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Revista MG Cooperativo - Edição nº 8

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Ano II l No 8 l Dezembro de 2019 Uma parceria

Aceita um cafezinho? Cooperativas mineiras são destaque na Semana Internacional do Café 2019 MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

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MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019


Editorial

Sumário

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Giro Cooperativo Dia de Cooperar registra mais de 40 projetos de interccoperação

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Giro Cooperativo Semeando o Cooperativismo encerra 2019

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Entrevista Mário Sérgio Cortella

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Capa Veja como foi a edição 2019 da Semana Internacional do Café

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Visão Cooperativista Cooperativismo e os ODSs da ONU Geraldo Magela

Dois dedos de café e uma prosa

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sucesso da edição 2019 da Semana Internacional do Café (SIC) reflete a pujança do cooperativismo mineiro, através de suas cooperativas de produtores de café. Responsáveis por 48,3% da produção mineira e 25,8% de toda a produção do país, as cooperativas de café são uma Cláudio Montenegro Editor Executivo verdadeira demonstração da força do cooperativismo brasileiro. Com presença cada vez maior no cenário nacional, as cooperativas têm mostrado um quadro de crescimento que nada na direção contrária dos outros segmentos da economia no país, agregando cada vez mais pessoas, famílias e entusiastas, que veem no movimento a solução socioeconômica para as grandes demandas do mercado brasileiro. São muitos os exemplos do cooperativismo que dá certo e apresenta resultados positivos pelo Brasil afora, provando que é possível atuar em prol de objetivos comuns, promovendo o autêntico sentimento de cidadania, justiça e igualdade social. Prova disso é que o fato de que o Sistema Ocemg registrou 180 projetos realizados no Dia de Cooperar (Dia C), sendo que 46 ocorreram de forma intercooperativa, ou seja, envolvendo duas ou mais cooperativas para potencializar cada vez mais os resultados e a abrangência das ações. É uma constatação que corrobora o pensamento do professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, entrevistado desta edição: “O cooperativismo é a única saída para a humanidade”. Saudações cooperativistas e boa leitura!

MG Cooperativo é uma publicação da Montenegro Grupo de Comunicação, em parceria com a Comunicoop. Contatos e Publicidade: (21) 2215-9463 - contato@mgcooperativo.com.br End.: Av. Emb. Abelardo Bueno, nº 1, bl. D, sl. 156, Condomínio Dimension Office Park, Barra da Tijuca - CEP 22775-022, Rio de Janeiro, RJ. contato@montenegrogc.com.br | www.montenegrogc.com.br twitter.com/MontenegroGC | facebook.com/MontenegroGC facebook.com/MGCooperativo Parceria na Produção de Conteúdo: Comunicoop Editor Executivo: Cláudio Montenegro (MTb 19.027 - claudio.montenegro@montenegrogc.com.br) Redação: Equipe Comunicoop Programação Visual: Felipe Amorim (felipeamorim@montenegrogc.com.br) Mídias Sociais: Malu Araújo (malu.araujo@montenegrogc.com.br) Administração: Marcia Fraga (marcia.fraga@montenegrogc.com.br) Atualização cadastral: Ana Jéssica (anajessica@montenegrogc.com.br) Colaboração: Geraldo Magela da Silva, Ascom Sistema Ocemg, Ascom Sistema OCB e Unimed do Brasil.

Distribuição: Lideranças cooperativistas, dirigentes, gerentes, cooperados e funcionários de cooperativas de todos os segmentos (agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte e turismo), entidades do Sistema ‘S’, federações de indústria e comércio, empresários, administradores e gestores, assessores jurídicos, auditores, contadores, profissionais de recursos humanos, associações, sindicatos, federações e entidades de classe de forma geral, orgãos e instituições governamentais, universidades, clínicas e hospitais, fornecedores de produtos e serviços para cooperativas e demais formadores de opinião. Artigos: os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores, não correspondendo necessariamente à opinião dos editores. Envio de pautas: contato@comunicoop.com.br (as pautas recebidas são avaliadas pelos editores, sem obrigatoriedade de publicação). Capa: Rochdale/Divulgação

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Edição nº 7 - Outubro de 2019 3


