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Automóveis 24 05 2017

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Macaé (RJ), quarta-feira, 24 de maio de 2017, Ano XLIl, Nº 9314

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

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Citroën C4 Lounge Origine se destaca pelo custo-benefício Com o mesmo motor 1.6 turbo flex de 173 cv das versões mais caras, o C4 Lounge Origine se destaca pelo custo-benefício imbatível. PÁG. 3 AUDI

AUTOTAL DIVULGAÇÃO

Treze coisas que danificam a pintura do carro Confira as principais situações que devem ser evitadas para não haver gastos com a tinta da lataria.

Audi RS7 Sportback Performance e a busca pelo carro perfeito

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Mistura de cupê superesportivo e sedã de luxo, o Audi RS 7 Performance tem 605 cv e (quase) tudo que se busca num carro. Como comprovamos na melhor estrada do Brasil e na desafiadora Rodovia dos Romeiros. PÁG. 5

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carro perfeito seria um SUV? Se você gosta ou precisa de um, pode ser. Mas, pensando em prazer ao dirigir e dinâmica, não: teria centro de gravidade baixo, para andar colado ao chão. E pensando em levar a família e os amigos – ou objetos grandes como uma bike –, não sendo um SUV teria que ser espaçoso e versátil, cinco portas, como uma perua ou hatch. Já pensando em design, a última moda são os cupês – então teria que ser um deles, mas com quatro portas para mais praticidade. E teria, claro, que ser também luxuoso, seguro e

conectado. Bem, esse Audi RS7 Sportback Performance é tudo isso. Mas na hora de botar o último ingrediente – uma boa mecânica – parece ter surgido a dúvida entre priorizar economia ou consumo. O ideal seria equilibrar os dois. Mas, em se tratando de um RS, optou-se pela ignorância: essa versão Performance tira a “normal” de linha e tem absurdos 605 cv de potência (45 mais que antes) e força que passa dos 70 “quilos” de torque. Um exagero!


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AUTOTAL 13 coisas que danificam a pintura do carro Confira as principais situações que devem ser evitadas para não haver gastos com a tinta da lataria DORA MARTINELLI

(COM ALBERTO CATALDI)

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ão é novidade que, na hora de vender o carro, uma das coisas que o valoriza (ou não) é o estado em que a pintura se encontra. Muitos fatores podem contribuir para o seu estrago, por isso conversamos com Diego Lazari, analista técnico do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) Brasil, e com Fernando Pagotto, gerente industrial e químico da Interbrilho e listamos 13 situações que devem ser evitadas e como resolver caso seja tarde demais... COCÔ DE PASSARINHO

tem como prevenir ou identificar qual o tipo de chuva. Por isso, é recomendado lavar o carro com água ao chegar em casa após ter enfrentado uma chuva. Além disso, pode-se previnir o dano à pintura mantendo o carro sempre encerado, desta forma, a água não para na superfície. CHUVA DE GRANIZO

As pedrinhas de gelo podem rachar a pintura do carro. Se isso acontecer, não demore para procurar um profissional para o reparo, pois além de danificar a pintura, há risco de infiltração de água, o que enferruja a lataria.

As fezes de aves são corrosivas e podem provocar manchas na pintura do carro. Então é bom ficar atento ao estacionar o veículo embaixo de árvores e, se acontecer, procurar remover o quanto antes, utilizando pano de microfibra úmido com água. Não se deve raspar a casquinha que se forma do dejeto, isso pode riscar o carro.

MARESIA

CHUVA ÁCIDA

TEMPERATURAS EXTREMAS

Ela pode atacar a pintura do automóvel por conta da presença de gases e partículas (como o azoto e enxofre) na atmosfera. Esse fenômeno ocorre principalmente em grandes cidades e, infelizmente, não

Quem mora em cidades litorâneas deve tomar ainda mais cuidado com a pintura do carro. Se o veículo apresentar amassados, arranhões ou qualquer outro dano que tenha deixado a superfície metálica exposta, procure uma oficina para reparo, pois em contato com a maresia pode criar corrosões.

