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Revista NE Cooperativo nº 2

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Ano I l No 2 l Julho de 2019

Uma parceria

Dia C em ritmo nordestino ENTREVISTA: Evair de Melo, presidente da Frencoop AGENDA: Veja como foi o maior evento do cooperativismo da região sudoeste da Bahia CRÉDITO: Sinal verde para a realização do Concred em Recife


Editorial

Sumário

4 5 8 10 11 12 13 13 14 19 20 21 22 23 24 25 26

Cooperação, o caminho para alcançar a felicidade

Entrevista Evair de Melo, presidente da Frencoop Giro Cooperativo Notícias do mundo cooperativo Giro NE Cooperativo - Bahia

N

Giro NE Cooperativo - Pernambuco Giro NE Cooperativo - Paraíba Giro NE Cooperativo - Maranhão Giro NE Cooperativo - Piauí Giro NE Cooperativo - Sergipe Capa No ritmo da cooperação Giro NE Cooperativo - Ceará Giro NE Cooperativo - Rio Grande do Norte Giro NE Cooperativo - Alagoas Opinião Pedro Henrique Duarte Proteção Cooperativa José Ribeiro Opinião Ricardo Balbinot Questão Cooperativa Adriana Amaral

o último dia 6 de julho, a celebração do Dia de Cooperar mais uma vez mobilizou cooperativas, dirigentes, colaboradores e pessoas imbuídas do verdadeiro espírito cooperativista, promovendo ações de voluntariado que beneficiaram milhares de pessoas por todo o país. Em sua décima edição, o Dia C 2019 comprovou novamente a força do movimento cooperativo, que tem a marca da solidariedade e união em prol das comuniCláudio Montenegro dades onde as instituições cooperativistas estão inseridas. Editor Executivo Mais que um sentimento nobre, é uma autêntica constatação de que, parafraseando Allan Kardec, fora da cooperação não há salvação. As ações de voluntariado promoveram uma onda do bem de norte a sul do país, dando um verdadeiro exemplo para a sociedade brasileira, e em especial para os governantes da nação, de que podem vislumbrar no cooperativismo o modelo ideal para gestão do país, oferecendo soluções igualitárias em termos de oportunidade de trabalho, geração de renda e emprego, diminuindo as distâncias sociais entre as classes e, principalmente, fortalecendo a economia nacional. Nós, cooperativistas, temos o propósito de promover o bem-estar socioeconômico de nossos semelhantes, trazendo resultados positivos para as instituições, empoderando as famílias e permitindo o acesso a sonhos individuais e coletivos, ou seja, possibilitando alcançar a tão almejada felicidade. Que nossos governantes possam tomar as ações promovidas neste Dia de Cooperar como exemplo de como o Brasil pode se unir em todos os recantos e atuar em favor de todos os brasileiros, mobilizando todas as classes, dando dignidade aos mais necessitados e restabelecendo o equilíbrio social que se desestruturou ao longo dos anos. Que novas ações de voluntariado continuem mobilizando a nação, fortalecendo o cooperativismo brasileiro e todos que dele comungam.

Pensamentos Cooperativos Emanuel Sampaio da Silva

Saudações cooperativistas e boa leitura!

NE COOPERATIVO é uma publicação em parceria da Comunicoop e Montenegro Grupo de Comunicação. End.: Rua Afonso Ferreira, 187 - Engenho de Dentro - CEP: 2, Rio de Janeiro, RJ. - Contatos e Publicidade: (21) 2215-9463 contato@montenegrogc.com.br | www.montenegrogc.com.br twitter.com/MontenegroGC | facebook.com/MontenegroGC www.necooperativo.com.br Parceria de Produção de Conteúdo: Comunicoop Editor Executivo: Cláudio Montenegro (MTB-RJ: 19.027) Contato: presidencia@comunicoop.com.br Coordenardor: Diego Ximenes (dxpontes@gmail.com) Programação visual: Felipe Amorim (felipeamorim@montenegrogc.com.br) Administração: Marcia Fraga (marcia.fraga@montenegrogc.com.br) Colaboração: Assessorias de Comunicação da OCEs e Sescoops da Região Nordeste - Ana Teixeira (PB), Diego Ximenes (PE), Gil Oliveira (RN), Iasmin Barros e Brenda Gomes (BA), Lewnardo Oliveira (MA), Sabrina

Scanoni (AL), Tarcísio Matos e Luana Marques (CE). Distribuição: Lideranças cooperativistas, dirigentes, gerentes, cooperados e funcionários de cooperativas de todos os segmentos (agropecuário, consumo, crédito, infraestrutura, produção de bens e serviços, saúde e transporte), entidades do Sistema ‘S’, federações de indústria e comércio, empresários, administradores e gestores, assessores jurídicos, auditores, contadores, profissionais de recursos humanos, associações, sindicatos, federações e entidades de classe de forma geral, orgãos e instituições governamentais, universidades, fornecedores de produtos e serviços para cooperativas e demais formadores de opinião. Artigos: os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores, não correspondendo necessariamente à opinião dos editores. Envio de pautas: redacao@necooperativo.com.br (as pautas recebidas são avaliadas pelos editores, sem obrigatoriedade de publicação). Capa: Sistema OCB/PB Julho/2019

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

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Um Brasil mais cooperativo Diálogo Ter mais representação política em todas as esferas de poder confere mais estabilidade e segurança ao setor cooperativista? Sem dúvida. O diálogo torna-se mais assertivo com quem conhece e tem informações sobre o setor. Como exemplo, cito a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, uma engenheira agrônoma e produtora rural, que tem conhecimento e sensibilidade sobre o cooperativismo. Mas gostaria de ver também um cooperativista à frente do Ministério da Economia, do Banco Central, no Supremo Tribunal Federal e, por que não, na Presidência da República. É essa ousadia que temos que ter para avançar além do nosso quadrado e ocupar mais espaço político. Por isso, a Frencoop quer conversar com os cooperativistas brasileiros, com a sociedade organizada e ouvir suas demandas. Estou confiante de que teremos o respaldo necessário para agirmos com coragem e determinação no Congresso Nacional, fazendo a nossa parte para ter um país melhor e mais cooperativo. Atuação focada Quais suas principais bandeiras e prioridades na Frencoop? A Frencoop tem como objetivo principal difundir o cooperativismo por todo o país. Temos o desafio de universalizar essa filosofia tão importante, que consegue produzir riquezas e distribuí-las de uma forma justa e transparente. Atuamos para disseminar os princípios e valores cooperativistas dentro do Parlamento, para que mais parlamentares conheçam e compreendam o cooperativismo. Dessa forma, ajudamos a divulgar o modelo de negócios cooperativo, ampliando sua presença e força em todo o Brasil. Um ambiente justo, que dialoga com a ciência, a tecnologia e a preservação de culturas e valores, permite que

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* Entrevista publicada originalmente na revista Paraná Cooperativo. Fonte: Site Sistema OCB.

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB

Entrevista

A

Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) é composta por 264 deputados federais e 37 senadores. É uma das frentes mais atuantes do Congresso Nacional e uma das estratégias do cooperativismo brasileiro na hora de propor e cobrar políticas públicas ou defender as demandas do setor junto aos Três Poderes da República. Para o deputado federal Evair de Melo (ES), presidente da Frencoop, uma “ação política eficaz tem como consequência a melhoria do ambiente de negócios das cooperativas”. Confira um pouco do que pensa o parlamentar.

mais cooperados tenham a oportunidade de inserção na cadeia produtiva de sua atividade, participando de forma competitiva do mercado por meio de uma cooperativa. Minha missão como presidente da Frencoop, atuando alinhado com o Sistema OCB, é a construção conjunta de uma agenda de trabalho. Vamos rodar o país todo para conversar e conhecer com profundidade as demandas e anseios dos cooperativistas. Sistema S Como a Frencoop se posiciona com relação aos riscos de cortes ao Sistema S? A Frencoop é totalmente contrária a qualquer possibilidade de redução da força e importância do Sistema S. O bom Sistema S, que tem utilidade para as pessoas e traz solução para muitos dos problemas do país, tem que ser valorizado, aperfeiçoado e fortalecido. São instituições que cumprem seu papel educacional, atuando com competência em capacitação, orientação e qualificação. O governo tem a obrigação e a legitimidade de cobrar resultados, e cabe a nós mostrar que o nosso sistema inclui as pessoas, as capacita, melhora a produtividade e as leva para o domínio do conhecimento. Penso que temos uma oportunidade de fazermos uma reflexão interna, um realinhamento. O Sescoop, no meu ponto de vista, é o modelo a ser seguido. O Sistema S é um instrumento fundamental para a capacitação e desenvolvimento do cooperativismo? O mundo evoluiu e mais do que em outras épocas, a capacitação tornou-se imprescindível para o desenvolvimento profissional das pessoas. Por exemplo, na área agrícola, o tratorista antigamente era um trabalhador geralmente com pouca instrução e qualificação. Hoje, para operar um trator ou uma colheitadeira é preci-

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so saber utilizar o GPS e uma série de instrumentos de comando digitais. No caso do produtor rural, ele necessita ter um bom conhecimento de economia financeira e mercado, para fazer a gestão adequada de seu negócio. E o Sistema S preenche essa lacuna com eficiência, promovendo a qualificação de toda a cadeia produtiva. Reformas Qual o posicionamento da Frente Parlamentar quanto às reformas da previdência e tributária? As reformas são uma prioridade para o Brasil. O país não pode mais esperar. A reforma da previdência já ganhou as ruas, com um sentimento popular de compreensão quanto à necessidade de mudanças, e a sociedade organizada tem posições claras e definidas da urgência disso. A reforma da previdência já deveria ter sido feita, inclusive no mandato anterior, e não podemos mais trabalhar com a hipótese de postergá-la. Temos que pensar nas futuras gerações, que terão garantias de suporte com a reforma. Uma consequência que também teremos é o restabelecimento dos investimentos no setor produtivo e na infraestrutura, o que vai impulsionar os indicadores econômicos do país e, principalmente, gerar mais empregos, num momento em que milhões de brasileiros estão sem trabalho. Temos o desafio de reerguer a indústria do país, criando um ambiente de empregabilidade, por isso é necessário também fazer a reforma tributária. Simplificar o nosso modelo tributário, que é muito caro, injusto e difícil de ser aplicado, é reduzir o fardo dos tributos sobre os empreendedores, pois esse sistema não favorece o emprego e ainda afeta a renda das pessoas. São agendas estruturantes que merecem toda a atenção da Frencoop e do cooperativismo.


