METAL ASSAULT ZINE É INSPIRADO NOS CLÁSSICOS FANZINES E REVISTAS UNDERGROUND DOS ANOS 70/80, QUANDO ESTA ERA A PRINCIPAL FORMA DE DIVULGAÇÃO E
COMUNICAÇÃO ENTRE O MEIO HEAVY METAL/PUNK E MÍDIA ALTERNATIVA EM GERAL. NÃO SEGUIMOS NENHUM PADRÃO MODERNO, PORTANTO, A ESTRUTURA É SIMPLES E TOSCA, NÃO SIGNIFICANDO QUE ESTE NÃO SEJA UM TRABALHO SÉRIO. A INICIATIVA DO ZINE É PARTE DE UM PROJETO MAIOR, QUE LEVA A MARCA A.R.M CULT TAMBÉM COMO SELO DE PRODUÇÕES INDEPENDENTES E EVENTOS DE CUNHO UNDERGROUND EM MATO GROSSO DO SUL. OS COMPONENTES DO METAL ASSAULT ZINE NÃO SE CONSIDERAM ARAUTOS DE QUALQUER "CENA" POR FAZEREM PARTE DESSES LANÇAMENTOS, SENDO APENAS ALGO FEITO POR UMA PAIXÃO, PARA SERVIR COMO MODO DE COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO ENTRE OS BANGERS INTERESSADOS EM CULTIVAR O VERDADEIRO ESPÍRITO DO HEAVY METAL. SEM MAIS DELONGAS, ESPERAMOS QUE CURTAM NOSSO TRABALHO. POR NORBERTO LIBERATOR NETO E CHRISTIAN ANDREW FOSTER
O MX é uma das bandas primordiais do underground brasileiro. A banda nasceu em Santo André/SP com o objetivo de tocar um Thrash Metal bastante rápido e agressivo. Os primeiros trabalhos foram as demos "The Carrion of Religion" e "Fighting for the Bastards", que já incluiam grandes clássicos que estiveram mais tarde presentes no fulllenght "Simoniacal", sem dúvidas um dos maiores petardos da história do Metal nacional e que foi seguido de "Mental Slavery". Depois do segundo álbum, a banda entra em um hiato que acaba com o lançamento de "Again" e, mais tarde, "The Last Files". Após anos de paralisação, a banda voltou à ativa recentemente, fazendo grandes apresentações como sempre o fez e com a compilação de regravações "Re-Lapse", que deverá sair este ano. Nós do M.A.Z. falamos com o baterista/vocalista ALEXANDRE CUNHA, que falou sobre fatos que vão desde o passado até os dias atuais do MX...
M.A.Z.: Hail Alexandre! Agradecemos tua colaboração na edição de estreia do Metal Assault Zine. Alguma consideração antes de começar? Alexandre: Agradeço a oportunidade de participar, uma grande honra! M.A.Z.: O MX nasceu em Santo André. À época, era mais difícil para uma banda do interior se manter, conseguir lugares para tocar ou mesmo para trocar informação?
Alexandre: Na época do início da banda tudo era mais complicado, acesso à mídia, instrumentos, material de bandas de fora... tudo sem exceção era difícil e custava muito. O MX após a gravação da coletânea "Headthrashers" foi escolhido para gravar o debut "Simoniacal", daí em diante ganhamos repercussão, mas mesmo assim tudo era difícil.
M.A.Z.: Infelizmente, comenta-se muito que na capital havia uma grande rixa entre os bangers e punks. No ABC isso também chegou a acontecer? E dentro do contexto heavy metal, havia algum atrito entre capital e ABC como houve no movimento punk? Alexandre: Os atritos eram com todas as "tribos", existiam sim brigas constantes entre todos sem exceção, prefiro nem comentar porque era bem violento e perdi alguns conhecidos por conta dessas brigas estúpidas. O ABC era bem forte na cena e tinha a fama de ser o público mais agressivo quando se tratava de Metal. Não era um atrito declarado entre bangers de SP e ABC, existia apenas uma competição sadia, existiam as caravanas que iam aos shows. O MX por exemplo dedicava músicas para o povo do ABC e músicas para os de SP, assim como interior de SP também era bem forte e tinha atenção especial.
M.A.Z.: Como foi o processo de gravação das demos "Fighting for the Bastards" e "The Carrion of Religion"? Há alguma história curiosa relacionada àquela época? Alexandre: A demo "The Carrion of Religion" foi a primeira, gravada em nosso ensaio mesmo, com dois microfones para microfonar a bateria toda. Nesta demo estão as primeiras músicas do MX, a maioria nunca foi gravada oficialmente. A demo "Figthing For the Bastards" foi gravada no RJ. Tínhamos show por lá, aproveitamos e gravamos essa demo lá - que serviu como pré do "Simoniacal".
M.A.Z.: "Simoniacal" é sem dúvidas um dos grandes clássicos do metal brasileiro. Até hoje as músicas do álbum não têm como passar batidas, pois são sons realmente empolgantes e que ficam na cabeça. Na época do lançamento, como foi a repercussão do álbum entre os headbangers (levando em conta que várias faixas nele já tinham sido lançadas, mas
agora estavam com uma gravação mais profissional)? Alexandre: O "Simoniacal" é um grande álbum, assim como o "Mental Slavery", que foi bem menos divulgado por conta do fim da banda na época. O "Simoniacal" foi um dos discos mais vendidos até então de uma banda de metal brasileira, a repercussão foi grande dentro e fora do Brasil. Mesmo sem grande mídia atuando - pois não tínhamos forte investimento de gravadora - o álbum decolou, alcançando grandes resultados. M.A.Z.: A "dirty bitch" é um dos grandes "mascotes" do metal nacional. De onde veio a ideia dessa personagem? É inspirada em alguém que realmente existiu? Alexandre: A idéia sobre, e a letra também, foram feitas por mim. A música, lembro como se fosse hoje, que fiz com o Decio em sua casa no violão e a ideia era fazer uma música crua, porrada e que marcasse... acho que conseguimos. Na época não foi inspirada em ninguém específico, e sim em várias pessoas (risos) M.A.Z.: Havia alguma conexão de vocês com bandas da capital como Korzus, RDP, Viper etc? E vocês chegaram a ter contato com os caras da cena mineira da época? Alexandre: Tínhamos contato, mas não era tanto assim não. Conhecíamos todos sim, com Ratos chegamos a ensaiar juntos, tocamos várias vezes juntos com todos eles, todos eram e ainda são grandes nomes do metal nacional. Cena mineira idem. Sobre Sepultura, cheguei a dormir na casa dos Cavaleras quando fomos tocar em BH e passamos dias juntos. Eles também chegaram a dormir na casa de nosso guitarrista Décio, quando vinham pra cá... quando fomos gravar o Mental Slavery, ficamos numa república onde tinha gente do Mutilator e outros. Sobre Overdose, também tive a oportunidade de conhecer os caras no ensaio, estive na casa do Claudio, a bateria do Zé Baleia eu usei na gravação do "Mental Slavery" etc. Enfim, conhecíamos todos sim.
