Eleições. À conversa com os candidatos à DG/AAC. Fomos ouvir as propostas de Francisco Sarmento, Alexandre Amado e Diogo Barbosa para a Academia mais antiga do País.
Erasmus+ Espectácu-
Reviews neemaac
N1 · 11/2017
O relato da aventura na Um apanhado do traKarlsruher Institut für balho realizado pelo teu Technologie, no país lídernúcleo até agora. europeu da industria, a Alemanha.
O momento da Académica/OAF e o VAR.
Editorial Está quentinha esta primeira edição do jornal do DEM. Espero que todos os nossos colegas nos perdoem a demora mas não havia melhor forma de começar o ano “jornalístico” do que com uma entrevista aos principais protagonistas, daquele que é o evento que pode definir o futuro da nossa academia. Mas não só de política se faz o Piston. E a partir de agora o Piston não se vai limitar às páginas deste Jornal. Neste ano estamos a preparar para ti todo um conjunto de artigos, desafios, actividades e vídeo-reportagens para que esteja sempre ao corrente do que se passa à tua volta. Nesta primeira edição quero agradecer a todos que se sacrificaram um pouco do seu tempo para a tornar uma realidade. Ao Guilherme Pereira, à Margarida Silva, à Mónica Sá, à Mariana Salgado, à Raquel Chaves, à Érica Luís, ao João Areal , João Machado, Duarte Monteiro, Mara Seca, Filipa Cerqueira, Luís Chaves e por fim aos meus colaboradores Marta Cruz, Marcelo Matos e ao meu bom amigo Pedro Rocha um grande obrigado por me ajudarem a começar a luta de renovar o Piston.
Vítor Sanfins
Bem-vindos Caros Colegas, antes demais desejar aos novos estudantes do Departamento de Engenharia Mecânica, a melhor sorte para este caminho que se aproxima, levem convosco o espírito que agora descobrem e cultivem-no ao longo de toda a vossa caminhada enquanto estudantes da mais antiga Academia do País. Aos já membros deste departamento transmito um mote de irreverência. Sejam irreverentes, faltem ao respeito, mudem as tradições e costumes e acima de tudo sejam rebeldes! Somos as gerações da mudança, cabe-nos a nós intervir na academia e deixar o nosso testemunho, cabe a vocês participar ativamente em todos os contextos e deixar bem presente em cada um deles a vossa opinião e motivação! Participem e brilhem, vocês são o motor que faz o sistema derrapar e são vocês os responsáveis por tornar todos os dias a Universidade de Coimbra uma universidade diferente, solidária e irreverente! Façam de cada dia um dia especial e levem sempre ao peito o orgulho que é ser estudante da Académica de Coimbra!
João Machado
Índice Pedagogia e Apoio ao Estudante Cultura Desporto Saídas Profissionais NEEMAAC O desafio dos Estudantes RenoVAR o Futebol Fazer de tudo em casa um comando ESTIEM BEST Espectáculos Erasmus+ Séries Super Mario: Odissey Super Mario: Run À conversa com Francisco Sarmento À conversa com Alexandre Amado À conversa com Diogo Barbosa
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Pedagogia e Apoio ao Estudante
actividades
Matrículas e Fórum Pedagógico
Como é apanágio do NEEMAAC estivemos presentes na semana das matrículas no pólo I, onde os novos alunos da UC têm o primeiro contacto com a Academia e com os seus núcleos, onde tentamos expor de forma sucinta o que é o NEEMAAC e qual o nosso papel junto da comunidade académica do DEM. Recebemo-los também no primeiro dia de aulas, onde proporcionamos aos novos alunos uma apresentação do DEM, uma apresentação das coordenações de curso, do NEEMAAC e da Provedoria do Estudante, onde contamos com a presença do Prof. Doutor José Afonso, provedor do estudante. Realizamos também o Fórum pedagógico relativo ao semestre agógico relativo ao semestre passado, nos quais tivemos o preenchimento de 246 inquéritos, um resultado bastante positivo. É importante referir mais uma vez a importância que o Fórum tem no dia a dia dos nossos alunos, pois tratam-se
assuntos tão variados como problemas diários ou a proposta de alterações do mapa de avaliações. Mantivemos a figura de delegado de ano que se mostrou uma medida muito útil naquilo que é o contacto permanente a que mantemos com os alunos. Melhorando assim a nossa capacidade de ação.
Mara Seca Duarte Vivas
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actividades
Cultura
Febrada de Receção
Decorreu no passado dia 18 de Setembro a habitual Febrada de receção ao Caloiro do Departamento de Engenharia Mecânica. Sendo já uma atividade rotineira no nosso departamento, este convívio destaca-se por ser o primeiro momento de interação entre os novos estudantes e aqueles que frequentam o DEM já há mais anos. Mais uma vez, à semelhança dos outros anos o conceito funcionou na perfeição, bonitos foram os momentos passados no nosso belo jardim, numa tarde de Sol com música, febras e cerveja e com a novidade de sucesso, as nossas alheiras. Esta atividade tem uma importância singular pois permite ao NEEMAAC angariar verbas para alguns eventos importantes que são organizados durante o ano e pode-se dizer que até nesse capítulo foi um verdadeiro sucesso!
pelouro da cultura do NEEMAAC, esperava-se uma forte aderência dos mais recentes estudantes do DEM, que compareceram em peso, pela primeira vez em alguns anos, esta atividade contou com mais de 100 estudantes do departamento durante vários troços do percurso. O itinerário foi alterado, tendo o seu inicio no largo da portagem e término no largo da sé velha, como habitual, mas vários pontos de paragem novos como os bares de relevo na noite Coimbrã, a sala de estudo da AAC, bem com as suas principais salas e ainda uma paragem no jardim botânico no âmbito do projeto “UC plantas” onde os caloiros puderam levar uma árvore para tratar em casa. Esta atividade assume um papel importante na vida dos estudantes que vêm de fora da cidade de Coimbra e pouco conhecem daquela que será a sua “casa” durante os próximos anos e mais uma vez o pelouro da cultura do NEEMAAC congratula-se pelo sucesso da mesma, uma vez que todos os caloiros chegaram ao fim com um sorriso no rosto e a transmitir que tinha sido uma atividade útil e interessante para eles!
João Areal
Visita à Alta Sendo esta atividade inserida na semana de receção ao caloiro, organizado pelo
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actividades
Cultura
Convívio do Semáforo
O convívio do semáforo é uma festa temática com a finalidade de integrar os caloiros no espírito académico, mais precisamente ao ajudá-los a encontrar uma família académica. Foi uma iniciativa que se dá desde o ano passado devido às dificuldades dos caloiros, notadas pelo Neemaac, em encontrar padrinhos e madrinhas. Para se identificarem, os recém-chegados estudantes colocam um autocolante verde, amarelo ou vermelho de maneira a evidenciar os caloiros que procuram ser apadrinhados. Do mesmo modo, também os doutores que procuram começar ou prolongar esta tradição, que é a família académica, colocam os mesmos autocolantes. Esta chave de cores vai ajudar o processo pois permite identificar mais facilmente a disponibilidade
dos participantes do convívio face ao objetivo. Esta atividade não tem só como propósito a participação em mais uma noite boémia, a sua finalidade principal é permitir aos novos membros da comunidade do DEM uma integração mais rápida e fácil de modo a que não existam caloiros com sentimento de exclusão e que a sua adesão ao cortejo da latada e mais propriamente à festa das latas e imposição das insígnias não seja causada pela falta de inclusão no espirito académico. Este ano, como no anterior houve bastante adesão à iniciativa que já começa a ser uma tradição no DEM, o que nos faz crer que tanto os estudantes mais velhos como os mais recentes sentem que este é um momento de aproximação e convívio entre todos. Espero que continue com o mesmo sucesso e que se repita por muitos anos.
Filipa Cerqueira
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actividades
Desporto
Doutores VS. Caloiros O torneio Doutores vs. Caloiros foi um nais. As equipas apuradas para as meias evento realizado no Campo de Santa finais foram: Maurites, Pelintras, Bar Cruz, dia 27 de setembro, com o objeti- Sem Lona, GarfadasDeSopa. A fase final realizou-se no mesmo local no dia 11 de outubro, onde a equipa dos Pelintras encontrou a equipa Bar Sem Lona na final, levando a melhor sobre esta, na marcação de grandes penalidades depois de um empate a 3 durante o tempo regulamentar. Assim, os Pelintras sagraram-se campeões do torneio e conquistaram a tão desejada grade de cerveja. É de realçar a adesão que houve ao evento e também a assistência por parte da vo de proporcionar um bom momento comunidade do DEM o que proporcionou de convívio entre os caloiros eos alunos um ambiente agradável para a realização mais velhos do DEM. Este evento teve do torneio. Esperamos contar com um um valor de inscrição de 1 euro por pes- ambiente destes e em mais eventos a resoa e o prémio de uma grade de cerveja. alizar pelo NEEMAAC ao longo deste ano. Contamos com a participação de 11 eq- Luís Chaves uipas que se dividiram em 3 grupos de 3 e as 2equipas restantes jogaram entre si para decidir quem passava às meias fi-
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actividades
Saídas Profissionais
Mês da Indústria
No âmbito do “Mês da Indústria”, o pelouro das Saídas Profissionais do NEEMAAC realizou várias visitas a instalações de empresas como Ria Stone - Grupo Visabeira, SEW-Eurodrive e Bosch Termotecnologia onde ficamos a conhecer um novo produto desenvolvido pela empresa, um esquentador com conectividade. Desta forma, foi possível mostrar aos alunos do departamento as realidades e os ambientes de trabalho de diferentes áreas da Engenharia Mecânica e Engenharia e Gestão Industrial, tal como aplicabilidades de temas lecionados nos dois cur-
sos, como processos de fabrico de materiais e tecnologias mecânicas. O balanço é positivo, com boa uma taxa de adesão, reflectida na rapidez com que as vagas para as visitas foram preenchidas. Espera-se que assim continue em relação à última visita do mês, dia 29, à Aquinos Group.
Duarte Monteiro
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actividades
Direcção
impacto do Mega-Convívio Pólo II na entrada e vivência dos novos estudantes!
