PORTUGAL • Nº 90 • JUNHO 2020
A experiente Millioneyes
Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50
Oito anos de comunicação em ótica
Lorena Serrano and Davide Fichera
“O sonho da Nina Mûr esta vivo”
Maui Jim
Os heróis reconhecidos
ANo
Como salvar a ótica?
11
20
24
Vitoria Beckham
OiTO ANOS dE COMUNiCAçãO EM óTiCA
Maxivisão
32
39
40
Zeiss
opti 2021
David P. Piñero
BREVES
CAPA
Summer butterfly
OLHAR EM PORTUGUÊS Desafiar a crise com coragem
A experiente Millioneyes
OUTROS OLHARES
OLHAR O MUNDO Agarrar as oportunidades no arranque do ano
Índice | 4 |
Resposta assertiva ao “novo normal”
Tema de Capa: A Millioneyes nasce enquanto marca para o público mas sob um espólio de experiência de oito anos. Celebramos assim mais um aniversário e a declaração de independência, sob a bandeira portuguesa.
Diretora: Editora: Redação: Design e Paginação: Fotografia: E-mail: Tel: Periodicidade: Tiragem: Impressão: Preço de capa em Portugal: A MillioneyesTM é propriedade da Parábolas e Estrelas – Edições Lda. com sede na Rua Manuel Faro Sarmento, 177, 4º esquerdo, 4470-464 Maia, Portugal NIF: 510195865 Qualquer crítica ou sugestão deve remeter-se para: millioneyes@outlook.pt
Patrícia Vieites Carla Mendes Carla Mendes, Mariana Teixeira Santos Paula Craft Paula Bollinger, Miguel Silva, Hugo Macedo millioneyes@outlook.pt 96 232 78 90 Mensal 2000 exemplares Uniarte Gráfica, S.A 7,50 euros Depósito Legal n.º 419707/16 Interdita a reprodução, mesmo que parcial, de textos, fotografias ou ilustrações sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive comerciais. Os artigos de opinião e os seus conteúdos são da total responsabilidade dos seus autores. Registo na ERC n.º 126933
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PORTUGAL • Nº 90 • JUNHO 2020
A EXPERIENTE MILLIONEYES
Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50
Oito anos de comunicação em ótica
LORENA SERRANO AND DAVIDE FICHERA
“O sonho da Nina Mûr esta vivo”
MAUI JIM
Os heróis reconhecidos
ANO
Como salvar a ótica?
Editorial | 8 |
A primeira depois de 89! Nada melhor que uma revolução para nos mexermos em direção à luz! Em época de grandes alterações na vida da população global, em que todos reinventam estratégias, formas de avançar nos mercados e manter-se protegidos do novo corona vírus, também nós fomos em busca da nossa essência. Ou melhor, debruçamo-nos sobre ela, porque sempre fomos quem somos...e vamos continuar a ser! Faltava só despedirnos de parcerias do passado e termos a coragem de assumir o nome que sempre nos representou. Depois de 89 números a comunicar sob a marca espanhola LookVision, que sempre nos disse tanto, pelas amizades e pelas partilhas, vamos ser 100 por cento portugueses. Com “milhares de olhos” e olhares, continuamos o nosso percurso e o nosso compromisso apaixonado com o mercado da ótica. Somos hoje Millioneyes, livres, nacionais e destemidos para fazermos valer o nosso lugar no mercado que deciframos, comunicamos e registamos com todo o rigor e qualidade há oito anos. É a melhor recompensa neste período de incerteza, celebração e luta assumirmos a aventura de renascer. E porque estamos sempre “no terreno” mesmo que sob a capa da web, cobrimos alguns eventos centrais do setor a partir de casa. É que os empreendedores da ótica estiveram imparáveis, mesmo quando todo o país parou! A Associação Nacional dos Ópticos demonstrou isso mesmo com o webinar que abriu a comunicação com todos os profissionais para esmiuçar o ambicioso projeto Visão Partilhada. Também ouvimos o caro e magnético professor Luís Justino sobre a atualidade, de um ponto de vista empresarial e, acima de tudo, pragmático. De resto, iluminamos a história, a dinâmica e a iniciativa científica com a nossa objetiva. Demos ainda voz a uma marca espanhola muito especial, a Nina Mûr, valorizando projetos valiosos e a nossa própria identidade transversal e global. Vire a página com a certeza de que está a fazer história connosco e viva o mercado com a intensidade do costume. Bem vindo à primeira Millioneyes, feita de 89 outras e de muita ótica!
Estatuto Editorial / Sinopse A Millioneyes é uma revista profissional dedicada ao setor da ótica, contando com presença integral online através da plataforma isuu.com. A Millioneyes tem o objetivo de cobrir os acontecimentos específicos do seu setor e retratar a informação de forma rigorosa, com toda a dedicação e competência. A Millioneyes traz uma abordagem íntima, atualizada e assertiva sobre o setor da ótica em Portugal, esmiuça perspetivas de outros países sobre a situação do mercado, retrata tendências em óculos, expõe dados científicos essenciais aos técnicos da área com o apoio dos oftalmologistas e optometristas e aborda de forma inédita os empresários que gerem os estabelecimentos nacionais. A Millioneyes compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e a ética profissional aplicada à atividade profissional dos jornalistas, assim como a boa fé dos leitores, através do trabalho dos seus colaboradores e diretor. A Millioneyes é independente do poder político e de grupos económicos, sociais e religiosos.
Andy Wolf
Breves | 10 |
“Calor branco” A marca austríaca conquista 2020 com um novo estudo em design designado Ultra Light. Este trabalho desenvolve-se nos três novos modelos Freda, Chia e Saar, integrantes da linha White Heat, em versões ligeiras, coloridas e apetecíveis. Cada peça tem uma versão mais fina da característica ponte em acetato desta linha, assim como das plaquetas que tornam o ajuste ao rosto mais eficiente. Os criativos da Andy Wolf desenharam estes detalhes em acetato em exclusivo para os três novos produtos, num resultado maravilhoso. O metal pinta-se a dois tons e torna a cor da ponte quase oculta, cor esta que se repete nas plaquetas e nas extremidades das hastes. As linhas criativas do frontais dão garante de uma adaptação primorosa no rosto feminino.
Blackfin
A mestria do design leve Feita do mais puro titânio, a linha Razor da italiana Blackfin desafia os termos de leveza e conteúdo técnico. As novíssimas armações são ainda mais finas, materializadas numa lâmina de um milímetro de titânio e talhadas através de um processo de micromecânica especial. Um benefício adicional assenta na nova charneira de uma só peça. Trata-se de uma inovação técnica que garante um novo flair nos detalhes desta casa transalpina.
Vysen
A vibração de Miami em cada peça Nascida de dois apaixonados pelo design e experientes no marketing da área das joias, a Vysen representa a curiosidade pelo desenvolvimento experimental de óculos de sol transgressivos. Aliás, Vysen sublinha o significado de diferente, único e virtuoso. Das criações mais intempestivas, destacamos este Panache, um modelo unissexo com linhas futuristas e um frontal pleno de duplicidade engenhosa, graças ao espaço entre as lentes e o aço inox que as envolve...à distância.
Sea2See
People from Barbados
Good vibes and Bajan Soul A nova campanha da Peoples from Barbados tem a frescura das paragens quentes onde se inspira. Os óculos feitos com toda a mestria e de design luxuoso acrescentam glamour às imagens. “A coleção Peoples from Barbados envolve-se do calor intenso e look natural do estilo de vida de Bajan com desenhos que elevam todo este ambiente. Com estas criações encetei a maior viagem da minha vida, envolvendo imensas personalidades de todo o mundo na história deste lugar e destas pessoas”, disse Alicia Hartman, fundadora, optometrista e empreendedora ótica.
Vitoria Beckham
Summer butterfly A coleção de primavera/verão de alta costura da famosa Victoria Beckham desfilou em Londres com os novos óculos sol. Em destaque, o fabuloso modelo borboleta que conquistou a passarela com o seu estilo sofisticado e a vibração dos anos ‘70. O design arrojado da frente contrasta com as hastes cónicas e elegantes, que apresentam um núcleo em fio de metal adornado com um precioso motivo guilhoche. Esse efeito acolchoado dá um charme gráfico ao visual, enquanto brinca com uma paleta de cores intemporal e lentes degradê.
Entrevista de Capa | 11 |
Óculos que limpam o oceano Fundada pelo empreendedor social, François van deen Abeele, a Sea2See Eyewear é pioneira e eco-disruptiva na produção de óculos sustentáveis. Desde 2016, a empresa empreendeu um programa ambiental estruturado para recolher desperdícios plásticos do mar em toda a Europa. O projeto entretanto expandiu-se para a África Ocidental, nomeadamente no Gana e no Senegal. O plástico angariado é usado como matéria prima para criar modelos de alta qualidade, produzidos exclusivamente em Itália. A Sea2See tem ainda a particularidade de ser uma empresa integrada verticalmente e responsável por todos os processos que envolvem a criação das peças eyewear. Este arquétipo único de organização quer envolver os óticos diretamente neste movimento de “oceanustentabilidade” em direção a uma mudança ambiental.
Breves | 12 |
Lightbird
Um voo contínuo A marca italiana assinada pelo designer Corrado Rosson ganhou asas em 2019, atingindo logo na grande feira internacional SILMO, em Paris, o reconhecimento do setor, com o prémio SILMO D’Or. O voo continua e, em 2020, a Lightbird atreve-se em novos desenhos e novas tonalidades, sempre com o objetivo de brindar os amantes dos óculos com leveza, conforto, energia e o sentido de dedicação posto em cada peça.
Rovery Eyewear
Desafiar os limites do luxo Diretamente da Itália, esta casa dedicada à criação de óculos inspira-se na precisão e na estética do mundo automóvel. Roveri representa performance ao mais alto nível, enquanto explora materiais inovadores e preciosos em óculos inesquecíveis. O rosto desta marca é Michele Claseri que traz para a Roveri a paixão pelas peças de luxo mais intemporais e pelos carros velozes, fruto da sua experiência com a indústria automóvel e aeroespacial. Aliás, todo este potencial é evidente no modelo RV018, desenvolvido durante dois anos e que se expressa no beta-titânio, anéis de fibra de carbono em múltiplas camadas e com acetato da mais alta qualidade.
Oko by Oko Paris
Solidariedade com os óticos A marca francesa decidiu auxiliar todos os óticos que estão de volta ao ativo a 100 por cento, após um estado de emergência que provocou danos sérios na economia global. “Nestas circunstâncias excecionais, queremos expressar o nosso apoio total e ser solidários com os nossos óticos certificados OKO. Temos que enfrentar as adversidades unidos mais que nunca. É por isso que vamos adaptar as nossas ações e decisões para responder às necessidades de cada profissional, caso a caso e por loja” Ou seja, a Oko by Oko Paris vai facilitar os pagamentos das respetivas encomendas e lança, paralelamente, uma campanha divertida, que aligeira o momento complexo que as óticas de todo o mundo vivem.
Giovanni Giannoni/WWD Giovanni Giannoni/WWD
Fun in the sun Dago e Dale são sinónimos de sol e versatilidade. Este novo clip on da marca suíça, impresso em 3D, transforma qualquer modelo de prescrição clássico numa afirmação do mais puro estilo, num só gesto. “Veste-se” da perfeita simbiose entre o melhor titânio e a poliamida e compromete-se com a proteção e o sentido prático. Estes clips têm a assinatura de qualidade da fábrica da Götti e estão disponíveis em 12 cores nos aros e quatro nas lentes.
Chloé
Dá confiança à Kering A Chloé decidiu atribuir a licença do seu segmento eyewear à Kering, deixando a relação de nove anos com a Marchon Eyewear para trás. Esta parceria reforça a aliança entre a Kering e o grupo Richemont, proprietário da Chloé, iniciada em 2017 com a licença da luxuosa Cartier. O resultado do acordo materializa-se com a primeira coleção da Chloé Eyewear para a primavera/verão de 2021, a apresentar-se no SILMO 2020, de 2 a 5 de outubro em Paris. “Estamos orgulhosos desta associação com a Chloé. O nosso objetivo é sustentar e reforçar o posicionamento da maison no panorama da ótica mundial, levando-a a exprimir em pleno o seu potencial e a distinguir-se como uma marca líder no segmento da moda de luxo feminino”, declarou Roberto Vedovotto, presidente e CEO da Kering.
Safilo
Compra a californiana Blenders A Safilo continua o investimento em novos “caminhos” de negócio e o mais recente foi a aquisição da jovem, rebelde e californiana Blenders Eyewear. A marca baseada no comércio digital foi absorvida pela italiana em 70 por cento e espera ganhar maior projeção com a casa transalpina. A Blenders, fundada em 2012, firmou o seu rápido crescimento em estratégias eficazes de marketing social, na parceria com influencers, atletas e outras personalidades entusiastas de um estilo de vida descontraído. Em 2019, a empresa registou vendas líquidas de cerca de 37 milhões de euros, mais 38 por cento que em 2018.
