Skip to main content

Aniversário 42anos odebate

Page 1

2

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 1º e quarta-feira, 2 de maio de 2018

Versões digitais de O DEBATE superam 1,7 milhões de views Site, fanpage no Facebook e conta no Instagram reforçam nova dinâmica de publicações do jornal

Em versão digital, jornal mantém alcance internacional

C

om base em uma tendência que ganhou força na última década, O DEBATE completa hoje o 42º ano de edições, promovendo cada vez mais a interação entre as publições impressas e a dinâmica das ferramentas que conseguem levar, em milésimos de segundos, todas os fatos marcantes e informações relevantes apuradas pelo jornal, para leitores assíduos do Brasil e outras que vivem atualmente em diversos países da América, África e da Europa. Em média, cerca de 95 mil pessoas mensalmente acompanham as publicações de O DEBATE disparadas através de três versões digitais do jornal. Pelo site www.odebateon.com.br, 37 mil usuários promoveram mais de 114,7 mil acessos nas versões digitais das páginas que compõem os cadernos impressos por O DEBATE. Esses dados são referentes a apenas o período de mês, neste ano. Em aumento constante de registros, o endereço eletrônico do jornal obteve, apenas em março, 26,2 mil novos usuários, mantendo 73,8% leitores virtuais que também interagem com outras ferramentas de longo alcance. Apenas em 2017, a versão digital de O DEBATE obteve mais de 1,3 milhões de visualizações, registrando mais de 303 mil usuários, a maior parte residente no Brasil, mas com interação de pessoas instaladas nos Estados Unidos, Portugal, Reino Unido e França. Através da Fanpage no Facebook, O DEBATE é capaz de alcançar por mês até 55 mil seguidores, do universo de

29 mil pessoas que estão conectadas a principal plataforma de interação virtual do mundo. Já no Instagram, 2,3 mil pessoas seguem a conta de O DEBATE, através de uma ferramenta que ajuda o jornal a destacar as belezas naturais, os fatos mais relevantes, e as imagens que ajudam a traduzir a importância de Macaé, e de outras cidades da região para o país e o mundo. Preparando uma nova página virtual, o DEBATE inicia o 43º ano de trabalhos promovendo a migração para o digital, um processo que ainda vai surpreender, antigos e novos leitores.

Em 2017, 1,3 milhões de visualizações foram registradas no site oficial do jornal. Com a força das versões digitais, jornal prepara nova ferramenta que ampliará dinâmica com leitores, do Brasil e do mundo


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 1º e quarta-feira, 2 de maio de 2018

3

Início pautado pela modernidade e por pioneirismo no interior do Estado Primeira edição, publicada no dia 1º de Maio de 1976, já demonstrava sucesso de O DEBATE

E

m quatro décadas de história, o jornal O DEBATE teve como referência o pioneirismo, um conceito que marcava também o processo de desenvolvimento da cidade, marcado pela chegada da Petrobras e das grandes empresas do petróleo. Desde o seu início, o jornal buscou o que havia de melhor, para proporcionar ao leitor macaense, o acesso a informações que pautavam também a história política e social do país. A primeira edição, publicada no Dia do Trabalhador do ano de 1976, produzida pelo processo ofsete de impressão na gráfica do jornal A Tribuna, em Niterói, em formato standard, exibia na primeira página como destaques as notícias de que a CPI aprovara a realização de eleições diretas para prefeitos de capitais e o presidente Ernesto Geisel decretara o novo valor para o salário mínimo do trabalhador brasileiro. O Editorial estabelecia como prioridade o trabalho constante para garantir a permanência do periódico, inicialmente quinzenal, como meio informativo e noticioso para levar ao povo macaense o melhor resultado jornalístico possível. Nasceu, assim, o primeiro jornal do interior do antigo Estado do Rio de Janeiro, elaborado e impresso com omais novo sistema gráfico surgido e que garantiria uma apresentação gráfica superior em qualidade. Sob o comando de seu fundador e diretor Oscar Pires, que soube agarrar com força as oportunidades que a vida lhe deu e que ele mesmo buscou, o jornal passou a registrar todas as transformações que Macaé viveu nessas últimas quatro décadas, acompanhando de perto a instalação da Petrobras, em 1978, quando a cidade passou a ser conhecida como a 'Capital do Petróleo'. Do pioneirismo idealizado a partir das transformações profundas vividas por Macaé na década de 70 à consolidação de uma história que vai muito além de todas as referências para o jornalismo e a evolução da indústria gráfica no interior do Estado do Rio de Janeiro, o jornal O DEBATE celebra 42 anos, relembrando conquistas e vitórias, muitas delas alcançadas e divididas com a sociedade que o reconhece como instrumento de comunicação capaz de superar limites e avançar ao sabor

