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Sexta-feira: 09 de Fevereiro de 2018
Onde Mora a Chama da Esperança
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N°42
Periodicidade Semanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano II Edição nº 42 Sexta - feira,18 de Maio 2018 Rua da Concórdia nº 41 – 2º Andar Contactos +258 84 57 45 041; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz
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Política
Presidente do Uganda em Maputo
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SERVIÇO DE HEMODIÁLISE JÁ EM NAMPULA E SOFALA Terra segura ssa a i N a a g e h c
Economia
Dívida externa na ordem de 10.6 biliões de dólares
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Desporto
Judoca Artur Júnior ganha medalha inédita
nte e l a s s e r b o A mulher s e Maputo sd nas banca
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Ícones da Terra
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Biografia de Calane da Silva
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aúl Alves Calane da Silva, moçambicano, nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo) em 1945. Trabalhou mais de 20 anos como jornalista profissional, tendo chefiado as redacções dos principais órgãos de informação nacionais. É Mestre e também Doutorado em Linguística Portuguesa pela Universidade do Porto, Portugal, sendo actualmente docente de Literaturas Africanas e de Didáctica de Literatura na Universidade Pedagógica de Maputo. É membro fundador da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), da Associação Moçambicana da Língua Portuguesa (AMOLP), da Organização Nacional dos Jornalistas (actual Sindicado dos Jornalistas) e do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). É ainda membro da Comissão Nacional da Língua Portuguesa, da Comissão Nacional da Bioética, da Comissão Nacional da Etnobotânica e Presidente Executivo do “Grupo Arco -Íris – Fitoterapia, Ciência e Espiritualidade”. É declamador de poesia com CD já editado, assim como artista de teatro, actor e guionista de cinema. A sua bibliografia publicada é vasta e inclui obras académicas e de investigação linguístico-literária, ensaios, narrativas de ficção (contos e romance), poesia e literatura infantil. É cronista e colaborador de muitos jornais e revistas de Moçambique e do estrangeiro. (In- Alcance Editores)
OBRAS PUBLICADAS
Dos meninos da Malanga. Maputo: Cadernos Tempo, 1982. Poesia Xicandarinha na lenha do mundo. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 1988. Colecção Karingana. Contos. Capa de Chichorro. Olhar Moçambique. Maputo: Centro de Formação Fotográfica, 1994 Gotas de Sol. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 2006. Vencedor do concurso literário «Prémio 10 de Novembro», organizado conjuntamente pelo Conselho Municipal da Cidade deMaputo e pela Associação dos Escritores Moçambicanos quando do aniversário da capital de Moçambique. A Pedagogia do Léxico. O Estiloso Craveirinha. As escolhas leixicais bantus, os neologismos luso-rongas e a sua função estilística e estético-nacionalista nas obras Xigubo e Karingana wa Karingana. Maputo: Imprensa Universitária, 2002.
Publicação da tese de mestrado. Prefácio de Mário Vilela. Gil Vicente: folgazão racista? (O riso e o preconceito racial no retrato de algumas minorias na obra vicentina). Maputo: Imprensa Universitária, 2002 Tão bem palavra: estudos de linguística sobre o português em Moçambique com ênfase na interferência das línguas banto no português e do português no banto. Maputo: Imprensa Universitária, 2003 Lírica do Imponderável e outros poemas do ser e do estar. Maputo: Imprensa Universitária, 2004 Ao matabicho: Textos publicados no semanário “O Brado Africano”. Lisboa: Texto Editores, 2006 Nyembêtu ou as Cores da Lágrima. Romance. Lisboa: Texto Editores. 2008.[5] Pomar e Machamba ou Palavras. Maputo: Imprensa Universitária, 2009. O João à procura da palavra poesia. Maputo: Imprensa Universitária, 2009. Do léxico à possibilidade de campos isotópicos literários. Tese de doutoramento.[3]
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EDITORIAL
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Decisão indolente do MINEDH!
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educação em Moçambique está a ser maltratada por sucessivos ministros de tutela e subsiste com planos que apenas acrescentam remendos a uma estrutura cada vez mais precária. É degradante como os pacotes normativos do sector são geridos e torna-se cada vez mais constrangedora a incapacidade do sector público de fomentar uma aprendizagem regular e permanente dos alunos e professores. Esta semana, segundo noticiou a STV, alunos, pais, encarregados de educação e professores foram apanhados de surpresa com uma directiva do Ministério da Educação, que dá conta da abolição das dispensas e todos alunos que tiverem uma média não superior a 10 valores submetem-se a exames. Uma decisão brusca, anticlássica e tomada a meio do ano lectivo, constituindo assim um grande revés em todo processo de ensino e aprendizagem. Uma decisão po-
liticamente incorrecta, em época eleitoral, desajustada, causadora de remorosos, e que afecta o estado emocional dos visados e não só. O Ministério da Educação devia ter tomado e implementado esta medida muito antes do arranque do ano lectivo de 2018 e não agora. Tenho para mim que mudanças, como estas, podem ser muito prejudiciais, pois trazem efeitos indesejáveis. Agrava ainda mais a pressão e as expectativas. Vale lembrar que cada aluno tem o seu tempo, para amadurecer e preparar-se para uma nova etapa de vida escolar. A passagem de classe é o resultado desse processo de amadurecimento cognitivo e emocional. Tudo isso não foi respeitado pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, independentemente das suas motivações. De humano, esse ministério, nada tem e muito menos de princípios psicopedagógicos. É uma grande palhaçada!
Gervásio de Jesus
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Outubro: o mês mágico!?
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xistem, compatriotas nossos, que disseminam a ideia de que, no mês de Outubro, todos os males económicos e sociais serão resolvidos, para tanto, mobilizam cidadãos com idade eleitoral para se fazerem aos postos de recenseamento eleitoral. Estas mensagens constituem, na minha percepção, verdadeiras armadilhas políticas que, muitos incautos poderão cair, não existem milagres económicos e muito menos meses mágicos como se pretende atribuir ao Outubro. Por exemplo, para a mobilização dos funcionários públicos, pegam no aumento de 260 MT e dizem “irmão, não há problema, aguardem o mês de Outubro” no entanto, quando este mesmo Governo, em 2017 decidiu por aumentar uma taxa de acima de 20% do salário mínimo, estes mesmos concidadãos, ficaram calados e recolhidos ao seu canto, como se nada tivesse acontecido a favor dos mais desfavorecidos. Este ano, com o aumento de 6,5% decretado para a função pública, outras medidas foram anunciadas e, a mais importante, na minha opinião, foi o anúncio do 13º salário, se estamos recordados, este salário é decidido, regra geral, num dos últimos ou penúltima sessão do Conselho de Ministros, ao agir assim, o Governo faz com que, o cidadão beneficiário dessa renda, se programe melhor para o seu uso, contrariando anúncio em véspera. As mesmas vozes discordantes, entendem que, o Governo de Moçambique, está a antecipar a campanha eleitoral, tudo para confundir a opinião
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OPINIÃO
Por: ADELINO BUQUE*
pública e tirar dividendos políticos, sobretudo dos cidadãos pouco informados e de pouca análise dos acontecimentos, se o Governo informa por antecipação, o que é louvável e deveria ser a prática, devemos louvar e os beneficiários agradecerem a informação, no lugar de receber a notícia como “pedras” na mão, aliás, campanha por campanha, o mesmo Governo assumirse-ia que, deu um instrumento de contracampanha aos seus adversários. Governar é diferente de fiscalizar ou de fazer oposição, se quisermos, podemos olhar o caso da cidade de Nampula que, muito recentemente, houveram eleições intercalares por morte do Edil Mamudo Amurane, depois da vitória na segunda volta do Vahanle, não tardou que viesse a público anunciar que, a Cidade estava com cofres vazios, ora, que tenha sido público, não me lembra ter ouvido que, Nampula procura-se Edil para gerir um “cofre cheio de dinheiro” e, o caso só não desperta atenção e publicidade, porque estava na mão do MDM que também é oposição. Este caso de Nampula, parece haver um acordo de “cavalheiros” no sentido de não trazer a público os “podres” encontrados naquela autarquia, porque, seria uma péssima propaganda sobre a gestão pública da oposição, no entanto, deve se assumir que, os problemas estão lá, eles não se resolvem pelo simples facto de não serem publicitados ou objectos de debate público, lembrar que, existe um ditado popular que diz “não se esconde, embrulhando, os cornos do boi” pelos simples facto de que irá furar o embrulho.
