Skip to main content

Regista Gado Holandês

Page 1

AGROLEITE 2014

PODE SER ABERTO PELO ECT

ANO 2014 - NÚMERO 498 - JULHO/AGOSTO/SETEMBRO

EXPOSIÇÃO NACIONAL DA RAÇA HOLANDESA

RESULTADOS

VEJA OS RESULTADOS DAS EXPOSIÇÕES DO PRIMEIRO SEMESTRE DESTE ANO


2

GADO HOLANDÊS

Revista


ANO 2014 - NÚMERO 498 - JULHO/AGOSTO/SETEMBRO

EDITORIAL Caros Associados e Criadores, Completamos mais uma edição de nossa revista, revista essa feita especialmente pensando em você criador da Raça Holandesa. Esperamos que sua leitura seja engrandecedora no conhecimento e aplicável a sua criação para assim fazermos juntos o sucesso que esperamos. A publicação não teria sentido se não fosse um meio de comunicação de mão dupla: Ao mesmo tempo que passamos informações, contamos que haja volta. Sintam-se convidados a participar conosco! Uma boa Leitura a Todos. Hans Jan Groenwold Diretor-presidente

REVISTA GADO

HOLANDÊS DIRETOR PRESIDENTE Hans Jan Groenwold Vice Presidentes Leonardo Moreira Costa de Souza Marcos Tang DIRETOR TESOUREIRO Antonio Vilela Candal DIRETOR SECRETÁRIO Celso José Munaretto CONSELHO FISCAL TITULARES João Guilherme Brenner José Augusto da Fontoura Japur Rosano Alberto Reis

ENTIDADES FILIADAS

CONSELHO FISCAL SUPLENTE Richard Ribeiro Eurípedes Cândido de Melo

- CONSELHO EDITORIAL:

ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE CRIADORES DE BOVINOS - ACCB

DIRETOR PRESIDENTE Hans Jan Groenwold

Site: www.accb.com.br Presidente: : MARIA ROSINETE SOUZA EFFTING Superintendente de Registro: VAMIRÉ LUIZ SENS

GERÊNCIA GERAL Altamir Marques

ASSOCIAÇÃO CEARENSE DE CRIADORES DE GADO HOLANDÊS - CCGH

SUPERINTENDENTE DE REGISTRO Pedro Guimarães Ribas Neto

E-mail: wmourao@uol.com.br Presidente: JOSÉ WILSON MOURÃO DE FARIAS Superintendente de Registro: ANTÔNIO NOGUEIRA MAGALHÃES

SUPERINTENDENTE TEC. SUB. SRG Cleocy Fam de Mendonça Junior

ASS. DE CRIADORES E PRODUTORES DE GADO LEITEIRO DO ESPÍRITO SANTO - ACPGLES

E-mail: gadoholandes@hotmail.com Presidente: ANTONIO CARNIELLI Superintendente de Registro: SÉRGIO MACHADO MENDES ASS. GOIANA DE CRIADORES DE BOVINOS DA RAÇA HOLANDESA - AGCBRH

Site: www.agcbrh.com.br Presidente: PEDRO ALVES DE OLIVEIRA Superintendente de Registro: WASHINGTON LUIZ DE FREITAS

PRESIDENTE DO CDT Laércio de Souza Campos COORDENADOR DO CBJP Gilberto José Ribeiro Meirelles PROGRAMADOR JUNIOR Francisco George Alves Matias AUXILIAR ADMINISTRATIVO Amanda Ventura Santos

ASS. DOS CRIADORES DE GADO HOLANDÊS DE MINAS GERAIS - ACGHMG

Site: www.gadoholandes.com Presidente: LEONARDO MOREIRA COSTA DE SOUZA Superintendente de Registro: CLEOCY FAM DE M. JÚNIOR

ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE PERNAMBUCO - ACP E-mail: snc@uol.com.br Presidente: EMANUEL MENDES DA ROCHA Superintendente de Registro: RAFAEL LEONARDO V. MARTÍNEZ ASS. PARANAENSE DE CRIADORES DE BOVINOS DA RAÇA HOLANDESA - APCBRH

Site: www.apcbrh.com.br Presidente: HANS JAN GROENWOLD Superintendente de Registro: ALTAIR ANTÔNIO VALLOTO ASS. DOS CRIADORES DE GADO HOLANDÊS DO RIO GRANDE DO SUL - GADOLANDO

Site: www.gadolando.com.br Presidente: MARCOS TANG Superintendente de Registro: JOSÉ LUIZ RIGON

- EXPEDIENTE: ENDEREÇO: Av. Brigadeiro Luís Antônio. 1.930 - loja 7 Bela Vista - São Paulo/SP - CEP: 01318-909 Tel: (11) 3285-1018 www.gadoholandes.com.br diretoria@gadoholandes.com.br SUGESTÕES E INFORMAÇÕES: contato@revistagadoholandes.com.br PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Milkshow Marketing Rural contato@milkshow.com.br

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS CRIADORES DE HOLANDES - APCH

TIRAGEM 5.000 Exemplares

Site: www.spgadoholandes.com.br Presidente: ANTONIO VILELA CANDAL Superintendente de Registro: LAÉRCIO DE SOUZA CAMPOS

www.revistagadoholandes.com.br Revista

GADO HOLANDÊS

3


CONTEÚDO

06 09 12 16 18 28 30

AGROLEITE

Exposição Nacional das raças Holandesa e Jersey

MELHORAMENTO GENÉTICO Impacto Da Genômica no Melhoramento Genético

MAIOR PRODUTIVIDADE

12

O impacto da economia na produção de leite

RELANÇAMENTO

Cobertura do relançamento da revista Gado Holandês.

