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Automoveis 07 08 13

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MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8157 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

De dentro para fora

Fiat eleva o patamar de acabamento do sedã Grand Siena com a linha Sublime Pág. 11 VITRINE

TESTE

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Forma e conteúdo Receita conhecida Novo Range Rover Sport ganha visual, tecnologia e esportividade sem perder a “pegada” off-road

Após decepção com o Série 5 GT, BMW repete a fórmula com o Série 3 e quer salvar linha Gran Turismo

Em geral, a vocação principal de cada marca aparece desde a origem, na fundação da empresa. E nela estabelece sua área de excelência. Esta prioridade pode ser o conforto,

Quando uma “fórmula” não tem o resultado esperado, a tendência natural é promover mudanças. No caso da BMW, nem tanto. A fabricante alemã parece não ter se im-

a esportividade, o luxo ou, ao contrário, o baixo custo – que redunda em popularidade. No caso dos veículos da Land Rover, o espírito aventureiro é o traço de personalidade

indelével. Mesmo que fique aparentemente submerso sob uma grande dose de requinte e tecnologia, como acontece com a linha de luxo da marca, a Range Rover. Pág. 10

portado com o fraco desempenho comercial do Série 5 GT e seguiu a mesma receita com o Série 3. Apresentado em março, no Salão de Genebra, o Série 3 GT chega às

concessionárias europeias na segunda quinzena de junho com a missão de “salvar” os planos da marca bávara de ter um “Gran Turismo” convincente em sua linha. Pág. 6


2 Automóveis

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AUTOTAL

BMW

Vem quem vende

Executivos da BMW e governantes do estado de Santa Catarina se reuniram para assinar o protocolo de instalação da fábrica da marca no Brasil. A indústria será erguida no município de Araquari, às margens da BR-101, e vai receber um investimento inicial de 200 milhões de euros, algo como R$ 520 milhões, com capacidade

para produzir 32 mil carros por ano, quatro vezes o volume da marca em 2012. A ideia da BMW é começar a entregar os veículos nacionais já no final de 2014. Se a demanda for alta, ainda há a possibilidade de expansão da fábrica com os investimentos totais atingindo a casa dos 400 milhões de euros, ou mais de R$ 1 bilhão.

Os modelos a serem feitos em Santa Catarina ainda não foram confirmados. Mas durante o próprio anúncio da fábrica alguns executivos deixaram escapar que três carros serão feitos por lá: o hatch Série 1, o SUV X1 e o sedã Série 3. A escolha por eles é óbvia: são os principais produtos da BMW no Brasil.

Intenções e realidades

A Kia foi uma das marcas que mais sofreu com a aplicação dos 30 pontos percentuais extras de IPI para automóveis importados no fim de 2011. A fabricante sul-coreana vendeu em 2012 pouco mais de 41 mil carros, 45% a menos do que no ano anterior. E a saída para conseguir sobreviver no Brasil é relativamente simples: ter produção nacional. E interesse para isso, existe. Pelo menos é o que garante José Luiz Gandini, importador da

Kia no Brasil. O executivo garantiu que, se fosse por ele, a fábrica já estaria em curso. O problema é que só a vontade não é suficiente. A matriz da empresa precisa aprovar o negócio. Além disso, a marca Kia herdou uma dívida de US$ 1 bilhão da época da Asia Motors – valor concedido pelo Governo na forma de isenções de impostos para uma fábrica que nunca saiu do papel. Em um campo mais factual, a fabricante confirmou a

chegada do novo Sorento ao país para o próximo mês. O utilitário médio-granderecebeu uma leve reestilização que atingiu principalmente a traseira, que ganhou novas lanternas. A dianteira ficou marcada por um pequeno filete de led e um novo parachoque. Os motores são os mesmos 2.4 de 174 cv – na versão de 5 lugares – e V6 de 278 cv – na versão de 7 lugares. Os preços ainda não foram confirmados.

THE ECONOMIST

Carros saem caro A revista inglesa “The Economist” fez um estudo de quanto custa comprar e manter um automóvel nas principais cidades do mundo. E chegou a uma conclusão alarmante. Segundo o cálcu-

lo da publicação, São Paulo, a maior metrópole brasileira, é a segunda cidade mais cara do mundo para se ter um carro. Para poder comparar os preços e custos dos diversos países, a revista usou um

conceito econômico chamado PPP, que leva em conta termos internacionais para relativizar os valores. Além disso, usou marcas e modelos à venda em todas as cidades participantes.


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AUTOMUNDO

Para sair da lama

DIVULGAÇÃO

Nova geração do Toyota RAV4 ganha visual anguloso e mais tecnologia POR CARLO VALENTE AUTO PRESS

