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Clipping Fernanda Emediato

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08/11/2020

Fernanda Emediato lança livro infantil sobre racismo e empatia 3 %

CULTURA

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Fernanda Emediato lança livro infantil sobre racismo e empatia A obra "A menina sem cor", publicada pela Troia Editora, conta a história de Micaela, uma garotinha negra que foi adotada por um casal branco

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EuEstudante postado em 05/11/2020 18:21

(crédito: Divulgação / Troinha Editora)

A Troia Editora está lançando o livro infantojuvenil “A menina sem cor” da escritora e publicitária Fernanda Emediato. A obra traz a história de Micaela, apelidada como Mimi, uma menina negra que foi adotada quando bebê por pais brancos. As ilustrações ficaram por conta de Yasmin Mundaca, artista chilena https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/cultura/2020/11/4886952-fernanda-emediato-lanca-livro-infantil-sobre-racismo-e-empatia.html

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(https://lcagencia.com.br)

Um novo olhar para os livros com a Troia Editora

A nova casa editorial dos brasileiros que nasceu na maior crise de saúde mundial promete ainda mais novidades para 2021 com o retorno de grandes clássicos da literatura Será em 2021 que a Troia Editora, fundada no último trimestre deste ano em São Paulo, vai fazer um mega lançamento secreto que promete surpreender e movimentar o mercado dos livros. A casa editorial foi fundada pela atriz, produtora, escritora e empresária Fernanda Emediato, diretora executiva da Geração Editorial há 24 anos. “A editora nasce com a inspiração da própria aventura literária de Homero”, afirma Fernanda. A conquista de Troia é contada por Homero (século VIII a.C.) no poema épico Ilíada. A nova editora vai se dedicar a publicar livros clássicos que estão em domínio público, de autores nacionais e estrangeiros, sempre com diferenciais como tradução direta do idioma original, cadernos de fotos, apresentações e contextualizações. Com a proposta de levar ao mercado uma cuidadosa


produção gráfica e editorial – seja em papel ou no formato digital, as novas tecnologias serão o grande diferencial da editora. Além disso, os pequenos leitores serão agraciados com o selo infantojuvenil Troinha: “É uma proposta jovem, mas com a tradição da aventura literária como foi a conquista de Troia pelos jovens gregos”, ressalta Fernanda Emediato. Os livros prometem despertar a curiosidade e a reflexão, com alegria e diversão garantidas. Os livros do selo Troinha se voltam para a alfabetização e o desenvolvimento da linguagem das crianças. O objetivo é plantar valores importantes para os novos tempos, como igualdade social, autoaceitação e proteção do meio ambiente. “Por isso a Troinha é mais que uma editora: é uma vocação”, arremata. Artista e executiva – Fernanda Emediato tem se destacado em várias atividades. Como escritora, publicou A menina perdida (Geração Editorial, 2013) e A menina sem cor (relançado pela Troinha em 2020), livro selecionado em 2016 pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), do Governo do Estado de São Paulo. Como produtora, em 2016, fez o lançamento do filme O outro lado do paraíso, de André Ristum. Em 2015, produziu a peça A jornada de Orfeu, da Cia Coexistir. Incansável ativista dos direitos infantis, Fernanda visita escolas dentro e fora de São Paulo desde 2013. Em 2017, participou de um projeto muito especial com atividades voltadas para as crianças da Fundação Dorina Nowill, usando como tema seu livro A menina sem cor. Entre outras ações, em 2015 criou a campanha social “Você faz, você pode”, na qual arrecadou dinheiro por meio de crowdfunding e brinquedos, que foram distribuídos na periferia de São Paulo e também na Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP). Em todas as suas áreas de trabalho, Fernanda Emediato enfatiza a importância da leitura na construção e no crescimento da personalidade das crianças.


