Economia Onde Mora a Chama da Esperança
IMPERDÍVEL Periodicidade Bisemanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano 1 Edição nº 21 Setembro 2017 Rua da Concórdia nº 49 – 2º Andar Contactos +258 82 31 00 980; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz
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PASSADEIRA VERMELHA PARA FILIPE NYUSI
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Primeira panificadora industrial já a funcionar
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Sociedade
Mais de 300 mil crianças vulneráveis assistidas pela World Vision na Zambézia
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Cultura
Uma história,um livro
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Estado deve 464 milhões de dólares em bens e serviços
Estado deve cerca de 29 mil milhões de meticais (464 milhões de dólares) às empresas a quem comprou bens e serviços desde 2009 até à data, de acordo com dados apresentados recentemente por Agostinho Vuma, presidente da CTA. Agostinho Vuma, citado pelo Jornal Notícias, precisou que daquele montante cerca de 9000 milhões de meticais (144 milhões de dólares) carecem ainda de visto do Tribunal Administrativo. No decurso de um encontro de reflexão por ocasião da passagem dos 100 dias de tomada de posse da actual direcção da CTA, Vuma anunciou que o governo prometeu pagar 17% do montante em dívida ainda este ano, “na sequência de uma proposta por nós apresentada”. Agostinho Vuma enumerou, por outro lado, várias propostas apresentadas ao governo com vista a melhorar o ambiente de negócios em Moçambique, que tiveram como resultado a eliminação do uso obrigatório dos serviços do terminal especial de exportação de Nacala, a fixação de um novo visto de fronteira e a promulgação da lei de medicamentos, vacinas e outros produtos biológicos para consumo humano.
“Tendo em vista garantir o envolvimento do sector privado na produção, fornecimento de bens e serviços aos grandes projectos que ocorrem em Moçambique, iniciámos o processo de consulta junto dos nossos associados que vai culminar com a
criação da lei de conteúdo nacional”, afirmou. O encontro de reflexão decorreu, decorreu sob o lema “Reformando em tempos de crise”, tendo reunido um número considerável de empresários
Central Termoeléctrica pronta em Janeiro de 2018 As obras da Central Termoeléctrica de Maputo, cujas obras iniciaram em Novembro do ano passado, decorrem a bom ritmo e dentro do cronograma estabelecido, estando actualmente cumpridas em cerca de 80%. Trata-se de uma central que vai produzir cerca de 106 Megawats (MW) de energia eléctrica a partir do gás natural produzido em Pande e Temane, na província de Inhambane. Na senda da visita, que o embaixador do Japão, Toshio Ikeda, efectuou às obras, a entidade executora do empreendimento garante que a primeira queima de gás para produção de energia vai ter lugar em Janeiro de 2018. Entretanto, o teste do equipamento da Central Termoeléctrica de Ciclo Combinado de Maputo deverá iniciar em Dezembro próximo, segundo assegurou nesta segunda-feira o director de Serviços de Produção da Electricida-
de de Moçambique (EDM), Narendra Gulab. Segundo o responsável, a central vai operar em pleno a partir de Agosto do mesmo ano. O projecto co-financiado pelo Japão,
e cujas obras são executadas por uma construtora japonesa, está sendo implantado no bairro Luís Cabral, cidade de Maputo, e é a primeira de alta eficiência no país e na região austral de África
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Acesso universal de energia ainda aquém do desejável
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Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, reconheceu, esta semana, em Maputo, que o acesso universal à energia continua ainda desafiante em Moçambique, não obstante esforços nesse sentido que vêm sendo levados a cabo pelo Governo nos últimos 20 anos. Klemens falava durante a cerimónia de lançamento, pelo Fundo de Energia (FUNAE), da carteira de projectos de energias renováveis, orçada em mais de 500 milhões de dólares norte-americanos, que servirá de instrumento de planificação e orientação para o alcance da meta do acesso universal de energia até 2030. “A energia é um importante catalisador do desenvolvimento económico e social do país. Contribui para o florescimento e crescimento da indústria, aumento da produção, bem como a melhoria das condições de vida da população”, defendeu a governante, sublinhando que foi nesta perspectiva que o governo, através do FUNAE, tem vindo a intensificar, ao longo dos 20 anos, o acesso à
energia nas zonas rurais, particularmente através de energias renováveis, pelo carácter peculiar de fácil e rápida implementação em zonas remotas. Como resultado dos projectos implementados, segundo Klemens, já foram electrificados
Moçambique estará electrificado até 2030 O Fundo de Energia (Funae) de Moçambique apresentou esta segunda-feira, em Maputo, a carteira de projectos de energias renováveis que visa contribuir para que até 2030 a população moçambicana tenha pleno acesso a energia eléctrica. Para o efeito, serão despendidos cerca de 500 milhões de meticais para a montagem das respectivas infra-estruturas de produção de electricidade, através da utilização de fontes solares e hídricas, abran-
gendo as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane (sul), Sofala, Manica, Tete e Zambézia (centro) e Nampula, Niassa e Cabo Delgado (norte do país). Refira-se que durante o período de 2005-2014 mais de 3,7 milhões de moçambicanos a residir em zonas rurais foram beneficiados, tendo sido electrificadas, com base em sistemas de energia solar, 201 vilas, 669 escolas, 623 centros de saúde e 77 edifícios públicos
cerca de 800 escolas, 700 centros de saúde, 230 vilas e construídos 75 postos de abastecimento de combustíveis em todo o país. “Contudo, o acesso à energia contínua desafiante, impondo-nos maior desempenho de modo que o acesso universal seja alcançado até 2030”, disse a ministra, vincando que “o governo está profundamente comprometido com este objectivo”. Na ocasião, recordou que o executivo tem na sua agenda a Estratégia Nacional de Electrificação, um instrumento de orientação e intervenção a diversos níveis que perspectiva o acesso para todos aos serviços modernos de energia. A materialização desta estratégia, segundo Klemens, requer uma visão partilhada e coordenação das várias instituições públicas e privadas cujas competências estão directamente relacionadas com a provisão dos serviços de energia, bem como do sector privado e dos parceiros de cooperação, “que constituem um braço estratégico do governo, sem o qual tornar-se-ia difícil garantir serviços de energia a toda a população”
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Anadrako “testa” produção de algas marinhas
empresa petrolífera Anadarko, que lidera um dos empreendimentos de gás natural na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, vai testar a produção, em pequena escala, de algas marinhas e pepinos-do-mar nalgumas comunidades. A especificação surge num comunicado de imprensa ontem divulgado, a solicitar a manifestação de interessados com vários detalhes sobre os programas ligados a meios de subsistência pesqueiros que a firma norte-americana quer levar à prática. A área abrangida inclui as imediações da baía de Palma e península de Afungi, na província de Cabo Delgado - zona de implantação do projecto “offshore”
