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PORTUGAL • Nº 94 • NOVEMBRO 2020

Eu vejo melhor com lentes originais ZEISS.

Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50

a Máxim o çã p ro t e c UV

A ZEISS mantem a estratégia de fazer crescer, exclusivamente, o negócio do Óptico.


12

20

24

MultiOpticas

Catarina Furtado e Tiago Almeida

Prémio Essilor Excelência da Óptica

BREVES

CAPA

A multiplicar prémios

“Estaremos sempre ao lado dos óticos”

34

40

Brigitte Passarinho

Christian Roth

OUTROS OLHARES

Design irresistível

Índice | 4 |

O sentido português da Maui Jim

OLHAR O MUNDO

Tema de Capa: A Zeiss, na voz de Catarina Furtado e Tiago Almeida, destaca o seu compromisso com a inovação, com a saúde visual e com o setor da ótica.

Diretora: Editora: Redação: Design e Paginação: Fotografia: E-mail: Tel: Periodicidade: Tiragem: Impressão: Preço de capa em Portugal: A MillioneyesTM é propriedade da Parábolas e Estrelas – Edições Lda. com sede na Rua Manuel Faro Sarmento, 177, 4º esquerdo, 4470-464 Maia, Portugal NIF: 510195865 Gerente/Diretor - Cristóvão Jesus Detentor de 100 por cento do capital social Sede de Redação Rua Elísio de Melo, 28, S 38 4000-196 Porto Qualquer crítica ou sugestão deve remeter-se para: millioneyes@outlook.pt

Patrícia Vieites Carla Mendes Carla Mendes, Mariana Teixeira Santos, Célia Esteves Paula Craft Paula Bollinger, Miguel Silva, Hugo Macedo millioneyes@outlook.pt 96 232 78 90 Mensal 2000 exemplares Uniarte Gráfica, S.A 7,50 euros Depósito Legal n.º 419707/16 Interdita a reprodução, mesmo que parcial, de textos, fotografias ou ilustrações sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive comerciais. Os artigos de opinião e os seus conteúdos são da total responsabilidade dos seus autores. Registo na ERC n.º 126933

OLHAR EM PORTUGUÊS

Destaque nacional ao setor


PORTUGAL • Nº 94 • NOVEMBRO 2020

Editorial | 8 |

A reaprendizagem do mercado

Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50

a Máxim ção protec UV

A ZEISS mantem a estratégiaa de fazzer crescer, exxclusivameente, o negócio do Óptico o.

Enquanto terminamos a edição de novembro, num dia de chuva e sob as restrições que a pandemia continua a sobrepor, olhamos para o trabalho deste mês. O mercado está a reagir, os criadores adaptam-se à distância, unindo-se na tecnologia, as empresas redobram cuidados de higiene, hoje mais bem estudados, as instituições levantam vozes em nome da classe e os aplausos pelo bom serviço elevam-se. Em poucos meses houve um crescimento que, visto da perspetiva de um longínquo janeiro, parecia demasiado complexo, quase impossível. Mas fizemo-lo e hoje estamos todos a sentir quase um conforto nas novas metodologias. Prova disso são os eventos digitais que congregam ideias, inovação e consagração. A Zeiss, por exemplo, apresentou a sua mais recente proposta para a saúde visual assente no conceito smart. Ouvir todo o desenvolvimento, planos de marketing e vantagens de um portefólio direcionado ao “novo normal” pelo computador, em direto, fez todo o sentido. Tomaram o destaque deste número, porque querem passar a mensagem que a união que têm com o setor é forte, acima da temporalidade e, ainda mais, acima do novo coronavírus. Registámos o momento de premiação do setor também à distância. O Prémio Essilor Excelência da Óptica aconteceu digitalmente e, com todo o mérito, apontou sucessos, histórias e solidariedade. E não só distribuiu galardões, como conhecimentos e conselhos, pelas vozes de especialistas que nos dão energia e propostas e nos enchem de esperança. E a prova de que os sonhos e o mercado não param está na inauguração de um ponto de luxo, em plena pandemia, assinado pela Olhar de Prata e a Artefacto e sob o selo da Maybach. Com toda a segurança, falámos ainda em pessoa com a figura que dinamiza a Maui Jim em Portugal. Brigitte Passarinho está no terreno com a vontade de levar as “melhores lentes solares do mercado” a profissionais muito especiais. Ninguém para! Aliás, com muito prazer ouvimos um projeto que se introduz com pujança em Portugal, com a experiência de Mário Pereira e a qualidade germânica das lentes Optovision. De além fronteiras, tivemos a honra de redigir e eternizar uma história maravilhosa da ótica. Christian Roth revisitou connosco a aventura de criar óculos num fase de grande ebulição no design e de traçar um caminho inovador no eyewear. Temos muitas razões para o seduzir a virar as páginas, a inspirar-se na dinâmica de quem não se resigna e até se renova, a absorver a nova ótica que está a nascer, porque é aqui que ela passa indubitavelmente, na sua Millioneyes. Estatuto Editorial / Sinopse A Millioneyes é uma revista profissional dedicada ao setor da ótica, contando com presença integral online através da plataforma isuu.com. A Millioneyes tem o objetivo de cobrir os acontecimentos específicos do seu setor e retratar a informação de forma rigorosa, com toda a dedicação e competência. A Millioneyes traz uma abordagem íntima, atualizada e assertiva sobre o setor da ótica em Portugal, esmiuça perspetivas de outros países sobre a situação do mercado, retrata tendências em óculos, expõe dados científicos essenciais aos técnicos da área com o apoio dos oftalmologistas e optometristas e aborda de forma inédita os empresários que gerem os estabelecimentos nacionais. A Millioneyes compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e a ética profissional aplicada à atividade profissional dos jornalistas, assim como a boa fé dos leitores, através do trabalho dos seus colaboradores e diretor. A Millioneyes é independente do poder político e de grupos económicos, sociais e religiosos.


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Breves | 10 |

Moschino

In love with… Os novos óculos de sol e armações da mítica Moschino são uma homenagem à personalidade inovadora e ousada da marca italiana. Com um toque de glamour e alegria, a temporada outono/inverno 2020 da Moschino exalta a criatividade do diretor criativo Jeremy Scott. Na versão solar, o logótipo da insígnia transforma-se num detalhe de luxo impresso a quente nas hastes. Os frontais têm uma presença forte num acetato ovalizado e intensificados com lentes em formato triangular. A versão para prescrição regressa ao lugar seguro desta casa, o cat eye. Um jogo entre volume e cor realça o rosto feminino e garante lugar entre as preferências de mulheres elegantes e exigentes.

Nina Mûr

VAVA

Redondo reinventado A casa de coração luso mas alma internacional tem entre as propostas mais recentes em óculos uma armação muito especial. A WL0045 materializa um redondo único com acetato biológico Mazzucchelli, rodeado por uma estrutura de alumínio que lhe concede movimento. As hastes também são em alumínio, mas terminam com extremidades em acetato para acentuar a suavidade no toque e permitir um ajuste à medida do utilizador.

A boa quarentena A empresa espanhola decidiu dar um twist positivo a toda a complexa situação sanitária atual e realizou uma experiência criativa durante o primeiro confinamento. The Good Quarantine foi a ação colaborativa entre os criativos e líderes da Nina Mûr, Lorena Serrano and Davide Fichera, e óticos de todo o mundo cientes do valor do desenho e da qualidade. O resultado está patente numa coleção surpreendente.“A nossa maneira de produzir e o nosso foco sustentável, sem stock nem produções massivas, permite-nos criar e produzir uma única peça. Aproveitamos essa vantagem e a enorme vontade de nos mantermos ligados aos nossos clientes para lançar a Good Quarantine”, esclareceram os designers. Esta homenagem à união e ao otimismo foi oportunidade de colaborar, partilhar e unir forças, aprendendo em conjunto a criar algo totalmente novo. No fim, nasceram cinco desenhos mediante a votação dos profissionais do setor, desde óticos de referência até à imprensa especializada, passando ainda por agentes.


Elegância Artesanal Perfeitos onde quer que esteja

C O L E Ç ÃO O F TÁ L M I C A DA M A U I J I M


Breves | 12 |

SPJ

A comunicação com o cliente em destaque A empresa portuguesa de tecnologia assinala o complemento ao seu software de gestão das óticas Opticwin, ideal para os atuais tempos excecionais. O Opticwin SMS é a ferramenta de marketing que permite comunicar ações e campanhas, lançar avisos ou lembretes e desejar um bom aniversário aos clientes associados à base de dados da ótica, por mensagem de telemóvel. Com o Opticwin SMS enviam-se milhares de mensagens em poucos minutos e com um custo reduzido, garantindo uma ligação próxima aos consumidores, num período onde as restrições impostas pela pandemia, diminuem a ida física aos estabelecimentos.

Prooptica

Mais próxima dos clientes A empresa lusa adapta constantemente as operações ao ritmo dos seus clientes e consumidores e, por isso, faz nascer o portal loja.prooptica.pt. Esta plataforma permite à Prooptica estar disponível para os seus parceiros 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano e ainda integrar as encomendas de forma rápida e eficiente nos seus fluxos operacionais. A nova loja digital permite também aos óticos consultar o catálogo das marcas Prooptica de uma forma interativa, mais segmentada e com uma navegação rápida e muito intuitiva.

MultiOpticas

A multiplicar prémios O grupo de óticas recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o título de A Melhor Loja de Portugal, na categoria Óticas. O galardão foi atribuído no concurso Retailer of the Year, um grande prémio europeu dedicado ao retalho, organizado pela Grande Consumo para Portugal, em parceria com a empresa de estudos de mercado Q&A. O conceito A Melhor Loja assinala a qualidade das marcas nas lojas físicas e digitais, em dez mercados europeus, nomeadamente, Alemanha, Áustria, Bélgica, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Rússia, Suécia e Suíça. O concurso convida os consumidores a avaliarem as lojas através de seis critérios como a gama de produtos, o serviço, a especialização, a aparência, a facilidade de compra e o preço, observando marcas em diferentes categorias. As votações decorreram entre 3 de setembro e 30 de outubro online, gerando 86.700 votos de 50 mil participantes.“Num ano como o presente, em que nos vimos forçados a ter parte das nossas lojas fechadas e em que estamos a operar num contexto particularmente duro, receber este prémio de Melhor Loja de Ótica é ainda mais gratificante! É um prémio para quem todos os dias nas lojas e na sede trabalha arduamente para cuidar da visão dos portugueses. Muito obrigada a todos os clientes!”, agradeceu um orgulhoso Rui Borges, CEO da MultiOpticas.