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.: Troia Editora, recém-fundada, promete uma grande surpresa para 2021 quarta-feira, dezembro 09, 2020

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No próximo ano, a Troia Editora, fundada neste final de 2020 em São Paulo pela

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secreto que promete surpreender e movimentar o mercado editorial. Em seu

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Geração Editorial, onde trabalha desde os 14 anos, vai fazer um megalançamento currículo como editora na Geração, Fernanda Emediato lançou pelo selo Jardim

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dos Livros os best-sellers "O livro dos cinco anéis", de Miyanoto Musashi (1584-1645), o mais célebre samurai de todos os tempos; "Casos dos

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exploradores de cavernas", do americano Lon L. Fuller; e "O peregrino", do

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britânico John Bunyan, este último o segundo livro mais lido no mundo, atrás somente da Bíblia. "A Troia Editora nasce com a inspiração da própria aventura literária de Homero”, afirma Fernanda. A conquista de Troia é contada por Homero (século VIII a.C.) no poema épico Ilíada. A nova editora vai se dedicar a publicar somente livros clássicos que estão em

.: Porque você precisa ouvir o podcast "Identidade Musical - Renato Russo"

domínio público. A Troia Editora criou também uma linha infantojuvenil, com o selo de Troinha, “uma proposta jovem, mas com a tradição da aventura literária – como foi a conquista de Troia pelos jovens gregos”, ressalta Fernanda Emediato.

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A Troia Editora chega com a proposta de levar ao mercado uma cuidadosa produção gráfica e editorial, que inclui o zelo com as capas e a esmerada apresentação dos textos, em papel impresso ou no formato digital, com o apuro que as novas tecnologias oferecem e exigem. A editora vai publicar de obras em domínio público, de autores nacionais e estrangeiros, sempre com diferenciais como tradução direta do idioma original, cadernos de fotos, apresentações e contextualizações. A editora está no FaceBook: troiaeditora e na Internet: troiaeditora.com.br. Troinha – O selo infantojuvenil da nova editora vai levar aos leitores jovens um mundo de beleza e de aventura, de sonho e de esperança, em livros que despertam a curiosidade e a reflexão, com alegria e diversão. “Desejamos

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desenvolver o que há de bom em nossos pequenos leitores”, diz Fernanda Emediato. Os livros do selo Troinha, a editora acrescenta, se voltam para a alfabetização e o desenvolvimento da linguagem das crianças, plantando ainda valores importantes para os novos tempos, como igualdade social, autoaceitação e proteção do meio ambiente. “Por isso, a Troinha é mais que uma editora: é uma vocação”, arremata.

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Artista e executiva – Fernanda Emediato tem se destacado em várias atividades. Como escritora,

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publicou A menina perdida (Geração Editorial, 2013) e A menina sem cor (relançado pela Troinha em 2020), livro selecionado em 2016 pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), do Governo do Estado de São Paulo. Como

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produtora, em 2016, fez o lançamento do filme O

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2015, produziu a peça A jornada de Orfeu, da Cia

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outro lado do paraíso, de André Ristum. Em Coexistir. Incansável ativista dos direitos infantis, Fernanda visita escolas dentro e fora de São Paulo desde 2013. Em 2017, participou de um projeto muito especial com atividades voltadas para as crianças da Fundação Dorina Nowill, usando como tema seu livro A menina sem cor.

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Leslie Jamison realiza uma investigação poética, dolorosa e incisiva sobre violência, sexo, doença, autoestima e capacidade de expressão. Aclamada pela crítica por seus ensaios considerados viscerais e autênticos, publicados em revistas como Harper’s… dlvr.it/SN6pnQ

Entre outras ações, em 2015 criou a campanha social “Você faz, você pode”, na qual arrecadou dinheiro por meio de crowdfunding e brinquedos, que foram distribuídos na periferia de São Paulo e também na Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP). Em todas as suas áreas de trabalho, Fernanda Emediato enfatiza a importância da leitura na construção e no crescimento da personalidade das

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08/11/2020

Fernanda Emediato lança livro infantil sobre racismo e empatia

radicada no Brasil. O livro físico custa R$32 e o e-book sai por R$ 19,90, ambos podem ser adquiridos no site da Amazon.

A autora aborda o racismo e apresenta uma lição de amor, empatia, auto aceitação e solidariedade. Aos 6 anos, Mimi pergunta aos pais por que a cor de sua pele é diferente da deles e assim que ela descobre que é adotada. Na escola, a garotinha era vista como diferente e acaba descobrindo um mundo novo, de várias cores, quando conhece Olívia, uma menina albina. A nova amiga mostra para Mimi que é bom ser diferente e que todas as cores são bonitas e importantes.

