R$ 7,90
Leia mais sobre as reportagens da Fertilis, revista da Clínica Evangelista Torquato em www.clinicaevangelistatorquato.com.br/ revista-fertilis Tiragem: 7.000 exemplares Contato comercial: (85) 8669.3041/ 8857.8990 EXPEDIENTE FERTILIS, Revista da Clínica Evangelista Torquato, customizada pelo Grupo MAESTROS Núcleo Editorial Direção Executiva Vinícius Augusto Soares e Priscille Gomes Gerente de Marketing Clínica Evangelista Torquato Manuella Nobre Jornalista responsável Janaína da Costa Gouveia DRT CE 01591JP Revisão Camilla Machado Lahisla Vilar Direção de Arte Mônica Meneses Comercial Deninha Pessoa Fale conosco contato@agenciamaestros.com.br Impressão: Gráfica Halley Distribuição Jornal O POVO
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EDITORIAL
á três anos nascia muito mais do que uma revista. Nascia a Fertilis e, com ela, o sonho de levar informação às pessoas e desmistificar a reprodução humana. E de lá para cá já são 6 edições, quase 40 mil exemplares entregues e tantas histórias para contar. Mães e pais compartilhando suas conquistas, especialistas dividindo informações preciosas e você, junto com nossos milhares de leitores, aproveitando cada dica aqui escrita. Nesta edição comemorativa, celebramos o aniversário da Fertilis preparando o melhor conteúdo. Vamos falar sobre a influência da mastigação no desenvolvimento infantil, a relação entre idade e sexo, a modelagem corporal e os aspectos pós-parto, como o ultrassom melhora o pré-natal da gestação gemelar e um alerta sobre os perigos da depressão pós-parto. Hoje, quando um casal tenta engravidar e surgem dificuldades, é comum que os homens acompanhem suas esposas em busca de ajuda, porque eles também precisam de cuidados. O principal editorial fala sobre varicocele e suas implicações para a infertilidade masculina e sobre a evolução dos tratamentos cirúrgicos para essa patologia. A revista também traz artigos sobre a dieta do DNA e sobre o poder das células-troncos e do sangue do cordão umbilical no tratamento de doenças. Você vai descobrir, ainda, como o uso incorreto das lentes de contato pode causar problemas, conhecer os bloqueios para o tratamento de dor e saber quando é indicada a inseminação intrauterina ou a fertilização in vitro. E como é bom compartilhar a alegria de casais como a Ana Raquel e o Overath Teixeira. Como uma nova vida, entregamos para você essa edição da Fertilis e vemos, com alegria, crescer esse nosso filho. Aproveite bastante a leitura e até breve!
Dr. Evangelista Torquato
SUMÁRIO
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mastigação x desenvolvimento da fala na criança
infantil e música 36 desenvolvimento
indicar 20 quando inseminação intrauterina e
gestação gemelar
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a dieta do dna
12 lentes de contato a idade 16 ae mulher, o sexo 18 depressão pós-parto varicocele
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dos tratamentos cirúrgicos 26 evolução de varicocele 30 cordão umbilical 32 modelagem corporal para o 34 bloqueios tratamento da dor
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42 recados e 46 arte maternidade filho, 48 meu minha história sua 50 agende consulta
A Revista Fertilis é uma publicação quadrimestral do Grupo MAESTROS. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e seus conceitos emitidos.
fertilização in vitro
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mastigação x
desenvolvimento da fala nas crianças Dra. Sylvia Goulart Fonoaudiologia e Personal Baby CRFa 8304
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e o assunto é o atraso na fala das crianças, é muito comum que algumas mães procurem pediatras com dúvidas e medos sobre essa questão. Mas o que muitos pais desconhecem é que a mastigação está diretamente relacionada ao desenvolvimento da fala. Para esclarecer dúvidas que podem tirar o sossego dos pais, a Fertilis conversou com a Dra Sylvia Goulart. Fertilis: Como acontece o início da fala? Sylvia Goulart: Tudo tem início com a amamentação. Assim que nasce, o bebê precisa sugar para desenvolver suas estruturas orais, já que posteriormente ele precisará mastigar para continuar este desenvolvimento. Para que a fala aconteça de forma esperada, é preciso que a criança esteja com essas estruturas orais bem desenvolvidas (sem flacidez muscular, bom posicionamento de dentes, lábios, língua e mandíbula), audição preservada e com bons estímulos de fala. Fertilis: Por que algumas crianças rejeitam alimentos sólidos? Sylvia: Alguns bebês sentem dificuldades devido, principalmente, à mudança de consistência e sabor dos alimentos; até então, seu único alimento era o leite. É preciso insistir. Aos poucos, eles se adaptam aos novos alimentos. Fertilis: Quando os pais devem oferecer esse tipo de alimento? Sylvia: Assim que o pediatra liberar a alimentação complementar, as mães devem iniciar a adaptação. Sopas devem ser amassadas no garfo (nunca no liquidificador); frutas raspadas ou amassadas; uso de colher, prato e copo de treinamento (para sucos e água), mamadeira apenas para o leite. Quanto maior a variedade e consistência dos alimentos, melhor poderá ser o desenvolvimento dos músculos, ossos e dentes das crianças, criando uma condição favorável para o desenvolvimento da fala. Fertilis: Mamadeiras e bicos podem atrapalhar esse aprendizado? Sylvia: Aos dois anos, a sucção deixa de ter total importância para o desenvolvimento das estruturas orais. Portanto, fazer uso de chupetas, mamadeiras e de sucção digital, após este período, pode vir a atrapalhar o processo da mastigação. Alimentos oferecidos na mamadeira, por exemplo, serão sempre pastosos (nessa fase é preciso mastigar) e a sucção da chupeta e do dedo podem modificar a forma correta de crescimento de ossos, dentes e posicionamento de lábios e língua, podendo causar alterações na mastigação e na fala.
Fertilis: Como acontece o processo da fala? Sylvia: As crianças quando nascem se comunicam apenas pelo choro, e ele tem diferentes significados. Com o desenvolvimento da linguagem, o bebê inicia o período de vocalizações, seguido de produção de sílabas e, após o sexto mês, essas sílabas são replicadas (mama, papa), acontecendo, então, o balbucio. Nessa fase, esses sons ainda não têm significado. São as pessoas que convivem com a criança que irão reforçar essa “fala”, mostrando à criança os seus significados. Por volta de um ano, surge a primeira palavra com significado. Cada criança é única, algumas podem demorar um pouco mais, outras menos para dar início a essa fala, e essas variações estão dentro de um padrão normal. Após esse período, as aquisições de repertório vão crescendo gradativamente, conforme o amadurecimento neurológico e os bons estímulos. Fertilis: Quando a ausência da fala deve preocupar os pais? Sylvia: A pouca ou nenhuma fala começa a ser preocupante quando a criança está com dois anos ou mais. Deverá passar por avaliação do pediatra e do fonoaudiólogo para detectar os reais motivos do atraso. Fertilis: Existe um tempo certo para o uso da mamadeira? Sylvia: A mamadeira deve ser utilizada com maior frequência e apenas para leite até o primeiro ano de vida. Após esse período, ela deverá ser substituída por copos com canudos ou tradicionais, devendo ser totalmente substituída aos dois anos de idade. É importante lembrar aos pais que não se deve associar a mamadeira ao horário de dormir. Ela deve ser oferecida antes desse momento para que a criança não se acostume a dormir mamando. Esse hábito, além de prejudicar os dentes, com o surgimento de cáries, torna a remoção da mamadeira mais difícil. Fertilis: Que orientações os pais devem seguir para que as crianças tenham um desenvolvimento saudável da fala? Sylvia: É preciso organizar a alimentação e a consistência dos alimentos. Verificar se a criança faz o uso correto de utensílios como copinho e colher, fazendo as necessárias observações sobre o uso (se ainda ocorrer) de chupetas e mamadeiras. Dar bons estímulos e exemplos de fala e ter calma, pois essa fala irá se desenvolver aos poucos. Para a criança falar, é preciso não só sugar, mastigar e ter bons estímulos de fala, mas também ter a audição preservada. Por isso, quando uma mãe se queixa da ausência ou pouca fala de uma criança, é preciso uma investigação minuciosa de todos esses aspectos para um diagnóstico preciso e assim, definir o melhor tratamento para a correção do problema. 9
gestação gemelar Como o ultrassom melhora o pré-natal
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Dr. Everardo Guanabara Medicina Fetal CRM 7058
ultrassom para a gestação gemelar funciona como uma ferramenta imprescindível. Segundo a Biblioteca Cochrane, uma das atribuições do ultrassom, no primeiro trimestre, já é definir o número de fetos que a grávida está gerando. Essa informação por si só já seria um divisor de águas de grande importância, uma vez que as complicações obstétricas no ciclo gravídico-puerperal são maiores nessa população de grávidas. Uma vez sabendo que se trata de uma gestação gemelar, vem o segundo passo, a determinação da idade gestacional, pois toda conduta em obstetrícia é determinada pelo tempo de gravidez. Em terceiro lugar, mas de modo tão importante quanto as duas condições anteriores, encontra-se a determinação da corionicidade, porque sabemos que as monocoriônicas (gêmeos que compartilham a mesma placenta) podem complicar mais que as dicoriônicas (gêmeos que não compartilham a mesma placenta). Com base nessa última informação, o médico obstetra vai montar o seguimento pré-natal da paciente. É orientação
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da Sociedade de Medicina Fetal que gêmeos monocoriônicos tenham seguimento ultrassonográfico de modo quinzenal, a partir de 14 semanas, pois complicações como a síndrome de transfusão feto-fetal, quando não reconhecidas de modo precoce e não submetidas à terapia intraútero, irão ocasionar prematuridade com risco de sequelas neurológicas ou de óbito de um ou ambos os gêmeos. Nos gêmeos dicoriônicos, esse rigor passa a ser exigido a partir de 26 semanas, quando a discordância de crescimento pode se estabelecer, condição em que um dos fetos diverge do peso de seu irmão, além de não acompanhar o seu próprio potencial de crescimento. Enfim, não se pode pensar em acompanhamento pré-natal de qualidade, garantindo o bem-estar dos fetos de uma gestação gemelar, sem o uso do ultrassom obstétrico. Concluímos dizendo que as complicações obstétricas mais frequentes são possíveis de serem detectadas e tratadas, mudando o desfecho para um evento com final feliz.
