Administrativas" prevê gastos com contas da AMPLA e dois contratos do governo com empresas que prestam serviços de manutenção de postes do sistema público de iluminação. E vale destacar também que só neste ano a prefeitura arrecadou mais de R$ 3,9 milhões com a contribuição para o custeio da iluminação pública, paga por todos os macaenses clientes da AMPLA, seja por imóveis residenciais ou comerciais. As taxas de contribuição vão de R$ 5 a R$ 21.
'Macaé Digital' também recebe aporte financeiro Além dos R$ 4,6 milhões direcionados pelo governo para a Iluminação Pública, a suplementação realizada pela prefeitura através do decreto 103/2016 destinou créditos também para pagar despesas referentes ao Projeto Macaé Digital. De acordo com o decreto, mais de R$ 423 mil foram destinados para o orçamento da secretaria municipal de Gestão Pública, responsável pela execução do projeto. Segundo o Portal da Transparência, a prefeitura possui três contratos distintos para a execução do "Macaé Digital". Entre esses contratos está o serviço de hospedagem da plataforma de emails da prefeitura, a manutenção dos telefones e da internet da sede administrativa do governo e de manutenção de equipamentos eletrônicos. O decreto prevê também a destinação de mais R$ 189 mil para o orçamento da Empresa Municipal de Saneamento (Esane), destinados à manutenção do tratamento intradomiciliar do esgoto sanitário.
FISCALIZAÇÃO
Comissão da Câmara desconfia e quer comprovante de pagamento Repasses feitos pela Câmara deveriam cobrir despesas da rede de Saúde pública Desconfiado sobre a destinação adequada dos repasses orçamentários feitos pela Câmara de Vereadores para a prefeitura, o relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores, Maxwell Vaz (SD), passa a
cobrar oficialmente do governo os comprovantes de pagamentos de serviços da rede pública de Saúde. Através do requerimento 341/2016, aprovado pelo plenário do Legislativo na sessão da Câmara da última quartafeira (10), Maxwell exigiu que o governo comprove a aplicação dos repasses da Câmara, em procedimentos que garantam o atendimento da população. "A presidência da Câmara re-
solveu fazer a devolução de verbas do orçamento da Casa, para o governo, de forma mensal. Na minha concepção, esse procedimento deveria ocorrer só no fim do ano. Mas, alegando que esse dinheiro seria destinado à Saúde, concordamos com esse acordo que está sendo cumprido pelo Legislativo. Só não tenho certeza de que o Executivo esteja fazendo a parte dele", explicou Maxwell. O vereador apontou um de-
creto de suplementação de verbas, que oficializou um dos repasses já feitos pela Câmara para o governo, como exemplo sobre as explicações cobradas pelo seu requerimento. "No decreto da suplementação não dá para saber onde o governo aplicou o dinheiro da Câmara: se foi na prestação de serviços de atendimento à população, ou em dívidas de contratos que se arrastam ao longo dos últimos três anos", apontou.
WANDERLEY GIL
Relator da Comissão de Constituiçãoe Justiça, Maxwell quer que o governo comprove aplicação de verbas da Câmara na rede de atendimento em saúde da população
AVALIAÇÕES
Danilo: "Macaé não tem crise de arrecadação, mas sim de incompetência de governo" Vice-prefeito contesta gastos do Executivo e afirma que problema está na administração "Uma cidade com arrecadação altíssima como a nossa tem que ter uma gestão que destine os recursos para áreas que precisam de verdade". A frase que abre uma das postagens feitas pelo vice-prefeito Danilo Funke (REDE) em sua página nas redes sociais, unifica o sentimento de muitos macaenses que viveram a falsa esperança
da mudança no modelo político e administrativo da cidade. Diante de uma arrecadação de mais de R$ 1,2 bilhão, alcançada pela prefeitura entre janeiro e agosto deste ano, Danilo afirma que a discrepância entre os valores obtidos pelo governo, ao longo dos últimos três anos e oito meses, e a atual realidade dos principais serviços de assistência à população, refletem a irresponsabilidade do governo, demonstrada desde as promessas que garantiram a vitória nas urnas. "O povo não pode sofrer as
consequências de uma administração irresponsável! Não vamos deixar esses absurdos continuarem acontecendo!", afirma o vice-prefeito. Excluído das decisões referentes à gestão municipal desde 2014, quando se voltou contra a decisão do governo 'da mudança' em se aliar ao PMDB, Danilo afirma que o seu compromisso com a cidade, ao longo desse atual mandato, foi de ouvir as necessidades da população e propor um modelo de gestão voltado para as questões sociais. "Tudo foi tirado do povo, por
esse governo. Desde a Saúde de qualidade, escolas eficientes, um transporte público digno, até mesmo o direito de celebrar o aniversário de Macaé. Um governo recluso, conduzido por uma pessoa que não é capaz de ouvir e de compartilhar, nunca iria conseguir realizar tudo o que prometeu nas urnas, tudo o que eu acreditei, assim como todos os macaenses que apostaram nessa renovação que nunca chegou. Mas, a incompetência dessa gestão, não pode ser a marca para a cidade pelos próximos anos", disse Danilo.
