Ano XXXV edição nº 1810 | 14 de agosto de 2026
David Ganhão
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LiUNA 506 promoveu o
33º Bocce Ball Nick Barbieri
P18
Toronto e Mississauga recebem Festival Internacional de Fado
Montgomery’s Inn Farmers’ Market P19
Compras com história
Regressamos na sexta-feira, 11 de setembro, às 18h.
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14 de agosto de 2026
Photo: Manuel DaCosta
EDITORIAL
NASCIDOS PARA SER IGUAIS?
é que esta disparidade se desenvolve ao longo da nossa vida? O Relatório sobre a Desigualdade Mundial de 2026 afirmou Manuel DaCosta que apenas os 0,001% mais ricos, ou Editorial seja, menos de 60 000 indivíduos, controlam três vezes mais riqueza do que Por que razão existem tantas pessoas metade da humanidade combinada. pobres em comparação com as ricas? Um por cento da população mundial no nascimento de Jesus Cristo é um dos mundo em desenvolvimento detém 40% acontecimentos mais significativos dos ativos globais e os 10% de adultos da história, porque o seu nascimenmais ricos representam 85% da riqueza to carrega uma mensagem que permanetotal do mundo. Se partirmos do princí- ce atual nos dias de hoje: nascemos todos pio de que nascemos todos iguais, como iguais. Jesus Cristo não nasceu como um rei
O
ou um homem abastado rodeado de privilégios. Nasceu na humanidade e passou a sua vida a pregar que a riqueza, o poder e a posição social não eram importantes e, por isso, pagou com a própria vida. Ele não escolheu nascer no privilégio ou na pobreza. Escolheu esta última e, de imediato, a sociedade começou a rotulá-lo, tal como faz com todos nós hoje. As pessoas são medidas pelas coisas que adquirem após o nascimento, esquecendo o facto de que uma criança rica e uma criança pobre entram no mundo com o mesmo valor fundamental. Como seres humanos, deveríamos lem-
Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXV - Edição nº 1810 14 de agosto de 2026 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black e Vítor M. Silva.
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brar-nos de que nascemos humanos com as mesmas capacidades fundamentais de sentir dor, amor, medo e esperança; então, por que razão, no momento em que damos o primeiro suspiro, a sociedade começa a separar-nos? O que acontece? Talvez tenhamos de analisar a nossa árvore genealógica para compreender as circunstâncias em que o mundo nos separa uns dos outros. Sim, vemos pessoas muito pobres a ascender a patamares de grande sucesso, mas a que custo? Uma criança não escolhe os seus pais, o seu país, a cor da sua pele, a língua que irá falar ou as circunstâncias económicas que irão envolver a sua infância; no entanto, estas diferenças irão influenciá-la ao longo da sua vida. Se Jesus deu a sua vida a lutar pela igualdade no mundo, por que razão somos tão desiguais hoje? Poderíamos sugerir que são os filhos de Deus que criam os ambientes desconfortáveis que os desfavorecidos vivenciam diariamente, muitas vezes durante vidas inteiras. Sugere-se frequentemente que aqueles que têm a sorte de viver sob o guarda-chuva da democracia dispõem de oportunidades semelhantes às dos outros. Em geral, isso não é verdade, uma vez que o acesso a programas de desenvolvimento social não está disponível para todos de forma igual, sendo este, talvez, o aspeto mais importante na criação da desigualdade após o nosso nascimento. As economias determinam quem tem acesso ao emprego e à riqueza, e as comunidades decidem quem pertence e quem permanece de fora. Se duas pessoas receberem a mesma escada para subir rumo à riqueza, mas uma delas estiver no fundo de um buraco, dar uma escada a ambas não cria necessariamente igualdade. Contudo, não devemos presumir que, só por existirem oportunidades iguais disponíveis, todos irão tirar partido dessa perspetiva da mesma forma. A igualdade da vida humana é diferente da igualdade de resultados; esta distinção é muito importante e devemos reconhecer que o esforço individual tem um significado na determinação do futuro que escolhemos. Todos os dias somos confrontados com imagens de pobreza, fome, sem-abrigo e pessoas a lutar para sobreviver, e sentimos pena. Mas sentimos pena suficiente para olhar para as nossas circunstâncias e nos comprometermos a ajudar os outros? Queremos fazê-lo, mas não o fazemos, e as estatísticas falam por si quando abordamos a igualdade, a comparação e a responsabilidade social. O fosso entre ricos e pobres continua a aumentar à medida que criamos bolhas, e dentro dessas bolhas estão os nossos amigos, os nossos negócios e as pessoas que consideramos importantes. O resto da sociedade deveria ser ajudado por Musk e por todos os outros bilionários, pensamos nós. Todos chegamos aqui sem nada: sem dinheiro, sem passaporte, sem educação, apenas com uma vida. O que acontece depois é onde as diferenças começam. Será justo ser-se desigual?
Versão em inglês
Previsão Meteorológica toronto
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Jornal de Notícias Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
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SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI
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Nascemos todos iguais?
A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante que todos nascemos livres e iguais em dignidade e direitos. Mas essa igualdade jurídica raramente se traduz em igualdade de facto. Nenhuma criança escolhe o país, a família ou o género com que nasce e, no entanto, essas circunstâncias continuam a determinar, de forma esmagadora, as oportunidades que cada pessoa terá ao longo da vida.
É essa distância entre o direito e a realidade que os dados do Relatório sobre a Desigualdade Mundial 2026, do World Inequality Lab, tornam visível. Os gráficos que acompanham esta página oferecem quatro ângulos sobre a mesma questão. O primeiro mostra como o rendimento do trabalho continua repartido de forma muito desigual entre homens e mulheres em todas as regiões do mundo, uma desigualdade que praticamente não se alterou desde 1990 e que se agrava quando se soma o trabalho doméstico e de cuidado, historicamente invisível nas estatísticas económicas. O segundo revela a distância entre regiões do globo: o rendimento médio varia de forma tão acentuada que nascer num continente ou noutro pode, por si só, definir o ponto de partida de uma vida inteira.
O terceiro, através de um mapa-múndi, cruza dois fatores (o nível de rendimento e o grau de desigualdade interna de cada país) mostrando que há nações onde à pobreza generalizada se soma uma concentração extrema de riqueza no topo. Por fim, o quarto gráfico expõe uma das desigualdades mais determinantes de todas: o investimento em educação por criança, que chega a variar mais de quarenta vezes entre regiões, uma diferença que molda, ainda antes da idade adulta, o leque de futuros possíveis de cada pessoa. Juntos, estes dados dão-nos a resposta à pergunta que dá título a esta edição: nascemos todos iguais perante a lei, mas nascemos, de facto, em pontos de partida muito diferentes, que podem ser determinantes para o futuro de cada um.
Alguns países enfrentam o duplo fardo de rendimentos baixos e desigualdade muito elevada Disparidades de rendimento entre os 10% do topo e os 50% da base em todo o mundo, 2025 Disparidades de rendimento entre os 10% do topo e os 50% da base em todo o mundo, 2025
09 – 19 19 – 28 28 – 34 34 – 41 41 – 103
As mulheres recebem persistentemente rendimentos do trabalho inferiores aos dos homens em todo o lado
Paridade de género
16% Médio Oriente e Norte de África
A desigualdade entre regiões também é imensa
Grande desigualdade de oportunidades entre regiões
Rendimentos mensais entre regiões, 2025
Despesa pública em educação por indivíduo em idade escolar (0–24), 2025
20% Sul e Sudeste Asiático
1990 2000
28% África Subsariana
2010
34% Leste Asiático
2020
36% América Latina
2025 37% Rússia e Ásia Central
40% Europa
40% América do Norte e Oceânia
220 África Subsariana
600 Sul e Sudeste Asiático
593 Sul e Sudeste Asiático
1,100 América Latina
1,444 Médio Oriente e Norte de África
1,200 Mundo
1,642 Mundo
1,300 Médio Oriente e Norte de África
1,823 América Latina
1,500 Leste Asiático
2,518 Rússia e Ásia Central
1,700 Rússia e Ásia Central
2,941 Leste Asiático
2,900 Europa
7,433 Europa
3,800 América do Norte e Oceânia
9,025 América do Norte e Oceânia 10,000
9,000
8,000
7,000
6,000
5,000
4,000
3,000
2,000
1,000
0
Rendimento nacional mensal per capita € (em PPC de 2025)
4,000
3,500
3,000
2,500
2,000
1,500
1,000
500
0
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Quota de rendimento do trabalho feminino (%)
300 África Subsariana
Despesa pública em educação (PPC €2025) por indivíduo em idade escolar (0–24)
MB / DG
Quota de rendimento do trabalho feminino, 1990–2025
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A verdadeira igualdade de oportunidades decorre de ações práticas
Credito: DR
Stephanie Chitpin
A
gora reformada da Universidade de Ottawa, Chitpin continua a dedicar-se ativamente a estas causas. Fundou a conferência anual Equity in Access(Ability)/Ability(Access), que reúne investigadores, decisores políticos e membros da comunidade de todo o mundo para discutir formas concretas de promover a inclusão educativa. É também editora da coleção Transforming Education Through Critical Leadership, Policy and Practice, publicada pela Emerald e, brevemente, pela Wiley, que defende que a responsabilidade pela equidade não se esgota nas escolas e universidades, exigindo ação coletiva em toda a sociedade. Há ainda uma novidade que Chitpin partilhou connosco em primeira mão: a edição em francês da sua autobiografia, La Pagoda: Gardienne de la Mémoire, será publicada pela University of Ottawa Press em fevereiro de 2027 o que será uma oportunidade para levar a sua história a um público ainda mais alargado, incluindo comunidades francófonas interessadas nos mesmos temas de identidade, resiliência e oportunidade educativa que também nos trazem, esta semana, a falar com ela. Milénio Stadium: A escola ajuda a reduzir as desigualdades ou, pelo contrário, pode contribuir para as acentuar? Stephanie Chitpin: Acredito que o conhecimento é poder. A escola ajuda a reduzir as desigualdades ao dar às pessoas acesso à educação, a competências e a oportunidades que podem melhorar as suas vidas. A educação pode ajudar os indivíduos a superar obstáculos, a construir a autoconfiança e a adquirir um maior controlo sobre as suas circunstâncias. Contudo, a escola nem sempre elimina as desigualdades: as pessoas provêm de diferentes origens sociais,
culturais e económicas, e essas diferenças podem afetar as suas oportunidades educativas e o seu sucesso. Assim, embora seja uma ferramenta poderosa para reduzir as desigualdades, a escola também pode reproduzi-las quando os alunos não recebem o mesmo apoio ou os mesmos recursos. O desafio consiste em garantir que a educação proporcione verdadeiramente igualdade de oportunidades para todos.
Ao mesmo tempo, muitas famílias imigrantes atribuem um elevado valor à educação como via para um futuro melhor, e os seus filhos demonstram frequentemente resiliência, determinação e um forte desejo de vencer. Já as famílias estabelecidas há várias gerações beneficiam de maior familiaridade com o sistema educativo, redes sociais mais consolidadas e maior estabilidade económica, vantagens que facilitam a navegação pelas exigências escolares.
MS: Se pudesse mudar uma única coisa no sistema educativo para reduzir a desigualdade de oportunidades, qual seria?
SC: Garantiria que todos os estudantes vulneráveis tivessem acesso a uma rede de apoio dedicada, que combinasse assistência académica, social, emocional e linguística. Esta escolha não se baseia numa crença hipotética de que uma única reforma resolve tudo, mas na minha experiência vivida. Aprendi que as oportunidades MS: Que fatores fora da sala de aula continuam a ter um impacto desproporcio- A minha experiência mostra que o sucesso são criadas através de ações, não de palaeducativo é influenciado não apenas pelo vras: o de que eu mais precisava não era de nado no desempenho académico? esforço individual, mas também pelas cir- simpatia, mas de apoio concreto, alguém SC: Existem vários fatores. Na minha autocunstâncias familiares, a língua, o estatuto que me guiasse através do sistema, me biografia, Keep My Memory Safe: Fook Soo social e o acesso a recursos. Nem todos os ajudasse a superar as dificuldades de linAm, The Pagoda, descrevo como o facto de estudantes iniciam a sua jornada com as guagem, me incentivasse e me ligasse aos ser órfã, de viver sem estatuto legal e de recursos disponíveis. mesmas oportunidades. enfrentar uma incerteza constante afetou o meu percurso educativo. Ao contrário MS: Que políticas ou programas têm de- Muitos estudantes enfrentam obstáculos de muitos estudantes que beneficiam de monstrado resultados reais na criação de relacionados com a pobreza, a instabilium apoio familiar estável, tive de superar condições de igualdade para estudantes de dade familiar, a migração ou as diferenças linguísticas, e sem apoio, estes desadesafios que extravasavam a sala de aula - diferentes origens? fios podem limitar as suas oportunidades, a insegurança económica e a ausência de SC: Muitas das barreiras que enfrentei não independentemente das suas capacidauma rede de apoio sólida criaram obstácuforam causadas por falta de capacidade, des ou determinação. A verdadeira iguallos adicionais à aprendizagem. mas por circunstâncias fora do meu condade de oportunidades decorre de ações A língua também desempenhou um pa- trolo. A investigação demonstra que a edupráticas que ajudam os estudantes a supel determinante: a interferência entre a cação pré-escolar, os programas de apoio perar barreiras. Quando as escolas invesminha língua materna e a língua de esco- linguístico para estudantes imigrantes, as tem nas pessoas em vez de simplesmente larização tornou frequentemente a comu- intervenções de tutoria e alfabetização, os proclamarem a igualdade de oportunidanicação e a aprendizagem mais difíceis. A programas de mentoria e o apoio compledes, dão a cada criança uma hipótese real investigação demonstra que os estudantes mentar a famílias de baixos rendimentos de ter sucesso. que falam uma língua diferente em casa podem reduzir significativamente os hiatos MB/MS têm de dominar simultaneamente os con- de rendimento escolar e são especialmente teúdos académicos e um novo ambiente eficazes para estudantes em desvantagem linguístico, o que pode afetar a sua con- socioeconómica e de origem imigrante. fiança, participação e rendimento, mesmo A minha própria experiência, como órfã, com elevada capacidade intelectual. sem estatuto legal e a lidar com a interfeA minha história ilustra que o sucesso rência entre duas línguas, sugere que proacadémico não é determinado exclusiva- gramas de assistência linguística, apoio mente pela inteligência ou pelo esforço. emocional, auxílio financeiro (a minha As condições sociais, as circunstâncias fa- família e eu criámos, para esse efeito, o miliares, o contexto linguístico e o acesso Ah Feeti of Fook Soo Am Memorial Schoa recursos continuam a exercer uma in- larship) e mentoria podem fazer uma difluência determinante no percurso educa- ferença substancial para estudantes com desafios semelhantes, ajudando a garantir tivo de um estudante. que não sejam julgados apenas pelas suas MS: Existem diferenças visíveis entre as dificuldades de adaptação. trajetórias educativas dos filhos de imigrantes recentes e as de famílias estabele- A investigação indica ainda que reformas eficazes vão além da sala de aula: iniciacidas há várias gerações? tivas de base comunitária, apoio à família SC: Sim, frequentemente, embora estas e esforços para combater a discriminação diferenças não sejam universais e variem podem melhorar os resultados educaticonsoante as circunstâncias sociais, ecovos. Se tivessem existido apoios mais fornómicas e culturais. Os filhos de imigrantes para crianças órfãs, recém-chegados e tes recentes podem enfrentar desafios estudantes com dificuldades linguísticas, relacionados com barreiras linguísticas, Dr. Stephanie Chitpin. (DR.) muitos dos obstáculos que enfrentei poadaptação cultural, dificuldades econóderiam ter sido mitigados. Criar condições micas e um estatuto legal ou social incerde igualdade exige, por isso, não apenas to, como aconteceu comigo, entre línguas boas escolas, mas políticas sociais que rediferentes e sem estatuto legal, o que diconheçam os desafios que os alunos traficultava a aprendizagem e se somava aos zem consigo. Read in English desafios da integração. Credito: DG
Há investigadores científicos que analisam e trabalham o tema da desigualdade social e suas consequências a partir da teoria, e há quem a tenha vivido na primeira pessoa antes de a estudar. Stephanie Chitpin pertence ao segundo grupo. Antes de se tornar professora catedrática e de dedicar décadas de investigação às questões de equidade, acesso e justiça social na educação, foi uma criança órfã, sem estatuto legal, a navegar entre línguas e sistemas escolares que não foram pensados para alguém na sua posição. É essa experiência, relatada na sua autobiografia Keep My Memory Safe: Fook Soo Am, The Pagoda, que atravessa toda a sua carreira académica e que confere às suas respostas sobre desigualdade escolar um peso que vai muito além da teoria.
