KANÁ MANHÃES
DIVULGAÇÃO
CÂMERAS DE SEGURANÇA REGISTRAM FALHAS
CRISE FECHA BARES E RESTAURANTES NA CIDADE
FAFIMA PREPARA SEMANA DE GEOGRAFIA
POLÍCIA, PÁG.5
ECONOMIA, PÁG.6
GERAL, PÁG.8
R$ 1,50 Macaé (RJ), sábado, 13, domingo, 14 e segunda-feira, 15 de maio de 2017 Ano XLII, Nº 9307 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Arrecadação de Macaé com o petróleo chega a R$ 137 milhões Excesso de receitas obtidas pelo governo em apenas cinco meses sobe para R$ 49 milhões, superávit que deve aumentar com parcela dos royalties. Até o final do ano, Macaé deve obter mais de R$ 400 milhões PÁG. 3
E
m menos de cinco meses, a Capital Nacional do Petróleo já registra a arrecadação total de mais de R$ 137 milhões apenas com as receitas dos royalties e da Participação Especial, repassadas pela Secretaria de Tesouro Nacional, de acordo com a prosperidade garantida pela Bacia de Campos. E nesta semana, o município calculou também o crescimento de excesso de receitas já contabilizadas pelo governo 'da mudança', um total de R$ 49 milhões que entram nos cofres do município sem que haja previsão orçamentária e fiscal.
Essa quantia representa o começo da restruturação do mercado do petróleo nacional, já que o superávit comprova a valorização do óleo bruto e do gás natural extraídos das reservas fluminenses, delimitadas pelas linhas ortogonais no mercado internacional. O maior volume de receitas do petróleo obtido por Macaé neste ano foi registrado em fevereiro, mês em que quase R$ 40 milhões entraram nos cofres públicos do governo, com a parcela dos royalties e a cota da Participação Especial. Neste mês, Macaé deve obter um volume de receitas semelhante ao obtido em fevereiro. PÁG. 3
KANÁ MANHÃES
ARRECADAÇÃO
Receitas do Petróleo - 2017 MÊS
RECEITAS
Janeiro
R$ 28.171.595,53
Fevereiro
R$ 37.525.209,16 + *R$ 1.912.977,35
Março Abril
R$ 35.505.470,35 R$ 31.232.478,74
Maio
*R$ 2.799.884,02
Total
R$ 137.147.615,15
Macaé lidera o ranking dos municípios com a maior arrecadação
ECONOMIA
ENTREVISTA MARIANNA FONTES
MBL reforça demanda da indústria de óleo e gás Com a força de uma mobilização virtual que alcança cerca de 55 milhões de brasileiros, o cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri passa a ser um dos principais ativistas em defesa das pautas que podem ajudar Macaé a sair definitivamente do cenário de crise. PÁG. 10 DIVULGAÇÃO
FILA POR DINHEIRO Caixa Econômica de Macaé registra grande demanda por saques do Fundo de Garantia, após determinação do governo federal
O
s trabalhadores que decidiram sacar as contas inativas do FGTS na manhã de ontem (12),
enfrentaram filas nas agências da Caixa Econômica Federal de Macaé. As filas começaram a se formar por volta das 6 horas da
manhã e chegaram a dar voltas no entorno da Rua Vereador Manoel Braga, no Centro, onde mais de 400 pessoas aguardavam a abertura da agência para efetuar os saques do terceiro lote que vai até o dia 14 de junho. Do lado de fora da agência do Centro, funcionários da instituição prestavam auxílio aos
BAIRROS EM DEBATE
KANÁ MANHÃES
trabalhadores que estavam nas filas, além de redirecionar o atendimento e tentar a espera. Valores de até R$ 3 mil poderiam ser sacados direto do caixa eletrônico com apresentação do cartão cidadão e da senha. Os demais valores passariam por uma triagem dentro das agências. PÁG. 6
Dezenas de pessoas disputaram senhas para ter acesso ao saque de contas inativas do FGTS
Kim esteve em Macaé ao lado de Bernardo
ESPORTE
WANDERLEY GIL
POLÍTICA
Progresso não chega à rotina do Botafogo
Macaé enfrenta o Volta Redonda
Leilão da ANP expõe necessidade por porto
Área carente da cidade não conta com serviços básicos de lazer e limpeza PÁG. 9
Leão joga pelo Brasileirão ao tentar vitória na estreia da competição PÁG. 12
Mirinho deu ânimo à equipe
Macaé corre o risco de perder espaços para outras cidades da região PÁG. 3
TEMPO
ÍNDICE
Máxima 32º C Mínima 18º C
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
POLÍCIA
Veículos roubados são recuperados Carro e moto encontrados na Ajuda e no Jardim Carioca PÁG. 5
Degradação ambiental faz parte do dia a dia dos moradores ESPORTE
Orla de Imbetiba terá aulas de Kung Fu Mestre Julian Grey vai ensinar a arte marcial na cidade PÁG. 12
GERAL
Olimpíada de Robótica recebe inscrição Estudantes devem participar de competição nacional PÁG. 8
CADERNO DOIS
Forró Arrumadinho movimenta a noite Centro Cultural Rinhas das Artes recebe banda CAPA
COTAÇÃO DO DÓLAR
Compra R$ 3,1210 Venda R$ 3,1223
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
2
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 13, domingo, 14 e segunda-feira, 15 de maio de 2017
Cidade
NOTA
Operações de transporte de cargas no Mercado de Peixes expõem demanda reprimida da logística do petróleo em Macaé
SEMANA EM DEBATE
O DEBATE EM MEMÓRIA KANÁ MANHÃES
EDIÇÃO Nº 385 DE 28-08-1982
Caso não houvesse a intervenção da Defensoria Pública, os alunos da rede federal e municipal estariam sem o beneficio desde segunda-feira
Defensoria Pública garante o passe livre para estudantes Liminar obtida pelo órgão irá beneficiar alunos que utilizam o beneficio em todo o estado do Rio de Janeiro, incluindo Macaé Após o Estado pedir à RioCard para suspender, a partir de segunda-feira, o Passe Livre dos estudantes das redes municipais e federal que utilizam ônibus intermunicipais, barca, trem e metrô, a Defensoria Pública informou por meio de nota que uma liminar irá beneficiar estudantes que utilizam o beneficio em todo o estado do Rio de Janeiro, incluindo Macaé. De acordo com o órgão, os estudantes da rede municipal e federal de ensino no Rio de
Janeiro continuarão contando com a gratuidade no transporte de casa até a escola. Pois a Defensoria Pública do Estado (DPRJ) obteve, no plantão judiciário do último domingo (7), uma liminar que proíbe o governo estadual de suspender o benefício já a partir de segunda (8). O órgão lembra ainda que a medida, que se tornou pública por meio de notícias veiculadas pela imprensa na semana passada, prejudicaria mais de 26,5 mil alunos que precisam utilizar diariamente os ônibus
intermunicipais, barcas, trens e metrô. Ainda segundo informações da Defensoria, a ação é assinada pelas Coordenadorias de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdedica) e de Saúde e Tutela Coletiva, assim como pelos Núcleos de Fazenda Pública e de Defesa do Consumidor da Defensoria, e foi movida contra o Estado do Rio de Janeiro, a Federação de Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) e a RioCard.
Prefeito quer instalar agência do IPERJ Na manhã de quarta-feira, o Prefeito Nacif Salim Selem recebeu a visita do Sr. Paulo Ribeiro, Presidente do Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro, acompanhado do engenheiro Jair Batista Vieira e do ex-Senador Vasconcelos Torres. A sua visita deveu-se ao convite do Prefeito, que pretende instalar agência do IPERJ em Macaé.
Faculdade divulga resultado de pesquisa sobre cursos superiores O Professor José Carlos da Cunha, Diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e letras de Macaé, divulgou na tarde de sextafeira, o resultado da pesquisa sobre cursos superiores, sob a responsabilidade da turma V Período de pedagogia.
Transporte de peça de plataforma deixa trânsito Carapeba, novo campo da Bacia de Campos engarrafado Duas enormes carretas que chegaram na manhã de sexta-feira a Macaé, transportando duas pernas da plataforma PA-11 - Neptuno Gascogne - de propriedade da Lagfor Perfurações, para substituir as que estão danificadas em alto mar, fez com que o trânsito ficasse engarrafado em várias ruas e teve que contar com a ajuda de soldados da Polícia Militar.
Carapeba é o novo campo de petróleo da Bacia de Campos, e está situado a cerca de 16 km a norte do Campo de Garoupa, e a 65 km do litoral do Estado do Rio de janeiro, em lâmina d´água de 85 metros. A jazida foi descoberta em março pelo Poço Pioneiro 1-RJS_193-A e sua extensão e viabilidade comercial foram definidas pela Petrobrás nestes cinco meses com a perfuração de quatro poços.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13, domingo, 14 e segunda-feira, 15 de maio de 2017
Política
NOTA
Após seis meses, o presidente da Câmara, Dr. Eduardo (PPS), não promulgou a lei do zoneamento
POSITIVO KANÁ MANHÃES
Macaé lidera o rankingo dos municípios com a maior arrecadação no Norte Fluminense
PONTO DE VISTA Mais delações A semana que passou, na prática, foi um grande exercício para os analistas políticos de plantão.
Arrecadação de Macaé com o petróleo chega a R$ 137 milhões em maio Excessos de receitas obtidos pelo governo em apenas cinco meses sobe para R$ 49 milhões, superávit que deve aumentar com parcela dos royalties Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
E
m menos de cinco meses, a Capital Nacional do Petróleo já registra a arrecadação total de mais de R$ 137 milhões apenas com as receitas dos royalties e da Participação Especial, repassadas pela Secretaria de Tesouro Nacional, de acordo com a prosperidade garantida pela Bacia de Campos. E nesta semana, o município calculou também o crescimento de excessos de receitas já contabilizadas pelo governo 'da mudança', um total de R$ 49 milhões que entram nos cofres do município sem que haja previsão orçamentária e fiscal. Essa quantia representa o começo da restruturação do mercado do petróleo nacional, já
que o superávit comprova a valorização do óleo bruto e do gás natural extraídos das reservas fluminenses, delimitadas pelas linhas ortogonais no mercado internacional. O maior volume de receitas do petróleo obtido por Macaé neste ano foi registrado em fevereiro, mês em que quase R$ 40 milhões entraram nos cofres públicos do governo, com a parcela dos royalties e a cota da Participação Especial. Neste mês, Macaé deve obter um volume de receitas semelhante ao obtido em fevereiro. Em maio, a cidade recebeu a cota de R$ 2,7 milhões de Participação Especial. Em 2016, a cota da cidade foi zerada. Macaé deve fechar o ano com mais de R$ 400 milhões apenas em receitas do petróleo.
