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Onde Mora a Chama da Esperança
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N°37
Periodicidade Semanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano II Edição nº 37 13 de Abril 2018 Rua da Concórdia nº 49 – 2º Andar Contactos +258 84 57 45 041; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz
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Política
Eleições gerais marcadas para 15 de Outubro de 2019
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HUMULA BEACH RESORT PREMIADO PELO BOOKING.COM Barcos da m EMATUM volta ao alto mar
Ba – Ungulani
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Economia
Niassa sonha eliminar a pobreza
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Desporto
Nyeleti avalia acções desportivas na Zambézia
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Ícones da Terra
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Biografia de Amélia Nakhare
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mélia Muendane Nakhare é uma mulher multifacetada desempenhando actualmente as funções de Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique. É dinâmica, dedicada e com uma folha de serviço de se lhe tirar o chapéu. Tem um currículo invejável construído com muito mérito por ter colocado todas as suas qualidades cognitivas a favor da sua afirmação intelectual. É, acima de tudo, uma mulher de inteligente, audaz e respeitada pelo que faz profissionalmente. Tem uma personalidade forte e é conhecedora do funcionamento da máquina do Estado. Já foi Vice- Ministra da Economia e Finanças, entre Janeiro e Agosto de 2015, e Vice-Ministra da Planificação e Desenvolvimento, entre 2011 e ao longo da sua carreira profissional desempenhou várias funções no Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique, onde se destacam: a de Coordenadora de Estatísticas do Comércio Externo; 1998: Chefe do Departamento das Contas Nacionais e Estudos Económicos; No âmbito da docência goza de uma experiência invulgar, pois em 1986 foi professora de Português, na Escola Secundária das Zonas Verdes; Assistente das Disciplinas de Contabilidade Nacional e Economia Africana na Universidade Eduardo Mondlane; 1999: Assistente da Disciplina de Métodos de Investigação, na Universidade Católica de Moçambique; e 2006:
Docente das disciplinas de Introdução à Economia Política, Microeconomia, Macroeconomia: Representante do INE no Grupo da Escola Superior de Economia e Gestão. Amélia Muendane Nakhare é formada em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane desde 1997 e tem um Mestrado em Administração de Empresas implementação de Políticas do Governo. Foi Directora Nacional de Contas Nacionais e Indicadores Globais no INE; b) Pesquisas 2000: Avaliação dos Índices de Pobreza na Cidade da Beira; (MBA) pela Universidade Católica de Moçambique, concluído em 2015, com distinção no trabalho de final de curso com o tema Avaliação do impacto das Políticas Agrárias na Promoção de Emprego em Moçambique: Estudo de caso na cadeia de Caju (Nampula), Chá (Zambézia), Algodão (Niassa) e Açúcar (Mafambisse). Para além de formação superior, Amélia Muendane Nakhare também obteve certificados ao nível técnico -profissional, tendo feito o Curso de Formação de Professores de Português, pela Faculdade de Educação, entre 1983 e 1984, e o Curso de Peritos Aduaneiros pelo Instituto Comercial de Maputo, entre 1987 foi assessora para Serviços Gerais do INE afecta à Delegação Provincial do INE de Sofala; Consta também no seu percurso,
o exercício de Delegada Provincial de Estatística de Manica; 2007: Vice-Presidente do Conselho Coordenador Provincial do Recenseamento Geral da População e Habitação e Directora do Gabinete Provincial de Manica para o III Recenseamento Geral da População e Habitação; e : Directora Nacional de Integração e Coordenação Estatística no INE. 2001: Sector Informal nas Contas Nacionais; 2004: Desenhou o projecto para o desenvolvimento da mulher denominado o “Ouro”, que se extrai da máquina em apoio a pequenas associações de mulheres; Concebeu vários projectos de agroprocessamento para hortícolas, frutas, condimentos e processamento de cereais; concebeu e desenhou o projecto de estudo socioeconómico da província de Sofala com vista ao desenho de um plano estratégico da província no âmbito da indústria e comércio. Em Setembro de 2015, assumiu a pasta de Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique. Amélia Muendane Nakhare também possui uma extensa experiência profissional na área de docência, e executou várias actividades de pesquisa, de que se destacam: 2008: Analisou os determinantes da produtividade de pequenas associações agrícolas de camponeses face a abertura externa
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A festa dos buracos!
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uitas estradas moçambicanas foram tomadas por buracos intermináveis. Pequenos, médios, grandes, rasos e fundos, as aberturas no asfalto prejudicam o trânsito e, também, quem mora em diferentes zonas suburbanas das principais cidades do país. Como o fluxo de veículos, que passam pelas estradas, é intenso os acidentes facilmente acontecem quase diariamente. Muitas estradas são desniveladas, pneus estouram todos os dias, carros estragam pelo menos duas vezes por semana. Já vi, na cidade de Maputo, uma viatura quase virar quando os pneus caíram dentro de uma cratera dessas. Quando chove, a situação piora ainda mais. Os buracos aumentam e os já
existentes enchem de água, afectando a transitabilidade e tudo se transforma num caos. Fica tudo congestionado e os veículos precisam desviar dos buracões, além do tráfego que fica lento por causa das más condições da via. A manutenção das vias virou uma viragem, porque os remendos não resultam. A areia e o alcatrão que, por vezes, são colocados em cima dos buracos, não resistem ao peso dos camiões, vento e chuva, e rapidamente tudo volta a ser como antes. É uma realidade arrepiante e ignóbil que coloca em risco a segurança dos automobilistas e peões. A situação é agravada por muitos encartados, que se revelam irresponsáveis quando se fazem na via pública, visto que violam conscientemente
FICHA TÉCNICA Sexta-feira: 09 de Fevereiro de 2018
Onde Mora a Chama da Esperança
IMPERDÍVEL Director Editorial Gervásio de Jesus
gervasiodejesus@yahoo.com.br
Redacção Gervásio de Jesus, Mustafá Leonardo e Júlio Saul Colaboradores Samuel Sambo e João Chicote Fotografia Salvador Sigaúque Layout e Paginação Cláudio Nhacutone
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Revisão Linguística Gervásio de Jesus Web master Paulino Maineque Marketing Idolo Endereço Rua da Concórdia nº 41– 2º Andar Contactos +258 84 57 45 041; +258 84 55 27 437 Email: idolorevista@gmail.com/ revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz
MAPUTO - MOÇAMBIQUE
Gervásio de Jesus o Código de Estrada. Se quem de direito não tomar a peito a urgência de resolver as condições das estradas, de nada valerá as campanhas de educação cívica em curso visando evitar os acidentes rodoviários e continuaremos a ser campeões de tragédias. E caso para dizer que os buracos fazem festa e vítimas nas estradas nacionais, perante o olhar cúmplice entidades competentes
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Jet-set Nacional
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á vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça. No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, dizse, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso "jet-set". O "jet-set" como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais. O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante o próximo ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética: Anéis - São imprescindíveis. Fazem parte da montra. O princípio é: quem tem boa aparência é bem aparentado. E quem tem bom parente está a meio caminho para passar dos anéis do senhor à categoria de Senhor dos Anéis O jet-setista nacional deve assemelhar-se a um verdadeiro Saturno, tais os anéis que rodeiam os seus dedos. A ideia é que quem passe nunca confunda o jet-setista com um magaíça, um pobre, um coitado. Deve-se usar jóias do tipo matacão, ouros e pedras preciosas tão grandes que se poderiam chamar de penedos preciosos. A acompanhar a anelagem deve exibir-se um cordão de ouro, bem visível entre a camisa desabotoada. Boas maneiras - Não se devem ter. Nem pensar. O bom estilo é agressivo, o arranhão, o grosseiro. Um tipo simpático, de modos afáveis e que se preocupa com os outros? Isso, só uma pessoa que necessita de aprovação da sociedade. O jet-setista nacional não precisa de aprovação de ninguém, já nasceu aprovado. Daí os seus ares de chefe, de gajo mandão, que olha o mundo inteiro com superioridade de patrão. Pára o carro no meio da estrada atrapalhando o trânsito, fura a bicha, passa à frente, pisa o cidadão anónimo. Onde os outros devem esperar, o jet-setista aproveita para exibir a sua condição de criatura especial. O jet-setista não espera: telefona. E manda. Quando não desmanda. Cabelo - O nosso jet-setista anda a reboque das modas dos outros. O que vem dos americanos: isso é que é bom. Espreita a MTV e fica
Por : Mia Couto*
