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Millioneyes 106

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PORTUGAL • Nº 106 • dezembro 2021

Previsão de Tendências

Distribuição exclusiva a profissionais • Preço de Capa: €7,50

Estratégias vencedoras para um futuro sustentável

Opticalia Grupo celebra nove anos de crescimento

Mai-Britt Seaton Monkeyglasses: criadores de eyewear sustentável

David Piñero Impacto dos dispositivos digitais na visão


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#editorial

Até já 2022!

Temos a obrigação de trazer nas nossas páginas a tendências e o vislumbre de um futuro próximo. E o futuro está cada vez mais nas nossas ações, tudo graças ao mais avançado conhecimento que temos do que nos envolve. A sustentabilidade e todos os meandros que envolvem este conceito é um presente que precisa de ser encarado como um futuro prepétuo, diz respeito a todos os seres humanos, enquanto espécie com o poder de mudar o mundo. A WGSN usou os seus melhores recursos à disposição em todo o planeta para descobrir de que forma a consciência pela situação ambiental de hoje influencia os mercado de consumo. Dá-nos ainda um olhar privilegiado sobre as marcas e empresas de óculos que estão já na perseguição da forma mais inovadora para preservar os recursos que temos e respeitar os humanos e outras espécies envolvidos. Há ainda muitas estratégias à disposição do nosso retalho ultra-especializado, numa garantia de que estamos a par e passo com os dias que correm e os que nos esperam. Na viragem de mais um ano de Millioneyes, nada melhor que este guia essencial, para si que pensa em soluções para o seu negócio todos os dias da vida. Em dezembro temos ainda a voz de uma marca nascida em 2009, já sob a bandeira da sustentabilidade ambiental. A dinamarquesa Monkeyglasses e a sua mentora, Mai-Britt Seaton, expuseram ao mundo uma forma de fazer óculos tão distintiva há 12 anos, mas que hoje começa a ser regular. Ainda na presente edição abrimos páginas à ciência do investigador David Piñero, com o tema dos dispositivos digitais e a visão. Descubra a evidência sobre um tema atual e sobre o qual se debruçam tantos estudiosos. A dinâmica das empresas dá cor à nossa essência, a criatividade dos designers e as celebrações que felizmente se repetem são sempre a melhor forma de encerrar uma revista …e um ano muito especial. 2021 é para sempre o primeiro ano depois do encerramento total dos mercados, por causa de uma pandemia que nos abalou. Provou-se acima de tudo que a ótica tem a “fibra” necessária para se manter no topo e que os seus intervenientes são incríveis, verdadeiros heróis. 2022 vai trazer ainda mais movimento e a sustentabilidade é um dos temas que vai aquecer o próximo ano. Entretanto celebre as festas com a melhor informação de ótica, afinal ela está aqui na sua Millioneyes! Obrigado por nos ler!!

Estatuto Editorial / Sinopse A Millioneyes é uma revista profissional dedicada ao setor da ótica, contando com presença integral online através da plataforma isuu.com. A Millioneyes tem o objetivo de cobrir os acontecimentos específicos do seu setor e retratar a informação de forma rigorosa, com toda a dedicação e competência. A Millioneyes traz uma abordagem íntima, atualizada e assertiva sobre o setor da ótica em Portugal, esmiuça perspetivas de outros países sobre a situação do mercado, retrata tendências em óculos, expõe dados científicos essenciais aos técnicos da área com o apoio dos oftalmologistas e optometristas e aborda de forma inédita os empresários que gerem os estabelecimentos nacionais. A Millioneyes compromete-se a respeitar os princípios deontológicos e a ética profissional aplicada à atividade profissional dos jornalistas, assim como a boa fé dos leitores, através do trabalho dos seus colaboradores e diretor. A Millioneyes é independente do poder político e de grupos económicos, sociais e religiosos.


Lentes ZEISS com tratamento AntiVirus

* ZEISS DuraVision AntiVirus Platinum UV elimina 99,9% dos vírus e bactérias na superfície das lentes. Testado de acordo com a norma ISO 21702:2019(E) para vírus encapsulados e testado de acordo com a norma ISO 22196:2011(E) para bactérias Gram-negativas e Gram-positivas.


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FRAME OUT Philipp Plein A provocação by Megan Fox

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What's New MIDO VOL. 3 Prémios de design e sustentabilidade SCAN THE QR CODE AND DISCOVER MIDO 2022!

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Eyes Wide Open

Previsão de Tendências Estratégias vencedoras para um futuro sustentável

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In Your Eyes Opticalia Nove anos de crescimento

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Eyes of the World Mai-Britt Seaton Monkeyglasses: Eyewear sustentável

Milano Eyewear Show

FEBRUARY 12-13-14 | 2022

19 mido.com

Silence of the Lenses IOPerfect Medições com inteligência artificial e realidade virtual

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Open your Eyes David P. Piñero Qual é o real impacto do uso de dispositivos digitais na nossa visão?

Diretora: Patrícia Vieites | Editora: Carla Mendes | Redação: Carla Mendes, Mariana Teixeira Santos, Célia Esteves | Design e Paginação: Paula Craft | Fotografia: Miguel Silva | Capa: Julieta Ulanovsky, Sol Matas, Juan Pablo del Peral, Jacques Le Bailly | E-mail: millioneyes@outlook.pt | Tel: 96 232 78 90 | Periodicidade: Mensal | Tiragem: 2000 exemplares | Impressão: Uniarte Gráfica, S.A | Preço de capa em Portugal: 7,50 euros Depósito Legal n.º 419707/16 | Interdita a reprodução, mesmo que parcial, de textos, fotografias ou ilustrações sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive comerciais. Os artigos de opinião e os seus conteúdos são da total responsabilidade dos seus autores. A MillioneyesTM é propriedade da Parábolas e Estrelas – Edições Lda. com sede na Rua Manuel Faro Sarmento, 177, 4º esquerdo, 4470-464 Maia, Portugal | NIF: 510195865 | Gerente/Diretor - Cristóvão Jesus - Detentor de 100 por cento do capital social | Sede de Redação– Rua Elísio de Melo, 28, S 38 – 4000-196 Porto | Qualquer crítica ou sugestão deve remeter-se para: millioneyes@outlook.pt


Entre património artesanal e vanguarda tecnológica A insígnia francesa tem a missão de perpetuar a tradição dos óculos, abraçando uma modernidade estonteante. Impressio foi fundada por Emmanuel Andrivet e Guillaume Boisson e revista volumes e códigos, graças a uma tecnologia 3D que rompe com os conceitos estabelecidos na indústria. Esculpe-se na diferença, num design de perspetivas ondulantes e desafia os limites da técnica e da imaginação.

Lapima

O futuro made in Brazil Estes criadores de excelência apresentam novidades maravilhosas para aquecer a estação. Destacamos o modelo Vero, um verdadeiro corte em V nos frontais, numa reinvenção original de um estilo vintage notável. Gisela e Gustavo Assis carregam nas linhas tornando o acetato italiano espesso e irresistível. As cores são o ponto de honra que atribui o exotismo reclamado pelo âmago desta Lapima. Usar Vero é a declaração perfeito de atrevimento e do “mergulho” em novas possibilidades.

Lunor

Icónico e individual A linha popular A5 da marca alemã ganha nova dimensão com novas cores e formatos. É uma coleção que acompanha o desenvolvimento e sucesso da Lunor há 20 anos. Porquê? O requinte das formas, a sensação tátil agradável e a qualidade da manufatura de excelência made in Germany marcam o compasso desta A5. De destacar o novo design panto que, não só expande o “repertório" de formas grandes da coleção, como também propõe três novas tonalidades: um azul leve, uma cor arroxeada transparente e um havana mate. .

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Impressio


2022 O ANO DE NOS UNIRMOS Chegou o momento de nos vermos, juntarmos e unirmos. A Opticalia ajuda com a publicidade, as marcas exclusivas, o financiamento, a formação, a assessoria e com todas as novidades que oferece no mundo digital. 2022 É O ANO PARA ESTARMOS JUNTOS.

Contamos consigo?

Tel. 218 550 980

www.opticalia.pt


FRAME OUT | 10 |

Götti

No limite Os frontais massivos e intensos com as suas arestas e ângulos encaixam na perfeição nas ultra subtis hastes em metal. É assim que a suíça Götti traz calor aos dias frios e os novos Sabia e Sadry falam por si, com um flair de verão em cada detalhe. Pode sentirse as inúmeras possibilidades da produção aditiva em cada ângulo, materializados e multiplicados à semelhança de um diamante. E apesar da aparente cor monocromática, cada superfície adquire nuances, dependendo da incidência da luz.

Zoobug

Estilos ao ritmo de festa Brilho, cor e confiança são as propostas da marca de eyewear infantil para a entrada em 2022. Aos desenhos já conhecidos pelos jovens seguidores da Zoobug, os criativos desta casa londrina acrescentaram padrões tigress e efeitos marcantes. Lola, Marviosa e Glo são os destaques da colaboração entre a designer Kate Hill x Zoobug e que se “vestem” com um novo twist pleno de criatividade e esperança.

Swag Eyewear

A nobreza em edição limitada Esta casa de Veneza aventurou-se na criação de um modelo solar exclusivo em metal onde as lentes são o ponto predominante. O dourado das hastes completa-se nas lentes escuras verdes que vão dos frontais à lateral do rosto, num gesto protetor e de afirmação de estilo. A Swag mistura assim o metal subtil, desenhado de forma dupla e original, com a suavidade do acetato nas extremidades que garante um toque na pele agradável.