Mesmo assumindo o pouco tempo de gestão que falta até as eleições, que acontecem no mês de Outubro, algo deve ser feito e requere recursos financeiros, pode ser que, alguns parceiros de cooperação apoiem a Edilidade por forma a não denunciar as incapacidades internas, mas, hoje, nada se faz à margem do público, ainda que queiram esconder, o melhor mesmo é fazer à luz do dia. Por isso, caro compatriota e cidadão residente em áreas ou zonas autarcizadas, não use o seu cartão de eleitor por emoção, não oiça a voz dos que dizem que os problemas se resolvem num “ápice” não é verdade, não existem magias capazes de resolver os problemas públicos, todos nos devemos fazer parte da solução do problema, especificamente em Outubro, escortine o programa mais realístico e que mais o agradar e vote nele, não hipoteque o seu direito. Repare que, não estou a dizer que vote neste ou aquele outro partido ou candidato, estou a dizer que, aqueles que falam de “Outubro mágico” estão totalmente equivocados e pretendem equivocar os Munícipes das 53 autarquias como um todo, não se devem instrumentalizar por vozes políticas de credibilidade duvidosa, os problemas resolvem-se dia após dia e requerem a atenção de todos nós, Outubro é um mês como outro, e não é mágico!
(Extraído da sua Página do Facebook)
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Todos no combate ao crime - apela Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário
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Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou no Parlamento que o Governo está a intensificar acções conducentes ao combate à criminalidade e aos acidentes de viação, que matam por ano, mais de mil pessoas. Do Rosário diz ser urgente inverter o cenário, acrescentando, no entanto, que esta luta é conjunta e precisa de envolvimento de todos. O Primeiro-ministro respondia assim às perguntas colocadas pelas três bancadas, nomeadamente Frelimo, Renamo e MDM. Do Rosário falou, igualmente, da exploração dos recursos minerais, da criação do emprego, dos actuais níveis da inflação e dos investimentos feitos na agricultura. Diz que o mais importante é reforçar a produção agrícola, de modo a combater a fome. Embora nenhuma bancada tenha solicitado esclarecimentos, particularmente, sobre as dívidas ocultas, do Rosário repisou que é preciso confiar na justiça para o esclarecimento dos empréstimos contraídos pela Ematum, ProIndicus e MAM com garantias do Estado
Em Mafassane
Antigos combatentes agradecem ao governo
Os combatentes estacionados, na aldeia de Mafassane, no distrito de Inharrime, apontam a construção de habitações, escolas, unidade sanitária, rede eléctrica e fontes de abastecimento de água, entre outras acções, que visam a melhoria das suas condições de vida.
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contentamento foi expresso, nesta segunda-feira, durante uma interacção entre o Governador de Inhambane, Daniel Chapo, e os combatentes residentes em Mafassane. Neste encontro, o Chefe do Executivo de Inhambane, ficou a saber do modo
de vida e as aspirações destes libertadores da pátria. Daniel Chapo agradeceu o encorajamento dos veteranos da luta pela soberania, no sentido de seguir firme na condução dos destinos da província e a provisão de serviços básicos à popula-
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POLÍTICA
ção. A aldeia de Mafassane foi implantada a 8 de Maio de 1981 pelo então presidente da República Popular de Moçambique, Samora Machel. Estão radicados nesta unidade territorial, combatentes vindos de todas províncias do país
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Parlamento discute número único de identificação civil A Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDHL) da Assembleia da República recebeu nesta segunda-feira, em audiência, as associações dos Magistrados do Ministério Público e do Judiciário para debater questões relacionadas com a proposta de lei que altera o Código de Registo Civil.
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governo considera que a criação do Número Único de Identificação do Cidadão poderá contribuir para combater a falsificação de documentos de identificação no país. Para o efeito, já foi submetida uma proposta nesse sentido que consta da lei que altera o Código do Registo Civil em apreciação na AR. O Presidente da CACDHL, Edson Macuácua, explicou que a existência de vários números para documentos, tais como Bilhete de Identidade, cartão de eleitor, passaporte e NUIT, entre outros, dificulta sobremaneira o processo de sistematização dos dados do cidadão.
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“Não é fácil memorizar ou guardar os vários números dos documentos que nós temos”, disse. Por isso, explicou Macuácua, “passaremos a ter no futuro um único número de identificação como cidadão e também passaremos a ter um sistema de registo desde o nascimento até a morte numa base informática online que vai facilitar bastante a vida do cidadão”. Para melhor elucidar citou, como exemplo, o caso de um cidadão que nasceu numa província e tem residência numa outra. “Hoje quando se pretende tratar documentos a pessoa é obrigada a viajar e voltar ao distrito onde nasceu para poder ter acesso à documentação. Essa situação poderá ser ultrapassada porque os dados poderão estar acessíveis online”.
Segundo Macuácua, o Número Único de Identificação do Cidadão também vai garantir uma maior fiabilidade nos processos e ajudar a combater a falsificação de documentos. “Hoje (a falsificação) é muito fácil, mas com esse sistema online a informação passará a ser muito fiável”, afirmou. Explicou que o novo sistema, que se pretende introduzir em Moçambique, permite o cruzamento das várias bases de dados estatísticos na posse do governo, tais como recenseamento geral da população, recenseamento militar, registo de nascimentos, e registo criminal. Infelizmente, disse Macuácua, “entre os vários subsistemas não há cruzamento e, por vezes, há dados contraditórios do mesmo cidadão nos diferentes sistemas”
Moçambique e Uganda contra grupos extremistas
oçambique e Uganda vão partilhar experiências no combate a grupos extremistas. Com efeito, agentes da polícia moçambicana deverão ser formados no Uganda. O facto foi avançado esta semana, em Maputo, pelo ministro dos negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco. “Há matérias ligadas à segurança e ordem pública, tendo em conta que Uganda enfrentou desafios com a agressão de grupos terroristas e extremistas. Nós temos estado desde o ano passado a experimentar situações similares no norte do nosso país”, disse. O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, falava na cerimónia de acreditação, pelo Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, dos chefes das missões diplomáticas do Uganda, Guiné equatorial, Botswana e Vietname. Segundo José Pacheco, além de consolidar as relações económicas que existem com os quatro países, interessa também expandi-las para diferentes áreas.
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Presidente do Uganda em Maputo
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Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu esta semana, o seu homólogo do da República do Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, para conversações oficiais, no âmbito da visita de Estado de três dias que efectua ao país. A visita do Chefe do Estado ugandês ao país tem por objectivo reforçar e consolidar as relações históricas de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois povos e países, bem como perspectivar acções para um intercâmbio mais proveitoso, sobretudo no domínio económico-empresarial. Nesta vista, o Presidente Yoweri Museveni faz-se acompanhar por uma importante delegação do seu Governo
Nyusi concentra-se na descentralização
César Gouveia nomeado para embaixador em Itália O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou através de Despacho Presidencial, César Francisco de Gouveia Júnior para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Italiana. Até à data da sua nomeação, César Francisco de Gouveia Júnior era Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto do Reino da Arábia Saudita, nomeado em 2013, pelo então Presidente Armando Guebuza. Antes desta nomeação do Governo de Guebuza, César Francisco de Gouveia Júnior era cônsul de Moçambique na Cidade de Cabo, África de Sul
O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, nesta quinta-feira, que nos próximos dias vai dedicar-se ao processo de descentralização que já estava acordado com o líder da Renamo. Esta é a primeira abordagem pública do Chefe de Estado sobre o assunto, depois da morte de Afonso Dhlakama. "Reafirmamos que o processo continua, naturalmente exigindo esforço adicional para a socialização e harmonização dos avanços que ha-
víamos alcançado, sobretudo no que tange aos passos a dar no processo da descentralização", começou por dizer, para depois acrescentar: "Irei dedicar os próximos dias a este dossier, naturalmente repondo o diálogo. Estarei no território concentrado neste dossier, como acabei de dizer", garantiu Filipe Nyusi, falando na Ponta Vermelha, na cerimónia de saudação da Polícia pela passagem do 43º aniversário da Polícia da República de Moçambique
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Governos da CPLP devem facilitar circulação de pessoas
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- reafirma a CTA, defendendo para o efeito a harmonização da regulamentação e procedimentos do comércio externo O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, defende que as Agências do Comércio Externo e de Investimentos dos Países da CPLP devem acelerar o processo de harmonização da regulamentação e procedimentos do comércio externo por forma a aumentar o fluxo do comércio no mercado CPLP.