Mega Convívio A 21 de Setembro, por mais um ano consecutivo, conseguimos deixar a
marca de qualidade no que é “O Evento Pólo II”, o que é o momento de integração, descoberta e espírito de família, o que é o “Mega-Convívio Pólo II”. Face às edições anteriores, conseguimos este ano mais uma vez prezar pela novidade e irreverência tão característica dos estudantes Pólo II. Conseguimos pela primeira vês conjugar núcleos de estudantes e comissões de carros da queima das fitas num momento único e memorável de integração e convívio entre os estudantes dos mais variados cursos do Pólo II e restante academia. Em termos de Cartaz, começando com a já tradicional atuação de uma Tuna Académica, na edição deste ano a Quantunna - Tuna Mista da FCTUC, passando por um ambiente de banda com as atuações dos Eva’s Sin e Bend the Knee e terminando com a atuação de DJ Ricardo Reis e o já habitual DJ João Areal para fechar esta noite com chave d’ouro. Foi um momento inesquecível, com qualidade considerável face a edições anteriores e com o feedback importantíssimo da vossa parte que nos permitirá continuar a elevar e melhorar o
Festa das Latas Mais um ano mais uma Festa das Latas & Imposição das Insígnias, num registo completamente novo e no rescaldo de mais uma festa académica podemos dizer que o balanço é positivo. Recinto completamente diferente, entrada na frente sul do parque, tenda dos núcleos lateral e virada para a cidade dos amores e tenda principal inexistente são só algumas das alterações que pudemos contar na edição deste ano. Sob os lemas comuns a tenda dos núcleos pode mais uma vez protagonizar um momento de crítica forte no panorama de uma possível mudança da Universidade de Coimbra para Fundação através da já habitual irreverência, sátira e ironia característica das barracas dos núcleos. Tirando alguns percalços que aconteceram ao longo do caminho, a Festa das Latas & Imposição das Insígnias 2017, sai com o pé direito de mais uma edição, com motivação para continuar a melhorar e inovar o conceito desta festa, tendo tido já um grande impacto este ano com um cartaz de artistas 100% português o qual teve uma enorme recetividade por volta das massas estudantis e conseguiu dar uma cara completamente renovada a esta festa académica.
João Machado
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Desporto
Crónicas
Engenheiro de Bancada O desafio dos estudantes
Depois de uma época 2016/17 algo acidentada que culminou num escasso 6º lugar, a Briosa tem de novo a sempre difícil missão de subir ao primeiro escalão do futebol português. Essa tarefa que inicialmente coube a Ivo Vieira, que na época anterior orientou o Desportivo das Aves, cabe agora a Ricardo Soares, que curiosamente orientava anteriormente o Aves. Apesar de um inicio de época desastroso, com a eliminação da Taça da Liga e apenas uma vitória e um empate nos cinco primeiros jogos do campeonato, os estudantes conseguiram inverter o rumo dos resultados, somando várias vitórias e alcançando a 4ª Eliminatória da Taça de Portugal. No entanto, para se atingir a tão desejada promoção à Liga NOS, a equipa terá de ser coerente a nível de exibições, sabendo que apesar dos 7 pontos de desvantagem para os dois primeiros classificados, Santa Clara e Académico de Viseu, a segunda liga é uma maratona de 38 jornadas,
pelo que não há vencedores antecipados, muito menos quando apenas foram jogadas 13 jornadas. Para conseguir terminar a época nos lugares cimeiros, a Académica possui um plantel equilibrado, não só com vários jogadores experientes como João Real, Nelson Pedroso ou Tozé Marreco que foi o melhor marcador da segunda liga há três anos, mas também jovens promissores como João Simões, Chiquinho ou o coreano Ki, que têm feito boas exibições e dão garantias de estarem no mesmo patamar das melhores equipas da segunda liga. É certo que o plantel é importante, mas o apoio durante os jogos é talvez um dos maiores fatores de desempate na segunda liga. As equipas que têm um público fiel e que raramente falta aos jogos, têm melhores resultados, quer a nível desportivo quer, logicamente, a nível financeiro. Por isso, sempre que for possível, cabe-nos a nós, estudantes, ir apoiar a Briosa para que esta possa estar no seu habitat natural, entre os grandes do futebol português!
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Desporto
Crónicas
RenoVAR o Futebol O início da época 2017/18, trouxe aquele que foi até agora o maior passo para um futebol português tecnologicamente mais avançado, pretendendo reduzir ao máximo o erro humano nos casos de arbitragem: o Video Assistant Referee (VAR) ou se preferirmos Vídeo-Árbitro. A decisão da federação, e em particular da liga de clubes de introduzir o VAR, é pioneira nos principais escalões de futebol do mundo, apenas igualada pela Bundesliga alemã e a Serie A italiana. Este avanço tecnológico, foi proposto pela FIFA e os resultados estão a ser seguidos de perto pelo órgão que gere o futebol mundial, pois um dos objetivos será introduzir o VAR na fase final do campeonato do Mundo a realizar no próximo ano na Rússia. Quando e como funciona? O VAR está presente em todos os jogos da Liga NOS e é comandado por um árbitro profissional designado pelo conselho de arbitragem para fazer a supervisão dos lances em que o árbitro principal tenha dúvidas ou dificuldades a decidir. Há 4 situações de jogo em que o vídeo-arbitro pode intervir: 1) Golos: O papel do Vídeo-Árbitro é garantir que o golo foi legal. Só atua em caso de dúvida como situações de possível fora-de-jogo; dar garantias de que a bola ultrapassou a linha de golo; ou seja, ter a certeza que não houve qualquer tipo de irregularidade no lance que originou o golo. 2) Penáltis: Teste caso, o VAR serve para ajudar a decisão do árbitro principal, seja para atribuir ou retirar um penalti à equipa atacante. 3) Expulsões: Tal como no caso dos
penaltis, o papel do VAR é assegurar que se reúnem as condições para o jogador ser ou não ser expulso. 4) Identidade: No caso de haver algum engano na atribuição de cartões por erro de identificação, o VAR pode alertar o árbitro principal para a irregularidade de forma a punir (ou não) o jogador correto. É importante frisar que o árbitro pode pedir ajuda ao Vídeo-Árbitro em qualquer um destes lances, mas o próprio VAR pode também fazer sugestões ao árbitro principal sendo que a decisão final é sempre do árbitro principal. Até agora, o VAR tem sido aplaudido pela maioria dos adeptos de futebol por ser uma ajuda ao sempre ingrato trabalho de arbitrar uma partida. Mas, como seria de esperar de uma novidade, nem tudo são rosas e o Vídeo-Árbitro já teve algumas críticas apontadas, quer por falhas do sistema, quer por capricho de certos árbitros em manter a sua decisão, apesar de o VAR alertar em contrário. Para todos os efeitos, é de saudar esta iniciativa e esperar que com ela venham outras medidas que tornem o futebol mais limpo sem retirar o espetáculo de que todos gostamos.
Guilherme Pereira
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Crónicas
Ciência
Tecnologia Poder fazer de tudo em casa um comando Um grupo de cientistas de computação da Universidade de Lancaster pretende solucionar um problema demasiado comum nas nossas vidas: a perda do comando da televisão. Uma tecnologia que tem como base uma webcam vai permitir que qualquer objeto que te rodeia seja um controle remoto, desde uma chávena de café até a um animal de estimação (Sim, o teu gato poderá servir para mudar de canal). Esta técnica tem como nome “Matchpoint” e funciona criando um link temporário entre movimentos que são detetados pelo sistema visual e que pode ser aplicado em qualquer dispositivo com ecrã. Escusado será dizer que a remoção do objeto do campo de visão da câmara quebra o tal link. O controle de gestos já não é um tema propriamente novo, dado que já foi alcançado por televisores e outros dispositivos anteriormente, porém tais sistemas, geralmente, precisam de ser “treinados” para reconhecer uma parte específica do corpo, ou os utilizadores devem aprender uma série de movimentos de modo a que consigam obter o que desejam. O “Matchpoint” evita ambas as situações ao apenas procurar um movimento rotativo no seu campo de visão. Mas como funciona exactamente? O “Matchpoint” exibe uma série de funcionalidades em movimento que orbitam um widget no canto da tela. Esses alvos correspondem a funções como: ajustar o volume, mudar de canal ou exibir um menu. Os utilizadores sincroni-
zam o movimento de um dos alvos que pretendem com o movimento da sua cabeça, mão ou objeto aleatório que se encontre à sua volta. Está criado o que os pesquisadores chamam de “acoplamento espacial espontâneo” entre o objeto ou parte do corpo e o funcionamento do sistema. Um exemplo: o utilizador seleciona “volume”, um alvo em movimento aparece no ecrã e o objetivo é fazer um movimento linear na direção apropriada para alcançar o efeito desejado. A tecnologia também pode ser usada para exibir tutoriais, como instruções de cozinha ou manutenção de dispositivos numa configuração industrial, permitindo aos utilizadores manipular imagens nos quadros brancos usando duas mãos para aumentar e diminuir o zoom, e girar imagens. “O nosso método permite uma experiência muito mais fácil de usar, onde se pode mudar de canal sem ter que se pousar a bebida ou mudar sua posição, quer estejamos a relaxar no sofá ou em pé na cozinha a seguir uma receita”, disse Cristopher Clarke, um estudante de doutoramento e o pesquisador principal. “Os objetos de “todos os dias” podem agora ser facilmente controle remotos, portanto, não há buscas frenéticas pelo comando quando o seu programa favorito estiver prestes a começar noutro canal, e agora todos os que estão no quarto têm o “comando na mão””.