Receitas do Petróleo - 2017 MÊS Janeiro
RECEITAS R$ 28.171.595,53
Fevereiro
R$ 37.525.209,16 + *R$ 1.912.977,35
Março Abril
R$ 35.505.470,35 R$ 31.232.478,74
Maio
*R$ 2.799.884,02
Total
R$ 137.147.615,15
A “guerra” do porto Quem conhece bem e de perto o projeto para construção do Terminal Portuário de São José do Barreto, sabe que a história que vem rolando por aí, plantada nas redes sociais e também em algumas mídias que fazem as vezes da Corte, não tem muito a ver, a não ser para confundir a opinião pública que não sabe mais em quem acreditar.
* Participação Especial
Leilão da ANP cria contagem regressiva para instalação de novo terminal portuário A confirmação dos blocos da Bacia de Campos que serão ofertados no leilão agendado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) cria uma espécie de contagem regressiva para a instalação do novo porto no São José do Barreto. E esse novo "time" coloca em xeque a atitude do governo de engavetar a lei que transforma a área situada ao redor do novo terminal em parque industrial. Com os leilões, Macaé vive a expectativa de atrair investimentos das grandes empresas do petróleo no mundo. Ao adquirir os blocos ofertados pela ANP, as companhias planejam a instalação de bases industriais para iniciar as atividades de exploração de óleo e gás.
E para efetivar esse sistema, o ponto principal que definirá a instalação dessas bases é a capacidade logística de integrar os parques em terra, às unidades que irão atuar nas águas do litoral do Norte do Estado, em busca de óleo especialmente nas camadas do pré-sal. Hoje, o Porto de Imbetiba serve a essa logística apenas as demandas da Petrobras, que permanecerá como a principal operadora do petróleo no país. Portanto, as grandes companhias que desejam se instalar no Brasil, e que estão de olho na Bacia de Campos, também precisam de um "porto para chamar de seu". Outro fato essencial para a definição dos investimentos das companhias internacionais do petróleo é a logística entre o parque industrial e o porto. Após seis meses, o projeto que altera o zoneamento das áreas ao redor do novo porto do
advogados e outros, o depoimento considerado o mais longo até agora, durou cerca de cinco horas e, quando houve a divulgação dos fatos, os brasileiros e brasileiras que ainda acreditam na Justiça, não ficaram tão eufóricos e o “exército de Stédile” não conseguiu arregimentar mais do que seis mil, ou pouco mais de quatro mil, segundo informações das autoridades e dos militantes que chegaram à capital curitibana em cerca de 160 ônibus. Fretados por quem? Com alimentação paga por quem? Até militantes bolivianos e paraguaios foram flagrados em viagem para Curitiba... Mas, menos de 48 horas depois, o ministro Edson Fachin, agora relator da Operação Lava Jato, decidiu acabar com o sigilo da colaboração premiada dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura com revelações de arrepiar. E na sexta-feira a Polícia Federal foi às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão além de condução coercitiva, desta vez, para investigar empréstimos fraudulentos no BNDES. Senhores passageiros, apertem o cinto porque, vai vir mais bomba por aí...
ARRECADAÇÃO
FUTURO
Ofertas de blocos da Bacia de Campos exigem de Macaé melhor infraestrutura
Primeiro, pelo fato de, há tempos, o ex-presidente Lula verberar que gostaria logo de ser ouvido pelo juiz Sérgio Moro que julga na primeira instância os casos da Operação Lava Jato porque acabaria logo com a história de “ilações”. Mas, bastou o juiz marcar a data da audiência para tomar o depoimento do ex-presidente para ser iniciada outra batalha nos tribunais. A pretensão dos advogados de Lula para adiar a agenda. Mas, por que mudar a data outra vez? Para ganhar mais tempo? Ora, não era ele, Lula, que verberava a todo instante que gostaria logo de prestar depoimento? Tomada todas as precauções de segurança, e a expectativa em torno do encontro Lula x Moro, e também de o “exército de Stédile” “invadir” Curitiba com 60 mil militantes em apoio ao expresidente, e perdida a batalha nos tribunais para transferir a data - em todas as instâncias superiores - chegou a quarta-feira (10) e lá estavam frente a frente os dois principais personagens da história. Com o máximo respeito entre todos os representantes da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal, dos
Barreto segue engavetado pelo governo. Essa medida permite, não só a instalação dos novos parques industriais, como também dá suporte técnico à operação do novo terminal que passa hoje pela fase de licenciamento de instalação. A demora do governo em sancionar a lei que altera o zoneamento, adia também as decisões
das grandes empresas do petróleo de se instalar na cidade, garantindo a abertura de milhares de postos de trabalho, além de receitas para os cofres público. Sem dar um motivo concreto para engavetar a lei assinada pelo próprio prefeito Dr. Aluízio (PMDB), o governo retarda o início de um novo ciclo de prosperidade em Macaé.
A classe política, com índices bem baixos de credibilidade a começar pelo prefeito que se elegeu no primeiro mandato pelo Partido Verde (PV) e depois bandeou-se para o PMDB comandado por Picciani e Sérgio Cabral, esconde e age nos bastidores para desqualificar quem tem a petulância de enfrentar com reivindicações por mais justas que sejam, artimanhas de fazer corar os que vivem em torno da caixa preta que um dia poderá ser aberta. O projeto do Terminal Portuário de Macaé, nasceu no primeiro mandato do ex-prefeito Riverton Mussi que não conseguiu ou não quis alcançar a importância do empreendimento. Passou o segundo mandato após a reeleição, deitado sobre o processo que só ganhou peso quando os empresários envolvidos ganharam o apoio das instituições de respeito. Bem, aí já era um pouco tarde porque assumiu o novo prefeito prometendo uma série de mudanças aguardadas até hoje e... nada foi à frente. Veio
a crise do petróleo que atingiu não só Macaé, mas o Brasil e o mundo, e começou a via crucis para que nada desse errado. O projeto trocou de mãos e, mais uma vez para que saísse da prancheta, uma série de exigências que, nos bastidores, o que se conta, deixa qualquer cidadão de bem corado, vermelho de vergonha. Mas, como dizem que o efeito Brasília vem em cascata, não só o parlamento, como a administração municipal, se veem em contradições ao pelo menos dar uma explicação. Até a promulgação de duas leis, necessárias para acelerar o processo, são alvos de conchavos e interesses escusos que não cabem mais no mundo atual, principalmente depois que a Operação Lava Jato começou a fazer vítimas por aqui. Gente, a coisa é muito séria. Até a Odebrecht Ambiental trocou de nome e foi vendida. Esperar o que e de quem uma saída para a situação? Só falta agora o MP investigar o que anda acontecendo por baixo dos panos...
PONTADA O comércio continua sofrendo com a crise e não existe, pelo menos a curto e médio prazo, nenhum planejamento para buscar salvação por parte do poder público. As taxas e impostos cobrados continuam altas, muitas lojas fechando e causando desemprego, ainda sem perspectivas para melhorar este ano, até que as reformas sejam aprovadas no Congresso.
KANÁ MANHÃES
Como vale tudo para quem vem fazendo campanha extemporânea e tem o cobiçado desejo de alçar outra vez o cargo de deputado federal em 2018 e buscar a imunidade parlamentar, os blocos de residências do Minha Casa Minha Vida construídas na Linha Azul, projeto do ex-prefeito Riverton Mussi, vai servindo de base para a atual administração fazer a cama política. Embora em todos os municípios, para ser driblada a crise, muitos prefeitos continuem realizando políticas públicas e diminuindo impostos, como o pagamento de ISS, por exemplo, em Macaé não houve nenhuma alteração e são mantidos os 5% cheios, atingindo principalmente a rede hoteleira. Niterói, Friburgo, Petrópolis e até Rio de Janeiro, o ISS cobrado é de 2%. Se não baixar aqui, o desemprego continua.
Até domingo. Instalação de novas empresas depende de definição do governo
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13, domingo, 14 e segunda-feira, 15 de maio de 2017
Opinião
Prefeitura começou a cadastrar animais domésticos para castração gratuita.
FOTO LEGENDA WANDERLEY GIL
EDITORIAL
NOTA
Fim da crise Parcelas dos royalties do petróleo em alta significam a valorização do óleo bruto e do gás natural comercializados no mercado internacional, uma relação pautada também no reaquecimento da economia dos países movidos pela principal matriz energética global. E ao registrar em apenas cinco meses um excesso de receitas que bate a casa dos R$ 50 milhões, Macaé vive hoje a sensibilidade instantânea às reações dos indicadores mundiais, que controlam a dinâmica do mercado offshore global. Nessa visão internacional, Macaé é privilegiada por concentrar a base das maiores empresas do petróleo no mundo, uma infraestrutura não vista em qualquer cidade que compartilha o ônus e o bônus de fazer parte central da engrenagem que retira o petróleo do mar e o transforma em bilhões de dólares ou reais. Nesse contexto, Macaé segue imbatível como a cidade capaz de pavimentar um novo futuro de prosperidade para a economia, não só do país, mas do mundo, graças ao interesse do mercado global ainda despertado pelo pré-sal brasileiro, riqueza perecível se não houver a dinâmica necessária para transformá-la em receitas públicas, investimentos privados,
emprego e renda para a população em geral. Mas, sozinha, essa vida pautada pelos interesses do mercado global offshore não irá redefinir o futuro da Capital Nacional do Petróleo. Macaé precisa demonstrar a disposição de se reiventar, de compreender as necessidades desse novo ciclo de prosperidade que já se desenha em um horizonte difícil de ser visto ao longo dos últimos anos. Se não fizer o dever da casa, o município perderá espaço para outras cidades que se preparam para assumir o progresso que transformou Macaé nos últimos 40 anos. E, quando o bonde da história passa, da riqueza só restarão apenas lembranças melancólicas e tristes.
