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O pai de Tommy Frazer se casou pela segunda vez: agora o menino tem uma nova mãe e precisa ir para outra escola, chamada Bell Valley. Tommy gosta de ir à aula, mas é muito difícil para ele fazer amigos. Além disso, a escola é muito grande. Não é à toa que Tommy, sozinho e desorientado, se perde em um vasto labirinto de salas de aula vazias. Logo ele começa a ouvir gritos estranhos. São as vozes de alguns meninos que pedem ajuda do outro lado do muro...
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RL Stine
a escola assombrada Pesadelos - 57 ePub r1.0 javinintendero 29.05.14
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Título original: Goosebumps #59: The Haunted School RL Sine, 1997 Tradução: Gemma Salvá
Editor digital: javinintendero ePub base r1.1
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Uma mão invisível me empurrou e me puxou da escada dobrável que eu havia subido. — Aaaai! Eu gritei, caindo de costas no chão do ginásio. Minha cabeça bateu contra as tábuas.
madeira com um estrondo alto!
Sentei-me lentamente, piscando várias vezes para superar meu choque. Então eu me levantei em meus cotovelos e assisti como Ben Jackson
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sorriu.
Thalia Halpert-Rodis jogou o batom na bolsa e veio correndo em minha direção.
-Tommy, você está bem? -me pergunto. "Sim, muito bem", eu resmunguei. Eu
estava apenas verificando a dureza do solo. "Certamente não é tão difícil quanto sua cabeça!" Ben zombou. Você será multado por rachar o chão do ginásio! Ele soltou uma risada. "Ha ha," Thalia respondeu, revirando os olhos. Então ela olhou para ele com uma cara de nojo, então se virou para mim. Não ligue para ele, Tommy.
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Ben é tão gracioso quanto um pombo morto. — Para mim, pombos mortos Parecem divertidos — insistiu Ben. Thalia revirou os olhos novamente. Então ele estendeu a mão para mim e me ajudou a levantar. Eu me senti tão envergonhado que teria corrido para me esconder embaixo das arquibancadas. Por que estou sendo tão desajeitado?
Nenhuma mão invisível havia me empurrado. Eu simplesmente caí, que é o que sempre acontece comigo quando estou em uma escada. Alguns nascem com uma estrela; mim,
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em vez disso, eu nasci quebrado. Ele não queria parecer um idiota na frente de Thalia e Ben. Afinal, ele acabara de conhecê-los e queria causar uma boa impressão neles. Por isso me inscrevi na oficina de dança e decoração de festas. Eu queria conhecer outros meninos e meninas. É tão difícil fazer amigos quando se chega a uma nova escola!
Mas é melhor você começar do começo. Meu nome é Tommy Frazer e tenho doze anos. Neste outono, antes do início das aulas, meu pai se casou novamente e nos mudamos para Bell Valley.
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Tivemos que nos mover tão rápido que mal tive a chance de me despedir dos meus amigos. Em um piscar de olhos eu me tornei o novo aluno do Bell Valley College. Eu não conhecia ninguém, mal conhecia minha nova mãe! Você pode se imaginar de repente com uma nova escola, uma nova casa e uma nova mãe? Os primeiros dias no Bell Valley College foram difíceis. Não que as outras crianças fossem hostis, mas todas elas tinham seus velhos amigos. Eu não sou muito tímido, mas
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Honestamente, foi muito assustador para mim ir até alguém e dizer: "Oi, você quer ser meu amigo?" Durante a primeira semana me senti muito sozinha. Mas nesta segunda-feira de manhã, a Sra. Borden, a diretora, veio à nossa classe e perguntou se algum dos alunos queria se inscrever na oficina de dança e decoração de festas. Eu precisava de alguém para decorar o ginásio. Fui o primeiro a levantar a mão. Eu sabia que seria uma boa maneira de fazer amigos. Então, dois dias depois lá estava ele, no ginásio, fazendo novas
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amigos depois da aula. E qual é a primeira coisa que me ocorre fazer? Cair na minha cabeça como um idiota. "Você não acha que deveria ir para a enfermaria?" ela perguntou, me Thalia, observando atentamente. "Não, meus olhos sempre rolam assim," eu murmurei. Pelo menos ele não tinha perdido o senso de humor. "A enfermeira foi embora de qualquer maneira", acrescentou Ben com um sorriso. olhar para o relógio. É tarde. Nós somos provavelmente os únicos ao redor o edifício. "Vamos voltar ao trabalho", sugeriu minha nova amiga, recostando-se
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cabelo loiro Thalia tirou o batom que tinha guardado na bolsa e aplicou uma camada grossa de batom, mesmo sendo bem vermelho. Depois, ela retocou as bochechas com algum tipo de pó laranja. Ben balançou a cabeça de um lado para o outro.
outro, mas não comentou. Ontem, ouvi alguns colegas tirando sarro de Thalia por usar maquiagem. Disseram que ela era a única menina da classe que se maquiava todos os dias. Eles foram bastante cruéis com ela. Uma garota disse: "Thalia pensa que está pintando uma obra de arte".
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Outro acrescentou: "Thalia não pôde ir à aula de ginástica porque estava esperando o rosto secar". E, finalmente, um cara comentou: "Aposto que o rosto dele está quebrado, é por isso que ele está sempre acertando!" Todo mundo estava rindo alto, mas Thalia não parecia se importar com as piadas ou provocações. Acho que você já está acostumado com isso. Esta manhã, antes de entrar, ouvi dizer que algumas crianças diziam que Thalia era uma exibicionista. Que se achava modelo e
por isso estava sempre se olhando no espelho Não me parece presunçoso.
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Ela é muito simpática, e a verdade é que ela é muito bonita. Não sei por que ela acha que precisa de maquiagem. Thalia e Ben são muito parecidos. Eles poderiam ser irmãos, mas não são. Eles são altos e magros, com olhos azuis e cabelos loiros encaracolados. Sou baixinha e gordinha, e tenho cabelo preto rebelde que parece feito de palha. Não há ninguém que possa com ele. Por mais que eu passe horas e horas penteando, sempre acaba ficando do jeito que ele quer. Minha nova mãe diz que quando eu perder a gordura do meu bebê vou ficar muito bonito. Não soou como um
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elogio. De qualquer forma, Thalia, Ben e eu decidimos pintar alguns banners grandes para pendurar na parede do ginásio. Thalia e eu estávamos trabalhando em um que dizia FESTA ROCK EM BELLVALLEY! Ben começou a pintar uma placa que dizia: DANCE ATÉ VOCÊ VÔMITA! Mas nesse momento a Sra. Borden veio até a porta e disse que era melhor ela pensar em outra frase. Ben, depois de algumas lamentações e grunhidos, pintou uma nova placa que dizia: TODOS BEM-VINDOS!
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"Oi Ben! Onde está a tinta vermelha? Thalia perguntou. -O que? Ben estava de quatro no chão, pintando o B de BEM-VINDO com um pincel grosso. Thalia e eu também estávamos no chão, pintando o contorno de nossas letras de preto. Meu amigo se levantou e olhou para Ben. Você não baixou nenhum barco? Tinta vermelha? Só vejo tinta preta. "Eu pensei que você estava no comando disso", respondeu ele, apontando para algumas latas de tinta empilhadas sob a rede de basquete. Gesso?
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"Eles são de tinta preta", respondeu ele. Thalia. Eu lhe disse para derrubar algumas latas de tinta vermelha, lembra? Eu quero preencher as letras em vermelho. Você já sabe que preto e vermelho são as cores da escola. "Uau," Ben murmurou. Bem, eu não vou procurá-la, linda. A sala de estar fica no terceiro andar. "Eu vou", apressei-me a exclamar, talvez com muito entusiasmo. Ambos olharam para mim sem piscar. "Bem, quero dizer, não me importo de ir", acrescentei. Vai me fazer bem fazer um pouco de exercício. "Você deu um bom golpe no
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cabeça, certo? Ben brincou. "Você se lembra onde é a aula de desenho?" Thalia perguntou. Eu coloquei a escova para baixo.
-Sim, acho que sim. Você tem que subir as escadas dos fundos, certo? Thalia assentiu, seu cabelo dourado encaracolado balançando no ar. -Exatamente. Você vai até o andar de cima. Depois, siga em frente até chegar ao final do corredor e depois vire à direita. Então você vira novamente à direita e, na parte inferior, encontra a aula de desenho. "Perfeito", eu respondi, e saí.
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correndo em direção às portas duplas do ginásio. "Traga pelo menos dois barcos!" Thalia gritou atrás de mim. E alguns pincéis limpos. "E uma coca para mim!" Ben gritou, rindo. Pequeno brincalhão. Comecei a correr a toda velocidade na direção da saída. Eu realmente não sei por que eu fiz isso. Acho que ele queria impressionar Thalia. Dei de ombros, saí do ginásio e dei de cara com uma garota parada no meio do saguão. -Ei! a garota exclamou, surpresa, enquanto nós dois saímos
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cabeça para o chão.
Caí em cima dela enquanto soltava um rosnado. Houve um estalo alto! quando sua cabeça atingiu a superfície de concreto. Levamos tanto susto que ficamos imóveis por alguns instantes. Então eu me levantei. "Desculpe," eu consegui gaguejar, e estendi minha mão para ajudá-la a se levantar. Mas ela o empurrou bruscamente e ficou de pé sozinha. Percebi que ele era uma cabeça mais
alto do que eu e tinha ombros muito largos e aparência atarracada. me lembrou um desse mulheres de luta livre que saem para o
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cheio.
Seu cabelo, quase louro branco, caía sobre seu rosto. Ela estava toda vestida preto e me encarando com olhos cinza de aço que deram arrepios. "Eu realmente sinto muito," eu repeti, dando um passo para trás e ainda olhando para ela. Ela deu um passo em minha direção. Então outro. Seus intensos olhos cinzas me prenderam na parede. Ele franziu a testa e continuou andando em minha direção. "O que... o que você vai fazer agora?" eu murmurei.
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Apertei-me contra a parede e repeti: "O que você vai fazer agora?"
"Eu vou para casa... se você me deixar!" Ele respondeu entre grunhidos. Ele se virou e foi embora, cerrando os punhos. "E eu te disse que sinto muito", eu gritei atrás dela, mas a garota desapareceu escada abaixo sem sequer se virar.
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Eu não conseguia tirar seus estranhos olhos cinzas da minha cabeça. Calculei quanto tempo levaria para ele sair do prédio, então comecei a subir as escadas.
Chegar ao terceiro andar foi uma excursão e tanto. Minhas pernas ainda estavam tremendo um pouco depois do meu encontro com aquela garota estranha. E, além disso, era um pouco assustador ser a única coisa viva lá em cima.
Meus sapatos estalaram contra os degraus duros e o som ecoou alto pela escada deserta. Corredores se estendiam diante de mim como longos túneis escuros.
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Quando cheguei ao patamar do terceiro andar, eu estava sem fôlego. Caminhei pelo corredor, cantarolando. Minha voz soou oca no corredor deserto e ecoou contra a longa fileira de armários cinza. Parei de cantarolar assim que virei à direita. Passei por uma sala de professores deserta, um laboratório de informática e várias salas de aula que pareciam vazias.
Quando virei à direita novamente, me encontrei em um corredor estreito com um piso de madeira que rangia e gemia sob meus pés. Parei na frente de uma sala de aula no final
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do corredor. Uma pequena placa manuscrita ao lado da porta dizia: SALA DE ESTAR. Agarrei a maçaneta. Eu estava prestes a puxá-lo para fora quando notei vozes vindo de dentro. Surpreso, agarrei a maçaneta com força e escutei. Um menino e uma menina estavam falando em voz baixa e eu não conseguia entender o que eles estavam dizendo. Eu parecia estar ouvindo Thalia e Ben.
O que eles estão fazendo aqui? Eu me perguntei, por que eles me seguiram? Como eles poderiam ter chegado antes de mim? Abri a porta e entrei.
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"Ok pessoal... exclamei. O que está acontecendo aqui?
Eu fiquei sem palavras. A sala de aula estava vazia. -Ei! Eu gritei. você está aqui? Não houve resposta. Olhei ao redor do quarto espaçoso. Os raios dourados da tarde filtravam-se pelas janelas. As longas mesas de desenho estavam limpas e vazias. Panelas de barro estavam secando no parapeito da janela. Da luz do teto pendia um móbile feito de cabides de arame e latas de sopa. Que estranho, pensei, balançando a cabeça.
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cabeça-. Tenho certeza que alguém estava falando aqui. Será que Thalia e Ben estão brincando comigo? Eles poderiam estar escondidos por aqui? Corri para o grande armário que continha os materiais de desenho e abri a porta. "Te peguei!" Eu gritei. Mas, não, não havia ninguém lá. Olhei para o armário escuro vazio com espanto. "Eu estou ficando louco?" Talvez a queda da escada Foi pior do que eu pensava! Estendi a mão e puxei um
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fio para acender a luz do armário. À direita e à esquerda havia prateleiras abastecidas com materiais de arte. Eu vi as latas de tinta vermelha que precisávamos, quando de repente ouvi uma garota rir. Então um menino acrescentou algo. Ele parecia nervoso. Ele falou muito rápido e eu não conseguia entender uma única palavra. Eu me virei, mas a sala de estar estava vazia. -Venha! Onde você está? Eu gritei. As vozes deixaram de ser ouvidas.
Peguei uma lata de tinta da prateleira e a coloquei debaixo do braço. Depois, peguei um segundo frasco com a outra mão.
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-Ei! exclamei quando ouvi as vozes novamente. Isso não é nada engraçado", eu gritei. Onde você esteve? Silêncio novamente. Eles devem estar na próxima aula, pensei. Afastei-me do armário e coloquei as latas de tinta na mesa do professor. Então eu rastejei pelo corredor e parei na porta mais próxima. Quando espiei, descobri Era uma espécie de armazém. Junto a uma parede estavam empilhadas várias caixas nas quais se destacava a palavra FRÁGIL.
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Não havia ninguém lá.
Olhei para a sala do outro lado do corredor. Também estava vazio. No caminho de volta para a sala de visitas, ouvi as vozes novamente. Menina ele estava gritando, e o menino também. Eles pareciam estar pedindo ajuda, mas por algum motivo suas vozes soavam abafadas e distantes. Meu coração começou a bater mais rápido e imediatamente percebi que minha garganta estava seca. "Quem está fazendo essa brincadeira comigo? Eu me perguntei, todo mundo foi para casa. o prédio é deserto. Então quem está aqui? E
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Por que não consigo encontrar ninguém? "OK?" Thalia? Eu gritei. Minha voz ecoou
contra a longa fila de armários. você está aqui? Fique quieto.
Respirei fundo e voltei para a sala de estar. "Não vou dar atenção a eles", pensei. Fui buscar as duas latas de tinta e saí da aula. Eu dei uma olhada em ambos os lados do corredor, caso Thalia e Ben aparecessem. Uma sombra espiou por uma porta aberta. Eu estava petrificada e meus olhos estavam bem abertos. "Quem... quem está aí?" Eu gritei.
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Um homem apareceu da porta, vindo de trás e puxando um grande aspirador de pó. Ele vestia um uniforme cinza e segurava entre os dentes a guimba de um cigarro apagado. Era o zelador. Suspirei de alívio e subi as escadas. acho que não foi o suficiente não dê.
As escadas curvadas no meio caminho. Comecei a abaixá-los, mas
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Parei quando cheguei a um grande quadro de avisos na parede. Dei uma olhada no horário escolar, um calendário e uma lista de achados e perdidos. "Uau! Bem, eu tenho feito bem! Acho que é a primeira vez que venho aqui", disse a mim mesmo. Eu me virei e olhei para as escadas. "Será que eu peguei o caminho errado? Essas escadas levam ao ginásio? Só havia uma maneira de descobrir. Agarrei as latas de tinta com força, me virei e continuei descendo.
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Para minha surpresa, descobri que as escadas terminavam no segundo andar. Olhei para um longo corredor, esperando descobrir outras escadas que me levassem ao porão; isto é, para o ginásio. Mas tudo o que eu podia ver eram as portas fechadas das salas de aula e longas filas de armários. As latas de tinta estavam ficando pesadas e meus ombros doíam. Deixei os barcos no chão por alguns instantes e aproveitei para esticar os braços antes de retomar a marcha. Meus passos ecoaram alto no corredor deserto. Cada vez que eu passava
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na frente de uma sala de aula ele olhou para dentro de si mesmo.
