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Automóveis 18 01 2017 (01 08)

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Macaé (RJ), quarta-feira, 18 de janeiro de 2017, Ano XLl, Nº 9227

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

FOTOS DIVULGAÇÃO

Honda HR-V lidera o segmento de SUVs compactos, mas tem o Jeep Renegade no seu encalce, esquentando a disputa

Hatches e sedãs compactos continuam a liderar com folga Em 2016, continuou a forte aceitação de utilitários-esportivos compactos: cresceram 7% em um mercado que recuou 19%. A maior surpresa ocorreu entre as picapes médias Em ano tão difícil como o de 2016, as preferências do consumidor não mudaram tanto. Continuou a forte aceitação de utilitários-esportivos compactos: cresceram 7% em um mercado que recuou 19%. A maior surpresa ocorreu entre as picapes médias. A Fiat Toro, enquadrada por carregar até uma tonelada, além de garantir liderança, foi a principal razão de esse segmento ter subido nada menos de 21% sobre 2015. Compactos hatches e sedãs continuam a liderar com folga a preferência dos brasileiros. Venderam no ano passado 1.128.309 unidades, correspondente a 57% do total. No entanto, os SUVs, divididos por esta coluna em qua-

tro subsegmentos responderam juntos por 14%, um resultado anos atrás quase impensável. Para se ter ideia, todos os demais segmentos de automóveis reunidos (incluindo stations, monovolumes e crossovers) representaram 10% do total comercializado. PÁG. 3 NÚMEROS

7%

Cresceram as vendas dos utilitários esportivos compactos em 2016

19%

Foi o recuo total de vendas no mercado automotivo em 2016

A Fiat Toro, enquadrada por carregar até uma tonelada, além de garantir liderança

MANUTENÇÃO

INFRAÇÕES DIVULGAÇÃO

Cinco tipos de multa que é preciso evitar nas férias PÁG. 5

DIVULGAÇÃO

O guia de manutenção automotiva para proprietários preguiçosos PÁG. 6


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AUTOTAL HEMMINGS

Uma Kombi cabine dupla está à venda por R$ 73 mil nos EUA As VW Kombi brasileiras estão na moda no exterior, com vários carros sendo enviados para colecionadores estrangeiros. Os preferidos, geralmente, são as Kombis de primeira geração. Por esse motivo, chama a atenção este anúncio encontrado na área de classificados do site americano de antigos Hemmings: um exemplar da versão cabine dupla, produzido em 1986 e oferecido por um vendedor da Flórida (EUA). De acordo com o anúncio, a Kombi passou por uma revitalização visual e mecânica, com uma nova pintura e a tapeçaria refeita no padrão original. E estaria com a documentação em dia, conforme atesta a placa americana na traseira. Com 85 mil quilômetros rodados, o exemplar está anunciado por US$ 22.900 (cerca de R$ 73.700). No Brasil, um exemplar do mesmo ano e modelo tem valor médio de R$ 6.618, aponta a Tabela Fipe. E aí? Vale o negócio?


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MERCADO DIVULGAÇÃO

Honda HR-V lidera o segmento de SUVs compactos, mas tem o Jeep Renegade no seu encalce, esquentando a disputa

Hatches e sedãs compactos continuam a liderar com folga a preferência dos brasileiros Em 2016, continuou a forte aceitação de utilitários-esportivos compactos: cresceram 7% em um mercado que recuou 19%. A maior surpresa ocorreu entre as picapes médias

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m ano tão difícil como o de 2016, as preferências do consumidor não mudaram tanto. Continuou a forte aceitação de utilitáriosesportivos compactos: cresceram 7% em um mercado que recuou 19%. A maior surpresa ocorreu entre as picapes médias. A Fiat Toro, enquadrada por carregar até uma tonelada, além de garantir liderança, foi a principal razão de esse segmento ter subido nada menos de 21% sobre 2015. Compactos hatches e sedãs continuam a liderar com folga a preferência dos brasileiros. Venderam no ano passado 1.128.309 unidades, correspondente a 57% do total. No entanto, os SUVs, divididos por esta coluna em quatro subsegmentos responderam juntos por 14%, um resultado anos atrás quase impensável. Para se ter ideia, todos os demais segmentos de automóveis reunidos (incluindo stations, monovolumes e crossovers) representaram 10% do total comercializado. Destaques para os MercedesBenz liderando as três divisões, em que competiu com BMW, Audi e outros. Também impressionou a posição inabalada do Corolla e o Compass, em segundo lugar, com pouco mais de um mês de vendas em 2016. Classificação da coluna soma hatches e sedãs da mesma família, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos de significativa diferença classificam-se à parte (Grand Siena, Logan, Etios e outros). Base é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos e pela importância do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

