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Manuela Ferreira e Júlio Gonçalves :a dança e a ótica

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PORTUGAL • Nº 113 • JULHO/AGOSTO 2022

Manuela Ferreira e Júlio Gonçalves

Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50

Um passo de ótica

Opticalia Portugal Uma década de amor pelos óculos Leonardo Del Vecchio O poder de não ter medo CECOP À conquista da Alemanha


9/10 CONSUMIDORES QUEREM VOLTAR A UTILIZAR LENTES

*Com base num estudo realizado em 2020 pela Eurosyn, numa amostra representativa de 102 consumidores localizados em França. © ESSILOR INTERNATIONAL. As lentes ESSILOR® e VARILUX® são qualificadas como dispositivos médicos nos termos previstos no Regulamento UE 2017/745.


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#EDITORIAL

Da vida até à morte… Durante a produção da revista que recebe o calor intenso de verão vivemos uma imensidão de sentimentos. Foi com uma alegria imensa que ouvimos o percurso dos nossos óticos destacados. Intensos, unidos e bem sucedidos deixaram-nos sem fôlego com os seus passos de dança. São atletas e, tal como no desporto, encaram a vida como um desafio ligeiro que deve ser vivido com amor e sempre ao som da música. Obrigada! Descemos a Lisboa passados uns dias para aplaudir uma Opticalia que nasceu no mesmo ano que a Millioneyes, com a mesma vontade de alterar paradigmas instituídos. Ser recebido com aquele sorriso especial que esta equipa tem sempre reservado para quem envolvem na sua atividade é precioso. São para nós um exemplo de sucesso e tudo sob a energia infindável e boa disposição do seu líder António Alves. Parabéns! Num sentido oposto também registámos o desaparecimento de uma figura tanto polémica como incontornável da ótica. Morreu Leonardo Del Vecchio, o homem forte da Luxottica que otimizou ou industrializou a ótica a um ponto em que produziu e vendeu milhões de óculos num só ano. Cresceu através da aquisição de empresas pelo mundo fora e nem na terceira idade abrandou a vontade de crescer, culminando com a união à Essilor. Para ele a Luxottica era mais importante que tudo na vida e foi lá, junto à sede original da empresa, em Agordo, Itália, que os seus amigos, familiares, colaboradores o enterraram. Nós celebramo-lo ao vibrar a cada conquista da sua vida de 87 anos…do orfanato para uma vida de luxo. Enquanto a ótica e os consumidores tentaram contrariar este gigante, publicitando um formato mais artesanal de produção, Del Vecchio conseguiu, mesmo assim, que as suas Ray Ban e Oakley se tornassem produtos de culto e obrigatoriedade em qualquer ótica. Até breve! De resto, inteiramo-nos de ações bondosas em prol de quem precisa de apoio, de crescimento paulatino em direção à liderança do seu segmento, de inovações, de criatividade, de atividades em prol da união de uma classe e de um barómetro essencial à ótica mundial. Claro que não resistimos nunca à ciência e à sua inquietude. Folheie a Millioneyes na calma dos dias quentes e descubra a ótica que há para viver. A ótica está aqui!

Estatuto Editorial / Sinopse A Millioneyes é uma revista profissional dedicada ao setor da ótica, contando com presença integral online através da plataforma isuu.com. A Millioneyes tem o objetivo de cobrir os acontecimentos específicos do seu setor e retratar a informação de forma rigorosa, com toda a dedicação e competência. A Millioneyes traz uma abordagem íntima, atualizada e assertiva sobre o setor da ótica em Portugal, esmiuça perspetivas de outros países sobre a situação do mercado, retrata tendências em óculos, expõe dados científicos essenciais aos técnicos da área com o apoio dos oftalmologistas e optometristas e aborda de forma inédita os empresários que gerem os estabelecimentos nacionais. A Millioneyes compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e a ética profissional aplicada à atividade profissional dos jornalistas, assim como a boa fé dos leitores, através do trabalho dos seus colaboradores e diretor. A Millioneyes é independente do poder político e de grupos económicos, sociais e religiosos.


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FRAME OUT VAVA Speed/Sleep

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ALL EYES ON YOU

WHAT’S NEW Conselheiros da Visão Chef Justa Nobre em destaque na nova campanha

SOCIAL EYES Opticalia Portugal Uma década a construir amor pelos óculos

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Manuela Ferreira e Júlio Gonçalves Um passo de ótica

IN YOUR EYES Prodesign Essências de estilo

EYES OF THE WORLD Itália Exportações e consciência ambiental em ascensão

OPEN YOUR EYES Estudo Internacional Adaptação de lentes de contacto em 2021

Diretora: Patrícia Vieites | Editora: Carla Mendes | Redação: Carla Mendes, Mariana Teixeira Santos, Célia Esteves, Marlene Maia | Design e Paginação: Paula Craft | Fotografia: Sara Marilda | E-mail: millioneyes@outlook.pt | Tel: 96 232 78 90 | Periodicidade: Mensal | Tiragem: 2000 exemplares | Impressão: Uniarte Gráfica, S.A | Preço de capa em Portugal: 7,50 euros Depósito Legal n.º 419707/16 | Interdita a reprodução, mesmo que parcial, de textos, fotografias ou ilustrações sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive comerciais. Os artigos de opinião e os seus conteúdos são da total responsabilidade dos seus autores. A MillioneyesTM é propriedade da Parábolas e Estrelas – Edições Lda. com sede na Rua Manuel Faro Sarmento, 177, 4º esquerdo, 4470-464 Maia, Portugal | NIF: 510195865 | Gerente/Diretor - Cristóvão Jesus - Detentor de 100 por cento do capital social | Sede de Redação– Rua Elísio de Melo, 28, S 38 – 4000-196 Porto | Qualquer crítica ou sugestão deve remeter-se para: millioneyes@outlook.pt


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FRANK AND LUCIE Summer View

A marca holandesa lança propostas encantadoras em óculos de leitura, para quem exigem sempre o melhor estilo. Acetatos multicolores, assentes em conceitos de leveza e suavidade, compõem os modelos e clamam energia e harmonia. Os desenhos seguem sempre as transparências da matéria primordial, atrevendo-se em linhas mais substanciais para marcar uma posição de estrelato em qualquer rosto.

KOMONO X ROYAL ACADEMY Levar o futuro mais longe

Depois de quatro edições de sucesso de colaboração com alunos de Arte da Royal Academy of Fine Arts Antwerp, na Bélgica, a Komono apresenta o resultado de 2022. Em destaque os jovens criadores Igor Dieryck e Tal Jiyeon do departamento de moda, que criaram peças eyewear como tese de mestrado. As peças são um hino de liberdade e reforça uma nova visão sobre os designers de amanhã.

MAUI JIM

O sentido do verão A marca de coração havaiano lança dois novos modelos veraneantes para os dias quentes que nos envolvem. Lokelani e Poolside têm elegância, cor e drama para dar energia às férias de verão de 2022. Misturam matérias de forma astuciosa e combinam design, conforto e um desempenho superior da visão graças às lentes solares tecnologicamente avançadas .


É inconformista? Não se conforme em ser apenas mais um e faça parte de um dos maiores grupos ópticos independentes do mundo. Mais de 1000 ópticas associadas em Espanha, Portugal, Colômbia, México e Marrocos. Publicidade em grandes meios, marcas exclusivas, formação e digitalização. Tudo isto faz da Opticalia um destino para os que pensam no futuro. Quer fazer parte do nosso projeto?

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FRAME OUT | 10 |

FACE À FACE

Beleza cósmica

Para os dias quentes, a marca francesa continua a explorar a combinação poética da luz e das cores, num conluio de grande sentido estético. As novidades são transcendentes no que diz respeito ao seu design, traduzem assim um novo conceito energético. Com inspiração nos corpos celestiais, a ligação entre o lado fantástico e subtileza destes efeitos de luz dão à coleção um toque cósmico. As armações de formatos geométricos inspiram-se na beleza dos asteróides, sem esquecer a importância da cor. Uma nova palete sobressai na noite: eletrizantes ultra-violetas e rosas combinados com materiais vibrantes. O foco deste conceito está na constante aparência de mudança entre dois estados, duas cores, dois mundos.

VAVA

LOOL

Speed/Sleep

Inovação revestida a cor

A coleção mais quente de 2022 toca num tema quente da sociedade moderna: poupar tempo para ganhar tempo. A VAVA faz uma reflexão sobre a aceleração que sempre existiu lado a lado com a desaceleração e propõe-se a explorar a dinâmica do silêncio e a essência da existência. Tudo sob efeito deste Speed/Sleep que se materializa em desenhos futuristas, arestas suaves e lentes planas. A marca do português Pedro Silva atreveu-se ainda em cores que exprimem precisamente essa dualidade entre a urgência do tempo e a corrida pela serenidade.

A insígnia do grupo Etnia Eyewear Culture exibe com orgulho o resultado da sua busca constante pela inovação: CROMALYT Beta Titanium. Trata-se de um equilíbrio audaz entre entre o uso de novas matérias e ainda a introdução de charneira patenteada. dicionalmente, trata-se da criação mais leve da marca com apenas quatro gramas e garantia de flexibilidade, conforto e extrema robustez, graças à sua composição em Rilsan na frente e beta titânio nas hastes.

JACQUES MARIE MAGE A celebração da mente do cinema

Profundamente inspirado no espírito criativo de Dennis Hoper, Jacques Marie Mage uniu-se à Hopper Goods, a marca de lifestyle inspirada no intenso e famoso cineasta, para fazer nascer uma coleção em edição limitada. O modelo Taos ganhou o nome do local onde o artista viveu e repousa eternamente e expressa-se num desenho retangular que remete para o idealismo e decadência dos loucos anos ’60. São perfeitos tanto para os amantes dos óculos em busca de pura adrenalina, como para os espíritos secularmente sofisticados.


