NOV’15
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Érica àCastanheira conersa com... p.12
Impressão 3D
Os novos processos aditivos
Hedy Lamarr
Um passo nas tecnologias da Comunicação
Targa Florio
A corrida Italiana mais famosa do Mundo
A Crónica de uma Cabra A Praxe
p.24
Atletismo AAC José Guilherme Sá
NOV’15
INÊS SILVA
AGRADECIMENTOS
JOÃO MACHADO
PROPRIEDADE
DIRETORA, CRONISTA VICE-DIRETOR, EDITOR, PRODUÇÃO GRÁFICA
FOTOGRAFIA INÊS SILVA
REDAÇÃO
BEATRIZ AFONSO BERNARDO DA FRANCA GUILHERME PEREIRA
CRONISTAS
PEDRO PATRÍCIO ANDRÉ PORTUGAL DAVID CABRAL FRANCISCO VIEIRA E BRITO LEONARDO PORTO MAURO ALMEIDA SÉRGIO ALMEIDA
ÉRICA CASTANHEIRA NEEMAAC
IMPRESSÃO AAC
DISTRIBUIÇÃO NEEMAAC
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ÍNDICE 4 | EDITORIAL
24 | SECÇÕES E TU
O Atletismo da Associação Académica de Coimbra.
6 | V CICLO DE CONFERÊNCIAS
26 | ENGENHEIROS DE BANCADA
7 | 25 ANOS ADAI
Futebol, Futsal, Hóquei em Patins e Andebol.
8 | MAGUSTO DEM
29 | ALMANAQUE CULTURAL
9 | ESTIEM
“A Estranha Cor das Lágrimas do Teu Corpo”, “À Boleia pela Galáxia”, “Mezzanine”.
Visita de estudo à CIMPOR.
12 | À CONVERSA COM
32 | WHAT’S HOT
Entrevista a Érica Castanheira.
VRC-PRO: Para os fãs do Radiomodelismo.
17 | ENGINE GIRL
Hedy Lamarr: Um passo nas tecnologias da Comunicação.
34 | A CRÓNICA DE UMA CABRA A Praxe.
18 | ENGENHARIA DE TOPO
Impressão 3D: Os novos processos aditivos.
35 | APARVAFUSANDO
20 | MUNDO AUTOMÓVEL
Targa Florio: A corrida italiana mais famosa do mundo.
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EDITORIAL E já vamos na segunda edição deste ano do nosso Piston! E esta edição foi trabalhosa… Arranjar tempo no meio de tanta frequência, de tanto trabalho e de tanta apresentação, não é uma tarefa fácil. Mas em prol desta nossa querida revista, voltámos aos nossos computadores, às nossas pesquisas, às nossas entrevistas, para podermos trazer até às vossas mãos, as páginas que tanto anseiam ler. Esta edição do Piston foi escrita com todo o esforço dos nossos colaboradores, que apesar de cheios de trabalho, não quiseram deixar de apresentar todas as novidades que, consideram ser, do interesse dos nossos leitores. Esperamos que satisfaçam a vossa curiosidade!
Inês Silva Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial Diretora do PISTON PISTON|4
NOVEMBRO 2015
Com Novembro chega o frio e a tão (não) aguardada época de frequências. O pânico está instalado e valham-nos os apontamentos dos amigos. Mas com Novembro vieram também as castanhas e a jeropiga no Magusto que o teu núcleo preparou para ti, e ainda, o tão aguardado Torneiro 12 horas de Qualificação para a Liga Pólo II, para o qual apenas as duas melhores equipas do DEM podem passar. E, com Novembro já quase no fim, é tempo de prepararmos as actividades do próximo mês. Já para o início de Dezembro, teremos dois workshops que ocorrerão em simultâneo: o de “Apresentação de Trabalhos Orais” e o de “Gestão de Tempo”. O primeiro mais direcionado para os nossos queridos mestrandos, que enfrentam este ano o grande desafio que é a tese, e o segundo para que te possas preparar para a época difícil de estudo que se avizinha. Dezembro é também sinónimo de solidariedade. Por esse motivo iremos organizar uma mega campanha de recolha de brinquedos, roupa e comida para entregar em instituições ainda antes do semestre acabar. Paralelamente, iremos ainda organizar uma venda de rifas para sorteio do habitual cabaz de natal, cujos fundos irão reverter na sua totalidade para o Fundo Solidário do Justiça e Paz, que tem como missão apoiar os estudantes do Ensino Superior com dificuldades económicas na prossecução dos seus estudos. E para terminar o Semestre em grande, iremos organizar o nosso mui nobre jantar de natal que, como manda a tradição, tem como objetivo proporcionar grandes momentos de convívio entre alunos, professores e funcionários do DEM. E em jeito de conclusão, resta-me apenas desejar-te em nome de toda a equipa do NEEMAAC, muito boa sorte para as frequências.
Vera Ribeiro Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial Presidente do NEEMAAC PISTON|5
No passado dia 4 de Novembro, realizou-se, no nosso Departamento, o V Ciclo de Conferências, desta vez com os convidados Luís Silva, representando a Bluepharma e Rui Beato, pela Sonae.
Na segunda apresentação, o Engenheiro Rui Beato fez uma breve introdução ao seu percurso, demonstrando, depois, o trabalho feito em cada vertente da Sonae. No fim, respondeu a bastantes perguntas sobre a entrada no mercado de trabalho. Esta edição do Ciclo de Conferências tinha como objectivo motivar os alunos do DEM a serem empreendedores, identificar oportunidades e agarrá-las. O NEEMAAC gostaria ainda de agradecer a presença de todos.