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em segurança ou de serem absorvidos pelo rápido aumento dos custos de habitação.
As circunstâncias em que nascemos não determinam completamente o nosso futuro, mas influenciam fortemente as oportunidades de que dispomos
A abordagem mais sólida não consiste em selecionar apenas uma destas áreas, mas em reconhecer como funcionam em conjunto. A oportunidade educativa tem menos efeito se a criança carecer de habitação estável ou de cuidados de saúde adequados. Rendimentos mais elevados podem não produzir maior segurança se os custos de habitação subirem ao mesmo ritmo. Os imigrantes podem chegar com uma formação e experiência consideráveis e, ainda assim, enfrentar dificuldades para ver esses recursos reconhecidos por empregadores e ordens profissionais.
Joshua Curtis
Photo: DG / AI
Uma política eficaz deve, portanto, abordar tanto o desenvolvimento de recursos como a conversão de recursos. É importante ajudar as pessoas a adquirir educação e competências, mas é igualmente importante garantir que as qualificações existentes, a experiência e o trabalho sejam justamente reconhecidos e traduzidos em segurança económica.
A desigualdade socioeconómica é frequentemente discutida em termos simples (quem "vence" e quem "fica para trás"), mas os números por trás dela contam uma história mais complexa, feita de camadas que se acumulam ao longo de gerações e de vidas inteiras. Para desconstruir essa complexidade, falámos com o Dr. Joshua Curtis, Professor Assistente na Faculdade de Artes, Departamento de Sociologia da Universidade de Calgary, especializado em estratificação social e sociologia política.
N
a conversa que se segue, o Dr. Curtis explica por que razão qualificações e esforço semelhantes nem sempre produzem resultados iguais, e como as instituições, e não apenas os recursos individuais, determinam quem consegue converter educação e experiência em segurança económica. Discutimos também até que ponto as circunstâncias de nascimento moldam as trajetórias de vida, se a mobilidade social está hoje mais fácil ou mais difícil do que há uma geração, e que políticas públicas têm, de facto, um impacto comprovado na redução das desigualdades. Por fim, o Dr. Curtis identifica a causa estrutural que, na sua opinião, mais urgentemente precisa de ser corrigida. É uma conversa que convida a olhar para além das médias e dos discursos simplificados, para compreender como a desigualdade realmente se constrói e o que pode ser feito para a travar antes que se torne permanente. Milénio Stadium: Quando olhamos para os números por trás da desigualdade socioeconómica, o que é que eles revelam que o discurso político costuma ocultar ou simplificar excessivamente? Dr. Joshua Curtis: Os números mostram que a desigualdade não é simplesmente uma divisão entre pessoas que estão a ter sucesso e pessoas que estão a ficar para trás. Ela acumula-se ao longo do tempo e tem várias dimensões: rendimento, riqueza, habitação, saúde, educação, recursos familiares e segurança no emprego. As discussões políticas focam-se frequentemente num único indicador ou na experiência média, mas as médias podem ocultar diferenças substanciais entre grupos e ao longo das diferentes etapas da vida. A minha investigação examina como os resultados económicos das pessoas dependem não apenas dos recursos que possuem, mas também do facto de as instituições reconhecerem e recompensarem esses recursos. Por exemplo, duas pessoas podem
ter formação académica ou experiência profissional semelhantes, mas obter retornos económicos muito diferentes porque as suas qualificações foram adquiridas em países diferentes, porque ingressaram nas instituições canadianas em idades diferentes ou porque enfrentaram barreiras distintas. A lição mais ampla é que um esforço igual ou qualificações iguais não produzem necessariamente resultados iguais. Os números ajudam-nos a identificar onde é que as instituições convertem recursos semelhantes em oportunidades desiguais. MS: Em que medida é que a desigualdade em que nascemos (família, região, saúde e outras circunstâncias) determina a nossa trajetória de vida e até que ponto pode ela ser superada? JC: As circunstâncias em que nascemos não determinam completamente o nosso futuro, mas influenciam fortemente as oportunidades de que dispomos. O rendimento familiar afeta a estabilidade habitacional, as condições do bairro, a nutrição, as oportunidades educativas, as redes de contactos sociais e a capacidade de gerir uma despesa inesperada. Da mesma forma, a saúde e a geografia podem moldar o acesso a escolas, emprego, transportes e serviços públicos. Estas vantagens e desvantagens são cumulativas. Uma vantagem relativamente pequena no início da vida pode abrir portas a outra oportunidade, enquanto um obstáculo precoce pode tornar as transições subsequentes mais difíceis. As pessoas exercem certamente o seu livre-arbítrio e superam frequentemente circunstâncias difíceis, mas não devemos tratar casos excecionais como prova de que as condições de partida não importam. A mobilidade social é maior quando as instituições impedem que as desvantagens iniciais se tornem permanentes, por exemplo, através de cuidados de saúde acessíveis, uma educação pública forte, proteção de rendimentos e oportunidades de reconversão profissional ou reingresso no mercado de trabalho. O objetivo não deve ser garantir resultados idênticos, mas sim assegurar que circunstâncias fora do controlo de uma pessoa não restrinjam indevidamente a sua leque de futuros possíveis.
MS: Se pudesse corrigir apenas uma causa estrutural da desigualdade, qual escolheria e porquê?
JC: Focar-me-ia em impedir que a desigualdade no início da vida se acumulasse numa desvantagem ao longo de toda a JC: Não existe uma resposta única por- vida. Isto significaria garantir que todas as que a mobilidade social pode ser medida crianças têm acesso a habitação estável, de diferentes formas. A mobilidade abso- nutrição adequada, cuidados de saúde, luta questiona se as pessoas têm um nível educação de alta qualidade e um nível báde vida mais elevado do que os seus pais. sico de segurança económica familiar. A mobilidade relativa questiona se alguém Escolheria esta área porque a desigualdanascido perto da base da distribuição ecode é mais fácil de reduzir antes de se ennómica consegue aproximar-se do meio ou tranhar em múltiplas instituições. Uma do topo. Uma sociedade pode registar crescriança que inicia a escolaridade a vicimento económico e, ainda assim, oferevenciar instabilidade habitacional, fraca cer uma mobilidade relativa limitada. saúde ou stress financeiro severo não está Em comparação com há uma geração, o simplesmente a enfrentar uma desvantaacesso ao ensino superior expandiu-se gem temporária. Essas condições podem e as barreiras foram reduzidas em algu- afetar o progresso educativo, o emprego mas áreas. Ao mesmo tempo, o aumento futuro, a saúde e o rendimento durante dos custos de habitação, as diferenças na décadas. Podem, eventualmente, influenriqueza familiar, o emprego precário e os ciar também as oportunidades disponíveis retornos económicos desiguais da educa- para a geração seguinte. ção criaram novos obstáculos. O acesso à Isto não significa que a política deva deixar habitação própria é particularmente imde apoiar os adultos. Pelo contrário, reportante porque afeta tanto a segurança duzir a desigualdade no início do ciclo de presente como a riqueza que as famílias vida dá a mais pessoas uma oportunidade podem transferir para os filhos. Jovens real de beneficiar da educação, do empreadultos cujos pais podem ajudar com as go e de programas públicos posteriores. A propinas ou com a entrada para uma casa igualdade de dignidade e de direitos não começam numa posição muito diferente exige que todos vivam a mesma vida, mas da de jovens adultos igualmente capazes exige que as condições de nascimento não que não dispõem desse apoio. imponham limites desnecessariamente Evitaria, portanto, dizer que a mobilidade rígidos ao que uma pessoa se pode tornar. desapareceu ou melhorou de forma uniMB/MS forme. A conclusão mais defensável é que as vias para a mobilidade se tornaram cada vez mais dependentes dos recursos familiares e da capacidade de converter educação, experiência e trabalho continuado em emprego estável, rendimento adequado e habitação acessível. MS: Que políticas públicas têm um histórico comprovado de impacto na desigualdade de base - educação, saúde, fiscalidade ou habitação?
JC: Cada uma destas áreas de intervenção importa porque atua em pontos diferentes do processo através do qual a desigualdade se desenvolve. O acesso à saúde reduz a medida em que uma doença se transforma numa desvantagem económica permanente. Uma educação de alta qualidade e programas para a primeira infância ajudam a reduzir as diferenças de oportunidade antes que estas se enraízem. Os impostos e as transferências de rendimento podem limitar a carência material severa e MS: Podemos afirmar que vivemos hoje proporcionar estabilidade durante períonuma sociedade com mais ou menos mobi- dos de desemprego, incapacidade, prestalidade social em comparação com há uma ção de cuidados a terceiros ou reforma. As geração? Está a tornar-se mais fácil ou políticas de habitação afetam a capacidade de os ganhos de rendimento se traduzirem mais difícil subir na escala social?
Dr. Joshua Curtis. (DR.)
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“COMEÇAR DO NADA” Read in English
“COMEÇAR DE NOVO”?
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Para uns, a emigração começou sem contactos, sem domínio da língua e quase sem nada no bolso. Para outros, a chegada aconteceu com formação, família e uma rede de apoio já à espera. Entre uma geração que teve de abrir caminho à força e outra que chega com mais ferramentas para o fazer, há uma história comum: a vontade de construir uma vida melhor. António Gonçalves, Maria Duarte e Tiago Martins pertencem a momentos diferentes da imigração portuguesa no Canadá, mas as suas histórias cruzam-se na mesma ideia — começar de novo, adaptar-se e, passo a passo, transformar uma oportunidade numa vida. Será que o berço onde nascemos condiciona a nossa evolução e a nossa condição de “ser humano”? RMA/MS
António Gonçalves “Criámos a nossa vida passo a passo” “Não conhecíamos ninguém que nos dissesse: Vai ali”
Maria Duarte “Viemos do nada, sofremos muito, mas valeu a pena” “Já cá estou, agora tenho de continuar”
Aos 78 anos, António Gonçalves já não tem pressa. Os dias passam entre um café perto da Dundas, algumas partidas de cartas, ver o seu Benfica e a tranquilidade de quem sente que cumpriu a sua parte. Viúvo, com os filhos criados e dinheiro suficiente para viajar, diz que hoje as prioridades são simples: comer bem, descansar e aproveitar.
Aos 81 anos, Maria Duarte passa hoje os dias entre os centros de convívio dos “mais velhinhos”, mas não esquece os anos difíceis que viveu ao lado do marido. Nascida numa época de pobreza em Portugal, conta que os pais pouco tinham para si e que, depois do casamento, ela e o marido ficaram praticamente entregues à própria sorte. “Foi quase como se nos tivessem posto na rua e dito: ‘Agora, governem-se’.” O marido veio primeiro para o Canadá e, mais tarde, Maria juntou-se a ele. Chegaram sem conhecer o país, sem dominar a língua e com poucos recursos. Durante anos, trabalharam numa companhia de limpeza que eles próprios geriam, chegando a cumprir jornadas de 16 horas. Mais tarde, dedicaram-se também à construção civil e o marido continuou a fazer pequenas reparações até morrer.
A vida nem sempre foi assim. Quando deixou Portugal rumo ao Canadá, António veio praticamente sem nada. Cresceu numa família pobre, onde os pais trabalhavam a terra e vendiam o que produziam para sobreviver. Mais tarde, já casado e com uma filha pequena, decidiu emigrar em busca de melhores oportunidades. No Canadá, teve de começar do zero. A língua, a falta de contactos e o reconhecimento limitado das competências trazidas de Portugal tornavam tudo mais difícil. “Não conhecíamos ninguém que nos dissesse: ‘Vai ali, fala com aquela pessoa’”, recorda. António trabalhou, aprendeu e foi construindo a vida passo a passo. Teve lojas, criou a família e alcançou uma estabilidade que parecia distante nos anos de pobreza em Portugal. Pelo caminho, também ajudou outras pessoas a emigrar e a encontrar oportunidades, retribuindo a ajuda que ele próprio não teve quando chegou.
“Viemos do nada. Sofremos muito”, recorda Maria, que considera a língua e a dificuldade de encontrar trabalho adequado à experiência que traziam de Portugal como os principais obstáculos. “Muitas vezes tínhamos de aceitar o que aparecia e começar por baixo.” Apesar das dificuldades, Maria diz que nunca deixou de acreditar que era preciso continuar. “Já cá estou, agora tenho de continuar.” Foi aprendendo, conhecendo pessoas e adaptando-se, até conseguir construir uma nova vida. Ainda, diz: “há portugueses bons, também aqui no Canadá”. Hoje, quando olha para os filhos e netos, sente orgulho por saber que eles tiveram oportunidades que ela e o marido não tiveram. “Eu não quero que eles passem pelas mesmas dificuldades que nós passámos.” E acrescenta: “Quando vejo onde chegaram, penso: afinal, valeu a pena todo aquele esforço.”
Hoje, vê nos filhos e nos netos a maior prova do percurso. “Nós tivemos de abrir caminho para eles”, diz. As novas gerações cresceram com o inglês, conheceram melhor o sistema e tiveram oportunidades diferentes. Para António, tornar a vida dos filhos “um bocadinho mais fácil” é motivo de orgulho. Aos 78, já não sente necessidade de estar presente em todos os eventos da comunidade. Prefere a simplicidade: um café, uma conversa e um baralho de cartas. Depois de uma vida inteira de trabalho, sente que pode finalmente parar. Quando olha para trás, vê um caminho que começou numa casa pobre em Portugal e terminou numa vida construída com esforço no Canadá. Criou uma família, construiu negócios, ajudou outros e conquistou a liberdade de viajar. Agora, quer apenas aproveitar o tempo — com a serenidade de quem sabe que fez a sua parte.
Tiago Martins “Comecei de novo, mas não do zero” Há três anos, Tiago Martins decidiu deixar o seu país e começar uma nova etapa no Canadá. A decisão não surgiu apenas da vontade de emigrar, mas sobretudo da procura por melhores condições de vida. Queria ganhar mais, alcançar maior estabilidade financeira e ter acesso a uma qualidade de vida que sentia ser mais difícil de conseguir no país de origem. A chegada de Tiago é, sejamos realistas, muito diferente dos outros casos acima. Tinha formação, uma ideia relativamente clara do que procurava e, sobretudo, tinha família à sua espera no Canadá. Não chegou, por isso, completamente sozinho. “Eu já vinha com formação, tinha a minha família à minha espera e, portanto, não cheguei completamente sozinho. Isso ajudou bastante, principalmente nos primeiros tempos”, conta Tiago Martins. Essa rede familiar acabou por ser uma das principais ajudas durante a adaptação. Ter alguém que pudesse explicar como funcionavam as coisas, dar apoio nos primeiros momentos ou simplesmente estar presente tornou menos difícil a mudança para um país novo. Ainda assim, a adaptação trouxe desafios. A língua, a procura de trabalho e a necessidade de compreender uma nova realidade social e profissional fizeram parte dos primeiros tempos. A formação que trazia consigo também não significava que todas as portas se abrissem automaticamente. “Mesmo tendo formação, percebi que não é chegar aqui e tudo aquilo que trazes já ser reconhecido da mesma maneira. Tens de te adaptar e, muitas vezes, começar por baixo ou provar novamente aquilo que sabes fazer.” Apesar dessas dificuldades, Tiago considera que chegou com algumas vantagens. Ao contrário de quem chega sem contactos, sem apoio familiar ou sem saber exatamente o que pretende fazer, tinha já uma rede de suporte e um objetivo definido. “Não vinha propriamente sem rumo. Sabia que queria trabalhar, melhorar a minha situação e ter uma vida mais tranquila.” Três anos depois, a perceção é de que a mudança valeu a pena. Ainda existem objetivos por cumprir, mas Tiago sente-se hoje mais integrado e adaptado à realidade canadiana. “Vim à procura de melhores condições, de estabilidade e de uma vida com mais qualidade. E acho que, até agora, é isso que tenho conseguido construir.” A experiência de Tiago mostra também que o ponto de partida de um jovem imigrante pode ser muito diferente. Chegar a um novo país implica começar uma nova vida, mas as condições em que cada pessoa chega — ter formação, família, contactos ou algum conhecimento prévio do país — podem fazer uma diferença significativa no caminho que se segue.
