Skip to main content

MILÉNIO STADIUM 1817- 02 DE OUTUBRO

Page 1

Ano XXXV edição nº 1817 | 2 de outubro de 2026

David Ganhão

mileniostadium.com

apresentador

Augusto Bandeira convidados

Carina Paradela Jorge Ribeiro Laurentino Esteves

Junto à Dewson Public School

First Portuguese P20

Discussão de temas da atualidade Os 70 anos do First Portuguese Canadian Cultural Centre. A história, o presente e o futuro.

A festa dos 70 anos sexta-feira às 18h

P18

Protect School Lands protestou Temas em discussão

Casa dos Açores recebeu autarcas de Lagoa

P24


2

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

Credito: DR

EDITORIAL

Um caminho para a história Manuel DaCosta Editorial

Na semana passada, celebrámos uma data histórica. O First Portuguese Canadian Cultural Centre comemorou 70 anos de existência no Canadá e, desde 1956, está enraizado na história dos portugueses neste país. A integração dos portugueses no Canadá foi facilitada em grande parte por este Centro, onde os recém-chegados encontraram um porto seguro para iniciar uma nova vida. Embora a declaração de missão atual seja muito diferente da do seu início, a causa e o efeito do First Portuguese permanecem constantes no que toca a colocar os cuidados a jovens e seniores em primeiro lugar.

N

o coração de qualquer organização estão as pessoas que, dia após dia, sustentam e alimentam o âmago das necessidades pelas quais assumiram responsabilidade. Funcionários e muitos voluntários carregam uma missão de va-

lores que assume a responsabilidade perante os seus clientes e a comunidade em geral. Aqueles que se doam desinteressadamente sem compensação foram muitos ao longo destes 70 anos e todos devem ser elogiados, independentemente de terem existido ou não períodos sombrios ligados ao clube. Embora todos tenham feito o seu melhor, a história do First Portuguese é longa e nem sempre positiva. As dificuldades financeiras persistem e a perda do seu edifício no número 722 da College Street ainda ressoa como o exemplo de algo de bom que correu horrivelmente mal, fazendo ainda parte da memória coletiva luso-canadiana que nunca deve ser esquecida. Foi também um exemplo de como pessoas com as melhores das intenções permitiram o desaparecimento de muitos anos de trabalho árduo de outros devido à má gestão de um projeto de renovação. Isto deve servir de exemplo aos líderes atuais das organizações comunitárias de que a gestão de um clube ou associação não é sobre eles próprios, mas sim sobre o serviço à comunidade, e que o ego e o estatuto têm de ser postos de parte e substituídos por humildade e integridade;

caso contrário, que deem o lugar a outros. É fundamental compreender plenamente a razão de ser de uma organização comunitária, pois parece-me que muitos se esqueceram da razão pela qual foram criadas, deixando o seu coração cultural esquecido. Uma instituição como o First sobreviveu, mas também ela se deve lembrar dos "Sousas" da sua história para continuar a ser viável. Setenta anos não são apenas uma data num calendário. Representam sete décadas de histórias, famílias, celebrações, música, tradições e, acima de tudo, pessoas e isso deve ser aplaudido. Mas será que a longevidade por si só merece ser celebrada? Sim, mas com uma condição: devemos celebrar 70 anos daquilo que o First representou e não apenas um número num bolo. O First tornou-se um local onde as pessoas podiam falar português, comer comida portuguesa, ouvir música portuguesa e encontrar alguém que compreendesse o que significava deixar uma vida para trás e começar outra. Hoje em dia, os clubes culturais enfrentam grandes desafios. Os lusodescendentes estão a ser canadianizados e a cultura

Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXV - Edição nº 1817 2 a 8 de outubro de 2026 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black e Vítor M. Silva.

não bate no coração da mesma forma que nos seus pais e avós. É imperativo que a canadianização permaneça enraizada na cultura portuguesa para que os clubes possam sobreviver. Não basta manter um salão aberto, organizar um baile ou colocar comida portuguesa na mesa e chamar a isso cultura. A cultura é muito mais do que entretenimento: é língua, história, educação, memória e transmissão de valores de uma geração para a seguinte. Não podemos viver para sempre da nostalgia. Embora esta seja importante por nos lembrar de onde viemos, não pode ser o único combustível para construir o futuro. Lembrem-se dos 70 anos do First e da sua história e ajustem as vossas organizações com base na sustentabilidade e na resiliência ao promover a vossa declaração de missão, se é que alguma vez se deram ao trabalho de escrever uma. Setenta anos é uma conquista fabulosa e a longevidade merece respeito, mas estaremos preparados para os próximos setenta? Parabéns, First! Versão em inglês

Previsão Meteorológica toronto

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Jornal de Notícias Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Pág. 11

SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI

19º

16º

18º

14º

14º

17º 18º


First Portuguese 70 anos depois

Apesar de “ventos e mares”... Em maio de 1953, o Saturnia atracou em Halifax com os primeiros imigrantes portugueses que chegaram legalmente ao Canadá. Tinham pouco dinheiro, pouco ou nenhum inglês e muitas saudades. Apenas três anos depois, um grupo desses pioneiros, que se tinham instalado em Toronto, teve um sonho simples, mas grandioso: criar uma casa para a comunidade. Um sítio onde pudessem conviver e sentir-se mais perto da terra natal. Assim nasceu, em 1956, o First Portuguese Canadian Club, na Nassau Street, no coração do Kensington Market. Curiosamente, nesse mesmo ano, com apenas uns meses de diferença, havia nascido, em Montreal, a Associação Portuguesa do Canadá. Eram as duas únicas associações portuguesas em todo o Canadá. A comunidade foi aumentando com a chegada progressiva de mais imigrantes e outros clubes e associações também iam surgindo. No entanto, no

MB / DG Dados fornecidos por: Prof. José Carlos Teixeira

final dos anos 70, ainda eram apenas sete na zona de Toronto, uma realidade que em poucos anos se transformou de uma forma quase radical.

que permite o acesso a apoios oficiais no âmbito social. Foi nessa altura que surgiu o nome que tem hoje – First Portuguese Canadian Cultural Centre.

Do First nasceu a primeira escola portuguesa da América do Norte, onde gerações de filhos e netos e agora já bisnetos de imigrantes aprenderam (e aprendem) a língua dos pais, dos avós ou bisavós. O futebol e o hóquei, serviram de montra da comunidade portuguesa espalhando a notícia da nossa existência para além de Toronto e até do Canadá. O folclore, a música e as tradições ajudaram também a consolidar a nossa identidade cultural deste lado do Atlântico.

Setenta anos depois, a comunidade é outra, mas o First Portuguese resistiu ao passar do tempo, foi superando todas as adversidades que se foram erguendo no seu caminho e continua a cumprir a sua missão.

Em 1980 nasceu o Centro da Terceira Idade do First numa clara tentativa de corresponder a uma necessidade que já era bem real nessa altura. Mais tarde, em 1990, o clube tornou-se oficialmente uma instituição de caridade, o que lhe conferiu um estatuto

Tal como foi sublinhado por Henrique Conde na noite em que a comunidade se juntou para comemorar este aniversário tão marcante, o First é um bom exemplo, entre tantos outros que podemos encontrar até nas nossas próprias vidas, de como fazem tanto sentido as palavras de Jorge Palma, esse enorme escritor de canções que desapareceu há dias – “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar”.

Chegada de imigrantes portugueses ao Canadá Período N.º de portugueses chegados

1953–1959

1960–1969

1970–1979

cerca de 17.000

60.000 a 70.000

cerca de 80.000

Timeline da organização associativa comunitária

Anos 50

Apenas duas associações em todo o Canadá, ambas fundadas em 1956 First Portuguese Canadian Club, (Toronto) Associação Portuguesa do Canadá (Montreal)

Anos 70

Quatro novas organizações Amor da Pátria (1971) Asas do Atlântico Sport and Social Club (1973) Portuguese Cultural Center of Mississauga (1974) Associação Cultural do Minho de Toronto (1977)

Final dos anos 70

Existiam apenas sete clubes e associações na zona de Toronto.

Anos 80

Início de um crescimento gradual numa década surgiram dez clubes e associações.

1990

o First transformou-se oficialmente uma organização sem fins lucrativos adotando o nome que tem hoje – First Portuguese Canadian Cultural Centre

Anos 60

Dois novos clubes em Toronto Casa da Madeira (1963) Casa do Sport Lisboa e Benfica (1968)

2007

existiam cerca de 100 clubes no Canadá.

2019

41 clubes e associações na Grande Área de Toronto

Portugueses residentes em Toronto (Censos de 2021)

52,8%

36,6%

10,6%

são de primeira geração (nascidos em Portugal)

são de segunda geração (nascidos no Canadá)

são de terceira geração (nascidos no Canadá)


4

MILÉNIO | CAPA

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

Da beira do abismo ao sonho da casa própria

Em 2019, o First Portuguese Canadian Cultural Centre, o clube português mais antigo do Ontário, esteve prestes a fechar portas. As contas não batiam certo e a direção teve a coragem de o dizer publicamente: sem ajuda, o First não sobreviveria. À frente dessa decisão difícil estavam Aurianne Fazendeiro e Carina Paradela, que tinham chegado à direção pouco tempo antes. Seguiram-se uma pandemia, cortes difíceis e um longo trabalho de reorganização financeira. Sete anos depois, o First celebra 70 anos com uma situação financeira estável, um Centro de Dia da Terceira Idade no coração da sua missão, a escola de português ainda de portas abertas e um sonho bem definido: ter casa própria. Hoje, Aurianne é Diretora Geral e Carina é Diretora de Operações do First e vestem literalmente a camisola em defesa do futuro da instituição que é a sua segunda casa. Nesta conversa com o Milénio, recordam a tormenta, falam do presente e deixam um apelo à comunidade para que, em conjunto, se construam os próximos 70 anos.

as despesas eram superiores às receitas e que não existiam fundos suficientes para continuar a funcionar daquela forma. Em 2019, depois de analisarmos seriamente a situação, chegámos ao ponto de anunciar à comunidade que, se não houvesse uma ajuda imediata, o First teria de fechar portas. Foi uma decisão muito difícil, mas não queríamos esconder a realidade. Era preciso dizer claramente às pessoas: a situação é esta e precisamos de ajuda para conseguir continuar.

Aurianne Fazendeiro: Quando entrámos para a direção, em outubro de 2018, éramos novas na gestão de uma organização com a dimensão do First e, inicialmente, pensávamos que a situação financeira era mais estável do que realmente era. Pouco tempo depois, começámos a perceber que

MS: Quais foram os momentos mais difíceis desse período? Houve alguma altura CP: E foi aí que começámos a dar uma reem que pensaram que não ia ser possível viravolta muito grande. Não foi uma coisa que aconteceu de um dia para o outro. Foi salvar o clube? um processo de reorganização, de cortar AF: Sem dúvida. Quando anunciámos que onde era necessário, de controlar melhor poderíamos fechar, estávamos realmenas despesas e de perceber exatamente o que podíamos sustentar.

Carina Paradela: E é importante dizer que não estamos a falar de falta de trabalho ou de dedicação das direções anteriores. Durante muitos anos, o First foi gerido essencialmente por voluntários, pessoas que deram o seu tempo e fizeram o melhor que podiam para manter esta instituição viva. Temos enorme respeito por isso. O que percebemos foi que uma organização desta dimensão precisava de uma gestão financeira e operacional mais permanente e estruturada. Na altura em que anunciámos que podíamos ter de fechar, não apareceu uma solução financeira que resolvesse o problema. Tivemos, sim, uma organização Milénio Stadium: Há uns anos, o First da comunidade que se disponibilizou para Portuguese esteve perto de fechar portas. guardar os bens do First enquanto deciComo é que se aperceberam da gravidade díamos o que fazer, e somos muito gratas da situação, e o que vos levou a dizer "não por isso. E, curiosamente, cerca de seis meses depois, aconteceu a pandemia. vamos deixar isto acontecer"?

Em pé - Carina Paradela e Nancy Viana. Sentados - Elisa Nicolau, César Fernandes, Aurianne Fazendeiro e Ana Costa.

te a preparar-nos para essa possibilidade. Não era uma ameaça, era uma realidade financeira. Depois veio a pandemia e, inicialmente, tudo ficou ainda mais incerto. Tivemos de fechar atividades e reduzir significativamente serviços e pessoal. Mas, de certa forma, a pandemia acabou por nos dar tempo para reorganizar a casa. Fomos retomando as atividades aos poucos e conseguimos beneficiar de alguns programas de apoio governamental, nomeadamente os apoios relacionados com a renda.

estabelecer alguns apoios que hoje são fundamentais para a sobrevivência do First, nomeadamente através do OLG Charitable Gaming e do Second Harvest, que nos permite reduzir significativamente os custos associados à alimentação do nosso Centro de Dia da Terceira Idade. Mas queremos ser honestas: quando estivemos à beira de fechar, não houve uma grande campanha da comunidade que nos salvasse, a recuperação foi sobretudo resultado da nossa reorganização interna e das oportunidades que surgiram durante e depois da pandemia. MS: Como está hoje o First Portuguese? O que mudou na forma de gerir o clube e na relação com os sócios e a comunidade?

AF: Hoje o First está numa situação financeira bastante mais estável. Temos uma estrutura pequena, mas temos uma direção AF: A gestão financeira tornou-se uma executiva maravilhosa que nos deu a oportunidade de continuarmos ligadas à casa de prioridade absoluta. uma forma diferente. Hoje somos funcioMS: Que decisões foram determinantes nárias do First, e isso permite-nos dedicar para dar a volta à situação? E quem esteve o nosso trabalho diário à organização, maao vosso lado: sócios, voluntários, a comunutenção e funcionamento da casa. nidade, patrocinadores? CP: A divisão de responsabilidades tamCP: A mudança mais importante foi, sem bém está muito mais clara. A gestão do dúvida, a forma como começámos a gerir dia a dia está connosco; as decisões imfinanceiramente a casa. A Aurianne teve portantes e de governação estão com a um papel fundamental nessa reorganização direção. Isso permite-nos fazer aquilo que financeira. Passámos a acompanhar as resabemos fazer melhor: estar aqui todos os ceitas e despesas de uma forma muito mais dias, acompanhar os programas, resolver rigorosa e a tomar decisões com base naos problemas, falar com os membros e gaquilo que a casa realmente podia suportar. rantir que a casa funciona. AF: E também aprendemos a trabalhar MS: Que atividades estão hoje a trazer mais com aquilo que temos, em vez de assumir gente ao clube? A escola de português, o compromissos que não conseguimos susapoio a idosos, os summer camps... contitentar. Depois da pandemia, conseguimos nuam a ser o coração da casa?


mileniostadium.com

2 a 8 de outubro de 2026

CP: Hoje o nosso principal foco é o Centro de Dia da Terceira Idade. Como somos uma instituição de caridade registada, queremos que a vertente social esteja verdadeiramente no centro daquilo que fazemos. Temos muitos idosos portugueses que precisam de companhia, de atividades e, muitas vezes, simplesmente de um lugar onde possam falar português e estar com outras pessoas. O centro é uma parte muito importante da missão que queremos continuar a desenvolver. AF: A escola de português é outra coisa que nos deixa muito orgulhosas. É uma tradição que vem praticamente dos primeiros anos do First e que temos todo o gosto em manter. É uma ligação direta à nossa história e à transmissão da língua e da cultura às novas gerações. E o Summer Camp tem também uma função muito importante: para além de servir as famílias e as crianças da comunidade, gera receitas que nos permitem continuar a financiar a missão do First. MS: A Aurianne e a Carina assumem a direção de uma instituição com 70 anos de história. A responsabilidade de estarem à frente do clube português mais antigo de Ontário pesa no vosso dia a dia?

MILÉNIO | CAPA

5

Mas isso vai depender também da comunidade. Se houver pessoas e empresas dispostas a ajudar, podemos chegar lá muito mais depressa. Queremos uma casa que seja nossa, onde possamos garantir o futuro do Centro da Terceira Idade e oferecer aos nossos idosos uma casa melhor, mais estável e preparada para as necessidades deles. MS: Que mensagem deixam à comunidade, e a quem ajudou a manter o clube de pé, neste aniversário tão especial? CP: A nossa mensagem é, acima de tudo, uma mensagem de agradecimento a todos aqueles que continuam a acreditar no First e que nos apoiam. Mas é também um apelo. Por favor, ajudem-nos a construir uma casa onde os nossos idosos possam continuar a ter um lugar digno para estar, onde as nossas crianças possam aprender português e onde as próximas gerações possam continuar a ter uma ligação à nossa cultura.

AF: Somos profundamente gratas a quem nos apoia, a quem acredita em nós e a quem continua a entrar por esta porta. E a nossa porta está aberta a todos aqueles que querem o bem do First. O passado não AF: A história pesa. E pesa bastante. Não podemos mudá-lo. Mas podemos decidir o apenas porque são 70 anos de história, mas que queremos construir para os próximos porque estamos a falar de uma instituição 70 anos. E é isso que queremos fazer: olhar que fez parte da construção da comunida- para a frente. de portuguesa no Canadá e que atravessou MB/MS. Fotos: F.P.C.C.C . várias gerações. CP: E há outra parte dessa responsabilidade que, infelizmente, também sentimos. O nome e a história de uma instituição tão antiga vêm acompanhados de coisas que aconteceram antes de nós fazermos parte do First, algumas até antes de eu ter nascido. E, por vezes, sentimos que isso influencia os apoios ou as respostas que recebemos quando procuramos ajuda. Não podemos mudar o passado. Podemos apenas fazer o nosso trabalho, todos os dias, e construir aquilo que queremos que seja o futuro do First. AF: Mas, apesar desse peso, para nós o First tem sido uma verdadeira bênção. Foi uma casa que apareceu nas nossas vidas e que nos trouxe amizades, pessoas, experiências e uma ligação ainda mais forte à nossa portugalidade. CP: É a nossa segunda casa. E somos eternamente gratas por isso. MS: Como gostariam de ver o First Portuguese daqui a 10 anos? CP: Queremos ver o First com casa própria. Esse é o nosso grande objetivo. E é para isso que trabalhamos todos os dias. Já temos algum dinheiro colocado de lado especificamente para esse objetivo e continuamos, pouco a pouco, a aumentar esse fundo. AF: O nosso sonho é conseguir concretizá-lo antes dos dez anos. Talvez em cinco.

Carina Paradela e Aurianne Fazendeiro.

Read in English


6

MILÉNIO | CAPA

2 a 8 de outubro de 2026

O First foi a alma e o coração da comunidade portuguesa Prof. José Carlos Teixeira

Quando o Saturnia atracou em Halifax, em 1953, trazia a bordo os primeiros imigrantes portugueses que chegaram legalmente ao Canadá. Eram sobretudo homens, sozinhos, com contratos para trabalhar na agricultura e nos caminhos de ferro. Três anos depois, em 1956, alguns desses pioneiros fundavam em Toronto o First Portuguese Canadian Club, o primeiro clube português de Toronto. Durante décadas, foi ali que os recém-chegados encontraram amigos, trabalho, casa e um pedaço de Portugal onde se falava a sua língua.

S

etenta anos depois, a comunidade é outra. Cresceu, mudou-se para outras áreas da cidade ou mesmo outras cidades da Grande Área de Toronto ou Ontário e tem já filhos, netos e bisnetos nascidos no Canadá. Ao longo dos seus 70 anos de existência, o First atravessou momentos de glória, crises, e mudou de morada mais de uma vez. Mas continua de portas abertas. Para compreender o papel que o clube teve na construção da comunidade portuguesa, na divulgação da cultura e no ensino da língua, e para pensar o que o futuro lhe reserva, falámos com o Prof. José Carlos Teixeira, investigador que há décadas estuda a presença portuguesa no Canadá e conhece como poucos a comunidade da Grande Área de Toronto. Uma conversa sobre memória, identidade e as transformações dos luso-canadianos que se formaram aquilo a que os sociólogos chamam uma comunidade «institucionalmente completa». Milénio Stadium: O First Portuguese Canadian Club nasceu em 1956, apenas três anos depois da chegada do Saturnia a Halifax com os primeiros imigrantes portugueses legais. O que terá levado aqueles pioneiros, recém-chegados e ainda com tão pouco, a sentir tão cedo a necessidade de criar um clube? Que papel teve o First nesses primeiros anos de adaptação a um país novo?

mileniostadium.com

mente jovem no Canadá. Na década de 50 chegaram poucos milhares de portugueses (cerca de 17.000), na maioria homens com contratos de trabalho para a agricultura e na construção dos caminhos de ferro, e a maior parte fixou-se no Ontário. Em 1956, que nasceu o First Portuguese em Toronto. Nesse mesmo ano surgiu em Montreal a Associação Portuguesa do Canadá. Durante toda a década de 50, estas foram as duas únicas associações portuguesas no país, e temos a sorte de ainda as ter entre nós. Em Toronto, os primeiros portugueses instalaram-se na zona de Kensington Market e de Alexandra Park, um bairro operário por onde já tinham passado judeus, italianos, polacos e ucranianos. Ficava perto dos empregos, no centro da cidade, e tinha aquele mercado que era então conhecido como o mercado judeu. Nos anos 50, os homens alugavam quartos; nos anos 60 começaram a chegar as famílias, que passaram a arrendar casas. Foi ali o embrião da comunidade portuguesa. Não é por acaso que o primeiro comércio português foi um restaurante na Nassau Street, do senhor Sousa, um pioneiro chegado em 1953, que tive a sorte de entrevistar mais de uma vez e cujas conversas ainda guardo religiosamente em cassetes antigas. Fala-se muito na Augusta, mas foi na Nassau que efetivamente apareceu o primeiro estabelecimento comercial da comunidade portuguesa. E é nesse mesmo contexto, numa Toronto que já era multicultural, que aparece também na Nassau Street (Nassau e Lippincott) a primeira sede do First Portuguese Canadian Club.

Qual foi o seu papel? Para além de um local de encontro, era um sítio onde as pessoas se sentiam em casa. Falava-se português, cheirava a cultura portuguesa, à nossa comida, havia atividades culturais, desporto, ensino da língua. Ia-se lá porque lá estavam os amigos e os familiares. E muitas vezes esquecemos outra componente: era no First que se conseguiam referências t: Para perceber o First, é preciso pô-lo no para arrendar uma casa ou um apartaseu contexto histórico. Nós, comunidade mento, e era lá que se arranjava trabalho. portuguesa, somos um grupo relativa- Quantas pessoas conheceram alguém no


mileniostadium.com

First e, através de patrões portugueses, encontraram emprego! Com as suas múltiplas atividades e serviços, o First ajudou muitos dos nossos, sobretudo da primeira geração, a integrarem-se na sociedade de acolhimento sem terem de abandonar as suas raízes. MS: Ao longo destas sete décadas, de que forma o First Portuguese contribuiu para organizar e dar coesão à comunidade portuguesa em Toronto? E como é que o clube acompanhou a própria geografia da comunidade, desde a zona de Kensington e da Little Portugal até à mudança de tantas famílias para os subúrbios? JCT: Nas décadas de 50, 60 e 70, e até ao início dos anos 80, o First foi a âncora da comunidade. Diria mesmo, em bom inglês, que «the First was the heart and soul of the Portuguese community». Durante muito tempo, para além do First existiram muito poucos clubes portugueses. Senão vejamos: nos anos 60 surgiram a Casa da Madeira (1963) e a Casa do Benfica (1968); nos anos 70, apenas mais algumas, como o Amor da Pátria (1971), o Asas do Atlântico (1973), o Portuguese Cultural Centre of Mississauga (1974) e a Associação Cultural do Minho (1977). Portanto, entre os anos 50 e finais dos anos 70 existiam apenas 7 clubes e associações. Só a partir dos anos 80 assistimos a um crescimento importante do movimento associativo comunitário com o nascimento de mais 10 clubes/associações. Ou seja, ao longo dos anos, criámos aquilo a que os sociólogos chamam uma comunidade «institucionalmente completa». No centro de Toronto, na nossa Little Portugal, construímos um bairro étnico e um enclave económico com uma identidade forte e bem visível, com associações socioculturais e religiosas, empresas e comunicação social. E o First apareceu no momento-chave, na fase embrionária dessa construção.

