Economia Onde Mora a Chama da Esperança
IMPERDÍVEL Periodicidade Bisemanal Director Editorial: Gervásio de Jesus Ano 1 Edição nº 20 Setembro 2017 Rua da Concórdia nº 49 – 2º Andar Contactos +258 82 31 00 980; +258 84 55 27 437 Email revistaidolo@idolo.co.mz www.idolo.co.mz
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CONGRESSO DE REFORMAS!
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Acelerar migração digital
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Economia
Rubis a saque em Cabo Delgado
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Cultura
Jeremias Langa é também escritor
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Congresso de reformas!
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proxima-se a data da realização do XI Congresso do Partido Frelimo, que vai decorrer de 26 de Setembro corrente a 1 de Outubro próximo, no município da Matola, província de Maputo. O Congresso constitui o momento mais alto da Frelimo, por ser o órgão de decisão e de eleição dos novos membros das estruturas centrais do Partido, incluindo a Comissão Política, órgão mais elevado. O evento, que é aguardado com inusitada expectativa, ocorre num momento bastante conturbado da vida económica, social e política do país, por isso, para além de olhar para o funcionamento interno da organização, o Congresso deverá debruçar-se sobre o futuro dos moçambicanos nos próximos tempos. O “Dossier” Paz é, sem dúvidas, um dos assuntos dominantes da agenda da reunião, por constituir um enigma para muitos militantes e simpatizantes em torno dos detalhes do processo que tem suscitado análises, debates e interpretações díspa-
res na praça pública. O Partido tem vindo a apelar aos seus militantes, em particular, e moçambicanos, em geral, para prosseguirem com acções que visam consolidar a paz para viabilizar a prossecução de actividades produtivas. Outra matéria relevante, que será aflorada, tem a ver com as chamadas dívidas ocultas já assumidas pelo Estado moçambicano e a forma como o Governo deverá passar a se relacionar com os parceiros de cooperação, após o braço de ferro movido pelos doadores. A divida interna e externa do país, a situação da indústria extractiva e a problemática da agricultura, agro-indústria e de outros sectores produtivos estarão, certamente, também na mesa de debates. O Congresso vai ainda definir estratégias da Frelimo para as eleições autárquicas de 2019 e gerais de 2019. O Congresso vai escolher o candidato do partido para o sufrágio presidencial de 2019, eleger um novo Secretário-Geral, novos membros para o Comité Central e Comissão Política
Nyusi será candidato às presidenciais de 2019 - afirma Fernando Faustino, Secretário-Geral da ACCLN O Secretário-Geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACCLN) afirmou não ter dúvidas de que Filipe Nyusi será o candidato da Frelimo nas eleições presidenciais de 2019. “Não temos dúvidas disso. É o nosso candidato em 2019 para os próximos cinco anos, nós todos depositámos confiança nele”, disse Fernando Faustino, em entrevista ao semanário Savana. Segundo Fernando Faustino, uma figura influente no partido no poder, além da ACCLN, a Organização da Juventude de Moçambique (OJM) e a Organização da Mulher Moçambicana (OMM), também integradas na Frelimo, vão apoiar a recandidatura do actual chefe de Estado moçambicano e presidente da organização para mais um mandato. “Não há porquê pensarmos numa outra
pessoa neste momento. A única pessoa que neste momento temos para dirigir o
país, conforme as regras do nosso partido, é o presidente Nyusi. Não temos dúvidas sobre isso”, enfatizou o Secretário-Geral da ACCLN. Referindo-se ao próximo congresso da Frelimo, que vai decorrer de 26 de Setembro a 01 de Outubro, Fernando Faustino declarou que o encontro será uma plataforma para o presidente do partido dar orientações sobre o rumo que o mesmo deve seguir nos próximos anos. “O Presidente Nyusi vai dirigir o congresso e vai dar orientações sobre como as coisas devem correr. Há continuidade e há renovação (nos órgãos do partido), ou seja, há camaradas que vão entrar e há camaradas que vão sair”, acrescentou Fernando Faustino. A ACCLN engloba membros da Frelimo que fizeram parte da luta de libertação nacional do colonialismo português, desde a fundação da organização em 1962 até à independência do país em 1975. Filipe Nyusi foi eleito Presidente da República em 2014 e investido no cargo em 2015, para um mandato de cinco anos, que termina em 2019. Caso se candidate e seja eleito em 2019, será o seu último mandato, uma vez que a Constituição da República limita a dois mandatos a função de Chefe de Estado