(em alto mar) da empresa petrolífera. A Anadarko pretende realizar ensaios participativos para avaliar a “viabilidade da produção em pequena escala de algas marinhas (‘euchema’ e ‘kappaphycus’) e pepinos-do-mar (‘holothuria scabra’)”. Pretende também inventariar formas de pesca existentes, testar artes inovadoras e prestar formação na fase pós-captura, nomeadamente sobre utilização de gelo e oportunidades emergentes de mercado. A petrolífera procura ainda entidades que possam prestar serviços de assistência técnica para co-gestão das actividades, incluindo a criação de conselhos comunitários e ainda uma loja de equipamento de pesca e comer-
APIEX vai promover projectos da ADM A Agência para Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) vai promover todos os projectos da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM) e conceder informação aos investidores nacionais e estrangeiros sobre os produtos do mercado de capitais a níveis nacional e internacional. Para o efeito, a APIEX rubricou, em Maputo, dois memorandos de entendimento, um com a ADM e outro com a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM). Para o director-geral da APIEX, Lourenço Sambo, a assinatura dos memorandos enquadra-se no âmbito da materialização do objectivo do Governo com a sua recente criação que resultou da fusão de três instituições, nomeadamente o Centro de Promoção de Investimentos (CPI), o Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelera-
do (GAZEDA) e o Instituto para
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cialização de pescado. Outra das acções da Anadarko consiste na concepção de um sistema de vales para troca por equipamento como parte da compensação das pescas. A empresa procura ainda entidades interessadas em colaborar na recolha de dados juntos de pescadores e relacionados
com a actividade, bem como no fornecimento de embarcações costeiras de suporte a todas as acções. A norte-americana Anadarko Petroleum planeia um investimento de 15 mil milhões de dólares na província de Cabo Delgado, mas cuja decisão final de investimento ainda não foi anunciada
a Promoção de Exportações (IPEX). “Promovemos todos os sectores da economia nacional e para o caso específico dos aeroportos é importante encontrar parceiros estratégicos para a gestão das áreas de imobiliária, bem como do turismo”, disse Sambo. Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da ADM, Emanuel Chaves, disse que o acto constitui um marco importante para a sua empresa, pois vai garantir a exposição dos seus projectos no mundo. “Nós acabamos de assinar um dos principais pilares para o sucesso da empresa. Abraçamos uma linha de negócios que precisa de muita promoção e a APIEX é casa moçambicana de promoção de investimento”, disse Chaves. Acrescentou que o memorando rubricado vai ainda ajudar a empresa Aeroportos de Moçambique a equilibrar as suas receitas. “Temos vários terrenos dos aeroportos disponíveis para investimentos de várias áreas e esses são os que vão propiciar a geração de novas fontes de
receitas que virão equilibrar as contas que a ADM tem afectadas por causa do tamanho de negócios que efectuou nos últimos anos”, referiu. Quanto ao acordo assinando com a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), o mesmo visa estabelecer uma coordenação interinstitucional para melhoria contínua do ambiente de negócios, o desenvolvimento do mercado de capitais, em geral, e da BVM, em particular. É ainda objectivo do acordo o desenvolvimento de acções que contribuam para o progresso dos recursos humanos da BVM e da APIEX em matérias sobre investimentos e procedimentos para a exportação de bens e/ou serviços por empresas nacionais, bem como matérias relacionadas com o mercado de capitais. Ainda no quadro do memorando, a BVM irá capacitar os quadros da APIEX em matérias específicas sobre mercado de capitais e bolsa de valores com vista à promoção da consciencialização dos investidores sobre o seu papel no financiamento da economia
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Primeiras portagens estarão operacionais próximo ano
s primeiras duas portagens da Estrada Circular de Maputo deverão estar operacionais no primeiro trimestre de 2018, assegurou esta semana o Presidente do Conselho de Administração da Maputo Sul, Silva Magaia. Inicialmente, a Maputo Sul, empresa gestora da Estrada Circular, projectava implementar o sistema de portagens até ao final deste ano, no entanto, problemas de mobilização de financiamentos ditaram o atraso das obras. Silva Magaia, sem se referir aos montantes, garantiu, no entanto, que o Governo já aprovou o financiamento para a construção das duas portagens. Precisou que a primeira portagem irá cobrir o percurso Baixa-Chiango, enquanto a segunda, ficará no troço Zimpeto-Marracuene. Na ocasião, a fonte manifestou preocupação pelo facto de não haver ainda a rentabilização da estrada tendo em conta o desgaste que a infra-estrutura está sujeita. “Temos a consciência de que a manutenção da estrada tem um custo e que, num período de dez anos, no mínimo, não teremos problemas na infra-estrutura. Mas também temos que estar preparados para que quando a manutenção for necessária existam condições para o efeito”, referiu Magaia. No total, foram definidas para a Circular de Maputo, cinco portagens cujo objectivo é gerar receitas que garantam a manutenção do padrão da estrada, oferecer segurança rodoviária na via pública e contribuir para a redução do financiamento directo do Governo nas despesas
trou-se, igualmente, preocupado com a lentidão na transferência dos vendedores que ocupam o mercado de Nwankakana, bem como em relação à retirada das linhas de alta tensão na zona da Malanga. É que segundo ele, em princípio, a construção da Ponte Maputo-KaTembe deverá ser concluída até Dezembro, mas o prazo da conclusão de algumas estradas de acesso pode ficar comprometido devido à lentidão na transferência daquelas infra-estruturas de manutenção de estradas. Refira-se que, ainda em Marracuene, Silva Magaia considerou urgente o estabelecimento de negócios formais ao longo de todo o traçado que compõe a Estrada Circular de Maputo, a Ponte Maputo Ka Tembe e a estrada para Ponta Do Ouro. A fonte alertou que nas condições actuais existe o risco de as pessoas que já foram reassentadas voltarem a ocupar, de forma desordenada, os pontos de onde foram transferidas, mesmo depois de terem sido devidamente compensadas. Actualmente, já começam a surgir ao longo da estrada circular alguns projectos de bombas de combustíveis, mas para Magaia é necessário aproveitar as inúmeras oportunidades existentes para a instalação de infra-estruturas como bancos, lojas e outro tipo de negócios de natureza formal. Lamentou ainda o facto de alguns agentes económicos do sector informal estarem a ocupar espaços e, consequentemente, reduzir o nível de segurança ao longo da via, sobretudo nas zonas de Albasine e Zimpeto. O gestor da Maputo-Sul mos-
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Chemba vai ter fábrica de açúcar
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s obras de construção da fábrica de açúcar no distrito de Chemba, em Sofala, centro de Moçambique, em curso desde Abril do ano passado, terminam em Novembro próximo. Com uma capacidade instalada de 50 toneladas de açúcar orgânico por dia, o empreendimento, pertencente a um grupo denominado Ecofarma Moçambique, Lda, ocupa uma área de produção de cana sacarina avaliada em 3490 hectares. “Até ao momento, como podem ver, os trabalhos estão quase prontos. Já se atingiu 90 por cento da execução das obras. A maior parte das áreas de produção também está coberta”, disse ao “Diário de Moçambique”, o di-
