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Piston nº1 2016/17

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N1 ¡ 2016/17

A Revista

Piston neemaac


editorial Para já, começo por dar as boas vindas aos caloiros. Espero que tenham o melhor ano de sempre! Se ainda não sabem o que é o Piston, é a revista do nosso departamento. Nestas páginas irão ler textos feitos por estudantes como vocês, sobre assuntos relacionados com engenharia, com o nosso departamento e com as actividades realizadas pelo nosso núcleo de estudantes. Para quem já conhece a revista, mais uma vez ela sofreu alterações. Com menos rubricas, tentámos criar textos mais pequenos, de forma a que não sejam maçadores, e transformámos mais uma vez o design da revista para algo mais simples, mantendo a sua atractividade. Queremos que saibam que estamos receptivos a todo o tipo de sugestões para melhorar a revista. A equipa do Piston espera que gostem desta primeira edição de mais um ano da revista!

Inês Silva

Não poderia começar este texto sem dar as boas vindas, tanto aos que já eram estudantes na família DEM, bem como àqueles que agora começam esta enorme aventura que é viver Coimbra. Este ano vamos ser ambiciosos. Queremos ser um núcleo mais interventivo e representativo na luta pelos teus interesses. Assim, desde já, lanço um desafio: aproxima-te a nós! Procura-nos, procura ser parte do núcleo, participa nas nossas atividades e, no fim, ajuda-nos a melhorar dando o teu feedback. Numa cidade e universidade como Coimbra, não procures ficar preso ao ensino curricular e aproveita para crescer noutras vertentes: desenvolver as tuas soft skills, bem como as tuas capacidades socias e de trabalho em equipa. Não posso deixar de dar mais uma palavra a vocês, caloiros. Entraram nos melhores anos das vossas vidas, não tenham dúvidas disso. Procurem tirar partido e aproveitar todos os momentos que vão viver e sintam orgulho do caminho que estão a fazer e de poderem um dia dizer que estudaram em Coimbra.

Bernardo da Franca Presidente NEEMAAC

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índice

03.atividades Recepção ao Caloiro Mega Convívio e Monumental Febrada do Pólo II Fórum Pedagógico Visita a Baixa e Alta de Coimbra

06.à conversa com Prof. Luís Miguel Ferreira

09.estiem Vision Coordination Meeting/Novo Ano

11.engenharia de topo O “Futuro” da Robótica Industrial

13.engenheiros de bancada Académica de Segunda RealFevr, uma aposta ganha

16.what´s hot Pokémon Go e No man’s sky

18.caixinha de engrenagens Mac Miller Nick Cave & The Bad Seeds

20.crónica de uma cabra 2


atividades

Recepção ao Caloiro A recepção ao caloiro ocorreu na semana de 12 a 16 de Setembro, e como sempre o NEEMAAC marcou presença no Pólo I, recebendo os novos alunos do nosso departamento. Durante esta semana, os caloiros puderam esclarecer as suas dúvidas relativamente ao curso, habitação/localização e vida académica de Coimbra. Logo no primeiro dia de aulas dos novos estudantes de Coimbra, foram distribuídos os kits do Pólo II e, para além da habitual cerimónia de boas vindas, houve também uma febrada. Numa actividade que tinha como intuito o convívio entre todos os estudantes, houve também espaço para a habitual praxe de integração dos caloiros.

Inês Silva

Mega Convívio e Monumental Febrada do Pólo II Mais um ano, mais um Mega Con- uma maior presença de artistas vívio e uma Monumental Febrada. locais. Flying Cages, DJ CRISE, DJ Francisco Cunha, Fan-FarNo dia 22 de Setembro, a festa do ra Académica e DJ João Areal enPólo II voltou a encher o seu re- cheram o espaço de música em cinto. Com um cartaz ambicioso e mais uma noite. Para além do carrepresentativo dos vários géneros, taz apelativo também os preços esta edição do Mega contou com das bebidas chamaram a atenção

