PORTUGAL • Nº 93 •OUTUBRO 2020
Ana Carvalho e Vítor Martins De olhos na viagem inesquecível da vida
Zeiss Vision Care Portugal
A vida digital com inteligência by Zeiss
Lara D’Alpaos De Itália com amor
SILMO D’Or
Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50
The Show must go on!
21
22
26
Essedue
Ana Carvalho e Vítor Martins
Cristina Eyewear
BREVES
CAPA
À conquista de um mundo melhor
De olhos na viagem inesquecível da vida
32
38
Zeiss Vision Care Portugal
SILMO D’Or
OUTROS OLHARES
OLHAR O MUNDO Show must go on!
Índice | 4 |
A vida digital com inteligência by Zeiss
Tema de Capa: Ana Carvalho e Vítor Martins vivem a vida ao máximo. Absorvem o mundo nas suas viagens e transportam cada ensinamento em si, aplicando-os na forma como gerem a Maxivisão.
Diretora: Editora: Redação: Design e Paginação: Fotografia: E-mail: Tel: Periodicidade: Tiragem: Impressão: Preço de capa em Portugal: A MillioneyesTM é propriedade da Parábolas e Estrelas – Edições Lda. com sede na Rua Manuel Faro Sarmento, 177, 4º esquerdo, 4470-464 Maia, Portugal NIF: 510195865 Gerente/Diretor - Cristóvão Jesus Detentor de 100 por cento do capital social Sede de Redação Rua Elísio de Melo, 28, S 38 4000-196 Porto Qualquer crítica ou sugestão deve remeter-se para: millioneyes@outlook.pt
Patrícia Vieites Carla Mendes Carla Mendes, Mariana Teixeira Santos Paula Craft Paula Bollinger, Miguel Silva, Hugo Macedo millioneyes@outlook.pt 96 232 78 90 Mensal 2000 exemplares Uniarte Gráfica, S.A 7,50 euros Depósito Legal n.º 419707/16 Interdita a reprodução, mesmo que parcial, de textos, fotografias ou ilustrações sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive comerciais. Os artigos de opinião e os seus conteúdos são da total responsabilidade dos seus autores. Registo na ERC n.º 126933
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PORTUGAL • Nº 93 •OUTUBRO 2020
ANA CARVALHO E VÍTOR MARTINS De olhos na viagem inesquecível da vida
ZEISS VISION CARE PORTUGAL
A vida digital com inteligência by Zeiss
LARA D’ALPAOS De Itália com amor
SILMO D’OR
Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50
The Show must go on!
Editorial | 8 |
Setor em ebulição Temos a perfeita noção de que cada uma das últimas edições que lançámos são registos históricos que explicarão aos óticos do futuro como é que a geração de 2020 enfrentou um grande inimigo da saúde e da vitalidade económica. Os óticos, a indústria, os cientistas e os agentes de saúde primária estão sob fogo e temos o orgulho de registar a luta que empreendem com ferramentas que não lhes são totalmente familiares, mas que manuseiam com coragem e segurança. Desde que a pandemia foi declarada e tivemos que nos adaptar a novas formas de vida, o setor entrou numa corrida “pela pela sobrevivênvia”. Temos as páginas inundadas de exemplos de sucesso, adaptados por outras áreas de negócio, inspiração pura! Para dar voz a este movimento positivo temos a nossa entrevista de capa, feita a dois empreendedores que vivem da ótica, economicamente falando, e de viagens, para edificar uma alma feliz. Ana Carvalho e Vítor Martins são os líderes da Maxivisão, com sede em Vila Nova de Poiares, e o novo coronavírus não lhes tirou o brilho. Mantiveram a inauguração de uma ótica avançada na sua terra, no pós-confinamento, e viajaram em Portugal para mostrarem que as adversidades não os impedem de elevar a voz. Mostraram aos seus conterrâneos que têm a capacidade de os servir ao nível de qualquer negócio das grandes superfícies comerciais e das principais cidades e com o toque mais próximo, alegre e com tantas aventuras na ponta da língua. Não há covid-19 que os pare! As marcas, os grupos, a indústria e as associações estão na frente dos lançamentos e da divulgação. Adequados à nova realidade e com um savoir-faire incrível, cada companhia deu um passo em frente para estar próximo dos seus parceiros e trabalhar em prol de um setor que tem agora uma palavra de ordem a dar. Sim, os dispositivos digitais são hoje imperativos, mas os olhos naturalmente não têm preparação para este novo estilo de vida. É aqui que reside a salvação. A população tem que ser capaz de estar à altura dos desafios e os óculos, as lentes e a saúde visual são o escudo protetor! Como sempre, vamos atrás das realidades dos nossos parceiros internacionais. Constatámos que este dinamismo é transversal a toda a indústria mundial e enquanto os grandes eventos de reunião do setor decidem dar um passo atrás em nome da saúde dos agentes, as respetivas organizações lançamse em novos modelos. O SILMO é exemplo de inquietude máxima e não deixou de galardoar os seus expositores com os prestigiados SILMO D’Or, numa distância muito calorosa. Nas nossas entrevistas aos criadores da ótica, descobrimos mais uma marca independente com assinatura de Lara D’Alpaos que nos deixa também uma perspetiva profunda sobre as dificuldades e vitórias de uma empresa de expressão internacional e caráter artesanal. Vire a página, viva na primeira pessoa os registos centrais da luta contra a pandemia pelas figuras que nos são próximas e pelos heróis que desenham um horizonte futuro para todos nós. A ótica está viva, está na arena deste desafio e está na Millioneyes, claro!
Estatuto Editorial / Sinopse A Millioneyes é uma revista profissional dedicada ao setor da ótica, contando com presença integral online através da plataforma isuu.com. A Millioneyes tem o objetivo de cobrir os acontecimentos específicos do seu setor e retratar a informação de forma rigorosa, com toda a dedicação e competência. A Millioneyes traz uma abordagem íntima, atualizada e assertiva sobre o setor da ótica em Portugal, esmiuça perspetivas de outros países sobre a situação do mercado, retrata tendências em óculos, expõe dados científicos essenciais aos técnicos da área com o apoio dos oftalmologistas e optometristas e aborda de forma inédita os empresários que gerem os estabelecimentos nacionais. A Millioneyes compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e a ética profissional aplicada à atividade profissional dos jornalistas, assim como a boa fé dos leitores, através do trabalho dos seus colaboradores e diretor. A Millioneyes é independente do poder político e de grupos económicos, sociais e religiosos.
Making Off | 12 |
A viverem os sonhos Fotos: Miguel Silva
Os nossos entrevistados cresceram numa pequena localidade, mas com perspetivas gigantes. Conheceram-se no amor e na cumplicidade de um olhar que atravessa fronteiras. Juntos já puseram pés em todos os continentes e ainda têm uma “pasta na alma” cheia de projetos transfronteiriços. A humildade perante a vida e os respetivos obstáculos, o sorriso bondoso, a conversa fácil e solta e a alegria subjacente a tudo que fazem são conquistas de cada viagem e a chave de sucesso da empresa Maxivisão, sob sua liderança.
movitra.it
Breves | 14 |
Covid-19
Óculos apoiam a luta contra a infeção Os óculos podem ser um fator essencial de proteção contra o novo coronavírus. Esta conclusão é fundamentada por investigadores chineses num estudo recente publicado na prestigiada JAMA Ophthalmology. No hospital da cidade de Suizhou, na China, muito próxima do epicentro da doença, a cidade de Wuhan, os cientistas registaram que entre 276 pacientes internados com covid-19, apenas 16 usavam óculos mais de oito horas diárias. Se considerarmos a grande incidência de míopes naquela região do globo, conclui-se que, juntamente com a máscara, os usuários de óculos podem estar mais protegidos. Entre as conclusões os estudiosos afirmam que “a hipótese é que os óculos evitam que as pessoas toquem nos olhos. (…) Desde o início do surto de covid-19 em Wuhan, em dezembro de 2019, percebemos que deram entrada no hospital poucos doentes com óculos. Assim, reunimos informação sobre o uso de óculos de todos os pacientes com a doença como parte do histórico médico e usamos esses dados para examinar a relação entre o uso de óculos e a infecção”, escrevem os autores no artigo. O estudo contou com pacientes que ficaram internados entre janeiro e março de 2020, período em que as taxas de transmissão do Sars-CoV-2 na China ainda eram altas. Todos os participantes tiveram o diagnóstico de covid-19 confirmado por teste do tipo PCR, que detecta a infecção na fase aguda.
DaTE
Movitra
Inovação eyewear milanesa A marca transalpina apresenta uma nova identidade, com a reinvenção do logo da marca, da apresentação visual e dos nomes dos produtos. O objetivo dos três criadores, amigos e companheiros de vida, Filippo, Giuseppe e Diego, foi tornar a Movitra reconhecível ao primeiro olhar, dar-lhe uma nova paleta monocromática e detalhes visuais especiais, transversais a todos os instrumentos de comunicação da Movitra. 2 souls. 1 brand é o mote da redescoberta desta casa milanesa e da sua inovação, que em 2016 surpreendeu o setor ao apresentar óculos que rodavam a partir da ponte, com funcionalidade avançada. “Isto marca um enorme novo passo em direção ao futuro da marca que continua a ser reconhecida como pioneira e inovadora no eyewear italiano. A nova identidade é prova do nosso compromisso com o design, renovação e qualidade”, expôs Giuseppe Pizzuto, cofundador da Movitra.
Florença foi palco da ótica A 8ª edição da feira do eyewear, de vanguarda, DaTE Eyewear fechou as portas da magnífica estação Leopolda, em Florença, a 21 de setembro. A organização avança que contabilizou o pré-registo de 1000 visitantes, correspondendo às expetativas lançadas e confirmando a importância destes encontros profissionais. “Posso enfatizar que estamos satisfeitos com o resultado desta edição da DaTE. Num ano complexo como este, acreditamos que enviámos uma mensagem forte, não só sobre o relançamento da indústria, mas também do ressurgimento do otimismo e confiança”, declarou Giovanni Vitaloni, presidente da feira italiana.
