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MILÉNIO STADIUM 1818- 09 DE OUTUBRO

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Ano XXXV edição nº 1818 | 9 de outubro de 2026

o cheiro de terra molhada

a vida em si

a gargalhada de uma criança

um teto sobre a cabeça

receber uma mensagem carinhosa sem motivo o dia de hoje

o poder da união em causas nobres

o tempo que ainda temos para viver

ao

olhar

para

a paz de espírito

encontrar dinheiro esquecido no bolso

cobertas macias

o privilégio de estar aqui e agora

A liberdade de sonhar alto

o

outro

Grandes obras de arte que emocionam

A maturidade que o tempo traz

A capacidade de se perdoar a si mesmo

Países e povos em busca de paz

A generosidade de doadores anónimos

O barulho da chuva no telhado

A fé ou espiritualidade que conforta

o silêncio reflexivo após uma grande aprendizagem O tato e o abraço apertado

O sabor do seu doce favorito O cheiro de pão fresco

A empatia ao olhar para o outro

Acordar e perceber que ainda pode dormir mais

O calor do lar

O bater do coração

o privilégio de estar aqui e agora

A autocompaixão

Um casaco quentinho no inverno

A preservação da memória cultural

um semáforo verde quando estamos com pressa DG

pessoas que dedicam a vida a ajudar os outros

As estrelas no céu

A criatividade para resolver problemas

Dançar sozinho na sala

O afeto de um animal de estimação

museus e galerias

As portas que se fecham para outras melhores se abrirem

Um passeio no parque ao fim da tarde

Evoluir e mudar de ideia

o conforto de um lugar familiar

a família que nos apoia

Atos de heroísmo do dia a dia

O cinema que nos faz viajar sem sair do lugar

Um chá quentinho antes de dormir empatia

o acesso à educação

a sensação de pertencer a uma comunidade

Jovens ativistas lutando por um planeta melhor

a segurança de ter para onde voltar

descobertas científicas que trazem esperança

o tempo que ainda temos para viver

a chuva que renova a terra

Instrumentos musicais e suas melodias

A autocompaixão

saber ser grato

a capacidade de amar sem medidas

a audição para ouvir música e vozes queridas

um sorriso de um desconhecido na rua

um semáforo verde quando estamos com pressa

o silêncio reflexivo após uma grande aprendizagem

A

os avanços da medicina moderna

a chance de deixar um impacto positivo no mundo

o cheiro de bolo assando no forno

a neve a cair em silêncio

apresentador

Augusto Bandeira convidados

Fabiane Azevedo Jorge Ribeiro Rómulo M. Ávila

Temas em discussão

feliz dia de ação de graças Discussão de temas da atualidade O que temos a agradecer, nos dias de hoje? Será que com um olhar mais positivo e grato conseguimos viver melhor?

sexta-feira às 18h

a saúde que nos sustenta

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9 a 15 de outubro de 2026

mais do que nunca, ser grato é partilhar com os outros, mesmo que eles nunca sejam gratos. Ser generoso é respeitar os teus inimigos sabendo que te vão apunhalar pelas costas, e ser atencioso é compreender os outros, mesmo quando eles nunca demonstram importar-se contigo. Ser acolhedor é dar orientação com o melhor das tuas capacidades, mesmo que muitas vezes essa orientação pareça indesejada. Enquanto me debruço sobre o meu mundo, estou grato pela água potável, pelos grandes mentores e professores, pela comida na mesa e por quem a prepara para mim, e por um teto sobre a minha cabeça. Estou grato por imperadores narcisistas não terem detonado uma bomba nuclear e por a IA não ter verdadeiramente destruído os cérebros da nossa sociedade fraca. Tenho a esperança de que degenerados políticos não continuem a semear mensagens políticas perversas numa terra que já arde com a maldade que vem de dentro. Estou ansioso por abraçar aqueles que não se banham na lama apática que está a causar a morte de inocentes que, todos os dias, lutam por vidas baseadas na crença na verdade de Deus. Como podem ver, há muito pelo que estar grato, mas às vezes é fácil esquecer que, por trás de cada número, há uma pessoa. Uma pessoa real, com pensamentos, sentimentos, histórias e talvez um pouco de caos na sua vida. Num mundo onde todos tentamos ser vistos, ouvidos e sentidos, um gesto a dizer "eu vejo-te" é a expressão máxima de respeito e gratidão. Sempre tive uma alma inquieta ao expressar e receber agradecimentos porque, na minha mente, o ato de dar é sempre mais importante do que o de receber; não escrevo isto para expor o meu eu expressivo, mas para desembaraçar as minhas emoções sobre alguma bondade no nosso universo. Nascemos e fomos educados com base num conjunto de princípios que incluem não ter, não obter, não ser e não esperar. Isto cria uma vida confusa para ser partilhada com aqueles que têm tudo e que nunca precisam de estar gratos. Por isso, esforças-te por ser um escritor discreto e uma alma bondosa, com uma mente curiosa sobre a desigualdade do mundo. Paremos por um momento sobre o vosso mundo e, tal como eu, poderão sentir-se menos sós nas vossas expectativas, o que pode criar um caminho, atenção e dúvida. A maioria de nós abraça a liberdade da vida e a expectativa da liberdade de expressão. Hoje não há nem uma coisa nem outra, mas ainda assim podem ser generosos e apaixonados no ato de retribuir, sendo um exemplo de ensino esclarecido o ato de agradecer, é bastante fácil para aqueles que não conseguem ver a escrever em prosa sobre a generosi- mensagem. A todos os meus inimigos, e vocês sadade de Deus, da família e dos amigos, mas no mundo de hoje é necessária bem quem são, obrigado. Por favor, sejam muito mais análise para completar o ciclo pelo menos honestos quanto ao vosso dida vida visto a partir do fim de um túnel. reito de não gostar de mim e digam obriA gratidão e o reconhecimento de Deus, da gado àqueles que são como vocês. família e dos amigos como plataforma de valorização das nossas vidas abre o canal pelo qual podemos aceder à terra luminosa em que deveríamos viver. Penso constanPág. 11 Versão em inglês temente sobre ser grato e a quem, e hoje, Fotos: Manuel DaCosta

EDITORIAL

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Uma verdade sem agradecimento mente, tenho sido negligente em agradecer a um milhão de coisas na minha vida, porque assumi que os outros sabeManuel DaCosta riam automaticamente que estou grato Editorial pelo que fazem por mim. Mas, sem vocês, eu não estaria envolvido nesta paQuando foi sugerida a ideia de escrever rada ruidosa a que chamamos vida, com sobre a Ação de Graças (Thanksgiving), todas as suas cores, sons e multidões o meu primeiro pensamento foi que seria repletas de momentos num piscar de demasiado simplista e que não haveria olhos. Hoje vou lembrar-me de vos manmuito sobre o que escrever. Mas, pen- ter sob o meu olhar e analisar que tipo sando bem, percebi que, introspetiva- de música estão a tocar para mim.

N

Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXV - Edição nº 1818 9 a 15 de outubro de 2026 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black e Vítor M. Silva.

Previsão Meteorológica toronto

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Jornal de Notícias Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI

18º

20º

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11º 11º


As más notícias fazem mais barulho, mas o mundo também avança com o que acontece de positivo. É verdade que todos os dias somos confrontados com guerras, crises e incertezas que nos fazem duvidar do caminho que a humanidade está a seguir. É natural. O medo prende a atenção, e as manchetes sabem disso. Mas, muitas vezes longe dos holofotes, há conquistas silenciosas que mudam milhões de vidas.

Olhar para estes avanços não significa ignorar o que ainda está por fazer. Significa recusar a ideia de que nada muda e saber que há razões para sermos gratos. E a ciência garante que este olhar também nos faz bem: quem cultiva a gratidão tende a dormir melhor, a sentir menos ansiedade e até a viver mais tempo. Não se trata de ver o mundo cor-de-rosa, mas de treinar o olhar para reconhecer o que está bem, mesmo quando tanto parece estar mal.

Há doenças que estão prestes a desaparecer da face da Terra. Há mais crianças a nascer e conseguirem sobreviver para crescer, vivemos mais anos e há menos pessoas a viver na pobreza extrema. O próprio planeta dá sinais de recuperação. Nada disto aconteceu por acaso. É o resultado do trabalho persistente de cientistas, médicos, voluntários, governos e comunidades que nunca desistiram.

Com o aproximar do Dia de Ação de Graças, resolvemos deixar-vos alguns números que provam que, sim... apesar de tudo, ainda há tanto a agradecer.

mb / dg

Para quem um dia deixou Portugal em busca de uma vida melhor, a gratidão não é um conceito estranho. Antes pelo contrário, sentimos gratidão pelos sacrifícios dos que vieram antes de nós, pelas oportunidades que este país nos abriu e por uma comunidade que continua a saber dar as mãos, sempre que é necessário.

A esperança em números Uma doença quase a desaparecer Em 2025 registaram-se apenas 10 casos humanos da doença do verme-da-Guiné em todo o mundo. Em 1986 eram cerca de 3,5 milhões por ano. Poderá ser a segunda doença humana erradicada, depois da varíola.

Vidas salvas por uma vacina 59 milhões é o número estimado de vidas salvas pela vacina do sarampo entre 2000 e 2024. No mesmo período, as mortes pela doença caíram 88%. Fonte: Organização Mundial da Saúde

Fonte: The Carter Center

Mais crianças a crescer

Mais vida para viver (+27 anos)

A mortalidade de crianças com menos de cinco anos caiu 60% desde 1990. Nessa altura, uma em cada 11 crianças não chegava aos cinco anos. Hoje é uma em cada 27. Fonte: UNICEF / ONU (UN IGME)

O céu a sarar-se

Em 1950, a esperança de vida média no mundo era de 46 anos. Hoje ronda os 73.

A camada de ozono está a recuperar. Deverá voltar aos níveis de 1980 por volta de 2040 na maior parte do mundo e em 2066 sobre a Antártida.

Fonte: Nações Unidas, World Population Prospects

Fonte: Organização Meteorológica Mundial

1,5 mil milhões fora da pobreza extrema

Um planeta com mais 85,6% de energia limpa

Em 1990 havia cerca de 2,3 mil milhões de pessoas a viver em pobreza extrema. Em 2024 eram 817 milhões, apesar de a população mundial ter crescido.

Esta foi a parte da nova capacidade elétrica instalada no mundo em 2025 que veio de fontes renováveis. Os 692 gigawatts acrescentados nesse ano são um recorde.

Fonte: Banco Mundial / Our World in Data

Fonte: Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA)

E porque faz bem agradecer? Gratidão que prolonga a vida

Mais energia para o corpo

Menos ansiedade e menos tristeza

Um estudo de Harvard acompanhou quase 50 mil mulheres com uma média de 79 anos. As que se sentiam mais gratas tinham menos 9% de risco de morrer nos quatro anos seguintes do que as menos gratas. A ligação mais forte foi com as doenças cardiovasculares.

Num estudo clássico, um grupo de pessoas escreveu todas as semanas aquilo por que estava grato. Ao fim de nove semanas, faziam quase mais hora e meia de exercício por semana do que o grupo que anotava os seus aborrecimentos. Também se sentiam mais otimistas e mais satisfeitas com a vida.

Uma revisão de 64 ensaios clínicos concluiu que práticas simples de gratidão, como um diário ou uma carta de agradecimento, melhoram a saúde mental. Os participantes tinham menos 7,8% de sintomas de ansiedade e menos 6,9% de sintomas de depressão do que quem não fazia estas práticas.

Fonte: Universidade de Harvard, JAMA Psychiatry (2024)

Fonte: Emmons & McCullough, Journal of Personality and Social Psychology (2003)

Fonte: Diniz et al., revista Einstein (2023)


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Ser grato é conseguir olhar para a vida de uma perspetiva mais positiva” Angela Masuzzo

Angela Masuzzo conhece de perto o valor dos recomeços. Por isso, olha com especial carinho para a experiência das comunidades imigrantes, como a portuguesa no Canadá, que aprenderam a dar valor a cada conquista porque sabem bem o preço que pagaram por ela. Esta é uma conversa que nos lembra que, mesmo nos dias mais difíceis, ainda há tanto a agradecer.

Acordamos com notícias de guerras, adormecemos com relatos de crises, e pelo meio deslizamos o dedo por um ecrã que raramente nos traz motivos para sorrir. Neste cenário, falar de gratidão pode parecer um luxo, ou até uma ingenuidade. Mas será mesmo?

P

ara a psicoterapeuta Angela Masuzzo, a resposta é clara: procurar motivos de esperança não é ingénuo, é necessário. "Sem esperança, muitas vezes não conseguimos seguir adiante", afirma. Nesta conversa a propósito do Dia de Ação de Graças, a psicoterapeuta ajuda-nos a perceber o que acontece dentro de nós quando escolhemos agradecer e porque é que essa escolha está longe de ser apenas um sentimento agradável. A especialista explica que o nosso cérebro tem uma tendência natural para dar mais peso ao que corre mal do que ao que corre bem. É o chamado viés da negatividade, que as redes sociais e o consumo constante de notícias tornam ainda mais intenso. Para contrariar esse efeito, propõe algo a que chama "preservação pessoal": conhecer os próprios limites e saber quando desligar, sem deixar de se importar com o mundo. Ao longo da entrevista, Angela Masuzzo distingue também o otimismo saudável da chamada "positividade tóxica", aquela que nos obriga a dizer que está tudo bem quando, por dentro, estamos cansados, ansiosos ou tristes. Para a psicoterapeuta, ser otimista exige coragem: a coragem de sermos honestos sobre o que sentimos e, ainda assim, acreditarmos que há caminhos possíveis. O seu conselho mais simples é também o mais difícil de seguir nos dias que correm: parar. Parar para ver, ouvir e reparar nas pequenas coisas, como uma conversa, um gesto de carinho ou uma refeição partilhada, que tantas vezes damos como garantidas. Filha de imigrantes que partiram para o Brasil depois da Segunda Guerra Mundial,

O problema começa quando estamos tão focados no que ainda não temos que deixamos de ver aquilo que já está presente.”

Milénio Stadium: Do ponto de vista da psicologia, o que acontece em nós quando praticamos a gratidão? É apenas um sentimento agradável, ou tem efeitos reais no nosso bem-estar e na nossa saúde mental?

MS: Guerras, crises económicas, polarização, notícias más a toda a hora... Com tanta coisa negativa à nossa volta, é ingénuo procurar motivos de esperança? O que pode ajudar-nos a encontrar motivos para mantermos acesa a luz da esperança na humanidade? AM: De forma alguma é ingénuo procurar motivos de esperança. Sem esperança, muitas vezes não conseguimos seguir em frente.

Está a acontecer muita coisa no mundo hoje. Para as pessoas mais sensíveis a todas estas notícias e acontecimentos, praticar a "preservação pessoal" (self-preserAngela Masuzzo: A gratidão é algo que vation) pode ser muito importante. todos nós deveríamos cultivar no nosso E o que é que isso significa? Não significa dia a dia. Praticar a gratidão é, muitas vetornarmo-nos pessoas indiferentes, que zes, simplesmente tirar o foco daquilo que não se importam com o mundo ou com pensamos que nos falta e aprender a valoaquilo que está a acontecer. Significa ter rizar e agradecer o que temos no presente a capacidade de avaliar os nossos próprios e também o que já vivemos no passado. limites e reconhecer o quanto conseguiSer grato é conseguir olhar para a vida mos absorver emocionalmente sem que de uma perspetiva mais positiva, reco- essas informações nos comecem a afetar nhecendo as coisas boas, mesmo quando de forma negativa. estamos a passar por momentos difíceis. Limitar um pouco a exposição constante Manter esse foco pode contribuir para às notícias pode ajudar a aliviar essa souma saúde mental mais equilibrada e ajubrecarga emocional, seja na televisão, nas dar-nos a viver de forma mais otimista, redes sociais, na inteligência artificial ou humilde e consciente. em qualquer outro meio de comunicação. A gratidão também nos ajuda a aceitar Não precisamos de estar ligados o tempo que nem sempre teremos tudo aquilo que todo a tudo o que está a acontecer para desejamos, no momento em que o deseja- continuarmos conscientes e envolvidos mos. Às vezes, aquilo que não aconteceu, com o mundo. aquilo que ainda não temos ou até algo que Às vezes, preservar a nossa saúde emocioperdemos pode fazer parte de um procesnal significa saber quando parar. Significa so maior que ainda não conseguimos comafastarmo-nos durante algumas horas ou preender. alguns dias e dirigir a atenção para aquiCultivar a gratidão não significa ignorar lo que também existe de positivo à nossa as dificuldades, as dores ou os desafios da volta. vida. Significa aprender a reconhecer que, Cuidarmos de nós próprios desta forma mesmo no meio deles, ainda existem monão é egoísmo nem falta de consciência. tivos para agradecer. É uma prática simÉ uma maneira de protegermos a nossa ples, mas que pode transformar a maneira capacidade de continuar a sentir empatia, como nos vemos a nós próprios, às pessoas de manter a esperança acesa e de acreditar à nossa volta e à nossa própria vida.


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O otimismo saudável não é fingir que não se passa nada. É olhar para a realidade tal como ela é, reconhecer o que é difícil e, ainda assim, escolher acreditar que existem possibilidades, recursos, pessoas e caminhos que nos podem ajudar a seguir em frente. Talvez, com um pouco mais de honestidade e menos necessidade de fingir, consigamos viver de uma forma mais leve e mais verdadeira.

que, apesar de tantas dificuldades, ainda há muitas coisas boas a acontecer no mundo. MS: Parece que temos uma tendência natural para reparar mais no que corre mal do que no que corre bem. Porque é que isso acontece? E de que forma as redes sociais e o consumo constante de notícias alimentam essa visão pessimista do mundo? AM: Sim, essa tendência é verdadeira, e a razão por que acontece é uma boa pergunta. Deve-se ao chamado viés da negatividade. O que é que isso significa? Simplesmente que o nosso cérebro tem uma tendência natural para dar mais importância às coisas negativas do que às positivas. A nossa atenção acaba por estar mais voltada para um possível perigo, uma ameaça, uma perda ou um conflito. As redes sociais e o consumo constante de notícias contribuem para que este efeito se torne ainda mais intenso. Estamos rodeados de notícias nem sempre positivas sobre o mundo, o nosso país e as pessoas, e isso pode reforçar uma visão mais pessimista do mundo e até da humanidade. Muitas vezes, são os próprios seres humanos que estão envolvidos em conflitos, guerras, violência, crises e outros problemas que acabam por se tornar precisamente as notícias que ouvimos, lemos e consumimos diariamente. Quando somos expostos repetidamente a este tipo de conteúdo, podemos começar a ter a impressão de que está tudo pior do que realmente está. Por isso, é importante lembrar que aquilo que recebe mais atenção nas notícias nem sempre representa a realidade como um todo. Também há muitas coisas boas a acontecer, pessoas a ajudar outras pessoas e mudanças positivas, mas isso nem sempre recebe o mesmo destaque. MS: Será que com um olhar mais positivo conseguimos, de facto, viver melhor? Qual é a diferença entre um otimismo saudável e uma "positividade tóxica", que nos obriga a fingir que está tudo bem? AM: Sim, mas essa é uma decisão consciente e intencional que temos de tomar para nos protegermos, incluindo para proteger a nossa saúde física e mental. Praticar um otimismo saudável exige coragem: a coragem de sermos verdadeiros e honestos connosco próprios e com aquilo que estamos a viver. Quando entramos no ciclo do "faz de conta" que está tudo bem, muitas vezes não chegamos a experimentar esse otimismo de forma leve e genuína. Pelo contrário, podemos ficar constantemente em estado de alerta, naquela conhecida resposta de "luta ou fuga" (fight or flight response). Andamos sempre a tentar correr, evitar ou proteger-nos daquilo que sentimos que nos pode atingir. Estar presente e praticar a honestidade de forma cuidadosa não é fácil no mundo de hoje. Muitas pessoas não estão realmente interessadas na resposta verdadeira. A pergunta "Está tudo bem? E consigo?" muitas vezes já vem acompanhada de uma resposta quase automática: "Está tudo bem, obrigada." E fica-se por aí. Mas quantas pessoas estão a gritar por dentro, escondidas atrás desse "está tudo bem"? Quantas estão apenas a funcionar, a sorrir, a cumprir as suas obrigações, enquanto por dentro estão cansadas, ansiosas, tristes ou sobrecarregadas? Talvez seja precisamente aí que entra a coragem: a coragem de sermos um pouco mais honestos. Isso não significa expor tudo a todos, nem viver a falar apenas de dificuldades. Significa reconhecer o que estamos realmente a sentir, respeitar os nossos próprios limites e deixar que exista espaço tanto para a dor como para a esperança.

Aquilo que recebe mais atenção nas notícias nem sempre representa a realidade como um todo. Também há muitas coisas boas a acontecer.”

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de sacrifícios e recomeços. Acha que essa experiência ensina a valorizar mais as pequenas coisas e a manter a esperança?

AM: Com certeza que sim. Eu sou filha de imigrantes que foram para o Brasil depois da Segunda Guerra Mundial, e eu presenciei em primeira mão como eles valorizavam tudo aquilo que conquistavam. Eu vi de perto os sacrifícios que foram feitos, o esforço para recomeçar a vida em um luMS: Que pequenos gestos ou hábitos do gar estranho, longe do que conheciam, dia a dia nos podem ajudar a cultivar a muitas vezes por necessidade e não simgratidão e um olhar mais positivo, em nós plesmente por escolha. e nas nossas famílias? E que conselho deiExiste algo muito profundo nessa expexaria a quem atravessa uma fase difícil e riência. Recomeçar exige muito mais do sente que não tem nada a agradecer? que disposição. Exige coragem, perseAM: Há pessoas que têm uma dificulda- verança e a capacidade de acreditar que de imensa em conseguir ver as pequenas existe alguma coisa melhor do outro lado. coisas positivas à sua volta e, às vezes, até Todas as pessoas que se prontificam a imicoisas bastante importantes. grar precisam, de alguma forma, se apegar A gratidão é um estado mental. Quando a algo mais forte do que elas mesmas para não existe de forma natural, podemos cul- conseguir seguir em frente. Pode ser a fativá-la em diferentes momentos da nossa mília, a fé, um sonho, uma oportunidade, vida. Trata-se de desenvolver a consciên- a esperança de oferecer uma vida diferencia de que, seja qual for o tamanho do pro- te aos filhos ou simplesmente a necessiblema, da dificuldade ou do obstáculo que dade de sobreviver e construir um novo estamos a enfrentar, quase sempre existe começo. uma aprendizagem importante nesse proA esperança anda de mãos dadas com essa cesso. E essa aprendizagem, por si só, já perseverança e com essa coragem. Sem merece gratidão. esperança, fica muito difícil enxergar um O ser humano, de certa forma, habituou- futuro diferente. E, no final das contas, é -se a nunca estar completamente satis- justamente isso que todo imigrante procufeito. Estamos sempre à procura de algo ra: um futuro diferente. mais, algo maior, algo melhor. E esse "algo Não necessariamente um futuro perfeito, mais" pode estar muitas vezes relacionado mas um futuro com mais possibilidades, precisamente com a dificuldade em recomais segurança, mais dignidade ou mais nhecer e valorizar aquilo que já temos na oportunidades do que aquelas que ficaram nossa vida. para trás. Isto não significa que não devamos queE talvez seja por isso que muitas famílias rer crescer, mudar, conquistar ou procude imigrantes aprendem a valorizar tanrar coisas melhores. O problema começa to as pequenas conquistas. Porque sabem quando estamos tão focados no que ainda o preço que foi pago por elas. Sabem que não temos que deixamos de ver aquilo que muitas coisas que, para alguns, parecem já está presente. E, muitas vezes, coisas simples ou garantidas, foram resultado de importantes passam diante dos nossos muito esforço, renúncia e coragem. olhos sem que nos apercebamos. A esperança, nesse sentido, não é apenas A minha primeira sugestão seria: parar. esperar que alguma coisa melhore. É conSimplesmente parar. Parar e começar a tinuar caminhando mesmo sem ter todas ver, sentir, ouvir e prestar atenção. Presas garantias, acreditando que o esforço de tar atenção às palavras, aos gestos, às peshoje pode abrir espaço para uma realidade soas, aos acontecimentos e aos pequenos diferente amanhã.. momentos que nos passam despercebiMB/MS dos porque estamos sempre à procura de "algo" maior, melhor ou diferente. Às vezes, é uma conversa. Um gesto de carinho. Alguém que se lembra de nós. Uma mensagem. Um momento de paz num dia difícil. Uma refeição. A oportunidade de estar com alguém que amamos. Até pequenas coisas que, por estarem sempre presentes, acabamos por dar como garantidas. E talvez seja precisamente aí que mora a gratidão: não apenas nas grandes conquistas, mas na capacidade de reparar no que já está a acontecer enquanto estamos a viver. Porque o que é que acontece quando não o fazemos? Entramos em piloto automático. Acordamos, trabalhamos, resolvemos problemas, tratamos das nossas responsabilidades, procuramos o próximo objetivo, pensamos no que falta, no que ainda queremos conquistar... e o dia acaba. Depois começa outro dia, e mais outro. E, sem darmos por isso, podemos tornar-nos pessoas que simplesmente existem, mas que não estão verdadeiramente a viver. Cultivar a gratidão é também cultivar a presença. É conseguir sair, nem que seja por alguns momentos, desta procura constante pelo que falta e olhar para aquilo que já existe. Porque, muitas vezes, a vida que estamos à espera de viver no futuro já está a acontecer agora. Só precisamos de conseguir dar por ela. MS: Para muitos imigrantes, como os portugueses no Canadá, a vida foi feita

Angela Masuzzo (DR)

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Mesmo em tempos Raramente fazem manchete, mas acon- meira vez, ao mesmo tempo aos paí- peração entre pessoas que se recusaram tecem todos os dias. Enquanto as notí- ses ricos e aos mais pobres. Podemos a desistir. São avanços que nos lembram cias difíceis nos chegam a toda a hora, agradecer à tecnologia, que devolve a que o progresso é possível e que a hude escuridão...

