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MILÉNIO STADIUM 1813- 4 DE SETEMBRO

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mileniostadium.com

David Ganhão

Ano XXXV edição nº 1813 | 4 de setembro de 2026

FELIZ DIA D

TRABALHADOR

Regressamos sexta-feira, 18 de setembro, às 18h00


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4 de setembro de 2026

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Credito: MDC / A.I.

Photo: Manuel DaCosta

EDITORIAL

Trump precisa de um pouco de Beaver “A ilusão não é tão criativa quanto a verdade” Manuel DaCosta Editorial

À medida que a guerra de 2026 entre os Estados Unidos e o Canadá toma um rumo para o pior, os canadianos questionam cada vez mais a sanidade do Presidente dos Estados Unidos. A loucura pode ser medida de muitas formas e se alguém procurasse provas de que o homem é mais um animal racionalizador do que racional, não precisa de procurar mais além do que a atual guerra de 2026. Não há como contornar o facto de que o próprio Presidente Trump é a causa da escalada de hostilidades com o Canadá. Pergunta-se o que causará as suas hostilidades em relação a este país? Talvez esteja chateado por não ter comido beaver tails suficientes?

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arc Carney é um homem de vasta experiência financeira e pode ter-se afastado para defender a soberania da nação. Quem o pode culpar quando os EUA têm sugerido consistentemente que o Canadá deveria ser o 51º estado? A falha deste acordo foi relatada aos canadianos como uma perda de soberania, mas quais são exatamente essas perdas? Nenhuma explicação foi fornecida. Trump está a negociar usando a sua agressão reputacional e bisbilhotice, confirmando que um desbocado não é semelhante a ser um líder e que os brutamontes não têm uma reserva de boa vontade a que recorrer, portanto devem continuar campanhas agressivas para não parecerem fracos. Por outro lado, o Canadá tem usado a confrontação construtiva, desafiando ideias, mas não as pessoas que expõem as ideias. Os humanos são a única espécie que não determina uma hierarquia com base na força física. Em vez disso, a força mental por parte de pessoas fracas parece liderar. A comple-

xidade dos humanos baseia-se no caminho que escolhem para o poder, o que resulta em prestígio. Quem está no comando é complexificado por quem está em procura. Trump cercou-se de cobardes "homens do sim" cujo jogo é um conceito de dominância alimentado pelo medo. Quem vencerá o jogo mental no atual "concurso de xixi."? Trump sempre teve uma visão muito particular das relações internacionais. Para ele, o comércio raramente é uma parceria. É uma competição. Alguém ganha e alguém perde, e há pouco espaço para benefício mútuo. Trump continua a sugerir que o Canadá rouba os EUA ao impor tarifas irrazoáveis, mas será esta toda a história? Pessoalmente, acho difícil acreditar que esta guerra seja sobre leite, vinho, automóveis e tacos de hóquei. Deve haver algo mais profundo na forma como Trump vê o Canadá. É óbvio que ele despreza a nossa independência em relação aos nossos recursos naturais que o seu país precisa, mesmo que diga que não quer nada do Canadá. A guerra atual é uma guerra co-

Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXV - Edição nº 1813 4 de setembro de 2026 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black e Vítor M. Silva.

mercial, não há tanques a cruzar fronteiras ou soldados nas ruas. O que há é confusão e medo em relação ao custo de vida neste país e à sobrevivência sob um guarda-chuva de incerteza. Trump pode estar a tentar forçar o Canadá a tornar-se nos Estados Unidos, mas pode alcançar exatamente o oposto à medida que o Canadá olha e se alinha com outros parceiros e mais comércio com o resto do mundo, particularmente a Europa. O maior dano causado por esta guerra é a perda de confiança à medida que os canadianos percebem que a sua dependência dos EUA para o seu bem-estar económico foi um erro estratégico terrível. Apesar dos erros governamentais ao longo de décadas, o Canadá tem agora a oportunidade de corrigir "alguns erros." Os canadianos podem ser educados, pacientes e evitar confrontos, mas isso não significa que sejamos fracos. É por isso que a verdadeira responsabilidade dos líderes de ambos os países deveria ser pensar além da próxima manchete, da próxima tarifa e da próxima vitória política e negociar, excluindo claro o imobiliário de Doug Ford. Versão em inglês

Previsão Meteorológica toronto

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Jornal de Notícias Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

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SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI

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GUERRA DAS TARIFAS

Uma questão de orgulho e identidade nacional 1 de fevereiro de 2025

4 de março de 2025 ­ ­

Junho de 2025

27-29 de junho de 2025

29-30 de junho de 2025

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Julho de 2025

8 de setembro de 2025

Fevereiro de 2026

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Meados de agosto de 2026

21-22 de agosto de 2026

22 de agosto de 2026 (sexta-feira à noite)

27 de agosto de 2026

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O Canadá não aceitará um mau acordo

Credito: DR

Charles Sousa

Depois de semanas de negociações intensas, o impasse comercial entre o Canadá e os Estados Unidos entrou numa nova e incerta fase. Alterações de última hora nos termos propostos por Washington levaram o governo canadiano a suspender as conversações, numa decisão que o Primeiro-Ministro Mark Carney justificou com a recusa em aceitar um acordo que comprometesse os trabalhadores, as empresas e a soberania do país. Para muitos canadianos, a pergunta que fica é simples e urgente: o que vem a seguir, e como vai isto afetar as suas vidas?

P

ara tentar responder a essa pergunta, falámos com o luso-canadiano Charles Sousa, Deputado federal por Mississauga–Lakeshore e antigo Ministro das Finanças do Ontário, sobre o estado atual das negociações e o caminho que o governo canadiano está a traçar para enfrentar esta disputa. Sousa detalha por que razão o acordo proposto pelos Estados Unidos foi considerado inaceitável, e explica que o Canadá continua disponível para negociar, desde que qualquer entendimento respeite os interesses económicos e a soberania nacional do país. O deputado descreve também as medidas concretas já em vigor para apoiar trabalhadores e empresas afetados pelas tarifas, incluindo 7,5 mil milhões de dólares em nova assistência, que se somam a quase 25 mil milhões já disponibilizados nos últimos 18 meses, e a estratégia de contra-tarifas dólar por dólar adotada pelo governo. Mas talvez o ponto mais revelador da conversa seja a insistência de Sousa em olhar para além da crise imediata: a diversificação do comércio canadiano para outros mercados, longe da dependência histórica dos Estados Unidos, já resultou em mais de 20 novos acordos económicos e de segurança, e começa a refletir-se em números concretos de crescimento económico. Numa altura em que a incerteza domina o discurso público, esta entrevista procura oferecer aos leitores uma visão mais clara sobre o que está realmente em jogo, que apoios existem para quem sente o impacto direto desta disputa, e que mensagem o

governo canadiano tem para os canadianos preocupados com o seu emprego e o seu futuro económico. Milénio Stadium: Como analisa a postura do governo canadiano no processo negocial com os Estados Unidos? Charles Sousa: Durante o último mês, o nosso governo esteve à mesa de negociações com o objetivo de garantir um acordo justo e abrangente que protegesse os trabalhadores canadianos, fortalecesse a economia e proporcionasse previsibilidade às empresas de ambos os lados da fronteira, respeitando simultaneamente a soberania do Canadá.

às novas tarifas dos EUA, o Canadá está a disponibilizar 7,5 mil milhões de dólares em assistência nova e reforçada para os trabalhadores e empresas afetados, além dos quase 25 mil milhões de dólares em apoios relacionados com tarifas concedidos ao longo dos últimos 18 meses. Estamos também a implementar contra-tarifas direcionadas, dólar por dólar, para garantir condições de igualdade para as empresas canadianas, minimizando simultaneamente os impactos para os consumidores canadianos. Continuaremos a avaliar programas e políticas para apoiar as empresas que continuam a ser afetadas pelas tarifas, incluindo a extensão das medidas existentes a novos setores impactados.

desta disputa nas suas vidas e nos seus empregos? CS: O nosso governo compreende as preocupações que esta disputa gera nos canadianos. No entanto, o Canadá entra neste período com uma força relativa, com dados económicos recentes a indicarem que a economia canadiana iniciou esta fase com uma dinâmica positiva, incluindo a aceleração do crescimento, o aumento do emprego e a melhoria do investimento empresarial.

MS: Que medidas têm de ser tomadas para apoiar os trabalhadores e as empresas mais afetados por estas tarifas?

Embora não tenhamos escolhido este conflito, estamos a agir para garantir que os empregos canadianos são defendidos, as indústrias afetadas são apoiadas e os interesses económicos de longo prazo do país MS: Até que ponto é realista a estratégia de são protegidos. Os canadianos procuram diversificação do comércio canadiano para um plano e é exatamente isso que estamos fora dos Estados Unidos, e que progressos a entregar, diversificando as nossas relajá foram feitos? ções comerciais, fazendo avançar grandes CS: A diversificação comercial já está em projetos, investindo nos trabalhadores e pleno andamento. Expandir as parcerias reduzindo os custos para a população. económicas do Canadá no estrangeiro não MB/MS é um plano de reserva, mas sim uma estratégia de longo prazo para fortalecer a nossa economia e reduzir a dependência de um único mercado. Até à data, o nosso governo garantiu mais de 20 novos acordos económicos e de segurança em cinco continentes, proporcionando às empresas canadianas acesso isento de tarifas a cerca de 1,5 mil milhões de consumidores. Estes esforços já estão a dar resultados. O PIB do Canadá cresceu 3,3% no segundo trimestre, enquanto o PIB nominal aumentou 13,8%, demonstrando que o nosso plano está a funcionar. Ao investir nos trabalhadores, ao fazer avançar grandes projetos de interesse nacional, ao reduzir custos e ao expandir as oportunidades comerciais, estamos a construir uma economia mais forte, mais resiliente e mais independente para os canadianos. À medida que navegamos por este período de incerteza, o nosso governo continuará focado naquilo que pode controlar: reforçar a nossa capacida- Charles Sousa. (DR.) de interna e diversificar o nosso comércio, para que o Canadá deixe de estar dependente de um único parceiro comercial.

CS: O nosso governo já anunciou medidas de apoio significativas. Em resposta

MS: Que mensagem gostaria de deixar aos canadianos preocupados com o impacto

Infelizmente, esse acordo não se concretizou. As alterações de última hora nos termos propostos pelos EUA foram injustas, antieconómicas e colocaram em causa a fiabilidade de qualquer entendimento. Fomos sempre claros: o Canadá não aceitará um mau acordo. Apoio totalmente a decisão do Primeiro-Ministro Carney de suspender as negociações em vez de aceitar um acordo que prejudicasse os superiores interesses dos trabalhadores, das empresas, dos setores estratégicos ou o interesse nacional. MS: Que possibilidades vê de vir a ser alcançado um acordo comercial que beneficie ambas as partes? CS: O Canadá e os Estados Unidos têm uma longa história de forte cooperação económica e comercial. Um acordo mutuamente benéfico continua a ser possível se ambos os países regressarem à mesa de negociações com o compromisso da equidade e do respeito pelos interesses económicos recíprocos. O nosso governo deixou claro que permanecemos abertos a um acordo justo que proteja os trabalhadores e as empresas de ambos os lados da fronteira, mas qualquer acordo terá de respeitar os interesses económicos e a soberania nacional do Canadá.

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Os canadianos já não podem dar por garantidas relações comerciais estáveis com os EUA

Credito: MDC / A.I.

Pedro Antunes

A guerra tarifária entre os Estados Unidos e o Canadá entrou, nos últimos meses, numa fase de maior tensão, com Washington a elevar as tarifas sobre o aço e o alumínio canadianos de 25% para 50% e a manter direitos aduaneiros de longa data sobre a madeira de construção. Para uma economia como a canadiana, em que cerca de 85% da produção industrial tem como destino o mercado norte-americano, as consequências desta disputa comercial fazem-se sentir muito para além dos setores diretamente visados: a confiança de consumidores e empresas caiu para níveis associados a períodos de recessão, o investimento tem sido adiado e o mercado de trabalho mantém-se praticamente estagnado desde o final de 2025.

Estados Unidos só tenderia a aprofundar-se, já não pode ser dada como certa. Milénio Stadium: Como é que a guerra tarifária entre os EUA e o Canadá se está a refletir, neste momento, nos principais indicadores económicos canadianos - crescimento, emprego e investimento?

MS: Sendo que cerca de 85% da produção industrial canadiana tem como destino o mercado norte-americano, até que ponto é realista o Canadá diversificar rapidamente os seus parceiros comerciais? PA: O Canadá está a diversificar as suas relações comerciais, mas isso levará tempo. A proximidade geográfica, as cadeias de abastecimento integradas e décadas de integração económica não podem ser movidas rapidamente. O setor automóvel que acabei de mencionar é um bom exemplo. Até agora, a diversificação mais significativa ocorreu no petróleo bruto. A expansão da Trans Mountain deu aos produtores canadianos acesso à costa e aos mercados asiáticos, permitindo que uma quota crescente das exportações de petróleo chegue a clientes além dos Estados Unidos. Mas uma diversificação comercial mais ampla levará anos.

Pedro Antunes: É difícil separar os efeitos da disputa tarifária do impacto mais amplo da política comercial dos EUA, que criou incerteza muito para além do Canadá. O que sabemos é que a confiança dos consumidores e das empresas caiu para níveis de recessão. Para muitas empresas canadianas, esta incerteza levou a adiamentos no investimento e nas contratações, contribuindo para uma economia e um mercado de trabalho que se mantiveram praticamente estagnados no final de 2025 e início de 2026. inda assim, o panorama não é uni- Ainda assim, houve notícias animadoras na formemente sombrio. A Statistics semana passada, quando a Statistics Canada Canada reportou recentemente um reportou um forte crescimento económico MS: Que consequências concretas devem crescimento económico robusto no segun- no segundo trimestre de 2026, impulsiona- os canadianos esperar sentir no dia a dia, nos preços, no emprego e no custo de vida, do trimestre de 2026, impulsionado sobre- do sobretudo pelo setor da energia. se esta disputa se prolongar? tudo pelo setor energético, e a expansão do MS: Que setores da economia canadiana oleoduto Trans Mountain tem permitido estão a ser mais afetados pelas tarifas im- PA: Os canadianos sentirão os efeitos da ao Canadá diversificar, ainda que gradualúltima ronda de tarifas e contra-tarifas postas pelos Estados Unidos, e porquê? mente, os destinos das suas exportações mais diretamente nos preços que pagam de petróleo para além dos Estados Unidos. PA: Até à semana passada, a maioria das por muitos bens de consumo. As tarifas O setor automóvel, por seu lado, tem-se exportações canadianas ainda entrava nos dos EUA introduzidas em agosto vão aurevelado surpreendentemente resiliente, EUA isenta de tarifas ao abrigo do CUSmentar a pressão sobre muitos pequenos sustentado por cadeias de abastecimento MA. As maiores exceções têm sido o aço, e médios exportadores e poderão levar à norte-americanas profundamente integra- o alumínio, o setor automóvel e os produperda de postos de trabalho em indústrias das que dificultam qualquer deslocalização tos florestais, que têm enfrentado algumas que dependem fortemente do mercado das barreiras comerciais mais severas dos rápida da produção. norte-americano. As contra-tarifas canaPara perceber o real impacto desta dis- EUA. O aço e o alumínio foram particulardianas, mesmo sendo direcionadas a proputa comercial na economia canadiana, mente fustigados depois de as tarifas dos dutos para os quais existem fornecedores dos setores mais afetados às perspetivas de EUA terem subido de 25 por cento para 50 nacionais ou alternativos, vão ainda assim diversificação, passando pelas consequên- por cento, enquanto a madeira de construaumentar os custos e reduzir a escolha do cias que os canadianos poderão sentir no ção permanece sujeita a direitos aduaneiconsumidor. Quanto mais tempo a dispudia a dia através dos preços e do emprego, ros de longa data. O setor automóvel reta persistir, maior será o risco de danos o Milénio Stadium conversou com Pedro velou-se mais resistente, com a produção económicos mais amplos, já que a incerAntunes, Chief Economist da Signal49 Re- a manter-se aproximadamente nos níveis teza comercial prolongada desincentiva o search (antigo Conference Board of Cana- de 2024. Isto deve-se, provavelmente, ao investimento, mina a competitividade e a da). Com um olhar atento à evolução dos facto de as cadeias de abastecimento norprodutividade, e acaba por pesar na prosindicadores macroeconómicos e a décadas te-americanas estarem tão profundamenperidade de longo prazo do Canadá. de história das relações comerciais entre os te integradas que a produção não pode ser dois países, Antunes traça um retrato equi- facilmente transferida para outro local. MS: Numa perspetiva histórica, como librado da situação atual, sem deixar de Mesmo assim, as tarifas estão a aumentar compara esta guerra tarifária com outras sublinhar uma mudança de fundo: a ideia, os custos e a minar gradualmente a com- tensões comerciais entre os dois países, há muito assumida como garantida, de que petitividade do fabrico de veículos na e qual lhe parece o cenário de saída mais provável? a integração económica entre o Canadá e os América do Norte.

A

PA: É difícil encontrar uma situação comparável na história recente. O Canadá e os Estados Unidos tiveram certamente disputas comerciais, maioritariamente sobre a madeira de construção, mas durante décadas esses desacordos foram em grande parte geridos através de um sistema baseado em regras construído em torno do Acordo de Livre Comércio Canadá-EUA, do NAFTA, da OMC e, mais recentemente, do CUSMA. Desde o Pacto Automóvel de 1965 e especialmente desde o início do livre comércio em 1989, a premissa era a de que as duas economias se tornariam mais integradas ao longo do tempo, e não menos. Estamos esperançosos de que os dois lados regressem em breve às negociações e cheguem a um acordo, embora seja muito provável que as tarifas em setores estratégicos se mantenham. A grande lição pode ser a de que os canadianos já não podem dar por garantidas relações comerciais estáveis entre o Canadá e os EUA. MB/MS

Pedro Antunes. (DR.)

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Enquanto os governos do Canadá e dos Estados Unidos negoceiam tarifas, contra-tarifas e acordos comerciais, é nas compras do dia a dia, nas contas do supermercado e no orçamento familiar que a maioria dos canadianos sente, em primeira mão, o peso desta disputa. Para perceber como esta guerra comercial está realmente a afetar a vida das pessoas, o Milénio Stadium foi à rua ouvir cidadãos de diferentes idades, profissões e regiões do país. As respostas revelam um sentimento comum de preocupação e incerteza, mas também opiniões distintas sobre a origem do conflito, a relação com os Estados Unidos e o que esperam do futuro. Eis o que nos disseram. RMA/FP/MS

Linda, 68 anos reformada

Marie Fleurantin, 36 anos Trois-Rivières, Québec

Como se sente perante a atual disputa comercial entre o Canadá e os Estados Unidos? Estou preocupada, mas também acho que o Canadá tem de se manter firme. Não podemos entrar em pânico sempre que os Estados Unidos fazem alguma coisa. Ao mesmo tempo, sou reformada e vivo com um rendimento fixo, portanto qualquer aumento de preços pesa bastante. Não é uma situação que eu veja com tranquilidade. Como avalia a forma como os Estados Unidos estão a tratar o Canadá neste momento? Confesso que fiquei um pouco magoada. Sempre tive uma opinião muito positiva dos americanos e viajei muitos anos pelos Estados Unidos. Mas uma coisa é o povo, outra é o que o governo está a fazer. Não deixei de gostar dos americanos, mas fiquei mais desconfiada da relação entre os dois países. Quais são as suas principais preocupações em relação às consequências desta situacão para o Canadá e para a sua família? É sobretudo o custo de vida. Na reforma, quando os preços sobem, não há como aumentar o rendimento. Temos de cortar noutras coisas, o que acaba por afetar a qualidade de vida. No seu dia a dia, já sentiu algum impacto desta disputa comercial? Já olho mais para as etiquetas e tento comprar produtos canadianos. Também tenho falado com amigos que fazem o mesmo. Acho positivo apoiarmos mais os produtos nacionais, desde que os preços não subam demasiado.

Como se sente perante a atual disputa comercial entre o Canadá e os Estados Unidos?

Daniel, 39 anos trabalhadora da construção Como se sente perante a atual disputa comercial entre o Canadá e os Estados Unidos? Principalmente irritação. Parece uma disputa entre governos, mas quem acaba por pagar são as pessoas, com preços mais altos. Como avalia a forma como os Estados Unidos estão a tratar o Canadá neste momento? Não acho que seja uma boa forma de tratar um aliado e vizinho. A minha opinião sobre os americanos não mudou, mas acho que o Canadá deve defender os seus interesses. Quais são as suas principais preocupações em relação às consequências desta situacão para o Canadá e para a sua família? Principalmente os empregos. Trabalho na construção e, se os custos aumentarem, as empresas podem começar a cortar. Isso pode afetar muitas famílias. No seu dia a dia, já sentiu algum impacto desta disputa comercial? Ainda não senti um grande impacto, mas há muita preocupação com os preços. Espero que o Canadá encontre outros mercados e dependa menos dos Estados Unidos.

Estou preocupado com tudo o que tem acontecido. Sou proprietário de um pequeno negócio e toda esta situação tem sido um problema. Ainda não afetou diretamente o meu negócio, mas tem afetado, de uma forma geral, a economia e deixa-nos preocupados com o que pode acontecer daqui para a frente. Como avalia a forma como os Estados Unidos estão a tratar o Canadá neste momento? Acho extremamente desrespeitoso. Nós sempre fomos países irmãos, tivemos uma relação muito próxima, e esta administração acabou por desfazer muito do que foi construído ao longo dos anos. É uma situação que me deixa bastante desiludida. Quais são as suas principais preocupações em relação às consequências desta situação para o Canadá e para a sua família? As minhas maiores preocupações são a inflação, o desemprego e o aumento da criminalidade. Se a economia começar a piorar, isso pode afetar muitas famílias e trazer consequências que vão muito para além do aumento dos preços. No seu dia a dia, já sentiu algum impacto desta disputa comercial? Sim. Tenho sentido algum impacto na aquisição de produtos e também nas minhas viagens dentro do Canadá. Estamos mais atentos aos preços e a pensar duas vezes antes de fazer determinadas compras ou viagens.


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M. Geraldine, 75 anos Markham, Ontário

Adilson Azevedo, 43 anos Edmonton, Alberta Como se sente perante a atual disputa comercial entre o Canadá e os Estados Unidos?

Maria, 52 anos trabalhadora de supermercado Como se sente perante a atual disputa comercial entre o Canadá e os Estados Unidos? É mais preocupação, para ser sincera. A gente já sente que tudo está caro e agora aparece mais esta guerra de tarifas. No fim do dia, quem vai acabar por pagar mais somos nós, os consumidores. Espero que os dois lados consigam resolver isto antes que a situação fique ainda pior. Como avalia a forma como os Estados Unidos estão a tratar o Canadá neste momento? Fiquei um bocado desiludida, sim. Sempre tivemos uma relação muito próxima com os Estados Unidos, somos vizinhos, fazemos negócios juntos, temos famílias dos dois lados. Não gosto de ver o Canadá ser tratado desta maneira. Mas também tento não confundir o governo americano com o povo americano. Não tenho nada contra os americanos. Quais são as suas principais preocupações em relação às consequências desta situacão para o Canadá e para a sua família? O meu maior receio é que os preços continuem a subir. No supermercado já se nota que as pessoas estão a fazer contas para tudo. Se isto começar a afetar empresas e empregos, aí vai ser muito mais sério. Tenho filhos e penso também neles, porque não sabemos que tipo de economia vão ter daqui a alguns anos. No seu dia a dia, já sentiu algum impacto desta disputa comercial? Estou mais atenta aos preços e à origem dos produtos. Se puder, escolho o canadiano, mas sei que nem tudo é assim tão simples. Espero que isto não aumente os preços nem custe empregos.

