PORTUGAL • Nº 108 • FEVEREIRO 2022
Sustentabilidade
Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50
O fim do mundo?
Allan Petersen Monoqool nascida do futuro!
Shamir Ganha terreno em Portugal
Paulo Sousa Dez anos de uma Ørgreen feita em português
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#editorial
Queremos ser a mudança!
Assentámos a missão de causar inquietude nos nossos leitores e em todo o setor. Em causa está o nosso ativo mais importante: o planeta! Representa também uma estratégia para ir ao encontro das exigências e anseios dos consumidores atuais. São eles os maiores impulsionadores desta mudança para uma via mais sustentável das indústrias, que de enormes poluidoras passaram a ser, em alguns casos, exemplos de investimento em prol da vida. Nesta edição queremos passar a mensagem também ao retalho. É nas lojas que a maior transformação pode ser operada. E atenção, que simples gestos de separação de resíduos, ou poupança energética já têm uma expressão diminuta no estado atual do planeta. A escolha muito seletiva das empresas e marcas que integram a vida das lojas e que operam de forma consciente é o grande passo a empreender.Trazemos vozes, experiências, investimentos, estratégias inovadoras e muita motivação. O caminho ainda deve ser percorrido e é longo, mas já não há tempo para adiar alterações. Tem que se fazer tudo hoje! E é esse apelo e consciencialização que lançámos nesta edição 108 da Millioneyes, com ansiedade e urgência. Avançámos ainda com conversas edificantes. Paulo Sousa esteve connosco no ano da fundação da Millioneyes. Sentámo-nos para eternizar a sua vontade de entrar no mercado da ótica, com irreverência e uma marca independente. Agora celebrámos uma amizade, um trabalho de uma década e uma vitória, na nossa opinião, a favor da Ørgreen, graças à personalidade encantadora deste representante. De além fronteiras, trazemos aos leitores portugueses uma história de superação e design sob a marca Monoqool. Adorámos a sinceridade com que Allan Petersen descreveu o seu percurso na ótica. Assistimos ainda ao lançamento de um produto inovador em prol do combate à miopia infantil, assinado pela Hoya. Celebrações, energia, arte, design e dinamismo do tecido empresarial português preenchem as nossas páginas. A ótica está aqui!
Estatuto Editorial / Sinopse A Millioneyes é uma revista profissional dedicada ao setor da ótica, contando com presença integral online através da plataforma isuu.com. A Millioneyes tem o objetivo de cobrir os acontecimentos específicos do seu setor e retratar a informação de forma rigorosa, com toda a dedicação e competência. A Millioneyes traz uma abordagem íntima, atualizada e assertiva sobre o setor da ótica em Portugal, esmiuça perspetivas de outros países sobre a situação do mercado, retrata tendências em óculos, expõe dados científicos essenciais aos técnicos da área com o apoio dos oftalmologistas e optometristas e aborda de forma inédita os empresários que gerem os estabelecimentos nacionais. A Millioneyes compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e a ética profissional aplicada à atividade profissional dos jornalistas, assim como a boa fé dos leitores, através do trabalho dos seus colaboradores e diretor. A Millioneyes é independente do poder político e de grupos económicos, sociais e religiosos.
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#ÍNDICE
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All eyes on you
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What’s New Opticalia A moda como pilar
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Sustentabilidade O fim do mundo?
Frame Out Movitra Inovação obsessiva
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Eyes of the World Allan Petersen Monoqool nascida do futuro!
In Your Eyes Shamir ganha terreno em Portugal
Diretora: Patrícia Vieites | Editora: Carla Mendes | Redação: Carla Mendes, Mariana Teixeira Santos, Célia Esteves | Design e Paginação: Paula Craft | E-mail: millioneyes@outlook.pt | Tel: 96 232 78 90 | Periodicidade: Mensal | Tiragem: 2000 exemplares | Impressão: Uniarte Gráfica, S.A | Preço de capa em Portugal: 7,50 euros Depósito Legal n.º 419707/16 | Interdita a reprodução, mesmo que parcial, de textos, fotografias ou ilustrações sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive comerciais. Os artigos de opinião e os seus conteúdos são da total responsabilidade dos seus autores. A MillioneyesTM é propriedade da Parábolas e Estrelas – Edições Lda. com sede na Rua Manuel Faro Sarmento, 177, 4º esquerdo, 4470-464 Maia, Portugal | NIF: 510195865 | Gerente/Diretor - Cristóvão Jesus - Detentor de 100 por cento do capital social | Sede de Redação– Rua Elísio de Melo, 28, S 38 – 4000-196 Porto | Qualquer crítica ou sugestão deve remeter-se para: millioneyes@outlook.pt
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Volte Face
French elegance Essencial na vertente feminina da maison Jean-François Rey, a marca Volte Face apresenta-se perante 2022 numa diversidade criativa de cores e de acetatos em composições artisticamente primorosas. Os gradientes cristalinos desenvolvem-se em tons pastel, sombras e combinações “deliciosas”. Depois, os desenhos assertivos, as colagens geométricas do acetato e as influências contemporâneas completam estas propostas incontornáveis para os dias quentes que se aproximam.
Lanvin
Celebração em óculos A insígnia francesa festeja o ano do Tigre com uma peça alusiva a esta época especial do calendário chinês. Produzidos em acetato italiano e desalinhados pelo padrão animal atrevido, os novos óculos de sol garantem a elegância e distinção das mulheres seguidoras da maison de moda. O modelo enriquece-se ainda com formatos plenos de glamour e com as extremidades das hastes concebidas para se completarem com a corrente de óculos Lanvin.
Lightbird
O voo de Corrado Rosson No seu terceiro aniversário, a insígnia pensada e desenvolvida pelo designer italiano, Corrado Rosson, celebra com uma nova campanha consagrada à leveza e liberdade. Flying Away revela novos modelos de prescrição, em cores brilhantes, que completam as coleções Light_Matter, em acetato e alumínio, e a Light_ Social, a linha em acetato apontada aos millenials.
A Mango escolheu a Opticalia para desenvolver e comercializar em exclusivo a sua marca a nível mundial. Um líder da moda em todo o mundo confia na Opticalia para desenvolver as suas colecções e a sua comunicação global de eyewear e de sunwear. Publicidade, produto exclusivo, formação e digitalização fazem da Opticalia um dos grupos ópticos independentes mais importantes do mundo. Quer fazer parte do nosso projecto?
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Götti
Pura mestria A nova coleção primaveril da Götti Switzerland ganha expressão com dois modelos massivos em acetato. Hanlon e Heins nascem de folhas de acetato sólidas, de polimento manual, de muita paixão e tudo unido com verdadeiros cravos. A manufatura é visível em cada detalhe: os recortes bem arredondados e as transições homogéneas determinam a solidez das armações. A Götti acresceu ainda as criações com os cravos arredondados, remetendo para a acentuação do seu ö e que se ligam ao acetato de forma harmoniosa.
Jaguar Eyewear Charme no masculino
A coleção para os dias quentes de 2022 potencia o encanto no masculino, propondo matérias em linha com o equipamento técnico e com a alta performance dos automóveis da marca. Aos padrões de armações de prescrição e óculos de sol juntam-se lentes espelhadas com cores intensas, estudadas e estabelecidas juntamente com a equipa da Jaguar.
Andy Wolf
Eyewear feito de primavera Em 2022, a marca austríaca enceta várias ações em direção a um futuro mais sustentável e sob o mote Grow with Us (cresce connosco em português). A partir de janeiro, a Andy Wolf planta um metro quadro de prado de flores silvestres por cada armação vendida, em torno das suas instalações para recuperar a flora local. Lançou ainda os primeiros produtos produzidos a partir de Acetate Renew, o acetato mais sustentável na indústria. E para a celebração de 15 anos de design eyewear, a Andy Wolf realiza o desejo de unir passado e presente nos seus óculos. Sob o nome AWearness, a coleção expressa-se em cinco modelos intemporais e com caraterísticas super sustentáveis, desde partes facilmente substituíveis a matérias amigas do ambiente.