Entrevista de Capa | 13 |
Götti
Breves | 14 |
Optivisão
Um postal que ajuda A rede nacional de óticas aliou-se ao movimento Eu Ajudo Quem Ajuda com o objetivo de angariar fundos para a compra de equipamentos de proteção individual e bens alimentares direcionados à Cruz Vermelha. A ação envolve os CTT e implica o envio de postais personalizados, em que basta tirar uma fotografia e criar um postal em ctt.pt/dignodepostal. Depois é só partilhar com alguém próximo ou com uma instituição a quem se deseja agradecer. Por cada postal enviado, os CTT oferecem 50 cêntimos à Cruz Vermelha para aquisição de material hospitalar dedicado aos profissionais de saúde envolvidos no combate à pandemia por covid-19. O valor angariado serve ainda para comprar bens alimentares para famílias carenciadas, apoiadas pela Rede de Emergência Alimentar. Neste sentido, as óticas da rede Optivisão foram incentivadas a criar o seu postal personalizado, com foto das equipas em loja. Desta forma puderam comunicar o regresso ao “normal”, no pós-estado de emergência, junto dos seus clientes, demonstrando espírito solidário.
FIBO
Lentes aos heróis A empresa portuguesa deu força a um dos seus vetores estratégicos de Organização Portuguesa, Global e Solidária e proporcionou a melhor visão possível aos Bombeiros do Concelho do Seixal, durante o trabalho na linha da frente no combate à covid-19. A FIBO ofereceu lentes oftálmicas para os óculos de proteção individual dados pela Óptica Maia, em Setúbal, com quem se uniu nesta importante campanha solidária. A iniciativa foi oficializada num evento simbólico, cumprindo todas as regras de segurança, e onde estiveram presentes o vereador da Câmara do Seixal, Joaquim Tavares, o Comandante dos Bombeiros do Seixal, José Raimundo, o Comandante dos Bombeiros da Amora, Carlos José Falcão, o responsável da Óptica Maia, Isaú Maia e o gestor comercial da FIBO, José Jesus.
Carlos Matos sobe ao palco das decisões A multinacional de lentes oftálmicas apresentou ao mercado português o seu novo country manager para Portugal. Carlos Matos vem substituir Fernando Casinha na direção do mercado luso, na estrutura da Hoya Lens Iberia. Este profissional construiu a sua experiência no setor através da Ciba Vision para a Ibéria, da Novartis Portugal, na respetiva divisão de farmácia, da Sauflon Ibéria e ainda da Essilor, como country manager com responsabilidade por três países, mais especificamente Nigéria, Gana e Angola.
Bulget Kids
Silhouette
A bordo da nave espacial Space Dragon Endeavour Os óculos da casa austríaca voltaram a estar em destaque nas missões espaciais, ao serem a escolha do astronauta Doug Hurley no seu intrincado trabalho. Na companhia do seu colega Bob Behnken, foi a tripulação lançada para o espaço a 30 de maio, no foguetão da SpaceX, a empresa dedicada aos foguetões de Elon Musk, o líder da Tesla, fundada há 18 anos e que conquista agora o seu lugar de fama. Foi a primeira vez que um lançamento se fez através de uma empresa comercial, nos EUA, e permite que o país regresse à exploração espacial.
A ritmo da cor Com o espírito da eterna juventude, mas com o perfil das mais atuais tendências da moda eyewear “adulta”, a Bulget Kids atrai o segmento mais jovem do mercado com uma nova coleção plena de energia. Cor, design bem delineado, leveza e qualidade são os pontos fortes das novas propostas para os amantes de óculos entre os oito e os 14 anos.
Breves | 15 |
Hoya
Tema de Capa | 16 |
Oito anos de comunicação em ótica
A experiente Millioneyes Em 2020 brindamos a oito anos de “linguagem ótica” em nome próprio. Na realidade, quando nos lançámos ao mercado com a nossa expressão do setor eyewear já “falávamos ótica” há muito mais tempo. Sentimos que o setor merecia uma nova comunicação e nós queríamos expressar a admiração que sentimos por cada pessoa que compõe este tecido empresarial vivo, dinâmico e especial. Em 2020 subimos um novo patamar de evolução. Queremos ser mais portugueses, queremos ser independentes e queremos ser mais nós. Bem vinda, Millioneyes! No período que antecedeu a primeira edição da revista, embrenhámo-nos pelas ligações que já tínhamos construído nos anos que nos deram experiência na ótica. A publicação espanhola LookVision era uma delas e sob bandeira desta marca iniciámos o nosso percurso. Usámos uma marca com expressão no país vizinho e fizemos crescer a respetiva influência em toda a Península Ibérica. Trocámos ideias com os nossos companheiros espanhóis, cujo o mercado difere do português de forma abismal. Deixámos impressa, em Espanha e no resto da Europa, a imagem de um mercado que gosta de qualidade e que se desenvolve e dinamiza de forma única. Sim, na ótica, Portugal faz tudo com primor!
Constatámos isso em cada viagem, em cada conversa com jornalistas de todo o mundo e nos olhares que conquistámos em cada página da revista. Ou seja, tornámo-nos maiores que a marca que representávamos. Só fazia sentido sermos 100 por cento portugueses. O projeto já antigo entra em ação no momento perfeito. O mundo foi desafiado pela nova doença covid-19 e nós respondemos à portuguesa. A mensagem que prevaleceu de tudo isto é que quanto mais lusos formos, mais sucesso propagamos. Apresentamos a nova, mas experiente, portuguesa, feita de todas as conversas, entrevistas, viagens, feiras, óculos que vivemos e por nós, Millioneyes.
LOOK VISION EDIÇÃO PORTUGAL • Nº 01 • MAIO 2012
CIOCV 2012
Mais e melhor optometria
ESTATÍSTICAS DO MERCADO Números indicam que ótica europeia cresce de forma sustentada
TM
FERNANDO CASINHA
Hoya recupera uma das figuras mais carismáticas da ótica portuguesa
RUI MOTTY
Mais resistentes aos riscos
Mais resistentes à sujidade
Mais fáceis de limpar
Melhor anti-reflexo
As lentes ZEISS mais resistentes de sempre com o novo tratamento DuraVision™.
O regresso ao dia que começámos a crescer O exercício de voltar a 2012, à primeira edição da LookVision Portugal, é sempre uma viagem a 2005, de facto, altura em que a ótica se cruzou com a nossa equipa. Depois do jornalismo generalista, do luxo, do têxtil ou da medicina, a área ótica foi uma brisa de ar fresco para nós. Inicialmente perguntávamo-nos o que haveria sobre a ótica que preenchesse uma revista inteira. Cedo descobrimos que uma não chega. 15 anos de ótica depois ainda nos fascinam personalidades, estratégias de negócios, construções técnicas e de design, a abordagem à saúde e o brilho de tudo isto reunido num único setor. E porque genialidade, dinamismo e indulgência atrai mais do mesmo, constatámos, sentimos e registámos um mercado que se reinventa a cada desafio. Não podíamos querer outra carreira que fazer parte deste conluio em formato de óculos. Carla Mendes e Patrícia Vieites foram a primeira marca do projeto, LookVision a segunda. Em maio de 2012, no primeiro número já tínhamos o apoio essencial de empresas importantes que nos permitiram construir uma edição incrível. Apoiaram a nossa “primeira marca”. Rui Motty deu-nos a voz e a imagem de destaque, com as suas ideias seguras, o eco das suas estratégias vencedoras e o desenho da sua vida pessoal. Materializada nas nossas mãos, de tamanho perfeito, gramagem de qualidade, o brilho do verniz na capa e fotografias apaixonadas, a LookVision Portugal saiu à luz do setor. Crescemos desde então. Em que nos distinguimos? Qualidade sem compromissos e uma capa que revela ao setor profissional a personalidade brilhante de cada ótico, o rosto primordial de toda a cadeia de valor do mercado. A cada entrevista, em cada reportagem, em cada artigo e em cada pesquisa dedicamos o melhor dos nossos conhecimentos e aptidões. Aliás, os laços que temos com cada uma das pessoas que nos “desenharam” a capa é prova da nossa dedicação e fascínio.
LOOK VISION EDIÇÃO PORTUG
LOOK VISION
LOOK VISION EDIÇÃO PORTUGAL • Nº 20 • FEVEREIRO 2014
AL • Nº 07 • DEZEMB
EDIÇÃO PORTUGAL • Nº 04 • SETEMBRO 2012
MAUI JIM
O bom momento da empresa confirma-se no novo centro europeu
VISÃO DESPORTIVA
TM
Os melhores atletas portugueses revelaram sensações no uso de óculos
KIRK ORIGINALS FLAGSHIP STORE
A loja da marca pinta de excentricidade o coração londrino
RO 2012
TM
ART’N’EYES
O filme Dolce Vita enquadrou os óculos numa Roma inesquecív el
LARRY LEIGHT
AL • Nº 52 • JANEIRO
Três finalistas em nome da ótica nacional
TM
LOOK VISION EDIÇÃO PORTUG
MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR EM 2014
VIII CONFERÊNCIAS ABERTAS DE OPTOMETRIA
Estatísticas importante clínica ditou o sucessos e experiência do encontro da APLO.
DIRETÓRIO DA ÓTICA E LOOKVISION PORTUGAL
Unidos para destacar a ótica portuguesa
50º ANIVERSÁRIO DA ANO Celebração homenageia óticos e empresas
O fundador da Oliver êxito das armações Peples partilha o vintage
2017
ante
O 2014
• OUTUBR
K LOOO VISI N TUGAL
INQUÉRITO
2016: Um ano desafi
•• (. . . ) Os laços que temos com cada uma das pessoas que nos “desenhar am” a cap a é prova da nossa dedicação e fascíni o ••
POR EDIÇÃO
• Nº 27
NICOLA DEL DIN E CORRADO ROSSON
TM
Blackfin: uma história
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bem contada
FRANCISCO BRARDO
Novos horizontes na investigação em optometria
VERA VELOSA
Empreendedorismo no feminino
JOÃO ABEL DIAS
O poder da perseverança
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A coragem de assumir 50 anos de história com juventude
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dias 2014 SILMOo essencial dos quatro O regist de feira
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ES X JOA SPECTACL PAULINO endente BARRIOSnatural e surpre Uma união
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m às Canár OP VIVECEC conquistam viage Associados
Tema de Capa | 17 |
Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: € 7,50
O líder da Optocentro partilha a vida e os negócios
EDIÇÃO PORTUGAL • Nº 84
• DEZEMBRO 2019
EDIÇÃO
PORTUGAL
• Nº 77
• ABRIL
2019
IRO VLADIM TO HIPÓLIque dá
A música à ótica energia Viver e sentir
ÃO MODAVIS Áustria
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A difusão da optometria como modo de vida
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PEDRO SEPÚLVEDA
EDIÇÃO PORTUGAL • Nº 59
primorosos. Abrimos ainda portas do mercado a muitas marcas incríveis, independentes e originais. Deixámos os criativos confessarem o coração sobre o que os impele a desenhar óculos. Temos um arquivo de entrevistas de designers que vale por todo o segmento independente, nacional e internacional. Ostentamos ainda um conjunto de editoriais de moda pensados em exclusivo para a nossa marca, que erigiu todas as insígnias que escolhemos e pelas quais nos apaixonámos. E enquanto folheamos as revistas em busca das memórias, vemos os sorrisos que eternizámos no papel e nas nossas almas, pessoas que entretanto desapareceram em corpo, mas nunca da nossa história, outras que se tornaram figuras de destaque e que identificámos há muito tempo o quanto sempre foram especiais e tantos amigos. Sim, ir a um evento a convite de uma marca é para nós um reencontro fraterno, envolvido de gravações profissionais...e troca de fotografias familiares. Chegar à redação depois de uma entrevista de capa significa rever as expressões, a vida, as lutas e ler para além do que está à vista. É entrarmos na vida de quem nos recebeu, de forma privilegiada e inesquecível. Temos todos estes óticos e empresários gravados na nossa existência. Somos arte ao mais alto nível também. Em muitas edições desafiámos a nossa repórter especial, Mariana Teixeira Santos, a expressar a sua capacidade de autora com um olhar inédito sobre a criação artística e os óculos. Foi também a Mariana que nos fez viajar, com roteiros ligados a momentos especiais da época do ano ou mesmo do calendário da ótica, a locais de sonho com propostas certeiras. Possuímos um espólio de histórias sem igual no setor!