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#WHAT’S NEW

OPTIVISÃO

Cresce em retalho tecnológico A loja Optivisão do Gaia Shopping reabriu em Julho totalmente reformulada sobre uma forte componente digital e plena de equipamentos high tech. O novo espaço de 200 metros quadrados inclui equipamento de rastreio individual adequado para o entretenimento dos mais pequenos, além de uma área de experimentação e seleção de armações em espelho virtual. Trata-se de um conceito que fomenta a transparência, com uma área totalmente visível do exterior, semiaberta com grande destaque na zona de exposição de lentes oftálmicas, na medição e parametrização da distância naso-pupilar e na experimentação e seleção de armações. Segundo André Brodheim, administrador executivo do grupo, a ideia basilar passa por “proporcionar um serviço de saúde visual inovador, desde o diagnóstico à oficina para otimizar o atendimento e melhorar a experiência da visita do cliente à loja. A saúde visual reinventa-se e surge, neste conceito, de mão dada com a tecnologia para potenciar a longevidade na performance visual.”

CONSELHEIROS DA VISÃO

Chef Justa Nobre em destaque na nova campanha Para assinalar o 33º aniversário dos Conselheiros da Visão, o grupo associou-se à imagem da reconhecida chef Justa Nobre, numa campanha institucional que foca o rigor e importância dos detalhes. Esta guru da cozinha tornou-se famosa pela cuidado pormenorizado na preparação dos seus pratos e receitas e ao estar associada à rede de óticas enfatiza a importância da qualidade do serviço prestado aos seus clientes, em todas as lojas da cooperativa. Para o conselho de administração, esta união é um grande orgulho, pois “para além do rigor sobejamente conhecido da chef Justa Nobre é a primeira grande campanha após a acção de rebranding da marca, onde podemos consolidar o posicionamento e acrescentar valor e confiança ao serviço prestado na nossa rede de óticas, de forma a obter a confiança dos nossos clientes.” A chef Justa Nobre declarouse satisfeita com a parceria, dizendo que “é um enorme prazer fazer parte da família Conselheiros da Visão. Rigor e qualidade são fatores determinantes para o resultado final. É muito gratificante ver que os Conselheiros da Visão e eu partilhamos dos mesmos valores.”


Edifício Premium Rua Miguel Serrano, nº9, 6ºAndar 1495-173 Miraflores, Portugal | Contacto: +351 210 004 552


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#WHAT’S NEW

SILMO PARIS 2022

As boas vindas aos visionários

OPTI 2023

Negócios em Munique de 13 a 15 de janeiro O primeiro encontro do ano da ótica mundial acontece duas semanas antes do anunciado inicialmente pela feira alemã. É a forma do setor arrancar com o novo ano e lançar as fundações de negócios bem sucedidos no Fairground Munich. “Mais uma vez fizemos uso da flexibilidade possibilitada pelo calendário do complexo de exposições. Encarámos como nosso dever correr atrás da oportunidade de realizar a opti no seu local tradicional de meados de janeiro. Ao fazê-lo, queremos enviar uma mensagem clara e dar aos nossos expositores um apoio essencial, ao alinhar as marcas no início do novo ano comercial”, explicou Klaus Plaschka, diretor executivo da organização GHM, Gesellschaft für Handwerksmessen mbH, explicando assim a razão da nova data.

PROOPTICA

Cumpre com desejo de Amália A empresa portuguesa prossegue o apoio a munícipes mais desfavorecidos do concelho de Odemira com a realização de mais um rastreio de diagnóstico visual, com oferta de lentes e armações. A iniciativa surge no âmbito do Protocolo de Cooperação assinado com o Centro Cultural do Brejão em Outubro de 2021, consequência da política de responsabilidade social da Prooptica e da parceria com a Fundação Amália Rodrigues. É que a fadista deixou expressa como sua vontade o apoio da Fundação Amália a causas solidárias no município com que tinha fortes relações. A Prooptica contou com a colaboração da Prolente que, na pessoa de Rui Teixeira, realizou as consultas de rastreio e disponibilizou todo o equipamento técnico necessário. Para o CEO da Prooptica, Luís Justino, esta iniciativa cumpre o objetivo da sua empresa em “ajudar a criar uma sociedade civil vibrante, exigente e construtora do país que almejamos ser.”

A mensagem da feira parisiense para este ano é mesmo essa: bem vindos visionários! A garantia da organização é a reunião de ideias, de conceitos, de avanços tecnológicos e de tendências. E para que isso aconteça, o certame tem o espaço de trocas multidisciplinares, SILMO Next. Trata-se de uma vitrine de criações e inovação, articulando-se em torno de diferentes polos complementares: conferências, workshops focados nas novas tecnologias, talks, o village digital que reúne as empresas que que irão promover e vender os seus produtos high tech. Neste espaço onde ecoa a imaginação, a conceção e o design, poderá também descobrir o Forum de Tendances, uma seleção das melhores armações óticas e solares dos expositores presentes no certame e com eco no magazine digital TRENDS by SILMO. Os grandes prémios da ótica ocupam lugar de destaque em que se celebram os melhores da ótica entre todos os participantes da feira. A grande novidade para 2022 e também no espaço SILMO Next é a exposição das criações dos vencedores do primeiro Concurso de Design Ótico e onde o prémio será entregue ao vencedor absoluto. Não falta ainda a ciência, com o apoio do SILMO Paris aos profissionais da visão nas suas pesquisas de excelência na área das ciências da visão e da óticas través do SILMO Academy. É atribuída uma bolsa de 10.000 euros a um projeto selecionado pelo concelho científico. A grande feira de Paris aguarda a ótica mundial de 23 a 26 de setembro de 2022, em Paris Nord Villepinte.


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#ALL EYES ON YOU

MANUELA FERREIRA E JÚLIO GONÇALVES UM PASSO DE ÓTICA

Andámos a sonhar com um passo de dança através do ritmo de Manuela e Júlio durante anos! Seguimos a carreira de dois óticos que se sagram com sucesso no setor todos os dias, através do seu Centro Óptico Vale do Sousa, e que nos encantam com a sua dança “paralela”. Fotos: Sara Marilda


São casados, sócios de negócio e parceiros nas pistas de dança desportiva, tudo com uma fluidez inexplicável, em que se completam, respeitam, admiram e amam. Encontramo-nos em Paredes na espaçosa loja que construíram durante 25 anos de trabalho em equipa, luminosa, convidativa e com histórias de superação. A personalidade criativa e inquieta de Júlio Gonçalves, por exemplo, não transparece a carreira militar e os anos divididos entre os quartéis e o apoio na construção do negócio próprio. A beleza suave e a voz calorosa de Manuela Ferreira também não revelam os anos vividos entre cidades para acompanhar a carreira de Júlio e o esforço entre a vida diária da ótica e o ato de amor de fazer crescer os seus dois filhos com apenas um ano de diferença. São desafios que encaram com a naturalidade de quem tem sonhos a cumprir. Enquanto conversávamos naquela manhã calma, o alvoroço da agenda diária destes dois óticos estava habilmente delineada. Fecham a ótica à hora do almoço e vão dançar. São pelo menos duas horas diárias de treino, nos dias mais fáceis, encarados com leveza e compromisso. A prova do êxito está nas conquistas nas pistas de dança, nacionais e internacionais e inclusive integraram a seleção nacional da modalidade. Em outubro, esperam estar na forma exigida por um campeonato mundial, a realizar-se em Amesterdão. Nós estaremos em peso a observar, com orgulho, estes atletas exímios. Portanto, a serenidade nas vozes e olhares, a perfeita harmonia entre os dois e o carinho com que se completam justifica-se na alegria de poderem todos os dias expressarem as suas características inatas de socializar, ajudar, criar e fazerem parte da vida de tantas pessoas que os procuram no Centro Óptico Vale do Sousa e ainda no brilho que os ilumina quando entram em ação nas competições de dança desportiva. Manuela, aliás, tem sempre a postura de uma atleta pronta a rodopiar com

"Quem me puxou para a dança foi o Júlio. A arte de dançar já estava no caminho dele" elegância e musicalidade. A nossa equipa tem orgulho em poder eternizar esta equipa resiliente e vitoriosa. “Dançaremos” convosco em Amesterdão! Caros leitores apresentamos Manuela e Júlio, os nossos óticos atletas.

Leiria. Foi o início. A partir daí, voltei a Penafiel e o problema era a Manuela deixar o emprego em Leiria, grávida do nosso primeiro filho. Assim nasceu a vontade de montarmos a nossa própria ótica. E faz 25 anos em 2022.

Como se envolveram com a ótica? Manuela Ferreira: Eu abri o Institutoptico em Leiria com o Aníbal Pinto, um dos fundadores do Institutoptico. Foi uma amiga que trabalhava numa ótica aqui em Penafiel que sabia que o grupo ia abrir uma loja em Leiria e precisavam de alguém de confiança e que não fosse da área.

E porquê Centro Óptico de Vale do Sousa? MF: O nome que inicialmente tínhamos determinado não tinha nada a ver. Era Óptica Orgânica, precisamente na época em que deixámos de vender tantas lentes minerais para passar às orgânicas. Só que achámos que não teria peso suficiente nem transmitiria confiança junto dos clientes aqui da zona do Vale do Sousa, que é uma área muito abrangente. E o nosso objetivo era atingir todo este território com uma ótica com todos os serviços, embora tenhamos começado com uma pequenina. Ainda assim tínhamos consultório e oficina e era muito acolhedora.