ESPAÇO ABERTO Mães são a maior reserva do amor de Deus Quanto mais o mundo se agita nesse mar de violência e ódio, mais precisamos nos lembrar da figura da mãe, porque ela é a maior reserva de amor que Deus colocou neste mundo. Quando tudo parece estar perdido, ainda resta o coração, e é de lá que a vida começa a renascer. Na humanidade, a mãe é aquela que tem o primado do coração. Nem os arranha-céus mais altos, nem os computadores mais possantes, nem os aviões mais velozes podem ser comparados à beleza transcendente do teu olhar e ao sentimento incomparável do teu coração. A mãe não foi criada somente para dar a vida aos filhos e filhas, mas muito mais do que isto, para defender a vida, para educar, para semear o amor. Antes que seja tarde, o mundo precisa aprender com elas a lição do perdão sem limites, da compaixão, da bondade que supera toda inveja, da paciência que vence toda inquietação, do amor que vence todo ódio, e que é mais forte do que a morte. Mãe, que tu sejas como a Mãe de Deus: disponível, discreta, silenciosa, delicada, amável, prestativa, uma mulher de oração, de fé, toda entregue a Deus. Somos gratos a Deus que te criou e deu de presente a cada um de nós. Deves ser como a raiz da árvore, que mesmo escondida, promove o crescimento dos ramos e dos frutos. Que olhando para ti, aprendamos a dar graças a Deus todos os dias. Mãe, mais do nunca, p r e c i sa m o s m u i t o d e ti! Alguém disse um dia que “ser mãe é padecer no paraíso”; e uma outra
mulher disse que o filho, depois que deixa o ventre da mãe, “passa para a sua cabeça, e dali não sai mais”. São palavras sábias do povo, que bem expressam a grandeza da mãe. Como filhos, aceitemos as nossas mães como elas são, com seus erros e acertos, suas qualidades e defeitos, suas inseguranças, limitações e exageros! Obrigado mãe, por me abrigares em teu ventre, pelas noites em claro, pelas lágrimas derramadas, pelas lutas do dia a dia, pelas mãos singelas que aliviam a minha dor, pelo sorriso que acalma a minha angústia, ansiedade e inseguranças. Obrigado pelas muitas vezes que renunciaste tua vida, teus desejos, vontades e necessidades, para me servir. Obrigado pelo teu olhar profundo e sincero que me leva a Deus. Obrigado pelo teu abraço, pelo teu coração que sempre acolhe e perdoa. Obrigado pela tua presença amiga que me faz acreditar no amor! Felipe Aquino é professor
Enquanto mais de R$ 3 milhões foram pagos pelos contribuintes, através da taxa cobrada junto a conta de energia, postes da rede de iluminação operada pela prefeitura seguem acesos em plena luz do dia. Um desperdício que cria revolta dos moradores de bairros afetados pelos pontos de apagão.
PAINEL Emergências
Reajuste
Guerra
Feira
Segurança
Espaços
Luz
Apoio
Doações
As sequentes alterações contratuais, que geram diversos aditivos, relacionados aos serviços de limpeza pública da cidade chamam a atenção do bloco de resistência ao governo na Câmara de Vereadores. Hoje, o lixo de Macaé custa por ano mais de R$ 70 milhões, despesa superior a cidades que possuem maior número de habitantes. Mantido desde 2012, o contrato pode ser, em breve, alvo de uma Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) na Casa do Povo.
A feira do agricultor, realizada todos os sábados na Rua Jandira Perlingeiro, atrás do supermercado Extra, ganha cada vez mais clientes em busca de vida mais saudável. A produção mais natural dos alimentos (livres de química) é procurada por famílias que tentam evitar a industrialização de frutas, legumes e verduras. Além disso, o espaço é atrativo para quem gosta de doces e pratos exclusivos da culinária caipira. Vale a pena conferir!
A prefeitura passou a disponibilizar o número de telefone 156, que passa a registrar as demandas por iluminação pública da cidade. Como áreas como Barra, Fronteira, Riviera, Parque Aeroporto, Linha, Praia Campista e tantos outros bairros sofrem com a precariedade do serviço, não restam dúvidas que o sistema permanecerá congestionado com frequência. Para melhorar é preciso investir, algo que a prefeitura não vem fazendo nos últimos meses.
O silêncio ainda marca a posição do governo sobre a proposta de revisão salarial dos servidores públicos de Macaé relativo a 2017. Enquanto a Câmara já definiu o índice de reajuste do seu quadro efetivo, a prefeitura parece ignorar a data-base para a discussão sobre o aumento. E os índices de recuperação orçamentária da cidade, baseada nas operações do petróleo, dão base para que a categoria cobre, ao menos, o fim da defasagem acumulada desde o ano passado.
Apesar da segurança pública ser a 'palavra-chave' do discurso político do governo, a população ainda vive à mercê das investidas da criminalidade, que aproveita o sucateamento do Estado, que afeta diretamente o trabalho do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Assaltos a mão armada, arrombamentos de carros e de casas ocorrem com frequência. E a repressão do crime na cidade do Rio, deixa Macaé ainda mais em alerta.
Interessante a iniciativa do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em promover o mutirão de castração de animais por bairros da cidade. A ação ajuda a promover um controle maior de cães e gatos domésticos, evitando que muitos acabem indo parar nas ruas. É necessário que a equipe promova também o acolhimento dos bichinhos abandonados, um trabalho que é realizado por ongs que encontram sérias dificuldades financeiras.
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Espaço amplamente utilizado pelo governo 'da mudança', a internet acaba sendo o campo essencial para a atuação de pessoas que passam a atacar políticos, ou pessoas ligadas a políticas. Escondidos através de perfis falsos, esses indivíduos passam a promover denúncias que até possuem fundamento jurídico, mas perdem a essência pela falta de identidade do autor. É preciso coragem para levar a verdade para a população. Sempre!
A utilização do Centro de Convenções e do Parque de Exposições pode ser uma alternativa para a prefeitura reforçar caixa e estimular importantes setores da economia da cidade. Mas, é preciso que a regulamentação do aluguel desses espaços seja reavaliada e discutida com a Câmara e com a sociedade. Caso contrário, os espaços geram apenas despesas para a prefeitura, e passam a ser utilizados apenas para os 'parceiros'.
A família do pequeno André segue na mobilização em busca dos R$ 3 milhões necessários para garantir o tratamento contra a atrofia muscular espinhal (AME) uma doença genética, degenerativa, que enfraquece os músculos. Ainda faltam bastante recursos para que a família possa adquirir medicamentos disponíveis apenas nos Estados Unidos. Quem quiser ajudar pode acessar o www.vakinha.com.br/ vaquinha/ame-andre.
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 13, domingo, 14 e segunda-feira, 15 de maio de 2017
Polícia
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SEGURANÇA
Sistema de monitoramento da cidade apresenta falhas Devido à falta de manutenção algumas câmeras não estão funcionando Ludmila Fernandes
KANÁ MANHÃES
ludmila@odebateon.com.br
E
m outubro de 2016, a Prefeitura de Macaé informou que o governo municipal estava instalando 12 novas câmeras de monitoramento da cidade. Na época, o município contava com 54 aparelhos, e hoje, a cidade tem 66 câmeras em diferentes pontos. Apesar do sistema de monitoramento por câmeras ser um meio eficaz e mais econômico para a segurança pública, o poder público não tem realizado a manutenção dos equipamentos e cerca de 30 câmeras não funcionam na cidade. Este número foi revelado pelo vereador Cesinha, durante uma entrevista a uma rádio local, no dia 11 deste mês. Durante a entrevista, que contou com a presença do Comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), coronel Marco Aurélio Vollmer, o presidente do
Macaé tem cerca de 30 câmeras de segurança sem funcionar por falta de manutenção
Conselho de Segurança Pública de Macaé e alguns vereadores, foi citada a importância de manter e ampliar este sistema. O monitoramente por câmeras
já foi amplamente divulgado pela Prefeitura desde a sua instalação, há cerca de seis anos. O monitoramento por câmeras já colaborou efetivamente com a segurança,
mas sem a devida atenção do poder público, as câmeras deixam de ter um papel principal e passam a ser coadjuvantes para a segurança pública, e quem acaba perdendo é a população. O Sistema de Monitoramento por Câmeras integra o 32º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e o Grupamento da Guarda Municipal proporcionando aos cidadãos uma maior sensação de segurança. O local para instalação dos equipamentos é selecionado após análise técnica da mancha criminal. Por meio da observação em tempo real é possível a intervenção em atividades suspeitas, além de contribuir para a investigação pós crime. Há também um cuidado quanto a abordagem de elementos suspeitos, identificados pelas câmeras, a metodologia proporciona mais segurança para a população e para os profissionais envolvidos na operação, que acontece sempre de
INSEGURANÇA
Moradores cobram por iluminação pública no Campo D´Oeste A praça do bairro está abandonada e a escuridão é apontada como as principais causas de assaltos A segurança pública não deve ser tratada apenas como um problema de polícia, além de ser dever e obrigação de todos, o município deve estar sempre em parceria com as instituições de segurança promovendo uma cidade menos violenta aos seus munícipes. Neste ponto, iluminação pública, poda de árvores, fiscalização de terrenos baldios abandonados, entre outras medidas, devem estar na lista de prioridades da Prefeitura, que deseja inibir ações criminosas e colaborar com a segurança pública. No entanto, moradores de diferentes bairros de Macaé não contam com esses serviços básicos, que ajudam na prevenção da criminalidade. Desta vez, moradores do Campo D´Oeste cobram da governo municipal a iluminação pública nos arredores da Praça do bairro, que fica localizada na Rua Argentina. A escuridão é apontada
por moradores como o maior fator de insegurança do bairro. “A escuridão colabora para que uma pessoa mal intencionada faça o que tem a intenção de fazer, ou seja, uma pessoa que tem o objetivo de realizar assalto, quando encontra um ambiente propenso para isso, vai agir. É o que acontece aqui na praça do nosso bairro, apesar de ser um local de grande movimentação, a escuridão proporciona a estes elementos o local ideal para o crime. Pagamos a taxa de iluminação todo mês e não estamos tendo o retorno que precisamos,” disse Silvia Martins, moradora próxima da praça. O morador João da Silva ratificou a informação ressaltando que, apesar de ver o patrulhamento da Polícia Militar no bairro, o problema de assaltos se mantém. “A polícia passa aqui às vezes, eu sei que não dá para ficar uma viatura constante no local, e é aí que acontecem os assaltos. Além disso, a principal praça fica abandonada, à disposição de quem não quer fazer nada de bom, só besteira. À noite a escuridão toma conta e é favorável para aqueles que querem
se aproveitar das situações adversas. Estamos à mercê, a Prefeitura de Macaé não faz nada para o povo.” A nossa equipe tentou contato com a comunicação da Prefeitura, mas a secretaria não responde às solicitações do jornal O DEBATE. Os esforços da Polícia Militar para atender a demanda da área abrangente do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) podem ser percebidos com as operações realizadas pela unidade. No entanto, o atendimento ao cidadão, quanto ao patrulhamento ostensivo, ainda é uma das dificuldades da unidade, tendo ela seis municípios para atender e déficit no efetivo policial e no número de viaturas, os munícipes permanecem na cobrança de mais policiamento nas ruas. Além da Polícia Militar, há outros meios de se buscar ajuda quanto à segurança pública na cidade. O Conselho Comunitário de Segurança Pública (CCSP) de Macaé tem apoiado o cidadão que busca a ajuda necessária para minimizar a insegurança. COLABORAÇÃO
Para ajudar a Polícia Militar
no combate à criminalidade e violência em toda a área do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), qualquer cidadão pode denunciar pessoas e situações suspeitas. Basta entrar em contato com o Disque-Denúncia da Polícia Militar através do número 2765-7296. O telefone está à disposição da população 24 horas por dia para atender todos os chamados, e não é preciso se identificar. Além das ligações, os cidadãos também podem passar informações pelo WhatsApp, através do número 98168-2344. Ou por e-mail para: denuncie@32bpmrj.org . CONTATO
O Conselho de Segurança Pública de Macaé também pode ajudar a população nos assuntos relacionados a segurança pública. A população pode entrar em contato para apresentação de demandas, solicitar visitas, saber mais informações e eventuais parcerias, através do perfil no Facebook CCSP Macaé, pelo e-mail: contato@ccspmacae. com.br, através da página online, onde o cidadão também pode enviar denúncias anônimas: http://www.ccspmacae.com.br/ click-denuncia.