MUNDIAL EM LENTES OFTÁLMICAS*


Philipp Plein

FRAME OUT | 12 |

A provocação by Megan Fox

Realizada pelo fotógrafo Steven Klein e com a presença no centro do "palco" do designer Philipp Plein e a mítica atriz norte-americana Megan Fox , a campanha primavera/verão da faceta eyewear desta casa provocadora é sensual. Philipe Plein remete para um jogo de sedução malicioso, expressando-se em imagens de luxo e experiências extremas. Fica assim marcada a primeira coleção de óculos lançada com a De Rigo, repleta dos detalhes que fazem as criações de Philipp Plein das mais desejadas.

Longchamp

Atmosfera inebriante e artística O segmento eyewear desta empresa luxuosa pinta o outono com duas novas peças solares que partilham as cores intensas do vinho e evocam o ambiente romântico da estação. Uns mais sofisticados e de inspiração vintage, desenham-se numa borboleta de detalhes em couro, remetendo para a fivela icónica das malas Longchamp. O outro modelo afirma-se num estilo casual, perfeito para manter a elegância do quotidiano e ao ritmo de cores terrenas incontronáveis.

Marni

Luxo para mentes independentes Fundada em 1994 a Marni surgiu sem os arquétipos da moda, com subtileza e elegância, celebrando a individualidade com designs subversivos. A estética conceptual da marca apela a um nicho de clientes cosmopolitas e livres que ousam experimentar materiais, cores e padrões à frente do seu tempo. Os desenhos vibrantes, únicos e inesperados, impõem geometrias multifacetadas, onde a funcionalidade encontra o experimental numa constante busca pelo contemporâneo.


A NOSSA ÁRVORE DE NATAL FICOU AINDA MAIS RECHEADA ESTE ANO!

OPTIMA OCULISTA

OPTIMONÇÃO ÓPTICA DE LOMAR

AÇORÓPTICA

ÓPTICA OLIVEIRA ÓPTICA NETO ÓPTICA VISÃO D'AVENIDA

D'ORO ÓPTICA ÓPTICA DO DRAGÃO ÓPTICA RISCADO NOVOLHAR ÓPTICA

ANTUNES CENTRO ÓPTICO IBÉRICO ÓPTICA MÉDICA

OCULISTA AFONSO OCULISTA CABRAL VIVIOPTICA AGRA OCULISTA ÓTICA MAXIVISÃO ARMAÇÃO ÓPTICA HÉLDER LENA ÓPTICA CENTRO ÓPTICO ÓPTICA

SÃO

PLAZA

VICENTE

OPTICAL CLINIC

NORTE ÓTICAS OURIVESARIA ÓPTICA

ÓPTICA LOURO

CENTRO ÓPTICO DE TÁBUA

EM 2022, COM ESTAS, E MAIS 160 ÓTICAS, VAMOS REALIZAR NOVOS SONHOS E PROJETOS.

A CECOP DESEJA A TODOS BOAS FESTAS!


FRAME OUT | 14 |

Cutler and Gross

A sedução dos clássicos reinventados

A marca britânica dá continuidade à colaboração com Matthew Vaughn, o diretor e produtor de cinema da série The Kingsman, com o lançamento de novos modelos na coleção Kingsman. São seis peças de luxo com padrões militares e silhuetas que remetem para a alfaiataria, reinterpretadas através de uma “lente contemporânea". Tal como as colaborações anteriores para o franchise The Kingsman, as novidades desenham-se ao ritmo dos detalhes específicos de cada guião do filme, alinhado para o período da I Grande Guerra Mundial.

Komono Next x Tom Eerebout Colaborações avançadas

A marca belga anunciou a parceria com o estilista e consultor de moda conterrâneo Tom Eerebout. Daqui nasceu a primeiro conjunto cápsula para a atual temporada fria, com sequela no verão de 2022. Na base dos desenhos estão matérias sustentáveis, com acetatos recicláveis e lentes com base biológica. A inspiração dos modelos pioneiros baseou-se na imagem de 1959 de Buddy Holly e Waylon Jennings, onde os dois músicos posam e brincam em torno de uma máquina de fotos instantâneas, em plena Grand Central Station, em Nova Iorque. A campanha da Komono Next x Tom Eerebout, fotografada po Joost Vandebrug, recria esse momento em que o próprio estilista está representado, ao lado dos seus amigos, a música Sylvie Kreusch, o DJ Ogenn e o chef Charlotte De Waegenaere.

23º Eyewear Round One

A escolha dos óculos pode ser feita em consciência e ao escolher-se a marca 23º age-se na proteção do planeta. Trata-se de mais do que óculos e mais do que uma marca, é uma genuína filosofia de vida que convida a abrandar e refletir sobre a harmonia da natureza. O modelo Round One representa essa escolha de se tornar um guerreiro ecológico. A armação ampla e redonda com dupla ponte ganha pontos no estilo urbano e moderno, no entanto as proteções laterais e a ponte de borracha, transformam-na numa ferramenta para a prática dos desportos mais extremos.


VOL. 3

SCAN THE QR CODE AND DISCOVER MIDO 2022! Milano Eyewear Show

FEBRUARY 12-13-14 | 2022

mido.com


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#WHAT’S NEW

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MIDO

Safilo

Prémios de design e sustentabilidade

consolida união à Special Olympics

A feira internacional de3Milão, que acontece VOL. entre 12 e 14 de fevereiro de 2022, envolve os profissionais participantes com novas e apelativas iniciativas. À sétima edição do prémio BeStore, que AND destaca óticas de2022! todo o mundo SCAN THE QR CODE DISCOVER MIDO M i lpela a n o E y eexperiência wear Show de compra e serviço aos FEBRUARY 12-13-14 | 2022 Green. clientes, junta-se agora o Stand Up formido.com Este galardão destina-se aos expositores que se distinguem pela atenção ao meio ambiente, utilizando, por exemplo, módulos reutilizáveis, materiais recicláveis ou matérias com baixo impacto ambiental. Adicionalmente há ainda a distinção Your BeStore que decorre online na plataforma Mido 2022 Digital Edition, votada pelos internautas sobre as lojas de ótica.

Adeus a Valentino

O grupo gigante da ótica e a maison da moda Valentino rescindiram o acordo de licença para o design, produção e distribuição mundial da coleções de óculos de sol e de prescrição, ativa desde janeiro de 2017 e com fim ditado para 30 de junho de 2022. “A Luxottica e a Valentino continuarão a trabalhar para valorizar a parceria até ao término do acordo, consolidando cinco anos de sucesso e satisfação, entusiasmos e paixão e que dão vida a coleções inovadoras”, declaram ambas as equipas em comunicado.

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Luxottica

A produtora de óculos italiana reforça o seu apoio à organização internacional dedicada ao apoio de pessoas com deficiência mental, Special Olympics, até 2024. A renovação marca uma parceria iniciada em 2003 e que celebra 18 anos em cima de 1,3 milhões de armações e óculos de sol doados a atletas de todo o mundo, sob alçada do programa Special Olympics Lions Clubs International Foundation Opening Eyes. O compromisso da Safilo vai além da oferta de eyewear, incluindo o envolvimento da equipa da empresa em voluntariado nos eventos ligados à organização Opening Eyes.


P R E PA R A D O PA R A G RA D UAÇÃO

MODELO: DRAGONS TEETH

Cada par conta uma história. “Adoro a qualidade das lentes claro, mas também a grande variedade de modelos à escolha. Podemos encontrar modelos para todos os tipos de atividades ao ar livre, assim como designs mais sofisticados para outro tipo de ocasiões. A Maui Jim encaixa-se perfeitamente no meu estilo de vida.”

-Garbiñe Muguruza JOGADORA DE TÊNIS PROFISSIONAL

COMPARTILHE SUA HISTÓRIA #MYMAUIJIMSTORY

©2021 Maui Jim, Inc.


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#WHAT’S NEW

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50º aniversário abre Black Shelter A fabricante

De janeiro para maio

Blackfin

italiana celebrou 50 anos de trabalho, em outubro, com a inauguração do seu novo “quartel general”. O Black Shelter, ou abrigo negro, é um edifício de traços futurísticos que aumenta a capacidade da Blackfin, expandindo a fábrica existente e dando novo fôlego ao trabalho de mais de 100 funcionários, entre escritórios e produção. Desta forma, a marca que se orgulha de ter o processo de fabrico todo integrado in-house pode responder ao aumento de procura por parte do mercado. Aliás , a Blackfin espera fechar 2021 com 12 milhões de euros de faturação. “Hoje celebramos a loucura que nos “diagnosticaram” por decidirmos construir a nossa sede aqui, neste lugar, e a loucura de Giancarlo (Recchia, CFO) que decidiu acreditar nesta companhia que, na opinião de muitos, estava próxima da ruína financeira”, discursou durante a celebração o CEO, Nicola Del Din.

opti 2022

A opti anunciou que vai adiar a, usualmente, primeira feira do ano, prevista para janeiro de 2022, para as novas datas de 13 a 15 de maio. "É impossível prever se a situação irá estar controlada em janeiro. O nosso objetivo principal era, e é, organizar uma opti 2022 que augure sucesso para todos os participantes. Neste panorama crítico, não o podemos garantir no arranque do ano", justificou Klaus Plaschka, diretor executivo da GHM Gesellschaft Für Handwerksmessen.

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VisionPlus Expo 2021

Dubai reclama feira de sucesso De 26 a 28 de outubro, o Centro de Exposições Festival Arena do Dubai acolheu empresas de 16 países, que expuseram os seus produtos para mais de 1250 visitantes oriundos de 59 nações. A organizadora da feira, FourPlus Media declarou o sucesso da iniciativa inaugural, cujo objetivo foi apoiar os óticos a capitalizar no Dubai, uma localização central e aproveitando as suas infraestruturas de classe mundial, o fluxo de viajantes para negócios e lazer e muito mais. E o facto de 80 por cento dos expositores já terem confirmado a participação em 2022, com 30 por cento destes de contrato já assinado, é a prova de uma previsão auspiciosa para o próximo ano. “Estamos orgulhosos por ter conseguido realizar esta feira com êxito, apesar dos desafios impostos pela pandemia e das restrições nas viagens que ainda persistem em alguns países. E com este sucesso demos o primeiro passo para realizar o nosso sonho de tornar o Dubai num dos grandes destinos, entre os melhores, para o encontro mundial do eyewear”, declarou Jasbir Bolar, diretor de marketing da VisionPlus e da FourPlus Media.