Breves | 14 |

Theo

Nada contra a corrente A marca belga começa a nova temporada com a campanha Theo Goes Upstream. Nesta comunicação arrojada e original, mesmo ao ritmo da Theo, revelam-se três novas linhas de óculos que seguem a personalidade de consumidores distintos: Potatos, Arches e Lavalands. As primeiras, traduzidas para português como batatas, podem “cozinhar-se” de imensas maneiras e agradam a todos. Por isso, os criativos Theo a descrevem como humilde e fácil de usar, mas única na sua forma especial, destacando-se a charneira flexível no seu twist inesperado. Arches ou arcos busca a sua essência na natureza e nos seus encantos desenhados com perfeição. O titânio ganha vida em formatos arqueados que delineiam o rosto com perfeição. A última nova família da Theo tem no contraste entre lava e oceano, quente e frio, força e tranquilidade as suas musas. Formatos e cores materializados no calor do acetato, deixam-se abraçar pela frieza elegante do metal, num resultado pleno de intensidade.

United Colors of Benetton

A cor no coração A famosa insígnia da cor celebra a auto-expressão e personalidade de forma harmoniosa na nova coleção de óculos de prescrição da temporada outono/inverno 2020. Inspirados pela fluidez e pela inclusão, os modelos “falam” através de blocos de cores atrevidos e linhas minimalistas. Um exemplo perfeito da captura desta vibração positiva é a peça BEO1031 para mulher. O design transparece energia moderna nos frontais com tonalidade contrastante nas hastes monocromáticas. Para os pequenos aventureiros, a United Colors of Benetton dedica formatos apelativos e criativos em consonância com a personalidade deste segmento tão especial.

CECOP

Convite à união O grupo multinacional de óticas conquistou terreno neste período desafiante da economia ao registar um aumento de confiança por parte dos óticos. Este sentimento positivo está refletido no aumento de 30 por cento de associados no primeiro semestre de 2020. “A CECOP está sempre a demonstrar a toda a comunidade de óticas independentes a capacidade de se adaptar a qualquer situação, e também uma grande capacidade de reação aos problemas que a pandemia possa ter causado”, declarou o grupo. A CECOP tem feito um esforço para merecer esta cofiança e destaca o pagamento aos seus associados num rappel de quase 100 mil euros, através do programa de fidelização Fórmula Remunerada CECOP (FRC). Esta iniciativa decorre na empresa desde a sua fundação, através da qual o grupo se compromete a devolver uma percentagem do consumo gerado pelos fornecedores, todos os anos. A CECOP destaca ainda a supressão do pagamento das quotas de abril e maio de todos os associados, o adiantamento do pagamento da FRC, como compensação da perda de verba de seus associados e a entrada no mercado dos EUA e aquisição do grupo Combine Buying Group, como fatores de atração para os novos óticos.


T-Charge

Breves | 15 |

Novidades com selo sustentável A nova coleção cápsula da T-Charge vai muito além do estilo, originalidade e qualidade. É protetora e amiga do ambiente ao concretizar-se em galatite, um material 100 por cento natural obtido a partir do leite, mais especificamente da proteína caseína. A grande inovação está na substituição do ácido formaldeído, passando-se a utilizar ácido carbossílico de glandiflorum de gerânio, que não é agressivo com a natureza. Desta forma, chegam ao mercado seis novos óculos de prescrição masculinos e unissexo, feitos em Itália, plenos de um glamour clássico e que são sustentáveis até ao estojo, que é 100 por cento compostável.

Look

Plastic Visions As novidades da Look made in Italia ganham forma e excelência em matérias que se podem moldar e transformar. A experiência conquistada pela empresa transalpina deu-lhe a capacidade de colocar no centro da criatividade os materiais, como uma alavanca emocional para a compra e uma mais valia certa para os amantes de óculos. A categoria de plástico NIL (Luz de Injeção Natural em português), um avançado tecno-polímero cujas partículas moldam-se em formatos leves, originais e equilibrados, e a EVO (EVOlution polymer), uma matéria suave, muito usada em óculos infantis, unem-se na garantia de conforto e estilo nestes novos modelos Look.

Oko by Oko Paris

Who Am I? O modelo oversized da marca francesa vem compor a coleção Who Am I? De nome Alix, a armação tem a ousadia de preencher o rosto com as suas linhas femininas de acetato, num revivalismo dos anos ’70. Ou seja, regressa à época dos óculos “abundantes” com linhas e formas geométrica, mas aqui apresenta-se com numa abordagem moderna em voga com as novas tendências e em perfeita sintonia com a essência da Oko by Oko.


Ørgreen

Breves | 18 |

Expressões subtis A casa dinamarquesa expõe a sua experiência no trabalho em titânio na sua mais delicada versão. Nasce assim a coleção cápsula Imaginary Lines com sete modelos ultra finos que estabelecem novas fronteiras para a criatividade. O nome do novo conjunto é um tributo à motivação criativa dos designers da Ørgreen e relembra a ética e objetivo que fundeia a marca, que passa por continuar a explorar novos paradigmas de desenho. Imaginary Lines compromete-se com uma abordagem moderna aos clássicos em eyewear e combina cores vívidas e refrescantes assinalando a arte e equilíbrio entre tonalidade e design.

ExpoÓptica

Novas datas A ExpoÓptica, feira internacional de Madrid, estabeleceu a próxima feira presencial para 20 a 22 de março de 2022, no sentido de garantir a segurança de todos os participantes perante a pandemia por covid-19. Antes disso, porém, considera um encontro virtual entre a indústria e os profissionais já em 2021, coincidindo com o congresso OPTOM ‘21. O objetivo é promover a recuperação e promoção do setor da ótica e da optometria. Será uma edição transacional que cobrirá os interesses do setor com conteúdos e ferramentas que gerarão valor para a indústria na situação atual.

Stefanel

A faceta feminina do eyewear Baseada num conhecimento profundo da moda feminina, a Stefanel propõe uma coleção que emana elegância, cores terrenas e design equilibrado. A marca desenvolvida em Portugal pelo Institutoptico atreve-se nos formatos redondos, nos desenhos plus size e em arrojados cat eye. Os modelos também procuram personalidade na delicadeza do metal, por um lado, e na intensidade dos acetatos, por outro. A Stefanel acompanha assim as premências da mulher moderna e ativa, garantindo conforto em cada ponto das peças.


Andy Wolf

Filigrana made in France A marca austríaca coloca no mercado o novo modelo de prescrição 4768. De linhas amplas e produzido na fábrica própria de Jura, na França, os óculos em filigrana compõem-se numa geometria que redescobre o quadrado com uma nova dinâmica. O destaque vai para a combinação de cores audaz que brilham sobre o metal cuidado e de qualidade exímia.

Tecnologia vestida de moda A Gentle Monster reforça a colaboração iniciada em 2019 com a Huawei com o lançamento do Eyewear Smart II. São 13 novos estilos com charneiras em titânio leve, hastes com o ângulo aprimorado e melhorias significativas ao nível do som, da capacidade da bateria e da ligação wireless. A nova coleção é a conquista bem sucedida da combinação entre tecnologia e moda, com desenhos expressivos e originais que se estendem dos óculos até ao estojo com duplo fecho. Adicionalmente, adicionou-se uma liga de titânio de alta qualidade que dão elasticidade às charneiras com garantia de resistência. O design em arco personalizado permite o ajuste confortável dos modelos ao rosto, sem pressão.

Waylife e Ergovisão

Distribuição exclusiva A marca de óculos e o grupo de óticas firmaram um acordo de distribuição exclusiva da Waylife para Portugal, de toda a coleção de óculos de prescrição e sol. Desta maneira, o líder da insígnia eyewear quer ter uma abrangência no território nacional mais compacta e com a assinatura de confiança da Ergovisão. A concretização desta união aconteceu entre os líderes de ambas as empresas, Hugo Oliveira e Emídio Rodrigues, que se comprometem a disseminar os “óculos dos famosos” por todo o país.

Breves | 19 |

Gentle Monster x Huawei


Catarina Furtado e Tiago Almeida

“Estaremos sempre ao lado dos óticos”

Entrevista de Capa | 20 |

A Zeiss ocupa um lugar premium na Millioneyes para reforçar a mensagem de compromisso com o setor da ótica e com a visão dos portugueses. A propósito dos desafios que o mundo de hoje vive e com imagem graciosa e fidedigna de Catarina Furtado, a fabricante de lentes oftálmicas lança o portefólio “mais inteligente” de sempre da sua história. SmartLife designa lentes que se ligam de fora astuciosa aos humanos modernos, sempre envolvidos em várias tarefas muito mais desafiantes para a visão que alguma vez se viveu. É também o sinónimo de simplicidade porque envolve todos as condições oculares e todas as premências dos consumidores atuais. Por todo o país, Catarina Furtado coloriu os grandes outdoors e mupis numa mensagem poderosa das vantagens SmartLife. Por tudo isto, reunimos as nossas curiosidades para darmos voz aos intervenientes desta nova aventura da Zeiss. Por um lado, tivemos a sorte de atrair a comunicadora por excelência e empreendedora Catarina Furtado para o nosso “palco” noticioso. Tem sido uma enorme aliada do setor, em nome da consciencialização pela saúde visual. Apesar da ligação que tem à Zeiss, a sua mensagem é muito maior, ao encaminhar os seus seguidores num caminho de conhecimento dos efeitos nocivos de não se examinarem os olhos com frequência. Por outro lado, Tiago Almeida, head of commercial da Zeiss, falou de um momento de grande motivação para a empresa. Ao saírem para o terreno e reafirmarem a sua proximidade aos profissionais do setor, ganharam fôlego, novas perspetivas de mercado e ainda esperança no futuro. A Zeiss ainda tem mais “cartas” para dar! Tiago Almeida e Catarina Furtado em discurso direto e exclusivo para a Millioneyes.

Como se inteirou da problemática da qualidade das lentes? Era algo que já tinha noção antes de ser embaixadora da Zeiss? CF: Eu já tinha inclusivamente tido casos de familiares próximos que tiveram problemas nesta área. E quando surgiu o convite da parte da Zeiss, fiz questão de me inteirar sobre este mundo complexo “da problemática da qualidade das lentes”. Fiz o meu trabalho de casa, mas também existe um trabalho muito rigoroso da parte da equipa técnica e de comunicação da Zeiss , no sentido de me fornecerem toda a informação que eu devo saber para poder, com confiança, nos locais formais e informais, partilhar com os meus seguidores.