RIO DAS OSTRAS
Polícia Militar apreende 265 cápsulas de cocaína e dois pés de maconha Bingo clandestino é fechado no Centro pela equipe do Serviço Reservado Em Rio das Ostras a Polícia Militar registrou ocorrências de tráfico de drogas na Cidade Praiana e fechou um bingo clandestino, no Centro. As ocorrências foram realizadas com informações do DisqueDenúncia que colaborou com a prisão de suspeitos e apreensão de materiais. Na Cidade Praiana, duas guarnições foram até a Rua Capitão Silveira verificar a venda de entorpecentes que estaria acontecendo no local. No endereço informado, as equipes foram recebidas por uma testemunha que permitiu a entrada dos policiais na casa. Foram feitas buscas, sendo encontrada uma mochila com 265 cápsulas
de cocaína, R$ 30 em espécie e três aparelhos de celular, além de quatro suspeitos. Em seguida, as guarnições realizaram buscas em outro apartamento, no mesmo terreno, e foram encontrados dois pés de maconha plantados em um vaso de lata. Os envolvidos, identificados como Marcele de Paula Menezes Pinto, 20 anos, Tamara Pereira Dias da Rosa, 23 anos e Raphael Vinicius Souza dos Santos, 22 anos, ficaram presos e um menor de idade, apreendido. Também em Rio das Ostras, no Centro, um homem foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento, após ser responsável por um estabelecimento em que estava funcionando um bingo clandestino. Segundo a Polícia Militar, a equipe do Serviço Reservado (P2) foi até a Rua Laércio Lúcio de Carvalho cumprir uma
Ordem de Busca. No endereço havia uma placa de aluga-se e a casa estava fechada, mas a equipe ficou observando a residência por algum tempo e percebeu uma movimentação suspeita em um bar, na esquina da casa. O local tinha grande movimentação de pessoas por uma porta lateral do estabelecimento. Então, os policiais foram verificar e encontraram nove máquinas de caça-níquel em funcionamento. O responsável pelo local foi detido. A perícia apreendeu noves placas-mãe e nove noteiros. Na delegacia, o proprietário do bar prestou depoimento, foi autuado e liberado. LEGISLAÇÃO
Lei 11.343/06, Art. 33: “Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar,
prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Pena: reclusão de cinco a quinze anos e pagamento de multa. Art. 35: “Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos Arts. 33 caput e § 1o, e 34 desta Lei”. Pena: reclusão, de três a 10 anos, e pagamento de multa. De acordo com a Lei das Contravenções Penais, Lei nº 3.688/1941, artigo 50, é ilegal: “Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele. A pena pode variar de três meses a um ano de prisão e multa, estendendo-se os efeitos da condenação à perda dos moveis e objetos de decoração do local.”
OCORRÊNCIAS
Veículos roubados são recuperados em Macaé Ações da Polícia Militar aconteceram na Ajuda de Baixo e no Jardim Carioca Através de informações do Disque-Denúncia, a Polícia Militar (PM) conseguiu localizar um carro roubado, em um condomínio na Ajuda de Cima. Já no bairro Jardim Carioca, a
PM conseguiu encontrar uma moto roubada, após uma pessoa informar ter sido vítima de um furto de aparelho de celular. Na Ajuda de Cima, a denúncia relatou que em condomínio estaria um carro roubado e os policiais encontraram um Nissan/Frontier, placa LOU 0472. Após consulta, a guarnição verificou que se tratava de um carro roubado no dia 8 de maio.
A guarnição entrou em contato com a vítima que foi até a 123ª DP, onde o registro de recuperação foi feito. Uma guarnição que estava em patrulhamento no bairro Jardim Carioca foi informada por uma jovem que fora vítima de um assalto, por dois elementos em uma motocicleta, que levaram o seu aparelho de celular. A vítima teria dito aos policiais
que os elementos, ao tentarem fugir, caíram com a moto, abandonando o veículo em um terreno baldio na Rua do Valão. De imediato, os policiais foram ao local indicado e encontraram a moto. Foi constatado que tratava-se de um produto de roubo, com registro na delegacia. O veículo foi encaminhado à 123ª DP, onde foi feito o registro de recuperação.
forma conjunta. Percebendo que se trata de elementos armados, por exemplo, o comando comunica as características dos suspeitos à Polícia Militar e orienta os agentes sobre sua direção, a fim de que a abordagem aconteça em local de pouco movimento. A medida preserva os pedestres e os policiais de um tiroteio em potencial. Além disso, no ano passado, o sistema passou a ter também suas atribuições estendidas, fiscalizando o ordenamento público, em questões relativas ao setor de Posturas (comércio e propaganda irregular), Ambiente (despejo de inservíveis, poda irregular de árvores), depredações, pichações e outros. Diariamente trabalhavam no projeto, um servidor da guarda municipal, 17 operadores, dois agentes da secretaria de Mobilidade Urbana, e cinco viaturas de rondas centrais urbanas. Todos estavam em conexão, através de rádio, com
cerca de 100 plantonistas e viaturas da Guarda, policiais militares do 32º BPM, e mais os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192). Sem o funcionamento das 30 câmeras, e sem a manutenção das demais, o governo municipal deixa de colaborar de forma efetiva com a segurança e a Polícia Militar perde um grande aliado na prevenção da criminalidade. Pensando nisso, o vereador Cesinha citou na rádio, que há projetos de ampliação para o sistema e manutenção dos equipamentos existentes. Entre as medidas está a ideia da criação de um “Portal de Segurança”, que se estenderia até a região serrana. Contudo, apesar da ideia de melhorar e ampliar o sistema, nenhuma proposta é apresentada de fato. A nossa equipe tentou contato com a comunicação da Prefeitura de Macaé, mas o órgão não responde às solicitações do jornal O DEBATE.
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Economia
NOTA
'Amplos poderes' geram impasse sobre projeto de lei do governo. Vereadores de oposição aprovam urgência, mas apontam risco jurídico em artigo de proposta.
QUILOMÉTRICA
Saque do FGTS exige paciência e tempo para aguardar nas longas filas Trabalhadores que têm direito a sacar o recurso resolveram aproveitar para passar o fim de semana com dinheiro no bolso
O
s trabalhadores que decidiram sacar as contas inativas do FGTS na manhã de ontem (12), enfrentaram filas nas agências da Caixa Econômica Federal de Macaé. As filas começaram a se formar por volta das 6 horas da manhã e chegaram a dar voltas no entorno da Rua Vereador Manoel Braga, no Centro, onde mais de 400 pessoas aguardavam a abertura da agência para efetuar os saques do terceiro lote que vai até o dia 14 de junho. Do lado de fora da agência do Centro, funcionários da instituição prestavam auxílio aos trabalhadores que estavam nas filas, além de redirecionar o atendimento e tentar a espera. Valores de até R$ 3 mil poderiam ser sacados direto do caixa eletrônico com apresentação do cartão cidadão e da senha. Os demais valores passariam por uma triagem dentro das agências. Para evitar filas, a Caixa recomenda que quem não tem urgência para sacar o FGTS evite ir a uma agência na primeira semana. Muitos dos que estavam na fila já sabem onde vão aplicar o dinheiro que sacaram de suas contas, como Bárbara Mendes, que vai investir em um novo empreendimento. "Eu estou desempregada há um ano, então a gente não pode ficar parado, né?", afirma a publicitária que agora investe na produção de doces. Já Sandra Cristina da Silva, que está desempregada, vai usar o dinheiro para pagar algumas dívidas acumuladas. "Este dinheiro
vai me ajudar muito, não imagino o quanto!", diz a dona de casa que ficou por quatro horas na fila do lado de fora da agência para retirar o valor de sua conta inativa. O mecânico, Leonel Ferreira, também enfrentou a fila na manhã de ontem (12) para sacar R$ 1.700 e foi o único entrevistado que não vai usar o dinheiro para pagar conta. "Vou arrumar umas coisas em casa e estava esperando o benefício ser liberado para isso. O dinheiro veio em boa hora". Na agência do Cavaleiros, o fluxo de pessoas era constante nos caixas eletrônicos e havia fila do lado de fora da agência para quem precisava resolver questões relacionados a FGTS no setor de atendimento. “Peguei a senha, saí para resolver coisas no comércio, voltei, saí de novo e ainda tive que esperar. O atendimento estava demorado ao extremo”, informou a professora Valéria Reis, que estava na fila da agência do Cavaleiros. O tempo na fila tem sido de cerca de 50 minutos. No domingo não haverá atendimento. Na segundafeira (15) e na terça-feira(16), as agências da Caixa de Macaé vão abrir às 9h para agilizar os saques. ORIENTAÇÕES
Duas agências da Caixa Econômica Federal em Macaé vão abrir neste sábado (13), das 9h às 15h, para o pagamento das contas inativas do FGTS. O mesmo deve acontecer após o dia 16 de junho, quando será liberado o saque dos nascidos em setem-
WANDERLEY GIL
Trabalhadores nascidos em junho, julho e agosto, fazem filas em agências de Macaé para o primeiro dia de saque do FGTS
bro, outubro e novembro, e em 14 de julho, quando quem nasceu em dezembro poderá sacar. No município, são esperados mais de 30 mil trabalhadores para efetuar o saque do terceiro lote e boa parte dessas pessoas receberão automaticamente o crédito nas contas da Caixa. Neste terceiro lote de pagamento para os nascidos em ju-
nho, julho e agosto, cerca de 7,7 milhões de brasileiros têm direito ao saque e o valor disponível passa de R$ 11,2 bilhões. Quem for cliente da Caixa terá o saldo depositado automaticamente em sua conta bancária neste sábado. Os trabalhadores que tiverem até R$ 1,5 mil nas contas inativas poderão realizar os saques no autoatendimento,
utilizando a senha do Cidadão. Valores de até R$ 3 mil vão requerer o cartão cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas ou correspondentes da Caixa. Valores acima de R$ 3 mil só podem ser sacados em agências da Caixa. A Caixa recomenda que os trabalhadores portem documento de identificação e carteira de trabalho, ou documento
que comprove a rescisão do contrato de trabalho. Para quem for sacar mais de R$ 10 mil, a apresentação dessa documentação é obrigatória. Em caso de dúvidas e consulta de saldo, as informações podem ser acessadas no site da Caixa: www.caixa.gov.br/contasinativas ou ainda pelo telefone 0800 726 2017.
