Ano II l No 7 l Outubro de 2019 Uma parceria
Rochdale é aqui! WCM leva a BH a experiência do Museu de Rochdale
MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
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MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
Editorial
Sumário
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Giro Cooperativo Os novos ramos do cooperativismo
Exemplos de como tornar o cooperativismo cada vez
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Giro Cooperativo Minas é destaque no SomosCoop Excelência
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Opinião Kedson Macedo, presidente da Confebras
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Capa Saiba como foi o World Coop Management 2019
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Proteção Cooperativa LGPD: uma mudança e tanto para as empresas José Ribeiro
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Artigo Cooperativismo de plataforma Gustavo Mendes
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Visão Cooperativista Cooperativismo e democracia Geraldo Magela
mais forte mais recente edição do World Coop Management, realizada em outubro, em Belo Horizonte (MG), foi mais uma vez uma excelente oportunidade para os líderes e entusiastas do cooperativismo terem contato com experiências nacionais e internacionais bem-sucedidas no campo da gestão, inovação e empreendedorismo, Cláudio Montenegro Editor Executivo permitiram acessar novos conhecimentos e novas formas de atuar em suas instituições. Os dois dias de apresentações na capital mineira possibilitaram ainda o acesso inédito aqui no Brasil à experiência única do Museu de Rochdale, que trouxe um pouco da história dos bravos pioneiros que deram início ao cooperativismo moderno, ao longo de seus 175 anos de fundação. Por certo que o cooperativismo brasileiro ainda tem muito o que avançar, porém as instituições representativas do setor vêm atuando junto aos poderes públicos, a fim de dar a legitimidade necessária às ações das cooperativas em todo o país. Que nossos governantes possam conhecer melhor o funcionamento e o compromisso das cooperativas brasileiras, que vêm se destacando cada vez no cenário econômico nacional, representando uma parcela significativa da grande engrenagem que movimenta o Brasil, com resultados expressivos nas exportações, premiações de destaque entre as melhores empresas empregadoras, dentre outras ponderações. Tudo isso sem mencionar o aspecto social que as cooperativas carregam em seu cerne, promovendo o bem-estar de milhares de famílias em todo o território brasileiro. Temos ainda um longo caminho a percorrer, porém a união de esforços e o espírito cooperativista elevado certamente tornam esta caminhada mais segura e fortalecida. Vamos em frente! Saudações cooperativistas e boa leitura!
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Distribuição: Lideranças cooperativistas, dirigentes, gerentes, cooperados e funcionários de cooperativas de todos os segmentos (agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte e turismo), entidades do Sistema ‘S’, federações de indústria e comércio, empresários, administradores e gestores, assessores jurídicos, auditores, contadores, profissionais de recursos humanos, associações, sindicatos, federações e entidades de classe de forma geral, orgãos e instituições governamentais, universidades, clínicas e hospitais, fornecedores de produtos e serviços para cooperativas e demais formadores de opinião. Artigos: os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores, não correspondendo necessariamente à opinião dos editores. Envio de pautas: contato@comunicoop.com.br (as pautas recebidas são avaliadas pelos editores, sem obrigatoriedade de publicação). Capa: Rochdale/Divulgação
MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
Edição nº 7 - Outubro de 2019 3
Giro Cooperativo
Os novos ramos do Cooperativismo
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partir de 2020, o cooperativismo brasileiro será representado por sete ramos, em vez de 13. Durante participação no World Coop Management (WCM), nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Belo Horizonte, o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, comentou sobre essa modernização. O dirigente explicou que nada muda na rotina das cooperativas e que essa alteração, que ocorre apenas no âmbito do Sistema OCB, se faz necessária para promover o fortalecimento e dar maior representatividade para o segmento. Nobile destacou que a classificação das cooperativas brasileiras em ramos é necessária para que a OCB se organize internamente e otimize os esforços de suas equipes, com vista ao máximo aproveitamento das ações de representação dos interesses dos cooperados junto aos Três Poderes da República. Ainda segundo o superintendente, a Lei nº 5.764/1971 não faz essa classificação, mas a Unidade Nacional, seguindo a tendência mundial de segmentar para melhor representar e, visando dar cumprimento às suas competências legais, 4
