Page 1

#1 julho 2009 revista eletrônica de referências para designers

1

Ilustração: Yulia Brodskaya


2


3


índice

6

4

Jan Von Holleben “Dreams of Flying”


16

Yulia Brodskaya A Arte do Papel

5


Jan Von Holleben Dreams of Flying 6


Ao lado: “Thene Petercae quit; Pan and Tinkerbell”

actandam inatus, quod adena, nes iam inem. Si patuamp ripsentiam sid di, turorum ternirm accibus auconis, unclutentia re, quos, patia es et L. Fuium, concepe ctanducie quem Rommod defactus, Catus. Oneravo cchuit et, simurninte crehent, forum inatilin sedo, cae peri publium dicae nostrum es? Patiam dum avo, C. Go inamdiist? Ir arbit; none cor lis es propubl O Fotógrafo ibunter virmaces resum Jan von Holleben vive entre achuidem perfeconsus hosus, fur publi, C. NihiBerlim, Londres e sua terra cam in num poptelumunatal no sul da Alemanha res cla publiem aude Ocidental, que é onde iuscenarbis Ad comnihi produz maior parte ngulic atatquit, stro de etrosuas fotos. Nasceu 1977 ra plictor is, quaemremus moviventemus bonsupp em Colónia e cresceu no sul linaris nent? Furei ia? da Alemanha rural. Viveu a Turs hillatiora ad conmaior parte de sua tem poptentemus, cum juventude em uma in re praestus? Ovis, coem inatuam dientis comunidade alternativa.

7


8

Quando tinha idade de 13

Após aprender fotografia

anos, seguiu os conselhos

profissionalmente, fez

fotográficos do pai. Pegou

trabalhos com um fotógrafo

uma câmara para fazer

comercial e aprendeu

experimentação de todos os

tudo sobre o lado técnico

truques “mágicos” que uma

da arte. Mudou-se para

fotografia pode ter.

Inglaterra com 23 anos e

Desenvolveu suas habili-

foi estudar no Instituto de

dades fotográficas com os

Arte e Design Surrey, em

amigos e com a família.

Farnham.

Em cima:“The Acrobats”


Quando formado, fez parte

Ganhou vários prêmios

do mundo fotográfico de

prestigiosos, com a sua

Londres, onde rapidamente

fotografia.

fez companheiros de

Seu trabalho é hoje

trabalho, um editor e um

amplamente publicado em

diretor fotográfico para

revistas e livros, e teve

revistas e agências.

exposições individuais em Londres, Nova York, Berlim e Paris. Embaixo: “The Astronauts”

9


Dreams of Flying Atravessar o deserto nas costas de um cão, ou procurar tesouros perdidos no fundo do oceano: Jan von Holleben faz das fotografias um nostálgico sonho. O fotógrafo traz as influências de seus pais - um cineasta e uma terapeuta infantil - para o seu trabalho. Ele combina a ênfase na representação visual da infância, e as possibilidades provenientes de sua graduação de brincar com todos os recursos existentes, com sua

10

experiência pessoal, da

Jan Von Holleben produz

infância e das memórias.

“Sonhos de Voar” desde

Inspirado pelos clássicos

2002 com crianças de

livros infantis, mas também

sua vizinhança no sul da

pelos mais modernos,

Alemanha Ocidental.

Em cima:“The Applelaiders” Embaixo: “The Jumpers”

Fonte: http://www.janvonholleben.com/


Ao lado: The Pirats”

Embaixo:“The Butterflies”

11


Inovar com o pensar Design por Kleber Purchasi

http://www.kleber-puchaski.com/

Atualmente fala-se muito sobre a importância de inovar. As empresas buscam um diferencial competitivo com produtos e serviços distintos a fim de atender um mercado cada vez mais exigente. O diferencial “inovação” é apontado como fator decisivo para a sobrevivência e, por isso, tornou-se prioridade em diversos setores da economia e também para governos do mundo todo. Já em 1950, o sociólogo americano Everet Rogers desenvolveu a teoria chamada Difusion of Innovation. Para ele,

