MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014 • ANO XXXVII • Nº 8289 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE
Honda Civic: injeção de ânimo
Vendas do Honda Civic ganham impulso com o motor 2.0, apesar do alto preço da versão LXR Pág. 10 VITRINE
VITRINE
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
A nata da tecnologia Além de luxo e conforto, nova geração do Mercedes-Benz Classe S recebe arsenal eletrônico Desde que foi criada em 1972, a denominação Classe S da Mercedes-Benz se caracterizou por seu tamanho e inovações. Mais de 40 anos depois, a “Sonderklasse” – alemão para “Classe
Especial” – chega à sexta geração justificando o nome. Lançado em maio desse ano, o novo sedã desembarcou no Brasil em novembro na variante alongada S500 L e pelo equivalente a R$ 622
mil. Mas o desenvolvimento da nova geração do sedã teve alguns parâmetros bem definidos. Um deles é atender o pujante mercado chinês de carros de luxo – o principal do planeta. Pág. 9
Poder absoluto
Com seus 560 cavalos, nova RS6 herda duas décadas de tradição das peruas “nervosas” da Audi Pág. 11
2 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
AUTOTAL
CITROËN
Sem espinho A versão de produção do Citroën Cactus já tem data marcada para a estreia. A apresentação será no dia 5 de fevereiro de 2014, data em que serão comemorados o quinto ano da linha DS e o aniversário de 136 anos do fundador da marca, André Citroën. O modelo definitivo terá muitas características do conceito, mostrado pela primeira vez no Salão
Coreano emergente
C
om um panorama mais “calmo” do que em 2012, o ano de 2013 terminou com várias novidades de peso. Nisso, um dos carros mais inesperados foi o Hyundai HB20, que terminou o ano como o sétimo modelo mais vendido no país, com mais de 120 mil emplacamentos em média – mil por concessionária da marca. Ele ainda ficou atrás do rival também lançado em 2012, o Chevrolet Onix, que foi vendido em cerca de 600 lojas. Em se tratando de uma marca estreante no segmento – que ainda
inclui versões espartanas, com motor 1.0 –, é um resultado notável. As operações em torno da linha HB20 – hatch, hatch aventureiro HB20X e sedã HB20S – são feitas no Brasil pela própria matriz sul-coreana, que ergueu uma fábrica na cidade paulista de Piracicaba. As vendas da linha HB20 ocorrem de forma independente do grupo Caoa, que se manteve responsável pelos modelos importados da Hyundai e pela produção local dos utilitários esportivos Tucson e ix35 e do caminhão HR, feitos na cidade
de Frankfurt, em setembro, na Alemanha. Uma delas é o chamado “airbumps”, uma superfície emborrachada na lateral resistente a arranhões e até alguns impactos. Outra é o banco dianteiro inteiriço. Se seguir as dimensões do protótipo, a versão definitiva do novo carro da marca francesa terá 4,21 m de comprimento, 1,75 m de largura e 1,53 m de altura. O design
futurista deve dar lugar a algo mais “plausível”. A motorização também deve mudar, mas a Citroën faz mistério. Em Frankfurt, o Cactus foi apresentado com o sistema Hybrid Air, desenvolvido pela PSA Peugeot Citroën. A propulsão inovadora se dá a ar comprimido, que ajuda o motor a gasolina a só trabalhar quando for realmente necessário.
GASOLINA
goiana de Anápolis. A liderança do mercado nacional se mantém com o Volkswagen Gol, que teve cerca de 254 mil unidades vendidas em todo o ano. Mais abaixo vieram os Fiat Uno e Palio, ao redor dos 180 mil carros de cada modelo. A Fiat ainda emplacou o Siena na quinta colocação, logo atrás do Ford Fiesta. Já o Chevrolet mais vendido é o Onix, com 122 mil vendas. Os primeiros colocados venderam relativamente menos que em 2012, quando o Gol emplacou 293.293 carros.