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atividades do público, enchendo o evento da pois ao mesmo tempo que ocordiversão a que nos tem habituado. reu a Febrada, realizou-se também uma Mega Praxe, no mesmo A Monumental Febrada aconteceu local, o que tornou o evento mais no dia 5 de Outubro, nas “Monu- animado. Também para ajudar a mentais” do Pólo II (entre o De- animação, realizaram-se jogos de partamento de Electrotecnia e o beerpong e matraquilhos. Departamento de Informática). Já na sua segunda edição, este con- O NEEMAAC agradece a todos os vívio tem como objectivo juntar os que participaram nestas activalunos dos vários departamentos idades e que fizeram delas um do nosso pólo universitário e dar as sucesso. boas vindas aos recém-chegados. Inês Silva Este ano, teve uma maior adesão,

Fórum Pedagógico O Fórum Pedagógico relativo ao segundo semestre do ano lectivo 2015/2016, ocorreu no passado dia 28 de Setembro, no anfiteatro 2 do Departamento de Engenharia Mecânica. Este ano, o preenchimento dos inquéritos contou com a participação de cerca de 160 estudantes.

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atividades Na apresentação de resultados foram discutidos assuntos relacionados com as cadeiras mais mencionadas nos questionários. Com a presença dos alunos mais interessados, foi motivado um debate sobre os pontos mais importantes levantados pelos alunos inquiridos e foram também discutidas possíveis soluções para os problemas encontrados. Também no Fórum foi revelado que, este ano e pela primeira vez, o NEEMAAC em conjunto com a coordenação dos cursos elegeu delegados para todos os anos de LEGI, MEGI e MIEM. Estes delegados terão como função rever os mapas de exames e acompanhar o funcionamento das aulas, co-

municando eventuais situações ao pelouro de Pedagogia e Apoio ao Estudante para que estas tenham resolução imediata.

O balanço deste Fórum foi bastante positivo, mas faz-se um apelo à comunidade para que haja uma maior participação na próxima edição.

Inês Silva

Visita à Baixa e Alta de Coimbra A visita à Baixa e Alta de Coimbra realizou-se no mesmo dia do Fórum Pedagógico, dia 28 de Setembro. Este passeio pela cidade teve como objectivo dar a conhecer os pontos de interesse da cidade aos caloiros, não só do ponto de vista turístico como também do ponto de vista do lazer.

guns. No último local, os alunos participantes tiveram ainda uma pequena palestra informal sobre a praxe, apresentada por um membro do Concelho de Veteranos, com o intuito de os informar sobre o Código da Praxe. No fim do passeio, ainda houve tempo para um pequeno convívio num dos bares da Alta de Coimbra.

Começando pela zona da baixa, pelo Largo da Portagem, passan- Esta visita teve uma grande adesão do pelo Paço das Escolas e aca- e esperamos que tenha sido um bando na Sé Velha, foram expli- dia divertido para todos. cados factos históricos sobre os Inês Silva locais e visitaram-se também al-

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crónicas

À conversa com Esta edição a conversa foi com o mais recente docente do Departamento de Engenharia Mecânica, o professor Luís Miguel Ferreira. Sabemos que, apesar de ser o mais recente docente da nossa casa, a sua ligação com o Departamento não é de agora. Como foi o seu percurso académico? O início da ligação começou quando ingressei no curso de Engenharia Mecânica aqui no Departamento, terminei penso que em 1994. Fui aluno do programa Erasmus. Na altura, quando terminei, a minha intenção foi sempre de continuar a minha formação. Trabalhei próximo do professor António Mourão Dias que já se encontra reformado. Posteriormente, fui fazer o Mestrado em Investigação Operacional em Engenharia de Sistemas no Instituto Superior Técnico, onde conclui também o Doutoramento. Estive ligado durante alguns anos à Universidade Católica que tinha um curso na Figueira da Foz que se chamava Engenharia e Gestão Industrial. Em 2004, concorri a um lugar na Universidade de Aveiro onde permaneci até “há uns dias atrás”. Relativamente à minha relação com o DEM, apesar de ter estado