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Cristina Da Costa Opinião
Ora viva, bom dia, como tem passado e este verão? A tratá-lo bem? Assim espero. Então, bora lá ao que interessa. De acordo com a nossa sociedade, quando nascemos a proposta é que sejamos todos iguais. Tratados por igual. Mas, será? A ver…. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fra-
ternidade. Todas as pessoas tem o direito O significado da igualdade à nascença de ter acesso à escola. Todas as pessoas → Dignidade humana: O valor de uma tem o direito de ter acesso à saúde. Todas pessoa não depende de quem são os as pessoas tem o direito de praticar a reliseus pais, do lugar onde nasce ou da gião que escolhem. Todas as pessoas tem o sua condição física e mental. direito de ter acesso ao trabalho, sem discriminação por doença, deficiência, sexo, → Igualdade de direitos: Todos merecor, religião. cem as mesmas garantias de proteção, liberdade e respeito perante a lei. Num mundo real seria o ideal, mas onde vivemos nós, afinal? Que planeta? Que → Dever fraternal: A sociedade e os galáxia? indivíduos devem agir com solidariedade e respeito mútuo. Mas se realmente somos todos iguais, porque somos tão diferentes? Sim, no A realidade das diferenças sentido ético e legal, todos os seres hu→ Condições biológicas: Nascemos manos nascem livres e iguais em dignidacom traços físicos, genéticos e capade e em direitos. Esta frase fundamental é cidades biológicas diferentes. o ponto de partida do Artigo 1.º da Carta dos Direitos Humanos, garantindo que → Contexto social: O meio socioecocada pessoa possui o mesmo valor perannómico e a família em que cada bebé te a sociedade. chega ao mundo variam imenso.
→ O papel da justiça: A lei e os direitos servem precisamente para equilibrar estas diferenças de berço, dando a todos oportunidades justas. É o que é e vai sempre, mas sempre, valer o que vale. Um bom fim de semana e resto de um bom agosto. Até já, Cristina
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Manuel DaCosta Editorial
Why are there so many poor people in comparison to rich people? One percent of the world population in the developing world own 40% of the global assets and the richest 10% of adults account for 85% of the world's total wealth. If we assume that we are all born equal, how does this disparity develop along our lifetimes? The world inequality report for 2026 stated that the wealthiest 0.001% alone or fewer than 60,000 individuals control three times more wealth than half of humanity combined.
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he birth of Jesus Christ is one of the most significant events in history, because his birth carries a message that remains relevant today: we are all born equal. Jesus Christ was not born as a king or a wealthy man surrounded by privilege. He was born into humanity and spent his life preaching that wealth, power and social position were not important and for that he paid with his life. He did not choose to be born into privilege or poverty. He chose the latter and immediately society began placing labels on him as it does on the rest of us today. People are measured by the things we acquire after birth, foregoing the fact that a wealthy and a poor child enter the world with the same fundamental value. As human beings we should remind ourselves that we are born humans with the same fundamental capacities to feel pain, love, fear, and hope so why the moment we take our first breath does society begin to separate us, what happens? Perhaps we have to analyze our genealogy tree to understand the circumstances the world separates us from one another.
Yes, we see very poor people ascend to heights of much success but at what cost? A child does not choose their parents, their country, the colour of their skin, the language they will speak or the economic circumstances that will surround their childhood, yet these differences will influence the child during their lifetime. If Jesus gave his life fighting for equality in the world, why are we so unequal today? We might suggest that it is the children of God that create the uncomfortable environments that the impoverished experience daily, often for entire lifetimes. It is often suggested that those fortunate enough to live under democratic umbrellas have similar opportunities as others. It’s generally not true as access to social development programs are not equally available to everyone, and this is perhaps the most important aspect in the creation of inequality after we are born. Economies determine who has access to employment and wealth and communities decide who belongs and who remains on the outside. If two people are given the same ladder to climb to wealth but one person is standing in a hole, giving both a ladder does not necessarily create equality. However, we should not assume that just because equal opportunities are available, that everyone will take advantage of this prospect equally. Equality of human life is different from equality of results and this distinction is very important and we must recognize that individual effort has a meaning in the determination of the future you choose. Every day we are confronted with images of poverty, hunger, homelessness, and people struggling to survive, and we feel sorry. But do we feel sorry enough to look at our circumstances and pledge to help others? We want to but we don’t and statistics speak for themselves as we speak about equality, comparison and social responsibility. The gap between rich
Photo: Manuel DaCosta
BORN TO BE EQUAL?
We all arrive here with nothing, no and poor continues to grow as we create bubbles and inside those bubbles are our money, no passport, no education, just a friends, our businesses, and the people life. What happens afterwards is where the we consider important. The rest of society differences begin. Is it just to be unequal? should be helped by Musk and all the other billionaires, we think.
Esta semana • O Festival Moliceiro celebra a identidade da região de Vagos. • A visita da Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira e a importância dos portugueses além-fronteiras
• No Healthy Bites, descobrimos os condimentos que fazem a diferença numa alimentação saudável
• Maria João Maciel fala-nos de multiculturalismo, mudança e sociedade em mais um Insight’s with Vince Nigro
• Novos exercícios e dicas para manter a boa forma com Cawela em Forma
• Entrevistámos a dupla Maiara & Maraisa - o fenómeno que conquistou o sertanejo feminino
• Tânia Carvalho fala-nos do percurso artístico construído ao longo de mais de 20 anos
• Os UHF levam a história do rock nacional ao Rock in Rio • e muito mais...
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Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
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FEAR
OPINIÃO
Raul Freitas Opinion
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epending on where you are on the globe, the poor are either driven by the fear of increasing prices, displacement due to conflict, famine, or drought, to name a few. When people flee their homes, it’s not with the idea of making life harder for those who already reside in the places they run to; these people are in fear. The rest of us cannot possibly imagine what it may be like. This migration causes a lot of strain on the economies of other nations and is looked upon as an invasion by many. The problem becomes even greater when political interests intentionally poke citizens with propaganda that only serves to widen the divide. The citizens of the sought-out nations are told to fear losing their jobs and their security. This propaganda has worked extremely well because most people need someone to blame for their woes, and defenseless migrants are an easy target. No one wants their lifestyle altered, especially if it’s already precarious. The upper tier fears losing its grip on the control over the rest, along with the obvious perks of basically doing whatever you wish. With a world running on money alone, those who stand to lose
Creditos: DR
It’s a formidable emotion. In fact, alongside love, it is probably the most powerful and controlling emotion humans possess. Consequently, both emotions have been weaponized for millennia. It’s certainly not love that has led us down the rabbit hole we are all wandering in these days, but quite the opposite. No matter what side of the economic spectrum you find yourself in, the fear of losing your way of life is paramount. The poorest of us fear losing what little they have, the ever-diminishing middle section fears losing their relative comfort, and the ever more concentrated upper section fears being afraid. the most, if not all, are the first two categories, obviously, and so the controlling class is trying to close ranks by investing in methods of mass control, through technology. Artificial intelligence is being forced down everyone’s throat, once more in the guise of improving our lives. This is a time when most of us just want to take a step back to when everything seemed normal. We are being blinded by the speed of the tech that is supposed to be for our benefit, even though no one asked for it. Not only that, but this technology uses so much water, in a time where we are witnessing great droughts across the world; but the media no longer focuses on all the important issues, just those that serve the private equity firm that owns it.
taking over much of the Middle East with brutal force, in the name of an ideology; a Jewish state for all its people, safe from the Arabs. Jews are themselves at odds over these principles, although the right-wing majority calls the shots. In the end, it’s just more people being killed and displaced, in the name of a religion. Somehow, we have to begin turning all this fear into courage. Maybe by taking the time to re-learn to think for ourselves, we can get over the hurdle that suggests we have no better alternative to Capitalism and it’s hunt for money. There is a growing tide, but it’s tiny. Imagine, though, what we could come up with if eventually, we decide to put our heads together. Fiquem bem!
Meanwhile, the US continues to stick its nose everywhere it doesn’t belong, with its usual double standards and lies, while propping up another state driven by fear. Israel has every right to be fearful. After the atrocities of WW2, it is obvious that they want to protect themselves. But much has happened since then, and they have also joined the business of inciting fear. In the name of Zionism, they are
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Será que faz diferença o lugar onde se nasce? Augusto Bandeira Opinião
As diferenças e o ser de cada um dependem de onde e como se cresce. O ambiente onde estamos faz de nós aquilo que somos.
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eus caros leitores, esta semana vou deixar a política descansar. Como a maior parte dos políticos está de férias, vamos deixar a rapaziada em paz. Mas o que decidi escrever esta semana também pode, de certa forma, encaixar na política. Ora vejam bem. Cada um é o que é porque foi construindo o seu ser e a sua forma de pensar no meio do ambiente onde foi crescendo. Quer se queira quer não, todos nós somos, em parte, aquilo que aprendemos e vivemos durante a nossa vida. Nunca devemos tentar ser ou parecer aquilo que não somos. Se alguém teve sucesso na vida, foi pelo esforço, pela dedicação e pelo tempo que dedicou àquilo de que gostava. Se crescemos num ambiente com conflitos, falta de cumplicidade e sem saber ouvir os outros, é muito provável que alguma coisa disso fique dentro de nós. Se vivemos uma vida inteira num ambiente confuso, podemos tornar-nos pessoas mais confusas. Mas, no fundo, ninguém tem culpa de ser como é. O que não devemos é pensar que estamos condenados a ser para sempre aquilo que aprendemos durante a infância ou durante os primeiros anos da nossa vida. Atenção, podemos mudar. Podemos procurar ser diferentes daquilo que aprendemos ao longo da vida. Se uma pessoa cresceu num ambiente turbulento e, no fundo, não se identifica com essa forma de viver, pode procurar outro caminho, outro am-
biente, outras pessoas e, aos poucos, adaptar-se àquilo que realmente gostaria de ser. E aqui vem uma pergunta, o lugar onde nascemos diz muito daquilo que somos? Imaginem se vocês tivessem nascido noutro país. Seriam exatamente a mesma pessoa? Esta é uma pergunta que talvez não tenha resposta, porque ninguém pode viver duas vidas ao mesmo tempo. Mas acredito que seríamos diferentes daquilo que somos hoje. Teríamos outras experiências, outra cultura, outros costumes, outras formas de ver o mundo e, provavelmente, até outras prioridades. Há estudos na área da psicologia intercultural que defendem que o ambiente onde crescemos pode ter uma influência importante na nossa personalidade, nos nossos valores, no comportamento social e na forma como nos relacionamos com os outros. E se repararmos bem nas pessoas que nos rodeiam, percebemos que existem muitas diferenças entre nós. Diferentes culturas, diferentes maneiras de pensar, diferentes hábitos e diferentes formas de olhar para a vida. No entanto, nada disso impede que saibamos respeitar os outros. Se o nosso vizinho está melhor na vida, talvez seja porque lutou, trabalhou, arriscou e se esforçou para conseguir aquilo que tem. Não devemos olhar para alguém e pensar que teve tudo de mão beijada só porque nasceu numa família com mais possibilidades. Todos nascemos com alguma riqueza dentro de nós, mas uns têm mais oportunidades, outros têm mais capacidades numa determinada área e outros encontram pelo caminho pessoas que os ajudam a crescer. É aqui que devemos respeitar o ser de cada um. Não vale a pena tentar ser como o A ou o B. As capacidades de cada pessoa são diferentes. A nossa maneira de ser e de
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estar também é influenciada pelas pessoas com quem nos rodeamos. Por isso existe aquele velho ditado: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.” Parece estranho, mas quanto mais pensamos nisso, mais percebemos que tem alguma verdade. A convivência com os outros pode fazer de nós aquilo que somos hoje ou aquilo que seremos amanhã. Aos poucos, podemos começar a pensar como eles, falar como eles e até agir como eles. Uns descem ao nível do grupo onde estão e outros conseguem elevar o próprio grupo. Se lidarmos diariamente com pessoas agres-
sivas, podemos acabar por ficar mais agressivos. Mas também pode acontecer o contrário, a nossa maneira de estar e de falar pode fazer com que essas pessoas percebam que existe outra forma de viver e de tratar os outros. Se convivemos com pessoas mal-educadas, também podemos acabar por adquirir alguns desses comportamentos. A nossa personalidade não é uma coisa completamente fechada. Com o passar dos anos, vai-se formando, alterando e, muitas vezes, misturando com aquilo que vamos vivendo. Não quer dizer que a minha opinião esteja certa. Mas com o passar dos anos e com os quilómetros de vivências ao lado de pessoas diferentes, aprendi a ser aquilo que sou. E penso que todos nós somos um pouco assim, embora muitas vezes não o queiramos admitir.
Por isso, meus caros leitores, reparem bem com quem se envolvem. Aos poucos, serão como eles, ou parecidos com eles. Mas também pode acontecer o contrário, eles podem acabar por ser parecidos convosco. E há ainda uma coisa muito importante, devemos ter atenção às companhias dos nossos filhos. Podemos vir de uma família muito equilibrada, com bons princípios e valores, mas em pouco tempo tudo pode mudar. Os filhos também aprendem com aquilo que veem, com aquilo que ouvem e, principalmente, com aqueles com quem convivem. No fundo, talvez não sejamos apenas aquilo com que nascemos. Somos também aquilo que a vida nos foi ensinando. O lugar onde nascemos pode influenciar-nos, a família pode influenciar-nos, os amigos podem influenciar-nos, o ambiente onde vivemos pode influenciar-nos. Mas exis-
te sempre uma coisa que continua a ser nossa, a capacidade de escolher o caminho que queremos seguir. E talvez seja essa a verdadeira riqueza de cada ser humano, podermos mudar sem deixarmos de ser nós próprios. Bom fim de semana!
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MILÉNIO | OPINIÃO
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Born one way... identifying another...
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ological development and a person’s social environment may also play roles. However, science does not supVincent Black port the idea that one simple genetic switch Opinion determines whether someone will be transgender. It is also important to distinguish gender identity XXXX From the moment we enter the world, human from sexual orientation. Bebeings share many things in common. We are all born ing transgender does not with a need for love, security, nourishment, and contell us whether someone is nection. Yet we are also remarkably different. Our heterosexual, gay, bisexual genes, hormones, bodies, personalities, experiences, or has another sexual orienand environments help shape who we become. tation. This raises an important question: People sometimes ask whether Are we all born the same? transgender identities are a modern The simple answer is no. Human beings are not genetic- phenomenon. The modern terminolally identical, even when they are born with the same ogy is relatively new, but people who biological sex. Every person carries a unique combina- lived outside traditional expectations tion of genetic characteristics inherited from their par- for gender have existed throughout ents. Even identical twins, who share nearly all their history and across different cultures. DNA, can develop different personalities, preferences, What has changed considerably is and life experiences. When a baby is born, doctors gen- society’s ability to talk about these openly. Increased erally identify the child s male or female based primarily experiences on physical characteristics. In many cases, chromosomes visibility, medical knowledge, soalso follow a typical pattern.... XX is associated with fe- cial media and changing culturmales and XY with males. But biology is more compli- al attitudes have allowed more people to describe feelings that cated than two simple categories. they may previously have kept There are variations in chromosomes, hormones, and private. That does not mean reproductive development. Some people are born with every change in gender expresdifferences in sex characteristics, known as intersex sion is caused by social media variations. These naturally occurring differences reor cultural influence. Nor does mind us that human biology does not always fit perfectit mean social amd cultural enly into two rigid boxes. At the same time biological sex vironments have no influence. and gender identity are not necessarily the same thing. Human development is Gender identity refers to a person’s deeply felt undercomplicated, and difstanding of themselves as male, female, both, neither, ferent factors can affect nor another identity. different people. Why might a boy feel like a girl- or a girl feel like a boy? Children experiment This is where the subject becomes particularly complex. with identity, clothSome people experience a strong and persistent feeling ing, activities, and that their gender identity does not match the sex they roles as they grow, A were assigned at birth. A person who was identified as boy who enjoys tradfeminine male at birth may identify as a girl or woman, while itionally someone identify as a boy or man. There is no single ex- activities is not neplanation that accounts for every transgender person’s cessarily transgender, experience. Researchers have examined possible influ- just as a girl who enjoys tradences involving genetics, prenatal hormone exposure, itionally masculine activities is not brain development and other biological factors. Psych- necessarily transgender. For some
Younge people, however, questions about gender may be persistent and significant. Parents, schools, and medical professionals therefore have an important responsibility: listen without immediately judging, avoid unnecessary pressure, and make decisions based on the individual child’s circumstances and well-being. At the same time, significant medical decisions involving minors require careful professional assessment because children are still developing physically and emotionally. We arrive with different genes, bodies, and biological characteristics. From there, development begins. Hormones, family, culture, relationships, experiences, and personal reflection can all contribute to the person we eventually become. The conversation about gender should therefore move beyond simple accusations and political slogans. There are real biological questions, real psychological questions, and more importantly real human beings involved. We may disagree about terminology, policy or the appropriate role of medicine and institution. But disagreement does not have to mean hostility. Perhaps the goal should be neither to deny biology nor to dismiss personal identity. It should be to understand the remarkable complexity of human beings-and to recognize that being different does not make someone less human. In the end, the conversation about transgender people is not simply about understanding the complexity of human. We may not always agree on every question, but we can disagree without losing compassion or respect. Science should continue to explore what we know and what we do not yet understand, while society remember that behind every debate is a real person trying to find their place in the world. Perhaps the greatest measure of our progress is not whether we all think alike, but whether we can treat one another with dignity despite our differences.