deliberou pela atualização. “Queremos conversar melhor com a nossa base, debatendo com as cooperativas as suas necessidades, agrupando-as conforme suas afinidades e, por fim, construindo um ambiente cada vez mais sólido para que se desenvolvam com sustentabilidade”, argumentou. Durante o evento, Nobile também divulgou, em primeira mão, um vídeo e uma cartilha que acabam de ser produzidos pela OCB e que explicam o processo de modernização dos ramos. Vantagens A reclassificação traz como principal benefício o atendimento do Sistema OCB com maior representatividade, em uma organização que apresenta ramos robustos. Além disso, a organização em grandes setores é mais adequada e flexível para se adaptar às rápidas mudanças de mercado e inovação. E, como consequência, haverá uma maior padronização, alinhamento de discurso e comunicação mais assertiva. As cooperativas não terão nenhum ônus com essa reclassificação e sua rotina seguirá normalmente. É MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
importante reforçar que a classificação, como dito, tem seu alcance apenas internamente, na organização da representação e defesa das cooperativas. Não se presta, portanto, para definir o tratamento tributário, o enquadramento sindical ou mesmo a legislação aplicável a cada ramo. Todos esses pontos seguem sendo analisados a partir do objeto social e dos atos praticados pela cooperativa com seus cooperados. Como eram e como ficam Atualmente, as cooperativas são classificadas nos seguintes ramos: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer. Essa classificação vale até o dia 31 de dezembro deste ano. A partir do dia 1º de janeiro do ano que vem, passam a valer os novos ramos, considerando que alguns foram agrupados a outros. Os novos ramos serão: Agropecuário; Consumo; Crédito; Infraestrutura; Trabalho e Produção de Bens e Serviços; Transporte; e Saúde. Fonte: Sistema OCB.
Giro Cooperativo
Reforma tributária
Minas é destaque no SomosCoop Excelência
Os premiados do SomosCoop Excelência
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cooperativas mineiras foram reconhecidas entre os melhores empreendimentos cooperativos do país. Em solenidade realizada em Brasília, em outubro, o Sistema OCB anunciou as melhores instituições, reconhecidas em vários quesitos, no Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão. A iniciativa acontece a cada dois anos e é resultado do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas. Entre as 56 cooperativas brasileiras premiadas, Minas Gerais levou metade dos troféus. Foram 28 cooperativas do Sistema Ocemg reconhecidas no certame, um aumento de 55,5% em relação à edição 2017, quando o Estado registrou 18 vencedoras no Prêmio, considerado o maior do setor em termos de gestão. De acordo com o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, esse é o resultado do trabalho contínuo de monitoramento e acompanhamento de cooperativas realizado em Minas. “Estamos muito orgulhosos pelo resultado alcançado por nossas cooperativas. É o reflexo da busca incessante pelo desenvolvimento através do Programa Nacional de Desen-
volvimento da Gestão das Cooperativas PDGC”, avaliou Scucato. Primeiros Passos (Bronze): CCPR, Coopama, Coopatos, Sicoob AC Credi, Sicoob Cofal, Sicoob Coopemata, Sicoob Credimepi, Sicoob Nossocrédito, Unimed Federação Minas, Unimed Juiz de Fora, Unimed Poços de Caldas. Primeiros Passos (Prata): Cosmipa, Sicoob Centro-Oeste, Sicoob Crediriodoce, Sicoob Nossacoop, Sicoob União Centro Oeste, Unimed/Uberaba, Unimed/Vale do Aço. Primeiros Passos (Ouro): Coopmetro Cooxupe, Sicoob Copermec, Sicoob Divicred. Compromisso com a Excelência Bronze: Sicoob Credialto. Compromisso com a Excelência - Prata: Coocafe. Compromisso com a Excelência Ouro: Coopercon, Sicoob Credicom, Unimed Circuito das Águas. Rumo à Excelência - Ouro: Unimed-BH. Destaque Melhoria Contínua: Unimed-BH. Destaque Governança: Cooxupé, Sicoob União Centro-Oeste, Unimed-BH. Fonte: Sistema Ocemg
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sistema tributário no Brasil é conhecido por ser complexo e burocrático e, por esses motivos, tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal discussões sobre a Reforma Tributária. Atualmente, existem duas propostas sendo analisadas pelos parlamentares e o cooperativismo, representado pelo Sistema OCB, está participando de audiências públicas, eventos e reuniões com os Poderes Legislativo e Executivo com vistas a acompanhar o processo e defender os interesses do setor. Existem pontos defendidos pela organização que são importantes para manter a segurança jurídica das conquistas legislativas e normativas referentes ao tratamento tributário do ato cooperativo, que consiste nas operações que a cooperativa realiza com seus cooperados. Por definição legal, o ato cooperativo não configura ato comercial, ou seja, não é uma operação de mercado nem contrato de compra e venda de produtos. Assim, ocorre o redirecionamento da incidência tributária para a pessoa física (cooperado), e não a pessoa jurídica (cooperativa). Afinal, o acúmulo de riqueza está no associado, e a cooperativa apenas presta serviços a ele. Os pleitos do setor na Reforma Tributária, portanto, são garantir a aplicação adequada do tratamento tributário às cooperativas; afastar a duplicidade de tributação nas figuras do cooperado e da cooperativa; impedir uma tributação mais grave na relação entre cooperado e cooperativa do que a que incidiria sobre o indivíduo em outra situação; e garantir, nos tributos não cumulativos, a manutenção dos créditos nas operações da cooperativa e também daqueles que adquirem seus produtos e serviços. Fonte: Sistema OCB.
