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PROFESSOR Meu rosto não será como o teu e outros medos
Elaborado por Nathália Xavier Thomaz
Texto 2021 © Nathália Xavier Thomaz Ilustrações 2021 © Fabio Maciel Edição 2021 © Imperial Novo Milênio Editor Responsável: José Prado Produção Editorial: Susi Sertã Preparação e Revisão de Texto: Magda Frediani Martins e Maria Filomena Jardim Diniz Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica: Vanderlei Sadrack Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil desde 1º de janeiro de 2009. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Fabio Osmar de Oliveira Maciel – CRB-7 6284 T465m Thomaz, Nathália Xavier Material digital do professor: Meu rosto não será como o teu e outros medos [recurso eletrônico] / Elaborado por Nathália Xavier Thomaz. – [1. ed.] – Rio de Janeiro : Imperial Novo Milênio, 2021. 1340 Kb ; PDF. ISBN 978-65-88785-05-8 1. Literatura brasileira - Estudo e ensino. 2. Material didático. I. Apostolo, Marcos. II. Maciel, Fabio. III. Título. 034-001-21
CDD : 869.98
Índice para catálogo sistemático: 1. Literatura brasileira: Estudo e ensino 869.98 2. Material didático 371.32
Rua Sá Freire, 36 parte – São Cristóvão – CEP 20930-430 Rio de Janeiro / RJ – Brasil Tel. (21) 2580-1168 www.imperiallivros.com.br
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SUMÁRIO
Carta ao professor................................................................ 4 PROPOSTAS DE ATIVIDADES I........................................... 7 I. Pré-leitura.......................................................................... 7 1. A leitura dos contos........................................................... 8 2. O fantástico e a linguagem artística.................................. 9 II. Leitura.............................................................................. 11 1. Lendo e relendo............................................................... 13 III. Pós-leitura...................................................................... 16 PROPOSTAS DE ATIVIDADES II....................................... 19 I. Pré-leitura......................................................................... 19 II. Leitura ............................................................................. 21 1. Coletânea......................................................................... 22 III. Pós-leitura....................................................................... 24 1. Curta-metragem.............................................................. 26 APROFUNDAMENTO....................................................... 29 1. Leitores de livros, leitores de imagens............................ 29 2. O gênero Conto................................................................ 31 3. A presença do fantástico................................................ 33 4. Articulações com outras produções culturais................. 34 SUGESTÕES DE REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES.. 38 BIBLIOGRAFIA COMENTADA........................................ 42
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Carta ao professor
Cara professora, caro professor, Meu rosto não será como o teu e outros medos é um mosaico de narrativas que, pelo viés do insólito, aborda os maiores temores da sociedade contemporânea. Distribuídos em sete contos de mistérios e suspense, estão muitos temas espinhosos que provocam o leitor e convidam ao debate. A obra é resultado do trabalho de dois artistas de formação multifacetada. É o primeiro livro impresso de Marcos Apostolo, publicitário premiado que atua há muitos anos no mercado de publicidade e propaganda. As ilustrações são de Fabio Maciel, formado em Tecnologia em Processamento de Dados, em História e em Biblioteconomia, além de pesquisador e escritor. As formações dos autores se fazem presentes na história, tanto pela evidente intimidade com a linguagem que o escritor tem quanto pelo leque de possibilidades interpretativas que as imagens do ilustrador oferecem. Pela via do mistério, do suspense, os contos deste livro escancaram problemas da sociedade em que vivemos. O fantástico, aqui, funciona como uma lente de aumento, que amplifica questões contemporâneas e força o leitor a refletir sobre elas. Ao nos apresentar personagens demasiadamente humanos, com falhas, temores e preconceitos que o leitor pode reconhecer em si mesmo, Marcos Apostolo cria um mundo que identificamos como nosso por trás do fantástico que permeia a narrativa. Como mediador da leitura, você poderá explorar
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o incômodo que esse reconhecimento gera e propor discussões que abordem não apenas o conteúdo das histórias, mas também as escolhas do autor para a construção dessas narrativas e a criação da atmosfera de suspense. A construção da tensão e a presença de temas polêmicos ajudarão a manter os estudantes atentos e envolvidos com os contos de Marcos Apostolo. O livro apresenta, ainda, belíssimas ilustrações, cuja técnica de carimbos e colagens acrescenta uma nova camada de significados às histórias. O texto de Meu rosto não será como o teu e outros medos faz referências diretas e indiretas a outras produções culturais que você poderá levar para dialogar, em sala de aula, com os estudantes. Aproveite a oportunidade para permitir, também, que eles façam tais conexões por conta própria e apresentem aos colegas novos objetos artísticos, que enriquecerão o repertório de todos. Esta obra é cheia de possibilidades e sua criatividade será essencial para explorá-la. Este Manual tem a intenção de ajudá-lo a explorar em sala de aula a potência de debate presente nos temas abordados nos contos e garantir que os estudantes construam, na leitura em conjunto, suas próprias reflexões sobre a obra e sobre o mundo em que vivemos. Apresentaremos propostas de atividades a serem desenvolvidas a partir da obra, que visam contribuir com o trabalho de professores de Língua Portuguesa, assim como com outros campos do saber, de forma multidisciplinar. Este Manual está estruturado em três eixos principais: Propostas de Atividades I, que traz atividades voltadas para a área de linguagens; Propostas de Atividades II, com ações multidisciplinares, envolvendo outras áreas do conhecimento e, ainda, Aprofundamento, cujo foco é subsidiar os professores no aprofundamento de conceitos linguísticos e discursivos, para que estejam fundamentados, podendo assim elaborar um bom trabalho com o nosso idioma. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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Dentro dessa estrutura, os eixos estão divididos em: Pré-leitura, um momento para introduzir o tema do livro na sala de aula, propiciando ao estudante mais interesse sobre ele; Leitura, em que se sugerem ações com o ato de ler o livro, possibilitando o máximo de aproveitamento e contextualização da obra; e Pós-leitura, um momento de ir além da obra, buscando trazê-la para o mundo do estudante, ampliando sua visão crítica e propondo possibilidades de transformação. Boa leitura!
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PROPOSTAS DE ATIVIDADES I Neste eixo do Manual, sugerimos atividades voltadas para a área de linguagens, basicamente para Língua Portuguesa, sempre listando habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionadas. Na Pré-leitura, estarão atividades que visam introduzir o estudante ao tema; na Leitura, aquelas que possam gerar o máximo de aproveitamento e interpretação do conteúdo; e na Pós-leitura, as de reflexão e contextualização da obra na vida do estudante, como ser social e transformador.