Há sempre uma luz acesa!

há cientistas, médicos, professores e voluntários que trabalham em silêncio para tornar o mundo um lugar um pouco melhor. E, quando damos atenção a esse trabalho, percebemos que há muito mais por que agradecer do que imaginamos.

Podemos agradecer à ciência, que hoje protege contra o VIH com apenas duas Nada disto é um milagre. É o resultado injeções por ano e que chega, pela pri- de anos de esforço, persistência e coo-

Uma injeção duas vezes por ano contra o VIH duas vezes por ano. É uma enorme vantagem em relação aos comprimidos diários, que muitas pessoas têm dificuldade em manter. Pela primeira vez, uma inovação na prevenção do VIH chegou praticamente ao mesmo tempo aos países ricos e aos de baixos rendimentos. As primeiras doses chegaram ao Essuatíni e à Zâmbia em novembro de 2025 e começaram a ser administradas em dezembro. Segundo o Fundo Global de Luta contra a SIDA, Tuberculose e Malária, no fim de junho já tinham sido protegidas 49 mil pessoas. Em meados de agosto eram quase 100 mil, em nove países africanos. Até ao fim de 2026, o medicamento deverá estar disponível em 24 países.

Durante décadas, as grandes inovações no combate ao VIH demoraram anos a chegar aos países mais pobres. Com o lenacapavir, a história está a ser diferente. Este medicamento injetável, que protege contra o vírus em quase 100% dos casos, precisa de ser tomado apenas

voz e os gestos a quem os perdeu, e à inteligência artificial, que deteta doenças do coração em poucos segundos. E podemos estar gratos, aqui mesmo no Canadá, por uma medida simples que garante que milhares de crianças não aprendem de barriga vazia.

As boas notícias não ficam por aqui. As versões genéricas, mais baratas, devem chegar ao mercado no fim deste ano, o que permitirá alargar o acesso em 2027. Os investigadores estimam que o lenacapavir possa evitar quase um terço das novas infeções nalgumas regiões do leste e do sul de África e antecipar o controlo da epidemia em até 14 anos.

Nenhuma criança deve aprender de barriga vazia

manidade continua capaz do melhor.

Nas próximas páginas, reunimos algumas destas histórias. Não para esquecer o que ainda está mal, mas para recordar que, mesmo em tempos incertos, há sempre uma luz acesa. MB/MS. Fotos DR.

EUA aprovam novo remédio para Parkinson que age de forma diferente no cérebro

Esperança para pacientes: um novo remédio contra o Parkinson acaba de ser aprovado nos Estados Unidos. A FDA, agência reguladora de medicamentos do país, autorizou o uso do tavapadon para adultos com a doença. O medicamento, que será vendido com o nome Juvmo, é produzido pela AbbVie e deve chegar às farmácias norte-americanas agora em outubro. A novidade está na forma como o remédio age no cérebro. O tavapadon é o primeiro agonista aprovado que atua seletivamente nos recetores D1 e D5 da dopamina, enquanto outros medicamentos semelhantes usados atualmente atuam principalmente nos recetores D2 e D3. O comprimido é tomado uma vez ao dia e pode ser usado sozinho ou junto com

a levodopa, um dos principais medicamentos contra o Parkinson. Melhora nos movimentos A nova medicação não cura nem interrompe comprovadamente a progressão do Parkinson. O benefício demonstrado até agora é o controle dos sintomas motores. Outro dado chamou a atenção dos pesquisadores. Depois de 85 semanas de acompanhamento, 93% dos participantes que usavam tavapadon junto com levodopa não precisaram aumentar a dose da levodopa. Entre os pacientes em fases iniciais da doença que ainda não usavam levodopa, 94% continuaram sem precisar iniciar o medicamento durante esse período.

Funcionário do McDonald’s paga lanche de cliente que esqueceu a carteira e ganha surpresa pela generosidade

É difícil prestar atenção a uma aula de matemática com fome. Por isso, o Canadá deu um passo importante: o Programa Nacional de Alimentação Escolar tornou-se lei a 26 de março de 2026, o que o torna permanente e o protege de mudanças políticas futuras. Neste ano letivo, mais de 10 mil escolas oferecem programas de alimentação aos alunos, cerca de 80% das escolas públicas do país. O programa vai chegar a mais 400 mil crianças por ano. As soluções variam de região para região: pequenos-almoços gratuitos, almoços em que cada família paga o que pode, lanches para levar, hortas escolares e refeições comunitárias com alimentos tradicionais.

O financiamento federal às províncias e territórios duplicou para 140 milhões de dólares por ano. A partir de 2029-30, o governo garante 216,6 milhões de dólares anuais para manter o programa. Também as famílias sentem a diferença. Segundo o governo, uma família com dois filhos na escola pode poupar cerca de 800 dólares por ano nas compras de supermercado. “Quando as crianças têm acesso a comida saudável na escola, podem aprender, crescer e atingir todo o seu potencial”, afirmou a secretária de Estado Anna Gainey. Num tempo em que o custo de vida pesa no orçamento de tantas famílias, esta é uma medida pela qual vale a pena agradecer.

O que a generosidade é capaz de fazer! Um jovem funcionário do McDonald’s pagou do próprio bolso o lanche de um cliente desconhecido que havia esquecido a carteira e não conseguiu realizar a transação através do telemóvel. O gesto emocionou tanto o cliente que ele procurou uma emissora de televisão para contar sobre a atitude do rapaz para que ela fosse reconhecida. E a bondade voltou para o jovem em forma de presentes! Matthew trabalha numa unidade do McDonald’s em Rexburg, no estado de Idaho, nos Estados Unidos, e não imaginava que pagar aquele hambúrguer e um milkshake pudesse provocar tamanha repercussão. A história aconteceu em julho e foi publicada agora pelo portal Sunny Skyz. A equipa do programa Feel Good Friday, que costuma surpreender pessoas da comunidade que praticam boas ações, procurou o jovem Matthew e entregou-lhe vários cartões-presente e brindes como reconhecimento pela sua atitude.


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Inteligência artificial deteta doenças cardíacas em segundos

O eletrocardiograma é um dos exames mais simples e baratos da medicina: demora poucos segundos e está disponível em quase todos os centros de saúde. Até agora, servia sobretudo como um primeiro rastreio. Graças à inteligência artificial, pode passar a dizer muito mais. Investigadores do Imperial College London, numa equipa liderada pelo médico Arunashis Sau, desenvolveram um programa que analisa um eletrocardiograma em menos de dois segundos e identifica sinais de doença cardíaca que os médicos não conseguem ver a olho nu. O sistema aprendeu com milhões de exames do Brasil e dos Estados Unidos e foi depois testado em 67 mil doentes. Identificou corretamente 81% dos casos de insuficiência cardíaca e 90% das doenças das válvulas do coração.

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Devolver a voz e os gestos a quem os perdeu

Hoje, muitos doentes esperam meses por uma ecocardiografia, o exame que confirma estes problemas. Com esta ferramenta, será possível perceber rapidamente quem precisa dela com mais urgência. A ideia não é substituir os cardiologistas, mas ajudá-los a chegar mais depressa a quem mais precisa. “Um eletrocardiograma de 10 segundos, que antes era uma ferramenta de rastreio pouco precisa, poderá em breve tornar-se um dos testes mais informativos da medicina”, afirmou o professor Fu Siong Ng, um dos responsáveis pelo estudo. Os resultados foram apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia. Antes de chegar aos hospitais, a ferramenta ainda precisa de aprovação das autoridades de saúde.

Dono de pizzaria vê idosa comendo do lixo e cria corrente do bem contra a fome

Imagine perder a capacidade de falar e de se mexer, mas continuar a pensar com toda a clareza. É a realidade de muitas pessoas que sofreram um AVC grave ou vivem com ELA (esclerose lateral amiotrófica). Para elas, chega agora uma nova esperança da Universidade da Califórnia em São Francisco.

tempo, em palavras e em gestos como acenar ou bater palmas.

O sistema foi testado em dois doentes. O doente que ficou paralisado depois de um AVC atingiu 100% de precisão nas conversas de teste. O doente com ELA conseguiu 85% de precisão nos gestos e 75% na fala. Para já, os participanUma equipa liderada pela bioengenhei- tes treinaram dez frases simples, como ra Samantha Brosler e pelo neurocirur- “olá” e “prazer em conhecer-te”, e dez gião Edward Chang desenvolveu um gestos, numa centena de combinações. implante cerebral que permite a pessoas “Os gestos têm um papel importante na paralisadas falar e gesticular através de comunicação”, explica Samantha Brosum avatar digital, apenas com o penler. A mesma palavra pode ter signifisamento. O dispositivo, do tamanho cados diferentes conforme o gesto que de um telemóvel, tem 253 elétrodos e a acompanha. O estudo foi publicado a é colocado sobre a zona do cérebro que 14 de setembro na revista Nature Neucontrola os movimentos. Lê os sinais roscience. cerebrais e transforma-os, ao mesmo

Rim doado de mãe para filha chega aos 111 anos e bate recorde

Um dono de pizzaria ficou com o coração partido ao ver uma idosa a comer pizza do lixo. Daniel Romano, proprietário da D’Romano’s Pizza, levou a mulher para dentro, deitou fora o que ela havia encontrado e serviu-lhe uma fatia nova e quentinha. A mulher começou a chorar ao receber a comida.

cirurgia, que demorou cerca de cinco horas e tinha vários riscos associados, uma vez que não se faziam ecografias, tomografias computadorizadas (TAC) ou ressonâncias magnéticas. “Nunca tive rejeição, nunca tive complicações, nunca fiquei internada”, conta a recetora ao portal brasileiro G1, acrescentando que a mãe também teve uma vida saudável: “Nunca ficou doente, nunca teve nada. Morreu aos 97 anos, sem nenhuma complicação.”

No restante do aviso, ele pede que qualquer pessoa nessa situação entre e diga apenas que está com fome e promete oferecer uma fatia de pizza e água fresca gratuitamente. E não é preciso explicar nada, é só pedir.

“Eu acho que há ódio demais, irritação demais, negatividade demais. Por que não colocar um sorriso no rosto de alDaniel disse: “Não chore, coma!”. De- guém?”, disse o comerciante. pois daquele encontro, ele tomou a deDaniel lembra que a mãe dele, Carmella cisão de dar pizza para qualquer pessoa Romano, costumava repetir um consena mesma situação que chegasse à loja. lho num ditado italiano: “Uma pessoa “Eu não quero que ninguém coma do desesperada sempre toma uma decisão lixo”, disse o comerciante do Bronx, em melhor de estômago cheio do que vazio”, Nova York, nos Estados Unidos. contou. E ele nunca se esqueceu disso. A história, divulgada nas redes sociais Corrente chegou a outros estados em julho, ganhou milhões de visualizações e voltou a repercutir no fim de A iniciativa do Daniel inspirou muita agosto, quando a Fox 5 New York mos- gente e provocou uma corrente do bem. trou que a atitude cresceu para além da Hoje, desconhecidos ligam de vários espizzaria e provocou uma enorme cor- tados para pagar antecipadamente por novas fatias para pessoas carentes que rente do bem. chegam com fome. “Tenho pessoas do Ainda impactado com a história da idoTexas, Arkansas, Alasca, de todo lugar, sa faminta, Daniel pegou num marcaa ligar-me”, contou Daniel, brincando dor e escreveu um recado na vitrina da com a quantidade de chamadas que coloja: “Para as pessoas que estão a começou a receber. mer do meu lixo: eu tenho mais amor por vocês do que imaginam”, começa a Como se costuma dizer... “A palavra convence, mas o exemplo arrasta”. mensagem.

Em declarações à publicação, o médico nefrologista José Medina Pestana revela que a situação é excecional, visto que órgãos transplantados duram, em média, 20 a 30 anos. O facto de as duas serem mãe e filha pode, no entanto, ter sido a chave para o sucesso. Um rim doado de mãe para filha, no Brasil, em 1969, continua a funcionar e chegou aos 111 anos de idade biológica. Entrou agora para a História como o mais antigo do Mundo. Guiomar, na altura com 54 anos, “não teve qualquer dúvida” em doar o rim à filha, Maria Célia, que sofria com um quadro de insuficiência renal. Na altura, o procedimento era uma novidade no Brasil, o primeiro tinha sido realizado cinco anos antes e só se faziam cerca de 50 por ano. No auge da juventude, Maria Célia chegou a fazer três sessões de hemodiálise antes do transplante renal. Mas, em 1969, decidiram então avançar para a

“Eu fiquei nove meses dentro da minha mãe, e hoje ela está aqui dentro de mim. Viva. Muito mais tempo dentro de mim. E vai ficar”, sublinha Maria Célia. Atualmente, o Brasil realiza cerca de 27 mil transplantes por ano, dos quais cerca de seis mil são transplantes renais. As cirurgias ficam a cargo do Sistema Único de Saúde (SUS), que distribui medicamentos para evitar a rejeição. As estimativas apontam que mais de 140 mil pessoas passaram por transplantes de rins no país.

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Sempre grata! Cristina Da Costa Opinião

Olá, bom dia, como está? Mais um mês... e aquilo que interessa é que continuemos caminhando com saúde, tropeçando aqui e ali, mas seguindo o nosso rumo sem prejudicar nada, nem ninguém. E, convenhamos, isto já não é mau de todo. Celebramos o fim de semana de Ação de Graças, e não deveríamos nós de ser gratos todos os dias?

Não somente pelo alimento que colocamos nas nossas mesas e para nossas famílias dia após dia, mas já parou para pensar que esse mesmo alimento é de facto uma bênção e que, por vezes, quem o produz e o faz chegar até nós, desde a sua origem, talvez nem tenha o que comer? E não acha que quem nos providencia um trabalho, que nos assegura esse alimento, também deve estar na nossa mente quando pensamos no que devemos agradecer? Somos, e digo somos porque sou pecadora tal como todos os mortais, somos dizia eu “ingratos”. Queixamo-nos de coisas banais, eu por exemplo fico a olhar para quando o meu marido me prepara um pequeno-almoço maravilhoso, e fá-lo sempre que lhe é possível, e depois me coloca o talher errado, aiaiaiai, não consigo convencê-lo de

que temos garfos e facas mais pequenas, é o que é. Mas depois penso assim: bem, há também quem não tenha garfos, nem sequer talheres, nem alimento, e daí, esse breve instante de “ingratidão” vai com a onda do mar que o havia trazido. Sou grata pela minha saúde, apesar de alguns obstáculos, sou grata pelas minhas filhas, pelo meu marido e por 4 ou 5 AMIGOS verdadeiros, já incluindo o Ross que nunca me falha em nada.

empresta um chapéu de chuva em dia de chuva e também sou grata por ser humilde, algo que juntamente com gratidão se vai perdendo nos dias que correm. Desejo que o vosso fim de semana de Ação de Graças (“Thanksgiving”) seja de paz e abundância, de amor e com muita saúde. Não descure, contudo, de um vizinho ou familiar que possa não ter o que colocar na mesa. Lembre-se, Gentileza gera Gentileza.

É o que é e vai sempre valer o que vale. Sou grata por pertencer a dois países que, Até já, por enquanto, ainda vivem em paz, pelo teto que me protege a mim e aos meus e por Cristina tudo o que tenho, muito ou pouco. Sou grata por não gostar nada de ostentação, nem de vaidade, e por saber reconhecer quem nos dá a mão quando vacilamos, ou nos Read in English


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Photo: Manuel DaCosta

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A thankless truth Manuel DaCosta Editorial

When the prospect of writing about Thanksgiving was suggested, my first thought was that it was too simplistic and that there wasn’t much to write about. But on second thought, I realized that introspectively, I have been remiss in saying thanks to a million things in my life because I assumed that others will automatically know that I am thankful for what they do for me. But without you, I

would not be caught up in this boisterous parade we call life, with all its colours, sounds and crowding filled with blink and miss moments. Today I will remind myself to keep you on my sights and analyze what type of music you are playing for me.

I

n being thankful, it’s easy enough to write prose about the generosity of God, family and friends, but in today’s world, much more analysis is needed to complete the cycle of life viewed from the end of a tunnel. The gratitude and the recognition of God, family and friends as a platform for the valuation of our lives opens the channel

by which we can access the luminous earth we should live in. I think constantly about being thankful and to whom and today, more than ever, being thankful is to share with others, even if they are never thankful. Being generous is to respect your enemies knowing that they will backstab you and being caring is understanding others, even when they never show they care for you. Being embraceful is to provide guidance to the best of your ability even if often the guidance appears unwelcome. As I'm pondering my world I am thankful for potable water, great mentors and teachers, food on the table, and those who prepare it for me and for a roof over my head. I am thankful

that narcissistic emperors haven’t detonated a nuclear bomb and that AI has not truly destroyed the brains of our weak society. I am hopeful that political degenerates do not continue to sow perverse political messaging to an earth already burning with viciousness from within. I’m eager to embrace those who do not bathe in apathetic mud that are creating the death of the innocent who each day strive for lives based on believing in the truth of God. So as you can see, there’s a lot to be thankful for but sometimes it’s easy to forget that behind every number, there is a person. A real one, with thoughts, feelings, stories and maybe a little bit of chaos in their lives. In a world where we are all trying to be seen, heard and felt, a gesture saying “I see you” is the ultimate expression of respect and gratitude. I have always had a troubled soul in expressing and receiving thanks because in my mind, the act of giving is always more important than receiving, and I don’t write this to expose my expressive self but to untangle my emotions about some goodness in our universe. We are born and raised based on a set of principles, which include not having, not getting, not being and not expecting. It creates a messy life to be shared with those who have it all and they never need to be thankful. So you practice being a quiet writer and a kind soul with a curious mind about the inequality of the world. Let’s pause for a moment about your world and like me, you may feel less alone in your expectations, which may create a path, attention and doubt. Most of us embrace the freedom of life and the expectation of free speech. Today, there is neither but you can still be generous and passionate with giving back and be an example to enlightened teaching those who can’t see the message. To all my enemies, and you know who you are, thank you. Please at least be honest about your entitlement to dislike me and say thank you to those like you.

Esta semana • Aboboreira - A Serra Viva revela uma paisagem onde natureza, biodiversidade e presença humana se encontram.

• First Portuguese Canadian Cultural Centre celebra 70 anos de história numa gala memorável em Toronto.

• Nutrição e cuidados essenciais para as futuras mães estão em destaque no Healthy Bites - Parte 2: Gravidez.

• Quatro décadas de música e memórias da Banda Tabu são recordadas por Tony Gouveia em Sentir, Pensar e Agir.

• O Samba do Beco leva ritmo, cor e energia às ruas do Kensington Market, em Toronto.

• A música, os ensinamentos e o percurso dos Pólo Norte em destaque com Miguel Gameiro.

• A Desfolhada revive uma tradição de trabalho, partilha e convívio que marcou gerações.

• Os The Bateleurs recuperam o espírito do rock clássico no Radar do Rock.

e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã

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Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã


Em novembro, já será tarde demais PARA REDUZIR O SEU IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO EM 2026.

OUTUBRO É O MÊS ESTRATÉGICO QUE OS EMPRESÁRIOS UTILIZAM PARA PLANEAR.

A maioria dos empresários espera até abril para falar com o seu contabilista. Nessa altura, está apenas a comunicar o passado—não a mudá-lo. Na Teixeira Accounting, olhamos para o futuro. Analisamos os seus resultados do 3.º trimestre para garantir que rentabiliza ao máximo o seu negócio antes do fecho do ano fiscal. AGENDE A SUA SESSÃO DE ESTRATÉGIA DO Q4

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Carlos Teixeira

Managing Partner


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The Sound of Music

OPINIÃO

Raul Freitas Opinion

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rom the sixties on, rock was king; with everything from psychedelic to punk, but genres like funk, disco, even electronic music, all thrived because fans, I believe, were more open to new sounds, and beats. Sitting in front of the stereo with your friends was one of the most enjoyable things to do. There’s something to be said about shared experiences, especially when you’re young. From my experience, the eighties saw not only the increase in variety, but an increase in the types of music a DJ could play during any given night, while still pleasing everyone. I had that experience as a DJ. I remember, even then, being amazed that the same people would fill the dance floor whether I played new wave, ska, punk, rock, reggae, or pop. Radio stations, the main source of new music, were much more independ-

Crédito: DR

I was lucky to be born during a time that music was in a period of renaissance. Rhythms of all kinds surfed the airwaves, touching the hearts and minds; speaking to us. The 1970’s was when I became ‘music aware’, so to speak, and it was then that it became a part of me. I’ve probably mentioned this before, but one of my best early recollections, is mowing the lawn with the push mower while blasting the Beatle’s ‘Revolution’ single on my parent’s little record player, in the living room. I was ten. There was so much to choose from.

ent, and mostly privately owned, but great many of us also counted on word of mouth, and friends that lived in other places, to discover the new bands. Lots of vinyl and cassettes. As we can all see, society is being guided toward individualism. Even music is now only usually played into headphones and earbuds; even at home. It’s a fact that most households no longer have a family stereo. Many of us are in our own capsule, wherever we go, often oblivious to what’s going on around us. It’s great that everyone has their suggested lists, but music also needs to be shared; and I don’t mean bars, they are one of the cultivators. The culture of getting together over music, to listen and talk, needs to be more cultivated; it gives

people more reasons to be in the company of friends. I think this will also serve as a catalyst to turn music back into the carrier of the message, the voice of the people. Mainstream music has very little diversity, and even less of a message. For the most part, it’s nothing but love, relationships, sex; all great themes, but mostly empty calories. Where are the sounds and the words that move millions, that create change, that make us think? They’re out there, by the thousands, but we have to go looking for them. Today’s mainstream has put most people in sleep mode, but they have a responsibility to nurture the culture of music and to unleash it on the public. We need diversity in mainstream music. We need to hear

more than what the algorithm suggests. Hats off to those who are already doing something to combat the mainstream head on. There must be plenty of you out there who are way ahead of me. My wife and I did our bit by passing on our love of music to our two children, who today are deeply into music, never tiring of listening to the old, and seeking the new. I’m so glad we played a part in that. Start them early, with music from your past. Fiquem bem!

