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Sexta-feira: 09 de Fevereiro de 2018

Onde Mora a Chama da Esperança

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N°46

Periodicidade Semanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano II Edição nº 46 Sexta - feira, 15 de Junho 2018 Rua da Concórdia nº 41 – 2º Andar Contactos +258 84 57 45 041; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz

Pag. 07

Política

Isaura Nyusi preocupada com violência em Cabo Delgado

Pag. 27

MOÇAMBIQUE VAI LIDERAR PRODUÇÃO MUNDIAL DE GÁS NNEL GLOOM CHA nte a e s e r p e c e r e of el José Mucav

sjid Jumma Ma de mil ca recebe cer por dia os muçulman

Sociedade

Casino Polana financia projectos sociais

Pag. 33

Cultura

Renato Matusse lança livro


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Sexta-Feira , 15 de Junho de 2018

TETRER LSELTET S WW NENE

Ícones da Terra

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Biografia de Lurdes Mutola

Maria Mutola nasceu no bairro de Chamanculo - arredores da cidade do Maputo - no dia 27 de Outubro de 1972, e desde criança foi ligada ao desporto.

Não tendo sido aceite a sua participação no campeonato de futebol de juniores masculinos, com 14 anos inicia-se no atletismo. Filha de pai operário dos serviços portuários e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e mãe doméstica, Maria de Lurdes Mutola é de família humilde. Em 1988, beneficia da bolsa de solidariedade olímpica para os países do terceiro mundo e passa a residir no estado do Oregon, Estados Unidos, onde frequenta e conclui o Liceu. Desde então, ela não parou de correr e venceu uma centena de provas internacionais, colocando-se entre os maiores do atletismo internacional. Mutola detém o recorde do Mundo dos 1000 metros em pista coberta e em pista aberta, recorde Africano dos 1000 metros em pista aberta, recorde Africano dos 800 metros em pista aberta. Em 1995 consagra-se vencedora do Grande Prémio da IAAF - Federação Internacional de Atletismo Amador. É três vezes Campeã Africana (uma das quais em 1500 metros), e duas vezes no campeonato dos Jogos Africanos. “A menina que queria ser futebolista tornou-se campeã de atletismo e a primeira moçambicana a ganhar uma medalha de ouro para Moçambique” Em 2000 foi eleita para tomar parte na Comissão de Atletas do Comité Olímpico Internacional, posição que ocupa até hoje. Maria de Lurdes Mutola é até então detentora de todos os recordes de Moçambique para as suas categorias. Aos 36 anos, a Moçambicana Maria de Lurdes Mutola decidiu abandonar a altacompetição, após ter conseguido um 4º lugar nos 800 metros no meeting da Golden League de Zurique. Depois de cumprir mais de 20 anos de carreira no atletismo, Maria de Lurdes Mutola decidiu regressar à prática desportiva e escolheu o futebol, modalidade que a trouxe para o mundo desportivo quando tinha apenas 14 anos. A “menina de ouro” esteve a jogar na África do Sul, na formação da Luso África. Ela chegou a ser convocada para a selec-

ção feminina de Moçambique, onde participou no Torneio da Confederação das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA). Mutola celebra-se assim como a maior atleta Moçambicana de sempre com três pódios mundiais e duas medalhas olímpicas, sempre na distância dos 800 metros. Títulos conquistados Em 2003 • Campeã Mundial dos 800 metros - Edmonton/ Canadá - Pista Aberta • Campeã Mundial dos 800 metros - Lisboa/ Portugal - Pista Coberta • Vencedora do Meeting de Monaco/ Espanha - 800 metros pista • Vecedora do Meeting de Zurich/ Suiça - 800 metros pista • Vencedora do meeting de parís/ França - 1000 metros pista aberta • Vecedora do Meeting de Nova York/ USA - 800 metros • Vencedora do Meeting de Eugen/ USA - 800 metros • 2ª Classificada no Meeting de Oslo/ Norwega - 800 metros • 2ª Classificada no Meeting de Paris/ França - 800 metros Em 2000 • Campeã Olímpica dos 800 metros - Sydney/ Austrália - 800 metros • Vencedora do Meeting de Bruxelas/ Belgica - 800 metros. Em 1999 • Vencedora do meeting de Estocolmo/ Suécia - recorde dos 1000 metros em pista coberta • Vencedora do meeting de Zurich/ Suissa - 800 metros • Vencedora do meeting de Nice/ França 1000 metros • Vencedora do meeting de Munique/ Alemanha - 800 metros pista coberta • Vencedora do meeting de Meebashi - 800 metros pista aberta • 2ª Classificada no Campeonato Mundial de Sevilha/ Espanha - 800 metros pista aberta. Em 1998 • Campeã de Africa no Meeting de Johanesburg - 800 metros pista aberta • Vencedora do Meeting de Zurich/ Suiça - 800 metros pista aberta. Em 1997 • Vencedora do Meeting de París/ França - 800 metros pista Coberta • Vencedora do Meeting de Koln - 800 metros • 2ª Classificada no Meeting de Fukuoka - 800 metros • 3ª Classificada do Meeting de Athína/ Grécia - 800 metros. Em 1996 • Vencedora do Meeting de Oslo/ Noruega - 1 Milha • Vencedora do Meeting de Zurich/ Suiça - 800 metros • Medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta/ USA - 800 metros. Em 1995 • Campeã Mundial de Pista Coberta Barcelona/ Espanha - 800 metros

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• Vencedora do Torneio da IAAF - Grande Prémio da MOBIL - 800 metros • Vencedora do Meeting de Gotemburg - 800 metros • Vencedora do Meeting de Monaco - 800 metros • Vencedora do Meeting de Bruxelas - 1500 metros. Em 1994 • Vencedora do Meeting de Londres/ Inglaterra - 800 metros • Vencedora do Meeting de Langenthal - 200 metros • Vencedora do Meeting de Mónaco/ Espanha - 400 metros • Vencedora do Meeting de Zurich/ Suissa - 800 Metros. Em 1993 • Vencedora do Torneio da IAAF - Grande Prémio da MOBIL em Londres/ Inglaterra- 800 metros • Campeã Mundial dos 800 metros em Stutgard/ Alemanha • Campeã Mudial dos 800 metros em Pista Coberta Toronto/ Canada • Vencedora do Meeting de Nice/ França - 1500 metros Em 1992 • Vencedora do Meeting de La Habana/ Cuba dos 800 metros • Vencedora do Meeting de Barcelona/ Espanha 1500 metros • 9ª Classificada nos Jogos Olímpicos de Barcelona/ Espanha - 1500 metros • 5ª Classificada nos Jogos Olímpicos de Barcelona/ Espanha - 800 metros • Vencedora do Meeting de Eugene/ USA 2000 metros. Em 1991 • 4ª Classificada nos Campeonatos Mundiais de Atletismo Tóquio/ Japão - 800 metros • Vencedora do Meeting de Eugene/ USA - 1500 metros • Vencedora do Meeting de Springfield/ USA - 3000 metros. Em 1990 • Vencedora do Meeting de Sringfield/ USA - 5000 metros. Em 1988 • 7ª Classificada nos Jogos Olímpicos de Seul/ China - 800 metros • Campeã Moçambicana de Atletismo


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EDITORIAL

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Dá gosto patrocinar actos desportivo!

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usta-me, por vezes, compreender como é que grandes empresas e marcas, como bancos e as multinacionais, não patrocinam os clubes e provas desportivas nacionais! Estar presente no evento como patrocinador possibilita reforçar o valor da marca e fortalecer o seu posicionamento de negócio, além de se relacionar com novos contactos e potenciais clientes. Há marcas que se fazem conhecer apenas pelo seu envolvimento no desporto, fenómeno que tem uma força incrível, visto que consegue aglutinar vários segmentos da sociedade em convívios espectaculares. A participação de uma empresa e/ ou marca pode, doravante, transformarse num aditivo para reanimar um certo ambiente desportivo, em termos de ca-

pitalização de investimentos e apoios por parte de outras organizações empresariais. O povo gosta de marcas que sabem se valorizar através de mecanismos de marketing e que impacta na para a sua fidelização. Aliás, como é sabido o desporto é uma indústria atractiva e apetecível quando devidamente explorada. E uma boa organização é possível aproximar as posições contrárias a um pensamento comum. O futebol em particular é, antes de tudo, uma ponte de relacionamentos, onde o jogo em si exige um esforço da equipa e não permite que o egocentrismo seja predominante. O espírito do colectivismo deve ser alicerçado e respeitado para permitir o alcance dos objectivos definidos. Da mesma forma, que a massa adepta também precisa se relacionar, descobrir afinidades e deixar que a ponte

de ligação, que é o futebol, promova uma união sadia entre os adeptos. A consolidação de uma marca através do marketing desportivo é uma negociação racional que se torna mais amadurecida através da intermediação de um comunicador que será o responsável por associar à esta acção a emoção das competições desportivas, principalmente quando a modalidade é o futebol, sendo este uma paixão nacional. É por isso que apelo para a contribuição das grandes empresas e marcas na organização dos clubes e provas domésticas e internacionais

E FICHA TÉCNICA

Sexta-feira: 09 de Fevereiro de 2018

Onde Mora a Chama da Esperança

IMPERDÍVEL Director Editorial Gervásio de Jesus

gervasiodejesus@yahoo.com.br

Redacção Gervásio de Jesus, Mustafá Leonardo e Júlio Saul Colaboradores Samuel Sambo e João Chicote

Fotografia Salvador Sigaúque

Layout e Paginação Cláudio Nhacutone

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SL NEW

Revisão Linguística Gervásio de Jesus Web master Paulino Maineque Marketing Idolo

Endereço Rua da Concórdia nº 41– 2º Andar

Contactos +258 84 57 45 041; +258 84 55 27 437

Email: idolorevista@gmail.com/ revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz

MAPUTO - MOÇAMBIQUE

Gervásio de Jesus

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Prevenindo sempre a tempo!