Como influencer que é, e das poucas que passa mensagens fundamentadas, unir-se à Zeiss foi um ponto a favor da sua imagem também? Catarina Furtado: Claro que sim, porque a Zeiss tem a preocupação de prevenir e cuidar, dois verbos que eu tenho como assentes na minha condição de figura pública. Gosto de partilhar conteúdos que ajudem a reflecção e a informação numa perspetiva de que nós somos os outros, sempre.

A situação atual causada pelo novo coronavírus deu uma importância ainda mais vital à questão da visão e da respetiva proteção com qualidade. É, portanto, um reforço à sua relação com a Zeiss? CF: Inevitavelmente, já que também nesta altura de pandemia a Zeiss provou, mais uma vez, a sua rapidez e sentido de oportunidade para ir ao encontro de soluções que têm como princípio melhorar a qualidade de vida das pessoas. Numa altura em que os nossos olhos estão (demasiadamente!) ocupados com os gadgets, a Zeiss pensou nisso e criou as lentes especiais que se adaptam à própria pessoa sem que o contrário seja necessário. É claro que eu, enquanto “imagem e voz “da Zeiss, reforcei junto do público essa confiança na divulgação, nomeadamente, deste produto em concreto, as Smartlife.

Que feedbak recebeu dos seus seguidores neste assunto? CF: Muito bom feedback! Porque apesar dos seguidores saberem que existe uma parceria comercial, também conseguem perceber que ela só aconteceu por eu confiar 100 por cento no trabalho inovador, diferenciador e de qualidade da Zeiss e dos seus parceiros e colaboradores. A Zeiss conta já com muitas décadas a provar os seus passos de sucesso em áreas muito diferentes.

Sabemos que o impacto da imagem da Catarina Furtado foi fundamental para impulsionar o nome e a causa da Zeiss. Tiago Almeida: O nome da Catarina surgiu naturalmente, dado que é uma figura pública que abraça as causas sociais e com elevado impacto na vida das pessoas. Quando convidámos a Catarina para embaixadora do lançamento da tecnologia UV Protect, presente em todas lentes da Zeiss, estávamos confiantes de que a mensagem seria passada com credibilidade e confiança.


Entrevista de Capa | 21 |


Como usuária dos produtos SmartLife, fale-nos da sua experiência visual. CF: O que posso dizer por experiência própria é que de facto elas são muito fáceis de usar no sentido em que posso estar a fazer mil coisas ao mesmo tempo ( isto é mais válido para mulheres (risos))e não sinto diferença nenhuma, porque ao movimentar-me, por exemplo, o conforto que elas me dão, permanece. É como se tivessem vida própria, porque são as lentes que se adaptam a mim e não eu a elas.

Entrevista de Capa | 22 |

Neste âmbito também houve curiosidade nas suas redes sobre o produto? Que pergunta lhe fizeram mais? CF: Perguntam-me, por exemplo, se dão para todas as patologias/necessidades de cada pessoa (estrabismo, miopia...) e pergunta-me também muitas vezes sobre armações, se são Zeiss. Por outro lado, a Zeiss também fez uma comunicação muito original, cruzando a marca com os nomes das óticas, a um nível local. TA: A Zeiss tem um compromisso claro. Trabalhamos diariamente para promover uma melhor visão, garantindo a proteção adequada aos olhos dos portugueses. Mas só atingimos o nosso objetivo, a nossa missão, quando suportamos o negócio do nosso parceiro. De facto, a ótica é o local onde se vende exclusivamente lentes oftálmicas Zeiss, assim quanto mais alavancarmos o negócio do nosso parceiro, melhor para a Zeiss e melhor para o ótico. A ideia de envolver o nome da Zeiss com os nossos parceiros de negócio vai ser estruturante para o desenvolvimento futuro do mercado. Estamos comprometidos em fazer crescer o negócio do ótico com ferramentas inovadoras e cada vez mais digitais. Apesar da crise sanitária, considera que estas estratégias tanto de comunicação, como de aposta na qualidade do produto, fazem a Zeiss mais forte hoje? TA: O mercado é testemunha de que a estratégia da Zeiss é a vencedora. Tem sido a mais adequada para a segurança e para as ambições profissionais dos óticos. A aposta na qualidade em detrimento do preço, o desafio de não nos envolvermos com operadores que verticalizam o seu negócio, e a confiança em estar em constante inovação têm premiado a Zeiss e os seus parceiros com um ano de 2020, que embora difícil, demonstra a nossa capacidade de crescer juntos. Sobre a mais recente campanha da Zeiss, como foi o processo desde a ideia, o trabalho e finalmente a multiplicação da Catarina por todo o país? CF: Eu tenho por hábito alimentar muito o trabalho de equipa. O meu sucesso deve-se sempre a uma pequena equipa. Custa-me muito aceitar os discursos baseados e sustentados apenas no EU. Por isso, tendo a ouvir as ideias dos criativos e dos responsáveis de marketing e comunicação da Zeiss e dou, depois, o meu parecer e os meus contributos que no fundo têm a ver com o facto de comunicar há praticamente 30 anos. Tenho sempre perto de mim, as pessoas em quem confio da parte da imagem e o resultado está à vista: muito bem conseguido, apesar de ser suspeita! Mas as pessoas todas elogiam muito a campanha! Até a minha sobrinha de quatro anos, Penélope, adora o anúncio e as várias tias Catarina de óculos, e diz que a tia vê muito bem por isso é que faz tantas coisas ao mesmo tempo! (risos)

O portefólio SmartLife tem, para além de um nome bem construído, vantagens acrescidas na proteção dos olhos, muito além da proteção contra a luz azul. TA: Trata-se de um lançamento que simplifica e facilita a venda nas óticas, simplesmente porque é um mesmo portefólio adaptado a todos os clientes. No fundo mantém os níveis de personalização já anunciados anteriormente, mas adiciona-lhe o fator Smart. Ou seja, é inteligente na medida do novo estilo de vida dos consumidores e o consequente comportamento visual. Também é inteligente mediante a idade, ao acompanhar as necessidades visuais ao longo de toda a vida. O portefólio SmartLife representa o primeiro a incorporar a visão em movimento, pois até agora todas as lentes desenvolviam-se para comportamentos visuais estáticos.


•• “ A Z eis s n ã o t em l oj as , nun c a s eremo s c on c or r e n t es d o s n o s s o s c l i e n t e s , nã o v en d emo s e m c om é r c i o el et ró n ic o e e s t am os c omp ro met id o s e m t ud o fa zer p a ra di n amiza r e a p o ia r o c res c imen t o d o n e g óc i o d e l en t es d o c l ien t e Z eis s ” ••

Com um mês sobre o lançamento do produto e da campanha nacional, que resultados pode avançar de forma precoce? TA: Os resultados atingidos sugerem que os nossos parceiros estão profundamente empenhados em fazer deste lançamento um enorme sucesso. Todos os comentários que existem são muito positivos com rasgados elogios à forma com o produto foi

desenvolvido, ao lançamento e de como está a ser recebido pelos consumidores. Agora que a doença covid-19 veio para ficar, até surgir terapêutica eficaz que a amenize, a visão está no centro deste rodopio da “nova normalidade”. Que conselhos passa aos seus seguidores? CF: Que, por favor, façam sempre os check ups para perceberem as suas necessidades e poderem atuar, prevenindo, em consonância com o que os olhos precisam. Foi num check up que fiquei a saber que estava, efetivamente, a forçar e a prejudicar a minha visão, ao adiar permanentemente a ida ao especialista, de uma forma absurda. Depois de começar a usar lentes Zeiss passei a sentir um enorme conforto que tanto é útil para a minha vida pessoal como profissional. Nesta altura de pandemia, estamos a exigir mais do que

nunca dos nossos olhos ao recorrermos aos tablets, smartphones , e muita dessa exigência é fruto do recurso, como alternativa, ao teletrabalho e, por isso, temos de estar descansados com a saúde dos nossos olhos que são tão indispensáveis para a nossa vida! A proximidade aos óticos por parte da Zeiss aumentou nesta fase? TA: A nossa relação com os óticos é muito sólida, é de extrema confiança. Os nossos clientes sabem que somos aliados. A Zeiss não tem lojas, nunca seremos concorrentes dos nossos clientes, não vendemos em comércio eletrónico e estamos comprometidos em tudo fazer para dinamizar e apoiar o crescimento do negócio de lentes do cliente Zeiss. E que novas estratégias têm pensadas agora que a Zeiss está na “boca do mundo”, tanto do ótico como do consumidor final? TA: A estratégia continua muito clara e transparente. E aproveito para dizê-lo de forma muito direta: estaremos sempre ao lado dos óticos para fazer crescer o seu negócio, apoiando o desenvolvimento técnico e comercial dos seus colaboradores e promovendo o tráfego de consumidores para dentro das lojas de ótica. Ainda sobre a “nova normalidade”, ainda há mais produtos que possam ser lançados no sentido de apoiar vendas no retalho da ótica e ajudar as pessoas em geral a ver melhor? TA: Bem, não podemos desvendar, por enquanto, mas o que posso dizer é que estamos a trabalhar para lançar em Portugal dois novos produtos que mais uma vez posicionam a Zeiss como a empresa mais inovadora, dinâmica e confiável do mercado de lentes oftálmicas. THE SHOW MUST GO ON!

Entrevista de Capa | 23 |

Entre as novidades SmartLife encontra-se também a primeira lente monofocal que incorpora o comportamento visual na sua otimização - visão nítida para todas as distâncias. O melhor de tudo é que o utilizador sente que não tem de se adaptar às lentes SmartLife, mas sim que estas já estão adaptadas a si. Tudo graças ao facto de proporcionarem nitidez a todas as distâncias e direções, com interação dinâmica natural com a periferia.