Confira um trecho da obra que tem 24 páginas: “Olivia então pegou Mimi pelas mãos, correu com ela até o outro lado do parque e lhe apresentou seus pais, que eram da mesma cor que Mimi. – Você também é adotada?– perguntou Mimi. – Adotada? Não, sua boba! Em minha família, só eu nasci assim. Na verdade, eu também sou negra, acho que quando nasci a tinta havia acabado.” (A menina sem cor, pág. 20)

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DOMINGO, 18 DE OUTUBRO DE 2009

DIÁRIO DO GRANDE ABC

CULTURA & LAZER

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pesquisa dá nove anos de sobrevida

AO PAPEL Mercado brasileiro, porém, prefere manter cautela Ângela Corrêa

O

s fanáticos por eletrônicos – e por leitura – podem até estar delirando com a possibilidade de mais um brinquedinho tecnológico, mas o mercado editorial ainda enxerga com cautela a previsão da pesquisa encomendada pelos organizadores da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, que aponta que daqui a exatos nove anos o suporte digital vai se sobrepor ao papel quando se fala em livros. A justificativa da maioria recai sobre dois pontos principais: dificuldade de acesso da maioria e os moldes de sempre da velha e boa bibliofilia. “Nem todas as pessoas conseguem comprar um celular, um computador, quanto mais um e-reader, mas um livro, se ela realmente quiser ler, pode adquirir com preços baratos em sebos e promoções ou pegar em bibliotecas”, resume Fernanda Emediato, diretora da Geração Editorial, que disponibiliza o download gratuito de três livros em seu site (www.geracaoeditorial.com.br/e_ books). Os três títulos – Verdes Anos e A Grande Ilusão, assinados pelo diretor da Geração, Luiz Fernando Emediato, e Anjos de Barro, do jornalista José Maria Mayrink, estavam esgotados. Mayrink propôs a criação de um link de sua obra porque muitas pessoas o procuravam pedindo um exemplar. “As duas edições foram lançadas em 1986 e o livro tem partes desatualizadas. Desperta curiosidade até hoje porque fala sobre o mundo de crianças

especiais. Fiquei satisfeito de coloca-lo à disposição das pessoas”, afirma. “Acho as novas tecnologias muito úteis para proporcionar o aumento de leitores, mas não vão substituir o prazer de ter um exemplar na mão e, como algumas pessoas fazem, cheirar as páginas”, enfatiza. A possibilidade de estreitar as relações com os leitores via meios eletrônicos tem aumentado à medida em que os blogs se tornaram populares. Com a compra dos e-books, o perfil dos leitores também ficará à disposição dos editores. Mas isso não é algo apontado como vantagem, garante o escritor Ricardo Lísias, que acaba de lançar O Livro dos Mandarins pela editora Objetiva. “Não acho que seja bom criar de acordo com que um determinado leitor quer. Seria um tipo de literatura domesticada, que infelizmente tem crescido no Brasil”, acredita. Enquanto os suportes específicos para leitura remota não se popularizam entre o brasileiro comum, os e-books seguem disponíveis no mundo virtual.

Uma busca simples lista rapidamente arquivos em diversos formatos com a íntegra de romances, manuais técnicos e até títulos inéditos no País – nem sempre respeitando os direitos autorais. A microbiblioteca particular é armazenada no PC e pode ser acessada a qualquer momento. Antes da criação dos leitores, já era possível baixar livros no iPod, no Blackberry e em celulares mais modernos, tudo graças a softwares específicos.▲

Google lança livraria digital Luís Felipe Soares

Com o objetivo de digitalizar e disponibilizar ao mundo todo o acervo literário existente, o Google anunciou o lançamento do Google Editions, sua vasta livraria digital. O programa começa a funcionar no primeiro semestre do ano que vem. O anúncio foi feito na Feira de Frankfurt. Todos os 500 mil arquivos poderão ser lidos em qualquer aparelho de leitor eletrônico, tentando ampliar o mercado de e-readers – atualmente dominado pelo Kindle, da Amazon. Mais títulos serão acrescentados ao acervo com o passar do tempo. Durante o evento, representantes do Google tem conversado com diversas editoras para acertar parcerias. Algumas não veem com bons olhos a iniciativa pelo fato de cada país europeu ter legislação específica sobre os direitos autorais e de propriedade intelectual. (com Agências) ▼