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Um novo pacto político e social com o povo - considera João Colaço “Todas as expectativas são marcadas por um reacender de esperanças de um novo pacto político e social entre a Frelimo e o Povo”, considera o analista e sociólogo João Colaço. Pela confiança na capacidade do Congresso de trazer respostas para as grandes problemáticas da vida do povo, Colaço considera ser oportuno repensar as políticas de gestão para que se tenham pessoas e instituições capacitadas a dar respostas acertadas nos diversos sectores de actividade. Aliado a isso, o sociólogo é de opinião que o partido deve rever as filosofias para a indicação de dirigentes de instituições que, muitas vezes, são baseadas na confiança política, pois o país tem muitas pessoas com ideias brilhantes. “Pode ser que não faça parte da agenda, mas é uma das prioridades debater sobre
os recursos minerais e sua exploração para encontrar uma solução de como estes podem tirar Moçambique da pobreza”, disse, para em seguida lamentar a desigualdade de oportunidades e distribuição não equitativa da riqueza nacional, com o posicionamento de que estas questões devem também ser analisadas pelos camaradas. No que diz respeito a eleição de novos membros para a Comissão Politica e Comité Central, Colaço disse esperar uma reestruturação e que sejam eleitos quadros capazes de dinamizar a máquina partidária. No atinente ao Dossier da Paz e estabilidade económica do país, o académico entende que o desenvolvimento económico está directamente ligado às questões políticas. Argumentando, Colaço explicou que
Nyusi sairá mais forte! - acredita Ericino de Salema
O analista político, Ericino de Salema, acredita que o “Presidente Filipe Jacinto Nyusi sairá mais forte do Congresso do partido”, que se realiza este mês, na cidade da Matola. E quanto ao “Dossier Paz”, Salema acha que “o processo não será sustentável
sem envolver outras sensibilidades. “Logo à partida o processo acha-se como que “inquinado”, disse o analista e jornalista moçambicano quando questionado pela Revista Ídolo, a propósito das expectativas em torno do XI Congresso do partido Frelimo
só com um ambiente de paz e estabilidade política, Moçambique poderá recuperar a confiança dos investidores externos e retomar o seu ritmo de crescimento
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Política
Brigadas centrais nas províncias
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rigadas centrais de assistência aos comités provinciais da Frelimo estão a orientar sessões de estudo dos documentos que serão debatidos durante o Congresso do partido. A proposta de revisão dos Estatutos, o Programa Quinquenal do Partido, O Regimento do XI Congresso e o relatório do Comité Central à reunião máximo são alguns dos documentos em análise neste momento. Esta é considerada uma das etapas cruciais da preparação do congresso, tal como disse António Niquice, porta-voz do partido, em conferência de Imprensa. “São documentos cujas matérias constituem aspecto central, com vista a aprimorar
a máquina política do partido para discutir questões de interesse nacional. O estudo está a ser feito pelos delegados e convidados ao nível das províncias”, disse. Segundo Niquice, o estudo prévio dos documentos vai permitir a consolidação dos debates iniciados na base com a sistematização das grandes ideias que irão contribuir para a formulação de políticas públicas, respondendo assim às expectativas dos moçambicanos em relação a soluções concretas das suas preocupações e, ao mesmo tempo, criar condições para tornar o partido mais forte e coeso. “Esta metodologia de trabalho impulsionada pelo Presidente do partido, Filipe Nyusi, vai permitir que os congressistas revisitem
