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Economia Onde Mora a Chama da Esperança

IMPERDÍVEL Periodicidade Bisemanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano 1 Edição nº 23 Outubro 2017 Rua da Concórdia nº 49 – 2º Andar Contactos +258 82 31 00 980; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz

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N°23

EM MOCÍMBOA DA PRAIA

POLÍCIAS MORTOS EM CONFRONTOS COM INVASORES

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Paz é única via para construção da Nação

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Sociedade

MDM e ANAMM querem punição exemplar dos assassinos

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Economia

Banco Mundial financia EDM


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Filipe Nyusi reeleito Presidente

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stá confirmado que Filipe Jacinto Nyusi é a escolha dos camaradas para conduzir os destinos do partido no poder durante os próximos cinco anos. A recondução de Nyusi para a liderança da frente política que libertou a pátria, foi através de voto secreto em plenária no quarto dia do XI Congresso, com 2109 votos a seu favor, o que corresponde a 99.72% dos votos, tendo votado cerca de 2115 delegados. Para além de presidente do partido, Nyusi é também a figura de cartaz da Frelimo para às eleições presidenciais de 2019. A eleição do presidente do partido, por aclamação, constituiu um dos pontos mais altos do Congresso, apesar de Filipe Nyusi ter sido eleito nas vésperas do Congresso como candidato único a sua própria sucessão, e aos delegados cabia apenas carimbar o veredicto. Aliás, foi a primeira vez que Filipe Nyusi dirigiu um evento do género e primeira vez que foi eleito presidente da formação pelo congresso. Recorde-se que Nyusi ascendeu a presidência daquela agremiação, por eleição da comissão política, em 2015, em virtude do cessante presidente Armando Guebuza ter renunciado ao cargo

Camaradas convictos na governação de Nyusi A veterana do partido, Graça Machel, considerou a intervenção de Nyusi, neste Congresso, como um manifesto de compromisso. Para Graça, Filipe Nyusi deu algumas directivas sobre o que vai ser sua governação nos próximos cinco anos. Refira-se que Graça continua no Comité Central, em resultado do processo de eleições internas, havidas no XI Congresso. Para Manuel Tomé, também eleito, Filipe Nyusi fez, durante o Congresso, intervenções didácticas e mostrou o que a Frelimo fez para se superar ao longo do tempo. Tomé, julga que o “dossier” da paz é um dos mais fundamentais desafios para a Nyusi, na continuidade da sua governação. “As intervenções do presidente trouxeram a definição das linhas-mestras do que o partido deve ser nos próximos anos”, disse Aires Ali, membro eleito da Comissão Política, quando interpelado pela Ídolo.

Roque Silva e Diomba na linha da frente Apurado pelo Comité Central, como candidato único para sucessão Eliseu Machava, Roque Silva Samuel foi eleito SecretárioGeral do partido Frelimo, com cerca de 188 votos de um universo de 195 votantes. Roque Silva é vice-ministro da Admi-

nistração Estatal e Função Pública e foi 1º Secretário do Comité Provincial do Partido Frelimo, em Gaza. Na mesma senda, foi eleito Raimundo Diomba para as funções de Secretário do Comité de Verificação, com cerca de194 votos a favor, o correspondente a 99.49%. Nesta função, Diomba ocupar-se-á em verificar a disciplina dos camaradas de forma a garantir que actuem dentro dos padrões éticos da orientação partidária. Diomba é actualmente Governador da província de Maputo, a anfitriã do recémterminado XI Congresso.

Estreias e Quedas no comité central Emana dos estatutos do partido que os Congressos têm a missão de eleger os membros do Comité Central que, por seu turno, realiza a primeira sessão ordinária para eleger o Secretário-Geral do partido, o Secretário da Verificação e os membros da Comissão Política. Pelo que, depois da eleição de Nyusi, os delegados votaram a lista dos candidatos para a nova composição do Comité Central, que é composto por 195 membros.