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lentes de contato
usadas de forma incorreta podem causar problemas na visĂŁo
Sarah Weber Oftalmologia CRM 15533
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uitas pessoas com problemas na visão preferem usar lentes de contato ao invés de óculos. Elas são imperceptíveis e, em alguns casos, servem até para mudanças estéticas, no caso das lentes coloridas. Mas é preciso cuidado para que não surjam problemas. Afinal de contas, trata-se de um corpo estranho no olho. O uso incorreto das lentes pode trazer irritações, infecções e outras doenças mais graves que podem prejudicar a visão. A Fertilis conversou com a médica oftalmologista Sarah Weber, especialista em lentes de contato e catarata, que orientou qual a melhor forma de usar as lentes de contato. Fertilis: O uso de lentes de contato é muito popular no Brasil? Sarah Weber: No Brasil, são oito milhões de pessoas com indicação clínica de usar lentes de contato. Dessas, apenas dois milhões as utilizam, sendo que somente 50% das pessoas usam de forma correta. Fertilis: Como escolher uma lente? Sarah: Há diversos tipos de lentes de contato: rígidas, gelatinosas, esféricas, asféricas, de uso diário ou contínuo, corretivas, cosméticas e terapêuticas. É primordial um exame oftalmológico completo para a definição do tipo de lente de contato adequado para cada caso. Fertilis: Existe uma idade certa para começar a usar lente?
Também recomenda-se iniciar o manuseio sempre pela mesma lente de contato, direita ou esquerda, para evitar a inversão. Outra orientação importante é a limpeza do estojo das lentes que deve ser feito, pelo menos, uma vez por semana com água quente, sem sabão e com utensílio tipo escova de dentes. A cada três meses, os estojos devem ser descartados. Fertilis: Se houver algum incômodo? Sarah: Em caso de desconforto ocular com as lentes de contato, elas devem ser retiradas e limpas. Inspecione-as, certifique-se de que não estão rasgadas ou cortadas. Se persistir o incômodo, remova-as novamente e procure um oftalmologista. Fertilis: Mulheres gostam de usar maquiagem, isso pode atrapalhar o uso da lente? Sarah: Acredite ou não, há uma ordem correta de operações para as pessoas que usam maquiagem e lentes de contato. As lentes de contato devem ser colocadas antes da aplicação da maquiagem e retiradas antes da sua remoção. O contato de agentes demaquilantes com as lentes de contato pode danificar o seu material. Fertilis: O que pode acontecer se as lentes não forem usadas de forma correta?
Sarah: As lentes de contato podem ser usadas em qualquer idade, desde um recém-nascido operado de uma catarata congênita até uma pessoa muito idosa. Cada caso deve ser avaliado individualmente.
Sarah: As lentes de contato são bastante seguras e, se usadas corretamente, não causam danos. No entanto, os cuidados incorretos de uso e manutenção podem causar infecção. Está comprovado que dormir com as lentes de contato aumenta de 10 a 20 vezes as chances de infecção ocular.
Fertilis: Quais são os cuidados que a pessoa que usa lente deve ter?
Fertilis: Existem ambientes onde o uso de lentes não é indicado?
Sarah: As pessoas devem observar os seguintes cuidados quando usam lentes de contato: lavar as mãos com sabonete neutro antes de manusear as lentes de contato, lavar as lentes diariamente com solução multiuso, descartá-las no período recomendado pelo fabricante e respeitar o prazo de validade descrito na embalagem.
Sarah: O uso das lentes de contato não está indicado no banho de mar, piscina, banheira e sauna, visto que os ambientes aquáticos geralmente são contaminados. Caso não haja condição de ir sem as lentes a esses locais, evite nadar de olhos abertos e, ao retornar para casa, lave-as, desinfete-as ou, melhor ainda, descarte-as. 13
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a mulher, a idade e o sexo Todos sabem que homens e mulheres se diferenciam anatômica e fisiologicamente, mas se tratando de sexualidade essa diferenciação é ainda maior, devido a aspectos culturais, sociológicos e psicológicos.
Dra. Cláudia Georgia Ginecologia CRM 7476
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itos, tabus e falta de informação são as principais responsáveis pelas disfunções, ou seja, problemas sexuais. É mito que a mulher tem menos necessidade sexual que o homem. É tabu que a mulher não deve tomar a iniciativa frente ao sexo. É falta de informação e conhecimento que a relação sexual é apenas penetração ou que a mulher idosa é dessexualizada. Estudos mostram que 74% dos homens e 56% das mulheres casadas mantêm vida sexual ativa após os 60 anos e o meio científico tem se preocupado cada vez mais com o aumento de doenças sexualmente transmissíveis e HIV/ AIDS na terceira idade. Nos dias atuais, com a “multifuncionalidade” da mulher, ela cuida de casa-filhos-marido, trabalha e estuda, reza e se relaciona, cuida-se e faz sexo, com alternância de prioridades, sem abandonar as demais. É certo que pode haver um desequilíbrio, quando há uma priorização de uma das atividades, e o sexo pode ser deixado em segundo plano, por mulheres jovens e ainda mais por mulheres após a menopausa. No entanto, após a chegada da terceira idade, o número de “obrigações” diminui e já seria hora de colher o que foi plantado e usufruir desse “tempo livre”. Ficar com a família, viajar, ir à igreja, curtir as amizades, dançar, enfeitar a casa e enfeitar-se, praticar exercícios físicos, além de relações sexuais mais demoradas são benefícios trazidos por essa fase. Se não fossem limitações de saúde geral, aposentadoria, o “ninho vazio” pelos filhos que saem de casa e a ausência do cônjuge por morte, doença ou separação, poderíamos afirmar que a qualidade de vida se encontra aos 60. É fato que a frequência e a intensidade da atividade sexual mudam ao longo da vida e, apesar de causas orgânicas, psiquiátricas e uso de medicamentos, problemas na capacidade de desfrutar o prazer nas relações sexuais não devem ser considerados como parte normal do envelhecimento. Com o tempo o desejo nas mulheres muda, já que temos necessidade de intimidade, sendo “substituído” pela receptivi-
dade, ou seja, boa vontade de receber os estímulos. Assim, o desejo pode acontecer ou não, mas o prazer de companhia, carinho, respeito, confiança e amor são os melhores combustíveis para o desenvolvimento da sexualidade plena. A resposta sexual da mulher é mais lenta após a menopausa, principalmente devido à queda dos hormônios estrogênicos que levam à atrofia da pele e da mucosa do aparelho genital e à diminuição do fluxo sanguíneo na região, havendo menor expansão da vagina e menor lubrificação, causando a secura vaginal e, por conseguinte, dor durante o coito. Irritação fácil do clitóris e sintomas de cistite também são observados. Este incômodo pode levar à diminuição do desejo e a cobranças por parte do parceiro e da própria mulher, por falta de conhecimento e tratamento. Hormônios locais e/ou lubrificantes podem ser usados. Ter a consciência de que não é vergonhoso nem proibido querer ter sexo é muito importante, bem como manter relações sexuais frequentes, sabendo que a queda dos hormônios não diminui o desejo. A diminuição do desejo está mais associada a causas psicológicas como fracasso ao empenhar-se numa relação sexual satisfatória, auto-observação excessiva durante o coito, ansiedade sexual, defesas intelectuais contra sensações eróticas e falhas na comunicação. Problemas de relacionamento como monotonia, agressividade, intolerância e ciúmes, além de dificuldades como estresse, depressão, falta de privacidade e problemas familiares são fatores que também atuam na dificuldade de ter relações sexuais e no desejo propriamente dito, também podendo ser tratados. É fundamental entender que a satisfação sexual é consequência de todos os fatores: receptividade, estímulos, excitação e desejo, caracterizando-se por uma satisfação física e emocional em qualquer idade. Na mulher idosa ou jovem, a sexualidade é um dos pilares da qualidade de vida e a qualidade de vida é um dos pilares da sexualidade. Não há pílulas mágicas nem tratamentos mirabolantes que substituam o cuidado com o seu “eu” e com a sua vida. 17
depressรฃo pรณs-parto Dra. Flรกvia Parente Psicologia CRP 02769 18
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pós-parto ou puerpério é o período que vai desde o momento em que o bebê acaba de nascer até a volta do organismo da mulher às condições anteriores à gestação.