Giro Cooperativo

Dia de Cooperar registra mais de 40 projetos em intercooperação

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m 2019, o Sistema Ocemg registrou que entre 180 projetos realizados no Dia de Cooperar (Dia C), 46 ocorrem de forma intercooperativa, ou seja, envolvendo duas ou mais cooperativas para potencializar cada vez mais os resultados e a abrangência das ações. As iniciativas são incentivadas pelo Sistema Ocemg com foco no fortalecimento do movimento e na intercooperação entre as participantes. Segundo a analista de Promoção Social Rouzeny Zacarias, durante as oficinas de lançamentos regionais as cooperativas recebem sugestões para realizarem projetos em conjunto. “A partir do momento que uma ou mais cooperativas que atuam em um mesmo município se unem para promover uma iniciativa social, existem dois ganhos: primeiro em escala, em força de trabalho, compartilhamento de recursos, inteligência e experiência de projetos. O segundo é que, à medida que as ações crescem a partir dessa união, a comunidade também ganha, com ações mais estruturadas”, explica Rouzeny. “Muitas vezes, pessoas e organizações deixam de se engajarem em projetos de responsabilidade social com o pressuposto de que deverão dispender um grande montante de recursos ou de tempo. Na medida em que as cooperativas passam

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a desenvolver iniciativas de forma intercooperativa, esforços e investimentos são compartilhados”, ressalta a Gerente de Capacitação do Sistema Ocemg, Andréa Sayar. O Pedal do Café, por exemplo, foi promovido a partir de uma parceria entre Cooxupé e Sicoob Agrocredi e uniu a prática esportiva a solidariedade. A iniciativa das cooperativas integrou uma tradicional corrida em Guaxupé, porém, incluindo a doação de 300 litros de leite, no momento da inscrição. Houve ainda o Pedal Kids, que inseriu as crianças no evento por meio de um circuito de bicicleta e atividades para o público infantil. A ação intercooperativa reuniu 500 pessoas e envolveu um total de 50 voluntários para sua formulação. “A intercooperação é benéfica em todos os sentidos, incentivando especialmente a integração entre as cooperativas. Trabalhamos em conjunto na formulação, organização e execução do projeto do início ao fim, nos permitindo alcançar os objetivos propostos. O Dia C tem a capacidade de nos aproximar dos nossos públicos de interesse, além de contribuirmos com instituições sociais da cidade”, afirma Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé. Já o projeto denominado “Educar para

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Cooperar ? Jovem” contou com o trabalho conjunto de 12 cooperativas - Conap, Coopermoda, Coopifor, Coopmetro, Coopsev, Copenge, Cotracargem, Cultura, Engecoop-MG, Fetranscoop/MG, Sicoob Coopemg e Uniodonto/BH, que unidas formam o Fraternalcoop. No Dia C 2019, elas investiram em uma ação direcionada para jovens de baixa renda da rede pública de ensino de Belo Horizonte e Contagem, visando auxiliá-los na escolha da carreira profissional e no acesso aos cursos superiores. Para tal, foram promovidos ciclos de palestras e teste vocacionais para os alunos do Programa Aprendiz, da entidade de assistência social Rede Cidadã. Aconteceu ainda, em paralelo, uma caminha ecológica de 10 km, em Riacho das Pedras, em Brumadinho. “O objetivo inicial era atender 100 jovens, mas conseguimos atingir mais de 200. A relação de comprometimento entre as cooperativas fez a diferença para o êxito do projeto. Estamos juntos desde 2009, algumas permaneceram, outras acabaram de chegar, mas o nosso foco é transformar o movimento em um dia de esperança e novas conquistas para muitos”, complementa a coordenadora de Recursos Humanos da Coopmetro, Simone Santos.