12

“inovação é uma nova idéia, prática ou objeto. A novidade percebida da idéia para o indivíduo determina a sua reação. Se a idéia parece nova, é então uma inovação. Cinqüenta anos, e muitas mudanças depois, a definição de inovação é entendida de maneira mais complexa. A consultora e autora Bettina Von Stamm, por exemplo, descreve inovação baseando-se nos princípios de negócios, design e criatividade. De acordo com a especialista, para uma companhia inovar, deve-se ir além de apenas entender processos de

desenvolvimento de novos produtos, estratégias e pesquisas no departamento de desenvolvimento. Inovação, design e criatividade devem permear cada aspecto da empresa, pois são conceitos que envolvem curiosidade, vontade de experimentar, constante insatisfação e incessante busca por excelência. Um dos exemplos mais emblemáticos deste modelo de inovação, sem dúvida, é a Apple. O Ipod é um dos produtos mais inovadores da nossa geração, porém não é apenas sua forma/função que o torna


único. O suporte de uma gama de ações permitiu que o Ipod se destacasse no mercado hiper competitivo dos mp3 players, como o network criado entre gravadoras e a Apple por meio do Itunes. A inovação principal foi antecipar a tendência, reagindo de forma rápida e ousada à forte demanda do mercado musical, dando adeus à indústria do CD. Para chegar a este alto nível de inovação, como apontou Van Stamm, é preciso criar um ambiente favorável na empresa, reavaliando a cultura em todos os níveis de organização. Uma das

ferramentas é aplicar o conceito “pensar design” no entendimento do real sentido que seus produtos e serviços têm para seus clientes, algo que deve acontecer no nível funcional, cognitivo e emocional. A empresa inovadora que usa o design como linha mestre não se satisfaz em meramente servir seus clientes, mas insiste em exceder suas expectativas. Neste processo o design não é apenas a tradução do que a empresa representa, mas, sim, sua própria filosofia.

Design Thinking A habilidade do designer de criar algo novo vem do exercício diário de olhar o mundo sob diferentes perspectivas. Este “pensar design” ou “design thinking” tem sido objeto de estudos e de conferências pelo mundo, e hoje é definido como uma disciplina que usa a intuição em oposição à métrica para solucionar problemas e gerar novas idéias. Recentemente, o debate sobre o pensar design ganhou força com a aposta de David Kelley, um dos fundadores do escritório IDEO, e da

13


Stanford University em criarem a D-School, em referência às B-Schools (Business Schools). O objetivo da escola é fazer com que aluno se aprofunde completamente no design seguindo, basicamente, as cinco diretrizes da instituição: preparar pessoas com pensamento inovador; usar o design thinking para inspirar equipes multidisciplinares; promover a colaboração entre estudantes e indústria; pegar grandes projetos e prototipar idéias para descobrir novas soluções. Nas universidades inglesas é comum a colaboração com empresas. A Royal College of Art, tradicional instituição, é um exemplo típico. Em 2004, criou o Innovation RCA a fim de fomentar a inovação por meio do design. O modelo

14

atraiu a atenção de empresas que buscavam inovação para seus negócios, o que levou a universidade a buscar parcerias com outras duas instituições: Imperial College e a Tanaka Business School. Assim nasceu o Design London com o incentivo do governo britânico. Agora, o design thinking começa a sair das rodas de discussão dos designers para chegar entre os executivos de grandes empresas. As principais publicações de negócios nos EUA e Europa abrem espaços para cases de sucessos onde o design foi fator determinante, ampliando a educação desses líderes. Cursos de MBA oferecem módulos mostrando como os designers pensam no processo decisivo na busca de soluções inovadoras. Um dos principais incentivadores desse

processo é o professor Roger Martin da Rotman School of Management de Toronto, que estuda a diferença entre pensamento lógico e criativo a fim de aproximar esses dois mundos extremos focando a administração. O Brasil é, provavelmente, um dos melhores ambientes para a inovação no mundo. Primeiro, porque muitas instituições, inclusive o governo federal, estão fomentando o processo inovação nas diversas camadas empresariais Estão crescendo os investimentos e as linhas de financiamento para projetos de produtos e serviços inovadores. Segundo, porque o Brasil, ao contrário de muitos países, tem criatividade em abundância, algo que é natural de seu povo. Contudo, se diferenciar no mercado com produtos


e serviços não acontece por acaso nem da noite para o dia. Inovar requer riscos e investimentos de longo prazo, concentrando esforços no que realmente importa: uma equipe talentosa em um ambiente adequado para gerar boas idéias. Um dod principais desafios do investimento à inovação é que o retorno nem sempre é imediato e, muitas vezes difícil de ser quantificado. Esse talvez seja um dos grandes desafios na quebra de paradigma na cultura de uma empresa. O desafio é grande, mas as idéias são infinitas. Compete aos designers, agora, responderem ao chamado e continuarem superando as expectativas.