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os conteúdos destes documentos, que também foram objecto de apreciação na última sessão do Comité Central, de modo a enriquecer o debate e as questões que, eventualmente, possam ter sido colocadas à parte”
“Não exijam que dirigentes de instituições sejam da Frelimo” - Mia Couto diz que partido no poder aborda alguns temas de forma superficial, por isso os problemas nunca são resolvidos Mia Couto esteve igual a si mesmo. Falou de peito aberto perante os “camaradas”. Diz que o partido no poder aborda alguns temas de forma superficial, por isso, os problemas nunca são resolvidos. Aponta como exemplo a distribuição da terra, que se diz ser propriedade do Estado e que não deve estar à venda, mas que a realidade mostra o contrário. Para o escritor, a terra é, sim, vendida no país e o partido no poder não deve tapar a vista diante deste facto. “Aqui é preciso não só corrigir, como também repensar a relação que o partido Frelimo tem com o fenómeno da urbanidade, da modernidade. Há dificuldades de lidar com essa complexidade. E essa dificuldade está bem patente, porque a Frelimo já perdeu três das quatro maiores cidades do país”, lembrou Couto, alertando que o partido no poder não deve tratar as pessoas apenas como eleitores, mas como cidadãos. Defende o escritor que o partido no poder deve saber aceitar ideias contrárias e que, nas instituições, as pessoas não devem ser dirigentes pela cor partidária. “Não que os
chefes das instituições sejam membros da Frelimo. Não é isso o mais importante. Exijam a esses chefes que sejam competentes, que sejam patriotas, que se dediquem, defendam os interesses da cidade, do país. Às vezes, as pessoas honestas fazem isto (chefiar) melhor que os ´camaradas´ que não são tão honestos”, disse. Alcido Nguenha e António Hama Thai,
membros da Frelimo, que também estiveram no painel com Mia Couto, falaram dos desafios para impulsionar o desenvolvimento da Cidade de Maputo, assim como do papel dirigente da Frelimo no desenvolvimento da capital. Defendem maior coesão na Frelimo, para que o partido consiga enfrentar os actuais desafios. Alcido Nguenha foi mais longe e disse que os dirigentes da Cidade de Maputo cometeram um grande erro ao determinar que a Polícia Municipal podia fiscalizar cartas de condução e seguros, em viaturas particulares. Já o primeiro secretário da Frelimo na Cidade de Maputo, Francisco Mabjaia, explicou que o seminário de planificação estratégica da Frelimo visa preparar o partido para os desafios que existem na capital e os desafios futuros do partido. Participaram no encontro da Frelimo representantes do município de Maputo, membros da Assembleia Municipal, deputados da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, docentes, músicos, entre outras individualidades
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Datas marcantes da história 25-06-1962 - Fundação da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e eleição do primeiro presidente do movimento, Eduardo Mondlane. 23/28-09-1962 - I Congresso da Frelimo O primeiro congresso teve como principal importância a afirmação da Unidade Nacional e a não tolerância de qualquer tipo de descriminação, seja ele étnico, raça, cor, religião. O congresso condenou ainda o tribalismo e proclamou que a luta de libertação do povo moçambicano é uma luta de libertação nacional. 25-09-1964 - Frelimo declara início da luta armada contra o colonialismo português. 25-07- 1968 - II Congresso O segundo congresso foi realizado em território nacional, no distrito de Madjedje, em Niassa, numa das zonas libertadas, e em plena luta armada. Entretanto havia vozes que queriam realizar o congresso na Tanzânia, mas depois de um empate nos votos, o Presidente Eduardo Mondlane tomou da palavra e decidiu que o congresso realizarse-ia no território nacional. O congresso ficou marcado pela determinação da Frente de Libertação em conquistar mais zonas e alcançar novas vitórias 03-02-1969 - Assassínio de Eduardo Mondlane. Triunvirato - Samora Machel, Uria Simango e Marcelino dos Santos assume direcção da Frelimo. 14-05-1969 - Samora Machel sucede a Eduardo Mondlane na presidência da Frelimo. 25-06-1975 - Proclamação da independência de Moçambique e ascensão de Samora Machel à Presidência da República Popular de Moçambique.