A

Europa atravessa um momento curioso. Enquanto a crise financeira derruba as vendas da indústria automotiva, o segmento de SUVs ganha força e cresce. E a Toyota, para aproveitar a rentabilidade do setor, tratou de reformular o utilitário RAV4. O modelo chegou à quarta geração, 18 anos após o lançamento, e ficou maior, além de ganhar novos motores e uma profunda reestilização interior. A lista de equipamentos de segurança e conforto também aumentou, o que dá à fabricante novo fôlego para enfrentar rivais como Ford Kuga, Volkswagen Tiguan e o Honda CR-V. No Brasil, a chegada do novo modelo é prevista ainda para o segundo semestre. O Toyota RAV4 não recebia atualizações significativas desde 2005, quando chegou ao mercado a terceira geração. Passou por dois facelifts, em 2008 e 2011, apenas com pequenas modificações estéticas, mas suficientes para manter bons números de mercado. Mesmo com rivais muito mais modernos e equipados, o modelo da fabricante japonesa mantém 18% de participação entre os SUVs médios na Europa, onde briga com outros 19 modelos. Um dos pontos mais valorizados pela Toyota na nova RAV4 é a tecnologia embarcada. A marca acrescentou equipamen-

tos de conforto e de segurança. Não falta nada em relação a modelos que obtiveram 5 estrelas nas recentes baterias de testes do EuroNCAP. O utilitário teve a estrutura reforçada para proteger os ocupantes e conta com os já comuns freios ABS com EBD, além de sete airbags. Na lista de itens de conforto e entretenimento, encontram-se os bancos aquecidos, ar-condicionado dual zone, trio elétrico, sistema multimídia com tela de seis polegadas sensível ao toque e Bluetooth. As rodas de liga leve de 17 polegadas também são de série. Na nova geração do utilitário, a Toyota não foi tão conservadora quanto na apresentação da fase anterior. O RAV4 ganhou linhas mais angulosas e um visual mais esportivo do que utilitário. As dimensões também foram ampliadas. São 20,5 cm a mais de comprimento, 3 cm de largura, 2,5 cm de altura e 10 cm de entre-eixos, que resultam, respectivamente, em 4,36 metros, 1,84 m, 1,68 m e 2,65 m. O novo RAV4, no entanto, vai além do que se vê externamente – como, por exemplo, a bem-vinda ausência do estepe na traseira. O utilitário tem novidades também sob o capô. Na Europa é vendida com dois motores diesel, um 2.0 litros de 124 cv e 31,6 kgfm de torque e um 2.2 litros com 150 cv e bom torque de 34,6 kgfm. No Brasil ele pode chegar com um propulsor Dual VVTi 2.0, seme-

Na nova geração do utilitário, a Toyota não foi tão conservadora quanto na apresentação da fase anterior

FICHA TÉCNICA

Toyota RAV4 2013 › MOTOR: Gasolina, 1987 cm 3,

lhante ao do Corolla Altis. a versão a gasolina, que equipou a unidade testada, entrega 150 cv com torque de 20,1 kgfm. Há a possibilidade ainda de vir com o novo 2.5 litros VVTi de 180 cv, que substitiu o usado hoje por aqui, que é 2.4 de 170 cv Todas as versões podem vir acopladas a uma transmissão

manual de seis velocidades ou câmbio automático do tipo CVT. O modelo movido a gasolina parte de 31.400 euros, o equivalente a R$ 81.650, e chega a 34.500 euros, ou cerca de R$ 89.700. No Brasil, o RAV4 é oferecido por R$ 119.350 na versão 4X2 e chega a R$ 137.050 com tração integral.

dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote. Injeção direta e acelerador eletrônico. › POTÊNCIA máxima: 151 cv a 6.200 rpm. › TORQUE máximo: 20,1 kgfm a 4.100 rpm. › ACELERAÇÃO de 0 a 100 km/h: 11 segundos. › VELOCIDADE máxima: 185 km/h. › DIÂMETRO e curso: 80.5 x 97.6 mm. Taxa de compressão: 10.0:1. › PESO: 1.558 kg. › TRANSMISSÃO: Câmbio manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração integral. › SUSPENSÃO: Dianteira com braço transversal, amortecedores e barra estabilizadora. Traseira do tipo Multilink com molas helicoidais e barra estabilizadora. › CARROCERIA: Utilitário esportivo em monobloco com quatro

portas e cinco lugares. Com 4,36 m de comprimento, 1,84 de largura, 1,68 m de altura, e 2,65 m de distância entre-eixos. › PNEUS: 225/65 R17. › CAPACIDADE do porta-malas: 1.087 litros. › TANQUE de combustível: 60 litros. › PRODUÇÃO: Aichi, Japão. › ITENS de série: Ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, airbags frontais, laterais e de cortina, freios com ABS e EBD, câmera de ré, acendimento automático dos faróis, banco do motorista com regulagem de altura, bancos com aquecedores, travas elétricas, rádio/CD/MP3/USB/Bluetooth, faróis de neblina, navegador por GPS e rodas de liga leve de 17 polegadas. › PREÇO: R$ 31.400 euros, o equivalente a R$ 81.650. A quarta geração do Toyota RAV4 não é oferecida no Brasil.


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Receita conhecida

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Os motores contam com alguns sistemas como o TwinPower Turbo, função Start & Stop, recuperação de energia de frenagem e o Eco Pro, que promete redução de até 20% no consumo de combustível NÚMEROS

Após decepção com o Série 5 GT, BMW repete a fórmula com o Série 3 e quer salvar linha Gran Turismo POR MICHAEL FIGUEREDO Autopress