das glórias. Desde a época em que o diretor-presidente Oscar Pires lançou a pedra fundamental para a fundação de O DEBATE até a consolidação do jornal como o mais importante e influente no interior do Estado, a história do jornal revive momentos turbulentos da economia do município, assumindo o papel de ser o único veículo de comunicação no país a registrar, passo a passo, a evolução das atividades de óleo e gás em Macaé, reunindo em suas páginas um amplo acervo que conta a história da instalação da Petrobras na Bacia de Campos até o ápice das operações offshore dentro da Capital Nacional do Petróleo. Os macaenses mais antigos viram a 'Princesinha do Atlântico' ter seu brilho ofuscado pelo ouro negro. A população cresceu desordenadamente, o meio ambiente perdeu espaço para o desenvolvimento, os costumes e tradições começaram a ser substituídos e a cidade foi perdendo sua identidade. Ao longo desses 42 anos muitos foram os fatos que marcaram a história de Macaé e O DEBATE foi determinante para registrar e ajudar a construir essa história. Sempre divulgando matérias de interesse do público, acompanhando a trajetória da população macaense e a vinda das primeiras empresas, trazendo cada vez mais pessoas para o município. Ao acompanhar também o surgimento de líderes, O DEBATE é capaz de concentrar em suas páginas histórias sobre os embates eleitorais e partidários que consagraram personalidades responsáveis pela evolução político-administrativa do município, alguns ainda vivos na memória dos macaenses mais antigos e outros imortalizados pela sua própria ascensão no cenário estadual e federal. Presente em mobilizações populares que contribuíram para a construção de uma cidade mais digna do seu reconhecimento como a "Princesinha do Atlântico", o jornal O DEBATE cumpriu seu papel em informar com qualidade, conceito que está presente em todas as edições lançadas ao longo de quatro décadas, e que só fortalecem o respeito, a dedicação e o comprometimento de se fazer jornalismo de verdade, pautado pelo que há de mais precioso em Macaé: sua gente e sua própria história.

Ao montar o maior parque gráfico de impressão de jornais do interior do Estado do RIo de Janeiro, jornal O DEBATE manteve a mesma visão de início do diretor Oscar Pires: pioneirismo e modernidade

O passado também foi marcado pela evolução gráfica, presente em toda a história do jornal

Primeira edição de O DEBATE foi publicada no dia 1º de Maio de 1976 com circulação local


4

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 1º e quarta-feira, 2 de maio de 2018

Desafio de um jornal diário Compromisso com a realidade fiel dos fatos, transformou O DEBATE em porta-voz da sociedade