rector do Serviço Distrital de Actividades Económicas de Chemba, Emanuel Mandava. “Portanto, o fabrico de açúcar irá começar assim que as obras terminarem”, garantiu Mandava, para quem os 3490 hectares estão repartidos em duas secções, sendo que 1990 hectares estão reservados, exclusivamente, para a fábrica e 1500 restantes serão explorados através de cooperativas. “Neste momento, temos duas cooperativas com DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra), cujos espaços estão em limpeza. No próximo ano temos perspectivas de constituir mais uma cooperativa”, assegurou. As associações são compostas por 150 membros cada. Segundo o jornal, neste mo-
mento estão envolvidos, directamente, na edificação do empreendimento e em outras tarefas, 579 trabalhadores, oito dos quais estrangeiros. A maior parte da força de trabalho foi recrutada localmente. Embora sem revelar o montante envolvido nas obras, Mandava disse que quando tudo estiver no ponto a empresa prevê
contratar 300 trabalhadores efectivos. Com a entrada em funcionamento da unidade de Chemba, Sofala contará com três empresas açucareiras em actividade, já que estão em actividade as de Moçambique, em Mafambisse, Dondo e de Sena, em Marromeu, continuando por reconstruir a do Búzi
CTA animada com entrada de novas companhias aéreas A entrada de novas companhias aéreas nas ligações domésticas vai contribuir para incrementar o fluxo de turistas no país. Esta convicção foi manifestada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) quando reagia ao anúncio do apuramento da Ethipian Airlines e da Malawi Airlines, juntamente com outras cinco companhias nacionais, para a exploração de rotas aéreas domésticas, no quadro dum concurso lançado para o efeito, pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM). Eduardo Sengo, director executivo da CTA, não avançou nomes, contudo referiu que nestas companhias, há aquela que está interligada com o mundo. Segundo Sengo, a entrada destas companhias, aliada a facilitação de vistos no país, pode ajudar a aumentar o fluxo de turistas, sobretudo, porque vai se reduzir a necessidade duma interligação com a África do Sul para se sair da China ou outro ponto qualquer para Moçambique. Acrescentou que outra vantagem da entrada da Ethipian Airlines é a capacidade que esta possui para operar com custos competitivos e o que pode influenciar
para a redução de tarifas e consequentemente do preço para fazer turismo em Moçambique, numa altura em que a paz também está a se consolidar. De acordo com a fonte, todos estes factores, apenas vão contribuir para que o turismo moçambicano tenha outras perspectivas. Por seu turno, Castigo Nhamane, vice-presidente da CTA, disse que a entrada destas companhias aéreas, para além de vir oferecer melhores preços, vai também melhorar a qualidade dos serviços oferecidos, actualmente, em Moçambique. “É claro que achamos que a nossa companhia deve-se preparar para poder competir
com as mesmas, uma vez que são companhias que oferecem melhores serviços”, apelou Nhamane. Recordou ainda que, nestas companhias, existem uma nova nacional, que é a CFM SA, defendo que a mesma deve ter recursos financeiros suficientes para competir em pé de igualdade com as outras novas. Refira-se que para além da Ethiopian Airlines, Malawi Airlines e CFM SA, também foram apuradas para explorar o espaço aéreo doméstico as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM); Moçambique Expresso (MEX); Transportes e Trabalhos Aéreos (TTA) e Solenta Aviation Mozambique SA
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A causa primária da crise não é a dívida - afirma economista Castel-Branco
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economista Nuno Castel-Branco defende que a crise que se vive em Moçambique não se deve apenas às dívidas ocultas contraídas pelas empresas Ematum, MAM e ProIndicus, mas também resulta das políticas capitalistas adoptadas ao longo dos anos pelo Estado. “A dívida é uma consequência e não a causa primária da crise mais geral. A crise da dívida tornou-se, também, uma causa de outros problemas. Se a causa primária da crise não é a dívida, também não pode ser a dívida ilícita (que é parte da dívida). Estes dois problemas são muito importantes e enfrentá-los é parte da solução, mas não são a causa primária da crise. A crise não foi causada apenas por má gestão ou factores externos”, disse Castel-Branco, que foi um dos oradores da V Conferência Internacional do Instituto de Estudos Sociais e Económicos – IESE, que terminou nesta quinta-feira em Maputo. O economista socorreu-se de um estudo da “forbes” para concluir que Moçambique registou crescimento do número de milionários a um custo de surgimento de muitos novos pobres. “A forma particular como esse processo de reorganização e expansão do capitalismo acontece em Moçambique é determinada pelo foco do processo político e económico nas últimas duas décadas, que consiste em formar uma classe de capitalistas. Revistas especializadas, como a Forbes, mostram que Moçambique é um dos países africanos com uma taxa mais rápida de crescimento do grupo de milionários. Entre 2002 e 2014, o número de milio-
nários moçambicanos duplicou, aumentando em um milhar, e o número de pobres aumentou em cerca de 2,1 milhões. Isto é, cada novo milionário custou pouco mais de 2000 pobres”, concluiu. Para o economista, a formação de capitalistas, nas condições de Moçambique, depende de acesso à capital externo, sendo que, para mobilizar esse capital, o Estado pôs à sua disposição os recursos estratégicos e a sua capacidade de endividamento, conduzindo a economia para a crise que se vive. Castel-Branco acrescenta que a estratégia de formação de capitalistas e que levou Moçambique à situação difícil em que se encontra foi concretizada através de três primeiras ondas de expropriação do Estado: as privatizações de empresas da década de 1990, a expropriação e privatização dos recursos naturais estratégicos na última década e meia e endividamento desenfreado do Estado, na última década, a favor do capital privado. Por outro lado, o académico diz que a resposta que está a ser dada à crise daí resultante é a quarta onda de expropriação do Estado moçambicano, na medida em que este assume a privatização das finanças públicas, a financeirização dos recursos estratégicos e a austeridade social. Isto porque Nuno Castel-Branco entende que, com esta opção do Governo, “a economia gerada não multiplica empregos decentes nem reduz pobreza, embora crie milionários, e reproduz as estruturas dependentes de expansão económica até ao ponto de ruptura, que, neste caso específico, foi cristalizado na crise da dívida” (Fonte: Jornal O País)
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Millennium bim chega a Ancuabe
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m novo balção de atendimento, pertencente ao Millennium bim, foi inaugurado recentemente, no distrito de Ancuabe, na província nortenha de Cabo Delgado. O facto resulta da parceria que o banco tem com a empresa Correios de Moçambique e visa a aproximação da população no acesso a serviços financeiros, bem como o encurtamento da distância percorrida pelas comunidades em busca destes serviços. Com efeito, a abertura deste novo balcão contribuiu igualmente para a requalificação do património imobiliário dos Correios de Moçambique que foi recuperado para permitir a prestação de serviços bancários, bem como a oferta de serviços postais dos Correios num espaço moderno e funcional, que passará a servir os cerca de 110 mil habitantes da região. O acto vem também responder às crescentes necessidades da população em Ancuabe, que a partir de agora vê-se mais próxima destes serviços.