DIVULGAÇÃO
Danilo Funke ressalta carência dos principais serviços públicos
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13 de agosto de 2016
Opinião
Moradores reclamam de demora da Nova Cedae para resolver problema. De acordo com relatos, após ser acionado, o órgão está dando um prazo de 48h para comparecer ao local.
FOTO LEGENDA WANDERLEY GIL
EDITORIAL
NOTA
Sensibilidade À flor da pele, a sensibilidade do cidadão macaense que depende efetivamente da assistência promovida pelos mais de R$ 1,2 bilhão já arrecadados pelo governo municipal neste ano, precisa ser encarada com maior responsabilidade por todos os atores que se comprometeram fazer de Macaé, nesses três anos e oito meses, uma cidade melhor para se morar e se viver. No entanto, medidas imediatistas adotadas diante de erros gerados por outras decisões impensadas acabam tornando precários serviços e atendimentos que são essenciais ao dia a dia da população mais afetada pela crise do petróleo nacional, com o desemprego e a falta de esperança por dias melhores. O sucateamento das unidades da rede pública de Saúde, assim como dos serviços complementares contratados pela prefeitura junto à rede privada de atendimento, representa hoje a indignação dos macaenses que apostaram em uma administração pública pautada pela seriedade e competência, capaz de transformar principalmente o setor que possui uma relação profissional e pessoal com aquele que prometeu ser o transformador de todos os problemas, inclusive aqueles que Macaé nunca imaginaria passar. Filas e tempo de espera sempre fizeram parte da realidade do atendimento em Saúde do município, principalmente por sua referência para as demais
cidades da região. Porém, a cada negativa recebida por um paciente na hora do agendamento de uma consulta médica, de um exame, e até mesmo do auxílio para um transporte, passa a ser enxergada como a falência de um sistema que é capaz de receber, por ano, mais de R$ 500 milhões em receitas públicas. No momento em que as discussões políticas superam qualquer outro fato de destaque da rotina da cidade, a reflexão sobre o novo modelo de administração pública da cidade, pautada pelas prioridades da sociedade, precisa ser promovida por aqueles que sentem na pele os efeitos das promessas não cumpridas. E por mais que a crise seja a justificativa para todos os males de Macaé, os números que envolvem a gestão fiscal da cidade, desde a arrecadação até a execução das despesas, demonstram que o que falta hoje é o compromisso verdadeiro com o povo, que dirá nas urnas todo o sofrimento silencioso que viveu ao longo desses últimos três anos e oito meses.
