NE
WS
LET
TER
Sexta-feira: 09 de Fevereiro de 2018
Onde Mora a Chama da Esperança
IMPERDÍVEL
11
N°43
Periodicidade Semanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano II Edição nº 43 Sexta - feira,25 de Maio 2018 Rua da Concórdia nº 41 – 2º Andar Contactos +258 84 57 45 041; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz
Pag. 10
Política
Isac Chande eleito Provedor de Justiça
Pag. 20
MUHAMMAD SIDAT NOMEADO COORDENADOR-GERAL DA CAF a AVITUM afin estratégias
Vale usa USD 800 milhões na contratação de empresas
Pag. 28
w o B . r M e Liloca s o d a s o r t n mais e
Economia
Desporto
Festa rija nos 50 anos do Estádio da Machava
22
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
TETRER LSELTET S WW NENE
Ícones da Terra
B
Biografia de Moreira Chonguiça
O
saxofonista moçambicano Moreira Chonguica nasceu na cidade da Matola, arredores da capital do país, Maputo, a 13 de Fevereiro de 1977, depois mudou-se para Cape Town, África do Sul, em 1997. A música foi constantemente ouvida na casa de Moreira em Maputo. Seu pai e seu tio o apresentaram à música: eles costumavam escrever música para peças onde seu pai tocava guitarra e cantava e seu tio jogaria no contrabaixo. Ouviram músicos como Fela Kuti, Manu Dibango, Miles Davis, Hugh Masekela, Pile Milanes e muitos outros. Maputo é uma cidade muito musical em que os eventos musicais são realizados todos os fins-de-semana. Como um menino, seus pais costumavam levar Moreira para Joanesburgo para visitar sua família, incluindo seu tio Tóco, Lucky Michaels, que era dono do famoso clube de jazz Pelican em Soweto, onde todos os grandes “gatos” de jazz costumavam ir jogar. Quando Moreira tinha sete (7) anos, foi enviado à Escola Nacional de Música de Maputo (Escola Nacional de Música). Ele começou a cantar no coro e a tocar o gravador. Poucos anos depois, ele trocou o clarinete clássico que ele tocou há cerca de cinco (5) anos. Assistir a uma das últimas performances de Miles Davis em Paris, onde ele apresentou o grande Kenny Garret inspirou Moreira a tocar saxofone alto. Moreira formou-se em Jazz Performance e possui um diploma de honra com distinção em Jazz Performance no South African College of Music da Universidade de Cape Town em 2000. Actuou com bandas como Momba, UCT Jazz Quintet, Opus the Funk. Tocou muitos dos principais festivais de jazz do mundo com alguns dos melhores artistas do mundo: Festival de Jazz do Mar do Norte, Países Baixos em 1999 e 2000; Festival Internacional de Música Africana, Alemanha em 2002; Festival Africano de Jazz de Verão, Zimbabwe em 2002; Joy of Jazz, África do Sul em 2000. Moreira joga regularmente com vários
B DJs da Cidade do Cabo, bem como com sua própria dupla electrónica chamada MConnexxion com Mark Fransman. Moreira formou recentemente um jazz de fusão africana contemporâneo, formado pelos melhores músicos de jazz da Cidade do Cabo. A própria natureza do Projecto Moreira é que os músicos variam dependendo da natureza da função. Em Novembro de 2005, ele lançou o seu álbum de estreia de 19 faixas The Journey - cinco faixas apresentam o Nominado Grammy Najee em saxofone de flauta e soprano. O segundo álbum do Projecto Moreira Citizen of the World (2008) tem 18 faixas finamente sintonizadas e eclécticas com os convidados Najee, Manu Dibango e o artista hip-hop Simba. Moreira tem um grande carinho para a Escola Nacional de Música de Maputo e no lançamento de seu álbum The Journey in Maputo, em Novembro de 2005, ele doou as compras de porta para a escola para sua manutenção. Ele também gasta tempo persuadindo as empresas a ajudar a escola com o patrocínio. Na Cidade do Cabo, Moreira ensina saxofone e habilidades de vida a jovens aspirantes a músicos em uma escola comunitária em Kensington chamada Xulon Musictech. Como um moçambicano que viveu e actuou em todo o mundo, Moreira está muito entusiasmado com a música que a África do Sul produz. Ele adora trabalhar e actuar na Cidade do Cabo, embora ele visite regularmente Moçambique para se manter em contacto e tocar na vibrante cena musical lá.
Moreira actuou em vários CDs de melhores músicos sul-africanos, por exemplo, Judith Sephuma, Alvin Dyers, Jimmy Dludlu, Loading Zone, Selaelo Selota, Stewart Sukuma, Mabulu Project (Soul Marrabenta) e Wanda Baloyi. Acompanha as informações mais recentes em moreiramusic , incluindo suas performances em vários festivais de jazz. Para Moreira 2009 começou um excelente começo com o desempenho no festival Sauti za Busara em Zanzibar e depois recebeu indicações em três (3) categorias dos SA Music Awards. O Moreira é um pesquisador prolífico fascinado pela música tradicional de várias partes do mundo. O seu último álbum lançado em 2008, THE MOREIRA PROJECT: VOL.2 - CITIZEN OF THE WORLD, contém alguns exemplos de amostras por ele colhidas. Nele participaram e contribuíram com os seus sons e paixão incomparáveis, para criarem um produto excepcional, alguns dos grandes talentos da indústria incluindo: Lion of Africa - Manu Dibango, o célebre artista americano de jazz, Najee, o talentoso artista de hip-hop, Simba; e o bem conhecido vocalista local, Jaco Maria. Todas as fotografias na capa do álbum são do bem conhecido artista e fotógrafo, Zwelethu Mthethwa. O álbum foi preparado na Cidade do Cabo e finalizado por Phillipe Brun em Paris, França. Em 2009, este álbum foi nomeado para três Prémios Sul-Africanos de Música, nomeadamente: Melhor Jazz Contemporâneo, Melhor Produtor e Melhor Embalagem de Álbum, tendo obtido o MELHOR JAZZ CONTEMPORÂNEO e o MELHOR EMBALAGEM DE ÁLBUM
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
EDITORIAL
TER
E
O poder feminino!
E
C
onfesso que não sei de onde partiu a crença de que a mulher é o sexo frágil. Talvez por ter uma compleição física menor e, via de consequência, menos força física para trabalhos braçais. Ou talvez porque lhe ensinaram a ser submissa, obediente e dependente do homem que sempre teve que ser mais alto, mais pujante, mais velho, ganhar mais e ser o provedor da família. A verdade é que as mulheres, durante muito tempo, acreditaram nisso. Afinal, é uma situação confortável. Ter alguém que cuide delas, que se preocupe em ganhar dinheiro e decidir tudo. Trocando isso em quinhentas, os homens fizeram as mulheres acreditarem estar mais protegidas no reduto do seu lar doce lar do qual sempre foi a rainha. Só que se tratava de um reinado onde havia um rei que mandava e a quem todos deviam respeito. A sorte é que esta aparente harmonia acabou. As causas foram várias, mas ninguém duvida de que a origem das mudanças se deve ao movimento feminista em curso um pouco por todo o mundo. Assinalo, com regozijo, o poder das mu-
lheres moçambicanas que, nos últimos anos, decidiram arregaçar as mangas, vestir o “fato-macaco” e englobas em grupos de sociedade civil “revindicam” os seus direitos, conseguindo gradualmente ser cada vez mais cidadãs. Hoje já é notável a sua participação em acções sociais e de desenvolvimento do país, exercendo o direito e dever de votar e ingressar nas escolas e no mercado de trabalho, apesar de determinadas barreiras decorrentes da conjuntura económica. Hoje a mulher moçambicana já exerce com frequência algumas actividades consideradas pesadas e até ao nível da mecânica, engenharia e condução. É a revolução em curso e algumas já conseguiram se libertar do jugo de maridos e companheiros que as dominavam por deles depender. Moçambique já tem mulheres que ganham mais do que os homens e são a maioria nas universidades. Essa realidade é animadora. É por essa via que se poderá chegar à tão almejada igualdade entre os sexos. O empoderamento das mulheres é crucial para a promoção do trabalho, amor e família
Gervásio de Jesus
3
4
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
O OPINIÃO
NE
O que é, exactamente, condução defensiva avançada?
A
Por: Engº Carlos Sousa*
contece em vários domínios da nossa vida, sermos e estamos confrontados com imagens distorcidas, devido a excessos e impactos comerciais,.. Não deve haver uma resposta de uma simples palavra ou frase, para explicarmos o que é um Condutor Defensivo e Avançado. A maioria dos Condutores que já tiveram a oportunidade de frequentarem pelo menos uma formação competente e capaz, dedicada a métodos efectivamente preventivos e orientados a uma técnica comercialmente conhecida por condução defensiva, certamente entendem de que somente se deve ou pode considerar um BOM condutor: …Todo aquele que, identifica, avalia, distingue-se sempre atento a tudo o que faz, planeia e aplica-se na relação com a mobilidade rodoviária, (Homem-Máquina-Ambiente), baseando-se na atitude e agindo aprimorando-se pelos actos dedicados de prioridade em acção preventiva e, portanto, afirma-se permanentemente com um compromisso de constante, ANTECIPAÇÃO! No ambiente da “MasterDrive” determinamos ainda mais e de tal modo que desejamos que cada Condutor seja visto e se sinta capaz de agir como RCE (realizado, competente e excepcional). Isso pode ser chamado de "condutor que é melhor que a média". Infelizmente, isto não é uma habilidade que vem automaticamente. É inevitavelmente o resultado de um treinamento que incute uma mentalidade que fornece uma base sobre quais habilidades podem e devem-se, desenvolver e aprimorar. Mas ser um Condutor comum é o que mais assistimos em redor e causa muitos dos nossos problemas na estrada... Portanto, uma condução tem e deve ser melhor do que o Condutor médio,
para ser considerado avançado. Isto, no entanto, não é onde termina - o expresso AVANÇADO, no caso, deve ter e tem um significado sem limites. A técnica funciona como um interessado de início, que se manifesta: uma mente aberta e uma vontade constante de aprender! Um condutor defensivo e avançado nunca está completo. Ele deve sentir que não importa suas realizações ou quanta experiência ele tenha, haverá sempre algo que o motiva mais para aprender.