Marchon
Lightbird
Um espelho de elegância e design A insígnia desenvolvida pelo designer Corrado Rosson alarga a sua linha Lightbird_Mirror com duas aquisições de luxo. Baobab e Snake são femininas, desenham-se a linhas trendy e brilham com novos materiais. O cobre e o latão moldam óculos de prescrição únicos com um acabamento espelhado que os torna resistentes e inalteráveis através dos tempos.
Okia
Atualizações à proteção do oceano! A empresa de Hong Kong apresenta a nova versão do seu Reshape 3.0, a coleção de óculos feitos de PET 100 por cento reciclado, proveniente de garrafas de plástico retiradas do oceano. Este upgrade do material lançado em 2019 representa o compromisso da Okia com o projeto que recupera e recicla materiais, sob a missão de abraçar uma abordagem mais ética e sustentável no negócio do eyewear. Os novos modelos, cada um feito com cinco garrafas recicladas, são mais subtis e leves em relação aos anteriores, tornando-se mais confortáveis e flexíveis. As cores também ganharam nova energia com exemplos mais brilhantes, cristalinos ou opacos.
Breves | 15 |
Transforma Converse em óculos A fabricante de óculos de origem norte-americana e a mítica marca das sapatilhas All Star assinaram um acordo de licença para o desenvolvimento de óculos, sob a insígnia da estrela. As novas coleções de óculos de sol e de prescrição saem à rua a partir de janeiro de 2021 e inspiram-se no calçado lendário da marca, mais precisamente nos Chuck Taylor All Star e Pro Leather. Os óculos irão apresentar os motivos e elementos de design característicos tal como o patch All Star e o logótipo Star Chevron.
Breves | 18 |
MIDO
Novas datas em junho! O agravamento da situação sanitária criada pelo novo coronavírus continua a moldar o “horizonte” do setor mundial da ótica. Desta vez, a MIDO anunciou novas datas para a edição de 2021, apontando para 5 a 7 de junho, no Centro de Exposições de Rho Pero. A organização quer garantir melhores oportunidades comerciais e mais segurança. “Considerando que mais de metade dos expositores e visitantes normalmente vêm de 160 países, parece claro que uma feira internacional prevista para antes de junho põe em risco os participantes. Por isso, a MIDO 2021 em junho é a melhor escolha para nos colocar de novo no caminho da nossa missão – organizar e maximizar as oportunidades dos negócios internacionais, trazendo novo brilho e vitalidade a este setor chave. Temos a certeza que os nossos visitantes nacionais e de fora de Itália irão apreciar a oportunidade de visitar Milão com o tempo bom e reafirmamos a nossa intenção de celebrar o nosso 50º aniversário numa atmosfera de paz de espírito”, declarou o presidente da MIDO, Giovanni Vitaloni.
Formula 1
Fusão entre óculos e tecnologia O empreendedorismo eyewear não para e a prova disso é o nascimento da marca Formula 1, que tem como porta-estandarte o modelo Titanium. Este estilo demonstra precisão tecnológica, inovação e design. Com uma construção estado da arte com matérias 100 por cento sustentáveis, “esculpiu-se a partir da tecnologia de titânio impresso a 3D com zero desperdícios. Esta é uma edição limitada a 70 peças, excecional e altamente valiosa. A Formula 1 nasce a partir da parceria com a empresa Formulaeyes e celebra o passado, presente e futuro deste desporto, como parte das celebrações dos seus 70 anos.
Danshari Eyewear
Viver em japonês também em Portugal Eliminar tudo o que não seja belo, mínimo e essencial! Este é um dos princípios de Danshari Eyewear que acredita no âmago da criatividade no seu sentido mais puro. O CEO e fundador Giuseppe La Boria, quis investir na contracorrente das marcas de massa e propor aos amantes da simplicidade os valores de uma cultura baseada no que é fundamental, mas de qualidade primorosa: a japonesa. Esta Danshari chega agora a Portugal através da parceria com o experiente empresário António Barros. “Tenho o prazer de anunciar que chegamos a um acordo de colaboração com António Barros para o lançamento de Danshari Eyewear em Portugal, a partir de 1 de outubro”, declarou Giuseppe La Boria.
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REGISTESE
A partir de 30 de Outubro, faça o seu registo em www.loja.prooptica.pt ou envie-nos um email para prooptica@prooptica.pt a solicitar os seus dados de acesso à nova loja.
Breves | 20 |
opti
Passa para 2022 Aquela que é a primeira feira no arranque do ano anunciou o cancelamento da que seria a edição inaugural em Estugarda, em janeiro de 2021. “Os últimos dias mostraram que as incertezas em relação às taxas de infeção estão a dividir a indústria. Queremos agradecer aos apoiantes da opti 2021, especificamente por apoiarem o nosso conceito para a feira até ao momento presente, e por terem colocado confiança em nós. Mantemos a nossa decisão de proporcionar à indústria da ótica uma plataforma segura para os seus negócios, especialmente nestes tempos desafiantes. (...) Perante as atuais condições não conseguiríamos manter as expectativas justificadas e os objetivos dos expositores registados. É com o coração pesado que decidimos tomar esta decisão. Estamos agora a reunir forças, a olhar para o futuro e a direcionar o nosso foco para a opti 2022, que irá providenciar um ímpeto positivo à indústria da ótica”, explicou Dieter Dohr, presidente da comissão da Gesellschaft für Handwerksmessen mbH, responsável pela organização da opti. O encontro está marcado para o Fairground Munich de 14 a 16 de janeiro de 2022.
Safilo
Le Kevin
Free Spirit A marca de acessórios para óculos lança uma coleção à medida de cada espírito e estilo. Free Spirit compõe-se de oito edições limitadas de luxo com temas que têm pelo menos quatro variantes ou que até podem ser totalmente customizadas pelo utilizador. Cada peça é feita dos melhores materiais e pode brilhar com ouro branco, inox, metais e pedras preciosos, fibra de carbono ou pele. Estes conceitos exclusivos destinam-se a consumidores, a designers de óculos e a lojas de ótica que procuram produtos únicos e originais e com o selo de qualidade da produção londrina e milanesa.
e Pierre Cardin renovam licença A histórica casa de moda parisiense renovou a confiança na fabricante italiana para o design, produção e distribuição do seu segmento eyewear. A união dura desde 1991 e está garantida até 2026. “Esta renovação da licença é a confirmação da confiança que a minha maison deposita há anos no grupo Safilo, que provou ser o parceiro estratégico perfeito, capaz de perceber perfeitamente o DNA da nossa marca e traduzir os nossos valores em coleções e óculos únicos com um design contemporâneo. A mais recente edição limitada em óculos de sol Pierre Cardin Evolution foi apresentada a 21 de setembro de 2020, durante o desfile de moda exclusivo decorrido no Teatro de Châtelet, Paris. Esta data coincidiu ainda com o lançamento do House of Cardin, dedicado ao fundador da insígnia.
Phillip Plein
Essedue
À conquista de um mundo melhor ”Somos artesãos com um espírito moderno, somos agentes de mudança. Produtores de criatividade. Fazemos óculos a partir de materiais elementares e reunimos a beleza natural num acessório fundamental na nossa vida.” É esta mensagem que conduz as linhas da mais recente coleção Essedue Sunglasses. A campanha outono/inverno 21 responde à intenção da sustentabilidade, inspirada na água, o grande princípio da vida, e nas consequências da poluição dos mares. Por isso mesmo, os óculos de sol foram produzidos numa edição limitada, diminuindo o uso de matérias e consequente desperdício na natureza e otimizando o uso de acetato de celulose. Claro que, para além desta ação, também é preciso manter o foco na inovação e o departamento da Essedue dedicado a esta valência está a criar uma microeconomia circular capaz de dar um novo fôlego à indústria. Há já dois anos que a casa italiana está unida ao Centro Nacional de Investigação italiano no projeto OsCAR que inclui produzir acetato de celulose com restos de cigarros, que infelizmente pululam as cidades. Já em 2021 sairão os primeiros óculos ecológicos e a certeza de um passo para um mundo melhor, assinado pela Essedue.
Kering Eyewear
Lançamento de um “nova” Chloé O resultado da parceira global assinada pela Kering e a Chloé já está materializado em peças românticas e magnéticas. As novidades foram reveladas a 1 de outubro, na passarela da Semana da Moda em Paris. O mais recente episódio da casa francesa inclui novas e inesperadas formas com detalhes intrincados, que capturam o equilíbrio único entre feminilidade sem esforço e um flair de contemporaneidade da maison.
Breves | 21 |
assina parceria com De Rigo A marca de moda do criador homónimo alemão entra no fabuloso mundo eyewear com o apoio especializado da italiana De Rigo. A fabricante de óculos anunciou a parceria com o grupo Phillip Plein para criação, produção de desenvolvimento das peças de prescrição e solares da insígnia. “Estamos incrivelmente satisfeitos com esta parceria com Philipp Plein e ansiamos por embarcar nesta nova aventura. Tornar o nosso conhecimento técnico e habilidade acessível a um parceiro novo é sempre uma desafio emocionante. Não temos qualquer dúvida que iremos conseguir óculos liderados pela inovação, estilo e criatividade”, declarou Michele Aracri, diretor da administração da De Rigo Vision. A primeira coleção Phillip Plein está prevista para o segundo semestre de 2021 com distribuição mundial e ainda com presença nas lojas Phillip Plein.
Ana Carvalho e Vítor Martins
De olhos na viagem inesquecível da vida A nossa equipa viajou até à pacata e alinhada Vila Nova de Poiares para voar pelo mundo. Ana Carvalho e Vítor Martins, proprietários da Maxivisão, já nos tinham chamado a atenção pela inquietude que os impele a ir em busca de outras realidades, outros países. Quando mantiveram o plano de abrir mais uma ótica em pleno pós-confinamento fixámo-los para sempre!