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Opinião
Cooperativismo: espaços para avançar Kedson Macedo Presidente da Confederação Brasileira de Cooperativas de Crédito (Confebras).
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movimento cooperativista nasceu em Rochdale, Inglaterra, em meados do século XIX, numa reação empreendedora de trabalhadores explorados pelos agentes do capitalismo emergente, e, por questão de sobrevivência, estruturaram um armazém de víveres, de propriedade de 28 sócios, para provimento comum às suas famílias de alimentos essenciais para viver com qualidade digna. Hoje, o Cooperativismo congrega em todo o mundo mais de 1,2 bilhão de pessoas, ou seja, algo em torno de um cooperado para cada seis habitantes do planeta, estando presente em 156 países. Como sabiamente lembra um dos líderes mais celebrados do cooperativismo de crédito, o professor e escritor Ênio Meinen, nas inúmeras e concorridas palestras que profere pelo Brasil, trata-se da maior organização socioeconômica global, com mais de 2,6 milhões de entidades integradas nos mesmos propósitos e valores, ativos da ordem de US$ 20 trilhões, além de proporcionar mais de 250 milhões de empregos (somente no Brasil são 500 mil). Em solo brasileiro, respondem por 11% do PIB, sendo que apenas no segmento agropecuário mobilizam 48% da produção rural do País. Mais de 30% dos planos de assistência médico6
-odontológica e 50% do transporte de cargas são confiados a cooperativas. Números fantásticos que nasceram da ousadia e do pioneirismo dos “probos” de Rochdale e se cristalizam, em nossa pátria, pela ação firme e empreendedora da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB. Com relação às cooperativas de crédito, cuja origem remonta ao solo alemão pelo empreendedorismo de Franz Schulze, que em 1852 fundou a primeira cooperativa de crédito urbana e também por Friedrich Raiffeisen, que constituiu, em 1862, a primeira cooperativa de crédito rural, a história e os números também são motivadores e nos encantam para militar cada vez mais no movimento e ajudar no seu crescimento. O Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito atesta em seu Relatório de 2018 que o número de cooperados no mundo já alcançou cerca de 260 milhões em 117 países. No Brasil, 100 mil profissionais servem a 15 milhões de cooperados e clientes e as cooperativas são presença exclusiva em 10% dos municípios brasileiros, além de responder por 10% do crédito para o pequeno negócio, 13% do agronegócio e 6% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional. O Banco Central, por meio da Agenda BC#, desafiou as cooperativas MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
a crescer de 8% para 20% a participação nas operações de crédito do SFN até 2022. Uma meta audaciosa e desafiante que valoriza o segmento. Mas sempre me vem à mente uma dúvida (estratégica?): se o Cooperativismo de Crédito é algo diferenciado, transparente, atrativo e que leva prosperidade às pessoas e comunidades, qual a razão de não termos interessados fazendo fila para se associarem às nossas cooperativas? Qual a razão da dificuldade que temos para arregimentar a juventude às nossas fileiras? Sem querer esgotar o assunto, elenco a seguir possíveis razões para isso: a) parcela significativa dos brasileiros não conhece os princípios e valores do Cooperativismo, tampouco os benefícios financeiros e de governança das cooperativas de crédito; b) os grandes sistemas cooperativos, quando fazem campanhas publicitárias, focam produtos e serviços em detrimento da diferenciação das cooperativas financeiras em relação aos bancos tradicionais. Não se mencionam os valores; não se fala das taxas de juros mais vantajosas; da distribuição de sobras a todos os associados ao final de cada exercício; da participação democrática e responsabilidade pela governança; não se exalta a
condição de dono e cliente na mesma pessoa; ou mesmo o atendimento personalizado nas agências, realidade em extinção nos bancos comerciais; c) face à ausência de iniciativas de inter cooperação, o movimento é visto de forma fragmentada. O exemplo maior disso é a falta de integração da rede de atendimento ao cooperado. O associado vinculado a determinada cooperativa singular, quando se desloca, que não consegue ser atendido, por vezes, nem por outra cooperativa do mesmo sistema; d) a atuação das cooperativas singulares nas regiões Norte e Nordeste ainda é pequena e precisa ser alavancada. Este desafio também está presente na Agenda BC#; e) as lideranças que conduzem Confederações, Centrais e Cooperativas Singulares, grandes influenciadores do movimento, precisam perseguir diuturnamente o fortalecimento integrado do movimento e o diálogo aberto, na direção de um Sistema Nacional de Crédito Cooperativo unificado e fortalecido nas suas entidades representativas. Temos missões urgentes a cumprir. A integração da rede de atendimento física entre os sistemas, com mais de 6.000