Pasquale Cipro Neto

Generalidades (2) Vamos continuar nossa conversa sobre questões enviadas por leitores. A primeira delas diz respeito às expressões “de pé” e “em pé”. Diz uma leitora: “Há dias, em uma cerimônia litúrgica, ao dizer a frase ‘Fiquemos de pé, para aclamação ao Santo Evangelho’, fui contestada por alguém, que me disse que o certo é ‘Fiquemos em pé’. Quem tem razão?.” As duas formas ocorrem na modalidade culta da língua. No verbete “pé” dos dicioná▼

rios Aurélio e Houaiss, as expressões “de pé” e “em pé” são dadas como equivalentes, com o significado de “em posição vertical, ereto, firme”. “A pé” é outra história. Significa “com os próprios pés”, “caminhando”, ou “na sola”, como diz a garotada: “Fui até lá a pé”. A segunda questão diz respeito ao feminino de “garçom”. Uma leitora diz que um professor lhe informou que o feminino é “garçoa”. “É isso mesmo?”, pergunta ela. A pala-

vra “garçom” (que se escreve com “m” final e possui a variante “garção”) vem do francês “garçon” (“jovem”, “rapaz”) e já foi usada em português com o sentido original, como se vê neste fragmento de M. de Assis, citado no Aurélio: “Era um lindo garção, lindo e audaz”. Na língua de hoje, predomina a forma “garçom”, com o sentido de “empregado que serve em restaurantes”. O Vocabulário Ortográfico, da Academia, registra “garçoa”. Dos dicioná-

rios que consultei, o único que registra “garçoa” é o de Caldas Aulete, que lhe dá o sentido de “moça”, “rapariga”. Os demais dão apenas “garçonete”, e só como “empregada que serve em restaurantes.” A terceira questão diz respeito ao que se usa numa comparação: “que” ou “do que”? “Ela é mais forte do que eu” ou “Ela é mais forte que eu”?, pergunta um leitor. É rigorosamente indiferente usar “que” ou “do que” nesses casos. Qualquer

das formas fecha corretamente a estrutura comparativa. Isso também vale para casos em que entram as palavras “melhor” e “pior”: “Ele joga melhor do que o irmão” ou “Ele joga melhor que o irmão”; “Este é pior do que aquele” ou “Este é pior que aquele”. Por fim, uma questão relativa à construção “Trinta reais é muito”. “O verbo não deve concordar com o número de reais?”, pergunta uma leitora. Quando acompanhado das pa-

▼ Pasquale Cipro Neto é professor do Singular/Anglo Vestibulares, idealizador e apresentador do programa Nossa Língua Portuguesa, da Cultura. E-mail: diaadia@dgabc.com.br

lavras “muito” e “pouco” em casos em que se estabelece julgamento sobre determinada quantidade de dinheiro, de horas, de dias, de meses ou do que quer que seja, o verbo “ser” não é conjugado no plural: “Trinta dias é muito”; “Duas horas é pouco”; “Vinte anos foi muito”; “Dois milhões de reais é pouco para terminar a obra”; “Dois mil litros de leite por dia é pouco para tanta gente”; “Cinco mil dólares é muito dinheiro”. Até domingo. Um forte abraço.