Entrevista de Capa | 22 |
Fotos: Miguel Silva
Fomos recebidos com o calor típico das pessoas destas localidades portuguesas, apesar da distância física forçada pela situação sanitária atual. À nossa volta, e em plena ótica, havia muito mais que óculos. Havia a cesta repleta de mini almofadas desenvolvida pelo empresário local, as frases na parede que norteiam as ideias, os sorrisos debaixo da máscara e a sensação de família e amizade, mesmo sem nunca ali termos estado. É assim que Ana e Vítor levam o negócio: com uma leveza carismática. São duas pessoas maravilhosas no mais puro sentido da palavra, porque têm o coração aberto, dão tudo o que podem aos que precisam, não vivem em função do que é material, mas sim em busca da próxima viagem e, antes mesmo de sabermos tudo isto, já estávamos derretidos com os cupcakes com óculos que nos dedicaram. Lançámo-nos à conversa como velhos conhecidos e viajámos pelas memórias de Ana e Vítor. Havai, Índia, Peru, Dubai, Singapura, São Tomé e Príncipe e tantos outros destinos vistos e os que estão nos sonhos do futuro. E nós fomos com eles sem fazer as malas, pelas aventuras vividas em todos os quadrantes do planeta. O guia de perguntas ficou esquecido e rimos juntos ao ritmo da audácia de cada saída deste lugar de conforto. Nunca se resignaram à condição de serem só habitantes do interior de Portugal e tiveram a imensa sorte de se encontrarem no amor, nos mesmos ideais e até na ótica. Os filhos? O Vitor e o Pedro já os acompanharam várias vezes, na esperança de absorverem esta leveza e fascínio pela vida. A pandemia pelo novo corona vírus virou-lhe os planos, mas não abrandou o ímpeto de viajante. No blogue que desenvolvem, O
Nosso Olhar do Mundo, contaram as virtudes da sua região natal e das pessoas que cruzaram o seu caminho. O Vítor é quem lidera as histórias com a sua personalidade calorosa e comunicativa, mas é Ana que mantém a estrutura destes contos expressos a quatro, agora, com a sua capacidade observadora, o seu super poder de organização e harmonia e com a delicadeza, paciência e doçura de uma mulher especial. E a ótica? É uma empresa que usufrui deste conluio, na perfeição. Ou seja, têm uma visão simples e prática! Foram crescendo ao longo de 15 anos de lojas em nome próprio, aumentado sempre mais a capacidade para responder com qualidade, variedade e assertividade ao êxodo dos consumidores para os shoppings das cidades que rodeiam as localidades onde se implementaram. São um sucesso com mérito pessoal! Crescer? Só ao nível de si próprios e de quem puderem ajudar à sua volta, porque não gostam de ver ninguém sofrer. As três óticas que têm consolidam-se sobre si mesmas, sem pressas, mas sob o rumo do que de melhor se faz no setor, porque na Maxivisão a felicidade é central. E de facto, Vítor voltava o olhar da nossa conversa para se acercar das pessoas que lhe dão vida à loja, sempre no seu registo amigável e próximo. Crescemos neste encontro, confirmando que o setor se compõe do melhor que há no mundo: pessoas especiais. Estamos ansiosos pelo que está para vir de Ana e Vítor! Como é que dois aventureiros como vocês se acercaram da ótica? Vítor Martins: Eu é que comecei no ramo da ótica há 20 anos, na MultiOpticas. Fiz formação em Coimbra e no Porto. Em
2004 assumi um novo projeto na Ótica Estádio, em Coimbra, e foi em 2005 que me lancei, em nome próprio, com um sócio na loja de Condeixa. Ou seja foi um percurso rápido até iniciar o próprio negócio. VM: Sim, nós na MultiOpticas trabalhávamos muito e, claro, o futuro empresário ingénuo acha sempre que a ótica é um mundo e que dá imenso dinheiro (risos). E até dá, naquela casa já instituída! Portanto, começámos numa loja e depois unimo-nos a outro colega, que também usava a marca que eu criei, a Maxivisão. A nossa ideia, já naquela altura, era desenvolvermos uma rede de franqueados. Claro que, fizemos o contrário do que devíamos ter feito, que era criar a nossa casa e depois crescer. Depois da separação amigável, a marca ficou connosco. Em 2006, lançámo-nos em Vila Nova de Poiares, deslocados do centro. Tinha pouco trabalho em Condeixa, mas mesmo assim mantivemos o espaço, até que, infelizmente, por ordem do destino, a grande empresa familiar de móveis de cozinha onde a Ana trabalhava foi à falência. Em 2010, integrou a Maxivisão. A loja de Poiares melhorou, dinamizámos mais o espaço. 2014 foi um ano marcante, porque em Condeixa passámos de três óticas para sete! O negócio piorou e eu não sendo de lá não conseguia investir muito mais de mim. Posto isto, observámos os mercados mais próximos à nossa vila e vimos que faltava um serviço como o nosso em S. Pedro de Alva, a 15 quilómetros de Poiares com cerca de 3000 habitantes Percebemos que era uma boa aposta. Ganhámos mais capacidade financeira e, consequentemente, mais fundos para inovar e criar.
Entrevista de Capa | 23 |
•• “ F e c h o u t ud o c o m o c on f i n a men t o e a m ai or i a da s p es s o a s f i c ou c o m med o de i r ao s h o p p in g a C oi m br a. E n ó s h o je t e m os uma fo rç a muit o ma io r” ••
Entrevista de Capa | 24 |
E como é que chegaram, finalmente, ao centro da Vila Nova de Poiares? Ana Carvalho: Em 2017 reformulámos a marca e também uniformizámos as lojas. Conquistámos esta loja em 2019 e começámos as obras em janeiro de 2020. VM: Em Poiares, temos uma muito maior oferta em produto para os clientes, um espaço maior e mais acolhedor, óculos na hora ao nível das óticas das grandes cidades como sempre sonhei. AC: Tivemos a sorte também de nos aliarmos à Zeiss que está a atravessar uma fase de grande investimento na marca. VM: E desde então temos tido pessoas que vêm de zonas aqui à volta, porque sabem que vendemos Zeiss. Também nos associámos a seguradoras. Ou seja, não ganhamos, efetivamente, nada com isso, mas atrai clientes de localidades afastadas. Nem que seja só um, vale sempre a pena. E nem o covid vos desanimou. VM: Pelo contrário, até nos ajudou. Fechou tudo com o confinamento e a maioria das pessoas ficou com medo de ir ao shopping a Coimbra. E nós hoje temos uma força muito maior, porque estamos no centro da vila e se formos coerentes na nossa forma de trabalhar, podemos olhar para o futuro. São quatro óticas para sete mil pessoas. E qual é a estratégia para gerir esta fase de crescimento sem perderem o rumo? VM: Há uma linha que sempre seguimos: é um mercado tão pequeno que não vale a pena repetir as marcas da nossa concorrência. E os próprios colegas também já perceberam que é uma estratégia positiva. É bom para todos.
No meio de toda esta luta profissional, nunca deixaram de viajar. VM: Mesmo com pouco dinheiro, viajámos! E isso também nos abrandou a ambição de ter um grande negócio. Viajando três/quatro vezes por ano, como já fizemos, passa-se muito tempo a planear os passos da jornada e anda-se com a cabeça concentrada nisso. Mesmo com filhos e tudo, concordámos nesta forma de vida. Nestes anos todos, mesmo naqueles mais complicados, sempre viajámos. Aliás, no ano da falência da empresa onde a Ana trabalhava, fez-nos bem! Saímos daqui e conhecemos outras pessoas, e deixámos para trás as conversas de uma comunidade naturalmente pequena. Foi uma grande aprendizagem. Em 2020 acabaram por ver os vossos planos caírem por terra. VM: Ainda fomos ao Perú fazer uma missão solidária e foi fantástica. Três dias antes de virmos, estivemos para ficar retidos. Voltamos no sábado e na segunda seguinte as fronteiras fecharam. Fomos no início de março, não havia lá casos e normalmente, nesta altura damos “uma volta” perto do meu dia de aniversário, que é dia 13 de março, para que eu possa celebrar os anos num sítio diferente. Ou seja, as viagens tornaram-se também uma forma de intervir junto das populações que visitam. VM: Durante este percurso de viagens sempre pensei em fazer algo diferente, porque por vezes deparamo-nos com realidades difíceis. Começámos, em 2019, com um país lusófono, em São Tomé e Príncipe. Foi a melhor coisa que fizemos. Contactámos pessoas dos grupos e amantes de viagem, nos quais já estamos bastante entrosados e apoiámo-nos do nosso blogue de viagens, que nos dá credibilidade. O importante era sermos nós a levar a doação. Conhecemos a ligação ao país, a Fátima Rodrigues, uma portuguesa desprendida como nós com um grande coração. Como era preciso algum dinheiro recorremos a outras empresas. A Zeiss ofereceu-nos as lentes com maior graduação. Associámo-nos ainda à organização local I Create, que lida com pessoas que se iniciam na reforma com programas de ocupação, que disponibilizaram verbas para ajudar. Foram sensações de ficar com pele de galinha e sabendo que de outra forma aquelas pessoas não teriam óculos. Conseguimos que nos fizessem lá as receitas. Tratámos de tudo o resto e entregamos 32 óculos em mão! E porque nasceu o blogue? AC: Queremos deixar o registo para os nossos filhos.