deleitado com uns moços cuja única tarefa na vida é fazer de conta que cantam. Os tipos são fantásticos, nesses video-clips: nunca se lhes viu ligação alguma com o trabalho, circulam com viaturas a abarrotar de miúdas descascadas. A vida é fácil para esses meninos. De onde lhes virá o sustento? Pois esses queridos fazem questão em rapar o cabelo à moda militar, para demonstrar a sua agressividade contra um mundo que os excluiu mas que, ao que parece, lhes abriu a porta para uns tantos luxos. E esses andam de cabelo rapado. Por enquanto. Cerveja - A solidez do nosso matreco vem dos líquidos. O nosso candidato a jet-setista não simplesmente bebe. Ele tem de mostrar que bebe. Parece um reclame publicitário ambulante. Encontramos o nosso matreco de cerveja na mão em casa, na rua, no automóvel, na casa de banho. As obsessões do matreco nacional variam entre o copo e o corpo (os tipos ginasticam-se bem). Vazam copos e enchem os corpos (de musculaças). As garrafas ou latas vazias são deitadas para o meio da rua. Deitar a lata no depósito do lixo é uma coisa demasiado "educadinha". Boa educação é para os pobres. Bons modos são para quem trabalha. Porque a malta da pesada não precisa de maneiras. Precisa de gangs. Respeito? Isso o dinheiro não compra. Antes vale que os outros tenham medo. Chapéu - É fundamental. Mas o verdadeiro jet-setista não usa chapéu quando todos os outros usam: ao sol. Eis a criatividade do matreco nacional: chapéu ele usa na sombra, no interior das viaturas e sob o tecto das casas. Deve ser um chapéu que dê nas vistas. Muito aconselhável é o chapéu de cowboy, à la Texana. Para mostrar a familiaridade do nosso matreco com a rudeza dos domadores de cavalos. Com os que põe o planeta na ordem. Na sua ordem. Cultura - O jet-setista não lê, não vai ao teatro. A única coisa que ele lê são os rótulos de uíque. A única música que escuta são umas "rapadas e hip-hopadas" que ele generosamente emite da aparelhagem do automóvel para toda a cidade. Os tipos da cultura são, no entender do matreco nacional, uns desgraçados que nunca ficarão ricos. O segredo é o seguinte: o jet-setista nem precisa de estudar. Nem de ter Curriculum Vitae. Para quê? Ele não vai concorrer, os concursos é que vão ter com ele. E para abrir portas basta-lhe o nome. O nome da família, entenda-se. Carros - O matreco nacional fica maluquinho com viaturas de luxo. É quase uma tara sexual, uma espécie de droga legalmente autorizada. O carro não é para o nosso jet-setista um instru-
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OPINIÃO
mento, um objecto. É uma divindade, um meio de afirmação. Se pudesse o matreco levava o automóvel para a cama. E, de facto, o sonho mais erótico do nosso jet-setista não é com uma Mercedes. É, com um Mercedes. Fatos - Têm de ser de Itália. Para não correr o risco do investimento ser em vão, aconselha-se a usar o casaco com os rótulos de fora, não vá a origem da roupa passar despercebida. Um lencinho pode espreitar do bolso, a sugerir que outras coisas podem de lá sair. Simplicidade - A simplicidade é um pecado mortal para a nossa matrecagem. Sobretudo, se se é filho de gente grande. Nesse caso, deve-se gastar à larga e mostrar que isso de país pobre é para os outros. Porque eles (os meninos de boas famílias) exibem mais ostentação que os filhos dos verdadeiros ricos dos países verdadeiramente ricos. Afinal, ficamos independentes para quê? Óculos escuros - Essenciais, haja ou não haja claridade. O style - ou em português, o estilo - assim o exige. Devem ser usados em casa, no cinema, enfim, em tudo o que não bate o sol directo. O matreco deve dar a entender que há uma luz especial que lhe vem de dentro da cabeça. Essa a razão do chapéu, mesmo na maior obscuridade. Telemóvel - Ui, ui, ui! O celular ou telemóvel já faz parte do braço do matreco, é a sua mais superior extremidade inferior. A marca, o modelo, as luzinhas que acendem, os brilhantes, tudo isso conta. Mas importa, sobretudo, que o toque do celular seja audível a mais de 200 metros. Quem disse que o jet-setista não tem relação com a música clássica? Volume no máximo, pelo aparelho passam os mais cultos trechos: Fur Elise de Beethoven, a Rapsódia Húngara de Franz Liszt, o Danúbio Azul de Strauss. No entanto, a melodia mais adequada para as condições higiénicas de Maputo é o Voo do Moscardo. Última sugestão: nunca desligue o telemóvel! O que em outro lugar é uma prova de boa educação pode, em Moçambique, ser interpretado como um sinal de fraqueza. Em Conselho de Ministros, na confissão da Igreja, no funeral do avô: mostre que nada é mais importante que as suas inadiáveis comunicações. Você é que é o centro do universo! Mia Couto* ( artigo partilhado)
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Eleições gerais marcadas para 15 de Outubro de 2019 O Presidente da República, Filipe Nyusi, marcou, através de Decreto Presidencial, para 15 de Outubro de 2019, num único dia, a realização das eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais em todo o país.
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s moçambicanos que vivem no estrangeiro também vão votar no mesmo dia 15 de Outubro, indica um comunicado da Presidência da República. O documento refere que, nos termos da alínea d) do artigo 159 da Constituição, conjugada com o número 1 do artigo 6 da Lei 12/2014, de 23 de Abril, e com o número 1 do artigo 6 da Lei 11/2014, de 23 de Abril, o Chefe do Estado determinou a realização das eleições gerais e das assembleias pro-
vinciais sob proposta da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e ouvido o Conselho do Estado, nos termos da alínea d) do artigo 166 da Lei fundamental do país. Refira-se a marcação da data para as eleições gerais, do próximo ano, acontece numa
altura em que o Presidente da República, Filipe Nyusi, já submeteu à Assembleia da República a proposta de descentralização, resultante dos consensos alcançados no processo de diálogo sobre a paz com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama
Duzentos mil eleitores já estão inscritos em Sofala
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Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) faz um balanço positivo das primeiras semanas de recenseamento eleitoral, em Sofala. Decorridas três semanas do processo, os dados oficiais indicam que, naquela província, já foram inscritos, nos cinco distritos autárquicos, cerca de 211 mil eleitores, correspondentes a cerca de 33% do número de eleitores previstos por inscrever, que é de cerca de 610 mil. O distrito de Gorongosa lidera o registo de eleitores, com mais de 33 mil inscritos, quase a metade do número previsto. Seguemse depois as cidades da Beira e Dondo. O STAE, que faz uma avaliação positiva do processo, diz estar satisfeito com os resultados. O director do STAE em Sofala, Jorge Donquene, garantiu, por outro lado, que os problemas técnicos registados nos primeiros dias deste processo de recenseamento já foram ultrapassados
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Moçambique e Turquia estreitam cooperação parlamentar Os Parlamentos moçambicano e turco pretendem cooperar para estreitar as relações de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois povos e países.
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vontade foi expressa esta terçafeira, dia 10 de Abril de 2018, em Maputo, pela Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, depois de ter recebido, em audiência de cortesia, a Embaixadora da Turquia em Moçambique, Zeynep Kililtan. Segundo Macamo, o estabelecimento do entendimento parlamentar foi sublinhado pela diplomata turca em Moçambique, vontade que poderá ser concretizada através da assinatura de um memorando de entendimento ou protocolo de cooperação.
Durante a audiência, diz um comunicado do Parlamento, Verónica Macamo e Zeynep Kililtan abordaram o actual estágio das relações de cooperação existente entre os dois países, tendo Macamo enaltecido o apoio que a República da Turquia tem prestado ao Estado moçambicano, através de investimentos nas diversas áreas de
cooperação. A Turquia faz parte dos 10 maiores investidores em Moçambique e investe, actualmente, pelo menos 270 milhões de dólares. Os investimentos turcos abrangem as mais diversas áreas, entre as quais o turismo, a energia, a agricultura, infra-estruturas e a mineração
Líderes carismáticos devem governar com exemplo - defende Fátima Mimbire activista social,
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Por: Samuel Sambo
A activista social Fátima Mimbire defendeu há dias que os líderes carismáticos devem governar com exemplo. Mimbire, que falava esta semana na sequência da detenção do antigo presidente do Brasil Lula da Silva, A prisão do ex-chefe de Estado do Brasil está relacionada com um dos processos da “Operação Lava Jato”, o maior escândalo de corrupção do Brasil. Lula da Silva foi condenado por ter recebido um apartamento de luxo como suborno da construtora OAS em troca de favorecer contratos com a petrolífera estatal Petrobras e sentenciado a 12 anos e um mês de prisão.
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Para activista social, a detenção do antigo presidente do Brasil demonstra que a justiça brasileira tem um mecanismo para agir independentemente do “status” social e posição financeira do cidadão. Isso demonstra que ela tem uma missão a cumprir e isso os torna diferentes da nossa justiça. Enquanto o nosso Presidente do Tribunal Supremo continuar a ser indicado pelo Presidente da República isso por si só já é uma receita para a submissão. Para Fátima Mimbire, o Brasil não está a fazer nada de novo, mas a grande lição queʺ fica é que quando você se propõe a chegar ao poder e vende para o povo a ideia de integridade de transparência tem que manter a postura integra e transparente”
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Frelimo lança festividades dos 50 anos do II Congresso A Frelimo na cidade de Maputo procedeu, hoje, ao lançamento das comemorações dos cinquenta anos do Segundo Congresso.