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Pela continuidade foram eleitos nomes sonantes do partido, tal como evidencia a lista: Marcelino dos Santos, Manuel Tome, Tomas Salomão, Carvalho Muaria, Aires Ali, Edson Macuácua, Alberto Chipande, Eneas Comiche, Eduardo Mulémbwè, Feliciano Gundana, Samora Machel Jr Filipe Paunde, Raimundo Pachinuapa Agostinho Trinta Pedro Pantie, Alberto Vaquina, António Niquice José Psico, Celso Correia, José Pacheco Verónica Macamo, Luísa Diogo, Graça Machel, Margarida Talapa Carmelita Namachulua, Alcinda de Abreu Conceita Sortane, Lucília Hama Catarina Dimande, Maria Pachinuapa Esperança Bias e outros

Pela Renovação

Carlos Agostinho do Rosário, Basílio Monteiro, Carlos Mesquita, Eusébio Lambo, Agostinho Mondlane, Cidália Chaúque, Carlos Mussanhane, Maria Tonela, Lucinda Espírito Santo, Sónia Mucavel, Alberto Chipande jr Anchia Talapa Formiga

Áreas económicas e sociais Salim Valá Emília Moiane, Bruno Morgado Namoto Chipande Refira-se que na lista dos membros do Comité central, pela continuidade, constava o nome do cessante Secretário-Geral, Eliseu Machava, que decidiu por vontade própria retirar o nome da lista. Para a composição do Comité Central concorreram cerca de 115 candidatos para 61 vagas, que é somado ao número de membros por inerência de funções e os membros eleitos pelos comités províncias

As quedas! Oswaldo Petersburgo, Oldemiro Baloi, Alberto Nkutumula, Tobias Dai, Aiuba Cuereneia, Pascoal Mocumbi, Jose Katupha, Teo-

dato Hunguana, entre outros, são alguns que tombaram na nova composição daquele órgão.

Composição da Comissão Politica A Comissão Política é constituída por 19 membros, a começar pelo presidente, seguido do Secretário-Geral e membros eleitos pelo Comité Central. Filipe Nyusi, presidente da Frelimo Roque Silva Samuel, Secretário-Geral da Frelimo

Pela continuidade: Alberto Chipande Eneas Comiche Eduardo Mulémbwè Raimundo Pachinuapa Sérgio Pantie Filipe Paunde Verónica Macamo Margarida Talapa Conceita Sortane Alcinda Mondlane

Renovação Manuel Tomé Carlos Agostinho do Rosário Aires Ali Tomás Salomão Basílio Monteiro Nyeleti Mondlane Ana Rita Sithole


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Política

Paz é única via para construção da Nação - Filipe Nyusi, Presidente da República, sobre os 25 anos do AGP

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Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, exortou ontem a todos os cidadãos a assumirem a paz como única alternativa para se construir a nação e um futuro de estabilidade para o país. O estadista moçambicano, que falava após depositar uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, por ocasião da passagem 25º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), assegurou que vai manter a sua determinação até que o país alcance uma paz efectiva. Revelou que nesta terça-feira manteve contacto com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para felicitá-lo pela data e renovar os apelos ao diálogo. “Já foram dados passos bastante significativos para uma paz efectiva e, neste momento, está a ser definido o roteiro para trazer aos moçambicanos o conteúdo do diálogo”, disse. O Presidente da República apelou a todos os actores sociais, desde a família, as confissões religiosas, a sociedade civil, os partidos políticos, as instituições de ensino e de pesquisa a participar activamente na educação dos cidadãos e na consolidação de uma cultura nacional de diálogo e harmonia. Ele afirmou que a paz é a maior conquista dos moçambicanos, um dos mais nobres valores da independência nacional, daí a necessidade de se reavivar o espírito do AGP, avaliar o seu conteúdo e a implementação para o sucesso com o incessante processo de diálogo em curso. A cerimónia da Praça dos Heróis contou com a presença dos dois antigos presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, da presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo Ndlovu, membros do Governo, corpo diplomático acreditado em Maputo e demais personalidades da sociedade moçambicana. O Acordo Geral de Paz foi assinado a 4 de Outubro de 1992 na capital italiana, Roma, pelo então Presidente da República Joaquim Chissano e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e pôs termo a 16 anos de conflito militar que ceifou vidas humanas, destruiu infra-estruturas e devastou os esforços de desenvolvimento do país