Diferentemente da gravidez, tempo em que as mudanças são lentas, as do pós-parto são bruscas. A barriga esvazia-se, não voltando, contudo, ao que era antes da gravidez. Pode haver uma cicatriz de um parto cirúrgico ou de um parto vaginal com corte ou laceração do períneo. Há grandes mudanças hormonais. O sono está interrompido pela amamentação e há o cansaço natural das tarefas dos cuidados com o bebê e a casa. Há uma brusca mudança de papeis: de filha para mãe, de uma mulher ativa profissionalmente para a maternidade. A sensação predominante neste caso é de sentir-se apenas a serviço do bebê, como se nunca mais fosse recuperar sua vida pessoal. Nem sempre são fáceis essas mudanças. As relações familiares e sociais podem também ser fonte de conflitos nesse momento. O pai do bebê pode sentir ciúmes dessa relação tão íntima do filho com a mãe e, se há outras crianças, provavelmente lutam por mais atenção da mamãe. Há ainda as relações com a própria mãe e com a sogra, que podem estar apoiando a nova mãe, mas também estar minando sua segurança com sugestões explícitas ou disfarçadas de que elas, que já criaram filhos, sabem muito mais o que fazer com o bebê. Os palpites mais contraditórios possíveis sobre como cuidar do bebê, às vezes, partem de diversos familiares e também de amigos e visitas, que podem ser mais uma fonte de cansaço e preocupação. Tudo isso provoca as emoções mais diversas: felicidade e orgulho, coexistindo com solidão e ciúmes, porque agora todo o mundo só tem olhos para o bebê. Sensação de que só ela, a mãe, sabe lidar com seu bebê e medo e insegurança de não saber cuidar bem dele. Impotência e raiva quando não consegue entender seu choro e fazê-lo se calar. Estranheza quando não o acha nada parecido com o que ela imaginava. São sentimentos normais que podem surgir nesse momento, mas a mulher sente-se culpada, pois eles não correspondem ao mito social da mãe perfeita. Assim, o pós-parto, em geral, não é um período fácil para a mulher e caracteriza-se por labilidade emocional, mudanças de humor e crises de choro. Se esses fenômenos emocionais ocorrem apenas ocasionalmente e por um tempo inferior a quinze dias, dizemos que
a mulher está vivendo o que chamamos de blues pós-parto (melancolia materna) e que é comum à maioria das mulheres. O blues pós-parto parece ser um estado mais reativo do que um estado de depressão propriamente dito e pode ser concomitante a mudanças neurofisiológicas normais no puerpério. Este quadro pode atingir de 70 a 90% das puérperas. O homem também pode apresentar o quadro de depressão puerperal, embora com menos intensidade. A depressão masculina tem origem nos sentimentos de exclusão diante da díade mãe-bebê. Se, ao contrário, esses fenômenos emocionais se prolongam por mais de quinze dias ou se tornam constantes e intensos, estamos em face de uma depressão pós-parto. E aí é necessário que a mulher seja encaminhada para tratamento psicoterápico e medicamentoso. O blues pós-parto, comum à maioria das mulheres, pode se transformar em depressão, principalmente se a mulher se sente culpada por não estar correspondendo ao modelo socialmente cobrado de mãe perfeita e feliz. É muito difícil determinar o limite entre a depressão pós-parto normal da patológica. A característica principal desta é a rejeição total ao bebê, sentindo-se completamente aterrorizada e ameaçada por ele, como se fosse um inimigo em potencial. A mulher sente-se, então, apática, abandona os próprios hábitos de higiene e cuidados pessoais. Pode sofrer de insônia, inapetência; apresentar ideias de perseguição, como se alguém viesse roubar-lhe o bebê ou fazer-lhe algum mal. Se a puérpera estiver neste quadro de profunda depressão, sem poder oferecer a seu filho o acolhimento necessário, este também poderá apresentar um quadro depressivo. A família, sua rede social e os profissionais de saúde podem ajudar a mulher neste período pós-parto, compreendendo seus sentimentos contraditórios, não lhe cobrando um modelo de mãe, respeitando sua forma de cuidar de seu filho, incentivando-a a ter confiança em si própria e ajudando-a nas tarefas domésticas e cansativas, deixando-a livre para curtir seu bebê e para as tarefas que só ela pode fazer, como amamentar. O puerpério, assim como outras fases do ciclo vital, é um período propenso a crises, por causa das mudanças físicas e psicológicas que o acompanham. 19
quando indicar a
inseminação intrauterina e fertilização in vitro Dra. Claruza Lavor Ginecologista e Reprodução Humana CRM 9315
inseminação intrauterina consiste na deposição de espermatozoides, preparados no laboratório, dentro do útero. Nesse caso, a fertilização ocorre no trato genital feminino. É realizada uma estimulação ovariana prévia para o desenvolvimento de mais de um folículo, e, assim, aumentar a chance de sucesso. Geralmente, é utilizada nos casos de infertilidade masculina de causa ejaculatória. A fertilização in vitro consiste na fertilização dos gametas fora do útero da mulher, ou seja, no laboratório. É realizado estímulo ovariano com o uso de medicações e, em seguida, a punção folicular para captura dos óvulos que serão colocados juntamente com milhares de espermatozoides para serem fertilizados em laboratório. Após o desenvolvimento dos embriões, esses serão transferidos para o útero materno. Após estabelecer a causa da infertilidade, o especialista deve decidir o tratamento a ser realizado pelo casal. Alguns parâmetros são fundamentais para orientar a conduta, como a idade da mulher, a causa e o tempo da infertilidade e a condição socioeconômica do casal. Existem situações em que a resolução da infertilidade pode ocorrer com a realização de procedimentos simples, como o uso de
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indutores da ovulação e a inseminação intrauterina, como nos casos de distúrbios de ejaculação, endometriose leve e disfunção ovulatória. Diante dos resultados da avaliação diagnóstica, a Fertilização in vitro deve ser indicação absoluta e única alternativa eficaz nos casos de: • Patologia tubária: obstrução tubária bilateral; • Alteração do sêmen: oligozoospermia moderada a grave ou azoospermia - diminuição ou ausência de espermatozoides no ejaculado; • Alterações genéticas: doenças ligadas ao sexo ou cromossomopatias; • Falência ovariana: perda da função ovariana; •Alterações imunológicas: falhas de implantação embrionária e abortamentos de repetição; • Neoplasias malignas em idade reprodutiva: tumor de próstata, testículos, ovário, mamas. Nestes casos há como preservar a fertilidade através de técnicas de congelamento de óvulos, espermatozoides ou embriões, prévios ao tratamento cirúrgico ou de quimioterapia e radioterapia.
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varicocele e a infertilidade masculina
Quando um casal tenta engravidar e surgem dificuldades, é comum que as mulheres tomem a iniciativa de procurar ajuda e investigar as causas do problema. Mas, em muitos casos, o obstáculo para uma gravidez pode estar relacionado a questões que afetam a saúde do homem.