EXPOJOVEM

Confira as campeãs

CASCO

16

Previnir é o melhor remédio EXPOSIÇÕES EM FOCO Resultados das maiores exposições

Crédito Foto Capa: Gilberto Voorsluys

/gadoholandes 4

06

GADO HOLANDÊS

Revista

18 28


Revista

GADO HOLANDÊS

5


Castrolanda: Agroleite vai sediar Exposição Nacional das raças Holandesa e Jersey

Nacionais das raças que anteriormente eram realizadas em São Paulo agora reforçam o Agroleite como referência em tecnologia, produção, conhecimento e negócios.

A pouco menos de 40 dias do Agroleite 2014 a Castrolanda, organizadora do evento, se prepara para receber as Exposições Nacionais das raças leiteiras Holandesa e Jersey. O evento que será realizado no período de 04 a 08 de agosto, em Castro, no Paraná deve receber cerca de 80 mil pessoas, 150 empresas expositoras e 600 animais. Em negócios a feira deve movimentar R$ 52 milhões.

6

GADO HOLANDÊS

Revista

INAUGURAÇÃO

A abertura oficial que será realizada na manhã da segunda-feira (04/08) será marcada pela inauguração do Pavilhão Agroleite. Um espaço com capacidade para acomodar 700 animais, com área total de 7 mil m² onde além do Agroleite deve atender diversos eventos como feira de máquinas, caminhões, carros, ovinos, feiras de indústria e comércio enfim, diversidades.


PATROCINADORES

A Tetra Pak, Nestlé e a Nutron renovaram com a Castrolanda a cota máster como patrocinadores Diamante, investimento que garante a elas larga vantagem na divulgação da marca. Pioneer, Leffers, Sicredi, MSD e Phibro são patrocinadores Ouro do Agroleite. Nos apoiadores Prata estão as empresas Atlântica, Select Sires, Grasp, Tortuga, Nutriphós, Alltech, Banco do Brasil, Nutreco, Agener, Lely, Agroceres, Total Mix, BRF, Embriosêmen, LFA e a Caixa.

PROGRAMAÇÃO

Agora junto dos patrocinadores a Castrolanda prepara os detalhes da programação oficial e os materiais de divulgação de 2014. Além de acompanhar as novidades dos 150 expositores desta edição, o público que vier ao evento vai participar também dos fóruns da pecuária leiteira, suinocultura, ovinocultura, agricultura e do seminário internacional, com temas desde sistemas de produção, genética, nutrição, eficiência na produção, mercado, assuntos que ganham cada vez mais força e interesse dos participantes, como também perspectivas das áreas de negócios.

HORÁRIO

A feira será realizada de segunda a sexta-feira das 8h às 22h. A opção de realizar o evento durante a semana atende a missão da feira: “gerar conhecimento e negócios”, numa vasta programação com a realização dos julgamentos, leilão, torneio, fóruns, seminário internacional, dia de campo, eventos técnicos e outros.

PERFIL DOS VISITANTES DA FEIRA

Proprietários das principais fazendas leiteiras do país, focados em genética, produtores em geral, profissionais dos diversos segmentos da cadeia leiteira - veterinários, engenheiros agrônomos, técnicos, pesquisadores, consultores, Governo e Associações e também público em geral que a cada dia estão mais interessados em saber as formas de produção e a qualidade dos alimentos que consome, neste caso: o leite.

Revista

GADO HOLANDÊS

7


8

GADO HOLANDÊS

Revista


Impacto Da Genômica no

Melhoramento Genético O ano de 2014 marca cinco anos da implementação das avaliações genômicas nas provas de touros dos Estados Unidos e Canadá e depois destes primeiros anos o mundo de melhoramento genético já mudou, e muito! Diversos cientistas e geneticistas ao redor de todo o mundo diziam que a Genômica iria revolucionar as estratégias de melhoramento genético e aumentar significativamente os ganhos genéticos. Para dar uma olhada mais de perto no impacto da genômica no Melhoramento Genético, uma possibilidade é avaliar as mudanças ocorridas neste período em cada componente que influencia no Ganho Genético na seleção de bovinos leiteiros. O objetivo de qualquer criador quando inicia um programa de melhoramento genético em sua propriedade é obter o máximo de progresso genético e há quatro principais fatores que afetam a taxa de progresso genético alcançado por diferentes estratégias de seleção que é necessários que seja bem compreendida. Os fatores que afetam o Progresso Genético são: 1. A intensidade de seleção, que é medido pela porcentagem da população que é utilizados como pais da próxima geração; 2. A precisão de seleção, que normalmente é medida pela média de Confiança das avaliações genéticas utilizadas para tomar decisões sobre os pais da próxima geração de animais; 3. O grau de variabilidade genética existente na população para cada característica de interesse, que não seria significativamente afetada em apenas cinco anos; e 4. O intervalo de geração, que é medido pelo que a idade média dos pais quando o próxima geração nasce e que quanto menor for o intervalo de geração maiores serão os ganhos genéticos. Ao avaliar cada um desses componentes que afetam o progresso genético dentro da raça holandesa, há quatro formas de seleção a serem consideradas, onde a seleção de touros e vacas à serem acasaladas para formar nossos rebanhos no futuro e a utilização de touros jovens pelas centrais de inseminação são os dois mais influentes. Ao nível do rebanho, a seleção dos touros a serem utilizados tradicionalmente vinha tradicionalmente

