1ª Edição | Dezembro 2018
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- Feira de Emprego e Empreendorismo para a Engenharia À conversa com Marco Gomes
Investigando com: Teresa Gomes João Barreto André Mendes
Editorial
O Zener é uma revista do Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Associação Académica de Coimbra. Direção Editorial Ana Margarida Gonçalves e Joana Dourado Paginação Ana Margarida Gonçalves e Joana Dourado Grafismo Daniel Cruz Redação Ana Margarida Gonçalves, Catarina Martins, Joana Dourado, Margarida Amaro, Nelson Pinto e Ricardo Matias Tiragem 200 exemplares Distribução Gratuita Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Polo II, Pinhal de Marrocos 3030-290 Coimbra
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Caros leitores,
É com enorme orgulho que vos apresentamos a 1ª Edição do “Zener”, a revista do Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Associação Académica de Coimbra. Por ser extremamente necessário valorizar a nossa casa, todos devemos saber que no DEEC estão sediados três dos maiores institutos de investigação da Universidade de Coimbra. Assim, para que a comunidade estudantil tivesse uma maior ligação com a investigação de excelência que se realiza no nosso departamento, constituímos parcerias de forma a que seja possível uma forte exposição e divulgação dos projetos. Desta forma, queremos deixar uma palavra de agradecimento ao Diretor do ISR, Prof. Dr. Aníbal Traça, ao Diretor do IT, Prof. Dr. Vítor Silva, e ao Diretor do INESC-Coimbra, Prof. Dr. Carlos Antunes, pelo apoio e por acreditarem neste projeto. Bem como a todos os investigadores que tomaram o seu tempo para nos apresentarem os seus projetos. Não podemos deixar de agradecer a todos os que, não fazendo parte da equipa do “Zener”, colaboraram na conceção desta revista, nomeadamente ao Pelouro da Pedagogia e GAPE, representado pelo Pedro Cavaleiro, à Ana Calhau, responsável pelo Pelouro das Saídas Profissionais e Formação e ao José Pereira, coordenador do Pelouro Recreativo, assim como queremos gratular o André Duarte, o João Bento e o João Martins. Em nota final, esperamos que o “Zener” corresponda às vossas expectativas e que suscite a vossa curiosidade nas futuras edições. Da nossa parte, continuaremos a dar o nosso melhor. Desejamos a todos uma leitura sublime! Da vossa equipa do “Zener”
Mensagem do Presidente do NEEEC/AAC No início do mandato 2018/2019 apresentámos em plenário a promessa vinculativa de criar um meio central e eficaz de divulgação não só das nossas atividades como também da nossa academia e investigação desenvolvida diariamente no nosso departamento. Consideramos necessário valorizar a nossa casa e saber que no DEEC estão sediadas três organizações estudantis, que todos os dias procuram dinamizá-lo, e três dos maiores institutos de investigação da Universidade de Coimbra. O sentimento de trabalhar juntamente com os institutos de Investigação, de forma a aumentar a ligação entre os alunos e a investigação de ponta desenvolvida, motivou-nos a estabelecer uma parceria na exposição dos seus projetos de forma clara, aberta e concisa. Desta motivação surgiu a criação de uma nova equipa focada na comunicação e na aproximação do NEEEC/AAC com a comunidade estudantil. Apresentamo-nos com um projeto de continuidade com o objetivo de manter a organização interna da casa e métodos de trabalho que pretendemos desenvolver durante este e no próximo semestre. O nosso plano de mandato, onde se insere o nosso plano de atividades e orçamento anual, foi discutido em Reunião Geral de Alunos e está totalmente público e consultável para que qualquer sócio do NEEEC/AAC consiga entender a necessidade de participar neste espaço de discussão, podendo promover novas iniciativas que todo o DEEC possa beneficiar. Queremos continuar a ser numa casa “aberta” e transparente da sua estrutura e organização e este é mais um passo nesse caminho. Com a ideologia de fortalecer ainda mais as ligações com o mundo empresarial e criar atividades paralelas de formação, tornámos prioridade uma série de atividades, como a Feira de Emprego e Empreendedorismo para a Engenharia realizado no passado mês de setembro no DEEC, as visitas a empresas, e em abril de 2019 iremos apresentar um evento inovador em parceria com a maior agência de recrutamento e gestão de talento jovem. Na mesma linha de pensamento iremos reformular a Semana dos Ramos, através de um programa com componentes mais práticas, e o próximo fórum pedagógico, de forma a que se converta num momento de formação e discussão crítica dos seus participantes. A concretização desta 1º edição deve-se ao empenho constante da equipa composta por membros da Comunicação e Imagem do NEEEC/AAC que nos últimos meses trabalharam para apresentar este resultado final de excelência. Para eles, os meus sinceros parabéns. Da nossa parte, continuaremos a trabalhar para edificar um Núcleo de portas abertas que lute diariamente pelos interesses dos nossos estudantes e os valorize no seu futuro profissional.
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Índice 5 6 8 10 12 13 16 18 20
Universidade de verão EUSA Games Receção ao Caloiro 2018 NEEEC/AAC Mesa do Plenário F3E – Feira de Emprego e Empreendedorismo para a Engenharia Espaço Pedagógico À conversa com Marco Gomes
Investigação no DEEC – Open Day A importância da robótica nas nossas vidas
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INESC – Investigando com Teresa Gomes ISR – Investigando com João Barreto IT – Investigando com André Mendes Tradição
Patrocinadores:
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Universidade de Verão
A Universidade de Coimbra oferece aos estudantes do secundário e alunos do 9º ano de escolaridade, assim como a estudantes internacionais com graus equivalentes, a oportunidade de experimentar a vida académica durante uma semana. Com atividades culturais e pedagógicas concebidas para dar a conhecer não só a cidade, mas também a instituição. Cada participante pode escolher uma das 21 áreas científicas disponíveis. Estas atividades permitem adquirir conhecimento para o futuro, descobrir gostos e interesses. Pretende-se deste modo, facilitar a escolha do curso superior, bem como mostrar as opções de carreira que se abrem com os graus mais elevados de estudo. A semana é preenchida com atividades da área do saber que contam com a colaboração de docentes, investigadores e estudantes da Universidade. Para uma vivência completa da vida académica desta cidade não podem faltar as atividades lúdicas. Podem ser propostas atividades como peddy-pappers, descidas de rio em canoa, visitar os jardins da Associação Académica de Coimbra (AAC), participar num arraial e ouvir uma das famosas serenatas de Coimbra, entre outras. A Universidade de Coimbra garante alojamento nas suas residências, assim como os almoços, jantares e transportes pela cidade. A seleção dos candidatos é feita de acordo com um conjunto de critérios, onde se incluem as notas e as médias das disciplinas do secundário. Neste critério de seleção é dada prioridade aos alunos que frequentaram o 11º ano, uma vez que este é o último ano em que podem frequentar a Universidade de Verão.
Por Margarida Amaro 5
EUSA Games Realizou-se entre 15 e 28 de julho o maior evento multidesportivo alguma vez realizado em Portugal. Os jogos europeus universitários, realizados em Coimbra, decorreram durante 2 semanas, com competições ao mais alto nível entre mais de 4 mil estudantes de diversas universidades europeias. O MiEEC contou com a presença de 6 atletas a elevar o nome da Universidade de Coimbra aos olhos da Europa.
António Madaleno - Andebol Conta-nos que sempre fez desporto desde os 6 anos, passando pela natação, voleibol e futsal. Mas foi aos 13 anos que decidiu experimentar, aleatoriamente, o andebol e assim continua até hoje. Acerca da sua participação nos EUSA Games diz-nos que “já tinha alguma experiência de jogar contra outros estudantes em campeonatos nacionais universitários”, mas sentiu uma maior diferença neste evento quando jogou contra “jogadores de outros países, de outras culturas e de um nível muito elevado de andebol.”
José Franciso - Futebol Começou neste desporto porque os pais inscreveram-no desde muito novo, e foi amor à primeira vista. Sempre gostou de desportos de equipa, mas o futebol sempre foi o mais relevante na sua vida. Acerca da sua participação nos EUSA Games diz-nos que é “uma experiência única, o ambiente é fantástico. Representar a AAC e fazer aquilo que mais se gosta é algo inesquecível!”
Rita Gama - Judo Conta-nos que quando tinha 12 anos, um mestre de judo passou a residir em Góis e decidiu abrir um Dojo. Como não praticava nenhum desporto perguntou aos seus pais se podia ir experimentar e eles levaram-na. Obviamente que gostou e até aos dias de hoje continua a praticar. Acerca da sua participação nos EUSA Games diz-nos que “foi uma competição diferente de todas as outras. Além de ter estado a representar a minha universidade, poder representá-la na minha própria cidade, é sempre um enorme orgulho. A experiência em si é engraçada, ficas com uma pequena ideia do que é poder estar presente num evento com esta dimensão. Competir com estudantes de outras universidades é sempre uma adrenalina brutal.”
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João Pragosa - Basquetebol 3x3 / Basquetebol Já joga há 10 anos. Jogava no IEJ (Instituto Educativo do Juncal), um clube de Leiria. Sempre gostou de fazer desporto e jogar basquetebol em especial e por isso foi continuando. Depois veio para Coimbra, estando 2 anos parado, mas o ano passado voltou a jogar ingressando na equipa universitária. Acerca da sua participação nos EUSA Games diz-nos que “foi uma experiência ótima poder jogar contra equipas de toda a Europa e que tinham excelentes jogadores que jogam em grandes formações europeias. É um ambiente festivo e agradável e acho que todos os participantes gostaram da experiência.”