2 a 8 de outubro de 2026

Há outra vertente que não podemos esquecer: o peso que o First tinha junto dos diferentes níveis de governo. Era paragem obrigatória para os políticos canadianos, em época de eleições e não só, que lá iam apresentar-se à comunidade. E também para as autoridades portuguesas. Os políticos respeitavam o First. Depois veio uma fase de transição natural, que atingiu todas as organizações e a própria comunidade. Com a quebra drástica da imigração, o First ressentiu-se muito. Houve crises diretivas e financeiras, que levaram à venda do edifício onde, entretanto, se havia instalado (no 722 da College Street). E aqui abro um parêntesis: admiro a visão do Manuel DaCosta, que comprou aquele edifício magnífico, no coração da comunidade. Ao fazê-lo, preservou parte da nossa memória, da nossa história e da nossa presença em Toronto. Hoje, aquele complexo que inclui para além do antigo edifício do First, a Camões Square, o Portuguese Canadian Walk of Fame e a magnífica estátua do Anjo da Guarda, continua a ser uma âncora da comunidade. Entretanto, o First teve de seguir novos rumos, acompanhando o corredor dos imigrantes, para onde muitos portugueses se foram deslocando, na zona da Rogers Road e da Dufferin. Hoje está na Caledonia Road. Nas últimas quatro décadas assistimos a uma mobilidade residencial e a uma suburbanização muito acentuadas. As nossas comunidades passaram de um certo isolamento para uma integração residencial, social e cultural. O First teve de se adaptar a essa nova realidade. MS: Entre as múltiplas atividades que fizeram história neste clube – folclore, futebol, festas, música, gastronomia... – temos que falar da escola de português do First, que foi, durante gerações, o lugar onde muitos filhos e netos de imigrantes aprenderam a

MILÉNIO | CAPA

7

língua dos pais e dos avós. Que importância por Portugal, a terra dos pais, seguem o futeve este trabalho na preservação da iden- tebol por causa do Ronaldo, ouvem música portuguesa, viajam até lá. Nota-se um restidade luso-canadiana? surgimento, um redescobrir das raízes. JCT: Há que realçar o trabalho pioneiro e extraordinário da escola do First. Acompa- MS: Muitos clubes e associações portunhei-a durante mais de duas décadas e ti- guesas enfrentam hoje o envelhecimento nha lá bons amigos. Se o First foi a âncora da dos sócios, a dificuldade em atrair os mais comunidade durante décadas, a sua escola jovens e a dispersão da comunidade pela foi um ponto de referência obrigatório. De- Grande Toronto. Aos 70 anos, que futuro sempenhou um papel extraordinário junto vê para o First Portuguese? dos mais jovens, na aprendizagem do porJCT: Não sou pessimista, mas também não tuguês, a língua materna dos pais e dos avós. posso ignorar a realidade. Estamos no CaConheço muitos jovens que passaram pela nadá há apenas sete décadas. A primeira escola do First e que foram muito longe na geração veio para ficar, e a herança cultuvida. Quando falo com eles, reconhecem ral portuguesa parece bem-adaptada e ina importância de terem aprendido por- tegrada na sociedade de acolhimento. Mas tuguês. O saber não ocupa lugar, e o por- não é evidente que a segunda e a terceira tuguês é uma das línguas mais faladas no gerações sigam o caminho dos pais e dos mundo. Não tenho dúvida de que a escola avós, nem que sejam capazes de preservar do First teve um papel importantíssimo na a cultura e as tradições. preservação da nossa língua, da nossa culA dualidade cultural, ou mesmo o conflito tura e da identidade luso-canadiana. Muito cultural, é talvez a melhor forma de definir se deve a ela, que foi pioneira neste campo. a juventude luso-canadiana, seja de oriMS: Já agora, que desafios enfrenta hoje o gem continental, açoriana ou madeirense. ensino do português, numa comunidade Se para uns a identidade étnica é uma fonte em que as novas gerações já nasceram e de enriquecimento, para outros pode ser um conflito que os leva a rejeitar o seu pacresceram no Canadá? trimónio. Se no futuro conseguirão reconJCT: Deixo os pormenores pedagógicos para ciliar essas duas partes de si continua a ser quem está ligado ao ensino, mas os números uma questão em aberto. ajudam a perceber o problema. Segundo os Censos de 2021, são cada vez menos as pes- É neste contexto que olho para o First. O soas de origem portuguesa que declaram o First teve um papel histórico enorme, mas português como língua materna. É um fac- hoje, como todos os clubes e associações, to. No Ontário a situação é melhor, e em tem de se adaptar às novas realidades, às Toronto, o grande coração da comunidade, novas necessidades e às preferências soonde ainda se sente o pulsar da nossa língua cioculturais das gerações mais jovens, já e da nossa cultura, é mais favorável ainda. nascidas no Canadá e que muitas vezes não Os poucos portugueses que continuam a falam português. chegar ao Canadá ainda vêm, sobretudo, MB/MS. Fotos: F.P.C.C.C . para Toronto, e isso rejuvenesce os clubes, as associações e as escolas de português. A preocupação com a sobrevivência da língua aplica-se mais às outras províncias e cidades, onde, a curto prazo, digamos dez anos, os números serão ainda mais preocupantes. Hoje, cerca de metade dos portugueses no Canadá já nasceram cá, e caminhamos para a quarta geração. Com os casamentos mistos, muitos destes jovens já não falam português, ou falam muito pouco. À medida que os seus níveis de educação aumentam, e as estatísticas mostram uma clara mobilidade socioeconómica das novas gerações, é natural que a assimilação também aumente. Muitos portugueses sentem que, no Canadá, a sua cultura está em transição. Mas separá-los da cultura e da língua de origem seria despojá-los da sua identidade. Precisamos de mais estudos sobre a segunda, a terceira e, em breve, a quarta geração. O que sabemos sobre elas? Qual é a sua relação com a língua e a cultura dos pais? Como em todos os grupos étnicos, há jovens que rejeitam as raízes e outros que as redescobrem mais tarde. E eu tenho visto muito isso, sobretudo entre os jovens com quem lido na universidade: interessam-se

José Carlos Teixeira.

Read in English


8

MILÉNIO | CAPA

2 a 8 de outubro de 2026

A escola portuguesa vai comigo até eu morrer Celina de Melo

Durante décadas, foi nas salas da escola de português do First Portuguese Canadian Cultural Centre que milhares de filhos de imigrantes aprenderam a ler, a escrever e a sentir a língua dos pais e dos avós. Chegou a ter perto de 800 alunos, seguia o programa oficial português e entregava diplomas reconhecidos pelo Consulado. Mais do que uma escola, foi um ponto de encontro de famílias e um dos pilares da identidade luso-canadiana em Toronto. Foi e ainda é. Hoje, com menos alunos e aulas apenas ao sábado, continua a cumprir a mesma missão: manter viva a língua portuguesa nas novas gerações.

mileniostadium.com

MS: O que é que se ensinava para além da língua?

CM: A nossa cultura, e não só... o dia a dia, a maneira de estar, como se deviam comportar. E havia as viagens. Uma vez, numa festa, estava cá o Presidente e eu, um bocadinho nervosa, disse que gostava que alguns destes alunos nascidos cá, que nunca tinham ido a Portugal, pudessem conhecer o país. No ano seguinte levei 27 alunos a Portugal continental, do Porto a Lisboa, tudo pago pelo Governo português. Não foi bom, foi maravilhoso! Depois, como sou dos Açores, falei com o Governo Regional e, nos dois anos seguintes, fomos à Terceira, ao Pico e ao Faial, com 23 alunos. Os pais levavam-nos ao aeroporto e diziam: «Dona Celina, oucas pessoas conhecem esta história o meu filho está nas suas mãos.» Era uma tão bem como Celina de Melo. Chegrande responsabilidade. Eu só me ia deitar gou da ilha Terceira em 1971 e, duquando estavam todos deitados. Mas eles rante 49 anos, ensinou português a suceseram tão educados, uns anjinhos. sivas gerações de luso-canadianos. No ano em que o First celebra 70 anos, a Professora MS: Acha que a escola ajudou a formar a Celina recorda as salas cheias, as festas, os identidade luso-canadiana dessas gerações? teatros e as viagens a Portugal com os aluCM: Sim, sem dúvida. Muitos alunos tinham nos, e deixa um apelo às famílias: não deinascido cá e não conheciam Portugal. A esxem morrer a língua. cola deu-lhes isso. E era um ensino sério: Milénio Stadium: Como é que começou a seguíamos o programa de Portugal, a escola dar aulas na escola de português do First foi oficializada, vinham inspetores ver como funcionávamos e, no fim do ano, os alunos Portuguese? faziam uma prova no Consulado e recebiam Celina de Melo: Cheguei cá em 1971, vinum diploma oficial. da da Terceira, e nem sabia que havia aulas de português. Disseram-me que na Nassau MS: Que conselho daria a quem ensina hoje, Street havia um escritório da escola. Fui lá, quando muitas crianças já são a terceira ou encontrei-me com o professor Ferreira e ele quarta geração nascida no Canadá? disse-me logo: «Quero que a Celina comece CM: Agora é mais difícil. A escola funciona só a trabalhar no First» Como já era professoao sábado, com duas ou três turmas. Infelizra, deram-me logo uma turma na Ryerson mente, o português saiu das escolas públicas School, na Dundas e Bathurst, perto da Au(ensino integrado). Era só meia hora por dia, gusta. Estive lá muito tempo, depois muera pouco, mas era melhor do que nada. Hoje dámos para a College. Mais tarde concorri os avós ainda falam português com os netos, também à escola pública canadiana, onde mas é diferente. Antigamente fazíamos reuensinei muitos anos, do jardim de infância niões, festas, e percebíamos que a escola era ao 8.º ano. Mas nunca deixei a escola do First. importante para os portugueses. No fim de MS: O que recorda desses primeiros tem- contas, os pais pensavam: «Vamos pôr os miúdos a aprender português, é mais uma pos no Canadá? língua!» Às vezes sinto-me um bocadinho CM: Lembrava-me muito das crianças que triste. Eu já não mando na escola, mas dou as tinha deixado nos Açores. Mas vir para o Caminhas ideias: porque não abrir turmas tamnadá foi uma sorte, uma fortuna que me enbém durante a semana? É preciso apoiar os trou pela vida. Fazia aquilo de que realmente pais. É cansativo, mas quando se tem amor à gostava. O professor Ferreira, que já cá não profissão faz-se o sacrifício. Eu cheguei a dar está, gostava muito de mim e trabalhámos aulas o dia inteiro e, às quartas-feiras, ainda muito juntos. Eu sempre gostei do que fazia tinha uma turma de quase 30 adultos. Era e ainda hoje gostava de estar a dar aulas. maluca! Mas sabe o que lhe digo... a minha escola portuguesa vai comigo até eu morrer. MS: Durante quantos anos ensinou aqui?

P

CM: De 1971 até 2020. Foram 49 anos! Além das aulas, visitava as escolas todas, recebia os pagamentos, falava com os alunos e com os pais, fazia as matrículas. Chegámos a ter perto de 800 alunos, da pré-primária ao 9.º ano e, mais tarde, até ao 11.º. Alugávamos salas nas escolas canadianas. As aulas eram das 17h30 às 19h30, mas no inverno, às cinco e meia, já estava escuro. Então propus à direção passarmos para o horário das cinco às sete, para as crianças irem mais cedo para casa, e assim foi. MS: Os alunos passavam os dias na escola canadiana e ainda iam aprender português ao fim do dia. Iam com gosto ou porque os pais os obrigavam? CM: Iam com gosto! Os professores eram todos jovens e sabiam acolher as crianças. Havia sempre meia hora para o lanche, conversávamos, ríamos, fazíamos festas e teatro. Ensinar português não é só ensinar a ler e a escrever. É ensinar a partilhar, a conviver com os outros. Eu dizia sempre aos nossos professores: «Nós somos a continuação da família.» E os pais, naquela altura, adoravam a escola portuguesa. A verdade é que eu ainda hoje vou às compras ou a qualquer lado e aparece alguém: «Dona Celina, foi a minha professora!» Às vezes já vêm com dois ou três filhos. Alguns reconheço, outros não. Até me arrepio. É uma vaidade interior muito grande que nós sentimos quando percebemos que, enquanto professoras, deixámos boas memórias a alguém.

MS: Nestes 70 anos do First, que mensagem gostaria de deixar aos antigos alunos e às famílias? CM: Aos meus antigos alunos peço, com todo o amor: não deixem os vossos filhos perder a língua que vocês aprenderam. Quanto mais línguas soubermos, melhor. Às vezes é preciso um pequeno sacrifício para pagar a escola, mas vale a pena. A educação e a instrução são muito importantes para viver neste país enorme e neste mundo, onde a vida está cada vez mais difícil. MB/MS

Celina de Melo. (DR.)

Read in English


MILÉNIO | CAPA

2 a 8 de outubro de 2026

Credito: DR

Palavras

10

mileniostadium.com

soltas Cristina Da Costa Opinião

Olá, bom dia, como estão? Aí está outubro... ai, ai, ai, cá vamos nós ao encontro de São Nicolau. Ho, Ho, Ho. Celebram-se os 70 anos do First Portuguese Canadian Club. Tempo para a comunidade refletir sobre o que representa este clube, afinal? Eu diria que o First continua a ser um ex-libris da comunidade e guarda as memórias das primeiras andanças dos portugueses pela cidade de Toronto. Celebrar 70 anos tem o seu valor e, como tudo o que está ligado ao nosso desenvolvimento, tem um lugar importante na “estante” da vida. Esta edição do Milénio mostra bem o peso histórico do First e a importância que tem ainda hoje. Mas como nem só de celebração vivemos nós, seria bom que estivéssemos atentos à nossa sociedade. Que tomássemos consciência dos furtos automóveis cada vez mais assíduos, da crescente aumento de filas nos bancos da “fome”, do elevado preço dos combustíveis e dos produtos de maior necessidade.

E que tal uma boa demonstração pública em prol da sociedade? Que tal uma University Avenue cheia de peões não só quando vem alguém de valor visitar a comunidade, mas com todos nós, em peso, para demonstrar que o povo está unido e que acha que os nossos governantes a nível mundial cada vez mais olham apenas para o próprio umbigo e não fazem absolutamente nada para melhorar a vida do cidadão comum? Isso sim seria de louvar. Lutarmos para acabar com a degradação mundial, para que se deixe de maltratar animais, crianças e idosos que são os mais frágeis e carentes de atenção. Enfim, hoje trouxe-vos um pequeno desabafo. É o que é e vale o que vale. Fiquem bem e até já, Cristina

Read in English


MILÉNIO | CAPA

2 a 8 de outubro de 2026

Credito: DR

mileniostadium.com

A path to history Manuel DaCosta

statement is very much different from its beginnings, the cause and effect of the First Portuguese remains constant in placing the care of young and old first.

This past week we celebrated a milestone anniversary. The First Portuguese Canadian Cultural Centre celebrated 70 years of existence in Canada and since 1956 has been rooted within the history of Portuguese in this country. The assimilation of Portuguese in Canada was helped in large part by the Centre where newcomers found a safe harbour to begin a new life. While today’s mission

t the heart of any organization are the people who, day after day, sustain and feed the heart of the necessities for which it has assumed responsibility. Employees and many volunteers carry a mission of values that assumes responsibility to its clients and the community in general. Those who give of themselves unselfishly without compensation, have been many over the 70 years and they all should be praised whether or not dark periods of

Editorial

A

time were attached to the club. While all did their best, the history of the First Portuguese is long and not always positive. Financial struggles persist and the loss of its building at 722 College Street still resonates as an example of something good gone horribly wrong and this is still part of the Portuguese-Canadian lore never to be forgotten. It was also an example of people with the best of intentions allowing the disappearance of many years of hard work by others because of mismanagement of a renewal project. This should serve as an example to today’s leaders of community organizations that management of a club or association is not about themselves but community ser-

vice and that ego and status have to be put aside and replaced with humility and integrity, otherwise step aside. It is important to understand fully why a community organization exists because it seems to me that many have forgotten why they were created and their cultural heart forgotten. An institution like the First has survived, but it too should remember the Sousas of its history in order to remain viable. Seventy years are not simply a date on a calendar. They represent seven decades of stories, families, celebrations, music, traditions and above all, people and that should be applauded, but does longevity by itself deserve to be celebrated? Yes, but with one condition: we should celebrate 70 years of what the First has represented and not a number on a cake. The First became a place where people could speak Portuguese, eat Portuguese food, listen to Portuguese music and find someone who understood what it meant to leave one life behind and begin another. Cultural clubs today face great challenges. Portuguese descendants are becoming Canadianized and culture does not beat in the heart the same way as their parents and grandparents. It is imperative that Canadianization be rooted in Portuguese culture if clubs are to survive. It’s not enough to keep a hall open or organize a dance or put Portuguese food on a table and call it culture. Culture is much more than entertainment. It is language, history, education, memory and transmission of values from one generation to the next. We cannot live forever on nostalgia. While it is important because it reminds us of where we came from, it cannot be the only fuel for building the future. Be reminded of the 70 years of the First and its history and adjust your organization based on sustainability and resilience in promoting your mission statement if you ever bothered to write one. Seventy years is a tremendous achievement and longevity deserves respect, but will we be ready for the next seventy? Congratulations First!

Esta semana • Toronto despede-se de 18 dias de atrações e espetáculos com a Canadian National Exhibition 2026

• Desporto e solidariedade juntam-se no Golfe Magellan 2026 por uma causa dedicada aos seniores;

• Uma gravidez saudável começa também à mesa, com as dicas do Healthy Bites;

• Entre a Venezuela e a Madeira, Yosy Pinto partilha música, carreira e identidade no Sentir, Pensar e Agir;

• LP apresenta Room 12 e revela, em entrevista, o lado mais pessoal da sua música e da sua criatividade;

• Gerações diferentes encontram-se no projeto Volta, através do teatro e da música;

• Cabos e nós navais ganham uma nova vida nas mãos de Sérgio Galvão, em Arte da Marinharia.

• Rock direto e sem filtros chega pelas mãos dos

Dapunksportif, no Radar do Rock, com o novo álbum Raw & Vulnerable.

Aos sábados às 7:30 da manhã

11

Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã


Em novembro, já será tarde demais PARA REDUZIR O SEU IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO EM 2026.

OUTUBRO É O MÊS ESTRATÉGICO QUE OS EMPRESÁRIOS UTILIZAM PARA PLANEAR.

A maioria dos empresários espera até abril para falar com o seu contabilista. Nessa altura, está apenas a comunicar o passado—não a mudá-lo. Na Teixeira Accounting, olhamos para o futuro. Analisamos os seus resultados do 3.º trimestre para garantir que rentabiliza ao máximo o seu negócio antes do fecho do ano fiscal. AGENDE A SUA SESSÃO DE ESTRATÉGIA DO Q4

1015 Bloor Street West (Bloor & Dovercourt) Toronto 416.535.8846 teixeiraaccounting.com

Carlos Teixeira

Managing Partner


13

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

ANOTHER YEAR 'TIL SUMMER Raul Freitas Opinion

Weather wise, it was a terrific season. Around here, we hadn't had such a typical Summer in years; the hottest days were few and spaced within reason, and the usual August rains were right on schedule. But the grapes are already well on their way to becoming wine, and ahead, in November, the Herculean task of getting the olives off the trees and turning them into the precious oil we all love.

B

ringing it home instantly erases the toil of the harvest from your mind. It's a pity that we can't all enjoy our Summers more than we do. There's no time, unless you're a kid. I'm assuming

that most people, when asked to picture Summer in their minds, will be envisioning something positive, picturesque, relaxing, even exciting. I assume this because we are all taught to envision the summer season that way, from the very beginning of our lives. In reality, many of us end up 'business as usual'. We take our vacation time. This, means something different for everyone, and we all enjoy different stuff. But we all should have the choice to be able to take more time, to jump off the wheel a little more often and do, or not do, other stuff. Respect to those who enjoy the year, no matter what the season, I'm more of an anything-but –Winter guy. So maybe I shouldn't be selfish; it should go beyond Summer to all the seasons, that wouldn't be so hard on businesses. But, although the weather here is still great, I miss Sum-

mer already, it's a season of relaxation and fraternization, even if you still have to work. Things continue but on a more laid-back vibe. It's Summer. It's accepted by everyone around here. But I'm willing to bet that even in the cities, including Toronto, there's some kind of more relaxed atmosphere, it's inevitable. Mind you, none of us know what a normal summer will be like in the near future. The weather has been so unpredictable and destructive. Earthquakes and volcanic eruptions. Temperatures are rising and the seasons are fickle. After a Summer like this, I wonder when the next one will be. Seems like the planet is kicking back a little, with all the harm we have done to the ecosystem and the atmosphere. Are we going to try and slow down this process? Looking around, it doesn't seem likely. We would have to

start reversing what we are currently doing. That, in itself, is an impossibility, due to the current system we live in. Our 'down' time is growing shorter, and so are our summers. Our mission is to take them back, however possible. There must be a million ways. If it's unlikely that we all act in unison, maybe we can each do something individually, or in smaller groups. We are intertwined with the seasons; they shape what we feel like, how we act and react. All that is going on around us is taking away our seasons. Let's not let that happen. Fiquem bem!

Leia em português

SUPREME REALTY, BROKERAGE

INDEPENDENTLY OWNED AND OPERATED

• ASSISTÊNCIA COMPLETA NO PROCESSO DE COMPRA E VENDA • RLPS “UNIQUE MKT PLAN” • ESCOLHA O VENDEDOR CERTO, ESCOLHA ROYAL LEPAGE SUPREME REALTY INC. Bus. Tel.: DOIS ESCRITÓRIOS À SUA DISPOSIÇÃO:

(416)

535-8000

110 Weston Road (a norte da St. Clair) | 1060 Bloor Street West

AO SERVIÇO DA COMUNIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA DESDE 1994

ROYAL LEPAGE® SUPREME REALTY, BROKERAGE Está novamente em crescimento!

www.compraevendaconnosco.ca

COMPRA E VENDA É CONOSCO

Casa da Semana

FOR SALE Venha visitar-nos para se informar sobre os nossos programas de Mentoria | Formação | Integração e descubra o que temos de novo e emocionante na RLPS. Royal LePage® Supreme está à procura da pessoa certa para se juntar à sua equipa. Os interessados deverão contactar Raquel Lopes para uma reunião confidencial.

Crédito: DR

OPINIÃO

136 WINSTON PARK BOULEVARD


14

2 a 8 de outubro de 2026

MILÉNIO | OPINIÃO

mileniostadium.com

erly designed poll tries to make its sample resemble the population it is attempting to measure. Pollsters may take into account factors such as age, geography, gender and other demographic characteristics. But there is an important distinction between a scientific survey and an informal internet poll. A poll that simply asks website visitors to click on their preferred candidate does not necessarily represent Toronto voters. Professional polling requires a defined methodology, an appropriate sample and procedures for dealing with sampling and non-sampling errors. Can you trust the numbers?

Polling...

Can we really believe the numbers? Vincent Black Opinion

Polling has become part of modern politics. Before an election is decided by voters, we are often told who is ahead, who is gaining ground and who may be falling behind. But an important question remains......how seriously should we take the polls?

T

he current Toronto election approaching, several recent polls have shown Mayor Olivia Chow ahead of her main challenger, Brad Bradforf. A Liaison Strategies survey released September 30 put Chow at 48 per cent put among decided and leaning voters, compared with 39 per cent for Bradford and 10 per cent for Chris Alexander. The same poll found that 15 per cent of all respondents remained undecided. An Ipsos poll released September 23 also showed Chow

ahead, although with a different margin. Ipsos reported a 15-point advantage and said approximately one-quarter of likely voters remained undecided. Then there was a Canada Pulse Insights poll reported by CITYNews that showed a considerably different picture depending on whether the sample included all voters or only those who had made up their minds. Among decided voters, Chow was at 51 per cent and Bradford at 34 per cent, but among all respondents the numbers were 38 per cent and 25 per cent respectively, with 20 per cent undecided. So which numbers should we believe? What exactly is polling? Polling is an attempt to measure the opinions or intentions of a much larger population by asking questions of a smaller sample of people. Instead of asking every Toronto resident who they intend to vote for, a polling company might survey approximately 1,000 people and use statistical methods to estimate the views of the broader population. A prop-

You can use polls as information-but you should be careful about treating them as predictions. Polling experts distinguish sampling error from other potential sources of error, including people who do not respond, groups that are missed by the sampling process and respondents who misunderstand questions or report an answer that does not accurately reflect their eventual behaviour. In other words, plus or minus three points does not mean a poll can only be wrong by three points. There is also another major problem with election polling....people can change their minds. Someone who says today that they will vote for one candidate may vote differently several weeks later. Someone who is undecided may eventually become a very committed supporter of a particular candidate. And, perhaps most importantly, saying you will vote is not the same thing as actually voting. There are significant benefits to polling. First, polls can tell us what voters are thinking at a particular moment. They can identify which issues matter to voters and whether public opinion is changing. Second, polls can give campaigns, journalists and the public a sense of the competitive landscape. Third, multiple independent polls can sometimes provide a broader picture than any single survey. If several professionally conducted surveys are pointing in a similar direction, that can be more informative than one isolated result. Polling can also reveal something that election results cannot reveal until after

Ana Sofia Brito 25 histórias

ALBUFEIRA Histórias da Nossa Gente

Crédito: DR

O grande ponto de partida deste grupo de 25 histórias que ocupam um livro de 111 páginas (Editora On y va, apoio da Câmara Municipal de Albufeira, ilustrações de Guilherme Limão, grafismo e paginação de João Paulo Fidalgo, foto da autora de Daniel Azevedo) está na página 6: «Se queremos saber para onde vamos, temos de saber de onde viemos».

A

autora é licenciada em Letras, jornalista, actriz e malabarista e este é o seu quinto livro publicado. Sendo bisneta, neta, filha, amiga, mãe, prima e tia de gente albufeirense, Ana Sofia Brito

escreve sobre pessoas mas, ao mesmo tempo, faz uma declaração de amor à sua cidade – sua luz, sua beleza, seu cheiro, suas ruas. No meio das 25 histórias com gente de Albufeira lá aparece um holandês: «O holandês do Café Sul tinha a mania de que era o dono da vila e de que tinha chegado para pôr ordem no chiqueiro, como ele dizia. Não sei onde é que raio aquele estúpido aprendeu a palavra chiqueiro mas andava sempre com ela na boca quando era para se referir às coisas que lhe desagradavam em Albufeira». A banda sonora deste livro pode ter Toots Hibbert, Gregory Isaacs, Bob Marley ou Peyter Tosh e está na página 85.

Camões TV+ APP Available NOW

Host Vince Nigro

the votes are counted....why people are thinking the way they are. The biggest danger is that people begin to treat polling as fact. A poll can become a headline......depending on who is trying to float out a message or set a narrative. Polls also can set a dangerous momentum where voters hear that one candidate is ahead, some may assume the election is already decided. Others may be motivated to vote specifically because they believe their preferred candidate is behind. This can create what is sometimes called a bandwagon effect or, in the opposite direction, a mobilization effect. In Toronto, recent polling has shown a meaningful number of people who have not made up their minds. That means today’s numbers could look very different from the final ballot. What should we look for when reading a poll? Instead of simply asking, “who’s ahead?”, voters should ask several other questions. Who conducted the poll? How many people were surveyed? When were they surveyed? Were they asked about all voters, likely voters, decided voters or decided-and-leaning voters? These questions can completely change how a poll should be interpreted. The only poll that ultimately matters is the one conducted on election day-when voters actually cast their ballots. Until then, every poll is a photograph of the race at a particular moment. Some photographs may be clearer than others. But none of them is the election. In the end, polling is useful, but it is not prophecy. It can tell us where public opinion appears to be today, but it cannot tell us with certainty what voters will do tomorrow. Until then, polls are just a snapshot-and the picture can still change. Believe them as information-not as fact. Polls can shape the conversation, but they don’t cast a single vote. When the polls close, the numbers that matter are the ones voters put on the ballot.