-Ahh! Um esqueleto estava sorrindo para mim de um dos portas. Isso me assustou até a morte, mas eu rapidamente me acalmei. Deve ser um laboratório de ciências murmúrio. Eu pensei ter visto um gatinho preto se esgueirando no fundo de um das fileiras de armários. Parei e olhei para ele com os olhos semicerrados. Não. Não era um gato, mas uma balaclava preta que alguém havia deixado para trás. "O que diabos está errado com você, Tommy?" exclamei em voz alta.
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Eu nunca pensei em como uma escola pode ser assustadora quando todos saem, especialmente se for uma escola nova para você. No final do corredor, encontrei outro corredor, comprido e vazio também, mas sem vestígios de escadas.
Ben e Thalia devem estar se perguntando o que aconteceu comigo, pensei. Eles vão pensar que estou perd Bem, na verdade, estou perdido!" Passei por uma vitrine de troféus esportivos reluzentes. No topo, uma flâmula
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vermelho e preto proclamaram: VENHA, BISON. Esse é o nome da nossa equipe: os Bell Valley Bisons. Mas não são bisões grande e lento? E eles não estão praticamente extintos? Que nome bobo para uma equipe! Continuei pelo corredor, ainda pensando, tentando pensar em um nome mais adequado para nossa equipe: os hipopótamos de Bell Valley, os Javalis de Bell Valley, os búfalos de Bell Valley... Este último me fez rir, mas meu rosto mudou de repente. quando percebi que havia
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chegou ao fim do corredor e que não levava a lugar nenhum. -Ei! exclamei, inspecionando
Enquanto
as portas fechadas. Não deveria haver algumas escadas ou algum tipo de saída por aqui? Achei ter visto uma abertura estreita na parede, mas estava tapada com tábuas velhas de madeira podre que cobriam toda a entrada. "Não sei por que me ocorreu dizer que iria buscar a pintura", lamentei. Esta escola é muito grande e eu não a conheço bem. Tenho certeza que Thalia e Ben estão cansados de esperar. Eu olhei para baixo o longo
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corredor. Em uma das paredes descobri duas portas, uma ao lado da outra. Não tinham sinal e não davam a impressão de se comunicar com nenhuma classe. Resolvi tentar a sorte com um. Inclineime para frente e a empurrei com o ombro. Eu cambaleei em uma sala enorme e mal iluminada. -Caramba! Onde estou? Uma voz aguda saiu de mim. Apertei os olhos para deixar meus olhos se ajustarem à luz fraca. Então descobri um grupo de meninos que me devoravam com os olhos.
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Os meninos me olharam
tão rígidos, tão imóveis... que pareciam estátuas. Claro! Eram estátuas! estátuas de meninos! Haveria pelo menos vinte. Eles tinham uma aparência antiquada e suas roupas eram muito estranhas, como as que você vê em filmes antigos. Os meninos usavam jaquetas esportivas e gravatas muito largas. As meninas usavam jaqu
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com ombreiras muito grandes e saias que chegavam aos tornozelos. Coloquei as latas de tinta no chão e cautelosamente entrei na sala. As estátuas pareciam tão reais e cheias de vida quanto os manequins que você vê nas lojas de departamento. Seus olhos de vidro brilharam, e não havia sorriso em seus lábios vermelhos. Que rostos sérios! Aproximei-me de uma estátua de um menino e toquei a manga de sua jaqueta. Não era pedra esculpida ou gesso. Era pano de verdade. Mas estava tão escuro lá
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Eu quase não vi nada. Enfiei a mão no bolso da calça e tirei um isqueiro de plástico vermelho. Sim Sim. Já sei. Eu sei que não deveria carregar um isqueiro. E eu não lev
nenhuma, se meu avô não me tivesse dado algumas semanas antes de sua morte. Desde então, sempre o carrego comigo como um amuleto. Então acendi o isqueiro e segurei a chama perto do rosto do menino. A pele era tão real que tinha até espinhas em uma bochecha e uma cicatriz embaixo do queixo. Apaguei o isqueiro e o coloquei de volta no bolso. Então ele
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Eu toquei o rosto. Era muito macio e frio; fora esculpida ou moldada com uma espécie de gesso. Esfregando um de seus olhos, notei que era de plástico ou vidro. Quando eu puxei seu cabelo castanho escuro, começou a deslizar para trás: era uma peruca. Ao lado havia uma estátua de uma garota alta e magra, vestida com um suéter preto e uma saia longa e estreita que chegava aos tornozelos. Olhei em seus olhos, escuros e brilhantes. Tive a sensação de que ele estava olhando para mim. E ele parecia tão triste, tão extremamente triste. Por que nenhuma daquelas estátuas tinha um sorriso nos lábios?
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Apertei a mão da garota. Era feito de gesso e era frio ao toque. "Por que essas estátuas estão aqui? -Perguntei-me-. Quem os teria colocado nesta sala escondida? É algum tipo de trabalho artístico?» Dando alguns passos para trás, descobri uma placa gravada acima da porta. Meus olhos caíram rapidamente nas letras grandes: CLASSE DE 1947
Eu não conseguia desviar o olhar. Eu li novamente. Depois voltei a contemplar a sala cheia de estátuas. e um deles
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ele perguntou: "O que você está fazendo aqui?"
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-O que, o que? Eu exclamei com a voz quebrada. "O que você está fazendo aqui, jovem?" a voz repetiu. Pisquei com força e me virei. Sra. Borden, a diretora do escola, apareceu na porta. “Você... você não é uma estátua! Eu soltei. A Sra. Borden, segurando uma pasta no peito, apressou-se a
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entrar na sala. "Não, eu não sou uma estátua", ela respondeu muito séria.
Ele olhou para as duas latas de tinta que eu tinha deixado no chão, então se moveu para ficar ao meu lado, me observando cuidadosamente. A Sra. Borden é muito baixa, apenas alguns centímetros mais alta que eu. Ela é um pouco gordinha, tem cabelo preto encaracolado e um rosto redondo e rosa. Ele sempre parece estar corando. Alguns caras dizem que ela é muito legal. Eu só a conheci brevemente no início do curso. Aquela manhã,
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A Sra. Borden estava muito brava porque alguns cachorros tinham entrado no pátio da escola e estavam assustando os pequeninos. E, claro, ele não teve tempo de falar comigo.
"Tommy, eu acho que você está perdido," ele disse baixinho, ele estava tão perto de mim que eu podia sentir o cheiro de menta em seu hálito. Assenti e murmurei: “Sim, acho que sim.
"Onde você quer ir?" ele me perguntou, ainda segurando a pasta contra o peito.
-Para a Academia. Finalmente ele sorriu.
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— O ginásio fica muito longe daqui, esta é a entrada da velha escola. A academia fica no prédio novo, bem do outro lado”, explicou, apontando com a pasta. eu peguei as escadas erradas eu esclareci. Ele veio da sala de estar e... -Ah claro! Você é da oficina de decoração,” ele exclamou, não me deixando terminar. Venha, eu vou te dizer como chegar ao ginásio. Virei-me para olhar as estátuas. Eles ainda estavam lá, imóveis e silenciosos. Eles pareciam ouvir secretamente nossa conversa. "Para que serve este quarto?" -Eu queria
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saber.
A Sra. Borden colocou a mão no meu ombro e começou a me levar em direção à porta. "É uma sala privada", ele respondeu. suavemente. "Mas para que serve?" Eu repeti. Quero dizer... todas aquelas estátuas. Quem são aqueles caras? Eles são meninos de verdade ou algo assim? A Sra. Borden não respondeu. Senti sua mão apertar meu ombro enquanto ele continuava a me levar para fora da porta. Parei para pegar as latas de tinta. Quando voltei a olhar para o
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diretora, notei que havia uma nova expressão em seu rosto. "Esta sala é muito triste, Tommy", confessou, quase sussurrando. Esses meninos foram os primeiros alunos da escola. "Durante o curso de 1947?" Eu perguntei, olhando para a placa na porta. A diretora assentiu. -Sim. Cerca de meio século atrás, a escola tinha vinte e cinco alunos. E, um dia... um dia todos eles desapareceram de uma vez. -O que? "Eu fiquei muito surpreso. que deixei cair as latas de tinta.
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"Eles se foram, Tommy", a Sra. Borden continuou, virando-se para olhar as estátuas. Eles desapareceram sem deixar vestígios. Estavam todos na escola e de repente, como por mágica, desapareceram para sempre. Ninguém nunca mais os viu. "Mas... mas..." eu murmurei. Eu não sabia o que dizer. Como eles poderiam ter desaparecido vinte e cinco alunos? A Sra. Borden suspirou, então acrescentou calmamente: "Foi uma verdadeira tragédia." E um grande mistério. Para seus pais... para seus
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Pobres pais... — Sua voz ficou presa na garganta. Ele respirou fundo e continuou: “Seus pobres pais ficaram com o coração partido. Eles decidiram fechar a escola para sempre e a fecharam. Assim, a cidade construiu uma nova escola ao lado da primeira. E desde aquele dia terrível, ninguém pôs os pés no antigo prédio. "E essas estátuas?" "Eles foram feitos por um artista daqui", disse a sra. Borden, "usando uma foto de todos os alunos como modelo". Era uma maneira de prestar homenagem aos meninos desaparecidos.
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Olhei atentamente para a sala cheia de esculturais; estátuas desaparecidas. a partir de
estudantes
"Que estranho", eu murmurei. Peguei as latas de tinta. A Sra. Borden abriu a porta. "Eu não tinha intenção de vir aqui. -me desculpe-. Não sabia que… -Quieto. Não há nada de errado", esclareceu. —. Este edifício é enorme e muito desconcertante.
Saí para o corredor enquanto ela gentilmente fechava a porta atrás de nós.
"Siga-me", ele me instruiu, enquanto começava a andar como um soldado com o
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pasta na mão. Seus saltos altos bateram contra a superfície dura. Apesar de sua baixa estatura, a Sra. Borden andava muito rápido, e era muito difícil para mim acompanhá-la com uma lata de tinta em cada mão. "Como vão as coisas, Tommy?" -me pergunto-. Bem, além de perdê-lo de vez em quando, é claro. "Tudo bem", eu respondi. Todos são fantásticos. Viramos uma esquina. Tive de acelerar o passo para não perder de vista o diretor. Então nos viramos e
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saímos para um novo corredor, muito mais iluminado. Os azulejos das paredes eram de um amarelo brilhante, e o piso de linóleo brilhava. "Bem, aqui estamos", anunciou a Sra. Borden. Desça essas escadas e você se encontrará na academia", acrescentou, indicando o caminho com a mão. Então ele sorriu. Agradeci e fugi. Eu estava impaciente para chegar ao ginásio. Eu esperava que Thalia e Ben não estivessem muito bravos comigo por demorar tanto. Eu estava morrendo de vontade de fazer perguntas sobre o curso
de 1947. Eu queria que eles me dissessem
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eles sabiam sobre os alunos? ausência de. Ainda segurando as latas de tinta, subi os dois lances de escada até o porão. Tudo me era familiar novamente.
Passei correndo pela sala de jantar e cheguei ao final do corredor. Abri com o ombro as portas duplas do ginásio e corri para dentro. -Ei! Já estou aqui! Eu gritei. Eu já… Minha voz quebrou. Thalia e Ben estavam deitados de bruços no chão do ginásio.
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—¡Oh, horrorizado.
nãooooooo!
—Gemi,
As latas de tinta caíram das minhas mãos e caíram no chão. Um deles veio enrolando me e esbarrei nele enquanto corria em direção aos meus novos amigos. -Tália! Boa! Eu gritei. Ambos começaram a rir. Então eles levantaram a cabeça do chão e dedicaram um
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sorriso largo. Ben abriu a boca para dar um longo e falso bocejo. "Você demorou tanto que finalmente adormecemos!" Thalia declarou. Eles riram novamente e bateram palmas em sinal. de vitória. Então eles se levantaram, e Thalia disparou em busca de
da sua bolsa. Ela tirou seu pequeno tubo de metal e o passou sobre os lábios para se dar outra camada grossa de batom. Ben, ainda rindo, estreitou os olhos para mim e disse: "Você se perdeu, certo?" Eu balancei a cabeça alegremente
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infeliz e murmurou: "Bem, sim." E que? "Eu ganhei a aposta!" —explodiu Ben, louco de alegria. Ele estendeu a mão para Thalia e acrescentou: "Uma promessa é uma dívida!" "Droga!" Você é incrível! Exclamou ele. Você apostou para ver se eu perdi? "Bem, nós estávamos realmente entediados," Thalia confessou, entregando um dólar a Ben. Colocando o dinheiro no bolso da calça, Ben olhou para o grande relógio no placar e gritou:
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-Olá! Vou me atrasar! Prometi ao meu irmão que estaria em casa antes das cinco. -Ele saiu correndo na direção das arquibancadas para recolher a mochila e a jaqueta. "Ei, espere!" exclamei. Eu queria te contar o que eu vi lá em cima. Algo muito estranho aconteceu e... "Conte-me sobre isso mais tarde", disse Ben, vestindo sua jaqueta e trotando para as portas duplas do ginásio. "E a tinta vermelha?" protestei. "Vou beber amanhã", brincou, e desapareceu.
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Eu encarei como uma idiota vendo as portas se fecharem, e então me virei para Thalia. "Às vezes ele é um menino maravilhoso", explicou ela. Bem, quero dizer, às vezes isso me faz rir. — Sim, e — rato. Peguei as latas de tinta vermelha e as coloquei ao lado de nossos banners no chão. “Me desculpe por ter demorado tanto,” eu disse para Thalia, “mas a coisa é...”
Thalia estava colocando sombra. "Você viu alguma coisa estranha lá em
cima?" Ele perguntou, olhando para mim por cim
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pequeno espelho redondo que ela segurava na frente dela. "Bem, primeiro, quando eu estava correndo para fora da academia, esbarrei em uma garota muito estranha e a derrubei no chão", expliquei.
Thalia estreitou os olhos para mim.
-Quem era? "Eu não sei como se chama", eu disse. Ela é mais velha... e muito mais alta do que eu. E parece muito forte. Além disso, ele tem olhos cinzas o mar de estranhos e... "Greta?" Você se deparou com Greta? -Ele queria saber. "É chamado assim?"
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"Ela estava toda vestida de preto?" Greta está sempre vestida de preto", destacou. Thalia. -Sim, exato. Eu a derrubei no chão, e então, eu vou, e caio em cima dela. Um pouco de vergonha, certo? “Tenha cuidado com ela, Tommy,” Thalia me avisou. Greta é a coisa mais estranha”, acrescentou, e então começou a enrolar sua bandeira. E o que aconteceu com você lá em cima? "Eu ouvi alguma coisa", eu disse. Quando cheguei ao salão pensei ter ouvido um murmúrio de vozes, como de meninos, mas quando entrei não havia ninguém. -O que! ele exclamou
Thalia
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de boca aberta. Então, você já os ouviu? -engasgando.
Eu balancei a cabeça. -A sério? -Sim, claro. Quem são? - Eu perguntei por-. Eu estava procurando por eles em todos os lugares. Ele os ouvia, mas não podia vê-los. E então, Sra. Borden... Fiquei em silêncio quando notei que meu amigo estava com os olhos marejados. "Thalia, o que há de errado com você?" -Eu perguntei por.
Não respondeu. Ele se virou e correu para fora do ginásio.