Hugo Figueiras - Canoagem Participante e medalhado em Canoagem (5ºlugar em k1 200m e k2mixed relay 500m e medalhado de bronze em k2-mixed 200m) conta-nos que teve o seu primeiro contacto com a modalidade em 2005, no Rio Ave. Influenciado pelo irmão já ser praticante e por vivenciar diversos eventos da modalidade, o interesse e o gosto pelo desporto, fizeram com que se inscrevesse no seu primeiro clube, o Vila Do Conde Kayak Clube. Começou por competir nas provas para escalões de iniciação, as primeiras pagaiadas, até que em 2007, obteve o seu primeiro título de campeão nacional e a partir daí foram até à data, centenas de competições. Questionado acerca da sua participação nos EUSA Games diz-nos que “Os EUG 2018 foram uma grande experiência. Primeiramente, todo o esforço ao longo da época foi recompensado com a conquista de bons resultados, podendo assim, dar o meu contributo para o bom desempenho desportivo da Universidade e da nossa académica. Associado à parte desportiva, fiz também parte do Comité organizador dos jogos, naquele que foi o maior evento multidesportivo já organizado em Portugal, fazendo parte da área do IT e dos transportes. Este tipo de competições são diferentes das outras competições internacionais que já fiz. Sem perder o foco e a concentração nos objetivos, as competições universitárias realizam-se perante um ambiente mais relaxado, com menos pressão e com um espírito de equipa muito forte.”
Gabriela Melo Simões - Badminton Por volta do 7º ano tinha umas colegas que andavam no desporto escolar e decidiu experimentar também. Gostou e decidiu continuar. No seu 8º ano já gostava de praticar a um nível mais sério e então entrou na AAC conjugando com o desporto escolar. E agora que está na faculdade continua a praticar na AAC. Questionada acerca da sua participação nos EUSA Games diz-nos que “é espetacular participar num torneio deste nível que envolve tantos países diferentes e onde se tem a oportunidade de ver e jogar contra pessoal de um nível superior. Muitos dos outros atletas eram fortes e nunca seriam jogos fáceis de ganhar. Na minha opinião, ter este contacto faz-nos evoluir e motiva-nos para continuar a tentar melhorar.”
Confrontados com o estilo de vida de estudante-atleta, todos referem que não é fácil conciliar o desporto com a vida académica. Muitos usam o desporto como uma forma de abstração aos estudos. Outros tantos fazem treinos bidiários num país onde as condições de apoio a estes atletas não são as melhores. É uma questão de compromisso, saber organizar o tempo disponível para aquilo que realmente é importante. Mas é, sem dúvida, um esforço que vale a pena! Por Nelson Pinto 7
Receção ao Caloiro Chegado o fim das férias, está na hora dos caloiros enfrentarem o próximo desafio: a universidade. Os dias de estudo intensivo, intercalados com noites académicas das quais darão umas boas gargalhadas no futuro, começaram com uma calorosa receção:
Semana das matrículas: De 10 a 14 de setembro decorreu a semana das matrículas, onde os caloiros tiveram a oportunidade de conhecer outros caloiros do mesmo grupo de iniciais de nome e de se inscrever na universidade com a ajuda de voluntários no Departamento de Medicina. Finalizada a inscrição, alguns doutores de eletrotécnica estavam na respetiva banca para apresentar a universidade, o curso, Coimbra e ajudar com o que precisassem.
Brindes de boas vindas: Habituar-se à vida universitária em Coimbra pode ser complicado. Para ajudar nesta situação, o NEEEC ofereceu aos caloiros a revista “O Choque” com várias dicas, locais interessantes e artigos sobre o curso, incluindo entrevistas e breves descrições das cadeiras de primeiro ano. Para se motivarem ainda mais, tiveram também direito a um kit de eletrónica, cada um com um arduino e componentes eletrónicos.
Palestra Pedagógica: No dia 17 de setembro, uma palestra lecionada pelo pelouro da pedagogia do NEEEC/AAC procurou esclarecer dúvidas em relação aos principais tópicos no funcionamento do departamento e da universidade. Começou com uma apresentação da equipa desse pelouro e uma breve explicação do trabalho que realiza. Os assuntos apresentados foram os delegados de ano, o mapa de avaliações, bolsas de estudo, entre outros...
Peddy-Papper: Porque ninguém quer ver caloiros perdidos em Coimbra, foi organizado pelo NEEEC/AAC, no dia 19 de setembro, um peddy-papper não competitivo. Equipas aleatórias, cada uma acompanhada por um ou dois doutores, tentaram encontrar o seu caminho desde o Parque Verde até ao D. Dinis.
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UC Plantas: Com o objetivo de promover a biodiversidade e a recuperação das florestas nacionais, a AAC deu as boas vindas aos novos alunos da UC de forma sustentável. Após o peddy-papper, no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, os caloiros foram convidados a adotar e cuidar de uma planta durante o ano letivo, sendo esta plantada no Jardim depois de devolvida. Enquanto ajudam o meio ambiente, os alunos ganham também sentido de responsabilidade e dedicação.
Mega Convívio Pólo II: Organizado por diversos núcleos, o Mega Convívio é a maior festa realizada no Pólo II, decorrendo este ano no dia 20 de setembro. A bebida, a música e o convívio marcaram esta noite que contou com a atuação de várias tunas, DJs e bandas, tendo até autocarros com acesso gratuito para quem não tinha meio de deslocação.
Visita à AAC: Perto da Praça da República e do Pólo I está a Associação Académica de Coimbra. Desde secções de desporto: como badminton, futebol, judo (...), secções culturais: grupo ecológico, informático, fotografia (...), a organizar eventos como a Queima das Fitas, a AAC tem um pouco de tudo para os estudantes. Para os caloiros conhecerem este importante órgão, no dia 26 de setembro tiveram a oportunidade de o visitar, acompanhados por doutores.
Caloiros vs Doutores: Quem serão os melhores jogadores de futebol, os caloiros ou os doutores? Seguindo a visita à AAC, essa questão foi esclarecida no campo de Santa Cruz, onde os caloiros sofreram uma pesada derrota, como dita a tradição.
Jantar de Curso: Porque ninguém quer caloiros com fome, dia 27 setembro caloiros e doutores juntaram-se na Torre do Arnado para comer e beber, com muitos cânticos à mistura. Como é tradição neste jantar, muitos caloiros aproveitaram para pedir a doutores e doutoras que fossem seus padrinhos e madrinhas.
JANTAR DE CURSO
Por Ricardo Matias 9
NEEEC/AAC
O Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores é uma organização estudantil que tem como principal objetivo representar todos os estudantes do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, sendo o elo de ligação entre professores e alunos, entre os estudantes e Associação Académica de Coimbra. É composto por vários pelouros: Saídas Profissionais e Formação tem o propósito preparar os estudantes do MiEEC para a entrada no mercado de trabalho. Tem como função encurtar a distância entre os estudantes e o mercado de trabalho, promovendo uma maior ligação com as empresas e ajudando a construir o seu percurso académico. Para tal, realizam várias atividades que desenvolvem competências nos alunos que são uma mais valia aquando a entrada no mercado de trabalho. Promovem ainda visitas a algumas empresas ligadas ao nosso curso, de forma a encurtar a distância entre os estudantes e as empresas. A Coordenadora Geral é a Ana Calhau e conta com Francisco Roque como suplente. Os colaboradores deste pelouro são Afonso Castiço, Daniel Matias, João Barreiros, Marta Nunes, Martin Estorninho, Rita Gama e Rui Nunes.
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Pedagogia e GAPE que tem como principal foco estabelecer o contacto entre alunos e comunidade do DEEC, de forma a fomentar a discussão pedagógica com o objetivo de melhorar as diversas componentes do curso e solucionar problemas que possam surgir durante o percurso académico dos estudantes. Pretende ainda identificar e resolver quaisquer problemas que surjam sob o ponto de vista pedagógico, tentando sempre estar ativo e presente no dia a dia da comunidade do departamento. Este pelouro é coordenado pelo Pedro Cavaleiro e o seu suplente é o Francisco Veiga. Os colaboradores são João Castilho, Nuno Mendes e Rúben Bento.
Administração que tem como objetivo gerir o património do Núcleo, não só para organização de eventos como também para a manutenção e renovação de espaços do DEEC, tais como a sala de convívio e a sala de estudo. É, por isso, um pelouro transversal a toda a atividade do Núcleo. Também é da sua responsabilidade ouvir as queixas logísticas dos estudantes do nosso departamento, fazendo-as chegar à direção do mesmo; O Coordenador Geral deste pelouro é o Miguel Santos e o seu suplente, Tiago Baltazar. Os seus colaboradores são António Silva, Jorge Ribeiro e Bruno Martins.
Imagem que tem como objetivo auxiliar todos os outros pelouros tentando criar e elevar a qualidade da imagem das atividades realizadas assim como efetuar cobertura e registo multimédia dos eventos do Núcleo ao longo do ano letivo; O Coordenador Geral é o João Ferreira e o seu suplente é o Daniel Cruz. Os seus colaboradores são o Edgar Lima e o Pedro Teixeira.