pontos, poderia ser o primeiro grande gol das iniciativas de inter cooperação. Uma grande campanha nacional focando os benefícios do Cooperativismo de Crédito para as pessoas, comunidades e sociedade em geral, utilizando as mídias de maior penetração, seria um marco importante e necessário para disseminar os princípios e os valores do momento pelos vários rincões do País. Essa ação precisa concretizar-se logo com a participação técnica e financeira de todos os entes que integram o ecossistema do cooperativismo financeiro no Brasil. Dentro desse contexto, a Confebras (Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito) dará sua contribuição, realizando a décima terceira edição do CONCRED – Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito, no Nordeste, em Pernambuco. Nos dias 7 a 9 de outubro de 2020, as lideranças e os maiores experts do Cooperativismo de Crédito estarão reunidos em Recife para propagar conhecimentos e impulsionar avanços e bons negócios para cerca de 3 mil lideranças de todo o Brasil. Esperamos que o evento contagie os nordestinos com a cultura cooperativista
e motive as autoridades locais a criar incentivos à instalação de cooperativas singulares nas comunidades dos nove Estados da região, levando desenvolvimento, prosperidade e solidariedade financeira à economia e à população. Mas ainda há muito a fazer para termos em nossas “portas” filas de pessoas ansiosas por associar-se a uma cooperativa de crédito, a exemplo do que ocorre quando consumidores ansiosos pernoitam na rua aguardando para comprar um celular de última geração ou para adquirir produtos em oferta nas mega promoções das lojas de departamentos. Tenho certeza de que chegaremos lá! Há expertise para tal e nossos líderes cooperativistas estão cada vez mais preparados para lidar com esses grandes desafios, se apropriando dos modernos conceitos da transformação digital, criando atrativos para a atração dos jovens e mulheres para o movimento e fomentando, por meio da tecnologia e da confiança, a semente do Cooperativismo em todo o Brasil. E nunca podemos esquecer que valorizar e respeitar as pessoas é o DNA do Cooperativismo. E isso é muito atrativo e valioso na Era da Colaboração!
Plateia atenta às apresentações do 2º Fórum Integrativo da Confebras, realizado em outubro na capital federal MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
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Fotos: Samuel Gê / Wexbusiness
Inovação em pauta
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iderança, Marketing e Criação de Valor. Com foco nestes três temas, aconteceu entre os dias 30 de setembro e 1 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte, a quinta edição do World Coop Management (WCM). Sendo referência no universo cooperativista, o evento se consolidou como um dos maiores no setor, dentro do Brasil, e reuniu em torno de 960 pessoas, trazendo à tona as principais lideranças do cooperativismo e tendo como principal objetivo abrir a mente para novas experiências, tendências e conhecimento de alto nível. Em 2019, o evento proporcionou ao público o acesso ao novo, o que contribui naturalmente no avanço e melhora de todo e qualquer negócio que visa um futuro de inovação e, acima de tudo, cooperação, tendo como foco três objetivos: conhecimento, relacionamento e novos negócios. Trazendo uma novidade grandiosa, o evento contou com a exposição da Mostra do Museu de Rochdale, que teve sua primeira divulgação fora da Inglaterra, com peças originais que contam a história da Sociedade Equitativa dos Pioneiros de Rochdale, primeira cooperativa dos tempos modernos, fundada em 1844. O evento contou também com uma área com 21 expositores, livraria, espaço de conhecimento com representantes de universidades nacionais e internacionais e o Mercado SomosCoop, com produtos de cooperativas de Minas. Ainda durante o evento, o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, comentou sobre a modernização dos sete ramos do cooperativismo brasileiro (ver matéria na página 4). Palestras Abrindo o primeiro dia, o evento teve como tema principal a liderança, con-