Novidade líquida Em 1º de janeiro de 2014, a gasolina brasileira passa a ter, em todo o território nacional, no máximo 50 microgramas de enxofre por kg de combustível, apresentando qualidade semelhante a gasolina comercializada nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Com a iniciativa da ANP, haverá redução da emissão de enxofre na atmosfera em até 94% e de emissão de poluentes em até 59% nos veículos mais
modernos. Isso contribuiria para a melhora da qualidade do ar e para a diminuição de doenças respiratórias. O teor de enxofre médio do combustível foi reduzido nos últimos anos. Era de 800 microgramas/kg em 2009 e baixou para 200 microgramas/kg em 2013. A gasolina também se adaptará às novas tecnologias da indústria automobilística, como a injeção direta de combustível, além de viabilizar as metas
de emissões da etapa L-6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve. Em função do processo de refino adotado, a nova gasolina poderá apresentar coloração mais clara e odor diferente da atual. Essas características não influenciam o desempenho do combustível no motor. Não haverá problemas com relação à gasolina importada, que já atende às novas especificações.
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
Automóveis 3
4 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
AUTOTAL
FERRARI
Presentão A Ferrari quer motivar ainda mais seus pilotos de Fórmula 1. A marca italiana prometeu dar uma nova LaFerrari para Fernando Alonso ou Kimi Raikkonen. Em troca, basta apenas o título do campeonato de 2014. Mesmo com o elevado preço de 1,3 milhão de euros, o equivalente a R$ 4.130.000, o
supercarro já está com sua edição limitada de 375 unidades esgotada. Lançada no início do ano, a LaFerrari não foi vendida para qualquer interessado. Para comprar o modelo era necessário já ser cliente da marca italiana e ter, pelo menos, dois outros Ferrari na garagem.
Exclusivíssimo, o supercarro traz sob o capô um motor V12 6.3 litros a gasolina, capaz de entregar 800 cv e um segundo propulsor – elétrico, denominado Hy-Kers, com tecnologia da Fórmula 1 – que gera mais 163 cv. Podendo alcançar a marca de 100 km/h em apenas 3 segundos.
AUDI
Bolso cheio
Topa tudo N
o apagar das luzes de 2013, a Ducati trouxe para o Brasil a linha 2014 da Multistrada. A motocicleta chegou em três versões e com preços que começam em R$ 67.900, pela 1200, passam por R$ 79.900 da 1200 S Touring e alcançam aos R$ 89.900 na topo 1200 S Pikes Peak. O
modelo vem com freios ABS, quatro modos de pilotagem – Sport, Touring, Urban e Enduro – e controle de tração com oito níveis de ajuste. O motor é o mesmo bicilíndrico que estava na Superbike 1198, superesportiva substituída este ano pela Panigale. Chamado de Testastretta 11º – termo
que designa cabeçote estreito inclinado a 11º– ele tem o tradicional sistema de acionamento desmodrômico das válvulas, que usa varetas ligadas diretamente a elas, o que evita molas e suas possíveis flutuações. Dessa forma, a potência fica em 150 cv a 9.250 rpm e o torque em 12,1 kgfm a 7.500 rotações.
A Audi está mesmo disposta a se tornar a maior fabricante de carros de luxo do planeta. A fabricante alemã anunciou um investimento de nada menos que US$ 30,8 bilhões – o equivalente a mais de R$ 73 bilhões. Cerca de 70% desse montante será destinado ao desenvolvimento de novos modelos e tecnologias, principalmente para carros elétricos. A marca das qua-
tro argolas também quer aumentar sua gama de produtos, que atualmente conta com 49 modelos. O objetivo é chegar a 60 veículos até 2020. Hoje, que lidera o segmento premium é a compatriota BMW, que continua a lançar carros em série. Para contraatacar, a Audi prepara alguns lançamentos como a terceira geração do roadster TT em 2014, a versão elétrica e a
gás do A3 Sportback e o já confirmado SUV compacto Q1. A injeção bilionária também tem outro propósito. O Grupo Volkswagen – que controla a Audi – traçou planos para ser a principal fabricante do mundo e ultrapassar Toyota e General Motors. Inicialmente seria em 2015, mas já adiou os planos da conquista para 2018 e, depois, para 2020.