03/07-02-1977 - III Congresso. O terceiro congresso, realizado entre 3 a 7 de Fevereiro, em Maputo, foi um acontecimento histórico e importante para o país. Pela primeira vez os membros da Frelimo e representantes da sociedade reuniam-se em solo libertado. Este congresso ficou também marcado pela criação de um partido único de orientação marxista-leninista, a organização de um Estado moderno e uma sociedade dirigido pelo Partido único, a Frelimo, que passou de Movimento de Libertação a força político. 26/30-04-1983 - IV Congresso. Sob o Lema “Defender a Pátria, Vencer o Subdesenvolvimento e Construir o Socialismo”, no quarto congresso da Frelimo foi tomada uma das mais importantes decisões políticas com vista a reversão da situação social e económica que o país vivia na altura. 19-10-1986 - Morte de Samora Machel e ascensão de Joaquim Chissano à presidência da República e liderança da Frelimo. 17-07-1989 - V Congresso. No mês de Julho, a cidade de Maputo recebeu o quinto congresso do partido, onde vários temas ficaram definidos, entre eles, o abandono da Frelimo ao sistema de marxismo-leninismo e a aposta da iniciativa privada, ou seja, o capitalismo. Agosto de 1991 - VI Congresso. O sexto congresso marca o abandono do marxismo, e adopção de uma política reformista tipo ocidental, caracterizada pela defesa do pluralismo político, economia de mercado, entre outros. Viragem ideológica profunda que não deixa de trazer enormes problemas internos a Frelimo. 27/29-10-1994- Frelimo ganha primeiras eleições presidenciais e legislativas. Joaquim Chissano eleito Presidente
da República. 19/24-05-1997 - VII Congresso. O sétimo congresso realizado de 19 a 25 de Maio, na Matola, foi importante pelo facto do partido, depois de ter alcançado o acordo de paz que pôs fim a guerra com a força da oposição, a RENAMO e de ter vencido por maioria absoluta as primeiras eleições gerais multipartidárias, e do seu candidato ter sido eleito para o cargo de Presidente da República. 03/05-12-1999 - Frelimo ganha segundas eleições presidenciais e legislativas. Joaquim Chissano reeleito Presidente. 10-06-2002 - VIII Congresso. No oitavo congresso realizado de 13 a 17 de Junho, na Matola, foram fortalecidas as acções do partido e traçados alguns dos objectivos fundamentais tais como, consolidação da independência, da soberania e da paz no país. 01/02-12- 2004 - Frelimo ganha terceiras eleições presidenciais e legislativas. Armando Guebuza eleito Presidente. 07-03-2005 - Armando Guebuza eleito presidente da Frelimo. 10/14-11- 2006 - IX Congresso. O nono congresso realizou-se de 10 a 14 de Novembro, em Quelimane, Zambézia sob a direcção do Presidente e Secretário-Geral da Frelimo, Armando Guebuza, actualmente o Presidente do país, reeleito nas últimas eleições realizadas em 2009. 28-10-2009 - Frelimo ganha quartas eleições presidenciais e legislativas. Armando Guebuza reeleito Presidente. 23-09-2012 – A Cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado, acolhe o X Congresso do Frelimo que culminou com a reeleição de Armando Guebuza para a presidência do partido
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Requer-se solução definitiva para a paz - diz José Rodolfo
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m meio a vários assuntos que poderão ser debatidos no XI congresso do partido Frelimo, os quadros e simpatizantes da formação política denotam certa atenção sobre os debates e decisões atinentes a paz e economia nacional. José Rodolfo, Primeiro Secretário do partido cinquentenário a nível do posto administrativo da Matola “A”, desafia o Congresso a trazer “uma solução definitiva sobre a paz no território moçambicano”. Segundo a análise do secretário, as acções do Presidente da República e do partido, Filipe Nyusi, no dossier da paz, precisam ser acarinhadas e acompanhadas para que a paz seja uma realidade. “Porque a paz é a solução
para que se consiga todo o resto”, frisou. Questionado sobre que filosofia espera que Congresso defina para a Frelimo se fazer nos pleitos eleitorais que se avizinham, Rodolfo disse estar convicto que a experiência e maturidade do partido farão revestimento a imagem desta agremiação e “deve estar alicerçada numa visão que mostre um futuro risonho para o país”. No entender da nossa fonte, “ao conseguirmos a paz definitiva estaremos a abrir uma nova página na nossa democracia, haverá muito mais concorrência e disputa do espaço político e isso não pode amedrontar quem quer que seja. Não vamos rejeitar os outros”. No aspecto económico, a fonte espera que haja uma reorien-
Juventude apela políticas de emprego
Tantas são as recomendações dos diversos segmentos da sociedade para o XI congresso. Os intervenientes entrevistados pela Ídolo são quase unânimes em afirmar que o Congresso deve servir para reactivar a chama da esperança no seio da nação moçambicana. A juventude, em particular, vê nisso uma oportunidade de reavivamento da unidade nacional e de concertação sobre os diversos
