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Noticiário 05 07 15

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WANDERLEY GIL

WANDERLEY GIL

FIM DE PRAZO PARA NEGOCIAÇÃO DE REAJUSTE

CONFIRA NESTA EDIÇÃO: CADERNO EDUCAÇÃO

GUARDA RECEBERÁ CAPACITAÇÃO NO HPM

POLÍTICA, PÁG.3

ESPECIAL

POLÍCIA, PÁG.5

R$ 1,50 Macaé (RJ), domingo, 5 e segundafeira, 6 de julho de 2015 Ano XL, Nº 8751 Fundador/Diretor: Oscar Pires

O DEBATE

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DIÁRIO DE MACAÉ

POLÍTICA

Futuro da indústria offshore depende de leilão e novo marco Números apresentados pelo Conselho de Administração da Petrobras começam a ser esmiuçados pela cadeia do petróleo local que vive à espera da restruturação do mercado Ao patinar dentro das especulações analisadas pelo mercado ao longo dos últimos meses, os cerca de R$ 100 bilhões que serão aplicados pela Petrobras nos próximos três anos, como previsto pelo Plano de Negócios 2015/2019 divulgado nesta semana pela companhia, ajudam a apresentar um novo cenário para empresas que atuam no segmento de exploração e de produção de óleo e gás, sediadas em Macaé. Mesmo consolidando a redução na capacidade de investimentos no setor, a empresa apresenta à indústria um remédio amargo para recuperar a sua capacidade administrativa que um dia chegou a ficar entre as 30 maiores empresas de capital aberto do mundo, posição que despencou para o 416º lugar, segundo a lista da Forbes, após as investigações da Operação Lava-Jato. Neste total, o volume de recursos que desperta o maior interesse da cadeia do petróleo local são os investimentos destinados ao segmento de Exploração e de Produção. PÁG. 3

KANÁ MANHÃES

Veículos abandonados

KANÁ MANHÃES

Alvo de especulação imobiliária, Vila Badejo representa fase de crescimento da área Norte da cidade

F

ruto da expansão imobiliária, registrada a partir do crescimento populacional impulsionado pelo mercado offshore, a Vila Badejo carrega hoje ares e problemas dignos de bairros tradicionais da cidade: falta de segurança, assaltos frequentes à luz do dia, precariedade no transporte e na iluminação pública, ciclistas se arriscando entre os carros por falta de ciclovia, entulhos nas calçadas. Colado ao Parque Aeroporto, a Vila Badejo foi uma das áreas da cidade contempladas com obras do Orçamento Participativo. No entanto, a falta de infraestrutura ainda afeta a rotina de moradores que contribuem com o desenvolvimento da cidade. PÁG. 8

GERAL

Antonio Gondim, presidente da ACIM, destacou resultados obtidos por projeto

Semana do Varejo promove palestras que aprimoram atividade na cidade PÁG. 9

Educação organiza desfile cívico Secretaria prepara bandas escolares para evento PÁG. 11

GERAL

Foi aprovada, no dia 25 de junho pelo Tribunal Pleno da OAB/ RJ, a transformação da 15ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Conselho. Com isso, a partir de janeiro de 2016, a Subseção com sede em Macaé passará a contar com mais autonomia administrativa e financeira. A mudança foi reivindicada pela atual diretoria da OAB Macaé, que formalizou a solicitação através de ofício junto à Seccional da OAB/RJ. PÁG.9

Rede-Petro envia boasvindas à Petrobras

CADERNO DOIS

Acordo sobre ambiente Jubileu de ouro nos frustra expectativa palcos teatrais Parceria entre Brasil e EUA não agrada ambientalistas PÁG.10

OAB de Macaé terá autonomia

ASSESSORIA

Reverência foi direcionada ao novo gerente da Unidade da Bacia de Campos PÁG. 11 GERAL

Um dos primeiros loteamentos de Macaé, Vila Badejo enfrenta problemas

GERAL

GERAL

WANDERLEY GIL

Comércio de Macaé em busca de qualidade

Sindicato aposta em restruturação da estatal

Carros abandonados podem ser sinônimo de muitos problemas para a população, algumas pessoas acreditam que o veículo deixado em qualquer canto, gera apenas a poluição visual para determinada rua e cidade. Contudo, carros abandonados são sinônimos de problemas de saúde e de segurança pública. Conviver diariamente com veículos em total estado de abandono na calçada de casa ou em terrenos baldios muito próximos de residências, tem incomodado a população macaense. O problema acontece em diversos bairros e apesar de existir no município operações que os recolhem, boa parte dos moradores desconhecem essas ações. PÁG. 5

Apresentação de Plano de Negócios da Petrobras abre caminho para planejamento de investimentos nas atividades em Macaé

VILA COM ARES DE BAIRRO

Sindipetro NF analisa Plano de Negócios

Carcaças de carros ocupam bairros

SYLVIO SAVINO

BAIRROS EM DEBATE

ECONOMIA

POLÍCIA

Ator, diretor e produtor Moadyr Victorino celebra 50 anos CAPA

Documento foi entregue durante a Brasil Offshore

ÍNDICE TEMPO

EDITORIAL

4 CRUZADINHA

C2

Máxima 22º C Mínima 17º C

PAINEL

4 HORÓSCOPO

C2

GUIA DO LEITOR

4 CINEMA

C2

ESPAÇO ABERTO

4 AGENDA

C2

Anuncie: (22) 2106-6060 (215)


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé (RJ), domingo, 5 e segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cidade

NOTA

Análises do laboratório da Esane garantem a qualidade da água

SEMANA EM DEBATE

O DEBATE EM MEMÓRIA wanderley gil

Campanha eleva vendas e expectativas do comércio Passados os primeiros cinco dias da “Liquida Rio Norte”, os primeiros resultados da campanha são positivos nas quase cem lojas envolvidas na ação promocional realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Macaé. Com uma movimentação expressiva de clientes no último sábado (27), em comparação a um fim de semana normal, alguns lojistas que aderiram à iniciativa garantem ter obtido um aumento de vendas entre 10 e 15%. Iniciado no último dia 25, o evento promocional promete sorteio de 14 prêmios como dois carros, seis TVs de 42 polegadas e seis smartphones. Para concorrer, a cada R$ 25 em compras, o cliente ganha um cupom para os sorteios. A iniciativa, semelhante a realizada em outras cidades da região, tem como objetivo recuperar o ritmo de vendas do setor varejista, um dos principais afetados pela crise.

Empresas assumem contrato da Petrobras com a Iesa

Edição: 282

Publicação: 29 de agosto de 1981

Rede Ferroviária indenizou família e imóvel é para pagamento de dívidas

Multas automáticas Através da portaria publicada ontem pela secretaria municipal de Mobilidade Urbana, motoristas que trafegam no Centro, na Rodovia Amaral Peixoto, no Polo Offshore, na Avenida Presidente Sodré, na Estrada da Serra e na Rodovia Norte/Sul, estão sujeitos a multas de R$ 85,13 e R$ 191,54, ao serem flagrados cometendo infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro. (CTB). Práticas como o avanço do semáforo na posição vermelha e a parada sobre a faixa de pedestres passarão a ser fiscalizadas com base no funcionamento

de 10 dispositivos acoplados a novos sinais instalados recentemente pela prefeitura. Os dispositivos, que já estavam funcionando em período de testes, passarão a aplicar multa de forma automática a partir deste domingo (5), conforme estabelecido pela portaria publicada pela Mobilidade, corroborada pelo Fundo Municipal de Trânsito e Transporte (FMTT). Os novos equipamentos integram o sistema implantado pela secretaria de Mobilidade Urbana desde o ano passado, com objetivo de elevar a eficiência na fiscalização do trânsito.

kaná manhães

Base da Iesa em Macaé foi fechada em 2014

Em pronunciamento feito quinta-feira, na reunião da Câmara Municipal, o Vereador Rubem Gonzaga de Almeida Pereira levou ao conhecimento da Casa de que “a Rede Ferroviária Federal está promovendo a doação de uma valorizada área de terra em Macaé, como pagamento de dívidas da REFER, entidade assistencial aos enpregados. As dívidas, segundo o Vereador afirmou, são os descontos feitos em folha e não recolhidos aos cofres daquele órgão, há algum tempo.

Ubás ganha atendimento médico e odontológico O Coordenador de Saúde da Região das Baixadas Litorâneas, Dr. César Augusto de Azevedo, informou que vai inaugurar domingo, dia 30, às 9 horas, um Consultório Médico e Odontológico na localidade de Ubás, próximo ao Distrito de Carapebus. Dr. César afirma que implanta mais esta unidade com a colaoração do Vice-Prefeito Nacif Salim Selem, que muito se empenha pela população local.

Bancário não teve feriado Apesar de ter sido aprovado pela Câmara Municipal, não foi sancionada pelo Prefeito a Lei que institui o ‘Dia do Bancário, determinando que “não poderiam funcionar os estabeleci-

mentos de crédito com alvará em funcionamento na área do Município de Macaé. Ontem, dia 28 de agosto, Dia Nacional do Bancário, todas as agências funcionaram normalmente, com atendimento ao público.

Colégio Estadual Luiz Reid comemora durante 30 dias o Jubileu de Prata Com uma vasta programação elaborada pelo Diretor José Domingues de Araújo Filho, iniciada dia 23 passado, com uma passeata de biclicleta pelas ruas de Macaé, o Colégio Estadual Luiz Reid, criado em 28 de setembro de 1956, durante 30 dias, estará comemorando o seu Jubileu de Prata.