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Mahamudo Amurane baleado mortalmente

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presidente do município da cidade de Nampula, Mahamudo Amurane, baleado mortalmente na noite desta quarta-feira, dia 04 de Outubro de 2017, em frente à sua residência particular, no bairro de Namutequeliua, por um indivíduo desconhecido ainda a monte. Apesar de ter sido socorrido de imediato por familiares e simpatizantes, Amurane chegou ao Hospital Central de Nampula já sem vida. Desconhece-se até aqui o móbil do crime. Mahamudo Amurane foi eleito edil de Nampula em 2013 apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Recentemente, Amurane anunciou publicamente que iria concorrer nas próximas autárquicas, marcadas para Outubro de 2018, mas não pelo MDM, com o qual se desentendeu. Na manhã desta quarta-feira, Amurane participou nas cerimónias do Dia da Paz na Praça dos Heróis Moçambicanos na cidade de Nampula, onde fez a deposição de uma coroa de flores

MDM e ANAMM querem punição exemplar dos assassinos O bárbaro assassinato de Mahamudo Amurane, Presidente do Município de Nampula, cujas causas são ainda desconhecidas, continua a inquietar vários segmentos da sociedade, se não a nação em geral. Amurane foi alvejado mortalmente, por três tiros, em frente a sua residência, tempo depois de dirigir as cerimónias de celebração dos 25 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz, no passado dia 4 de Outubro. O acto que precipitou a morte do membro sénior da terceira maior força política do país, foi protagonizado por um grupo de quatro indivíduos ainda não identificados. O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, considera ser um acto criminal de natureza pública de todas formas condenável. Simango foi mais longe e repudiou a brutalidade, agressão gratuita e covardia do acto. O líder do MDM exorta as autoridades competentes a esclarecerem, o mais breve, este assassinato e a punirem exemplarmente os mandantes deste macabro crime. O assassinato, acontece num cenário em que Amurane tinha desavenças com a liderança do partido que veio a agudizar-se durante as celebrações do 61º aniversário da cidade de Nampula, quando Amurane anun-

ciou que iria deixar o MDM e formar seu partido para concorrer à presidência do município. Pelo que na esfera pública, há debates que tendem a associar o assassinato a esta desavença com o partido. Reagindo, Simango classificou estas opiniões como desinformação e acrescentou que “deixemos que a justiça faça o seu trabalho”. Por seu turno, a Associação Nacional de Municípios de Moçambique (ANAMM), liderada por Tagir Carimo, condena o assassinato bárbaro do “homem íntegro e autarca” também membro da ANAMM. Para Carimo, este constitui um acto vil e

vergonhoso que atenta os princípios de boa governação e Estado de Direito Democrático. O macabro assassinato é visto pelos associados não só como uma violação de um direito humano, mas também como um grave atentado ao desenvolvimento das instituições e pilares da democracia local no país. O Presidente Mahamudo Amurane foi um dirigente municipal que assumia esse desafio e comprometia-se ao desenvolvimento municipal em Moçambique, assegurou Carimo, para seguidamente advertir que “a perda irreparável não irá fragilizar os anseios dos membros da ANAMM”


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Sociedade

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Polícia assegura que tem elementos para esclarecer assassinato de mahamudo amurane A Polícia da República de Moçambique assegura que tem elementos necessários para esclarecer o assassinato do edil de Nampula, Mahamudo Amurane. O Porta-voz do Comando Geral da PRM, Inácio Dina, disse que o Serviço Nacional de Investigação Criminal já tem pistas sobre o crime, ocorrido na quarta-feira, e em breve poderá neutralizar o assassino.. “Há testemunhas oculares que estão a colaborar neste momento, que estiveram desde o primeiro momento que o crime aconteceu. Nós valorizamos muito esta informação e há todos outros elementos que estão sendo colhidos. Nós estamos em conjunto com o SERNIC a fazer o rastreio de todo o circunstancialismo; o facto