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oaquim Chissano, Presidente Honorário do partido no poder, disse que os objectivos para os quais foi realizado o congresso devem estar patentes em cada um dos moçambicanos. De 20 a 25 de Julho de 1968, o partido Frelimo realizava o seu Segundo Congresso e o primeiro em solo pátrio. O também chamado congresso da vitória, realizado em Matchedje, na província do Niassa, ditou as linhas de governação do partido, e que foram culminar com a libertação do país. Numa reunião, realizada esta semana e dirigida por Joaquim Chissano, Presidente Honorário da Frelimo, aos camaradas foram-lhes transmitidos o sentido da essência do II Congresso. Durante o encontro, Chissano reforçou a necessidade de firmeza dos camaradas, sob risco de estes não saberem definir a sua identidade partidária, caso não conheçam
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os princípios que guiam o partido. Para Chissano, é importante que os objectivos definidos no II Congresso continuem a ser respeitados hoje, cinquenta anos depois. Fizeram parte do lançamento das festividades, membros da Frelimo e convidados. A Frelimo vai realizar uma série de actividades a nível nacional para marcar as festas
dos cinquenta anos do II Congresso do partido no poder. Refira-se que o Segundo Congresso da FRELIMO reelegeu Eduardo Mondlane a presidente do partido, papel que não exerceu por mais tempo, pois a 3 de Fevereiro do ano seguinte veio a perder a vida na vizinha Tanzania, vítima de um ataque bombista
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Niassa sonha eliminar a pobreza CONFERÊNCIA DE INVESTIDORES COM RESULTADOS IMEDIATOS Pouco mais de 104 milhões de dólares norte-americanos é o balanço imediato da conferência de investidores do Niassa, que decorreu na capital provincial, Lichinga. O montante, segundo o Governador do Niassa, Arlindo Chilundo, vai financiar nove projectos.
I Por: Redacção “Isto é uma reacção imediata daqueles que já se familiarizaram com Niassa. Entendemos que não é possível que quem aqui vem pela primeira vez faça imediatamente um cometimento. Por isso, estamos esperançosos que nos dias que vêm possamos ter muito mais cometimentos”, disse Chilundo. Num evento que juntou cerca de 364 participantes, incluindo o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, o Governador de Niassa disse que “a província tem recursos naturais abundantes. E mesmo os humanos também existem, não obstante a necessidade da sua contínua e permanente formação, pois o sucesso da luta contra a pobreza centra-se no próprio homem.” As preocupações prementes da província do Niassa, centram-se nas infra -estruturas, que já estão em construção, para além de que vários incentivos como fiscais e outros que o Estado moçambicano está continuamente a aprimorar, através de várias leis, também são uma realidade na província mais extensa do país. Segundo Chilundo, o evento foi iluminado por apresentação e discussão de 16 temas, incluindo o que versa sobre “como e onde podemos ir buscar dinheiro para investirmos nas diferentes áreas de desenvolvimento. Isto é muito importante, sobretudo para os nossos empresários no Niassa”, afirmou, ressaltando, com satisfação, que “mesmo perante as dificuldades que temos é possível fazer negócio lucrativo em Niassa.”
A flexibilização na atribuição de terra para investimento foi um dos aspectos que polarizou os debates durante a conferência. “Estamos preparados para isso. Temos instituições a trabalhar dia e noite para que haja uma facilitação contínua do acesso a terra.” Tranquilizou aos investidores que o Governo de Niassa continuará a primar pela celeridade na tramitação de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) para tornar o investimento mais seguro. “Queremos melhorar o ambiente de negócios, removendo as barreiras ao investimento e o burocratismo, para que haja mais investidores.” O Plano Estratégico do Niassa 2018 – 2029 (PEN 2029) recomenda o zoneamento de vários distritos para facilitar investimentos em Niassa de forma sustentável. “Temos que saber onde é que vamos praticar a agricultura, por exem-
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plo.” “Gostaríamos que ao fim da vigência do PEN 2029 nos orgulhemos de termos feito algo em prol do desenvolvimento da província,” disse. Instituições como o FMI, BAD e Banco Mundial estiveram representadas na conferência. “Contamos com elas nas várias frentes de actuação para se catapultar o desenvolvimento do Niassa”, disse Arlindo Chilundo. A província do Niassa ostenta um vasto leque de potencialidades naturais favoráveis para catapultar um desenvolvimento económico e social rápido e sustentável. Contudo, ainda se depara com inúmeros desafios sobretudo o défice de infra-estruturas básicas a nível social e económico, influenciando sobremaneira para uma lenta atracção de investimentos e financiamentos, fora de possuir elevados níveis de pobreza
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Instituições financeiras penalizadas O Banco de Moçambique, BM, multou quinze instituições financeiras que operam no território nacional por violações à legislação do sector.
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m comunicado divulgado nesta terça-feira, na sua página de Internet, o Banco Central refere que as multas ascendem os 158 milhões de meticais e foram aplicadas para sancionar sobretudo infracções à Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo. Há uma parcela residual – cerca de dois milhões e meio de meticais – relativa a outro tipo de incumprimentos. No comunicado, o Banco Moçambique não detalha os motivos de cada uma das penas, referindo apenas que dizem respeito, quase na totalidade, aos exercícios de 2015 e 2016. O maior valor em multas foi aplicado ao Banco Único, num total de 32,8 milhões de
meticais, por contravenção prevista na Lei n.º 14/2013, de 12 de Agosto (Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e -Financiamento ao Terrorismo). Quanto aos dois maiores bancos do país, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) foi multado em 24,2 milhões de meticais, enquanto o Millennium Bim foi sancionado em 24 milhões de meticais. O Banco de Moçambique aplicou também multas de 24 milhões de meticais cada aos bancos Moza e Barclays. De acordo com a fonte, o Banco Mais e o UBA têm 12 milhões
de meticais de multa cada. O BM penalizou igualmente o Capital Bank em 3,2 milhões de meticais, e o Banco Oportunidade em 800 mil meticais. Um conjunto de seis instituições (Ecobank, Letshego, Vodacom M Pesa, Carteira Móvel, Cooperativa do Limpopo, BancABC) foi multado por outros incumprimentos, com as sanções a rondar um milhão de meticais. É a primeira vez que o banco central publica uma lista de instituições financeiras multadas por infracções. (RM/ Notícias)
BM reduz taxas de juro
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Banco de Moçambique voltou a reduzir as taxas de juro. O anúncio foi feito esta quarta-feira, em Maputo, em conferência de imprensa pelo Governador do Banco Central, após a reunião do Comité de Política Monetária. Rogério Zandamela justifica a redução das taxas de juro de política monetária com o comportamento favorável do indicador de inflação. O Governador do Banco de Moçambique anunciou ainda a abertura do acesso à compra de combustíveis, que era exclusivo para dois bancos comerciais, entre as medidas tomadas para fazer face à volatilidade do mercado cambial. Rogério Zandamela indicou ainda que o Banco Central continua prudente na condução da política monetária face aos riscos subjacentes às perspectivas da inflação. O governador do Banco de Moçambique alertou que, a nível interno, mantém-se o risco associado à sustentabilidade da dívida pública, bem como às incertezas quanto à evolução dos preços dos bens administrados
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EM ASSEMBLEIA GERAL
CTA aprova relatório de actividades A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), reunida na sua XXIII Assembleia Geral, realizada no dia 6 de Abril 2018, na Cidade de Maputo, aprovou, por unanimidade e aclamação, o relatório de actividades e de contas referente ao exercício económico 2017.
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relatório destaca a realização das principais actividades estratégicas da CTA, nomeadamente a monitoria da Matriz de Reformas, dos Conselhos de Monitoria do Ambiente de Negócios, das Missões Empresariais, da reunião anual dos CEP´s, fortalecimento do Provedor do Empresário e auscultação a nível provincial sobre as reformas. As actividades da CTA em 2017, perseguiram vários objectivos, entre eles, prosseguir com o Diálogo Público-Privado conducente às reformas para a melhoria do ambiente de negócios, retomar os fóruns de melhoria do ambiente de negócios (CMAN e CASP), fortalecer o movimento associativo a nível nacional através da capacitação institucional, aumentar a presença nas províncias e actuação do Provedor do Empresário, criar um serviço de apoio ao empresário, prosseguir com a melhoria da gestão interna da CTA. Neste contexto, o balanço das actividades é positivo, com a realização das principais actividades estratégicas da CTA, nomeadamente a mo-
nitoria da Matriz de Reformas, realização dos Conselhos de Monitoria do Ambiente de Negócios, das Missões Empresariais, da reunião anual dos CEP´s, fortalecimento do Provedor do Empresário e auscultação a nível provincial sobre as reformas. No âmbito do DPP, em 2017 registouse melhorias, tendo sido realizados 112 encontros ao nível dos pelouros, 39 com o ponto focal e 21 com ministros e/ou vice-ministro. No geral, a avaliação é positiva sendo notável um maior dinamismo das actividades para melhoria do DPP. Realizou-se um total de 117 encontros contra 106 registados no ano 2016, o que corresponde a um in-
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cremento de 62,3%. Para além dos encontros realizados com os pelouros, foram levadas a cabo acções para o reforço do DPP, através da realização de eventos que sustentam e/ou servem de monitoria das reformas da Matriz Central, sendo de destacar a realização de três CMANs, CASP, implementação de seis reformas da responsabilidade do sector privado para 2016-2017, realização de três encontros de reflexão (Business Breakfast) entre os sectores, capacitação dos actores do DPP sobre o Manual do DPP através de um seminário sobre advocacia e “lobby” dos actores do DPP na província
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Provedor do Empresário anulou multas acima de 23 milhões MZN
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o que concerne à assistência técnica ao empresário, foram atendidos 17 casos, entre reclamações e pedidos de parecer. Dentre estes, oito casos foram atendidos e tramitados, dos quais foram reclamadas três multas, que, com a intervenção da CTA, foram posteriormente perdoadas, resultando assim num impacto positivo para as empresas. Com a intervenção do Provedor do Empresário, foram evitadas multas no valor de 23.312.000 meticais. Há ainda a destacar um caso referente à alteração da modalidade de fornecimento de energia eléctrica para uma fábrica de processamento de bananas, que foi concluído com sucesso, procedendo à alteração da facturação normal para a agrícola, resultando numa baixa considerável dos custos de produção da mesma. Por forma a criar um maior dinamismo na assessoria ao empresário, em Agosto de 2017, o Conselho Directivo da CTA criou o Gabinete de Apoio Empresarial (GAE). No campo das relações institucionais, em 2017, a CTA assinou
11 memorandos de entendimentos com parceiros, dos quais três internacionais, nomeadamente Grupo CWC, The Ethic Institute e o Clube de Negócios da França. Com vista a melhorar a capacidade de prestação de serviços, houve reforço do quadro pessoal e algumas movimentações internas. Para garantir uma efectiva implementação dos memorandos assinados, perspectiva-se a descentralização da implementação às federações.