Leia em português Citando uma das histórias do livro (Uma barraca na feira) podemos concluir que a vida é feita de lágrimas e de sangue pisado mas pelo meio surge um tempo de humor: «A bem dizer, aquilo era uma barraca de meninas, pronto. Os homens assomavam-se a fazer de conta que compravam pão com banha mas a banha ali era outra». Se não existisse já um livro com esse título, este poderia chamar-se «Um reino maravilhoso» não no sentido de maravilha mas de encanto, de amor, de luminosidade, de oração profana que procura e consegue juntar de novo tudo o que foi separado pela Morte e pelo esquecimento. As ilustrações de Guilherme Limão fazem deste livro um álbum, uma bela fotobiografia de um tempo e de um lugar. JCF

Saturdays 7:30 am 10:30 am


MILÉNIO | OPINIÃO

2 a 8 de outubro de 2026

Credito: MDC Media Group

mileniostadium.com

Quem vê caras não vê corações

Quem muito promete, sem provas dadas, pode estar a enganar o povo Augusto Bandeira Opinião

Meus caros amigos e leitores, sempre ouvi dizer que é com os pés debaixo da mesa que muitas vezes se fazem as melhores amizades e também os melhores negócios. Mas é também à mesa, numa boa conversa, que muitas vezes conseguimos conhecer melhor a verdadeira pessoa.

E

u, como muitos já me conhecem, não hesito em dizer o que penso. Posso nem sempre estar certo, mas procuro estar atento ao que ouço e, sobretudo, compreender bem aquilo que me dizem. Recentemente, tive a felicidade de conhecer uma pessoa com um perfil que mui-

tos gostariam de ter: frontal, simples, cautelosa no que diz, com uma visão alargada e muito atenta aos interesses das pessoas e às contas públicas. Falámos de pobreza, emprego e das responsabilidades de quem governa. E ficou uma ideia muito clara, não se pode prometer tudo a todos sem primeiro pensar quem vai pagar e de onde virá o dinheiro. O papel de quem governa também deve ser criar condições para que as pessoas possam trabalhar, progredir e construir o seu próprio futuro. Falámos igualmente de emprego. A realidade é que existem dificuldades, mas também existem áreas onde falta mão de obra e onde é necessário apostar mais na formação, na preparação e na vontade de trabalhar. Não podemos construir uma sociedade em que tudo seja apresentado como um direito, sem também falarmos dos deveres e das responsabilidades de cada um.

If you don’t plan your funeral, it will still happen. A pre-planned funeral eliminates confusion, and guides your family when they need you most. Our planners are ready with pressure-free help. CardinalFuneralHomes.com 416-530-2300

Meus caros, tudo isto para dizer mais uma vez que a política não pode ser apenas uma corrida a promessas. Qualquer dia ainda vamos ouvir alguém dizer que todos temos direito a ganhar a lotaria. Ou, melhor dizendo, que merecemos ganhar e que alguém tem obrigação de nos dar o bilhete. Os grandes líderes não são necessariamente os que prometem mais. São aqueles que sabem dizer o que é possível fazer, como pode ser feito e, principalmente, quem vai pagar. Durante a nossa conversa, eu próprio, com algum humor, lhe disse que, apesar de ter sido eleito por um partido de esquerda, algumas das suas ideias me pareciam mais próximas da social-democracia. E ele sorriu. Percebi, sobretudo, uma pessoa muito cuidadosa com os gastos, preocupada em equilibrar as contas e em garantir qualidade de vida aos seus munícipes. Uma pessoa que

L

S

parece perceber que quantidade não é qualidade e que governar não pode ser simplesmente distribuir sem pensar no dia seguinte. Gostei particularmente de uma ideia que transmitiu, na política não vale tudo. Quem governa também tem de pensar que, muitas vezes, uns fazem as dívidas e outros ficam com a responsabilidade de as pagar. E isto não é apenas política. É uma realidade que todos conhecemos, seja numa família, numa empresa, numa associação ou num país. Não podemos gastar hoje sem pensar nas consequências de amanhã. Meus caros leitores, já estão curiosos para saber quem é esta pessoa que tive o privilégio de conhecer? Chama-se Eng.º Frederico Furtado de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, nos Açores. Foi um prazer conhecê-lo. Encontrei uma pessoa simples, inteligente, frontal e cautelosa nas palavras, mas sobretudo alguém que me transmitiu a ideia de que, na política, a cor partidária não deve estar acima da responsabilidade de governar. Sr. Presidente, espero que continue a ser a pessoa que os Lagoenses escolheram para gerir os destinos do seu concelho, com serenidade e sem euforias. Veio a Toronto e, sem provavelmente essa intenção, acabou por dar uma pequena lição a muitos de nós, há direitos, mas também há deveres; há apoios que são necessários, mas também há responsabilidades; e o dinheiro público não é infinito. Foi uma conversa à mesa, com os pés debaixo da mesa, mas que me deixou uma certeza, às vezes, é preciso conhecer a pessoa antes de julgar o político. Já sabem quem é essa pessoa que conheci com os pés debaixo da mesa. Procurem e ouçam o programa Mesa Redonda de 25 de Setembro, percebam o que é um bom politico. Bom fim de semana!

Read in English

SARAIVA LEGAL SERVICES OLÍVIA SARAIVA

Paralegal licenciada | Notária pública Notariado de documentação e representação no tribunal

INFRAÇÃO DE TRÂNSITO? • CONDUÇÃO IMPRUDENTE

• EXCESSO DE VELOCIDADE

• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA

• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)

• PARAR EM SINAL DE STOP

• USO DE TELEMÓVEL

• FURAR SINAL VERMELHO

• CONDUZIR SEM SEGURO

E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO

EU TRATO DISSO POR SI!

Payment plans available | Falamos Português

CONSULTA GRATUITA More beautiful goodbyes.

15

saraivaparalegal@gmail.com 416-562-6473 @saraivalegalservices


16

MILÉNIO | OPINIÃO

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

O neoliberalismo vendeu-nos uma promessa bonita, mas enganadora Vítor M. Silva Opinião

Ouvi com atenção um discurso recente do primeiro-ministro britânico Andy Burnham e fez-me pensar sobre os limites e os impactos sociais das políticas neoliberais. Seria fundamental que tanto em Portugal como no Canadá se repensasse este modelo económico, dando prioridade ao bem-estar social garantindo a cada pessoa o que ela necessita para ter igualdade de oportunidades na sociedade.

O

mercado livre não resolve, nem nunca conseguirá resolver, os reais problemas de uma nação, é sinal de que o mundo precisa urgentemente de parar para olhar para si mesmo e perceber que tem andado no caminho errado. Ao longo das últimas décadas, o neoliberalismo vendeu-nos uma promessa bonita, mas enganadora. Esta promessa sustentava-se no esvaziamento do Estado, em privatizações em massa e na desregulação dos mercados, assegurando que daí resultaria uma geração de riqueza capaz de elevar os países a um grande sucesso social e financeiro. Nada mais falso. O que realmente

aconteceu foi a subida imparável do custo de vida para os mais desfavorecidos, o enriquecimento ainda maior dos mais ricos e a aniquilação da classe média. Tanto a realidade portuguesa como a canadiana, embora separadas por um oceano e por dinâmicas macroeconómicas distintas, partilham hoje as mesmas dores; um sofrimento que deixou cicatrizes profundas. No Canadá, país que acolhe a mim e a uma vasta comunidade luso-canadiana, o mito da estabilidade e do acesso universal tem sido posto à prova de forma quase dramática. A crise extrema da habitação e o esgotamento do sistema de saúde público não

são acidentes de percurso: são o culminar de anos de desinvestimento e de narrativas enganadoras que nos obrigaram a acreditar que o privado seria sempre melhor do que o público e que supriria as falhas do Estado. Ver famílias trabalhadoras impossibilitadas de comprar ou arrendar uma casa digna num dos países mais ricos do mundo é o sintoma claro de um modelo que falhou na sua missão mais elementar: garantir o bem-estar coletivo dos seus cidadãos. De igual modo, se olharmos para Portugal, o cenário é de uma urgência ainda mais visível. As fortes pressões sobre o Serviço Nacional de Saúde e a precariedade que empurra os nossos jovens mais qualificados para a emigração forçada são reflexos de uma austeridade fiscal e de uma flexibilização laboral que esvaziaram a capacidade protetora do Estado. A soberania económica foi aos poucos entregue aos interesses do capital internacional, deixando os cidadãos comuns com salários miseráveis, sem progressão na carreira e com um custo de vida cada vez mais insustentável. Superar e afastar definitivamente este neoliberalismo não significa, de modo algum, abdicar da responsabilidade orçamental ou extinguir a iniciativa privada, que é e sempre será essencial. Significa, sim, devolver o papel central que o Estado deve ter como regulador, assegurando direitos básicos e agindo como garante de uma redistribuição justa da riqueza. Portugal, o Canadá e o Mundo deveriam criar condições para devolver a dignidade humana ao centro da governação e construindo sociedades onde a economia sirva as pessoas, e não o contrário.

Read in English

Entre a América e a terra natal, uma história de sucesso e generosidade Daniel Bastos Opinião

Uma das expressões mais marcantes da presença portuguesa no mundo encontra-se no espírito empreendedor e na capacidade de realização de tantos compatriotas que, longe da terra de origem, construíram percursos de reconhecido sucesso profissional, empresarial e cívico. Entre esses exemplos de determinação, mérito e permanente ligação às raízes, destaca-se John Negreiro Guedes, empresário, arquiteto e benemérito de referência da comunidade luso-americana.

N

atural da aldeia de Vilas Boas, no concelho de Chaves, João Negreiro Guedes emigrou para os Estados Unidos da América no início da década de 1960, com apenas dez anos de idade, num período marcado pelas dificuldades socioeconómicas que então afetavam o interior transmontano durante o Estado Novo. Já nos Estados Unidos, licenciou-se em Arquitetura no Norwalk State College, no Connecticut, construindo posteriormente uma carreira empresarial de relevo que o levaria, no final da década de 1970, a fundar a Primrose Companies, empresa de arquitetura e construção sediada em Bridgeport, especializada em projetos comerciais, habitacionais multifamiliares e unidades médicas nos estados do Connecticut e de Nova Iorque. Ao longo de mais de quatro décadas de atividade profissional, o arquiteto luso-americano esteve ligado a numerosos projetos de referência, entre os quais se destacam os Birmingham Apartments, em Shelton, os Federal Arms Apartments, em Bridgeport, o Twin Brooks Village Homes, em Trumbull, o Post Road Professional Center, em Westport, e o Easton Community Center, em Easton. Atualmente, sob a liderança de John Negreiro Guedes, a Primrose Companies tem em construção quatro importantes empreendimentos no estado do Connecticut, representando um investimento global de cerca de 110 milhões de dólares. Entre estes projetos encontram-se um novo edifício de apartamentos em Bridgeport, com 88 unidades habitacionais e garagem de estacionamento, e um edifício de uso misto em

Fairfield, com 50 apartamentos, espaços comerciais no rés do chão e um parque de estacionamento com dois pisos. A estes empreendimentos juntam-se mais quatro projetos em fase de preparação para construção, com um orçamento global de cerca de 150 milhões de dólares, evidenciando a dimensão alcançada pela empresa e a sua relevância no setor da construção e do desenvolvimento imobiliário nos Estados Unidos. O sucesso alcançado em território norte-americano, porém, nunca afastou John Negreiro Guedes das suas raízes transmontanas. Pelo contrário, a ligação à terra natal permaneceu uma constante ao longo da sua vida, traduzindo-se num notável espírito de solidariedade e de compromisso com as comunidades de origem. Em Vilas Boas, aldeia à qual regressa regularmente, apoiou diversas iniciativas de natureza desportiva, cultural e recreativa. Entre os seus contributos destaca-se a aquisição do terreno destinado ao campo de futebol, bem como o apoio à construção da sede da associação cultural local, gestos que testemunham uma relação de proximidade e de responsabilidade para com a comunidade onde nasceram as suas raízes. Este compromisso solidário estende-se igualmente a várias instituições do concelho de Chaves, assumindo particular expressão no apoio prestado à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, onde John Negreiro Guedes se tornou, ao longo das últimas décadas, um dos seus mais importantes benfeitores. Entre os numerosos contributos destinados à corporação humanitária destaca-se, em 2007, a oferta de um monitor de sinais vitais. No ano seguinte, o benemérito luso-americano ofereceu uma Ambulância de Socorro totalmente equipada, avaliada em cerca de 60 mil euros. Em 2017, realizou um significativo donativo que permitiu equipar todo o corpo ativo com a farda n.º 2. Já no início de 2023, voltou a assumir um papel de relevo, contribuindo para a aquisição de uma viatura de comando e de duas viaturas destinadas ao transporte de doentes não urgentes. Na última quadra natalícia, John Negreiro Guedes voltou a demonstrar o seu compromisso com os Bombeiros Voluntários de Vidago, contribuindo de forma substancial para a aquisição de uma nova Ambulância de Socorro (ABSC). Trata-se de um meio fundamental para o reforço da capacidade operacional da corporação, cuja área de atuação abrange cerca de 100,27 km² e aproximadamente 5.300 habitantes, num território marcado por uma signifi-

cativa predominância florestal, mas também pela presença de estruturas comerciais e industriais e por uma extensa rede viária. O reconhecimento pelo seu contributo para a causa dos bombeiros portugueses ultrapassou as fronteiras da comunidade local. A Liga dos Bombeiros Portugueses distinguiu John Negreiro Guedes com o Crachá de Ouro, uma das mais elevadas distinções honoríficas da instituição, atribuída a personalidades que tenham desenvolvido ações e prestado serviços de reconhecida relevância para a dignificação da causa bombeira. Por sua vez, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago atribuiu-lhe a Medalha de Prata da corporação e, em 2022, perpetuou a sua homenagem através da inauguração de um busto no quartel dos “Soldados da Paz”. Mais do que uma história de sucesso empresarial, a trajetória de John Negreiro Guedes é também uma história de pertença, memória e solidariedade. Entre a América, onde construiu o seu percurso profissional, e Vilas Boas, onde permanecem as suas raízes, personifica a capacidade de tantos portugueses de construir uma nova vida longe da terra natal sem romper os laços com as suas origens, transformando esse vínculo em apoio concreto às comunidades e instituições locais.

O empresário e benemérito luso-americano John Negreiro Guedes (segundo a contar da direita), acompanhado por representantes da Primrose Companies e dos Bombeiros Voluntários de Vidago, durante a sua mais recente visita à aldeia de Vilas Boas, no final de setembro.(DR).

Read in English


MILÉNIO | OPINIÃO

2 a 8 de outubro de 2026

Credito: DR

mileniostadium.com

Somos todos “maricarmen” Sou um ser humano: não considero estranho nada do que diz respeito aos seres humanos. Públio Terêncio Afro, 195 aC

E

Aida Batista Opinião

O avanço da medicina e o acesso generalizado aos cuidados de saúde fizeram com que a curva da longevidade tivesse aumentado nos últimos anos. Por outro lado, o controlo da natalidade e a escolha individual de nem sequer ter filhos trouxeram como consequência a descida dos números da natalidade. Assim, confrontamo-nos, hoje, com pirâmides de idade cada vez mais envelhecidas.

stamos, pois, perante uma realidade em que a desproporção entre o número de velhos e de crianças é gritante. Contudo, ser velho, apesar de significar uma conquista e refletir um longo caminho percorrido no combate a determinadas doenças, nem sempre é sinónimo de qualidade de vida. Recentemente, o jornalista Luís Osório dedicou um dos seus postais diários ao envelhecimento: “Certamente que chegar a velho significa dores inesperadas, articulações em greve e bicos de papagaio, mas é também é possibilidade de ter menos pressa, de procurar a profundidade, de redescobrir a lentidão.” É sobretudo a lentidão que é menos compreendida pelos mais jovens a quem falta a paciência para lidar com o ritmo da juventude per-

dida, porque – e continuo com Luís Osório – “Envelhecer é esvaziar os músculos, ganhar o medo de atravessar a rua, de cair na banheira, de ser internado, mas é também discutir menos, sacrificar a maluquice da ambição pelo bem-estar.” O busílis da questão centra-se no tipo de bem-estar que cada um deseja, quando amiúde somos confrontados com a quantidade de lares que fecham por causa das condições degradantes em que funcionam e pelo número assustador de velhos que vivem numa situação vulnerável sem qualquer apoio. A alguns são negados os direitos mais elementares, quando entidades sem escrúpulos, ao abrigo da lei, os despejam sem dó nem piedade das casas onde viveram uma vida inteira. Nos últimos dias, assistimos em direto ao que aconteceu na vizinha Espanha com Maria del Carmen, que mobilizou toda uma população numa manifestação contra a flagrante injustiça cometida pela insensibilidade de quem olha ainda para a

velhice como uma meta distante. Maria del Carmen Abascal, mais conhecida por Maricarmen, tem 87 anos e vivia numa casa arrendada, desde 1956, no bairro do Retiro, em Madrid. Ou seja, há 70 anos que não conhecia outro espaço que não fosse aquele onde cresceu e se fez velha. O contrato de arrendamento havia sido celebrado por seu pai, que, após a sua morte, passou diretamente para a mãe e, em 2005, para a filha e sujeito à atualização da renda. Entretanto, o imóvel foi adquirido por um fundo de investimentos, a Urbagestion, que contestou judicialmente esta última transmissão. O Supremo Tribunal deu razão à empresa, permitindo-lhe, assim, que esta usasse do direito de a despejar. O Comité dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais das Nações Unidas, em junho passado, havia pedido ao estado espanhol que garantisse a Maricarmen uma solução habitacional ajustada à sua situação. Foi-lhe atribuída uma vaga de emergência numa residência que Maricarmen rejeitou. Por isso, a empresa sentiu-se no direito de proceder à execução judicial. No dia em que tal aconteceu, pudemos vê-la lúcida a ser transportada numa maca, enquanto centenas de pessoas se concentravam numa manifestação, junto do edifício, para o tentar impedir, tendo visto os seus esforços completamente gorados. Alguém poderá estar a argumentar que a empresa agiu com o respaldo de uma decisão judicial. Certo! A questão, porém, que teremos de nos colocar é: até que ponto é justa tal decisão? Porque uma casa não é feita de paredes, mas das pessoas, dos objetos, dos ambientes que nos abraçam e, acima de tudo, das memórias que nelas vivemos, em que cada canto nos lembra momentos das nossas vidas. Obrigar alguém a virar costas a 70 anos de uma vida, é de uma violência atroz. E não nos dignifica como seres humanos.

Read in English

Veja a nossa comunidade em ação STADIUM

Acompanhe histórias inspiradoras da nossa comunidade, eventos inesquecíveis e momentos que fazem a diferença!

17

INSCREVA-SE


18

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

Crédito: Cindy Da Ponte

COMUNIDADE PORTUGAL

MAIS

FOTOS

Casa dos Açores recebe autarcas de Lagoa numa noite de encontro entre Portugal e a diáspora A Casa dos Açores do Ontário acolheu uma iniciativa marcada pelo encontro entre a comunidade e representantes do município de Lagoa, numa jornada dedicada à cultura, à identidade portuguesa e aos laços que unem os Açores à sua diáspora.

O

encontro contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, e da Vereadora Albertina Oliveira, recebidos pela direção da Casa dos Açores e pelos membros da comunidade com uma mensagem centrada na importância de manter vivas as raízes açorianas e portuguesas, mesmo longe do arquipélago. A sessão começou com uma mensagem de boas-vindas, na qual foi sublinhado o papel da Casa dos Açores enquanto espaço de encontro e de preservação da identidade. “A Casa dos Açores é açoriana, sim — e com muito orgulho. Mas, acima de tudo, é portuguesa. É de Portugal”, foi uma das ideias centrais deixadas na abertura da noite pelo MC e representante dos sócios, Rómulo Ávila. A mensagem

destacou ainda que a instituição pretende ser uma casa aberta a todos, independentemente da ilha de origem ou da ligação específica aos Açores, promovendo aquilo que une a comunidade: as raízes, a cultura, a memória e o sentimento de pertença. Ao longo da intervenção de abertura, foi recordado que viver longe de Portugal não significa perder a ligação à terra de origem. A língua, a música, a gastronomia, as tradições, as memórias familiares e a saudade foram apontadas como elementos que continuam a aproximar portugueses e açorianos espalhados pelo mundo. A presença da comitiva de Lagoa foi, nesse contexto, apresentada como uma oportunidade para reforçar os laços entre a comunidade residente no estrangeiro e a terra de origem. “Receber dois representantes de uma autarquia é receber um pedaço dos nossos Açores, mas, sobretudo, de Portugal”, foi referido durante a sessão. A imagem dos dois lados do Atlântico esteve igualmente presente na mensagem do MC: “uma comunidade que vive longe, mas que continua ligada às suas origens através da memória, da

cultura e das relações construídas ao longo das gerações”. Por seu turno, a presidente da Casa dos Açores, Suzanne da Cunha, realizou a intervenção de receção, dando as boas-vindas aos convidados e à comunidade presente, destacando o papel da instituição como pilar da açorianidade, mas nunca esquecendo que é Portugal o expoente máximo. Depois da intervenção de Matthew Correia, Conselheiro da Diáspora Açoriana, foi servido o jantar bem preparado por Patricia Borges (Caloura Bar and Grill), coadjuvada pelas voluntárias da organização. A intervenção de Vitor Silva, coordenador político, abriu a segunda ronda discursiva, debruçando-se sobre o verdadeiro papel da diáspora, muitas vezes esquecida pelos governos. Manuel Da Costa, empresário, filantropo e líder da Magellan, dirigiu palavras de incentivo à comunidade e realçou os avanços do “Lar Magalhães”, informando os presentes do verdadeiro ponto da situação da obra e dos passos a dar no futuro. “A união e ajuda de todos” são as palavras de ordem. Um dos momentos aguardados da noite foi a participação da representação municipal de Lagoa, com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, reforçando a “ligação entre a comunidade açoriana na diáspora e o município de origem, num encontro que procurou aproximar instituições, comunidade e território”. Lagoa foi apresentada pelo autarca “como parte de uma memória coletiva que ultrapassa fronteiras geográficas e que continua presente na vida daqueles que deixaram os Açores para construir novas vidas noutras partes do mundo”. O programa incluiu também a intervenção de Patricia Borges, empresária e uma das responsáveis pela organização do encontro. A sua participação integrou a dimensão empresarial e comunitária da iniciativa, evidenciando também o papel dos membros da diáspora na criação de redes, projetos e relações entre diferentes comunidades. “Temos um pé em terra e outro no mar.” Uma frase que traduz a ligação de quem mantém as raízes nos Açores enquanto constrói a sua vida longe de casa. Entre o Atlântico e a terra de acolhimento, a Casa dos Açores continua a ser uma ponte de cultura, língua, tradições e pertença. Açores no coração. Portugal na alma. E a Casa como ponte entre nós. RMA/MS

Read in English

CONHECEDORES ABSOLUTOS DAS LEIS DE IMIGRAÇÃO

Vistos de trabalho aberto a jovens (18 aos 35 anos) Processos de residência permanente (nomeações em Ontário e outras Províncias, Express Entry, entre outros) Ofertas de trabalho podem resultar em vistos de trabalho temporário ou permanente Jason Ferreira, B. Comm, RCIC immigration4canada.ca | 416-653-8938 1560 Bloor Street West, Toronto


Photo: Francisco Pegado

mileniostadium.com

2 a 8 de outubro de 2026

MILÉNIO | COMUNIDADE

MAIS

FOTOS

Semana Cultural Beirã e Festival Internacional de Fado

A Casa das Beiras de Toronto encerrou, no passado sábado, a Semana Cultural Beirã 2026, que regressou este ano após uma interrupção de sete anos. A iniciativa celebrou a cultura e as tradições das Beiras, através da música, do folclore e da gastronomia.