• SETEMBRO 2017
HELDER OLIVEIRA
Ao volante dos desafios ALYSON MAGEE
O renascer dos óculos
ALCON
Passos para um melhor uso das lentes de contacto
OPTI 2018
Tema de Capa | 18 |
ssionais • Preço de Capa: €7,50 Distribuição exclusiva a profi
Mais e melhor opti já em janeiro
Um glamour que enaltece a ciência e o jornalismo de investigação Acreditámos e defendemos desde o número 1 uma imagem primorosa como porta estandarte das nossas ideologias. Graças a esta premissa tivemos que explorar cenários inesquecíveis, desde uma lindíssima livraria Lello vazia, bem cedo pela manhã, passando por praias de fazer sonhar, margens de rios brilhantes e ainda ginásios, hotéis, campos de tiro, jardins, praças, quintais, aeroportos, montanhas e florestas e tantos outros locais que fizeram as nossas capas originais. Tudo isto sustentado com ideias avançadas. As nossas pesquisas, inquéritos de teor nacional e internacional deram cor e força à publicação que defendemos. Tivemos o privilégio de registar a história da ótica depois da crise de 2008/09. Ou seja, cada edição mostra as habilidades de pessoas e empresas que conseguiram elevar a imagem da ótica junto do mundo do consumo. Apesar do crescimento generalizado do setor nunca ter atingido os níveis anteriores à crise, conseguiu recuperar paulatinamente uma posição de força, percorrendo caminhos inéditos como o da moda, da arte, da ciência e dos meandros digitais. De um dispositivo médico, de uso pouco lisonjeiro por vezes, subiu a peça de arte, a ícone de estilo, a presença obrigatória em qualquer passadeira vermelha ou passarela. E nós corremos neste ritmo para manter o nosso estatuto de comunicadores atualizado e para corresponder às expectativas de um mercado que corre em muitas direções. “Somos sublimes, mas tão avançados e vitais à qualidade de vida!” Em Portugal, os nossos especialistas de saúde visual de primeira linha tornaram-se mais e melhores. Dos primeiros encontros entre optometristas que assistimos, emergiram verdadeiras reuniões científicas internacionais de referência. Vimos aparecerem os mestres e doutores pioneiros na área, com produções robustas. Hoje temos a língua portuguesa a pontilhar associações transfronteiriças com tanto orgulho. Assistimos ainda às grandes empresas absorverem nomes importantes de gestão nas suas fileiras e darem exemplos de decisões corporativas de excelência. Os nossos retalhistas também seguiram este caminho, absorvendo gerações jovens e empreendedoras nas suas empresas e dedicando-se ao que melhor fazem: relações próximas com os clientes e trabalhos técnicos
Cool ViSion
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o cappuccino de cogumelos. O ambiente intimista é dominado por uma grande lareira e o menu recheado das fartas iguarias regionais. Findo o jantar, e se ainda lhe sobrar uma réstia de adrenalina, não hesite em aventurar-se na mais recente sensação da Serra da Estrela: a descida noturna. De ski ou snowboard, trilhe a serra sob a bênção das estrelas.
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Serra da Estrela: manto branco de Texto: Mariana Teixeira Santos
liberdade
neve que orna as casas e pinta as A candura do branco, a leveza da picante, o horizonte imenso, encostas serranas, o ar fresco e levemente enganar, chegamos à Serra da 2000 metros de altitude. Não há como Portugal não hesita Estrela. Instalado o inverno, a LookVisionponto mais alto do território do em levá-lo rumo à beleza translúcida aos seus contornos sinuosos. continental. Acompanhe-nos e lance-se
e ocupa uma superfície É a maior área protegida de Portugal Forjado no granito, de cerca de 1000 quilómetros quadrados. reúne as nascentes dos o Parque Natural da Serra da Estrela de antigos glaciares. principais rios portugueses e vestígios de neve, criando uma Durante os meses de inverno cobre-se Para um fim de semana envolvente natural de rara beleza. convida-o a fazer da Casa temperado de aventura, a LookVision de eleição. Esta unidade das Penhas Douradas o seu refúgio design e bem-estar conjuga de charme de quatro estrelas envolvente. Inspirado numa união quase idílica com o meio naturais como a cortiça ou na arquitetura local e em materiais uso da ligação umbilical à a madeira de bétula, este hotel faz do Prémio Turismo de Portugal paisagem que o abraça. Detentora para o Melhor Turismo em 2008 e do Prémio Publituris 2008 Douradas dispõe ainda de um Espaço Rural, a Casa das Penhas e tratamentos terraké. As SPA com piscina e sauna, massagens a envolvente natural. vidraças abundantes deixam-no respirar da paisagem e dilua o Deixe-se conquistar pelo apelo maternal o frio cá fora a aguçar a gula, olhar no branco arrebatador. Com as maravilhas da gastronomia não perca tempo e delicie-se com
Douradas é uma opção beirã. O restaurante da Casa das Penhas Baena, disponibiliza uma a reter. Sob a chancela do chef Luís e refinado. cozinha de autor num ambiente intimista uma vez, o olhar sobre a serra e Antes de adormecer pouse, mais da noite. adormeça entregue ao luar sereno Sábado de emoções fortes a dois ou em família, os Sábado é dia de cedo erguer. Seja Alerta: não ouse sair à rua desportos na neve são imperdíveis. com anorak, gorro e luvas, sem estar devidamente equipado camisola bem quente e botas de neve. hora de distância, tempo Das Penhas Douradas à Torre é meia branco que cobre as que se dilui na companhia do manto Aqui, neste que é o encostas da serra nos meses de inverno. a incursão pelas emoções ponto mais alto de Portugal, inicia-se A Estância Vodafone possui que a Serra da Estrela lhe reserva. de desportos de inverno, como infraestruturas adaptadas à prática ainda alugar o equipamento o ski ou o snowboard, e permite-lhe de Manteigas, o Parque necessário. Também na vizinha localidade para toda a família, Apropriadas alternativa. outra é Aventura
atividades como o trenó ou os donuts, uma espécie de câmaras de ar gigantes que funcionam como trenó, garantem diversão a toda a prova para todas as idades. O passeio em raquetes de neve assume-se, igualmente, como uma opção mais relaxada. Não deixe a Torre sem visitar as lojas de produtos regionais, onde poderá provar o inimitável Queijo da Serra, os mais variados enchidos e o mel da região. Aqui admira uma das imagens que mais define a Serra da Estrela, os seus fiéis cães pastores. E porque o dia foi de emoções intensas, entregue-se à brandura da paisagem. Do Castelo de Folgosinho pode contemplar uma das mais belas vistas sobre o vale do Mondego. E quando as estrelas ameaçarem povoar todo o firmamento, recorde-se que são horas de jantar. Situado em Belmonte, o restaurante Convento de Belmonte Gourmet pertence ao chef brasileiro Valdir Lubave, que elege os cogumelos da região como matéria-prima para criar receitas tão inesperadas como
Domingo nas nuvens! Depois de um sábado de emoções fortes, ouse decidir-se por um domingo em slow motion. Revigore corpo e espírito num passeio matinal pelo Vale do Rossim ou, se preferir, no conforto do SPA da Casa das Penhas Douradas. No Museu do Pão, em Seia, poderá usufruir de um pequeno-almoço em família e depois aprender a amassar o pão ou a fazer bolachas que pode levar de recordação.
Também em Seia, o Museu do Brinquedo exibe uma coleção com brinquedos de todas as épocas, tamanhos e feitios. Não dê tréguas à gula e prepare-se para uma despedida como convém, com um almoço típico da Beira. Em jeito de abrigo de montanha, o restaurante Camelo, em Seia, apresenta uma ementa para gostos intrépidos. O arroz de carqueja, o cozido à pastor ou o cabrito são referências da casa que fazem as delícias de quem por ali passa. Pode parecer insano, mas a nossa sugestão para rematar o fim de semana é um voo destemido sobre a serra. A aldeia histórica de Linhares da Beira é um verdadeiro
museu vivo, com o granito impregnado nas ruelas sinuosas e pontilhado pelo seu imponente castelo de construção militar e influência românica e gótica. O seu relevo e o vento constante fazem deste o local eleito dos muitos amantes do parapente. Seja verão ou inverno, esta aldeia serrana, também conhecida como a “capital do parapente”, é o ponto de partida ideal para um adeus idílico ao manto branco invernal que caracteriza a Serra da Estrela. Voe por entre desníveis montanhosos impressionantes e delicie-se com a perdição da natureza em bruto. A liberdade está aqui, mais perto das nuvens!
EDIÇÃO PORTUGAL • Nº 23 • MAIO 2014
LOOK VISION
TM
IX SIMPÓSIO CONSELHEIROS DA VISÃO Elevar a ótica rumo ao futuro
PRODESIGN E MODAVISÃO
Famosos rendidos ao conceito inovador da marca
OPTOMETRIA
IACLE em prol da educação em contactologia
2.º
2 ANOS LOOKVISION PORTUGAL A ótica no feminino
A evolução de uma marca de coração independente A LookVision em Portugal teve que assumir um core distinto do que vigorava em Espanha. Sabíamos à partida do rigor e exigência sobre a imagem que os nossos profissionais lusos têm e identificamo-nos com isso mesmo. Unimo-nos, por isso, a profissionais do design de renome para edificar um logótipo forte. Emanuel Barbosa foi o nosso diretor criativo no arranque e fez-nos voar. A nossa marca inconfundível e destacada nos gabinetes de imprensa das feiras internacionais comprovou esse caminho certeiro. Os óticos chamam-nos “a bonita”. Claro que, o design está vivo e desenvolve-se e, porque o nosso primeiro criador assumiu responsabilidades incríveis além fronteiras, foi a nossa fiel e primorosa designer Paula Craft que fez renascer e brilhar a versão portuguesa da marca, em setembro de 2017. De facto, o contexto espanhol na nossa história fez sentido pelos sentimentos que tínhamos pelas pessoas envolvidas no nosso percurso, mas nunca ao nível dos negócios. A nossa marca primordial, Patrícia Vieites e Carla Mendes, ainda eram o nosso maior ativo. O nome Millioneyes irrompeu neste emaranhado humano que criámos à nossa volta em 15 anos de ótica. Entre amizades, brindes, esperança e sonhos. Pusemo-lo on hold, à espera pelo sinal de que era o momento certo. Neste atípico 2020 tivemos a prova de que temos que avançar!
•• O n om e M i l lio n eyes irro mp eu n e ste em ar an h ado h uma n o q ue c riá mos à n os s a v ol t a em 15 a n o s d e ó t ica. En t r e am i z ad es , b rin d es , es p era nça e so n h os . ••
Millioneyes: o que muda? Muda o nome! Muda para uma marca que nos diz muito mais, que tem sentido paradoxal, que é clara e ao mesmo tempo dupla e que tem a arte e a mordacidade que nos carateriza. Millioneyes inclui-nos a todos, artistas, jornalistas, relações públicas, empresários, optometristas, técnicos, cientistas, comerciais e todos os que compõem o setor da ótica. Millioneyes é a chegada ao entreposto que nos esperava desde o número 1. Millioneyes é independência e a afirmação da nossa alma lusa. Mesmo assim, nunca fomos tão internacionais como hoje, mas muito pela mestria dos portugueses que comunicamos nas nossas publicações e que nos colocam na rota do que de melhor se faz neste mercado em específico. No processo de pensarmos as “revistas covid” e num momento em que temos que exultar o que é nacional, avançamos com a Millioneyes em direção à luz. O design mantém-se, porque sempre foi nosso e os conteúdos aperfeiçoam-se, porque sempre estivemos nesta demanda incessante pelo progresso. A marca primordial continua aqui, sob o trabalho, as vozes e as palavras de quem dinamizou a publicação ainda ela era um sonho: Patrícia e Carla. Temos a mesma energia do primeiro dia, quando nos sentámos com a ponte do Freixo como plano de fundo e nos desafiámos nesta relação, uma com a outra e nossa com o setor da ótica. Só concebemos esta missão nesta perspetiva sempre intimista, honesta e de constante luta pelo melhor ângulo da história, o mais verdadeiro e, claro, mais glamoroso, se possível. Portanto, convidamos o setor a adotar o nosso lema de sempre com renovada marca: a ótica está na Millioneyes!
Tema de Capa | 19 |
Distribuição exclusiva a profissionais • Preço
de Capa: € 7,50
ANO DE PUBLICAÇÃO
Associação Nacional dos Ópticos
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Como salvar a ótica?
A Associação Nacional dos Ópticos dinamizou, a 4 de junho, um encontro virtual via plataforma Zoom, aberto a todos os players do mercado. Em destaque estiveram os resultados do estudo de impacto económico da Universidade Católica ao setor, pela voz do investigador e docente da instituição, Ricardo Reis. O presidente da associação mais representativa dos óticos nacionais, Fernando Tomaz, expôs ainda as principais medidas desenvolvidas para reduzir o impacto da covid-19 nos negócios retalhistas, em conjunto com o projeto Visão Partilhada. Envolvidos nesta conversa, moderada pela experiente comunicadora Cláudia Borges, estiveram quase 100 participantes.