Q

Oscar Pires e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Congresso da Abrajori em 1994

uem pensa ser hoje tão fácil acessar à internet e ler em poucos minutos os jornais de todo o mundo, acompanhando em tempo real as notícias, a não ser os mais antigos, não imagina o quanto era difícil ter acesso à informação. Mas é necessário retornar no tempo em alguns anos para conhecer, pelo menos agora, um pouco das dificuldades e o que acontecia na Macaé da década de 60, fazendo um rápido passeio na memória e lembrar que foi exatamente baseado na premissa de que alguém precisava fazer alguma para fazer sobreviver e dinamizar a imprensa, da qual o professor e historiador emérito, Antonio Alvarez Parada (Professor Tonito), teve muita participação, por ter sido ele, também, o Diretor do Boletim da Academia Macaense de Letras e ter colaborado com outros jornais na cidade. Preencher esta lacuna, foi um desafio dos maiores que exigiu sacrifícios, noites sem dormir, perseguição, denúncias, ameaças de prisão, de morte e até de ter a empresa editora de O DEBATE “fechada” porque a seriedade do trabalho sempre incomodou e incomoda, principalmente, a classe política, que sempre mereceu e vai continuar merecendo espaços nas páginas deste jornal, princípio de respeito aos detentores de cargos e às instituições, sem o qual não existiria o pilar essencial para a existência do considerado quarto poder: a imprensa. O sonho...

Início das obras das casas da Cehab, no Parque Aeroporto

Ainda com 18 anos e frequentando as rodas políticas da cidade porque eram poucos os que possuíam rádio e começou a aparecer a televisão com ameaça de acabar com os jornais e o rádio, que Oscar Pires, hoje com 58 anos exercendo a profissão no jornalismo, escreveu, como ele conta, uma carta para o jornal O Globo. Ele não viu a carta ser publicada na coluna dos leitores e, bancando o “foca”, colaborava com os repórteres de vários jornais de Niterói, capital do antigo Estado do Rio de Janeiro, para ver publicadas as notícias que aconteciam em Macaé. As informações, colhidas nas mais diversas fontes apontavam sempre o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. A corrida atrás de informação, naquele tempo em que a bicicleta era o principal meio de transporte, era incomum. Estar quase em tempo real em vários lugares, registrar os fatos e enviar para os jornais de Niterói ou edições fluminenses de jornais do Rio como o Diário de Notícias, O Jornal, Jornal do Brasil e até O Globo, era uma obstinação. Informações exatas sobre o município? Eram buscadas na publicação do Departamento Estadual de Estatística que tinha Macário Picanço como presidente da Junta Executiva Regional de Estatística, cuja última edição mimeografada, circulou em 29 de julho de 1961. O primeiro voto nas eleições de 1960 foi para Jânio Quadros e Macaé vivia a ebulição política do afastamento do ex-prefeito Eduardo Serrano. Começo sem fim!

Solenidade de inauguração da Rodoviária de Macaé, em 1982

Residente primeiro na Rua Alfredo Backer nº 40, casa adquirida para a família na década de 50 pelo irmão Odilon Pires, então funcionário do Banco do Brasil, recebia com freqüência a visita de uma de suas professoras Maria de Lourdes Agostinho. Nas aulas de Língua Portuguesa, era habitual a nota 10. A vocação para reportar fatos cotidianos, foi tornado um vício. E ai começou a busca pela notícia, num começo que até hoje não tem fim. Ler as atas da Câmara Municipal transcritas por Elcio Mussi e Abrahão Agostinho era quase uma obrigação do dia a dia. Como não possuía recursos suficientes para comprar jornais e revistas, além da biblioteca pública, frequentava também papelarias, gráficas e o distribuidor de jornais da cidade. Papelaria Avenida de Milton Madureira onde hoje existe o edificio Don Pepe (atrás ele tinha uma gráfica onde era feito o jornal O Rebate de Jorge Costa), e o distribuidor de jornais Aristides Agostinho (na Rua Barão de Cotegipe, trecho conhecido como Beco do Caneco e hoje Rua Julita Barcelos), eram pontos preferenciais. Na papelaria o acesso aos livros. Na gráfica, o que estava sendo feito para ser publicado na semana. No distribuidor de jornais o acesso a todas as publicações inclusive revistas. Na Gazeta de Macaé (Av. Rui Barbosa em frente ao Lar de Maria, hoje lojas do Ponto Frio), de Latiff Mussi, Café Belas Artes ou na Colônia de Férias do SESC (Hotel Imbetiba), era o começo em uma busca obsessiva pela informação que não teve mais fim.