O

fado voltou a fazer parte da programação, desta vez integrado no Festival Internacional de Fado, que trouxe a Toronto fadistas convidados de Portugal e um artista ligado à comunidade portuguesa no Canadá. A Casa das Beiras recebeu João Brito, Francisco Moreira, Cláudia Leal e José Geadas, numa sessão marcada pela música e pela celebração da cultura portuguesa. Para Bernardino Nascimento, presidente da Casa das Beiras, a adesão

do público foi motivo de orgulho e demonstra a importância de continuar a promover estas iniciativas. “É um orgulho ver esta casa cheia e fazer parte do Festival Internacional de Fado. É uma forma de manter vivas as nossas tradições e a ligação às nossas raízes.” A importância da colaboração entre as organizações portuguesas foi igualmente destacada por José Eustáquio, presidente da ACAPO, uma das entidades envolvidas na organização do Festival Internacional de Fado. “O fado representa muito para os portugueses e merece o apoio das nossas organizações. É importante trabalharmos em conjunto para manter esta cultura viva.” Entre os convidados estiveram também José Manuel Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Lardosa, e

19

Miguel Pipa, vereador da Câmara Municipal de Viseu, que viajaram de Portugal para participar nas celebrações. Para José Manuel Pereira, a visita permitiu conhecer de perto a força da presença portuguesa em Toronto “é a primeira vez em Toronto e foi uma grande surpresa encontrar tantos portugueses reunidos. É um orgulho levar este sentimento de volta para Portugal. A Casa das Beiras faz uma importante ligação entre Viseu e Toronto e ajuda a manter vivas as nossas memórias e tradições.” Miguel Pipa destacou igualmente o significado de encontrar, tão longe de Portugal, uma comunidade que continua próxima da sua terra “é muito especial ver este pedaço de Portugal tão longe da nossa terra. Mesmo fora de Portugal, os portugueses continuam ligados às suas raízes.” Com a sala cheia, as luzes apagaram-se e as vozes dos fadistas, acompanhadas pela guitarra portuguesa, tomaram conta do espaço. Para os artistas vindos de Portugal, atuar em Toronto foi vivido com felicidade e orgulho, numa oportunidade de representar o país e partilhar a sua cultura. João Brito, coorganizador do Festival Internacional de Fado, mostrou-se satisfeito com a adesão “estou felicíssimo com a casa cheia. Agora é cantar e presentear este público maravilhoso com um grande espetáculo.” Sobre a participação dos fadistas vindos de Portugal acrescentou “quisemos dar prioridade aos fadistas que vieram de Portugal e mostrar o seu trabalho à nossa comunidade.” Os fadistas deram voz a diferentes interpretações, perante um público atento e próximo, num ambiente que voltou a demonstrar a força do fado junto dos portugueses no estrangeiro. O Festival Internacional de Fado prossegue no sábado, 3 de outubro, no Clube Português de Mississauga, com Lenita Gentil, Natalino de Jesus e Suzy Silva. No dia 10 de outubro, será a vez da Casa do Alentejo receber Maura Airez, José Geadas, Francisco Moreira e Guida Figueira. A programação continua, assim, a levar o fado a diferentes espaços da comunidade portuguesa na região de Toronto e arredores, juntando artistas de Portugal e do Canadá e celebrando uma das expressões mais marcantes da cultura portuguesa. FP/MS

Read in English

Diane Campos Founder/RCIC

NOVOS COMEÇOS, NOVAS OPORTUNIDADES. A SUA HISTÓRIA IMIGRANTE COMEÇA AQUI Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos. 437-236-1100 300 GEARY AVENUE, SUITE 304, TORONTO CIMMGROUP.CA @CIMMGROUP


20

2 a 8 de outubro de 2026

Mural dá nova vida à história e cultura de Little Jamaica

LOCAL PORTUGAL

As histórias, as pessoas e a cultura de Little Jamaica ganharam novas cores. Na 1493 Eglinton Avenue West, em Toronto, um novo mural de grande dimensão presta homenagem ao passado e ao presente de uma das zonas afro-caribenhas mais marcantes da cidade.

O

protesto aconteceu na sequência do recurso apresentado pelos conselhos escolares TDSB e TCDSB junto do Ontario Land Tribunal. Segundo os organizadores, o processo poderá afetar mais de 200 escolas e permitir alterações ao uso de terrenos escolares para futuros projetos de desenvolvimento habitacional. Na zona de Ossington, a preocupação é particularmente forte. A Dewson Public School, a Ossington Old Orchard Public School e a Pope Francis Catholic School estão entre as escolas apontadas pelos organizadores como prioritárias. Maria Judas, mãe de uma aluna da Dewson e uma das organizadoras do protesto, defende que os terrenos escolares devem continuar ao serviço das comunidades. “Os terrenos escolares devem ficar fora da mesa quando se fala de desenvolvimento, porque as escolas são o centro da nossa sociedade”, afirmou. A preocupação estende-se também aos espaços verdes, parques infantis e outros locais que as famílias utilizam diariamente.

Os organizadores chamam ainda a atenção para a falta de espaços verdes na área de Davenport, que, segundo o grupo, tem a menor disponibilidade de espaço verde entre os distritos eleitorais de Toronto. “Se esses terrenos forem vendidos, é impossível recuperá-los”, alertou Maria Judas. A iniciativa Protect School Lands, criada em março, informou que uma petição contra a alteração do uso dos terrenos já tinha reunido cerca de 8.000 assinaturas. O grupo pede maior transparência e participação dos moradores. Entre os participantes esteve Andrew Waters, presidente do conselho escolar da Dewson e candidato a trustee do TDSB pelo Ward 3, que inclui Davenport e Parkdale– High Park. Waters tem dois filhos na escola e frequentou a Dewson quando era criança. “Tenho uma ligação muito forte a esta comunidade”, afirmou. Waters destacou que a escola também serve a comunidade, sendo utilizada para caminhadas, brincadeiras e atividades desportivas. Caso seja eleito, afirmou que pretende procurar uma abordagem diferente da atual posição do TDSB e defender as escolas como espaços vivos e acessíveis a todos. FP/MS

Montgomery’s Inn recebeu Festival de Outono munitária num espaço ligado à história de Toronto. Com entrada gratuita, o Montgomery’s Inn continua a acolher regularmente iniciativas culturais e comunitárias, mantendo o espaço como um ponto de encontro entre o património histórico e a O evento decorreu durante a tarde e con- comunidade local. O “Fall Festival” assinalou a chegada do tou com várias atividades, entre as quais a tradicional assadura de milho, comida outono com uma tarde de convívio, múgrelhada, música ao vivo e a presença de sica e sabores locais, mantendo o Montgomery’s Inn como espaço de encontro e vendedores de produtos artesanais. A programação incluiu também o habi- valorização da história de Toronto. FP/MS tual Farmers’ Market, que todas as semanas apresenta uma variedade de produtos frescos e de produtores locais. Os visitantes tiveram ainda oportunidade de contactar com sociedades históricas e diferentes grupos comunitários. Ao longo da tarde, famílias e vizinhos passaram pelo espaço num ambiente de convívio, aproveitando a música, a gastronomia e as atividades preparadas para diferentes idades. O festival procurou também valorizar os produtores, artesãos e organizações locais, reunindo diferentes elementos da vida coCrédito: Francisco Pegado

O Montgomery’s Inn recebeu, no passado dia 23 de setembro, o “Fall Festival”, uma iniciativa que reuniu famílias, moradores e grupos da comunidade para assinalar a chegada do outono.

riado pela UrbanArts, em parceria com o programa StreetARToronto, da Cidade de Toronto, o mural reúne diferentes referências às culturas, histórias e comunidades que, ao longo de várias gerações, ajudaram a construir Little Jamaica. Ao longo da Eglinton Avenue West, o bairro tornou-se um ponto de encontro para comunidades afro-caribenhas e imigrantes, conhecido pelo empreendedorismo, pela música, pela gastronomia e pela forte vida comunitária. Por detrás das cores e das imagens está o artista Amir Akbari, que conhece bem a UrbanArts. Foi ali que, há mais de 20 anos, começou o seu percurso artístico através de um mural comunitário. Agora, regressou ao local onde tudo começou, desta vez para orientar uma nova geração de artistas e ajudar a contar uma nova parte da história do bairro. Para Akbari, esta experiência repre-

senta uma forma de ligar diferentes gerações através da arte “é juntar o nosso passado e a nossa identidade, trazê-los de volta para casa e levá-los para um novo lugar, criando uma nova identidade sem esquecer quem somos.” A criação contou também com Brianna Fatima, Mai El Moustafa, Aisha Jamal e Arianna Williams, que se mostraram orgulhosas por fazerem parte desta obra e por contribuírem para dar visibilidade à história e à cultura de Little Jamaica. A participação não ficou, contudo, limitada aos artistas. Quatro jovens da comunidade integraram a equipa e tiveram a oportunidade de acompanhar de perto o processo criativo, aprender novas técnicas e trabalhar lado a lado com os artistas. O resultado surge num momento de transformação de Little Jamaica e procura guardar aquilo que não pode ser esquecido: as histórias das pessoas que fizeram do bairro a sua casa, sem deixar de olhar para as novas gerações que continuam a dar-lhe vida. Assim, o mural transforma uma parede num espaço de memória, expressão e orgulho, contando através da arte uma história que continua a ser escrita diariamente nas ruas de Little Jamaica. FP/MS

Crédito: Francisco Pegado

Crédito: Francisco Pegado

C

Protesto junto à Dewson Public School contesta possível alteração do uso de terrenos escolares Pais, alunos, moradores e membros da comunidade reuniram-se na quinta-feira de manhã (1) junto à Dewson Public School, em Toronto, para defender os terrenos escolares, os espaços verdes e as áreas comunitárias do bairro.

mileniostadium.com

Canadá assinalou Dia Nacional pela Verdade e Reconciliação O Canadá assinalou na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, o sexto National Day for Truth and Reconciliation “Dia Nacional pela Verdade e Reconciliação”, uma data dedicada a recordar as crianças indígenas que foram retiradas das suas famílias e enviadas para escolas residenciais, bem como a homenagear os sobreviventes desse sistema.

A

data é também conhecida como Orange Shirt Day (Dia da Camisola Laranja). Vestir laranja tornou-se um símbolo de memória e solidariedade perante a perda de cultura, língua, identidade e liberdade sofrida por milhares de crianças indígenas. Entre 1857 e 1996, mais de 150 mil crianças indígenas foram obrigadas a frequentar escolas residenciais administradas por instituições religiosas e financiadas pelo Governo canadiano. Muitas foram separadas das suas famílias e impedidas de falar as suas línguas ou de manter as suas tradições. A Comissão da Verdade e Reconciliação classificou este sistema como uma política de “genocídio cultural”. Para muitas famílias

indígenas, as consequências continuam a fazer-se sentir, várias décadas depois. Em várias cidades do país realizaram-se cerimónias e iniciativas para assinalar a data. Em Toronto, centenas de pessoas, muitas vestidas de laranja, reuniram-se na Nathan Phillips Square, em frente à Câmara Municipal, para prestar homenagem aos sobreviventes, às suas famílias e às crianças que nunca regressaram a casa. A cerimónia pública foi organizada pelo Toronto Council Fire Native Cultural Centre e juntou membros das comunidades indígenas e outros residentes de Toronto num momento de memória e reflexão. Segundo a organização Indigenous Watchdog, dos 94 apelos à ação apresentados pela Comissão da Verdade e Reconciliação, 14 foram considerados concluídos. Outros 41 estão em andamento, 24 permanecem parados e 15 ainda não começaram. Para além de uma data simbólica, o 30 de setembro é um momento para o Canadá olhar para o passado, reconhecer as suas consequências e continuar o caminho da verdade e da reconciliação. FP/MS


21

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

CANADÁ

Oleoduto para a Costa Oeste torna-se o 1.º projeto designado de interesse nacional

PORTUGAL

Um projeto de oleoduto concebido para transportar um milhão de barris de petróleo por dia de Alberta para a costa da Colúmbia Britânica tornou-se o primeiro a ser designado de interesse nacional, anunciaram os governos federal e de Alberta.

Um alto responsável do governo disse aos jornalistas, antes do anúncio, que se prevê que o oleoduto aumente o PIB do Canadá em até $30 mil milhões anuais — $20 mil milhões provenientes diretamente do próprio oleoduto. Ao diversificar as exportações canadianas para além dos EUA, as autoridades indicaram que o Canadá poderá cobrar um preço mais elevado pelo petróleo que atualmente envia para o sul da fronteira, proporcionando uma receita adicional que poderá alcançar os $10 mil milhões por ano. O governo federal afirmou ainda que, uma vez aprovado, o projeto criará até 140.000 postos de trabalho. Dominic LeBlanc, ministro de uma economia canadiana, ficou encarregue de concluir o documento de condições que estabelece os requisitos para o projeto até 1 de setembro de 2027, permitindo o início da construção com vista a ter o oleoduto operacional até 2032-33. Carney explicou que a elaboração dessas condições contará com o apoio do Gabinete de Grandes Projetos (Major Projects Office) e do Regulador de Energia do Canadá (Canada Energy Regulator), que realizarão consultas junto das partes interessadas para definir salvaguardas ambientais, fiscalização, participação de comunidades indígenas e contratação de mão de obra local. O custo estimado do projeto situa-se entre os $35,2 mil milhões e os $43,7 mil milhões, valor que já inclui uma margem para imprevistos. O governo de Alberta e a empresa pública federal Trans Mountain Corporation deterão, cada um, 45% do oleoduto, enquanto a Pembina Pipeline Corporation, sediada em Calgary, terá uma quota de 10%. Carney adiantou ainda que será oferecida às comunidades indígenas uma participação mínima de 10% na propriedade do projeto. CBC/MS

Poilievre defende cortes nos impostos para tornar o combustível a diesel mais acessível O líder conservador Pierre Poilievre apresentou um plano para cortar impostos federais sobre o combustível a diesel e ajudar a garantir que o Canadá disponha de abastecimentos acessíveis deste combustível no futuro.

P

oilievre afirma que o Canadá já produz diesel suficiente para satisfazer a procura nacional, mas que estrangulamentos no transporte deixam algumas regiões dependentes de importações dos EUA.

O líder da oposição propõe a eliminação de todos os impostos sobre a venda de diesel pelo menos até ao Canada Day (Dia do Canadá), prorrogando o corte total do imposto sobre combustíveis até 1 de julho do próximo ano e isentando a compra de combustível do imposto sobre bens e serviços (GST). Poilievre defende igualmente a remoção de todos os impostos sobre a produção de diesel através do fim definitivo do imposto federal sobre o carbono industrial e da Norma de Combustíveis Limpos (Clean

Fuel Standard), medidas que, segundo ele, encarecem a produção e desincentivam novos investimentos em refinarias. Poilievre detalhou a proposta no domingo numa bomba de gasolina nos arredores de Otava. O líder conservador sustenta que o plano do seu partido aumentaria a capacidade de refinação, ajudaria as refinarias a processar mais petróleo bruto canadiano e construiria a infraestrutura de transporte e armazenamento necessária para abastecer todas as regiões do país. CBC/MS

Aumento do salário mínimo em 5 províncias: Manitoba, Saskatchewan, Ontário, Ilha do Príncipe Eduardo e Nova Escócia Com estas alterações, todas as províncias Subidas no salário mínimo entre 25 e 40 cêntimos entram em vigor esta quinta- e territórios aumentaram as suas taxas este ano, à exceção de Alberta, que não atualiza -feira em cinco províncias canadianas. o salário mínimo desde 2019 e regista o vasalário mínimo em Ontário sobe lor mais baixo do país, situado nos $15,00 para $17,95 por hora, enquanto por hora. Nunavut lidera a tabela nacional, na Ilha do Príncipe Eduardo passa oferecendo o valor mais elevado do país: para $17,30 e na Nova Escócia fixa-se nos $20,17 por hora. CBC/MS $17,00. Em Manitoba, o valor aumenta para $16,40 e, em Saskatchewan, para $15,70.

O

Crédito: CBC

"Para muitos construtores, o risco não compensava. Por isso, o Canadá deixou de construir. Agora, o governo federal clarifica a sua posição logo no início do processo, e não no fim."

Novo CEO da Air Canada sob crítica por comportamento "anti-laboral" na atual companhia aérea, alerta sindicato canadiano O sindicato que representa os pilotos da Air Canada manifestou preocupação com o que considera ser uma ação de "retaliação e anti-laboral" por parte da Scandinavian Airlines (SAS) — atualmente liderada por aquele que será o próximo CEO da companhia canadiana.

A

nko van der Werff deixará em breve o cargo de presidente e CEO da Scandinavian Airlines para assumir as mesmas funções na Air Canada até ao final de janeiro. No mês passado, o comandante Mattias Åman Thiel, da SAS — que também preside à secção da SAS no Sindicato dos Pilotos Suecos —, foi despedido. A companhia aérea confirmou o despedimento ao Radio-Canada, mas não especificou os motivos que levaram a essa decisão. O sindicato, bem como a Federação Internacional das Associações de Pilotos

de Linha Aérea (IFALPA) — que representa mais de 160.000 pilotos em todo o mundo —, exigiram a reintegração de Thiel. O presidente da ALPA Canada, que representa pilotos das principais companhias aéreas regionais e nacionais do país, classificou o despedimento como "injustificado" numa carta enviada a van der Werff e obtida pelo Radio-Canada. "A forma como escolher responder será, sem dúvida, um indicador claro de como pretende relacionar-se com os pilotos da ALPA Canada quando assumir a liderança da maior companhia aérea do Canadá", escreveu Tim Perry, presidente da ALPA Canada. Perry reforçou a exigência dos restantes sindicatos para a "reintegração imediata" de Thiel na carta, da qual foi enviada cópia ao presidente do conselho de administração da Air Canada, Vagn Sørensen. A porta-voz da SAS, Alexandra Lindgren Kaou-

kji, afirmou que a empresa não comenta "questões individuais de trabalho". No entanto, sublinhou que a transportadora "valoriza profundamente o modelo laboral escandinavo e a cooperação importante e construtiva que mantém com os colegas e os seus representantes". "Não podemos nem vamos abrir exceções ou tratar os colegas de forma diferente com base no seu cargo, antiguidade ou relações pessoais", afirmou Kaoukji por e-mail. CBC/MS

Crédito: CBC

"Antes da Lei de Construção do Canadá, os promotores teriam de passar anos e gastar potencialmente milhares de milhões de dólares a realizar este trabalho sem sequer saberem qual era a posição do governo federal em relação ao projeto", afirmou Carney esta quinta-feira em Fort McMurray, Alberta.

Crédito: CBC

A inclusão do oleoduto West Coast Pacific Link no Anexo 1 da Lei de Construção do Canadá (Building Canada Act) significa que o governo federal passou de uma fase de análise sobre se o projeto deveria ser construído para como será construído, acelerando e unificando o processo de aprovação, incluindo as avaliações ambientais.


22

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

Desemprego

PORTUGAL PORTUGAL

Subsídio de desemprego passa de 70% para 64% do último salário numa década

Protestos

Contestação social aumenta com oito greves marcadas até ao fim do mês Oito greves marcam as semanas que antecedem a apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2027. Os sindicatos procuram garantir que o documento inclui aumentos salariais e a valorização das carreiras.

A

proxima-se a apresentação do Orçamento do Estado para 2027, que será no dia 9, e intensifica-se a contestação em vários setores. Greves e manifestações sucedem-se nas próximas semanas, com sindicatos e trabalhadores a pressionarem o Governo para incluir as suas reivindicações no próximo Orçamento. No total, são oito greves e pelo menos sete protestos, a que se soma o dos polícias, realizado na segunda-feira. Esta sexta-feira será o primeiro grande dia de contesta-

ção em outubro, com uma greve nacional dos trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública. A paralisação terá impacto nas escolas, autarquias e serviços com atendimento ao público, como a Segurança Social. Ao longo do mês, haverá também protestos de trabalhadores da AIMA, não docentes das escolas e trabalhadores do handling da SATA, além de uma manifestação nacional da CGTP. A este calendário juntam-se ainda a greve dos tripulantes de cabina da easyJet Portugal, de 2 a 6 de outubro, e a paralisação da Synchro, no dia 2. O fenómeno é habitual nesta altura do ano, segundo o politólogo José Palmeira. "Sempre que nos aproximamos da discussão do Orçamento do Estado, os setores profissionais ligados ao Estado fazem este

tipo de reivindicações", afirma, considerando que a atual conjuntura, marcada pelo aumento do custo de vida, da inflação e dos combustíveis, reforça a pressão sobre o Executivo. A proximidade do Orçamento funciona, assim, como uma janela de oportunidade para os sindicatos aumentarem a pressão sobre o Executivo. Mas, para Palmeira, o resultado dependerá da margem financeira disponível. O Orçamento "não é elástico", lembra, numa negociação em que cada aumento terá de ser compatibilizado com as restantes opções. O Governo, de Luís Montenegro, deverá entregar a proposta do OE2027 a 9 de outubro (o limite é a 12), seguindo-se discussão e votação parlamentar. JN/MS

Homenagem

Marcelo homenageado na Galiza: "É uma honra receber o prémio com o rei de Espanha presente" Marcelo Rebelo de Sousa foi distinguido no arranque de mais uma edição do Fórum La Toja, cimeira que decorre até sábado na ilha galega com o mesmo nome. À chegada ao território espanhol, o antigo presidente da República destacou o facto de ser homenageado com o Prémio Josep Piqué na presença do rei Felipe VI.

Credito: JN

M

arcelo Rebelo de Sousa considerou "uma honra" receber o prémio "com Sua Majestade presente, como símbolo da Espanha eterna, fraterna e nossa irmã". O ex-chefe de Estado foi distinguido como "exemplo de concórdia", num "Mundo em desordem", tema da edição deste ano do Fórum La Toja, e pela ligação histórica entre Portugal e Espanha. Além do rei de Espanha, o momento contou com a presença do primeiro-ministro do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e do presidente da Xunta da Galiza, Alfonso Rueda.

União por Portugal e pela seleção Questionado acerca da saída de Cristiano Ronaldo da seleção nacional de futebol, o ex-chefe de Estado recusou-se a comentar, mas apelou à união dos portugueses em torno da equipa das quinas. "Não queria fazer declarações no estrangeiro porque penso que estarei no domingo a ver Portugal a jogar contra a Noruega. Hoje temos um jogo e temos de estar todos unidos, porque o que importa é a seleção portuguesa. Temos de estar todos unidos atrás de Portugal, hoje sobretudo porque temos um jogo na Dinamarca", declarou Marcelo, sublinhando que o que importa é "aquilo que nos deve unir". "O que nos deve unir é que temos uma seleção num momento crucial, tem de ganhar hoje, tem de ganhar domingo e temos de estar todos juntos para que isso aconteça”. JN/MS

Esta evolução resulta do crescimento dos salários acima da atualização dos limites da prestação, que são definidos em função do IAS, explica o banco central, salientando que "este mecanismo é particularmente relevante na parte inferior da distribuição salarial, onde os limites mínimos da prestação são mais frequentemente aplicáveis". Por outro lado, a inclusão das majorações atenua esta redução, situando a taxa de substituição em torno de 66% em 2025. Apesar deste recuo no valor do subsídio face ao salário, também se verificou que na última década, o subsídio de desemprego aumentou em média 3,4% ao ano em termos nominais e 1,3% em termos reais, atingindo o valor médio de 700 euros em 2025. No que diz respeito à distribuição pelos salários, o peso dos trabalhadores com salários baixos aumentou, enquanto a proporção de trabalhadores com salários elevados se manteve relativamente estável entre 2015 e 2025. No ano passado, cerca de 40% das entradas no subsídio de desemprego corresponderam a trabalhadores com salários até 880 euros (ano em que o salário mínimo se situava nos 870 euros). Já a distribuição das entradas no subsídio de desemprego por setor de atividade mostra que a indústria transformadora e as atividades administrativas e de apoio concentravam as maiores proporções, ambas próximas de 17%, seguindo-se o comércio, com 14,2%. Quando comparado com 2015, aumentou o peso da indústria transformadora e, sobretudo, do alojamento e restauração, enquanto se reduziu de forma marcada o peso da construção e da administração pública, educação e saúde, conclui a análise, incluída no Boletim Económico que será divulgado na próxima semana. Este estudo, elaborado com base em microdados da Segurança Social, observa ainda que a "composição das entradas no subsídio de desemprego tem-se alterado, com um peso crescente dos trabalhadores mais velhos, das mulheres e dos estrangeiros". JN/MS

Credito: JN

Credito: JN

O subsídio de desemprego passou a representar uma menor percentagem do último salário, passando de 70% em 2015 para 64% em 2025, concluiu uma análise do Banco de Portugal.


23

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

AUTONOMIAS PORTUGAL

Madeira envia 38,1 mil toneladas de resíduos para reciclagem fora da Região A produção global de resíduos na Madeira rondou, no ano passado, as 384,5 mil toneladas, o que traduz um decréscimo de 2,3 mil toneladas (menos 0,6%) face a 2024. Já os resíduos destinados a reciclagem/ valorização fora da Região ascenderam a 38,1 mil toneladas, num aumento homólogo de 2,0%.

De acordo com uma estimativada da Direção Regional do Ambiente e Mar (DRAM), cujos dados foram hoje divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeiar, a redução na produção global de resíduos deve-se, sobretudo, à quebra de 24,3% observada nos resíduos de construção e demolição valorizados. À exceção da componente associada à deposição de inertes, a produção global de resíduos teria ficado pelas 205,3 mil toneladas. Uma parte considerável da produção global de resíduos está associada aos resíduos encaminhados para a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos (ETRS) da Meia Serra, que totalizaram cerca de 150,4 mil toneladas, em 2025, mais 3,9% do que no ano precedente. Considerando a compostagem realizada na ETRS da Meia Serra, a valorização de resíduos realizada na Reião chegou a 23,8 mil toneladas, menos 13,7% do que em 2024.

Credito: DR

JM/MS

Credito: Portuguese Tribune

Assinalaram-se aumentos nos óleos alimentares usados (mais 11,0%), na sucata/metais (mais 6,6%), no cartão/ papel (mais 6,2%) e nos resíduos equipamentos elétricos e eletrónicos (mais 4,1%). Em contrapartida, observaram-se reduções nos pneus (menos 24,3%) e nos resíduos de embalão/plástico e embalagens metálicas (menos 16,2%).

Universidade do Estado da Califórnia em Fresno acolheu IV Encontro de Comunicação Social que formalizou aliança entre os Açores e a diáspora de comunicação social dos dois lados do Atlântico. A nova estrutura, coordenada pelo Portuguese Beyond Borders Institute (PBBI), pretende promover a partilha de conteúdos, contactos e projectos, aproximando jornalistas e redacções. Os trabalhos decorreram em três painéis dedicados à imprensa, rádio e teleencontro ficou marcado pela for- visão, permitindo a troca de experiências malização da Azores Diaspora Me- sobre desafios comuns, como a transição dia Alliance (ADMA), criada para digital, a sustentabilidade dos projectos reforçar a cooperação entre os órgãos jornalísticos, as mudanças nos hábitos de

O IV Encontro de Comunicação Social dos Açores e da América do Norte realizou-se na passada sexta-feira, 25 de Setembro, na California State University, Fresno, reunindo profissionais da imprensa, rádio e televisão dos Açores e da comunidade portuguesa na Califórnia.