ESPAÇO ABERTO
Como melhorar o estágio no Brasil Criado para complementar a formação acadêmica, o estágio no Brasil acabou perdendo seu objetivo educacional com o passar dos anos. Uma cultura secular arraigada em nosso país parece pensar que estagiário é sinônimo de mão de obra de baixo custo. Uma espécie de ‘faz tudo’ e ‘pau para toda obra’ que é contratado sob os auspícios de aprendizado, mas que não se mostra efetivo. Uma explicação para isso pode ser a elevada carga tributária brasileira associada às pesadas contribuições sobre salários, que tornam a operação das empresas muitas vezes um desafio. A Lei 6.494 de 1977, que regulamentava a situação dos estagiários, deixava enormes lacunas, o que permitia às empresas contratar estagiários com isenção dos encargos sobre os salários para cumprirem funções e papéis que não tinham relação com seu curso de formação. A nova lei do Estágio (11.788 de 2008) corrigiu erros da antiga e regulamentou a atividade, mas ainda existe o ‘jeitinho brasileiro’, ou seja, continuar contratando estagiários beneficiando-se das isenções, mas sem o compromisso com o processo de aprendizagem favorável à formação do jovem. Além disso, também existe a reclamação das empresas que dizem receber estudantes com pouca formação acadêmica. Para resolver esse problema, algumas organizações criaram os Programas de Trainee. Neste modelo, as empresas selecionam profissionais que estejam formados em até, no máximo, 24 meses e os preparam para atuação em posições de gestão. É uma resposta das empresas à fragilidade de formação e modelo de preparação que as instituições de ensino ofertam. Outra solução seria a chamada Aprendizagem Cooperativa ou CO-OP. Esse modelo vem sendo aplicado com excelentes resultados na Universidade de Waterloo, no Canadá, e adotado em outras Universidades mundo afora. A Aprendizagem Cooperativa é baseada em pesquisas que defendem a necessidade de cooperação como condição de desenvolvimento e progresso. Funciona com a revisão dos programas de ensino e apren-
dizagem que faz uma intercalação entre períodos letivos e momento com imersão total no mundo do trabalho, realizando avaliações e supervisão permanentes. O estudante consegue alternar estudo com prática, fazer rodízio de funções, explorando opções para carreira e construindo um networking. Nessa modalidade, as empresas identificam talentos e ganham com as novas ideias e motivação dos estudantes. As instituições de ensino que oferecem essa possibilidade atraem mais estudantes, com aumento da visibilidade e reputação, já que proporcionam enriquecimento da comunidade educacional com graduados bem preparados e projetos colaborativos com os empregadores. Mas, o que seria ideal no Brasil? É necessário que o sistema de estágio seja adequado a cada realidade social, cultural e local. Quando um sistema é suficientemente flexível para permitir adequações a cada realidade, boas experiências podem ser obtidas e bons resultados conquistados. Para isto, é fundamental que o estudante aplique no mundo do trabalho os conceitos que aprendeu na escola. E para a empresa deve ser visto como um investimento na renovação da organização, com as ideias e entusiasmo do jovem, que trará da escola novas visões de mundo que poderão ser adequadas à realidade corporativa. Para isto ocorrer, a empresa precisa estar aberta ao novo e a escola deve efetivar seu papel formativo e se beneficiar das experiências das organizações para rever permanentemente seus currículos e práticas. Marcus Garcia - Especialista em inteligência motivacional e gestão de pessoas
Intervenções realizadas, nesta semana, pela Odebrecht Ambiental na Rua Teixeira de Gouveia geraram caos no trânsito, já conturbado, da área central da cidade. Um trecho da via precisou ser aberto, sem aviso prévio, para a realização de manutenção da rede subterrânea. Quem passou pelo local, não gostou de enfrentar mais um problema provocado pela instalação da rede de saneamento na cidade.
PAINEL Dinheiro
Adiados
UEP II
Subsídios
Obra
Sucesso
Discussões
UEP I
Abandono
Os vereadores já se debruçam sobre o projeto do governo que prevê a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017. Apesar de valores ainda não terem sido anunciados, estima-se que a previsão de arrecadação para o próximo ano seja menor que os R$ 2.086 bilhões fixados para 2016. Entre as justificativas do Executivo para a queda de receitas é a transferência de operações da Petrobras, do Porto de Imbetiba para o Porto do Açu.
Já estão em tramitação também os projetos de resolução que fixam os novos valores dos subsídios de prefeito, vice-prefeito, secretários do governo e de vereadores para o próximo mandato 2017-2020. Hoje, esses salários variam entre R$ 14 mil, R$ 12 mil e R$ 9 mil, com a tendência de aumento para os próximos quatro anos. É bom lembrar que hoje o governo municipal gasta mais do que pode com despesas de pessoal. Como será no futuro?
A população macaense precisa se fazer mais presente nas discussões que ocorrem, atualmente, na Câmara dos Vereadores. Pautas essenciais para o futuro administrativo da cidade serão debatidas nos próximos dias, embolando com o processo eleitoral que começa oficialmente na terçafeira (16). E na maratona prevista para ocorrer durante os 45 dias de disputa pelos votos, os olhos do povo também precisam estar atentos para o que acontece no Legislativo.