Cuidado ao expor o veículo a temperaturas muito altas ou baixas. Muito frio pode craquelar o verniz. Já deixá-lo exposto a muito calor pode modificar a tonalidade da cor. Porém, fatores como esses ocorrem

apenas se o automóvel ficar exposto durante muito tempo, em temperaturas acima de 35 graus, em regiões como Rio de Janeiro ou Nordeste, ou abaixo de zero, como ocorre no Sul do país. Vale ressaltar que carros novos e mais modernos possuem pinturas preparadas para isso, com camada de verniz bastante resistente. Portanto, esse fenômeno costuma ocorrer apenas com veículos antigos.

cer o cimento endurecido, evitando riscos no automóvel.

RESPINGOS DE TINTA

RESÍDUO DE ASFALTO

Evite a exposição do automóvel próximo à áreas que estejam sendo pintadas. Os resíduos particulados de tinta podem sedimentar sobre pintura. Se ocorrer com seu veículo, Pagotto indica a pasta abrasiva fabricado pela 3M. Para a remoção, borrife água com um pouco de detergente nos lugares afetados e passe a barra delicadamente, como se estivesse lavando. Ela fará a descontaminação da pintura.

ÁREAS DE CONSTRUÇÃO

Assim como no caso anterior, evite estacionar o veículo próximo à áreas de construção. Por conta da alta concentração de poeira e de cimento, pode ocorrer danos na pintura. Para remover esses sedimentos, molhe bastante o carro com água, isso irá tirar a poeira e amole-

Resquícios de material asfáltico podem acabar grudando sobre a pintura, principalmente quando há reparos recentes na via. O piche é derivado do petróleo, portanto, não pode ser removido apenas com água. Utilize produtos a base de solvente para remoção, como querosene por exemplo. Para isso, encharque o pano com o produto e o deixe agir um pouco para amolecer. É recomendado lavar o veículo com água e sabão neutro após a utilização de qualquer produto químico.

PRODUTOS DERIVADOS DO PETRÓLEO

Os produtos a base de petróleo devem ser usados para limpeza do veículo apenas em casos espeíficos e em áreas afetadas, como citado acima. Não utilize esses produtos para lim-

peza geral do veículo. SABÃO NÃO NEUTRO NA LAVAGEM

Assim como no caso anterior, o uso de produtos de limpeza não apropriados para veículos podem provocar problemas na pintura, principalmente quando não removidos completamente. Procure por produtos com PH neutro para limpeza do automóvel. COMBUSTÍVEIS

É sempre importante verificar se, durante o abastecimento, ocorreram respingos de gasolina, diesel ou etanol sobre a pintura. Se isso acontecer, remova imediatamente com água e sabão neutro. Caso perceba tarde demais, leve o veículo à uma funilaria para fazer o polimento especializado para remoção.

PANOS PARA LIMPEZA

O pano ideal para limpeza do carro é o de microfibra, pois

possui pequenos furos que "guardam" a sujeira, evitando que fiquem na parte superficial, riscando o veículo. Lave o pano em uma máquina de lavar com centrifugação, pois higienizá-lo e torcê-lo a mão pode estourar suas fibras, o que acabará com os micro furos. O mesmo pano pode ser utilizado até perder sua maciez. Vale lembrar que o ideal é começar a limpeza do automóvel pelas partes superiores, como o teto, onde há menor concentração de sujeira, deixando as partes de baixo por último. CAPA DE PROTEÇÃO SEM VENTILAÇÃO

Cuidado também ao manusear as capas de proteção. Esteja sempre atento à sua limpeza para não provocar arranhões. Dê preferência a capas que possuam ventilação, para que não haja acúmulo de umidade, que pode resultar na transferência da cor da capa para a pintura.