I. PRÉ-LEITURA De olho na BNCC As atividades sugeridas nesta subseção contemplam as seguintes habilidades propostas pela BNCC: (EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos. (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/ na realidade. (EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas
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de linguagem (artísticas, corporais e verbais), para compreender o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias. (EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica. (EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade. (EM13LGG704) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e busca de informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de produção e distribuição do conhecimento na cultura de rede. 1. A LEITURA DOS CONTOS Inicie o trabalho com o livro, preferencialmente fazendo uma roda de leitura para que todos exponham e possam discutir o que entendem por conto; em seguida, comece a leitura e proponha que cada estudante leia o trecho que escolher de um dos contos. Ao final de cada história, pare a leitura e converse com os estudantes sobre o que acabaram de ler. Debatam sobre os temas abordados durante o conto, comentando sobre o que gostaram e o que não gostaram nas histórias. Aproveite para destacar o contexto de publicação da obra, lembrando que foi publicada pela primeira vez no Brasil em 2020. Algumas perguntas podem contribuir para conduzir esse debate, por exemplo: De que forma vocês veem o deba-
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te proposto pelo autor sobre intolerância e medos que existem na sociedade, considerando a época em que o livro foi escrito? Vocês acreditam que debater esses temas por meio da ficção pode contribuir para a diminuição da intolerância? Durante a leitura dos contos, chame a atenção dos estudantes para as ilustrações e destaque a forma como elas ampliam os sentidos da narrativa. A falta de conexão direta entre elas e o texto verbal permite que o leitor participe da construção de sentidos da obra, fruindo entre palavra e imagem. Chame a atenção para a técnica de carimbo utilizada por Fábio Maciel. Nas Sugestões de Referências Complementares você encontrará vídeos em que ele mostra seu processo criativo, que podem ser interessantes para compartilhar com os estudantes. Utilize a leitura das histórias para explorar as características estruturais de cada narrativa. Como a estrutura do conto foi discutida antes da leitura, solicite que observem como cada conto se organiza, classifiquem o tipo de narrador, identifiquem os conflitos e observem como a atmosfera de tensão e suspense está construída. Oriente-os a anotar os recursos estilísticos que acharam mais interessantes, para que possam utilizar mais tarde, durante o desenvolvimento de suas próprias narrativas. 2. O FANTÁSTICO E A LINGUAGEM ARTÍSTICA No intuito de preparar os estudantes para o trabalho com o livro, pergunte o que eles entendem por fantástico e peça que citem exemplos de narrativas fantásticas. Esse momento é importante para avaliar os conhecimentos prévios da turma sobre o gênero literário Conto e permitir trocas iniciais de referências. Se possível, registre essa discussão na lousa ou peça que façam anotações no caderno. Após a pesquisa, eles poderão avaliar se as percepções que tinham estavam corretas ou não. Se julgar necessário, retome a seção “A preMATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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sença do fantástico” do Paratexto, na página 164, e em detalhes no eixo “Aprofundamento” com os estudantes. Divida a turma em grupos e proponha que façam uma pesquisa sobre o fantástico para compartilharem em sala de aula. Cada grupo deve selecionar uma linguagem artística e pesquisar como o fantástico se manifesta em suas produções. Eles podem escolher qualquer linguagem artística para abordar: artes plásticas, cinema, literatura, séries de televisão, histórias em quadrinhos, teatro ou música. Para evitar repetições, façam essa escolha em conjunto, com cada grupo assumindo uma mídia específica para pesquisar. Pesquisa feita, vamos apresentar o que cada grupo descobriu. a) Determine o tempo para as apresentações de acordo com a disponibilidade de seu cronograma. Se possível, limite-as a apenas duas ou três por aula, para que haja tempo de discutir os conteúdos apresentados. Construa o cronograma em parceria com os estudantes, para que se apropriem dos prazos definidos. b) Peça que utilizem a criatividade durante o preparo das apresentações para compartilhar o resultado com os colegas de forma dinâmica. Se houver possibilidade, permita que exibam sequências de filmes, leiam trechos de livros ou decorem a sala de aula. c) Explique que, para fundamentar a análise que farão, será preciso entender com clareza quais são as principais características do fantástico. Para a apresentação, podem selecionar diversas obras que trazem tais características ou, se preferirem, escolher uma obra específica para analisar e apontar como esse gênero se manifesta. O fundamental é que consigam identificar como o fantástico aparece na narrativa e quais são as ferramentas que os artistas utilizaram para retratar o insólito e construir tensão em suas produções.
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d) O momento das apresentações pode ser menos formal e mais despojado. Deixe os estudantes à vontade para se organizarem da forma que considerarem mais produtiva. Separe alguns minutos ao fim de cada apresentação para que a turma converse sobre a presença do fantástico na mídia em questão, e para que todos se sintam à vontade para citar outras produções. Aproveite as apresentações para propor reflexões sobre as obras artísticas e sobre o papel crítico que o fantástico pode representar na sociedade.
II. LEITURA De olho na BNCC As atividades sugeridas nesta subseção contemplam as seguintes habilidades propostas pela BNCC: (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias como forma de ampliar as suas possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade. (EM13LGG103) Analisar, de maneira cada vez mais aprofundada, o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses. (EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), para compreender o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias.
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(EM13LGG204) Negociar sentidos e produzir entendimento mútuo, nas diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais), com vistas ao interesse comum pautado em princípios e valores de equidade assentados na democracia e nos Direitos Humanos. (EM13LGG302) Compreender e posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos de produção e de circulação. (EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes argumentos e opiniões manifestados, para negociar e sustentar posições, formular propostas, e intervir e tomar decisões democraticamente sustentadas, que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global. (EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade. (EM13LP48) Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura.