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Por: Carlos Sousa*

a nossa Gente por cá?muito distraídos! Continuamos a fazer de conta que temos um bom sistema e processo de ENSINO de aprendizagem para a condução? Fazendo de conta que temos um óptimo sistema de Inspecção IPO, aos veículos usados, mas na verdade, rodamos em risco e no alinhamento do perigo? Fazendo de conta que temos serviços capazes de Assistência Técnica aos veículos auto móveis , e regularmente fiscalizados ? Fazendo de conta de que o nosso ENSINO geral induz aos jovens para o conhecimento do risco, e possíveis métodos preventivos para amanhã saberem agir de correcto modo e acto comportamental a minimizarem a problemática da sinistralidade e custos da mobilidade? Que “desprezo” senhores professores doutores, ignoramos o fundamental e essencial nesta forte lacuna educativa aos Nossos Jovens, muito carentes do saber estarem no convívio, tanto social como profissional, como parte integrante, VITAL e actual? Fazendo de conta também no sector produtivo em que alguns poucos Gestores ainda investem, dedicando realmente alguma atenção aos críticos impactos no ambiente e do RISCO da mobilidade, mas em parte, preocupam-se apenas em obter os Certificados para serem aceites em concursos, desprezando a manutenção regular controlada e actualizada no objecto dos actos praticados e efectivamente preventivos seguros, incluindo o desprezo que atribuem aos excessivos gastos, despesas e custos dos produtos e serviços ? Alguém faz efectivamente conta ao ELEVADÍSSIMO custo das perdas na baixa produtividade por incapacidade de desempenhos por desalinhamentos nas disciplinas de ordem técnica e profissional dos nossos actores? Fazemos realmente de conta de que vai tudo no Tudo bom, mas na verdade, perdemos TODAS as SEMANAS acima de 55 Vidas e centena de feridos com sérias vítimas em Moçambique, resultados da consequência

directa do Faz de Conta nos actos da mobilidade e continuamos convencidos de que ao exibirmos uma tal de Carta de Condução, tirada com velocidade excessiva, nos resolve a vida e de que vai tudo bem? Continuamos num autêntico Fazendo de Conta de que estamos alinhados com o desenvolvimento das actuais tecnologias relativas com a mobilidade?.. Exibem-se carros e modelos de impacto oriundos de última geração, numa corrida desenfreada, em que todos os Construtores de veículos e seus Agentes comerciais se apressam para fazerem face às exigências sustentáveis ao Planeta, minimizando os impactos e objecto o controlo de travagem das excessivas emissões poluentes, induzindo-nos com veículos Híbridos, Eléctricos a muito curto prazo, em projecção intensa de carregarem nos mercados, as novidades a chegarem a todo o custo, quer queiramos ou não, aqui estarão, já ao virar da página do próximo dia de calendário e o sol com falta de chuva a guiar-nos para 2020! Quem no nosso ambiente profissional se preocupa em valorizar, capacitando os valores de desempenhos técnico & profissional, aptos ao presente e de preparo a uma possível curta resposta, ao aproximamo-nos desta autêntica e apressada revolução tecnológica ? Alguém já se preocupou em saber, qual a urgente reforma que o ensino técnico & profissional deve inevitavelmente atender, para capacitar-nos em alinhamento com a actual realidade de desafios e pelo menos induzir-nos capazes a um futuro próximo? Sabermos estar capazes de usar essas máquinas? Novos desafios de total revolução no ambiente da condução, da assistência, da mobilidade rodoviária ? Para muito breve, avizinha-se o massivo impacto comercial de veículos autónomos, visando acabar com as cartas de condução, motoristas no desemprego, escolas de aprendizagem ao uso de volantes virando rápido a coisa de museu, e por cá, Fazendo

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OPINIÃO

de Conta que…todos bem, com tudo bom, à maneira? Temos muitos deveres de casa GRAVEMENTE doentes e sobretudo desalinhados por excessivamente atrasados…desafiando o risco da insegurança, a altos custos operacionais da mobilidade por…ultrapassados! Por isso prevejo, como solução de uma autêntica emergência, somente o recurso a uma intensa dose de especializada Formação & Capacitação, tendo como Alvo, o inevitável e Essencial a cumprirmos, ANTES de chegarem a estas anunciadas aceleradas e bem-vindas tecnologias, também felizmente partilhando e facilidades para a melhoria da Segurança Rodoviária. Se assim continuarmos no completo desprezo pela velocidade que as tecnologias nos imprimem, nunca estaremos capazes de partilhar as facilidades que os motores do desenvolvimento nos proporcionam, dirigindo-nos ao conforto do sabermos usar, gastando e poluindo menos, a custos razoáveis, do menor prejuízo, porque podemos e devemos saudavelmente produzir muito mais, a fim de sermos reconhecidos e compensados pelo abraço que justamente merecemos, ao limite de cada dia! Pouco basta ficarmos convencidos de que temos enormes potencialidades de gás, de carvão, de terras aráveis, de lindas praias, se nos desleixamos quanto ao como devemos saber fazer para correctamente arregaçarmos as mangas ao trabalho! Companheiros, Urge…deixarmos de Fazer de Conta!

Grato e atentamente,

Carlos Sousa Especialista e Formador no domínio da mobilidade.


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O dia em que recebi telefonema de Dhlakama Por: Moisés Mabunda *

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orria o ano de 1993. Ano anterior, 1992, tinhase assinado o Acordo Geral de Paz, em Roma. O ambiente político no país era deveras efervescente. Era Renamo para aqui, Renamo para acolá; AGP aqui e acolá; Afonso Dhlakama para aqui, Dhlakama para ali! ONUMOZ aqui, ONUMOZ acolá. Da Frelimo, Frelimo é Frelimo, já há muito se falava, era o “partido de todos os moçambicanos”! Multipartidarismo, democracia, partidos políticos, liberdade de expressão e de imprensa, eleições...todos estes conceitos políticos estavam em voga.

Chego a casa e a empregada, solícita, depois de cumprimentar o patrão, diz: - Patrão, ligou um senhor, disse que se chamava Dhlakama! Eu que estava a entrar e ainda nem me desmobilizara, parei à entrada do quarto! Voltei-me para ela e perguntei: - Disse que se chama quem? - Disse que se chama Dhlakama – respondeu, imperturbável, num tom firme e inequívoco. - Está bem. – Respondi e continuei para o quarto.

Para fazer jus ao momento histórico que o país atravessava, o jornal Domingo, onde eu trabalhava – era na altura subchefe da Redacção –, teve que se reinventar. Deixou de ser um jornal eminentemente cultural, ou magazine e, abertamente, passou a jornal...político. Os assuntos políticos, sobretudo nacionais, passaram a preencher quase todas as páginas! E até a última, ou sobretudo a última...que passou ao célebre bula-bula! Morreu o célebre... queixatório... do Mia Couto!

Moí-me e remói-me. Dhlakama...ligar para mim? Bem podia, afinal, eu era jornalista, subchefe do jornal Domingo, com enfoque especial para as matérias políticas! Mas...daí a ele me ligar...pessoalmente? Ainda que fosse o Vicente Ululu (falecido, Deus o tenha), com quem trocáramos números de telefone e regularmente lhe ligava para confirmar esta ou aquela notícia; ou o próprio Raul Domingos...agora o próprio Dhlakama...

Foi um momento histórico particularmente quente, como dizem os jornalistas desportivos, “impróprio para cardíacos “!... Valeu a pena vivê-lo! Valeu a pena viver a transição político-social – de uma sociedade monopartidária para uma sociedade multipartidária! O surgimento de novos partidos políticos, novos políticos, novas figuras, novas organizações...e novas publicações! As transições não acontecem muitas vezes nas histórias das nações. Mas eis que certo dia volto para casa, no Alto-Maé. Um pouco atrasado. Na altura, não tínhamos os telemóveis. Predominava o fixo, era a época de ouro da nossa TDM!...

Desequipei-me com “o telefonema de Dhlakama a corroer-me”! Algum medo até a perpassar-me pela cabeça. A ideologia do jornal não era particularmente favorável para a Renamo e Afonso Dhlakama! Era bastante hostil: aliás, o jornal tinha feito e declarado a sua opção de apoiar o partido Frelimo nessas eleições que iam ocorrer. Portanto, motivos de sobra podia ter muitos para me ligarem...Mas...pessoalmente? Voltei para a sala e perguntei se não tinha deixado o seu número de telefone, nada. O que ele tinha dito, nada... De repente, uma luz acendeu no meu íntimo: tenho um amigo de apelido Dacala. O Alfredo Carlos Dacala! Tinha sido o Dacala a ligar...

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Nyusi promete falar do processo de Paz

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, promete apresentar, dentro de dias, a evolução do diálogo que está a manter com a nova liderança da Renamo no âmbito do processo de paz. Filipe Nyusi respondia uma pergunta dos municípios da cidade de Maputo sobre os avanços para a consolidação da Paz no país. No comício que orientou no bairro Ferroviário, no âmbito da visita que efectuou a Maputo, o chefe do estado ouviu preocupações ligadas a criminalidade, corrupção bem como dificuldades no acesso aos fundos da segurança social. Nyusi mostrou preocupação com os casos de uso da força para resolver qualquer problema, fenómeno que, segundo disse, está a crescer em Maputo.

Primeiro-Ministro quer implementação das ideias discutidas na Conferência do Turismo A primeira Conferência do Turismo Baseado na Natureza realizada em Maputo chegou ao fim. Para encerrar o evento que contou com a colaboração de vários países presentes, como Afeganistão, Botswana, Etiópia, Índia, Quénia, Malawi, Nepal, África do Sul, Vietname, Zimbabwe e Zâmbia, esteve no Hotel Polana, esta manhã, O PrimeiroMinistro, Carlos Agostinho do Rosário, disse no encerramento da primeira Conferência do Turismo Baseado na Natureza, realizada em Maputo, esperar que deste evento surjam investimentos. Para o efeito, Rosário sugeriu que todos os envolvidos trabalhem na implementação de ideias discutidas ao longo da conferência.