sendo responsável por cerca de 90% do progresso genético conseguido até então. A utilização da Genômica, nas fêmeas no entanto, oferece aos produtores mais oportunidades para selecionar os acasalamentos que formarão as futuras novilhas de reposição, especialmente em conjunto com o uso de tecnologias reprodutivas como sêmen sexado e/ou transferência de embriões. Intensidade de Seleção Uma mudança fundamental e importante que tem ocorrido devido à chegada da genômica é a capacidade das Centrais de Inseminação obterem o genótipo dos potenciais candidatos a touro antes de qualquer decisão de compra para coleta de sêmen . Como mostrado na Figura 1 , esta nova etapa de pré-seleção tornou-se disponível para os touros candidatos e nascido em 2008 , momento em que cerca de 5.000 tourinhos foram genotipados como uma ferramenta para identificar um grupo de cerca de 2.000 que foram eventualmente contratados por Centrais de Inseminação da América do Norte e colocados sem sêmen à venda. Hoje em dia, para os touros nascidos em 2013, mais de 29 mil são esperados para serem genotipados e aproximadamente 2.000 são esperados para ser contratados por um Central de Inseminação que disponibilizará seu sêmen no mercado; uma proporção de cerca de 1 para 15.

Fonte: Canadian Daity Network

Revista

GADO HOLANDÊS

9


Acurácia da Seleção Em termos de melhoria na acurácia das decisões de seleção, existem duas áreas onde genômica tem tido um impacto muito significativo. Em primeiro lugar, a confiabilidade média das avaliações genéticas disponível para os touros jovens e novilhas genotipados quase dobrou em comparação ao uso da PA (Média Parental) somente. Para os touros jovens genotipados que são filhos de um pai jovem genotipado, ao invés de um pai com progênie comprovada, o ganho em acurácia sobre a PA (Média Parental) é ligeiramente reduzido para 30%, em vez de 33%, para chegar a uma acurácia média de 66% para LPI (índice canadense) na raça holandesa. Em segundo lugar, para progênie de touros provados, a genômica tem melhorado significativamente a precisão das avaliações para as características com baixa herdabilidade, ou seja, Vida Produtiva, Habilidade de Parto das Filhas, e Fertilidade das Filhas. Intervalo entre Gerações A Genômica não tem apenas permitido a préseleção de potenciais touros jovens para serem contratados por uma Central de Inseminação, como mostrado na Figura 1, mas também o aumento da acurácia das avaliações para touros jovens, bezerras, novilhas e vacas entrou no foco das decisões de seleção de animais cada vez mais jovens para integrarem os diversos programas de Melhoramento Genético de diversas propriedades e empresas de genética. A Figura 2 nos mostra a tendência da idade média

10

GADO HOLANDÊS

Revista

dos pais de touros da raça Holandesa genotipados pelo ano de nascimento. Para touros nascidos antes de 2009, ou seja, antes das avaliações genômicas oficiais dos Estados Unidos e Canadá, a idade média do seus pais era em torno de 6 anos, enquanto a idade média de suas mães era cerca de 4 anos de idade. Para os touros jovens nascidos em 2013, a média idade de seus pais é de 3 anos, ou seja, uma redução de aproximadamente 50% e a idade de suas mães reduziram aproximadamente 25%, também igual a 3 anos. Touros Provados x Touros Jovens Um dos principais resultados da genômica tem sido uma atração esperada, por parte dos produtores, em relação aos sêmen de touros jovens genotipados com a correspondente redução no uso de sêmen de touros provados. Parte desta atração ocorre devido superior de potencial genético que está sendo oferecido aos produtores interessados no uso de touros jovens genotipados. Na verdade, antes da genômica, a média de LPI dos touros jovens que eram contratados pelas Centrais de Inseminação aumentava, em média, 92 pontos por ano, agora os aumentos são em torno de 160 pontos por ano em LPI para os touros nascidos à partir de 2009. Antes da genômica, sêmen de touros jovens obtinham menos de 40% do mercado de sêmen quando comparado com os touros com progênie provada. Depois de um pico inicial no uso de touros jovens com provas genômicas em 2010, atualmente tem havido um aumento contínuo do interesse para esta categoria de touros pelas Centrais de Inseminação, prova disso é que em 2013 esta


categoria de touros superou a marca de 51% do mercado em 2013 (Figura 3). RESUMO Alcançar o progresso genético em qualquer raça de gado leiteiro exige equilíbrio entre intensidade de seleção e precisão com intervalo de geração, sem ter um impacto negativo da variabilidade genética. Durante décadas passadas isso foi feito por programas eficientes que visavam provar touro jovem eficientes para identificar reprodutores de elite, uma vez que foram descendência comprovada aos 5 anos de idade e, subsequentemente, usando-os como reprodutores da próxima geração de novilhas de reposição e touros jovens que seriam contratados pelas Centrais de Inseminação. Com a chegada de avaliações genômicas em 2009, esta estratégia tradicional, bastante eficaz sofreu mudanças significativas. Graças à Genômica, dezenas de milhares de touros jovens estão sendo genotipados a cada ano, onde 1 a cada 15 estão atualmente sendo selecionados para entrarem para uma central de inseminação com base em avaliações genéticas que têm níveis de confiabilidade quase 2 vezes maiores em comparação com a PA (Média Parental) apenas. Esta etapa de pré-seleção usando genômica tem contribuído para obtermos um superior nível genético dos touros jovens oferecidos aos produtores, e tais níveis continuam a aumentar a cada ano a uma taxa mais rápida do que antes. O uso de pais mais jovens, incluindo os touros jovens testados apenas genomicamente, bem como a genotipagem das bezerras, novilhas e vacas, para selecionarmos os acasalamentos que produzirão