“Somos uma atividade com futuro e o governo reconhece isso com as decisões políticas que tem tomado. Fomos os primeiros, durante o estado de emergência a desenvolver ideias para resolver o problema da segurança dos nossos clientes e fizemos um manual com a União Profissional dos Ópticos e Optometristas Portugueses para a optometria e isso foi bem visto pelas autoridades. É um momento difícil, mas estamos atentos. Urge fazer os clientes sentirem-se seguros para que voltem e tenhamos sustentabilidade”, adiantou desde logo Fernando Tomaz, no arranque da conferência. E um dos mais sonantes empreendimentos, em destaque na edição anterior da revista, é mesmo a Visão Partilhada. Este projeto ganha vida na determinação de óticos independentes, grupos de ótica e indústria e coloca-se sob alçada da Associação Nacional dos Ópticos (ANO), para que se desenvolvam “respostas rápidas e urgentes para o nosso setor. Tem sido um trabalho diário. Começámos com uma ronda de contactos com o Governo e grupos parlamentares. Não há dúvida que foi muito bem aceite, com um muito obrigado aos óticos por estarem na linha da frente durante o estado de emergência”, reforça Fernando Tomaz. O setor unido em torno do futuro Ricardo Reis da Universidade Católica foi a voz científica do webinar da ANO. Trouxe consigo os resultados importantes do inquérito feito a quase 400 óticos e que permitiu formar um cenário vital sobre a ótica pré e pós covid-19. Este trabalho é
o instrumento mais importante na empreitada Visão Partilhada, pois suporta as propostas e os diálogos empreendidos pela ANO junto das forças vivas da política nacional. “Fizemos o trabalho assente em três dimensões. Em primeiro lugar, recorremos à central de balanços do Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica, depois investigámos dados setoriais do Banco de Portugal e, finalmente, usámos os dados do inquérito que lançámos no final de abril, pelos quais estamos extraordinariamente gratos. E havia aqui uma aposta com o Fernando Tomaz, baseada na possibilidade de passarmos os 200 inquéritos respondidos. Tivemos quase 400, o que significa que o Fernando ganhou a aposta e ninguém perdeu (risos). O setor está de parabéns”. Ricardo Reis fez então uma descrição sumária do que era a ótica antes da crise. Falou de um setor financeiramente saudável, com cerca de 1600 empresas, em 2018, eminentemente composto por micro e pequenas empresas com mais de cinco anos e representando 580 milhões de euros de volume de negócios. Contaram-se 8380 postos de trabalho com baixos níveis de precariedade. Comprovou-se a robustez financeira do setor e o que surpreendeu os investigadores da Universidade Católica foram os elevados níveis de investimento nos respetivos negócios o que contraria o panorama nacional de outros setores. “Tem grande vitalidade.” A ótica demonstrou também ter grandes existências, que também exige
Cheque-óculos, divulgação e muito mais A ANO tem preparadas várias ações em prol do setor que representa e uma das medidas que está “na calha” é a da implementação do cheque-óculos. “O cheque
•• “Som os um a ativida d e com futur o e o gove rn o r econhece isso com a s decisões políticas q ue tem tom ado” ••
óculos é um sonho de há já algum tempo e este é o momento certo para o por em prática. Temos isto proposto ao governo com duas tipologias: para os mais novos, estudantes e quem segue a telescola, que são bombardeados pelo trabalho digital, e para a população sénior que precisa de mais apoio e que tem dificuldades de visão”, explicou o presidente da associação aos participantes da conferência online. A mediadora Cláudia Borges lançou depois uma questão provocadora, ao querer saber como fazer chegar à população estas informações. Fernando Tomaz foi pe-
remptório: “vou levantar o véu. Levámos ao governo o plano de uma grande sensibilização pública da população. Aproveitámos o estudo da Universidade Católica e as informações da Entidade Reguladora da Saúde para utilizar as verbas que o governo já dispôs aos média com o objetivo de comunicar os cheque-óculos, porque de outra forma as pessoas não sabem que existe. A medida foi muito bem aceite pelo Governo e pelos grupos parlamentares.” Ainda sobre a sobrevivência das óticas, impôs-se perceber como se agirá no imediato junto das empresas. Neste ponto, o representante da ANO realçou a necessidade urgente de apoio à tesouraria. “Uma terceira medida que defendemos com unhas e dentes é um financiamento ao setor da ótica. Entre os que estão aprovados da União Europeia, urge tornar tudo mais rápido.” Ricardo Reis destacou ainda que as medidas de alívio fiscal são essenciais e apontadas pelo estudo que liderou. Para terminar o momento de partilha e edificação proporcionado pela ANO, Fernando Tomaz revelou que o acordo com a Universidade Católica extravasa o estudo apresentado. Um corpo de consultores daquela unidade de ensino estão disponíveis para dar apoio de gestão às empresas de ótica. Basta inscreverem-se junto da ANO. “É algo único termos o apoio da Universidade Católica para estas empresas associadas, para que posssamos estrategicamente evoluir e ultrapassar as dificuldades que nos esperam. Fica aqui a mensagem a todos os associados da ANO que esta benesse está incluída no estudo e no projeto”, ressalvou o presidente.
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grande injeção de capital. Percebeu-se pelos inquiridos que havia reservas de tesouraria para dois meses, mas esta crise apresentou-se mais longa o que antecipa desde logo o stress financeiro. Impõem-se empresas com um estabelecimento, porém algumas têm mais. Grande parte em regime de franchising. Nas vendas, o contacto direto com o consumidor é crucial e, para além disso, os clientes mais significativos são os da zona adjacente à loja, embora os que se acercam do ponto de venda também são motivados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e outros subsistemas. O inquérito revelou ainda que a esmagadora maioria das lojas são de comércio tradicional. Na generalidade das respostas, os óticos acreditam na lentidão da retoma. Aliás, impõe-se o medo em toda a população, facto transversal a todas as pesquisas da Universidade Católica. Claro que, no setor da ótica este sentimento tem força no facto de terem estado abertos no período de confinamento, sem clientes à vista. Já no pós covid-19, apuraram-se quebras de venda entre 68 e 72 por cento nas óticas, essencialmente nas mais pequenas. O impacto nas vendas anuais poderá subir aos 55 por cento num cenário otimista, ou até aos 65 no caso de haver uma segunda vaga da doença. Isto significa perdas entre 200 até 450 milhões de euros em 2020. Recuperação? Nunca antes de 2024! “O que é crítico para o setor é voltar a mobilizar a procura e que hajam consumidores dentro das lojas. Ao contrário do que acontece com os barbeiros e cabeleireiro, cuja necessidade foi crescendo durante o confinamento, a população não se apercebeu que tem que dar prioridade à saúde visual depois desta época. A vantagem do setor é que foi “forçado” a manter-se aberto e com isso tomou uma posição dinâmica no seu bairro, no quarteirão e tornou-se num polo de concentração e reunião e uma referência, da qual tem que tirar partido agora. É preciso que as pessoas vão às óticas e para isso são necessários mecanismos que chamem a atenção para esta necessidade. São prementes medidas de sensibilização mas também reforço financeiro. É ainda urgente o governo entender o quanto poupa com as óticas no SNS”, concluiu o investigador da Universidade Católica.
Opticalia
Rede de óticas unida e reforçada
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A Opticalia conseguiu garantir o foco e a energia durante o período desafiante imposto pela pandemia global por covid-19, nos últimos meses. A equipa do grupo multinacional propôs soluções e apoio fulcral para assegurar e preparar o futuro dos seus óticos.
•• “ E n q ua n t o red e n ac i o n a l e g rup o m u l t i na c io n a l q ue s om o s , es t a mo s u n i dos n o o b jet iv o c om u m d e g a ra n t ir q u e v amo s s up era r es t e p erío d o m a is exig en t e e c o n t urb a d o , m an t e n do a es s ên c ia e p os i c io n a men t o d a ma rc a ” •• A rede de associados usufruiu de toda a cooperação da equipa Opticalia em termos legais e financeiros. Multiplicaram-se as ações de formação e soluções de marketing, para organizar as lojas e manter o funcionamento ou reabrir nesta nova realidade, respeitando as normas de higiene e segurança. Da mesma forma, a Opticalia garantiu que projetos de expansão mantinham força e viabilidade e que fosse possível, nos meses de maio e junho, efetivar a abertura de novas lojas. As inaugurações aconteceram com os pontos de venda de Alverca e de Alenquer e a Opticalia de Ponte da Barca está também a preparar-se para proporcionar ao público os respetivos serviços, muito em breve. “Estes estão a ser tempos de aprendizagem e de reinvenção, em que temos tido
que equilibrar ritmos, sentimentos e vontades diferentes... Concentrámos esforços e, mesmo estando com parte da equipa da sede em teletrabalho, conseguimos dar resposta e apoiar a nossa rede de lojas face aos desafios que a pandemia trouxe. Adaptámo-nos à medida que foram divulgadas as medidas de confinamento e de desconfinamento no nosso país, tendo também presente o que se passa além-fronteiras nos outros países em que a marca opera (Espanha, Colômbia e México). Enquanto rede nacional e grupo multinacional que somos, estamos unidos no objetivo comum de garantir que vamos superar este período mais exigente e conturbado, mantendo a essência e posicionamento da marca. Unidos somos melhores!” são as palavras de confiança de António Alves, diretor geral da Opticalia Portugal.
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Maxivisão
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Desafiar a crise com coragem Vítor Martins e Ana Carvalho atreveram-se a dar continuidade aos seus projetos de expansão, em plena pós-pandemia, e celebraram a abertura de uma nova Maxivisão. A 16 de maio, Vila Nova de Poiares ganhou um novo ponto de venda com a assinatura desta equipa, que mantém o foco no sucesso e, acima e tudo, nos seus empreendimentos filantrópicos. “Sim, abrimos portas a 16 de maio, mesmo no meio do caos! O projeto já estava em mente há um ano, mas só acabou por se efetivar em final de 2019, levando a que se iniciassem as obras logo no início de 2020”, explicou-nos Vítor Martins sobre a mais recente aventura da sua empresa. Embora os planos iniciais fossem celebrar a nova etapa da Maxivisão no final e março, as circunstâncias provocadas pela covid-19 forçaram a um reajuste de datas e planos. E apesar do confinamento do país e da crise financeira e social subjacente, a dupla de óticos conseguiu levar a expansão a bom porto, graças também ao apoio dos fornecedores. “Em situações de crise, tudo se equaciona. Mas apesar dos tempos conturbados, tínhamos que abrir, era um espaço que se tinha projetado para melhor receber os nossos clientes e não podíamos desistir desse objetivo”, sublinhou o gerente da Maxivisão. A Millioneyes quis ainda saber como querem Vítor Martins e Ana Carvalho superar o atual contexto desafiante.” O nosso setor, assim como tantos outros, tem que se reinventar na ligação com o cliente. Estar presentes sem ser fisicamente é o novo paradigma, por isso o investimento nas novas tecnologias, nomeadamente ter um site e presença nas redes sociais é fundamental. Claro que muito do nosso negócio é de ligação física com o cliente, onde lhe conseguimos transmitir a confiança que ele necessita para efetivar a compra, mas parte desta relação passará pelo digital.”
Maxivisão e a responsabilidade social A casa nascida a partir de Condeixa-a-Nova, em 2005, teve um percurso pautado pela ambição de dar um serviço diferenciado aos seus clientes. Logo em 2006, a Maxivisão cresceu para Vila Nova de Poiares onde se estabeleceu com sucesso. A contração do mercado mundial impeliu estes empresários a delinearem estratégias atuais e, quando em 2014 abriram a terceira loja em São Pedro de Alva, perceberam que podiam fazer a diferença nos meios pequenos, onde faltavam estes serviços. Em 2018, Vítor e Ana decidiram mudar a imagem da marca de óticas e iniciar um projeto arrojado de cariz social, sonhado há muito tempo. “Achamos que as empresas têm de ter responsabilidade social, e que esta é uma altura de transmitir coragem às pessoas, para não desistirem, sendo também essa a nossa mensagem para o setor e para a sociedade”, concluiu o líder da Maxivisão. 2020 é o ano que fica marcado pela segunda loja de Vila Nova de Poiares e pelo reforço da vontade de ajudar quem precisa.
MultiOpticas
O grupo de óticas renova o seu compromisso filantrópico com várias ações solidárias. Computadores, materiais de proteção individual e bens alimentares colmataram as necessidades de quem mais precisa, neste período excecional gerado pela pandemia por covid-19. “É um orgulho poder dizer que, em cerca de dois meses, montámos três projetos numa altura de pandemia e de crise mundial: entrega de 500 viseiras à Ordem dos Médicos (já transmitido na edição 89), entrega de bens alimentares à Cáritas Diocesana de Setúbal e o donativo de 18 computadores no regresso às aulas em formato de telescola ou de aulas online. A MultiOpticas continuará sempre presente na vida dos portugueses, olhando por todos nós mesmo nos períodos mais difíceis das nossas vidas”, declarou Ana Portugal, responsável pela área de Responsabilidade Social da MultiOpticas. Computadores para as crianças de Braga O franquiado Hugo Ferreira lançou a iniciativa e a MultiOpticas apoiou e fez crescer. Com a intervenção da área de Responsabilidade Social Corporativa da MultiOpticas em conjunto com a equipa de Informação e Tecnologia, recuperou-se e reciclou-se 18 computadores para oferecer ao Município de Braga. A autarquia, por sua vez, entregou os aparelhos aos agrupamentos escolares que os distribuíram pelos alunos economicamente desfavorecidos, para que acompanhem as aulas online. Reforço da relação com a Cáritas Portuguesa A MultiOpticas tem já registadas várias ações com a Cáritas e como continuidade desta relação solidária, a marca ofereceu diferentes bens alimentares para serem distribuídos no Centro Social Nossa Senhora da Paz, em Setúbal. A empresa já tinha um evento marcado na instituição setubalense, mas as restrições impostas pelo estado de emergência e pelo desenvolvimento da covid-19 forçaram o adiamento para uma data em que se possa garantir a segurança de todos os envolvidos. Claro que, a ajuda não ficou suspensa!
•• “A M ultiOpticas continuar á sem pre presente na vida dos portugueses, olhando por todos nós m esm o nos períodos mais difíceis das nossas vidas” ••
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A vida parou, a solidariedade não!
CECOP
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Sobreviver à pandemia de 2020 em duas edições A CECOP lançou o Manual de Sobrevivência para o Retalho Ótico nos países onde tem presença, nomeadamente Portugal, Espanha, Itália, México e Colômbia. Trata-se de um e-book em duas edições ajustado às regulamentações das respetivas nações que tem como objetivo servir de guia a todo o setor, visando aliviar os efeitos da crise causada pela pandemia por covid-19. É mais uma das ações globais que a CECOP planeou em prol do setor.