Mariana Salgado
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Crónicas
Associativismo
Estiem LG Coimbra No passado mês de Outubro entre os dias 2 e 9, o Local Group Coimbra em conjunto com a sua associação-mãe AEGI-UC (Associação de Engenharia e Gestão Industrial da Universidade de Coimbra), teve o prazer de receber dez estudantes de engenharia e Gestão Industrial do LG Lappeenranta, da Finlândia, em forma de Exchange. O evento em si consiste no conhecimento do LG, da cidade e da vida nocturna e também várias actividades de teambuilding. Dado que de dia 2 a 9 realizou-se a festa das latas e imposição de insígnias a integração deles foi óptima e conseguiram captar todo o ambiente académico que Coimbra tem para oferecer, mascarando-se também no cortejo, cantando músicas de curso finlandesas e acabando com o tradicional
No dia 1 de Novembro, a AEGI-UC teve o prazer de organizar o evento “Vem conhecer o teu LG”, evento organizado pelo pelouro de Relações Humanas constituído por Mariana Campos como coordenadora e Mariana Salgado como sub - coordenadora, e como equipa de apoio Mariana Rocha, Marta Simões, Mónica Sá e João Ferreira. Este evento consistiu no conhecimento mais aprofundado das equipas por trás da associação e integração dos novos membros na mesma. Contamos com várias actividades de teambuilding e alguns desafios para desenvolvimento de soft skills. Um grande obrigado a todos os alunos que partilharam a sua experiência e a todos os participantes que tornaram este baptismo no rio Mondego. evento o melhor. Na organização contamos com a Teresa Para eventos futuros temos o Lean Six Ribeiro como Project Leader, e com Éri- Sigma no Porto e o tão esperado Counca Luís, Ângela Simões, Beatriz Nazaré, cil Meeting em Izmir, Turquia. Fica Beatriz Mendonça, Marlene Antunes, atento às novidades e fica a par de tudo Rita Rodrigues, Inês Silva e Mariana o que temos preparado para ti ao longo Campos como equipa de apoio. Agrado ano. decemos a todos por todo o tempo disponibilizado para fazer deste mais um grande evento do LG Coimbra. Qualquer duvida que tenhas ou se es-
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Associativismo
tás interessado em fazer parte desta associação e de viver o associativismo da melhor maneira, junta-te a nós. Contacta-nos pela nossa página do Facebook ou pelo nosso email lg.coimbra.estiem@gmail.com.
tal, assim dia 11 de setembro de 2017, deu-se início à fase de recrutamento conhecida como “Dinâmicas”. Pelas 17h, deram-se as boas-vindas aos novos recrutas durante uma breve introdução àquilo que é o BEST. Foram separados em grupos para irem conhecendo as equipas interinas (Design, CR, PR, IT e HR) através de rápidas apresentações por parte de cada coordenador, intercaladas com um ‘coffee break’ e uma sessão de ‘wake up’ games, cheios de diversão. onde toda a gente que pôde se juntou.
Érica Luís
Best Na semana de matriculas, de 11 a 15 de outubro, o BEST marcou a presença no átrio das químicas onde falou com vários estudantes da Universidade de Coimbra sobre a nossa organização. Esta atividade teve o objetivo de dar a conhecer o BEST e informar os estudantes sobre o recrutamento. Para além disso, conseguimos atingir muitos alunos da FCTUC da Universidade. Aproveitamos também para falar sobre as atividades externas, nomeadamente os cursos sazonais, a EBEC e a BEW. No mês de setembro também ocorreu o recrutamento do BEST Coimbra. E como
Nos dias 27, 28 e 29 de outubro realizou-se o Motivational Weekend onde se realizaram treinos e as knowledges transfer (KTs) sobre a estrutura da organização e os eventos que se irão realizar durante este ano letivo (EBEC, BEW,
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Crónicas
Associativismo
es novos países e culturas distintas! Tens dúvidas de como participar? Vem participar na sessão de esclarecimento BEST Courses, no dia 22/11 pelas 14h30 no DEEC, na sala T5.2. Vamos ter testemunhos, explicação de todo o processo de candidatura e apoio na escrita
Summer Course). O MW tem o propósito de integrar os recrutas no ambiente da nossa organização e também para eles conhecerem a estrutura e eventos do BEST. Para além dos recrutas tivermos 3 representantes da ESTIEM como guests do evento para fortalecer a nossa parceria. Os recrutas e as representantes da ESTIEM gostaram muito do evento e deram um excelente feedback. O ponto mais forte deste evento foi mesmo o convívio entre toda a gente e o conhecimento adquirido durante os treinos e os KTs. Não esquecer que já chegaram os tão esperados cursos de Primavera. Tens
da tua motivational letter! Não faltes. Para saberes mais sobre os cursos vai a https://best.eu.org/cours18 destinos à escolha com temas tec- es/list.jsp, para saberes mais sobre o nológicos super interessantes! São cur- BEST Coimbra visita-nos em https:// sos de 1 a 2 semanas de variados temas w w w . f a c e b o o k . c o m / B E S T C o i m b r a relacionados com a engenharia, pela a Europa toda a preços muito económicos. Estás á espera de quê? Complemen- Raquel Chaves ta a tua educação enquanto conhec-
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Cultura
Espetáculos O teatro e a arte em geral têm uma função de intervir na sociedade, de criar indivíduos ativos, capazes de questionar o seu mundo e de intervir sobre ele. Coimbra tornou- se um importante polo cultural muito devido à influencia do Teatro na cidade. Nasce então em 1961 o Teatro Académico Gil Vicente sendo o único edifício teatral universitário do país oferecendo uma programação regular e diversificada fazendo com que Coimbra nunca seja esquecida ao nível nacional e internacional.
artística criativa, que se destaca pela elevada qualidade dos conteúdos apresentados. As vezes o sucesso do Teatro não é visível ao nível da cidade em si, que desempenha um papel de serviço público na cidade muito importante. Pelas salas de teatro já passaram inúmeros espetáculos tais como “Ópera de Pequim” (parceria com o Observatório da China),”Gala Internacional de Magia”, “NILTON, TEM HORAS CERTAS?” onde tiveram grande audiência. Não percas a oportunidade de ir assistir a estes espetáculos “VARIAÇÕES PERPara alem disso temos também o Teatrão FORMÁTICAS SOBRE ANTÓNIO “ e “O onde são produzidos espetáculos onde se Olhar de Milhões. De Raquel Castro”. baseiam em alguma preocupação que nos move e que reside no nosso dia-a-dia. Marta Cruz O Convento São Francisco, Património Municipal, dinamiza uma programação
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Crónicas
Testemunhos
ERASMUS+ O mês de Setembro aproxima-se e para muitos estudantes do ensino superior será um ano como qualquer outro: rever os amigos, rever alguns professores (deixar cadeiras para trás é tramado), conhecer caras novas, praxar (para aqueles que participam), etc…; para outros tudo será novo, pois são caloiros e entram com a ânsia de se provarem e deixarem a sua marca (que toda a gente sabe que dentro de 1 a 2 meses desaparece); outros estão ainda à porta de finalizar os estudos com as datas de apresentação de teses marcadas e outros, não caloiros, aventuram-se no estrangeiro. Este ano “calhou-me” a mim.
O Processo
Em janeiro do ano passado, candidatei-me para realizar um programa de mobilidade dentro da Europa (Erasmus+) e já fazia ideia qual o país escolher: a Alemanha. Sabia que as aulas aqui iam ser dadas em alemão, logo no verão antes do início do 3.º ano comecei a fazer um curso de alemão. Para a Alemanha tinha apenas 3 opções disponíveis: Bremen, Kassel e Karlsruhe. Como é óbvio, não conhecia nenhuma destas instituições antes de vir para aqui estudar então a coisa mais lógica a fazer na altura seria consultar rankings para ver qual a melhor escolha. Para ser sincera não foi uma pesquisa muito exaustiva (a preguiça é tramada), consultei o “Times Higher Education” (https:// www.timeshighereducation.com/) e o
“QS Top Universities” (https://www. topuniversities.com/). A partir daí a escolha era um bocado óbvia, Karlsruher Institut für Technologie seria a minha primeira opção como “casa” para o próximo ano. Apesar de a escolha ter sido feita sem grande dificuldade, o pior veio depois. Havia apenas um colega em todo o departamento que tinha feito Erasmus aqui e ele não tinha conseguido muitas equivalências para as cadeiras do 4.º ano. Todo o “excitement” do Erasmus começou a desvanecer. Comecei a questionar-me se realmente devia realizar a mobilidade aqui, se deveria realizar uma mobilidade, entre muitas outras coisas… Mas, felizmente, com o apoio dos meus amigos lá conseguimos arranjar alternativas para este problema e realmente iria estudar no país com que sonhava desde que entrei no curso de Engenharia Mecânica.
A chegada
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Crónicas
Testemunhos
Com as malas feitas e depois de muitas lágrimas, voei para Frankfurt no dia 11 de setembro. Cheguei ao Frankfurt International (pelos vistos, o aeroporto na Alemanha com mais fluxo de passageiros) e rapidamente tratei de arranjar maneira de vir para Karlsruhe (tinha havido um ataque com gás no aeroporto). Chegada a Karlsruhe, tratei de me instalar na residência de estudantes e conferir na lista de pessoas que iam entrar neste semestre se havia nomes “tugas”. E havia, 4!
ESN – Orientation Week
(Tugas ao Poder!)! Apresentamo-nos uns aos outros, fizemos joguinhos e como estamos na Alemanha, não podia faltar aquela “boa” cervejinha alemã 0.5L! Como se pode imaginar, a Orientation Week de todas as universidades é basicamente a mesma: festa everywhere, anytime.
Pós O-Week Depois da O-Week tivemos (todos os alunos de mobilidade) de fazer um curso intensivo de alemão durante 3 semanas (OUTRO!!!). As festas continuaram (mas com menos excitação de ser tudo novo) e as aulas mostravam-se ainda longe de começar (oficialmente só começaram no dia 16 de outubro).
Vida no Campus
O campus é muito diferente ao que estou habituada no Pólo 2: é muito maior, a Engenharia Mecânica aqui é o curso e o
Na segunda semana começava a semana de receção aos alunos de programas de mobilidade. Tivemos palestras com os responsáveis pelo International Students Office e o Studierendenwerk (o equivalente do KIT aos SASUC), e depois veio a ESN claro! Como ainda somos muitos alunos em programas de mobilidade fomos divididos em 9 grupos com sensivelmente 20 pessoas por grupo para ser mais fácil conhecer as pessoas. Sorte a minha que no meu grupo fiquei com um português
departamento com mais financiamento (orgulham-se de ter como alumni do departamento personalidades como Carl Benz, Franz Grashof, Hans Molly, Wilhem Nusselt, entre outros) e o Cam-
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Crónicas
Testemunhos
pus Sud é como se fosse uma pequenina vila. Na Mensa (cantina) temos 6 filas e em cada fila temos menus diferentes, sempre com opções vegetarianas. Caso nenhuma destas filas nos agrade podemos ir sempre provar um pouco da gastronomia alemã, comendo um grande Schnitzel com batatinha frita. O cartão de estudante serve basicamente para tudo (entrar na biblioteca, requisitar livros, lavar a roupa em casa, comer na Mensa) e senti que voltei à primária porque todas as semanas tenho de carregar o meu cartão, caso contrário não como nem lavo roupa.
Vida fora do Campus
diferença é: não haver subidas e descidas (adeus Ladeira do Seminário!)! Quanto aos custos diários: diria que há coisas que são bem mais baratas que em Portugal e outras bem mais caras, por exemplo carne e peixe. Mas, no entanto, os custos de habitação são muito mais altos em relação a outros países com quem a Universidade de Coimbra tem acordos bilaterais e após discussão com os colegas que aqui estão de outras universidades portuguesas (FEUP e IST), não achamos que o valor das bolsas atribuído aos estudantes em países como por exemplo a Alemanha e Itália sejam justos. Já para não falar nos outros programas de mobilidade que não têm direito a bolsas de estudo. As mobilidades são algo que enriquecem o aluno e as próprias instituições portuguesas. De resto, é uma cidade relativamente pacata, muita diversa etnicamente, segura (tanto de dia como de noite) e, surpreendentemente, é a vigésima cidade mais quente da Alemanha!