nossas próximas gerações é também um fator muito importante para o aumento das taxas de progresso genético alcançado até o momento. Simplificando, a genômica já teve um grande impacto sobre as decisões de seleção genética tomadas pelas centrais de inseminação e estas, por sua vez , se traduziram em uma maior atração para touros jovens genotipados, que agora ocupam mais de 50% do mercado da América do Norte. Minha opinião pessoal, e com base em uma série de dados até o momento, é que a Genômica realmente vem cumprindo o que prometeu a 5 anos atrás, é uma pena que alguns produtores brasileiros estão demorando a assimilar a tecnologia e levando seus rebanhos a um atraso genético quando comparados com aqueles que estão na vanguarda do melhoramento e utilizando a todo o vapor as ferramentas da genômica tanto na aquisição de sêmen testados genomicamente e sem as provas convencionais quanto na seleção de suas fêmeas superiores para integrarem os diversos tipos de programas de melhoramento genético.

Revista

GADO HOLANDÊS

11


Boa Alimentação Bons Ganhos

Vaca holandesa produzindo mais? Alimentação, manejo e economia. Produtores de leite constantemente têm que lidar com elevação dos preços de insumos agrícolas no mercado mundial, que resulta em aumento no custo de alimentação do rebanho leiteiro. Um bom exemplo disso foi o que ocorreu em 2012, com elevação do preço de grãos decorrente da forte seca ocorrida nos EUA no meio do ano. Frente a desafi os como baixa relação entre preços de leite e ração, muitos produtores optam por estratégias para baratear a dieta, como uso de subprodutos, maior relação volumoso x concentrado, ou o uso de ingredientes que já estejam disponíveis na propriedade em vez dos provenientes de fornecedores externos. Algumas dessas mudanças na dieta podem reduzir muito sua densidade energética, fazendo com que os animais mobilizem gordura corporal para sustentar a produção, que normalmente é reduzida. Infelizmente, algumas das estratégias para redução do custo da ração também envolvem retiradas de minerais e vitaminas da mistura (geralmente o componente individual mais caro – em R$/kg do ingrediente – da ração), o que gera defi ciências e problemas a longo prazo relacionados à saúde das vacas e, consequentemente, para o sistema. Entretanto, outra alternativa para lidar com altos custos de alimentos foi proposta pelo agente extensionista de produção de leite da Universidade da Califórnia, Peter H. Robinson, em uma publicação recente e muito interessante (referência ao fi nal deste artigo). Robinson aponta que poucos produtores, quando enfrentam situações desafi adoras como essa, procuram alterar alguns princípios básicos de manejo

12

GADO HOLANDÊS

Revista


para “convencerem” suas vacas a comerem menos. Por mais estranho que isso possa parecer, existe uma boa explicação por trás dessa estratégia. De modo geral, a primeira regra em fazendas de leite com vacas de alta produção é nunca deixar que os cochos fiquem completamente vazios, uma vez que cochos vazios fazem com que as vacas comam muito e muito rápido na próxima alimentação. Isso pode levar a diversos problemas como acidose, deslocamento de abomaso e outros eventos desagradáveis, como competição entre as vacas para acessar o cocho quando a comida é fornecida, o que pode gerar injúrias. A segunda principal regra nesses sistemas de produção é que consumo de matéria seca (CMS) é uma coisa boa e que quanto maior esse número, melhor para o sistema. Dessa forma, a maior parte das fazendas produtoras de leite adotam estratégias tanto nutricionais como de manejo alimentar e dos animais que maximizem o CMS. Mas essa é realmente a melhor coisa a se fazer em todas as situações? É fato que, de modo geral, maior CMS reflete em maior produção de leite e a eficiência com que cada quilo extra de ração é utilizado para produzir leite aumenta, visto que as exigências de mantença do animal se diluem. Entretanto, o que muitas vezes passa despercebido é que quanto maior o CMS, menor será a digestão desse alimento, devido à maior taxa de passagem decorrente do consumo elevado. Em outras palavras, quanto mais o animal come, mais o alimento é “empurrado” para fora do trato digestível (rúmen e intestinos), permanecendo menos tempo à disposição para digestão e absorção dos nutrientes. Historicamente, quando a situação de mercado (relação preço do leite/preço da ração) é favorável, maximizar o CMS sempre é uma boa estratégia, visto que mesmo que a digestão da dieta seja reduzida pelo aumento do consumo, esse pequeno decréscimo (em % da deita) é compensado por um aumento na quantidade de alimento digestível ingerida, o que resulta em aumento na produção de leite. Quando a relação preço do leite/preço