de ter o ADC ter sido dispensado, os dois indivíduos que estavam com ele; para além de outras informações e elementos colhidos no local são bastante importantes para o esclarecimento”, disse. Na sequência da morte do edil de Nampula, os munícipes desta cidade marcharam, ontem, pedindo esclarecimentos sobre o caso. Escoltados pela polícia, os manifestantes clamavam pela justiça e o esclarecimento, o mais breve possível, da morte daquele que consideraram ser filho do povo Macua, o ícone da revolução da cidade de Nampula. Refira-se que paralelamente a esta marca, a urbe viveu alguns momentos de vandalismo que foram neutralizados pelos agentes da Polícia da República de Moçambique

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Polícias mortos em confrontos com invasores em Mocímboa da Praia

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oze malfeitores abatidos, dois agentes da Policia da República de Moçambique, PRM mortos, duas armas de fogo do tipo AK47 e várias armas brancas apreendidas é o saldo preliminar de invasões e ataques ocorridos desde a madrugada desta quinta-feira em instalações da Polícia no distrito de Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado. Os ataques, que ocorrem quase em simultâneo, estão a ser protagonizados por 30 homens encapuçados e munidos de armas de fogo e brancas que invadiram o Comando Provincial da PRM de Mocímboa da Praia, o Posto Policial de Awasse e a segunda Companhia da Polícia de Protecção de Recursos Naturais e Meio Ambiente. O porta-voz do Comando Geral da PRM, Inácio Dina, que falava em conferência de imprensa havida na tarde desta quinta-feira, em Maputo, disse que os invasores assaltaram os três locais, mas logo que a força policial tomou conhecimento da ocorrência destacou vários agentes que responderam prontamente ao fogo dos malfeitores. Os dois agentes da polícia, segundo Dina, sucumbiram na troca de tiros, porém as forças da lei e ordem detiveram dois malfeitores que estão a ser interrogados. A força policial intensificou a sua actuação no terreno com vista a controlar, por completo, a situação no terreno e os dois indivíduos capturados constituem peças de extrema importância para apurar as motivações que levaram o bando de malfeitores que se expressavam em três línguas, kimwane, swahili e português, a protagonizar a insurreição. “Queremos apelar a calma e serenidade. A polícia está a efectuar a perseguição dos malfeitores com vista a controlar a situação e brevemente poderá passar novas informações sobre o que aconteceu e o que está a acontecer em Mocímboa da Praia”, disse Inácio Dina.

A fonte disse, por outro lado, ser prematuro afirmar, de forma categórica, que a situação está sob total controlo das forças da lei e ordem, porquanto há perseguições e detenções ainda em marcha, no quadro da actividade operativa da polícia, que conferem todavia um controlo da situação à polícia após o incidente ocorrido esta madrugada. Na ocasião, o porta-voz foi questionado se o país não estaria perante a instalação de células do movimento terrorista e fundamentalista do “Al-Shabaab” que tenciona criar e instalar bases, tendo como ponto de entrada a região costeira da província de Cabo Delgado. Dina disse não haver, até então, indicação de uma provável ligação com o Al-Shabaab, senão o facto de serem homens mascarados mas os dois detidos serão, na óptica da corporação, peças de extrema importância para mais detalhes. Questionado sobre o nível de prontidão e a existência, na corporação, de unidades preparadas para lidar com aspectos do terrorismo, a fonte foi peremptória e adiantou que há unidades já constituídas e estruturadas que trabalham tanto nesses aspectos quanta especialidade. “Por isso interessa a polícia fazer a investigação sobre a natureza dos indivíduos que estão a efectuar os ataques”, sublinhou Dina. O distrito de Mocímboa da Praia foi, nos meses de Março e Abril, foi epicentro de episódios de agitação provocados indivíduos que identificaram como simpatizantes do Al-Shabaab que, nas suas incursões, proibiam os membros das comunidades de procurar cuidados médicos nas unidades sanitárias e as crianças ir às escolas. Mas o porta-voz após o rastreio das informações pela polícia concluiu-se eram indivíduos com simpatia por uma ceita islâmica e no pronunciamento, feito na altura, a Comunidade Islâmica de Moçambique distanciou-se dessa provável ligação (RMCabo Delgado)