A primeira apresentação foi a da Bluepharma, onde foi exposta, aos presentes, a sua história, seguida da enumeração das áreas em que estão activos, acabando com uma explicação dos novos projectos em que são intervenientes.
Inês Silva Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|6
No passado dia 4 de Novembro, celebraram-se os 25 anos da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial – a ADAI.
responsável, projectos que tornam a associação um marco importante na investigação sobre Energia, Ambiente e Conforto, e Incêndios Florestais e Detónica. Alguns destes foram relembrados na cerimónia do seu aniversário, realizada no auditório do DEM. O NEEMAAC felicita a ADAI, o seu fundador e actual presidente, Professor Catedrático Domingos Xavier Viegas, e quem contribuiu para estes 25 anos de Investigação e Desenvolvimento no mundo da engenharia. Que os próximos 25 sejam de igual sucesso!
A ADAI é uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, ligada ao Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, que promove actividades de investigação, desenvolvimento, formação e prestação de serviços. Nos últimos 25 anos foram vários os projectos pelos quais a ADAI esteve
Bernardo da Franca Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|7
No dia 12 de Novembro, e por mais um um ano consecutivo, o Núcleo de Estudantes de Engenharia Mecânica proporcionou um Magusto recheado, aos alunos DEM. Começou pelas 15 horas e, para além das habituais castanhas no forno, foi também servida jeropiga. Foi um evento com bastante adesão e proporcionou-se, assim, mais uma tarde de convívio para os estudantes. Resta-nos, NEEMAAC e restantes núcleos de estudantes, agradecer a todos os que fizeram parte destas grandes actividades.
Inês Silva Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|8
Novembro é um mês marcante para a Europa. Há 97 anos atrás, a paz percorreu novamente os campos do Velho Continente, trazendo consigo um vento de mudança. Com o silenciar dos canhões, surgiu pela primeira vez quem intentasse envolver a Europa num espírito fraterno e de cooperação, através da diplomacia e do supranacionalismo, em oposição ao federalismo pelas armas como idealizavam os intelectuais da França Napoleónica. Findos 97 anos, o sonho de uma Europa unida por laços de fraternidade é hoje uma realidade, uma realidade frágil diga-se. Neste mês de Novembro, a Europa foi abalada por uma ameaça transnacional por via do terrorismo, que apesar de hedionda, teve uma consequência mais gravosa que a barbárie. Os europeus deixaram ruir em função desta ameaça, um dos pilares intocáveis e fundamentais da União Europeia - a livre circulação - e com esta retroacção, deixaram acalmar os ventos de mudança trazidos pelo fim da guerra para acabar com todas as guerras.
Felizmente, a primeira geração da Europa sem muros luta por um continente unido. A European Students of Industrial Engineering and Management (ESTIEM) juntou em Viena de Áustria cerca de 300 estudantes de Engenharia e Gestão Industrial, compreendendo 31 nacionalidades diferentes, com o objectivo de discutir o futuro desta organização pan-Europeia, e mais importante que tudo - mostrar que numa Europa em que se criam lanços de amizade sobre rivalidades históricas, culturas e línguas diferentes, temos o dever de não retroceder para um tempo e uma realidade que já não existe! Neste evento bianual denominado de Council Meeting, a Universidade de Coimbra e a ESTIEM LG Coimbra fizeram-se representar pelo envio de dois delegados com poder decisório – A Inês Gomes da Silva e o João Tiago Ferreira. Para além da vertente institucional, o João e a Inês tiveram a oportunidade de conhecer a capital Austríaca, ganhar novas amizades, provar novas culturas e abrir horizontes!
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A Associação de Engenharia e Gestão Industrial da Universidade de Coimbra, também dotou os sócios e alunos do DEM e FCTUC de eventos de forro interno, através da realização de uma visita de estudo à CIMPOR, unidade de Souselas.
Esta visita foi a primeira de uma série de quatro, sendo que as próximas terão como destino a Portucel-Soporcel (22 de Dezembro), a Volkswagen Autoeuropa (25 de Fevereiro), e a Celbi (23 de Março).