Prémio Essilor Excelência da Óptica

Olhar em Português | 24 |

Destaque nacional ao setor A ótica esteve sob a luz dos media generalistas Vencedores por Categoria na premiação dos seus profissionais destacados. A iniciativa Prémio Essilor Excelência da Óptica aconteceu através da parceria entre a Associação Nacional dos Ópticos, a Intercampus e a Cofina e com o apoio da Essilor, sob o objetivo supremo de colocar o acento tónico no trabalho dos intervenientes do setor. O evento adaptouse às novas condições ditadas pela pandemia e aconteceu “em todo lado” por via digital e Melhor Atendimento: Óptica Brasil em direto nos sites do Jornal de Negócios e “O nosso maior desafio é a fidelização dos do Correio da Manhã, a 12 de outubro. Antes clientes, porque a concorrência é muito de se conhecerem os contemplados deste grande e nem sempre a mais leal e, de primeiro escrutínio, a organização dos prémios facto, fidelizar um cliente por muitos anos é fácil. Nós tentamos fazer um trabadisponibilizou conhecimentos pela voz de não lho sério, de acompanhamento e resoluespecialistas da área de análise de mercados ção de problemas para satisfazer os nose consumo. Fernando Tomaz, presidente da sos clientes e acredito que isso nos tem associação envolvida no empreendimento, trazido mais-valias na nossa área”, Paula também se fez ouvir, relembrando os Pereira, sócia gerente. resultados do estudo da Universidade Católica sobre o setor, a importância crescente da ótica na sociedade e sublinhando a resiliência necessária para enfrentar este “novo” futuro. E os melhores de 2020 são… O jornalista Francisco Penim foi o apresentador da primeira edição do Prémio Essilor Excelência da Óptica. O anfitrião revelou o rol de vencedores nas categorias designadas por um painel de especialistas e avaliados pelo júri do concurso, composto por docentes, jornalistas e o presidente da Associação Nacional do Ópticos (ANO).O método de apuramento dos melhores fez-se com base nos resultados de um questionário online às lojas candidatas, com observação dos meios digitais e uma visita de avaliação através da metodologia de “cliente mistério”. Foram sete nomes que iluminaram os ecrãs na respetiva área, com destaque para o louvor absoluto de Óptica do Ano.

Melhor Atracção de Clientes: Alberto Oculista, loja Saldanha “Todos os dias tentamos superar-nos sobre o trabalho que já desenvolvemos. O objetivo é sempre ser mais e melhor”, Cláudia Mendes, responsável de loja.


Prémio Inovação/Investigação: José Manuel Méijome “Dedico este reconhecimento à academia, a Universidade do Minho, que nos últimos 30 anos fez uma aposta muito decidida na investigação e no ensino em optometria e ciências da visão”, docente e investigador.

Melhor Impacto Social: Optocentro “A mensagem que passamos é a de um serviço diferenciado, de qualidade, a preocupação com o papel social da atividade da ótica e da optometria e isso para mim é que é mais relevante. Os desafios da ótica são brutalmente diferenciados. O desenvolvimento do trabalho que fazemos e a importância desse mesmo trabalho é contribuir para a saúde visual da sociedade”, Rui Motty, CEO.

Grande Prémio Óptica do Ano: Alberto Oculista, loja Saldanha “É um orgulho muito grande e uma responsabilidade ainda maior ganharmos um prémio que para nós é muito importante”, Cláudia Mendes.

Prémios de Honra Prémio Carreira: Francisco Mendes Bolas | Óptica Havaneza “É um estímulo que todos os profissionais desejam, para os próprios colaboradores, para a família e também para quem nos visita há 76 anos. (…) Temos tido ao longo de todos estes anos um querer muito grande”, Francisco Bolas, administrador.

Um futuro que se calcula A cerimónia digital da entrega dos prémios da ótica foi precedida por uma partilha essencial de informações e estratégias que apoiam os profissionais na direção do seu negócio neste período complexo e incerto da economia. Pedro Dionísio, professor do ISCTE e membro do Marketing FutureCast Lab, o laboratório que analisa tendências de marketing e gestão, abriu a sessão de apresentações sob o tema Um Novo Olhar. O palestrante adiantou três tendências para reagir à atual pandemia: é necessário repensar o consumo, pois os compradores estão mais racionais e mais preocupados com o contexto da higiene e da segurança, deve facilitar-se o acesso aos produtos, para que se torne mais conveniente e com menos pessoas aglomeradas e, finalmente, fomentar um consumo mais simples, mais clean e sob novas prioridades. Pedro Dionísio versou-se depois sobre o mercado da ótica em específico. “Como

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Melhor Comunicação/Informação de Saúde Visual: André Ópticas “O nosso maior desafio é a manutenção do serviço de excelência e a constante atualização e inovação das nossas lojas, serviços e equipa”, André Leal, administrador do grupo.

relançar a ótica? Com mais campanhas de rastreio. Sim, já sei que fazem, mas à minha volta ninguém foi contactado neste sentido e, portanto, há muito caminho a trilhar neste ponto. Tem que se pegar na base de dados e tentar através de telemarketing identificar problemas que possam levar as pessoas à ótica. Procurar entusiasmá-los, seja através do WhatsApp ou outro meio, com novidades. Quando chegam à loja temos que trabalhar a compra média. Aliciar com lentes apropriadas para esta época. Trabalhar a moda. Tudo dependendo do cliente, da sua idade, entre outros fatores. Depois, vender após a venda, para que haja satisfação e passa palavra. Quem trabalha no mundo da ótica tem que ver as oportunidades, porque elas existem e se houver vontade e perspetiva vão desenvolver e conseguir bons negócios”, terminou assim o estudioso. Seguiu-se a apresentação de Fernando Tomaz e António Salvador, diretor executivo da InterCampus, empresa de estudos se mercado, numa entrevista a dois, com o mediador Francisco Penim. Do presidente da ANO, destacou-se a defesa pelo setor que encabeça. “São tempos incertos, não percebemos bem ainda o comportamento do consumidor, porque muda constantemente. No entanto, estamos atentos, na linha da frente para procurar as melhores soluções para os nossos associados. Estou confiante, assim como todos os nossos membros, mesmo os que sofreram mais e passaram por momentos em que quiseram desistir. Houve muitos pedidos de ajuda à ANO, mesmo financeira, e a associação disponibilizou verbas a alguns associados para que pudessem sobreviver.” O líder da Intercampus ressalvou durante a conversa que “a incerteza é o grande desafio. Tivemos outros momentos complexos no passado, mas não com tantas dúvidas e trata-se de um repto. O que se faz em cada país influencia os outros e tenho dificuldade em perceber o clima positivo das bolsas neste contexto, nos últimos tempos. Tudo o que adotamos na nossa vida profissional vai ser transversal à privada e veio para ficar. É difícil dizer o que vai acontecer mas todos os intervenientes, sejam empresários, políticos e cidadãos, são importantes.” Antes de se passar à faceta mais positiva deste encontro à distância, ficou um olhar estudado sobre um período sem precedentes e a certeza de que os agentes do setor da ótica estão comprometidos com um futuro longo e profícuo em lutas. Que venha 2021!


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Paula Alves e Rui Pinto

Um luxo que se chama Maybach Maybach Boutique by Olhar de Prata é o mais recente ponto de luz e luxo, inaugurado com toda a segurança a 22 de outubro, no novo espaço dedicado às marca exclusivas do Norteshopping, o Galleria. O novo projeto é assinado pelos empreendedores nacionais que desenvolvem a marca exclusiva de lojas de ótica, representados na nossa conversa pela dinâmica Paula Gonçalves. A Maybach Boutique by Olhar de Prata significa a concretização de um sonho, numa área que Paula confessa adorar e ainda o aval de uma insígnia de percurso de alto nível. Para concretizar um espaço elegante e irresistível, a confiança foi depositada na experiente empresa Artefacto, que mesmo dadas as circunstâncias ditadas pela atual pandemia, entregou à Olhar de Prata uma obra exímia e brilhante, sobre a qual o seu líder Rui Pinto abona. Fica aqui o registo em discurso direto de uma parceria de sucesso. É um empreendimento incrível este que lançou no NorteShopping. O luxo é de facto um segmento sem crise? Paula Alves: Este empreendimento começou a ser idealizado muito antes do contexto que estamos a viver e ainda nem sonhávamos que vinha por aí uma pandemia. Era um sonho antigo, um projeto que acarinhámos desde o início e do qual não iríamos

desistir, mesmo em contexto complicado. O segmento de luxo também tem sido afetado ao nível dos espaços comerciais, como todos os outros, sobretudo devido ao fecho de fronteiras e aos condicionamentos na circulação de pessoas. Contamos, no entanto, que seja um segmento que recupere mais rapidamente, sobretudo devido a apostas diferenciadoras como esta.


Este projeto significa um voto de confiança da Maybach no vosso trabalho. Como se desenvolveu a vossa história de negócios até esta Maybach Boutique by Olhar de Prata? PA: Tem sido um voto de grande confiança que muitos nos honra e um reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido em parceria com a Maybach. A nossa relação começou com um contacto numa feira do setor, onde conseguimos que nos confiassem a exclusividade para vários mercados da marca que estavam a lançar para o setor da ótica e dos acessórios, numa altura em que também nós nos lançávamos no segmento do luxo. Tem sido uma parceria de crescimento mútuo, de muito respeito e confiança entre as partes, que vem culminar nesta Maybach Boutique.

•• “ … r e s p e i t o p el a id eia d o cl i e n t e e da ma rc a a l ia d o s à n os s a c r i a t iv id a d e e con h e c i m e n t o d o s et o r..” Rui Pinto

A loja tem um ambiente acolhedor e intimista. É este o novo caminho do luxo? RP: Sem dúvida! Cada vez mais este segmento de mercado exige ambientes distintos, de tranquilidade e exclusividade, complementados, naturalmente, por um atendimento de exceção.

Preparar um conceito focado no luxo é sempre um desafio. Que premissas foram lançadas para a nova Maybach Boutique by Olhar de Prata? Rui Pinto: As de sempre, e que nos caracterizam: profissionalismo, rigor, conceito, e sobretudo um enorme respeito pela ideia do cliente e da marca, aliados à nossa criatividade e vasto conhecimento do setor.

Como surgiu a oportunidade de abrir neste novo espaço Galleria do centro comercial portuense? PA: Surgiu através de um convite que nos foi endereçado pelos responsáveis do projeto, o que muito nos honrou por se traduzir no reconhecimento da qualidade do trabalho que temos desenvolvido nos outros espaços onde estamos. Quando nos lançaram o desafio, falámos imediatamente com o nosso parceiro Maybach, que acolheu de forma muito positiva o nascimento da Maybach Boutique by Olhar de Prata. Fazia muito sentido para todos a criação deste novo conceito. Tendo em conta os traços únicos da Maybach, pode considerar-se o consumidor português um verdadeiro adepto? PA: O consumidor português (e não só) tem-se apaixonado pelos traços singulares da Maybach e pela elevadíssima qualidade das peças. Depois de conhecer e adquirir pela primeira vez, facilmente fica

fidelizado à marca. A oferta e variedade de produtos Maybach tem crescido, pelo que há sempre novidades para cativar o cliente. Que planos tem para continuar a disseminar o conceito Maybach em Portugal? PA: Uma forte aposta na comunicação, na articulação dos espaços com a venda online, mantendo sempre o serviço diferenciador e de excelência que nos caracteriza. E o porquê da opção pela Artefacto para executar este projeto? PA: Resume-se em poucas palavras: profissionalismo, competência e confiança. O facto do projeto estar a ser realizado à distância de 300 quilómetros e podermos confiar que o mesmo nos seria entregue no prazo e em condições de realizar a última limpeza e colocação do produto antes da abertura é um fator decisivo.