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a percepção do Primeiro-Ministro, é importante que os actores da conservação continuem a privilegiar as comunidades locais na concretização de projectos ligados ao turismo baseado na natureza, porque, quando envolvidas, podem desempenhar papel importante na preservação do ambiente e combate à caça furtiva. Carlos Agostinho do Rosário afirmou ser imperioso que projectos tenham em consideração o estabelecimento de sinergias,

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garantindo que o Governo continue a desenvolver acções para melhoria do ambiente de negócio com redução de condicionalismos para obtenção de vistos nas fronteiras, pois, assim, pode-se atrair turistas. Do Rosário agradeceu ao Programa Global de Vida Selvagem e ao Banco Mundial, pelo apoio na realização do evento. O evento contou com a colaboração de vários países, como Afeganistão, Botswana, Etiópia, Índia, Quénia, Malawi, Nepal, África do Sul, Vietname, Zimbabwe e Zâmbia


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Joaquim Veríssimo nomeado ministro da Justiça O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, através de Despacho Presidencial, Joaquim Veríssimo para o cargo de Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos. Em Despacho Presidencial separado, diz um comunicado da Presidência, o Chefe do Estado moçambicano exonerou Joaquim Veríssimo do cargo de Vice-Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos. Joaquim Veríssimo foi nomeado a viceministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos em 2015, aquando da formação do governo de Filipe Nyusi. Veríssimo substitui no cargo a Isaque Chande, eleito Provedor de Justiça pelo Parlamento, no passado dia 24 de Maio deste ano

Isaura Nyusi preocupada com violência em Cabo Delgado A Primeira-Dama de Moçambique, Isaura Nyusi, apela à vigilância e colaboração das comunidades com as autoridades para fazer face aos ataques que já provocaram mortes e deslocação de muitas famílias, em Cabo-Delgado.

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Esposa do Chefe do Estado disse estar profundamente chocada com os impactos causados pelos ataques dos homens armados no norte do país. Isaura Nyusi fazia, deste modo, o seu primeiro pronunciamento público sobre o assunto, minutos depois da sua chegada à província de Nampula onde efectua uma visita de trabalho. A Esposa do Presidente da República,

Isaura Nyusi, considera que a utilização sustentável dos meios circulantes e informáticos entregues à Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social de Nampula irá valorizar o esforço empreendido no alívio

às camadas desfavorecidas. De acordo com Isaura Nyusi, espera-se que os meios galvanizem a monitoria, acompanhamento e supervisão da das organizações baseadas na comunidade.


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Apesar da crise

Imposto Especial sobre o jogo cresce em espiral

Desde que a crise económica iniciou em Moçambique uma das receitas fiscais que consistentemente tem vindo a aumentar é o Imposto Especial sobre o Jogo que incide sobre a actividade dos quatro casinos a operarem no país.

I Por:Júlio Saul

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egundo António Almeida, Inspector-geral de Jogos as pessoas vão aos casinos em busca de um investimento que presumivelmente o retorno é rápido. Só no 1º trimestre de 2018, o crescimento foi de cerca de 45% comparativamente a igual período do ano passado. Entre 2015 e 2017 as receitas aumentaram em mais de 60 por cento. Quando em 2010, o então Governo do partido Frelimo, dirigido pelo presidente Armando Guebuza, decidiu rever a Lei de Jogos de Fortuna ou Azar poucos terão imaginado o potencial de receitas fiscais que seriam gerados principalmente neste tempo de crise económica e financeira em que o país atravessa. A nossa reportagem apurou que no ano de 2015, anterior a crise, a Autoridade Tributária, através da Inspecção Nacional de Jogos, arrecadou com o Imposto Especial sobre o Jogo, que varia entre 20 e 35 % da receita bruta da exploração dos casinos após os pagamentos dos ganhos aos jogadores, 178.956.725,69 meticais. Em 2016, o primeiro ano da crise, a receita do Imposto Especial sobre o Jogo cresceu para 255.853.003,47 meticais e no ano seguinte o Estado embolsou 295.965.462,34 meticais, um crescimento superior a 60 por cento desde 2015. “De facto, a actividade de jogo tem sido bastante procurada por investidores. Também nota-se bastante o cres-

cimento da actividade dos jogos sociais e diversão. Isso deve-se, fundamentalmente, a abertura do mercado ao sector privado, isto é alteração da própria lei”, clarificou António Almeida. O nosso interlocutor esclareceu ainda que a lei anterior só permitia a empresas sem fins lucrativos a exploração destes jogos, mas com a entrada em vigor em 2012 da nova lei a situação inverteu-se possibilitando ao sector privado entrar para explorar essa actividade e contribuindo com parte da receita para a aplicação em fins altruístas em vez de colocar uma entidade sem fins lucrativos que não tem, efectivamente, perfil comercial para explorar a actividade. “Aliás algumas delas nem sequer têm a capacidade financeira nem técnica para o fazer”, disse. Questionado sobre onde é que os jogadores arranjam dinheiro, tendo em conta a crise que enfrentamos, o Inspector esclareceu que a questão que se coloca não é onde as pessoas vão buscar o dinheiro, mas sim o facto é que elas já o têm, o que está em causa neste momento é onde investir. “As pessoas vão ao casino em busca de um investimento onde, presumivelmente, o retorno é rápido. Em vez de

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investirem na indústria que o retorno é mais lento eles buscam no jogo o investimento de retorno imediato”, explicou, referindo que é um fenómeno global haver mais apetência para os jogos de Fortuna ou Azar em tempos de crise. António Almeida revelou que até Maio de 2018 a instituição que dirige registou um aumento de receitas de cerca de 45 % comparativamente a igual período do ano passado. “Até Maio de 2017, tínhamos colectado em Imposto Especial sobre o Jogo 121.919.575,92 meticais, até Maio de 2018 colectamos 176.963.862,35 meticais de Imposto Especial sobre o Jogo”, disse. Relativamente a possibilidade dos casinos em Moçambique estarem a ser usados para a “lavagem” de dinheiro obtido ilicitamente, Almeida explicou que estas casas de jogo funcionam em observância da lei de branqueamento de capitais que, dentre outras normas, define montantes a partir dos quais é preciso que o casino registe o jogador e reporte ao Gabinete de Informação Financeira de Moçambique. “Além disso existe sempre um inspector de Jogos presente desde que o casino abre até ao seu encerramento, todos os dias”, concluiu


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BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE

UM INSTRUMENTO DINAMIZADOR DO SISTEMA FINANCEIRO E DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

Gabinete de Apoio às Empresas e Investidores Endereço: Av. 25 de Setembro, 1230, 5° andar, Bloco 5 Maputo - Moçambique | Website: www.bvm.co.mz

Fixo: +258 21 308 826/7/8 Cell: +258 84 301 4910 / 82 300 7140 Caixa Postal n° 4773

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As ofertas públicas de venda As Ofertas Públicas de Venda (OPV´s) constituem uma das principais oportunidades para comprar acções de uma empresa, usualmente a um preço mais favorável para atrair o interesse dos potenciais investidores (o público em geral).

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ara além da vantagem de um melhor preço, a aquisição de acções nas OPV´s pode prever condições para, de forma propositada, beneficiem determinados segmentos de investidores - os investidores nacionais, os pequenos investidores –, para que não sejam prejudicados pelo maior poder de compra dos grandes investidores – os bancos, os investidores institucionais, os investidores estrangeiros. As empresas lançam OPV´s para o mercado por pretenderem financiamento para a empresa, porque querem estar associados aos conceitos de transparência e melhor governação corporativa que caracterizam as empresas cotadas, porque querem uma estrutura accionista mais diversificada, porque querem usufruir do regime fiscal mais favorável para accionistas de acções cotadas na Bolsa, e muitas outras razões. As OPV´s, enquanto ofertas públicas, são obrigadas a obter autorização junto do Ban-

co de Moçambique - a entidade de supervisão do mercado de capitais – para que a operação possa ser lançada ao público em geral. Esta autorização é concedida quando o Banco de Moçambique considerar que a informação da OPV é clara, compreensível e acessível pela generalidade do público. Uma vez autorizada, as OPV´s dão-se a conhecer ao público investidor através de campanhas de marketing utilizando os mais diversificados canais de comunicação (televisão, rádio, jornais, revistas, etc). Durante o período de subscrição das acções – tradicionalmente de 2 semanas, dependendo de cada OPV – os investidores interessados apresentam ordens de bolsa junto dos intermediários financeiros para a aquisição de acções. No final do Período de Subscrição, e de acordo com as condições definidas na OPV,

a Bolsa de Valores procede à distribuição das acções pelos investidores que apresentaram ordens de compra, e em Sessão Especial de Bolsa, os resultados dessa distribuição são tornados públicos. Para um investidor comprar acções, deverá ser titular de uma conta bancária numa instituição financeira, ter NUIT e estar registado na Central de Valores Mobiliários. Desde a abertura da BVM em 1999 que já foram realizadas 4 OPV’s (a CDM em 200128,000.000 acções - OPV de 28%, a CMH em 2008 - 593,412 acções - OPV de 10%, a CETA em 2012 – 87,500 acções – OPV de 25% e a EMOSE em 2013 -15.700.000 acções - OPV de 10%). Para 2018, foi anunciada a realização da OPV da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. As OPV’s também são usualmente uma das principais fontes de captação das empresas para as Bolsas de Valores

Rubis moçambicanos atingem valor recorde em leilão da Gemfields A Gemfields realizou um leilão de rubis, em Singapura, na Ásia, que atingiu o valor máximo do leilão. Os rubis foram extraídos pela Montepuez Ruby Mining Limitada, (MRM) uma empresa moçambicana, que opera no depósito de rubis de Montepuez, em Cabo Delgado. O décimo leilão da Gemfields de rubis em bruto de Montepuez recebeu ofertas de 51 empresas. O leilão gerou receitas totais de 71,8 milhões de dólares, a um preço médio de 122 dólares por quilate. O produto deste leilão será totalmente repatriado para a MRM em Moçambique, com o imposto de produção devido ao Governo de Moçambique a ser pago sobre o preço total de venda alcançada no leilão. As comunidades ao redor da mina beneficiam do reinvestimento de parte das receitas obtidas nos leilões. Esses benefícios são construção de infra-estruturas, como escolas e hospitais e associações agrícolas. A MRM está actualmente a construir um Centro de Treinamento Vocacional e uma aldeia de reassentamento para 105 famílias, com um investimento total superior a 11 milhões de dólares. Sean Gilbertson, CEO da Gemfields, diz que a MRM tem sido o maior contribuinte na província de Cabo Delgado nos últimos três anos. “E este leilão co-

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loca-nos no caminho certo para repetir essa conquista no ano civil de 2018 e para expandir nossas iniciativas comunitárias e de conservação”. As pedras preciosas de origem responsável da Gemfields são a escolha preferida para jóias criadas por muitas casas de luxo de renome mundial e designers inovadores


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Humula Beach premiado pela booking.com Humula Beach Resort & Spa, localizado na vila da praia do Bilene, foi premiado pela Booking.com como um dos melhores destinos turísticos, com pontuação de 9.6, numa avaliação de zero a dez.