O

consumo de informação e a ligação às novas gerações. A ADMA dá continuidade a um processo iniciado em 2022, com encontros nos Açores, nos Estados Unidos e, em 2025, no Canadá. A formalização em Fresno representa agora uma nova etapa, com o objectivo de transformar esta rede numa cooperação permanente entre os meios de comunicação dos Açores e da diáspora. DA/MS

Empresários acusam Governo Regional de “gerir o declínio” do destino Açores Em sentido contrário, a Madeira registou Para a Associação Empresarial de São Miguel e Santa Maria, os dados de 2026 um aumento de 3,1% nos passageiros dedo transporte aéreo e do turismo são “o sembarcados e de 5,8% nos hóspedes. A CCIPD atribui a diferença às políticas retrato de um falhanço político” do Gode acessibilidade aérea, destacando a aposverno dos Açores. ta da Madeira nas companhias de baixo egundo dados do SREA citados pela custo e criticando a saída da Ryanair dos CCIPD, entre janeiro e agosto de- Açores. A associação acusa o Governo Resembarcaram nos aeroportos açoria- gional de não ter antecipado nem compennos 1.566.594 passageiros, menos 123.095 sado a perda de capacidade. A entidade critica também a execução (-7,29%) do que no mesmo período de 2025. Entre janeiro e julho, o número de do Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas e a promoção turística, defendendo hóspedes caiu 3,8%.

S

um orçamento mínimo de 15 milhões de euros anuais para a promoção dos Açores entre 2027 e 2029. Entre as medidas propostas estão o reforço do Fundo de Rotas, a atração de companhias de baixo custo, incentivos à operação no inverno, o reforço da Visit Azores e a definição de metas públicas para passageiros, rotas e hóspedes. “Os Açores não são um destino menor do que a Madeira. Têm é sido governados com menos ambição”, afirma a CCIPD. AO/MS

de Freguesia, Manuel Filipe destacou a reabilitação urbanística que a autarquia funchalense tem promovido na freguesia. Já no decorrer dos trabalhos propriamente ditos, e entre outros pontos, os deputados municipais do PSD e CDS aprovaram (com os votos contra do JPP e abstenção do Chega, PS e IL, uma alteração no regulamento de taxas que vem eliminar a gratuitidade no estacionamento de viaturas elétricas nas ruas e nos parques geridos pelo município. Os veículos elétricos passarão assim a pagar 50% do tarifário aplicado aos restantes. O presidente da Câmara Municipal exNa lógica de descentralização desta re- plicou que a isenção do pagamento tinha união, o início dos trabalhos contou com sido aprovada num contexto em que estauma intervenção do presidente da Junta va a ser lançada a aposta nos carros eléJorge Carvalho explica que a medida não é um desincentivo aos carros elétricos, que não pagavam estacionamento, mas uma forma de evitar abusos. A reunião ordinária da Assembleia Municipal do Funchal decorreu ‘fora de portas’, desta feita, no auditório do Complexo Social de Santa Clara, na freguesia de São Pedro, e com treze pontos na ordem de trabalhos. O presidente do órgão máximo municipal, José Luís Nunes, começou por elogiar o trabalho desenvolvido na construção do espaço que recebe a Assembleia Municipal e na sua missão social.

tricos, sendo que o não pagamento era um incentivo para os residentes optarem por este tipo de transporte pessoal. Uma fase que já passou e que é tempo de alterar. Até porque, a autarquia tem notado um estacionamento “abusivo” e prolongado dos carros elétricos nos estacionamentos. Passando a ser pagos, em vez de um único utilizador usar o lugar de estacionamento como tem acontecido, comentou Jorge Carvalho, haverá maior rotatividade. No entender do autarca, esta medida não deve ser vista como um desincentivo aos carros elétricos, mas uma forma de aumentar o acesso aos estacionamentos para os condutores deste tipo de veículos. JM/MS

Crédito: DR

Carros elétricos passam a pagar 50% do tarifário nas ruas e parques do Funchal


First Portuguese Cana

celebra 70 ano de memórias e Foi uma noite de festa, mas também de memórias. O First Portuguese Canadian Cultural Centre celebrou os seus 70 anos no sábado, 26 de setembro de 2026, numa grande gala realizada no salão da LiUNA Local 183, na Wilson Avenue, em Toronto. A sala encheu-se de dirigentes associativos, empresários, professores, antigos alunos, famílias, amigos e representantes políticos que se juntaram para assinalar sete décadas de história de uma instituição que marcou várias gerações da comunidade portuguesa. Entre abraços e reencontros, muitos dos presentes aproveitaram a ocasião para recordar pessoas, momentos e histórias vividas no First Portuguese. Para muitos, a celebração foi tanto uma homenagem à instituição como às pessoas que, ao longo dos anos, ajudaram a construí-la. A animação da noite esteve a cargo da Karma Band, enquanto pequenas bancas e vendedores deram também movimento à gala. Mas a cultura portuguesa teve um dos seus momentos mais especiais com a atuação do Rancho Folclórico da Nazaré de Toronto, considerado o rancho português mais antigo do Canadá e criado no seio do First Portuguese. A presença do rancho trouxe à celebração música, dança e tradição, mas também uma ligação simbólica às origens da instituição e às gerações que ajudaram a manter vivas as tradições portuguesas no Canadá. Entre os momentos mais marcantes da noite estiveram os testemunhos de pessoas que continuam profundamente ligadas ao First. Irene Mendes falou do prazer de continuar a frequentar a instituição “estou muito contente por estar aqui. Venho ao First com frequência e gosto muito de estar aqui. A minha mãe também gosta muito. Gosto sobretudo do ambiente, das pessoas e da convivência.” Aos 98 anos, Laurinda da Conceição também marcou presença e resumiu o sentimento de muitos: “Os portugueses gostam muito de estar aqui. Eu também gosto, sobretudo pela convivência, pelas pessoas e pelo ambiente. É um lugar onde nos sentimos bem e onde gostamos de estar juntos.” Durante a gala, Laurentino Esteves, conselheiro do conselho das comunidades portuguesas, destacou o caráter pioneiro do First Portuguese: “Estamos a celebrar uma associação


adian Cultural Centre

os numa noite e reencontros pioneira, com 70 anos de história e de serviço à comunidade.” José Eustáquio, presidente da ACAPO, recordou a sua ligação pessoal à instituição desde a infância e destacou a influência que o First teve na comunidade. “O First Portuguese fez parte da minha vida desde muito cedo. Cresci neste bairro e acompanhei de perto a história da instituição.” O empresário e filantropo Manuel DaCosta recordou igualmente os primeiros imigrantes e o papel da instituição na construção da comunidade”celebrar os 70 anos do First Portuguese é celebrar também uma parte importante da história da comunidade portuguesa. Esta associação acompanhou o crescimento da nossa comunidade e ajudou muitos dos primeiros imigrantes a estabelecerem-se no Canadá.” Manuel DaCosta destacou ainda a sua admiração pelos pioneiros e recordou o seu envolvimento na preservação do edifício da instituição “tenho uma admiração muito grande pelos pioneiros e pelo trabalho que fizeram. Quando tive a oportunidade de ajudar a preservar o edifício do First, senti que estava também a salvar um pedaço da história portuguesa em Toronto. É algo de que me orgulho.” A professora Celina de Melo, que dedicou cerca de 40 anos ao First, emocionou-se ao recordar os antigos alunos. “O First foi uma parte muito importante da minha vida. Ganhei uma família muito grande.” Julie Dzerowicz, deputada federal por Davenport, destacou o papel do First Portuguese no apoio às diferentes gerações da comunidade, enquanto Vítor Silva, coordenador do Partido Socialista para o Círculo Fora da Europa, salientou a importância social das associações portuguesas no estrangeiro e o seu contributo para a ligação entre Portugal e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

No final, a gala dos 70 anos deixou mais do que fotografias e discursos. Deixou reencontros, abraços e a sensação de que, para quem passou pelo First Portuguese, aquela noite era também uma celebração da sua própria história.

FP / DG. FOTOS: FP

O atual presidente, César Fernandes, encerrou a mensagem de futuro com um apelo à continuidade: “Espero que a instituição continue por muitos mais anos e que haja pessoas preparadas para dar continuidade ao trabalho.”


26

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

NATO

MUNDO PORTUGAL

Washington vai mobilizar forças para missão da NATO no Báltico O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos anunciou que vai mobilizar uma equipa especializada atualmente posicionada na Europa para apoiar a missão de defesa "Sentinela Báltica" da Aliança Atlântica. A missão tem como objetivo o reforço das capacidades de proteção de infraestruturas submarinas e a segurança geral no Mar Báltico.

USA

Elon Musk integra equipa que vai conceber armas do futuro dos EUA ceX, o comité reúne Palmer Luckey, fundador da empresa de defesa norte-americana Anduril, e Newt Gingrich, 83 anos, antigo eleito republicano que presidiu à Câmara dos Representantes. Para Musk, trata-se de um regresso a uma missão oficial do governo federal, deatizado "Project Meridian", o progra- pois de ter liderado, a pedido do Presidenma visa "abordar o futuro de forma te Donald Trump, uma comissão chamada criativa, identificando as áreas que encarregada de cortar nos gastos da função devemos conquistar e as capacidades que pública norte-americana. O "Project Meridian", que Hegseth disse devemos dominar", explicou Hegseth, cireunir "três dos cérebros mais brilhantes tado pela agência francesa AFP. Segundo o chefe da Defesa, o objetivo é da nação", tem atividade prevista durante "alcançar a dominação tecnológica e mili- 120 dias. A iniciativa, supervisionada pelo diretor tar no campo de batalha para as próximas décadas". Além do líder da Tesla e da Spa- de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, O bilionário da tecnologia Elon Musk vai integrar um comité encarregado de identificar as tecnologias e armamentos de que os Estados Unidos vão necessitar no futuro, anunciou o secretário da Defesa, Pete Hegseth.

B

visa descobrir e desenvolver as armas e os sistemas que serão utilizados pelas futuras gerações no campo de batalha, referiu a agência espanhola EP. Também foi anunciada a criação do Comando de Guerra Autónoma para integrar e mobilizar sistemas robóticos e drones em grande escala em todos os ramos das forças armadas, de acordo com a agência espanhola EP. Empenhado numa reforma a passo acelerado das forças armadas, Hegseth proferiu um discurso na base norte-americana de Quantico, na Virgínia, destacando designadamente as reduções de efetivos entre os generais e almirantes. JN/MS

A mesma nota salientou que a missão representa "um esforço de defesa coletiva integrado. A nossa participação na (missão) 'Sentinela Báltica' demonstra a agilidade dinâmica do Corpo de Fuzileiros Navais em projetar rapidamente capacidades especializadas onde são mais eficazes", afirmou o comandante do Corpo na Europa e em África, Daniel Shipley. O comandante acrescentou que trabalhar "lado a lado" com os aliados finlandeses reforça a prontidão coletiva, garantindo o que disse ser fluidez operacional como uma equipa "coesa e letal" para dissuadir ameaças híbridas no litoral báltico. O Corpo de Fuzileiros vai usar na missão pequenos sistemas aéreos não tripulados e sensores costeiros para obter dados "vitais" e auxiliar as análises realizadas pela NATO na região. JN/MS

Credito: JN

Credito: JN

Em comunicado, os Estados Unidos indicaram que cerca de 40 fuzileiros navais do 2.º Batalhão de Reconhecimento, da 2.ª Divisão de Fuzileiros Navais e da 2.ª Força Expedicionária de Fuzileiros Navais vão "atuar" ao lado da Brigada Costeira da Finlândia para "reforçar atividades".

Terrorismo

Copiloto que atacou comandante de voo da FlyDubai passou por "doutrinação islâmica" O primeiro-ministro israelita, Benjamin O comandante, Smit Machchhar, eloNetanyahu, afirmou que o copiloto susgiado pela atuação durante o incidente, peito de atacar o comandante de um voo encontrava-se em estado estável, segundo da FlyDubai passou por um processo de informou durante a noite a Embaixada da "doutrinação islâmica". Índia na Arábia Saudita. Elementos dos serviços de informações uestionado sobre quem poderá ter e de segurança israelitas deslocaram-se à radicalizado o suspeito, Netanyahu Arábia Saudita para colaborar na investiafirmou não saber e indicou que Isgação, segundo uma fonte da região que rael está a colaborar com a investigação falou sob condição de anonimato por não conduzida pelos Emirados Árabes Unidos. estar autorizada a prestar declarações à "Vamos chegar ao fundo desta história", imprensa. afirmou Netanyahu. Israel pediu que o copiloto seja enviado Um vídeo gravado no interior do avião para o país para ser investigado, embora por Shota Musayev, um médico dentista não seja claro se as autoridades sauditas que prestou assistência ao comandante, aceitarão o pedido, segundo a mesma mostra o copiloto ajoelhado e com as mãos fonte. amarradas atrás das costas. A Arábia Saudita não mantém relações A identidade do copiloto não foi divulgadiplomáticas formais com Israel, embora da e o seu estado de saúde permanece desos dois países cooperem há vários anos em conhecido. questões de segurança e informações atra-

Q

Piloto Smit Machchhar. CNN

vés de canais alternativos. O Governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou que uma equipa própria começou a investigar o ataque e a apurar "se houve alguma ligação com fins terroristas". As autoridades emiradenses salientaram que têm jurisdição sobre o caso, uma vez que o avião está registado no país e a legislação dos Emirados Árabes Unidos se aplica aos crimes cometidos a bordo. O avião da FlyDubai, que seguia do Dubai para Israel, foi desviado para a Arábia Saudita depois de o copiloto alegadamente ter esfaqueado o comandante e tentado fazer cair a aeronave. O aparelho aterrou em segurança em Tabuk, depois de passageiros e membros da tripulação terem conseguido dominar o suspeito. JN/MS


2 a 8 de outubro de 2026

MILÉNIO | MUNDO

Credito: JN

mileniostadium.com

Aquecimento global

Glaciares suíços perderam mais de 5% do volume de gelo devido às ondas de calor Os glaciares da Suíça, que integram a maior parte do gelo glaciar dos Alpes, perderam 5,5% do seu volume de gelo este ano, a segunda maior queda percentual alguma vez registada devido às ondas de calor.

“

Os glaciares alpinos não têm qualquer hipótese de sobreviver a longo prazo nestas condições", segundo um comunicado divulgado, esta quinta-fei-

ra, pelo serviço suíço de monitorização de glaciares GLAMOS e a Academia Suíça de Ciências. A tendência agravou-se nos últimos anos: só nos últimos cinco, o volume de gelo na Suíça diminuiu quase um quinto, dizem os especialistas. O relatório corrobora as recentes preocupações de que o aquecimento global está a causar estragos na Europa, o continente que aquece mais rapidamente no mundo.

"O aquecimento que estamos a viver agora pode ser atribuído a 100% às alterações climáticas antropogénicas. É tão simples quanto isso. (...) Sem as emissões humanas ou os combustíveis fósseis, não teríamos qualquer aquecimento neste momento", disse Matthias Huss, responsável do GLAMOS. O recuo recorde do gelo glaciar na Suíça ocorreu em 2022, quando o calor do verão, a fraca precipitação de neve no inverno e

27

uma dispersão invulgar de poeira avermelhada trazida do Saara escureceram os glaciares e fizeram com que absorvessem mais calor. Huss disse que a cobertura de neve no inverno é importante por dois motivos. "Por um lado, protege o gelo exposto do degelo. Quanto mais tempo houver neve, mais tempo se evita a perda do gelo antigo", disse Huss numa entrevista no Instituto Politécnico Federal ETHZ, onde é professor de glaciologia. "Por outro lado, a neve também é importante para gerar novo alimento para o glaciar. Quanto mais neve existir, maior será o potencial de manter parte da neve a grandes altitudes e formar novo gelo", acrescentou Huss. O grande degelo nos lendários Alpes europeus não é um caso isolado: os especialistas afirmam que o aquecimento global contribuiu para desestabilizar uma encosta dos Himalaias que colapsou em agosto e provocou inundações catastróficas e mortais no Nepal. Os satélites mostraram um enorme encolhimento dos glaciares em locais como a Gronelândia e a Antártida ao longo do último meio século. Os especialistas dizem que o "derretimento extremo" enfrentado pelos glaciares suíços este ano incluiu uma redução da espessura média dos glaciares individuais entre 2,5 e 4 metros. As equipas de especialistas espalharam-se para avaliar o escoamento e as fendas causadas pela água corrente através dos glaciares, em parte despejando corante vermelho nos riachos para rastrear os fluxos de água. Os glaciares Allalin, Clarident, Rhône e Aletsch - sendo Aletsch o maior dos Alpes estiveram entre os glaciares que registaram o maior degelo da história este ano. JN/MS

Pena de morte

O governador do estado do Tennessee (EUA), Bill Lee, anunciou uma suspensão temporária das execuções previstas para 2026, depois de Christa Pike, condenada à morte, ter sobrevivido, esta quarta-feira, a duas doses letais durante a sua execução. O governador solicitou uma investigação "exaustiva" sobre a execução falhada de Pike e suspendeu as restantes execuções que estavam previstas para este ano no estado. e acordo com o Centro de Informação sobre a Pena de Morte, estava prevista no Tennessee a execução de Gary Wayne Sutton no próximo dia 3 de dezembro. Christa Pike sobreviveu a duas doses letais de pentobarbital durante a sua execução e encontra-se a receber tratamento

D

médico, sem que advogados tenham conhecimento do seu estado de saúde. Pike passou quase três décadas no corredor da morte no Tennessee, após ter sido condenada à morte em 1996 por homicídio, e iria tornar-se a primeira mulher executada neste estado em 200 anos. O Supremo Tribunal levantou uma suspensão da execução decretada horas antes por um tribunal federal de recurso, abrindo novamente caminho para que o estado aplique a pena capital. Testemunhas puderam ouvir a respiração de Pike durante quase uma hora após ter recebido as injeções, antes de serem obrigadas a abandonar o local, num episódio para o qual, segundo os próprios jornalistas presentes, o protocolo do Tennessee não parece estabelecer o que deve ser feito. As testemunhas, entre as quais jornalistas de vários meios de comunicação nor-

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

te-americanos, descreveram um procedimento muito mais prolongado do que o previsto. Pike permaneceu acordada, falou e cantou com o guia espiritual, após o início da administração do fármaco e, após a primeira dose, continuou a mover-se e a respirar de forma audível. A jornalista Catherine Sweeney, da emissora WPLN, explicou que o protocolo do Tennessee prevê uma primeira administração de pentobarbital e, se necessário, uma segunda dose. As testemunhas indicaram que, após esses dois momentos, Pike continuou a respirar e a emitir sons, incluindo roncos fortes, além de realizar movimentos com a cabeça e o pescoço. JN/MS

Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

Credito: JN

Mulher condenada à morte sobreviveu a duas doses letais: continuou a respirar e a emitir sons


Os sabores do outono, com a tradição de sempre. ­ ­ ­ ­ ­ ­ ­ ­ ­

­


Suplemento Desportivo

CR7 SAI DE CENA E PROVOCA

O "TERRAMOTO" RONALDO

Creditos: DR

P30

Liga das Nações

Portugal vence na Dinamarca

P31

Portugal fora do Mundial de Ralis em 2027

Leafs P33

Easton Cowan is breaking out

P36

Duas vozes, um jogo, zero filtros. Rómulo Ávila e Francisco Pegado levam-no Fora de Jogo. Em CamoesRadio.com e no Facebook @camoes.radio segunda-feira às 18h


30

MILÉNIO | DESPORTO

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

Creditos: DR

RONALDO

“Sentiu-se traído”:

amigo de Ronaldo revela promessa de Jorge Jesus antes da saída da seleção Edu Aguirre, jornalista espanhol e amigo próximo de Cristiano Ronaldo, conta que o selecionador nacional pediu desculpa ao avançado em privado e prometeu repetir o gesto publicamente. Horas depois, Jorge Jesus assumiu perante os jornalistas que é ele quem decide a utilização dos jogadores, e o futebolista sentiu-se traído.

C

ristiano Ronaldo terá ficado revoltado com Jorge Jesus depois de uma promessa que, segundo Edu Aguirre, o selecionador lhe fez numa conversa privada. De acordo com Aguirre, a conversa aconteceu na noite de terça-feira (29), numa reunião que juntou ainda Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O treinador terá admitido que não tinha gerido bem a situação e assegu-

rado que faria um pedido de desculpa também diante dos jornalistas. A versão apresentada por Aguirre é que, no dia seguinte, o discurso público do selecionador acabou por ser diferente do que tinha transmitido ao avançado. Essa mudança terá sido entendida por Ronaldo como uma quebra da palavra dada. A saída do estágio As declarações de Aguirre surgem depois de Ronaldo ter abandonado o estágio da seleção, em Copenhaga. O avançado não participou no treino e deixou a concentração após uma conversa com Pedro Proença, seguindo depois para Madrid. A decisão foi anunciada pelo próprio nas redes sociais. "Após a conferência de imprensa do selecionador nacional, e no seguimento de uma conversa com o presidente da FPF, tomei a decisão de deixar

o estágio da seleção nacional", escreveu. O capitão português não revelou, por enquanto, todos os motivos que estiveram na origem da saída, mas deixou uma promessa: "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacio-

nal, à qual sempre me dediquei." A FPF confirmou entretanto a saída do jogador da concentração, numa altura em que Portugal se prepara para os próximos compromissos internacionais. JN/MS

Creditos: DR

Abandono de Ronaldo é “terramoto” económico e pode custar patrocínios

O abandono do estágio da seleção nacional por Cristiano Ronaldo é um "terramoto" económico, que ameaça provocar o cancelamento de patrocínios e "minguar" a marca da Federação Portuguesa de Futebol, alertou o especialista em marcas Carlos Coelho.

E

m declarações à agência Lusa, o presidente da consultora de branding Ivity Brand Corp considerou que a crise aberta com a saída do capitão de equipa representa uma "perda de valor imensa", que nenhum resultado desportivo conseguirá estancar, criticando a "cegueira de autoridade" com que o principal ativo do futebol nacional foi gerido. "A marca da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) mingua muito, portanto, tem-se um retrocesso muito significativo com este acontecimento inesperado e muito mal gerido do ponto de vista do valor ou da perda de valor que isso

significa", afirmou Carlos Coelho, sublinhando que a desvalorização do produto FPF é inevitável quando se perde um dos ativos de maior notoriedade mundial. O especialista explicou que o impacto não coloca em causa a continuidade nem o futuro desportivo da equipa das 'quinas', mas afeta diretamente a vertente económica e comercial do futebol. "Não é um terramoto no sentido em que desmorona a seleção, não vai deixar de existir, vai continuar, vai jogar e, se Deus quiser, vai ganhar. Não é isso que está em causa, o que está em causa é uma desvalorização de uma marca. De um momento para o outro perde um dos seus ativos", salientou, acrescentando que "há centenas de milhões de pessoas no mundo que veem Portugal jogar apenas por causa de Cristiano Ronaldo, não querem saber se ganha ou perde". Para o consultor, o afastamento do futebolista do grupo de trabalho atinge o coração financeiro da FPF numa altura

em que "o futebol deixou de ser desporto para ser uma indústria bilionária", cuja sustentabilidade depende da capacidade de ampliar audiências. "Ponham-se no lugar de um patrocinador que assinou contrato na perspetiva de associar a sua marca a estes ativos. Têm mais do que motivo para dizer que os pressupostos mudaram e exigir reuniões, até ao limite de cancelarem contratos. O interesse dos portugueses pela seleção pode subir, mas o desinteresse do mundo vai aumentar", advertiu. Sublinhando o paralelo com uma deslocação do Al Nassr à China - em que a ausência do internacional português fez descer a assistência no estádio de 55 mil para cinco mil espetadores -, Carlos Coelho sustentou que o alcance internacional da equipa das 'quinas' sofre um "retrocesso muito significativo". "Prova de falta de autoridade" O especialista criticou a forma como o processo foi conduzido, alinhando com posições como as do ex-treinador Alex Ferguson, para quem a desvalorização do jogador constitui "uma destruição de valor" evitável. "O maior ativo de sempre do futebol português devia ser tratado com respeito e cuidado. Se tem 41 anos, não pode ser gerido, nem desportivamente, nem comunicacionalmente, como um jovem de 17. O que aconteceu foi uma prova de falta de autoridade", sustentou, em referência ao selecionador Jorge Jesus. Carlos Coelho defendeu ainda que eventuais bons resultados desportivos não serão suficientes para travar o impacto no mercado internacional, sendo urgente desenhar uma nova abordagem

institucional para o atleta. "Isto não se resolve com bons resultados, porque o resultado só interessa aos portugueses. A única forma de mitigar o efeito é encontrar um lugar para Cristiano Ronaldo na estrutura da seleção - que não precisa de ser no relvado, mas onde o banco não é de certeza" -, através de uma solução diplomática que dignifique o papel que desempenhou ao longo de 20 anos ao serviço do país, sustentou. Marca Ronaldo "não perde" Em sentido inverso, o especialista antevê que a marca pessoal do jogador vai sair blindada, beneficiando do próprio impacto mediático do caso. "A marca Ronaldo não perde. Teve até um 'boost' [impulso], abriu os telejornais do mundo e fez manchetes globais. A grande polémica é de consumo interno. Ronaldo continua a ser um embaixador informal com mais alcance diplomático e económico do que qualquer campanha do país", rematou. A tomada de posição junta-se aos avisos do diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Daniel Sá, que, em declarações à Lusa, descreveu o capitão como "a maior marca que Portugal já teve", exortando a FPF a encontrar uma estratégia de transição para mitigar a perda de visibilidade global. Cristiano Ronaldo abandonou na quarta-feira (30) o estágio da seleção nacional na véspera do embate contra a Dinamarca, para a Liga das Nações, encerrando de forma conturbada uma ligação de 23 anos à equipa das 'quinas' e arriscando sanções disciplinares. JN/MS

643 Chrislea Rd. Unit 6, Vaughan, Ontario L4L 8A3

(905) 856-5599 Info@olympictrophies.com www.olympictrophies.com

TROPHIES, PLAQUES, MEDALS, AWARDS & GIFTWARE | CORPORATE, ACADEMIC, ASSOCIATION, SPORT, CUSTOM


MILÉNIO | DESPORTO

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

31

Quinas de cara lavada puseram Portugal reage ao furacão Ronaldo em sentido a armada viking LIGA DAS NAÇÕES

2

Portugal

4

Portugal somou, na quinta-feira (1), a terceira vitória em outros tantos jogos do Grupo A4 da Liga nas Nações, ao vencer na Dinamarca por 2-4, um dia depois de Cristiano Ronaldo abandonar o estágio.