Q

uando uma “fórmula” não tem o resultado esperado, a tendência natural é promover mudanças. No caso da BMW, nem tanto. A fabricante alemã parece não ter se importado com o fraco desempenho comercial do Série 5 GT e seguiu a mesma receita com o Série 3. Apresentado em março, no Salão de Genebra, o Série 3 GT chega às concessionárias europeias na segunda quinzena de junho com a missão de “salvar” os planos da marca bávara de ter um “Gran Turismo” convincente em sua linha. A proposta é a mesma do Série 5 GT, só que em escala reduzida. O Série 3 GT é um crossover que busca um meio termo entre hatch e perua – uma tentativa de explorar a esportividade do sedã e a funcionalidade do Série 3 Touring. O modelo é feito na mesma plataforma do três-volumes, mas tem dimensões bem superiores. São 20 cm a mais no comprimento, 2 cm na largura, 6 cm na altura e 11 cm a mais na distância entreeixos. A BMW afirma que com essa configuração, o espaço interno fica entre o oferecido nos sedãs Série 5 e Série 7. O desenho do Série 3 Gran Turismo não entrega à primeira vista a proposta do carro. A frente é igual à do sedã, com a parte frontal do capô levemente inclinada para baixo, a tradicional grade dupla e os faróis com luzes diurnas de led. O perfil, no entanto, explicita a diferença.

Nesse ponto, inclusive, a BMW tentou desvincular a imagem do novo GT do desenho da versão equivalente do Série 5. As janelas sem molduras e a linha do teto ao estilo cupê deixam a silhueta mais proporcional que a do modelo maior. A traseira “esconde” um spoiler elétrico – estreante em carros da BMW – que surge quando o Série 3 GT atinge os 110 km/h. No interior, as dimensões amplificadas resultam em mas 7,2 centímetros para as pernas dos ocupantes dos bancos traseiros. São quatro versões que variam de acordo com o nível de acabamento. Começa pela Sport Line, seguida pela Luxury Line e a Modern Line. A quarta, a M Sport, estará disponível em julho. Os principais itens de conforto e conveniência, como ar-condicionado, trio elétrico e direção assistida são sempre de série. Os equipamentos de segurança também compõem uma vasta lista disponível desde a entrada. Vem com ABS e controles de estabilidade, tração, e de frenagem em curvas, além de assistente para partida em ladeiras e bloqueio do diferencial traseiro. Os motores contam com alguns sistemas como o TwinPower Turbo, função Start & Stop, recuperação de energia de frenagem e o Eco Pro, que promete redução de até 20% no consumo de combustível. A linha, na Itália, é composta pelo 335i e o 320d. O primeiro, com motor de 3.0 litros a gasolina, e 306 cv de potência, oferece torque de 40,7 kgfm e parte de 44.650 euros, o equivalente a R$ 127 mil.

110 km/h

ao atingir essa velocidade surge um spoiler elétrico na traseira

20%

no consumo de combustível com o botão Eco Pro

3.0 litros motor a gasolina

A outra variante tem propulsor de 2.0 litros turbodiesel e 184 cv, com 38,7 kgfm de torque. Este

chegará às concessionárias italianas por 38 mil euros, ou cerca de R$ 108 mil.

Espaço e poder Apesar da grande semelhança, o Série 3 Gran Turismo tem elementos estéticos que o diferenciam do Série 5. A silhueta ficou mais elegante e, ao mesmo tempo, com aspecto esportivo, ao contrário das linhas desproporcionais do outro GT. Em relação ao sedã, há mais espaço e os passageiros são, de fato, os maiores beneficiários. Há ainda 5,9 centímetros a mais na altura dos bancos, o que dá ao motorista melhor visibilidade além de facilitar o acesso ao habitáculo. Antes de começar o teste, um breve “estudo” para tomar o mínimo de familiaridade com o navegador e todos os menus para configurar o carro em termos de conforto e resposta do motor, por exemplo. O primeiro a ser avaliado é o 320d, que mostra que a BMW evoluiu em relação a seus motores diesel. O carro mostra estar sempre pronto para as exigências e a transmissão automática de oito velocidades

trabalha de maneira competente, sem incertezas. Mas a maior – e melhor – parte do teste vem ao trocar de carro, para embarcar no 335i e seus 306 cv. Se há um motor certo para o Série 3 GT, trata-se deste, que consegue cativar desde a primeira arrancada. Com este propulsor, o Série 3 GT une bom desempenho a grande suavidade ao rodar. E o câmbio funciona de maneira ainda mais brilhante. Ao contrário do 320d, o 335i tem alguns problemas nas curvas e ameaça sair lateralmente. A luz do controle de frenagem em curvas acende e indica que o sistema precisou entrar em ação para conter o desequilíbrio do carro. Isso em uma condução exigente, porém longe de um exagero deliberado. Mas quem gosta de carros com tração traseira e mais de 300 cavalos certamente se diverte na condução do Série 3 GT 335i.


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Atrasado apressadinho VITRINE

Audi traz para o Brasil o TT RS, versão mais nervosa e potente do cupê DIVULGAÇÃO