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Nirvan Javan
Expansão com acento britânico A coleção eyewear London deste designer de origem persa ganha nova dimensão através de novas peças em acetato japonês. Nirvan Javan baseou-se num desenho clássico cúbico “pintado” a novas cores que espelham a elegância moderna de Londres. A assinatura do criador está na intemporalidade dos formatos, nas cores suaves e no toque de qualidade em cada peça.
Cutler and Gross
Inspiração contemporânea Directamente das montanhas do norte de Itália, O Colour Studio do atelier Cutler and Gross fez a seleção habitual de acetatos premium para compor mais uma edição especial e poderosa para os dias quentes. Em 2022, os reveladores laranja e púrpura pintam a primavera com transparências materializadas em formatos generosos. Adicionalmente, inspiram-se na instalação artística A Bouquet of Love I Saw in the Universe da criadora contemporânea japonesa Yayoi Kasuma.
Maui Jim
Renova-se no luxo "Aninhado" no centro de Mauna Kahalawai, Violet Lake é um corpo de água sagrado, rodeado de uma flora única, que inclui uma rara violeta do Maui. Esta jóia natural inspirou a criação da peça preciosa homónima da Maui Jim. Violet Lake define-se na manufatura perfeita, num design distintivo e elegante em borboleta e materializa-se em acetato astuciosamente preenchido pelo titânio. As plaquetas ajustáveis são um toque vanguardista em cerâmica e com gravação a laser do icónico pássaro Jimmy que torna a marca única.
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Colcci
Essência feminina Diretamente do Brasil, as novíssimas armações de prescrição Maitê, Helô e Catarina evocam o sentido feminino e a segurança de quem se quer demarcar entre os demais. Com o acetato, o metal e a poliamida no centro da sua essência, os desenhos destas novidades Colcci ganham vida num redondo arrojado, numa geometria clássica mas moldada em linhas mais femininas e em generosidade no tamanho, numa declaração intensa de estilo.
Movitra
Inovação obsessiva Esta casa milanesa anunciou uma nova edição limitada numerada em metal e titânio, com o icónico sistema de rotação patenteado ao centro. É uma série de 300 peças para cada cor proposta e representa a primeira “aventura” da Movitra no segmento dos metais, absorvendo os criativos nos últimos 18 meses. "Esta é a nossa edição limitada mais imaginativa até à data, garantindo materiais da mais alta qualidade e uma estética ousada e luxuosa, que torna cada peça individual e intensa. A obsessão da Movitra Milano pela inovação tem expressão em cada aresta dos modelos", apresenta Giuseppe Pizzuto, cofundador da insígnia transalpina.
Carrera/Ducati
Edição limitada marca união A marca da Safilo lança uma edição exclusiva de óculos em conluio com a equipa italiana dedicada às motas, para celebrar um acordo de licença de desenvolvimento e distribuição de quatro anos. Para a temporada de 2022, os pilotos Pecco Bagnaia e Jack Miller são os protagonistas da campanha da Carrera/ Ducati, que revela óculos desportivos, mas que preenchem qualquer momento quotidiano de estilo e proteção.
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#WHAT’S NEW
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Optivisão
CECOP
Visionários reunem-se em evento digital O grupo nacional de óticos promoveu um evento digital entre os seus Visionários Optivisão e o orador motivacional, Ricardo Mendoza. Os profissionais da Optivisão demonstraram união e força para enfrentar os desafios do ano que se inicia. “Com um espírito determinado e com o objetivo de crescer em notoriedade e tráfego e de inovar em produtos e serviços exclusivos das óticas Optivisão, este foi um marco na dinâmica de gestão da maior rede de óticas nacional”, declaram os responsáveis do grupo.
ExpoCECOP regressa em maio Depois de uma interrupção de dois anos, o grupo multinacional volta a organizar a ExpoCECOP, entre 28 e 29 de maio de 2022, no Hotel Melia Braga. Este evento de referência reúne colegas de profissão, fornecedores destacados, representantes do negócio ótico e associações com as quais a CECOP colabora. O objetivo é expor as novidades do setor, promover o contacto contacto com novos fornecedores e marcas internacionais e apoiar o crescimento dos óticos enquanto gestores. O programa está em pleno desenvolvimento e será apresentado em breve.
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Opticalia
A moda como pilar A Opticalia Portugal lançou-se a 2022 apontada à moda e tendências street style. A mais recente campanha do grupo multinacional foi feita em parceria com a gigante têxtil, Inditex, e convida os consumidores a viveram os óculos com intensidade, sob assinatura da Pull & Bear. É o reforço do compromisso com as tendências e sob a força de marcas reconhecidas e de presença internacional. A campanha da Opticalia tem presença televisiva e nos meios digitais e envolve os espetadores numa dinâmica de amizade, criatividade, boa energia e cumplicidade, apelando à visita das óticas ou da loja online com preços competitivos. O anúncio inclui ainda uma promoção para óculos progressivos da marca Pull&Bear, Mango e Pepe Jeans e dura até ao fim de março.
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O fim do mundo?
Lançámos a palavra sustentabilidade a todos os quadrantes da indústria da ótica portuguesa e conseguimos ideias sociais e ambientais de proteção e preocupação, em linha com o que de melhor se faz sob este conceito. Achamos nós, que observamos a ótica como jornalistas há quase duas décadas, que a sustentabilidade social já está no terreno desde que se lançou a primeira pedra da ótica em Portugal. Ou seja, houve sempre a preocupação pelo outro.
Colaboradores muito antigos, motivados e envolvidos são o primeiro sinal na maioria das empresas, tanto a montante como a jusante da cadeia de valor. No entanto, a indústria da ótica manteve-se num universo paralelo nas preocupações pela natureza, pelo menos no que diz respeito à comunicação de ações que pudessem melhorar a conturbada convivência entre humanos e meio ambiente. O setor mundial
demorou muito para assumir práticas “verdes” e foi preciso um “empurrão” das novas marcas independentes e de consumidores que querem fazer a diferença com as suas compras. E assim a mensagem sustentável vai alargando a sua influência até ao retalho. A questão em destaque neste artigo coloca-se hoje mais do que nunca. Ao não assumirmos a sustentabilidade como um modo de vida estamos a vaticinar o fim
do mundo? E que fazer? A montante, as grandes empresas com compromissos sérios com a opinião pública já investiram em métodos de produção com menor impacto nos ecossistemas, algumas companhias mais pequenas basearam toda a sua existência nessa premissa para se alavancarem e agora os retalhistas têm mesmo que escolher marcas que respondam a esta linha de pensamento. E em breve a rutura com
Foto: Orione Conceição from Pexels
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#All eyes on you
Sustentabilidade
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o “passado despreocupado” será total, se assim quisermos. Em que ponto estamos? Abrimos a comunicação aos nossos empresários, que forçosamente têm que pensar a ótica todos os dias e como a tornar sedutora. Adicionalmente, serve este artigo para que a ótica passe para o primeiro lugar das práticas sustentáveis. O relógio que aponta o ponto sem retorno está ligado e quando registamos que o nosso setor é o melhor, queremos que seja em todas as suas facetas. No fundo, ao investirmos hoje na poupança do planeta, estamos a garantir a nossa própria longevidade, a felicidade das pessoas que amamos, o ondular do mar, a vida para além da humana… Porque queremos salvar o mundo? É simples! Os recursos do planeta foram usados de forma abusiva, principalmente a partir do momento em que se deu a Revolução Industrial, no século XVIII. As novas estratégias para as atividades produtivas e uma economia voltada para o excesso de consumo causaram a rutura de muitos ecossistemas e consequentes desastres naturais. Esta problemática começou a ter espaço na opinião pública a partir
do fim da década de 1960.A discussão sobre a degradação do ambiente assumiu-se a nível global nos anos de 1970, com a Organização das Nações Unidas a inaugurar a primeira grande conferência mundial afeta ao ambiente, ou melhor a United Nations Conference on the Human Environment, realizada em 1972 em Estocolmo, na Suécia. A ciência conseguia assim ganhar palco para transmitir o cenário do futuro catastrófico mediante o comportamento humano abusivo, em relação ao planeta. A problemática das alterações climáticas teve a sua grande vitória na instituição da denominada Conferência das Partes, um reconhecido encontro entre os líderes mundiais, hoje de 173 nações, sobre o clima. Entre várias vitórias, conta-se o Acordo de Paris assinado há seis anos, no qual os países aderentes se comprometeram com a descarbonização e com a limitação do aumento do aquecimento global. Há inclusive um relógio ativado com prazo de 2030, altura em que se as metas não forem respeitadas entraremos num “ponto sem retorno”. E estas são movimentações públicas que causam impacto nas pessoas e os portugueses não são imunes a isso. Nos resultados do estudo de 2021,
Discurso direto das estratégias da ótica Ao querermos saber em que ponto está a ótica na sustentabilidade, indagámos entre os nossos empresários de que forma convivem com a matéria. Das fábricas às lojas, ser sustentável é um conjunto de ações que envolve práticas mais amigas do ambiente, mas também está diretamente ligado ao bem estar das pessoas. A ideia transmitida pela CECOP passa com precisão uma situação que ainda está em pleno andamento e evolução “No setor ótico em Portugal, consideramos que existe uma consciência para esse tema e começam a existir algumas comunicações a focar a sustentabilidade das embalagens e em alguns produtos, mas ainda com pouca expressividade”.