Giro Cooperativo

Semeando o Cooperativismo encerra 2019

Produtores rurais e cooperativas poderão refinanciar dívidas

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Alunos atendidos pelo projeto

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Projeto intercooperativo Semeando o Cooperativismo, desenvolvido pela Unimed Vale do Aço, Sicoob Cosmipa, Sicoob Vale do Aço e Consul, encerrou suas atividades em 2019. Através de um concurso de redação, a iniciativa disseminou os princípios e valores cooperativistas junto à profissionais e alunos do 6ª ano, das escolas da rede pública de ensino fundamental de Ipatinga e região. Ao final da ação, a escola Estatual Vitalino de Oliveira Ruela, de São João do Oriente, foi premiada pela melhor produção textual e pela redação mais criativa. O projeto contou com a união das cooperativas para preparar três ciclos de capacitação para os professores. Participaram as instituições de ensino E. E. Vitalino de Oliveira Ruela, de São João do Oriente, E. E. Professora Celina Machado, de Coronel Fabriciano, E. E. Professora Ana Letro Staacks, de Timóteo, E. E. Horto Belém, de Cava Grande, e E. E. Liberato de Castro, de Marliéria. Por meio da contação de histórias, os professores se tornaram multiplicadores

da cultura do cooperativismo junto aos seus colegas de trabalho e seus alunos, e desenvolveram, dentro de cada escola, um concurso de redação. Com o auxílio de um professor de Língua Portuguesa ou história, os três melhores textos de cada instituição de ensino foram selecionados para participarem da etapa final do concurso. Ao final, representantes das quatro cooperativas foram a escola campeã e premiaram tanto o aluno autor do melhor texto, quanto a instituição de ensino. “A realização desse projeto e os resultados apresentados, reforçam a importância da sistematização da Responsabilidade Social para o desenvolvimento da sociedade. A multiplicação dos valores e dos princípios do cooperativismo unificados em uma linguagem acessível para educadores e alunos, permitiu a ampliação de qualidade da educação de base gerando satisfação dos estudantes e profissionais envolvidos com o projeto, além da comunidade do entorno das cooperativas”, afirmou Kátia dos Anjos Brito, do setor de responsabilidade social da Unimed Vale do Aço.

Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a composição de dívidas procedentes de empréstimos de custeio e investimento rural contratados até 28 de dezembro de 2017. A medida vai contemplar produtores rurais e cooperativas de produção prejudicados por problemas climáticos ou de comercialização. As condições do refinanciamento foram definidas em reunião extraordinária realizada no dia 15 de outubro. No total, o governo vai disponibilizar R$ 1 bilhão em crédito. Cada beneficiário poderá acessar o limite de R$ 3 milhões com taxa de juros efetivos de 8% ao ano, carência de 36 meses para iniciar o pagamento e prazo de 12 anos para reembolsar o banco a partir da contratação da linha de crédito. O Ministério da Economia informou em nota que o refinanciamento de dívidas tem por objetivo possibilitar o alongamento dos prazos de financiamentos contratados anteriormente por produtores e cooperativas que tiveram o cronograma original de pagamento dificultado por imprevistos climáticos ou problemas na venda da produção. O prazo para manifestação formal do tomador de empréstimo é até 30 de abril de 2020 e o prazo para formalização da instituição financeira é até 30 de junho de 2020. Fonte: Sistema OCB

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Entrevista

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m uma sociedade marcada pelo individualismo e pela competitividade desenfreada, o cooperativismo aparece como

Cooperativismo é a única saída para a humanidade

uma das formas sustentáveis para a manutenção de um relacionamento saudável das pessoas na busca por objetivos em comum, segundo o professor e filósofo Mario Sergio Cortella. Autor de vários títulos sobre comportamento humano e questões sociais na atualidade, Cortella esteve no Espírito Santo recentemente para falar sobre a importância da responsabilidade social nas organizações. Ele destacou a importância da união como fator vital para a conquista de resultados duradouros e sustentáveis nos negócios e na vida em sociedade. Confira a seguir. Fonte: Sistema OCB

Nesse mundo cada vez mais competitivo, o que as pessoas podem fazer para que a sociedade seja um pouco melhor? O primeiro passo é entender algo que disse um dia Mahatma Gandhi, quando ele afirmou: ?Olho por olho e uma hora acabamos todos cegos?. Portanto, há um limite para a competitividade. Ela precisa ser olhada como uma forma de estímulo ao aumento da nossa capacidade de ação, de trabalho e de produção, mas não pode ser a autofágica, destrutiva. Ela não pode, de maneira alguma, ameaçar nossa capacidade colaborativa, porque nós somos animais muito agregados nas nossas relações de dependência. Deste modo, essa competição desarvorada, embora produza momentaneamente um nível de riqueza para uma parte das pessoas de ma6