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Nuno Costa Santos e João Pereira Coutinho VIDA HORIZONTAL - VARIAÇÕES SOBRE O ÓCIO E A DEMORA Com a coordenação editorial de Vasco Rosa, foto de Paulo Goulart e edição de Letras Lavadas/Arquipélago de Escritores.
Crédito: DR
E
ste volume de 167 páginas integra textos de Paulo Tunhas, Carlos do Carmo Carapinha, Bruno Baldaia, Vítor Elias, Martim Vasques da Cunha, Clara Macedo Cabral, André de Leones, Jonas Madureira, Rodrigo Duarte Garcia, Ricardo Gross, Paulo Paula, Fábio Silvestre Cardoso, Luciano Amaral, Manuel Fúria, Jorge Reis-Sá, Juliana P. Perez, Érico Nogueira, Urbano Bettencourt, Gustavo Nogy, Djamília Pereira de Almeida e Ana Markl. Além dos 21 textos o livro integra uma entrevista de Clara Macedo Cabral a Tom Hodgkinson , fundador da Revista Idler no Reino Unido: «As pessoas estão muito ocupadas e precisam de
um antídoto para essa cultura». Um dos seus livros teve sucesso na Alemanha e nos E.U.A. mas não em Espanha. Segundo Nuno Costa Santos e João Pereira Coutinho, o projecto do livro surgiu deste modo: «Desafiámos autores portugueses e brasileiros, escolhidos seguindo o critério de «esta pessoa deve ter alguma coisa a dizer sobre o assunto» a escrever sobre aquilo que a ideia de vida horizontal lhe sugere». O tema tem longa tradição na Literatura Portuguesa e Mundial – Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Tolstoi, James Joyce ou S. Tomás de Aquino - por exemplo. Urbano Bettencourt termina o seu depoimento com esta frase: «Continuo a sonhar com as Bahamas». JCF
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MILÉNIO | OPINIÃO
14 de agosto de 2026
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É tempo de o Governo e o Primeiro-Ministro terminarem as suas longas férias Vítor M. Silva Opinião
própria governação, assistindo passivamente aos problemas enquanto passeiam pelo país. Esta paralisia disfarçada de dinamismo é dolorosamente evidente além-fronteiras. Para as comunidades portugue-
A recente imagem do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, descontraído numa praia após anunciar formalmente as suas férias, incendiou o debate público. O cidadão comum apressou-se a criticar, mas sejamos justos: os governantes são humanos. Todos os trabalhadores têm direito ao descanso legal, e os políticos não são exceção. O problema central da política portuguesa atual não reside nos dias de repouso que Montenegro tirou em agosto. O verdadeiro drama é que, analisando os resultados práticos, o Governo e o seu Primeiro-Ministro parecem estar de férias desde o primeiro dia de mandato.
Credito: JN
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esde a tomada de posse, o país tem sido inundado por um marketing político asfixiante. Assistimos a apresentações engalanadas, powerpoints desenhados com tiques de pretensa beleza arquitetónica e grandes promessas de salvação dos serviços públicos em Portugal. Contudo, quando retiramos esta capa publicitária, o que sobra é um angustiante vazio. Onde estão as reformas estruturais prometidas? A saúde continua cada vez mais doente, a habitação permanece escandalosa e completamente inacessível, e a burocracia do Estado continua a prejudicar mais do que a beneficiar o cidadão. Vender ilusões: são essas as tais "férias" que este Governo tem preconizado, e isto, claramente, não é governar. Anunciar intenções e não executar as medidas é, na verdade, uma forma prolongada de não fazer política. Portugal não precisa de um Governo e de um Primeiro-Ministro que se comportem como turistas na sua
sas no estrangeiro, o sentimento é de profundo abandono. Durante a campanha eleitoral, a Diáspora foi alvo de discursos inflamados e de promessas de modernização consular. Prometeu-se o fim das esperas intermináveis nos consulados, a digitalização dos processos e uma verdadeira valorização económica e cultural dos milhões de portugueses que vivem fora do país. Passados estes meses, o que mudou para os emigrantes? Rigorosamente nada. As comunidades continuam a enfrentar os mesmos bloqueios burocráticos de sempre, tratadas como cidadãos de segunda categoria que apenas servem para enviar remessas ou para serem lembrados em vésperas de eleições. A política para a Diáspora continua de férias, estagnada numa qualquer prateleira ou mesmo esquecida dentro de uma mochila, misturada com as bolas de Berlim para comer na praia. Exigir eficácia não é demagogia; é cidadania. Ninguém nega a Luís Montenegro o direito de ir a banhos e de recuperar energias. O que se exige é que, ao regressar da praia, encontre um Executivo focado em trabalhar e não em calendarizar mais anúncios vazios. Governar implica coragem para decidir e capacidade para implementar. Um Primeiro-Ministro não pode ser um mero relações-públicas do Estado. É tempo de o Governo terminar as suas longas férias políticas, arregaçar as mangas e começar, finalmente, a cumprir o mandato para o qual foi eleito. O país real e a Diáspora já não têm paciência para continuar à espera.
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Fundação Família Carvalho
Cultura e solidariedade com alma portuguesa em Nova Iorque Daniel Bastos Opinião
Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, seguramente, a sua dimensão solidária. Uma genuína marca identitária da diáspora lusa, que se manifesta, de forma persistente, através de gestos, campanhas e iniciativas alicerçadas em valores humanistas e numa profunda consciência de pertença e de responsabilidade comunitária.
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o seio desta verdadeira centelha filantrópica que, ao longo das décadas, tem iluminado a dispersa geografia das comunidades portuguesas, destaca-se a criação e dinamização de fundações assentes nos princípios da solidariedade e da filantropia. Instituídas, muitas vezes, por iniciativa de emigrantes que alcançaram sucesso nas sociedades de acolhimento, estas instituições procuram dar uma expressão organizada ao desejo de retribuir, apoiar quem mais precisa e manter vivos os vínculos com as comunidades de origem. Uma das geografias paradigmáticas da diáspora portuguesa onde encontramos relevantes exemplos desta tradição filantrópica é, indubitavelmente, a dos Estados Unidos da América. A cultura altruísta profundamente enraizada na sociedade norte-americana, onde o investimento benemérito de empresas, instituições e particulares assume reconhecido impacto social, tem inspirado, ao longo das últimas décadas, vários emigrantes e luso-americanos a criarem fundações sem fins lucrativos dedicadas à beneficência, à cultura, à educação e a outras áreas de interesse público. No seio da numerosa comunidade portuguesa e luso-americana residente nos Estados Unidos, tem-se destacado, nos últimos anos, o papel incontornável da Fundação Família Carvalho, sediada em Mineola, no estado de Nova Iorque. Esta localidade, com cerca de 20 mil habitantes, possui uma expressiva presença portuguesa e lusodescendente, constituindo um dos importantes núcleos da comunidade lusa em Long Island. Instituída em 2017 pelo emigrante anadiense Manuel Carvalho, conhecido empresário do setor da restauração em Mineola, em conjunto com a sua esposa, Jackie Carvalho,
a instituição filantrópica tem desenvolvido um significativo conjunto de iniciativas e concedido apoios nas áreas social, cultural e educativa. Desde logo, o espírito comunitário e benemérito do empresário luso-americano tem permitido, através da Fundação Família Carvalho, apoiar e dotar de equipamentos os Bombeiros Voluntários de Anadia, numa demonstração particularmente expressiva dos laços que continuam a unir o emigrante à sua terra natal. Ao longo dos anos, foram inúmeros os eventos promovidos pelo empresário luso-americano no seu icónico restaurante Bairrada, em Mineola, em benefício dos Bombeiros Voluntários de Anadia. Estas iniciativas têm permitido canalizar dezenas de milhares de euros para apoiar a missão humanitária desta corporação, localizada na terra onde Manuel Carvalho nasceu e de onde partiu para construir a sua vida na América. Outro dos eventos emblemáticos dinamizados pela Fundação Família Carvalho é o seu Torneio de Golfe, uma iniciativa de natureza eminentemente solidária que tem mobilizado a comunidade luso-americana e reunido, em torno de uma causa comum, empresários, famílias e instituições. Graças a esta iniciativa, a Fundação tem canalizado dezenas de milhares de dólares para instituições como o Mineola Junior Fire Department, o Mineola Volunteer Ambulance Corps e o Centro de Bem-Estar Social da Freguesia de Tamengos, localizado na terra natal do benemérito empresário luso-americano e cuja missão passa por promover o bem-estar de crianças e idosos do concelho de Anadia. Mas a ação da Fundação Família Carvalho não se esgota na solidariedade social. Tem igualmente assumido um importante papel na promoção, preservação e valorização da língua, dos costumes e das tradições portuguesas em Long Island. Ao longo dos anos, a instituição já apoiou, com dezenas de milhares de dólares, a Escola Portuguesa Júlio Dinis e o Rancho Folclórico Sonhos e Juventude de Portugal, contribuindo para que as novas gerações de portugueses e lusodescendentes possam continuar a conhecer, viver e transmitir a cultura dos seus antepassados. Esse compromisso estende-se também ao apoio a artistas, associações e grupos culturais que levam ao seio da diáspora luso-americana a identidade, a cultura e a alma portuguesas. Foi esse o caso da recente passagem pela comunidade da Tuna de Medicina do Porto, uma das prestigiadas tunas académicas portuguesas, que, em digressão pelos Estados Unidos e pelo Canadá, levou a música portuguesa às comunidades emigrantes da América do Norte, reforçando, através da cultura, os laços entre Portugal e a sua diáspora.
No início deste mês de agosto, a Tuna de Medicina do Porto atuou na Portuguese Heritage Society (P.H.S. Lusitano), uma associação portuguesa de referência em Mineola, e no icónico restaurante Bairrada, uma verdadeira embaixada gastronómica, cultural e afetiva da comunidade portuguesa no estado de Nova Iorque. Num tempo em que tanto se fala da importância da diáspora portuguesa na afirmação internacional do país, exemplos como o da Fundação Família Carvalho demonstram que a presença portuguesa no mundo não se mede apenas pelo número de emigrantes, pelo sucesso empresarial ou pela dimensão económica das comunidades. Mede-se também pela capacidade de dar, preservar, unir e devolver às comunidades aquilo que delas recebemos. A Fundação Família Carvalho é, por isso, um exemplo expressivo dessa portugalidade que atravessa fronteiras, aproxima gerações e mantém unidos, dos dois lados do Atlântico, os fios invisíveis de uma mesma memória e de uma mesma identidade.
O casal Manuel e Jackie Carvalho, acompanhado por elementos da Tuna de Medicina do Porto, que, no início de agosto, atuou no icónico restaurante Bairrada, em Mineola, no estado de Nova Iorque. (DR).
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NÃO ESQUEÇAMOS A ROSA Mas, ó, não se esqueçam da rosa, da rosa Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária A rosa radioativa, estúpida e inválida (…) Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada. A Rosa de Hiroshima, canção de Ney Matogrosso
Aida Batista Opinião
De todos os países por onde passei e trabalhei, o Canadá foi um dos que mais me marcou, e sobre o assunto já lhe dediquei várias crónicas. Uma das vertentes que, desde o primeiro contacto no terreno, me chamou a atenção, foi precisamente a forma como este país punha em prática o multiculturalismo, transformando o país num mosaico cultural onde todas as peças encaixavam sem atritos, respeitando os hábitos e a cul-
tura dos mais variados grupos étnicos. Segundo as projeções mais recentes, a população do Canadá é constituída por pouco mais de 40 milhões de habitantes, o que é muito pouco, tendo em conta que estamos a falar do segundo maior país do mundo em área total.
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s últimos censos oficiais registam que essa população tem 450 origens étnicas e culturais diferentes. Estes números levam-nos a concluir que, tendo em conta os povos indígenas e o destaque histórico para os britânicos e franceses, todos os outros têm origem não só noutros países europeus, mas também em países asiáticos, do médio-oriente, de África e da América do Norte e Latina. Não se estra-
nhe, por isso, que igualmente exista uma enorme diversidade linguística, representada por mais de 200 línguas. Todo este introito serve para lembrar que o Canadá não existiria sem a força migratória que lhe foi injetada ao longo dos anos. Ou seja, o Canadá é um país formado “de” e “por” imigrantes, e a tal realidade nem a letra do hino escapa, composto e cantado nos idos anos de 1880 (originalmente em francês): “From far and wide, O Canada, we stand on guard for thee”. Sei que esta é uma realidade que, de tão óbvia, não carece de ser lembrada. Faço-o hoje, depois de ter lido uma notícia na última edição do Milénio. Os residentes de um povoado a cerca de 70 km de Calgary, na provínvia de Alberta, ficaram estupefactos ao toma-
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rem conhecimento de, no início de julho passado, ter sido organizada uma determinada reunião. A mesma foi promovida por um grupo designado por “Second Sons Canada”, formado em 2024, e que conta com núcleos espalhados por todo o país. Num país onde existe liberdade de reunião e de expressão, esta iniciativa não deveria ter sido motivo de alarme. Contudo, passou a ser fonte de preocupação para a população local, quando esta se deu conta de que se tratava de um grupo nacionalista masculino que, além de defender a supremacia branca, é a favor da expulsão de pessoas não brancas, tendo como lema: “O nosso povo, o nosso lar, o nosso futuro”. Sabemos que qualquer movimento ligado à supremacia branca é uma forma de racismo centrado na crença de que as pessoas brancas são superiores às das de outras origens. É usado para descrever uma certa ideologia política que perpetua a dominação histórica, política, económica e social das pessoas brancas sobre as que não forem brancas, que foi a chave não só para o colonialismo europeu, mas também para o nazismo. Não deixa de ser irónico isto ter sido noticiado na semana em que se celebram 81 anos sobre o bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki que, ao precipitar a rendição do Japão, pôs termo à II Guerra Mundial, em cuja génese estiveram movimentos que defendiam o mesmo espetro de teorias, e que continuemos a assistir ao seu renascer de forma explícita e descarada. Portugal, infelizmente, não escapa a essa onda, quando com frequência vemos e ouvimos movimentos populistas apelarem aos portugueses de bem (seja lá o que isso for) que devolvam Portugal aos portugueses. Em matéria de importações, pelos vistos, continuamos em alta, mas muito pouco seletivos.
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A coragem de descansar Miguel Costa Matos Opinião
Até parece um desperdício ocuparmo-nos com as férias do Primeiro-Ministro quando tantos Ministros se encontram ensarilhados por verdadeiros escândalos e, mais importante, quando estão à vista as dificuldades na economia, no custo de vida e nas contas públicas, quando o SNS reduz o número de cirurgias que realiza e a escola pública é sujeita ao fiasco dos exames.
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ontenegro, de facto, disse que tiraria alguns dias e fins-de-semana. Certamente que algum jornalista se dedicará a saber se são muitos ou poucos. Pouco interessa. O que o Primeiro-Ministro quis verdadeiramente assinalar foi que, com honrosas exceções, não tiraria férias para estar a trabalhar. O problema nunca foi o Primeiro-Ministro descansar. Foi ter sentido necessidade de anunciar ao país que não o faria, como se trabalhar sem parar fosse certificado de empenho e tirar férias uma pequena deserção do dever. Muitos ou poucos dias, o Primeiro-Ministro tira férias e ainda bem. Está a precisar. Precisamos todos. A nossa vida não pode ser só trabalhar, com a nossa família, amigos e interesses a ficarem com as sobras do nosso ânimo depois de um longo dia. Temos, como escreveu Lafargue, o direito à preguiça. Se valorizarmos ser uma sociedade completa, com todos esses laços de comunidade e significado, diria mesmo que temos nela um certo dever. Mas, para os mais obstinados, há boas razões para pensar que até trabalhamos melhor depois de parar. As férias reduzem a exaustão, ajudam-nos a recuperar a capacidade de concentração e parecem aumentar a flexibilidade cognitiva - a capacidade de olhar para um problema por ângulos diferentes.