M.A.Z.: Sendo uma cidade essencialmente industrial, Santo André era um bom lugar para a cena headbanger nos anos 80? Como era o movimento na cidade à época (havia lugares para sair, encontro de bangers etc)? Alexandre: Sim, Santo André era um antro (risos). De verdade uma cena forte, agressiva ao extremo, destruição pura... o ABC como um todo era muito forte e até perigoso aos desavisados... existiam encontros de todas as "tribos" no mesmo local, algo proposital que acontecia semanalmente sem exceção. Muitas brigas, mortes, pancadaria etc . São Paulo também sofria com estes problemas... fazia parte da cena como um todo. Em relação às casas de show existiam poucas, como o Shock Bar, mas os bangers sempre estavam juntos. M.A.Z.: A sonoridade do MX tem a sujeira e brutalidade típica das bandas brasileiras dos anos 80, mas ao mesmo tempo muito mais técnica do que praticamente tudo o que se fazia de metal extremo no Brasil naquela época. Vocês já estudavam música quando formaram a banda? Quais eram as influências? Alexandre: Não estudávamos música, apenas instinto. Escutávamos de tudo dentro do metal, mesmo com dificuldade em ter acesso a material de bandas gringas conseguíamos conhecer o que existia na cena mundial. O MX sempre teve estilo próprio, músicas diferentes completamente umas das outras. Era o MX, sempre tivemos estilo próprio e me orgulho disso. Lógico que éramos influenciados pelas bandas da época, mas mantínhamos nosso foco. Na época existiam bandas no Brasil que simplesmente copiavam alguns riffs de bandas gringas, mudavam alguma coisa e pronto - sempre odiei esse tipo de coisa - assim como existiam bandas excelentes com estilo próprio. M.A.Z.: Como vocês têm notado a reação dos headbangers no Brasil após a volta da banda? Alexandre: Surpreendentemente positivo, estamos tendo uma grande aceitação e isso é algo que empolga. A mídia também tem papel fundamental e estamos contando com o apoio da maioria, estamos recuperando nosso espaço de forma rápida. E o mais impressionante é que as músicas antigas, aquelas que fizemos com 16, 17, 18 anos de idade, ainda são respeitadas pelo público e pela imprensa especializada. M.A.Z.: O que podemos esperar do MX para os próximos anos? Alguma data, lançamento? Alexandre: O álbum chamado "RE-LAPSE", de regravações das músicas que o público escolheu em uma votação que fizemos pela net dos álbuns "Simoniacal" e "Mental
Slavery", está pra sair agora em maio de 2014... atrasou por motivos de licença das editoras anteriores, mas está pra sair. Assinamos com a gravadora "Substancial Music" (Sepultura, Angra,Torture Squad) que será responsável por este lançamento e estamos felizes por isso, reconhecimento. M.A.Z.: Agradecemos mais uma vez a colaboração. Alguma consideração final? Alexandre: Gostaria de agradecer a você pela entrevista, ao Metal Assault Zine pelo convite. É uma honra poder participar da edição de estréia, e desejo toda a sorte pra vocês! Ao público, queria agradecer o apoio e pedir àqueles que puderem que adquiram nosso CD "RE-LAPSE" que está pra sair agora em maio. Apoiem a cena nacional. Nos vemos na estrada!!
Um dos principais nomes da lendária escola mineira, o HOLOCAUSTO sempre foi uma das bandas mais polêmicas e controversas do cenário underground brasileiro. A caracterização, o som extremo e a temática da banda foram os ingredientes para o que eles próprios definiram como WAR METAL, que serviu de base para diversas bandas ao redor do mundo que tinham a mesma linha de som e temática. Ao longo dos anos, a banda passou por mudanças no som e uma longa paralisação até se reunirem e lançarem "De Volta ao Front" em 2005. Atualmente, eles se encontram em processo de composição para um novo lançamento, "Diário de Guerra". M.A.Z. conversou com VALÉRIO EXTERMINATOR e RODRIGO FÜHRER a respeito de tudo o que você precisa saber se curte a banda. Segue a entrevista. M.A.Z.: Hail! Agradecemos a colaboração na edição de estreia do Metal Assault Zine. Alguma consideração antes de começar? Valério: Hail equipe do Metal Assault Zine! O Holocausto agradece pelo interesse do MAZ, e deseja sucesso nessa 1ª edição. Que seja a 1ª de inúmeras. M.A.Z.: Como foi gravar a primeira edição da "Warfare Noise", ao lado de Mutilator, Sarcófago e Chakal? Havia alguma relação entre o Holocausto e essas bandas?
Valério: Para nós do Holocausto foi uma agradável surpresa o convite da Cogumelo, pois naquele momento, se não me engano, a banda tinha realizado apenas um show e foi no interior de MG (Jeceaba) a convite do Silvinho (in memorian) guitarrista do Freax. Naquele momento tínhamos o Freax como a banda mais autêntica e fudida do cenário banger de BH e esse convite foi muito gratificante para nós. Como tínhamos grande amizade pelo Wladimir (Korg) do Chakal e o mesmo trabalhava na Cogumelo, ele nos indicou para o João e a Patty (casal proprietário da Cogumelo), então recebemos o convite para a gravação de uma demo tape (tudo pago pela Cogumelo) para que assim pudéssemos apresentar nosso som. A música "Massacre" foi a escolhida para a demo. Nossa relação com todas as bandas de BH sempre foi a melhor possível. Todas as bandas se encontravam na Cogumelo nos finais de tarde, e nos finais de semana os encontros eram no METAL SPACE do casal Wanda e Balão (baterista do Megathrash). Lá curtíamos o melhor do Thrash Metal. Algumas vezes nos finais de semana, nós do Holocausto
encontrávamos com outros integrantes de bandas na Savassi, mas como a região era mais frequentada por playboys, raramente íamos lá. Rodrigo: Foi uma época especial em minha vida e muito importante no metal brasileiro, embora não tivesse nenhuma noção do que seria hoje em dia. A relação entre as bandas era muito boa, me dava bem com todas elas. Grandes amigos até hoje. M.A.Z.: O metal mineiro dos anos 80 é sem dúvida um expoente da música extrema mundial. Em 1987, quando gravaram o "Campo de Extermínio", vocês tinham alguma ideia de que ele teria uma grande repercussão no exterior? Valério: Jamais pensamos nisso. Não existia internet, então como um disco de uma banda de BH poderia ter repercussão fora do país? Sabíamos que no Brasil haveria alguma repercussão sim, pois recebíamos muitas cartas todos os dias, principalmente de SP, portanto naquela época, repercutir na região sudeste provavelmente teria efeitos em outras regiões do país. Rodrigo: Sinceramente não.
M.A.Z.: O "Campo de Extermínio" é o trabalho mais aclamado do Holocausto até os dias de hoje, sendo considerado o precursor do gênero War Metal. De onde veio a inspiração para a temática de guerra, morte e fatos que atormentaram a história da raça humana?
Valério: A inspiração se deve à origem dos integrantes da banda. Eu, Rodrigo, Marco (in memorian) e depois o Anderson morávamos em um bairro tradicional e boêmio de BH
(Lagoinha/Praça 12) um bairro cheio de violência pela presença de uma grande favela, da zona boêmia (casas de prostituição) e obviamente a presença de traficantes. Se fôssemos relatar exatamente o que vivíamos, então seríamos ainda mais uma banda com influência do Punk/Hardcore, porém também gostávamos do Metal pesado e assim pegamos as letras baseadas na guerra, degeneração da raça humana, adicionamos riffs do Metal, bases rápidas do Hardcore e o visual banger; eis a combinação que deu origem ao WAR METAL. Rodrigo: Sempre gostei dessa temática antes mesmo de conhecer o Heavy Metal, e depois vieram as influências de bandas como Discharge, Dorsal, Motorhead e Olho Seco, que tinham a guerra como tema de algumas de suas músicas. M.A.Z.: Infelizmente, devido ao conteúdo das letras e à caracterização da banda, vocês foram mal-interpretados em certa época, chegando a ser confundidos com uma banda que teria ligações com grupos de cunho neo-nazista. Como foi lidar com isso? Houve algum atrito equivocado na cena de BH/Brasil com vocês devido a tais boatos? Valério: Os equívocos permanecem até hoje. Ainda em algum lugar do planeta, existe um banger que acredita que o Holocausto é ou foi uma banda de nazistas. Recebemos uma carta da facção revolucionária nazi-fascista do RJ nos convidando para juntar ao movimento deles, porém apenas retornamos a carta dizendo que não éramos nazistas e nunca mais tivemos notícias deles. Como dizem: no movimento do Rock, quanto mais polêmico melhor (risos). Rodrigo: Na verdade até hoje, pelo visual adotado no "Campo de Extermínio", algumas pessoas acreditam nessas histórias. Nunca levantei bandeira alguma, pois a bandeira que me rege é a bandeira negra da desesperança. Não acreditamos na raça humana. A Humanidade realmente fracassou.