Pedro Patrício Estudante de Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|10
Érica Geraldes Castanheira é atualmente investigadora no Centro para a Ecologia Industrial da Universidade de Coimbra no âmbito da Iniciativa Energia para a Sustentabilidade. Foi recentemente distinguida com o Prémio Científico Mário Quartin Graça, na categoria de “Tecnologias e Ciências Naturais”, com a sua tese intitulada “Environmental Sustainability Assessment of Soybean and Palm Biodiesel Systems: a Life-Cycle Approach”, realizada no âmbito do Doutoramento em Sistemas Sustentáveis de Energia (Programa MIT-Portugal). É um facto que o seu trabalho tem vindo a obter sucesso e agora reconhecimento, mas como começou esta jornada? Como foi o seu percurso académico e em especial no Departamento? Licenciei-me em Engenharia do Ambiente na Escola Superior Agrária, em 2003. Posteriormente, iniciei o mestrado em Engenharia e Gestão Ambiental na Universidade de Aveiro. No mestrado, a minha tese era relacionada com avaliação de ciclo de vida e comecei a ficar um pouco apaixonada por esta área de investigação e decidi continuar neste rumo. Quis que fosse em Coimbra e na altura candidatei-me a uma bolsa com o professor Fausto Freire, sendo a única referência que tinha na área. Coincidentemente, informou-me do programa do MIT Portugal e eu candidatei-me também ao programa doutoral e foi assim que vim parar ao DEM. Sendo uma estudante da Agrária em Mecânica, o percurso inicial foi um pouco difícil, contudo achei que
o mais interessante a fazer seria trazer o conhecimento que tinha adquirido no curso de Engenharia do Ambiente, uma vez que tive alguma formação na área agrícola e ficamos sempre com alguns conhecimentos base nem que seja por contacto com colegas, o que é um pouco diferente das outras escolas. Portanto, tentei trazer esse conhecimento para aqui e aliá-lo aos engenheiros mecânicos. Qual foi a motivação para o tema da tese que desenvolveu? Uma vez que queria continuar a trabalhar com produtos derivados da agricultura para alimentação ou não, estava a realizar um doutoramento em sistemas sustentáveis de energia e estava a ser orientada por um engenheiro mecânico decidimos trabalhar com biodiesel produzido a partir de matérias-primas que são produtos também usados para a alimentação humana. Já se começava a
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Érica Castanheira Doutorada em Sistemas Sustentáveis de Energia Investigadora no Centro para a Ecologia Industrial da Universidade de Coimbra discutir um pouco os potenciais impactos mas acredito que muito também se deambientais do biodiesel a partir de soja e veu a estar no sítio certo à hora certa. palma e, foi também neste momento que Considero que tive a sorte de cosaiu a directiva europeia que define que o meçar a fazer o doutoramento na área biodiesel apenas deve ser comercializa- mais apropriada. do se resultar numa diminuição de 35% das emissões de gases com efeito de es- Referida a grande motivação da sua tese, tufa comparativamente ao diesel fóssil, quais são os seus fundamentos? pois apenas nesse caso é considerado benéfico para o cumprimento das me- O que fizemos foi avaliar os impactas para 2020 de que 10% dos combustí- tos ambientais do ciclo de vida do bioveis utilizados em transportes devem ser diesel produzido a partir de soja produde origem renovável. Ou seja, este era o zida no Brasil e na Argentina e de palma contexto político vivido, a directiva dizia produzida na Colômbia. Escolhemos os também que as emissões deveriam ser países da América latina porque consicontabilizadas deramos que o tendo em conta o “O mérito é muitas vezes contexto político ciclo de vida dos e económico de produtos bem referido, mas acredito que Portugal permitecomo as alteramuito também se deveu a -nos ter relações ções nos solos mais próximas e estar no sítio certo à hora que decorrem do para além disso o cultivo dos mesBrasil e a Argenticerta. “ mos, e, portanto, na são os principareceu-nos o tema mais interessante pais produtores e exportadores de soja. e mais actual. Ao mesmo tempo, a pres- No caso do Brasil são mesmo os princisão política levou as empresas em Por- pais exportadores para Portugal. Relatitugal que produzem biodiesel a procurar vamente à palma tínhamos um contacto a nossa ajuda neste sentido e a traba- na Universidade Nacional da Colômbia lhar connosco nesta área. Estes factores em Bogotá e também alguns contactos conduziram a um trabalho que, acima de com empresas de produção de óleo de tudo foi de investigação, mas também a palma no país. A verdade é que a palma uma resposta a uma questão prática. estava bastante estudada para países O mérito é muitas vezes referido, como a Indonésia, a Malásia e a TailânPISTON|13
À CONVERSA COM ÉRICA CASTANHEIRA
dia devido às questões da biodiversidade. Contudo, encontrava-se menos estudada na América latina onde também existem vários países onde ela pode ser produzida, e onde, inclusive, se encontra a Colômbia como o 4º maior produtor mundial. Portanto, pareceu-nos o background mais indicado. Assim, avaliámos os impactos ambientais desde o cultivo ao transporte para o processamento em Portugal e ao processamento nesses países, fomos também visitar algumas fábricas de biodiesel e de extracção de óleo no Brasil. Analisamos, neste contexto, diferentes realidades e diferentes contextos de produção e de práticas agrícolas, nomeadamente ao nível da alteração do uso dos solos. Um aspecto interessante do
estudo, do qual não estávamos á espera, apesar de desde o início ser um facto que as alterações do uso do solo contribuíssem bastante para a emissão dos gases com efeito de estufa e para as alterações climatéricas, não era expectável que o transporte da soja tivesse um peso tão elevado nos impactos totais do ciclo de vida. Tal deve-se, principalmente, ao facto de o transporte no Brasil ser feito, essencialmente, por via rodoviária, sendo que a soja é, maioritariamente, produzida no interior do país. Neste caso, estamos a falar de distâncias que chegam a ser de cerda de 2000 Km. Aliando, também, o transporte marítimos, chegámos à conclusão que também o transporte tinha um peso que influenciava bastante o resultado final.