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MAIS APOIO AOS IDOSOS EM CASA

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Build Canada Homes... What is this organization and who is running it? Vincent Black Opinion

signed to accelerate housing construction. It is also governed by a board of directors rather than being simply another branch of a federal department. That structure is intended to give Build Canada Homes more independence and the ability to make decisions more like a development and investment organization while remaining accountable to the federal government and Parliament. The legislation also established a CEO and board structure. The chair and CEO are appointed by the Governor in Council, meaning the federal government retains an important role in the organization’s leadership.

Canada has a housing problem that has become impossible for any government to ignore. Home prices and rents remain out of reach for many Canadians, construction has not kept pace with population growth, and governments at every level have struggled to get homes built quickly enough. Into that environment comes Build Canada Homes, the federal government’s new Crown corporation designed to help get more affordable Who is running BCHs? housing built across the country.

T

The organization is led by Ana Bailao, who serves as Chief Executive Officer. Bailao is a particularly interesting choice because she is not coming to the job as a traditional federal bureaucrat. She has extensive experience in Toronto municipal politics and housing, including serving as Toronto’s deputy mayor. Her role is significant because Build Canada Homes is supposed to What exactly is Build Canada Homes? bridge the gap between government policy Build Canada Homes was launched in Sep- and the practical business of getting houstember 2025 and has now been established in law as a federal Crown corporation under Build Canada Homes Act. Its basic purpose is to increase the supply of affordable housing by bringing several tools together: public land, financing, partnerships and newer construction methods. Rather than simply handing out housing grants, the organization is intended to play a more active role in getting projects from the planning stage to construction. That can include using federal land, providing loans or guarantees, investing in projects, working with municipalities and provinces, partnering with non-profit housing organizations and helping private-sector builders get projects moving. The federal government says Build Canada Homes is intended to become a sort of housing delivery engine-not simply another government program. he question is straightforward: Is Build Canada Homes a genuine new tool that can make a difference, or is it another political initiative designed to make Prime Minister Mark Carney’s government look like it is acting on housing? The answer, at least so far, is a little of both.

ing projects built. The organization also has Evan Siddall as its inaugural chair. Siddall is a former CEO of the Canada Mortgage and Housing Corporation and former senior executive at BMO Capital Markets, giving the corporation considerable housing-finance and institutional experience. That combination-a housing-focused CEO and an experienced housing-finance chair-suggests Ottawa wants Build Canada Homes to be more than a public-relations exercise.

Build Canada Homes has partnered with the City of Ottawa on several projects involving more than 1100 rental homes, with the majority intended to be affordable. Some of these projects involve non-profit housing providers, while others involve private and non-profit partnerships. Housing is one of the biggest concerns facing Canadians and renters. A government that can demonstrate that it is building homes has an obvious political advantage.

Has is done anything? This is where the government has a legitimate argument. Build Canada Homes is not starting from zero. Since its launch, the organization has advanced projects and partnerships involving cities, provinces, territories and Indigenous partners. The federal government says projects and partnerships representing more than 11,000 homes were underway or nearing construction by June 2026. By September, the government was talking about agreements that could eventually result in approximately 19,000 affordable homes, with roughly 2,000 under construction. Governments are very good at announcing housing projects. The real test will be how many units are completed, how quickly they are built and what they ultimately cost.

Mark Carney has made housing construction and affordability a central part of his government’s broader economic agenda. Creating a highly visible organization called Build Canada Homes also sends a very cleat political message; Ottawa wants Canadians to associate the federal government directly with getting homes built. But saying something is politically useful does not mean it is ineffective. Governments build infrastructure for political reasons all the time. That does not make the infrastructure unnecessary. If it eventually helps put tens of thousands of affordable homes into construction faster and at lower costs, Canadians probably will not care whether the program also helped Carney politically.

Canada already has organizations and programs that finance housing. The argument behind Build Canada Homes is that Canada needs an institution that can help assemble land, money, partners and construction capacity and get homes built.

Canada does not simply need more housing announcements. It needs more cranes, more construction workers, more serviced land and more completed buildings. If Canada can find ways to build apartments and affordable homes faster, with less waste and lower costs, the benefits could extend well beyond the projects directly finances by Build Canada Homes. This corporation could potentially become a catalyst for changing how Canada builds housing. There is no doubt that Build Canada Homes is politically useful to Mark Carney. But that does not make it a bad idea. Canada has tried tax incentives, mortgage programs, housing subsides and various government initiatives for years. The country continues to have a serious shortage of homes. Perhaps what is needed now is a government-backed organization that is prepared to take some of the risk, use public land, bring financing to the table and work directly with the people who build housing. Build Canada Homes has been given the tools. Now it must prove it’s worth.

Why make it a Crown corporation?

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Ana Bailão, Chief Executive Officer of Build Canada Homes. Photo: Empire Club of Canada

Teresa Lopes Moreira

AS MEMÓRIAS DA CIDADE DE SANTARÉM A partir de 53 textos saídos no «Correio do Ribatejo» entre 2009 e 2017, Teresa Lopes Moreira (1964-2022) organiza este livro de 244 páginas em quatro grandes capítulos: I As memórias, II O comércio, III Os homens e IV Correio do Ribatejo.

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The Build Canada Homes Act received Royal Assent in June 2026. The legislation gives the corporation greater operational flexibility than it had while operating as a federal agency. It can make investments, work through subsidiaries, borrow within prescribed limits and enter partnerships de-

A

capa é de Fernanda Narciso, o prefácio de Vítor Serrão, a revisão de João Paulo Narciso e a edição do Correio do Ribatejo. Em termos simples e resumidos o que este livro transmite é (como dirá Françoise Choay) «o espírito do lugar». O mesmo é dizer, nas palavras do autor do prefácio, «um estudo histórico

estruturado com base numa sólida investigação sobre uma cidade e as suas circunstâncias, as suas glórias e misérias, as suas gentes e anseios, os seus pergaminhos e os seus sonhos entre sucessos e fracassos, o seu comércio e as suas estruturas culturais, a sua vida pública e privada». Nada pode substituir a leitura mas como convite a esse usufruto de leitura lembro as palavras de António Borges Coelho para quem o historiador é aquele que «procura a luz para melhor entrever as sombras». Nem mais. JCF /MS


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Liderar não é mandar, é saber ouvir Augusto Bandeira Opinião

Meus caros leitores, eu não voltarei a perder amigos por ter observado algo que não é a realidade, mas não posso deixar sem dar a minha opinião, mas ao mesmo tempo aconselhar e congratular, este fim de semana tive oportunidade de estar com um jovem presidente de Câmara Municipal e, pouco depois, num evento da nossa comunidade. Dois momentos diferentes que me fizeram pensar sobre liderança, idade e aquilo que podemos aprender uns com os outros.

O

jovem presidente de Câmara que conheci transmitiu-me vontade de fazer diferente, de procurar mudanças e de fazer crescer a cidade que lidera, BRAGA, mas sem esquecer que uma cidade é feita de pessoas diferentes, com diferentes idades e maneiras de pensar. Respeitar essa diversidade também é uma forma de liderar. Gostei e vi mais um grande jovem presidente que sabe onde está, reconhece e respeita o que foi feito no passado, aceita ideias e quer ser diferente no futuro, muitos parabéns. Depois pensei no nosso movimento associativo. Existem pessoas que dedicaram grande parte da sua vida às associações e que têm conhecimentos e experiências que não estão escritos em nenhum livro. Mas experiência, por si só, não chega. Também é preciso saber ouvir e reconhecer quando não conhecemos determinado assunto. Dou um exemplo sem querer apontar o dedo a ninguém. Assistimos recentemente a uma tentativa de realizar um Santoinho, uma tradição minhota que merece todo o nosso respeito. O Santoinho não é apenas

música, dança e festa. Tem história, cor, alegria e uma identidade própria que deve ser conhecida e respeitada. Quando apresentamos uma tradição sem conhecer verdadeiramente aquilo que ela representa, corremos o risco de transformar algo bonito numa imagem muito diferente da sua verdadeira essência. E aqui está, para mim, a diferença entre mandar e liderar. Quem manda pode dizer, “Eu quero, eu posso e eu mando.” Quem lidera deve perguntar, “Quem conhece isto? Quem pode ajudar? O que podemos fazer melhor?” E acreditem meus caros leitores, depois de uma longa passagem, vivencias com diferentes tipos de pessoas com diferentes ideias em diversas organizações, eu não acredito que o problema esteja na idade. Um jovem pode trazer novas ideias, energia e uma visão diferente do futuro. Uma pessoa com muitos anos de experiência pode transmitir conhecimentos, memória e aquilo que aprendeu com os erros e os sucessos do passado. Então, porque não juntarmos as duas coisas? Na política, como no associativismo, precisamos de juventude para renovar e de experiência para orientar. Os mais novos devem ter espaço para fazer diferente, mas também devem ter a humildade de perceber que nem tudo começa com eles. Da mesma forma, os mais velhos devem saber transmitir o testemunho sem querer controlar tudo. Passar o testemunho não significa entregar o lugar e desaparecer. Significa ensinar, aconselhar e estar disponível para ajudar. É aqui que entra uma palavra fundamental, equipa. Uma boa liderança não se faz rodeando-se apenas de pessoas que dizem sempre que sim. Faz-se com pessoas que conhecem, que questionam e que querem

o mesmo objetivo. O poder não deveria servir para alimentar egos, conquistar títulos ou promover pessoas. Deveria servir para fazer coisas acontecerem. E no associativismo isso é ainda mais importante. Se queremos manter as nossas tradições vivas, temos de as respeitar, mas também saber transmiti-las às novas gerações. Não podemos pedir aos jovens que defendam uma cultura que nunca lhes explicámos. Dois episódios, duas lideranças e duas formas diferentes de olhar para aquilo que significa estar à frente de uma organização. Não digo que os jovens sejam melhores, nem que os mais velhos sejam melhores. Acredito que podemos ser muito melhores quando juntamos a força de quem chega com a experiência de quem já caminhou. Porque liderar não é saber tudo. Liderar é saber ouvir quem sabe, é saber aprender, é saber transmitir e per- c e ber que o cargo é temporário, mas aquilo que fazemos pode ficar para as

gerações seguintes. E fazer em conjunto e, não pensar, isto é, nosso, é aqui que se faz, isso prejudica uma liderança e transmite algo negativo para a juventude, união é importante no associativismo. Talvez o verdadeiro segredo de uma boa liderança não esteja em saber quem manda, deixem os títulos de lado. Talvez esteja em saber quem deve ouvir.

Projetem / organizem o futuro, procurem quem sabe para vos ajudar, seja na política ou no associativismo, o respeito entre todos é saber ouvir, mas também saber transmitir, é muito importante. Bom fim de semana!

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FELIZ DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS! INFRAÇÃO DE TRÂNSITO?

• CONDUÇÃO IMPRUDENTE

• EXCESSO DE VELOCIDADE

• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA

• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)

• PARAR EM SINAL DE STOP

• USO DE TELEMÓVEL

• FURAR SINAL VERMELHO

• CONDUZIR SEM SEGURO

E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO

EU TRATO DISSO POR SI!

Diane Campos Founder/RCIC

NOVOS COMEÇOS, NOVAS OPORTUNIDADES. A SUA HISTÓRIA IMIGRANTE COMEÇA AQUI Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos. 437-236-1100 300 GEARY AVENUE, SUITE 304, TORONTO CIMMGROUP.CA @CIMMGROUP

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vizinhos e que não estão longe, apenas em África. Apoiar os bancos alimentares locais ou as instituições de caridade da nossa própria comunidade, que tanto fazem pelos mais desfavorecidos e pelos nossos idosos, é o reconhecimento prático da dignidade do outro. Quando a comunidade luso-canadiana se mobiliza para partilhar recursos e tempo, não está apenas a fazer caridade; está a fortalecer a rede de segurança social que protege a todos. Assim como no passado fomos ajudados a dar os primeiros passos num novo país, cabe-nos agora assumir um papel ativo no acolhimento de quem chega. Dar em troca significa orientar os mais jovens, apoiar os novos imigrantes a entrar no mercado de trabalho e combater o isolamento social. Significa também participar de forma construtiva no processo democrático local, exercer o direito de voto e assumir cargos de liderança cívica, garantindo que a voz e os valores luso-canadianos podem influenciar o futuro do país. O Thanksgiving não é apenas um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida anual para renovarmos o nosso “contrato social” com o Canadá. Celebrar esta data com consciência cívica é compreender que rança e liberdade. Fomos bem acolhidos, e o privilégio de viver numa sociedade paos canadianos permitiram que tivéssemos cífica e próspera traz consigo a obrigação sucesso e, ao mesmo tempo, mantivésse- moral de contribuir para a sua melhoria mos a nossa identidade bem viva. Por isso, contínua. Que a nossa maior expressão de gratidão sentarmo-nos à mesa nos próximos dias não pode ser apenas para comer e conver- seja o compromisso firme de continuar a sar, mas deve ser visto como um ato de gra- dar o melhor de nós, honrando o passado tidão. Para que esta seja verdadeira, deve e erguendo um Canadá cada vez mais justo ser convertida em cidadania ativa e res- e solidário. ponsabilidade social coletiva. Dar em troca à sociedade civil canadiana manifesta-se em gestos de compromisso ético diários. O primeiro e mais imediato é o combate à pobreza, às dificuldades sociais e à fome, realidades que afetam muitos dos nossos Read in English Credito: DR

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O meu Thanksgiving Vítor M. Silva Opinião

O Thanksgiving, que celebramos no Canadá na próxima segunda-feira, é muito mais do que um feriado marcado pelo delicioso peru assado e pelas maravilhosas reuniões familiares. Por aqui, esta festa carrega um grande simbolismo, focado principalmente na gratidão por tudo o que aconteceu de bom e especial no ano que agora termina.

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ontudo, para nós, comunidade luso-canadiana, a realização desta festa, ano após ano, deve fazer-nos lembrar as nossas raízes e levar-nos a refletir: o que devemos dar em troca à sociedade civil por tudo o que esta nos dá, não só ao nível dos privilégios, como também da prosperidade a que este ano tivemos acesso? Se o ano correu bem, isso obriga-nos a olhar para trás com orgulho, mas também para a frente com enorme responsabilidade. A nossa história neste país foi construída a pulso, com o suor de gerações de emigrantes portugueses que encontraram no Canadá uma terra de oportunidades, segu-

Manuel Carvalho homenageado na Madeira pelo seu percurso de solidariedade e dedicação à diáspora portuguesa Daniel Bastos Opinião

No vasto universo filantrópico das comunidades portuguesas, destaca-se, ao longo das últimas décadas, a criação de fundações inspiradas nos princípios da beneficência e da solidariedade. Instituídas por emigrantes que alcançaram sucesso profissional e empresarial, estas organizações procuram dar expressão ao compromisso de contribuir para o bem comum, tanto nos países de acolhimento como em Portugal.

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ntre os territórios onde esta ação assume particular expressão encontram-se os Estados Unidos da América (EUA), país onde a tradição de mecenato e de apoio privado a causas de interesse público tem forte implantação. Vários emigrantes luso-americanos têm criado fundações sem fins lucrativos dedicadas à beneficência, à cultura, à educação e a outras áreas de intervenção social. Na numerosa comunidade portuguesa radicada nos EUA, destaca-se o trabalho da Fundação Família Carvalho, sediada em Mineola, no estado de Nova Iorque, uma localidade com expressiva presença portuguesa e lusodescendente em Long Island. Fundada em 2017 pelo emigrante português Manuel Carvalho, empresário com reconhecido percurso na área da restauração, em conjunto com a sua esposa, Jackie Carvalho, natural do Panamá, a Fundação tem desenvolvido diversas iniciativas e apoios nos domínios social, cultural e educativo.

A ligação de Manuel Carvalho à sua terra natal, Anadia, e o seu espírito benemérito encontram na Fundação Família Carvalho um instrumento privilegiado de intervenção. Ao longo dos anos, a instituição tem apoiado os Bombeiros Voluntários de Anadia, nomeadamente através de iniciativas de angariação de fundos promovidas no emblemático restaurante Bairrada, em Mineola, em benefício dos “soldados da paz” da sua terra natal. Paralelamente, a Fundação tem contribuído para a promoção e preservação da língua portuguesa, dos costumes e das tradições lusas em Long Island, apoiando igualmente instituições locais de emergência e socorro, como o Mineola Junior Fire Department e o Mineola Volunteer Ambulance Corps. A missão da Fundação ultrapassa, contudo, as fronteiras da comunidade portuguesa. A intervenção de Jackie Carvalho confere também uma dimensão ibero-americana à ação filantrópica do casal, através do envolvimento em iniciativas culturais, sociais e humanitárias no Panamá, seu país natal, e junto da comunidade panamiana radicada nos Estados Unidos. O percurso solidário de Manuel e Jackie Carvalho tem sido reconhecido através de diversas distinções nos Estados Unidos, em Portugal e no Panamá. Entre os reconhecimentos atribuídos ao empresário destaca-se a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, no grau Ouro, recebida no ano passado, numa cerimónia realizada no Palácio das Necessidades, em Lisboa. Jackie Carvalho desempenha, por seu lado, funções públicas como comissária para os Direitos Humanos junto da comunida-

de hispânica (Commissioner for Human Rights for Hispanics). O percurso empresarial de Manuel Carvalho e o compromisso mantido com as comunidades em que se insere voltaram recentemente a ser reconhecidos na Região Autónoma da Madeira, arquipélago onde a emigração constitui uma dimensão estruturante da identidade coletiva e marcou profundamente a evolução social, cultural e económica da sociedade madeirense. Esta realidade encontra expressão na vasta diáspora madeirense, cujas comunidades, espalhadas por diferentes continentes, preservam tradições, memórias e laços de pertença à terra de origem, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento dos países de acolhimento. Foi neste contexto que, no final de setembro, durante uma visita à Madeira, Manuel Carvalho, acompanhado pela esposa, foi homenageado pela ADNM – Associação Diáspora no Mundo, entidade sem fins lucrativos, sediada na Ribeira Brava, dedicada ao apoio às comunidades, à interculturalidade e à promoção de relações de proximidade. Segundo Ricardo Gomes, presidente da ADNM, a homenagem pretendeu reconhecer o trabalho desenvolvido pelo empresário e benemérito «em prol não só da comunidade luso-americana, mas também do país de acolhimento onde se encontra», valorizando igualmente a ação humanitária e social da Fundação Família Carvalho. Mais do que um exemplo de filantropia, a Fundação Família Carvalho traduz um compromisso humanista que continua a distinguir a diáspora portuguesa. Uma solidariedade que atravessa fronteiras, apro-

xima comunidades e reforça o papel dos emigrantes como agentes de cidadania, promotores de cultura e verdadeiros embaixadores de Portugal no mundo.

O casal Manuel e Jackie Carvalho, acompanhado por Ricardo e Sandra Gomes, durante a sessão de homenagem promovida pela Associação Diáspora no Mundo, na ilha da Madeira, em reconhecimento do percurso empresarial, filantrópico e benemérito do empresário luso-americano. (DR)

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Qual o acordo secreto entre AD e Chega? Miguel Costa Matos Opinião

Regresso às nossas crónicas, enriquecido pelo nascimento do meu filho Luís e pelo mês de licença que gozámos juntos. A semana do meu regresso foi profícua e equívoca, e não me refiro ao drama entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus. Montenegro, por fim, acedeu às condições de José Luís Carneiro para viabilizar o Orçamento do Estado, aprovando uma linha para continuar as obras do PRR e dando garantias quanto à revisão constitucional. Por boa medida, aprovou com a abstenção do CHEGA a sua nova lei do arrendamento.

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oras antes, parecia certo que a proposta do Governo chumbaria. Empacotado com uma necessária modernização das regras de despejo, Pinto Luz desfaz praticamente todas as proteções e direitos de um inquilino. Se antes um senhorio só podia rescindir unilateralmente o contrato após 3 anos, agora poderá fazê-lo por mera comunicação prévia. As rendas em novos contratos, limitados à inflação mais 2%, deixarão de ter qualquer controle. Desde o fim do limite à caução ao aumento do número de rendas antecipadas, a proposta de lei é de um desequilíbrio total. O populista André Ventura não se queria associar. Na véspera, anunciou o voto contra. No Parlamento, puxou a si a intervenção para falar grosso. Mas a montanha pariu um rato. Já com as votações a decorrer, é anunciado um acordo escrito para deixar passar o projeto. A cambalhota do CHEGA não surpreende. O duplo mortal a que todos assistimos no pacote

laboral diz-nos tudo sobre a coluna vertebral do seminarista de Mem Martins. Mais preocupante é quanto é que o PSD teve de oferecer para o fazer dançar. Consistentemente em 3.º lugar nas sondagens, o Governo não se pode dar ao luxo de derrotas políticas. A pouca agenda reformista que ainda lhes resta tem de avançar, a qualquer custo. E Ventura sabe disto. Sabe que tem a faca e o queijo na mão. A lei do arrendamento levou a relação entre a AD e o CHEGA a um novo patamar: o acordo escrito. Luís Montenegro tinha, até ao momento, governado à vista, escolhendo os parceiros parlamentares que lhe são mais convenientes para cada ocasião. É um modelo invulgar. Na maioria dos países europeus, a formação de um governo é precedida por semanas de negociações. No fim, há um acordo global - público, firme e escrutinável por todos. Foi assim, nomeadamente, com a afamada “Geringonça”. Agora há acordo escrito, mas este está sob sigilo. Desconhecemos o seu âmbito – se é limitado a esta lei – e quais são as suas contrapartidas. Ao longo deste ano, já muito se suspeitava que alguma radicalização do PSD seria condição da extrema-direita para salvar as alterações ao Código de Trabalho. Chegou-se, mesmo, a debater se o Governo não iria, por isso, aceitar a descida da idade da reforma. Na altura, à última da hora, foi tudo por água abaixo. Mas agora que não foi, e que há um papel que o comprova, importa saber porquê. E com que consequências. A assinatura do primeiro acordo escrito entre PSD e CHEGA é, goste-se ou não, o atravessar de um rubicão político. É mais um passo na normalização da extrema-direita no nosso país. Alguma direita moderada acha que o faz por estratégia:

assim, a extrema-direita está mais condicionada, esvaziada. Outra admite que o faz por mera conveniência política. Seja como for, isso não pode ser indiferente a qualquer democrata, e muito menos ao PS. Nestes 2 anos e meio, o PS tem viabilizado Orçamentos e outras leis, não obstante a agenda radical das burqas e bandeiras ou o ataque ao SNS e à escola pública. Se hoje o Governo diz que não há margem para mais medidas de alívio do custo de vida é porque aprovou com o CHEGA a descida do IRC e os benefícios às “rendas moderadas”, cujo impacto orçamental chegará em 2027 aos 1500 milhões de euros. Já no início do ano, Carneiro tinha avisado, perante a indiferença de Montenegro, que a paciência tem limites. No Congresso, com Montenegro a privilegiar Ventura nas negociações para o Tribunal Constitucional, Carneiro avisou que era altura de decidir e que quem semeia ventos, colhe tempestades. A audácia de firmar um acordo com o CHEGA no mesmo dia em que Carneiro anuncia a viabilização do Orçamento do Estado é mais uma machada na relação de confiança que Montenegro devia estar a construir – não só com o PS, mas com o país. Não tem de ser assim. Esta semana, um conjunto de personalidades do PS e PSD lançaram uma carta aberta a defender entendimentos entre estes dois partidos centrais. O diálogo dos moderados é também um dos fins do Instituto Progresso, lançado no final de agosto. Somos muitos a querer esse caminho mas ele exige respeito e lealdade. Como escrevemos na moção que levámos ao Congresso do PS, pactos de regime não são a mesma coisa que um bloco central. Não precisam de servir para suspender as diferenças entre os partidos, mas como chão comum sobre o qual transformemos o país e valorizemos as escolhas alternativas de cada um. Como explicou António José Seguro, no discurso do 5 de Outubro, a estabilidade não é um fim em si mesmo. Mas é uma condição essencial para as coisas se fazerem. Agora mais que nunca, cabe ao PSD decidir com quem quer fazer acordos e a que preço.