M.A.Z.: Valério, "Campo de Extermínio" foi o seu primeiro e último álbum até o retorno no "De Volta ao Front", em 2005. Você poderia dizer por que se manteve afastado do Holocausto por tanto tempo? Durante esse período em que esteve inativo na banda, participou de algum projeto musical envolvendo Metal? Valério: Cara, quando fui expulso do Holocausto, fiquei EXTREMAMENTE FRUSTRADO... passei anos sem ouvir Metal pesado e nem conseguia pensar em ouvir a banda sem a minha guitarra. Era muito comum eu sonhar com a banda... até que um dia em 2004 o Anderson me ligou, dizendo que a Cogumelo tinha interesse em relançar o "Campo" em digipack, e assim que ele disse isso, eu pedi para ele perguntar para o Rodrigo se ele tinha interesse em voltar com a banda. Minha expulsão da banda foi muito equivocada: eu não queria mais ensaiar nos finais de semana, pois naquela época ninguém trabalhava, e ensaiávamos de segunda a segunda. Conheci uns caras que não curtiam Metal e nos finais de semana passei a sair com eles para as “gandaias”, onde a possibilidade de descolar uma mulher era maior, pois no meio do Metal, o número de mulheres era bem pequeno e a concorrência muito grande (risos). Eles não aceitaram que não acontecessem mais ensaios nos finais de semana, e então me excluiram da banda. Até hoje eles dizem que não fizeram isso... enfim, éramos adolescentes e a comunicação não era nosso forte. Nunca peguei na guitarra após sair do Holocausto. M.A.Z.: Sabemos que vocês do Holocausto tinham uma ligação com o Sarcófago. Sobre a velha rixa entre eles e Sepultura que infelizmente afetou a cena de BH, o Holocausto tomou alguma parte ou vocês mantiveram postura neutra? Valério: Sempre fomos amigos de todos... se existia uma turma que era admirada por integrantes de todas as outras bandas, essa era a turma do Holocausto. Punks, hippies, bangers, roqueiros, drogados, “favelados” formavam a nossa turma. M.A.Z.: Valério, depois de sua saída o Holocausto passou por várias mudanças no som, lançando materiais que vão desde o Crossover/Thrash até mesmo ao Industrial/Eletrônico. Com sua volta, a sonoridade da banda voltou a ser executada semelhante ao que era no "Campo de Extermínio". Isso foi uma influência do seu retorno ou a ideia da volta às raizes já existia, e você retornou justamente por isso? Valério: Eu não sei tocar crossover, muito menos Industrial. Sei tocar WAR METAL (THRASH e HARDCORE) então meu retorno estava condicionado à volta das nossas origens. (Sobre os álbuns "Blocked Minds", "Australopitecus Experience" e "Tozago as Deismo") Comigo na banda eles JAMAIS EXISTIRIAM (risos)!!! M.A.Z.: Rodrigo, a ideia era praticar o experimentalismo ao longo de cada lançamento? Rodrigo: Estive presente em todos os momentos da carreira do Holocausto e nunca pensei em fazer isso ou aquilo, seguir uma moda específica ou tendências. O motivo maior das
mudanças na música foram as mudanças na formação, principalmente em relação ao War Metal do início da banda. A ideia era lançar os outros discos com outro nome pois a banda já estava descaracterizada, mas por motivo de contrato tivemos que manter o nome. M.A.Z.: Quais foram as principais influências para a composição do "Campo de Extermínio" e "De Volta ao Front"? Valério: O de sempre: SODOM, DRI, SOD, POSSESSED, RDP, DISCHARGE, RATTUS, SLAYER. M.A.Z.: Os headbangers fãs do Holocausto podem esperar algum lançamento e/ou shows para breve? Valério: Cara, a banda estava gravando o CD "Diário de Guerra" quando o baterista Guilherme saiu. Então como o Rodrigo já havia saído, ficamos eu e o Anderson. Outras atividades profissionais e familiares ocuparam muito nosso tempo. Eu PROMETO que no 2º semestre (2014) o Holocausto retornará aos ensaios e vamos fazer testes com algum baterista da nova geração, pois entendemos que próximo dos 50 anos de idade, fica muito difícil um baterista tocar WAR METAL.
M.A.Z.: Agradecemos novamente a participação. Alguma consideração final? Valério: Cara, é sempre prazeroso falar dos anos 80, citar nossos amigos e as bandas de BH. Recentemente recebi uma entrevista que perguntava se o Holocausto tinha acabado e eu respondi: enquanto a humanidade existir, existirá guerra, morte, destruição, violência, doença e então o Holocausto também existirá, pois ela é a origem de nossas inspirações. Afinal “nunca devemos aclamar a vitória sobre o cão bastardo, pois a cadela que o pariu está novamente no cio”. Grande abraço do Exterminator!
O OBJETIVO É FALAR DE ÁLBUNS CLÁSSICOS QUE NOS MARCARAM, INCLUSIVE OS APRESENTANDO PARA NOVAS GERAÇÕES, EM UMA ÉPOCA DE BANDAS COM FRANJAS QUE TOCAM PULANDO EM COREOGRAFIA, ALÉM DE OUTRAS COM MUITO PAPO REBUSCADO E MAQUIAGEM PRA POUCO SOM. FALAREMOS DE ÁLBUNS DE BANDAS NAS LINHAS MAIS TRADICIONAIS, PRIMORDIAIS E QUE MUITAS VEZES SÃO DEIXADAS DE LADO OU MESMO NEM LEMBRADAS. NA EDIÇÃO PRESENTE, UM CLÁSSICO DO DEATH METAL E OUTRO DO THRASH/SPEED METAL, COMENTADOS PELOS EDITORES DO ZINE.
PESTILENCE - MALLEUS MALEFICARUM. 1988. HOLANDA.
EXCITER - HEAVY METAL MANIAC. 1982. CANADÁ.