IOPerfect

A start-up israelita Ophthalmic Sciences apresentou em dezembro o primeiro aparelho de medição da pressão intraocular baseado na inteligência artificial (IA) e contactless. A tecnologia combina a análise visual baseada em IA que se faz através de uns óculos de realidade virtual, permitindo uma tele-análise remota ao glaucoma. O dispositivo é intuitivo e pode ser usado em qualquer altura sem necessidade de gotas ou calibração constante, poupando tempo precioso aos profissionais de saúde visual. Adicionalmente, o IOPerfect dá a possibilidade de se fazer o exame em casa ou em qualquer local que evite uma deslocação a uma hospital central. O teste é realizado em menos de dois minutos e não é afetado pela espessura da córnea, com o seu algoritmo proprietário a fornecer uma análise fiável do processamento de imagem baseada em IA da resposta da pressão vascular. Os dados são armazenados numa cloud segura onde podem analisar-se. Os resultados são acedidos posteriormente pelo clínico para interpretação.

MEI

Lança biseladora precisa e sustentável A fabricante de biseladoras aposta todo o seu know-how na nova EasyFit Trend. “Com a nova biseladora, concentrámo-nos numa única inovação e em aspetos cruciais como a tecnologia e a sustentabilidade ambiental para garantir que os nossos clientes atinjam os seus objetivos de negócio. A EasyFit Trand comprova o nosso comprova o nosso compromisso em desenvolver as melhores ferramentas para os nossos parceiros”, explicou Michele Sartirani, diretor de vendas da MEI. A EasyFit Trend é a mais recente solução compacta para lojas de ótica e pequenos laboratórios e tem a vantagem de ter tecnologias de fresagem altamente precisa e fiável, de corte seco ecofriendly com poupanças de um milhões de litros de água por ano e ainda o sistema a no block que elimina a necessidade de blocos e amortecedores.

KOptical

Dyschromatopsie Daltonisme ÊTES-VOUS CONCERNÉS ?

A empresa vocacionada para o desenvolvimento de lentes oftálmicas desenvolveu um produto inovador para daltónicos. KolorBlind é a gama unifocal, progressiva, de leitura e mesmo sem prescrição que permite aos daltónicos ter perceção das cores e dos contrastes dos quais estão privados. No fundo vai ao encontro ao pequeno número de pessoas que sofre esta limitação no seu quotidiano, dando oportunidade ao ótico de ter uma solução extra para os seus clientes.

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Medições com inteligência artificial e realidade virtual


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#Eyes Wide Open

Previsão de Tendências

Estratégias vencedoras para um futuro sustentável “As consequências do aquecimento global tornaram-se incontornáveis. A mais recente estimativa do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas prevê que as temperaturas ascendam mais 1,5 graus do que os níveis pré-industriais, nos próximos 20 anos. A organização declara que isto significa mais ondas de calor, mais inundações, mais secas e mais extinções de plantas e animais. A sustentabilidade já não é um conceito abstrato. Os governos, os negócios e os cidadãos estão a usar a agitação provocada pela pandemia como uma oportunidade para reiniciarem. Isto está intrinsecamente ligado ao investimento numa maior sustentabilidade e equidade. Para as marcas, representa uma imensidão de oportunidades, mas também grandes riscos, essencialmente para quem não acompanha os novos tempos. Este artigo providencia ferramentas para prosperar neste período de transição, destacando os perfis de consumidores a quem as marcas se podem dirigir agora”, avançou Carla Buzasi, CEO da empresa de previsão de tendências WGSN. Acrescentámos ainda uma secção sobre óculos e sobre a parte da indústria que segue na frente da

proteção do ambiente, para que se prepare na sua ótica para o comprador que é cada vez mais omnipresente e exige diferenciação. Nós na Millioneyes partilhamos o sentido positivo desta empresa de análise dos mercados. Os últimos dois anos testaram todo o setor da ótica de forma feroz, mas também provaram a enorme capacidade de transformação de um segmento que na passada década se redesenhou em diversas ocasiões. Aliás, tanto o marketing da indústria como a imagem das lojas sofreram mutações profundas para se expressarem numa linguagem apetecível a um consumidor que se transforma rapidamente, ao ritmo do desenvolvimento tecnológico que nos envolve. Continuamos, por isso, a demanda pelas ideias que podem produzir futuro, prosperidade e união. É urgente um pensamento global de proteção dos recursos que temos à nossa disposição, é urgente sentirmos a necessidade de mudança, e é uma necessidade transformarmos a formação dos consumidores no sentido da sustentabilidade. Deixamos aqui o segmento deste estudo que incentiva a um novo plano de ação, a um novo levantar de braços, em direção ao sucesso.


1. Perfis de consumidores Três mentalidades emergentes estão a ajudar a discussão sobre a sustentabilidade. Estes são os perfis que se devem conquistar para progredir no novo mundo. Um inquérito do Fórum Mundial Económico de 2020 a 21 mil pessoas e 28 países revelou que 86 por cento desta amostra quer ver produtos mais sustentáveis e justos no mercado pós-pandemia. A análise da WGSN mostra que a sustentabilidade continua a ser a prioridade chave do consumidor, com conversas sobre o tópico a serem relevantes nas redes sociais, em todas as indústrias. Os consumidores estão à espera de mudanças nas empresas e muitos querem mesmo ter uma participação ativa na construção de um mundo melhor, lado a lado com as marcas que escolhem. De acordo com um relatório de 2020 da organização de estudos de empresas, IBM Institute for Business Value, seis em cada dez consumidores estão prontos para mudar o seu comportamento de compra para minimizar a pegada ambiental. As grandes marcas procuram potenciar o seu poder global, redes e infraestruturas para aumentarem as soluções ecológicas, acelerar a inovação e democratizar a sustentabilidade. O futuro da sustentabilidade depende da colaboração, adaptação e integração.

A pandemia aumentou a consciência da fragilidade do sistema globalizado e acelerou a mudança nas preferências do que é global e central, para o que é local e descentralizado. As economias locais e serviços permitem aos clientes o acesso e assimilação de escolhas sustentáveis a um micro-nível. Open-source, descentralização, decrescimento e descolonização vão passar de conceitos exclusivos para realidades convencionais, com grandes companhias a apurar os seus sistemas, produtos e serviços para que integrem estes valores por defeito. 1.2. Sustentabilidade ativa: o consumidor orientado para um propósito Estes consumidores canalizam os seus receios sobre a emergência climática para a esperança e a ação. Adotam novos comportamentos de livre vontade, no sentido de diminuir a sua pegada ecológica. As empresas têm que colaborar com os defensores da sustentabilidade, comunidades e indivíduos, de forma a enfrentar o tema da emergência climática coletivamente. Os efeitos extremos da emergência climática - desde temperaturas baixas recorde no Texas, passando pelas altas temperaturas nunca vistas no Canadá até às inundações na Austrália - estão a afetar a saúde mental das pessoas, em particular jovens adultos e crianças. Num estudo de 2020 pelo Colégio Real de Psiquiatras do Reino Unido, 57 por cento destes profissionais que trabalham com crianças e adolescentes reportaram casos de angústia por causa da crise climática e do estado do ambiente. A depressão climática e raiva ecológica motiva um maior envolvimento no ativismo, segundo uma pesquisa publicada em 2021 no Journal of Climate Change and Health. Mais de metade dos consumidores (57 por cento) estão dispostos a mudar o seu comportamento de compra para serem mais responsáveis, segundo um

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1.1. Sustentabilidade democrática: o consumidor motivado pelos valores Para este grupo, as expectativas de sustentabilidade estão centradas no beneficio e na acessibilidade. Endereçar a emergência climática requer uma mudança de comportamento global para a adoção de um estilo de vida responsável em massa. Para permitir essa mudança, a disponibilidade e acessibilidade a propostas de menor impacto serão fundamentais para os consumidores. Cada vez mais motivados pela relação custo-benefício e a necessidade de independência, este grupo procura soluções locais convenientes que simplifiquem e permitam voltar a ter o controlo da sua vida. A responsabilidade sócio-ecológica e a conveniência devem ser integradas nas ofertas comerciais, pois a maioria dos consumidores (63 por cento) considera o custo-benefício como a maior motivação para a compra, segundo o inquérito da empresa de consultoria KPMG em mais de 75 mil inquiridos de 12 mercados, entre maio e setembro de 2020.


