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Sexta-feira: 09 de Fevereiro de 2018
Onde Mora a Chama da Esperança
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N°44
Periodicidade Semanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano II Edição nº 44 Sexta - feira, 01 de Junho 2018 Rua da Concórdia nº 41 – 2º Andar Contactos +258 84 57 45 041; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz
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Política
Nyusi quer mais apoio dos EUA na conservação do meio-ambiente
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PONTE MAPUTO-KATEMBE É PARA MUDAR VIDAS
Economia
Corredor do Norte moderniza inspecção de mercadorias
uel de Araújo
Segundo Man
IS ALGUNS ED ABETOS F L A N A O Ã S AMBIENTAIS
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Desporto
Mambas fora da Taça COSAFA
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Ícones da Terra
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Biografia de Agostinho do Rosário
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arlos Agostinho do Rosário, nasceu na cidade da Maxixe, província da Inhambane, a 26 de Outubro de 1954. É filho de Agostinho Juisse e Rosa Sechene. Actualmente desempenha as funções de Primeiro-Ministro da República de Moçambique. É um homem afável, humilde e competente. É bacharel em economia pela Universidade Eduardo Mondlane e mestre em economia aplicada na área de Agricultura Sustentável e Desenvolvimento Rural pela Universidade de Londres.
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O seu percurso pelas instituições do Estado e privadas iniciou em 1977, como funcionário em tempo parcial no Ministério das Obras Públicas e Habitação, na área económica e financeira. Nesta instituição permaneceu até 1983. De 1980 a 1982 foi professor de matemática, curso nocturno, no Instituto Industrial de Maputo. Em 1983, exerceu as funções de economista na Empresa Agrícola de Citrinos de Manica, centro do país. Em 1987, foi nomeado para o cargo de Governador da Província da Zambézia e Primeiro-Secretário do Comité Provincial da Zambézia.
Em 1994, foi nomeado para o cargo de Ministro da Agricultura e Pescas. No mesmo ano havia sido eleito para membro da Assembleia da República, tendo resignado por imposição legal. Foi Ministro da Agricultura e Pescas até 1999.
OBRAS PUBLICADAS
Do Rosário, Carlos A. HUMANIZAÇÃO DA GLOBALIZAÇÃO AO: DESAFIO PARA A REDUÇÃO DA POBREZA EM MOÇAMBIQUE. 2005. Krest Publication. New Delhi, India.
Do Rosário, Carlos A. Jatropha Curcas: Propostas para a Sustentabilidade do Cultivo em Moçambique. 2006. New Delhi, India. Do Rosário, Carlos A. REVOLUÇÃO VERDE: EXPERIÊNCIA DA INDIA E SUA RELEVANCIA PARA MOÇAMBIQUE. 2007. Documento apresentado na Conferência sobre o Desenvolvimento Agrário realizado em Maputo pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).
DIA. 2008. New Delhi, India. Do Rosário, Carlos A. POLITICA DE TERRAS EM MOÇAMBIQUE. 2008. Documento apresentado no seminário organizado pela Organização Não-Governamental (ORAM). O conteúdo deste documento foi também apresentado em Luanda, no seminário internacional sobre o mesmo tema, organizado conjuntamente pelo Governo de Angola e a FAO em 2005. Do Rosário, Carlos A. CONTRIBUIÇÃO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO CRESCIMENTO ECONÓMICO E DESENVOLVIMENTO DE MOÇAMBIQUE. Documento apresentado na Conferência Internacional sobre o mesmo tema realizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique em 2009.
Do Rosário, Carlos A. EXPERIÊNCIA DE TIMOR LESTE NA GESTÃO DE RECURSOS PETROLÍFEROS – FUNDO SOBERANO - SUA RELEVÂNCIA PARA MOÇAMBIQUE. 2012. Jakarta, Indonésia
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Em 2002 ocupou a posição de AltoComissário da República de Moçambique na Índia e Sri Lanka, uma missão que terminou em 2008. No ano seguinte, ele foi nomeado Embaixador na Indonésia, função a qual exerceu até
ser nomeado em Janeiro de 2015 para o posto de primeiro-ministro em substituição de Alberto Vaquina. Em 2017, durante a realização do Congresso do partido Frelimo, Carlos Agostinho do Rosário foi eleito membro da Comissão Política. É amante da música, leitura e desporto (futebol e natação). Aliás, sempre que disponível joga futebol para manutenção física.
Do Rosário, Carlos A. CRISE FINANCEIRA MUNDIAL: IMPACTO NA COOPERAÇÃO BILATERAL MOÇAMBIQUE - IN-
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EDITORIAL
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Repensar nas inovações turísticas!
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á um sentimento comum de que a indústria turística moçambicana precisa de ser revitalizada em vários sentidos para se tornar verdadeiro destino turístico no continente negro, em particular, e no mundo, em geral. Regista-se actualmente um enorme desperdício do potencial turístico existente, o que futuramente poderá pôr em causa o desenvolvimento deste sector, vital na captação de receitas – no Produto Interno Bruto (PIB) -, para tirar o país da extrema pobreza a que se encontra submerso. Assinala-se, por exemplo, a taxa de câmbio que não facilita a entrada de Moçambique no mercado europeu, relatórios considerados negativos dos meios de comunicação, a crescente competição para dólares de viagem para os turistas, limitação de orçamento, degradação do meio ambiente e percepções que fazem com que a população local seja subserviente. A esta realidade se associa o facto de o país contar com outras fraquezas no capítulo de infra-estruturas reconhecidamente inadequadas, acesso aéreo defeituoso, falta de conhecimento da parte do consumidor dos requisitos para vistos, qualidade de acomodação, variedade de produtos e valor do dinheiro, para além dos custos elevados. Estas dificuldades fazem com que as potencialidades existentes, como o sol, a areia e o mar, a hospitalidade, a cultura, o ecoturismo, entre outras de que o país dispõe sejam largamente explorados de forma desordenada. O Governo tem consciência destas situações e pretende que sejam alcançados os objectivos que considera estratégicos no sector, que passam pelo aumento
de dias de estada do visitante e o seu volume de despesas, geração de emprego em todos os níveis sociais e económicos, desenvolvimento e promoção de novos produtos e infra-estruturas para facilitar o acesso, conservando, todavia, a herança natural e cultural. Por isso, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, lançou um repto ao novo director do Instituto Nacional do Turismo, Romualdo Johnam. A promoção de Moçambique tem que ser assegurada introduzindo e posicionando-o destino por conta própria e não atrelado. As reformas são essenciais a nível do sector do ponto de vista organizativo e produtivo para permitir um correcto aproveitamento dos recursos faunísticos e florestais actualmente inexplorados. O governo e os operadores da área devem andar cada vez mais sintonizados, desdobrando-se em acções concretas tendentes a melhoria da qualidade da oferta do produto. É urgente criar condições atractivas, nomeadamente infra-estruturas básicas, transportes e facilidades de circulação para que Moçambique se torne, nos próximos cinco anos, no principal destino turístico a nível da região austral de África. O trabalho de “marketing” deve ser aprimorado, por isso toda a campanha de divulgação das potencialidades turísticas do país, através de seminários, colóquios e feiras, é fundamental no sentido de mobilizar cada vez mais os turistas africanos, europeus e asiáticos. É preciso revalorizar o potencial turístico que o país tem sobretudo em período de crise. É necessário seguir exemplos de outras nações, como Portugal que, em período de crise, soube ser resiliente graça também ao turismo
Gervásio de Jesus
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Tornemos Maputo a Suíça da África Austral Por: Venâncio Mondlane*
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topia, do grego "ou", "não" ou prefixo de negação e "topos", "lugar", tem, como significado secundário, um lugar que não é no agora, mas que pode ser construído no futuro. A cidade de Maputo, outrora uma das mais belas, limpas e sustentáveis de África e, quiçá, do mundo é presentemente uma das mais sujas, feias e degradadas. Uma não cidade poderia assim dizer. Mas ela pode ser diferente, num futuro próximo. Aliás, Maputo já teve um dos melhores planos urbanísticos do mundo, denominado "Plano Araújo", levando a nossa cidade a ser considerada "Paris da África Austral". Existem, no mundo, exemplos paradigmáticos de cidades sustentáveis nos quais nos atrevemos a pensar como inspiração para a nossa cidade. Esta pode ser a nossa utopia, perfeitamente exequível para o futuro da cidade de Maputo a médio prazo. Podemos reestruturá-la inspirados em cidades como as seguintes: 1. A cidade de Reykjavik, na Islândia, 100% abastecida por energia limpa e de baixo custo.
