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Automoveis 03 07 13

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MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 3 DE JULHO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8127 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

Brasilidade de ocasião Mitsubishi nacionaliza o ASX, se livra das cotas e sonha com a liderança dos crossovers médios Pág. 10 AUTOPERFIL

MOTOMUNDO

DIVULGAÇÃO

CB 500X: versátil equilíbrio

DIVULGAÇÃO

Volvo V40

Com tudo dentro

Honda usa base compartilhada e reúne potenciais urbano e estradeiro na trail CB 500X

Entre itens de série e opcionais, Volvo V40 chega ao Brasil repleto de "gadgets" tecnológicos

No final do ano passado, quando a Honda decidiu atualizar sua linha de 500 cc para a maioria dos mercados onde atua – sem chegada ainda confirmada ao Brasil –,

Durante sete anos, a Volvo teve como representante no segmento de hatches médios o C30, um modelo com jeitão de cupê e apenas duas portas. Conseguiu certa fama, principalmente pela

aproveitou para economizar tempo e dinheiro. Desenvolveu uma plataforma, sobre a qual montou três modelos idênticos em sua essência – entre chassi, mecânica e sus-

pensão, compartilham 90% dos componentes –, mas com aplicações distintas na gama. Os resultados foram uma naked, uma carenada e uma trail – a CB 500X. Pág. 9

estética do carro, e até acumulou boas vendas em todo o mundo. Mas a limitação das duas portas e o pequeno espaço atrás impediam que o C30 alçasse voos maiores. Por isso, na hora de tro-

car a geração, a Volvo resolveu apostar em uma versatilidade maior de seu representante. Assim surgiu o V40, um hatch com ares de perua que não abandona o visual estiloso. Pág. 11


2 Automóveis

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AUTOTAL

ASTON MARTIN

Sustentável leveza A Aston Martin está se tornando famosa por criar alguns conversíveis de estética memorável.O último da linhagem foi apresentado esta semana: o Vanquish Volante. O novo conversível topo de linha da empresa inglesa é o primeiro com carroceria completamente feita em fibra de carbono. Assim, mesmo trazendo os reforços estruturais indispensáveis a um descapo-

Sintonia fina

A

Fiat já entrou em 2014. Na mesma semana, mostrou pequenas alterações nas novas linhas da Idea e do Freemont. Esteticamente, o único que recebeu reais modificações foi o monovolume. As versões Attractive e Essence ganharam nova grade dianteira, do tipo colmeia, e alguns detalhes cromados no topo do para-choque a nas portas. Por dentro, mudanças pontuais, como nas saídas de ar. O

ar-condicionado, por sinal, passa a vir de série na Idea Attractive, que custa R$ 43.290. A Essence 1.6 recebe retrovisores elétricos e sai a R$ 45.370, enquanto a Adventure 1.8 ganha volante multifuncional e tem preço de R$ 52.400. Já o utilitário Freemont, que parece ter mudado menos, tem algumas novidades mais importantes. Na parte mecânica, o antigo câmbio automático de quatro velocidades

foi substituído por um mais moderno, com seis relações e opção de trocas sequenciais. Outro item novo é o sistema de entretenimento com GPS e tela sensível ao toque de 8,4 polegadas. Junto com as mudanças, o Freemont ficou também bem mais caro. A versão de entrada, com cinco lugares, saiu de R$ 87.160 para R$ 95 mil, enquanto a mais cara, com sete lugares, passa de R$ 93.160 para R$ 105 mil.

tável, o Volante pesa apenas 9 kg a mais que o cupê em que é baseado – são 1.844 kg no total. As melhorias de arquitetura e mecânicas fazem do Vanquish Volante um carro 14% mais rígido e com porta-malas 50% maior do que o do antecessor, o DBS Volante. Outra maneira de reduzir peso foi a adoção do teto de lona, bem mais leve que o rígido. Feito com material macio de tripla camada, ele

pode ser rebaixado ou levantado em 14 segundos. No resto, o conversível é quase idêntico ao Vanquish fechado. O motor V12 de 6.0 litros se manteve inalterado. Ele gera 573 cv e 63,2 kgfm de torque e é aliado a uma transmissão automática de seis velocidades. O belo conversível atinge os primeiros 100 km/h em 4,1 segundos e atinge 284 km/h de velocidade máxima.

F-1

Fase minimalista A temporada de 2014 da Fórmula 1 vai ser bem diferente. Por causa do novo regulamento, as equipes terão de fazer grandes mudanças em seus bólidos. A principal delas, sem dúvida, está no motor. Saem de linha os V8 aspirados de 2.4 litros para a entrada dos mais “ecológicos” V6 turbinados de 1.6 litro. A primeira fornecedora a mostrar o seu novo propulsor foi a Renault, que fornece motores para a atual

campeã Red Bull Racing, por exemplo. A grande novidade é que o conjunto mecânico passa a ser tratado praticamente como um híbrido. É que o sistema de recuperação de energia cinética, o chamado Kers, vai ganhar muito mais importância. Ele agora passa a desenvolver 160 cv, o dobro do atual, e é mais presente – não será usado só para ganhos eventuais de potência. O motor a combustão

em si ficou mais fraco. Sai de cerca 750 para 600 cv e será mais econômico. A Renault estima a queda no consumo de combustível em torno de 35%. O limite de giros caiu de 18 mil para 15 mil rpm e a injeção de combustível passa a ser direta. Vale lembrar que o uso de motores V6 turbo já foi comum na Fórmula 1. Era muito usado durante as décadas de 1970 e 1980 na categoria.


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Ovelha negra

Automóveis 3

VITRINE

DIVULGAÇÃO

Pelos quase R$ 140 mil da tabela, o Paceman traz ar-condicionado digital, bancos de couro, seis airbags, controles de tração e estabilidade, sensor de ré e chuva e sistema de entretenimento com tela de 6,5 polegadas, GPS e som Harman Kardon

Paceman chega ao Brasil como a proposta mais estranha e extravagante da linha Mini POR RODRIGO MACHADO Autopress

A

BMW demorou a explorar o potencial da Mini. A operação da clássica marca inglesa sob domínio alemão começou de forma bem. Em 2001 surgiu a primeira geração do hatch acompanhado no ano seguinte pelo conversível Cabrio – bem na trilha do que a Volkswagen fazia com o New Beetle. Só depois de 2006, quando o carrinho entrou na segunda geração, a BMW passou a tirar maior proveito da proposta “descolada” dos simpáticos carrinhos ingleses. Para isso, usa a base já existente e praticamente só mudar a carroceria. Nesta estratégia, já são sete variações, quatro delas lançadas nos últimos quatro anos. A mais recente deles, com certeza, é a mais peculiar. É o Paceman, um SUV com ares de cupê que chega ao país agora. Esta sétima variação do Mini deve também ser a última da atual fase. A terceira geração do modelo deve ser iniciada, com a versão hatch, já no ano que vem. Até por chegar no fim da vida da atual linha, o Paceman é a proposta menos óbvia da gama. A própria empresa tem dificuldade de definir o modelo. Usa a estranha alcunha de Sports Activity Vehicle Compacto Premium. Marquetês à parte, o Paceman realmente não tem concorrentes diretos. A carroceria traz um misto de SUV e cupê, com direito a porte alto e caimento acentuado do teto. Nesse ponto, o Range