COMPILAÇÃO

Pela importância do segmento ● COMPACTO:

Onix/Prisma, 19%; HB20 hatch/sedã, 15%; Ka

hatch/sedã, 9%; Gol/Voyage, 7%; Palio/Fire/Siena, 6%; Sandero, 5,6%; Fox, 3,9%; up!, 3,4%; Etios hatch, 3,3%; Uno, 3%; Etios sedã, 2,64%; Grand Siena, 2,6%; Mobi, 2,5%; Logan, 2,1%; Cobalt, 2%; Versa, 1,9%; Fiesta hatch/ sedã, 1,7%; March, 1,6%; City, 1,4%; C3/DS3, 1%. Dupla Onix/ Prisma consolida-se. ● MÉDIO-COMPACTO:

Corolla, 39%; Civic, 13%; Cruze hatch/

sedã, 9,5%; Golf/Jetta, 9%; Focus hatch/sedã, 7%; Sentra, 4%; Fluence, 3%. Corolla inabalado. ● MÉDIO-GRANDE:

Mercedes Classe C, 29%; BMW Séries 3/4,

26%; Fusion, 25%. Classe C é novo líder. ● GRANDE:

Mercedes Classe E/CLS, 35%; Audi A6/S6/RS6,

21,6%; BMW Série 5/6, 21,3%. Mercedes mantém posição. ● TOPO:

Mercedes Classe S, 46%; BMW Série 7, 17%; Audi A8,

15%. Líder recua só um pouco.Esportivo: Chevrolet Camaro 39%; Audi TT, 34%; WRX, 12%. Camaro segurou a ponta. ● ESPORTE:

Porsche 718 Boxster/Cayman, 31%; Porsche 911,

30%; BMW Z4, 14%. Equilíbrio alemão.Station: Fiat Weekend, 65%; VW SpaceFox, 22%; VW Golf Variant, 9%. Weekend sem adversárias. ● SUV COMPACTO:

Honda HR-V, 28%; Jeep Renegade, 26%;

Ford EcoSport, 14%. Liderança bem disputada. ● SUV MÉDIO-COMPACTO:

Hyundai ix35/Tucson, 37%; Jeep

Compass, 11%; Outlander, 8%. Resultado vai mudar. ● SUV MÉDIO-GRANDE:

Toyota SW4, 54%; Pajero Full/Dakar,

12%; XC60, 9%. Líder sem ameaças. ● SUV

grande: Chevrolet Trailblazer, 26%; BMW X5/X6, 14%;

Range Rover Sport/Vogue, 10%. Com mais folga. ● MONOVOLUME PEQUENO:

Fit, 45%; Spin, 36%; C3 Aircross,

12%. Sem surpresas. ● CROSSOVER:

ASX, 58%; Range Rover Evoque, 24%;

Freemont/Journey, 16%. Consolidação na ponta. ● PICAPE PEQUENA:

Strada, 49%; Saveiro, 28%; Montana, 12%.

Strada imbatível. ● PICAPE MÉDIA:

Fiat Toro, 29%; Toyota Hilux, 24%; S10, 19%.

Novo líder já esperado.

Roda viva APESAR de as vendas de automóveis e comerciais leves e pesados no último mês do ano passado terem sido animadoras (as melhores de 2016), a quarta queda anual consecutiva trouxe frustrações. Afinal, os números foram bem inferiores ao projetado no fim de 2015. Exportações conseguiram se destacar: subiram 25% em volume, porém, apenas 1,6% em dólares. Para este ano, Anfavea fez previsões conservadoras em razão da instabilidade, mais política do que econômica. A entidade, entretanto, aponta números positivos para 2017: 12%, produção; 4%, mercado interno e 7%, vendas ao exterior. Ano de

2016 terminou com apenas 26 dias de estoques totais (abaixo do normal), em parte por efeito estatístico. Crucial para o futuro da indústria as diretrizes setoriais de médio e longo prazos a serem anunciadas pelo governo federal no segundo semestre. Talvez o programa nem se chame Inovar-Auto II, mas exige consistência, foco em inovação, competitividade e eficiência energética. Volkswagen espera recuperar-se do seu pior ano no Brasil: perdeu 45 dias de produção em um contencioso com o grupo Prevent (fornecedor de bancos). Em 2017, terá ofensiva de lan-