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Economia

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Jazz & Golfe na atracção de investimentos para Moçambique

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maior cimeira económica-empresarial, projectada para Maputo, nos dias 12 e 13 de Outubro corrente, corporiza dentro da sua planilha um evento bastante atractivo, o “The Jazz &Golf Summit”, que está a provocar um interesse da classe empresarial pela sua adesão. Trata-se do lançamento de um evento de cariz turístico, cultural e desportivo, pouco explorado no território moçambicano, mas com repercussões positivas em termos de atracção de investimentos para o país. A cimeira vai concentrar homens de negócios de África e do mundo que, numa mescla clássica entre negócio e la-

zer, procurarão discutir e filtrar oportunidades de negócios para Moçambique. Com enfoque para o turismo, um sector declarado pelo governo moçambicano também como prioritário, o evento vai colocar à disposição dos presentes uma enorme carteira de oportunidades para firmamento de negócios em diferentes segmentos. Danilo Nhantumbo, convenor da Progressive Business Forum, uma plataforma empresarial de partilha de oportunidades de negócios, que organiza a cimeira de Maputo, em parceria com o Instituto Nacional do Turismo e a Direcção Nacional de Desporto, disse que urge conferir maior dinâmica ao sector do turismo, uma aposta do governo no pro-

cesso de diversificação da economia. “Esta é a nossa contribuição para o desenvolvimento do país. Levaremos à cimeira de Maputo homens e mulheres de negócio vindos de diversas partes do mundo, onde contaremos, naturalmente, com os bons jogadores

do golf mundial”, referiu Nhantumbo, sublinhando que o Jazz & Golf Summit, por se tratar de uma cimeira de carácter empresarial, deverá, nas próximas edições, escalar outros pontos do país e alguns países da região austral de África, Europa e América, tendo Moçambique como foco

Banco Mundial financia EDM O Banco Mundial aprovou esta semana uma doação financeira da Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA), no total de USD 150 milhões para apoiar o sector da energia de Moçambique. Este financiamento irá ajudar a companhia de Electricidade de Moçambique, a EDM, à melhorar a capacidade operacional da sua rede de electricidade, bem como a sua eficiência operacional, segundo refere uma nota de Imprensa do Banco Mundial. Moçambique registou progressos significativos na expansão do acesso à electricidade nos últimos anos, servindo actualmente 26% do país, contra 6% em 2006. Todos os centros administrativos do país têm acesso à energia. Face a estes desenvolvimentos, a EDM deparase com um número crescente de questões de eficiência e de fiabilidade relativamente à electricidade. As perdas totais do sistema foram estimadas em 26% em 2016, um valor superior ao da média ponderada da África Subsariana. O país também enfrenta outros estrangulamentos, tais como uma fraca rede

de infraestruturas; a falta de sistemas de transmissão interligados em todo o país, entre outros. “Congratulo-me com a aprovação desta doação financeira, sobretudo nestes tempos de tão necessário investimento público neste sector crucial”, disse Mark Lundell, Director do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Maurícia, Seychelles e Comores. “Esta subvenção da IDA está alinhada com a nossa estratégia, Enquadramento de Parceria com País, e com o próprio Plano Quinquenal do Governo, que visam a expansão das infraestruturas para reforçar os sectores produtivos da economia

e alcançar a diversificação económica.” A maior parte deste apoio financeiro (equivalente a USD 117 milhões) irá contribuir para a reabilitação e modernização da rede de infraestruturas destinada a aumentar a segurança e fiabilidade do fornecimento de electricidade através do reforço das linhas de transmissão e distribuição, instalação de transformadores adicionais para aumentar a capacidade e equipamento de compensação reactiva nas cidades de Maputo, Matola, Nacala, Pemba e Lichinga. O montante remanescente será utilizado para apoiar o funciona-