•• “(A opção pela Artefacto) resume-se em poucas palavras: profissionalismo competência e confiança.” Paula Alves

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Tudo estava de acordo com o planeado através de mails e imagens trocadas, fruto dos novos tempos. Assim que entramos na nossa loja, constatámos que a ideia e o conceito, passaram das imagens 3D virtuais à realidade, com a funcionalidade necessária ao dia a dia de trabalho. Não consigo medir o que vale este tipo de trabalho desenvolvido pela Artefacto! O resultado, é um espaço harmonioso, distinto, com a classe que a marca e os clientes nos exigem! Creio que é aqui que marcam a efetiva diferença. É um misto de conhecimento do setor e profissionalismo que nos permite uma absoluta confiança. A confiança na Artefacto tem já história, certo? PA: Efetivamente, não é o primeiro projeto que confiámos à Artefacto, e pelo resultado obtido, acredito que não deva ser o último.

•• “Tem sido um voto de grande confiança que muitos nos honra e um reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido em parceria com a Maybach” ” Paula Alves

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A Artefacto assina assim um espaço no novo Galleria do NorteShopping. É um passo importante para a empresa? RP: É seguramente mais um passo extremamente gratificante e de grande orgulho para nós. Não escondemos, que gostamos de estar sempre presente com aqueles que, como nós, fazem a diferença.

•• “…é aqui que (os elementos da Artefacto) marcam a efetiva diferença. É um misto de conhecimento do setor e profissionalismo que nos permite uma absoluta confiança.” Paula Alves •• E quais os desafios para o desenho e conceção de lojas de luxo em tempos de desafio sanitário como os que vivemos? Há ou sente diferenças? RP: Não, repensando aqui um pouco dos desafios que estes novos tempos nos trazem, será dizer que é sobretudo a necessidade de obtermos a combinação dos materiais e soluções do momento, na sua adaptabilidade agora e para futuro, respeitando obviamente todo o conceito de cada espaço, protegendo o cliente da necessidade de novos investimentos pós a atual realidade.


Opticalia

Nova temporada de glamour e reinvenção

Sob as novas regras de higiene e segurança exigidas pela atual pandemia por covid-19, a Opticalia “saiu à rua” para concretizar o encontro anual entre óticos e as tendências para 2021, aqui materializadas nas coleções das marcas que são o ex-libris do grupo. A Millioneyes teve a oportunidade de consultar os designs destacados, com o mar do lado de fora das janelas do Indulgent. Destacamos desenhos deliciosamente vintage sob inspiração dos anos ’70, os formatos amplos ainda em voga, as armações em metal que contrastam a sua delicadeza inerente com linhas oversize, os degradês nas lentes solares, os modelos mais minimalistas e as formas retangulares ou desportivos em acetato. Denota-se a escolha distinta dos frontais com geometrias angulares, os laminados com mistura de cores e de texturas e os materiais técnicos e leves que promovem

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A Opticalia Portugal apresentou as novidades do seu portefólio de marcas exclusivas em dois Brands Day que reafirmaram a receção calorosa da equipa deste grupo. A 13 de outubro no Time Out Market Lisboa e a 15 de outubro no Indulgent Porto, os óticos sob a insígnia azul consultaram as propostas plenas de cor, em voga com as tendências e plenas de detalhes originais que dinamizarão as suas lojas na próxima temporada.

conforto, entre eles o ultem, o TR90, o acetato fino, o titânio e o aço. Ou seja, uma gama que serve os segmentos de consumidores de todas as frentes e que é transversal tanto nas marcas premium, nomeadamente Custo Barcelona, Pedro del Hierro, Victorio & Lucchino e Hacket, como nas insígnias mais funcionais, em particular Mango, Pepe Jeans, Pull& Bear e The Look. As marcas exclusivas da Opticalia conseguem abranger os excêntricos, originais e divertidos; os sofisticados e minimalistas; os mais românticos e que exigem glamour; os sóbrios de estilo britânico; os vanguardistas, atrevidos e rebeldes; os contemporâneos e adeptos da moda; os informais de espírito jovem e os jovens que vibram com a cor. “O Brands Day deste ano teve um significado especial, não só porque mais uma vez pudemos apresentar as coleções que diferenciam a Opticalia e dar a conhecer todas as tendências para 2021, como também permitiu estar mais perto e em segurança com a nossa rede de associados. Continuamos todos muito ansiosos relativamente ao futuro, e estamos todos a torcer para voltar à normalidade, por isso, valorizamos todos os momentos em que a equipa Opticalia pode estar com a rede sem ser à distância, a trocar ideias e definir estratégias para os próximos tempos”, declarou António Alves, o líder da Opticalia em Portugal.


Foto: Andrea Piacquadio from Pexels

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Essilor Stellest e a luta avançada contra a miopia A fabricante de lentes oftálmicas apresentou ao mundo as Stellest, uma nova geração de lentes oftálmicas vocacionadas para travar a miopia. O seu sucesso está patente nos dados provisórios de um ano de ensaios clínicos contínuos. Neste estudo demonstrou-se um abrandamento de 60 por cento da progressão da miopia, em média, quando comparado com crianças que usaram lentes unifocais.

O ensaio clínico de última geração, com duração de três anos, em 167 crianças míopes (2), começou em 2018 no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Essilor e em parceria com a Universidade Médica de Wenzhou, na China. Os resultados do primeiro ano já demonstram evidência na eficácia das lentes, conseguindo desacelerar a progressão da miopia e prometendo ser a melhor solução da Essilor no âmbito desta condição nas crianças. Adicionalmente, as Stellest são uma solução estética, eficiente, segura, simples e fácil de prescrever.

Conclusões chave provisórias ao fim do primeiro ano de investigação: Com o uso das lentes Stellest no primeiro ano, as crianças conservaram mais de metade de um grau de dioptria de miopia em média. Isto traduz-se em mais de 60 por cento de redução na progressão da miopia, em comparação com grupo de controlo sob uso de lentes unifocais. O alongamento ocular foi evitado em 28 por cento das crianças que usavam lentes Stellest, enquanto que, nas que usaram lentes unifocais, todas sofreram desse alongamento. 100 por cento das crianças que usaram as lentes Stellest tiveram uma visão clara e adaptaram-se às novas lentes numa semana. Registaram também satisfação quanto à qualidade de visão, à semelhança das crianças com lentes unifocais.


Stellest é inovação A lente Stellest foi projetada com uma tecnologia exclusiva e pioneira chamada H.A.L.T. (Highly Aspherical Lenslet Target) pelas equipas de investigação e desenvolvimento da Essilor. É o culminar de mais de 30 anos de estudos académicos, design de produtos, esforços de investigação rigorosos e colaboração com os principais institutos e especialistas em miopia. O mais recente produto consegue assegurar a correção da miopia e a nitidez da visão ao longe através de uma única zona de visão, com o controlo da tecnologia H.A.L.T. Esta ferramenta consiste numa constelação de lentes asféricas, propagada através de 11 anéis e projetada para criar, pela primeira vez, um volume de sinal que atrasa o alongamento do olho. A potência de cada anel foi determinada para garantir um volume de sinal sempre na frente da retina e

•• “ O s re sultados provisórios são impressionantes e c o nfir m am o im pacto positivo desta solução n a s crianças míopes, o que nos deix a confiante s d e q ue as lentes Stellest ser ão das lentes o ft á l micas de contr olo de m iopia m ais eficazes em t odo o m undo” ••

seguindo a sua forma, para atingir a redução consistente da miopia. Grita Loebsack, diretora de marketing do grupo Essilor International, adicionou “estamos muito entusiasmados por começar a oferecer esta nova solução para ajudar as crianças que correm o risco de ter complicações de visão devido à alta miopia. A lente Stellest deu já uma resposta extremamente positiva aos profissionais de saúde ocular. Isto confirma a nossa liderança na categoria de gestão de miopia e aproxima-nos do objetivo de reduzir o impacto da alta miopia e garantir um melhor futuro para os nossos filhos. Também estamos orgulhosos em estar a apoiar a WSPOS, reafirmando num fórum internacional a importância deste nosso compromisso e experiência em contribuir para a redução da ameaça da miopia. Acreditamos que as parcerias fortes nos permitem ir mais longe do que conseguiríamos sozinhos”. Uma verdadeira crise de miopia A miopia é hoje uma crise de saúde global, prevendo-se que cinco mil milhões de pessoas desenvolverá a condição até 2050, representando metade da população mundial. A doença progride rapidamente nas crianças e pode levar a doenças

que ameaçam a visão, como o glaucoma, as cataratas, o deslocamento de retina ou a degeneração macular associada à idade. Quando a miopia é detetada precocemente, as soluções de controlo podem ajudar a desacelerar a progressão da doença nas crianças, reduzindo os riscos e garantindo uma melhor qualidade de vida. A miopia tem aumentado constantemente em todo o mundo e em particular na China, com prevalência de 54 por cento nas crianças dos seis aos 13 anos e de 81 por cento em crianças até aos 18 anos (1). Como parte da missão de melhorar a vida, melhorando a visão e do compromisso de concentrar os recursos onde estes são mais necessários, a Essilor lançou com sucesso a lente Stellest no Wenzhou Medical University Eye Hospital, na China. A introdução do produto aconteceu em julho com um feedback positivo de pais e filhos. Este trabalho continuará com a implementação mais ampla do dispositivo noutros hospitais na China, seguido por outros países. (1) Fonte: pesquisa McKinsey; Pesquisa da Comissão Nacional de Saúde da China 2018 (2) As crianças do estudo tinham entre 8 e 13 anos e foram divididas em um grupo de tratamento equipado com lentes Stellest ™ e um grupo de controle com lentes unifocais.