VM: É um bocadinho diferente dos blogues dos meus colegas viajantes, alguns até profissionais, que são fantásticos. Somos associados da Associação Nacional dos Ópticos, queria dizer dos bloggers (risos). Sim também somos! Mas a maioria vai de viagem como trabalho e nós somos só contadores de histórias em viagem. Não temos tempo e exige muito de nós descrever as nossas jornadas. A nossa sorte é a loja de Condeixa, que é um bocadinho mais calma e aí consigo escrever e estar em paz. Porém, a nossa vida é a ótica. Quando fomos à primeira convenção de bloggers de viagem no Palácio da Bolsa, no Porto, éramos os únicos não profissionais. No entanto, o recente projeto de promoção da vossa região foi mais envolvente. VM: Esta experiência na nossa terra foi incrível e também a única forma de promovermos a nossa região. E foi um trabalho conjunto sob a iniciativa Fique em Portugal com uma estrutura de 50 bloggers e uma visualização brutal. E nesse caso fomos remunerados, mas foi só um caso. Nós somos contadores de histórias e trabalhadores na ótica. Mas é certo que nunca vou prescindir de viajar. E como se encontraram na vida e nesta paixão comum? VM: A Ana incutiu-me muito este sentido de aventura. O pai dela estava mais à frente no que diz respeito às viagens, e sempre nos incentivou a viajar. Só abrandámos com o nascimento do nosso primeiro filho. O Vítor, que hoje tem 11, viajou pela primeira vez com seis anos. O segundo, o Pedro, já foi muitas vezes. Só não o levámos a São Tomé, só ao Vítor e aquilo foi uma realidade que mexeu com ele. É que para além de levarmos os óculos às pessoas, eu queria que ele visse outra realidade diferente da dele. E este ímpeto das viagens nasceram consigo? VM: Sim, e nem nasci cá, nasci em França. Sou filho único e os meus pais e chateiam-me muito por eu viajar. “E vais embora e vou ficar de coração nas mãos” diz-me a minha mãe. Hoje já aceitam melhor, mas…. Ainda por cima encontrou a Ana… Ana: Sim uma desencaminhadora (risos) e logo após o casamento fomos de lua de mel para o Havaí! (risos) E qual foi a viagem mais marcante? Ana: Para mim Istambul. Acho-a muito parecida com Lisboa, com as suas colinas, e também porque estamos na Europa, mas com a mística do oriente.
AC: Eram dez autocarros em fila e só o da frente tinha luz. 12 horas de puro stress. A América do Sul também é perigosa e com muitas estradas em terra batida. Que tipo de ótico seria se não fosse viajante? VM: Se não fosse viajante não conseguiria ser o ótico que sou: comunicativo e expressivo. Sempre fui filho único e muito protegido. Estive com a minha mãe até ir para a escola e, infelizmente, quando eu tinha oito anos, um primo foi assassinado, praticamente à porta de casa, numa aldeia de 50 pessoas, Claro que, quando quis começar a sair, a minha mãe não me deixava. Nunca estudei mais, porque queria ser independente o mais rápido possível. São episódios que nos marcam, no entanto ensinou-me que tenho que viver sempre e aliado ao encontro da vida com a Ana, que partilha deste gosto pelas viagens, criámos este património incrível. Como prevêem o futuro da Maxivisão? VM: A crescer no que já temos e não em número de lojas, porque nos ia limitar nas viagens. A ótica ainda vive da figura próxima do profissional. VM: Sem dúvida, a ótica ainda vive desta proximidade, principalmente nestas localidades pequenas. Só para ter uma ideia, tínhamos a ótica em Vila Nova de Poiares há dez anos quando começámos a investir nas redes sociais e, mesmo estando no mesmo sítio, as pessoas passaram a procurar-nos mais, porque nos foram conhecendo melhor e à nossa vida. Quando conseguimos esta nova localização no centro, já tínhamos o investimento feito na marca Maxivisão e com retorno. E qual será a viagem “pós-covid”? VM: Talvez a Islândia, mas só para o ano. Adorava ver as auroras boreais. Não temos
pressa. Mas também já pensei em dois lugares para fazer viagens solidárias com pessoas com quem já tenho lá contactos: Cabo Verde e Marrocos. Dê-nos o seu “olhar” sobre a ótica nacional. AC: Em termos da nossa região está muito adormecida, desvalorizada. Mesmo em Coimbra houve uma razia por causa dos shoppings. VM: Aqui na nossa terra existem quatro óticas, mas precisavam renovar-se e isso afasta os clientes para Coimbra. Em Condeixa a situação é mais complexa. Éramos três lojas e passámos a sete e isto a dez quilómetros do Fórum Coimbra, dez do Coimbra Shopping e 12 do Mondego Ratail Park. Não há hipótese! O mercado da ótica está assim, sobrelotado com pessoas que, por falta de experiência, analisam mal a real complexidade do setor! Portanto era preciso travar a abertura de espaços que não dignificam o setor.
•• “O m ercado da ótica e s t á assim , sobrelotado com pessoas que, por fa lt a de ex periência, anali s a m m al a real com plex i d a d e do setor ” ••
Entrevista de Capa | 25 |
Vitor: As missões solidários a São Tomé e Príncipe e ao Peru foram muito marcantes, para todos, mas como experiência em viagem, a que me marcou, foi a viagem à Índia. Aquilo é chocante pela quantidade de pessoas. Fizemos o triângulo dourado, num total de 1500 quilómetros, aproximadamente. Durante todo este tempo vímos sempre pessoas, aos milhares. Sempre gostei muito de cidades. Adorei Hong Kong e até Nova Iorque sobre a qual não tinha grandes expectativas e este ano até íamos a Tóquio ver a feira, porém nada se parece com a Índia, tão caótica, com um trânsito assustador, típico da Ásia. A condução nas ruas da Índia são um susto, Bem, neste aspeto, o Egito, onde fomos em 2004, não fica atrás. Fizemos uma viagem de 12 horas de noite…sem luzes.
Cristina Eyewear Dedicada às mulheres
Olhar em Português | 26 |
São 77 as referências, entre solares e armações, que compõema primeira coleção de óculos fruto da parceria entre o grupo Optivisão e a apresentadora.
A primeira coleção de óculos da Optivisão e de Cristina Ferreira foi apresentada no Oculista das Avenidas, em Lisboa, a 22 de setembro. Composta por 77 referências, entre solares e armações, esta coleção, com modelos em acetato e metal, começou a ser pensada há cerca de um ano, como início da parceria da apresentadora com o grupo nacional de óticas. “A Cristina está connosco desde setembro do ano passado, é nossa parceira, influenciadora da saúde visual em Portugal em nome da Optivisão e também quis enveredar com a sua marca para uma coleção de óculos, e estamos hoje a lançá-la”, explicou à Millioneyes, André Brodheim, administrador e diretor comercial da Optivisão, salientando que este é um “projeto a médio e
longo prazo”, e exaltando ainda a importância do grupo estar associado a um nome como diretora de entretenimento e ficção do canal de televisão TVI. “Isto nasce com a vontade da Optivisão, e da minha equipa, em termos aqui alguém que nos ajudasse a comunicar ao público em geral a importância da saúde da visão, que é algo que não é tão praticado no nosso mercado, e pensámos numa pessoa que nos pudesse ajudar de facto a comunicar a centralidade da saúde visual na saúde das pessoas e nasce a relação com a Cristina, da qual tenho alguma proximidade. Fizemos aqui um casamento”, adiantou o responsável, salientando que “é importante termos uma figura pública, que neste caso se trata da mulher mais influenciadora de Portugal e uma mulher muito poderosa em termos de comunicação, para nos ajudar a passar a nossa mensagem. Nós temos um posicionamento diferente das restantes redes de ótica, nós trabalhamos ao nível da qualidade, da saúde visual, da importância que é cuidarmos dos nossos olhos e quem melhor do que a Cristina para nos fazer aumentar a nossa voz”.
Mais novidades no final do ano “Demorámos ainda alguns meses a decidir tudo, porque cada um destes modelos foi escolhido por mim juntamente com a Optivisão, mas como costumo dizer tenho cara de óculos e portanto a mim quase todos os designs me ficam bem. Tentámos, acima de tudo, que assentassem na perfeição em todos os rostos“, contou Cristina Ferreira durante o lançamento, destacando que usa óculos de sol durante todo o ano. “Estive envolvida em todo o processo. Sou muito rápida a decidir e, portanto, o que fomos fazendo foi escolher determinados pormenores, como o próprio logo. A forma como o CF (Cristina Ferreira) ia aparecer e de que maneira poderia ficar, pois não queria que ficasse muito visível. Acho que um pequenino pormenor pode fazer a diferença e gosto muito do resultado final”, adiantou a acionista da TVI, revelando aos jornalistas: “são 77, mas não fiz de propósito, foi decisão da Optivisão mas sabem que o sete é um número de que gosto muito”. Esta é a primeira coleção, mas André Brodheim revelou à Millioneyes que já estão a estudar e a trabalhar para avançar com mais novidades fruto desta parceria. “Até ao final do ano vamos trazer novas adições e com toda a certeza também teremos surpresas ao longo do próximo ano”, avançou o diretor comercial do grupo.
Olhar em Português | 27 |
•• “ Ac ho que um pequenino porm enor pode faze r a d i ferença e gosto m uito do r esultado final” ••
Olhar em Português | 28 |
CECOP ouve fornecedores O grupo multinacional quer saber a opinião dos seus parceiros de negócios, no sentido de apurar o melhor caminho e continuar a garantir o melhor serviço. Esta linha de comunicação abre-se no seguimento da transformação que se operou na CECOP, na definição da respetiva identidade e na confirmação dos seus valores. Com o intuito de continuar a trabalhar e de melhorar a relação com cada um dos seus fornecedores, foi solicitado que avaliassem a CECOP numa escala de 1 a 5, onde 1 corresponde a “discordo totalmente”, 2 corresponde a “discordo”, 3 corresponde a “neutro”, 4 corresponde a “concordo” e 5 corresponde a “concordo totalmente”, em questões como o nível de colaboração, excelência, ética, flexibilidade ou compromisso. Desta forma, a CECOP tem ferramentas fulcrais ao aperfeiçoamento das áreas em que precisa de melhorar e constata as mais-valias das suas operações no mercado. O inquérito foi elaborado entre todos os países onde
a CECOP tem presença e demonstra que a empresa está focada em subir ao topo do setor através de um trabalho irrepreensível, do acompanhamento dos óticos e parceiros e de uma visão preparada e focada nos desafios futuros. A CECOP, uma empresa destacada a nível global no setor de ótica e optometria, é especialista no fornecimento de soluções estratégicas em gestão operacional, desenvolvimento, formação e transformação de óticos. Atualmente conta com mais de 4500 associados distribuídos pelos nove países onde está presente, nomeadamente Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, Irlanda, Brasil, Colômbia, México e EUA.