Isto é especialmente importante em Portugal, que se apresenta como o país europeu com maior risco de burnout. Segundo um estudo de 2023 da Ordem dos Psicólogos, o absentismo custou à economia nacional 1,8 mil milhões de euros, enquanto o presentismo custou 3,5 mil milhões, custos que aumentaram 60% nos últimos dois anos. Infelizmente, não é só a trabalhar que temos quem apenas “marque presença”. Também nas férias, é demasiado fácil, com o auxílio das novas tecnologias, mantermo-nos conectados. Mesmo quem consegue escapar ao e-mail ou à mensagem WhatsApp (e admito desde já que eu não consigo), acaba por trabalhar na imagem que passa das suas férias para as redes sociais. Não é exagero chamar a essa partilha trabalho. É certo que nos dá, a alguns, algum gozo narrar para os outros e para nós mesmos os frutos em lazer de um ano de labor. Mas não há dúvidas que as mil e uma decisões, mais ou menos conscientes, sobre o que publicar, quando e de que jeito fazem de cada um uma espécie de assistente estagiário de auto-promoção. Há quem o faça para beneficiar o seu estatuto profissional. Noutros casos, pelo estatuto social. Mas ainda que seja só mesmo para nossa satisfação, a sociedade deu-nos, através das redes sociais, uma nova linguagem e contexto de significado que até de férias dá trabalho. É uma montra consumista que não só exige cada vez mais dinheiro como também uma ansiosa otimização entre destinos, hotéis, restaurantes e outras experiências – até livros! – para os quais há novos influenciadores, rankings e um sem-fim de outras fontes de informação. Toda esta desigualdade, conjugada com a inflação, está a tornar as férias inacessíveis para muitos. Segundo o Inquérito sobre as Condições de Vida, em 2025, o item de privação material mais declarado pelos portugueses foi a incapacidade de pagar uma semana de férias fora de casa, chegando a 33,1% das pessoas. É certo que esse valor se tem reduzido, tendo sido de 41,3% em 2018, mas devemos pensar bem sobre o facto de um em cada três dos nossos concidadãos estar privado daquilo que deveria ser um direito. O direito às férias foi difícil de conquistar. Primeiro, a luta concentrou-se na jornada de trabalho – causa pela
qual se deu a revolta de Haymarket e pela qual celebramos o 1.º de maio. Essa só chegou a Portugal em 1919 e, mesmo assim, só para alguns. Os trabalhadores agrícolas haveriam de esperar até 1962 para conquistar o teto de oito horas de trabalho por dia. No Brasil, só agora avançam as 40 horas semanais, com o fim da jornada 6x1 (seis dias de trabalho, um de descanso) a ser uma das principais propostas de Lula da Silva para as eleições presidenciais do próximo dia 4 de outubro. Quanto a férias remuneradas, a seguir à Primeira Guerra Mundial, vários países começaram a adotá-las. Primeiro por contratação coletiva e depois por lei. Em 1926, a OIT estimava que 40% dos trabalhadores europeus já beneficiassem deste direito. Em Portugal, não havia registo nem sequer de uma convenção coletiva. Foi preciso esperar. Primeiro, até 1937, com severas limitações e, depois, pelo 25 de Abril, que, logo em 1975, generalizou as férias pagas e criou o subsídio de férias. Há cinquenta anos, o I Governo Constitucional de Mário Soares consolidou essa conquista, elevando para 21 dias consecutivos o mínimo de férias. E deixou escrito na lei para que serviam: para a “recuperação física e psíquica”, mas também para assegurar tempo para a vida familiar e para a participação social e cultural. Mas isso não chega quando tudo está tão caro. Hoje, o custo de vida e o culto do trabalho ameaçam o nosso direito a férias – ameaçam até a possibilidade de estar verdadeiramente de férias quando estamos de férias. Precisamos de ter coragem de pensar também sobre isto, não como uma frivolidade mas como parte do que nos faz humanos. Porque coragem não é anunciar que não se tira férias. É reconhecer que ninguém deve precisar de pedir desculpa por as tirar - nem sequer um Primeiro-Ministro.
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Diane Campos Founder/RCIC
NOVOS COMEÇOS, NOVAS OPORTUNIDADES. A SUA HISTÓRIA IMIGRANTE COMEÇA AQUI Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos. 437-236-1100 300 GEARY AVENUE, SUITE 304, TORONTO CIMMGROUP.CA @CIMMGROUP
Açores
AUTONOMIAS PORTUGAL
Oceano deve integrar domínios estratégicos da Agência para a Investigação e Inovação
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ntre as prioridades estão o acesso a navios de investigação e veículos submarinos, a estabilidade das carreiras científicas, um programa nacional de monitorização do oceano e um sistema interoperável de dados marinhos ligado ao gémeo digital europeu do oceano. Os centros defendem também uma maior ligação entre ciência, políticas públicas e empresas. Gui Menezes, diretor do Okeanos, sublinha a importância estratégica do mar para Portugal, cuja Zona Económica Exclusiva cobre cerca de 1,7 milhões de km². Os cinco centros representam mais de 900 investi-
gadores doutorados, 10 500 publicações científicas e 700 projetos financiados nos últimos cinco anos. O manifesto surge também no contexto da fusão da FCT com a ANI, que, segundo Menezes, poderá favorecer o financiamento da investigação aplicada e empresarial em detrimento da ciência fundamental. O investigador defende que a investigação fundamental é indispensável para gerar conhecimento e permitir posteriormente inovação e aplicações práticas. Menezes critica ainda a forma como a extinção da FCT foi anunciada, sem consulta prévia às universidades e à comunidade científica, e alerta para o impacto que as novas políticas de financiamento poderão ter nos Açores, onde existe uma forte tradição de investigação marinha e estão em transformação importantes infraestruturas Madeira científicas e tecnológicas. AO/MS
Madeira tem capacidade tecnológica para começar a investigar o mar profundo O programa BioMa, de monitorização da biodiversidade marinha da Madeira, prepara-se para explorar zonas mais profundas do oceano.
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Assembleia Legislativa da Madeira lança canal de YouTube A Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM) lançou um canal oficial no YouTube, reforçando a aposta numa comunicação "mais próxima, acessível e adaptada às novas formas de consumo de informação." A plataforma pretende aproximar o Parlamento dos cidadãos e, em particular, das gerações mais jovens, "promovendo um maior conhecimento sobre a atividade parlamentar e o funcionamento das instituições democráticas".
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Crédito: DR
esde 2016, os investigadores monitorizam 19 locais da Madeira e do Porto Santo, até cerca de 30 metros de profundidade. Segundo Pedro Neves, do Observatório Oceânico da Madeira, a aquisição de novas tecnologias, como veículos operados remotamente e autónomos, permitirá estudar habitats profundos ainda pouco conhecidos. O investigador acredita que estas missões vão trazer novas espécies e informações sobre as comunidades marinhas da região, muitas das quais permanecem desconhecidas. JM/MS
Crédito: DR
Os cinco principais centros portugueses de investigação marinha — MARE, CESAM, CIIMAR, CCMAR e Okeanos — lançaram um manifesto a pedir que o Oceano seja reconhecido como Domínio Estratégico nacional e que tenha financiamento público estável, para além do apoio atribuído a projetos.
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ara a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, esta é mais uma etapa no caminho de abertura do Parlamento à sociedade. "Queremos um Parlamento que esteja onde estão os cidadãos e que saiba comunicar também com as novas gerações. As instituições democráticas têm de acompanhar a evolução da sociedade, utilizando as novas plataformas para informar, aproximar e incentivar uma cidadania mais participativa", expressa. O Parlamento madeirense informa que no canal ficarão disponíveis as principais sessões, cerimónias, conferências, debates e outras iniciativas organizadas pela Assembleia Legislativa, permitindo que
estes conteúdos possam ser consultados a qualquer momento. "Não queremos apenas divulgar aquilo que fazemos. Queremos também preservar a memória do Parlamento Madeirense e da própria Autonomia, criando um arquivo audiovisual que permita às atuais e futuras gerações conhecer e revisitar momentos importantes da nossa história parlamentar e democrática", sublinha Rubina Leal. Mais considera a presidente da ALRAM que as plataformas digitais representam "uma oportunidade para despertar o interesse dos mais jovens pelas instituições e pela participação cívica". "A democracia fortalece-se quando os cidadãos conhecem as suas instituições, compreendem o seu funcionamento e sentem que podem participar. Se queremos aproximar os jovens da democracia, temos também de encontrar novas formas e novos espaços para chegar até eles", expressa. Para Rubina Leal, "o Parlamento é a casa da democracia madeirense e deve ser, cada vez mais, uma casa aberta, próxima e acessível a todos", o que justifica a aposta nas ferramentas digitais para comunicar com a comunidade. JM/MS
DRPCD quer reduzir horário de venda de álcool nos Açores de consumo ocasional excessivo, embriaguez severa e consumo em idades precoces. O diretor regional Pedro Fins defende uma intervenção de proximidade, adaptada à realidade de cada ilha, e considera importante avaliar o impacto dos horários dos estabelecimentos de venda de álcool na saúde pública e proposta surge após um estudo regional, realizado segurança. A DRPCD aponta o Funchal como exemplo, onde foram junto de 601 jovens de quatro ilhas, revelar que a maioria já consumiu bebidas alcoólicas. Apesar da implementados horários diferenciados por zonas e tipos de descida do consumo entre os estudantes açorianos — de estabelecimentos, com resultados positivos na redução do 59,4% em 2019 para 44,7% em 2024 — persistem padrões consumo excessivo, de ocorrências policiais e da pressão
A Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências (DRPCD) pretende recomendar às Câmaras Municipais dos Açores a redução dos horários de venda de álcool, como medida de prevenção do consumo de risco.
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A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!
sobre as urgências. A Agência Europeia das Drogas (EUDA) também alerta que o prolongamento dos horários de venda de álcool está associado ao aumento dos danos relacionados com o consumo. Um estudo citado pela agência registou um aumento de cerca de 16% na criminalidade violenta por cada hora adicional de funcionamento. AO/MS
Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.
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tiva com impacto comunitário “trabalhamos para a Local 506 e gostamos de apoiar tudo o que fazem pela comunidade, pela união e pelos membros do sindicato. É importante estarmos presentes e contribuirmos para estas iniciativas.” A edição deste ano contou também com a presença de representantes do Governo do Ontário. David Piccini, ministro do Trabalho, Imigração, Formação e Desenvolvimento de Competências, destacou a importância da colaboração entre trabalhadores, empregadores e parceiros da indústria “quando trabalhadores, empregadores e parceiros da indústria trabalham juntos, toda a comunidade beneficia. É assim que construímos um Ontário mais forte.”
COMUNIDADE PORTUGAL
$200 mil para oito instituições
MAIS FOTOS
33.º Torneio Anual de Bocce Ball Nick Barbieri transforma convívio em solidariedade Um dia de competição, amizade e generosidade marcou a 33.ª edição do Torneio Anual de Bocce Ball Nick Barbieri, realizado no dia 12 de agosto, no LiUNA Local 506 Training Centre, em Richmond Hill.
O
rganizado pela LiUNA Local 506, o torneio voltou a reunir trabalhadores, representantes da indústria, parceiros, patrocinadores e membros da comunidade para homenagear a memória de Nick Barbieri e, ao mesmo tempo, apoiar quem mais precisa.Mais do que uma competição, o encontro tornou-se uma verdadeira celebração comunitária. Entre partidas de bocce, convívio e muita boa
disposição, participantes e convidados demonstraram que o espírito de equipa também pode transformar-se em solidariedade. Para Carmen Principato, Business Manager da LiUNA Local 506, a iniciativa tem um significado profundamente pessoal “o Nick era meu amigo e meu colega de trabalho. Todos os anos fazemos este torneio em sua memória e para ajudar quem mais precisa. Sem os nossos parceiros e participantes, nada disto seria possível.” Com equipas em campo e um ambiente marcado pelo entusiasmo, a competição ficou muitas vezes em segundo plano perante o espírito de camaradagem. Quando questionada sobre quem seria o vencedor,
Principato respondeu com humor que, perante a participação e o ambiente vivido, todos já eram vencedores. Uma comunidade unida por uma causa Joseph Mancinelli, vice-presidente internacional da LiUNA e director canadiano, destacou igualmente a importância de manter esta tradição “ é maravilhoso estarmos aqui novamente. Este torneio reúne pessoas da indústria e da comunidade e permite-nos apoiar instituições e organizações muito importantes em Toronto e no Ontário.” Entre os participantes, Joana Marques, integrante de uma equipa feminina, sublinhou o orgulho em participar numa inicia-
O momento alto do dia chegou com a entrega dos donativos. Oito instituições receberam 25 mil dólares cada, num total de 200 mil dólares angariados pelo torneio. Os donativos foram destinados à CIBPA Toronto Education Foundation, Cortellucci Hospice Vaughan, SickKids Foundation, William Osler Health System Foundation, Toronto Victim Services, Threads of Life, Daily Bread Food Bank e Down Syndrome Association of Toronto. A entrega dos donativos deu um significado ainda maior à jornada, mostrando como uma iniciativa construída em torno do desporto e do convívio pode gerar um impacto concreto na vida de muitas pessoas. Ao longo do dia, Richmond Hill foi palco de encontros, competição e celebração, mas sobretudo de solidariedade. A memória de Nick Barbieri continua viva através de uma tradição que, 33 anos depois, reúne a comunidade e transforma a amizade em ajuda para quem mais precisa. FP/MS
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Gente da Nossa TV
40 anos a contar a história da nossa comunidade Um futuro cada vez mais digital
Se o passado é motivo de orgulho, o futuro traz novos desafios e oportunidades. A intenção é dar continuidade ao programa, acompanhando a transformação dos hábitos de consumo de televisão e informação, com uma presença mais forte nas redes sociais e plataformas digitais, através de mais conteúdos online e com maior frequência, complementando a emissão semanal. Outro objetivo é adquirir direitos de transmissão de conteúdos produzidos em Portugal que sejam relevantes para a comunidade, enriqueassim que Nellie Pedro olha para o cendo a programação e reforçando a ligação percurso de Gente da Nossa TV, um entre a comunidade e o país de origem. programa que há quatro décadas acompanha, regista e celebra a vida da Um agradecimento aos telespectadores comunidade portuguesa. Semana após semana, família após família, geração após Ao celebrar 40 anos, o casal “Pedro” deigeração e evento após evento, a Gente TV xa uma palavra de agradecimento pelo catornou-se uma presença constante nos la- rinho, confiança e apoio recebidos ao lonres e na vida de milhares de telespectadores. go desta caminhada. A comunidade, parte Durante 40 anos, todos os sábados de ma- essencial desta história, será o centro da nhã, Gente da Nossa tem partilhado mui- celebração dos 40 anos de Gente da Nossa, to mais do que um programa de televisão. marcada para 3 de outubro. Um encontro Tem partilhado um café, um sentimento que reunirá telespectadores, famílias, amide pertença e, sobretudo, as histórias que gos e todos os que fizeram parte desta jorunem uma comunidade, preservam a sua nada. Mais do que uma história de televisão, cultura e celebram o seu espírito. Quatro são 40 anos de uma comunidade contada décadas depois, o programa continua a as- através das suas pessoas, tradições, festas, sumir esse papel de ligação entre pessoas, conquistas e memórias. “Obrigado por nos gerações e culturas, mantendo viva uma ajudarem a ser o programa de televisão porponte com Portugal e com as comunidades tuguesa há mais tempo no ar fora de Portuportuguesas espalhadas pelo mundo. gal, em todo o mundo”, declarou Nellie.
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21.º Piquenique e Festa Brava marcado pelo mau tempo, mas com a festa a continuar Entretanto, a Gente TV realizou o seu 21.º Piquenique e Festa Brava, reunindo a comunidade no Madeira Park para um dia de convívio, animação e tradição. A Corrida dos Bezerros começou por volta das 14h50, mas, após três corridas, a chuva forte, trovoada, relâmpagos e aviso de granizo obrigaram à interrupção por razões de segurança. A animação prosseguiu com Tony Silveira, Duo SomLuso e a convidada especial Yosi Pinto, seguida pelo DJ LD Entertainment, prolongando-se até cerca das 22h00. A restauração manteve-se em funcionamento até à meia-noite, com destaque para as tradicionais espetadas. O ponto alto da programação, a tourada, acabou, contudo, por não se realizar devido às condições meteorológicas adversas e às questões de segurança, sendo que a organização informou que os portadores dos bilhetes poderão utilizar os seus ingressos numa das touradas da Sol e Toiros e Ganadaria Canadiana, no Madeira Park, em 2027. Sorteios dos prémios passam para a televisão Os sorteios dos prémios de entrada do GenteTV Picnic serão realizados no programa Gente da Nossa, na TLN, no próximo sábado, 15 de agosto, entre as 8h00 e as 9h00.