Giro Cooperativo

O

cooperativismo gera trabalho, em-

sileiro, mas também

prego, renda e confirma sua impor-

para pedir que con-

tância socioeconômica para o desenvolvi-

tinuem olhando com

mento estratégico do país. É o que apontam

o cuidado que as co-

os números do Anuário do Cooperativismo

operativas merecem.

Brasileiro (2019), lançado na sessão solene

Nós já fazemos muito

conjunta realizada no Plenário do Senado

social e economica-

Federal, em homenagem aos 50 anos da

mente falando, mas

OCB, celebrados em 2019.

queremos e podemos

FOTOS: SISTEMA OCB

Senado celebra 50 anos da OCB em sessão solene

Senadores, deputados federais, re-

fazer muito mais! Por

presentantes dos poderes Executivo e Ju-

isso contamos com

diciário, e cooperativistas participaram

cada um de vocês... in-

do evento e – atentos – acompanharam

clusive dos representantes

o discurso do presidente da OCB, Már-

do governo federal e do

cio Lopes de Freitas, que discursou em

Judiciário aqui presentes. Temos demandas

nome dos 50 milhões de brasileiros liga-

urgentes tramitando nas Comissões desta

“Estamos na contramão do desem-

dos ao cooperativismo.

Casa de Leis e nos ministérios e, juntos, po-

prego! Geramos, entre 2014 e 2018,

demos transformar o Brasil num país muito

cerca de 18% a mais de postos de traba-

mais cooperativo”, enfatizou.

lho – bem mais do que os outros setores

Além do resultado das 6.828 cooperativas, a liderança cooperativista destacou a

O presidente Márcio Lopes de Freitas discursando no Senado; abaixo, os colaboradores do Sistema OCB em frente ao Congresso Nacional

econômicos. Segundo o IBGE, a empre-

necessidade de um olhar mais cuidadoso por parte dos parlamentares, para as ques-

de empregos diretos.

Trabalho e emprego

gabilidade brasileira, no mesmo período,

tões que tramitam no Congresso Nacional.

Dentre os principais resultados obti-

cresceu apenas 5%. Tanto que o número

“Diante da relevância das cooperativas

dos pelas cooperativas nos últimos anos

de cooperados, ou seja, quem trabalha

para o país, gostaria de aproveitar a oportu-

e destacados pelo presidente da OCB

por um país melhor, também cresceu e o

nidade para agradecer a todos pelo empe-

estão o aumento no ingresso de novos

percentual é de encher os olhos: 15%”,

nho em desenvolver o cooperativismo bra-

cooperados e o crescimento na geração

destacou o presidente da OCB.

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

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Giro Cooperativo

Fonte: Sistema OCB

Portaria amplia participação de cooperativas agro DIVULGAÇÃO

F

oi publicada no Diário Oficial a Portaria 144/2019 que possibilita aos agricultores familiares associados às cooperativas agropecuárias não detentoras de DAP Jurídica comercializarem sua matéria-prima no âmbito do Selo Combustível Social. O Selo auxilia tanto na inclusão produtiva e social dos agricultores familiares fornecedores de matéria-prima para a produção de biodiesel como na geração de renda no campo. Sustentando a organização produtiva desses agricultores, amparando sua inserção no mercado e viabilizando de forma efetiva o acesso à assistência técnica aos associados, as cooperativas agropecuárias são peças fundamentais para a instrumentalização do programa. É uma ferramenta de fomento à inserção do agricultor familiar cooperado de forma organizada e qualificada no mercado do biodiesel. A cooperativa cria condições para a comercialização da matéria-prima de seus cooperados, em volume, para as empresas de biodiesel. Em contrapartida,

recebe apoio para que possa disponibilizar assistência técnica adequada e direcionada aos seus produtores. Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a portaria é fundamental para o cooperativismo agropecuário brasileiro: “A medida permite que 40 mil novos agricultores familiares de cooperativas possam comercializar suas matérias-primas para a produção de biodiesel, ampliando seu acesso a novos mercados”.

As vantagens que este produtor encontra ao se associar a uma cooperativa são ainda maiores, já que elas são capazes, graças ao volume total de produção, de abrir os caminhos do produto deste agricultor familiar até as empresas de biodiesel. A medida é um pleito que vinha sendo trabalhado pelo Sistema OCB desde governos anteriores e consta em sua Agenda Institucional e no documento entregue aos candidatos à presidência em 2018.

RF reconhece alíquota zero do IOF sobre câmbio de exportação

A

Receita Federal (RF) revisou o en-

Os representantes dos exportadores e

tendimento anterior sobre câmbio

das instituições financeiras afirmam que

exportação e reconheceu a aplicação

a manutenção dos recursos no exterior

Esses normativos estabelecem que o

da alíquota zerada do Imposto sobre

ocorre, principalmente, pela dificuldade

contrato de câmbio de exportação de-

Operações Financeiras (IOF) mesmo

em efetuar as operações de câmbio no

verá ser celebrado para liquidação

quando os recursos forem mantidos no

mesmo dia, em razão do fuso horário,

pronta ou futura, prévia ou posterior ao

exterior. Essa revisão era um pleito das

da complexidade das ações de monito-

embarque da mercadoria ou da presta-

cooperativas exportadoras e contou

ramento e da dificuldade de acompanhar

ção do serviço, observado o prazo má-

com forte atuação da OCB.

os depósitos em tempo real, impossibili-

ximo de 750 dias entre a contratação e

tando a internalização dos recursos no

a liquidação. No caso de contratação

mesmo dia do depósito.

prévia, o prazo máximo entre a con-

O problema surgiu em 2018, com a publicação da Solução de Consulta

selho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil (BCB).

COSIT nº 246, quando a RF passou a

De acordo com a Solução de Consulta

tratação de câmbio e o embarque da

exigir o recolhimento do IOF, à alíquota

COSIT nº 231, publicada em 24 de julho,

mercadoria ou da prestação do serviço

de 0,38%, nas remessas ao Brasil de

para garantir a alíquota zero de IOF nas

é de 360 dias. O prazo máximo para

recurso provenientes de exportação,

operações de câmbio relativas ao ingres-

liquidação do contrato de câmbio é o

que foram mantidos em conta no exte-

so no país de receitas de exportação de

último dia útil do 12º mês subsequente

rior após a data de conclusão do pro-

bens e serviços, deverão ser observados a

ao do embarque da mercadoria ou da

cesso de exportação.

forma e os prazos estabelecidos pelo Con-

prestação do serviço.

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NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019


Giro Cooperativo

PEC Nordeste recebe dirigentes paraibanos irigentes de nove cooperativas e do Sistema OCB/PB representaram a Paraíba no XXIII Seminário Nordestino de Pecuária (PEC Nordeste), realizado em junho, em Fortaleza (CE). Um dos destaques da programação foi o Seminário sobre Cooperativismo, que contou com uma palestra do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, Márcio Lopes de Freitas. O evento foi coordenado pela OCB/CE. “O evento foi uma oportunidade de aprendizado, troca de experiência e de contatos entre os dirigentes das nossas cooperativas agropecuárias e produtores rurais de toda a região”, comentou o presidente do Sistema OCB/PB, André Pacelli.

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/PB

D

André Pacelli (à direita) e dirigentes do cooperativismo paraibano participaram do PEC Nordeste

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

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Giro NE Cooperativo - Bahia

Fonte: Sistema OCB/BA

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/BA

Coopera Sudoeste debate desenvolvimento sustentável

O público presente recebeu as boas-vindas do presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio (dir.)

O

maior evento do cooperativismo da região sudoeste da Bahia, o Coopera Sudoeste, ocorreu nos dias 17 e 18 de julho, no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, reunindo dirigentes, gestores cooperativistas, bem como públicos de interesse. Idealizado pelas cooperativas Coopmac, Sicoob Credcoop e Sicoob Crediconquista, em parceria com a CTES e Unimed Sudoeste, com apoio do Sescoop/BA e da OCEB, o Coopera Sudoeste tem a previsão de acontecer de dois em dois anos, sendo que nessa primeira edição o tema central foi “Desenvolvimento sustentável das cooperativas do Sudoeste da Bahia”. A abertura contou com as boas-vindas ao público pelo presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio, pelo Secretário de Finanças de Vitória da Conquista, Jonas Sala, e por Márcio Freitas, presidente do Sistema OCB, que proferiu a palestra magna da abertura. Em sua fala, Tecchio refletiu acerca do cooperativismo no cenário atual, das possibilidades de crescimento desse modelo de negócios que traz desenvolvimento econômico e social, tanto nacionalmente, quanto regionalmente, como é o caso do sudoeste baiano. “Esse evento é para mostrar um pouco do que a região faz, o que ela desenvolve, o que ela produz, o que ela pode dar para a população e para os pequenos municípios da região.

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Cada vez mais, Conquista aparece no cenário baiano e brasileiro do cooperativismo e isso é muito importante”, disse. Representando o prefeito da cidade, o Secretário Jonas Sala ressaltou que as cooperativas são estruturas econômicas importantes, pois além dos princípios éticos e interesse pela comunidade, é um sistema que distribui renda de forma mais igualitária e incentiva a capacitação dos associados. “Vitória da Conquista é um celeiro do cooperativismo e eventos como este estimulam e divulgam o trabalho desse sistema, que, sem dúvida, melhora a nossa sociedade, produzindo e distribuindo riquezas”, completou. Durante a sua palestra, o presidente Márcio Lopes apresentou um panorama do sistema cooperativista no Brasil e no mundo, o trabalho de representação que o Sistema OCB tem feito na defesa de importantes pautas favoráveis ao cooperativismo, além do compromisso do sistema cooperativista com o desenvolvimento sustentável. Em relação ao evento, ele comentou: “A ideia base ao organizarem o evento é muito interessante porque é sumamente cooperativista. A cooperativa não é um negócio que sai de fora, ela é um negócio que vem de dentro, que vem da base, então, eu acredito muito nisso, na sustentabilidade do cooperativismo porque ele age dessa forma, portanto, tem um ambiente muito propício para o desenvolvimento”.