A concretização desta parceria representa uma mais-valia no plano de expansão do Banco, no quadro do programa de bancarização das comunidades rurais e urbanas. Com esta inauguração, o Millennium bim passa a contar com um total de 180 balções distri-
BCI inaugura agência bancária em Nangade O Banco Comercial e de Investimentos (BCI), inaugurou esta semana uma nova agência, na sede distrital de Nangade, na província nortenha de Cabo Delgado. A cerimónia foi orientada pela Governadora da província, Celmira Silva, e contou com a presença de representantes do Banco de Moçambique, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, de membros dos governos provincial e distrital, de representantes do BCI, de agentes económicos e da
população, em geral. Refira-se que a primeira pedra para a construção desta agência foi lançada pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, em Maio deste ano, no quadro da visita presidencial que efectuava àquela parcela do país. Filipe Nyusi deixou nessa altura, em resposta ao pedido da população, a promessa de abertura daquela agência bancária no segundo semestre de 2017
buídos por todo o país. Só em Cabo Delgado dispõe neste momento de onze balções que oferecem produtos e serviços bancários a mais de 1.800.000 habitantes. O Millennium bim é actualmente o único Banco fixado em Ancuabe (in-Savana)
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Governadora de Cabo Delgado convida investidores nacionais e estrangeiros
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Governadora de Cabo Delgado, Celmira da Silva, convidou os investidores nacionais e estrangeiros a tirar proveito das oportunidades de negócio em perspectiva, na província, com a exploração do gás na Bacia do Rovuma.
Celmira da Silva considera que este é o momento próprio para os investidores se fixarem em Cabo Delgado, particularmente em Palma. A Chefe do Executivo de Cabo Delgado disse que para além do gás, o turismo é outra área que oferece oportunidades de negócio naquela província
Zambézia interessa aos tswanas e britânicos Investidores do Botswana e do Reino Unido manifestam interesse em explorar as potencialidades da província da Zambézia. Agricultura, Turismo, Indústria e Energias Renováveis são as áreas eleitas. Com efeito, representantes de duas companhias multinacionais
daqueles países estiveram reunidos, esta semana, em Quelimane, com o Governador da Zambézia, Abdul Razak. Os empresários afirmaram que a vinda a Moçambique é uma resposta à diplomacia económica do Presidente da República, Filipe Nyusi. ( RM Zambézia)
Governo agrava imposto na importação de viaturas usadas O Conselho de Ministros aprovou esta semana uma proposta de alteração fiscal que agrava o imposto de importação de carros usados e de produtos considerados de luxo. A lei visa desencorajar a importação de viaturas com mais de sete anos de uso, e altera as taxas do Imposto sobre Consumos Específicos (ICE). O Conselho de Ministros decidiu igualmente pelo estabelecimento de uma taxa mínima de tributação para viaturas com cilindrada até mil centímetros cúbicos, cuja importação era, até então, isenta de impostos. A referida proposta de lei, a ser submetida à Assembleia da República, prevê a redução das taxas aplicáveis na importação
de viaturas novas, num claro incentivo a esta janela de colecta de receitas para o Estado. Além de reforçar a protecção do mercado nacional, a nova disposição estimula a produção interna e promove o alargamento da base tributária, através de medidas económicas como o fim da isenção de impostos na importação do carapau congelado, sobre o qual passa a incidir uma taxa geral de vinte por cento A porta-voz da sessão, Ana Comoana, explicou que, ao abrigo da lei proposta, as taxas de importação de bens passarão a variar em função de critérios específicos, como sejam o seu carácter supérfluo ou de luxo, no caso de viaturas, ou o seu volume e teor alcoólico, no caso das
bebidas. A perspectiva do Governo, segundo explicou Ana Comoana, é estimular novos investimentos, promover o surgimento de novas indústrias, incentivar o consumo de matéria-prima local, alargar a base tributária e, por via disso, incrementar a geração
de receitas para o Estado e criar novos empregos. Um exemplo desta perspectiva é a proposta de redução das taxas de direitos aduaneiros na importação de bens utilizados na indústria gráfica dos actuais vinte para apenas 7,5 por cento
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Primeira panificadora industrial já a funcionar
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stá apetrechada com os melhores e mais modernos equipamentos para a produção de três linhas de pães em regime 100% industrial, a dimensão abafa todas já existentes panificadoras em Moçambique e compete na lista das melhores a nível de África. Tratase de uma fábrica com capacidade para produzir um milhão e oitocentos mil pães por dia. A panificadora, Espiga de Ouro, efectuou esta quinta-feira, a produção da primeira tiragem de pão, acto que mereceu testemunho das autoridades, com destaque para o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi. Após descerrar lápide e cortar a fita, num acto simbólico de inauguração do empreendimento de mais de 500 milhões de euros, que está implantado na cidade da Matola, Província de Maputo, o Presidente da República disse que a fábrica responde as exigências internacionais em termos de equipamento, segurança e medidas ambientais. O estadista relevou uma vez
mais o papel da indústria enquanto sector fundamental da economia na geração de emprego no país. Segundo dados oficiais citados pelo PR, a indústria alimentar, em particular, é dos que mais contribui na produção nacional, quer através do abastecimento dos mercados e da melhoria da renda dos agregados com uma cifra de 60.4% no mercado de emprego. Aliás, aquela fábrica emprega directamente cerca de 800 trabalhadores e 400 indirectos. Nyusi considera o surgimento de empreendimentos desta natureza como um desafio para o sector agrícola no que concernente a produção de matérias -primas, neste caso o trigo, para abastecer a indústria panificadora. Actualmente, uma parte da farinha de trigo consumida pelas panificadoras é importada, o que torna o preço do pão mais caro, além de que o Governo tem vindo a subsidiar as panificadoras de forma a assegurar que este bem alimentar chegue ao consumidor final a preço a acessível.