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Depois de alguns dias, Thalia brigou com Greta. Foi um milagre que eles não acabassem com um tapa limpo. Era quinta-feira à tarde, o Sr. Devine, nosso professor, recebeu uma mensagem da administração. Ele leu a nota várias vezes, em silêncio, mas seus lábios nunca pararam de se mover. Então, murmurando para si mesmo, ele saiu da aula. Não demorou muito para a hora da partida. Acho que estávamos todos
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até o chapéu de estar na escola e não aguentamos mais um minuto. Assim que o Sr. Devine desapareceu, a aula explodiu. Todos pularam e correram pela classe e fizeram mil e uma travessuras. Um menino pegou um boombox que ele havia escondido debaixo da mesa e ligou a música no volume máximo. No fundo da sala, algumas garotas riam como loucas, balançando a cabeça e batendo nas mesas. Eu, como sou novo na classe, estava sentado na última fila. Ben não estava. acho que tinha ido para
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dentista ou algo assim. Então, como eu ainda não conhecia ninguém, fiquei meio fora da diversão. Ainda assim, coloquei uma cara de bravo no mau tempo e fingi ter um grande momento. Mas a verdade é que me senti tremendamente sozinho e muito desconfortável. No fundo, ela secretamente esperou o retorno do Sr. Devine para que tudo voltasse ao norma Olhei pela janela por um momento. Era um dia de outono. O céu estava nublado. Fortes rajadas de vento giravam em torno das folhas laranjaavermelhadas das árvores, depois as jogavam no ar e as deixavam
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flutuando pelo pátio da escola. Fiquei observando-os por um tempo. Então olhei ao redor da sala e meus olhos caíram em Thalia. Meu amigo estava na primeira fila, completamente alheio aos jogos, às piadas e às risadas. Ela segurou seu pequeno espelho redondo na frente dela para colocar o batom novamente. Acenei para ele para chamar sua atenção. Ele queria saber se então iríamos
para a academia para continuar trabalhando nos banners. Liguei para ela várias vezes, mas com todo o barulho ela não conseguia me ouvir, e continuou a se concentrar em seu pequeno espelho, sem se virar.
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Eu estava prestes a me levantar para ir até ela quando notei Greta inclinada sobre a mesa de Thalia e pegando seu batom. Greta riu e disse algo para Thalia enquanto segurava o pequeno tubo de metal fora de seu alcance. Thalia, soltando um grito de raiva, tentou tirá-lo, mas não foi rápida o suficiente. Os olhos prateados de Greta brilharam de excitação. Ele riu e jogou a barra para um dos meninos do outro lado da classe. -Me dê isto! Thalia gritou, pulando. tinha os olhos
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rosto furioso e pálido. Venha! Me dê isto! Dê para mim, agora!
Thalia, num acesso de raiva, pulou a fileira de carteiras e tentou agarrar o menino, mas ele riu e, evitando-a, jogou o lápis em Greta. O tubo de metal atingiu uma mesa e ricocheteou no chão. Thalia correu atrás dele, freneticamente tentando agarrá-lo com as duas mãos. Quando cheguei à frente da turma, Thalia e Greta já estavam rolando no chão, brigando para ver quem ficaria com o batom. Olhei para Thalia sem conseguir sair
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meu espanto «Do que se trata este número? -Perguntei-me-. Por que Thalia estaria tão interessada em recuperar aquele batom? Afinal, é apenas isso: um batom.» O resto da aula também foi assistir ao espetáculo. As meninas ao fundo, as mesmas que zombaram de Thalia por usar maquiagem, estavam rindo como loucas. Alguns dos meninos aplaudiram Greta quando ela exibiu triunfante o batom em sua mão grande. Thalia gritou e tentou arrancálo.
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Então Greta, ainda segurando-o, apontou na direção de seu oponente, baixando-o até desenhar um rosto vermelho e sorridente na testa dele. Thalia tinha sido preenchida com olhos de lágrimas Claro, ele tinha o lado perdedor. Embora eu não pudesse entender seu desespero frenético para pegar o pequeno tubo de volta, eu sabia que tinha que fazer algo sobre isso. Eu decidi me tornar um herói.
"Ei!" Devolva para Thalia! Eu ordenei em voz baixa. Respirei fundo e dei um passo à frente, pronto para dar um bom beijo em Gr
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Greta ergueu o batom com uma mão enquanto empurrava Thalia para trás com a outra. "Devolva!" Eu insisti, tentando soar convincente. este Não é nada engraçado, Greta. Devolva o batom da Thalia.
Eu pulei e agarrei a mão que estava segurando o tubo. Ouvi alguns dos meninos e meninas aplaudindo e aplaudindo, mas não tinha certeza de q
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dois aplaudiram. Então, ajudando-me com as duas mãos, tentei arrancar o batom do punho enorme de Greta. Foi então que o Sr. Devine entrou na sala.
-O que está acontecendo aqui? -Ele queria saber.
Quando me virei, encontrei-o olhando para mim através de seus olhos. óculos redondos com armação preta. Soltei o punho de Greta. O batom caiu no chão, então rolou sob a mesa de Thalia. Meu amigo soltou um pequeno grito e pulou para ele.
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"O que é todo esse barulho?" Sr. Devine gritou, caminhando rapidamente para a frente da classe. Tommy, o que você está fazendo aqui? perguntou o professor. Atrás das lentes grossas de seus óculos, seus olhos pareciam duas bolas de tênis. Por que você não está no seu site? "Eu só... eu só queria..." eu gaguejei. “Tommy estava me ajudando,” Thalia colocou.
Eu olhei para ela; depois de recuperar seu precioso batom, ela parecia muito mais calma. Para mim, por outro lado, meu coração estava batendo forte.
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peito. "Todo mundo para seus lugares", ordenou o Sr. Devine. Como é possível que eu não possa ir dois minutos sem você fazer essa bagunça? Ele olhou para Greta com olhos penetrantes. "Eu não estava fazendo nada de errado." ela murmurou. Jogando para trás seu cabelo loiro, ela foi para seu assento e caiu pesadamente nele. Voltei para minha mesa, afundei na cadeira e respirei fundo várias vezes. Eu queria perguntar a Thalia por que ela insistiu em devolver o batom, mas minha amiga não se virou.
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O Sr. Devine levou alguns segundos para que todos se acalmassem. Então ele olhou para o relógio acima do quadronegro e anunciou: “Ainda faltam vinte minutos de aula. Tenho que arrumar alguns papéis na minha mesa, para que você possa aproveitar para ler um pouco. Ele tirou os óculos e soprou um grão de poeira de uma das lentes. Seus olhos pareciam duas bolinhas de gude. "Você já sabe que na segunda-feira você tem que me dar o resumo da leitura", ele nos lembrou. então este seria um bom momento para terminar de
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livros. Por alguns momentos, a aula foi tomada pelo ranger de cadeiras, bolsas sendo abertas e fechadas e baques de livros caindo pesadamente sobre as mesas. Depois de alguns segundos, houve um silêncio mortal.
Eu tinha escolhido fazer um resumo de um livro de histórias de Ray Bradbury. Não é que as histórias de ficção científica me deixem louco, mas essas narrativas são emocionantes. Quase todos eles têm um final muito surpreendente, e isso me encanta. Eu tentei me concentrar na história
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estava lendo. Era sobre algumas crianças que viviam em um planeta onde nunca parava de chover, e é por isso que elas nunca viram o Sol e não podiam sair para brincar. Foi uma história muito triste. Eu tinha lido apenas algumas páginas quando uma voz me assustou. Curto pouco para o livro cair das minhas mãos. Era a voz de uma menina. soou muito fraco, mas muito próximo. "Ajude-me, por favor", disse ele. Me ajude… Surpresa, fechei o livro com força e olhei ao redor. "Quem disse isso?" Mudei meu olhar para Thalia.
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Você estaria me ligando? Não, ela estava absorta em seu livro. -Ajuda-me por favor! A garota implorou novamente. Eu me virei, mas não vi ninguém. "Alguém ouviu isso?" Eu perguntei, em um tom de voz mais alto do que eu esperava. O Sr. Devine ergueu os olhos de
seus papéis. "O que você disse, Tommy?" "Alguém ouviu aquela garota pedindo ajuda?" eu perguntei. Alguns colegas riram. Thalia se virou e franziu a testa para mim.
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franzir.
— Não ouvi nada — disse o Sr. Devine. "Não, sério," eu insisti. Ouvi uma garota dizer: "Ajude-me, por favor". O professor estalou a língua e acrescentou: "Você é muito jovem para sair ouvindo vozes." Alguns caras riram de novo, mas eu não conseguia ver humor nisso em lugar nenhum. Suspirei e reabri o livro de histórias. Eu estava ansioso para o sino. Eu não poderia ficar lá nem um
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minuto mais. Eu estava procurando a página de onde havia parado, quando ouvi a voz daquela garota novamente. Ela parecia tão fraca, tão perto e miserável. -Ajuda-me por favor. Que alguém me ajude…
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Na noite do baile, Ben, Thalia e eu chegamos cedo na academia. Faltava apenas uma hora para a festa começar e estávamos dando os retoques finais na decoração. Fiquei muito orgulhoso do nosso trabalho. No saguão, na entrada do ginásio, havíamos pendurado várias faixas que se estendiam de uma parede a outra. E na sala de ginástica, duas faixas enormes diziam: FESTA!
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ROCKER NO BELL VALLEY! e BEMVINDO A TODOS! Também amarramos grandes cachos de balões nas cestas de basquete. Os balões eram obviamente vermelhos e pretos. E flâmulas das mesmas cores pendiam das paredes e acima das arquibancadas. Meu amigo e eu passamos vários dias pintando uma enorme faixa com um bisão fazendo um sinal de vitória. Abaixo do ruminante, enormes letras pintadas de vermelho e preto diziam: OS BISONTES SÃO OS VENCEDORES.
Nem Thalia nem eu somos muito bons em
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bem aquele desenho, e no final nosso bisão não se parecia muito com as fotos que havíamos encontrado nos livros. Ben disse que parecia mais uma vaca doente. De qualquer forma, acabamos pendurando a placa. Entre nós três colocamos um toalha de papel nas cores da escola na mesa de refresco. Olhei para o relógio no placar. Eram sete e meia, e o baile começaria às oito. "Ainda temos muitas coisas para fazer", eu disse. Ben puxou com muita força o borda da toalha de mesa, e instantaneamente ouvimos
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como o papel foi rasgado. — Opa! ele exclamou. Alguém você pode trazer um pouco de fita adesiva?
“Não se preocupe,” Thalia disse. Cobriremos a parte rasgada com as garrafas de refrigerante. Olhei para o relógio novamente e perguntei: "Quando a banda de rock vem?" "Em nenhum momento," Thalia explicou. Eles disseram que estariam aqui em breve para configurar tudo. Alguns meninos formaram um banda chamada Grunt. Era um grupo meio estranho: cinco guitarristas e um baterista. Acima alguém me disse
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que três dos guitarristas eram terríveis. No entanto, a Sra. Borden pediu que eles tocassem na festa. Demorou um pouco para acertar a toalha de mesa, porque não era grande o suficiente para a mesa. -O que mais há para fazer? Ben queria saber. Vamos pendurar algo nas portas da frente? Antes que ela pudesse responder, as portas duplas do ginásio se abriram e a Sra. Borden irrompeu na sala. No começo eu não a reconheci. Ela estava usando um vestido de festa vermelho
brilhante, e seu cabelo escuro encaracolado es
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em um coque atrás de uma faixa prateada. Mas mesmo com um coque ela não era muito mais alta que eu! Enquanto ele corria em direção Estávamos assistindo tudo. "Isso é fantástico, pessoal!" Que maravilha! ela exclamou animadamente. Você fez um trabalho maravilhoso! Depois que agradecemos a ela, a Sra. Borden me entregou uma Polaroid. "Tire fotos, Tommy," ele ordenou. —. Tire muitas fotos para vermos como ficou a academia. Venha. Apresse-se, antes que todos comecem a chegar.
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Olhei para a câmera e disse: “Sim, bem, ótimo, mas Thalia, Ben e eu ainda temos algumas coisas a fazer. Queríamos pendurar alguns cartazes nas portas e também temos que colocar mais balões naquele canto, e… e… A Sra. Borden riu e me interrompeu "Você parece um pouco sobrecarregado, Tommy!"
Thalia e Ben riram também. E notei que meu rosto estava começando a queimar. Eu sabia que estava corando. "Acalme-se, Tommy."
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A Sra. Borden aconselhou, me dando um tapinha tranquilizador nas costas. Caso contrário, você terá um ataque antes da festa começar. "Eu estou bem," eu esclareci, forçando um sorriso. Eu ainda não sabia que, depois de tanto trabalho, ia perder a festa magnífica.
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—¡Eh! ¡Cuidado!
"Mova esse amplificador!" Vamos Greta! Mova isso! "Você mexe!" "Onde estão meus tambores?" Alguém os viu? "Eu comi no café da manhã!" "Não é nada engraçado!" Vamos, mova esse amplificador! membros do grupo de rock
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Eles chegaram quando eu estava no meio de uma sessão de fotos. Imediatamente invadiram tudo, fazendo um baita barulho ao se acomodarem ao lado das arquibancadas. Os meninos eram os guitarristas. Greta tocava bateria.
Quando a vi atravessar o ginásio arrastando bateria e címbalos, lembreime da luta de quinta-feira. Naquele dia, depois da aula, perguntei a Thalia por que ela havia perdido a paciência por causa do batom. "Por que você ficou tão selvagem?" "Eu não agi como uma fera!"
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Thalia insistiu. Era Greta. Sempre se acredita que, como ela é tão grande e tão forte, ela pode fazer o que quiser. ganhar.
"Sim, ela é uma garota muito estranha", eu admiti.
"Mas por que você ficou tão bravo? “Eu gosto desse batom. Isso é tudo,” Thalia disse. É o melhor que tenho. Por que eu deveria deixá-lo tirar isso de mim? Agora Greta, vestida de preto da cabeça aos pés, finalizava os preparativos com o resto do grupo. Todos riram e se empurraram, jogando cabos
aqui e ali e tropeçando em estojos de guitarra. eles acreditaram
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muito importante, só porque eles formaram uma banda de rock. Logo as pessoas começaram a chegar.
Reconheci as duas garotas que iam cortar as entradas, e um par de garçons, que rapidamente reclamaram que alguém havia pedido limonadas, mas havia esquecido as Cocas. Eu ia de um lugar para outro tirando fotos dos banners e balões. Eu estava prestes a tirar uma foto do sinal do bisão quando um grito alto me forçou a girar. Greta e um rapaz da banda fingiram duelar com o
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guitarras. Os outros membros do grupo riram e os aplaudiram. Greta pegou uma das guitarras. Nesse momento ela e o outro menino ergueram os instrumentos acima de suas cabeças e começaram a correr para iniciar o ataque. -Não! Pare! Eu gritei. Tarde demais. A guitarra de Greta tinha dividido nosso banner em dois. Eu grunhi quando vi as duas metades da placa se dobrarem. o chão. Eu me virei para encontrar Thalia e Ben sombrios. -Ei! Sinto muito! Greta gritou, e
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ele soltou uma risada.
Corri até a faixa esfarrapada e agarrei uma ponta. Thalia e Ben estavam bem atrás de mim. -O que vamos fazer? -EU a mente-. Foi despedaçado. "É claro que não podemos simplesmente deixá-la assim, pendurada no chão," Thalia reclamou, balançando a cabeça. "Mas nós precisamos dela!" eu declarei.
"Sim, é o que fica melhor em nós", concordou Thalia. "Talvez pudéssemos gravá-lo", sugeri. -Claro! Isso é o que vamos fazer -
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Ben saltou. Vamos Tommy. Ele agarrou meu braço e começou a me puxar. Não demorou muito para que a Polaroid da Sra. Borden escorregou das minhas mãos. mãos.
-Aonde vamos? -Eu perguntei por. -O que você acha? Para a sala de estar! respondeu Ben. Ele trotou em direção às portas duplas do ginásio, e eu corri atrás dele. Não vai demorar muito para colar, pensei. Então vou pegar uma escada com o porteiro e vamos pendurá-la novamente." Quando chegamos ao saguão, parei. Grupos de meninos e meninas
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Eles estavam se apressando, pois a dança estava prestes a começar. "Nós não temos tempo para colocar a bandeira", eu disse a Ben. -Claro que sim! Nós vamos conseguir ele respondeu. Já verás.
"Mas... a sala de estar fica no terceiro andar!" Eu gaguejei. Quando voltamos para a academia… "Relaxe," Ben me aconselhou. Não vamos demorar. Bem, desde que você pare de reclamar, é claro. Vamos, mexa-se! Ben estava certo. Comecei a correr pelo corredor. Os meninos estavam chegando em massa ao ginásio. eu não sabia
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tivemos tempo a perder. "Ei, não é assim!" Ouvi Ben gritar. Você está no caminho errado, Tommy. "Eu sei o que estou fazendo comigo mesmo", protestei. A última vez que fui por aqui!
Corri até o final do corredor e virei uma esquina. "Tommy, espere!" Ben gritou. "Nós temos que subir aqui," eu gritei de volta. É mais rápido. Eu estou certo. Mas eu estava errado. Eu deveria ter ouvido Ben. Depois de alguns Em segundos, descobri que o corredor se abria para uma parede de tijolos.