Rover Evoque é o que mais se aproxima da idéia, mas seu apelo é muito mais para o luxo – tendência acompanhada pela etiqueta de preço –, além de ter reais atributos off-road e não sofrer de raquitismo. A idéia da Mini é ter o Paceman como uma evolução natural dentro da gama. Como a linha já existe há 12 anos, há clientes fiéis da marca já estão em seu terceiro ou quarto Cooper. O novo carro apareceria, então, como uma escolha mais exclusiva. Algo acompanhado pelo preço e pela expectativa de vendas. O Paceman chega em versão única de acabamento por R$ 139.950 e com previsão de vender entre 30 e 40 unidades por mês dentro de um universo de quase 370 exemplares mensais da marca. Mas é nessa política de vender um pouquinho de cada nova configuração que a Mini vem crescendo ano a ano. Em 2006, quando tinha apenas as versões hatch e conversível de primeira geração, a marca vendeu 188 mil unidades no mundo todo. Em 2012, com seis variantes, foram mais de 300 mil unidades. Pelos quase R$ 140 mil da tabela, o Paceman traz ar-condicionado digital, bancos de couro, seis airbags, controles de tração e estabilidade, sensor de ré e chuva e sistema de entretenimento com tela de 6,5 polegadas, GPS e som Harman Kardon. O conjunto mecânico é aquele que já é tradicional na linha da marca por aqui. Ou seja, motor 1.6 com turbo twin scroll – com duas saídas – com

187 cv e 24,5 kgfm. O torque, aliás, pode crescer para 26,5 kgfm quando o botão Sport é acionado ou ao pisar no acelerador até o final do curso. A transmissão é automática de seis velocidades com opções de trocas manuais na alavanca ou por borboletas atrás do volante. Com pacote idêntico de equipamentos e trem de força, o mais tradicional Countryman custa R$ 129.950. A diferença de R$ 10 mil tem uma explicação: marketing. Afinal, até a primeira coluna, os carros são idênticos – com minúsculas modificações estéticas na grade e no parachoque. As diferenças ficam na parte posterior. Além do óbvio desenho distinto, a Mini brasileira optou por trazer o Paceman com uma configuração de assentos ligeiramente di-

NÚMEROS

187 cv 26,5 kgfm potência

é o torque quando o botão Sport é acionado

1.6 turbo

twin scroll - com duas saídas

ferente. Enquanto o SUV traz um tradicional banco inteiriço, com lugar para três pessoas, o Paceman recebe duas poltronas individuais divididas por um console central. Tipo de perfurmaria que tenta explicar a existência de um carro sem muito lugar no mercado.

FICHA TÉCNICA

Mini Paceman Cooper S › MOTOR: A gasolina, dianteiro,

transversal, 1.598 cm3, turbocompressor, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, cabeçote com duplo comando de válvulas com tempo de abertura variável. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração integral sob demanda. Oferece controle de tração. › POTÊNCIA máxima: 187 cv a 5.500 rpm. › ACELERAÇÃO de 0 a 100 km/h: 7,8 segundos. › VELOCIDADE máxima: 212 km/h. › TORQUE máximo: 24,5 kgfm entre 1.600 e 5 mil rpm com overboost de 26,5 kgfm entre 1.700 e 4.500 rpm. › DIÂMETRO e curso: 85,8 mm X 77 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores pneumáticos. Traseira independente do tipo multilink com barra estabilizadora de alumínio. Controle eletrônico de estabilidade. › PNEUS: 205/55 R17.

› FREIOS: Discos ventilados

nas quatro rodas. ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência e controle de frenagem em curvas. › CARROCERIA: Utilitário esportivo cupê em monobloco, com duas portas e quatro lugares. Com 4,15 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,52 m de altura e 2,60 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, de cabeça e de cortina. › PESO: 1.330 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 330 litros. › TANQUE de combustível: 47 litros. › PRODUÇÃO: Graz, Áustria. › LANÇAMENTO: 2013. › LANÇAMENTO no Brasil: 2013. › ITENS de série: Ar-condicionado automático, sistema multimídia com som Harman Kardon de 10 alto-falantes, GPS, tela de 6,5 polegadas e conectividade bluetooth e USB, bancos de couro, controles de tração e estabilidade, airbags frontais, laterais e de cortina, faróis bi-xenôn, volante multifuncional, rodas de liga leve de 18 polegadas, computador de bordo, sensor de chuva, luminosidade e estacionamento. › PREÇO: R$ 139.950.


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TRANSMUNDO

Enigma na caçamba

Com a nova picape Saveiro, a Volkswagen tenta desvendar o segredo do sucesso da Fiat Strada FICHA TÉCNICA

LUIZ HUMBERTO MONTEIRO Auto Press

Volkswagen Saveiro 2014

O

s executivos da Volkswagen adoram falar da liderança do Gol no mercado brasileiro. Há quase três décadas o modelo da marca alemã é o automóvel mais vendido do Brasil, relegando ao segundo lugar o Palio, da rival Fiat. Valores como confiabilidade e robustez são festejados pelos “marqueteiros” da Volks como decisivos para a longa liderança entre os hatches. Mas, entre as picapes derivadas dos dois modelos, as coisas se invertem e a liderança folgada está com a Fiat Strada há quase 15 anos – a Saveiro, versão “com caçamba” da linha Gol, amarga um distante segundo lugar. Por algum motivo, os argumentos que embalam o líder de vendas dos hatches não surtem o mesmo efeito na picape da Volkswagen. Os executivos da marca esperam que a nova Saveiro, que acaba de desembarcar nas concessionárias, desvende esse mistério. Em termos estilísticos, a nova Saveiro incorpora diversas características visuais apresentadas nos recentes “face-lifts” das linhas Fox e Gol/Voyage. O novo para-choque dianteiro tem design exclusivo para a picape, com mais “musculatura”, e as grades oferecidas nas diferentes versões trazem detalhes exclusivos do utilitário. Os faróis com moldura escurecida são de série em todas as versões. As coberturas das caixas de rodas dianteiras são em plástico preto fosco texturizado. Na traseira, a maior novidade é o sistema de amortecimento na tampa da caçamba – recurso inédito no segmento de picapes compactas.