Júlio Gonçalves: E isto aconteceu porque a minha vida militar me levou para Leiria, para onde fui destacado. Eu era dos quadros permanentes do exército. Eu na realidade sou de Santarém, vim trabalhar para Penafiel, onde conheci a Manuela e acabámos por nos envolver no setor através da ótica em


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JG: Comprámos depois a loja adjacente e há quatro anos renovámos o layout. Foi um amigo arquiteto, jovem, que conheci em Lisboa, quando estava na direção dos Conselheiros da Visão, que precisava de fazer projetos e juntos idealizámos este resultado. Queria paredes brancas mas não lisas e arranjámos inclusive uma solução criativa para “endireitar” uma parede não linear e ainda inserir cubos expositores. Tínhamos muitas cores, mas entretanto uniformizámos para seguir a Cooperóptica na sua mudança de imagem. MF: E a nova cor associa-se na perfeição aquilo que somos, que é saúde ocular. E a ligação aos Conselheiros da Visão foi desde o início? JG:Não, éramos independentes e nem sabíamos do grupo. Passados uns dois anos de fundarmos a nossa ótica, participamos numa feira de ótica na Feira Internacional de Lisboa. Quando já estávamos a vir embora fomos abordados por dois dos dinamizadores dos Conselheiros da Visão e ficámos interessados no projeto. Inclusive ascendeu a uma posição de direção. JG: Já integrávamos o grupo há uns anos e numa assembleia geral feita em Lisboa, o Rafael Silva, na altura presidente, fez-me o convite. Mantive-me na direção durante seis anos. E deram vida a uma vertente de solidariedade social muito ampla, na qual participaram ativamente. MF: Foi uma atitude de diferenciação. Era um grupo “sossegado” e teve nestas iniciativas uma visibilidade considerável. Nós fomos duas vezes a São Tomé e Príncipe dar apoio. Quando recebemos a circular do grupo eu disse que logo que queria ir. Era algo que planeava há muitos anos, ir em missão a África. Fizemo-lo com espírito de vontade e de coração. E houve episódios que

me marcaram muito como uma senhora dar-me um saco com fruta e comida e dizer-me “é tudo o que tenho de melhor..:”. Chorei no caminho todo de regresso! O Júlio acabou por preterir a vida militar em relação à “vida” da ótica. JG: Reformei-me da carreira militar aos 42 anos, por opção e para poder dedicar-me à família e ao negócio. E a Manuela, de onde “veio”? MF: Vendia muito bem carros e pensava que era essa a minha vocação. Foi assim que comecei na área comercial, especificamente numa feira que fiz durante seis anos e que envolve tudo, desde artesanato, animais, carros, música, animação à noite e muito mais. Eu inscrevia-me sempre na mesma vertente da venda de carros, através do stand da Opel. Cheguei a vender alguns carros sem saber bem o que estava a fazer, mas adorava conversar e interagir com as pessoas. Ao segundo carro vendido, o proprietário contratou-me logo. As circunstâncias da vida forçaram-me a recusar…portanto tinha mesmo que vir para a ótica (risos). Mais tarde, quando me iniciei no setor, percebi que aquilo que me fazia vibrar não eram propriamente os carros, ou qualquer outro produto, mas sim as vendas em si. Ter contacto próximo, falar…vivo em função do diálogo. Adoro travar conhecimento, conversar e prolongar as ligações. Não me esforço, é-me natural. Aliás, já dizia à minha mãe, pequenina, quando comprávamos sapatos, “quero trabalhar numa sapataria porque quero conversar com pessoas”. Existem, claro, outras áreas que me apaixonam e nas quais me encaixaria perfeitamente. Gosto muito de moda, de decoração… se calhar na ótica posso encontrar pedaços de cada uma dessas paixões para poder completar-me. Fazem um investimento interessante no design das montras. O Júlio é o “artista residente" (risos).

JG: Isto surgiu já na altura em que nos iniciámos na ótica. Tínhamos que decorar as montras e essa necessidade levou-me, há 25 anos, a procurar mais informação sobre esta temática. Fiz inclusive um curso de vitrinismo no Porto que era básico, mas que me deu luzes suficientes para produzir e idealizar com cada vez mais criatividade. A partir daí inteirei-me mais profundamente sobre esta área que culminou numa pós-graduação em Visual Merchandising, em Lisboa, ainda estava na direção da Cooperótica. Atualmente já me viro para novos desafios (risos), mas faço! E o Centro Óptico do Vale do Sousa e este pós-pandemia. A ótica enquanto setor ganhou alguma coisa depois desta experiência? MF: No nosso caso, os domicílios que fizemos foram uma experiência muito positiva. Elevaram-se outros valores. O facto de irmos a casa das pessoas, conversar e estarmos próximos deu-nos abertura para encontrar caminhos que não surgiriam de outra forma e acabávamos por aligeirar os problemas trazidos pela pandemia. Também se voltou a fazer mais soldas, mais consertos, porque algumas pessoas não podiam investir noutros óculos. Portanto, recuperámos práticas do passado para fazer o que era essencial, que era resolver problemas. Cresceu um sentido de comunidade e evidenciou-se o nosso serviço e a nossa forma de trabalhar. E estes valores que se elevaram acabaram por dar frutos na atualidade. Que momentos considera mais marcantes no percurso do estabelecimento do Centro Óptico Vale do Sousa. Nunca tivemos grandes dificuldades, porque investimos sempre na loja, garantindo que tudo estivesse liquidado. Tentamos sempre estabilizar o negócio e conseguimos. Claro que, os primeiros cinco/seis anos foram difíceis, porque tínhamos dois filhos com uma diferença de apenas um ano um do outro. Éramos só nós a trabalhar


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e tínhamos que gerir a nossa vida e a ótica. Claro que eles cresceram e tudo passou a ser mais fácil. Hoje têm 27 e 28 anos respetivamente. E sobre os filhos? São o Miguel e o Tomás Gonçalves. Um quis enveredar pelo marketing. Aquilo não o satisfez totalmente e foi para a escola de hotelaria de Lamego, fazer um curso de Produção de Cozinha e é disso que ele gosta. Está a montar o próprio negócio para dar formação de cozinha com uma vertente de marketing incluída. O mais novo, o Tomás, nós incentivamo-lo a fazer Optometria e ele aceitou. Fez o curso todo em Lisboa e quis ir trabalhar para outras entidades na capital e está lá a ganhar experiência. Quando estiver pronto para regressar tem aqui o negócio familiar e logo vemos. É muito determinado e está investido na pós-graduação. O nosso grande sonho é entregar-lhe o negócio e rumar aos nossos próprios objetivos. Precisamos de folga para o realizar (risos). Entramos agora na dança então (risos)? JG: Sim entramos! MF: Quem me puxou para a dança foi o Júlio. A arte de dançar já estava no caminho dele. Na minha vida nem existia. Desconhecia completamente o conceito de dança nestes moldes, só mesmo na discoteca para me divertir. Quando comecei a namorar com o Júlio e fomos juntos a uma passagem de ano é que aprendi sobre o chá-chá-chá, a rumba e outras. Ele já tinha dançado e havia aqui uma escola de danças de salão. Inscrevemo-nos na categoria social e aprendi os passos base. Entretanto, entrámos para a competição e tudo começou a correr bem e fomos crescendo enquanto atletas. Quanto tempo treinam? JG: No mínimo duas horas. Almoçamos rapidamente e vamos para o pavilhão. Não é fácil dançar e dependemos muito um do outro, porque se,

por exemplo, nas clássicas, um falha um movimento cai tudo por terra. Nas latinas estamos mais separados e podemos ser mais criativos. Demora muito tempo a decorar coreografias, a aperfeiçoar o movimento e os passos. É um processo muito lento. Muitas vezes achamos que já estamos perfeitos e temos que voltar atrás. Envolve muita técnica. MF: Temos que gerir com muita disciplina a nossa vida e depois engrena e torna-se rotina. Integraram a seleção nacional? JG: Sim, em clássicas. Ganhámos o campeonato nacional este ano em Seniores 3 e fomos convidados. Fizemos um estágio no centro de alto rendimento de Rio Maior e agora estamos a treinar para o campeonato do mun-

do, que se realiza a 14 de outubro em Amesterdão. Ainda temos muito trabalho pela frente e, por isso, também participamos em muitos campeonatos para ganharmos experiência. É isto que vos define para além da ótica? JG: É! Já temos uma neta por parte do Miguel com quatro anos e levamo-la connosco para os treinos e no carro já pede para por samba e entende a diferença entre as músicas. Adora os vestidos! MF: Integramo-la na nossa dinâmica e criamos todas as condições para que esteja à vontade durante os nossos treinos e ela também brinca e até faz abdominais e entende o treino. Integra-se super bem.


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#SOCIAL EYES

SHAMIR

ÓTICOS FORA DA LOJA A PEDALAR A fabricante de lentes oftálmicas desenvolveu a segunda edição da iniciativa Shamir Bike Eco Ride, a 3 de julho, com partida de Murtosa, Aveiro. Cerca de 30 profissionais pedalaram através da encantadora vila, situada no coração da ria de Aveiro, num convívio entre representantes da Shamir e os seus parceiros óticos.