mais de 20 anos fora desta casa, sempre estive presente. Trabalhei nos laboratórios e fui membro investigador do CEMUC, Centro de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, sendo até há cerca de 2 anos atrás membro integrante do mesmo. A ligação foi também mantida através das relações pessoais que mantive e mantenho com as pessoas do Departamento. Como foi sentido este regresso a casa? O que o motivou e quais as expectativas? Esta mudança teve um driver essencialmente de natureza pessoal, sou de Coimbra, a minha família está aqui e, deste modo, a decisão foi tomada com base naquilo que perspetivava para a minha carreira Em segundo lugar, esta foi uma oportunidade que decidi agarrar, pois os lugares aqui são escassos e o curso de Engenharia e Gestão Industrial encontra-se numa fase diferente do mesmo em Aveiro. Surgiu então a possibilidade de integrar este projeto, um curso relativamente recente, o qual vejo com grande entusiasmo participar nesta jornada. Abdiquei de algumas coisas de Aveiro para vir para aqui pois já me encontrava numa

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crónicas

situação profissional diferente daquela que tenho atualmente. Pode se dizer que vou começar a minha carreira do zero. Em Aveiro já conhecia os cantos à casa, já me encontrava muito integrado na Universidade, mas venho para aqui exatamente com o mesmo espírito com que fui para lá: trabalhador e interessado em fazer, em colaborar com os alunos e com as vossas atividades.

principais de foco. Em termos de investigação científica, tenho alguma dificuldade em identificar um projeto que tenha sido marcante. Tenho algumas publicações que me marcaram mais pelo trabalho em que estive envolvido e onde conseguiram ser publicadas, porém, não há um projeto que eu entenda como o grande projeto. Tenho uma linha de investigação um pouco difusa, isto é, vou trabalhando e vou desenvolvendo a minha investigação em função das oportunidades que vão surgindo e nos projetos que vão surgindo, nomeadamente em termos de extensão universitária. Ou seja, tento canalizar os meus esforços para aliar as minhas interações com as empresas com a investigação

Ao nível das suas áreas de foco, quais são e quais os projetos de maior relevância que integrou? A minha área de trabalho está maioritariamente relacionada com o tema da gestão da cadeia de abastecimento e com a área de compras, são as minhas duas áreas

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crónicas que pretendo fazer, muitas vezes até envolvendo os alunos nesses projetos. Portanto, não posso dizer que tenho uma linha única onde tenha trabalhado nos últi-

mos anos. Os temas vão surgindo e acabam por ir sendo explorados em função das oportunidades que vão aparecendo.

Beatriz Afonso

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crónicas

ESTIEM Foi no passado mês de Julho entre os dias 24 e 28 que, mais uma vez, o Local Group de Coimbra em conjunto com a sua associação-mãe AEGI-UC organizou um grande evento, o Vision Coordination Meeting. Voltámos a contar com a participação de estudantes de Engenharia e Gestão Industrial de vários pontos da Europa, passando por Berlim, indo até Bucareste, Madrid, Gdansk, Porto e Aveiro!

reunir-se e discutir o futuro do Vision, este que é um dos diversos projectos que a ESTIEM oferece aos alunos europeus de Engenharia e Gestão Industrial. Mas como não só de trabalho se faz esta associação, todos experienciámos o que de melhor Coimbra nos oferece. Entre visitas à Alta, mergulhos no Mondego ou simples jantares, saímos desta atividade mais ricos a nível pessoal e profissional, com novas amizades Durante várias sessões de tra- e planos para o futuro! balho, os participantes puderam

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crónicas E com a entrada num novo ano lectivo, novas caras também apareceram na nossa associação. Temos para ti uma equipa renovada rodeada de experiência em diferentes áreas, de capacidade e de muita vontade de trabalhar e de levar esta associação a todos os estudantes de E.G.I. Com uma nova direção e tendo como presidente Inês Silva - estudante do 4º ano de Mestrado de Engenharia e Gestão Industrial – espera-se que este seja mais um ano de novidades e de crescimento para a AEGI-UC e para o LG Coimbra. Já com diversas actividades planeadas para este ano, levantamos o véu com uma novidade: vamos organizar, em conjunto com alunos do nosso curso da Universidade de Aveiro, um evento muito importante e que, mais uma vez,

trará alunos de toda a Europa até à nossa faculdade! Mais não podemos revelar, mas até à data do evento outras novidades surgirão. Fica atento! E se tens vontade de conhecer mais, de crescer e de explorar a Europa, tens na nossa associação a oportunidade. Desafia-te, ambiciona mais e conta connosco para te apoiar! Qualquer dúvida que tenhas ou se estás interessado em fazer parte desta associação e de viver o associativismo da melhor forma, junta-te a nós! Basta dirigires-te a qualquer membro da associação ou contactar-nos através da nossa página do Facebook ou do email: lg.coimbra.estiem@gmail.com