•• O s eg un d o ma n ua l incita a s ó t ic a s in d ep en d entes a imp l emen t a r um a men t a l id a d e mais in o v adora ••
O grupo multinacional reforça o seu apoio a todas as óticas independentes com ferramentas que possibilitem manter a competitividade no mercado. E como em qualquer cenário de crise, o panorama atual impele à aplicação de medidas para se superar a recessão económica e, ao mesmo tempo, fortalecer os negócios. Sob esta premissa, a CECOP lançou a primeira edição do Manual de Sobrevivência para o Retalho Ótico no início de maio, com uma série de medidas para ajudar a mitigar os efeitos do estado de emergência. Os conselhos lançados no e-book foram divididos entre operações, finanças, pessoas, marketing e finalmente “prepare-se para o futuro”. E como a pandemia já passou mas a transmissão não, a CECOP tem presente que uma das medidas mais necessárias para o setor é a transformação digital, que já estava em curso mas que foi acelerada. Por isso mesmo, no fim de maio lançou-se a nova edição do Manual de Sobrevivência, focada no aumento das vendas digitais nas óticas. Transformação digital na base da sobrevivência O segundo manual incita as óticas independentes a implementar uma mentalidade mais inovadora. São etapas simples e decisivas que podem apoiar o processo de digitalização, tais como o usos de canais digitais para obtenção de lucros, a implementação de entregas ao domicílio, transformação dos colaboradores em operadores digitais e de logística, usufruto de aplicações que possam ajudar a vender e experiência como vantagem competitiva. A CECOP continua a pensar em mais ações para dinamizar os mercados onde está presente e cruzar as experiências dos diferentes países que trabalha, sempre com uma visão global e em nome de óticos independentes mais fortes.
Maui Jim Os heróis reconhecidos
As pessoas puderam partilhar com a Maui Jim os feitos, muitas vezes desconhecidos, de quem lhes é próximo, dando a oportunidade à empresa de agradecer e homenagear estes heróis com aquilo que tem de melhor: os óculos de sol. As histórias multiplicaram-se e deram nova dinâmica, tanto às redes sociais da Maui Jim,
como à equipa da casa que “viveu” histórias de coragem, superação e altruísmo, pelas palavras dos seguidores. Hanna, Bobbi, Will, Terry, Alberto, Robyn, Daniel e tantos outros nomes ficaram eternizados pelo seu comportamento heroico e sem pedir nada em troca. Desde agentes funerários, que se dedicam a quem chora os seus noite e dia, passando por professoras que, mesmo à distância, não deixaram de dedicar-se aos seus alunos, empresários que se viram forçados a encerrar os respetivos negócios mas não esmoreceram e contribuíram para a comunidade, camionistas, médicos, enfermeiros, bombeiros, até aos voluntários que mesmo sem rendimentos cozinharam para quem precisava e distribuíram medicamentos e bens essenciais. Os episódios de dedicação foram tantos e tão intensos que a Maui Jim, a 21 de maio, decidiu que um par de óculos por dia era pouco. Passou a dar 15 para incluir a imensidão de pessoas altruístas, cujas histórias lhes chegaram às mãos. “Quisemos expressar a nossa gratidão a estes heróis, contribuindo com uma peça Maui Jim à escolha.”
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A marca de eyewear originária do Havai lançou-se à procura dos heróis anónimos que tornaram a luta contra a pandemia pelo novo corona vírus possível. Durante o mês de maio, a Maui Jim desafiou os seus seguidores a revelarem uma pessoa que admiram pela contribuição no período excecional, oferecendo um par de óculos de sol por dia aos nomeados selecionados. A iniciativa teve tanta adesão que, dos 31 modelos inicialmente previstos para doação, afinal subiu-se para mais de 170.
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Essilor Lado a lado com os óticos
A Essilor Portugal festejou os 31 anos de trabalho no nosso país, de forma ativa. Ou seja, seguindo o seu modus operandi de sempre, desafiou os parceiros óticos a reunirem-se num webinar em torno do tema Preparar o mundo da ótica rumo ao futuro. A equipa da Essilor e os seus Vision Leaders trocaram conceitos, contextos, ideias e mensagens de esperança, no sentido de edificar o setor neste período particular de pós-pandemia. Gonçalo Barral foi o anfitrião e moderador do encontro online sob bandeira da Essilor Portugal. A mensagem primordial do discurso de abertura foi um agradecimento aos óticos neste momento crucial, por se manterem ativos na primeira linha de atuação, elevando todo um setor junto dos consumidores. “Os óticos são a nossa razão de existir e a nossa maneira de estar neste mercado, nesta grande cadeia de valor, faz parte de nós e, por isso, achámos que faria todo o sentido falar e pensar a ótica juntamente convosco. É um momento complexo e esperam-nos dias difíceis mas já passamos outros momentos complicados juntos”, realçou o líder da Essilor Portugal. O momento de celebração, a propósito do aniversário da empresa, foi simbólico, como frisou Gonçalo Barral, “em 1989 apareceu a Essilor Portugal com o atual número de identificação fiscal, a partir de uma fusão de pelo menos três empresas em que uma delas remonta ao final do século XIX. Já ultrapassámos muitas pandemias. Temos uma missão forte: melhorar vidas melhorando a visão.”
O diretor geral avisou ainda que a história continua a desenrolar-se e que este episódio gerado pela covid-19 dita um novo rumo para a ótica. “(...) a especialização do mundo da ótica, nomeadamente nos cuidados que queremos dar à população, vai ser a base de toda a relação que temos com os consumidores. Em segundo lugar, a pandemia empurrou-nos para uma rápida digitalização, mesmo para a ótica, e veio para ficar. Estamos em constante contacto com os consumidores. Finalmente, muito mudou e ainda vai mudar,
mas a confiança na relação da Essilor convosco e dos óticos com os clientes tem que continuar a ser o pilar de toda a nossa existência, tanto na segurança como nos serviços.”
•• “ É um m omento complex o e es p eram- nos dias difíceis mas já p a ssam os outros momentos c o mplicados juntos” ••
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A Essilor Portugal em ação A conferência online prosseguiu com as vozes dos diretores da equipa da fabricante de lentes. Desde a área comercial, com Ricardo Cadete, passando pelo marketing, com Luís Rio, pelo departamento de saúde visual, com Alberto Silva, pelo centro de produção de Rio De Mouro através de Daniel Ferreira até ao departamento de recursos humanos com Patrícia Calvário, a Essilor Portugal comprovou a sua robusta preparação para se manter visível neste período desafiante. A empresa evidenciou ainda a sua dedicação aos parceiros óticos, com um trabalho profundo e estudos em prol de cada ótico que vende as lentes oftálmicas das marcas Essilor. As mudanças dos comportamentos do consumidor estão contempladas, assim como as novas necessidades de higiene e segurança, comunicadas com todo o cuidado pela equipa Essilor Portugal.
A voz aos “atores” principais O webinar da Essilor Portugal sobre o futuro da ótica contou com o contributo de cinco dos seus Vision Leaders, representantes do norte, centro e sul do país. Todos sem exceção estiveram disponíveis para os seus clientes durante o estado de emergência, mesmo com limitações. Aliás, André Queirós da Opticalia Joane, em Vila Nova de Famalicão, disse que fechou as portas físicas da loja, para proteger clientes e colaboradores, mas manteve a linha de comunicação aberta, “mas o que aconteceu foi caricato. Tivemos que ir às lojas todos os dias!” André Cabrita, da Optimax, do Algarve contou também que “Tivemos casos particulares como um cliente que tinha partido os óculos e em vez de por gasolina pôs gasóleo e quando aqui chegou estava em desespero, entre outros casos para quem os óculos são essenciais.” António
Paulo, da Óptica Alípios de Abrantes sublinhou mesmo que “somos reconhecidos por termos estado aqui. Acho que temos a oportunidade de aumentar a nossa base de confiança com os clientes e os óticos de rua podem aproveitar a falta de confiança que à partida os centros comerciais provocam nesta fase.” Luís Góis das OCT de Torres Vedras calculou que “o facto de termos que mudar os nossas procedimentos, espaçando as consultas e permitindo menos pessoas nas lojas, também nos dá mais tempo a cada cliente e dá-nos mais margem para um serviço mais diferenciador.” Neste âmbito, Rui Cruz, da Óptica Cruz de Viana do Castelo acredita mesmo que “as novas ferramentas (digitais) apoiam-nos nas vendas, como as comunicações nas redes sociais que nos aproximam dos clientes e dos seus problemas e verdadeiras necessidades.”
CECOP/Prooptica
A análise do presente e do futuro
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David Carvalho, country manager da CECOP Portugal, e Luís Justino, docente no Iscte - Instituto Universitário de Lisboa e diretor geral da Prooptica, protagonizaram um webinar essencial, que quis iluminar o setor da ótica nestes tempos excecionais. A convite do grupo de óticas, o empresário e especialista em gestão e área comercial discursou sob o tema Gestão da Força de Vendas em Tempos de Covid-19, que acabou por se alargar a um importante guia em diferentes âmbitos, em direção a um “novo normal”.
A linha de comunicação proposta pela CECOP Portugal abriu a 8 de junho. Na receção dos ouvintes esteve David Carvalho, para introduzir o homem que tem a gestão e a ótica na “ponta da língua”. A lançar o tema do dia, o mediador lançou desde logo questões sensíveis: estamos perante uma crise de valores? Qual é a diferença desta para outras fases conturbadas nos mercados mundiais? Luís Justino, sob a missão de partilhar as suas aprendizagens pelo setor e pelo país, avançou que esta é, de facto, uma crise disruptiva, inesperada. “Pensávamos que seria semelhante às anteriores. Mas o que traz de diferente? Entrou demasiado rápido e ninguém se conseguiu adaptar, nem ao nível dos produtos, nem de cash flow, nada. Na crise de 2009 pudemo-nos ajustar. Agora fomos forçados a adequar uma dinâmica diferente e sem a presença direta dos nossos colaboradores, porque estavam
confinados. Não apareceu só do lado do mercado, mas também da oferta, porque não havia distribuição. O mundo desenvolvido ficou todo afetado e sem tábua de salvação. Há, porém, uma referência importante. Não é uma crise bancária e isso pode-nos salvar agora na retoma. O mercado financeiro tem uma robustez que não tinha em 2009. O governo também atuou de forma diferente: sobre impostos, sobre o lay off e ainda prestando garantias para financiamento. Agora até se fala de dinheiro a fundo perdido. Adaptação é a palavra de ordem!”
O webinar seguiu depois a crise no terreno, abordando-se que aprendizagens se podem retirar deste período de confinamento forçado que fez “emagrecer” a economia. Luís Justino foi peremptório ao defender que sem colaboradores talentosos e, claro, sem clientes, dificilmente a roda viva dos mercados funciona. “Dizemos no marketing que estamos focados no cliente, mas se ele estiver confinado é mais difícil.” Por tudo isto, o professor defendeu que perante o cenário que vivemos por causa da pandemia mundial, foi importante que as cadeias de comando das empresas fossem únicas, gerando decisões rápidas, baseadas num plano e reduzindo improvisos. “Temos pontos de oportunidade que aparecem e desaparecem rapidamente, como os materiais de proteção, por exemplo. Aprendi ainda que devemos humanizar a comunicação o mais possível. Não vale a pena dizer que não temos medo. Eu tenho medo do futuro, da incerteza que esta crise em particular traz mas sou corajoso para lutar ao lado dos meus parceiros para ultrapassar isto”, sublinhou Luís Justino. Admitiu-se, que novas formas de trabalhar foram postas em prática, novos produtos entraram em ação e renovaram-se as formas de comunicação e redes de negócios. “Crescer em digital era absolutamente essencial.” Atenção à gestão financeira! “Há poucos momentos na gestão de empresas, e tenho 27 anos de gestão, em que a tesouraria é mais importante que os proveitos. Para nos aguentarmos temos que ter o dinheiro. O primeiro conselho que dou é: façam um mapa de tesouraria frequentemente. É fundamental saber se há dinheiro para cumprir as minhas obrigações. Hemingway disse: “a minha empresa faliu, primeiro gradualmente e depois de repente.” Por isso precisamos
de planear a tesouraria e antecipar problemas”, avisou Luís Justino. Ou seja, o gestor aconselha mesmo a garantir fundos através de empréstimo, porque estão com condições mais vantajosas, para que, aconteça o que acontecer, a empresa pode manter-se em jogo. “É fundamental gerir expectativas dos colaboradores, clientes e fornecedores. Têm que saber quais as regras do jogo. Depois podemos fazer projeções financeiras para os próximos seis meses. É fundamental gerir as receitas dentro da loja. Ceder a estratégias de baixo custo, como alguma concorrência, pode ser perigoso, porque há menos procura, nesta fase. Devemos sim maximizar os nossos serviços, valorizá-los.” Virtualizar faz sentido? Neste pós-confinamento sentiu-se o investimento sério das marcas na digitalização dos seus serviços e comunicações, no sentido de não perder a ligação ao respetivo cliente. A prova de que foi uma estratégia certeira está no exemplo dado por Luís Justino: as cadeias virtuais, como a Netflix ou a Amazon, tiveram um crescimento exponencial, contratando milhares de pessoas, num período em que os EUA se afundavam. Ou seja, é tudo uma questão de marketing no fundo, sendo que o marketing consiste na filosofia de gestão, a forma como se encara o mercado. Tem que se investir na conquista do cliente, seja ele ótico, fornecedor ou consumidor e para isso usar ou uma equipa comercial ou ferramentas digitais do inbound marketing (marketing de atração). O caso português, porém é distinto, “em que tivemos sempre, maioritariamente, vendas presenciais e o resto da “vida digital” ia sendo construída. Esta crise fez com que houvesse uma inflexão digital e algumas empresas do nosso setor fizeram-no de forma brilhante em dois
meses e meio. Mas esta estratégia tem que integrar o plano do mercado nos próximos anos. Claro que, a venda presencial continua a ter importância, mais direcionada para vendas de alto valor”, prosseguiu o especialista. Neste âmbito da venda de valor, Luís Justino aconselha os óticos a investir num tipo de vendas designada insight selling, em que se desafia os consumidores com conhecimentos únicos dos produtos, que não se encontra facilmente numa internet cujos dados são fragmentados. Perante um grande investimento, o cliente tem que entender perfeitamente a boa compra que fez, mesmo porque, defendeu o professor, “o cliente sai mais racional desta crise, a confiança de consumo reduziu e até a forma como encara a compra. É um smart shopper.” O que esperar do futuro? “Tenho esperança, não só porque sou um tipo otimista, mas sobretudo porque, no desconfinamento, o ótico começou a trabalhar e nós, na Prooptica, vimos isso através das lentes ou do material de proteção. Passei do pânico inicial, para depois começar a trabalhar no “próximo normal” e finalmente sentir otimismo pois os óticos estão ativos, ainda não como anteriormente, claro. É um bem essencial à saúde. Não somos restaurantes, nem turismo, que estão a sofrer mais. Vamo-nos adaptando e tem-se verificado uma união nunca vista”, salvaguardou Luís Justino. Para terminar uma sessão edificante, David Carvalho fechou com a ideia de que comunicar está na base de tudo, “e tem que se focar oportunidades e assumir que a venda não é só trocar dinheiro por produto. É importante passar informação organizada ao cliente”, apoiando e superando as ferramentas digitais, que estão cada vez mais a favor da ótica.