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-Você vê? Ben exclamou sem fôlego. Por que você não me ouviu? Temos que subir as outras escadas. "Ok, eu estraguei tudo", eu disse. Eu só queria ganhar tempo, só isso.
— Mas você nunca sabe para onde vai! Ben protestou com raiva. Se você precisar de um mapa para encontrar os dedos dos pés! "Muito engraçado", eu murmurei, e então exclamei, olhando ao redor, "Onde estamos?" -Nem idéia. Não sei porque pensaria em te seguir! Ben murmurou c
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com raiva, e bateu os dois punhos na parede tapada. —¡Ai! Nós dois gritamos quando as velhas tábuas de madeira apodrecidas cederam. Meu amigo ficou tão surpreso que perdeu o equilíbrio e bateu nas tábuas. Eles se partiram em mil pedaços e caíram no chão. E Ben caiu em cima deles. -Caramba. Inclinei-me para ajudálo. Então, olhando para um corredor escuro, exclamei: "Olhe para isso!" Deve ser o prédio da escola que eles tenham fechado
— Uau! Que medo! ele murmurou
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Ben com um grunhido. Ele esfregou a perna e acrescentou: "Raspei meu joelho
naquelas tábuas". Acho que está sangrando Dei alguns passos para o corredor escuro. "Esta escola está fechada há mais de cinquenta anos", eu disse. Nós somos provavelmente os primeiros caras a pisar nele desde então. "Lembre-me de escrever no meu diário," Ben rosnou, ainda esfregando o joelho. Bem, vamos para a sala de estar ou o quê? Eu não respondi. Algo na parede oposta chamou minha atenção e eu queria saber o que era.
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"Olha, Ben." Um elevador. -O que? ele exclamou, pulando pelo corredor para ficar ao meu lado. -Vai saber! Na velha escola havia um elevador. Quão sortudos foram esses caras. respondeu Ben. Apertei o botão na parede e, para minha surpresa, as portas se abriram. -Uau! Olhei para dentro. Uma lâmpada empoeirada acendeu, iluminando a cabine de metal com uma luz fraca. esbranquiçado.
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-Funciona! Ben gritou. Funciona! "Vamos entrar", apressei-me a responder. Venha. Por que temos que subir todas aquelas escadas? -Mas mas… Ben ficou rígido como um pau, mas eu o agarrei pelos ombros, empurrei-o para dentro do elevador e entrei atrás dele. -Isso é fantastico! exclamei. Eu já te disse que sabia o caminho, Ben olhou nervoso para o
cabine cinza estreita.
Não deveríamos ter subido. ele murmurou.
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"E o que pode acontecer?" Eu respondi. As portas silenciosamente.
eu sei
eles fecharam
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-Estamos nos mudando? Ben perguntou, olhando para o teto do elevador. "Claro que não", respondi. Ainda não acertamos nenhum interruptor. Estendi a mão e apertei um botão marcado com um enorme 3 preto. De qualquer forma, qual é o seu problema, Ben? Por que você está tão nervoso? Não estamos roubar um banco ou algo assim.
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Só entramos no elevador porque estamos com muita pressa. — Este elevador tem cinquenta anos meu amigo respondeu. -E que? —Bem... não estamos movendo,” Ben apontou suavemente. Apertei o botão novamente e tentei ouvir algum barulho que indicasse que estávamos subindo. Fique quieto.
"Vamos sair daqui," Ben pediu. Isto não
funciona. Eu já disse que não deveríamos tentar. Apertei o botão novamente. Nada. Apertei o botão número 2.
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"Estamos perdendo tempo", insistiu Ben. Se tivéssemos subido as escadas, já estaríamos lá. A dança já começou e nossa estúpida bandeira está no chão.
Apertei novamente o botão número 3. E o número 2. Nada. Qualquer barulho. Nós não estávamos nos movendo.
Apertei o botão marcado com um S. "Nós não queremos ir para o porão!" exclamou Ben. Percebi que havia algum medo em sua voz. Tommy, por que você apertou esse botão? "Apenas tentando fazer isso acontecer", eu respondi. De repente, senti minha garganta seca e um nó na boca.
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estômago. Por que não nos mudamos? Apertei todos os botões novamente. Então eu os esmurrei com todas as minhas forças. Ben afastou minha mão. "Muito bem, campeão", observou. Ben sarcasticamente. Vamos, vamos sair daqui, ok? Não quero perder a dança inteira. —Thalia estará fumegando—
Comentei. Apertei o botão número 3 novamente várias vezes. Mas, nada, continuamos sem mover. "Vamos, abra as portas", ele insistiu.
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Ben. "Ok, eu estou indo", eu disse malhumorado. Mudei meus olhos para o painel. "Agora o que acontece?" -Eu pergunto Ben impaciente. "Não... não consigo encontrar nenhum. botão usado para abrir as portas. Ben me empurrou bruscamente. "Deixe comigo," ele exclamou, olhando para os interruptores de prata. Uau… Nós dois observamos atentamente. painel de controle. "Certamente deve haver um botão para abrir as portas", ele murmurou.
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Ben. "Talvez seja este com as flechas", sugeri, deslizando minha mão para um interruptor na parte inferior do painel de metal.
"Sim, acerte," Ben ordenou, mas eu não tive tempo para fazê-lo. Ele parou na minha frente e apertou o botão com a palma da mão.
Olhei para as portas, esperando que elas se abrissem, mas nada aconteceu. Apertei o botão com força novamente. as pequenas flechas Outra vez. Nada.
"Como vamos sair daqui?" Ben gemeu.
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"Não tenha medo", eu respondi. Vamos abrir as portas. "Por que diabos eu não deveria ter medo? ele perguntou, gritando. "Porque eu quero ser o primeiro a fazer isso!" eu declarei. Achei que minha piadinha iria fazê-lo rir e acalmá-lo um pouco. Afinal, ele estava sempre contando piadas, certo? Mas Ben nem sorriu, continuando a olhar para as portas escuras do elevador. Apertei o botão novamente. Setas; flechas. Segurei-o com o polegar. Nada. As portas não abriram. Apertei os botões 2 e 3. Apertei o botão
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número 1. Nada. Fique quieto. Os botões não faziam um único ruído. Os olhos de Ben estavam selvagens. Ele colocou as mãos na boca buzinar e gritar: "Socorro!" Alguém pode me ouvir? ¡Socorro! Fique quieto.
Então descobri um botão vermelho na parte superior do painel. "Ok... Olhe!" exclamei, apontando para o botão vermelho. "Um botão de emergência", ele exclamou com entusiasmo. Vamos Tommy. Vá em frente. Provavelmente é um
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alarme. Alguém vai ouvir e vir nos resgatar. Apertei o botão vermelho. Nenhum alarme soou, mas o elevador zumbiu. Houve um barulho de engrenagens e o chão começou a vibrar sob nossos pés.
-Ei! Estamos nos movendo! Ben gritou, transbordando de felicidade. Soltei um grito de alegria e levantei minha mão para cumprimentá-la com a de Ben. Mas então o elevador deu uma guinada, mandando-me bater na parede "Nossa," eu murmurei, me endireitando novamente.
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Eu me virei para Ben. Nós dois nos olhamos em silêncio e com os olhos arregalados, atordoados com o que estava acontecendo.
O elevador não subiu nem para baixo. Estava se movendo para um lado.
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O elevador roncou e sacudiu. Agarrei o corrimão de madeira ao lado. As engrenagens fizeram um som alto e o chão vibrou sob meus pés. Olhamos um para o outro em choque
quando percebemos o que estava acontecend
Nenhum deles disse uma única palavra. "Não é possível," Ben murmurou finalmente, sua voz se transformando em
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sussurro abafado. "Onde você está nos levando?" Eu perguntei baixinho, segurando a barra de madeira com tanta força que minhas mãos doíam. "Não é possível," Ben repetiu. Isto não pode ser verdade. Os elevadores só sobem e… A cabine deu uma sacudida forte quando o dispositivo parou de repente. "Aiiiiii!" Eu gritei, esbarrando nele. ombro contra a parede da cabine. "Da próxima vez vamos subir as escadas," Ben rosnou. As portas se abriram suavemente. Ben e eu espiamos timidamente.
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Nada era visível. "Estamos no porão?" Ben perguntou, colocando a cabeça para fora. "Nós não baixamos nenhum andar," eu respondi. Um arrepio percorreu minha
nuca. Nós não subimos ou descemos, entã que… “Ainda estamos no primeiro andar. Ben terminou a frase para mim. Mas por que está tão escuro? Não acredito. Isto não pode ser verdade. Saímos do elevador. Esperei meus olhos se ajustarem ao escuro, mas estava muito escuro. "Tem que haver um interruptor em algum lugar", comentei.
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Eu senti a parede. Notei a borda dos ladrilhos, mas o interruptor chamava a atenção por sua ausência. Deslizei ambas as mãos ao longo da parte superior e inferior da parede. Nada. Sem interruptor para acender a luz. "Vamos," Ben insistiu, "para que não fiquemos presos aqui agora." Não se ve nada. Continuei procurando o interruptor. "Ok," eu respondi. Baixei a mão e comecei a recuar em direção ao elevador. De repente, ouvi as portas se fecharem. -Não! Eu protestei com um grito agudo. Nós dois batemos nas portas do
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casco velho. Então apalpei a parede para encontrar um botão que abriria as portas.
Eu estava tão apavorada que minha mão estava tremendo. Eu cuidadosamente examinei o superfície em ambos os lados das portas. Nada. Não havia botão. Eu me virei e me encostei na parede. De repente, eu estava com falta de ar e meu coração estava batendo fora do meu peito. -Não acredito. Não pode ser verdade — murmurou Ben. "Você quer calar a boca de uma vez?" exclamei. É certo. Estamos aqui. Não sabemos onde, mas estamos aqui.
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"Mas se não podemos chamar o elevador, como vamos sair daqui?" Ben gemeu. "Nós vamos encontrar uma saída." repudiar.
Respirei fundo e prendi a respiração. Como meu amigo não parava de choramingar e estava tão apavorado, decidi que deveria ficar calmo.
Eu escutei com atenção. "Não há nada para ser ouvido, sem música, sem vozes." Devemos estar muito longe do ginásio. "Bem... agora o que vamos fazer?" Ben gritou. não vamos ficar
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aqui como dos pasmarotes. Comecei a girar minha cabeça. Apertei os olhos para ver no escuro, esperando ver uma porta ou uma janela: alguma coisa. Mas a escuridão ao nosso redor era mais profunda do que um céu noturno sem estrelas. Eu pressionei minhas costas contra a superfície fria de azulejos. "Consegui", exclamei. Nós Vamos ficar perto da parede. -E que? sussurrou Ben. O que faremos então? "Vamos tatear ao redor da parede",
continuei, "até encontrarmos a porta da frent
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algum quarto iluminado. Talvez então descobriremos onde estamos. "Talvez," Ben comentou. A voz de meu amigo não parecia muito otimista. "Fique atrás das minhas costas", eu ordenei.
Ele esbarrou em mim. -Não tanto! exclamei. -Sinto muito. Eu não podia evitar. Não vejo nada! -gritar. Avançamos lentamente enquanto eu deslizava minha mão direita pela parede de azulejos. Tínhamos apenas dado alguns passos quando ouvi um barulho atrás de mim. Alguém havia tossido. Eu parei e me virei.
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"Bem, era você?" -O que? Ele bateu em mim novamente "Foi você que tossiu?" Eu sussurrei. -Não. Ouvi a tosse novamente. Em seguida, um sussurro alto. "Hum... Ben..." Eu comecei a agarrar seu ombro. Sabe de uma coisa? Não estamos sozinhos.
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Nós dois engasgamos quando de repente uma luz se acendeu. No início era muito pálido e acinzentado. Pisquei repetidamente e esperei que brilhasse mais forte, mas isso não aconteceu.
Olhei ao meu redor. Estávamos em uma sala de aula! Uma sala de aula em tons de cinza! Olhei para um quadronegro escuro. Mais tarde, na mesa do professor, preto como carvão, nas mesas c
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escuro, nos azulejos cinza-claros da parede, nas linhas pretas e cinzentas do chão. -Que estranho! murmurou Ben. Meus olhos…
"Não são seus olhos", eu o assegurei.
—. A luz nesta sala de aula é tão fraca que Parece que tudo é cinza e preto. É como estar dentro de um
filme preto e branco Ben. Apertamos os olhos para ver alguma coisa na penumbra e nos aproximamos cautelosamente da porta da sala de aula. Vamos sair daqui antes
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vamos voltar a ficar no escuro,” sugeri. Tínhamos coberto metade do sala de aula quando novamente ouvi uma tosse. E então a voz de uma garota foi ouvida.
"Eh!" Ben e eu ficamos atordoados. Virando-nos, vimos uma garota da nossa idade sair de trás de uma vitrine cheia de livros. Ele nos encarou atentamente. E nós olhamos para ela.
Ela era bem bonita. Seu cabelo era preto e liso, e ele o usava curto, com franja que caía sobre a testa.
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Ela estava vestindo um suéter antiquado com decote em V, uma saia longa plissada e sapatos pretos e brancos com fivela. Abri a boca para dizer olá, mas algo me deixou sem palavras. Sua pele era tão cinzenta quanto o suéter que ele usava. Seus olhos também eram cinza... e seus lábios. Aquela garota era como a classe. Também parecia algo saído de um filme em preto e branco. Ben e eu nos entreolhamos intrigados. Então olhei de volta para a garota, que se agarrava ao lado da vitrine, ainda nos observando com cautela. "Você estava se escondendo lá atrás?" —
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Eu disse impulsivamente.
Ela assentiu e disse: "Nós ouvimos você chegando, mas, claro, não sabíamos quem você era. "O que você quer dizer com 'nós'?", perguntei. Antes que eu pudesse responder, dois outros meninos e meninas saltaram de trás da vitrine alta. E todos eles eram cinza! “Olhe para eles,” um dos meninos gritou, nos observando com os olhos arregalados. "Isso é incrível", exclamou outro. cara jovem. Antes que Ben e eu pudéssemos
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Para reagir, o grupo de meninos começou a correr em nossa direção, gritando e berrando ao mesmo tempo. Primeiro eles nos cercaram, depois começaram a nos tocar e puxar nossas roupas, em nós. Eles não paravam de gritar, rir e gritar. Agarraram-me pela camisa e a manga saiu voando. -Nós vamos! Eu gritei, "eles vão nos destruir".
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-Contemplar! Veja isso! uma garota gritou, levantando a manga que havia sido arrancada de mim. Os dois meninos puxaram o resto minha camisa. Caí no chão e tentei escapar, mas eles nos cercaram bem. Uma garota pegou meu sapato. Ben tentou revidar com os punhos, mas sua mão bateu no quadro-negro e ele gritou de dor. -O suficiente! ouvi um menino gritar
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acima dos gritos dos outros. O suficiente! Deixe-os em paz! Continuei chutando com as duas pernas. Ben ainda estava socando. -Chega! o menino gritou. Deixe-os em paz. Vamos, pare de uma vez! Os meninos se separaram. A garota deixou cair meu sapato, que eu imediatamente corri para pegar. eles recuaram algum passos, movendo-se em fila e ainda nos encarando. -Quantas cores! uma das meninas exclamou. E como é intenso!
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-Meus olhos doem! gritou um cara jovem. "Mas eles são tão preciosos!" disse uma garota animada. É... é como um sonho! "Você ainda sonha em cores?" perguntou um menino. "Não, todos os meus sonhos são preto e branco. Finalmente, sem largar o sapato e tremendo da cabeça aos pés, consegui me levantar. Ajeitei a calça com dificuldade e vesti a camisa rasgada por dentro. Ben esfregou a mão ferida. Seu cabelo estava emaranhado e
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Ele estava suado e seu rosto estava vermelho. "Tommy," ele sussurrou. O que está acontecendo aqui? Isso é loucura! Olhei para os cinco meninos e meninas que se alinharam na nossa frente.
"Eles ficaram sem cor..." eu murmurei.
Eles eram como uma foto em preto e branco. Suas roupas, sua pele, seus olhos, seu cabelo... não tinham cor; apenas tons de cinza e negros. Eu estava estudando-os enquanto tentava recuperar o fôlego, e então percebi que eles não eram do nosso tempo, que não eram nada parecidos com os meninos do nosso
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escola Superior.