AT apreende pontas de marfim
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Autoridade Tributária, procedeu nesta quinta-feira, no Terminal Internacional Marítimo de Maputo (TIMAR), a apreensão de pelo menos uma tonelada e meia de pontas de marfim, disfarçadas de garrafas plásticas prensadas para reciclagem. Esta é considerada uma das maiores apreensões já ocorridas no país. A mercadoria ora apreendida estava empacotada num contentor de 40 pés, com destino o continente asiático, concretamente Camboja, segundo o despacho de Exportação. Nunca se tinha visto nada parecido antes. As Alfândegas de Maputo estão a fazer diligências para identificar e responsabilizar os autores desta operação. Segundo o assessor de imprensa da Autoridade Tributária, o proprietário da mercadoria já foi notificado. As pontas de marfim apreendidas correspondem ao abate de aproximadamente noventa elefantes.
Os Conselhos Empresariais Provinciais realizaram várias actividades ao nível das províncias, visando garantir o Diálogo Público-Privado provincial e divulgação de diversas oportunidades de negócios a nível local, através de feiras, seminários, fóruns de investimento. No âmbito da descentralização da CTA para os distritos, foram estabelecidos os Conselhos Empresariais Distritais (CE’s) que fazem uma estreita ligação com os CEP’s
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MITADER proíbe exploração de seis espécies de madeira
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O Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural emitiu, semana finda, um despacho que estabelece novas regras e limites para a exploração e exportação de madeira no país, com destaque para as do tipo preciosa.
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e acordo com o despacho, desde o dia 29 de Março último, data da entrada em vigor da nova directiva, está vedada a exploração e recolha de madeira das espécies Pterocarpus tinctorius, mais conhecido por Nkula, Swartzia madagascariensis Pauferro e Combretum imberbe Mondzo. Ainda no quadro das proibições para este ano, o despacho determina que “não será permitida a exportação de madeira das espécies Chanfuta, Umbila e Jambire”, três espécies que serão licenciadas apenas para abastecer o mercado interno. Segundo as novas regras, a exportação
de madeira de espécies nativas só será autorizada a operadores devidamente certificados pelo MITADER, desde que cumpra critérios específicos, nomeadamente, “Apresentação do Plano Anual de Exportação” e o “Cumprimento dos critérios de estabelecimento de indústria”. Refira-se que, segundo os resultados do IV Inventário Florestal Nacional, Moçambique regista uma redução das espécies
Umbila, Jambire, Pau-ferro e Mondzo, facto que pode ter sido determinante para às imposições das medidas ora tomadas. Sobre o Nkula, “os mesmos resultados indicam que não foram encontrados volumes comerciais”. Sobre a madeira abandonada, o despacho determina que será recolhida, exclusivamente pelo Estado, devendo também reverter a favor exclusivo deste
Novos máximos para exploração e exportação Para o ano em curso, o MITADER determina que o volume máximo de madeira para a exploração é fixada em 350 mil metros cúbicos, o que representa a metade dos volumes submetidos até ao final do 1º trimestre, estimados em 600 mil metros cúbicos. Tendo em conta os limites fixados, o MITADER diz que “só serão licenciados operadores em regime de licença simples e concessão florestal após a vistoria dos seus equipamentos e do potencial da área, com assistência dos Órgãos Centrais”. No que diz respeito a exportações, o novo regulamento fixa em 436 mil metros cúbicos o limite máximo de madeira serrada, produtos semi-acabados e acabados, para este ano
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BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE
UM INSTRUMENTO DINAMIZADOR DO SISTEMA FINANCEIRO E DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
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Australiana MRG Metals vai explorar areias pesadas A MRG Metals assinou um acordo de princípio com a empresa igualmente australiana Sofala Resources Pty Ltd para adquirir três concessões em Moçambique para a exploração de areias pesadas, informou a empresa em comunicado.
I Por: Redacção
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acordo assinado estipula que a MRG Metals dispõe de três meses para fazer as diligências necessárias para averiguar a qualidade dos depósitos de areias pesadas e que se pretender avançar com o negócio, uma vez findo aquele prazo, tem de pagar aos vendedores 100 mil dólares e 175 milhões de acções e igual número de opções. A MRG Metals terá ainda de entregar à Sofala Resources Pty Ltd, mais 720 milhões de acções em função do cumprimento de determinadas metas de desenvolvimento
do projecto. O presidente executivo da empresa australiana, Andrew Van Der Zwan, afirma no comunicado que a empresa analisou mais de 70 possíveis negócios ao longo dos últimos meses, “tendo esta aquisição potencial para responder aos objectivos estabelecidos à partida. “ A concessão denominada Corredor (Central e Sul) é a mais avançada das três, sendo as outras duas Marão & Marruca e Linhuane, todas na província de Gaza, abrangendo uma área de 387 quilómetros quadrados.
O comunicado salienta que a concessão Corredor fica próximo dos depósitos de areias pesadas Corredor 1, que está a produzir anualmente 500 mil toneladas de ilmenite, 35 mil toneladas de zircão e 10 mil toneladas de concentrado de rútilo. A concessão Marão e Marruca é a maior das três, com uma área de 491 quilómetros quadrados, ficando localizada a cerca de 50 quilómetros da costa do Índico, sendo a concessão Linhuane a mais pequena de todas, com 113 quilómetros quadrados localizados junto à costa
Barcos da EMATUM voltam ao alto mar O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, revelou que os barcos da EMATUM voltam a operar este ano. Do Rosário, que falava durante o debate no parlamento sobre a Conta Geral do Estado referente a 2016, acrescentou que o projecto será implementado pela Tunamar, uma empresa criada pela EMATUM e pela Frontier Services Group, pertencente ao investidor norte-americano Erik Prince. O Primeiro-Ministro não especificou sobre o fim do uso das embarcações, mas diz que não será a Ematum a colocar os barcos a funcionar. A operacionalização das embarcações estará a cargo da Tunamar, no âmbito de uma parceria entre a Ematum e a Frontier Services Group, que é uma empresa de segurança, aviação e logística com foco em África, fundada e liderada por Erik Prince. A entrada da actividade dos barcos da Ematum é a materialização do objectivo anunciado em Dezembro de 2017, pelo empresário Prince, de investir no sector pesqueiro nacional através da Ematum. “Foi constituída a empresa a empresa Tunamar, que resulta de uma parceria entre a Ematum e a empresa Frontier Services Group, que irá assegurar a operacionalização total dos barcos, ainda no presente ano”, disse Carlos Agostinho do Rosário. O primeiro-ministro explicou, por outro lado, que enquanto as dívidas ocultas, estiverem a ser investigadas pela justiça, o Governo não tem estado a pagar os empréstimos
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Humula Beach Resort premiado pelo Booking.com A edição 2017 do Guest Review Awords, do Site Internacional Booking.com, premiou o Humula Beach Resort & Spa, como um dos melhores destinos turísticos no concernente a qualidade de serviços, com pontuação de 9.6, numa avaliação de zero a dez.
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rata-se de um hotel do tipo Resort, localizado na vila da praia do Bilene, também conhecido por Humula 2. O director do Resort, Hendrik Pott, falando à Ídolo, caracteriza a classificação do ranking do Booking. com como “um estímulo para continuar a prestar os melhores serviços”. Aliás, Hendrik Pott fez saber que um dos objectivos do momento é atrair um outro segmento de mercado, pelo que a premiação do booking.com significa bastante, porque permite que a unidade seja exposta a um vasto leque de pessoas que são membros do booking.com, por conseguinte é uma mais-valia.