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

Encerrando a noite, os organizadores do evento homenagearam o ex-deputado Coriolano Sales, “in memoriam”, pelo legado no desenvolvimento do cooperativismo no sudoeste baiano, e também Márcio Lopes de Freitas e Cergio Tecchio, por trabalharem em prol do cooperativismo, difundindo seus princípios e defendendo seus valores. Ciclo de palestras A programação contou com palestrantes de referência no cenário cooperativista e de destaque nacional, que abordaram assuntos relacionados ao desenvolvimento sustentável, relacionamento com o associado, gestão empreendedora, competitividade e sustentabilidade econômica de cooperativas. A palestra de Ayrton Spier, líder cooperativista com vasta experiência na área, coordenador Geral da Aliança Láctea Sul Brasileira e ex-secretário de agricultura e da pesca de Santa Catarina, foi sobre os “Fundamentos da Competitividade e Sustentabilidade Econômica de Cooperativas”. Ele embasou sua fala com muitos exemplos e dados sobre o cenário brasileiro em relação a negócios e competividade e explicou como a boa gestão pode ser um diferencial para o cooperativismo nesse contexto. ​Ainda pela manhã, Carmem Tereza Zagheti, Assessora de Ação Educativa na Lar Cooperativa Agroindustrial/PR, com a participação de Adriano Finger, Coor-


denador do Conselho Fiscal da Lar Cooperativa, falaram sobre “Relacionamento com associado”, apresentando o trabalho feito na Lar nas diferentes dimensões (econômica, social e ambiental) para estimular a participação dos associados e funcionários na cooperativa, com ações voltadas para a educação cooperativista. Roberto Belotti, professor especialista em palestras motivacionais com foco no tema cooperativismo, refletiu com os participantes sobre “O desafio dos dirigentes da cooperativa: atrair e manter cooperados”, apontando ações e estratégias necessárias para construir e/ou potencializar essa relação entre gestores e cooperados. O encerramento do evento ficou a cargo de Caco Barcellos, escritor e repórter de destaque nacional e apresentador de programa jornalístico na Rede Globo, que conversou com o público sobre temas

atuais e instigantes, como desigualdade econômica e social, sob a perspectiva das suas experiências jornalísticas e com olhar sempre voltado para as pessoas. Uma das participantes, a artista plástica, Valéria Vidigal, opinou sobre o Coopera Sudoeste, destacando o aspecto da intercooperação. “Eu acho que Vitória da Conquista ganhou muito com a edição. Eu achei super bacana a união de quatro cooperativas bem diferentes [para a realização do evento]. E que esta primeira edição venha a ser uma semente para que a gente possa colher mais frutos no decorrer dos anos e que não pare por aqui”. Já para Uagnis Souza, diretor superintendente e cooperado fundador da Unimed Sudoeste, o Coopera Sudoeste é um fato de extrema relevância para o cooperativismo, principalmente da região. “Temos em Vitória da Conquista algumas

cooperativas em franco progresso, mas precisamos de um incentivo maior das pessoas, de uma creditação maior das pessoas no cooperativismo, tendo em vista que no Nordeste ainda é incipiente. Ao realizarmos eventos como esse eu tenho a impressão que, em breve, vamos ter um avanço no cooperativismo”, refletiu. O Coopera Sudoeste também abriu espaço para as cooperativas da região fazerem negócios por meio da exposição de seus produtos e serviços. Nesta edição participaram da exposição as seguintes cooperativas: Coopmac, Unimed Sudoeste, CTES, Sicoob Crediconquista, Sicoob Credcoop, Cooproaf e Coopardo / Cooleite. O Sistema OCEB aproveitou a oportunidade para montar seu stand com a identidade visual do SomosCoop para ampliar a visibilidade desse Movimento que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil.

A opinião de quem participou do evento “A 1ª edição do Coopera Sudoeste foi marcada pela intercooperação entre as cooperativas idealizadoras e apoiadoras do evento, tendo como principal objetivo disseminar o cooperativismo na Região Sudoeste da Bahia, o qual foi alcançado com sucesso, diante das manifestações positivas do público envolvido.” Rejane Silva de Almeida, presidente do Sicoob Credcoop. “Foram dois dias sensacionais. Eu acho que nós conseguimos, com os palestrantes que vieram aqui, deixar algo de positivo para a sociedade de Conquista. Era realmente o nosso objetivo, a gente trazer palestrantes de primeira qualidade, palestrantes que entendem do sistema de progresso, do sistema de sustentabilidade para as comunidades. E nós estamos completamente satisfeitos com as apresentações, porque sentimos que o público absorveu algo, e algo positivo para a sociedade.” Valeriano de Almeida, presidente do Sicoob CrediConquista. “Refletir e discutir ideias para conquistarmos a sustentabilidade das cooperativas no cenário do sudoeste baiano é muito importante. O Coopera

Estande da Unimed, uma das cooperativas participantes

Sudoeste, além disso, possibilitou mais união, mais intercooperação e conexões de esforços para fortalecermos a campanha SomosCoop. Temos orgulho de fazer parte da maior cooperativa em saúde do mundo e, nesta ocasião, renovamos nossos votos de confiança e comprometimento em prol do cooperativismo em nossa região.” Liomar Couto, diretor presidente da Unimed Sudoeste. “Somos profundamente gratos por todo apoio e confiança prestados a nós para a realização deste novo e grandioso evento. O Coopera Sudoeste foi idealizado pelas cooperativas regionais, com o apoio da Sescoop, mas o sucesso foi devido à soma de centenas de pessoas que se dispuseram

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

a nos prestigiar. O cooperativismo é uma filosofia de vida que busca transformar o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos. Nosso objetivo é impulsionar essa ideia no nosso município e em toda região sudoeste, fortalecendo, juntos, os ideais cooperativistas.” Elicarla Silva de Queiroz, presidente da cooperativa de trabalho CTES. “O evento foi muito positivo, não só para as cooperativas, para as lideranças cooperativas, para os colaboradores das cooperativas, para as cooperativas que não estão regulares com o Sistema OCEB, mas para os formadores de opinião da cidade, para o corpo docente de diversas universidades, empresários e diretores de escolas. As palestras conversaram entre si, o que foi muito importante. Uma das coisas que melhor aconteceu nesse evento foi a formação de um núcleo das cooperativas do sudoeste da Bahia, e vamos continuar promovendo eventos, workshops. Estamos muito empolgados e vimos a nossa capacidade de organização. Isso é a força do cooperativismo.” Jaymilton Gusmão, presidente da cooperativa agropecuária Coopmac.

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Giro NE Cooperativo - Pernambuco

Colaboração: Diego Ximenes/Sistema OCB/PE

DIEGO XIMENES/SISTEMA OCB/PE

Sinal verde para o Concred em Recife

Lideranças do cooperativismo pernambucano receberam a delegação da Confebras para formalizar a realização do Concred em Recife em 2020

A

gora é fato. A capital pernambuca-

adequado até o local do evento.

será diferente na região Nordeste. Esta-

na receberá a 13ª edição do Con-

O Recife foi escolhido após um estudo

mos comprometidos para fazer o melhor

gresso Brasileiro do Cooperativismo de

de viabilidade feito pela própria Confe-

e maior evento do setor já visto no país”,

Crédito (Concred). O evento é reconhe-

bras. A análise também foi realizada em

contou Kedson.

cido como o maior encontro do seg-

outras quatro capitais da região Nordes-

As palavras de Kedson animaram

mento na América Latina. O projeto do

te. Um dos pontos que mais reforçaram

ainda mais as lideranças do setor em

evento tomou solidez na cerimônia que

a participação da cidade no evento foi

Pernambuco. Dentro da cerimônia, foi

formalizou a assinatura do contrato com

a estrutura aeroportuária, aliado à pro-

firmado um acordo de divulgação do

a empresa de Turismo de Pernambuco

ximidade da rede hoteleira com o Centro

evento dentro das cooperativas. As redes

(Empetur), administradora do Centro de

de Convenções.

sociais também ajudarão a difundir a im-

Convenções do estado. A nova edição

Além da comodidade de trazer o

portância da participação no Concred. O

está programada para os dias 7, 8 e 9

evento ao Recife, o Concred chega na

Sistema OCB/PE também adere a causa

de outubro de 2020. O documento foi

região em um momento bastante oportu-

na divulgação e promoção de futuras

assinado em frente de lideranças do co-

no na visão do presidente da Confebras,

reuniões para engajar cada vez mais a

operativismo de crédito de Pernambuco,

Kedson Macedo. O Nordeste é a região

adesão do ramo ao evento.

além de representantes do Sistema OCB/

que registra o menor valor em depósitos

“O Concred parte do princípio da fo-

PE, que foi um dos principais apoiadores

em cooperativas de crédito. Nos últimos

mentação da cultura cooperativista finan-

para trazer o evento ao estado.

meses foram registradas movimentações

ceira por onde passa. Em Pernambuco,

O Concred é um evento internacional,

totais de R$ 5,48 milhões, enquanto no

trabalharemos para alavancar não só o

que reúne lideranças de diversas coope-

Sul o valor está em R$ 68,09 milhões e

crédito, mas diversos outros segmentos do

rativas, na maioria pessoas do ramo cré-

no Sudeste R$ 35,23 milhões.

cooperativismo, que podem aproveitar as

dito, para debater o setor e participar de

“Além de congregar pessoas para fa-

oportunidades proporcionadas por esse

palestras que auxiliem no modo de tra-

lar sobre o setor, queremos estudar as

grande encontro. Temos certeza de que

balho. A expectativa para 2020 é que o

peculiaridades locais para fazer o coope-

faremos um grande evento em 2020, pois

evento receba até quatro mil pessoas. E

rativismo de crédito se desenvolver mais

o trabalho de preparação já começou.

para isso, a cidade escolhida deve ter um

na região e se enquadrar com o que está

Auxiliando nessa meta, contamos com o

bom aparato na rede hoteleira, aeropor-

acontecendo em todo o Brasil. O Concred

apoio das cooperativas de todo o Nor-

to com uma extensa grade de distribui-

sempre foi um evento que deixou boas se-

deste”, finalizou Malaquias Ancelmo de

ção aeroviária e um plano de mobilidade

mentes plantadas por onde passou. Não

Oliveira, presidente do Sistema OCB/PE.