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MACAÉ
Crise fecha bares e restaurantes Estabelecimentos exibem cartazes com anúncio de venda ou aluga-se, nos bairros Praia Campista e Cavaleiros, locais considerados nobres e com imposto mais alto da cidade
E
m tempos de recessão econômica, não tem perdão. Praticamente todos os setores produtivos sentem na pele e no bolso os efeitos do arrocho financeiro. Com o segmento de bares e restaurantes não é diferente. Basta passar de carro ou uma simples caminhada nas orlas das Praias Campista e Cavaleiros, e perceber que o movimento caiu drasticamente, impulsionando fechamentos de estabelecimentos comerciais nos bairros mais nobres do município. O cenário atual é desolador em comparação de cinco anos atrás quando esses dois bairros eram considerados os points dos estrangeiros, turistas e dos macaenses. Primeira medida que se toma para cortar gastos, o lazer deixou de fazer parte da rotina de quem não perdia um fim de semana de curtição ou quem costumava almoçar e jantar fora. O resultado: empreendimentos sendo fechados, demitindo funcionários, reduzindo despesas ao máximo para tentar não encerrar a atividade. Mesmo com todas as medidas de contenção, o cenário em alguns estabelecimentos da Avenida Atlântica, desde a Praia Campista, até o fim da orla do Cavaleiros, é surpreendente. Cinco anos atrás, durante a semana no período noturno, em especial às quartas e quintas-feiras, os bares e restaurantes no bairro Cavaleiros, costumavam a ter excelentes rendimentos no fluxo de caixa, com as filas formadas do lado de fora pelos próprios seguranças dos estabelecimentos para ter uma boa organização na parte interna do comércio, evitando
que os clientes consumissem algum produto em pé. Hoje, a situação é diferente e os funcionários ficam ao lado de fora dos estabelecimentos com cardápio na mão e anunciando promoções para atrair a clientela. De acordo com os comerciantes, aos sábados e domingos, a procura é um pouco melhor, mas não o suficiente para os proprietários pagarem as contas. Alguns bares conseguem sobreviver graças ao movimento
de adolescentes e jovens que frequentam aqueles estabelecimentos que tornou-se rótulo de ‘point’ da garotada. Placas de aluga-se, vende-se ou portas fechadas podem ser vistas em áreas tradicionais de Macaé para esse tipo de comércio, como é o caso da região da orla. No Centro da cidade nem se fala, a situação é ainda mais grave. Empreendedores que nasceram e cresceram na atividade, estão vendo hoje escorrer pelo
ralo os anos dedicados ao trabalho. Segundo comerciantes, a queda no movimento gira em torno de 25%. De acordo com a Associação de Bares e Restaurantes de Macaé, entre Praia Campista e Cavaleiros, existem 97 empresas do ramo. A associação confirma que houve fechamento desses comércios, mas não apresenta números. "A situação está séria, sim. Diminuímos muito nossas margens, algumas chegando a zero SYLVIO SAVINO
Em Macaé, a baixa frequência em restaurantes e bares, tanto os sofisticados quanto os mais simples, é um termômetro do momento
ou margens negativas, mas como empreendedores temos esperança que esta crise consolide os bons empresários, melhorando os processos de gestão", diz Jéssica Mourão, que era proprietária de uma loja no ramo de alimentos no Cavaleiros. Para o microempresário Arnon Rodrigues, reduzir custos, melhorar a eficiência é a temática do momento para o setor. "Não temos como repassar os aumentos que sofremos devi-
do ao efeito da inflação nos insumos que compramos, nem nos abusivos aumentos das concessionárias de água, luz e gás", afirma. Reflexo da alta dos preços dos alimentos há alguns meses, quando o cliente olha hoje para o preço no cardápio de um restaurante ou bar em Macaé, vê um aumento de 20% a 35%. E o reflexo disso é que as pessoas estão deixando de frequentar os locais até nos fins de semana.
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Geral
NOTA
Guardas municipais fazem doação para o CEMAIA. Profissionais realizaram a entrega de mais de duas mil fraldas à instituição
ATIVIDADES
Fafima prepara Segunda Semana de Geografia
DIVULGAÇÃO
O evento será realizado entre os dias 29 de maio e 8 de junho. Em paralelo às atividades, haverá a Semana Acadêmica da Fafima Juliane Reis
Juliane@odebateon.com.br
A
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé (Fafima) vai realizar a segunda edição da Semana de Geografia. A iniciativa tem como objetivo fomentar o debate a respeito da realidade a qual a sociedade está inserida, entender os elementos que constituem a história e principalmente a realidade do estado e consequentemente da região e cidade. A programação vai contar com palestras e cursos. Os interessados em participar dos minicursos devem realizar a inscrição prévia - pois as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas por meio de envio de solicitação ao endereço eletrônico coordenacao.cursos@fafi-
ma.br ou registrando interesse na secretaria da instituição. Já para participação nas palestras não se faz necessária a inscrição previa. De acordo com o professor Sávio Magaldi, a II Semana de Geografia da Fafima se caracteriza como um evento de perfil acadêmico, porém, não destinado apenas ao público da academia, como gestores, professores e alunos, mas sim a toda sociedade macaense, principalmente pelo fato que as instituições de ensino devem estar abertas à comunidade por meio do compartilhamento do conhecimento produzido, elaborado e discutido pelos seus profissionais e alunos. Ainda de acordo com o docente, a temática principal do evento será a respeito da Geografia
As atividades visam fomentar o debate a respeito da realidade em que sociedade está inserida
do Estado do Rio de Janeiro, levando em consideração para o desenvolvimento das atividades seus aspectos históricos, assim como as características atuais. “ É importante ressaltar que a faculdade atua na formação de profissionais de educação e, desta forma, os minicursos oferecidos apresentam estas características, como as atividades de pesquisa e a climatologia em sala de aula, por exemplo”, disse. Sávio destaca ainda que, como Coordenador Acadêmico dos Cursos de Graduação em Geografia, História, Letras e Matemática, compartilha com a Diretoria da Instituição e equipe de Professores a expectativa pela realização de um evento com extrema qualidade, onde o conhecimento científico seja
COMPETIÇÃO
A primeira fase da teórica será realizada no próximo dia 2 de junho nas próprias escolas
Olimpíada Brasileira de Robótica recebe inscrição
Estudantes interessados em participar da 11ª edição da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) têm até o dia 20 de maio para efetuar a inscrição. O procedimento deve ser feito por um professor da instituição onde o aluno estuda pelo site www. sistemaolimpo.org De acordo com o regulamento, podem participar da competição estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico que tenham, no máximo, a idade de 19 anos completos no ano de 2017.
vante importância para o curso de geografia e a realização da palestra marcará a comemoração alusiva à ocasião.
para o ensino da Climatologia na geografia com a professora Taísa das Dores Pereira (UFF).
29 de maio - 19h Conferência de Abertura- A incorporação do norte fluminense à civilização europeia: dimensões ambientais, geográficas e históricas, com o professor Dr. Aristóteles Arthur Soffiat Netto (UFF)
7 de junho - 18h Palestra - Ambientes Lacustres do Norte Fluminense, com o professor Me. Vinicius Santos Lima (Fafima); Palestra - Lugares simbólicos no eixo e no ziguezague de rotas Quissamã, Carapebus e Macaé com a professora Me. Letícia Pessanha (Fafima). O mediador das atividades será o professor Sávio Augusto Magaldi (Fafima)
6 de junho - 18h Minicurso - A Pesquisa-ação no contexto da Educação Básica. Professor Renato Batista da Conceição (PMCM) e o Minicurso - Recursos Didáticos
8 de junho Haverá conferência de encerramento “Aspectos Costeiros do Estado do Rio de Janeiro”, com o professor Dr. Eduardo M. Rosa Bulhões (UFF).