Entre os prémios estão ofertas da Macedo Wines, vouchers da Piri-Piri Enoteca Rossio e uma semana no Festival de Inverno. Os números dos bilhetes premiados serão divulgados posteriormente nas redes sociais e plataformas da Gente TV, incluindo gentetv.com, YouTube, X, Facebook e Instagram, bem como no jornal Milénio. Entre o passado que se celebra, o presente que continua a ser vivido e um futuro cada vez mais digital, a Gente TV prepara-se para assinalar 40 anos de uma missão que permanece inalterada: contar as histórias da nossa gente e manter viva a identidade de uma comunidade. RMA/MS
Foto: Jose A Rodrigues
Nellie Pedro, mãe, esposa, amiga, empreendedora, produtora, apresentadora de televisão, voluntária e apaixonada viajante, é também uma das figuras ligadas à história e continuidade da Gente TV. Ao olhar para o passado, fala de quatro décadas de televisão, de comunidade e de histórias que se transformaram em memória coletiva. “Há histórias que são contadas apenas durante uma temporada. Outras tornam-se parte da História”.
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“A Ju e a Família”: veio para manter viva a língua portuguesa entre gerações
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das experiências das crianças. Cada nova história abre, assim, espaço para conversas sobre aquilo que une as pessoas e sobre as memórias que atravessam gerações. Da literatura à comunidade O projeto pretende também sair das páginas dos livros e chegar a espaços onde as comunidades se encontram. Entre as iniciativas previstas pela autora estão entrevistas, apresentações em escolas, eventos e bibliotecas, atividades para crianças e materiais para colorir, além de possíveis parcerias com instituições e organizações comunitárias. A intenção é criar experiências em torno das histórias e incentivar o contacto com o português através de atividades partilhadas. Um projeto nascido no universo Crescer em Português
missão dedicada à valorização da língua portuguesa e à criação de recursos para famílias que procuram transmiti-la às crianças de forma próxima e significativa. Para Sara Vieira da Costa, da Leve Group, esta coleção representa o início de um projeto construído a partir de histórias familiares e de uma visão da infância que pode ser vivida e recordada por diferentes gerações. Mais do que preservar palavras, o projeto parte da ideia de que uma língua também carrega histórias, lugares, pessoas e afetos. Em “A Ju e a Família”, tudo começa com uma imagem simples e universal: um colo que, para uma criança, pode ser também uma casa. “Porque nem todas as histórias de colo são apenas para crianças. E porque um colo também pode ser uma casa.” ,fica uma essência desta obra que merece ser acarinhada pela nossa comunidade. RMA/MS
“A Ju e a Família” integra o universo Crescer em Português, reforçando uma
Leia em inglês
Crédito: DR
lhadas pelo mundo. Nesse cenário, “A Ju e a Família” propõe uma forma natural e afetiva de contacto com a língua. Em vez de apresentar o português apenas como uma competência a aprender, as histórias associam o idioma às relações, às recordações e às experiências do quotidiano. A proposta ganha particular relevância para crianças que crescem em ambientes multiculturais, riada por Sara Vieira da Costa no onde preservar uma língua pode significar âmbito do universo Crescer em Por- também manter uma ligação com a histuguês, “A Ju e a Família” pretende tória e as referências culturais da família, criar pontes entre gerações através de nar- incluindo na comunidade luso-canadiana. rativas centradas nos afetos, nas relações familiares e na identidade cultural, estan- Uma personagem que cresce com do já disponível mundialmente através da as histórias Amazon e dá início a uma série que acomA coleção foi concebida para acompapanha Ju nas relações com as pessoas mais nhar Ju ao longo das diferentes relações que importantes da sua vida. A proposta é simfazem parte da sua vida. Depois da mãe, esples: fazer da leitura um espaço de encontão previstas histórias com o pai, os avós, tro, conversa e partilha. Para Sara Vieira da padrinhos, tios, primos e outros familiares. Costa, Growth & Leadership Development Livro após livro, a personagem poderá exPartner, “nem todas as histórias de colo plorar diferentes formas de amor, pertença são apenas para crianças”. A frase resume e identidade, criando um universo próximo a essência do projeto, pensado tanto para os mais pequenos como para os adultos que partilham com eles esse momento. Em “A Ju e a Mãe”, Ju vive uma história marcada pelo amor, pela segurança e pela ternura. A narrativa foi construída para ser descoberta em conjunto, permitindo que crianças e adultos conversem sobre sentimentos e, ao mesmo tempo, recuperem memórias da própria infância. A intenção da autora é que o livro seja apreciado sem pressa, criando uma pausa na rotina e uma oportunidade de proximidade. “Mais do que um livro infantil, é um momento de colo entre gerações para ler devagar e sentir juntos”, é a mensagem que acompanha o projeto. A frase “A Ju e a Mãe, porque um colo também pode ser uma casa” reforça a dimensão emocional do primeiro título e estabelece o tom da coleção. O projeto surge também num contexto em que muitas famílias procuram manter o português vivo entre as novas gerações, sobretudo em comunidades portuguesas e lusófonas espaO projeto foi criado por Sara Vieira da Costa e aposta na leitura, no afeto e na memória cultural para aproximar crianças e adultos da língua portuguesa. Assim esta nova coleção de literatura infantil em português está a ganhar forma com uma proposta que vai além das histórias destinadas às crianças.
Sara Vieira da Costa. Foto: Cindy Da Ponte
Festival Internacional de Fado: três noites, uma experiência A iniciativa reúne três casas comunitárias portuguesas e vários nomes do Fado em três noites dedicadas à música, à tradição e à cultura portuguesa. O festival foi apresentado numa conferência de imprensa que juntou representantes da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO), da Casa das Beiras de Toronto, do Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) e da Casa do Alentejo de Toronto. A ideia partiu de José Eustáquio e João Brito, que encontraram nas instituições comunitárias o apoio para transformar um projeto antigo numa realidade. Para José Eustáquio, presidente da ACAPO, o mais importante é precisamente a união "esta ideia já existe há muitos anos. O importante agora é conseguirmos fazer o festival em conjunto, com as instituições envolvidas. Espero que as salas estejam cheias e que o público adira. Quando o trabalho é feito em união, todos ganhamos." A mesma vontade é partilhada por Kátia Caramujo, vice-presidente da Casa das Beiras, que vê no Fado uma oportunidade para aproximar ainda mais as instituições "a noite de Fados é sempre uma das nossas iniciativas com maior sucesso. Se é o Fado que nos une, que seja o Fado. Queremos aproveitar esta união para criar mais contactos e mais laços entre as casas." No Centro Cultural Português de Mississauga, o projeto é igualmente recebido com entusiasmo. O presidente Jorge Mouselo considera-o "um orgulho enorme e um sonho realizado”, acrescentando "não estamos em competição, estamos a unir três casas através do Fado e a abrir os braços à comunidade. Espero que este seja o primeiro de muitos eventos em que as nossas casas
possam trabalhar juntas." Um entusiasmo partilhado por João Brito, fadista e um dos mentores do festival "é uma honra muito grande. Eu e o José idealizámos este projeto e tivemos o apoio imediato das três instituições. É muito gratificante fazer algo de que gostamos e ver o projeto ganhar forma." Também a Casa do Alentejo se associa à iniciativa. Luís Costa destaca a ligação histórica da instituição ao Fado e o orgulho em fazer parte deste projeto conjunto "é um grande orgulho juntarmo-nos à Casa das Beiras e ao Centro Cultural Português de Mississauga. A Casa do Alentejo tem uma longa ligação ao Fado e já recebeu grandes artistas. É uma honra fazer parte deste projeto e contribuir para manter viva a tradição do Fado na nossa comunidade."
É nesta história de ligação entre o Fado e a comunidade portuguesa que nasce agora este festival, procurando aproximar instituições, artistas e público e, sobretudo, manter viva uma tradição que continua a passar de geração em geração. Três noites. Três espaços. Várias vozes. Uma só experiência: o Fado. Para mais informações sobre o festival e programação dos espetáculos, visite o website oficial: www.internationalfadofestival.com FP/MS
Três noites, três palcos A primeira noite acontece sexta-feira, 25 de setembro, na Casa das Beiras, em Toronto, com José Geadas, João Brito, Francisco Moreira e Cláudia Leal. No dia 3 de outubro, o festival segue para o Centro Cultural Português de Mississauga, com Lenita Gentil, Natalino de Jesus e Suzy Silva. O encerramento está marcado para 10 de outubro, na Casa do Alentejo, com Maura Airez, Guida Figueira, José Geadas e Francisco Moreira. São três noites, três espaços e diferentes gerações de intérpretes, unidos pelo Fado e pela vontade de celebrar a cultura portuguesa.
Foto: Francisco Pegado
O Fado vai estar em destaque em Toronto e Mississauga nos meses de setembro e outubro, com o The International Fado Festival "Three Nights, One Experience".
Uma tradição com história em Toronto A ligação do Fado a Toronto tem décadas. Um dos momentos mais marcantes aconteceu a 6 de outubro de 1985, quando o então presidente da Câmara de Toronto, Art Eggleton, declarou o dia como “Dia de Amália em Toronto”, numa homenagem à grande voz do Fado, Amália Rodrigues.
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PORTUGAL PORTUGAL
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Férias
Governo trabalha "24 horas por dia, sete dias por semana", diz Montenegro O primeiro-ministro rejeitou que as últimas semanas tenham sido conturbadas e afirmou que o Governo "trabalha todos os dias, 24 horas por dia, sete dias por semana", pedindo uma reflexão à comunicação social sobre as suas prioridades.
Credito: JN
Saúde
L
uís Montenegro falava aos jornalistas na marina de Cascais, distrito de Lisboa, depois de ter acompanhado as operações do navio-patrulha oceânico "Setúbal" da Marinha Portuguesa, com o ministro da Defesa, Nuno Melo, e o chefe do Estado-Maior da Armada, o almirante Jorge Nobre de Sousa. Questionado sobre se a viagem foi conturbada, como têm sido as últimas semanas do Governo, o primeiro-ministro rejeitou a ideia contida na pergunta do jornalista. "Nem foi conturbada esta viagem, nem foram conturbadas as últimas semanas do Governo. O Governo trabalha todos os dias, 24 horas por dia, sete dias por semana, com À saída do hospital, por volta das 21.30 evidência de muitos resultados", enfatizou. horas, o antigo chefe de Estado agradeceu Luís Montenegro acrescentou que o "país ao INEM, ao hospital e ao SNS. "Felizmense concentra pouco nisso e concentra-se te posso sair em alta e aproveitar os dois mais, às vezes, em coisas" que "acabam, ou três dias que faltam de férias. Sinto-me de alguma maneira, por desfocar o próprio bem e espero ir à praia, claro", disse aos país sobre aquilo que é o mais importanjornalistas. te," pedindo uma reflexão à comunicação "Hoje tive um dia muito intenso de praia, social. O chefe do Governo enalteceu denum dia quente, e, portanto, vou ter cuidado acrescido em matéria de hidratação", prometeu. Marcelo Rebelo de Sousa sentiu-se mal no interior do Restaurante O Recanto, tendo perdido os sentidos durante cerca de cinco segundos. O alerta foi dado às 14.29 horas e o INEM prestou a primeira assistência no local. JN/MS
"Espero ir à praia". Marcelo Rebelo de Sousa tem alta hospitalar O ex-presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve alta hospitalar na sequência de um desmaio enquanto almoçava num restaurante em Monte Gordo, no Algarve.
S
egundo comunicado da Unidade Local de Saúde do Algarve enviado às redações, o antigo chefe de Estado "foi assistido no Hospital de Faro, na sequência de uma indisposição". Marcelo Rebelo de Sousa "realizou diversos exames complementares de diagnóstico, tendo sido acompanhado pela equipa clínica da Unidade Local de Saúde do Algarve". "Após avaliação médica, Marcelo Rebelo de Sousa teve alta hospitalar, encontrando-se já fora da unidade hospitalar", acrescentou a nota.
pois o que diz ser um "país a crescer economicamente muito mais do que o resto da União Europeia", com "níveis de empregos históricos" e "onde os rendimentos estão a crescer". A 21 de julho, fonte do gabinete do primeiro-ministro disse à Lusa que Luís Montenegro decidiu este ano não marcar férias no verão, estando a "coordenar a atividade do Governo", tirando apenas uns dias conforme as possibilidades da agenda. Na edição da passada sexta-feira (7), o jornal diário "Correio da Manhã" noticiou que "o primeiro-ministro disse que não ia de férias", mas "afinal foi". O jornal escreveu que Luís Montenegro "não resistiu" e rumou ao sul do país para "alguns dias de descanso e praia na companhia da família", acompanhado pelo secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares. A notícia do "Correio da Manhã" já mereceu um comentário do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que criticou as "peripécias" de Montenegro: "Peripécias, peripécias, peripécias, aquela que mais me surpreendeu nas últimas horas foi mesmo termos um primeiro-ministro que jurou a pés juntos que não ia de férias" e vê-lo "em férias com o líder parlamentar", disse. JN/MS
Sismos
N
um comunicado em que manifesta solidariedade para com o povo colombiano, as vítimas e as suas famílias na sequência do recente sismo, a Ordem dos Médicos (OM) sublinha a importância de conhecer a capacidade nacional para manter serviços essenciais, garantindo energia de emergência, comunicações, abastecimento de água e oxigénio, medicamentos, sangue, sistemas de informação e circuitos de evacuação. "Portugal é um país com risco sísmico e deve garantir que os seus hospitais, enquanto infraestruturas críticas, permanecem capazes de cuidar precisamente quando a população mais precisa deles", considera. Lembra que quando acontece uma catástrofe, o hospital "não pode transformar-se em mais uma vítima", mas tem de continuar a ser o lugar onde as vítimas encontram resposta. Por isso, a OM insiste na necessidade de uma avaliação nacional da resiliência hospitalar, envolvendo as autoridades de saúde, a proteção civil, o INEM, as instituições hospitalares, os profissionais de saúde e
especialistas das áreas técnicas relevantes. Esta avaliação, acrescenta, "deve permitir identificar vulnerabilidades, estabelecer prioridades de investimento e garantir planos efetivos de continuidade assistencial". Notícias divulgadas na imprensa em abril revelaram que o novo Hospital de Lisboa Oriental, que está a ser construído em Marvila e deverá substituir sete hospitais da zona central da cidade, só vai contar com o isolamento sísmico de base num dos três edifícios. Um levantamento prospetivo de risco da FUNDEC, associação criada no seio do Instituto Superior Técnico (IST), entregue há quatro anos ao Governo e divulgado pela TVI e jorna Sol, revelou que vários hospitais públicos de Lisboa e do Algarve ficariam inoperacionais para assistir vítimas em caso de sismo violento. JN/MS
Credito: JN
A Ordem dos Médicos defendeu uma avaliação nacional da resiliência dos hospitais perante sismos e outras catástrofes, insistindo na necessidade de manter em funcionamento urgências, cuidados intensivos e blocos operatórios.
Credito: JN
Médicos querem avaliação nacional da resiliência dos hospitais perante sismos
Nacional Seguro dá luz verde a transportes gratuitos para ex-combatentes em todo o país O presidente da República, António José Seguro, promulgou o decreto da Assembleia da República que alarga a todo o país a gratuitidade dos transportes públicos para ex-combatentes.
E
sta alteração à lei tinha sido aprovada em votação final global em 17 de julho, no último plenário de votações, um projeto de lei viabilizado com os votos a favor de todos os partidos, à exceção do PCP e do Livre, que optaram pela abstenção. Em 8 de julho, a comissão parlamentar de Defesa tinha aprovado o texto com origem num projeto de lei do Chega, com alterações propostas pelo PSD. Em comissão da especialidade estavam também agendados projetos de resolução do PSD e CDS-PP e outro do JPP com objetivos semelhantes, mas que acabaram re-
tirados pelo seu teor ser coincidente com o do texto final aprovado em especialidade. No dia 29 de maio, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, anunciou que o Governo tencionava alargar a gratuitidade de transportes públicos para antigos combatentes a todo o país, salientando que primeiro terá de ser alterado o atual modelo de financiamento. Antes desta alteração agora promulgada, a gratuitidade dos transportes públicos para antigos combatentes abrangia três modalidades: passes metropolitanos, passes municipais ou títulos assentes em assinaturas de linha (que permitem deslocações entre uma origem e um destino específicos). Neste último caso, a gratuitidade só abrangia deslocações até ao escalão máximo de 32 quilómetros a contar da localidade de residência habitual do utente. JN/MS
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Ucrânia
MUNDO
PORTUGAL
O presidente ucraniano apelou aos Estados Unidos para que venda à Ucrânia entre 5% e 10% das suas reservas de mísseis Patriot, face à diminuição da quantidade de intercetores de mísseis balísticos no país.