E

m Copenhaga, Portugal entrou forte e colocou-se em vantagem logo aos 13 minutos, através de João Cancelo. Num jogo virado para o ataque, as oportunidades foram surgindo perto das duas balizas e foi Damsgaard a fazer o marcador mexer pela segunda vez, restabelecendo a igualdade, aos 23 minutos. O 1-1 não durou quase nada e Gonçalo Ramos voltou a colocar Portugal na frente segundos depois, fixando o resultado ao intervalo. Portugal voltou mais apático do balneário e pagou por isso quase de imediato, com Hojlund a fazer o 2-2, aos 53 minutos. A toada do encontro prometia mais golos e eles apareceram, lançando as quinas em definitivo para a vitória. Aos 67 minutos, Vitinha estreou-se a marcar pela seleção A e fez o 2-3, cabendo a João Félix fixar o resultado e confirmar o triunfo luso aos 87 minutos. O selecionador de Portugal, Jorge Jesus, elogiou a exibição da equipa das quinas "As vitórias são dos jogadores por tudo, pelo que jogam e porque acreditam no que o treinador tem de plano. A equipa está melhor jogo após jogo, está

a crescer, e isso é meio caminho andado para que as vitórias apareçam. Esta seleção tem muita qualidade", destacou Jorge Jesus. Questionado sobre os últimos dias e sobre a resposta do grupo após o abandono de Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus foi taxativo. "Não há nada para o grupo não estar comigo. Percebo a pergunta, mas o importante é o que temos a fazer. As coisas que aconteceram não separaram o grupo, não nos separou e não nos vai separar", vincou. JN/MS

Creditos: DR

Dinamarca

Noruega

1

Portugal

2

Seleção nacional sai a sorrir do duelo com os noruegueses. Félix e Gonçalo Ramos marcaram os golos do triunfo.

A

segunda vitória de Portugal noutros tantos jogos do Grupo A4 da Liga das Nações trouxe o doce sabor de ter sido conseguida diante de um grande adversário, não sendo exagero dizer que a atual Noruega é uma das melhores equipas da Europa. Sem Cristiano Ronaldo, que ficou no banco (Jorge Jesus já o tinha antecipado, mas surpreendeu quando nem sequer meteu o madeirense na segunda parte), e com Francisco Conceição como grande surpresa no onze, a seleção lusa mostrou uma face mais competitiva e voluntariosa, pouco vista nos últimos tempos.

Creditos: DR

com grande vitória na Dinamarca

Sobretudo no primeiro tempo, a equipa das quinas sentiu muitas dificuldades para travar o "monstro" Haaland (quem não as sente hoje em dia?), mas Ruben Dias e Renato Veiga bateram-se sempre bem e Diogo Costa respondeu presente quando foi solicitado. Aos 17 minutos, numa jogada construída por Nuno Mendes, Pedro Neto descobriu João Félix no exterior da área e o atacante do Al Nassr confirmou o excelente momento de forma com um remate colocado, que lhe valeu o segundo golo em dois jogos (já tinha marcado a Gales). A ganhar, Portugal sentiu na pele a qualidade norueguesa até ao intervalo. Com os benfiquistas Aursnes e Schjelderup muito ativos na ala direita e o extremo Antonio Nusa em grande plano no flanco oposto, os nórdicos criaram várias oportunidades para empatar, negadas por Diogo Costa e num caso por Ruben Dias, no único lance que o guarda-redes não conseguiu resolver. A segunda parte começou praticamente com o golo do empate, num lance em que Haaland não perdoou uma defesa para a frente de Diogo Costa a um livre direto de Odegaard, mas um erro do guarda-redes Nyland logo a seguir, muito bem aproveitado por Gonçalo Ramos, devolveu a vantagem aos portugueses, que até podia ter sido dilatada nos minutos seguintes, primeiro num remate à barra de Rafael Leão e depois em novo erro de Nyland que Ramos aproveitou e que só não deu o 1-3 porque o VAR descobriu um fora de jogo do avançado do Milan. Com muito tempo para jogar e a Noruega menos acutilante no ataque, Jesus geriu bem a equipa e as substituições, que ajudaram Portugal a segurar a vitória, e Diogo Costa negou o golo a Schjelderup na melhor ocasião dos vikings na reta final da partida. JN/MS


MILÉNIO | DESPORTO

2 a 8 de outubro de 2026

FUTEBOL

Creditos: DR

Presidente do Manchester City reafirma confiança na inocência do clube

O presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak, afirmou que "nada mudou" na posição do clube perante o processo instaurado pela Premier League e garantiu que a confiança em provar a inocência permanece "tão forte" como no início.

“

Após as notícias de sexta-feira, muitos de vocês devem ter passado a tarde a responder a perguntas e mensagens de amigos, familiares e colegas. Eu também. Isto é o que disse à minha família: o processo da Premier League ainda tem um longo caminho a percorrer, e a nossa confiança e intenção de provar a inocência do clube são tão fortes como quando tudo isto começou", afirmou, numa carta publicada no sítio oficial do clube na internet. A imprensa inglesa noticiou na sexta-feira (25) que o Manchester City teria sido considerado responsável por 114 das 115 acusações apresentadas pela Premier League em fevereiro de 2023, relativas a alegadas infrações financeiras e de cooperação com a investigação, informação que não foi oficialmente confirmada pela Liga ou pela comissão responsável pelo processo. O clube, que sempre rejeitou as acusações, reiterou que o processo "continua

em curso, com elementos importantes por finalizar" e está sujeito a "estrita confidencialidade", mantendo a posição expressa num comunicado de fevereiro de 2023. Na carta publicada, Al Mubarak justificou a ausência de mais informações com o caráter confidencial do processo e a intenção do clube de respeitar o procedimento legal. "Há tantas coisas que gostaria de poder partilhar convosco para vos ajudar a compreender por que razão estamos tão confiantes na nossa posição. Mas o caráter estritamente confidencial do processo legal e a nossa determinação em respeitá-lo significam que não posso fazê-lo neste momento", afirmou. O dirigente acrescentou que até a carta dirigida aos adeptos foi submetida a várias "revisões jurídicas" para garantir que respeitava as regras do processo, apelando à leitura dos comunicados divulgados pelo clube. "Embora algumas pessoas se tenham apressado a tirar as suas próprias conclusões e haja tanto ruído à nossa volta, nada mudou. Já enfrentámos desafios juntos antes e prevalecemos. Continuam a existir muitos que querem minar o ímpeto do nosso clube. Não lhes daremos essa oportunidade", sublinhou. A Premier League apresentou em 2023 um total de 115 acusações contra o Manchester City, incluindo 80 alegadas infrações financeiras relacionadas com o período entre 2009 e 2018, e 35 acusações adicionais por alegada falta de cooperação durante a investigação. No comunicado de fevereiro de 2023, o Manchester City afirmou estar "surpreendido" com as acusações e manifestou confiança numa comissão independente para analisar as provas apresentadas pelo clube. O processo, que se prolonga há oito anos, continua assim sujeito a confidencialidade, enquanto o Manchester City mantém a intenção de demonstrar a sua inocência. JN/MS

mileniostadium.com

TRIATLO

Português Vasco Vilaça sagra-se campeão do Mundo Vasco Vilaça sagrou-se campeão do Mundo de triatlo de Elites, tornando-se o primeiro português a consegui-lo no setor masculino, ao terminar na segunda posição, a superfinal disputada em Pontevedra, Espanha.

V

ilaça, que assim imitou o título mundial conseguido por Vanessa Fernandes em 2007, chegou à superfinal na liderança do ranking mundial e a bastar-lhe um quinto lugar para destronar o australiano Matthew Hauser, campeão em 2025, que venceu a prova de hoje, na qual Ricardo Batista foi quarto. Em Pontevedra, Portugal conquistou três medalhas, uma vez que o júnior Dinis Ferreira foi prata e Filipe Marques garantiu o bronze na classe adaptada PTS5. JN/MS

Creditos: DR

32

Vasco Vilaça comenta atitude de adversário:

“Foi o maior anti-fair play que já vi”

Creditos: DR

Vozinha: “Perdi a minha paz e tranquilidade”

Vozinha, guarda-redes de Cabo Verde, comentou que perdeu a "privacidade" após a exposição que ganhou no Mundial. "Muita gente quer ser famosa e ter uma imagem pública, mas só vê o lado positivo dessa realidade", afirmou.

O

Mundial acabou por ser uma verdadeira montra para Vozinha, de 40 anos, que com a exibição na estreia frente à Espanha ganhou a atenção do público e mais de 28 milhões de seguidores no Instagram. Ao olhar para trás, o internacional cabo-verdiano aponta o que mudou após

esta competição. "Perdi a minha paz e tranquilidade. Não tenho mais privacidade, ou pelo menos muito menos do que antes. Agora saio, vou a um restaurante, e há sempre alguém a querer tirar uma foto comigo ou a pedir um autógrafo. Ou até pior, alguém a filmar-me. Isso é o que mais mudou na minha vida, e acho que não há nada que eu possa fazer a respeito disso", referiu, numa entrevista ao "The Observer". E acrescentou: "Muita gente quer ser famosa e ter uma imagem pública, mas só vê o lado positivo dessa realidade. Para ser sincero, se me oferecessem a vida que tenho hoje ou a vida que tinha antes, eu escolheria a que tinha antes". O guarda-redes do Colo Colo, do Chile, falou ainda das oportunidades de negócio. "Sei que durante o Mundial havia muitas empresas e marcas que queriam trabalhar comigo, mas enquanto estávamos a competir, fiz apenas uma colaboração promocional, com a UFL Mobile. Não sei que ofertas podem surgir no futuro, mas por enquanto não quero trabalhar com nenhuma marca de tabaco, álcool ou apostas". A terminar, Vozinha diz que o feito no Mundial "foi um esforço coletivo" e analisou a nomeação de guarda-redes do ano. "Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Era impensável, mas sou grato a todos que pensaram em mim. Só de estar nessa lista já é uma grande honra", atirou. JN/MS

Matthew Hauser bateu Vasco Vilaça, campeão mundial de triatlo, na chegada à meta. (Salvador Sas/EFE)

O campeão do mundo de triatlo de Elites, Vasco Vilaça, lamentou a forma "muito feia" como Matthew Hauser o venceu na superfinal de Pontevedra, com um sprint que não deseja ver repetido na modalidade.

“

Digo sem medo nenhum que achei muito feio o modo como o australiano acabou a prova. Deveria haver regras contra isto. Sem dúvida que há regras de fair play e isto foi o maior anti-fair play que já vi", criticou, em declarações à Lusa. Com o título garantido, uma vez que lhe bastava terminar até quinto, Vasco Vilaça e o australiano, campeão em 2025, disputaram mais um sprint para vencer a superfinal que encerrou a época, com Hauser a mudar de trajetória quando vê o luso a avançar, bloqueando a hipótese de ultrapassagem. "Ele já me ganhou muitos sprints e respeitei-o quando foi melhor do que eu. Quando estava a passá-lo, a forma como ele se atira para cima de mim, bloqueia e puxa-me para o lado... cheguei ao ponto que tive que começar a lutar contra ele, senão nem conseguia entrar na meta. Foi muito feio...", recordou. Vasco Vilaça terminou a época com 5.006,25 pontos, superando o austra-

liano por 260,49, num pódio que contou com o jovem português Ricardo Batista, a 934,80 pontos. Ainda assim, Vilaça não escondeu alguma frustração: "Sinto que me roubou o primeiro lugar, mas, pior, é que foi muito feio e não foi justo. A parte bonita do desporto é sermos realmente justos e respeitarmo-nos uns aos outros, quem é mais forte do que nós e trabalhar para sermos melhores. Joguei justo toda a época. Custou-me muito no momento, estive ali um minuto depois da prova muito chateado com isso, mas não quis estragar o meu momento de celebração do título mundial por uma coisa feia que outra pessoa fez". O português de 26 anos não quer alterar o resultado da prova, mas entende que "provavelmente deveria ser feito algum tipo de protesto", para evitar que situações análogas manchem novamente a verdade desportiva. Vasco Vilaça garantiu a Portugal o primeiro título mundial de Elites masculino, juntando-se a Vanessa Fernandes, que o tinha conseguido no feminino, em 2007: Ricardo Batista completou o pódio mundial, que coloca o país como uma das nações mais competitivas do triatlo internacional. JN/MS


MILÉNIO | DESPORTO

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

BASQUETEBOL

33

AUTOMOBILISMO

Benfica vence GDESSA e conquista Noah Monteiro vence duas corridas em Supertaça feminina Jerez e fica a quatro pontos da liderança

F. C. Porto vence Sporting por 80-76 e conquista Supertaça O F. C. Porto, campeão nacional, conquistou a Supertaça Mário Saldanha em basquetebol, ao vencer o Sporting por 80-76 na 41.ª edição da prova, disputada no Pavilhão Desportivo de Albufeira.

Creditos: DR

F

rente aos detentores da Taça de Portugal, os "dragões", que sucedem ao Benfica no palmarés da prova, viraram o resultado, depois de terem chegado ao intervalo com uma desvantagem de 10 pontos (41-31). O F. C. Porto conseguiu a sua nona supertaça masculina e isolou-se no segundo lugar do palmarés, com mais um troféu do que a Ovarense, terceira, mas a distantes sete do Benfica, que lidera com um total de 16 conquistas. JN/MS

SUPERBIKES

O

filho do antigo piloto de Fórmula 1 Tiago Monteiro conquistou a pole position para ambas as provas, na quinta ronda do campeonato, e assinou ainda a volta mais rápida da segunda corrida. Na primeira prova, Noah Monteiro liderou todas as voltas e alcançou a sua primeira vitória na época regular, antes de repetir o triunfo numa segunda corrida marcada pelas temperaturas elevadas, com o asfalto a ultrapassar os 50 graus. Depois de controlar o andamento na corrida inaugural, o português voltou a gerir o desgaste dos pneus na segunda prova, conseguindo a volta mais rápida na fase final. "Era fundamental arrancar bem e colocar alguma pressão nos principais adversários e foi exatamente isso que consegui fazer. A partir daí, ganhei algum espaço e geri o andamento para não permitir qualquer ataque", explicou, sobre a primeira vitória do dia. "Trabalhámos muito no último mês e é um orgulho poder conquistar estes resultados, ouvir o hino de Portugal a tocar por duas vezes e agradecer o apoio de todos a partir do lugar mais alto do pódio", salientou. JN/MS

Creditos: DR

Creditos: DR

A

s encarnadas, que na época passada foram derrotadas na competição pela Quinta dos Lombos, chegaram ao intervalo da partida, disputada no Complexo Municipal de Desportos de Almada, a vencer por 39-17. O palmarés da competição é liderado pelo CAB Madeira, com sete troféus, seguido do Estrelas da Avenida, segundo com cinco, e de Benfica e Algés, com quatro cada. JN/MS

O português Noah Monteiro venceu as duas corridas do Campeonato Espanhol de Fórmula 4 disputadas em Jerez de la Frontera, em Espanha, ficando a quatro pontos da liderança da competição.

Creditos: DR

O Benfica, campeão e detentor da Taça de Portugal, conquistou pela quarta vez a Supertaça feminina de basquetebol, ao vencer o GDESSA por 73-31, em Almada.

Rali de Portugal fora do calendário do Mundial de ralis em 2027

Creditos: DR

O italiano Nicolò Bulega (Ducati) conquistou o título de campeão mundial de Superbikes, ao terminar em segundo lugar a segunda corrida principal da ronda italiana, em Cremona, na qual Miguel Oliveira abandonou por queda.

B

ulega terminou a 8,590 segundos do vencedor, o espanhol Iker Lecuona (Ducati), que completou as 23 voltas em 34.02,443 minutos, com o italiano Yari Montella, também em Ducati, a concluir em terceiro, a 12,724 segundos. O novo campeão precisava de terminar entre os cinco primeiros para assegurar o título e confirmou a conquista com mais uma presença no pódio, depois de tam-

bém ter sido segundo na corrida Superpole. "Estou incrivelmente feliz. Quero agradecer à minha equipa, porque me deu esta oportunidade incrível", disse Bulega. O italiano chegou aos 602 pontos, contra os 469 de Lecuona, dispondo de uma vantagem de 133 pontos quando faltam disputar as rondas do Estoril e de Jerez de la Frontera. Bulega é o segundo italiano a sagrar-se campeão mundial de Superbikes, após Max Biaggi, vencedor em 2010 e 2012. Lecuona, por seu turno, completou o pleno de vitórias em Cremona, tendo em conta que também tinha triunfado na primeira corrida principal, no sábado, e na corrida Superpole. Miguel Oliveira (BMW) desistiu na segunda volta da prova, após cair na curva 10, sem consequências físicas. O português arrancou do oitavo lugar da grelha e recuperou duas posições na partida, ganhando mais uma ainda na primeira volta, antes da queda que terminou com a sua participação. Foi o segundo abandono de Oliveira neste fim de semana, depois de também ter caído na primeira corrida principal. Na corrida Superpole, o português tinha terminado em oitavo, recuperando uma posição em relação ao lugar de partida e garantindo essa posição na grelha para a prova que viria a abandonar precocemente. Oliveira ocupa agora o 12.º lugar do campeonato, com 109 pontos, enquanto Montella é terceiro, com 269. JN/MS

Creditos: DR

Nicolò Bulega conquista título mundial de Superbikes após queda de Oliveira

O Rali de Portugal vai ficar fora do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) de 2027, revelou o Automóvel Club de Portugal (ACP), em comunicado.

“

Alteração de última hora força intervalo na presença de um dos mais emblemáticos ralis do campeonato do mundo, admitindo-se regresso em 2028", pode ler-se na nota enviada pelo ACP. O ACP revela ainda que, apesar de já haver data para o próximo ano, entre 13 e 16 de maio, "fruto de alterações feitas pelo promotor no último dia da preparação da próxima temporada do WRC, com o objetivo de a tornar geograficamente tão diversa e intercontinental quanto possível, o Vodafone Rally de Portugal foi uma das provas cuja calendarização foi afetada".

O organismo acrescenta ter já mantido "as primeiras conversas entre o Automóvel Club de Portugal e o promotor do WRC tendentes à avaliação da possibilidade do Vodafone Rally de Portugal voltar a integrar o Mundial de Ralis em 2028". Realizado pela primeira vez em 1967, o Rali de Portugal integrou o WRC desde a sua criação, em 1973, ano em que foi a terceira prova do calendário. Ao longo das décadas, afirmou-se como um dos eventos mais reconhecidos da modalidade, tendo sido eleito por cinco vezes como o melhor rali do mundo. Entre 2002 e 2006 esteve ausente do WRC, regressando em 2007 com uma edição disputada no Algarve. Desde 2009, mantém-se de forma ininterrupta no calendário mundial, sob organização do ACP. JN/MS


34

MILÉNIO | DESPORTO

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

Creditos: DR

FUTSAL

Benfica e Sporting em igualdade no primeiro dérbi do campeonato Benfica e Sporting empataram 3-3 no Pavilhão João Rocha, em jogo da 3.ª jornada do campeonato nacional.

O Creditos: DR

s leões abriram o marcador por Diogo Santos, mas Silvestre Ferreira empatou de imediato. Kutchy completou a reviravolta encarnada,

mas Wesley e o autogolo de Carlos Monteiro voltaram a dar a cambalhota do marcador. Cléber Souza marcou pelas águias e fixou o 3-3 final. Com este empate, o Sporting soma dez pontos, enquanto que o Benfica tem cinco pontos e um jogo ainda por disputar. JN/MS

FUTEBOL DE PRAIA

A seleção portuguesa de futebol de praia convocou hoje 12 jogadores para o Mundialito, que se disputará entre 09 e 11 de outubro, em Espanha, numa lista dominada por Vila Flor e Sótão, com cinco e quatro representantes, respetivamente.

E

m relação aos eleitos para a Superfinal da Liga Europeia, na qual os lusos terminaram no sexto lugar, o selecionador Bruno Torres chamou Alexandre Lança, do GRAP, num total de 12 atletas, tendo prescindido de Bernardo Lopes, Diogo Dias e Lourenço Costa, todos do bicampeão nacional Sótão.

Portugal estreia-se frente ao bicampeão mundial e sul-americano Brasil em 09 de outubro, numa 'poule' única em que também vai medir forças com a campeã europeia Espanha e o vice-campeão sul-americano Paraguai nos dias seguintes, sempre em El Puerto de Santa María, na Andaluzia. O Mundialito voltará a ser disputado três anos depois e foi conquistado pela última vez pelo Brasil, recordista de troféus, com 15, contra sete de Portugal, segundo país mais titulado e cujo derradeiro êxito aconteceu em 2019. NM/MS

Creditos: DR

Portugal convoca 12 jogadores para Mundialito

PROTEJA O SEU FUTURO MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA. 181 Cannon St. E. Hamilton 905.525.7088 costaswinecountry.ca

DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos. Não enfrente o sistema sozinho. Confie na experiência, no atendimento personalizado e resultados focados na qualidade

416-863-9311 | 212 King Street West, Suite 500, Toronto | hellerhunter.com


ALLY COMMERCIAL R E INC., BROKERAGE Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA 960 & 962 St. Clair Ave W, Toronto - PARA VENDA TONY NATALE, Broker of Record: 416.535.4500 | AMY FRANCO, Sales Representative: 416.894.4766 | ALLYCRE.COM | 416-323-8000 •Disclaimer: ImóvelThe misto comercial/residencial. • and Prédio misto comercial/residencial information contained herein has been provided to Ally Commercial R E Inc, from sources deemed reliable correct, however we do not warrant its accuracy or assume responsibility or liability of any kind whatsoever with respect to the accuracy of the information contained herein. All persons are advised to independently verify the information. The information herein is subject to errors, omissions, change of price, rental or other conditions, prior

•saleÍcone de Toronto: a famosa Doce Not Minho Bakery, edifícios • Frente de 11,4 metros or withdrawal at any time without notice. intended to solicit buyer(s) or seller(s) currently under contract with a brokerage. comerciais adjacentes e moradia personalizada. • 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3) • Um investimento único e chave na mão. Imóvel de tijolo em zona privilegiada Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas com forte potencial de rendimento e unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de valorização. Ativo misto ideal para fluxo rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiade caixa estável ou uso próprio numa res ou investidores institucionais. localização urbana de alta procura.

458 Markham St, Toronto - PARA VENDA

6 - 542 College St, Toronto - PARA VENDA

• Prédio misto com mais de 410 m² (4.427 sq ft)

• Ativo comercial de esquina

• 4 unidades residenciais + consultório dentário comercial no piso térreo (~130 m²)

• Área comercial de 1.642 sq ft (152 m²) • Arrendatário estabelecido com rendimento imediato

• Lote de 7,3 x 38 metros com 4 lugares de estacionamento

Oportunidade excecional de investimento num marco de arquitetura Edwardiana Clássica. Localização privilegiada no cruzamento da College Street com a Euclid Avenue, no coração de Little Italy. Oferece elevada visibilidade, fluxo pedonal constante e retorno estável com potencial de valorização a longo prazo.

Oportunidade única para investidores ou profissionais de uso próprio. Edifício emblemático de arquitetura clássica, com forte visibilidade de esquina, varandas privadas, cave ampla e elevado potencial de rentabilização ou reconversão residencial.

33 Eddystone Ave, Toronto - PARA VENDA

22A Ripley Ave, Toronto - PARA ARRENDAMENTO

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village

• Frente de 45 metros

• Rodeado por alta densidade residencial

• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo

Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

95 Pelham Ave, Toronto - PARA VENDA

1130 & 1136 Davenport Rd, Toronto - PARA VENDA

D L SO

• Oportunidade versátil para utilização própria ou rendimento

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina

• Edifício de 318 m² com portão de carga e 6 lugares de estacionamento

• Vistas espetaculares da cidade e do lago Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

Excelente localização comercial em Weston-Pellam Park, próxima do Junction Village. Inclui dois escritórios no piso superior e espaço operacional ideal para diversas atividades.

RESIDENTIAL DIVISION 4 Chudleigh Rd, Toronto

58 Marine Parade Dr

557 Nairn Ave, Toronto

29 Harvey Ave, Toronto

D D D L L L SO SO SO ALLY COMMERCIAL R E INC., BROKERAGE TONY NATALE, Broker of Record: 416.535.4500 | AMY FRANCO, Sales Representative: 416.894.4766 | ALLYCRE.COM | 416-323-8000 Disclaimer: The information contained herein has been provided to Ally Commercial R E Inc, from sources deemed reliable and correct, however we do not warrant its accuracy or assume responsibility or liability of any kind whatsoever with respect to the accuracy of the information contained herein. All persons are advised to independently verify the information. The information herein is subject to errors, omissions, change of price, rental or other conditions, prior sale or withdrawal at any time without notice. Not intended to solicit buyer(s) or seller(s) currently under contract with a brokerage.