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1. LENDO E RELENDO Solicite aos estudantes que sentem em círculo e realizem uma leitura coletiva. O livro tem sete contos escritos em prosa que podem ser divididos de acordo com o número de estudantes da turma. Cada história tem protagonistas com personalidades muito particulares e valores que podem soar, muitas vezes, questionáveis. Aproveite para solicitar que identifiquem essas características e observem a forma como cada protagonista é construído pelo narrador. As discussões que precederam a leitura contribuirão para que eles localizem com facilidade elementos do fantástico nos contos. Chame a atenção para a forma como a tensão é construída no decorrer das narrativas e incentive-os a identificar a presença do insólito em cada história. Estar atento aos recursos utilizados pelo autor será importante mais adiante, quando os estudantes começarem a criar adaptações dos contos para outra linguagem. Recomende que façam anotações, marquem suas passagens favoritas e as reviravoltas narrativas que os surpreenderam. Ao final de cada conto, reserve um tempo para que a turma compartilhe suas impressões sobre a leitura. Cada conto tem como temática central uma questão polêmica da sociedade contemporânea. As estratégias narrativas empregadas pelo autor constroem uma atmosfera de suspense e mistério que prende o leitor, enquanto o tema se desdobra. É possível aprofundar a exploração desses temas em sala de aula. No eixo “Aprofundamento”, você encontrará análises e indicações que poderão contribuir para o diálogo com os estudantes. A seguir, sugerimos algumas propostas para o início de uma discussão dos temas junto com a turma. Meu rosto não será como o teu – Tematiza o peso da ditadura da beleza e a pressão estética que leva ao medo de envelhecer. A protagonista tem medo de perder sua beleza
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com o passar do tempo e tenta, a qualquer custo, manter sua aparência. Algumas perguntas podem ser bons disparadores de discussão, por exemplo: Você identifica alguma crítica à sociedade neste conto? De que forma essa crítica se constrói? Que tipo de impacto a existência de um aplicativo deste tipo poderia ter na sociedade? Os desterrados – Começa apresentando um mistério ao leitor: o sumiço de três corpos do cemitério. Em seguida, descreve uma cidadezinha no sul do país que vive da presença de turistas, ocasionalmente, porque às vezes neva. A relação entre o comportamento dos moradores locais e o sumiço dos corpos não parece direta a princípio, mas, no final do conto, revela uma conexão que você pode explorar na discussão com os estudantes. Faça perguntas como: Considerando as primeiras descrições que o narrador faz da cidadezinha, como você acha que os moradores viam os turistas? Que tipo de comportamento expressavam? Qual a relação entre o mistério e a forma como as pessoas da cidade reagiam aos turistas? Antônia está aqui – É uma história de investigação e suspense. Esse conto apresenta características de um relato jornalístico, é assinado pelo jornalista Rui Felipe, personagem-narrador do conto. Você pode chamar a atenção dos estudantes para esse fato e solicitar que identifiquem marcas na narrativa que ajudam a criar a atmosfera de reportagem policial. As descrições do narrador destacam o consumismo exagerado daquela família e esse tema também pode ser explorado durante a leitura. Qual a condição social da família da história? De que forma é possível perceber isso na descrição do narrador? Considerando as possibilidades levantadas para a motivação do sumiço da menina e a solução do mistério, qual a crítica que este conto propõe? – são perguntas
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que podem incentivar os estudantes a compartilharem suas reflexões. Siga sem mim – Fala sobre homofobia por meio de um personagem que demora algum tempo para revelar os próprios preconceitos. A forma estranha como o protagonista é contratado para ilustrar uma história em quadrinhos desperta a curiosidade do leitor, mas é quando o contratante sai de cena que o mistério se desenrola. Para iniciar a discussão, faça perguntas como: Quando o desenhista começa a se incomodar? Que característica esse incômodo destaca nele? Que tipo de comportamento você acredita que este conto está criticando? Bem-vindo ao “Clubee” – Informa o leitor dos crimes de seus personagens nas descrições de como cada um recebeu o convite para o clube. O conto tematiza o machismo e a misoginia no discurso desses primeiros personagens. Há, no entanto, uma mudança de foco depois que todos se conhecem no bar e são apresentados às possibilidades do novo clube, conduzindo a narrativa pela investigação dos crimes que resultaram daquele encontro. Perguntas como: O que os personagens iniciais desse conto têm em comum? O que pode ser concluído sobre os personagens, comparando seus discursos no início e o que acontece no desfecho do conto? – podem contribuir para impulsionar a discussão sobre o tema. Ensurdecedor – Tematiza a corrupção ao contar a história de uma jovem que que retorna à sua cidade natal depois de um desmaio na rua e não é recebida com muita alegria pelo pai e pelo irmão. Embora sinta que tem algo errado com a riqueza repentina do irmão, a moça não consegue descobrir o que aconteceu antes de ser surpreendida pelas consequências dos atos corruptos da família. Há ainda um questionamento sobre o medo de adoecer e morrer, considerando que o câncer foi o estopim para que a vida da família tomasse um rumo inesperado. Faça perguntas como: Por que você MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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acha que o pai da jovem a recebeu friamente? Considerando o final da história, o que você acha que aconteceu? De que forma as escolhas da família refletiram na vida da jovem? para disparar a discussão em sala de aula. Não olhe para aquele lado – É uma história sobre desigualdade social, destacando a invisibilidade da pobreza para as classes mais privilegiadas. Há, ainda, a possibilidade de conversar sobre os perigos da curiosidade, já que o protagonista é alertado para não olhar em certa direção, mas não resiste. Para explorar o tema, pergunte: O personagem Eduardo diz que o arquiteto vê a vida do lado de fora sempre à distância, como um “ambiente de observação, não de atuação”. O que você acha que ele quis dizer com isso? A história de resistência por trás do barraco na favela relaciona-se de que forma com a cegueira do personagem? Que significados você atribui à luz no barraco no final da história? As discussões sobre os temas abordados nos contos contribuirão para as decisões criativas a serem tomadas na próxima atividade.
III. PÓS-LEITURA De olho na BNCC As atividades sugeridas nesta subseção contemplam as seguintes habilidades propostas pela BNCC: (EM13LGG201) Utilizar as diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais) em diferentes contextos, valorizando-as como fenômeno social, cultural, histórico, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso. (EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens (artísticas, cor-
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porais e verbais), levando em conta seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos. (EM13LP13) Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos escritos e multissemióticos, considerando sua adequação às condições de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor pretendido, ao veículo e mídia em que o texto ou produção cultural vai circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao gênero textual em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse contexto e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir. (EM13LP53) Criar obras autorais, em diferentes gêneros e mídias – mediante seleção e apropriação de recursos textuais e expressivos do repertório artístico –, e/ou produções derivadas (paródias, estilizações, fanfics, fanclipes etc.), como forma de dialogar crítica e/ou subjetivamente com o texto literário. Para preparar os estudantes para o trabalho com a obra de Marcos Apostolo, proponha a leitura conjunta da apresentação do livro. No texto intitulado “O medo real”, o autor fala sobre a presença de elementos insólitos em seus contos, as potencialidades críticas de uma narrativa fantástica e como a inspiração para escrever veio da vontade de diminuir a intolerância na sociedade e promover conscientização. Dê espaço para que os estudantes compartilhem suas opiniões sobre o texto e suas expectativas para a leitura a partir da apresentação, do título e da sinopse do livro. Confira o item sobre essa discussão no Paratexto. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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É possível que, já na discussão inicial, os estudantes percebam que o medo é um dos fios condutores das histórias que estão prestes a ler. Oriente a discussão para esse tema e proponha um debate sobre os maiores medos – individuais ou coletivos – da humanidade. Essa discussão será importante para a atividade a ser realizada depois da leitura, portanto, oriente os estudantes a fazerem anotações dos pontos que acharem mais importantes. Meu rosto não será como o teu e outros medos é um livro de contos. Aproveite para relembrar as características desse tipo de narrativa com os estudantes, retomando o Paratexto. As histórias apresentam elementos insólitos e sobrenaturais e são caracterizadas por uma atmosfera de horror e suspense. Proponha que os estudantes pesquisem sobre esse gênero literário, suas características principais e selecionem um conto fantástico – de preferência com elementos de horror ou suspense – para compartilhar com os colegas. Se possível, reserve uma aula inteira para a apresentação do resultado das pesquisas.