PROGRAMAÇÃO SEMANA DA GEOGRAFIA
INVESTIMENTOS KANÁ MANHÃES
A competição tem como público alvo estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escola pública ou privada
compartilhado com todos os participantes e contribua assim para aprimorar ainda mais a formação dos nossos alunos e da própria sociedade. Em paralelo ao evento, a instituição irá realizar também as atividades da Semana Acadêmica da Fafima. A programação irá contar com palestra com o Professor Doutor Aristides Arthur Soffiati Netto. Na oportunidade, o profissional irá abordar as questões históricas da incorporação do norte fluminense à civilização europeia, levando em consideração as dimensões ambientais, geográficas e históricas. Ainda segundo as informações do professor Sávio, a data escolhida para a atividade se refere ao Dia do Geógrafo - em 29 de Maio, momento de rele-
Segundo o cronograma, serão três modalidades de prova, sendo duas teóricas e uma prática. A primeira fase da teórica será realizada em 2 de junho nas próprias escolas. Já a segunda fase em 25 de agosto em universidades a serem definidas. A etapa final vai acontecer entre os dias 24 e 29 de outubro em Curitiba. A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é uma das olimpíadas científicas brasileiras apoiadas pelo CNPq que utiliza-se da temática da robótica - tradicionalmente de grande aceitação junto aos jovens - para estimulá-los às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro.
E um dos objetivos da competição é reconhecer e estimular os jovens em todo o território nacional. Como forma de reconhecimento à dedicação dos participantes, a OBR realiza todos os anos a distribuição de um grande número de medalhas e certificados, além de oferecer cursos gratuitos de robótica, apoiar alunos para a participação na fase final e apoiar alunos para participar da competição internacional de Robótica, a RoboCup. As premiações são conferidas de formas e com objetivos diferentes. Anualmente a OBR elabora e gere a aplicação de provas teóricas e práticas em todo o Brasil utilizando essa temática. Segundo informações da comissão organizadora, na edição de 2016 foram 111.287 participantes.
Christino busca novos investimentos para Macaé e Região A cooperação governamental entre os governos sul coreano e fluminense foi um dos temas do encontro entre o secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo, e o presidente mundial da Agência Nacional de Comércio Exterior e Investimento da Coréia do Sul (KOTRA), Kim Jae Hong. A reunião, que ocorreu no Palácio Guanabara na tarde desta quintafeira(11) também contou com a presença do subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Alberto Mofati, de representantes da subsecretaria de Relações Internacionais, além de diretores da KOTRA. O secretário Christino Áureo destacou a importância do mercado fluminense e a posição estratégica como fatores para atração de investimentos. “O Estado do Rio tem diversas atividades industriais que atraem investidores internacionais, como o setor petrolífero, automobilístico, portuário, siderúrgico e de energias renováveis. No setor portuário, por exemplo, já existe contato entre o Porto do Açu, em São João da Barra, e uma empresa coreana. Outra possibilidade concreta de investimento é o Terminal Portuário de Macaé, o qual estamos empenhados em viabilizar dada a importância do empreendimento para a região”, destacou Áureo. O presidente da KOTRA, Kim Jae Hong, ressaltou a necessidade de ampliação das relações comerciais entre empresas dos dois países. Para ele, é fundamental o contato com o governo fluminense para a divulgação de projetos com mais detalhes
DIVULGAÇÃO
Reunião aconteceu na última quinta-feira (11), no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro
para as empresas coreanas. “Os setores econômicos destacados pelo governo são áreas de expertise de empresas coreanas. Esperamos que parcerias sejam realizadas o quanto antes”. Christino Áureo vem lutando há tempos pela implantação do Terminal Portuário de Macaé TEPOR, que será instalado em São José do Barreto com investimento previsto de 2, 2 bilhões e geração de 1.100 empregos di-
retos e indiretos. A obra deverá ser iniciada neste ano e deverá entrar em operação em 2020. “Esta é uma obra fundamental não só para Macaé, como para toda Região Norte Fluminense, visto que o porto de Imbetiba encontra-se saturado. Não podemos perder investimentos do setor de petróleo tão importantes para nossa economia, por falta de infraestrutura”, avaliou o secretário.
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BAIRROS EM DEBATE Botafogo BAIRROS EM DEBATE
Botafogo vive a realidade de muitas comunidades Área carente da cidade não conta com serviços básicos de lazer, cultura, educação e saneamento básico Marianna Fontes
marifontes@odebateon.com.br
O
a c e s s o à e d u c a ç ã o, saúde, alimentação, ao trabalho, à moradia, ao lazer, segurança, saneamento básico, entre outros, é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988. Além disso, esses itens são fundamentais para promoção de uma melhor qualidade de vida para a população. Só que, quando se trata do Botafogo, isso está longe de ser uma realidade. Na verdade, a situação de quem vive ali é completamente oposta. Essa semana a equipe de Bairros em Debate esteve visitando a comunidade, que é considerada uma das mais
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carentes do município. Conversando com a população, ela apresentou um levantamento com pendências que vêm sendo prometidas pela prefeitura há anos que até hoje não foram cumpridas. Entre elas, estão o saneamento, a promoção à cultura e ao lazer, à saúde e à educação. “Estamos completamente abandonados pelo poder público. O prefeito e os secretários não fazem nada por Macaé, principalmente quando se trata das áreas carentes. Eles não enxergam a gente, apenas na época das eleições”, desabafa a moradora Isabel, que sonha em dias melhores para seus filhos e netos que ela criou dentro da comunidade.
Estrutura precária do Cras KANÁ MANHÃES
Serviços básicos, como limpeza e manutenção, não chegam à comunidade
Sem cultura O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) tem como proposta oferecer serviços continuados de Proteção Básica Social às famílias, grupos e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. No entanto, na unidade do Botafogo tem ocorrido o oposto disso. Nos últimos anos, o espaço teve boa parte dos serviços reduzida ou migrada para outras comunidades. Para piorar ainda mais, a infraestrutura do espaço está precária, situação que tem deixado a população indignada. “Esse é um projeto de extrema importância para a comunidade e está abandonado. Está assim há, pelo menos, dois anos. Teve vereador que veio aqui há cerca de três meses, viu de perto a realidade do local, prometeu que iria resolver e até hoje nada”, relata Diogo, presidente da Associação de Moradores. A nossa equipe acompa-
nhou o líder comunitário no Cras, onde pôde comprovar as denúncias. Paredes externas pichadas, vidros quebrados, quadra sem manutenção, esgoto transbordando e até lixo acumulado nos fundos foram encontrados. “Além da parte de estrutura tem também questões internas como a falta de merenda para as crianças, a redução no horário de atendimento. Elas estão sendo liberadas antes do tempo previsto, o que, muitas vezes, prejudica as mães que precisam trabalhar. Fora que reduziram de 120 para 37 crianças”, explica Diogo. A moradora Isabel reclama também da quantidade de profissionais na unidade. “As melhores funcionárias foram demitidas e as poucas que sobraram se viram como podem. Aos poucos esse prefeito está acabando com os serviços dentro do Botafogo”, lamenta.
Fundamental para promover a inclusão, a cultura é um item que não chega à maioria que vive ali. “As escolas estão largadas, as nossas áreas de lazer abandonadas. Não promovem eventos aqui dentro como na Imbetiba e Cavaleiros, por exemplo. É preciso investir na cultura, pois ela é fundamental para a educação. Tem que existir projetos para as crianças e os jovens, para que eles tenham uma ocupação e possam, um dia, ir em busca dos seus sonhos”, ressalta Isabel.
KANÁ MANHÃES
Saneamento não chega
Parquinho foi destruído por vândalos
Manutenção da área de lazer Considerada a principal, se não a única opção de lazer dos moradores, a praça do Botafogo, situada próximo ao Valão, está sem manutenção há um bom tempo. As marcas do abandono estão ali para todos verem. Esquecida pelo poder
público, a situação piora cada vez mais com a ação de vândalos. Um dos espaços mais prejudicados com isso é o parquinho, onde crianças arriscam suas vidas ao utilizar os brinquedos quebrados. “Ele foi KANÁ MANHÃES
Sujeira se acumula nas margens do valão
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Limpeza do valão
Unidade apresenta vários problemas estruturais
O mesmo ocorre no valão, que faz parte de um dos braços do Rio Macaé, que se encontra atualmente degradado devido ao despejo de esgoto, componentes químicos e até mesmo a destruição da mata ciliar nas margens por conta da ocupação irregular. Na área da praça a nossa equi-
pe flagrou um trailer em local proibido, onde está sendo feito um pequeno aterro clandestino. Nas margens também é possível encontrar muito lixo, como pneus, restos de material de obras, entre outros. “É preciso fazer uma dragagem aqui”, diz uma moradora.
inaugurado há cerca de quatro anos e já se encontra dessa maneira. É preciso zelar para que ele esteja sempre em condições de uso”, alerta o presidente. Além disso é preciso fazer a troca dos alambrados e das
Reforma da associação Além de ser um local para receber os moradores, a sede da Associação também tem como finalidade promover atividades sociais. Na do Botafogo, atualmente é oferecido Caratê, mas a proposta, segundo o diretor, Luiz Carlos, é ampliar os serviços, principalmente para os jovens. “Queremos colocar aulas de Jiu-jítsu, entre outras. O objetivo é promover o esporte aqui dentro”, enfatiza. Atualmente o imóvel está passando por uma pequena reforma. “Desde que assumimos resolvemos fazer essas melhorias, já que a estrutura estava bem precária. Estamos pintando, fazendo algumas melhorias para melhor atender os
Realidade comum em muitas áreas carentes do país, no Botafogo o problema do saneamento não é diferente. Apesar de parte da comunidade contar com rede, ela é ineficiente e os dejetos continuam sendo despejados nos recursos hídricos sem tratamento. O resultado disso são vazamentos em vários pontos. “Na entrada do bairro, na altura do Restaurante Popular tem um vazamento há mais de uma semana e ninguém faz nada. Soube que pararam de enviar os caminhões suga-fossa no bairro”, conta Jéferson.
traves da quadra poliesportiva. Do lado de fora, a limpeza também precisa ser mais eficiente. O mato crescendo e a grande quantidade de sujeira mostra a necessidade de serviço de capina e também de conscientização junto aos moradores. KANÁ MANHÃES
Sede está passando por reforma
moradores”, explica Diogo. Eles pedem doações de materiais de obras. “Não temos ajuda de nenhum político. Tudo que conseguimos foi graças a ajuda de moradores e comerciantes. Quem puder ajudar, entre em contato com a gente”, ressalta Luiz. Os telefones de contato são: (22) 99813-5182 e 99910-5871.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 13, domingo, 14 e segunda-feira, 15 de maio de 2017
Geral
NOTA
Governo já distribuiu 72 cargos de assessoria entre novos aliados na Câmara dos Vereadores
ESPECIAL
MBL reforça pressão política na defesa por uma nova fase de prosperidade para Macaé Kim Kataguiri conhece na cidade o tamanho do impacto da corrupção sobre a Capital do Petróleo Márcio Siqueira
om a força de uma mobilização virtual que levou mais de 1 milhão de pessoas àas ruas do país, durante o longo e complexo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), e municiado pela propagação de uma rede social que alcança cerca de 55 milhões de brasileiros, o co-fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri passa a ser um dos principais ativistas em defesa da necessidade do Congresso Nacional e do governo federal
enxergar melhor a penúria encarada pelas empresas que participam do principal contexto do mercado do petróleo nacional, que ainda sustenta a produção de óleo bruto e gás natural na Bacia de Campos. Durante três dias em Macaé, Kim pôde compreender o tamanho do impacto da corrupção, hoje investigada pela Operação Lava-Jato, sobre a dinâmica de uma cidade próspera ao longo de 40 anos, mas que hoje é sinônimo de desemprego em massa e decadência nos principais serviços de assistência à população. Em um município diferen-
Qual o objetivo da sua vinda a Macaé?
que ir a Brasília que nem um mendigo para pedir dinheiro.”