Uma avaliação realista de suas próprias habilidades! Um bom condutor nunca deve pensar que eles são melhores do que realmente são. Não há nada mais perigoso do que um condutor que acha que seu nível de habilidade é maior do que é. Um condutor defensivo e avançado está ciente do seu próprio nível de conhecimento, capacidade, habilidade e limites de acção.
Uma atitude calma e composta de capacidades! Uma atitude atenta, tranquila e equilibrada, mantém o condutor em baixo risco e capaz também de tranquilizar os passageiros/ ocupantes, que podem captar as emoções dos motoristas. A atitude correcta abrange pensamentos, sentimentos e também o comportamento de nossas acções ao volante. Um
R
TTE
LE WS
condutor defensivo e avançado reconhecerá isso.
Uma capacidade de remover emoção, evitando-a, ao dirigir! Um bom condutor capacitado e avançado, não entra em conflitos e tem a capacidade de perdoar os outros. A autoconsciência e domínio da confiança de nossas emoções e também a auto-reflexão após nossa jornada são as habilidades básicas de um condutor avançado.
Uma imaginação activa & atenta (não uma imaginação distraída) Forme planos de condução em torno do que pode ver e do que não pode ver. Imagine e antecipe os perigos à frente. Um Condutor Defensivo e avançado, não é distraído por problemas que não são relevantes para a tarefa em questão, mantém controlo e total domínio.
Alto nível de concentração Uma distinta e dedicada capacidade de concentração é essencial para qualquer condutor que se deseja avançado. Os melhores também são capazes de manter um alto nível de concentração em qualquer direcção e nunca se deixam levar pelo tédio ou alguma distracção
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
I
INTERACTIVIDADE
Venâncio Mondlane em grande entrevista
O
eng° Venâncio Mondlane esteve no programa “Vidas em Directo”. Foi uma entrevista (Talk Show) em que o deputado Venâncio Mondlane, candidato das bases populares à Presidente do Conselho Municipal de Maputo, falou do seu percurso de vida, desde a sua infância no Bairro 25 de Junho até ao momento actual em que tornou popularmente conhecido como “A voz do Povo" a "Voz dos que não tem voz". Uma entrevista repleta de bom humor, passando pelos “hobbies” de VM, como o seu gosto pela leitura e pela escrita até a sua actividade cívico-política, a luta constante e aguerrida pelos mais desfavorecidos.
VM deu também uma explicação exaustiva sobre a grande frase de sua autoria que já se está a tornar filosofia de vida de muitos jovens. VM fez revelações espectaculares sobre a sua infância até a idade adulta. Ficou patente que o denominador comum na sua vida foi sempre "a luta por aqueles que não podem fazê-lo por si sós". Algo que ele considera o ponto de convergência na Política, na Ética, na Moral e na Religião ou vida de fé. Nas suas palavras, o político, o pastor, o professor, o dirigente público…tem algo em comum: a missão de contribuir para que os outros sejam felizes. Contribuir com o seu amor para que a sociedade seja mais justa, seja mais solidária, seja mais feliz.
VM defende também o empenho de todos os jovens e de todos moçambicanos na valorização dos valores cívicos. Defende que quem tem valores morais e éticos e espirituais fortes, também, incontornavelmente, é um “BOM CIDADÃO”. Eis a Voz do Povo; a Voz dos que não tem voz; a Voz que prega e ecoa em todo Moçambique, clamando, exortando, fazendo um chamamento generalizado para que todos voltem a sonhar com uma nova capital do País, para que todos resgatem o sonho de "Tornar Maputo a Suíça da África Austral". *Redacção dos “Amigos do Venâncio Mondlane” em parceria com os “Jovens do Venâncio Mondlane”
Por: (Programa Vidas em directo - STV 24.05.18 - com Luidimila e Dudas)*
5
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
6
Reforçada protecção aos magistrados
LE WS
NE
A Assembleia da República (AR) aprovou esta semana por consenso o reforço das medidas de protecção dos magistrados judiciais e a redução das férias judiciais de dois para um mês.
I Por: Redacção
A
s medidas constam de alterações ao Estatuto dos Magistrados Judiciais e à Lei Orgânica dos Tribunais Judiciais, aprovadas pelas três bancadas da AR. Ao abrigo das inovações introduzidas no estatuto, os magistrados judiciais e os seus familiares mais próximos passam a gozar de protecção especial, caso as circunstâncias o justifiquem. Os comandantes da polícia que não proverem segurança aos magistrados em situação de necessidade incorrem no crime de desobediência. O Conselho Superior da Magistratura Judicial passa a poder deslocar provisoriamente magistrados e suas famílias de locais onde a sua vida ou integridade física esteja em perigo para áreas que ofereçam melhor protecção.
As mudanças preconizadas no estatuto prevêem igualmente a criação de uma comissão de protecção para os magistrados, que irá avaliar as necessidades de protecção especial para os juízes. As regras sobre a reforma e jubilação de magistrados passam a ser mais flexíveis, para assegurar a substituição de juízes e garantir a continuidade da função jurisdicional como serviço público. Ao abrigo das alterações à Lei Orgânica dos Tribunais Judiciais, as férias judiciais diminuem de dois para um mês, passando a ser gozadas apenas em Fevereiro e não neste mês e Março como acontecia anteriormente.
Os tribunais judiciais distritais passam a ter competência para decidir sobre pedidos de liberdade condicional, baixando esta competência dos tribunais provinciais. As alterações ao Estado dos Magistrados Judicias e à Lei Orgânica dos Tribunais Judicias ainda terão de ser promulgadas pelo Presidente da República e publicadas em Boletim da República, para poderem entrar em vigor. A Associação Moçambicana de Juízes vem assinalando nos últimos anos que a classe trabalha numa atmosfera de medo, devido ao assassinato de magistrados e à falta de protecção
José Pacheco visita Rússia O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, iniciou esta quinta-feira uma visita de trabalho de cinco dias à Federação da Rússia, no quadro do fortalecimento das relações de amizade e cooperação bilateral. Nesta visita, o Ministro Pacheco vai manter conversações com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguey Lavrov e encontro de trabalho com empresários e homens de negócios russos, com o objectivo aprofundar a cooperação política, económica empresarial e social entre dois países. Manterá igualmente encontro com a Comunidade moçambicana residente naquele país. Durante a sua estadia na Federação russa, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação vai participar no 22º Fórum Económico Internacional de São Petersburgo. Refira-se que esta deslocação foi antecedida pelas visitas do Ministro Serguey Lavrov a Moçambique, em Março último, e do Ministro da Defesa, Atanasio Mtumuke, à Rússia, em Abril do ano em curso, bem como da realização da Primeira Sessão da Comissão Intergovernamental de Cooperação Económica e Técnico-Científica entre os governos moçambicano e russo
R
TTE
POLÍTICA
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
O
TER
POLÍTICA
7
Nyusi inaugura terminal oceânico de gás na Beira
Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou esta segunda-feira na cidade da Beira, o Terminal Oceânico de Gás. Trata-se do primeiro terminal oceânico para o armazenamento e enchimento de cerca de cinco mil botijas de gás por dia. O Administrador Operacional da Empresa Petromoc, Ovídio Rodolfo, disse que para a construção do empreendimento foram investidos cerca de 38 milhões de dólares
Pacote de descentralização será aprovado O Presidente da República disse esta semana ter recebido da bancada da Frelimo, na Assembleia da República, garantias de que o grupo dará o seu melhor para assegurar que o pacote sobre descentralização seja rapidamente viabilizado pelo Parlamento.
F
alando num comício popular em Chemba, província de Sofala, onde realizou uma visita de trabalho de quatro dias, Filipe Nyusi, considerou que esta garantia é motivo de satisfação para o povo moçambicano que, segundo disse, é o principal obreiro de todos os avanços que se registam no diálogo para a paz, iniciado com o então líder da Renamo, Afonso Dhlakama, falecido a 3 de Maio corrente, e agora retomado com a nova liderança daquele partido da oposição. O Chefe do Estado reafirmou a importância de todos os moçambicanos acarinharem o processo, rumo à desmilitarização e reintegração social dos militares da Renamo.
Disse acreditar que, com o encorajamento que tem vindo a receber do povo moçambicano, o objectivo de se alcançar uma paz efectiva para o país será em breve alcançado. “Mais uma vez, no que depender de mim, o objectivo de trazer a paz efectiva para Moçambique será concretizado. A bancada da Frelimo na Assembleia da República garantiu-me que vai acelerar a aprovação do
pacote da descentralização para que o processo não encalhe”, disse o Presidente Filipe Nyusi. O Presidente sublinhou que uma paz duradoura em Moçambique é importante para que as pessoas trabalhem nas machambas e circulem livremente nas estradas; para que as crianças cresçam sorridentes, sem medo, e sobretudo que vivam em paz e tranquilidade
8
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
LE WS
NE
Cheringoma deve ser ponto de poupança de rendas - diz presidente da República, Jacinto Nyusi O Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, afirmou disse esta semana que o distrito de Cheringoma, Província de Sofala, é um dos pontos com enorme potencialidade que a população tem vindo a transformar em rendas para a sustentabilidade. O Chefe da Nação moçambicana, referiu que a população deve ter a cultura da poupança, ao testemunhar o lançamento da pedra para a construção da agência bancária do Banco Comercial e Investimentos BCI, na vila de Inhaminga. O arranque da pedra que significa o arranque da empreitada, foi procedido pela Governadora da Província de Sofala, Maria Helena Taipo, e o Presidente do Conselho de Executivo do BCI, Paulo Sousa. O Presidente da República, em presidência aberta a Sofala, discursando disse na oca-
sião que aquele empreendimento bancário desta parcela do país reactiva a importância económica do distrito, potencial na produção agrícola, actividade turística através de coutadas, pescas e Parque Nacional de Gorongosa.
Cheringoma clama pela paz
“Por ser ponto estratégico de produção agrícola e corredor queremos que este Distrito seja ponto de poupança das vendas criadas”, disse o Chefe. Por seu turno, Maria Helena Taipo sublinhou que a construção daquele empreendimento vai reduzir as distâncias percorridas e, por outro, facilitará a poupança das suas pequenas rendas, como também das remunerações fruto do seu trabalho. “Queremos agradecer pelos esforços envidados pelo Governo Central, na materialização deste desiderato”, precisou. A Governadora de Sofala apelou à população do distrito para colaborar na construção do mesmo, denunciando àqueles que pretendam sabotar a prossecução das obras. Por seu turno, o Presidente do Conselho Executivo do BCI, Paulo Sousa, referiu que a construção da agência faz parte do contributo da sua instituição na bancarização dos distritos do país. “Acreditamos que a agência vai impulsionar actividades económicas, cultivando a cultura da poupança”, concluiu.