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
Automóveis 5
6 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
LANÇAMENTO DIVULGAÇÃO
A mudança no visual inclui a grade frontal e os faróis de LED
Novo Jeep Grand Cherokee 2014 começa a ser vendido no Brasil Modelo passou por uma pequena reestilização, atualização tecnológica, ganhou câmbio automático de oito velocidades e agora passa a ser vendido nas 42 concessionárias Chrysler do Brasil
A
s 42 concessionárias Chrysler no Brasil iniciaram as vendas do novo Jeep Grand Cherokee 2014, que passou por uma pequena reestiliza-
ção, atualização tecnológica e ganhou câmbio automático de oito velocidades. A mudança no visual do utilitárioesportivo inclui grade frontal, faróis diurnos de LED,
novos para-choques, lanternas traseiras com luzes de LED e rodas de liga leve de 20 polegadas (na versão Limited, vendida por R$ 214,9 mil). A veersão Laredo, a de
entrada,é ofereceida por R$ 185,9 mil. Por dentro, destacam-se o volante multifuncional, o novo sistema multimídia, com tela de 8,4 polegadas, que in-
clui o sistema de navegação por satélite; quadro de instrumentos personalizável, com tela de LCD de sete polegadas; novos revestimentos em couro dos bancos (com
aquecimento e ventilação); sistema Uconnect Acess, que facilita a conexão com smarthphones (é possível destravar as portas pelo telefone); entre outros.
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
Automóveis 7
8 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014 DIVULGAÇÃO
NOVIDADES
Peugeot revela detalhes da nova perua 308 SW Modelo será apresentado no Salão de Genebra 2014, na Suíça, que acontece em março. Nova geração do 308 deverá chegar ao Brasil no fim do ano
A
Peugeot antecipa detalhes da perua 308 SW, o modelo deriva da nova geração do 308. O veículo será uma das novidades do Salão de Genebra, na Suíça, que
acontece em março. O carro possui 4,58 metros de comprimento, 1,47 m de altura e um espaço de 608 litros no portamalas. No visual, o modelo traz a
combinação de postura atraente com um amplo espaço interno. Na parte exterior, o destaque fica por conta da linha da capota acentuada na traseira que deixa as barras metálicas
ainda mais evidentes. Na parte de dentro, uma tela de 9,7 polegadas sensível ao toque no painel integra sistema multimídia com GPS. Quanto à motorização, uma
linha de propulsores a gasolina ou a diesel que variam entre 92 e 163 cv de potência. Além disso, uma versão híbrida, que deve funcionar em conjunto com motor a diesel e outro
elétrico. A nova perua 308 SW começa a ser vendida na Europa e na China, ainda este ano. Um modelo conversível, da nova linha 308, deve ser lançado em breve.
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
VITRINE
A nata da tecnologia
DIVULGAÇÃO
A sofisticação é tanta que a nova Classe S não tem sequer uma única lâmpada. Toda a iluminação do carro é feita por leds. O interior, por exemplo, há cerca de 300 leds distribuídos em várias funções, enquanto cada farol conta com 56 deles
Além de luxo e conforto, nova geração do Mercedes-Benz Classe S recebe um inédito arsenal eletrônico Por Raphael Panaro Autopress
D
esde que foi criada em 1972, a denominação Classe S da Mercedes-Benz se caracterizou por seu tamanho e inovações. Mais de 40 anos depois, a “Sonderklasse” – alemão para “Classe Especial” – chega à sexta geração justificando o nome. Lançado em maio desse ano, o novo sedã desembarcou no Brasil em novembro na variante alongada S500 L e pelo equivalente a R$ 622 mil. Mas o desenvolvimento da nova geração do sedã teve alguns parâmetros bem definidos. Um deles é atender o pujante mercado chinês de carros de luxo – o principal do planeta. Lá, uma das características mais valorizadas em qualquer automóvel é o espaço e o conforto na parte traseira, pela possibilidade de fazer do veículo um escritório-móvel. O novo Classe S ainda leva uma responsabilidade extra: ocupar o lugar vago pela extinção em 2012 da Maybach, marca da Grupo Daimler, controlador do Mercedes, que pretendia concorrer com RollsRoyce e Bentley. Pela primeira vez na história, a Classe S foi projetada a partir do modelo com entre-eixos alongado e não do sedã tradicional. Mesmo assim, as dimensões pouco mudaram. Os entre-eixos manteve o tamanho da geração anterior – 3,04 metros no curto e 3,17 m no longo. O comprimento cresceu 4 cm, para 5,24 m, enquanto a largura aumentou 3 cm e chega a 2,13 m. Já a inovação tecnológica mais interessante está na suspensão. Por meio do Road Surface Scan, radares e câmaras ao redor do carro conseguem “decifrar” o terreno e o percurso 15 metros à frente do modelo. A partir daí, através do Magic Body Control, um computador define o melhor acerto de suspensão possível e muda a rigidez dos amortece-