36

MILÉNIO | DESPORTO

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

HOCKEY

Easton Cowan is breaking out for the Leafs

C

owan’s breakout momentum peaked during Wednesday night’s gritty 2-1 victory over the New York Islanders. Despite logging only 13 minutes of ice time, he impacted the pace of the game. In the first period, Cowan masterfully lugged the puck out of the offensive zone corner, drawing the attention of three Islanders defenders before slipping a pass to Nick Paul, who subsequently set up Colton Sissons for the game’s opening tally. Shortly after, Cowan buried a power-play rebound to notch his first goal of the season, which ultimately stood as the game-winner. It was merely a continuation of his season-opening effort on Tuesday, where he was temporarily promoted to the second line, engineered a third-period goal for William Nylander, and was trusted to replace Gavin McKenna during a crucial empty-net situation. And while it is early in the season, with three points in two games - Cowan currently leads the Maple Leafs in scoring. While his offensive production is strong, his defensive play has completely strengthened Toronto's bottom six. Hiller has put together a third line featuring

Cowan, Paul, and Sissons—a trio asked to shut down top opposing players while simultaneously driving offensive pressure. Cowan is the undeniable catalyst of this unit, serving as the primary offensive engine for the bottom six. His aggressive two-way play is so effective that Hiller has even trusted him with first-time NHL penalty-killing duties. In fact, the only thing preventing Cowan from a permanent promotion to the struggling second line alongside Nylander and John Tavares is just how crucial he has become to the third line’s newfound identity. His explosive start is a stark contrast to his rookie campaign last fall. Under former coach Craig Berube, Cowan navigated the typical growing pains of a young player, enduring unexpected healthy scratches amidst roster shuffling and veteran additions. Despite the instability, he absorbed valuable lessons from veterans like Scott Laughton and Max Domi, eventually recording 29 points in 66 games. His real turning point, however, arrived during a deep Calder Cup playoff run with the Toronto Marlies, an experience Cowan credits for his soaring confidence heading into this year. Coupled with a rigorous offseason dedicated to power skating, Cowan returned to camp noticeably faster. Teammate Bo Groulx marvelled at his explosive first few steps, calling him the team's best player against the Islanders. Beyond the physical upgrades, Coach Hiller is equally impressed by Cowan’s elite mental maturity and dedication to his diet, gym routine, and recovery. Although Hiller hesitates to compare him to current NHL superstars, one thing is sure: Easton Cowan has arrived, and his play is getting the league's attention. RS/MS

Creditos: DR

From the very first day of training camp, Toronto Maple Leafs head coach Jim Hiller knew he had something special brewing in Easton Cowan. Hiller’s initial assessment of the 21-year-old was simple but telling: he was an absolute "puck hound." The coaching staff challenged the young forward to merge his undeniable natural skill with a ferocious, relentless pursuit of the puck. Just two games into the new NHL season, it is abundantly clear that Cowan has taken that mandate to heart, establishing himself as one of Toronto's most dynamic and effective presences on the ice.

SC TORONTO 2026/27 INDOOR HOUSE LEAGUE SOCCER REGISTRATION IS ONGOING AGES 5-16

House league for all abilities

NOVEMBER TO MARCH

Weekly indoor soccer (futsal) games

PLAYOFFS & AWARDS

Season-ending competition and recognition

UNIFORM INCLUDED

Team jersey, shorts and soccer socks

REGISTER ONLINE

sctoronto.powerupsports.com

416.588.9355 | info@sctoronto.ca | sctoronto.ca

$325 FULL SEASON


2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

MILÉNIO | DESPORTO

37

BASEBALL

Jays looking to add significantly after disappointing season

T

in substantive discussions to acquire a prominent infielder prior to this past summer's trade deadline. Entering the winter, finding a more dynamic option to anchor the middle of the diamond remains a distinct priority as they look to build a more well-rounded roster. Offense and defense aside, the pitching staff also requires attention, and a familiar face may be the solution. According to Bannon, Toronto possesses a "real shot" at bringing back veteran righthander Shane Bieber. The former Cleveland Guardians ace, who won the 2020 American League Cy Young award, has

endured injury-plagued campaigns over the last two years. As a result, Bieber is reportedly open to signing a short-term contract to re-establish his market value. Following his arrival in Toronto at the July 2025 trade deadline, Bieber was a serviceable presence, logging 96 innings across 18 starts while posting a 4.03 ERA, a 1.25 WHIP, and a 7.6 K/9 strikeout rate. A low-risk, high-reward reunion could provide Toronto with veteran stability while giving Bieber the platform he needs to rebuild his stock ahead of a defining winter for the franchise. RS/MS

Creditos: DR

to a staggering 1.012 OPS. If the Blue Jays are truly committed to overhauling their offensive identity, outbidding the competition for Sato’s transcendent pop could be the ultimate game-changer for a franchise starved for over-the-fence production. The front office’s ambitions also extend to the infield dirt. While Ernie Clement and Andrés Giménez handled middle infield duties for much of the recent campaign, the organization appears eager he most glaring deficiency for the to explore upgrades. The Blue Jays’ de2026 Blue Jays was an anemic, power- sire to bolster this area is not a new destarved lineup. Toronto limped to the velopment; the club reportedly engaged finish line with a bottom-five overall offense and suffered the indignity of ranking dead last in Major League Baseball in home runs. To rectify this void, Mitch Bannon of The Athletic reports that Toronto is widely expected to make a major push for Chicago Cubs outfielder Seiya Suzuki, provided he hits the open market. Suzuki represents exactly the type of thumping presence the Blue Jays desperately crave. Having established a track record of tremendous consistency, the veteran has eclipsed the 20-homer plateau in four consecutive seasons. Armed with a formidable .823 career OPS, Suzuki would instantly transform the complexion of a batting order that spent the entire summer searching for a spark. Suzuki is not the only high-profile slugger on Toronto’s radar. Bannon also indicates that the Blue Jays are poised to show serious interest in Japanese phenom Teruaki Sato. The 27-year-old Hanshin Tigers star has evolved into one of the most feared hitters in Nippon Professional Baseball. This past season, Sato unleashed absolute havoc on opposing pitching, launching 37 home runs and driving in 100 runs across 136 games. More impressively, he slashed his way No sooner did the Toronto Blue Jay’s disappointing season come to a close this past Sunday did the their front office waste absolutely no time turning the page. The organization’s eyes are already fixed on the upcoming free-agency period, knowing full well that significant changes are required if they hope to return to being competitive. A winter of aggressive pursuit is looming, and a clear blueprint is beginning to emerge.

O Conforto do seu Lar, com os Cuidados que Merece. Apoio personalizado e cuidados compassivos para o ajudar a manter-se na sua própria casa com segurança.

Tenha a tranquilidade que só um advogado experiente pode oferecer Fernando Martins é advogado e notário público com mais de 30 anos de experiência a servir clientes no Canadá, Portugal, Brasil e em todo o mundo. MARTINS LAW FIRM especializa em: Os nossos serviços de apoio domiciliário incluem: ✓ Cuidados pessoais e higiene

✓ Companhia e apoio emocional

✓ Apoio à mobilidade

✓ Recados e consultas

✓ Preparação de refeições e alimentação

✓ Descanso do cuidador

✓ Apoio na medicação

✓ Cuidados pós-cirúrgicos e de reabilitação

✓ Limpeza ligeira da casa

✓ Cuidados de demência e paliativos

FALE CONNOSCO SOBRE COMO PODEMOS AJUDAR A SUA FAMÍLIA

3200 Dufferin Street, Suite 308 416-495-9000 | info@umsmed.ca umsmed.ca

Imigração: Todas as áreas da lei de imigração canadiana, incluindo: • residência permanente • entrada expressa • residência temporária • pedidos de cidadania • renovações de cartão de residente permanente • apelos ao Tribunal Federal • apelos de ordens de deportação • LMIAs Direito Criminal: incluindo assaltos, agressões e roubos; crimes de condução sob influência de álcool ou droga; assédio. Testamentos e Procurações (Powers of Attorney) MARTINS LAW FIRM preocupa-se com os melhores resultados possíveis. O nosso objetivo é prestar soluções honestas e uma abordagem altamente personalizada e de alta qualidade para cada caso. Fernando Martins tem representado clientes no Tribunal Federal, Tribunal Superior de Ontário, Tribunal de Justiça de Ontário e Immigration Appeal Division.

905 College Street, Toronto | 416-536-5488 fernandomartins@martinslawfirm.ca | martinslawfirm.ca


Jack Oliveira Business Manager Luis Camara Secretary Treasurer

Nelson Melo President

Marcello DiGiovanni Vice President

Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jaime Cortez E-Board Member

David McCluskey E-Board Member


mileniostadium.com

39

2 a 8 de outubro de 2026

Credito: DR

Centro Comercial Bayview Village entra numa nova era após profunda remodelação

O Bayview Village está a entrar numa nova era com a conclusão da sua profunda remodelação interior, projetada por Antonio Tadrissi, mais de 60 anos após a sua abertura inicial como um centro comercial ao ar livre.

A

sua transformação será integrada num empreendimento de uso misto liderado pelo QuadReal Property Group. A remodelação inclui azulejos de mármore artesanal dispostos em padrão espinha de peixe (chevron), pormenores em latão e cobre, assentos infinity feitos à medida e tetos em estuque veneziano apli-

cados à colher de pedreiro, explica um comunicado. Destaca-se também um novo lustre "Big Bang" que ancora a Praça Central (Centre Court), enquanto a escultura de dois andares "Lady Flamingo" se ergue como uma instalação artística dentro do Bayview Village. Várias figueiras-lira (Ficus) de interior estão integradas em todo o novo design. Localizado no cruzamento da Bayview Avenue com a Sheppard Avenue, o centro alberga mais de 90 lojas de luxo, restaurantes, boutiques e conceitos de bem-estar. A conclusão da remodelação interior do Bayview Village marca um marco na rein-

terpretação do plano diretor global de 22 acres, que introduzirá novas ofertas residenciais, comerciais e de espaço público, acrescenta o comunicado. Concebido como duas vilas distintas, mas interligadas, o empreendimento desenrolar-se-á por fases, estando atualmente em curso a construção da North Village, a primeira fase da reurbanização. Uma alameda comercial ao ar livre tornar-se-á a espinha dorsal social do distrito, ligando três novos edifícios residenciais ao centro comercial remodelado e a um parque público de 40.000 pés quadrados (cerca de 3.700 metros quadrados) na sua extremidade. Uma fase futura ao longo da Sheppard Avenue, a South Village, introduzirá um novo distrito focado nos peões. Quando concluído, o plano diretor adicionará mais de um milhão de pés quadrados de espaço residencial e mais de 100.000 pés quadrados de nova área comercial. DCN/MS

Read in English

EllisDon nomeada empreiteiro geral para a gigafábrica de St. Thomas; conclusão prevê-se agora para 2029 A PowerCo Canada nomeou a EllisDon Corporation como empreiteira geral (general contractor) para a sua gigafábrica de $7 mil milhões em St. Thomas, assinalando um marco fundamental à medida que o projeto avança para a sua próxima fase de construção.

O

projeto passa agora para as fases de infraestrutura central e estrutural que vão suportar a futura produção. Os trabalhos incluem a estrutura exterior do edifício de produção (building shell), instalações mecânicas, elétricas e de canalização, sistemas de energia e utilidades, e serviços de apoio ao local. Cerca de 60 trabalhadores da EllisDon encontram-se atualmente no terreno, prevendo-se que o número aumente para cerca de 1.300 trabalhadores no pico da obra, a par de pessoal adicional a apoiar atividades paralelas do projeto, refere o comunicado. Com 1,5 milhões de pés quadrados (cerca de 140.000 metros quadrados), a fábrica terá o tamanho de 210 campos de futebol apenas no edifício fabril. Todo o parque in-

dustrial abrange 1.500 acres, o equivalente a uma área de 850 campos de futebol. "A instalação da PowerCo representa um investimento transformador no futuro industrial do Canadá, e a EllisDon orgulha-se de desempenhar um papel na sua concretização", disse Max Mantha, presidente da área de construção da EllisDon, em comunicado. "Como empresa com sede no Canadá e detida pelos próprios funcionários, estamos empenhados em construir a infraestrutura que ajudará a apoiar o crescente setor de fabrico de veículos elétricos e baterias do Canadá. Este projeto criará oportunidades para trabalhadores qualificados, empresas locais e comunidades em todo o sudoeste de Ontário, e estamos ansiosos por trabalhar com a PowerCo e os nossos parceiros neste empreendimento emblemático." A primeira pedra do projeto foi lançada em 2025, com a Magil Construction Canada a liderar a construção das fundações de três edifícios principais e o Steelcon Group of Companies a fabricar e a montar os componentes de aço estrutural. A PowerCo declarou que está também a alinhar o calendário do projeto

e a estratégia de produto "com a evolução da procura de mercado, os avanços tecnológicos e a estratégia a longo prazo do Grupo Volkswagen". Espera-se agora que as instalações de St. Thomas iniciem operações em 2029. A PowerCo tinha indicado anteriormente que a produção inicial de baterias estava prevista para 2027. "A gigafábrica de St. Thomas continua a ser uma peça fundamental da nossa estratégia para a América do Norte", afirmou Joel Karlsberg, diretor de compras da PowerCo Canada. "Continuamos a construir agora, enquanto determinamos como e quando a instalação aumentará de escala ao longo do tempo. Trata-se de acertar o ritmo — e não de dar um passo atrás — para proteger o nosso investimento a longo prazo, apoiar os empregos regionais e posicionar o Canadá, Ontário e St. Thomas para beneficiar num mercado dinâmico e em evolução." DCN/MS

Feiras de carreiras em profissões qualificadas "Level Up!" já estão em curso O governo de Ontário anunciou o arranque da quinta edição anual das feiras de carreiras em profissões qualificadas Level Up!, com o objetivo de dar a conhecer a estudantes, famílias e quem procura emprego as carreiras com elevada procura no setor das profissões qualificadas (skilled trades). Através de eventos com a duração de vários dias planeados para 12 comunidades, prevê-se que as feiras de 2026 cheguem a mais de 60.000 pessoas, incluindo sessões de portas abertas e exposições interativas para inspirar a próxima geração de trabalhadores, refere um comunicado. As feiras mostram dezenas das 144 profissões qualificadas de Ontário através de demonstrações práticas, exposições e conversas com empregadores, sindicatos e entidades de formação. Todas as sessões de portas abertas são gratuitas e decorrem das 15h00 às 19h30 nos seguintes locais: •

Kingston — 29 de setembro

•

Barrie — 6 de outubro

•

Timmins — 14 de outubro

•

Thunder Bay — 21 de outubro

•

Sudbury — 28 de outubro

•

Hamilton — 3 de novembro

•

Windsor — 11 de novembro

•

London — 17 de novembro

•

Ottawa — 24 de novembro

•

Oshawa — 1 de dezembro

•

Mississauga — 8 de dezembro

Ontário conta agora com mais de 94.000 aprendizes ativos, o número mais elevado em mais de uma década, à medida que mais pessoas escolhem carreiras nas profissões qualificadas. Até 2035, prevê-se que cerca de uma em cada seis ofertas de emprego em Ontário seja numa ocupação relacionada com profissões qualificadas. CCN/MS

Read in English Read in English


40

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

MIRADOR ARTISTRIES COLLECTIVE FEATURE Mirador Artistries Collective (MAC), is a group of Canadian artists that acknowledges a broadly shared cultural past from the Portuguese-speaking world (Lusophony) while also looking to our present and future for inspiration. With an inclusive curatorial goal of artistic excellence, the collective is a platform that aims to showcase creations that reflect the complexities and aesthetics of communities/individuals while also considering relevant sociological issues. Mirador supports and promotes the work of its members and a broad network of community and collaborators in English and/or Portuguese, by serving as an arts presentation pathway for publication, exhibition, special events, and promotion We thank Milénio for graciously providing this space for this cultural endeavour. Submissions should be doublespaced in Times New Roman 12 pt font and should not include any identifying information about the author in the submission itself. Your identifying information will be entered in the portal and will not be visible to the readers of your submissions In reviewing submissions for this feature our thematic scope is broad and inclusive and can range from migration experiences, socio-political critical accounts, cultural and historical memory, trans-cultural intersections and recreations, inter-generational conflicts, trauma, aging, feminism, masculinity, colonialism, or any other subject. Submissions can be in English or Portuguese and should be original and previously unpublished. Work generated by AI will not be accepted. Work previously presented in whole or part on personal web pages, blogs, or social media feeds by the authors is acceptable. All submissions should be respectful of diversity—language that is deemed sexist, racist, homophobic or oppressive in any other way is not welcome.

Submissions deadline for the next features is October 31, 2026.

EMANUEL MELO Emanuel Melo was born in the Azores and lives in Toronto since the age of nine. His short stories have been published in Cleaver Magazine, Gávea-Brown, Filamentos, Writers of the Portuguese Diaspora in the United States and Canada: An Anthology, Memória: An Anthology of Portuguese Canadian Writers, and Here & Elsewhere: An Anthology of Portuguese Canadian Writers. He writes about his Azorean-Torontonian identity on his blog, https://thetorzorean.com/

Photos: Gilberto Prioste

Revisiting Little Portugal times a week to buy papo secos, malassadas, bolos levedos, suspiros, biscoitos. The bakery never opened on Sundays and his parents admired the baker for keeping the Sabbath. Despite this, on Sundays, his father would go to Padaria Brasil to buy a biscoito de massa or a biscoito de pão which they would enjoy after church. Luis was not happy to see that the bakery had recently been changed to Brockton Everything that is good, eventually Village Bakery. While still selling pasteis comes to an end. “Tudo que é bom vai de nata and all the traditional Portuguese acabando,” he remembers his mother bakery fare, it felt like a letting go of the saying it one day when he told her that past. The name of something is important the Dundas Portuguese Bakery was clos- for identity, he thought. ing. The For Sale sign shocked him the day he drove all the way to the west end It was the end of an era. “Já está irreconto buy bolos levedos. Luis remembered hecível,” his mother added. The neighhow his father would go there several bourhood they lived since the 1970s was Luis Silva likes to meander through Little Portugal whenever he has the time to revisit the place of his childhood. It wasn’t called Little Portugal, then. It was just the neighbourhoods where the Portuguese lived in Toronto, before families started to move away to other places such as Brampton, Vaughan, and Mississauga. That was a long time ago.

no longer recognizable. She remembered the times when she and Luis’ father delivered two weekly Portuguese newspapers, Nove Ilhas (now defunct) and O Milénio, to Portuguese businesses all over the city. Luis tells her about all the changes he sees on his walks to visit her. When she was still able, Luis’ mother would walk from her home on Atkins to the corner of Dundas and Brock, where she would do her grocery shopping at Mercearia Vitória. She enjoyed having a conversation with the couple from São Miguel who owned the store. She liked Walter, the delivery boy who brought the boxes of groceries to her house, and liked him even more after the day when she tripped and fell at the store, and he


helped by going to get her husband to drive her home. Luis remembers these details whenever he walks by Bikes on Wheels, still seeing in his mind the busy Vitória Supermarket that once graced that space. Other times, his mother walked a bit further east on Dundas to A Ribeirinha, where Luis went once in a while when he felt nostalgic for inhames from São Miguel. This small supermarket was also gone, replaced by Bairrada Churrasqueira, where Luis would get a chicken dinner for his mother when she couldn’t cook as much anymore.

41

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

ception. His mother lamented their closure, “Acabou a Alcoa, faziam uma coisa linda.” She said, describing their beautifully delicious pasteis de bacalhau and rissois de camerão.

Luis remembers a Portuguese bookstore on Dundas Street West that went out of business back in the 1980s after the owner got sick and died. He loved going there on Saturday afternoon and still has the beautiful hardcopy of Victor Hugo’s Nossa Senhora de Paris he bought at the goingout-of-business sale. The store felt sad and empty without the gregarious owner Eventually, Knob Hill Farms came to whose name Luis never knew. Lansdowne until it closed and was replaced with a No Frills. Luis’ mother start- The Dundas Portuguese Bakery builded to do all her grocery shopping there, as ing will be torn down, as will the Ryan & did all her friends, because the price dif- Odette Funeral Home next to it, where his maternal grandmother and his father had ference was “uma diferença doida.” their viewings. All memory of this quiet, Luis walks by the barber shop where he unassuming store front which has served and his father used to go for so many years. the Portuguese community for decades It felt comforting to sit in the barber’s chair will vanish from memory as will the fuand listen to the barber and his other clients neral home that often became the last talk in Portuguese while the TV was on and place you went to pay your respects for the sounds of Portuguese soccer or a Brazil- many of the people who had walked the ian telenovela filled the air. It was now The neighbourhood and gave it life. Pantyhose Barber, run by a young woman who barbered there. She had bought the Luis imagines that these spaces will be business from her uncle. Luis tried the new replaced with condos which will surebarber once, but never went back again. It just wasn’t the same.

ly superimpose their bland, uninspired fewer and fewer houses, and the sprinkarchitecture over the memory of the van- ling of shops that remain along the streets of Little Portugal. It’s still something, and ishing old neighbourhood. as long as he’s alive, Luis will remember As Luis meanders on his trip down mem- the past, too. ory lane, his mental list of changes in the Luis starts to feel tired from so much area grew into a somber Litany of Loss. walking and when he gets to the new Café But loss is also a chance for rebirth; there Belém on College, he goes in to enjoy a is a new presence of the Portuguese galão. He still likes to use the colloquial throughout the city and Luis likes to takes term for the latte written on the blackit all in. In one way, it feels like an eras- board menu behind the swanky counter. ing and forgetting of the neighbourhood he loved, but in another sense, it comforts While he sits in the bistro style chair, him to still see the presence of his Portu- enjoying the warmth of the galão, he guese heritage still reinventing itself and gazes across the street to where one of his favourite restaurants used to be, Perla. It thriving in the city he loves. was run by a family and it served the best Saudade Toronto just recently opened home-cooked Portuguese meals. It was in their new location across from Trinity the place he went to whenever he felt the Bellwoods Park on Dundas Street West; need to return to the west end of the city Café Belém, near Euclid, on College, with and, as the Portuguese say, matar saua restaurant of the same name on Oak- dades. wood north of St. Clair, and Mercado restaurant on Caledonia, are just a few of He wonders how much longer his moththe new faces of the Portuguese for these er will be able to remain in her home. At her age, the end will come inevitably, and times, post-immigration. then the last human link he has with the These thoughts reassure him that the leg- west end will be gone. Luis hopes there acy of his family’s immigration from the will still be many more times for him to Azores to Toronto will not be totally for- have a reason to visit the west end and gotten. It will remain in the azulejos on relive the past memories of growing up in Little Portugal.

Then there was Bentos Car garage at the corner of Sheridan and Dundas. His father went there for the last time to buy pnéus, tires on sale, when he was already sick with cancer but still cared about the maintenance of his car. Now there’s a low-rise condominium with one of the best restaurants in the west end, Good Fork, which Luis likes to go to for lunch with friends.

Michael do Carmo Baptista Michael do Carmo Baptista grew-up in the Portuguese community of Kitchener, Ontario. At eighteen, he moved to Toronto and obtained a Bachelor’s and Master’s degree in literary studies from the University of Toronto.

Another place gone is M&M Supermarket. “Era uma loja que vendia comida feita,” his mother reminds him. As if he didn’t know. Luis would go there for Portuguese food take-out, self-served from a long buffet table right between grocery shelves that stocked detergents and other chemically-smelling, house-cleaning product that competed with the scent of hot delicious food. Although from another neighbourhood, Luis liked going to Alcoa Bakery, on Davenport Road, because they had catered his father’s post-funeral re-

His experiences of living in Kitchener and Toronto's Portuguese communities influence his creative work.

the things i measure at night (12:22) the weight of yellow (of daffodils crowding the wedding cake my mother wanted roses of colour swatches /nursery, neutral — of bouquets, heads bowed, in a crystal vase the restlessness of wine (of vineyards across the street, waiting a toast that doesn’t come of grapes dangling /across my shoulders — of a shawl, fringed edges, calling me to dance the acidity of pencils (arranged, by size, on a tray subtle Portuguese notes of words unwritten /intensifying — of a slow roast, my spit over the fire

Sonia Nicholson Sonia Nicholson’s work has appeared in Inspirelle, Literary Heist, Pinhole Poetry, Heimat Review, Rivanna Review, The New Quarterly, Arquipélago Press, and others. Her writing explores themes of memory and identity and is influenced by her 17 years of experience in archives. A Portuguese Canadian, she was born and raised in Osoyoos, British Columbia. She holds a Bachelor of Arts Degree in French and Spanish from the University of Victoria and calls Victoria home. Her debut novel Provenance Unknown was published in 2023 (Sands Press) and 2025 (She Rises Studios). She is also the author of a poetry chapbook, Asleep/Awake (Stripes Literary Magazine). In 2026, she launched Andorinha Press and serves as Editor-in-Chief.


42

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

Credito: DR

Gossip

LUXO

A 30.ª gala dos Globos de Ouro 2026, que decorreu no sábado (26) no Coliseu dos Recreios, celebrou e premiou o que de melhor se faz em Portugal ao nível das artes. A grande novidade este ano foram os prémios especiais de 30 Anos, que reconhecem quem se destacou em determinadas áreas. Na categoria Humor, o escolhido foi Ricardo Araújo Pereira. Ao subir ao palco, o apresentador do programa da SIC, "Isto é Gozar com quem Trabalha", mostrou-se surpreendido pelo prémio e fez questão de referir no seu discurso improvisado outros nomes fortes do humor no nosso país. "Obrigado [... ] que idade é que vocês acham que eu tenho!? Tenho 52 só, estou careca e tal mas há 30 anos eu tinha 22, não estava a fazer nada. Está aí a Maria Rueff e a Rita Blanco que têm uma carreira longa.", adiantou. Nas redes sociais, Maria Rueff, agradeceu a RAP a sua nomeação no discurso e comentou o assunto, referindo que, sem retirar o mérito que o humorista tem na sua arte, há vários nomes que podiam ter sido destacados por terem uma carreira mais longa. "Há trinta anos quem fazia humor na SIC eram, para além do Herman e de alguns pares já desaparecidos, eu, a Ana Bola e a Marina Mota. [...] Maria Rueff refere que a intenção de publicar a sua opinião não é "cuspir mágoas" nem "tirar lugar aos novos de quem tanto gosta". "Serve este texto sim, para não permitir a queima de arquivo, sinal de uma aviltante falta de memória e quem sabe por ser/sermos mulher(es), sinal também do regresso, ou melhor, de um infelizmente nunca extinto-Machismo!", concluiu.

