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Perdida na floresta, Micaela Maria encontra um
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magnífico castelo, onde a princesa Charlotte está chorando porque seus pais desapareceram. Segundo um mensageiro, o rei e a rainha foram capturados pela poderosa e terrível bruxa Mauzeb. Micaela e a princesa partem em busca dos pais de Charlotte, até chegarem à casa da bruxa. Que perigos elas terão de enfrentar? Esta encantadora fábula para crianças ensina que não devemos julgar as pessoas sem conhecê-las. INFANTIL ISBN (13) 978-85-8130-166-2
Mance Ilustrações
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Copyright © 2013 by Fernanda Emediato 1ª edição — Setembro de 2013 Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009 Editor e Publisher Luiz Fernando Emediato Diretora Editorial Fernanda Emediato
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Produtora Editorial e Gráfica Priscila Hernandez
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Assistente Editorial Carla Anaya Del Matto
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Ilustrações Mance
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Diagramação Alan Maia
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Revisão Vinicius Tomazinho Marcia Benjamim
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
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ISBN 978-85-8130-166-2
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Emediato, Fernanda A menina perdida / Fernanda Emediato. [ilustrações de Mance]. ‑‑ São Paulo : Geração Editorial, 2013.
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1. Contos - Literatura infantojuvenil I. Título.
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13-04731 Índices para catálogo sistemático 1. Contos : Literatura infantil 028.5 2. Contos : Literatura infantojuvenil 028.5 Geração Editorial Rua Gomes Freire, 225 — Lapa CEP: 05075‑010 — São Paulo — SP Telefax: (+ 55 11) 3256‑4444 Email: geracaoeditorial@geracaoeditorial.com.br www.geracaoeditorial.com.br twitter: @geracaobooks Impresso no Brasil Printed in Brazil
CDD: 028.5
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uma menina chamada Micaela Maria. Erarauma umavez vez uma menina chamada Micaela Ela viviaEla muito em sua casa, de bem uma Maria. viviafeliz muito feliz embem suaperto casa, enormedefloresta. perto uma enorme floresta. Um dia, à sua mãe:mãe: Um dia,perguntou perguntou à sua — Mamãe, Mamãe, posso ir colher flores? — posso ir colher flores? — Mas Mas ééclaro pode, Micaela, mas tome — claroque que pode, Micaela, mas muito tome cuidado, hein! hein! muito cuidado, — Obrigada, mamãe! — Oba! Obrigada, mamãe!
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Micaela saiu correndo, mas, de tanto andar entre as imensas árvores, em busca das flores mais coloridas, aca‑ bou se perdendo. O dia já tinha virado noite, e só se ouvia o som dos grilos. Os pais de Micaela, José Maria e Maria José, ficaram mui‑ to preocupados. Maria José choramingava para o marido: — A culpa foi minha, eu não devia ter deixado ela ir sozinha; a floresta é muito perigosa. — Meu bem, a culpa não é sua — consolava José Maria. — Mas ela está sozinha naquela escuridão; perdida, deve estar com fome, frio e muito medo.
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Enquanto isso, na floresta fechada, Micaela, uma me‑ nina bem destemida, pensava: “Já que estou perdida mes‑ mo, vou continuar caminhando”. A ideia era aparentemente interessante, mas acontece que Micaela, de tanto andar, acabou se perdendo de uma vez por todas no enorme labirinto verde. E, como ela não achava o caminho de volta, sua cora‑ gem começou a se transformar em pânico. Mesmo assim, continuou andando, agora a passos mais rápidos, até per‑ ceber que bem à sua frente havia um castelo estranho, com paredes azul-celeste, a coisa mais linda que já tinha visto. Assim, foi logo entrando, na esperança de que alguém pu‑ desse ajudá-la a voltar para casa.
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Logo ao entrar, ouviu um choro baixinho, vindo de uma das enormes salas do castelo. Andou até lá e viu uma princesinha com um lindo vestido cor-de-rosa, com péro‑ las e fios de ouro. — Ei, por que você está chorando? — Quem é você? — perguntou a princesinha. — Meu nome é Micaela Maria. E o seu? 8
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— Eu me chamo Charlotte XI, sou filha do rei George e da rainha Margot — respondeu a princesinha, com uma leve arrogância. — Eu não sabia que ainda existiam reis e rainhas; achava que eram apenas histórias contadas pelos nossos pais para nos fazer dormir. Mas, diga-me, por que você está chorando? — Meus pais saíram a cavalo e até agora não voltaram. — Não se preocupe, eles já devem estar voltando — Micaela tentou consolar. — Mas já faz três dias!