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inquérito feito pela IBM Institute for Business Value a 18980 compradores. As marcas devem garantir aos clientes propostas que facilitem a mudança em direção à sustentabilidade, desde aplicações que rastreiem a pegada de carbono individual a produtos livres de desperdício. Para os negócios, pronunciarem-se sobre os compromissos sustentáveis é tão importante como agir. Comunidade e colaboração representam os valores chave e a esperança e a compaixão as emoções centrais. 1.3. Sustentabilidade subcontratada: o consumidor sem compromissos Levado por um sentimento de desconfiança nas instituições e pela desinformação, este conjunto de compradores rejeita a responsabilidade de diminuir o seu impacto ambiental através de novos comportamentos. Aliás, colocam as expectativas na liderança das empresas para a transformação ambiental. O Barometro Edelman Trust 2021 descobriu que o tecido empresarial é percecionado como a única instituição fiável, mais do que as organizações não governamentais, os governos e os media em 61 por cento, entre 33 mil inquiridos de 28 países. Os consumidores esperam que os líderes das empresas enderecem e resolvam os desafios macrosocioambientais, com 68 por cento dos que responderam ao questionário a afirmar que os CEO deviam assumir os problemas sociais, quando os governos não os resolvem. Isto garante uma oportunidade aos negócios para se estabelecerem como líderes de opinião, conduzindo os consumidores para um futuro mais resiliente e responsável. Os investimentos em sustentabilidade proporcionam às companhias grandes oportunidades económicas, transformando a recuperação financeira da pandemia numa revolução verde e restaurando a esperança entre este grupo

de compradores em específico. Só no sudeste asiático prevê-se que a economia verde gerará mais de 800 mil milhões de euros em oportunidades financeiras até 2030. Manter os parâmetros de qualidade na informação é outro elemento importante para reconstruir a confiança entre os consumidores sem compromissos. De acordo com um relatório do State of Plastic Recycling, dois terços de mais de 5500 adultos de quatro mercados distintos não reciclam todo o desperdício de plástico, devido à falta de informação e desconfiança no sistema de reciclagem. As marcas, em colaboração com os governos e os media, devem garantir conteúdos fiáveis, imparciais e verdadeiros em torno da sustentabilidade, ajudando os consumidores a entender as respetivas complexidades, tais como os produtos recicláveis no fim do seu ciclo de uso.

tico aumentou a demanda por opções mais amigas do ambiente. O problema é que, fazer uma escolha informada na ótica é muito complexo. As marcas, muitas vezes, escasseiam nas informações quando os clientes querem explorar mais a questão da sustentabilidade.

2. responsabilidade de um eyewear sustentável Trecho em colaboração com Helen Palmer, Jane Collins & Ana Correa

O design inteligente e com melhores matérias regenerativas, tecnologia de rastreamento e parcerias que ampliam horizontes marcam o futuro do setor. A indústria da moda em geral está a mudar o seu foco. Em vez de fazer menos mal, passa a fazer a diferença para melhor, seja pelas matérias escolhidas, seja pelas parcerias com comunidades artesãs. Os designs duráveis e intemporais, as embalagens biodegradáveis e colaborações entre indústrias distintas também iluminam o caminho para um futuro mais sustentável. A indústria afeta aos óculos e lentes também está a seguir este repto. O eyewear é, de facto, feito, na sua maioria, com acetatos à base de petróleo e plásticos e a maior consciência do consumidor para a poluição pelo plás-

2.1 Uma indústria poluidora em mudança Previa-se um potencial de crescimento em, praticamente, 230 mil milhões de euros para 2027 no nossa indústria, antes da pandemia. Esta previsão sofreu, certamente, um abrandamento, mas não o desenvolvimento potencial. O percurso ascendente deve-se, em muito, à inovação das marcas de ótica em formatos, cores e materiais, tornando os óculos de prescrição em itens de moda. Graças a isto, os consumidores reduziram o período de troca de armação. Por outro lado, esta tendência também significa largas quantidades de peças a serem despejadas em aterros. Daí ser tão importante o cruzamento de inovações e ideias entre indústrias e com a ciência. Aliás, a bioengenharia influencia o uso de materiais diferenciados, criados com uma mentalidade responsável.


2.2 Novas matérias 2.2.1Armações em bio-acetato O acetato é um material de boa qualidade, com uma transparência brilhante e flexibilidade aplicadas em óculos premium e de luxo. Os acetatos à base de petróleo contêm plastificantes à base de óleo, tais como diethyl phthalate, uma substância nociva que pode comprometer a biodegradabilidade. A mudança para o acetato à base de celulose, feito de sementes de algodão e polpa de madeira, é uma alternativa mais natural, embora se imponha o cuidado no processamento. Pode biodegradar-se potencialmente depois de 115 dias em condições de compostagem industrial (biodegradabilidade verificada pelo standard ISO 14855).

2.2.2) Armações em bioplástico Mais barato que o acetato, o plástico é amplamente adotado em todos os níveis das diferentes indústrias, desde premium à fast fashion. O plástico à base de óleo tem uma pegada de CO2 elevada, devido ás necessidades energéticas para o respetivo processamento, é feito de químicos tóxicos e não é biodegradável. Sendo uma solução sem petróleo, os bioplásticos são composto de plantas renováveis e outros materiais biológicos, tais como milho, cana de açúcar, óleo de rícino ou celulose, que são menos tóxicos e podem ser biodegradáveis. Marcas Inovadoras Algumas insígnias lideram esta matéria com desenvolvimentos especiais e in-house. A marca austríaca Neubau

lançou a linha Côte du Soleil em 3D, a partir de um polímero 100 por cento de base biológica, com grãos de óleo de rícino geneticamente modificados. O pó é impresso em 3D nas armações para evitar resíduos. A Crafting Plastic também produz armações em 3D com uma outra versão de bioplástico, o naturalPX para injeção. Notáveis são também os exemplos Turtl, Zeal Optics e Eco Eyewear. A francesa Waiting for the Sun patenteou o seu material livre de óleos, Bois2, renovável e desenhado para ser biodegradável.

2.2.3) Armações de plástico recicladas O plástico é durável e versátil, mas tem a tendência de ser visto como algo descartável. Com grandes quantidades de resíduos a poluir oceanos e aterros, a sua vida longa é um problema. Os resíduos plásticos, desde dos que são atirados para o oceano, passando pelas embalagens do pós-consumo até aos desperdícios da produção representam recursos valiosos e podem ajudar a reduzir a demanda pela produção de plástico novo. Marcas Inovadoras A Sea2See reclama os resíduos marinhos das regiões costeiras de Espanha e do Gana e a Waterhaul draga o mar da Cornualha em busca de matérias de produção. A Karün da Patagónia usa óculos feitos com Econyl, matéria que provém de restos de oceanos e aterros, e a B-Corp Bureo Inc trabalha com pescadores chilenos para reciclar as redes e criar a matéria NetPlus. A

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Marcas Inovadoras Marcas de nicho, premium e de luxo são pioneiras no uso crescente do bioacetato, para se tornarem independentes dos recursos à base de óleo. Exemplos como a parceria entre a Stella McCartney e a Thélios, a divisão eyewear da LVMH, detentora de marcas icónicas como Louis Vuitton ou Christian Dior, para iniciar-se no bioacetato ou a Burberry Eyewear que integrou a repartição sustentável The ReBurberry Edit são bandeiras de mudança. Outras marcas notáveis que investem no bioacetato são a transalpina Dick Moby, a inglesa Vow, a holandesa Ace & Tate, a norte-americana Warby Parker e as australianas Mari & Clay e Stocks & Sparrow.


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Good Citizens e a MITA aproveitam as garrafas PET, enquanto as peças registadas RE: FE da Fellow Earthlings constroem-se a partir de resíduos internos.

2.2.4 Óculos com compósitos à base de plantas As dietas e produtos de beleza à base de plantas são um movimento de estilo de vida em crescimento. Desde cânhamo, linho, arroz e palha até ao café, há um apetite na indústria para experiências com resíduos agrícolas e da indústria alimentar, tirando os resto dos aterros e incineradores. Marcas Inovadoras As peças See Grass da Zeal Optics são feitas em estreita colaboração com uma biorrefinaria alemã, onde os óculos são misturados com resíduos de plástico industriais pré-consumo. Potenciado por uma turbina de metano que funciona com matéria orgânica decomposta, o processo faz um fertilizante que alimenta as plantas sem gerar desperdício ou usar água. A startup ucraniana Ochis lançou armações feitas de linho e grãos de café e a marca tirolesa Rolf Spectacles lançou recentemente a Euphorbiaceae, uma planta de grãos de rícino de crescimento rápido que não é geneticamente modificada e é renovável. Outras marcas notáveis incluem a BioSunnies, com óculos de sol feitos de trigo e biodegradáveis, a Pela Vision e as suas Flaxstic, óculos feitos de palha e a Le Specs com a sua linha Le Sustain, produzida com plástico reciclado e relva.

2.2.5 Armações com matérias naturais Madeira, bambu e cortiça estão a popularizar-se no mercado da ótica como alternativa sustentável para os consumidores. Se colhido e gerido com responsabilidade, podem proporcionar uma opção de baixo impacto em relação às opções à base de óleo. Disponíveis em cores apelativas e texturas, a madeira pode provir de diferentes fontes, desde florestas certificadas e placas processadas até tacos de basebol ou skates. É uma afirmação natural, com pouco processamento e é resistente, hipoalergénica e biodegradável. As árvores demoram muito anos a matutar, por isso, o bambu de crescimento rápido é uma opção e é forte, leve, resistente à humidade, flutuável e durável. Finalmente, a cortiça apenas requer a casca das árvores, tendo pouco impacto na floresta. Trata-se de uma matéria biodegradável, reutilizável, isolante e resistente à água. Marcas Inovadoras As marcas de nicho e amigas do ambiente lideram este segmento. Exemplos de topo incluem a Swell Vision que recorre ao bambu para os seus produtos, à semelhança da Solo Eyewear, que acresce ainda o uso da madeira. A marca tecnológica Rolf Spectacles faz da madeira pedaços de arte em estilo e leveza. A sul-africana Ballo usa a cortiça, madeira e tecido de cânhamo para dar forma aos seus óculos e não só. As suas peças em madeira são feitas a partir de placas recuperadas de produtores de móveis locais e plantam uma árvore por cada modelo vendido.