Ana Rita Rodrigues

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crónicas

Engenharia de Topo O “Futuro” da Robótica Industrial Desde o início da utilização de robots na indústria, muitos foram os que, ao longo dos anos, sonharam com fábricas 100% automatizadas e sem necessidade de intervenção humana. Na teoria, seria um sistema perfeito. Sem operários teríamos controlo total sobre os processos: não haveria atrasos, baixas ou cansaço. 24 horas de produção contínua, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

mais se procura criar sistemas flexíveis. No limite, fábricas que produzam produtos completamente diferentes, uns a seguir aos outros. E qual é a máquina mais flexível conhecida? Exactamente, o Homem.

Nesse sentido, o futuro da robótica passa por criar sistemas inteligentes que interajam com o homem, acabando com a imagem recorrente de robots cercados atrás de No entanto, o paradigma da in- grades, com pouca ou nenhuma interacção humana. Estes novos sistemas, com recurso a inovadoras tecnologias sen-

dústria mudou. Se no passado a estratégia das organizações passava por massificar a produção (através de produtos standard) no sentido de baixar ao máximo os custos, hoje em dia a aposta está na personalização. Produtos diferentes para clientes diferentes. soriais e softwares inteligentes, Seguindo essa tendência, cada vez tornam segura e intuitiva a inter-

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crónicas ação com os operadores, que os “I never think of the future, it conseguem controlar sem conhe- comes soon enough”, dizia Alcimentos de hardware/software. bert Einstein nos anos 20, perspetivando toda a realidade nos dias Espera-se que daqui para a frente de hoje. a robótica se desenvolva a passos largos nesta já intitulada 4ª Rev- Leonardo Porto olução Industrial, que hoje em dia Mauro Almeida acontece no momento e não em marcos históricos.

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Engenheiros de Bancada Académica de Segunda Na passada época futebolística, escreveu-se uma página negra na História do clube de todos nós. A Briosa terminou a Liga NOS em 18º lugar, condenando-se, desta forma, a uma descida de divisão que já não acontecia há 18 anos. Os Estudantes, na altura orientados por Gregório Freixo, acabaram a época em último lugar, curiosamente, o 18º posto. Desde então, e

após garantir a subida ao principal escalão do futebol português em 2001/2002, a Briosa manteve-se durante 14 anos consecutivos a competir entre os melhores de Portugal, ganhando uma Taça de Portugal em 2011/12 e participando na fase de grupos da Liga Europa no ano seguinte. Apesar de todos lamentarmos a descida do 7º clube com mais participações de sempre na Primeira Liga (e 9º de sempre em termos

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crónicas pontuais), desejamos a melhor sorte ao OAF que, liderado por Costinha, com certeza lutará até à última jornada para fazer regressar este histórico emblema aos relvados da primeira categoria. Resta apenas referir que no dia de fecho desta edição, a Académica ocupa o 7º posto a 7 pontos dos lugares de promoção e a 11 pontos do líder Portimonense.

peia do desporto-rei a coincidir com o novo ano lectivo, o NEEMAAC decidiu apostar forte num tipo de jogo muito popular entre os amantes de futebol: o Fantasy. Para os menos entendidos, o Fantasy é um jogo on-line, presente em várias plataformas, que consiste na escolha de um conjunto de jogadores das várias equipas que participam na competição em questão, sendo que o mais famoso é o Fantasy relativo à Liga dos RealFevr, uma aposta ganha Campeões da UEFA. O objectivo é pontuar o máximo de pontos em Com o início da nova época euro- cada jornada, sendo que o grande