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CITROËN DIVULGAÇÃO

Agora com motor THP (Turbo High Pressure) flex em todas as versões, o Citroën C4 se tornou uma boa compra desde a versão de entrada. O interior é espaçoso e agradável

Citroën C4 Lounge Origine se destaca pelo custo-benefício Com o mesmo motor 1.6 turbo flex de 173 cv das versões mais caras, o C4 Lounge Origine se destaca pelo custo-benefício imbatível

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aros são os modelos cujas versões de entrada são as de melhor custo-benefício da linha. E um desses carros é o Citroën C4 Lounge Origine, que, além de ser um dos sedãs médios mais baratos do mercado brasileiro, é um dos poucos a oferecer a combinação do motor turbo com o câmbio manual. Com preço de R$ 75.590, o C4 Lounge Origine, equipado com motor 1.6 flex de 173 cv e câmbio manual de seis marchas, perde apenas para as versões do Toyota Corolla voltadas para frotistas. Além disso, ele custa cerca de R$ 5.000 a menos que o seu concor-

rente mais próximo, o VW Jetta Trendline manual, que está equipado com o motor 1.4 TSI de 150 cv e câmbio de seis marchas. Quem faz questão do motor turbo só vai encontrar outra opção no Chevrolet Cruze (R$ 91.790). Vendido no Brasil desde 2013, o modelo conserva exatamente a mesma cara há quase quatro anos, enquanto os concorrentes já passaram por reestilização (Fluence, Jetta e 408) ou ganharam novas gerações (Civic, Cruze e Corolla). Mas o C4 Lounge ainda tem as suas qualidades: o desenho da carroceria agrada, assim como a qualidade

dos materiais de acabamento e o conforto para os passageiros do banco traseiro, que contam com saídas de ar-condicionado. Na lista de equipamentos, o C4 Origine traz o mínimo para garantir o conforto dos ocupantes. Tem ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, rodas de liga leve de 16”, rádio com conexão bluetooth, painel digital, piloto automático, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampas e isofix. Com preço competitivo e uma lista de equipamentos correta, o C4 Lounge se destaca também por ser um carro bom de guiar.

A direção é direta e a suspensão (recalibrada na linha 2017), ganhou firmeza, mas ainda é macia. Já o conjunto motor/câmbio tem respostas excelentes e garantem ao sedã de visual pacato um desempenho de esportivo: 0-100 km/h em 9s1 e máxima de 215 km/h. Para ficar melhor, apenas o câmbio poderia ser um pouco mais longo e com engates mais macios. Se você está de olho em um sedã médio, não liga para centrais multimídia sofisticadas e não abre mão do conforto e de um bom desempenho, o C4 Lounge Origine merece sua atenção. DIVULGAÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Citroën C4 Lounge 1.6 Origine básico: R$ 75.590 avaliado: R$ 77.080 ● MOTOR: 4 cilindros em linha 1.6, 16V, turbo, injeção direta ● CILINDRADA: 1598 cm3 ● COMBUSTÍVEL: flex ● POTÊNCIA: 166 cv a 6.000 rpm (g) e 173 cv a 6.000 rpm (e) ● TORQUE: 24,5 kgfm a 1.400 rpm ● CÂMBIO: manual, seis marchas ● DIREÇÃO: eletro-hidráulica ● SUSPENSÕES: McPherson (d) e eixo de torção (t) ● FREIOS: disco ventilado (d) e disco sólido (t) ● TRAÇÃO: dianteira ● DIMENSÕES: 4,621 m (c), 1,789 m (l), 1,505 m (a) ● ENTRE-EIXOS: 2,710 m ● PNEUS: 205/55 R16 ● PORTA-MALAS: 450 litros ● TANQUE: 60 litros ● PESO: 1.430 kg ● 0-100 km/h: 9s3 (g) e 9s1 (e) ● VELOCIDADE máxima: 215 km/h ● CONSUMO cidade: 10,5 km/l (g) e 7,1 km/l (e)* ● CONSUMO estrada: 13,2 km/l (g) e 9 km/l (e)* ● EMISSÃO de CO2: 115 g/km ● NOTA do Inmetro: B* ● CLASSIFICAÇÃO na categoria: A (Grande)*

● PREÇO

● CARRO

*DADOS DA VERSÃO ORIGINE COM CÂMBIO AUTOMÁTICO


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AUDI DIVULGAÇÃO

Audi RS7 Sportback Performance é tudo isso. Mas na hora de botar o último ingrediente – uma boa mecânica – parece ter surgido a dúvida entre priorizar economia ou consumo

Audi RS7 Sportback Performance e a busca pelo carro perfeito Mistura de cupê superesportivo e sedã de luxo, o Audi RS 7 Performance tem 605 cv e (quase) tudo que se busca num carro. Como comprovamos na melhor estrada do Brasil e na desafiadora Rodovia dos Romeiros