PESTILENCE - MALLEUS MALEFICARUM (POR NORBERTO L. NETO) Em se tratando de Death Metal, principalmente segunda metade dos anos 80 e início dos anos 90, uma das escolas mais fortes e musicalmente interessantes é a da Holanda. É de lá que saiu uma das bandas que mais me influenciaram a me tornar um maníaco por Death Metal de raiz e a querer fazer esse tipo de música - o Pestilence. E foi através deste álbum, meu favorito, que tive contato com a banda pela primeira vez: "Malleus Maleficarum", de 1988. Na época, Martin Van Drunen (um dos maiores nomes do Metal extremo em todos os tempos, que mais tarde esteve em bandas como Asphyx, Bolt Thrower e Hail of Bullets) ainda era, além de vocalista, o baixista da banda. Um posto que acabou abandonando por não lidar muito bem com cordas vocais e com as de um instrumento musical ao mesmo tempo. Pra mim, Van Drunen é um dos vocalistas mais fodas do Death Metal, em uma linha que se tornou característica da velha escola com um timbre que chega a lembrar algo como Becerra, ou como Schuldiner nos três primeiros álbuns do Death, mas com características bastante próprias. Soa agressivo e, ao mesmo tempo, como alguém sofrendo à beira da morte. O mais legal é que apesar de um gutural bastante rouco, é possível compreender sem esforço tudo o que ele canta. Quem também merece destaque são as guitarras de Patrick Mameli e Randy Meinhard, com riffs bem elaborados que pegam de jeito e se fixam na cabeça de quem ouve. As bases são bastante influenciadas pelo Thrash Metal e também por Heavy tradicional, respectivamente pelos riffs típicos de bandas como Slayer e Metallica, e pelas dobradinhas imortalizadas por Iron Maiden e Judas Priest. As músicas são cheias de variações, algo que considero ponto muito positivo. A bateria de Marco Foddis segue o bate-estaca típico do Thrash ("tupá-tupá-tupá") variando conforme os riffs. As letras falam de doenças, aberrações, mutações - outro fator típico do estilo.
O disco abre com "Malleus Maleficarum/Antropomorphia", iniciada de forma bastante cadenciada na guitarra, logo depois começando a primeira dobradinha de que falei. Após uma chuva de riffs poderosos, Van Drunen entra "vomitando" sobre uma suposta experiência para criar um ser humano perfeito, de onde sai uma mutação. As variações se seguem por toda a música, durante os intervalos entre uma estrofe e outra. O solo é um dos grandes momentos, seguido de mais rifferama variando o ritmo, de cadenciada a veloz e Martin mandando ver os últimos versos. "Parricide" é um dos grandes destaques do álbum. Começa com um riff típico do Thrash, já com o baixo no talo, já seguido de um mais cadenciado de onde sai um "duelo" belíssimo de guitarras. Outra chuva de riffs se abre até Van Drunen entrar cantando de forma muito veloz. O refrão é daqueles que você se pega cantando quando está sozinho, mesmo sem conseguir acompanhar a velocidade dele cantando, afinal fecha com um coro gritando "PARRICIDE!" (parricídio = ato de matar o próprio pai). "Subordinate to the Domination" começa com um riff matador que já serve como base pro vocal começar. Cheiua de variações, tem um dos melhores solos do álbum e, pra mim, da época. A chuva de riffs de que tanto falei não pára. Música pra bater cabeça até morrer. "Extreme Unction", a faixa mais curta com um minuto e meio, começa com uma pequena intro de guitarra e a partir dali é porradaria pura. Música pra mosh. O vocal entra logo depois de ser anunciado o riff que o sustenta e a bateria não sai do "tupá-tupá-tupá". Uma pausa na brutalidade para a introdução dedilhada de "Commandments". Logo, entra um riff cadenciado estilo "sabbatiano" seguido por uma pisada de leve no acelerador até chegar ao riff frenético, bastante influenciado pelo Thrash, que leva Van Drunen cantando de forma bastante veloz. Conta com um refrão "leva mosh".
Uma virada de bateria e "Chemo Terapy" já chega com um massacre de riffs, marcados por mais dobradinhas de guitarra. A melodia do vocal é uma das melhores do álbum, inclusive com outro refrão em coro. Música muito rica, variando entre momentos mais cadenciados e velozes. "Bacterial Surgery" abre com introdução no baixo, seguida por um riff parcialmente cadenciado, que já abre caminho para mais um massacre veloz. O pé é tirado do acelerador no refrão, novamente marcante. Em minha opinião, uma das músicas em que a bateria mais chama atenção. "Cycle of Existence" não começa com chuva de riffs. O riff que abre a música é o mesmo até entrar o vocal, porém é um dos mais legais. As variações vêm depois. Mais uma música intercalada entre momentos rápidos e cadenciados. A instrumental "Osculum Infame" é para relaxar um pouco. Música limpa, com dedilhado e harmônicos. "Systematic Instruction", última faixa, é pra fechar com chave de ouro. Marcada por mais uma cacetada de riffs, mais uma com intenso "tupá-tupá-tupá". Destaque para mais um "duelo" interessante de solos. Enfim, "Malleus Maleficarum" é uma verdadeira obra-prima da melhor linha do Death Metal, estilo que muitas vezes é incompreendido até mesmo pelos que o ouvem e/ou praticam, que muitas vezes primam muito pela brutalidade (ou técnica) esquecendo da melodia, da empolgação e do sentimento da música.
EXCITER - HEAVY METAL MANIAC (POR CHRISTIAN A. FOSTER) No período entre o fim dos anos 70 e início dos anos 80, o Heavy Metal ainda se moldava em sua essência pesada e agressiva, ainda na era pós-Black Sabbath, onde a Inglaterra era o carro chefe em inovação na questão do Heavy Metal, com o Iron Maiden ganhando aos poucos sua autenticidade e deixando de lado a raiz fincada no Metal/Punk de Paul Di'Anno, o Venom aterrorizando o mundo com suas letras orgulhosamente satânicas, enquanto Judas Priest e Motorhead eram a referência principal tanto no estilo quanto na nova sonoridade que o Heavy Metal adotava, deixando a pegada pré Stoner/Doom do Black Sabbath e tornando-se mais agressivo e rápido. A cena estadunidense ainda se escondia nos porões e garagens, para depois da metade da década revelar nomes como Slayer, Metallica, Hirax entre outros. Nesse período "europeizado" do Heavy Metal, eis que surge em terras canadenses o que seria um dos maiores nomes do Metal mundial: o Exciter. Formada por três amigos que acabavam de sair da adolescência, a banda soube fundir toda a união do Metal agressivo britânico, com a autenticidade sonora que conquistaram em seus primeiros anos, exatamente no ano de 1982, quando tudo o que se ouvia falar era "The Number of the Beast", "Black Metal" e "Screaming for Vengeance", o Exciter apresentava seu estilo profissionalmente sujo, talvez o mais rápido desde o "Overkil" do Motorhead. "Heavy Metal Maniac", sem dúvidas, foi o álbum preponderante para a união perfeita entre a velocidade do Metal e a agressividade do Punk norte-americano, nascendo assim a vertente conhecida como Speed Metal. Somente os que ouviram este álbum sabem do que estou falando. Não tem como não sentir aquela atmosfera que só os anos 80 proporcionaram. É impossível evitar de bater cabeça, cair num mosh, cantar cada faixa como se fosse um canto rumo à terceira guerra mundial.
Apertando o play, soam os ventos desolados, seguidos pelo instrumental de "The
Holocaust", uma introdução que abre caminho para a porradaria de "Stand Up and Fight". Os vocais agudos de Dan Beheler entram em perfeito contraste com sua bateria suja e as guitarras que rasgam os tímpanos de quem está ouvindo. Pouco mais de dois minutos de música. A pancadaria segue sem pausa com a pausa com a faixa-título, "Heavy Metal Maniac", que literalmente ressalta a paixão descomunal dos headbangers, repleta de distorções e riffs bem encaixados. Esta faixa faz juz ao título do álbum. "Iron Dogs" vem na sequência, relatando a luta que cada banger tem diariamente para manter o Metal vivo, em um andamento mais cadenciado do que as outras. É seguida de "Mistress of Evil", que logo logo mostra a influência do Venom em sua letra, repleta de passagens satânicas e culto ao mal.