Deputados formam-se em Legislação Eleitoral Os deputados da Comissão de Administração Pública e Poder Local da Assembleia da República serão capacitados em matérias de Reforma da Legislação Eleitoral. O objectivo da capacitação, que vai decorrer de 25 à 28, é de melhorar a prestação dos deputados na apreciação da legislação, bem como consolidar as capacidades de análise, debate, divulgação da legislação eleitoral em vigor e a emissão de pareceres no domínio desta matéria. A formação terá como facilitadores pesquisadores governamentais e da Comissão Nacional de Eleições
A paz é um bem social que preocupa a população de Cheringoma, que, esta semana, pediu ao Presidente da República e à nova liderança da Renamo para dar seguimento ao diálogo sem menosprezar os entendimentos alcançados. Sobre o assunto, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reiterou o compromisso para dar seguimento às negociações nos termos acordados com Afonso Dhlakama. Cheringoma é um dos distritos da província de Sofala que mais foi devastado pela guerra dos 16 anos e dos dois conflitos militares mais recentes. Apesar de garantias já dadas, a população que viveu de forma directa a guerra, pediu que a morte de Afonso Dhlakama não resulte em retrocessos no processo da pacificação
R
TTE
POLÍTICA
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
PUBLICIDADE
9
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
10
POLÍTICA
NE
Moçambique passa a controlar comércio de armas O parlamento aprovou, esta semana, na generalidade, o tratado que ratifica a convenção das nações unidas sobre o comércio de armas. Para as bancadas parlamentares, o instrumento vai contribuir para manutenção da paz no país.
I Por: Redacção
O
parlamento debateu a resolução que ratifica convenção da ONU sobre armas de menor porte. O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isac Chande, disse que a aprovação deste instrumento revelava-se importante porque visa estabelecer um regime jurídico internacional para melhorar a regulação do comércio de armas, promovendo a paz e estabilidade internacional. “Moçambique ao tornar-se Estado parte do tratado, para além de contribuir para a paz internacional, passará a dispor no seu ordenamento jurídico, de normas vinculativos no fortalecimento dos mecanismos interno do comércio de armas, bem como para o rastreio de armas ilícitas”, explicou.
Isac Chande disse que Moçambique vai beneficiar de formação nas áreas de harmonização da legislação, marcação, rastreio e confiscação de armas. “Na aplicação do presente tratado, cada Estado membro pode obter assistência jurídica ou legislativa para o desenvolvimento da capacidade institucional, e assistência técnica material e financeira. Essa assistência pode implicar gestão de stock, programas desarmamento, elaboração de leis e práticas eficazes da aplicação do tratado”,
Isac Chande eleito Provedor de Justiça
I
sac Chande, Ministro da Justiça e dos Assuntos Constitucionais e Religiosos, foi eleito esta quinta-feira, pelo Parlamento, novo Provedor de Justiça, em substituição de José Abudo. Chande foi nomeado para Ministro da Justiça e dos Assuntos Constitucionais e Religiosos, finais de Março de 2016, em substituição de Abdurremane Lino de Almeida. Na corrida, estavam Isac Chande, candidato da Frelimo, e Silvério Ronguane, do MDM. Com esta eleição, o dirigente deverá cessar as funções de Ministro da Justiça
R
TTE
LE WS
disse. Por seu turno, a bancada parlamentar da Renamo exige que a constituição seja transparente para que a lei não seja usada pra salvaguardar interesses de pequenos grupos. “ A instituição fiscalizadora deve actuar com a transparência, para tal a Assembleia da República deve ser transparente, por isso, uma das comissões devera fazer parte do processo para garantir a transparência ”, afirma Victor Mudivila, deputado da Renamo. Já o MDM diz que a ratificação do acordo é mais que oportuna, porque o pais tem sido vitima da circulação ilegal das armas, “Até que fim! Venceu a razão. Nós os moçambicanos sabemos que as armas apenas infligem o sofrimento gratuito, como elas são o cancro e ameaça global dos homens e mulheres livres, por isso é importante o combate a proliferação de armas em Moçambique, tanto mais que, é em África onde se encontram muitas vitimas das atrocidades causadas pelas armas”, disse Geraldo de Carvalho, deputado do MDM Já a Frelimo defende que a aprovação da ratificação do tratado sobre o comércio de armas representa a vontade dos moçambicanos viverem em paz. “Ao ratificarmos o tratado, embora Moçambique não seja um país produtor de armamento, estamos emitindo um sinal para o mundo contribuindo nos esforços globais de regulamentação do comércio de armas, consolidação da paz reforço dos direitos humanos a nível nacional e internacional”, disse António Niquice, deputado da Frelimo
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
POLÍTICA
TER
Nyusi visita mercado em Marínguè
Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, fez uma visita surpresa esta semana ao mercado local na vila sede de Marínguè, onde passou por todas as bancas. Nyusi conversou com os comerciantes locais para saber deles o nível de procura dos produtos naquele mercado e encorajou os comerciantes para trabalharem, porque só com o envolvimento de todos podemos avançar
11
Frelimo capacita quadro em matérias das TIC´s Com o objectivo de vencer as próximas eleições, quer autárquicas, quer gerais de 2018 e 2019, o partido Frelimo iniciou, esta terça-feira, na província de Maputo, um curso prático de capacitação de 37 secretários dos gabinetes provinciais de mobilização e propaganda, em matérias das Tecnologias de Informação e Comunicação. No seu discurso inaugural, Roque Silva, Secretário-Geral da Frelimo, disse que os mobilizadores estão prontos para colaborar no processo de descentralização orientado pelo Presidente da República e actualmente com a nova liderança da Renamo.
O curso de capacitação dos 37 mobilizadores teve duração de quatro dias
Deputados dão luz verde à revisão pontual da Constituição O Parlamento apreciou, esta semana, a Proposta de Revisão Pontual da Constituição da República, saída dos consensos alcançados entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o então líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
N
a sessão, os deputados aprovaram, por consenso, na generalidade, a Proposta de Revisão Pontual da Constituição da República. Para a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, a proposta de lei de revisão da Constituição da República é oportuna e pertinente, pois tem como objectivo o alcance de uma paz efectiva e duradoura. A proposta de revisão pontual da Constituição da República vem reforçar as competências das Assembleias Provinciais, segundo disse o Chefe de Estado, aquando da apresentação da mesma. A proposta de revisão pontual da Constituição da República refere que o governador de província preside ao Conselho
Executivo provincial, embora não especifique as suas competências e dá poder ao Conselho de Ministros e ao Presidente da República de dissolver e demitir os órgãos de governação descentralizada. Por outro lado, com a revisão constitucional, os eleitores perdem o direito de votar directamente no presidente da autarquia, passando este a ser escolhido pelo partido político ou grupo de cidadãos vencedor das eleições autárquicas. Na proposta, o Presidente da República justifica que a alteração deste sistema traduz os consensos alcançados pelos superiores e tem a vantagem de simplificar o processo eleitoral junto do cidadão, passando este a
fazer uma única escolha, ao eleger a assembleia autárquica. Nyusi também apontou a vantagem de natureza económica para o país, tendo em conta que evita a realização de segundas voltas em caso de o candidato a presidente da autarquia não obtiver uma maioria absoluta na eleição, bem assim as eleições intercalares em casos de ocorrência de algum impedimento definitivo. Neste sistema, cada partido político, coligações de partidos políticos ou grupos de cidadãos eleitores, ao apresentar a lista concorrente à assembleia autárquica, estará apresentando simultaneamente o candidato ao órgão executivo
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
12
LE WS
Descentralização à vista A bancada parlamentar da Frelimo cedeu nas suas posições sobre a descentralização e viabilizou esta quarta-feira, 23 Maio de 2018, a aprovação por consenso da revisão pontual da Constituição da República, na expectativa de que o partido Renamo se desmilitarize e a Paz se torne novamente uma realidade em Moçambique. “A Paz é uma moeda com a descentralização e a desmilitarização como suas faces”, declarou Margarida Talapa, antes de abraçar Ivone Soares na plenária da Assembleia da República (AR) que antes havia afirmado que “para se chegar a este momento muito sangue foi derramado”, recordando as mortes do académico Gilles Cistac, de Jeremias Pondeca e do coronel José Manuel.
I Por:Júlio Saul
A
bancada parlamentar da Frelimo cedeu nas suas posições sobre a descentralização e viabilizou esta quarta-feira, 23 Maio de 2018, a aprovação por consenso da revisão pontual da Constituição da República, na expectativa de que o partido Renamo se desmilitarize e a Paz se torne novamente uma realidade em Moçambique. “A Paz é uma moeda com a descentralização e a desmilitarização como suas faces”, declarou Margarida Talapa, antes de abraçar Ivone Soares na plenária da Assembleia da República (AR) que antes havia afirmado que “para se chegar a este momento muito sangue foi derramado”, recordando as mortes do académico Gilles Cistac, de Jeremias Pondeca e do coronel José Manuel. O partido Frelimo cedeu às pretensões dos partidos de oposição, particularmente às exigências do partido Renamo e votou à favor dos Governadores provinciais em vez de serem nomeados pelo Presidente da República passarem a ser o cabeça de lista dos candidatos eleitos, propostos pelos partidos políticos, coligações de partidos políticos ou grupo de cidadãos eleitores que obtiverem a maioria dos votos na eleição dos membros
da Assembleia Provincial. O partido no poder abriu também mão da nomeação dos Administradores distritais, pelo ministro que superintende a área de Administração Estatal, votando à favor da sua eleição como os cabeças de lista dos candidatos eleitos, propostos pelos partidos políticos, coligações de partidos políticos ou grupo de cidadãos eleitores que obtiverem a maioria dos votos na eleição dos membros da Assembleia Distrital. Não há divisões dentro do partido no poder, “a Frelimo está firme” Justificando o voto favorável da bancada parlamentar que dirige Margarida Talapa começou por “clarificar que a Revisão Constitucional não altera o princípio de unicidade do Estado. Os consensos alcançados sobre o projecto de Lei de Revisão Constitucional reafirmam com destaque que a República de Moçambique é um Estado unitário. Moçambique continua e continuará a ser um Estado uno e indivisível”. No entanto, Margarida Talapa deixou claro que a Paz é a motivação das cedências que o partido Frelimo fez. “A Paz é uma moeda com a descentralização e a desmilitarização como suas faces”. “Esperamos que com a nova liderança da Renamo o processo de desmilitarização e reintegração das forças residuais da Renamo na vida civil, em actividade económicas e sociais, nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique e na Polícia da República de Moçambique continue, pois é crucial para que se conformem com os ditames da Constituição da República de Moçambique”, disse a chefe da bancada do partido Frelimo na AR.
