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Newsletter Museu do Douro // novembro

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© Padre Francisco Manuel de Castro, Coleção Museu do Douro

www.museudodouro.pt

ANO IV, NOVEMBRO 2023

museu do douro

newsletter 38


índice Faz falta saber Exposições Coleção Museu do Douro Serviço Educativo Rede de Museus do Douro Loja do Museu Restaurante Prisma do visitante

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museu do douro · novembro

faz falta saber PROMUSEUS 2023 Decorreu no mês de outubro a assinatura dos contratos de financiamento do ProMuseus 2023 – Programa de Apoio a Museus da Rede Portuguesa de Museus, no Museu de Marinha, em Lisboa. Foi entregue o contrato relativo ao projeto “Exposição Douro Matéria e Espírito” do Museu do Douro.

HORÁRIO DE INVERNO » De 1 de novembro a 28 de fevereiro das 10h00 às 17h30. » ENCERRA NO DIA 25 DE DEZEMBRO E 1 DE JANEIRO.

ESPAÇO CULTURAL DO EL CORTE INGLÉS Inaugurou no dia 7 de novembro o novo Espaço Cultural do El Corte Inglés, em Vila Nova de Gaia. O Museu do Douro foi convidado para expor na inauguração deste espaço. A exposição "Há margem para a cultura" vai estar patente até dia 31 de dezembro.


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exposição permanente

DOURO: MATÉRIA E ESPÍRITO Douro: Matéria e Espírito foi concebida como uma síntese temporal e geográfica da Região Demarcada do Douro (RDD). Estruturada como a grande porta de entrada no Douro, apresenta as singulares características da geomorfologia da região, determinantes fatores históricos e o engenho do Homem que fundaram os alicerces da especialização deste território na produção vinícola. É a combinação de fatores naturais e humanos que Douro: Matéria e Espírito expõe. Todos os dias: das 10:00 às 17:30

exposições


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museu do douro · novembro

exposições temporárias

» Mitos, por Carlos Cardoso Até 26 de novembro. Exposição de fotografia, da autoria de Carlos Cardoso, que retrata o Douro no seu aspeto físico-geográfico e também saudosista e abandonado. As imagens reconstroem «o Douro de hoje, mantendo a realidade das suas permanências e mudanças, a preto e branco, entre a memória das imagens e o seu significado, que só o contraste da sombra e da luz permitem clarificar.», como refere Carmo Serém, autora dos textos que acompanham a mostra. Esta é composta por cerca de 40 imagens captadas com película a preto e branco, só depois digitalizadas e impressas em tintas Epson K3 em diferentes formatos.

©2023, Maria João Centenário/MD


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exposições

exposições média duração

CARLOS CABRAL: RÓTULOS DE VINHO DO PORTO Exposição que pretende divulgar uma pequena parte do espólio doado ao Museu do Douro pelo colecionador Carlos Cabral, um dos maiores especialistas brasileiros na área do vinho do Porto. Aqui se mostram alguns dos rótulos de vinho do Porto organizados originalmente pelo colecionador. Mantêm-se, por isso, os cartões e as legendas originais. A organização teve por base assuntos tão diversos como a saúde, os nomes femininos, personalidades históricas ou devoções, a importância da decoração como forma de afirmação comercial ou a ligação das casas exportadoras ao mercado britânico.

©2023, Natália Fauvrelle/MD


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exposições virtuais SE NÃO ESTIVER CÁ NINGUÉM… NINGUÉM VEM PARA CÁ PROGRAMA DE ARQUIVOS VIVOS O projeto Vivificar contemplou a recolha de arquivos visuais junto das casas comerciais de fotografia e de colecionadores dos concelhos de Alijó, Lamego e Torre de Moncorvo. As representações do comum nos lugares resultaram em três exposições virtuais, disponibilizadas na plataforma Google Arts & Culture do Museu do Douro. Nesta mostra é possível conhecer o Douro do séc. XX pelo olhar dos seus fotógrafos e colecionadores. Aceda às exposições através dos links das imagens.

Se não estiver cá Ninguém… Ninguém vem para cá - Lamego — Google Arts & Culture


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Se não estiver cá Ninguém… Ninguém vem para cá - Torre de Moncorvo — Google Arts & Culture

exposições

Se não estiver cá Ninguém… Ninguém vem para cá - Alijó — Google Arts & Culture


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exposições itinerantes do Museu do Douro INAUGURA:

© João Pedro Marnoto

© Há margem para a cultura

Nove meses de inverno e três de inferno, de João Pedro Marnoto

Há margem para a Cultura

Biblioteca Municipal de Mesão Frio » De 11 de novembro 2023 a 30 de janeiro 2024

Sala de Âmbito Cultural - El Corte Inglés, Vila Nova de Gaia » De 7 de novembro a 31 dezembro de 2023

CONTINUA:

© Carlos Santos

©Rui Pires, Coleção Museu do Douro

CoaDouro

Rui Pires na coleção Museu do Douro

Galeria das Artes do Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa » Até 13 de dezembro

Auditório Municipal de Santa Marta de Penaguião » Até 31 de dezembro


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exposições

*As datas apresentadas poderão sofrer alterações de acordo com a agenda do Museu do Douro e/ou dos locais mencionados.