A Shamir Bike Eco Ride é o reflexo do ADN desportivo da especialista em desenvolvimento e produção de lentes progressivas e desportivas. Trata-se de um projeto que tem como objetivo estreitar os laços entre a empresa e os seus clientes, através da promoção da atividade desportiva e da descoberta da paisagem natural do território nacional. Ou seja, para além do percurso de bicicleta, as diferentes edições da Shamir Bike Eco Ride culminam com um almoço de convívio. O sucesso da estreia da iniciativa em 2021 ditou o regresso em força em 2022. A primeira edição deste ano desenvolveu-se na vila medieval de Óbidos, em junho, com mais de 40 participantes, alguns dos quais repetentes de 2021.

Com os representantes da Shamir, os óticos exploraram os recantos apaixonantes desta localidade, montados na bicicleta. A segunda edição “mudou-se” para Murtosa, convidando os ciclistas a serpentear entre os canais da ria de Aveiro, a 3 de julho. Responderam ao desafio cerca de três dezenas de óticos, num encontro desportivo e de convívio. Não faltou o almoço para animar os presentes e promover a camaradagem. Segundo os responsáveis da Shamir, os próprios óticos demonstram muito entusiasmo na continuação da iniciativa e acompanham os colaboradores mais aventureiros da Shamir que lideram e dinamizam os passeios. Desde a primeira Eco Ride, a iniciativa já envolveu mais de 100 desportistas e conta ainda com o apoio da loja portuense de bicicletas e apoio técnico Patocycles.


LUZ SOB CONTROLO

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Transitions é uma marca registada e o logotipo é registado por Transitions Optical, Inc. A sua utilização está sujeita a autorização por parte da Transitions Optical Limited. GEN 8 é uma marca registada pela Transitions Optical Limited. A performance fotocromática é influenciada pela temperatura, a expositção aos raios UV e matéria da lente. Armação Caroline Abram® - Lentes Transitions Gen 8 Amethyst. *Lentes inteligentes que se adaptam automaticamente às variações de luminosidade.

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OPTICALIA PORTUGAL UMA DÉCADA A CONSTRUIR AMOR PELOS ÓCULOS

Em 2012, assistimos ao nascimento de mais um episódio da história da ótica portuguesa. Um novo grupo chegou ao nosso país, mas com os rostos de sempre. O projeto apresentou-se numa fabulosa Fundação Champalimaud com um ideal quase irresistível, assente, precisamente, numa equipa que inspirou confiança. Dez anos depois, regressámos ao “local onde fomos felizes”, no entanto no SUD Lisboa, para confirmar o sucesso daquele empreendimento e brindar um percurso ousado. Parabéns à Opticalia por elevar a imagem dos óculos juntos dos consumidores e agregar os óticos em torno de ideais empreendedores. O espaço privilegiado à beira Tejo encheu-se de todos os que acompanharam a edificação da Opticalia em Portugal. Os representantes desta casa portuguesa foram como sempre exímios na recepção e acompanhamento de todos os convidados e proporcionaram uma festa inesquecível. Foi António Alves, diretor geral da Opticalia Portugal que abriu o palco, recordando o primeiro dia destes dez anos de trabalho, a forma como foi abordado pelos líderes espanhóis do projeto e como se apaixonou pelo conceito Opticalia. A relação que construiu durante anos junto dos óticos

é notória em cada um dos profissionais que veste a camisola azul do grupo. Ao seu lado, claro, o seu companheiro de sempre nestes empreendimentos, Paulo Pereira. Tal e qual a dupla “bucha e estica”, como brincou António Alves durante o seu discurso, também relembrou os dias de luta no terreno para implementar o grupo que hoje goza de posição privilegiada no mercado luso. Na grande sala de celebrações foi ainda projetado o mítico José Luís Carceller, o homem que fundou a Opticalia e se


fez rodear das pessoas que já o tinham ajudado a singrar ainda na MultiOpticas. Viu-se ainda a sorridente equipa portuguesa num spot publicitário interno na mítica Volkswagen Samba, “vestida" pela marca, e introduzindo “as vozes” dos óticos de norte a sul sobre a essência da Opticalia. E por se tratar de um brinde à força humana que tornou possível elevar a marca, Paulo Pereira aproveitou a reunião para destacar a contribuição de cada grupo de pessoas envolvidas neste desafio, desde a imprensa, passando pelos fornecedores e pela equipa basilar da marca e exultando, claro, os óticos. Entre as personalidades que marcaram a vida da Opticalia Portugal destacou-se com um apontamento especial perante todos os presentes a poderosa Cidália Ferreira, conhecida como a rainha do norte pelo seu dinamismo empresarial e humano. E por falar em inquietude, também António Alves recebeu destaque pelas palavras do seu colega e amigo Paulo Pereira. Seguiram-se momentos de convivialidade, de diversão e de melodias de luxo. Ao palco subiu a mais recente embaixadora da Opticalia. Áurea fechou a celebração com voz de ouro e uma presença magnética. A festa continuou noite dentro com o Tejo à espreita e a certeza de que se seguem mais dez anos de projetos em nome de uma ótica sempre mais global.

ANTÓNIO ALVES EM DISCURSO DIRETO A faceta lusa deste grande grupo multinacional atingiu um marco. Pode dizer-se que estão onde ambicionavam estar quando se lançaram em 2012? Sim e não. Sim, porque somos o grupo Opticalia. E não, porque somos insatisfeitos por natureza. Atualmente estamos abaixo do que ambicionámos em 2012. A verdade é que também fomos ajustando os objetivos por percebermos que eram mais realistas e adequados, quer ao nosso país, quer ao nosso modo de funcionamento enquanto empresa e marca. Por outro lado, para além das habituais flutuações da nossa economia, vivemos todos a pandemia de covid-19 e lidámos com as suas consequências, o que levou a alguns desvios ao plano de expansão da marca, mas ainda assim continuamos no bom caminho para alcançar os objetivos propostos. A Opticalia de 2022 é diferente do que era quando arrancou? A Opticalia continua com a mesma ambição e com as mesmas motivações. O nosso posicionamento é moda, gostamos de óculos sempre, somos inconformistas e disruptivos na nossa comunicação, e mantemos o espírito jovem, mesmo com dez anos de mercado. Mas agora temos a certeza e a confirmação de que temos uma marca única, apresentamo-nos com uma confiança construída com base no que fomos

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"O nosso posicionamento é moda, gostamos de óculos sempre, somos inconformistas e disruptivos na nossa comunicação, e mantemos o espírito jovem, mesmo com dez anos de mercado"


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conquistando no mercado, e usamos o know-how que fomos adquirindo ao longo destes dez anos para nos desafiar constantemente a querer mais e melhor. A coesão da equipa Opticalia Portugal tem muito a ver com o estilo de liderança do António. Sobre o que se baseou para compor esta equipa tão unida e, posteriormente, mantê-la motivada? Passa tudo por aceitar a individualidade de cada um dos elementos da equipa… somos todos muito diferentes, mas curiosamente complementamo-nos muito bem. É essencial respeitar as características de cada um e focar nos seus pontos fortes para os potenciar e permitir que desempenhem da melhor forma a sua função e abracem todos os projetos com entusiasmo. Sempre com muito respeito uns pelos outros e sempre com muito boa disposição. A Opticalia “mãe” está, claramente satisfeita, com as conquistas portuguesas. Apontaram algum feito em específico? Dentro dos objetivos definidos pelo grupo Opticalia, temos estado à altura dos desafios e a contribuir para o crescimento da marca Opticalia a nível global. A confiança é um dos pilares que está bem cimentando e hoje nós, equipa Opticalia de Portugal, somos reconhecidos por trabalhar todos os dias em prol do que acreditamos. E quando trabalhamos todos no mesmo sentido, com um objetivo bem definido, os resultados aparecem e, por isso, mais do que um feito específico, a Opticalia de Espanha brinda aos nossos associados e à consolidação da nossa marca em Portugal.

Depois de dez anos no nosso país e com a consolidação da marca junto dos consumidores e dos profissionais, que mensagem se pode passar aos óticos, neste período conturbado a nível social e económico? Eu repito que nós somos aquilo em que acreditamos e tudo é possível desde que tenhamos ambição e foco para alcançar os nossos objetivos e sonhos. Os óticos sabem que nada se concretiza sem trabalho e resiliência. Temos que manter o empenho e os níveis de qualidade do serviço que prestamos para fazer frente às dificuldades e continuar a fazer o que melhor sabemos. Temos que nos munir das ferramentas certas, os melhores produtos e ter um serviço de excelência. Temos que ser consistentes entre o que publicitamos e o que apresentamos aos clientes, porque os consumidores estão cada vez mais exigentes, e em alturas mais conturbadas têm que fazer escolhas inteligentes e ver o valor acrescentado nos produtos e serviços que estão a comprar. Que desafios propõe agora à Opticalia Portugal? A consolidação da marca, potenciando e criando “magia”. Queremos fazer acreditar as pessoas de que é possível atingir objetivos, seja abrindo novas lojas, seja criando mais valor para os óticos que já estão no mercado há mais tempo. E, para tal, vamos trabalhar bem a marca nas várias praças onde estamos presentes, fortalecer a relação com fornecedores e outros parceiros, e apostar na comunicação regular e diferente para aumentar a nossa notoriedade. Estamos constantemente à procura de parcerias enriquecedoras para todas as partes, os óticos e os clientes, que permitam elevar a qualidade da experiência vivida nas nossas lojas e em todos os pontos de contacto com a marca Opticalia.


presenta

23 > 26 SETEMBRO 2022 2022 PARIS NORD VILLEPINTE

Bem-vindos visionários silmoparis.com


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#IN YOUR EYES

CECOP

GRUPO ENTRA À CONQUISTA DA ALEMANHA O grupo multinacional CECOP assinou uma aliança estratégica com o alemão Optic Society GMBH, abrindo novas oportunidades aos óticos independentes do mercado germânico. O objetivo é chegar à liderança.