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À CONVERSA COM ÉRICA CASTANHEIRA
Falando um pouco mais em concreto so- aliza de 2 em 2 anos nesses países. Em bre o prémio, em que se baseia? Julho decorreu no Peru. Fui apresentar parte de um trabalho da tese e recebi o É um prémio dado pela casa da prémio de melhor apresentação oral. América latina e o banco Santander, onde se pretende de alguma forma promover a Que outros projectos desenvolveu ou se cultura e as relações bilaterais entre Por- encontra a desenvolver de momento? tugal e os países da América latina. Neste sentido, são premiadas as teses escritas No DEM temos desenvolvido vápor alunos em Portugal ou na América rios projectos, trabalhando muito com latina e que estejam relacionados com biocombustíveis de soja, palma, algas e três áreas distintas: áreas ambientais, de óleos alimentares usados. A perspectecnológicas e científicas. Mais uma vez tiva de análise é sempre no ciclo de vida, considero que estava na hora certa com na ecologia industrial, tratando todos os a tese certa, pois de certa forma tam- processos como um ser vivo. Há a refebém focava as relações entre Portugal e rir que o trabalho premiado é a tese de a América. Efectivamente a tese foi fei- doutoramento, porém aqui trabalhamos ta em Portugal mas também estive no muito em equipa e ajudamo-nos muito Brasil a trabalhar em colaboração com a uns aos outros, portanto o trabalho acaUniversidade de São Paulo e com alguns ba por ser também do Centro, da equipa produtores no Brasil portanto o contexto e, obviamente, do orientador. A tese tem também era o mais adequado. Candida- o cunho de toda esta equipa. tei-me e consegui. Recentemente, temos alguns colegas a trabalhar na área do eco design de Ao longo do seu percurso há mais alguns produtos, ou seja, a concepção de produprémios a referir? tos tendo em conta os impactos de ciclo de vida mas também tendo em conta o Este ano correu-me bem, recebi seu desempenho. outro prémio em Julho numa apresen- Irei continuar o meu trabalho aqui, tação também do trabalho desenvolvido desta vez focado nos produtos agroalino âmbito da tese. Foi na conferência la- mentares da dieta mediterrânica, ou seja, tino-americana da comunidade de ava- derivados da agricultura, e iremos contiliação de ciclo de vida. A comunidade de nuar a fazer este trabalho o melhor que ciclo de vida é bastante forte na América sabemos e podemos. latina e tem uma conferência que se re-
Beatriz Afonso Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|15
Esta mulher é uma verdadeira durona! Chamava-se Hedy Lamarr e, para além de ser uma belíssima actriz, também foi responsável pelos fundamentos tecnológicos que permitiram a descoberta da rede Wi-fi, dos telemóveis e do GPS. Nascida em Viena, na Áustria, a 9 de Novembro de 1914, começou a sua carreira de actriz ainda na adolescência, em Berlim. Em 1933, casou com um fabricante de armas que, pelas suas maneiras obsessivas e controladoras, segundo a sua autobiografia, a levou a fugir para a Flórida, nos Estados Unidos da América. Em 1953, naturalizou-se norte-ame-
ricana, e foi no seu novo país que fez a sua descoberta. Durante a Segunda Guerra Mundial, Lamarr, em conjunto com o compositor George Antheil, inventou um “Sistema Secreto de Comunicações” que, por manipulação de frequências rádio, em intervalos irregulares entre transmissão e recepção, permitiu a criação de um código inquebrável para prevenir que mensagens classificadas fossem interceptadas pelos nazis. Em 1940, usando o seu nome verdadeiro, Hedwig Eva Maria Kiesler, patenteou o seu trabalho, que, na altura não teve grande alarido à sua volta, mas décadas mais tarde foi fulcral para o “boom” das tecnologias de comunicação. Recebeu pouco reconhecimento pelo seu talento inovador, mas mais recentemente tem sido aclamada pelo seu excelente contributo para a ciência. Provando ser mais que uma cara bonita, Hedy quebrou estereótipos e é considerada uma das mulheres mais importantes do século XX.
Inês Silva Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|17
Como prometido na edição anterior, hoje vamos falar sobre um assunto que nos últimos anos tem estado muito em voga: processos aditivos, usualmente referidos como “Impressão 3D”. Não é à toa que esta tecnologia tem sido tão falada, pois de facto abre inúmeras portas no desenvolvimento tecnológico, criação de protótipos, mas também de produtos finais em muitos casos. Existem vários tipos de impressoras 3D, que variam desde o seu processo de impressão, até ao material com que imprimem. Vamos falar-vos muito resumidamente de alguns dos métodos mais desenvolvidos e conhecidos atualmente: FDM – “Fused deposition modeling”: (Modelagem por depósito de material fundido). Esta tecnologia é aquela que é mais utilizada em impressoras 3D por todo o mundo. A simplicidade da tecno-
logia e o custo relativamente baixo dos componentes, tornam-na muito apetecível. Funciona essencialmente extrudindo plástico derretido, camada por camada, de baixo para cima, até formar a peça final pretendida. Trabalha com coordenadas cartesianas, com o movimento controlado por pequenos motores a passo. Permite imprimir em vários tipos de termoplásticos, sendo os mais utilizados o ABS e o PLA. É o tipo de tecnologia por detrás da impressora 3D do departamento de Engenharia Mecânica, igual à da figura. SLA – “ Estereolitografia” Apesar de também imprimir por camadas, como, aliás, todos os processos fazem, fá-lo de maneira bastante diferente do referido anteriormente. Ao invés de extrudir plástico derretido, imprime endurecendo resina líquida (previamente colocada na impressora) através da incidência de lasers. Como as resinas utilizadas são fotossensíveis, mediante a incidência desses mesmos raios laser, endurecem, formando camadas sólidas
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IMPRESSORAS 3D sucessivas que vão dando forma à peça através de raios laser (no caso de SLM), pretendida. Os nossos colegas do ISR ou através de feixes de eletrões (no caso possuem um exemplar desta tecnologia, de EBM). no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores.
SLM e EBM –“Selective laser melting” e “Electronic Beam Melting Estas são duas das tecnologias utilizadas para imprimir peças metálicas. Para o fazer, o utilizador distribui uniformemente pó metálico na impressora. A camada é então criada, fundindo o metal
Apesar de estar ainda em desenvolvimento, esta tecnologia tem mostrado o seu potencial ao longo do tempo. Quem sabe no futuro, todos teremos uma em casa! Ou até uma casa feita por uma impressora 3D?!