Confesso que estou preocupado. É uma situação que pode acabar por afetar a economia dos dois países e, no final, quem sente isso no bolso são as pessoas. Espero que os governos consigam chegar a um entendimento. Por que se sente dessa forma? Porque o Canadá e os Estados Unidos têm uma relação comercial muito próxima. Qualquer mudança importante acaba por ter consequências para empresas, trabalhadores e consumidores. Como avalia a forma como os Estados Unidos estão a tratar o Canadá neste momento? Não vejo esta situação com bons olhos. Acho que o Canadá é um parceiro importante dos Estados Unidos e esperava uma relação mais cooperativa entre os dois países. Continuo a distinguir o governo americano das pessoas, mas é inevitável ficar dececionado com a forma como esta situação está a ser conduzida. Quais são as suas principais preocupações em relação às consequências desta situação para o Canadá e para a sua família? A minha maior preocupação é o aumento do custo de vida. Se os preços subirem, principalmente de produtos que fazem parte do nosso dia a dia, isso pode pesar bastante no orçamento familiar. Se as empresas forem afetadas durante muito tempo, algumas podem reduzir investimentos, produção ou até postos de trabalho. No seu dia a dia, já sentiu algum impacto desta disputa comercial? Sim, já sinto uma mudança significativa no meu dia a dia, principalmente nos preços dos supermercados e nos produtos importados. Acho que ainda é cedo para perceber exatamente qual será o impacto maior, mas estou preocupado com o que pode acontecer nos próximos meses. Espero que não haja aumentos significativos nos preços e que as empresas canadianas consigam manter os empregos. Também espero que esta situação não provoque uma desaceleração ainda maior da economia.

Como se sente perante a atual guerra comercial entre o Canadá e os Estados Unidos? Está preocupada, frustrada, confiante ou tem outra perspetiva? Estou preocupada com esta guerra comercial. É uma situação inquietante, porque nós, enquanto consumidores, acabamos por pagar mais pelos produtos quando são aplicadas tarifas. Ainda estamos a recuperar do impacto da COVID e agora temos esta situação. Precisamos mesmo de uma pausa de toda esta incerteza. Sinto que não conseguimos avançar com as nossas vidas se continuarmos a sentir que estamos presos nesta situação. O que pensa da forma como os Estados Unidos estão a tratar o Canadá neste momento? Esta situação mudou a sua perceção dos americanos? Esta situação mudou a minha perceção do Governo americano. Deve haver mecanismos de controlo e equilíbrio no Governo, e as pessoas que estão no poder e abusam do sistema devem ser responsabilizadas. Tal como acontece quando trabalhamos com qualquer empresa, corporação ou país, deve existir respeito mútuo. Se houver desacordo, os dois lados devem continuar a conversar para encontrar uma solução, em vez de bloquearem o normal funcionamento das relações comerciais. Quais são as suas maiores preocupações em relação às possíveis consequências desta guerra comercial para o Canadá e para a sua família? O aumento dos custos é a minha maior preocupação. As despesas no supermercado, as taxas das hipotecas e os preços da gasolina são, neste momento, os que têm maior impacto. Já deixei de comprar tanta carne para conseguir poupar algum dinheiro. Muitos dos meus familiares estão reformados e preocupa-me saber como vão conseguir viver quando as suas pensões não aumentam. Já sentiu algum impacto desta disputa comercial no seu dia a dia? Que mudanças espera ver nos preços, no emprego, nas compras ou na economia canadiana? Como já referi, comecei a deixar de comprar determinados produtos alimentares para conseguir poupar dinheiro. Também mudei os meus hábitos de condução para poupar combustível e, provavelmente, não vou viajar tão cedo. Neste momento, estou a tentar poupar o máximo possível, porque nunca se sabe quando vamos precisar de dinheiro extra para despesas de casa ou, pior ainda, se podemos perder o emprego.

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A GUERRA DA “BIRRA” Então, vamos lá...

Cristina Da Costa

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Os Estados Unidos não odeiam o Canadá de forma geral, mas as recentes guerras comerciais e tensões políticas criaram atritos graves entre os dois governos. Acusações de fronteira

No dia a dia, a maioria dos cidadãos ame- • ricanos vê os canadianos como amigos e vizinhos. Contudo, a relação mudou por Olá, muito bom dia! E setembro aqui... é causa de vários fatores recentes: isto, uns dias que correm cada vez mais do • As tarifas e guerra comercial que os anteriores. Opinião

Como está caro leitor/a? Bem, desejo.

Essa retórica gerou indignação, medo e revolta na população e nos políticos canadenses, que defendem a sua soberania.

•

O governo dos Estados Unidos aplicou taxas pesadas sobre produtos vindos do Canadá.

Ultrapassamos tempos de menos “brilho” político e com os nossos vizinhos americanos contra nós. Convenhamos, nunca me • O Canadá respondeu com tarifas equivalentes e o boicote a produtos ameripassou pela cabeça vir a presenciar algo assim, sempre nos demos bem e colaborávacanos em várias províncias. mos a todos os níveis e agora não é que este Discursos políticos e soberania tresloucado de franja cor de nectarina se lembrou de iniciar uma guerra de “Birra”? • Líderes americanos sugeriram em tom É louco e merecia que alguém lhe fizesse provocatório que o Canadá deveria ser menos bem, enfim adelante. Vamos tratar anexado como o 51.º estado dos Estados de perceber o porquê deste “devaneio”. Unidos.

Os Estados Unidos acusaram o Canadá de facilitar a entrada de imigrantes ilegais e o tráfego de drogas pela fronteira comum. Otawa rejeitou as acusações, aumentando a desconfiança mútua.

Diferenças de Identidade •

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O Canadá valoriza muito o seu sistema de saúde público, a herança britânica e o bilinguismo (inglês e francês). Os Canadianos esforçam-se ativamente para não serem confundidos com a cultura dos Estados Unidos.

E andamos neste vai e vem de emoções. Agora questiona-se - Estados Unidos vs Canadá: quem tem mais a perder na guerra comercial que está a ser travada?

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, decidiu abandonar as negociações e entraram em vigor no dia a seguir as tarifas de 50% sobre alguns produtos canadianos (como tacos de hóquei ou enfeites de Natal). Mas o Canadá ripostou e vai implementar tarifas a produtos norte-americanos a partir de 8 de setembro. Nem sei mais o que opinar... vamos aguardar e esperar que a lucidez e o bom senso regresse à mente deste senhor e que possamos voltar a querer entrar e sair, sem ressentimentos, do pais vizinho. Faça-se paz! É o que é e vai valer sempre o que vale. Fiquem bem e até já, Cristina

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Photo: Manuel DaCosta

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TRUMP NEEDS SOME BEAVER “Deception is not as creative as truth” Manuel DaCosta Editorial

As the war of 2026 between the United States and Canada takes a turn for the worse, Canadians are increasingly questioning the sanity of the President of the United States. Insanity can be measured in many ways and if one were to seek proof that man is more rationalizing than a rational animal, one needs to look no further than the current war of 2026.

There is no getting around the fact that President Trump himself is the cause of the escalating hostilities with Canada. Wonder what causes his hostilities towards this country? Maybe he’s upset that he hasn’t eaten enough beaver tails?

M

arc Carney is a man of vast financial experience and may have walked away to defend the sovereignty of the nation. Who can blame him when the USA has consistently suggested that Canada should be the 51st state? The failure of this deal was related to Canadians as a loss of sovereignty, but what exact-

ly are those losses? No explanations have been provided. Trump is negotiating using his reputational aggression and gossip, confirming that a loudmouth is not similar to being a leader and jerks don’t have a reserve of goodwill to fall back on, therefore they must continue aggressive campaigns so as not to appear weak. On the other hand, Canada has used constructive confrontation, challenging ideas but not the people who expound the ideas. Humans are the only species that don’t determine a pecking order based on physical strength. Instead mental strength by weak people appears to lead. The com-

plexity of humans is based on the path they choose to power, which results in prestige. Who’s in command is complexified by who’s in demand. Trump has surrounded himself by cowardly “yes men” whose game is a concept of dominance fed by fear. Who will win the mental game in the current “pissing contest.”? Trump has always had a very particular view of international relations. For him, trade is rarely a partnership. It is a competition. Someone wins and someone loses, and there is little room for mutual benefit. Trump keeps suggesting that Canada steals from the USA by imposing unreasonable tariffs, but is this the whole story? Personally, I find it difficult to believe that this war is about milk, wine, automobiles and hockey sticks. There must be something deeper in the way Trump views Canada. It is obvious that he despises our independence from our natural resources that his country needs, even if he says he doesn’t want anything from Canada. The current war is a trade war, there are no tanks crossing borders or soldiers on the streets. What there is, is confusion and fear about the cost of living in this country and survivability under an umbrella of uncertainty. Trump may be trying to force Canada into becoming the United States but he may achieve exactly the opposite as Canada looks and aligns with other partners and more trade with the rest of the world, particularly Europe. The greatest damage caused by this war is the loss of trust as Canadians realize that its dependency on the US for its economic wellbeing was a terrible strategic mistake. Despite governmental errors over decades, Canada now has the opportunity to right “some wrongs.” Canadians may be polite, patient, and avoid confrontation, but that doesn’t mean we are weak. That is why the real responsibility of leaders in both countries should be to think beyond the next headline, the next tariff and the next political victory and negotiate, while of course excluding Doug Ford’s real estate.

Esta semana • Conheça José Leite Marinho criador de gigantescos sapatos artesanais para palhaços de circo, há + 30 anos.

• Aveiro recebe dezenas de caricaturas e cartoons assinados

por artistas de todo o mundo, na Exposição José Saramago.

• Crianças e famílias reuniram-se em Toronto para celebrar a comunidade, no projeto Back to School.

• Uma conversa com a cantora Rosinha sobre carreira e bastidores dos seus concertos.

• Os segredos de um delicioso Bacalhau com Natas, em mais um Rosa’s Portuguese Kitchen.

• Toronto celebrou a cultura e a tradição portuguesa, no Jogo da Herança Portuguesa.

• No Radar do Rock, os Too Many Suns apresentam o álbum Meaning of Light.

• Uma viagem pela guitarra portuguesa com o músico nomeado para os Prémios Play Tiago Matias

• e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã

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Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã


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4 de setembro de 2026

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Recess Raul Freitas Opinion

When I was a kid, it was the best part of the school day. I think it was 15 minutes, or so, always too short. We played all sorts of games, traded cards, and conversed. As in most schools, not everyone was out there to play ball or chat.

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s we all know, bullies were a given, even if they were few in number. When we arrived in Canada, I was a few months shy of eight years of age. Having a sister three years younger, it was up to me to get her to school and back, Monday to Friday. To my surprise, this, coupled with the fact that I happened to be taller than anyone else in the school, (grades 2 to 6), was fodder for a select few that marveled in calling me names and criticizing whatever about me they decided to focus on, that particular day. I have no idea how long this went on for. The boys and I must have been around 10, 11. All I know is that one afternoon, as the boys followed my sister and I out of school, something

clicked. Have you heard the expression “I saw red”? For those who aren’t familiar with the claim, it’s something that happens to one’s brain, sometimes causing a person who is normally calm to say or act in anger towards the target of said anger. There’s a fine example of this in a 1983 film ‘A Christmas Story’, directed by Bob Clark. Ralphie, who’s about the age I was at the time, gets smacked in the face by a snowball thrown by the local bully, Scot Farkus. The shot breaks Ralphie’s glasses. Seeing Farkus laughing in his face and knowing he’d hear it from his father later that night, Ralphie jumps his tormentor and hits him uncontrollably, until his mom comes running out of the house to pry him off the bawling bully. Needless to say, Ralphie and his mates enjoyed the peace from there on in. In my case, I lost it, and, did more or less the same thing to one of them, while the other four watched silently. I was the only one with the voice! After calming down, I grabbed my sister’s hand and proceeded to walk home. The boys watched us depart. I remember it was a Friday because I spent the whole weekend wondering what might in store for me at school. Monday arrived, I walked to school with my sister, entered the school yard, she went her way, and I walked around, awaiting the bell, like every other morning. But this morning would be different. The guys who pes-

Creditos: DR

OPINIÃO

tered me to no end became my friends, and we remained friends until I moved away a few years later. Standing up to a bully is an effective tactic. Traditionally, bullies are weak and don’t expect retaliation, and standing up for yourself teaches both parties something new, which could lead to an awakening. At this moment, the biggest bully ever made is currently throwing his weight around in our collective yards. Canada has opened up his eyes, an example, once again to the rest. It’s not like Canada was given any choice; it’s bark back or be eaten. It’s time to put partisan interests aside and bark in unison. It’s already happened, and it’s the reason both Carney and Ford are running the show at the moment. Canada stands to lose, but America stands to lose much more. Not that things are perfect North of the border, but the States are much more divided, and chronically ignorant. Fiquem bem!

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Trump vs. Canada...How far will this fight go? The results of Canada’s three federal by-elections on September 1, 2026, were about more than three vacant seats in Parliament. They became an important political test for Prime Minister Mark Carney, his Liberal government and, perhaps most importantly, Canada’s increasingly difficult relationship with U.S. President Donald Trump.

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he Liberals swept all three contests: Chicoutimi-Le Fjord in Quebec, Beaches-East York in Toronto, and North Vancouver-Capilano in British Columbia. The Quebec victory was particularly significant because the riding had been held by the Conservatives since 2018. So, what does it mean? It certainly gives Carney something he badly needs in dealing with Washington....a fresh political mandate from Canadian voters. Is this a vote of confidence in PM Mark Carney? To a degree, yes. The three victories suggest that the Liberals political momentum has not disappeared despite the enormous economic uncertainty surrounding the Canadas. trade dispute. But it would be a mistake to interpret these results as three separate referendums on Carney. Beaches-East York and North Vancouver-Capilano were traditionally favourable territory for the Liberals. The real political story was Chicoutimi-Le Fjord, where the Liberals took a Conservative-held seat and pushed the Conservatives into third place. That is the result that should get Pierre Poilievre’s attention. These elections came after Carney broke off trade negotiations with Trump on August 21, arguing that the American demands went too far and threatened Canadian economic sovereignty. Since then,

significant job losses, factory closures, higher prices, and declining incomes. Canadians may support Carney’s position against Trump today. They will also expect him to protect their paycheques tomorrow. Is Carney on the right track? The by-election results suggest he may be. Carney’s strategy has essentially been built around three principles: stand up to unreasonable American demands, protect Canadian sovereignty and reduce Canada’s excessive dependence on the United States by expanding trade and economic relationships elsewhere. The Liberal government’s own economic plan explicitly emphasizes standing against Trump’s tariffs while creating jobs and diversifying Canada’s economy. The challenge is that political courage is much easier to maintain when Canadians aren’t yet feeling the full economic consequences. If tariffs begin costing thousands

Credito: MDC Media Group

Opinion

of jobs, increasing grocery prices, or forcing Canadian factories to reduce production, public opinion could change quickly. That’s why these by-election victories are encouraging for Carney-but they aren’t a blank cheque. Trump has long relied on pressure as a negotiating tool. His assumption may be that economic pressure will eventually force Canada to compromise. But the Canadian electorate may be moving in the opposite direction. Rather than frightening Canadians into submission, Trump’s approach appears to be strengthening Canadian nationalism and giving Carney more political room to resist. The Quebec result is especially telling. Quebec has strong economic ties to the United States, but Trump’s sovereignty rhetoric can touch a particularly sensitive nerve in a province where language, culture and political identity are already central issues. In other words, Trump’s pressure may be making Carney’s job easier politically. Perhaps the biggest message from September 1 is not that Canadians have suddenly become Liberals supporters. It is that Canadians appear to be willing to give Carney the benefit of doubt in his confrontation with Trump. The Liberals now hold 173 of the 343 seats in the House of Commons, strengthening Carney’s parliamentary position. That gives the PM political breathing room. It also sends a message across the border. Canada is not looking for a fight with America-but Canadians increasingly appear unwilling to accept being pushed around by Americans. Winning the battle with Trump while keeping Canadians employed, prosperous and confident in their country’s future-that is the real test.

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DOMINGOS LOBO nova edição OS NAVIOS NEGREIROS NÃO SOBEM O CUANDO MODOCROMIA EDIÇÕES, tem desenho gráfico de Dinis Lourenço e produção editorial de Maria Esther. Onze poemas do autor integram a narrativa. Há números que apontam para 6.340 mortos e 112.205 feridos portugueses na Guerra Colonial (dos nacionalistas não há números) o que pode ser lido como mais negativo do que as forças americanas no Vietname em termos de percentagem. Em vez de números e estatísticas, este livro traz até nós palavras com lágrimas e sangue pisado. Fiquemos com um excerto da última página deste livro sobre o qual de deve dizer «quem leu, leu; quem não leu em colaboração nos seguintes jornais e revistas: não sabe o que perdeu: "Atraca o navio aos bordos da peVÉRTICE, SEARA NOVA, AS ARTES ENTRE AS dra. Agitam-se no cais lenços, lágrimas e braços, muitos LETRAS, FOLHA DE S. PAULO, A VOZ DO OPE- braços na confusão dos gritos. Só esta chuva morrinhenta RÁRIO, GAZETA LITERÁRIA, AVANTE!, O ESCRITOR e não pára" JCF/MS NOVA SÍINTESE. O livro de 172 páginas é uma edição da Vencedor do Prémio Literário Cidade de Torres Vedras em 1993 e dedicado aos seus camaradas da Companhia de Caçadores 1779, este livro de Domingos Lobo (n.1946) tem dois prefácios (Coronel Vítor Alves e Sérgio de Sousa) além de anotações nas duas badanas de Eduardo Pitta, Júlio Conrado, Fernando Dacosta, Sérgio de Sousa, Rui Herbon, Paulo Alexandre Pereira, Miguel Real e Rui de Azevedo Teixeira. Domingos Lobo é autor de obras de ficção, poesia, teatro, ensaio e crítica.

Credito: DR

Vincent Black

Trump has imposed additional tariffs, while Carney has insisted Canada will not accept a deal that undermines Canadian industries. The Trump factor cannot be ignored... there is an unmistakable political connection between the American confrontation and Canadian public opinion. Trump’s repeated rhetoric about Canada becoming the 51st state, his tariff policies and his increasingly hostile public statements have created something that Canadian politics has not seen in this form for generations. Carney has positioned himself as the leader who will stand up to Washington while remaining pragmatic about the enormous importance of the American market. A recent Reuters analysis found that Carney had substantial public support for his tougher approach toward Trump, although economists warned that this support could weaken if tariffs eventually translate into

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Férias, descanso ou mudança de rotina Augusto Bandeira

Opinião

Há quem lhe dê nomes diferentes quando se diz, vou de férias. Meus caros leitores, como é tradicional para a maioria de nós, o mês de agosto é considerado o mês das férias. É também o mês em que muitos emigrantes regressam ao nosso cantinho, a Portugal, para matar saudades, visitar a família e os amigos e rever os lugares onde nasceram e cresceram.

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as, na realidade, quantos de nós regressamos ao Canadá ainda mais cansados do que quando partimos? Férias são necessárias e fazem bem a todos. Precisamos de descansar, mudar de rotina e regressar com mais motivação e energias renovadas. Mas a vida do emigrante nem sempre é aquilo que muitos imaginam. Talvez o nosso maior problema tenha sido, um dia, sermos obrigados a fazer uma mala e partir à procura de uma vida melhor. Depois disso, passamos uma vida a tentar viver em dois lados ao mesmo tempo. Queremos aproveitar o país onde escolhemos viver, mas não conseguimos desligar-nos da terra que nos viu nascer. Quando vamos a Portugal, queremos visitar a família, os amigos, ir às festas da terra, resolver assuntos que ficaram pendentes, ver a casa, encontrar pessoas que não vemos há anos e, quando damos por isso, as férias passaram e quase não tivemos tempo para descansar. Mas fomos nós que escolhemos esta vida e, apesar de tudo, ainda bem que a emigração teve, e continua a ter, um papel importante no desenvolvimento das nossas terras. É impossível negar aquilo que os emigrantes contribuíram para a modernização de muitas regiões de Portugal. Basta olhar para as habitações, para as obras rea-

lizadas ao longo dos anos e para o movimento económico que se sente, principalmente durante os meses de verão. Portugal recebe os seus emigrantes e nota-se a diferença. Pode parecer pouco quando se olha para a economia de um país no seu todo, mas quem está no comércio, na restauração, no turismo ou nas pequenas mercearias sabe bem que, durante os meses de verão, as caixas registadoras têm outro movimento. As ruas ganham vida, os restaurantes enchem-se e as terras que durante o ano parecem mais vazias voltam, por algumas semanas, a ter outra alegria. Mas isto é apenas uma gota no oceano. Por cá, na América do Norte, as férias são vividas de forma diferente. A vida tem outro andamento e, ao contrário de muitos países europeus, onde durante o verão parece que quase tudo abranda, aqui as empresas continuam, as responsabilidades mantêm-se e muitos ficam a trabalhar para garantir que as coisas continuam a funcionar. Também esses merecem o nosso reconhecimento. São pessoas que, enquanto outros aproveitam uns dias de descanso, continuam a assumir responsabilidades, a manter empresas abertas e a garantir empregos. Esta é uma das grandes diferenças entre a forma como se vive o verão na Europa e na América do Norte. Curiosamente, algo semelhante acontece nos clubes da nossa comunidade. Durante o verão, por falta de pessoas e de adesão, muitas atividades abrandam, o que é perfeitamente compreensível. Mas estamos já a entrar numa nova temporada. E, como acontece todos os anos, começam novamente as festas e as festinhas por todo o lado. Vi recentemente uma lista de eventos para os meses de setembro e outubro que, sinceramente, até assusta. Depois chega novembro com mais festas e, nesse mesmo período, começam também os jantares e as festas de Natal das empresas. Meus caros, com a economia como ela está, não há dinheiro nem disponibilidade para

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tudo. Esta é uma realidade de que se fala há vários anos, mas parece que ninguém quer dar o braço a torcer. A comunidade está a mudar, os hábitos são diferentes e o número de pessoas disponíveis para participar em tudo já não é o mesmo de outros tempos. Não podemos continuar a fazer as coisas como se nada tivesse mudado. A acumulação de festas no mesmo período acaba por prejudicar todos. Não há público suficiente para tantos eventos e, muitas vezes, as próprias organizações não têm condições para preparar algo com a qualidade que gostariam. Não estou a dizer que os clubes não devem organizar eventos. Pelo contrário. Compreendo perfeitamente que a sobrevivência de muitas instituições dependa das atividades que realizam. As despesas são cada vez maiores, os custos aumentam e é necessário encontrar formas de manter as portas abertas. Os dirigentes têm essa responsabilidade e seria injusto não reconhecer o trabalho que muitos fazem, voluntariamente, para manter vivas as nossas casas regionais. Mas também temos de olhar para o futuro. Continuar a aumentar a quantidade não significa melhorar a qualidade. Por vezes, organizam-se eventos que pouco ou nada têm a ver com a região que determinada instituição representa, simplesmente porque é preciso angariar fundos para sobreviver. Compreendo a necessidade, mas devemos perguntar-nos se este caminho será sustentável durante muitos mais anos. Uma coisa é organizar um grande evento cultural, com qualidade, uma vez por ano ou até de dois em dois anos, envolvendo verdadeiramente a região que se representa e fazendo com que os lucros possam também reverter para instituições de solidariedade, neste sentido está-se a fazer uma coisa com transparência e qualidade. Outra coisa é viver constantemente dependente de festas para pagar despesas e resolver as dificuldades do dia a dia. As festas a mais podem acabar por prejudicar

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todos, os clubes, a comunidade, a cultura e até a própria qualidade dos eventos. E não podemos esquecer algo importante, as festas não devem apenas mudar de nome. Quando se organiza um evento para representar uma determinada região, essa região deve estar presente. Na gastronomia, na música, no folclore, nas tradições, nas pessoas e na forma como se apresenta a sua cultura. Caso contrário, corremos o risco de ter muitas festas iguais, repetidas ao longo do ano, onde apenas muda o nome da organização. E isso, na minha opinião, é triste. Porque as nossas regiões têm uma riqueza cultural enorme e merecem muito mais. Agora que estamos no início de uma nova temporada, talvez fosse a altura de os clubes pensarem mais seriamente na união. Menos quantidade, mais qualidade e um maior envolvimento das regiões que representam. Sem dúvida alguma, os nossos clubes são importantes promotores da cultura portuguesa neste país. Mas para continuarem a sobreviver e a cumprir essa missão, terão de se adaptar aos novos tempos. Vou repetir aquilo que tenho vindo a dizer a muitos amigos, o futuro poderá passar por uma maior união e por uma verdadeira Casa de Portugal, onde todas as regiões possam estar representadas, respeitando a identidade de cada uma, mas trabalhando em conjunto. Deixemos um pouco de lado o orgulho e a necessidade de cada um querer mostrar que é líder de alguma coisa. A verdadeira liderança está em saber unir pessoas, reconhecer as dificuldades e encontrar soluções para o futuro. Se todos unirmos forças, a comunidade ganha. A cultura ganha. E Portugal também ganha. Viva Portugal. Bom fim de semana.