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carro perfeito seria um SUV? Se você gosta ou precisa de um, pode ser. Mas, pensando em prazer ao dirigir e dinâmica, não: teria centro de gravidade baixo, para andar colado ao chão. E pensando em levar a família e os amigos – ou objetos grandes como uma bike –, não sendo um SUV teria que ser espaçoso e versátil, cinco portas, como uma perua ou hatch. Já pensando em design, a última moda são os cupês – então teria que ser um deles, mas com quatro portas para mais praticidade. E teria, claro, que ser também luxuoso, seguro e conectado. Bem, esse Audi RS7 Sportback Performance é tudo isso. Mas na hora de botar o último ingrediente – uma boa mecânica – parece ter surgido a dúvida entre priorizar economia ou consumo. O ideal seria equilibrar os dois. Mas, em se tratando de um RS, optou-se pela ignorância: essa versão Performance tira a “normal” de linha e tem absurdos 605 cv de potência (45 mais que antes) e força que passa dos

70 “quilos” de torque. Um exagero! Na cabine, os 5 metros de carroceria garantem muito espaço, o acabamento é em fibra de carbono, o ar-condicionado tem quatro zonas e os bancos esportivos combinam perfeitamente conforto e suporte (o pacote RS Design, opcional de R$ 12.000, os traz em couro/alcantara com apoios de cabeça integrados e ajuste de comprimento do assento). Para completar, a central multimídia com enorme tela retrátil é impecável, e seus alto-falantes da Bang&Olufsen dispensam apresentações. Já o porta-malas não tem a forma ideal, por culpa das linhas, mas é generoso e tem tampa motorizada. Entro no carro, pressiono o botão de partida do motor e então o banco e o volante – que haviam se deslocado para facilitar o acesso – voltam à posição memorizada. Logo surge a dúvida: qual seria a estrada perfeita para esse carro? Bem, o que pude improvisar nos arredores de São Paulo foram trechos de pista

lisinha com retas e curvas longas na condição “perfeita” – a Rodovia dos Bandeirantes, eleita a melhor do Brasil, e na Castello Branco – interrompidos por uma divertida e interminável sequência de curvas da sinuosa Estrada dos Romeiros, que margeia o Rio Tietê entre as cidades de Itu e São Paulo. Um dos botões no volante seleciona o modo de condução. Bom, pois deve ser usado com frequência – afinal nenhum outro Audi tem um contraste tão radical entre “Comfort” e “Dynamic”. No começo da Bandeirantes, o RS 7 “flutua” sobre os defeitos da pista no Comfort, desligando 4 dos 8 cilindros sempre que pode, seguindo manso, a 120 km/h e 1.900 rpm em oitava marcha. A qualquer acelerada reduz para sétima e vai a 160 km/h em instantes, silencioso, quase sem notar. No Dynamic, por outro lado, a 120 km/ h está em quarta. E se você afunda o pé direito, gruda no banco e vai a velocidades absurdas em instantes, como se saísse da

imobilidade rumo à máxima de 305 km/h. As longas retas – planas, subidas, descidas, tanto faz – ficam pequenas, devoradas em segundos. Em meio a outros carros, faz falta o alerta de ponto-cego (a visibilidade não é boa, mais uma vez culpa do design). Tampouco há alerta de colisão, ACC e outros itens semiautônomos; por R$ 728.990 iniciais, deveria tê-los. De lá a SP-300 leva à sinuosa Estrada dos Romeiros, muito mais divertida e adequada ao RS 7. Sigo no modo Dynamic, que “solta” os 45 cv adicionais, e mesmo em suas faixas pequenas e estreitas o gigante tem desenvoltura impressionante. Nem parece ser tão grande assim, graças ao centro de gravidade baixo e à suspensão com cinco braços na dianteira e braços trapezoidais na traseira, às molas de aço e aos amortecedores ajustáveis. A direção com relação variável conforme a velocidade não exige que se tire as mãos das “9h15” (posição no volante), e o head-up display ajuda DIVULGAÇÃO