neira mais vigorosa, destrói parte do futuro, pois coloca uma condição que acaba gerando perturbações à vida em comunidade. A competitividade também deixa um rastro de confrontos que acabam eliminando as condições de convivência. Por isso, a colaboração é uma marca que a gente pode ter. Eu acho que uma das coisas que a gente deve formar, especialmente nas crianças e depois nos adultos, é a percepção de que na vida a regra jamais deve ser cada um por si e Deus por todos. Tem quer ser um por todos e todos por um.Este é um movimento que melhora a condição de um futuro que seja muito mais integrado, mais feliz e que tenha uma abundância que não seja mero acúmulo. O senhor poderia dar três dicas MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

que as pessoas conseguiriam seguir no trabalho e que as ajudariam a criar um ambiente melhor no ambiente corporativo? A primeira dica é tentar organizar não apenas uma equipe de trabalho, mas uma turma. Quando você estava na escola básica, tinha a sua turma. Você cresceu e hoje tem a sua turma de amigos, do clube, a turma de afeto, etc. A turma é aquela em que a gente dá o sangue pelo outro. Enquanto você tiver alguém da sua turma, pode ser que horário for, eles vão te socorrer ou estar onde você precisa. O espírito de turma é algo que é muito mais conectado do que o de equipe. A segunda delas é entender que hoje em dia a noção de competência tem que ser mais coletiva. Há 30 anos, eu diria que a minha competência acaba quando começa a do outro. Hoje


Divulgação

não mais. A minha competência acaba quando acaba a do outro, seja num grupo, numa área ou numa diretoria de uma cooperativa. Se alguém perde competência, eu perco. Se alguém ganha, eu ganho. Por isso, a regra mais inteligente para quem deseja estar no campo é: quem sabe reparte e quem não sabe procura, porque se alguém sabe algo e não reparte isso, ele enfraquece o grupo e a si mesmo. Se alguém não sabe algo e não pergunta, enfraquece a si mesmo, enfraquecendo também o grupo. A terceira grande condição é a presença da alegria. O contrário de seriedade não é alegria, e sim descompromisso. Um grupo compromissado é aquele que se dedica à intenção do atingimento de metas e que faz aquilo que é necessário para o sucesso, sem perder a alegria. Ela move em

nós energias que aumentam não só o nosso bem-estar, mas também a possibilidade de estarmos juntos de um modo que seja mais admirável. Claro que a alegria não é ficar brincando o tempo todo. A alegria é a possibilidade de não recusar os momentos em que a comemoração, o reconhecimento e a festividade devem vir à tona. Como o cooperativismo pode contribuir para a transformação do meio em que vivemos? O cooperativismo é a única alternativa que nós temos para não desagregar o conjunto da humanidade. Há muitas sociedades que são cooperativas, mas nas quais não há janelas para o termo cooperativismo. Eu conheço muitas comunidades - especialmente em nações indígenas no Brasil ou mesmo em grupos na África, nas MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

sociedades tribais ? que têm uma vida cooperativada, sem que haja o conceito formal ou a necessidade de organização de uma estrutura. No conjunto da humanidade, o cooperativismo, com a sua percepção de trabalhar junto, de colaborar e de partilhar o resultado daquilo que tem, é a única maneira que temos de não apodrecer nossa condição de vida coletiva. Por isso, é sempre uma forma de orientação daquilo que vai impedir a falência da nossa capacidade de vida em conjunto. Portanto, não é isento de questões, problemas e turbulências. Mas, tal como disse Churchill, que a democracia é o pior dos modos de governo, exceto todos os outros, nós também podemos dizer que o cooperativismo é a pior forma de trabalho em conjunto, exceto todas as outras. 7


Hora do café

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MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019


O Brasil é o maior exportador de café no mercado mundial e ocupa a segunda posição, entre os países consumidores da bebida. Os dados,da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), mostram também que o país responde por um terço da produção mundial do produto o que o coloca como maior produtor,posto que detém há mais de 150 anos. A produção mineira representa 53,5% da safra nacional do café, e nessa cadeia produtiva é destacada a participação das cooperativas, responsáveis por 25,8% de toda a produção do país, sendo que essa representatividade sobe para 48,3% em Minas. MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