Por Rodrigo Machado Auto Press

Audi TT RS

Q

uando surgiu, em 1998, o Audi TT tinha um apelo muito mais estético do que qualquer outra coisa. Mas, conforme o tempo passou, os rivais de Mercedes e BMW, SLK e Z3, foram se aprimorando na esportividade e a Audi decidiu que o TT também seguiria esta trilha. Na atual segunda geração, que chegou ao Brasil em 2007, o modelo já apresentava o câmbio de dupla embreagem e uma construção mais voltada para a velocidade. Mas a coisa só ficou séria mesmo em 2009, quando surgiu a versão RS. E é essa configuração mais “explosiva” do cupê que chega com bastante atraso ao Brasil, agora nos estertores da atual geração – a terceira é aguardada para o Salão de Frankfurt, em setembro deste ano. Apesar disso, o preço do modelo demonstra a vitalidade de um estreante: R$ 399 mil. Seja como for, o TT RS é um legítimo integrante da linha mais “pura” da Audi. Ou seja: não economiza na esportividade. Tudo começa no motor, diferentemente de todos os TT atuais. É um 2.5 TFSI, usado por enquanto apenas no RS3 e no próprio TT RS. Com cinco cilindros, turbocompressor e injeção direta de gasolina, ele gera 340 cv entre 5.400 e 6.500 giros e torque máximo de 45,8 kgfm na longa faixa entre 1.600 e 5.300 rpm. A transmissão é mais conhecida. É a automatizada de dupla embreagem e sete marchas S-Tronic, adotada em praticamente toda a linha da Audi e da Volkswagen europeia. Como o carro não pesa nem 1,5 tonelada, a aceleração é impressionante. O zero a 100 km/h é

FICHA TÉCNICA

› MOTOR: Gasolina, dianteiro,

feito em 4,3 segundos, enquanto a velocidade máxima é limitada aos 250 km/h. Para aguentar tanta força, algumas alterações estruturais foram necessárias. As rodas e pneus são maiores para fornecer mais aderência. A suspensão é rebaixada em 10 mm e também recebe ajuste mais rígido. Os freios são maiores e melhores e o aerofólio passa a ser fixo. Por dentro, o TT RS ganha bancos concha, e alguns adereços estéticos. Quem vê tanta “fúria” nem imagina como surgiu o TT em 1998. Criado como um “carro design”, o cupê tinha um desenho único para sua época. De fato, trouxe elementos estéticos interessantes e que ditaram tendência. Mas a esportividade passava longe. Quando foi apresentado, ele só tinha o motor 1.8 turbo como disponível com potência que variava entre 150 e

NÚMEROS

340 cv 45,8 kfgm 250 km/h de potência máxima

torque máximo

é a velocidade máxima limitada

225 cv. A proposta de “desfilar” era tanta que, em velocidades muito altas, o TT perdia estabilidade – problema solucionado mais tarde com a adição de um aerofólio retrátil. Na troca de geração de 2006, no entanto, a Audi resolveu valorizar o lado esportivo do TT. O modelo ficou mais moderno e passou a receber

a tecnologia spaceframe, de moldagem de alumínio, em parte da estrutura. Dessa forma, o cupê ganhou construção coma dianteira em alumínio e bastante aço na traseira, que permitiu uma melhor distribuição de peso. Foi exatamente a partir daí que o TT foi incluído entre os modelos mais “agressivas” da Audi.

transversal, 2.480 cm3, cinco cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbocompressor e comando duplo no cabeçote. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio automatizado de dupla embreagem com sete velocidades à frente e uma a ré. Tração integral. Controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 340 cv entre 5.400 e 6.500 rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 4,3 segundos. › VELOCIDADE máxima: 250 km/h, limitada eletronicamente. › TORQUE máximo: 45,8 kgfm entre 1.600 e 5.300 rotações. › DIÂMETRO e curso: 82,5 mm X 92,8 mm. Taxa de compressão: 10,0:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços triangulares inferiores de alumínio, molas helicoidais, amortecedores magnéticos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Fourlink, com braços duplos sobrepostos em alumínio, molas helicoidais, amortecedores magnéticos e barra estabilizadora. › PNEUS: 255/35 R19.

› FREIOS: Discos ventilados na

frente e atrás. ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência. › CARROCERIA: Cupê em monobloco com duas portas e quatro lugares. Com 4,20 metros de comprimento, 1,85 metro de largura, 1,34 metro de altura e 2,47 metros de distância entre-eixos. › PESO: 1.475 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 292 litros. › TANQUE de combustível: 60 litros. › PRODUÇÃO: Gyor, Hungria. › LANÇAMENTO mundial da versão: 2009. › LANÇAMENTO no Brasil: 2013. › ITENS de Série: Acabamento interno em alumínio escovado, volante e alavanca de câmbio em couro, bancos revestidos de couro Napa, bancos dianteiros com ajustes elétricos e do tipo concha, computador de bordo, cruise control, trio elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, aerofólio traseiro fixo, rodas de liga leve de 19 polegadas, suspensão magnética, controle de tração e estabilidade, faróis bi-xenon, airbags frontais e laterais e rádio/bluetooth/USB com sistema Bose. › PREÇO: R$ 399 mil.


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TESTE

Forma e conteúdo

DIVULGAÇÃO

O novo fôlego do Range Rover Sport vem acompanhada por uma roupagem bem moderna, inspirada no bem-sucedido SUV médio Evoque

Novo Range Rover Sport ganha visual, tecnologia e esportividade sem perder a “pegada” off-road POR EDUARDO ROCHA Autopress