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PROPOSTAS DE ATIVIDADES II A obra Meu rosto não será como o teu e outros medos possibilita trabalhos interdisciplinares e integradores de diferentes campos do saber e áreas de conhecimento. A seguir, veremos algumas atividades que podem ser desenvolvidas conjuntamente com professores de outras áreas. Além das habilidades da área de Linguagens e suas Tecnologias, em especial Língua Portuguesa, focamos também em Artes Visuais, numa abordagem interdisciplinar.
I. PRÉ-LEITURA De olho na BNCC As atividades sugeridas nesta subseção contemplam as seguintes habilidades propostas pela BNCC: (EM13LGG103) Analisar, de maneira cada vez mais aprofundada, o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses. (EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade. (EM13LP19) Compartilhar gostos, interesses, práticas culturais, temas/problemas/questões que despertam maior interesse ou preocupação, respeitando e valorizando diferenças, como forma de identificar afinidades e interesses comuns,
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como também de organizar e/ou participar de grupos, clubes, oficinas e afins. (EM13LP50) Selecionar obras do repertório artístico-literário contemporâneo à disposição segundo suas predileções, de modo a constituir um acervo pessoal e dele se apropriar para se inserir e intervir com autonomia e criticidade no meio cultural. (EM13LP48) Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura. Este é o momento em que os estudantes poderão criar suas próprias histórias. Proponha que escrevam um conto fantástico em que, da mesma forma que nos contos de Marcos Apostolo, sejam incorporados medos e problemas da sociedade na narrativa. Permita que escolham livremente como o fantástico e o insólito permearão a história, e deixe-os à vontade para explorar possibilidades dentro do gênero. Se achar necessário, oriente-os a estruturar a narrativa antes de começar, especificando a situação inicial (quando os personagens são apresentados e o tempo e o espaço da narrativa são definidos), conflito (algo muda a situação inicial e exige algum tipo de ação dos personagens), desenvolvimento (os personagens tentam resolver o conflito), clímax (momento de tensão ou emoção, em que o conflito chegará a seu ápice) e desfecho (a solução do conflito, positiva ou não para os personagens). Essa estrutura não precisa ser seguida à ris-
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ca, mas pode contribuir para que os estudantes organizem a escrita. Esteja disponível para ajudá-los com ideias ou obras de referência do gênero caso seja necessário.
II. LEITURA De olho na BNCC As atividades sugeridas nesta subseção contemplam as seguintes habilidades propostas pela BNCC: (EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos. (EM13LGG302) Compreender e posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos de produção e de circulação. (EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes argumentos e opiniões, para formular, negociar e sustentar posições, frente à análise de perspectivas distintas. (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, como forma de ampliar as suas possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade. (EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção como na recepção, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor previsto, objetivos, pontos
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de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.). (EM13LP48) Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura. 1. COLETÂNEA Terminada a etapa de escrita, proponha aos estudantes que reúnam suas produções para confeccionar um livro de contos, em formato digital ou impresso. Para o processo de edição, sigam essas etapas: • Escolher um nome para a coletânea de contos, que seja convidativo para o leitor e que crie expectativas sobre as histórias, relacionadas a pelo menos uma das narrativas de Meu rosto não será como o teu e outros medos. • Decidir como será o design do livro – para essa etapa, a participação dos professores de Arte e de Computação é bem-vinda. É importante que determinem quem vai cuidar da produção gráfica, desde o desenvolvimento da capa até a diagramação dos textos. Os estudantes também precisam decidir que textos estarão na capa, além do título do livro. Haverá contracapa com uma sinopse ou com o trecho de um dos contos? Será incluída uma folha de rosto? Serão criadas ilustrações para os contos? A capa contará com ilustração, foto ou apenas lettering do título? O livro será impresso ou digital? Se for impresso, que tipo de encadernação será utilizada?
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Se houver interesse dos estudantes, você pode apresentar os videotutoriais a seguir sobre encadernação manual: DYI – Encadernação artesanal. Disponível em <https://www. youtube.com/watch?v=VucD1US2HZA>. Acesso em 13 mar. 2021. Encadernação artesanal. Série: costura fácil 1. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=y2xPDxb_qxY>. Acesso em 13 mar. 2021.
• Trabalhar na etapa de edição e revisão. Para isso, oriente os estudantes a formarem duplas e trocarem os textos entre si. Na leitura, devem cuidar para que os textos dos colegas estejam dentro das normas da Língua Portuguesa e que a história esteja bem contada. Explique que, além da revisão, eles devem inserir comentários, se considerarem que algum trecho precisa ser reescrito ou acrescentado. Destaque, no entanto, a importância de que as críticas sejam sempre construtivas, com o objetivo de deixar o conto em sua melhor forma para a publicação. • Efetuar as correções e entregar a versão final dos textos para diagramação. • Produzir os textos de apresentação e posfácio (se houver). Professor, se achar interessante, você pode escrever o prefácio da obra, apresentando os contos dos estudantes. • Diagramar os textos. • Compartilhar o livro feito pela turma com a comunidade escolar. Se for um livro digital, o PDF pode ser disponibilizado on-line. Se o livro for impresso, disponibilizem pelo menos um exemplar para a biblioteca da escola. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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III. PÓS-LEITURA De olho na BNCC As atividades sugeridas nesta subseção contemplam as seguintes habilidades propostas pela BNCC: (EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos. (EM13LGG104) Utilizar as diferentes linguagens, levando em conta seus funcionamentos, para a compreensão e produção de textos e discursos em diversos campos de atuação social. (EM13LGG105) Analisar e experimentar diversos processos de remidiação de produções multissemióticas, multimídia e transmídia, como forma de fomentar diferentes modos de participação e intervenção social. (EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade. (EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais. (EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta suas formas e seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.