Ana Margarida Silva
A cidade pela impressão que já tive e pelo o que o Diogo (outro colega que já cá tinha estado) é muito como Coimbra, é uma cidade de estudantes. A maior
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Reviews
Séries Por vezes não te apetece estudar ou sair de casa, estás cansado ou então está frio e só queres o conforto das tuas mantas, pois pensas tu o que fazer. Ora bem, hoje eu trago-te uma boa solução! Como o tempo voa e tu até podes mudar de ideias, a minha recomendação é ver uma série, e olha a tua sorte: vais levar com a minha opinião e as minhas sugestões relativamente a esta gloriosa arte.
Mini-série da HBO: uma temporada, 10 episódios, estreada em 2010 que passa despercebida às gerações mais novas… Sim, estou a falar de The Pacific. Esta é a série para entreter os que gostam de histórias baseadas em factos reais e os que sentem o bichinho de conhecer sempre mais um pouquinho de história,
nomeadamente a 2ª guerra Mundial para além de Hitler. Um drama excelente que traz ao de cima muitas emoções, com a qual vão embarcar para outra realidade e da qual surgem questões como: quão bruto e desligado o ser humano consegue ser? Que mais dizer desta produção que junta Tom Hanks a Steven Spielberg? Elenco fantástico, visualmente bem conseguida, narrativa ótima e banda sonora incrível (destacando Hans Zimmer). Para os que fazem pausas demoradas nos estudos ou não se deitam sem ver um episódio, aproveitem que estes são 40 minutos que valem a pena. Para aqueles que apreciam o mais recente na televisão, podia vir aqui falarvos de Westworld, This is Us, Mr.Robot, How to Get Away with Murder, entre muitas outras (boas ou não) séries, mas destas os mais atentos já sabem tudo melhor do que eu, se não sabem então vejam ou comecem a ler, não vou estar a gastar o meu pedaço deste jornal só porque vocês são preguiçosos. Bem, hostilidades à parte, espero bem que sejam tão fãs de Tom Hardy e daquele vozeirão como eu. Se não o são… Nem tenho comentários. Passando à frente, este grande homem não só produz como é o ator principal do que vos trago hoje: Tboo. de lado, esta série conta com uma exibição fantástica de Tom Hardy na pele de James Delaney. A ação desenrola-se no século XIX (1814) e gira à volta de James, um homem que regressa de uma viagem muito longa e tenta reconstruir a sua vida em Londres com a herança do pai (um império marítimo) porém, surgem inimigos a cada passo que dá. Apesar da história se desdobrar
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Reviews
do, espera aí… é impressão minha ou já começas te a ver? Calma, ainda te quero pedir desculpa pela seca, mas só leste porque quiseste e aposto que vais voltar na próxima edição. Mas, se não gostaste e achas que fazias melhor, anda falar comigo e vamos lá discutir sobre este assunto.
Mónica Sá
Taboo. Favoritismos de lado, esta série conta com uma exibição fantástica de Tom Hardy na pele de James Delaney. A ação desenrola-se no século XIX (1814) e gira à volta de James, um homem que regressa de uma viagem muito longa e tenta reconstruir a sua vida em Londres com a herança do pai (um império marítimo) porém, surgem inimigos a cada passo que dá. Apesar da história se desdobrar lentamente no início, começa logo a encher-se de mistério e a carregar-se de conspirações. Outro drama (e não fosse eu uma viciada em drama) para ver e rever, refletindo extraordinariamente a época em que a história se insere. Deixo-te assim com as baterias carregadas para mais umas horas de estu-
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Gaming Super Mario: Odissey
que nos continua a dar esperança: a mais recente oferta de Mario, o Super Mario Odyssey, consegue entrar de imediato para o topo do universo de Super Mario.
Plataforma: Nintendo Switch Preço: 50€
Tenho uma opinião muito crítica no que a jogos diz respeito - e tenho altas expecNas quase quatro décadas desde que o tativas para cada Mario que é lançado no Super Mario fez a sua aparição na versão mercado. Mas aquilo que o Super Mario original de Donkey Kong, o amado pro- Odyssey faz tão bem, em primeiro lugar, é que utiliza todas as melhores partes de todos os melhores jogos - e atualiza-as de uma maneira que não as torna uma reflexão para tentativas anteriores que não correram bem, mas uma melhoria no que já conhecemos e amamos.
tagonista de bigodes da Nintendo certamente teve a sua quota parte de altos e baixos. Nem todos os jogos que caracterizam os icónicos personagens de Mario são dignos da marca do legado e, na maior parte dos casos, a maior parte das versões mão tem o poder das lendas como Super Mario Bros. 3 ou Super Mario 64. Mas por tudo de mau que aconteceu em 2017, houve um ponto brilhante
Cada nível vem totalmente carregado com um conjunto de puzzles que tens de resolver. Não é apenas um começo do início ao fim; trata-se de explora cada centímetro do espaço no mundo para colecionar não só as Young Women of Power que te permitem subir de nível, mas as também as Power Moons que aparecem após a conclusão e as moedas roxas que te desafiam a investigar os limites do Mario. Uma das melhores qualidades do Super Mario 64 foi a capacidade de rever os níveis atingidos no nível da superfície para capturar Red Moons e Estrelas, e o Super Mario Galaxy se destacou com as Star Bits estrategicamente colocadas - e o que se destaca neste jogo mais recente é uma combinação dos dois que são bastante satisfatórios e só te deixam a pedir por mais. Se jogares sozinho, parte do que torna o jogo tão grande é que até ao final, tu ainda estás a aprender, a evoluir e a adaptar a novos tipos de mundos e talentos.
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Resumindo, é um jogo que te mantém constantemente em movimentoe a revisitar os níveis que mais gostaste e te desafiaram, na tua tentativa de passar o jogo a 100 por cento.
Vítor Sanfins
Super Mario: Run Plataforma: Android, Ios Preço: Gratuito Super Mario Run, é o mais recente, e úni-
co jogo da Nintendo para smartphones. Do clássico jogo em que um canalizador corria incessantemente até um castelo para salvar a sua princesa, Peach, lutando contra o seu raptor, Bowser. Desde o lançamento no grande ecrã até esta adaptação ao periféri-
co que usamos no nosso quotidiano, passaram-se 31 anos. Tempo durante o qual a Nintendo desenvolveu vários jogos com esta clássica personagem, como Mario 64, Super Mario Bros, Super Mario Galaxy, entre outros. O Super Mario Run, não foge às regras de jogo já bem conhecidas por todos nós, sendo que recentemente, a 1 de novembro de 2017, o jogo foi atualizado, e conta com a lição de novas personagens, como a Daisy e outros irónicos nomes da Nintendo. O jogo tem 24 níveis de jogo e ainda mais alguns no modo Remix 10, sendo que, infelizmente, a partir do terceiro nível, terá de ser pago o valor de 10,99€ para se poder jogar. Tirando isso, este é um potencial jogo, em ascensão, que revela ser extremamente viciante, estando a par de muitos outros no mercado.
Marcelo Matos
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À conversa com... Lista J - Francisco Sarmento
...os Candidatos. Na altura como colaborador ou efetivo? Em 2014, como colaborador e depois como efetivo. Ainda te lembras em que pelouro começaste? Comecei no pelouro da cultura, depois fui coordenador da pedagogia, de seguida tesoureiro e por fim presidente. E como chegaste à Direção Geral da AAC?
A minha subida na DG foi um pouco curiosa. Há um ano atrás, pediram-me para ajudar o administrador da altura, o Pintor, porque o tesoureiro se tinha demitido. Obviamente, antes, subiu estatutariamente o 1º vogal, mas não era a área de interesse nem de formação dessa pessoa e eu acabei por auxiliar o Pintor e foi desta forma que comecei a O que despertou o teu interesse pelo as- contribuir mais diretamente para a DG. sociativismo? No ano passado tomei posse do cargo de Tesoureiro da Direção Geral. O que me despertou o interesse pelo associativismo na Universidade de Coim- Ao longo dos anos, de que forma senbra, foi o trabalho realizado pelo Núcleo tiste que o trabalho desenvolvido pelas de Estudantes de Gestão, quando come- sucessivas direções gerais contribuiu cei a interessar-me pelas atividades que para a tua vida, enquanto estudante? eles realizavam. Acima de tudo, identifico-me com o que associativismo de- Para mim, a AAC é tudo e nunca nos pofende. Os seus principais propósitos, demos esquecer dos núcleos. O trabalho principalmente a defesa dos direitos mais permanente e próximo dos estudos estudantes. Este foi um ponto que dantes é claramente o dos núcleos. me vez ver todo este universo com outra A Académica em si, tentou desde o inatenção. Mas de forma concreta, a ori- ício, fazer pressões principalmente ao gem de tudo foi o Núcleo de Estudantes nível político para que houvesse alterde Gestão. ações. Conseguimos o congelamento da propina há um ano atrás e acredito que Em que ano começaste a colaborar com este ano estamos encaminhados para as atividades do NEG/AAC? trabalhar mais na questão das propinas e essa questão tem de ser sempre um Em 2014. dos principais focos da DG/AAC. Também me recordo da manifestação no dia
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nível político para que houvesse alterações. Conseguimos o congelamento da propina há um ano atrás e acredito que este ano estamos encaminhados para trabalhar mais na questão das propinas e essa questão tem de ser sempre um dos principais focos da DG/AAC. Também me recordo da manifestação no dia do estudante organizada no mandato do Bruno Matias. A nível mais concreto, um núcleo faz algo muito mais palpável, no dia a dia ,do que qualquer direção dos últimos anos e é isso que queremos inverter com o nosso projeto. Agora acho que foram muitas coisas debatidas, muitas coisas foram mudadas. A propina foi a principal coisa que mudou e a nível de núcleo houve muita coisa que foi debatida a nível pedagógico, principalmente, e a nível das saídas profissionais com algumas feiras de emprego que são os núcleos da FEUC e também no pedagógico foram algumas coisas alteradas para melhorar o funcionamento do estudante e do estudo.