Detinha autografa o livro 100 Histórias Curtas e Antigas publicadas em O DEBATE

Processo de instalação da Unidade de Operações Bacia de Campos, na Imbetiba

Jourdan Amora, Carlos Emir Mussi e Oscar Pires no Congresso da Adjori em Macaé, em 1995


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 1º e quarta-feira, 2 de maio de 2018

5

Imprensa subdsenvolvida? Muitas vezes, textos sobre articulações políticas foram publicados em alguns jornais da cidade sem a identificação do autor. Mas eram sempre editados porque retratavam os principais fatos, inclusive de bastidores. Depois, foi a busca pela identidade. A primeira delas no jornal Correio Fluminense, editado em Niterói na qual era mantida uma coluna diária sobre Macaé. A relação de amizade no mundo do jornalismo crescia e passando pelo O Fluminense e A Tribuna, mantendo uma carteira de 300 assinantes com os exemplares entregues diariamente, Oscar Pires se transformou. Sempre buscando o novo, acompanhava também o que se passava na Academia Macaense de Letras. Em 1966, o Boletim Academia, órgão oficial da Academia Macaense de Letras que tinha como Diretor Responsável o professor Antonio Alvarez Parada, publicava na edição nº 11, de outubro daquele ano, na seção “Enquêtes” de “Academia”, grafado assim mesmo, entre aspas, uma matéria das mais importantes com o título: “Imprensa Macaense é Subdesenvolvida?”. No texto, além de Tonito Parada, Dr. Djalma da Silva Almeida, então diretor de O Rebate, Latiff Mussi Rocha, diretor da Gazeta de Macaé, do próprio Antonio Alvarez Parada, diretor de “Academia” e de Luiz Carlos de Mattos Franco, da gráfica Minerva e ex-diretor de O Rebate, expressaram suas opiniões e foi exatamente focado naquelas argumentações que Oscar Pires buscou o caminho de fazer a história da imprensa macaense. Em busca do ideal E agora? Já registrado como profissional de Relações Públicas no Conselho Regional que teve no pilar Dante de Lima Viana, em 1972, quando se tornou correspondente do jornal O Globo, junto com o diretor de A Tribuna, Jourdan Wellington de Barros Amóra, com base no estudo da revista Academia, Oscar Pires tentou criar uma empresa através de sociedade anônima para ter em Macaé as linotipos e outros sistemas gráficos mais avançados com o objetivo de editar um jornal diário. Depois de analisada a pesquisa os possíveis acionistas não toparam a parada. Aos poucos, a imprensa local cada vez mais deixava de existir. A Gazeta de Macaé, depois daquele ano, parou de circular. O bravo Luiz Ernesto Olive Carneiro da Silva, mantinha em circulação quinzenal o Jornal da Cidade, migrando posteriormente para a Voz da Cidade. O tempo passa rápido. O então acadêmico de Direito Claudio Moacyr de Azevedo, candidato a deputado estadual em 1962, eleito prefeito do município em 1966 e deputado estadual em 1970, apoiava as idéias e ações do jornalista Oscar Pires e, também, via na sua ação coletiva e responsável, com quem mantinha relação das mais próximas, sua idéia se tornar realidade. A criação de O DEBATE já tinha a semente lançada. O poeta Alvaro Bastos, o advogado e depois juiz, Dr. Benedito Carlos Ferreira, Antonio Alvarez Parada, Joserval Alves Soutinho (Lurufe) e outros, depois de muitas reuniões foram convencidos por Oscar de que um jornal diária era viável em Macaé. O primeiro jornal do interior em offset No dia 1º de Maio de 1976, depois de muitas peregrinações por gabinetes, redações, gráficas e noites sem dormir, nasceu O DEBATE. A primeira tarefa foi registrar a empresa e o nome escolhido espantava as pessoas: EJORAN - Editora de Jornais, Revistas e Agência de Notícias. Depois, o endereço: Av. Rui Barbosa, 749 sala 206. Era a sala do advogado e posteriormente Juiz de Direito, Benedito Carlos Ferreira, ocupada após às 18h para elaboração das matérias porque os recursos não eram suficientes para comprar uma máquina de escrever. O desafio maior, lançar o jornal, com periodicidade quinzenal. Jourdan Amóra foi categórico quando procurado: “Só se for para imprimir na nova máquina rotativa offset que estou instalando porque na Marinoni (impressora), não rodo mais”. Abriu uma cortina: “Aqui, muitas revistas para você recortar as letras e fazer os títulos”. Depois, uma máquina de escrever elétrica de esfera: “O que não puder ser feito na linotipo, utilize o texto desta máquina para fazer os anúncios e legendas”. E o veredito: “Agora, o gabarito e a cola Prit. Você prepara tudo e cola na página para fazer o fotolito, a chapa e a impressão. Se não correr muito, você não terá o jornal pronto”. Nasceu desta forma o primeiro jornal do interior do antigo Estado do Rio de Janeiro pelo mais novo sistema de impressão offset que revolucionou o mundo gráfico. A periodicidade e as máquinas Ao distribuir pela cidade em quase todas as casas e lojas comerciais os cinco mil exemplares impressos O DEBATE surpreendeu os leitores. Ali estavam as mais importantes informações do cotidiano da vida macaense quando os então municípios de Ca-