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egundo Agostinho Vuma, a mobilidade e vistos afiguram-se importantes para facilitar a circulação de pessoas e bens dentro da comunidade, particularmente com impacto nalguns sectores estratégicos como o turismo. O Presidente da CTA, que falava no encerramento da 1ª Conferência Económica do Mercado CPLP, augura que os países da CPLP acelerem a adesão às convenções para evitar a dupla tributação dos rendimentos e prevenir a evasão fis-
cal com vista a criação de um enquadramento fiscal favorável ao desenvolvimento das trocas comerciais e dos fluxos de investimento no espaço da CPLP. Apontou a constituição do Tribunal de Arbitragem como um passo extremamente importante, na medida em que vai evitar que os conflitos de natureza empresarial entre empresas dos países da CPLP sejam dirimidos fora deste espeço e não em língua portuguesa. Deu exemplo de empresas do Brasil que investem em Moçambique, mas que a sua arbitragem e mediação é feita em Londres. Sobre a assinatura de Manual de Ética e Compliance, Agostinho Vuma disse que constitui um passo significativo para tornar cada vez melhor o ambiente de negócios e permitirá ganhos de eficiência para as empresas. A CTA tem advogado que, no contexto de um clima de investimento saudável, se deve respeitar boas regras de Governance por forma a garantir o cumprimento da lei e prevenir actos de corrupção e fraude. Sobre esta matéria, a CTA compromete-se a sensibilizar os seus associados a subscreverem este manual de ética
CTA identifica novo parceiro para projectos de jovens O acesso ao financiamento constitui actualmente uma das maiores barreiras para as pequenas e médias empresas do país. Mas a situação é mais grave ainda quando estas empresas são propriedades de sociedades juvenis e/ou jovens singularmente procuram financiamento para ideias inovadoras. E este foi o principal tema do encontro desta quarta-feira entre a Confederação das Associações Económicas de Moçambique e o Fórum Económico Mundial. “Quando juntamos o conhecimento dos jovens de forma única, percebemos também que eles precisam de experiência e de qualidade nos seus projectos e é nessa área que queremos também dar o nosso suporte”, explicou Abdullahi Alim, representante do Fórum Mundial Económico.
As possíveis parcerias entre o sector privado e o Fórum Económico Mundial serão direccionadas a quatro áreas estratégicas, nomeadamente infra-estruturas, turismo, comunicações e cultura. “Estas são para nós áreas que se enquadram dentro da missão da CTA e, portanto, aquilo que for necessário conjuntamente, iremos estudar e avaliar para ver se podemos implementar conjuntamente”, disse Luís Magaço, porta-voz do sector privado. Este foi o primeiro encontro entre a CTA e o Fórum Mundial Económico, onde espera-se que haja muitos outros, para que sejam criados acordos conducentes a acções concretas que as duas organizações vão desenvolver para apoiar as pequenas e médias empresas
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Urge remover barreiras administrativas - apela Salimo Abdula, no final da I Conferência Económica do Mercado da CPLP Para Salimo Abdula, Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, esta conferência é a formalização das preocupações e ideias do sector privado dos países da CPLP e defende uma maior e melhor articulação dos Governos dos países da CPLP na remoção de barreiras administrativas e legais que impedem a livre circulação de pessoas, bens e capitais dentro do mercado CPLP. As matérias abordadas durante a Conferência tiveram um único fim: aumentar o comércio e investimento intra-CPLP. Quase no final da Conferência, os representantes das associações empresariais da CPL assinaram o Manuel de Ética e Compliance e constituição do Tribunal de Arbitragem CPLP. Os empresários da CPLP defendem que, com mais ética e compliance, haverá mais negócios e minimização de riscos. Na Conferência, foram apresentadas duas propostas sobre supressão de vistos, entregues à Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, e cada uma das associações fez a entrega aos governos dos seus países no sentido de pressionar para que
este desejo se torne uma realidade. Para Salimo Abdula, estes obstáculos constituem entraves ao florescimento de negócios e desenvolvimento económico dos países. Referiu que os temas abordados constituem, exactamente, as maiores preocupações do sector privado no mercado CPLP, nomeadamente a questão de mobilidade e vistos, convenção de dupla tributação e Tribunal de Arbitragem da CPLP. Os participantes saíram convictos de
que, os desígnios para os quais se propôs a primeira conferência, foram cabalmente alcançados, cabendo a cada um dos membros da CE-CPLP enveredar esforços no sentido de materializar as diversas propostas debatidas em prol da melhoria contínua do ambiente de negócios, atracção de investimentos para os países e, por conseguinte, contribuir para internacionalização de desenvolvimento sustentável do sector privado e da CPLP no seu todo
BCI e BAT lançam solução inovadora para comércio O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e a British American Tobacco (BAT) rubricaram esta segunda-feira, dia 14 de Maio, no Auditório do BCI, em Maputo, um protocolo de parceria que marca o lançamento oficial do Cartão de Crédito BAT. O acto de formalização esteve a cargo do Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Paulo Sousa, e do Director Geral da BAT, Alexandre Carpenter. Estiveram presentes membros dos corpos directivos e colaboradores de ambas instituições, parceiros, clientes e convidados. Segundo referiu o PCE do Banco, o BCI e a BAT “são empresas que impactam directamente na actividade económica do país. A maior parte da sua mão-de-obra e os seus clientes são moçambicanos. São, pois, empresas muito relevantes no panorama económico e social em Moçambique. Para nós, fazia todo o sentido eleger a BAT como um cliente-alvo para o estabelecimento de novas soluções de pagamento neste domínio”. Paulo Sousa avançou que este Cartão “será também um incentivo para que os próprios clientes da BAT possam desenvolver mais o seu negócio e gerir também a sua tesouraria. Assim, mesmo que em algum momento haja aperto, a oferta de produtos disponíveis não
será prejudicada, uma vez que há uma solução do BCI que os pode ajudar a gerir, no dia-a-dia, as suas finanças”. Para o Director Geral da BAT, “o que estamos a fazer hoje é uma grande inovação em África: dar crédito aos pequenos clientes, no segmento do comércio” – disse e acrescentou: “esta inovação vai ajudar-nos a formalizar e a bancarizar vários clientes em Moçambique. Estamos trazendo uma facilidade para o comércio em Moçambique. O cliente terá até 40 dias para efectuar o pagamento das suas compras”. Alexandre Carpenter afirmou mais
adiante que “numa etapa inicial queremos chegar a cerca de mil clientes em todo o país com o projecto-piloto aqui em Maputo. O sonho é um dia chegarmos a mais de sete mil clientes que comprem regularmente com esta ferramenta. Para o pequeno comerciante, em países como o Brasil, o México, o crédito é algo que lhes possibilita não só comprar, mas ainda atender melhor os consumidores, e principalmente garantir segurança, na medida em que se evita o gerenciamento e o uso de dinheiro efectivo que cada vez mais se torna mais arriscado”
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Lançado aplicativo móvel de gestão financeira para PME Para responder ao desafio da inclusão financeira das mulheres micro e pequenas empreendedoras, teve nesta quarta-feira, em Maputo, no Campus da UEM – Espaço de Inovação, o lançamento do aplicativo móvel de gestão financeira para micro e pequenos negócios, do sector formal e informal, E-Conta. Este evento, organizado pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), foi presidido pelo Embaixador dos EUA, Dean Pittman, e contou ainda com as presenças do Presidente da Comissão Executiva (PCE) do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Paulo Sousa, do Coordenador do Espaço de Inovação da UEM, Luís Neves, e do Director Geral da Quidgest, Carlos Marques, para além de empresários, vendedoras do sector informal, estudantes do ensino superior e representantes de instituições públicas e privadas, ligadas à juventude e ao empreendedorismo, como o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), Bolsa de Valores de Moçambique, FEMME, Ideialab. Na ocasião, foi celebrado um acordo entre a ANJE e o BCI que visa fortalecer a iniciativa através de uma série de acções de incrementação de funcionalidades, divulgação e formação de micro e pequenos empreendedores, com destaque para mulheres, sobre o uso do E-Conta. Para a presidente da ANJE, Juscelina Guirengane, “a formação dos jovens moçambicanos deve