Por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), as duas licitações da prefeitura, que preveem despesas de R$ 79 milhões e de R$ 83,9 milhões, por ano, visando a contratação de empresas que irão prestar serviços de Limpeza Pública, serão adiadas, o que elimina a possibilidade dos certames ocorrerem em pleno processo eleitoral. Há aqueles que se arriscam dizer quais empresas sairão vitoriosas das concorrências públicas, e que ainda irão ocorrer.
Silêncio! Essa é ainda a postura do governo quanto ao futuro das obras de urbanização da Estrada de Santa Tereza. Depois que o governo do Estado avisou que não vai mais mandar os R$ 60 milhões prometidos para o projeto, e muito menos os R$ 15 milhões para ficar com as duas composições do VLT, o futuro do principal projeto prometido pelo governo da mudança, e aguardado pela indústria offshore, ficou sem prazos e garantias.
Antes, uma realidade de postos de saúde situados em bairros e localidades afastadas do centro da cidade, agora, a falta de gestão causa impactos diretos nos atendimentos prestados pelo Hospital Público Municipal que, se não bastasse a responsabilidade de ser referência em alta complexidade para a cidade e a região, passa a receber também a emergência da Unidade de Emergências Pediátricas (UEP), que foi totalmente desmobilizada durante os últimos anos.
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Mas ex-funcionários da UEP afirmam que, ao longo desses três anos, a Unidade nunca funcionou dentro da sua plenitude, conforme ocorria na era do governo Mussi. Médicos contratados trabalham por quatro meses sem receber. Máquinas e equipamentos de exames, e até de internação, estão quebrados e sucateados. O ponto biométrico alterou e tornou irredutível a escala de funcionários. O jeito foi mesmo passar tudo para o HPM.
Estreou com sucesso o sétimo Festival Gastronômico da Praia dos Cavaleiros, na noite de quinta-feira (11). Devidamente paramentados e preparados para o frio que chegou à cidade no início desta semana, membros da alta sociedade macaense desfrutaram de pratos especiais e uma programação diversificada, típica do evento da alta temporada de Macaé. A programação segue neste sábado (13) e domingo (14). E vale muito a pena conferir, antes que acabe!
É triste a atual situação da Praça Veríssimo de Melo. Palco do início do governo ‘da mudança’, a principal área de lazer da cidade está suja, depredada e abandonada. Ocupada por moradores em situação de rua, pedintes e por pombos, o local recebe a feirinha que, tradicionalmente, acontece às quintas-feiras. Mas, com o alto valor cobrado pelos flanelinhas, muita gente acaba evitando parar para conferir as delícias que são vendidas no local.
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13 de agosto de 2016
Polícia
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NOTA
PM registra ocorrências de tráfico de drogas. Suspeitos são detidos e drogas são apreendidas em diferentes operações.
OCUPAÇÃO
Nova invasão denuncia falta de controle em terras do município Proprietário ainda não apareceu para reclamar sobre ocupação irregular KANÁ MANHÃE
LEGISLAÇÃO
Ludmila Fernandes
Segundo a legislação, as construções ilegais podem ser removidas mediante notificação com prazo de 30 dias. Se a obra estiver em área pública cabe a retirada imediata, sem necessidade de notificação. Há também leis federais que preveem a cri-
ludmila@odebateon.com.br
A
s ocupações irregulares seguem sem controle no município. As invasões são alvo de diversas reclamações da população, que arca com os malefícios que ocorrem com o crescimento desordenado da cidade. Na contramão, o poder público não tem se esforçado para tentar solucionar o problema, que cresce em ritmo acelerado em Macaé. No dia 11 (quinta-feira), mais um terreno foi alvo de ocupação. Desta vez, a invasão ocorreu no bairro São José do Barreto e, desde então, os invasores seguem delimitando áreas com estacas e fitas. Em breve, a sociedade macaense lidará com mais uma comunidade carente. A Polícia Militar (PM) foi acionada ao local no mesmo dia em que os invasores entraram no terreno. Contudo, o comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o tenente-coronel Marco Aurélio Vollmer, informou que não surgiu proprietário reclamando da invasão. “Quando fomos notificados a respeito, o local já estava com mais de 100 pessoas. A Polícia Militar esteve no local, mas não
Terreno no São José do Barreto é invadido e dono não se manifesta quanto a ocupação irregular
surgiu nenhum proprietário até o momento. Estamos com baseamento periódico no local, visando o controle da situação”, explicou Vollmer. Desde então, o cenário permanece o mesmo, ou seja, famílias ocupando a área e delimitando seu espaço. Sem alguém para reclamar a propriedade do terreno, a Polícia Militar não pode agir. Como em todas as invasões, as estruturas devem começar a surgir rapidamente, e com famílias já morando no local fica ainda mais difícil a re-
tirada dessas pessoas.