dores a ar. O sistema funciona somente até 130 km/h, pois precisa de pelo menos 400 milissegundos para fazer a configuração. De acordo com a Mercedes, isso melhora não só o conforto, mas também reduz as rolagens de carroceria em curvas. Ainda há um conjunto de funções que praticamente facilita a vida do motorista na condução. O pacote inclui, por exemplo, os já conhecidos controle de cruzeiro adaptativo e a câmara de visão noturna. E ainda adiciona um sistema que chega até a esterçar as rodas em situações de trânsito pesado para manter o carro em sua faixa de rodagem. A sofisticação é tanta que a nova Classe S não tem sequer uma única lâmpada. Toda a iluminação do carro é feita por leds. O interior, por exemplo, há cerca de 300 leds distribuídos em várias funções, enquanto cada farol conta com 56 deles. Em cada lanterna traseira são outros 35. Também houve avanços construtivos. A rigidez torcional melhorou 50% em relação ao modelo anterior graças ao uso ostensivo de alumínio. A cobertura externa da Classe S, incluindo o teto e a seção dianteira da carroceria, é toda feita do material. Já a célula de sobrevivência recebeu aplicações de aço de alta resistência. Na S500 L, a Mercedes instalou um V8 4.7 litros com dois turbocompressores para deslocar os 2.015 kg do sedã. Ele produz 455 cv de potência a 5.250 rpm que podem ser transferidos para o eixo traseiro ou para as quatros rodas por meio da tração integral 4MATIC. O torque é de generosos 71,4 kgfm, que aparecem entre 1.800 e 3.500 giros. Tudo é gerenciado pela transmissão automática de sete relações. Apesar de todo “corpanzil”, o Classe S cumpre o zero a 100 km/h em impressionantes 4,8 segundos. A velocidade máxima, limitada eletronicamente, é de 250 km/h.
Titanic do asfalto Uma vez dentro do S500 L o primeiro sentido aguçado é o olfato. O aroma é bem diferente daquele encontrado em carros com a estrela de três pontas. Tudo “culpa” do Air Balance, que fornece aos ocupantes quatro opções de fragrâncias que perfumam o habitáculo em espaços moderados de tempo. Um aroma discreto e sutil, mas envolvente. Outro detalhe que deixa qualquer um boquiaberto é o sistema multimídia fornecido pela alemã Burmester. São 24 alto-falantes com uma qualidade incrível. Os bancos traseiros inspirados em primeira classe de aviões estão lá, mas são opcionais. São estofados em couro fino, reclinam, oferecem apoio para os pés e inúmeros ajustes elétricos. Uma tela individual de 10 polegadas para cada assento garante a diversão dos ocupantes traseiros. Dois fones de ouvido sem fio, várias entradas USB e acesso à internet completam o pacote. Os bancos dianteiros não são tão suntuosos como os traseiros, NÚMEROS
V8 4.7L
com dois turbocompressores para deslocar os 2.015 kg do sedã
455 cv 71,4 kgfm potência máxima
de torque máximo
FICHA TÉCNICA
Mercedes-Benz S500 L › MOTOR: Gasolina, dianteiro, lon-
gitudinal, 4.663 cm3, dois turbos, oito cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e comando duplo no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial. Acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático com sete marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 455 cv a 5.500 rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 4,8 segundos. › VELOCIDADE máxima: 250 km/h limitada eletronicamente. › TORQUE máximo: 71,4 kgfm entre 1.800 e 3.500 rpm. › DIÂMETRO e curso: 83,0 mm X 92,0 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo four-link, com barra estabilizadora e traseira do tipo multi-link com subchassi em alumínio e barra estabilizadora. Amortecedores a ar nas quatro rodas controlados eletronicamente e controle automático de
rigidez e altura.