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“Portugal e França: Juntos na Transição Ecológica – A responsabilidade das empresas em tempo de Covid”, percebeu-se que 75 por cento dos portugueses inquiridos dizem-se preocupados com o ambiente e as alterações climáticas, 14 por cento estão muito preocupados e 61 por cento têm alguma preocupação. Adicionalmente, 88 por cento dos cidadãos envolvidos no estudo confirmam valorizar produtos, empresas e marcas sustentáveis. Ainda o Estudo Global sobre Sustentabilidade 2021, dirigido pela consultora Simon-Kucher, expôs que a nível global, 34 por cento da população pagaria mais por serviços e produtos sustentáveis. Entre esta percentagem, são as gerações mais jovens, especificamente os Millennials, na dianteira desta intenção. O inquérito revela que 85 por cento das pessoas diz que mudou o seu comportamento de compra para serem mais sustentáveis. Quando se fala em nacionalidades, a consultora revela que na liderança das mudanças de estilo de vida no sentido mais amigo do ambiente estão a Áustria com 42 por cento, seguida pela Itália com 41, a Espanha com 35, a Alemanha com 34 e mais atrás os EUA com 22 por cento.
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Convém esclarecer o que se entende sobre sustentabilidade e uma das nossas óticas inquiridas “desenhou” na perfeição o significado. “Antes de mais, antes de começarmos a gritar aos quatro ventos que "somos sustentáveis", convém que se perceba o conceito: etimologicamente, a palavra sustentável tem origem no latim e significa sustentar, apoiar e conservar”, deliberou Paula Pinho, o rosto do Adão Oculista. Outro dos dos óticos envolvidos no inquérito também nos inspirou com uma definição pungente e intensa.
Rui Motty, CEO do grupo Optocentro, partilhou que “os fundamentos do conceito são uma forma de adaptação moderna e sucinta de ensinamentos judaico-cristãos, assim como de outras civilizações, “ajudai uns aos outros”. Nada de novo. O mais importante é implementar. Desde sempre, procuramos adotar boas práticas e devolver à sociedade aquilo que dela recebemos. Projetos de responsabilidade social e partilha, transparência de procedimentos e reaproveitamento de recursos naturais. São a nossa consciência.” Ou seja, perante a pergunta “o que é a sustentabilidade?” os nossos inquiridos foram abrangentes. Incluíram o cuidado e regeneração do planeta, mas também a solidariedade social. “Cuidar do planeta - reciclar, aproveitar, poupar, plantar...eu e todos os meus amigos, conhecidos, colaboradores,
familiares...; cuidar de todos os que nos rodeiam - melhorar o nível de vida daqueles que trabalham comigo...e daqueles que não trabalham mas que, por um motivo ou por outro, precisam da minha ajuda. (…) Acima de tudo, e como estratégia para a sustentabilidade em todos os aspetos da minha vida, não ser nem deixar que alguém da minha equipa seja "um vidro ordinário". Somos e seremos sempre" uma lente ao serviço dos outros" - esta fórmula "roubei" ao meu pai que no ano em que nasci, 1968, apontou esta frase na parede da sede da nossa empresa”, descreveu-nos de forma sempre especial Paula Pinho.
Da Alcon sublinhou-se mesmo que “a sustentabilidade é uma questão importante para a nossa empresa, e na Alcon estamos a trabalhar para criar um futuro sustentável onde as vidas das pessoas e comunidades que servimos sejam melhores e mais brilhantes.” Há um acento no bem-estar humano na mente de quem trabalha a ótica e que foi incluído de forma clara no nosso inquérito sobre sustentabilidade. Como reforça Helder Oliveira, diretor geral do Grupóptico, as pessoas são um ativo essencial para a
saúde do negócio, “temos já em prática há bastante tempo uma estratégia de responsabilidade social que se baseia num fundo criado para apoio na satisfação das necessidades visuais e auditivas da população carenciada das localidades onde estamos estabelecidos,
com o foco principal nas crianças até aso 12 anos. Também ao nível da gestão de recursos humanos, a questão da sustentabilidade se verifica. Ao longo dos anos, promovemos iniciativas de apoio aos nossos colaboradores, no âmbito da sua vida pessoal e familiar. Esta situação ganhou particular relevância com o surgimento da pandemia, no início de 2020.”
Já tínhamos destacado a faceta solidária da Artefacto na Millioneyes, mas não só! Quando lhes lançamos o desafio de falar sobre sustentabilidade, Filipe Sousa, COO do grupo Artefacto Portugal, voltou a destacar que “na Artefacto entendemos o conceito de sustentabilidade como um conjunto de ações e atitudes e não como um tema isolado. Procuramos agir e garantir a correlação entre diferentes níveis de sustentabilidade naquilo que é a nossa ação empresarial. A saber: sustentabilidade ambiental, empresarial e económico-social. Assumimos como mais do que um dever, uma obrigação, cuidar para que consigamos preservar a qualidade de vida dos diversos ecossistemas na nossa normal atividade produtiva, com medidas que visam o não desperdício de recursos naturais cada vez mais escassos como água, madeira, e energia – neste caso concreto realizamos inclusive recentemente um investimento com vista à produção de energia renovável para autoconsumo. Promovemos ações de reciclagem de materiais, seja na nossa normal produção, seja igualmente no normal quotidiano de vivência empresarial dos nossos colaboradores. Não descuramos também uma atitude de responsabilidade social sempre presente
na cultura da Artefacto, dedicando parte dos recursos gerados pela nossa normal atividade económica, ao reinvestimento em causas de ação social, fazendo-o assertivamente e ao longo de todo o ano.” A sustentabilidade em ação Os recursos usados na ótica, em todo o processo desde a produção à venda, são suscetíveis de marcar de forma dura o planeta e as marcas e os retalhistas têm estratégias em curso. “Além da nossa própria forma de gestão, em que já privilegiamos o que é local, diretamente para os nossos clientes, de uma forma mais explícita, trouxemos
produtos nessa linha da nossa visita à Silmo´21.”, detalhou Ana Carvalho, proprietária da Maxivisão. E Helder Oliveira ressalva que “a estratégia da responsabilidade ambiental começou pelas decisões mais básicas como a separação dos resíduos e o fim da utilização dos sacos de plástico. Estamos agora numa fase de digitalização, reduzindo a utilização de papel nos procedimentos diários. Por último, algo que consideramos essencial é basear todo o desenvolvimento do negócio em princípios de ética e transparência, na relação com todos os nossos stakeholders, desde os clientes, aos fornecedores, aos colaboradores, aos bancos, entre outros.” Porém a assunção da sustentabilidade na vida das empresas e dos colaboradores é uma missão que se assume de forma paulatina, segundo alguns inquiridos, Marco Pombo, COO dos Conselheiros da Visão reconhece que é necessário uma adaptação a um pensamento mais sustentável, “é um processo que requer
As grandes indústria a liderarem dando exemplo A montante da cadeia de valor, os custos para assumir um comportamento sustentável e responsável são consideráveis. Luís Feijó, CEO da Shamir Portugal, conduziu-nos por este fator.