› MOTOR: A gasolina e etanol,

A capacidade de carga é de 924 litros na versão cabine simples e 734 litros na estendida. O propulsor da nova picape é sempre o mesmo. É o mais que conhecido 1.6 litro VHT Total Flex, que há tempos move Gol e Voyage. Ele atinge 104 cv com etanol e 101 cv com gasolina. A transmissão é manual com cinco marchas. A chamada “nova arquitetura eletrônica”, já apresentada nos outros compactos da marca, incorpora o detector de colisões, que em caso de acidente ativa automaticamente as luzes de alerta e destrava as portas, e o Emergency Stop Signal, que em freadas bruscas aciona automaticamente as luzes de freios de forma intermitente. De quebra, oferece ainda o Eco Comfort, que dá “pitacos” no painel sobre como o motorista deve dirigir de forma econômica, com dicas do gênero “não acelerar quando o carro estiver parado”. Nas versões com sensores de estacionamento traseiros,

o novo rádio indica a aproximação dos obstáculos através de uma barra, juntamente com um sinal sonoro. O sistema de som é o mesmo oferecido para Gol e Voyage. Reúne rádio AM/FM e CD/MP3 player, com entradas Auxiliar, USB e interface para iPod na parte frontal do rádio. Talvez desconfiado de que a relação custo/benefício possa ser um atributo valorizado pelos consumidores de picapes compactas, o marketing da Volkswagen optou por não elevar muito os preços. Assim, a versão mais básica Cabine Simples 1.6 parte de R$ 33.490 e a Cabine Estendida 1.6 começa em R$ 36.610 Acima da versão básica está a Trooper, oferecida apenas com a cabine estendida. Por R$ 43.390, acrescenta direção hidráulica, rodas de liga-leve aro 15, airbags frontais e ABS, além de outros “mimos” e adereços. Já a “top” Cross, também oferecida apenas na versão estendida, parte de R$ 48.990 e traz ainda para-

choques e grade estilo colmeia exclusivos, faróis auxiliares, arcondicionado, sensor de estacionamento, rodas de liga leve aro 15 com pneus “All Terrain”, além adesivação externa e decoração interna específicas. São quatro versões para enfrentar as nove combinações existentes para a Strada – Working Cabine Simples, Estendida ou Dupla, Trekking Cabine Simples, Estendida ou Dupla e Adventure Cabine Estendida, Cabine Dupla com câmbio manual e Cabine Dupla Dualogic. Talvez a variedade de opções e a ousadia de apresentar novidades antes da concorrência ajudem a explicar as boas vendas da picape da Fiat. No primeiro trimestre dessa anos, foram comercializadas em média 9.100 unidades mensais da Strada, contra 5.800 da Saveiro. Chevrolet Montana e Ford Courier ficam bem atrás, com respectivas 3.200 e 602 unidades vendidas mensalmente.

dianteiro, transversal, 1.598 cm3, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 101 cv com gasolina e 104 cv com etanol a 5.250 rpm. › TORQUE máximo: 15,4 kgfm com gasolina e 15,6 kgfm com etanol a 2.500 rpm. › DIÂMETRO e curso: 76,5 mm x 86,9 mm. Taxa de compressão: 12,1:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson com mola helicoidal e barra estabilizadora de 20 mm. Traseira interdependente com braço longitudinal e mola helicoidal. Não oferece controle de estabilidade. › PNEUS: 175/70 R14 (205/60 R15 nas versões Cross e Trooper) › FREIOS: Discos ventilados na frente e tambor atrás. Oferece ABS de série. › CARROCERIA: Picape em monobloco com cabine, duas portas e dois lugares. Com 4,49 metros de comprimento, 1,73

m de largura, 1,51 m de altura e 2,75 m de distância entre-eixos. › PESO: 1.020 kg (1.035 na cabine estendida, 1.087 kg na Trooper e 1.130 na Cross). › CAPACIDADE da caçamba: 924 litros (734 litros na cabine estendida). › TANQUE de combustível: 55 litros. › PRODUÇÃO: São Bernardo do Campo, São Paulo. › ITENS de série: › VERSÃO 1.6: Rodas em aço, protetor de caçamba, banco do motorista com regulagem de altura, alças de segurança, vidros elétricos, conta-giros e tomada 12V. › PREÇO: R$ 33.490 na cabine simples e R$ 36.610 na estendida. › VERSÃO Trooper 1.6: Adiciona direção hidráulica, airbag duplo, ABS, para-choques na cor do veículo, rodas de liga leve de 15 polegadas, rack no teto, grade na janela traseira e faróis duplos com máscara negra. › PREÇO: R$ 43.390. › VERSÃO Cross: Adiciona arcondicionado, detalhes estéticos off-road, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, capota marítima, retrovisores elétricos, pedais de alumínio e coluna de direção com ajuste de altura e profundidade. › PREÇO: R$ 48.990.


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Diversão inusitada

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GT86 contraria o conservadorismo da Toyota

A

palavra “emoção” não costuma ser usada para descrever carros da Toyota. A fabricante é conhecida por produzir modelos que oferecem bom comportamento dinâmico e até requinte, mas que não conquistam os entusiastas da esportividade. Porém, os japoneses decidiram, por um momento, mudar essa imagem, ao lançarem o GT86 no ano passado. Desenvolvido em conjunto com os compatriotas da Subaru – que adotou o nome BRZ para sua versão do esportivo – trata-se de um cupê de tração traseira, com a clara vocação para divertir quem o conduz. O GT86 se destaca entre os modelos da Toyota justamente por uma característica rara na gama: a ousadia do design. Por isso o cupê é uma espécie de “estranho no ninho” entre os carros conservadores da marca. O carro ostenta conjuntos óticos que afinam em direção à área central. A grade hexagonal e os faróis de neblina trapezoidais fazem o GT86 lembrar o estilo do Lexus LFA. Na frente , o capô apresenta ondulações e vincos, enquanto nas laterais, logo acima dos paralamas, há duas falsas entradas de ar e o logo “86”. O teto, como em todo cupê, descreve trajetória descendente rumo à traseira. Sobre as rodas de trás, ancas robustas que denunciam de onde vem a tração. O spoiler, um difusor e saídas de escape cromadas, destacadas em uma peça preta, completam o desenho. Dentro do GT86 a Toyota tentou criar o ambiente de um verdadeiro esportivo. Os bancos, o volante e a manopla do câmbio são revestidos em couro com cos-

tura contrastante em vermelho. No painel de instrumentos, três grandes relógios – com destaque para o do conta-giros, com fundo branco e um velocímetro digital integrado. No topo do console central, o material que reveste o painel simula a aparência de fibra de carbono. Há ainda uma tela sensível ao toque e detalhes em aço escovado. O conjunto mecânico do GT86 não tem números impressionantes. Os 1,190 kg do cupê são impulsionados por um motor de 197 cv de potência. É um boxer com quatro cilindros opostos de 2.0 litros, de origem Subaru. O propulsor pode vir acoplado a uma transmissão manual ou automática, sempre de seis velocidades. Com a primeira, a aceleração de zero a 100 km/h é cumprida em 7,6 segundos. Já com o câmbio automático o tempo é de 8,2 segundos. As velocidades máximas são de 226 km/h e 210 km/h, respectivamente. O GT86 é voltado muito mais para a diversão, mas conta também com a proposta do bom preço. Os valores partem de US$ 25.255, com transmissão manual – o equivalente a R$ 50.700 mil –, e chegam aos US$ 26.355 – que elevam a conta para R$ 60 mil – da versão testada, a mais equipada e com câmbio automático. Nos Estados Unidos, o cupê é chamado de FR-S e vendido pela Scion, divisão da Toyota voltada ao público jovem. O acordo entre a marca e a Subaru só permite a comercialização de um BRZ a cada dez GT86 entregues. O carro não é vendido no Brasil e a subsidiária local da marca nem cogita a possibilidade de trazê-lo.