Leonardo Porto Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial
Mauro Almeida Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|19
Durante numerosas edições, o Targa Florio foi considerado uma das provas mais duras do desporto automóvel. Consistia numa prova de velocidade disputada nas montanhas da Sicília. Ao longo dos anos teve várias configurações e variações significativas do seu comprimento total. Iniciou-se no ano de 1906, sendo assim a prova de automobilismo mais antiga da história, tendo inclusive feito parte do Mundial de Marcas desde 1955 até 1973. um italiano no mínimo...multifacetado. Alessandro Cagno venceu a edição de 1906 do Targa ao volante de um “Itala” no tempo de 9 horas e a uma velocidade média de 50 km/h. Para além de piloto de competição, Cagno trabalhava como piloto de teste da FIAT e motorista pessoal do patrão da gigante italiana, Giovanni Agnelli. Foi a primeira pessoa a guiar um camião desde Turim até Moscovo e era campeão de fórmula náutica!
O início Tudo começou quando em 1906, Vincenzo Florio, um abastado italiano, decidiu criar a competição. Depois de, em Brescia, ter pegado num evento já existente – a Coppa Brescia – dando-lhe fundos, visibilidade e alterando o seu nome para Coppa Florio no ano de 1900, Vincenzo decidiu criar nas montanhas da Sicília umas das mais difíceis provas de automobilismo europeias. Inicialmente o Targa Florio tinha apenas 3 voltas ao seu traçado, mas, mesmo assim, os participantes percorriam uma distância de 446 km! O primeiro vencedor da prova foi
A Lenda No início dos anos 20, e numa altura em que as 24 Horas de Le Mans, as Mille Miglia e o campeonato do Mundo de F1 não eram ainda uma realidade (existiam
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corridas de Grand Prix mas eram eventos isolados), o Targa Florio assumiu um papel preponderante no panorama do desporto automóvel europeu, tendo-se tornado numa das provas principais. Foi por isso palco de feitos notáveis que ajudaram a perpetuar o nome do Targa na história, como por exemplo, a participação de Eliska Junkova, uma das mais importantes mulheres piloto do seu tem-
lia. Enquanto o Targa era disputado ao longo de 4 voltas, a Coppa exigia que se completasse mais uma volta ao traçado, o que exigia aos automóveis e pilotos já fatigados do exigente Targa, um último esforço para alcançarem a vitória na Coppa. Christian Werner e o seu Mercedes, não só venceram o Targa como na volta seguinte foram os primeiros a cruzar a meta na Coppa. No período entre as duas Grandes Guerras a prova foi dominada pela Bugatti (5 vitórias consecutivas) e pela Alfa Romeo (6 vitórias consecutivas).
po, ou a vitória de Christian Werner ao volante de um Mercedes. Essa vitória, uma das mais importantes da história da prova, sucedeu em 1924 quando no mesmo ano, Christian Werner venceu o Targa e a Coppa Florio. Desde que Vincenzo Florio iniciou a sua participação na organização da Coppa Florio, a prova conheceu diversos traçados e formatos. Neste ano, em específico, foi organizada em conjunto com o Targa Florio na Sicí-
Outra das edições míticas da prova aconteceu em 1955. Na sua 39ª edição, o Targa Florio (a contar para o Mundial de Marcas desde 1953) era a última prova do campeonato, e por isso, a prova de desempate para as melhores marcas a nível mundial. Jaguar (16 pontos), Mercedes-Benz (16 pontos) e Ferrari (líder com 19 pontos) estavam todas na disputa pelo título com a marca italiana a liderar. Mas com o Targa tudo mudou. A equipa alemã apresentou-se em Itália com oito 300SLR inscritos e uma equipa de assistência composta 45 mecânicos e 8 camiões. A dupla Stirling Moss/Peter Collins conduziu, por turnos, o Mer-
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cedes-Benz 300SLR à vitória na prova italiana (não sem antes terem inúmeras saídas de estrada e necessitarem de ser auxiliados por locais para voltarem à pista). Com o segundo lugar a ir para a dupla Juan Manuel Fangio/Karl Kling, também num 300SLR, a Mercedes-Benz ultrapassou, na última corrida da época, a Ferrari na classificação e assegurou a vitória no Mundial de Marcas. A Segunda Guerra Mundial trouxe um hiato à realização do Targa Florio e levou Vincenzo Florio à cadeia. O Targa não se voltou a realizar até ao ano de 1948. Após o regresso da prova italiana foram inúmeros os nomes sonantes que
fizeram parte da corrida siciliana: Umberto Maglioli, Piero Taruffi, Carroll Shelby, Luigi Musso, Oliver Gendebian, Dan Gurney, Jerry Grant, Bob Bondurant e Phil Hill. Nos finais dos anos 60/início dos anos 70, a evolução no desporto e na indústria automóvel levou a que os bólides inscritos tivessem mais de 600cv. Esta época levou também ao aparecimento de uma elite de pilotos que se destacaram nas mais prestigiantes provas mundiais, tal como o Targa Florio: Vic Elford, Jacky Ickx, Brian Redman, Nanni Galli entre muitos outros... Um dos mais notáveis foi Nino Vacarella, um nome que é quase sinónimo da prova italiana! Entre as décadas de 60’ e 70’, as paredes das casas e o asfalto do Targa eram constantemente pintados com mensagens de apoio ao piloto da casa: “VV NINO” (sinónimo de “Viva Nino”), “Forza Nino” ou ainda “Dio perdona, Nino no”. Vacarella ganhou a prova por 3 vezes. Na edição de 1970, os sport-protótipos da época serpenteavam entre as estradas sicilianas e a multidão que se acumulava em cima da pista. No lu-
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gar mais baixo do podium ficou o Ferrari 512S de Nino Vacarella, o herói local. O primeiro e o segundo lugar foram conquistados pelos Porsche 908/03 Spyder de Jo Siffert/Brian Redman e Leo Kinunnen/Pedro Rodríguez, outra das marcas com mais história na prova! A marca germânica tem o record de vitórias com 11 edições conquistadas seguida pela Alfa Romeo com 10 e a Ferrari com 7. O record de vitórias levou a Porsche a incluir uma versão do 911 a que chamou exatamente “Targa” em alusão à mítica prova italiana.