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé (RJ), domingo, 5 e segunda-feira, 6 de julho de 2015

Política

NOTA

Licença prévia do Tepor deve ser liberada pela Comissão Estadual de Controle Ambiental nesta segunda (6)

Previsões

Plano da Petrobras pode PONTO injetar R$ 26,94 bilhões DE VISTA na cadeia offshore local

Feira da superação

Números apresentados ontem pelo Conselho de Administração da companhia começam a ser esmiuçados pela indústria Márcio Siqueira

kaná manhães

marcio@odebateon.com.br

A

o patinar dentro das especulações analisadas pelo mercado ao longo dos últimos meses, os cerca de R$ 100 bilhões que serão aplicados pela Petrobras nos próximos três anos, como previsto pelo Plano de Negócios 2015/2019 divulgado nesta semana pela companhia, ajudam a apresentar um novo cenário paras empresas que atuam no segmento de exploração e de produção de óleo e gás, sediadas em Macaé. Mesmo consolidando a redução na capacidade de investimentos no setor, a empresa apresenta à indústria um remédio amargo para recuperar a sua capacidade administrativa que um dia chegou a ficar entre as 30 maiores empresas de capital aberto do mundo, posição que despencou para o 416º lugar, segundo a lista da Forbes, após as investigações da Operação Lava-Jato. E desde o início da crise institucional da companhia, os números relativos aos rombos deixados pela corrupção passam a ser substituídos agora pelos investimentos previstos pela companhia, um total de US$ 130,3 bilhões entre 2015-

Apresentação de Plano de Negócios abre caminho para planejamento de empresas

2019, que revertidos em reais chega a 403,93 bilhões. Neste total, o volume de recursos que desperta o maior interesse da cadeia do petróleo local são os investimentos destinados ao segmento de Exploração e de Produção. Segundo a companhia, US$ 93,34 bilhões serão aplicados nos quatro anos, previstos pelo Plano de Negócios, apenas no desenvolvimento da pro-

dução. Deste total, US$ 58,61 bilhões estão destinados a alavancar as operações do pré-sal no país. Dentro do segmento de produção, a companhia deve aplicar US$ 34,73 bilhões em atividades que estão diretamente ligadas ao atual ritmo de produtividade de barril de petróleo, onde cerca de 80% está concentrada na Bacia de Campos. Divididos entre os quatro

anos, a companhia deve aplicar US$ 8,69 bilhões nesta área, que revertidos em real chega a 26,94 bilhões. Na área de exploração, a Petrobras pretende aplicar cerca de R$ 9,2 bilhões por ano, até 2019. Vale ressaltar que este é o principal setor de atuação da indústria do petróleo sediada em Macaé e que sofreu o principal impacto desde o início da crise institucional da companhia.

Operadora única e novos leilões A divulgação do Plano de Negócios da Petrobras abre uma nova perspectiva para a restruturação do mercado do petróleo no país, associada principalmente à realização da 13ª Rodada de Licitações para a exploração de novos blocos de petróleo, programada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para acontecer em outubro deste ano. No entanto, até que as novas liberações para ampliar as atividades de exploração do país aconteçam, a indústria ainda aguarda o amadurecimento de uma discussão que ganhou força dentro da oitava edição da Brasil Offshore, realizada em Macaé na semana passada. A realização do leilão é um dos principais procedimentos aguardados pela indústria do petróleo ao longo dos últimos anos. O processo abre novas

perspectivas de negócios para as empresas fornecedoras, sediadas principalmente nos polos offshore da Capital Nacional do Petróleo. Além disso, o potencial geológico do país, ao concentrar reservas com capacidade de produção de 40 bilhões de barris também é o fator preponderante para que as grandes empresas do setor mantenham o interesse de investir no mercado brasileiro. Porém, o atual marco regulatório do petróleo no país resguarda à Petrobras o direito de obter 30% das áreas de exploração licitadas pela ANP, uma regra que, na visão de especialistas, enfraquece a competitividade do mercado do petróleo brasileiro, criando uma dependência direta das operações offshore à saúde administrativa da companhia.

“Esse sistema não cria a competitividade necessária para que o mercado possa se restruturar. Essa regra deve ser mudada principalmente nas áreas onde a Petrobras não possua grande interesse”, aponta José Serra (PSDB), senador que apresentou no Congresso projeto para mudar o sistema de 'operadora única'. Enquanto a discussão política sobre os novos rumos

da exploração do petróleo no país esquentam os bastidores do Congresso, a cadeia do petróleo local já se adapta à queda nos mais de R$ 9 bilhões aplicados nos últimos dois anos pela Petrobras diretamente no mercado de Macaé, seja através da contratação de serviços, seja na aquisição de materiais. A previsão é que esses números cheguem apenas a R$ 5 bilhões em 2015. kaná manhães

Mudanças no marco regulatório do petróleo foi tema de debate político na Brasil Offshore

decisão

Fim de prazo para negociação de reajuste dos servidores Mesmo com pressão da Câmara, pauta do Sindservi ainda não está garantida Vence nesta segundafeira (6) o prazo dado pela Câmara de Vereadores ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macaé (Sindservi) para tentar junto ao governo um substitutivo ao projeto de lei

014/2015 que prevê a revisão salarial da categoria, com reajuste de 6%. Impasse que movimentou a semana, a definição sobre o dissídio coletivo dos trabalhadores estatutários da administração municipal já envolveu paralisação da categoria, protesto em frente a prefeitura e até mesmo críticas a membros do governo, contrários às principais pautas apresentadas pelo Sindservi.

Em meio à queda de braços, o sindicato chegou até a aceitar a rediscutir os 12% solicitados como recomposição salarial da categoria, buscando um índice próximo aos 6% oferecidos pelo governo. No entanto, não abre mão da garantia do enquadramento dos servidores, de acordo com as revisões de vencimentos previstos no Plano de Cargos e Salários da categoria. O processo seria retroativo também ao

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ano passado. Através da 'Carta Aberta aos Vereadores', a presidente do Sindservi, Rose Mary Gomes, conclamou a Câmara para tentar persuadir o governo e a modificar o projeto encaminhado há duas semanas ao Legislativo. Nesta terça-feira (7), a Câmara promove sessão extraordinária para votar o projeto definido pelo governo para a recomposição salarial da categoria.

Encerrada no dia 26 de junho passado, continua repercutindo a oitava edição da Feira Brasil Offshore, realizada no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho - MacaéCentro - que, após sofrer uma grande reforma, voltou a ser palco de importantes eventos que, espera-se, sirva para outros de grande magnitude, principalmente para debater os mais variados temas que afligem a população, não só de Macaé mas de toda a região, do estado e do país. Afirmando que a Feira foi o desafio da superação, tendo em vista a crise econômica que se abateu sobre o mundo desde a queda do preço do barril - que despencou de US$ 110 para cerca de US$ 50 - atingindo o Brasil e, em especial, os municípios produtores de petróleo, o prefeito Dr. Aluízio Junior, ao se tornar presidente da Ompetro, começou a liderar um movimento para buscar alternativas junto aos órgãos federais e estaduais, visando reivindicar as obras necessárias para dotar a cidade e a região de infraestrutura, capaz de suportar o crescimento do município que, apesar da crise, continua refém de decisões do Ibama, Inea, Ministério das Cidades, e tantos outros órgãos importantes que possam fortalecer, também, os pilares de projetos considerados fundamentais para tirar Macaé do caos em que se encontrava,

como por exemplo a concessão da licença para o Terminal Portuário de São José do Barreto, a construção da nova pista no aeroporto de Macaé para tornálo regional, a duplicação da BR101 e das rodovias estaduais de acesso à cidade, dentre muitas outras que aguardam a ação da vontade política, como deixam claro os responsáveis de cargos escolhidos para dirigirem os mais diferentes órgãos estaduais e federais, que dependem sempre do intrincado jogo de fortalecimento da base. Não é a toa que Dr. Aluizio deixou o PV para filiar-se ao PMDB, costurando alianças que possam dar a ele condições de reivindicar mais obras para Macaé. Se a realização da Feira superou a meta de alavancar e fortalecer o desenvolvimento do município, outros desafios grandiosos o aguardam, e ele afirma que vai enfrentá-los.

Dois pontos

Estamos assistindo no dia a dia uma grande batalha na Câmara dos Deputados, que tomou a iniciativa de desengavetar projetos e emendas constitucionais que há muito são medidas cobradas pela população - que foi, pelo menos, três vezes às ruas promover manifestações - as quais ainda encontram, provavelmente por interesses escusos de “forças ocultas”, bastante resistência. Primeiro, a reforma política, dentre muitas outras, que vai esbarrando nos interesses dos próprios parlamentares, e que todo mundo sabe, não vai mesmo resolver os principais vícios reproduzidos a cada eleição. Segundo, o toma lá-dá-cá continua sendo a principal bandeira do governo, tendo como articulador o vice-presidente Michel Temer, que vem sendo boicotado pelo próprio Palácio do Planalto, que não libera as emendas dos parlamentares para suas bases e, tão pouco, as nomeações para o segundo escalão. Como sempre foi assim que funcionou a política, na base do troca-troca de favores pessoais, não só em Brasília, mas também no restante do país, a população aguarda para dar o troco nas eleições. Se, de um lado, o presidente da Câmara e do Senado conseguiram sucesso na aprovação da PEC da Bengala, estendendo para 75 anos a idade-limite para a aposentadoria compulsória, o senador

José Serra viu aprovado projeto de sua autoria estendendo a regra para todos os servidores da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, e que agora deverá ser apreciado na Câmara dos Deputados. Outro ponto que acirra os ânimos em Brasília é a decisão de votar a Emenda Constitucional que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O Partido dos Trabalhadores, que votou contra todas as alternativas, já inicia manobra para filiar jovens e oxigenar o PT, partido que vem sofrendo as consequências do escândalo primeiro do “mensalão” e, agora, do “petrolão”. Mas, aqui pra nós... Se os congressistas lá atrás mudaram a legislação tornando eleitor o menor de 16 anos, se ele pode escolher seus representantes para exercer cargos públicos, por que não mudar o ECA, ou a Constituição, para que, a partir dessa idade, eles possam responder pelos atos que praticam? Pois é... perguntar não ofende.