› PNEUS: 245/50 R18. › FREIOS: Discos ventilados na frente e
atrás. Oferece ABS com EBD e assistente de frenagem de emergência. › CARROCERIA: Sedã com quatro portas e quatro lugares. Com 5,24 metros de comprimento, 2,13 m de largura, 1,49 m de altura e 3,17 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais dianteiros e traseiros, cortina e de joelho para o motorista. › PESO: 2.015 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 470 litros. › TANQUE de combustível: 80 litros. › PRODUÇÃO: Sindelfingen, Alemanha. › LANÇAMENTO: 2013.
Automóveis 9
› ITENS de série: Ar-condicionado
de quatro zonas, câmara de ré, câmara de visão noturna, quadro de instrumentos digital, rádio/ CD/MP3/iPod/USB/Bluetooth e GPS, bancos de couro com massageadores e térmicos, sistema de entretenimento traseiro, 11 pontos de airbags, ABS com BAS, detector de fadiga, pre-safe, rodas de liga leve de 18 polegadas, sistema de auxílio de estacionamento, controle de estabilidade e de tração, suspensão ativa, assistente de ponto cego e de manutenção de faixa de rodagem. › PREÇO no Brasil: US$ 265.900 – equivalente a cerca de R$ 622 mil.
mas têm muito a oferecer. No painel, os mostradores analógicos foram substituídos por dois LCDs que projetam informações vitais do veículo e funções de comunicação, entretenimento e conforto. O interior ainda conta com a combinação de materiais como couro, madeira e alumínio. Dinamicamente, o S500 não é um modelo orientado a uma tocada esportiva. Mas a resposta do V8 de 455 cv é bruta quando se decide apertar com mais força o pedal da direita. Na velocidade de cruzeiro, o sedã parece um transatlântico e é muito silencioso. Nas zonas mais extremas da pista, o comportamento é neutro e a carroceria sequer faz menção em rolar – apesar das mais de 2 toneladas de peso. O único fator que pode causar um certo desconforto é a alavanca seletora da transmissão, localizada no lado direito da coluna de direção. Uma peça que, tendo em vista toda a perfeição do resto do carro, parece um pouco ultrapassada e fora de lugar.
10 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
O Civic é um daqueles carros que agrada pelo conjunto. O visual, embora mais “careta” que o da geração anterior, ainda é um bocado arrojado para um sedã médio. No entanto, é sob o capô que funciona a útlima novidade do modelo. O motor 2.0 litros emprestado do crossover CR-V deu ao Civic uma pitada a mais de vitalidade que faltava ao motor 1.8. O problema é que o ganho extra é bem discreto e muito pouco perceptível em uso cotidiano, onde o sedã continua com respostas convincentes, mas um tanto pacatas – mesmo que ainda condizentes com a proposta. Há apenas uma ligeira esperteza a mais em saídas de sinal e ultrapassagens. O 1,8 kgfm de torque extra do motor maior aparece diluído na escala do conta-giros e é difícil de percebê-lo
TESTE
DIVULGAÇÃO
Injeção de ânimo
Vendas do Honda Civic ganham impulso com o motor 2.0, apesar do alto preço da versão LXR POR IGOR MACÁRIO Autopress
N
os últimos anos, Honda Civic e Toyota Corolla vêm se alternando na liderança do segmento de sedãs médios de acordo com as novidades que apresentam. Mas a última troca de geração do Civic, em janeiro de 2012, não surtiu o efeito esperado. A retomada da liderança do modelo da Honda só veio um ano mais tarde, quando a marca decidiu lançar uma motorização mais forte para seu sedã. No caso, o mesmo 2.0 que já animava o crossover CR-V. Este propulsor deu, literalmente, vida nova ao modelo. Já em fevereiro de 2013, o médio da Honda