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(EM13LP14) Produzir e analisar textos orais, considerando sua adequação aos contextos de produção, à forma composicional e ao estilo do gênero em questão, à clareza, à progressão temática e à variedade linguística empregada, como também aos elementos relacionados à fala (modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc.) e à cinestesia (postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc.). (EM13LP47) Participar de eventos (saraus, competições orais, audições, mostras, festivais, feiras culturais e literárias, rodas e clubes de leitura, cooperativas culturais, jograis, repentes, slams etc.), inclusive para socializar obras da própria autoria (poemas, contos e suas variedades, roteiros e microrroteiros, videominutos, playlists comentadas de música etc.) e/ou interpretar obras de outros, inserindo-se nas diferentes práticas culturais de seu tempo. (EM13LP48) Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura. (EM13LP53) Criar obras autorais, em diferentes gêneros e mídias – mediante seleção e apropriação de recursos textuais e expressivos do repertório artístico –, e/ou produções derivadas (paródias, estilizações, fanfics, fanclipes etc.), como forma de dialogar crítica e/ou subjetivamente com o texto literário. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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1. CURTA-METRAGEM Divida a turma em até sete grupos e explique que, a partir dos contos lidos e das discussões desenvolvidas em aula, cada grupo criará um curta-metragem inspirado por um dos contos de Meu rosto não será como o teu e outros medos. Discutam juntos a distribuição dos contos entre os grupos, para evitar repetições, e oriente a produção dos estudantes por meio dos passos abaixo. • Escolher de que forma o curta homenageará o conto selecionado pelo grupo. Os estudantes podem criar desde adaptações, até fanfics, paródias ou releituras poéticas da história contada. Independentemente da forma que o grupo escolher para dialogar com o conto, é fundamental que pesquisem essa forma e saibam justificar suas escolhas narrativas. • Pesquisar o tema abordado no conto e buscar inspirações relacionadas ao que desejam produzir. • Estruturar um cronograma para o trabalho. É importante que você acompanhe essa etapa de perto, pois o limite do cronograma dependerá do tempo disponível para o trabalho em sala de aula. • Distribuir, entre os membros do grupo, as tarefas para a produção do curta. Nessa fase, vale a ajuda dos professores de Arte, de História e de Computação. Oriente que considerem as habilidades individuais de cada um para definir roteiristas, atores, diretores, editores de vídeo, cinegrafistas, figurinistas e cenógrafos. Pode ser necessário que os estudantes acumulem tarefas para realizar a produção, portanto, aconselhe que considerem o cronograma nesta distribuição. • Criar um roteiro para o curta-metragem. No boxe desta página você encontrará indicações de sites e vídeos que podem ser recomendados aos estudantes.
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Veja abaixo algumas indicações que você poderá passar aos estudantes, para ajudá-los a estruturar o trabalho do curta-metragem: − Post do blog Tertúlia Narrativa explicando a estrutura de um roteiro de curta-metragem, com exemplos. Disponível em <https://www.tertulianarrativa.com/post/2017/03/07/como-escrever-um-curta-metragem>. Acesso em 13 mar. 2021. − Vídeo com 5 dicas para gravar o primeiro curta-metragem. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=EdwhS4c_eFY>. Acesso em 13 mar. 2021. − Modelo básico de roteiro para curta-metragem. Disponível em <http://animafro.com.br/wp-content/uploads/2015/12/MODELO-DE-ROTEIRO.pdf>. Acesso em 13 mar. 2021. − Site com diversos roteiros de curta-metragem para os estudantes utilizarem como modelo. Disponível em <http://www. roteirodecinema.com.br/roteiros/curtas.htm>. Acesso em 13 mar. 2021. −
Vídeo da Academia Kinobox de Cinema que explica como
escrever roteiro. Disponível em <https://www.youtube.com/ watch?v=bri1XWW64WY>. Acesso em 13 mar. 2021.
• Na pré-produção, definir as locações e figurinos a serem utilizados e distribuí-los entre os dias de filmagem definidos no cronograma. • Gravar e editar o curta. • Revisar o filme depois de pronto, para garantir que o resultado desejado pelo grupo foi atingido. Terminada a produção, proponha que organizem uma mostra de curtas para compartilhar seus filmes com os colegas. Se achar conveniente, convide outras turmas, a família
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dos estudantes e funcionários da escola para assistirem aos curtas. Se houver tempo, proponha que cada grupo faça uma pequena apresentação depois da exibição, na qual eles possam explicar e debater suas experiências durante o processo de produção.