Kim: “Conhecer a indústria de óleo e gás, a importância e o impacto sobre a economia, a geração de emprego, a reação em cadeia que isso gera, o impacto da política pública e da interferência do governo (federal) e do Legislativo em cima disso. E transmitir isso para o resto do MBL, como também para o Congresso”.
Mas Macaé, com um orçamento anual de R$ 2 bilhões, com pouco mais de 250 mil habitantes, não precisa ir a Brasília pedir recursos.
marcio@odebateon.com.br
C
Na cidade é possível perceber o impacto dessa corrupção na Petrobras? Kim: “Nós acabamos de ver empresas gigantescas de centenas de empregos diretos, sem contar os indiretos, fechada. É reação em cadeia, se não tem emprego a saúde não vai funcionar, a educação não vai funcionar. Terão mais problemas sociais, com mobilidade urbana, mais problema com tudo”. A percepção na cidade é que a União não sabe o que, de fato, ocorre em Macaé. Não conhece a dinâmica da operação do petróleo e o impacto dessas atividades na economia da cidade. Você também percebe isso? Kim: “Não é que Brasília não entenda Macaé. Brasília não entende nenhum município e nenhum Estado. Brasília é um mundo paralelo, uma corte. São cidadãos de outra classe que moram lá isolados, um mundo em que o garçon recebe R$ 15 mil e onde não existe crise”. Isso continua mesmo após o processo de impeachment? Kim: “E isso continua mesmo depois do impeachment e vai continuar enquanto não tiver uma revisão do pacto federativo e a gente aumentar as prerrogativas dos orçamentos dos Estados e dos municípios, e diminuir da União. Não é justo, não é certo um prefeito ter
ciado, economicamente, das demais cidades em que esteve representando o MBL, Kim chegou comparar Macaé a Brasília, onde a crise parece não surtir efeitos devastadores, ao menos à "casta" que se assegura nas benesses que o poder ainda é capaz de sustentar. Porta-voz de um movimento que ganhou força ao unir a insatisfação da sociedade sobre as figuras representativas do Estado, Kim renegou qualquer tipo de atitude que demonize a figura do político, por acreditar que apenas a democracia (doente neste momento no pa-
ís) é capaz de salvar o Brasil da desgraça final. Acompanhado por representantes de instituições diretamente ligadas às empresas que concentram a expertise responsável por tornar o Brasil uma das principais potências do petróleo no mundo, Kim também teve tempo de conhecer algumas figuras importantes do cenário político e administrativo da cidade. Porém ouviu da equipe de O DEBATE os contrapontos que representam hoje a discrepância entre um orçamento público de R$ 2 bilhões por ano, e uma cida-
Entrevista
“Brasília não entende nenhum município e nenhum Estado. Brasília é um mundo paralelo, uma corte onde não existe crise” KIM KATAGUIRI, CO-FUNDADOR DO MBL
Kim: “Buscando instituições em que a pessoa confia, como o MBL” Também dá para filtrar pela imprensa? Kim: “Claro que sim. Mas não em todos os setores da imprensa.” Qual é o peso que recai sobre as suas costas diante do alcance que o MBL conquistou? Kim: “Acho que ainda vou inventar uma palavra para descrever essa responsabilidade que é gigantesca. Estou fazendo faculdade ainda, e quando posto alguma coisa eu posso ajudar a passar um projeto de lei, ou a barrar um projeto de lei.”
O Congresso também não conhece o que acontece em Macaé?
O impeachment não mostrou isso para eles? Kim: “Não! O impeachment mostrou que a maioria silenciosa, a sociedade civil não organizada, aquela que não está em sindicato, que não faz parte de coorporação, agora quer ter voz e vez, e está tendo. Mas, por exemplo, a população, o resto do Brasil, tirando Macaé, não sabe a importância dessa indústria de óleo e gás para Macaé e para o resto do país também. Então, isso não se reflete em pressão popular em cima do Congresso. E é justamente esse o meu papel aqui. Fazer com que o resto do país saiba, para que isso dentro do nosso canal de comunicação se transforme em mobilização, para pressionar
“Existe pressão popular constante. Mas, mobilizar-se todos os dias é impossível porque as pessoas precisam cuidar das suas vidas, das suas famílias” KIM KATAGUIRI, CO-FUNDADOR DO MBL
encontrar nessa entrevista parte de uma longa conversa de 45 minutos registrada na noite de quinta-feira (11), no Hotel Confort Suítes, onde Kim ficou hospedado na cidade, e de onde pôde conhecer uma parte do que é possível se construir, ou destruir, mediante decisões que ocorrem nos corredores escuros de Brasília, terra impura ou "ilha da fantasia" onde ele pretende chegar em 2019 com um mandato de deputado federal. Mas não pelo MBL, que segue firme na proposta de manter uma pressão popular constante.
CRÉDITO
Kim: “Estado e município não podem legislar sobre matéria cível e matéria penal. É uma questão de prerrogativa também. Tem que mendigar lei. Se não precisa mendigar dinheiro, precisa mendigar lei! Quando, quem conhece a realidade de Macaé é quem mora em Macaé. É o vereador e o prefeito da cidade, e não o deputado que está lá em Brasília. Não é o governador. Ninguém mora na União. As pessoas moram nas cidades. E por que a União é a mais poderosa de todas e a mais rica de todas?”
Kim: “O Congresso está completamente alheio a isso tudo que acontece em Macaé. Não possui a menor vontade. Não sabem o impacto da corrupção, da burocracia, dos impostos.”
de completamente sucateada na parte da infraestrutura. Sem rodeios, Kim afirmou que o conhecimento adquirido em Macaé será aplicado em novas postagens a serem preparadas pelo canal do MBL na internet, ajudando a divulgar o ônus e o bônus encarados pelo município, ao se transformar em 40 anos na Capital Nacional do Petróleo, título que não garante ao município o reconhecimento necessário no plenário do Congresso Nacional ou nos gabinetes dos ministérios. A favor ou contra, de esquerda ou de direita, o leitor pode
Você tem pretensão política? Kim Kataguiri em visita a Macaé, ao lado de Bernardo Sampaio
o Congresso fazer com que as coisas andem.” O que faz a população se manifestar? O que faz o 'gigante acordar'? Para os problemas que o país ainda enfrenta, é preciso ir para as ruas todos os dias? Kim: “Eu acho que não necessariamente precisa ir à rua. Nenhuma democracia saudável, desenvolvida se tem mobilização permanente. Principalmente com um milhão de pessoas na rua. Nenhuma instituição sobrevive a isso durante uma semana, um mês, um ano. Existe pressão popular constante. Mas, mobilizarse todos os dias é impossível porque as pessoas precisam cuidar das suas vidas, das suas famílias. Então a internet ajuda a manter essa pressão popular constante? Kim: “Com certeza! E o governo sente. É por causa disso que caiu Henrique Alves, caiu Romero Juncá. Não teve ma-
nifestação nenhuma na rua. Caiu por causa da pressão da opinião pública, principalmente em rede social. Hoje sobre páginas de política e sobre político, o MBL é a segunda página do mundo com maior número de alcance. A gente só perde para o Trump (presidente dos Estados Unidos). A gente chega em 50 a 55 milhões de pessoas. O terceiro lugar é o Dória (prefeito de São Paulo).” E o papel da imprensa, como o Jornal O DEBATE? Kim: “Funciona como uma espécie de carimbo de notícia. A pessoa já sabe da notícia pela rede social, mas quando ela vê na imprensa ela encontra um certo carimbo de credibilidade.” Mas toda informação da internet é confiável? Kim: “Não!” E como é possível filtrar isso?
Kim: “Tenho. Vou me lançar a deputado federal ano que vem.” E o MBL vai se transformar em um partido? Kim: “Não! Não vai por duas coisas: primeiro a gente aprendeu em Brasília que a política não funciona por partido, mas por bancada suprapartidária. Se você tem um cara do PSOL que é da bancada evangélica e vai ter uma votação sobre aborto, o líder do PSOL vai dizer: 'você vai votar sim!'. Mas o líder da bancada evangélica vai dizer: 'você vai votar não!'. E ele vai votar não, porque ele vai criar um atrito com o partido dele, aí ele vai perder a relatoria, presidência de Comissão, vai perder espaço no parlamento. Vai perder cargo na mesa diretora. Agora, se ele se indispor com a militância, com quem financiou e com quem deu o discurso dele, na próxima eleição ele vai perder o mandato, independente do partido que ele esteja. E isso a gente vê na prática. O nível de fidelidade dos deputados e senadores com as bancadas é maior do que com os partidos.”
Qual é então o futuro da relação entre os poderes Executivo e Legislativo? Kim: “Se não mudar o sistema de governo, vai continuar sendo a mesma de loteamento de cargos.” Como é possível promover a evolução política no país? Kim: “Não existe solução mágica. Tipo, eu fui lá na manifestação contra o impeachment, mas os problemas na saúde e na educação continuam existindo, a corrupção continua existindo. Mudança do dia para a noite é só revolução. E as revoluções ao longo da história não deram muito certo. Eu não sei pegar em um fuzil. Não contem comigo para fazer revolução. E existe um outro problema nisso aí: a demonização da política. Porque as pessoas veem: 'o político é bandido'. Aí começou o perigo. Foi nessa descrença na democracia que a Itália foi para o fascismo. Se nenhum político presta, então qual é a alternativa sem político? É fechar o Congresso e não existe democracia. E qual é a saída? Kim: “Eu acredito que a saída é a política. Enquanto gente decente está falando para os filhos: 'o político é coisa de bandido'. O corrupto está falando para o filho dele: 'o jamais saia da política porque não tem gente decente e ninguém vai te encher o saco'. A longo prazo, que política nós estamos criando? Estamos mantendo os mesmos coronéis no poder. Demonizar a política só interessa para quem usa a política para roubar e não fazer nada. A mudança é pela política. Como? Fazendo com que a maioria silenciosa que foi governada por uma minoria durante muito tempo seja ativa, tenha voz e tenha vez. E não acho que isso seja utópico. Acho que isso demora, é difícil mas esse processo já começou”.