PONTADAs Há bastante tempo quem passa à noite, ou faz caminhadas, pela Avenida Atlântica tem reclamado do constante apagão das luminárias desde o trevo da Praia Campista até as imediações da sede da AABB, agora mais adiante. Se o cidadão paga a “contribuição” de iluminação pública garfada na conta de energia, por que a Emip não corrige a situação? A iluminação dá mais segurança.

Alguns detalhes aqui, outros alí, revestimento asfáltico em ruas de paralelepípedos, onde os buracos incomodam a todos, sinalização horizontal - faltando melhorar a vertical -, semáforos novos, e por ai vai... A cidade ganha um novo visual. Mas ganha também os “sinais inteligentes”, aqueles que flagram o veículo avançando o sinal ou mesmo parados nas faixas de pedestres. Olho vivo!!!

Quem leu a página sete de O Globo na quinta-feira (2 de julho), deparou-se com o seguinte título: “Popularidade de Dilma cai para 9%”. Reprovação ao governo atingiu novo recorde negativo, de acordo com pesquisa CNIIbope. Ao lado, ao abordar a viagem da presidente aos Estados Unidos e se encantar com o carro sem motorista do Google, lê-se a afirmação dela: “Acabei de descer do futuro”.

Até domingo.


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé (RJ), domingo, 5 e segunda-feira, 6 de julho de 2015

Opinião

Macaé e UFF avançam no fortalecimento do convênio

FOTO LEGENDA Wanderley Gil

EDITORIAL

NOTA

Operadora Ao destinar apenas 11% do total de US$ 130,3 bilhões para a área de exploração, divididos ao longo de 2015 e 2019, a Petrobras consolida as previsões pessimistas em relação aos investimentos no setor que garantiu a transformação econômica e social de Macaé ao longo das últimas quatro décadas.

N

o entanto, um movimento criado no Congresso Nacional, que ganhou força na Capital Nacional do Petróleo, pode sim mudar esse quadro. Ao se consolidar como um dos principais campos industriais relativos ao segmento do petróleo no mundo, Macaé concentrou a principal expertise de garantir, com eficiência e segurança, as operações necessárias a uma das mais importantes fases de transformação do Brasil em uma das grandes nações petrolíferas do mundo. Essa experiência torna-se fundamental também para a viabilização do pré-sal, área que concentrará cerca de US$ 58 bilhões em investimentos previstos pela Petrobras dentro do Plano de Negócios 2015-2019. Operações que vão além das discussões relativas à logística, e às atividades atividades portuárias, a produção de petróleo situado em águas profundas passa a ser o carro-chefe do mercado offshore nacional. Porém, até que o pré-sal alcance o seu ápice, as operações do pós-sal, mais baratas e com infraestrutura já consolidada na Bacia de Campos, garantirá a produtividade da

Petrobras e da contribuição do Brasil para o mercado offshore internacional. No entanto, para manter a geração de mais de dois milhões de barris de petróleo todos os dias a companhia precisa utilizar cada vez mais novas reservas, dentro do volume de concentração de mais de 40 bilhões de barris já descobertos no país, ao longo dos últimos 40 anos. Esse potencial geológico passa a ser a principal esperança do mercado que sente os efeitos da retração dos investimentos no setor. A nova rodada de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP) passa a ser vista como a principal marca para a restruturação da cadeia do petróleo local. Para tornar a concessão das novas áreas de exploração mais competitiva, é necessário a mudança das regras do marco regulatório do petróleo, permitindo que grandes empresas disputem, de igual para igual, com a Petrobras os novos blocos de exploração. Se isso não ocorrer, o futuro da economia e das atividades offshore no país dependerão, mais uma vez, da saúde administrativa da estatal.

ESPAÇO ABERTO Os 6% e a crise de prioridade Diferente do que o governo municipal prega em propagandas de altas cifras nos meios de comunicação de todo o país, Macaé está em crise.

N

em tanto uma crise econômica fruto do momento vivido pelo país, pelo mercado internacional do petróleo que tem tudo para ser vencido com o suor dos macaenses e do povo brasileiro, mas sim uma crise de prioridades e de moral. O reajuste dos servidores de somente 6% sequer recompõe o poder de compra em relação a inflação do período anterior avaliado em 8,76% e não atende os anseios dos trabalhadores que se sentem desrespeitados não só pela cifra, mas por toda relação de perseguição e falta de diálogo que vem marcando este governo desde o seu início, contrariando suas promessas eleitorais. Tivemos a preocupação de junto à crítica tentarmos encontrar soluções para que tenhamos na próxima terça-feira um projeto que minimamente respeite o direito do servidor. Cabe esclarecer a todos que o vereador não pode emendar esse tipo de proposição. De acordo com os valores encaminhados e consultados, para que a prefeitura chegasse à apresentação deste percentual de reajuste que pelo menos recomponha a inflação do período seria preciso o remanejamento aproximado de R$ 32 milhões. Inalcançável? A tão falada “salvadora” reforma administrativa feita no mês passado não reduziu os salários dos assessores do

alto escalão. Para ser ter uma ideia, se o mesmo percentual descontado para quem recebe menos fosse regra para todos, teríamos uma economia de mais de R$ 8 milhões! Esse grupo reduzido de pessoas compostas por secretários, subsecretários (CC-E e CC I), além dos CC-II, corresponde a um valor maior do que o que é gasto com todos os outros assessores da prefeitura de Macaé e que foi estipulado com o entendimento do prefeito de que seria um número capaz de garantir ao servidor público um reajuste digno. O orçamento deste ano para a contratação de empresa para propagandas ultrapassou a casa dos R$ 19 milhões, enquanto a média dos últimos 5 anos era de R$ 4,5 milhões. Dinheiro que está em poder da secretaria municipal de Comunicação. A prefeitura vem realizando a licitação para a ampliação do Estádio Cláudio Moacyr. Gastar dezenas de milhões na ampliação de um estádio onde 95% dos jogos ficaram muito longe de atingir a sua lotação máxima? É preciso que os servidores se mantenham informados e mobilizados lutando pelos direitos já adquiridos e cobrando. A mudança não veio! O respeito prometido foi apenas mais uma mentira. Que venha a terça-feira! Igor Sardinha - Líder da Bancada de Oposição e pré-candidato a prefeito de Macaé

Improvisado, o terminal intermunicipal de passageiros, situado no trecho da Rua Vereador Abreu Lima, em frente à Rodoviária de Macaé, é um dos responsáveis pelo nó gerado diariamente no trânsito da área central da cidade. Se o embarque e desembarque dos passageiros, que chegam a Macaé vindos de outras cidades, ocorressem na Travessa Glicério - onde a 1001 ganhou um estacionamento exclusivo -, os efeitos deste serviço seria bem menor.

PAINEL Cultura

Sistema

Movimento

Reprise

Sede

Reajuste

Transparência

Filas

Queda

Reinaugurado em maio do ano passado, o Teatro Municipal de Macaé ainda não foi inserido na programação de eventos culturais promovidos pela Petrobras em todo o país. Enquanto diversas cidades do Brasil contam com apresentações gratuitas de peças, shows e exposições, a população da cidade-sede das principais instalações da estatal no país, ainda não foi contemplada pelos investimentos da companhia no incentivo à cultura. A prefeitura também pode correr atrás desses projetos.

Ao iniciar na quinta-feira (1) o período do recesso parlamentar no meio do ano, a Câmara de Vereadores esqueceu de atender a uma demanda aprovada em plenário desde o ano passado: a exibição da reprise de Audiências Públicas e sessões extraordinárias realizadas ao longo deste ano. No período das 'férias' dos vereadores, a transmissão faria jus ao investimento feito pelo Legislativo para exibir as reuniões pela internet, serviço que não contempla toda a população da cidade.

O Legislativo macaense deveria trabalhar também na modernização do portal da transparência. Pelo site da Câmara, a população ainda não consegue ter acesso a todas as informações relativas aos gastos do parlamento municipal, que conta com um orçamento anual de mais de R$ 60 milhões. Até o regimento interno é antigo, o que dificulta as pesquisas feitas por estudantes e apresenta uma informação equivocada a todos os cidadãos.

Será que as informações repassadas por 1.521 pessoas, que acessaram o portal 'Macaé por Você', serão suficientes para apresentar um prognóstico relativo aos principais serviços prestados pelo governo à população macaense? O sistema operado pela empresa de consultoria Macroplan ofereceria dados para um novo plano de governo. No entanto, até hoje nem 10% da população participou do projeto. Segundo a Câmara, o serviço custou mais de R$ 3 milhões à prefeitura.

O Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho receberá nesta semana o segundo evento desde a sua reforma, orçada em mais de R$ 14 milhões. Após a oitava edição da Brasil Offshore, o espaço sediará a 12ª Conferência Municipal de Saúde, que acontece na quinta (9) e na sextafeira (10). Ao reunir um público que caberia no Paço Municipal, a Conferência pode não ter o tamanho da feira do petróleo, mas possui grande relevância para o atendimento à população.