2.2.6 Armações em metal reciclado Os óculos em metal impõem o impacto da extração mineira no ambiente, incluindo a erosão dos solos e respetiva contaminação e o desgaste de recursos naturais preciosos. O excesso de alumínio das latas e os subprodutos industriais que vão para os aterros sanitários contaminam o meio ambiente. São precisos muitos anos para se degradarem e, portanto, o uso de metal reciclado e reciclável é a maneira mais direta de reduzir o impacto. O metal é relativamente fácil de reciclar, em especial o alumínio. Marcas líderes As Proof e Mita são insígnias que disponibilizam armações em alumínio reciclável e a Dick Moby reclama o aço cirúrgico. A Modo arrebatou pontuação de ouro nos iF Design Awards pela sua linha Eco. A Karün, dedicada ao eyewear de matérias recicladas, estabeleceu um sistema de recolha de resíduos de metal pós-consumo durante quatro anos, em Cochamó, na Patagónia, Chile. Segue-se um processo de compensação de recolha de metal, em que o volume do produto inserido nas armações é igual à quantidade reclamada pelo coletor da Patagónia. A britânica Wires produz as suas armações a partir de um único fio de aço inox e nylon impresso a 3D.


3. Lentes

As árvores demoram muito anos a matutar, por isso, o bambu de crescimento rápido é uma opção.

As matérias mais comuns na produção das lentes são CR-39, plástico de policarbonato, vidro e poliamida de nylon. Todos têm diferentes benefícios na qualidade da visão, leveza, durabilidade, performance e, mais importante, sustentabilidade. Tornar as lentes recicláveis e reutilizáveis, ou inovar com materiais de baixo impacto ambiental, representam opções sustentáveis. Marcas inovadoras O óleo de rícino vegetal representa 39 por cento das bio-lentes da Stella McCartney & Thélios, e a marca ecológica Zeal tem planos para fazer

4. Peças

Embora por vezes pequenas, o excesso de peças num modelo pode dificultar a desmontagem dos óculos para reparação e reciclagem, além de ser material problemático. O design é o elemento central na resolução desta problemática, ao proporcionar a evolução dos óculos para produtos sempre mais minimalistas.

Marcas inovadoras As armações de madeira da Rolf Spectacles são feitas sem metal e as da Crafting Plastics têm apenas uma matéria biodegradável. A Lindberg e a Silhouette construíram a sua imagem em torno de modelos sem parafusos, num resultado simples e resistente. Já a Pared Eyewear escolhe materiais extremamente duráveis, como o titânio e o aço inox e a ic! Berlin usa parafusos imersos em borracha para assegurar uma charneira resistente e durável. As plaquetas do nariz são usualmente adições em silicone e plástico aos óculos, mas a Cubitts fabrica-os a partir do desperdício da indústria subtrativa e ainda a For Art’s Sake substituiu os plásticos pela pedra jade, que é suave e agradável na pele.

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lentes de plástico de rícino transversal a todas as armações. As lentes polarizadas à base de celulose da Waterhaul são feitas para serem super leves e protetoras. Surgem também lentes biodegradáveis. As lentes da Okia, na linha Reshape, compõem-se de BD8, um biopolímero que se decompõe naturalmente em carbono, água e biomassa no final da vida. O vidro mineral, feito de areia natural e carbonato de sódio, tem menor impacto na reciclagem devido à pureza. As marcas 23 ° e Etnia Barcelona uniram-se ao fabricante líder de lentes Barberini para usar o produto em vidro mineral de qualidade superior.


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5. Embalagens

Os materiais de embalamento dos óculos devem considerar-se tão importantes como o produto que protegem e estar em linha com a mensagem e estratégia de sustentabilidade da marca. Os óculos vêm, normalmente, em caixas de papel ou em estojos de pele ou plástico e devem subsitutir-se por versões recicláveis ou materiais de baixo impacto e renováveis. Marcas inovadoras A Mari & Clay envolve as suas criações em estojos protetores dobráveis em papel, enviados num envelope compostável caseiro. A Sunski usa caixas baseadas nas técnicas de origami, evitando colas e plástico. Os resíduos de couro podem ser reciclados em caixas duráveis, como visto nas marcas Dick Moby e Karün, ou bolsas de tecidos reciclados, como a Le Specs. A embalagem natural em cortiça dos óculos da Waterhaul, são a confirmação da estratégia transversal da marca e as armações de bambu da Swell Vision completam-se na caixa com o mesmo material.

6. Revender, reutilizar e reparar

O eyewear que se mantenha em uso por um período mais longo terá importância crescente à medida que os consumidores se afastam dos produtos e conceitos descartáveis. Ao colocar à disposição peças antigas ou já descontinuadas, através de material de inventário e recorrendo à reparação e restauração como uma nova tendência, terá uma resposta à altura da demanda sustentável. Marcas líderes A insígnia Lowercase vende pequenos lotes e edições limitadas de eyewear criado em Brooklyn, incluindo armações com acetatos descontinuados. A londrina General Eyewear complementa as suas peças feitas por encomenda e sob medida com antiguidades e modelos vintage. A Peep Eyewear vende estilos vintage também através de coleções bem conservadas, indo mais longe ao plantar uma árvore por cada modelo vendido. Esta insígnia também repara óculos antigos, polindo e reparando os riscos numa restauração premium dos estilos preferidos dos seus seguidores e aceita peças usadas para restauro e revenda. A Finlay encoraja os seus clientes a trocarem apenas as lentes dos seus óculos para dar mais vida aos mesmos.

7. Conclusão

Está em marcha e em crescimento este movimento em prol da vida no planeta Terra. É uma iniciativa que não tem retorno económico garantido nem imediato, mas que nos permite assegurar a sobrevivência da nossa e de todas as espécies. Isso é maior do que todos nós! Claro que a WGSN une o sustentável ambientalmente ao sustentável economicamente, garantindo que a mensagem eco-friendly tem um potencial de atração no consumidor que justifica o investimento. Nós também seguimos este princípio. 2022 será o ano em que o tema vai crescer ainda mais, na sombra de uma pandemia que nos ameaçou e na defesa dos recursos que emagrecem e precisam de proteção. Estamos prontos!


In your eyes | 27 | Foto: Artem Podrez from Pexels

CECOP

2021 foi ano de crescimento O grupo dos óticos independentes registou um crescimentos de 18 por cento em Portugal. Isto traduz-se em mais 25 lojas que assumem a bandeira da CECOP. “Cada vez mais óticas independentes têm o interesse em unir-se à força deste grande grupo internacional”, assumem os responsáveis. A CECOP lança a independência que cada associado pode manter, as melhores condições de mercado e os acordos apetecíveis com os principais parceiros como os grandes responsáveis pelo apelo aos profissionais lusos. “As óticas que entram para a CECOP preferem manter a sua independência de negócio, sem obrigações de compra, potenciando a sua própria imagem. Na CECOP isso é possível!”. O grupo multinacional potencia também programas de fidelização, nomeadamente a Fórmula Remunerada. Através deste plano, os associados

recebem um rappel no fim do ano, como prémio pelas compras aos fornecedores protocolados. As viagens de incentivo, que premeiam a dedicação e compromisso com os parceiros das lentes oftálmicas, inseridas no programa ViveCECOP, são também uma razão para assumir o compromisso do grupo. Está já programada a viagem de 2022, em que os consumos dos associados dão direito a um bilhete que tem como destino Cuba e Costa Rica. Adicionalmente, ser parte da CECOP é ainda ter um departamento de marketing a pensar em soluções para os

negócios, atualizado e especializado. Os profissionais deste segmento da CECOP estão disponíveis para realizar qualquer trabalho à medida das necessidades de cada associado, sempre com novidades que podem apoiar o crescimento das óticas num período de enormes desafios para o retalho. “Estas são algumas das razões que fazem da CECOP um grupo em constante crescimento, onde a principal preocupação diária são os associados, a adaptação constante às necessidades e evolução dos mercados”, concluem os membros da equipa nacional CECOP.


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Grupo Opticalia celebra nove anos de crescimento Com a conquista de 262 lojas em Portugal, a equipa a Opticalia escolheu a zona ribeirinha de Lisboa para comemorar, de forma original, o nono aniversário. Texto: Célia Esteves

A 8 de novembro celebrou-se nove anos sobre a apresentação da Opticalia aos portugueses. E para assinalar a data, dias depois, a 12 do mesmo mês, o grupo ótico festejou, de forma original, com um passeio pela zona ribeirinha de Lisboa. Numa bicicleta, com bar a bordo, à equipa e aos parceiros da imprensa foi realizado um quizz e foram dados prémios a quem acertava nas respostas, enquanto pedalavam. Uma hora de animação e passeio, que lançou o mote para a celebração, que continuou na zona das Docas de Lisboa com um almoço onde se cantaram os parabéns. António Alves, diretor

geral do grupo Opticalia, mostrou-se satisfeito com o que até então tem sido conseguido, nomeadamente nestes últimos dois anos, em tempo de pandemia. “São nove anos de muito crescimento. Ainda agora nestes últimos dois anos crescemos 37 lojas e estamos muito orgulhosos. O alcance deste resultado dá-noss satisfação e segurança. Inclusive conquistámos spots de lojas espetaculares, lojas que nos aparecem, e estamos muito motivados com todo esse resultado”, adiantou o diretor geral do grupo que começou em Espanha e se expandiu para Portugal, onde atualmente conta com 262

lojas. A Opticalia está presente também na Colômbia, México e este ano abriu portas em Marrocos. Em dia de comemoração, António Alves recordou o momento em que se apresentaram ao mercado em Lisboa, na Fundação Champalimaud, a 8 de novembro de 2012 e revelou como ambiciona ver crescer nos próximos anos, em Portugal e no estrangeiro, o grupo que dirige. “Claro que nunca estou satisfeito, acho sempre que posso fazer melhor e que posso conseguir mais”, confessa António Alves, revelando o seu desejo em dia de festa: “É sermos líderes na área onde trabalhamos. É essa a ambição”.