Dr. Evangelista Torquato Reprodução Humana CRM 5688 RQE 6858
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varicocele é uma dessas doenças que podem causar a infertilidade do casal. Estima-se que ela atinge 15% da população masculina mundial, com uma prevalência de 25% em casais inférteis. Mas o que é a varicocele? A varicocele é o alargamento irregular dos vasos venosos que drenam o sangue que chega aos testículos pelas artérias testiculares para nutri-lo. Essa anomalia das válvulas que compõem as veias, na maioria das vezes, é congênita. De forma simplificada, a varicocele é a veia testicular com varizes. A doença causa a retenção sanguínea, a dilatação venosa e, também, pode levar o paciente a sentir dores e desconforto. Sua aparência pode ser semelhante às veias dilatadas das pernas (as varizes). A varicocele pode acometer as crianças, mas o quadro dificilmente é nítido antes dos 10 anos. A maioria dos casos aparece entre 12
anos e 30 anos. Um diagnóstico precoce pode ajudar a minimizar as consequências da patologia. Alguns estudos mostram que o acúmulo de sangue nas veias dilatadas ao redor do testículo aumenta a temperatura, e temperatura mais alta pode prejudicar o desenvolvimento do testículo. Em adultos, outra consequência relacionada a essa patologia é o comprometimento da qualidade do esperma. Para explicar de uma forma mais simples, podemos exemplificar assim: a veia, quando está saudável, leva o sangue para o coração, um sangue cheio de metabolitos (processos da respiração celular). Do coração, ele vai para o pulmão, lá é reoxigenado e, então, segue para os tecidos. A veia doente não faz bem esse papel. O mesmo acontece dentro do testículo: essa veia testicular doente não consegue levar o sangue direito ao coração, consequentemen23
varicocele
COMO IDENTIFICAR?
O diagnóstico da varicocele é realizado, principalmente, pelo exame físico, feito de preferência, por um médico urologista. O paciente deve permanecer em pé em uma sala tranquila e não muito fria, para que haja o relaxamento da musculatura escrotal. O exame é complementado na posição deitada. Existem três tipos de varicocele: a varicocele visível, aquela em que você olha e consegue perceber no testículo, principalmente no pólo inferior, veias salientes; o segundo tipo é a varicocele que não é visível, mas pode ser sentida quando apalpada e o terceiro tipo da patologia é quando ela não é percebida visualmente, mas quando o médico pede que o paciente faça uma pressão abdominal, normalmente com um sopro no dorso da mão, é possível visualizar e palpar as veias dilatadas. É importante destacar que essa é a varicocele clínica, ou seja, foi o exame clínico que detectou a patologia. Outra forma de diagnosticar a varicocele é o ultrassom com dopller, mas a patologia só terá importância, do ponto de vista da fertilidade, se também for visível no exame clínico.
te acumulam-se metabolitos e radicais livres no testículo. Vê-se, então, um dos motivos pelos quais ele não consegue produzir um bom espermatozoide. Outro fator que compromete a qualidade do sêmen do portador da varicocele é o aumento na temperatura do testículo. A temperatura interna do nosso corpo é de 37º. Como a veia doente (varicocele) não consegue levar de forma correta o sangue de volta ao coração, isso provoca um aumento na temperatura do testículo, o que prejudica a produção dos espermatozoides. A varicocele também pode afetar o DNA do espermatozoide. Na verdade, ela pode causar uma quebra desse material genético. Normalmente, o DNA do espermatozoide fica empacotado de uma forma que é muito difícil se quebrar, mas o mesmo não acontece
TESTÍCULO SAUDÁVEL
Vale reforçar que todos aqueles que têm varicocele e que estão tendo dificuldades para ter filhos e que possuem qualquer alteração do exame de espermograma devem ser tratados. Aqueles homens com dor importante ou com diminuição do tamanho do testículo também devem ser encaminhados ao tratamento. O tratamento para a varicocele clínica é o cirúrgico, mas nem sempre o procedimento é garantia de 100% de cura. Na verdade, a varicocele é uma patologia que se assemelha muito à endometriose e a Medicina ainda não sabe muito sobre ela. Em determinados pacientes, podemos observar uma melhora significativa do problema, em outros pode acontecer uma melhora sutil e em alguns casos, nenhuma melhora. É importante que todos saibam que existem até pacientes em que houve uma piora na doença. Infelizmente, a Medicina ainda tem muito a descobrir sobre essa patologia.
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Testículo
varicocele
FIQUE ATENTO
• Quando presente, a dor varia de um leve incômodo ou sensação de peso nos testículos à presença de dor testicular. Esta dor piora com as atividades físicas ou se a pessoa fica sentada ou de pé por longos períodos. A dor é aliviada quando o paciente deita de costas; • Uma massa no escroto pode ser palpável ao exame. Com o passar do tempo, a varicocele pode aumentar de volume e se tornar visível; • Às vezes pode causar infertilidade; • Hipotrofia testicular.
TESTÍCULO COM VARICOCELE
Veias Dilatadas
Testículo
com os portadores da varicocele. Todas as células nascem com um momento programado para morrer, em determinado momento, ela ativa mecanismos que levarão à sua morte. Em pacientes com varicocele também encontramos um aumento nos níveis de morte celular programada, também chamada de apoptose. Portanto, não é uma morte causada por uma agressão. Esse tipo de morte celular programada, a apoptose, é verificada com maior frequência em portadores de varicocele. Para combater essa doença, faz-se necessário, em primeiro lugar, um diagnóstico preciso. Os exames indicados são: ultrassonografia, ecografia testicular e cintilografia dos testículos. A partir do resultado desses exames de imagem, o médico irá indicar qual a melhor forma de tratamento, visto que nem toda varicocele leva a infertilidade ou subfertilidade. O tratamento da varicocele basicamente é o cirúrgico; tratamentos medicamentosos com base em antioxidante ainda são questionáveis, embora tenham ganhado terreno nos últimos anos. O tratamento fundamental ainda é a ligadura dessas veias doentes para diminuir a temperatura dos testículos e reduzir a quantidade de radicais livres no sêmen. A fertilização in vitro e a inseminação artificial podem ser indicadas como tratamentos primários nos casos em que a varicocele esteja ligada à dificuldade do casal conceber uma criança. O fator cardinal para a decisão da conduta clínica é a saúde da parceira do paciente portador de varicocele. Para tratar a infertilidade, não é razoável realizar uma cirurgia de varicocele em um homem se as trompas da sua companheira estão doentes ou se ela já ultrapassou os 40 anos. Isso porque precisamos esperar pelo menos de um a dois anos para saber se a cirurgia foi um completo sucesso, e a idade da mulher é o principal fator prognóstico para o êxito dos tratamentos da medicina reprodutiva. As técnicas de reprodução assistida também podem ser uma alternativa para pacientes portadores de varicocele, com alteração no espermograma, que não queiram se submeter a uma cirurgia de correção. O importante é deixar claro que o casal pode superar as dificuldades da varicocele e realizar o sonho da paternidade e da maternidade. 25
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evolução dos tratamentos cirúrgicos de varicocele Dr Leocácio Barroso Urologia CRM 5832 RQE 3374
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esde o reconhecimento inicial da varicocele no primeiro século, a nossa compreensão da fisiopatologia dos tratamentos e dos resultados da reparação da patologia evoluiu significativamente. É claro que a varicocele pode prejudicar a fertilidade masculina através de vários mecanismos, tais como diminuição da motilidade do esperma, morfologia e aumento dos níveis das taxas de fragmentação do DNA espermático. Os estudos do reparo de varicocele têm mostrado uma melhora na qualidade do esperma e das taxas de fertilidade global. A utilização do microscópico no intraoperatório tem reduzido as complicações e as taxas de recorrência. Sabemos que o reparo da varicocele tem sido benéfica mesmo em alguns homens com azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado). Devido à varicocele ser a principal causa de infertilidade masculina no mundo, não é surpreendente que continuemos a procurar melhores formas de diagnosticar e tratar essa anormalidade vascular.
o que implica em menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida. Nessa abordagem existe um maior número de veias menos calibrosas e a necessidade de magnificação das estruturas com microscópio cirúrgico se impõe. Dois grandes avanços no reparo cirúrgico da varicocele têm sido o uso do microscópio cirúrgico e o ultrassom doppler intraoperatório. A principal vantagem da microcirurgia é a redução significativa de complicações, como lesão da artéria testicular, formação de hidrocele e recorrência da varicocele. As taxas de formação de hidrocele sem o uso de microscópio variam de 3 a 39%, enquanto que a formação de hidrocele é raramente relatada com uma técnica microcirúrgica. Esses resultados melhorados são possíveis devido à maior capacidade de identificar e preservar vasos linfáticos. A taxa de recorrência para varicocelectomia subinguinal microscópica
A abordagem escrotal foi uma das primeiras operações usadas para reparar varicocele. Em 1904, Hartman foi o primeiro a descrever a ressecção radical do escroto e ligadura externa de varicoceles. A abordagem escrotal não é mais realizada por causa do risco aumentado de lesão à artéria testicular e sua alta taxa de recorrência. Atualmente, existem três principais abordagens cirúrgicas para tratar varicocele: inguinal, subinguinal, e retroperitoneal (Fig. 1). A abordagem retroperitoneal pode ser realizada aberta ou laparoscópica. Cada uma dessas abordagens tem as suas próprias vantagens e desvantagens. Não houve qualquer aumento da eficácia com a abordagem laparoscópica sobre a abordagem aberta. A incisão preferida nos grandes centros urológicos é a subinguinal, pois não há necessidade de abertura da aponeurose, 27
evolução dos tratamentos cirúrgicos de varicocele
foi relatada entre 1% e 2%. Já para os procedimentos sem uso do microscópio as taxas de recorrência chegam de 5% a 20%. O microdoppler é outro avanço que melhorou os resultados de reparação da varicocele. Um grupo de urologistas publicou que a varicocelectomia microcirúrgica combinada com ultrassom doppler intraoperatório resultou em uma melhor preservação da artéria testicular e aumento do número de veias ligadas.