As meninas usavam saias até os tornozelos; os meninos usavam camisas esportivas de gola larga enfiadas em calças largas e plissadas. Como em um filme antigo, pensei. Um filme em branco Preto." Nós nos encaramos por um momento sem fim. Depois, o menino que parecia ser o líder do grupo falou. "Desculpe-me", disse ele. Você verá, nós… "Nós não queríamos fazer nada com você.
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mal,” a garota ao lado dele interrompeu. Mas é que… faz tanto tempo que não vemos cores! "Eu só queria tocá-los", acrescentou a garota com a franja preta, balançando a cabeça tristemente. Eu queria tocar um
pouco de cor. Faz tanto tempo, tanto tempo... "Você veio para nos ajudar?" perguntou o primeiro menino gentilmente. Seus suplicantes olhos cinzas encararam os meus. -O que? Eu respondi. Não. Não estamos aqui para ajudá-lo. Você vê, acon que… -Que pena! interrompeu o
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garota com franja preta, franzindo a testa. -Ei? Como que pena? - Eu não entendi nada-. Por quê? Eu queria saber. "Porque agora", disse a garota, "você nunca pode ir embora."
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"Vamos, nós já os assustamos o suficiente." Vão pensar que somos um bando de selvagens malucos. Não tente assustá-los mais, Mary,” um menino a advertiu. "Não quero assustá-los", insistiu a garota, cruzando os braços sobre o suéter cinza. Só acho que eles deveriam saber a verdade. Me parece que… -A verdade? eu interrompi.
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O que está acontecendo aqui? Isso é uma piada, não é? -Bem claro! Vamos, tire esse pó cinza do seu rosto e nos diga que é só uma piada — disse Ben. A garota chamada Mary mordeu o lábio inferior. Descobri uma lágrima em seu olho esquerdo, que instantaneamente começou a deslizar por sua bochecha cinzenta» "Não é uma piada", ele gemeu. Mary. "Pare de bobagem," Ben rosnou. Acenda todas as luzes e... "Não adiantaria nada", ele gritou.
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menino, zangado. Mary virou-se para ele e, depois de enxugar a lágrima do rosto, disse com voz trêmula: "Eu realmente pensei que finalmente...
Ele não podia acrescentar mais nada. Outra garota colocou o braço em volta dela.
Fechei os olhos por alguns segundos. De tanto apertar os olhos para distinguir uma silhueta entre os diferentes tons de cinza, minha cabeça começou a doer.
"Alguém vai nos dizer o que está errado?" vai? Ouvi Ben perguntar. Abrindo os olhos, descobri que os cinco
meninos cinzas estavam avançando em minha direç
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nós.
O líder do grupo era um pouco mais alto que eu. Ele tinha cabelo preto ondulado e grandes olhos negros que enrugavam seus lados. Notei uma pequena cicatriz cinza acima de uma de suas sobrancelhas. E sob a camiseta cinza escondia ombros largos. Ele era um garoto de aparência atlética. A garota ao lado dele era alta e muito magra. Ela tinha longos cabelos prateados que caíam pelas costas, e ela tinha olhos cinzentos muito tristes.
"Meu nome é Seth", explicou o menino. Estas são Maria e Eloise. -Entã
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Ele apontou para mais duas garotas e acrescentou “Eddie e Mona.
Ben e eu nos apresentamos. "Nós não quisemos assustá-la," Mary repetiu. Mas você nos deixa tocar suas cores? Coloque tanto tempo que não vemos nenhuma cor. Apenas...” Sua voz falhou. Então ele se virou. "Hum... Ben e eu temos que voltar para o baile." Expliquei, olhando para a porta. Você vê, acontece que somos da oficina de decoração de dança E festas. Acabamos de quebrar um banner e... "Você não pode voltar", disse ele.
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Seth. Seus olhos escuros perfuraram os meus. Maria lhe disse a verdade. Você não pode voltar. "Mas isso é ridículo," retrucou Ben, balançando a cabeça. Estamos no prédio antigo, certo? Bem, tudo o que temos a fazer é continuar pelo corredor até chegarmos à nova escola. A academia fica na parte inferior das escadas. Eloise tossiu. Percebi que era a garota que ouvimos quando ainda estávamos no escuro. Ele assoou o nariz em um lenço cinza. Aparentemente ela estava resfriada. "Você não está no prédio antigo," Eloise comentou com voz rouca.
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"Então, onde estamos?" perguntou Ben. No sotão?
Os meninos pretos e brancos balançaram a cabeça. "É difícil de explicar", disse ele. Seth. "Não se preocupe, nós saberemos como encontrar o caminho de volta," eu insisti, indo em direção à porta. Afinal, a escola não é tão grande que estejamos eternamente perdidos. "Você não está realmente na escola," Eloise esclareceu, assoando o nariz novamente. -Do que você esta falando? -gritar Ben. Isso me parece uma sala de aula.
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não? Há algumas mesas, algumas cadeiras, um quadro-negro.
"Vamos dar o fora daqui," eu exclamei, empurrando Ben ligeiramente para a saída. “Sente-se
ele pediu
Seth
abruptamente. Ben e eu quase chegamos à porta da sala de aula. "Eu disse sente-se", ele repetiu. Seth. "É melhor você ouvi-lo", avisou a garota chamada Mona. Seth gesticulou impacientemente para duas mesas. "Sentar-se."
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Engoli em seco e um arrepio percorreu todo o meu corpo. Ele não tinha ideia do que estava acontecendo e, além disso, ele não queria saber. Eu só queria fugir daquela turma cinzenta e daquelas crianças negras e brancas. O grupo de meninos avançou em nossa direção com rostos sérios. Seth manteve os braços tensos e estendidos ao lado do corpo, como se uma briga estivesse prestes a começar. "Sentem-se, rapazes", ele insistiu.
-Sinto muito. Talvez outra hora respondeu Ben. Nós dois tivemos a mesma ideia. Nós nos viramos e corremos
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em direção à porta.
Cheguei antes dele. Agarrei a maçaneta, girei e puxei. -Ir! Ir! Ben insistiu desesperadamen "Não vai abrir", eu gritei.
A porta estava trancada.
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Em pânico, Ben agarrou a maçaneta e me empurrou para o lado. Primeiro ele puxou o cabo com as duas mãos; depois encostou o ombro na porta e empurrou com toda a força. Mas a porta não cedeu. "Essa porta não abre", explicou. Seth tranquilamente.
Eu mudei. Seth ainda estava com os braços estendidos ao lado do corpo. seus qua
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Companheiros cinzentos estavam ao lado dele, dois de cada lado, apertando os olhos para nós com os olhos semicerrados, forçando o olhar na escuridão. "Por que... por que está fechado?" com chave? Eu gaguejei sem fôlego. "Não é uma porta que podemos usar", disse Mary. Sua bochecha cinza pálida estava manchada novamente com o brilho de uma lágrima. Essa porta leva ao mundo em cores.
-Quão? Mas o que você está dizendo? Eu gritei.
"Quem teve a brilhante ideia de fazer essa brincadeira conosco?" -Eu pergunto Ben impaciente. Bem, só para você saber, não é nada engraçado!
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Nenhum! Era óbvio que Ben estava prestes a perder a paciência. Eu coloquei uma mão em seu ombro para dizer a ela para se acalmar. Tive a impressão de que não era uma brincadeira. -Como você sai daqui? Ben perguntou, batendo na porta. Você não vai nos trancar nesta sala de aula cinza. Nem sonho com isso! Seth apontou para as mesas novamente.
"Sentem-se, rapazes", ele implorou novamente. Não queremos trancá-lo aqui. Nem temos a intenção de lhe fazer mal. "Mas... mas..." Ben murmurou.
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olhando para o relógio. "Vamos tentar contar o que aconteceu", observou Mary, "mas você tem que se esforçar para entender."
"Sim, especialmente agora que você está conosco", acrescentou Eloise. Um novo calafrio percorreu minha espinha.
"Por que você não para de repetir isso?" -Eu perguntei por. Eles não responderam.
Ben e eu nos jogamos nas cadeiras. As três garotas se sentaram. na nossa frente. Eddie cruzou os braços e recostou-se no quadro-negro.
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Seth sentou-se na mesa do
Professor. "Eu realmente não sei por onde começar", explicou ele, passando a mão pelo cabelo escuro e grosso. "Bem, comece nos dizendo onde estamos," eu exigi. "E depois nos diga como chegar à academia", acrescentou Ben. E não se envolva muito, hein? -Nós vamos. você veio para o outro lado Seth observou. Ben revirou os olhos e perguntou impaciente: "Do outro lado de onde?" "Do outro lado da parede", ele respondeu.
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Seth.
Eloise espirrou. Ela pegou um punhado de lenços da bolsa que mantinha ao lado dela. "Não há como tirar esse frio de mim", ele suspirou. Como nunca vemos o sol aqui... "Que você nunca vê o sol?" Eu gritei. Do outro lado da parede? exclamei com um grunhido. Por que você não fala de uma vez? Por que tanto mistério? Mona virou-se para Seth e disse: "Comece do começo". Talvez isso o ajude.
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Eloise vasculhou sua bolsa cinza, finalmente tirando um pacote de lenços de papel, que colocou sobre a mesa à sua frente. "Muito bem, tudo bem", ele concordou.
Seth. Foi assim que tudo começou…
Ben e eu nos entreolhamos. Então nos inclinamos para frente, prontos para ouvir. "Todos nós estávamos na primeira classe na Bell Valley High School," Seth começou. A escola abriu alguns cinquenta anos e...
-Ei! Um momento! ele exclamou Ben pulando. Chá
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Você acha que Tommy e eu somos idiotas? ele declarou. Se há cinquenta anos você estivesse na escola, agora você teria sessenta anos! Set assentiu. "Você é bom em matemática, certo?" Foi uma piada, mas com uma reviravolta. amargura. "Nós não envelhecemos", explicou ele. Mary, alisando sua franja preta com uma mão.
Ainda temos exatamente
a mesma idade de cinquenta anos atrás. Ben revirou os olhos e sussurrou para mim: "Eu acho que o elevador
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transportado a Marte. "Sim, essa é a verdade", disse Eddie, mudando de posição. Nós fomos congelados. Parado no tempo. "Talvez o elevador conecte seu mundo com o nosso", observou ele. Mona enquanto olhava para o dispositivo antigo. É a primeira vez que alguém o usa para chegar aqui. Viemos de uma forma diferente. "Eu não entendo nada", confessei. É como um quebra-cabeça. O elevador estava fechado com tábuas, escondido. Por que ele nos trouxe a este lugar? Deve ser o único ponto de
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contato entre os dois mundos — disse Mona enigmaticamente. “Isso tudo é uma loucura. Nós estamos perdendo a festa", ele sussurrou. Ben. "Deixe-os terminar sua história", eu respondi. Então vamos. Seth se levantou e começou a andar pela sala. "No início, o Bell Valley College tinha apenas 25 alunos", explicou. escola Foi e tivemos umao orgulho completamente nova abri-la. de
Eloise espirrou.
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"Meu Deus", disse Mona.
"Um dia, o diretor veio e nos disse que iam tirar uma foto nossa", continuou Seth. Um fotógrafo havia sido chamado para tirar um retrato de todos os alunos da classe. "Era uma foto colorida?" Ben interrompeu. Ele riu, mas ninguém mais riu. "Na década de 1940, as fotos da escola não eram coloridas", explicou Mary a Ben. Eles eram preto e branco.
- Nos encontramos na biblioteca para tirar nossa foto,” Seth continuou. os vinte e cinco
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alunos estavam lá. O fotógrafo disse para fazer fila. "Eu o reconheci instantaneamente." Eddie interrompeu. Ele era um homem mau e raivoso. Ele odiava crianças. "Estávamos todos um pouco barulhentos", acrescentou Mona. Nós nós rimos e brincamos e fingimos brigar. E o fotógrafo ficou bravo porque não queríamos posar para ele. "Todos nós o odiávamos", disse ele. Eddie. A cidade inteira sabia que ele era mau, mas ele era o único fotógrafo por aqui. "Eu nunca vou esquecer o nome dele." Eloise comentou com tristeza. eu sei
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chamado Sr. Camaleão. eu nunca fiz Vou esquecer, porque... porque um camaleão muda de cor, e nós não. O rosto do meu amigo deixou claro que ele não acreditava em uma única palavra do que eles estavam nos dizendo. No entanto, Seth e seus companheiros pareciam muito sombrios e amargos para que tudo fosse mentira. Ao vê-los em suas roupas e cortes de cabelo antiquados, com seus rostos tristes e cinzentos, tive que acreditar. Então percebi que eram os meninos que haviam desaparecido em 1947. —O fotógrafo nos alinhou em três
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fileiras," Seth continuou, andando pela aula com as mãos nos bolsos. Calça cinza-. Ele estava atrás de sua grande câmera, cuja parte de trás havia coberto com um pano preto. Ele colocou a cabeça sob o pano e levantou o flash. "Ele nos mandou sorrir, e o flash disparou com um clique. Mas não foi um flash. normal e comum”, interrompeu Marv. sua luz era tão forte, tão intenso...” Sua voz falhou. "Tão intenso que nos cegou."
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Seth continuou, balançando a cabeça. A sala onde estávamos, ou seja, a biblioteca, desapareceu quando o flash se acendeu. E quando abrimos os olhos, quando pudemos ver novamente... nos encontramos aqui. Ben abriu a boca, provavelmente para fazer outra de suas piadas estúpidas, mas acho que ele mudou de ideia, porque a fechou instantaneamente sem dizer uma única palavra. "Encontre-nos aqui", ele repetiu. Seth, sua voz trêmula de emoção. Ele bateu o punho na mesa. Não estávamos mais em biblioteca. Não estávamos mais em
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escola do mundo real Estávamos aqui, neste mundo em preto e branco. "Como se estivéssemos presos em uma fotografia", disse Mona. Preso para sempre em uma fotografia em preto e branco. "Sim, preso em Darkland," Eddie apontou amargamente. É assim que chamamos este lugar: Terra Sombria. "Já tentamos de tudo", acrescentou. Eloise. Fizemos mil e um para sair daqui. E ainda estamos gritando e pedindo ajuda. Ainda achamos que talvez um dia alguém venha e…
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"Eu ouvi você," eu murmurei. Estava em classe, e eu ouvi você pedindo ajuda.
"Mas... mas..." Ben gaguejou. Eu não entendo nada. Onde estamos exatamente? Ninguém respondeu por um longo momento. Depois, Seth caminhou até meu amigo. Ele colocou as mãos em cima da mesa, aproximou o rosto do de Ben e olhou em seus olhos. "Ben", disse ele, "você já olhou para uma parede e se perguntou o que havia do outro lado?" Ben olhou para mim, sem saber para onde ir, e disse: "Sim, acho que sim".
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"Bem, estamos do outro lado da parede," Seth gritou. Estamos do outro lado do seu mundo. E agora, você também. "Logo você será como nós!" acrescentou Eddie. -Não! Ben gritou. Ele disse outra coisa, mas eu não ouvi.
Olhei para minhas mãos e soltei um profundo grito de terror.
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"Meu, meus dedos!" Eu gritei. Eu levantei minhas mãos para eles verem. Meus dedos estavam manchados cinza, e as palmeiras estavam perdendo a cor. Ben agarrou minha mão e puxou-a para examiná-la. -Oh não! ele murmurou. Não… -Nós vamos! Seu também! Eu gritei. Ele soltou minha mão de repente para olhar para a sua. praticamente todos
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ela era cinza. Examinando sua mão esquerda, ele descobriu que não restava um único dedo rosa e que a palma também começou a ficar cinza. "Não... não..." Ben estava repetindo, enquanto balança a cabeça. Olhei para os cinco garotos cinzas. "Então...
não
Você era
brincando," eu gaguejei. Eles olharam para nós sem expressão em seus rostos.
Mary estudou minhas mãos cuidadosamente -Você vai perder toda a cor imediatamente
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ele finalmente disse. Você verá. -Não! exclamei, pulando. O que podemos fazer? Não pode ser que fiquemos grisalhos! É impossível!
"Você não tem escolha", disse Eloise com tristeza. agora você está em Darkland, e em nosso mundo todas as cores desaparecem extremamente rapidamente. "Agora você é como nós" Seth repetiu. E quando todo o seu corpo estiver cinza, você não poderá mais para retornar.