rapebus e Quissamã ainda eram distritos de Macaé e redutos eleitorais importantes. Uma enorme dívida para imprimir o jornal em offset não abalou o jornalista Oscar Pires que, com os pés no chão e a cabeça 40 anos na frente, fez uma proposta inusitada a Jourdan Amóra: “Você, Jourdan, me vende as duas linotipos, impressora, mesas de paginação, tipos móveis para títulos, bulandeiras, chanfrador, formas de tainha de chumbo e tudo o que for preciso porque vou fazer um jornal diário em Macaé”. Jourdan até duvidou um pouco. Mas a tarefa de desocupar a gráfica de A Tribuna em Niterói e transportar toda aquela parafernália para Macaé, foi das mais hercúleas exigindo empenho e vendo crescer a responsabilidade. E o local? Ainda existe em nossos arquivos o contrato de locação de uma das lojas do número 65, prédio do Sindicato dos Ferroviários situado na Av. Santos Moreira, bairro Miramar. O jornal mudou a periodicidade e passou a circular todas as semanas. Com isto, o professor e historiador Antonio Alvarez Parada, desencantado com o que se passava na imprensa macaense, decidiu colaborar e escreveu para ser publicada todos os sábados a coluna “1000 Histórias Curtas e Antigas de Macaé”. Evolução e mudanças tecnológicas Se as linotipos revolucionaram a composição gráfica em Macaé o trabalho obsessivo do jornalista Oscar Pires de dotar o município de um moderno parque gráfico e implantar a periodicidade diária de um jornal não parou um só instante. Novas linotipos do Jornal do Brasil, máquinas de entrelinha, circulação bí-semanal, tri-semanal, compra da sede própria na Rua Dr. Julio Olivier 260, ampliação da redação, montagem de fotolito, aquisição de impressora plana Nebiolo, rotativa Pacer de fabricação inglesa, implantação da fotografia digital (pioneiro), início da periodicidade diária em 1993, sistema eletrônico de composição (pioneiro), informatização da administração, redação e distribuição com pré-impressão a laser, mudança para sede própria mais ampla, aquisição de impressora rotativa Goss Comunity para impressão em cores, criação de novos produtos como os jornais Diário de Quissamã e de Rio das Ostras, Jornal de Carapebus, vários outros suplementos para comemorar datas especiais, implantação de imageseter (fotolito digital), e CTP (Computer To Plate) primeiro do interior do Estado a adotar o sistema, não foram suficientes para conter o dinamismo do jornalista Oscar Pires. Sua freqüente participação em Congressos e Seminários da ANJ - Associação Nacional de Jornais - Circulação, Tecnologia, Banho de Jornal, Jornalismo Urbano, sempre foi sua preocupação. Participou efetivamente na criação das entidades de classe e se tornou diretor da Abrajori, presidente da ADJORI-RJ (Associação dos Diretores de Jornais do Interior do Estado do Rio), para a qual comprou sede própria, e agora, o sonho maior de dotar um novo parque gráfico com uma nova rotativa que permite a impressão simultânea em cores de 12 páginas em três torres e... Parou por ai? Só quem conversa bastante com o jornalista Oscar Pires e conseguir entender suas ideias, é capaz de saber porque ele, ou melhor, a sua empresa, está e continua à frente, quase à frente do tempo, tentando adivinhar o que vai acontecer daqui a não sabemos quantos anos. “Hoje, Macaé pode se orgulhar de possuir um parque gráfico igual aos dos grandes centros. Eu acredito na minha equipe, eu acredito nas pessoas amigas e sem temer qualquer crise, estamos dispostos a vencer mais uma etapa evoluindo com a nova tecnologia e modernizando nossas ações”. Em busca de novos caminhos Hoje, os principais jornais do mundo, adotam novas plataformas e o sistema digital também chegou a Macaé, sem fake news. Fazendo um jornalismo valorizado e responsável, O DEBATE chega aos 42 anos acreditando que o bom jornalismo pode ser sintetizado num tripé que tenha conteúdo diferenciado e exclusivo, preferencialmente para os acontecimentos deste município, com independência,ética e visão regional. Está sendo iniciada a mais ousada transformação de modelo de negócios da indústria de notícias, alicerçado no conteúdo digital. A partir deste 1º de maio, quando iniciamos uma nova corrida para mais um ano de existência, o site www.odebateon.com.br, amanhece de cara nova e muitas novidades. Outra mudança também é aguardada com expectativa. A circulação online leva a novos caminhos alcançando três vezes mais o número de leitores. O jornal impresso, sofrerá mudanças e passará a circular apenas nos finais de semana. Ainda não é tudo. Na web a informação será atualizada continuamente, com desdobramentos dos fatos e as reportagens serão enriquecidas com o uso de imagens, vídeos e gráficos. "Os grandes desafios vem sendo enfrentados através dos webinários realizados pela Associação Nacional de Jornais - ANJ, capacitando os profissionais, razão maior de nosso compromisso com Macaé, e continuar sendo o porta voz da população," acentuou o jornalista Oscar Pires.