E

m geral, a vocação principal de cada marca aparece desde a origem, na fundação da empresa. E nela estabelece sua área de excelência. Esta prioridade pode ser o conforto, a esportividade, o luxo ou, ao contrário, o baixo custo – que redunda em popularidade. No caso dos veículos da Land Rover, o espírito aventureiro é o traço de personalidade indelével. Mesmo que fique aparentemente submerso sob uma grande dose de requinte e tecnologia, como acontece com a linha de luxo da marca, a Range Rover. No caso da segunda geração do Range Rover Sport, além do requinte intrínseco à linha, muito da tecnologia adotada foi no sentido de ampliar a capacidade de enfrentar o asfalto. Isso sem fugir à tradição. O utilitário esportivo desembarca no último trimestre deste ano no Brasil trazendo recursos também impressionantes para a prática do “off-road”. Na verdade, um novo conceito construtivo foi o principal responsável por esta melhora de desempenho tanto da estrada quanto fora dela. O objetivo da engenharia

da marca foi reduzir o peso ao máximo. Para isso, o novo Range Rover Sport ganhou carroceria em alumínio e recebeu a mesma plataforna do Range Rover Vogue, também em alumínio. Braços de suspensão e várias partes dos motores também passaram a utilizar materiais mais leves. No modelo 3.0 V6 turbodiesel, a iniciativa foi extremamente efetiva e a perda de peso em relação ao antecessor foi de espantosos 420 kg – o mesmo que cinco passageiros bem robustos. No caso da versão 5.0 V8 a gasolina, a redução da massa foi menor, mas também expressiva, de 179 kg. Apenas por esta dieta, o desempenho do SUV evoluiu substancialmente. Com os mesmos 510 cv, o modelo com propulsor V8 cumpre o zero a 100 km/h em 5,3 segundos, contra 6,2 s do antecessor. No caso do propulsor diesel, o desempenho é melhorado ainda por um ganho de potência. Passou de 256 cv para 292 cv na nova geração e o tempo do zero a 100 km/h caiu de 8,9 segundos para 6,9 s. A nova geração ainda vai dispor de um terceiro propulsor, 3.0 V6 a gasolina, de 340 cv, que deve equipar uma nova versão de “entrada”, que vai a 100 km/h partindo da inércia em

NÚMEROS

3.0 V6 420 kg 6,9 s

bons 7,0 segundos. No gerenciamento dessa maior disposição, a Land Rover injetou uma quantidade avassaladora de controles eletrônicos dinâmicos no Range Rover Sport. O Terrain Response de segunda geração é capaz de ler e adaptar o modelo às condições de rodagem, alterando a distribuição de potência nas rodas e atuando sobre a suspensão pneumática. O sistema tem um ajuste especificamente para a pista, que faz a marca afirmar que este é o Land Rover que melhor se comporta no asfalto já feito. Muitos desses recursos ajudam também no fora-de-estrada, como o diferencial traseiro com controle eletrônico, que faz a leitura para fazer uma distribuição mais inteligente do torque. Especificamente para o off-road, o Range Sport ganhou um leitor de profundidade, que mostra na tela de LCD do console central em que ponto do veículo está a linha d’água. Junto com esse leitor, houve um bom aumento na capacidade de submersão, que passou de 70 para 85 cm. O novo fôlego do Range Rover Sport vem acompanhada por uma roupagem bem moderna, inspirada no bem-sucedido SUV médio Evoque. O desenho da pri-

meira geração ressaltava principalmente a robustez do modelo, com uma frente reta e volumosa e a traseira truncada. Agora, as linhas exaltam a esportividade, com a parte frontal mais angulosa e o para-brisa bem inclinado. O conjunto ótico esticado nas laterais em direção ao para-lamas acentua a ideia de velocidade. As colunas em preto reduzem visualmente os 1,78 metro da altura do modelo. Como no Evoque, o novo Sport oferece combinações de cores diferentes para o teto e a carroceria. Os preços para o Brasil ainda não estão definidos, mas não devem se afastar muito dos atualmente praticados. E que vão de R$ 340 mil, para o modelo diesel, a R$ 440, para o V8 a gasolina completo.

tem várias regulagens, inclusive de apoio lombar. A lista é gigante e para comportar tudo isso, há ainda a suspensão pneumática, com nível de rigidez ajustável. Nota 10. Tecnologia – A Land Rover investiu pesado na leveza do seu modelo. Por isso, o Range Rover Sport tem uma grande quantidade de peças em alumínio. Mas, além disso, ainda ganhou 25% na rigidez torcional. A suspensão pneumática, em quinta geração, também apresenta alta performance. E o câmbio de oito velocidades da ZF é um dos mais modernos fabricados. Os motores a gasolina, projetados pela Jaguar e construídos pela Ford, são robustos e têm bons recursos, como sobrealimentação e controle de abertura de válvulas. O propulsor diesel, este da própria Ford, também foi retrabalhado e está com rendimento 15% maior. Além de tudo isso, há ainda um sem número de controles dinâmicos, fornecidos por Magneti Marelli e Bosch, entre outras, que tornam o Sport um dos modelos com maior embarque de eletrônica de ponta feitos atualmente. Nota 10. Habitabilidade – Além do espaço em tods as dimensões e dos recursos de conforto, o interior oferece um bom número de porta-objetos. Sob o apoio de braços central, há uma pequena geladeira, com capacidade para quatro garrafas ou latas. A versão que vem para o Brasil não terá opção para sete lugares, como existe na Europa. Desse modo, todos os 784 litros do excelente porta-malas ficam apenas para a bagagem. Nota 9. Acabamento – Todos os detalhes explicitam a preocupação da marca em fazer valer a condição de modelo