2. A cidade de Malmö, na Suécia, pioneira na utilização de energia renovável, uma cidade que recicla mais de 70% do lixo colectado e onde os resíduos orgânicos são reaproveitados para a fabricação de biocombustíveis. 3. A cidade de Vancouver, no Canadá, a cidade da América do Norte com a menor pegada de carbono, com mais de 200 parques na sua área urbana e com pelo menos 90% da sua energia proveniente de fontes renováveis. 4. A cidade de Copenhague, na Dinamarca, onde cerca de 40% de sua população pedala diariamente para se deslocar pela área urbana e os seus governantes têm tentado transformá-la na eco metrópole número um do mundo. 5. A cidade de Portland, nos Estados Unidos da América, onde para conservar as áreas vegetativas em sua volta, foi estabelecido um limite para o avanço da
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urbanização da cidade, que conta com 92 mil acres de área verde e mais de 300 quilómetros de ciclovias. São exemplos utópicos para a realidade da cidade de Maputo? Sim, são. Mas são também exemplos de sucesso nos quais nos queremos inspirar. A nossa utopia. Venâncio Mondlane partilha da utopia de “tornar a cidade de Maputo a Suíça da África Austral”. Convidamos aos nossos amigos a expressar o seu sentimento sobre este sonho, comentando connosco como é que isso pode ser materializado. Vamos falar da mobilidade urbana na cidade de Maputo (sistema de transportes, por exemplo). Como é que podemos trazer soluções inovadoras, práticas e ambientalmente sustentáveis para a cidade de Maputo? Sintam-se livres de apresentar as vossas recomendações, prezados amigos
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OPINIÃO
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Manutenção e reparação de veículos! Dirigindo Defensivamente, isso significa, que devemos obedecer: para mantermos controlo por Segurança Rodoviária, regularmente atendemos a Formação apropriada e especializada sobre Condução Defensiva. E para possuirmos confiança na mesma máquina, também colocamos esse carro que Nós dirigimos, nas mãos de um serviço de assistência que se aplica nos métodos e uso defensivo adequado com os fundamentais actos preventivos de e para segurança? Inquestionável quando consideramos que a Condução Defensiva não é uma opção. Você segue os procedimentos de serviço de assistência técnica pelo método defensivo aplicáveis ao carro que dirige? No alinhamento dos actos de um Condutor Defensivo, devemos ter a atitude conjugada ( Homem-Máquina-Ambiente ) de procedermos igualmente alinhados na exigência e avaliação sobre a qualidade dos desempenhos de Quem dependemos dos serviços de terceiros na Assistência ao veiculo, caso contrário, o pressuposto agirmos preventivo continua perdido,.. à favor do Risco ! Cinco importantes razões para melhor agendar a manutenção com o seu Agente prestador dos serviços de Assistência Técnica, seguindo os procedimentos do serviço sob controlo preventivo e acto defensivo: Manter seu carro em conformidade condição segura e económica é altamente importante. É o que ajuda a garantir que seu carro esteja sempre em movimento e não vai decepcioná-lo quando realmente importa. Com isso em mente, faz todo o sentido ter seu carro consertado e mantido regularmente, porém, sob controlo de um serviço de confiança por segurança, o mesmo que representa um menor custo por Km a menor Risco.
O custo: Para obter o seu carro atendido há realmente muito pouco no custo entre ir para uma garagem da esquina e o levarmos o carro ao Agente e revendedor Autorizado pela marca. Há uma diferença de apenas X% entre os dois. Isso levanta a questão, vale a pena correr riscos com o carro? Se você for ao Agente, sabe que o serviço que você receberá é definitivamente guiado para os padrões esperados pelo fabricante, muito pese também se os Técnicos engajados nos serviços, se se encontram apetrechados de valores apropriados a efectuarem um correcto diagnósticoem total conformidade com o uso do veículo, e isso
Por: Carlos Sousa*
apenas só conseguido, caso os Técnicos conheçam e se apliquem nos actos preventivos durante a intervenção conformes com a formação em regras de uma Avançada condução defensiva! Perícia de serviço profissional na Assistência Técnica:
Diagnóstico, reparos e testes de veículos: Realizado pelo técnico competente que faz o diagnóstico, os reparos e os testes correctamente alinhados em conformidades com os actos certificados pelo Advanced Defensive Drive Center! Os mecânicos ou técnicos que actuam, Eles devem conhecer todas as pequenas idiossincrasias que cada modelo em particular possui e podem garantir que seu carro receba um tratamento melhor do que em qualquer outro lugar, no entanto, devem aplicar-se pelo método dacondução defensiva, avaliando, rectificando e testando o carro, ao melhor uso. Não é só que os mecânicos gastam todo o seu tempo trabalhando em carros com a mesma marca. Eles também tendem a ser certificados de fábrica para que eles tenham uma qualificação superior relacionada directamente com a marca e com o correcto uso sobre o carro que você dirige. Isso garante-nos a CONFIANÇA para a segurança rodoviária!
Peças de melhor qualidade: Este fala por si. Quando você recebe os seus carros consertados ou reparados na concessionária, as peças que são colocadas em seu carro são da melhor qualidade absoluta. Eles aplicam as peças recomendadas pelo fabricante para que você possa ficar tranquilo para que não haja peças de terceiros ou produtos inferiores colocados em seu carro.
Instalações & equipamentos adequados: Quando você leva seu carro para o Agente, as instalações que eles têm em oferta são sempre de aprovada qualidade. Não é só porque as instalações são melhores do que uma garagem independente, é que as instalações são adaptadas para lidar com carros como o seu. Isso instantaneamente significa que levar seu carro a um revendedor significa que seu carro estará recebendo o melhor tratamento possível.
Melhor atendimento ao cliente: Como as concessionárias/Agentes tendem a ser directamente responsáveis pelo fabricante do carro, elas devem concentrar em atendimento ao cliente de qualidade muito mais do que em outras garagens. Isso é algo que é negligenciado muito no comércio motorizado, por isso, ser atendido e o seu carro ser tratado com segurança e por confiança, é importante para você, e para todos em mobilidade. Você deve saber e sentir que estará em óptimas mãos se levar o carro do qual a sua Vida depende, para o revendedor. Certifique-se de que cuidar do seu carro e darlhe o tipo de tratamento que ele merece, isso deve estar alinhado com os procedimentos da Condução Defensiva! O carro que você dirige é a sua vida em movimento! Dirigindo defensivamente, significa também: mantenha o carro nas mãos de um competente Serviço Defensivo, tornando o Custo mais Seguro e ao valor mais baixo possível, por Km, reduzindo o RISCO…dirigindo! Atentamente,
Certified Trainer Specialist for the SADC Region! Head in Maputo - Mozambique & Johannesburg - RSA Contact: +258 82 47 94 010 email: carlos.lda.sousa@gmail.com MasterDrive S.A. - Member of Advanced Driving Institute of Africa!
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Adiada inscrição de partidos políticos
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CIP prevê mais alterações no calendário eleitoral A Comissão Nacional de Eleições (CNE) adiou o início da inscrição dos partidos políticos, coligações de partidos e de grupos de cidadãos proponentes de candidaturas para às eleições municipais de 10 de Outubro próximo.
I Por: Redacção
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inscrição, que deveria iniciar já nesta sexta-feira, terá início do dia 15 de Junho e deverá estender-se até o dia 30 do mesmo mês. De igual modo, foi adiado o período de indicação dos mandatários de candidaturas e a sua credenciação, passando a decorrer também de 15 a 30 de Junho. Para o Centro de Integridade Pública (CIP), estas alterações podem ser apenas as primeiras do calendário eleitoral, uma vez que nos termos do calendário actual, a apresentação de candidaturas às eleições
autárquicas deve iniciar no dia 21 de Junho e prologar-se até 27 de Julho. Segundo o CIP, estas datas podem sofrer alterações, visto que com a revisão pontual da Constituição, que introduziu o sistema de lista única com cabeça de lista para eleição dos membros de assembleia municipal e do respectivo presidente do conselho municipal, será necessária a aprovação e promulgação de uma nova lei que regula as eleições municipais. Atendendo e considerando que a As-
sembleia da República ficou de reunir-se em sessão extraordinária em Junho, para dentre outras matérias, aprovar a nova legislação eleitoral, o CIP diz que “só não haverá alteração do período de submissão de candidaturas se a nova lei for aprovada e promulgada pelo presidente da República antes do dia 21 de Junho”. No entanto, a respeito desta matéria, Paulo Cuinica, porta-voz da CNE, disse que a instituição está preparada para se adaptar às alterações que vier a acontecer
Juiz-presidente do Tribunal condenado a três meses de prisão O Juiz-Presidente do Tribunal Judicial da Cidade de Tete, Efigénio Baptista, foi condenado esta segunda-feira a uma pena de três meses de prisão e indemnização no valor de 15 mil meticais, por ter espancado um cidadão em plena via pública no distrito de Manica, quando exercia as funções naquela província. Efigénio Baptista diz não concordar com a sentença e vai recorrer da decisão. Questionado se na qualidade de guardião da legalidade, espancou ou não um cidadão, o juiz respondeu que, “não se pode dizer que eu cometi um crime de ofensas corporais voluntarias de que resulta doença e impossibilidade para o trabalho se a pessoa não sofreu nada”, disse. Por outro, lado, o ofendido, Ricardo Sinaleua diz que irá recorrer da sentença, uma vez que dos cálculos que efectuou a sua indemnização devia rondar nos quatro milhões de meticais
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Constituição nunca deve ser instrumento de desunião
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O Presidente da República, Filipe Nyusi, acredita que a aprovação, esta semana pelo Parlamento, da emenda pontual da Constituição, é um tributo à fé dos moçambicanos, que vai impulsionar a expansão e consolidação da democracia multipartidária no país.