mento e as operações comerciais da EDM (equivalente a USD 29,5 milhões); a criação de capacidade e apoio à implementação (equivalente a USD 1,5 milhões): bem como a criação de capacidade no Ministério da Energia e dos Recursos Minerais (equivalente a USD 2 milhões). “Este projecto de Melhoria da Eficiência e da Fiabilidade da Energia de Moçambique é um programa abrangente do Banco Mundial de apoio ao sector da energia em Moçambique e representa um esforço coordenado e complementar ao de outros parceiros de desenvolvimento que apoiam o desenvolvimento do sector”, afirmou Zayra Romo, Especialista Sénior em Energia e Chefe da Equipa de Trabalho do Banco Mundial desta operação. O projecto explora as lições aprendidas com os recém-executados Projecto de Modernização da Rede de Transmissão, apoiado pelo Banco Mundial, e com o Projecto de Desenvolvimento e Acesso à Energia, entre outros investimentos passados.


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BCI apoia mulher empreendedora

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Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e a empresa Ideias e Conteúdos, patrona do projecto Ideias e Conteúdos (IC) de Empreendedorismo Feminino (ICEF), assinaram, na passada sexta-feira, dia 29 de Setembro, no auditório do edifício sede do BCI, um Protocolo Financeiro e Cooperação que vai disponibilizar à IC uma série de vantagens financeiras, nomeadamente de apoio à tesouraria e ao investimento. “Acho que estamos hoje aqui a valorizar o papel da Mulher na

sociedade moçambicana e acreditamos que este é um meio de a empoderarmos, tornando a sua actividade sustentável”, referiu o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, um dos signatários do Protocolo. Depois, lembrou o apoio que o banco tem prestado ao sector feminino com a criação da Linha BCI Negócios Mulher Empreendedora, uma solução de financiamento para apoiar as actividades correntes, quer de tesouraria quer de investimento; o Cartão BCI Negócios Mulher Empreendedora; as iniciativas “Chá só para elas”; as acções de forma-

ção e as conferências. A terminar, referiu: “A minha palavra é de incentivo. Que corram bem os vossos projectos. Que o trabalho prossiga. O BCI cá estará para as apoiar no desenvolvimento dos vossos projectos. Contém connosco.” Modi Maleiane, a directora-executiva da IC, classificou a assinatura do acordo como “um grande passo para o projecto Ideias e Conteúdo do Empreen-

dedorismo Feminino (ICEF). Este conceito levou um ano a ser projectado e a única maneira de eu estar hoje aqui a transmitir esta mensagem, como mulher, é dizer que dou um grande valor à mulher. Toda a mulher precisa de oportunidades. Este espaço cria essa oportunidade, para aquela mulher que quer fazer alguma coisa. As ideias estão lá. O meu objectivo é satisfazer a mulher moçambicana.”

BCI de mãos dadas com engenheiros químicos O BCI e a Associação Moçambicana de Engenheiros Químicos (AMEQ) celebraram, nesta segunda-feira, dia 2 de Outubro, em Maputo, um protocolo financeiro e de cooperação que formaliza a disponibilização, pelo BCI, de condições preferenciais e exclusivas no acesso a produtos e serviços financeiros aos membros daquela associação. Para o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, a assinatura deste protocolo tem um significado muito especial para as duas instituições “acima de tudo, porque estamos todos a dar um contributo para melhorar as condições e os interesses de uma classe, a dos engenheiros químicos. Este protocolo reforça a relação entre um banco de referência na economia e no sistema financeiro moçambicanos, o BCI, e uma associação que sabemos que é recente, mas que tem um papel importante nomeadamente na defesa dos interesses desta classe”. Paulo Sousa salientou ainda

que “para além das facilidades para os associados criámos também condições para a própria associação, nomeadamente no apoio ao seu programa de actividades e às suas realizações. Mas também permitindo o acesso à pesquisa e à investigação através de Internet gratuita nos espaços da Mediateca do BCI”. Já para o Presidente da AMEQ, António Dança, “esta sinergia permitirá tirar melhor proveito do investimento do BCI e de empresários nacionais e estrangeiros na promoção e no desenvolvimento de projectos inspirados em engenharia química, visto que esta área dita o desenvolvimento do país no progresso de novas tecnologias de processos de produção nas indústrias químicas”. Segundo Dança, com esta parceria “inicia-se um novo ciclo de entendimento e articulação estratégica que permitirá à AMEQ e ao BCI estabelecerem uma comunicação eficaz para fazer