O GT86 se destaca entre os modelos da Toyota justamente por uma característica rara na gama: a ousadia do design

FICHA TÉCNICA

Toyota GT86 › MOTOR: A gasolina, dianteiro, transversal boxer, 1.998 cm3, quatro cilindros opostos, quatro válvulas por cilindro. Duplo comando e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção direta. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Oferece controle de tração. › POTÊNCIA máxima: 197 cv a 7.500 rpm.

› TORQUE máximo: 20,9 kgfm a

6.600 rpm. › DIÂMETRO e curso: 86,0 mm X 86,0 mm. Taxa de compressão: 12,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira do tipo McPherson com barra estabilizadora. Traseira independente do tipo multilink e barra estabilizadora. Oferece controle de estabilidade de série. › PNEUS: 215/45 R17. › FREIOS: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece

ABS com EBD.

› CARROCERIA: Cupê em mo-

nobloco, com duas portas e quatro lugares. Com 4,24 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,28 m de altura e 2,57 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais e traseiros de série. › PESO: 1.190 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 243 litros › TANQUE de combustível: 50 litros.

› PRODUÇÃO: Ota, Japão. › LANÇAMENTO mundial: 2012. › ITENS de série: Ar-condiciona-

do dual zone, keyless, assentos dianteiros com revestimento em couro, computador de bordo, sistema de som com tela sensível ao toque, rádio/CD/ MP3/USB/AUX/iPod/Bluetooth, ABS, controles de estabilidade e tração, ABS, EBD, airbag frontal e de cortina. › PREÇO: US$ 26.355, o equivalente a R$ 60 mil.


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Escala ao Sul do Mercosul

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Salão de Buenos Aires 2013 serve de "avant-première" para muitos modelos que estarão em breve no Brasil POR LUIZ HUMBERTO MONTEIRO Autopress

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criação do Mercosul gerou algumas distorções. No caso do mercado automotivo, o peso do Brasil é bem maior que o da Argentina, mas é lá que muitas novidades surgem primeiro. A explicação está nas regras para homologação de novos veículos, que são bem mais simplificadas no país vizinho e facilitam a importação de pequenas quantidades de qualquer modelo. Isso ajuda a explicar porque tantos carros com estreia agendada para o Brasil nos próximos meses fizeram sua "avant-première" no 6º Salão Internacional do Automóvel de Buenos Aires, que se realiza de 20 a 30 de junho no centro de exposições La Rural, na capital argentina. As expectativas dos organizadores do evento são muito otimistas. Esperam que 800 mil pessoas percorram os estandes dos mais de 100 expositores, incluindo empresas de autopeças, serviços automotivos, caminhões – MAN, Iveco, Mercedes-Benz e Scania estão presentes – e até motocicletas – as da marca italiana Ducati, controlada pela Audi, que cedeu para elas parte do seu estande. Mas as novidades que atraem mais atenção estão mesmo nas áreas das 20 marcas de automóveis presentes. Muitas das novidades apresentadas no evento são de automóveis de passeio com motores diesel, proibidos no Brasil, mas bastante populares no mercado

argentino. Modelos como o tecnológico Peugeot 508 RXH Full Hybrid Diesel certamente irão atrair a atenção do consumidor argentino. Para os brasileiros, é bem mais interessante a chance de conhecer algumas novidades que em breve ajudarão a engrossar os engarrafamentos nacionais. A configuração que mais concentrou lançamentos regionais no Salão de Buenos Aires 2013 foi a de sedãs. Vários três volumes que serão lançados no Brasil nos próximos meses já estão lá, de todos os tamanhos e categorias. Do básico Renault Logan, que apresentou aos portenhos o "new look" que só chegará ao mercado regional no primeiro trimestre de 2014, ao requintado Mercedes-Benz Classe E, com sua nova geração já agendada para o mês que vem. Entre os médios, a grande novidade é o argentino Citroën C4 Lounge, que substituirá o compatriota C4 Pallas no último trimestre desse ano. Na mesma época deve chegar o concorrente Ford Focus de terceira geração, também presente ao evento portenho. Produzida na Argentina, a nova geração do médio chega em versões sedã e hatch. Entre os médio-grandes, foi antecipada em Buenos Aires uma briga que em breve estará nas ruas nacionais. O novo Honda Accord, que chega ao Brasil em julho, disputa a atenção no evento portenho com o Nissan Altima, que chega às concessionárias brasileiras no último trimestre do ano. Mas nem só de sedãs vive o Salão de Buenos Aires. Entre

Chevrolet Tracker – É a aposta da Chevrolet para a briga com os utilitários compactos os hatches, além da versão dois volumes do novo Ford Fusion, marcou presença no evento o Volkswagen Golf VII, que deve chegar ao Brasil ainda esse ano. Outro que também deve

desembarcar no segundo semestre é o Chevrolet Tracker, que pretende entrar na briga dos utilitários esportivos compactos com Ford EcoSport e Renault Duster. Entre

os esportivos, a novidade para o mercado brasileiro é o facelift do Peugeot RCZ, que desembarca no Brasil em julho. Já o monovolume compacto Fiat 500L não será importado para

o Brasil, segundo a marca italiana. Mas continua cotadíssimo para virar "made in Brazil", seja em Betim ou na futura fábrica pernambucana da marca. Entre tantos gigantes multinacionais da indústria automotiva, a pequena, mas centenária Scuderia Bucci defende o inabalável orgulho cívico argentino. Em seu estande num pavilhão menos badalado, dedicado a réplicas e modelos clássicos, o próprio presidente da empresa, Pablo Bucci, apresenta o belo Bucci Special, com um motor V12 de 650 cv. O superesportivo argentino ainda é um protótipo, mas seu presidente sonha alto. "Se encontrarmos algum grande fabricante de automóveis que queira realizar uma parceria conosco, o Bucci Special pode começar a ser produzido rapidamente", avisa Pablo. Em meio a um mercado automotivo regional tão impregnado de realidade e competitividade, o Bucci Special representa uma instigante pitada de sonho.