tando com presenças ilustres de palestrantes experientes que falaram sobre as tendências do mercado, superações de vida e sobre o cenário atual do mundo. Entre os palestrantes esteve o executivo global da Lego, que falou sobre sua caminhada dentro da empresa, relacionando as novidades com o marketing, branding e inovação de negócios, Christian Majgaard. Além de palestrantes como o especialista em empreendedorismo e inovação empresarial, Michael Flynn; o especialista renomado em cooperativismo financeiro, Dr. Hans Groenveld; o fundador de uma das mais respeitadas consultorias em gestão do mundo, Don Peppers; e o escritor, conferencista e consultor empresarial, no qual falou sobre superação e meio de trabalho, Othon Barros. Enaltecendo o cenário nacional, o evento teve como presença marcada Milton Jung, Rodrigo Bocardi e Natuza Nery, que debateram muitos temas provocativos e polêmicos como a situação atual política do país. Em um resquício da discussão, Bocardi chegou a comparar o país com uma montanha-russa. “O Brasil passou por diversas crises, mas as pessoas esquecem. O país não está tão ruim se você comparar com outras épocas”, ressaltou. Já no segundo dia de evento, o tema principal se baseou em estratégia, contando com presenças enriquecedoras como o especialista em áreas de estratégia, Soumodip Sarkar, no qual fez diversos comentários preciosos e importantes que devem ser lembrados sobre o cenário atual do mundo. “Devemos ficar atentos com a China que se tornará, logo, a próxima potência mundial, tendo como grande vantagem a tecnologia e a inteligência artificial”, salientou. Em outros horários, palestrantes como o líder global de pensamento, David Price; o conferencista apontado como um dos melhores da atualidade, Alfredo Rocha; a autoridade MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
global em branding, Jeetendr Sehdev; o empresário Ricardo Bellino; e o esplêndido maestro João Carlos, fizeram presença no evento. Muitos dos palestrantes abordaram assuntos atuais e essenciais, bem como o primeiro dia de evento. Em especial, o Maestro João Carlos foi um dos mais enigmáticos e presentes demonstrando resiliência sobre sua história, discursando, especialmente, sobre superação e foco. E, ainda, reservou um momento para autógrafos do seu livro. WCM Academy Mundocoop Espaço amplamente visitado e reconhecido, teve como foco o tema mudança. Sendo apresentado pelo diretor da MundoCoop, Douglas Ferreira, o momento teve como objetivo a interatividade entre os palestrantes, especialistas e o público em um enorme bate-papo. Na abertura, Douglas, em um momento de brainstorming, ressaltou que não adianta ter um pensamento “Bonsai”, preso, vivendo apenas em um espaço e sem olhar a sua volta. “É necessário abrir a mente para expandir”, concluiu. Em meio ao evento, Erico Metzner, de apenas 15 anos, autor dos livros “Como conquistar seu próprio dinheiro”, “Din-Din, o jogo do dinheiro” e “Smart Sonho, objetivo definido sonho realizado”, focados em educação financeira, consumo consciente e ecologia do dinheiro, fez uma grande e admirável apresentação sobre a importância da conscientização da parte financeira desde a infância, realizando, em meio a sua apresentação, a grande façanha de solucionar um cubo mágico! Com o auditório lotado, o público ainda pode conferir um bate papo entre os palestrantes do WCM, Ricardo Bellino que apostou na ideia mirabolante de trazer a mega agência de modelos americana Elite Models para o Brasil e Soumodip Sarkar do Centro de Desenvolvimento Internacional, na Universidade de Harvard, onde no fi9
Fotos: Samuel Gê / Wexbusiness
À esquerda, detalhe do Museu de Rochdale; à direita, apresentação no auditório do WCM
nal da apresentação, ambos autografaram seus livros. Finalizando o WCM Academy MundoCoop foi traçado um paralelo do modelo cooperativo de crédito no Brasil com o modelo europeu, assim, participaram desse painel, o sr. Elson Rocha Justino, diretor executivo do Sicoob Central Crediminas, o sr. Geraldo Martins da Cecremge e o presidente do Conselho de Administração da Caixa Central de Crédito Agrícola, Licínio Pina que mostraram os modelos de inovação como instituição financeira. Expositores levam inovação O evento foi regado com 21 expositores que tinham como principal intuito trazer a inovação e apresentar ideias para o cooperativismo, visando promover a integração entre o público e os players. Entre eles: Sistema Ocemg; Unimed; SicoobCredicom; Sebrae; Sicoob; Valem; Sicredi; Icatu
Coopera; Mongeral Aegon; Cocafé; Sistema OCB; Fencom; entre outros. A seguradora Icatu Coopera, marca voltada ao cooperativismo, foi uma das patrocinadoras oficiais do evento. “Já apoiávamos o WCM em edições anteriores e esse ano ampliamos nossa participação como patrocinadora oficial, o que reforça a importância do segmento para a companhia. Cooperação sempre foi a marca do nosso trabalho e a Icatu Coopera representa a nossa missão com as cooperativas do Brasil”, destaca César Saut, vice-presidente da seguradora. A seguradora multinacional Mongeral Aegon levou à edição de 2019 do World Coop Management a loja online e o portal de gestão para os parceiros. A loja online é uma solução 100% personalizada para a cooperativa e conta com ferramentas de inteligência artificial, alimentada pela experiência quase bicentenária da companhia, para ofe-