R
TTE
POLÍTICA
NE
Não há divisão na Frelimo
Margarida Talapa aproveitou a plenária do Parlamento para esclarecer que não há divisões dentro do partido no poder. “A Frelimo está firme, porque esta é a Frelimo de Mondlane, a Frelimo de Samora, a Frelimo de Chissano, a Frelimo de Guebuza e hoje a Frelimo de Filipe Jacinto Nyusi”. “Queremos ver os comandos da Renamo integrados nas Forças de Defesa e Segurança”
Muito sangue foi derramado Ivone Soares iniciou a declaração de voto da bancada do partido Renamo recordando que “para se chegar a este momento muito sangue foi derramado, lembramos o empenho destemido do académico Gilles Cistac que defendeu a descentralização numa al-
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
POLÍTICA
TER
tura em que parecia que era crime falar-se deste tema. Recordamos ainda de Jeremias Pondeca, membro da equipa de negociações entre a Renamo e o Governo e membros do Conselho de Estado. Recordamos o coronel José Manuel, também membro da equipa de negociações entre a Renamo e o Governo, barbaramente assassinado. Todos por lutarem pela descentralização”.
“Este não é o fim, mas o princípio da descentralização, atentos que estamos a todo o leque de leis que carecem de revisão urgente”, alertou Ivone Soares que esclareceu a vontade do partido Renamo após a morte de
Afonso Dhlakama. “Queremos urgentemente que se avance com as questões militares, queremos ver os comandos da Renamo integrados nas Forças de Defesa e Segurança, era essa a vontade do presidente Dhlakama e continua sendo a vontade de cada um de nós seus fiéis seguidores”.
MDM conforma-se com consensos
13
ma com os consensos alcançados, afinal “visam viabilizar um processo conducente a uma Paz efectiva, estabilidade social para que o nosso povo possa viver em tranquilidade e sonhar o futuro sem medo. É nesta esteira que move a Bancada Parlamentar do MDM de dizer sim a esta proposta de revisão pontual da Constituição com as respectivas emendas que foram introduzidas"
Embora o Movimento Democrático de Moçambique seja aparentemente o maior perdedor com esta revisão Constitucional, que acaba já este ano com a eleição directa dos presidentes de município, onde o partido tem a sua força graças ao carisma de alguns dos seus militantes, o chefe da sua bancada na AR valorizou o facto de sete das oito propostas que apresentou terem sido acolhidas e saudou o trabalho “tripartido”. Lutero Simango disse que “a materialização da descentralização requer em primeiro lugar a vontade política de reinventar o nosso Estado, redefinir a relação entre o cidadão e o poder democraticamente instituído, assim como a gestão económica e fiscal”. Simango concluiu que o MDM se confor-
Nyusi censura igrejas de conduta duvidosa O Presidente da República, Filipe Nyusi, censurou, esta semana, as igrejas que impedem crianças de ir à escola, de tomar banho e de procurar assistência sanitária nos hospitais, classificando esta conduta como “ridícula e muito má”.
F
alando num comício, na localidade de Mazamba, distrito de Cheringoma, em Sofala, Filipe Nyusi recordou que o Estado moçambicano é laico, mas nem por isso está contra a religião. “O Estado está contra procedimentos incorrectos. Temos, no país, igrejas católicas e protestantes que nunca tiveram problemas com o Estado. Há, inclusivamente, religiões no país que possuem escolas, hospitais e até universidades…”, destacou o Chefe do Estado, que ainda visitou o hospital de Cheringoma. “Estamos a pedir que as pessoas que praticam essas atitudes negativas abandonem essa postura, porque queremos viver em harmonia, paz e
com saúde, e não queremos ser obrigados a encerrar igrejas”, alertou o Chefe do Estado. No comício em Cheringoma, o Presidente da República também apelou a uma boa convivência entre a população e os gestores do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), destacando que a comunidade deve aceitar as iniciativas de seu reassentamento noutras áreas, a bem do desenvolvimento do país. Depois de recomendar que a população de Cheringoma não fique agitada e nem admita comportamentos estranhos ao processo de reassentamento, Filipe Nyusi instruiu os gestores do
processo no sentido de flexibilizarem os procedimentos. “Com o desenvolvimento haverá sempre necessidade de movimentação das pessoas de um determinado ponto para outro, tal como aconteceu nas minas de carvão, em Tete”, explicou o presidente, que também condenou o abate indiscriminado de recursos florestais. Com uma superfície total de 3.770 quilómetros quadrados, a zona tampão do PNG é habitada por mais de 100 mil pessoas, numa área que cobre os distritos de Gorongosa, Nhamatanda, Dondo, Muanza e Cheringoma
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
14
ECONOMIA
NE
AVITUM afina estratégias para maior fluxo turístico Dois mil e dezassete foi um ano difícil para o turismo no país, isto porque o sector ainda se ressentia das baixas no fluxo turístico por conta da crise económica e instabilidade político-militar. Mas com a introdução de reformas e melhoria do ambiente de negócios, do último trimestre do ano transacto a esta parte, assinala-se uma reanimação do movimento turístico.
I Por: Mustafa Leonardo
E
is que as agências de viagens, no seu papel de dinamização desta actividade, estão engajadas em responder com eficácia a esta reanimação do fluxo turístico, contribuir para atracção de investimentos estrangeiros aos pólos nacionais, bem como promover o turismo doméstico. As ideias e estratégias de dinamização foram integradas no plano de actividades, para 2018, aprovado pela assembleia-geral da Associação das Agencias de viagens e Operadores Turísticos de Moçambique (AVITUM), realizada esta quinta-feira em Maputo. O presidente da AVITUM, Noor Momade, falando a Imprensa à margem do encontro, destacou algumas reformas introduzidas, como é o caso da facilitação na obtenção de vistos de fronteira, a entrada de novas companhias no espaço aéreo nacional e o trabalho desencadeado pelo Presidente da República para o alcance da paz, como sendo algumas das acções notórias para o desenvolvimento da actividade. “Só no final do ano passado é que começamos a ver alguma mudança para o desenvolvimento do turismo e, ao longo deste ano, as coisas tendem a melhorar… mas nosso desempenho como associação, não é só o turismo, mas também as preocupações dos nossos membros, e isso a Avitum tem conseguido fazer, estabelecendo o link entre os operadores, as agências e o governo”, disse Noor Momade.
Sabe-se que para este ano são esperados em Moçambique pelo menos um milhão de turistas de várias partes do mundo. A meta foi traçada pelo governo e que espera alcançá-la com a colaboração das agências de viagens e operadores turísticos, na qualidade de dinamizadores da actividade. Questionado pela Imprensa sobre a contribuição das agências para atingir o nível de atracção desejado, o presidente da AVITUM revelou que há contactos em curso com contrapartes de outros países para trazer turistas em massa à Moçambique. “A exemplo disso, tivemos um encontro com nossa congénere em Cuba, e participamos numa feira internacional do turismo no mesmo país. Reunimo-nos também com o ministro de Turismo de Portugal e lançamos Moçambique como um destino turístico de eleição. Portanto, há parcerias e contactos que estão a ser feitos”, explicou. Entrada de companhias aéreas Noor Momade citou a entrada de novos operadores de transporte aéreo como um passo crucial para a melhoria da qualidade
R
TTE
LE WS
dos serviços das agências de viagem. Aliás, entende que isso vai melhorar o ambiente de negócios turísticos. “Estamos muito satisfeitos com esta abertura definitiva do espaço aéreo, uma vez que havia sempre um problema que interditava a vinda de outras companhias. Mas, actualmente, para além das três companhias que já operavam em Moçambique, a LAM a TAP e a SATA, actualmente temos outras companhias aéreas internacionais, como caso da Ethiopian Airlines, Kenya Airways e Turkish Airlines, e no mercado doméstico já temos a Fastjet, e para breve esperamos a entrada de Fly + no serviço doméstico”, avançou. Entretanto, as agências de viagem lamentam os constrangimentos burocráticos para o recebimento de pagamentos em moeda estrangeira, sobretudo o dólar norte-americano, um dilema que é causado por questões de ordem legal. Para este problema, a Avitum promete estabelecer contacto com o banco central para a remoção desta barreira
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
PUBLICIDADE
15
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
16
LE WS
NE
Reino Unido vai construir central eléctrica a gás O Governo de Moçambique e uma empresa do Reino Unido anunciaram esta semana a assinatura de um memorando de entendimento para a utilização de gás natural a explorar na bacia do Rovuma, no norte do país, para a produção de electricidade.
I Por: Redacção
A
Great Lakes Africa Energy (GLAE) vai “desenvolver, financiar, construir, possuir e operar uma central de 250 megawatt (Mw) a gás”, anunciou Michael Kearns, director da GLAE, citado num comunicado da empresa. O projecto está orçado em 340 milhões de eu-
ros e a assinatura do memorando surge depois de a empresa ter sido seleccionada num concurso de alocação de gás para fins domésticos, cujos resultados foram anunciados em Janeiro de 2017. Segundo a empresa, a central vai ser “uma das maiores fontes de energia eléctrica em Moçambique” e vai permitir acelerar o desenvolvi-
mento de outros projectos industriais “que têm estado parados devido a falta de um fornecimento de energia estável”. A GLAE é uma empresa registada no Reino Unido, criada em 2013, que investe em soluções de energia nas regiões dos Grandes Lagos e da África Austral. A exploração das reservas de gás no Rovuma deverá começar em 2022
Chilundo quer fomento do caju em Matchedje O Governador do Niassa, Arlindo Chilundo, convidou há dias a população do Posto Administrativo de Matchedje, no distrito de Sanga, a apostar na produção do caju, uma cultura de rendimento.
C tura.
hilundo defende que Matchedje tem condições favoráveis para a produção do caju, tendo destacado o clima e o solo, como dois elementos que, maximizados, podem transformar a região numa potência na produção desta cul-
Segundo apurámos, este ano o Posto Administrativo de Matchedje recebeu mil mudas de cajueiros que serão distribuídas a três fomentadores da região.