“O Governo investiu em 2016 cerca de 400 milhões de meticais no subsídio a panificadoras”, disse o PR para de seguida reiterar a necessidade de um engajamento do sector agrário e agro-industrial para que seja auto-suficiente na produção de matérias-primas e abastecimento do mercado nacional. Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da Espiga de Ouro, Hussein Aly Amad, frisou que o primeiro ganho que a fábrica trás para o mer-
cado é o aumento da capacidade de oferta em termos qualitativos e quantitativos por tratar-se de um produtos de extrema procura e oferta deficitária. “Estima-se que cada moçambicano tem a necessidade de consumir 300g de pão diariamente, nesta ordem, só para satisfazer as cidade e província de Maputo são necessários 5.250 mil baguetes por dia, num contexto em que a fábrica tem capacidade máxima de produzir um milhão e oitocentos mil pães ao dia
Nicoadala empodera-se com grupos de poupança A população de Nicoadala, na Zambézia, está apostar na criação de grupos de poupança para melhor empoderamento económico e facilitar os seus membros o acesso à serviços básicos de saúde, educação e apoio multiforme à crianças em situação de vulnerabilidade naquele distrito. Este facto foi, há dias, testemunhado por uma delegação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e de organizações parceiras do projecto Fortalecendo Comunidades através de Programação Integrada (SCIP, sigla em inglês) Ogumaniha, programa da World VisionMoçambique envolvido nos esforços de prevenção e combate ao HIV/SIDA nesta província. A delegação mostrou-se impressionada com o impacto das actividades desenvolvidas pelo SCIP Ogumaniha e projectos similares, tendo ainda sido explicada que o maior empode-
Grupo de Poupança e Empréstimo de Nivele perante o cofre que garante o seu empoderamento.
Na interacção com as comunidades de Nicoadala, a delegação da USAID ficou a saber da crescente aderência da população ao tratamento antiretroviral
ramento económico está a contribuir para aderência e encorajamento de pessoas padecendo de HIV/SIDA ao tratamento antiretroviral naquela re-
gião. A visita da delegação da USAID aconteceu numa altura em que Moçambique e Estados Unidos da Amé-
rica (EUA) acabam de renovar a sua parceria na luta contra o HIV/SIDA, anunciando um plano anual conjunto que prevê a expansão do acesso a serviços de prevenção e tratamento do HIV no país. Entre as várias metas clínicas que define para 2018, o plano operacional estabelece o objectivo de colocar em tratamento anti-retroviral 375 mil novos pacientes, o que irá elevar para 1.262 milhões o número total de pessoas vivendo com HIV que recebem terapia no país. Salienta-se que desde o seu lançamento do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA (PEPFAR) em Moçambique, em 2004, os investimentos nestas acções já atingiram o montante de três mil milhões de dólares norte-americanos, tendo como principais resultados a melhoria dos cuidados de saúde e aumento do número de pessoas que acedem a serviços de prevenção e tratamento do HIV
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Passadeira vermelha para Filipe Jacinto Nyusi
…e o líder agradece a confiança depositada em si pelos camaradas
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ilipe Jacinto Nyusi viu há dias a passadeira vermelha a ser estendida confortavelmente para se tornar candidato à sua própria sucessão nas próximas eleições presidências do país, a decorrerem em 2019. A decisão da Comissão Política de apresenta-lo como único candidato a presidência do partido, antes do Congresso que começa já na próxima terça-feira, dia 26 de Setembro de 2017, veio desanuviar o aparente ambiente de incertezas que pairava à volta do processo. Muito se questionou em relação a base de apoio do Presidente Filipe Nyusi, dentro do partido para a sua sucessão, mas o cenário se dissipou com a declaração de confiança apresentada publicamente pelos órgãos internos da organização, nomeadamente a Organização da Juventude Moçambicana (OJM), a Organização da Mulher Moçambique (OMM), Associação dos Antigos Combatentes de Luta de Libertação (AACLIN), e agora chancelada pela Comissão Política que, por unanimidade e aclamação, disse sim a candidatura de Jacinto Nyusi. E nesta quarta-feira centenas de membros e simpatizantes do partido juntaram-se
na sede nacional, na cidade de Maputo, para saudar a decisão tomada pela Comissão Política e garantir o seu inequívoco apoio a Filipe Nyusi que, por seu turno, reagiu nos seguintes moldes: “A partir do momento em que a Comissão Política tomou a posição, entrei numa fase de reflexão profunda; o que é dirigir a FRELIMO? Dirigir a FRELIMO significa resolver problemas dos moçambicanos, significa transportar os ideais e os objectivos
sempre presentes em todos os ciclos, em todos os momentos. Este gesto, considero, como uma oportunidade que nos dão para todos os moçambicanos solidarizarem-se com a reflexão da Comissão Política, mas como sempre disse, se me permitirem com a minha reflexão”. O 11º Congresso do partido Frelimo vai realizar-se de 26 de Setembro a 1 de Outubro de 2017, na cidade da Matola, na província de Maputo
Ministério dos Combatentes reunido em Conselho Coordenador O Ministério dos Combatentes está reunido, em Maputo, no seu oitavo conselho coordenador, que decorre sob o lema “MICO, na consolidação da inserção social e económica do combatente”. O Ministério dos Combatentes realiza, a partir de hoje, até sexta-feira, em Maputo, o seu oitavo conselho coordenador, sob o lema “MICO, na consolidação da inserção social e económica do combatente”. O encontro está a debater o relatório de actividades desenvolvidas, desde a reunião anterior, devendo-se aprimorar e rever os mecanismos a adoptar para garantir a inserção socioeconómica do combatente e assegurar a pesquisa, valorização e divulgação da História. O conselho coordenador está, também, a debater a proposta do plano económico e social e do orçamento do Ministério dos Combatentes, para 2018, que prioriza, entre outros aspectos, a consolidação da unidade nacional, através da assistência e inserção social do combatente
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Política
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Urge preservar feitos dos jovens de 25 de Setembro:
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róxima segunda-feira, celebra-se o Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e Atanásio M’tumuke lançou, na última sexta-feira, a semana comemorativa do quinquagésimo terceiro aniversário das FADM O ministro da Defesa exorta as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) a preservarem os valores e o legado deixado pelos jovens de 25 de Setembro. M’tumuke diz ser importante a conservação e transmissão dos valores carregados pelos jovens de 25 de Setembro, visto ser esta uma forma de eternizar, de modo especial, os homens e mulheres que permanecem anónimos. “Exortamos as Forças Armadas de Defesa de Moçambique para que continuem a ser uma verdadeira escola de cidadania, resgatando e disseminando a rica história dos jovens de 25 de Setembro de 1964, através de uma educação cívico-patriótica robusta”, referiu M’tumuke, lembrando que aquando do arranque da Luta de Libertação Nacional, os chamados jovens de 25 Setembro colocaram de lado os seus interesses a favor da causa nacional, que viria a consolidar-se com o alcance da independência: “O 25 de Setembro consolida os actos de coragem, bravura e patriotismo dos mais queridos filhos da nossa pátria, que colocaram acima de todos os interesses a conquista da liberdade e da independência do povo, através da luta armada contra a opressão do regime colonial e fascista português”. De acordo com o titular da Defesa, o compromisso das FADM é de manter o país num clima de segurança e tranquilidade. “Acre-
ditamos que o povo continuará a desfrutar de preciosos e inalienáveis valores da paz e estabilidade a que tem direito, elementos essenciais para o desenvolvimento socioeconómico do país, para o qual todos estamos empenhados”, disse. A semana comemorativa das Forças Ar-
Empresário Abílio Soeiro é Cônsul Honorário da Ucrânia O empresário moçambicano Abílio Soeiro acaba de assumir oficialmente as funções de Cônsul Honorário da República da Ucrânia, em Moçambique, cargo para o qual fora recentemente nomeado. Com efeito, nesta quinta-feira, na Embaixada da Ucrânia, em Pretoria, na África do Sul, recebeu a Patente de Cônsul Honorário, numa cerimónia testemunhada por várias personalidades. Soeiro é um empresário notável em Moçambique e já participou por diversas vezes na Feira de
Lojas Francas, promovida anualmente pelo Tax Free World Association, em Cannes, na França. Abílio Soeiro lançou, recorde-se, a 18 de Julho de 2014, o livro Obrigado Madiba, uma obra literária que resultou de um encontro havido em Maputo entre Nelson Mandela e o autor, contendo 263 páginas e 450 fotografias. O livro foi editado em dez línguas, nomeadamente português, inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, árabe, chinês, japonês e Russo
madas tem sido caracterizada por diversas actividades de cariz social, em todo o país e decorre sob o lema “Forças Armadas de Defesa de Moçambique, celebrando 53 anos empenhadas na defesa do país, soberania, paz, unidade nacional e no desenvolvimento de Moçambique
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Sociedade
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Mais de 300 mil crianças vulneráveis assistidas pela World Vision na Zambézia
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World Vision-Moçambique está a garantir assistência a mais de 300 mil crianças desfavorecidas na Zambézia, uma acção a ser reforçada com o recente lançamento, nesta província, do Projecto de Prestação de Serviços e Apoio a Crianças Órfãs e Vulneráveis (COVIDA). O COVIDA está vocacionada à prestação de serviços de saúde e nutricionais, redução da vulnerabilidade económica das famílias de crianças órfãs e vulneráveis, desenvolvimento da primeira infância e ainda no fortalecimento dos sistemas de protecção social. Na cerimónia do lançamento oficial do projecto, realizado a 06 de Setembro deste 2017, em Quelimane, o Governador da província da Zambézia, Abdul Razak, elogiou o esforços das diferentes organizações não-governamentais que lutam contra a “marginalização da crianças na Zambézia”, frisando que a resposta a esta situação não pode vir apenas das organizações formais, pois, os “grupos vulneráveis precisam de maior atenção em termos de alternativas de vida”. O Governador, um médico de profissão, explicou ainda que “estar saudável não significa somente a ausência de dor no organismo humano, mas sim, que todos os órgãos que o compõem estejam a funcionar em plenitude e sem maculas”. Por seu lado, Graham Strong, Director Na-
Governador Abdul Razak contra marginalização de crianças na Zambézia
cional da World Vision-Moçambique, disse que esta organização pretende contribuir para uma maior utilização dos serviços de saúde e cuidados nutricionais de qualidade, reduzir a vulnerabilidade económica de crianças órfãs e vulneráveis, colaborando com as autoridades governamentais para o fortalecimento dos sistemas de protecção. Já Gabriel de Barros, gestor do COVIDA na Zambézia, acrescentou que este projecto abarca também o registo de nascimentos e educação escolar para crianças em situação de vulnerabilidade, bem como o combate a casamentos prematuros, violência contra a criança, aprimoramento do Parlamento Infantil para “ampliar a voz dos petizes na discussão dos seus direitos e mobilização de diferentes actores para se envolverem de forma mais activa na protecção da criança”
Gabriel de Barros, Abdul Razak e Graham Strong participaram duma exposição alusiva ao lançamento do COVIDA na Zambézia
Jovens querem vida sem álcool Jovens residentes dos bairros de Mafalala e Mahotas, na cidade de Maputo, reconhecem que o consumo de drogas e do álcool retrocede e atrofia o desenvolvimento harmonioso da juventude. O facto foi realçado durante um debate sobre a matéria. Promovido no âmbito do projecto “Juventude e Governação Municipal”, do Parlamento Juvenil (PJ), em parceria com as estruturas locais dos bairros, o debate comunitário, cujo tema foi “O impacto do álcool e das drogas nos jovens”, resultou da crescente preocupação em relação ao consumo excessivo de estupefacientes por parte de jovens, focado na
reflexão sobre os possíveis caminhos para inverter o cenário. O debate enquadra-se no conjunto das acções de reflexão e sensibilização em prol da Juventude em todos os bairros do município de Maputo, visando transformar os desafios actuais em oportunidades, graduando os jovens como agentes de mudança. Centenas de jovens locais, entre consumidores e não consumidores, na sua maioria do género masculino, tem participado de forma activa nos debates e entendem que o consumo de álcool e drogas tem efeitos nefastos nos jovens a nível social e económico, e ainda de saúde.