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NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019


Giro NE Cooperativo - Paraíba

Colaboração: Ana Teixeira/Sistema OCB/PB

DIVULGAÇÃO AL/PB

Criada a Frencoop paraibana

Dirigentes cooperativistas comemoram instalação da Frencoop -PB

D

esde junho, as cooperativas estão

mento da Frencoop-PB.

A voz do cooperativismo no Legislativo

oficialmente representadas na As-

Presidente da Frencoop-PB, o deputa-

Representando a OCB Nacional, a

sembleia Legislativa da Paraíba. Após

do estadual Lindolfo Pires afirmou que a

gerente de Relações Institucionais Fabíola

anos de interlocução política do Sistema

Frente vai atuar em sintonia com o Siste-

Nader falou sobre o objetivo da Frenco-

OCB/PB, foi instalada a Frente Parla-

ma OCB/PB. Entre as atividades a serem

op e o trabalho desenvolvido no âmbito

mentar em Defesa do Cooperativismo

propostas estão audiências públicas, de-

do Congresso Nacional. “O papel desta

(Frencoop-PB). Para o presidente do Sis-

bates, apresentação de ações legislativas,

Frente é ser a porta de entrada, a voz do

tema OCB/PB, André Pacelli, a iniciativa

visitas às cooperativas, além de ações

cooperativismo no Poder Legislativo. Ou

representa um marco para o cooperati-

pela desburocratização e fortalecimento

seja, conseguir votar pelas demandas das

vismo paraibano. Dirigentes cooperati-

de setores que estejam em crescimento.

cooperativas nas legislações e nas políti-

vistas de vários municípios paraibanos

“O nosso objetivo é, primeiramente,

prestigiaram o evento, realizado na sede

estimular um segmento que na Paraíba

do Legislativo estadual.

gera emprego e renda nos mais diversos

“A gente faz isso em Brasília, com a

cas públicas que são criadas dentro desse órgão”, destacou.

“A Frente é suprapartidária, plural e

ramos. A outra questão é dar visibilidade

Frencoop Nacional, que conta com 265

tem o propósito de desenvolver a ativida-

a este trabalho que é feito por mais de

deputados federais e 38 senadores da

de econômica na Paraíba por meio do

60 mil cooperados em todas as regiões

República. Eles são a nossa voz no Con-

cooperativismo. Precisamos alavancar

do estado e mostrar a potencialidade do

gresso para defender as nossas pautas

a nossa economia e o cooperativismo é

cooperativismo”, disse o deputado.

e a gente conseguir realmente ter nor-

uma ferramenta importante de inserção

Além de Pires, a Frencoop-PB tem

mativos que respeitem e entendam o

social e econômica. Sabemos que onde o

como signatários os parlamentares Mano-

modelo cooperativista. E, com certeza,

cooperativismo se desenvolveu há menor

el Ludgério, João Henrique, Pollyanna Du-

vai ser assim que os parlamentares vão

vulnerabilidade social, uma melhor dis-

tra, Edmilson Soares, Felipe Leitão, Wilson

atuar aqui também. Independentemente

tribuição de renda e um IDH muito mais

Filho, Inácio Falcão, Chió, Taciano Diniz,

de partido, o que importa é o cooperati-

forte”, destacou Pacelli durante o lança-

Moacir Rodrigues e Anderson Monteiro.

vismo”, acrescentou.

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

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Giro NE Cooperativo - Maranhão

Colaboração: Aureliana Luz/Sistema OCB/MA

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/MA

Maranhão participa do Capacita Coop

Representantes de todas as unidades estaduais do Sistema OCB/Sescoop participaram do treinamento

A

semana de capacitação das unidades estaduais do Sistema OCB, o Capacita Coop 2019, realizada em julho, em Brasília, contou com a participação de quatro representantes da Unidade Estadual do Maranhão. Após quatro dias de intenso trabalho, reflexões e capacitação, o encerramento se deu por meio da palestra do professor André Bello com o tema que foi o mote do evento: “É im-

possível implantar processos sem plantar atitudes”, em que foi possível proporcionar aos participantes momentos de profundas reflexões sobre as transformações do mundo corporativo contemporâneo e sobre o futuro das organizações. De forma dinâmica, o palestrante explanou que as transformações só são possíveis quando existe uma prática diária de mudanças de hábitos e atitu-

des. O evento teve como foco a troca de conhecimento e boas práticas sobre o aperfeiçoamento das áreas de formação profissional, promoção social, monitoramento, planejamento e operação, além da vivência coletiva de planejamento e execução de uma estratégia em busca do sucesso, e a capacitação sobre gestão de dados, bem como a implantação de indicadores.

Inaugurado banco de alimentos com presença de governador DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/MA

O

Flávio Dino, Aureliana Luz e colaboradoras do projeto Cooperar

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governador do Maranhão, Flávio Dino, o secretário da Ceasa de São Luís, Márcio Honaiser, o presidente da cooperativa Cohotifrut, Milton Gadelha, a presidente do Sistema OCB/MA, Aureliana Luz e dezenas de autoridades estaduais participaram da inauguração do banco de alimentos oriundo do Projeto Cooperar, da cooperativa Cohotifrut - Ceasa. O banco de alimentos irá garantir a coleta, seleção, limpeza e distribuição gratuita dos alimentos aos beneficiários do projeto. Os contemplados foram previamente cadastrados e avaliados dentro dos critérios exigidos para a participação. O Banco de alimentos visa a minimizar os efeitos da fome e combater o desperdício de alimentos, além de possibilitar o acesso de mais de 40 mil famílias em situação de insegurança alimentar a alimentos básicos selecionados e de qualidade.

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019


Giro NE Cooperativo - Piauí

Fonte: Sistema OCB/PI

Cooperativas lançam aplicativo Táxi THE no Piauí m Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa dos Taxistas na Rodoviária de Teresina (Cootatero), ocorrida na Casa do Cooperativismo, sede do Sistema OCB/Sescoop-PI, ocorreu o lançamento do Táxi THE, o aplicativo de táxi constituído através de reuniões com cooperativas e o sindicato da categoria, com o apoio do Sistema. O presidente da Cooperativa, Jenison Lopes, conta que o aplicativo surgiu da necessidade de se adequar a novas tecnologias, aliado à praticidade de se ter um táxi já sabendo o percurso e o preço cobrado antecipadamente. “As pessoas só precisam baixar no celular, inserir as informações solicitadas e podem iniciar a viagem, indicando se o pagamento será feito no cartão ou em dinheiro”, conta Jenison. O Táxi THE é mais uma ferramenta para oferecer aos cooperados de forma que os cooperados terão mais condições para contribuir com a cooperativa. Ele

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/PI

E

Representantes de todas as unidades estaduais do Sistema OCB/Sescoop participaram do treinamento está disponível na loja online Playstore. “Agradeço ao Sistema por esse apoio e podem contar sempre conosco. Estamos todos de parabéns pela nossa intercoo-

peração e por estarmos levando o cooperativismo, não só para a capital Teresina mas também para o estado do Piauí”, concluiu o presidente da cooperativa.

Giro NE Cooperativo - Sergipe

Fonte: Sistema OCESE

Cursos movimentam Sescoop/SE Unidade do Sescoop/SE vem capacitando as cooperativas filiadas ao Sistema Ocese através de cursos de aperfeiçoamento profissional, possibilitando dirigentes, técnicos e colaboradores o acesso a conhecimentos e práticas de gestão em suas singulares. Um bom exemplo foi o curso “Análise de Balanço para Concessão de Limites de Crédito”, que reuniu conselheiros e colaboradores das cooperativas do ramo crédito Sicredi Aracaju e Sicoob. Outro curso promovido pela Unidade foi “Trabalho em Equipe e Comunicação Interpessoal” para colaboradores e cooperados de cooperativas dos ramos saúde, crédito, infraestrutura e transporte.

Na foto maior, o presidente do Sistema Oces, João Teles saudando os participantes do curso de Análise de Balanço; ao lado, dinâmica do curso de Trabalho em Equipe e Comunicação Interpessoal

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

FOTOS: SISTEMA OCESE

A

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Capa

No ritmo da cooperação

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NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019


A celebração do Dia de Cooperar 2019 movimentou todas as Unidades Estaduais do Sistema OCB/Sescoop no Brasil, promovendo ações de voluntariado que atenderam a milhares de pessoas. Na região Nordeste, o cooperativismo mostrou toda sua força em grande estilo, com sua diversidade cultural e forte participação das cooperativas de cada estado. NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

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Capa

Serviços gratuitos no Maranhão

A

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/MA

celebração do Dia de Cooperar no Maranhão contou com a participação voluntária de 40 cooperativas, que se uniram e levaram diversos serviços gratuitos para aproximadamente três mil pessoas no Pátio Norte Shopping, localizado na cidade de São José de Ribamar, em São Luís (MA). O evento contou cortes de cabelo, consultas médicas, odontológicas, oftalmológicas, aferição de pressão, teste de glicemia, além de distribuição de lanches Voluntários atuando no Dia C em São Luís (MA) e atividades recreativas para as crianças.

Para a presidente do Sistema OCB/ MA, Aureliana Luz, o evento marcou não só a celebração dos projetos de responsabilidade social realizados ao longo dos anos, mas também o desejo cooperativista de continuar atuando para um mundo mais justo. “Estamos juntos da comunidade para mostrar que cooperar é muito importante e que o Sistema Cooperativista tem crescido e contribuído com o desenvolvimento econômico, político e social do país”, afirmou Aureliana.