premium para o Range Rover Sport. Dependendo da versão, o revestimento por ser apenas em couro ou em couro e alcântara. Praticamente não há plásticos aparentes no interior. O painel frontal e a forração das portas também são em couro. Tudo com ótima aparência e visual requintado – no que é acompanhado pela decoração de extremo bom gosto, com cromados, painéis em laca e frisos de alumínio em doses muito bem estudadas. Nota 9. Design – A evolução do estilo da linha Range Rover conseguiu encontrar no Sport uma ótima expressão. Como é um modelo sem tanta tradição como o Range Rover maior – está apenas na segunda geração –, a marca se permitiu misturar a robustez própria de um Land Rover mais requintado com a jovialidade do Evoque, que inaugurou o novo conceito de design. O resultado é agradável e bastante equilibrado, sem ser modernoso nem conservador. Nota 10. Custo/benefício – O Jaguar Land Rover ainda não estabeleceu o valor que será pedido pelo Range Rover Sport, mas não ficará muito longe da faixa que vai dos R$ 300 mil até os R$ 450 mil. Ou seja: um segmento onde não se pode aplicar uma lógica de custo/benefício – não tem sentido alguém mudar para um modelo rival por conta de uma diferença de R$ 30 mil, por exemplo. No caso, o Sport chega para brigar com BMW X5, Mercedes ML e Porsche Cayenne, todos com menor aptidão offroad que ele e com comportamento similar no asfalto. Nota 6. Total – O Range Rover Sport somou 90 pontos em 100 possíveis.

motor turbodiesel

mais leve que seu antecessor

0 a 100 km/h em menos de 7 segundos

Ponto a ponto Desempenho – As três motorizações do Range Rover Sport são de respeito. Ainda mais porque são gerenciadas pelo câmbio de oito velocidades, que consegue sempre achar o giro certo para o momento preciso. Todas movem os mais de 2 mil quilos do modelo sem dificuldades, mas cada um a seu modo. O motor 3.0 V6 a gasolina, com seus 340 cv, é o que tem desempenho mais comedido e inspira uma condução mais racional. O propulsor diesel impressiona pelo alto torque, de 61,2 kgfm, e parece ter disposição para subir paredes. E o 5.0 V8 a gasolina, de 510 cv, é simplesmente avassalador. Só para dar uma ideia, é o mesmo usado nos modelos mais fortes da Jaguar. Nota 10. Estabilidade – Mesmo com alta tecnologia construtiva, um carro alto, pesado, grande e muito potente não pode prescindir de controles eletrônicos dinâmicos. E isso o Range Rover Sport tem de sobra. Controles inteligentes de tração, de estabilidade, suspensão pneumática autoajustável, pneus 275/45 R21 e diferencial eletrônico. isso quer dizer que o carro se comporta como programado: aderna pouco nas curvas, não mergulha em freadas e quase não empina nas arrancadas. Aparentemente os sistemas são pouco invasivos, mas a verdade é que eles entram em ação de forma muito sutil. Basta desligá-los para rapidamente se explicitarem os limites do utilitário-esportivo. Na prática cotidiana, com controles acionados, o Sport consegue tanto explorar os potentes motores que dispõe quanto oferecer altos níveis de conforto. Nota 9. Interatividade – Faz parte da ló-

gica do Range Rover Sport facilitar e a vida do motorista e informar cada detalhe do que acontece com o carro. O modelo tem cinco câmaras no entorno para enxergar obstáculos, leitor de profundidade para travessia de áreas alagadas, computador de bordo completo, volante multifuncional, paddle shift para trocas de marcha – que podem ser feitas também diretamente na alavanca em formato de joystick –, ajustes elétricos de volante e bancos, GPS e até sistema dual view (motorista e passageiro podem ver imagens diferentes no monitor central ao mesmo tempo). E a navegação pelos recursos é simplificada por uma tela de menu autoexplicativa. Nota 10. Consumo – Segundo a Land Rover, a segunda geração do Range Rover Sport ficou aproximadamente 15% mais econômica – tanto pela melhor aerodinâmica quanto pela perda de peso. Com o sistema start-stop, a economia é incrementada em outros 7%. Nos testes, quando o consumo não era uma preocupação, o computador de bordo nunca acuou uma média inferior a 6 km/l nem superior a 8 km/l. Números bem razoáveis para um modelo potente e grande. Nota 7. Conforto – O Range Rover Sport alto, largo e comprido. Por isso, é natural que o espaço seja dos mais generosos. E entre os recursos de conforto comuns a modelos de luxo, não falta nada. O ar-condicionado eletrônico tem duas ou três zonas, dependendo da versão. Há dois monitores para a segunda fileira, nos apoios de cabeça dianteiros, a tampa traseira abre e fecha eletricamente, a ergonomia é perfeita e os bancos