-Não! — protestamos meu amigo e mim.
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"Nós vamos sair daqui", eu gritei.
Chutei a cadeira e corri de volta para a saída. Virei a maçaneta e puxei com todas as minhas forças. Ben estava ao meu lado, e nós dois tentamos abrir aquela maldita porta até que acabamos gemendo de dor e com nossos rostos mais vermelhos que um tomate. "Está trancado do outro lado," Seth gritou. Tu estás a desperdiçar o teu tempo. "Não", eu voltei.
insistir-.
Nós vamos sair daqui. Estamos saindo daqui agora mesmo! Eu dei um grito desesperado, levantei
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ambas as mãos e comecei a bater na porta com todas as minhas forças. -Ajuda! Eu gritei. Alguém ajude-nos! você pode me ouvir? Ajuda! Bati na porta até minhas mãos doerem. Depois, desisti. "Você acha que nós não tentamos isso antes?" Mary perguntou amargamente. Continuamos batendo nas paredes e gritando por socorro.
"Mas nunca há ninguém para responder" acrescentou Eloise. Ninguém para vir nos ajudar. Dei outra olhada em minhas mãos. Eles eram completamente cinzentos, das pontas dos dedos aos pulsos. E
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meus braços estavam começando a perder a cor também.
-Nós vamos…! exclamei. Ele também estava vendo sua pele ficar cinza. Minha cabeça estava girando. De repente me senti tonta. "Como vamos sair daqui?" Como vamos voltar ao nosso mundo? "Talvez no elevador?" -Ele sugeriu Ben. "Não vai adiantar nada", alertou. Seth. Mas nós o ignoramos e corremos como loucos pelo
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corredor entre as mesas até chegar ao final da imensa sala de aula. Lá, em um buraco estreito, estava o elevador.
"Não há botão de chamada", Mary gritou atrás de nós. "Bah, essa coisa nunca funciona", acrescentou Seth. Ninguém o usou em cinquenta anos. quando esta noite Ouvimos ele começar, não podíamos acreditar. "Tem que haver alguma maneira de sair daqui", eu gritei. eu corri a palma da minha mão parede que ficava ao lado do elevador. —Certamente há um botão
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escondido em algum lugar. A parede estava quente e suave ao toque. Bati com o punho até minha mão inteira doer. Ben deslizou os dedos na abertura onde as duas portas se formaram quando se encontraram no centro e tentou o máximo que pôde para abri-las. Ele estava sem sorte.
-Uma chave de fenda! ele gritou por cima do ombro. Alguém tem uma chave de fenda? "Ou talvez uma faca, ou uma vara ou algo para abrir as portas?" Eu adicionei. "Nós já tentamos", ele gemeu. Eloise em sua voz rouca e áspera.
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Nós tentamos tudo. Absolutamente tudo! Comecei a chutar as portas de metal. Senti-me frustrado, com raiva e com medo... Tudo ao mesmo tempo. Senti uma pontada aguda de dor na perna e no pé. Eu andei de volta ao longo da parede em um pé, respirando profundamente. "Sente-se conosco", disse Mary. Sente-se e espere. Afinal, a situação não é desesperadora. "Você se acostuma com isso," Seth adicionou suavemente. -O que? Eu gritei com raiva, ainda respirando pesadamente. Quão
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pode-se acostumar a um mundo sem cor? Para um mundo preto e branco? E não poder ir para casa ou para qualquer lugar? Maria abaixou a cabeça. Os outros se viraram para nos olhar com rostos cinzentos, tristes e sem graça. "Eu, eu não vou me acostumar com isso", gaguejei. Ben e eu vamos sair daqui. Comecei a esfregar as mãos. Talvez assim eu pudesse apagar a cor cinza da minha pele, que ainda estava quente e macia. Mas não funcionou. Minhas cores habituais haviam desaparecido e meu corpo inteiro estava
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ficando cinza às vezes. -O que vamos fazer? -Eu pergunto Ben com uma voz estridente e olhos raivosos. -A janela! Eu gritei, apontando com minha mão. Ir! Vamos pela janela! -Não! Seth exclamou, correndo em nossa direção para nos cortar. Não faça isso! Eu te aviso... "Não vá lá fora!" -gritar Eddie. "Por que eles estão tentando nos parar? -Perguntei-me-. Eles não querem que fujamos!
Eles não querem que voltemos ao nosso mundo! Eles querem que sejamos cinza
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como eles!" "Saia do caminho, Seth," eu gritei. Meu amigo se abaixou para um lado, e eu para o outro, Seth tentou me agarrar, mas consegui passar por ele. Fui até a janela e, depois de olhar a noite sombria que se estendia atrás dela, abri-a. "Fique longe dos meninos lá fora!" -Estão loucos! Louco para terminar! "Eles vão levá-lo para o buraco!"
Ouvimos seus gritos e avisos atrás de nós. Eles não faziam sentido para nós, então os ignoramos.
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Subimos no parapeito da janela e pulamos.
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Ben caiu no chão com um estrondo! Eu o segui e aterrissei em uma cama macia de grama. O céu noturno se esticou sobre nossas cabeças como um manto preto grosso. A Lua e as estrelas eram notáveis pela sua ausência.
Seth e os outros apareceram na janela, gritando e acenando para que voltássemos, mas corremos por um
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caminho de grama. Atravessamos a rua. Ao longe havia casas baixas e escuras, cercadas por jardins acinzentados. Nenhuma janela estava acesa, nenhum carro passou, ninguém estava andando na rua. "Estamos em Bell Valley?" Ben me perguntou enquanto atravessávamos outra rua sem diminuir a velocidade. Por que nada disso é familiar para mim? "Aquelas casas ali não são como as na frente da escola,” eu observei. Um calafrio de medo me deixou petrificada. De repente, comecei a me perguntar como era possível que houvesse uma cidade lá fora tão diferente daquela
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nosso Onde estavam as pessoas que moravam lá? Era uma cidade abandonada? Era um set de filmagem? Não era um bairro de verdade? Os avisos dos cinco meninos cinzas soaram alto em meus ouvidos. Talvez Ben e eu tenhamos cometido um erro, pensei. Talvez devêssemos tê-los ouvido." Virei-me e olhei para a escola. Névoa flutuou do chão. O prédio ficava na
escuridão atrás de uma névoa cinzenta que invadia tudo. Surpresa, eu estreitei meus olhos.
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veja melhor.
"Ei... Ben!" Eu engasguei, olhe para —. a escola. Meu amigo também o observava. "Essa não é a nossa escola!" ele exclamou. fomos contemplando
uma
um pequeno prédio quadrado com telhado plano e um andar. Tinha apenas uma janela voltada para a rua, e raios de luz cinzenta saíam dela para um mastro de bandeira fino e nu na calçada. Um par de balanços brilhava no brilho prateado.
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"Estamos em outro mundo", observei.
com voz trêmula. Um mundo diferente e muito próximo ao mesmo tempo. "Mas, mas..." Ben gaguejou. A névoa havia engrossado, formando uma parede ondulante que se erguia do chão, bloqueando nossa visão do fundo do prédio. -Venha! Vamos continuar! Eu pedi a Ben. Tem que haver alguma maneira de sair daqui! Começamos a correr. Passamos entre casas sombrias e terrenos abandonados, avançamos sob árvores com galhos enegrecidos e sem folhas por causa do frio do inverno. nossos passos
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ecoou nas ruas sem carros ou postes de luz.
Continuei olhando para o céu, esperando ver o brilho da lua ou a luz cintilante de um estrela, mas meus olhos encontraram um teto de escuridão profunda. Somos como sombras, pensei. Sombras correndo entre sombras. Pare com isso, Tommy, eu me adverti. Não comece a pensar coisas estranhas. Concentre-se no que você tem que fazer, que é encontrar uma maneira de sair daqui. Passamos por uma caixa de correio preta e atravessamos outra rua
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deserto, enquanto a neblina nos envolvia cada vez mais. A princípio, a névoa pairava baixa, espalhando-se pelo gramado escuro, espalhando-se entre as ruas. Nem um sopro de vento soprava. Mas logo a neblina começou a se erguer ao nosso redor, escondendo as casas em seu caminho, escondendo as árvores nuas e as ruas desertas, escondendo tudo atrás de uma espessa e envolvente parede cinzenta. Ben resmungou e parou. Eu esbarrei nele. -Ei! Eu gritei sem fôlego. Por que você parou?
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"Eu não vejo nada", respondeu ele. abruptamente-. Essa névoa...” Ela colocou as mãos nos joelhos e se inclinou para frente, tentando recuperar o fôlego. "Nós não estamos chegando a lugar nenhum, estamos?" Eu perguntei calmamente. Acho que poderíamos continuar correndo para sempre e nunca sair daqui. "Talvez devêssemos esperar até o amanhecer", sugeriu Ben, ainda curvado. Até então, o nevoeiro provavelmente terá desaparecido. "Talvez," eu respondi alegremente.
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duvidoso
Comecei a tremer. Eu me perguntei quantas partes do meu corpo ficaram cinzas. Eu ainda tinha um pouco de cor sobrando? Puxei minha camisa e tentei verificar, mas estava muito escuro. Tudo parecia cinza e preto. Era impossível distinguir qualquer coisa. "O que você sugere que façamos?" Eu perguntei a Ben. Voltar para a escola? A névoa ainda estava flutuando ao nosso redor. Era tão grosso que eu mal podia ver meu amigo. "E-eu não acho que seremos capazes de encontrá-lo no meio desta névoa."
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balbuciando. O medo se instalou na voz dele.
Eu mudei. Tinha razão. não viu o rua, nem as árvores do outro lado da espessa neblina. "Talvez possamos refazer nossos passos", sugeri. Se continuarmos indo para lá... – apontei. Mas na espessa neblina ao nosso redor, eu não tinha certeza se era a direção certa.
"Fizemos algo estúpido," Ben murmurou. Deveríamos ter ouvido esses caras. tentou
ajude-nos e... —Agora é inútil lamentar—
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Olhei bruscamente. Uma ideia me ocorreu. Vamos tentar encontrar um caminho através da neblina que nos leve a uma dessas casas e pernoitar lá. "Mas teríamos que forçar a porta da frente", disse Ben. "Eles parecem desabitados", respondi. A névoa continuou a girar em torno de nós e nos engolfou completamente.
Eu puxei o braço do meu amigo e acrescentei: "Vamos". Nós vamos encontrar u
onde esperar o amanhecer. Será melhor do que passar a noite inteira ao ar livre.
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"Sim, acho que sim", concordou Ben. Viramos e subimos uma colina íngreme. Tínhamos que nos mover a passo de caracol, porque não havia nada para ser visto. Tínhamos dado seis ou sete passos quando soltei um grito de terror. Alguém me bateu e me jogou no chão.
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— Ahhhh! Um gemido terrível escapou da minha garganta. Eu rolei de costas, enquanto um gato preto tropeçou ao meu lado. Um gato preto? Ele pulou em meus ombros desde o galho de uma árvore. Ele fixou seus olhos cinzas em mim, eriçou seu pelo preto e ergueu o rabo. Então ele saiu correndo, desaparecendo na névoa espessa. eu acordei tremendo
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da cabeça aos pés
"Tommy, o que aconteceu com você?" perguntou Ben. "Você não viu aquele gato?" Eu gritei. Ele pulou em cima de mim e me jogou no chão. Eu pensei... eu pensei que...” As palavras ficaram presas na minha garganta. -Está bem? A neblina é tão espessa que não consigo ver nada — disse Ben. Tudo o que sei é que de repente você começou a gritar. Que susto você me deu! Esfreguei a nuca. Por que aquele gato pulou em mim?, me perguntei. Cheguei à conclusão de que como
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não havia ninguém lá, talvez ele estivesse muito sozinho. Mas naquele momento, a voz de uma menina foi ouvida. -Estão aqui! -gritar. E então um menino que deve ter estando a dois passos de nós gritou: "Não os deixe escapar!" Pegue-os!
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Ben e eu estreitamos nossos olhos. Primeiro ouvimos vozes agudas; depois o baque de passos se movendo pelo gramado, mas não vimos ninguém. Nós realmente não sabíamos para que lado correr. -Por aqui! Estão aqui! a menina repetiu para seu companheiro, enquanto tentava recuperar o fôlego. "Pare com eles!" Outra garota interveio.
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Ben e eu nos viramos. -Quem está aí? Tentei gritar, mas minha voz saiu fraca e aterrorizada. O qual? Então, envoltas na densidade do nevoeiro, surgiram silhuetas, cinzentas e borradas, correndo em nossa direção. Então eles pararam perto o suficiente para serem visíveis através da espessa cortina de névoa. Eles nos encararam com expressões de surpresa, braços estendidos e corpos tensos, seus cabelos esvoaçando na névoa envolve Eu voltei para onde ele estava
Ben. Nós nos posicionamos contra
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para trás, boquiabertos enquanto formavam um círculo apertado ao nosso redor. "Eles são... eles são meninos," Ben exclamou. Mais um grupo de rapazes! Eu me perguntei se eles eram os únicos que faltavam para completar a classe de 1947. -Ei! Eu gritei. O que você está fazendo aqui? Eles nos observaram em silêncio.A névoa começou a se dissipar. Atrás dela veio uma garota baixinha de cabelo preto encaracolado, sussurrando para um garoto mais velho com uma jaqueta preta antiquada. Naquele
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Naquele momento a névoa os cobriu novamente e tive a sensação de que eles estavam desaparecendo diante de meus olhos.
Outros meninos apareceram e desapareceram No total, seriam cerca de vinte.
eu sei
eles falavam em sussurros, lançando
olhares para nós e não saindo do círculo que formaram ao nosso redor.
"O que você está fazendo aqui?" Eu repeti, tentando não deixar minha voz refletir o quão assustada eu estava. Meu amigo e eu... estamos perdidos. Você pode nos ajudar? "Você ainda é de cor", murmurou um
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garotinha -Cor. Cor. Cor. A palavra passou de boca em boca no círculo de meninos grisalhos. "Devem ser os outros meninos de a aula — sussurrou Ben. Os caras que Seth e os outros nos avisaram. As palavras de Seth voltaram para mim mente: “Eles são loucos. Louco como o inferno."
-Nós perdemos! Eu gritei. Você pode nos ajudar? Eles não responderam. eles sussurraram com
nervosismo entre eles. -Venha! Venha! Um menino gritou de repente. Sua voz era tão forte
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me assustou. "O que você disse?" -Eu perguntei por-. Você pode nos ajudar? -Venha! Venha! uma menina repetiu.
"Nós não somos daqui," Ben gritou. Queremos sair, mas não sabemos como. -Venha venha! vozes murmuraram em uníssono. "Por favor, responda-nos!" eu implorei. Você pode nos ajudar? Então todos cantaram: "Vamos, vamos" e começaram a dançar. Sem quebrar o círculo, eles começaram a se mover para a direita no tempo com um ritmo acelerado. Eles levantaram um
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perna e deu um passo para a direita. Eles colocaram o pé no chão e chutaram. Em seguida, outro passo para a direita.
Uma dança muito estranha. "Vamos, vamos", eles entoaram. -Pare, por favor! Ben e eu imploramos. Por que você faz isso? Você quer nos assustar? -Venha venha. E enquanto dançavam, as formas escuras entravam e saíam da névoa envolvente. A névoa se levantou por alguns momentos. Então vi que todos dançavam de mãos dadas. O círculo estava se tornando cada vez mais
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estreito, e em seu centro estavam Ben e mim.
"Vamos, vamos", eles entoaram. Um passo e um chute. - Vamos! Vamos. -O quê estão fazendo? -sussurrar Ben. É um jogo ou algo assim? Engoli em seco e respondi: "Não, acho que não." A névoa mudou de novo, rastejando momentaneamente pela grama, depois subindo novamente. Olhei com os olhos apertados para os rostos cantando e dançando ao nosso redor. Eles tinham uma expressão
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olhar duro e gelado. Rostos hostis. - Vamos! Vamos. Vamos! Vamos.
-Pare! Eu gritei. Chega de bobagens! Que está fazendo? Por favor, alguém nos explique! -Venha venha. "A cantoria não parou. O círculo se moveu para a direita. Fixaram os olhos em nós. Parecia um desafio. Foi como se eles estivessem nos pedindo para parar com esse tipo de dança infernal.