De uma geração de escritores que começou a fazer literatura em Belo Horizonte no início da década de 1970, à qual pertenciam, entre outros, Antônio Barreto, Jeferson de Andrade e Paulinho Assunção, Luiz Fernando Emediato, ao contrário dos seus colegas, parou de escrever aos 30 anos. Achava que não valia a pena continuar na luta. A partir daí, sempre vivendo em São Paulo, trabalhou em jornais, foi diretor de televisão, coordenou campanhas políticas e, em 1990, resolveu mudar mais uma vez: deixou o jornalismo e criou uma editora, a Geração Editorial, que está no mercado desde então, e atualmente tem seu foco voltado para a literatura de ficção, livros de reportagens e literatura infantojuvenil. Só agora, aos 62 anos, Luiz Fernando Emediato resolveu voltar à ativa como escritor. Mas não veio sozinho. Chega acompanhado dos filhos Fernanda, de 30 anos, e Antônio Anselmo, de 8. Recentemente, eles lançaram em dose tripla, durante festa realizada em São Paulo, os livros 'Não passarás o Jordão – Tortura e morte na ditadura militar', que sai em nova edição revisada, e os infantis 'A menina perdida' e 'Minha família', de autoria dos filhos. “Foi uma alegria grande.


A Fernanda começou a escrever para se aproximar de mim e o Antônio vive no meio de livros desde que nasceu. O livro da Fernanda foi escrito quando ela era ainda adolescente e estava desaparecido. O do Antônio, ditado para mim quando ele tinha 6 anos , é um primor de bom humor e ironia. Esse menino vai longe”, brinca Emediato. Se a família escreve unida, também trabalha unida. Na Geração Editorial desde os 14 anos, quando começou atuando como recepcionista, atualmente Fernanda Emediato é a diretora da empresa, em que ainda coordena o departamento voltado para a literatura infantojuvenil. “Quase tudo o que aprendi na editora foi com meu pai. Fui passando por quase todos os setores, o que me deu um grande know-how de como as coisas funcionam num universo como este. Sou muito grata a meu pai quando ele viu que eu estava preparada me deu parte da sociedade. Hoje, a Geração faz parte da minha vida”, diz. Com a experiência adquirida ao longo dos anos, Fernanda diz que o lado mais difícil de trabalhar com livros não é tanto a parte editorial, mas a distribuição, principalmente em um país das dimensões do Brasil. No caso dos infantis e infantojuvenis, é mais problemático ainda. “Os espaços nas livrarias destinados ao segmento é muito pequeno. E o que possuímos temos que dividir e vamos perdendo feio para os livros de brinquedo, que têm pelúcia, bonecas, imagens 3D, todos impressos na China ou na Índia, o que permite que sejam vendidos aqui a preços mais baixos que os nossos. Se não fossem as compras feitas pelo governo, seria muito difícil continuar nesta área”, conta Fernanda. Quanto ao fato de trabalhar com o pai, o que nem sempre é tarefa das mais fáceis, ela diz que, em certos assuntos, ele lhe dá bastante autonomia. Em outros, nem tanto. “Como somos de gerações diferentes, às vezes temos ideias opostas e nos confrontamos em alguns casos. Acabamos discutindo o assunto e, se eu não conseguir convencê-lo de que estou certa, a palavra final é dele. Mas nem por isso deixo de respeitá-lo, pois ele tem uma experiência muito grande”, diz Fernanda. Não passarás o Jordão De Luiz Fernando Emediato, contos, 224 páginas, R$ 34 A menina perdida De Fernanda Emediato, infantil, 24 páginas, R$ 29,90 Minha família De Antônio Anselmo Emediato, infantil, 64 páginas, R$ 39,90

• Todos da Geração Editorial. Informações: www.geracaoeditorial.com.br


LANÇAMENTOS EM SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO


Livros

Das bancas ás livrarias Cresce no mercado o nicho editorial que abriga jornalistas e, em menor número, publicitários Juliana Kunc Dantas