recer de forma prática, e através de autosserviço, a melhor solução para cada perfil de cooperado. “Esta proposta é pioneira no mercado de seguro de vida desenvolvida por nós da Mongeral Aegon. Estamos trazendo para as cooperativas uma inovação que auxiliará muito a oferta deste tipo de solução aos cooperados e de uma forma moderna, simples e completa, uma vez que a loja oferece todo o portfólio da companhia”, explica Ricardo Balbinot, diretor de Cooperativismo da seguradora. Inovação e lançamento Durante o WCM 2019, foi divulgado um evento a ser realizado em 2020, o “Exponential Coop UK” que visa inspirar líderes e cooperativas para o futuro. O evento será realizado entre os dias 29 e 30 de Junho de 2020 e promete vir com grande força e inovação, e garante abalar as estruturas do universo cooperativista.
Os estandes foram concorridos durante o evento (à esquerda); à direita, o maestro João Carlos mostra seu talento natural 10
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Proteção Cooperativa José Ribeiro Economista, especializado em TI e Projetos. Consultor da Analítica Serviços de Informática.
LGPD: uma mudança e tanto para as empresas
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lei europeia de proteção de dados pessoais - GDPR (General Data Protection Regulation) - fez aumentar a importância e a preocupação sobre os direitos dos indivíduos (ou titulares dos dados) e como as empresas operam, direcionando-as a entender de onde estão obtendo esses dados e como trabalham com eles. Na Europa a lei já vigora tem um ano e já existem vários casos de não conformidade relatados com penalidades impostas. Como essa lei foi a base de criação da nossa LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), as empresas brasileiras precisam também se adequar , assim como também seus parceiros de negócios, fornecedores, agências de comunicação e outros agentes da corrente de negócios envolvida. Toda a cadeia é impactada e todos são corresponsáveis pelos dados do cliente. Não existem membros sem responsabilidades. Uma mudança forte que afetará empresas de todos os tipos e tamanhos. Não é mais uma “leizinha” qualquer, mas uma mudança de paradigma muito potente, que implicará em multa significativa (2% do faturamento do ano anterior). E como a empresa faz para se adequar à nova lei? A empresa deverá iniciar um programa forte de conformidade (compliance) baseada em três pontos principais que envolve: a) revisão dos procedimentos
internos/externos de dados, como administração de dados, atualização de rede segurança e auditorias; b) revisão de documentos, contratos, normas e políticas que envolvem fornecedores e parceiros de negócios; c) mudança cultural, envolvendo toda a empresa em treinamento regulares e a conscientização de parceiros, clientes e fornecedores. O processo de mudança e adequação inicia-se pelo diagnóstico orientado por dois pilares principais: Jurídico, que avaliará o processo de dado da empresa identificando possíveis riscos e inconformidades; e Tecnológico, que verificará o tratamento dos dados(envolvendo coleta, armazenamento e compartilhamento) e o fluxo de informações dentro e fora da empresa. Após essa análise de dados e processos, é possível chegar a um quadro com os pontos críticos dentro da empresa e chegar, assim, a um projeto de trabalho e recomendações de mudança passando por processos, ferramentas, sistemas e indivíduos. Os tempos para execução desses processos variam de acordo com o tamanho da empresa e volume de dados tratados, podendo levar um tempo considerável. Monitoramento e acompanhamento dos novos procedimentos fazem parte da fase final e contínua da vida da empresa. Mas o tempo para começar é já, pois a validade da lei já está definida e, até o momento, a data para início das novas conformidades é agosto de MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