Sem dar trégua ao fim dessa faixa, surge a bateria empolgante de "Under Attack", que novamente faz pulsar a insanidade de quem a ouve. Logo a primeira pausa surge, com a guitarra num riff acelerado e contagiante que anuncia a épica "Rising of the Dead", que traz consigo toda a velocidade e técnica concentrados no álbum. São quatro minutos de rifferama impiedosa. Nos escombros que restaram, surge a balada "Black Witch", que nos faz refletir em outra era, com sua atmosfera melancólica. Tudo parece estar acabado, até que explodem os tambores da bateria, e recuperam em dobro a velocidade empolgante com "Cry of the Banshee", que fecha álbum com chave de ouro e ossos quebrados dos que se embalaram pelo som. Sem dúvidas, "Heavy Metal Maniac" está entre os 10 álbuns mais fodidos da velha escola, o que em alguns anos daria origem à fama que o Canadá tem de ser a terra mãe do Speed Metal. Para os headbangers mais doentes, este álbum é obrigatório.
Oriundos do Canadá - país reconhecido por ser o berço do Speed Metal mundial, com bandas como RAZOR, EXCITER, ANVIL, VOIVOD etc - o WITCHES HAMMER teve uma curta, porém épica passagem pela história do Heavy Metal. Em 1987, lançaram seu primeiro EP, "Witches Hammer", que chegou a ter certa repercussão na Europa. Infelizmente, em 1989 eles deram fim a suas atividades, mas para o delírio dos maníacos pela banda, foi lançada em 2003 a compilação "Canadian Speed Metal", com regravações de toda a carreira do WH, algumas em versões até mais agressivas do que as originais. Conversamos com o vocalista RAY PRISMIC, um verdadeiro dinossauro do Metal, que falou um pouco sobre a trajetória desta banda, que foi e ainda é um dos maiores nomes da velha escola canadense. M.A.Z.: Hail Ray! Obrigado pela colaboração na primeira edição do Metal Assault Zine. Gostaria de dizer algo antes de começarmos a entrevista? Ray: Eu gostaria de dizer "bebam bastante cerveja, façam bastante sexo e fumem toda erva que puderem. E curtir um ácido também é legal, principalmente se estiver observando o céu à noite". M.A.Z.: Em 1985, quando o Witches Hammer lançou sua primeira demo-tape, como foram o processo de gravação e a repercussão na cena local? Ray: A cena local (Vancouver) era pequena. Basicamente, nós éramos a única banda Speed Metal, então tocávamos com bandas de Punk Rock como Death Sentence, Verbal Abuse... mas no primeiro show de fato, abrimos para Metal Church e Exciter. A primeira demo foi gravada no estúdio Fiasco Brothers. Foi uma experiência divertida, repercutiu bem e soa legal, embora eu tenha pronunciado algumas palavras de forma errada.
M.A.Z.: Como era a cena no Canadá nos primeiros anos da banda? Ray: A cena era bem maior no Leste, especialmente Montreal e Toronto, que é onde eu vivi por um tempo antes de entrar para o Witches Hammer. Bandas como VoiVod, Razor e várias outras já estavam bem estabelecidas. Como eu disse antes, éramos a única banda de Speed Metal na nossa região no começo, mas houve várias bandas de Metal clássico como SacredBlade, Kradle e outras. M.A.Z.: Explique sobre o começo da banda e sobre o que as letras costumavam falar. Ray: Marco escreveu todas as letras, e no começo elas tratavam muito de fantasia, inspiradas e baseadas em livros ou filmes como "Conan, o Bárbaro". Elas mudaram conforme amadurecemos. M.A.Z.: Em 1987, vocês lançaram o primeiro EP, homônimo da banda. Qual foi a repercussão do lançamento no Canadá e fora dele? Ray: Ele teve algumas prensagens no Canadá, e na Europa fizeram 1200 cópias. Então acho que num geral é um lançamento bastante underground. M.A.Z.: Na época de lançamento do EP "Witches Hammer", vocês participaram de alguma turnê - ou organizaram algum show - para promover o material? Ray: Só tocamos em shows na região e fizemos alguns shows no oeste do Canadá, mas nenhuma tour grande. Não tínhamos condição de financiar uma turnê e também não tínhamos nenhuma equipe profissional. Só tocávamos quando alguém chamava pra tocar.
M.A.Z.: O guitarrista Marco Banco foi membro do Blasphemy na época do "Fallen Angel of Doom". Sendo assim, há alguma relação entre os outros membros do Witches Hammer e os caras do Blasphemy? Ray: Éramos amigos deles e eles sempre iam a nossos shows, antes mesmo de formarem uma banda. M.A.Z.: Qual foi o motivo para o Witches Hammer parar as atividades depois do lançamento do EP? Havia algum objetivo de voltar na época? Ray: Estávamos frustrados e de saco cheio com o fracasso em conseguir turnês e gravações, além disso nosso segundo baixista nos deixou. Então havia muita frustração e isso foi o estopim. M.A.Z.: John Prizmic (R.I.P.), seu irmão e que era baterista na primeira formação da banda, morreu em 1997. Como você e os outros membros encararam essa perda? Ray: Foi difícil e ainda é. Todos nós sentimos falta dele e de sua presença. Ele era um cara animado e muito divertido, sem falar que era um baterista brilhante. Quando ouvimos que a NWN (selo) iria relançar nossos materiais, íamos gravar novas versões de antigos sons, mas tentamos uma porrada de bateristas e nenhum conseguia tocar como ele, de tão brilhante que era a química entre Marco, Johnnie e Steve. Ele deixou um grande abismo em nossas vidas e sentimos falta dele todos os dias.
Ray nos anos 80 e atualmente
M.A.Z.: O Witches Hammer lançou a compilação "Canadian Speed Metal" em 2003, com músicas gravadas durante toda a existência da banda. Qual era a intenção quando vocês lançaram esse material? Ray: Não tínhamos plano pra esse lançamento. A NWN quis fazê-lo, então dissemos: "tudo bem, por que não?". M.A.Z.: Quais eram as principais influências musicais e ideológicas para o Witches Hammer? Ray: Não acho que tínhamos alguma de fato, além de tocar de forma rápida e agressiva. M.A.Z.: Ray, você participou - ou participa - de algum projeto musical além do Witches Hammer? Se sim, há algum material disponível? Ray: Eu fiz muita coisa, mas nada sério como no Witches Hammer. Só alguns shows aqui e ali, como favor pra alguns amigos. M.A.Z.: O Witches Hammer tem algum material disponível no Brasil? Qual(is)? Ray: As demos e o primeiro EP, além dos relançamentos da NWN. M.A.Z.: Obrigado pela entrevista! Alguma consideração final? Ray: Agradeço a vocês pela entrevista e saúdo todos os bangers do Brasil!
NESTA SESSÃO TRAREMOS BANDAS UNDERGROUND PARA APRESENTAR.
BUTCHERCROW - DEATH/THRASH METAL Campo Grande/MS
Com suas primeiras composições sendo de 2009, em 2010 o Butchercrow gravou a demo "Death Emperor", contendo 4 faixas provenientes de um ensaio. Após a gravação, a banda paralisou as atividades devido a razões geográficas (membros mudaram-se para Lisboa, Portugal). Após um hiato que foi até 2013, retornam lançando o single "U.S.O." e divulgando duas faixas do EP "Unstoppable Beast", em fase de gravação atualmente. O EP terá regravações da demo, desta vez de forma profissional - dada a qualidade sofrível da mesma - e três das músicas presentes nele podem ser conferidas na internet (YouTube, SoundCloud etc): "Innocents", "U.S.O." e "The Beast is Here".