Comunicação que tem como principal competência transmitir e facilitar o acesso à informação de todas as atividades e eventos desenvolvidos pelo Núcleo; É coordenado pela Joana Dourado e sua suplente é Catarina Martins. Conta ainda como colaboradores Ana Margarida Gonçalves, Margarida Amaro, Nelson Pinto e Ricardo Matias.
Recreativo que tem como principal objetivo organizar atividades lúdicas, de caráter cultural e desportivo, para o entretenimento de todos os alunos, nunca perdendo a mística tradição Coimbrã; Conta como Coordenador Geral o José Pereira e o seu suplente, Steve Sintra. Os seus colaboradores são João Dinis Sousa, Mara Teixeira, Pedro Henriques, Ricardo Serra, Rodrigo Gonçalves, Rui Gouveia e Tiago Carvalho.
Relações Externas que tem como objetivo servir de ponte entre o curso e a comunidade extrauniversidade, esclarecendo dúvidas junto dos alunos do ensino secundário. Pretende assim, divulgar e promover o nosso curso, expor aos estudantes mais novos o que o curso e o departamento têm para oferecer, mostrando o que é estudar Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na Universidade de Coimbra; Coordenado pelo Luís Rosa e o seu suplente, José Neto. Colaboram neste pelouro Alexandre Xavier, Dylan Denizon, Gonçalo Arsénio, José Rodrigues e Luís Carvalho. Por Nelson Pinto 11
Mesa do Plenário
(RGA’s).
Como sócios do NEEEC/AAC, todos os estudantes de Eletro têm direito a expor a sua voz nas Reuniões Gerais de Alunos
Ordinariamente apenas existem três RGA’s por ano (apresentação do plano de atividades e orçamento, marcação de eleições e apresentação e aprovação do relatório de atividades, contas e inventário). Contudo, estas reuniões, abertas a todos, servem também para discutir as mais diversas questões, dúvidas, etc. sobre temas como queixas logísticas, problemas pedagógicos, sugestões de eventos de qualquer tipo, etc. Nas votações, podes e deves sempre exercer o teu direito de voto que põe em pé de igualdade todos os estudantes de Engenharia Eletrotécnica e, tendo estas reuniões carácter deliberativo sobre a Direção do NEEEC/AAC, ou seja, o que ficar decidido nestas pelos estudantes tem de ser cumprido.
Neste mandato...
Até ao momento já se realizaram duas RGA’s no mandato 2018/2019.
Todos os documentos (atas, regulamentos, anexos, etc) das RGAs estão disponíveis para consulta no site do NEEEC.
As RGA’s têm um carácter deliberativo sobre a Direção do NEEEC. Como exemplo, os estudantes podem decidir que o Núcleo é obrigado a manifestar-se sobre um determinado assunto de uma determinada forma decidida em RGA, desde que o assunto não extravase as competências do NEEEC/AAC definidas no seu Regulamento Interno.
Sabias que... Qualquer grupo de 5% dos estudantes (atualmente, 35 alunos) têm direito a convocar uma RGA? Sempre que há uma RGA recebes notificação no InforEstudante com, pelo menos, 48h de antecedência. Basta apareceres!
Na primeira, em julho, foram apresentados, discutidos e aprovados os relatórios e planos de atividades e contas quer do anterior mandato, quer do novo. Foram também apresentados e aprovados alguns regulamentos novos para definir a cooperação entre o NEEEC, o DEEC e os carros da Queima das Fitas do MiEEC bem como outro para definir as regras dos empréstimos feitos pelo NEEEC. Discutiu-se também algumas alterações a fazer ao regulamento interno do NEEEC após o parecer obtido pelo CF/AAC e aprovou-se o regimento interno da mesa do plenário. A segunda, em setembro, foi dedicada ao Fórum Pedagógico. Nesta reunião foram discutidos os aspetos ainda por implementar no âmbito da reestruturação de curso. Foram também discutidos alguns aspetos do mapa de exames e o modo de funcionamento, dúvidas e problemas existentes até ao momento das cadeiras de Projeto I, Projeto II e Projeto de Dissertação. João Bento é o presidente da Mesa do Plenário. Tem como vice-presidente Luís Carvalho, Joana Valvez no papel de secretária e Gonçalo Arsénio, João Barreiros, João Castilho e Marta Nunes como suplentes.
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Nos passados dias 24 e 25 de setembro decorreu a 3ª edição daquela que já é a maior feira de emprego da Universidade de Coimbra, data escolhida pelo facto de ser a altura em que os estudantes finalistas entregam as suas teses, finalizando o curso, e começando à procura de emprego. Durante dois dias, foram centenas os estudantes que procuraram preparar-se da melhor forma para a entrada no mercado de trabalho. “Pela falta de ligação da Universidade às Empresas, o NEEEC/AAC trouxe até ao polo 2 da Universidade de Coimbra perto de duas dezenas de empresas que traziam como objetivo primordial o recrutamento de recém graduados para os seus quadros” como nos afirma João Martins, Presidente do NEEEC/AAC. Fazendo um balanço do evento, Prof. Dr. Humberto Jorge, Diretor do DEEC, diz que são este tipo de eventos que trazem dinamismo ao departamento. Este é, sem dúvida, um dos eventos mais importantes do NEEEC/AAC, estando reunidas todas as condições para se repetir nos próximos anos. 13
dia 24 O primeiro dia foi dedicado às soft skills, que são as bases que impulsionam os estudantes para o mercado de trabalho, uma vez que a forma como estes se irão apresentar perante as empresas são a primeira barreira a quebrar antes de atingirem os seus objetivos. Vindos de 14 cursos diferentes da FCTUC e do ISEC, os participantes encheram a manhã de segunda-feira, onde decorreram workshops de LinkedIn, lecionados por Pedro Costa, da Flag, workshops de CV e simulações de entrevistas de emprego, tendo a oportunidade de esclarecer dúvidas acerca da sua postura e praticá-la na presença de uma formadora profissional na área, Sofia Oliveira, da Critical Software, com o intuito de treinar e melhorar a performance para as sessões de recrutamento do segundo dia. No final do dia houve ainda duas sessões, denominadas “Sessão de Empreendedorismo” e “O que vem depois do curso?”. A “Sessão de Empreendedorismo” contou este ano, com a moderadora Ana Seguro do IPN, e com a presença de Tiago Cristóvão da Mateo, André Duarte da Ubiwhere e Simão Nogueira das Jeknowledge. A Sessão “O que vem depois do curso?” foi uma sessão feita pela primeira vez na F3E e que teve como objetivo dar aos alunos várias perspetivas do caminho que poderão seguir após o término do curso. Este ano contámos com a presença da moderadora Tânia Covas da Académica Start UC, André Silva como investigador, João Pinto como engenheiro a trabalhar numa empresa, e Paulo Peixoto como professor.
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dia 25 A terça-feira foi o dia dedicado às empresas, o ponto alto da feira. Cada empresa teve direito a uma banca de exposição no corredor do piso 4 e, caso o pacote o incluísse, poderia recrutar, ter acesso ao currículo dos participantes no evento e fazer uma palestra temática. Estas decorreram em paralelo com as exposições e contaram com a apresentação de vários projetos de engenharia e experiências pessoais. “Para além da evolução profissional, é a evolução pessoal que marca mais os primeiros meses de um colaborador nas empresas”, garante-nos Eduardo Ribeiro, Back End Developer na patrocinadora principal do evento, BLIP. Os estudantes tiveram assim uma oportunidade para estabelecer os primeiros contactos com grandes empresas conceituadas da área das engenharias. No final do dia, decorreu ainda um Lanche Networking no mesmo local. Este tipo de atividade é, sem dúvida, o melhor meio de contacto entre alunos e empregadores. Foram 78 os alunos submetidos a recrutamento, aguardando agora pelos próximos passos para ingressarem nestas empresas. “O ano passado pensávamos que mais de 10 alunos foram recrutados diretamente nesta feira. Hoje soubemos que esses números ascenderam a 25. É, sem dúvida, uma sensação de missão cumprida”, confessa-nos Ana Calhau, uma das principais responsáveis pela organização da F3E 2018.
Por Ricardo Matias 15
Espaço Pedagógico
Delegados de ano Criada no ano passado, esta função tem vindo a mostrar grande pertinência. Funcionando como porta voz do respetivo ano de matrícula, os delegados de ano filtram as dúvidas sobre unidades curriculares, permitindo chegar à solução do problema de forma mais eficaz. São também o elo de ligação entre professores e alunos.
Critérios de Avaliação Cada unidade curricular tem os critérios de avaliação definidos até ao final da primeira semana de aulas. Estes critérios não podem ser alterados durante o ano letivo.
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Lançamento de notas Após a realização de uma prova de avaliação os seus resultados têm de ser divulgados no prazo máximo de catorze dias ou três dias antes da realização da próxima prova de avaliação da mesma unidade curricular.
Fraude e Punição A fraude, cópia ou plágio leva à reprovação automática na unidade curricular onde foi cometido o delito. O estudante esta ainda sujeito a um processo disciplinar. A Universidade de Coimbra usa um programa para verificar a originalidade dos trabalhos escritos, como por exemplo as teses.
Dirigentes Associativos Para estudantes da Universidade de Coimbra que sejam dirigentes de uma associação juvenil sediada em qualquer ponto do país pode requerer estatuto de estudante dirigente associativo jovem, o que dá acesso a época especial e extraordinária de avaliações.