2020. Falta pouco!! Baseando com o que acontece com a GDPR e a LGPD próxima de ser implementada, a lei deve ser vista como uma oportunidade e não somente como um gerador de multas e penalizações. Evidente que o controle da lei será feito através dessas medidas, mas a rapidez e correção em se adequar serão diferenciais competitivos, transformando sua marca em referência do mercado. Na Europa, o consumidor já passou a conhecer seus direitos e passa, num segundo momento, a escolher as empresas que mais se adequam ao seu perfil e que trata seus dados com correção. No Brasil quem já está no caminho para adequação, começa a envolver seus parceiros e fornecedores no processo, questionando-os sobre as melhores práticas da lei e a consequente orientação para empresas em conformidade com a LGPD. Os canais de comunicação precisam mudar, no formato e na linguagem, para essa nova realidade. Caso o cliente pergunte por que está sendo pedida uma informação o que sua equipe responderá? O Call Center realizando inúmeras ligações para o consumidor que ninguém sabe de onde veio, oferecendo produtos. Isso é familiar? Pois tem tempo para terminar: agosto de 2020. São desafios enormes para toda a equipe de vendas e marketing, tenham elas o nome que tiverem em sua empresa. Essa é a hora para mudar! Vamos começar? 11
Inovação Gustavo Mendes É co-fundador do Coonecta - Cooperativismo e Inovação, cuja missão é criar e desenvolver um vibrante ecossistema de inovação cooperativista.
A reinvenção do cooperativismo
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omo somar a exponencialidade das plataformas, os princípios cooperativistas e descentralização natural das redes digitais? Quando a transformação digital começou a engrenar no início da década, o otimismo tomou conta dos entusiastas da inovação. Esperava-se que a exponencialidade das tecnologias digitais, que barateiam custos e facilitam o acesso a produtos e serviços, geraria naturalmente uma abundância generalizada. O prefácio do livro Abundância, do fundador da Singularity University, Peter H. Diamandis, reflete isso. “Imagine um mundo de nove bilhões de pessoas com água potável, alimentos nutritivos, moradia acessível, educação personalizada, atendimento médico de primeira linha e energia onipresente e não poluente. Construir este mundo melhor é o maior desafio da humanidade. O que se segue é a história de como podemos nos erguer para enfrentá-lo”. Esse prefácio foi escrito em 2012, quando as grandes plataformas digitais ainda não tinham mostrado seu efeito devastador sobre as condições de trabalho. Mas em vez da abundância, veio a chamada “uberização do trabalho”. Anos depois, o próprio Diamandis passou a ter uma abordagem diferente 12
dos impactos da exponencialidade. O indício está no prefácio de outro livro seu, lançado em 2015. “Passamos a sentir que pintar um quadro vibrante de nosso futuro não basta. Embora acreditemos que criar um mundo de abundância é possível, isso não está em absoluto garantido”. A solução, para Diamandis, é um empreendedorismo visionário, focado em solucionar os grandes problemas mundiais. Concordo, mas isso não basta. Precisamos migrar da lógica da exploração para a da cooperação. As plataformas digitais, especialmente as de “bicos” (transporte, delivery, reparos etc), têm um problema de origem. Para ter a escala necessária – um ingrediente sem o qual nenhuma plataforma prospera – ela precisa ter custos muito, muito baixos. E geralmente isso é feito às custas dos elos mais fracos da cadeia: o trabalhador, o fornecedor etc. Ou seja, em vez de abundância, elas promovem a exploração – e em ritmo exponencial. Além disso, a lógica dessas plataformas é contra a vocação naturalmente descentralizada de uma rede digital. Essas plataformas centralizam os dados em um único dono, dão poderes ditatoriais a elas próprias – que podem desligar prestadores de serviços em um clique, sem prévio aviso – e centralizam o poder MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
de decisão – e os lucros. Como resolver isso? No Coonecta, empresa da qual sou co-fundador para ajudar a criar e desenvolver um vibrante ecossistema de inovação cooperativista, acreditamos que a resposta para essa demanda já existe, e só precisa ganhar corpo. É o cooperativismo de plataforma, que soma os princípios cooperativistas ao formato de negócio de plataforma. Isso garante melhores condições de trabalho, uma descentralização do poder de decisão, maior transparência dos dados e, o mais importante: faz das plataformas geradoras de riqueza e bem estar. Hoje já existem 350 cooperativas de plataforma no mundo todo mapeadas pelo Consórcio para Cooperativismo de Plataforma, liderado pelo professor da The New School of New York, Trebor Scholz. (Mais informações: https://platform. coop). Todos que atuam no cooperativismo sabem de seu poder transformador e de tudo que ele já fez pelo bem estar social. Arrisco dizer, no entanto, que seu impacto nesses quase dois séculos de cooperativismo moderno foram apenas um ensaio do que ele pode fazer nos próximos anos em um formato de plataforma. O momento pelo qual o cooperativismo sempre esperou já chegou!