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Fotos: Divulgação SIC

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rês dias de negócios, conexões, aprendizados, conversas em meio a 80 mil xícaras de cafés servidas, 23 mil visitantes e a estimativa de que tenham sido iniciadas comercializações em torno de R$ 50 milhões. Esse foi o balanço da Semana Internacional do Café 2019 (SIC), realizada entre os dias 20 e 22 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Com isso, a SIC mostrou porque é hoje um dos mais importantes eventos do mundo do setor cafeeiro. Estiveram reunidos na SIC produtores, pesquisadores, torrefadores, compradores, exportadores, empresários, baristas, indústria cafeeira e cafeterias de todo o país, além de representantes de mais de 40 países. Este ano, a Semana Internacional do Café teve 220 expositores, 25% a mais que no ano anterior; contou 10

com um exclusivo espaço para máquinas e implementos agrícolas, o Pátio do Produtor, uma área dedicada à torra e aos empreendedores – a Cafeteria Modelo, além de estandes de marcas e empresas do setor e exposição de embalagens do concurso Espresso Design, para valorização da apresentação dos produtos. A cerimônia de abertura do evento contou com a presença do governador de Minas, Romeu Zema, que se referiu ao evento como “grandioso e belíssimo” e reiterou a importância do agronegócio para a economia brasileira. “Foi a única atividade que cresceu sistematicamente nos últimos 20 anos”, afirmou. Roberto Simões, presidente do Sistema FAEMG e do Sebrae-MG, destacou que o ponto forte do evento é justamente a abordagem de toda a cadeia, “desde o pé de café até a xícara”. MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

Também estiveram presentes na cerimônia de abertura: o Ministro da Agricultura em exercício, Marcos Pontes; o Governador de Minas Gerais, Romeu Zema; o Vice-Governador de Rondônia, Zé Jodan; a Secretária Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Ana Valentini; o Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e do Sebrae-MG, Roberto Simões; o Diretor de Planejamento da Café Editora, Caio Alonso Fontes; o Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins da Silva Júnior; o Presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato; o Presidente da Frente Parlamentar do Café, Emidinho Madeira; o Deputado Federal Zé Vítor; o Vice-Presidente do Sicoob, João Batista Bartoli de Noronha; o Diretor da Codemge, Dante de Matos;


Capa

Sucesso absoluto “A Semana Internacional do Café superou todas as expectativas. Na visão de todos os que participaram, ela foi superior a 2018. Muitos cafés foram vendidos e muitos negócios foram fechados durante a feira, com preços muito acima dos praticados pelo mercado. Para todos os envolvidos – da importação, exportação, produtores, expositores, indústria, cooperativas, mercado de solúveis – a SIC 2019 foi um sucesso. E já estamos a pleno vapor preparando a SIC 2020, sempre tentando fazer uma nova edição ainda melhor. E, principalmente, indicando uma tendência, um caminho, para que o cafeicultor mineiro e brasileiro consiga trabalhar com margem positiva e comercializar seus cafés com muito sucesso para todo o mundo”, ressalta o vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Breno Mesquita, um dos organizadores do evento. Para a secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Ana Maria Valentini, a SIC 2019 foi surpreendente. “Foi uma vitrine da nossa pujante cafeicultura. Um evento que nos enche de esperança de um futuro promissor para nosso setor, além de mostrar a união de todos, as novas tecnologias e, principalmente, a preocupação da sustentabilidade com os cultivos”. O presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins da Silva Júnior, demonstrou seu entusiasmo com o evento. “Sou um grande propagandista da SIC; por onde vou chamo todos a verem o que se faz aqui”. E completou: “Só

Fotos: Nitro/SIC

a Presidente da Aliança Internacional das Mulheres do Café, Cíntia Matos; e o Vice-Presidente da Nestlé do Brasil, Gustavo Bastos.