I Por: Mustafa Leonardo

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umula Beach Resort & Spa, localizado na vila da praia do Bilene, foi premiado pela Booking.com como um dos melhores destinos turísticos, com pontuação de 9.6, numa avaliação de zero a dez. É um hotel do tipo resort, com envolvência do meio ambiente circundante e que obedece muito às questões do ecossistema, a contar pelo facto de não ter sido concebido tendo em conta o número de quartos, mas o conforto dos hóspedes e a manutenção da biodiversidade. Terão sido estes os aspectos que contribuíram para a premiação? Em parte sim, mas o que mais terá pesado na balança da classificação tem a ver com os “detalhes” que acrescentam valor ao produto turístico. Quem revela o segredo da vitória é o Administrador do Grupo Humula, Quessanias Matsombe, que não hesitou em atribuir o mérito da premiação ao colectivo dos trabalhadores e da direcção pela abnegada luta para oferecer ao cliente um produto que responda às suas expectativas. A Booking.com é uma das maiores empresas de e-commerce do mundo no ramo de viagens, com escritórios em 70 países, providenciando aos viajantes a maior selecção de alojamentos e casas. O website e aplicações da Booking. com estão disponíveis em mais de 40 idiomas, com mais de 1.700 milhão alojamentos de 130.619 destinos turísticos de 227 países.

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Então, pode-se questionar como o resort, na província de Gaza, conseguiu uma posição de destaque, ombreando com uma concorrência destemida que inclui os "colossos" e tradicionais operadores turísticos das capitais. O timoneiro da Humula, em entrevista exclusiva à Ídolo, reage com optimismo em relação a este aspecto e explicou que tudo começa com o primeiro contacto com o cliente, no acto de reserva. “Quando recebemos o pedido de um cliente é importante ver o tempo que leva a resposta, e se a resposta é conclusiva no sentido de mostrar ao cliente que de facto estamos felizes por ter sido contactados”, revelou. Por ser um hotel virado ao turismo de férias, há condições criadas para os utentes avaliarem milimetricamente a qualidade dos serviços, por isso, segundo Matsombe, o Humula tem que se desdobrar no cuidado com os pequenos aspectos de modo a que o cliente não encontre nenhuma brecha de desconforto. “É importante ver que os hotéis da cidade estão virados para o turismo de negócio. E não estão preocupados com detalhes, e fazer as avaliações até porque muitas vezes às empresas é que custeiam a hospedagem. Enquanto isso, os clientes que passam férias são muito exigentes, porque tiram dinheiro do seu bolso, fazem avaliações e inserem nas diferentes plataformas e redes sociais”. Ainda citando as razões do arraso no

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ranking, Humula revela ter um estratagema infalível como hospedeiro, que passa por mostrar ao cliente que o hotel estava à sua espera, tratando-o pelo nome, o Welcome Drink, o Check-in demasiado rápido, e ao chegar ao quarto é-lhe proporcionado a sensação de que naquele quarto nunca esteve outra pessoa. O Humula Beach Resort, também conhecido por Humula 2, faz parte das instâncias do Grupo Humula e foi inaugurado em 2014, pelo então Presidente da República, Armando Emílio Guebuza. É um hotel de quatro estrelas, embora tivesse sido sugerido pelo Instituto Nacional de Turismo para ser cinco estrelas. Naturalmente, procurámos saber o porque da recusa da 5ª estrela e Matsombe foi categórico ao afirmar que “preferimos ser quatro estrelas e oferecer serviços de cinco estrelas"

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Linhas de Goba e Ressano em manutenção ferroviária

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A circulação de comboios de carga nas linhas de Ressano Garcia e Goba, incluindo o ramal de Salamanga, está interdita até à próxima quarta-feira para dar lugar a trabalhos de manutenção.

I Por: Redacção

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empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM, E.P) explica, em comunicado, que as obras programadas têm em vista reduzir o índice de ocorrência de descarrilamentos naquelas linhas, que permitem que utilizadores da África do Sul, Suazilândia e outros países da região tenham acesso ao Porto de Maputo. Outro objectivo, segundo o documento, citado pelo “Notícias”, é o levantamento das restrições de velocidade, o que, além de conferir maior segurança e conforto à cir-

culação, vai permitir a redução do tempo de trânsito. A nota esclarece que na linha de Ressano Garcia a interdição abrange a circulação de todos comboios, excepto os de passageiros no troço Maputo-Matola-Gare, os que ligam à vila fronteiriça de Ressano Garcia, bem como as automotoras que circularão em horário normal. Já na linha de Goba, a interdição cobre a circulação de todos os comboios durante o dia, sendo que os comboios de passageiros

e de mercadoria poderão circular com instruções do serviço de via e obras no local, no período das 18:00 às 05:00 horas. No entanto, refere a nota, “todos os comboios de passageiros a circular poderão sofrer perturbações de horários, devido aos trabalhos que serão realizados”. A África do Sul realiza exportações de carvão e ferro crómio através do Porto de Maputo, com uma grande percentagem desta carga a ser transportada em camiões, através da EN4

Governador do Niassa incentiva fomento pecuário

O Governador do Niassa convidou há dias a população do distrito de Muembe a apostar na produção de gado bovino como forma de maximizar as potencialidades agro-ecológicas que a região dispõe. Chilundo disse que Muembe tem clima, pasto e solos de qualidade para o fomento de gado bovino e outros animais. A carne de vaca tem valores nutritivos elevados que a população necessita para a melhoria da dieta alimentar, rematou Chilundo. O governante teceu estas considerações após visitar uma criação de gado bovino pertencente a um estrangeiro de origem sul -africana baseado no posto administrativo de Chiconono. Na ocasião, Chilundo disse estar impressionado com o cometimento do referido criador que igualmente se dedica à prática da agricultura ecológica, apostando no cultivo de fruteiras, macadamia e outras culturas. (GN)

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Investidores mantém-se em Cabo Delgado

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- garante Omar Mithá, PCA da ENH

O Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, Omar Mithá, disse que a instabilidade em alguns distritos de Cabo Delgado não afecta a construção da Vila de reassentamento de Afungi, em Palma.

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mar Mithá sublinhou que a circulação terrestre Mocímboa da Praia -Palma, incluindo as ligações áreas entre aqueles destinos, ocorre normalmente. A fonte falava esta segundafeira, em Maputo, à margem da cerimónia de assinatura de um memoran-

do com a Universidade Eduardo Mondlane, destinado à concepção de cursos de licenciatura e de pós-graduação em Engenharia Petrolífera. A ENH não recebeu nenhuma comunicação de empresas envolvidas na prospecção de hidrocarbonetos na Bacia do Rovuma, em

Cabo Delgado, que manifestassem interesse em abandonar o projecto ou retirar o seu pessoal. O PCA da ENH, Omar Mithá, afirmou que algumas notícias postas a circular na comunicação social, sobre a situação em Palma e Mocímboa da Praia, não são verdadeiras

Produção de algodão em evolução O Governo prevê arrecadar este ano 50 milhões de dólares americanos da venda de 31 mil toneladas de fibra, a resultarem do processamento de um total de 80 mil toneladas de algodão caroço actualmente em processo de comercialização. Para assegurar o alcance da meta, o Executivo exorta os fomentadores e processadores da cultura a colocarem a fibra no mercado internacional até Agosto próximo, de modo a capitalizar a grande procura que por essas alturas caracteriza o mercado. Segundo dados apurados pelo “Notícias”, o mercado da fibra de algodão regista grande procura no terceiro trimestre do ano, altura que, no nosso país, coincide com o arranque da campanha de comercialização e processamento. Os números sobre a produção algodoeira na

presente safra foram tornados públicos há dias em Etatara, distrito de Cuamba, no Niassa, na cerimónia que marcou o lançamento da campanha agrícola 2017/18, com as projecções a indicarem uma produção na ordem de 80 mil toneladas de algodão bruto. Manuel Delgado, director-geral da Sociedade Algodoeira do Niassa, explicou que depois de processado esperam-se apurar cerca de 31 mil toneladas de fibra de algodão, parte do que já foi adquirido por empresas baseadas no continente asiático, que é o principal mercado.

Em termos de impacto para o mercado interno resultante da comercialização do algodão caroço, o “Notícias” apurou que a produção desta safra vai gerar cerca de dois milhões de meticais de receitas a favor dos produtores do sector familiar. Concorreu para o aumento da produção agrícola da cultura do algodão, de 36 mil na última safra para 80 mil toneladas na presente campanha, o empenho dos produtores e das empresas fomentadoras, aliado ao clima favorável que caracterizou a época chuvosa de 2017/18


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Moçambique vai liderar produção mundial de gás

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-acredita a Portuguesa Galp O Presidente Executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, disse, em entrevista ao “Financial Times”, que no mercado mundial de gás natural “a próxima década será a década de Moçambique”.

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omes da Silva acredita que Moçambique poderá vir a preencher a procura que se antecipa no mercado internacional de gás e que não será satisfeita pelos actuais produtores. O Presidente Executivo da Galp admitiu, no entanto ao Financial Times, que será necessário evitar que os custos da produção do gás moçambicano disparem, como aconteceu com projectos semelhantes na Austrália. “Estamos a trabalhar para optimizar e para ver se conseguimos tornar o projecto

ainda mais competitivo”, disse Presidente da Galp que tem 10 por cento do projecto Coral Sul na província de Cabo Delgado. O consórcio liderado pela Eni, que inclui a petrolífera portuguesa Galp, para além da sul-coreana Korea Gás e a moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, vai

Moçambique e China acordam sobre exportação ilegal de madeira

investir oito mil milhões de dólares. A prioridade do consórcio é assegurar baixos custos de exploração, mais do que procurar cumprir um calendário a qualquer custo e estima que a produção de gás natural liquefeito em Moçambique arranque em 2022

HCB investe 16 milhões de euros para segurança da barragem Hidroeléctrica de Cahora Bassa SA (HCB) e a empresa sul-africana Guncrete Geotechnical (Pty) Ltd assinaram um contrato para trabalhos de manutenção e consolidação da encosta sul da barragem de modo a assegurar a segurança da zona. O contrato destina-se a consolidar os blocos de pedra que podem ruir e obstruir a zona e impedir a operação d barragem. O projecto que se vai prolongar por três anos custará cerca de 16 milhões de euros. Segundo um comunicado da HCB faz parte do plano de investimentos da empresa com vista a aumentar a segurança da barragem

Moçambique vai assinar acordos com China, em Beijing, para controlar a exportação ilegal de Madeira. Este acordo vai fazer com que Moçambique tenha conhecimento, em tempo útil, de toda a madeira nacional que entra no território daquele país asiático. O acordo será assinado, na próxima semana, numa parceria entre o MITADER e a WWF Moçambique. A informação foi avançada, em Maputo, pelo ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia durante a sua intervenção, no último dia da Conferência Internacional sobre Turismo baseado na Natureza

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Cinco destinos prioritários para investimentos no sector do turismo O Ministro da Cultura e Turismo de Moçambique, Silva Dunduro, disse no encerramento da Conferência Internacional sobe Turismo baseado na Natureza que o governo escolheu cinco destinos prioritários para o investimento no turismo moçambicano.