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VOLTAR

A "ressaca" das férias em Portugal e a "síndrome" do regresso o coração em Portugal e a vida prática no estrangeiro. Vítor M. Silva Opinião

Com o fim das férias de verão e o regresso à rotina nos países de acolhimento, as comunidades portuguesas no estrangeiro partilham preocupações, sentimentos e desafios muito específicos. A "ressaca" das férias em Portugal traz um contraste entre os bons momentos passados na terra natal, reencontrando a família, participando nas festas populares, aproveitando o sol e a gastronomia e o choque do regresso a uma rotina muitas vezes mais fria e solitária. Passamos, então, a gerir as saudades. Temos de lidar com a distância física que volta a impor-se e com o sentimento de viver a quilómetros de distância, ficando

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início do ano letivo traz sempre o debate sobre a importância de inscrever os filhos nos cursos de língua e cultura portuguesa. Os pais têm de ter em conta muitos pormenores, como horários, localização e deslocações, mas estão cientes de que terão de fazer um "sacrifício", dada a importância da transmissão da herança cultural e o orgulho nas suas raízes. Cada vez têm mais impacto as despesas de verão, sendo agora necessário um bom planeamento financeiro para o resto do ano, num cenário de custo de vida que afeta tanto os países de acolhimento como Portugal. O pós-férias também é ideal para refletir sobre a eficácia dos serviços que o Governo português e o Estado nos fornecem, quer nos serviços consulares, quer noutros ministérios. Penso que todos ficam com a ideia da necessidade de uma maior digitalização

e proximidade do Estado português com a diáspora. É também importante manter as comunidades envolvidas no debate político e cívico nacional, especialmente se houver processos eleitorais ou debates sobre o voto eletrónico/postal no horizonte. Um tema sempre atual para os primeiros dias do regresso é o objetivo de comprar casa, construir ou renovar propriedades em Portugal, seja para férias ou para a reforma. O fim das férias costuma reacender a pergunta: Quando é que voltamos definitivamente? O fim de agosto e o início de setembro marcam uma transição visual e climática brusca. Temos de fazer uma "transição psicológica" ao deixar as praias e esplanadas portuguesas para regressar a uma rotina onde os dias começam a encurtar rapidamente e a preparação para o longo inverno entra no horizonte. As semanas passadas nas festas de verão em Portugal servem de combustível, que se espera que dure um ano, para enfrentar o isolamento ou o es-

tilo de vida mais individualista das grandes cidades. Viajar para Portugal no verão tornou-se um esforço financeiro monumental para as famílias (voos inflacionados, alojamento e o custo de vida geral em Portugal). Existe mesmo um sacrifício financeiro que a comunidade faz de bom grado para manter os filhos ligados às raízes. Este tempo é também o do regresso aos clubes e associações. Após a pausa de verão, os clubes retomam as suas atividades e jantares comunitários, que têm uma grande importância para manter a portugalidade viva. Regressar, sim, mas já com a cabeça na palavra VOLTAR.

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DADO COMO DESAPARECIDO Escreve sempre que precisares de uma porta onde caibas, nunca trago chaves comigo.

Aida Batista Opinião

As estações de correio tendem a desaparecer e vão fechando por falta de matéria-prima que as alimentem. A carta, substituída pelo correio eletrónico, não deixou de existir, apenas passou a viver noutra dimensão – o espaço virtual. Os pequenos bilhetinhos, que deixávamos espalhados para dar recados aos que partilhavam o mesmo espaço connosco, foram substituídos por SMS. Não deixámos, portanto, de comunicar pela palavra escrita. Pelo contrário, e contrariando a voz popular, penso que cada vez escrevemos mais, dando vazão à quantidade de mensagens que diariamente enchem as plataformas digitais que usamos. Podemos é debater o formato, o conteúdo e até mesmo o impacto emocional que esta nova forma de comunicar possa ter em cada um de nós.

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e passarmos da palavra escrita à falada, também não podemos comparar os dias em que vivemos aos que nos antecederam. Até há bem pouco tempo, o custo de uma chamada, mesmo as locais, representavam um grande rombo em qual-

quer orçamento familiar. Éramos, por isso, muito contidos nas conversas, reduzidas que ficavam a “telegramas falados.” Agora, sem limitação de tempo e com recurso à imagem, podemos ir acompanhando, à distância e em tempo real, a vida dos que estão ausentes. Não é o mesmo que a presença física, já o sabemos. Nada substitui o brilho do olhar, o toque das mãos, o beijo saudoso, o calor de um abraço e o odor corporal que funciona como uma campainha da memória olfativa. No entanto, e pese embora essa falta, lembremo-nos dos tempos em que as cartas, de tão espaçadas pela distância, chegavam com notícias já ultrapassadas por acontecimentos mais recentes. Isto vem a propósito do que aqui quero hoje partilhar convosco. Tenho o hábito de enviar um postal para os meus dois netos, e também para mim, sempre que visito algum outro país. Foi por isso que, no início do ano, num programa das manhãs dedicado às relações entre avós e netos, a SIC me convidou para estar presente com o meu neto mais novo, já que o mais velho vive fora de Portugal. Levámos alguns desses postais, guardados ao longos dos anos, para falarmos sobre este ritual. Disse-lhes que, por vezes, havia um ou outro que não chegava, pelo que, em jeito de comprovativo, passara a fotografar o momento em que o metia na caixa do correio. Uma dessas fotografias registava precisamente um dos que nunca havia chegado.

Credito: DR

Margarida Ferra

No mês passado, ao abrir a caixa do correio, fui surpreendida por um postal. A primeira reação foi ler o texto, e alguma coisa não batia bem. Tinha estado na semana anterior em Palma de Maiorca, de onde também enviara um postal, mas este falava-me do nascer e pôr do sol no deserto. Olhei, então, para a imagem – oásis histórico de Gafsa, na Tunísia. Voltei ao texto e lá estava data - 25/06/25! Mais de um ano depois chegava o postal de que eu havia falado no programa. Logo depois, a mensagem do meu neto a manifestar o mesmo espanto, com a fotografia do postal deles. Foi este episódio que me fez voltar às cartas, em que tantas vezes, por ausência prolongada de notícias, as pessoas eram já dadas como desaparecidas, ou até mesmo mortas, pelos seus familiares. Quantos dramas se esconderam por trás desses silêncios? Quantas vozes se calaram pela ver-

gonha da falta de sucesso? Outras, porque tinham vivido vidas paralelas que importava ocultar, e ainda casos de quem vivia na clandestinidade do analfabetismo que não queria dar a conhecer. Este postal fez-me recordar muitas dessas histórias de e/imigração. Tal como os protagonistas das histórias, sem que eu possa adivinhar os caminhos percorridos durante mais de um ano, ganhou vida depois de já o ter dado por desaparecido. O mesmo será dizer que, afinal, vale sempre a pena acreditar.

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Segurança Social: não quando, mas o quê Miguel Costa Matos Opinião

O relatório de Jorge Bravo sobre a reforma da Segurança Social nasceu morto. Antes de ser apresentado, já o Governo proclamava a sua inutilidade. Quando as suas conclusões vieram a público, foram imediatamente desmascaradas não só pela esquerda como também por figuras insuspeitas, como Rui Calafate, José Gomes Ferreira ou Isaltino Morais.

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ão há, todavia, vitórias permanentes. O Governo apenas garante que qualquer reforma ficará para uma próxima legislatura. Como se as conclusões de Bravo & Cia. fossem válidas, embora inconvenientes. É uma retirada estratégica. Há mais de 30 anos que nos tentam convencer da insustentabilidade da Segurança Social. E, se formos sinceros, têm tido algum sucesso nisso. 55% dos portugueses acreditam que a pensão pública não será suficiente para manter o seu nível de vida e 47% não acreditam que a Segurança Social consiga pagar pensões no futuro. É, por isso, que o país não pode ficar satisfeito com debater se este é o momento para reformar o nosso sistema de pensões. Devemos mesmo debater quais os seus verdadeiros desafios e que soluções podem estar à altura. O ponto mais discutido deste relatório é a consolidação dos saldos da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Já todos sabemos que a CGA tem défice porque o Estado não pagou as contribuições que devia e que os orçamentos todos os anos pagam pelos pecados do passado. Assumir que os excedentes da Segurança Social possam se esgotar nos défices da CGA é admitir que essa compensação via Orçamento do Estado pode, no futuro, falhar. Não tem falhado, mas, como isto anda, é melhor não dar nada por garantido. Uma

alternativa às transferências anuais é constituir um Fundo de Estabilização Financeira da CGA onde, gradualmente, o Estado transfira o valor devido não só por este ano, como também por anos futuros. Não só isso poderia eliminar o risco de disponibilidade financeira futura, como poderia até dar lucro graças à aplicação dessas reservas. Para isso, bastaria que as poupanças rendessem mais que o custo da dívida pública emitida. Ora, em 7 dos últimos 10 anos, emitir dívida pública custou menos do que os 3% de rendibilidade média do FEFSS nesse período. Já que falamos, porém, das poupanças que o Estado constitui para pagar pensões futuras, será bom de olhar para as que já temos. A CGA tem 6.568 milhões de reservas especiais, que, em 2025, perderam 211 milhões em valor. Enquanto tal, o FEFSS com quase 42 mil milhões obteve 3,9% de retorno. Há fortes razões para estudar a gestão profissional das reservas da CGA integradas com o FEFSS. Ainda assim, vale a pena debater se este último não poderia ter uma rendibilidade ainda maior. Em janeiro deste ano, o gestor deste Fundo afirmou que a obrigação de aplicar metade em dívida pública, ao invés de outros investimentos mais rentáveis, custou às poupanças dos pensionistas quase 6 mil milhões desse 2018. É certo que, com mais flexibilidade, podia-se ter atingido maior retorno, mas também o se teria feito com maior risco. A campanha de medo da sustentabilidade financeira apenas serve como aperitivo para a nossa insegurança sobre quanto será a nossa pensão. Alegadamente, não só o que irás receber é menos do que recebes agora, como também é muito pouco. Bravo & Cia. não conseguiram acompanhar o pessimismo de um relatório da Comissão Europeia, muito citado, que colocava a pensão média em 40% do salário médio em 2050. Pelo contrário, situam a taxa de substituição líquida acima dos 70% em 2045, em linha com outras previsões internacionais que colocam Portugal entre as taxas de substituição mais altas da Europa.

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Mesmo assim, esta forma de contar a história é enganadora. Os autores do relatório não estão a comparar dois trabalhadores em igual circunstância. Estão a comparar um universo em que boa parte dos pensionistas recebe uma pensão com base ainda nos melhores 10 dos últimos 15 anos e outro, no futuro, inteiramente assente na contabilização da carreira contributiva completa. Um trabalhador, no mesmo regime, com a mesma evolução salarial, não vai, na verdade, receber uma pensão pior no futuro do que receberia se tivesse para se reformar agora. Afinal, desde 2006, aplica-se a mesma taxa de formação, com a nossa pensão a aumentar cada ano entre 2 e 2,3% do que auferimos. O facto dessa taxa ser fixa significa que podemos, em qualquer momento, saber não só quanto descontámos como também uma estimativa, em tempo real, da nossa pensão. A Segurança Social tem, aliás, um simulador para isso mesmo. Bravo & Cia. sugerem, em alternativa, um sistema de contas nocionais que guardam “virtualmente” as contribuições de cada um. A ideia é vender uma saborosa transparência que já existe. Mas a imitação deve parar aí. Os resultados deste tipo de sistemas são conhecidos. Entre 2010 e 2018, a Suécia teve de ativar um mecanismo automático de equilíbrio, cortando ou congelando as pensões a pagamento. É essa, afinal, uma das funções das contas nocionais: perante alterações da longevidade, da demografia ou da massa salarial, a pensão torna-se a principal variável de ajustamento. Passar de “benefício definido” para “contribuição definida” não elimina o risco - transfere uma parte muito maior dele para trabalhadores e pensionistas. O relatório culmina pugnando pelo reforço dos incentivos à poupança para a reforma. É uma linha também propalada pela Comissária Maria Luís Albuquerque e pelo Governador Álvaro Santos Pereira. Dito assim, parece inofensivo. Mas os incentivos

custam dinheiro e nem toda gente consegue poupar. Em Portugal, os atuais incentivos fiscais para os PPR custam 86 milhões para chegar a apenas 7% das famílias. Na prática, a única maneira com que estes liberais acham que conseguem convencer as pessoas a investir em pensões privadas é subsidiando-as. Pior, defendem que todos sejamos automaticamente inscritos num fundo de pensões privado, com um desconto automático e tudo. Ironicamente, este mecanismo, aparentemente simplificador da vida das pessoas, acaba por prender as pessoas no nível de contribuição automática, obrigando-as a reduzir as outras poupanças que fazem, quando as têm. Quando não as têm, este voluntarioso “auto-enrollment” significa na prática uma redução de rendimento para quem menos tem. É preciso pensar em como estimular a poupança para a reforma. Com a aceleração da adoção da IA na economia, torna-se cada vez mais urgente prosseguir o caminho de diversificação das fontes de receita da Segurança Social iniciado pelo PS, com a consignação de da receita do AIMI e de parte do IRC. A Segurança Social precisa de reformas. Precisa de mais transparência, melhor gestão das reservas e fontes de financiamento adaptadas à economia do futuro. Precisa de instrumentos que ajudem quem pode a poupar sem subsidiar quem já pouparia. O que não precisa é de transformar a pensão pública na variável automática de ajustamento ou de gastar dinheiro público a empurrar poupanças para fundos privados. O debate que Portugal tem pela frente não é, portanto, entre reformar agora ou reformar mais tarde. É entre reformas que reforçam o contrato social e reformas que começam, pouco a pouco, a desfazê-lo. A pergunta importante não é quando. É o quê.

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Orlando Pinto

Uma história de emigração, empreendedorismo e compromisso com a diáspora Daniel Bastos Opinião

Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua extraordinária capacidade de trabalho, iniciativa e empreendedorismo. Ao longo de gerações, homens e mulheres que partiram de Portugal em busca de melhores condições de vida acabaram por construir, nos países de acolhimento, empresas de sucesso e percursos de reconhecido mérito, assumindo responsabilidades de relevo nas áreas económica, social, cultural e, tantas vezes, política.

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ntre esses exemplos, cada vez mais reconhecidos como uma importante mais-valia estratégica para a afirmação internacional do país, destaca-se o percurso de Orlando Pinto, um dos empresários mais ativos e beneméritos da comunidade portuguesa no Luxemburgo. No Grão-Ducado, onde os portugueses constituem cerca de 15% da população e representam, desde a década de 1980, a principal comunidade estrangeira, a presença portuguesa adquiriu uma dimensão particularmente relevante. O Luxemburgo tornou-se, assim, um dos mais expressivos espaços de afirmação contemporânea da emigração portuguesa na Europa, não apenas pela sua importância demográfica, mas também pelo contributo económico, empresarial, cultural e social dos portugueses que ali fizeram as suas vidas. Natural de Adenodeiro, pequena aldeia do concelho de Castro Daire, no distrito de Viseu, Orlando Pinto emigrou para o Luxemburgo em 1982, com apenas 22 anos, movido pelo desejo, comum a tantos

emigrantes portugueses da sua geração, de procurar melhores condições de vida. Levava consigo a experiência de uma infância e adolescência marcadas pelo trabalho agrícola e fabril, num contexto familiar humilde, mas também pelo conhecimento precoce das dificuldades e incertezas associadas à emigração. O seu próprio pai havia emigrado para o Canadá e, numa época em que na aldeia não existiam eletricidade, telefone ou sequer correio regular, a família chegou a permanecer meses sem saber do seu paradeiro. É uma memória que ajuda a compreender a dureza de uma emigração feita, muitas vezes, com poucos recursos, mas sustentada por uma enorme esperança no futuro. No Luxemburgo, Orlando Pinto começou a construir, passo a passo, um percurso que haveria de transformar profundamente a sua vida. Depois de conhecer e casar com a mãe das suas filhas, iniciou a sua atividade profissional numa empresa de construção civil. Durante cerca de duas décadas, exerceu diferentes funções, começando como pedreiro e progredindo até chefe de equipa e responsável de obra. Foi nesse longo percurso profissional, feito de trabalho, aprendizagem e experiência acumulada, que encontrou os alicerces para concretizar um projeto próprio. Em 2002, no início do século XXI, decidiu criar a Sopinor, então com apenas um camião e quatro pedreiros. Mais de duas décadas depois, aquela pequena empresa transformou-se num dos mais relevantes grupos empresariais do setor da construção e das obras públicas no Luxemburgo. Sediado em Schifflange, no cantão de Esch-sur-Alzette, o grupo SOPINOR reúne atualmente diversas entidades, entre as quais a SOPINOR Sarl, a SOPINOR Constructions, a SOPINOR Concassage, a AP Construction, a SopiConcept e a So-

piTherme, proporcionando uma resposta integrada ao setor da construção, desde a conceção à execução de projetos. O crescimento da empresa acompanha, de resto, a própria dimensão do percurso do seu fundador. Aquilo que começou com quatro trabalhadores é hoje uma estrutura empresarial com cerca de 350 colaboradores, maioritariamente portugueses, dezenas de estaleiros em funcionamento e uma faturação anual superior a 50 milhões de euros. Entre os projetos que contribuíram para a notoriedade da SOPINOR encontra-se uma das obras mais emblemáticas da modernização do Luxemburgo: o tram, o metro de superfície da capital do Grão-Ducado. A participação da SOPINOR na construção desta infraestrutura, que marcou profundamente a paisagem urbana luxemburguesa, valeu a Orlando Pinto o epíteto de “Senhor Tram”, expressão que traduz não apenas a dimensão do projeto, mas também o reconhecimento alcançado pelo empresário no setor da construção. A história da SOPINOR é, simultaneamente, uma história de empreendedorismo e uma história de família. Na empresa trabalham também as filhas de Orlando Pinto, Sylvie, jurista, e Stephanie, ligada à direção, bem como outros familiares, entre os quais a sua irmã, responsável pelos recursos humanos, e o sobrinho Mário, supervisor de obras. A presença de várias gerações da família na estrutura empresarial revela uma dimensão que ultrapassa a mera gestão de um negócio: a transmissão de responsabilidades, valores e de uma cultura de trabalho construída ao longo de décadas. Uma das dimensões mais marcantes do percurso de Orlando Pinto é a forma como tem colocado o seu sucesso ao serviço da comunidade. Apaixonado pelo futebol, tem apoiado diversas equipas no Luxemburgo e, nos últimos dois anos, assumiu a

presidência do Red Black Pfaffenthal, clube onde também treina o seu filho mais novo e que acolhe as escolinhas luxemburguesas do Sport Lisboa e Benfica. A sua dimensão solidária revelou-se igualmente quando, na sequência dos graves danos provocados pela tempestade Kristin na região Centro, particularmente no distrito de Leiria, transformou um armazém da sede da empresa, em Schifflange, num centro de recolha de materiais de construção destinados às populações afetadas em Portugal. Foi este percurso de sucesso, compromisso e solidariedade que esteve na origem da Comenda do Mérito Empresarial que lhe foi atribuída pelo Presidente da República, António José Seguro, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, cujo arranque oficial decorreu este ano no Luxemburgo. A distinção reconheceu, nas palavras do mais alto magistrado da Nação, a “singularidade de um percurso profissional do maior êxito e o extraordinário espírito de um homem fora do comum”.

O Presidente da República, António José Seguro, condecorou o empresário Orlando Pinto em Luxemburgo. Créditos: Miguel Figueiredo Lopes

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FELIZ DIA DO TRABALHADOR

Feliz Dia do Trabalhador! Hoje homenageamos as mãos que constroem, criam e fazem Canada avançar. @julie.dzerowicz

@julie.dzerowicz

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Julie Dzerowicz


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Observador de aviões ou espião chinês? Estudante universitário do Ontário suspeito de espionagem em aeroportos

PORTUGAL

Crédito: CBC

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eiheng Zeng, ele próprio um cidadão chinês, foi detido no Michigan a 23 de agosto depois de cruzar a Ponte Ambassador a partir de Windsor, Ontário. Foi acusado de prestação de falsas declarações. Zeng compareceu num tribunal federal em Detroit e concordou em permanecer sob custódia enquanto aguarda julgamento. Estudante de licenciatura na Universidade de Waterloo nascido em 2004, Zeng levantou suspeitas às autoridades dos EUA pela primeira vez em abril, após um incidente captado em vídeo de vigilância no Aeroporto Internacional O'Hare em Chicago, de acordo com uma queixa-crime consultada pela CBC News. Na altura, funcionários da FedEx avistaram um homem a tirar fotografias, a subir para um empilhador e a tentar abrir um camião de entregas trancado e um contentor de transporte no parque de estacionamento da empresa no aeroporto de Chicago, refere a queixa-crime. De acordo com a queixa, Zeng reconheceu ter subido ao empilhador em O'Hare "para obter um melhor ângulo para tirar fotografias." Os investigadores associaram mais tarde Zeng a uma carrinha Chrysler Town & Country azul-escura com matrícula do Ontário vista no circuito fechado de televisão das imediações. Quando tentou reentrar nos EUA no mês passado ao volante do mesmo veículo, Zeng disse à Proteção de Fronteiras e Alfândegas dos EUA que se dirigia a Chicago para uma viagem de um dia. Em vez disso, os agentes

LOCAL

fronteiriços interrogaram-no três vezes. E de acordo com a queixa-crime, a história dele continuava a mudar. Ao início, quando os agentes fronteiriços encontraram numerosas fotografias de aeronaves militares no seu telemóvel, Zeng terá dito que eram para um website de radar de voos. Disse que tirar fotografias a aviões era o seu hobby. "Foi também descoberto que o telemóvel de Zeng continha fotografias dele e de outros indivíduos com vestuário tático e em formações táticas, segurando armas de fogo do tipo espingarda", escreveu o agente especial do FBI Robert Holbrook na queixa. Zeng terá dito que a arma era uma arma de airsoft. Ele negou ter qualquer serviço militar ou treino.