Na sua maioria, os jovens apresentaram questões relativas a possíveis alternativas que têm para abandonar o consumo do álcool, defendendo a sensibilização para a redução do consumo na socie-
dade, visto ser possível viver sem álcool. A campanha já passou pelos bairros das Mahotas e Mafalala, devendo prosseguir por outras zonas residenciais da capital do país
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Sociedade
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Asfaltagem da estrada Mocuba-Milange em fase final
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s obras de asfaltagem da segunda fase da estrada Mocuba-Milange, na Zambézia, centro de Moçambique, serão concluídas em Dezembro, permitindo, deste modo, a circulação de mercadorias dos portos nacionais para os países do interland. A primeira fase compreendeu a recuperação do troço Mocuba-AltoBenfica, numa extensão de 80 quilómetros, e fez-se há quatro anos. A segunda, ora em curso, entre Alto-Benfica e Milange, com 118 quilómetros, está na fase conclusiva, faltando trabalhar os 20 quilómetros do total da extensão. O Governo e a União Europeia estão a investir cerca de 59 milhões de euros e o objectivo deste investimento é melhorar o transporte de pessoas, circulação de mercadorias e ainda permitir a integração regional com os países do interland, nomeadamente Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e República Democrática do Congo. O delegado da Administração Nacional de Estradas, Moisés Chico, citado pelo “Notícias”, diz que tudo está a ser feito para que a estrada esteja concluída até finais de Dezembro
Fidelidade e Fundação Girl Move promovem “Estágio de Vida” A Fidelidade acaba de oferecer um estágio profissional em Portugal a uma jovem moçambicana durante os meses de Setembro e Outubro. Durante este período esta jovem terá uma agenda rica e variada feita à medida da sua formação, interesses e ambição profissional, incluindo formação no Gabinete de Responsabilidade Social da Fidelidade, em Portugal. A propósito desta iniciativa, Carlos Leitão, director geral da Fidelidade Moçambique afirmou que se “trata-se de mais uma forma da Fidelidade cumprir o seu papel social protegendo as pessoas, garantindo o seu património, a saúde, a poupança e o empreendedorismo, salvaguardando o equilíbrio da sociedade. A aposta na educação é fundamental em qualquer país, e essencial para a nova geração moçambicana. Queremos contribuir para tornar esta nova geração de jovens mulheres mais aptas a desenvolver com dignidade e formação o seu papel de líderes na sociedade do século XXI, potenciando o seu efeito multiplicador de agente de desenvolvimento social, económico e político das suas comunidades e do seu país. Por isso, é com muito orgulho que a Fidelidade se associa à Fundação Girl Move neste projecto”. A GIRL MOVE é uma Fundação que tem como missão a criação de uma nova geração de líderes ao serviço do desenvolvimento do
seu país com uma aposta clara na educação de jovens e da promoção de competências de Liderança e Empreendedorismo Social. A Academia GIRL MOVE desenvolveu um Programa Avançado de Liderança e Empreendedorismo Social em Nampula, Moçambique, pioneiro a nível mundial. O projecto, que nasceu em Moçambique e desenvolveu um plano de cooperação com o Ministério do Género, Criança e da Acção Social, com o Governo de Nampula e com a Cooperação Portuguesa, tem como objectivo combater o insucesso e o abandono escolar e apoiar jovens raparigas no seu crescimento pessoal, proporcionando-lhes experiências
que as ajudarão a ter uma visão global e a conhecerem outras realidades culturais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das jovens neste país. Sobre a Fidelidade A Fidelidade é a seguradora líder de mercado em Portugal, tanto no ramo vida como não vida, registando actualmente uma quota de mercado de cerca de 27,7%. A companhia está presente nos vários segmentos de negócio da actividade seguradora e beneficia da maior rede em Portugal, marcando presença em vários países, nomeadamente Angola, Cabo Verde, Moçambique, Espanha, França e Macau
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Desporto
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Nasir Salé homenageado
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treinador de basquetebol Nasir Salé foi alvo nesta quarta-feira de uma singela homenagem pelos feitos conseguidos até aqui na modalidade. Foi uma distinção justa e merecida, de um técnico que sempre se revelou humilde e competente. Natural de Nampula, Nasir Salé estreou-se como treinador de basquetebol em Cabo Delgado e viria a fazer sucesso em Maputo, à frente de equipas como Maxaquene, Desportivo e Liga Desportiva, juntandose passagens por Costa do Marfim e Angola, antes de, neste momento, ter escolhido Sofala para solidificar ainda mais a sua hegemonia, dirigindo o Ferroviário da Beira. A homenagem, bastante marcante, foi organizada por um grupo de amantes e fazedores do basquetebol.
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Desporto
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UDS perto do título
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União Desportiva do Songo continua imparável e está próximo de conquistar pela primeira vez o título nacional de futebol. A vitória sobre o Costa do Sol, por 2-1, na última jornada, deu-lhe mais oxigénio para não desperdiçar essa possibilidade de ganhar o “Moçambola”, registando nesta altura uma vantagem de oito pontos na pauta classificativa em relação ao segundo classificado, a turma orientada pelo português Nelson Santos. Caberá a Chiquinho Conde saber gerir as jornadas que sobram para a conclusão do campeonato, sendo que próxima ronda recebe em
casa o Textáfrica de Chimoio que luta pela sobrevivência na competição. A UDS soma neste momento 59 pontos e o Costa do Sol tem 51. Pelo andar da carruagem, tudo leva a crer que a questão do tudo está arrumada a favor do UDS, enquanto o Costa do Sol acabará por ser vice-campeão nacional. Por definir está a situação das equipas que descem de divisão, uma vez que Chingale de Tete (26), Maxaquene (30), 1º de Maio de Quelimane (32), Ferroviário de Nampula (33) e ENH de Vilankulo (33), estão na corda bamba. Uma dessas equipas poderá acompanhar AD de Macuácua e UP Niassa ao escalão inferior.
Ferroviário da Beira Hoquistas moçambia caminho de Argel canos apontam canos a Barcelona
O Ferroviário da Beira tenta, neste sábado, dia 23 deste mês de Setembro, em Argel, capital da Argélia, diante a equipa local do USMA, a passagem para às meias-finais da Liga dos Campeões Africanos, em futebol. O desafio revestido de extrema importância é referente a segunda “mão” dos quartos-definal, visto que no encontro da Beira as duas formações não foram para além de uma igual-
dade a um golo. Nesse jogo, os “locomotivas” de “Chiveve” estiveram em desvantagem no marcador, mas o esforço do colectivo conferiu-lhe uma igualdade que deixa tudo em aberto relativamente a decisão da eliminatória. Esta é a primeira vez na sua história que uma equipa moçambicana atinge os quartos-de-final da Liga dos Campeões Africanos, depois de passar por uma fase de grupos
Após a deprimente participação no Campeonato Mundial de Nanjing, na República Popular da China, a selecção moçambicana de hóquei em patins está a desenhar já um plano de “ataque” a próxima edição da prova que terá lugar em 2019, Barcelona, na Espanha. Um plano a médio prazo que poderá conferir à selecção nacional uma nova vitalidade colectiva do ponto de vista físico, técnico, táctico e mental. Mesmo com algumas renúncias de jogados
ao combinado nacional, por vários motivos, como são os casos de Kiko e Fredy, a união continua a ser a palavra de ordem e tudo leva a crer que a direcção da Federação Moçambicana de Patinagem trabalhará no sentido buscar novos apoios para o correcto desempenho da equipa técnica. Neste momento, há uma base alargada de hoquistas com potencial para representar a selecção nacional, no quadro do projecto de expansão da modalidade pelo país