da ração é alta, qualquer pequeno aumento na produção de leite será rentável. Entretanto, em situações como a do meio de 2012, em que a relação preço do leite/preço da ração atingiu valores críticos, esse pequeno aumento na produção, resultante das estratégias que possibilitaram o aumento no CMS, deixa de ser rentável. Nesses momentos, uma melhor alternativa seria a de convencer as vacas a comerem menos. Seguindo o mesmo raciocínio, consumo menor reduz a taxa de passagem e aumenta a digestão do alimento. Com isso, a eficiência alimentar (kg leite/kg de ração) também aumenta, pois cada quilo da ração é melhor utilizado e possibilita a produção de mais leite. Contudo, reduzir o CMS não significa limitar a oferta de alimento, visto que essa prática pode trazer consequências desastrosas relacionadas à produção de leite e saúde das vacas. Então como convencer as vacas a comerem menos sem limitar a quantidade de alimento oferecida? Existem maneiras de reduzir o CMS em até 10% com o objetivo de aumentar eficiência alimentar sem prejudicar as vacas e/ou causar problemas de saúde no rebanho. No entanto, é preciso dar um passo para trás e reconsiderar as estratégias que são utilizadas para maximizar o CMS na propriedade. Algumas das estratégias que podem ser utilizadas para vacas em confinamento estão listadas a seguir: - Aumentar o teor de umidade da ração total, uma vez que dietas mais úmidas (teor de umidade maior que 50%) tendem a reduzir o consumo voluntário; - Aumentar o teor de fibra da dieta, o que também reduz consumo voluntário devido a menor taxa de passagem de alimentos fibrosos (cuidado deve ser tomado ao se utilizar alimentos fibrosos de baixa qualidade que irão reduzir consideravelmente a densidade energética da dieta e prejudicar o desempenho. A recomendação aqui diz respeito a forragens de alto valor nutritivo);

Revista

GADO HOLANDÊS

13


- Evitar ingredientes conhecidos por estimular o consumo, como forragens frescas; - Reduzir o número de vezes que a dieta é revolvida (empurrada) nos cochos, já que isso estimula as vacas a levantarem e iniciarem nova alimentação; - Libere o acesso das vacas a áreas externas ao free-stall, pois mantê-las presas no free-stall aumenta o número de visitas ao cocho; - Aumente levemente a densidade de animais nas baias, já que maior densidade causa redução de consumo em todos os animais (nesse caso, a atenção com animais doentes ou em desvantagem hierárquica deve ser redobrada). Todas essas medidas soam exatamente como o oposto das práticas de manejo adequadas para vacas em confi namento e, na realidade, elas assim o são quando o objetivo do manejo é maximizar consumo de alimento. No entanto, essas mesmas medidas deixam de ser interessantes quando o objetivo do sistema é maximizar efi ciência alimentar. Quando a relação preço do leite/ preço dos alimentos é muito desfavorável e o produtor tem que continuar pagando suas contas, esse tipo de estratégia proporciona uma solução mais sustentável, sem prejudicar os animais no longo prazo.

14

GADO HOLANDÊS

Revista

De qualquer forma, como ocorre com qualquer mudança de manejo, os passos devem ser tomados um a um e com cautela, sempre observando o resultado de cada atitude. O CMS, produção de leite e efi ciência alimentar devem ser monitorados semanalmente após uma mudança de manejo como essa. Além disso, é essencial que a propriedade conte com um profi ssional capacitado para avaliar escore de condição corporal pelo menos uma vez por mês para assegurar que as mudanças no manejo alimentar não estão causando excessiva mobilização de gordura corporal. Deve-se fi car atento pois vacas mobilizando muita condição corporal apresentam os maiores valores de efi ciência alimentar, o que pode parecer uma coisa positiva, mas neste caso são decorrentes de uma situação totalmente não sustentável. As difi culdades enfrentadas pela pecuária leiteira oferecem oportunidades para que todas as práticas de manejo sejam re-avaliadas e, quando possível, ajustadas para permitir rentabilidade na propriedade (ou ao menos minimizar perdas). Alterações no manejo alimentar que “convençam” as vacas a comerem menos com o objetivo de aumentar efi ciência alimentar pode ser uma interessante estratégia para contornar períodos em que a relação preço do leite/preço dos alimentos é muito desfavorável.


Mastite Controle e Qualidade do Leite

Úbere Saudável

A partir da premissa de que aquilo que não é medido não pode ser gerenciado, os índices que dizem respeito à qualidade do leite e ao controle da mastite são importantes aliados na melhoria do produto. A mastite é responsável por perdas de produção transitórias ou mesmo permanentes, gera gastos com medicamentos, aumento da mão de obra, descarte do leite e prejuízos com a baixa qualidade do produto. Contabilizando o prejuízo, é possível levantar a porcentagem do leite produzido que é descartado e o quanto se gasta com tratamentos (R$/L de leite). A mastite pode ser clínica, fácil de ser percebida por meio da detecção de alterações no leite no teste da caneca de fundo escuro. Pode provocar também vermelhidão e inchaço no úbere, além de alterações sistêmicas, como febre e apatia. O registro do número de casos clínicos por mês, do número de novos casos por dia e do número total de vacas com mastite por dia ajudam a visualizar a dimensão do problema e definir ações para melhoria. A mastite subclínica, mais comum, muitas vezes passa despercebida, mas não com menos importância. Silenciosamente, causa queda de produção, penalização do produto pelo laticínio e disseminação pelo rebanho. Para diagnosticar, é importante estar atento aos boletins da indústria, realizar regularmente o teste CMT e coletar amostras para o teste de CCS. O monitoramento da mastite subclínica é realizado pelo acompanhamento da contagem de células somáticas no leite no tanque, da prevalência (no de casos) e da incidência (no de novos casos) da doença e do percentual de vacas com infecção crônica.