A caminho das 300 lojas em Portugal“ A nível nacional o nosso objetivo é a consolidação”, adianta o diretor da Opticalia. “Já nos outros países neste momento estamos a expandir no México. Hão de vir outras oportunidades, porque o nosso conceito, e o nosso formato de trabalho é sempre à base de nos estabelecermos nos países e consolidarmos com os nossos associados. E é dentro dessa perspetiva. Cá para Portugal, que é o que nos diz respeito, procuramos consolidar e ter mais posições. Queremos conseguir ter mais lojas e mais divulgação. Nós estamos com 262 lojas, porque não ter 300? É essa a nossa ambição, a nossa perspetiva”, adianta António Alves, lembrando aquilo que diferencia a Opticalia dos outros grupos óticos a trabalhar em Portugal. “Desde o princípio que a nossa apresentação é a moda. A nossa preocupação passa por olhar para o setor da ótica e dar uma componente de moda, por isso é que o nosso slogan é: ‘Gostamos de óculos’. É essa a nossa diferenciação. O que queremos é que as pessoas que já que têm que usar óculos que usem com gosto, com glamour, é essa a componente, o que procuramos e o que temos” refere o diretor geral, lembrando que por isso têm várias marcas internacionais em exclusivo em Portugal, tais como a Pepe Jeans, Custo Barcelona ou Mango.

Atitude e ambição Com o desejo de chegar às 300 lojas, António Alves explica que são procurados regularmente por várias óticas “que querem desenvolver as suas atividades, que querem ver os seus negócios crescer. Nestes últimos dois anos mais de 30 por cento das nossas lojas são startups, de pessoas que trabalham no setor e ambicionam estabelecer-se por conta própria. Temos também algumas conversões, de um grupo con-

corrente por exemplo. Temos ainda a componente da pessoa que tem experiência no setor e a ambição e o desejo de se estabelecer por conta própria. E nós estamos cá para os apoiar, a todos”, esclarece o responsável da Opticalia, adiantando que para fazer parte deste grupo “não há dificuldades. Depende da atitude que a pessoa tenha. O que nós medimos é a atitude e ambição que a pessoa quer investir, conclui.

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"...(Na Opticalia) não há dificuldades. O que nós medimos é a atitude e ambição que a pessoa quer investir”


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GrandVision

Certificação pioneira e prémios no retalho marcam final de 2021 O grupo detentor das marcas de ótica MultiOpticas e GrandOptical recebeu a certificação do seu sistema de gestão de qualidade nas áreas de apoio aos seus pontos de venda, tanto para os serviços de distribuição, como de adaptação de dispositivos médicos para oftalmologia no apoio ao comércio a retalho. E a MultiOpticas foi distinguida e premiada pelo terceiro ano consecutivo como A Melhor Loja Portugal , na categoria Óticas, na versão nacional do concurso Retailer of The Year.

Gestão de qualidade no topo A GrandVision é o único operador em Portugal com um sistema de gestão da qualidade certificado para a ISO 13485, pela TÜV Itália. A GrandVision assume a responsabilidade de todos pelo cumprimento das normas e procedimentos. Desta forma, o grupo GrandVision com o intuito de implementar um sistema de gestão da qualidade e seguindo uma linha orientadora de negócio com produtos e serviços de qualidade, encontra-se certificado, cumprindo os requisitos normativos e regulamentares aplicáveis nas respetivas áreas. Sendo esta uma área de forte regulamentação, tanto nacional como euro-

peia, o grupo GrandVision está consciente da sua responsabilidade em fornecer dispositivos médicos seguros e de elevada qualidade. A TÜV Itália, é um organismo independente de certificação, inspeção, teste e formação, oferece serviços de certificação nas áreas de qualidade, energia, meio ambiente, segurança e produto. A Melhor Loja de Portugal A iniciativa, organizada pela revista Grande Consumo , em parceria com a empresa de estudos de mercado, Q&A, atribuiu à MultiOpticas o prémio de A Melhor Loja de Portugal, na categoria Óticas. Este que representa o maior prémio europeu dedicado ao retalho premeia a qualidade das mar-

cas, em dez mercados europeus, convidando os consumidores a avaliarem as lojas. Em causa está a avaliação de seis critérios como a gama de produtos, o serviço, a especialização, a aparência, a facilidade de compra e o preço. Rui Borges, CEO da MultiOpticas refere que, “no contexto económico e social tão difícil, receber o prémio da Melhor Loja de Ótica é muito gratificante e motivador para todos aqueles que diariamente trabalham, quer nas nossas lojas ou na nossa sede, a prestar um serviço de qualidade e diferenciado a todos os nossos clientes. Este prémio reforça a nossa missão de Cuidar da Visão de todos os Portugueses. Muito obrigado a todos os clientes!”


32 anos de superação em Portugal Novembro foi o mês histórico para o grupo nacional Optivisão. Brindou a 32 anos de existência e de resiliência, nascido para apoiar os óticos portugueses nos grandes desafios que enfrentavam. Em 2021 é a maior rede de óticas em território luso e prossegue privilegiando a saúde e valorizando a visão. Para isso, a Optivisão consegue reunir sob alçada da sua marca profissionais dedicados, com anos de experiência na área da saúde visual e com conhecimento técnico. O grupo consegue, assim, estar associado à melhoria da qualidade de vida dos seus clientes. São, por tudo isso, 32 anos que valem hoje cerca 270 lojas espalhadas por todo o país, que garantem consultas de optometria com um especialista credenciado. “Representamos cerca de 135 óticos que trabalham arduamente em cada localidade para que a população local possa ter acesso aos mais altos índices de qualidade de serviço e atendimento, apresentando as melhores marcas e produtos em todas as suas óticas. 32 anos depois, a rede de óticas Optivisão, revela uma performance e dinâmica comercial robusta e cada vez mais forte”, garantem os responsáveis do grupo. A prova dessa robustez está nos diferentes estudos de mercado. A empresa de estudos setoriais, DBK Informa, apurou que a Optivisão é líder em número de óticas com mais de 267 pontos de venda associados. A rede de lojas ocupa a segunda posição no setor com 15 por cento de quota de mercado, referente a 77 milhões de euros, no total de vendas em valor, segundo a mesma empresa de pesquisa de mercados. Apurou-se ainda que a Optivisão registou maior crescimento de faturação no setor, com 5,5 por cento nas vendas em valor. O Portal da Queixa revela ainda que o grupo usufruiu de 90 por cento melhor índice de satisfação nos consumidores online e de acordo com a empresa global de informação, dados e medição, Nielsen, a Optivisão goza de 90 por cento notoriedade da marca. A Escolha do Consumidor atribuiu a pontuação de 8,24 na satisfação de serviço, num intervalo entre 1 e 10 e quanto à intenção de compra de 4,68, num intervalo de 1 e 5. “Os “Visionários” da Optivisão estão juntos e mais fortes que nunca para abraçar os desafios futuros!”, terminam.

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Optivisão


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Mai-Britt Seaton Monkeyglasses: eyewear sustentável

A sustentabilidade na ótica é um tópico “quente” e felizmente está a tornar-se mais e mais um standard quando se trata da área da produção. No entanto, ser sustentável vai além do uso de materiais amigos do ambiente. A designer Mai-Britt Seaton, cofundadora da marca dinamarquesa Monkeyglasses, expôs os meandros da integração do comportamento sustentável em todo o negócio. Texto: Maarten Weidema

Embora o tema da sustentabilidade esteja em voga atualmente, a Monkeyglasses já tem este comportamento desde o primeiro dia. O que motivou o foco nesta questão já em 2009? Eu venho da indústria do pronto-a-vestir e vivi todos os aspetos da produção e consumo. A moda teve uma velocidade ascendente através das décadas de ’90 e ’00 e os efeitos secundários do desperdício sempre me frustrou. Quando fundámos a Monkeyglasses, não apostámos nas tendências, porque ainda não havia tendências. As nossas conversas à mesa de jantar tornaram-se incubadoras para a ideia - o meu marido Morten estava já na ótica e eu desafiei-o a explorar a possibilidade de mudarmos uma indústria conservadora e dotá-la de um nicho mais “verde”. A nossa missão ganhou forma em poucos meses de discussões ao jantar (risos):

construir uma marca forte, saudável e honesta com um ADN baseado na sustentabilidade. Fomos claros nos nossos objetivos, queríamos uma produção com uma pegada de carbono ligeira e sermos justos com as pessoas envolvidas no processo de fabrico das nossas armações. Tem sido uma longa jornada, honestamente. Porém, ser pioneiro é igualmente incrível e estamos muito orgulhosos por termos sido os primeiros com uma poderosa mensagem de consumo responsável de eyewear e os nossos produtos tornam a escolha fácil. Ser sustentável não passa apenas pelo uso de materiais biodegradáveis. Que outras estratégias estabeleceram para produzirem os óculos de forma amiga do ambiente? Eyewear sustentável é muito mais do que as matérias. Todos os passos do

processo são cruciais! As Nações Unidas estabeleceram 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que nos podem inspirar a todos. Nós temos o foco em nove metas, que envolve uma produção que é ambientalmente responsável e respeitosa para com os humanos afetos. Há dois anos completámos a transição para apenas embalar em sacos de transporte feitos de papel reciclado, por isso podemos orgulhosamente dizer que toda a nossa produção e embalamento é livre de plásticos. O nosso fabrico com zero desperdício significa que, as poucas sobras do processo manual fundem-se num novo material preto. Somos vaidosos e um pouco nerd no que diz respeito à reutilização. Ouvimos muito sobre a reciclagem de vários materiais de outros produtores… mas isso é reutilizar ou downcycling? (reciclar um material com um resultado de menor qualidade).


E o que significa um estilo de vida sustentável. Vocês vivem de acordo com essa premissa? Levamos um estilo de vida urbano sustentável na nossa pequena casa de Copenhaga, onde compramos com consciência e respeito todos os itens, separamos os resíduos, reutilizamos, reconstruímos coisas velhas e vivemos uma vida simples. Temos uma cadela e ela dá-nos uma excelente razão para viver o exterior e a natureza local.