“São exemplo disso, o investimento em viaturas elétricas, a implementação de painéis solares em toda a unidade industrial ou o recurso a tecnologias de produção com o mínimo consumo de recursos. A Shamir tem adotado, ao longo dos anos, um modo de atuar consciente. A empresa tem como objetivo máximo agir eticamente, tentando poluir o mínimo possível. (...) Por exemplo, a atualização dos consumíveis e das matérias-primas para
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alterações nos hábitos e materiais utilizados neste negócio, principalmente ao nível dos consumíveis.” A CECOP também se revê numa postura mais sustentável e declara que “fazemos algumas ações internas, como potenciar as reuniões por videoconferência, utilização de papel reciclado, e estamos a trabalhar para implementar a faturação electrónica.”
soluções mais amigas do ambiente (a substituição de plástico por papel e a opção de materiais reciclados), a reciclagem dos resíduos e reaproveitamento em novos processos produtivos, a reutilização de metanol reciclado ou a substituição de embalagens de plástico por alternativas amigas do ambiente (cortiça, papel reciclado, etc.), são algumas das práticas seguidas pela Shamir que, enquanto grupo internacional, tem sempre o propósito de reduzir, reutilizar e reciclar as matérias consumidas. Adicionalmente, contamos com duas ETARS para o tratamento dos afluentes com posterior aproveitamento das águas.”
A Prats também nos falou da sustentabilidade empresarial, na voz do diretor geral Filipe Pires, e no compromisso, seu e da sua equipa, em garantir a perenidade do negócio “a longo prazo sem nunca abdicar dos nossos valores. Uma das vertentes mais comuns da sustentabilidade é obviamente a responsabilidade ambiental. Aqui a Prats já há muitos anos que tem vindo a aplicar ações de melhoria, sobretudo no seu processo produtivo, para garan-
Foto: Orione Conceição from Pexels
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"O mais importante implementar. Desde sempre, procuramos adotar boas práticas e devolver sociedade aquilo que dela recebemos"
tir a separação de todos os nossos resíduos, minimizar o consumo de água usando sistemas em circuito fechado com filtragem e tratamento dos vários líquidos de corte usados na produção das lentes ou ainda evitar a poluição das águas residuais tanto com químicos como com microplásticos. Com a construção da nossa nova fábrica em 2019 em Carnaxide, demos mais uns passos no caminho da redução da nossa pegada de carbono. Efetivamente a redução do consumo energético foi uma das principais vertentes do projecto do edifício e foi conseguida com soluções tão variadas como o desenvolvimento de uma fachada de ensombramento para diminuir os custos de climatização dos nossos escritórios ou do reaproveitamento de energia térmica de vários
equipamentos através de um circuito fechado de água quente permitindo-nos aquecer tanto os espaços como alguns equipamentos a custo zero.” Do lado das lentes de contacto, a Alcon realça o esforço para ir ao encontro das necessidades do ambiente. “Em 2020, concluímos 40 projetos de poupança de energia que incluíram, entre outros, a instalação de painéis solares e iluminação LED e frigoríficos eficientes em termos energéticos. (…)Reduzimos os resíduos ao concentrarmo-nos na reutilização de recursos sempre que possível, reciclando os resíduos gerados, reduzindo a produção de resíduos perigosos e desviando os resíduos não perigosos dos aterros. (…) Em 2020, implementámos também 17 projetos de poupança de água que, entre outros,
Foto: Ron Lach from Pexels
incluíram iniciativas para otimizar o processo de limpeza no local, reutilização de água por osmose inversa e recolha de água da chuva.” A juventude sustentável Quanto ao sentido de sustentabilidade entre os colaboradores das empresas? Há casos em que se incentiva e se envolve as pessoas em ações que promovem um pensamento coletivo e ambiental. Na Shamir, é o departamento de recursos humanos que se dedica a sensibilizar os colaboradores. A empresa promove ainda “a instalação de ecopontos de recolha seletiva em todo o edifício, a substituição das viaturas de serviço por viaturas elétricas, a sensibilização para a redução de copos e garrafas de plástico, a redução e mo-
nitorização de impressões, a sensibilização para a eficiência energética e de recursos ou, ainda, o desenvolvimento de ações de voluntariado em prol do ambiente. No que diz respeito a este último ponto, refira-se que, este ano, organizamos uma ação de limpeza nas praias com os nossos colaboradores, com o objetivo de consciencializar para a importância da proteção do meio ambiente, dando o exemplo, em primeira mão, de que todos nós podemos ser agentes ativos nessa mudança.” A Alcon segue a mesma linha de atuação envolvendo os colaboradores nos programas de sustentabilidade “com o objetivo de melhorar a compreensão ambiental e envolvê-los nos nossos projetos sustentáveis. De facto, em 2020, criámos o Comité de Sustentabi-
lidade Ambiental Global, cujo principal objetivo é supervisionar e gerir os esforços interfuncionais para alcançar os nossos objetivos ambientais. Uma equipa de I&D, produção e parceiros comerciais também criou o Environmental Sustainability Scorecard, uma tabela de desempenho de sustentabilidade ambiental que visa integrar a sustentabilidade no desenvolvimento de novos produtos.” O representante da Artefacto avançou mesmo que mais do que envolver, assumem uma atitude proativa de consciencialização e apelo para que “assumam um compromisso inequívoco com as políticas dos 4 R’s: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar.” Foi interessante também constatar que vários dos inquiridos associou a juventude dos seus funcionários como fator de maior tomada de consciência para práticas amigas do ambiente. Há uma nova forma de viver que já vem “incorporada” nas novas gerações, como reforçou Ana Carvalho, da Maxivisão, “estamos rodeados de jovens, e os jovens já nasceram com esses conceitos. É até mais fácil para eles "encaixarem" certas atitudes.” “É do senso comum, que temos que preservar este mundo onde vivemos e isso só pode ser feito se conseguirmos respeitar a natureza. Pessoalmente, fui escuteiro durante 40 anos, pelo que esta sensibilidade faz parte das minhas preocupações. Tem que ser prática permanente e intemporal…”, ajudou-nos na conclusão o homem forte dos Conselheiros da Visão.
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"É do senso comum, que temos que preservar este mundo onde vivemos e isso só pode ser feito se conseguirmos respeitar a natureza"
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#I eyes of the world
Allan Petersen Monoqool nascida do futuro!