Fitas incluída. Acho que é essencial que haja essa estabilização para que, por exemplo, as secções tanto a nível cultural como desportivo, consigam trabalhar eficazmente a médio e longo prazo. Não podemos continuar a realizar acordos e a assinar contratos que tenham impacto financeiro ou mesmo impacto no planeamento das secções, a meio da época desportiva. Se continuarmos assim, nenhuma secção vai conseguir ter um projeto sólido. O importante é na direção geral termos a noção que devemos fazer acordos duradouros, com duração superior a um ano, para que as secções se sintam seguras ao planear as suas actividades. Só atingindo esse patamar podemos crescer. Temos que acabar com a mentalidade de ir os problemas com a barriga,. É preciso abordar os problemas logo no início, custe o que custar, e acima de tudo, custe a quem custar. Nunca de uma forma tirana ou ditatorial, mas de forma responsável e transparente A nível político não divergimos no conteúdo mas sim na abordagem aos problemas.
Tendo feito parte da equipa que vai agora concluir o seu mandato, o que Antes de passarmos ao que o teu proachas que falhou e que mais poderiam jeto, queria abordar as questões do ter feito? RJIES, da Fundação e da Propina Zero. São questões que têm sido discutidas recorrentemente pelos estudantes. Para começar podiamos ter trabalhado mais na resolução de problemas internos. Acho que era importantíssimo ao A minha posição e a do meu projeto é nível interno dar uma maior estabili- muito simples. Somos contra o Regime dade às estruturas da casa. Quando digo Fundacional. Acredito que caso essa estabilidade não falo só ao nível finan- questão não entre na agenda do conselceiro, porque atualmente é algo que te- ho geral da UC, temos que nos certificar mos que nos debruçar transversalmente que há informação e de que essa inforpor todo o universo da AAC. Não só DG, mação chega aos estudantes. Depois se mas em todas as estruturas, Queima das for preciso, nas devidas circunstâncias
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a AAC vai para a rua, convocaremos manifestações e utilizaremos outras formas de luta e de pressão. Certamente os estudantes vão estar ao nosso lado nessa luta porque vão ter toda a informação e formação para o tema e isso é essencial. Com isto, acreditamos que , caso o assunto não seja colocado na agenda do conselho geral, não vai valer a pena estar a debater intensamente, mais um ano, algo que não está em causa na universidade. Relembro que devemos e podemos debatê-lo enquanto academia, devemos proporcionar situações de informação e formação dos estudantes sobre estes assuntos, isso é o que faz a diferença. Na última magna, foi discutido o interesse do Reitor em voltar a trazer à ordem de trabalhos do Conselho Geral, o assunto da fundação. Como a próxima reunião do conselho vai decorrer num período de transição da direção geral o que planeiam fazer? Se o reitor, no próximo mandato, voltar a pôr o assunto em cima da mesa no conselho geral, estaremos presentens para mostrar a nossa força e fazer pressão. Levando o assunto novamente a Assembleia Magna e possivelmente convocar manifestações. Mas não estamos sozinhos nesta luta. Ao lado dos estudantes temos os próprios docentes e não docentes que vamos tentar sensibilizar para a situação. Sei que o timing no conselho geral é um pouco arriscado mas também não me parece que seja no conselho geral que a situação seja debatida e logo finalizada. Portanto é algo que vai demorar algum tempo a ser debatido internamente na Universidade de Coimbra. Mas acredito que o Reitor não
queira, no fim do seu mandato, colocar a questão da fundação novamente na mesa pois ele entende que as universidades demoram a fazer essa . Outra questão debatida foi a do Superavit da Universidade de Coimbra, e como esse dinheiro não está a ser aplicado para a melhoria das condições de vida e de aprendizagem dos estudantes. Tanto a nível de redução propina como por exemplo a nível de instalações de ensino e das residências. Os alunos sentem que o foco da Universidade é o Turismo e não os estudantes. A questão do Superavit é algo que nos preocupa, não por haver um superavit, mas pelo volume do mesmo. Em 2016, a UC apresentou um superavit de 19 milhões de euros. A este valor acrescem nove milhões, para um total de 28 milhões de euros desde 2015. Esse dinheiro pode e deve ser revertido para os estudantes, de muitas formas. No que a propinas diz respeito pode ser mais difícil, mas não é impossível. A reitoria pode definir um valor anual mais baixo para a propina, não tem que continuar a usar o valor máximo previsto por lei. Outra situação gritante é a questão da propina dos estudantes internacionais, como por exemplo dos PALOP. Acho que é um escândalo colegas meus oriundos de África e Do Brasil pagarem cerca de sete mil euros anuais quando falamos de 19 milhões de euros parados nos bancos É sem dúvida algo que vamos debater. Temos de abordar ainda o dia-a-dia dos estudantes mais carenciados, o número de estudantes bolsistas, avaliar a situação das residências e dos serviços de ação social. Claramente
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Claramente o Superavit pode ser revertido para melhoramentos das condições das residências, dando mais apoio financeiro aos SASUC, melhorando ainda a realidade das cantinas. É preciso pressionar e sensibilizar as entidades responsáveis da UC para começarmos a alterar tudo isto. A Direção Geral de uma vez por todas, tem que pegar nos problemas dos estudantes um impacto positivo direto na vida deles. Sabemos que o turismo em Coimbra está a ter um enorme crescimento, e a Reitoria tem tudo para continuar a aumentar as suas receitas e melhorar a vida de quem escolheu a Universidade de Coimbra para se formar.
se começar a trabalhar o quanto antes. Sabemos que o Pólo 2 é o mais afetado pela questão dos transportes. Não temos dúvidas que há outros pólos em que os SMTUC não cumprem as necessidades que os estudantes têm. É preciso fazer uma revisão geral à oferta atual. Se nós conseguirmos fazer um planeamento e estruturamento dos SMTUC, penso que a cidade poderá usufruir de uma rede de transporte pública, mais eficiente e mais ajustada à vida dos cidadãos. A Direção Geral tem que ter um papel regional, em primeiro plano para os estudantes, mas também para os cidadãos de Coimbra. Quanto ao Desporto. A AAC acolheu os Campeonatos Nacionais Universitários, os CNU’s em 2017 e houve alguns sobressaltos. Que medidas têm planeadas para os Jogos Europeus Universitários de 2018, os EUSA de forma a evitar problemas?
Em relação ao Pólo 2, tem-se verificado um superlotamento a nível de estudantes. Temos ainda o problema recorrente da oferta insuficiente de cantinas, autocarros e linhas que servem o Pólo 2. Quais são as vossas propostas para melhorar a vida dos alunos do Pólo 2? O que aconteceu nos CNU’s, é algo que não podem voltar a acontecer, espeA Direção Geral pode ter uma pressão cialmente com um evento com esta dienorme, a partir do um momento que mensão e exposição. A descoordenação representa vinte e quatro mil estu- que se sentiu tem que ser combatida dantes, conseguimos perceber a força desde o início, e, portanto, temos que que pode ter. Agora queremos faz- reforçar a nossa organização já que vaer isso de forma consciente e de for- mos ter mais equipas a competir em sima competente. Numa primeira fase multâneo, mais equipas para inscrever e temos de fazer o levantamento desses a coordenar. Queremos que haja esse reproblemas a nível de cantinas, tanto no forço. Uma equipa da casa não pode volPólo 2 como nos restantes Pólos. De- tar a ser afetada por falta de comparência pois junto dos SASUC tentar encontrar devido a problemas com as inscrições ou soluções para que isto seja resolvido da equipamentos. Faremos tudo para reforma mais rápida e eficaz. É por aí que forçar essa equipa de logística para que queremos construir a nossa posição, re- as equipas estejam a tempo e a horas de forçar as nossas pressões desde o início. competir. SASUC e SMTUC por igual. Percebemos que não é uma tarefa fácil, mas tem que
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Fala-se muito numa remodelação da Queima das Fitas, da sua organização, da sua estrutura e do que são atualmente as noites no parque. Quais sao as vossas propostas?
continua a dar lucro.
A Queima das fitas é uma estrutura da casa, no seu órgão máximo, o conselho geral representado por um representante das secções culturais, um representante das secções desportivas, dois representantes da direção geral e um representante do conselho de veteranos. Quero aqui deixar bem claro que a Direção Geral não tem sequer ordenação direta em relação à Queima das Fitas. Tem que haver mudanças , sem dúvida nenhuma, acho que o modelo está a decair e os resultados financeiros também o dizem. Tem que haver mudanças, uma restruturação e alteração do formato, acho que isso é fundamental. A meu ver, é algo que tem que ser uma reflexão do Conselho Geral e de toda a casa para vermos o que é que podemos alterar para que o parque seja mais atrativo para os estudantes, visto que tem perdido pouco esse impacto, podemos aproveitar algumas das experiências que fizemos este ano na Festa das Latas. Temos de perceber o que a queima das fitas deve ser atualmente, o que é pode ser no futuro e tudo isso vai de encontro à minha ideia fundamental de que é preciso repensar a Académica. Queria deixar a nota de que, em parte, o que vivemos na Académica atualmente é fruto do lucro que a Queima das Fitas dava há 6 ou 7 anos atrás e, em resultado disso, a Academia encostou-se à sombra da bananeira, e compactuamos com a ideia que agora de que a Queima é o problema base da Académica, que não o é, porque
Nós queremos que para o ano haja uma proximidade muito maior da Direção Geral aos estudantes e isso tem que passar pelos núcleos. Queremos que os pelouros da Direção Geral trabalhem em constante comunicação com os pelouros de cada núcleo. Mais do que isso queremos que a Direção Geral saia dos gabinetes e que venha para as faculdades e departamentos trabalhar. Estar presente nas atividades dos núcleos, mesmo que não haja um convite protocolar ou convite para estar presente numa sessão de abertura. Queremos participar a e ajudar na realização de todas as atividades, desde uma febra da a uma feira de emprego, para conferir um aspeto mais institucional e fazer a comunidade estudantil entender que as atividades dos núcleos sao tão ou mais importantes que atividades da Direção Geral.
Que mensagem tens para os núcleos, na sua “luta” perante as faculdades e direções dos departamentos?
Vitor Sanfins Marta Cruz
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Antes de chegares à DG, de que forma sentiste que o trabalho desenvolvido pelas sucessivas direções gerais contribuiu para a tua vida, enquanto estudante?