Fonte: http://abcdesign.com.br/artigos/ inovar-com-o-%E2%80%9Cpensardesign%E2%80%9D/

Kleber Puchaski é PhD em Vehicle Design pelo Royal College of Art (2008), Mestre em Design and Branding Strategy pela Brunel University (2004), ambos na Inglaterra, e é formado em Design de Produtos na PUC-PR (1997). Sua tese, intitulada “Feel the Future”, apresenta uma solução holística através do ‘pensar design’ a fim de ajudar as empresas a inovar e melhorar o potencial de suas marcas. Atua como consultor de design colocando em prática os 12 anos de experiência adquiridos em projetos de design, branding e design estratégico para pequenas e medias empresas até grandes conglomerados globais. Para ele, “Design é uma forma de pensar.”

15


A arte do papel de

Brodskaya

16


Yulia Brodskaya nasceu na Rússia (Moscovo). Antes de se mudar para o Reino Unido em 2004, estava interessada em diversas práticas criativas variando entre têxteis, pintura, origami e colagem: as tradicionais Fine Art. Após um mestrado em Comunicação Gráfica em 2006, pela Universidade de Hertfordshir), ela continuou a experimentar e explorar formas de reunir todas as coisas que ela gosta mais: tipografia, papel e altamente detalhados objetos artesanais feitos à mão.

Fonte: http://www.artyulia.com

17


18


19


O Design pode mudar o mundo por Lilian Pacce O design tem a capacidade de trazer mudanças positivas numa escala global: a opinião é do canadense Bruce Mau, que palestrou dia 17 de junho a convite do SPFW (São Paulo Fashion Week) e do jornal “Valor Econômico”, no seminário “Economia Criativa: Visão de Futuro”. Bruce utiliza de um otimismo surpreendente para incitar mudanças comportamentais em diferentes sociedades. Designer conceituado, escritor aclamado e um dos mais importantes nomes da cena contemporânea, Bruce vive entre Toronto (no Canadá) e Chicago nde concentra suas ações na reinvenção

20

Bruce Mau, designer canadense. Seu site: http://www.brucemaudesign.com


de modelos mercadológicos, inclusive para clientes como a MTV e a Coca-Cola. Ele também dedica atenção especial ao segmento das belas artes, com destaque para a organização e a curadoria da Bienal de Denver, com abertura prevista para julho de 2010. Blog LP foi conferir o evento, e destaca trechos da apresentação: - “Não estamos falando do mundo do design, mas do design do mundo” - “A crise econômica expôs as limitações dos nossos modelos existentes e exige que nos reinventemos. É uma oportunidade para um

novo pensamento criativo” - “A ideia do trabalho coletivo ainda é nova, mas cada vez mais necessária. Hoje não podemos pensar em mudança massiva, em mobilização, sem pensarmos em rede e interação interpessoal” - “O mercado não é natural, é desenhado-o que determina o que importa, o que vale… Precisamos redesenhar, repensar o conceito de riqueza. Ela não pode ser só riqueza de capitais, mas precisa ser riqueza de tecnologia, acesso e de mobilidade” - “O design faz as coisas espertas parecerem sexy” - “A forma que nós iremos mudar o mundo

é aplicando o design a modelos ultrapassados, tornando-os novos” - “O que é a realidade? Quantos por cento do jornal é o mundo de verdade? A realidade não é violência e conflito, mas colaboração e conectividade” - “Como designers, não podemos sustentar o luxo do cinismo”.

Fonte: http://www.lilianpacce.com. br/home/design-bruce-mau-seminario-spfw-valor/

21


para pensar 22

Todo dia é dia de design Autor: Guto Lins

Todos os dias quando o design toca, você levanta da sua design, calça um design e vai ler o design do dia. Senta no design da cozinha enquanto o pão esquenta no design. Toma um design de leite veste um design correndo e sai atrasado para pegar um design na esquina. Pela design você vê design para todos os lados: o design de uma peça de teatro, o design que pára a seu lado quando o design fecha e também o design que o guarda sopra quando o design abre. Entra no escritório pisando forte, fazendo barulho com seu design novo e antes de ligar o seu design de última geração, senta na sua design acolchoada, pega esta design, e fica mais confuso ainda… Afinal, o que é design? Fonte: http://shenrique.wordpress.com/2008/07/31/texto-todo-dia-e-dia-de-design-guto-lins/


23


Reference  

Arquivo final da revista eletrônica, desenvolvida na disciplina de Imagem Eletrônica da ESPM.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you