"Esta nova aliança é um passo significativo para desbloquear todo o nosso potencial na Europa"

O grupo alemão com óticas também na Áustria, aglomera mais de 700 associados “de qualidade” e une-se agora ao grande grupo CECOP para garantir a expansão da sua posição no mercado, graças a uma sinergia sem precedentes de serviços e recursos. A união formalizou-se entre os líderes dos dois grupos, o fundador da CECOP em 1996, Jorge Rubio, e o líder da Optic Societey, instituída em 1982, Robert Krug. A fusão das duas empresas confirma a posição da CECOP como o principal grupo independente de compras do mundo da ótica.

“As nossas semelhanças e o compromisso com as óticas independentes são os pilares mais importantes. A base internacional da CECOP permitirá, claramente, que a Optic Society desenvolva ainda mais seu modelo de negócios e fortaleça as suas ofertas. Enquanto a CECOP prova a sua capacidade de adaptação em cada país, as óticas da nossa rede poderão aproveitar ao máximo a experiência coletiva internacional. Seremos capazes de oferecer o melhor em termos de serviços, suporte e condições comerciais”, declarou Robert Krug. Da parte da CECOP Jorge Rubio disse que “depois de entrar no mercado francês no ano passado, esta nova aliança é um passo significativo para desbloquear todo o nosso potencial na Europa. A Optic Society complementará a nossa oferta atual e juntos poderemos trabalhar de forma mais eficaz com nossos associados e parceiros, independentemente de suas características e antecedentes, para melhorar o desempenho dos seus negócios.” A partir de agora, Jean de Contades, diretor geral da CECOP, e Arno Böckling, atual gerente de operações da Optic Society, trabalham juntos para desenvolver e posicionar o grupo como uma importante comunidade de compras no mercado germânico.


ESSÊNCIAS DE ESTILO A ProDesign dedica a sua linha Essentials a todos os amantes de eyewear de alta qualidade. A diversidade de formatos, cores e tamanhos aponta aos espíritos inquietos e vibrantes. A coleção da marca dinamarquesa imiscui designs arrojados com clássicos incontornáveis. A premissa do conjunto Essentials assenta na máxima de que todos devem poder usar óculos de alta qualidade. É a coleção mais diversificada da Prodesign em que cada armação é cuidadosamente desenhada para garantir conforto e durabilidade, sem comprometer o estilo e sensação. Essentials aponta aos espíritos inquietos e sociais com uma gama de designs que vão desde os audazes aos intemporais de sempre. No verdadeiro espírito da marca, todos os modelos têm profundamente enraizadas a herança do design dinamarquês e a base do que garante a criação de um produto exímio. Os modelos perfazem-se com superfícies mate e brilhantes combinadas com uma ampla seleção de tonalidades e tamanhos em cada conceito.

MONO: 3661-63 Mono interpreta o acetato de forma clássica. Ganha força na combinações de cores que lhe atribui originalidade. As elegantes e ergonómicas hastes de titânio proporcionam um ajuste perfeito. Este design está disponível tanto nas cores mate como brilhantes e com hastes em três diferentes formatos, de 52 até 57 milímetros.

CONICAL TITANIUM: 1470-72 Feminino, leve e atraente, o Conical Titanium é uma armação feminina dinâmica com um toque elegante. A forma inspira-se nas icónicas hastes em titânio da marca, criando um visual equilibrado e garantindo um ajuste confortável. Este conceito proporciona três armações diferentes – uma mais pequena e redonda, outra volumosa e com formato cat eye e uma mais atrevida num formato quadrado.

DUAL: 3184-3186 Dual é uma armação híbrida. Este design marca o ponto de encontro entre o acetato refinado e o aço inoxidável. A armação em metal fino proporciona um look leve e fresco. Uma extensão inferior na ponte dá um toque diferente ao modelo – destacado por cores vibrantes. Este é um desenho essencial e completamente inovador.

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PRODESIGN


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#I EYES OF THE WORLD

Leonardo Del Vecchio merece ser eternizado pela história que escreveu em torno de si. Nasceu em 1935 em Milão, filho mais novo de uma família pobre deslocada do sul de Itália. Nunca conheceu o pai, um vendedor de fruta que morreu cinco meses antes do seu nascimento. A mãe tentou criar os oito filhos, mas as dificuldades trazidas com a Segunda Grande Guerra, forçou-a a entregar Leonardo a uma instituição, o único que não podia trabalhar e que ficava sozinho enquanto todos saiam de casa. E Leonardo descobriu uma nova oportunidade no orfanato Martinitt, onde viveu até acabar os estudos equivalentes à preparatória. Aos 14 anos integrou a empresa Jonhson que gravava taças e medalhas e fazia ainda algumas peças de óculos. Ele próprio recordou numa entrevista para a própria Luxottica, na celebração dos 50 anos da empresa, que não eram condições de trabalho ótimas, em que os estagiários eram tratados de forma inferior. Empurrado pelo diretor da Jonhson, Del Vecchio estudou no curso noturno de Design e Gravação na Academia de Brera. Três anos e meio depois, com 18 anos, cansou-se de ser menino de recados e com a ajuda de um amigo encontrou emprego num laboratório de estampagem de óculos.

LEONARDO DEL VECCHIO O PODER DE NÃO TER MEDO

Morreu o homem poderoso da ótica, a 27 de junho, em Milão. Leonardo Del Vecchio tinha 87 anos, vividos sem temor. Foi enterrado no local que mais significado tinha para ele: Agordo, onde fundou a Luxottica e lançou a "primeira pedra" do maior império do setor da ótica. A celebração da sua vida intensa fez-se a 30 de junho, entre amigos, colegas, colaboradores, imprensa e família, recordando-se a sua perspicácia acutilante para os negócios, a dedicação à sua equipa profissional e a vitória sobre uma vida que começou sem nada a perder.

Depois desta experiência abriu o seu próprio laboratório em Milão e lançou-se como fornecedor de componentes para terceiros. E neste caso os seus clientes eram as óticas a quem vendia todas as peças de óculos. Conseguiu um grupo de clientes fieis. Em 1958 deixou Milão para abraçar uma oportunidade que se revelou ser a chave do seu sucesso. O município de Agordo, na província de Belluno, oferecia terrenos a fabricantes que se quisessem fixar. Assim, em 1961 leva a sua empresa para lá. Inicialmente produz componentes e acessórios para a ótica, ou seja, o mesmo que fazia em Milão, mas com a ideia de fazer as coisas à sua maneira e


não depender de ninguém. “Odiei sempre a dependência de outros, preferia ter menos, mas que fosse eu a determinar como era.” E assim fabricou pela primeira vez óculos sob a marca Luxottica, o primeiro nome que lhe veio em mente, juntando as palavras Luz e Ótica. Em 1971 apresentou-se com a sua equipa e estas novidades na primeira feira da MIDO, com seis ou sete modelos em metal feitos em 20 dias para aquela ocasião. O sucesso foi retumbante. Foi o arranque da produção sob a égide da Luxottica, nome que colocou no registo da sua empresa, e também da industrialização do setor. Inquieto e corajoso determinou que a integração vertical de todas as fases que fazem chegar os óculos ao público final seria o ideal. E avançou neste sentido através da aquisição de distribuidores, endividando-se por um lado e faturando posteriormente. Graças à sua estratégia de negócios estabelecida nos anos ’70 e ’80 a Luxottica teve um crescimento incrível, em particular, nos EUA. Depois de comprar nos anos ’80 a Avantgarde, marca americana de óculos, em apenas um ano Del Vecchio abriu quatro novos postos de venda e assumiu 4500 colaboradores só nos EUA. Depois virou-se para a Alemanha, onde adquiriu uma empresa produtora líder na produção de óculos. À internacionalização, aquisição de outras cadeias de distribuição, abertura de filiais e outras empresas juntou-se uma outra grande conquista em 1988 com o acordo histórico com a Armani, concretizando um dos seus grandes objetivos: transformar os óculos num objeto de moda. É nesta mudança de paradigma na imagem dos óculos que assentou o génio empresarial de Del Vecchio. Depois, em 1990 veio a cotação na bolsa de Nova Iorque, altura em que vendia dez milhões de óculos por ano. No seu pais natal os olhares voltaram-se para este self-made man

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e quando questionado sobre o facto de ser o homem mais rico de Itália, Leonardo Del Vecchio assinalou que era sim o mais honesto, era o contribuinte número um de Itália. O primeiro passo em direção à venda direta ao consumidor foi feito com a compra da enorme Lenscrafter, a cadeia de óticas norte-americana. E mesmo já no topo da cadeia da ótica, não parou de tomar decisões arrojadas como a aquisição de marcas lendárias como a Vogue, em 1990, a Persol em 1995 e a Ray Ban em 1999. “Nos primeiros quatro anos não vendi uma peça de Ray Ban nos EUA. Não me assustei. Esperei e demorei a reconstruí-la, tinha sido muito negligenciada e era uma marca de culto. Hoje o sucesso é explosivo e cresce anualmente.” Mesmo assim, manteve sempre a sede em Agordo, com os seus 3500 colaboradores, numa localidade com 4000 habitantes e onde investiu para aumentar a qualidade de vida das pessoas que tornaram possível a sua visão. Destacou entre eles o seu braço direito desde os primórdios dos seus investimentos, Luigi Francavilla, que liderou a sua produção, que o seguiu sem questionar nas decisões mais audazes, que o admirou pela sua resiliência e com quem trabalhou lado a lado, de igual para igual. Em 2019, Leonardo Del Vecchio ainda promoveu a fusão entre a sua gigante Luxottica e a dominante Essilor, na área das lentes oftálmicas e tornou-se presidente executivo do grupo. E embora com um papel representativo, a sua presença e ideias mantiveram-se fundamentais até ao seu desaparecimento a 27 de junho de 2022, com 87 anos. "A Luxottica nunca me trouxe arrependimentos nem tristezas, a não ser quando alguém passa por mim na rua e não tem os nossos óculos.”