Quase 3.500 atendimentos à população no Ceará dia amanheceu sob ameaça de chuvas, mas logo o sol se fixou no céu para dar ainda mais brilho ao Dia C em Fortaleza. E o evento cumpriu o seu objetivo de colocar em prática os valores e os princípios do cooperativismo local por meio de programas direcionados ao desenvolvimento social da comunidade. O Dia de Cooperar sensibilizou, mobilizou e convergiu os esforços de 13 cooperativas e 10 entidades parceiras. Mais de 400 voluntários em ação realizaram quase 3.500 atendimentos à população (do corte de cabelo à emissão de bilhete único, da degustação de produtos da agricultura familiar à cadastro de empregos). Com a palavra, o Diretor-Executivo do Sistema OCB/ CE, José Aparecido dos Santos. “A 10ª edição do Dia de Cooperar correspondeu plenamente às expectativas de todos nós que fazemos o Sistema no estado do Ceará. Não apenas pelo número de atendimentos, mas pelo bom público que foi assistir aos espetáculos de muita qualidade, com humor e muita música, sem falar da prática de atividade física com o pessoal da melhor idade”. Para ele, o Dia C 2019 “foi um dos melhores até agora”.

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/CE

O

Muita animação em Fortaleza (CE) na comemoração do Dia C

A

s cooperativas do Piauí atraíram mais de sete mil pessoas para celebrar o Dia de Cooperar, em uma grande festa de cidadania e responsabilidade social realizada no dia 6 de julho, em Teresina, na praça de eventos do shopping Riverside. Leonardo Eulálio, presidente do sistema OCB no Piauí, falou da sua alegria em celebrar mais um ano do importante trabalho desenvolvido pelo cooperativismo. “É uma satisfação ver o tra-

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balho que realizamos todos os anos, graças ao empenho das cooperativas’’, comemorou. A ação reuniu 350 voluntários, quatro cooperativas e 18 parceiros. Foram mais de 3 mil atendimentos em serviços de saúde, educação, beleza e cidadania. Entre eles o de emissão de primeira e segunda vias de carteira de identidade, orientações jurídicas e educação financeira, além de uma programação cultural que animou a plateia. Um

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/PI

Mais de sete mil pessoas em Teresina

A Orquestra Sanfônica Infantil se apresentou no Dia C em Teresina (PI) dos pontos altos foi a apresentação da Orquestra Sanfônica Infantil do município de

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

Campo Maior, que presenteou a todos com clássicos do cancioneiro nordestino.


o Rio Grande do Norte, a celebração do Dia de Cooperar 2019 aconteceu na Escola Municipal Ivonete Maciel, bairro de Cidade da Esperança em Natal. As parceiras desde o início do movimento Dia C no Rio Grande do Norte, Unimed, Coopmed, Coopanest, Coopern Enfermagem e Uniodonto, receberam o reforço com a primeira participação da Cooperfísio. O time de 200 voluntários contou com pediatras, ginecologistas, clínicos gerais, mastolo-

gistas, dentistas, fisioterapeutas, enfermeiros e anestesistas que doaram a manhã de sábado para oferecer seu trabalho à comunidade (foto ao lado). A programação contou com orientações de saúde bucal, escovação e aplicação de flúor, massagem, orientações de saúde e atividades educativas, como o curso de suporte básico de vida. As especialidades foram escolhidas com a orientação da escola, abrangendo aquelas de maior carência na localidade.

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/PE

Dia C movimenta Caruaru

Além das cooperativas, as Secretarias Municipais de Saúde, STTU e Setrans foram parceiras do evento, emitindo cartões do Serviço único de Saúde (SUS), carteira de transporte gratuito e cartões de estacionamento para idosos. Cerca de 150 documentos foram confeccionados. “É muito gratificante saber que podemos contar com esta disponibilidade e força voluntá-

Em Alagoas, ações de saúde bucal

U

O corte de cabelo foi concorrido no Dia C em Caruaru (PE)

E

m Caruaru, no agreste pernambucano, a celebração do Dia de Cooperar contou com muitos serviços gratuitos para a população. A ação foi realizada no Centro Municipal de Educação Infantil – CIMEI – Babu, no Bairro João Mota, com atendimento médico, rodas de conversa, espaço infantil, orientações trabalhista; corte de cabelo, oficina de maquiagem, massagem. Além de atendimento psicológico, oftalmologista, endocrinologista, pediatria, distribuição de brindes, entre outros. Cinco cooperativas e 140 voluntários beneficiaram apro-

ximadamente três mil pessoas. A iniciativa teve o apoio do Sescoo/PE e diversos parceiros. Para o presidente do Sistema OCB/PE, Malaquias Ancelmo de Oliveira, a celebração foi um sucesso no interior de Pernambuco com a participação das cooperativas, voluntários e da comunidade. “Optamos por realizar esse evento em Caruaru pelo fato de ter uma quantidade significativa de cooperativas. Além disso, nesta área há muitas pessoas que necessitam dos serviços de cooperativismo. Praticar a cooperação é buscar a felicidade das pessoas”, afirma.

ria das nossas cooperativas num movimento que une as pessoas com objetivo de fazer o bem, um dos pilares do cooperativismo”, declarou Sônia Rocha, superintendente do Sescoop/RN.

m sábado especial. Assim foi o Dia de Cooperar na comunidade do Piau, na cidade de Piranhas, sertão alagoano. Durante o evento foram oferecidos atendimentos odontológicos gratuitos. Uma equipe da Cooperativa de Enfermagem de Alagoas (Coopeal) também estava disponível para aferir pressão, fazer teste de glicemia e verificar o Índice de Massa Corpórea (IMC). Dentistas estavam distribuídos em quatros pontos do povoado, que tem em torno de seis mil habitantes. Cerca de 450 procedimentos foram realizados em crianças, adolescentes, adultos e idosos. O Dia C no Piau foi realizado pelo Sistema OCB Ala-

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

goas em parceria com a Cooperativa de Produtores de Mel, Insumos e Produtos da Agricultura Familiar (Coopeapis). “Decidimos voltar o Dia C deste ano para ações em saúde bucal por ser um grande problema que afeta a região. 90% da população carente no Brasil têm problemas de dentição. Estamos trabalhando para oferecer atendimento às comunidades mais necessitadas”, declarou o presidente da OCB Alagoas, Marcos Rocha. Além da Coopeapis e Coopeal, também participou do evento a Cooperativa Educacional de Xingó (Coopex) que levou uma banda de música formada por estudantes de escolas cooperadas (foto abaixo).

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/AL

N

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCERN

Cooperativas levaram atendimento a comunidade no Rio Grande do Norte

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Capa

U

ma manhã ensolarada e um dos mais belos cartões-postais de João Pessoa – o Parque da Lagoa Sólon de Lucena – compuseram o cenário perfeito para uma das maiores celebrações do Dia de Cooperar já realizadas na Paraíba. Mais de 3 mil pessoas passaram pelo evento, superando a média de público das edições anteriores. Mais de 200 pessoas trabalharam voluntariamente para transformar o encontro em sucesso. Diversos serviços foram oferecidos: cadastro de emprego, orientação ao consumidor, vacinação, orientação odontológica, aferição de pressão

arterial, teste de glicemia, bioimpedância, corte de cabelo, distribuição de mudas, degustação de alimentos e bebidas produzidos por cooperativas, aulão de zumba, atividades de recreação, apresentação de quadrilha junina, ações de educação financeira e ambiental. As atividades culturais e recreativas ficaram a cargo da banda da PM e artistas regionais como o cantor Liz Albuquerque e o

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/PB

Dia C supera expectativas na Paraíba

Artistas locais se apresentaram em João Pessoa (PB)

grupo Tamanquinhos das Artes. Maria Luiza de Almeida, que tem 13 anos, saiu do evento feliz da vida: ela foi a sorteada e ganhou uma bolsa de estudos para aprender inglês na Codisma.

R

epetindo o sucesso da primeira edição do Dia de Cooperar, realizada no ano passado, a Cooperativa de Trabalho Especializada em Serviço (CTES) ofereceu, em abril, aos moradores da cidade de Barra, localizada a 675km de Salvador, uma gama de serviços voltados para saúde e o bem-estar. A população pôde se beneficiar com serviços de aferição de pressão e de glicemia, maquiagem e manicure e, além disso, prestigiar apresentações culturais locais, como o da Fundação de Capoeira “Eu Negro”, do mestre Jocilon e professor Moisés, com sua percussão, e da orquestra de violões “Lira Musical Deolindo Lima”, formada por músicos adolescentes. O espaço também ficou aberto para que cooperados

e populares mostrassem seus dons artísticos, cantando músicas regionais e de MPB, em clima de alegria e descontração. Outras ações de promoção social estão dentro do planejamento da CTES para esse ano, conforme relatou Maiana de Oliveira, Medição de pressão foi oferecida à população de Barra (BA) gerente contábil da CTES. “Temos certeza de mo princípio do cooperativismo – inteque a sustentabilidade e o bem-estar dos resse pela comunidade - e com a CTES nossos cooperados e da população onde não tem sido diferente, pois vem contriatuamos são de grande valor”, disse. buindo com o desenvolvimento sustentáAs cooperativas brasileiras estão envel das comunidades. gajadas para colocar em prática o séti-

Lançamento do Dia C movimenta cooperativas de Sergipe

T

tema Ocese a representantes de cooperativas sergipanas na manhã de sábado, 4 de maio, durante o lançamento do Dia de Cooperar 2019 – Dia C. O evento estimulou o desenvolvimento de iniciativas contínuas e também familiarizou os cooperativistas do estado com a proposta estabelecida para este ano, quando o movimento completará 10 anos de existência. Entusiasta do movimento, o presidente do Sistema Ocese, João Teles de Melo Filho, deu Cooperativas do Sistema Ocese participaram do evento

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCESE

ransformar o mundo por meio de atitudes simples, profundas e sustentáveis. Esta foi a mensagem transmitida pelo Sis-

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NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

as boas-vindas aos representantes das cooperativas e os convocou a participarem da celebração do Dia C em 2019, que será comemorado pelo segundo ano consecutivo no povoado de Colônia Treze, no município de Lagartos. “Estreitamos as relações com cooperativas de todo o estado com o propósito de promover ações ainda mais brilhantes e eficazes do que no ano passado. A cooperação é um vetor de mudança e eu não tenho dúvidas que o Dia C deste ano fará a diferença na rotina de muitas pessoas”, assegurou Teles.