Trabalhos de limpeza e reparação CBC/MS em curso após tempestade severa na região de Toronto causar inundações e falhas de energia Os trabalhos de limpeza estão em curso em toda a Grande Área de Toronto após a tempestade severa de quarta-feira (2) que deixou detritos espalhados, estradas inundadas e residentes sem eletricidade.

D Crédito: CBC

Um estudante universitário do Ontário é suspeito de espionagem depois de o FBI ter declarado que ele admitiu ter acedido a instalações aeroportuárias em Toronto e Chicago para tirar fotografias em nome de uma figura misteriosa da China.

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e acordo com a polícia de Toronto, os agentes receberam cerca de 300 chamadas a dar conta de cabos de energia derrubados num período de 24 horas. Ainda se registam falhas de energia generalizadas, que as equipas estão a tentar resolver, segundo a Toronto Hydro. A Toronto Hydro informou na manhã de quinta-feira (3) que cerca de 6000 habitações e empresas continuavam no escuro, enquanto o fornecedor de energia da pro-

víncia, a Hydro One, disse que mais de 58 000 clientes permaneciam sem serviço. As equipas estão também a trabalhar para restabelecer a eletricidade a cerca de 393 habitações e empresas em Vaughan, Ontário, de acordo com a empresa de energia Alectra Utilities. Os responsáveis da cidade de Toronto disseram ter recebido cerca de 1000 pedidos de assistência e mobilizaram equipas para lidar com problemas relacionados com a tempestade. "As equipas municipais têm estado a remover detritos e sedimentos e a varrer as vias rodoviárias desde que as águas da inundação começaram a baixar durante a noite", informou a autarquia no seu website. CBC/MS

Samba do Beco leva música, cultura e comunidade ao Kensington Market Baiano resumiu o propósito da iniciativa “a ideia é trazer a comunidade junta e mostrar um pouco do Brasil para Toronto e para o Canadá.” Bernardo Calazans destacou igualmente a ligação com as raízes brasileiras “o nosso intuito é fazer o samba como nós vimos quando no Brasil.” A música foi o principal elo entre os parPedestrian Sundays é uma das tra- ticipantes. Entre os músicos presentes estidições de verão de Kensington veram Denise Brazão, Chocolate e Rodrigo Market. Entre maio e outubro, no da Silva, que partilharam a sua experiência último domingo de cada mês, as ruas ficam e falaram sobre a importância daquele molivres de automóveis e recebem música, mento. Denise Brazão destacou a energia especial gastronomia, comércio local, espetáculos e atividades que celebram a diversidade cul- vivida no espaço e a ligação com a comunitural do bairro. Foi neste ambiente multicultural que o Samba do Beco voltou a fazer-se ouvir, levando para as ruas de Toronto os sons e a energia do samba brasileiro. Mais do que uma apresentação musical, o encontro tornou-se uma oportunidade para reunir a comunidade, rever amigos e manter vivas as tradições brasileiras.

O samba voltou a tomar conta do coração de Toronto. Durante mais uma edição do Kensington Market Pedestrian Sundays, a Baldwin Street transformou-se num ponto de encontro para a comunidade brasileira e para todos os que quiseram participar numa tarde de música, dança e convívio.

Uma iniciativa para juntar a comunidade Os mentores da iniciativa, Baiano e Bernardo Calazans, recordaram as origens do Samba do Beco e explicaram a importância de criar um espaço dedicado à música e à cultura brasileira em Toronto.

Foto: Cindy Da Ponte

O

dade negra brasileira “a energia que eu encontro neste beco é especial, principalmente para a comunidade negra, porque muitos de nós vivemos nos becos das comunidades.” Rodrigo da Silva também manifestou a satisfação por fazer parte da iniciativa “é um prazer poder fazer parte deste movimento cultural.” Para o Mestre Sérgio Xocolate, também conhecido por XOCÔ, o samba representa uma das grandes paixões do povo brasileiro “tudo isto faz parte da paixão do povo brasileiro. O coração de Toronto chama-se Samba do Beco.” Entre o público estava também Ariane,

MAIS FOTOS

que aproveitou o ambiente para assistir à festa e dar “um pé de dança”. Para ela, o encontro representa uma forte presença brasileira no Canadá “é uma super representação da cultura brasileira aqui no Canadá." Samba e futebol no mesmo espaço A celebração contou ainda com a presença do futebol brasileiro. Nesta edição, esteve presente a Fiel Toronto, grupo oficial de apoio ao Corinthians, reforçando a ligação entre duas coisas: o samba e o futebol. Lucas Souza, presidente da organização, destacou a importância de ajudar a fortalecer a comunidade brasileira em Toronto. Luiz Cecim, membro da claque, resumiu a ligação entre as duas coisas “Isto é samba e futebol.” Ao longo do domingo, a Baldwin Street foi palco de música, dança, encontros e novas amizades. Para quem vive longe do Brasil, momentos como este permitem manter vivas as raízes e, ao mesmo tempo, partilhar a cultura brasileira com a cidade de Toronto. O Samba do Beco mostrou, mais uma vez, que a música pode ser uma ponte entre pessoas, culturas e gerações. Samba, cultura e comunidade é assim que o Brasil se faz presente em Toronto. FP/MS


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grandes multidões, música, comida, devoção e reencontros entre famílias e amigos. Hoje, como nos explica Mariano – um dos voluntários da comissão de festas, “os tempos são outros e estão longe as imagens de um Bellwoods Park completamente cheio para a Festa do Senhor da Pedra. A dimensão da celebração mudou, acompanhando também as transformações da comunidade portuguesa na cidade. Mas há algo que permanece: a alma da festa e a vontade de manter viva uma tradição que não se esbate com o passar dos anos”. A edição de 2026 voltou a juntar religião, cultura e convívio, com missa, procissão, arraial, música ao vivo, comidas típicas, bar, bazar e sorteio. No sábado, a celebração começou com a missa das 18h, seguindo-se o arraial. No domingo, depois da missa do meio-dia, realizou-se a tradicional procissão, acompanhada pela Banda Senhor Santo Cristo, terminando o fim de semana com novo arraial. A música também teve lugar de destaque, com a participação de Jessica Amaro, Lídia Sousa, César Russo, entre outros momentos de animação, coordenados pelo MC Rómulo Ávila.

COMUNIDADE PORTUGAL

Jovens ajudam a manter viva a Festa de St. Agnes Foto: DR

Aos 19 anos, Isabel Fátima Pacheco continua ligada à festa de Santa Inês, uma tradição que faz parte da sua vida desde criança. “Comecei a ir à procissão quando tinha dois ou três anos. A minha avó começou a levar-me”, recorda. Ao longo dos anos, Isabel tem ajudado em várias atividades, como o bazar, a venda de rifas, pipocas e algodão-doce. Apesar de não fazer parte da comissão de festas, garante que gosta de contribuir sempre que pode. As procissões têm um significado especial para Isabel, sobretudo pela ligação à avó. “Gosto urante décadas, esta foi uma das de ir à procissão porque sempre fez parte maiores festas da comunidade por- da minha vida. Era muito importante para tuguesa de Toronto, chegando a re- a minha avó e também é importante para unir milhares de pessoas e a transformar o mim.” Para a jovem, a festa é sobretudo um Bellwoods Park num verdadeiro ponto de encontro da comunidade. Eram tempos de momento de união da comunidade. “Gos-

Festa do Senhor da Pedra: 54 anos de fé, tradição e memória da comunidade portuguesa A Festa do Senhor da Pedra, organizada pela Paróquia de Santa Inês, em Toronto, voltou a reunir a comunidade portuguesa nos dias 29 e 30 de agosto, mantendo viva uma tradição que este ano assinalou 54 anos de existência.

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to muito de ver a nossa comunidade toda feliz. Somos como uma grande família. A gente cuida uns dos outros”, afirma a Isabel atarefada a ajudar nas lides organizativas. Sobre a participação dos jovens, Isabel considera que o exemplo da família é essencial: “Se os avós e os pais não trouxerem os jovens, eles não vêm. Foi a minha avó e a minha tia que começaram a trazer-me. Agora faz parte da minha rotina.” Já Daniela Braga, de 20 anos, é voluntária na festa desde 2023. Começou a participar depois de ser convidada pela sua supervisora, Jéssica Pacheco, e por querer contribuir para a comunidade portuguesa. Durante a festa, ajuda na venda de rifas e no Bazar, onde vende e distribui prendas. “Gosto de vender rifas porque posso envolver-me com as pessoas da comunidade portuguesa e aprender coisas novas”, conta. Entre as suas melhores memórias está dançar com uma amiga em frente ao palco, rodeada pela comunidade. Para Daniela, a festa é uma oportunidade de celebrar a alegria e o orgulho de ser português. Para atrair mais jovens, sugere divulgar oportunidades de voluntariado através do Instagram, Facebook e dos jornais portugueses de Toronto, como é o caso do Milénio, que como diz “a minha família lê tudo a cada sexta-feira”. 54 anos depois, a Festa do Senhor da Pedra talvez já não tenha a dimensão de outros tempos, mas continua a ser uma expressão da memória e da identidade portuguesa em Toronto. Porque as festas podem mudar de tamanho, os tempos podem ser diferentes e as gerações podem renovar-se, mas a fé, a saudade, a tradição e a vontade de celebrar juntos continuam a fazer parte da alma da comunidade. RMA/MS

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CHEERS TO THE LONG WEEKEND


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PORTUGAL PORTUGAL

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Moção

Hugo Soares considera moção do Chega ridícula e não acredita que Seguro envie “recados por amigos” combate aos incêndios ou o controlo das entradas nos aeroportos e, admitindo que existiram informalidades, considerou que o ministro já deu explicações e reconheceu erros. "Quem tem de responder pela intervenção de um ministro é o primeiro-ministro, tenho absoluta confiança no discernimeno dia em que o Chega apresentou to político, ético do primeiro-ministro", uma moção de censura ao Gover- afirmou. Questionado sobre posições críticas de no devido às polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves manifestadas publicamente Luís Neves, Hugo Soares considerou que o por pessoas próximas do Presidente da Chega tem como objetivo "derrubar o Go- República como Adalberto Campos Fernandes ou Álvaro Beleza, o dirigente do verno e provocar eleições". O secretário-geral do PSD considerou PSD disse "ter a certeza" de que o chefe de que a moção do Chega "é um epílogo da Estado não envia "recados por amigos" ao 'silly season'" e "é ridícula" porque censu- Governo e assumiu que votou em António ra o Governo antes de se saber o resultado José Seguro nas últimas presidenciais. JN/MS dos vários inquéritos abertos ao ministro da Administração Interna. Hugo Soares defendeu o trabalho de Luís Neves em áreas como a prevenção e

O líder parlamentar do PSD classificou como ridícula a moção do Chega de censura ao Governo e disse não acreditar que o Presidente da República envie "recados por amigos" ao Governo, revelando que votou em António José Seguro nas presidenciais. Credito: JN

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Confiança

Montenegro diz estar tranquilo “com todos os membros do Governo” O primeiro-ministro afirmou que o ministro da Administração Interna tem mostrado aptidão para resolver os problemas nos seus setores de responsabilidade e adiantou que está tranquilo em relação a todos os membros da sua equipa governativa.

I

nterrogado pelos jornalistas se a presença de Luís Neves no Governo está a desgastar o Governo do ponto de vista político, devido à sua anterior ação enquanto diretor nacional da PJ, Luís Montenegro respondeu: "O ministro da Administração Interna tem sido um dos membros do governo que tem mostrado - como, aliás, os demais - aptidão para resolver problemas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o impulso extraordinariamente positivo que

houve no funcionamento do controlo das fronteiras", apontou. Falando aos jornalistas antes de assistir à cerimónia de posse do reeleito presidente de São Tomé e Príncipe, o líder do executivo foi questionado sobre se mantém a confiança política no ministro Luís Neves. "Os membros do Governo têm de responder quando são alvo de pedidos de esclarecimento e de escrutínio. Infelizmente, a vida democrática ensina-nos que as oposições nunca ficaram satisfeitas com as explicações dos membros do governo. Portanto, cabe ao primeiro-ministro depois fazer a avaliação. Eu faço a minha e estou muito tranquilo com todos os membros do governo", declarou Luís Montenegro. JN/MS

Credito: JN

Segurança Social alerta para tentativas de fraude

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Estão a ser enviadas mensagens fraudulentas em nome da Segurança Social", alerta o Instituto da Segurança Social (ISS), numa nota publicada no seu site, indicando que "estas mensagens incluem, geralmente, um link para uma página falsa, que utiliza indevidamente a imagem do Portal da Segurança Social". O instituto liderado Pedro Corte Real pediu aos cidadãos que caso recebam uma mensagem deste tipo não cliquem no link

IA é usada por 85% das crianças e jovens sobretudo em trabalhos escolares Cerca de 85% das crianças e jovens portugueses entre os nove e os 17 anos já utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa, sendo os trabalhos escolares uma das principais utilizações, revela o relatório da EU Kids Online 2025.

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Alerta fraude

A Segurança Social alerta para a existência de mensagens fraudulentas que estão a ser enviadas com um link que usa indevidamente a imagem do portal do instituto, instando os cidadãos a não clicarem no link nem a fornecerem dados.

IA

nem forneçam quaisquer dados pessoais ou bancários. "Trata-se de uma ação de phishing, que visa obter informações confidenciais ou extorquir dinheiro, utilizando de forma abusiva a identidade da Segurança Social", sublinha. O ISS salienta ainda que "estas mensagens não são enviadas pela Segurança Social e têm como único objetivo permitir aos seus autores obter valores ou informação de forma ilegítima". "A Segurança Social nunca envia links, nem pede dados bancários ou pessoais por SMS ou outras mensagens", reforça, indicando que "em caso de dúvida, recomenda-se que os cidadãos consultem apenas os canais oficiais da Segurança Social". JN/MS

ntre os inquiridos, 47% dizem ter usado IA generativa em trabalhos para a escola, enquanto 23% recorreram a estas ferramentas para conversar e obter conselhos sobre saúde física e a mesma percentagem para falar sobre preocupações e obter conselhos. O recurso à IA para fins escolares aumenta claramente com a idade: é referido por 28% das crianças entre os nove e os 11 anos, 48% dos 12 aos 14 anos e 63% entre os 15 e os 17 anos. O relatório "Novos usos, novos riscos? Direitos digitais de crianças e jovens (917 anos)", realizado junto de 2111 crianças e jovens utilizadores da internet, mostra ainda uma diferença significativa segun-

do o estatuto socioeconómico: metade dos jovens dos níveis socioeconómicos alto e moderado refere usar IA para trabalhos escolares, percentagem que desce para 34% entre os de nível baixo. Os investigadores sublinham que a IA generativa passou a ser uma componente central das práticas digitais dos mais novos e que os usos escolares destacam-se, nomeadamente para resumir ou explicar textos longos e ajudar na realização de trabalhos da escola. Cerca de metade dos inquiridos manifesta ainda interesse em aprender mais sobre notícias falsas e sobre formas de proteger os dados pessoais "online". Os resultados do EU Kids Online 2025 mostram uma integração crescente das tecnologias digitais na vida quotidiana e escolar, num contexto em que a utilização da IA generativa surge associada não apenas à aprendizagem, mas também à procura de informação, comunicação e apoio. JN/MS

Estabilidade Política

Carneiro diz que não será pelo PS que haverá “crise política” O secretário-geral do PS assegurou que não será pelo seu partido que haverá "crise política" em Portugal, mas insistiu que o primeiro-ministro "tem de assumir" a "responsabilidade" na polémica em torno do ministro Luís Neves.

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Nós contribuiremos para a estabilidade política do país e não será pelo PS que haverá crise política em Portugal", disse o secretário-geral do PS, em Maputo, questionado pela Lusa sobre a possibilidade de avançar a moção de censura ao Governo admitida pelo Chega, devido aos alegados casos envolvendo o mi-

nistro da Administração Interna. "Eu reitero aquilo que disse, o primeiro-ministro é o primeiro e mais importante responsável por tudo quanto tem que ver com o Governo. Só ele convida, só ele exonera. E o primeiro-ministro tem que ter consciência do que se tem vindo a passar, tem vindo a degradar a confiança dos cidadãos nas suas instituições políticas e ele tem deveres, tem uma responsabilidade que não pode alienar nem pode entregar aos outros. Ele próprio tem de assumir essa responsabilidade", concluiu. JN/MS


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Açores

AUTONOMIAS PORTUGAL

Madeira

Excedente das contas públicas da Madeira cai 57,8% até julho A Administração Pública Regional da Madeira fechou os primeiros sete meses do ano com um saldo positivo de 41,5 milhões de euros. A despesa do Governo Regional aumentou 5,1% face ao período homólogo.

A

s contas consolidadas da Administração Pública Regional registaram, até ao final de julho, um excedente de 41,5 milhões de euros, valor que representa uma redução de 57,8% face aos 98,4 milhões apurados no mesmo período de 2025. Os dados constam do Boletim de Execução Orçamental de julho, divulgados hoje, através de comunicado, pela Secretaria Regional das Finanças, que aponta ainda para um saldo primário de 123,9 milhões de euros. Segundo a tutela, a redução do saldo é explicada pelo subsetor do Governo Regional, que apresentou um excedente de 28,7 milhões de euros, contra 89,9 milhões no período homólogo, correspondendo a uma quebra de 61,2 milhões. Já os Serviços e Fundos Autónomos (SFA) e as Entidades Públicas Reclassificadas (EPR) mantiveram resultados positivos. No que respeita ao Governo Regional, a receita efetiva atingiu 955,6 milhões de

euros, menos 1,6% do que em 2025. A Secretaria das Finanças explica, no comunicado, que o crescimento da receita de IVA, em 23,8 milhões de euros, foi anulado pela quebra do IRC, associada à menor autoliquidação do Modelo 22, e do IRS, devido aos reembolsos da campanha do Modelo 3. Do lado da despesa, foram contabilizados 926,8 milhões de euros, mais 5,1%, ou 45,2 milhões, do que no período homólogo. A despesa corrente cresceu 7,8%, enquanto a despesa de capital recuou 25,1%. Saúde e Educação concentraram, em conjunto, 60,7% da despesa. Quanto à dívida não financeira, o passivo acumulado ascendia, no final de julho, a 224,5 milhões de euros, mais 29,3 milhões face ao mesmo período do ano passado. Os pagamentos em atraso fixaram-se nos 21,2 milhões de euros, menos 1,7 milhões em termos homólogos. A Secretaria Regional das Finanças salienta ainda que, desde 2012 e considerando o mesmo universo de entidades, os passivos registam uma redução acumulada de 2.515,1 milhões de euros, enquanto os pagamentos em atraso diminuíram 1.103 milhões. JM/MS

Madeira

Família suíça que vive no mar divulga expedição na Madeira têm o objetivo de ir às escolas, tal como já fizeram noutras latitudes. Enquanto o ano letivo não começa, fazem explorações e tencionam viajar até às Selvagens e às Canárias. Estando por perto, estarão recetivos ao contacto das escolas que estejam climatologista Dario e a enfermeira interessadas em ouvi-los e em fazer uma Sabine Schwoerer fizeram do mar atividade ao ar livre com eles. Sobre eles casa. Pelo caminho, tiveram seis existe um documentário, de 35 minutos, filhos, sem nunca interromperem a via- intitulado 'Home is the Ocean'. gem (salvo devido à pandemia) que os leva JM/MS a percorrer os oceanos e também a subir aos picos mais altos do planeta. Na Região,

Um casal suíço iniciou em 1999 uma demanda pelo mundo, a inspirar os povos para projetos locais de defesa do ambiente, e integrou agora a Madeira na rota da expedição.

Crédito: DR

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sismo ocorreu às 08h42, com o epicentro no canal que separa as ilhas do Faial e do Pico, atingindo uma magnitude estimada entre 5,3 e 5,9 na escala de Richter e uma intensidade máxima de grau X na escala de Mercalli, embora desde abril desse ano se viesse registando uma crise sísmica que acabou por moldar profundamente a história e a arquitetura contemporânea do Faial. “O primeiro evento foi a 5 de abril e já teve um grau de destruição assinalável. E culminou, então, com o violento terramoto de 31 de agosto de 1926, o maior de que se diz que há memória na ilha e que destruiu uma boa parte do património edificado da cidade, não só património religioso, mas também de habitações, principalmente nas freguesias da Conceição, Flamengos, Ribeirinha e Praia do Almoxarife”, recorda Rita Dias, técnica superior do Museu da Horta. A instituição está a assinalar o centenário do sismo com a publicação regular, na sua página na internet, de um acervo fotográfico revelador da destruição provocada pelo terramoto, que danificou 4.138 habitações, além de templos religiosos, como conventos e igrejas, provocando ainda nove mortes e mais de 200 feridos. “Esse grau de destruição, de acordo com os Serviços de Obras Públicas do Distrito da Horta, chegou às 4138 casas e entendia-se que, para a reconstrução da ilha do Faial, seriam necessários à roda de 91 mil contos, para se poder efetivar tudo aquilo que era necessário”, recorda o historiador Carlos Lobão, que fez uma tese de doutoramento a propósito dos principais eventos sísmicos ocorridos na ilha no século passado. A maior parte da população residente no Faial - que na altura tinha cerca de 20 mil pessoas (atualmente são menos de 15 mil) - vivia da economia rural, embora a ilha estivesse também a viver uma era de cosmopolitismo tecnológico e portuário, incentivado pela presença de várias companhias de telecomunicações de cabos submarinos e pelos serviços prestados no porto da Horta, que funcionava como um ponto de reabastecimento de carvão, água e bens para navios de passagem pelo Atlântico. Carlos Lobão lembra que, na altura, o Governo Civil de Manuel Goulart de Medeiros admitiu que “não tinha condições para fazer face à situação”, tal como a Comissão Executiva da Câmara Municipal da Horta, que se encarregara, numa primeira fase, de realojar as famílias sinistradas em tendas provisórias, instaladas em vários pontos da ilha. “Face a esta situação, o Governo do general Carmona vai assumir a responsabili-

dade de tratar das vítimas e numa primeira dessas fases vai mandar 500 contos para tratar do que era necessário, que vai reforçar posteriormente, com 2.000 contos, para a construção de habitações para os desalojados”, lembra o historiador, acrescentando que, numa segunda fase, chegam à Horta dois navios de guerra (Carvalho Araújo e Adamastor), com alimentos, roupas e tendas de campanha. Embora menos expressiva, em termos de números, a destruição do parque religioso foi também significativa, como explica Rita Dias, lamentando a perda de um vasto património arquitetónico de relevo. “Para terem uma ideia, em termos de património construído e edificado, na cidade da Horta, o Convento e a Igreja do Carmo foram fortemente afetados, o Convento de Santo António acabou por ruir, a Igreja da Conceição também ruiu e o próprio Colégio dos Jesuítas, onde está instalado o Museu da Horta, também sofreu” descreve. O Faial sofreu alguns terramotos ao longo do século XX (1926, 1973 e 1998), que provocaram danos significativos no parque habitacional da ilha, mas, segundo Carlos Lobão, os estragos ocorreram quase sempre nas mesmas zonas, o que levanta dúvidas sobre a segurança das obras entretanto realizadas. “Em 1998, em toda aquela zona da ponte dos Flamengos, todas aquelas casas foram destruídas e tinham sido reconstruidas na sequência do sismo de 1973”, recorda o historiador, questionando: “Será que o processo de reconstrução teve o devido acompanhamento?”. O Museu da Horta vai assinalar os 100 anos do terramoto de 31 de agosto esta segunda-feira, contando com a presença de cerca de uma centena de crianças dos centros de atividades de tempos livres (ATL). “Nós teremos aqui, na Casa Manuel de Arriaga, em colaboração com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial, uma ação de sensibilização e um simulacro. Neste momento já temos cerca de 100 inscritos, de vários pontos da ilha, e iremos sensibilizá-los para algo que faz parte da nossa condição de ilhéus, mas que é muito importante, que é saber como agir em caso de sismo”, realçou Rita Dias. AO/MS

Crédito: DR

Há 100 anos, no Faial, mais de 4 mil casas ruíram no sismo de 31 de agosto A terra tremeu de forma violenta no Faial, há 100 anos, a 31 de agosto, num dos desastres naturais mais violentos e destrutivos da região, matando nove pessoas e danificando mais de quatro mil habitações

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4 de setembro de 2026

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4 de setembro de 2026

MUNDO PORTUGAL

mileniostadium.com

EUA Juíza bloqueia última tentativa de Trump de limitar a cidadania por nascimento

Credito: JN

Uma juíza federal bloqueou a última tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de limitar a cidadania por nascimento, através de um decreto presidencial destinado a combater o "turismo de maternidade".