Lista C - Alexandre Amado
O que despertou o teu interesse pelo associativismo? Tudo começou no secundário, no meu 11º ano quando integrei a primeira lista candidata à associação de estudantes da Escola Secundária Infanta Dona Maria, na altura como vice-presidente. Foi aí que descobri que de facto me interessava muito por isto e tinha um contributo importante a dar à minha escola. Esse interesse transitou para a Universidade, logo no meu 1º ano, em 2011/2012 envolvi-me numa candidatura para a Direção Geral que na altura não teve sucesso. Logo nesse ano colaborei com o Núcleo de Estudantes de Direito. Depois fui vice-presidente nesse mesmo núcleo tendo chegado a Presidente, durante esse mandato fui ainda eleito para ser o representante dos estudantes de direito no Senado da Faculdade. Depois do mandato do núcleo fui vice-presidente da Direção Geral no mandato do José Dias, e em novembro do ano passado fui eleito Presidente da Associação Académica de Coimbra.
Senti esse impacto de formas muito diferentes. Senti-o como estudante, como dirigente do núcleo de estudantes, também como senador. Tive sempre uma consciência muito critica quanto à direção geral, não apenas no aspeto negativo, mas sempre dos pontos de vista. Sempre estive presente nos contextos de importância para a Associação, tanto públicos como em Assembleias Magnas, como em discussões que a AAC promovia. O que mais me impactou foi a relação direta que a DG manteve com os núcleos nos anos em que estive envolvido com o núcleo dos estudantes de Direito, e foi com essa imagem da DG que eu cresci na AAC. Com este contacto comecei a perspetivar a AAC de uma forma mais clara. Um dos momentos que mais me marcou, ainda antes de entrar para a DG, foi a saída do Movimento Associativo Estudantil Nacional do Ensino Superior, a saída do Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), na altura acho que foi uma tomada de posição política que era necessária e acho que foi demonstrativa da nossa capacidade de traçar o nosso caminho independentemente da influência de outros e daquilo que os outros fazem. Acompanhei também ainda antes de entrar para a Universidade a manifestação do dia do Estudante, claro que numa perspetiva diferente, pois ainda era estudante do Ensino Secundário, mas foi uma das coisas que me fascinou bastan-
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te. Ainda posso destacar a vitória da candidatura aos EUSA Games, mal sabia que seria candidato ao mandato responsável por acolher os jogos, ou sequer, presidente no ano anterior e que já ia ter grande responsabilidade na organização dos jogos. Mas acima de tudo a forma como vivi a AAC foi no contacto que a DG tinha com os núcleos, vivi-a numa fase inicial enquanto dirigente de núcleo, próximo dos colegas no dia-adia na FDUC, com atividades e iniciativas mais de contacto direto, contacto esse, que a DG por causa das circunstâncias e da sua natureza acaba por não ter da mesma forma que um núcleo, o que não significa que não possa vir a ter mais. Mas é natural que os núcleos sejam uma porta nas várias Faculdades e Departamentos à AAC. O que destacaria essencialmente seria a candidatura aos EUSA, o contexto de reunião com a DG nos Conselhos Inter Núcleos, muitos momentos de discussão política com a DG, recordo-me particularmente do lançamento do livro “Educação: Uma visão de Futuro”, livro esse lançado por ocasião das legislativas de 2015 e a proposta política que a AAC tinha na altura foi construída , em grande parte, pelos núcleos de estudantes o que me marcou de alguma forma. Ainda de destaque a saída, a quebra com o ENDA, eu não gosto de dizer movimento associativo, pois acho que o movimento nada tem haver com o ENDA. Mas a saída do ENDA e a manifestação do 24 de março foram os momentos que mais me marcaram e formaram a minha visão da AAC antes de chegar à DG.
poderia ter sido feito de forma mais eficaz? O ano de 2017 foi um ano de grandes definições. Houve uma reorientação de politica a todos os níveis, criação de novas condições para poder desenvolver a académica de uma forma mais profunda. Politicamente, acho que agora a associação é credibilizada a nível nacional, fruto do trabalho desenvolvido nos últimos dois anos. Como disse, entendo que a saída do ENDA foi um movimento necessário na afirmação da AAC, no ponto de vista da dignidade da AAC e dos seus princípios, teve de ser feito. No entanto houve consequências, a académica ficou um pouco isolada no momento associativo apesar de achar que tinha de ser feito um trabalho de recuperação, de alguma força a nível político nacional. Não só força perante as instituições e agentes políticos, mas também perante as estruturas estudantis. Temos neste momento uma Académica que lançou e está envolvida no movimento da Propina Zero, luta essa que a AAC travava quase sozinha há dois anos. Neste momento essa luta é partilhada com um conjunto de estruturas a nível nacional. Travar o regime fundacional era um objetivo político fundamental do mandato, e esse, até ver, foi alcançado, pois não sabemos se o assunto suscitará novamente no próximo ano. Mas o que fizemos até agora deixa-nos entusiasmados com a possibilidade de continuar a fazer a pressão política necessária para travar o regime fundacional na UC.
Sabia-se que tradicionalmente a académica era contra o regime fundacional, mas No teu mandato anterior, o que achaste nunca tinha sido discutido isso em Codas coisas que tinhas planeado, o que imbra e nunca tinha vindo o assunto tão à
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tona como veio neste ano letivo 2016/2017. Mas a opção que tomamos definiu a posição estratégica da AAC na reivindicação para a alteração do RJIES do próximo ano. Da nossa parte acho que foi importantíssimo fazê-lo, até porque estou convicto que esta tomada de posição da AAC, que espero que venha a contar com o apoio da UC, pode vir a definir o que é o sucesso do RJIES a nível nacional. Não nos podemos esquecer que é a Universidade mais antiga, mais prestigiada a rejeitar uma solução do governo para si própria que é estimulada e incentivada pelo Ministério. Acredito que ajudamos a salvaguardar a integridade da UC, mas também para mudar o Ensino Superior a nível nacional. Desportivamente restruturamos completamente o desporto universitário da académica, criamos um conjunto de mecanismos que não existiam e que são a base de funcionamento do projeto de desporto universitário da AAC, desde logo com equipamentos desportivos e bolas, com um regulamento de participação no desporto universitário, com captação de treinadores e uma articulação permanente com o desporto da universidade. Recuperamos ainda uma posição central que a AAC deve ter nos EUSA, temos hoje uma posição absolutamente determinante dentro da estrutura a par com a Universidade e que os jogos de 2018 não sejam apenas um evento passageiro e que de facto deixem um legado para a AAC no futuro e que tornem a UC na primeira Universidade do Desporto do país, que a UC tem condições para isso. Parte desse projeto de que falei agora tem haver com a competição interna que criamos, a liga académica, que pode vir a ter uma abrangência reforçada. Quere-
mos que hajam mecanismo, dinâmica e a possibilidade de funcionamento de um projeto de desporto universitário pós-jogos, algo que até ao ano passado não existia. É de salientar também que do ponto de vista cultural começamos a dar alguns passos que oferecem às secções culturais a merecida dignidade para trabalhar. Uma das questões mais debatidas nos últimos anos e que tem despoletado mais desentendimento é a gestão do edifício e a distribuição de espaços. O facto de termos conquistado amigavelmente o edifício à reitoria, é histórico podermos ter o edifício para uma gestão autónoma por parte da AAC. É lógico manter as estruturas culturais todas dentro da casa e de forma digna. É ainda necessário reivindicar o apoio financeiro à Câmara Municipal de Coimbra que ainda não faz o apoio necessário. A meu ver o problema real das secções é a falta de recursos humanos, isso resolve-se essencialmente pensado com clareza numa agenda cultural única da AAC. Do ponto de vista administrativo, o que fizemos com a Latada foi muito importante também, que tornou a festa mais sustentável, e com maior lucro financeiro, e é preciso fazê-lo e transportá-lo para a Queima das Fitas também. Tendo a maior Assembleia Magna da ultima década, é sinal que o processo de mobilização está a ocorrer, a Academia esta a mudar nesse sentido, a ter mais estudantes à sua volta. O que achas que de facto correu mal? É óbvio que há coisas que correram mal, se achasse que tinha sido tudo perfeito não apresentava uma nova candidatura. De uma forma geral fiquei bastante satisfeito,
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havendo sempre aspetos a limar. Há aspetos que é preciso aprofundar: a forma de gestão interna da associação académica de Coimbra, tivemos uma administração muito mais próxima das estruturas do que era habitual, muito mais humana, muito mais havendo sempre aspetos a limar. Há aspetos que é preciso aprofundar: a forma de gestão interna da associação académica de Coimbra, tivemos uma administração muito mais próxima das estruturas do que era habitual, muito mais humana, muito mais presente, mas é preciso reorientar a forma como gerimos a estrutura da casa. Garantir que se convoca toda a academia, secções culturais, desportivas, núcleos de estudantes para tomar decisões estruturais como por exemplo, O que é que AAC quer retirar dos EUSA, como é que a AAC vai fazer a suar orçamentação, como funcionam os fluxos financeiros dentro da casa. Tudo isto exige um contacto próximo entre todas as estruturas, que permita as colaborações entre elas. De modo a combater um sentimento de inacessibilidade, propomos a criação de voluntariado para que todos, independentemente de condições financeiras possam participar nas atividades. Para resumir o que acho importante é intensificar a mobilização estudantil criando mecanismos concretos para garantir que ela acontece. Em segundo lugar intensificar e gerir a AAC internamente de uma forma mais inclusiva e não tão dispersa, reformulando o fórum AAC para contar com todas as estruturas da casa. Criar um sistema de voluntariado transversal a toda a AAC, uma bolsa geral de voluntariado onde todos se podem inscrever, na qual as estruturas
da casa podem ir buscar os voluntários de que precisam para as suas atividades. Desta forma podemos combater o sentimento de inacessibilidade. Como acabaste por responder à pergunta de quais são as tuas ideias para a AAC passemos à próxima questão. O que precisa de ser mudado na Queima das Fitas? É preciso oferecer um pouco mais de transparência aos procedimentos da Queima das Fitas e conseguiu-se isso com a alteração dos estatutos, consagrando nos estatutos a necessidade e a obrigatoriedade de o relatório de contas da Queima ser objeto de um parecer favorável do Conselho Fiscal e depois ter que ir a Magna ser escrutinado pelos estudantes, isso era essencial, haver contas escortinadas e avaliadas por todos os estudantes. Não podíamos continuar a ter uma fonte de financiamento da academia, em tempos a principal, a não ter contas escrutinadas, avaliadas e aprovado por todos os estudantes e saber que havia resistências a que isso acontecesse era incompreensível. Portanto a DG fez força para que passasse a haver esse escrutínio. É também necessário na minha ótica, reformular a estrutura, à semelhança do que fizemos com a Latada, no que toca a disponibilidade para reinventar a festa, torna-la mais próxima dos estudantes e correr alguns riscos. Já não é o que era, e os lucros não são os mesmos, tendo gerado receita insuficiente para fazer face às despesas da academia, o que prejudica o financiamento a outras partes da casa.