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Micaela ficou um pouco em silêncio, e a princesinha desandou a chorar Micaela ficou um pouco em silêncio e a princesinha de‑ estridentemente. Parecia uma sirene humana. sandou a chorar estridentemente. Parecia uma sirene humana. ——JáJásei! nacasa casadedealgum algum amigo? sei!EEseseeles eles estiverem estiverem na amigo? ——Mas amigo. Maseles elesnão nãotêm têm nenhum nenhum amigo. ——Não? Não?Nenhum? Nenhum? ——Não. demaispara paraisso. isso. Não.Eles Elessão sãoocupados ocupados demais Micaelavoltou voltouaa pensar pensar no parapara ajudar a Micaela noque quepoderia poderiafazer fazer ajudar princesinha, momento emem que que o mensageiro real entra a princesinha, momento o mensageiro realcorren‑ entrou do pela sala, correndo pelaesbaforido. sala, esbaforido. Comlicença, licença,majes... Majes... ——Com Digalogo! logo!Tem Tem novidades novidades dos ——Diga dosmeus meuspais? pais? — Bem, é que... ——Bem, é que... Ande logo! Não me enrole. Onde eles estão? Estão vivos? ——Ande Não me enrole. eles estão? Estão pela vivos? Sim,logo! majestade, estão vivos,Onde mas foram capturados — Sim, majestade, estão vivos, mas foram capturados bruxa Mauzeb! pela bruxa Mauzeb! — Não pode ser! Minha nossa, e agora? O que vamos fazer? —Charlotte Não podecaiu ser!novamente Minha nossa, e agora? O quedisse, vamos fazer? no choro. Micaela então: Charlotte caiu novamente choro. Micaela — E se pedirmos ajuda aosno camponeses do seudisse, reino?então: Nãopedirmos sei se eles vão aos poder ajudar, porque sãoreino? muito ——E se ajuda camponeses do seu medrosos. — Não sei se eles vão poder ajudar, porque são muito medrosos. se você oferecesse alguma recompensa — sugeriu —— E seE você oferecesse alguma recompensa — sugeriu Micaela. Micaela. — Posso tentar. Você me ajuda a falar com eles? Possoque tentar. Você me ajuda a falar com eles? ——Claro ajudo! — Claro que ajudo! Micaela Maria ficou tão extasiada com toda esta história Micaela Maria ficou tão extasiada com toda esta história dedereis bruxas,que queaté atéseseesqueceu esqueceu reise rainhas, e rainhas,de deprincesas princesas ee bruxas, dede que queestava estavaperdida. perdida. 10
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Assim que os camponeses chegaram, Charlotte disse‑lhes: — Eu convoquei esta reunião para pedir ajuda em meu nome e em nome dos meus pais. — Mas o que vocês querem que a gente faça? — gritou, de longe, um camponês com uma grande barba ruiva. — O rei e a rainha foram capturados pela bruxa Mauzeb, e preciso que alguém vá resgatá‑los. — Ah, não! Dizem que a bruxa Mauzeb é muito má e pode nos transformar em churrasquinho! — respondeu uma senhora quase sem dentes. — Daremos uma boa recompensa! — prometeu Micaela Maria, tentando incentivar os camponeses. — Mas nossas vidas não têm preço — respondeu um rapaz alto e loiro.
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Dito isso, os camponeses se viraram e começaram a andar em direção às suas humildes moradias. — E agora, Micaela, o que vamos fazer? — perguntou Charlotte, já começando a chorar novamente. — E se pedirmos ajuda nas vilas vizinhas?
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As duas procuraram ajuda em várias vilas próximas, mas ninguém tinha coragem de enfrentar a temida bruxa Mauzeb. Já sem esperanças, Micaela e Charlotte conti‑ nuaram a andar, tentando encontrar alguém que fosse corajoso o suficiente para ajudá‑las, ou que gostasse de dinheiro ou, ainda, de uma boa aventura.
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Enquanto andavam, Micaela começou a reconhecer o caminho e, então, logo depois, avistou a sua casa. — Olhe, Charlotte, minha casa está logo ali! Mamãe, papai,voltei!!! — Minha menina, por onde você andou este tempo todo? Estávamos aflitos — disse Maria José, emocionada ao ver a filha novamente. — Desculpe, mamãe, é que eu me perdi. — Minha filha, você nunca mais faça isso — ralhou José Maria.
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— Olhe ali, Maria José, a nova amiga de Micaela. Ela está fantasiada de princesa, e ainda nem é carnaval. — Papai, esta é Charlotte XI. Ela não está fantasiada, é uma princesa de verdade. Charlotte sentou‑se na grama verde bem cuidada e pôs‑se a chorar novamente. — O que foi, meu bem? Por que você está chorando? — perguntou Maria José. — Meus pais foram capturados pela bru‑ xa Mauzeb, mas ninguém quer me ajudar a encontrá‑los. — Bruxa Mauzeb? E agora vocês duas vão me dizer que bruxas também existem? — exclamou José Maria, estupefato. — Papai, por favor, não zombe dela, bruxas também existem, e vocês precisam nos ajudar — suplicou Micaela. Depois que elas contaram toda a história para Maria José e José Maria, todos foram dormir, com a promessa de que, no dia se‑ guinte, iriam atrás dos pais de Charlotte, na casa da poderosa e temida bruxa.