No alto, o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, fala na abertura da SIC, que reuniu diversas autoridades e participantes (ao centro); o evento contou ainda com palestra do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

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Capa se muda o Brasil se mudarmos o perfil econômico da população, por isso temos um grande foco em assistência técnica e gerencial, além de diálogo aberto com quem quer vencer e fazer um Brasil melhor”. O evento contou ainda com mais de 40 eventos simultâneos, entre eles o painel Minas Coffee Origins, que debateu as origens controladas; o hackathon AgroUP para o setor cafeeiro; seminários, workshops, competições profissionais, cursos, sessões de cuppping (provas de café), dentre outros. Realizada desde 2013 em Belo Horizonte, a SIC é uma iniciativa do Sistema FAEMG, Café Editora, Sebrae, Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). A edição deste ano teve o patrocínio oficial da Nestlé e patrocínio diamante do Sistema Ocemg. Cooperativas se destacam Minas Gerais possui 52 cooperativas envolvidas com a cultura do café, que reúnem 90.663 associados (53% dos associados totais do Ramo Agropecuário com um crescimento de 11% em relação ao ano anterior) e 7.553 empregados (48% dos empregados totais do setor Ramo Agropecuário um crescimento de 5% em relação ao ano passado). Juntas, elas produziram 15,9 milhões de sacas toneladas em 2018, conforme dados do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, publicado pelo Sistema Ocemg. As principais cooperativas exportadoras de café são: Cooxupé, Cocarive, Cocatrel, Minasul, Cocapil, Coopfam, Carpec, Expocaccer e Coocafé. Em 2018, as cooperativas de Minas exportaram em torno 4,5 milhões de sacas (273 mil de toneladas), o equivalente a 22,3% da 12

exportação mineira do produto. Durante a Semana Internacional do Café, esse contingente esteve representado por cerca de 20 cooperativas das principais regiões produtoras de Minas. O Sistema Ocemg atua para a profissionalização da gestão e do desenvolvimento das cooperativas de café, através de diversos projetos e ações. Realiza e propicia várias atividades que buscam capacitar e fomentar o setor como – o Programa de Desenvolvimento Estratégico do Cooperativas Agropecuárias (Prodecoop Agro), o Programa de Desenvolvimento Econômico-Financeiro (GDA), e o Programa de Desenvolvimento de Gestão do Cooperativas (PDGC). E ainda viabilizou a participação de representantes de cooperativas em importantes iniciativas nacionais e internacionais, como o Encontro Nacional de Cafeicultores (Encoffee); a Feira de Cafés Especiais das Américas (SCAA), fomentando a exportação de três containers entre 2018 e 2019, Feira Internacional da Tecnologia Agrícola (Agrishow); Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias (ENCA),

Feira de Cafés Especiais da Europa (Berlim/Alemanha). Para o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, “ser um dos patrocinadores oficiais da Semana Internacional do Café, principal evento nacional e um dos maiores do mundo é um momento para mostrar a força do cooperativismo mineiro, bem como a importância das cooperativas agro como produtoras de café, sendo elas responsáveis por 25,8% de todo o café brasileiro, com um registro de 304 mil toneladas do produto exportado no último ano”. Café em números A arrecadação das cooperativas de café com a venda do produto foi de R$ 13 bilhões (ou 63% da receita das 193 cooperativas agropecuárias do Estado). As cooperativas mineiras de café movimentaram em 2018 um patrimônio líquido de R$ 1,9 bilhões. Neste mesmo período, o capital social, valor investido na cooperativa pelos associados, foi de R$ 499 milhões. No que diz respeito às sobras, em 2018, o montante obtido foi de R$ 97,6 milhões.

O concurso de baristas foi um dos pontos altos da Semana Internacional do Café MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019


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Visão Cooperativista Geraldo Magela da Silva Administrador, Mestre em Estratégia e Competitividade, professor de cursos de MBA de Gestão de Cooperativas e de Negócios, Coordenador Acadêmico do Curso de Gestão Tecnológica de Cooperativas – EaD; Consultor, Representante do Sistema OCEMG no FOPEMIMPE – Fórum Permanente Mineiro da Micro e Pequena Empresa, no CETER-MG – Conselho Estadual de Trabalho e Renda do Estado de Minas Gerais e no Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de de Minas Gerais – CEDRAF/MG.