OUTROS CASOS RECENTES
Bem próximo desta última invasão há uma outra ocupação, também no São José do Barreto, sendo que o local fica próximo aos condomínios da MRV e beiram um Canal, já bastante problemático quanto à falta de limpeza. Esta invasão já está muito adiantada, com famílias morando, ruas delimitadas, postes de luz etc. Na Fronteira, em uma área de restinga, passado um ano, aproximadamente, casas já estão
beirando a RJ-106. Em ritmo acelerado, a ocupação já conta com diversas famílias habitando o local. Segundo a Prefeitura, o terreno pertence à União e o município se diz impedido legalmente de atuar. Por fim, um terreno particular na Linha Azul também já está totalmente ocupado. A invasão iniciou em maio de 2015, e hoje segue com diversos imóveis, ruas e postes de luz. A última informação é que o caso segue na justiça para a desocupação do terreno.
TRÁFICO
Drogas e suspeitos são detidos em operações contra a venda de drogas Macaé, Rio das Ostras e Conceição de Macabu registraram ocorrências de tráfico Através de informações do disque-denúncia, a Polícia Militar realizou diversas operações de combate ao tráfico de drogas na área do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM). As ações ocorreram nos municípios de Macaé, Rio das Ostras e Conceição de Macabu. A operação em Macaé foi realizada no bairro Lagomar, onde informações relataram que um elemento identificado como “Leo”, abastecedor de drogas do
local, estaria em posse de material entorpecente na Rua W18. Lá, os policiais conseguiram encontrar o suspeito, sendo que, após revista pessoal, foi encontrada uma pistola de 9 mm com dois carregadores totalizando 30 munições, 142 pinos de cocaína, dois rádio-transmissores e R$ 80,00 em espécie. Diante dos fatos, o elemento de 20 anos foi encaminhado à 123ª DP, onde ficou preso. RIO DAS OSTRAS
Também através de uma denúncia, a PM conseguiu localizar e prender um elemento suspeito de tráfico no bairro Cidade Beira Mar. As informações diziam
CENTRO
Menor é apreendido por furto no Centro Adolescente estava portando um aparelho celular roubado Durante um patrulhamento a pé, a guarnição da Polícia Militar (PM) apreendeu um menor de 16 anos por furto de um celular. O caso ocorreu no início da noite, no cruzamento das ruas Francisco Portela e Conde de Araruama, no Centro. Após apresentar atitude suspeita, o jovem, que é morador da comunidade Nova Holanda, foi abordado pelos agentes. E com ele foi encontrado o aparelho da marca Motorola. Ao ser indagado sobre quem seria o dono do telefone, ele teria alegado que era de um tio dele. Mas, no momento da abordagem, o celular tocou e era a
esposa da vítima informando sobre o furto e dando sua localização. A equipe, com o apoio da SOP e Setor Bravo, procederam até a 123ª Delegacia de Polícia, onde o menor permaneceu apreendido. Segundo o Art. 155, subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel, a pena pode ser de reclusão, de um a quatro anos, e multa. § 1º - A pena aumenta de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. § 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.
que um homem estaria armado e vendendo drogas na Rua Serafim Bastos, sendo este o possível autor de um homicídio em Rio das Ostras e oriundo do bairro Guaiamu. Guarnições foram ao local e realizaram cerco, obtendo êxito em abordar e prender um homem identificado como Wesley Lima Santiago, de 23 anos. Com ele foi encontrado um revólver de calibre 32, oito munições do mesmo calibre e uma sacola plástica com 40 pinos de cocaína, 30 buchas de maconha, uma cédula de um dólar e R$ 78,00 em espécie. Em seguida, foi dada voz de prisão ao elemento, o qual foi conduzido à 128ª DP, onde ficou preso.