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•• “ E s t a c r i s e fez c o m q ue h o uv es s e um a inflex ão di g i t al e al guma s emp res a s d o n osso setor fiz eram- no de f or m a bril h a n t e em d o is mes es e meio” ••
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Zeiss
Resposta assertiva ao “novo normal” A pandemia global por covid-19 trouxe novas realidades à vida quotidiana. Ainda mais horas de ecrã, uma inesperada dinâmica digital e os recentes procedimentos de segurança são hoje os ditadores de rotinas. A Carl Zeiss Vision colocou em destaque os produtos do seu portefólio, que garantem que a qualidade de vida da população não é posta em causa. Lentes oftálmicas que protegem da luz azul irradiada pelos ecrãs, soluções que previnem o embaciamento das lentes, causado pelo uso de máscaras e toalhetes que garantem a limpeza das lentes e dos ecrãs são as propostas da Zeiss para o “novo normal”, no pós-pandemia.
Lentes ZEISS BlueProtect 0.0 O confinamento forçado global empurrou a população para os ecrãs. Fosse pela necessidade de saber as últimas notícias sobre o problema gerado pelo novo corona vírus, para contactar amigos e família ou ainda para adquirir produtos de
toda a ordem, as televisões e os demais dispositivos digitais ganharam um ascendente sobre a vida de todas as pessoas. E não são só os ecrãs, qualquer emissor de luz, a que estamos hoje mais submetidos que nunca, induz o stress visual, independentemente da idade ou da graduação, e
•• (. . . ) Qualquer em issor de luz , a que estamos hoje m ais submetidos que nunca, induz o stress visual, independentem ente da idade ou da gr aduação. ••
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pode desregular o ritmo circadiano. Com este comportamento aumentou a necessidade de se proteger os olhos das horas em excesso perante estes emissores de luz azul de grande energia. As lentes Zeiss Blue Protect 0.0 surgem como resposta a esta problemática, mesmo para pessoas sem necessidade de graduação. Desenhadas e desenvolvidas a pensar em usuários que passam muito tempo no interior, incorporam um filtro especial que garante uma visão relaxada e protegida. Adicionalmente, como qualquer lente transparente da Zeiss, as Zeiss Blue Protect 0.0 protegem os olhos e a pele no exterior, à semelhança das lentes solares da marca com UVProtect. É uma solução fulcral neste pós-estado de emergência em que há grande vontade de estar no exterior e com exposição à radiação ultravioleta. O novo produto tem ainda tratamento hidrofóbico e oleofóbico e vem com a gravação laser da Zeiss, como garantia de máxima qualidade ótica.
Zeiss Kit AntiFOG O uso intensivo de máscaras em pessoas com óculos pode ser um desafio visual. O embaciamento provocado pela humidade que escapa pela parte superior do dispositivo de proteção, coloca a pessoa em situações de perigo, pelos constrangimentos à visão. Neste sentido, a Zeiss concebeu um Kit AntiFOG, colocando os óticos como solucionadores primordiais deste problema junto dos respetivos clientes. Cada conjunto contém um spray e um pano AntiFOG e garantem a proteção eficaz, conveniente e duradoura das lentes contra o embaciamento. A marca multinacional assevera as vantagens comprovadas do seu kit AntiFOG sobre os normais tratamentos anti-embaciamento, mantendo as lentes limpas até 72 horas. A dupla de produtos é fácil de usar, sendo eficaz numa só passagem, e tem uma relação preço/qualidade tentadora.
ZEISS toalhetes para lentes/ecrãs A gigante das lentes oftálmicas propõe a solução mais profissional para a limpeza das lentes e outras superfícies óticas. Os toalhetes Zeiss representam a resposta prática e assertiva na limpeza dos óculos e de qualquer ecrã ou superfície ótica, de forma segura. Esta é também uma forma de atrair os consumidores às lojas de ótica, num período em que as suas necessidades mudaram, e assim criar oportunidades de vendas de outros produtos que complementem a faturação do negócio. Os toalhetes têm a sua qualidade e eficiência em dois ingredientes ativos e são isentos de substâncias agressivas, garantindo assim a integridade das superfícies.
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Polaroid
“Uma visão diferente que pode mudar tudo” Há histórias de marcas que são especiais e a Polaroid classificase no topo desta lista. Das mãos do investigador e inventor Edwin Herbert Land nasceu a primeira patente para o material sintético polarizante, em 1929, lançando o início do caminho que se iria percorrer até à Polaroid Corporation. Das famosas máquinas instantâneas que surpreenderam o mundo com imagens impressas no momento da captura, até se poder ver o mundo como nunca se viu, com filtro polarizado, foi um salto. Land tinha 20 anos quando propôs ao mundo um filtro para polarizar a luz, a película Polaroid. Oito anos mais tarde estabeleceu-se a empresa homónima, inventora das lentes polarizadas originais. Ao longo de décadas, Edwin Land contribuiu com esta invenção em diferentes áreas, com papel pioneiro. O início deste percurso de conquistas agitadoras foi nos anos ’30, com a Polaroid Corporation a vender o seu primeiro
par de óculos de sol em 1937 e a exibir os primeiros óculos para filmes em 3D, em 1939. As famosas lentes polarizadas incluíram a força aérea norte-americana, abrindo depois espaço para a sua notoriedade, associando as lentes a óculos desportivos. Naquela época muitas pessoas famosas e heróis de guerra deram imagem à marca, num união inédita de funcionalidade e moda. Essa foi outra verdadeira revolução!
Lentes que construíram um conceito eterno Atualmente a Polaroid produz duas linhas de lentes polarizadas: as lentes termo-formadas, feitas de nove camadas de plástico, cada uma projetada para garantir proteção, cor, filtração da luz e polarização e as lentes injetadas com grande precisão ótica e extrema resistência ao impacto. Os valores agregados da polarização são múltiplos, mas quais são as grandes vantagens palpáveis dos óculos de sol polarizados?
O primeiro benefício tem a ver com a visão livre de ofuscamento. As lentes polarizadas reduzem o ofuscamento e, assim, garantindo conforto em qualquer situação. Olhar através deste filtro de exceção também significa ter um contraste nítido, com maior definição visual. As cores são mais brilhantes, pois a polarização garante uma percepção melhor dos tons. Tudo isto conflui, de forma óbvia, numa experiência superior de conforto, mesmo em usos intensos e prolongados. Ou sejam, reduzem, significativamente, a fadiga ocular. As lentes Polaroid proporcionam uma visão mais clara e mais verdadeira sem efeitos laterais de distorção. Claro que, em cima de todas estas benesses está a indiscutível proteção UV. As coleções de óculos da Polaroid Eyewear hoje, já sob alçada da Safilo, são sempre caracterizadas por novos óculos de sol e de prescrição, que se destacam numa ampla gama de cores vivas. Cultivam uma atitude pop e ao mesmo tempo mantêm o foco nas lentes polarizadas funcionais. As novas coleções são ricas em detalhes, com acessórios fantasiosos e funcionais, tais como cordas coloridas. O estúdio de design da Safilo em Milão, tem a responsabilidade de prosseguir a “vida” desta marca e garantir que o maior número de pessoas vêm o mundo com novos pontos de vista.
•• “As fam osas lentes polariz adas incluír a m a força aérea nor te- americana, abr indo depois esp a ço par a a sua notor ieda d e , associando as lente s a óculos desportivos ” ••
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Nos anos ’50, a moda estabeleceu-se em torno do conceito primordial da Polaroid. A geração de óculos de sol Cool Ray, lançou-se como a “melhor coleção de óculos de sol”, sob o conceito de proteção máxima contra o ofuscamento refletido e sob a “tutela” científica construída por Land. E a inovação foi sempre assinatura primordial da Polaroid. O estilo e as tendências são pontos que se edificaram através dos tempos na marca e nos anos ‘60, os modelos de sol com aros Windsor foram um dos marcos no lifestyle da década, tornando-se um ícone do estilo democrático. Prova da contínua evolução da Polaroid foi uma tecnologia única e exclusiva de polimento através de prensa para fazer lentes polarizadas graduadas de elevada qualidade, estabelecida nos anos ’70. Durante o período de ouro da década de ‘80, mais especificamente em 1985, a Polaroid lançou um modelo aviador com lentes intercambiáveis, em colaboração estreita com a estrela do ténis Boris Becker. Aliás, estes óculos muito especiais tiveram honras de Hollywood ao aparecerem na face do ator Fernando Guillén Cuervo, que interpretou o coronel da polícia boliviana, Carlos, no filme da série James Bond, Quantum of Solace. Durante mais de 30 anos, a marca Polaroid edificou a sua imagem sob estes momentos históricos, e atualmente a tecnologia polarizante é transversal a muitas as marcas de ótica.
Olhar o Mundo | 36 |
Lorena Serrano e Davide Fichera
“O sonho da Nina Mûr está vivo” Há pessoas que nos inspiram e a Lorena e o Davide são dois jovens que nos chamaram a atenção desde os óculos número 1, que tivemos a oportunidade de ver na opti de 2018. É que quebraram barreiras materiais e criativas para dar vida aquela que chamam com amor, Nina Mûr. A marca espanhola saiu dos seus desejos e hoje tem uma vida própria, que se desenrola em torno do conforto da madeira, de mãos dedicadas e próximas de quem desenha e de mentes que não seguem premissas. A Millioneyes teve a oportunidade de satisfazer a curiosidade típica de fã sobre o percurso desta casa nascida em Madrid e recebeu da voz de Lorena Serrano, em seu nome e do seu sócio Davide Fichera, a mais bela história de um sonho que hoje é realidade.
Trouxeram um conceito “fresco” para a indústria eyewear, com um design muito original. Quando e porquê decidiram criar a marca Nina Mûr? Lorena Serrano: A minha mãe é ótica. Desde a minha infância, acompanhei-a a feiras internacionais da especialidade e passei tempos infinitos dentro da ótica com ela. Sempre tive uma intuição natural para mudanças futuras e novidades e sempre me senti motivada para fazer algo distinto no mundo da ótica. Talvez porque me inspirei nas marcas independentes, com as quais a minha mãe trabalhava há mais de 30 anos. Ela era uma visionária. Hoje, e acrescendo ao design, o que nos move é tornarmo-nos agentes ativos na mudança de como se consome, destacando a slow fashion ou slow luxury, como lhe chamamos. Acreditamos firmemente que uma outra forma de produzir e vender é possível. Que os negócios humanos, respeitosos, cuidadores e bonitos são sustentáveis. Além disso, é a única alternativa para o futuro. Fazemos tudo baseado na sustentabilidade, no design e na inovação, como motor da mudança. Conte-nos a história por trás do nome da marca. Nina Mûr nasceu da Nina Quiche. Ou melhor, Nina por causa da Nina Simone, num tributo à força das mulheres e do seu poder para inspirar mudança (a minha sobrinha também se chama Nina!), e Quiche de Quiche Lorraine, e como forma de incluir o meu nome (Lorena) na equação (risos). Mais tarde tornou-se Nina Mûr, que significa maduro em francês. Foi quando entrou o Davide e iniciámos uma nova fase. Foi neste momento que a Nina Mûr nasceu como o atual projeto que desenvolvemos. E já não se trata de apenas uma pessoa, representa toda uma equipa.
na madeira como material adequado para óculos e literalmente nos desligavam o telefone de forma abrupta. Houve muitas lágrimas na altura (risos). Nós sabíamos que a Nina tinha uma razão de existir, por isso, resistimos. Tínhamos que provar que a nossa proposta baseava-se num produto sustentável com a melhor qualidade, ao nível de qualquer outro do mercado, com uma história autêntica. Além disso, a Nina Mûr poderia ajudar o ótico a ter um negócio mais amigo do ambiente. A primeira confirmação de que a nossa marca podia funcionar foi na feira opti, em 2018, quando “saímos” para o mercado oficialmente. Representou a primeira participação num certame e ganhámos logo o prémio para a melhor marca iminente, e daqui arrebatámos muitos seguidores. Foi mágico para nós! A verdadeira aceitação e reconhecimento da indústria que precisavamos para ter força e confiança para continuar.