Por Margarida Amaro
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À conversa com
Marco Gomes
Zener: Pode falar-nos um pouco do seu percurso até agora? Marco Gomes: Iniciei o curso de Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na Universidade de Coimbra em 1995 que concluí no ano 2000. Após a licenciatura, que na altura era de 5 anos, integrei o departamento como assistente estagiário. Após o ingresso na carreira, tínhamos várias etapas a percorrer, como fazer mestrado, que na altura eram mais 2 anos, seguido do doutoramento. Obtive o grau de Mestre em 2004 e o de Doutor em 2011 todos pela Universidade de Coimbra. No entanto, durante o doutoramento tive a oportunidade de realizar várias experiências fora, mais concretamente em Plymouth, no Reino Unido, onde tive o privilégio de trabalhar sob orientação do Professor Martin Tomlinson, muito conhecido no contexto das telecomunicações pelo desenvolvimento da técnica de precoding designada por Tomlinson-Harashima precoding, usado atualmente nas comunicações MIMO (i.e., múltiplas antenas de transmissão de receção). Depois do doutoramento continuei como docente no DEEC e investigador do Instituto de Telecomunicações (IT), no entanto, estabelecendo diversas parcerias com colegas de fora, para além de todas as colaborações internas no DEEC. Essas parcerias são dentro da UC, com o colega Professor João Vilela do DEI, em que trabalhamos na área de Segurança na Camada Física (Physical-Layer Security) de onde surgiu uma ligação aos Estados Unidos, com o Prof. Willie Harrison com quem temos um projeto de intercâmbio em que todos os anos recebemos 5 alunos americanos, que vêm da Universidade de Brigham Young (BYU) do estado do Utah. Temos também ligações estreitas com outros polos do IT em Portugal, sobretudo com os Professores Rui Dinis e Paulo Montezuma da Universidade Nova de Lisboa e com o Prof. Adão Silva da Universidade de Aveiro, na área do Processamento de Sinal para as Telecomunicações. Ou seja, o meu grupo não é uma comunidade fechada, não podendo deixar de referir que o meu braço direito dentro do departamento é o Professor Vítor Silva, que foi meu professor, orientador de doutoramento, e que hoje é um amigo com quem colaboro há muito tempo. Zener: Como surgiu a oportunidade de ir trabalhar para Inglaterra? Marco Gomes: Surgiu no âmbito do doutoramento. Fui incentivado pelo professor Vítor, quando o convidei para ser meu orientador de doutoramento, a ter um coorientador. Aconselhou-me a escolher uma pessoa de fora com outra maneira de pensar, que visse o conhecimento de outra forma, e cujos métodos de trabalho são necessariamente diferentes. Na verdade penso que foi um conselho muito importante, pois ao longo do meu percurso profissional e à medida que vou evoluindo, verifico que aprendo todos os dias no contacto com outros colegas e pessoas que não aquelas com quem trabalhamos diariamente. Costumo dizer que a certa altura da vida aprendemos por osmose, i.e., estamos a falar com um colega e às vezes damo-nos conta de
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que falam de alguma coisa que nós não sabemos, e para nós próprios até nos sentimos um pouco envergonhados pois seria algo da nossa área do conhecimento, o que nos leva a irmos para casa e pesquisamos melhor sobre o assunto. No dia seguinte ouvimos a mesma coisa noutro lado e de outra forma e começa-se a ligar os pontos e o assunto torna-se claro. Penso que já me estou a desviar da pergunta inicial... Então, fui convidar o professor Francisco Cercas do ISCTE, que por sua vez tinha tido por orientador o Prof. Tomlinson, e que me abriu as portas para ir para o Reino Unido. Por motivos familiares, nunca estive longos períodos, mas, passar 2 meses consecutivos num laboratório diferente durante 3 anos, com pessoas diferentes, uma língua diferente, outra maneira de pensar, novas ideias e outro ritmo de trabalho, serviu para crescer e aprender muito. Zener: Desde que se iniciou no curso, sempre teve ideia de fazer doutoramento? Marco Gomes: Sim, antes de entrar para a universidade já pensava numa carreira académica. Hoje, se voltasse atrás, acho que voltaria a fazer a mesma coisa, isto é, as condicionantes de vida também ditam um pouco as decisões de uma pessoa. Por exemplo, se não fosse casado, em vez de ter passado 2 meses por ano em Inglaterra, teria passado meio ano ou mesmo 1 ano inteiro, por isso, tudo molda o nosso percurso ao longo dos tempos. No entanto, se tivesse tido oportunidade, uma coisa que gostava era de ter dado “um salto” à indústria, para ficar com outra visão. Nesse aspeto as coisas melhoraram muito nos últimos anos. Deixou de se começar a ver dois mundos separados e de costas voltadas. Os industriais pensavam que fazíamos coisas puramente académicas e nós na Universidade, que na indústria só se fazia coisas que não tinham interesse científico. No entanto, está à vista de todos as startups que têm surgido, e que muitas delas vêm de dentro da Universidade. Da mesma forma se verifica que a indústria passou a vir procurar conhecimento à Universidade para resolver os seus problemas e se modernizar. A propósito, quero realçar aqui duas coisas da minha forma de estar na academia. A primeira, o de incentivar os nossos alunos a novas experiências. Tentamos captar o aluno de doutoramento ou aluno de mestrado, mas incentivamo-los a não ficar apenas por “aqui”, queremos que fiquem ligados e trabalhem connosco, mas simultaneamente dar-lhes asas para irem experimentar outros sítios... Acho que isso é uma coisa fundamental, à semelhança da oportunidade que tive durante o doutoramento. Outro aspeto, é percebermos que nem sempre o que se faz na Universidade, tem uma relação direta com o mercado de trabalho em Portugal. Isto, não quer dizer que os conhecimentos lecionados na Universidade não sejam úteis e essenciais, não esquecendo que o mercado passou a ser global. Como exemplo, não concebo um Engenheiro em telecomunicações, que não saiba os fundamentos de transmissão na camada física, área em que desenvolvo a minha investigação, apesar de dificilmente poder trabalhar nessa área específica em Portugal e mais facilmente encontrar trabalho no norte da Europa.
Zener: Quais foram as maiores dificuldades que sentiu enquanto estudante?
Zener: Em relação aos projetos que desenvolveu, pode dizer-nos qual foi o mais interessante de trabalhar e porquê?
Marco Gomes: Acho que não tive muitas. Enquanto estudante de licenciatura, passei por uma reformulação a meio do curso, tal e qual a que está a ocorrer atualmente no DEEC, mas isso é o natural das coisas. Os cursos têm de ser renovados, o que faz com que mesmo para quem leva o percurso académico todo direito, haja sempre um acumular de trabalho a dada altura. Verdadeiras dificuldades, acho que não as tive... Penso que há espaço e tempo para tudo, e se nos organizarmos e com trabalho as coisas podem ser feitas sem grandes dificuldades. As condições na altura não eram tão boas como as que hoje vocês têm, que também não são as ideais, mas obviamente que gostava de ter tido na minha altura, enquanto aluno, laboratórios melhor equipados. No entanto, uma pessoa tem sempre de olhar as coisas à luz da época em que está. Por exemplo, toda a gente está ciente da crise que atravessámos nos últimos anos e é muito difícil para a instituição conseguir equipar-se nestas circunstâncias. No entanto, muitas das vezes as pessoas não percebem por que é que os laboratórios não estão tão bem equipados quanto deviam, e se não estão é porque de facto não se tem dinheiro. A nível de dificuldades do curso, eu fiz um percurso limpo e acho que é possível para qualquer aluno também o fazer, desde que saiba balizar as coisas. O problema é que, e isto é uma crítica que teço não só como professor face aos muitos exemplos que já vi, mas também, como alguém que já passou por lá, que por vezes as pessoas não sabem balizar e estabelecer prioridades, ou têm as mesmas um pouco desfocadas. Também fiz as minhas farras, apesar de nunca ter sido muito de festas, mas posso dizer que tomo muitas vezes como exemplo um colega meu que era dos melhores alunos que já conheci e que também era o melhor das farras. Há tempo para tudo, e também para as pessoas se divertirem. Os alunos têm que perceber que se levarem as coisas direito, tudo se consegue. Havia uma coisa que eu não fazia, eu nunca faltava às aulas. Podia ir para lá “dormir”, mas havia sempre alguma coisa que se retirava. Outra coisa, eu nunca estudava pelos slides dos professores. Estudava pelos livros e os slides que ia apontando nas aulas serviam apenas para referência da matéria a que o professor dava mais ênfase, de maneira que não tive assim grandes dificuldades. Na minha opinião, se o pessoal tiver método tudo é possível. As grandes dificuldades que as pessoas têm é envolverem-se em múltiplas atividades e depois não conseguirem estabelecer prioridades.