A correção de varicocele realmente aumenta as taxas de gravidez? Os casos de varicocele, em geral, são encaminhados para tratamento de reprodução assistida para resolver a questão da infertilidade sem cuidar da causa. Não basta apenas indicar o tratamento para fertilidade. O importante é tratar a doença de base e melhorar a saúde das pessoas. Além de melhorar as taxas de gravidez espontânea, estudos recentes têm mostrado que a microcirurgia para tratamento de varicocele aumenta as chances de sucesso na reprodução assistida. Para investigar se a correção cirúrgica da varicocele pode melhorar os resultados da FIV, especialmente por injeção intracitoplasmática (ICSI), que consiste em injetar o espermatozoide dentro do óvulo, foi feito um estudo com 242 casais inférteis em função da varicocele.
Os casais foram divididos em dois grupos: 80 homens foram submetidos à correção microcirúrgica da varicocele antes da injeção e 162 não. No grupo operado, a concentração de espermatozoides dobrou após a microcirurgia, com redução dos defeitos encontrados neles, com reflexos importantes nos resultados. O estudo mostrou que, no grupo de homens operados de varicocele, as taxas de fertilização do óvulo no laboratório foram maiores, 78% contra 66% no grupo que não tratou a doença antes. Os autores mostraram que a microcirurgia melhora a qualidade do sêmen, aumentando a chance de a gestação ir adiante. As taxas de gravidez entre o grupo operado foi de 60% e no grupo não tratado, 45%. Além disso, as chances de ocorrer um aborto espontâneo diminuem em 2,3 vezes. isso melhora a capacidade do espermatozoide de fertilizar o óvulo e formar um embrião saudável. Além da microcirurgia, há o tratamento convencional para a varicocele. Os autores do trabalho mostraram, no entanto, que a microcirurgia aumenta o índice de cura para 95%, comparados aos 70% de chances da cirurgia a olho nu, já que, sem o auxílio do microscópio, pequenas varizes podem ficar sem tratamento. O tratamento microcirúrgico é simples e pode ser feito por qualquer urologista habilitado (treinado em microcirurgia). Minimamente invasiva, a técnica é ambulatorial, com anestesia local ou peridural (se for bilateral), e o paciente tem alta no mesmo dia. No máximo sete dias depois, pode retomar suas atividades.
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cordão umbilical preserve essa ideia
Dra. Karla Cavalcanti Embriologista, especialista em Reprodução Humana CRBIO 36892-5
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urante muito tempo o sangue do cordão umbilical (SCUP), que é rico em células-tronco, era totalmente descartado no momento do parto. Com o avançar das pesquisas científicas, inúmeros trabalhos têm demonstrado a importância do armazenamento (criopreservação) desse material, pelo fato de serem capazes de se multiplicar em células saudáveis e curar patologias. Esta capacidade é possibilitada pelo seu elevado poder de diferenciação, ou seja, de se transformar em outros tipos celulares e reestabeler as funções dos tecidos e órgãos do corpo. Há cerca de 30 anos, foi relatado o primeiro caso de sucesso, quando houve o transplante com células-tronco do SCUP para o tratamento de uma anemia severa (Anemia de Fanconi) e desde então, com o avanço da tecnologia, milhões de pessoas têm sido beneficiadas com o tratamento de doenças malignas e não malignas. As células-tronco do cordão umbilical, diferentemente de outras existentes no organismo, são extremamente sadias, pois não são expostas a fatores externos (estresse, medicamentos, tempo, infecções e radiações). Além do seu poder de cura, elas apresentam 100% de compatibilidade com o recém-nascido, ou seja, não há riscos de rejeição após o transplante. Tal fato é determinante para a garantia da rapidez no tratamento. A utilização de células-tronco é eficaz no tratamento de 80 enfermidades e mais de 200 patologias estão em fase de pesquisas cujos resultados são promissores. Dentre as doenças rotineiramente tratadas, pode-se destacar: problemas no sistema cardiovascular e ocular, leucemia, paralisias, diabetes, lesões do cérebro e da medula espinhal, esclerose amniotrófica lateral, mal de Parkinson e acidente vascular cerebral (AVC). Vale ressaltar que as células-tronco armazenadas podem beneficiar parentes, uma vez que a possibilidade de compatibilidade entre familiares é maior perante a população doadora.
Saiba mais O Banco de Cordão Umbilical (BCU) iniciou suas atividades no ano 2000 no México, sob a perspectiva de um grupo de médicos e pesquisadores
cujo objetivo era implantar o primeiro banco de células-tronco no mundo. Em 2009, o BCU chegou ao Brasil e hoje possui 20 unidades em todo país, com mais de 35.000 amostras armazenadas e monitoradas por equipamentos de última geração, que atendem rigorosamente às exigências da rede mundial Netcord. O procedimento de coleta das células-tronco (SCUP) é realizado de maneira simples e indolor para a mãe e o bebê, seja em parto normal ou cesárea. Ele não interfere no trabalho do obstetra, pois conta com uma equipe especializada acompanhando todo processo. O sangue é retirado por punção da veia umbilical e dos capilares placentários e acondicionado em um sistema fechado totalmente protegido de contaminação. Em seguida, o transporte é imediato e enviado para processamento laboratorial em São Paulo, onde as células-tronco são criopreservadas em duas bolsas bi-partidas e mantidas em container de nitrogênio líquido (-196°C). Os pais que decidem pelo armazenamento no banco privado têm a tranquilidade do uso imediato do material em qualquer região do Brasil, além de terem a garantia do congelamento por tempo indeterminado. Para o pesquisador do BCU, Dr. Fabricio Martins – Ph.D. em Biotecnologia da Reprodução, é extremamente importante o esclarecimento à população sobre o armazenamento das células-tronco para o tratamento de doenças. “O sangue do cordão umbilical e da placenta jamais deve ser desprezado. É um material rico em células com grande poder regenerativo. Quem não optar por guardá-las em um banco privado, pode doar a um banco público e salvar a vida de muitas pessoas com leucemias ou outras doenças”, afirma. Vale ressaltar que para manter o material armazenado por longos anos é necessário primor no processamento. Esta técnica não permite erros, uma vez que detalhes como material e local de armazenamento, testes de viabilidade e profissionais qualificados, são essenciais para o sucesso do tratamento. Desta forma as gestantes têm vários motivos para preservar as células-tronco do cordão umbilical, garantindo, assim, um futuro saudável e feliz para os seus filhos. 31
modelagem corporal aspectos do pรณs-parto Dr. Nestor Vasconcelos Cirurgia Plรกstica CRM 6110 RQE 2395
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A decisão por uma cirurgia plástica deve sempre partir da paciente, do seu incômodo com o bem estar físico e mental, da sua autoestima. É de bom alvitre que seja compartilhada com os familiares. O período mínimo recomendado após o parto é de 6 meses, quando as alterações de volume do útero e hormonais já cessaram. A relação mãe e filho e amamentação em um estágio mais amadurecido. O edema (inchaço) e a lactação já devem estar finalizados. A decisão de operar ou não também deve envolver a perspectiva futura de uma nova gravidez. Se há a decisão do casal em ter uma nova concepção em um período curto de tempo (1 ou 2 anos), aconselhamos a realização do procedimento posteriormente. Mas cabe ao médico e paciente decidirem, pois em algumas situações o incômodo e a insatisfação com a imagem impelem ao procedimento.