“Uma volta tinha 70km e 710 curvas... já para não mencionar...postes, muros de pedra, cães, espetadores e gado. O piso variava entre o mau e o péssimo. Uma curva falhada e isso pode significar uma Em 1971 Vacarella voltou a entrar queda horrível pela montanha abaixo.” Brian Redman (Vencedor 1971) na prova, desta feita com um Alfa Romeo T33/3. Com a parceria de Toine HezeDevido ao excesso de público e às mans venceu o Targa e quebrou o domí- nio Porsche de 5 vitórias consecutivas. (quase) inexistentes condições de seguNas palavras de Nino Vacarella foi uma rança o Targa Florio (no formato em que “vitória muito importante para a Sicília”. era conhecido) acabou por desaparecer. A última edição a contar para o Mundial de Marcas foi em 1973, edição que ficou manchada por inúmeros acidentes, dois deles fatais. De 1974 até 1977 contou apenas para o campeonato nacional de Itália, tendo sido descontinuado em 1977 devido a falta de condições de segurança. Hoje em dia, o Targa é palco de um museu e de eventos de automóveis clássicos, que evocam as lendas que competiram num dos mais incríveis eventos de desporto automóvel alguma vez criados.
Francisco Brito Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica PISTON|23
José Guilherme Sá, 22 anos, estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica no Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, e natural de Averio. Desde quando pratica a modalidade? E um treinador e pedi para começar a prácomo surgiu a oportunidade? tica do desporto. A minha prática do atletismo surgiu muito recentemente, há cerca de 2 anos. Joguei basquetebol durante 11 anos, e após interregno de 2 anos da prática desportiva decidi começar a fazer algo diferente. Desde pequeno que sempre gostei bastante de atletismo. Entusiasmava-me muito a ver as provas desportivas, como o caso dos Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais, Liga Diamante, etc. Diversas vezes falava com o meu pai para me inscrever no GRECAS (equipa de Vagos, Aveiro), mas sem sucesso, face aos custos de deslocamento. Foi então há 2 anos que surgiu a oportunidade de ingressar no Atletismo, quando falei com
Como foi o início e a entrada na secção ? O início foi de certa maneira um desafio. Comecei a acompanhar o plano de treino dos atletas que já lá estavam, e lembro-me que no primeiro treino teria de fazer séries. Não estando habituado a um regime de treino assim, foi complicado, principalmente nos dias a seguir. Mas com o tempo, fui-me habituando e adaptando aos planeamentos, e tudo começou a fluir. Estive estes 2 anos a representar o clube desportivo do Penacova, mas este ano, em conversações com o meu treinador, decidi mudar-me para a Associação Académica de Coimbra, em busca de objectivos mais concretos, como o Nacional de Clubes, os Distritais e os Universitários, embora este último já tenha participado face ao estatuto estudante da UC.
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José Guilherme Sá Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Qual a importância do altetismo na aac? A importância do Atletismo na AAC, é igualmente prioritária face às restantes 25 secções desportivas. Todas com diferentes estilos e modalidades, mas com o objectivo comum de lograr a nível Nacional e internacional. É certo que a secção de Atletismo tem atravessado dificuldades financeiras, assim como outras secções, mas nunca esteve em causa a sua extinção, pelo que nós atletas representativos, tentamos sempre ir de encontro à estabilidade da secção.
Quais os melhores resultados globais e individuais? Os melhores resultados individuais, ainda na curta travessia no atletismo, são o 2º lugar no Salto em Comprimento, nos distritais de Coimbra em Sub-23 e séniores, e campeão distrital Sub-23 no Salto em Altura. No presente ano, vou lutar pelo 1º lugar nas disciplinas técnicas de Salto em Comprimento e Salto em Altura, nos distritais, já a começar em Janeiro e por uma boa participação a nível nacional, como o caso dos Nacionais e dos Universitários.