MultiOpticas
Responsabilidade social ao máximo
possibilitar a oferta de óculos graduados… é de louvar, contribuindo para melhorar a vida destas pessoas.” Também presente na ação do Dia Mundial da Visão esteve Paulo Santos, coordenador da Equipa de Missão do Plano Municipal para a Pessoa em Situação de Sem-Abrigo da Câmara Municipal de Lisboa. Este responsável asseverou a diferença que estes projetos fazem na vida de quem está vulnerável. “Agradecemos à MultiOpticas porque sem eles, não teria sido possível realizar esta ação neste dia.”
Dia Mundial da Visão na Comunidade Vida e Paz A MultiOpticas assegurou consultas visuais, óculos graduados, bens alimentares e kits individuais de protecção durante a ação, que decorreu a 8 de outubro, no Centro ADE da Comunidade Vida e Paz, em Chelas. Das quarenta pessoas em situação de sem-abrigo que fizeram exame à visão, confirmou-se que a maioria precisava de uso de óculos graduados. Rui Borges, CEO da GrandVision Portugal, detentora da MultiOpticas, declarou no local que “o Dia Mundial da Visão serve para alertar a população para a necessidade de cuidar da sua saúde visual, sendo o nosso principal sentido, que influencia a qualidade de vida de todos. Essa é uma parte importante daquilo que queremos transmitir.” A diretora geral da Comunidade Vida e Paz, Renata Alves enalteceu a iniciativa da MultiOpticas. “O nosso intuito é apoiar as pessoas em situação de sem-abrigo em todos os âmbitos e ao ter esta oportunidade de
Lo-Fi powered by MultiOpticas Em outubro, a cantora, DJ, atriz e apresentadora de televisão Carolina Torres e a MultiOpticas juntaram-se para dar dinamismo à iniciativa cultural Lo-Fi powered by MultiOpticas. São concertos sob a curadoria e organização da artista no palco do bar Alfaitaria, em Lisboa, e ainda no Instagram de Carolina Torres. No cartaz destacam-se as atuações de Benjamin, Surma, Left e Tomás Adrião.
Os espetáculos aconteceram nas quintas-feiras do mês de outubro, sendo que no dia 8 atuou Benjamim, que já tocou ao lado de Lena d’ Água, no Festival da Canção e apresentará o seu novo álbum. No dia 15 foi a vez de Surma, que esteve recentemente nomeada para os prémios Sophia, a dar voz aos portugueses. A 22 de outubro, ouviu-se Left que procura o seu lugar na pop nacional, e a fechar o ciclo Tomás Adrião, antigo concorrente do The Voice, a 29 de outubro. “O Lo-Fi é um modelo de projeto essencial neste momento, porque é necessário adaptar as necessidades à realidade e nunca voltar as costas à cultura, à música e aos músicos, ao audiovisual e aos bares que sempre ofereceram respostas destas. Todos eles beneficiarão, graças à rápida adaptação da MultiOpticas em apoiar este projeto, como costuma apoiar festivais e outros eventos de música”, assinalou Carolina Torres. Da parte da MultiOpticas, Sandra Silva, diretora de Marketing, explicou que “foi com muita satisfação que aceitámos o desafio da Carolina para apoiar esta iniciativa e a cultura, proporcionando ao público a oportunidade de assistir a concertos de forma segura e lúdica.”
•• “O Dia M undial da Visão ser ve para ale rt a r a população para a necessidade de cui d a r da sua saúde visual, sendo o nosso pr inc i p a l sentido, que influen ci a a qualidade de vida d e todos. Essa é um a pa rt e im por tante daquilo q ue querem os transmiti r” ••
Olhar em Português | 29 |
O grupo de óticas reforça a sua faceta solidária com duas iniciativas que apoiam dois segmentos distintos da sociedade. Por um lado, os sem-abrigo, que na celebração do Dia Mundial da Visão, a 8 de outubro, puderam passar a ver melhor. Do outro lado, a cultura recebeu suporte extra com o patrocínio na iniciativa Lo-Fi, em colaboração com a artista Carolina Torres.
Opticalia
Regresso às aulas e novas lojas demarcam vitalidade
Olhar em Português | 30 |
A rede multinacional de óticas mantém o ritmo da sua expansão e da faceta de responsabilidade social através do apoio à iniciativa Regresso às Aulas e ainda da conquista de novos mercados em Portugal.
Prioridade à visão dos jovens estudantes A Opticalia Portugal reforça o seu apoio alunos do 1º ao 6º ano através da iniciativa Regresso às Aulas. Em parceria com o Jornal de Notícias e a Staples Portugal, as organizações premeiam o desempenho escolar dos alunos de famílias em situação socioeconómica desfavorável. Os 15 vencedores do ano letivo 2019/2020 já receberam um vale Opticalia, que garante a oferta de consulta e óculos graduados ou óculos de sol de acordo com as suas necessidades visuais. Segundo António Alves, diretor geral da Opticalia em Portugal, “Já tínhamos este projeto como um objetivo anual a cumprir, mas agora neste contexto de pandemia, tudo faz ainda mais sentido. Estamos a atravessar uma fase exigente e as crianças também sentiram essas exigências e mudanças no seu dia a dia. É importante continuar a premiar o seu êxito, combater a desigualdade social e ainda garantir a sua saúde visual.”
Novas lojas aumentam expressão da Opticalia A rede Opticalia continua em expansão, contando agora com mais seis pontos de venda. O grupo inaugurou novos espaços em Baião, Lisboa , mais especificamente na Avenida António Augusto Aguiar, Oeiras, Tomar, Lis Shopping Leiria e Alegro Setúbal. A Opticalia continua, desta forma, a sua missão de reforçar a marca juntos dos consumidores.
Shamir Portugal
Israel V Portugal leva cuidados visuais mais longe
Outros Olhares | 31 |
A união de valências entre a Embaixada de Israel no nosso país e a Shamir Optical Portugal resultou num projeto solidário em prol da visão dos idosos. Israel V Portugal é a iniciativa que teve o seu “tiro de partida” com três eventos inaugurais a 8 de outubro, Dia Mundial da Visão, e ainda 9 de outubro e que se prolonga durante quase um ano. Trata-se de uma unidade móvel de refração direcionada aos utentes de lares de idosos, que garante exames visuais e óculos graduados a quem precisa.
O arranque deste Israel V Portugal deu-se no lar de Terceira Idade da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde. Durante praticamente todo o dia, a equipa de optometristas responsáveis pelo funcionamento da unidade móvel que edifica o projeto diagnosticaram as necessidades da visão dos utentes e atribuíram correção a quem demonstrou precisar, tudo sob os protocolos de higiene e segurança. A ação repetiu-se no dia seguinte, durante a manhã, na Residência Sénior e Centro de Dia Fisgas de Alcoitão da Santa Casa da Misericórdia de Cascais e, à tarde na Estrutura Residencial para Idosos São João de Deus, em Sintra, sob alçada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A carrinha estruturada em nome da saúde visual dos mais velhos continua agora a sua missão de solidariedade pelos lares de todo o país. “Nesta época particularmente difícil que vivemos, em que a pandemia nos prende e confina, um dos segmentos mais vulneráveis da sociedade é o dos residentes dos lares e nós pensámos no quão fundamental é mostrar-lhes que a sociedade se interessa genuinamente por eles.(…) Assim, e no sentido de melhorar a sua qualidade de vida, nomeadamente porque consultas, tratamentos e cirurgias sofreram cancelamentos por causa da pandemia, surgiu-me
a ideia de abordar a empresa israelita Shamir, uma empresa de conceção e desenvolvimento de lentes oftálmicas de tecnologia de topo e que tem na sua “irmã” portuguesa, a Shamir Optical Portugal, uma companhia exemplar e com um profundo sentido de responsabilidade social. Quando expus o projeto a Luís Filipe Feijó, o diretor geral, de imediato e entusiasticamente abraçou a ideia e apontou para este Dia Mundial da Visão o ponto de partida da nossa aventura.”, explicou Raphael Gamzou, o embaixador de Israel. Da parte da Shamir Optical Portugal, Luís Feijó disse estar “feliz por integrar um projeto através do qual podemos levar uma unidade de refração ambulatória equipada com os mais avançados equipamentos de diagnóstico ótico, Visionix, também e origem israelita, literalmente até à porta dos mais velhos e vulneráveis sem que tenham que por em risco a sua saúde ou mesmo vida. A pandemia forçou-nos a recorrer muito mais aos livros, à televisão e aos computadores. para tal, precisamos, mais do que nunca, dos nossos olhos em boas condições.” Em simultâneo, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, louvou “esta iniciativa que tem um impacto social muito relevante.”
Zeiss Vision Care Portugal
Outros Olhares | 32 |
A vida digital com inteligência by Zeiss A grande empresa de tecnologia, lentes oftálmicas e tantas outras valências atreveuse a enfrentar estes tempos excecionais com um portefólio transversal e, claro, excecional. Zeiss SmartLife compõe-se de lentes monofocais, digitais e progressivas com as caraterísticas inovadoras exigidas pelos atuais estilos de vida dos consumidores. Para partilhar os feitos da sua equipa de investigação e desenvolvimento, a Zeiss Vision Care Portugal convidou os profissionais da ótica a assistirem ao lançamento digital, no Dia Mundial da Visão, a 8 de outubro, sob as vozes dos especialistas da empresa, a mensagem de esperança de Gonçalo Empis, diretor geral da marca em Portugal, e com a calorosa receção da comunicadora e embaixadora da Zeiss no nosso país, Catarina Furtado.