Nesta semana, a central de agendamento de exames da rede pública de Saúde, o antigo '0800' voltou a registrar filas de pacientes que não conseguiram ter acesso ao serviço por telefone. Desde que foi revitalizado, através do trabalho realizado pela secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, o local promoveu a humanização do serviço, evitando o deslocamento dos pacientes até o Centro da cidade. Os usuários aguardam que o sistema seja restabelecido.

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Campos dos Goytacazes e Casimiro de Abreu.

A direção do O DEBATE não se responsabiliza e nem endossa os conceitos emitidos por seus colaboradores em ações ou artigos assinados, sendo de total responsabilidade do autor. Filiado à ADJORI-RJ - Associação dos Diretores de Jornais do Estado do Rio de Janeiro e à ABRAJORI - Associação Brasileira de Jornais do Interior. ANJ - Agência Nacional de Jornais. ADI Brasil - Associação dos Jornais Diários do Interior. Representante:

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Passadas as movimentações relativas à oitava edição da Brasil Offshore, taxistas antigos de Macaé voltam a reclamar do enfraquecimento do movimento de transporte no município. A concorrência com o serviço privado e o aumento das autarquias liberadas pela prefeitura, criam impactos ao setor também afetado pela crise econômica registrada na cidade. Mesmo com um serviço de transporte público lotado, a população acaba não recorrendo à comodidade dos táxis.

Nesta segunda-feira (6) vence o prazo dado pela Câmara de Vereadores para a votação do projeto de lei 014/2015 apresentado pelo governo e que prevê a revisão dos vencimentos dos servidores públicos municipais. A proposta de reajuste de 6% foi rejeitada pelo Sindicato dos Servidores (Sindservi). À espera de um substitutivo, contemplando o enquadramento da categoria, o parlamento agendou para esta terça-feira (7) uma sessão extraordinária para apreciar a matéria.

Ao manter em 2014 uma média semanal de 1,5 mil oportunidades, o quadro de emprego registrado pela Central do Trabalhador neste ano não alcança o nível de 500 vagas semanais, neste ano. A queda é reflexo da retração de investimentos em todos os setores que compõem a economia da cidade, um cenário que deve se perpetuar até o final do ano. O comércio deve voltar a contratar para as vendas de fim de ano.

GUIA DO LEITOR

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POLÍCIA MILITAR: 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL: 191 SAMU - SERV. AS. MED. URGÊNCIA: 192 CORPO DE BOMBEIROS: 193 DEFESA CIVIL: 199 POLÍCIA CIVIL - 123ª DP: 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR): 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS): 2796-8330 DEL. DE POL. FEDERAL (DISQUE DENÚNCIA): 2796-8326 DEL. DE POL. FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO): 2796-8320 DISQUE-DENÚNCIA (CÂMARA DE MACAÉ): 2772-7262 HOSPITAL PÚBLICO MUNICIPAL: 2773-0061 AMPLA: 0800-28-00-120 CEDAE: 2772-5090 PREFEITURA MUNICIPAL: 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER: 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL: 2773-0440 ILUMINAÇÃO PÚBLICA: 0800-72-77-173 AEROPORTO DE MACAÉ: 2772-0950 CARTÓRIO ELEITORAL 109ª ZONA: 2772-9214 2772-2256 CARTÓRIO ELEITORAL 254ª ZONA: CORREIOS - SEDE: 2759-2405 AG CORREIOS CENTRO: 2762-7527 TELEGRAMA FONADO: 0800-5700100 SEDEX: 2762-6438 0800-28-20-205 CEG RIO: RADIO TAXI MACAÉ 27726058 2762-0405 / 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR I CONSELHO TUTELAR II 2762-9971 / 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III 2793-4050 / 2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441


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Polícia

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NOTA

'O Procon perto de você' continua no calçadão da Avenida Rui Barbosa

ABANDONO

Carros abandonados preocupam moradores Falta de informação sobre recolhimento dos veículos deixa população impotente ao problema Ludmila Fernandes

Divulgação

ludmila@odebateon.com.br

C

arros abandonados podem ser sinônimos de muitos problemas para a população, algumas pessoas acreditam que o veículo deixado em qualquer canto, gera apenas a poluição visual para determinada rua e cidade. Contudo, veículos abandonados são sinônimos de problemas de saúde e de segurança pública. Conviver diariamente com veículos em total estado de abandono na calçada de casa ou em terrenos baldios muito próximos de residências, tem incomodado a população macaense. O problema acontece em diversos bairros e apesar de existir no município operações que recolhem estes veículos, boa parte dos moradores desconhecem essas ações e não sabem como agir quando o problema está em suas portas. É o que tem acontecido no bairro Riviera Fluminense, considerado área nobre da cidade, onde moradores convivem com sucatas de veículos abandonados em um terreno baldio, localizado na esquina da Rua Vitória com a Rua dos Tucanos. “Não tem mais condição isso aqui, esses veículos estão abandonados há meses, transformados em criadouros de mosquitos, além disso, à noite, quem passa

Veículos abandonados colaboram com a falta de segurança à população

pelo local fica com medo de ter alguém escondido, já que é um local perfeito para quem quer fazer um assalto ou até mesmo coisa pior. Um dos veículos se transformou em um lixão, sabemos que é preciso que os moradores colaborem, não jogando lixo, mas algumas pessoas não respeitam e quem sofre são os vizinhos que não cometem esse tipo de erro. A gente vê as ratazanas atravessando a rua, saindo de dentro dos veículos abandonados, gostaríamos que a Prefeitura tomasse providências e recolhessem esses carros”, disse Sabrina Silva. Sem dúvidas, com o tempo os veículos se transformam em criadouros de mosquitos da dengue e servem para a proliferação de pragas, como os ratos. Além

Moradores colocam lixo dentro de veículo abandonado ajudando a proliferação de pragas

disso, tem a questão da segurança pública, já que alguns destes veículos em estado de abandono são utilizados para consumo de drogas ilícitas e outras práticas criminosas. Muitos destes veículos abandonados são originados muitas vezes da prática de assaltos, outros por oficinas mecânicas e alguns pelos próprios proprietários, que por não conseguirem arcar com as despesas acabam abandonando os veículos em qualquer lugar, muitas vezes, próximos as suas residências. A secretaria de Mobilidade Urbana realiza operação para a retirada desses veículos em estado de abandono das vias públicas no município. A própria secretaria realiza o mapeamento dos locais

para notificação e recolhimento dos veículos, tanto por meio do banco de denúncias, quanto pelo levantamento dos agentes de trânsito em patrulhamento. Contudo, as reclamações quanto ao número de veículos abandonados são cada vez mais frequentes. Muitos desconhecem essa ação da secretaria e acabam sem saber como proceder diante do problema. Segundo a secretaria, a população pode fazer solicitações por meio da Ouvidoria Geral pelo telefone 162 (de segunda a sextafeira, das 8h às 17h) e pelo link no Portal da Prefeitura. As ações visam atender a demanda levantada por meio do banco de solicitações e também de acordo com dados recolhidos

nas rondas realizadas pelos agentes de trânsito. No mês de maio, as ações aconteceram em ruas dos bairros Aeroporto, Aroeira, Sol y Mar, Centro, Visconde, Riviera Fluminense, Novo Horizonte e Miramar. Nestes locais, os responsáveis que estavam utilizando a via pública como depósito, foram notificados com o prazo de 72h para retirada do veículo. Cerca de 20 notificações foram feitas em cerca de 30 dias. E os proprietários que não tomam uma providência mesmo assim, têm seus veículos apreendidos. No entanto, a partir da notificação, a maioria dos donos está retirando os seus veículos dos locais, sem necessidade de rebocá-los ao depósito. No caso dos veículos reco-

lhidos, se o proprietário tiver interesse em recuperá-lo, deve primeiro dirigir-se à Coordenadoria de Posturas e solicitar autorização de liberação, que só será expedida após o pagamento da multa administrativa prevista no Código de Posturas do Município, além de outras exigências legais. Depois é preciso solicitar no Detran onde está registrado o veículo, o ofício para liberação e, por fim, encaminhar-se ao Rodando Legal para o pagamento das taxas de remoção e diárias devidas. Fiscalização

Os proprietários de veículos em situação de infração de trânsito que tenha como medida administrativa a remoção do veículo e os que utilizam a via pública como depósito (não só por abandono), como oficinas mecânicas, também estão sendo notificados para retirada e, caso não cumpram a determinação, poderão ter os veículos rebocados. Esta fiscalização contempla não só aspectos de acessibilidade e mobilidade, mas também reflete na saúde pública, já que evita a proliferação de pragas e do mosquito da dengue, além da segurança pública, já que alguns destes veículos em estado de abandono são utilizados para consumo de drogas ilícitas e outras práticas criminosas.

HPM

Guarda Municipal receberá capacitação de primeiros socorros Objetivo é que os agentes estejam preparados para realizarem os primeiros atendimentos a vítimas Com o intuito de melhorar o primeiro atendimento prestado a uma pessoa em perigo de vida, o Hospital Público Municipal (HPM), estará realizando no dia 15 de julho (quarta-feira), uma capacitação de primeiros socorros aos guardas municipais. De acordo com o diretor-superintendente do HPM, Dr. Márcio Bittencourt, o primeiro atendimento influencia diretamente nas condições da vítima.