"
Este ano temos duas vezes e meia menos intercetores do que em 2025. A Rússia tem o dobro de mísseis balísticos por mês do que antes", disse Volodýmyr Zelensky em entrevista à CNN. Zelensky explicou na entrevista que um décimo das reservas atuais dos EUA seria suficiente para impedir todos os ataques de mísseis balísticos russos, mas que 5% seriam suficientes para a Ucrânia passar o Inverno. "Se os Estados Unidos nos venderem 5%, conseguiremos passar o Inverno e salvar vidas. Se nos venderem 10%, destruiremos todos os mísseis balísticos russos", explicou. Segundo a agência EFE, os ataques com mísseis balísticos russos aumentaram nas últimas semanas e atingiram a capital, Kiev, com particular intensidade numa altura em que Moscovo se estará a aproveitar do facto de o "stock" de mísseis intercetores Patriot da Ucrânia se encontrar quase
esgotado. "Há ataques todas as noites, e quatro ou cinco vezes por mês temos ataques em massa. São noites terríveis", afirmou o presidente ucraniano. Na cimeira da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na Turquia, no início de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a Zelensky que concederia à Ucrânia a licença necessária para fabricar os seus próprios mísseis para os sistemas Patriot. Mais tarde, após uma reunião na Casa Branca, Trump disse que não tinha certeza se permitiria que a Ucrânia fabricasse esses mísseis. Na entrevista à CNN ,Volodymyr Zelensky explicou que, face à aproximação do Inverno, está a desenvolver esforços para tentar obter sistemas antiaéreos capazes de intercetar mísseis balísticos russos. A guerra dos EUA com o Irão está a provocar escassez de mísseis e a afetar diretamente a Ucrânia, que depende dos EUA para receber mísseis Patriot. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, está a tentar adquirir o sistema de mísseis Patriot para a Ucrânia, mas, segundo a imprensa alemã, sem sucesso. O Ministério do Interior espanhol instaJN/MS lou uma barreira flutuante no mar em Melilla, semelhante à implantada em Ceuta após a entrada na cidade autónoma de dezenas de milhares de migrantes a 30 de julho.
Credito: JN
Zelensky apela aos EUA que lhe venda entre 5% e 10% dos mísseis Patriot
Imigração Ilegal
Autoridades espanholas instalam barreira flutuante em Melilla
Credito: JN
A
barreira já está instalada no final do quebra-mar sul de Melilla, um cais com 500 metros de comprimento que serve de fronteira terrestre e marítima na parte sul da cidade, separando-a do porto marroquino de Nador, segundo a agência EFE. A estrutura complementa a vedação temporária instalada na semana passada ao longo do troço final do quebra-
-mar sul, que anteriormente não possuía perímetro fronteiriço. Em caso de tentativa de entrada irregular pelo mar, a nova barreira facilitará a repulsão de pessoas na fronteira. Segundo fontes policiais citadas pela EFE, a instalação destas barreiras foi consequência da decisão do Supremo Tribunal que proíbe a expulsão na fronteira de quem tenta atravessar a nado até Ceuta e Melilla. O quebra-mar sul da cidade autónoma encontra-se atualmente encerrado ao trânsito de veículos e peões, por motivos de segurança. JN/MS
Truth API
Média processam Trump por serviço de acesso prioritário a publicações Novo presidente da Colômbia que custa 100 mil dólares Colômbia
autoriza operações militares conjuntas com EUA O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, anunciou que o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos na Colômbia contra o "narcoterrorismo".
H
egseth anunciou também que a Colômbia vai juntar-se à Coligação das Américas contra os Cartéis (A3C). Desde a recente vitória de Abelardo de la Espriella na segunda volta das eleições presidenciais colombianas, as relações entre a Colômbia e os Estados Unidos retomaram a sua força tradicional e estreitaram-se, um contraste flagrante com o período tenso sob o governo do ex-presidente Gustavo Petro. Após o triunfo do líder pró-Trump na Colômbia, Washington manifestou apoio político, cooperação em matéria de segurança e ajuda à nação andina após o terramoto de segunda-feira, reafirmando assim uma aliança estreita e de afinidade entre os dois governos. O Governo colombiano também anunciou que vai aceitar equipas de busca e sal-
Dois grupos de comunicação social norte-americanos apresentaram uma ação judicial que contesta a venda de acesso prioritário às publicações do presidente Donald Trump na sua plataforma Truth vamento dos Estados Unidos, El Salvador, Social, que frequentemente influenciam Equador e Israel para auxiliar nos esforços os mercados. de resgate após o sismo de magnitude 7,4, o pior a atingir a Colômbia neste século, e ação, interposta em Nova Iorque que já fez 239 mortos e pelo menos 3.775 pelo The Intercept e pela Freedom of feridos. the Press Foundation, alega que este O Departamento de Estado tinha anun- sistema é "corrupto e inconstitucional". ciado anteriormente planos para atribuir Os subscritores deste serviço têm, aleà Colômbia mil milhões de dólares como gadamente, acesso quase instantâneo às parte de um pacote de assistência em ma- mensagens de Trump na Truth Social, altéria de segurança. O pacote visa reforçar guns segundos cruciais antes do público em as forças de segurança colombianas no geral. Para isso, devem pagar até 100 mil combate a organizações terroristas e crimi- dólares por mês, ou 60 mil dólares por mês nosas transnacionais, através de tecnologia com um contrato de três anos, de acordo norte-americana, capacidade operacional com a ação. melhorada e operações coordenadas. O bilionário republicano utiliza frequenEquador, Honduras e Guatemala estão temente a plataforma, de que a sua família entre os países que aderiram em março à é proprietária, para anúncios políticos iminiciativa "Escudo das Américas", uma ini- portantes, desde os últimos desenvolviciativa liderada pelos Estados Unidos, jun- mentos na guerra contra o Irão até novas tamente com a Argentina, Bolívia, Costa tarifas, que podem provocar quedas ou suRica, República Dominicana, El Salvador, bidas expressivas nos mercados. Guiana, Panamá, Paraguai, Trinidad e To"Este sistema é profundamente corrupto. bago, Bahamas, Belize, Chile, Jamaica e O presidente está em condições de lucrar Peru. financeiramente ao fornecer informações JN/MS governamentais que influenciam o mer-
A
cado para aqueles que podem pagar à sua própria empresa", pode ler-se na queixa. O The Intercept, uma organização noticiosa sem fins lucrativos, e a Freedom of the Press Foundation, que mantém uma base de dados de publicações no Truth Social, defendem que este serviço pago dificulta a sua capacidade de cobrir adequadamente as ações de Trump. "O acesso rápido às publicações do presidente é crucial para ambos os grupos", destacaram, pedindo ao tribunal que declare a ferramenta ilegal e a bloqueie. Vários membros da oposição democrata pediram uma investigação ao serviço por parte da Comissão de Valores Mobiliários norte-americana (SEC, na sigla em inglês). O Trump Media and Technology Group (TMTG) desvalorizou as preocupações sobre o produto, chamado Truth API, que foi apresentado em meados de julho. O presidente e a sua família enfrentam acusações, que Trump nega, de enriquecimento ilícito e conflitos de interesses desde o início do seu segundo mandato. Entre 2024 e 2026, a fortuna pessoal de Trump aumentou de 2,3 mil milhões de dólares para 6,5 mil milhões, segundo a revista "Forbes". JN/MS
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Back to School reúne crianças e famílias no Training Centre da TTC, em Toronto iniciativas. Ao longo dos anos, o Back to School consolidou-se como uma oportunidade para aproximar famílias, fortalecer os laços comunitários e criar experiências positivas para os mais novos. Nesta edição, crianças e pais participaram num ambiente de confraternização, com atividades pensadas especialmente para os mais jovens. Mais do que assinalar o regresso às aulas, o encontro procurou transmitir uma mensagem de incentivo, valorizando a educação, a amizade, a responsabilidade e a importância de começar um novo ano letivo com entusiasmo. Mas a iniciativa vai além do ambiente escolar. A promoção de um espírito coPromovido por Francisco Pegado, o pro- munitário entre os mais jovens e o incenjeto nasceu em 2014 e, desde então, já en- tivo à educação cívica constituem também volveu mais de 150 crianças em diferentes pilares fundamentais do projeto. Através Mais do que preparar mochilas e cadernos, a iniciativa procura preparar as novas gerações para a vida em comunidade. E assim, realizou-se evento comunitário voltando a reunir crianças e famílias em Toronto, num encontro que, ao longo dos anos, se tornou muito mais do que um simples evento de regresso às aulas. O Training Centre da Toronto Transit Commission (TTC), em Toronto, foi palco de mais uma edição do Back to School, uma iniciativa que procura proporcionar às crianças um momento de convívio, alegria e motivação antes do início de mais um ano escolar.
destes encontros, procura-se mostrar às crianças a importância de fazer parte de uma comunidade, respeitar os outros, participar, ajudar e compreender que cada pessoa pode contribuir para o bem-estar coletivo. A ideia é começar desde cedo a construir valores de cidadania. Ao reunir crianças, pais e membros da comunidade num mesmo espaço, o projeto cria oportunidades para que os mais novos desenvolvam não apenas relações de amizade, mas também um sentimento de pertença e de responsabilidade perante a sociedade em que vivem. Para o jornalista Francisco Pegado, “investir nas crianças não deve limitar-se ao apoio escolar. É igualmente importante transmitir valores, incentivar a participa-
ção comunitária e preparar os mais jovens para serem cidadãos conscientes, responsáveis e ativos”. Ao longo dos anos, o Back to School tem mostrado que são, muitas vezes, as iniciativas mais simples que deixam as marcas mais profundas. Ao colocar as crianças, as famílias e a comunidade no centro, criamos mais do que um momento de diversão: criamos memórias e transmitimos valores como a educação, a solidariedade, o respeito e a entreajuda. É essa a essência do projeto, que Francisco Pegado, um dos rostos da MDC, pretende continuar a promover, acreditando que investir nas crianças é investir no futuro. Aproveitou ainda “para agradecer à MDC e à TTC pelo apoio no evento”. Porque educar não é apenas preparar para um novo ano letivo. É preparar para a vida, ensinando que cada gesto conta e que uma comunidade se constrói quando aprendemos, desde cedo, a cuidar uns dos outros. As crianças demonstraram-se muito felizes e entusiasmadas ao longo da atividade, manifestando, no final, a sua satisfação e contentamento. É de salientar que, para além de se divertirem, tiveram oportunidade de adquirir conhecimentos importantes sobre regras de boa educação e cidadania, bem como sobre os procedimentos e comportamentos adequados na utilização dos transportes públicos. A experiência foi enriquecida pela utilização de simuladores e pela construção de réplicas dos diferentes meios de transporte, proporcionando uma aprendizagem prática, lúdica e significativa. Ficam os sorrisos, as aprendizagens e a esperança de que cada criança leve consigo um pouco mais de conhecimento, solidariedade e vontade de fazer a diferença. O futuro começa nas crianças, mas cresce com aquilo que lhes damos hoje. Bom ano letivo. Que nunca nos falte alma para continuar a construir comunidade. RMA/MS
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Taste of the Danforth 2026
Toronto voltou a celebrar em grande E
comunitária de Toronto. Para quem passou pela Danforth, ficou a memória de uma tradição renovada, vivida com entusiasmo, alegria e espírito de comunidade. A avenida encheu-se de vida, música, aromas e sorrisos, num ambiente que convidou famílias, amigos e visitantes a celebrar juntos. Foi um fim de semana em que a Danforth voltou a pulsar ao ritmo da cidade, lembrando que algumas tradições, quando verdadeiramente partilhadas, permanecem vivas e continuam a encontrar o seu lugar no coração da comunidade. FP/MS
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Crédito: Francisco Pegado
Pethakas destacou também a capacidade do festival para aproximar pessoas de diferentes origens “é emocionante ver pessoas de diferentes origens e culturas reunidas para desfrutar da gastronomia, da música e do entretenimento. O Taste of the Danforth é muito importante para a Greektown e para toda a cidade.” A organização já olha para o futuro e pretende reforçar ntre Broadview e Jones, a Greektown ganhou um essa dimensão comunitária na próxima edição ”queremos ambiente festivo, com restaurantes, vendedores e aprender com este ano e fazer ainda melhor no próximo. palcos a receber milhares de pessoas. A gastronomia Queremos uma representação multicultural mais forte e grega esteve em destaque, acompanhada por sabores de garantir que mais comunidades se sintam representadas.” outras culturas, música, dança e diversas actividades coUma avenida que conta muitas histórias munitárias. A forte afluência de público, visível nas filas junto aos A dimensão comunitária foi igualmente sublinhada pelo restaurantes e na movimentação ao longo da avenida, conjornalista Demetris Vohaitis, que acompanhou o festival e firmou a importância do evento para a comunidade local. destacou o significado da Danforth para diferentes geraA edição de 2026 contou com o apoio dos governos federal, ções: "A Danforth lembra-nos que a identidade não é algo provincial e municipal. que herdamos apenas do passado; é algo que recriamos juntos, em cada geração." Uma tradição que faz parte de Toronto Entre os visitantes, Mariana Peca descreveu o ambiente Criado em 1994, com 23 restaurantes e cerca de 5.000 do festival como “incrível, familiar e seguro”. Mais do que uma celebração gastronómica, o Taste of the visitantes, o Taste of the Danforth cresceu ao longo das décadas, chegando, nas suas maiores edições, a reunir entre Danforth voltou a proporcionar um espaço de encontro entre vizinhos, famílias, comerciantes, artistas e comuni1,8 e 2 milhões de visitantes. Para Tony Pethakas, presidente da GreekTown on the dades de diferentes origens. A força do festival está preciDanforth BIA e coproprietário do restaurante Mezes, a samente nessa capacidade de preservar as raízes gregas da resposta do público foi motivo de grande satisfação “fico Danforth e, ao mesmo tempo, abrir espaço à diversidade sem palavras. Sinto o amor da cidade e o carinho de todas que caracteriza Toronto. Depois de vários anos afastado da agenda da cidade, o as pessoas que nos visitaram. Ver esta multidão de volta à Taste of the Danforth voltou a ocupar o seu lugar na vida Danforth é algo extraordinário.” Depois de vários anos de interrupção, o popular festival regressou à Danforth Avenue. Entre 7 e 9 de Agosto, a Danforth Avenue voltou a receber moradores e visitantes de Toronto para uma celebração que juntou gastronomia, música, cultura e actividades para toda a família.