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Outro aspecto que torna o Humula apetecível tem a ver com design do Resort, a qualidade da comida, a localização e pelo facto de beneficiar de uma praia limpa, segundo o olhar directivo de Hendrik Pott. “Sem dúvidas que os sonhos não terminam por ai. O projecto é melhorar, garantir conforto e acesso a internet a partir de todas as áreas do Resort”, sublinhou a finalizar. O Humula Beach Resort & Spa faz parte das instâncias do grupo Humula e foi inaugurado em 2014, pelo então Presidente da República, Armando Emílio Guebuza. É um hotel de quatro estrelas, embora ti-
vesse sido sugerido pelo Instituto Nacional de Turismo para ser cinco estrelas. Porém, os gestores recusaram a 5ª estrela, preferindo ser quatro estrelas e oferecer serviços de cinco estrelas. O booking.com é uma das maiores empresas de e-commerce do mundo no ramo de viagens, com escritórios em 70 países, providenciando aos viajantes a maior selecção de alojamentos e casas. O website e aplicações do booking.com estão disponíveis em mais de 40 idiomas, com mais de 1.700 milhão alojamentos de 130.619 destinos turísticos de 227 países
BCI chega a Muidumbe
Banco Comercial e de Investimentos (BCI) procedeu nesta sexta-feira, dia 13, ao lançamento da primeira pedra da futura Agência de Muidumbe, no distrito com o mesmo nome, situado a norte da província de Cabo Delgado, num evento enquadrado na visita de trabalho que o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, efectua à província de Cabo Delgado. A decisão da abertura de mais uma Unidade de Negócio do BCI naquele ponto do país insere-se no âmbito do Projecto “Um Distrito um Banco”, lançado pelo Chefe de Estado, e tem como objectivo dotar todos os distritos do País de cobertura bancária até final de 2019
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BNI e Emose selam parceria O Banco Nacional de Investimento (BNI) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), assinaram esta quarta-feira, em Maputo, um acordo comercial e de parceria estratégica, que visa o provimento de serviços/produtos de seguros da EMOSE aos clientes do BNI, proporcionando-lhes uma oferta one stop shop, cujas principais vantagens são a concentração de seguros, a celeridade, e a flexibilidade no pagamento de prémios, cobertura e pagamento de benefícios diversos.
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BNI e a EMOSE, ambas detidas pelo IGEPE em representação do Estado moçambicano, pretendem ainda com esta parceria, criar sinergias para o desenvolvimento e introdução de novos produtos financeiros de apoio e facilitação de acesso ao financiamento por parte de Pequenas e Médias Empresas (PME), nomeadamente, a introdução de um seguro agrícola para a colateralização de operações de financiamento ao agronegócio contribuído deste modo
para a redução das taxas de juro aplicadas ao sector, seguro de garantia PME para colateralizacão das operações de financiamento às PME’s, o que também contribuirá sobremaneira para a redução das taxas de juro, facilitando de igual modo o acesso ao crédito por parte deste segmento empresarial que constitui a base do tecido empresarial nacional. Ainda no âmbito de introdução de novos produtos, o BNI e a EMOSE, ao abrigo da parceria comercial, pretendem criar um fundo para a introdução de um seguro para cobertura dos riscos de paralisação de actividades ou de incumprimento de certas obrigações em momentos de crise ou de ocorrência de
movimentos, variações e/ou eventos adversos no mercado, minimizando assim o número de falências nesses momentos de crise. Com o protocolo, os clientes do BNI, da EMOSE e de outras empresas em geral, passam a beneficiar de uma oferta alargada, integrada e combinada de produtos e serviços financeiros e de seguros oferecidos pelo BNI e pela EMOSE, em termos e condições competitivas. Rubricaram o instrumento, pelo BNI, Dr. Tomás Matola, - Presidente do Conselho de Administração do BNI, e o Eng. Joaquim Maqueto Langa, Presidente da Comissão Executiva da EMOSE
Mulheres da CPLP já podem investir no país Mulheres empresárias dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão poder beneficiar de uma linha de crédito para investimentos em Moçambique. A abertura da linha de crédito faz parte do memorando de entendimento assinado, em Maputo, pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e a Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP. Segundo o presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, as mulheres empreendedoras vão poder ter acesso a serviços especiais do banco. “Este protocolo cria condições especiais para as empresas ou mulheres que sejam nossas clientes no acesso ao crédito e aos nossos produtos. Tentamos ir de encontro às necessidades das mulheres empreendedoras moçambicanas e também para as demais nos países da CPLP que decidam investir em Moçambique e que recorram à nossa instituição”, disse o PCE do BCI. Por sua vez, Maria de Assunção Abdula, representante da Federação das Mulheres
Empresárias e Empreendedoras da CPLP, referiu que esta linha de crédito vai ajudar no desenvolvimento do empreendedorismo feminino. “Vamos poder dar apoio às mulheres. As mulheres precisam de financiamentos e de boas condições para suportarem os seus negócios. É um bom acordo que beneficiará a todas mulheres empresárias e empreendedoras”, disse Maria de Assunção Abdula. A parceria foi formada durante o “Chá Só Para Elas”, um evento organizado pelo BCI,
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que reúne mulheres de diferentes estratos socias, desde as empreendedoras, actvistas socias e educadoras. O evento tem como objectivo debater a importância do papel das mulheres no desenvolvimento socioeconómico, esta foi a terceira edição da iniciativa. O “Chá só para elas” contou com a participação da Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, representantes do corpo diplomático acreditado no país e de instituições públicas e privadas
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Governo aprova reajuste salarial O governo moçambicano aprovou esta semana um reajuste salarial para todos os sectores de actividade, incluindo a Função Pública. A nova tabela salarial foi aprovada durante a sessão semanal do Conselho de Ministros, que teve lugar esta terça-feira, em Maputo.
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o caso dos funcionários de Estado, o reajuste varia de quarto a nove por cento, segundo a Ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua. Falando a jornalistas no final da sessão, Namashulua, frisou que o aumento salarial representa um exercício difícil devido a conjuntura económica que o país vive actualmente. Por isso, destacou a necessidade para a adopção de medidas de austeridade, através da redução de gastos em combustíveis, ajudas de custo e um maior controlo na atribuição de bónus referentes às horas extraordinárias. “Chegou-se a conclusão que teríamos taxas diferentes para os níveis inferiores (professores do ensino primário, enfermeiros e auxiliares técnicos de saúde, assistente técnico de saúde, guardas policiais e serviço cívico e para as Forças de Defesa e Segurança) e também superior” afirmou a Ministra, explicando que no primeiro caso o aumento será de nove por cento e no segundo, quatro por cento. “Referir que este exercício não foi fácil pelo facto de estarmos numa situação não muito boa em relação a nossa economia. Ainda há muitas fragilidades. Temos poucos fundos e estes devem ser partilhados para que, efectivamente, a nossa função pública e outros sectores possam funcionar” , reiterou. Em Moçambique, o reajuste salarial é feito por sectores de actividade. Para o sector Um, que engloba a Agricultura, Pecuária Caça e Silvicultura, segundo a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, o aumento foi de 3,61 por cento, tendo passado de 3.183 meticais para 3.298 meticais (um dólar equivale a cerca de 50 meticais ao câmbio corrente). No sector dois, que abarca a Pesca Indus-
trial e Semi-industrial o reajuste foi de nove por cento, partindo de um mínimo de 3.500 meticais para 3.815 meticais. Nesta componente existe também o subsector de Kapenta que conheceu um aumento de 12,5 por cento, tendo passado de 3.000 meticais para 3.350 meticais. No caso do sector três, que cobre a Indústria de Extracção Mineira, o aumento foi de 10 por cento para as grandes companhias, saindo de um mínimo de 5.643 meticais para 6.314 meticais, e para as pequenas companhias o reajuste foi de 8,11 por cento, tendo passado dos 4.539 para 4.907,17 meticais. O subsector das salinas teve aumento de sete por cento, saindo de um mínimo de 4.176 para 4.476,00 meticais. Para a Indústria Transformadora (sector quatro), a percentagem foi de oito por cento, tendo passado dos 4.815 meticais para 5.200 meticais, enquanto o subsector de panificação, o reajuste foi de 5,15 por cento, saindo de um mínimo de 3.790 meticais para 3.985
meticais. O sector cinco (Electricidade, Gás e Água) está subdividido em dois subsectores, sendo um das grandes companhias que teve um aumento de 11,75 por cento, saindo de 5.402 para 6.037 meticais e o outro de pequenas companhias teve também um aumento na ordem de 11,75, tendo passado de 4.851, meticais para 5.421 meticais. Sector seis (Construção Civil) teve um reajuste de nove por cento, passando dos actuais 4.483 meticais para 4.887 meticais O Sector Sete (Serviços não Financeiros) conheceu um aumento de oito por cento, saindo de 4.676 meticais para 5.050 meticais. O sector oito (Serviços Financeiro, Bancos e Seguradoras) teve o aumento de 8,70 por cento, passando dos 8.050 meticais para 8.750 meticais. O subsector de micro -finanças teve um reajuste de 2,59 por cento, saindo de 7.800,00 meticais para 8.400 meticais. O sector nove é o da Função Pública
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Isaura Nyusi apela a vacinação de crianças
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Isaura Nyusi, Esposa do Presidente da República, procedeu nesta segunda, em Lichinga, província do Niassa, ao lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo e Rubéola. Com notável afluência do público, dirigentes, líderes comunitários, profissionais da Saúde, o evento foi testemunhado por Nazira Abdula, Ministra da Saúde.
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a sua intervenção, Isaura Nyusi apelou para maior adesão por parte dos pais, encarregados e responsáveis pelas crianças no sentido de levarem todas as crianças dos 0 a 14 anos de idade para a vacina contra Sarampo e Rubéola. A dirigente acrescentou que a campanha vai decorrer em duas fases, sendo a primeira
de 09 a 15 de Abril a abranger as províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula e da Zambézia, e a segunda fase de 21 a 27 de Maio de 2018 nas províncias de Tete, Sofala, Manica, Inhambane, Gaza, Maputo e Maputo Cidade.