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/BA

Cooperativa atende população de Barra, na Bahia


Giro NE Cooperativo - Alagoas

Colaboração: Sabrina Scanoni/Sistema OCB/AL

Coopetranscal visita cooperativas de transporte em Santa Catarina

D

ois dias de troca de experiências e

OCB Alagoas, Marcos Rocha.

diretor-presidente da cooperativa, Geison

informações. Assim foi o encon-

O primeiro encontro foi na sede da

Debatim, que apresentou a estrutura do lo-

tro entre representantes da Cooperativa

Cootravale, segunda maior cooperativa

cal e equipe. “Esse intercâmbio é muito im-

de Transporte Rodoviário de Carga de

de transportes do Brasil, que fica em Ita-

portante e enriquecedor para nós também.

Alagoas (Coopetranscal), Coopercargo

jaí, município a cerca de 100 quilômetros

Essa troca de experiências é essencial, pois

e Cootravale, que ocorreu nos dias oito

de Florianópolis, capital catarinense. “Re-

estamos executando um dos princípios do

e nove de julho, nas cidades de Itajaí e

ceber a Coopetranscal foi muito satisfató-

cooperativismo que é a intercooperação.

Joinville, em Santa Catarina.

rio. Conseguimos passar de forma geral e

Ninguém cresce sozinho”, afirmou.

Essas visitas fazem parte de um pro-

objetiva a nossa experiência e modelo de

Para o diretor financeiro da Coope-

jeto do Sistema OCB Alagoas que tem

negócio. Apresentamos nossa estrutura e

transcal, Luíz Gois, essa interação com

como objetivo promover intercâmbios

tiramos dúvidas em relação a vários as-

duas grandes cooperativas foi muito pro-

entre cooperativas brasileiras. “Trocar

suntos, como a questão tributária. Acre-

veitosa. “A partir dessas visitas podemos

experiências é essencial para o cresci-

dito que contribuímos e foi um prazer

traçar planejamentos e direcionar melhor

mento das cooperativas e principalmen-

ajudar, além de trocarmos importantes in-

nossas ações. Ter o exemplo de coopera-

te com aquelas que têm mais tempo no

formações”. declarou o diretor-executivo

tivas mais experientes só nos traz benefí-

mercado, pois elas podem orientar so-

da Cootravale, Vilmar José Rui.

cios e vamos colocar em prática tudo que

Já a segunda visita foi à Coopercargo,

aprendemos nesses dias. Agradecemos

do sempre os princípios do cooperati-

que fica em Joinvillle. Os representantes

à OCB Alagoas por essa oportunidade”,

vismo”, afirma o presidente do Sistema

da Coopetranscal foram recebidos pelo

disse o dirigente. DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/AL

bre como ter êxito nos negócios seguin-

Dirigentes da Coopertranscal em intercâmbio técnico com as cooperativas catarinenses

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

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Giro NE Cooperativo - Ceará

Colaboração: Tarcísio Matos e Luana Marques /Sistema OCB/CE

Escolas da zona rural no Ceará recebem ensino do cooperativismo

A

José Aparecido dos Santos, superintendente do Sescoop/CE, conta que famílias mudaram o comportamento pela pressão da criançada, que colocou o assunto da cooperação discutida no colégio em suas casas. Ele espera que, além das crianças aprenderem os fundamentos do cooperativismo, esses cidadãos do futuro tenham em mente que possuem uma ferramenta transformadora de suas vidas. “E que comecem a trabalhar isso também na própria família”, afirma o superintendente. Allana Costa, 13 anos, está no oitavo ano do ensino fundamental e estuda na Escola de Educação Básica Antônio Moreira Freitas, em Água Fria, distrito de Quixeré, região jaguaribana do estado. Sua escola é uma das participantes do Agrinho 2019. Ainda não tinha ouvido falar de cooperativismo, tudo o que aprendeu foi na sala de aula por intermédio da cartilha do Agrinho, de textos informativos e dinâmicas que trabalham a cooperação. O que aprende na escola leva para casa também. Para ela, cooperativismo é “um trabalho em grupo em

que um está cooperando com os outros”. Antônia Luci, coordenadora pedagógica do programa Agrinho de Quixeré, há três anos, é responsável por acompanhar todas as ações desenvolvidas pelas escolas participantes no município. Ela identifica o tema desse ano como de suma importância de ser apreendido e praticado por todos. Tanto que, para além das séries do 2º ao 9º ano, para qual o programa é voltado, em Quixeré tem-se trabalhado a temática também na 1ª série e até nas creches. “Isso vem do entendimento de que a cooperação faz parte de nós, que vivemos em sociedade, e que quanto mais cedo aprendermos esse poder da cooperação, mais potente ele se torna e mais transformador ele é”, completa a coordenadora. Adolescentes do 6º ao 9º ano formam grupos de cooperativas de alunos para que possam, juntos, melhorar a qualidade do convívio da escola e reverter algumas situações socialmente adversas que acontecem dentro do espaço escolar, a exemplo da divisão dos lanches na hora do recreio.

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCB/CE

grinho é um programa desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), criado há 24 anos no Paraná. Por ter obtido grande êxito em sua proposta, expandiu para outras unidades do país. De caráter educativo e transformador, o programa leva às escolas das redes pública e privada de ensino da zona rural o ideal de ensino baseado na inter e transdisciplinaridade e na pedagogia da pesquisa. O desejo pela parceria entre as entidades do Sistema ‘S’ vem de longa data. E finalmente culminou com a decisão de a temática para os anos de 2019 e 2020 ser o “Agrinho no Cooperativismo”. Sérgio Oliveira, superintendente do Senar/CE, descreve esse momento como um “sonho sendo realizado”. Neste ano, o programa beneficiará 46 municípios cearenses, com um total de 600 escolas, 5.250 professores e 37.026 alunos do 2º ao 9º ano. Uma das formas de repassar o conhecimento do que é o cooperativismo é por meio das crianças e adolescentes, na medida em que transmitem o aprendizado de sala de aula aos que estão em casa.

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Giro NE Cooperativo - Rio Grande do Norte

Colaboração: Gil Oliveira/Sistema Ocern

Cooperativas participam do Encontro do Ramo Transporte m parceria com a Ocern e o Sescoop/ RN, as cooperativas que integram o setor de transporte do Estado realizaram mais um Encontro do Ramo Transporte. O evento teve o objetivo de alinhar a visão e ações das Cooperativas, em prol da estruturação e profissionalização do Ramo, bem como facilitar a troca de informações, conhecimentos e experiências. A programação contou um conjunto de palestras e ações determinantes para o aprimoramento das práticas de gestão e estruturação do cooperativismo de transporte, fortalecendo o processo de intercooperação. O Cooperativismo de Transporte no contexto nacional foi o tema tratado pelo analista da OCB, Thiago de Barros. já o Professor da USP e Consultor do Sescoop/RN, Ru-

bens Yoshida, trouxe as Oportunidades de Inovação e Tecnologia – O Transporte e as Transformações digitais. O Secretário Adjunto da STTU, Walter Pedro, participou do evento e comentou as oportunidades de Politicas Públicas voltadas para as o setor do transporte. Houve ainda Representantes de cooperativas de transporte participaram do encontro a palestra: Qualidade no cooperativismo do Rio Grande do NorAtendimento, expectativas do cliente que te. Estiveram presentes representantes da utiliza os serviços do transporte com o ProNatal Coop Entregas, Coopex, Transcofessor Rubens Ramos da UFRN. op, Coopvans, Coopten, Coop Buggy, O Encontro é parte das ações da Cooptax, Cooptrans, Coopcom, CooptaOCERN e SESCOOP/RN para fomentar gran, Cooperfarma e Coopbens. o debate e alinhamento de ações para o

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCERN

E

Secretário Nacional de Habitação debate setor em Natal convite da Sistema Ocern, o Secretário Nacional de Habitação do Ministério de Desenvolvimento Regional, Celso Matsuda, esteve em Natal para um encontro com lideranças cooperativistas, empresariais e gestores públicos. O encontro aconteceu no auditório da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn). Durante a reunião foi apresentado o Programa de Reestruturação Econômica de Imóveis em Estoques, Descontinuados e Novas Unidades, uma proposta elaborada pela Ocern com o propósito de atuar em três áreas distintas e complementares: imóveis residenciais em estoque; imóveis residenciais descontinuados e novas unidades residenciais. Matsuda também explanou ações e propostas do Governo Federal para a área habitacional. “Este momento é muito importante para todos envolvidos com o setor de habitação no Brasil. É desta maneira, conversando, dialogando e entendendo as particularidades e realidades de cada região do Brasil que iremos construir um plano nacional da habitação moderno e eficiente”, comentou o secretário. “As cooperativas sempre exerceram papel determinante para o desenvolvimento do setor habitacional em todo o país. E a Ocern tem interesse em buscar alternativas que contribuam para a retomada do programa habitacional. Dessa forma, consultamos o secretário que, gentilmente, atendeu ao nosso convite para conhecer Programa e conversar com as cooperativas, empresários e poder público”, comentou Roberto Coelho, presidente da Sistema Ocern.

DIVULGAÇÃO SISTEMA OCERN

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Celso Matsuda palestrou para lideranças cooperativistas na sede da Femurn

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Opinião ARQUIVO PESSOAL

A legitimação das cooperativas frente aos desafios do setor público Pedro Henrique Duarte é advogado especialista em Direito Público e Direito Cooperativo, mestrando em Desenvolvimento Regional e Urbano, membro da Comissão de Cooperativismo da OAB Federal, presidente da Comissão Especial de Direito Cooperativo da OAB/BA, membro e delegado do Ibecoop na Bahia, membro do IAB, organizador do 1º Seminário Baiano de Direito Cooperativo do Trabalho (2015) e 1º Seminário Internacional de Direito Cooperativo (2016), e palestrante sobre Cooperativismo e Direito Público.