ultrapassou o Corolla e ocupou a liderança do segmento. E não saiu mais de lá. A média de 5.500 emplacamentos mensais superou com folga as 4 mil unidades por mês do arquirrival japonês. Este bom desempenho deve-se também ao fato de a montadora ter estendido imediatamente o uso deste 2.0 desde a versão intermediária LXR, vendida por R$ 74.490 – a mais barata com o novo propulsor. O motor ganhou 10% de potência em relação ao 1.8, que ainda equipa a versão básica LXS. Ele rende 155 cv a 6.500 rpm e tem 19,5 kgfm de torque a 4.800 rotações – regime de giros extremamente alto. A marca garante, no entanto, que 80% da força já está disponível ao redor dos 2 mil giros. Em relação à configuração utilizada no CR-V, o motor passou também por ajustes. Inclusive porque na época do lançamento, o SUV importado do México ainda não dispunha de sistema bicombustível. Foi aí que o Civic estreou o sistema de
partida a frio, chamado FlexOne pela Honda, que dispensa o “tanquinho” de gasolina e se vale de velas aquecidas eletricamente quando em ambiente frio para que o carro entre em funcionamento mais facilmente. O 2.0 é sempre acoplado ao câmbio automático de cinco marchas, com opção de trocas manuais através de palhetas atrás do volante. A aceleração de zero a 100 km/h acontece em cerca de 10 segundos e a velocidade máxima fica na casa dos 210 km/h. Esteticamente, não houve alterações em relação ao modelo lançado em 2012. E não há qualquer diferença em relação à versão do sedã – do LXS à topo EXR, o visual é sempre o mesmo. A ideia foi “institucionalizar” o Civic. Ou seja: as linhas foram amplamente revistas, mas lembram as da geração anterior e são bem mais conservadoras, mesmo que mantenha uma personalidade marcante. A traseira tem lanternas horizontalizadas, mas traz como apêndice um refletor que invade a tampa do porta-malas. A frente tem faróis estreitos que se integram ao desenho da grade dianteira. A linha de cintura é alNÚMEROS
2.0 L
O motor ganhou 10% de potência em relação ao 1.8
ta e ascendente. O desenho mais comportado funcionou no Brasil, mas nos Estados unidos o modelo já passou por um face-lift. Ele recebeu mudanças nos parachoques, grade e lanternas traseiras, em busca de rejuvenescimento – o público-alvo por lá é composto de um público bem mais jovem que no Brasil. O interior traz o básico para a categoria. Isso significa uma lista razoável de equipamentos, com direito a ar-condicionado automático, bancos em couro, câmara de ré e som com Bluetooth e entrada USB. No entanto, itens como navegador por GPS e teto solar, só na versão topo EXR – R$ 9.500 mais cara. A LXR traz apenas um display colorido de 5 polegadas que exibe informações do computador de bordo e do rádio. Tela sensível ao toque nem como opcional. Por esse pacote, a Hon-
da pede relativamente elevados R$ 74.490, R$ 4.500 a mais que a LXS 1.8. O valor extra paga pelos 15 cv a mais, bancos em couro e câmbio com opção de trocas manuais. Mas fora da Honda, o preço o deixa em vantagem apenas frente ao maior concorrente, o Toyota Corolla, que na versão XEi 2.0 custa R$ 75.620 e traz a mais apenas airbags laterais. A Volkswagen cobra R$ 69.990 por um Jetta Comfortline automático, com seu antiquado 2.0 de 120 cv, enquanto a Citroën pede razoáveis R$ 67.690 por um C4 Lounge Tendence automático. Até um Ford Focus sedã custa menos, com a versão S, mais simples – mas equivalente ao Honda – por R$ 69.990. O preço alto, teoricamente, poderia depor contra o sedã produzido em Sumaré. Mas, pelo jeito, não espantou a freguesia.