Marco Gomes: Acho que todos eles têm sido interessantes. Todos eles representam desafios e quando os conseguimos atingir ficamos contentes e sentimo-nos realizados. Para quem faz uma vida académica de investigação, as coisas não são estanques. Normalmente, não se pode dizer que o desenvolvimento de um dado projeto finalizou por ali. Tal pode ser verdade do ponto de vista de financiamento, mas não é do ponto de vista de investigação, porque esta é uma coisa que evolui e vai-se descobrindo novos problemas, novos desafios que levam a “novos” projetos e vamos sempre construindo em cima daquilo que estamos a fazer. Desse ponto de vista, a base da minha investigação é comunicações digitais, mas mais abrangente que isso seria Processamento de Sinal para Comunicações. Já falei dos trabalhos de segurança na camada física que envolvem codificação, mas também processamento de sinal ao nível do desenvolvimento de técnicas de modulação para segurança. Depois, temos trabalhado, desde a conclusão do meu doutoramento em técnicas de transmissão MIMO com elevada eficiência de potência e espectral para sistemas avançados 5G (sendo que já se começa a falar em pós – 5G ou 6G), onde o processamento de sinal é fulcral. Só isso permitiu, aliado à muito maior capacidade de processamento dos processadores atuais, evoluir as comunicações e conseguirmos débitos cada vez maiores. Podemos, por exemplo, ver televisão em tempo real com alta definição no telemóvel, uma coisa que era impensável há uma década atrás. Mas pegando ainda no processamento de sinal, posso dizer que estou também a trabalhar na biomédica, num projeto relacionado com a deteção de cataratas nas pessoas. Detetamos as cataratas em estado embrionário e caracterizamos, se é dura, se é muito extensa ou não, para que quando a pessoa for operada, o médico possa programar automaticamente o laser para destruir a catarata com a energia certa. As cataratas são detetadas com ultrassons, e quando se começa a observar o sinal de ultrassons, percebemos que é um sinal de telecomunicações idêntico a um sinal AM. Fizemos um primeiro projeto, onde se provou com experiências em laboratório ser possível a deteção e caracterização de cataratas mesmo em estado embrionário, e agora estamos num segundo projeto financiando pela FCT, em que iremos realizar o estudo em humanos no Centro Cirúrgico de Coimbra.
Zener: Como nasceu o gosto pelo ramo das telecomunicações? Marco Gomes: Desde o 9º ano que dizia que queria vir para Engenharia Eletrotécnica. Os percursos eram diferentes. Começávamos logo no 8º ano a escolher alguma área e a partir do 9º ano eu já sabia que queria vir para Engenharia Eletrotécnica. Sempre gostei de telecomunicações. Acho que hoje em dia, as pessoas não sabem bem o que estão a escolher. Na minha altura, o ramo de telecomunicações também estava na moda com a liberalização do mercado e o surgimento de novas operadoras, mas não foi certamente por isso, pois sempre tive mais o “bichinho” de telecomunicações. Acho que o gosto nasceu naturalmente. Tinha mais tendência e nunca pus em dúvida. Desde que entrei para a universidade esse foi o ramo que me pareceu mais desafiante.
Zener: Gostaria de acrescentar mais alguma coisa? Marco Gomes: Gostava sobretudo que os alunos que lerem esta entrevista percebam uma coisa, que sintam que não são nem mais nem menos do que os outros que saem de outras universidades do país, que estão ao mesmo nível deles e se devem orgulhar de onde estudaram. Acho que os nossos alunos continuam a ser muito bem vistos no mercado de trabalho. Obviamente têm que trabalhar para isso, pois nada se consegue sem esforço. É importante pensarem na média com que saem, porque isso é um indicador grande para o mercado de trabalho. Há um dado nível de exigência que se tem de colocar e que as pessoas também têm de se adaptar a ele. Tem que haver uma vontade de ir mais além e penso que com a reestruturação de curso isso vai acontecer. Por último gostaria de agradecer esta entrevista e dar os parabéns ao NEEEC pela iniciativa.
Por Catarina Martins e Nelson Pinto 19
No dia 13 de setembro, decorreu no corredor do piso 4 o dia aberto à divulgação de atividades de investigação e desenvolvimento em curso no DEEC. Assim, a parceria entre o DEEC e o NEEEC/AAC encheu o corredor de projetos de investigação realizados nos institutos do departamento e executados por investigadores e alunos de mestrado e/ou doutoramento. Esta iniciativa tem como objetivo a divulgação das atividades que são desenvolvidas, bem como motivar a relação entre os alunos e a investigação praticada no departamento.
A presença da robótica no nosso quotidiano intensifica-se de dia para dia. Para mostrar a sua aplicação nas mais diversas áreas, realizou-se entre os dias 19 e 24 de novembro, pela primeira vez no Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) a Robotics In Our Lives @ DEEC, o primeiro evento organizado pela Universidade de Coimbra no âmbito da European Robotics Week (ERW). Esta foi uma semana repleta de atividades dirigidas a públicos de qualquer idade. Vários foram os workshops realizados e as conferências dedicadas à associação entre a robótica e as áreas de energia, automação, telecomunicações e computadores. Ocorreram ainda visitas aos laboratórios do Instituto de Sistemas e Robótica da Universidade de Coimbra (ISR-UC) e uma mostra de projetos onde estiveram expostos, no piso 2 do DEEC, vários projetos feitos no Clube de Robótica da Universidade de Coimbra (CR/UC) e no ISR-UC. No que diz respeito ao ciclo de conferências, a semana começou com “E se os robôs tivessem olfacto?” ministrada pelo Professor Lino Marques. O dia seguinte prosseguiu com o tema “5G uma tecnologia disruptiva para a robótica e automação do futuro”, com o Professor Marco Gomes. Após o dia de workshops, seguiu-se o tema “Robôs, energia e autonomia” pelo Professor André Mendes e, por fim, já no último dia de conferências, a sessão “Marvin, um robô emocional (e paranóico)” através do Professor Paulo Menezes do DEEC. Durante a tarde de quarta feira realizou-se a apresentação do Clube de Robótica da Universidade de Coimbra e de alguns dos seus projetos desenvolvidos ao longo da sua existência. Seguiu-se uma visita que percorreu praticamente todos os laboratórios do ISR-UC. O dia terminou com a realização de dois workshops sobre temas da atualidade, “Desenho e Impressão 3D” e “IoT - Internet of things”, orientados por Paulo Almeida e João Bento, respetivamente, alunos de mestrado do DEEC. Para findar esta semana e vocacionado para um público mais jovem, o sábado foi um dia repleto de atividades que conseguiram despertar nos mais curiosos o interesse pela robótica e por este novo mundo da tecnologia. Impressão 3D, robôs LEGO, Mbot e Robótica para Pais e Crianças foram os temas dos 4 workshops, ministrados pelos professores Paulo Torcato, Carlos Silva e João Lourenço, que antecederam uma apresentação aos participantes da competição de robótica da UC, o Bot Olympics. A organização do Robotics In Our Lives @ DEEC faz um balanço extremamente positivo desta primeira edição destacando o elevado impacto sentido junto da comunidade exterior, nomeadamente através das notícias que deixaram o DEEC na ordem da semana nas notícias regionais. Os organizadores esperam ainda que o evento tenha continuidade nos próximos anos. O evento foi financiado pelo ISR-UC e pelo NEEEC/AAC e contou ainda com o apoio do CR/ UC e do DEEC.
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A importância da robótica nas nossas vidas
INESC Coimbra
Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra
O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra) é uma Associação Privada sem Fins Lucrativos, declarada de Utilidade Pública, maioritariamente participada pela Universidade de Coimbra, tendo ainda como associados o INESC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores e o Instituto Politécnico de Leiria. O INESC Coimbra desenvolve atividades de investigação científica e desenvolvimento tecnológico nas seguintes áreas: metodologias e sistemas de apoio à decisão, sistemas e políticas de energia, planeamento de redes de telecomunicações, apoio à decisão espacial em planeamento regional e urbano, informação geoespacial, mecânica computacional aplicada a sistemas estruturais, planeamento e gestão de infraestruturas hidráulicas e recursos hídricos. O INESC Coimbra conta com uma equipa de cerca de uma centena de investigadores doutorados, na sua maioria docentes da Universidade de Coimbra, do Instituto Politécnico de Leiria, do Instituto Politécnico de Coimbra e de outras instituições de ensino superior. Entre os projetos de I&D em curso em 2018 no âmbito do sistema científico e tecnológico nacional contam-se os seguintes: • Computational Approaches for Radiotherapy Planning of Excellence; • Models and algorithms for automated stand-alone and aggregated energy management systems to enhancing demand response in the SME and residential sectors; • Resilient Network Design - enhancing availability for critical services; • Tools for supporting the selection of energy efficient Technologies; • Low-cost Unmanned Aerial Systems for marine litter coastal mapping; • Learn2Behave: Characterization of behaviors for the promotion of end-use energy efficiency; • Multi-Objective Building Retrofit, Simulation and Monitoring on-line optimization tool for Improving Energy Efficiency in Buildings; • Streamlined Ecodesign Tools based on Life Cycle Assessment incorporating uncertainty; Enhancing Smart Grids for Sustainability; • Comprehensive BIM add-on tool for the improvement of energy efficiency and indoor environment quality in renovation of buildings; • Sustainability assessment of bioenergy systems: a life cycle multi-criteria decision-support approach, including land use change; • SusCity: Urban data driven models for creative and resourceful urban transitions.
Os projetos de colaboração com a indústria desenvolvidos em 2018 foram: • • • •
IMMO - Install, Monitor and Multi-Optimization (com a ISA – Intelligent Sensing Anywhere); Forecasting models for the quantity and price of olive oil (Azeite Gallo, Victor Guedes, S.A.); The role of energy storage in the electrical energy systems of the future (EDP Produção); A study of the impact of electrical sector renewables on national economy (Smart City Innovation Lab).