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alando esta semana em Nacala-Porto, no comício que marcou o início a sua visita de trabalho à província de Nampula, Nyusi disse que o passo dado pelo Parlamento, em seguimento aos consensos alcançados no diálogo entre ele e o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, renova a oportunidade de os moçambicanos aprofundarem os processos de descentralização em curso e abre espaço ao fortalecimento da paz e da unidade nacional. “À semelhança da bandeira nacional que cobre a todos, a Constituição nunca deve ser instrumento de desunião e discórdia entre cidadãos da mesma nação. O meu compromisso no dia 15 de Janeiro de 2015 foi de liderar o processo de estabelecimento da paz efectiva, num exercício comum com todos os moçambicanos”, disse o Chefe do Estado, sublinhando que está a fazer isso sem pre-
conceitos políticos. Explicou que o pacote de descentralização que acaba de ser aprovado pela Assembleia da República deve ser visto como um passo na direcção certa que o Governo de Moçambique e os moçambicanos deram rumo ao aprofundamento da democracia multipartidária que se vem construindo nos últimos anos. “O facto de este pacote ter colhido consenso reforça o sentido de coesão, inclusão e da unidade nacional que sempre defendemos. Por isso, a descentralização nunca deve ser vista e muito menos entendida ou interpretada como separação física de um determinado território do resto do país”, destacou. Nyusi disse ter a certeza de que os passos
que acabam de serem dados vão dinamizar o desenvolvimento socioeconómico do país e da região austral de África, pois a aprovação deste pacote é um testemunho de que, mesmo perante diferenças, obstáculos e vicissitudes, os moçambicanos conseguiram conciliar os seus interesses. “Os moçambicanos alcançaram um acordo que, além dos benefícios evidentes, constitui um tributo à sua própria fé, numa paz positiva, um exemplo que pode inspirar todo o continente africano no alcance da sua própria meta de silenciar as armas até 2020. Estou feliz por os moçambicanos provarem que só eles podem resolver da melhor maneira as suas desavenças, com apoio da comunidade internacional que temos vindo a beneficiar”, disse Filipe Nyusi
Aprimoram-se técnicas para fiscalização da Industria Extractiva Membros da Assembleia da Republica (AR) e das Assembleias Provinciais (AP) vão receber uma formação que visa aprimorar as técnicas e dotar de ferramentas para fiscalização parlamentar do sector da Industria Extractiva. O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) em parceria com o Centro de Estudos e Formação Parlamentar (CEFP), elaboraram guiões para a fiscalização do sector da Indústria e fiscalização dos Direitos Humanos na Indústria Extractiva, que servirão de estudo na formação. O sector extractivo constitui um merca-
do complexo e dinâmico onde convergem interesses diversos. Por um lado, estão as grandes companhias bem equipadas, e por outro, as instituições do Estado pouco preparadas para lidar com os desafios de um mercado competitivo e com muitos porme-
nores técnicos. Esta formação decorre da implementação do projecto “Fortalecendo o Papel do Parlamento e das Assembleias Provinciais no desenvolvimento da Área da Indústria Extractiva”
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Frelimo lidera participação política da mulher no país Nos resultados preliminares do estudo sobre Participação Política da Mulher em Moçambique, apresentado recentemente, a Frelimo lidera a participação política da mulher com o envolvimento destas nas Assembleias da República, Provincial e Municipal com cerca de 26.0% de mulheres. O mesmo estudo põe a Renamo em segundo lugar com 10.4% e a seguir o MDM com 0.8%. Com esses dados, a percentagem da participação política das mulheres corresponde a 37.2% e dos homens continuam 62.8%. O mesmo estudo refere, ainda, que mulheres têm maiores possibilidades de ser pobres; dedi-
car-se ao trabalho doméstico; trabalharem informalmente; cumprir a sua função reprodutiva e cuidar das crianças, casar prematuramente, ser vítimas de violência doméstica e sexual, estarem infectada por HIV e serem vistas como “dependentes” relativamente aos homens. Como prováveis soluções para elevar o nível de participação política da mulher, o estudo aponta para o melhoramento da educação da mulher, a
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criação de benefícios socias para as mulheres e políticas institucionais inclusivas. Por seu turno, as ligas femininas dos três partidos políticos com assento parlamentar disseram que a nível dos seus partidos, esforços estão a ser feitos para que a mulher seja emponderada. Aliás, estas avançaram que, com as eleições que se avizinham, os seus partidos darão maior primazia às mulheres
Alguns edis são analfabetos ambientais -afirma Manuel de Araújo, presidente do Conselho Municipal de Quelimane O Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, afirmou que alguns edis, que neste momento estão à frente dos municípios, são analfabetos ambientais. Araújo, que falava numa Conferência sobre a Justiça Climática, organizada pela Justiça Ambiental (JA), lançou fortes críticas a alguns edis no que diz respeito a sua ignorância sobre os aspectos ambientais das cidades que dirigem. Para o Presidente do Município de Quelimane, algumas cidades moçambicanas são extremamente vulneráveis à mudanças climáticas, o que fazem com que sofram ciclicamente os efeitos das calamidades naturais resultantes das alterações do clima causado na sua maioria pela acção do homem. O mais agravante, segundo ele, é que os responsáveis pelos municípios não têm um plano claro para a protecção do meio ambiente. “Muitas obras construídas nestas cidades ignoram completamente aquilo que é a preservação do meio ambiente”, disse para apelar a todos os arquitectos e engenheiros para terem nos seus projectos aspectos que tem a ver com a protecção do ambiente antes de executarem qualquer
obra. A cidade de Quelimane, em particular, onde ele é edil, encontra-se abaixo do nível médio das águas do mar, o que a torna numa das urbes mais vulneráveis de Moçambique, da África e do mundo. “Para minimizar esta situação, temos vindo a trabalhar em várias áreas, apesar dos nossos esforços em termos de saneamento do meio estarem a redundar em fracasso”, disse. Um dos fenómenos que tem contribuído negativamente para às mudanças climáticas na cidade de Quelimane, segundo apontou Manuel de Araújo, é a destruição de mangais por cidadãos que cortam estacas para a construção de casas ou confeição de alimentos. Contudo, De Araújo disse estarem envolvidos num projecto de replantio dos mangais juntos às comunidades locais e proibição de corte da vegetação mangal em troca de novo modelo de construção das habitações em parceria com a UNHABITAT “Já começamos a repovoar os mangais em coordenação com as comunidades locais e também temos um projecto de fornecimento de biocombústivel a partir do lixo produzido na cidade”, concluiu.
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Nyusi quer mais apoio dos EUA na conservação do meio-ambiente O Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, recebeu, esta semana, em audiência, uma delegação proveniente dos Estados Unidos da América.
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aziam parte da mesma, membros do Congresso Nacional norte-americano, pertencentes aos partidos democrático e republicano. A delegação foi encabeçada pelo chefe da comissão de relações internacionais do Senado Americano, Ed Royce, que estava na companhia do embaixador daquele país em Moçambique. Na sua introdução, antes de solicitar a retirada da imprensa, Filipe Nyusi fez questão de passar em revista os projectos onde o empresariado norte-americano está envolvido. “Quero reconhecer os apoios socioeconómicos que o meu país tem tido, sobretudo nas áreas de saúde, de agricultura, educação, mesmo na democracia e boas formas de governação”, disse o presidente, acrescentando que “a outra área de interesse é o apoio que o vosso Estado tem vindo a prestar também nos projectos de conservação do ambiente. Nós estamos muito agradecidos. Os nossos indicadores nos últimos 10 anos são bastante encorajadores em todo o lado onde nós estamos, sobretudo nos locais onde a participação americana se faz sentir mais, em redores de Gorongosa, não só mesmo aqui no Zindave, na Reserva de Maputo e no Niassa, onde as matanças e eliminação dos animais prevalecem…em todo o caso há uma tendência de melhoramento com o envolvimento de alguma segurança e isso encoraja-nos e dá-nos força”. No capítulo da exploração do petróleo e do gás natural, o presidente recordou
a importância que aquele país americano tem neste sector, tendo em conta que duas das grandes empresas são norte-americanas, nomeadamente, Anadarko e ExxonMobil. “Recebo mais visitas dos americanos ultimamente para discutirmos sobre os procedimentos, refiro-me aos da Anadarko e ExxonMobil, mas também as outras empresas onde eles são associados para discutirmos a estratégia, o que temos em conjunto. O que temos de fazer juntos, que temos de falar, qual é a linguagem comum com os japoneses e com todos os seus Shareholders”, fina-
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lizou o Filipe Nyusi. Refira-se que com a entrada da ExxonMobil na exploração da área quatro na bacia do Rovuma, o Estado moçambicano encaixou 354,4 milhões de dólares norte-americanos com a tributação de mais-valias da transacção. O Presidente da República garantiu que vai criar condições para que os congressistas possam ir ao local onde as duas empresas funcionam, de modo a que tenham uma ideia real dos resultados que as suas actividades dão ao país
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Governo preocupado com uso de mercúrio e mineração artesanal O Governo quer reforçar o controlo do uso de mercúrio na mineração do ouro no país. Para tal foi lançado esta semana em Maputo o projecto de elaboração do inventário nacional sobre o mercúrio no âmbito da convenção de Minamata. O inventário vai identificar às zonas em que é usado mercúrio para mineração do ouro, em que quantidade é usada e o impacto que causou na natureza. O registo surge da necessidade de se controlar o uso deste químico na mineração por já estar a causar a poluição dos solos e rios em Manica, o que coloca em perigo a saúde humana. O inventário vai decorrer de Maio a Dezembro deste ano. O lançamento foi dirigido pela directora nacional do ambiente, Ivete Maibasse
Moçambique tem gás suficiente para penetrar no mercado internacional
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mar Mithá começou por falar da economia global, tendo destacado a dos Estados Unidos da América, China, Japão, entre outros países. Falou não apenas do seu crescimento, mas apontou riscos que podem provocar uma recessão como a 'guerra comercial' entre os Estados Unidos e China que, embora tenha sido recentemente suspensa, pode ter consequências sem precedentes se retomada. Quanto ao crescimento da Áfricasubsaariana, destacou economias como da Nigéria, África do Sul, Senegal, Quénia, Gana, Botswana, entre outros, sem esquecer, claro, a de Moçambique. Sobre o país, falou da diversificação da economia, mas deu enfoque ao seu sector. O PCA na ENH falou primeiro da recessão económica, que se registou desde 2015. No entanto, apontou a retoma da exportação de carvão como um dos indicadores animadores e falou também dos avanços na exploração de gás na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. Disse que a partir de 2022, o gás da
área 1 poderá começar a ser exportado. "Moçambique poderá ver esses projectos em pouco tempo", disse, acrescentando que "temos activos suficientes de gás e está tudo muito bem encaminhado”.