a não tirar os olhos da estrada. Reduzidas nas generosas borboletas junto ao volante ativam o modo manual do câmbio, extremamente rápido – e para desativar, basta puxar a alavanca para trás. Nem é preciso trabalhar o motor acima de 5.000 rpm, pois a 1.700 rpm os 71,4 kgfm (76,4 a 2.500 no overboost) já estão disponíveis. Mas grande parte do prazer aqui está justamente em fazer o V8 urrar. Provocado por uma curva mal projetada, e para o lado oposto logo na sequência, ele responde com equilíbrio quase irritante, mérito também da tração integral. E assim segue por muitos quilômetros. Não ousei desligar o controle de estabilidade, e até vi sua luz se acender por ins-

tantes, mas ele atua de forma imperceptível ao pretenso piloto. Como deve ser. O ronco das aceleradas e as pipocadas nas reduzidas alertavam os ciclistas que se aventuravam por lá sobre nossa presença. Mal notei, já estava em casa. Foi rápido. No fim, dois problemas separam o RS 7 da perfeição: gastar muito e não encarar o off-road. O primeiro, bem, para quem paga R$ 740.000 em um carro não é problema, só se por pura consciência ecológica (quem sabe se fosse híbrido). Quanto ao segundo, bem, você precisa mesmo? Porque se fosse off-road, o RS 7 seria apenas mais um SUV-Coupé, e sua dinâmica estaria arruinada. Questão de prioridades.

FICHA TÉCNICA

Audi RS 7 Sportback Performance básico: R$ 728.990 avaliado: R$ 740.990 ● MOTOR: 8 cilindros em V, 32V, comando continuamente variável, injeção direta, turbo com dupla voluta (twinscroll), start-stop, desligamento de cilindros ● CILINDRADA: 3993 cm3 ● COMBUSTÍVEL: gasolina ● POTÊNCIA: 605 cv de 6.100 a 6.800 rpm ● TORQUE: 71,3 kgfm de 1.750 a 6.000 rpm (boost de 76,4 kfgm de 2.500 a 5.500 rpm) ● CÂMBIO: automático sequencial, oito marchas ● DIREÇÃO: elétrica ● SUSPENSÕES: five-link (d) e four-link (t), amortecedores ajustáveis ● FREIOS: discos de cerâmica (d/t) ● TRAÇÃO: integral, diferencial autoblocante ● DIMENSÕES: 5,012 m (c), 1,911 m (l), 1,419 m (a) ● ENTRE-EIXOS: 2,915 m ● PNEUS: 275/30 R21 ● PORTA-MALAS: 535 a 1.390 litros ● TANQUE: 75 litros ● PESO: 2.005 kg ● 0-100 km/h: 3s7 ● VELOCIDADE máxima: 305 km/h ● CONSUMO cidade: 6,3 km/l ● CONSUMO estrada: 8,9 km/l ● EMISSÃO de CO2: 190 g/km ● NOTA do Inmetro: E ● CLASSIFICAÇÃO na categoria: D (esportivo)

● PREÇO

● CARRO


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VOLVO DIVULGAÇÃO

O XC90 T8 acelera da imobilidade e ganha velocidade sem esforços e nem parece ter quase duas toneladas e meia – 154 kg a mais que as versões T6 com motor a gasolina

Volvo XC90 T8 é o senhor da economia Luxo e eficiência são as credenciais do Volvo XC90 T8. Uma ótima alternativa para as famílias preocupadas com o futuro das nossas próximas gerações

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uando falamos em veículos híbridos pensamos nos BMW i3 e i8, no Ford Fusion Hybrid, no Lexus CT200h e no Toyota Prius. Do lado dos utilitários esportivos, no Mitsubishi Outlander PHEV (sob encomenda) e no Porsche Cayenne S E-Hybrid. Mas agora chegou ao mercado o Volvo XC90 T8 Inscription. Esse sueco de R$ 456.950 – mais que três Prius de R$ 126.600 – é um tapete voador, com o mesmo conjunto híbrido do sedã S90 e da

perua V90: motor 2.0 turbo e compressor mecânico associado a um propulsor elétrico no eixo traseiro. O XC90 T8 acelera da imobilidade e ganha velocidade sem esforços e nem parece ter quase duas toneladas e meia – 154 kg a mais que as versões T6 com motor a gasolina. O silêncio a bordo é absoluto e a transição do motor elétrico para o bloco a combustão é praticamente imperceptível. O sistema híbrido prioriza o uso da energia armazenada na