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maternidade dá o sentido da existência humana e é a condição primordial para a preservação da espécie: simplesmente não existiríamos sem ela. Contudo, ela traz consequências ao contorno corporal feminino que muitas vezes terão que ser corrigidas em um tempo futuro cirurgicamente. As mais observadas são as alterações das mamas e do contorno do abdome. No período da gravidez, as mamas tornam-se túrgidas e volumosas com a lactação, sofrem um estiramento dos tecidos como a glândula e ductos mamários, um edema (inchaço) de ordem hormonal e aumento do volume da gordura pelo aumento de peso. A pele, por sua vez, também sofre com essa sobrecarga e, muitas vezes, adquire estrias e flacidez. Após o parto e amamentação, as mamas perdem ou não esse volume em excesso e há uma mudança progressiva em que a glândula é substituída por gordura (lipossubstituição mamária). A pele estirada pode em alguns casos regredir e a mama volta ao tamanho original ou mesmo diminuir. Mas na maioria das vezes ela sofre ptose (queda), hipertrofia (aumento) ou as duas juntas (hipertrofia e ptose). Essas condições citadas irão depender da característica genética da paciente e dos cuidados durante o período da gravidez como a prevenção do ganho excessivo de peso, atividades físicas orientadas e cuidados estéticos.
A consulta deverá abranger a queixa principal da paciente, a sua história de hábitos e doenças prévias, o exame físico realizado pelo médico e o objetivo almejado. A associação das duas cirurgias, mamoplastia e abdominoplastia, é um assunto controverso e deve ser discutido minuciosamente com o cirurgião. A abdominoplastia, salvo algumas exceções, é sempre realizada com lipoaspiração. A Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1711, de dezembro de 2003, reconhece a técnica de lipoaspiração como um procedimento válido e consagrado dentro da cirurgia plástica. Normatiza que os volumes aspirados não devem ultrapassar 7% do peso corporal com a técnica infiltrativa (mais usada) ou 5% quando se usar a técnica não infiltrativa. Da mesma forma, não deve ultrapassar 40% da área corporal. Portanto, ao associar-se os procedimentos mamoplastia, abdominoplastia e lipoaspiração, é prudente realizar esta última de forma mais parcimoniosa. A expectativa de vida vem aumentando progressivamente. Ela deve ser acompanhada de um aumento da qualidade de vida funcional e mental. A estética corporal está intimamente ligada a este conjunto. Mens sana in corpore sano (Mente sã em corpo são) é uma expressão latina do filósofo romano Juvenal do século I depois de Cristo, mas que traduz bem a realidade contemporânea.
No abdome, da mesma forma, há alterações que advêm do aumento do volume do útero pelo estado gravídico. A parede abdominal sofre esse estiramento progressivo com afastamento da musculatura dos reto-abdominais da pele e há o acúmulo de gordura pelo ganho natural de peso e estado hormonal. Após o parto, a pele pode tornar-se flácida e com estrias em maior ou menor grau. E a musculatura pouco frequentemente volta à sua posição inicial pré-gravídica. Aqui de novo vale salientar os cuidados que citamos há pouco. 33
bloqueios para o tratamento de dor Dra Zélia Becco Anestesiologia, dor e acupuntura CREMEC 6304
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édicos especializados em dor podem adotar técnicas minimamente invasivas para o tratamento da dor crônica, devido ao avanço do conhecimento das várias atividades do sistema nervoso periférico e do sistema nervoso central. Para estabelecer o tratamento, é necessário o diagnóstico e avaliação da dor apresentada pelo paciente, identificando-se o local, a intensidade, a etiologia e a fisiopatogenia. Os bloqueios anestésicos de nervos podem ser realizados com finalidade diagnóstica, prognóstica e/ou terapêutica. Os bloqueios terapêuticos interrompem impulsos sensoriais de uma região do corpo específica, diminuindo ou até eliminando por completo a dor. A maioria dos bloqueios inclui o uso de medicação, aplicada por meio de injeção simples ou contínua (com utilização de cateter), normalmente um anestésico local ou um anti-inflamatório, que interrompem os sinais dolorosos ou diminuem a inflamação na área. A técnica pode integrar o tratamento de dores agudas ou crônicas de pacientes com múltiplas síndromes dolorosas, como dor lombar e cervical crônica, cefaleia cervicongênita, dor abdominal, síndrome pós-laminectomia, síndrome dolorosa miofascial, neuralgia pós-herpética, dor de origem oncológica, fraturas vertebrais, síndrome dolorosa complexa regional tipo 1 e 2, dor central, entre outras. O impacto dos bloqueios varia muito de paciente para paciente e depende das patologias envolvidas. Por isso, devem integrar um tratamento multidisciplinar para a dor, visando, além do alívio do sintoma, melhorar a qualidade de vida e capacidade funcional do paciente, bem como a diminuição de efeitos colaterais. Em muitos casos, os bloqueios são essenciais para permitir a realização sem dor da terapia física, como fisioterapia, RPG, alongamento e fortalecimento, constituindo-se, assim, um importante recurso terapêutico.
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desenvolvimento infantil e música
Pesquisas mostram que as experiências vivenciadas durante a infância ajudam a formar os circuitos do cérebro e que a música pode ser um ótimo estímulo para o desenvolvimento humano desde o início da vida. 36
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cérebro humano é muito complexo. Parte dos neurônios já tem atribuições determinadas durante a formação do bebê, já outros neurônios assemelham-se a chips não programados, que podem ser ativados para atribuições diversas. Durante toda a infância, determinados estímulos podem proporcionar o desenvolvimento de fibras nervosas capazes de ativar o cérebro e dotá-lo de habilidades. Esses estímulos são tão importantes que o pediatra neurobiólogo Harry Chugany, da Wayne State University, afirmou em sua pesquisa que “experiências precoces são tão poderosas que podem mudar completamente a maneira de ser de uma pessoa!” Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música. Pessoas que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em conteúdos matemáticos. O Instituto Abemúsica divulgou outro estudo sobre a ligação entre a música e o desempenho escolar. A pesquisa constatou que em crianças, o aprendizado musical (especificamente de piano) supera a instrução de informática no que se refere ao estímulo das habilidades de raciocínio abstrato, necessárias para o aprendizado de matemática, ciências e leitura. A música vai muito além do suporte ao desenvolvimento da capacidade lógico-matemática. Para o pensador Platão, “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Então, como trazer a música para o cotidiano das crianças com quem você convive?
Sobre o tema, a Revista Fertilis conversou com Daiane Castro, musicista e coordenadora de Música da VIVA Escola de Artes. Fertilis: Apenas crianças com aptidão devem estudar música? Daiane Castro: Todos devem estudar música. Aptidão é apenas um dos fatores que define a musicalidade de uma criança. O ambiente em que ela está inserida e a quantidade de estímulos que recebe são muito mais significativos do que a aptidão sozinha. Fertilis: Quais são os principais benefícios para as crianças? Daiane: A arte traz benefícios em qualquer idade. Nas crianças, os benefícios são ainda mais perceptíveis, pois elas podem desenvolver a socialização, senso de coletividade, integração, sensibilidade, motricidade, coordenação motora, dentre muitos outros aspectos. Fertilis: Como incluir o aprendizado musical na rotina infantil? Daiane: Vivemos numa sociedade com muitos estímulos e os sons fazem parte do nosso cotidiano. Cabe aos pais estimular a curiosidade auditiva. Ouvir música, conversar com as crianças desde a gestação são algumas formas de ajudar o desenvolvimento auditivo. Fertilis: Quando a criança pode começar a estudar música? Daiane: A música pode fazer parte do crescimento da criança desde os primeiros momentos. A VIVA Escola de Artes oferece Curso de Musicalização Infantil a partir de 3 anos de idade. As aulas proporcionam a exploração de sons e instrumentos através de atividades rítmicas, jogos musicais que acontecem sob a supervisão de professores com formação acadêmica. Todas as atividades são pensadas e realizadas em prol do desenvolvimento pleno de cada criança com atividades adequadas às necessidades de cada faixa etária. Fertilis: Depois da musicalização infantil, quais os próximos passos? Daiane: De forma geral, a partir de 7 anos já é possível iniciar o estudo técnico de um instrumento. Flauta e piano são indicados para essa faixa etária, mas antes de direcionar o aluno para determinado curso é importante observar a preferência musical de cada um. Vale marcar uma aula experimental aqui na VIVA para conhecer um pouco mais as opções e escolher o que mais se adequa. 37
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a dieta do dna como definir um plano alimentar personalizado para o paciente
Nem todos os pacientes respondem da mesma maneira às dietas, pois cada um tem um perfil genético único. Todos conhecem pessoas que comem de tudo e não engordam e aquelas que mesmo disciplinadas com alimentação equilibrada enfrentam dificuldades para perder peso. Isso se deve às diversidades escritas no patrimônio genético de cada um de nós.