© António Barreto

© António Jaime Abrunhosa

Douro, lugar de um encontro feliz, de António Barreto

Concurso Internacional de Fotografia 2020 “Douro Património Contemporâneo” – Memória com Futuro

CITICA - Centro de Inovação Tecnológica INOVARURAL, Carrazeda de Ansiães » Até 8 de janeiro de 2024

Exposição de arte urbana na Praça da República de Vila Viçosa » Até 26 de novembro

Museu de Arqueologia e Numismática, Vila Real » Até 23 de janeiro de 2024


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coleção Museu do Douro A tradição diz que no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho. Numa região produtora de vinho e de forte índole religiosa, o dia 11 de novembro, Dia de S. Martinho, é comemorado aliando a prova do vinho novo à realização de magustos coletivos ou familiares. Antigamente, as famílias reuniam-se à volta da lareira para assar as castanhas, em recipientes de barro perfurados que eram colocados nas brasas. O tempo frio, aliado ao momento de convívio familiar, tornaram-se memórias de um passado distante.

Assador de castanhas Barro A 22,5 x d 216 cm Col. Museu do Douro (MD/M-5415) Recipiente, de barro vermelho, de fabrico artesanal, de corpo troncocónico com duas asas laterais, opostas e fitiformes. Bojo perfurado, para facilitar a passagem do calor durante o processo de cozedura das castanhas. Era usado em conjunto com fogareiro ou colocado nas brasas da lareira. Pertenceu a Fernanda Alves de Plácido de Sousa, que o ofereceu à ACAD. ©2023, Susana Marques/MD


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coleção Museu do Douro

» COLEÇÃO IVDP Para dar a conhecer e permitir o acesso à vasta coleção do Instituto do Vinho do Porto começámos por inventariar de forma sistemática os diferentes tipos de espólio. Esta importante função museológica é determinante para conhecer com detalhe cada um dos artefactos, desde as suas características físicas à história que têm para nos contar. Além do registo das suas características, história e estado de conservação, procedemos à sua digitalização e acondicionamento. Neste momento estamos a tratar a coleção de rótulos, cujo número de espécimes poderá ultrapassar as quatro mil unidades. Resultantes da certificação dada a cada produtor, engarrafador, exportador e comerciante, as etiquetas trazem por vezes as respetivas gargantilhas, contrarrótulos e cápsulas. Estes artefactos estão acondicionados de forma avulsa, colados em folhas de processos ou colados em álbuns, que nos parecem resultar de uma tentativa de sistematização da coleção, realizada por algum funcionário, zeloso da importância destes itens. Estão já disponíveis na base de dados do Museu alguns exemplares para consulta. É um trabalho de paciência que nos vai ocupar durante meses (senão anos…) mas irá contribuir para a história da nossa região e de cada uma das marcas aqui representadas. https://colecoes.museudodouro.pt/#/

©Tratamento da coleção de rótulos IVP. Espécimes soltos e colados em álbum. ©2023, Enara Teixeira/MD

» BIBLIOTECA – INCORPORAÇÕES Foi incorporado na biblioteca o livro que acompanha a exposição Mitos do fotógrafo Carlos Cardoso, onde se expõe a “memória fotográfica e o território [do Douro] no presente”. Tem textos introdutórios de António Barreto e Maria do Carmo Serén alusivos às imagens de Carlos Cardoso.


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» COLEÇÃO DE ANIMAIS TAXIDERMIZADOS, REAL COMPANHIA VELHA

O Museu acolheu em depósito uma coleção de fauna duriense taxidermizada, pertencente à Real Companhia Velha, que inclui mais de cem exemplares de mamíferos e avifauna recolhida na maioria na zona do Pinhão, entre 1931 e 1943. A sua origem deve-se ao anterior proprietário da quinta, Miguel de Souza Guedes, que chegou inclusivamente a participar em concursos da Casa do Douro com elementos desta coleção. Todos os exemplares, alguns de espécies hoje em risco, estão devidamente identificados pelo taxidermista preparador, tornando esta coleção um conjunto único na região pela sua diversidade e raridade.