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Foto: Pixabay from Pexels

Estas conclusões promissoras, ainda provisórias, foram reveladas pela primeira vez no congresso virtual Worldwide Connect 2020 da Sociedade Mundial de Oftalmologia Pediátrica (WSPOS), da qual a Essilor é patrocinadora de ouro. Neste encontro à distância de 2020 estiveram mais de mil investigadores de todo o mundo, entre oftalmologistas, educadores, especialistas e representantes da indústria, incluindo os principais especialistas em miopia do mundo, que discutiram as últimas descobertas sobre a miopia e as soluções disponíveis para desacelerar a progressão da doença. “Dada a prevalência crescente de miopia e as complicações relacionadas, esta questão exigirá uma abordagem multidisciplinar, com inovação e desenvolvimentos nos cuidados clínicos e na educação. Estamos felizes por ver empresas como a Essilor a apoiarem-nos no debate sobre essas questões-chave, para que, em última análise, possamos ajudar mais crianças em todo o mundo”, explicou Ken Nischal, cofundador e chefe de divisão de oftalmologia pediátrica e estrabismo da WSPOS e professor de oftalmologia de motilidade adulta na Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh. Da parte da Essilor, Norbert Gorny, co-chief operating officer da Essilor International, declarou que “os resultados provisórios são impressionantes e confirmam o impacto positivo desta solução nas crianças míopes, o que nos deixa confiantes de que as lentes Stellest serão das lentes oftálmicas de controle de miopia mais eficazes em todo o mundo. Esta lente marca uma nova era de inovação neste campo e é mais uma prova da forma como a Essilor continua a ultrapassar fronteiras, com mais inovação e tecnologia, para combater a epidemia de miopia.”


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Brigitte Passarinho O sentido português da Maui Jim A marca de coração havaiano tem em Portugal a extensão do seu espírito Aloha em Brigitte Passarinho. A representante da Maui Jim em território luso tem o sorriso à flor da pele, voz serena e sinceridade na defesa do produto que demonstra evidências sobre a sua superioridade e proteção visual. Com a marca sob sua alçada desde 2015, Brigitte Passarinho viveu a maturação de uma casa nascida nos EUA e com um sentido estético que se teve de adequar ao mercado europeu.


A Maui Jim assenta a sua filosofia de negócios num espírito idílico havaiano. O que representa? É desejar ao próximo e fazer pelo próximo o que gostaríamos que fizessem por nós. Estamos numa relação, numa parceria de negócios sem filtros. Queremos, de facto, o melhor para o ótico, porque se estivéssemos no seu lugar seria assim que queríamos ser tratados: de forma verdadeira e transparente. Mesmo que possa ser uma estratégia menos rentável? Somos pessoas e continuamos a ser em qualquer circunstância da nossa vida e são as pessoas que fazem a diferença no sucesso dos negócios e trata-se sempre de relações. E estar numa relação de negócios sabendo que o nosso parceiro está presente e valoriza essa ligação interpessoal, de certeza que o favorece e isso sente-se e ressalta nos resultados. Torna tudo mais fluído e mais leve. E o que se sente no terreno por parte dos óticos em relação à Maui JIm? Satisfação, todos os nossos parceiros gostam da marca, da respetiva qualidade e, essencialmente, das pessoas que a representam. Conseguimos construir uma relação muito próxima sem nunca se perder o profissionalismo.

Para além do valor dos recursos humanos, as lentes são o porta estandarte da Maui Jim. A construção, a qualidade e acuidade visual que a lente proporciona é sem dúvida o que destaca mais a marca. Ao usar-se uns óculos Maui Jim, mesmo que não se perceba muito de ótica, sente-se de imediato a diferença. Há rigor na produção da lente para que preserve ao máximo a realidade das cores, que as realce até, e que mantenha o rigor e detalhe da visão. Sou suspeita, mas para mim são as melhores lentes a nível mundial e, além de tudo isto, são as únicas certificadas pela Skin Cancer Foundation. Portanto, para quem valoriza saúde visual é perfeito. Isto num período em que, apesar das evidências científicas, ainda há pouca consciência quanto aos malefícios dos raios UV nocivos para a saúde visão. Para a pele esta consciência está mais estabelecida. Há uma componente real de saúde visual que está muito presente na construção das lentes. Isto aliado ao conforto e à forma como vemos através das lentes Maui Jim. A prioridade da marca não passa tanto pelo “como é que eu fico com os óculos” mas sim “como é que vejo através dos óculos”. Depois, claro vem a estética que também tem o seu peso. A ligação forte que a Maui Jim construiu em torno da sua faceta mais desportiva ainda comanda a perceção que os profissionais têm da marca? A Maui Jim nasceu no Havai e o seu mercado primordial sempre foi os EUA. O mercado americano tem um estilo muito

diferente do mercado europeu e a marca adaptou o design àquele mercado em específico que sempre teve grande importância para a faturação da insígnia. À medida que a marca cresceu e se foi direcionando para o mercado europeu houve uma adaptação para entender o consumo deste continente em específico e isso levou tempo. A coleção foi, por isso, amadurecendo e ganhando uma linguagem mais europeia. Hoje o conjunto não se desenha apenas ao ritmo de curvas e desporto. Aliás, um estudo europeu apontou a Maui Jim no estilo functional elegant. Encontramos na coleção uma ampla oferta em designs femininos, o que não acontecia no passado, para além de toda uma oferta em modelagem comercial e perfeitamente adaptada ao mercado. Há quanto tempo está com a Maui Jim em Portugal e porque decidiu assumi-la na sua carreira? Há cinco anos. Notei que no mercado havia muita oferta de marcas de moda, mas uma que conciliasse técnica e saúde não. A Maui Jim tem esse argumento e é uma marca de nicho para um consumidor que sabe o que quer e exige qualidade. Os materiais com que construímos as próprias armações são rigorosos. Ou seja, a lente é de facto especial, mas hoje já defendo a Maui Jim como um produto de luxo, mesmo pela filosofia da marca, porque procura a melhor qualidade na construção da lente, melhor qualidade de construção da armação para uma boa repartição de peso e com materiais duráveis. Há a certeza que na compra de uma armação Maui Jim não

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Hoje, nas malas leva desenhos elegantes, luxuosos em todas as suas facetas, desde a qualidade das matérias à fluidez das linhas, e o desejo da felicidade para todos os seus clientes e parceiros, ao estilo Aloha. A prova disso conseguimo-la, em pessoa, numa visita ao centro de produção em Peoria, nos EUA, onde na área de assistência ao cliente, entre as armações consertadas estava uma em particular com um bilhete ao consumidor Maui Jim em questão e um biscoito canino. “Para o seu cão roer em vez das hastes dos óculos”, podia ler-se! À Millioneyes falou de parcerias honestas entre a Maui Jim e os óticos, sempre em prol das melhores condições para os profissionais e na manutenção do alto nível da insígnia. Falou de um crescimento exponencial no sentido estético das coleções. Expôs uma coleção oftálmica que vem “falar” aos seguidores da Maui Jim com uma certeza de qualidade das armações e, claro, das lentes irrepreensíveis. Brigitte Passarinho sublinhou ainda a clareza da visão e das relações com a Maui Jim. Para o futuro tem previsto prosseguir o trabalho com afinco acrescido, afinal a pandemia por coronavírus despertou o consumidor para a saúde da visão e para a qualidade na respetiva compensação. Por tudo isto, não se pode prescindir de uns verdadeiros Maui Jim!


No entanto a Brigitte é uma figura que se adapta na perfeição à filosofia da Maui Jim e isso conquista terreno. Obrigada (risos). Na verdade sinto-me acarinhada por todos os meus parceiros e nutro carinho por cada um deles. Aliás, ajudaram-me no período da maternidade e tudo isto que construímos também tem a ver com a forma como eu e a Maui Jim vemos e vivemos o mercado. Somos pessoas e o negócio é fundamentado nesta dinâmica humana. A minha função é mesmo passar o espírito Aloha que é muito bonito.

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se terá problemas, porque são feitas para durar. E adicionalmente temos um serviço pós-venda espetacular. Penso que somos únicos a oferecer este serviço. Que vantagens têm os óticos em associar-se à Maui Jim? Todos os que fazem parte da Maui Jim são Ohana, que significa família em havaiano, desde os clientes, passando pelos parceiros, tal como a Millioneyes, os clientes, até ao consumidor final. Temos sempre esta vontade de cuidar desta família com excelência e muita humildade em tudo o que fazemos. É uma empresa que pensa sempre no sellout e não no simples sellin em que a venda passa a ser “problema” do ótico. É um negócio dos dois e somos parceiros. Por isso a Maui Jim só está nas lojas em que encontra esta parceria sincera, que estão preocupados com a saúde ocular e querem dar aos seus clientes o melhor produto e serviço.Tranquilizamos os clientes ao retirarmos o produto que não é vendido, ao trocarmos e adaptarmos os designs ao ritmo da sua clientela. E tudo isto garantidamente! E como caracteriza o consumidor Maui Jim? O consumidor Maui Jim dificilmente troca a marca e tem mais do que um par de óculos. Isto é perfeito para o profissional da ótica, que luta num mercado dos óculos de sol ingrato devido à banalização. Com a nossa marca, os argumentos de venda são sólidos e verdadeiros e o consumidor não se sente traído de forma nenhuma. Há clientes que me contam histórias maravi-

lhosas relacionadas com a experiência que os Maui Jim proporcionam, como aquela pessoa que comprou e voltou na semana seguinte para agradecer pelo conselho para comprar Maui Jim, porque são de facto incríveis. São registos que nunca tinha tido no meu percurso. É que quando se diz que os Maui Jim são polarizados, de facto são, mas não como os outros. A própria forma como o filtro é colocado na lente está feita para durar. Num polarizado tradicional deveria-se mudar as lentes de dois em dois anos, porque o tratamento perde eficácia, com a exposição solar e as limpezas. Com os Maui Jim não. Há garantia vitalícia do polarizado, pois está inserido nas camadas da lente e não sofre desgaste, garantindo a longevidade. E não só! Os gases que são inseridos na lente, as setes camadas de antirreflexo acromático pela face interna tornam as lentes de facto excecionais. Tudo isto tem evidência comprovada. E como se desenvolve a Maui Jim em Portugal? É um mercado que está em plena mutação, a habituar-se a um consumidor final que é sempre mais informado e sabe o que quer, com uma consciência acrescida de saúde e proteção visual. Acredito que aos poucos os óticos procurem mais produtos que têm argumentação e ofereçam mais detalhe e qualidade. A par disto, todo o serviço e parceria que temos com os óticos é espetacular, tanto que até é motivo de desconfiança (risos). Claro que, quem já trabalha connosco passa a palavra aos colegas e partilha essa experiência. Ainda temos muito caminho para abrir.