CONCEIÇÃO DE MACABU
No bairro Usina, a PM conseguiu chegar até um endereço onde estavam guardados materiais pertencentes ao tráfico de drogas. A denúncia relatou que em uma residência, na Rua J, estaria ocorrendo a venda de drogas. Guarnições em diligência encontraram a referida casa, porém não localizaram o proprietário do imóvel. Foi feita uma revista minuciosa e diversos materiais encontrados, como um tablete de maconha e anotações do tráfico local, que é dominado pela facção criminosa “Terceiro Comando Puro” (TCP). O material foi encaminhado à 122ª DP, onde foi registrada a ocorrência.
minalização de quem ocupa ou promove a divisão de áreas sem a autorização do Estado. Invasores ficam de um a três anos presos. Grileiros podem ficar até cinco anos presos, além de ter que pagar fiança que varia entre 10 e 100 salários-mínimos.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13 de agosto de 2016
Geral
NOTA
IFF Macaé divulga programação para aniversário de 23 anos. Atividades serão abertas a toda comunidade e irão acontecer entre os dias 15 e 19 de agosto.
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Projeto Abespetro e Sistema Firjan preparam formatura Solenidade a ser realizada no dia 24 de agosto vai marcar o encerramento do primeiro ciclo do projeto Juliane Reis
Juliane@odebateon.com.br
O
Projeto Abespetro para a Formação Integrada de Pessoas com Deficiência, em parceria com o Senai, está nos preparativos para o encerramento do primeiro ciclo da atividade que promoveu a capacitação de cinco turmas. O evento será realizado no próximo dia 24, às 13h30, na Sede do Sesi, localizada na Alameda Etelvino Gomes, nº 155, Riviera Fluminense. Na oportunidade haverá a solenidade de formatura de 110 participantes do projeto desse primeiro ciclo. A previsão é de que até janeiro de 2017 sejam 300 formandos. O Projeto foi lançado em 2 de março deste ano, em parceria com o Sistema Firjan, e desde então vem contribuindo com a qualificação profissional de jovens e adultos com idade a partir de 14 anos. Em Macaé, as aulas estão sendo realizadas na sede da Associação Macaense de Apoio ao
Deficiente Auditivo (AMADA) e na sede do Senai. No Senai, o público-alvo são pessoas com deficiência intelectual. Na época do lançamento da atividade, em entrevista ao Jornal O Debate, o Coordenador Operacional de Educação Profissional do Senai, Hans Peter Jost, explicou que as atividades terão duração de 400h, sendo uma parte para o curso de logística e outra para o curso de almoxarife. Na entrevista, ele disse que a principal finalidade do curso é promover a inserção desse público no mercado de trabalho. “Por isso, não é só teoria, eles têm a oportunidade de vivenciar também a prática. As atividades são oferecidas de forma bem lúdica para que eles possam entender o conteúdo, e toda metodologia vem do Programa que conta com profissionais capacitados”, explicou. A ABESPetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo) e suas empresas associadas desenvolveram, sob a égide do Ministério
Público do Trabalho, e em parceria com o Sistema Firjan, o Projeto de Formação Integrada para Pessoas com Deficiência. A iniciativa oferece oportunidade aos alunos com idade a partir de 18 anos, moradores dos municípios de Macaé, Quissamã, Rio das Ostras, Carapebus, Conceição de Macabu e adjacências, na região Norte Fluminense. Os cursos oferecidos são de Assistente de Produção Industrial, Almoxarife, Assistente Administrativo e Auxiliar de Operações em Logística. De acordo com informações, o projeto tem o objetivo de qualificar e integrar as pessoas com deficiência intelectual, física, auditiva, visual ou múltipla ao mercado de trabalho. Ainda segundo informações do setor de comunicação da Abespetro, o projeto surgiu em 2015 com as tratativas acerca do Termo de cooperação, inclusão e desenvolvimento nº 332/2014, elaborado pela ABESPetro e pela Procuradora do Trabalho, Dra. Flavia
CURSOS
ARQUIVO O DEBATE / MARIANNA FONTES
A atividade visa promover a qualificação e inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho
Veiga Bauler. “Em princípio, as empresas associadas iniciaram o processo de divulgação das vagas para PcDs em diversos canais de comunicação, mas alguns óbices inviabili-
zaram a contratação, pois não foi apresentado currículo com a qualificação exigida de pessoas com deficiência no segmento de petróleo e gás. Esta situação havia sido prevista no
Termo de Cooperação, onde foi estabelecido que ABESPetro, na ausência de PcDs qualificados, comprometer-se-ia a desenvolver um projeto de qualificação”, informou o órgão.