Cooperativismo e os ODS da ONU

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s cooperativas, empresas com foco nas pessoas, contribuem para um futuro melhor e mais sustentável para todos, e neste contexto estão apoiando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O movimento cooperativista internacional a cada momento reafirma seu compromisso com os ODS, tanto que na Conferência Global realizada pela ACI – Aliança Cooperativa Internacional, em Kigali, Ruanda, de 14 a 17 de outubro de 2019, e que contou com mais de 1000 participantes de 94 países, a Agenda de Desenvolvimento Sustentável foi o foco dos debates “Cooperativas para o Desenvolvimento”. É importante ressaltar que Ruanda, país do continente africano que sediou a respectiva conferência, tem 43% da população associada em cooperativas. O empoderamento das mulheres, a preservação do meio ambiente, a erradicação da fome e da pobreza, o trabalho decente, as cadeias de valor éticas, moradias acessíveis, igualdade e paz e inovação no empreendedorismo, foram questões abordadas nos debates ocorridos durante o evento. Podemos afirmar, com convicção, que aqui no Brasil, as cooperativas cada vez têm potencializando suas ações como verdadeiras e legitimas sociedades de pessoas que tem o intuito de satisfazer suas necessidades e 14

aspirações, em termos econômicos e sociais, comprometidas com o bem-estar e desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais estão inseridas. Assim, as cooperativas não só estão proporcionando o bem-estar e a resolutividade para seus sócios, más para todas as comunidades com as quais interagem. Bastaria nos concentrar na análise dos dados econômicos para constatar que os resultados alcançados são vigorosos, justos e promovem o desenvolvimento local sustentável. Porém, as cooperativas estão indo muito além, pois desenvolvem projetos nas suas comunidades, de diversas naturezas e formas, sejam ambientais, sociais, econômicas, etc. Porém, sempre alinhados direta e ou indiretamente com os ODS. Más, tudo que vem sendo feito é resultado de muito trabalho, de enraizamento da doutrina e filosofia cooperativista, e de um intenso esforço no sentido de capacitar e profissionalizar a gestão das cooperativas brasileiras. Devemos louvar o trabalho do Sistema OCB, em âmbito nacional através dos programas e projetos do Sescoop. Em Minas Gerais, o Sistema Ocemg, implementa os programas e projetos nacionais, porém, desenvolve, com muita competência e responsabilidade, programas e projetos MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

regionais inovadores, e que potencializam, ainda mais, tudo que vem sendo feito em nosso país. O Dia C, programa de voluntariado cooperativista nascido em Minas, e hoje, um programa nacional, que foi apresentado em 2017, pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, em uma audiência da Organização das Nações Unidas, em Nova York, e em novembro daquele mesmo ano, pelo presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, na Assembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), em Kuala Lampur, na Malásia, foi também apresentado no dia 26 de novembro de 2019, na “Centenary Conference of The Cooperative College” (Conferência Centenária do Colégio Cooperativo), em Rochdale, Inglaterra. Na ocasião, o superintendente do Sistema Ocemg, Alexandre Gatti, apresentou o Dia de Cooperar (Dia C) ao público, demonstrando como o programa vem beneficiando, ano após ano, milhares de pessoas em nosso país. Com seu jeito e forma peculiar de ser o cooperativismo demonstra, na prática, seu compromisso com os ODS, servindo assim de referência positiva para a sociedade local, regional, nacional, continental e internacional. O cooperativismo é verdadeiramente um caminho para a paz mundial.


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MG Cooperativo | Ano II - N° 8 - Dezembro de 2019

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COOPERATIVISMO. A ICATU SE ORGULHA TANTO DE FAZER PARTE DESSA FAMÍLIA QUE RESOLVEU ASSUMIR O SOBRENOME. A Icatu Seguros criou a marca Icatu Coopera que representa a nossa missão de longo prazo com as cooperativas do Brasil. Com a solidez de quem tem 25 anos de história e mais de 80 anos de experiência, compartilhamos o compromisso de proporcionar crescimento e melhoria na vida financeira dos associados, desenvolvendo soluções para pessoas, famílias, negócios e sociedade.

Unidos somos mais fortes.

Seguros e Previdência: 4002 0040 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 285 3000 (demais localidades). SAC Seguros e Previdência: 0800 286 0110. SAC Capitalização: 0800 286 0109. Ouvidoria: 0800 286 MG Cooperativo | Ano0047, II - N°de 8 - segunda-feira Dezembro de 2019a sexta-feira, das 8h às 18h, exceto feriados. 16


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Revista MG Cooperativo - Edição nº 8 by Cláudio Montenegro - Issuu