Destaques do 6º Salão Internacional do Automóvel de Buenos Aires

1

CHEVROLET Tracker – É a aposta da Chevrolet para a briga com Ford EcoSport e Renault Duster nos utilitários compactos. O modelo chega agora ao mercado argentino com motor 1.8 16V – o mesmo do médio Cruze – e com boa lista de equipamentos. A venda no Brasil já chegou a ser dada como certa, mas os executivos da marca presentes no Salão admitiram apenas que existe um grande interesse. Alegam que, em virtude das cotas de importação entre Brasil e México, é preciso checar a viabilidade da importação da fábrica mexicana da marca, de onde já chegam o Sonic e a Captiva. Tudo só para criar algum suspense – o Tracker vem mesmo para o Brasil e deve custar na faixa dos R$ 60 mil.

2

CITROËN C4 Lounge – O sedã médio chega para

aposentar o C4 Pallas, lançado por aqui em 2008. E promete ter alguns avanços importantes. Principalmente na parte mecânica. O motor 2.0 de 151 cv vai continuar, mas agora passa a ser aliado a uma transmissão automática de seis velocidades contra a antiga e ultrapassada de quatro relações. Na versão topo ainda vai aparecer o motor 1.6 THP de 165 cv. O sedã deve chegar ao Brasil no final do ano, provavelmente em novembro, com preços na casa dos R$ 60 mil.

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FIAT 500L – A Fiat usou o

motorshow portenho para lançar oficialmente o 500L por lá. O monovolume usa plataforma do Punto, mas com visual derivado da família 500. Fabricado na Sérvia, ele tem preço na ordem de R$ 60 mil na Argentina e traz motor 1.4

16V MultiAir de 105 cv. Durante a coletiva oficial, a Fiat aproveitou para afirmar que, ao menos por enquanto, o 500L não será vendido no Brasil. Mas o modelo está cotado para produção para Betim, em Minas Gerais, ou na nova fábrica da empresa em Goiana, Pernambuco.

4

FORD Focus – Demorou.

Mas finalmente a terceira geração do médio será vendida no Mercosul. O modelo será fabricado em General Pacheco, próximo a Buenos Aires, e exportado de lá para o mercado brasileiro. No Brasil, a expectativa é que hatch e sedã desembarquem ainda este ano, no último trimestre. O novo Focus vai ter motorizações renovadas. O de entrada vai receber o 1.6 16V Sigma do New Fiesta com 130 cv. Já

o topo vai ser equipado com uma versão atualizada do 2.0 Duratec. Equipamentos como controle de estabilidade, sistema de som com tela sensível ao toque, seis airbags e bancos com ajustes elétricos estão no pacote.

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VOLKSWAGEN Golf VII – A

presença da sétima geração do Golf na Argentina nem chega a ser grande surpresa. Afinal, o hatch sempre foi vendido por lá em suas versões mais caras através de importação. A grande notícia é que o Golf VII realmente vai chegar ao Brasil. O modelo deve aparecer no último trimestre, importado do México. Depois, a expectativa é que ele seja feito em São José dos Pinhais, no Paraná, acabando com o atraso de 15 anos e três gerações do atual Golf brasileiro.


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Um dos objetivos do motor, segundo a própria Honda, é melhorar a oferta de força em baixos giros, além da economia de combustível. O consumo informado em ciclo combinado é de 27 km/l

CB 500X: versátil equilíbrio Honda usa base compartilhada e reúne potenciais urbano e estradeiro na trail CB 500X FICHA TÉCNICA

POR CARLO VALENTE Autopress

N

o final do ano passado, quando a Honda decidiu atualizar sua linha de 500 cc para a maioria dos mercados onde atua – sem chegada ainda confirmada ao Brasil –, aproveitou para economizar tempo e dinheiro. Desenvolveu uma plataforma, sobre a qual montou três modelos idênticos em sua essência – entre chassi, mecânica e suspensão, compartilham 90% dos componentes –, mas com aplicações distintas na gama. Os resultados foram uma naked, uma carenada e uma trail – a CB 500X. Esta tem jeito de aventureira e, visualmente, poderia ser considerada uma versão menor da NC 700X. No entanto, tem um objetivo bem peculiar: mesclar o potencial urbano de uma scooter ao conforto de uma estradeira. A CB 500X – bem como as outras duas motos lançadas – usa um motor compacto bicilíndrico totalmente novo, com quatro válvulas por cilindro e comando duplo do cabeçote. O propulsor entrega 48 cv de potência a 8.500 rpm, e tem 471 cm³. O torque é de 4,3 kgfm, disponíveis em 7 mil rotações. Um dos objetivos do motor, segundo a própria Honda, é melhorar a oferta de força em baixos giros, além da economia de combustível. O consumo informado pela fabricante em ciclo combinado é de 27 km/l. Com capacidade para 17,3 litros, calcula-se uma autonomia de 460 km com o tanque cheio. A CB500X tem uma distância do banco ao solo de 81 cm e 195 kg de peso. Como o desenvolvimento foi em conjunto para

Honda CB 500X › MOTOR: Gasolina, quatro tempos, 471 cm3, dois cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e injeção eletrônica. › CÂMBIO: Manual de seis marchas com transmissão por corrente. › POTÊNCIA máxima: 48 cv a 8.500 rpm. › TORQUE máximo: 4,3 kgm a 7 mil rpm › DIÂMETRO e curso: 67.0 mm x 66.8 mm. › TAXA de compressão: 10,7:1 › SUSPENSÃO: Garfo telescópico de 41 mm com 153,3 mm de curso. Traseira do tipo monochoque com pré-carga da mola ajustável. › PNEUS: 120/70 R17 na frente e

três motos, a Honda adotou um sistema de suspensão versátil. Na frente, um garfo telescópico não ajustável de 41 mm. Já para a traseira, escolheu o tipo pro-link com amortecedor monochoque e pré-carga da mola ajustável em nove posições. As rodas apresentam design de 12 raios e são feitas de alumínio fundido, com diâmetro de 17 polegadas. A dianteira calça pneu 120/70 R17 e a traseira é equipada com um 160/60 R17. O ABS é equipamento de série e o conjunto de freios é composto por discos em forma de pétala simples de 320 mm na frente e 240 mm atrás.

Medida certa Como não poderia deixar de ser, a primeira coisa que se nota ao montar na CB 500X é a posição de pilotagem bastante agradável que oferece. E a Honda enfatiza bem esse aspecto, já que está diretamente ligado ao conforto e ao estilo de condução. Tudo isso graças ao projeto do chassi. O motor também merece nota positiva. Além do agradável ruído, a sensação é de que sobra potência. Nas ladeiras das deslumbrantes estradas de Barcelona, os 48 cv se mostraram

mais que suficientes para uma pilotagem agradável – mesmo quando se leva acompanhante e bagagem. Como ponto negativo, vale ressaltar o elevado nível de vibração quando o propulsor trabalha em giros mais altos. A presença do ABS de série é um outro ponto de destaque. A moto para rapidamente sem ameaçar jogar o condutor no chão. De maneira geral, podese dizer que a Honda acertou na CB 500X. O preço é baixo, é bem construída e oferece bom desempenho.