çamentos, como up! retocado e novo Tiguan. Maior aposta é no Gol, com mesma arquitetura do novo Polo (estreia na Europa, agora em março). Empresa nega, mas fontes da coluna indicam início da produção no segundo semestre. Nada fácil para o Citroën C4 Lounge concorrer no segmento tão povoado como o dos médio-compactos, no qual marcas japonesas imperam. Mas o modelo argentino se ajustou ao longo do tempo, em particular no acabamento geral e nos equipamentos de série, incluído sistema multimídia. Motor 1.6 turboflex e câmbio automático de seis marchas são os destaques. DIVULGAÇÃO


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TESTE

Qual a influência das cores na temperatura do carro? Cores mais escuras podem aumentar a temperatura interna em até 9 ºC

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e deixarmos um carro preto e um carro branco sob o sol o dia todo, a temperatura de ambos será diferente? A cor branca reflete 80% da luz solar visível. A preta, apenas 5%. As áreas envidraçadas podem ainda causar distorções grandes no resultado do experimento (pelo efeito estufa), assim como os materiais do interior (couro esquenta muito mais que tecido, assim como revestimentos escuros esquentam mais que os claros) e as posições dos veículos em relação ao sol. Tomados os devidos cuidados na execução do teste para deixá-los em condições iguais, a resposta é simples: o carro preto ficará mais quente. Em 1987, foi publicado numa revista especializada um teste que mostrou isso na prática. Dois Chevrolet Monza iguais – com exceção da cor – foram deixados expostos ao sol durante duas horas, com temperatura externa média de 31 ºC. Resultado: o interior do carro preto atingiu 64 ºC e o do branco, 55 ºC. Outra consequência desse fato pode ser uma maior economia de combustível em carros equipados com ar-condicionado automático. Neles, o compressor do ar-condicionado faz pausas no funcionamento conforme a temperatura estipulada é atingida, demandando menos energia do motor. Em 2011, a organização inglesa Heat Island Groups testou dois Honda Civic, um prata e o outro preto, debaixo de sol. Como a temperatura do prata era em média 6 ºC mais baixa que a do preto, o ar-condiconado precisou trabalhar 13% a menos que no carro escuro. Como resultado, o consumo de combustível foi um pouquinho menor – 1,1% mais econômico, especificamente. A economia, porém, pode ser maior em países tropicais, com temperatura mais elevadas.

CRÉDITO

Tomados os devidos cuidados na execução do teste para deixá-los em condições iguais, a resposta é simples: o carro preto ficará mais quente

ECONOMIA

Carro de cor clara pode ser mais econômico Segundo a pesquisa, carros de cor mais clara refletem, em média, 60% da luz do sol, e absorvem menos calor Todo mundo sabe que usar branco em um dia quente de verão é mais fresco do que

usar preto, mas a novidade é que esse mesmo princípio científico também serve para carros. Um estudo da Berkeley Lab Environmental Energy Technologies Division, na Califórnia (EUA), mostrou que a simples escolha da cor do carro pode significar uma economia de até 1,1% na sua

conta de combustível. Segundo a pesquisa, carros de cor mais clara refletem, em média, 60% da luz do sol, e absorvem menos calor. Com isso, o veículo exige menos do ar condicionado para manter o interior fresco. Os mais reflexivos são os brancos e os pratas.

Mas, para quem não gosta destas opções, a cor escura ainda não foi descartada. Aquelas que foram feitas com tinta solar reflexivas conseguem manter o interior mais frio do que as tradicionais cores escuras. Os pesquisadores usaram dois carros sedan, um prata

e outro preto, que foram expostos ao sol. A temperatura registrada dentro do veículo prata ficou entre 5 º C e 6 ºC menor do que o carro preto. Com isso, o carro prata precisou de 13% a menos da capacidade do ar condicionado para resfriar o ambiente em relação ao outro veículo.

INFRAÇÕES

Cinco tipos de multa que é preciso evitar nas férias

CRÉDITO

Se você não costuma pegar estrada sempre, cuidado com as infrações que muito motorista vive esquecendo ou nem lembra que existem

H

á situações em que você acha que está fazendo tudo direitinho até ser parado numa blitz na estrada e receber uma multa. Para que isso não aconteça com você, mostramos cinco casos que podem pesar no bolso (e no prontuário) do motorista que não está acostumado a viajar.