EDUCAÇÃO KANÁ MANHÃES
Mais de 700 alunos de Macaé estão classificados para 2ª fase da OBMEP KANÁ MANHÃES
As provas serão aplicadas no dia 10 de setembro. A relação completa com o nome dos alunos e respectivas unidades estão disponíveis em <http:// www.obmep.org.br>
As inscrições poderão ser feitas na segunda e terça-feira das 8h às 17h por ordem de chegada
Agetrab oferece vagas para cursos de qualificação No total são 950 vagas para diversos cursos gratuitos. Há vagas também cursos na região serrana Interessados em ingressar em um dos cursos de qualificação profissional oferecido pela Agência de Trabalho, Educação Profissional e Renda (Agetrab) devem ficar atentos. O órgão está oferecendo 950 vagas para diversos cursos gratuitos de qualificação, capacitação profissional e aperfeiçoamento do Centro de Educação Tecnológica e Profissional (Cetep). As inscrições poderão ser feitas nos dias 15 e 16 de agosto, por ordem de chegada, no horário das 8h às 17h, na sede da Agetrab, na Rua Alfredo Backer, 363, Centro.
De acordo com o edital, na segunda-feira serão realizadas inscrições para os cursos de Pintura Industrial, Caldeiraria, Solda, Bombeiro Hidráulico, Eletricista Instalador Predial, Homem de Área, Informática Básica, Informática Avançada, MS Project, Assistente Administrativo e Assistente de Logística. Na terça-feira, poderão ser feitas as inscrições para os cursos Básicos de Cabeleireiro, Cabeleireiro Avançado, Manicure e Pedicure, Maquiador, Garçom, Produção de Eventos A e B, Corte e Costura Básico e Corte e Costura Avançado, Cuidador de Idoso, Auxiliar de Laboratório de Análises Clínicas, Auditor Interno das Normas: ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001 e Gestão Integrada de SMS e Gerenciamen-
to da Qualidade. As vagas estão sendo oferecidas também na Região Serrana. As inscrições poderão ser feitas no Macaé Facilita de Córrego do Ouro na terça-feira (16), das 8 às 17h. As opções são para os cursos Básico de Cabeleireiro, Cabeleireiro Avançado, Manicure e Pedicure, Design de Sobrancelha e Maquiador. No ato da inscrição o candidato deve apresentar a ficha de inscrição, que pode ser encontrada no site: http://www.macae. rj.gov.br/agetrab/conteudo/titulo/cursos-gratuitos-2016-cetep (que também pode ser preenchida na própria agência); uma foto 3x4 recente; cópias da carteira de identidade e CPF; comprovante de residência e comprovante de escolaridade. Mais informações pelos telefones: 2762-4740 e 2762-4025.
Foi divulgado na última quartafeira (10) o resultado da prova da primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Na oportunidade, também foi divulgada a relação dos estudantes classificados para a 2ª fase da competição, que acontece no dia 10 de setembro. De acordo com informações da comissão organizadora da Competição, 779 alunos de Macaé, de 29 unidades de ensino, de âmbito municipal, estadual e federal foram classificados para a segunda fase da Olimpíada. A primeira fase da competição, que tem como público-alvo alunos das redes municipais, estaduais e federal que estejam cursando do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, foi realizada em junho. No município, 20.178 estudantes de 32 escolas estavam inscritos para o exame, que foi aplicado nas próprias escolas. Essa primeira avaliação foi composta por uma prova com 20 questões de múltipla escolha. Já na segunda etapa, que será em setembro, os alunos farão uma prova discursiva. E a relação final com o nome dos vencedores será divulgada no dia 30 de novembro. A Olimpíada é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), e tem como objetivo estimular o estudo da matemática, revelando os talentos da área. O Programa é realizado por meio de uma rede nacional de professores, em polos espalhados pelo país, e também
Estudantes da rede municipal, estadual e federal irão participar da prova