A apresentadora abriu o evento louvando a proatividade da Zeiss a nível nacional e falando da campanha que inundou recentemente as ruas portuguesas com o selo de qualidade da marca de lentes e ainda o rosto da própria Catarina Furtado. A comunicadora uniu-se à causa da Zeiss na promoção das melhores ferramentas para a saúde dos olhos e tem sido voz essencial na consciencialização para a importância da proteção visual. “Sejam muito bem-vindos ao maior palco digital e ao Zeiss Digital Life in a Smart Way, onde a vida digital é gerida de forma absolutamente inteligente”, anunciou a anfitriã. Catarina Furtado assinalou ainda o espetáculo que a Carl Zeiss Vision decidiu proporcionar a todos os presentes e seguidores da marca depois da apresentação da novidade. Ou seja, a partir de todas as partes de Portugal para o palco da Zeiss celebrou-se a visão, a inovação e a arte! E a voz do homem forte da Carl Zeiss Vision Portugal também subiu ao palco. Gonçalo Empis expôs o estado de espírito da sua equipa. Os profissionais da empresa não se deixaram abalar pela pandemia que provocou o enfraquecimento da economia nacional e procuraram soluções conjuntas para o sucesso no futuro. “Quero agradecer aos óticos que têm sido a causa principal do nosso sucesso recente e temos aprendido muito, que a única forma de atravessamos este período de incerteza, de instabilidade permanente é estarmos juntos. A forma como nós e os óticos identificámos as soluções, a forma como as implementámos, a forma como arranjámos respostas rápidas para os diferentes desafios que acontecem permanentemente no cenário atual tem sido a
chave do sucesso. A nossa proximidade é crítica, existe e vai continuar, garanto, que vai ser a nossa postura agora e no futuro. E é por isso que estamos aqui hoje. A Zeiss, com o seu departamento de inovação criou, mais uma vez, uma resposta, mais uma solução para os tais desafios e as novas necessidades que os consumidores têm hoje no mercado e é essa ferramenta que queremos proporcionar”, declarou Gonçalo Empis à plateia nacional. Antes de encerrar o seu discurso, o diretor geral chamou a sua equipa mais próxima, David Marinho , diretor financeiro e de operações, e Tiago Almeida, diretor comercial, destacando o seu apoio. O responsável pelo departamento financeiro deixou uma mensagem de confiança. “Saímos desta fase mais fortes e mais preparados para o futuro. Agradeço o esforço de todos os profissionais em manter os compromissos financeiros que nos permitiram também manter os nossos e assim continuar a investir em soluções.”
Outros Olhares | 33 |
•• “A Zeiss, com o seu departam ento de inovação cr iou, m ai s um a vez, um a r espos t a , mais uma solução pa ra os tais desafios e a s novas necessidades que os consumidore s têm hoje no mercado e é essa ferramenta q ue querem os pr oporci on a r” ••
Outros Olhares | 34 |
Digital Life in a Smart Way Ana Sofia Carvalho, product manager da Zeiss, assumiu a explicação sobre os novos produtos SmartLife. As lentes estiveram no “terreno” em Portugal desde o início do ano, com provas de eficácia máxima na utilização, com 99,9 por cento de adaptações das lentes Zeiss SmartLife. “Há 20 anos lançámos as primeiras lentes progressivas, mais vocacionadas à imprensa escrita, e mais recentemente redesenhamo-las para os dispositivos digitais. E o que há de novo nas Zeiss Smart Life?” A product manager apontou que neste momento, para além de haver uma constante ligação à web, executam-se outras atividades e há a necessidade de se estar atento a tudo o que nos rodeia. Urge mudar o foco de perto para longe rápido e, claro, ter lentes que acompanhem estas mudanças. Tudo na sociedade é smart e só faltavam as lentes! Um estudo apontado por Ana Sofia Carvalho, afirma que, em simultâneo ao smartphone ou outro dispositivos digitais, 81 por cento das pessoas veem televisão, 68 por cento estão no restaurante e 78 por cento viajam em transportes públicos. Os olhos nunca estiveram tão ocupados. Aqui entra o conceito SmartLife, um portefólio de lentes, para todas as idades e não só para quem precisa de progressivas por causa da presbiopia. É uma gama com tecnologia superior, que incorpora a tecnologia Zeiss SmartView e mantém a máxima proteção contra toda a radiação ultravioleta.
Zeiss demonstra pujança da retoma Tiago Almeida também assumiu a emissão digital para dar conta sobre uma Zeiss que cresceu no pós-confinamento. “Em 2020 o crescimento da Zeiss estava bem, até ter vindo a pandemia. Percebemos que em equipa atingimos uma reparação rápida e de facto, agora, as vendas estão a superar as expectativas. Uma das aprendizagens que a crise nos passou é que só uma marca credível pode ultrapassar isto e é o que o consumidor procura. Fomos copiados em todas as inovações que lançámos no mercado. Urge sermos originais”, assinalou o diretor comercial. Nesta apresentação, passaram ainda as memórias de grandes figuras que moldaram a sociedade, entre os quais Carl Zeiss. Tiago Almeida destacou ainda que na Zeiss, por norma, não se fala de preço, porque desenvolvem e difundem um produto de valor acrescentado. “E os consumidores querem saber se estão a comprar o produto certo, original e por isso lançamos hoje, no Dia Mundial da Visão, a campanha de selo original, com a Catarina Furtado e sob o lançamento das lentes Smartlife.” A campanha está em todo o lado e vigorará também na televisão. “O original nunca pode ser copiado.”
Zeiss apoia cultura através dos Commedia A La Carte A apresentação do contributo tecnológico da Zeiss passou para um contributo artístico, dedicado aos artistas em geral e a todos os profissionais que trabalham com a Zeiss na edificação do setor da ótica. Em conjunto com a Staples, a empresa de lentes contribuiu para a realização dos 32 espetáculos dos Commedia A La Carte, com César Mourão, Carlos Cunha e Gustavo Miranda, com a compra dos bilhetes que não se podem vender por causa das medidas restritivas implementadas devido à covid-19. No Dia Mundial da Visão assistiu-se, em direto e em streamig, ao 2020-futuro a la carte, uma celebração da cultura através do humor e da tecnologia, imbuídos de genuíno sentido de responsabilidade social face à impossibilidade de venda das lotações totais das salas. A participação direta no espetáculo foi possível através da aplicação do grupo comediante, onde se votou e escolheu os cenários, possibilitando aos atores interagir com o público presente em pessoa ou digitalmente. Esta aplicação, descarregada durante o espetáculo, dá continuidade à representação em palco com a integração de conteúdos anteriores e futuros dos Commedia a La Carte, bem como informação sobre todos os intervenientes nas atuações. Espera-se que, desta forma pioneira, Staples e Zeiss inspirem outras marcas e empresas nacionais e internacionais, para que todos deem as mãos pela cultura, salvaguardando a existência de um setor vital para a identidade do país.
Prooptica De volta ao “terreno” com showroom’s nacionais
“Num contexto de enormes desafios e adversidades para todos, continuamos muito comprometidos em corresponder às expetativas dos nossos clientes e agradecemos a confiança que depositam na nossa empresa”, declarou o líder da Prooptica, Luís Justino no rescaldo dos reencontros com os seus parceiros. Foi entre 17 de Setembro e 2 de Outubro, que a empresa apresentou o que teriam sido as novidades em óculos de sol e armações do grupo Menrad, para as grandes feiras internacionais Mido e Silmo, deste 2020 atípico. E mesmo sob a pressão que a situação sanitária impôs à indústria eyewear, este parceiro importante da Prooptica demonstrou uma enorme capacidade de renovação. De entre os lançamentos da Menrad, destacou-se a nova coleção da Jaguar Eyewear, em particular a linha performance, integrante do segmento premium da Prooptica. Num registo diferente, mas com um carimbo muito português, brilhou a novíssima Amália Eyewear, lançada oficialmente pela empresa nacional a 30 de Julho e que tem feito sucesso entre os óticos e o consumidor final. Também sob a criatividade da Prooptica, a Danell revelou desenhos muito em voga para homens modernos. No segmento essentials, as marcas de moda portuguesa apresentaram cerca de 40 por cento de novos modelos. As mais recentes coleções estão cada vez mais alinhadas com a procura do mercado e onde se destaca a linha de clips magnéticos Quebramar, agora também disponível na linha de criança, Quebramar Tweens. No segmento specialist, assinalou-se o lançamento da marca Piper, uma nova linha de pré-graduados com filtro de luz azul, totalmente pensada para leitura e tempo de ecrã. Na área de lentes oftálmicas a atenção incidiu sobre a apresentação do novo catálogo Nikon. Esta marca tem mais de um século de experiência no desenho e produção de superfícies óticas de
elevada performance, sendo um nome de prestígio e incontornável no mundo profissional da fotografia. Todo este conhecimento e experiência está hoje também disponível para os utilizadores de óculos graduados. A Nikon apresenta um completo catálogo de lentes oftálmicas, com soluções de lentes monofocais, de interior, funcionais e progressivas, recorrendo a geometrias esféricas, asféricas e multi-asféricas e a tratamentos antirreflexo hidrofóbicos e antiestáticos de última geração. No que diz respeito aos acessórios e IT, a Prooptica apresentou as novidades em artigos de comércio e oficina, nas quais se destacam uma vasta oferta de máquinas e um amplo portefólio de óculos desportivos, óculos de natação graduáveis, lentes solares, microfibras, líquidos e estojos personalizáveis. Não faltaram, claro, os novos instrumentos de desinfeção de produtos das óticas, como ditam os novos tempos e que comprovam a corrida da Prooptica em direção ao futuro e às necessidades dos seus clientes.
Outros Olhares | 35 |
Porto, Lisboa, Braga e Fundão foram as localidades onde a empresa portuguesa aportou com a exposição de novidades das insígnias que desenvolve, sob todas as normas de proteção da Direção Geral de Saúde. A Millioneyes esteve na Invicta, em setembro, no hotel Ipanema Park, onde registou o crescimento desta casa portuguesa, tanto em dinamismo como em portefólio. Em pleno período de desafios, a Prooptica lança novas marcas, investe nas insígnias lusas e garante aos profissionais da ótica uma oferta transversal para todas as áreas do seu negócio.