“É fundamental que as pessoas que realizam um primeiro atendimento às vítimas de acidentes tenham conhecimento de Primeiros Socorros, esse treinamento em parceria com a Guarda Municipal visa capacitar os guardas para efetuarem esse tipo de atendimento”, disse Dr. Márcio. Segundo o diretor, nesta primeira fase, cerca de 60 guardas receberão o curso que acontece no auditório do próprio hospital, e eles serão reaplicadores da ideia para que outros tenham a mesma vontade de aprender. O secretário de Ordem Pública, André Luiz Monteiro, avaliou a parceria como mais um benefício para

a população e todo efetivo que trabalha diariamente com situações diversas no município. “É excelente essa capacitação para os guardas municipais, será de grande ajuda essa parceria preparando ainda mais nosso efetivo que está nas ruas”, pontuou. PRIMEIROS SOCORROS

Os primeiro socorros, são procedimentos de emergência que devem ser aplicados a uma pessoa em perigo de vida, visando manter os sinais vitais e evitando o agravamento, até que ela receba assistência definitiva. Alguns conhecimentos simples podem diminuir esse sofrimento,

também evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas. O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico. Além disso, certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. Não se esqueça que um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima. O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime.

Kaná Manhães

Os guardas municipais foram escolhidos para a capacitação

SOCIAL

Reunião discute políticas públicas para pessoas em situação de rua O Prefeito e a secretária de Desenvolvimento Social traçaram novas metas para área social Pensando em estratégias que possam melhorar o atendimento já realizado pela Prefeitura aos moradores em situação de rua, na tarde desta sexta-feira (03), o Prefeito Dr. Aluízio, esteve na secretaria de Desenvolvimento Social em reunião com a secretária Josefa Sampayo, para tratar de diversos assuntos, sendo um dos temas abordados políticas públicas para a população em situação de rua. “Traçamos ações que possam minimizar o problema social, presente nas cidades em desenvolvimento, no sentido de

solucionar também as questões de saúde e de segurança das pessoas que vivenciam o processo de exclusão social por meio da utilização das ruas como espaço de moradia e sobrevivência”, ressaltou o prefeito. A secretária frisou que a reunião com o prefeito desencadeou mais uma medida em favor do melhor atendimento e fortaleceu a promoção da assistência social a essas pessoas. “Como indicativo da reunião, surge um grupo de trabalho, formado por técnicos do setor, para pensar as políticas públicas que se direcionam à população em situação de rua. É preciso, no entanto, salientar que o corpo técnico da secretaria já vinha se articulando com outros órgãos da administração, como o Consultório na Rua, da secretaria de

Divulgação Secom

O Prefeito, Dr. Aluízio, se reúne com a secretária de Desenvolvimento Social, Josefa Sampayo e trata de políticas públicas para pessoas em situação de rua

Saúde; as secretarias de Mobilidade Urbana e Ordem Pública, no sentido de desenvolver ações sociais e de garantia de direitos”, disse Josefa. Com a reunião ficou definida a implantação da Casa de Passagem, com capacidade de abrigar até 20 pessoas e um estudo técnico para a realização de um

fórum ou seminário que enfoque a população de rua com a participação da sociedade nas discussões. Também nesta semana, no dia 1º de julho, outra reunião na Guarda Municipal abordou o mesmo tema. O secretário de Ordem Pública, André Luiz Monteiro, esteve

reunido com representantes das secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social, além de Conselheiros Tutelares, para tratar da abordagem dos guardas municipais aos moradores em situação de rua. Neste evento, ficou acertada uma nova ação em conjunto,

na qual os guardas municipais acompanhariam a equipe técnica que já realiza o trabalho de abordagem a essas pessoas, com o serviço do Consultório na Rua e o Serviço de Abordagem Social, pelo Centro POP, onde os agentes avaliariam uma melhor conduta nessas abordagens.


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Economia

NOTA

Auditoria do selo Shell acontece na Casa do Empreendedor

Dinheiro divulgação

Em tempos difíceis, famílias podem economizar dinheiro para lazer

QUESTÃO DE JUSTIÇA Leandro Gama Alvitos

A maioridade penal e o sistema prisional

Suspensão de serviços nas férias de meio de ano pode reduzir custos Serviços de TV a cabo e energia podem ser interrompidos por tempo determinado Guilherme Magalhães guilherme@odebateon.com.br

N

esse período do ano, com as crianças livres do horário escolar, al-

gumas famílias resolvem tirar alguns dias de férias. No entanto, o que pouca gente sabe é que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, existe a opção de economizar

em gastos na residência enquanto se estiver longe, o que possibilitará usar o dinheiro poupado durante as viagens de lazer. A suspensão de alguns servi-

ços como telefonia, TV a cabo, assinaturas e serviços de luz, são ótimas opções para reduzir os gastos extras. Por outro lado, é necessário atenção, já que a maioria das empresas pede que isso seja solicitado com antecedência e, em alguns casos, são cobradas taxas para a suspensão. Assim, é importante avaliar se realmente essa atitude vale a pena. Caso a pessoa tenha TV por assinatura, por exemplo, o assinante tem o direito de pedir a suspensão por, no mínimo, 30 dias e, no máximo, 120 dias, além de ter que informar, na volta da viagem, o requerimento para que o serviço seja restabelecido, o que é feito em até 24 horas. A interrupção não tem custo para o consumidor. A mesma regra vale para o serviço de telefonia. No entanto, uma taxa pode ser cobrada, caso o período de suspensão for menor que um mês ou superior a quatro meses. Já no caso da energia elétrica residencial, o consumidor também tem o direito de pedir a interrupção, mas vai depender do tempo que a pessoa permanecer ausente, já que pode não valer a pena, pois é cobrada uma taxa para a religação. O prazo para restabelecer o fornecimento de energia é de até 24 horas em áreas urbanas e 48 horas em regiões rurais. Para outros serviços mais segmentados, como academias de ginástica ou assinatura de jornais e revistas, não existem regras específicas que obriguem as empresas a suspender o fornecimento temporariamente. Entretanto, o consumidor pode tentar negociar com o fornecedor a interrupção do pagamento durante o período de férias ou a prestação do serviço por mais um mês, além do estabelecido em contrato. NÚMEROS

24 horas

O prazo para restabelecer o fornecimento de energia é de até 24 horas em áreas urbanas

48 horas

O prazo para restabelecer o fornecimento de energia é de até 48 horas em regiões rurais

Nesta semana a Câmara dos Deputados foi novamente o centro das atenções após uma manobra parlamentar para colocar em votação a redução da maioridade penal, que já havia sido rejeitada no dia anterior. Sem discutir a constitucionalidade ou não da chamada “pedalada regimental”, propiciada pelo Presidente da Casa, o Deputado Federal Eduardo Cunha (PMDB/ RJ), fato é que nesta segunda votação a maioridade penal para crimes hediondos foi

aprovada em primeiro turno, passando de 18 (dezoito) anos para 16 (dezesseis) anos. A mudança originou-se de uma Proposta de Emenda à Constituição - PEC 171/93, que obteve 323 votos favoráveis e 155 contrários. Segundo o Presidente da Câmara não houve qualquer ilegalidade, uma vez que a PEC rejeitada na noite anterior seria apenas um substitutivo, e sendo rejeitado o substitutivo nada obstaria à votação do texto original.

Maioridade penal em discussão De um lado existem aqueles que são contrários à redução da maioridade penal fundamentando-se nos fatos de que já há previsão na lei (Estatuto da Criança e do Adolescente) para a punibilidade dos menores infratores; porque, segundo estudos sobre o tema, o ingresso antecipado no sistema penal brasileiro expõe o infrator a mecanismos e a comportamentos reprodutores da violência, com o aumento das chances de reincidência, uma vez que as taxas de reincidência nas penitenciárias são de 70%, enquanto no sistema socioeducativo atual estão abaixo de 20% e porque, reduzindo a maioridade, o Estado se exime da sua obrigação de educar e passa apenas a punir, privilegiando a repressão em detrimento da prevenção.

De outro lado os que defendem a redução utilizamse dos argumentos de que a impunidade gera mais violência, ou seja, pelo fato dos jovens terem a consciência de que não podem ser presos e punidos como adultos, passam a praticar o crime sem receio; porque a redução da maioridade penal iria proteger os jovens do aliciamento feito pelo crime organizado, que atualmente prefere recrutar menores de 18 anos para atividades, sobretudo, relacionadas ao tráfico de drogas, apoiando-se na “impunibilidade” destes, e ainda defendem que uma pessoa com 16 ou 17 anos já é capaz de ter sua personalidade formada, tendo ciência acurada do certo e do errado, podendo, portanto, responder por seus atos como um adulto.

Nosso sistema prisional falido É certo que nosso país detém a 4ª maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado com cerca de 500 mil presos. O Brasil só perde para os Estados Unidos com 2,2 milhões de presos, para a China com 1,6 milhões e para a Rússia com seus 740 mil presos. O sistema penitenciário brasileiro há muito tempo não cumpre a sua função social de controle, reinserção e reeducação dos criminosos; muito pelo contrário: é tida como uma verdadeira “escola do crime”. A realidade do nosso país, no que tange ao estado das nossas prisões, é alarmante, são inúmeros os problemas encontrados nos estabelecimentos prisionais, apenas para citar alguns, encontramos: a ausência de respeito aos presos; a superlotação carcerária, que contribui para a situação degradante das celas; ausência de trabalho para os detentos, gerando o ócio improdutivo; elevados índices de consumo de drogas - o que ocorre muitas vezes em função da

corrupção de alguns funcionários que permitem a entrada de drogas e outros objetos proibidos em troca de dinheiro; ocorrência de reiterados abusos sexuais; dentre outros. Todas essas excrecências existentes demonstram a impossibilidade de se obter a reabilitação de um condenado. Assim, a redução da maioridade penal, a nosso pensar, em nada contribui para a melhora deste sistema e, consequentemente, da segurança pública em nosso país. Muito pelo contrário, o sistema prisional que já é caótico irá se tornar insustentável e diversas rebeliões irão ocorrer, na luta literal por espaço dentro dos presídios. A discussão da Segurança Pública deve ser muito mais ampla e passar por uma custosa e necessária reformulação, desde o sistema educacional até a reformulação do nosso sistema prisional, sob pena de estarmos transformando nossas escolas em futuros presídios ou nossos presídios em verdadeiras escolas.