bateria de íons de lítio posicionada ao longo do túnel central. Com ela toda carregada (pouco mais de duas horas em tomadas de 220V e 16A) e dirigindo comedidamente, foi possível cravar incríveis médias de consumo urbano de 47,6 km/l. Já descarregada e usando o motor a gasolina, fez ainda ótimos 17 km/l. A energia é regenerada nas desacelerações e frenagens. Ajuda nesse processo a posição B da alavanca de câmbio (feita de cristal), que aumenta

o “freio-motor”. Três modos de condução são novos: Pure (só elétrico e alcance de 35 km), Hybrid (padrão) e Power, que altera alguns parâmetros, como direção, trocas de marchas e respostas do acelerador. Também são exclusivas as funções Hold (guarda a energia elétrica para ser utilizada posteriormente) e Charge (carrega um terço da bateria utilizando o motor a combustão). Um gráfico na central multimídia exibe qual sistema está sendo utilizado. DIVULGAÇÃO

Não só o consumo e a eficiência impressionam, como o nível de conforto. As suspensões a ar absorvem com maestria as irregularidades do piso e podem ser erguidas em 4 cm no programa Off-Road ou descer 1 cm no Sport, favorecendo a aerodinâmica. Além disso, quando desligado o XC90 T8 rebaixa a carroceria, privilegiando o acesso ao interior. Aliás, a cabine é um capítulo à parte, com acabamentos em madeira, alumínio e couro. O quadro de instrumentos é diferente das demais configurações da família XC90, enquanto o áudio da Bowers & Wilkers oferece 1.400W de potência, 19 alto-falantes e simula a sala de concerto da Orquestra Filarmônica de Gotemburgo. Uma pena a coluna de direção ser ajustável só manualmente.

O XC90 traz o Pilot Assist de segunda geração, incorporando sensores e câmeras para monitorar as faixas de rolagem e coordenar a aceleração, a frenagem e o movimento do volante até 130 km/h. O City Safety aciona os freios automaticamente em risco de colisão contra o veículo à frente, pedestres, ciclistas e até animais de grande porte. No Volvo, ainda há piloto automático adaptativo (ACC), alertas de ponto cego, de mudança de faixa e sistema de estacionamento automático – muito útil em um utilitário-esportivo desse porte. Você pode achar que tudo isso já é mais do que suficiente, no entanto, a versão T8 Excellence é um degrau acima no quesito requinte e é vendida sob encomenda por R$ 519.950.

FICHA TÉCNICA

Volvo XC90 T8 Inscription básico: R$ 456.950 avaliado: R$ 456.950 ● MOTOR: gasolina 4 cilindros em linha 2.0, 16V, turbo e compressor mecânico, start-stop + elétrico ● CILINDRADA: 1969 cm3 ● COMBUSTÍVEL: gasolina+eletricidade ● POTÊNCIA: 324 cv a 5.700 rpm + 87 cv do motor elétrico (potência combinada: 407 cv) ● TORQUE: 40,8 kgfm entre 2.200 e 5.400 rpm + 24,5 kgfm do motor elétrico ● CÂMBIO: automático, oito marchas ● DIREÇÃO: elétrica ● SUSPENSÕES: duplo triângulo (d) e multilink (t) ● FREIOS: discos ventilados (d/t) ● TRAÇÃO: integral ● DIMENSÕES: 4,950 m (c), 2,008 m (l), 1,776 m (a) ● ENTRE-EIXOS: 2,984 m ● PNEUS: 275/40 R21 ● PORTA-MALAS: 721 litros ● TANQUE: 50 litros ● PESO: 2.319 kg ● 0-100 km/h: 5s6 ● VELOCIDADE máxima: 230 km/h ● CONSUMO cidade: 15,3 km/l ● CONSUMO estrada: 15,8 km/l ● EMISSÃO de CO2: 87 g/km ● NOTA do Inmetro: A ● CLASSIFICAÇÃO na categoria: A (Utilitário Esportivo Grande)

● PREÇO

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