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egundo Dunduro, os destinos principais para investimentos são o Maputo (cidade de Maputo, Reserva Especial de Maputo e Ponta de Ouro), Vilanculos (arquipélago de Bazaruto e Inhassoro), Gorongosa (Parque Nacional de Gorongosa, Reserva do Marromeu, Reserva Nacional de Chimanimani, Cabeça do Velho e Savana), Quirimbas (Baía de Pemba, distrito de Quissanga, distrito de Macomia, distrito de Palma, distrito de Mo-

címboa da Praia e a Ilha do Ibo) e por fim Niassa (Lichinga, Metangula e a reserva Nacional do Niassa. O ministro revelou que em 2017 as receitas do turismo foram de 150 milhões de dóla-

res, mas considera como a meta desejável e possível atingir 2.8 mil milhões de dólares de receitas de turismo externo e o equivalente a 4 mil milhões de dólares de receitas de turismo doméstico

GAE inicia assistência técnica na indústria agropecuária A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), no âmbito do seu papel e em particular das actividades de diálogo permanente com o tecido empresarial a todos os níveis, identificou que alguns dos principais players do sector agro-pecuário podem contribuir decisivamente para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de valor da indústria deste sector na zona sul do País.

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al resultado pode ser alcançado com a implementação, não só mas também, de estratégias para mobilizar oportunidades que possam ser exploradas igualmente por todos os elos da cadeia de valor da indústria

agro-pecuária na normalização das suas actividades comerciais, ou seja, facilitando assistência técnica de negócios na revisão de instrumentos estratégicos e na certificação de contas. Tais facilidades constituem uma oportunidade que já se encontra a ser explorada por empresas como por exemplo a MATAMA S.A - uma firma moçambicana

de referência no sector agro-pecuário. Esta assistência técnica permite melhorar a governação das empresas e possibilita, igualmente, que as empresas possam explorar as oportunidades de financiamento mobilizadas através dos parceiros programáticos da CTA, tal os Ciclos de Financiamento às PME´s – Active Capital


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Interditada movimentação de gado devido a febre aftosa

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O Governo moçambicano interditou a movimentação de gado proveniente das províncias de Nampula, Tete e Gaza para evitar a propagação da febre aftosa.

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e acordo com um comunicado da Direcção Nacional de Veterinária, "está proibida a circulação de bovinos, caprinos, ovinos e suínos provenientes daquelas províncias destinados ao abate e a comercialização". "O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar continuará a trabalhar e a monitorizar a situação, de modo impedir a eclosão da doença", refere o documento, que garante que as acções de fiscalização nas estradas nacionais vão ser intensifi-

cadas. O surto da febre aftosa foi registado no dia 25 de Maio em cinco distritos, nomeadamente Mogovolas, em Nampula, Angónia e Changara em Tete, no centro do país, e Limpopo e Bilene, em Gaza.

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa, que só afecta animais, podendo ter graves consequências económicas, quer pelo abate dos animais infectados, quer pelo embargo às exportações de gado, carne e produtos lácteos

Estabelecimentos comerciais visitados pela INAE Mais de novecentos estabelecimentos económicos foram fiscalizados pela INAE-Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE), nas últimas duas semanas, em todo o país. Os estabelecimentos fiscalizados incluem salões de beleza e cabeleireiros, sendo que a província de Sofala figura com o maior número de entidades abrangidas. A informação foi avançada esta segunda-feira, em Maputo, pelo porta-voz da INAE, Ali Mussa, que apontou, entre as irregularidades, a falta de licenças para o exercício de actividade comercial. A INAE recomenda os agentes económicos a observarem os requisitos para o exercício da actividade comercial, pois, segundo Ali Mussa, as acções inspectivas vão prosseguir

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Maputo já tem passadeira 3D

No quadro da Semana da Mobilidade Sustentável 2018, profissionais e activistas do UN -Habitat (Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) e ASF (Arquitectos Sem Fronteiras) pintaram a primeira passadeira 3D de Moçambique na rua Guerra Popular junto à rotunda da Praça dos Trabalhadores, como parte da acção "Intervenção Urbana: Criação de um espaço público e actividades de sensibilização".

I Por: Redacção

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passadeira 3D é uma forma de chamar a atenção dos autocarros, machibombos e chapas para os peões, que são os mais vulneráveis do trânsito e necessitam de um espa-

ço seguro para atravessar as estradas. Em muitos países do mundo, as passadeiras 3D vem sendo utilizadas como forma de reduzir a velocidade dos autocarros. O efeito 3D faz com que as passadeiras pareçam obstáculos reais na estrada, fazendo com que os autocarros reduzam a velocidade. O efeito 3D é proporcionado por uma ilusão de sombras feitas na pintura com tons de banco e cinza. Este efeito faz com que

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as passadeiras 3D destaquem-se no asfalto. O efeito 3D da pintura fica mais evidente quando visto da altura dos autocarros e machibombos. Para fotografar a passadeira 3D o melhor ângulo é no meio da estrada com a câmera levemente levantada. A pintura das passadeiras 3D ocorreu no Sábado, dia 9/6, como parte da programação da Intervenção Urbana, no âmbito da Semana da Mobilidade Sustentável 2018

Justiça promove julgamentos para “libertar” cadeias em Sofala

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Tribunal Judicial da província de Sofala vai julgar, entre os dias 18 e 29 deste mês, 134 processos crimes, ligados ao furto e roubo qualificado. Trata-se de uma acção coordenada entre o tribunal em referência, o IPAJ e o Ministério Público que tem em vista descongestionar os centros prisionais, tendo em conta que existe um elevado número de detidos com prazos de prisão preventiva largamente expirados. Em termos de números, fala-se de 100 réus detidos, que serão abrangidos por essa campanha de julgamento. A campanha irá incidir sobre a 5ª e 6ªsecções criminais do Tribunal Judicial de Sofala. António Charles, porta-voz do Tribunal Judicial de Sofala, apela à colaboração das testemunhas e declarantes, para que o processo seja flexível. Nestes julgamentos destacam-se a mobilização de quatro magistrados de outras jurisdições para a província de Sofala, onde irão coadjuvar os juízes titulares das secções referidas


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Dom Dinis Sengulane alerta para os riscos da violência

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Dom Dinis Sengulane, presidente da Fundação com o mesmo nome, alertou, há dias, na sede do BCI, em Maputo, para os perigos da violência que ameaça a sociedade. “Se vos mordeis e devorais reciprocamente, cuidado! Não aconteça que vos elimineis uns aos outros” – disse, citando o Apóstolo Paulo.

I Por: Redacção

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engulane falava por ocasião do encontro de reflexão sobre os vários níveis de violência: “notámos que o ser humano está a ser vítima de violência desde antes do seu nascimento, durante a sua carreira terrena e mesmo depois da morte. Dado que a violência é dolorosa, desumanizante e prejudicial a todos, tanto o autor como a vítima, há que quebrar o ciclo desta violência, sem demora. A sofisticação dos métodos que procuram tornar o ser hu-

mano insensível à violência bem assim o seu impacto nocivo clamam por uma resposta urgente e profunda” – apelou. Como contra-exemplos referiu-se à acção desenvolvida pela fundação de que é patrono, através do projecto “Eu vou esperar”, o qual “aparece como um raio de esperança localmente na Massinga, mas que precisa de expandir o mais rapidamente possível”. Disse igualmente que “providencialmente, estamos certos de que a maioria do povo de Moçambique é solo fértil para a paz. A maioria de nós é pela paz”.

O encontro que reuniu membros de instituições públicas e privadas, organismos da Sociedade Civil, do corpo diplomático, agremiações culturais entre outros, foi marcado por uma discussão aberta que teve como painelistas Zélia Menete, Directora Executiva da Fundação Para o Desenvolvimento da Comunidade, que abordou a problemática sobre a violência contra a mulher; e Lurdes Mabunda, chefe do Departamento de Atendimento da Mulher e da Criança no Ministério do Interior, que apresentou um quadro elucidativo sobre o índice de violência na sociedade

Ponte Maputo-katembe sem data de entrega

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overno diz que a ponte Maputo-Katembe não será entregue a 25 de Junho, como havia prometido o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Maputo-sul, gestora da obra. Segundo Armindo Ngunga, porta-voz do Conselho de Ministros, ainda não existe uma data para entrega da infra-estrutura. Em sessão de Conselho de Ministros, o Executivo aprovou a revisão da Lei que aprova a tutela administrativa do Estado sobre as autarquias locais, no âmbito da revisão pontual da Constituição da República

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MISAU investiga morte por mordedura canina Uma criança de 10 anos de idade, do sexo masculino, morreu no último domingo (10) em circunstâncias ainda não claras, na maior unidade sanitária do país, para onde foi transferida depois de receber os primeiros socorros no Hospital Geral de Mavalane logo que sofreu a mordedura de um cão vadio, cuja situação de vacinação se desconhece completamente.

I Por:Júlio Saul

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ídia Chongo, porta-voz do Ministério da Saúde (MISAU), disse que, neste momento, estão a envidar esforços no sentido de verificar os factores que terão contribuído para que esta criança terminasse morta. A criança em questão foi mordida em Fevereiro passado, no bairro Ferroviário, onde o Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) iniciou na terça-feira (12) uma campanha de vacinação contra a raiva, devido à abundância de cães, alguns dos quais vadios. Todavia, quando o miúdo foi socorrido para o Hospital Geral de Mavalane, os técnicos de saúde administraramlhe uma vacina contra o tétano e não informaram aos pais que a unidade sanitária não dispunha de vacina contra a raiva, segundo veiculou a televisão privada STV. Esclarecendo à Imprensa sobre o caso, na tarde da passada segundafeira (11), Lídia Chongo, confirmou que a instituição do Estado, a que está afecta, não tem a vacina contra a raiva.