Cristina Ferreira viajou até aos Estados Unidos. A apresentadora da TVI acompanhou o namorado, João Monteiro, ao casamento de um amigo de longa data, George Burroughs Cartledge IV. João e o noivo conheceram-se numa universidade do país há cerca de uma década. Cristina apostou num vestido com um corte mais sóbrio. A peça vermelha era até aos pés e tinha uma capa que cobria a parte de cima. A cara da TVI escolheu também acessórios dourados. Já João Monteiro usou um smoking preto feito por Paulo Battista. "O casamento do amigo americano", escreveu Cristina na legenda de uma das partilhas que fez nas redes sociais.

RIR DO ÓDIO

Credito: DR

Credito: DR

MACHISMO!

PIADA? TALVEZ NÃO.

Nuno Markl marcou presença no programa da SIC, "Isto é Gozar com quem Trabalha", onde foi entrevistado por Ricardo Araújo Pereira. O humorista falou sobre os AVCs que sofreu no ano passado e sobre alguns comentários menos positivos com os quais têm de lidar. "Há uns comentários que me dão vontade de rir. O ódio agora dá-me vontade de rir. Há pessoas a dizer: «Sim senhor, todo contente, assim vale a pena ter AVCs», referiu o radialista. “Eu senti necessidade de dizer nos Globos de Ouro que isto é uma merda. Não é agradável ter meio corpo que não funciona como antigamente", esclareceu o comunicador. Credito: DR

Sónia Tavares recorreu às redes sociais para criticar as palavras de António Leal e Silva. O comentador fez as suas habituais análises aos looks das celebridades na sua página de Instagram mas a cantora decidiu contestar e apontar o dedo a esta atitude. Em causa estava a roupa que Filipa Nascimento usou na gala dos Globos de Ouro. A atriz escolheu usar uma saia preta e um top branco curto, que tapava os ombros e parte dos braços, e deixava à mostra a barriguinha de grávida. "Não sei o que é que aconteceu, é um colete de forças!? Está com problemas do foro psiquiátrico? Está contida para não atacar ninguém na festa? Esta isolada, tem que ser isolada? Não percebo amor, não consegui perceber esse fato filha, não chego lá. Sou muito estúpido que não consegui chegar lá, querida. Mas parabéns, beijinhos, vá para casa querida", referiu António Leal e Silva. Sónia Tavares resolveu reagir às palavras e partilhou a sua opinião: "Enquanto andamos todos atarefadíssimos a apontar o dedo aos humoristas deste país, vamos achando um piadão a António Leal e Silva. Mas se calhar sou eu que sou muito estúpida e não chego lá…", disse a cantora. Na caixa de comentários há várias figuras públicas a apoiar as palavras de Sónia.

SPORTING 28

Credito: DR

Francisco Monteiro foi um dos grandes protagonistas da gala de domingo, 27 de setembro, do "Big Brother All Stars". O concorrente fez a sua curva da vida e pela primeira vez assumiu publicamente ter passado nos últimos meses por sérias dificuldades financeiras. No "Big Brother 2023" ganhou um prémio de 100 mil euros que podia ter mudado a sua vida, mas em vez disso, por culpa própria, a partir daí a curva foi "bem descendente". Francisco Monteiro "perdeu tudo", incluindo os 100 mil euros que tinha ganhado no "BB 2023. Esta catástrofe financeira começa quando eu me apanho com muito dinheiro na mão, com demasiado tempo livre, pouca ambição", assumiu. "Nunca teve a ver com álcool, drogas, mas tudo o que chegava à minha mão era um sopro autêntico.", disse, confessando que se sente "o gajo mais burro do mundo com dinheiro". Recentemente, Francisco Monteiro voltou a entrar numa fase feliz ao conhecer a atual namorada, Andrea, com quem chegou à fala através do Instagram. "Rapidamente percebi que tinha encontrado a coisa mais preciosa da minha vida. [...] A pessoa que sempre sonhei encontrar tinha aparecido na minha vida na pior altura possível e imaginária", contou, revelando em seguido o conselho que o irmão, João Monteiro, namorado de Cristina Ferreira, lhe deu. "Ou tu mudas a tua vida ou vais acabar por perder o maior diamante que te apareceu à frente", citou o concorrente de "Big Brother All Stars", lembrando assim as palavras do irmão.

Credito: DR

CURVA DA VIDA

Dolores Aveiro não faltou ao jogo de Portugal conta o País de Gales, na passada quinta-feira, dia 24 de setembro, que decorreu em Alvalade. Na ocasião, a mãe de Cristiano Ronaldo acabou por ser surpreendida pelo presidente do clube do seu coração, o Sporting. Frederico Varandas ofereceu a Dolores Aveiro uma camisola oficial dos leões e o momento ficou gravado num vídeo que foi depois publicado nas redes sociais. Dolores Aveiro não falha no apoio à seleção nacional, onde está a jogar o filho, Cristiano Ronaldo, e faz sempre questão de desejar boa-sorte à equipa.


MILÉNIO | ENTRENTEMINTO

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

43

Sudoku

Palavras cruzadas

14

11

15 9

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

2

2

10

9 8

3

4

8

4 3

8 12 7

1

2 8

6

9

1

7 8

2

6

1

13 (frases melódicas) 9.Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo 10. Descansar em estado de sono 11.Seguir por um caminho ou percorrê-lo andando a pé 12. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico 13. Entregar em troca; permutar 14. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição 15. Provocar hipnose em alguém

Rosa's Portuguese Kitchen

Alheira com Grelos e Ovos no Forno

Credito: MDC Media Group Inc.

1. Analisar questionando; levantar questões a respeito de (algo); examinar detalhadamente 2.Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder 3.Reunir em uma só todas as partes que não têm ligação natural entre si 4.Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo) 5.Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar 6.Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas 7.Representar por meio de caracteres ou escrita 8.Expressar-se vocalmente por meio de

1

3

5

1

3

3 7

2

9

5

1 5

3

6

3 6

5

Jogo das 10 diferenças

Ingredientes • 2 alheiras • 1 molho de grelos cozidos, picados • 2 ovos • 2 dentes de alho picados • Azeite • Sal e pimenta-preta q.b.

Caça palavras

W F G S R I M O T C F M U Q P K G Q F F G U E R R A E R Z B L B X B S X D M A N Q D T G U E R B A H A A U B H Y R C R B D A W V H I N N A Z N O T A K A T T I L F C D L E O P T N R D N L T L A A I H G T B N D F I E R C O R S A O V I W R E W C M E E P G N L F I C D E R A S I K P V O T N X D I Z M G V L L A S K M H E X A A W E K O U A T R X E H R Q T S M D A N N T M E O D W E X L X Z I R M S P D P R G S N N B C G O MM Q E C O N O M I A P H E S Q W

NOVA ORDEM V I DA M U DA NC A S NO T I C I A S MUNDIAL GUERRA A L I M E N TA R E C O NO M I A DEMOGRAFIA REMEDIOS GRANDE C I DA D E TRABALHO P E R S P E C T I VA

espalhando-os uniformemente. Coloque as alheiras sobre os grelos e pique cada uma várias vezes com um garfo. Picar as alheiras ajuda a evitar que rebentem durante a cozedura.

Leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante aproximadamente 15 minutos. Numa frigideira à parte, estrele os ovos, deixando as Modo de preparação gemas macias e cremosas. Retire as alheiras do forno e coloque um ovo estrelado por Pique grosseiramente os grelos cozidos. cima de cada uma. Aqueça um fio de azeite numa frigideira e salteie o alho picado até começar a libertar Deixe repousar durante alguns minutos e aroma. Junte os grelos picados e salteie dusirva de imediato, acompanhado de pão rante cerca de 5 minutos. Tempere com sal e rústico, se desejar. Um fio de azeite virgem pimenta a gosto. extra antes de servir realça ainda mais os sabores. Não deixe o alho queimar. Deve ficar apenas ligeiramente dourado. Coloque os gre- Bom apetite! los salteados no fundo de uma assadeira,


44

2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

artesonora artesonora Paulo Perdiz

Entre o Mistério e a Provocação: Visita ao

Aos sábados 7h30am

Credito: DR

U

ma das primeiras perguntas que surgem durante a visita é inevitável: afinal, sabe-se quem é Banksy? A resposta continua a ser simples… não. O mistério que envolve a sua identidade real é parte integrante do seu mito. Enquanto alguns visitantes gostariam de desvendar a pessoa por detrás da assinatura, muitos preferem que a sua identidade permaneça oculta, preservando a aura de mistério que envolve cada nova intervenção. O que a história documenta é que Banksy começou a deixar a sua marca nas paredes de Bris-

tol, no Reino Unido, por volta de 1993 ou 1994. Entre 1996 e 1997, integrou uma crew de graffiti e viajou até à região de Chiapas, no México, onde pintou em contexto social associado ao movimento zapatista. Esse contacto inicial moldou o seu compromisso artístico com as causas sociais e políticas. Ao longo dos anos, o seu trabalho expandiu-se da Grã-Bretanha para França, Itália, Estados Unidos e Médio Oriente. Além dos murais clandestinos, Banksy realizou intervenções em espaços públicos, criou esculturas e chegou a ser nomeado para um Óscar pelo documentário Exit Through the Gift Shop. Ao percorrer as salas do museu em Lisboa, fica evidente que a arte de Banksy funciona como uma cebola: cheia de camadas de significado que exigem tempo e reflexão para serem descascadas. A figura infantil é recorrente. As crianças surgem como símbolos interligados de esperança, imaginação e da ideia de que o futuro pertence às novas gerações. Exemplo disso é a emblemática obra Rapariga com Balão (2002). A imagem da menina que deixa fugir, ou tenta alcançar, um balão em forma de coração tornou-se um ícone universal sobre a fragilidade e a persistência dos afetos humanos. O estilo de Banksy é frequentemente comparado ao humor ácido dos Monty Python. Na obra Valentine’s Day Mascara (2023), o artista aborda o tema severo da violência doméstica: uma dona de casa dos anos 50, com um olho negro e um dente

partido, sorri satisfeita enquanto "esconde" o seu agressor dentro de um frigorífico real abandonado no lixo. O sorriso reflete a libertação de uma relação abusiva, desconstruindo a imagem romantizada da vida doméstica. A ironia estende-se ao próprio sistema das belas-artes e ao consumismo. Em Art Buff, Banksy brinca com o termo usado no graffiti para a remoção de pinturas, desenhando uma mulher a contemplar um pedestal cuja estátua foi apagada. Já em Show Me the Monet, o artista recria o famoso lago de lírios de Claude Monet, mas acrescenta-lhe dois carrinhos de compras e um cone de trânsito a flutuar na água, denunciando o impacto do consumo desenfreado no meio ambiente. Banksy é também um opositor das guerras e do autoritarismo. Num dos murais criados na Ucrânia, A Luta de Judo, uma criança pequena projeta ao chão um homem adulto praticante da modalidade, numa alusão direta a Vladimir Putin. A figura infantil volta a surgir como a força capaz de derrubar regimes opressores. Outro ponto alto da sua intervenção política foi a fundação do The Walled Off Hotel, na Palestina, junto ao muro que separa a Cisjordânia de Israel. Anunciado ironicamente como o hotel com “a pior vista do mundo”, o espaço acolhe obras como o mural da Guerra de Almofadas, onde um soldado e um civil lutam com almofadas em vez de armas, ridicularizando a violência militar. A visita

ao Museu Banksy em Lisboa termina, inevitavelmente, com uma piscadela de olho à famosa expressão Exit Through the Gift Shop (Saída pela Loja de Souvenirs). Mesmo na despedida, o espírito do artista lembra-nos de questionar a mercantilização da própria arte. Sair desta exposição é passar a olhar para as paredes da cidade com outros olhos. Mais do que uma galeria de imagens provocatórias, o museu oferece uma experiência imersiva que nos desafia a pensar sobre o poder do graffiti como voz de resistência e transformação social.

Sábado às 10:30am | domingos 10am.

Credito: DR

Lisboa é uma cidade onde a arte urbana ganha vida a cada esquina, mas há um espaço no coração da capital onde o graffiti, a crítica política e o humor britânico encontram-se de forma única: o Museu Banksy. Ao visitarmos esta exposição imersiva, somos convidados a mergulhar no universo de um dos artistas mais enigmáticos e influentes dos nossos dias. No espírito da célebre máxima atribuída ao próprio artista “Os direitos de autor são para falhados”, a exposição apresenta-se de forma aberta e orgulhosamente “100% não autorizada”, tendo sido organizada sem o envolvimento direto do criador. Ainda assim, ao longo de mais de 100 reproduções, instalações de vídeo, murais e projeções, a experiência proporciona um olhar profundo sobre a mente e as causas que movem o lendário artista de rua.

Credito: DR

Museu Banksy em Lisboa


2 a 8 de outubro de 2026

mileniostadium.com

CARNEIRO 21/03 A 20/04 Durante este período a sua fogosidade encontra-se no auge exigindo o máximo das suas relações afetivas. A sua combatividade e energia também estarão muito acentuadas, o que, de algum modo, poderá originar algumas situações mais conflituosas, inclusive com os filhos, pelo modo agressivo e menos oportuno com que atua.

LEÃO 22/07 A 22/08

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Esta semana sentirá uma forte necessidade de reconstituir o seu passado naqueles pontos mais obscuros das suas raízes. Contacte pessoalmente ou por escrito as pessoas da sua família ou amigos que possam ajudar a esclarecer essas dúvidas ou incertezas, alcançando, assim, uma maior tranquilidade e paz de espírito.

Marte vai trazer ao seu intelecto uma maior criatividade e ação. Ideias, planos e inovações surgirão sem esforço da sua parte, e desejará manifestá-los perante os outros. Defenderá, com todas as suas forças, os seus pontos de vista e argumentará com convicção a favor da "sua" razão. Para evitar dissabores ou derrotas, tente convencer os outros pela persuasão e não pela imposição.

VIRGEM 23/08 A 22/09

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Ao longo deste período vai passar por uma fase bastante nebulosa para si e para com os outros. A sua teimosia que se pode confundir por vezes com determinação poderá criar situações de conflito. Terá também de ter um certo cuidado com a sua atividade profissional pois não será fácil nesta altura.

Neste momento a sua atividade está pressionada pelos muitos assuntos que surgem à sua volta. Se vê que a resposta a todos é impossível, não desista, abandonando o problema. Se necessário procure no adiamento uma solução pois este é mais um momento de reflexão, prudência e estudo do que de decisões definitivas.

Esta semana o seu papel na sociedade e o desenrolar da sua carreira serão os alvos principais da sua atenção. O seu comportamento e atitudes em geral serão mais observados pelos outros e poderá colher, agora, os frutos. Com a sua imagem reforçada, o reconhecimento público estará ao seu alcance e um convite tentador poderá surgir.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

BALANÇA 23/09 A 22/10

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

TOURO 21/04 A 20/05

Durante este período estará a ganhar consciência das suas forças e das suas fraquezas, daquilo que efetivamente você é, independentemente daquilo que os outros esperam que você seja. Lembre-se de que quanto melhor se conhecer, maior será a criatividade e generosidade, melhor se poderá entregar aos outros.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07 Durante estes dias vai sentir-se feliz e bem-disposto em especial no campo sentimental. Está mais romântico, afetivo e sente necessidade de expressar os seus sentimentos. Esta sua forma de estar nesta altura poderá facilitar o surgimento de um novo amor ou tornar mais profunda uma relação já existente.

Este é um momento oportuno para fazer um investimento financeiro ou pôr em prática um plano que reforce a sua segurança financeira. Procure, no entanto, conter os gastos excessivos em relação a roupas, joias, objetos de arte, enfim, tudo o que tenha a ver com beleza ou conforto pois corre o risco de anular os lucros.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 A relação com os amigos e com familiares é-lhe especialmente benéfica neste período. Faça por conviver mais intensamente com ambos ou dedique-se a uma atividade que lhe dê prazer. É uma boa altura para tirar férias, para se descontrair e para deixar de se preocupar constantemente com as obrigações do dia a dia.

Soluções

Nesta altura irá sentir um fervilhar de ideias e projetos. Este é uma boa altura para procurar fazer um aprofundamento intelectual, dirigido a uma expansão de conhecimento não só de si como, e principalmente, de tudo o que está à sua volta. Também no campo filosófico irá sentir maior necessidade de expansão dos seus conhecimentos.

14 11 15 H I P N O T I Z A R C U A 9 2 V C M R I 10 D O R M I R 3 A G R E G A R R N 6 V 4 R H P I B E A U 1 D I S C U T I R R A L S 5 A D O R A R 8 C A N T A R R A 12 7 E S C R E V E R O 13 T R O C A R R

W F G S R I M O T C F M U Q P K G Q F F G U E R R A E R Z B L B X B S X D M A N Q D T G U E R B A H A A U B H Y R C R B D A W V H I N N A Z N O T A K A T T I L F Ç D L E O P T N R D N L T L A A I H G T B N D F I E R C O R S A O V I W R E W C M E E P G N L F I C D E R A S I K P V O T N X D I Z M G V L L A S K M H E X A A W E K O U A T R X E H R Q T S M D A N N T M E O D W E X L X Z I R M S P D P R G S N N B C G O MM Q E C O N O M I A P H E S Q W

8

2

5

3

1

6

4

9

7

6

7

4

2

9

5

3

1

8

3

9

1

8

4

7

6

2

5

5

4

9

6

2

3

7

8

1

1

8

7

4

5

9

2

3

6

2

6

3

1

7

8

9

5

4

4

3

8

9

6

1

5

7

2

7

1

2

5

3

4

8

6

9

9

5

6

7

8

2

1

4

3

PEIXES 20/02 A 20/03 Excelente altura para viajar e alargar os seus conhecimentos. Satisfazendo a sua curiosidade, vai partir em busca de outras realidades, tirando disso grande prazer intelectual. Assuntos relacionados com o estrangeiro, a educação ou religiosos, despertar-lhe-ão o interesse.

ADIADO

NOVA DATA A ANUNCIAR

POSTPONED

45

MILÉNIO | ENTRENTEMINTO

NEW DATE TO BE ANNOUNCED


46

2 a 8 de outubro de 2026

Classificados Aluga-se quarto para senhora , partilha-se a co- Contactar Marco: 416-747-7766 ou enviar zinha e a casa de banho. Na zona da Old Weston currículo para: mdispenn@hotmail.com Road e Rogers. Contactar 647-444-1785 We are currently looking to hire exAluga-se um apartamento num basement perienced workers with backgrounds com 1 quarto , sala, cozinha e casa de banho, in concrete forming and concrete finishlavandaria a moedas. Estacionamento para 1 ing. Please contact Tony at 416-997-5121. carro na Zona da Eglinton e Caledonia. Ligar para 416-516-3815 Estamos atualmente à procura de trabalhadores experientes com experiência em coAluga-se basement com 1 quarto. Na zona fragem (formas para betão) e/ou acabamenda Symington e Dupont. Ligar para 416- tos de betão. Contatar Tony 416-997-5121 707-4939. Aluga-se apartamento privado no 2.º andar, na zona da Caledonia e Eglinton. 1 quarto e sala, Cozinha, Casa de banho, A/C, Lavandaria a moedas (no exterior). Estacionamento para 1 carro. Ideal para: casal não fumador e sem animais. Contato: 416-587-2891

mileniostadium.com

JUNTE-SE A NOSSA EQUIPA! Procuramos um vendedor com conhecimentos de inglês e português. Enviar

MEDIA GROUP INC

currículo: r.bandeira@mdcmediagroup.com Contacto: 416-900-6692

Apartamentos para alugar, entradas separadas perto de todas as comodidades. Área da Eglinton e Weston Road. Ligue ou mande mensagem para 416-531-4045. Precisa-se de empregada/o em regime de full time para churrasqueira, com experiência. Contatar 416-531-1120

Restaurante Português procura cozinheiro/a com experiencia… boas condiçôes. Ligue Churrasqueira em Toronto está a contrapara Agnelo Costa (416)540-9114. tar! Procuramos uma pessoa para trabalhar ao balcão, com responsabilidades na Aluga-se 2 apartamentos com um quarto de preparação e corte de frango. Requisitos: cama, cozinha, sala e casa de banho na area Disponibilidade para trabalhar à noite e aos da Eglinton e Weston Road, com entradas fins de semana. Experiência é uma maisseparadas um esta totalmente mobilado, -valia, mas não é obrigatória. Interessados, para mais informação ligar ou mandar men- por favor liguem para: 416-562-3641 sagem para 416-531-4045 GMCC IS HIRING: MECHANIC & WAREHOUSE WORKER IN THE TORONTO AREA . Experience with trucks, cars, and landscape/ snow removal equipment required. Must speak and write English. Year-round work, good pay. To apply: call 416-783-3500 or email resume to gmcc@gmcc-inc.ca Empresa localizada em North York procura Aprendiz de Mecânico para trabalho a tempo inteiro (não trabalha aos sábados). Procuramos candidato responsável, de confiança e motivado, com mínimo de 2 anos de experiência na área. Início imediato, trabalho estável em empresa estabelecida, salário a negociar na entrevista

Conceituado restaurante em Toronto procura, cozinheiro / cozinheira . Excelentes condições !!! Ligar para: 4165409114. MAGNUM Millwork - Looking for ; Project Managers / Designers/Millwork Engineers/Millwork Drafters/ Cabinet Makers. Contact FILIPE SILVA 416-761-7000 Casa de 2 andares, disponível imediatamente, na zona de Dufferin e Rogers. 3 quartos. Garagem para 2 carros . Lavandaria com máquinas de moedas. Estacionamento disponível. Para mais informações ou para marcar uma visita, ligue para 416-885-9879

Para publicar ligue para 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium.com Agenda comunitária

2 de outubro 53.º Congresso Mundial de Academias do Bacalhau (Noite de Gala) No Renaissance by the Creek, no 3045 Southcreek Rd, em Mississauga. A partir das 18h00, animação com Sara Dantas e Karma Band e presença de organizações de mais de 12 países. MC: Rómulo Ávila; Informações: 416-617-0555 (Zilda Evangelista)

Porto de Honra do 40.º Aniversário e 31.º Aniversário do Grupo Folclórico Arsenal do Minho

Santoinho - Associação Cultural do Minho A partir das 16h30, no Tibetan Canadian Cultural Centre (40 Titan Road). Animação Bombos “Os Alegres”, Desfolhada na Eira, Marchas do Santoinho, Roda do Rancho, Rancho Folclórico Praias de Portugal - Montreal, Rancho Folclórico da Associação Cultural do Minho. Informações: 416-670-9104.

Primeiro Jantar do Divino Espírito Santo da Casa dos Açores

A partir das 20h30, no 3404A Dundas St W.Informações: 416-505-0237

A partir das 18:30h, na Casa dos Açores (1136 College St). Animação com Lídia Sousa. Informações: 416-953-5960

3 de outubro

40.º Aniversário do Arsenal do Minho – Jantar de Aniversário

Festa do Panelo da Casa da Madeira de Toronto No Madeira Park (24120 Highway 48), a partir das 13h00, com animação do Dj Kelliekey. Informações: 416-567-3518

A partir das 18h00, Salão Liuna Local 183 (1263 Wilson Ave). Animação Minhotos Marotos, Tuga Nights, Rancho Adulto e Infantil do Arsenal do Minho, Bombos do Arsenal do Minho. Informações: 416-505-0237

Festival Internacional de Fado no PCCM A partir das 18h30, no Centro Cultural Português de Mississauga (53 Queen St N), com Lenita Gentil, Natalino de Jesus, Suzy Silva. Informações: 905-286-1311

Baile de Outono - Irmandade do Divino Espírito Santo de Brampton A partir das 18:00h, Igreja Nossa Senhora de Fátima (101 Malta Ave - Brampton). Animação com Elite Sound Djs, Cesar Russo. Informações: 647- 622-370

4 de outubro Lançamento de Pontes Além do Silêncio O Dr. Mário Silva apresenta a sua estreia poética, Pontes Além do Silêncio, tradução portuguesa de Bridges Beyond Silence, numa conversa com a Professora Maria João Maciel Jorge, da York University. Domingo, 4 de outubro, das 17h30–18h30, na Casa dos Açores do Ontário, 1136 College Street, Toronto. Entrada livre. O evento contará com a presença de Olivia Chow e outros representantes eleitos locais.


YOU’RE INVITED JOIN US FOR AN EVENING OF IMPACT AND LEGACY NOVEMBER 7, 2026 AT 6:00PM Universal Event Space 6250 Hwy 7, Vaughan

GET TICKETS

For more information contact us: gala@magellancharities.ca or 437-914-9110


PARA MANTER A SUA FAMÍLIA SEGURA, MUDE-SE PARA A RESPOSTA CERTA. VERTICAIS 6. O lugar mais importante do mundo; o património que você constrói e a Vieira protege. HORIZONTAIS 8. Estragos ou prejuízos causados ao seu imóvel por imprevistos como incêndios ou tempestades. 13. A marca de confiança que protege o seu teto e garante a tranquilidade da sua família.

AUTO | HOME | COMMERCIAL | LIFE 1-888-843-4721 | info@vieirainsurance.com | vieirainsurance.com


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
MILÉNIO STADIUM 1817- 02 DE OUTUBRO by Milénio Stadium - Issuu