E quanto à coleção oftálmica, foi uma aventura muito arrojada da Maui Jim. Veio dar um complemento no sentido da qualidade, para os usuários de óculos e seguidores da Maui Jim. Damos a facilidade ao ótico de graduar no seu fornecedor de lentes oftálmicas usual ou fazer connosco. Obviamente recomendamos que seja tudo feito com a Maui Jim, precisamente pela garantia de qualidade que proporcionamos.Os óculos vêm todos montados de fábrica, adaptados ao cliente e em termos de logística centraliza todo o processo e complementa a fidelidade do consumidor. Até já temos uma ótica conceituada em Espanha que sempre que tem um cliente com uma graduação mais complexa recorre à Maui Jim e às nossas lentes ocupacionais. Sabe que o cliente se adapta com toda a certeza. Mas este mercado das lentes é altamente concorrencial. Sim, mas temos dois bons produtos na nossa gama que se destacam para as necessidades atuais dos consumidores modernos: Blue Light Protect e High Contrast que protegem dos principais causadores dos problemas visuais atuais. Um é a luz azul nociva e outro para necessidades específicas e exigentes, como a condução. São opções que hoje todas as empresas já propõem. Sim, mas há uma particularidade da nossa lente azul. Nós fazemos o corte nos parâmetros de nanómetros que permitem passar a luz azul boa, a que é favorável à nossa saúde e permite processar as vitaminas e deixar-nos animados, impedindo a luz azul prejudicial. Normalmente as marcas cortam a 100 por cento. E que estratégias prevê para conquistar mais óticos? A estratégia é prosseguir a “caminhada no terreno” e continuar a divulgar a marca , sempre nesta base de parceria e confiança rigorosas e fazendo crescer a nossa Ohana.


Zeal

#ExploreMore

Foi Martijn a lançar as primeiras palavras deste encontro, em outubro, para destacar uma Zeal que, sob égide da Maui Jim, distingue-se hoje largamente no seu segmento de consumidores. “O primeiro convidado a tomar a palavra é da ohana (família em havaiano) da Maui Jim, o presidente da Zeal, Ben Peters.” O líder da empresa norte-americana descreveu com orgulho a “nova” Zeal, que tem “sorte e honra por estarmos sob alçada desta organização espetacular e partilhar o líder Walter que impõe o mesmo ritmo às duas marcas, no que diz respeito à competição ao nível global, com integridade e com produtos de alta qualidade.” Os três fatores Zeal! Sobre o que torna esta Zeal especial, Mike Lewis tomou o palco digital para falar dos três pilares que definem e distinguem amplamente a marca. “Um deles é o nosso

mantra: Usar Menos, que diz respeito não só aos materiais que usamos nos nossos produtos, mas também na constante procura de diminuição da nossa pegada ecológica. Outro pilar é Dar de Volta que é uma regra de ouro. Somos membros com orgulho da 1 Per Cent for the Planet, que envolve várias empresas unidas pela proteção do planeta para as gerações futuras e estamos comprometidos com a doação de um por cento das nossas vendas brutas a organizações ambientais. Estamos aliados a outras organizações e ações adicionalmente. O terceiro pilar assenta no Explore More que é muito mais que o hashtag que tem mais de 50 milhões de tags. É o nosso foco de ir além dos limites, para os nossos seguidores e, claro, para nós que queremos sempre mais e melhor Zeal.” Entre os destaques da apresentação, esteve ainda as novidades da temporada atual que inclui a produção de uma coleção com

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A empresa irmã da Maui Jim está à conquista da Europa com muito estilo, muita qualidade e um sentido ecológico apurado. Nascida nos EUA, mais precisamente em Bolder, no Colorado, em 1997 por um grupo de ciclistas de montanha, foi adquirida pela Maui Jim em 2010. Desde então, cresceu do seu âmago aventureiro e outdoor, para uma marca de grande caráter, aliada das atividades mais extremas e com um rigor na construção capaz de levar avante as mais intensas façanhas. Num encontro virtual com os jornalistas especializados da ótica de todo o mundo, Martijn van Eerde, diretor senior de marketing dos mercados EMEA & APAC da Maui Jim, Ben Peters, presidente da Zeal e Mike Lewis, diretor de marketing da Zeal, falaram as conquistas que tornam a insígnia especial. o novíssimo material See Grass. Provém do aproveitamento de fibras de resíduos agrícolas, resíduos plásticos reciclados e gás biológico que, tudo combinado, resulta em óculos de sol reinventados, na verdadeira acepção do termo. “É maravilhoso, suave e vê-se a erva nos óculos!”, acrescentou Mike. A fechar o encontro com chave de ouro, o diretor de marketing da Zeal falou da vocação da marca para as máscaras de proteção para desportos na neve. “Têm várias vantagens em relação à concorrência e inclui tecnologia premiada e patenteada, como a Rail Lock System, a forma mais simples e segura para mudar as lentes. Apresentamos ainda a nossa, também premiada, Observation Deck Tecnology inspirada em estruturas como torres de controlo de tráfico aéreo. As lentes replicam a visão da águia das montanhas, aumentando a visão periférica vertical em 20 por cento.”


Mário Pereira

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A certeza de ver melhor o mundo com a optoVision O mercado da ótica português cresce em tecnologia com o investimento da alemã optoVision no nosso país. A fabricante de lentes oftálmicas passa a fronteira pela mão do experiente Mário Pereira. O líder em Portugal pela introdução da optoVision anseia que os profissionais lusos comprovem a qualidade exímia dos produtos desta casa histórica, hoje com a assinatura de confiança do grupo Rodenstock. A optoVision, aliás, arrecadou recentemente a preferência total dos óticos alemães, na frente de todos os fabricantes de lentes oftálmicas do país. Esta história de aptidão e sucesso iniciou-se em 1979 com os fundadores Günter Agotz e Jürgen Braun, na pequena cidade alemã de Langen. O crescimento da marca foi sempre constante e hoje reúne mais de 400 funcionários, com instalações altamente avançadas, construídas no mesmo local onde se erigiu a primeira fábrica. Desde o primeiro dia que o objetivo instituído pelos fundadores é perseguido pela investigação e desenvolvimento da optoVision: visão do mundo mais clara, mais bonita e com cores destacadas para quem escolhe ver através das lentes da marca.

A marca optoVision beneficia do reconhecimento do grupo Rodenstock. A optoVision integrou o grupo em 1998 e, sim, o reconhecimento no mundo da ótica do nome Rodenstock, com tudo o que esta marca com mais de 140 anos nos diz, claramente traz benefícios à optoVision. A marca Rodenstock é sinónimo de qualidade e prestígio e nós, na optoVision, queremos fazer jus a esse nome e assim o temos demonstrado nos últimos anos. Prova desse esforço está na eleição como melhor fabricante de lentes oftálmicas na Alemanha pelos óticos do país! Somos um laboratório com mais de 40 anos e isto também diz muito sobre a nossa experiência. Para além do cunho alemão, quais são os argumentos desta optoVision no altamente concorrencial mercado português? Os argumentos são vários para o nosso mercado, nomeadamente a qualidade das lentes oftálmicas, munidas com a

última tecnologia Premium 4.0 na gama de progressivos e monofocais. Outra mais-valia da optoVision está na qualidade dos tratamentos antirreflexo, e para garantir isto temos um laboratório equipado com a última tecnologia em máquinas para o efeito. Assinalo também as variadíssimas ferramentas que dispomos para os nossos clientes ao nível das plataformas digitais, a plataforma logística, que nos permite oferecer um excelente serviço de entregas no continente e nas ilhas. A juntar a esta oferta, temos a possibilidade de termos um armazém com lentes em stock no Porto e brevemente em Lisboa, para que este tipo de “famílias” de lentes cheguem no mesmo dia ou na manhã seguinte aos nossos clientes. Para além de todos estes argumentos garantimos a constituição de uma equipa comercial com um conhecimento muito técnico da nossa área profissional, o que faz com que os clientes fiquem confiantes no nosso trabalho.


O Mário abraçou este desafio desde quando e porquê? Abracei este projeto em meados de agosto. Arrancámos com uma fase de reuniões no laboratório em Langen, Alemanha, para preparação com todos os departamentos que estariam envolvidos no empreendimento! Foi um convite no momento certo com um projeto aliciante que tanto me fascina, que é encabeçar a gestão de um laboratório em Portugal com todas as ferramentas disponíveis e uma enorme força e apoio por parte de toda a equipa optoVision em Langen. Ao fim destes primeiros meses e com os resultados obtidos até ao momento estou plenamente satisfeito de o ter abraçado!

Que objetivos tem para a optoVision em Portugal? Tenho vários objetivos, um deles passa por uma implementação forte da marca optoVison, sermos um parceiro de confiança para os nossos óticos e que ambos possamos crescer em conjunto. No fundo, tornarmo-nos numa filial da marca em Portugal com prestígio. Que estratégias irá implementar para captar os profissionais? A estratégia terá que passar essencialmente por uma excelente organização

•• “ O s argumentos são vários par a o nosso m erca d o, n o me adam ente a qualidade das lentes oftálmic a s , mun i das com a últim a tecnologia Prem ium 4 . 0 n a g a ma de pr ogr essivos e monofocais” •• comercial e tudo o que com ela estará relacionada, a cooperação com os grupos de ótica em Portugal, a realização de campanhas promocionais e bem definidas para o ótico, a flexibilidade e proximidade para com os óticos, entre outras que já estão na minha cabeça. Como sobrepor a mensagem da optoVision em Portugal em relação às restantes? Teremos a nossa própria comunicação, porque já somos líderes na Alemanha. A melhor prova de qualidade que podemos ter será os nossos clientes experimentarem o produto e daí escolherem-nos como um bom parceiro de negócio. O que peço sempre aos nossos óticos é que vejam por si mesmos as nossas lentes oftálmicas. Peço isto mesmo antes de apresentar uma proposta comercial. É mais importante para mim o feedback do cliente em relação ao produto do que nos dizerem que temos boas condições comerciais, porque também as teremos com certeza! O Mário considera a situação pandémica que vivemos uma verdadeira oportunidade para as lentes oftálmicas, como tanto vaticinaram óticos e marcas? Uma pergunta difícil com uma resposta difícil. Não vou dizer que a situação pandémica que nos assola seja só por si uma oportunidade para as lentes oftálmicas. O que penso que se passou a todos no confinamento, foi o de passar muito tempo

em casa sem sair, de reinventarmos coisas para o excesso de tempo que começámos a ter e que não tínhamos na nossa vida super ocupada, super stressante. Foi, talvez com isso, que tivemos a real noção de que a nossa visão já não estava bem: o ler um livro, o ver um filme em casa, o brincar com os nossos filhos e ler histórias para eles, entre outras atividades! Isto sim, terá sido a verdadeira razão para que subissem as oportunidade para as lentes oftálmicas e outras áreas no nosso mundo negocial. No pós-desconfinamento registou-se em alguns pontos uma procura desenfreada por parte dos consumidores e a marcação de consultas de optometria e oftalmologia que já não faziam há uns bons anos. Esta é a minha opinião perante uma pergunta difícil. Acima dos objetivos quantificáveis, que sonhos tem para a optoVision em Portugal? Tenho vários sonhos para a filial optoVision em Portugal, alguns até vão crescendo à medida que o nosso trabalho avança. Mas, sem dúvida, que o principal é demonstrar à pessoa que me confiou este projeto, o CEO Axel Kellersmann, que a aposta na minha pessoa tem o resultado que ambos esperamos e prevemos nas nossas primeiras reuniões em Langen. São sonhos perfeitamente alcançáveis e que só vão depender do nosso dia a dia, do nosso empenho profissional e, claro, da confiança depositada pelos nossos clientes na marca optoVision.