Coruja das torres, taxidermizada em 1939, coleção Real Companhia Velha. © Carlos Mota/MD

O processo de documentação da coleção, que está em curso inclui, além da ficha de inventário, o registo CITES para a sua exposição em conformidade com as normas mundiais para espécies protegidas. Relativamente ao seu estado de conservação, houve desde o início grandes preocupações para encontrar a melhor abordagem. Dada a escassez de conservadores-restauradores especialistas nesta área de intervenção e, por isso, a falta de literatura sobre a matéria, o trabalho foi feito deforma cautelosa, registando de forma pormenorizada o estado de conservação de cada exemplar. A par disso, foi feito um minucioso

Radiografia de coruja das torres, com fratura da armadura metálica.© José Pessoa/MD


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patrimónioo RDD

Raposa, taxidermizada em 1935, coleção Real Companhia Velha. © Carlos Mota/MD

Fotografia de fluorescência induzida de radiação ultra violeta. © Carlos Mota/MD

registo documental e analítico fotográfico. Este último, sob luz visível direta e sob fluorescência induzida de radiação ultra violeta (exame particularmente interessante para analisar a extensão das áreas afetadas por fungos), ou até, num dos espécimes, através de radiografia. A radiografia só foi possível com protocolo da colaboração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e o nosso museu, sobre a orientação do voluntário José Pessoa. O exame radiográfico de uma coruja das torres permitiu-nos compreender as estruturas materiais, natural e artificial, ler a posição da fratura da armadura, bem como projetar o elemento para reforçar e restabelecer a integridade da armadura. O tratamento levado a cabo em cada

exemplar, para o qual temos contado com a colaboração de voluntários e um estudante de conservação-restauro do Politécnico de Tomar, contempla higienização por microaspiração com sucção controlada, desinfeção por pulverização, remoção dos produtos de corrosão com aplicação de estabilizador (nas áreas acessíveis), colagem de elementos destacados, consolidação de elementos em desagregação e desinfestação por anoxia com azoto, permanecendo os espécimes em atmosfera modificada durante 30 dias. Esperamos muito brevemente colocá-los em exposição no nosso Museu.


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museu de território colaborar e partilhar

Encontre, aqui, as datas, locais e ações em colaboração e partilha. Todas as saídas previstas poderão ser alteradas de acordo com a agenda e necessidade dos serviços do Museu e dos equipamentos/instituições que nos recebem e ou solicitam.

» 02 de novembro – 2+1: Visita/oficina ao Museu do Douro. Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [15h00 – 16h00] » 03 de novembro – 2+1: Visita/oficina ao Museu do Douro. Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [10h30 – 11h30] » 04 de novembro – Formação. Aquecimento Paralelo com António Júlio. Teatro Rivoli, Porto. [17h00 – 20h30] 07 e 08 de novembro - Café Central. Peso da Régua. [09h30 – 18h00]


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» 09 de novembro – 2+1: Visita/oficina ao Museu do Douro. Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [15h00 – 16h00] » 10 de novembro – Cartas da Liberdade e da Paisagem. Visita ao Centro Interpretativo da Mulher Duriense, Armamar. Universidade Sénior, Peso da Régua. [09h30 – 14h00] » 13 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 14 de novembro – 2+1: Visita/oficina ao Museu do Douro. Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [10h30 – 11h30] » 14 de novembro – COM_viver. Programa para conhecer os lugares onde se habita. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [11h00 – 12h00] » 14 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 15 de novembro – 2+1: Visita/oficina ao Museu do Douro. JI Santa Casa da Misericórdia, Peso da Régua. [10h30 – 11h30]

» 15 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 7ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [11h20 – 13h10] » 15 de novembro – Cartas da Liberdade e da Paisagem, Janela sobre a Palavra. 11º ano da Escola Secundária João de Araújo Correia, Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [15h40 – 17h10] » 16 de novembro – 2+1: Visita/oficina ao Museu do Douro. JI Santa Casa da Misericórdia, Peso da Régua. [10h30 – 11h30] » 16 de novembro – COM_viver. Programa para conhecer os lugares onde se habita. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [11h00 – 12h00] » 16 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 17 de novembro – Público Comum. Oficinas de movimento, som. 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho. Lamego. [9h30 – 12h30]


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» 17 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 10ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 20 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 10ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10] » 20 de novembro – COM_viver. Programa para conhecer os lugares onde se habita. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h30 – 16h00] » 21 de novembro – Falar. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 12ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10] » 21 de novembro – COM_viver. Programa para conhecer os lugares onde se habita. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h30 – 15h30] » 22 de novembro – Público Comum. Oficinas de movimento, som… . 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho. Lamego. [9h30 – 12h30]

