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ESTAMPARIA, MODA, COMUNICAÇÃO VISUAL & TECNOLOGIA. Mariana d´Almeida y Piñon

É verdade que “o esboço de uma peça na ponta do lápis ainda é um ato que mexe emocionalmente com o ego de qualquer artista ou técnico”, lembra o escritor João Barcellos, mas também é verdade que “as tecnologias digitais (equipamentos informatizados e robotizados) não substituem a emoção artística do objeto produzido, entretanto, o grau de acerto e o grau quase zero de desperdício são fatores a se ter em conta quando artistas e técnicos desenvolvem os seus projetos através dos programas de computação” (idem). As ciências voltadas para a tecnologia, em meados do Séc. 20, geraram sistemas como Desenho Assistido por Computador [Computer Aided Design / CAD] e o Fabricação Assistida por Computador [Computer Aided Manufacturing / CAM] e, hoje, na segunda década do Séc. 21, o projeto e a fabricação de uma peça – roupa, calçado, janela, porta, avião, carro, barco, etc. –, que não seja personalizada artesanalmente, passa necessariamente pela tela de um computador e depois para as máquinas que executam o processo industrial.


Os processos atuais de prototipagem estão em sistemas integrados que produzem objetos esteticamente fidedignos ao padrão do projeto. Os ramos da Estamparia, da Moda e da Comunicação Visual granjearam uma mais valia tecnológica quando integraram em suas linhas de projetos e de produção os equipamentos digitais, o que permitiu operações artístico-industriais com alto nível de acabamento além de um custo-benefício otimizado. Papel, lápis e tesoura, hoje?... Sim, mas que se seja no plano digital. MAyP

Ilustrações: LECTRA


Objetos Promocionais o mercado

E aí, você compra um objeto como se fosse “um brindezinho” para ´aquecer´ um momento de vendas de produtos, ou para fazer lembrar o nome da sua empresa até o final do dia? Para quem se ´encaixa´ em tais características aqui vai um recado social e mercadológico: “Um objeto promocional é muito mais que um brinde que se deixa cair nas mãos de clientes ou de parceiros em meio a um cafezinho, seja num evento seja na própria empresa: a escolha de um objeto promocional deve obedecer critérios identitários (identidade corporativa) para sublimar a filosofia estabelecida pela empresa na sua atuação industrial e comercial, pois, a má escolha do ´brinde´ pode levar ao esquecimento da logomarca”, como disse João Barcellos [in “Atos Promocionais $ Mercado”, palestra; Sorocaba/SP, 2011]. Hoje, os Objetos Promocionais têm espaço mercadológico próprio e as empresas fabricantes vivem atentas a conceitos e tendências socioculturais e turísticas.


Diretamente relacionadas ou departamentos, as fabricantes de Objetos Promocionais faturam mais de R$5 bilhões por ano, e as nacionais (em torno de 4000 unidades e cerca de 90 mil funcionários) enfrentam a concorrência internacional, porque o Brasil inventa e aplica impostos que corroem a atividade industrial a partir do microempresariado. Mas são estas empresas que fabricam aquele ´brinde´ que faz circular durante muito tempo uma identidade corporativa, social, política, desportiva ou cultural, e têm que oferecer produtos de alta qualidade técnica e funcionalidade para sobressaírem entre os tentadores objetos importados... têm de mostrar que são boas e eficientes, pois, a caneta tem que escrever, o estojo de escritório deve ser impecável, o isqueiro tem que dar chama, a camiseta não pode desbotar na primeira lavagem, o pendrive tem gravar, a sacola tem que ser biodegradável e o guardachuva tem que abrir, e etc.! Ainda se vê, é verdade, pessoas que compram qualquer treco, mas cada vez mais pessoas não mandam gravar o nome próprio ou o da empresa num objeto qualquer: o objeto deve estar social e/ou mercadologicamente relacionado. Também por isso, o mercado de Objetos Promocionais teve um salto tecnologicamente qualitativo. É um mercado que faz outros mercados se comunicarem visualmente, então, é agora uma espécie de termômetro mercantil. E você, já escolheu o objeto que melhor promove o seu estilo ou a sua empresa? Maria C. Arruda


Coluna TECNOLOGIA