ser colocada ao serviço da sociedade, através da transformação de boas ideias em produtos e serviços viáveis para a resolução de problemas reais da nossa sociedade. E o aplicativo que foi lançado irá promover a educação financeira das mulheres empreendedoras e ajudá-las a obter mais e melhores serviços financeiros formais.” Para o Embaixador dos EUA, Dean Pittman “este modelo de parceria público-privada que reúne o governo, a academia, a sociedade civil e o sector privado é um modelo poderoso para enfrentar os desafios da sociedade. O povo dos Estados Unidos tem orgulho de ter incentivado este projecto com um pequeno financiamento. Nós fornecemos a faísca, mas estes cidadãos Moçambicanos cuidarão do fogo e usá-lo-ão para alimentar a economia desta grande nação.” Para o PCE do BCI, Paulo Sousa “este Aplicativo Móvel de Gestão Financeira para PME será muito útil para controlo de stock, das despesas e da facturação, produzindo informação financeira relevante que irá facilitar o acesso ao crédito às micro
e pequenas empresas.” Desenvolvido com o apoio da Embaixada dos EUA, da Quidgest e do Espaço de Inovação, o projecto teve início em 2017, com um concurso que envolveu mais de 140 jovens recém-formados e finalistas universitários, que concorreram ao prémio final de estágio remunerado no valor de 125,000.00Mt, constituindo este um apoio para criação de um negócio formal. Durante o evento foi seleccionado como vencedor o Grupo Mouzinho, constituído por três estudantes, um da Universidade São Tomás de Moçambique (USTM) e outros dois da Universidade Técnica de Moçambique (UDM). Desenvolvido com o objectivo de melhorar a capacidade de gestão, tomada de decisão e acesso a serviços financeiros formais por mulheres e jovens empreendedores, contribuindo para o crescimento do tecido empresarial moçambicano, o E-Conta é o primeiro aplicativo móvel de gestão financeira em Moçambique dedicado ao segmento de micro e pequenos negócios
Preço da gasolina volta a subir no país O Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia anunciou, esta semana, novos preços de combustível já em vigor em todo o país. Assim, a gasolina sobe dos actuais 65.1 para 66.03 meticais o litro e o gasóleo de 61.16 para 62.03. A tendência de subida também se vai registar no gás para viaturas, que sai dos actuais 31.54 para 31.97 meticais. O gás de cozinha vai registar uma redução ao sair dos actuais 65.18 para 60.90/kg. O mesmo acontece com o petróleo de iluminação com uma ligeira redução de 50.45 para 50.33 meticais o litro. O Governo justifica que a crise na Síria e na Venezuela estão a influenciar directamente no preço do barril de crude no mercado internacional e a incerteza do mercado internacional faz com que o preço do crude aumente. Segundo a Importadora Moçambicana de Petróleos (Imopetro) se esta incerteza no mercado internacional continuar, espera-se que o preço no país também continue a aumentar
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Dívida externa na ordem de 10.6 biliões de dólares A dívida pública externa moçambicana, a 31 de Dezembro de 2017, era de 10.6 biliões de dólares. Segundo o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, trata-se do somatório da dívida bilateral que é de 4.6 biliões de dólares, o correspondente a 43 por cento do total da divida; e a multilateral contraída em instituições tais como o Banco Mundial e Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), na ordem de 4.2 biliões de dólares, 39 por cento. A parte remanescente é dívida comercial no valor de 1.8 biliões de dólares. Esta dívida está relacionada com as empresas Ematum, Proindicus e MAM. A divida comercial destaca-se por ter juros altos e curtos períodos de amortização. “Agora estamos apenas a pagar a dívida multilateral e bilateral. A comercial não está a ser paga pois, desde o ano de 2016, estamos no processo de negociações. Se este processo correr bem, podemos ter uma melhor classificação da nossa dívida no mercado internacional e, por isso mesmo, termos a possibilidade de acesso a mercados”, disse. Maleiane respondia a perguntas dos deputados da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, numa sessão realizada esta semana. Quanto ao stock da dívida doméstica, o Ministro disse que a mesma era, até 31 de Dezembro de 2017, de 100.5 biliões de meticais (cerca de 1.68 biliões de dólares). Deste montante, 56.6 biliões de meticais resultam da política de consolidação fiscal, uma dívida que não estava registada ou titulada. “Ela passou a ser titulada e integrada nas contas do Estado para uma maior confiança e transparência”. Ela resulta do IVA não reembolsado a várias entidades; dinheiro devido a gasolineiras na sequência dos subsídios aos combustíveis; entre outras situações. “Se retirarmos a dívida resultan-
te da consolidação fiscal, resta a que o Estado contraiu para, efectivamente, financiar o Programa Quinquenal do Governo (PQG).” Descrevendo a trajectória económica do país, durante o mandato do presente governo, que iniciou em 2015, Maleiane disse que teve um bom “começo e fecho”, para depois conhecer situações que impuseram condicionalismos ao desenvolvimento em 2016, caso da queda dos preços de matérias-primas no mercado internacional e a depreciação do metical face ao dólar. Com efeito, a moeda nacional passou de 44 para 81 meticais o dólar em finais de 2016. O outro constrangimento, segundo Maleiane, tem a ver com a metodologia seguida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que determina que todas as garantias que o governo emite têm de constar, em cem por cento, no stock da dívida. “Isso não tinha sido feito, o que tem consequências no que chamam de falta de prestação de informação”. “Mas como sabem, a 21 de Novembro de 2016, o FMI decidiu, depois de analisar a informação que fornecemos, que Moçambique já não estava na lista dos países que tem de ser penalizados por não terem fornecido informação. A partir dessa data não há dívida oculta na óptica do FMI,” disse Maleiane. Entretanto, o FMI suspendeu o seu
programa com Moçambique em Abril de 2016, devido as chamadas “dívidas ocultas” contraídas pelas empresas Ematum, MAM e Proindicus. Consequentemente, todos os 14 parceiros de apoio directo ao orçamento seguiram o exemplo do FMI. Face a situação de 2016, Maleiane disse que o governo embarcou na política de consolidação fiscal que engloba áreas como a mobilização de recursos internos; a contenção da despesa pública; reforma das empresas públicas, e do Instituto Nacional de Previdência Social para que o reformado não dependa do orçamento do governo do dia como actualmente acontece. “Estas medidas já estão a dar resultados visíveis nomeadamente a redução do défice global. Em 2015, o défice era de 7,5 por cento do PIB, e agora está na ordem de 3,4 por cento do PIB. Isto está sendo feito num contexto em que garantimos o funcionamento normal dos serviços”, referiu. Quanto a melhoria das condições salariais, o Ministro reiterou que o governo está a fazer de tudo para melhorar as condições do trabalhador e particularmente dos funcionários do Estado. “É uma crença que não há boa governação sem funcionários motivados”, afirmou, acrescentando que o último reajuste salarial foi feito dentro das limitações orçamentais do Estado
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Chitanga terá centro de saúde
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A localidade de Chitanga, distrito de Mabote, na província de Inhambane, terá um Centro de Saúde do Tipo II a ser construído de raiz.