Não são muitos jornalistas que atingem altas marcas de vendas, mas a maior parte deles preenche as prateleiras das livrarias com qualidade. Seja com grandes reportagens, produções técnicas de comunicação ou ficção. Há casos de profissionais que se dedicam paralelamente aos livros, como Eliane Brum, Carlos Heitor Cony, Carlos Moraes e Caco Barcellos, por exemplo. Outros, como Ruy Castro, dedicam-se exclusivamente à literatura. Ele, em particular, ao rentável nicho das biografias. E há quem tenha optado por abandonar a correria dos fechamentos. O escritor Paulo Coelho, que na juventude foi repórter de jornal no Rio de Janeiro, já vendeu mais de 100 milhões de exemplares de suas publicações, com livros na lista dos dez mais, no Brasil e em diversos cantos do mundo. Autor da biografia de Paulo Coelho - "O Mago" (Planeta) - de "Olga" e "Chatô" (ambos pela Companhia das Letras), Fernando Morais já foi traduzido em 21 países e já passou dos 3 milhões de exemplares vendidos. Laurentino Gomes, com um único livro, já está perto de alcançar a marca dos 600 mil exemplares vendidos. Diante da aceitação maciça do público, as editoras reconhecem a importância desse segmento. Cada vez mais, o fato de jornalistas se aventurarem no mundo dos livros se consolida fundamental para a sociedade. Em 2001, a Geração Editorial publicou o livro "Memória das trevas - uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães", do jornalista baiano João Carlos Teixeira Gomes. A aposta virou best-seller e serviu de alerta ao país sobre a figura de ACM. Para a diretora editorial da Geração, Fernanda Emediato, a proposta de dar espaço para assuntos polêmicos foi essencial para a editora se tornar conhecida no mercado.


"O livro 'A república na lama', de José Nêumanne Pinto, tratava do impeachment do presidente Fernando Collor e foi um dos primeiros instant books produzidos no Brasil, ainda durante o calor dos fatos", explica Fernanda. "Logo em seguida, a Geração publicou o explosivo "Mil dias de solidão", do ex-porta-voz de Collor, Cláudio Humberto Rosa e Silva." O livro "Sem vestígios - revelações de um agente secreto da ditadura militar", da jornalista Taís Morais, teve a primeira edição com 30 mil exemplares. Seu outro título "Operação Araguaia" ganhou o Prêmio Jabuti. "Livros-reportagem são o nosso carrochefe", pontua. O jornalista e tradutor de grandes escritores - como o colombiano Gabriel García Márquez - Eric Nepomuceno atribui esse fluxo migratório à diminuição do espaço das grandes reportagens nos veículos de comunicação. "Algum jornal brasileiro toparia bancar - e publicar, em série de reportagens - "Corações sujos", de Fernando Morais, ou "O massacre", que eu escrevi sobre o que aconteceu em abril de 1996 em Eldorado do Carajás?", questiona. "Fernando e eu publicamos essas reportagens em livro. Sequer procuramos algum jornal ou revista, porque evidentemente seria inútil." Nepomuceno observa uma vantagem para os jornalistas que transformam o dia a dia da reportagem em literatura. "Livros de não ficção (reportagens, ensaios jornalísticos, perfis, biografias) costumam vender mais que de ficção. Das vezes em que apareci em listas de best sellers, foi com esse tipo de livro", aponta. Reportagens literárias Livros que contam a História sob um viés de grande reportagem têm conquistado o público. "1808" (até a 16ª edição pela editora Planeta), escrito por Laurentino Gomes na ocasião dos 200 anos da vinda da corte portuguesa ao Brasil, é um fenômeno editorial. Já bateu a marca das 500 mil cópias vendidas e segue bem cotado nos rankings. Para a divulgação do livro, Laurentino viajou por mais de 50 cidades e deu cerca de 200 palestras. Ele considera que a participação do escritor no processo de vendas do produto é fundamental. "O mais importante garoto propaganda de um livro é o próprio autor. É com o autor que o leitor quer conversar. Não é com o distribuidor, não é com o agente literário, não é com o assessor de imprensa", expõe. "A repercussão do livro é proporcional ao envolvimento que o autor tem com a sua divulgação", completa. Mas, para se dedicar de corpo e alma ao primeiro livro, Laurentino arriscou. Abandonou o cargo de diretor superintendente da editora Abril, quando faltavam dois anos para se aposentar. Ele afirma que não sente falta da rotina de redação, ambiente