A higiene de ordenha é uma das formas de controlar o problema. Ambiente e mãos limpos, teste da caneca, pré e pós-dipping, além da limpeza e manutenção do equipamento de ordenha são importantes para evitar o contágio entre animais e a disseminação de microorganismos no local. Um indicador da higiene de obtenção do leite é a UFC (unidades formadoras de colônia) do tanque. Mastite Aguda

O tratamento de casos clínicos e a administração de antibióticos intramamários também são formas de combater e prevenir a doença. Para analisar a eficiência destes procedimentos, é preciso coletar dados sobre a cura dos acometidos, a ocorrência de recidivas e os casos de mastite no pós-parto.

Revista

GADO HOLANDÊS

15


Durante a VII Expojovem - Exposição Nacional de Gado Jovem Holandes, que aconteceu no município de Itanhandu, sul de minas gerais, aconteceu o relançamento da revista Gado Holandês. A revista teve seu estande instalado junto a pista de julgamento, e recebeu a visita dos criadores e visitantes presentes, estes agraciados com um belo churrasco de chão. Confi ra as fotos. Fotos: 1: Altamir, Armando Menge, Cleocy 2: Natalia, Gilberto Esteves, Marcos Alves 3: Ana Scarpa e Dora Norremose 4:Agnaldo, Jose Carlos, Eduardo Vaz 5: Daniel, Eduardo Vaz 6: Agnaldo, Eduardo Moraes 7:Samuel Hilario, George Alves e Francisco Otaviano 8: Altamir, Marcos Alves 9: Altamir, George Alves 10:Thiago Pinto, Adriano kiers 11:Jarbas

16

12: JF Laminas 13: Agostinho Moreira de Mesquita 14: Eduardo Ferreira Pereira 15:Alessandro Deckers, Fabiano Valenga, Gilberto Meirelles, Josué (fi o) 16: Silvano, Cleocy, Felipe 17: Marisa, Bruna, Bianca, Alessandro Deckers 18: Bianca Deckers, Ana Beatriz 19: Roberto. Francisco Alcaldi 20: Marcos Alves, Amauri, Altamir

GADO HOLANDÊS

Revista


1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

Revista

GADO HOLANDÊS

17


Cleocy Fam de Mendonça Júnior Superintendente Técnico ACGHMG

Em tempos de difi culdades econômicas, na maioria das vezes os produtores de leite controlam os gastos e se perguntam como irão cumprir com suas obrigações todos os meses. Tratam de encontrar formas de eliminar custos extras aqui e ali, para reduzir gastos. Muitos se preocupam somente em continuar alimentando suas vacas e comprando somente produtos necessários a manter a saúde básica do seu rebanho. E tratam de seguir produzindo leite como faziam no passado. Eu penso que equivocadamente estes produtores se preocupam com os custos ao invés de tentar um melhor manejo e consequente melhor efi ciência de sua fazenda. Claro que, a disponibilidade monetária ao fi m do mês determinará o que, pode ou não, ser feito na fazenda. Porém às vezes estes produtores se concentram tanto nos diferentes custos, que se esquecem de dar uma maior ênfase no manejo do rebanho. A história nos diz que quando os tempos são difíceis, a solução é melhorar o manejo e a efi ciência para obtermos sucesso. Se a administração da fazenda é boa, não se deve comprar produtos mais baratos. Deve-se sim comprar os mesmos produtos de boa qualidade, e utilizar estes produtos de forma mais efi ciente através de um ótimo manejo.

18

GADO HOLANDÊS

Revista

Como se relaciona esta situação com os programas de melhoramento genético das propriedades? Com que frequência assistimos decrescer o nível genético do sêmen quando os produtores enfrentam difi culdades econômicas? A primeira reação do produtor é a de reduzir o preço por unidade de sêmen, ou passar a utilizar “o Touro”, que produz menores resultados genéticos e ainda é um perigo tê-lo na fazenda. Reduzir o custo por unidade de sêmen pode ajuda-lo momentaneamente, mas não a resolver defi nitivamente, sua difi culdade econômica, já que os gastos com inseminação artifi cial em uma fazenda é de aproximadamente 1% do custo total da atividade leiteira, porem com certeza pode diminuir a produção e o valor genético de seu rebanho em um futuro bem próximo. Os produtores devem recordar que as bezerras que nascem este ano serão as vacas ordenhadas dentro de dois ou três anos. Se bobearem na escolha do sêmen hoje, daqui a três anos estarão ordenhando animais aquém do que gostariam e/ou podiam estar ordenhando se tivessem escolhidos touros melhores. As informações contidas nas provas dos touros nos conta o que devemos esperar das fi lhas de cada touro provado em um programa de inseminação artifi cial.