Membros: Norberto Liberator (vocais), Rafael Chamos (guitarra), Osmar Hanz (guitarra), Thom Ronald (baixo), Sabão (bateria)
Influências: Possessed, Master, Slayer, Venom etc.
Temática: geopolítica, guerras, morte, história, ocultismo
Discografia
2010 - "Death Emperor" (faixas: Death Emperor, The Beast is Here, Enemy Territory, Luftwaffe)
2013 - "U.S.O. single" (faixa: U.S.O.)
2014 - "Unstoppable Beast" (em fase de gravação)
Contato: facebook.com/butchercrow - n.liberator.n@hotmail.com rotting-rafa02@hotmail.com
Lendário é pouco para definir quem simboliza toda uma fase de uma banda que é referência no mundo todo. É o caso de FÁBIO JHASKO, paulista que passou por várias bandas e foi parar em um dos principais nomes do Metal brasileiro em todos os tempos, o SARCÓFAGO, gravando um dos álbuns mais aclamados da história do Death Metal mundial: "The Laws of Scourge", um marco na carreira da banda, que mostrava um total amadurecimento musical e ideológico dos membros. Fábio continuou na música após sair da banda, tendo sido inclusive violinista de orquestra. Além do TRIBUTO AO SARCÓFAGO, recentemente fez participação no álbum "Inverted Blood" do BODE PRETO e atualmente está trabalhando em composições com a banda KLAMOR. Os detalhes sobre tudo isso ele contou ao M.A.Z. na entrevista abaixo. M.A.Z.: Hail Fábio Jhasko! Agradecemos tua colaboração na edição de estreia do Metal Assault Zine. Alguma consideração antes de começar? Fábio: Saudações a todos, os agradecimentos são meus! Grande honra estar aqui, espero que minhas declarações não sejam ofensivas (risos)! M.A.Z.: O "The Laws of Scourge" marca uma certa mudança na sonoridade, sendo mais técnico do que os anteriores. Sua entrada na banda tem alguma influência nisso? Fábio: Sou suspeito para falar! M.A.Z.: Qual era o grau de ligação entre você e os caras do Sarcófago antes de entrar na banda? Como aconteceu de ser chamado?
Fábio: Nenhum, na verdade acabava de deixar o Skullkrusher e os caras do Mithological Cold Tower disseram que a banda estava procurando um guitarrista, então mandei uma demo e os caras acabaram me chamando. M.A.Z.: Você fez participação no álbum "Inverted Blood" do Bode Preto tocando solos de guitarra e, além disso, chegou a tocar ao vivo com eles. Como rolou o convite e como foi a interação com os caras? Fábio: Eu conheci o Adélson quando tocamos com o Endoparasites no Garage e o Josh conheci pela internet - inclusive gravei os solos via web, vindo a conhecê-lo pessoalmente na Profana Aliança Nacional, ou seja, parada surreal mesmo (risos). M.A.Z.: Antes de entrar no Sarcófago, você fez parte da banda paulista Skullkrusher. Conte-nos resumidamente sobre esse período. Há algum material da banda ainda disponível (além da internet)? Fábio: Na época o Skullkrusher havia se apresentado em dois antros respeitados do metal paulista, o Teatro Mambembe em São Paulo e o Projeto Sentinela em Osasco; fizemos contato com os caras, porém após certo tempo a banda acabou, então o Sidney Silva entrou para o Crucyar. Nessa mesma época desfazia-se o Kataclisma na Vila dos Remédios, e os integrantes entrariam para o Klamor e para o Crucyar, o qual então passou a ensaiar conosco... então começaram a haver problemas internos com as bandas, o Sidney resolveu voltar o Skullkrusher e acabou me convidando para a guitarra, creio que todo material esteja na web com exceção talvez da demo “Walking to Disgrace” - a primeira demo com a formação antiga. M.A.Z.: Além dos já citados, você fez parte de alguma outra banda ou algum projeto musical? Se sim, qual (is)? Fábio: Bem, toquei em algumas bandas irrelevantes na cena as quais sequer existem mais, depois ainda toquei violino na Filarmônica da FITO (risos), mas não tem jeito, preciso tocar metal! Tá no sangue (risos). M.A.Z.: Sobre a infeliz richa Sarcófago x Sepultura, qual foi seu posicionamento pessoal? Chegou a se envolver diretamente em algum momento, como por exemplo o quebrapau com o R.D.P. no show do D.R.I.? Fábio: Sempre fui fã do Sepultura antigo, às vezes cheguei a brigar com alguns fãs que falavam mal do Sarcófago, mas nada realmente sério. Quanto ao RDP, os caras queriam o Wagner, que arruinou uma apresentação deles em BH, porém o Gordo acabou vindo me intimar. Uma mina que estava comigo foi tentar apaziguar e ele a destratou... pronto, tava feito o furdúncio. Até os caras do DRI entraram na treta, aliás foram os que mais se machucaram...! M.A.Z.: O que apontaria como as principais diferenças entre a cena heavy metal brasileira atualmente e na época em que começou a tocar?
Fábio: A web talvez a principal diferença, uma ferramenta poderosa para divulgação. O número de bandas centuplicou não só no Brasil, mas no mundo; países os quais jamais se imaginaria que iriam surgir bandas, se tem acesso com uns poucos cliques. Isso é uma grande evolução e tampouco descaracteriza o underground, pois a internet não martela música na cabeça de ninguém como a mídia tradicional, o material simplesmente está lá. Quem gosta acessa, quem não gosta apenas ignora, como uma loja física especializada em metal: quem não gosta não vai entrar! M.A.Z.: Hoje, o Sarcófago é sem dúvidas uma referência para o metal extremo mundial. Havia alguma expectativa disso quando você entrou na banda? À época, como era a repercussão da banda fora de BH? Fábio: Na época a banda havia acabado de assinar com a Music for Nations! M.A.Z.: Como foi sua experiência, em uma visão geral, de tocar fora do Brasil? Fábio: Na verdade foram poucos shows, mas foi uma experiência ímpar ter tocado com o Possessed no Chile!
M.A.Z.: O que motivou a iniciarem o Tributo ao Sarcófago? Quem entrou em contato com quem e como se definiu a formação? Fábio: O Tributo rolou em um festival em BH a pedido dos bangers. Depois, através da internet, acabei topandos os caras que nem tinha mais contato e fui convidado, porém o Gerald teve problemas na coluna. Dizem que foi por causa de um stage diving em uma das gigs... na hora de mergulhar ele escorregou, caiu em cima da grade (risos) e sofreu intervenção cirúrgica, inviabilizando o projeto por ele ser o único membro original da banda. M.A.Z.: Você se encontra envolvido em algum projeto musical atualmente? E se não, planeja algum?
Fábio: Sim, atualmente estamos de volta com a Klamor - banda na qual tocava anteriormente ao Skullkrusher, com Paulus C. Daemon, Fernando Camargo, Cláudio Andreoti e Éder Galvani - e tentando resgatar a essência visceral oitentista: Venom, Slayer, Exodus, Kreator, Dark Angel, Sacrifice... M.A.Z.: Agradecemos novamente sua participação. Alguma consideração final? Fábio: Novamente eu vos agradeço e aos leitores que acompanharam essas linhas, muitos guerreiros das antigas me contactam perguntando à respeito de uma possível volta do Sarcófago, o que tenho a dizer é que infelizmente isso é impossível, salvo aconteça um grande milagre, coisa que não acredito (risos)... mas o Klamor está aí de volta para quem quiser conferir, logo tem material disponível! Keep on Metal!