problemas que afectam a classe juvenil com destaque para a falta de emprego. Assim, o desejo é de que o Congresso sirva para reflectir sobre as políticas de emprego. “A juventude como pilar do partido e do país deve ser acarinhada e estar no epicentro das prioridades. O Congresso deve trazer esperanças para a juventude”, afirmou Marla Manhoa, membro da Organização da Juventude Moçambicana (OJM)
tação para a produção, em todos os sectores de actividades, com destaque para a indústria e turismo. “O nosso presidente tem instado a população a produzir cada vez mais. Espero que o Congresso traga orientações claras para a revitalização da economia”, disse. Rodolfo entende que o país deve explorar o campo indus-
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trial com prioridade, considerando a abundância de matérias-primas na agricultura, mineração e mão-de-obra. “Penso também que o Partido deve chamar atenção para que o campo turístico seja uma das prioridades e que se invente uma nova forma de abordar o turismo, pois temos recursos para paisagísticos para tal”, disse a finalizar
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Novo pavilhão quase pronto
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preparação para a realização do XI Congresso da Frelimo, partido no poder, está a decorrer sem sobressaltos e o espaço, em construção para o acolhimento do evento, deverá ser entregue dentro do prazo estabelecido. Neste momento, as obras de reconstrução do Pavilhão dos Congressos – destruído aquando do último vendaval que afectou a província de Maputo –, na cidade da Matola, estão a mais de 90 porcento de execução. António Niquice, porta-voz da Frelimo, garante que o esperado evento será realizado naquele espaço. “Já estamos perto dos 95 porcento de execução, e acreditamos que a obra será entregue a tempo. Isso quer dizer que estão criadas condições para que o nosso Congresso decorra nas novas instalações construídas de raiz”. Niquice reiterou os agradecimentos aos membros e simpatizantes por terem contribuído para a edificação daquela infra-estrutura. “Estas infra-estruturas foram construídas graças a contribuição dos membros e simpatizantes do nosso partido. Esse apoio foi em
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espécie e em materiais. Ademais, temos vindo a receber animais de várias espécies que servirão para as nossas refeições durante esse grande evento”, detalhou. Espera-se, no encontro, a presença de mais de três mil participantes provenientes de todo o país e do estrangeiro. “A sala tem uma capacidade igual ou superior a 3500 pessoas e, nesse universo, irá com-
portar os delegados, mas também convidados que provém de todas as províncias e do estrangeiro”, explicou Niquice. O XI Congresso da Frelimo irá decorrer de 26 de Setembro a 1 de Outubro de 2017. O último teve lugar em Pemba, província de Cabo Delgado, em 2012. O mesmo serviu para definir estratégias do partido para as eleições autárquicas de 2013 e gerais de 2014.
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Revista Global Finance confere prémio ao BCI
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Banco Comercial e de Investimentos (BCI) conquistou o Prémio ‘Melhor Banco de Investimento em Moçambique’ (‘Best Investment Bank in Mozambique’) 2017, instituído pela prestigiada revista de economia e finanças norte-americana ‘Global Finance’. Outras categorias destes galardões são, entre outros, ‘Melhor Banco Central’, ‘Banco mais Sólido’ e ‘Melhor Banco Regional dos Estados Unidos’. Refira-se que a cerimónia de
entrega dos troféus – este ano é a 19ª edição – irá ter lugar no National Press Club em Washington DC, capital dos Estados Unidos, no próximo dia 14 de Outubro, durante o encontro anual do FMI e do Banco Mundial. A revista ‘Global Finance’, fundada em 1987, tem uma circulação média de 50 mil exemplares, sendo lida um pouco por todo o mundo. Uma das suas missões é ser uma ferramenta útil, auxiliando líderes empresariais, banqueiros e investidores a traçarem o rumo dos seus negócios
Corrupção zero na actividade mineira - define ministra do pelouro
Rubis a saque em Cabo Delgado A Polícia da República de Moçambique (PRM) expulsou mais de seis mil garimpeiros ilegais das minas de rubi de Namanhumbir, mas, três meses depois, alguns voltaram à Montepuez e continuam a roubar minerais, normalmente. Parte dos garimpeiros ilegais são cidadãos estrangeiros. A informação foi confirmada pela população e