Durante o evento, para além de actividades culturais foi feita uma exposição sobre os serviços oferecidos na Saúde, bem como de boas práticas tendentes a uma boa nutrição
Centro de medicamentos com problemas higiénicos
Helena Taipo, Governadora de Sofala, ficou desapontada com a situação A Governadora de Sofala, Maria Helena Taipo, mostrou a sua insatisfação por ter constatado que o Centro Provincial de Medicamentos tem sujidade interna e externa, um autêntico atentado à saúde pública, que contraria, de certa forma, o lema do Ministério da Saúde.
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aipo relatou que no local há vestígios de imundície que impede classificação para os gestores e não só, assim como os visitantes que à primeira vista podem não acreditar que estão perante profissionais da Saúde. “Vim para aqui compreender sobre como está sendo feita a gestão, e ver o grau do de-
sempenho”, disse. Por outro lado, Maria Helena Taipo, disse há dias que manteve reunião com os Administradores Distritais e parte deles mostraram preocupações sobre como tem sido feita a distribuição dos fármacos nos últimos meses, pese embora os gestores tenhamse justificado haver falta de transporte, há que se melhorar.
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“Não é bonito termos armazém cheio de medicamentos, e os distritos ficarem penalizados. Estou desapontada porque o armazém está cheio de poeira, casas de banho imundo, lixo ao redor, capim entre outras coisas”, sublinhou Taipo. Perante aquela situação, a governante apelou à inversão do cenário e deu três dias para que se mantenha assiduidade
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Vamos acabar com casamentos prematuros - apelam dirigentes do governo de Sofala disse que ninguém deve abusar de certa forma a Rapariga, e os infractores devem ser exemplarmente punidos. Já a Secretária Permanente da Província de Sofala, Augusta Maita, falando em entrevista, disse que as Mulheres já estão a contribuir para a pacificação do nosso país, e uma das formas mais claras de fazer isso é trabalhando. "As mulheres são trabalhadoras e é trabalhando que têm estado a contribuir, não só através do trabalho que têm estado a fazer, mas através da mobilização a todos os níveis, nas famílias, no local de trabalho nas escolas", disse. Já a Secretária Provincial da O MM, Zaia Miquitaio, destacou o contributo da Mulher no crescimento do país e na paz efectiva. "Apelo às mulheres para que a paz efectiva inicie nas nossas famílias através do diálogo, se conseguirmos fazer isso também vamos ter a paz efectiva na sociedade", sublinhou.
O Administrador do Distrito da Beira, João Oliveira, apelou à toda sociedade, por ocasião do 7 de Abril, no sentido de denunciar casos de casamentos prematuros, e os seus autores, e abuso sexual da Mulher e da Rapariga em particular, que se aproveitam justificar que a tradição e a religião manda, pois esses actos retardam o desenvolvimento. "Quando uma rapariga se casa na tenra idade, perdermos uma governante, enfermeira, administradora, médica, professora, em suma uma que deveria servir a sociedade" , disse. O Administrador do Distrito da Beira
Mesquita quer mais frequências do Metrobus O ministro dos Transportes e Comunicações, diz ser necessário que o Metrobus, passe a funcionar de forma pendular, ou seja, ter vários horários disponíveis para viagens durante o dia, e não somente pela manhã e final de tarde como agora acontece. Carlos Mesquita falava, nesta segunda-feira, depois de efectuar uma viagem no Metrobus. O ministro partiu da estação ferroviária da Machava e desceu na estação da baixa da cidade, onde apanhou um autocarro até à Praça da OMM. Mesquita disse que a viagem tinha como objectivo aferir de perto o funcionamento do serviço e conversar com os passageiros.
Amade Camal, director da Metrobus, reconhece a necessidade do serviço oferecer várias viagens por dia, mas afirma que a realização deste intento não depende só deles. Neste momento, a empresa está a conversar
com os Caminhos-de-Ferro de Moçambique para a cedência da linha. Camal revelou ainda que neste ano a empresa prevê expandir o serviço até a cidade da Beira e aumentar as linhas na cidade de Maputo
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Governo de Sofala busca soluções para rodovias O Governo da província de Sofala já tem soluções traçadas visando criar condições de transitabilidade nas vias de acesso daquela parcela do país. As ideias foram aprimoradas durante a Primeira Sessão Ordinária da Comissão Provincial de Estradas.
I Por: Redacção
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m Conferência de Imprensa, o Director Provincial da Economia e Finanças, e porta-voz daquele encontro, Lénio Mendonça, precisou que a sessão tinha por objectivo reflectir sobre dois pontos de agenda, fazer avaliação da execução de contratos que foram celebrados no ano passado, para manter a rede viária da província transitável. Lénio Mendoça disse que o segundo ponto tem a ver com as perspectivas deste ano,
os troços que estão no plano económico da província visando criar algum nível de transitabilidade. "Como sabem a rede rodoviária das estra-
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utro crime para o qual a chefe do Ministério Público quer maior intervenção dos magistrados tem a ver com a migração ilegal do tráfico humano. A título de exemplo, um total de 22 corpos de cidadãos etíopes foi achado, no mês de Dezembro do ano passado, numa mata que faz fronteira entre os distritos de Marínguè e
Cheringoma, regiões localizadas a norte da província de Sofala. A Procuradora-Geral da República não tem dúvidas que a rede que facilita a migração ilegal no nosso país é bastante grande e sofisticada e, por isso, há necessidade de os procuradores distritais tomarem dianteira no combate ao referido tipo de crime.
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das em Sofala é de 2.500 quilómetros, sendo 2.1 78 com desempenho de 83 por cento da rede viária transitável em 2017, mediante a intervenção dos empreiteiros que foram seleccionados para fazer as infra-estruturas", disse. O porta-voz daquele encontro, revelou que o desafio do Governo, chefiado por Taipo, é a aposta de qualidade de obras sobretudo nas intervenções que são feitas. "Uma das grandes preocupações que o nosso Governo Provincial tem é a transitabilidade da Estrada Nacional Nº1, InchopeCaia, que é a mais crítica", sublinhou. Afirmou que para este ano está previsto pouco mais de 245 milhões de meticais contra uma proposta de 900 milhões de meticais que a província tinha feito proposto mediante ao levantamento efectuado. "O Fundo Nacional de Estradas comunicou que, apesar da nossa proposta, o valor existente era este", precisou. O Governo de Taipo discutiu e já aventa possibilidade de firmar soluções sólidas com vários parceiros, visando sanar os problemas da rede viária naquilo que for necessário em particular na N1. Tudo isto visa tornar as vias transitáveis com a base aceitável
Buchili quer travar crimes ambientais e migração ilegal Noventa e um Procuradores distritais da região centro do país são chamados a intervir no combate aos crimes ambientais com destaque para o corte ilegal da madeira. O desafio foi lançado pela Procuradora Geral da República (PGR), na abertura da reunião regional dos magistrados do Ministério Público.
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Beatriz Buchili explicou na ocasião que tendo em conta que os tribunais de nível distritais têm, neste momento, a competência de julgar crimes de pena máxima, é fundamental que os magistrados do Ministério Público façam a sua parte para que em sede do tribunal sejam responsabilizados os autores dos crimes. Referindo-se à exploração ilegal da madeira, Buchilli disse: “Nós temos estado a ver que temos impactos muito negativos dos direitos difusos e colectivos, refiro-me ao direito de ambiente e saúde pública e, por isso, somos chamados a intervir nestas matérias, e onde há maior possibilidades de violação é nos distritos, tendo em conta que lá ocorre exploração ilegal da madeira, de minerais etc”. Os crimes transfronteiriços também preocupam a Procuradora-Geral, por isso defendeu a aplicação de medidas para o seu desencorajamento e controlo a bem das comunidades
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Educação obrigatória até 9ª classe O ensino básico irá até ao nono ano e à sétima classe deverá ser incorporada no Ensino Secundário à luz da proposta de Revisão do Sistema Nacional de Educação, que esteve em debate na Assembleia da República
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um contexto em que se debate a qualidade de ensino no país, onde se assiste a relatos de problemas de na leitura e escrita, o Governo pretende mudar a lei nº 6/92 de 6 de Maio, Lei do Sistema Nacional de Educação que está em vigor há 26 anos, de modo a adequa-la à realidade actual. “Ao invés do Ensino Básico terminar na 7ª classe irá até a 9ª classe. Para cada ciclo serão três anos. O que quer dizer que da 1ª a 3ª classes será um ciclo, de 4ª a 6ª outro. Já o Ensino Secundário irá se apresentar de outra maneira, isto é, irá começar da 7ª classe e o primeiro ciclo irá compreender a 7ª, 8ª e 9ª classes, já o segundo ciclo, as restantes 10ª, 11ª e 12ª classes”, explicou Conceita Sortane, Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano para depois explicar que “estas medidas visam ajustar e harmonizar com o que está a acontecer no mundo, inclusive em alguns países da região em que dividiram o sistema para que ao saírem de um determinado ciclo tenham competências para poder continuar a caminhada sem dificuldades”, clarificou a governante. As mudanças não param por aí, se na lei vigente o ensino obrigatório vai até à sétima classe, na nova passará para a 9ª classe e há no entender das autoridades razões para o efeito. “O que temos notado é que as crianças quando atingem a sétima classe têm tendência de abandonar a escola. É por reconhecer esta realidade, que após reunir de auscultação e estudos profundos decidimos estender ensino
obrigatório de modo a garantir que as crianças fiquem mais tempo na escola e possam assimilar mais conhecimentos, isto é, que chamaremos de Ensino Básico. Outrossim, é que será uma forma de garantir com que estas crianças possam ganhar espaço de empregabilidade”, esclareceu Sortane. Um dos pontos que suscitou muito debate, no encontro, foi a exigência dos deputados em incorporar, na nova lei, a obrigatoriedade do ensino pré-escolar, de modo a garantir com que as crianças cheguem ao ensino primário preparadas para assimilar os conteúdos. Uma proposta que não foi acolhida pelo ministério devido a dificuldades conjunturais do país. “Entendemos que o ensino pré-primário desempenha um papel fundamental no processo de formação de uma criança, mas temos que ser realistas que ainda não temos capacidade de avançar com este propósito, pelo menos para já. Estamos a fazer estudos para perceber o que nos custaria esse processo”
Ladrões vandalizam Central de Corrumana Ladrões de cabos eléctricos, ainda a monte, vandalizaram na madrugada do dia 7 de Abril corrente a Central de Corumana, causando interrupção no sistema de controlo entre a Central e a Subestação. Um comunicado da Electricidade de Moçambique, EDM, recebido pela AIM, informa que depois do incidente foram comunicadas as autoridades policiais e da ARA SUL, para tomarem as providências julgadas necessárias. Neste momento, segundo a nota, não há envio de informação caso se verifique qualquer actuação nos equipamentos de controlo e de protecção. Contudo, a EDM “está envidar esforços no sentido de repor o sistema comunicações, o mais breve possível”. A EDM registou, no ano passado só na província de Manica, centro de Moçambique, um prejuízo calculado em 5.3 mi-
lhões de meticais na sequência de roubo e vandalização de material eléctrico. Durante o mesmo período, neste mesmo distrito, foram derrubados 14 Postes de Transformação para extracção de óleo, cabos eléctricos e cantoneiras para venda e fabrico de panelas.