Nos dias atuais, a essência do verdadeiro Black Metal foi negligenciada por uma geração influenciada pelo modismo de pose e pseudo-ocultismo vazio e falso, tratando como se o Black Metal fosse alguma grife e eles os modelos, acoplado com a falta do senso ideológico, culminam para que o legado construido no passado seja desmerecidamente esquecido. Mas enquanto a mente mais doente ainda tiver o poder do pensamento mórbido, a chama acesa no passado jamais se apagará, e é por isso que em seus mais de 20 anos de estrada, o IMPURITY mantém-se na ativa. Oriunda de Belo Horizonte, é mais uma das tantas bandas que surgiram na velha escola mineira, no patamar das poucas que sobreviveram contra as tendências midiáticas que a cada ano contaminam a bandeira que erguem com mão de ferro. nós do M.A.Z conversamos com o guitarrista MORBID LORD RON SETH, que nos contará um pouco sobre o caminho que a banda percorreu. Dedicamos esta entrevista a quem não esqueceu do que é o verdadeiro Black Metal... M.A.Z.: Hail! Agradecemos tua colaboração na edição de estreia do Metal Assault Zine. Alguma consideração antes de começar? Morbid Lord Ron Seth: Antes de mais nada, grato pelo seu interesse e atenção dispensados para com a banda! M.A.Z.: O Impurity é uma das bandas de metal extremo mais antigas em atividade no Brasil. Como é manter a mesma postura que a banda tem desde a demo Tape de 1989? Morbid Lord Ron Seth: Francamente, se você ouvir com atenção alguns trabalhos anteriores, verá que o IMPURITY passou por alguns períodos de transições. No tempo em que estive fora da banda, devido aos afazeres e pressões da vida cotidiana, foram lançados alguns trabalhos como o "Into the Ritual Chamber" e o "Satanic Metal Kingdom", dos quais não gosto de nenhum deles, pois soaram diferentes demais e, ao meu ver, descaracterizaram demais a sonoridade que havíamos proposto desde o princípio. Com a alteração do line up da banda, fui convidado a regressar em meados de 2005 e então propus ao pessoal que resgatássemos a essência perdida, proposta que foi bem aceita pelo vocalista e líder Ram Priest. Desde então, continuamos nossa jornada cumprindo a missão de mantermos nossa postura Underground. Boa parte dos nossos cultuadores que
nos compreendem e nos acompanham desde aquela época (até mesmo muitos que são mais novos na cena) entenderam e aprovaram a nossa proposta. M.A.Z.: Em 2012, vocês lançaram o "Bonfim Moritvri Mortivis", que mantém a mesma sonoridade dos álbuns antigos, porém com uma qualidade de gravação mais limpa. Como os headbangers que acompanham a banda receberam o álbum? Morbid Lord Ron Seth: Conforme eu havia dito antes, a aprovação por parte daqueles que nos acompanham e prestigiam foi (e continua sendo) bem positiva. A qualidade da gravação estar mais limpa é uma consequência natural da evolução do trabalho dos técnicos de som e dos estúdios pelo qual passamos e deixarmos registrados nossa gravação. Hoje em dia, os estúdios estão munidos demais de recursos e fica a impressão de que é a banda que está limpando o som. M.A.Z.: Recentemente o Impurity fez grandes apresentações na América do Sul, incluindo alguns shows no Chile e uma apresentação no "Brazilian Ritual" (que se sagrou como um dos principais eventos da cena extrema em nosso país). Nesses eventos, vocês sentiram do público a mesma energia que sentiam desde os primeiros shows da banda? Como foi tocar ao lado de bandas como Archgoat, Grave Desecrator e Black Witchery? Morbid Lord Ron Seth: A energia emanada pela plateia sempre nos foi bastante favorável desde o princípio, porém em diferentes etapas ao longo de tantos anos (desde 1989), contudo, noto que o pessoal de hoje em dia está mais assíduo e incentivador. Esses shows que você mencionou acima realmente foram marcos históricos na nossa carreira, afinal a aceitação tanto no Brasil quanto no Chile foram provas cabais disso. Houve bandas com as quais tocamos que dispensaram parte do tempo deles no evento para assistirem nossa apresentação. Depois de tudo isso, nossa união com esse pessoal gringo se solidificou ainda mais, pois iremos fazer uma apresentação em Berlim, na Alemanha, em novembro deste ano e tornaremos a dividir o palco com o grande Black Witchery.
M.A.Z.: O Blasphemy tem uma grande influência sobre o Impurity, tanto no som quanto na caracterização. Com tanto tempo de estrada, o Impurity chegou a ter/tem alguma relação com eles? Morbid Lord Ron Seth: Sempre foram nossos grandes amigos e incentivadores desde quando o Impurity teve início, afinal em se tratando de influências, sempre os mencionamos em todas as entrevistas. Sobre a questão visual, estamos tentando ser o mais criativos que pudermos, afinal toda essa questão de uso de corpse paint e muitos apetrechos acabaram por se tornar um modismo, já que em nossa época fomos tachados de ridículos quando usávamos e hoje em dia, perdemos o ânimo de usarmos visual carregado demais porque virou um modismo que muito nos desgostou... M.A.Z.: O baterista Rodrigo Führer, presente na gravação do álbum "Bonfim Moritvri Mortivis" e nas últimas apresentações ao vivo, também foi membro ativo do Holocausto. Isso foi fator decisivo para que ele fosse chamado a tocar com o Impurity? Morbid Lord Ron Seth: Rodrigo Führer havia participado também de uma gravação que fizemos antes deste trabalho, que foi a regravação da nossa demo de 1989, registrada como faixa bônus para a edição do "The Lamb's Fury" que o selo Cogumelo lançou em CD e mais tarde em outra versão Die hard, e também a gravação do nosso trabalho "Impurity in the Blood", lançado pelo selo finlandês KVLT Records. A presença dele na banda aconteceu quando o mesmo estava saindo da sua antiga banda, o Holocausto, por motivo de força maior e, na ocasião, acabei por convidá-lo a integrar o line up do Impurity e ele aceitou. Contar com ele na banda foi ótimo, pois além de ser nosso amigo e companheiro de batalhas para manter a chama acesa no underground nacional, ele acrescentou muito ao nosso lado. M.A.Z.: Sobre a atual cena do Metal, mais especificamente Black Metal, onde tem havido um direcionamento cada vez mais comercial e com a imagem muitas vezes sendo colocada à frente do som, qual é a postura do Impurity, sendo uma banda que sempre manteve a ideia primordial do estilo? Morbid Lord Ron Seth: Sim, o que você disse agora confirmou o que eu havia dito antes, afinal quando estourou essa onda de Black Metal Norueguês, acabou trazendo uma consequência trágica para o underground, já que forçou muitas pessoas a seguirem um mesmo estilo em uma mesma época e aí então nasceu esse New Black Metal (como eu prefiro definir esse modismo todo). Nós não embarcamos nessa onda de Black Metal Norueguês e outras tendências de música contemporânea da moda, pois construímos um legado para a cena mundial e vamos mantê-lo a todo custo. Fazemos e queremos manter o autêntico Death/Black Mineiro dos anos 80, influenciados por bandas como Holocausto, Sarcófago, Mutilator, Chakal, o antigo Sepultura, dentre outras.