Clima

Atual episódio do El Niño poderá ser "o mais intenso" de sempre O atual episódio do El Niño poderá ser "o mais intenso" dos últimos 40 anos, quando começaram a ser feitas medições deste fenómeno climático, anunciou a Organização Meteorológica Mundial da ONU (OMM).

"

[O atual episódio] pode vir a ser mais intenso do que tudo o que observámos desde o início dos nossos registos, ao ponto de ultrapassar literalmente os limites dos gráficos que utilizamos há quatro décadas", afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, no decorrer de uma conferência de imprensa. A OMM alertou para a intensificação do fenómeno El Niño nos próximos meses, apontando que está "firmemente estabelecido" e deverá intensificar-se nos próximos meses, havendo uma probabilidade

"próxima dos 100%" de durar até fevereiro de 2027. O secretário-geral da ONU, António Guterres, por seu lado, frisou que o mundo vive uma situação de "alto risco" com eventos climáticos extremos. António Guterres sublinhou que "este evento excecional do El Niño exige uma preparação e uma resposta excecionais". O El Niño é um fenómeno natural que se repete a cada dois a sete anos. As águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental começam a aquecer na primavera, levando a grandes alterações nos padrões de vento, pressão e precipitação em todo o mundo nos meses seguintes. As temperaturas da superfície do mar nesta zona do Pacífico equatorial já estão significativamente acima da média e continuam a subir. JN/MS

MOSTOS E SUMOS

D

Guerra na Ucrânia

Rússia fecha Instituto Goethe após encerramento da Casa Russa em Bona O Governo alemão atribuiu a responsaA Rússia vai encerrar todas as filiais do Instituto Goethe no país, na sequência bilidade por este "ataque híbrido" à Rússia da decisão de Berlim de fechar o centro e anunciou o encerramento do consulado cultural Casa Russa na cidade de Bona. russo em Bona a partir do próximo dia 18 de setembro, além de, entre outras medidas, Os alemães têm aqui filiais do Instituto o cancelamento do contrato que permite a Goethe. Em Moscovo, São Petersburgo atividade do centro cultural Casa Russa em e Ekaterimburgo. Naturalmente, serão Berlim e a convocação, no Ministério dos encerradas depois de terem expulsado o Negócios Estrangeiros, do embaixador do nosso centro cultural", afirmou Sergei La- país em Berlim. O presidente russo, Vladimir Putin, afirvrov durante uma intervenção no Fórum Económico Oriental, realizado em Vladi- mou que Berlim não tem provas de que a Rússia represente uma ameaça para a Alevostok. O chefe da diplomacia russa salientou manha e associou as acusações do país à dique, se não tomassem esta decisão, os rus- fícil situação política interna. sos não se estariam a respeitar a si próprios. JN/MS "Eles deram conscientemente este passo (...) que significa o fim da sua presença cultural na Rússia, que se mantinha apesar de todas as peripécias ucranianas nas nossas relações com o Ocidente", afirmou. No dia 4 de agosto, foi encontrado no aeroporto de Leipzig um drone equipado com uma carga explosiva e houve uma suposta colisão de um segundo veículo aéreo não tripulado com um avião de carga da empresa DHL. Dez dias depois, foi encontrado um terceiro desses aparelhos, bem como explosivos. Também o Kremlin considerou absurdo o encerramento do consulado russo em Bona e exigiu provas sobre as acusações de Berlim contra Moscovo.

"

Credito: JN

DOS MELHORES FORNECEDORES, PRONTOS PARA FERMENTAR

ção da nova ordem executiva, salientando que "é quase com toda a certeza inconstitucional", porque o Supremo "já decidiu que as crianças" são "cidadãos por nascimento", e acrescentou que essa é "a lei" e que "o Presidente deve cumpri-la". A decisão de Boardman impede a Admiepois de o Supremo ter rejeitado a nistração Trump de aplicar a ordem executentativa anterior de Trump de netiva a qualquer criança nascida de um ou gar a cidadania aos filhos de imidois progenitores indocumentados após 19 grantes em situação irregular, este assinou, de fevereiro de 2025, data em que entraria em agosto, um decreto para negar a cidaem vigor a ordem executiva original, emidania automática aos filhos de mulheres tida no início do mandato, que visava proique alegadamente viajam para os EUA com bir a cidadania por nascimento. o objetivo de dar à luz, entre outras disposições. A juíza Deborah Boardman, numa JN/MS decisão de 35 páginas, suspendeu a aplica-

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Felipe VI fará em breve primeira visita de um rei espanhol a Ceuta em 20 anos Governo de Espanha, vão continuar a sê-lo até ao final dos tempos", declarou Sánchez. As visitas de Felipe VI vão ocorrer depois da entrada de mais de 70 mil pessoas em Ceuta de forma ilegal, em 30 de julho, e serão as primeiras a Ceuta e Melilla do atual monarca vai transmitir "o compro- chefe de Estado, que está no cargo desde misso absoluto do Estado" com os 2014. A última visita de um rei de Espanha a dois enclaves espanhóis no norte de África, alvo de reivindicações de sobe- Ceuta e Melilla foi em 2007, nas únicas desrania por parte de Marrocos, disse Pedro locações aos enclaves que fez Juan Carlos I, Sánchez, numa intervenção no parlamento o pai de Felipe VI. As deslocações de poucas horas a cada uma das cidades de Juan Carnacional, em Madrid. "Estas cidades são há séculos espanho- los I desencadearam então uma crise diplolas e desde aquele tratado [com Marrocos mática com Marrocos, que retirou tempode 1865] são espanholas por acordo diplo- rariamente o embaixador de Madrid. JN/MS mático. E asseguro-vos que, por parte do

O rei Felipe VI vai fazer nas próximas semanas a primeira visita em 20 anos de um chefe de Estado espanhol a Ceuta e Melilla, anunciou o primeiro-ministro de Espanha.

O


Canadá pronto para se distanciar ainda mais dos EUA nas aquisições militares A escalada na guerra tarifária entre o Canadá e os EUA não só reforçou a determinação de Otava em aumentar a cooperação militar com a Europa e a Ásia, como também está a prejudicar as perspetivas de grandes compras militares aos Estados Unidos.

N

uma entrevista, o responsável pela Agência de Investimento em Defesa afirma que o público canadiano não teria qualquer recetividade para contratos militares de fonte única com empresas americanas. "Trata-se apenas de interpretar o sentimento geral", disse Stephen Fuhr, secretário de Estado para as aquisições de defesa. "Acho que seria algo muito difícil de fazer, especialmente depois desta última semana. Penso que as pessoas não ficariam satisfeitas com isso." A resposta retaliatória do Canadá em matéria de tarifas anunciada esta semana não visou diretamente o setor da defesa. No entanto, os comentários de Fuhr sugerem uma relutância crescente em relação a potenciais aquisições de equipamento militar dos EUA. O responsável acrescentou que o

A

visita, que foi noticiada em primeiro lugar pelo Globe and Mail, foi confirmada por duas fontes independentes. As fontes dizem que a visita ao Canadá poderá incluir duas paragens. A última visita de Zelenskyy

CANADÁ

Canadá não deve agir como se as relações fossem simplesmente voltar ao normal depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, deixar o cargo em janeiro de 2029. Embora o Canadá se tenha comprometido com dezenas de milhar de milhões de dólares em despesas adicionais de defesa nos próximos anos, quer pôr fim à era em que 70 por cento desses fundos fluíam a sul da fronteira. "Estamos numa situação que não provocámos, estamos numa posição que não merecemos", disse Fuhr. "Estamos do lado recetor desta mudança, e é nosso dever procurar novas oportunidades e mudar de rumo o mais rápido possível para responder ao momento, e nunca mais nos voltarmos a colocar nesta posição." Fuhr continua a descrever os Estados Unidos como um aliado fundamental na defesa, mas insiste que o Canadá aprendeu os perigos de "colocar todos os ovos no mesmo cesto." Acima de tudo, quer que o Canadá se torne cada vez mais autossuficiente em termos de produção militar, ou Faltando menos de 50 dias para o refeque estabeleça novas alianças estratégicas. rendo deste mês de outubro, uma nova CBC/MS sondagem sugere que os habitantes de Alberta permanecem entrincheirados em posições há muito consolidadas e ligadas à ideia de separação do Canadá.

Lados opostos no debate da separação de Alberta, com a maioria a querer permanecer no Canadá

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy esperado no Canadá na próxima semana O Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy deverá visitar o Canadá na próxima semana, de acordo com fontes que falaram à Radio-Canada.

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4 de setembro de 2026

Crédito: CBC

mileniostadium.com

ao Canadá ocorreu em dezembro, quando se reuniu com o Primeiro-Ministro Mark Carney em Halifax antes de viajar para os EUA para se encontrar com o Presidente Donald Trump para conversações com vista a terminar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O Gabinete do Primeiro-Ministro recusou-se a fazer comentários sobre a visita prevista. CBC/MS

A

sondagem da Research Co. realizada em agosto revelou que 74 por cento dos inquiridos votariam para que Alberta permanecesse no Canadá, enquanto 22 por cento votariam para que o Governo de Alberta iniciasse o processo legal necessário para realizar um segundo referendo vinculativo sobre a saída do país. O apoio à ideia de um referendo vinculativo foi mais elevado entre os habitantes de Alberta com idades compreendidas entre os 35 e os 54 anos, fixando-se nos 27 por cento. Vinte por cento dos residentes de Alberta com 55 ou mais anos manifestaram apoio a

um novo referendo, enquanto 18 por cento daqueles com idades entre os 18 e os 34 anos concordaram com a ideia. As sondagens de opinião pública, incluindo as realizadas para a CBC News, têm mostrado consistentemente que a maioria dos habitantes de Alberta apoia a permanência no Canadá. Os resultados provêm de um inquérito online realizado a 750 prováveis eleitores em Alberta, conduzido pela Research Co. entre 24 e 26 de agosto. O inquérito tem uma margem de erro de +/- 3,6 pontos percentuais, 19 em cada 20 vezes. Esses números coincidem com os de outras sondagens. Em abril, uma sondagem dirigida pela Janet Brown Opinion Research para a CBC News revelou que 27 por cento disseram que votariam a favor da separação, enquanto 67 por cento disseram que votariam contra. CBC/MS


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O MELHOR DO MUNDO! P37

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Seleção argentina

Messi disse adeus

P38

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Canada’s Jonathan David joins Atletico Madrid P36

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MILÉNIO | DESPORTO

4 de setembro de 2026

mileniostadium.com

LIGA PORTUGAL

Rio Ave F.C.

0

Sporting CP

4

O Sporting goleou na visita ao Rio Ave, por 4-0, em jogo a contar para a quarta jornada do campeonato português. Luis Suárez marcou dois golos.

A

primeira parte dos leões foi avassaladora e definiu o rumo da partida. Logo aos cinco minutos, o jovem Flávio Gonçalves inaugurou o marcador e, ao minuto 20, Geny Catamo fez o 2-0, após assistência de Flávio Gonçalves, com o ataque leonino a todo o vapor. Ainda antes do intervalo, Luis Suárez encerrou o duelo ao marcar dois golos, com dois remates de primeira, seguidos de grandes jogadas combinativas. Na segunda metade, o ritmo baixou e o resultado não mais mudou.

Rui Borges comentou os últimos tempos após o jogo - "Este jogo não quer dizer que está tudo bem. Nem antes estava tudo mal, nem agora está tudo bem. Há muito a melhorar e o que é importante é que temos um grupo que quer competir e evoluir", começou por comentar o técnico do Sporting. Rui Borges considera que a equipa está a melhorar a cada semana. "É preciso ter a mesma entrega diária. Temos de nos focar no adversário do próximo jogo e aproximar do jogo deles". Por fim, falou do mercado em torno de Geny e Suárez. "São dois jogadores muito focados no clube. O mercado mexe porque são jogadores que geram interesse de outros clubes", concluiu. Com esta vitória, o Sporting soma dez pontos, enquanto que o Rio Ave tem apenas três pontos. JN/MS

Creditos: DR

Sporting goleia Rio Ave em Vila do Conde com "bis" de Suárez

Benfica vence Estoril na estreia de Palhinha S.L. Benfica

2

G.D. Estoril Praia

1

O Benfica recebeu e bateu o Estoril, no Estádio da Luz, por 2-1, no terceiro jogo dos encarnados para o campeonato português.

N

uma primeira parte dominada pela equipa da casa, o grande destaque acabou por nem ser um golo. Aos 31 minutos, Enzo teve de deixar o relvado, com claras queixas, e deu o lugar à estreia de João Palhinha pelo Benfica. Um momento que foi fortemente aplaudido pelos adeptos nas bancadas. Quanto ao tento inaugural, esse chegou já perto do intervalo. Após alguma confusão na área, Pavlidis, num movimento de avançado, rodou e finalizou para abrir o ativo.

Já na retoma, o central francês Lenglet, de fora da área, encheu o pé e marcou para ampliar o marcadorl. Até ao fecho, o Estoril viria a reduzir num belo golo de Begraoui (81 m). Contudo, insuficiente para levar alguma coisa da partida. João Palhinha fez a estreia pelo Benfica na vitória diante do Estoril, por 2-1, na quarta jornada da Liga. O médio começou no banco e acabaria por render o lesionado Enzo Barrenechea ainda no primeiro tmpo. «A equipa está de parabéns pelo jogo, está num excelente momento. Há que puxar este ambiente e mantê-lo durante a temporada. Há muitos jogos, a equipa está a crescer. Estou muito feliz por usufruir deste espaço neste clube. É desfrutar acima de tudo», disse, aos microfones da BTV, comentando um corte que fez que levou a que os adeptos vibrassem nas bancadas. JN/MS

Suárez brilhou com dois golos. (Fernando Veludo/LUSA)

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RESULTADOS - 4ª JORNADA

LIGA PORTUGAL - CLASSIFICAÇÃO

35

MILÉNIO | DESPORTO

4 de setembro de 2026

mileniostadium.com

Rio Ave

0-4

Sporting

FC Alverca

1-1

Santa Clara

FC Arouca

2-1

Marítimo

Académico

0-3

FC Porto

3

Nacional

2-3

Est. Amadora

5

3

Casa Pia AC

0-1

Moreirense

F. C. Porto vence Académico de Viseu e continua líder isolado do campeonato

0

11

3

FC Famalicão

0-0

Gil Vicente

Académico de Viseu F.C.

0

SC Braga

1-0

Vitória SC

1

0

3

0

FC Porto

3

Benfica

2-1

Estoril Praia

2

1

1

6

5

3

1

2

0

7

6

4

2

1

1

0

3

2

Moreirense

4

3

1

1

1

3

6

Nacional

4

4

1

1

2

6

6

Equipas

P

J

V

E

D

GM

GS

FC Porto

12

4

4

0

0

9

0

Sporting

10

4

3

1

0

12

5

FC Arouca

9

4

3

0

1

7

Santa Clara

8

4

2

2

0

Benfica

7

3

2

1

Gil Vicente

7

3

2

Marítimo

7

4

Est. Amadora

5

SC Braga

Vitória SC

3

4

1

0

3

3

5

Rio Ave

3

4

1

0

3

2

7

FC Famalicão

2

4

0

2

2

2

4

FC Alverca

2

4

0

2

2

4

8

Académico

2

4

0

2

2

4

8

Estoril Praia

1

4

0

1

3

2

7

Casa Pia AC

0

4

0

0

4

0

11

II LIGA - CLASSIFICAÇÃO

5ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 04/09 FC Porto

20:15

Moreirense

05/09 Est. Amadora

15:30

FC Famalicão

Marítimo

18:00

Benfica

FC Alverca

18:00

SC Braga

Sporting

20:30

Nacional

06/09 Santa Clara

15:30

Rio Ave

Vitória SC

18:00

Casa Pia AC

20:30

Académico

Gil Vicente

07/09 Estoril Praia

20:15

FC Arouca

RESULTADOS - 4ª JORNADA UD Leiria

2-0

Portimonense

0-2

Leixões

Académica OAF

0-2

Lourosa

Torreense

0-3

FC Vizela

3

Amarante FC

1-0

Benfica B

3

AFS

2-0

Feirense

FC Felgueiras

2-1

GD Chaves

FC Porto B

0-3

FC Penafiel

Sporting B

2-1

Farense

Equipas

P

J

V

E

D

GM

GS

Lourosa

10

4

3

1

0

7

2

Académica OAF

9

4

3

0

1

7

3

Sporting B

9

4

3

0

1

4

FC Penafiel

7

4

2

1

1

7

Farense

7

4

2

1

1

7

5

FC Vizela

7

4

2

1

1

4

2

Portimonense

7

4

2

1

1

4

3

Benfica B

7

4

2

1

1

4

3

UD Leiria

6

4

2

0

2

7

5

FC Felgueiras

6

4

1

3

0

4

3

Leixões

6

4

2

0

2

5

5

CD Tondela

O F. C. Porto visitou e venceu o Académico de Viseu, por 0-3, seguindo como líder isolado só com vitórias no campeonato português. A primeira parte dos dragões definiu o rumo do jogo. Aos cinco minutos, André Silva inaugurou o marcador, num lance em que os caseiros pediram falta, mas, após revisão do VAR, manteve-se. Já aos 20, foi a vez de Gabri Veiga faturar, fazendo o 0-2, em mais um golo com revisão do VAR, por possível fora de jogo, mas o lance foi considerado legal. Ainda antes do intervalo, William Gomes finalizou uma boa jogada coletiva dos azuis e brancos para ampliar a vantagem para três de diferença. Na segunda metade, os portistas meteram gelo e a formação de Viseu ainda ameaçou o golo, tendo até mandado uma bola à barra, mas sem sucesso. Francesco Farioli destacou a eficácia portista - "Fomos muito eficazes, convertemos as três grandes oportunidades que conseguimos criar na primeira parte. Precisámos de fazer uma substituição por lesão logo ao início e isso condicionou um pouco o resto do jogo. Fizemos a gestão na segunda parte e só nos últimos minutos é que baixámos um pouco o ritmo. Foi só nessa altura que deixámos o Académico Viseu fazer alguns remates", analisou. Com este triunfo, o F. C. Porto soma 12 pontos no topo da Liga, enquanto que o Académico de Viseu tem apenas dois empates. JN/MS

5ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 05/09 CD Tondela

11:00

FC Porto B

FC Penafiel

14:00

Académica OAF

Benfica B

15:30

Torreense

Feirense

15:30

Sporting B

AFS

5

4

1

2

1

5

4

Amarante FC

4

4

1

1

2

2

3

CD Tondela

3

4

1

0

3

2

6

FC Vizela

11:00

FC Felgueiras

FC Porto B

3

4

1

0

3

2

8

Farense

14:00

GD Chaves

Torreense

2

4

0

2

2

5

9

Leixões

15:30

Amarante FC

Feirense

1

4

0

1

3

0

4

18:00

Portimonense

GD Chaves

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0

1

3

4

9

06/09

UD Leiria

07/09 Lourosa

18:00

AFS

TRAIN LIKE A PRO THIS FALL ACADEMY

Boys & Girls U4–U12 | Nov 2026 – Apr 2027 Active Start (U4–U7) & Academy Program (U8–U12)

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4 de setembro de 2026

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LIGA EUROPA

O Benfica é a primeira equipa portuguesa a entrar em ação na fase de liga da Liga Europa de futebol 2026/27, defrontando em San Siro o AC Milan, enquanto o Torreense estreia-se um dia depois em Lillestrom.

S

egundo o calendário da fase de liga divulgado pela UEFA, o reencontro com Ruben Amorim e Gonçalo Ramos está marcado para as 21 horas locais de 16 de setembro, uma quarta-feira, enquanto o estreante conjunto da II Liga joga no mesmo horário no dia seguinte, 17 de setembro. O Benfica recebe, depois, o Celtic, viaja ao reduto do Omonia, é anfitrião do Lech Poznan, joga fora com o Viktoria Plzen,

atua em casa perante o Ofi Creta, mede forças no estádio do NEC e, a fechar, em 28 de janeiro de 2007, defronta na Luz o AZ Alkmaar. Por seu lado, o Torreense recebe em Leiria o Sunderland na segunda ronda, o Ararat-Arménia na quarta, o Celtic na quinta e o Olympiacos na oitava e ainda joga fora com Ferencváros na terceira, Real Sociedad na sexta e Lech Poznan na sétima. Na fase de liga, os oito primeiros seguem diretamente para os oitavos de final, os clubes colocados entre o nono e o 24.º jogam o play-off de acesso aos "oitavos" e os que ficarem entre o 25.º e o 36.º são eliminados das provas europeias. JN/MS

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Benfica começa em San Siro e Torreense em Lillestrom

LIGA CONFERÊNCIA

Braga enfrenta Copenhaga e Gent

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O

s arsenalistas, em estreia na fase de liga da terceira prova da UEFA, vão jogar em casa com os belgas e com KuPS (Finlândia) e Egnatia (Albânia) e fora com os dinamarqueses, Brann (Noruega) e Aarhus (Dinamarca). A fase de liga da Liga Conferência disputa-se em seis jornadas, marcadas

para 15 de outubro (primeira jornada), 22 de outubro (segunda), 5 de novembro (terceira), 26 de novembro (quarta), 10 de dezembro (quinta) e 17 de dezembro (sexta). Os oito primeiros classificados seguem diretamente para os oitavos de final, as equipas que ficarem entre o nono e o 24.º lugares disputam o play-off de acesso aos "oitavos", enquanto as formações que acabarem entre o 25.º e o 36.º são eliminadas. JN/MS

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O Sporting de Braga joga com os dinamarqueses do Copenhaga e os belgas do Gent na fase de liga da edição 2026/27 da Liga Europa em futebol, ditou o sorteio realizado no Mónaco.