FICHA TÉCNICA
Conforto – A configuração rígida da suspensão tira pontos do carro no conforto. Os ocupantes sofrem com solavancos, bastante frequentes. Ele não chega a ser propriamente duro, mas a firmeza do conjunto domina a sensação a bordo. Ao menos, os bancos acomodam bem motorista e passageiros, com bons apoios laterais e suporte lombar. O nível de ruído na cabine é um tanto elevado para o segmento, com barulho de rolagem de pneus. Nota 7. Tecnologia – A nona geração do Civic é relativamente recente, lançada em 2011 nos Estados Unidos. O modelo traz uma plataforma totalmente novo, que incluiu redução de peso e otimização do espaço interno – apesar da perda de 3 cm no entre-eixos. O propulsor 2.0 litros é convencional, mas traz tecno-
logias como comando variável de válvulas e função Econ, que ajusta parâmetros de todo o carro para reduzir o consumo de combustível sensivelmente. A versão LXR traz apenas uma tela de 5 polegadas colorida, com informações do computador de bordo, som e câmara de ré. Navegador por GPS só na variante mais cara, a EXR. Nota 8. Habitabilidade – O acesso ao interior é fácil, com portas amplas e de bom ângulo de abertura. O interior tem vários nichos para colocação de objetos de uso rápido, como carteira e telefones, mas o porta-luvas poderia ser maior. O porta-malas leva bons 449 litros de capacidade. Nota 8. Acabamento – A montagem e finalização da cabine são boas, mas os materiais utilizados transparecem mais simplicidade que o preço
do carro sugere. O uso abundante de plástico cinza no painel contrasta com a proposta do modelo, ainda que seja a versão intermediária. Há bancos em couro, entretanto, de qualidade. Nada faz barulho e o interior exala robustez. Nota 7. Design – O visual do Civic ainda é um de seus pontos fortes. As linhas com pitadas de agressividade e de conserevadorismo são cativantes, com vincos pronunciados e arestas marcantes. A traseira é um pouco mais sisuda, com as lanternas invadindo a tampa do porta-malas. Mas isso não afeta a percepção geral do carro. A frente tem faróis afilados e conferem personalidade ao conjunto. Nota 8. Custo/benefício – A versão intermediária LXR 2.0 custa R$ 74.490, menos que o maior rival, o Toyota Corolla XEi 2.0, que sai
155 cv 19,5 kgfm de potência máxima
torque máximo
Ponto a ponto Desempenho – Os 155 cv extraídos do 2.0 litros quando abastecido com etanol empurram o Civic com alguma desenvoltura. Ele prima pela suavidade de funcionamento e da entrega de força ao longo da escala do conta giros. Os 10,8 segundos gastos para acelerar de zero a 100 km/h dão o tom mais relaxado da condução do Civic. O câmbio automático de cinco marchas conversa bem com o propulsor e consegue extrair o melhor dele. Nota 8. Estabilidade – A arquitetura independente da suspensão das quatro rodas faz bem ao sedã. O modelo empolga numa sequência de curvas e demonstra bastante segurança e precisão. O acerto é firme, que ajuda a controlar as transferências de peso. A direção tem relação direta e ajuda na to-
cada, ainda que a leveza excessiva em velocidades medianas chame atenção. Nota 9. Interatividade – Por dentro, o Civic traz o básico. O sistema de som se liga com telefones celulares via Bluetooth e há entrada USB para mídias digitais. Além disso, os comandos são bem posicionados e o motorista não perde tempo procurando funções básicas do carro. O interior é bem pensado e é fácil encontrar a melhor posição ao volante, que permita visualização perfeita do painel dividido. O rádio tem botões grandes e é praticamente à prova de erros. Nota 8. Consumo – O InMetro testou o Honda Civic LXR 2.0 e conseguiu média de 6,5 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada quando abastecido com etanol, que lhe conferem nota B na categoria e C no geral. Nota 5.
Honda Civic LXR 2.0 › MOTOR: A Gasolina e eta-
nol, dianteiro, transversal, 1.997 cm3, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando variável de válvulas e comando simples no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: C â m b i o automático de cinco velocidades à frente e uma a ré. Tração integral sob demanda. Oferece controle de tração. › POTÊNCIA máxima: 150 cv com gasolina e 155 cv com etanol a 6.500 rpm. › TORQUE máximo: 19,3 kgfm com gasolina e 19,5 kgfm a 4.800 rpm. › DIÂMETRO e curso: 81,0 mm x 96,9 mm. Taxa de compressão: 11,0:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson. Traseira independente do tipo multilink. Não oferece controle eletrônico de estabilidade. › PNEUS: 205/55 R16. › FREIOS: Discos ventilados
na frente e atrás. Oferece ABS com EBD. › CARROCERIA: Sedã em monobloco com quarto portas e cinco lugares. Com 4,52 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,45 m de altura e 2,67 m de distância entre-eixos. Tem airbags frontais de série. › PESO: 1.294 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 449 litros. › TANQUE de combustível: 57 litros. › PRODUÇÃO: Sumaré, São Paulo. › LANÇAMENTO no Brasil: 2013. › ITENS de série: Airbags frontais, freios ABS, arcondicionado automático, banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, controlador de velocidade de cruzeiro, sensor crepuscular, bancos em couro, rádio/CD/MP3/USB/ Bluetooth com tela de 5 polegadas e câmara de ré. › PREÇO: R$ 74.490.