O Governo acaba de alertar que vai intensificar a inspecção nas actividades mineiras na província de Maputo de modo a fazer com que todos os operadores cumpram com a lei de exploração mineira. A Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, que avançou o facto, disse que é tempo de acabar com a corrupção no sector. “Com regra e decisão do governo, corrupção zero. Nesta área não queremos corrup-
ção, não queremos, porque em algum momento também merecemos. Achamos que o moçambicano tem que ter a oportunidade, mas o que nós deparamos é que o moçambicano, agora, tem que perceber também que já passou essa fase. A fase agora é de dele provar que também é um bom empresário e que pode estar neste mercado” , frisou a ministra do Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens
pelo governo do distrito que acrescentou que para além da pilhagem de minerais, está preocupado com tráfico de droga. A população culpa a Polícia pela exploração ilegal naquele ponto do país, mas a administradora de Montepuez, considera que a comunidade local é que protege os garimpeiros ilegais que entram no distrito
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Privados para reconstruir porto de Angoche
A zona costeira da província de Nampula, bastante rica em frutos do mar, desponta um favorável cenário para negócios na arena pesqueira, pelo que conjuga as fundamentais condições para atrair investimentos. O corredor costeiro do distrito de Angoche é abundante em atum e outras espécies bastante procuradas sobretudo no mercado estrangeiro, destaque para o asiático. No entanto, a inexistência de uma infra-estrutura portuária adequada impossibilita a captura do pescado em regime
industrial. Olhando para as qualidades e adversidades instaladas, o governo projectou a reconstrução e ampliação do porto de Angoche, actualmente degradado e em desuso. De acordo com o Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, o sector que dirige em coordenação com o Ministério das Finanças, estão na fase de conclusão dos procedimentos para o lançamento do concurso público para o apuramento de um operador privado.
INAE encerra treze estabelecimentos em quinze dias
A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) diz que grande parte dos problemas de higiene nos estabelecimentos comerciais derivam de falhas deixadas passar no licenciamento dos agentes económicos. No informe à imprensa, a INAE revelou que problemas de higiene e limpeza nos estabelecimentos comerciais têm sido a grande deficiência encontrada no trabalho inspectivo. E pelo que constata no terreno, a Inspecção culpa as entidades responsáveis pelo
licenciamento de actividades económicas em diversas áreas, por não exigir todos os requisitos para concederem autorização de início de trabalhos. Por estas falhas, só nas últimas duas semanas, a INAE encerrou 13 estabelecimentos em todo o país. Os técnicos também fiscalizaram as actividades económicas na 53ª edição da FACIM e concluíram que os problemas de higiene no sector de restauração melhoraram. De 26 de Agosto a 08 de Setembro foram fiscalizados 415 estabelecimentos económicos
Segundo Mondlane, operador que ganhar o concurso fará a reconstrução e ampliação. Poderá igualmente operar o porto em regime de concessão por um tempo a ser acordado entre as partes, findo o qual, o porto será devolvido para o domínio do Estado. Os prazos tanto da reconstrução, assim como da exploração
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do porto pelo privado a ser eleito, só serão divulgados no fim do concurso. “Se os recursos fossem do governo, as obras já teriam arrancado mas, porque o governo tem outras prioridades, aliado ao momento de contenção, preferiu-se privilegiar o privado para a execução das obras”, explicou o responsável.
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Sociedade
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Urge acelerar migração digital
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gostinho do Rosário afirma que faltam infra-estruturas para acesso às tecnologias de informação e comunicação nas comunidades O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, diz que é prioridade do Governo acelerar a migração digital, mas reconhece que faltam infra-estruturas para o acesso às tecnologias de informação e comunicação nas comunidades. O governante falava na abertura do57º Fórum das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Commonwealth, que reúne em Maputo 21 países membros da organização. Na sua intervenção, Do Rosário disse que há ainda muito trabalho a ser feito para que as comunidades tenham acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação. Entretanto, o ministro do pelouro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, diz que o país debate-se também,
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com falta de conhecimento para o uso das tecnologias de comunicação. Moçambique é o único país falante de língua portuguesa que faz parte da Commonwealth desde 1995.