em que trabalhou durante os 32 anos de carreira. O escritor se diz incomodado pela pressão do fechamento e assegura que os livros lhe dão mais tempo para o aprofundamento na pesquisa. No momento, ele se dedica à continuação de "1808". A nova produção tratará da Independência do Brasil. Deve chegar às livrarias em setembro de 2010, às vésperas da eleição presidencial. O jornalista e ex-padre Carlos Moraes, que largou a batina e foi à luta nas redações (da revista Realidade, por exemplo) na década de 1970, pondera que viver só de livros é para poucos. Suas duas últimas produções "Agora Deus vai te pegar lá fora" e "Desculpem, sou novo aqui", ambas da editora Record, são livres memórias do tempo em que esteve preso em sua terra natal, Rio Grande do Sul, na época da ditadura brasileira. Para conseguir tempo para escrever um livro, precisa conciliar com a rotina do jornalismo. "Quando me perguntam pelas minhas influências literárias, eu digo: Barão, Madrugada e Saphira." O escritor se refere, na verdade, às três marcas de erva de chimarrão que saboreia enquanto escreve. "Descobri que a Barão resulta num estilo mais clássico, machadiano; a Madrugada num texto assim mais matinal, vivaldiano; e a?Saphira num pique assim?mais?vaporoso", brinca. Histórias reais como aquelas contadas sob o olhar atento e minucioso de Eliane Brum. No final do ano passado foi lançado "O olho da rua - uma repórter em busca da literatura da vida real" (Globo). É a compilação de dez reportagens publicadas na revista Época, seguidas de reflexões da jornalista sobre erros e acertos diante de cada cenário retratado. São 420 páginas de intensa produção jornalística, que traz à superfície questões desconfortáveis para a sociedade, que acostumou o olhar a não se indignar. "A realidade supera em muito a ficção na capacidade de nos surpreender.


GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

SECRETARIA DA CULTURA

UNIDADE DE FOMENTO À CULTURA Programa de Ação Cultural – ProaC - EDITAL

PROCESSO: 72160/2016 INTERESSADO: UNIDADE DE FOMENTO À CULTURA ASSUNTO: EDITAL ProAC N° 33/2016 – “CONCURSO PARA BOLSA DE INCENTIVO À CRIAÇÃO LITERÁRIA NO ESTADO DE SÃO PAULO – INFANTIL E/OU JUVENIL”.

COMUNICADO DA LISTA DE PROJETOS INSCRITOS – Edital ProAC 33/2016 Realizada no dia 18 de agosto de 2016 a Sessão Pública referente à conferência da Lista de Projetos Inscritos no Edital ProAC nº 33/2016, segue: TOTAL DE PROJETOS INSCRITOS: 160

Protocolo

Projeto

20160814303206 "A ÁRVORE" 20160813268180 "A coisa brutamontes" 20160815866787 "A Depressão da Lua" 20160815803307 "Mottainai e o Desabafo dos Bens" 20160804167888 “OYÁ e os ESCOLHIDOS” (título temporário) volume I da trilogia: “LUZ” 20160806398008 A Abelha Rainha e a Dona Joaninha 20160814318265 A ARVORE 20160815833661 20160815981114 20160815504387 20160815856031 20160805916609 20160814992220 20160810192769 20160630481678 20160815159193 20160815732667 20160815313262 20160729859459

Proponente AUGUSTO CESAR ESTEVAM DA SILVA Renata Caroline Penzani Maria Carolina Figueiredo Padreca Grasiela Mattioli de Oliveira SOPHIA ALOHA VENTURA PUPO

PRISCILA ALMEIDA DA SILVA MARIA LUIZA DE PAIVA DINIZ A árvore de todos os frutos Lucas Moreira Furlan A Caverna Erika Ariente A Chapelaria Daniela Anghinah A cor que ninguém Antonio D'Agostino Filho conhecia A ditadura do amor Thiago Amaral Minami A Gata dos Olhos Paulo Roberto Drummond Imperfeitos A menina que adora raul marques da silva perguntar A menina sem cor Fernanda Martins de Souza Emediato A Mochila Voadora Caio Vitor Hungria A Promessa de Amanaci Carolina da Silva Mota A RAINHA E OS PANOS JANAINA LESLAO GARCIA MÁGICOS A ROSA ESPECIAL RICARDO WALTER

Cidade do Proponente Praia Grande São Paulo Salto Araraquara Itatiba Santo André Praia Grande Americana São Paulo São Paulo São Paulo São Paulo São Paulo São José do Rio Preto São Paulo São Paulo São Paulo Guarujá São Paulo


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