Bernardo da Franca Estudante do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial PISTON|25
Futebol Existem jogos que qualquer fã de futebol adora ver, e depois existem momentos únicos numa época desportiva em que grandes jogos decorrem no mesmo fim-de-semana: falo do Juventus-AC Milan, Real Madrid-Barcelona e Sporting CP-SL Benfica, 3 dérbis, dos mais antigos que o mundo do futebol conhece, jogos onde as emoções estão sempre a flor da pele. Todos são para vencer, pelo menos é o que cada adepto deseja para o seu clube, mas vencer um rival é sempre algo que fica na memória dos torcedores de todas as equipas do Mundo. O dérbi italiano, a contar para a liga, foi dominado por completo pelo vencedor a Vecchia Signora, que por várias vezes viu suas acções ofensivas serem trava-
das pelo novo menino bonito rossoneri, Gianluigi Donnarumma, jovem guarda-redes, que com apenas 16 anos agarrou o seu lugar e promete não deixar o posto: só numa bela jogada iniciada por Pogba, num lance de génio, se deixou bater. No outro lado da baliza estava o veteraníssimo e um senhor do futebol, Buffon. Falo de Buffon não porque foi fundamental neste jogo, pois foi quase um mero espectador, mas sim porque este “jovem” que ainda espero ter muito mais para oferecer, acaba de fazer 20 anos de carreira na Juventus, relembrando que foi dos poucos jogadores que se manteve fiel à casa no momento mais conturbado da história do clube, como é o caso “calciocaos”. Noutro campeonato, encontravam-se outros colossos mundiais, onde o Barcelona mostrou, mais uma vez, que não depende de um jogador brilhante, como Lionel Messi, que começou no banco, para brilhar. Um resultado que poucos esperavam. 0-4, onde Ronaldo foi espelho da exibição do resto da equipa. Uma equipa sem garra, que só soube correr atrás da bola, e nada conseguia construir quando a tinha. Uma equipa, atrevo-me a dizer, como Benitez nos tem habituado, depois de nada conseguir fazer em clu-
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bes modestos como são o Chelsea e o Internazionale Milano, mostrando que as declarações de Materazzi eram verdade: Benitez é de facto um sinaleiro com um Ferrari. Apesar do resultado, o momento mais bonito do jogo foi sem dúvida a altura em que Iniesta foi substituído, onde recebeu uma ovação quer dos adeptos merengues, quer dos adeptos culés; para picar Benitez dizem uns, para homenagear um belíssimo jogador que tudo deu no clássico, gosto de pensar eu. Por cá tivemos mais um dérbi de Lisboa, um jogo em que a equipa de Jorge Jesus dominou por completo, e onde foi notória a falta de chefia, autoridade e sangue-frio de Rui Vitória. No final das contas, a não renovação de Jorge Jesus saiu caro à equipa da Luz, mais precisamente 3-0. Apesar de ter marcado primeiro, Benfica foi uma equipa que
pareceu nunca ter entrado em campo, principalmente no meio campo, onde a bola simplesmente não circulava. No final da primeira parte, a equipa da Luz tinha uns meros 102 passes completos, contra os 203 do Sporting. Guardo dois momentos deste jogo: primeiro, o momento em que Luisão, mesmo lesionado, volta a entrar em campo, numa altura em que Benfica jogava com menos 2 jogadores, e segundo, o momento que guardo foi o enorme lance de Gelson Martins sobre Eliseu, que provavelmente ainda deve estar no estádio de Alvalade a procura quer do Gelson, quer da bola. Não deveria ser permitido gozar com velhotes, ainda para mais velhotes obesos, tenham dó. Foi muita maldade. Já não basta pedirem ao rapaz para correr, ainda têm de lhe marcar uma consulta no oftalmologista?
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Hóquei em Patins
Andebol
No hóquei em patins, o Benfica tem sido a equipa mais forte do campeonato, com um registo perfeito: 8 jogos, 8 vitórias. Porto e Valongo, os outros candidatos ao título, têm feito um percurso mais discreto. Apesar dos 6 pontos de distância, o campeonato é grande e as surpresas também podem ser.
Porto continua a mostrar-se senhor da modalidade, continuando a fazer história na Liga dos Campeões, assumindo o primeiro lugar do seu grupo. Em termos internos, o Porto continua a ser a equipa mais regular do campeonato, com 12 vitórias em outros tantos jogos, estando isolado dos restantes candidatos ao título.
Futsal Ao décimo jogo do campeonato, o campeão Nacional, SL Benfica, tropeça na competição dando oportunidade ao rival Sporting para passar à frente, apesar de ter 2 jogos a menos. Mais um ano e mais do mesmo. As equipas da capital mostram que estão noutro patamar e certamente que o campeonato irá balançar entre estas duas grandes equipas.
David Cabral Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica PISTON|28
PELÍCULA A Estranha Cor das Lágrimas do Teu Corpo (2013) Hélène Cattet, Bruno Forzani Duração: 102 min Pais: Bélgica Depois duma exaustiva viagem de negócios, a mulher do protagonista desaparece sem deixar rasto. Vivendo em um apartamento com vários andares, parte em busca de pistas. Nessa senda sobre informação do paradeiro da sua amada, vai mergulhando numa espiral descendente de loucura. Começa a descobrir mais sobre o passado dos outros inquilinos do que deveria, e tal não se revela de todo contributivo para a resolução do seu problema. Dominado por uma estética peculiar, que vai sorver da fonte de inspiração de filmes como o Giallo (Movimento originalmente Italiano de cinema de Terror), este casal belga já havia dado mostras de domar a arte cinematográfica com rédeas, na longa-metragem de estreia Amer (2009).
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A L M A N A Q U E C U LT U R A L
LIVRO (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy) À Boleia pela Galáxia (1979) Originalmente foi construída como um programa para a BBC 4 Radio. A obra seminal do autor Britânico é a primeira de uma saga de quatro livros que revela uma importância premente no campo da Ficção Cientifica. O Enredo é menos convencional, um homem comum é visitado por um grupo de empreiteiros que o avisam que a casa dele será demolida para que se construa uma “auto-estrada” do hiperespaço. O jogo de palavras começa logo aqui, onde “casa” não é simplesmente as suas quatro paredes, mas sim o Planeta Terra. Nessa altura chega o seu amigo do peito, e vão para um bar decidir o que fazer com a sua vida. Quando a leitura do livro parecia estabelecer as fronteiras do absurdo, somos surpreendidos por uma nova ruptura dessa linha imaginária. O Protagonista humano embarca numa aventura onde se cruzam com as personagens mais destoantes, que com todas as dificuldades formam uma equipa que busca travar essa transgressão do suposto Direito Intergalác-
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A L M A N A Q U E C U LT U R A L
DISCO Massive Attack Mezzanine 1998 O Terceiro Álbum da Banda de Bristol, pode ser ouvido como um álbum introdutório ao Género chamado Trip-Hop, um estilo que é filho bastardo do Acid House tardio. Fazendo jus ao nome também se influencia no Hip-Hop (especialmente nos seus contratempos de bateria) e noutros géneros como o Soul, Funk, Jazz e até o Reagee. É muitas vezes visto como “música de bota-abaixo” por portar tonalidades mais cinzentas do que os géneros que o influenciaram. A música Teardrop catapultou a banda para a notoriedade, por ter sido escolhida para tema de abertura da Série Dr. House. Há quem especule que a batida da música muito semelhante ao bater dum coração foi um factor decisivo para essa escolha.