“É verdade que não temos o tratamento para a raiva mesmo sabendo da importância da vacinação contra esse mal, ser de extrema importância”, disse, explicando que após a mordedura, a família da vítima levou-a ao Hospital Geral de Mavalane, arredores da cidade de Maputo, onde foi observada e tomadas as medidas básicas de prevenção. De acordo com a nossa interlocutora, o número de cães e gatos vadios tem crescido em todo o país. Em 2016, o MISAU registou cerca de 15.300 casos de mordedura canina, os quais resultaram em 94 óbitos. Já em 2017, o número disparou para cerca de 20 mil casos, com 89 óbitos. Porém, Deolinda Mapapa, veterinária no CMCM, desdramatizou a situação ao alegar que a edilidade tem condições e capacidade para recolher os referidos animais. Ela explicou que o trabalho de captura dos animais que vagueiam pelas artérias da capital moçambicana é feito na hora normal de expediente na função pública e conforme os locais indicados pelos munícipes. De acordo ainda com Deolinda Mapapa , o grosso dos animais vadios está nos bairros de KaMaxanque, Cha-

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manculo, KaTembe e Zimpeto. Neste último bairro, os cães e gatos abundam na Vila Olímpica porque dispõem de restos de comida à fartura. Sobre a raiva A raiva é uma doença mortífera, provocada por um vírus que atinge quase todos os mamíferos, afecta o sistema nervoso e é transmitida pela saliva no acto da mordedura. Trata-se de uma doença caracterizada por uma paralisia da laringe, faringe e dos músculos da mastigação, seguida por uma depressão, coma e morte por paralisia respiratória na sua fase aguda. A forma de prevenir este mal é a vacinação de cães e gatos. Entretanto, milhares de pessoas não sabem que os cães e gatos, e porque não as aves, devem ser levados ao veterinário logo que são adquiridos pelos novos donos a fim de serem vacinados contra as seguintes doenças: raiva, cinomose, parvovirose, coronavirose, newcastle, dentre outras que podem ser fatais em caso de algum contágio humano. Se alguém for mordido por um destes bichos deve lavar o local atingido com bastante água e sabão e dirigirse a uma unidade sanitária para ser observado


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JEJUM DE RAMADAN

Jumma Masjid recebe mais de mil muçulmanos por dia

Mais de mil muçulmanos afluem diariamente ao Masjid Jumma, na baixa da cidade de Maputo. A razão explica, pois é mês de Ramadan, vulgarmente conhecido como mês do jejum e é para os muçulmanos o mais abençoado do calendário lunar, no qual foi revelado o livro sagrado, o alcorão. O jejum figurase como um dos pilares ou mandamentos da religião islâmica.

I Por: Mustafa Leonardo A 17 de Maio findo (calendário grego) foi visualizada a lua nova, o que no calendário lunar significava início do mês do Ramadan, sinal para iniciar o jejum (abster-se de comer, beber e de qualquer acto ilícito, do nascer ao por do sol). E é isto que os muçulmanos de Maputo e de outras partes do mundo cumprem durante 30 dias. O jejum reserva dois momentos de estrema relevância, o primeiro é o iftar, quando o jejuador abre o jejum, ao por do sol, o segundo é o encontro com Allah (Deus), através da oração, sendo que no islão estão prescritas cinco orações diárias. São estes os argumentos que ditam a afluência massiva dos crentes as mesquitas durante o mês. Conversamos com Mahomed Asraf Satar, o responsável pela organização do Iftar no Jumma Masjid, quem revelou que diariamente juntam-se ali, em média, de 950 crentes na hora de abrir o jejum, ao por do sol.

Os alimentos são confeccionados na Comunidade Mahometana, segundo apurámos, e de seguida transportados para a mesquita, onde são arrumados ordenadamente para que os crentes se sentem em filas e compartilhem dois a dois o mesmo prato, contendo alguns salgadinhos e frutas, junto vai um copo de chá para cada jejuador. “Temos na Comunidade, senhoras que preparam duas mil chamussas e duas mil badjiasdiariamente, que levamos para cá, arrumamos no piso de cima, para preservar a parte de baixo onde fazemos a reza”, explicou. Segundo Mahomed Asraf Satar, a maior parte dos crentes que frequentam o Masjid é residentes do bairro central e arredores, bem como muçulmanos que trabalham nas empresas que fazem a cintura do local. Pela localização e pela dimensão, esta mesquita acaba sendo a mais frequentada. O nosso interlocutor disse que há um aumento progressivo de número de crentes ao longo dos anos. “Estou no Masjid há 35 anos, quando isto começou eram poucas pessoas e ao longo do tempo o número foi aumen-

tando, agora temos aproximadamente 950 pessoas na hora de abrir o jejum”, disse para de seguida acrescentar que no mês do Ramadan aparecem muitas pessoas não muçulmanas a fim de se converter por apreciarem a nossa organização e os princípios da religião. Aliás, crentes de outras seitas religiosas, também têm-se juntado aos muçulmanos para abrir jejum, “e ninguém diz não”, isto porque as mesquitas são abertas a todos sem restrição, todos ficam misturados sentados no mesmo lugar sem discriminação de classe social, raça, idade nem hierarquia, fazendo jus a máxima de que “todos somos iguais perante Allah”. O tempo de Iftar é rápido, os crentes devidamente perfilados, aguardam o sinal para começar a comer, dado o sinal, fazem uma súplica rogando para que o jejum seja recompensado. O momento é breve, não excede 10 minutos, porque enquanto se abre o jejum está sendo feito o azan (chamamento) para o salat al-Magrib (a oração realizada ao por do sol)

Isaura Nyusi saúda muçulmanos Em meu nome próprio e do Gabinete que dirijo, felicito a Comunidade Muçulmana de todo o país por ocasião da celebração deste período sagrado, o mês do Ramadão, reservado à renovação da fé, vivência profunda da fraternidade, correcção pessoal, autodomínio, reflexão e prática de obras sociais e humanitárias por todos os fiéis e praticantes desta Religião. Na passada quinta-feira, 07 de Junho corrente, junto aos colaboradores e parceiros do Gabinete que lidero, efectuámos à entrega de um donativo e IFTAR (refeição para abertura do jejum) Desejo votos de um Feliz Ramadão!


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Arranca em Agosto reabilitação da Estrada Tica/ Búzi em Sofala

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Não passam três meses que a Governadora de Sofala, Maria Helena Taipo, revelou em V Sessão Ordinária da Assembleia Provincial de que será reabilitada a Estrada Tica-Búzi. Esta semana, a governante recebeu no seu gabinete de trabalho, o empreiteiro AFCONS e WAPCOS fiscalizador que já irão ao terreno consignar a obra. Em Conferência de Imprensa, o Director Provincial das OPH e Recursos Hídricos, Manuel Fobra, avançou que o Governo Central em parceria com o Banco de Exportação e Importação da Índia disponibilizou cerca de 150 milhões de dólares para a construção de 134 quilómetros de Estrada. A obra, cuja primeira pedra será lançada em Agosto próximo, terá a duração de 33 meses e inclui a construção de uma Ponte de 600 metros de extensão, casas para técnicos e estaleiro.

Refira-se que a construção da infra-estrutura poderá trazer maior impacto social no que diz respeito à circulação de pessoas e bens. A Esposa do Presidente da República, de visita à província de Nampula, desloca-se esta quarta-feira, ao distrito de Mogovolas, onde vai visitar o Centro de Saúde da vila de

Nametil e, em seguida, reunir-se-à com as mulheres daquele distrito. Ontem, Isaura Nyusi trabalhou no distrito de Muecate, onde defendeu a escolarização da rapariga para eliminação de vários males. Instou a população a participar activamente no combate aos casamentos prematuros e gravidezes precoces

MISAU exorta para tomada de medidas contra doenças respiratórias O Ministério da Saúde-MISAU exorta a população a reforçar as medidas de prevenção contra doenças respiratórias, cuja maioria abunda no inverno. Trata-se de resfriado, sinusite, pneumonia, amigdalites, laringite, otite, incluindo outros problemas de saúde, tais como as queimadas e a asfixia, devido a inalação do fumo. A exortação foi feita esta quarta-feira, em Maputo, pela porta-voz do MISAU, Lídia Chongo, em conferência de imprensa, devido ao aumento de casos de doenças respiratórias. Lídia Chongo sublinhou que todos os indivíduos podem ser afectados por doenças respiratórias, todavia deve-se dedicar particular atenção para as crianças e idosos, que são os mais afectados por estas patologias, devido ao seu sistema imunológico fraco. Lídia Chongo disse, igualmente que, neste período de inverno, o sector da saú-

de recomenda a população a manter-se em ambiente arejado, ventilado e iluminado de modo a reduzir o acúmulo de microorganismos que provocam infecções respiratórias. Segundo a fonte, os vírus e bactérias

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são transmitidos de uma pessoa para a outra, não só através de gotículas de secreção no ar, mas também pelo contacto das mãos, sendo por isso fundamental a lavagem das mãos após proteger a boca ou o nariz, caso tenha tosse ou espirros


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Investigação Agrária impulsiona desenvolvimento de farmas de fruteiras Sob o epíteto agrário de “Farmas de Fruteiras” e no quadro da sua missão de gerar conhecimento e soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável do agronégocio e a segurança alimentar e nutricional, o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), tem vindo a desenvolver novos paradigmas de experimentação, produção e partilha de saberes sobre fruticultura no país. Tal é confirmado no seu Centro de Formação em Frutas (CFF), situado em Namialo, distrito de Meconta, província de Nampula.