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APROFUNDAMENTO
1. LEITORES DE LIVROS, LEITORES DE IMAGENS “E de que serve um livro”, pensou Alice, “sem desenhos ou diálogos?” (Carroll, 2002, p. 11)
É inegável a importância do código escrito em nossa cultura. O conhecimento da sociedade contemporânea se organiza pelo texto verbal, distribuído em livros e sites. Há, no entanto, outro código que permeia nosso cotidiano e está presente na comunicação humana desde tempos remotos: o código visual. Se considerarmos que, antes de desenvolver uma forma de registro verbal, já utilizávamos imagens para nos comunicar – por exemplo, nas pinturas rupestres – perceberemos que, antes de sermos leitores de letras, somos leitores de figuras. Hoje em dia, a linguagem visual continua sendo uma poderosa forma de comunicação, em outdoors, nas ruas da cidade, manuais de instrução, além de uma presença constante nas inúmeras telas com que temos contato. Saber ler essas imagens é fundamental para que nos comuniquemos com eficiência; e nosso papel como professores é ajudar os estudantes a desenvolverem essa habilidade. Com o desenvolvimento da tecnologia, as fronteiras entre as mídias se tornaram borradas e os diversos meios de comunicação passaram a estabelecer diálogos cada vez mais intensos. Somos leitores diferentes daqueles do começo do século XX. Os estudos de Lúcia Santaella (2013) sobre o leitor contemporâneo ajudam a compreender melhor este momento. Ela considera que o leitor contemplativo da era pré-industrial se dividiu em outros tipos de leitores (movente, imersivo
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e ubíquo) que transitam entre artes e mídias, com habilidades híbridas de comunicação e interpretação. Com o intuito de ilustrar de forma prática e concreta cada um dos tipos de leitores, Santaella associa o leitor contemplativo com o livro, o movente com a televisão e o rádio, o imersivo com o computador e o ubíquo com o celular e as redes sociais, cada um com formas específicas de atenção e leitura. O avanço da tecnologia levou ao surgimento de diferentes leitores – o que não significa que houve a eliminação dos anteriores – mas nossa atividade de leitura e interpretação foi transformada. Afinal, [...] não há por que manter uma visão purista da leitura restrita à decifração de letras. Do mesmo modo que, desde o livro ilustrado e as enciclopédias, o código escrito foi historicamente se mesclando aos desenhos, esquemas, diagramas e fotos, o ato de ler foi igualmente expandindo seu escopo para outros tipos de linguagens. (Santaella, 2013, p. 19)
Não lemos apenas texto – lemos gráficos, imagens, mensagens, legendas, tipografia, diagramação, em uma leitura não linear, que salta de uma mídia para outra. Interpretamos códigos e recebemos estímulos frequentemente, sem nem perceber a quantidade de habilidades envolvidas no ato de decodificar a informação. Em uma obra literária, as imagens podem ter a função de ilustrar o que está sendo narrado no texto, complementar seu sentido ou, até mesmo, propor novas possibilidades de interpretação. Entender como o texto se relaciona com as imagens, perceber os recursos utilizados e construir novos sentidos são passos importantes para o processo de compreensão do objeto artístico. Paulo Freire (1983) considera que a leitura da palavra é sempre precedida pela leitura de mundo. A leitura de imagens também recebe influências das experiências vividas pelo leitor. As emoções e as vivências de quem lê interferem
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diretamente sobre a interpretação que a imagem receberá. Como bem explicado por Guto Lins (2002, p. 31): “O texto e a imagem juntos dão ao leitor o poder de criar na sua cabeça a única história que realmente interessa. A história dele.” 2. O GÊNERO CONTO Ao definir o gênero literário Conto, André Fiorussi (2003, p. 103) diz: “Um conto é uma narrativa curta. Não faz rodeios: vai direto ao assunto. No conto tudo importa: cada palavra é uma pista. Em uma descrição, informações valiosas; cada adjetivo é insubstituível; cada vírgula, cada ponto, cada espaço – tudo está cheio de significado.”
Justamente por ser tão concisa, esse tipo de narrativa frequentemente apresenta poucos personagens, um recorte temporal reduzido e cenários limitados. A história precisa se desenvolver de forma direta, e, portanto, geralmente existe um único núcleo dramático. Limitações como essas podem tornar a história mais interessante e exigir do leitor um papel mais ativo na construção da narrativa. O gênero tem uma estrutura bem marcada, centrada nos elementos fundamentais da tipologia narrativa: personagem, enredo, narrador, tempo, espaço e conflito. a) Personagem São os personagens que experienciam a história. Não há limites para o que podem ser: humanos, objetos humanizados, seres imaginários... O essencial é que reajam aos acontecimentos e pratiquem ações no transcorrer da narrativa. Como a narrativa é breve, geralmente são poucos. b) Enredo Toda história é composta por uma sequência de ações. São elas que compõem o enredo. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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c) Narrador É a voz que conta a história para o leitor. Existem vários tipos: • Narrador em primeira pessoa: participa do enredo e o conto é desenvolvido a partir do seu ponto de vista. Por isso, é muitas vezes chamado de narrador personagem e muitos dos verbos que a ele se referem são conjugados em primeira pessoa. • Narrador observador: assiste à história sem participar dela. O que ele conta é limitado pelo seu ponto de vista e, portanto, nada sabe sobre o futuro dos personagens ou a forma como pensam. Os verbos usados são flexionados na terceira pessoa. • Narrador onisciente: esse narrador também não participa da ação, mas sabe tudo do universo da história que está contando. O pensamento dos personagens não é segredo para ele, assim como o futuro e o passado. Os verbos também são flexionados sempre na terceira pessoa. d) Tempo Por se tratar de uma narrativa breve, é comum que a história do conto se desenvolva em intervalos curtos: poucos minutos, horas ou dias. O tempo também diz respeito à época em que a história é ambientada, pois pode se passar desde um passado longínquo, até um futuro distante. e) Espaço É o cenário no qual a ação se desenrola, o local onde os personagens vivem o enredo. O mais comum, no caso do conto, é a reduzida quantidade de espaços retratados na narrativa, para garantir que sejam devidamente explorados.
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f) Conflito É uma situação-problema que será vivenciada pelos personagens ao longo da narrativa, e motivará a sequência de suas ações para construir o enredo. 3. A PRESENÇA DO FANTÁSTICO Os contos de Meu rosto não será como o teu e outros medos provocam certo desconforto próprio das narrativas fantásticas. É a presença do insólito que permite essa sensação: a invasão de um elemento estranho em um cenário que, no início da história, parecia familiar e confortável. Algo se torna inexplicável para o protagonista e, consequentemente, para o leitor. Essas histórias são marcadas pela sensação de tensão, de falta de estabilidade e o medo do desconhecido. Ao tentar definir o fantástico, Tzvetan Todorov (1975, pp. 3031) diz: Num mundo que é exatamente o nosso, aquele que conhecemos, sem diabos, sílfides nem vampiros, produz-se um acontecimento que não pode ser explicado pelas leis deste mundo familiar. Aquele que o percebe deve optar por uma das duas soluções possíveis; ou se trata de uma ilusão dos sentidos, de um produto da imaginação e nesse caso as leis do mundo continuam a ser o que são; ou então o acontecimento realmente ocorreu, é parte integrante da realidade, mas nesse caso esta realidade é regida por leis desconhecidas para nós. Ou o diabo é uma ilusão, um ser imaginário; ou então existe realmente, exatamente como os outros seres vivos: com a ressalva de que raramente o encontramos.