ESCONDER A PLACA COM A BICICLETA NA TRASEIRA (7 PONTOS, R$ 293,47

A maioria dos suportes de bikes instalados atrás do carro acaba escondendo a placa quando em uso. Nem adianta só colocá-la por cima da bicicleta. O correto é utilizar uma placa extra (pois ela tem de estar lacrada) num suporte com iluminação própria. NÃO USAR FARÓIS BAIXOS DE DIA NA RODOVIA (4 PONTOS, R$ 130,16)

Como a lei 13.290/16 é nova e já foi suspensa antes, muitos esquecem ou acham que não está valendo. Para não correr riscos, alguns motoristas estão adquirindo o hábito de andar com eles sempre liga-

dos. Os faróis diurnos de leds, os DRLs, também resolvem a situação se você tiver um carro que venha equipado com eles. 3) BAGAGEIRO NO TETO COM EXCESSO DE ALTURA (5 PONTOS, R$ 195,23)

Quem precisa de mais espaço e vai recorrer ao bagageiro tem de estar atento a algumas regras. A primeira é que as cargas não podem ultrapassar a largura do teto e o comprimento do veículo. A segunda é que a altura máxima da carga, a não ser no caso de bicicletas, não pode passar de 50 cm.

4) LEVAR CARGA MUITO LONGA NA CAÇAMBA (5 PONTOS, R$ 195,23)

A mesma resolução que disciplina a carga no bagageiro estabelece que não se pode levar numa picape nada que vá além de 60% do entre-eixos depois do eixo traseiro. Explicando: para transportar um caiaque na caçamba da Toro, ele não pode avançar mais do que 1,79 metro além do eixo traseiro. Essa medida corresponde a 60% do entre- eixos

de 2,98 metros desse modelo. Aliás, se precisar andar com a tampa da caçamba abaixada, isso é permitido, desde que a placa não fique oculta. No caso dos extensores de caçamba oferecidos para a Fiat Toro e Renault Oroch, pode ficar tranquilo: eles respeitam as medidas máximas permitidas (desde que a carga não ultrapasse os limites do próprio extensor) e incluem um suporte adicional para a placa extra. No caso da Toro, há até lanternas adicionais – na Oroch isso não é necessário, pois as lanternas originais não são obstruídas pelo equipamento. 5) LEVAR ANIMAL NO COLO (4 PONTOS, R$ 130,16)

É comum vermos na estrada um cãozinho curtindo o vento na janela do motorista. Isso pode ocasionar multa (e um acidente). A lei diz que levar pessoas, animais ou volumes soltos à sua esquerda ou entre os braços e pernas é uma infração de trânsito. O ideal é deixar o bichinho no banco de trás, preso num cinto específico.

A maioria dos suportes de bikes instalados atrás do carro acaba escondendo a placa quando em uso


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MANUTENÇÃO

O guia de manutenção automotiva para proprietários preguiçosos Se seu conhecimento automotivo for próximo de zero, siga estas recomendações para manter uma convivência minimamente duradoura com seu veículo

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DIVULGAÇÃO

ão se importar com o carro é uma opção até justificável, dependendo da situação, mas se levá-lo ao posto de gasolina de vez em quando é o máximo que você faz por ele, sua vida conjunta está fadada a durar pouco. De novo: não queremos convencê-lo(a) a gostar dele. No entanto, para preservar seu dinheiro, alguns cuidados são essenciais. Veja aqui o mínimo necessário para esticar a saúde do seu automóvel – esse coitado.

PARA O CARRO DURAR MAIS

1. Cheque o óleo: Confira se o nível está correto e fique atento aos prazos de troca. Um adesivo no canto superior do para-brisa ajuda a manter isso em dia. Vacilar neste item pode levar à morte do motor – e isso não é um exagero. Verifique uma vez ao mês. Considere-se avisado (a). 2. Fluido de arrefecimento: O alerta de morte acima vale para este item também: motor a combustão precisa de água para trabalhar – e o líquido precisa estar misturado a uma solução específica para evitar corrosão e aumentar o ponto de ebulição do fluido. Meça o reservatório de expansão ao checar o óleo. 3. Alinhamento da direção: Em linha reta, se sentir o carro “puxando” para um dos lados, faça o alinhamento da direção. Ignorar o problema provoca desgaste elevado nos pneus, aumenta o consumo de combustível e força os componentes da direção. 4. Faça revisões: Na hipótese de você não querer ficar atento a detalhes, pague alguém para fazer: seja um consultor, amigo, oficina de confiança ou