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entre as Academias. Zilda Evangelista, Vice-Presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, reforçou igualmente o espírito de entreajuda que caracteriza este movimento. “A Academia é isto: é darmos a mão uns aos outros, ajudarmo-nos e sabermos compreender-nos.” A mensagem esteve presente ao longo de todo o congresso: celebrar a amizade, sem esquecer a responsabilidade social e o apoio às comunidades portuguesas.

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Apoio às comunidades portuguesas

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Toronto recebeu o 53.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau Toronto foi palco do 53.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau, um dos mais importantes encontros anuais desta comunidade internacional. Ao longo de vários dias, 280 participantes, representantes de 17 Academias e delegações de mais de uma dezena de países reuniram-se para celebrar a amizade, reforçar laços e, sobretudo, reafirmar o compromisso de ajudar quem mais precisa. A programação estendeu-se por diferentes locais da região, incluindo Toronto, Hamilton, Niagara Falls, Niagara-on-the-Lake, Mississauga e a região vinícola de Niagara. O encontro proporcionou aos participantes uma experiência que combinou convívio, cultura, turismo e tradição, tendo como elo comum a portugalidade. Uma celebração da identidade portuguesa O programa culminou com o Jantar de Gala do 53.º Congresso Mundial, realizado no Renaissance by the Creek e

apresentado por Rómulo Ávila, numa noite dedicada ao convívio e à celebração da identidade portuguesa além-fronteiras. A cerimónia começou ao som dos hinos do Canadá e de Portugal, num momento simbólico que refletiu a ligação entre os dois países e o espírito internacional das Academias do Bacalhau. A noite contou ainda com atuações da Luso-Can Tuna, Sara Dantas e Karma Band, que animaram o público e contribuíram para um ambiente de festa. Outro momento especial foi a tradicional troca de lembranças entre as Academias, reforçando os laços de amizade que estão na base destes encontros. Solidariedade no centro da missão

Entre as causas em destaque esteve a comunidade portuguesa na Venezuela, que continua a enfrentar importantes desafios económicos e sociais. Paulo Valor, Adido Social da Embaixada Portuguesa na Venezuela, sublinhou a importância de manter uma presença próxima e de continuar a apoiar quem mais necessita. O congresso serviu também para apresentar e reforçar novos projetos de solidariedade, incluindo iniciativas de apoio à terceira idade e programas destinados às novas gerações, nomeadamente através da atribuição de bolsas de estudo. Uma rede sem fronteiras A dimensão internacional ficou evidente com a presença de Academias provenientes de vários países. Entre os participantes esteve Rogério Nascimento, da Academia do Bacalhau Mãe, em Joanesburgo, que destacou o orgulho de fazer parte deste movimento e de partilhar em Toronto um momento de união com Academias de todo o mundo. O encontro confirmou assim a força de uma rede que ultrapassa fronteiras e gerações, mantendo uma identidade comum baseada na amizade, solidariedade e portugalidade. Toronto, ponto de encontro do mundo português Depois de dias dedicados a reuniões, projetos e solidariedade, o jantar de gala encerrou o congresso num ambiente de música, dança e convívio. Com 280 participantes e 17 Academias, Toronto tornou-se um verdadeiro ponto de encontro da comunidade portuguesa e lusodescendente. O 53.º Congresso Mundial deixou uma mensagem clara: a força das Academias está na capacidade de transformar amizade em solidariedade e tradição em ação. Em Toronto, a Academia do Bacalhau voltou a demonstrar que a portugalidade não conhece fronteiras — e que ajudar o próximo continua a ser uma das formas mais fortes de manter Portugal presente no mundo. RMA/MS

Mais do que um encontro social, o Congresso Mundial voltou a colocar a solidariedade no centro da missão das Academias do Bacalhau. Na abertura, Raoul Gomes, Presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, agradeceu a presença das diferentes delegações e destacou a importância da união

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Pontes Além do Silêncio: poesia marca regresso às raízes de Mário Silva A poesia, a memória e as raízes açorianas estiveram em destaque na Casa dos Açores do Ontário, em Toronto, com o lançamento de Pontes Além do Silêncio, versão portuguesa de Bridges Beyond Silence, a estreia poética do Dr. Mário Silva. Promovido pela Mosaic Press, o encontro realizou-se no domingo, 4 de outubro, reunindo membros da comunidade portuguesa e açoriana, convidados e representantes locais. A sessão foi apresentada por Matthew Correia, Conselheiro da Diáspora Açoriana para o Ontário, e contou também com a presença da Presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow.

a Memória do Holocausto (IHRA), foi Vice-Presidente do Tribunal dos Direitos Humanos do Ontário e é Distinguished Fellow na Toronto Metropolitan University. Estudou na University of Toronto, na Do direito à poesia Sorbonne, na University of Oxford e na A estreia literária surge depois de uma National University of Ireland, Galway, longa carreira no Direito, na política, na tendo recebido distinções nacionais de diplomacia e na área dos direitos humaFrança, Portugal e Brasil pelo seu trabalho nos. Doutorado em Direito, Mário Silva no serviço público e nos direitos humafoi Deputado do Parlamento do Canadá, nos. exerceu funções de liderança e diplomáticas junto da Aliança Internacional para A ideia de ligação está também presente no título da obra. “Uma ponte só importa se alguém a atravessar”, acrescentou.

Construída em três arcos — Da Indiferença ao Amor, Libertação na Graça e Justiça Transfigurada — a obra aborda temas como a emigração, a identidade, a memória, o amor e a justiça. Nascido nos Açores e radicado em Toronto, Mário Silva escreveu originalmente os poemas em inglês, mas considera a edição portuguesa um regresso às suas raízes. “Este livro foi escrito em inglês, mas foi sentido em português”, afirmou o autor. “Ver estes poemas regressarem à língua da minha infância, e lê-los na Casa dos Açores, no meio da comunidade que me criou, é um regresso a casa que não esperava.”

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Uma ponte entre duas línguas

Um regresso às origens Durante o lançamento, o autor conversou com a Professora Maria João Maciel Jorge, da York University, sobre a obra e os desafios de transportar poesia de uma língua para outra. A edição portuguesa ganha um significado especial por ser apresentada precisamente na comunidade açoriana de Toronto, ligando a experiência pessoal do autor às memórias e raízes de uma comunidade construída entre dois países. Os exemplares autografados de Pontes Além do Silêncio e Bridges Beyond Silence estiveram disponíveis durante o evento. Escrita originalmente em inglês, a obra regressa agora à língua associada às primeiras experiências do autor e às suas raízes familiares e culturais. Com esta obra, Mário Silva acrescenta a poesia a um percurso marcado pelo Direito e pelo serviço público, encontrando nos versos uma nova forma de refletir sobre a memória, a identidade, a justiça e a condição humana. Uma ponte entre duas línguas, duas culturas e duas casas. RMA/MS

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No PCCM, Fado une gerações numa noite de homenagem a Amália Rodrigues

artistas vindos de Portugal e talentos ligados à comunidade local, mas o dirigente acredita que, no futuro, poderá haver uma edição especialmente dedicada aos artistas da comunidade. “Os nossos artistas locais mereciam uma noite destas também”, afirmou. Mais do que uma noite de música, a iniciativa pretende celebrar o fado, homenagear Amália Rodrigues e reforçar os laços da comunidade. “Sem o vosso apoio, sem o vosso carinho, nada disto acontecerá”, sublinhou Mouselo. Entre as artistas participantes esteve Suzy Silva, cuja formação em jazz lhe trouxe novas ferramentas para a composição, harmonia e arranjos, sem alterar a forma como aprendeu a cantar fado. “Eu aprendi a cantar fado da maneira que todos nós aprendemos: a ouvir os antigos”, explicou. Amália é uma das suas maiores referênara Mouselo, a parceria com o Festival Internacional de Fado representa cias, uma espécie de “santa padroeira de uma oportunidade para abrir o Cen- todas as fadistas”. Suzy estudou atentatro a novos projetos e aproximar diferentes mente as suas interpretações, desde a divicomunidades portuguesas. A gala reuniu são dos versos à dicção e colocação da voz. Foi uma noite dedicada à alma de Portugal, onde a música, a emoção e a cultura se encontraram através do fado. O Portuguese Cultural Centre of Mississauga realizou a tradicional Gala de Fado, este ano integrada na primeira edição do Festival Internacional de Fado de Toronto e dedicada a uma das maiores referências da cultura portuguesa: Amália Rodrigues. Realizada há 26 anos, a gala é motivo de orgulho para Jorge Mouselo, presidente do Centro Cultural Português de Mississauga, que destaca a importância de preservar uma tradição já enraizada na comunidade. “Não quero que isto morra”, afirmou, defendendo também uma maior união entre os clubes portugueses no Canadá.

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Interpretar um fado associado a Amália representa, por isso, uma responsabilidade especial. “É impossível tirar do ouvido de quem ouve a versão original, que é grandiosa”, reconheceu. Ainda assim, procura imprimir às interpretações a sua própria identidade, através do “amor e dedicação” que coloca em cada atuação. Para Suzy, o fado não pode ser reduzido a uma única definição: “É emoção, é música, mas também é um estado de espírito.” A cantora considera uma honra representar os fadistas da comunidade e destaca o crescente interesse pelo género entre públicos francófonos e anglófonos. “O fado tem muita coisa interessante a dar a conhecer ao mundo inteiro”, afirmou. A cantora portuguesa Lenita Gentil também participou na gala de homenagem a Amália. Feliz por regressar a uma região onde tem muitos amigos, destacou a importância destas iniciativas para os portugueses no estrangeiro. “Onde houver um português tem que haver fado”, afirmou.

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Lenita recordou o seu percurso, iniciado na canção e marcado por festivais internacionais, até chegar ao fado, influenciada pelo ambiente musical familiar e pelos grandes nomes do género. Considera positivo o crescente interesse dos jovens e de públicos estrangeiros pelo fado, incluindo japoneses e chineses que já cantam e tocam esta música. Para a artista, esse fenómeno demonstra a sua força e universalidade. Recordou ainda a parceria de mais de 20 anos com Natalino de Jesus, com quem gravou Fado para Dois e continua a atuar. Natalino reforça a importância do Fado, numa comunidade onde a “saudade” é a palavra de sentimento. João Brito, artista e organizador do Festival Internacional de Fado, considera a concretização do projeto um grande desafio. A ideia nasceu e avançou com o apoio de três associações. Apesar dos contratempos, a primeira edição levou o fado a Toronto e Mississauga, com salas bem preenchidas. “Esta é a primeira vez, mas não vai ser a última”, garantiu. Para as próximas edições, a intenção é crescer gradualmente, envolver mais associações, chegar a outras cidades, incluindo Montreal, e apresentar o fado também a públicos não portugueses através de concertos mais intimistas. “Temos que começar a mostrar o fado”, defende. Outra prioridade é dar espaço aos artistas da comunidade. Brito quer que o festival funcione como uma “rampa de lançamento” para fadistas e músicos de Toronto, Montreal, Vancouver e outras regiões, mostrando que existem muitos talentos locais que “também fazem bem” e merecem ser conhecidos. Entre a homenagem a Amália, a tradição da Gala de Fado e os novos caminhos do festival, a noite em Mississauga mostrou que o fado continua vivo: preserva as raízes portuguesas, aproxima gerações e comunidades e, ao mesmo tempo, encontra novos artistas e públicos muito para além de Portugal. RMA/MS

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Sara Rodi promoveu a literatura portuguesa no Canadá A convite da Coordenação do Ensino Português no Canadá (CEPE), do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., em parceria com a Embaixada de Portugal no Canadá, a escritora e argumentista portuguesa Sara Rodi deslocou-se ao Canadá para participar em várias iniciativas de promoção da língua e da literatura portuguesa.

nando Pessoa e as Mulheres da Sua Vida à comunidade portuguesa, que me acolheu com aqueles abraços que nos fazem sentir em casa”. Sara Rodi recordou ainda as histórias e partilhas que ouviu durante a sua passa-

gem pelo Canadá: “Ouvi histórias, partilhas generosas e sonhos para o futuro que não vou esquecer. Foi muito bonito sentir esta ligação através da língua portuguesa e perceber o entusiasmo da comunidade pela literatura e pela cultura portuguesas”.

Photo: Francisco Pegado

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m Otava, Sara Rodi participou na VIII Feira do Livro Ibero-Americana e realizou uma palestra na Saint Paul University, onde apresentou o seu trabalho e teve a oportunidade de contactar diretamente com estudantes e jovens leitores. A escritora esteve igualmente em Toronto, onde participou num encontro com a comunidade na Livraria Saudade, por ocasião da sua inauguração. O encontro foi dedicado ao seu mais recente romance, O Quanto Amei - Fernando Pessoa e as Mulheres da Sua Vida, uma obra que revisita a figura de Fernando Pessoa através das mulheres que fizeram parte da sua vida. Sobre a sua passagem pelo Canadá, Sara Rodi descreveu a experiência como “muito especial” e que irá guardar “com muito carinho”. A escritora falou também sobre o contacto com a comunidade portuguesa em Toronto “tive a oportunidade de apresentar o meu romance O Quanto Amei – Fer-

A escritora agradeceu ao CEPE Canadá, do Camões, I.P., e à Embaixada de Portugal no Canadá pela oportunidade, deixando também uma palavra de reconhecimento à equipa da Livraria Saudade, pelo convite e pela recepção. A coordenadora do CEPE, Maria do Rosário Gaspar, destacou a importância destas iniciativas na promoção e divulgação da língua portuguesa no Canadá ”foi um final de tarde muito agradável, num espaço chamado “Saudade”, para falar de Fernando Pessoa. Foi muito bom ver a afluência do público e poder partilhar mais esta experiência de promoção e divulgação da língua portuguesa”, afirmou. Maria do Rosário Gaspar deixou ainda um agradecimento especial a Nancy e Fátima, pela cedência do espaço para a realização do encontro. A passagem de Sara Rodi pelo Canadá aproximou a literatura portuguesa dos leitores da comunidade e proporcionou novos momentos de encontro em torno da língua, da cultura e da literatura portuguesa. FP/MS

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Santoinho 2026 reuniu mais de mil pessoas num verdadeiro arraial minhoto No passado sábado, o evento da Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) transformou-se num verdadeiro arraial minhoto, com mais de mil pessoas a encherem o espaço em Etobicoke para celebrar o Santoinho, conhecido como “o maior arraial minhoto no Canadá”. Inspirado nas tradicionais festas e romarias do Minho, o Santoinho mantém desde 1997 viva a cultura e as tradições portuguesas junto da comunidade no Canadá. A noite foi marcada pela gastronomia tradicional, com sardinha assada, caldo verde, bifanas, broa e champarrião, além de muita música e folclore. Os ACMT Bombos “Os Alegres”, os grupos folclóricos, a malhada do milho, a Roda do Santoinho e as atuações do Grupo Kalhambeque animaram uma noite de muita alegria e convívio. A festa terminou com DJ e a tradicional Roda do Santoinho.

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ara Carlos Gonçalves, presidente da ACMT, “tudo correu como esperado”. Agradecendo aos mais de 70 voluntários, destacou a “excelente moldura humana” e garantiu que, no próximo ano, “a festa minhota será ainda mais forte”. Opinião de apaixonados pela cultura minhota Para Augusto Bandeira, líder comunitário, apresentador do Roundtable e apaixonado pela cultura minhota, o Santoinho é muito mais do que um espaço de jantar, música e dança. “É uma forma de reviver aquilo que fomos e que, infelizmente, muitas vezes vamos deixando perder”, afirma. Nascido em 1972, em Darque, Viana do Castelo, pelas mãos de António Cunha, o Santoinho tornou-se, ao longo de mais de cinco décadas, uma referência na divulgação da cultura minhota. Para Augusto Bandeira, representa “memória, identidade e orgulho

nas nossas raízes” e tem a capacidade de fazer com que quem não conhece o Minho possa “sentir um pouco do Minho”. Com o Encontro Vianense, do qual é responsável, já marcado para 8 de maio de 2027, considera muito importante levar esta tradição ao Canadá, sobretudo para aproximar as novas gerações das suas origens. “É uma forma de levar o Minho a quem está longe da sua terra e de manter vivas as nossas tradições.” Mas o entusiasmo é acompanhado por um apelo à autenticidade. Para Augusto Bandeira, celebrar o Santoinho fora de Portugal só faz sentido se a sua identidade for respeitada. “O folclore deve estar em primeiro lugar, acompanhado pelas músicas tradicionais que ali se ouvem e dançam.” E deixa uma referência especial: “A Marcha do Santoinho é única e verdadeira e deve ser respeitada.” Conhecedor da história do Santoinho e próximo “dos seus proprietários”, que considera grandes amigos, Au-

gusto Bandeira reforça que a iniciativa canadiana deve procurar ser “o verdadeiro Santoinho, ou pelo menos o mais próximo possível daquilo que ele representa”. “Podemos mudar muitas coisas com o passar dos anos, mas uma cultura só permanece viva quando as novas gerações conseguem perceber, respeitar e sentir aquilo que as gerações anteriores lhes deixaram”, sublinha. E termina com uma mensagem de reconhecimento e, ao mesmo tempo, de responsabilidade: “Parabéns a quem teve a excelente ideia de dar início à celebração deste excelente evento minhoto, mas respeitem o que é verdadeiramente o Santoinho.” Por seu turno, Maria Melo destaca que “a festa transborda alegria e distingue-se pelo espírito de comunidade e pela gastronomia tradicional”. As sardinhas e febras na brasa, o champarrião, as marchas populares e os conjuntos musicais fazem desta “uma noite muito especial”. Entre os momentos mais marcantes, destaca “a emocionante demonstração do malhar do milho, a tradicional desfolhada minhota”, acompanhada pelo som das concertinas e pelas danças folclóricas. “É a nossa história vestida de festa. É honrar o passado do Minho e fortalecer a nossa identidade luso-canadiana”, afirma Maria, que espera que “este grande arraial continue a ser celebrado, geração após geração, para que as nossas tradições nunca se percam”. “É com grande amor às nossas tradições e com orgulho que continuo a ser voluntária nestes eventos”, conclui. Mais do que uma noite de festa, o Santoinho voltou a ser um ponto de encontro para a comunidade portuguesa, onde a gastronomia, a música e as tradições minhotas se juntaram para recriar, em Etobicoke, o espírito das romarias. RMA/MS

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Arsenal do Minho celebrou 40 anos de tradição e identidade minhota em Toronto e as tradições ajudam a manter viva a ligação a Portugal e, em particular, ao Minho. A celebração assinalou também os 31 anos do Rancho Folclórico do Arsenal do Minho, que continua a transmitir às novas gerações os sons, as danças, os trajes e a cultura minhota. As comemorações começaram na sexta-feira, 2 de outubro, com o tradicional Porto de Honra, realizado na sede do Aro longo de 40 anos, o Arsenal do senal do Minho. Entre abraços, reenconMinho tornou-se muito mais do tros e memórias, dirigentes, convidados e que uma associação. Para muitas membros da comunidade deram início a famílias, é uma segunda casa, um lugar um fim de semana dedicado à história da de encontro onde a música, o folclore associação. Quatro décadas de histórias, amizades, famílias e amor às raízes. Foi este o espírito que marcou a celebração dos 40 anos do Arsenal do Minho de Toronto, numa noite em que a comunidade portuguesa se reuniu para recordar o caminho percorrido, celebrar o presente e olhar para o futuro com orgulho nas tradições minhotas.

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No sábado, 3 de outubro, a celebração prosseguiu na LiUNA Local 183, em Toronto, reunindo familiares, amigos, membros da associação e convidados para uma noite dedicada aos 40 anos de história do Arsenal do Minho e às tradições que continuam a unir a comunidade portuguesa. Entre as presenças estiveram a Presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, a Deputada Federal por Davenport, Julie Dzerowicz, e o Presidente do SC Braga, António Salvador. A ligação entre Braga e a comunidade minhota em Toronto esteve no centro das palavras de João Rodrigues, que destacou a proximidade que permanece apesar da distância ‘é muito curioso nós chegarmos a tantos quilómetros de distância e vermos em cada uma destas pessoas uma continuação da cidade.” António Salvador sublinhou o orgulho em testemunhar a força da comunidade portuguesa e falou da intenção de reforçar a presença do SC Braga em Toronto, nomeadamente através de iniciativas desportivas dirigidas às crianças e aos jovens. Do lado canadiano, Olivia Chow felicitou o Arsenal do Minho pela sua contribuição “para a cultura e pelo dinamismo da cidade de Toronto”, enquanto Julie Dzerowicz deixou uma mensagem de parabéns pelos 40 anos e votos de continuidade e crescimento. Mas a verdadeira dimensão desta história encontra-se nas pessoas que, ao longo de quatro décadas, deram tempo, trabalho e dedicação à associação. Cristina

Garcia falou da alegria de representar o Arsenal do Minho e celebrar “40 anos de vida, tradição e cultura”. Para Joel Bastos, estes são 40 anos de divulgação da cultura e das tradições minhotas no Canadá. Nelson Martins, responsável pelo Rancho Folclórico, destacou o forte sentido de união que se vive na associação: “Somos uma família de muitos elementos e estou feliz por fazer parte desta família.” André, Vitória, Liliana e Patrizia partilharam também o orgulho de fazer parte desta história e de contribuir para a continuidade das tradições minhotas. A mesma ligação passa para as novas gerações. Para a família Silva, composta por Nelson, Cláudia, Soraia e Aryana, envolver as crianças na comunidade portuguesa é uma forma de garantir que a cultura e as tradições se mantenham vivas no futuro.” A noite foi animada por Cláudia Martins e os Minhotos Marotos, num ambiente de música, dança e convívio. Entre gerações, histórias e memórias, os 40 anos do Arsenal do Minho mostraram que uma tradição permanece viva quando é partilhada. Uma história construída por muitas mãos e muitas famílias, mantendo vivas em Toronto as tradições e as raízes do Minho. FP/MS

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Começou o voto antecipado em Toronto

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O voto antecipado para as eleições municipais de Toronto começou na terça-feira, 6 de outubro, e decorre até domingo, 11 de outubro. Durante este período, os eleitores podem votar nas eleições para presidente da Câmara, vereadores e administradores dos conselhos escolares.

Mais inquilinos na GTA com rendas em atraso à medida que os custos de habitação superam os rendimentos Por toda a área metropolitana de Toronto (GTA), as organizações que apoiam pessoas com dificuldades em pagar a renda afirmam que a procura por assistência está a atingir níveis sem precedentes, numa altura em que a subida dos custos de habitação e a estagnação dos rendimentos deixam cada vez mais famílias para trás.