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Sente que os óticos lusos já conhecem a marca ou é um trabalho de raiz? Este é e será um trabalho de raiz sem dúvida, no entanto hoje em dia o nível de conhecimento dos nossos óticos, a possibilidade que as vias digitais nos proporcionam de podermos ter uma informação ao detalhe do que quisermos, ajuda-nos um pouco. O restante será o nosso trabalho no terreno e o envolvimento do departamento de marketing a empenhar-se na projeção da marca!


Quem resiste a Christian Roth?

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A pergunta podia colocar-se a todos as figuras icónicas que celebraram a marca de coração nova-iorquino, entre elas Andy Warhol, Karl Lagerfeld, Kurt Cobain e tantas revistas que eternizaram os modelos Christian Roth nas suas escolhas de moda. Em exclusivo para a Millioneyes, o designer alemão falou sobre os amores dos anos ’80 que fizeram nascer a marca de óculos, sobre o atrevimento de sonhar em Nova Iorque naquela época, onde tudo acontecia, e sobre a resiliência na luta contra a atual conjuntura. Unido pelo coração e pela criatividade ao seu sócio francês Eric Domège, juntos conquistaram um patamar ambicioso na história do design de óculos. Hoje mantêm a eterna procura pelo fascínio de ultrapassar barreiras preestabelecidas na concepção de óculos, em prol da autoestima global, da felicidade, da boa visão e de um estilo único.

Observando a mais recente campanha e a maioria dos trabalhos de design da marca, está patente a admiração em torno dos anos ’80. Acha que tudo o que aconteceu depois dessa época foi menos prolífero? Os anos ’80 são a referência da história da nossa marca, porém também outras décadas foram importantes para nós. A nossa criatividade desenvolve constantemente. Os designers não podem fixar-se no tempo, aliás o objetivo é estarmos sempre atentos aos movimentos cultural, social e demográfico, atuais e futuros, no sentido de forjar novas narrativas através das nossas criações e campanhas. Quando começou na indústria da ótica conseguiu agitar o mercado ao mudar a ideia instituída deste acessório. Como se conquista tal patamar? Tinha ideia que estava a escrever um capítulo da história dos óculos? Às vezes basta estar no sítio certo no momento certo! Esta conjuntura permitiu-nos ajudar a começar um movimento que criou mais consciência e desejo sobre as inovações eyewear. Mudámo-nos para Nova Iorque em 1980 e nesse período tudo parecia possível. Desde os primeiros momentos do nosso arranque, enquanto marca de óculos, recebemos um apoio incrível de revistas proeminentes de moda e beleza, de designers, de artistas, de celebridades e alguns deles tornaram-se figuras icónicas da moda. É demasiado pretensioso acreditar que estávamos a fazer história. Simplesmente éramos parte do pequeno grupo de marcas de eyewear independentes, capazes de forçar os limites e fazer óculos modernos e verdadeiros objetos de desejo. O facto de termos sido os primeiros designers de óculos a integrar o Conselho de Designers de Moda da América (CFDA na sigla em inglês) em 1990, deu-nos, a nós e à indústria que integramos, um grande reconhecimento.

Porquê escolher os óculos entre todos os segmentos de moda? O eyewear é o único segmento da moda que tem uma função específica: proteger os olhos, melhorar a visão e distinguir-nos entre os demais. É uma responsabilidade saber que os nossos designs são escolhidos para estarem tão próximos de um dos mais preciosos órgãos humanos. A nossa maior paixão, que é desenhar óculos bonitos que beneficiem consumidores em todo o mundo para verem e parecerem melhores, é muito compensadora. Fale-nos dos primeiros anos da Christian Roth e de como o Eric Domège se tornou parte desta história de amor pelo eyewear. Terá sido no outono de 1981 em Nova Iorque. Eu estava a assistir o fotógrafo de moda e beleza Rico Puhlmann, numa sessão muito importante para um ainda mais importante cliente. A modelo famosa chegou tarde e tinha dormido pouco. Não tinha nada bom aspeto. O stressadíssimo diretor de arte pediu ao Rico que me perguntasse (porque era conhecido na altura pelo meu fetiche por óculos) se podia ir comprar óculos de sol para esconder o cansaço dos olhos da modelo. Foi o Eric que me acompanhou nesta busca nas lojas de ótica. Algumas horas depois e enquanto o artista de maquilhagem tentava


Conte-nos um episódio que quase o fez desistir desta aventura e outro que lhe deu a certeza de estar a traçar o percurso acertado. Não nos recordamos de nenhum momento em que quiséssemos parar. Os nossos designs foram inspiração para tantas outras marcas de eyewear! “Imitações são a forma mais sincera de adulação”. Não deixa, às vezes, de ser um “comprimido difícil de engolir”. Porém, continua a certificar-nos e a indicar que estamos definitivamente na direção correta desde o lançamento da Christian Roth em 1983!

E de que forma a insígnia se foi adaptando aos novos tempos? Uma marca tem que acompanhar as épocas. Acreditamos que devemos preservar o ADN, o fio condutor, mas ao mesmo tempo continuar a provocar as fronteiras da criatividade e da técnica e experimentar novas tendências. É premente evoluir. Quais as grandes inspirações dos muitos modelos icónicos da Christian Roth? Inspirações são complicadas de descrever e explicar. Por vezes, a melhor inspiração surge de surpresa. Arte, arquitetura, lifestyle e pessoas podem ser matérias importantes para nós. No fundo, o que incita os designs icónicos são as pessoas que os usam e como os usam e cada época tem estas

pessoas incontornáveis. Sim, somos afortunados, porque na nossa jornada as nossas criações foram usadas por artistas e ícones da moda e que marcaram aquele período. Hoje proliferam no mercado marcas independentes, que sonham pelo estatuto “uau” que a Christian Roth conquistou. Como manter esta expectativa? Talvez seja mais fácil perseguir o efeito “uau” e muito mais difícil mantê-lo temporada após temporada. O equilíbrio entre “uau” e vendável é muito frágil. O nosso mote assenta na máxima “ a visão é uma rua com duas direções. A vida tem tudo a ver com ver e ser visto. Queremos que as pessoas vejam perfeitamente e que pareçam perfeitas também.”

•• “ En c ontrámo- nos em Nova Ior que e fom os a b en çoados por serm os um casal há tanto tem p o q ua n to somos um a equipa e ter m os o privilégio d e c e lebrar décadas de amor e criatividade” ••

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controlar os danos, voltámos com as mãos vazias, mesmo com bastante dinheiro disponibilizado para a compra de última hora. Eu expliquei à equipa inteira que não havia nada nas melhores lojas que valesse a pena gastar tanto dinheiro. Pensei que era o fim para mim naquele emprego, mas surpreendentemente todos sorriram e sugeriram que me lançasse a fazer óculos. Por esta altura a maquilhagem já operava milagres na modelo. Nessa noite, eu e o Eric decidimos criar uma marca de eyewear. As nossas vidas, privada e criativa, estão enlaçadas. Encontrámo-nos em Nova Iorque e fomos abençoados por sermos um casal há tanto tempo quanto somos uma equipa e termos o privilégio de celebrar décadas de amor e criatividade.


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O grupo DITA comprou a Christian Roth em 2015. Qual a razão desta estratégia de negócios? Desde as nossas primeiras conversações, ficou claro que a DITA compreendia a convicção e paixão necessárias para elevar a marca. Foi esta consonância que nos levou a escolher a DITA como parceira e administradora da Christian Roth. Quem eram Christian e Eric antes desta enorme aventura? Éramos muito jovens, a crescer na Europa e nos nossos respetivos países nativos, Alemanha e França. Tínhamos o sonho de viver em Nova Iorque. Eu, depois de terminada a universidade, aceitei um emprego como assistente de moda e beleza para o fotógrafo Rico Puhlmann, em Nova Iorque. O Eric, estudante de marketing, aceitou um estágio em Manhattan. A partir daqui as possibilidades abriram-se.

A crise provocada pelo novo coronavírus está a desafiar o mercado, mas também a inspirar artistas como vocês. A nova campanha da Christian Roth é exemplo disso. Juntámo-nos ao jovem de 23 anos Alexander DiGenova, um fotógrafo emergente, designer e diretor criativo. No seu apartamento de Los Angeles, o artista catalogou entre as suas musas criativas, modelos, e amigos isolados com ele no primeiro confinamento de 2020, para unidos envolverem-se do espírito do eyewear. O Alexander lembra-nos nós próprios mais jovens e audaciosos. A sua estética refinada, candor radical e imaginação para matérias emocionais estão já no despontar da sua idade adulta. Que futuro esperar para o eyewear independente? Este segmento tem que ultrapassar os desafios atuais. Não podemos esconder que estamos em terreno incerto. Temos que nos manter positivos, ser extremamente criativos e repensar a nossa forma de trabalhar, vender, promover e, acima de tudo, mantermo-nos próximos dos nossos consumidores. Temos a vantagem de termos clientes que querem identificar-se com o produto e que este tenha alma e um propósito e uma marca com ligações emocionais. Força, humildade, compaixão e criatividade são fatores centrais perante esta tempestade. Outra linha fulcral desta infeliz crise sanitária: os olhos são a peça central da comunicação e passamos mais tempo em frente aos computadores. Nós estamos em modo Zoom, a nova red carpet para revelar eyewear!


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