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» 22 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 9ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [14h10 – 15h50] » 23 e 24 de novembro – Instalar Leituras. Apresentação do trabalho realizado com o 9º ano da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [14h10 – 15h50] » 23 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10] » 23 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 24 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10]


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» 24 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 27 de novembro – Instalar Leituras. Apresentação do trabalho realizado com o 9º ano da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [14h10 – 15h50] » 27 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 28 de novembro – Público Comum. Oficinas de movimento, som… . 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho. Lamego. [9h30 – 12h30] » 28 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30] » 29 de novembro – Público Comum. Oficinas de movimento, som… . 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho. Lamego. [9h30 – 12h30]

» 29 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 7ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [14h10 – 15h00] » 30 de novembro – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 10ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10] » 30 de novembro – COM_viver. Programa para conhecer os lugares onde se habita. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h30 – 15h30]


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serviço educativo

EUSOUPAISAGEM – EDUCAÇÃO E TERRITÓRIO A base da ação assenta na pesquisa de relações de experiência entre as pessoas e as paisagens. Aposta-se na criação de contextos de experimentação, com caráter de continuidade, para a presença de crianças, adolescentes, jovens, adultos e seniores em atividades de experiência e conhecimento. Pesquisa-se com o território e a paisagem, com o corpo e o lugar, em diálogo e tensão com diferentes linguagens e falas. Interpelam-se as paisagens e as pessoas com o teatro, com a dança, com o vídeo, com a imagem animada, com a escrita, a geografia, a antropologia e a literatura, com a arquitetura paisagista e o cinema, com o desenho, com a fotografia e com o som. eu sou paisagem é, desde 2006, um convite, uma convicção e uma vontade para atuar e refletir sobre a educação neste território e nestas paisagens.

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serviço educativo

ONDE FICA O INTERIOR? MOSTRA EM CARTAZES MUSEU DO DOURO MARÇO – SETEMBRO 2023 oficinas ou encontros? marcamos um ponto de encontro, conversamos sobre fotografia, sobre o lugar e saímos para andar com as câmaras... talvez com a câmara o olhar fique mais atento, vemos o lugar sobre diferentes olhares e perspetivas... questionamos. no regresso ao ponto de encontro, analisamos e voltamos a conversar sobre as imagens... pode ser sobre profundidade de campo,

onde fica o interior? Mostra em cartazes. Painel 4/6 “o que há neste lugar?”. Museu do Douro, Peso da Régua. ©Paula Preto. 2023

ou sobre o que nos faz falta no lugar, sobre a textura da madeira, o brilho da pedra, sobre ser mais velho, sobre ser jovem, sobre as políticas governamentais para fixar pessoas, ou a falta delas... voltamos a questionar, tenho de pertencer a algum lugar, alguém perguntou... a fixação é económica, alguém disse... o que não há neste lugar e te faz falta? perguntamos...


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o que há neste lugar? ficar? ir? o lugar por onde se anda está parado? ser de um lugar é ser de uma comunidade? duas pessoas podem ser uma comunidade? e tu? fazes parte de uma comunidade? é preciso nascer aqui para ser daqui? e tu? nasceste aqui? conheces este lugar? e as gentes? quem vem lá? os pés podem ver? onde fica a saída? depende?... depende para onde queres ir? posso ficar sem me fixar? o que é fixo? a fotografia fixa-se? às vezes mexe-se? a fotografia mexe-se? e tu? quanto tempo precisas para te fixares? e tu? estás confortável aqui? tens raízes aqui? tenho raízes aqui? é pela família do meu pai ser daqui que eu sou daqui? é porque eu nasci aqui? é porque eu nasci num lugar que não conheço? é porque a minha família é de um lugar que não conheço? ter raízes é ter família? uma árvore tem família? e vizinhos? e tu? tens vizinhos? se fosses parte de uma árvore, que parte serias? o que faz deste lugar, um lugar qual-

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quer? e tu? estás confortável aqui? outra vez? já te disse que não? e tu? onde te sentes confortável? onde me sinto confortável? onde vives? entre lugares? agora estás mais acomodada? já não te sentes estrangeira neste lugar?... sinto-me estrangeiro neste lugar? tenho medo do estrangeiro? e tu? tens medo do estrangeiro? fixar é uma questão económica? nem só económica? vieste pelo amor, foi? foi pelo amor que vieste? e tu? o que mais amas? e tu? o que podes fazer por este lugar? investes neste lugar? investes longe daqui?

qual é o teu maior medo? velhice? da solidão? não ser lembrada? de não me lembrar? precisas de pertencer a um lugar para saber quem és? preciso? porquê? e tu? o que descobriste aqui? moscatel? o moscatel é fixe? não é mau? mas um porto, vinho fino, com 50 anos? quantos anos tens? és daqui? achas que não? o que é necessário para se ser daqui?