Como um dos objetivos é oferecer funcionalidades de uma moto para a estrada, a CB 500X tem alguns itens opcionais e acessórios de concessionária para aumentar a comodidade de quem quer percorrer distâncias maiores. Os destaques são o para-brisas alto, punhos aquecidos, um rack traseiro que permite acoplar um bagageiro, kits de alforjes, protetores de mão e apliques plásticos aerodinâmicos. A Honda CB 500X não tem um preço alto para os padrões europeus. O preço de 6.100 euros – o equivalente a R$ 17.650 – representa bem o que a Honda

pretende: um certo equilíbrio entre conjunto eficiente e preço acessível. NÚMEROS

48 cv 4,3 kgfm de potência a 8.500 rpm

de torque disponível em 7.000 rpm

460 km

autonomia com o tanque cheio

160/60 R17 atrás.

› FREIOS: Disco simples de 320 mm em forma de pétala, pinça com pistão duplo na frente e disco simples de 240 mm em forma de pétala, pinça com pistão simples na traseira. › DIMENSÕES: 2,09 metros de comprimento total, 0,83 m de largura, 1,29 m de altura, 1,42 m de distância entre-eixos e 0,81 m de altura do assento. › PESO: 195 kg. › TANQUE do combustível: 17,3 litros. › PRODUÇÃO: Tailândia › LANÇAMENTO mundial: 2012. › PREÇO na Europa: 6.100 euros, o equivalente a R$ 17.650.


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MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 3 DE JULHO DE 2013

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Brasilidade de ocasião

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O ASX brasileiro é fruto de uma expansão na fábrica de Goiás, na qual a MMC Automotores do Brasil – do empresário Eduardo de Souza Ramos – investiu o equivalente a um estádio da Fifa: mais de R$ 1 bilhão

Mitsubishi nacionaliza o ASX, se livra das cotas e sonha com a liderança dos crossovers médios POR MICHAEL FIGUEREDO Autopress

O

segmento de utilitários esportivos e crossovers está entre os mais animados do mercado brasileiro. Nos últimos anos, registrou sempre índices de crescimento acima da média geral. Com isso, as empresas do setor adotam estratégias diferentes para melhorar a atratividade de seus produtos. No caso da Mitsubishi, a tática foi antecipar a nacionalização do ASX, que era importado do Japão desde novembro de 2010. Anteriormente programada apenas para 2014, a fabricação no Brasil não visa reduzir o preço do utilitário. A ideia é livrar a marca japonesa da limitação das importações. Por isso, o carro não foi depauperado. Continua com opções de tração 4X2 e 4X4 e mantém a boa lista de equipamentos – justificativa usada para manter a pedida inicial de R$ 83.490, que cresce até chegar aos R$ 105.990. O ASX brasileiro é fruto de uma expansão na fábrica de Goiás, na qual a MMC Automotores do Brasil – do empresário Eduardo de Souza Ramos – investiu o equivalente a um estádio da Fifa: mais de R$ 1 bilhão. As obras ainda estão em andamento na unidade e a previsão da marca é de dobrar a capacidade produtiva para 100 mil carros anuais a partir de 2015. O complexo de Catalão, que já produz a Pajero TR4, Pajero Dakar, L200 Triton e agora o ASX, também será res-

ponsável pela nacionalização do sedã Lancer. Sem a limitação de importações, a Mitsubishi faz projeções otimistas para o ASX em 2014, primeiro ano cheio do crossover “brasileiro”. A marca almeja comercializar 15.600 unidades – 1.300 por mês. Para se ter uma ideia, em 2012 foram vendidos 10.781 exemplares do ASX, uma média mensal de 898. Caso alcance o objetivo, poderá ainda brigar pela liderança do segmento, que é do Honda CR-V, e desbancar o segundo colocado Hyundai Ix35, que ocupam tais posições desde 2011. O que pode atrapalhar estas contas é que o modelo coreano também será nacionalizado já neste segundo semestre. Os concorrentes tiveram, respectivamente, cerca de 1.295 e 1.030 vendas mensais, em média, nos últimos dois anos. Já em 2013, ano dividido entre o modelo importado e a produção nacional, a marca pretende fechar com 11.200 unidades vendidas. Para isso, será preciso ampliar bastante a média mensal vendida até a primeira quinzena de junho, de 650 unidades para algo em torno de 1.100 emplacamentos por mês a partir da chegada do ASX 2014 chega às concessionárias, em julho. Nesse processo de nacionalização, o design não sofreu alterações significativas. O maior destaque fica na parte dianteira, alinhada agora com os demais modelos da Mitsubishi. A grade, envolvida por um friso cromado, está menor. O parachoque tem menos detalhes em

Leveza integral O Mitsubishi ASX não impressiona pelo visual. O design é de bom gosto e tudo mais, mas nada fora do comum. E essa discrição não é um ponto contra. Ao contrário, o crossover tem na simplicidade das linhas um bemvindo afastamento dos espalhafatos comuns ao segmento. O mesmo acontece no interior. Não há extravagâncias, mas o excelente acabamento, o cuidado nos detalhes e a escolha dos materiais foram bem realizados. E o teto solar panorâmico da versão topo de linha, utilizada no teste, ajuda a produzir uma atmosfera bastante agradável dentro do ASX. Os ajustes da coluna de direção e do banco facilitam a busca pela melhor posição de dirigir. Em movimento, o motor, aliado ao câmbio CVT, age rapidamente para que o ASX mostre sempre muito vigor. Não falta torque nas arrancadas. Para as retomadas, basta uma pisada mais forte no pedal da direita para o câmbio CVT responder e oferecer uma dose extra de força. Ao selecionar o modo “Sports”,

o sistema criar marchas virtuais e o comando do câmbio passa para as mãos do motorista, através de “paddle-shifts”. O que deixa a condução bem mais divertida. O percurso incluía ainda um pequeno caminho de terra batida – e esburacada – dentro de uma fazenda. Com a tração integral ligada, obstáculos como pequenos troncos e pontes quebradas foram superados sem maiores dificuldades. A suspensão absorve bem os impactos, mas nos piores trechos, as “chacoalhadas” dentro da cabine foram desagradáveis. De volta ao asfalto, a sensação de estabilidade acompanha sempre o ASX. Quem viaja no banco traseiro tem bom espaço para as pernas. Há lugar para um passageiro central, inclusive com apoio de cabeça, mas o espaço fica mais agradável com apenas dois adultos. Se não for extremamente necessário que três viajem atrás, melhor mesmo é abaixar o meio do encosto e transformá-lo em um conveniente apoio para os braços.