A marca criada no Japão mas de coração dinamarquês tem no seu centro o futuro. Foi Allan Petersen que a imaginou assim, virada para premissas simples de leveza, subtileza e poucos suplementos, mas que precisava da mais intrincada tecnologia para a concretizar. A sua paixão desde que se lançou à Monoqool é esse processo de experimentação, em que vê e testa inúmeros protótipos para chegar à perfeição em óculos. A Millioneyes conheceu Allan Petersen na feira de lançamento da sua marca, ainda sob a ideia de uma charneira em espiral surpreendente. Desde essa primeira ideia, “à frente do seu tempo” a Monoqool teve um desenvolvimento complexo, cheio de grandes obstáculos, mas que se “conclui” num sucesso que Petersen sempre anteviu e que o fez lutar para longe da ideia de rendição. Redescobriu-se na impressão 3D, mas recusa “colar” a marca a este método de fabrico. A casa dinamarquesa está colada, sim, à ideia de inovação. Esta foi uma conversa franca e que revela a sua personalidade pragmática e resiliente, num esboço de todos os esforços que um empresário de uma marca independente tem que empreender, longe de romanticismos ou subtrações. Como resultado, a Monoqool de Allan Petersen tem arte, tem tecnologia, tem tonalidades originais, tem funcionalidade, é um prazer no toque e faz com que usar óculos seja uma afirmação de inquietude. Quando lançou a marca própria, esta Monoqool baseou a sua imagem num inédito sistema de charneira, fixada através de um fio metálico. Como surge esta ideia? Lançámos a Monoqool em 2008 com o objetivo de empreender algo inovador. Trabalhámos com alguns designers externos e houve uma equipa que nos apareceu com uma armação Helix única em aço inox com um fio metálico em espiral, que na extremidade ligava diretamente ao frontal
em aço. Foi uma peça nunca vista e conseguimos patentear esta astuciosa charneira. Ganhou sete prémios internacionais de design baseados naquela invenção. E no entanto foi um desenho que acabou por desaparecer das ofertas da Monoqool. Porquê? Acredito que o nosso design estivesse à frente do seu tempo. Era ultra fino e o mercado daquele período estava atrás
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"Já tínhamos experimentado o 3D em 2008 e decidi investir o pouco dinheiro que me restava para tentar lançar uma linha de óculos sob esta metodologia"
de algo mais “espesso” e maior. Claro que, por ser tão ousado houve muitos óticos pioneiros a adotar o conceito, mas a venda ao consumidor final não era satisfatória. Depois de um período inicial de boas vendas as perspetivas azedaram. Ao mesmo tempo estávamos a ficar sem dinheiro e tivemos que nos lançar a algo novo. E rápido! Essa foi a grande motivação para nos lançarmos à impressão 3D e fomos dos primeiros na área do eyewear. Atualmente o conceito “sem parafusos” é ainda uma realidade na base da Monoqool, mas hoje é, sem dúvida, o processo 3D que vos define. Como se decidiram pelo método? O meu sócio que me acompanhou no lançamento da Monoqool quis desistir da “corrida” quando, em 2011, ficámos sem fundos e isso motivou o nosso financiador a querer abandonar-nos também. Tive que assumir outro emprego, como diretor de uma empresa que também estava em dificuldades financeiras, e tentar gerir a Monoqool nos meus tempos livres. Quase me matou de stress! Já tínhamos experimentado o 3D em 2008 e decidi investir o pouco dinheiro que me restava para tentar lançar uma linha de óculos sob esta metodologia. Fizemos isso em 2012...e o resto é história (risos).
As armações em 3D têm vantagens em relação às restantes, na sua opinião? A impressão 3D apresenta muitos pontos positivos para todos os envolvidos. Uma das vantagens para o utilizador é a flexibilidade e a leveza que torna o material perfeito na garantia de conforto máximo em óculos. E em termos de design, o 3D concede maior liberdade criativa? Dá ao designer “liberdade de design”, permitindo novas construções e desenhos que não são possíveis com outras tecnologias.
O que inspira os desenhos Monoqool? Se estivermos a falar de ideias progressivas, o que procuramos criar são armações com alto nível de inovação (sem parafusos, materiais avançados, entre outros), de uma leveza e conforto incríveis e que sejam fáceis de ajustar e manipular para facilitar o trabalho do ótico na adaptação perfeita ao consumidor. Eu sei que muitas equipas procuram inspiração, mas a nossa abordagem é mais experimental às novas ideias de design. Continuamos a empreender imensos testes e amostras, antes de estarmos felizes
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os consumidores mais jovens, em particular, estão a pressionar a mudança. A Monoqool está posicionada como uma das primeiras empresas no fabrico em 3D, mas há muita competição hoje em dia neste segmento. É interessante, porque não defino a Monoqool como uma empresa de óculos impressos a 3D. Gosto de pensar na marca como uma companhia inovadora de eyewear. Inovação, conforto e adaptação são algumas das palavras chave que nos definem. A impressão em 3D é apenas a nossa maneira preferencial de produzir no momento. A nacionalidade da Monoqool é dinamarquesa, mas hoje tem presença multinacional. Sim, estamos ativos em 15 países, mas vendemos as nossas armações em mais de 30 regiões de todo o mundo.
e satisfeitos com o resultado final. Acho que foi Edison que disse “um génio é um por cento inspiração e 99 por cento transpiração”. O melhor design implica sangue, suor e lágrimas. E se posso acrescentar: bolsos fundos também (risos). A Monoqool também associou a sua imagem a uma produção amiga do ambiente. Como expressam esta missão sustentável? Ao assumirmos a nossa identidade na produção 3D automaticamente associamo-nos a uma produção ambientalmente responsável de óculos. 98 por cento das matérias primas usadas
no fabrico são reutilizadas e o facto de imprimirmos as peças aqui na Dinamarca, em vez do extremo oriente como tantos fazem, também garante que a nossa forma de trabalhar seja mais sustentável. E esta mentalidade “verde” é o futuro incontornável da produção eyewear para si? Sem dúvida! Independentemente da indústria em que se está, adotar um comportamento sustentável deve ser uma prioridade na agenda de todos os empresários. A nossa indústria tem sido muito lenta nesta adaptação aos métodos de trabalho eco-friendly, mas
Através desta percurso de quase 14 anos, lembra-se dos momentos especiais que o fizeram ter a certeza que tinha em mãos um produto especial e com potencial no mercado eyewear? Sim lembro-me: todas as vezes introduzimos uma ideia espetacular! E neste processo, se calhar descartámos centenas de outras descobertas, ou porque não eram inovadoras o suficiente ou então não conseguíamos fazê-las funcionar. Foram processos muito frustrantes. Claro que, no momento em que tive a primeira amostra da nossa muito bem sucedida peça Slider nas mãos, sabia instantaneamente que era um vencedor. Sem parafusos, inovador, muito intuitivo, ultrafino, leve...preenchia todos os requisitos. Como encaram este futuro que se prevê desafiante? Há tantas marcas independentes que vão parar as grandes grupos internacionais. A minha maior preocupação como fornecedor de lojas de ótica independentes é, naturalmente, a crescente
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competição com as grandes cadeias, os retalhistas online, entre outros. Numa nota mais positiva, o mercado eyewear está a crescer, graças a aspetos demográficos, nomeadamente o envelhecimento da população, entre outros fatores. Tenho esperança que nos possamos tornar melhores na formação de uma aliança de parceria entre as marcas e as lojas de ótica independentes e nos separemos da mentalidade “fornecedor/comprador”. Temos que trabalhar unidos e ajudarmo-nos mutuamente para ter sucesso. Que sonhos tem para a Monoqool? O meu sonho é que com o tempo sejamos reconhecidos como uma das companhias de eyewear mais inovadoras do mundo. É algo que trabalhamos todos os dias. Temos ainda um longo caminho pela frente. Pessoalmente, apenas quero ocupar-me de uma tarefa que me traga a máxima alegria, sobre a qual esteja perdidamente apaixonado e que me dê um enorme sentido de liberdade. Sou muito adepto do uso de ferramentas digitais para facilitar as nossas vidas e o nosso trabalho e quero passar o maior tempo possível a desenvolver a empresa e a nossa gama de óculos, com o mínimo de burocracias e reuniões. Para terminar, quem era Allan Petersen antes da Monoqool? Antes de começar a Monoqool, nunca tinha tido a minha própria empresa. Seguia a carreira clássica de um homem de negócios, mas em grande parte do tempo a viver e a trabalhar no estrangeiro. Entre outros, vivi mais de 12 anos no Japão. É a minha segunda pátria, adoro o Japão. Os meus pais mudaram-se para lá quando eu tinha 19 anos e eu acompanheio-os durante um ano, começando assim a minha paixão pelo país. Naquela fase era um jogador de golfe amador muito trabalhador e ambicioso e consegui um emprego num campo de golf em plenas montanhas do Japão e trabalhei e vivi
entre outros 12 jovens que queriam tornar-se nos próximos Tiger Woods. Foi uma experiência incrível, onde fiz todos os erros inimagináveis pela minha falta de entendimento sobre a cultura peculiar japonesa, mas que me beneficiaram quando regressei ao país, em 2002. Voltei como diretor executivo da cadeia de móveis dinamarquesa BoConcept. Um trabalho incrível com pessoas inesquecíveis e dirigi a empresa como se fosse minha. Tinha essa liberdade por parte dos proprietários e foi o que fiz durante o tempo que quis. É uma experiência que trago sempre comigo e que me apoia nos desafios que enfrento hoje.