O Fórum das Tecnologias de Informação e Comunicação das telecomunicações da Commonwealth está a discutir, entre outros, temas como a economia digital e a regulamentação do mundo digital
Narciso Matos é novo Reitor da Politécnica
académico Narciso Matos foi empossado como o novo Reitor da Universidade Politécnica, nesta quarta-feira, dia 13 de Setembro, no decurso da cerimónia pública de graduação de 272 novos licenciados e mestrados, acto que contou com a presença do Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi. Com esta passagem de testemunho, Lourenço do Rosário, fundador do então ISPU e actual Universidade Politécnica, deixa 22 anos depois a Reitoria da instituição, continuando, no entanto, a assumir funções de presidente do Conselho de Administração do Grupo IPS, proprietário da Universidade, para além de passar a chefiar uma nova competência que se cria na instituição, a de Chanceler, órgão que tutela o relacionamento interinstitucional do Grupo. Narciso de Matos é uma figura sobejamente conhecida no meio académico. Doutorado em Química pela Universidade
de Humboldt, Alemanha, tem vindo a trabalhar, nos últimos anos como Pró-Reitor da Universidade Politécnica. Foi anteriormente Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Director Executivo da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Director do Programa de Desenvolvimento Internacional da Fundação Carnegie Corporation de New York, EUA, Secretário Geral da Associação das Universidades Africanas, com sede no Gana, entre outras funções relevantes. A Universidade Politécnica, a primeira instituição privada de ensino superior, é vocacionada para três grandes domínios de investigação, nomeadamente: Ciências Empresariais, Ciências Sociais, Ciências Humanas e Tecnologias. A sua acção tem vindo a processar-se, através de um conjunto diversificado de actividades, com permanente sentido de interdependência entre ensino/formação, investigação e prestação de serviços à comunidade
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Cultura
Jeremias Langa lança obra literária Tem lugar nesta quarta-feira, dia 13 de Setembro, no Auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Maputo, o lançamento da obra ‘Tendências da Crítica Literária em Moçambique’, da autoria do jornalista moçambicano Jeremias Langa. Com apoio do BCI e sob chancela da Alcance Editores, esta obra, que resulta da dissertação para a obtenção, pelo seu autor, do grau de Mestrado, estuda as tendências dominantes da crítica literária em Moçambique e o seu impacto na dinâmica cultural nacional. O académico Francisco Noa, que prefaciou a obra, e que orientou o trabalho de pesquisa académica, conclui que “este é um trabalho de enorme relevância nos estudos literários em Moçambique, por iluminar regiões importantes em termos
de recepção literária no ainda curto, mas significativo percurso da nossa literatura”. Noa considera ainda que esta obra de estreia “abre-nos portas para outras possibilidades interpretativas e de análise que nos ajudarão a alargar e aprofundar o conhecimento dessa mesma literatura através do olhar e da leitura realizada noutras latitudes e por outros universos de recepção”. Para além de jornalista e agora escritor, Jeremias Langa é docente universitário, leccionando as cadeiras de Comunicação Oral e Escrita, Técnicas de Expressão e Retórica. Concluiu o seu Mestrado em Educação/Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade Pedagógica e Pós-Graduação em Gestão de Empresas pelo Instituto Universitário de Lisboa
Evento internacional explora potencial das indústrias criativas O Camões - Centro Cultural Português em Maputo (CCP) acolhe, nos dias 14 e 15 de Setembro corrente, o evento “Criatividade e Empreendedorismo – descobre o potencial das indústrias criativas”, uma iniciativa da empresa portuguesa INOVAMAIS em parceria com o CCP e o estúdio ANIMA, e com o apoio institucional do Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique. O evento irá juntar cerca de 50 jovens criativos oriundos de várias províncias e sectores (música, dança, teatro, design, etc.) com empresas, formadores, especialistas e financiadores, para explorar o potencial da aliança entre empreendedorismo e criatividade no século XXI. O programa, que se estende por dois dias, inclui um painel sobre os desafios dos negócios na área criativa, a apresentação de projectos criativos em “pitching”, workshops práticos, debate e feira de networking. Serão também exploradas possibilidades de cooperação com empreendedores e entidades de outras regiões do mundo através da plataforma online Creative Tracks (www.creativetracks.org). Esta iniciativa surge no âmbito do projecto Creative Tracks, co-financiado pela União Europeia e liderado pela empresa INOVAMAIS (empresa portuguesa especializada em gestão de projectos internacionais). Com o mote “talentos sem fronteiras”,