A

terceirização de serviços públicos é uma matéria que passa longe da convergência de ideias. Não obstante a panaceia de interpretações e equívocos, tal instituto é legal e possui vasta utilização, mesmo sendo objeto de diversos questionamentos. A grave crise econômica e política, em conjunto com as recentes alterações legislativas, por sua vez, impõem uma reanálise do tema, perpassando, necessariamente, pelas razões, legalidade, modelos e, o mais importante, por uma dissecação sobre os mitos e verdades. Normalmente o tema é tratado mediante uma dicotomia – não razoável – que apenas demonstra opiniões contrárias e, muitas vezes acirradas, pejadas de subjetivismo. Contrariando essa lógica, este artigo esboça algumas razões, priorizando o enfoque legal e econômico, demonstrando a legitimação das cooperativas de trabalho frente aos desafios do setor. Os modelos de terceirização são variados, cada um com seus aspectos positivos e negativos. O mais importante, entretanto, é visualizar que nenhum modelo é capaz de, sozinho, sanear os problemas econômicos e sociais. Sob o enfoque legal é imprescindível acentuar que cada modelo tem sua contribuição para os serviços públicos, mas a utilização desmedida, sem análise e sem gestão é incapaz de contribuir para uma melhor prestação, afastando-se, pois, da eficácia, eficiência e, principalmente, da efetividade impostas aos serviços públicos. O cooperativismo vem sendo tratado ultimamente como o grande vilão, mas na verdade o modelo de terceirização adotado no Brasil tem sido utilizado de forma equivocada, sem as devidas cautelas. Há de se considerar o cooperativismo como um modelo apto a

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ajustar a terceirização de serviços públicos especializados, notadamente de saúde. Os serviços públicos, notadamente a saúde pública, vêm vivenciando momentos complicados, não apenas em razão da grave crise econômica que assola o país, mas sobretudo, em virtude de cíclicos equívocos na gestão pública, que vão desde a escolha do modelo a ser utilizado, até mesmo à má gestão. Estipulou-se – de maneira equivocada, frise-se – entre os dirigentes públicos que os serviços públicos essenciais, em especial os de saúde, são um grande problema e a terceirização seria a solução mágica para a questão. Diante desse modelo, durante alguns anos as cooperativas foram utilizadas de forma desvirtuada para atender aos interesses dos gestores e dos “donos” das pseudocooperativas, criadas com o intuito de atender aos interesses de terceiros e, não, dos cooperados. Por esse motivo que o cooperativismo de trabalho vem sendo desprezado nas terceirizações públicas, em virtude de constantes desvios de finalidade, que implicam em burla ao princípios cooperativos e, no âmbito público, violando os princípios constitucionais inseridos no art. 37 da Constituição, em específico o da moralidade pública. Nesse trilhar, a análise dos mitos e verdades deve elencar de forma expressa os equívocos perpetrados na terceirização de serviços públicos através de cooperativas de trabalho, possibilitando, assim, um ensaio mais amplo e lógico, sem qualquer subjetivismo, contrapondo os modelos existentes, apontando a legitimação de tais cooperativas, entes associativos sem fins lucrativos capazes de enfrentar estes desafios, sobretudo, na busca de emancipação e melhores condições para os milhões de desocupados que se enfileiram.

O ordenamento jurídico brasileiro demonstra claramente a legalidade da terceirização na Administração Pública, mesmo sem trazer no texto legal, expressamente, o vocábulo terceirização. Portanto, a ausência do referido termo na Legislação de forma expressa não significa inexistência de norma legal sobre o tema. Registre-se, por ser de extrema importância, que desde 2017 a legislação trabalhista vem sofrendo uma transição significativa, bem como no entendimento jurisprudencial. Nesse diapasão, foi promulgada a Lei 13.429/2017 – que alterou a Lei 6.019 – e trouxe regras para a prestação de serviços por terceiros. Houve também a edição da Lei 13.467/2017, que alterou dispositivos da CLT, flexibilizando as regras das relações de emprego. Por fim, em 2018 o STF declarou a inconstitucionalidade da Súmula 331, do TST, que vedava a terceirização de atividades finalísticas. O fenômeno da terceirização e o cooperativismo são amplamente adotados em diversos países, não fugindo a esta regra o Brasil. Aqui, pontue-se, a questão que dita o preconceito enraizado no Brasil tem íntima relação com o desvirtuamento do modelo. As constantes irregularidades praticadas não podem afastar os benefícios que esse sistema possibilita. Entre mitos e verdades, é imperioso destacar, de forma insistente, que a terceirização de serviços públicos via cooperativas é legal e sua utilização deve guardar certas precauções e, para que seja eficaz, eficiente e haja efetividade nos serviços públicos, há de ser planejada e utilizada de acordo com uma estratégia de gestão pública. É, pois, a terceirização um modelo que pode contribuir significativamente para uma melhor prestação ao usuário final dos serviços públicos, notadamente os de caráter essencial.

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

Pontue-se que as cooperativas não são apenas um modelo alternativo, mas consistem na emancipação do trabalhador e na busca incessante por melhores condições, que não se confundem com os direitos e garantias dos trabalhadores na modalidade de emprego, devendo, por essas razões, ser mais e melhor utilizada. O que falta, entretanto, é conscientização sobre isso por parte dos cooperados, que na verdade não possuem o espírito de cooperação cooperativa e a divulgação do verdadeiro cooperativismo, além, sobretudo, da conscientização dos gestores públicos que devem ter cuidados específicos e, o mais importante, suprir a falta de apoio e fomento do Estado, em clara violação às normas constitucionais. Tudo isso complementa a crise de identidade, sobretudo, na consecução dos objetivos cooperativistas. Extirpar os erros na terceirização impõe, necessariamente, que o emprego de tal instituto seja devidamente estabelecido na proporção apropriada, sem utilização desmedida e com planejamento estratégico. O Estado deve exercer seu papel institucional e, ao mesmo tempo, assegurar ao cidadão garantias sociais adequadas e, não, as mínimas tão faladas. A gestão pública tem por objetivo a impessoalidade, o que implica em admitir que o gestor não pode agir discricionariamente, muito menos visando interesses pessoais e, ao contrário disso, tem o munus de espargir qualidade, eficiência, eficácia e efetividade aos serviços públicos. O cooperativismo de trabalho está, portanto, devidamente capacitado para contribuir com a superação da atual crise na terceirização e nas relações de trabalho. E, quando se trata de terceirização de serviços públicos, a legalidade é inconteste, apesar da crítica voraz que vem ocorrendo.


Proteção Cooperativa ARQUIVO PESSOAL

LGPD: sua cooperativa sabe o que é essa sigla?

José Ribeiro é economista, especializado em TI e Projetos. Consultor da Analítica Serviços de Informática.

E

stamos chegando a uma data limite

dados pessoais, superando o estágio de

nhamento da implantação de padrões de

para adequação a esta nova lei e

tratamentos setoriais hoje existente.

conformidade com LGPD;

grande parte das cooperativas ou em-

A LGPD, como está ficando conhe-

. Estruturar a área com a indicação

presas ainda não sabe o que é a LGPD

cida, estabelece a forma sobre como as

do Encarregado da Proteção de Dados,

– Lei Geral de Proteção de Dados - e

empresas poderão utilizar dados pes-

figura criada na lei e necessária para o

as consequências de sua implementação.

soais no Brasil, ao estabelecer regras

controle centralizado das ações;

Ela é o resultado de oito anos de debates,

detalhadas para a coleta, uso, trata-

. Elaborar e rever documentos jurídi-

com base no General Data Protection Re-

mento e armazenamento dos mesmos.

cos com eventuais adendos a contratos

gulation – GDPR, aprovado e em uso na

A lei visa fortalecer a proteção da pri-

existentes para adequação aos padrões

União Europeia.

vacidade do titular dos dados ( pessoa

de proteção de dados;

A lei nº 13.709, de 15 de agosto de

natural como diz a lei), a liberdade de

. Garantir o exercício dos direitos dos

2018 e sancionada com alterações em

expressão, de informação, de opinião,

titulares, mediante a confirmação da im-

8 de julho de 2019 – lei nº 13.853, es-

da honra e da imagem.

plementação de medidas técnicas (sof-

tará em vigor na sua totalidade a partir

Um item importante nessa nova forma

de 15 de agosto de 2020, conforme de-

de tratamento é o consentimento do dono

terminação legal. Ela se aplica a todos

dos dados para utilização. Os processos

. Realizar treinamentos internos para

aqueles que realizam tratamento de da-

de registro de dados devem ser revistos,

a apresentação das novas políticas de

dos pessoais (pessoa física ou jurídica),

deixando claro ao usuário onde e como os

proteção de dados e disseminação na

independentemente do meio em que se

dados serão utilizados e obtendo a apro-

cultural empresarial dos novos conceitos.

encontram (físico ou digital). Como toda

vação explícita em documento ou contrato.

O estabelecimento de fortes padrões

cooperativa ou empresa tem, no mínimo,

E o que deve ser feito para atender os

de fiscalização aponta também para for-

um arquivo de pessoal ou de clientes, ninguém está isento do alcance dessa lei. Assim, quem deve estar adequado a ela são simplesmente todas as empresas

requisitos dessa lei?

twares e segurança) e organizacionais (revisão de procedimentos); e

tes prejuízos financeiros junto às empre-

Com a aproximação da data inicial

sas, com aplicação de multas, além de

para entrada em vigor, algumas ações

exposição ao mercado com medidas de

podem e devem ser iniciadas de pronto:

divulgação obrigatória de falhas de con-

que funcionam no Brasil, nacionais ou

. Buscar envolvimento dos executivos

trole. Pode chegar ao limite extremo de

estrangeiras; públicas ou privadas, de

desde o início do plano de adequação

multas de 2% do faturamento da pessoa

todos os tamanhos.

para proteção dos dados pessoais;

jurídica no seu último exercício, limitada

Essa lei vem no rastro de um movi-

. Estabelecer ações e um líder para o

mento de todo o mundo para a proteção

plano, identificando projetos e áreas afe-

de dados pessoais. Com a LGPD, estamos

tadas pela LGPD;

inseridos

no total a R$ 50 milhões por infração. Este é o panorama que se apresenta como desafio para o atendimento dessa

em um importante grupo de

. Criar um programa de governança

legislação. O tempo para iniciar é já. O

países que contam com um nível elevado

em proteção de dados, com elaboração

trabalho a ser executado é grande. Va-

de legislação em termos de proteção de

de medidas e controles para acompa-

mos começar?