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Sendo os núcleos o órgão que tem um contacto mais direto e mais real com os estudantes, que alterações têm em mente para aproximar os estudantes da DG? Tendo já sido vice-presidente e presidente de um deles, sei que são essenciais para o funcionamento da AAC hoje em dia. Foram criados para garanti que a AAC podia chegar aos problemas específicos de cada curso, departamento e faculdade, pois não conseguiria certamente apenas com a equipa presente na Padre António Vieira. Foi preciso criar outros “braços”, outras portas da AAC nos vários departamentos e o seu papel é extramente crucial, até para a credibilização do projeto que é a AAC como para a resolução para os problemas concretos dos estudantes no dia-a-dia. Queremos continuar a ter uma relação de transparência e de proximidade da DG com os núcleos. Mas acredito que o mais importante este ano vai ser a implementação dos novos estatutos, e neste caso a DG tem a responsabilidade de dar o exemplo para o futuro e garantir que em matéria de saídas profissionais, em especial o novo Conselho Inter-núcleos, tem uma atividade plena e mesmo em matéria pedagógica que os núcleos passem a ser ouvidos de forma mais presente e frequente. E que em colaboração com a DG criem, aquilo a que chamamos o relatório do Estado da Universidade, no qual pretendemos passar a universidade à lupa e perceber em cada canto o que é que corre mal do ponto de vista pedagógico, em que medida são respeitados os regulamentos pedagógicos da universidade ou mesmo de cada curso ou faculdade, se há condições in-
fraestruturais para as aulas, se os métodos de ensino são apropriados à realidade de ensino da UC. Porque de facto no que toca à política interna a Dg nos últimos anos precisa de reorientar os seus objetivos, mantendo sempre a força máxima no que toca a política educativa, mas mostrar que na UC também feito um esforço para resolver os problemas internos.
Vitor Sanfins Marcelo Matos
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Lista E - Diogo Barbosa
para ser o candidato. Mas este processo, já vem de há muitos anos, principalmente com a luta antipropinas e com o processo Bolonha e RJIES. No ano passado, com a questão do regime fundacional, todas as questões práticas relativamente ao ensino superior, levaram a que tivesse mais vontade de participar nestas atividades. Desde que estas ca na universidade, como aluno, o que sentiste a nível de melhorias resultado de trabalho das várias direções gerais que testemunhaste?
O que despertou o teu interesse pelo associativismo?
As melhorias concretas, na minha perspetiva, foram os movimentos que existiram por volta do ano de 2010, devido ao decreto 70/2010, relativo à atribuição de bolsas, que mudava completamente a fórmula de cálculo. Apenas o aluno contava como uma pessoa, os pais como 0,75, os irmãos, menores de idade, como meia pessoa. Foi através de um grande processo, que culminou numa manifestação nacional no dia 17 de novembro de 2010. Acho que foi um Movimento Associativo, que graças às várias academias do país, que conseguiu uma mudança concreta. Esse foi um dos pontos mais altos da melhoria das condições e daquilo que é o trabalho das direções gerais. De resto creio que tem havido um decréscimo do interesse das direções gerais e isso reflete-se com as secções culturais e desportivas. Nós reunimos com a secções e são muitas as queixas que existem por parte das mesmas, nós não queríamos fazer um programa, sem as consultar. Eu também sou sec-
Ora, quando estava no secundário participei numa lista para a associação de estudantes. Entretanto quando entrei para a faculdade fui me apercebendo, do funcionamento da própria AAC e dos núcleos e acabei por chegar a colaborador da Direção Geral do Jorge Serrote. Entretanto quando comecei a viver em Repúblicas e através da vivência nas mesmas, porque são casas muito ativas do ponto de vista politico, o meu interesse foi-se acentuando. Ao longo dos anos já fui candidato ao Concelho Fiscal, participei em várias listas candidatas à DG e este ano, tendo reingressado na UC, para tirar o Mestrado, surgiu este projeto, que em reunião, decidiu as candidaturas e quem iria participar na lista. cionista. Conheço os As pessoas envolvidas, escolheram-me
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problemas da
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problemas da minha secção, a RUC, mas não conhecemos os problemas de todas. Acho que tem havido um virar de costas às secções tanto culturais como desportivas nos últimos anos, e uma das principais vítimas foi o desporto universitário. Não é que nós consideremos que o trabalho da AAC no desporto universitário seja mau. Mas, na nossa perspetiva, estarmos a valorizar e a vangloriar-nos do trabalho que é feito relativamente ao desporto universitário quando existe um desinteresse generalizado por parte da DG nas secções desportivas é um pau de dois bicos. Creio que não pode ser considerado uma melhoria estrutural no trabalho da DG e também creio que não pode ser considerado uma melhoria estrutural quando, o financiamento que parte para as secções por da Queima das Fitas está bloqueado há quase de três anos. Desde de 2014 que as secções não recebem financiamento por Queima. Isto é um mau trabalho da DG, que apesar de não ser a entidade que diretamente controla a Queima, pois a Comissão da Queima é que realiza esse trabalho. No entanto, tem que ter um papel fundamental no controlo da ação da COFQ. Isso não acontece e leva a uma detioração daquilo que é o trabalho que as secções podem desenvolver, pois não tendo financiamento, não podem desenvolver o seu trabalho. Concluindo, não acho que hajam medidas positivas significativas na vida dos estudantes. O processo mais político no último ano, a luta conta a fundação e da questão do RJIES, apesar das boas intenções da DG, mas que do ponto de vista prático deixa muito a desejar. Nós não formalizados como lista no ano anterior, mas como coletivo de estudantes propusemos na
Assembleia Magna a realização dos dois encontros nacionais. Um relativamente à Fundação, outro relativamente ao RJIES, que foram aprovados por unanimidade e ainda não aconteceram. Nós concordamos, do ponto de vista político, com a DG, mas do ponto de vista prático, estamos no final de novembro e ainda não foi marcado o encontro. Se há associação académica neste país que tem condições para marcar esse encontro, para fazer essa discussão ativamente, é a associação académica de Coimbra e isso ainda não aconteceu. Portanto não considero que haja um desenvolvimento muito positivo por parte das ultimas direções gerais. Quais achas que foram as maiores falhas do mandato anterior do Alexandre Amado? Primeiro a questão das ligações às secções. Aliás um dos nossos principais objetivos se formos eleitos, é marcar automaticamente um concelho cultural e um concelho desportivo para termos uma melhor perceção das falhas que existem nas secções. O que estas nos disseram, é que tanto o concelho cultural como o concelho desportivo não têm demonstrado muita abertura na negociação, o que nos leva a querer que em primeiro lugar, antes de tomarmos qualquer posição precisamos de reunir com as pessoas e isso esta DG não fez, segundo o que nos foi transmitido pelas secções. Do ponto de vista do plano interno, nós cremos que é umas das maiores falhas deste mandato. Do ponto de vista político, nós concordamos com a tese politica contra a Fundação, contra o RJIES, mas não concordamos do pon-
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to de vista prático. No dia do estudante, cobrir com placares as monumentais a dizer que somos a favor da propina zero não basta, não chega. O ENDA existe para alguma coisa, e se este não funcionar creio que a DG tem de ter a capacidade de dentro do ENDA reunir as associações que concordem com tomada de posição política da DG/AAC. Devem reunir-se à parte do ENDA. Aliás a nossa proposta vai nesse sentido, que é uma reunião à parte do ENDA, porque tem muitos entraves, especialmente com a Federação Académica do Porto, que é a favor do regime fundacional e a favor do RJIES. A luta política também se trava entre associações, e consideramos uma falha existir esse medo de enfrentar o ENDA. Apesar de ser o órgão máximo das associações académicas, não é o órgão absoluto. Nós queremos, que as direções gerais das várias associações académicas e de estudantes do país tenham a capacidade de se poderem organizar num movimento nacional se assim acharem necessário. Neste especto consideramos, uma falha, do mandato do Amado a DG não conduzir a discussão nesse sentido, visto que tem uma posição definida. Caso sejam eleitos quais seriam os vossos focos de trabalho durante o mandato? Em primeiro lugar, realizar os encontros que nós próprios já propusemos. Em segundo lugar, criar condições para existir um projeto nacional de luta antipropina. Isto é, para nós extremamente importante, os estatutos da AAC, definem que a AAC é contra as propinas, se é contra as propinas tem que tomar iniciati-
vas práticas e concretas nesse sentido. Nós aí queremos levantar novamente a questão em ENDA. Se houver um consenso do movimento associativo de um ponto de vista generalizado, temos as condições para trabalhar. Temos uma situação política que nos permite ser um grupo de pressão devido ao acordo parlamentar que existe neste momento, que sustenta o atual governo. Nós não consideramos que o atual governo e que esta solução política tenha sido por si só vantajosa por ter congelado o valor máximo das propinas. Cremos que é uma medida estanque, que impede a subida da propina, mas não cumpre aquilo que é um preceito constitucional e aquilo que está escrito nos estatutos da AAC. Por outro lado, isto é algo que nós temos de explicar muito bem, que é a questão dos PASEP. Nós somos contra os PASEP na forma como eles são feitos, ou seja, nós não achamos que seja justo um estudante ter de trabalhar nas cantinas, numa biblioteca, a pintar residências. Nós achamos que isso não faz sentido nenhum, e que é, a prova tácita do desinvestimento no ensino superior nos últimos anos. E os SASUC utilizam essa forma para cortar postos permanentes de trabalho, porque os PASEP cumprem como postos permanentes de trabalho, e os SASUC não contratam funcionários do ponto de vista efetivo e os alunos acabam por ser obrigados a realizar um trabalho que não é virado para os estudos. Não estou a dizer que o trabalho não é digno, mas temos de partir do pressuposto que a Universidade serve para estudarmos e não para trabalharmos. Isto não é nenhuma medida contra os estudantes dos PASEP, nós achamos é que as pessoas acabam por ficar obriga-