face aos problemas virados à engenharia química” – disse. A finalizar deixou uma mensagem de confiança e de disponibilidade da AMEQ em “contribuir para colocar a engenharia química numa nova trajectória que permita criar dinâmicas de desenvolvimento científico, cultural, social e económico, reforçando a coesão nos processos de produção e inovação tecnológica”.

E rematou: “A AMEQ hoje, amanhã e sempre é daqui”. Refira-se que o evento contou com a presença do Secretário Permanente do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, de Investigadores, docentes de engenharia química da Universidade Eduardo Mondlane, e de membros e quadros da AMEQ e do BCI


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Saúde

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Neurologistas e psiquiátricos alertam:

Há que melhorar o tratamento da epilepsia I Por: Mustafá Leonardo

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édicos neuro log i s ta s e psiquiátricos alertam para necessidade de modernização e consequente melhoria da qualidade de tratamento da epilepsia, visto que a doença tem assumido posições preocupantes no perfil epidemiológicos de países em vias de desenvolvimento, tal é o caso de Moçambique. Trata-se de uma doença que se manifesta pela alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas ou convulsões. Dados actuais da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de epilepsia, com maior pico em crianças e idosos, um quadro que desperta a atenção de autoridades de saúde e diversos organismos que actuam na arena da medicina. No contexto moçambicano, só em 2016 foram registadas cerca de 30 mil consultas de epilepsia, quando o cenário evidencia a ocorrência de mais casos que não chegam a unidades hospitalares por desconhecimento das famílias sobre as manifestações desta doença, segundo assegurou Lídia Gouveia, presidente da Associação Moçambicana de Psiquiatria e Saúde

Mental. Para Gouveia, deve haver desde logo uma intensificação de esforços de forma a dotar os médicos psiquiátricos a responderem melhor no tratamento da epilepsia. Ainda em face desta realidade, o neurologista português e professor na Universidade de Lisboa, José Pimentel, defende a importância da adopção de melhores medidas de diagnóstico, tratamento generalizado da epilepsia, bem como os casos especiais de mulheres grávidas e idosos. Pimental, falando em Maputo, durante um curso técnico envolvendo médicos neurologistas e psiquiátricos de diversas unidades hospitalares de Moçambique e da diáspora, citou o traumatismo, estigmatização, risco de mortalidade precoce, perturbações psiquiátricas e comportamentais como as causas imediatas da epilepsia.

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“Mambas” defrontam Cabo Verde

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Selecção Nacional de futebol (os “Mambas”) joga na próxima terça-feira, em Lisboa, Portugal, com a sua congénere de Cabo Verde em partida amigável e inserida na data-FIFA. Para o encontro com Cabo Verde, em que os dois combinados se preparam para os próximos compromissos internacionais, o seleccionador nacional convocou 22 jogadores já a projectar a estratégia para os restantes desafios de qualificação para o CAN-2019 e a pensar, particularmente, no embate com a Guiné-Bissau, em Março do próximo ano. Do grupo de convocados, o “ca-

pitão” dos “Mambas” Dominguez é a grande baixa, uma vez que à braços com uma lesão. Para o seu lugar, Abel Xavier chamou Wittness que, curiosamente, milita em Portugal, concretamente no Nacional da Madeira. EIS A LISTA DOS CONVOCADOS GUARDA-REDES: Guirrugo e Victor. DEFESAS: Zainadine Jr., Jeitoso, Edmilson, Bheu, Kito, Reinildo e Malembane. MÉDIOS: Clésio, Wittness, Telinho, Raúl, Geraldo, Kambala, Loló, Cremildo, Luís e Gildo. AVANÇADOS: Isac, Ratifo e Lau King.