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é só amar o aqui? para se ser daqui é necessário querer muito ser daqui? o que há aqui? pessoas? árvores? aqui há história e muita tradição? podes viver da tradição? e se não te identificares com a tradição? é difícil integrar uma comunidade com rituais em que não acreditas? e tu? tens costumes? eu tenho costumes? e descostumes? qual é o teu lugar de descostume? como vivem as pessoas deste lugar? porque é que ainda estás aqui? o que não há neste lugar e que não te faz falta? e o que é que te faz falta? o que me faz falta? pessoas? ei, essa conversa outra vez? aqui há gente? aqui há gente? então, falta-te liberdade? democracia? partidos? não? identificas-te com os partidos? aqui há uma pseudo-aristocracia? quem são os que são de gema? mas, quem quem quem? é preciso nascer aqui para se ser de gema? mas que gema? que tipo? que ovo? e tu? és de gema? tens liberdade neste lugar? eu tenho liberdade neste lugar? nem sempre? dizer o que se pensa? a que custo? a liberdade não se tem? procura-se? é um exercício de muita resiliência mantê-la?

serviço educativo

e a ti? o que te faz falta neste lugar? trabalho especializado? concertos? música alternativa? ah, diversidade? serviços de saúde? o lugar é um espaço físico? podes ser de lugar nenhum? és uma pessoa mal situada? a noite é o teu lugar? ou o teu não-lugar? e tu? porque é que escolheste viver neste lugar? e tu? tens relação com o lugar ou com as pessoas? há gente aqui? aqui há gente? há bandos? e tu? a que bando pertences? pertenço a algum bando? e tu? és interior ou vives no interior? onde fica o interior? e onde fica o teu interior? o meu interior? mas, o interior é meu? e tu? que futuro queres para o teu interior? companhia? gostas de andar acompanhado? e tu, costumas andar? os pés podem ver? conheces o rio? conheces o douro? qual? o dos postais? qual é a imagem que tens do lugar onde vives? é uma imagem antiga? é uma imagem que guardas num álbum de memórias? é um álbum de família?


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é teu? é meu? e a família é tua? e o lugar é teu? sim? não? depende do ponto de vista? e tu? tens o mesmo ponto de vista desde que nasceste? e se mudares de lugar, mudas de ponto de vista? sim? mudas? mas para um lugar muito afastado? fica no interior? e tu? vives no interior? onde fica o interior? o que aconteceu? costumam acontecer-te coisas? acontecem-me coisas? acontecem muitas coisas neste lugar? o tempo deste lugar é lento? quanto tempo é necessário para congelar um movimento? 1/500 avos de segundo? o lugar onde vives está parado? parado ou estagnado? não se passa nada? posso viver num lugar de passagem? com que futuro? o futuro de ontem que ficou amanhã? ui, estamos a filosofar? o peixe está a desaparecer? sim? no rio? no douro? repovoar? voar? já foste feliz a comer peixe de rio? o teu lugar é do lado de lá do rio? e o teu, é do lado de cá do rio? universal é o meu lugar sem paredes? não se passa nada aqui?

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és tu que não sabes o que se passa? e ler o jornal? os lugares precisam das pessoas? vais? ficas? vamos indo? e a paisagem fica? e a paisagem fixa? as aldeias ficam e as pessoas vão? temos de inventar um nome novo para as aldeias? que nome? e as pessoas são como os peixes? e as pessoas são como os pássaros? e os pássaros são de que lugar?

Transcrição do texto “o que há neste lugar?”. Painel 1/6.


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CAFÉ CENTRAL Mostra em cartazes | Museu do Douro, Peso da Régua | Setembro 2023

Café Central. Mostra em cartazes. ©Paula Preto. 2022


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Doismaisum – visita/oficina Museu do Douro. SE 2023

Cartas da Liberdade e da Paisagem - 2013 E 2014.

DOISMAISUM PROGRAMA DE OFICINAS

CARTAS DA LIBERDADE E DA PAISAGEM. PROJETO COM ESCOLAS

Grupos do Pré-Escolar e 1º Ciclo do Centro Escolar da Alameda e das Alagoas | JI de Galafura | JI de Loureiro • Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia | Peso da Régua • Grupos do Pré-Escolar e 1º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião

Em 2013 e 2014 lançamos o projeto “cartas da liberdade e da paisagem” para refletir sobre os 40 anos do 25 de abril de 1974.