6

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 1º e quarta-feira, 2 de maio de 2018

Reformas de projetos gráficos modernizaram as publicações Apostando em novos layouts, O DEBATE diversificou imagens sem deixar de lado a marca registrada

A

modernização ajudou o jornal O DEBATE a construir uma imagem marcante junto aos leitores, assinantes e anunciantes, mantendo sempre o conceito de buscar e levar a melhor informação. Ao longo de 42 anos, o jornal passou por cinco profundas mudanças de layouts, atualizando fontes de escritas, melhorando a qualidade das fotografias e utilizando técnicas que ajudam a aprimorar a integração entre as imagens e o texto. A partir das modernizações do parque gráfico, O DEBATE foi capaz de apresentar a Macaé e região conceitos aplicados em publicações de várias partes do país e do mundo. A primeira edição, publicada no Dia do Trabalhador do ano de 1976, foi produzida pelo processo ofsete de impressão na gráfica do jornal A Tribuna, em Niterói, em formato standard. Com o lema “Todas as semanas nas bancas, sete dias mais jornal”, O DEBATE já circulava com periodicidade semanal, desde setembro de 1978, e passara a ser composto em linotipo e impresso na gráfica própria situada no Sindicato dos Ferroviários. Com circulação duas vezes por semana desde 1980, às quartas-feiras e sábados, O DEBATE estabelecia mudanças fundamentais para atender à demanda dos acontecimentos a serem reportados, tornando a publicação dos fatos mais dinâmica e atualizada. Em 1986, O DEBATE completava 10 anos de existência, quando exaltou a estreita relação de amizade mantida junto ao público leitor macaense. Constatava também que o entrosamento fora conquistado graças ao sucesso na qualidade da elaboração do jornal que, gradualmente, servia de motivação para o aumento da proximidade.