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ara que tal aconteça, foi lançada nesta quarta-feira a primeira pedra para a construção da infra -estrutura, acto dirigido pelo Governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, que desafiou o empreiteiro a cumprir com os prazos acordados. Daniel Chapo instou a população de Chitanga a colaborar com o empreiteiro da obra com vista a materializar o sonho dos habitantes daquela região, que
tinham de percorrer cerca de 45Km para alcançar a uma unidade sanitária. Num outro desenvolvimento, o chefe do
Serviço de hemodiálise chega a Nampula e Sofala
Executivo de Inhambane apelou a população de Chitanga para cultivar o espírito de paz, amor e harmonia entre irmãos
MISAU recebe 32 ambulâncias para reforçar serviços de Saúde O Ministério da Saúde vai reforçar os seus serviços no país, com trinta e duas ambulâncias e diverso material médico-cirúrgico para uso nas unidades sanitárias. Trata-se de meios doados pelo Reino Unido e parceiros, no âmbito de um programa Conjunto das Nações Unidas para a melhoria da saúde sexual, reprodutiva, materna, neonatal, infantil e do adolescente. O programa lançado em Maputo tem a duração de três anos e visa garantir maior acesso aos serviços e qualidade das intervenções por parte dos utentes, sobretudo mulheres e crianças
Um milhão de dólares é o valor investido recentemente pelo governo na aquisição de vinte máquinas para o serviço de hemodiálise nas províncias de Nampula e Sofala. Em Nampula, as máquinas foram inauguradas, na sextafeira pela Ministra da Saúde,
Nazira Abdula. Nazira Abdula disse, na cerimónia de inauguração, que a implantação e entrada em funcionamento deste serviço especializado vão permitir uma assistência especializada aos pacientes com problemas crónicos dos rins
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Entregue nova enfermaria
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A Ministra da Saúde, Nazira Abdula, procedeu esta semana, concretamente no dia 16.05.18, a entrega formal da enfermaria dos Pinheiros no Hospital psiquiátrico de Infulene, no município da Matola. Esta enfermaria foi reabilitada com apoio da Comunidade Mahometana e apetrechada pelo MISAU, permitindo aumentar a capacidade de internamento dos actuais 245 para 370 camas.
Aldeias moçambicanas com televisão via satélite
China investe 3.8 milhões de dólares no projecto O Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, afirmou que o Projecto de Televisão via satélite para 500 Aldeias moçambicanas, lançado esta semana, no distrito de Marracuene, reforça o princípio orientador da migração digital e de inclusão. O Projecto, avaliado em 3.8 milhões de dólares norte-americanos, prevê mais de 500 postos de trabalho directo e coloca Moçambique como o primeiro beneficiário a nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Mesquita enalteceu o governo Chinês por incluir Moçambique neste Projecto que contempla 25 países africanos. “É nossa visão que uma comunidade informada é um passo importante para o exercício pleno da cidadania e tomada de decisão para o desenvolvimento local, nacional e internacional. Com este Projecto, asseguramos que as comunidades moçambicanas estarão melhor preparadas para participar no debate nacional, bem como nos processos de integração regional e globalização que se mostram irreversíveis”. Ainda acordo com governante, as aldeias a serem contempladas foram seleccionadas pelas entidades moçambicanas, tendo em conta critérios previamente definidos como, por exemplo, possuir um mínimo de 150 famílias residentes na aldeia, ter energia eléctrica, entre outros. Foram igualmente consideradas como prioritárias as zonas fronteiriças, principalmente onde não há sinal de televisão terrestre. Por seu turno, o Governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, durante a sua intervenção, frisou que o Projecto em causa constitui um reforço de estratégias de meios de disseminação de informação e, consequentemente, desenvolvimento social e económico. Para o Embaixador da China em Moçambi-
que, Su Jian, a cooperação estratégica existente entre Moçambique e China, nos últimos anos, reflecte-se não só na confiança política, mas também na cooperação económica-comercial, no intercâmbio humano-cultural e tantas outras áreas. A materialização do Projecto está representada através da empresa moçambicana Transporte Multiplexação e Transmissão (TMT) e da chinesa StarTimes. No entender do Presidente do Conselho de Administração da StarTimes, Pang Xinxing, o acesso à televisão via satélite vai permitir a transmissão de muitos programas televisivos de alta definição e qualidade e conectar às aldeias moçambicanas com o mundo. “Hoje ficamos muito contentes em ver que a aldeia de Marracuene tem acesso ao sinal de televisão digital via satélite”. O projecto prevê a transmissão de programas relacionados com agricultura e tecnologia, conhecimento e educação, pobreza e enrique-
cimento, prevenção e tratamento de doenças, só para citar alguns. Para as 20 famílias que se beneficiaram gratuitamente dos equipamentos de acesso DTH, podem assistir a mais de 30 canais de TV com uma taxa mínima de assinatura, que incluirá notícias, desporto, entretenimento, música, desenhos animados, educação, documentário, e muito mais. Neste momento, os primeiros países africanos que já se beneficiaram do Projecto são Tanzânia, Quénia, Nigéria, Uganda e Moçambique. Refira-se que o Projecto, denominado Acesso à TV por Satélite para 10 mil Aldeias Africanas, das quais 500 moçambicanas, resulta do anúncio do Presidente da China, Xi Jinping, proferido em Dezembro de 2015, no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), realizado na África do Sul. Em Moçambique, o lançamento do referido Projecto acontece numa altura em que decorrem diversas acções sobre migração de radiodifusão analógica para digital
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Terra segura para mais comunidades
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O Governador do Niassa, Arlindo Chilundo, procedeu recentemente à entrega de títulos de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra a 137 beneficiários, no posto administrativo de Maniamba, distrito do Lago.
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iniciativa da organização ESTAMOS, pretende garantir a posse da terra e uso sustentável deste recurso, sobretudo para as viúvas, solteiras e chefes de agregados familiares daquele posto administrativo. Arlindo Chilundo saudou a iniciativa, tendo afirmado que paralelamente, no quadro do programa quinquenal do governo, decorrem acções visando a descentralização e adopção de capacidade técnica de gestão da terra a favor das comunidades. Maniamba, à paridade das outras regiões do distrito do Lago, afigura-se como um destino auspicioso de riquezas minerais, cuja exploração poderá se traduzir na melhoria das condições de vida da população. (GN)
DIC reforça mecanismos de controlo de documentos
A Direcção de Identificação Civil (DIC) está a reforçar os mecanismos de controlo, para desencorajar a falsificação de documentos de identificação no país. Em coordenação com o Serviço Nacional de Migração e o Serviço Nacional de Investigação Criminal, a Direcção de Identificação Civil está a recolher bilhetes de identidade obtidos de forma ilegal. O porta-voz da Direcção de Identificação Civil, Alberto Sumbane, disse nesta sexta-feira, em Maputo, que o sector está atento a tentativas de obtenção de bilhetes de identidade ilegalmente, envolvendo funcionários da instituição. Alberto Sumbane referiu que nas últimas duas semanas, foram recusados duzentos e noventa pedidos de bilhete de identidade por apresentarem diversas irregularidades
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PRM deve aprimorar técnicas para melhor servir ao cidadão O Governador de Inhambane, Daniel Chapo, exortou a Polícia da República de Moçambique (PRM), a aprimorar técnicas para melhor servir ao cidadão. A exortação foi feita na abertura do XI Conselho Provincial da PRM. Segundo Daniel Chapo, apesar de todas realizações positivas que a corporação tem levado a cabo na sua actuação, exortou a aprimorar as suas técnicas para fazer sempre o melhor em defesa dos interesses dos cidadãos. O governante referiu que a província de Inhambane registou uma redução de casos criminais em 32 casos, ao registar-se ocorrência de 323 crimes, em 2017, contra 355 casos de 2016. Dos crimes registados, Daniel Chapo disse que foram esclarecidos 283, o que representa 87 por cento de operação policial. O XI Conselho Provincial da PRM em Inhambane decorre sob lema "PRM servindo melhor o cidadão, prevenindo a criminalidade, acidentes de viação e corrupção"
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Banco Mundial financia projecto de estradas rurais
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O Banco Mundial aprovou, semana passada, uma doação financeira no montante equivalente a 150 milhões de dólares americanos em apoio ao Projecto de Desenvolvimento Integrado de Estradas Vicinais do Governo de Moçambique, refere um comunicado da instituição.