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Amanheceu, e todos saíram bem cedinho. Amanheceu e todos saíram bem cedinho. — Olhem, a casa da bruxa Mauzeb é logo ali — mostrou Charlotte. — Olhem, a casa da bruxa Mauzeb é logo ali — mostrou Charlotte. JoséJosé Maria deu a volta pela casa de paredes roxas e, com toda a Maria deu a volta pela casa de paredes roxas e, com toda coragem, chutou dentro,começou começoua agargalhar. gargalhar. coragem, chutoua porta. a porta.Ao Aoolhar olhar para para dentro, —— Olhe só,só, Maria grandebruxa bruxaque quetodos todos temem. Olhe MariaJosé, José,aquela aquela éé aa grande temem. —— Será que — perguntou perguntouJosé JoséMaria Maria para Será queé éuma umabruxa bruxa anã? anã? — para si mesmo. si mesmo. —— Majestade, pessoalestranho estranhoinvadindo invadindo Majestade,esconda esconda‑‑se, se,tem tem um pessoal a minha casa——disse disseaabruxinha, bruxinha assustada. a minha casa assustada. Papai,mamãe, mamãe,vocês vocês estão estão bem? —— Papai, bem? Cadê Cadêa apoderosa poderosabruxa bruxa Mauzeb? perguntouCharlotte, Charlotte, correndo aosaos pais. Mauzeb? ——perguntou correndoem emdireção direção pais. Esta é Mauzeb,querida querida — — explicou explicou aaRainha —— Esta é Mauzeb, rainhaMargot. Margot. 20
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— Mas ela é só uma criança! — disse Charlotte, sem entender nada. — Mas ela é só uma criança! — disse Charlotte, sem entender nada. —— EuEu seiseique queé,é,meu meubem. bem. —— Mas se se elaelaé só elaconseguiu conseguiucapturar capturar vocês? Mas é sóuma umacriança, criança,como como ela vocês? —— Ninguém filha——começou começoua explicar a explicar Ninguémnos noscapturou, capturou, minha minha filha George. ——Sua eucaímos caímosdedeumum barranco, e Mauzeb George. Suamãe mãe ee eu barranco e Mauzeb nos so‑nos socorreu, trazendo‑nos ‑nospara paracá.cá. correu, trazendo Mas a mensagemque que recebi recebi do nosnos —— Mas e ae mensagem domensageiro mensageiroreal? real?EleEle disse vocêsforam foramcapturados capturados pela disse quequevocês pelabruxa. bruxa. mensageirodeve deveter ter entendido entendido tudo fo‑fo‑ —— OO mensageiro tudoerrado, errado,porque porque acolhidoseenão nãocapturados capturados pela mosmos acolhidos, pelaMauzeb. Mauzeb. Olharam então uns para os outros Olharam, então, uns para os outroseecaíram caíramnanagargalhada. gargalhada. Charlotte riu tanto que, é claro, acabou chorando mais uma vez.vez. Charlotte riu tanto que, é claro, acabou chorando mais uma
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No fim, Mauzeb, que era uma bruxa órfã, foi morar no castelo com Charlotte e seus pais. Agora, todos os domingos, Micaela Maria, Maria José e José Maria vão ao castelo tomar café da manhã com os reis e cavalgar nos cavalos reais.
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E foi assim que, como não poderia deixar de ser,
todos viveram felizes para sempre, como eternos amigos. 23
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SOBRE A AUTORA
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Tico era um gato sem rabo
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QUEM É FERNANDA EMEDIATO
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ernanda Emediato foi uma menina perdida no
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seu quintal, a Serra da Cantareira, na Grande São
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Paulo. Os seus primeiros amigos foram macacos,
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cachorros, tucanos, quatis, esquilos, cigarras e ga-
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rante que tinha uma amiguinha especial, uma onça
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que cismava em aparecer no quintal justamente
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quando ela estava sozinha. Outro fiel escudeiro era o gato vira-lata Tico. Num ataque de um lobo ele
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a defendeu e perdeu o rabo na briga. A menina cresceu, formou-se em publicidade e atualmente é editora-executiva da Geração Editorial, onde trabalha desde os 15 anos, mas ainda não esqueceu dos amigos especiais e todo final de semana sobe a serra para encontrá-los.