“Temos LNG (gás natural liquefeito) em quantidades muito maiores, vamos penetrar o mercado internacional. Vamos poder vender, e é esta a expectativa de criação de valor que Moçambique tem”
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Corredor do Norte moderniza inspecção de mercadorias
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Moçambique conta, desde domingo, com um sistema de inspecção não intrusiva, localizado na vila de Namialo, distrito de Meconta, na província de Nampula.
I Por: Redacção
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infra-estrutura inaugurada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no âmbito da sua visita à província de Nampula, visa fazer a verificação de mercadorias na linha férrea do corredor de Nacala. Com um equipamento de ponta, o mais moderno usado para estes fins de verificação de mercadoria, sem intervenção física do homem, representa um grande avanço para as autoridades alfandegárias nacionais, tendo em conta que a entrada em funcionamento desta infra-estrutura vai facilitar o trabalho de inspecção de mercadorias nosso país e o comércio internacional neste importante corredor.
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No distrito de Meconta, o Chefe do Estado, para além de saudar as populações que o foram receber à sua chegada a este local, manteve um encontro com representantes dos professores que leccionam nas diversas escolas da província de Nampula, para auscultar as suas inquietações. Ainda no mesmo distrito, Filipe Nyusi reuniu-se, igualmente, com o governo distrital para avaliar os progressos e desafios que se apresentam numa região que está a conhecer um crescimento assinalável, so-
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bretudo no sector agrário. Durante o encontro, o Presidente da República instou às autoridades distritais a procurar soluções para o problema de água. Ele fez este apelo depois de se aperceber das inquietações da população neste sentido. Entretanto, antes de escalar Meconta, Filipe Nyusi inaugurou um sistema fotovoltaico de fornecimento de energia eléctrica no posto administrativo de Mucuali, no distrito de Larde, nesta província
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Não à Mphanda Nkuwa O argumento que apresenta é de que o rio Zambeze já tem duas megas barragens, Cahora Bassa e Kariba, que desde a sua implantação até ao momento já causaram danos significativos à saúde e bem-estar dos ecossistemas e das comunidades locais. E para piorar o cenário, como se não bastasse, o Governo moçambicano quer construir uma outra, Mphanda Nkuwa no baixo rio Zambeze, na Província de Tete.
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referida barragem será localizada a 70km a jusante da existente, Cahora Bassa, construída entre 1969 e 1974. O reservatório de Mphanda Nkuwa irá desalojar cerca de 200 mil pessoas que serão afectadas pelo sistema de operação da barragem. A Justiça Ambiental acredita, sem dúvidas, que a energia é um elemento fundamental e indispensável para o desenvolvimento de uma nação, porém, torna-se difícil perceber de que tipo de desenvolvimento e benefícios se trata, sendo que 80% da energia produzida será exportada e os restantes 20%, segundo projecções feitas, servirá para o consumo interno para alimentar as indústrias de energia intensiva que se instalarão naquela região e deixando cerca de 70% dos moçambicanos sem este recurso.
Preocupações da JA não foram respondidas De acordo com a JA, o Estudo do Impacto Ambiental (EIA) foi aprovado em 2011, mas desde lá a essa parte, nenhuma das suas questões e preocupações
foram respondidas. São necessários estudos mais conclusivos e cientificamente válidos a fim de se prever quais serão os reais impactos do projecto. Estes não foram feitos alegadamente devido à falta de tempo ou de fundos, apesar de os custos previstos do projecto serem acima de dois (2) biliões de dólares. A JA considera essas justificações inaceitáveis, pois mostram uma falta de vontade ou capacidade de fazer o que énecessário para que o projecto seja sustentável e seus impactos poderem ser minimizados e se verificar que não épossível atenuar os danos, os projectores da barragem deviam ter coragem e bom senso para reajustarem o projecto.
Mudanças climáticas O estudo EIA observa que não haverá impactos significativos das mudanças climáticas sobre o rio Zambeze. Entre-
tanto, esta observação vai contra o relatório do Plano Inter-governamental sobre Mudanças climáticas (IPCC) que refere que a bacia do Zambeze irá potencialmente enfrentar os piores efeitos das mudanças climáticas. Sofrerá, provavelmente, uma redução substancial na pluviosidade de cerca de 10-15%. O estudo do cientista Richard Beilfuss feito em 2012 sobre as mudanças climáticas e as barragens da África Austral adverte que as barragens que estão actualmente a ser propostas e construídas podem constituir não viáveis economicamente, com um proveito abaixo do esperado face às secas mais extremas e que também podem constituir um perigo, pois não foram projectadas para lidar com cheias cada vez mais destrutivas. Daí a JA acreditar que a construção da Barragem Mphanda Nkuwa em si, não só irá aumentar a pobreza e a desigualdade, mas também representar um perigo para os habitantes do Vale do Zambeze
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Governos africanos devem agir rapidamente
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- apela a 1ª Via Campesina à propósito das mudanças climáticas A 1ª Via Campesina-África Austral e Oriental é parte de um movimento social global composta por uma enorme variedade de produtores de alimentos (camponeses, pequenos agricultores, pescadores, trabalhadores da pesca, povos tradicionais e indígenas, pastores nómadas, trabalhadores agrícolas e da indústria da alimentação, comunidades urbanas, consumidores, juventude e mulheres).
I Por:Júlio Saul
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iniciativa de mandar a carta ao Comité Ministerial da Comunidade de Países da África Austral (SADC), responsável pela Alimentação, Agricultura, Recursos Naturais e Ambiente, foi motivada pela preocupação com as questões relacionadas com às mudanças climáticas e para insistir aos governos a entenderem este mal a partir da perspectiva dos produtores dos alimentos, grupo directamente afectado pelas mudanças. Este grupo apela veementemente a Justiça Climática para que tenham um mundo melhor e mais limpo para à prática saudável das suas actividades. Na carta dizem ainda que os territórios na África Austral e Oriental são particularmente ameaçados pelos efeitos das mudanças climáticas. Enfrentam anos consecutivos de quedas nos níveis de chuva de verão, bem como acentuadas mudanças e imprevisibilidade nos padrões climáticos a cada ano que passa. As Nações Unidas declararam múltiplas crises de fome nos últimos anos, incluindo Somália, Sudão, Burundi e Etiópia.
Impactos negativos As cheias, chuvas extremas e secas prolongadas têm tomado muitas vidas e desalojando milhares de pessoas em Moçambique, Quénia, Malawi e Zimbabwe. Mais do que isso, recentes modelos e novas pesquisas mostram que nos próximos anos as temperaturas na região de África Austral vão aumentar 150% mais rápido que a média global. Este, de acordo com a carta, é um cenário não muito encorajador para a região, especialmente se acções reais a nível global que visem reverter o cenário actual se medidas urgentes com vista a estancar este fenómeno não forem tomadas. A perspectiva da 1ª Via Campesina é de que soluções reais para a mudança climática não virão da sua conformação ao modelo industrial de produção e consumo de alimentos. Ao contrário, estas aparecerão da agro-economia camponesa baseada na soberania alimentar. A soberania alimentar é uma forma chave de resistência a um modelo económico que prioriza a vida em vez de lucro. Ela defende sistemas alimentares locais, que são as fundações para a criação de novos laços entre as zonas rurais e as urbanas, baseados na produção verdadeiramente agro-ecológica feita por camponeses,
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pescadores artesanais, pastores e produtores urbanos. A carta avança que a agro-ecologia camponesa é a resposta em como transformar e reparar o sistema alimentar e os espaços rurais e é uma solução central às mudanças climáticas globais. “Somos nós que alimentamos as nossas famílias, as nossas comunidades, o nosso mundo. Nós rejeitamos totalmente mecanismos baseados em mercados e as soluções falsas, incluindo Agricultura Climática Inteligente (CSA), Redução de Emissões por Degradação Florestal e Desflorestamento (REDD), Carbono Azul, geo-engenharia, entre outros”, refere. No entanto, a 1ª Via Campesina chama isso de soluções falsas, porque têm no seu âmago o objectivo de afastar os produtores de modelos de produção saudáveis em favor de modelos de agronegócio de monoculturas, continuação da dependência em insumos agrícolas tóxicos e controlados por grandes corporações e a codificação da Natureza e dos serviços naturais. “Uma área de foco importante é a adaptação. Nós chamamos os nossos governos a tomarem posições mais fortes sobre governos e grandes corporações transnacionais (CTNs) que são historicamente responsáveis por emissões de gases de efeitos de estufa”, recomenda a carta
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Isaura Nyusi pede fim aos casamentos prematuros A Esposa do Presidente da República, Isaura Ferrão Nyusi, dirigiu nesta sexta-feira, no Pavilhão do Estrela Vermelha, cidade de Maputo, as comemorações centrais do Dia Internacional da Criança.