I Por: Redacção
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ste financiamento da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) será utilizado para melhorar o acesso rodoviário em áreas rurais seleccionadas das províncias da Zambézia e Nampula, onde vive a maioria da população rural
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carenciada do país. Ainda de acordo com o Banco Mundial, a taxa de pobreza no país aumentou em 5% na província da Zambézia, no período compreendido entre 2003 a 2009, e permaneceu inalterada na província de Nampula. "Enquanto a agricultura emprega cerca de 80% da força de trabalho total do país e
gera cerca de 30% de seu Produto Interno Bruto (PIB), a sua produtividade permanece baixa e é limitada por muitos factores, incluindo o acesso limitado as regiões rurais", sustenta o documento. A produtividade agrícola é, particularmente, baixa nas províncias de Nampula e Zambézia onde a população encontra-se dispersa
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Instituto Agrário de Bilibiza vai ser transformado
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O projecto de melhoria do Instituto Agrário de Bilibiza, localizado na província de Cabo Delgado, está nos últimos acertos. E a Fundação Aga Khan, estando à frente do processo, reuniu nesta segunda-feira com representantes do Governo e a direcção do instituto para harmonizar os pontos que faltam. E porque o objectivo é colocar excelência no instituto, o director do mesmo diz estarem em curso acções a nível interno para acompanhar esta mudança. As mudanças que se estão a projectar deverão estar centradas na melhoria do desempenho dos professores e dos alunos desta instituição e mais envolvimento da comunidade local para que o instituto se enquadre aos padrões internacionais.
Província de Maputo enfrenta desafios na produção do milho
Cidadão condenado por prática de caça furtiva Na província de Sofala, um cidadão foi condenado a 22 meses de prisão por caça furtiva. Segundo o Tribunal judicial de Sofala, o indivíduo fazia parte de uma quadrilha que se dedicava ao abate de animais na zona tampão do Parque Nacional da Gorongosa, em Sofala. Trata-se de Chico Bulande, de 27 anos de idade. Segundo a sentença lida pelo juiz da quinta secção, Tomé
A brigada do Conselho de Ministros escalou, esta semana, a província de Maputo no âmbito da monitoria da campanha agrária e pesqueira, onde fez uma avaliação positiva da mesma. Entretanto, a produção do milho pode estar comprometida devido à praga do funil de milho. Bons sinais verificam-se na produção de peixe, frango, gado bovino, caprino e ovino. Entretanto, os frequentes roubos de gado bovino ameaçam a actividade. Nyelete Mondlane, que chefiou o grupo que escalou Matutuíne e Boane, diz que uma organização chamada TCHIA pretende formar e capacitar estudantes moçambicanos no campo da veterinária. A brigada do Conselho de Ministros diz que o Governo irá desenvolver esforços no sentido de estimular as actividades e proteger os produtores agrícolas da província de Maputo
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Valente, para lograr os seus intentos, aquele grupo de caçadores furtivos usava armas de fogo. O advogado da área de conservação da coutada 12, Quisito Cadete, disse que graças a intensificação dos trabalhos de patrulha, envolvendo fiscais do parque, nos últimos tempos, há um aumento de número de furtivos que são capturados e condenados
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Nyusi entrega 204 autocarros O Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu esta semana à entrega de 204 autocarros a operadores privados de transporte público de todo o país.
I Por: Redacção
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esmo com a chuva, centenas de pessoas foram ao Estádio Nacional do Zimpeto para testemunhar a entrega de autocarros a operadores privados de transporte público de passageiros pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. O acto teve lugar no Estádio Nacional do Zimpeto e de forma simbólica foi feita a entrega de 105 autocarros a cooperativas de Transportadores de Marracuene, do distrito de Boane, da Cidade da Matola, do Zimpeto e Albasine, na cidade de Maputo. Os restantes 95 deverão ser distribuídos pelas restantes cidades do país a operadores privados e públicos.
O Chefe de Estado espera que os autocarros ajudem a melhorar a mobilidade urbana no país. Na ocasião, foi premiado um transportador beneficiário do primeiro lote de autocarros entregue em 2016, e que nunca teve acidentes, nem avarias, cumprindo integralmente com o plano de manutenção. Os seus motoristas receberam cada 100 mil meticais. E este é o exemplo que o Chefe de Estado quer ver replicado pelos outros transportadores.
Novos autocarros para às províncias
O governo procedeu esta semana à entrega de 200 novos autocarros a serem alocados em todas as capitais provinciais e outras cidades do país. Com a chegada deste lote, completa-se o pacote de mais de 500 autocarros adquiridos pelo governo para o reforço da oferta de transporte público urbano. Um comunicado do Ministério dos Transportes e Comunicações indica que até 2019 o governo deverá adquirir mil autocarros para fazer face à demanda do serviço público urbano de passageiros no país
Filipe Nyusi explicou ainda que o lote entregue faz parte do plano de aquisição de mil autocarros para o transporte público urbano em todo o país. Assim, o Governo espera ver reduzido o uso de carrinhas de caixa aberta, vulgo 'My Love' no transporte de passageiros. Em 2016, o Governo distribuiu 50 autocarros, no ano passado 90 e, actualmente, está em curso o processo de atribuição de rotas concessionadas, para uso exclusivo de cooperativas de transportadores
NOVOS HORÁRIOS DE METRO
Desde Quarta-Feira dia 16 de Maio de 2018, entrou em vigor dois novos horários, agora com o funcionamento de um metro que sai da Estação Central, às 15:30, com destino à Machava, e um metro que sai da Machava até a Estação Central, às 16:20. Os trabalhadores da função pública, estudantes, jejuadores do Ramadan, podem chegar a casa mais cedo. Trabalhadores da Machava/Matola, tem agora mais um metro a vir para Maputo ao final da tarde. Pode também ver aqui os horários e rotas dos autocarros. “Estamos a sua espera, temos sempre um lugar para si”, refere a nota de Imprensa
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Sindicatos e empregadores divergem quanto à revisão da lei do trabalho
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Sindicatos e empregadores divergem quanto à necessidade da revisão da actual lei de trabalho vigente no país.
I Por: Redacção
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s trabalhadores defendem que a lei não precisa ser revista, no entanto, o trabalho deve ser feito a nível da regulamentação das leis já existentes. Os empregadores dizem ser preciso perceber-se não só a questão dos direitos dos trabalhadores, mas também a essência da existência de uma empresa no mercado e qual a sua importância para o desenvolvimento do país. Entretanto, as partes defendem uma regulamentação equilibrada para evitar
conflitos laborais. A Directora Nacional do Trabalho, Marta Mate, reconhece as preocupações apresentadas, no entanto, diz que a revisão da lei é um processo irreversível. Mate refere que não será feita uma revisão de todo o documento, mas diz haver questões que é necessário ter em conta, como o equilíbrio do interesse entre os
trabalhadores e empregadores. As divergências entre os sindicatos e empregadores foram levantadas na cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado, durante o seminário de auscultação do anteprojecto de revisão da lei de trabalho. A actual lei de Trabalho está em vigor desde o ano 2007, e ainda não está totalmente regulamentada
Inharrime em crescimento económico Constata Daniel Chapo, Governador de Inhambane
A população de Inharrime, na província de Inhambane, sul de Moçambique, é chamada a unir as energias para continuar a levar avante projectos de desenvolvimento económico daquele distrito, em particular, e da província, em geral.