M.A.Z.: As letras do Impurity falam sobre satanismo,ocultismo, morte etc. De onde vem a inspiração para escreve-las? Morbid Lord Ron Seth: As inspirações para a criação de nossas composições partem desde a época em que começamos a trilhar os caminhos do Satanismo, articulado por Anton La Vey e também o tradicional Satanismo europeu da ONA, além do legado disseminado por To Mega Therion (a besta 666). No princípio, ter acesso a tais documentos era praticamente impossível aqui no Brasil, pelo fato de que a internet não havia surgido para tornar tudo isso acessível demais, até mesmo para esses pseudo ocultistas de facebook.
M.A.Z.: Os headbangers podem esperar algum lançamento e/ou tour do Impurity para 2014? Morbid Lord Ron Seth: Sim, inclusive já temos confirmados dois shows para o segundo semestre deste ano, sendo um em São Paulo com nossos amigos do Morbosidad, do México, e também a banda de um grande aliado nosso desde 89, o Azaradel, de Barbacena. Além deste evento, temos também o IV festival da Nuclear War Now, que acontecerá em Berlim, na Alemanha, no dia 7 de novembro, em que tocaremos com grandes ícones do Black/Death Metal mundial, como outros amigos com os quais já tocamos juntos: Black Witchery, além de Revenge, Conqueror, Noturnus, Varathron, dentre outros. Marquem uma presença, na medida do possível. Será uma honra tocar para aqueles que estão sempre a nos incentivar nessa jornada infernal!!!!! M.A.Z.: Agradecemos mais uma vez a colaboração. Alguma consideração final?
Morbid Lord Ron Seth: Sempre deixo registrado o encerramento das entrevistas agradecendo o apoio incondicional que os fãs, revistas e fanzines dispensam para conosco. Vocês são o combustível que mantém acesa a chama negra do pandemônio infernal que continuaremos a disseminar. Quanto ao seu artefato cognominado Metal Assault Zine, muita força para levá-lo adiante na trilha dos caminhos do underground. Hail Satan!!!!!!!
AGRADECIMENTOS Chris A. Foster: primeiramente gostaria de agradecer ao Neto Liberator, meu camarada, que pode me ajudar a concretizar a ideia deste fanzine, ideia qual levo desde os meus dezesseis anos. Agradecer aos meus irmãos do Butchercrow (Rafa, Thom, Sabão, Osmar, Neto) pelo apoio e cumplicidade que temos na realização de eventos de cunho underground em nossa cidade. Agradecer ao Enrique DxDxOx, que nos incentivou e nos apoiou desde o começo, fazendo parte também da edição deste zine. Agradecer ao meu camarada Ray (Witches Hammer), Valério (Holocausto), Rodrigo (Impurity e exHolocausto) que também direcionou a entrevista ao Ron (Impurity), Alexandre (MX), Fabio Jhasko (Klamor, Bode preto, ex-Sarcófago) pelas entrevistas concedidas, obrigado pela atenção. Dedico esta edição aos meus amigos do Death Soldier, Insollita, SWOC, Butchercrow (novamente), Master Goat, Diabolical Hate, The God of Carnage, DxDxOx, Japura Noise Project, Bestial War, Burning in Hate, Mutilator, Roberto Panoff, Augusto César, Felipe da RockStyle (grande amigo e incentivador da cena sul matogrossense), Eugene Vintras (Blackmass), meu cachorro RAMBO, Leandro Elpidio, Bruno Freitas e Lucas Antonio (mulekes gente fina), Cleisson Seriema (brother das loucuras!!!), Katon de Pena (Hirax), Jeff Duhn Mantas (M:pire Evil, ex-Venom), Tony Bray Abbadon (ex-Venom), Tony Dollan (M:pire Evil, Atomkraft, ex-Venom), Conrad Lant (Venom), Néder Ortiz, Alan Machado e Regina, Alexandre "empanado", Cleiton Araujo "Dudu Nobre", DR Mark (Sextrash), Luciano Siqueira (Sextrash), Daniel Médici (Sextrash), Manu Enriques (Uganga,
ex-Sarcófago), Victor(Whipstriker, Farscape, Diabolic Force), Vinicius (Whipstriker), Aron Romero (Power from Hell, Anarkhon), Igor (Em Ruínas), Devil Camisetas, Jtheodoro Discos, Raffo Uturrino (Headbangers Zine), Orleans Vinicius, Adeildo Nascimento, Fernando Nonath, Luiz Carlos Louzada (Vulcano), Milionário & José Rico, Ovelha, Paulo Guina entre outros tantos que apoiam as atividades da A.R.M cult. SEM TRETAS... Norberto L. Neto: agradeço ao Christian Andrew Foster pela parceria e por ter me confiado a ideia de pôr em prática um projeto que já era dele havia muito tempo; ao Enrique D.D.O. e sua esposa Luisa Helena, pois sem seu apoio este zine não seria possível agora; meus parceiros de Butchercrow e amigos de infância Rafael Chamos, Osmar V. Hanz, Thomas Ronald, Felipe "Sabão" Lourenço; George do antigo bar Holandês Voador, DCE da UFMS e Paulera Produções pelo espaço dado em shows, e a todos que já deram oportunidade à banda, seja com eventos ou divulgação de material; Impurity, MX, Witches Hammer, Holocausto e Fábio Jhasko pela atenção dispensada a nós; a todos os bangers com quem fiz amizade em Campo Grande/MS (sabem quem são); meus pais Carlos R. Liberator e Giselle Castro; aos que nos apoiam diretamente na correria em eventos A.R.M. Cult: Death Soldier, Diabolical Hate, S.W.O.C., Insollita, God of Carnage, Krusher, Chronos, Master Goat, Morpheu’z, Obscuro Ímpeto e os que estão por vir, Felipe da RockStyle, Vintras (Blackmass, ex-Opus Inferii), Orleans Vinícius, Adeildo Nascimento, Sérgio "Melão", Gregórius Kooche (parceiro em criação de HQ), Ravel G. Paes, Júnior Galo, Felipe Thales, Paulo Henrique, Thiago Negão (esse o diabo não leva), Neguinho, Wanderberg do Karatê, Tiago, Diego, Lennon e galera das bebedeiras/histórias, Gabriel Rodrigues (sem rumo na vida), Neder Ortiz (várias décadas lutando pelo underground),
Israel Della Bianca, Inseto Editora, Daniel Tito (saudações a todos os bangers da Bolívia!), Robert Crumb e toda galera da Zap Comix (referências nos quadrinhos mais pútridos), Erika e Jean, Sérgio Renan, galera de Dourados e Corumbá que nos apoia, Em Ruínas, Flagelador, Whipstriker, Lethal Soul, Jailson Mendes, Worthless e toda galera do Rio (Vitor, Yuri, Fábio "Berzeker"...), Kevin Menegazzo, Guilherme Borges (punk fedido de Goiânia), Gabriel Iarossi, Glauco Silva, entre outros que não me vêm à memória mas que apoiaram e de alguma forma contribuiram para este fanzine. Abraço!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CHRIS A. FOSTER
NORBERTO L. NETO
CONTATOS: Rua da Divisão 1087, Res. Village Parati casa 511 - CEP 79083650 – Jardim
Parati - Campo Grande/MS (67) 91252502 - (67) 92243671 cadaver_91@hotmail.com n.liberator.n@hotmail.com A.R.M. CULT - ENVIE MATERIAL DE SUA BANDA PARA QUE FAÇAMOS RESENHA. LINKS DE INTERNET NÃO SERÃO ACEITOS. MANDE MATERIAL FÍSICO, ALÉM DE UMA BREVE DESCRIÇÃO DA
HISTÓRIA, LINE-UP E TEMÁTICA.