preto e a cor da carroceria passa a predominar. Os faróis de neblina também foram deslocados para as extremidades da peça. Sob o capô, o Mitsubishi ASX sempre traz um motor de 2.0 litros 16V com comando variável. Para mover os 1.345 kg do utilitário, são 160 cv de potência máxima, entregues a 6 mil rpm, 20,1 kgfm de torque a 4.200 rpm. O propulsor também é fabricado em Catalão e é o primeiro da Mitsubishi feito fora do Japão. Para a disputa no segmento, o Mitsubishi ASX “made in Brazil” se armou com um vasto recheio. A versão de entrada vem com tração 4X2. Já traz com itens como trio elétrico, ar-condicionado automático, freios ABS com EBD, direção elétrica, volante multifuncional revestido em couro, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, rádio/CD/ MP3/USB e conexão Bluetooth, além dos airbags frontais. Com essa configuração, com câmbio manual de cinco marchas, custa R$ 83.490. Com câmbio automático do tipo CVT, o valor vai a R$ 89.490, mas adiciona ainda ponteira do escapamento cromada e rack de teto, além de paddleshifts para trocas sequenciais de marchas.

NÚMEROS

2.0 16v 160 cv

com comando variável

de potência máxima, entregues a 6 mil rpm

20,1 kgfm de torque a 4.200 rpm

A versão com tração 4X4 vem sempre acompanhada de câmbio automático. Ela vem com nove airbags – além dos dois frontais, dois nas laterais, quatro de cortina e um de joelho para o motorista –, sensor de estacionamento, controle de estabilidade e assistente para partida em rampa. Os bancos e a manopla de câmbio são revestidos em couro. Os assentos dianteiros têm aquecimento e o do motorista oferece regulagem elétrica. O sistema de entretenimento ganha DVD – que funciona somente com o freio de estacionamento acionado. Esta versão sai a R$ 99.990, mas ainda pode receber opcionais, como faróis xênon e teto solar panorâmico, que elevam o preço para R$ 105.990.

FICHA TÉCNICA

Mitsubishi ASX 4X2 (4X4) › MOTOR: A gasolina, dianteiro,

transversal, 1.998 cc, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, duplo comando variável de válvulas. Injeção eletrônica de combustível multiponto sequencial. › TRANSMISSÃO mecânica: Manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração. › TRANSMISSÃO automática: Câmbio automático do tipo CVT. Tração dianteira (integral). Oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 160 cv a 6 mil rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 11,4 segundos no manual e 11,4 segundos no automático (11,9 segundos com tração integral). › VELOCIDADE máxima: 183 km/h, 183 km/h com câmbio automático (188 km/h com tração integral). › TORQUE máximo: 20,1 kgfm a 4.200 rpm. › DIÂMETRO e curso: 86,0 mm x 86,0 mm. Taxa de compressão: 10,0:1 › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson com barra estabilizadora e molas helicoidais. Traseira independente multibraço com barra estabilizadora e molas helicoidais. › PNEUS: 225/55 R18. › FREIOS: Dianteiro a disco ventilado e traseiro a disco. Oferece ABS e EBD. › CARROCERIA: Crossover em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,29 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,61 m de altura e 2,67 m de distância entre-

eixos. Oferece airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho de série. › PESO: 1.345 kg com câmbio manual, 1.375 kg com câmbio automático (1.440 kg com câmbio automático e tração integral). › CAPACIDADE do porta-malas: 605 litros. › TANQUE de combustível: 60 litros. › PRODUÇÃO: Catalão, Goiás. › LANÇAMENTO no Brasil: 2013. › ITENS de série › TRAÇÃO 4X2: trio elétrico, arcondicionado automático, freios ABS com EBD, direção elétrica, volante multifuncional revestido em couro, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, rádio/CD/MP3/USB/ Bluetooth e airbags frontais. › PREÇO: R$ 83.490. › TRAÇÃO 4X2 automático: adiciona ponteira do escapamento cromada, rack de teto e paddle-shifters para trocas sequenciais de marchas. › PREÇO: R$ 89.490. › TRAÇÃO 4X4 adiciona: airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho, sensores de estacionamento, controle de estabilidade, assistente para partida em rampa, bancos e manobla de câmbio com revestimento em couro, assentos dianteiros aquecidos, banco do motorista com regulagem elétrica, sistema de entretenimento com rádio/ DVD/CD/MP3/USB/Bluetooth e farol de neblina. › PREÇO: R$ 99.990. › OPCIONAIS: Faróis xenon e teto solar panorâmico. › PREÇO completo: R$ 105.990.


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Com tudo

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O grande destaque é o City Safety, que usa um radar na dianteira para monitorar o trânsito e pode frear e parar o V40 em casos de emergência

dentro

Entre itens de série e opcionais, Volvo V40 chega ao Brasil repleto de "gadgets" tecnológicos POR LUIZ HUMBERTO Autopress

D

urante sete anos, a Volvo teve como representante no segmento de hatches médios o C30, um modelo com jeitão de cupê e apenas duas portas. Conseguiu certa fama, principalmente pela estética do carro, e até acumulou boas vendas em todo o mundo. Mas a limitação das duas portas e o pequeno espaço atrás impediam que o C30 alçasse voos maiores. Por isso, na hora de trocar a geração, a Volvo resolveu apostar em uma versatilidade maior de seu representante. Assim surgiu o V40, um hatch com ares de perua que não abandona o visual estiloso e nem a característica preocupação com a segurança dos Volvo. O modelo chega agora ao Brasil – e em hora oportuna. É que tanto Mercedes-Benz quanto Audi lançaram recentemente novos hatches – Classe A e A3 – , dois rivais de peso para o hatch da marca sueca. Os três se juntam ao BMW Série 1 para uma briga das mais competitivas. A parte mecânica do V40 é composta de um motor 2.0 turbo de cinco cilindros em linha que gera 180 cv a 5 mil rpm e um generoso torque de 30,6 kgfm disponível entre 2.700 e 4 mil rotações. A transmissão é uma automática de seis marchas. Os dois juntos levam o hatch a 100 km/h em 8,7 segundos e a 250 km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente. Com esse trem de força, a Volvo promete uma disputa forte. A marca escandinava estima vender 700 unidades do V40 no segundo semestre. Algo em torno de 115 emplacamentos mensais. A título de comparação,