FICHA TÉCNICA

Land Rover Range Rover Sport › MOTORES: › 3.0 diesel: Diesel, dianteiro,

longitudinal, 2.993 cm3, biturbo, seis cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção Common Rail e acelerador eletrônico. › POTÊNCIA máxima: 292 cv a 4 mil rpm. › TORQUE máximo: 61,2 kgfm a 2 mil rpm. › ACELERAÇÃO de zero a 100 km/h: 7,2 segundos. › VELOCIDADE máxima: 210 km/h. › DIÂMETRO e curso: 84,0 mm X 90,0 mm. Taxa de compressão: 16,1:1. › 3.0 gasolina: Gasolina, dianteiro, longitudinal, 2.995 cm3, supercharger, seis cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e comando duplo variável de válvulas. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico. › POTÊNCIA máxima: 340 cv a 6.500 rpm. › TORQUE máximo: 45,9 kgfm entre 3.500 e 5 mil rpm. › ACELERAÇÃO de zero a 100 km/h: 7,2 segundos. › VELOCIDADE máxima: 210 km/h. › DIÂMETRO e curso: 84,0 mm X 89,0 mm. Taxa de compressão: 9,5:1. › 5.0 gasolina: Gasolina, dianteiro, longitudinal, 4.999 cm3, oito cilindros em “V”, supercharger, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e comando duplo variável de válvulas. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico. › POTÊNCIA máxima: 510 cv entre 6 mil e 6.500 rpm. › TORQUE máximo: 63,7 kgfm entre 2.500 e 5.500 rpm. › ACELERAÇÃO de zero a 100 km/h: 5,3 segundos. › VELOCIDADE máxima: 225 km/h. › DIÂMETRO e curso: 92,5 mm X 93,0 mm. Taxa de compressão: 9,5:1. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático com oito marchas à frente e uma a ré. Tração permanente nas quatro rodas com diferencial central e traseiro blocantes. Oferece controle

eletrônico de tração.

› SUSPENSÃO: Dianteira do tipo

double wishbone com dois braços inferiores e molas pneumáticas. Traseira independente do tipo multilink com molas pneumáticas. Oferece controles eletrônicos de altura e de estabilidade. › PNEUS: 275/45 R21. › FREIOS: Discos ventilados na frente e atrás. Assistidos por ABS, ETC, DSC, HDC, EBD e EBA. › CARROCERIA: Utilitário esportivo em monobloco de alumínio com quarto portas e cinco lugares. Com 4,85 metros de comprimento, 1,98 m de largura, 1,78 m de altura e 2,92 m de distância entre-eixos. Tem airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho para motorista e passageiro. › PESOS: › 3.0 diesel: 2.115 kg › 3.0 gasolina: 2.144 kg › 5.0 gasolina: 2.310 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 784 litros. › TANQUE de combustível: 105 litros. › ALTURA mínima do solo: 20,0 cm (26,5 cm no modo off-road). › ÂNGULO de ataque: 25,8º (31º no modo off-road). › ÂNGULO de saída: 26,4º (30,9º no modo off-road). › CAPACIDADE de imersão: 85 cm. › PRODUÇÃO: Solihull, Inglaterra. › LANÇAMENTO da atual geração: 2013. › ITENS de série: Ar-condicionado de duas zonas (três na topo V8), direção assistida, trio elétrico, bancos com ajuste elétrico, memória e aquecimento, cruise control, sensor de luminosidade e de chuva, sistema de auxílio de funcionamento off-road automático, medidor de profundidade, sistema de som Meridian com 29 altofalantes, tela central sensível ao toque, GPS, monitoramento de ponto cego, airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho, faróis de xenon, rádio/CD/DVD/ MP3/USB/iPod/Bluetooth, câmara de ré, duas telas adicionais atrás dos bancos dianteiros, ABS, ETC, DSC, HDC, EBD e EBA. › PREÇO estimado Entre R$ 340 mil e R$ 440 mil.


MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2013

VITRINE

De dentro para fora

DIVULGAÇÃO

O Grand Siena Sublime tem como base o Essence 1.6. O que significa que traz, sob o capô, o motor E.Torq de 117 cv

NÚMEROS

Fiat eleva o patamar de acabamento do sedã Grand Siena com a linha Sublime POR MICHAEL FIGUEREDO Autopress

A

s marcas precisam mostrar novidades constantes para manter o interesse em seus modelos. Isso, porém, não significa o lançamento de carros novos a todo momento. As chamadas séries especiais cumprem esse papel, sempre com o mesmo foco: valorizar o produto. Caso do Fiat Grand Siena Sublime, que é baseado na versão mais cara do sedã – a Essence 1.6 – e não traz nenhuma alteração mecânica exclusiva que não esteja disponível na linha “convencional”. Porém, oferece vasta lista de itens de série que conferem uma atmosfera de sofisticação no interior. O bastante para posicioná-lo no topo da gama. Apesar de ter o marketing como um dos seus principais pilares, o Fiat Grand Siena Sublime nem tem uma missão tão ambiciosa. Serve mais para diferenciar a linha Grand Siena do que para gerar volume de vendas. Tanto que a Fiat espera que o

carro responda por modestos 3,5% dos emplacamentos do sedã. Pela conta da fabricante, a versão deverá vender em torno de 230 unidades por mês, um volume pequeno ante a média de 6.530 licenciamentos mensais que o carro tem conseguido desde janeiro. Em junho, primeiro mês cheio do Grand Siena Sublime, o resultado foi próximo disso. Foram emplacados cerca de 190 exemplares da versão. O tal requinte proposto pelo Grand Siena Sublime se destaca de dentro para fora. A Fiat decidiu usar as cores marrom e marfim no interior do carro – como no couro que reveste parcialmente os bancos, o volante e os revestimentos das portas. O painel é igual às demais versões do sedã, mas recebe certa dose de exclusividade com pintura bege harmonizada com as tonalidades dos couros de outras partes. Por fora, não fosse o exclusivo tom de branco perolizado, chamado de Kalahari, e alguns apliques com o nome “Sublime”, o carro passaria como um Grand