Os malfeitores, para além de cabos eléctricos de cobre, roubam também cantoneiras, roldanas, máquinas eléctricas de soldar, parafusos e vandalizaram postos de transformação, vulgo PT, para retirar o seu óleo
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Gaza supera meta de produção global A província de Gaza, ao alcançar, em 2017, uma produção global calculada em pouco mais de 47, 9 milhões de meticais, superou a meta de 42,5 milhões de meticais que havia sido planificada.
I Por: Redacção
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ste feito, segundo a Governadora de Gaza, Stela Pinto Novo Zeca, corresponde a uma realização da meta em 112,6 por cento e um crescimento de 42,2 por cento em relação a igual período de 2016. Os dados constam do informe que a Governadora apresentou ao Presidente da República, durante a visita de trabalho que este efectuou, semana finda, àquela parcela do país. Stela Pinto Novo Seca destacou que maior contribuição para o alcance deste objectivo provem dos sectores da Agricultura, Exploração Florestal, Pescas e Aquacultura (76,2 por cento), seguindo-se os dos Transportes e Armazenagem (16,2 por cento) e o do Comercio a Retalho (cinco por cento). Assim, foram produzidas 2.957.746,5 toneladas de produtos diversos de um plano
de 2.675.342,2 toneladas e 3.003,3 toneladas de carne diversa de um plano de 2.924,9 toneladas que havia sido definido. No que diz respeito a primeira época da campanha 2017/18, até ao momento, segundo a governadora, foram colhidas 714.993 toneladas de produtos diversos, o correspondente a uma realização de 37,31 por cento da meta planificada (1.916.350 toneladas). Para impulsionar o sector da Agricultura e Segurança Alimentar, em 2017, foram estabelecidas quatro estufas de produção de hortícolas, numa área total de 7.500 metros quadrados e 297 hectares para a multiplicação da mandioca. “Foram distribuídas 786,3 toneladas de sementes diversas, aprovisionadas 254.389 mudas de cajueiro, produzidas 14.665 toneladas de castanha de caju e 1.621.251 fran-
gos”, revelou a Governadora de Gaza. Ainda neste ramo, Stela Pinto Novo Zeca disse que foram realizadas capacitações em matérias de assistência veterinária e suplementação alimentar animal que abrangeu 78 promotores e 42 extensionistas. Apontou que o programa de transferência de tecnologias melhoradas para a produção de arroz no Regadio do Baixo Limpopo envolveu 240 produtores e 14 jovens no processo de incubação. No sector do Mar e Águas Interiores foram construídos 236 tanques para a piscicultura e nove gaiolas, fornecidos 719 mil alvino, adquiridas cinco toneladas de ração para peixe, implantada uma unidade de produção de alvinos e ração no distrito de Bilene e inaugurado o Centro de Pesquisa e Aquacultura em Chókwè
Suspensos estrangeiros Ilegais em Moçambique
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Sector do Trabalho, Emprego e Segurança Social suspendeu, no primeiro trimestre deste ano, mais de cinquenta trabalhadores estrangeiros, na sua maioria chineses. Em causa está o atropelo da legislação atinente a contratação da mão-de-obra estrangeira, sobretudo pelas empresas estrangeiras. O Director do Trabalho, Emprego e Segurança Social, na Cidade de Maputo, Jafar Buana, assegurou que o sector não vai tolerar atropelos a legislação laboral com a justificação de alegado fraco domínio. O sector de trabalho chama, também, atenção aos empregadores para evitarem recorrer a intermediários para a facilitação de documentos de contratação de estrangeiros
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Rocha firme Academy instala-se na Matola Nasceu no Município da Matola, província de Maputo, mais uma instituição de ensino privado, a leccionar do nível pré-primário a 12ª classe. O empreendimento, inaugurado esta segunda-feira pela ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane, tem capacidade para absorver cerca de 84 estudantes por ano.
I Por: Mustafá Leonardo
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egundo o Director Geral, Emídio Dimande, que falava à margem do descerrar da lápide, a Rocha Firme Academy, foi concebida com o objectivo de contribuir para a formação do homem do amanhã com um currículo de qualidade que, para além de cultivar o desenvolvimento psicológico e físico das crianças, procura entrelaçar os valores morais com o processo de formação académica. O modelo curricular “love to learn”, adoptado pela instituição, inclui o domínio de línguas e prática de várias modalidades desportivas e artísticas, sem descurar os elementos do currículo nacional, nomeadamente as línguas, como é o caso do changana, e as cadeiras curriculares do ensino público. “Este currículo foi desenvolvido tendo em conta um método que dá atenção a criança em todos os aspectos, porque não é só sentar na sala e saber ler e escrever, mas prepara-la para o futuro, porque será um subordinado, ou superior de outras pessoas”, explicou Dimande. Com a entrada em funcionamento deste estabelecimento, aumenta o número de escolas de nível primário e secundário, face a demanda cada vez crescente do público estudantil na autarquia da Matola. Nisto pode-se questionar, o porque de absorver apenas 84 estudantes por ano lectivo. Em
resposta, o patrono da instituição defende que na senda do modelo de ensino da academia, cada turma será composta por 12 alunos no máximo, para permitir melhor acompanhamento, e há expectativa de se aumentar mais salas de aula nos próximos anos. Em termos de apetrechamento, as instalações contemplam sete salas de aula, das quais duas têm capacidade para 15 e as remanescentes com capacidade para 12 alunos cada, tem igualmente espaços para a prática de várias modalidades de desporto e artes, nomeadamente a natação, música e dança. Pela frente, há um grande desafio institucional, o de conquistar a estabilidade, mas a direcção acredita que o facto de combinar o desporto, a arte e a academia, faz a Rocha Firme, uma instituição com vantagens
competitivas quando comparadas com outras instituições. Por seu turno, o presidente da autarquia, onde está inserida a Rocha Firme, entende que as instituições de ensino privado são um parceiro privilegiado do governo na expansão e melhoria da qualidade de ensino no país, por absorver parte da demanda do público estudantil. Calisto Cossa avançou que a academia, ora inaugurada, vem contribuir na resposta a necessidade de uma solução educacional para os pais e encarregados de educação apostarem cada vez mais na Matola. A finalizar, o presidente dos matolenses orientou a instituição a pautar por uma linha educativa rica em princípios morais, o que pressupõe “educar para o ambiente e para a cidadania, e sobre- tudo, formar o Homem e munícipe do amanhã”
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Não podemos ter medo de outras culturas
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– Ungulani Ba Ka Khosa “Escrita, interculturalidade e cidadania” foi o tema escolhido por Ungulani Ba Ka Khossa para a palestra realizada no dia 5 de Abril de 2018, na Universidade Lúrio (UniLúrio), Campus de Marrere, em Nampula.