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ITÁLIA

EXPORTAÇÕES EM ASCENSÃO Um dos maiores mercados eyewear do mundo e também barómetro do setor global regista dados positivos no período pós-covid. As exportações aumentaram consideravelmente no primeiro trimestre, em relação aos dois anos anteriores, e as expectativas para os próximos meses são altas.

Entre janeiro e março as exportações dos produtos óticos italianos cresceram 32,3 por cento em relação a 2019 e ainda 35,3 por cento sobre o ano de 2021. Já o ano passado os indicadores da “saúde” deste mercado central da Europa eram positivos, colocando-se entre os setores que melhor responderam às condições impostas pela pandemia. A guerra instalada desde fevereiro de 2022 na Ucrânia mudou o panorama económico global já de si “tremido” devido às incertezas que envolvem as novas variantes de covid-19. De qualquer forma, a Rússia representa menos de 1 por cento em termos de exportações para os italiano. No entanto o maior impacto sente-se no setor do retalho em toda a Europa, com o decréscimo de compras pelos consumidores russos. Esta pode ser uma fase crítica para a economia europeia. Para já, e no que diz respeito aos resultados gerais na ótica, há bons indicadores, especialmente nas exportações italianas. “A nossa indústria está reagir bem às repercussões do conflito, que acarreta consigo todas as crises que presenciamos: da energia, a inflação, o aumento dos custos das matérias primas, entre outras. As nossas previsões

para a primeira parte do ano estavam certas, o que promove um sentimento de otimismo no setor, já promovido pelas feiras que aconteceram este ano. Mesmo assim, há necessidade de constante monitorização, devido ao ambiente turbulento internacional”, explicou Giovanni Vitaloni, presidente da Associação Italiana de Fabricantes de Artigos de Ótica (ANFAO), durante o encontro anual da organização. No mesmo local, o professor associado de Economia Industrial da Universidade de Milão-Bicocca, Massimo Beccarello advertiu para a atual volatilidade dos mercados com os preços dos bens a subirem quatro a cinco vezes mais do que no início de 2021. “Mais e mais observamos a subida de crises na cadeia de fornecimentos.” OS DADOS As exportações representam cerca de 90 por cento da produção do setor italiano e elevou-se aos 1.190 milhões de euros, ou mais 35,3 por cento em relação ao período homólogo de 2021. A aceleração envolveu o segmento dos óculos de sol em particular, que entre janeiro e março de 2022 quase duplicou em relação ao ano transato.

Em termos geográficos, as exportações estão todas a recuperar. O resultado mais significativo em relação ao mesmo período de 2021 foi atingido pela Europa, mais 49,6 por cento, e pela América, em mais 35,7 por cento. Em específico, os EUA foram responsáveis por grande parte deste crescimento na América e na Europa atribuiu-se ao Reino Unido e à Espanha.

Se esta tendência se mantiver, a ANFAO perspetiva um crescimento geral de dez por cento nas exportações para 2022, uma subida de oito a dez por cento na produção e um acréscimo de 0.5 até um por cento no mercado doméstico.


| 33 | Nataliya Vaitkevich from pexels

ADAPTAÇÃO DE LENTES DE CONTACTO EM 2021 Rute J. Macedo-de-Araújo1, Phil B. Morgan2, Ana Amorim-de-Sousa1, Eduardo Ínsua Pereira3, Clara Pereira4, Cláudia Vieira5, Rita Lima6, Ricardo Batista7, Rodolfo Moura8, Marlene Lourenço9, Ana Catarina Gonçalves10, Rui Couto11, Adriana Campos Ribeiro12, Carina Rodrigues13, Daniel Silva14, António Mateus15, José M. González-Méijome1 1Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab) – Departamento de Centro de Física, Universidade do Minho, Braga, 2 Eurolens Research, University of Manchester, Reino Unido, 3 Visionlab S.A., Porto, 4 Francooculista, Braga, 5 Óptica Queirós, Póvoa de Lanhoso, 6 OMB Grupo Ótico, Porto, 7 ESTESL, Lisboa, 8 EME Saúde, Porto, 9 Óptica 2004, Coimbra, 10 Opticália Gondomar, Gondomar, 11 GrandVision Multióticas, Tavira, 12 Outra Visão, Porto, 13 Optivisão Maiashopping, Maia, 14 Optivisão, Guimarães, 15 Nacional Optica, Odivelas

Como em cada ano desde 2007, Portugal participou também em 2021 no inquérito global de adaptação de lentes de contacto. Este projeto é coordenado pela Universidade de Manchester e tem na Universidade do Minho o seu ponto de ligação com o nosso país. Esta é uma excelente oportunidade para analisar a evolução na adaptação de lentes de contacto a nível global. Este artigo resume alguns dos principais resultados dos últimos 15 anos consecutivos (2007-2021) em 11 países (europeus e de outros continentes), permitindo fazer uma comparação e mostrar possíveis diferenças na prescrição de lentes de contacto para correção visual em diferentes áreas geo-

gráficas pré-definidas. À semelhança de anos anteriores, em 2021 também se confirmou que em Portugal a prescrição de lentes de contacto acompanha ou até excede aquilo que se faz de melhor a nível global no que diz respeito aos materiais (silicone hidrogel), geometrias das lentes (lentes multifocais e lentes tóricas) e regimes de substituição (tendência para modalidades de substituição mais frequente). Foram publicados em janeiro de 2022 na revista Contact Lens Spectrum (1) os resultados do inquérito internacional de adaptação de lentes de contacto. Este inquérito é aplicado anualmente desde o ano 2000 (2), e consiste em compilar as primeiras dez adapta-

ções consecutivas que cada profissional autonomamente reporta e envia para uma base de dados centralizada pela Universidade de Manchester. Esta base de dados conta atualmente com mais de 420 000 adaptações em 71 países a nível global. Em 2021 foram incluídos resultados de 14 393 adaptações de lentes de contacto (em 2020 foram reportadas 13 311 adaptações) em 28 países, incluindo Portugal. Portugal participa neste inquérito desde 2007 (3-16), sendo a Universidade do Minho a instituição parceira que centraliza e coordena a recolha de dados regulares sobre o padrão de prescrição e uso de lentes de contacto desde 2006. (17) Como em anos anteriores, foi feita


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recentemente uma atualização destes dados na 17ª Jornada Técnico-científica de Contactologia (CONTACTUM2022) promovida pela Universidade do Minho no passado dia 14 de fevereiro. À semelhança do ano anterior, as Jornadas de Contactologia funcionaram em formato on-line através da plataforma Zoom e em live-streaming no Facebook, contando com um recorde de inscrições e assistentes, quer de estudantes como de profissionais com mais de 300 congressistas em permanência. No relatório anual publicado na revista Contact Lens Spectrum são apresentados apenas os resultados dos países que tenham reportado pelo menos 100 adaptações, sendo que a análise correspondente às lentes rígidas permeáveis aos gases (RPG) requer que tenham sido reportadas pelo menos 35 adaptações deste tipo de lentes pelo país. Em 2021, conseguimos reportar 248 adaptações em Portugal, valor francamente animador comparativamente a anos anterior, em que o número de adaptações reportadas rondava as 110. No entanto, o número de adaptações de lentes de contacto RPG continuou a ser < 35, o que faz com que os nossos dados não entrem para a análise individualizada desta categoria de lentes. Deste modo, o presente relatório focar-se-á nos dados longitudinais da prescrição de lentes de contacto hidrófilas e soluções de manutenção. Os profissionais dedicados à adaptação de lentes RPG e adaptações especiais, encontrarão na última parte deste relatório uma breve análise global da evolução da adaptação deste tipo de lentes. PAÍSES ENVOLVIDOS NO RELATÓRIO (2007-2021) Embora anualmente sejam analisados mais de 20 países, neste relatório apresentamos os resultados de 11 países (incluindo Portugal) numa perspetiva de evolução ao longo do tempo. Na Figura 1 pode-se observar a distribuição geográfica dos países analisados neste artigo. A seleção destes países obedeceu a critérios como um mínimo de dez anos consecutivos de seguimento, e a sua distribuição geográfica que deveria ser o mais diversificada possível na Europa e no mundo. O objetivo passa por entender as mudanças no comportamento de prescrição de lentes de contacto a nível global e compara-lo com o que se passa no nosso país. Foram selecionados os seguintes países: Austrália (AUS); Bulgária (BG); Canadá (CA); Espanha (ES); Japão (JP); Holanda (NL); Noruega (NO); Portugal (PT); Taiwan (TW); Reino Unido (UK); Estados Unidos da América (USA).