R
TTE
ECONOMIA
Pretende-se com o fomento do caju contribuir para a melhoria da dieta alimentar, bem como no incremento da renda familiar através da comercialização. (GN)
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
ECONOMIA
Ligações domésticas passam a ter mais voos
17
As ligações aéreas domésticas entre Maputo e a cidade da Beira, assim como Tete, passam a ter mais voos, anunciou uma das operadoras de voos internos em Moçambique. “A rota entre Maputo e a Beira conta agora com dois voos diários, seis dias por semana”, anunciou a companhia Fastjet em comunicado. A ligação entre as cidades de Maputo e Tete passa a contar "com um voo de regresso adicional às quintas-feiras", acrescenta. Esta informação foi confirmada por João de Abreu, presidente do conselho de administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique. De acordo com João de Abreu, para a aumentar o número de voos domésticos, a Fastjet adquiriu recentemente duas aeronaves. De referir que a extensão do país, com
mais de dois mil quilómetros de norte a sul, e a escassez de infra-estruturas rodoviárias, obrigam ao uso de transportes aéreos em diversas circunstâncias. No entanto, as dificuldades de operação da companhia estatal, as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), têm motivado queixas. Neste cenário, a Fastjet tornou-se desde Novembro de 2017 na primeira companhia estrangeira a fazer voos domésticos em Moçambique.
Em Março, LAM e Fastjet anunciaram a assinatura de um memorando, com vista à partilha de aviões para transporte de passageiros. O memorando prevê ainda outras formas de "acordos de exploração de rotas, optimização das sinergias nas operações de voos para destinos comuns e complementares, bem como a cooperação em outras actividades comerciais, carga, engenharia e manutenção"
PCA dos ADM promete encerrar estabelecimentos Empossado em Novembro de 2017, o novo conselho de administração da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM), reuniu-se esta quarta-feira com os concessionários que fazem negócios nas suas instalações. Entretanto, o Presidente do Conselho de Administração, Emanuel Chaves, mostrouse agastado com o facto de os concessionários não estarem a pagar a renda do espaço, tal como vem escrito nos respectivos contratos. A dívida está actualmente acima de 200 milhões de meticais, sendo que é no Aeroporto de Internacional de Maputo, onde há mais de 60 por cento da dívida. Admitindo a culpa para si, concessionários dizem que a ADM também tem parte de responsabilidade neste fenómeno, olhando para a sua anterior postura.
E porque nem todos os concessionários são de má conduta, a Aeroportos de Moçambique distinguiu os que mais honram
com os seus compromissos, dando-lhes um certificado de reconhecimento que estende o contrato por mais dois anos
18
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
ECONOMIA
NE
CTA aposta na transformação da agricultura de subsistência em comercial Guiada pelo seu Plano Estratégico 2017-2020, assente em cinco pilares (Consolidação do DPP; Serviços de Apoio Empresarial; Internacionalização da CTA; Promoção de Oportunidades de Negócios; e Reforço da capacidade institucional), a CTA faz um balanço positivo do primeiro ano de mandato. O agronegócios continua aposta da actual Direcção, cuja pretensão é transformar a agricultura de subsistência, predominante em Moçambique, em comercial.
R
eunido em Macaneta, distrito de Marracuene, província de Maputo, nos dias 18 e 19 de Maio corrente, o Conselho Directivo e a Direcção Executiva da CTA fizeram a monitoria do seu Plano Estratégico, que tem como prioridade número um, em termos de sectores, o desenvolvimento do agronegócios. No encontro, foram apontadas acções de apoio à organização dos micros, pequenos e médios agricultores, visando o estabelecimento de ligações dentro da cadeia de valor que integra a produção, o processamento e a comercialização, para o sucesso que se almeja neste sector. O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, referiu que, a pretensão desta agremiação empresarial, é transformar a agricultura de subsistência, predominante em Moçambique, em comercial, porém, esta requer um crescimento da produtividade que, nas condições actuais em que a qualidade da semente é baixíssima, será impossível melhorar o rendimento por hectare. Apontou como primeiro passo, a implementação de um programa de investigação para a melhoria da semente para assegurar a sua maior qualidade e aumentar a produtividade por hectare. “Com uma semente usada mais de duas
ou três vezes, não poderemos aumentar a produtividade”, anotou, sugerindo: “Sobre este aspecto, podemos pensar em acordos de cooperação para a importação da semente de países com clima similar ao nosso, particularmente da África Central e Ocidental”. Reiterou a necessidade de o Governo voltar a aplicar a taxa de 10% contra os actuais 32,5% do IRPC que impacta negativamente no sector de agricultura. A CTA, para responder a este desafio, para além de colocar à disposição recursos financeiros, está a trabalhar para que os grandes espaços existentes no mercado possam adquirir a produção nacional. Neste exercício, a CTA quer aumentar a sua intervenção para que os empresários tirem o maior benefício das janelas de financiamento e de colocação dos produtos no mercado, para desenvolverem os seus negócios.
R
TTE
LE WS
Do levantamento feito em algumas províncias, a CTA constatou que o pequeno agricultor enfrenta problemas de acesso aos mercados e de melhoria da sua organização de gestão, processamento, embalagem e certificação. A relação entre os empresários agrícolas e as populações circunvizinhas para o fomento, constitui um constrangimento por falta do DUAT. Aliás, muitos não possuem Bilhete de Identidade. No sector do caju, nevrálgico para as exportações, o INCAJU investe na produção de milhares de mudas, mas enfrenta uma alta taxa de mortalidade das mesmas devido a deficiências no processo de transporte e manuseamento. Portanto, a CTA entende que a produção da castanha do caju poderia ser muito mais do que estamos a registar e melhorar o abastecimento das fábricas processadoras e aumentar as exportações. Propõe que o Governo avalie a possibilidade de concessionar o serviço de transporte e manuseamento da muda a um agente específico e especializado. A fonte de financiamento desta concessão pode ser a própria taxa de transacção cobrada pelo INCAJU. Esta constatação coaduna-se com os resultados constados no âmbito do AGOA, onde Moçambique exportou apenas 2% de todo potencial existente. O recente estudo sobre o AGOA, mostra que existem produtores que estão a exportar sem beneficiar dos incentivos que este programa oferece, traduzindo falta de acesso a informação sobre estes incentivos
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
ECONOMIA
TER
19
BM demite Comissão Liquidatária do Nosso Banco O Governador do Banco de Moçambique decidiu, por despacho de 11 de Novembro de 2016, revogar a autorização para o exercício de actividade conferida ao Nosso Banco, SA, e designar a Deloitte & Touche (Moçambique), Lda. como Presidente da Comissão Liquidatária.
I Por: Redacção
N
uma nota enviada esta quinta-feira à nossa Redacção, o Banco de Moçambique comunica a demissão da Comissão Liquidatária, em resultado do incumprimento das obrigações decorrentes aquando da sua designação.
A
Por outro lado, a autoridade monetária diz que o pagamento das prestações em dívida por parte dos devedores, continuará a ser efectuado na conta do Nosso Banco, SA – Sociedade em Liquidação, domiciliada no Banco de Moçambique. Também informa que enquanto não for
constituída uma nova Comissão Liquidatária, quaisquer dúvidas ou reclamações relativas ao processo de liquidação do Nosso Banco, SA – Sociedade em Liquidação, devem ser remetidas ao Departamento de Análise Macroprudencial do Banco de Moçambique
AT incrementa colecta de receitas
Autoridade Tributária de Moçambique, delegação da cidade de Maputo, arrecadou 39,8 mil milhões de meticais, em cobrança de impostos, entre os meses de Janeiro e Abril deste ano. O delegado da Autoridade Tributária de Moçambique, na cidade de Maputo, Eugénio Nhacombe, disse que o valor corresponde a uma realização de 102,2 por cento da meta do período em referência, fixada em 38,7 mil milhões de meticais
20
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
LE WS
Vale usa USD 800 milhões na contratação de empresas
NE
A mineradora Vale, que iniciou as suas operações em 2012, gastou, até a data, 800 milhões de dólares, valor que foi usado na contratação de pequenas e médias empresas que prestam diversos tipos de serviços àquela mineradora baseada em Tete. A informação foi tornada pública esta semana, durante a visita do Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) àquele empreendimento de capitais brasileiros. Agostinho Vuma, acompanhado por quadros de diferentes pelouros da CTA, depois de visitar várias secções da Vale, manifestou, em exclusivo ao suplemento “O País Económico”, a sua satisfação pelo facto daquela empresa vocacionada à exploração de duas espécies de carvão, nomeadamente o metalúrgico e térmico, estar a apostar nas pequenas e médias empresas nacionais na sua produção. “Como CTA, estamos satisfeitos na componente de ligações empresariais. A Vale está a fazer um bom trabalho, mesmo antes da aprovação da Lei de Conteúdo Local. Nós
agora precisamos de aprimorar as nossas relações que é para, essencialmente, contabilizarmos juntos estes empresários das pequenas e médias empresas moçambicanas”, referiu Vuma. Outra razão que deixou satisfeito Agostinho Vuma durante a sua visita é o facto de ter constatado que a Vale está a cumprir escrupulosamente a legislação ambiental, usando diversas técnicas para evitar a poluição. Para Márcio Godoy, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Vale, mesmo com a crise financeira global, Moçambique posicionou-se num lugar de topo da lista
dos maiores produtores de carvão mercê ao esforço conjunto entre a Vale e as empresas de apoio à produção. “Para que isso aconteça, precisamos ter uma cadeia de produção muito bem estruturada, muito forte e de alta produtividade. Daí que apostamos na conjunção de esforços com os empresários locais, com parceiros, quer baseados aqui em Moatize, como em outros pontos do país”, justificou Godoy, afiançando que estão na mesa de negociações 140 projectos que deverão ser aprovados nos próximos dias para que os seus proponentes se juntem no apoio à produção da Vale
BAT quer pagar dois biliões MT em impostos A British American Tobacco (BAT) é a maior compradora do tabaco produzido em Moçambique. Esta sexta-feira lançou o estudo do impacto económico da cadeia de Valor desta empresa em Moçambique. A empresa espera contribuir com dois biliões de meticais em impostos, este ano. O estudo revela que, além de criar mais de 130 mil empregos formais em Moçambique, a companhia encaixou, nas receitas públicas em 2017, cerca de 1.4 mil milhões de meticais em impostos. Ainda de acordo com o estudo, o negócio da empresa tem vindo a crescer substancialmente graças ao decreto que obriga a selagem de todos os cigarros que circulam no mercado nacional. O Estudo de Impacto Económico da BAT, apresentado esta sexta-feira em Maputo, mostra também que a empresa contribui para o incremento das exportações e, embora o cultivo do tabaco seja prejudicial ao solo, a pesquisa diz que as actividades da empresa beneficiaram aos agricultores de baixa renda, realizando compras regulares e com preços consideravelmente estáveis
R
TTE
SOCIEDADE
NE
Sexta-Feira , 18 de Maio de 2018
WS
LET
TER
PUBLICIDADE
21
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
22
Obras de betonagem na ponte Maputo-Katembe
LE WS
NE
A poucos dias para a conclusão das obras de construção da ponte Maputo/ KaTembe decorrem, no terreno, as obras de betonagem em alguns pontos da infra -estrutura.