Moderno e eficiente Ao atingir o seu 25º ano de fundação, O DEBATE se mostrava mais encorpado após superar dificuldades relacionadas com o alto custo de produção. A robustez alcançada foi determinada pela inserção de mudanças significativas, como a ampliação da tiragem, da venda nas bancas e das assinaturas, além do lançamento de produtos novos no mercado. Com novo layout, o Jornal Verdade não era mais o mesmo. A implementação das mudanças, nas áreas editorial e gráfica, sucedia-se para fortalecer a constatação de que o trabalho realizado e mostrado, ano a ano, refletia o esforço no sentido de atingir os objetivos de melhoria da qualidade. Aos 31 anos, completados em 2007, O DEBATE informava a implantação de um novo sistema de pré-impressão, com a integração à produção do mais moderno equipamento de geração de chapa adquirido. O Sistema CPC - Computer to Plate, com maquinário que transmite os dados das informações armazenadas no computador diretamente para a chapa de impressão, permitiu a eliminação de filme e a garantia de maior agilidade no trabalho de confecção e, mais ainda, com aplicação de técnicas mais apuradas e racionalização em termos de tempo e de custos. Na busca de maior aproximação, já em 2008, O DEBATE criava o seu site, repleto de atrativos tanto para leitores quanto para os anunciantes on line, além de criar facilidades no pagamento por boletos bancários e cartões. Meta mantida até hoje, ao complentar 42 anos, o jornal O DEBATE passa a interagir as principais ferramentas disponíveis, seja através do mais moderno parque gráfico do interior do Estado, seja com as plataformas digitais.

KANÁ MANHÃES

Diário histórico O jornal renovava o formato de sua apresentação e ganhava novas dimensões. Passou a ser publicado diariamente e em formato standard novamente a partir da primeira edição do ano de 1993, que foi entregue ao público leitor sob nº 1819 em 2 de janeiro. Cumprida a promessa do seu diretor de editar um jornal diário em Macaé, os festejos pelo atingimento do seu 17º ano de circulação, com a edição 1902 de 1 de maio de 1986, receberam o reforço de uma roupagem representada pela ótima qualidade de impressão e pela garantia da apresentação de visual mais agradável. Em 1997, o jornal completava 21 anos ainda sob o brilho da chegada, em 1996, da impressora rotativa adquirida, capaz de imprimir 25 mil exemplares por hora. Foi utilizada também para produzir graficamente outros jornais circulantes na região. Consistia no maior investimento efetivado, sempre com o objetivo de proporcionar o melhor ao leitor.

MÁRCIO SIQUEIRA

ASSALTOS AFETAM ROTINA DE TAXISTAS

CEDERJ SEGUE COM INSCRIÇÃO PARA NOVO VESTIBULAR

INSTITUIÇÕES COBRAM POSIÇÃO DA ALERJ

POLÍCIA, PÁG.5

GERAL, PÁG.7

POLÍTICA, PÁG.3

R$ 1,50 Macaé (RJ), sábado, 28, domingo, 29 e segunda-feira, 30 de abril de 2018 Ano XLII, Nº 9544 Fundador/Diretor: Oscar Pires