Figura 1 – Para além de Portugal, foram selecionados mais 10 países para comparar as tendências na adaptação de diferentes tipos de lentes de contacto. AUS: Austrália; BG: Bulgária; CA: Canadá; ES: Espanha; JP: Japão; NL: Holanda; NO: Noruega; PT: Portugal; TW: Taiwan; UK: Reino Unido; USA: Estados Unidos da América

ADAPTAÇÃO DE LENTES DE CONTACTO HIDRÓFILAS EM 2021 Ao longo deste relatório serão realizadas várias comparações entre os países no que se refere à adaptação de diferentes tipos de lentes de contacto hidrófilas. Os valores são sempre apresentados em termos percentuais, não devendo extrapolar-se a partir daí conclusões sobre o grau de penetração desta modalidade de compensação visual em valores absolutos nos diferentes países. A Tabela 1 apresenta os resultados da prescrição de lentes de contacto hidrófilas para os 11 países supracitados e a média dos 28 países incluídos no relatório de 2021.(1) No total dos 28 países analisados, foram reportadas 14 393 adaptações de lentes de contacto em 2021 (incluindo lentes RPG), o que representa um ligeiro crescimento comparativamente a 2020 (13 311 adaptações). No entanto, estes valores são bastante inferiores aos habitualmente reportados (> 20 000 adaptações anuais reportadas) o que poderá continuar a estar relacionado com o período pandémico. À semelhança de anos anteriores, mais de metade das adaptações de lentes de contacto reportadas foram realizadas a mulheres (média de 64 por cento). Em Portugal 67 por cento das lentes de contacto adaptadas em 2021, foram adaptadas a mulheres. De um modo geral, a grande maioria das novas adaptações ou readaptações de lentes de contacto pertencem às lentes hidrófilas (percentagem superior a 85 por cento nos dois casos em 2021), com o número de novas adaptações ou readaptações de lentes RPG a rondar os 15 por cento nas duas situações.


Tabela 1 – Distribuição da adaptação de lentes de contacto hidrófilas em 11 países e média global dos 28

Substituição

Desenho

Materiais

países analisados no relatório do ano 2021. DADOS 2020

AU

BG

CA

ES

JP

NL

NO

PT

TW

UK

US

Média *

NÚMERO TOTAL DE ADAPTAÇÕES REPORTADAS

293

330

2226

354

3275

247

127

248

329

968

433

Total: 14 939

Novas adaptações LCH

79%

92%

93%

76%

96%

56%

89%

77%

92%

91%

74%

85%

Readaptações de LCH

82%

91%

93%

56%

84%

35%

87%

80%

93%

93%

81%

86%

Baixo teor de água (<40%)

1%

0%

1%

0%

0%

3%

0%

1%

59%

1%

2%

2%

Médio teor de água (40-60%)

3%

6%

4%

1%

13%

5%

19%

14%

4%

4%

6%

9%

Alto teor de água (>60%)

9%

1%

5%

14%

30%

4%

8%

21%

24%

9%

9%

15%

Silicone hidrogel

87%

93%

89%

85%

57%

87%

73%

64%

13%

86%

83%

74%

Esférico

37%

74%

34%

32%

73%

18%

27%

30%

70%

31%

42%

45%

Tórico

22%

16%

37%

23%

18%

56%

35%

42%

15%

45%

31%

32%

Tint/ cosmético

1%

0%

1%

0%

2%

4%

0%

1%

3%

1%

6%

3%

Multifocal

22%

10%

21%

26%

5%

13%

30%

18%

10%

17%

14%

24%

Monovisão

13%

0%

4%

1%

1%

2%

7%

2%

0%

4%

7%

3%

Controlo miopia

4%

0%

3%

18%

0%

6%

1%

7%

0%

1%

0%

2%

Outros

0%

0%

0%

0%

0%

2%

0%

0%

2%

0%

1%

0%

Diária

69%

17%

51%

28%

61%

25%

62%

37%

53%

60%

46%

49%

1-2 semanas

9%

10%

7%

1%

38%

20%

5%

3%

6%

5%

17%

13%

Mensal

19%

69%

42%

66%

1%

47%

32%

60%

40%

35%

36%

34%

3-6 meses

0%

3%

0%

5%

0%

7%

0%

0%

0%

0%

0%

2%

Anual

0%

1%

0%

1%

0%

1%

1%

0%

1%

0%

0%

1%

Não programada

3%

0%

0%

0%

1%

0%

0%

0%

0%

0%

0%

0%

Uso prolongado (UP)

9%

5%

1%

2%

0%

3%

12%

0%

0%

2%

3%

4%

UP com silicone hidrogel

100%

80%

45%

73%

40%

100%

100%

-

-

100%

55%

81%

Soluções multipropósito

95%

98%

74%

98%

81%

74%

93%

82%

98%

99%

94%

89%

44%/25%

63%/0%

55%/11%

79%/0%

29%/1%

41%/6%

59%/18%

72%/8%

47%/0%

49%/8%

39%/21%

49%/11%

Presbíopes: multifocal/ monovisão

*média referente aos 28 países analisados no relatóriode 2021.

Analisando os materiais de lentes hidrófilas, pode-se observar na Tabela 1 e Figura 2 que o silicone hidrogel continua a sua tendência ascendente a nível global, com propensão para a estabilização entre os 70 e 90 por cento do total de lentes hidrófilas adaptadas. Entre os países com maior percentagem de adaptações de lentes de silicone hidrogel em 2021 pode-se destacar a Bulgária (93 por cento), o Canadá (89 por cento) e a Austrália e Holanda (87 por cento). A média global em 2021 fixou-se nos 74 por cento, 2 pontos percentuais acima do ano anterior. Já Portugal viu a sua percentagem de adaptações de lentes de silicone hidrogel reportada ficar pelos 64 por cento, valor inferior ao ano anterior, combinando dois anos sucesivos de redução. Globalmente, tem-se assistido a um aumento significativo de adaptações deste material de lentes de contacto especialmente nos últimos quatro anos, resultado da adoção de países que ainda representavam uma quota de adaptação baixa em anos anteriores.


SOCIAL EYES | 36 | Figura 2 – Percentagem de lentes de contacto de silicone hidrogel adapta-

Figura 3 – Percentagem de lentes de contacto hidrofílicas descartáveis diárias

das em Portugal e em outros dez países entre 2007 e 2021. A linha tracejada

adaptadas em Portugal e em outros dez países entre 2007 e 2021. A linha trace-

vermelha representa a média global dos mais de 20 países considerados em

jada vermelha representa a média global dos mais de 20 países considerados

cada ano. A linha reta verde representa a tendência de regressão linear para

em cada ano. A linha reta verde representa a tendência de regressão linear

Portugal entre 2007 e 2021.

para Portugal entre 2007 e 2021.

As lentes descartáveis diárias (Figura 3) seguem uma tendência similar. Em 2021, a percentagem média a nível global de adaptação de lentes descartáveis diárias foi de 49 por cento (46 por cento em 2020). Portugal, embora com uma tendência claramente ascendente nos últimos anos, teve uma percentagem abaixo da média global (37 por cento em Portugal). Os países com maior número de adaptações de lentes descartáveis diárias em 2021 foram a Austrália (69 por cento), Noruega (62 por cento), Japão (61 por cento) e Reino Unido (60 por cento), todos eles com uma tendência ascendente ao longo dos últimos anos. Este aumento nos últimos anos tem sido naturalmente acompanhado de uma diminuição progressiva e generalizada da adaptação de lentes de contacto descartáveis mensais (média global de 34 por cento em 2021). Mesmo considerando este decréscimo, o regime de substituição predominante em Portugal continua a ser o regime de substituição mensal (60 por cento), valor que aumentou comparativamente a 2020 (53 por cento). Não descurar que embora Portugal esteja abaixo da média global de adaptação de lentes descartáveis diárias e acima da média global no que diz respeito às lentes de substituição mensal, o nosso país apresenta as mesmas tendências gerais (com algumas oscilações anuais) de aumento e decréscimo, respetivamente, tal como os restantes países a nível europeu e mundial durante os últimos anos. Na Figura 4 torna-se visível o decréscimo da popularidade das lentes de substituição mensal que lentamente tem vindo a perder terreno para as lentes de substituição diária. Esta inversão é resultado da ampla gama de parâmetros de adaptação, diversidade de materiais e de desenhos óticos das lentes descartáveis diárias.

Figura 4 – Percentagem de lentes de contacto hidrofílicas de substituição mensal adaptadas em Portugal e em outros dez países entre 2007 e 2021. A linha tracejada vermelha representa a média global dos mais de 20 países considerados em cada ano. A linha reta verde representa a tendência de regressão linear para Portugal entre 2007 e 2021.

Outro aspeto a destacar, tal como em anos anteriores, é a adaptação de lentes de contacto hidrofílicas tóricas (Figura 5). Em 2021 a percentagem de adaptação destas lentes em Portugal foi de 42 por cento, valor francamente superior à média a nível global em 2021 (32 por cento). Esta posição de destaque e referência a nível internacional consolida Portugal entre os países que proporcionalmente mais adaptam lentes tóricas. A percentagem média de adaptação de lentes tóricas em Portugal continua em consonância com o que seria expectável. Isto é, considerando que numa população de usuários de lentes de contacto se espera que cerca de 40 por cento dos usuários apresente um astigmatismo igual ou superior a 0,75 dioptrias (D), podemos considerar que (em Portugal) a grande maioria dos usuários de lentes de contacto que apresentam astigmatismo igual ou superior a 0.75D estão com o seu erro refrativo totalmente compensado por este método de correção.


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Em 2021, também se confirmou que em Portugal a prescrição de lentes de contacto acompanha ou até excede aquilo que se faz de melhor a nível global no que diz respeito aos materiais

Figura 6 – Percentagem de lentes de contacto hidrófilas utilizadas para a compensação da presbiopia adaptadas em Portugal e em outros dez países entre 2007 e 2021. A linha tracejada representa a média global dos mais de 20 países considerados em cada ano. A linha reta verde representa a tendência de regressão linear para Portugal entre 2007 e 2021.