I Por: Redacção
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ste ano, a efeméride é comemorouse sob o lema: “Vamos pôr ponto final aos casamentos prematuros”, como forma de chamar atenção à sociedade sobre a necessidade de assumir a responsabilidade de proteger, educar e criar condições para que as crianças usufruam plenamente dos seus direitos. O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de saudação a todas as crianças do mundo e, em especial as moçambicanas, pela passagem, nesta
sexta-feira, do Dia Internacional da Criança. Nyusi sublinha que o governo continuará a incidir as intervenções em prol da Educação, formação e desenvolvimento da criança. Fosse vivo, José Craveirinha teria completado 96 anos de idade no passado dia 28 de
Maio. Entretanto, lá vão 15 anos sem o poeta-mor da literatura moçambicana. Então, declamadores, artistas, alunos secundários e o público em geral juntaram-se, ontem à noite, para celebrar a obra de quem cantou Moçambique com palavras que pintam afectos e emoções
Abel Saínda é novo Director-Executivo da ORAM O Presidente do Conselho de Direcção da Associação Rural de Ajuda Mútua (ORAM), Carlos Simão Matsinhe, nomeou esta semana, dia 30 de Maio de 2018, Abel Saínda para o cargo de Director-Executivo da ORAM, em substituição de Roberto Meneses, que ocupou o cargo durante cinco anos. Na ocasião, Saínda pediu o apoio, a união e colaboração de todos os membros e colaboradores, como forma de juntos poderem assegurar a obtenção dos resultados definidos nos planos operacionais, programáticos e administrativos, em conformidade com a missão da organização, seus princípios e filosofias de intervenção, dentro das directrizes estratégicas e operacionais estabelecidas, por meio da coordenação geral das áreas administrativas, financeiras e patrimoniais da organização. A tomada de posse do novo director contou com a presença de membros de Conselho de Direcção, Conselho Fiscal e colaboradores da instituição.
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Mineiro moçambicano encontrado morto na RAS
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A representação do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, na África do Sul, está já a seguir o caso de um mineiro moçambicano encontrado morto, última segunda-feira, numa esquadra policial em Rastemberg.
I Por: Redacção
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rata-se de Carlos José Machale, que sexta-feira, da última semana, foi interpelado pela polícia sul-africana, alegadamente, por estar embriagado e levado à esquadra. O delegado do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, na África do Sul, João Almeida, disse estar na
posse de duas versões sobre as causas da morte do mineiro moçambicano. “Há informações segundo as quais a polícia o encontrou morto, supostamente por se ter enforcado dentro das celas da corporação. Nós ainda não temos um posicionamento certo, mas como autoridade do trabalho, fomos participados isso e estamos a partici-
Daniel Chapo saúda a criança
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Governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, saúda a todas crianças do Save a Zandamela, em particular, do país e do mundo, no geral, um feliz Dia da Criança. Daniel Chapo refere que a criança deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre a família, paz e fraternidade. Apelou ainda os mais velhos sobre a necessidade de proteger a criança contra às práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole. Alusivo às celebrações do Dia da Criança, o governante juntou nesta quinta-feira, no seu gabinete de trabalho, crianças da cidade de Inhambane, para saudá-las, e os meninos aproveitaram conhecer o local onde trabalha o Governador, tendo percorrido todos sectores da instituição
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par o assunto às outras entidades, com vista ao melhor esclarecimento”- disse João Almeida. Mesmo sem indicar números, João Almeida disse serem frequentes os casos de moçambicanos assassinados na África do Sul, sobretudo em Rastemberg. Muitos desses assassinatos são atribuídos a quadrilhas de criminosos
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Ponte Maputo-Katembe
Ligação que irá mudar vidas A partir deste mês de Junho, Moçambique estará ligado do Rovuma a Ponta do Ouro por via-terrestre e, consequentemente, a vida da população da cidade de Maputo e do distrito municipal da Katembe será mais dinâmica, depois de longos anos de sofrimento a que era sujeito na travessia para os dois pontos. Por outro lado, vai-se viver uma nova era de desenvolvimento socioeconómico.
I Por:Júlio Saul Historial da sua construção A ponte que está em construção na zona da Baia de Maputo vai permitir a ligação entre o centro da cidade e o distrito municipal da Katembe. As obras, que estão a ser executadas pela empresa chinesa, Road and Bridge Corporation (RBC), tiveram início em 2014 e o seu término estava previsto para Dezembro de 2017, mas, por diversas razões, o prazo estendeu-se para Junho do ano em curso. A ideia de se construir uma ponte análoga a 25 de Abril de Lisboa estava nos planos por muitos anos. Uma possibilidade que, no entanto, não foi avante, visto que a construção através do plano da urbanização do Banco Mundial, em 1989. Após o fim da guerra civil, com a descoberta de recursos naturais em Moçambique e com os investimentos que dai surgiram, o interesse por uma ponte que ligasse Maputo à Katembe voltou a ser mencionado pelo Governo. Em 2010, após a visita do então Primeiro-Ministro português, José Sócrates, foi planeada a construção da ponte,
com base em financiamento do Governo português. No entanto, devido a enorme crise financeira que afectou aquele país, o plano não chegou a ser executado. Com a visita de Armando Guebuza, na altura Chefe do Estado moçambicano, à Republica Popular da China, em Agosto de 2011, ambos os Estados concordaram em financiar o projecto da ponte através do Governo chinês.
Descrição da estrutura A ponte suspensa de duas pistas tem cerca de 3041 metros de comprimento e atravessa a Baia de Maputo a 60 metros de altura. O viaduto norte, ao lado da cidade de Maputo, terá 1097 metros de comprimento e se liga à Praça 16 de Junho, no bairro da Malanga, capital do país, com acesso as rodovias EN1, EN2 e N4. O viaduto sul terá 1264 metros de comprimento e se conecta a entrada para Ponta do Ouro. Inicialmente havia pilares na água,
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mas foram removidos do plano final para não obstruir o tráfego de navio desnecessariamente. Entre os dois pilares situados nas margens, existe uma extensão de 680 metros de ponte suspensa, o que torna aquela infra-estrutura a mais importante do seu tipo na África subsaariana. As partes pré-fabricadas da ponte, que fazem parte da calçada, foram importadas directamente da China através de um navio e tem cada uma, uma largura de 25,60 metros e 12 metros de comprimento. O tabuleiro, que vai ligar à capital ao sul, é como se fosse um jogo de peças de encaixe: 57 blocos gigantes de aço. Mesmo sendo ocos, cada bloco pesa 130 toneladas. O projecto também inclui extensão da estrada da Katembe para a fronteira da Ponta do Ouro, de 129 quilómetros, e entre Boane e Bela Vista, de 63 quilómetros, incluindo pontes sobre os rios Maputo, Futi e Umbeluzi. Depois de terminarem as obras, o país estará ligado do Rovuma a Ponta do Ouro via-terrestre.
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Está previsto igualmente no desenvolvimento urbanístico da Katembe, uma nova cidadela com uma área de 15,8 milhões de hectares.
Custos Espera-se que os custos totalize aproximadamente 726 milhões de dólares dos quais 85% (US$ 681,6 milhões), financiados através de empréstimos especiais do Banco Exim chinês. Este tem um prazo de 20 anos a uma taxa de juros de 4%. Outros por 10% (US$ 72,5 milhões) são concedidos em outros termos através do Banco Exim e 5% são directamente suportados pelo Estado moçambicano.