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Investigando com
Teresa Gomes Redes Resilientes Zener: O que é exatamente uma comunicação resiliente?
Zener: Qual é o objetivo do projeto?
Teresa Gomes: Um sistema é resiliente quando ele é capaz de reagir a um evento, podendo este ser um ataque com origem humana ou um desastre natural, reconfigurar-se e ultrapassar esse evento. Quando uma rede é realmente resiliente, nem nos apercebemos dos eventos que a afetaram, porque do ponto de vista dos utilizadores tudo está bem. A rede conseguiu dar-nos essa sensação, apesar de ter sofrido uma perturbação. Noutros casos, o que acontece é que a rede está preparada para funcionar num estado degradado, ou seja, degrada a qualidade dos serviços, mas mantém a conetividade entre as pessoas e os serviços, por exemplo, os serviços em vez de manterem o débito contratado de 1 Gb/s, passam a oferecer apenas 100 Mb/s.
Teresa Gomes: Temos trabalhado nos últimos anos em problemas de resiliência em redes, ou seja, como tornar problemas de resiliência em redes, ou seja, como tornar as redes mais resistentes a eventos. Por exemplo, há pouco tempo, houve um corte de fibra em que ficámos sem comunicações. Normalmente, as fibras estão dispostas em anel, logo devia haver um caminho alternativo, só que a parte restante do anel que deveria estar a funcionar teve um problema no norte de Espanha, assim ficámos várias horas sem comunicação. Quando há um desastre, a zona que é atingida fica fora de serviço, mas a zona em volta que não foi afetada, muitas vezes também fica sem serviço, quando na realidade, se a rede estivesse desenhada de forma diferente, seria possível que a parte não diretamente afetada da rede pudesse continuar a funcionar. Por outro lado, também podemos querer garantir que alguns serviços que consideramos críticos mantenham alguma qualidade de serviço, mesmo em situações anómalas. Por exemplo, com as redes elétricas inteligentes, temos de garantir que as comunicações, que são essenciais para o bom funcionamento das redes de transporte e distribuição elétrica, continuem a operar corretamente mesmo com perturbações, senão poderá haver avarias em cascata. Note-se que as redes de telecomunicações foram desde sempre projetadas tendo em conta a continuidade do serviço. Nas redes telefónicas tradicionais eram garantidos cinco noves (99,999% de disponibilidade), ou seja, em média, uma
Zener: Como surgiu o projeto? Teresa Gomes: Este projeto surgiu porque a FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) fez uma chamada para projetos. De seguida, falei com os meus colegas da área, ou seja, com as professoras Lúcia Martins e Rita Girão-Silva, e também com o professor José Craveirinha, que embora já esteja aposentado, ainda colabora connosco. Conto também com a colaboração do professor Paulo Melo, da Faculdade de Economia, da professora Luísa Jorge do Politécnico de Bragança, e ainda de outros colegas da FCTUC e do INESCC. O professor Amaro de Sousa do Instituto de Telecomunicações de Aveiro também se associou a esta candidatura.
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indisponibilidade de aproximadamente 5 minutos por ano. Mas atualmente pretende-se que alguns serviços assegurem seis noves, o que é muito difícil de atingir. Havendo a necessidade de garantir elevada disponibilidade a alguns serviços, considerados críticos, ao tornar uma rede mais resistente a falhas, acaba-se por oferecer disponibilidade excessivamente elevada a serviços que não a requerem, e isso tem custos. Umas das ideias que vai ser explorada neste projeto é a introdução de disponibilidade diferenciada, segundo uma ideia do professor David Tipper, da Universidade de Pittsburgh. O professor David Tipper defende que não é preciso que todos os elementos da rede apresentem elevada disponibilidade. A ideia é escolher uma subestrutura física da rede (a espinha dorsal – spine) cuja disponibilidade vamos melhorar significativamente e depois encaminhar sobre essa estrutura física os serviços considerados críticos e que precisam de elevada disponibilidade, os outros usam o resto da rede. Obviamente que isso por si só não chega, porque, como já disse, é muito difícil aumentar o número de noves e, portanto, isso tem de ser complementado com rotas alternativas, ou com outros mecanismos de proteção. Uma das ideias a explorar é o estabelecimento de rotas geograficamente distantes, ou que contornem zonas de risco elevado. Podem ser dados vários exemplos do que pode ser feito para melhorar a resiliência da rede. Os cabos aéreos de fibra ótica correm mais risco de serem afetados por desastres naturais do que os cabos enterrados. Assim, podemos optar por enterrar os cabos numa conduta, ou numa zona sísmica construir uma conduta antissísmica. Podemos construir torres de comunicação com maior resistência ao vento. Podemos também ter depósitos de equipamento de manutenção, peças de substituição, para que quando há avarias perto de zonas consideradas críticas, as equipas, tenham rapidamente acesso ao equipamento necessário. Podemos ter equipas de manutenção de prevenção próximas de zonas críticas, onde sabemos que é requerida resposta mais rápida. Por outro lado, com a introdução de Software Defined Networking (SDN), a gestão da rede torna-se mais flexível, permite tirar partido da introdução de elementos com disponibilidade diferenciada e otimizar o funcionamento multicamada das redes de comunicação. Normalmente as infraestruturas físicas que interligam os nós da rede (e.g. routers) permitem estabelecer caminhos virtuais sobre a rede criando uma camada lógica sobre essa camada física. Na figura 1 existe um único caminho na camada lógica, suportada por duas rotas na camada física. Resumindo: o objetivo do trabalho é encontrar estratégias para melhorar a disponibilidade dos serviços críticos numa rede de comunicações, em particular em situações de desastre, escolhendo os elementos da rede onde seja realmente necessário investir para que serviços específicos consigam manter a disponibilidade elevada. Zener: Que ferramentas utilizam no projeto? Teresa Gomes: Linguagens de programação (C++, C, Java, Matlab ou outras como Pytnon), simuladores como o OMNET++ (ver figura 2), ou ferramentas de otimização como o Cplex, que pode ser usado para fins académicos. É no fundo desenvolvimento e implementação de algoritmos e resoluções matemáticas.
Figura 1 - Proteção na camada física-a. (a)
Figura 2 - Execução de um simulador de falhas para redes SDN com arcos de fiabilidade diferencial/spine. (b)
(a) - Figura adpatada de A. Alashaikh, D. Tipper, T. Gomes.”Exploring the logical layer to support differentiated resilience classes in multilayer networks”. Annals of Telecommunications (2018), February 2018, Volume 73, Issue 1-2, pp 63–79. (b) Simulação desenvolvida na plataforma OMNET++ pelos Professores Paulo Melo e Luísa Jorge no âmbito do Projeto ResNeD.
Por Margarida Amaro e Ricardo Matias 23
ISR
Instituto de Sistemas e Robótica O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) é uma instituição privada portuguesa sem fins lucrativos. Promove avançadas multidisciplinares I&D nas áreas de Robótica Móvel Autónoma, Sistemas de Transporte Inteligente, Robôs de Busca e Resgate, Manipulação Robótica, Visão por Computador, Robótica Médica, Tecnologias Assistidas, Engenharia Biomédica, Tecnologias de Automação Industrial Avançada e Sistemas de Energia Inteligentes. O ISR-UC dá especial atenção à cooperação de investigação científica internacional com centros de excelência, como também iniciativas educativas e de treino. O ISR foi fundado a 1992 com o propósito global de definir uma equipa de investigação multidisciplinar de primeira classe, capaz de liderar investigação de ponta (cutting-edge) em muitas áreas importantes da ciência e tecnologias, com especial ênfase em sistemas e robóticas, tendo vindo a desenvolver ligações fortes com a indústria, empresas nacionais e internacionais ou a promover a criação de sub-produtos (spin-offs). o ISR está envolvido em mais de 30 projetos de investigação nacionais e internacionais e foi avaliado com o rating de EXCELENTE por um painel de revisores internacionais.
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Investigando com
João Barreto Visão por Computador para a artroscopia Como surgiu o projeto? João Barreto frequentou Engenharia Eletrotécnica na Universidade de Coimbra (UC), onde também concluiu o doutoramento, tendo depois feito investigação em França e nos Estados Unidos até regressar mais tarde à UC como professor. Para o Professor João Barreto “dar aulas é apenas 20% ou 30% do nosso tempo, dado que temos de criar um ‘circo’ muito grande à volta da investigação, temos de levantar dinheiro para pagar aos investigadores e alunos de doutoramento, bem como para comprar os equipamentos que estão a ser utilizados. Portanto, quando uma pessoa entra para a faculdade de engenharia, como professor, tem de arranjar formas de obter esses fundos, elaborando projetos que são submetidos à fundação da ciência e outras entidades numa base competitiva. Estes projetos ajudam, indiretamente, a pagar a educação dos alunos de licenciatura e mestrado.”, referiu. “Quando regressei dos Estados Unidos, trabalhava em câmaras não convencionais, como por exemplo as câmaras do Google Street View. Então comecei a pensar o que podia fazer com elas.” Uma vez que o seu pai é ortopedista e estava relacionado com esse mundo por razões familiares, João optou pela artroscopia. Curiosidade: A artroscopia é um procedimento cirúrgico
pelo qual a estrutura interna de uma articulação é examinada para diagnóstico e/ou tratamento, usando um instrumento semelhante a um tubo, chamado artroscópio. E, geralmente, é realizada por cirurgiões ortopédicos. https://www.medicalport.org/pt/procedimentos-medicos-turismo/ortopedia/artroscopia-do-joelho.aspx
“Comecei a investigar e vi que havia necessidades clínicas efetivas, e foi assim que comecei a trabalhar em visão para a ortopedia.”