I Por: Redacção
O
penúltimo vao, criado do lado da cidade de Maputo, foi mexido no último fim-de-semana, o que impossibilitou parcialmente a circulação de viaturas na avenida 24 de Julho. Neste momento, a atenção do empreiteiro está focada na implantação da rampa “A” na zona da Malanga. No início do próximo mês, o empreiteiro vai dedicar-se à remoção das infra-estruturas temporárias como é o caso das cofragens, prumadas para permitir a circulação efectiva de viaturas na ponte.
O Presidente do Conselho de Administração da empresa Maputo Sul, responsável pelas obras da ponte Maputo/KaTembe, Silva Magaia, disse que o ritmo das obras é satisfatório. Um acesso à ponte que só será possível com a conclusão da asfaltagem da estrada conhecida por linha “K”, que vai escoar via-
turas vindas da Matola, Jardim e vice-versa. Silva Magaia diz que até Junho, dos seis acessos previstos na ponte, quatro é que estarão disponíveis para o devido uso. Silva Magaia pronunciou-se sobre a anunciada inauguração da ponte Maputo/ KaTembe, a 25 de Junho, dia da celebração da independência nacional
Exclusão social na origem de ataques à Mocímboa da Praia - revela estudo sobre o caso
A pobreza, à falta de escolaridade e o sentimento de exclusão social são alguns motivos que explicam os ataques de grupos radicais no norte de Cabo Delgado. Esta é uma das constatações do estudo apresentado, esta semana, em Maputo. “Radicalização Islâmica no Norte de Moçambique: o caso da Mocímboa da Praia” é o título do estudo que procura compreender as origens e motivações do grupo que tem estado a realizar ataques armados no extremo norte de Cabo Delgado. A pesquisa iniciou em Novembro do ano passado, um mês depois dos primeiros ataques de Mocímboa da Praia. A mesma é conduzida pelos académicos João Pereira e Salvador Forquila, e pelo sheik Saide Habibe, que já percorrerem os distritos de Mocímboa da Praia, Macomia, Chiúre, Montepuez e cidade de Pemba, em Cabo Delgado, e Memba, Nacala-Porto, Nacala-àVelha e Ilha de Moçambique, na costa de
Académicos João Pereira e Salvador Forquila Nampula. Esta terça-feira, os pesquisadores foram à Universidade Pedagógica partilhar com a comunidade académica os resultados preliminares do estudo. Depois da contextualização feita por João
R
TTE
SOCIEDADE
Pereira, coube ao sheik Saide Habibe apresentar as principais constatações. Mas antes fez questão de clarificar que, apesar do título do estudo falar da radicalização islâmica, o Islão não tem nada de radical
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
SOCIEDADE
SUN lança projecto de desnutrição crónica
A Plataforma da Sociedade Civil para o movimento SUN lança, na próxima terça-feira em Maputo, um novo projecto destinado a redução da desnutrição crónica em Moçambique. O novo projecto é financiado pela União Europeia e intitulase “2017 - 2020: Apoio a PSCSUN em Moçambique - Fortalecer a Voz da sociedade civil para Contribuir na Redução da Desnutrição Crónica”.
C
om efeito, PSC-SUN pretende contribuir para o cumprimento das metas nacionais na redução da desnutrição crónica em crianças menores de 5 anos em Moçambique, através de actividades de advocacia de forma a elevar e manter a "Nutrição" no topo da agenda política, bem como realizar intervenções eficazes de monitoria das acções nutricionais. O projecto pretende obter 3 principais resultados: 1) Redes da sociedade civil que sejam eficazes, inclusivas e produtivas, estabelecidas e a funcionar em cada província, com informação e
capazes de influenciar o desenvolvimento de políticas e planos específicos e sensíveis à nutrição; 2) Instrumentos para um diálogo mais eficaz entre os cidadãos e o governo desenvolvidos e utilizados, com o objectivo de aumentar a responsabilização dos provedores dos serviços nutricionais ao nível provincial e local; e 3) Aumento da conscientização pública sobre as políticas e serviços nutricionais através duma advocacia direccionada aos tomadores de decisão, e uso alargado da mídia social para influenciar a opinião pública e dos tomadores de decisão. O projecto está orçado em dois (2) milhões de euros e vai ser implementado em coordenação com o SETSAN, MISAU e outras instituições governamentais e não-governamentais, que inter-
vêm na área de nutrição. A Plataforma da Sociedade Civil para o movimento Scaling Up Nutrition (PSC-SUN) em Moçambique, foi estabelecida em 2013 e é coordenada pela Associação de Nutrição e Segurança Alimentar (ANSA) e pela Helen Keller International. A PSC-SUN é composta por mais de 100 ONGs nacionais e internacionais que operam em Moçambique, nas províncias de Maputo, Tete, Nampula e Inhambane, que têm afinidade e são sensíveis a problemática de nutrição, realizando actividades específicas ou sensíveis em prol da redução da desnutrição crónica e insegurança alimentar no país, através de acções colectivas dos membros junto as comunidades a nível nacional.
Detidos funcionários da UP … por alegada falsificação de talões de depósito
A
Procuradoria Provincial da Zambézia deteve, esta semana, um total de cinco funcionários da Universidade pedagógica (UP), delegação de Quelimane, acusados de envolvimento na falsificação de talões de depósitos. Segundo fontes, com o acto os funcionários prejudicaram a instituição no valor de mais de um milhão de meticais. Julai Leoncio, Procurador, que prestou a informação, referiu que aqueles funcionários são acusados nos crimes de falsificação, peculato e corrupção. A fonte referiu que esta quarta-feira a Procuradoria Provincial vai proferir uma conferência de imprensa para explicar o sucedido
23
24
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
Zambézia abalada pela criminalidade
LE WS
NE
A criminalidade continua a inquietar a população da província da Zambézia que tem vindo a reportar vários casos às autoridades locais. Nos últimos tempos, registam-se casos de assassinatos na pública, assaltos a residências e estabelecimentos comerciais. Entretanto, A Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia disse estar a trabalhar para capturar e responsabilizar os malfeitores.
N
o entanto, a corporação na Zambézia recuperou, no primeiro trimestre deste ano, trinta armas que se encontravam nas mãos de assaltantes. O Comandante Provincial da PRM nesta província, Francisco Madiguida, disse, por ocasião do 43º aniversário da corporação que das trinta armas, vinte são do tipo pistola e três AKM. Fernando Madiguida reconheceu que a corrupção no seio da Polícia está enraizada, mas os maus agentes estão a ser expurgados, com vista à purificação das fileiras. Segundo Madiguida, a corporação precisa de mais recursos humanos e materiais para combater todo o tipo de crimes, já que no período em análise, a criminalidade reduziu em 110 casos, ao sair de 625 no ano passado para 517
Inhambane regista redução de atropelamentos de alunos Diminuíram os casos de atropelamentos de crianças com o encerramento dos acessos frontais de escolas localizadas ao longo da Estrada Nacional número um em Inhambane.
A constatação é de Daniel Chapo, Governador da província de Inhambane, que falava no acto da saudação à PRM, por ocasião a passagem dos 43 anos da criação da corporação, assinalados a 17 de Maio. Chapo, apontou esta medida como a que mais contribuiu para a redução significativa de casos atropelamento de alunos ao longo
da EN1. Daniel Chapo, referiu igualmente, que o reconhecimento da Polícia da República de Moçambique pelos operadores turísticos
R
TTE
SOCIEDADE
de Inhambane pelo seu envolvimento na sensibilização dos turistas antes, durante e depois da quadra festiva, o que criou uma tranquilidade total a todos visitantes
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
SOCIEDADE
Encerrada seita religiosa que diz ressuscitar mortos
25
As autoridades da província de Gaza decidiram encerrar uma seita religiosa que se diz ressuscitar mortos. Tratase da seita, Emmanuel Deus, vulgo “Queima-Queima”.
S
egundo o director provincial dos Assuntos Constitucionais e Religiosos, Marcos Cumbane, depois de fracassado o diálogo para a legalização da seita religiosa, nada mais resta, senão o encerramento da mesma. “Foi chamado o Pastor, conversamos com ele que era para legalizar a igreja, mas simplesmente ignorou isso. Tivemos expe-
dientes que correram para poder legalizar a igreja, mas ele não mostrou interesse. No último encontro que tivemos, ele mostrou arrogância “, disse. A população e a liderança da Unidade 6 do
Introduzido sistema electrónico no Registo e Identificação Civil
O Governo vai introduzir um sistema electrónico que vai permitir a implementação do Número Único de Identificação do Cidadão, NUIC. A inovação consta da proposta de revisão do Código do Registo Civil aprovada, esta semana, na generalidade e por consenso, pela Assembleia da República. O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isac Chande, disse que o sistema vai evitar a falsificação de documentos
Bairro do Patrice Lumumba diz que valeu o encerramento da igreja daquela confissão religiosa que, para além de proliferar a imundície, concorria para a desarmonia de muitas famílias
Acidentes fizeram 17 mortos no país O excesso de velocidade, nas estradas, está na origem dos trinta e um acidentes de viação, que causaram dezassete óbitos e cinquenta feridos, durante semana finda, no país. O facto foi avançado, esta semana, em Maputo, pelo porta-voz do Comando-Geral da PRM, Inácio Dina, em conferência de imprensa. Segundo a fonte, os 31 acidentes de viação causaram, também, danos materiais.
26
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
LE WS
NE
Em Cabo Delgado
Anadarko doa 100 mil purificadores de água
A multinacional Anadarko disponibilizou 100 mil unidades de purificador de água, a Direcção Provincial de Saúde de Cabo Delgado, com vista a reduzir os casos de doenças de origem hídrica registados na província.