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Dra. Roberta Becco Nutrição CRN 3353
nutrigenética é um campo promissor e investiga as diferentes respostas dos indivíduos em relação a um nutriente ou uma dieta em particular em decorrência das variações genéticas. Hoje é possível predizer se o paciente tem uma sensibilidade à cafeína, ao sódio, ao glúten e à proteína do leite, por exemplo, pois essas são respostas do organismo que
estão associadas à presença ou ausência de marcadores biológicos específicos, geralmente polimorfismos genéticos. É possível identificar esses marcadores por meio de um exame simples, a partir da saliva do paciente que é colhida em consultório. Esse exame, conhecido como GENODIET, analisa partes do código genético que modulam a capacidade de metabolizar as gorduras e os 39
a dieta do dna
COMO O GENODIET PODE AUXILIAR A DIETA?
Controle de peso
Através do estudo de variantes genéticas específicas, o exame fornece as indicações claras sobre as quantidades de lipídios, carboidratos e outros nutrientes mais adequadas para cada indivíduo perder peso e/ou ganhar massa magra. É um teste importante para tornar mais eficaz e rápido o alcance de resultados de um programa alimentar hipo/hipercalórico e poder mantê-los no decorrer do tempo.
Alimentação correta para cada indivíduo
São analisados os genes envolvidos em importantes vias metabólicas do organismo (colesterol, ácido fólico, homocisteína, vitamina D, detoxificação e estresse oxidativo), o que permite ao nutricionista otimizar a alimentação, melhorando o bem-estar e a saúde do paciente.
Identificação de intolerâncias
É possível identificar intolerâncias de origem genética a nutrientes comuns como a lactose, sensibilidade ao sal e à cafeína e predisposição genética à doença celíaca (causada pelo glúten). Isto permite dar uma resposta rápida e segura a eventuais distúrbios e sintomas devidos a estas substâncias.
açúcares. Como o patrimônio genético não muda ao longo da vida, o mapeamento só precisa ser realizado uma única vez. Com o resultado em mãos, o nutricionista pode elaborar uma dieta personalizada, indicando quais alimentos o paciente deve preferir, restringir ou abandonar, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e saúde e até mesmo evitar o desenvolvimento de determinadas doenças. Apesar do nosso DNA ser o mesmo durante toda a vida, sabe-se que os alimentos podem alterar a expressão dos genes. Isso significa que a alimentação tem um papel central na saúde e na qualidade de vida dos indivíduos. A máxima “somos o que comemos” nunca foi tão atual. Isso porque é provável que alguns genes regulados pela dieta desempenhem um papel no início, na incidência, na progressão e/ou na severidade de algumas doenças crônicas. No entanto, a influência do plano nutricional sob o estado de saúde pode depender do componente genético individual. Com o conhecimento do estado nutricional e do genótipo (isto é, nutrição individualizada), podemos utilizar os alimentos em favor dos pacientes para evitar a manifestação, atenuar ou curar determinadas doenças. Um exemplo 40
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claro disso são as predisposições genéticas à intolerância à lactose e à doença célica, por exemplo. Em meu consultório, sempre adoto dietas personalizadas. Um acompanhamento atento e a experiência clínica permitem ao nutricionista identificar os perfis alimentares dos seus pacientes. No entanto, nem sempre isso ocorre no primeiro plano alimentar proposto, o que pode desmotivar, por exemplo, pessoas que buscam perder peso. O GENODIET é um importante aliado na identificação da alimentação mais adequada para cada indivíduo, principalmente para paciente que não conseguiram resultados satisfatórios em programas anteriores de reeducação alimentar. Além do controle do peso corporal, o GENODIET auxilia na identificação da alimentação correta para cada organismo e indica quais alimentos podem causar malefícios ao paciente e, portanto, devem ser excluídos da dieta. É mais uma ferramenta para elaboração de dietas personalizadas que ajudem o paciente a ter uma alimentação correta, que fornece a ele as substâncias necessárias para que seu organismo cresça e funcione da melhor forma.
a dieta do dna
PERFIS ALIMENTARES
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Essas pessoas apresentam uma menor sensibilidade às gorduras e uma acentuada sensibilidade aos carboidratos no que concerne a perda de peso.
O metabolismo dos carboidratos é menos favorecido que o dos lipídios. É, portanto, recomendável a diminuição do aporte percentual dos carboidratos em relação ao de lipídeos, que são mais tolerados.
E Estas pessoas são menos sensíveis aos carboidratos que aos lipídios no que concerne a perda de peso. Uma dieta muito desbalanceada em favor dos lipídios facilita a tendência ao acúmulo de peso e ao aumento da circunferência abdominal.
O metabolismo dos lipídios é favorecido em relação àquele dos carboidratos, mas a presença de uma variável genética específica aconselha a prestar uma maior atenção às gorduras saturadas.
C D A ingestão de gorduras saturadas, nas pessoas com esse genótipo, além de favorecer o aumento de peso, determina ainda um aumento dos níveis de colesterol.
A perda de peso é favorecida por uma diminuição de carboidratos. A utilização de gorduras monoinsaturadas na dieta desses sujeitos proporciona um benefício específico (ácidos graxos monoinsaturados - mufa).
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s o d a c e R Ryan, o meu milagre, está hoje com um mês, e eu cada dia mais realizada! Dr Evangelista, você merece todo esse reconhecimento. Rafaela Motha (Fortaleza - CE)
Dr. Evangelista, nossos gêmeos Larissa e Lucas (bebês de proveta) completaram 5 anos. O nosso sonho se tornou realidade e você faz parte dele. Muito obrigada, sou eternamente grata. Alessandra Bonette (Teresina - PI)
Dr Evangelista, Você é um ser único, especial e maravilhosamente superior e humano em suas atitudes. Foi você o responsável para que não desistíssemos de tudo, de um sonho que hoje, aos poucos, se torna realidade! A você, nossa eterna admiração e gratidão. Danielle Monteiro (Fortaleza - CE)
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Ficamos 4 anos tentando realizar o nosso sonho e depois de muuuitos problemas conseguimos através das mãos maravilhosas do Evangelista. Quando Anabela tinha 1 ano e 1 mês engravidei do João naturalmente e ele foi a primeira pessoa a saber (antes mesmo do meu marido). Fiquei em estado de choque. Só tinha de 1 a 2 % de chance de engravidar naturalmente e sabe o que ele me disse? “Você não é uma mulher de tanta fé?! E eu nunca lhe disse que era impossível engravidar, só que suas chances eram pequenas”. Nunca me esqueci dessas palavras. Hoje meus filhos têm 8 e 6 anos e nós seremos gratos pelo resto da vida por tudo que ele e toda equipe maravilhosa fizeram para realização do nosso sonho. Muito obrigada por ter realizado nosso sonho e aberto o caminho para o João. Beijão saudoso. Madalena Bonfim (São Paulo - SP)
QUAL O NÚMERO DE TENTATIVAS PARA REALIZAR UM SONHO? 1..., 2..., 3..., 4..., 5!!! Esse foi o nosso: cinco tentativas para conseguir engravidar. Foram desapontamentos, decepções, medos e dúvidas. Mas também foram esperanças renovadas, fé e confiança. Nessa turbulência de emoções, sempre tivemos lastros, barra de sustentação: DEUS, em primeiro lugar, e em segundo, o Dr. Evangelista Torquato, sempre seguro e afirmativo. Sempre nos ajudou a levantar após as quedas e a recuperar as forças para mais uma tentativa. Profissional com conhecimento técnico incontestável, conhecido e respeitado pela comunidade científica no mundo inteiro, mas um anjo para seus pacientes que ajuda a realizar o maior dos sonhos: o de multiplicar a vida! E foi assim que nossa vida foi multiplicada, nossos genes eternizados, nossa princesa, nossa pequena e muito amada filha Ana Luiza veio ao mundo. Assim, Ana Luiza foi gerada a três com nossos genes e a genialidade do Dr. Evangelista. As batalhas foram árduas, mas a vitória foi sublime. Graças a Deus e ao Dr. Evangelista nosso sonho está sorrindo, correndo, brincando, dando aquele abraço que não há palavras para descrever, completando e engrandecendo nossa família. Sonhos não têm preço, não têm número, não têm tentativas, não têm caminho fácil, mas têm a doce recompensa da realização! Obrigado Dr. e amigo Evangelista Torquato por ser o maestro dessa realização. Nós, Rodevânia, Max, Ana Luiza e Max Filho seremos sempre gratos por nos transformar em uma abençoada família. Podemos sentir DEUS em você, que seja a cada dia mais feliz e cheio de saúde pra realizar o sonho de muitas famílias. Enorme abraço,
A todos da Clinica Evangelista Torquato, nossos sinceros agradecimentos por este sonho realizado. Devido ao grande apoio e dedicação do Dr. Evangelista, que também acolheu e compartilhou da nossa perseverança, pudemos tornar nossa família mais completa. Hoje o vovô do Mark está mais feliz aqui na Alemanha com o seu único netinho. Um forte e carinhoso abraço, Graça, Heiko e Mark (Alemanha)
Nossos natais têm sido diferentes, pois ganhamos o maior presente que alguém pode receber: Deus nos concebeu o dom de podermos gerar um filho, ele através da sua criatura possibilitou a realização de um sonho e a concepção desse presente maior chamado carinhosamente de filho. Que esse seja apenas mais um dos vários natais que Deus ainda vai nos proporcionar na sua companhia. Luciane Rodrigues (São Luis - MA)
Rodevania Sampaio (Quixadá - CE)
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Dr. Evangelista, Nunca vou esquecer que devo meus três filhos a você. Sabem o motivo? Em uma inesperada gravidez, cheguei ao hospital e tive a terrível notícia que era ectópica. Já fui levada para o centro cirúrgico. Quando te liguei, você disse: “NÃO DEIXA FAZER NADA, ENQUANTO EU NÃO CHEGAR AÍ!” Assim eu fiz. A rapidez que você chega de moto, minha família nunca esqueceu isso. E graças a você não retiraram minha trompa, que ficou ótima depois. E graças a isso consegui engravidar do meu primeiro filho e depois de gêmeas... Parece piada! Vou ser eternamente sua fã. Foi um grande amigo todas as vezes que mais precisei. Admiro demais! Karla Gomes (Fortaleza - CE) Um dia li que quando nasce um filho, também nasce uma mãe. É verdade, porque tenho aprendido a ser mãe ao mesmo tempo em que meu filho aprende a ser alguém. Agora, eu e o pai, temos o compromisso de fazer o melhor para que meu filho seja alguém do bem.