Este programa propõe a cada grupo de crianças, jovens ou seniores um percurso pedestre (ou uma visita às exposições e aos espaços do edifício sede do Museu do Douro) + duas oficinas temáticas. Estas ações realizam-se em 3 momentos diferentes do ano e permitem que o grupo, como coletivo, possa ser colocado mediante linguagens e experiências para a escuta dos corpos e dos lugares. Educação Pré-escolar | Ensino Básico | Ensino Secundário e Profissional | Associações Recreativas | Grupos Seniores.

Dez anos passados, retomamos o projeto Cartas para assinalar ao longo de todo o ano, as comemorações dos 50 anos de Democracia em Portugal. Retomamos interrogações, provocações e experiências para agir e pensar sobre as relações evidentes e menos evidentes entre os lugares e os seres humanos e não humanos que os habitam e que se influenciam mutuamente. Através da criação e troca de cartas em vários suportes – da carta sonora à carta cantada, da carta escrita à carta em vídeo, da carta e mapa militar à carta oral, lida em voz alta - procuram-se modos de mais conhecer e viver estes lugares tendo sempre em conta a relação entre as liberdades e as paisagens.


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Bibliotecas. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. SE 2023

Bibliotecas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. SE 2023

BIBLIOTECAS. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS JOÃO DE ARAÚJO CORREIA, PESO DA RÉGUA Oficinas em contexto do espaço da biblioteca escolar onde se constroem novos textos, novas oralidades, novos livros com os 5ºs e 10ºs anos da EB2,3 de Peso da Régua e Escola Secundária João de Araújo Correia.

BIBLIOTECAS. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SANTA MARTA DE PENAGUIÃO. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com turmas dos 7ºs e 9ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião.


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Público Comum. Oficina experimental, Teatro Ribeiro Conceição, Lamego. SE 2023

PÚBLICO COMUM. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LATINO COELHO, CENTRO ESCOLAR DE LAMEGO Nº 1, LAMEGO.

COM-Viver. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. SE 2023

COM-VIVER. CENTRO ESCOLAR DA ALAMEDA E CENTRO ESCOLAR DAS ALAGOAS, PESO DA RÉGUA. Programa para conhecer os lugares onde se habita. Esta atividade que decorre ao longo do ano de 2024, foi proposta pelo Centro Escolar da Alameda (Agrupamento de Escolas João Araújo Correia) à equipa do serviço educativo, para trabalhar, em conjunto, itinerários tendo em conta, os patrimónios materiais e imateriais com as crianças do 4º ano do 1º ciclo das Escolas da Alameda e das Alagoas.

Programa em articulação com instituições pares: museus, teatros ou centros culturais da região para percorrer e conhecer diferentes espaços no território local e regional.


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serviço educativo

Dizer ALTO [A AUDIÊNCIA DO DIABO] No extremo norte da Beira Alta e na altura em que os últimos contrafortes do Montemuro vêm morrer no rio Douro, a Leste da estrada que vai de Lamego à Régua, há um caminho romano que provavelmente tinha o fim de ligar a região ribeirinha com as alturas a Sul, e por fim, galgadas as serras, ir até aos vales do centro beirão. Este caminho romano é ainda hoje utilizado em parte e serve sobretudo para o trajecto entre Valdigem e Sande, Figueira e Cambres. Serpeia a meia encosta das duas vertentes do Varosa, aberto quase na rocha e atingindo declives inverosímeis ao unir-se na ponte que atravessa este rio. Esta ponte romana é perfeita ainda e fica mesmo ao acabar a goela das vertentes prestes a cerrarrem-se como duas fauces cansadas de jamais apanharem a sua presa. À entrada da ponte uma fraga, do lado oposto a esta uma cruz escura e enorme, um Senhor morto, crucificado, que o povo diz ser o Senhor dos Aflitos. Se é dos aflitos também é meu. Dos caminheiros que por aqui passam, tiram o chapéu os homens e as mulheres mexem os lábios e só desprendem o olhar da cruz ao contornarem a ilharga da fraga. É que este lugar é tão cheio de lendas pressagas e de contos sinistros que de noite raros se aventuram a passar ali, preferindo dar uma volta de duas léguas pela estrada de Lamego. Parece que o Montemuro, ameno em quase todas as suas lombas, onde se apascenta o gado e crescem os cereias, guardou toda a revolta ingente das suas entranhas para explodir naquele lugar. O rio faz uma curva para se meter à ponte; não é uma curva doce, é uma curva de tortura, uma curva de serpente envenenada. A água vai batida como as ideias dos homens