Sentimento dos utentes
A nossa Reportagem conversou com alguns utentes das duas margens para colher algumas sensibilidades sobre a vida após a construção da ponte e o sentimento é de satisfação e alívio. Manecas é transportador de carga,
KaTembe-Maputo, todos os dias é obrigado a esperar longa fila para encontrar uma vaga no único batelão em funcionamento, neste momento, na travessia. O mais agravante é o valor a pagar por cada viagem. “Não tem sido fácil por causa da demora e ao agravamento das tarifas. Antes pagávamos 250,00MT e agora temos que pagar 350,00Mt por cada volta”. Este valor exorbitante, segundo nosso entrevistado, agrava-se aos fins-desemana. O mesmo sobe para 470,00MT, importância que, no seu entender, é muito alto para o seu bolso. Não temos tido vantagens no trabalho que fazemos, porque metade do que ganhamos, temos usado para a travessia”, disse. E este agravamento das tarifas estende-se igualmente para os passageiros. Se nos dias normais, pagam oito meticais, sábados e domingos, o valor a pagar é de 10,00MT, o que tem criado certo constrangimento aos passageiros no geral. Para Manecas, o sofrimento a que diariamente são sujeitos terá, efectivamente, o seu fim quando às obras da construção da ponte Maputo-KaTembe forem concluídas. “A minha expectativa é maior no que diz respeito a ponte e espero que as coisas melhorem e a vida mude”. Enquanto se espera pela conclusão da ponte, há perigo eminente na travessia devido a insegurança das pequenas embarcações ali instaladas. Com a conclusão da ponte, conforme suas palavras, os preços serão acessíveis e não haverá necessidade de se
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ficar horas a fio à espera pelo barco. “Perdemos muito tempo à espera da embarcação”, disse para depois acrescentar que a vida será mais dinâmica nas duas margens. Ficam na fila de espera em média, segundo relatou nosso interlocutor, quatro a seis horas de tempo, situação que tem criado constrangimentos no desenvolvimento de sua actividade. À semelhança de Manecas, Kelven, outro transportador de carga, sufocado com às condições da travessia, diz que o tempo de espera é um grande impedimento para a realização de suas tarefas. Esta demora, de certa forma, faz com que os seus clientes não tenham confiança nos seus serviços. Como resultado, de um tempo para cá, conforme Manecas, tem perdido grosso número de clientes. Como alternativa, o nosso interlocutor, tem recorrido a via Boane, que também é uma grande distância a percorrer. “Para atravessar aqui é um grande embaraço e, às vezes, para animar os nossos clientes, temos usado a via Boane”. Outro problema é também apresentado por Maria Marcos, utente das pequenas embarcações que todos os dias tem que enfrentar para se deslocar dum lado para o outro em busca de alternativas para a sobrevivência. Portanto, a nossa interlocutora, acredita que este martírio terá seu fim com a conclusão das obras da construção da ponte prevista para o primeiro semestre de 2018. Por seu turno, António Luís, de nacio-
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nalidade portuguesa, residente na Katembe há três anos, disse que, apesar das dificuldades a que é sujeito todos os dias na travessia, o governo moçambicano é muito empenhado para a melhoria da vida da população.
António citou as obras da ponte como prova inequívoca do respeito, amor e consideração da população por parte das autoridades governamentais. Este sentimento é também manifestado por alguns agentes económicos radicados na Katembe, ouvidos pela nossa Reportagem. Leonel Muchanga, agente económico, disse que com a construção da ponte, já se nota algum avanço do lado da Katembe, no que diz respeito à procura de espaços para o desenvolvimento de negócios ou estabelecimento de residências. “A ponte será um grande ganho para os residentes e agentes económicos daqui da Katembe, porque trará desenvolvimento socioeconómico”, disse.
veis. Essas actividades podem ser desenvolvidas nos bairros da Malanga, Katembe, Kumbeza, Intaka, Guava e Albasine. Num outro arrolamento, Magaia explicou que na Malanga, do lado da Avenida 24 de Julho, onde actualmente é mercado, pretende-se construir um miradouro onde as pessoas poderão contemplar a beleza cénica da Ponte. As parcerias, segundo Magaia, poderão ser por via de concessão, convénio, contrato de gestão, termo de parceria e terciarização. Em relação a previsão do término da construção da ponte, o PCA da Maputo-Sul, adiantou que o seu término está previsto para o primeiro semestre de 2018 e não em Dezembro de 2017 como havia sido programado.
O atraso na entrega total da obra deveu-se à insistência das pessoas em permanecer nos locais por onde o projecto passa.
Impacto económico
Uma nova dinâmica
Falando a nossa Reportagem sobre os benefícios sócio-económicos da ponte Maputo-Katembe, Silva Magaia, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Maputo-Sul, referiu que é uma oportunidade única que os empresários nacionais e não só têm de desenvolver negócios. Para Magaia, os empresários podem investir nas áreas da indústria, comércio, logística, recreação, lanchonetes, agências bancárias, jardim multiuso, parques de estacionamento, imobiliária, entre outras áreas que se achem rentá-
Por outro lado, o economista e professor universitário, Pedro Magalhães, vê a ligação entre Maputo e Katembe como oportunidade única para o intercâmbio comercial entre as duas margens. “É claro que a ponte vai criar um certo dinamismo na economia da cidade de Maputo e não só”, disse, acrescentando que as trocas comercias serão mais flexíveis, comparando com a de outros anos. Segundo Magalhães, vai-se assistir a uma nova fase de desenvolvimento socioeconómico ao longo de todo o cor-
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redor abrangido pelo empreendimento. Já para João Marenço, economista recém-graduado pela Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane, haverá um desenvolvimento nunca antes visto na região da Katembe, em particular, porém, esta nova imagem pode arrastar contigo crimino-
sos ou mesmo ser o ponto de fuga. “O desenvolvimento de uma determinada região, em qualquer parte do mundo, é acompanhado com a criação de uma rede criminosa, comércio ilícito e uma onda de prostituição”, referiu. O nosso interlocutor acrescentou ainda que Katembe vai ser um ponto de atracção de muitas pessoas vindas de todo canto da cidade de Maputo e não só, pois as infra-estruturas que serão instaladas poderão ser covil de pessoas mal-intencionadas para promover distúrbios em nome do desenvolvimento. Marenço concluiu a sua intervenção apelando a quem de direito para rever os processos de vigilância em ambas as partes no sentido de evitar contratempos que advirão do progresso económico da Katembe e da cidade e província de Maputo
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Funcionários suspeitos de viciação de atestados médicos Quatro funcionários da saúde, no Niassa, enfrentam processos disciplinares, por suspeitas de viciação de atestados médicos. O director provincial de Saúde do Niassa, José Manuel, disse que muitos documentos deste género são falsificados a favor de funcionários que pretendem gozar licenças de saúde, ilegalmente. Para colmatar situações do género José Manuel disse que vai ser divulgada a lista de médicos e técnicos com habilidades para este tipo de documentos. A Rádio Moçambique soube que outro problema que preocupa o governo do Niassa, tem a ver com a falsificação de certificados de casamentos com o fim de se beneficiarem de transferências
Técnicos do IPAJ “impedidos” de defender cidadãos carenciados Defensores públicos do Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) queixam-se de estar a enfrentar, vezes sem conta, dificuldades para assistência de cidadãos carenciados e em conflito com a Lei e que constitui o seu principal grupo-alvo.
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eunido na cidade de Tete, em conselho consultivo nacional, o IPAJ virou as suas atenções na questão de banalização de que os seus defensores jurídicos têm estado a sofrer junto do Ministério Público e Tribunais para o exercício da sua actividade. O Director Nacional de Assistência jurídica no IPAJ, Adelino de Assis Laíce, reconhece, por outro lado, que tanto os Tribunais, como as Procuradorias não têm culpa, pois é a própria legislação que limita a actuação do defensor público para certas matérias, sen-
do que a solução para ultrapassar o diferendo deve mesmo, passar pela reforma legal. “Há certos processos em que a Lei não estabelece a figura do defensor público. Limita a actuação desta figura para determinadas matérias e nós tendo em função as nossas capacidades e níveis de formação, pretendemos trazer ao sistema esta possibilidade de intervenção dos nossos técnicos em igualdade de circunstâncias com advogados”, referiu Adelino Laíce para quem o IPAJ já tem igualmente técnicos com carteira profissio-
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nal emitida pela Ordem dos Advogados, mas que igualmente encontram barreiras para defender o cidadão carenciado. Laíce anotou que o organismo trabalha na revisão da Lei que cria o IPAJ, que já está na fase de discussão ao nível do Ministério da Justiça antes de ser submetida a Assembleia da República. Actualmente o IPAJ está implantado em todos distritos do país, sendo que o seu maior desafio é a busca de recursos humanos qualificados
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Interdito transporte de gado bovino de Tete para Sofala
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Está interdito o transporte de gado bovino a partir da província de Tete para Sofala, por comboio, na sequência da febre aftosa que assolou o distrito de Doa.
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interdição surge na medida em que esta doença já se alastrou para o posto administrativo de Cambulatsitsi, no distrito de Moatize, facto que está a preocupar, em grande medida as autoridades da agricultura e pecuária. Segundo o chefe dos serviços províncias de pecuária, em Tete, Cláudio Gule,
outra medida em curso foi da instalação de postos de fiscalização e controlo em todos os pontos estratégicos, para não permitir a passagem dos animais dos distritos de Doa e Moatize para outras partes da província. Cláudio Gule acrescentou que a província de Tete não possui nenhum centro para a quarentena dos animais.