4 de setembro de 2026

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BASQUETEBOL

Portugal venceu a Espanha, mas perdeu com a Geórgia A seleção portuguesa de basquetebol entrou da melhor forma no Grupo I da segunda fase de qualificação para o Mundial de 2027, ao vencer pela primeira vez a Espanha em jogos oficiais, por 95-89, em Saragoça.

Creditos: DR

A

formação das quinas, que ao intervalo já liderava por 47-41, ascendeu ao grupo dos segundos classificados do agrupamento, com 11 pontos, os mesmos de Geórgia e Montenegro e menos um do que Ucrânia e Espanha, campeã mundial em 2006 e 2019. No entanto, a Seleção Nacional não conseguiu responder ao crescimento da Geórgia em Matosinhos, perdeu foco do que tinha de fazer e sofreu o primeiro desaire na segunda fase de qualificação para o Mundial Quatar-2027, sendo ultrapassado na

classificação pelo adversário e continuando a estar fora dos lugares de apuramento. Efetivamente, com a dupla necessidade de ganhar para tentar integrar o lote dos três primeiros lugares do Grupo I, que garantem a qualificação, e para não deixar que o adversário - tinha os mesmos 11 pontos - não nos ultrapassar, Portugal entrou em completo turnover na 2.ª parte em Matosinhos e viu-se batido pela Geórgia por 90-98 em jogo da 2.ª jornada da segunda fase de qualificação para o Mundial Qatar-2027. Os três primeiros classificados da segunda fase de apuramento seguem para a 20.ª edição do Mundial de basquetebol, que se realiza no Catar, de 27 de agosto a 12 de setembro de 2027, com a participação de 32 seleções. A Bola/MS

CANOAGEM

Fernando Pimenta sagra-se campeão de K1 5000 O canoísta português Fernando Pimenta, no domingo (30), em Poznan, na Polónia, sagrou-se campeão mundial de K1 5000 metros, título que junta ao conseguido no sábado (29) na prova de K1 1.000 metros.

N

a última prova dos Mundiais de canoagem, Fernando Pimenta cronometrou 24.15,72 minutos, impondo-se ao sul-africano Hamish Lovemore (24.17,17) e ao dinamarquês

Mads Pedersen (24.18,17), que terminaram nos segundo e terceiro lugares, respetivamente. Em K1 5000, Fernando Pimenta tinha sido campeão do Mundo em 2017 e 2018, prata em 2021, 2023 e 2024, e bronze em 2019. Portugal termina assim com quatro pódios em Poznan, depois do ouro em K1 1000, prata em K2 500 e bronze em K4 500 metros. JN/MS Afundanço de Neemias Queta. (FIBA)

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FUTEBOL

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que encerra em Portugal a 4 de setembro nas cinco maiores ligas europeias o fecho é no dia 1 -, tudo indica que a fasquia dos 500 milhões de euros será ultrapassada. A compra do passe de Mateus Fernandes pelo Tottenham ao West Ham, por 99 milhões de euros, continua a ser o valor mais elevado pago por um jogador representado por Jorge Mendes nesta janela de transferências. Mas nada garante que este possa manter-se como o maior negócio do português até ao fecho dos mercados. Entre os maiores negócios da Gestifute deste verão contam-se ainda as transferências de Gonçalo Ramos, do PSG para o Milan, por 74 milhões de euros, a concretização da mudança de Quenda para o Chelsea por 50 milhões e a recente contratação de Rodrigo Mora pela Roma por 25 milhões, mas com a garantia de que o F. C. Porto amealhará um total mínimo de 50 milhões. Nas últimas horas, confirmou-se a contratação de Nico González pelo Newcastle, que pagou de 48 milhões de euros pelo ex-portista ao Manchester City. Em aberto continua a possibilidade de Enzo Fernández deixar o Chelsea, que recorreu ao superagente para o representar nas negociações com o Manchester City. A acontecer, a transferência envolverá valores Superagente deve ultrapassar a fasbem acima dos 100 milhões de euros. Em Inquia dos 500 milhões neste mercado de glaterra, a Imprensa garante que os "blues" transferências. já recusaram uma proposta dos "cityzens" de 121 milhões de euros, valor que pagaram orge Mendes está a fazer um grande pelo argentino ao Benfica há três anos. mercado de transferências de verão, a julgar pelos principais negócios interAjudar Amorim e o Milan mediados pela sua empresa Gestifute, que Com influência em vários mercados e somam, até à data, 466,1 milhões de euros só com os jogadores que representa, sendo junto de dirigentes de diversos clubes, que o superagente tem estado envolvido apesar de não representar Ruben Amorim, noutros negócios, dadas as relações que Jorge Mendes terá sido crucial para que o tem com muitos clubes. Com mais um pu- Milan abrisse as portas ao português. Danhado de transferências ainda em perspe- das as boas relações com Gerry Cardinativa para a reta final desta janela de verão, le, principal acionista da RedBird Capital

J

Partners, fundo que comprou os "rossoneri", o agente estará ainda a influenciar a reconstrução do plantel. Por outras palavras, Jorge Mendes também poderá estar a ajudar o Milan a encontrar uma solução para Rafael Leão. Em Itália, as notícias apontam os turcos do Galatasaray como estando em negociações adiantadas pelo português, que poderá custar 45 milhões de euros. Mas na corrida está também o Aston Villa. O clube inglês acredita que Leão terá mais interesse em jogar na Premier League, pelo que as conversações com a equipa milanesa continuam. Posta de parte não está ainda a possibilidade de Gonçalo Inácio deixar o Sporting para reforçar o Milan, apesar de Frederico Varandas ter avisado que não estava no mercado. Amorim terá feito pressão nesse sentido e não seria de admirar se Jorge Mendes acabasse envolvido. O Barcelona também conta com a influência do empresário, que representa Marc Casadó, para resolver a situação do jogador, que não entra nos planos de Hansi Flick. Os catalães terão fixado a transferência do médio em 40 milhões de euros, mas não receberam qualquer proposta que se aproxime. O interesse de clubes como Sunderland e Nottingham Forest tem sido noticiado e, nas últimas horas, terá surgido o Leipzig no radar, mas ainda sem proposta concreta. Com tantos potenciais negócios em aberto até ao fecho do mercado, a Gestifute deve continuar a encaixar milhões em intermediações. O império do superagente continua a crescer, isto após a prestigiada revista "Forbes" ter avaliado recentemente a fortuna de Jorge Mendes em 407 milhões de euros, o que o coloca no 33.º lugar entre os mais ricos de Portugal. JN/MS

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Jorge Mendes já movimentou mais de 466 milhões de euros

Lionel Messi anunciou adeus à seleção argentina Lionel Messi anunciou na segunda-feira (31) o adeus à seleção argentina de futebol, um mês e 12 dias depois da final do Mundial2026 perdida para a Espanha (0-1), numa publicação nas redes sociais. "Depois deste tempo que passou desde a final, e tendo pensado muito, quero comunicar a todos que me retiro da seleção", escreveu Lionel Messi, de 39 anos, que se estreou pela formação "albi-celeste" em 17 de agosto de 2005, com 18 anos. Messi é o recordista de jogos (207), golos (125) e assistências (66) pela seleção da Argentina, pela qual se sagrou campeão mundial em 2022, venceu duas edições da Copa América (2021 e 2024) e ainda a Finalíssima (2022). JN/MS


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Tomás Araújo prolonga ligação Claudio Echeverri já está em Portugal para reforçar o Benfica ao Benfica até 2031 Claudio Echeverri já está em Portugal. ganhar experiência no futebol europeu e,

Tenha a tranquilidade que só um advogado experiente pode oferecer Fernando Martins é advogado e notário público com mais de 30 anos de experiência a servir clientes no Canadá, Portugal, Brasil e em todo o mundo. MARTINS LAW FIRM especializa em: Imigração: Todas as áreas da lei de imigração canadiana, incluindo: • residência permanente • entrada expressa • residência temporária • pedidos de cidadania • renovações de cartão de residente permanente • apelos ao Tribunal Federal • apelos de ordens de deportação • LMIAs Direito Criminal: incluindo assaltos, agressões e roubos; crimes de condução sob influência de álcool ou droga; assédio. Testamentos e Procurações (Powers of Attorney) MARTINS LAW FIRM preocupa-se com os melhores resultados possíveis. O nosso objetivo é prestar soluções honestas e uma abordagem altamente personalizada e de alta qualidade para cada caso. Fernando Martins tem representado clientes no Tribunal Federal, Tribunal Superior de Ontário, Tribunal de Justiça de Ontário e Immigration Appeal Division.

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O jovem internacional argentino chegou a Lisboa e prepara-se para iniciar uma nova etapa da carreira ao serviço do Benfica, depois de ter sido cedido pelo Manchester City.

O

futebolista argentino chega à Luz por empréstimo, numa operação que permite ao Benfica acrescentar ao plantel um jogador considerado de grande potencial e que poderá oferecer novas soluções para o setor ofensivo. Echeverri, conhecido no futebol argentino pela criatividade, capacidade técnica e facilidade em jogar entre linhas, procura agora encontrar em Portugal a continuidade necessária para prosseguir a sua evolução. Nascido em Resistencia, na Argentina, o jogador formou-se no River Plate, clube onde rapidamente despertou a atenção pelo seu talento. Foi ainda muito jovem lançado na equipa principal e tornou-se uma das grandes promessas do futebol argentino. As suas exibições levaram o Manchester City a avançar para a sua contratação, garantindo a chegada do jogador ao futebol inglês. A adaptação ao futebol europeu representou, porém, uma nova fase no percurso de Echeverri. A concorrência existente no plantel do campeão inglês dificultou a obtenção de minutos regulares, tornando o empréstimo uma solução para permitir ao argentino jogar com maior frequência e continuar a desenvolver-se. É precisamente nesse contexto que surge a oportunidade no Benfica. Na Luz, Echeverri encontrará um clube habituado a trabalhar com jovens jogadores e com uma forte tradição na valorização de talento sul-americano. A chegada a Lisboa poderá proporcionar-lhe um ambiente competitivo onde terá oportunidade de

simultaneamente, lutar por um lugar no onze benfiquista. A contratação acrescenta também mais uma opção a um plantel que procura manter capacidade competitiva nas diferentes frentes da temporada. A velocidade, a criatividade e a capacidade de desequilíbrio do argentino poderão oferecer ao treinador uma alternativa para diferentes posições no ataque. Para Echeverri, o desafio passa agora por transformar o potencial demonstrado na Argentina em rendimento regular em Portugal. Aos 20 anos, o argentino chega ao Benfica com margem significativa para evoluir e com a possibilidade de ganhar protagonismo num dos principais clubes portugueses. A expectativa está, por isso, centrada na forma como o jovem argentino se irá adaptar à I Liga e ao novo contexto competitivo. A passagem pela Luz poderá ser decisiva para a afirmação de Echeverri no futebol europeu. JN/MS

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ascido em Vila Nova de Famalicão, Tomás Araújo chegou à formação do Benfica em 2016, quando tinha 14 anos. Depois de percorrer os diferentes escalões do clube, estreou-se pela equipa principal em dezembro de 2021. A experiência de empréstimo ao Gil Vicente, na temporada 2022/23, revelou-se igualmente importante para a sua evolução, permitindo-lhe ganhar minutos e experiência na I Liga. O regresso à Luz marcou uma nova etapa na carreira do defesa. Com capacidade para atuar como central e também desempenhar funções no lado direito da defesa, Araújo foi conquistando espaço no plantel benfiquista. A qualidade na saída de bola, a velocidade e a capacidade de leitura do jogo estão entre as características que lhe têm permitido ganhar a confiança das diferentes equipas técnicas. A renovação surge também num momento em que o Benfica procura consolidar uma geração de jogadores portugueses capazes de assumir um papel de relevo na equipa. Tomás Araújo já chegou, entretanto, à seleção principal de Portugal, depois de ter representado o país nos vários escalões de formação. O novo contrato representa, assim,

não apenas a continuidade de um jogador formado no clube, mas também uma aposta de longo prazo num defesa que o Benfica considera parte importante do seu futuro. A decisão permite ainda ao clube proteger um dos seus ativos e reforçar a estabilidade do plantel para as próximas temporadas. Para Tomás Araújo, a extensão do vínculo constitui mais um passo num percurso iniciado ainda adolescente no Seixal e que o levou já ao futebol internacional. Aos 24 anos, o defesa prepara-se para continuar a vestir a camisola encarnada durante vários anos, com a ambição de se afirmar definitivamente como uma das referências da defesa benfiquista. JN/MS

Creditos: DR

Benfica anunciou a renovação do contrato de Tomás Araújo, uma decisão que confirma a importância do defesa-central português nos planos do clube da Luz. O novo vínculo prolonga a ligação do jogador às “águias” até 2031, num sinal claro da confiança depositada num futebolista formado no Seixal e que se tem afirmado progressivamente na equipa principal.


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4 de setembro de 2026

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JOGOS DO MEDITERRÂNEO

Portugal campeão de futebol feminino em sub-18 figura do encontro ao assinar um bis, com golos aos seis e 26 minutos. Pelo meio, Matilde Matos ampliou a vantagem aos 15 minutos, e já na segunda parte, Raquel Vitorino, aos 64, fechou a contagem. Este triunfo representa um marco hisseleção portuguesa de futebol feminino de sub-18 sagrou-se campeã tórico, sendo a primeira vez que o futebol dos Jogos do Mediterrâneo ao vencer português conquista uma medalha nos a anfitriã Itália por uns expressivos 4-0 na Jogos do Mediterrâneo. Com este pódio, a final da competição. Esta vitória garantiu a Missão portuguesa em Taranto 2026 eleva 11.ª medalha de ouro para a comitiva lusa para 26 o número total de medalhas, superando já o registo das duas participações em Taranto 2026. Num jogo disputado no Estádio Iacovo- anteriores. A Bola/MS ne, a equipa nacional construiu o resultado de forma categórica. Rita Oliveira foi a

Seleção jovem goleou a italiana por 4-0. Esta é a primeira medalha de ouro em futebol no historial português na competição.

A

Arialis Martínez já tinha conquistado bronze nos 100 metros (COP)

Chovem medalhas no atletismo português A estafeta feminina de 4x100 metros conquistou a medalha de ouro e Mariana Machado ganhou a de prata nos 10.000 metros nos Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026.

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A

equipa portuguesa composta por Rosalina Santos, Catarina Lourenço, Beatriz Castelhano e Arialis Martínez cumpriu a final dos 4x100 metros em 43,57 segundos, superando a Grécia, prata em 43,61, e a Turquia, bronze em 44,05. Mariana Machado, de 25 anos, correu os 10.000 metros em 35.05,10 minutos,

terminando atrás da italiana Federica Del Buono, que bateu a portuguesa nos metros finais (35.02,28). A marroquina Kaoutar Farkoussi foi a terceira, em 35.13,57. Esta foi a quarta medalha conquistada nesta jornada pelo atletismo português em Taranto 2026, depois de Auriol Dongmo (ouro) e Jéssica Inchude (prata) no lançamento de peso, e do título na estafeta de 4x100 metros femininos. JN/MS

2026/27 Indoor

SC Toronto U8 to U18 Boys - Rep Tryouts Everybody is welcome to tryout for the SC Toronto Rep teams AGE

DATE

TIME

LOCATION

U8B - 2019

Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U9B - 2018

Wednesdays (Aug 26, Sept 2, 9)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U10B - 2017

Tuesdays (Aug 25, Sept 1, 8)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U11B - 2016

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

7:00-8:00 PM

Central Tech

U12B - 2015

Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)

7:00-8:00 PM

Central Tech

U13B - 2014

Thursdays (Aug 27, Sept 3, 10)

5:00-6:30 PM

Earlscourt North Turf

U14B Yellow - 2013 I-Model

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

5:30-7:00 PM

Earlscourt North Turf

U14B Navy - 2013 T.O. Soccer

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

5:30-7:00 PM

Earlscourt North Turf

U15B Yellow - 2012 I-Model

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

5:15-6:30 PM

Earlscourt South Grass

U15B Navy - 2012 T.O. Soccer

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

5:15-6:30 PM

Earlscourt South Grass

U16B Yellow - 2011 I-Model

Tuesdays (Aug 25, Sept 1, 8)

7:00-8:30 PM

Central Tech

U16B Navy - 2011 T.O. Soccer

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

7:30-9:00 PM

Earlscourt South Grass

U18B - 2009/10

Contact Coach Stefan

coachstefan@sctoronto.ca

416.588.9355 | info@sctoronto.ca | www.sctoronto.ca


Ana Rita Oliveira ganha ouro no karaté

A

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portuguesa Ana Rita Oliveira, de 28 anos, venceu três combates rumo à final, na qual se impôs à montenegrina Jovana Damjanovic, por 4-3. Este ouro é a primeira medalha do karaté português nos Jogos do Mediterrâneo e a 14.ª conquistada por Portugal na cidade italiana, onde a Missão nacional já soma 30 pódios. A karateca já não ouvia o hino "há algum tempo", mas voltou a escutar "A Portuguesa" graças ao ouro da categoria de +68 kg de kumite em Taranto 2026, confirmando a profecia do marido Joaquim Mendes. "Foi emocionante [ouvir o hino]. Já não acontecia há algum tempo. E conseguir levar a bandeira de Portugal ao topo

da competição faz-me sempre sentir concretizada e fico muito feliz pelo resultado de hoje", assumiu. "Foi muito bom. Acho que, ao longo de toda a competição, me senti bastante confiante das minhas capacidades e todas as minhas habilidades e que dentro do tatâmi tinha tudo ao meu dispor para conseguir sair vitoriosa", resumiu. Para chegar à final, a karateca portuguesa derrotou a bósnia Stefani Kresic (4-0), a cipriota Theodosia Giamouki (1-0) e a kosovar Fortesa Orana (3-0). "Senti-me sempre bastante apoiada pelos meus colegas de equipa, pelo meu treinador e por toda a Equipa Portugal. E isso fez com que conseguisse sair por cima desta competição", defendeu. Na véspera, o seu marido Joaquim Mendes tinha antecipado, depois de perder nos quartos da categoria -67kg, que a Missão portuguesa podia esperar "um bom resultado" de Ana Rita Oliveira, sempre capaz de superar-se e surpreender. "Se há alguém que acredita mais em mim do que eu própria é o Quim. Devo muito daquilo que eu sou hoje, a maioria daquilo que eu sou hoje a ele, a todo o apoio dele e da minha família, como é óbvio. Por isso sim, acho que ele tinha toda a razão, como muitas vezes tem", disse com um sorriso. A vitória da mulher deixou Joaquim Mendes em lágrimas, o que levou a nova campeã mediterrânica a comentar: "sempre que estamos rodeados daqueles que nos querem bem, que nos fazem bem e que acreditam mais em nós do que nós próprios, tem tudo para correr bem". "Foi exatamente isso que aconteceu agora: ter o Quim ao meu lado e o Estêvão como treinador simplesmente criou o ambiente perfeito para eu conseguir chegar ao pódio, ao lugar mais alto do pódio", concluiu. JN/MS

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FUTEBOL

Notas dos árbitros deixam de ser divulgadas publicamente As avaliações atribuídas aos árbitros do futebol profissional português vão deixar de ser divulgadas publicamente. A decisão representa uma alteração significativa relativamente ao modelo adotado na temporada anterior, quando as classificações individuais passaram a estar acessíveis ao público.

A

medida foi tomada pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol e pretende, segundo a informação divulgada, proteger a imagem dos árbitros perante a opinião pública e reduzir a exposição associada às avaliações de cada atuação. A decisão conta também com o apoio de João Ferreira, novo diretor técnico de arbitragem, que sucede a Duarte Gomes nas funções. A divulgação das notas tinha sido apresentada como uma medida destinada a aumentar a transparência do setor e permitir que clubes, adeptos e restantes intervenientes no futebol tivessem acesso às avaliações dos árbitros. O sistema permitia conhecer a classificação atribuída a cada atuação e, consequentemente, acompanhar o desempenho dos juízes ao longo da temporada. A opção de voltar a manter as classificações fora do domínio público surge, contudo, num período particularmente delicado para a arbitragem portuguesa. O setor tem sido alvo de intenso escrutínio, com decisões tomadas durante os jogos a provocarem regularmente discussões entre clubes, dirigentes, jogadores e adeptos. Para o Conselho de Arbitragem, a exposição pública das notas pode contribuir

para aumentar a pressão sobre os árbitros e condicionar a perceção pública do seu trabalho. A intenção passa agora por centrar a avaliação no acompanhamento técnico e interno, sem transformar as classificações individuais num elemento adicional de debate público. A alteração deverá reacender a discussão sobre o equilíbrio entre transparência e proteção dos agentes da arbitragem. Para os defensores da divulgação, conhecer as avaliações contribui para uma maior abertura do sistema e permite compreender os critérios utilizados na análise das atuações. Para quem defende o fim da publicação, a medida pode ajudar a reduzir a pressão externa e permitir que os árbitros sejam avaliados sobretudo pelos responsáveis técnicos. A decisão acontece numa altura em que a arbitragem portuguesa enfrenta também outras questões internas e externas, tornando o tema particularmente sensível no início da nova temporada. JN/MS

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JOGOS DO MEDITERRÂNEO A karateca Ana Rita Oliveira sagrou-se campeã da categoria de +68 kg de kumite nos Jogos do Mediterrâneo, elevando para três dezenas as medalhas da Missão portuguesa em Taranto 2026.

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4 de setembro de 2026

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2026/27 Indoor

SC Toronto U8 to U15 Girls - Rep Tryouts Everybody is welcome to tryout for the SC Toronto Rep teams AGE

DATE

TIME

LOCATION

U8G - 2019

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U9G - 2018

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U10G - 2017

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U11G - 2016

Tuesdays (Aug 25, Sept 1, 8)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U12G - 2015

Wednesdays (Aug 26, Sept 2, 9)

7:00-8:00 PM

Central Tech

U13G - 2014

Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)

6:00-7:00 PM

Central Tech

U14G Yellow - 2013 I-Model

Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)

7:00-8:00 PM

Central Tech

U14G Navy - 2013 T.O. Soccer

Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)

7:00-8:00 PM

Central Tech

U15G - 2012

Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)

7:00-8:30 PM

Earlscourt South Turf

U8 to U15 | 2026/27 Indoor

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4 de setembro de 2026

HOCKEY

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Leaf’s Matthews given all of the pieces to return to form

tor), severely lacking a true playmaking right winger. Berube’s breakout strategies often forced Matthews to receive the puck at a standstill or chase dump-ins, effectively neutering his lethal transition speed and offensive rhythm. Even when he found space, his vintage zip was missing. He routinely passed up prime shooting lanes, most notably during crucial five-on-threes and hile Matthews wasn't awful—he the Olympic gold-medal game, logging a won 55.3% of his draws, killed career-low 3.78 shots per game. penalties, and blocked a career-high 81 shots—he was dramatically Culture and the Gudas Incident misused. Under Craig Berube, Matthews Matthews' frustrating season uncerewas inexplicably deployed as a grind-itmoniously ended on March 12 thanks to a out matchup center. He spent most of the knee-on-knee hit from Radko Gudas that year anchored to Max Domi (defensively tore his MCL. The lasting image wasn't just flawed against top lines) and Bobby Mcthe injury; it was the Leafs' failure to imMann (speedy but not a natural distribumediately confront Gudas. While Matthews Auston Matthews’ 2025-26 campaign made one clear fact inescapable: the Maple Leafs can’t survive if their franchise center is merely "good." Matthews finished with a career-worst 0.45 goals per game (27 goals in 60 games) and spent too much of the season looking like a shell of the explosive sniper who once potted 69 goals.