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apelo foi dado na Vila de Inharrime pelo Secretário Permanente Provincial, Ricardo Nhacuongue, em representação do Governador da Província, nas comemorações dos 46 anos da elevação à categoria de Vila. Para Ricardo Nhacuongue é notório ver a olho nu os esforços do Governo e da população em geral na luta dia após dia, no alcance de níveis da produção e produtividade, isto porque, Inharrime produz muita comida,
tal como a mandioca, milho, ananás, arroz, Coco, laranja entre outros. O governante felicitou a população local e desejou uma boa comemoração, evitando os acidentes de viação visto que a Vila encontra-se ao longo do corredor da estrada Na-
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cional número um. As festividades do dia de Inharrime foram marcadas por realização de várias actividades, desde feira agrícola e de Saúde, campanha de educação fiscal onde culminou até a realização de um espectáculo musical
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Júlia Duarte no “show” de Heavy C
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cantora moçambicana Júlia Duarte é convidada especial do músico angolano Heavy C, em representação de Moçambique, no seu “show” denominado “O Regresso”, a acontecer no Cine Atlântico em Luanda, no dia 19 de Maio. Para além de Heavy C, a diva moçambicana do zouk vai dividir palco com artistas como: Eduardo Paim, Yuri Da Cunha, Walter Ananás e Patrícia Faria. Para além de ser a Dona do actual sucesso "Presente De Deus", Júlia Duarte já foi merecedora de vários prémios em Moçambique, com destaque para o prémio Totalista, no Festival Tropical Zouk, Melhor álbum, álbum mais vendido, melhor música tropical, melhor Zouk e melhor artista feminino
Conversa com João Garcia No âmbito da 15ª Edição do Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI), organizado pela Associação Cultural Girassol, terá lugar no dia 23 de Maio, às 16h00, uma conversa com o artista performativo, programador, investigador e encenador João Garcia Miguel, subordinada ao tema "Do conto ao texto teatral".
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Por: Redacção
oão Garcia Miguel e Rute Osório de Castro, da Companhia João Garcia Miguel, deslocam-se a Maputo para a participação no 15º FITI com a apresentação da peça de teatro "Mar Me Quer", uma adaptação do texto homónimo de Mia Couto, que terá lugar dia 26 de maio, às 18h00, no Cine Teatro Gil Vicente. Esta iniciativa, bem como a apresentação da peça de teatro, contam com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo.
Nota Biográfica: João Garcia Miguel (Lisboa, 1961). As suas práticas artísticas caracterizam-se pelo experimentalismo performativo e a preocupação com o papel do artista enquanto investigador e interventor social. A criação, investigação e formação são a base permanente das suas actividades. Ministra aulas em universidades em Portugal e no estrangeiro. Escreve obras performativas e ensaios sobre o ato criativo e o corpo. Participa em seminários acerca da performance e do inconsciente. Expõe com regularidade. Fundador dos coletivos: Canibalismo Cósmico, Galeria Zé dos Bois e OLHO - Grupo de Teatro. Em
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2003 funda a Cia. JGM e abre em Lisboa, o “Espaço do Urso e dos Anjos” dedicado à formação e divulgação das artes performativas. Em 2008 é nomeado Diretor Artístico do Teatro-Cine de Torres Vedras. Em 2016 assume a direção da Associação Teatro Ibérico em Lisboa. É associado do centro internacional de formação avançada Actor’s Center em Itália e membro associado do IETM — Informal European Theatre Meeting. É Doutorado pela FBAUL em 2017 com a tese PERFORMANCE CORPO E INCONSCIENTE. Em 2008 recebe Prémio FAD Sebastià Gasch em Espanha. Em 2014 recebe prémio para a melhor encenação teatral com o espetáculo Yerma de Federico Garcia Lorca pela SPA - Sociedade Portuguesa de Autores
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A mulher sobressalente já nas bancas de Maputo O livro de Dany Wambire, A mulher sobressalente, lançado no início do mês no Brasil, já foi lançado em Maputo. A obra teve a honra de ser apresentada pela professora universitária Egna Sidumo, numa cerimónia realizada no Centro Cultural Brasil-Moçambique.
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apresentação do livro poderia seguir uma sequência comum: introdução, desenvolvimento e fim, mas a académica quis fazer diferente. O livro é composto por 10 contos, um deles intitulado A mulher sobressalente, mas antes de chegar à ela (mulher sobressalente), Sidumo passou pela “Página 23, que na verdade, vai ser o pontapé de saída daquilo que o livro traz, sobre as várias vivências, através das temáticas. “(…) É por si caro leitor que se revelou este segredo, mesmo sabendo que João pode voltar a beber quando este conto lhe chegar às mãos e aos olhos”. Foi com esta passagem, extraída do último parágrafo do texto “O Bêbado corrigível”, que a académica começou a apresentação da obra. Na viagem feita à “mulher sobressalente”, chegou-se a estória da “Melissa”, que, devido as más condições de vida que passava, certo dia viu na religião uma forma de se sobressair, achando que se filiando a uma igreja poderia ter algum benefício material. A questão trazida neste conto é real aos olhos de Egna, já que, o que guiava aquela personagem não era a honestidade nem a fé, mas sim o interesse, deturpando a própria educação que dava a seus filhos. Entre o “bêbado corrigível”, e “Melissa”, chegou-se também ao “Analista droga-
do”, que conta a história de um homem com um alto sentido de crítica social, mas porque tudo o que falava era verdade, e incomodava aos corruptos, hipócritas e maus carácteres existentes na sociedade, passou a ser olhado como inimigo, vendo assim a sua vida destruída pelos poderosos, acabando por se desgraçar e falecer no mundo das drogas. Entre bêbados, drogados, crentes e injustiçados, finalmente a mulher sobressalente chegou, esta que não passava de uma menina do campo. “É a história sobre como a mulher é vista como uma peça, a história de uma menina cujos sonhos foram penhorados, pelo seu pai, mãe e irmã, ou seja, este conto gira em torno de uma família que decide que seus problemas devem ser resolvidos por uma menina inocente ”, disse Sidumo
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Judoca Artur Júnior ganha medalha inédita O judoca Artur Júnior, que se encontra a treinar no Clube Sporting de Portugal, desde 2017, entrou para a história do judo moçambicano, ao conquistar pela primeira vez uma medalha de prata na final do Campeonato Africano de Juniores, que decorreu de 9 a 14 do presente mês, na cidade de Bujumbura, capital do Burundi.
I Por: Samuel Sambo O moçambicano foi o único atleta a representar o país no Africano, depois da federação da modalidade ter declarado falta de fundo para custear as despesas de desloca-
ção dos cinco judocas seleccionados. No “Africano”, o atleta moçambicano tinha a difícil missão de conquistar uma medalha, mas não se intimidou, tendo entrado como cabeça-de-série do grupo e derrotado, no seu primeiro combate, o atleta Benny Mantota, do Congo, qualificando-se assim para a semifinal, onde enfrentou um adversário de maior expressão ao nível do continente africano, o tunisino Mohamed Rouida. Artur não deixou os seus créditos em mãos
alheias e com muita arte saiu vitorioso no combate, apurando-se, assim, pela primeira vez, para uma final, no escalão de juniores, algo inédito para Moçambique no Campeonato Africano de Judo. Todavia, Artur júnior viria a perder a final para o argelino, Ahmed Mehibel. Neste fim-de-semana, o moçambicano volta a entrar em cena numa prova de circuito mundial de juniores, a decorrer na Corunha, Espanha, já no continente europeu
Domínio “locomotiva” no Engen Maputo Basket O Ferroviário de Maputo, em seniores masculinos, está imparável no Engen Maputo Basket. Nesta terça-feira, voltou a exibir musculatura e levou a melhor sobre o Maxaquene, por 89-61, em desafio da sétima jornada da segunda volta da competição. Os actuais detentores do título estão firmes na luta pela revalidação do ceptro, somando neste momento 24 pontos. O Maxaquene está ainda longe de ser aquele conjunto com argumentos suficientes para contrapor o básquete praticado pelos “locomotivas”.