Dr. Evangelista, A primeira vez que entrei no seu consultório vi que você é realmente competente e acima de tudo humano! Ama o que faz e por isso nos passa uma segurança incrível! Que Deus possa continuar abençoando suas mãos e realizando cada vez mais sonhos! Te admiro! Abraços! Magda Freire (Fortaleza - CE)
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Um dia ouvi uma música que dizia que o mundo estava melhor depois que o filho chegou. Também é verdade, porque o colorido e o cheiro das flores são mais intensos e os dias são surpreendentes. Um dia senti um amor tão grande, mas tão grande que não só ele me preencheu por completo como se multiplicou em outras pessoas: foi o dia em que meu pequeno nasceu. E agora a vida se transforma pela possibilidade de amar incondicionalmente. Klívia Regina Saraiva (Fortaleza - CE)
Nossos agradecimentos ao Dr. Evangelista Torquato e toda a sua equipe, pelo profissionalismo e pelo atendimento diferenciado e humanitário. Os casais que buscam a maternidade e encontram dificuldades sabem o quanto doloroso é: as dúvidas, as incertezas e o medo diante de tentativas que não deram certo. Quando conhecemos o Dr. Evangelista, ele, com toda a sua experiência e guiado por Deus, nos auxiliou na concretização dessa bênção chamada Luis Davi em nossas vidas. Hoje somos mais felizes, estamos dia a dia aprendendo com ele, a partir de simples gestos, sorrisos e descobertas. Nosso muito obrigada e que Deus continue a guiá-lo sempre. Gratidão, Fátima Gondim, Fábio Tomaz e Luis Davi. (Mossoró - RN)
a! er a gelist radec n g a a v E e . h r trícia mos l Olá, D e à Pa belos quere m z i e v m tão uma eu a entos que seja que d Mais m e o d a m nid uir oe oportu mos constr nde abraç Você ficou r a r e a. d ofia. G caminhad penas um de po S a s s no e sua ra a que e asceu dess com a iz em toda u i r b l o n fe desc que muito uando as a Sofia, q o s surpre undado, m rigado! b fec três. O r óvulo o p CE) , vale óvulo leza a t r o (F iegas Luiz V
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arte e maternidade
Raimundo Cela Maternidade 1940 Óleo sobre madeira O cearense Raymundo Cela é um dos artistas plásticos mais importantes do início do século XX. Produziu centenas de obras retratando jangadeiros, rendeiras, vaqueiros e também a maternidade. A família sempre teve muita importância para Cela, essa pintura feita em óleo sobre madeira só confirma isso.
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meu filho, minha história
Sonhar e acreditar sempre. Essa filosofia motivou Ana Raquel a transformar em realidade o seu maior desejo, a maternidade. Foram sete anos de espera, desde as primeiras tentativas até a gravidez de Heitor, um caminho difícil, que exigiu persistência e atitude para procurar ajuda profissional na hora certa. 48
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após ser preparado, é colocado dentro do colo do útero (entrada do útero) ou no fundo do útero perto do momento da ovulação. Para tristeza do casal, a inseminação não deu certo. Frustrados, Raquel e o marido resolveram interromper o tratamento. “Estávamos esgotados emocionalmente. Houve momentos em que pensamos em desistir e cheguei a achar que nunca sentiria aquela sensação de poder gerar uma vida. Além disso, percebemos que a cirurgia do meu marido não havia dado certo e isso tornou o problema mais sério”, relembra Raquel.
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na Raquel e Overath Silva Teixeira casaram-se jovens, mas preferiram adiar um pouco o sonho de ter um filho, pelo menos até a conclusão dos estudos universitários. Tudo aconteceu conforme o planejado e, logo depois da formatura de Raquel, o casal resolveu que era a hora de engravidar. Portadora da Síndrome dos Ovários Policísticos, Raquel já sentia que poderia ter alguma dificuldade para se tornar mãe, mas não imaginou que essa espera pudesse ser tão prolongada e cercada de tantas emoções. Depois de quase dois anos de tentativas sem nenhum sucesso, Raquel e Overath decidiram procurar ajuda profissional. “No segundo semestre de 2009, fomos a um especialista em reprodução humana. Ele decidiu iniciar o tratamento de indução de óvulos com uma medicação via oral”, relembra Raquel. Em 2010, a gravidez tão esperada aconteceu, e o sofrimento deu lugar à alegria. Mas, com apenas dez semanas, sem causa aparente, Raquel perdeu o bebê. Depois dessa perda, Raquel e seu esposo iniciaram uma verdadeira “saga” para tentar descobrir as razões que explicassem o fato de não conseguirem engravidar. “Até aquele momento não havíamos suspeitado que meu marido pudesse estar com alguma dificuldade. Depois que realizei todos os exames e nada foi detectado, o médico resolveu aprofundar os cuidados com Overath, que sempre foi disponível e aberto a todas as possibilidades para realizar nosso sonho”, diz Raquel.
Adiar o sonho de ter um filho não significou desistir de ter um filho. A pausa no tratamento representou para o casal uma preparação emocional e financeira para uma nova etapa que teria início em maio de 2014. Raquel explica que “em nenhum momento ficamos desmotivados e o acompanhamento do Dr. Evangelista foi decisivo. Ele nos incentivava e mostrava que era possível realiza nosso sonho”. No caso de Ana Raquel e do marido a indicação foi a fertilização in vitro (FIV), tratamento que teve seu início em agosto de 2014. Segundo Raquel, os dias que se seguiram ao procedimento foram de repouso (por indicação médica), mas também de muita angústia e ansiedade. Sentimentos que foram rapidamente esquecidos com a notícia da gravidez. O tratamento havia dado certo! Grávida de 28 semanas de Heitor, Raquel declara seu amor ao filho e agradece o apoio incondicional do marido. “Quando sinto Heitor mexer na minha barriga vejo que cada minuto do processo valeu a pena! Esse sentimento supera qualquer dor que possamos ter vivido e nos motiva a seguir em frente”. Para quem se encontra em uma situação parecida, Raquel aconselha: “Tudo é possível para quem acredita e alimenta sua fé com ações que transformem o sonho em realidade. Persistir e procurar ajuda de profissionais competentes como Dr. Evangelista e toda sua equipe fez toda a diferença!”
O resultado da investigação no esposo de Raquel foi a descoberta de varicocele, uma patologia que atinge 15% da população masculina e pode causar infertilidade no casal. O tratamento escolhido foi uma pequena cirurgia para correção do problema. No ano de 2012, algum tempo depois da cirurgia em Overath, por indicação de amigos, o casal procurou o Dr. Evangelista Torquato para uma avaliação. “A princípio não foi definido qualquer diagnóstico e ainda tínhamos esperança de que a cirurgia a que meu esposo foi submetido trouxesse bons resultados”, diz Raquel. Orientados por Dr. Evangelista, o casal optou pelo procedimento de inseminação artificial: processo no qual o sêmen do marido ou doador, 49
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