A
valiado em cerca de dois milhões de meticais, o donativo, foi entregue, esta terça-feira, às autoridades da saúde, e o mesmo deverá ser distribuído aos 17 distritos. Na ocasião, o médico-chefe provincial, Magid Sabuna, agradeceu o gesto e disse que o mesmo vai ajudar a
controlar os casos de diarreia e evitar a eclosão da cólera. De acordo com estatísticas da Saúde,
nos primeiros quatro meses deste ano, a província de Cabo Delgado registou mais de cinco mil casos de diarreias
Edil de Maputo entrega 23 autocarros aos bairros Depois da entrega oficial de 204 autocarros pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, esta sextafeira, foi a vez de David Simango, Edil de Maputo, fazer a distribuição de 23 autocarros pelas rotas da cidade de Maputo. São no total 12 autocarros colocados nas rotas Magoanine C - Baixa e Magoanine C - Museu, e que vão reforçar a frota da Cooperativa de Transportes, que operava com 50 autocarros atribuídos em 2016. Os 12 autocarros terão capacidade para movimentar diariamente cerca de 14 mil passageiros. Ainda esta sexta-feira foi feita a entrega de 11 autocarros no bairro do Zimpeto
R
TTE
SOCIEDADE
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
SOCIEDADE
Governo desactiva centros de acomodação em Maputo
27
O governo já começou a desactivar centros de acomodação, na sequência das calamidades naturais que afectaram algumas províncias, no primeiro trimestre deste ano.
I Por: Redacção
O
facto foi anunciado, esta semana, em Maputo, pela porta-voz da décima-sexta sessão do Conselho de Ministros, Ana Comoana. O relatório aponta para a desactivação dos centros de acomodação da OTM e Ndlavela, na cidade de Maputo, e a consequente transferência de
300 famílias para o centro de acomodação de Muhalázi, onde 76 famílias já receberem talhões e as outras estão nesse processo. Relativamente às vítimas da tragédia de Hulene, foram desactivados os centros de acomodação dos bairros Ferroviário e Albazine, entretanto, sete famílias se mantém no Ferroviário,
porque as suas casas continuam inundadas”, disse. Quanto às famílias retiradas, definitivamente da zona de Hulene, o governo diz que o Conselho Municipal desembolsou, numa primeira fase, trinta mil meticais por família, para a mobilidade temporária, num período de três meses
Camponeses acusam militares no parcelamento de terrenos Tudo parecia estar bem entre os camponeses, militares e o Conselho Municipal da Matola, uma vez que no dia 11 de Maio corrente as três partes entraram num acordo pelo qual devia-se parcelar o espaço chamado xilempfane, e distribuírem-se os terrenos aos 190 camponeses. Duas semanas depois a população camponesa acusa os militares de inviabilizarem o processo supostamente com o uso da força. Verdade ou não, o facto é que já há contradição. Há duas semanas os camponeses acusavam a líder comunitário de vender a terra que servia de machamba. Actualmente, o mesmo grupo diz é o município e o quartel que de tudo fazem para arrancarem as suas terras. A edilidade da Matola não descarta a possibilidade de existência de uma força externa que instrumentaliza a população camponesa. Calisto Cossa garante que decorre o processo de levamento para distribuição de terrenos aos camponeses.
28
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
DESPORTO
Festa rija nos 50 anos do Estádio da Machava A Direcção do Clube Ferroviário de Maputo preparou um cardápio atractivo de actividades desportivas para celebrar os 50 anos de existência do Estádio da Machava, considerado cartão-de-visita de futebol moçambicano, no próximo mês de Junho. A direcção do Clube Ferroviário, legítimo proprietário daquele monumento histórico, programou uma série de actividades destacando-se um jantar de gala e um jogo internacional entre o Ferroviário de Maputo e o Petro de Luanda. No dia 29 de Junho, o primeiro dia do evento está programado o lançamento da primeira pedra para a construção de um supermercado designado Novare Machava Mall, uma infra-estrutura que visa capitalizar o próprio Estádio. De seguida será a inauguração na tribuna de uma exposição artística, decoração desportiva, do centro de estágio e que culminará, por fim, com um jantar de gala para os convidados de honra. Já no dia 30, haverá provas de atletismo, feiras da saúde, gastronomia e arte, futebol juvenil, karate, futebol de velha guarda, futebol
de veteranos CFVM contra misto Maputo. O jogo mais esperado será entre CFVM X PETRO A. Luanda, marcado para 15:00 horas, no Estádio da Machava. De seguida haverá fogos de artifícios, provas de drifting e, por fim, um espectáculo musical dentro do Estádio. Este momento é considerado pelo presidente do Clube Ferroviário, Sancho Quipiço Júnior, como único e incomparável. “Este é um momento único da vida do Estádio da Machava, o orgulho dos Ferroviários e de todos os moçambicanos devido a sua grandeza histórica”, concluiu
PUBLICIDADE
R
TTE
NE
LE WS
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
DESPORTO
29
Muhammad Sidat na CAF O primeiro mestre FIFA moçambicano, Muhammad Sidat, acaba de ser nomeado coordenador-geral da Confederação Africana de Futebol (CAF). O acto ocorreu durante um “workshop” de coordenadores-gerais da CAF que teve lugar esta semana no Egipto.
S
idat torna se assim no primeiro moçambicano a ocupar um lugar de destaque na maior instituição de desporto ao nível do continente africano. Pode considerar-se um dos melhores presentes para Moçambique ao ver uma figura da pátria amada ser reconhecida, numa semana em que se comemorou o Dia de África (25.04.18) Muhammad Sidat é um dos poucos moçambicanos com conhecimentos elevados em matéria de gestão desportiva, tendo participado no primeiro seminário de gestão desportiva na capital país, como orador principal, tendo trocado experiencia com vários gestores ligados a diferentes modalidades desportivas do país
Fundação Sidat apoia FMAND
A FUNDAÇÃO SIDAT fez entrega esta semana de bolas de andebol a Federação Moçambicana da modalidade, em mais uma acção de apoio que tem realizado a diferentes instituições praticantes de actividades desportivas. No acto estiveram presentes, o presidente da Federação Moçambicana de Andebol e outros elementos da sua direcção. Importa salientar que esta acção enquadra-se num dos pilares da Fundação Sidat de prestação de apoio directo às diversas áreas, assim como também no desporto, sobretudo na componente de formação e educação. Recentemente, a Fundação Sidat ofereceu bolas a Federação Moçambicana de Voleibol (FMV).
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
30
DESPORTO
NE
Mundial de futebol Rússia 2018 na TV Miramar O Radisson Blu Hotel acolheu recentemente a cerimónia da apresentação da Miramar como canal moçambicano com o sinal para transmissão do Mundial de Futebol Rússia-2018.
C
om o objectivo de dar a conhecer ao público que a Miramar será o Canal de Sinal aberto a transmitir os jogos do Mundial da Rússia-2018, a cerimónia contou com as presenças de autoridades nacionais ligadas ao desporto, personalidades do mundo do desporto, comentadores da transmissão da Miramar( Domingos Naiene e João Figueiredo), Director Geral da Miramar, Director de Marketing e Comercial da Miramar, treinadores, amantes do futebol e convidados, no geral. Durante o evento, foi apresentada toda equipa envolvida na transmissão, os recursos físicos e humanos alocados para garantir a melhor transmissão, as inovações que poderão ver na transmissão na Miramar
R
TTE
LE WS
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
TER
Cultura
Liloca e Mr.Bow com laços fortes
31
Os cantores Mr. Bow e Liloca cantaram juntos, esta semana, no programa Big Box Show, apresentado por Emerson Miranda, na Stv. A música em causa é intitulada “Ainda vais-me amar”, cuja primeira versão foi lançada ano passado, com a participação da cantora angola Edmázia. Entretanto, King Bow alterou um pouco a melodia da música e fez o vídeo-clip ao lado da cantora Liloca que, além do palco, partilha o mesmo lar. “A ideia de fazer a música surge porque leva-nos à estória de um casal. Achei sugestivo ter a participação da Liloca na mesma. Achamos que combina melhor quando é um casal a fazer, e nós somos um casal de artistas. Então, enquadrase”, referiu Mr. Bow. Quando questionado sobre porque fazer o vídeo-clip com Liloca e não com Edmázia, que participou na primeira versão, que, aliás, faz sucesso nas pistas de dança até hoje, Mr. Bow respondeu: “sou uma pessoa que, quando quer fazer uma coisa, primeiro analisa, avalio se estou a fazer a coisa certa ou não, o que vier depois da minha decisão não tem efeito”, explicou Mr. Bow, acrescentando: “eu é que componho, eu é que canto, é uma opinião que a pessoa pode ter e que acima da minha não tem efeito”. Para Liloca, cantar ao lado do seu
parceiro foi uma boa experiência como a anterior e diz que a música retrata o estágio actual da sua relação. “É sempre bom! É uma experiência muito boa! Achamos por bem cantar junto esta música. Por que não pensarmos no futuro, e não só pensar no presente? Será que lá no futuro, quando eu estiver mais velhinha, quando eu não estiver nestas condições, quando eu não tiver mais força, será que vai-me amar da mesma forma, vai-me proteger, vai-me ajudar”, realçou Liloca. Para a cantora, não há melhor coisa que cantar com a pessoa com quem se tem uma relação e que o público pode esperar por trabalhos do casal. Liloca, recentemente, lançou uma música intitulada “Xavito”. A música tem uma composição do cantor, compositor e produtor Slowly. É uma crítica social: “é um apelo para
as pessoas não roubarem. Slowly fez esta composição. Apresentounos, gostamos da ideia e lançamos”, esclareceu Liloca. Além de “Ainda vais-me amar”, Mr. Bow lançou, recentemente, duas novas músicas: “Vuya” e “Happy”, que compõem o álbum que será lançado em data ainda por anunciar. “De um tempo para cá, tenho lançado duas a três músicas em simultâneo e, desta vez, não poderia ser diferente. Essas músicas pertencem ao álbum que não consegui lançar ainda. Eu, como artista, tenho que surpreender os meus admiradores. Quando lanço músicas e eles se sentem identificados, orgulhosos, é um bom sinal”. De acordo com Bow, a música “Happy” não é o seu ritmo habitual, mas enquadra-lhe num estilo que o cantor está a investir e tem um bom retorno
32
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
Cultura
NE
Tributo à Crianças moçambicanas! O Centro Cultural Franco-Moçambicano e o agrupamento TP50 apresentaram “Recriançando – Um Tributo à Criança Moçambicana”. Tratou-se do lançamento do CD em homenagem às crianças moçambicanas. “Recriançando” é uma história educativa com base nas músicas do CD. O espectáculo de lançamento contou com apresentações de teatro, música e dança, tendo a participação de 16 músicos, dois bailarinos, quatro actores e 14 crianças. Entre os membros do grupo, destacam-se artistas como Hortêncio Langa, Timóteo Cuche, Texito Langa e Xixel. O CD contém músicas educativas de autoria de Tio Turutão e do TP50. Teve uma repercussão considerável e tem sido disseminado com sucesso por todo o país.