Para ele, a principal característica do gênero é essa hesitação, a sensação de não saber como explicar o que aconteceu. O campo do fantástico é construído sob a tensão entre a realidade e a fantasia, entre o sobrenatural e o explicável, entre a descoberta de um universo escondido debaixo daquele que o personagem (e com ele, o leitor) reconhecia como seu. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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Há uma grande potência nos questionamentos que o fantástico proporciona, pois ele desafia a interpretação automática da vida e propõe novas formas de pensar. 4. ARTICULAÇÕES COM OUTRAS PRODUÇÕES CULTURAIS
A seguir, você encontrará uma análise dos contos com comentários e possíveis articulações com outras produções culturais, que poderá explorar ao longo do debate com seus estudantes. Meu rosto não será como o teu – Conta a história de uma adolescente determinada a evitar a ação do tempo. Para isso, usa um aplicativo de celular, que exige que ela mantenha um ritual de se fotografar da forma mais bela possível, de tempos em tempos, e destrua o aparelho em seguida. Durante a leitura desse conto, você pode propor um diálogo com o romance O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Publicado pela primeira vez em 1890, esse livro conta a história de um belo jovem que ganha um retrato de um artista e deseja que, ao invés dele, o retrato envelheça. Com o passar do tempo, Dorian assume um estilo de vida hedonista e inconsequente, mas continua jovem e belo, enquanto o retrato registra seu envelhecimento e a corrupção de sua alma. O paralelo entre as duas histórias pode proporcionar uma discussão interessante sobre moralidade, ditadura da beleza e medo de envelhecer. Os desterrados – Este conto nos apresenta uma pequena cidade que recebe visitas frequentes de turistas por ser um dos poucos lugares onde neva no país. O narrador discorre sobre o incômodo dos moradores da cidade com os visitantes de outras regiões, as diferenças de sotaque e costumes que fazem com que os habitantes locais não queiram que seus filhos interajam com os filhos dos turistas. Um dia, cadáveres começam a sumir do cemitério da cidade e a his-
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tória toma um rumo inesperado, com o coveiro tentando convencer o padre e o delegado de que os corpos foram retirados por baixo da terra. Esse conto pode ser apresentado em diálogo com o filme Distrito 9, cujos dados detalhados estão na seção “Sugestões de Referências Complementares”. As duas obras abordam intolerância e xenofobia e podem render debates aprofundados em sala de aula. Antônia está aqui – A história de uma criança de classe média alta, que desaparece dentro da casa dos pais, é uma reflexão sobre o consumismo e a superficialidade. Contada pelo ponto de vista de um jornalista que acompanha o caso, a narrativa constrói uma atmosfera de suspense e investigação que conduz o leitor até o final trágico. Para ampliar a discussão em sala de aula, proponha uma leitura em diálogo com o conto Bárbara, de Murilo Rubião, que narra a história de uma mulher que recebe tudo o que pede, mas nunca está satisfeita. Siga sem mim – Com um quadrinista como protagonista, essa narrativa é carregada de referências de histórias em quadrinhos. Contratado por um rapaz misterioso para ilustrar uma HQ, o personagem principal desse conto perde o controle sobre a história que está desenhando. Na tentativa de recuperar o poder sobre a narrativa, se revela cheio de preconceitos. Explorar as obras dos artistas citados no decorrer da história, como Moebius e Henfil, pode adensar a discussão com os estudantes. Bem-vindo ao “Clubee” – Abordando o machismo e a misoginia de forma bastante direta, essa história provoca o leitor a refletir. Os protagonistas iniciais dessa narrativa são quatro homens que se consideram injustiçados devido ao seu comportamento em relação às mulheres, e recebem um convite para visitar um local onde finalmente poderão agir sem as amarras da sociedade. O caso tem fim trágico para eles, e MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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a narrativa revela lentamente o mistério de como tudo se desenrolou. Para adensar a discussão com os estudantes, você pode apresentar o quadrinho Y, o último homem, de Brian K. Vaughan, que mostra um mundo pós-apocalíptico onde todos os homens morreram, menos o protagonista. Assim como o conto de Marcos Apostolo, esse quadrinho chama a atenção, por meio da ficção e do fantástico, para os impactos do machismo na cultura. Ensurdecedor – Um desmaio na rua motiva a protagonista deste conto a abandonar sua vida em Nova York para voltar para a casa dos pais no interior de Minas Gerais. A mãe a recebe de braços abertos, mas o pai e o irmão não parecem tão contentes em vê-la. Aos poucos, ela descobre o motivo e se vê presa em uma teia de corrupção. Apesar de tematizar diretamente a corrupção, essa história também fala sobre o medo da morte e do câncer, em uma reflexão sobre o pouco controle que temos sobre a vida. Um diálogo possível para esse conto é com a série Breaking Bad, em que o protagonista é levado a tomar decisões questionáveis depois de descobrir que está com câncer terminal. Não olhe para aquele lado – Último conto do livro, essa narrativa escancara a desigualdade social e a dificuldade que as classes privilegiadas, muitas vezes, têm de encarar os mais pobres. Acostumado a espiar a favela de seu escritório utilizando um binóculo, o arquiteto que protagoniza essa história fica surpreso e incomodado quando é aconselhado a não olhar para um barraco específico. A curiosidade o vence, e a consequência é algo com que ele precisará lidar por toda a vida. Por tratar dos perigos da curiosidade, essa história pode ser uma boa oportunidade para compartilhar mitos gregos com os estudantes. Personagens como Pandora, Orfeu e Psique também sucumbiram à curiosidade e perderam algo valioso por desobedecer a um conselho.
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A variedade de temas abordados pelos contos permite que você realize diversas discussões em sala de aula e apresente outras obras aos estudantes. As histórias, incômodas e questionadoras, lembram as narrativas de séries aclamadas de televisão, como Black Mirror e The Twilight Zone, cujos dados completos você encontrará em “Sugestões de Referências Complementares”. As ilustrações, certamente, merecem uma atenção especial a cada leitura. Cada conto é aberto por uma que, na verdade, se revela sempre um fragmento da ilustração de página dupla que aparece no decorrer do conto. Essa escolha faz com que o leitor tenha uma primeira impressão da imagem, mas, no avançar da leitura, precise ressignificar ao vê-la aplicada em outro contexto.
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SUGESTÕES DE REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES Para ler BENJAMIN, Márcio. Maldito Sertão. Natal: Jovens escribas, 2015. Coletânea de contos de horror inspirados em lendas do sertão brasileiro. Pode ser lido em diálogo com o livro de Marcos Apostolo por retratar, sob a luz do fantástico, a crua realidade sertaneja. HENFIL. A volta da graúna. São Paulo: Geração editorial, 2009. Citado durante o conto “Siga sem mim”, Henfil foi um quadrinista brasileiro bastante questionador que fazia charges contra a ditadura durante os anos 1970 e 1980. Seu humor crítico e ácido pode ser um tema interessante para propor uma conversa com os estudantes e tentar entender porque o personagem do conto de Marcos Apostolo não aprovava esse artista. MOEBIUS. O mundo de Edena 1: na estrela. São Paulo: Nemo, 2013. Moebius é um dos quadrinistas citados durante o conto “Siga sem mim”, por desenvolver temáticas oníricas e fantásticas em suas obras. Ele é um dos criadores da estética cyberpunk e, além de publicar HQs, realizou Concept Art para diversos filmes. É, até hoje, fonte de inspiração para muitos produtos culturais que conhecemos.