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s dados do Tribunal do Arrendamento de Ontário (Landlord and Tenant Board) mostram que os pedidos de despejo por falta de pagamento de renda (processos L1) têm vindo a aumentar de forma constante, passando de 37.690 pedidos em 2022-23 para 41.386 em 202324 e 45.435 em 2024-25, um aumento de cerca de 20 por cento em três anos. Estes processos de despejo por não pagamento representam agora aproximadamente metade de todos os pedidos recebidos por aquele tribunal. Gladys Wong, diretora-executiva do Neighbourhood Information Post, organismo que gere o Banco de Rendas de Toronto (Toronto Rent Bank), nota que a procura por assistência financeira aumentou significativamente, com os subsídios distribuídos a subirem de 6,4 milhões de dólares em 2022 para 8,8 milhões no ano passado.

“Acho que muitas pessoas cujo rendimento costumava ser relativamente razoável no passado já não conseguem pagar tudo, especialmente se tiverem filhos”, afirmou Wong, acrescentando que estão também a registar uma afluência de estudantes com dificuldades em acompanhar os preços elevados das rendas. Na Região de Peel, os pedidos de assistência para apoios à habitação dispararam 78 por cento desde 2022, atingindo quase 21.000 no ano passado, enquanto a lista de espera para habitação subsidiada alcançou os 37.060 agregados familiares — um aumento de 29 por cento desde 2022. A Região de Halton enfrenta uma procura igualmente elevada para o seu Fundo de Estabilidade Habitacional (Housing Stability Fund), no qual Daryl Kaytor, diretor dos serviços de habitação, destaca que os rendimentos insuficientes e as rendas altas continuam a ser as principais barreiras para os residentes. Na Região de Durham, os atrasos no pagamento de rendas dominam os pedidos de assistência financeira de emergência, enquanto a Região de York regista mais de 22.000 agregados familiares na lista de espera para habitação subsidiada, um aumento de 49 por cento desde 2022. CBC/MS

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s mesas de voto estarão abertas diariamente entre as 10h00 e as 19h00. No dia das eleições, 26 de outubro, as mesas de voto estarão abertas das 10h00 às 20h00. Os eleitores podem consultar o local onde devem votar através do cartão de informação eleitoral recebido pelo correio ou da plataforma MyVote, introduzindo a morada da sua residência principal. Os cartões de informação eleitoral começaram a ser enviados a partir de 20 de setembro aos eleitores elegíveis. Quem pode votar em Toronto? Para votar nas eleições municipais, é necessário ter pelo menos 18 anos, ser cidadão canadiano e residir em Toronto. Pessoas que não residam na cidade também podem votar caso sejam proprietárias ou arrendatárias de um imóvel em Toronto, ou caso essa condição se aplique ao cônjuge. Não podem votar as empresas, as pessoas que estejam a cumprir uma pena de prisão numa instituição prisional ou correcional, nem as pessoas que atuam como executores testamentários, administradores de bens ou noutra qualidade de representante, excepto quando estejam devidamente autorizadas a votar por procuração em nome de outra pessoa. Que documentos de identificação são aceites? No dia da votação, é obrigatório apresentar um documento de identificação válido que indique o nome e a morada em Toronto. São aceites, entre outros, carta de condução, documentos fiscais, cartões bancários, extratos bancários, contas de serviços públicos e determinados documentos emitidos por empregadores. Os passaportes não são aceites, uma vez que não apresentam a morada. O prazo para solicitar o

voto por correspondência terminou a 24 de setembro. Os boletins enviados por correio devem ser recebidos até às 12h00 de 14 de outubro. Outras autarquias iniciam também o voto antecipado O voto antecipado também já está disponível em várias outras autarquias da região, sendo que algumas se preparam para abrir os locais de votação nos próximos dias. As datas e os horários variam consoante o município e, em alguns casos, também de acordo com o local de votação. Em Mississauga o voto antecipado começou a 6 de outubro e decorre até 11 de outubro, em vários locais de votação espalhados pela cidade. Hamilton iniciou o processo mais cedo, a 3 de outubro, com novas datas previstas para os dias 4, 10, 11, 17 e 18 de outubro. Já em Oakville, a votação começou a 7 de outubro e decorrerá até 18 de outubro. Esta semana, Halton Hills e Brampton dão início ao voto antecipado. Em Halton Hills, a votação online começa a 9 de outubro e prolonga-se até 24 de outubro, mediante pré-registo. Em Brampton, também a partir de 9 de outubro, as datas variam consoante o local de votação. Na região, Vaughan inicia o voto antecipado a 9 de outubro, enquanto Milton terá votação entre 12 e 15 de outubro. Em Burlington, o período de votação decorre de 14 a 23 de outubro. Mais tarde, Markham abre o voto antecipado de 16 a 26 de outubro, seguido de Newmarket, a partir de 17 de outubro, e Richmond Hill, a partir de 20 de outubro. Na reta final antes das eleições, Ajax e Pickering terão votação online de 19 a 26 de outubro, enquanto Whitby disponibilizará o voto antecipado entre 22 e 25 de outubro, em três locais. Em Oshawa, a votação online decorrerá de 13 a 26 de outubro. Os eleitores devem consultar os sites oficiais das respetivas autarquias para confirmar os locais, horários e eventuais requisitos de votação antecipada. FP/MS

Museu de Oshawa enfrenta quase 3 mil dólares em coimas municipais devido a acampamentos de sem-abrigo na sua propriedade -abrigo estavam a vaguear, a discutir, a gritar e a deixar lixo na propriedade do museu, exigindo que a instituição resolvesse esse comportamento “desordeiro”. O documento alertava ainda o museu de que estava a violar um regulamento municipal. Desde 15 de setembro, o museu já relexandra Miller-Gerrard, diretora- cebeu sete coimas da câmara municipal, -executiva e curadora do Canadian perfazendo um total de 2.750 dólares. Pelo Automotive Museum, explicou que menos um especialista refere que o muniuma notificação emitida pela câmara em cípio não está a resolver o problema dos junho de 2025 alegava que pessoas sem- sem-abrigo ao multar a organização de be-

Um museu em Oshawa enfrenta quase 3.000 dólares em coimas aplicadas pela câmara municipal por permitir “atividades perturbadoras” na sua propriedade, mas afirma que precisa de ajuda, e não de sanções, por parte do município para manter o espaço seguro.

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neficência que gere o museu, o qual expõe veículos históricos. De acordo com a notificação, a câmara indicou que o museu poderia cumprir os regulamentos municipais mediante a “prestação de medidas de segurança preventiva consistentes”. Em resposta, o museu reforçou a iluminação exterior, aumentou o número e a qualidade das câmaras de vigilância no exterior e incrementou o tempo dedicado pelos funcionários à monitorização do parque de estacionamento e à análise das imagens de segurança.

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Contudo, Miller-Gerrard afirmou que o museu não tem capacidade para pagar as coimas nem os custos de um serviço de segurança a tempo inteiro ou de uma nova vedação no seu perímetro, e está a pedir mais apoio à câmara municipal. “Estamos a pedir uma parceria e soluções práticas, não apenas para o museu, mas para a vitalidade contínua do centro de Oshawa”, lê-se numa publicação feita pelo museu esta semana no Instagram. CBC/MS

Saturdays 7:30 am 10:30 am


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‘O Canadá não é nosso inimigo’: Candidato republicano ao Senado pelo Michigan rompe com Trump quanto à guerra comercial

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candidato republicano numa disputa renhida pelo lugar vago no Senado pelo estado do Michigan está a apelar ao Presidente dos EUA, Donald Trump, para que ponha fim à guerra comercial com o Canadá. Mike Rogers lançou um novo anúncio publicitário de 30 segundos no qual critica as tarifas alfandegárias enquanto está sentado num bar desportivo com uma cerveja Labatt — uma marca canadiana popular em estados fronteiriços como o seu. “Aqui no Michigan sabemos que o Canadá não é nosso inimigo. Precisamos de acabar com esta guerra de tarifas agora mesmo”, afirma Rogers no anúncio, enquanto a imagem da ponte Ambassador Bridge, que liga Windsor a Detroit, surge no ecrã. “Como senador do Michigan, vou unir ambos os partidos para baixar os vossos preços. Esse é o objetivo número um”, diz Rogers no spot publicitário. Ao falar aos jornalistas no Salão Oval mais tarde, na quarta-feira (7), o Presidente dos EUA, Donald Trump, desvalorizou o anúncio, redefinindo a mensagem de Rogers sobre a guerra comercial. “Bem, eu interpretei isso como se ele quisesse que o Canadá fizesse um acordo”, disse Trump. “Nós não queremos que eles

fabriquem carros para nós.... É uma longa história, mas eles têm-nos estado a explorar. O Canadá tem-nos estado a explorar há muitos, muitos anos e já não nos vão explorar mais”, afirmou. Esta atitude de Mike Rogers representa uma mudança de 180 graus, já que anteriormente ele tinha apoiado as tarifas aplicadas por Trump aos produtos canadianos. Numa entrevista à Fox News este verão, Rogers tinha afirmado que a política comercial de Trump concebida para “reindustrializar” os EUA era “excelente para nós... todas estas medidas são realmente positivas.” Na altura, o candidato disse que o Canadá quer vender centenas de milhares de automóveis para o Michigan e que isso deveria ser “absolutamente inaceitável”, porque essas exportações “prejudicam os trabalhadores que fabricam automóveis e peças automóveis.” “Os canadianos não têm sido bons parceiros nesta matéria”, afirmou então. A rutura de Rogers com o presidente relativamente à política comercial com o Canadá surge numa altura em que as sondagens sugerem que as tarifas de Trump são profundamente impopulares nos EUA. Apenas 26 por cento dos americanos inquiridos numa sondagem realizada pela Politico no final do mês passado afirmaram que a aplicação de tarifas aos produtos canadianos era a medida correta a tomar. CBC/MS

Otava dá mais poder, e mais independência, à agência de compras da defesa

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Projeto de Lei C-40, que tornará a agência, atualmente a operar sob a alçada dos Serviços Públicos e Aprovisionamento do Canadá (Public Services and Procurement Canada), mais independente, foi apresentado na Câmara dos Comuns. A entidade terá o seu próprio conselho de administração e um presidente executivo (CEO), um mandato claro, uma estrutura permanente e competências mais específicas para dar um andamento mais rápido às aquisições militares, afirmaram responsáveis federais numa sessão de esclarecimento.

A agência, renomeada Corporação Canadiana para o Investimento na Defesa (Canadian Corporation for Defence Investment), responderá perante um recém-criado ministro-adjunto da defesa assim que o Projeto de Lei C-40 for aprovado pelo Parlamento. CBC/MS

PORTUGAL

Canadiana Anne Carson distinguida com o Prémio Nobel da Literatura O Prémio Nobel da Literatura foi atribuído à poetisa e ensaísta canadiana Anne Carson pela Academia Sueca, em Estocolmo.

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arson, de 76 anos, foi reconhecida pela “sua obra arrojada e inventiva que, num diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”, afirmou o organismo responsável pela atribuição do prémio. A academia revelou que Carson se encontrava na Islândia “a ouvir o vento” quando os seus representantes a contactaram, tendo ficado surpreendida ao saber que tinha vencido. Carson já conquistou uma vasta série de prémios literários no passado. Norma Jeane

Baker of Troy, que cruza a vida de Marilyn Monroe com as histórias de Helena de Tróia na peça Helena, de Eurípedes, foi distinguido em 2020 com o Governor General’s Award na categoria de poesia. No ano seguinte, a autora recebeu um prémio de carreira nos PEN America Literary Awards, onde foi descrita como uma “escritora visionária e sui generis”, tendo os jurados anunciado a distinção sob a forma de um poema. O primeiro livro de poesia da autora natural de Toronto, Canicula di Anna, foi publicado em 1984, vendo a sua reputação no Canadá e no estrangeiro consolidar-se dois anos mais tarde com a publicação da sua primeira coletânea de ensaios, Eros the Bittersweet (Eros, o Doce-Amargo). CBC/MS

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Crédito: CBC

A nova Agência de Investimento na Defesa do Canadá passará a ter mais poder e autoridade adicional para negociar contratos de aquisição, bem como para realizar investimentos em setores-chave da defesa, quando for transformada numa empresa pública (Crown corporation), anunciou o governo federal esta terça-feira.

CANADÁ

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‘O Canadá não é nosso inimigo’: Candidato republicano ao Senado pelo Michigan rompe com Trump quanto à guerra comercial

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Pensões

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Erro leva Caixa Geral de Aposentações a rever pensão de três mil reformados

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A Caixa Geral de Aposentações (CGA) vai corrigir 2937 pensões de aposentação atribuídas entre maio e agosto, depois de ter detetado um erro no cálculo dos valores inicialmente comunicados aos recém-reformados.

Saúde

Governo ultima reforma na saúde com fusões e criação de agência pública (DGS) com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), formando-se uma agência de saúde pública. Segundo o jornal Público, o diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, já foi informado das alterações, ficando ainda a saber que não terminará o mandato, cujo fim seria apenas em fevereiro de 2028. Com a saída de Álvaro Almeida, na sequência da degradação, nos últimos meses, A reforma preparada pelo Governo de- da relação com a ministra Ana Paula Marverá ser apresentada brevemente, incluin- tins, há dois nomes possíveis na equação do ainda a fusão da Direção-Geral da Saúde para a liderança da entidade resultante da A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), criada há quatro anos, vai ser transformada num novo organismo que poderá integrar a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) - entidade que gere o dinheiro da saúde - e parte da empresa Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

fusão da DE-SNS com a ACSS. Um deles é Nuno Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Outro é Carlos Martins, presidente da Unidade Local de Saúde de Santa Maria, que foi secretário de Estado da Saúde do Governo de Durão Barroso. A DE-SNS foi criada em 2022 no Executivo de António Costa, num momento em que as urgências de obstetrícia já funcionavam com várias limitações. JN/MS

Impostos

Quem ganha até 970 euros não paga IRS no próximo ano

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A proposta do Governo para o OE2027 concretiza também a subida do salário mínimo nacional para 970 euros no próximo ano. “Em 2027, o Governo da AD elevará o salário mínimo (RMMG) para os 970 euros, concretizando o terceiro aumento consecutivo desde que tomou posse o XXIV Governo Constitucional, em 2024, ano em que a RMMG [Retribuição Mínima Mensal Garantida] se cifrava nos 820 euros”, pode ler-se no documento. JN/MS

Credito: JN

Para o 5.º escalão, os rendimentos coletáveis serão agora entre 23.985 e 30.538 euros e, para o 6.º escalão, entre 30.538 e 44.762 euros. A taxa do 7.º escalão do IRS passará a abranger os rendimentos acima de 44.762 euros até 48.373 euros, a do 8.º escalão vai abarcar rendimentos entre 48.373 euros e 89.995 euros. E o último escalão será aplicado a rendimentos superiores a 89.995 euros. A atualização da dedução específica e dois escalões do IRS vão o documento, o Governo sobe de custar ao Estado 431 milhões de euros. 12.880 para 13.580 euros o valor de referência do mínimo de existência, aumentando em 50 euros, de 920 para 970 euros, o rendimento mensal isento de IRS. A medida que consta da proposta do OE2027 vai custar ao Estado 121 milhões de euros. O documento também atualiza os limites dos nove escalões do IRS em 3,88%, o que significa que o rendimento coletável (alvo de imposto) passa também a ser superior. A taxa do 1.º escalão, que neste momento abrange os rendimentos coletáveis até 8.342 euros anuais, passa a abranger valores até 8.666 euros. A taxa do 2.º escalão, que atualmente é aplicada a rendimentos coletáveis entre 8.342 e 12.587 euros, passa a abarcar o intervalo entre 8.666 e 13.075 euros. O 3.º escalão vai aplicar-se a rendimentos entre 13.075 euros e 18.530 euros; o 4.º escalão a valores entre 18.530 e 23.985 euros. A proposta do Governo para o Orçamento do Estado de 2027 (OE2027) aumenta o valor de referência do mínimo de existência, ou seja, o rendimento anual isento de IRS. Na prática, quem ganha até 970 euros por mês não vai pagar imposto no próximo ano, valor que também será o do salário mínimo em 2027. Os limites dos nove escalões de IRS também foram atualizados em 3,88%.

Com o novo ajuste, os quase três mil pensionistas abrangidos vão passar a receber menos 93,31 euros por mês, situação que resulta de um “lapso na parametrização” do sistema de informação da CGA, que levou à atribuição de pensões acima dos valores previstos na legislação em vigor, explicou o Ministério do Trabalho, ao “Jornal de Negócios”. Os reformados começaram a ser surpreendidos com comunicações da CGA a informar que o valor da pensão que lhes tinha sido inicialmente comunicado iria ser reduzido. Em alguns casos, segundo o Bloco de Esquerda, os cortes poderão chegar a várias “centenas de euros mensais”. A denúncia foi feita pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, que pediram que os responsáveis sejam ouvidos no Parlamento sobre este assunto. O primeiro partido pede esclarecimentos do presidente do Conselho Diretivo da Caixa Geral de Aposentações (CGA), enquanto o PCP requer uma audição “urgente” da ministra do Trabalho. O Parlamento aprovou ambos os requerimentos. “Não é concebível que, depois de atribuída a pensão calculada pela Caixa Geral de Aposentações, venham agora os reformados receber uma notificação por parte da mesma entidade a dar conta de um corte nas suas pensões”, criticou Paula Santos, exigindo “esclarecimentos o quanto antes”. Para Fabian Figueiredo, o Governo está a violar “o princípio da boa-fé, o princípio da confiança e o princípio do tratamento mais favorável”. “É preciso esclarecer às portuguesas e aos portugueses que os aposentados que estão a ser prejudicados são sobretudo aqueles que tiveram carreiras contributivas mais longas, em muitos dos casos, professores que regressaram à escola, à sala de aula, a pedido do Governo”, disse. A situação afeta sobretudo pensionistas com 40 ou mais anos de carreira contributiva. A CGA está agora a rever os processos e fonte do Ministério do Trabalho garante que “todos receberão a pensão que a lei lhes garante”. “Deficiência técnica” Em Aveiro, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social garantiu que os valores pagos a mais terão de ser devolvidos. “É uma deficiência técnica no apuramento da pensão, que será naturalmente corrigida. A Caixa de Apresentações já emitiu uma informação sobre isso e, portanto, será corrigida”, disse Maria do Rosário Palma Ramalho. “Efetivamente, se se verificar que houve um pagamento indevido, nos termos legais terão que repor, mas as soluções legais serão combinadas com os próprios afetados. Aliás, as pessoas já receberam uma carta sobre essa matéria, segundo nos disseram, e portanto, há várias formas de repor”, acrescentou. JN/MS


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Dívida

Estado deve seis milhões de euros às livrarias dos manuais escolares ção das faturas registadas pelas livrarias e, consequentemente, procede ao pagamento das faturas que estejam em conformidade com os critérios definidos, nomeadamente se as certidões de não dívida à Autoridade Tributária e à Segurança Social estiverem válidas. Na terça-feira (6), a CPPME alertou que a faturação dos vouchers ficou disponível a partir de 17 de agosto, mas, várias semanas depois, as livrarias continuam sem receber os respetivos valores. Há casos em que o processo está m resposta ao JN, o ministério da Educação avança validado, mas os valores não chegam aos gestores dos esque já foram pagos às livrarias 39,2 milhões de euros tabelecimentos. O cenário já tinha sido confirmado, junto no âmbito dos manuais escolares de 2026/2027. Nes- de várias livrarias, em setembro, pelo JN. Ao mesmo tempo, o ministério da Educação acrescenta te momento, está em fase de pagamento o montante de 6,1 milhões de euros. “Os pagamentos estão a decorrer de for- que já foram emitidos 6,1 milhões de vouchers para levanma regular, à semelhança dos anos anteriores”, assegura tamento dos manuais escolares gratuitos. No total, foram o gabinete tutelado por Fernando Alexandre, ministro da resgatados pelos encarregados de educação 5,3 milhões de vales. Educação. JN/MS O Governo explica ainda que a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) faz, todas as semanas, a extraO Governo tem em falta seis milhões de euros às livrarias relativos aos manuais escolares fornecidos no âmbito do programa MEGA. O esclarecimento surge depois da denúncia dos valores em atraso feita pela Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), que está preocupada com a sobrevivência dos pequenos negócios. Já foram emitidos mais de seis milhões de vouchers.

Credito: JN

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Orçamento do Estado

Governo descongela valor das propinas a partir de 2027/2028

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medida consta da proposta de lei entregue esta quinta-feira pelo Governo no Parlamento, que prevê que, no ano letivo de 2027/2028, o valor máximo das propinas nas licenciaturas e nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) seja igual ao teto fixado em 2026/2027 (697

euros), acrescido da taxa de variação média do Índice de Preços no Consumidor (IPC), sem habitação, registada em 2026. A mesma regra de atualização aplica-se aos mestrados indispensáveis ao exercício de uma atividade profissional ou aos casos em que a exigência do grau de mestre esteja definida nos estatutos de ordens profissionais. Já os restantes mestrados e doutoramentos “devem ter em consideração o custo real da formação”, refere a proposta do executivo. O Governo já tinha proposto o descongelamento das propinas no ano passado,

no âmbito do OE2026, mas a intenção foi travada pela Oposição que aprovou, na discussão em especialidade, uma proposta do PS que mantinha o valor máximo nos 697 euros. O congelamento das propinas foi aprovado em 2026, na altura por proposta do PCP no âmbito do Orçamento do Estado para 2017. O valor ficou então fixado em 1.067,85 euros, tendo sofrido reduções sucessivas, e desde 2020/2021 que está nos 697 euros.

Credito: JN

O Governo vai descongelar, a partir do ano letivo 2027/2028, o valor das propinas das licenciaturas, que não sofre alterações desde 2020 e será atualizado à taxa de inflação, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

JN/MS

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Desde a primeira edição, em 2006, de artistas e comunidades de Toront ruas, praças e espaços públicos com i riências artísticas. Nesse mesmo ano, T da América do Norte a ac

Em 2026, na sua 20.ª edição, o festival a arte contemporânea gratuitas, performa imersivas, distribuídas pe EVERYTHING I WANTED TO TELL YOU by Hiba Abdallah

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Sob o tema Memórias de Amanhã, a ed sobre duas décadas de arte pública na ginou novas possibilid

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Embora a edição tenha ter permanecem em exibiç bro, prolongando para o pú

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Nuit a das celearte contemporâToronto. Durante uma nsforma-se num enorme erta e expressão artística, leas e aproximando-a do público.

o festival tem reunido milhares to e de outras regiões, ocupando instalações, performances e expeToronto tornou-se a primeira cidade colher a Nuit Blanche.

apresentou mais de 70 instalações de ances ao vivo e experiências digitais ela cidade de Toronto.

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dição deste ano propôs uma reflexão cidade, ao mesmo tempo que imadades para o futuro.

rminado, 11 exposições ção até 10 de outuo a experiência úblico.

FP / DG. Fotos: FP

it Blanche apresentou cerca de proximadamente 6.350 artistas de dólares de impacto econóToronto. BUILT FOR ART by Ellen Bleiwas

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Região lança campanha para reforçar o apoio à amamentação

Crédito: DR

AUTONOMIAS PORTUGAL

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ntre 5 e 8 de Outubro, no Brasil, Luís Garcia estará em Florianópolis e Porto Alegre, onde será recebido por responsáveis políticos locais e visitará instituições ligadas à preservação da identidade e cultura açorianas, bem como as Casas dos Açores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A 8 de Outubro, em Montevideu, será recebido pelo Presidente da República do Uruguai, Yamandú Orsi, numa audiência

A iniciativa assinala a Semana Nacional do Aleitamento Materno e integra o Programa Regional de Saúde 2030, no âmbito do eixo Promoção da Literacia Alimentar e Nutricional, segundo a nota de imprensa publicada no Portal do Governo. A intenção é “sensibilizar a população para os benefícios do aleitamento materno e, simultaneamente, transmitir a mensagem de que a amamentação não depende apenas da mãe, devendo existir uma verdadeira rede de apoio em seu redor”, lê-se.