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crónicas vencedor é apurado somando os resultados de todas as jornadas. Apesar de ter um conjunto de regras que é necessário conhecer e dominar para poder obter as melhores classificações, o Fantasy acaba por ser uma maneira simples e divertida de testar os conhecimentos que cada um tem sobre a prova rainha dos clubes europeus. Na hora de decidir qual seria a melhor plataforma para realizar o concurso, o NEEMAAC apostou na RealFevr, uma start-up portuguesa dedicada a este tipo de jogo. A aposta foi bem sucedida, pois, apesar duma modesta adesão da parte dos estudantes do DEM (apenas 13 participantes), o jogo

está bem estruturado, as estatísticas dos jogadores estão ajustadas à realidade e o sistema de pontuações é coerente. Esperamos portanto que esta iniciativa se torne tradição e que haja uma maior participação na próxima edição. Quanto à classificação actual, após 2 jornadas, a luta pela liderança está acesa já que o top 5 está apenas separado por 23 pontos. Com 11 jornadas para o fim do torneio, ainda é cedo para fazer prognósticos. Mantenham-se atentos às novidades sobre o jogo e à divulgação dos prémios para os vencedores.

Guilherme Pereira

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What´s Hot Pokémon GO

gress, um jogo mais complexo que se baseia na pontuação de 2 equiPokémon, de título original “Pock- pas mundiais. et Monsters”, é uma franquia cultural que pertence à The Pokemon Company e foi criado por Satoshi Tajiri em 1995. O seu criador teve a ideia por volta de 1990 quando a Gameboy foi lançada, acabando por terem sido lançados os primeiros jogos no Japão com os títulos “Pokemon Red Versions” e “Pokemon Blue Version” em 1996. Em 1997 esta franquia foi adaptada para anime (desenho animado japonês), sendo ainda transmitido este programa na televisão portuguesa. Com esta pequena lição de história chegamos ao Pokemon Go, famoso jogo para as plataformas Android e iOS que apesar de ainda estar na versão Beta (em desenvolvimento) já rendeu US$17.6 biliões até ao dia 22 de julho à Nintendo, que apenas recebem 30% dos lucros deste jogo. Este jogo foi desenvolvido pela The Pokemon Company e pela Niantic Inc. Para quem jogou “Ingress”, jogo para Android e iOS desenvolvido pela Niantic Inc., rapidamente repara que Pokemon Go é uma adaptação/downgrade de In-

Em Pokemon Go, o jogador tem que procurar e apanhar pokémons com pokébolas movendo-se pelo mundo e interagindo com um mapa adaptado do Google Maps. Também pode ganhar itens nas

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crónicas Pokéstops (que estão nos mesmo locais que os portais do jogo Ingress), e defender/capturar ginásios. Para desbloquear esta última jogabilidade o jogador deve de chegar ao nível 5, ganhando XP através de praticamente todas as suas ações no jogo, onde escolherá a que equipa pertencer: Valor, Mystic ou Instinct. É esperado que na versão final haja mais pokémons (de outras gerações), seja possível fazer batalhas entre jogadores e também fazer trocas de pokémons! Ainda não há nenhum previsão de data para a saída desta versão, pelo que nos resta esperar. No man’s sky No man’s sky, desenvolvido pela Hello Games para a playstation 4 e Microsoft Windows, é um jogo de ficção científica com elementos de sobrevivência e aventura. Relativamente à jogabilidade, o jogador pode explorar cerca de 18 triliões (1018) planetas num universo que vai sendo gerado, planetas que apresentam fauna e flora únicas. O objetivo do jogo é che-

gar ao centro da galáxia, sendo possível apanhar recursos pelo caminho para melhorar o equipamento da personagem e comprar naves espaciais, interagir com facções controladas pelo CPU e trocar coordenadas de planetas com outros jogadores, já que é um universo partilhado.

Este jogo atualmente é alvo de muita polémica uma vez que aquilo que fazia prometer com o seu trailer na E3 (uma das maiores exposições de vídeo jogos do mundo), está longe da realidade: prometia fauna e flora incríveis mas a maior parte dos planetas apresenta criaturas estranhas que provavelmente foram geradas aleatoriamente. Devido a esta controvérsia, a Hello Games acabou por ser alvo de vários processos e pedidos de reembolso.