Essilor
Luz sobre a saúde da visão
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A pandemia por covid-19 trouxe uma maior atenção sobre a saúde visual. Aliás, os olhos foram colocados sobre grande stress, numa dimensão para a qual não têm preparação natural. Tudo porque o confinamento imposto para travar a proliferação da doença impeliu as pessoas a recorrer em força aos dispositivos digitais para manter a ligação ao trabalho, à família e ao mundo. Neste sentido, e porque faz parte do seu âmago, a Essilor espalha informação preciosa sobre a luz e os olhos e de que forma a interação entre ambos pode ser tanto produtiva como danosa. No Dia Mundial da Visão, a 8 de outubro, a grande empresa divulgou conselhos vitais, para que a população esteja mais consciente da importância do sentido da visão.
Olhos e exposição à luz(1) Em 2020, os hábitos de milhões de pessoas alteraram-se ao passarem mais tempo diante de ecrãs, devido ao teletrabalho, aulas online, ensino virtual e ligação com os entes queridos. As crianças, em particular, tiveram um aumento significativo de tempo diário diante de ecrãs, ao ligarem-se a múltiplos aparelhos eletrónicos durante longos períodos. O olho humano é particularmente sensível à exposição à luz. Com as rotinas diárias viradas do avesso por esta rápida revolução digital, os nossos olhos estão agora mais expostos aos potenciais efeitos nocivos da luz azul-violeta. Por outro lado, à medida que recomeçamos a desfrutar do exterior, os olhos também têm de lidar com os raios ultravioleta (UV).
A luz omnipresente! Os raios UV solares são invisíveis. A respetiva exposição cumulativa pode acelerar o envelhecimento da córnea e do cristalino e é um factor de risco no desenvolvimento de cataratas.(5)
Quanto à luz azul-violeta nociva, esta rodeia-nos, a todas as horas. Estamos constantemente sob os efeitos deste tipo de luz, aumentando a probabilidade de acelerar o envelhecimento da retina e de aumentar o seus stress oxidativo. Como tal, é um factor de agravamento de doenças da retina, tais como a degeneração macular ligada à idade (DMI).(5) A questão mais importante a ter em conta é que não estamos em perigo apenas no exterior, pela influência da radiação UV do sol, que é aliás a fonte principal de luz azul-violeta nociva. No interior, são os dispositivos digitais que nos submetem à pressão deste tipo de luz. A melhor forma de contrariar esta tendência está no uso de lentes oftálmicas com proteção para contribuir para a redução do cansaço visual. A regra 20/20/6 também representa um excelente hábito para evitar a sobre-exposição dos olhos a ecrãs. Ou seja, por cada 20 minutos despendidos a olhar para um ecrã, deverá desviar o olhar durante 20 segundos, para um objeto a, pelo menos, seis metros.
As “estatísticas digitais” Mais de 90 por cento das pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 65 anos utilizam aparelhos digitais diariamente, alternando, em média, entre quatro aparelhos.(2) 68 por cento dos utilizadores sofrem de fadiga visual após trabalharem ou jogarem em ecrãs digitais.(3)
Proteger os olhos sempre No exterior, a exposição à luz é de 360 graus. Isto significa que, apenas 50 por cento dos raios UV são emitidos diretamente pelo sol. Os restantes são refletidos através da atmosfera e em superfícies como a água, a neve, a estrada, entre outras. Também estamos sujeitos a esta exposição 365 dias por ano. Independentemente do clima, da estação do ano e do nível de luminosidade no exterior, os raios UV e a luz azul-violeta nociva são uma presença constante na atmosfera. E quando se está no interior, a luz azul-violeta nociva pode contribuir para o cansaço visual. Os equipamentos digitais
Mitos desmistificados A pele é mais frágil do que os meus olhos? Esta afirmação é falsa. Os nossos olhos são mais frágeis, especialmente os das crianças. De facto, são o único tecido interno do corpo humano directamente exposto à luz UV.(7) E os raios UV só são perigosos no verão e com exposição plena à luz solar? É um conceito falso, porque 40 por cento da exposição UV anual ocorre quando não estamos diretamente ao sol, e frequentemente, nestas condições, os nossos olhos estão desprotegidos.(7)
Também há “bondade” na luz
Soluções para cada situação
A luz tem efeitos benéficos, dos quais se pode desfrutar se se proteger os seus olhos de forma adequada. Por exemplo, a exposição moderada à luz UV ajuda o organismo a produzir quantidades adequadas de vitamina D. No que diz respeito à luz azul-turquesa, na quantidade certa aumenta a atenção e ajuda as nossas funções cognitivas. Tem, igualmente, um importante papel regulador do ritmo circadiano, o sistema interno do organismo que regula o ciclo dormir-despertar.
O interior exige lentes brancas com proteção da luz azul-violeta nociva, emitida pelos nossos equipamentos electrónicos e por iluminação fluorescente e, perante a qual, o olho não é eficiente a bloqueá-la. Ou seja, necessita de uma forma conveniente de reduzir a exposição e usar lentes que filtrem a luz azul-violeta nociva e que também ajudem a aumentar o contraste. Quando se alterna com frequência entre o interior e o exterior, as lentes fotocromáticas são a melhor resposta, porque se
•• Em 2 0 2 0 , os hábito s de milhões de pess oa s alter ar am- se ao passar em m ais temp o diante de ecrãs ••
adequam a todas as situações. Adaptam-se automaticamente a qualquer condição de luminosidade, passando de claras no interior para escuras no exterior. Bloqueiam os raios UV e ajudam a filtrar a luz azul-violeta nociva no interior e no exterior. Se a vida se faz predominantemente no exterior, as lentes escuras ou polarizadas protegem melhor. Deve procurar-se óculos de sol que bloqueiem os raios UV e privilegiar lentes de qualidade. Os óculos de sol devem ser usados durante todo o ano, mesmo quando se está à sombra ou durante o inverno e sempre que se encontre no exterior. As lentes de sol de qualidade superior, para além de proteção UV, incluem frequentemente um filtro polarizado que contribui para a eliminação do brilho, funcionando como um escudo da luz que encandeia. Também aumentam a nitidez e os contrastes.
(1)
Raios ultravioletas e luz azul-violeta nociva www.essilor.com (3) Eyewear Usage and Attitudes – June Marketing– Estudo quantitativo – 2019 – Brasil, China, França, Índia, EUA. Segmentação de consumidores 15-65 – 14276 entrevistas online, utilizadores e não-utilizadores. (2)
(4) Medição da prevalência da fadiga visual digital. BMJ Open Ophthalmology 2018. «Gestão da fadiga visual digital», Optometria clínica e experimental. Janeiro 2019. «Lentes que filtram a luz dos comprimentos de onda curtos atenuam os sintomas de fadiga visual», Investigative Ophthalmology & Visual Science 2017. (5) www.essilor.com (6) www.allaboutvision.com (7)
www.espf.com
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emitem significativas quantidades de luz azul-violeta nociva, o que pode originar maior aberração cromática, reduzindo, o contraste e contribuindo para a fadiga visual.(4) Adicionalmente e mais importante, a exposição à luz não é aconselhável à noite porque pode perturbar o ritmo circadiano, causando potenciais insónias e consequentemente fadiga diurna. Estes cuidados abrangem toda a população, independentemente da idade, uma vez que todos precisamos de proteger os olhos da exposição à luz. Ainda assim, as crianças e as pessoas com idade superior a 45 anos são particularmente vulneráveis, pois o cristalino (que é ainda extremamente transparente nas crianças) filtra a luz de forma menos eficaz. Com o envelhecimento, é normal que a visão se altere. Nas pessoas com idade superior a 45 anos, o sistema natural de defesa dos olhos enfraquece de forma gradual e a proteção proporcionada à retina é menor.
SILMO D’Or
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Show must go on! O organização do SILMO Paris demonstrou grande energia e compromisso para com o setor mundial da ótica, ao reinventar-se para manter a sua missão acesa. Saltou para fora das fronteiras do Pavilhão de Exposições Paris Nord Villepinte, na iniciativa Hors Les Murs, ou fora de muros, para que de forma segura, perante a atual situação sanitária mundial, pudesse laborar em território francês. E para aclamar o trabalho de todos os envolvidos na criação eyewear e na evolução tecnológica, a organização francesa levou avante os mais prestigiados prémios da ótica. Desta forma, os SILMO D’Or 2020 aconteceram com toda a pompa, a 3 de outubro, sob o formato virtual pela primeira vez, mas com muita garra pela 27º edição.
“Um ano sem precedentes merece uma abordagem alternativa. O SILMO, a exposição da capacidade da nossa indústria, compromete-se com o acompanhamento de cada profissional do setor. Estamos empenhados com a valorização e preservação da capacidade de inovação e da criatividade das empresas do mercado. Por isto mesmo, investimos na adaptação do SILMO a uma versão itinerante, o Hors Les Murs, em Paris, Bordéus, Rennes e Lyon. Também os SILMO D’Or se adequaram com uma cerimónia totalmente virtual e excecional. Seria inconcebível não apoiar todos os expositores que, apesar do confinamento, continuaram a lançar produtos e a revelar o respetivo talento. Os SILMO D’Or são um destaque fenomenal de toda a indústria, porque focam a inovação e criatividade que são os motores que nos fazem avançar, apesar dos obstáculos. Agradeço aos empresários e às suas equipas que se candidataram aos SILMO D’Or com o mesmo entusiasmo de sempre. Agradeço
também aos membros do júri, em particular, pelo profissionalismo com que se comprometeram a esta enorme tarefa e que investiram do seu tempo, apesar do atual contexto desafiante. Declaro aberta a 27ª cerimónia dos prémios SILMO D’Or e a primeira virtual”, foi o discurso inaugural de Amélie Morel antes do anúncio e láurea dos conquistadores dos “óscares” da ótica 2020. No ecrã surgiram os nomeados e quem se destacou entre os demais, nas diferentes categorias. Mesmo sem o glamour inesquecível dos locais icónicos que a organização do SILMO escolhe sempre, sem a festa, sem os abraços e os olhares, quem prossegue o dinamismo em prol do setor recebeu a aprovação de um painel de especialistas. E os expositores que, à data estavam no SILMO Hors Les Murs, no Jardin des Tuileries, em Paris, decorrido entre 3 e 4 de outubro, puderam receber a estatueta dourada das mãos de Amélie Morel, com cobertura por parte dos meios da feira francesa.