Leandro Gama Alvitos, Especialista em Direito Público


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bairros em debate Vila Badejo

Apesar de pequena, Vila Badejo ainda acumula grandes problemas De acordo com os próprios moradores, por trás das pacatas ruas do bairro, se escondem problemas que acabam deixando a população insatisfeita Juliane Reis

juliane@odebateon.com.br

F

alta de segurança, assaltos frequentes à luz do dia, precariedade no transporte e na iluminação pública, ciclistas se arriscando entre os carros por falta de ciclovia, entulhos nas calçadas. Essas e muito mais são algumas das situações vividas pelos moradores da Vila Badejo. Localizado a pouco minutos do Centro e ao lado de um dos bairros mais populosos do município - Parque Aeroporto, o Vila Badejo e seu entorno (Vilas Viola, Namorado e Marlin) aguardam por uma série de serviços do poder público. Muitas dessas situações foram relatadas no último Bairros em Debate de março de 2014. “Nosso maior problema aqui é com relação à segurança. A rua do valão é uma das principais vias onde ocorrem os furtos. Situações essas que ocorrem também à luz do dia. As pessoas vão pegar o ônibus, ficam no ponto e do nada

aparece alguém de bicicleta ou moto, principalmente, pedindo o celular, dinheiro e outros bens materiais. Recentemente minha filha foi uma das vitimas de assalto aqui no bairro”, disse o morador Cláudio da Silva. Além da questão da falta de segurança, os moradores reclamam ainda da ineficiência da iluminação pública. “A iluminação é horrível e acaba contribuindo para os assaltos ocorridos à noite. Em paralelo temos o caso do transporte. Quando eles não passam aqui dentro do bairro, a gente tem que se deslocar para o Terminal Cehab ou para o ponto de ônibus que fica distante”, relatam. Ainda sobre a falta de segurança, o morador não atribui o problema apenas ao pouco efetivo da Polícia Militar no bairro. “Acredito que a insegurança acontece por conta da falta de investimentos do Governo Estadual na Polícia Militar. Falta investimento do Estado na Polícia Militar, já que a falta de segurança no município, e até em outras ci-

Kaná Manhães

O bairro conta com cerca de cinco mil famílias

Entulhos geram transtornos no bairro Um problema comum em toda a cidade, os entulhos também fazem parte da rotina de quem vive na Vila Badejo. Uma situação que segundo os próprios moradores poderia ser evitada caso houvesse a conscientização por parte de quem deposita os dejetos nas ruas e calçadas. “É comum moradores fazerem das calçadas canteiros de obras, obstruindo assim a passagem de pedestres”, relata um morador. Situação essa que foi comprovada por nossa equipe. Bastou uma pequena ronda pelas ruas dos bairros para nos Entulhos nas calçadas também fazem parte do dia a dia dos moradores

Kaná Manhães

depararmos com a situação. Mas vale ressaltar que essa situação acaba comprometendo a segurança da população no geral, inclusive de quem comete tal ato. Primeiramente, porque isso acaba obrigando que as pessoas tenham que desviar pelo meio da rua, arriscando suas vidas. E que compromete a questão da acessibilidade, principalmente para pessoas de idade, crianças, mães com carrinho de bebê e deficientes físicos, que acabam tendo que dividir o espaço com os veículos.

Descarte irregular de lixo próximo à escola Um terreno localizado ao lado da EMEI Lia Kopp, também preocupa os moradores. “Muitas pessoas têm o hábito de colocar o lixo nesse terreno e a prefeitura recolhe, no entanto, quando o caminhão não passa para retirar, a situação fica preocupante. A gente sabe que lixo acumulado contribui para a proliferação de animais peçonhentos,

dades, é gerada por esse agravante”, desabafa. O bairro conta com cerca de cinco mil famílias. É composto por belas casas e ruas asfaltadas, mas basta uma ronda na localidade para perceber que por detrás das pacatas ruas se escondem inúmeros problemas que acabam deixando a população insatisfeita com as condições de vida do local. O abastecimento de água, por exemplo, apesar de ter melhorado, ainda não atende a todos. “Só quem tem bomba consegue puxar a água. Para quem não tem fica difícil. Quando cai é muito pouco”, relata um morador. Procurada pelo Jornal, a Prefeitura informou que a subsecretaria de Iluminação Pública vinculada à Secretaria de Limpeza Pública e Manutenção está realizando melhorias no bairro Vila Badejo e que, recentemente, trocou todas as luminárias da Beira Canal. E que o morador pode entrar em contato e solicitar a troca das lâmpadas pelo telefone: 2759-1086.

Área de lazer considerada razoável A Praça do bairro, apontada como única opção de lazer é considerada razoável. Ela conta com parquinhos e quadra de futebol, porém quando chove a quadra se torna inviável para a prática esportiva. “A composição dela não é de grama sintética, é barro puro, então quando chove fica muito pior, um lamaçal. Como uma criança vai poder jogar / brincar nessas condições?”, questiona um morador. Na oportunidade, ele aponta que outra necessidade do bairro é com relação à saúde. “Uma de nossas reivindicações é com relação a construção de uma unidade de saúde aqui no bairro.

Não temos um posto de saúde aqui e a unidade mais próxima é o Pronto Socorro do Aeroporto. E aqui tem o local para que a obra seja construída. Caso se tornasse realidade, seria um sonho realizado”, disse Cláudio da Silva. Ao que tudo indica, o bairro passará por melhorias. É que segundo informações da Prefeitura, a secretaria de Limpeza e Manutenção informou que existe um projeto para o local para a construção de uma praça e uma academia popular, seguindo o modelo das já implantadas na Praia de Imbetiba e Cavaleiros. Kaná Manhães

Kaná Manhães

como rato e sem contar que se torna ainda pior em tempo de chuvas. Quando chove, próximo aos lixos formam poças de água - que são atrativos para o mosquito da dengue”, relatou um morador. Já com relação aos entulhos, segundo o órgão municipal existe uma equipe da secretaria que faz o recolhimento todos os dias na cidade.

Aglomeração de lixos próximo a escola preocupa, principalmente quando chove

Vias sofrem com os buracos Os buracos em algumas vias do bairro também são apontados pelos moradores. Segundo os relatos, além de atrapalhar o trânsito e colocar em risco a segurança de motoristas e pedestres, eles trazem vários prejuízos para os proprietários de veículos. “Com as obras que foram realizadas no bairro, o problema melhorou um pouco, mas ainda existem ruas com essa situação. Quando chove é pior, porque com a poça de água que se forma não tem como a gente ver a dimensão do buraco”, conta um motorista. A situação foi flagrada por nossa equipe também em frente ao ponto de ônibus. “A gente fica aqui no ponto, mas quando o ônibus se aproxima, a gente anda mais pra frente para não correr o risco de ser molhada”,

Kaná Manhães

Buracos nas vias também é uma realidade

contou uma passageira. Segundo informações já veiculadas no Jornal, a manutenção das vias está prevista dentro do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), que garante que é dever das autoridades promover um trânsito seguro e

de qualidade. O Art. 1º, aponta que “o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as

medidas destinadas a assegurar esse direito”. De acordo com a Prefeitura, a Secretaria de Limpeza e Manutenção informou que o reparo dos buracos nas vias do bairro já está no cronograma de ações.

Quando chove, única quadra do bairro fica repleta de lamas

O que diz a prefeitura sobre o transporte Sobre o transporte no bairro Vila Badejo, a Secretaria de Mobilidade Urbana esclarece que a linha A63 (Terminal Cehab x Vila Badejo), com frequência de uma em uma hora, passa pela rua principal da Vila Badejo em atendimento aos usuários de transporte público do conjunto de vilas. No entanto, será verificado pelo sistema de GPS se há atrasos constantes e, caso

sejam comprovados, a empresa será notificada para correção. No entanto, outras linhas, como a T23 (Terminal Parque de Tubos x Lagomar), T23S (Lagomar x Cavaleiros/ Firmas) e A73 (Engenho da Praia x Lagoa) também passam pela entrada do bairro, na Estrada Antônio Guimarães Mosqueira (Estrada do Barreto), em atendimento aos moradores do local.


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Wanderley Gil

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Gentes, cotidiano e comércio ainda na Macaé de 1918 Partindo do pressuposto de que a memória é livre, e de que os registros são apenas uma parte verdadeira da história, retomamos o passeio mental pela Macaé daqueles velhos anos, permitindo o encontro da memória do leitor com o tempo passado, ao dobrar de cada esquina da cidade, tomado pela lufada de “vento encanado” da Rua da Praia, com o cheiro de maresia, que descarta o esquecimento da vizinha presença do mar...