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ntendida como um ramo da agricultura focalizado na produção economicamente racional e viável de frutos para a satisfação das necessidades alimentares e nutricionais, a fruticultura reveste-se de grande importância para às comunidades moçambicanas quer se trate de rurais, quer perirurais, urbanas ou periurbanas. Entretanto, grande parte da população moçambicana ainda olha a fruticultura como uma actividade ocasional de progressão relegada à Mãe Natureza, num ode à providência do Criador da terra e de todas as coisas! A investigação agrária formal, encabeçada pelo IIAM, procura reverter essa dependência. E há marcos significativos do despontar da ligação entre a investigação, a experimentação e a transferência de tecnologias agrárias, potenciando a fruticultura como factor impulsionador do agronégocio, daí o impulso do desenvolvimento de Farmas de Fruteiras. O IMPERDÍVEL visitou recentemente algumas Farmas de Fruteiras Modelo (FFM), implantadas no Centro de Formação em Frutas (CFF), uma unidade local do IIAM, adistrita ao seu Centro Zonal Nordeste (CZNd). Aquelas escolas de fruticultura “são um sucesso a reconhecer e por se replicar pelo país adentro”, como afirmaria uma co-visitante à Namialo. Com efeito, socorrendo-se do seu potencial de pesquisa, treinamento e transferência de tecnologias, bem assim das parcerias

estabelecidas dentro e fora de portas, a instituição logrou introduzir as “Farmas de Fruteiras Modelo (FFM)”. Para o Engº Hussene Bay, Director do Centro de Formação em Frutas de Namialo, “as Farmas são campos onde se faz a multiplicação de uma ou várias fruteiras, havendo neles condições recomendadas para a produção de frutas e do material vegetativo necessário para a sua propagação”. Questionado sobre a génese do projecto, o nosso interlocutor apontou que “a iniciativa surgiu devido a dificuldades das grandes companhias em treinar técnicos nacionais para as suas próprias farmas, dado que a importação de mão-de-obra se mostrava muito onerosa”. Nesse aspecto, a formação de técnicos das companhias de produção de frutas emergiu como uma oportunidade para o IIAM trilhar pelo paradigma de associar ao treinamento em fruticultura uma forte componente prática, através da qual os beneficiários desenvolvem conhecimentos e habilidades para replicarem nos seus próprios campos. A aderência não se faria tardar! De entre os exemplos de empresas que já se beneficiaram dos treinamentos conduzidos pelo Centro de Formação em Frutas do IIAM em Namialo, o Engº. Hussene Bay aponta, com transbordante orgulho, “a Matanuska, que para adquirir o Certificado de Boas Práticas Agronómicas exigido para a exportação de fruta para o mercado europeu, socorreu-se dos serviços prestados pelo IIAM no nosso Centro aqui em Namialo, através desta iniciativa de Farmas de Fruteiras, e passou a

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exportar para aquele mundialmente concorrido e exigente mercado de frutas”. O feito não mora sozinho. Parcerias estratégicas têm sido instrumentais para o alcance de resultados condizentes com a robustez técnico-científica de que a pesquisa agrária já dispõe para contribuir cada vez melhor para as alternativas de soluções aos desafios da fruticultura moçambicana. Como que a corroborar com esta perspectiva, um relatório a que o IMPERDÍVEL teve acesso, refere-se aos quadros envolvidos nas diferentes linhas de pesquisa do IIAM nos seguintes termos: “eles mostraram que, com sacrifício e gosto pelo que fazem, alcançam e disponibilizam resultados que podem contribuir para o bom desempenho agrário a partir mesmo dos campos dos produtores, replicando-se em cadeia às linhas de comercialização e em última análise ao leque de alternativas de soluções tecnológicas para o aumento da produção e da produtividade, e a melhoria da segurança alimentar e nutricional das famílias moçambicanas”. As Farmas de Fruteiras Modelo em Namialo comportam laranjeiras, papaeiras, ateiras, abacateiras, mangueiras, ananazeiros e embondeiros. Alguns campos são desenvolvidos em consorciação com culturas alimentares e ou de rendimento, sendo uma inovação interessante merecedora de réplica nos produtores. A Farma de Embondeiros, afigurou-se-nos a mais peculiar, por ensaiar a possibilidade de redução do ciclo vegetativo dessa fruteira florestal nativa, de cerca de 20 a 25 anos para pouco menos de 15 anos

(*) Roseiro Mário Moreira, Comunicador de ciência e tecnologias, é Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, diplomata por formação, docente, e escritor com diversos artigos publicados. Actualmente estuda assuntos de Comunicação e Advocacia para o desenvolviento de biotecnologia moderna e Organísmos Geneticamente Modificados.


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Casino Polana apoia projectos sociais

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No âmbito da responsabilidade social o Casino Polana, tira todos os anos dois por cento do seu lucro para apoiar projectos na área de educação e saúde. Nesta quarta-feira quatro organizações receberam valores para desenvolverem os seus projectos. Segundo Danilo Mussa, responsável de Marketing do Casino Polana, a instituição faz esta doação com muito orgulho, e acrescentou ainda que no presente ano as organizações foram escolhidas através de um concurso público que foi lançado em Março e receberam 32 projectos. "É um orgulho para nós, todos anos tirarmos dois por cento dos nossos lucros para questões de cariz social, de educação e saúde, é uma prática normal e do funcionamento do casino. Neste momento, estamos a oferecer aquilo foram os dois por cento dos lucros do exercício financeiro de 2017", disse Danilo Mussa. Mussa garantiu que alguns dos projectos que receberam apoios nesta quarta-feira já estão em curso, pois a sua instituição teve

o cuidado de analisar as organizações que submeteram os mesmos. As organizações que receberam o apoio do Casino Polana na manhã desta última quarta-feira foram: Fundação Carlos Morgado, que vai reabilitar a Escola Primaria Unidade 18; Escola Ecológica, que trabalha na questão do meio ambiente; CERCI-Assoc, uma organização que trabalha com crianças com algumas necessidades especiais; RIZWAN ADATIA, uma organização que pretende operar 600 pessoas com cataratas nos hospitais públicos, 300 em Maputo e ou-

tras tantas em Nampula. Os valores oferecidos pelo Casino Polana variam entre os 710, 000, 00 mil meticais à 800, 000.00 mil meticais. Conferência Subordinada ao Lema: Ligações Universidade e Sociedade O momento marcante em que decorria a Conferência subordinada ao Lema: Ligações Universidade e Sociedade - que oportunidade para o Desenvolvimento da Região do Vale do Zambeze, que contou com a presença da Secretaria Permanente Provincial de Sofala, Augusta Maita

Alunos deixam de estudar ao relento

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erca de 1200 crianças dos bairros 25 de Junho e Kura, na Vila Municipal de Nhamatanda, em Sofala, vão deixar de estudar ao relento, com a inauguração de seis novas salas de aula e dois furos de água potável construídas pela edilidade. A inauguração das seis novas salas de aula teve lugar esta semana, no quadro das celebrações dos 80 anos da elevação do Distrito de Nhamatanda a categoria de Vila e cinco anos a de Município. Das seis salas de aula três salas aulas e bloco administrativo foram erguidos no bairro de Junho, com a capacidade para atender 600 alunos, e as outras três salas, um bloco administrativo e dois balneários, foram erguidos no bairro Kura


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Nametil já tem ambulância

A oferta é do empresário Munir Sacoor e do Gabinete da Primeira-Dama

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empresário e activista social, Munir Sacoor, em parceria com o Gabinete da Primeira-Dama, procedeu esta semana à entrega de uma ambulância e diverso equipamento hospitalar para servir à população da região de Nametil, no distrito de Mogovolas, província Nampula. A iniciativa, considerada notável, vai resolver o problema da população local, sobretudo doentes graves e mulheres grávidas, que se queixavam da falta de transporte para si-

tuações de emergência até as unidades sanitárias. Os residentes de Nametil, terra-natal do empresário, Munir Sacoor, agradeceram o gesto, garantindo a preservação dos meios ora alocados a unidades sanitária. A Primeira-Dama

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da República de Moçambique, Isaura Nyusi, presente no acto, disse que o seu Gabinete continuará a mobilizar recursos para atender às necessidades prementes das pessoas em dificuldades


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Há mais simpatizantes do que modelos! - diz a jovem Lina Cossa, ou simplesmente Illy, que se mostra encantada em trabalhar com a agência KLD

Não gosta de aparecer mas apenas de ser vista. Nunca gostou de trabalhar com agências, mas agora decidiu aceitar uma proposta que até está a ser agradável. Uma experiência que lhe deixa radiante, não obstante essa actividade seja feita como hobbies.

I Por: Redacção

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stamos a falar da jovem modelo moçambicana, Lina Cossa ou simplesmente Illy Cossa, natural da Beira, que adora trabalhar com tudo o que tem a ver com imagem. Mas tem preferência pela fotografia, ainda que não deixe de desfilar em passarelas. Formada em Marketing, Relações Públicas e Publicidade, pelo IPCI- Instituto Profissional de Comunicação e Imagem, a nossa entrevistada está há sensivelmente dois anos ligada a projectos da KLD, uma agência de modelo, baseada na cidade de Maputo.

Eu gosto de ser vista de formas diferentes, nomeadamente de cabelo pintado, cortado Com 30 anos de idade, a modelo regista com satisfação a sua participação em diversos concursos de passarelas, sendo de destacar o de “Miss Coconut”, em

que ficou na segunda posição; também arrebatou um segundo lugar no “Face” e “Miss Darling” respectivamente e, ainda, obteve a segunda posição no “Gata Verão”. Já teve a oportunidade de desfilar igualmente em algumas lojas, para além de ter trabalhado no Coconut”, na área de relações públicas, o que lhe permitiu conhecer e manter uma relação directa de trabalho com algumas modelos e estilistas da praça, como Mode Maleiane, Ruth Varela e Lúcia Pinto. Os belos traços femininos que tem de sobra, aliado à beleza natural, impressionaram os especialistas de marketing de algumas empresas de gabarito em Moçambique.

CARA DA VODACOM

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Fruto das suas inatas qualidades, em 2010 foi convidada e aceitou assinar um contrato exclusivo, por um ano, para ser a cara da VODACOM Moçambique, empresa de telefonia móvel, quando esta decidiu mudar a sua entidade corporativa de azul para o tapete vermelho. A escolha foi marcante para a jovem Illy Cossa, que se sentiu honrada pelo convite de puder participar e fazer parte daquele momento histórico da empresa. Questionada se pode viver-se de moda em Moçambique, Illy respondeu afirmativamente: vive-se, embora seja necessário ter muita sorte. Cheguei a viver algum tempo na África do Sul, dedicando-me a esta profissão, mas depois vi que era preciso construir família e decidi regressar a


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estão afectar o crescimento e desenvolvimento da sociedade moçambicana. Além disso, a liberdade de expressão é limitada, uma vez que os cidadãos não podem emitir livremente o seu pensamento sobre os estado das coisas. “Temem represálias. É uma situação complicada. Temos jovens com ideias fantásticas, mas sem apoio não podem progredir. A nível cultural hoje as coisas melhoraram bastante, pois tem havido feiras de gastronomia, de livros e concertos musicais. Todavia, há aspectos a melhorar mas só com ajuda das estruturas vocacionadas para o efeito”, concluiu.