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inda que a taxa de iniciação da amamentação seja elevada, a verdade é que a sua manutenção ao longo dos primeiros meses de vida continua a ser um desafio. “Nos Açores, cerca de uma em cada quatro mães refere nunca ter amamentado e, em Portugal, estima-se que apenas 21,8% das crianças sejam amamentadas em exclusivo até aos seis meses”, diz a nota. Nesse sentido, a nota lembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a que contará também com a presença do SeUNICEF “recomendam o aleitamento macretário Regional dos Assuntos Parlamenterno exclusivo durante os primeiros seis tares e Comunidades, Paulo Estêvão. meses de vida e a sua continuidade, acomA partir de 9 de Outubro, a comitiva parlamentar será reforçada por cinco Deputados de diferentes forças políticas, que participarão na XXVIII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, em San Carlos. O encontro reunirá representantes das Casas dos Açores de vários países e regiões, promovendo a cooperação e a preservação da identidade e cultura açorianas. A deslocação pretende, assim, reforçar as relações institucionais com o Brasil e o Uruguai e aprofundar os laços com as comunidades açorianas e as estruturas que mantêm viva a ligação ao arquipélago. DA/MS

Presidente da Assembleia Legislativa participa na XXVIII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís Garcia, deslocou-se ao Brasil e ao Uruguai, entre 5 e 10 de Outubro, numa visita institucional destinada a reforçar os laços com autoridades políticas, instituições académicas e culturais e as comunidades açorianas.

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panhada pela introdução de uma alimentação complementar adequada e segura, até aos dois anos de idade ou mais”. Neste contexto, um dos objetivos do Governo Regional com o Eixo Promoção da Literacia Alimentar e Nutricional prende-se com “o aumento da percentagem de crianças com aleitamento materno exclusivo até aos seis meses para, pelo menos, 25%, reforçando a aposta na promoção, proteção e apoio à amamentação desde os primeiros momentos de vida”. Além disso, a Direção Regional da Saúde quer contribuir para uma maior consciencialização coletiva sobre a importância do aleitamento materno para a saúde e bem-estar da mãe e do bebé, destacando igualmente a necessidade de ambientes familiares, sociais e laborais que favoreçam a sua continuidade, de acordo com a nota. “Sob o mote ‘Uma mãe que amamenta não o faz sozinha’, a iniciativa reforça que criar condições para a amamentação é uma responsabilidade partilhada e que ‘Na amamentação todos contam”, conclui a nota de imprensa. AO/MS

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MUNDO PORTUGAL

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Eleições

Itália aprova reforma eleitoral impulsionada pela primeira-ministra A Câmara dos Representantes italiana aprovou a reforma eleitoral impulsionada pela primeira-ministra do país, Giorgia Meloni.

A Cuba acusa EUA de privarem crianças de alimentação adequada O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, acusou os Estados Unidos de privarem as crianças cubanas de alimentação adequada, após a aprovação de uma resolução na ONU.

“

Por proposta de Cuba, juntamente com outros países, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou pela primeira vez uma resolução exigindo o fim das medidas contrárias ao Direito Internacional que afetam o acesso das crianças a uma alimentação nutritiva”, afirmou Rodríguez nas redes sociais. O chefe da diplomacia cubana acusou o Governo norte-americano de insistir “em privar as crianças cubanas” desse direito. Rodríguez destacou ainda que o Conselho de Direitos Humanos da ONU “determinou que o bloqueio contra Cuba viola o direito à alimentação”. O Conselho aprovou na quarta-feira (7) a resolução intitulada “Melhorar o acesso equitativo das crianças a uma alimentação adequada e nutritiva”, apresentada por Cuba juntamente com outros países. O texto apela aos Estados para que não apliquem medidas contrárias ao Direito Internacional que limitem o acesso das crianças a alimentos nutritivos.

A resolução defende também o reforço da cooperação internacional e da transferência de tecnologia para combater as desigualdades no acesso à alimentação. Cuba tem denunciado repetidamente que as sanções norte-americanas mantêm retidos em vários portos das Caraíbas milhares de contentores com alimentos, medicamentos e recursos destinados aos setores energético e da água. A ilha atravessa uma profunda crise económica e energética, atribuída pelas autoridades cubanas a fatores internos e externos e agravada, segundo Havana, pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos desde janeiro. A escassez de combustível tem afetado a economia estatal e contribuído para aumentar o custo de produtos essenciais, sobretudo alimentos e medicamentos nos mercados informais. Em junho, as Nações Unidas confirmaram que cerca de 20 mil toneladas de alimentos em Cuba não tinham podido ser distribuídas ou estavam a ser entregues com grandes dificuldades e atrasos devido à falta de combustível. JN/MS

Creditos: DR

Embargo

reforma prevê um bónus de 70 lugares para a coligação vencedora que consiga 42% dos votos, uma medida que visa aumentar a estabilidade dos governos italianos. Foi aprovada com 227 votos a favor, 164 contra e nenhuma abstenção. O texto adotado é idêntico ao alterado pelo Senado e prevê um bónus de maioria para garantir a governabilidade: a lista ou coligação que obtiver pelo menos 42% dos votos receberá um número fixo de lugares - 70 no caso da Câmara dos Deputados e 35 no Senado. A lei estabelece um máximo de 220 deputados e 113 senadores. Caso este patamar de 42% não seja atingido, o bónus de maioria não será atribuído em nenhuma

das duas câmaras legislativas italianas, sendo que os lugares serão distribuídos de forma equitativa pelas forças políticas que ultrapassarem a cláusula de barreira mínima de 3%. “Quando os italianos voltarem às urnas, poderão escolher tudo: o partido, a coligação, o programa, o candidato a primeiro-ministro e - novamente - o seu próprio parlamentar”, afirmou a primeira-ministra numa mensagem nas redes sociais. Quanto à questão do bónus, que a oposição classifica de inconstitucional, Meloni salientou que a iniciativa foi concebida “para favorecer a estabilidade e a coerência parlamentar de qualquer governo, independentemente da sua orientação política”. As vozes críticas apelidaram a medida de “Melonellum” e afirmam que visa manter a primeira-ministra no poder. JN/MS

Habitação

“É assassinato”. Morte de Maricarmen reativa protestos pela Habitação em Espanha As associações espanholas que têm mantido nas ruas milhares de pessoas pela crise na Habitação convocaram novas manifestações em homenagem a Maricarmen Abascal, a idosa que morreu na quarta-feira (7) e cujo despejo desencadeou esta onda de protestos.

M

aricarmen Abascal, de 87 anos, foi despejada da casa onde viveu mais de 70 anos no dia 23 de setembro e morreu na quarta-feira ao final da tarde, num hospital de Madrid. A notícia da morte gerou uma nova onda de indignação e, logo na quarta-feira à noite, em Madrid, centenas de pessoas que estão acampadas desde 26 de setembro na praça Porta do Sol, no centro da capital espanhola, fizeram uma marcha de algumas centenas de metros até às imediações do Parlamento nacional, onde foram chumbadas, na semana passada, medidas para a Habitação, precipitando a queda do atual Governo espanhol, liderado pelo socialista Pedro Sánchez, e a convocatória de eleições em Espanha para 29 de novembro. “Não são mortes, são assassinatos”, gritaram os manifestantes que marcharam até ao edifício do Parlamento. A mesma men-

sagem - “não é uma morte, é um assassinato” - está também desde hoje num dos cartões deixados numa espécie de altar de homenagem a Maricarmen Abascal entretanto criado na Porta do Sol, à porta da sede do governo regional de Madrid e numa das entradas para o acampamento de protesto pela Habitação. Centenas de tendas estão organizadas em praças e ruas, com nomes como “rua Maricarmen” ou “praça das precárias”, incluindo tendas grandes que funcionam como serviços de distribuição de comida e outros ou para fazer assembleias. Nas ruas que formam as tendas há também sinais com indicações para ajudar turistas e outros transeuntes a chegar ao metro ou sair do acampamento. Os tribunais recusaram já por duas vezes declarar ilegal ou inseguro o acampamento e ordenar a evacuação da praça, como pedem as autoridades regionais e municipais, lideradas pelo Partido Popular (PP, direita). Já o Governo central, do Partido Socialista (PSOE), e com a tutela das forças de segurança, tem realçado que se trata de um acampamento pacífico e que está em causa o respeito pelo direito à reunião. JN/MS


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Escultura

“A Praga Laranja”

Estátua dourada e nua de Trump instalada no Parlamento Europeu

Credito: JN

Numa das movimentadas galerias no interior do Parlamento Europeu, os políticos que por ali passam são agora confrontados com uma visão grotesca e dourada do poder americano: uma estátua de 2,60 metros de altura do Presidente Donald Trump, completamente nu,

exceto por uma fina camada de folha de ouro de 23 quilates. “O Trump gosta de ouro”, disse o artista dinamarquês Jens Galschiøt, criador da estátua, por telefone após a inauguração esta terça-feira. “De certa forma, acho que ele iria gostar desta escultura.”

I

ntitulada “A Praga Laranja” (“The Orange Plague”), a obra de arte foi instalada em Estrasburgo, na França, a sede oficial do Parlamento Europeu. A escultura em cobre, também apelidada de “Rei da Injustiça”, imagina o presidente dos EUA aos ombros de uma figura menor e frágil. As suas coxas e barriga flácida envolvem com força a cabeça do homem; as suas mãos seguram com firmeza um longo taco de golfe e a balança da justiça. “Estou sentado nas costas de um homem”, lê-se no texto gravado no plinto da estátua. “Ele está a afundar-se sob o meu peso. Farei tudo para o ajudar. Exceto descer das suas costas.” Para Galschiøt, a obra simboliza o que ele considera ser a ameaça do presidente americano ao ambiente e à ordem mundial baseada em regras. “O Trump está a destruir todas as coisas em que eu acredito”, afirmou. Isto não representa necessariamente uma censura oficial por parte da União Europeia, mas sim do político dinamarquês Per Clausen, que patrocinou a exposição. Os Deputados ao Parlamento Europeu (Eurodeputados) têm o direito de acolher exibições nas instalações do parlamento, embora todas as exposições devam ser aprovadas pelos serviços da instituição. As regras parlamentares proíbem eventos ou exposições considerados “ofensivos, de natureza inflamatória ou contrários aos valores em que a União se funda”, ou que “prejudiquem a dignidade do Parlamento”. A permissão não equivale a um apoio explícito ao seu conteúdo. No entanto, Galschiøt, que temia que a candidatura fosse rejeitada, considera a luz verde como uma forma de aprovação tácita por parte dos

parlamentares europeus. “Acho que muitos americanos dizem: ‘OK, este é o nosso presidente, mas também é ridículo de certa forma’. E acho que a maioria dos europeus também o vê assim”, disse. Galschiøt é conhecido por obras de arte política provocatórias, incluindo o “Pilar da Vergonha”, um memorial às vítimas do massacre da Praça de Tiananmen que foi polemicamente removido de uma universidade em Hong Kong em 2021. O artista explicou que a sua decisão de retratar Trump nu alude ao conto de Hans Christian Andersen, “O Fato Novo do Rei”, no qual um imperador vaidoso desfila pela cidade em pleno estado de nudez. “Os ditadores não gostam que as pessoas se riam deles”, explicou. Galschiøt já exibiu “A Praga Laranja” em público várias vezes, incluindo na Conferência de Segurança de Munique e na conferência do clima COP30 da ONU, realizada no Brasil em novembro passado. O artista planeia também exibi-la na COP31 em Antália, na Turquia, no próximo mês. Trump ainda não fez comentários sobre a obra de arte. Um porta-voz do serviço de imprensa do Parlamento Europeu declarou por e-mail que a exposição foi aprovada pelos questores do parlamento, um grupo partidário transversal de eurodeputados responsável por questões administrativas. “Cada Eurodeputado tem o direito de patrocinar dois eventos culturais ou exposições por mandato parlamentar em áreas dedicadas”, referiu o comunicado, acrescentando que os questores “avaliam a conformidade com as regras em vigor”. CNN/MS

Feliz Dia de Ação de Graças!

Celebrando a nossa comunidade e tudo o que nos une em Davenport. Neste Dia de Ação de Graças, refletimos com gratidão sobre a força, a generosidade e o espírito acolhedor da nossa comunidade. É um orgulho servir uma vizinhança tão vibrante, onde os vizinhos se apoiam uns aos outros. A si e à sua família, desejo um Feliz Dia de Ação de Graças repleto de alegria, saúde e bons momentos.

JULIE DZEROWICZ

MEMBRO DO PARLAMENTO DAVENPORT 1202 BLOOR ST W | 416-654-8048 | JULIE.DZEROWICZ@PARL.GC.CA @JULIEDZEROWICZ @JULIEDZEROWICZMP JULIEDZEROWICZ.CA


HAPPY THANKSGIVING! This Thanksgiving, we give thanks for the strength of our members, the dedication of our families, and the communities we are proud to serve. May this holiday be filled with family, friendship, good health, and countless blessings. Wishing all our Brothers and Sisters a very Happy Thanksgiving!

TONY DO VALE LUIS PIMENTEL

CARMEN PRINCIPATO SAVERIO REPOLE

FABRIZZIO MASSARI

ROLY BERNARDINI MILTON MEDEIROS


HAPPY THANKSGIVING

Jack Oliveira

Business Manager

Luigi Carrozzi

Secretary-Treasurer

Carmen Principato Vice President

Joseph S. Mancinelli President

Robert Petroni

Recording Secretary

liunaopdc.ca

Brandon MacKinnon

Executive Board Member

Terry Varga

Executive Board Member


Os sabores do outono, com a tradição de sempre. ­ ­ ­ ­ ­ ­ ­ ­ ­

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Suplemento Desportivo

CR7 DE REGRESSO? Creditos: DR

NINGUÉM SABE... P37

Cátia Azevedo

Foi mãe e foi despedida

Liga Europeia de Andebol P39

Águias travadas no limite

P39

Rogers takes full control of MLSE

P40

Duas vozes, um jogo, zero filtros. Rómulo Ávila e Francisco Pegado levam-no Fora de Jogo. Em CamoesRadio.com e no Facebook @camoes.radio segunda-feira às 18h


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LIGA DAS NAÇÕES

Três grandes obras de arte e um carimbo no passaporte Noruega

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Pela primeira vez na era Jorge Jesus, as quinas estiveram em desvantagem e reagiram com compromisso e muita classe. Quartos da Liga das Nações garantidos.

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nquanto meio mundo ainda discute as réplicas do terramoto causado pela saída de Cristiano Ronaldo do estágio na véspera do duelo com a Dinamarca, no que realmente conta a nau portuguesa segue firme, segura e com momentos que devolvem um encanto há muito desaparecido. A quarta vitória, em outros tantos jogos, na era Jorge Jesus não só confirmou o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações, como provou que o compromisso, a entrega e a entreajuda são o que realmente constrói um grupo e, depois, a classe dos artistas em campo faz o resto. O selecionador nacional fez três alterações em relação ao triunfo em Copenhaga, lançando Palhinha, Francisco Conceição e João Félix, mas os princípios foram os mesmos. Olhos no ataque, pressão alta, risco assumido e a liberdade para os craques brilharem, o que raramente se via no reinado de Roberto Martínez. E, desta vez, até foi preciso superar dois problemas que ainda não tinham surgido. A primeira meia hora rondou sempre a baliza norueguesa, com várias chances, mas, aos 36 minutos, até os nórdicos levaram as mãos à cabeça.

Após um livre lateral a bola sobrou para Ajer e o central encheu-se de inspiração para assinar um golo incrível. O Dragão respondeu com apoio e, dois minutos depois, festejou num momento não menos espetacular: lançamento de linha lateral de Nuno Mendes e João Cancelo rematou de primeira para um momento glorioso. A segunda parte foi mais fechada, com a Noruega a apostar no jogo direto, mas o controlo continuou a ser português. Haaland ainda assustou, mas, após momentos de inspiração individual, a decisão

chegou em trabalho de equipa. Passe sublime de Vitinha a encontrar João Félix e visão de jogo do avançado do Al Nassr a oferecer o 2-1, fácil, a Gonçalo Ramos. Aos 84 minutos, Francisco Conceição ficou a pedir penálti de Ostigard, viu um amarelo, aplaudiu o árbitro e acabou expulso por acumulação. Com menos um, toque a reunir na defesa e a prova que todos são importantes, como mostrou uma recuperação, com direito a carrinho, de Gonçalo Ramos. JN/MS

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RONALDO

Jorge Jesus abre as portas a regresso de Ronaldo: “Foi um mal-entendido”

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Portugal

RONALDO

Proença comenta polémica na seleção: Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, comentou o caso Cristiano Ronaldo, dizendo também que estão perante um “mal-entendido”.

“

Somos a primeira seleção europeia a ser classificada para os quartos de final. O que sentimos é que os portugueses voltaram a acreditar na seleção. É o resultado dos jogadores, da equipa técnica e do apoio desta estrutura. Temos gerações extraordinárias. Isto aconteceu em 14 dias de trabalho, foi o que nós prometemos”, começou por elogiar. Quanto ao caso de Cristiano Ronaldo, repetiu Jorge Jesus ao falar de um “mal entendido”. “Conversas entre treinador e jogadores, o presidente da FPF não se mete. Estamos a falar do maior jogador de todos os tempos. Temos de fazer uma vénia ao Cristiano Ronaldo. Ele está na seleção nacional por mérito próprio. Ele faz parte da nossa seleção, é a nossa bandeira. O mister disse que ele pode ser

convocado. Podia ter acabado a carreira na seleção após o Mundial, mas não o fez por amor”, comentou. “Sou testemunha desta relação que Cristiano tem com o povo português, com a nossa seleção. Portanto, agora que terminaram estes 4 jogos, e era importante ter terminado com tranquilidade porque o tema desportivo era o que nos guiava, vamos ter todos tempo e tranquilidade para nos sentarmos e resolver um mal-entendido. E os mal-entendidos resolvem-se quando este triângulo que é a FPF, treinador e jogadores fazem parte deste processo. Ronaldo faz parte do nosso património e estará cá sempre que o mister assim o quiser”, garantiu. Pedro Proença foi questionado se esta situação poderá abrir precedentes na seleção. “Com certeza que não está a ser uma casa sem regras. Estas dinâmicas acontecem dentro do grupo de trabalho. A FPF resolve as situações na sua própria casa. Volto a reiterar. Existe uma relação muitíssimo forte entre Jorge Jesus

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“Temos de fazer uma vénia ao Ronaldo”

e Cristiano Ronaldo. Se assim não fosse, se calhar Ronaldo já tinha abandonado a nossa Seleção. Não o faz por esta relação umbilical e respeito. Tudo o que vai acontecer nos próximos dias são momentos de tranquilidade, de conversa, de discussão e o que queremos é que em novembro possamos estar novamente todos com a nossa seleção”, concluiu. JN/MS

O selecionador nacional, Jorge Jesus, comentou o caso com Cristiano Ronaldo, abrindo as portas a um eventual retorno do capitão de Portugal, após a vitória diante da Noruega (2-1), que carimbou a passagem aos quartos de final da Liga das Nações. “Não sei o que vai acontecer. Por mim, está tudo em aberto. O Cris é que tem de decidir a vida dele. Na próxima convocatória, se o Cris estiver a jogar e quiser estar na Seleção, porque não? Foi um mal-entendido. Na minha opinião é fácil resolver. Não sei quando se vai resolver e vou falar com ele. O jogo acabou e só depois vamos saber como as coisas vão acontecer”, afirmou Jorge Jesus, em declarações à RTP. O selecionador nacional comentou ainda a vitória contra a Noruega. “Tudo o que projetámos em relação à nossa equipa, não preciso de dizer. Os resultados no Mundial estão aí. Tem o melhor ponta de lança do Mundo atualmente. Tem Odegaard, um dos melhores segundos avançados do Mundo. É uma equipa muito completa e fisicamente muito grande e potente. Só com muita qualidade de jogo técnica podes vencer esta equipa. De outra forma não tens hipótese de equilibrar”, começou por elogiar. “Ganhámos sem fazer um jogo como com a Dinamarca, mas o importante era ganhar e apurarmo-nos. 4 jogos, 4 vitórias. É um percurso que quando comecei se calhar não pensei que podia ter, independentemente de acreditar muito nesta equipa. Há que esperar pelos últimos dois jogos na próxima convocatória”, analisou. JN/MS


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RONALDO

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eis dias depois de ter abandonado o estágio da equipa das quinas na véspera do jogo com a Dinamarca, Cristiano Ronaldo cumpriu a promessa de dar a sua versão sobre o que se passou, acusando Jorge Jesus de ter faltado duas vezes à “palavra dada”, primeiro quando não o colocou em campo frente à Noruega e depois quando assumiu uma postura de

“quero, posso e mando” na conferência de Imprensa antes da partida de Copenhaga, postura essa que “não manifestou, em privado, na véspera”. Num extenso comunicado, Ronaldo confirmou a existência de uma reunião com Jesus a 48 horas do jogo com os dinamarqueses, na qual o selecionador terá concordado abordar, no início da referida conferência de Imprensa, um texto com oito pontos. Nessa espécie de guião, que foi escrito após outra reunião em que também estiveram presentes Simão Coutinho (diretor-desportivo do Al Nassr) e, por videoconferência, Tiago Craveiro (ex-diretor geral da FPF e atual funcionário de uma das empresas

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Cristiano Ronaldo pede desculpa aos adeptos e colegas de equipa por ter deixado o estágio, atitude que justifica com a “quebra de confiança” no selecionador. Antecipa ainda possível castigo e deixa porta aberta ao regresso.

do craque madeirense), não estava incluído, segundo CR7, um “pedido de desculpa” do técnico por não o ter lançado em Oslo depois de o colocar a aquecer e de lhe ter pedido para jogar 30 minutos, quando o plano inicial, acordado entre ambos, era de Ronaldo jogar o primeiro e o último jogo dos quatro realizados por Portugal na Liga das Nações. “Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade”, refere o avançado, que pede “desculpa aos adeptos” por não ter ido agradecer ao relvado após o jogo na Noruega e também aos “companheiros de seleção” por ter abandonado o estágio: “Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do selecionador, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é minha. Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí”. Em relação ao futuro, Ronaldo deixa em aberto um possível regresso, apesar de antecipar uma suspensão por ter violado os regulamentos. “A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela FPF, sem atenuantes. Sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante”, escreveu o madeirense. “Se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa seleção”, concluiu, prometendo ainda aos adeptos “um ou mais jogos de despedida”, neste caso sem ser forçosamente com a camisola das quinas. JN/MS

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Cristiano Ronaldo acusa Jesus de faltar duas vezes à palavra dada

Jorge Jesus a “pensar na equipa” depois de ler o comunicado de Ronaldo Jorge Jesus reagiu, na quarta-feira (7), ao comunicado de Cristiano Ronaldo, no qual acusa o selecionador português de ter mentido e ter estado na origem da polémica que levou CR7 a deixar o último estágio da seleção. À saída de casa e em declarações à CNN, Jorge Jesus não respondeu às acusações de que foi alvo. “Li o comunicado, e agora, como faço todos os dias, vou para a Federação trabalhar, pensar na equipa e na seleção. Não tenho mais nada a dizer”, comentou o treinador. Recorde-se que Cristiano Ronaldo teceu duras críticas às decisões e à postura de Jorge Jesus durante e depois do jogo com a Noruega, que Portugal venceu. Em comunicado, o avançado do Al Nassr, de 41 anos, fala mesmo em “absoluta quebra de confiança na palavra do selecionador”.