E para além dos produtos, do fabrico e do estilo de vida, têm outras ações em andamento para salvar o planeta? Em 2006, comecei a seguir o trabalho da organização Save the Orangutan. A mulher dinamarquesa que a fundou, Ione Nielsen, fez um grande esforço pela floresta do Bornéu e os macacos nativos. A sua paixão e resultados eram tão impressionantes, que adorei batizar a nossa marca em homenagem aos macacos e ainda apoiar esta organização financeiramente através dos nossos lucros. Desta forma, aumentámos a consciência sobre a importância de salvar as últimas oportunidades de biodiversidade, antes que a produção de óleo de palma a destrua por completo. Outra causa importante é a reutilização do eyewear. A maioria dos óculos têm muitos bons anos de vida na altura em que são substituídos, às vezes apenas por riscos, mudança de prescrição ou apenas opções de moda. Nós temos a sorte de colaborar com a Syn for Sagen, rudemente traduzido do dinamarquês como Ver. Trata-se de um grupo de optometristas que voluntariamente passam os seus dias livres a viajar por países em desenvolvimento, onde executam exames visuais e distribuem óculos a novos e agradecidos donos.

Quais os desafios de hoje quando se desenvolve um projeto sustentável? Como se ultrapassam? Todos temos desafios e estamos felizes por fazer um trabalho com significado, mas não é segredo que pagamos mais pelos nossos produtos em comparação com as produções em série. Como é ponto de honra manter preços justos para ambos staff de fabrico e os consumidores finais, acabamos por ter margens pequenas. Tivemos a oportunidade de ter os nossos óculos a serem distribuídos por uma grande rede de óticas, mas estão habituados a negociar com companhias numa larga escala e com grandes margens. Pediram-nos para embalar os produtos em sacos de polietileno, o que vai contra a nossa ideia central. Conseguimos negociar uma solução em que enviamos em sacos de papel e ainda oferecemos aos compradores um estojo duro de papel reciclado. Fazer o que está certo para nós custa mais, mas mantemo-nos fieis ao nosso DNA. Isso define o sucesso da nossa história. Houve projetos que não funcionaram? Queríamos expedir para o armazém de um cliente, na Tailândia, da nossa produção em Hong Kong, mas os impostos e as leis de importação impossibilitam faturar da Dinamarca para a Tailândia. Ou seja, os produtos têm

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Registaram outros comportamentos na vossa empresa para além dos aplicados na produção dos óculos? Na nossa sede de Copenhaga tivemos a oportunidade de viver uma série de ideias próprias sustentáveis. Cada peça de mobília da loja é feita a partir de matérias reaproveitadas. As lâmpadas antigas foram substituídas por alternativas de baixo consumo. Até as nossas muitas plantas são cultivadas a partir de cortes das dos nossos amigos e nenhuma é exótica. As nossas ferramentas da ótica são de máxima qualidade e todas resgatadas de uma ótica sueca que fechou. Temos a sorte de viver em Copenhaga que é uma cidade onde reciclar os resíduos é fácil, por isso, tudo na nossa sede é classificado e reaproveitado. Eu e o Morten usamos a bicicleta para vir para o trabalho, tal como a maioria da nossa equipa.


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que vir à Europa e depois regressar à Ásia! É uma solução terrível, tanto ao nível ambiental como de custo de transportes. Aprendi que apesar dos nossos melhores esforços para pensar “verde”, alguns desafios ainda são demasiado grandes para nós. Ainda…! Qual a vossa opinião sobre fazer óculos a partir de resíduos de plástico retirados do oceano? Também usam? Encorajamos inovação e criatividade para fazer crescer o campo da sustentabilidade, no entanto, para já não usamos plásticos reciclados. Até termos mais conhecimentos sobre a verdadeira sustentabilidade deste material, mantemo-nos fieis aos nossos escolhidos: fibras de plantas que são facilmente renováveis e biodegradáveis e aço inox cirúrgico reciclado, que pode ser reutilizado vezes e vezes sem conta sem perder qualidade. A sustentabilidade será transversal a mais marcas? Sim, absolutamente e é mesmo necessário. Todos temos que fazer um esforço todos os dias nas nossas vidas para que o ecossistema seja sustentável, é imperativo. Seja porque se quer fazer dinheiro com os consumidores que

"Aprendi que apesar dos nossos melhores esforços para pensar “verde”, alguns desafios ainda são demasiado grandes para nós"

vão usam esse dinheiro para fazer a diferença, ou simplesmente porque eles preocupam-se tanto como nós. Não amamos todos o nosso planeta? E como vêm os vossos produtos sustentáveis serem usados nas lojas de ótica. Vocês ajudam com sugestões aos profissionais? Alguns retalhistas estão a fazer um enorme esforço para partilhar ideias de compras sustentáveis, por exemplo, fazendo exposições separadas para as marcas ecofriendly. Nós temos muitas sugestões para destacar estes produtos através de apelos visuais bem pensados. Na indústria do pronto-a-vestir, o cartão com uma história do fabricante está ao lado da etiqueta do preço, mas nos óculos onde podemos transmitir as nossas informações? Ainda há trabalho a fazer para todos nós, antes que os consumidores sequer se apercebam que estão a tomar uma decisão sustentável.

Se o eyewear ecológico é sempre mais normal, como manter a Monkeyglasses distinta? A Monkeyglasses não é apenas ecologicamente responsável, mas totalmente responsável em todos os passos das produção e esperamos que os consumidores honrem a nossa dedicação séria. A nossa missão passa por continuar a partilhar uma série de princípios em sustentabilidade e o conceito do verdadeiro custo dos produtos, lembrando os consumidores de que podem fazer uma verdadeira diferença com a sua compra. Há tantas histórias ainda por contar sobre o consumo moderno e muitas iniciativas de apoio como Who Made my Glasses, Save the Orangutan, donativos de óculos, entre tantas. E não se esqueçam: uma armação verdadeiramente sustentável não é só feita de matérias sustentáveis, é também durável. Depois de mais de dez anos na indústria, podemos ver que se o consumidor final gosta do nosso design, pode continuar a usá-lo. A maioria dos nossos seguidores gostam de uma ampla gama de designs, mas preferem-nos pela nossa qualidade.


Foto: energepic.com from Pexels

Texto: David P Piñero Departamento de Ótica, Farmacologia e Anatomia. Faculdade de Ciências. Universidade de Alicante Departamento de Oftalmologia. Hospital Vithas Medimar Internacional, Alicante

Com o desenvolvimento da era digital, a nossa relação com o ambiente visual mudou drasticamente, especialmente desde a introdução dos telemóveis mais avançados e dos tablets. Estas ferramentas converteram-se em algo essencial para o desenvolvimento de muitas tarefas quotidianas a nível pessoal e profissional, modificando também os nossos hábitos visuais. Só no ano de 2019 venderam-se 1412 milhões de smartphones1 e um total de 144 milhões de tablets.2 Em 2019, publicou-se também, pela mão da MultiOpticas, em Espanha, e da associação Empantallados, um estudo que concluiu que passamos 167 dias por ano em

frente a um ecrã num total de 11 horas diárias e ainda por cima 81 por cento dos inquiridos olha para cinco ou mais ecrãs diferentes ao longo de um dia.3 Neste estudo, detetaram-se ainda novos hábitos de uso dos telemóveis: sete em cada dez inquiridos olha para o aparelho antes de dormir , cerca de 65 por cento reconheceu que consulta alguma ecrã ao levantar-se, dois em cada três dos envolvidos leva os ecrãs para a casa de banho e 46 por cento reconhece que olha para o telemóvel durante um jantar de amigos.3 Também se detetou alterações nos hábitos no que refere às distâncias de trabalho.4,5 Numa pesquisa realizada em

Alicante, em colaboração com a Fundação Soler, comprovou-se que a distância de uso do telemóvel era significativamente mais curta que a distância de trabalho em usuários que usam mais de duas horas dispositivos eletrónicos por dia, alcançando um valor médio de 32,22 ± 6,35 cm.4 Este achado é curioso, tendo em conta que o comprimento do braço é maior, alcançando um valor médio de 74,44 ± 4,65 centímetros. Adicionalmente, um total de quatro por cento e 91 por cento dos sujeitos analisados apresentavam uma distância de trabalho e uso de

#Open your eyes

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Qual é o real impacto do uso de dispositivos digitais na nossa visão?


Alterações provocadas pelo uso de dispositivos digitais conforme a evidência científica 1.- Definição de Computer Vision Syndrome As alterações reportadas na bibliografia científica associadas ao uso de dispositivos eletrónicos e ecrãs podem ser classificadas como alterações na superfície ocular, astenopia e disfunções visuais. No caso das alterações na superfície ocular, são múltiplos os estudos que reportaram a associação entre o uso de ecrãs e a sintomatologia de olho seco e irritações na superfície ocular, principalmente devido à diminuição da frequência de pestanejo durante o período com ecrãs.7,8 Daqui surge o conceito de Computer Vision Syndrome (CVS), definido pela Associação Americana de Optometria como a combinação de problemas visuais e oculares associados ao uso de ecrãs. Porém, não existe nenhum estudo que demonstre que os ecrãs tenham algum outro tipo de efeito sobre os tecidos oculares, nem que as radiações emitidas possam gerar nenhum efeito nocivo, nem ao nível da superfície ocular, nem nas estruturas intraoculares, tais como a retina.9 Existe uma sintomatologia visual ligada ao CVS muito registada na literatura, que pode classificar os sintomas oculares internos (fadiga e dor), sintomas oculares externos (secura, irritação e ardor), sintomas visuais ( visão turva e dupla) e sintomas musculoesqueléticos

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telemóvel de 40 centímetros ou menos, respetivamente. Isto demonstra a tendência de um uso muito próximo dos dispositivos móveis. Esta proliferação e generalização do uso de dispositivos digitais conduziu, nos últimos anos, a uma preocupação pelo possível efeito que estes podem gerar na saúde visual. Ainda por cima, surgiu um alarme importante sobre o potencial dano na retina do uso continuado de ecrãs dos aparelhos eletrónicos, por causa das radiações emitidas pelas mesmas.6 Muito deste alarme surge com motivos comerciais e nem sempre apoiado numa base científica.