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Reco do Bandolim & Grupo Choro livre em Moçambique
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eco do Bandolim & Grupo Choro Livre, agrupamento formado no Clube do Choro de Brasília, tradicional reduto do choro no Brasil, vai tocar em Moçambique pela primeira vez. O concerto se realizará no Salão Nobre do Conselho Municipal de Maputo, em 27/9 (quarta-feira), às 19h00. A entrada é gratuita. O repertório dos músicos será composto de clássicos da MPB, que exaltam o Brasil e o povo brasileiro. São músicas que integram os shows internacionais da banda, que acaba de retornar de uma vitoriosa excursão de três semanas pelos Estados Unidos, onde se apresentou em Boston, Washington e Nova York, tocou no Brazilian Day e fez palestra/show na lendária Escola de Jazz de Berklee, considerada o templo sagrado do género. Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, é baiano de Salvador. Chegou a Brasília ainda adolescente e participou de bandas de rock, nos primórdios do movimento musi-
cal que projetaria a cidade na década de 80. Mas a descoberta do bandolim e os discos do mestre
Jacob Bittencourt despertaram uma paixão definitiva pelo Choro, e a guitarra foi definitivamente
colocada de lado. Participou do grupo de fundadores do Clube do Choro de Brasília, em 1978, e forjou seu estilo em rodas musicais ao lado dos mestres Waldyr Azevedo, Avena de Castro, Alencar 7 cordas, Armandinho Macedo e Pernambuco do Pandeiro. Presidente do Clube do Choro de Brasília e fundador da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, Reco do Bandolim é ainda jornalista profissional e radialista. Reco do Bandolim & Choro Livre já excursionaram pela Europa, Ásia, África, América do Sul, Caribe e América do Norte. Participaram de festivais de música e fizeram shows nos Estados Unidos, China, Canadá, Áustria, Espanha, Portugal, França, Alemanha, República Tcheca, Tunísia, Emirados Árabes, Argentina, Peru, Suriname e Uruguai e Cuba. O grupo é formado por Reco do Bandolim (bandolim), Henrique Neto (violão 7 cordas), George Costa (violão 6 cordas), Marcio Marinho (cavaquinho) e Valério Xavier (pandeiro)
BCI e ENAV selam 20 anos de parceria Está patente desde a semana passada no Auditório do BCI, em Maputo, a 21ª exposição dos estudantes da Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), intitulada ‘Processos, Criações e Aprendizagem’. Esta mostra é, segundo o Secretário Permanente do Ministério da Cultura e Turismo, Domingos Artur, uma oportunidade para passar em revista as duas décadas de parceria entre o BCI e a ENAV, que permitiu a formação de profissionais de arte e cultura. Aquele responsável salientou que as actividades lectivas e de formação levadas a cabo pela ENAV têm em vista “fazer com que não só tenhamos cada vez mais um acrescido número de graduados anualmente mas sobretudo que eles sejam capazes de fazer parte do processo de desenvolvimento do nosso país não só no domínio das artes e cultura”. Num outro desenvolvimento, recordou que “o nosso fim não é de formar artistas. Eles serão artistas, mas acima de tudo terão que ser produtores de riqueza nacional. Serão o veículo de comunicação, de transmissão dos valores culturais, através das telas, da cerâmica, dos vesti-
res, da tecelagem, de todos os produtos que eles transformam em matéria de arte”. A directora da ENAV, Ricardina Marcos, referiu-se igualmente às duas décadas de parceria, nos seguintes termos: “Esta exposição é mais uma entre tantas que vêm sendo realizadas desde 1997, graças à colaboração e apoio inestimável do BCI. Por isso, a Escola Nacional de Artes Visuais, mais uma vez, expressa o seu reconhecimento e gratidão pelo papel do BCI no
apoio ao processo de ensino e aprendizagem técnico artístico”. Já o director de Marketing do BCI, Rogério Lam, afirmou que “esta exposição revela, uma vez mais, o enorme talento que existe em Moçambique. Demonstra também como os jovens artistas no país assumem com determinação e responsabilidade o legado que lhes é transmitido pela geração de Mestres que muito orgulha Moçambique, daí o carinho especial que o BCI lhes reserva”. ~ E finalizou: “este ano selamos 20 anos de parceria entre as duas instituições. Estes laços permitiram e permitem o lançamento e promoção de talentos que a Escola Nacional de Artes Visuais forma, sendo um dos vários exemplos claros de intervenção social do Banco, no âmbito da sua política de responsabilidade social”. Recorde-se que esta parceria remonta a 1997, ano em que as duas instituições assinaram um protocolo que prevê o apoio do BCI às actividades da ENAV e a realização de exposições anuais de obras produzidas pelos alunos daquele estabelecimento de ensino técnico-profissional
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Cultura
Uma história,um livro
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comunidade do bairro Fraqueza, em Morrumbala, está a introduzir uma nova abordagem para registo de contos, provérbios e histórias típicas da vida, cultura e hábitos daquela região da Zambézia. Com apoio do projecto de Educação da World Vision-Moçambique (WV-Moç), crianças e adultos juntam-se, uma vez por semana, na sombra de uma frondosa mangueira para contar histórias visando posterior registo em livros e, assim, salvaguardar a cultura da região. Os conteúdos das narrativas reflectem a realidade local e ajudam as crianças a cultivar e compreender os conteúdos dos livros que são da sua realidade, cultura e ensinamentos. Este processo está igualmente a encorajar jovens a cultivar o hábito de leitura e escrita, bem
como promover, através do livro, a tradição local, valores morais e direitos das crianças, segundo explicou João Chinai, Oficial de Desenvolvimento de Nhamaraua e um dos responsáveis pela implementação da iniciativa naquela Área de Desenvolvimento de Programas (ADP) da WV-Moç. O grupo é constituído por cerca de 70 crianças e um número indeterminado de adultos interessados em transmitir valores culturais, tradicionais e morais prevalecentes nesta zona. Este programa iniciou em 2015 para desenvolver e estimular aprendizagem nas crianças. Com esta abordagem de literacia, a WV-Moç está a criar campos de leitura nas comunidades onde as crianças possam ter oportunidade de entrar em contacto com o livro, brincar, divertir-se mas, ao mesmo tempo, desenvolver habilidades de leitura e escrita de forma animada
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Jovens de Morrumbala entusiasmados com o registo das suas histórias em livros
João Chinai frisa importância do registo de contos e histórias locais para promoção da leitura e escrita
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Culinária
RECEITA CAMARÃO NA MORANGA (directamente da Bahia) •1 kg de camarão médio •4 colheres (sopa) de azeite de dendê •2 dentes de alho •1 cebola •1 tomate sem sementes •sal e pimenta-do-reino a gosto •1 copo de requeijão cremoso •1 moranga ou abóbora jacaré •coentro a gosto •300 gr de mussarela MODO DE PREPARAR 1. Retire a tampa e as sementes da moranga (ou abóbora) cozinhe numa panela grande com água. Depois de cozida retire um pouco de abóbora para juntar ao creme, reserve. Em outra panela, aqueça o azeite de dendê e refogue o alho e a cebola, junte o camarão e deixe cozinhar por 5 minutos Adicione os tomates picados, a pimenta, o sal e o coentro. Misture bem e adicione um pouco de abobora cozida e por último coloque o requeijão Forre o interior da moranga ou abóbora com queijo mussarela e despeje o creme de camarão, cubra com a mussarela leve ao forno ate derreter o queijo. DICAS: se preferir , Substitua o camarão por frango, carne seca, palmito ou cação.
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