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BASQUETEBOL

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ceu uma Taça de Portugal, duas supertaças e uma Taça Hugo dos Santos, o que levou todo o pavilhão, inclusive jogadores e equipa técnica do Sporting, a aplaudi-lo. O 19-19, que se verificava no final dos primeiros 10 minutos, era o espelho da igualdade entre as duas equipas, embora começasse a ser visível, sobretudo no segundo quarto, que os “encarnados” estavam dependentes da “mão quente” de James Slater, que chegou ao intervalo com 15 pontos na conta pessoal. Já o Sporting possuía diversas soluções na finalização e embora chegasse ao intervalo na condição de vencedor, os magros três pontos não eram suficientes para que os “leões” pudessem pensar em gerir a vantagem. Foi com o “triplo” de Luke Barrett que os “encarnados” fizeram a reviravolta no marcador (55-52) a 01,53 minutos do final do terceiro quarto onde chegaram a vencer por 57-54. O “tiplo” de Broussard a abrir o último período abriu o apetite para o que faltava do encontro e depois de um ataque falhado do Sporting, os dois pontos de Daniel Relvão deixaram a Luz ao rubro já que passaram a ter uma vantagem de oito pontos (62-54). Apesar de ter dominado as ações do jogo até ao último quarto, o Sporting acabou por claudicar nos últimos 10 minutos não conseguindo anular a fórmula atacante do Benfica, que colocava dois homens no contra-ataque para que um pudesse aproveitar a segunda bola caso o primeiro não conseguisse pontuar. Quando Muhammad colocou o Benfigador do encontro. Do lado do Sporting, renderam, respetivamente, os históricos Liam O”Reilly, com 26 pontos, um ressalto Norberto Alves e Luís Magalhães -, entra- ca a vencer por 14 pontos (76-62) a cerca e duas assistências foi o basquetebolista em ram determinadas em aproveitar os erros e de 4,30 minutos do final, o encontro ficou praticamente sentenciado restando ao os espaços dados uma à outra. evidência. Ainda antes do jogo começar, destaque Sporting tentar minimizar os danos, conCom pouco mais de meia casa a assistir, as duas equipas, fortemente remodeladas para a homenagem feita ao ex-capitão do tudo a equipa da Luz não facilitou vencenrelativamente à época passada, até no que Benfica Makram Ben Romdhane, que ces- do por 84-71. JN/MS respeita a treinadores - no Benfica Ainars sou o vínculo com as águias após cinco Bagatskis e no Sporting Bernardo Pires temporadas onde foi tetracampeão, venCreditos: DR

Benfica vence Sporting no dérbi de basquetebol com reviravolta no final

O Benfica venceu o Sporting, por 84-71, em jogo da 1ª jornada da fase regular do campeonato nacional de basquetebol, dominado pelos “leões” até final do terceiro tempo, altura em que os “encarnados” fizeram a reviravolta. James Slater, com 21 pontos, nove ressaltos e duas assistências foi o melhor jo-

FUTSAL

Portugal com cinco novidades no arranque do apuramento para o Euro O selecionador português de futsal Jorge Braz convocou cinco caras novas para o arranque da qualificação para o Mundial de 2028 relativamente à equipa que atingiu a final do Europeu de 2026, mas continua privado do pivô Zicky Té.

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orge Braz chamou os guarda-redes André Correia e Diogo Basílio, os alas Silvestre e Rúben Teixeira e o pivô Hugo Neves, continuando impossibilitado de poder contar com Zicky Té, que está a recuperar de uma operação ao joelho esquerdo, depois de também ter falhado por razões de ordem física a presença no torneio continental. Relativamente aos eleitos para a última edição do Campeonato da Europa, na qual Portugal foi derrotado na final pela Espanha, por 5-3, o selecionador nacional convocou mais um jogador, num total de 15, deixando de fora o guarda-redes Edu, o universal Erick e os alas Tiago Brito e Bruno Coelho, que terminou a carreira.

Depois de ter ficado dispensada da disputar a Ronda Preliminar, a equipa das “quinas” prepara-se para iniciar a campanha de apuramento no Grupo 7 da Ronda Principal, tendo como adversárias a Dinamarca - frente à qual se vai estrear em 16 de outubro, às 20 horas, em Odivelas - e a Roménia, que defrontará em 21 de outubro, em Targu Mures, às 17 horas (de Lisboa). Os vencedores dos 12 grupos da Ronda Principal e os quatro melhores segundos classificados qualificam-se diretamente para a Ronda de Elite de apuramento para o Mundial de 2028, no qual Portugal tentará marcar presença pela oitava vez, enquanto os restantes terão de ultrapassar um play-off de acesso a essa fase. A seleção portuguesa, campeã mundial pela única vez em 2021, que tem o início do estágio marcado para o próximo domingo, termina a participação na Ronda Principal em março de 2027, enquanto a Ronda de Elite fica concluída até dezembro do próximo ano. JN/MS

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ATLETISMO

A saída de Cátia Azevedo do Sporting, após 18 anos de ligação, está a gerar críticas nas redes sociais.

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ezoito anos depois, a ligação entre Cátia Azevedo e o Sporting chegou ao fim, numa decisão que está a gerar discussão nas redes sociais. A velocista portuguesa, de 32 anos, deixa os leões depois de ter sido mãe recentemente. O fim da ligação, depois de o clube ter alegadamente (e não oficialmente) feito uma oferta que a atleta recusou, despertou críticas. A decisão não passou despercebida a Marta Pen. A também atleta olímpica portuguesa reagiu à publicação do Sporting sobre a saída de Cátia e questionou a escolha do clube.

Cátia Azevedo construiu praticamente toda a carreira de verde e branco e tornou-se uma das principais referências portuguesas nos 400 metros. É recordista nacional da distância, com 50,59 segundos, e conta com três participações olímpicas, em Rio’2016, Tóquio’2020 e Paris’2024. Cinco semanas depois do nascimento do filho, Cátia retomou o trabalho com os olhos postos em dois objetivos: voltar a melhorar o máximo nacional dos 400 metros e tentar garantir uma quarta presença nos Jogos Olímpicos, em Los Angeles’2028. A saída acontece enquanto o Sporting prepara a nova temporada do atletismo e continua a mexer no plantel, entre reforços e renovações. JN/MS

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Semanas depois de ser mãe, atleta do Sporting é despedida

ANDEBOL

Águias travadas no limite na Liga Europeia de andebol Benfica perdeu por apenas um golo na Dinamarca, diante do Holstebro (32-31), enquanto o Águas Santas não resistiu ao poderio dos alemães do Flensburg (2236). Marítimo salvou a noite portuguesa com triunfo convincente sobre os espanhóis Bidasoa (40-32).

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Benfica voltou a ficar muito perto de pontuar na Liga Europeia de andebol, mas saiu da Dinamarca com a segunda derrota em dois jogos no Grupo F. As águias perderam por 32-31 diante do TTH Holstebro, num encontro marcado pelo equilíbrio e que chegou ao intervalo empatado (15-15). A formação encarnada manteve-se na discussão até aos últimos segundos, mas não conseguiu completar a recuperação. William Bogojevic e Álex Barbeito, ambos com sete golos, foram os melhores marcadores do Benfica. Do outro lado esteve uma figura bem conhecida dos encarnados. Gustavo Capdeville, antigo guarda-redes do Benfica, defendeu agora as cores do Holstebro e

reencontrou o antigo clube numa noite que terminou com festa dinamarquesa. Na Maia, o Águas Santas ainda assustou o poderoso Flensburg-Handewitt. Os maiatos chegaram a liderar por 8-6, mas os alemães responderam com autoridade, alcançaram o intervalo a vencer por 18-10 e acabaram por se impor por 36-22. Tiago Sousa, com cinco golos, foi o melhor marcador da equipa de Marco Sousa, que permanece com um ponto no Grupo E. Quem teve motivos para sorrir foi o Marítimo. Depois da derrota pela margem mínima frente ao Limoges na estreia, os insulares bateram o Bidasoa Irún por 40-32, num encontro que já dominavam ao intervalo (20-13). Délcio Pina foi a grande figura da formação madeirense, terminando com dez golos, enquanto Luciano Silva, Diogo Silva e Rúben Santos acrescentaram cinco cada num triunfo convincente que permitiu ao Marítimo celebrar a primeira vitória nesta edição da Liga Europeia. JN/MS

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MLSE

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This week, Rogers Communications officially cemented an unprecedented monopoly over Toronto’s professional sports landscape, acquiring complete control of Maple Leaf Sports & Entertainment (MLSE). By purchasing Kilmer Sports Inc.’s remaining 25 percent stake for an eye-watering $4.35 billion, the telecom behemoth now outright owns the NHL’s Maple Leafs, the NBA’s Raptors, the CFL’s Argonauts, and MLS’s Toronto FC, alongside their respective arenas. With the Toronto Blue Jays, the Rogers Centre, and the Sportsnet broadcasting empire already secured in their corporate portfolio, Rogers stands as the undisputed titan of Canadian sports ownership.

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or the Blue Jays—currently mired in a west-coast losing streak—this seismic corporate realignment raises inevitable questions about their future standing within the expanded empire. Will the baseball club benefit from being part of a unified Toronto sports conglomerate, or

risk becoming just another line item competing for the boardroom’s attention? On the optimistic front, housing the city’s major athletic franchises under a single, unified umbrella unlocks massive potential for brand synergy. While crossover appearances are nothing new— Leafs and Raptors stars have long made cameo appearances at the Rogers Centre to toss out ceremonial first pitches—the sheer scale of fully integrated marketing campaigns, joint ticketing ventures, and cross-promotional broadcasting could elevate the profile of all involved. The Blue Jays now share corporate DNA with hockey and basketball royalty, paving the way for lucrative, interconnected fan experiences. Conversely, a $4.35 billion acquisition naturally breeds financial anxiety. There is a legitimate fear that Toronto’s baseball operations could be financially squeezed by the sheer weight of MLSE’s operational costs. If the Blue Jays continue to struggle in 2026, team president Mark Shapiro might face a difficult battle convincing

the Rogers boardroom to authorize massive expenditures for looming free agents like George Springer and Kevin Gausman. When the parent company has just spent billions acquiring hockey and basketball assets, the appetite for baseball payroll expansion might shrink. However, recent history offers Blue Jays fans a tangible reason for reassurance. When Rogers bought out BCE’s 37.5 percent MLSE stake last summer, skeptics warned of looming austerity measures. Instead, Rogers actively doubled down on baseball. They opened the financial vault, aggressively financing the acquisitions of Dylan Cease, Kazuma Okamoto, Tyler Rogers, and Cody Ponce. That spending spree directly fueled the Blue Jays’ electrifying World Series run, proving that Rogers is willing to fund baseball success even while expanding its broader sports portfolio. Still, a new dynamic looms on the horizon. Reports indicate that to offset these massive acquisition costs, Rogers plans to sell a minority stake in their newly consolidated sports conglomerate. Should this happen, the Blue Jays would operate with a minority owner for the first time since Rogers bought the team in 2000. The presence of secondary stakeholders can introduce friction; notably, as a minority MLSE owner in 2021, Edward Rogers reportedly stalled contract negotiations for Raptors president Masai Ujiri. The Jays should remain operational as usual, perhaps with some internal staffing consolidations and re-assigning roles. What is certain, though, is that the face of Toronto sports has changed dramatically, leaving Blue Jays fans looking at this new era with a mixture of high hopes and trepidatious wariness. RS/MS

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Rogers now full owner of MLSE

Bright lights, late nights: Western Canada’s NHL teams baffled by permanent daylight time As the NHL season shifts into high gear, Western Canada’s hockey clubs are facing an unusual opponent: the sun. Following recent legislative changes adopting Permanent Daylight Time across parts of Western Canada, players and fans are grappling with bizarre “puck-drop confusion.” With local clocks fixed permanently forward, evening games now tip off under bright afternoon sunlight. Players accustomed to dark winter commutes and pre-game routines report feeling as though they are stepping onto the ice for mid-day matinees. Goalies have complained about unusual sun glare bleeding through arena concourses, while visiting teams’ circadian rhythms are thoroughly scrambled. For local fans, drinking a cold beer inside a brightly lit stadium at what feels like 4:00 PM is a bizarre new ritual. Safe to say, adjusting to continuous daylight is hockey’s unexpected new challenge.. MS

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Formação de trabalhadores qualificados no Canadá precisa de reavaliação comportamental, aponta relatório A formação atual não está a gerar trabalhadores suficientes para responder à escassez de mão de obra qualificada no setor das profissões técnicas e artesanais (skilled trades), numa altura em que a procura por estes profissionais está a aumentar drasticamente devido a fatores como os projetos de desenvolvimento nacional do governo federal, novos investimentos no Canadá, uma vaga contínua de reformas (700.000 trabalhadores até 2028) e o avanço da inteligência artificial.

U

m relatório recente, intitulado Are We Ready to Build Canada? A Behavioural Analysis of Canada’s Construction Talent Pipeline and Skills Training Policy (Estamos Prontos para Construir o Canadá? Uma Análise Comportamental do Processo de Talentos na Construção e da Política de Formação Profissional do Canadá), preparado para o Conselho de Construção Residencial de Ontário (RESCON), analisa o problema através da ótica da ciência comportamental. “Parece haver aqui um desfasamento”, afirma um dos três autores do relatório, Nathaniel Barr, professor de criatividade e conselheiro sénior de inovação no Sheridan College. “Aqui estão os programas de formação. Aqui está o financiamento. Há uma grande necessidade, mas, ainda assim, a adesão é insuficiente.” Apesar das muitas oportunidades com financiamento assegurado, apenas cerca de 20% dos aprendizes concluem a formação e recebem a certificação. O relatório sugere ser necessária uma reavaliação para conceber um sistema focado na forma como

as pessoas percecionam, pensam e agem. A formação tem sido tradicionalmente baseada na premissa de que, com oportunidade, informação e incentivos suficientes, as pessoas tomarão decisões sensatas e irão concretizá-las. No entanto, as evidências mostram o contrário. “Existem fatores cognitivos, sociais, estruturais e emocionais que se intersetam ao longo de todo o percurso, desde a decisão de um jovem em seguir este tipo de carreira até ao momento em que alguém consegue o seu primeiro trabalho e o consolida numa carreira a longo prazo”, explica Barr. Este percurso — desde o recrutamento e formação até à retenção de profissionais — não tinha sido explorado anteriormente, afirma o coautor e economista James Stewart, investigador sénior no C.D. Howe Institute (o terceiro autor é Michael McNamara, professor de criatividade no Sheridan College e antigo diretor de investigação e inovação no Seneca College). Alguns dos fatores que dificultam a atração de mais pessoas para carreiras nas profissões qualificadas incluem lacunas de conhecimento durante a juventude, estigma social persistente, uma quantidade avassaladora de opções aliada à falta de clareza sobre os caminhos a seguir, e pontos de pressão ao longo do percurso que podem levar ao abandono. “Muitos jovens só tomam conhecimento deste tipo de empregos ou carreiras quando já estão no ensino secundário. Muitas vezes isso é demasiado tarde. Deveríamos fazê-lo mais cedo, no ensino básico ou nos primeiros anos do secundário”, defende Stewart. Stewart destaca que iniciativas como as feiras de carreiras Level Up! em Ontário —

que dão a conhecer as oportunidades nas profissões qualificadas a alunos do 7.º ao 12.º ano — e o programa STEP Up to Construction do Conselho Escolar do Distrito de Toronto (TDSB) — onde alunos do 11.º e 12.º anos passam um semestre num estaleiro de obras a experimentar várias profissões — são exemplos de iniciativas bem-sucedidas. As preocupações financeiras a curto prazo são também uma limitação. “Como seria de esperar, as pessoas estavam focadas nos desafios económicos imediatos e numa fragilidade temporária, sem olhar suficientemente para o futuro e para a escala real da procura na defesa, energia, infraestruturas e, eventualmente, habitação, tendo em conta a recuperação prevista para Ontário e para a Colúmbia Britânica”, afirma Stewart. O especialista acrescenta ainda que as profissões qualificadas estarão entre as carreiras mais resistentes à disrupção provogada pela adoção da IA. O relatório recomenda três pilares para uma nova abordagem no desenho da formação focada no comportamento humano: •

Pilar Um: Reavaliar os caminhos para jovens adultos que estão a entrar no setor e para aqueles que fazem transições de carreira a meio da vida ativa. Criar coordenação entre empregadores, faculdades, sindicatos e governos para uma mudança fundamental, começando a aprendizagem das profissões qualificadas logo no ensino primário. Observar as melhores práticas internacionais, tais como as da Áustria, Alemanha e Suíça, para ajudar a conceber e implementar a formação.

•

Pilar Dois: Integrar perspetivas comportamentais no planeamento e na lecionação da formação. Desenhar programas teóricos e práticos com base na forma como as pessoas realmente se comportam. Melhorar o processo de escolha para novos candidatos e formandos, reduzindo a fricção nos pontos específicos onde tendem a desistir, tornando o percurso mais acessível.

•

Pilar Três: Testar através da experimentação. Incluir a avaliação nos programas desde o início. A testagem resolveria a falta de conhecimento no sistema de formação relativamente a quais os programas que funcionam bem, quais precisam de melhorias e quais devem ser descontinuados.

Durante décadas, o Canadá — que enfrenta uma escassez de mais de 1,4 milhões de trabalhadores qualificados até 2033 — tem dependido de sistemas seculares para abastecer a sua bolsa de talentos, afirma Barr. Com a chegada de novos sistemas radicais, como o crescimento dos centros de dados para IA, é tempo de rever e melhorar a forma como essa oferta de talentos é assegurada. Barr espera que o relatório e as suas conclusões ajudem a impulsionar algumas das mudanças necessárias. DCN/MS

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Início dos trabalhos de alargamento da autoestrada Highway 11/17 entre a McGuire Road e a Coughlin Road O governo de Ontário deu início às obras de alargamento da autoestrada Highway 11/17 entre a McGuire Road e a Coughlin Road, assinalando mais um marco no plano da província para duplicar mais de 107 quilómetros da Trans-Canada Highway entre Thunder Bay e Nipigon.

O

projeto inclui o alargamento de cinco quilómetros da Highway 11/17 desde a McGuire Road até à Coughlin Road, a noroeste do atual corredor de duas vias. Esta secção passará a

contar com duas vias em cada sentido, separadas por um separador central relvado, e duas novas pontes sobre o rio Black Sturgeon, refere um comunicado. O governo federal está a disponibilizar até 26,05 milhões de dólares para este projeto através da vertente Infraestrutura Provincial-Territorial do fundo New Building Canada Fund. Como parte desta obra, Ontário está também a implementar o funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, na estação de inspeção de camiões de Shuniah, localizada na Highway 11/17.

O posto de inspeção, orçado em 30 milhões de dólares, disponibiliza ao pessoal de fiscalização uma instalação vocacionada para identificar potenciais problemas em veículos comerciais. Em novembro de 2025, a província concluiu as grandes obras de alargamento da Highway 11/17 desde a Coughlin Road até à Highway 582, e da Highway 587 até Pearl Lake, incluindo duas novas pontes sobre o rio Pearl. Encontra-se atualmente em curso o projeto de execução detalhado para o alargamento de um lanço de 7,6 quilóme-

tros da Highway 11/17, entre Pearl Lake e a passagem superior da linha férrea da Canadian Pacific Kansas City Railway em Ouimet. Está igualmente a decorrer o estudo prévio para o alargamento do troço de 11 quilómetros da Highway 11/17, entre a Highway 582 e a Dorion East Loop Road. DCN/MS

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SAÚDE & BEM-ESTAR PORTUGAL

Hipnose clínica

O que a ciência descobre quando espreita para dentro da mente Durante muito tempo, falar de hipnose era falar de espetáculo: pêndulos a oscilar, voluntários a fazer figuras em palco, a promessa de alguém capaz de controlar a vontade alheia. Essa imagem ainda persiste no imaginário coletivo, mas está cada vez mais longe do que os investigadores observam nos laboratórios e do que os profissionais de saúde fazem nos consultórios.

À

luz da neurociência e das ciências do comportamento, a hipnose clínica tem vindo a ganhar um novo estatuto: o de ferramenta terapêutica credível, assente em mecanismos cerebrais e processos psicológicos que já é possível descrever com algum rigor. Segundo os especialistas, trata-se de um estado natural da mente, marcado por uma atenção intensamente focada, uma maior abertura à sugestão e alterações específicas na atividade do cérebro. Há um mito que a investigação das últimas décadas tem desmontado com particular insistência: o de que a pessoa hipnotizada perde o controlo. Os estudos indicam precisamente o contrário. Trata-se de um processo ativo, em que o indivíduo se mantém consciente e participa de forma intencional na experiência. Os exames de neuroimagem ajudam a perceber o que se passa durante o estado

hipnótico. Os investigadores observam mudanças na forma como diferentes redes cerebrais comunicam entre si. Isto acontece sobretudo no córtex pré-frontal, ligado à atenção e à tomada de decisões, e na chamada rede de modo padrão (Default Mode Network), associada aos pensamentos sobre nós próprios. Abrange também as áreas responsáveis pela perceção e pela integração dos sentidos. Na prática, explicam os cientistas, este padrão traduz uma maior facilidade em dirigir a atenção para dentro, deixando em segundo plano o ruído do mundo exterior. É nesse espaço que se torna mais fácil reinterpretar pensamentos e emoções. Por isso, há quem descreva a hipnose como um estado de elevada plasticidade mental. No centro da hipnose está a sugestão terapêutica. Ao contrário do que se possa pensar, o paciente não a recebe passivamente. A sugestão funciona como um estímulo estruturado, capaz de influenciar a forma como se pensa, se percebe e se reage emocionalmente. Com a repetição e com a experiência vivida em estado hipnótico, essas sugestões podem contribuir para alterar circuitos neurais. Este fenómeno é conhecido como neuroplasticidade. É aqui que reside, segundo os especialistas, a chave da mudança de comportamento: reformular hábitos, atenuar reações automáticas que prejudi-

cam o dia a dia e desenvolver novas formas de autorregulação. Aquilo a que antes se chamava, de forma algo vaga, “trabalhar o inconsciente” tem hoje uma explicação mais concreta. Trata-se da ativação de processos neurocognitivos que ajudam a pessoa a reorganizar-se por dentro. Um travão para a ansiedade A regulação emocional é um dos campos onde a hipnose tem mostrado resultados mais relevantes, sobretudo em casos de ansiedade, stress e dor crónica. A combinação de foco e sugestão dirigida parece modular a atividade da amígdala, a estrutura cerebral que está no centro das respostas ao medo e ao stress. Ao mesmo tempo, reforça-se a atividade das regiões ligadas ao controlo executivo. Isso permite responder de forma mais consciente, e menos impulsiva, aos estímulos emocionais. Vivemos num tempo marcado pela sobrecarga e pela estimulação constante, e para muitos profissionais este equilíbrio entre reagir e controlar é essencial à saúde mental. Os efeitos não ficam pela cabeça. A experiência hipnótica está associada a alterações fisiológicas mensuráveis. O coração abranda, os níveis de cortisol (a hormona do stress) descem e ativa-se o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo re-

Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo nutricionista

pouso e pela recuperação do organismo. A respiração e a concentração interna desempenham aqui um papel importante. Tal como outras abordagens mente-corpo, a hipnose reforça uma ideia que a ciência tem vindo a consolidar: a relação entre mente e corpo funciona nos dois sentidos. É possível influenciar processos físicos através de mecanismos psicológicos bem estruturados. Um complemento, não um milagre Hoje, a hipnose clínica é usada como complemento em várias áreas da saúde. Vai da gestão da dor às perturbações de ansiedade, e passa também pela insónia, pelos comportamentos aditivos e pela preparação para procedimentos médicos. Os especialistas são, no entanto, claros num ponto: a hipnose não substitui os tratamentos médicos ou psicológicos convencionais. Pode, isso sim, potenciar os seus efeitos, desde que seja aplicada de forma adequada e por profissionais qualificados. Os resultados dependem de vários fatores, como a relação com o terapeuta, a motivação de quem procura ajuda e a consistência da prática. Longe dos palcos, a hipnose revela-se, afinal, menos como um truque e mais como uma forma de chegar aos recursos que a própria mente já tem. MS


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Gossip

ACUSADA

O QUE ACONTECEU?