Em 2017, em parceria com a Rádio Moçambique e outros parceiros, TP50 lançou um CD infantil denominado “Recriançando: Um Tributo ao Tio Turutão”. Com o projecto pretendia-se relançar a música infantil
nacional, tendo em conta a potencialidade da música como elemento natural e fundamental na educação e desenvolvimento da criança e dando resposta à estagnação da produção musical infantil moçambicana
Almas cruzadas na galeria Kulungwana A exposição de arte intitulada “Almas cruzadas”, de Simões e Rob Van Doeselaar, será inaugurada no último dia do mês corrente, pelas 18 horas, na Galeria Kulungwana, na Estação Ferroviária de Maputo, onde estará patente até ao dia 29 de Junho de 2018. “Almas Cruzadas” é uma junção entre o escultor moçambicano Simões e o pintor holandês Rob Van Doeselaar, como resultado da amizade e convivência artística que se estabeleceu entre os dois artistas nos últimos quatro anos. Simões formou-se, fundamentalmente, sob a influência do escultor Alberto Chissano, tendo, ao longo da sua carreira, trabalhado ainda com um amplo conjunto de outros artistas nacionais e estrangeiros. Rob Van Doeselaar teve como primeiras influências os grandes mestres holandeses, passando posteriormente a interessar-se também pela arte contemporânea. A sua pintura é um compromisso entre duas influências, em que sobressaem as tonalidades fortes e contrastantes, fruto provável da sua longa permanência em África e na Ásia. Esta exposição permite aos estudantes de arte, especialistas e público em geral a possibilidade de mais uma vez poderem ter acesso à obra destes dois artistas, unidos por laços de amizade
R
TTE
LE WS
NE
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
WS
LET
Cultura
TER
33
Missivas de Mandwini
A azáfama da minha aldeia (cap.1) I Por: Por Fijamo Sadeia
N
a parte costeira da Zambézia habitava, no seu próprio leito, uma pequena aldeia denominada “Mandwini” que era um posto Administrativo integrado no território de uma circunscrição com o nome de Kogodhane. Como a própria Natureza colocara aquela aldeia, ali, também a isolara das outras, criando-lhe os respectivos limites. Ao norte de “Mandwini” residia uma extensa serpente que, descendo lá do alto a deambular pelas colinas, alimentava os vastos campos de chá e de milho que ia encontrando ao longo da sua marcha contínua e fastidiosa, com a sua procedência esculpida nas terras verdes de Namúli e que o acaso o registara com o nome de Licungo. Do lado Oeste, debruçava-se preguiçosamente uma região com o nome de Nhayamacurra; parte Este estava totalmente preenchida pela “estrada n° zero” que apaziguava as fúrias daquela serpente e o Sul de “Mandwini” acolhia, carinhosamente, a região de Khalimani a que a dinâmica social lhe atribuíra o nome de Quelimane, cidade cosmopolita da Zambézia, conhecida nos anais de cultura como segundo Brasil. As duas regiões, na parte Sul, separavam-se por um estuário. Para o acesso a “Mandwini” havia duas vias: uma bi-modal, envolvendo o transporte terrestre e fluvial, a partir de Quelimane, numa distância de cerca de quarenta quilómetros até à margem direita do estuário, no sentido noroeste, donde se atravessava de ferryboat para a margem oposta, onde residia a aldeia caprichosamente “vestida de sua roupa importada da Malásia, o palmar; a outra via, em forma de um arco e inteiramente em percurso terrestre a partir, também, daquela cidade, num percurso
de cerca de 120 quilómetros, passava pela sede de Kogodhane e, no seu ex tremo, poderia coincidir com o da margem oposta do estuário, completando uma circunferência, se não fosse este o responsável pela “fronteira”. Dispondo de características naturais de valor económico excelso, “Mandwini” era dona de um mar de águas profundas dos poucos, no planeta, de que havia memória, além de uma esplêndida praia que a natureza lhe dera de presente para o lazer dos seus filhos. Tratara-se de um abrigo onde se cruzaram diversas raças e de vários quadrantes do mundo tais como Suíça, França e
Portugal, esta última intitulando-se dona daquela porção de terra, enquanto parte de um todo, Moçambique. Todas elas estavam ligadas a uma única “mãe”, a Eigenman, Pereira & Stucky, uma companhia detentora de um património que, em quase nada devia à capital do distrito, Quelimane. Como se quisesse pôr os pontos nos respectivos “is”, “Mandwini” tinha dois clubes de lazer: um para os brancos e o outro para os não brancos. Todo aquele que não fosse branco sabia o seu lugar, o lugar do indígena ou, simplesmente, não ia conviver para evitar que fosse considerado uma raça inferior
Por Fijamo Sadeia / avozdomeusilencioo@gmail.com
34
Sexta-Feira , 25 de Maio de 2018
LE WS
NE
Bolo gelado da Milou Ingredientes: 6 ovos 2 chávenas de chá de açúcar 2 chávenas de chá de farinha de trigo 1 chávenas de chá de leite quente 1 colher de sobremesa de fermento para bolo
Para o chantilly: 3 claras em neve bem firme, 6 colheres de sopa de açúcar 1 natas batidas Sumo de fruta qb para regar as camadas
Preparação: Massa Bata as claras em castelo bem firme, acrescente as gemas e continue batendo, em seguida junte o açúcar , bata bem até que fique um creme bem fofo. Pare de bater e vá colocando a farinha peneirada aos poucos e mexendo bem, acrescente o leite quente e por último o fermento para bolo. Leve para assar em forma untada durante cerca e 45 minutos. Sugiro que use uma forma 40x 28 cm
Chantilly: Bata as claras em castelo bem firme, acrescente o açúcar, bata bem e por último acrescente natas batidas. Misture tudo muito bem.
Montagem do bolo:
por cima espalhe o creme e por cima deste espalhe bem a fruta. Sobreponha com a outra metade e regue a mesma com sumo de fruta tendo o cuidado de deixar que o bolo absorva o líquido suficiente. Por fim, cubra com o restante creme e decore a gosto
Corte o bolo ao meio, regue com sumo de fruta a gosto,
Carangado de camarão e arroz de cenoura Ingredientes: Para o camarão: 1 kg de camarão médio sumo de 1 limão pimenta em pó e/ou piri-piri a gosto 2 folhas de louro 2 tomates grandes maduros lavados e cortados a gosto 2 colheres de polpa de tomate 1 cebola média cortada em meia lua 1 pimento verde cortado em tiras Alho pilado com sal qb Óleo qb
Para o arroz: 2 chávenas de arroz
1 cenoura grande descascada e cortada em cubos 1 tomate grande bem maduro 1 folha de louro 1 cubo de caldo de galinha ou de carne Água qb Azeite qb
Num tacho que vai ao lume, colocase o camarão marinado, por cima a cebola e o tomate cortado, a polpa de tomate, as folhas de louro, o pimento cortado e rega-se com óleo. Tape a panela e deixe ferver. Depois envolve-se tudo e deixa-se o camarão cozer e diminuir o molho até engrossar, mexendo de vez em quando e sempre em lume brando. Não use água pois o camarão liberta o suficiente para fazer tudo. Entretanto, rectifique o sal. Quando o camarão estiver cozido, o molho grosso e que sobre apenas um pouquinho, está pronto. Tem de ficar com o aspecto de quase frito mas com um ligeiro molho que pode ser comido até mesmo com pão. É delicioso.
Preparação Começa-se por limpar o camarão retirando a tripa no dorso, faz-se uma abertura para que o camarão fique com o dorso bem aberto, lava-se e tempera-se com alho pilado já com sal, pimenta ou piri -piri em pó, sumo de limão e reserva-se num período mínimo de 1 hora.
O arroz: Num tacho aloura-se ligeiramente a cebola cortada como quiser, junta-se o tomate cortado a gosto, os cubos de cenoura e o caldo. Depois de tudo en-
volvido, mistura-se a quantidade suficiente para se fazer 2 chávenas de arroz (cerca de meio litro de água) e deixa-se ferver. Nessa altura acrescenta-se o arroz, mexe-se para envolver e deixa-se cozer em lume brando para não queimar. Você verá quando o arroz estiver pronto. Mas, mesmo já sem líquido, envolva o arroz para que não fiquem as cenouras e o arroz separados. Faça um salada verde para rematar. Bom apetite!
Caril de caranguejo com coco Ingredientes:
8 caranguejos médios limpo e sem carapaça 1 cebola média 2 tomates bem maduros 1 folha de louro 1 lata de leite de coco ou leite de 1 coco ralado, natural 1 colherinha de massa de alho Garam massala q.b. (considere este como sendo um toque pessoal) Óleo q.b.
Preparação
Num tacho, refogue a cebola e o alho, num pouco de óleo. Quando ficar translúcida, juntase o tomate cortadinho, garam massala e o louro. Deixa-se refogar e depois acrescenta-se o caranguejo. Envolve-se tudo e acrescenta-se o leite de coco. O lume tem de ser brando e vai-se mexendo de vez em quando até apurar o molho. E pronto, já está. Acompanhe com arroz basmati e salada de alface com tomate
R
TTE
CULINÁRIA
ou xima. Bom apetite!! Nota: Se preferir, rala-se o coco natural, e com põe-se água quente, reserva-se por alguns instantes até podermos pegar directamente com as mãos sem nos queimarmos e espreme-se bem o primeiro leite que ficará grosso e reserva-se. O segundo leite que é feito da mesma maneira, é que vai logo para a cozedura do carangue-
jo. Apenas quando o molho diminui é que se acrescenta o leite grosso que reservou, para engrossar o molho e apurá-lo. Esta é a maneira tradicional e podendo, opte confeccionando desta forma para que o sabor seja mais original