“Um pé um... calçado”
Corrupção é um flagelo que deve ser combatido -afirma Arlindo Chilundo, Governador do Niassa
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Governador do Niassa, Arlindo Chilundo, desafia aos funcionários públicos desta parcela do país a se distanciarem da corrupção e outras práticas que lesam o cidadão e o Esta-
do. Arlindo Chilundo afirma que a corrupção é um flagelo que tem repercussões nefastas sobre o Estado, que anualmente perde avultadas somas em dinheiro. O timoneiro do Governo do Niassa falava recentemente em Lichinga,
Atul Laxmissanca
É um Projecto de carácter Social levado a cabo pela AAIPD (Associação Aeroclube para Inclusão de Pessoas com Deficiência (AAIPD), com o Apoio de Atul Laxmissancar, activista social e homem de causas, que pretende se expandir por todo país. Contribuindo para elevação da auto-estima dos nossos irmãos com deficiência física, o Projecto “UM PÉ UM...CALÇADO” já é uma realidade
quando orientava as celebrações do quinquagésimo quinto aniversário da fundação da Organização da União Africana, actual União Africana. Apelou aos jovens, que representam a maior faixa etária, para se distanciarem de qualquer acto de corrupção que, no entender do governante, se manifesta de diferenciadas formas. A independência económica dos Estados, o combate a fome, doenças endémicas e a guerra, constam do rol dos principais desafios do continente africano. (GN)
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Federações afinam-se para Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 A Cidade de Tóquio, no Japão, foi a escolhida para a realização dos próximos Jogos Olímpicos de 2020, depois de Rio de Janeiro, no Brasil, ter acolhido com êxito a edição passada. Moçambique esteve representado no evento com as modalidades do atletismo, judo e canoagem, este último pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos para o nosso país.
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ara a presente edição, as federações que beneficiaram de bolsas olímpicas já começaram a colaborar com o Comité Olímpico de Moçambique, submetendo as cartas dos planos de preparação dos atletas bolseiros. Recentemente, o COM reclamou à falta de colaboração de algumas instituições desportivas, que não haviam apresentado os seus planos de trabalho com vista a preparação dos seus atletas para o alcance de
medalhas na maior prova planetária do desporto. Essa situação prejudicava o plano de trabalho da organização. Foram indicados oito (8) atletas de diferentes modalidades para beneficiarem de bolsas olímpicas. Trata-se de Igor Mogne, atleta de natação, que se encontra a estudar e a treinar no clube Sporting de Portugal, Rady Gramane, pugilista e campeã da Zona
IV, Deizy Nhaquile, da Vela, Crave Machava e Kurt Couto, ambos de atletismo, Joaquim Lobo e a dupla de irmãos Tualbudine Mussa e Nordino Mussa na canoagem. Dos atletas seleccionados, o veterano Kurt Couto, do atletismo na especialidade de barreiras, poderá ser o primeiro a partir para o continente europeu para participar em vários campeonatos
SIDAT Sport e AFCM firmam acordo de parceria
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Sidat Sport e da Fundação Sidat decidiram juntar sinergia e assinar um protocolo de cooperação com Associação de Futebol da Cidade de Maputo. O protocolo compreende, essencialmente, o fornecimento de um patrocínio da bola oficial do principal escalão do futebol da cidade de Maputo para a época 2018. A Agility da M89 (bola oficial), um produto do Grupo SIDAT, será a bola usada nos estádios que vão albergar os desafios do campeonato da cidade de Maputo
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Engen Maputo Basket na fase crucial Está prestes a findar a fase regular da Engen Maputo Basket, em seniores masculinos, competição que tem sido vivida entusiasticamente por centenas de espectadores, que se fazem aos recintos de jogos.
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medida que decorrem as jornadas, a situação das equipas vai ficando clara relativamente ao seu futuro na prova. O Ferroviário de Maputo, actual detentor do título, continua a passear a sua classe, tendo já garantido presença na próxima fase do campeonato. A sua ambição é a de terminar invicta esta primeira fase, apesar da pressão que está a ser exercida pelo Costa do Sol, segundo classificado. Os “canarinhos” têm uma equipa bem arrumada tacticamente, mas falta-lhe arcabouço e
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talentos que possam fazer diferenças na hora da verdade. Este problema está longe de “morar” nas hostes “locomotivas”. A Politécnica, outro concorrente, tem procurado mostrar o ar da sua graça, mas falta-lhe consistência e maturidade competitiva. Com mais trabalho, o conjunto poderá atingir outros níveis, mas tudo depende da entrega dos seus
jogadores Mahotas é outra formação que se tem mostrando ao palco com níveis muito abaixo do desejável. A qualidade do jogo que tem apresentado está ainda longe de “promover” o real básquete que se pretende. Maxaquene e Ferroviário B são outras formações participantes que tudo fazem para emprestar jogos de qualidade
Grupo Desportivo de Maputo em festa
Grupo Desportivo de Maputo (GDM), está em processo de reestruturação para voltar aos altos voos no panorama desportivo nacional. Há várias ideias em avaliação, tendo em conta a actual conjuntura económica e financeira. Em ambiente de celebração dos 97 anos de existência, a direcção encabeçada por Inácio Bernardo, pensa transformar o clube em sociedade anónima desportiva (SAD, abrindo espaço para entrada de accionistas e parceiros estratégicos. Brevemente, vai realizar-se uma assembleia geral ordinária para deliberar sobre várias propostas em mãos inerente ao próximo futuro da colectividade.
A CAMINHO DO CENTENÁRIO Fundado a 31 de Maio de 1921, por um grupo de colonos portugueses, com o nome águias negras, o Desportivo completou nesta quintafeira, 31 de Maio de 2018, 97 anos de existência. O clube já foi chamado de Grupo Desportivo Lourenço Marques e mais tarde, Benfica de Lourenço Marques. Em 1976, os alvi-negros mudam de nome, passando a designar-se Grupo Desportivo de Maputo. O ponto mais alto do clube foram as três taças de campeão africano de basquetebol sé-
nior feminino. Tudo começou no Africano de Maputo, em 2007, depois vieram os triunfos de 2008, em Nairobi, no Quénia, e de Abidjan, na Costa do Marfim, em 2012. Nazir Salé foi o obreiro do último título das alvi-negras. No futebol contam-se seis títulos de campeão nacional, ganhos nos anos (1977, 1978, 1983, 1988, 1995 e 2006); o Desportivo tem nas vitrinas duas taças de Moçambique. Treinadores como Cremildo Loforte, Kolev, José de Castro, Altenor Pereira, Miguel dos Santos, Uzaras Mahomed estão indelevelmente ligados ao clube pelos troféus ganhos. Foi sob a batuta de José de Castro que, em
1990, o Desportivo chegou às meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Futebol, depois de eliminar o Ferroviário da Huíla, de Angola; o Red Arrows, da Zâmbia; o Vital’o, do Burundi, indo depois encalhar, em Lagos, frente ao BCC Lions da Nigéria. O Desportivo até venceu o jogo da primeira “mão”, por 2-1, mas no desafio da segunda “mão” foi copiosamente goleado, por 6-1. Actualmente entre as prioridades do clube, liderado por Inácio Bernardo, está a formalização da sociedade anónima desportiva – SAD. Dentro de dois meses os alvi-negros vão se reunir em assembleia geral ordinária
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Mambas caem na Taça COSAFA A Selecção Nacional de Futebol (os “Mambas”), voltou a fracassar no torneio regional de futebol, denominado Taça COSAFA, edição-2018. O combinado nacional, inserido num grupo “A” bastante acessível, não conseguiu impor-se, acabando por perder a possibilidade de continuar em prova. O seu carrasco voltou a ser o Madagáscar, tal como havia acontecido noutras provas. Os “Mambas” perderam por 2-1 e ficaram pelo caminho, mesmo depois de vencerem sucessivamente Comores e Seychelles. Foram vitórias insuficientes para superar o bom desempenho dos malgaxes que transitaram para a segunda fase. Esta primeira fase decorreu em Polokwane, na África do Sul. Os malagaxes vão enfrentar agora o combinado sul-africano
Vilankulo FC soma e segue Vilankulo FC continua de vento em popa no Campeonato Provincial de Futebol de Inhambane. A equipa do jovem empresário e activista social, Yassin Amuji, está simplesmente imbatível. No passado domingo, 27 de Maio de 2018, no prosseguimento da quarta jornada da prova, foi à Vila de Nova Mambone “despachar” o Maxaquene local, espectando uma goleada de 6-0. O estrondoso resultado foi construído na etapa inicial da contenda, tendo como arquitectos Zelito e Pires, com três tentos cada. Com este expressivo 6-0, Vilankulo FC conserva a liderança da prova, partilhada com o Temusa Costa do Sol de Massinga, com 9 pontos cada
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Governo quer mais criatividade para o turismo