André Santos

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Caixinha de Engrenagens Mac Miller The Divine Feminine

Nick Cave & The Bad Seeds Skeleton Tree

Saiu a 16 de setembro o quarto álbum do rapper norte americano. Numa mistura de hip-hop, rap, soul e jazz, há mais cantoria do que rap sobre relacionamentos apesar de o objetivo ser, de acordo com o próprio, transmitir o que aprendeu com as mulheres ao longo da sua vida e o que elas representam no universo. Dang! foi o primeiro single do álbum contando com o funk imponente de Anderson Paak e precede a onda soul de Stay. Numa colaboração com Kendrick Lamar em God Is Fair, Sexy Nasty, termina o álbum numa mensagem de amor na voz da própria avó.

A gravação do sucessor de Push The Sky Away ficou marcada pela morte de um dos filhos de Nick Cave, o que se reflecte numa atmosfera acinzentada e de desconchego conseguida através de uma captação musical crua, mas emocionalmente carregada de dor e devastação. O seu lançamento veio associado ao documentário One More Time With Feeling que procura explicar o contexto do álbum e evitar entrevistas. Jesus Alone é o primeiro e único single e abre o álbum de uma forma tal que podia ser simplesmente o continuar do seu antecessor, não fosse o tom de dor e as aparentes referências

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crónicas à perda do filho, que se repetem de forma mais evidente em I Need You ou Anthrocene. Em contraste com a abertura, Rings of Saturn é uma canção menos pesada e com um registo vocal diferente que o próprio cantor chega, em brincadeira, a comparar com rap no documentário. Distant Sky é a penúl-

tima faixa e prepara Skeleton Tree, a última faixa do álbum com o mesmo nome, que é um desenlace agridoce ao continuar a viver a dor, mas a procurar paz em ritmos suaves.

Sofia Rodrigues

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Crónica de uma Cabra O teu primeiro ano é acima de tudo um ano cheio de novas experiências, novos desafios e um verdadeiro teste aos teus limites. Nomeadamente qual o limite de vodka e/ou traçado e/ou abafadinho e/ou bagaço e/ou shots a preços suspeitos no velhinho NL. Numa dessas noites de autodescoberta, estava eu rodeado de amigos em casa a fazer um típico jantar de quinta-feira. Febras para aqui, arroz para ali. Para ser sincero já nem me lembro bem do que comi, mas lembro-me bem do seguinte: já o jantar ia bem regado quando recebo uma chamada de umas amigas de engenharia química a dizer que estavam à minha espera na Praça da República. Já estavam bem aceleradas e como tal fizeram-me prometer que tomava conta de uma delas e que a levava a casa. Cavalheiro como sou não pensei duas vezes e disse que podiam contar comigo. Toca a reunir as tropas para irmos apanhar o 24T numa das rotundas do Vale das Flores. À 1 da manhã, a minha voz interior achou que o que faltava para a viagem, não fôssemos ficar com sede pelo caminho, era mais uma garrafinha de vodka e um sumo qualquer do jantar, ainda por beber. Apercebo-me, então, que a vodka veio, mas o sumo não.

Mas um caloiro pode tudo e não era aquela pequena adversidade que me ia impedir de beber a vodka. Toca a virar tudo goela abaixo, até chegar à Praça. Saio do autocarro e lá estão duas das caloiras mais gatas de Engenharia Química à minha espera. E é tudo o que me lembro dessa noite, naquele que foi o meu primeiro apagão em Coimbra. Mas pelos testemunhos que me chegaram, a noite foi longa e cheia de aventuras. Só me lembro de estar a acordar enquanto uma das minhas amigas entrava no meu quarto e me atirava para a cama (“ah garanhão! já safou” pensam vocês) até que ela me diz: “para a próxima vez que ficares de me levar a casa deixate estar, porque arrastar-te a ti e aos teus quase metro e noventa de altura , a pé da Praça ao Coimbra Shopping nunca mais!”. E a história é esta pessoal, há amigos e amigas que ficam e valem o peso deles em ouro, e a esta amiga de Engenharia Química já paguei a minha dívida e garanti uma entrada no céu! Não safei a miúda mas no dia seguinte o Porto espetou 5 secas aos lampiões no Dragão. Final melhor não podia haver! Saudações Académicas e Viva Coimbra!

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