Vamos! Vamos
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ficar cinza Vamos! Vamos ficar cinza O círculo girava em torno de nós. As silhuetas dançavam com frenesi sob o nevoeiro envolvente seguindo um ritmo constante e aterrorizante. Um ritmo tão frio, tão ameaçador. Ritmo louco! Vamos! Vamos ficar cinza Vamos! Vamos ficar cinza E de repente, contemplando aquele
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dança assustadora, ouvindo aquele canto frenético, entendi tudo. Eu entendi que eles estavam celebrando um ritual estranho, e que eles continuariam a nos observar e dançar ao nosso redor até que estivéssemos tão grisalhos quanto eles.
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Vamos! Vamos ficar cinza Enquanto os meninos e meninas continuavam a girar em círculo, cantando baixinho,
estudei seus rostos. Eles tinham uma expressão
dura e fria. Eles estavam tentando nos assustar. Contei nove meninas e dez meninos. Todos estavam vestidos com roupas
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antiquado e usava sapatos grandes e pesados. De repente, desejei que tudo isso fosse apenas um filme em preto e branco e que nem Ben nem eu estivéssemos realmente lá.
Vamos! Vamos ficar cinza "Por que você está fazendo isso?" Ben gritou, fazendo-se ouvir sobre seu canto assustador. Por que você não quer falar com a gente? Mas eles continuaram sua dança circular, ignorando os apelos do meu amigo. Eu me virei para Ben, inclinando-me
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em direção a ele para que ele pudesse me ouvir.
"Nós temos que sair daqui," eu disse. Estão loucos. Eles vão nos deixar aqui até ficarmos tão grisalhos quanto eles. Ben assentiu solenemente, sem tirar os olhos do círculo de meninos. Ele colocou as mãos ao redor para me responder. Fiquei atordoado. Eles não tinham um toque de cor. Eu levei o meu para a altura do face. completamente Cinzas.
eles também foram
cinza. Quantas partes do nosso corpo teriam escurecido? Quanto tempo nos restava antes de todos os nossos
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corpo era cinza? "Nós temos que sair daqui," eu disse. Ir. Vou contar até três. Você corre lá e eu corro aqui,” eu ordenei, apontando em direções opostas. "Se os pegarmos de surpresa, talvez Talvez possamos romper,” acrescentei. -E depois disso? respondeu Ben. Eu não queria responder a sua pergunta. Eu não queria saber a resposta. "Para começar, vamos dar o fora daqui", eu gritei. Não aguento mais um segundo desse cântico estúpido. Ben assentiu e respirou fundo. "Um..." Comecei a contar.
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Vamos! Vamos
ficar cinza O círculo se apertou. Já eles estavam quase cotovelo a cotovelo.
Eles leram nossos pensamentos? "Dois..." Eu continuei contando, e tensionei os músculos das minhas pernas, pronto para correr. A cortina de neblina foi
subindo, mas espessas nuvens de neblina continuavam a se agarrar ao chão Mesmo assim, pude distinguir algumas casas escuras além do círculo em que estávamos presos. "Se pudermos romper, talvez
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Talvez possamos nos esconder em uma dessas casas, pensei. "Boa sorte," Ben murmurou. -Três! Eu gritei. Nós inclinamos nossas cabeças e lançamos corre.
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Devo ter dado quatro passos quando escorreguei na grama molhada. -Oh! exclamei, sentindo uma dor aguda na perna direita. A cantoria parou. Os meninos grisalhos gritaram de surpresa. Minha perna doeu muito. Eu tive que me levantar, me inclinei para esfregar meu tornozelo. Quando olhei para cima, notei Ben se jogando contra a parede.
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humano subindo ao nosso redor.
— Aaaah! Ben gritou enquanto corria. Dois meninos o agarraram; um pelos ombros e outro pelos pés. Ben caiu na grama, e os dois meninos em cima dele. "Me deixe em paz!" deixe-me! Ben gritou. Fui rudemente agarrado por um menino e uma menina. Eles me viraram e me empurraram com força na direção de Ben. "Nos deixe!" Eu gritei. Que está fazendo? por que você não nos deixa
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para Março?
Eles fizeram Ben se levantar e o empurraram para o meu lado. Em alguns momentos, eles estavam agrupados ao nosso redor, seus corpos tensos, prontos para nos capturar se pensássemos em escapar novamente. "Nós não vamos a lugar nenhum," eu suspirei. Alguém pode nos explicar o que diabos está acontecendo? "Vamos, vamos", disse uma garota com longas tranças grisalhas e com voz rouca.
"Eu já ouvi isso!" Eu gritei furiosamente. "Fique cinza", acrescentou a garota.
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-. Estamos esperando por você para devolvêlos cinza. -Por que? Eu queria saber. Apenas nos diga por quê. "A Lua é cinza", ele respondeu. As estrelas são cinzentas. "Meus sonhos são cinzas", acrescentou. uma criança triste.
"Por favor, conte-nos do que se trata", Ben implorou a eles. Eu não entendo absolutamente nada. Esfreguei a perna que tinha me machucado. Eu não sentia mais pontos, mas o músculo ainda doía. "Apenas nos ajude a voltar para a escola", eu implorei.
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"Saímos da escola", gritou um menino. Era cinza também. "Não há cor em lugar nenhum", gritou uma garota. Nós nunca vamos voltar para a escola. "Abaixo a escola!" Abaixo a escola! Abaixo a escola! alguns meninos entoaram. "Mas nós temos que voltar lá," eu insisti. "Abaixo a escola!" Abaixo a escola! Abaixo a escola! -eles voltaram para entoar. "É inútil," Ben sussurrou para mim.
audição-. Eles são loucos como o inferno! Nada do que dizem faz sentido.
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Eu senti um calafrio. O ar
Estava começando a esfriar. Uma sensação de terror tomou conta de mim e tentei me livrar disso. Os meninos nos agarraram e nos empurraram rudemente por um caminho gramado. Eles nos seguraram firmemente pelos ombros e nos empurraram para a frente. "Onde você está nos levando?" Eu gritei. Eles não responderam.
Ben e eu tentamos escapar, mas eles eram muito numerosos e muito fortes. Eles nos empurraram para uma colina escura. redemoinhos de névoa
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eles estavam girando aos nossos pés a cada passo que dávamos. A grama estava molhada e escorregadia. -Aonde vamos? Eu gritei. Nos digam! Onde você está nos levando?
"Para o buraco negro", exclamou uma garota. E enquanto continuamos a subir, ele sussurrou em meu ouvido: "Você vai pular ou teremos que empurrá-lo?"
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-Buraco? Que tipo de buraco? — exclamou. Ninguém respondeu. Paramos no topo da
Colina. Os meninos ainda estavam nos segurando firme. Olhando por cima do ombro de Ben, vi quatro meninos se aproximando. Quando chegaram mais perto, pude ver que carregavam quatro baldes grandes. Eles deixaram os quatro recipientes
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alinhados no chão e nos empurraram em direção a eles. Dentro havia um líquido, escuro e borbulhante, do qual saía um vapor com odor pungente e pungente. Uma garota se aproximou carregando uma pilha de copos metálicos entre ela braços e entregou um a um menino. Ele mergulhou apressadamente no líquido preto e espesso e instantaneamente houve um som de assobio. — Ahhh! exclamei surpreso quando o menino pegou o copo vapor para os lábios. jogou a cabeça para trás e deixou o líquido repugnante deslizar em sua garganta.
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"Um copo incolor", gritou um cara jovem.
"Beba a escuridão!" uma garota gritou. -Bebê! Bebê! Baby!—eles aplaudiram Os meninos aplaudiram. Rapidamente formaram uma fila. Ben e eu assistimos horrorizados quando cada um deles mergulhou um copo na mistura preta fedorenta e bebeu. "Uma bebida incolor!" Um copo sem cor! -Beber! Beba a escuridão! Tentei escapar novamente, mas havia três meninos me segurando e era impossível me mover.
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Os meninos bateram palmas e riram. Um menino engoliu um copo inteiro da mistura fedorenta e depois jogou o copo no ar. Aplausos fortes foram ouvidos. Uma garota encheu a boca com a mistura escura e depois cuspiu ruidosamente no rosto de uma garota ao lado dela.” Outro garoto esguichou o líquido nojento de sua boca como um bico. "Estamos cobertos de escuridão!" gritou um menino com uma voz profunda e ressonante. Nós nos cobrimos de escuridão porque não há cor na lua! Não há cor nas estrelas!
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Não há cor na Terra! Uma garota cuspiu a mistura enegrecida no cabelo de um menino baixo e de óculos. A mistura escura começou a escorrer lentamente por sua testa e em seus óculos. Então o menino se inclinou para encher seu copo, beber o líquido nojento e depois cuspi-lo na frente do casaco da menina. Entre gritos, risos e aplausos, eles cuspiam e se lambiam com aquela mistura quente e negra, até acabarem encharcados de uma escuridão oleosa "Um copo incolor!" Uma bebida
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incolor!
Então notei mãos me segurando com mais força. E Ben e eu fomos arrastados para o topo da colina. Olhando para o outro lado encontrei um precipício profundo e, mais abaixo, no fundo... Era impossível ver qualquer coisa. Estava muito escuro. Mas houve um gorgolejo alto. E densas e contínuas baforadas de vapor chegaram até nós, impregnando tudo com um odor tão acre e penetrante que me senti nauseada. "Para o buraco negro!" alguém gritou. Para o buraco negro!
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Muitas crianças aplaudiram. Ben e eu fomos empurrados para a beira do penhasco. "Pular!"
Pular!
Pule! –
algumas crianças começaram a cantar. "Pule no buraco negro!" -Mas porque? Eu gritei. Por que você faz isso? "Deixe a escuridão cobrir você", uma garota gritou. Que cubra você como nós! Os meninos riram e bateram palmas. Ben se virou para mim, seu rosto contorcido de terror. "E-está fervendo lá embaixo!" Ele gaguejou, olhando para dentro.
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do buraco borbulhante. E cheira a cobras mortas! -Pular! Pular! Pular! Os meninos continuaram cantando. Mudei meu olhar para eles. Eles riram e aplaudiram, encharcados de uma mistura repugnante que escorria por seus rostos e roupas. Eles inclinaram a cabeça para trás e cuspiram goles do líquido preto no ar. "Pular!" Pular! Pular! " De repente, o canto e as risadas pararam. Gritos foram ouvidos. Por trás, mãos me agarraram pela cintura. E eles me empurraram com força... no fumegante
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Não, eu não caí no buraco. As mãos me agarraram e me viraram. eu conheci cara cara a cara com um rosto familiar: Seth!
-Corre! -gritar-. Nós viemos a salvaros! Eu me virei e vi que Mary e Eloise estavam levando Ben descendo a colina. -Ir! Seth gritou. Começamos a correr, mas não chegamos
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muito longe. Nós pegamos esses garotos malucos de surpresa, mas logo eles saíram do seu espanto e formaram um círculo apertado ao nosso redor. "Eles nos pegaram!" Eu gritei. Como vamos escapar? Paramos e os meninos nos cercaram. Eles se moviam em silêncio, seus rostos manchados com aquele líquido
nojento e suas roupas encharcadas e nojent "Eu pensei que poderíamos ser mais rápidos do que eles," Seth começou. -mas… Baixei os olhos para um monte de
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lixo de folhas em volta dos meus pés. De repente, uma grande ideia me ocorreu. coloco a mão no bolso O jeans. -Prepare-se! Eu gritei com os outros. Ben se virou para mim. -Para que? -Eu pergunto. "Preparem-se", repeti, "para dar o fora."
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-Vou lá! exclamei. Peguei o isqueiro. eu dei a ele um
vez, dois e uma chama amarela saiu.
-Ahhh! uma garota gritou. Vários meninos do grupo também gritaram. Alguns protegeram os olhos com as mãos ou se afastaram da chama. "É muito brilhante!" uma garota exclamou.
-Olhos! Meus olhos doem!
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"Tire isso dele!" Tire! Um menino gemeu. Mas eu ainda não tinha terminado. Aproximei a chama da pilha de folhas caídas aos nossos pés. As lâminas acenderam instantaneamente, estalando e produzindo grandes chamas alaranjadas. — Não! —Os meninos Eles cobriram os olhos e gritaram de dor.
"Vamos sair daqui!" Eu disse para Ben e os outros. Mas eles já estavam correndo pela vegetação rasteira escura. Baixei a cabeça e corri atrás deles. Eu ouvi o grupo de meninos selvagens gritando e gemendo atrás
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nós. -Não vejo nada! Não vejo nada! "Alguém faça alguma coisa!"
"Apagar o fogo!" Virando vi que as folhas ainda estavam
queimando, formando uma parede serpentina de luz vermelha e laranja, contrastando intensamente com a escuridão da noite. tarde. Os meninos cobriram os olhos e
correram aterrorizados de um lado para o out Eles pararam de nos perseguir. Caminhando pela noite enevoada, Seth e seus dois amigos nos levaram para o outro lado da colina.
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- Já avisamos sobre isso meninos," Mary explicou, ofegante, "mas vocês começaram a correr sem querer ouvir uma palavra. "Eles perderam a cabeça", comentou. Seth tristemente. Eles não sabem o que fazem. "Eles se tornaram uma espécie de gangue selvagem", acrescentou Eloise. Eles são governados por suas próprias leis e celebram rituais estranhos. Cada À noite, eles são cobertos da cabeça aos pés com o repugnante líquido preto. É... é realmente assustador. "É por isso que nós cinco moramos na faculdade."
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Eloise explicou. Eles também nos assustam. Eles realmente fazem algumas coisas.
assustador,” Mary interrompeu. Eles perderam todo o vislumbre de esperança. É tudo a mesma coisa para eles.
Comecei a tremer. A lua cinzenta havia se escondido atrás das nuvens novamente e o ar estava ficando mais frio. Os três garotos cinzentos pareciam derreter na luz pálida da noite. Ouvi gritos que soaram muito próximos. vozes nervosas. "Eles estão vindo para cá!" Eu gritei. "É melhor nos apressarmos", disse Seth. Siga-nos.
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Nossos amigos se viraram e correram para a rua. Ben e eu os seguimos, protegidos pela sombra espessa lançada pelas altas sebes dos jardins. Ouvi gritos novamente a dois passos de distância.
nós. "Onde você está nos levando?" -Eu pergunto
Ben em um sussurro sem fôlego.
“Para a escola,” Seth disse. "Para nos tirar daqui?" Eu gritei. Para nos ajudar a retornar ao nosso mundo? "Não," Seth disse sem diminuir a velocidade. Já lhe dissemos, Tommy. Não podemos ajudá-lo a retornar, mas
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Você estará mais seguro na escola. "Claro", acrescentou Maria. Ben e eu os seguimos por jardins escuros e ruas desertas. Galhos de árvores sem folhas rangiam e gemiam acima de nossas cabeças. De resto, a única coisa que se ouvia era o constante bang, bang! dos nossos tênis de corrida. Nós não ouvimos as vozes um do outro caras, mas sem dúvida eles estavam muito perto, tentando nos encontrar.
Dei um suspiro de alívio quando chegamos ao pequeno prédio da escola. Ben e eu corremos para dentro. Seth e as duas meninas nos levaram de volta para a sala de aula. Mona e Eddie estavam esperando por nós.
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Eu me joguei em uma mesa e tentei recuperar o fôlego. Olhando para cima, vi os cinco garotos cinzas nos encarando com olhos selvagens.
-Que ocorre? -Eu perguntei por. Eles não responderam por um longo tempo. Eloise foi a primeira a falar. "É melhor vocês se olharem", e ele apontou
na direção de um grande espelho perto do elevador
Ben e eu a obedecemos instantaneamente. Quando eu estava na frente do espelho, meu coração estava batendo descontroladamente. Uma profunda sensação de terror tomou conta de mim.
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Ele sabia o que ia ver, mas rezou para estar errado. Respirei fundo e me olhei no espelho.
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-Nããão! chocado.
ele gemeu
Ben
Nossos olhos estavam olhando para duas figuras cinzentas. As calças e a camisa tinham perdido a cor. E também o cabelo e os olhos. Tudo de mim era uma coleção de diferentes tons de cinza. "Nós somos quase como eles
agora," Ben murmurou, e soltou outro gem Quais são as cores desta escola?