Figura 5 – Percentagem de lentes de contacto hidrofílicas tóricas adaptadas em Portugal e em outros 10 países entre 2007 e 2021. A linha tracejada vermelha representa a média global dos mais de 20 países considerados em cada ano. A linha reta verde representa a tendência de regressão linear para Portugal entre 2007 e 2021.

O segmento das lentes de contacto multifocais é um outro que tem tido uma evolução muito positiva nos últimos anos a nível global (Figura 6). Portugal tem estado em destaque nesta área nos últimos anos, mas sofreu um decréscimo no número de adaptações reportadas em 2021 (18 por cento, face aos 26 por cento de 2020 e 29 por cento de 2019). Até 2010, Portugal acompanhava os valores médios a nível global (linha tracejada vermelha), tendo a partir desse ano consolidado o seu destaque a nível internacional, com uma percentagem de adaptações muito superior à media global em 2020 (14 por cento). Para além desta tendência de destaque francamente encorajadora, também se pode observar pela última linha da Tabela 1 que quase a totalidade dos pacientes presbitas adaptados (pacientes com 45 anos ou mais) têm a sua visão compensada através de lentes de contacto multifocais ou bifocais (72 por cento) e ainda monovisão numa percentagem baixa (8 por cento), significando que apenas 20% dos pacientes com idade superior a 45 anos foram adaptados com lentes monofocais (em Portugal). Estes valores são francamente positivos considerando a média global dos mais de 20 países analisados, onde 49 por cento dos sujeitos com idade igual ou superior a 45 anos foram adaptados com lentes multifocais ou bifocais e 11 por cento com sistemas de monovisão, o que significa que 40 por cento dos sujeitos desta faixa etária foram adaptados com lentes monofocais.

Relativamente à idade média dos usuários adaptados com lentes de contacto (Figura 7), tem-se observado um ligeiro incremento ao longo dos últimos anos, sendo que Portugal tem acompanhado a média global. Em 2021, a idade média foi de 32,9 anos em Portugal e 33,1 a nível global. O aumento poderá estar certamente relacionado com o aumento do uso de lentes de contacto na população presbita (tipicamente 40-45 anos). Um aumento de adaptações em usuários mais jovens, nomeadamente considerando um incremento de adaptações de lentes de contacto com o propósito de controlar a progressão da miopia em crianças e adolescentes, estará a fazer com que esta tendência de aumento da idade média não seja ainda maior. Este parâmetro também é importante porque um aumento da idade média dos usuários poderá significar que os níveis de abandono sejam menores, à medida que aqueles que iniciam o uso numa idade mais jovem, continuam a usar as suas lentes ao longo dos anos. A proporção de adaptações de lentes hidrófilas para o controlo da progressão da miopia ainda é muito reduzida a nível global (dois por cento em 2021), no entanto esta estratégia tem sido cada vez mais utilizada em países como Espanha (18 por cento), Holanda (6 por cento) e Portugal (7 por cento).

Figura 7 – Idade média dos usuários de lentes de contacto em Portugal e em outros dez países entre 2007 e 2021. A linha tracejada representa a média global dos mais de 20 países considerados em cada ano. A linha reta verde representa a tendência de regressão linear para Portugal entre 2007 e 2021.


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ADAPTAÇÃO DE LENTES DE CONTACTO RPG E EM CASOS ESPECIAIS Embora tipicamente Portugal não entre na descrição de resultados referente a lentes de contacto rígidas permeáveis aos gases (por não enviar anualmente as 35 adaptações de lentes RPG necessárias para análise), torna-se importante perceber a dinâmica deste tipo específico de lentes de contacto. Em 2010, Nathan Efron previu que estávamos a chegar perto do final da era das lentes RPG. A verdade é que essa previsão nunca se confirmou, e até se observam dinâmicas muitos interessantes em sentido contrário neste segmento específico. A nível global, não se tem apreciado grandes oscilações no que corresponde à percentagem de adaptação de lentes de contacto rígidas permeáveis aos gases, tendo variado entre 7 por cento e 12 por cento, consolidando-se ao redor dos 11 por cento em 2021. Destes 11 por cento de adaptação de lentes RPG em 2021, 57 por cento foram de materiais com alta permeabilidade ao oxigénio e 22 por cento foram adaptações de lentes esclerais. Esta categoria específica das lentes esclerais sofreu um aumento muito expressivo nos últimos quatro anos: em 2018, apenas 1.4 por cento das lentes RPG adaptadas foram lentes esclerais, tendo este valor aumentado para 14 por cento em 2019 e 23 por cento em 2020, estando agora consolidado nos 22 por cento. Estas lentes têm suscitado especial interesse em países como Espanha (30 por cento), Holanda (46 por cento) e Estados Unidos (38 por cento). A ortoqueratologia para fins de correção refrativa também tem ganho cada vez mais adeptos a nível internacional. Enquanto em 2007 apenas 7 por cento das adaptações de lentes RPG tinham essa finalidade, em 2021 vemos essa percentagem aumentar para 19 por cento (22 por cento em 2020). Esta modalidade de correção tem suscitado especial interesse em países como Espanha (58 por cento) e Holanda (12 por cento). Também se tem observado um crescente interesse na prescrição de ortoqueratologia com o propósito específico de controlo da progressão da miopia, embora a percentagem a nível global se tenha consolidado, para já, entre os 5 e 10 por cento desde 2015. Em 2021, os países com maior percentagem deste tipo de adaptações foram Austrália (34 por cento), Canadá (51 por cento) e Reino Unido (41 por cento).

CONSIDERAÇÕES FINAIS É com grande satisfação que apresentamos este relatório da adaptação de lentes de contacto em 2021. Não há dúvidas que os dados reportados anualmente neste relatório são de grande importância para perceber as oscilações e tendências das diferentes regiões a nível global e perceber como nós, Portugal, nos enquadramos face aos outros países. No entanto, é importante entender também que este tipo de estudos tem limitações importantes no seu desenho, uma vez que existem assimetrias no que diz respeito ao número de adaptações reportadas por cada país – alguns países enviaram em 2021 nada mais que 3 275 adaptações (Japão) enquanto outros países, ficam-se por pouco mais de 100 adaptações reportadas. Ou seja, estes números reduzidos podem não ser representativos daquilo que de melhor ou pior se faz em cada país. No entanto, uma vez que esta metodologia é replicada anualmente sempre de igual modo, a série de dados obtidos ao longo do tempo (14 anos consecutivos no caso de Portugal), permite observar as tendências cronológicas e delas tirar as observações e conclusões aqui apresentadas. Após um período de tempo em que Portugal reportava um número muito reduzido de adaptações (muito perto de 100), este ano de 2021 conseguimos subir para 248 adaptações de lentes de contacto reportadas. Ambicionamos conseguir fazer este número crescer ainda mais nos próximos anos para conseguirmos tirar conclusões mais sólidas sobre o panorama da adaptação de lentes de contacto no nosso país. Deste modo, apela-se a todos os profissionais de saúde ocular a participar neste tão importante projeto. Para isso, basta que submetam as suas próximas 10 adaptações consecutivas de lentes de contacto – podem descarregar o formulário através da página web https://ceorlab.wixsite. com/ceorlab/contact-lens-prescribing. (18) Apenas com a ajuda de todos se conseguirá aumentar a expressividade dos dados recolhidos em Portugal e que estes representem mais fielmente a realidade clínica da prescrição de lentes de contacto no nosso país. Contamos com a participação de todos os colegas neste projeto!

REFERÊNCIAS: (1) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2021. Contact Lens Spectrum. Volume 37; January 2022; Pages 32-38. (2) Morgan PB, Efron N. Global contact lens prescribing 2000-2020. Clin Exp Optom. 2022 Feb 20:1-15. doi: 10.1080/08164622.2022.2033604. Epub ahead of print. PMID: 35184672. (3) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2020. Contact Lens Spectrum 2021. January 32-38 (4) Morgan P, Woods CA, Jones L, et al. International contact lens prescribing in 2007. Contact Lens Spectrum. 2008; January: 36-41. (5) Morgan P, Woods CA, Jones D, et al. International contact lens prescribing in 2008. Contact Lens Spectrum. 2009; February: 28-32. (6) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2009. Contact Lens Spectrum. 2010; February: 30-36 (7) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2010. Contact Lens Spectrum. 2011; January: 30-35. (8) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2011. Contact Lens Spectrum. 2012; January: 26-31. (9) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2012. Contact Lens Spectrum. 2013; January: 26-31.

(10) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2013. Contact Lens Spectrum. 2014; January: 30-35. (11) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2014. Contact Lens Spectrum. 2015; January: 30-35. (12) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2015. Contact Lens Spectrum. 2016; January: 28-33. (13) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2016. Contact Lens Spectrum. 2017; January: 28-32. (14) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2017. Contact Lens Spectrum. 2018; January: 28-32. (15) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2018. Contact Lens Spectrum. 2019; January: 27-31. (16) Morgan P, Woods CA, Tranoudis I, et al. International contact lens prescribing in 2019. Contact Lens Spectrum. 2020; January: 26-31. (17) González-Méijome JM, Jorge J, Almeida JB, Parafita MA. Contact lens fitting profile in Portugal 2005: strategies for first fits and refits. Eye & Contact Lens Science & Clinical Practice. 2007;33:81-88. (18) Inquérito para a prescrição de lentes de contacto. Disponível em: https://ceorlab.wixsite.com/ceorlab/contact-lens-prescribing. Acesso em 10 de março de 2022.


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