o Creative Tracks é uma iniciativa de alcance mundial onde mais de mil empreendedores e redes de apoio ao empreendedorismo cultural e criativo de 84 países estão ligados através de uma plataforma na internet. Em paralelo, os parceiros Creative Tracks organizam eventos em vários países para potenciar o contacto directo entre as partes interessadas (artistas, empresas, redes, novos empreendedores, financiadores, etc.) e para desenvolver competências de empreendedorismo necessárias no sector. Os eventos têm lugar em cinco cidades europeias, uma cidade americana (realizou-se no Rio de Janeiro a 23 e 24 de Junho 2017) e uma cidade africana: Maputo. O evento final do projecto será realizado na China no mês de Dezembro. As Indústrias Culturais e Criativas são
hoje reconhecidas, a nível mundial, como sectores de grande potencial aos mais diversos níveis. A criatividade, o conhecimento cultural e a propriedade intelectual são as bases para criar e disponibilizar novos produtos e serviços em áreas como cinema, arquitectura, artes performativas, artesanato, joalharia, moda, entre várias outras. São já visíveis – mas poderão ser muito potenciados - os resultados desta característica virtuosa das ICC: conciliar aspectos culturais, económicos, sociais e tecnológicos com vista a um desenvolvimento sustentável. As inscrições para o evento em Maputo encontram-se encerradas, mas poderá recolher informação sobre esta plataforma e sobre os eventos a ela associados em www. creativetracks.org ou através do endereço info@creativetracks
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Culinária
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Cozido à Portuguesa 500g de Carne de Vaca para cozer 1 Chispe 1 Orelha de Porco 300g de Entremeada 1 Chouriço Corrente 1 Chouriço de Carne 1 Chouriço de Sangue 2 Farinheiras 1 Morcela de Arroz 1800g de Couve Lombarda 800g de Couve Portuguesa 2 Nabos 4 Batatas 4 Cenouras 300g de Arroz 1 Cubo de Caldo de Carne 1 Cubo de Caldo de Galinha 1 Cubo de Caldo de Legumes Sal Grosso q.b. Cravinho q.b. 1 Lata de Feijão Branco Cozido
Preparação:
1. Numa panela grande com água, coloque os cubos de caldos, sal, cravinhos e o chouriço corrente. Deixe ferver.
2. Lave as carnes. Junte na panela, a carne de vaca, a entremeada, o chispe, a orelha e o chouriço de carne. Deixe cozer. 3. Lave os legumes. Depois de cozidas, retire as carne para uma travessa. Junte as couves no caldo e deixe ferver 5 minutos. Junte a morcela de arroz, os nabos e as cenouras cortados em quartos. Deixe ferver 5 minutos. 4. Entretanto num tacho coloque o arroz, junte o caldo de cozer as carnes e as couves. Leve a cozer. Junte na panela as batatas cortadas ao meio. Espete as farinheiras e o chouriço com um palito e junte na panela. Passado 4 minutos retire o chouriço de sangue.
Polvo à Lagareiro
5. Tire um pouco de caldo para um tacho e junte o feijão. Deixe ferver 2 minutos para aquecer bem. Quando tudo estiver cozido corte as carnes e sirva tudo em travessas
1 polvo grande 8 batatas pequenas para assar 1 cebola 3 dentes de alho Salsa q.b Azeite q.b Sal q.b Pimenta q.b Preparação: Começe por preparar o polvo. Depois, coloque ao lume uma panela com água suficiente para cozê-lo. Vá verificando. No entanto, o tempo de cozedura poderá ser de cera de 1 hora.
Lave bem as batatas e coloque no forno cobertas com sal a 200ºC durante cerca de 45 minutos. Quando estiverem prontas, dá-se um murro em cada batata, ao estalarem ao dar o murro estão no ponto. Numa assadeira coloca-se o polvo bem escorrido, as batatas e regar tudo com o azeite de alho e Salsa e os alhos bem distrinuidos. Polvilhase com pimenta e um pouco de sal. Leve ao forno durante 20 minutos a 220ºC. Aos 15 minutos virar as batatas e regar com um fio de azeite. Retirar e servir de imediato.