Automóveis 11

1.6 117 cv 194km/h Motor E.TORQ

de potência máxima

de velocidade máxima

Siena “comum”. O design, uma das principais armas do sedã, ostenta, logicamente, os mesmos traços com a linha de cintura alta, os faróis esticados para as laterais – com máscara cinza – e, na traseira, lanternas horizontais com luzes de leds. Um olhar mais atento revela outros detalhes, como uma pintura diferenciada nas rodas. O Grand Siena Sublime tem como base o Essence 1.6. O que significa que traz, sob o capô, o motor E.Torq de 117 cv, entregues a 5.500 rpm, e 16,8 kgfm a 4.500 rotações. A transmissão é manual de cinco marchas. O câmbio Dualogic automatizado de cinco velocidades também é oferecido como opcional e per-

mite ainda trocas manuais por paddle-shifts atrás do volante. Esse conjunto faz o sedã cumprir o zero a 100 km/h em 9,9 segundos, a caminho da velocidade máxima de 194 km/h. Para justificar o posicionamento da série no topo da linha, o carro vem equipado de fábrica com alguns itens que, nas outras versões, estão disponíveis apenas como opcionais. Casos do rádio Connect com conexão Bluetooth e comandos no volante, retrovisores elétricos e vidros elétricos traseiros. O Grand Siena Sublime parte de R$ 46.680. No entanto, a conta chega a R$ 49.800 com a adição dos opcionais câmbio Dualogic Plus e sensores de estacionamento.

Evolução da espécie O Grand Siena nasceu com uma proposta acertada de design. Enquanto a versão mais simples – o Siena EL – segue o design do Palio antigo, os traços do modelo maior dão um pouco mais de personalidade própria ao sedã em relação à nova geração do hatch. O interior, porém, deixava flagrante o excesso de simplicidade. E a Fiat reservou para a edição especial Sublime a missão de corrigir essa falha. A cabine agrada desde o primeiro momento. A mistura de tons marrom e marfim é de bom gosto e transmite, de fato, a sensação de se estar dentro de um carro mais requintado. Percepção reforçada pela boa textura dos materiais.

Com o motor ligado, o Grand Siena Sublime revela as mesmas virtudes e falhas dos demais componentes da linha. O motor tem 117 cv, potência mais que suficiente para puxar os 1.148 kg do sedã, que mostra boa agilidade em quase todas as situações. O problema é na entrega do torque. Os relativamente bons 16,8 kgfm só chegam quando o propulsor gira a 4.500 rpm – algo que exige pisadas mais vigorosas nas saídas. As trocas automatizadas do câmbio Dualogic não chegam a incomodar, mas um pouco mais de suavidade cairia muito bem. No modo manual, a operação da transmissão através dos paddle-shifts

adiciona boa dose de diversão à condução. Um dos pontos altos do Grand Siena é o conforto. A edição Sublime reforça essa característica com os bancos revestidos em couro e o apoio para o braço do motorista. A ergonomia, no entanto, não é das melhores. O volante é ajustável apenas em altura e o banco carece de mais possibilidades de regulagem. A suspensão filtra com bastante eficiência os impactos causados pelas constantes imperfeições das ruas brasileiras. E seu ajuste não prejudica a dirigibilidade. O Grand Siena se comporta bem e, mesmo em trechos sinuosos, reage de maneira equilibrada.

FICHA TÉCNICA

Fiat Grand Siena Sublime 1.6 › MOTOR: A gasolina e etanol,

dianteiro, transversal, 1.598 cm3, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio automatizado com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 115 cv com gasolina e 117 cv com etanol a 5.500 rpm. › ACELERAÇÃO de 0 a 100 km/h: 10,0 s com gasolina e 9,9 s com etanol. › VELOCIDADE máxima: 192 km/h com gasolina e 194 km/h com etanol. › TORQUE máximo: 16,2 kgfm com gasolina e 16,8 com etanol a 4.500 rpm.

› DIÂMETRO e curso: 77,0 mm X

85,8 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços oscilantes inferiores, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente com eixo de torção, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. › PNEUS: 195/55 R16. › FREIOS: Dianteiros com discos ventilados e traseiros a tambor. Oferece ABS com EBD. › CARROCERIA: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,29 m de comprimento, 1,70 m de largura, 1,50 m de altura e 2,51 m de entreeixos. Airbags frontais de série. › PESO: 1.148 kg, com 400 kg de carga útil. › CAPACIDADE do porta-malas:

520 litros.

› TANQUE de combustível: 48 litros.

› PRODUÇÃO: Betim, Brasil. › LANÇAMENTO no Brasil: 2012. › ITENS de série: Ar-condiciona-

do, direção hidráulica, vidros, retrovisores e travas elétricos, airbags frontais, ABS com EBD, volante com regulagem de altura, controlador de velocidade de cruzeiro, frisos laterais cromados, bancos e volante revestidos em couro, rodas de liga-leve em 16 polegadas, apoio de cabeça central traseiro, apoio para o braço do motorista, abertura interna do tanque de combustível, faróis de neblina, rádio CD/ MP3/USB/Aux/Bluetooth, volante multifuncional › PREÇO R$ 46.680. › OPCIONAIS: Câmbio Dualogic e sensores de estacionamento. › PREÇO completo: R$ 49.850.


12 Automóveis

MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2013


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