o Série 1 vende cerca de 90 exemplares por mês e a Mercedes pretende comercializar 200 unidades do Classe A quando a distribuição estiver normalizada. E o V40 parte de R$ 115.950, contra R$ 99.900 do A200 Style, por exemplo. O valor inicial inclui um pacote básico já bem recheado, que supera as versões de entrada dos rivais. A proposta é oferecer o mais completo hatch premium do mercado. Todo V40 traz de série ar-condicionado digital, direção elétrica com três níveis de regulagem, volante e bancos revestidos de couro, sensor de estacionamento, chuva e luz, keyless, rodas de 17 polegadas, rádio/CD/MP3/iPod/Bluetooth com tela de sete polegadas e painel de instrumentos digital com tela de LCD. Na parte de segurança, sete airbags, controles de tração e estabilidade. O grande destaque é o City Safety, que usa um radar na dianteira para monitorar o trânsito e pode frear e parar o V40 em casos de emergência. Na lista de opcionais, no entanto, aparecem alguns dos atributos mais instigantes do novo hatch. São três pacotes diferentes, mas que podem ser acrescidos um ao outro e até ter equipamentos adicionados à parte. O Sport agrega teto solar panorâmico, rodas de 18 polegadas e faróis de xenôn adaptativos, por R$ 12 mil. Já o High Tech disponibiliza GPS, câmara de ré, Park Assist e leitor de DVD, por R$ 10 mil. O último é o Safety, que traz aqueles equipamentos que a Volvo mais se orgulha. Caso do inédito airbag de pedestre. Sensores na base do para-choque detectam um eventual atropelamento em velocidades entre 20 e 50 km/h. A

FICHA TÉCNICA

Volvo V40 › MOTOR: A gasolina, dianteiro,

partir daí, uma bolsa de ar se infla na tampa do capô, minimizando os danos ao pedestre. O pacote Safety ainda adiciona piloto automático adaptativo, leitura de placas de velocidade, assistente de mudanças de faixa e sistema de detecção de ponto cego por R$ 15 mil. E ainda há um opcional de sistema de entretenimento que inclui acesso à internet e comandos por voz, que ainda pode acrescer R$ 6 mil ao preço. Dessa forma, equipado com tudo que é oferecido, o V40 pode ultrapassar os R$ 158 mil.

NÚMEROS

2.0 turbo 180 cv 30,6 kgfm cinco cilindros em linha

a 5 mil rpm

disponível entre 2.700 e 4 mil rotações

transversal, 1.984 cm3, cinco cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbocompressor, intercooler, comando duplo no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração. › POTÊNCIA máxima: 180 cv a 5 mil rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 8,7 segundos. › VELOCIDADE máxima: 250 km/h limitada eletronicamente. › TORQUE máximo: 30,6 kgfm entre 2.700 e 4 mil rpm. › DIÂMETRO e curso: 81,0 X 77,0. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barras estabilizadoras. Traseira do tipo Multilink, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barras estabilizadoras. › FREIOS: Discos na frente e atrás. Oferece ABS com EBD e assistência eletrônica. › CARROCERIA: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,37 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,44 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista.

› PESO: 1.474 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 335 litros.

› TANQUE de combustível: 62 litros. › PRODUÇÃO: Ghent, Bélgica. › LANÇAMENTO mundial: 2012. › LANÇAMENTO no Brasil: 2013. › ITENS de série: Ar-condicionado

digital, rádio/CD/MP3/iPod/ Bluetooth com tela de sete polegadas, oito alto-falantes, painel de instrumentos digital com tela de LCD, bancos e volante com revestimento de couro, keyless, sensor de estacionamento, chuva e luz, piloto automático e rodas de liga leve de 17 polegadas. › PREÇO: R$ 115.950. › PACOTE Sport: Adiciona teto solar panorâmico, faróis de xenôn adaptativos e rodas de alumínio de 18 polegadas. › PREÇO: R$ 12 mil. › PACOTE High Tech: Adiciona GPS, câmara de ré, park assist e leitor de DVD. › PREÇO: R$ 10 mil. › PACOTE Safety: Sistema de detecção de ponto cego, piloto automático adaptativo, airbag de pedestre, alerta de mudança de faixa e sistema de leitura de placas de velocidade. › PREÇO: 15 mil. › SISTEMA de entretenimento totchsreen com acesso à internet e comando de voz › PREÇO: R$ 6 mil. › PREÇO completo: R$ 158.950.

Comandos em ação A sinuosa e íngreme estrada que liga Vitória à região serrana capixaba, em um circuito de mais de 200 quilômetros, serviu de campo de provas para a avaliação do V40, o novo e tecnológico hatch da Volvo. Antes do teste, a sucursal brasileira da marca sueca providenciou um ligeiro "workshop" para a demonstração de alguns equipamentos disponíveis, como o Park Assist e o detector de pedestres. O sistema de auxílio ao estacionamento se mostrou efetivo em todas as provas, mas o detector de pedestres não funcionou em uma delas – felizmente o teste era com obstáculos de plástico. Por um problema não explicado – que um instrutor atribuiu a uma suposta aceleração inadequada por parte do motorista –, o detector de pedestres não funcionou e os obstáculos foram atropelados. Em compensação, o inesperado episódio proporcionou uma exibição não prevista de outro equipamento – o airbag de pedestre. O dispositivo

inflou-se com grande estrondo assim que os obstáculos de plástico foram abalroados – os airbags internos não abriram. Um eventual pedestre atropelado teria seu impacto sobre o capô amortecido pela bolsa de ar. O resultado do acidente, além do óbvio constrangimento do jornalista envolvido e dos responsáveis pelo "workshop", foi que aquele V40 ficou "fora de combate", já que o acionamento do dispositivo de proteção aos pedestres atropelados deforma a tampa do motor. Depois do "workshop", chegou a hora de finalmente avaliar o V40 na estrada. Ao entrar, percebe-se que o acabamento interno é esmerado, com materiais, texturas e padrões modernos e agradáveis. A posição de dirigir também é agradável. A possibilidade de escolher o design dos instrumentos do painel entre os três modos disponíveis – Sport, Elegance e Eco – rende alguma ludicidade. Quando finalmente foi possível acelerar de verdade, o

hatch correspondeu bem às expectativas. Oferece boa dose de força para retomadas e ultrapassagens e esbanja equilíbrio nas curvas em alta, quase sem inclinações. O câmbio automático de seis marchas gerencia de forma competente a força do motor, sem maiores vacilações. O nível de ruído a bordo é reduzido, algo coerente com a proposta de ser "premium". Há porta-mapas nas portas e porta-copos no console central. Atrás dos controles do rádio e ar-condicionado, um grande nicho pode ser usado para abrigar uma bolsa, por exemplo. Depois, chegou o momento de avaliar o conforto oferecido aos passageiros no banco traseiro. Ali, os espaços não são muito amplos, principalmente para os pés. Pessoas com mais de 1,80 metro também devem evitar viajar na traseira, para não roçar a cabeça no teto. Embora tenha três cintos e três apoios de cabeça, fica um tanto apertado para três adultos – mas dois adultos e uma criança viajam bem.


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