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uma altura em que o debate sobre identidade e valores culturais preocupa sobremaneira a sociedade, tendo em conta os seus impactos na formação do indivíduo, o renomado escritor – autor de obras como: “Ualalapi”, “Orgia dos loucos”, “Choriro”, entre outras – desafia a sociedade a dar um salto maior, partindo do princípio de que a cidadania é um direito inalienável. O autor do “Ualalapi”, mostrando o seu orgulho e satisfação de ser de “sangue moçambicano”, apelou a urgência da valorização das línguas locais, através da criação de bases para que elas sejam escritas, tendo em conta que “escrevemos na língua portuguesa”. Falando da escrita, Ungulani faz uma pausa para explicar o foco da sua reflexão ser o Império de Gaza. Segundo o escritor, escrever sobre Ngungunhana justifica-se pelo facto de ele ser um grande exemplo de ditadura acabada, pois, o povo não quer ditaduras. O autor do “Rei Mocho” explica que a escrita não se deve dissociar da expressão oral, pois a oralidade tem um grande contributo para a escrita, tratando-se de fonte de narrativas únicas e peculiares. Ungulani diz que Moçambique é um povo de tradição oral, e critica o facto de o país depender, apenas, da escrita em língua portuguesa, enquanto as histórias moçambicanas são contadas em línguas locais. Entretanto, o escritor acredita que a língua portuguesa só poderá crescer quando as línguas locais moçambicanas conseguirem interpretar os seus diversos significados. Alguns pontos destacaram a palestra: primeiro, o facto de Ungulani Ba Ka Khosa
considerar a cidadania como sendo o direito de todos dizer não a algo indesejado; e, segundo, o facto de muitos porem em causa à própria identidade, deixando-se “oprimir” pelo medo de perder regalias. Segundo Ungulani, a interculturalidade significa convívio entre culturas diferentes. E, defendendo a importância de cada cultura valorizar-se e mostrar-se ao mundo, afirma que “ser moçambicano é ter uma noção do país”. Na voz de um linguista, o Vice-Reitor Administrativo da UniLúrio, Marcelino Liphola, explicou que as pessoas pensam que estão a escrever em línguas locais moçambicanas, mas enganam-se porque ainda não
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CULTURA
escrevem em tais línguas, uma vez que elas ainda não têm o alfabeto. Este facto desafia a sociedade a criar mais mecanismos para que a valorização das línguas locais seja firme, eficiente e legalmente aceite. Por outro lado, a Vice-Reitora para a Área Académica, Sónia Maciel, considera a palestra como sendo uma mais-valia para a comunidade académica, e acredita que esta deu bases, principalmente aos discentes, para perceber os traços e a origem da literatura moçambicana. Importa referir que Ungulani Ba Ka Khosa é escritor, professor e Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO)
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Bifes de fígado com molho Ingredientes: 8 bifes de fígado de vaca 1 colher de sopa de massa de alho com sal Pimenta em pó q.b. 1 limão Leite fresco para amaciar os bifes (deverá ser o suficiente para os cobrir) 1 cebola grande cortada em rodelas 1 pimento verde laminado 2 folhas de louro Óleo q.b.
Preparação: Prepare os bia,fes limpandos e amaciando-os com leite durante 15 minutos. Retire do leite, escorra bem mas sem lavar. Tempere com o alho, sumo
de limão e pimenta. Deixe marinar o tempo que desejar. Leve ao lume num tacho, junte o óleo, a cebola, os pimentos e as folhas de louro. Deixe cozinhar durante cerca de trinta minutos não
se esquecendo de adicionar um pouco de água caso verifique ser necessário para o molho. Acompanhe com batatas assadas e legumes salteados a gosto. Bom apetite!
Camarão panado Ingredientes:
0,5 kg de camarão médio 1 colher de sopa de massa de alho com sal Sumo de 1 limão Pimenta branca em pó q.b. Farinha de trigo q.b. Óleo para fritar q.b. 2 ovos batidos
Preparação
Tempera-se o camarão com a
massa de alho, a pimenta em pó, e o sumo de limão. Deixa-se marinar por pelo menos uma hora. Aquece-se o o óleo. Enquanto isso, vá panando os camarões começando por passar por ovo e depois por farinha e frite em óleo quente até alourar. Sirva de imediato acompanhado de batatas fritas e salada verde a gosto. Bom apetite!
Pudim de ovos Ingredientes: 6 ovos grandes 1 lata de leite condensado 1 medida de leite fresco (use a lata) Raspa de limão ou baunilha Caramelo caseiro: 2 chávenas de açúcar 1 uma de água.
Preparação Tempera-se o camarão com a massa Começe por fazer o caramelo le-
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CULINÁRIA
vando os ingredientes ao lume até caramelizar. Reserve. Bata muito bem os seguintes ingredientes: os ovos, o leite condensado, o leite fresco. Adicione, ou a raspa de limão, ou a baunilha líquida. Bata mais um pouco e vire para a forma com o caramelo. Leve ao forno pré-aquecido, em banho -maria, durante 40 minutos a 160 graus. Desenforme frio para não se partir. Bom apetite!
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Vamos continuar apostar no desporto O Clube Naval de Maputo conta com uma escola que funciona em perfeitas condições com mais de 20 atletas, entre os pagantes e não-pagantes isto é, atletas que praticam a modalidade a custo zero.
I Por: Samuel Sambo Os velejadores continuam a beneficiar de investimento com vista a almejarem os resultados desejados. No presente ano participaram na regata das águas da baia de Maputo onde ocuparam o terceiro lugar. A natação é outra modalidade praticada naquele clube que, por sinal, tem deixado os sócios felizes, uma vez que produz bons resultados em todos os escalões. Fazem a natação 30 atletas e destes dois fazem parte da selecção nacional que ajudaram o clube a conquistar o terceiro lugar no Campeonato Frederico dos Santos, disputado na cidade de Maputo, em homenagem ao antigo treinador da selecção nacional e dos Tubarões de Maputo, falecido no desabamento do murro na piscina olímpica do Zimpeto. O convívio de pesca é outra actividade
que não passa despercebida no Clube Naval, onde são realizados dois a três convívios de pesca por ano. Segundo responsável da parte náutica, a caça submarina é uma modalidade não muito divulgada no país como desporto, uma vez que é praticada por toda costa moçambicana com a finalidade de consumir o pescado. Porém, ela é um desporto. Ainda neste ano, o Clube Naval irá acolher mais uma actividade, no mês de Novembro, nas águas da Ilha de Inhaca, onde são esperados 18 a 20 participantes, entre nacionais e estrangeiros. Moçambique é detentor de recordes internacionais na captura de Black Marlin,
de 130kg caçado, por Victor Serraventoso, contudo, a falta de uma federação de caça submarina tem impedido a presença de moçambicanos nos campeonatos internacionais. Sérgio Veigas garantiu ainda que, para esta modalidade, o clube irá apoiar os praticantes que existem como forma de evitar a dizimação das espécies, dai que não estão apostar na divulgação da modalidade. Ainda para o ano em curso está projectado o arranque da escola de mergulho de garrafa mais conhecido por mergulho autónomo, onde as pessoas aprendem a nadar com ar comprimido, podendo deliciar da beleza marinha de baixo da água
Nyeleti avalia acções desportivas na Zambézia A Ministra da Juventude e Desporto, Nyeleti Brooke Mondlane, no âmbito da sua deslocação à província da Zambézia, visitou a Direcção Provincial da Juventude e Desporto, o Conselho Provincial da Juventude e o Pavilhão de Desporto da Zambézia. Na Direcção, manteve um encontro com o Colectivo de Direcção, onde o Director Provincial da Juventude e Desporto, Beato Ricardo Dias, apresentou o informe das actividades desenvolvidas nas áreas da juventude e desporto no ano 2017 e primeiro trimestre de 2018. Fez igualmente a apresentação da avaliação de implementação do Programa Geração BIZ, no ano 2017, e as principais realizações de 2018. A ministra mostrou-se satisfeita pelos resultados alcançados pelo Governo da Província e seus parceiros no domínio da juventude e elogiou a sublime força e entrega da juventude da Zambézia na participação das acções governativas para o desenvolvimento do País e da provincial em particular; Na visita ao pavilhão, onde a Direcção do Conselho Provincial da Juventude funciona, saudou a Direcção da agremiação e encorajou a continuar com o seu engajamento na interlocução com o Governo Na ocasião, apreciou o cenário da obra de construção do Centro de Recursos Juvenis e futura Pousada da Juventude, em estágio de aprovisionamento do material por parte do empreiteiro.
Ao visitar o espaço desportivo, mostrou-se agastada pelo cenário em que as águas das chuvas deixaram aquele espaço. Notou a lamentável invasão do recinto por falta de drenagem após a reabilitação da estrada ao lado pelo que ficou informada que o assunto já foi reportado ao Conselho Municipal de Quelimane, aguardando-se a reacção do mesmo por forma a colmatar o problema como haviam afirmado ao tomar conhecimento
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DESPORTO
Africano de Túnis
Judocas nacionais “caçam” medalhas
A Selecção Nacional do Judo já se encontra em Túnis, capital da Tunísia, para participar de 12 a 15 do presente mês, no “Africano” da modalidade.
I Por: Samuel Sambo A turma moçambicana é representada por cinco atletas, nomeadamente Uricson Machacane, nos menos 81kg, Carlitos Fondo, -73kg, Ayton Siquir, nos -73, atleta que se tem destacado nos últimos tempo na modalidade, através da sua técnica apurada, Kevin Loforte e Artur Júnior, nos menos -66, judocas com experiência em competições internacionais e candidatos a medalhas no “Africano”, e Jacira Ferreira, nos -52 kg, a única mulher a representar o sector feminino na competição africana. O combinado nacional é orientado pelo treinador-adjunto, Neuso Sigaúque, antigo atleta da selecção nacional
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