“Há cerca de 10 anos, surgiu o primeiro projeto que começou originariamente com um consórcio do ISR-Universidade de Coimbra, liderado por João Barreto, com o Serviço de Ortopedia do CHUC / Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, liderado pelo Professor Fernando Fonseca”. A investigação inicial foi apoiada pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) através de duas bolsas: ArthroNav (2008 a 2011) e mais recentemente o VisArthro (PTDC/EEIAUT/3024/2014 2018-2019). O levantamento de capital permitiu a criação, em 2013, da empresa Perceive3D (P3D) - uma Spin-off da Universidade- para desenvolver e comercializar a tecnologia. A P3D ganhou recentemente uma bolsa muito importante e competitiva da União Europeia, o SMEi Phase 2.”
Curiosidade: A Perceive3D é uma empresa especializa-
da em tecnologia de visão computacional, que cria um software de imagem inovador para melhorar a perceção e auxiliar o cirurgião durante procedimentos minimamente invasivos. O vídeo intraoperatório é processado em tempo real para extrair informações de orientação significativas e melhorar a visualização além dos limites da ótica. https://perceive3d.com/en/about
“Atualmente, a investigação é realizada por um consórcio que inclui o ISR-UC, a P3D, a FMUC, o CHUC e o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciência Forense (INMLCF), onde se realizam os laboratórios “ex-vivo”.” 25
Em que consiste o projeto? “Na área de ortopedia em cirurgia assistida por computador, quase todos os procedimentos ortopédicos passam por ter de cortar ou fazer um furo no osso, num sítio certo sem danificar nada, ossos ou dentes.” Esta tecnologia não é específica para ortopedia, sendo que também é aplicada na medicina dentária, mais concretamente a implantes dentários. O caso mais frequente decorre quando “os dentistas têm de abrir um buraco no osso da mandíbula e meter um implante. Esse buraco tem de ter a profundidade certa, o ângulo certo e ser feito no sítio certo, sem bater, idealmente, em nenhuma estrutura.”, explica o CEO da Perceive 3d.
João Barreto refere ainda que “todas as cirurgias dependem desta ação e na prática não é muito fácil fazer-se.” Por exemplo, no caso de uma prótese para o joelho: “o osso vai ter de ser cortado num determinado sítio para que esta se encaixe. Durante o procedimento, o médico olha para as radiografias ou TAC do paciente e faz um planeamento. No entanto, o problema é conseguir ter a noção de onde tem de fazer esse corte ou furo adequadamente. Porém, quando o obstáculo surge connosco tendemos a perguntar a um cirurgião que tenha feito muitos casos, uma vez que, atualmente, a questão resume-se à experiência, rotina e à aprendizagem.”
Curiosidade: O “GPS para a sala de operações” pode
ser comparado a uma situação do dia a dia. Por exemplo, quando uma pessoa quer ir para um local que desconhece, procura no mapa a trajetória que deve realizar. No entanto, quando é confrontado com a realidade, torna-se mais impercetível o que deve fazer e, por isso, recorre a um GPS para conseguir chegar ao destino.
“Desenvolvemos um novo conceito tecnológico para fazer isso, que se baseia em vídeo e realidade aumentada. Originalmente, foi concebido para um tipo de cirurgia ortopédica, a artroscopia, uma cirurgia onde não se faz um corte de alto a baixo, ao contrário do que acontece na cirurgia convencional. Por exemplo, no joelho são feitos 2 furos, num entra uma câmara, no outro os instrumentos, e o médico, segurando na câmara e nos instrumentos, executa baseando-se na imagem de vídeo.”
O objetivo, segundo João Barreto, é “processar o vídeo em tempo real e sobrepor, no vídeo, onde é que ele deve furar e o que deve fazer. Depois generalizamos para cirurgia aberta, onde nesse caso se usa um tablet-pc que é colocado sobre a anatomia, onde o cirurgião olha para ver onde deve fazer os cortes”.
O trabalho consiste, desta forma, numa espécie de “GPS para a sala de operações. Os médicos sabem, por um plano ou raio-X, onde devem cortar. Contudo, a dificuldade está em transpor esse plano para a realidade cirúrgica para quando estão a executar.” O CEO da P3D afirma que para ultrapassar estes obstáculos “o sistema diz-nos exatamente esse ponto e guia a execução de forma a garantir que esta é feita de acordo com o plano.”
Por Ana Margarida Gonçalves e Catarina Martins 26
IT
Instituto de telecomunicações
O Instituto de Telecomunicações (IT) é uma organização privada, sem fins lucrativos e de interesse público. Resulta de uma parceria de nove instituições portuguesas do ensino superior e de investigação e desenvolvimento na área das telecomunicações. A missão do IT é criar e disseminar o conhecimento científico no campo das telecomunicações. O IT está ativamente envolvido na investigação fundamental e aplicada, quer a nível nacional quer a nível internacional. Simultaneamente, está empenhado em promover o ensino superior e a formação, acolhendo e orientando alunos de graduação e pós-graduação. Desempenha também um papel social importante com iniciativas públicas de divulgação científica, de transferência de conhecimento para a indústria e a prestação de serviços de consultoria técnica.
O IT está organizado em torno de três polos:
1
Aveiro, na Universidade de Aveiro
2
Coimbra, na Universidade de Coimbra
3
Lisboa, no Instituto Superior Técnico
Os membros de IT (cerca de 260 doutores) estão organizados em grupos de investigação que cobrem a maioria das áreas de I&D em telecomunicações e respetivas tecnologias de suporte. Atualmente, o IT acolhe cerca de 300 estudantes de doutoramento e cerca de 200 alunos de mestrado.
e quatro delegações:
1
Porto, na Faculdade de Engenharia e Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
2
Covilhã, na Universidade da Beira Interior
3
Leiria, no Politécnico de Leiria
4
Lisboa, no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa
A investigação científica no IT está organizada nas seguintes grandes áreas: Comunicações sem fios Comunicações Óticas Redes e Multimédia Ciências Básicas e Tecnologias de Suporte
Anualmente, a produção científica do IT aproxima-se de 40 livros e capítulos de livros, mais de 350 artigos em revistas científicas internacionais, mais de 450 artigos em conferências internacionais e mais de 10 patentes registradas.
Laboratórios de nível mundial estão disponíveis na maioria das áreas científicas do IT para apoiar a investigação aplicada, que é realizada no âmbito de projetos nacionais e internacionais em cooperação com instituições de investigação de todo o mundo. Atualmente, o IT está envolvido em mais de 170 projetos, dos quais cerca de 30 têm financiamento europeu, obtido de forma competitiva.
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Investigando com
André Mendes O carregamento sem fios do veículo elétrico. Zener: Quais foram os objetivos do seu projeto? André Mendes: O Projeto tinha dois objetivos principais: fazer um carregamento sem fios para carros elétricos e usar um motor síncrono de relutância. O carregamento indutivo é semelhante ao que temos hoje em dia com os carregamentos sem fio dos telemóveis. O projeto contemplou, por isso, o dimensionamento e o desenvolvimento de vários módulos eletrónicos para alcançar estes dois objetivos. Entretanto, apercebemo-nos que era necessário introduzir um terceiro objetivo. Um sistema de carregamento é constituído por dois circuitos acoplados magneticamente, o primário, que é exterior ao veículo, e o secundário, que se encontra fixo na parte inferior do carro. Deste modo, a transferência de energia entre estes dois circuitos será máxima quando estiverem perfeitamente alinhadas entre si. Caso o condutor não estacione o carro na posição adequada, o tempo de carregamento das baterias do carro poderá duplicar face à posição de estacionamento ideal. Para corrigir esta situação poderia ser usado um automatismo que reposicionasse o primário do sistema de carregamento indutivo e o alinhasse de uma forma correta com o secundário, o que iria aumentar o custo do sistema. Assim, o terceiro objetivo contemplou o desenvolvimento de algoritmos de controlo para o sistema de carregamento indutivo que permitissem compensar este desalinhamento. Zener: Em termos técnicos, como é que funciona o carregamento por indução? André Mendes: De acordo com Ampére, um fio condutor que é percorrido por uma corrente elétrica gera à sua volta um campo magnético. Faraday acrescentou que num fio condutor colocado no seio de um campo magnético variável no tempo surgirá uma força eletromotriz induzida. Para juntar estes dois conceitos é necessário que o campo magnético gerado pela corrente elétrica seja variável no tempo. Deste modo, o conjunto de espiras que constitui o enrolamento secundário, vai estar sujeito a um campo magnético variável no tempo, resultante da corrente elétrica que percorre o conjunto de espiras do enrolamento primário. Assim, no enrolamento secundário surgirá uma força eletromotriz induzida. Este é o princípio de funcionamento do carregamento por indução. Neste sistema de carregamento, o valor da energia transferida varia inversamente com a distância entre o primário e o secundário.