Cultura

Brasil no festival literatas Os escritores brasileiros Andréa del Fuego e Paulo Lins estão em Moçambique, pela primeira vez, a participar da Feira Internacional do Livro de Maputo e do Festival Literatas. Andréa del Fuego é escritora, formada em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Autora de sete livros de ficção, entre eles o romance “Os Malaquias”, obra vencedora do Prêmio José Saramago cujos direitos foram vendidos para Israel, França, Argentina, Itália, Croácia, Suécia, Romênia, Alemanha e Portugal. Seu último romance, “As Miniaturas”, foi escrito com bolsa de criação literária do Programa Petrobrás Cultural, com direitos vendidos na Argentina, França e Portugal e foi publicado pela editora Companhia das Letras. Paulo Lins é poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão e professor licenciado em Língua Portuguesa e Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor de “Sob o Sol” (poesia), “Cidade de Deus” (romance, adaptado para o cinema com quatro indicações ao Oscar), “Esses Poetas” (poesia,

com seleção e organização de Heloisa Buarque de Holanda), “Desde que o Samba é Samba” (romance) e “Era Uma Vez” (poesia). Os escritores brasileiros participam de mesas redondas na Feira Internacional do Livro de Maputo e no Festival Literatas.

A Embaixada do Brasil e o Centro Cultural Brasil-Moçambique realizarão, igualmente, a peça de teatro infantil “A micaia migrante”, inspirada no conto do escritor moçambicano Miguel Ouana. A entrada para todos os eventos é livre e gratuita


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Culinária

Bolo de iogurte muito fofo Ingredientes:

4 ovos grandes ½ xícara (chá) de óleo 1 pote de iogurte desnatado (firme) 2 xícaras (chá) de açúcar 1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo 1 ½ xícara (chá) de amido de milho 1 colher (sopa) de fermento em pó 1 colher (sopa) de raspas de limão ou laranja

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Preparação

Bata no liquidificador os ovos, o óleo e o iogurte. Peneire os ingredientes secos: o açúcar, a farinha de trigo, o amido e o fermento. Junte os ingredientes que bateu no liquidificador e as raspas. A massa deverá ficar cremosa. Despeje na forma untada e leve ao forno pré aquecido 180°C por 40 minutos. Para servir, polvilhe açúcar de confeiteiro e barre com compota a gosto.

Caril de camarão com coco e feijão verde Ingredientes:

Modo de preparar:

1 kg de camarão limpo Feijão verde q.b. 1 cebola cortada a gosto 2 tomates maduros cortados a gosto 1 colher cheia de massa tomate 2 dentes de alho esmagado 1 lata de leite de coco 1 malagueta Açafrão e colorau q.b. Óleo q.b. para refogar

Comece por fazer um refogado com a cebola, o alho, o tomate e por fim a massa tomate. Acrescente o açafrão e a malagueta. Junte o feijão verde e deixe refogar o sufuciente. Estando quase cozido, junte o camarão, refogue mais um pouco e termine por adicionar o leite de coco. Deixe apurar o molho e rectifique o sal. Sirva acompanhado de arroz ou xima. Bom apetite!

Pão doce da Milou Ingredientes:

1 lata de leite condensado 1 medida da lata, de leite fresco 1 medida de manteiga derretida 2 colheres de sopa rasas de liverina 4 ovos

Modo de preparar: Comece por juntar todos os ingredientes e bata tudo energicamente durante 2 min. Junte 1 kg de farinha aos poucos ate a massa desgrudar. Estando tudo bem amassado, molda logo

no formato que desejar e coloque em assadeiras. Deixe levedar durante 1 hr. Pincele e leve ao forno pré-aquecido à 185 graus durante cerca de 15/20 minutos no máximo. Obviamente que o tempo cozedura dependerá do forno que tiver em casa. O resto é de acordo com a sua criatividade. Se desejar, faça uma calda e deixe ferver um pouco. Retire e deixe arrefecer para depois pincelar os paezinhos e polvilhar com coco ralado. Ou simplesmente pincele e deixe assim so pra dar brilho.


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