"No momento em que tive a primeira amostra da nossa muito bem sucedida peça Slider nas mãos, sabia instantaneamente que era um vencedor"
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#IN YOUR Eyes
MultiOpticas
lança-se a 2022 com energia O grupo de óticas iniciou o novo ano com premiações e renovações de confiança. A famosa Dolores Aveiro, mãe de Cristiano Ronaldo, continua a assumir-se como embaixadora da MultiOpticas, com a sua imagem de cuidadora e simbolizando o cuidado da marca pela visão dos portugueses. A rede de lojas arrebatou ainda, pelo 9º ano consecutivo, a Escolha do Consumidor e pelo 8º ano consecutivo Escolha Sénior.
Dona Dolores partilha Olhar de Mãe A MultiOpticas tem percorrido um caminho lado a lado com a Dolores Aveiro, desde 2020, ano em que a marca reforçou para os portugueses que “tal como uma mãe cuida dos seus filhos a MultiOpticas cuida de si." A mãe do famoso atleta assumiu o papel de cuidadora, a falar dos filhos, que agora também cuidam dela. Em 2021 inovou-se o formato e partilharam-se histórias verdadeiras e genuínas da Dona Dolores e das influenciadoras Rita Ferro Alvim, Catarina Raminhos, Sónia Morais Santos e Rosa Amado.
Em 2022, a MultiOpticas quer mostrar o que é o “Olhar de Mãe”, através de histórias simples em que Dolores Aveiro está ao lado de outras mães, nos momentos em que mais precisam de ajuda. A ideia é dar apoio para olhar pelos filhos, a inspirá-las e a dar força sempre num tom leve, divertido e inspirador. O grupo de óticas apresentou já em janeiro um filme conceito, com vários momentos vividos por estas mães, transmitido tanto na televisão como nos canais digitais. Além desta divulgação a marca conta com a parceria, neste lançamento, das influenciadoras Rita Ferro Alvim e Catarina Raminhos.
A conquistar os consumidores há nove anos! A MultiOpticas foi eleita Escolha do Consumidor e Escolha Sénior, pelo 9º e 8º anos respetivamente. O grupo conquista esta distinção desde que se instituiu a categoria Óticas e, em 2022, conseguiu uma nota global de satisfação de 85,94 por cento na Escolha do Consumidor e 85,08 por cento na Escolha Sénior. Neste processo de avaliação feito pelo estudo Consumer Choice – Centro de Avaliação da Satisfação do Consumidor, responsável pela atribuição dos prémios, foram realizadas 259.236 avaliações junto de 936 marcas de setores distintos. As marcas são premiadas com base na sua performance em 2021, através de um processo que envolve a identificação dos atributos mais importantes para os consumidores e uma avaliação efetiva das marcas de cada categoria. Desta forma, afere-se quais as que apresentam maiores níveis de satisfação e intenção de compra ou recomendação.
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Shamir ganha terreno em Portugal Na celebração de duas décadas em Portugal, a Shamir regista um crescimento de 10 por cento em 2021, face ao ano anterior, com uma faturação de quase 50 milhões de euros. Pelo resultado positivo e pela presença poderosa dos três laboratórios portuguesas no sucesso global da marca, o presidente do grupo Shamir Optical, Yagen Moshe, atribuiu um prémio aos mais de 300 colaboradores portugueses. A faceta luta da Shamir está agora comprometida com um 2022 brilhante! O presente ano arranca sob a energia dos resultados recorde, em 2021, para a Shamir Portugal. Esta casa de origem israelita instalou-se em Portugal no virar do século, em 2001, e apesar dos altos e baixos da economia mundial desde então consegue 20 anos depois superar-se. Para além dos resultados financeiros, a Shamir Portugal angaria hoje três laboratórios avançados em território nacional, em Vila do Conde, Matosinhos e Lisboa. As perspetivas para 2022 são, por isso, animadoras, com olhos num crescimento continuado e sustentado. Yagen Moshe, líder da empresa, assinalou estas e todas as conquistas
da Shamir com um prémio especial aos mais de 2100 colaboradores, presentes em 24 países dos quatro continentes, incluindo, os mais de 300 colaboradores da Shamir Portugal. A equipa lusa que dá vida aos três laboratórios nacionais, são responsáveis por assegurar a produção de lentes oftálmicas para o mercado mundial, produzindo, anualmente, mais de dois milhões de lentes por receita. O prémio atribuído a cada colaborador rondou os 400 euros, o que perfaz um montante global de cerca de 120 mil euros, valor dado apenas aos colaboradores a operar em território nacional.
Aposta crescente em medidas amigas do ambiente Reconhecida pela aposta em tecnologia e inovação, que tem como objetivo “recriar a visão perfeita”, a Shamir destaca-se, ainda, pela aposta crescente na sustentabilidade. Em 2020, e apesar da conjuntura pandémica, a Shamir apostou na ampliação das instalações em mais 1150 metros quadrados. Este crescimento veio acompanhado pelo investimento em soluções eco friendly, destacando-se a instalação de uma central de painéis fotovoltaicos. Adicionalmente, em 2021, a Shamir desenvolveu uma tecnologia inovadora, a Metaform.
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"A aposta na inovação tecnológica, no que se refere à produção das lentes oftálmicas, implementação de políticas ambientais inovadoras ou mesmo em matéria de recursos humanos, farão com que a nossa marca se demarque" O novo processo de aplicação de tratamentos antirreflexo permitiu à empresa impor a redução do consumo de água em 90 por cento. Para Luís Feijó, CEO da Shamir em Portugal, “os resultados atingidos em 2021 são o reconhecimento claro do trabalho ímpar que a equipa da Shamir leva a cabo diariamente, sempre com o grande apoio dos nossos parceiros de negócio. Iremos continuar a trabalhar para que 2022 acompanhe a nossa trajetória de crescimento. A aposta na inovação tecnológica, no que se refere à produção das lentes oftálmicas, à implementação de políticas ambientais inovadoras ou mesmo em matéria de recursos humanos, farão com que a nossa marca se demarque e seja uma referência no segmento da correção visual através das lentes oftálmicas Shamir”, declarou o responsável.
Tradição também é inovação Num ano de grandes resultados, a empresa criou ainda uma startup que materializa o projeto de produção de armações para óculos Handmade in Portugal. Esta nova aposta de negócio, nascida durante o período de
confinamento, já produziu, em 2021, mais de 2000 peças, fabricadas com o acetato de referência Mazzucchelli e acabadas individualmente, à mão, por artesãos. Com a ajuda técnica de um especialista no setor, a Shamir Portugal irá, ainda, dar início a um projeto,
cujo arranque esteve suspenso devido à pandemia, intitulado Plano de Recuperação de Profissões em Extinção. Este ano, a empresa estima triplicar a produção de peças, contudo, a aposta principal é a formação profissional nesta área.
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Paulo Sousa
Dez anos de uma Ørgreen feita em português Em 2012, Paulo Sousa apresentou-se ao mercado luso da ótica com a marca que melhor o identificava. Leve, jovem, bem estudada e comunicada, colorida, honesta e cumpridora compõem a “personalidade” de uma Ørgreen, que celebra agora 25 anos, e que se uniu na perfeição ao jovem comercial, jornalista de base e que viu nesta casa dinamarquesa a forma de ser feliz profissionalmente. De facto, durante a nossa entrevista para celebrarmos os dez anos de carreira na ótica de Paulo, recordámos a nossa primeira conversa em 2012. Tal como na altura, identificamo-nos com o espírito positivo e dinâmico de um homem disposto a conquistar o seu espaço na história da ótica portuguesa. E hoje está escrito! Trouxe uma das primeiras marcas independentes para as nossas lojas, também ele independente de todos os truques comerciais do mercado. Munido de um produto seguro e futurista, de grande garra e humildade e de uma nova abordagem à venda de óculos, Paulo é hoje uma figura incontornável de tantas equipas do retalho português. A conversa franca e solta, o sorriso fácil e uma empatia inegável são exatamente os mesmos de 2012, agora num profissional que fala “ótica” na perfeição.