Às vezes ouvimos produtores dizerem que se usa o sêmen “somente para que as vacas fiquem prenhes”, para que voltem a lactação e a produção total de leite. A eficiência reprodutiva é sem nenhuma duvida muito importante. Porem considerem a cria que esta vaca tem. As crias são o futuro de seu rebanho. E o uso de sêmen “só para emprenhar as vacas”, é uma solução genética apropriada? As informações das provas nos dizem que touros transmitem um maior valor genético. Porem, às vezes parece que sacrificam o valor genético por valor monetário. Os produtores de leite precisam penar no fato que as vacas de maior valor genético são melhores produtoras, mais eficientes, duram mais no rebanho e são mais valorizadas comercialmente. Em suma, produzem mais ganhos monetários. Eles tem considerado o fato que as vacas de menor valor genético frequentemente produzem menos leite, com bons ou maus preços para o leite? Quando se formula um programa de melhoramento genético, não se deve ter em mente a palavra diminuir. Se diminuir o valor genético, diminuirá provavelmente a eficiência de seu rebanho e também os ganhos futuros. No final, o sêmen é um investimento no futuro de seu rebanho. Se utilizarem sêmen de mais alto valor genético, no futuro esses animais responderão rapidamente a nutrição, tratamentos sanitários e outras práticas de manejo. Estes animais serão mais

eficientes e produzirão mais lucro. Quando a situação econômica é apertada, devemos comprar a melhor genética disponível. Devemse melhorar as técnicas de manejo e administração, para usar essas compras genéticas de maneira mais eficiente possível. Para deixar uma última mensagem gostaria que pensassem uma coisa: Quanto a mais vale a filha de um sêmen top quando comparado a um sêmen mais barato? Será que esta diferença não é superior a diferença de preços entre os dois sêmens? O sêmen não é um gasto. É um investimento muito importante para o futuro de sua empresa, afinal é ele que construirá suas “máquinas de leite”. Utilize sempre sêmen de touros melhor qualidade para poder obter resultados melhores.

Revista

GADO HOLANDÊS

19


Dados comprovam superioridade do programa Repromax Um estudo realizado recentemente no estado do Paraná, comprovou a superioridade genética dos touros do programa Repromax, oferecido exclusivamente pela Semex. Utilizando a genética de reprodutores do programa Repromax™, a taxa de concepção atingiu um aproveitamento de 28,3%, enquanto que com a utilização de touros de outras empresas do mesmo segmento o número não ultrapassa 15,9%. Esses dados confirmam a eficiência do programa oferecido exclusivamente pela empresa. Durante o estudo, foram analisados vários rebanhos das cidades de Castro e Carambeí, municípios localizados a aproximadamente 155 km da capital, Curitiba. Atualmente, a região ganha destaque por reunir algumas das maiores fazendas produtoras de leite

20

GADO HOLANDÊS

Revista

do país. A maioria delas, são integrantes do programa Semex Progressive, atendidos pela equipe Semex. Dados divulgados pela conceituada revista Holstein International, traz a informação de que 26% dos descartes de fêmeas em fazendas, ocorrem pela diminuição da força reprodutiva. Nesse sentido, a utilização de touros Repromax, proporciona mais eficiência reprodutiva às fêmeas produzidas no rebanho. Esse investimento pode ser considerado um divisor de águas para grandes propriedades. Para se ter uma ideia da economia, o valor poupado pode chegar R$ 20.000,00 para um rebanho de 100 vacas. Um folder com as informações do estudo já está disponível para todo o Brasil e também pode ser acessado no site da empesa.


Revista

GADO HOLANDÊS

21


22

GADO HOLANDÊS

Revista


Casco

Prevenir é o melhor tratamento Alimentação, Ventilação e todos os cuidados com os animais Apesar do casqueamento e do uso de blocos de madeira serem bastante eficientes no tratamento dos problemas relacionados com casco, a prevenção continua sendo a melhor opção. A dieta dos animais é um dos principais fatores relacionados aos problemas de casco: excesso de grãos de milho e/ou polpa de laranja associada ao tamanho de partículas de forragem menores que 2cm pode levar a um cresci-

mento excessivo do casco e laminite. Deve-se procurar fornecer pelo menos 21% de Ácido Detergente Fibra (ADF) na matéria da dieta seca proveniente de volumosos e também aumentar o nível de zinco (80 ppm) preferencialmente na forma de quelatos. Outro fator predisponente é o tipo de piso. Umidade excessiva associada a concreto aumenta o problema. Os animais deveriam ficar

Revista

GADO HOLANDÊS

23


pelo menos duas horas por dia em piso de terra seca e o concreto deveria ser ranhurado. Além disso, o uso de pedilúvio com uma solução de 10% de sulfato de cobre, alternando com outra de 10% de formalim faz com que os cascos endureçam. No caso de umidade excessiva o pedilúvio deveria ser alternado com cal.

instalação de ventiladores e aspersores. Apesar de representarem despesas elevada, o custo/ benefício é favorável. Para uma instalação de 400 vacas em lactação, o investimento é da ordem de US$ 50 mil, os quais, no entanto podem ser amortizados em um ano.

Como evitar os efeitos de temperatura Iluminação para vacas e umidade sobre a produção e a Pesquisadores da Michigan State Univerreprodução? sity dos Estados Unidos estudaram os efeitos A queda de produção observada nas fazendas controladas pela Diagnose durante o verão é da ordem de 2 a 3 quilos por animal/dia. Quanto a reprodução, o problema é ainda maior, havendo casos de taxa de concepção da ordem de 20%em que as temperaturas são superiores a 33ºC. Para diminuir o impacto do calor e da umidade , pode-se rebalancear a dieta aumentando a quantidade de proteína “by-pass” (3840% de PB), de energia na forma de carboidratos não estruturais (milho, polpa de laranja) e/ou gordura (caroço de algodão 2/3 quilos, soja em grão 1-1,5 quilo, megalac 0,35-0,45 quilo e aumentar a quantidade de potássio (1,3% a 1,5%) e sódio (0,30% a 0,50%). Outra alternativa é a

24

GADO HOLANDÊS

Revista

da iluminação sobre os desempenhos de vacas em lactação e verificaram que animais expostos a 14 ou 16 horas contínuas de luz por dia produziram cerca de 8% a mais de leite. De acordo com os pesquisadores, é preciso uma quantidade mínima de luz (valores variando entre 100 e 300 lux medidos a uma altura de 0,30 cm do chão, o que corresponde a 1 e 3 watt/m² respectivamente). Em alguns casos, devido as características das instalações, a quantidade de luz que as vacas recebem durante o dia é igual a aproximadamente 50 lux, abaixo, portanto, do mínimo necessário. Nestes casos, as lâmpadas devem ficas acesas também durante o dia.