e dos Deuses, entre ravinas tão fundas, que nunca se fartam de beber e tão fundas que é o único lugar do mundo onde a espuma é negra. As próprias aves talham o voo de largo e nunca ali deslizou a sombra duma asa aberta! Apenas um pinheiro se ergue como um troféu entre a turbamulta do fraguedo. Aquilo foi semente virgem que o vento arrastou e procura adiada, à custa de tudo, erguer o tronco e abrir os braços, a ver se encontra a mão do semeador. E a rama verde sobre tanta atitude de desgraça incompreendida parece exprimir que não há mal sem esperança. O povo tem razão, o diabo deve ali dar audiência. (…) O diabo escolheu este lugar para dar audiência e a sugestão popular confirma-se também, porque existe um hemiciclo fantástico de calhaus negros que a curva do rio concentra e porque ao meio deste hemiciclo infernal se ergue mais alto, dominando, uma tribuna. É a tribuna de Satan! (…) O Belau, ao deitar as contas ao tempo que gastaria a chegar a casa, contrariou-se por ver que já passaria de noite na ponte de Valdigem. Trabalhara toda a tarde no baldio da Figueira a derrubar lenha para a sua lareira. Ninguém lá ia por ser longe e dar cabo de homem só a subida da serra. O Belau ria-se, rijo como aço, juntava lenha para um Inverno em menos de uma semana. O sol quente do meio da tarde lançava sobre o ar enovoado e branco golpes de furta-fogo. Podia vir tro-


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voada, isso não fazia minga; o pior era a ponte. Escondeu o machado entre a urze, enrolou a faixa, cobriu a véstia e largou. Ao chegar à povoação deu de cara com o tio Miguel, o sineiro que ia tocar as Trindades. - Louvado seja Deus, tio Miguel! - Para sempre seja louvado, senhor António. - Como vai a obrigação? Sempre me lembra de o conhecer na igreja e há bem anos, tem uma boa nomeada, tio Miguel. - Lá isso tenho. Tenho tocado a muitas almas, não é por falta de sino que S. Pedro não lhes vem abrir a porta. Este Sudeste tão temporão dá cabo dos fenos. - Há sol que rega e vento que seca, retorquiu o Belau numa reviravolta de conversa. E palrando, foram juntos até à igreja por calhar o caminho a ambos. O tio Miguel tomou a mãozeira de arame e despreocupado, com uma energia maior que permitia a sua velhice, arrancou de puxão. O arame rangeu ao longo da empena forte de granito e o sino escuro ficou mudo. Como a igreja ficava alta, ouviu-se na meia claridade do crepúsculo o assobiar do vento na torre quadrada. O tio Miguel teve um encolher de ombros para o sino e disse em voz baixa ao Belau: - É hoje! - Hoje o quê, tio Miguel? - Dá o diabo audiência… não vás! (…) O Belau despediu-se à pressa, a superstição a trabalhá-lo como um veneno, os ner-

vos a estremecerem como arames e largou as passadas fortes para apanhar depressa o tempo perdido e galgar cedo a ponte. Ainda o descansava a ideia de, vendo-se muito atrasado, ficar em casa do moleiro, ao fundo da ponte, o pai da Aurora… Leva rumor! Naquela noite havia audiência! (…) O Belau chegou ao último lanço de caminho que dá para a ponte. Já estava acesa a lâmpada de azeite que alumiava o Senhor dos Aflitos. Era uma jóia encastoada na sombra como em veludo negro. Resoluto, atravessou a ponte, mas não teve forças para continuar e, intensamente trabalhado pela superstição, abrigou-se à imagem sagrada do Senhor dos Aflitos, do temporal que lhe ia na alma. De joelhos, fixou o olhar no Senhor dos Aflitos, que lhe pareceu ter uma aflição maior. (…)

Pina de Morais, Sangue Plebeu. – Museu do Douro e Câmara Municipal de Lamego. 2ª edição Lamego, 2003


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rede de museus do douro

A Rede de Museus do Douro, ao unir diferentes tipos de espaços museológicos, pretende também contribuir para a sua divulgação junto das comunidades de visitantes. Seja aproximando a comunidade local dos seus espaços, seja divulgando estas estruturas a quem nos visita, esta publicação é também um incentivo para partir à descoberta do território duriense. Através de diferentes coleções, os espaços aderentes permitem conhecer outras facetas do Douro, um território cuja paisagem é património Mundial!


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MUSEU DO CÔA E PARQUE ARQUEOLÓGICO DO VALE DO CÔA Durante o mês de novembro pode visitar no Museu do Côa as seguintes exposições: » Exposição “Todos os Animais: obra realizada por Luís Paulo Costa entre 2020 e 2021 é constituída por uma série de centena e meia de elementos e irá estar disponível até 19 de novembro.