W

rightfully expressed subtle frustration at his teammates' lack of pushback, the captain isn't blameless in the team's passive culture. Earlier in the year, when rookie Easton Cowan was dangerously thrown into the net by Ozzy Wiesblatt, Matthews offered little more than a mild complaint to the referee. A captain demanding a physical standard must also help set it. With Jim Hiller now behind the bench, the excuses are gone. Hiller’s mandate is to rejuvenate the offense and deploy Matthews as a scoring superstar rather than a defensive anchor. Management has overhauled the roster to make this possible. Additions like Nick Paul, Colton Sissons, Teddy Blueger, and Brandon Duhaime will absorb the heavy defensive minutes, freeing Matthews from constant matchup duty. Hiller could finally give Matthews a sustained run with William Nylander, experiment with Jack Roslovic’s speed, or introduce the dynamic playmaking of 18-year-old rookie Gavin McKenna to rekindle his interior game. The runway is shortening. Matthews turns 29 before opening night, rarely plays a full 82 games, and has just two years left on his contract before a projected $120 million salary cap opens the door for a mammoth 2028 payday. The Leafs have no firstround picks in the next two drafts; their contention window is right now. There is no coaching tweak or roster overhaul that can save Toronto if their superstar doesn't return to terrifying goaltenders. The 202627 season will prove whether the real Auston Matthews was just buried under bad deployment, or if his prime is fading faster than expected. RS/MS

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PIRACY

The $174 billion digital back alley: Inside sport’s illegal streaming crisis A sports intelligence report by Gaming Compliance International (GCI) exposed an eye-popping illegal streaming crisis. During the 2026 FIFA World Cup, piracy reached industrial scales, amassing a staggering 174.3 billion unauthorized view impressions globally. The problem hit home in major host hubs like Toronto. Canadian federal court records reveal that during marquee sporting events broadcast across the region, over 25,000 internet subscribers in a single network simultaneously access unauthorized, pirate IPTV platforms to bypass legal paywalls. Total Global Pirated Views

174.3 Billion

Average pirated views/match

1.68 Billion

Spain vs. Argentina Final

6.20 Billion

Streams with Gambling Ads

95%

Industry analysts note that modern sports piracy is no longer just a smalltime copyright issue. Instead, illegal streams function as a massive recruitment pipeline, feeding viewers into a $409 billion unregulated offshore gambling market packed with popups, malware, and security risks. Authorities and broadcasters continue to battle pirate domain networks, but for now, the digital back alley remains booming. MS

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4 de setembro de 2026

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SOCCER

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To earn a permanent stay in Spain, David will need to fight for playing time in a fiercely competitive attacking lineup. Manager Diego Simeone's squad already features high-profile forwards like Argentine star Julián Alvarez and Norwegian striker Alexander Sørloth, though Sorloth has missed early matches due to a muscle injury. During his introductory press conference, David expressed his eagerness to adapt. "My time at Juventus was not the easiest. It did not go as I expected, but now I am ready for a new challenge," he told reporters. "This league suits my qualities very well. What I can do is score goals". Known for his exceptional mobility, pace, and ability to link up play, he believes La Liga's tactical environment will perfectly highlight his attacking versatility.

Canadian striker Jonathan David has joined Atlético Madrid on loan from Juventus for the 2026-27 season. The Spanish club also included an option to make the move permanent for €25 million at the end of the loan. The 26-yearold brings international experience and a proven track record of scoring to the Spanish club and is looking for a fresh start in La Liga after a rough time in Italy.

T

his transfer adds to what has been a huge year for David, defined mostly by his heroics with the Canadian men’s national team. With Canada co-hosting the 2026 FIFA World Cup this summer, David added his name into the nation's sporting history. During the group stage in June, he netted a spectacular hat-trick in a 6-0 demolition of Qatar. That pivotal performance helped secure Canada's progression to the knockout rounds for the very first time. Although

The Ottawa connection For David, the transfer also carries a unique hometown resonance. Raised in Haiti before immigrating to Canada at age six, he grew up playing youth soccer in Ottawa. Atlético Madrid happens to be the parent organization of his hometown club, Atlético Ottawa, which competes in Club career journey the Canadian Premier League. Atlético Madrid currently sits third in La David arrived at Juventus in the summer of 2025 following a phenomenal five- Liga with seven points from their opening year spell with French side LOSC Lille. three matches. Fans won't have to wait During his time in France, he racked up long to see if David will make his debut. 109 goals in 232 appearances, winning The club's immediate schedule includes both the Ligue 1 title and the French Super two critical matchups: Cup. However, his tenure in Turin was Saturday, Sept. 5, 2026 less explosive than anticipated. Over his An away game against Athletic Club lone full season with Juventus, he made 46 in La Liga. appearances but found the back of the net just eight times. Before finalizing his loan Wednesday, Sept. 9, 2026 move to Spain late this Tuesday, he made A highly anticipated game against one final appearance for Juventus, coming Liverpool in the UEFA Champions League. off the bench in a 2-0 Serie A victory over RS/MS Parma on August 29, 2026. their tournament ended with a 3-0 defeat to Morocco in the Round of 16, David was always a threat, cementing his status as a premier forward. He proudly remains Canada’s all-time leading men’s scorer with 42 goals.

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Canada’s Jonathan David joins Atletico Madrid

PARA CANOE

Canadian paddler braves microburst to claim medal When Canadian Paralympian Brianna Hennessy lined up for her race at the World Para Canoe Championships, she anticipated fierce competition. She didn’t expect a sudden, localized microburst weather event to turn the venue into an absolute aquatic disaster zone. As the start gun fired, localized galeforce winds and sudden freak swells battered the course, tossing elite athletes around like rubber ducks. Standard paddle techniques instantly vanished. While competitors struggled to stay upright, Hennessy abandoned all tactical pacing for a far more fundamental strategy: survive and don't flip backward. Battling sideways waves and near-zero visibility, she muscled her craft across the finish line blind to her placement— only to discover her frantic, survival-mode paddling had earned her a podium spot. Hennessy later joked that while it wasn't the prettiest race of her career, keeping the kayak right-side up was the ultimate victory.

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FELIZ DIA DO TRABALHADOR

Jack Oliveira Business Manager Luis Camara Secretary Treasurer

Nelson Melo President

Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jaime Cortez E-Board Member

Marcello DiGiovanni Vice-President David McCluskey E-Board Member


Inovação e coordenação rigorosa impulsionam reabilitação de 63,7M$ em quatro pontes de Toronto

E

m curso desde 2024 e com conclusão prevista para o início de 2027, o projeto consiste na reabilitação da ponte da Eastern Avenue, da ponte da Richmond Street East (que cruza a King Street East), da ponte da Adelaide Street East (que também atravessa essa mesma via) e da rampa de saída da Don Valley Parkway sobre o rio Don — que estabelece a ligação à Richmond Street. A Soncin Construction é a empreiteira geral encarregue de supervisionar uma vasta lista de trabalhos de reabilitação no tabuleiro e na parte inferior das estruturas. Entre as várias intervenções contam-se a substituição de juntas de dilatação e a reconstrução de consolas de tabuleiro e muros parapeito. A Stantec é a empresa de consultoria deste projeto, que se encontra agora na sua fase final. Construídas em 1963, as pontes tinham sido reabilitadas pela última vez em 1992, refere a engenheira-chefe de Toronto, Jennifer Graham Harkness, destacando que este projeto é uma parte integrante da iniciativa municipal State of Good Repair (Estado de Bom Funcionamento). Tendo em conta a proximidade das quatro pontes, outras obras independentes a decorrer nas imediações e o facto de milhares de automóveis circularem diariamente naquela zona, a autarquia realizou um planeamento intensivo a longo prazo na fase prévia ao projeto e continuou a aplicar procedimentos inovadores ao longo de toda a

construção, explica a responsável. "Estamos a tentar equilibrar os nossos objetivos em termos de execução dos trabalhos e de alívio do congestionamento, garantindo ao mesmo tempo a entrega de um trabalho de altíssima qualidade em articulação com o empreiteiro para alcançar ambas as metas." Um dos exemplos foi a utilização, por parte da Harrison Muir Inc., de um sistema especializado de Unidade de Implantação Rápida para revestir o aço estrutural na parte inferior das pontes sem necessidade de fechar vias na Don Valley Parkway, a principal autoestrada norte-sul da área e um dos corredores mais movimentados da cidade. Este acesso fechado permitiu que as equipas realizassem com segurança os trabalhos de decapagem por jato de areia e revestimento sobre o tráfego ativo na autoestrada. Houve também um elevado nível de coordenação com a Metrolinx, a Waterfront Toronto e promotores privados para minimizar o impacto nos seus respetivos projetos.

A título de exemplo, Graham Harkness cita o agendamento dos trabalhos de reabilitação na rampa de saída da Don Valley Parkway, planeado para não interferir com a manutenção regular da autoestrada realizada pelas equipas municipais. Dada a escala e complexidade dos trabalhos, várias equipas especializadas operaram ao longo de todo o projeto. Consoante as necessidades da obra, chegaram a estar no local entre três a cinco equipas em simultâneo, refere. Para cumprir prazos acelerados, o empreiteiro implementou horários alargados e escalas flexíveis. As equipas trabalharam em dois turnos alargados que cobriam aproximadamente 20 horas num ciclo de 24 horas. Os períodos mais intensos ocorreram durante o encerramento total da rampa de saída da Don Valley Parkway, desde o outono de 2025 até à sua reabertura na primavera passada. Foram utilizados 80 turnos noturnos para agilizar os trabalhos críticos de reabilitação. Os trabalhos ao fim de semana

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A inovação tem sido a imagem de marca de um projeto de 63,7 milhões de dólares para reabilitar quatro pontes envelhecidas, com um comprimento combinado de cerca de 1,5 quilómetros, numa zona bastante congestionada da zona este de Toronto.

também foram agendados estrategicamente, com intervenções frequentes aos sábados durante o dia e operações seletivas nas noites de sexta-feira e domingo, consoante as exigências da construção, acrescenta. Embora sublinhe que o projeto faz parte integrante da política de conservação da cidade, Graham Harkness reconhece que a aceleração dos trabalhos na rampa de saída da Don Valley Parkway foi influenciada pelos recentes jogos do Mundial de Futebol da FIFA. Apesar de o estaleiro da ponte se situar a vários quilómetros do Toronto Stadium (o nome corporativo utilizado pela FIFA para o BMO Field), o tráfego tende a estar interligado e gera efeitos em cadeia, explica Harkness. E a Don Valley Parkway, com 15 quilómetros de extensão e que liga os subúrbios do norte de Toronto ao centro da cidade, é indiscutivelmente uma grande artéria de acesso, destaca. Como é evidente, o objetivo principal era manter o trânsito a fluir e minimizar os transtornos para a comunidade. Foi essa a razão que justificou o encerramento total da rampa de acesso à Richmond Street, em alternativa a trabalhos esporádicos. A maior parte da reabilitação mais complexa nas quatro pontes está agora concluída. No entanto, a aplicação de revestimentos na parte inferior e outros trabalhos complementares prolongarão o projeto até ao início do próximo ano, conclui Graham Harkness. DCN/MS

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Campus único de Markham da Universidade de York vence Prémio Internacional de Arquitetura de 2026 O Campus de Markham da Universida- erguem-se em redor deste fórum central, de de York está a dar nas vistas a nível complementados por uma escadaria escultural que reforça o caráter arquitetónico e internacional. amplia a sensação de abertura. O exterior destaca-se pelo revestimenoi um dos 11 vencedores em todo o mundo a arrebatar um International to em alumínio de tom bronze, painéis de Architecture Award na categoria de spandrel e vidro de visão. O resultado final é uma construção viEscolas e Universidades. O projeto inclui um pódio de cinco an- sualmente marcante, onde as difíceis condares com uma entrada de pé-direito du- dições do terreno foram transformadas plo. Os espaços de ensino e aprendizagem numa oportunidade de criação de espaço

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LOCAL 183

Training Centre

público (placemaking). O prémio será entregue na gala oficial de premiação em Atenas, na Grécia, a 18 de setembro. Na sua 21.ª edição, o International Architecture Award está entre os programas globais de prémios de edificação mais prestigiados do mundo. Este ano, o programa recebeu um número recorde de candidaturas para novos edifícios, arquitetura paisagística e planeamento urbano, submetidas por ateliês

internacionais de referência. O júri selecionou quase 190 projetos vencedores a partir de uma lista restrita de mais de 500 finalistas. DCN/MS

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4 de setembro de 2026

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Crónica ao contrário: HUMOR COM REALIDADE Rómulo Medeiros Ávila

Uma estrada cheia de gente estranha: quatro rodas, mil personagens e a minha paciência no porta-luvas... Há dias em que uma viagem de carro não é uma viagem. É uma sessão de cinema. Só que sem bilhete, sem pipocas e com a possibilidade de alguém me bater na traseira. Entro no carro, ponho o cinto, ligo o motor e parto com a intenção simples e ingénua de chegar ao destino. É aí que começa o espetáculo. Porque o trânsito tem uma coisa maravilhosa: transforma pessoas perfeitamente normais em personagens de uma comédia que ninguém escreveu. Basta chegar ao primeiro semáforo. Olho para o carro da frente e vejo um casal a discutir. Não ouço nada, naturalmente, mas não é preciso. Há discussões que se entendem perfeitamente através dos gestos. Ela fala com as mãos. Ele olha para a frente com aquela expressão de homem que já percebeu que qualquer resposta será usada contra ele. Ela aponta para qualquer coisa. Ele levanta as mãos, num gesto de inocência. Ela cruza os braços. Ele olha para o relógio. É uma peça de teatro. Eu não sei o que aconteceu, mas tenho a certeza de que foi culpa dele. O semáforo fica verde e eles arrancam. A discussão continua. Há discussões que não obedecem aos semáforos. O trânsito pode parar; a discussão não. Ao meu lado passa outro carro com a música aos berros. Não consigo perceber se é uma música ou um pedido de socorro, porque o grave faz vibrar o meu próprio volante. O condutor canta. E canta com uma confiança admirável para alguém que claramente não sabe a letra. Não sabe a letra, não sabe a melodia, mas sabe uma coisa: é artista. Canta olhando para o espelho retrovisor como se estivesse num videoclip. Talvez esteja convencido de que eu sou figurante. Mais à frente vejo outro motorista a comer. Não estou a falar de uma bolachinha inocente no sinal vermelho. Não. Aquele homem montou um restaurante dentro do carro. Tem qualquer coisa parecida com um hambúrguer numa mão, batatas na outra e um molho que já parece ter adquirido vida própria. O volante está a ser usado como mesa, prato e provavelmente guardanapo. Penso que há pessoas que conduzem para chegar ao trabalho e há pessoas que fazem do carro uma extensão da cozinha. Depois aparece uma das minhas imagens preferidas, desta vez na rua: uma senhora com uma camisola completamente salpicada de café do Tim Hortons. Aquilo não é uma mancha. É um mapa. Há café no peito, café no ombro, café na manga. Parece que o copo explodiu, mas, por alguma razão, continua inteiro na mão dela. Olho para ela enquanto atravessa a passadeira e penso que, se houver uma emergência

médica no trânsito, aquela senhora já vem com o diagnós- Depois encontro aquele motorista que anda vinte quilómetico escrito na roupa: excesso de café. E continua a andar tros abaixo do limite. Vai tranquilo. Sereno. Sem pressa. Parece estar a fazer uma meditação guiada enquanto conduz. como se nada tivesse acontecido. Admiro-a. À frente dele já há uma fila de carros. Atrás dele, outra. Mas Depois aparecem os atrasados. Esses reconhecem-se à disele não se incomoda. Não tem pressa. Provavelmente tamtância. São os únicos capazes de transformar uma ida ao bém não terá quando chegar a casa. É uma pessoa que vive supermercado numa perseguição policial. Mudam de fainum fuso horário próprio. Eu olho para o relógio. Olho para xa como se o destino da humanidade dependesse daqueles a estrada. Volto a olhar para o relógio. Não funciona. O trânquinze segundos. Ultrapassam pela esquerda, pela direita, sito não tem sentimentos. por onde houver um espaço com mais de dois centímetros. Buzinam. Travão. Aceleração. Outra mudança de faixa. E quanto mais tempo passo na estrada, mais personagens Mais uma buzina. E eu penso: “Este homem está atrasado.” aparecem: o homem que discute sozinho com o carro da Depois chego ao semáforo. E quem está parado exatamen- frente, o que bate no volante, o que buzina por dois segunte ao meu lado? O mesmo homem. Olha para a frente com dos de atraso e o que conduz com uma calma invejável. uma expressão de absoluta concentração, como se tivesse No meio disto tudo, vou sozinho no meu carro, a observar. acabado de ganhar uma etapa do Grande Prémio do Canadá. Percebo que o trânsito é uma espécie de teatro gratuito. Eu olho para ele. Ele não olha para mim. Talvez não queira Cada carro tem uma história: há quem vá atrasado, zangaadmitir que fizemos exatamente o mesmo percurso, só que do, apaixonado, a cantar ou simplesmente a tentar sobrevieu fui com calma e ele com a pressão arterial de um hamster. ver aos outros. Atrás aparece outro carro, este com passageiros que pareAh, ia-me esquecendo: no trânsito, há quem quase bata na cem ter desistido da ideia de usar bancos. Há pernas por traseira do carro da frente distraído com outras “traseiras” todo o lado. Uma janela aberta. Um pé espetado para fora. no passeio. Há também os enamorados pela pessoa ao lado, Um pé. Eu olho. A pessoa olha para mim. Eu olho para o pé. tão perdidos no olhar que quase provocam um acidente. Ela olha para o pé. Durante alguns segundos estabelecemos E, noutro carro, misteriosamente, aparece uma mulher ao uma comunicação silenciosa. Eu não digo nada. Ela não diz lado do companheiro, vinda sabe-se lá de onde — provanada. Mas o meu olhar pergunta claramente: “É mesmo nevelmente do fundo do carro. Ou então estava só a apanhar cessário?” E o pé responde: “Para mim, é.” a caneta ou o telemóvel que caiu para lá, numa verdadeira Continuo a viagem. É então que o GPS decide entrar na con- operação de contorcionismo, sempre com o cinto posto, versa. “Em trezentos metros, vire à direita.” Tudo bem. Eu claro. Que esforço!… passar 15 minutos junto ao porta-luouvi. Mas o GPS parece não confiar em mim. “Em trezentos vas, de cabeça baixa. No fundo, essa é a beleza do trânsimetros, vire à direita.” Ao mesmo tempo, o carro ao lado to: durante alguns quilómetros, desconhecidos partilham a aumenta a música. O casal da frente parece ter recomeçado mesma estrada, os mesmos semáforos e a mesma irritação. a discussão. Há uma buzina algures atrás. Um bebé chora. E, por alguns minutos, somos todos iguais. Alguém acelera. E o GPS, tentando manter a ordem: “Vire Quando finalmente chego ao destino, estaciono, desligo o à direita.” Eu baixo o volume da música. “Vire à direita.” motor e fico uns segundos em silêncio. Que paz. NenhuComeço a achar que o GPS está irritado comigo. Finalmente ma buzina. Nenhum GPS. Nenhuma discussão. Nenhum viro. “Recalculando.” Aquela palavra tem sempre um certo pé pendurado. Nenhum homem a comer hambúrguer enjulgamento. “Recalculando.” Nunca é dita com carinho. O quanto conduz. Nenhuma senhora coberta de café. Respiro GPS podia dizer: “Tudo bem, acontece.” Mas não. Diz “Refundo. Abro a porta. Saio do carro. E, nesse preciso mocalculando”, como quem acaba de descobrir que entregou o mento, ouço alguém no estacionamento: “Ó AMIGO (Hey, carro a um incompetente. buddy....!) ESSA VAGA É MINHA!” Volto a fechar a porta. Mais adiante, reparo num motorista que olha para mim. Afinal, a viagem ainda não acabou e o chouriço, esse, já greOlho para ele. Ele continua a olhar. Eu continuo a olhar. E lhou com o calor mesmo antes de chegar .... imediatamente nasce entre nós uma desconfiança que nenhum dos dois consegue explicar. Tenho a certeza de que ele acha que eu fiz alguma coisa. Ele provavelmente acha o mesmo de mim. Nenhum de nós sabe o quê. Mas fez. No trânsito, basta um olhar de três segundos para nascer uma rivalidade. Read in English


MILÉNIO | ENTRETENIMENTO

4 de setembro de 2026

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Gossip

SUSTO

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FÉRIAS... DE NOVO! Catarina Furtado está novamente de férias, mas agora com companhia especial. A apresentadora está a desfrutar de uns dias de descanso com os dois filhos, Maria Beatriz Reis e João Maria Reis. "Agora viemos os três de férias. A mãe e os seus dois pintainhos já adultos". Maria Beatriz tem atualmente 20 anos e João Maria 18 anos, ambos são fruto do casamento, entretanto terminado, de Catarina Furtado com o ator João Reis. O casamento de Catarina Furtado e João Reis chegou ao fim em julho de 2023, depois de 18 anos de vida em comum. Até ao momento, a comunicadora não assumiu publicamente nenhuma outra relação amorosa. A apresentadora, de 54 anos, não revelou qual o destino escolhido para estas férias em família, mas divulgou diversas imagens de momentos felizes passados com os filhos no local. "Entre praia, cultura, História e adrenalina, muitas partilhas são feitas, alguns resmungos e momentos de tensão comigo a conduzir o carro com o volante do lado contrario", contou a respeito das aventuras que têm vivido a três. "As fotografias de qualidade são todas tiradas pela Beatriz", enalteceu ainda ao mostrar as imagens. Antes destas férias familiares, a apresentadora de "The Voice" viajou para Itália com uma amiga e mostrou aos seguidores da sua página de Instagram algumas imagens desta aventura, que contou com banhos de sol, dança e passeios.

João Neves pode ser uma estrela dos maiores clubes do mundo - o Paris Saint-Germain -, receber um salário milionário de cerca de 10,8 milhões de euros por ano, mas o jovem apareceu no treino do seu clube de futebol a conduzir um curioso veículo. Desta vez não escolheu deslocar-se no seu Mercedes-Benz C300, nem num BMW, mas sim numa carrinha Peugeot Partner com matrícula portuguesa. Este modelo pode custar entre 22 a 26 mil euros.