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RECONHECIMENTO
Cerimônia consolida a diplomação do diretor do Nupem como membro da ABC Rodrigo Nunes da Fonseca foi diplomado em solenidade aconteceu na quinta-feira, no Rio Juliane Reis
Juliane@odebateon.com.br
U
ma cerimônia regada a muita emoção marcou, na última quinta-feira (11), a diplomação do professor e diretor do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira, Rodrigo Nunes da Fonseca, como novo membro afiliado à Academia Brasileira de Ciências 2017 - 2021. De acordo com informações do Nupem, o Professor Rodrigo e outros quatro pesquisadores - Nakédia Maysa Freitas Carvalho (Ciências Químicas, UERJ), Thiago Moreno Lopes e Souza (Ciências Biomédicas, Fiocruz) Tiago Roux de Oli-
veira (Ciências da Engenharia, UERJ), Wagner Seixas da Silva (Ciências Biomédicas, UFRJ) foram escolhidos pela ABC por terem "demonstrado, por seus trabalhos, um grande potencial científico". Ainda segundo as informações, desde 2007, cada vice-presidência regional da ABC elege, a cada ano, até cinco pesquisadores considerados de excelência e que possuem até 40 anos. O evento realizado na sede da Academia Brasileira de Ciências (ABC) no Rio de Janeiro contou com palestras, debates e um coquetel. Na ocasião, o diretor do Nupem /UFRJ e um dos diplomados, Rodrigo, proferiu a palestra "Biologia Evolutiva do Desenvolvimento (Evo-Devo) de Artrópodes de Interesse Nacional" e falou sobre sua filiação à ABC:
"Realmente somente agora na hora da diplomação é que tenho noção de toda responsabilidade que traz o reconhecimento da ABC. Como único membro afiliado do interior do Estado e da UFRJ Macaé vou continuar lutando pela interiorização da ciência sem esquecer das grandes lutas nacionais pela ciência e tecnologia. O momento atual é de união em prol da UERJ, UENF e UEZO, três instituições públicas de educação, ciência e tecnologia de qualidade, atualmente em grave crise devido ao abandono pelo governo do Estado”, disse Rodrigo. O diretor frisou ainda que esse abandono ao ensino superior é destruir o futuro do nosso país. “Saber que dois dos meus colegas nomeados como membros afiliados da UERJ, cientistas com currículo de
nível invejável em termos internacionais, e que poderiam estar em outras grandes universidades do mundo como Harvard e Yale, estão há três meses sem receber salário, muito me entristece. Estes cientistas dedicados continuam trabalhando diariamente na UERJ, mesmo sem salário, devido ao amor e dedicação que têm pelas suas instituições, seus alunos e pela ciência. Só uma corrente pela educação pode evitar essa catástrofe em andamento, o desmonte da ciência, tecnologia e inovação pelo atual governo do Estado. Tenho esperança", pontuou. A cerimônia contou com a presença de docentes, servidores e alunos da UFRJ, incluindo o Reitor da universidade, Roberto Leher.
Para os profissionais do Campus, a eleição do professor Rodrigo Nunes da Fonseca para a ABC é um grande reconhecimento que vem somar-se aos inúmeros prêmios e editais que o corpo docente do NUPEM/ UFRJ vem conquistando, demonstrando que o processo de interiorização da UFRJ tem sido feito com qualidade e excelência a partir de esforços conjuntos que consideram as reais necessidades da população local. “Todos comemoram através da indicação de um dos entusiastas desse projeto, o Prof. Rodrigo Nunes da Fonseca para Membro da Academia Brasileira de Ciências, um professor/pesquisador com sólida formação e produtividade teve pela ABC o reconhecimento da excelência de suas
atividades em nível nacional colocando-o em um local de destaque junto à comunidade científica brasileira. É Macaé se tornando Cidade do Saber e do Conhecimento de fato, é Macaé fincando raízes na pesquisa de ponta, na vanguarda do conhecimento e forjando um caminho sólido para um futuro promissor. Somente com pesquisa, interação e conhecimento é possível contornar as adversidades sociais e econômicas, e com a posse do Prof. Rodrigo Nunes no dia 11/05, na ABC, consolidamos o caminho da cidade de Macaé e de suas instituições como um grande produtor de capital intelectual para o país”, enfatizou o Secretario Adjunto de Ensino Superior de Macaé e pesquisador da UFRJ, Márcio Magni.
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FUTEBOL
ESPORTE
de Imbetiba terá Macaé Esporte enfrenta o Volta Orla aulas de Kung Fu Redonda na estreia da Série C Leão joga pelo Brasileirão neste sábado, às 18h, no Estádio Raulino de Oliveira DIVULGAÇÃO/ MARIO LUIZ
Com um elenco renovado, o Leão espera superar a má fase que viveu durante o Campeonato Carioca
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om um elenco praticamente renovado e a troca de comando, que agora passa a ser do treinador Antônio Carlos Roy, o Macaé fará neste sábado (13), a sua grande estreia no Campeonato Brasileiro- Série C. O time do norte fluminense encara na primeira rodada o Volta Redonda, às 18h, no Estádio Raulino de Oliveira. O adversário foi, inclusive, o seu último rival durante a Taça Rio, onde ambas as equipes terminaram empatadas por 2 a 2. Para não repetir o resultado passado, e nem correr o risco de iniciar com uma derrota, o Alvianil Praiano tem treinado ao longo dessa semana. A expectativa é grande para a
equipe, que, recentemente, teve um dos piores resultados em sua história durante o Campeonato Carioca. Deixando de lado o fantasma do início do ano, o Leão espera mostrar um bom futebol e, quem sabe, voltar à segundona em 2018. Outra expectativa é de que o time volte a jogar em casa. Interditado desde o final do ano passado, o Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo (Moacyrzão) começou a receber as obras de melhorias necessárias essa semana. Inclusive, há cerca de uma semana, durante a apresentação oficial do novo elenco, o presidente do Macaé Esporte, Mirinho, garantiu que o time irá disputar as partidas previs-
tas em casa. “Eu consegui a verba necessária para a reforma e garanto que o estádio vai ficar pronto, senão eu não disputaria o campeonato. Nós fizemos 11 jogos fora no Carioca. Ninguém aguenta jogar sempre fora. Tenho certeza que faremos os nossos jogos em casa”, diz ele, explicando que entregou os orçamentos ao tesoureiro da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). “Contra o Bragantino o Macaé joga em casa. Isso é garantido. A não ser que tenha algum problema da prefeitura, porque a verba, que é o principal, eu já arrumei”, finalizou ele sem informar o valor do recurso. A temporada 2017 da Série
C contará, ao todo, com 18 rodadas. Além do jogo contra o Bragantino, no dia 20, estão previstas para o Moacyrzão as partidas contra o Tupi (MG) no dia 10 de junho; Joinville (SC) no dia 24 de junho; o Mogi Mirim (SP) no dia 1º de julho; o Volta Redonda no dia 16 de julho; o São Bento (SP) no dia 30 de julho; o Ypiranga (RS) no dia 8 de agosto; o Botafogo (SP) no dia 20 de agosto; e o Tombense no dia 10 de setembro. O melhor resultado do Macaé Esporte na Série C foi em 2014, quando foi campeão e, pela primeira vez na história conquistou o acesso à Série B no ano seguinte. A tabela completa da temporada 2017 pode ser acessada no site da CBF.
Mestre Julian Grey vai ensinar a arte marcial com o objetivo de difundi-la no município
Bom para o corpo e também para a mente. Assim pode ser definifido o Kung Fu. Pouco conhecido em Macaé, a partir de agora a população terá o privilégio de saber mais sobre essa arte marcial, que é considerada a mais antiga. E o melhor, a pessoa terá a oportunidade de vivenciar essa experiência através de uma aula gratuita. Com o intuito de difundir a prática no município, o mestre Julian Grey está oferecendo aulas em Macaé. Elas acontecem sempre aos finais de semana (geralmente aos domingos; dia a definir), a partir das 6h, na Orla de Imbetiba. Segundo ele, podem participar pessoas a partir de 14 anos. Nascido no Reino Unido, Julian morou durante anos no Brasil. Após um período de três anos fora, na Espanha, resolveu voltar por conta da família. Sua história com a luta começou há cerca de 30 anos, quando ainda vivia na Inglaterra. “Sempre pratiquei artes marciais, mas o Kung Fu é para quem está buscando algo ainda mais além do
que a luta em si”, explica. Essa paixão pela modalidade fez com que despertasse nele o interesse de propagar isso na Capital do Petróleo. “Antes a gente estava oferecendo essas aulas no Cavaleiros, mas optamos por mudar para a Imbetiba. A ideia é propagar o Kung Fu em Macaé e, quem sabe, abrir uma academia aqui no futuro. Estou buscando espaço e esperando formar um grupo maior. Conto com a presença da população lá. A aula tem, em média, a duração mínima de uma hora. O ideal é que ela dure entre 1h30 e duas horas porque o aprendizado é muito detalhado. O treino inclui meditação. Essa arte marcial abrange muitos estilos. O que aplico aqui é o tipo 'Louvaa-deus' do Sul”, explica Julian, que também foca na técnica milenar chinesa “Chi Kung (Qi Gong), que trabalha o equilíbrio do indivíduo como todo, abrangendo o físico, mental e espiritual. “Já treinei atletas do time Olímpico da Espanha. Espero poder passar esses conhecimentos para os macaenses”, finaliza. Para mais informações sobre os dias das aulas, como participar e sobre o Kung Fu, basta entrar em contato com o mestre através do telefone: (22) 99787-4901. KANÁ MANHÃES
Mestre Julian Grey traz arte milenar para a Orla de Imbetiba