CIMI | CENTRO INTERPRETATIVO DA MÁSCARA IBÉRICA Durante o mês de novembro, encontram-se patentes ao público as seguintes exposições: » Exposição do 1º Raid Fotográfico "Caretos de Lazarim na Alcaria de Mazes" » Exposição "Máscara de Lazarim Identidade de uma comunidade" » Exposição "Entrudo de Lazarim - Domingo-gordo e Terça-feira Gorda" » Exposição "BUUU por detrás da Máscara"

//INFORMAÇÕES ÚTEIS: Horário de funcionamento: Todos os dias das 09:00 às 17:30 Bilhete: 7€ Passaport Mud: 20% desconto. Contactos: museugeral@arte-coa.pt 279 768 260 Rua do Museu | 5150 – 620 Vila Nova de Foz Côa

No dia 10 de novembro, a vila de Lazarim será palco da reconstituição etnográfica da "Procissão de São Martinho", tradição com características profanas que celebra o São Martinho. A recriação histórica desta tradição, será promovida pelo Município de Lamego, através do Centro Interpretativo da Máscara Ibérica (CIMI), com o apoio da Junta de Freguesia de Lazarim e do Grupo de Teatro Aldeia Verde.


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MUD

Em tempos antigos, a Procissão de São Martinho era organizada pelas pessoas mais humildes da comunidade local, na qual apenas os homens poderiam participar. Percorrendo as ruas e cantando uma cantiga tradicional, os participantes aguardavam que o proprietário da casa lhes oferecesse um copo de vinho, caso contrário, seria “excomungado”. Tendo em conta a importância da preservação e divulgação do património material e imaterial local, o Município de Lamego dá continuidade a esta herança cultural de Lazarim, contribuindo para uma maior proximidade com a comunidade envolvente. //INFORMAÇÕES ÚTEIS: Horário de funcionamento: » terça a domingo: 10:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00 Bilhete: gratuito Contactos: cimi@cm-lamego.pt 254 090 134 Rua José de Castro, 5100-584 Lazarim

MUSEU DO IMAGINÁRIO DURIENSE (MIDU) » Exposição de Pintura e Artesanato de António Oliveira Datas: 11 de Setembro a 26 de novembro de 2023 » Exposição de Pintura INAYA – Uma artista Ucraniana Datas: 03 de outubro a 26 de novembro de 2023 //INFORMAÇÕES ÚTEIS: Horário de funcionamento: » segunda a sexta: 9:00 às 12:30 | 14:00 às 17:30 » sábados, domingos e feriados: mediante marcação prévia Bilhete: gratuito. Contactos: museum@cm-tabuaco.pt 254 787 019 Rua Macedo Pinto, 5120 Tabuaço


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© site CM Peso da Régua

ADEGA DAS GIESTAS NEGRAS

PROVA DE VINHOS WINE TASTING

O Museu - "Adega das Giestas Negras " é uma adega de MDLXXV (1575), data gravada na padieira da porta, recuperada e adaptada a Museu em 2006, situado no coração da Quinta dos Mattos. Tem dois lagares (de 12 e 4 pipas) e uma dorna, todos em xisto, uma prensa de fuso, em madeira de castanho, com cerca de oito metros de comprimento, com mais de 300 anos. Aqui estão expostas muitas peças antigas, pertença da família, relacionadas com a atividade vitivinícola.

Marcação / booking / reservátion:

Durante o mês de novembro estarão ao dispor dos visitantes, para além da visita guiada ao museu, programas de visita guiada às instalações de vinificação e envelhecimento, bem como a degustação dos seus vinhos.

Horário de funcionamento: » segunda a sexta: Das 10:00 às 16:00; » Aos fins de semana sob marcação prévia;

» 10:00 - 16:00 - segunda a sexta-feira / monday to friday / du lundi au vendredi » sábado por reserva / saturday by reservation / samedi sur reservation

//INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Bilhete: 5€, inclui visita e prova de vinho do Porto Passaporte Mud: 20% desconto Contactos: 254 920 214 | 965 519 991 coimbrademattos@gmail.com Casa da Calçada, n.º 65 | 5050 – 042 Galafura


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loja museu do douro Novidades de novembro. na Loja do Museu do Douro. http://loja.museudodouro.pt/

loja museu do douro & restaurante 36


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restaurante a companhia //MAIS INFORMAÇÕES:

» Facebook: www.facebook.com/ acompanhia.pt » Através do e-mail: info.acompanhia@gmail.com » Contacto: 93 215 01 01


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Ficha técnica: Título: Museu do Douro Subtítulo: Newsletter Nome do Editor: FUNDAÇÃO MUSEU DO DOURO Periodicidade: mensal URL: https://issuu.com/museudodouromd ISSN 2795-5877


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museu do douro newsletter

geral: (+351) 254 310 190 | loja: (+351) 254 310 193 e-mail: geral@museudodouro.pt website: www.museudodouro.pt

Rua Marquês de Pombal 5050-282 Peso da Régua


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