O DEBATE

facebook/odebate twiter/odebate issuu/odebateon

www.odebateon.com.br

DIÁRIO DE MACAÉ

Ministério libera obras de reforço da pista do Aeroporto de Macaé Intervenção está prevista para ser iniciada em 40 dias. Antes, equipe da Infraero planeja alterações na logística de operações dos voos offshore. Novo procedimento de pousos e decolagens vai ser validado pela ANC PÁG. 3

U

m comunicado emitido pelo Ministério dos Transportes para a Infraero na última terça-feira (24) garantiu a liberação das obras de reforço da pista do Aeroporto de Macaé, que dentro de um ano terá capacidade para receber aeronaves do porte comercial, que operam hoje na rota dos principais aeroportos regionais do país. Na manhã dessa sexta-feira (27), a superintendência do Aeroporto, junto as equipes responsáveis pela navegação aérea e todo o sistema operacional de movimentação de aeronaves, se reuniu com a equipe de engenharia e a diretoria da empresa de Minas Gerais, que venceu o processo licitatório para a execução das obras, homologado em dezembro do ano passado pela Infraero. PÁG. 3

WANDERLEY GIL

Aeroporto de Macaé estará preparado para retomar voos comerciais dentro de um ano

POLÍTICA

Plenário da Câmara cheio em dia de posse de Robson Oliveira WANDERLEY GIL

BAIRROS EM DEBATE - ATERRADO DO IMBURO KANÁ MANHÃES

Posse de Robson Oliveira reuniu autoridades locais e da região

Em uma tarde de sexta-feira (27), a assistência do plenário Nacif Salim Sélem, do Palácio Natálio Salvador Antunes, foi completamente ocupado por lideranças políticas locais e regionais, representantes de instituições sociais e por cidadãos comuns, que prestigiaram a posse do radialista Robson Oliveira (PSDB), na cadeira de suplente de vereador da Câmara Municipal. Quinto mais votado da coligação PPS/PROS/PSDB, na eleição proporcional de 2016, Robson assume a vaga de José Prestes (PPS), afastado das funções legislativas, por decisão da Justiça,


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 1º e quarta-feira, 2 de maio de 2018

7

Oscar Pires funda O DEBATE e marca nome na história O DEBATE carrega em sua história as marcas da inovação ao consolidar história da comunicação do país

N

estes vitoriosos 42 anos de atividades, O DEBATE evidencia o brilhantismo do Diretor-Presidente, jornalista Oscar Pires. Jornalista imprime sua garra e competência nas páginas diárias do jornal O DEBATE e o transforma numa marca de credibilidade e respeito, justamente pelo seu excelente desempenho na condução da empresa jornalística. Oscar revela nas páginas de O DEBATE a transparência de um brilhante condutor de um trabalho de pleno êxito. Assim, com a mesma garra e coragem de sempre, Oscar Pires mantém o jornal fiel aos seus princípios de prosseguir na luta pela liberdade de imprensa, através de um trabalho sério e de respeito às instituições, aos leitores, comunidade em geral, e se colocando sempre em posição de defesa dos interesses de Macaé e dos municípios da região. Portanto, é notório o brilhantismo de Oscar Pires, em seus 50 anos de trabalho jornalístico, atingindo estes vitoriosos 42 anos de atividades de O DEBATE. Realmente, o jornal apresenta a brilhante trajetória do jornalista Oscar Pires, empreendida por ele ao longo dos anos, impulsionando a imprensa de Macaé e de municípios da região. Graças a obstinação e competência do jornalista, os obstáculos enfrentados pelo jornal foram ultrapassados. As crises, suportadas e vencidas. A cada desafio, mais arrojo. E assim, O DEBATE apresenta hoje uma história de sucesso, nestes 42 anos de existência, sempre cumprindo o seu papel com responsabilidade e respeito por Macaé!

Quatro décadas de trabalho garantiu ao jornalista e empresário o reconhecimento pela transformação da indústria gráfica no interior do Estado


8

Macaé, terça-feira, 1º e quarta-feira, 2 de maio de 2018

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Aniversário 42anos odebate by O DEBATE Diario de Macae - Issuu