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RUBIÃO, Murilo. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. Um dos maiores expoentes da literatura fantástica brasileira, Murilo Rubião pode oferecer ótimos contos para se trabalhar com os estudantes. Em especial, o conto “Bárbara”, que pode ser lido em diálogo com o conto “Antônia está aqui” de Marcos Apostolo. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
RUFF, Matt. Território Lovecraft. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2020. Ambientado na década de 1950, esse livro conta a história de Atticus, um rapaz negro, veterano de guerra, fã do filme Pulp Fiction. Em uma narrativa permeada por elementos sobrenaturais, apresenta uma ampla discussão sobre racismo. A série Lovecraft Country é uma adaptação desse livro e pode ser uma possibilidade interessante para trabalhar com os estudantes. No entanto, como a classificação indicativa é 16 anos, assista aos episódios previamente e selecione quais funcionarão melhor no trabalho com a sua turma. VAUGHAN, Brian K.; GUERRA, Pia; MARZÁN JR., José. Y: o último homem. São Paulo: Panini, 2015. História em quadrinhos que pode ser apresentada aos estudantes se houver interesse em expandir o debate sobre machismo e misoginia provocado pelo conto “Bem-vindo ao ‘Clubee’”. WILDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. São Paulo: Via Leitura, 2018. Esse clássico da literatura pode ser apresentado aos estudantes em diálogo com o conto “Meu rosto não será como o teu”. Assim como a protagonista de Marcos Apostolo, Dorian Gray é obcecado pela própria beleza e juventude.
Para assistir Black mirror. Série de televisão britânica, em formato de antologias, criada por Charlie Brooker (Reino Unido, 2011 – presente), cuja proposta é similar à do livro de Marcos Apostolo. Nela, Charlie Brooker utiliza a ficção científica para trazer temores e problemas sociais à discussão. A série trabalha diversas temáticas e a classificação indicativa é de 16 anos. Sugerimos que você assista aos episódios previamente e avalie quais são os melhores temas para abordar com seus estudantes. MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR
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Corra! Dirigido por Jordan Peele (Estados Unidos, 2017). Em uma história de humor, suspense e ficção científica, esse filme aborda o racismo de forma direta. Premiado com o Oscar de melhor roteiro original (2018), essa obra pode ser um ótimo exemplo para a turma de como a ficção fantástica pode abarcar discussões sociais. The Twilight Zone. Criada por Rod Sterling (Estados Unidos, 2019 – presente). Essa série é uma versão atualizada da antologia de mesmo nome. Com episódios independentes abordando temas diversos, The Twilight Zone apresenta uma narrativa permeada pelo sobrenatural que provoca reflexões e discussões. Ilustrando com carimbo com o ilustrador Fábio Maciel. Canal MercadoLivros. Disponível em <https://www.youtube. com/watch?v=9Gfdi2aLLrc>. Acesso em 13 mar. 2021. Nesse vídeo, Fábio Maciel ensina a técnica que ele utiliza para produzir ilustrações utilizando carimbos. Pode ser indicado para os estudantes se houver interesse em ilustrar o livro de contos utilizando a mesma técnica. Como funciona o suspense na narrativa. Canal Ficçomos. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=7UP2sOs1MXQ>. Acesso em 13 mar. 2021. Nesse vídeo, Wlange Keindé explica como o suspense é construído em narrativas de cinema e literatura. Pode ser uma fonte útil de pesquisa para os estudantes no desenvolvimento de seus produtos culturais.
Para navegar As diferenças entre suspense e mistério, horror e terror.
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Disponível em <https://homoliteratus.com/as-diferencas-entre-suspense-e-misterio-horror-e-terror>. Acesso em 13 mar. 2021. Esse texto confronta estudos de diversos teóricos de horror, terror, mistério e suspense, buscando diferenciar essas categorias. Canal de YouTube do ilustrador Fábio Maciel. Disponível em <https://www.youtube.com/channel/UCw6A3ULtp0spXU0VJAVl1Sg>. Acesso em 13 mar. 2021. Neste canal, Fábio Maciel compartilha vídeos que retratam o processo de criação de algumas de suas ilustrações. Dicionário Digital do Insólito Ficcional. Disponível em <http://www.insolitoficcional.uerj.br/site>. Acesso em 6 fev. 2021. O dicionário, editado pelos pesquisadores David Roas, Carlos Reis, Filipe Furtado, Flávio Garcia e Júlio França, apresenta verbetes relacionados à ficção do insólito desenvolvidos por estudiosos da área. Pode ser uma fonte de pesquisa útil para trabalhar com os estudantes durante o desenvolvimento dos contos fantásticos.
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BIBLIOGRAFIA COMENTADA BORGES, Jorge Luis; CASARES, Adolfo Bioy; OCAMPO, Silvina. Antologia da literatura fantástica. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Antologia de histórias de literatura fantástica que apresenta o fantástico por diversos autores. Os textos vão desde contos até fragmentos de romances e microcontos e nos apresentam um mundo permeado pelo insólito. FIORUSSI, André. “De conto em conto”, in: Antônio de Alcântara Machado et al. De conto em conto. São Paulo: Ática, 2003, pp. 99 - 104. Texto importante para refletir sobre a definição de conto e suas possibilidades. FREIRE, Paulo. Carta de Paulo Freire aos professores. Estudos Avançados, São Paulo, vol. 15, nº 42, 2001. Disponível em <http:// www.scielo.br/pdf/ea/v15n42/v15n42a13.pdf>. Acesso em 5 mar. 2021. Texto de Paulo Freire direcionado diretamente aos professores, sobre a importância do papel de ensinar. LINS, Guto. Livro infantil? Projeto gráfico, metodologia, subjetividade. São Paulo: Rosari, 2002. Livro que aborda a importância das escolhas visuais (ilustração, projeto gráfico, lettering) na literatura infantil. MOLETTA, Alex. Criação de curta-metragem em vídeo digital: Uma proposta para produções de baixo custo. São Paulo: Summus Editorial, 2009. Esse livro explica os passos da criação e realização de curtas-metragens de baixo custo. SANTAELLA, Lúcia. Desafios da ubiquidade para a educação. Campinas: Unicamp, nº 9, abr. 2013, pp. 19-28. Disponível em <https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/edicoes/edicoes/ ed09_abril2013/NMES_1.pdf>. Acesso em 5 set. 2019. TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. São Paulo: Perspectiva, 1975. O autor apresenta as particularidades da literatura fantástica de forma didática, possibilitando a compreensão dos conceitos básicos do gênero.
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