Em Abril aconteceu a ExpoJovem 2014 no parque de Exposições de Itanhandú/ MG o evento contou com a participação de grandes criadores dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás.

ITANHANDÚ/MG Com a participação de criadores dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás a VII Expojovem de Itanhandú foi realizada no período de 06 a 12 de abril colocou mais de 160 animais em exposição, todo o sucesso do evento foi fruto do trabalho e da união de diversas pessoas e associações, entre elas Associação Mineira de Gado Holandês e o Sindicato dos Produtores Rurais de Itanhandu MG. Na ocasião foram premiadas os animais da raça Holandesa, que foram julgados por Gilberto Ribeiro Meirelles, mais conhecido como Giba, que fez um excelente julgamento em uma disputa acirradíssima com animais bem preparados e de alta qualidade.

Revista

GADO HOLANDÊS

25


Campeã Fêmea Jovem

CONSTENTATION BRILHANTE DEBONAIR-TE Proprietário: Alessandro H. Dekkers e/ou Marisa Caus Dekkers

Reserva Fêmea Jovem

ADRIMAR BARONESA SECURE 608 TE Proprietário: Adriaan Frederik Kok

26

Terceira Melhor Fêmea Jovem

BUR JR. APALOOSA TE Proprietário: Hendrik de Boer e/ouRevista Reinaldo de Boer

GADO HOLANDÊS

Campeã Fêmea Jovem

A.R.K. GOLD CHIP ANA 1623 FIV Proprietário: Adriano Renato Kiers

Reserva Fêmea Jovem

MORRO AGUDO JEWEL GOLDWYN CAMOMILA-TE Proprietário: Fazenda Morro Agudo

Terceira Melhor Fêmea Jovem

BOCAINA ATWOOD DEMOCRATA NATUREZA FIV Proprietário: Manuel Jacinto Gonçalves


Em 2014, aconteceu a ExpoFrísia – Exposição Agropecuária de Carambeí realizada no período de 26 a 31 de maio de 2014 no Pavilhão de Exposições Frísica, em Carambeí – PR O evento, é realizado anualmente tendo como objetivo principal divulgar as potencialidades regionais, buscando possibilidades de crescimento e desenvolvimento sustentável das atividades pecuária e agrícola, promovendo e valorizando a região. O evento contou com a participação de empresas parceiras, entidades, comércio, produtores rurais e com 27 expositores e 160 animais em pista de alto padrão genético e qualidade. O julgamento da raça Holandesa foi realizado no dia 30/05 (sexta-feira), sendo conduzido pelo juiz jurado ofi cial da Holstein Canadá, Jeff West (Ontário, Canadá), que há treze anos vem atuando em vários países da América do Sul, Europa e Estados Unidos.

CAMPEÃ VACA JOVEM :“KLASS JANIE 1443 SID TE” RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA JOVEM :“KLASS REINO 1395 WINDBROOK TE

Revista

GADO HOLANDÊS

27


GRANDE CAMPEÃ EXPOFRISIA 2014 RCH JOYA 972 DURHAM LIGHTNING TE

Criador: Raphael Cornelis Hoogerheide – Carambeí/PR

28

GADO HOLANDÊS

Revista

RESERVADA GRANDE CAMPEÃ EXPOFRISIA 2014 FINI WILDMAN MAAIKE 1088 FIV

Criador: Hans Jan Groenwold - Castro/PR


EXPOSIÇÕES EM FOCO

RESULTADO

Revista

GADO HOLANDÊS

29


RESULTADO

30

GADO HOLANDÊS

Revista


RESULTADO

Revista

GADO HOLANDÊS

31


RESULTADO

32

GADO HOLANDÊS

Revista


RESULTADO No período de 13 a 20/07/2014, durante a MegaLeite em Uberaba ocorreu a 4ª Exposição Interestadual da Raça Holandesa onde foram premiados varios animais.

Campeã Fêmea Jovem

ARM LAUREN GOLD CHIP 219 FIV Proprietário: CASTROLANDA-COOPERATIVA AGROIND

Reservada Fêmea Jovem

KLAAS AKKE 1442 TE Proprietário: CASTROLANDA-COOPERATIVA AGROIND

Revista

GADO HOLANDÊS

33


Grande Campeã

RCH STELLA 1021 BLITZ TOYSTORY Proprietário: CASTROLANDA-COOPERATIVA AGROIND

Reservada Grande Campeã

MEARA GOLDWYN CARLY-TE Proprietário: MAURO ANTONIO COSTA DE ARAUJO

Terceira Melhor Fêmea

A.R.K. GOLDWYN ANA 1338 TE Proprietário: CASTROLANDA-COOPERATIVA AGROIND

34

GADO HOLANDÊS

Revista


Revista

GADO HOLANDÊS

35


36

GADO HOLANDÊS

Revista


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Regista Gado Holandês by Milkshow milkshow - Issuu