Relação das escolas com alunos classificados para a segunda fase ● C. M. ANCYRA GONCALVES PIMENTEL
C. M. DR. CLAUDIO MOACYR DE AZEVEDO C.E. DR. TÉLIO BARRETO ● C.E. IRENE MEIRELLES ● C.E. LUIZ REID ● C.E. VISCONDE DE ARAUJO ● C.M. DO SANA ● C.M. GENERINO TEOTONIO DE LUNA ● C.M. PROFESSORA MARIA ISABEL DAMASCENO ● CIEP BRIZOLÃO 058 OSCAR CORDEIRO ● CIEP BRIZOLÃO 393 AROEIRA ● CIEP BRIZOLÃO 455 MARINGÁ ● C.M. PROF. ELZA IBRAHIM ● COL. MUN. PEDRO ADAMI ● COL. MUN. ENGENHO DA PRAIA ● COL MUN. IVETE SANTANA DRUMOND DE AGUIAR ● COL. MUN. TARCISIO PAES DE FIGUEIREDO ● COL. MUN. BOTAFOGO ● COLÉGIO DE APLICAÇÃO DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE MACAÉ CAP - FUNEMAC ● COLÉGIO ESTADUAL MUN. CAROLINA CURVELLO BENJAMIN ● COLÉGIO ESTADUAL MUNICIPALIZADO RAUL VEIGA ● E.E. PRIMEIRO DE MAIO ● E.E. RACHEL REID PEREIRA DE SOUZA ● E.E.M. POLIVALENTE ANISIO TEIXEIRA ● E.M. PROF. SAMUEL BRUST ● E.E.M LEONEL DE MOURA BRIZOLA ● E.M. OLGA BENARIO PRESTES ● ESCOLA TÉCNICA MUNICIPAL NATALIO SALVADOR ANTUNES INSTITUTO FEDERAL FLUMINENSE - CAMPUS MACAÉ ● ●
no fórum virtual, com o objetivo de despertar nos alunos o gosto pela matemática e pela ciência em geral, motivando-os em suas escolhas profissionais. Este ano serão premiados 6,5 mil alunos, sendo 500 com meda-
lhas de ouro, 1,5 mil de prata e 4,5 mil de bronze. Além disso, serão concedidas cerca de 46 mil menções honrosas e os medalhistas serão convidados para que participem do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC).
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13 de agosto de 2016
AMADOR DIVULGAÇÃO
Partidas são realizadas no Estádio Expedicionário
Campeonato de futebol acontece hoje Evento é promovido pela Liga Macaense de Desportos O Campeonato Macaense de Futebol Amador, promovido pela Liga Macaense de Desportos segue nesse final de semana. Hoje (13), o Macaé enfrenta o Colorado às 13h. Em seguida, o AMFE entra em campo contra o Córrego do Ouro. Os jogos acontecem no Estádio Expedicionário e a entrada é gratuita. De acordo com a Liga, as partidas de domingo (14) serão adiadas. “Os jogos do Barrense x Aroeira e Independente x Atlântico sofreram alterações na data por conta do Dia dos Pais. Eles vão jogar no dia 7 de setembro”, explica o presidente, Wanderson Agostinho. O líder do campeonato até o momento é o Independente,
que tem 100% de aproveitamento com o maior número de gols marcados. Além disso, o artilheiro da competição, Vitinho (oito gols), também joga na equipe. A classificação até o momento é a seguinte: Independente (15 pontos); Barrense (nove pontos); Selefogo (oito pontos); AMFE (sete pontos), Colorado (sete pontos); Atlântico (seis pontos); Córrego do Ouro (cinco pontos); Selefogo (quatro pontos e um gol); Atlântico (três pontos e um gol); Aroeira (três pontos e três gols negativos); Aroeira (quatro ponto); Praia Campista (zero ponto) e Macaé (zero ponto). “Após cada equipe ter realizado dois dos nove jogos que cada um irá fazer na primeira fase, somente as quatro primeiras irão avançar para a disputa na semifinal. Nota-se que existe
um equilíbrio muito grande em, pelo menos, oito equipes. Por isso, não podemos dizer que o líder da tabela é o favorito, e que já tem uma vaga certa na próxima fase”, explica o presidente da Liga. O campeonato conta com o apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). Os jogos acontecem sempre no Estádio Expedicionário, situado na Rua Lira dos Conspiradores, no bairro Cajueiros. A Liga Macaense de Desportos foi fundada em 30 de setembro de 1942. A instituição é responsável pela regulamentação do Campeonato Macaense de Futebol de diversas categorias. Para acompanhar as novidades, o interessado pode acessar a página nas redes sociais: https:// www.facebook.com/ligamacaense.
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Macaé, sábado, 13 de agosto de 2016
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