O facto de não ter experiência no mercado da ótica, de alguma forma, trouxe vantagens. Deu-me uma visão diferente. Nunca estive focado no dinheiro. Claro que, o dinheiro é importante mas não é o centro. O produto, as relações humanas, os stocks, as necessidades dos parceiros e a comunicação assertiva do produto são fulcrais, depois o dinheiro vem por arrasto. Eu era jornalista e usei isso a meu favor. Quando abordava um potencial parceiro, comunicava factos, focando o produto e todo o processo que o envolve. Foi um percurso arrancado do zero! Sem dúvida! Para já, usava óculos, porque via mal (risos). Não sabia sequer o que era uma plaqueta. E fui eu que aprendi antes de chegar à Ørgreen e tive que o fazer em português e inglês.
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Recorde-nos, dez anos depois, como chegou à Ørgreen. Cheguei a um ponto em que, para continuar a fazer jornalismo tinha que deixar o Porto em direção a Lisboa. Escolhi não fazê-lo e iniciei um percurso na comunicação de empresas e no marketing. Faltava-me sempre a resposta para o quê que podia fazer, o quê que me faltava em termos profissionais. Na busca de alternativas surgiu-me a ótica por acaso. Vi uma reportagem sobre Ørgreen, em 2010, e achei a marca curiosa. Pesquisei sobre a companhia e decidi enviar um email ao qual não obtive resposta. Só me lembrei disso um ano e meio depois, altura em que procurei de novo a Ørgreen, que estava a crescer em todo o mundo. Voltei a mandar nova nova mensagem. No dia seguinte tinha uma resposta. Quiseram saber quem era. “Vendi-me”. Pesquisei as feiras profissionais do setor para ter oportunidade de ir “atrás do sonho” e fazer-me ver à equipa da Ørgreen pessoalmente. Conheci-os na MIDO, em Milão, depois de fazer bem o meu trabalho de casa sobre o setor, o retalho e tudo mais. Levei o meu país num powerpoint. Conheci quem me respondeu ao email, conheci um dos donos, o Gregers Fastrup, que agora é meu
"A Ørgreen sempre correspondeu no serviço pós-venda a todas as expectativas dos óticos, com uma resposta rápida e responsável"
amigo, e quando me perguntaram que experiência tinha no mercado, encostei-me para trás e disse “zero”. Mesmo assim escolheram-me. Anos mais tarde o Gregors confessou-me que foi a minha preparação, a minha humildade e a minha honestidade que os fez absorverem-me na equipa. E começou a aventura Ørgreen em Portugal. Sim, arranquei em março/abril de 2012. Comecei sem ninguém conhecer a Ørgreen, sem me conhecerem a mim. E em vez de usar o típico fato e gravata dos vendedores de marcas de óculos, entrava nas óticas fiel a mim mesmo e à minha imagem: colorido e casual. Aliás, pensavam que era um cliente. E lancei a marca com uma abordagem diferente, através da história da empresa. Neste périplo consegui tantos amigos
para a vida, entre os óticos e os colaboradores das lojas. Alguns dos meus clientes são a minha equipa de trabalho, no sentido em que sou eu que lhes escolho as coleções com toda a confiança. O início foi uma batalha intensa em que ia a Lisboa sem conseguir nenhum cliente, num carro a gasolina. A primeira vez que fui a Milão pedi dinheiro à minha avó (risos). Usei muito o Facebook a meu favor e consegui impacto nos óticos, que já tinham visto a marca na rede social quando lá aparecia. O Gregers chegou mesmo a pedir que falasse com os restantes comerciais de outros países sobre a minha estratégia, a mim que, na altura era o roockie da empresa. A Ørgreen apoiou-me no arranque, incondicionalmente e, pouco a pouco, construí a minha posição e fui partilhando as conquistas com estas pessoas que me viram a crescer do zero.
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titânios japoneses, mas abriu mais quatro linhas com os aços, a linha Quantum, apostada na impressão 3D e titânio e que penso que será cada vez mais o futuro, e os acetatos, precisamente numa altura em que o metal se impõe. A Ørgreen adora andar em contraciclo. Ou seja, temos como que quatro marcas dentro de uma. Há sempre resposta para as tendências de consumo de cada espaço.
A Ørgreen conseguiu conquistar o seu espaço em Portugal. Na altura era difícil introduzir marcas independentes, era um período de crise e eu chegava para comunicar um produto desconhecido que custava tanto como marcas mais reconhecidas pelo consumidor final. “A que grupo pertencem? A nenhum, é uma marca independente!” Em Portugal havia apenas mais três marcas independentes. Como ultrapassou este desafio? Fiz três coisas que poucos fariam. Sempre que fazia uma visita criava valor, mandava um email a agradecer a receção, referindo quem me tinha recebido, mesmo que não mostrasse a coleção. Nas óticas onde não conseguia "entrar", marcava consulta. Via mal e ia atualizar a prescrição (risos). E quando chegava a uma cidade, não entrava no primeiro sítio desesperado pela venda. Escolhia a ótica que acreditava ser adequada para vender a Ørgreen e antes queria conhecer quem lhe dava vida, efetivamente. Claro que queria vender, precisava de vender, mas preferia não ganhar dinheiro no imediato, queria colocar a marca no sítio certo. Houve espaços pelos quais esperei três/quatro/cinco anos. Angariei muitas his-
tórias e contei a minha muitas vezes e conquistei muita empatia e houve mesmo quem colocasse a marca por mim. Felizmente a Ørgreen sempre correspondeu no serviço pós-venda a todas as expectativas dos óticos, com uma resposta rápida e responsável. A Ørgreen deu-lhe total liberdade. Sim, nunca me impuseram nada e partilhamos a mesma filosofia de foco no produto e não nos resultados financeiros. Aliás, a postura da equipa da empresa nas feiras está à vista, descontraída, informal e muito próxima das pessoas. As nossas reuniões de equipa são sempre em torno do produto, do marketing, das novidades e nunca sobre a performance de vendas de cada país. Temos liberdade para sermos quem somos. A marca sempre ajudou em termos de produto. É conhecida pelos
Pode dizer-se que o Paulo foi bem sucedido neste percurso de uma década. Entrei nisto porque precisava e hoje continuo. Se consegui o que queria? Sim, isso consegui. Queria que a marca estivesse implementada em Portugal e está. Hoje tenho 70 parceiros. E alguns com mais do que um ponto de venda, desde Chaves a Vila Real de Santo António. Mas nada está feito e o sucesso é efémero. Mais difícil do que atingir o objetivo é mantê-lo. O que há fazer ainda pela Ørgreen em Portugal? Há cidades que ainda não têm Ørgreen! Mas o verdadeiro objetivo é que haja ainda mais proximidade e entendimento do que é a marca. O ano passado convidámos alguns clientes para a empresa, na Dinamarca, e ficaram fascinados. E o futuro da Ørgreen em Portugal? Acredito que o mercado quererá mais a poliamida e nós somos das poucas ofertas nesta aérea em Portugal. O futuro passa ainda por manter o padrão de qualidade da Ørgreen, até porque o futuro é o presente.
PAT RICK DEMP SE Y
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Hoya MiYOSMART A vitória contra a miopia
A gigante das lentes oftálmicas lançou em Portugal uma arma contra a miopia. As lentes Hoya MiYOSMART foram apresentadas ao mercado português a 12 de janeiro, numa apresentação digital que contou com a moderação da comunicadora Júlia Pinheiro, do country manager da marca no nosso país, Carlos Matos, e ainda especialistas nas áreas da oftalmologia e optometria. Na realidade, as MiYOSMART já saíram à luz do mercado em 2018, mas desenvolveram-se durante longos e trabalhosos anos. Hoje têm confirmação científica, como resposta para travar a miopia no segmento onde a atuação é eficaz, nas crianças. Além disso, ganham eco num período em que, a par da pandemia pelo novo coronavírus, a miopia é a condição da visão denominada como “pandemia silenciosa” pela Organização Mundial de Saúde. A Hoya reuniu informações sobre a problemática que levou ao desenvolvimento da MiYOSMART. Avançou que, a Organização Mundial de Saúde estima que em 2050 cerca de 50 por cento da população mundial sofrerá de miopia. Isto traduz-se em quase cinco mil milhões de pessoas. Em Portugal, quase meio milhão de crianças sofre deste problema de visão. Diferentes fatores genéticos, ambientais e óticos influenciam o início e desenvolvimento desta condição, mas nos últimos dois anos a covid-19 acelerou a pandemia silenciosa. O confinamento reduziu
drasticamente o tempo passado pelas crianças ao ar livre e aumentou o tempo de exposição aos dispositivos digitais até mais 28 por cento, aumentando o seu uso médio de oito ou dez horas com picos de até 15 horas, sendo os telemóveis, os ecrãs que requerem mais esforço visual, os mais utilizados.“Na Hoya estamos prontos para nos juntarmos à luta contra esta pandemia silenciosa, com qualidade e talento, tecnologia e investigação, com investimento e melhores produtos, juntamente com todos. Ajude-nos a combater a miopia infantil.”