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

23


Opinião

O dia de um cooperado e as oportunidades para gerar valor

Ricardo Balbinot é Diretor de Cooperativismo da Mongeral Aegon Seguros

O

que você oferece para o seu cooperado gerar valor para ele? Inicio este artigo com este questionamento. Hoje ao acordar tomei o meu café da manhã antes de sair para o trabalho, assisti à televisão. Liguei no telejornal, afinal, faz parte do meu cotidiano ter um panorama das notícias. Neste momento, fui impactado por uma série de assuntos: violência, previsão do tempo, informações de esporte, e um dos temas mais em voga do momento: a reforma da previdência. Ao terminar o jornal, saí para trabalhar. Na hora do almoço, escolhi um bom restaurante, comi e aproveitei um tempo ir ao banco. Paga algumas contas, saca dinheiro no caixa eletrônico e, ao acaso, encontra o gerente. Em um rápido bate-papo, discutimos sobre como anda o meu planejamento financeiro, conversamos sobre como ga-

24

rantir o futuro da família e como será a vida na aposentadoria. voltei ao trabalho, mas, fiquei bastante reflexivo. No caminho parei na minha cooperativa, entrei entusiasmado para ser apresentado ao portfólio de serviços e parceiros. Estava convencido de que preciso pensar no meu futuro financeiro. No entanto, em uma longa conversa com o meu gerente, não me foi proporcionado nenhum produto ou parceiro que oferecesse essas soluções. Em casa, descansando do longo dia, estava novamente impactado por novas notícias sobre as discussões sobre a reforma da previdência no Congresso Nacional. Depois de jantar, dormir e acordar no dia seguinte, restou a incerteza do sobre o futuro. Não há um dia sequer no qual a grande imprensa nacional não noticie dados sobre o aumento da expectativa de

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

vida, longevidade ou previdência. Diante disso, faço novamente a pergunta. O que você oferece para o seu cooperado gerar valor para ele? Acrescento ainda: o que você oferece faz diferença na vida dele? A cooperativa tem no seu princípio disponibilizar produtos e serviços customizados para os seus associados, e o cooperado o dever de consumir esses serviços, eu, como cooperado quero fazer a minha parte, mas será que as cooperativas estão preparadas para atender as minhas necessidades? É fundamental oferecer aos seus cooperados parceiros que possam auxiliá-los no planejamento do futuro, principalmente com soluções personalizadas baseadas nas necessidades individuais de cada perfil. Neste contexto, o mercado de seguro de vida e previdência ganha ainda mais relevância para você e para os seus cooperados.


Questão Cooperativa

Em plena adversidade, o momento ideal para o cooperativismo

Adriana Amaral é advogada especialista em Cooperativismo há mais de 25 anos, Direito Público, Tributário e Docência do Ensino Superior. Membro do Instituto de Advogados do Brasil (IAB). contato@questãocooperativa.com.br

Q

uem é do ramo sabe que o coope-

tratava de alcançar metas cada vez mais

rativismo surgiu na época da Re-

altas de “desenvolvimento”. Os fins jus-

Assim sendo, esse parece ser o me-

volução Industrial em decorrência das

tificando os meios ensejavam a consoli-

lhor dos cenários para o crescimento e

péssimas condições de trabalho, das

dação desse ideal cooperativo cada vez

fortalecimento do cooperativismo, sobre-

dificuldades em comprar gêneros ali-

mais focado na ética, com distribuição

tudo se aqueles que o compõem se man-

mentícios etc.

de sobras, com redução de custo para o

tiverem firmes nos seus valores éticos. A

consumo, dentre outras itens.

união, traduzida na cooperação daque-

Apesar de já se ter notícia de asso-

juros de créditos ou dívidas.

ciativismo e até de cooperativas antes

Independente de qual seja o ideal

les que buscam dignidade, nos conduzi-

de Rochdale, o segmento a considera

político que cada brasileiro possui, é

rá a cooperativas de consumo em busca

a primeira cooperativa nos moldes mo-

fato que os empregados estão sendo

de preço justo, a cooperativas de crédito

dernos porque tinha um diferencial es-

conduzidos a um percurso que lhes reti-

com tarifas e juros mais acessíveis e com

casso naquele momento: valores éticos.

ra direitos anteriormente conquistados,

retorno de sobras, a formas cooperativas

Sim, porque naquela ocasião, apesar de

com uma precarização nas relações de

na economia solidária dos pequenos gru-

existirem algumas leis regulando o bom

trabalho, além de claramente se obser-

pos de artesãos, costureiras, catadores de

andamento das coisas, há relatos de

var que os preços nos supermercados

resíduos e aos grandes empreendimentos

desconsideração das mesmas quando se

não param de crescer, assim como os

cooperativos. Por que não?

䐀椀爀攀椀琀漀 挀漀漀瀀攀爀愀琀椀瘀漀 猀攀洀 挀漀洀瀀氀椀挀愀漀⸀ 倀爀愀 瘀漀挀 焀甀攀 最漀猀琀愀 搀攀 瀀攀渀猀愀爀℀

匀攀甀 渀漀瘀漀 挀愀渀愀氀 搀攀 䐀椀爀攀椀琀漀 渀漀 夀漀甀吀甀戀攀 瀀愀爀愀  搀攀戀愀琀攀爀 愀猀 焀甀攀猀琀攀猀 洀愀椀猀 瀀漀氀洀椀挀愀猀 搀漀 挀漀漀瀀攀爀愀琀椀瘀椀猀洀漀⸀ 䄀瀀爀攀猀攀渀琀愀漀㨀 䄀搀爀椀愀渀愀 䄀洀愀爀愀氀 NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019 眀眀眀⸀焀甀攀猀琀愀漀挀漀漀瀀攀爀愀琀椀瘀愀⸀挀漀洀⸀戀爀

䄀挀攀猀猀攀 渀漀猀猀漀 挀愀渀愀氀 渀漀 夀漀甀琀甀戀攀℀ 25


Pensamentos Cooperativos

Nova década, novos produtos, novos serviços: competitividade nas cooperativas Emanuel Sampaio Silva é doutor em Sociologia e professor universitário. emlu70@gmail.com

2

020 está próximo! Mas as mudanças

com forte interação entre os meios físico,

considerando os conceitos e elementos

de comportamento, necessidades e

digital e biológico, demandam produtos e

definidos no projeto conceitual, estabele-

serviços sintonizados a este contexto.

cendo minuciosamente todas as suas par-

desejos de cooperados e consumidores são perceptíveis. A questão é: como as

A segunda etapa é o de tomar cons-

cooperativas irão atuar neste horizonte?

ciência que os produtos apresentam um

para em seguida definir a versão final e

Quais os novos produtos e serviços para

ciclo de vida. Os produtos ou serviços

homologar este produto ou serviço;

esta nova década?

se desenvolvem, são lançados, crescem

4. Construir o projeto de produção

O tema é de extrema importância.

e depois saem de linha. Tal análise per-

ou de oferta de serviço, estabelecendo

Trata-se de uma ação vital para a sobre-

mite visualizar o estágio dos produtos e

todos os procedimentos operacionais

vivência das cooperativas, independente

serviços da cooperativa e dos disponí-

para fabricação ou prestação de serviço,

do setor de atuação.

veis no mercado.

inclusive como será a sistemática de trei-

tes, através de protótipos,

simulações,

Há consenso que este novo cenário

A terceira etapa consiste em estrutu-

exigirá adequação, estabelecimento de

rar uma sistemática de desenvolvimento

5. Finalmente, elaborar todas as

novos requisitos, especificações e fun-

constante de novos produtos ou servi-

ações necessárias ao lançamento do pro-

cionalidade para os produtos e serviços

ços, através de uma metodologia de

duto, incluindo ações de marketing e as-

atualmente ofertados pelas cooperativas.

projetos. E o método PDP estabelece as

sistência pós-venda ao produto.

E o Processo de Desenvolvimento de Pro-

seguintes etapas para o desenvolvimen-

dutos (PDP) representa um método capaz

to de produto:

de dar respostas às cooperativas, apre-

namento e capacitação de funcionários.

A última etapa consiste em estabelecer o processo de pós-venda, assistência

1. Obter informações sobre o merca-

técnica e monitoramento da satisfação do

do e as exigências deste novo consumi-

cliente interno, cooperado, ou externo,

A primeira é a cooperativa integrar

dor, permitindo entender desde a evolu-

consumidores em geral.

ao seu Planejamento Estratégico o exer-

ção do mercado até as suas preferências;

Uma coisa esta bastante clara: esta é

cício do Planejamento Estratégico do

2. Desenvolver o projeto conceitual

uma tarefa possível e que não se constrói

Portfólio de Produtos. As cooperativas

do produto, onde se busca descrever,

copiando e colando respostas “mágicas”

nasceram no contexto da primeira re-

com base nas informações obtidas dos

disponíveis na internet.

volução industrial, ambiente de relativa

clientes, as novas funções e opções para

O caminho depende de conhecimento,

estabilidade e pouca transformação. E o

o produto ou serviço, com base nos requi-

do trabalho coletivo, da cooperação e in-

momento atual, da quarta revolução in-

sitos obtidos do consumidor;

tercooperação. E tem o potencial de definir

sentando várias etapas.

dustrial, das tecnologias da indústria 4.0,

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3. Elaborar um projeto detalhado,

NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

o futuro da cooperativa e dos associados.


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NE Cooperativo - Ano I - N° 2 - Julho de 2019

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PARABÉNS A TODOS QUE ACREDITARAM QUE O MELHOR LUGAR PARA VIVER É EM UM MUNDO DE COOPERAÇÃO. Há mais de 20 anos, estamos ao lado do Cooperativismo no Brasil, atuando como ferramenta de cuidado e preservação econômica, proporcionando melhoria na vida financeira das famílias e das sociedades com soluções em Seguro de Vida, Previdência e Capitalização. Acreditamos tanto neste movimento que colocamos à disposição das Cooperativas toda a nossa solidez financeira e capacidade técnica para que o Cooperativismo cresça cada dia mais no país.

6 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO. Unidos somos mais fortes.

Seguros e Previdência: 4002 0040 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 285 3000 (demais localidades). SAC Seguros e Previdência: 0800 286 0110. SAC Capitalização: 0800 286 0109. Ouvidoria: 0800 286 0047, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h, exceto feriados.


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