Consegue voltar atrás, aos momentos em que teve prova viva que a Nina Mûr era uma aposta ganha? Foi muito difícil no início! Fazíamos tudo sozinhos. Desde o design até à produção na totalidade. E quando se começa do zero, tudo é “não”! “Não consegues fazer isso. És louca…” Quando finalmente conseguimos ter o produto concluído, ninguém confiava
Ou seja, apesar de tudo, houve receção por parte do mercado internacional. E em Espanha? A Espanha é, sem sombra de dúvidas, o mercado mais complexo para nós. E ainda
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•• A primeir a confir m a çã o de que a nossa mar ca podia funcionar foi n a feira opti, em 2 0 1 8 , quando “saím os” para o mercado oficialm en t e . r epresentou a prime i ra participação num cer tam e e ganhám os logo o prém io par a a melhor m ar ca im ine n t e , e daqui ar rebatámos muitos seguidor es. Foi mágico para nós ! a verdadeira aceitação e r econhecim ento da indústr ia que pr ecisavam os para t e r força e confiança pa ra continuar. ••
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•• “ Q ueremo s t ra n s ferir esta ex periência para os óticos, mudan d o a fo rma d e c o n s umir e de vender e tornando- os on- dem and e s us t en t á v eis t a mbém nesse . âmbito. Aliás, a sustentabilidade n ã o é s ó ma t eria l amigo do am biente” •• mais, quando começámos. Não percebemos porquê, talvez porque é uma marca de Madrid, talvez pelas caraterísticas do mercado ou até mesmo da Nina Mûr em si. De qualquer forma, sentimos uma mudança e esperamos crescer neste mercado. Seria maravilhoso ter o reconhecimento no nosso próprio país. Porquê escolher a madeira para materializar as vossas ideias? A Nina nasceu como uma pequena coleção para a nossa loja de ótica de família. Representou uma alternativa sustentável à produção de massa, sem abdicar da criatividade, adaptando-se às necessidades do negócio e dos clientes. A madeira permitiu-nos gerar essa alternativa baseada na sustentabilidade, arte, design, inovação e qualidade. Como controlamos todo o processo, incluindo a produção, trabalhar com a madeira permite-nos produzir uma ou mil peças, sem stock, e ser criativos e livres. E estamos sempre a experimentar. Queremos transferir esta experiência para os óticos, mudando a forma de consumir e de vender e tornando-os on-demand e sustentáveis também nesse .âmbito. Aliás, a sustentabilidade não é só material amigo do ambiente Qual é a inspiração para este design tão fraturante? Eu e o Davide temos diferentes experiências. Viemos do mundo do design, da criatividade, da moda e das áreas da arquitetura.
Tudo isto influencia os nossos desenhos e filosofia. Adoramos o movimento art & craft e explorar as tradições e origens dos movimentos de design. Também olhamos para as tendências, mas sempre leais ao nosso estilo. Quem são vocês dentro da Nina Mûr? O Davide está mais ligado à parte executiva e organizacional. Ele lidera a produção e desenvolvimento do produto. Eu sou a área mais sonhadora e visionária. Controlo o design das coleções e a direção criativa. Ambos trabalhámos nas vendas e partilhamos a função de CEO da Nina Mûr. E quem eram antes da Nina Mûr? Eu estudei marketing e comunicação e trabalhei como criativa na área da publicidade, como diretora artística, em grandes agências publicitárias. Depois enveredei pela indústria da música e ainda pela indústria da moda. Em todos estes segmentos, estive sempre ligada aos campos da criatividade, design, direção de arte e branding. O Davide estudou arquitetura e design gráfico e industrial. Estabeleceu a sua própria agência criativa, à qual me juntei. Depois desta experiência de trabalho conjunto, nasceu a Nina Mûr. A atual crise provocada pela pandemia por covid-19 está a forçar-vos num novo percurso? Lançaram um projeto interessante. Estamos muito otimistas. Já tínhamos começado a desenvolver uma estratégia
mais focada na área digital e agora encaixa-se perfeitamente. Durante o período de confinamento, quisemos estamos ligados e enviar uma mensagem de positivismo e colaboração, para nos mantermos saudáveis e unidos e ultrapassar este desafio através da criatividade e do design. Por isso mesmo lançamos uma coleção em parceria com os óticos, possível graças à nossa produção in house. Divertimo-nos imenso! Sentimo-nos menos isolados e os resultados foram incríveis. Estamos ansiosos por partilhar as criações com o mundo. Os sonhos para a Nina Mûr mantêm-se, mesmo neste contexto económico e social desafiante? A Nina Mûr nunca para de sonhar (risos). Aliás, é neste tipo de contextos que sonhamos ainda mais, que pensamos mais em como melhorar, em como seguir em frente e fazer as alterações necessárias para nos adaptarmos às circunstâncias. Estes são intensos períodos de crescimento que nos arrancam da nossa zona de conforto, ajudam-nos a evoluir. O sonho da Nina Mûr está vivo e esperamos que nenhuma circunstância o apague!
opti 2021
Agarrar as oportunidades no arranque do ano A feira internacional desafiou o mercado para uma conferência online, num momento em que muitas questões ainda assombram os players da ótica. A 20 de maio, a transmissão foi direta da Alemanha para todo o mundo sob as dúvidas: qual papel da opti no mercado DACH (Alemanha, Áustria e Suíça)? Que oportunidades surgem na mudança de espaço a cada dois anos? Como lida a feira com o covid-19? Para dar dimensão à conferência virtual, participaram Dieter Dohr, presidente da GHM, responsável pela organização da opti, Bettina Reiter, diretora de projeto opti, Josef May, presidente da SPECTARIS, a associação da tecnologias ótica, médica e mecatrónica, Thomas Truckenbrod, da ZVA, associação de óticos alemã e Nikolaj Schnoor, chefe global comercial da Lindberg. BUSINESS IN THE DACH REGION (GERMANY-AUSTRIA-SWITZERLAND):
Percentage of permanent spectacle wearers:
3.3 million
31 % 38 %
Turnover (in billion €)
contact lens wearers*
occasional spectacle wearers
27 % 29 %
41.1 million
*
spectacle wearers*
c. 6.614
c. 1.032
c. 1.050
78.94
114.63
121.34
Market volume 2023 (in Mrd. €)
7.004
1.056
1.073
1.9%
0.8%
0.8%
Merchandise/other
Numerous exhibitors come face-to-face with their core market at opti: Opticians from across the DACH region.
IMPRESSIVE FIGURES
+5.4 %
Glasses and frames sold in Germany Figures in million items, 2019
compared to the previous year
6.1
billion €
Best business year of the last ten years!
379
54,490 13,750 8.6 billion 37,370
4,7 billion
Retail:
83 % Spectacle lenses
THE DACH MARKET COMPARED TO ITS NEIGHBOURS
The DACH region as the most important international market for opti and sector exhibitors.
6.5 billion
Online and Multichannel:
7% 10 %
Total turnover in Germany 2019
+3.8 %
BREAKDOWN OF SALES IN THE OPTICS SECTOR Lenses and care products
AT THE CENTRE OF THE LEADING MARKET
over the next five years
The outlook in the sector in Germany is brilliant, with growth rates exceeding all expectations
compared to the previous year
Source: Statista (figures pre-Covid-19)
Per capita turnover (in €) Annual growth in turnover (CAGR 2020–2023)
Source: SPECTARIS 2019
3%
growth
THE GERMAN MARKET IN GREAT SHAPE – INCLUDING THE OPTICS SECTOR
*
The optics industry has massive growth potential* over the next few years:
Roughly two-thirds of all Germans above 16 years of age wear glasses
Total
Retail
Online and multichannel
40.21
37.61
2.6
12.97
11.67
1.3
6.8 billion 18,500
Source: Bluebook ECOO, 2017, SPECTARIS, ZVA, Statista
9,310 2.9 billion
48,400
BUSINESSES AND EMPLOYEES IN GERMANY
20,500
employees
employees
11,550
140
businesses
businesses
TRADE
million €
T TG A
12,765
Employees Businesses Turnover (in €)
INDUSTRY
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Karlsruhe Frankfurt Basel A8
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As previsões apontam para um maior regionalismo no setor Durante a conferência este foi um dos pontos altos apontados. A confiança da indústria antes do atual panorama estava em alta com previsões de bons resultados e acredita-se que, mesmo no contexto atual, eles apenas sejam protelados. Porém assume-se que haverá uma tendência para o nacionalismo e regionalismo, como alternativa ao conceito de sociedade global, pelo menos até certo ponto. A organização apurou esta ideia a partir de alguns dos seus expositores, que querem, acima de tudo, encontrar o seu mercado core na opti, ou melhor, os óticos da zona DACH.
NUMBER OF SPECTACLE WEARERS IN GERMANY Trend over the last 25 years
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Stuttgart Airport
Subject to change! As per: 02/2020
Desafios para 2021 A indústria está a enfrentar um enorme desafio com a crise provocada pela pandemia global e a opti, para além deste contexto, também enfrenta a mudança de localização para Estugarda, uma vez que para se manter em Munique tinha que mudar datas. A equipa da feira alemã garante, porém, que a essência do certame, a qualidade e o valor acrescentado para os expositores e visitantes vai manter-se intacto. A estrutura e confiança, por um lado, e o ambiente especial que se constrói a cada ano, por outro,
tornou a opti num encontro de amigos para a indústria, nacional e internacional. Claro que haverá alguns pontos ligeiramente diferentes em 2021, por causa da covid-19, mas somente para garantir um “palco de atividades” seguro para as pessoas e propício a melhores negócios. O encontro está marcado para 8 a 10 de janeiro de 2021, em Estugarda.
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A opti apostou durante anos no mercado interno, tornando-se central para a indústria da ótica da zona DACH. No contexto atual de incerteza global, a feira espera retirar as vantagens deste investimento, garantindo estabilidade. Claro que, os visitantes internacionais têm uma presença sempre mais relevante , atraídos pelo crescimento paulatino do mercado de língua alemã que se coloca lado a lado com o francês. Aliás, nos últimos anos a ZVA anunciou um aumento no valor de negócios de dois por cento e até mais, como em 2019, que ascendeu aos 3,8 por cento. Tudo isto traz esperança de que, mesmo perante a atual crise provocada pela pandemia, o mercado da zona DACH seja menos afetado. Segundo as associações especialistas do país, os cuidados de saúde visual daquela área da Europa estão entre os melhores do mundo, com os serviços de optometria com um papel sempre mais importante. Portanto, espera-se que esta relevância dada à visão entre a população continue, mesmo perante a crise do novo corona vírus.
É a Topografia de Reflexão LED Clinicamente Útil?
Optometria | 40 |
Texto: David P. Piñero, PhD – Departamento de Ótica, Farmacologia e Anatomia da Universidade de Alicante, Espanha Departamento de Oftalmologia, Hospital Vithas Medimar International, Alicante, Espanha.