“Queremos contribuir para uma vida melhor” Carlos Matos, country manager da Hoya em Portugal, juntou-se a Júlia Pinheiro para celebrar o que considerou ser um dia especial para a marca. “Enche-nos de orgulho viver este momento de lançar no mercado um produto inovador, que marca claramente um antes e um depois nesta indústria. Nós fomos os primeiros, mas mais importante do que isso são os resultados, a eficácia, os estudos, a validação científica que comprovam a forma como a MiYOSMART foi preparada para ser lançada."
O representante máximo da Hoya em Portugal referiu ainda que a aceitação registada no mercado tem sido fantástica. À data da transmissão do lançamento em Portugal, a MiYOSMART espalhava-se por 30 países. “Começámos o lançamento em 2018 e, em jeito de resumo, ultrapassámos já mais de um milhão de crianças no mundo a utilizar este tratamento e esperam-se muitos mais. Queremos contribuir para uma vida melhor e começamos desde logo nas crianças. É um orgulho muito grande”, assinalou Carlos Matos.
A voz aos especialistas Júlia Pinheiro deu voz às autoridades na matéria de saúde visual. Rita Gama, oftalmologista, Jorge Jorge, optometrista e investigador e Simão Pedro Silva, do departamento de serviços profissionais da Hoya Portugal, hoje dedicado à área de negócios da MiYOSMART, em Portugal ecoaram factos e investigações sobre a miopia. “A miopia é uma situação em que há um excesso de crescimento do olho. Há um aumento da prevalência da miopia. Sabemos que nos países asiáticos como a China, o Japão, a Coreia e Singapura, a maior parte da população é míope.
Na Europa, temos a previsão de ter 50 por cento dos cidadãos com miopia, até 2050”, explicou Rita Gama. O professor Jorge Jorge falou ainda que a comunidade científica já se debruçava há muito sobre a progressão da miopia, mas com escassos resultados, porque se baseava numa premissa errada. “No início do século, surgiu a ideia baseada na importância da imagem periférica para o desenvolvimento da miopia. A partir daí foram desenvolvidas técnicas e sistemas para controlar a progressão da miopia. Hoje em dia temos três sistemas que passam pelas lentes de que hoje estamos aqui a falar e dois sistemas de lentes de contacto: umas normais, descartáveis e outras que integram a ortoqueratologia. Esses três sistemas são os que demonstram maior eficácia. Existe um outro tratamento que é farmacológico, com um medicamento chamado atropina, mas que por ser mais invasivo não é tão utilizado na população portuguesa.”
A problemática da miopia ganhou nova dimensão com a pandemia por covid-19, associando-se o confinamento ao um aumento considerável desta condição nas crianças. “Não evita a progressão, mas a promoção de ativi-
Os estudos publicados sobre a MiYOSMART foram elaborados entre 2017 e 2019 e publicados no British Journal of Ophthalmology. Continham uma amostra de 180 crianças, todas míopes e com o tamanho do globo ocular já característico da miopia e cumpriram com todas as exigências a nível científico, que são muito restritas na área da medicina. As conclusões referem que, em média, 60 por cento das crianças que participaram no estudo e usavam a lente MiYOSMART tiveram uma diminuição da sua miopia. “Esse estudo foi feito comparando, claro, um grupo de crianças que usava uma lente normal e ou com a nova MiYOSMART”, acrescentou Simão Pedro Silva.
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dades ao ar livre é uma forma de prevenção de muitos problemas de saúde e também da miopia. A deteção deve ser precoce e recomendámos que o primeiro rastreio se faça entre os três e quatro anos de idade”, reforçou a médica oftalmologista, Rita Gama. Simão Pedro Silva introduziu o tema desta transmissão digital, a MiYOSMART, e o quanto é fácil de utilizar, com grandes resultados no controlo da progressão da miopia. “A lente beneficia da tecnologia DIMS, que altera a superfície e incorpora pequenos segmentos que vão causar um desfoque miópico que tem influência no crescimento axial, segundo os estudos que estão publicados. Além disso, uma das suas grandes vantagens é que, em termos estéticos, é igual a uma lente unifocal standard. Isto para uma criança em idade escolar é fundamental para adesão ao tratamento e tão importante para que a miopia não avance.”
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Institutoptico 33 anos de valores sólidos
O grupo 100 por cento português brinda a 33 anos de trabalho em 2022. Fundado em 1989 por iniciativa de um conjunto de 50 óticos, o Institutoptico tem um percurso em crescendo, sustentado pelas apostas em duas vertentes essenciais. Uma imagem focada na qualidade dos serviços dos seus profissionais e marcas próprias assertivas, são os fatores que conduzem o grupo num futuro que se perspetiva de sucesso.
Os profissionais que avançaram com a fundação do Institutoptico, em 1989, tinham a missão de contribuir para a melhoria da saúde visual das famílias portuguesas. Na base tinham a construção de uma imagem assente em valores como a confiança, o profissionalismo e a lealdade. “São 33 anos de sucessos, de momentos emocionantes, desafios ultrapassados e crescimento, graças aos nossos clientes, fornecedores e colaboradores, que fazem parte desta grande família. Temos a consciência de que os portugueses nos confiam a sua saúde ocular e nos visitam para tratar de todo o tipo de situações associadas à sua visão, da mesma forma que consultam os médicos para tratar questões relacionadas com outras especialidades. Não queríamos, por isso, deixar de celebrar esta data tão especial sem um agradecimento aos portugueses que elegeram o Institutoptico para cuidar da sua saúde ocular. Temos um percurso que muito nos orgulha com uma dimensão nacional e uma lealdade e confiança a todos os níveis que nos faz olhar para o futuro com grande confiança”, declarou Vera Velosa, sócia-gerente do Institutoptico. Segundo a equipa do Institutoptico, este foi o primeiro grupo português a ultrapassar a criação dos 100 balcões.
Foi também pioneiro na produção própria e autónoma o que aconteceu dois anos após a sua criação, tendo nessa altura criado também a sua marca exclusiva de contactologia, a Opticare. Em 2001 o Institutoptico conquistou a licença exclusiva para a comercialização em Portugal da marca suíça INVU (óculos de sol ultra-polarizados). O desejo de ter marcas exclusivas materializou-se em 2009 com a coleção Cierzo Eyewear, a única insígnia portuguesa de óculos com o código colorADD nas hastes, que
permite aos daltónicos identificar as cores das armações. O Institutoptico comunica como “a ótica de família” e é ele próprio uma grande família, enquanto associação. Agrega cerca de 160 óticas responsáveis por aproximadamente 800 postos de trabalho, presentes em mais de 110 concelhos, que cobrem o norte, centro e sul de Portugal Continental e Açores. Embaixadores da marca desde 2016, o ator Ricardo Pereira e a sua mulher Francisca Pereira, têm representado o Insti-
tutoptico de uma forma ampla e eficaz, mostrando que a família cresce, podendo sempre contar com a sua ótica de eleição. “É com muito orgulho que celebramos o 33º aniversário do Institutoptico, uma marca que abraça os valores com os quais nos identificamos: confiança, solidariedade, qualidade e profissionalismo. Nos últimos anos temos assistido e participado numa série de campanhas e iniciativas que nos leva a querer continuar de mãos dadas com o Institutoptico” assinalou o famoso artista português.