Os melhores de 2020! SILMO D’Or e uma história de competência exemplar De maneira sempre muito próxima, o SILMO foi expondo nas suas redes sociais o desenrolar do processo que culmina nos nomeados. Profissionais da técnica, da ciência, da saúde, da ótica e da moda/design compõem o Colégio de Especialistas. São eles que analisam dezenas de produtos, em pessoa, para decidirem quem são os mais criativos, originais e tecnicamente superiores. Para cada categoria, existe um painel específico de membros versados na área, garantindo idoneidade na seleção. Depois deste processo complexo, é eleito um júri final a partir dos membros do Colégio de Especialistas, em conjunto com representantes da imprensa especializada francesa e do resto do mundo. Este júri final escolhe apenas um produto para cada categoria e a sua decisão passa ainda pelo Grand Jury. Esta entidade composta por oito membros (um especialista por cada categoria), reúnem-se para determinar os vencedores nas várias categorias, em linha com os votos do júri final e com poder total, até de decidir mais que um vencedor por categoria ou nenhum, se os produtos não corresponderem aos critérios delineados nas candidaturas. Na conclusão deste longo e cuidadoso processo, elevam-se os nomes dos candidatos mais alinhados com o rigor e o futuro, segundo os especialistas, deixando uma assinatura de luxo no setor e a vontade de continuar a inovar no anos vindouros.
Inovação Tecnológica Armação Frost Jupiter Material/Equipamento Topcon Myah Armação Eyewear Design Masahiromaruyama Monocle MM-0052 Lentes oftálmicas Hoya Hoya Miyosmart Vision
•• “ Ag radeço aos emp resários e às s ua s equipas que se c a n d idatar am aos SILM O D’O r com o mesm o en t usiasmo de sempre. Ag ra deço também a o s mem bros do júri, em p ar ticular, pelo p ro fi ssionalism o com q ue se com prometer am a es t a e nor m e tarefa” ••
Prémio Premiere Classe Tarian Sky Bar Eyewear Infantil Lafont Hugo Óculos de Sol Eyewear Designer Nathalie Blanc Paris CHUPA - 363 Armação Tendência de Moda Grosfilley Tigris, Chantal Thomass Óculos de Sol Tendência de Moda Safilo Marc 451/S, Marc Jacobs
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Eyewear Desportivo Marcolin Competition SP0001 adidas
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Lara D’Alpaos
De Itália com amor Encontrámos, além fronteiras, a criatividade romântica e magnética de Lara D’Alpaos. Amante das formas, do design, da arquitetura e da arte cresceu com o dinamismo da figura paterna, precisamente entre óculos, no cenário montanhoso e magnífico de Belluno, o coração do distrito eyewear italiano. Quando decidiu iniciar-se em nome próprio no mercado de trabalho, através da marca Lara D’, fez todo o sentido continuar a visão inovadora que o pai tinha do acessório mais central da sua vida. O seu olhar original sobre o desenho de óculos valeu-lhe sucesso em vários mercados internacionais e mantém uma postura positiva face aos desafios que a ótica enfrenta hoje, por causa da pandemia pelo novo coronavírus. Em discurso direto, Lara D’Alpaos!
Lançou a marca Lara D’ em pleno turbilhão da crise económica mundial, em 2010. Acreditava ter a resposta perfeita para os amantes de óculos ou quis dar algo de novo ao mercado? Na realidade, o lançamento da minha marca própria dependeu essencialmente da data em que consegui o meu mestrado em arquitetura. Não tinha uma ideia precisa sobre como resultaria esta aventura, a crise económica naquele período foi, de facto, muito forte e atingiu as bases dos países de forma grave. Mesmo assim decidi prosseguir a concretização do meu sonho: realizar um coleção minha de óculos e prescrição. Ansiava criar peças que se distinguissem de todas as outras marcas, mantendo, no entanto, o estilo e gosto típicos da criatividade italiana e, claro, a qualidade do verdadeiro made in Italy.
E como é que a arquitetura foi favorável para o design das suas criações? Estudei arquitetura em Veneza, um ateneu universitário completo, onde pude, efetivamente, frequentar cursos e disciplina de História de Arte, de Arquitetura e de Filosofia e onde absorvi importantes noções sobre proporções e sobre a história passada. Ao mesmo tempo, tive possibilidade de aprender disciplinas mais técnicas, voltadas para o design industrial contemporâneo e às técnicas de projetos estruturais mais inovadoras. E é por tudo isto que adoro unir arte e técnica na pesquisa para desenhar os meus modelos de óculos. Que outras inspirações guiam o seu coração nesta aventura chamada Lara D’? Com toda a certeza, o meu pai transmitiu-me sempre a paixão e o sentimento intenso que tem pelo seu trabalho. O amor pelos óculos visto não só como objeto para melhorar um defeito visual, mas como um acessório que pode assinalar e marcar a própria personalidade. Também me seduziu a possibilidade de dar vida a imagens que vagueiam na mente, a oportunidade de viajar e de participar em feiras em todo o mundo e ter consciência mais ampla da cultura e sociedade.
Agora sobre as criações Lara D’, a linha Diamond visa conquistar um novo segmento de consumidores para a marca? Quis criar uma linha mais sofisticada e de nicho que pudesse satisfazer as exigências dos consumidores que gostam de “mimar-se” com metais e pedras preciosos. Esta linha carateriza-se, de facto, por óculos banhados a ouro de 24 quilates e cobertos nos frontais por pó de diamante branco pandora, um dos mais brilhantes do mercado. Os óculos são acessórios e não só objetos de correção e, portanto, porque não adicionar um pouco de “magia” utilizando ouro e diamantes? Pode contar-nos a história da sua família e de que forma a inspirou? Eles participaram desta conquista? O meu pai trabalha neste setor há mais e 40 anos. A sua experiência é muito vasta. Teve uma empresa própria de produção de óculos, tanto em metal como em acetato (onde fiz muitas experiências quando trabalhei todos os verões, desde que andava no liceu, por minha escolha pessoal, obviamente). Hoje ainda é consultor de compras da Alemanha, na Lara D’. Foi um dos primeiros a entender a importância do design no eyewear e transmitiu-me a paixão pelo seu trabalho. Obviamente desde que empreendi o meu
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A assumir a sua formação na arquitetura queria fugir às suas raízes familiares na ótica? Desde pequena adorava desenhar modelos com roupas de todos os géneros. Com os anos a minha paixão pelo desenho foi-se direcionando para um âmbito mais técnico: o design! Mais recentemente aproximei-me do mundo da arquitetura e à história da arte. Melhor, fascinava-me tudo o que pudesse ser identificado com o segmento artístico. Foi por isso que decidi estudar arquitetura: esta faculdade era aquela que me podia dar uma formação mais completa, considerando aquelas que eram as minhas paixões e as minhas expectativas. Nasci e cresci numa família imersa no setor eyewear há décadas e, portanto, quando terminei os estudos decidi unir estes meus interesses e criar uma linha de óculos de design de caráter exclusivo e independente.
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•• “ A s or t e d o n o s s o s et o r é q ue os óc u l o s rep res en t a m uma peça e s s e n c ia l p a ra l á d a fun ç ão de ac e s s ór i o, co mo in s t rumen t o c rucial p ar a c orrig ir o s d efeit o s v is uais” ••
percurso, tanto o meu pai como a minha mãe apoiaram-me e motivaram-me, economicamente e pessoalmente. Ainda hoje o meu pai é o meu consultor e ajuda-me nas minhas escolhas. Tomamos decisões juntos, avaliando as várias possibilidades. Claro que me deixa a máxima liberdade para dar a palavra final. Existem tantas marcas independentes no mercado. É este o caminho para o futuro sustentável da ótica? É difícil perceber qual será o futuro que nos espera, isto falando em termos gerais, não só para o nosso setor. A coisa certa, porém, é que há cada vez mais pessoas que procuram a compra de produtos de qualidade e que se diferenciem da produção em série, para caraterizar e demarcar a sua própria personalidade e para se distinguiram das massas. Há também uma
maior consciência do facto de que a qualidade artesanal, geralmente, vale muito mais do que produtos comerciais de nível inferior. Para o futuro de Lara D’, que sonhos tem? A situação sanitária mundial provocou danos na marca? Com toda a certeza que este 2020 não correu como eu previa. Depois de vários anos em que atingimos um aumento na faturação, no atual período teremos uma diminuição, como acontecerá infelizmente a imensas empresas de vários setores. mas isto não significa que devemos deixar-nos abater e parar. Significa continuar a lutar e trabalhar, adaptando as operações à situação atual que vivemos. Acrescentei novos modelos na coleção de setembro e estou a trabalhar em novas peças para apresentar em janeiro de 2021. Claro que, o que fiz foi diminuir o número de novas criações (mais ou menos a metade) para reduzir custos. No entanto, estou muito ativa, mantendo os contactos à distância com as ferramentas de comunicação em voga nos dias de hoje. Adicionalmente, desenvolvi uma loja online no meu site para dar a possibilidade ao consumidor final de comprar de forma cómoda os óculos de sol Lara D’. Neste momento crítico urge adaptarmo-nos à situação, enquanto não se encontra uma solução global para conter a pandemia. De qualquer forma sou muito positiva nestes casos desafiantes. Posto isto, o que esperar da ótica mundial? A sorte do nosso setor é que os óculos representam uma peça essencial para lá da função de acessório, como instrumento crucial para corrigir os defeitos visuais. O que urge fazer em momentos difíceis como este passa por explorar ao máximo os recursos e instrumentos que temos à disposição. Imagino se esta pandemia acontecesse há apenas 15 anos atrás, quando a tecnologia era mais atrasada e acessível, seria muito mais difícil ultrapassarmos este momento.
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Mas terá os olhos protegidos?