Introdução à topografia Cassini A reflexão especular de 679 díodos emissores de luz colorida (LEDs) para construir mapas topográficos da superfície anterior da córnea (figura 1) e de sete LEDs infravermelhos adicionais para medir a curvatura da superfície posterior da córnea representam a base do sistema de topografia Cassini (i-Optics, The Hague, the Netherlands).1 Neste aparelho, os LEDs são dispostos num padrão específico para assegurar uma correspondência de um para um entre os pontos da fonte e da imagem, que potencialmente diminuiu a incompatibilidade e distorções da fonte/ imagem causadas por sombras.2 O algoritmo de uma imagem localiza pontos relevantes na técnica de visualização de reflexão LED do filme lacrimal e contabiliza manchas e deformações em córneas irregulares.3 A cada três pontos identificados pelo software há um processamento por ray tracing e a elevação local relevante é definida. Com todas estas informações, o sistema providencia o cálculo da potência total da córnea e do astigmatismo, incluindo o eixo e magnitude, assim como uma completa aberrometria da superfície anterior da córnea.1 Adicionalmente, esta tecnologia combina com a tecnologia de imagem da segunda Purkinje (reflexão de sete LEDs infravermelhos) para obter medidas da superfície posterior da córnea.5 O sistema recebeu a aprovação da reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA) para uso clínico na topografia da córnea.3 Vários estudos foram conduzidos antes de se validar a consistência das medidas obtidas com este sistema topográfico, em sujeitos saudáveis e com patologia, para uma maior variedade de parâmetros topográficos fornecidos por esta tecnologia, 2,3,6-9 mas não incluindo até à data a análise para parâmetros como a asfericidade (Q) da córnea anterior, curvatura da córnea posterior,
Figura 1 – Procedimento de medição com o sistema Cassini.
diâmetro horizontal da íris visível (HVID) ou termos Zernike em representação das aberrações da córnea de alta ordem (HOAs). Da mesma forma, são necessários mais estudos comparativos com sistemas de topografia com padrões superiores, como o sistema Pentacam baseado no princípio de Scheimpflug. As nossas pesquisas com a topografia Cassini O nosso grupo de investigadores produziram uma pesquisa de validação desta tecnologia na clínica de optometria da nossa universidade (Universidade de Alicante), envolvendo 35 olhos (24 do lado direito e 11 do lado esquerdo) de 35 sujeitos (13 homens e 22 mulheres), com média de idades de 32,2 anos (entre os 15 e os 53 anos). Realizou-se um exame ocular completo em todos os casos, incluindo acuidades visuais sem correção e corrigidas, refração manifestada, tonometria Goldmann, exame de biomicroscopia com lâmpada de fenda, análise da córnea com os sistemas Cassini e Pentacam (versão de software 1.14r01, Oculus Optikgeräte GmbH, Wetzlar, Alemanha) e biometria ótica com o sistema IOL-Master 500 (Carl Zeiss Meditec AG, Jena, Alemanha). Fizeram-se três medições consecutivas com o sistema Cassini para se apurar a repetibilidade da entre sessões das medições resultantes do aparelho. Repetibilidade entre sessões das medidas topográficas e das aberrações Em primeiro lugar, analisámos a repetibilidade entre sessões dos dados topográficos e das aberrações obtidas com o sistema Cassini. O valor do desvio padrão intra-individual (Sw) para as leituras das querometrias foi 0,02 milímetros, com o coeficiente de correlação intraclasse (ICC) associadade0,992ousuperior.Relativamente
Análise de concordância de medições topográficas e das aberrações com outros sistemas Estatisticamente significativas e clinicamente relevantes (variação de concordância, 1,96*SD de diferenças > 0,06 milímetros), diferenças nas leituras ds queratometrias foram encontradas entre os aparelhos, com o sistema Cassini a fornecer leituras mais acentuadas comparadas com o Pentacam. Em contraste, não se encontraram diferenças significativas ou clinicamente relevantes (variação de concordância < 0.37 dioptrias) nas séries correntes entra o Cassini e o Pentacam nos vetores de magnitude e potência do astigmatismo da córnea anterior. Contudo, a análise à permutabilidade revelou que as diferenças entre os aparelhos nos vetores de magnitude e potência do astigmatismo da córnea total são clinicamente relevantes, com variações de concordância de 0,69 ou superior.10 Quando comparadas com as medidas obtidas com o sistema IOL-Master, diferenças significativas e clinicamente relevantes apresentaram-se nos três dispositivos.11 Não se encontrou permutabilidade nas medição de Q com ambos os aparelhos, com presença de diferenças estatisticamente significativas entre eles. Em específico, mais valores oblatos de Q foram apurados com o sistema Cassini comparando com o Pentacam. No que concerne a aberrometria, diferenças clinicamente relevantes nos dados das aberrometrias obtidos com ambos os topógrafos da córnea, com variações de concordância superiores a 0,20 (0,20 até 0,62 μm), 0,13 (0.13 até 0.20 μm) e 0,01 μm (0.01 to 0.20 μm) para os termos d Zernike de segunda, terceira e quarta ordem, respetivamente. Validação das medições da córnea posterior A Sw era 0,06 milímetros ou inferior para todo o raio de medições da córnea posterior, com o coeficiente de correlação de intraclasse de 0,960 ou superior. O Sw para a magnitude de astigmatismo, J0, e J45 foi 0,15, 0,04 e 0,04 dioptrias, respetivamente, com os valores de ICC de 0,876, 0,897 e 0,840. Encontraram-se diferenças consideráveis entre os dispositivos em todos os parâmetros avaliados
•• Ma is estudos são necessár ios par a c o rrobor ar a consistência das med ições do Cassini nas cór neas c o m patologia ou com altas a b errações e ainda se o diferente mo d o de calcular a potência total d a c ór nea tem benefícios clínicos s o b re os r estantes apar elhos ••
(p≤0,025). A análise à permutabilidade revelou a presença de limites de concordância clinicamente importantes para os mais baixos (0,03 até 0,050 milímetros) e mais acentuados radii da córnea posterior (-0,01 até 0,39 milímetros). Contrariamente, os limites de concordância não foram clinicamente significativos para a magnitude do astigmatismo posterior (-0,17 até 0,27 dioptrias) e os seus componentes de vetores de potência (-0,11 até 0,15 D).5 Conclusões De acordo com os resultados da nossa pesquisa, a topografia da córnea baseada no na técnica de visualização por reflexão LED colorido do filme lacrimal pode prover medições consistentes da curvatura da córnea anterior e posterior, asfericidade e astigmatismo, astigmatismo da córnea total e aberrações da córnea anterior em olhos saudáveis. Estas medidas resultantes deste tipo de sistema topográfico não podem ser usadas em permutabilidade, exceto nos dados astigmáticos da córnea anterior e posterior, sendo estes fornecidos pelo sistema Pentacam baseado na técnica de visualização Scheimpflug, com a tendência para o Cassini obter medições de curvaturas mais acentuadas, assim como valores mais altos do astigmatismo da córnea total. Da mesma forma, nas queratometrias obtidas com os três dispositivos avaliados, os sistemas Cassini, Pentacam e IOL-Master, não se pode aplicar a permutabilidade. Mais estudos são necessários para corroborar a consistência das medições do Cassini nas córneas com patologia ou com altas aberrações e ainda se o diferente modo de calcular a potência total da córnea tem benefícios clínicos sobre os restantes aparelhos em termos de previsibilidade quando se calcula o a potência tórica da IOL a implantar numa cirurgia de catarata, em olhos com astigmatismo da córnea pré-existente.
Referências 1.- Klijn S, Reus NJ, Sicam VADP. Evaluation of keratometry with a novel color-LED corneal topographer. J Refract Surg 2015; 31: 249-56. 2.- Ventura BV, Al-Mohtaseb Z, Wang L, Koch DD, Weikert MP. Repeatability and comparability of corneal power and corneal astigmatism obtained from a point-source color light–emitting diode topographer, a Placido-based corneal topographer, and a low-coherence reflectometer. J Cataract Refract Surg 2015; 41: 2242–50. 3.- Kanellopoulos AJ, Asimellis G. Forme fruste keratoconus imaging and validation via novel multi-spot reflection topography. Case Rep Ophthalmol 2013; 4: 199-209. 4.- Klijn S, Reus NJ, van der Sommen CM, Sicam VADP. Accuracy of total corneal astigmatism measurements with a Scheimpflug imager and a color light-emitting diode corneal topographer. Am J Ophthalmol 2016; 167: 72-8. 5.- Piñero DP, Camps VJ, de Fez D, García C, Caballero MT. Validation of posterior corneal curvature measurements with color lightemitting diode topography. Eur J Ophthalmol. 2019 Aug 21:1120672119870738. doi: 10.1177/1120672119870738. [Epub ahead of print]. 6.- Ferreira TB, Ribeiro FJ, Kanellopoulos J, Asimellis G, Ferreira TB, Ribeiro FJ. Comparability and repeatability of different methods of corneal astigmatism assessment. Clin Ophthalmol 2018; 12: 29-34. 7.- Kanellopoulos J, Asimellis G. Color lightemitting diode reflection topography: validation of keratometric repeatability in a large sample of wide cylindrical-range corneas. Clin Ophthalmol 2015; 9: 245-52. 8.- Kanellopoulos AJ, Asimellis G. Distribution and repeatability of corneal astigmatism measurements (magnitude and axis) evaluated with color light emitting diode reflection topography. Cornea 2015; 34: 937-44. 9.- Kanellopoulos AJ, Asimellis G. Clinical correlation between Placido, Scheimpflug and LED color reflection topographies in imaging of a scarred cornea. Case Rep Ophthalmol 2014; 5: 311–7. 10.- Piñero DP, Molina-Martín A, Camps VJ, de Fez D, Caballero MT. Validation of corneal topographic and aberrometric measurements obtained by color light-emitting diode reflection topography in healthy eyes. Graefes Arch Clin Exp Ophthalmol 2019; 257: 2437-2447. 11.- Molina-Martín A, Piñero DP, Caballero MT, de Fez D, Camps VJ. Comparative analysis of anterior corneal curvature and astigmatism measurements obtained with three different devices. Clin Exp Optom. 2019 Nov 25. doi: 10.1111/cxo.13002. [Epub ahead of print]
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aos parâmetros do astigmatismo da córnea anterior e total, Sw variaram entre 0,16 e 0,05 diopetrias, com o ICC entre 0,930 e 0,978. Os valores Sw para Q e HVID foram 0,06 e 0,03 milímetros, respetivamente, com o ICC de 0,926 e 0,997. Os parâmetros da aberrometria também demonstraram uma boa repetibilidade entre sessões, com a maioria a demonstrar um ICC de 0,816 ou superior, exceto para Z42 (ICC: 0,741) e Z44 (ICC:0,544).10
SILMO 2020 Compromisso com proteção e progresso da ótica
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A feira internacional de Paris tem as engrenagens ao máximo para que de 2 a 5 de outubro os players do mercado da ótica possam voltar aos negócios presenciais proporcionados por estes encontros privilegiados. Com ambição e responsabilidade, a organização do SILMO 2020 compromete-se com conteúdos, projetos, inovações, sinergias e muito mais. “Apesar deste período sem precedentes que vivemos nos últimos meses ter causado perturbações nas nossas vidas pessoais e profissionais, o SILMO Paris continua a trabalhar diariamente para proteger e melhorar a indústria. O calendário dos grandes eventos sofreu uma profunda disrupção, mas estamos atentos na evolução encorajadora da situação e estamos preparados para qualquer cenário possível, com um objetivo central: proteger os interesses das nossas comunidades. Resolutamente positiva e entusiasmada, a nossa equipa está a trabalhar a todo o vapor para preparar a próxima edição da feira e espera ansiosa todo o mercado (700 empresas já confirmaram o registo numa taxa de participação de expositores de 80 por cento). Desde que se tem levantando o confinamento por toda a Europa, o nosso otimismo aumentou e também a nossa determinação para propor uma edição de 2020 plena em conteúdos inovadores e encontros inspiradores e amigáveis”, declarou a presidente do SILMO Paris, Amélie Morel. Otimista, responsável, flexível e preparado para garantir a segurança de todos, assim será a feira internacional de Paris em 2020. SILMO 2020: bem-vindos de volta! Quando o tema #FUTURISSILMO para a edição de 2020 foi concebido, não se previa que a atual crise reforçasse ainda mais a importância deste tema. Hoje é central acompanhar a indústria da ótica para certificar que se recuperam as respetivas atividades e de forma duradoura.
Neste contexto excecional, o certame deste ano foca-se numa ambição precisa: convidar o setor a imaginar-se no futuro, potenciando o SILMO Next e o SILMO Family para ajudar os óticos a prepararem-se e compreenderam o que está para vir. O SILMO Next é um laboratório de ideias, um espaço de discussão multidisciplinar, uma exposição criativa e de inovação e em 2020 encapsula o trabalho iniciado há dois anos, imaginando o futuro do setor, o desenvolvimento de produtos e a profissão ótico. O SILMO Next nesta edição divide-se em cinco espaços que projeta o mercado num futuro tecno-responsável, realçando-se as grandes mudanças em curso: a importância da tecnologia para as marcas e óticos e a perceção da necessidade de agir de forma mais responsável diariamente. O Espaço #1 Responsabilidade Corporativa Social (CSR) envolve as discussões sobre CSR iniciadas em 2019, sustentadas pelos resultados de um inquérito conduzido com profissionais da ótica, os seus testemunhos e experiências. Daqui constrói-se considerações coletivas e a abordagem CSR para toda a indústria. O Espaço #2 Futurology tem a ver com Eco-design, novos materiais, economia circular, produtos interligados e muito mais. A tecno-responsabilidade discute-se neste espaço através do filtro do futuro, antevendo-se inovações que irão gradualmente moldar a indústria de amanhã. O Espaço #3 Fórum Tendências destaca tendências e novos desenvolvimentos em 2020, como determinantes para o
futuro imediato. Exibe também as estratégias já empreendidas pela indústria para um compromisso a longo prazo com o futuro, usando o design para melhorar o ambiente e a sociedade. O esperado Espaço #4 SILMO D’or tem tudo a ver com a recompensa pela criatividade e inovação e acontece sempre num local icónico da cidade das luzes, a designar. No Espaço #5 Melhores Artesãos de Franças, em estreia no SILMO Next, tem a ver com um legado fucral na ótica e cada vez mais impotante, quando se regista um regresso crescente ao fabrico artesanal. Finalmente, o SILMO propõe ainda o espaço AGORA, onde se expressam, discutem e partilham experiências que providenciam as chaves do desenvolvimento futuro de sinergias. “A proteção dos expositores, visitantes e todas as nossas equipas é central para nós: estamos a considerar todas as hipóteses e sabemos estar preparados para assumir a 100 por cento a responsabilidade de todos os riscos. Acima de tudo, queremos assegurar aos profissionais que nos esforçamos, como em todos os anos, para preparar uma feira perfeita em termos de inovação e inspiração para liderar a comunidade através dos desenvolvimentos em curso na indústria e nos negócios. Depois de nove meses privados de encontros profissionais, sem nos vermos “na vida real”, estarmos mais ansiosos por revê-los( em segurança, claro!) para celebar a criatividade, cordialidade e conhecimentos. Estamos convencidos que o futuro é no SILMO e que o SILMO é o futuro!”