O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, exortou o director-geral do Instituto Nacional do Turismo para ser criativo na busca de estratégias de marketing para o desenvolvimento turístico no país. Carlos Agostinho do Rosário falava nesta quarta-feira, em Maputo, na cerimónia de tomada de posse do directorgeral do Instituto Nacional do Turismo, Romualdo Johnam. Segundo o Primeiro-Ministro, o sector de turismo contribui com dois ponto três por cento no Produto Interno Bruto, facto que desafia o sector a encontrar estratégias de atrair mais turistas para a melhoria da economia. O novo director do Instituto Nacional do Turismo, Romualdo Johnam, diz estar ciente dos desafios que lhe esperam e promete acções para desenvolver o turismo no país. Antes de ser nomeado para o cargo de director-geral do Instituto Nacional do Turismo, Romualdo Johnam, desempenhava as funções de chefe do Departamento de Cooperação no Ministério da Cultura e Turismo
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Missivas de Mandwini
A azáfama da minha aldeia (cap.2) I Por: Por Fijamo Sadeia
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esmo entre os brancos havia segregação, pois, não bastava ter nascido como tal. O estatuto social da pessoa era a base da estruturação das sociedades. Por isso, havia branco, aquele da terceira categoria que, restringido à sua condição social, não frequentava o clube do branco da alta sociedade, mas também, por sentir-se superior ao negro, não poderia frequentar o clube deste, sob o risco de passar a si próprio o alvará da sua inferioridade. Ficava entre os dois mundos: um, pronto a recebê-lo enquanto ser humano, subestimando a sua pigmentação, e o outro mundo cujo acesso, dada a sua condição social, lhe era hermeticamente vedado. Pela cumplicidade intrínseca que se estabelecera entre a companhia Eigenman, Pereira & Stucky e “Mandwini”, ao longo de vários anos, seria demasiada injustiça falar-se duma sem falar da outra, pois, a partir duma certa altura, as duas pessoas unidas num interesse comum, fundiram-se numa única sendo, por força dessa fusão, quase impossível saber qual delas era uma e outra coisa; comprometida no desenvolvimento de “Mandwini”, a companhia Eigenman, Pereira & Stucky e o progresso desta sob o amparo daquela aldeola, em cujo ventre crescera, as duas estavam de mãos dadas. O dever e o direito estavam transferidos, implicitamente, entre si. Por conseguinte, “Mandwini”, o berço da companhia Eigenman, Pereira & Stucky, muito orgulhara Portugal por razões históricas; exportava diversos produtos de origem agrícola, com maior incidência sobre produtos oleaginosos, através do rio baptizado com o nome de Kogodhane, onde o paquete ancorava. Estando, ainda na barra de espera, o paporro[1] apitava longa e, estridentemente, como se fosse um pedido de licença, esperando que a aldeia lhe abrisse a porta em direcção ao Porto Belo, nome escolhido em reconhecimento às condições excelentes de navegabilidade de que o canal dispunha. O apito que, por um lado, anunciava a chegada
do paquete e, por outro, era um chamamento aos estivadores, ouvia-se a uma distância acima de quinze quilómetros, sem grandes dificuldades e, para aqueles que vivessem em sítios mais longínquos, os seus colegas mais próximos do porto, os primeiros a ouvir o sinal, montavam, de distância em distância, uma espécie de antena repetidora de som, usando jante de um camião ou de tractor, acorrentada a uma altura quanto maior fosse melhor, sinal de solidariedade entre os homens, nascidos em lugares e épocas diferentes, mas, unidos num interesse comum, a luta pela sobrevivência em que a presença dum companheiro não ofuscava a doutro; eram células de difusão do som montadas de povoado para povoado até onde o inte-
resse determinasse. Recebida a mensagem da chegada do navio, por intermédio do já referido apito, os homens saiam a correr para o porto belo, cada um com o seu saquitel vazio pendurado no ombro, baloiçando ao vento como a fita do soldado Sictor sobre quem, oportunamente, vai o autor debruçar-se. Sendo o vinculo laboral dos estivadores com a companhia meramente eventual, tinha a jorna assegurada quem fosse primeiro a chegar ao posto de trabalho e antes que se atingisse o numero de homens necessários para aquele dia. Quando o paquete chegasse ao porto, lá se encontrava toda a força humana reunida, aguardando a ordem para começar a esvaziar-se os armazéns
Por Fijamo Sadeia / avozdomeusilencioo@gmail.com
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José Craveirinha lembrado na Fundação Fernando Couto
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Um sarau cultural, denominado “José Craveirinha entre a lírica e o poema manifestatário: o eco e as ressonâncias”, teve lugar nesta quinta-feira, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, num movimento ímpar que serviu para recordar e homenagear o grande poeta moçambicano.
I Por: Redacção
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e estivesse vivo, José Craveirinha teria completado 96 anos de idade, no passado dia 28 de Maio. O poeta-mor perdeu a vida há 15 anos e o momento cultural, vivido entusiasticamente, serviu para relembrar as suas obras. E foi assim: aos “bate e sai” ouviu-se títulos das diversas obras do “velhote”, por exemplo, Karingana ua Karingana, Cela 1, Xigubo e Maria. Entre os declamadores, esses que dizem poesia como quem sobe a um altar, estiveram Guilherme Mussane, Leo Cote, Venâncio Calisto
e um trio de amigos cujos versos ofuscaram os nomes. A Fundação Fernando Leite Couto foi um altar e a poesia a canonização de um poeta que, como poucos, descobriu a nação antes mesmo de existir. Craveirinha: J. C., J. Cravo, Mário Vieira ou Abílio Cossa, tudo numa só voz, com ou sem pseudónimos, o consenso na arte da versificação tão bem lembrada na capital do país. Na Fundação, do primeiro autor africano distinguido com o Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa, ouviu-se, entre expectativas e advinhas, poemas como “Grito negro”, “Quero ser tambor”,
“Civilização”, “Karingana ua Karingana”, “Subida”, “Reza, Maria” ou “As saborosas tangerinas de Inhambane”, numa alta performance de Leo Cote. Enquanto declamou Craveirinha, o poeta com dois livros publicados tornou-se actor, gesticulando e vibrando a cada força revelada pela palavra: “É sempre uma honra declamar um poeta que não só foi importante para a história política e social como também foi para a história literária. Por isso criou discípulos, casos de Sangare Okapi, Rogério Manjate e, mesmo antes, Luís Carlos Patraquim”, convicção de Leo Cote (O
Lançada cinemArena O espectáculo do Mundial da Rússia 2018 e do cinema vai percorrer vinte e quatro aldeias moçambicanas das províncias de Nampula e Zambézia, de 14 a 15 de Julho, em prol da educação sanitária. Trata-se do programa CinemArena, uma caravana lançada, nesta sexta-feira, em Maputo, que tem como alvo milhares de pessoas em zonas de baixo desenvolvimento de infra-estruturas. O projecto prevê projectar filmes educativos, durante os intervalos, sobre temas como o cancro do colo do útero e da mana, antes e depois dos jogos do mundial, aproveitando-se da emoção do público
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CULINÁRIA
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Bolo de arroz com coco e queijo Ingredientes: 2 chávenas de açúcar 6 ovos ¾ chávena de óleo 1 chávena de leite 2 pacotes de farinha de arroz (cada 250grs) ½ chávena de coco ralado 150 grs de queijo ralado 2 ½ colherinhas de chá de fermento para bolo
Preparação: Batem-se os ovos com o açúcar, junta-se o leite e depois o óleo. Continua-se a bater, acrescenta-se o queijo, depois a farinha e o coco. Depois de muito bem batido, o fermento. Leva-se ao forno em forma untada mas não enfarinhada, a 180 graus, durante cerca 45/50 min
Bolo de Iogurtes a Milou Ingredientes: 6 ovos 3 chávenas de farinha 2 chávenas de açúcar 2 iogurtes ½ de chávena de óleo 2 colherinhas cheias de fermento para bolo
Preparação
ingredientes excepto a farinha e o fermento. No fim, verta para um recipiente aonde vai misturar o batido à farinha, bata bem e por fim adicione o fermento. Leve ao forno a 180graus durante cerca 45/50 min numa forma redonda untada com manteiga e farinha. Desenforme quando estiver frio e polvilhe com açúcar em pó.
Num liquidificador, bata todos os
Lamingtons a Milou Ingredientes: Para a massa: 250 grs de manteiga 1 ½ chávena de açúcar 5 ovos inteiros 1 copo de leite fresco 2 Chávenas de farinha 2 colherinhas cheia de fermento em pó Essência de baunilha q.b.
Para a calda: 2 ou 3 colheres de chocolate ou cacau em pó 1 colher de manteiga 1 chávena de leite fresco 1 colherinha de café de baunilha Coco ralado para polvilhar qb
Preparação
Bate-se a manteiga com o açúcar e depois, 1 a 1, juntam-se ovos e continua-se a bater até ficar cremoso. Depois adiciona-se o leite, a baunilha e bate-se bem. Por fim, junta-se a farinha e o fermento. Verta a massa numa forma rectangular untada e polvilhada, leva-se ao forno pré -aquecido a 180C durante cerca de 50min. Depois do bolo pronto, numa panela faça uma calda com o chocolate ou cacau, a manteiga, o leite e a baunilha . Leva-se ao lume até engrossar até ter uma consistência não grossa e sim um pouco líquida para se embeber os quadradinhos que entretanto já devem estar recortados e arrefecidos. Depois passa-se por coco ralado e já está
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BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE
UM INSTRUMENTO DINAMIZADOR DO SISTEMA FINANCEIRO E DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
Gabinete de Apoio às Empresas e Investidores Endereço: Av. 25 de Setembro, 1230, 5° andar, Bloco 5 Maputo - Moçambique | Website: www.bvm.co.mz
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