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das a ficar nos PASEPS porque não têm bolsas que cheguem para financiar os seus estudos, ou seja, tem de existir um reforço das bolsas. Com os cortes que rondam os 30% ao financiamento do Ensino Superior dos últimos anos e que ainda não foi totalmente recuperado por este governo acabam por acontecer programas como os PASEP aos quais nós nos opomos. Nós defendemos que todos os alunos, independentemente da sua área de formação, que trabalhem tanto nas licenciaturas, como nos mestrados e doutoramentos possam colaborar com os seus professores, que deem aulas aos seus colegas. Por exemplo na Faculdade de Medicina os alunos de 6º ano dão aulas aos alunos do segundo ano. Nós achamos que esses alunos deviam ser renumerados pela UC. Ou seja, isto sairia do âmbito dos SASUC e haveria uma transferência de competências direta para a UC. Isto é uma questão que tem de ficar muito clara, até para os próprios estudantes perceberem que isto não é um ataque da nossa parte aos estudantes, é um ataque da nossa parte ao Sistema que está montado, que obriga os estudantes a terem de cumprir estas funções. Nós achamos que a diferenciação que existe no prato social nas cantinas é gritante. O prato social não é condigno, o que se sucede é que existem outras alternativas que são mais caras. Alternativas que chegam a ser mais caras que alguns restaurantes da cidade. Na nossa perspetiva isto não faz sentido. O que faz sentido é que o investimento que é feito nesse tipo de pratos seja feito no prato social para não existir uma discriminação entre os estudantes. Nós acreditamos que a universidade deve partir de um princípio de igual-
dade, ou seja, se eu só tenho 2,40€ para almoçar ou jantar, não é justo para mim ver afixado no menu um prato de 4,5€. E achamos que deve haver também um reforço nas cantinas. Qualquer pessoa que vá às cantinas repara nas filas enormes que existem. E nós temos muitas dúvidas relativamente à construção das novas cantinas amarelas. Nós não queremos que seja mais uma cantina de luxo, porque o que está a acontecer é que estamos a retirar o fator social das cantinas para as cantinas serem mais um fator de lucro para a UC. Tendo em conta que a UC tem um Superavit, que está cativo, que está em bancos e que não é utilizado para a melhoria das condições de vida dos estudantes, na nossa perspetiva isso é errado e a AAC tem claramente um papel determinante no sentido de informar todos os estudantes e em garantir a não discriminação entre os próprios estudantes da UC. Por último a questão das residências. Nós visitamos as residências e temos conversado com moradores e reparamos que das 14 residências universitárias apenas duas têm condições para receber pessoas com mobilidade reduzida e pessoas portadoras de deficiências. Sendo que no Pólo 1 não existe nenhuma e principalmente nesse mesmo Pólo as residências estão muito degradadas. A residência da Alegria acho que é o caso mais grave, a residência de São Salvador tanto a masculina como a feminina têm problemas estruturais muito grandes. A de São Salvador abrange ainda duas Repúblicas a Baco e a das Marias do Loureiro em que o edifício está em risco de cair. A parede mestre tem uma racha gigante que não é garantia de segurança para os estudantes. Nós achamos que a
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UC tem de fazer um investimento sério se quer proporcionar qualidade de vida aos estudantes. Da mesma forma achamos que a UC comete um erro crasso ao apenas incluir as residências e não incluir as repúblicas nos programas de alojamento. Claro que são casas com uma tipologia diferente, mas consideramos que essa informação deve também ser passada a todos os interessados. Também propomos que as residências de um ponto de vista opcional tenham a possibilidade de fazer requisições de alimentos aos SASUC da mesma forma que fazem as repúblicas. Atualmente as repúblicas têm acesso à alimentação em géneros por parte dos SASUC. Segundo as nossas contas isto podia representar um plano de poupança de cerca de 150 mil euros anuais à UC entre eletricidade, água, gás e funcionários, porque as repúblicas confecionam as suas refeições em casa. Estamos a falar de 300 pessoas que retiramos das cantinas todos os dias quando as cantinas já são o caos que todos conhecem. Achamos que as residências também devem ter o direito ao acesso a esta modalidade. Sabemos que nem todas as residências concordam com esta posição, o que nós questionamos, e a maioria das residências concordou, é que tendo em conta que este é um serviço opcional as residências que não quiserem receber este tipo de apoio dos SASUC concordam com a ideia de que as residências que o queiram fazer possam ter acesso a esse serviço. Queremos acima de tudo ser consensuais nas pessoas que estão diretamente implicadas nesta proposta que seja algo a realizar por parte dos SASUC.
O que precisa de ser mudado na Queima das Fitas? Em primeiro lugar a Queima das Fitas transformou-se numa empresa. Uma empresa que devido aos chumbos que existem nos relatórios de contas, não é proveitosa para a AAC. A nossa proposta e a nossa perspetiva é a de reformular totalmente a Queima das Fitas e, em linha do que disse antes, convocar um conselho cultural, um conselho desportivo e um CIN para na Queima das Fitas utilizarmos o modelo da latada. Ou seja, serem as secções, os núcleos, as Repúblicas e as Residências a participarem na Queima das Fitas, tendo em conta que o lucro da Queima é mais tarde distribuído por estas instituições, nós achamos que faz mais sentido estas entidades terem o seu espaço na Queima e não as atuais concessões que têm existido neste momento. Certamente que nos poderão atacar e afirmar que nós não temos o conhecimento daquilo que é a Queima das Fitas, dizerem-nos qu7e é impossível realizar uma Queima nesses moldes, mas nós achamos que esses argumentos são ridículos. Pois se com um regime de concessões, chegamos ao fim de 3 anos e quem tem o direito de receber o financiamento por parte da Queima não o recebe é mais do que lógico que sejam essas pessoas a participar ativamente na Queima, porque a Queima é uma festa dos estudantes, dos núcleos, das residências, das repúblicas. E obviamente que o que nós defendemos é, que uma parte do lucro no final da Queima sirva uma percentagem da Queima para o ano seguinte, de uma forma pensada, estruturada. Segundo os nossos estudos algo a rondar os 30% a 40%, de forma a
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garantir todas as condições para a Queima das Fitas funcionar e este processo não terminar. Depois o remanescente, seria mais tarde, após aprovação do relatório de contas, atribuído às próprias secções no trabalho que elas tiveram dentro da Queima. Somos completamente contra o atual regime de concessões. Obviamente que teremos de contratar empresas de segurança, fazer contratos com empresas de alimentação e bebida. Obviamente que essas coisas têm todas de existir. Mas quem tem de fazer a Queima são os estudantes, e é óbvio que esta reforma que nós propomos vai dar muita discussão e fazer correr muita tinta relativamente a este assunto, mas nós não abdicamos da ideia de que a Queima das Fitas é dos estudantes e não deve ser um grupo restrito de pessoas a gerir a Queima. Deve ser a AAC no seu todo, com todas as estruturas e organismos da casa e com todas as pessoas que a representam a intervir. Sendo os núcleos o órgão que tem um contacto mais direto e mais real com os estudantes, que alterações têm em mente para aproximar os estudantes da DG? O que propomos para as secções é em parte o que propomos para os núcleos, ou seja, marcar um CIN, para apurar as dificuldades dos núcleos e entendermos porque é que não existe a mobilização para as Assembleias Magnas que era suposto existir. Os núcleos têm que ser o principal elo de ligação entre estudantes e DG. Da mesma forma que temos de aproximar os seccionistas, pois nem todos os seccionistas são estudantes. A DG tem de divulger todas as actividades que
os núcleos realizem. E a DG não pode asfixiar os núcleos do ponto de vista politico como tem vindo a fazer. Não é pelo facto de um núcleo não concordar, com a corrente política da DG que, deve ser penalizado. Isso não faz sentido nenhum pois vivemos num regime democrático e obviamente tendo tantos núcleos é impossível que toda a gente tenha a mesma opinião. E se não concordam não pode ocorrer como é o caso da FLUC em que o tesoureiro no núcleo não entrega as contas porque não está de acordo com a posição política do president, porque não estão na mesma lista para a DG. Isto faz com que os próprios núcleos se excluam do seu trabalho com os estudantes das suas faculdades. Porque depois se preocupam mais com as guerras internas relativas à DG do que com a actividade que têm de desenvolver. Temos de ser francos e não generalizar estas situações a todos os núcleos, mas estes não podem servir de polo de guerrilha política interna. Os núcleos têm de servir, tal como, a DG para apoiar os estudantes e criar com eles condições para poderem exercer atividades fora do ambiente letivo. É preciso chamar os núcleos à DG e levar a DG aos núcleos. Não é a continuar a faltarem dois dias para uma AM e enviar um mail aos núcleos a dizer “Coloquem aí um cartaz porque vai haver uma Assembleia Magna”. É preciso reunir com os núcleos e explicar os projetos de AM para o mandato e haver antes de cada AM Reuniões Gerais de Alunos – RGA – para os próprios núcleos poderem levar as suas propostas a AM. Pois isto não acontece fora do CIN, que é um órgão fechado. É preciso que os núcleos não fechem os seus problemas dentro dos próprios núcleos. Porque os
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Porque os problemas de um núcleo de medicina podem ser os mesmo de um núcleo de Psicologia, e se essas reivindicações chegarem a AM, que tem de ser o órgão máximo de decisão dos estudantes, trabalhar em conjunto com os núcleos para resolverem esses problemas. Eu há 5 anos que não vejo um núcleo a apresentar uma proposta numa AM, isto não faz sentido, não é coerente fechar o trabalho e as decisões dos núcleos no CIN.
é preciso negociar com algum núcleo ou alguma Faculdade a cedência de um espaço. Após a criação do Gabinete esperamos que os estudantes se sintam mais próximos da DG para expor os seus problemas diretamente.
Vitor Sanfins Pedro Rocha
Que propostas têm para melhorar a vida dos estudantes do Pólo 2? Consideramos que o Pólo 2, em muitos aspetos, é o filho esquecido da Universidade e também da DG, pois para além da distância há muito a ideia de que as pessoas das engenharias e das ciências exatas, não têm tanto interesse pela atividade estudantil, como as pessoas de ciências sociais ou direito. E acho que isso são conceções ridículas e acredito que deva existir uma aproximação da DG a toda a gente e o Pólo 2 não é exceção. Achamos que deve ser criado um gabinete da DG no Pólo 2, pois um estudante do Pólo 2 que tenha de se deslocar à Padre António Vieira para contactar com a AAC não faz sentido. Ou seja, a nossa proposta é criar um espaço da DG no Pólo 2 para ser mais fácil a implementação desta política de proximidade. Esse será sem dúvida uma das maiores propostas que temos para o Pólo 2 que será acompanhada pelo Pelouro da Ligação aos Órgão, que faz a ligação aos núcleos, e obviamente que é uma ideia que temos de trabalhar no sentido de apurar se existem as condições necessárias para que se possa criar esse gabinete. Ver se
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