Cindy Crawford, uma das mais conhecidas modelos norte-americanas, e Rande Gerber, empresário e antigo modelo, estarão a ponderar avançar com uma ação legal contra a clínica onde morreu o filho, Presley Gerber, e contra o responsável pelo acompanhamento da sua sobriedade. A informação foi avançada por meios norte-americanos, que citam fontes próximas da família. O casal pretende obter um relato completo do que aconteceu desde a chegada de Presley à Resolutions Living, em Santa Mónica, na Califórnia, EUA. até à sua morte. Entre as principais questões está o motivo pelo qual o jovem, que enfrentava problemas de saúde mental e dependência de substâncias, ficou sozinho num quarto poucas horas depois de dar entrada. “Cindy e Rande não só querem respostas, como exigem responsabilidades”, afirmou uma fonte, acrescentando que os dois estão a avaliar “todas as opções legais disponíveis”. Se tiverem sido cometidos erros, querem que existam consequências.

KIKA EM PARIS

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Presley Gerber morreu aos 27 anos numa clínica de reabilitação em Santa Mónica, Califórnia, nos EUA, onde tinha acabado de dar entrada. Os pais, a modelo Cindy Crawford e Rande Gerber, querem agora saber o que aconteceu nas horas seguintes e quem era responsável por acompanhar o filho.

Olivier Martinez pede a guarda exclusiva de Maceo, de 12 anos, e acusa a atriz de agressão física. Um juiz de Los Angeles impôs entretanto medidas provisórias, enquanto a defesa de Halle Berry rejeita as alegações e considera o processo “deliberadamente enganoso”. Martinez acusa a ex-mulher de ter agredido o rapaz num episódio ocorrido a 26 de setembro. Segundo os documentos apresentados em tribunal, Maceo estava a jogar com óculos de realidade virtual quando Halle terá começado a criticá-lo. A discussão terá escalado e, de acordo com o relato do ator, a atriz agarrou o filho pelo pescoço e apertou-o, enquanto gritava: “Quem domina agora? Quem domina?”.

CHARME Modelo e atriz portuguesa contracena com Alexander Skarsgård em “Mr. Charm”, novo single dos Rolling Stones. No vídeo, Sara Sampaio interpreta a única mulher que resiste ao charme do protagonista. Sara Sampaio entrou no universo dos Rolling Stones e divide o protagonismo do novo videoclipe da banda com Alexander Skarsgård. Em “Mr. Charm”, a modelo e atriz portuguesa de 35 anos interpreta uma mulher que não se deixa convencer pelo charme do personagem vivido pelo sueco, numa história passada no deserto da Califórnia.

Um ano depois de se tornar a primeira portuguesa no Le Défilé, a modelo regressou à passarela da L”Oréal Paris, ao lado de Kendall Jenner, Heidi Klum e Eva Longoria, num espetáculo encerrado por Céline Dion. Kika Gomes teve a mãe, Maria Cerqueira Gomes, na plateia, e foi mimada com um ramo de flores do namorado, o piloto francês de Fórmula 1 Pierre Gasly. O evento aconteceu na Place Joffre, entre a Torre Eiffel e a École Militaire. Kika Gomes desfilou ao lado de Kendall Jenner, Heidi Klum, Eva Longoria, entre outras figuras conhecidas da moda e do entretenimento.

A portuguesa assinalou a participação nas redes sociais e não escondeu o entusiasmo por fazer parte do projeto. “Stones baby!!! O vídeo de ‘Mr Charm’ dos Rolling Stones com o senhor charme Alexander Skarsgård. Que honra!”, escreveu no Instagram.

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A produção foi gravada em Palmdale e acompanha a chegada de um homem a uma pequena localidade, onde depressa chama a atenção de quem o rodeia. O protagonista percorre o espaço como se soubesse exatamente o efeito que provoca, mas encontra em Sara Sampaio alguém que não reage aos seus encantos.

NOVO PASSO

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Quatro meses depois da inauguração, a cantora Dua Lipa conheceu na Livraria Lello a biblioteca de 100 livros que criou em parceria com o Service95 Book Club. A ligação de Dua Lipa à literatura continua este mês em Londres, com vários encontros no London Literature Festival. A cantora foi reconhecida pelos fãs que se encontravam à porta e parou para tirar fotografias com alguns deles, antes de entrar no espaço que já tinha escolhido como um dos seus destinos de passagem obrigatória. A presença na cidade acontece depois de uma passagem por Milão e quatro meses após a abertura da Manifesto Library, a 27 de junho. Apesar de ter estado envolvida na criação do projeto, Dua Lipa não participou na inauguração, integrada na programação do BABELL - Cidade dos Livros. A relação com a histórica livraria portuense é especial. Em junho, numa parceria com o Google Maps, a artista incluiu a Lello numa lista de 130 lugares que considera de passagem obrigatória nas suas viagens. A seleção abrangia 47 países e tinha dois espaços portugueses: além da livraria no Porto, a Amor Records, em Lisboa. A Manifesto Library está instalada no novo auditório cultural da Livraria Lello, projetado por Álvaro Siza Vieira. Nas estantes estão 100 obras agrupadas em torno de temas como poder, controlo, voz e memória, entre títulos que foram proibidos ou censurados em diferentes contextos.

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A CANTORA E OS LIVROS

Aos 26 anos, Margarida Amaral Domingues está a construir um percurso próprio entre a comunicação, a moda e as redes sociais. Mulher de Gonçalo Ramos e mãe de Bernardo, de pouco mais de um ano, conta já com mais de 110 mil seguidores no Instagram e acaba de dar um novo passo profissional ao passar a ser agenciada pela LUVIN. A agência é especializada na gestão de imagem e na construção de carreira de talentos ligados à televisão e às plataformas digitais.


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OLHAR COM OLHOS DE VER

História e preservação de uma vida imigratória! - Ruth Gildbloom. Créditos: Fabiane Azevedo

Antes do Arranque. Créditos: Paulo Perdiz

Casinha encantada. Créditos: Stella Jurgen

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MILÉNIO | ENTRENTEMINTO

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Sudoku

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O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

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Rosa's Portuguese Kitchen direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala 9.Precipitar-se a chuva sobre a terra 10. Trazer à memória; recordar 11.Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo 12. Fazer chegar ou ocorrer antes do tempo marcado; adiantar(-se) 13. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio 14. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas 15. Adquirir habilidade e/ou conhecimento

Chouriço com Cogumelos

Credito: MDC Media Group Inc.

1.Tornar compreensível; esclarecer, elucidar, explicar 2.Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade 3.Obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de algo 4.Seguir por um caminho ou percorrê-lo andando a pé 5.Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa 6.Mergulhar ou banhar em qualquer líquido 7.Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se) 8.Transportar, levar (alguém ou algo) em Jogo das 11 diferenças

Ingredientes • 2 chouriço de carne tipo minhoto, cortado às rodelas • 200 g de cogumelos • Azeite • 2 dentes de alho picados • Salsa picada • Pimenta branca moída na hora • Azeitonas pretas para decorar • Broa caseira para acompanhar

Caça palavras

M V G P Y L H H N V L H U A N X N Q I J G X R I J L C U R O R J R T R N T Q P C Y C J C Ã E U Y L Á K Y J R C V O R P Ç U X L G G U Z U E A P N A X A T A Y C U J H T C N A S R O Z I Q D N A P G S I I C U O R I L B J K G L P E O L E M S I N I U S O U U L R S A S O Q T I Z F V L U V A A O T C V R N L A N K Z J I N G F S X O E A A Ç S P W K A E U W I Q O G R S Ã V M X O L T L L R X U A A S O G H D W J A A M C V T R G E B D P W T R A T A M E N T O D

MEDO PÂ N IC O C ON DIC IONA R V I DA S U PE R AÇ ÃO FOB I A C AU SA S P S IC OLÓ G IC O S Í N DROM E E S PE C I A L I S TA S T R ATA M E N TO L E M B R A NÇ A TESTES C OR P O H U M A N I DA DE

um pouco de azeite, se necessário, e junte os cogumelos. Cozinhe os cogumelos até perderem toda a água e ficarem bem dourados. Não encha demasiado a frigideira para que os cogumelos alourem em vez de cozerem. Volte a colocar o chouriço no sauté. Junte os alhos picados e tempere com pimenta. Cozinhe mais um minuto até o alho libertar o aroma. Junte o alho apenas no final para evitar que queime e fique amargo.

Polvilhe com salsa picada antes de servir. Sirva de imediato acompanhado de fatias de Aqueça um sauté em lume médio com um fio broa caseira para aproveitar todos os sabode azeite. Junte o chouriço às rodelas e co- res. Torre ligeiramente a broa para lhe dar zinhe até ficar bem dourado dos dois lados. ainda mais sabor e textura. Um fio de azeiRetire e reserve. O chouriço liberta a sua te virgem extra antes de servir realça ainda própria gordura, por isso basta um pouco mais os sabores do prato. de azeite. No mesmo sauté, acrescente mais Bom apetite! Modo de preparação


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artesonora artesonora Paulo Perdiz

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Miguel Gameiro & Pólo Norte As canções que cruzam gerações

Há canções que deixam de pertencer apenas a quem as escreveu e passam a fazer parte da vida de quem as ouve. Acompanham histórias de amor, momentos marcantes e atravessam gerações. Os Pólo Norte são um dos exemplos mais marcantes desse fenómeno na música portuguesa. Liderada por Miguel Gameiro, a banda marcou a década de 90 e, décadas depois, continua presente na memória e no coração de muitos portugueses.

O

Milénio Stadium esteve à conversa com o músico, que recordou o percurso dos Pólo Norte, a ligação emocional com o público, as mudanças na indústria da música e a nova digressão em formato acústico, que leva a banda a salas e auditórios de todo o país. Quando se fala dos Pólo Norte, é inevitável recordar temas como Grito, Aprender a Ser Feliz, O Teu Nome ou Lisboa. Canções com décadas de existência que continuam a ser cantadas por várias gerações. Qual será, afinal, o segredo para criar músicas capazes de resistir ao tempo? Miguel Gameiro admite não ter uma resposta concreta. Fala, antes, da forma como a banda sempre encarou a música: escrever com amor, compor com verdade, cantar com honestidade e tocar com entrega. É nessa autenticidade que, para o

Aos sábados 7h30am

músico, reside a verdadeira magia: quando uma canção ultrapassa o estúdio, chega ao coração de alguém e passa a fazer parte da sua história. Saber que uma música esteve presente num casamento, numa história de amor ou num momento importante da vida de alguém é, para qualquer artista, motivo de orgulho. Esse vínculo torna-se particularmente evidente nos concertos, onde não é raro ver pais e filhos a cantar juntos os mesmos refrões. Apesar de os mais jovens terem hoje acesso a uma multiplicidade de novos estilos e tendências, a música transmitida em casa continua a manter vivos os clássicos do pop-rock português. É também essa ligação que ganha uma nova dimensão na atual digressão dos Pólo Norte, num formato mais acústico e intimista. Longe da dimensão dos festivais e das festas populares, os teatros e auditórios permitem uma relação mais próxima entre músicos e público. Há silêncio, escuta e atenção a cada nota. Para Miguel Gameiro, este formato coloca maiores desafios aos músicos, mas proporciona uma troca emocional única. Numa sala fechada, cada acorde, cada respiração e cada palavra ganham outra intensidade. É um palco que pode trazer uma maior sensação de vulnerabilidade, sobretudo no início, mas onde a resposta do público acaba por transformar cada

concerto numa experiência especial. Muitas vezes, basta ouvir os primeiros acordes para surgirem os aplausos. Ao longo de três décadas de carreira, Miguel Gameiro teve ainda oportunidade de partilhar experiências com alguns dos grandes nomes da música portuguesa, como Jorge Palma e Luís Represas. Dessas relações, guarda aprendizagens que vão muito além da música: a humildade, o respeito pela profissão, o amor pela arte e, sobretudo, a importância de manter a verdade em palco. O músico recorda momentos em estúdio e conversas que contribuíram para moldar a sua visão sobre a profissão. Uma certeza permanece: a entrega e o respeito pela música devem estar sempre acima de qualquer sucesso passageiro. Também o panorama atual da indústria é muito diferente daquele que os Pólo Norte encontraram quando começaram, em meados dos anos 90. Naquela época, um álbum tinha tempo para crescer. Havia vários singles, apresentações, concertos e espaço para que as músicas conquistassem gradualmente o público e as rádios. Hoje, a realidade é marcada pela velocidade das plataformas digitais e das redes sociais. Miguel Gameiro identifica ainda uma maior aposta em projetos a solo, num contexto em que manter uma banda exige tempo, ensaios, cumplicidade e maturida-

Sábado às 10:30am | domingos 10am.

de elementos que nem sempre encontram espaço na indústria atual. Ainda assim, o músico reconhece e valoriza os projetos da nova geração que continuam a apostar no conceito de banda e na criação coletiva. Afinal, a cumplicidade entre músicos é, para si, uma parte insubstituível daquilo que torna uma banda especial. E quanto ao futuro dos Pólo Norte? Miguel Gameiro garante que já não existe a preocupação de corresponder às exigências do mercado ou da rádio convencional. Se surgirem novas canções, serão feitas sobretudo a pensar em quem acompanha a banda há décadas. Depois de tantos anos de estrada, aquilo que continua a levar Miguel Gameiro ao palco é, afinal, algo simples: uma sala cheia, a energia do público e a possibilidade de deixar uma boa memória em quem está do outro lado. Que cada pessoa saia de um concerto com uma recordação feliz, uma reflexão ou simplesmente um sentimento positivo. É essa a ambição. E assim, entre canções que resistem ao tempo e novas histórias que continuam a nascer em cada concerto, Miguel Gameiro mantém-se fiel à música e ao público. Porque, tal como diz uma das canções mais emblemáticas dos Pólo Norte, a vida é também um caminho contínuo onde todos continuamos a aprender a ser felizes.


9 a 15 de outubro de 2026

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CARNEIRO 21/03 A 20/04 Nesta semana encontrará dentro de si forças das quais não tinha consciência. Os poderes sobrenaturais e o lado oculto da vida, são áreas que lhe despertarão a curiosidade e interesse. Período de algum pessimismo e fatalismo. Aceite a vida como ela é, obtendo o máximo de proveito. Viva o presente sem receio e com positivismo.

LEÃO 22/07 A 22/08

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Durante este trânsito sentir-se-á com muita energia e criatividade. Sentir-se-á capaz de “conquistar o mundo”. Aproveite e canalize toda essa energia para a sua vida profissional onde poderá obter resultados muito positivos. Dê uma atenção redobrada ao seu físico e queime esse excesso de energias com atividades físicas.

Agora os projetos e os amigos poderão ser para si da maior importância. A sua atenção estará mais desperta para a sua integração nos grupos a que pertence. Ponha de parte essa tendência para o exclusivismo e procure, em conjunto com os outros, encontrar a melhor maneira de obter os resultados que procura.

VIRGEM 23/08 A 22/09

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Durante esta fase poderá ter de medir bem as suas ações e apelar ao autocontrole, de modo a evitar alguns conflitos. Tem tendência a tomar decisões precipitadas e que podem ser mal-interpretadas pelos outros. É um período um pouco nebuloso para si pois tende a atuar de um modo contraditório e confuso.

Sente-se com grande capacidade para sentir e comunicar os seus afetos. Sente-se capaz de falar dos seus sentimentos a outra pessoa sem que isso lhe cause embaraço. Digamos que consegue fazer com que a cabeça não influencie o coração. É ainda um período favorável para estabelecer um acordo financeiro ou um negócio.

Este é um período em que não conseguirá manter secretos os seus problemas, estes virão a público e você ficará exposto. Analise o seu passado de modo a poder com responsabilidade e inteligência, orientar sem remorsos o seu futuro. Época de expansão e sucesso profissional, obtendo o apoio e a aprovação dos que o rodeiam.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

BALANÇA 23/09 A 22/10

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Ao longo desta semana, é provável que não se sinta com vontade de fazer coisas pequenas, nem de ficar só, vítima do ritmo e das reduzidas dimensões do seu dia-a-dia. Também o amor está em pleno desabrochar durante estes dias, pelo que poderá aproveitar a ocasião para demonstrar a profundidade dos seus sentimentos à pessoa que ama.

Durante este período poderá sentir que a sua possessividade está mais acentuada. Possivelmente identifica-se mais com os objetos que possui ou valoriza, sentindo por eles um apego quase sentimental. Esta é uma fase em que vai dar bastante importância à sua estabilidade financeira. Aprecia o que possui e quer saber aquilo com que pode contar.

Durante este trânsito, devido a divergência de opiniões, poderão ocorrer alguns conflitos familiares ou nas suas relações laborais. É uma altura de tensões no seu dia-a-dia que lhe poderão criar alguma insegurança e ansiedade. Procure tirar partido da junção da sua energia criativa com o realismo do seu cônjuge ou sócio.

TOURO 21/04 A 20/05

CARANGUEJO 21/06 A 20/07 Durante este período terá maior necessidade de se dedicar a jogos ou ocupações lúdicas, podendo mesmo dar a impressão de ser demasiado brincalhão. Tenha, por isso, alguma atenção com as situações que provoca, pois as outras pessoas nem sempre poderão estar recetivas e corre o risco de não ser levado a sério.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 Diplomacia e tato são qualidades que não lhe faltam, agora que Vénus transita pela sua Casa I, relativa ao Eu. Aproveite para conduzir um assunto delicado ou ultrapassar uma pequena desavença. A sua vida amorosa poderá ganhar novo fôlego mercê da redobrada intensidade e paixão que deixa transparecer.

PEIXES 20/02 A 20/03 Será uma ótima altura para viajar pois a curiosidade sobre outros valores e hábitos está muito acentuada nesta altura. Tudo lhe aguça a curiosidade e o interesse, ouvindo os outros atentamente. Poderá colher ótimas impressões em qualquer deslocação que empreenda e a experiência será sempre enriquecedora.

MILÉNIO | ENTRENTEMINTO

Soluções 4 10 11 C L 13 E N C H E R 8 T R A Z E R O M M 7 R S I B R 2 E N R 5 D E S C E R C H A R D A A R 1 I L U S T R A R 6 C 14 9 3 C O M P R A R P H O R 15 E S T U D A R O L L V H A E 12 A N T E C I P A R R R D I E N F Q V U O M E Z V N U P S I C O L Ó G I C O C R K O W E S Í N D R O M E O R Z L Ã T R A T A M E N T O Y J R S Ç L E M B R A N Ç A Q X F V K A F O B I A V M E D O V I D A R N Y S C H D C O R P O W R C E H U M A N I D A D E Y W A A P S Q C O N D I C I O N A R U U A O D H A L Z R V C U G S S S D C Z M N M N U D I Q I E A S F R D U C Y X H O N L Z T S W P F B B P S W Y P Â E Z S W L N W R O H J B Z E P C D E O Z X Q E S P E C I A L I S T A S

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Agenda comunitária

9 a 16 de outubro SEMANA CULTURAL ALENTEJANA 2026 •

9 de Outubro: abertura oficial e inauguração de exposições, a partir das 19h00;

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9 de Outubro: Espetáculo de Comédia “Ana Arrebentinha”, a partir das 21h00, com abertura de Rómulo Ávila e Francisco Pegado;

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10 de Outubro: Festival Internacional do Fado, com jantar, a partir das 19h30, MC Clara Abreu; 11 de Outubro: Dia dedicado à criança, com Ranchos de Folclore e atividades para os mais novos, a partir das 14h00;

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13 de Outubro: Lançamento do Livro “Fotografias de Memórias”, de Gilberto Prioste, às 18h30, seguindo de jantar e a atuação de “Alentejo Cantado”

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14 de Outubro: Dia do Sénior, com almoço oferecido a vários centros de convívio de idosos, atuação de “Alentejo Cantado” e depois das 19h00 o Núcleo de Leitura promove a Feira do Livro;

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15 de Outubro: Dia do Sócio, com o Lançamento do Livro “Militants, Mobsters and Marvericks”, de Gilberto Fernandes às 18h30, seguindo de jantar e atuação de “Pedro Joel”

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16 de Outubro: Dia da Juventude, com a atuação da Luso Can-Tuna e o DJ Ruben,a partir das 20h00.

NOTA: Durante os dias, ao almoço e ao jantar, o restaurante “O Sobreiro” tem uma ementa muito própria do Alentejo. Informações: Casa do Alentejo Community Centre, 1130 Dupont St. Toronto, 416.537.7766 ou casadoalentejo@rogers.com

9, 10 e 11 de outubro Brazil Film Fest Toronto O Brazil Film Fest Toronto celebra o melhor do cinema brasileiro no coração multicultural de Toronto. Com uma seleção de longas, https://mail.google.com/mail/u/0/ curtas e documentários, o festival destaca a 416-824-5675. Organizado por Casa dos Poriqueza, a criatividade e a diversidade das veiros, PCCM e Casa das Beiras histórias brasileiras. Informações: https:// brazilfilmfest.ca/ Luso Charitable Society – Festival of Hope

Page 1 of 1 A Associação Migrante de Barcelos e a Peach Gallery apresentam a exposição “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade”, dedicada à cultura, arte e tradições de Barcelos. De 17 de outubro a 20 de novembro de O Festival of Hope, apresentado pela Luso 2026, com a abertura oficial a 17 de outubro, 10 de outubro Canadian Charitable Foundation, com o às 12h00, com Porto de Honra, na Peach 40 years of music & memories – apoio da LIUNA Local 183, será uma noite Gallery, em Toronto. Uma iniciativa que Comemoração da história de 40 anos inesquecível em apoio ao Projeto Residen- celebra a identidade barcelense e reforça os da Banda TABU, de Tony Gouveia cial da Luso. O evento contará com a apre- laços da comunidade portuguesa no Canadá A partir das 18h30, no PCCM (53 Queen St sentação ao vivo dos Gipsy Kings – Original com as suas raízes. Member. O concerto/gala de ajuda será reaN). Informações: 905-286-1311 lizado no sábado, 10 de outubro, no LIUNA 28.º Aniversário com Jantar de Gala da Local 183 Event Centre, localizado em 200 Associação Migrante de Barcelos Jantar de Angariação de Fundos Labourers Way, Vaughan, Ontário, a partir Ambulância para os Bombeiros A partir das 18h00, no Salão Liuna Local das 18h00. Voluntários de Sever do Vouga 183 (1263 Wilson Ave). Animação de David Antunes, Emanuel Moura, Carolina Ligeiro, A partir das 19h0, na Casa das Beiras (115 Karma Banda, Rancho infantil e adulto da Ronald Avenue), com animação com Décio 17 de outubro A. M. Barcelos. Informações: 647-949-1390 Gonçalves, Jessica Vidal, Tony Câmara, LíBarcelos leva a sua arte e criatividade a (Vitor Santos) dia Sousa, Stephanie Tavares. Informações: Toronto - Exposição


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CUIDAR DO AMANHÃ DE QUEM AMAMOS NÃO PRECISA DE SER UM MISTÉRIO. VERTICAIS 18. O bem mais valioso e sagrado que possuímos, e que merece proteção integral. 16. O amparo financeiro, o cuidado e o amor que você deixa como herança para as próximas gerações. HORIZONTAIS 19. A escolha segura para cuidar de quem você ama e garantir a estabilidade do amanhã

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