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Zener: O que é necessário implementar nas cidades para que seja possível a utilização desses veículos? André Mendes: Para os transportes públicos há zonas de paragem programadas onde se podem implementar sistemas de carregamento indutivo e assim recarregar as baterias do veículo, especialmente nas estações de fim de linha, onde se sabe que vão estar mais tempo parados. Sem estes carregamentos parciais ao longo do dia e caso haja uma carga elevada permanente ao longo do percurso, um ciclo de carga das baterias pode não ser suficiente para um dia de trabalho. Isto pode implicar o regresso da viatura à estação de carregamento onde irá ficar imobilizado durante algum tempo. Outro sistema, ainda em fase de investigação, é o carregamento contínuo das baterias dos veículos. Imagine-se as linhas de trólei, que ainda existem aqui em Coimbra, em que a energia é distribuída por dois fios condutores colocados ao longo do percurso, posicionados por cima do veículo. De uma forma simples, considere-se agora que estes fios eram colocados por baixo da via pública, ao longo da estrada. Estes fios condutores correspondem ao circuito primário anteriormente referido e que geram o campo magnético variável. Com o veículo a circular nestas vias, a energia será transferida continuamente e sem contacto para o interior do carro e armazenada nas baterias. Zener: Apesar dos veículos elétricos serem menos poluentes para o meio ambiente, requerem um maior consumo de eletricidade. O uso desta energia extra compensa em termos ambientais? André Mendes: Qual é o slogan das marcas dos veículos elétricos? É que os veículos elétricos não poluem. Mas será assim? Por exemplo, se a energia proveniente de centrais térmicas, onde se usa carvão, for usada para carregar as baterias do carro, há poluição associada ao carro. Mas claro, podemos dizer que são menos poluentes que os carros de combustão, sem dúvida. Se chegarmos a um sistema em que toda a energia usada no carregamento seja proveniente de energias renováveis, aí podemos ter um processo quase 100% livre de emissões poluentes. No entanto, é preciso ter em conta que certas fontes de energia não estão disponíveis 24h por dia. O sol e o vento são fontes de energia instáveis, pelo que haverá períodos de tempo com muita energia disponível e outros não. Nestes casos, a solução passará por armazenar a energia quando há em excesso e usá-la em períodos de menor produção. Uma das formas de o fazer é através do recurso a baterias.
velocidade e posição. O Processamento de Sinal foi também uma área de conhecimento essencial já que os sinais analógicos provenientes dos sensores são adquiridos com uma taxa de amostragem. Para que o sistema de carregamento de baterias seja compacto e possua elevado rendimento, a sua frequência de funcionamento é da ordem das dezenas de kHz. Na área das telecomunicações pode não ser uma frequência muito elevada, mas na área de energia é um valor considerável, já que está associada a valores de corrente e tensão significativos. Um dos problemas que surge neste tipo de sistemas são os ruídos eletromagnéticos, que têm que ser analisados e anulados. Os restantes conhecimentos necessários ao desenvolvimento deste projeto estão relacionados com as Máquinas Elétricas e Eletrónica de Potência. Como se pode verificar, uma parte das matérias que os alunos aprendem no curso foi necessária para desenvolver este trabalho de engenharia. Zener: Acha que a sociedade irá evoluir para utilizar maioritariamente veículos elétricos? E quando acha que isso vai acontecer? André Mendes: Neste momento já temos carros elétricos com uma autonomia de várias centenas de quilómetros, portanto, está quase ao mesmo nível dos carros de combustão. O que pode colocar algum entrave ao avanço desta tecnologia é o tempo de carga das baterias, quando comparado com o tempo que é necessário para encher o depósito de combustível de um carro com motor de combustão. Quando queremos abastecer um carro a gasolina, vamos às bombas e em cerca 10 minutos temos o depósito cheio e pronto para viajar mais umas centenas de quilómetros. Isto ainda não acontece com os veículos elétricos. Será ainda necessário desenvolver baterias e sistemas de carregamento que permitam devolver ao veículo elétrico toda a sua autonomia num intervalo de tempo de carga equiparável ao abastecimento dos veículos de combustão. Para além disto, o carregamento simultâneo de vários veículos elétricos com potências da ordem dos 100kW num curto espaço de tempo, obriga a que a rede de distribuição de energia esteja preparada para suportar todo este consumo rápido. A tecnologia está a avançar no sentido de carregamentos rápidos. Zener: Que áreas de conhecimento foram essenciais para trabalhar no projeto? André Mendes: Uma das áreas de conhecimento está associada à programação, recurso que todos os alunos do nosso curso têm acesso, independentemente do ramo que escolhem. No projeto foram constituídos dois grupos de trabalho, um responsável pelo sistema de tração e outro dedicado ao processo de carregamento das baterias. O grupo do sistema de tração utilizou uma plataforma de controlo da dSpace, programada através do MatLab/SimuLink. A equipa que trabalhou no carregamento das baterias desenvolveu programas em LabView para controlar o sistema através de uma plataforma cRio da National Instruments. Com a existência de duas plataformas digitais para controlar sistemas diferentes e que tinham de interagir entre eles, foi utilizada a plataforma cRio como master, que para além de controlar os conversores de eletrónica de potência faz também a gestão de todos os sistemas do carro, como as comunicações entre os vários módulos, o interface com o condutor, o sistema de proteções e todos os eventos no seu interior, entre outros. Para além da programação, outras matérias importantes para o funcionamento do carro estão relacionadas com o Controlo, com a Instrumentação de Medida e Acondicionamento de Sinais. Foram utilizados vários tipos de sensores, tais como sensores de tensão, de corrente, de temperatura, de
Zener: Chegámos ao fim da entrevista. Há alguma coisa que gostasse de acrescentar? André Mendes: Gostava de dizer que aparentemente os alunos do departamento consideram que o curso apresenta uma reduzida componente prática/experimental. No entanto, quando surgem projetos deste género, verifica-se um reduzido número de candidatos. Durante as minhas aulas questionei várias vezes os alunos no sentido de averiguar o seu interesse, tendo obtido resposta favorável de um reduzido número de alunos. Assim sendo não foi fácil recrutar alunos para o desenvolvimento deste projeto. Será receio? Falta de motivação? Se for receio penso que é injustificado pois no curso frequentaram cadeiras onde foram abordados os temas essenciais ao projeto, estando por isso habilitados a participar. A primeira ideia que os alunos têm é que não conseguem fazer e desistem logo. Acho que os alunos devem pelo menos tentar, principalmente se gostam do trabalho e se estão motivados. Se mais tarde, em conversa com o responsável do trabalho, chegarem à conclusão que o trabalho não corresponde às suas espectativas, então abdicam do projeto. De acrescentar que este projeto decorreu nos dois últimos anos no polo de Coimbra do Instituto de Telecomunicações, sob minha coordenação, tendo contado com a participação do Prof. Sérgio Cruz do DEEC, da Profª Marina Perdigão do ISEC e dos investigadores do IT, Mestres Emanuel Marques, Valter Costa e Sandra Silva. Permitiu ainda a realização da tese de mestrado ao aluno David Duarte do DEEC e o Projeto final da Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica dos alunos do ISEC, Abdulay Carvalho, Samuel Felício, António Nunes e Marco Martins.
Por Nelson Pinto e Ricardo Matias 29
Tradição Festa das Latas e Imposição de Insígnias A Festa das Latas e Imposição de Insígnias, mais conhecida como “Latada”, teve início dia 3 de outubro com a Serenata, onde os caloiros a assistem debaixo das capas dos respetivos padrinhos/madrinhas. Esta celebração é uma espécie de “ritual de iniciação” nas festas académicas. As noites são passadas no parque, onde há música e muita animação e não esquecendo das barracas dos Núcleos de Estudantes. Para terminar esta festa em grande temos o dia do cortejo, em que os Doutores levam os seus caloiros enfeitados com adornos apropriados até às margens do Mondego, onde são batizados com uma “penicada” de água.
Alguns dos Finalistas de Eletro
Caloiras e respetivas madrinhas 30
A penicada do batismo
Alguns dos grelados deste ano letivo
Tomada da Bastilha A tradição da Tomada da Bastilha nasceu em 1920, quando um grupo com cerca de 40 estudantes tomaram de assalto a Casa dos Lentes, edifício amplo e luxuoso situado na Rua Larga, apoderando-se dela, a fim de obterem uma nova sede para a Associação Académica dado que as instalações que possuíam eram de péssimas condições. O assalto estaria marcado para dia 1 de dezembro, no entanto a Reitoria soube deste plano e pretendia impedi-lo, pelo que, numa reunião de emergência, se antecipou para a madrugada de 25 de novembro. Dada a investida, com pouca resistência dos oponentes, rebentou um morteiro pelas 6h45 acordando toda a cidade. No mesmo dia, realizou-se um cortejo académico, com direito a uma greve às aulas não autorizada. Atualmente, celebra-se com um cortejo luminoso e solene, até à atual sede da AAC na noite de 25 de novembro. Por Ana Margarida Gonçalves e Joana Dourado
Tomada da Bastilha 31
14 - 17 Fev
8 - 10 Mar
31 Mar
ENE3
BOT OLYMPICS’19
21 - 24 Fev
15th International Conference on the Design of Reliable Communication Networks
19 - 21 Mar
EBEC Portugal
Aniversário do NEEEC/AAC
Semana dos Ramos 5 Abr
Gala Ohms D’Ouro
Best Engineering Week 10 Abr
Mar
8 - 12 Abr
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