Veja aqui o mínimo necessário para esticar a saúde do seu automóvel – esse coitado

concessionária. Alguém precisa fazer um check-up – isso é como cuidar da saúde. PARA SUA SEGURANÇA

1. Freios: Fique atento a ruídos ao frear e verifique o estado de pastilhas, discos e fluido a cada três meses. Peça a um mecânico de confiança lhe di-

zer como checar em seu carro, mas preste atenção a dois pontos: gastos irregulares no disco e quantidade de material de atrito na pastilha. A rigor, quanto maior o desgaste das pastilhas, mais o pedal de freio “desce” ao ser pressionado. Fluido de freio precisa ser substituído: veja a periodicidade no manu-

al do carro. 2. Luzes: Peça ajuda para alguém olhar de fora e, com o carro parado, pressione o freio. Engate a ré. Teste as setas, ligue a lanterna e acione os faróis (incluindo o de longo alcance). Se alguma luz de posição estiver queimada, providencie a troca. No caso dos faróis, o ideal é

trocar o conjunto. Após a substituição é necessário verificar o ajuste de altura do facho. 3. Pneus: Verifique a pressão, no mínimo, uma vez por mês – o mais correto seria verificar a cada 15 dias. Pneu descalibrado prejudica a estabilidade, piora o consumo e aumenta o desgaste de borracha. Sua segurança fica

seriamente comprometida se você relaxar neste item. 4. Limpadores do para-brisa: No mundo ideal, as palhetas deveriam ser substituídas todos os anos. Na prática, se estiverem deixando trilhos de água ao varrer o vidro, é hora de trocar. E não descuide da água no reservatório do limpador.

SEGURANÇA CRÉDITO

Em que situações faz sentido desligar o controle de estabilidade? Desligá-lo só em caso de superfícies cobertas de neve ou areia, ou para fazer drifting

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e o ESC é um item de segurança que nunca deve ser desligado, por que existe essa opção nos automóveis? O ESC (Electronic Stability Control) – também chamado de ESP (Electronic Stability Program, ou Programa Eletrônico de Estabilidade, além de outras siglas como VSA, DSC e VSC, dependendo da marca) – opera em rede com outros módulos do automóvel, como os freios ABS, motor, câmbio e direção, e tem a finalidade de impedir a perda do controle em situações de risco. Por exemplo: ao tentar desviar de um carro ou obstáculo que subitamente aparece em seu caminho, o ESC pode frear algumas das rodas de maneira assimétrica ou diminuir a aceleração do motor para que o motorista mantenha o controle, sem que o veículo perca aderência. O mesmo ocorre quando o condutor entra rápido demais em uma curva, evitando que o carro deslize ou rode. De qualquer maneira, é aconselhável não desligar o ESC/ ESP. Mesmo assim, há casos específicos em que essa prática é necessária, como dirigir em estradas com neve profunda, areia fofa ou algumas situações de off-road, nas quais o pneu

precisa derrapar um pouco até encontrar um terreno firme que forneça tração. A função off-road nos freios ABS da Saveiro Cross faz justamente isso: em conjunto com o ESC, ela permite um leve travamento das rodas para acumular terra, cascallho ou areia à frente dos pneus, facilitando a frenagem, principalmente em descidas. Outras situações são track days ou exibições em circuitos fechados ( jamais em vias públicas), onde o motorista de um esportivo pode desligar o ESC para obter derrapagens controladas ou explorar ainda mais os limites de seu carro de uma maneira mais “pura”, sem artifícios eletrônicos. Em esportivos mais avançados, o controle de estabilidade geralmente oferece modos de condução (Sport ou Race) com mínima interferência, exatamente para esse tipo de situação. Nesses casos, vale lembrar que o uso dos modos mais esportivos do ESC tende a extrair o melhor desempenho do carro – se ele for desligado, você pode até conseguir belas saídas de traseira, mas dificilmente será mais rápido, a não ser que seja um piloto de nível profissional.

Por exemplo: ao tentar desviar de um carro ou obstáculo que subitamente aparece em seu caminho, o ESC pode frear algumas das rodas de maneira assimétrica ou diminuir a aceleração do motor para que o motorista mantenha o controle, sem que o veículo perca aderência


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