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Visão Cooperativista Geraldo Magela da Silva Administrador, Mestre em Estratégia e Competitividade, professor de cursos de MBA de Gestão de Cooperativas e de Negócios, Coordenador Acadêmico do Curso de Gestão Tecnológica de Cooperativas – EaD; Consultor, Representante do Sistema OCEMG no FOPEMIMPE – Fórum Permanente Mineiro da Micro e Pequena Empresa, no CETER-MG – Conselho Estadual de Trabalho e Renda do Estado de Minas Gerais e no Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de de Minas Gerais – CEDRAF/MG.
Cooperativismo e democracia
Vivemos um novo ambiente em nosso país. Apesar de excessos de várias ordens, não podemos deixar de ressaltar a plenitude do exercício de nossa cidadania, como talvez nunca o tenhamos vivido até então. Opiniões de toda ordem, expressas das mais variadas formas, nos mais variados canais e ou plataformas de comunicação. As mídias digitais ampliaram o espaço, permitem que expressemos nossas opiniões quase que instantaneamente a respeito dos mais variados temas e fatos. É claro, que devemos ter cautela e nos manter vigilantes quanto à preservação e aprimoramento da nossa democracia. Discursos e narrativas mais radicais, tanto de alguns que se dizem de esquerda ou de direita, não impedem e acredito que não impedirão o avança e amadurecimento da democracia brasileira, que assim se consolida cada vez mais. Por tudo isto, o cooperativismo se reveste de importante instrumento do exercício democrático, pois oportuniza a todos nós, cooperativistas, viver a democracia na prática. As cooperativas, com base em doutrina e filosofia próprias, disse14
minadas e implementadas a mais de 170 anos, em nível global, vem aprimorando seus sistemas de governança, porém, preservando o que há de mais caro, ou seja, o direito e o dever da participação decisória de seus cooperados. Portanto, o empreendimento cooperativo em respeito à doutrina, filosofia e legislação é democracia na prática. As disputas internas entre grupos de cooperados desejosos de assumir a direção das cooperativas ou mesmo dos seus demais órgãos internos, ou seja, conselhos fiscais e outros demonstra que a vivência no cooperativismo contribui para aprimorar e fortalecer o nosso entendimento de democracia, consequentemente nos tornamos cidadãos mais conscientes do nosso papel e da nossa importância. Participar de um empreendimento coletivo cooperativo, nos coloca diante da realidade na busca do bem comum, porém, com responsabilidade e maturidade social. Por isso, nós, cooperativistas, precisamos cada vez mais nos conscientizar de que temos um valioso instrumento para servir de referência positiva a ser ofertada para o bem da MG Cooperativo | Ano II - N° 7 - Outubro de 2019
nossa sociedade brasileira. O cooperativismo se aplica a todos os setores econômicos e sociais, e se valida exatamente por seu modelo democrático de gestão. Assim, o cooperativismo tem o dever de se fazer presente na discussão de todos os temas de interesse da nossa gente e em todas as esferas de governo, quer seja no município, no estado ou na união. Exigir e lutar pela inclusão do cooperativismo nas políticas públicas é nosso dever, assim como, colocar as cooperativas como parceiras do poder público na implementação de programas, projetos e ações dos governos, os quais estejam alinhados com o desenvolvimento sustentável. Estimular, apoiar, acompanhar e cobrar a atuação das Frentes Parlamentares, municipais, estaduais e nacional, de forma efetiva e qualitativa é acima de tudo uma estratégia inteligente, pois amplia e fortalece o cooperativismo nacional. Cooperativismo é acima de tudo um instrumento para a construção da Paz, através de um modelo de organização da sociedade, de forma democrática e participativa.
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