Antonio Gondim, presidente da ACIM, destacou resultados obtidos por projeto

Vendas

ACIM e SEBRAE realizam segunda Semana do Varejo Objetivo de ação é incentivar qualificação dos profissionais que atuam no mercado

C

om o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do comércio em Macaé, o SEBRAE e a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) trabalham em conjunto para a realização da segunda Semana do Varejo. O evento, realizado pela primeira vez no ano passado, traz uma série de palestras voltadas tanto para o comerciante como para seus colaboradores, com temas que auxiliam no dia a dia da empresa, e será nos dias 9, 13, 14 e 15 de julho. Ao todo, serão quatro palestras gratuitas que têm a in-

tenção de atualizar os conhecimentos de negócios e técnicas empresariais, tendo como ponto alto a participação de Edmour Saiani. Formado em Engenharia Mecânica e pósgraduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, Saiani atua auxiliando empresas a construírem Cultura e Gestão de Atendimento e Serviços. Sua palestra será a primeira do evento, no dia 09 de julho, com o tema “Tendências do Varejo 2015”, no Teatro do SESI Macaé, na Riviera Fluminense. Após a palestra de abertura,

a Semana do Varejo continua no auditório da ACIM, situado na Avenida Rui Barbosa, 270 - 3º andar, Centro, de 13 a 15 de julho. Os temas das palestras serão os seguintes: “Estratégias Empresariais - Planejando um Futuro”, “Empresa Familiar - Como fazer a sucessão com união e sem conflitos”, e “Comunicação Empresarial - Construindo relacionamentos com o mercado”. Para o presidente da ACIM, Antonio Martius Gondim, neste momento em que o comércio registra uma dimi-

nuição considerável nas vendas, é muito importante que eventos assim surjam como incentivadores. “Em tempos de crise, não podemos deixar de nos atualizar e estarmos sempre informados sobre as novas tendências. Vejo a Semana do Varejo como uma grande oportunidade para que o empresário possa se renovar e pensar em novas estratégias”, ressaltou. O evento será inteiramente gratuito e as inscrições podem ser feitas através do 0800 570 0800 ou do e-mail treinamentosmacae@rj.sebrae.com.br.

Direito

Subseção da OAB terá maior autonomia a partir de 2016 Assessoria

Em Macaé, 15ª Subseção passará a ter status de Conselho, o que garante ampliação de atividades Foi aprovada, no dia 25 de junho, pelo Tribunal Pleno da OAB/RJ, a transformação da 15ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Conselho. Com isso, a partir de janeiro de 2016, a Subseção com sede em Macaé passará a contar com mais autonomia administrativa e financeira. A importante conquista foi reivindicada pela atual diretoria da OAB Macaé, que participou de diversas reuniões e formalizou a solicitação através de ofício junto à Seccional da OAB/ RJ. “Esta transição constitui um grande avanço para a nossa instituição, que deixará de ser uma subseção simples para ter mais autonomia. Isso inclui poder implantar na região todos os conselhos existentes na OAB/ RJ”, explicou François Pimentel, presidente da 15ª Subseção. A partir da mudança, a Subseção passará a contar com o Tribunal de Ética e Disciplina (TED), órgão existente no Conselho Seccional do Estado do Rio de Janeiro da OAB, que tem por objetivo julgar os processos disciplinares e o procedimento de consulta ético-profissional, bem como disciplinar os serviços administrativos. “Estamos muito felizes com esta vitória obtida pela nossa diretoria, principalmente porque

É

possível imaginar a cidadezinha pacata do interior, nominal, e encantando em lembranças, marcada por “modos sociais”, nomes e sobrenomes, que fizeram sua história, embora pretensamente só se dispusessem a viver a vida. Cotidianamente entremeada por tantos armazéns de secos e molhados, o comércio daquele tempo se alimentava mais de pessoas, das suas histórias e necessidades, do que obrigatoriamente do anonimato das gentes, como no tempo atual, vitimado pela valorização superlativa dos capitais. Assim, naquela velha Macaé, as casas comerciais eram pontos de encontros, de conversas corriqueiras sobre as “modas da cidade”, de experimentar a confiança nas vendas a prazo, registradas em cadernos de anotações... Pontos de encontro de fregueses e amigos, quase todos conhecidos da velha sociedade macaense. Vem desse tempo ligar o comércio ao nome do comerciante, e não necessariamente à atividade por ele desenvolvida. Posto que o maior valor estava no homem, e consequentemente, no seu engenho e na sua arte. Desse tempo de antanho, entre os estabelecimentos comerciais, destacavam os botequins de Álvaro Costa, Antonio Carlos Costa, Antonio José C. de Lima e César Mello & Cia, citados também pela história como proprietários de padarias. Entre os donos de hotéis, estavam Albino Rezende, Eduardo Moço, Luiz Manhães e Manoel Corrêa da Costa. E entre serviços e vivências, achaques e saúde, finalmente sobressaíam as casas farmacêuticas, que em tempos de “ph”, estiveram sob o comando de Augusto Gusmão, de Diogo Maia, de Narciso Freire dos Santos e de Oliver e Silva. Homens que resgataram a saúde de gerações de macaenses. Ainda naquele tempo, ocasiões em que a vida seguia lenta, em compasso com a coletividade e a própria história, Euzébio Franco & Irmão e Olympio Boyamini controlavam o comércio de selarias e arreios, pois aquela Macaé ainda andava a cavalo. Às vezes a passos largos... noutras tantas em passos curtos, sempre no caminho do seu destino. (Baseado em Histórias curtas e antigas de Macaé - Antônio Alvarez Parada, crônica 385)

Segundo François Pimentel, Subseção contará com Tribunal de Ética e Disciplina

teremos condições de oferecer maior suporte aos advogados da região”, acrescentou François. Ao se tornar conselho, a 15ª Subseção da OAB passará a contar em sua diretoria com 57

advogados membros, sendo 5 diretores, 26 conselheiros e 26 suplentes. Além disso, a transformação da instituição é um importante passo para o processo de elevação da Comarca de

Macaé em Entrância Especial. “Estamos adequando a Subseção para que este processo se torne efetivo, o que certamente ocorrerá em breve”, concluiu o presidente da OAB Macaé.


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Macaé (RJ), domingo, 5 e segunda-feira, 6 de julho de 2015

clima e desmatamento

Acordo sobre ambiente e clima frustra expectativa Dilma Rousseff e Barack Obama afirmam, que reconhecem a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável Martinho Santafé

N

a avaliação do Observatório do Clima, rede de organizações não governamentais que reúne 37 entidades da sociedade civil, a posição do governo brasileiro no compromisso anunciado dia 30, em acordo bilateral com os Estados Unidos sobre clima e desmatamento, frustrou a expectativa da apresentação de metas ambiciosas. “Nós acreditamos que o Brasil deve estabelecer um limite máximo de 1 gigatonelada de CO2 (gás carbônico) equivalente em 2030”, diz a ong. O Observatório salienta que as metas anunciadas pela presidente Dilma não coloca o país sequer perto da ambição real. “As metas anunciadas para energia - atingir 28% a 33% de renováveis na matriz em 2030, excluindo hidrelétricas - tampouco têm o nível de ambição necessário”, acrescentou. Dilma Rousseff e Barack Obama afirmam, no comunicado, que reconhecem a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover as economias dos países. Os presidentes ainda expressaram o compromisso de trabalhar para superar potenciais obstáculos a um acordo na Conferência de Paris sobre Mudança do Clima, que será realizada a partir de novembro próximo na França. O Observatório do Clima saúda o compromisso assumido pelos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos em trabalhar juntos para um acordo na Conferência do Clima de Paris (COP 21), mas, considera que a “demonstração de liderança por dois dos sete maiores emissores mundiais de gases do efeito estufa chega atrasada”. No acordo anunciado, o Brasil se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal de florestas. O documento informa ainda que o país pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. O Observatório do Clima ressalta que todos os outros países tropicais já se comprometeram a zerar o desmatamento até 2030 e que a meta de restaurar 12 milhões de hectares em florestas é um bom começo, “especialmente para um país cuja maior cidade sofre falta d’água em parte causada pelo desmatamento. No entanto, o passivo a restaurar é duas vezes maior do que isso”.

Greenpeace também critica acordo

A organização não governamental Greenpeace também criticou os termos do compromisso assumido pelo governo brasileiro, em acordo bilateral com os Estados Unidos, para acabar com o desmatamento ilegal de florestas e mitigar as causas das mudanças no clima. O documento informa que o Brasil pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Não foi definido, no entanto, um prazo para zerar o desmatamento. “É inaceitável que o compromisso mais ambicioso que Dilma assume para proteção das florestas e combate às mudanças climáticas seja tentar cumprir a lei. Mas foi exatamente isso o que ela fez em aguardada reunião com o presidente Barack Obama, em Washington: prometeu fazer o possível para combater o desmatamento ilegal no Brasil, sem dar prazo ou garantia concreta”, diz a nota do Greenpeace. “Dilma também prometeu restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, mas isso é cerca de metade do exigido pelo atual Código Florestal para zerar nosso passivo ambiental”, acres-

centa a nota. Para o Greenpeace, o governo brasileiro, em vez de defender o desmatamento zero, propõe desmatamento ilegal zero ou o desmatamento líquido zero, o que abriria grande margem aos desmatadores. Enquanto dezenas de governos se comprometeram a zerar suas perdas florestais até 2030, como consta na Declaração de Nova York sobre Florestas, no ano passado - que o governo brasileiro se recusou a assinar -, a ONG ressalta ser “vergonhoso que o nível do debate e do compromisso no país ainda sejam tão baixos”. No acordo assinado pelos dois países, os presidentes destacaram que vão trabalhar em cooperação na geração de energia nuclear segura e sustentável, além de reconhecer a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover as economias. Os países propuseram a adoção de “ações ambiciosas”, no sentido de atingir, individualmente, 20% de participação de fontes renováveis em suas respectivas matrizes elétricas, até 2030 além, naturalmente, da geração hidráulica. “O governo brasileiro, na verdade, poderia alcançar pouco mais que o dobro disso, segundo dados do Observatório do Clima”, ressalta o Greenpeace. A nota do Greenpeace menciona ainda o “assustador anúncio de uma cooperação nuclear para compartilhar tecnologias de geração ‘seguras e sustentáveis’ entre os dois países”. A notícia mais importante