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Lionel Richie está internado nos cuidados intensivos em St. Louis. O cantor foi hospitalizado depois de ter realizado um concerto no fim de semana. Fontes contaram ao TMZ que o artista deu entrada num hospital local depois do espetáculo, na noite de sábado, dia 29 de agosto, no The Muny, onde realizou alguns exames. Os médicos suspeitam de uma possível leve desidratação e espera-se que receba alta hospitalar em breve. Pessoas que estiveram no concerto contaram que Lionel Richie parecia estar com alguma dificuldade no final do espetáculo, tendo pedido à equipa uma cadeira enquanto catava a última música, "All Night Long". O TMZ recorda ainda que o cantor foi levado de urgência para um hospital no passado mês de junho depois de se ter sentido mal em palco, quando estava a atuar em St. Paul, Minnesota. Na altura, o artista disse à plateia que estava "zonzo" e "estranho", e terminou o espetáculo mais cedo. Os paramédicos foram chamados ao local e estiveram depois com Lionel Richie nos bastidores, isto antes de ser levado numa ambulância para o hospital. O cantor Lionel Richie encerrou a primeira noite da sua digressão muito mais cedo do que estava planeado. Ainda no passado mês de junho, depois do sucedido, o cantor acabou por cancelar dois concertos. Isto porque foi aconselhado pelos médicos a "descansar e a recuperar totalmente" antes de voltar a subir aos palcos, como foi explicado numa nota que foi na altura partilhada nas redes sociais.

HUMILDE

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INTERNADO

O apresentador João Baião já regressou de férias e contou que viveu momentos de tensão durante as férias em Banguecoque, na Tailândia. "Tive lá uns sustos", começou por confessar, tendo explicado que foi de férias com pessoas próximas e houve um amigo que fumou "tabaco aquecido", algo que é "completamente proibido" em Banguecoque, e foram abordados pelas autoridades. “Vi o caso muito malparado. Eles queriam levar-nos para a esquadra. Queriam mesmo", relatou.

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Marco Costa viveu na terça-feira, 1 de setembro, uma situação inusitada que o deixou enfurecido. O famoso pasteleiro foi confrontado com a possibilidade de os seus negócios estarem em crise e acusado de mostrar uma vida de fachada. Através da sua conta oficial de Instagram, o antigo concorrente do "Secret Story" contou o sucedido e respondeu à letra à provocação. "Hoje perguntaram-me algo que eu fiquei danado! Disseram-me assim: «os negócios não devem andar bem ou então és só fachada, para estares na fábrica, na feira e em todo o lado, de certeza que não estás tão bem como aparentas!»", contou. "Eu só respondi com um sorriso", garantiu Marco Costa, que optou então por reagir através da partilha em questão. "No dia que eu me esqueça de onde vim e onde tudo começou, aí sim, eu estarei «pobre» de verdade! Se não querem lutar pelos vossos sonhos, não tentem mandar abaixo o dos outros! Nem todos temos a mente forte e capacidade de aguentar e seguir em frente! E vocês... não vão abaixo só porque algum burro vos tenta desanimar ou desacreditar do que vocês sonham. Dá trabalho, é duro, muito difícil mas também É POSSÍVEL", disse.

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MENTE FORTE

Depois de se ter tornado mãe de duas crianças, Kelly Bailey decidiu mostrar aos seguidores algumas imagens que retratam os últimos dias. "Já passaram três semanas. Estou viciada", escreveu na legenda das imagens, tendo-se referido ao nascimento da filha Julieta no dia 11 de agosto. A publicação 'encheu-se' de carinhosas mensagens na caixa de comentários. "Que amor", disse Matilde Breyner, enquanto muitas caras conhecidas reagiram com emoji em forma de coração.


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4 de setembro de 2026

OLHAR COM OLHOS DE VER

Diversão à porta. Créditos: David Ganhão

Polícia do tempo. Créditos: Paulo Perdiz

Não se apaixone! Créditos: Fabiane Azevedo

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MILÉNIO | ENTRENTEMINTO

4 de setembro de 2026

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Palavras cruzadas

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Sudoku

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O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

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8. Precipitar-se a chuva sobre a terra 9. Impresso que acompanha medicamento e contém informações sobre ele 10. Aquele que não crê em Deus ou nos deuses 11. Articulação da coxa com a perna, de que participam o fêmur, a tíbia e a patela 12. Utensílio de mesa, de três ou quatro dentes em uma das extremidades 13. Traço ou linha divisória entre espaços ou propriedades 14. Adquirir habilidade e/ou conhecimento 15. Condição do que é maior; superioridade, supremacia

1 1

• 1 sapateira cozida, com cerca de 1 kg • 1 cebola pequena picada • 4 colheres de sopa de maionese • 1 colher de sopa de whisky • 1 ovo cozido (picado) • Salsa fresca picada q.b. • Sal e pimenta-preta q.b. • Piripíri q.b. • Pickles picados q.b. • Um pouco do vinagre dos pickles • 200 g de broa • Azeite q.b. • Torradas finas para servir

TRABALHO VA L O R C O N TAT O E S TA B E L E C E R FORMAS GERAL E NC A R A R APRENDIZADO P E S S OA S T E C NO L O G I A C O M P U TA D O R E S R E L AC I O NA R E M P R E GA D O R MUNDIAL VISTORIAS

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Sapateira recheada

Ingredientes

C M U N D I A L N I T E B K A O H E U B M V A L O R F P G O M Q R R T N S W D I J MW O D P T O A A K O T A T N O C V A U R D V S N B W G I H Q G I Z T A A G I A O S Q E L F K B I A B G F M S O I A O R H L Q D D A E T M H T S C M A A J F N O L R Z T F G O S A R C L N E R H P O W Y X N R E L O N J R E O MW N P D I Q I P E F H P S J E Z R V B H P Z A T R T A A I G O L O N C E T Z S T H D L E A Y U R A R A C N E F B B Z M E R E C E L E B A T S E I

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Rosa's Portuguese Kitchen

Jogo das 10 diferenças

Caça palavras

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Credito: MDC Media Group Inc.

1. Que contém ou revela maldade; cruel, desumano, mau 2. Letreiro sobreposto à imagem de filmes, que fornece a tradução da fala dos personagens 3. Livre de tensões mentais ou musculares; descansado, descontraído 4. De pequena estatura; de pouca extensão vertical 5. Animal que ainda não foi domesticado 6. Guindaste para içar volumes não muito pesados 7. Em um momento posterior; em seguida

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Modo de preparação Abra cuidadosamente a sapateira cozida e retire todo o miolo e o conteúdo do interior da carapaça. Coloque tudo numa taça grande. Verifique cuidadosamente o miolo da sapateira e retire qualquer pedacinho de casca antes de preparar o recheio. Rale o ovo cozido diretamente para a taça com o miolo da sapateira. Junte a cebola picada,

a salsa picada e os pickles picados. Misture tudo muito bem. Pique a cebola e os pickles muito finamente para o recheio ficar cremoso e fácil de barrar nas torradas. Acrescente a maionese e um pouco do vinagre dos pickles. Envolva até ficar tudo bem ligado. Junte o vinagre dos pickles aos poucos para o recheio não ficar demasiado líquido nem ácido. Esfarele bem a broa e junte-a aos poucos ao preparado de sapateira. Regue com um pouco de azeite e misture até obter um recheio cremoso, mas com alguma consistência. Junte a broa e o azeite aos poucos para conseguir controlar melhor a textura do recheio. Tempere com sal, pimenta-preta, piripíri e whisky a gosto. Prove o preparado e retifique os temperos, a maionese, o vinagre dos pickles ou o azeite, se necessário. Leve o recheio ao frigorífico antes de servir para os sabores ficarem ainda mais apurados. Coloque o recheio dentro da carapaça limpa da sapateira e alise a superfície. Sirva fresca, acompanhada de torradas finas. Bom apetite!


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4 de setembro de 2026

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artesonora artesonora Paulo Perdiz

Insert Coin

A arte do improviso e a nostalgia pop Há mais de uma década que a fusão entre música, humor e uma energia contagiante tem um nome incontornável nos palcos nacionais: Insert Coin. O projeto, pensado por João Paulo Sousa e Joel Rodrigues, começou quase como um impulso, uma brincadeira entre amigos, mas transformou-se gradualmente num autêntico fenómeno de entretenimento cultural. Ao longo de 12 anos de evolução contínua, o espetáculo tem somado plateias compostas e noites memoráveis, estendendo o seu alcance para além das fronteiras de Portugal e abraçando com calor as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

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longevidade desta iniciativa deve-se à capacidade de maturidade e a reinvenção sem perda de autenticidade. O percurso dos Insert Coin não se deu de forma instantânea; resulta de um longo e teimoso processo de persistência criativa. Quando se olha para trás, percebe-se que a energia inicial manteve-se intacta precisamente porque a dupla recusa parar. Existe a convicção, renovada a cada ano, de que o ano em curso é sempre o melhor, apenas para ser superado pelo seguinte. Esta dinâmica de evolução constante reflete uma entrega absoluta à arte do palco e um profundo respeito pelo público que os acompanha. O conceito do projeto encontra-se fortemente enraizado nas memórias visuais, emotivas e sonoras do final do século XX. A estética, a seleção musical e a atmosfera que se constrói em cada apresentação remetem diretamente para as décadas de 1990 e 2000, um período estruturante para a formação pessoal e artística dos seus criadores. No entanto, o apelo aos anos 90 vai muito além da simples reprodução de êxitos radiofónicos do passado; trata-se de resgatar o espírito de proximidade e convivência característico de uma era pré-digital. "Mais do que uma simples viagem no tempo através da música, o espetáculo utiliza a nostalgia pop como um catalisador para restaurar a ligação humana direta, criando uma experiência coletiva e viva." Num tempo em que a comunicação interpessoal tinha poucos ecrãs ou redes sociais, o contacto humano possuía uma grande força e uma verdade que os Insert Coin procuravam recriar em palco. A estética dos velhos salões de jogos e das máquinas de arcade,que inspira o próprio título do projeto, funciona como uma metáfora para a interatividade pura. Embora o repertório tenha começado mais focado na década de 90, a nostalgia fez com que o formato se expandisse organicamente para horizontes mais amplos. Atualmente, a música nos Insert Coin atua como o veículo de uma experiência muito mais vasta e imprevisível. O alinhamento musical, longe de ser um fim em si mesmo, funciona como um acessório estrutural para um espetáculo assente no humor, na comédia e, acima de tudo, na interação direta. Há um método refinado nesta aparente espontaneidade: rigorosamente preparado nos bastidores, o espetáculo ganha vida no exato momento em que o primeiro pé pisa o palco, momento em que a prioridade passa a ser desconstruir a própria preparação para responder em tempo real ao pulsar do público. A verdadeira engrenagem da performance é a energia da plateia. Cada noite exige uma leitura atenta do recinto, ajustando o tom, a seleção de temas e o ritmo ao perfil de quem assiste, desde grupos de jovens a públicos mais seniores. Um olhar cúmplice no fundo da sala ou um grupo particularmente entusiasmado pode alterar completamente o rumo da noite, transformando espectadores anónimos nos verdadeiros protagonistas da noite. Esta capacidade de improvisação converte cada apresentação num evento singular e irrepetível. Outro dos pilares do sucesso dos Insert Coin é a ausência total de preconceitos musicais. Num ecossistema cultural por vezes marcado pelo elitismo ou pela categorização rígida de géneros, o espetáculo celebra a música popular e os clássicos festivos sem ponta de vergonha. A rejeição do conceito de "guilty pleasure" é assumida com orgulho: se a música desperta alegria, empatia e vontade de dançar, cumpre o seu propósito nobre. Da música pimba ao pop internacional, todas as sonoridades têm lugar desde que sirvam para unir as pessoas. Manter esta vivacidade exige uma gestão exigente de tempo e energia, sobretudo quando combinada com compromissos paralelos na televisão e na rádio. O segredo para sustentar este ritmo intenso reside na capacidade de diluir as fronteiras entre as diferentes facetas artísticas, permitindo que a autenticidade de quem está no palco seja a mesma que se ouve nos microfones ou se vê nos ecrãs. A maturidade profissional traz a liberdade de ser transparente, algo que o público reconhece e valoriza. Olhando para o horizonte, os Insert Coin continuam a encarar o futuro com a leveza e a determinação de quem joga uma partida perfeita numa máquina de arcade: avançar fase a fase, superar desafios sem perder a essência e continuar a somar vitórias junto do público. Mais do que um concerto ou uma festa, o projeto afirmou-se como um tributo à alegria partilhada, celebrando a identidade cultural portuguesa e mantendo bem viva a ponte com a comunidade global.

aos sábados 7h30 às 9h00

aos domingos 10 da manhã


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CARNEIRO 21/03 A 20/04 Durante este período é possível que esteja mais sensível às energias e humores das pessoas que giram à sua volta, uma vez que o seu lado emocional está destacado. A sua vida amorosa está neste momento favorecida, pelo que é possível que inicie agora uma nova relação, ou simplesmente aprofunde a já existente.

LEÃO 22/07 A 22/08

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Ao longo desta fase a sua imaginação e sensibilidade estarão mais acentuadas. Assumirá atitudes desinteressadas e idealistas envolvendo-se e apoiando obras de caridade e sociais. Preste atenção aos seus relacionamentos para que as pessoas não abusem da sua boa vontade e espírito de sacrifício. Cuide da sua saúde física.

Durante esta fase poderá sentir maior necessidade de comunicar com colegas ou mesmo com pessoas fora do seu ambiente de trabalho. Poderá notar que as conversas casuais ganham uma profundidade maior que o usual. É ainda uma altura favorável para começar a delinear um plano de vida em termos profissionais.

VIRGEM 23/08 A 22/09

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Agilidade mental e entusiasmo são as notas dominantes, ao longo deste período em que impera a vontade de se divertir, sair e conviver. Cuidado, porém, com os mal-entendidos que poderá provocar, fruto de trocadilhos ou de provocações infantis. Vida amorosa plena de romantismo e de boa disposição.

É um período em que se vai sentir com muita energia, impulsividade e iniciativa, favorável ao começo de projetos e ao estabelecimento de novos contactos. É igualmente uma boa altura para cuidar do seu corpo, fazendo uma desintoxicação, estabelecendo novos hábitos alimentares ou dedicando-se a uma atividade física.

Durante este período sentirá necessidade de fazer novos contactos, de conhecer novos lugares e costumes, de viver novas e diferentes emoções, portanto, se possível, parta à aventura, com um grupo de amigos ou mesmo através de um livro, viajando sem destino com o objetivo de aumentar os seus conhecimentos e recrear-se.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

BALANÇA 23/09 A 22/10

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Se a sua situação financeira é, neste momento, desafogada, irá sentir nesta fase uma maior segurança e à-vontade. Não se deixe desmoralizar se, pelo contrário, as finanças não vão bem. Use a sua força e perseverança para atingir os níveis que deseja e, sobretudo, não faça gastos desnecessários só para provar aos outros o seu status.

Nesta semana o seu interesse por assuntos relacionados com a espiritualidade e dualidade estarão mais acentuados. Poderá sentir uma grande vontade convencer os outros, defendendo os seus pontos de vista, as suas ideias. No entanto, a honestidade e frontalidade para com os outros e consigo só lhe trarão mais força e apoio.

Durante este período vai estar em maior sintonia como seu eu interior. Sente que está no fim de um ciclo, o que provoca em si o desejo de proceder a algumas mudanças. Uma análise psicológica profunda poderá levá-lo a uma mudança de rumo. É importante que use todo o seu discernimento para avaliar a sua escolha.

TOURO 21/04 A 20/05

CARANGUEJO 21/06 A 20/07 Período favorável ao relacionamento com os seus familiares, procurando que a paz e a harmonia reinem na sua casa. A decoração do lar será feita com esmero e elegância, tendo como objetivo a criação de um ambiente confortável e alegre. Organize em casa um jantar de família, ou uma festa para os amigos mais íntimos.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 É uma altura propícia a organizar os aspetos legais da sua vida familiar e profissional. Através de uma viagem, poderá mesmo ter oportunidade de expandir os seus negócios fazendo acordos com o estrangeiro. Esta é uma altura de sucesso e sorte nas especulações e até em jogos de azar, mas não exceda o razoável.

PEIXES 20/02 A 20/03 Neste período a recetividade e abertura a mudanças profundas no seu relacionamento afetivo e sexual estará muito acentuada. Por outro lado, terá uma maior capacidade de realização a nível financeiro, podendo obter a colaboração de instituições bancárias ou outras para a obtenção dos fundos necessários aos seus projetos.

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MILÉNIO | ENTRENTEMINTO

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Agenda comunitária

4 a 7 setembro

10 a 13 setembro

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Grandiosas Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres

Música, Motos, Touros e muitas surpresa. No Madeira Park - 24120 HWY 48 Sutton.Informações: 416-939-9276

5 a 6 setembro 43.º Aniversário Rancho Províncias e Ilhas de Portugal Dia 5: Gala de aniversário, a partir das 17:00h, no 630 Trinity Rd South, Jerseyville. Animação com Tony Câmara e Banda Starlight / MC: Rómulo Ávila; Dia 6: a partir das 14:00h, Festival de Folclore e animação com Sheila Teixeira, G. Pinto e Tony Câmara. Informações: 416-791-6651.

7 setembro Labour Day Parade de Toronto O desfile começa por volta das 9h30, tradicionalmente na Queen Street West com a University Avenue, seguindo até ao Exhibition Place. Organizado pelo Toronto and York District Labour Council, reúne dezenas de milhares de trabalhadores e membros de sindicatos.

Com os seguintes destaques: 11 de setembro: Jantar de Gala (na Liuna); 12 de Setembro: Inauguração das Portas da Cidade em Brampton; 13 de Setembro: Missa e Procissão; Para além de todo o programa musical e de lazer durante o fim de semana. Igreja de Nossa Senhora de Fátima - 101 Malta Avenue, Brampton. Informações: 416-254-5813

11 setembro Volta! de Maria João Gouveia (iniciativa de Teatro) Casa do Alentejo - 1130 Dupont St, às 21:00h. Um projeto de teatro açoriano que está a percorrer o mundo, envolvendo a comunidade na própria peça. Os ensaios decorrem durante essa semana e culminam na apresentação final. Inf: volta@ estudio13.net / 416-537-7766 ou 416-276-6985

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O Magellan no mês de agosto A Magellan Community Foundation continua a dar passos concretos rumo à abertura da primeira casa de cuidados continuados de língua portuguesa do Ontário. O trabalho que tem vindo a ser desenvolvido vai dar vida a um dos maiores projetos da comunidade portuguesa residente no Canadá. além de poder ficar a saber mais sobre o progresso das obras. Sugerimos ainda que aproveite para explorar oportunidades de carreira. Para mais informações, contacte: info@magellancharities.ca.

Sabia que?

Todas as candidaturas a casas de cuidados continuados no Ontário são geridas através da Ontario Health atHome. Esta é a agência central responsável por atender as suas necessidades de cuidados e discutir as opções disponíveis. A Ontario Health atHome também trata e gere todas as candidaturas para cada casa de cuidados continuados no Ontário. Visite o site da Ontario Health atHome em: ontariohealthathome. ca. Para mais informações sobre os serviços, ligue para: 310-2222 (sem indicativo necessário) ou 1-800-538-0520 (chamada gratuita).

Oportunidades de voluntariado para estudantes

Obras em ritmo acelerado

À data de 25 de agosto de 2026: • Início dos trabalhos de alvenaria na extremidade norte do projeto, previsto para o final desta semana • Aplicação de isolamento de espuma projetada a avançar na fachada este, em direção a sul

mais um dia repleto de golfe, mas também muito convívio. Nestas ocasiões há sempre também oportunidade de desenvolver algum networking. Como é habitual o evento inclui pequeno-almoço, almoço e jantar. Para saber mais ou conhecer os pacotes de patrocínio do torneio, contacte: info@magellancharities.ca.

Gala Anual do Magellan (3.ª Edição)

O projeto Magellan está à procura de estudantes, particularmente de origem portuguesa e/ou que falem português, interessados em oportunidades de voluntariado. A ideia será apoiarem a sensibilização precoce, o envolvimento comunitário e a preparação para a abertura da tão desejada nova casa de cuidados continuados. As oportunidades de voluntariado para estudantes estarão organizadas em torno de quatro áreas principais:

• Continuação da subestrutura para os painéis de cimento no exterior do edifício (colocação dos painéis prevista para o próximo mês)

Investigação: Apoio a pesquisas de envolvimento comunitário, listas de parceiros, acompanhamento de contactos e preparação para a abertura.

• 2.º piso — tetos das unidades já estruturados, início brevemente da estrutura das paredes, com os corredores a receber gesso cartonado (drywall) na próxima semana

Marketing: Apoio a esforços de sensibilização através de cartazes, panfletos, materiais de campanha, apoio a eventos e promoção do voluntariado.

• 3.º piso — início da colocação de drywall nas unidades • 4.º piso — continuação dos trabalhos de préinstalação de aquecimento, canalização e eletricidade • 6.º piso — continuação da estrutura em perfis metálicos (stud framing) • 7.º piso — início da estrutura interior na próxima semana

Torneio de Golfe Anual do Magellan (3.ª Edição)

O 3.º Torneio de Golfe Anual do Magellan volta a ter como cenário o deslumbrante Lebovic Golf Club, em Aurora, Ontário. Vai acontecer na quarta-feira, 16 de setembro de 2026. Em perspetiva

Já está na marcado na agenda de muitos de nós o maior evento do ano do Magellan! A 3.ª Gala Anual do Magellan vai acontecer no sábado, 7 de novembro de 2026, no Universal Event Space, em Vaughan, Ontário. Para além do jantar, os convidados terão uma noite agradável ouvindo o tradicional Fado, para além de poderem apreciar o nosso folclore. O programa do evento conta ainda com a música dos The Yorkville Essentials. Para comprar bilhetes ou conhecer as oportunidades de patrocínio, contacte: gala@magellancharities.ca.

Comunicação: Apoio á comunicação do Magellan, através da redação de pequenos textos, produção de conteúdos para redes sociais, além de poderem ser solicitados para cooperarem nos stands informativos e na redação de pontos de discurso para eventos.

Portugalo Fest

Contacto: Se tiver interesse em alguma destas oportunidades de voluntariado, ou desejar mais informações, contacte Faith Morris, da Responsive Health Management, através de: recruitment@magellancentre.com.

O Magellan vai participar, este ano, no Portugalo Fest, no sábado, 19 de setembro de 2026, no Port Credit Memorial Park, em Mississauga. Na tenda do Magellan terá a oportunidade de conhecer a equipa que tem vindo a trabalhar neste projeto, para

Tradução: Apoio à tradução de texto para língua portuguesa, revisão multilingue, edição em linguagem simples e comunicação culturalmente próxima.

Cada contributo faz a diferença!

Se deseja apoiar a Magellan Community Foundation, os donativos são sempre bem-vindos. Cada contributo faz uma diferença significativa e é muito apreciado. Para doar à Magellan Community Foundation, visite o site em: magellancommunityfoundation.com, ou envie um cheque para o escritório: 207-1460 The Queensway, Etobicoke, ON M8Z 1S4. Também pode doar através de ações e valores mobiliários. Para mais informações sobre como doar, pode ligar para: (437) 914-9110, ou enviar um e-mail para: info@magellancharities.ca.

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