André Portugal Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica PISTON|31
Fãs de radiomodelismo? Talvez vocês mesmos sejam radiomodelistas. Agora com a época dos exames e as frequências, existe sempre pouco tempo para sair de casa e ir treinar. Então porque não manter as capacidades e a técnica treinando no mais realista dos simuladores de RC? Sim, estou a falar do Virtual RC Pro. VRC Pro é um verdadeiro, e completo simulador de corridas RC onde aqueles com menos tempo para sair de casa podem perder um bocadinho do seu tempo e manter as suas skills na condução de veículos RC. Podemos correr com 15 carros de diferentes escalas e tipos, desde elétricos até nitro, buggys, onroad, drifters, etc, veículos que podem chegar a atingir velocidades de 120 km/h. Além disso podem fazer corridas online com outros jogadores de todo o mundo, e podem participar em campeonatos, isto para aqueles corredores mais experientes, ou em simples corridas para aqueles que
gostam de fazer apenas uma corrida de vez em quando. Mas preparem-se, pois se forem jogadores casuais vão passar muito tempo a bater, a caputar e a sair fora da pista. Tudo isto nas mais de 22 pistas reais disponíveis, cobertas e exteriores. Além de todas as possibilidades a nível de pistas e de carros, ainda podem fazer toda a afinação e manutenção do
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vosso automóvel, de maneira a que este responda melhor às vossas características como piloto. VRC Pro é desenvolvido há mais de 14 anos, direcionando-se mais para a física e a dinâmica dos veículos. O simulador é apoiado por mais de 40 marcas e organizações de construtores de veículos RC de todo o mundo. Todas as pistas
foram modeladas a partir de pistas reais, desde o seu aspecto geral até ao mais ínfimo pormenor. O simulador completo pode ser encontrado à venda na Loja da Steam por 39.99€, mas se forem a página da VRC, na
qual têm de criar uma conta que mantém os vossos registos podendo também ver os registos de todos os outros jogadores e campeonatos, podem encontrar, na zona de downloads, uma versão gratuita do jogo, a qual dá acesso a alguns carros e algumas pistas, mas será o suficiente para descobrirem uma nova paixão. O simulador permite ainda o uso do comando do vosso veículo RC, basta para isso adquirirem um adaptador, e, em vez de usarem o teclado do computador têm uma experiência muito mais real usando o vosso próprio comando. VRC Pro é um must have para todos os amantes de radiomodelismo, tanto para aqueles que se querem manter no topo das suas capacidades como para aqueles que apenas se querem divertir com estes pequenos monstros.
Sérgio Almeida Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica PISTON|33
Por mais estranho que pareça, este sos, desde mandar pedras às persianas testemunho começa num Domingo à noi- do quarto, até irmos gritar com eles ao te. Chamaram-se as tropas, vestiram-se quarto (quando tínhamos alguém infilos uniformes, reuniram-se as munições, trado na casa). Lá nos fomos reunindo. identificámos o inimigo e a sua localiza- -Bebe caloiro! ção, e planeámos o ataque. Assim come- -Mas ainda nem tomei pequeno-almoço. çou mais uma tradicional directa para a -Bebe se quiseres, e o que achares que praxe! nós (doutores) merecemos. Mal chegado a Coimbra, vindo da E lá iam uns quantos goles. Já com terrinha, combinou-se o ponto de encon- a manada toda junta começou a rota, tro, a minha casa. Não foi difícil acertar quase em piloto automático, em direcção esse ponto, visto ter uma grade de minis ao DEM. Entre histórias nossas ou desfresquinha no frigorífico já desde Sexta- ta cidade lá fazíamos umas brincadeiras, -feira, preparada para o efeito. Vestida a íamos recolhendo objectos que podiam Capa e Batina, seguimos para a alta, com ser possíveis de utilizar na praxe (cones as restantes minis, carro “Os toques de desper- das obras, fitas, cartazes, das compras para guartar eram diversos, desde paus,…), etc. dar as capas e batinas Chegou-se ao destino, mandar pedras às persiaquando o álcool começa a lá tomámos o pequenonas do quarto (...)“ aquecer, e um mítico gar-almoço com o bar ferafão de bagaço, pedido aos meus avós chado, porém os padeiros simpáticos e “para os caloiros beberem”. Bem, para os generosos deixavam os bolos e pão na caloiros já só foi menos de meio. esplanada (lá teve que ser). Recolhemos Iniciámos a ronda: ora AAC, ora Bi- uns dinheiros para não dar prejuízo a gorna, passando pelo Moelas, Jocas, etc ninguém. (tudo o que estava aberto àquela hora). Chegavam os restantes caloiros, Entre piadas, discussões de tudo e mais espantados (ora pelo nosso estado a alguma coisa, e goles de bagaço (à vez), uma hora dessas, ora por lhes perguncomeçámos então a abordar o “inimigo”, tarmos se alinhavam em beber um bagaos caloiros, alguns nossos conhecidos ço), e começávamos logo a ensinar-lhes da terrinha que já sabíamos onde mora- as músicas e o preço das médias no bar. vam, e outros que eles próprios conhe- Assim se iniciou mais um ano lectivo. ciam. Os toques de despertar eram diver- Saudações Académicas e Viva Coimbra!
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Guilherme Pereira Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica PISTON|35
NOV’15
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