"São múltiplos os estudos que reportaram a associação entre o uso de ecrãs e a sintomatologia de olho seco e irritações na superfície ocular"

(dor de pescoço e ombros).10-14 Entre os principais fatores asociados ao CVS encontram-se o ambiente (iluminação inadequada, posição do ecrã e distância de trabalho) e os que são dependentes das capacidades visuais do indivíduo (erro refrativo não corrigido, desordens oculomotores e anomalias na película lacrimal). 2.- Alterações acomodativas Um dos sistemas com potencial para ser afetado é o sistema acomodativo, responsável pelo foco das diferentes distâncias, existindo registos de problemas de flexibilidade acomodativa e de excesso de acomodação (pseudomiopias) como consequências de demasiado uso da visão próxima. Estes são transitórios e, em casos mais graves, tratáveis com terapia visual ou outras metodologias.15-19 Por isso, antes de declarar qualquer aumento

da miopia num paciente, após tempo prolongado do uso da visão próxima, é necessário descartar de que se trate de uma pseudomiopia e no imediato não é recomendável nova prescrição, que viria complicar o problema acomodativo. Ciuffreda y Ordóñez19 realizaram medidas refrativas em pessoas que referiram visão turva ao longe, depois de trabalhos com visão próxima. Concluíram que se comportavam temporariamente como míopes. Outros estudos também mostraram alterações na acomodação como consequência do trabalho com o computador, observando-se uma mínima tendência para a pseudomiopia e o incremento do atraso acomodativo.20,21 Iwasaki e colaboradores16 demostraram que o tempo de contração acomodativa (de longe para perto) atrasa-se de 1,13 a 1,68 segundos depois de 20 minutos a olhar para um monitor, assim como tempo de relaxamento acomodativo (de perto para longe, o qual se atrasava de 1,36 a 1,60 segundos. 3.- Alterações vergenciais Além do efeito ao nível do sistema de foco ou acomodativo, também o uso prolongado de ecrãs pode encontrar-se associado ao desenvolvimento de problemas de coordenação e alinhamento dos olhos (sistema vergencial), o qual pode conduzir a quadros de fadiga visual. Neste caso, as relações não são tão claras, pois não se sabe exatamente se é uma indução de um problema inexistente, a descompensação de uma condição anterior latente ou ambas as opções ao mesmo tempo. Descreveram-se diminuição na capacidade de convergência nos sujeitos depois do uso de mais de seis/oito horas continuadas de ecrãs e, portanto, de trabalho prolongado.15,21,22,23 Não se registaram alterações na heteroforia antes e depois do trabalho prolongado na visão próxima.24 Igualmente não parecem existir mudanças na foria horizontal de visão de perto durante a tarefa em comparação com um grupo controlo.25 No que diz respeito ao ponto próximo de convergência (PPC) não se detetou alterações antes e depois do trabalho prolongado com computadores24 ou a curto prazo.26


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outro lado, num estudo de 6152 crianças espanholas com idades entre os 5 e os 7 anos, pode-se concluir que um total de 43,3 por cento de participantes passavam mais de três horas ao dia a executar atividades que envolviam a visão de perto e, especificamente 48,9 por cento destes passavam mais de 50 por cento do seu tempo usando dispositivos digitais.31 5.- Efeito da luz azul Existem filtros que se comercializan para fazer frente a supostos danos que estas luzes emitidas pelos ecrãs fazem aos olhos, mas até ao fecho deste artigo não há evidência consistente de que a luz azul afete os olhos, nem que os filtros aportem benefícios claros.32 Palavetsey Rosenfield33 demonstraram num estudo comparativo que um filtro que eliminava 99 por cento da luz azul emitida não era mais eficaz a reduzir os sintomas de fadiga ocular digital que um filtro de densidade neutra equilibrada. Outras pesquisas demonstraram também essa falta de afetação no uso de filtros azuis na redução de fadiga ocular.34,35 Redondo e colaboradores36 demostrarão noutro trabalho controlado que os filtros que bloqueiam a luz azul não têm efeito na dinâmica acomodativa ou na sintomatologia visual.

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4.- Relação com a miopia A proliferação do uso dos dispositivos eletrónicos coincidiu, no tempo, com um incremento documentado da prevalência da miopia nos países asiáticos e ocidentais,27 o que sugere uma potencial relação entre o desenvolvimento da miopia e o usos de dispositivos digitais.28 Recentemente, Liu e colaboradores28 reportaram uma associação entre a magnitude da miopia e o comprimento do olho com o tempo que as crianças dedicam ao uso de smartphones e computadores, porém, não com o tempo dedicado ao uso de tablets e televisão. O resultado dessa investigação é especialmente relevante se tivermos em conta a digitalização das aulas nos últimos anos, introduzindo o uso contínuo dos dispositivos eletrónicos na população infantil. Também recentemente comprovou-se o impacto que teve o confinamento domiciliário devido à pandemia pela Covid-19 nas crianças chinesas, demostrando-se uma relação entre esta situação e o aumento da miopia em crianças de seis a oito anos.29 Noutras pesquisas levadas a cabo em 2020, comprovou-se que as crianças míopes passavam em média mais tempo diário a realizar tarefas a menos de 20 centímetros que os não míopes.30 Por

Embora possa haver algum estudo experimental que aponte para possíveis danos da luz emitida pelos ecrãs, até ao momento essas investigações não demonstram que a luz azul emitida pelo uso quotidiano de ecrãs seja prejudicial.37 Estes trabalhos que assinalavam possíveis danos nos nossos olhos por exposição à luz azul incidiram-na em células que no corpo humano não entram em contato com este tipo de luz, porque atinge apenas superficialmente a pele e os olhos. Além disso, as condições que são simuladas nessas experiências não se assemelham à realidade em nenhum caso.


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dispositivos digitais deve ser mais bem estudada para se chegar a conclusões consistentes a esse respeito, embora pareça haver uma tendência. Não devemos esquecer que o uso intensivo de dispositivos eletrónicos pode gerar pseudomiopa devido à alteração acomodativa induzida, sendo necessário distinguir essas condições de aumentos reais da miopia. Int J Ophthalmol 2016; 9:881-5. 11. – Seguí MM, Cabrero-García J, Crespo A, Verdú J, Ronda E. A reliable and valid questionnaire was developed to measure computer vision syndrome at the workplace. J Clin Epidemiol 2015; 68: 66273. 12. – Rosenfield M, Howarth PA, Sheedy JE, Crossland MD. Vision and IT displays: a whole new visual world. Ophthalmic Physiol Opt 2012; 32: 363-6. 13. – Rosenfield M. Computer vision syndrome: a review of ocular causes and potential treatments. Ophthalmic Physiol Opt 2011; 31: 502-15. 14. – Hayes JR, Sheedy JE, Stelmack JA, Heaney CA. Computer use, symptoms, and quality of life. Optom Vis Sci 2007; 84: 738-44. 15. – Porcar E, Montalt JC, Pons ÁM, EspañaGregori E. Symptomatic accommodative and binocular dysfunctions from the use of flat-panel displays. Int J Ophthalmol 2018; 11: 501-505. 16. – Iwasaki T, Nagata T, Tawara A. Potential preventive effects of a new visual intervention for accommodative insufficiency and asthenopia due to sustained near task. Ophthalmologica 2012; 228: 181-7. 17. – Tosha C, Borsting E, Ridder WH, Chase C. Accommodation response and visual discomfort. Ophthal Physiol Opt 2009; 29: 625–633. 18. – Ciuffreda KJ, Ordóñez X. Abnormal transient myopia in symptomatic individuals after sustained near work. Optom Vis Sci 1995; 72: 506-510 19. – Whatten RG, Lie I, Birketved O. The influence of long tem visual near work on accommodation and vergence: a field study. J Hum Gergol 1994; 23: 27-39 20. – Gratton I, Piccoli B, Zaniboni A, Meroni M, Grieco A. Change in visual function and viewing distance during work with VDTs. Ergonomics 1990; 33: 1433-1441. 21. – Gobba FM, Broglia A, Sarti R, Luberto F, Cavalleri A. Visual fatigue in video display terminal operators: objective measure and relation to environmental conditions. Int Arch Occup Environ Health 1988; 60: 81-87. 22. – Hirota M, Morimoto T, Kanda H, Endo T, Miyoshi T, Miyagawa S, Hirohara Y, Yamaguchi T, Saika M, Fujikado T. Objective evaluation of visual fatigue using binocular fusion maintenance. Transl Vis Sci Technol 2018; 7(2): 9. 23. – Jainta S, Jaschinski W. Fixation disparity: binocular vergence accuracy for a visual display at different positions relative to the eyes. Hum Factors 2002; 44: 443-50. 24. – Nyman KG, Knave BG, Voss M. Work with video display terminals among office employees. IV. Refraction, accommodation, convergence and binocular vision. Scand J Work Environ Health. 1985; 11: 483-7.

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Conclusões Em jeito de conclusão, o uso de dispositivos eletrónicos não produz danos estruturais ao nível dos olhos, mas o seu uso continuado pode estar relacionado a algumas mudanças a nível acomodativo e vergencial, principalmente se medidas ergonómicas adequadas não forem levadas em consideração. No que diz respeito à miopia, a relação com o uso de

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