por R$ 75.620 e tem configuração semelhante de equipamentos e trem de força. Ainda assim, ele é notadamente mais caro que os restante da concorrência. Por R$ 69.990, é possível levar ainda um Ford Focus S sedã 2.0, com câmbio de dupla embreagem. Além de um Renault Fluence Dynamique com câmbio CVT por R$ 68.599. A Volkswagen ainda oferece um Jetta Comfortline automático por R$ 69.990. Citroën e Peugeot jogam com preços ainda mais agressivos com as versões intermediárias de C4 Lounge – a Tendence com câmbio automático sai por R$ 67.690 – e um 408 Allure automático baixa a conta para R$ 66.990. Todos em equivalência de equipamentos em relação ao Honda. Nota 6. Total – O Honda Civic LXR 2.0 somou 74 pontos em 100 possveis.
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014
AUTOPERFIL
DIVULGAÇÃO
Poder absoluto
Ao entrar no RS6, o interior já denota que não se trata de um simples “carro de passeio”. Tudo no design interno – volante, mostradores, botões, paineis – parece ser estudado para dar a sensação de se estar a bordo de um bólido de corrida. Logo nas primeiras retas, se torna inevitável a tentação de sapatear com o pé direito até o fundo do acelerador. O efeito é imediato e absolutamente arrebatador. O RS6 ganha velocidade de forma explosiva, como nos carros dos videogames, e afunda as costas dos ocupantes nos confortáveis bancos de couro
Com seus 560 cavalos, nova RS6 herda duas décadas de tradição das peruas “nervosas” da Audi
S
tation wagons são, por definição, carros familiares. Ou seja, veículos feitos para transportar um casal, filhos, tralhas e animais de estimação para passeios pacatos de fim de semana. Era assim até que a Audi inventou o segmento de peruas esportivas com o lançamento da S4, baseada no sedã Audi 100, em 1993. Foi o modelo presenteado ao piloto Ayrton Senna quando ele assumiu a representação da marca alemã no Brasil. Desde então, surgiram diversos concorrentes e a demanda por veículos familiares “invocadinhos” passou a ser atendida também por monovolumes e utilitários esportivos. Mas a linha de wagons esportivas da marca das argolas não parou de evoluir. Quem acaba de desembarcar no Brasil agora é a renovada RS6 Avant, empurrada por um motor 4.0 TFSI V8 biturbo de imodestos 560 cavalos de potência acoplado a um câmbio Tiptronic de 8 marchas. Esse moderno trem de força
com injeção direta de combustível confere ao modelo da Audi um título interessante: é a perua mais veloz produzida em série no mundo. Sua performance é digna de um superesportivo. Faz de zero a 100 km/h em 3,9 segundos e atinge a velocidade máxima de 305 km/h. A potência máxima de 560 cavalos é atingida entre 5.700 e 6.700 giros, enquanto o torque máximo de brutais 71,3 kgfm já aparece aos 1.750 rpm. E fica disponível integralmente até as 5.500 rpm. Em termos estéticos, o RS6 valoriza sua esportividade em detalhes sutis, como aplicações em alumínio fosco, grade de proteção preta na dianteira, parachoques com grandes entradas de ar e spoiler no teto. Boa parte da carroceria composta por materiais leves, como alumínio e até nylon – adotado no revestimento dos parachoques. Por dentro, a estética é bem mais explícita – o “cockpit” lembra o de um carro de corrida.
Automóveis 11
O novo RS6 Avant desembarca no Brasil apenas com sua configuração mais incrementada de equipamentos, por cerca de R$ 550 mil – a Audi não definiu ainda o valor exato. Os principais concorrentes serão os sedãs esportivos de luxo BMW M5 e Mercedes 63 AMG e, em breve, a anunciada perua Mercedes CLS Shoting Brake, todos em faixas similares de potência e preços. A station chega às concessionárias ainda no final de outubro, e a Audi espera vender de 30 a 40 unidades anuais.
NÚMEROS
4.0 V8 560 cv biturbo
acoplado a um câmbio Tiptronic de 8 marchas
71,3 kgfm torque máximo
12 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014