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a outra partida da jornada, a A Politécnica não teve problemas para ultrapassar o Matolinhas, por 55-34. Esta prova tem sido caracterizada por alguns momentos agradáveis face a entrega dos atletas dentro da qua-
dra. O pouco público, que tem acorrido ao recinto de jogos, tem procurando com aplausos colorir o ambiente competitivo. Em seniores femininos, o domínio do Ferroviário é inquestionável. Apesar do “forcing” do Maxaquene, feito ao longo de alguns períodos do jogo, as “locomotivas” demonstraram muita competência técnica e souberam com inteligência tornear as dificuldades e seguirem para um triunfo convincente de 58-48.
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A margem de dez pontos, a maior para as “locomotivas”, espelha a sua grande capacidade de concretização. Mas antes deste desafio, marcado por equilíbrio, o Costa do Sol ultrapassou o Atlético, por 84-66. As “canarinhas” estão confiantes numa ponta final empolgante e com hipóteses de conquista da prova. Mas atenção que o Ferroviário de Maputo tem um plantel de enorme qualidade e já sonha com a presença no “Nacional”
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Técnico repudia exclusão de futsal dos Jogos Escolares
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Trata-se de Nino Mahanjane que lamenta a inércia da entidade de tutela A não inclusão do futsal nos jogos escolares é um dos maiores erros cometidos pela entidade tutela do Desporto Escolar no país. Nino Jeremias Mahanjane, um dos treinadores com maior número de títulos ganhos na cidade de Maputo, em vários escalões da modalidade, manifesta-se inquieto com esta situação.
I Por: Samuel Sambo
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ara o último treinador a conquistar o campeonato de feminino de futsal, ao nível da cidade de Maputo, há um talento enorme a ser desperdiçado, uma vez que a maior parte dos atletas, em particular feminino, é estudante desaproveitada na maior festa desportiva escolar do País. Mahanjane defende ainda que o futsal tem uma particularidade de ter uma boa imagem e trás uma auto-estima aos praticantes, contribuindo para uma boa prestação ao nível escolar. Recordou que Moçambique já foi representado ao alto nível numa competição mundial, que teve lugar na Colômbia, a menos de cinco anos. Perante este facto questionou o porque de não se apostar nessa modalidade? Na opinião do nosso interlocutor, os jogos escolares podem ser usados como um ensaio para um “Nacional”, colocando todas às províncias a competirem nessa modalidade, uma vez que nunca houve um nacional em feminino. A falta do futsal nos jogos escolares não é a única tristeza para Nino Jeremias Mahanjane ou simplesmente Coa-
ch Nino como é carinhosamente tratado no mundo de futsal. Nino lamentou, por outro lado, à falta de competição a nível da cidade de Maputo, no futsal feminino, desde que conquistou o campeonato da cidade há quatro anos (2014), com a equipa da ADDEEC MOZ, clube que orienta até os dias de hoje, e que conta um total de 25 atletas. Neste capítulo, Nino culpou a Associação de Futebol da Cidade de Maputo que, na sua óptica, não tem contribuído para a realização do campeonato ao nível da capital, obrigando as praticantes de futsal a se refugiarem para o futebol de onze. Nino diz que havendo vontade da associação de futebol da capital do país é possível realizar-se o campeonato de futsal. Por exemplo, os campeonatos organizados pelas universidades públicas e privadas têm-se registado muitas equipas em feminino a exibir uma boa qualidade, algo que demonstra que há vontade dos praticantes em querer desenvolver a modalidade. O treinador revelou que algumas das suas atletas, que praticam o futsal, estão
a participar num campeonato de futebol de onze organizado pela Fundação Lurdes Mutola, conhecido por Copa Mutola, onde se comportam da melhor maneira, destacando-se como as três melhores equipas do campeonato. Quanto ao futsal fomos informados ainda que a equipa da ADDEEC MOZ tem feito intercâmbio com equipas de outras províncias e no mês de Fevereiro passado deslocou-se até Gaza, na cidade de Xai-Xai para disputar uma partida com o Clube de Gaza, onde goleou por (7-à-1) sete bolas a uma. Neste momento, está em negociação uma viagem para a província de Inhambane para a realização de uma partida com a equipa local como forma de rodar as atletas. No fim da nossa conversa, o treinador lançou apelo a Associação de Futebol ao nível da cidade de Maputo e a FMF (Federação Moçambicana de Futebol), para olharem para o género feminino, garantindo que estão a treinar por força de vontade, uma vez que há esperança no seio de grupo de ver o futsal como era antes
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Sexta-Feira , 18 de Maio de 2018
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Bacalhau com natas (com batata frita) Ingredientes: 5 postas médias de bacalhau 1 kg de Batatas lascada e frita 2 cebolas picadas 2 dentes de alhos picados 1,5 de azeite 2 folhas de louro 300 ml de natas 1 copo de leite Sal grosso Noz-moscada qb Pimenta qb
Preparação:
Numa panela com água a ferver, colocam-se a cozer as postas de bacalhau. Depois de cozido, retire e coloque a arrefecer num prato para depois retirar-lhes as peles e espinhas, e desfiá-lo. Entretanto, frite as batatas e reserve.
Ligue o forno. Noutra panela, refogue a cebola, os alhos e as folhas louro no azeite. Depois de bem refogada misture o bacalhau. Tempere o refogado com pimenta e noz-moscada. Junte as natas e deixe apurar um pouco. E por fim, junte, envolvendo, a batata frita.
Massa chinesa Ingredientes: 250grs de massa chinesa cozida 1/3 de chávena de óleo de soja 1 cebola cortada em tiras 2 dentes de alhos laminados ½ pimento verde, pequeno em tiras ½ pimento vermelho cortado em tiras 125 grs de bambú laminado 125 grs de rebentos de soja 125 grs de cogumelos cortados em tiras 500 grs de bife de frango cortados em tiras 1 colher de chá de gengibre em pó 5 colheres de óleo 4 colheres de molho de soja Sal e pimenta qb
Preparação Comece por temperar a carne com sal e pimenta e reserve. Numa frigideira para massa chinesa (Wok ou outra que disponha em casa), leve ao lume com óleo de soja, junte a cebola, os alhos e os pimentos. Deixe refogar um pouco. Junte os cogumelos e deixe refogar mais um pouco. Junte os rebentos de soja e o bambú salteie bem durante cerca de 3 minutos. Junte a massa cozida e envolva bem. Desligue o lume e reserve. Noutra frigideira, aqueça o óleo e junte a carne e deixe fritar o suficiente. Junte o gengibre em pó e metade do molho de soja. Junte este preparado ao anterior, regue com o restante molho de soja e envolva muito bem e sirva quente. Bom apetite!
Pudim de abóbora
Ingredientes:
300 grs Abóbora cozida 1 lata de leite condensado 1 medida de leite fresco 6 ovos 2 colheres de maizena Caramelo feito em casa
Preparação
Num liquidificador, comece por bater a abóbora, o leite condensado, o leite fresco, os ovos e a maizena. Bata muito bem durante cerca de 2 minutos. Verta para a forma caramelizada e leve a cozer em banho-maria du-
rante cerca de 40 minutos. Deixe arrefecer bem e desenforme. Sirva frio.
Caramelo caseiro: Coloque numa panela 1 chávena de açúcar e deixa queimar um pouco. Ao verificar que está a queimar, coloque uma chávena de água para derreter o açúcar, mexa e deixe ficar no ponto que desejar para o seu caramelo. Está pronto Sirva como sobremesa num belo dia de calor
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CULINÁRIA
Pincele um recipiente refractário com azeite e verta o preparado no mesmo. Leve ao forno durante cerca de 45 minutos ou até alourar. Sirva com salada verde misturada com cenoura ripada. Bom apetite!