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Cinza e cinza? Ele tentou sorrir, mas eu vi que ele estava tremendo da cabeça aos pés. -Não espera! Eu gritei. Olha Ben. Ainda temos algum tempo! Apontei na direção do espelho. Minhas orelhas estavam cinzentas, assim como meus lábios e queixo, mas ainda havia um traço de cor em minhas bochechas e nariz. A mesma coisa aconteceu com Ben.
"A única coisa que não ficou cinza é parte do meu rosto", observou ele com um suspiro.
"Nós sentimos muito", disse Mary, chegando por trás dela. Lamentamos verdadeiramente, porque dentro
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em alguns minutos você estará tão grisalho quanto nós. -Não! Eu insisti, me afastando do espelho. Tem que haver alguma solução. Ninguém conseguiu escapar? A resposta de Seth me deixou petrificada. "Sim", ele respondeu suavemente. Apenas algumas semanas atrás, uma garota conseguiu escapar de Darkland. "Depois de cinquenta anos, um de nós conseguiu voltar ao seu mundo", explicou Mona com um suspiro. -O que! Ben e eu gritamos em uníssono.
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"Como você conseguiu isso?" -Eu perguntei por.
Todos eles balançaram a cabeça
lado a lado. "Não temos ideia", disse Eloise com tristeza. Um bom dia Ele desapareceu. Estamos esperando que ele volte para nós. "Quando as portas do elevador se abriram esta noite, pensamos que era ela", acrescentou Eddie. Pensávamos que ele tinha voltado para nos salvar. ¡Greta! De repente, sua imagem veio à mente. Claro! Tinha que ser Greta; aquela garota estranha, de olhos cinzentos, a
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cabelos loiros quase brancos e sempre vestidos de preto. Greta conseguiu escapar de Darkland e retornar ao mundo das cores. Por isso ela sempre ficava louca atrás do batom de Thalia. Greta… Por que ele não voltou para salvar seus amigos? Como ele conseguiu escapar? Mudei meu olhar para o elevador na parte de trás da sala de aula.
"Abra!" Eu ordenei em voz baixa. Por favor, abra agora! Abra!
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Mas é claro que a porta cinza permaneceu tão fechada quanto antes. Coloquei as mãos nos bolsos da calça. Ponderando e tentando não entrar em pânico, eu fiz meu caminho para a frente da classe. Ben afundou em uma cadeira, balançando a cabeça desanimado. "Não pode ser", ele murmurou. Isto não pode ser verdade! Ele bateu o punho na mesa com raiva e repetiu: 'Não pode ser verdade. "Pense, Tommy, pense", eu me ordenei em voz alta. Tem que haver uma maneira de nos impedir de ficar completamente cinza. Tem que saber
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alguma forma de recuperar a cor. Pensar! Minha mente estava correndo em velocidade
do relâmpago Ele estava com muito medo de pensar com clareza. Todos os músculos de seu corpo estavam tenso Ainda pensando, tirei o isqueiro de plástico do bolso. Nervoso, comecei a girá-lo entre os dedos e passá-lo de uma mão para outra -Pensar! Pensar! Continuei brincando com o isqueiro. Ela escorregou das minhas mãos e caiu no chão. Eu o observei por alguns momentos
Eu me abaixei para pegá-lo. O
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O isqueiro, que era de um vermelho profundo, ficou cinza. Mas a chamada... Claro! Que boa ideia! Levantei-me e me virei para os outros, segurando o isqueiro.
-O que aconteceria se…? Comecei a dizer, ainda ponderada e animada com a minha ideia brilhante. O que aconteceria se você iluminasse a sala de aula com uma luz amarela do outro mundo? Você acha que a cor, ou seja, a luz amarela, faria o cinza desaparecer? "Você já tentou isso antes, quando estávamos do lado de fora,” Ben me lembrou.
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—Mas isso foi no exterior— Eu respondi. O que aconteceria se você o ligasse perto da parede? Você acha que a cor intensa faria o cinza desaparecer, para que pudéssemos ir para o outro lado e voltar ao mundo das cores? Eles me encararam, seus olhos fixos no isqueiro na minha mão.
Eu não esperei para ouvir uma resposta. "Eu vou tentar," eu anunciei. Eu levantei o isqueiro de plástico. Todos os olhos se concentraram nele. "Vá em frente", sussurrou Ben. Que a sorte sorria para nós. Eu bati o isqueiro. Eu dei a ele novamente.
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Outra vez. Eu bati nele com mais força. Nada. Não havia como ativá-lo.
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Eu deixei violentamente o isqueiro em cima de uma mesa. "Não há mais gás", eu gemi. Não funciona. -Impossível! Ben gritou. Tente de novo, Tommy. Por favor, mais uma vez.
Eu resmunguei e peguei o isqueiro novamente. Minha mão estava tremendo. De repente, minha garganta ficou muito seca. Parecia uma boa ideia. sim
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consegui ativar... "Vamos," eu murmurei, levantando o isqueiro novamente. vamos fazer um ultima tentativa. Com o suor, não demorou muito para que o isqueiro escorregasse da minha mão novamente. Eu o segurei com firmeza. Eu
coloquei meu polegar. Eu bati no volante. Nada. Bati novamente com mais vigor. Desta v chamar.
—Simsss! Ben gritou. Mas sua alegria desapareceu instantaneamente. A chama que saía do isqueiro era cinza. Todos soltaram um gemido de decepção. Uma chama cinzenta tremeluzindo em um
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isqueiro cinza segurado por um punho cinza. "É inútil", lamentei.
Apaguei o isqueiro e o coloquei de volta no bolso. Olhei para Ben. "Desculpe," eu murmurei tristemente. —. Pelo menos nós tentamos. Meu amigo assentiu e engoliu em seco. -Nós vamos! Eu suspirei. Tua cara! As bochechas! -O que? Eles são cinza? ele perguntou baixinho. Eu balancei a cabeça e
acrescentei: "Você só tem cor em seu nariz "A mesma coisa acontece com você."
Os cinco meninos cinzentos
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eles assistiram em silêncio do outro final da aula. Seth balançou a cabeça tristemente de um lado para o outro. O que eles poderiam dizer? A mesma coisa havia acontecido com eles. por cinquenta Por anos eles viveram em um mundo preto e branco. E Ben e eu estávamos condenados a fazer parte daquele mundo triste e frio. Eu esfreguei meu nariz.
Mas por quanto tempo manterá a cor?, pensei. Quanto tempo levará para ser um deles?
Mudei meu olhar para o elevador. Se Ben e eu tivéssemos usado as escadas para subir até a sala de aula
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de desenho. Sim... Mas não adiantava mais reclamar. Eu mantive meus olhos fixos nas portas do elevador. Mais uma vez, eu silenciosamente ordenei que eles se
abrissem. Soltei um grito de surpresa quando ouvi um zumbido alto. Todos ficaram surpresos e ouviram atentamente. O zumbido se transformou em ruído. -O que está acontecendo? Ben gritou. -O elevador! Eloise apontou. de boca aberta, apontando com a mão. Todos nós nos aproximamos do dispositivo antigo. Estávamos a poucos passos dele quando as portas se abriram. Corremos para ver quem estava em seu
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interior. —¡Greta! — exclamou.
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Não. Não era Greta. Foi
Thalia!
¡Thalia
houve
devolvido! Ele cutucou a cabeça nervosamente. À luz do elevador, seu cabelo estava de uma loira brilhante e seu vestido de uma azul intenso. A cor quase danificou meu visualizar.
Seu rosto se iluminou vermelho. sorrir. -Finalmente! Eu te encontrei! —
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ela exclamou feliz. Ele saiu correndo do elevador. Gritando e pulando de alegria, ela correu para dar um grande abraço em Mary. Então ele abraçou Eloise e Seth, e Mona virou Eddie. Todos gritavam de felicidade. Thalia, você voltou! -Está bem? -Estávamos esperando por você!
-Ei! Um momento! O elevador! Eu gritei. Não o deixe ir! Eu corri como um homem possuído em direção
ele. Tarde demais. As portas se fecharam. Eu esbarrei neles e saí
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atirou para trás — Nãooooooo! O elevador! O elevador! exclamei, batendo nas portas com as duas mãos. Eu me virei para olhar para Thalia. Ela prendeu a respiração e levou a mão à boca. -Vai, me desculpe! ele exclamou, seus olhos azuis se arregalando. Na alegria de ver meus amigos, eu tinha esquecido completamente! "Mas... mas..." eu gaguejei. Eu me encostei na parede, tremendo da cabeça aos pés. Tínhamos acabado de perder nossa única chance de escapar.
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Os cinco garotos cinzas cercaram Thalia. Eles a abraçaram, rindo e fazendo milhares de perguntas. "Nós sentimos tanto a sua falta!" Eloise gritou. Mas sabíamos que você voltaria para nos salvar. Eu também senti muito a sua falta. Perdi”, respondeu Thalia. Ele queria voltar, mas não sabia como. Finalmente, esta noite eu encontrei meu caminho de volta. Thalia se virou para nós. “Eu fugi algumas semanas atrás,” ele explicou, “logo antes das aulas começarem. Consegui voltar ao seu mundo, ao mundo real,
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mas tive que esconder minha identidade.
"Você quer dizer..." eu comecei a dizer. "Exatamente," Thalia continuou. Eu constantemente tinha que colocar pó no rosto e passar batom para esconder a cor cinza da minha pele. E… -E os olhos? eu interrompi. Você tem eles azuis. —Uso lentes de contato— ele explicou, e soltou um longo suspiro. Tem sido tão difícil e exaustivo. Eu não podia perder a cabeça por um momento. Eu sempre tive que estar ciente da
maquiagem. Ele não podia deixar ninguém de
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"Os meninos riram de mim Thalia continuou. Mas essa não foi a
pior parte. Queria estar no mundo da luz e da cor, mas era uma impostora, uma fraude que escondia sua verdadeira identidade com maquiagem. Eu não pertencia mais àquele mundo. Meu verdadeiro mundo é este, Darkland. Ele suspirou novamente. Mas não consegui encontrar o caminho de volta até esta noite, quando você e Ben ainda não voltaram para a academia. Então eu fui te procurar e descobri o buraco na parede tapada. Então encontrei o elevador, que me trouxe de volta ao meu mundo e aos meus amigos
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“Bem-vinda ao lar,” Mary disse, colocando seu braço acinzentado ao redor dos ombros do vestido de Thalia, cuja cor azul já havia começado a desbotar. -Tem razão. Este é o mundo ao qual você pertence,” Seth disse a ela. "Quando você saiu, não paramos de pensar em você por um único momento", acrescentou. Macaco-. Estávamos nos perguntando como as coisas estavam indo para você, e se você voltaria por nós. “Você não vai gostar do mundo real,” Thalia disse. Eu não quero voltar lá. Aquele lugar não nos pertence nem podemos viver nele. não quero mais continuar
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fingindo mais. Tudo que eu quero é estar aqui com você e ser eu mesma. Ela puxou uma bolsa de maquiagem e a jogou sobre uma mesa. —Os pós e a barra acabaram de lábios Chega de ser um impostor. "E quanto a nós?" -gritar Ben. Tommy e eu temos apenas um minuto ou dois antes de ficarmos grisalhos para sempre! "Você não vai nos ajudar a sair daqui?" eu implorei. Você não vai nos ajudar a voltar para o nosso mundo? Thalia balançou a cabeça tristemente e disse:
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"Desculpem rapazes.
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Engoli em seco quando comecei a sentir falta de casa, meu pai, minha nova mãe, meu cachorro. E então percebi que nunca mais os veria. Eu não veria mais nada em cores:
nem as ondas azuis do mar nem o sol avermelhado do pôr-do-sol.
"Desculpe, pessoal," Thalia repetiu. Me desculpe, eu deveria ter explicado para você imediatamente.
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-O que? Eu gritei. "Acho que posso ajudá-lo a voltar para o outro lado", disse ele. Ela pegou o batom e acrescentou: “Foi assim que consegui escapar algumas semanas atrás. Eu carregava esse batom na minha bolsa há cinquenta anos, mas havia me esquecido completamente dele. Ela destampou e nos mostrou um batom vermelho escuro. “Encontrei há algumas semanas e vi que ainda tinha a cor”, exclamou Thalia. Foi um verdadeiro milagre. Talvez fosse porque estava guardado o tempo todo.
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Thalia caminhou até a parede. "Fiquei tão emocionado ao ver a cor
vermelha depois de tantos anos", continuou el —. Minha primeira reação foi experimentar o batom na parede e, para minha surpresa, onde coloquei um pouco de batom havia um buraco. -Incrível! Eddie gritou. Os outros também manifestaram surpresa. "A tinta do batom vermelho desintegrou a parede", continuou Thalia. Fiquei tão chocada que não sabia o que fazer. Desenhei uma janela na parede e saí por ela. então eu tenho escapar.
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Ela trouxe o batom mais perto dela parede acinzentada.
"Tentei avisá-los", disse ele a seus companheiros, "mas a abertura se fechou assim que saí dela." Ele franziu a testa e acrescentou: "Eu desenhei uma janela em uma cor de classe mundial, mas lá, o batom era apenas isso: um batom." Não funcionava. Então eu não poderia voltar para você. Eu não sabia como encontrálo ou como voltar aqui.
Olhei para Ben. Para mim surpresa, meu amigo já estava completamente grisalho, exceto... exceto pela ponta do nariz.
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-Tália! Se apresse! eu implorei. Desenhe-nos uma janela! Não temos muito tempo! Sem outra palavra, Thalia virou-se para a parede e começou a trabalhar duro. Ele desenhou o contorno de uma janela e a preencheu com a cor vermelha "Se apresse!" Pressa! Eu implorei, vendo nossa amiga esfregar freneticamente o batom na parede. Funcionaria?
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Assim que Thalia terminou de pintar a janela, agarrei Ben e o empurrei para dentro do buraco. -Venha! Eu gritei. Não há tempo a perder! "Tchau, Ben." Tchau, Tommy, os outros gritaram. Quando eu estava empoleirado no janela, eu me virei para eles. "Venha conosco", eu gritei. Rápido. Você consegue!
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"Não, é impossível," Seth disse tristemente. Thalia está certa. seu mundo não gostaríamos. Nós pertencemos a ela”, acrescentou Mary. “Não se esqueça de mim,” Thalia gritou. Sua voz falhou tristemente e ela se virou. Também voltei, mas para voltar ao outro mundo, ao nosso mundo. Ben e eu atravessamos a parede e nos encontramos de volta à escola. A música ressoou no salão. As crianças gritaram e riram.
O baile!
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Estávamos de volta à festa. Gritei de alegria e abri a porta dos
banheiros da escola. Entramos e corremos para nos olharmos no espelho.
Ficamos sem palavras. Estávamos cheios de cor novamente:
vermelho e azul e rosa e amarelo. Tudo em c E tantas cores diferentes! Batemos palmas em vitória, jogamos a cabeça para trás e gritamos de alegria até quase perdermos a voz. Parecia incrível.
nós tínhamos
volta ao normal, ao nosso mundo. E a festa estava esperando por nós.
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Abrimos a porta dos banheiros, corremos para o corredor e encontramo a Sra. Pratos. -Finalmente! -gritar-. Eu estive procurando por você em todos os lugares!
Ele nos agarrou pela mão e nos puxou pelo corredor. "Sra. Borden... tem algo..." eu comecei a dizer. "Mais tarde," ela interrompeu. Ele nos empurrou para o ginásio. Estamos esperando por você desde sempre!
"Mas é só... você não." ele entende, mas...” eu rebati. "Você quer estar na foto, certo?" —
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perguntou o diretor. Todos os alunos que assistiram ao baile estavam alinhados
em frente às arquibancadas. A Sra. Borden empurrou Ben e eu para a primeira fila. "Queremos que todos que participaram da festa estejam na foto", declarou o diretor. Ele se virou para o fotógrafo Ele esperou atrás de uma câmera e disse:
Camaleão Lord, você pode atirar agora. "Senhor, o quê?" Não! Esperar! Esperar! INSTANTÂNEO!
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RL STINE. Ninguém diria que esse cidadão pacífico que vive em Nova York poderia ser tão assustador para tantas pessoas. E, ao mesmo tempo, qu
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histórias arrepiantes acabam por ser tão fascinante. RL Stine fez oito dos dez livros mais lidos por
jovens nos Estados Unidos dar muitos pesadelos e milhares de leitores contam-lhe os seus.
Quando não está escrevendo histórias de terror, ele trabalha como editor-chefe de um programa infantil de televisão.