Em artigo publicado originalmente no site Envolverde, “O prenúncio de uma nova era”, a consultora de inovação e sustentabilidade estratégica Vanessa Callau, reconhece que a semana anterior começou com “a notícia mais importante do século XXI, até agora: uma inesperada decisão da cúpula do G7 (formada por Alemanha, Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Canadá, Japão e Itália) de banir, até o final do século, o uso de combustíveis fósseis. Uma mensagem de impacto e que se, de fato, for implementada, mudará em algumas décadas a base da economia mundial”. Para Vanessa, embora a decisão deva ser comemorada, também deve ser vista com cautela - pois os países não trouxeram à tona o que de fato torna essa intenção uma realidade - as metas vinculantes (compromissos que devem se tornar leis nos países que os assumem). “É claro que a decisão do G7 aumenta a esperança de que as próximas negociações sobre o clima, que ocorrerão a partir de novembro, em Paris, poderão avançar no tão necessário estabelecimento de metas vinculantes globais de corte das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE)”. No entanto, lembra a articulista, a questão de metas vinculantes ainda é um assunto de difícil consenso em países como Canadá e Japão, cuja matriz energética depende muito dos combustíveis fósseis. “Dificuldade essa que será ainda maior na Conferência entre as Partes (COP) de Paris, quando ao invés de sete, teremos 196 países com condições energéticas, sociais e econômicas muito distintas entre si, tentando cada qual buscar um acordo que não deixe seu país em grande desvantagem tecnológica ou competitiva”. “EUA e China, os maiores emissores de GEE do planeta, quando se reuniram em novembro do ano passado anunciaram um acordo onde se comprometem a ter metas de redução a partir de 2020. Apesar de tais metas também não serem vinculantes (força de lei), foram

crédito

muito bem recebidas porque, historicamente, ambos os países tinham um posicionamento muito difícil de se dialogar para o estabelecimento metas. Esse acordo entre as duas super gigantes da economia e campeãs de emissões é também, portanto, uma importante sinalização de flexibilidade para estabelecimento de metas obrigatórias nas negociações do clima, no final do ano”. Cortar CO2 é “oportunidade do século”

As consequências das mudanças climáticas sobre a saúde estão sendo subestimadas e os últimos 50 anos de avanços da medicina estão ameaçados. A conclusão é de um estudo publicado esta semana no periódico The Lancet, uma das principais revistas médicas do mundo. Isto porque, de acordo com os pesquisadores, com uma população de 9 bilhões em 2050, os problemas causados pelas alterações no clima podem ser drásticos, com grandes perdas econômicas e em saúde. “A mudança climática tem o potencial de reverter os ganhos em saúde a partir de desenvolvimento econômico nas últimas décadas - e não apenas pelos efeitos diretos sobre a saúde, mas por meios indiretos, como o aumento da migração e instabilidade social”, diz Anthony Costello, diretor do Instituto de Saúde Global da UCL (University College London) e membro da equipe de pesquisadores. “No entanto, nossa análise mostra claramente que, ao combater as mudanças climáticas, também é possível beneficiar a saúde”, afirma Costello. Os efeitos diretos incluem aumento das ondas de calor, inundações, secas e aumento frequência de tempestades intensas. Indiretamente, a saúde humana seria afetada por mudanças na qualidade do ar e da água, propagação de vetores de doenças, insegurança alimentar e subnutrição e até problemas de saúde mental. A maioria dos impactos do clima na saúde são processos complexos, que frequentemente se retroalimentam e cujo impacto é difícil de ser absorvido pela sociedade. Por exemplo, aumento de temperaturas e mudanças nos padrões de precipitação podem alterar a proliferação de vetores de doenças, como mosquitos transmissores da dengue ou da malária. Ondas extremas

de calor podem afetar a produtividade e aumentar a procura por hospitais, além de agravar doenças cardiovasculares. Para os pesquisadores, combater as mudanças climáticas pode ser a maior oportunidade em saúde deste século. Eles sugerem que profissionais de saúde liderem a resposta às ameaças das mudanças climáticas. “Os profissionais de saúde têm trabalhado para proteger contra ameaças para a saúde, como

o tabaco, o HIV e poliomielite, muitas vezes confrontando poderosos interesses”, diz o artigo. De acordo com os pesquisadores, a perspectiva de saúde pública tem o potencial de envolver toda a sociedade em uma causa. Além disso, justificam os autores do estudo, esses conceitos são muito mais tangíveis do que toneladas de CO2 na atmosfera, e são entendidos e priorizados em todas as populações, independentemente da cultura ou estado

de desenvolvimento. Alguns dos benefícios apontados pela pesquisa em uma economia de baixo carbono são a redução da poluição do ar e doenças respiratórias. O chamado “transporte ativo” - como caminhadas e uso da bicicleta - também poderia diminuir o tráfego e o número de acidentes de trânsito, além da redução de taxas de obesidade, diabetes, doença cardíaca coronariana e acidente vascular cerebral.


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Apoio

Rede Petro-BC dá boas-vindas a novo gerente geral da Petrobras Reverência foi entregue à equipe da estatal durante a Brasil Offshore

Secretário de Educação, Guto Garcia, se reuniu com instrutores de bandas escolares

Festa

Educação organiza desfile para aniversário de Macaé

Com o objetivo de reforçar os laços de cooperação, a Rede Petro - Bacia de Campos entregou uma carta de boas-vindas ao novo gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Petrobras na Bacia de Campos, Marcelo Ferreira Batalha, que assumiu em junho. A entrega do documento foi realizada na última semana no estande da organização durante a Brasil Offshore. Na ocasião, os coordenadores da Rede Petro-BC, Evandro Cunha e Vitor Silva, passaram a carta para as mãos do gerente de Contratação da Petrobras na UO-BC, Reinaldo Costa Silva. “Neste momento de transição, principalmente diante do cenário de crise, precisamos demonstrar nosso apoio e deixar claro que queremos continuar com a parceria que sempre tivemos com a

Petrobras”, explicou Vitor. No documento, redigido em nome da coordenadoria executiva da Rede PetroBC, a entidade parabeniza Marcelo por sua nomeação ao cargo e se coloca à disposição para estreitar os laços de cooperação com a estatal. “Também aproveitamos a oportunidade para explicar um pouco sobre o trabalho desenvolvido pela Rede Petro-BC, lembrando que a Petrobras, enquanto organização instituidora, é muito importante neste processo, possibilitando a promoção de negócios e acesso à informação qualificada”, completou o coordenador da Rede Petro-BC. Marcelo Ferreira Batalha é engenheiro naval e substitui o engenheiro de equipamentos, Joelson Falcão Mendes, que assumiu recentemente a Gerência Executiva de Exploração e Produção Sul-Sudeste. Batalha integra a força de trabalho da Petrobras na Bacia de Campos desde o ano de 2003 e atuava como gerente de Operação e Manutenção na UO-BC.

Secretaria já entregou instrumentos musicais utilizados por bandas escolares da rede municipal

A

s bandas escolares da rede municipal estão ensaiando para o desfile cívico-militar dos 202 anos da fundação da Vila de Macaé, que vai acontecer no dia 29. A programação, que está sendo traçada pela Secretaria de Educação, está marcada para começar às 8h30min na Avenida Agenor Caldas, na Imbetiba. O evento contará com a participação de entidades diversas e bandas escolares, que prometem inovar com adereços e musicalidade especiais. As corporações ensaiam nas dependências das unidades com equipamentos oferecidos pela rede municipal de ensino. A rede municipal conta com bandas em unidades como

Claúdio Moacyr de Azevedo (Aeroporto), Professora Maria Isabel Damasceno Simão (Centro), Ancyra Gonçalves Pimentel (Miramar), Jacyra Tavares Duval (Novo Cavaleiros), Carolina Curvello Benjamin (Trapiche), Polivalente Anísio Teixeira (Costa do Sol) e Generino Teotônio de Luna (Virgem Santa). Cada uma possui cerca de 40 integrantes na formação, além do corpo coreográfico. Os integrantes são regidos por 16 instrutores concursados. O projeto “Bandas Escolares” visa destacar habilidades e preparar os alunos-músicos. Para fazer parte das bandas escolares, os alunos devem frequentar regularmente as au-

las. Hoje, mais de 200 alunos da rede municipal participam das corporações. Os alunos na faixa de 10 a 17 anos devem frequentar regularmente as aulas. Os ensaios acontecem nos horários divergentes aos de aula. De acordo com o Secretário de Educação, Guto Garcia, o projeto tem como finalidade promover o desenvolvimento social e cultural do estudante e o fortalecimento do senso estético, da percepção sonora e espacial, além da coordenação motora e capacidade criativa. “Temos a proposta de ampliar o projeto e criar a Banda Marcial da Secretaria de Educação”, disse. A subsecretária de Educação na Saúde, Cultura e Esportes

assessoria

da rede municipal, Andrea Martins, lembrou que a pasta está investindo na entrega e reposição de instrumentos de bandas. “Percebemos que a música nas escolas contribui com o desenvolvimento do processo de ensino, destacando talentos, sensibilidade e disciplina”, disse. Já o coordenador das bandas escolares, Luís Carlos Pereira, confirmou que os estudantes estão empenhados. “Além da musicalidade, as unidades municipais estão se dedicando no modo de apresentação do desfile. A programação do desfile será especial não apenas para o município, mas para estudantes e profissionais da escola”, finalizou.

Membros do comitê empresarial em encontro com representantes da Petrobras


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