Maputo. “Gosto do que faço e o facto de ter vivido na Beira, África do Sul e Maputo permitiu-me conhecer melhor diferentes realidades. Hoje, sei o que quero, por isso encaro esta profissão apenas como um hobbie”, disse para revelar que tem outros sonhos encaixados na área empresarial.

POUSAR DE LANGERINE? Illy tem um corpo esbelto e atraente. Os fotógrafos não resistem a tentação de fotografa-la em vários ângulos e contounos um episódio de ter sido convidada para pousar de langerine e bikini. “Uma provocação que está longe dos meus princípios. Eu gosto de ser vista de formas diferentes, nomeadamente de cabelo pintado, cortado e que as pessoas falem de Lina loira”. Fazendo uma análise sobre a profissão de moda em Moçambique, Illy disse que o país precisa de trabalhar bastante nesta área, uma vez que o que tem em demasia são simpatizantes da moda. “Infelizmente, falta-nos muito trabalho para atingirmos padrões internacionais. Temos bons candidatos a modelos, mas penso que o cenário podia ser melhor. É necessário muito mais investimentos das entidades ligadas a cultura no país”.

VIDA PROMISCUA

E JOVENS DECADENTES Illy considerou, num outro desenvolvimento da conversa, que a juventude actual está perdida, pois vai de mal a pior na sua afirmação na sociedade. “Preocupam-se bastante com comportamentos que atentam a sua vida. Mesmo a nível das escolas, o que se verifica hoje é mais bullyng do que primar por bons métodos de convivência. Os pais de hoje não conversam com os filhos, pois limitam-se a ficar inertes, passivos, assistindo cenas de mediocridade nos camarotes. As moças deixam-se engravidar bastante cedo, não conversam e muito menos buscam conselhos de pessoas mais velhas. Não vão, por exemplo, ao projecto Geração Biz para se informar sobre a saúde reprodutiva. Aliás, nem sequer se dirigem ao ginecologista, enfim…são jovens sem norte e que precisam de muita ajuda”, afirmou.

a juventude actual está perdida, pois vai de mal a pior na sua afirmação na sociedade Numa abordagem a situação do país, a jovem modelo lamentou a crise económica e corrupção que


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Na Fundação Couto

Missa Pagã sai no dia 19 A Fundação Fernando Leite Couto e a Ngande Yetho – Imobiliária e Serviços, SA vão realizar a sessão de lançamento público do livro MISSA PAGÃ, no dia 19 de Junho pelas 18:30 horas, em sua sede na cidade de Maputo

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obra será apresentada pelo escritor Afonso Santos, acompanhado de Ana Magaia e Léo Cote na leitura. Missa Pagã é uma colectânea de crónicas resultantes da colaboração de Fernando Manuel no semanário Savana. Prefaciando a obra, a jornalista Paola

Rolletta revela que “as crónicas que Fernando Manuel escreve todas as semanas são para mim um retrato de uma sociedade despedaçada, de um mundo feito adulto à força e da nostalgia da infância doce, das gotas de chuva que fazem música no telhado de zinco, Pling, pling, pling”, disse

E vai mais além ao acrescentar que é o mundo da periferia, de todas as periferias: o mundo dos desiludidos, daqueles a quem foi roubado o sonho. E conclui dizendo que é igualmente um mundo do distúrbio da tranquilidade pública. Dos que não têm voz e ficam roucos às margens da história

GLOOM CHANNEL oferece presente a José Mucavel

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o âmbito da sua responsabilidade para com a cultura moçambicana, a Gloom Channel ofereceu há dias ao icónico artista, José Mucavel, um cheque no valor de cem mil meticais, no quadro da sua responsabilidade para com a cultura moçambicana. O cheque foi entregue por Faizal António, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Mosaik Live Comunication, agência detentora do canal de televisão! O gesto enquadra-se igualmente nas comemorações dos 50 anos de carreira do compositor-intérprete que será em breve, homenageado num espectáculo aonde irá apresentar o desenvolvimento da sua investigação etno-cultural musical, e não só, actividade que vem desenvolvendo desde os anos 70. Ao receber este que considera como o seu “primeiro presente”, Mucavel afirmou sentir-se valorizado, pois é um sinal de reconhecimento por parte do Gloom Channel, e,

disse que o valor será bem usado pois veio a calhar. O Gloom Channel, por sua vez, reitera a

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importância no apoio aos artistas que fizeram história e continuam sendo uma fonte viva de inspiração para a actual geração


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Renato Matusse lança livro A Fundação Fernando Leite Couto e a Ngande Yetho – Imobiliária e Serviços, SA vão realizar a sessão de lançamento público do livro MISSA PAGÃ, no dia 19 de Junho pelas 18:30 horas, em sua sede na cidade de Maputo A cerimónia de lançamento da obra contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi. Com 302 páginas, o livro que sai sob chancela da Nachingwea Editores, faz uma abordagem sobre o percurso militar do Major General Tomé Eduardo até a fase em que se tornou dirigente. Renato Matusse explica que para a produção da obra, pesquisou arquivos e ouviu amigos e demais pessoas que partilharam vários momentos com a personagem do livro. Tomé Eduardo: herdeiro do espírito de resistência e de luta; Organização política e social Maconde; Resistência activa à invasão portuguesa; Filiação, infância e iniciação social; Integração na Frelimo; Os primeiros passos na Frelimo; Treinos militares em Bagamoyo e na Argélia; Instrutor em Kongwa; A primeira experiência de guerra; Formação na URSS e Vice-Chefe do Campo de Nachingwea; Preparação e

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reabertura da frente de Tete, O trabalho em Sofala; Chegada e tomada de posse; Fim do mandato e resultados; são alguns dos vários temas em abordagem no livro. No prefácio, João Américo Mpfumo, Major- General na Reserva, escreve: “ Na frente das Operações de Tete ele revelouse um estratega militar de primeira água, um comandante determinado e um dirigente político forte e firmemente comprometido com a causa de liberdade, paz e desenvolvimento do Povo Moçambicano. Ele deu um valioso e incomensurável contributo para o avanço impetuoso da Luta de Libertação nacional em Tete e para a

sua extensão às frentes de Manica, Sofala e Zambézia, bem como para o Zimbabwe, trabalhando com a ZANU e obrigando as tropas de Ian Smith a ocuparem-se da guerrilha interna, deixando, assim, o inimigo português mais vulnerável, ainda aos nossos ataques”. Renato Matusse, autor da obra, afirma: “Primeiro gostaria de explicar que Tomé Eduardo nasce entre os Makondes. É de Muidumbe e aqui está explicada como é que os Makondes resistiram à ocupação colonial e ele bebe um pouco esse espírito quando mais tarde junta-se à Luta de Libertação Nacional”


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Bifes com cogumelos e batata a padeiro à moda da Milou Ingredientes: Para os bifes: 6 a 8 bifes tenros e finos de tamanho médio 1 colher de massa de pimentão 1 colher de massa de alho Sumo de 1 limão Polpa de tomate q.b. Um punhado de coentros picados Louro em pó q.b. 2 latas de cogumelos laminados 1 cebola grande 1 folha de louro Azeite q.b.

Batata a padeiro: Batatas descascadas e cortadas em rodelas q.b. Ervas aromáticas para polvilhar a gosto Pão ralado q.b. Pimenta e sal q.b. Um fio de azeite.

Preparação: Começa-se por temperar os bifes com todos os ingredientes seleccionados. Deixa-se a marinar durante 1 ou 2 horas, no entanto, se for de um dia para o outro, o sabor será ainda melhor.

No dia seguinte, refoga-se no azeite a cebola, com uma folha de louro e deixa-se ficar translúcida. Juntam-se os bifes ao refogado, mistura-se e deixa-se a água da carne sair para cozê-la. Adiciona-se a polpa de tomate na quantidade que queira, misture e deixe cozer. Se for necessário, acrescente mais água (normalmente é sempre necessário, pois, só com a água da carne, poderá não ser suficiente) e deixe cozer. Quando chegar a vez de apurar o molho (fica grosso), juntam-se os cogumelos, mistura-se e deixa-se apurar mais um pouco. Quase a sair do lume, junta-se um punhado de coentros (abuse um pouco se gostar), envolva e tape a panela. Desligue o lume. Convém que

Pudim de ovos MILOU Ingredientes: 6 ovos 1 lata de leite condensado Uma medida de leite fresco (da lata do leite condensado) Raspa muito fina de limão

Calda: 2 chávenas de açúcar

Preparação

Antes de mais, coloque uma panela com água ao lume para ferver e cozer o pudim em banho-maria. Ou se preferir, poderá fazer o banho-maria no forno. Depois, começa-se por fazer a calda numa forma de pudim em que vai levar a cozer o

mesmo. Há quem junte água ao açúcar. Mas essa não tem sido a minha opção. Com o lume muito brando, o açúcar vai derretendo e a medida que vai mexendo, ganha uma cor bonita tal como está na foto. Depois da calda já feita e a forma completamente forrada com a mesma, num recipiente, bata todos os ingredientes selecionados para o pudim durante 10 minutos. Ficará espumoso. Vira-se para a forma aonde preparou o caramelo, tape com uma tampa que não deixe entrar água (fundamental!) e leve a cozer em banho-maria durante cerca de 45 minutos. Findo esse tempo, com muito cuidado, abra a forma e pique com um palito fino para ver se está cozido. Retire do lume, deixe arrefecer um pouco e desenforme Sirva fresco. Bom apetite!

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CULINÁRIA

fique apurado tal como está na foto.

Enquanto cozinha a carne, vá tratando da batata: Descasque e corte as batatas em rodelas. Tempere com um pouquinho de massa de alho, sal e pimenta. Coloque num refractário, polvilhe com pão ralado e ervas aromáticas (pode ser basílico ou orégãos - eu usei basílico), regue com azeite (e não óleo), e leve ao forno. Quando estiver como vê na foto, já está. Acompanha os bifes


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