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"Um murro no estômago": Dezenas enfrentam o desemprego com a conversão do Metro de South Keys em Food Basics
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Crédito: CBC
Metro Inc. afirma que a loja, que fechou esta quarta-feira, está a ser convertida num Food Basics para responder melhor às necessidades dos clientes daquela zona. "Avaliamos regularmente a nossa rede de lojas com base numa série de fatores, incluindo as condições do mercado local e o desempenho dos estabelecimentos", escreveu um porta-voz da empresa num comunicado enviado à CBC. "A transição para uma insígnia de desconto reflete o tipo de mercado e a procura existente na área." A decisão, contudo, apanhou os funcionários da loja de Southgate de surpresa. "Ficámos todos em choque", disse Justin Braganza, um cortador de carnes que trabalha na loja há mais de 30 anos. Braganza, que é também delegado sindical voluntário do sindicato United Food and Commercial Workers, contou que ele e os colegas foram informados do encerramento iminente em maio pelo gerente regional e por outro representante da Metro, que alegaram pressões financeiras. "Disseram-nos que a renda tinha subido e que não consideravam a nossa loja rentável o suficiente para sustentar o modelo da Metro", explicou. "Disseram-nos, sem rodeios, que estávamos todos a ser despedidos." A CBC questionou a Metro sobre se o valor da renda contribuiu para a decisão de converter a loja de Southgate, mas a empresa manteve que a alteração se fundamentou nas condições do mercado local e nas necessidades dos clientes. A loja Me-
tro de Southgate empregava 72 pessoas. A Metro declarou à CBC que, ao abrigo dos termos do seu acordo coletivo de trabalho, estes trabalhadores não têm a opção de se transferirem para outras lojas da marca. O acordo coletivo de trabalho para a nova loja Food Basics exige que a Metro contrate no mínimo 10 funcionários a tempo parcial e cinco a tempo inteiro que trabalhassem na Metro de Southgate e que se candidatem à nova loja, explicou um porta-voz da empresa. Como a Metro e a Food Basics operam sob estruturas salariais diferentes, se um antigo funcionário da Metro de Southgate for contratado para a nova loja, a sua antiguidade será tida em conta dentro do escalão salarial da Food Basics, referiu o porta-voz. Trata-se de um fraco consolo para trabalhadores como Braganza. "Foi um autêntico murro no estômago", desabafou. "Na Food Basics não usam cortadores de carne, por isso não tenho um emprego à minha espera nesta nova loja, mesmo que saísse vencedor do processo de candidatura." Braganza acrescentou que alguns dos seus colegas têm ainda mais em jogo: "Um ou dois dos nossos funcionários estão no país com vistos de trabalho, e a sua permanência no Canadá depende de terem emprego; ficar sem trabalho torna a situação deles muito mais ténue." Alguns clientes da Metro também manifestaram desapontamento com a notícia. "Para mim, é simplesmente uma falta de respeito pelos trabalhadores. É isso que me custa muito ver", disse Michael Vorobej. "Acho que a Metro quer apenas aumentar a sua margem de lucro, e quer fazê-lo às custas de pessoas que trabalham para eles há tanto tempo." CBC/MS
CANADÁ
Crédito: CBC
Um supermercado da rede Metro no bairro de South Keys, em Otava, será substituído por um Food Basics este outono, o que custará o emprego a dezenas de trabalhadores.
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Pediatras canadianos documentam ferimentos graves e mortes em crianças e adolescentes devido a trotinetes elétricas À medida que as trotinetes elétricas se tornam cada vez mais comuns por todo o Canadá, pediatras, médicos de urgência e outros especialistas alertam que as lesões — frequentemente graves e a envolver os mais jovens — estão a aumentar, enquanto a regulamentação luta para acompanhar o ritmo.
O
Dr. Daniel Rosenfield, médico de urgência pediátrica no hospital SickKids, em Toronto, e presidente da comissão de prevenção de acidentes da Sociedade Canadiana de Pediatria (Canadian Pediatric Society - CPS), afirma ter testemunhado "um crescimento completamente exponencial" em todo o tipo de lesões resultantes de acidentes com trotinetes elétricas — desde pequenos arranhões até traumatismos cranianos graves e morte. Lesões graves costumavam ser "uma coisa muito rara", disse ele à CBC News. Agora, "sempre que recebemos uma chamada dos serviços de emergência a dizer 'traumatismo por trotinete elétrica a caminho', preparamos-nos para ferimentos graves", afirmou. Os casos de lesões por trotinete elétrica no SickKids subiram de 26 em 2023 para 46 em 2024 e 107 em 2025, disse Rosenfield. "E este ano estamos, muito provavelmente, em rota para superar esse valor." A experiência repete-se por todo o Canadá e pelo mundo. Um inquérito da CPS rea-
lizado junto de especialistas em pediatria canadianos, entre o final de 2025 e o início de 2026 e publicado esta quinta-feira, documentou 10 mortes, 12 internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos e 26 hospitalizações superiores a dois dias ao longo dos 12 meses anteriores, em resultado de acidentes com trotinetes elétricas. Em cerca de metade dos casos verificaram-se traumatismos cranianos. "A grande maioria, se não a totalidade, não usava capacete", disse Rosenfield. As lesões mais graves tenderam a envolver rapazes entre os 10 e os 15 anos de idade, acrescentou. O inquérito da CPS regista a experiência de especialistas em pediatria, em vez de fornecer uma análise quantitativa rigorosa. No entanto, um estudo separado publicado esta terça-feira na revista Emergency Medicine Journal apresenta dados administrativos de vários anos provenientes de três hospitais do Reino Unido que alinham estreitamente com aquilo que os pediatras canadianos estão a observar. Esse estudo concluiu que os casos de acidentes com trotinetes elétricas nos hospitais de Liverpool, Manchester e Sheffield subiram de menos de 10 em 2019 para quase 150 em 2024. As lesões na cabeça figuravam entre as mais graves, sendo que menos de dois por cento dos feridos usavam capacete. CBC/MS
À medida que o tempo corre no sentido do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para as novas tarifas, o Canadá e os EUA ainda não alcançaram um ponto em que seja possível fechar um acordo tarifário — e as autoridades canadianas não estão satisfeitas com a última proposta norte-americana, segundo duas fontes com conhecimento das negociações comerciais.
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e acordo com fontes de ambos os lados da fronteira, os americanos apresentaram uma nova proposta esta terça-feira que reduziria algumas das tarifas setoriais, mas não no grau que o lado canadiano gostaria de ver. A CBC News não
divulga a identidade das fontes por estas não estarem autorizadas a falar publicamente. Os negociadores têm mantido contactos intensos nas últimas semanas numa tentativa de alcançar algum tipo de entendimento antes de 19 de agosto, data em que Trump prometeu aplicar uma taxa de 50 por cento sobre centenas de produtos canadianos, que se somará às tarifas setoriais já em vigor. Os americanos procuram um acordo que garanta acesso preferencial aos minerais críticos canadianos e que abranja matérias de segurança e energia, referiram as fontes. O ministro do Comércio do Canadá com os EUA, Dominic LeBlanc, esteve em Washington para se reunir com o Repre-
sentante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, três vezes no espaço de três semanas. A CBC News tinha reportado anteriormente que ambos pretendem apresentar a Trump um caminho para um potencial acordo comercial logo na segunda-feira. As fontes contaram à CBC News na semana passada que a delegação canadiana argumentou firmemente junto dos americanos que não haveria qualquer recetividade política entre os canadianos para manter as conversações se as tarifas de 19 de agosto entrarem em vigor. Ambas as partes concordaram em realizar reuniões diárias a vários níveis até à data-limite, afirmaram as fontes. CBC/MS
Crédito: CBC
Canadá e EUA ainda não estão prontos para acordo sobre tarifas; Canadá insatisfeito com a última oferta americana
MONTGOMERY’S INN história e comunidade
Com mais de 190 anos de história, o Montgomery’s Inn, em Toronto, é hoje um museu que preserva a memória de uma antiga estalagem construída na década de 1830 para acolher viajantes. O espaço conta histórias das pessoas e comunidades que passaram pela região e mantém viva a ligação com o bairro através de actividades familiares, música, exposições, demonstrações de cozinha e sessões de contos. Entre as iniciativas destaca-se o Montgomery’s Inn Farmers’ Market (Mercado de Agricultores), realizado às quartas-feiras, das 14 às 18 horas, com agricultores e pequenos produtores locais a oferecerem frutas, legumes, produtos preparados e pão fresco cozido no forno a lenha do Montgomery’s Inn. Situado no 4709 Dundas Street West, o Montgomery’s Inn continua a ser um ponto de encontro entre história e comunidade, preservando o passado e criando novas oportunidades de convivência.
Derry, cliente habitual do mercado, explica que a localização é uma das razões que o traz ao Montgomery’s Inn. “costumava fazer as minhas compras nos supermercados, mas gosto muito de vir aqui. Gosto do mercado, dos agricultores e do ambiente. Os agricultores precisam de espaços como este, que lhes permitam estar mais próximos da comunidade. É um lugar muito agradável.”
Para Amanda, da Johnston Family Bakery, o mercado representa sobretudo uma ligação próxima com a comunidade e com os clientes “o mercado de agricultores é muito importante para mim pela ligação que temos com a comunidade. Conhecemos os clientes pelo nome, sabemos o que costumam comprar e muitos vêm aqui da vizinhança. Gosto muito deste mercado.”
Erin Schnepper, da INNovators, destaca o trabalho desenvolvido no forno a lenha e a forte ligação do mercado à comunidade “usamos o forno a lenha. Num dia normal fazemos cerca de 40 pães, mas hoje chegámos aos 61, incluindo seis variedades e focaccia. O pão é confeccionado no próprio Inn e os lucros revertem a favor do Montgomery’s Inn.” Erin sublinha ainda a relação próxima com os clientes “temos pessoas que vêm todas as semanas. Uma das nossas clientes compra o nosso pão há mais de cinco anos."
O mercado visto por quem lá está
FP/DG. Fotos FP
Uma receita simples. Um sabor inesquecível.
Suplemento Desportivo
LIGA EUROPA
BENFICA EMPATOU, MAS AVANÇA
Creditos: DR
P28
Europeu de Tiro
Liga Conferência
Braga - mais um passo com um nulo
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Catarina Baicev Campeã sub-23
Jays P34
Estamos de férias!
Regressamos na segunda-feira, 8 de setembro, às 18h.
Lose Yesavage
P36
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MILÉNIO | DESPORTO
14 de agosto de 2026
mileniostadium.com
LIGA EUROPA
Grande revolução e pequeno susto no caminho do ‘play-off’ Marco Silva fez sete trocas (Bah por Dedic, Tomás Araújo por Manu, Dahl por S.L. Benfica 1 José Neto, Leandro Barreiro por Richard Ríos, Rafa Silva por Lukebakio, PrestianMarco Silva mudou sete titulares e, ni por Schjelderup e Pavlidis por Durán). embora com alguns jogadores ainda à Restaram, do onze inicial que arrancou na procura de meter óleo na engrenagem, Liga, Samuel Soares, Lenglet, Barrenechea acabou por ser uma exibição típica para e Sudakov. E, com um susto pelo meio, o play-off está aí. Tal como se esperava desquem ganhara a primeira mão por 6-1. de o final do jogo da Luz. Tirando os primeiros cinco minutos, eis-um é uma diferença tão grande que permite a quem está por cima nos quais o Hearts quis marcar e tentar mudar alguma coisa e por cima con- reduzir a abismal desvantagem trazida da tinuar. Assim aconteceu com o Benfica. primeira mão, o Benfica mandou no jogo.
Heart of Midlothian F.C.
1
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muel Soares e, com um grande golo, Miller abriu o marcador, mas o golo foi invalidado por fora de jogo, após revisão de VAR. O Hearts não desistiu e conseguiu mesmo chegar ao golo, através de Magnusson. O Benfica reagiu logo um minuto depois, com o golo de Lukebakio aos 78 minutos, após passe de José Neto. Segue-se o Aarhus, da Dinamarca, na última fase de acesso à Liga Europa, já na próxima quinta-feira (20), no Estádio da Luz. JN/MS
Creditos: DR
S
Mais bola, mais agressividade e mais velocidade, com Jhon Durán a ser o jogador em maior evidência. Desde logo, porque mostrava grande disponibilidade para receber a bola e, de costas para a baliza e longe da área dos escoceses, combinar com os alas, Lukebakio e Schjelderup. Depois, porque foi o pé esquerdo do colombiano quem mais problemas colocou à defesa do Hearts, embora todos os remates, fortes e espontâneos de pé esquerdo, tenham saído muito ao lado. Na segunda parte, os escoceses foram-se aproximando lentamente da baliza de Sa-
LIGA CONFERÊNCIA
Braga assegura play-off da Liga Conferência com nulo 0
S.C. Braga
0
Creditos: DR
O Sporting de Braga assegurou a passagem ao play-off da Liga Conferência de futebol, ao empatar fora com o Dínamo Minsk (0-0), em jogo da segunda mão da terceira pré-eliminatória.
Depois da vitória conquistada em casa, no primeiro jogo, com golo de Ricardo Horta (1-0), os bracarenses foram a Stara Zagora, na Bulgária, campo neutro para os bielorrussos, empatar sem golos. Perante bancadas desérticas na Bulgária (devido às sanções a UEFA impostas aos clubes da Bielorrússia, pelo envolvimento do país na guerra na Ucrânia), o
SC Braga assinou uma exibição cinzenta com o Dínamo Minsk, valendo-se da vantagem magra conquistada na primeira mão para chegar ao play-off da Conference League. Ainda assim, o SC Braga manteve a segurança defensiva e conseguiu o tão desejado apuramento, mas terá certamente que refletir acerca desta exibição apagada.
No play-off, antes da chegada à fase de liga da terceira competição da UEFA, a equipa portuguesa enfrentará o vencedor do encontro entre os israelitas do Beitar Jerusalém e os austríacos do Áustria Viena. JN/MS
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FC Dinamo Minsk
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MILÉNIO | DESPORTO
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LIGA PORTUGAL
Académico de Viseu trava Benfica no regresso à elite do futebol nacional 2
Académico de Viseu F.C.
2
O Académico de Viseu soube reagir a duas desvantagens e empatou com o Benfica, na Luz, por 2-2, num jogo que marcou o regresso dos "Viriatos" à Liga ao fim de 37 anos.
A
treinador do Benfica, Marco Silva, salientando, mais à frente, que o desfecho podia ter sido outro. "Criámos mais do que oportunidades para fazer mais golos, na primeira parte o jogo devia estar resolvido. Não esteve. Mesmo assim, reagimos bem ao 1-1, na forma como fizemos o 2-1 e depois tem de vir solidez como equipa grande que somos. A solidez é importante para não sofrer golos como sofremos", referiu. Após questionado, o técnico encarnado olhou também para a realização do jogo à porta fechada na Luz. "Sabemos o que é jogar com ou sem adeptos, vai soar a desculpa, mas quem entende o que é o futebol e o fator casa percebe. Não adianta ir por
aí, não é o que nos vai fazer melhorar. Era uma decisão que estava tomada e prevista". Bruno Pinheiro considerou "vantajoso", para a equipa que orienta, jogar à porta fechada. "Não tenho dúvidas disso. Os adeptos do Benfica teriam criado um ambiente em que os jogadores se teriam empolgado mais. Provavelmente teríamos acabado a primeira parte com três ou quatro de diferença e sairíamos com um resultado pesado daqui. O facto de não haver adeptos permitiu corrigir, comunicar e gerir situações que teríamos dificuldades com o estádio cheio. Não há que ser hipócrita, para nós foi vantajoso", disse à Benfica TV. JN/MS
Creditos: DR
pós o empate de Sporting com o Estrela da Amadora (2-2) e da vitória do F. C. Porto sobre o Alverca (2-0), coube ao Benfica fazer a estreia no campeonato, sem adeptos no estádio e com um sabor azedo no final. Num jogo de propensão ofensiva das águias, Pavlidis (10 m) e Prestianni (58 m),
este último num belo golo, até colocaram as águias na frente do marcador, mas o Académico de Viseu mostrou ter sempre garra e espírito para dar troco, por intermédio de Rúben Pereira (55 m) e Clóvis (67 m). Até ao apito do final, os encarnados foram atrás do prejuízo, usufruíram de algumas oportunidades, mas não desfizeram a igualdade a duas bolas. "Marcámos dois golos, tivemos uma ineficácia muito grande, mas não podemos sofrer como sofremos. Os duelos individuais têm de ser uma vantagem para nós e, em muitos momentos, perdemos alguns que não podemos. Não podemos sofrer os golos como sofremos", disse o
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MILÉNIO | DESPORTO
14 de agosto de 2026
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Sporting empata com o Estrela e entra no campeonato com o pé esquerdo C.F. Estrela da Amadora
2
Sporting CP
2
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O Estrela da Amadora até esteve a perder por 2-0, na Reboleira, mas teve alma para chegar à igualdade e resgatar um empate (2-2) e o respetivo ponto frente ao Sporting.
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epois do nulo nos primeiros quarenta e cinco minutos, o Sporting entrou com tudo na segunda metade e marcou bem cedo. O reforço Rodrigo Zalazar (46 m) mostrou ao que veio e abriu o ativo num remate em jeito para anotar o primeiro golo na estreia oficial. Pouco depois, o criativo uruguaio desenhou uma grande jogada e colocou a bola certinha para Ioannidis ampliar as contas (59 m). No entanto, o Estrela da Amadora não baixou os braços, foi atrás do jogo e teve sucesso. Antonetti (72 m) reduziu numa grande jogada individual e Beni Souza (84 m) trataria de igualar. Motivados, os tricolores não tiraram o pé do acelerador e até chegaram a ameaçar a reviravolta. Desta forma, o Sporting soma um ponto no arranque no campeonato e começa com o pé esquerdo. Rui Borges, treinador do Sporting, reagiu ao empate frente ao Estrela da Amadora, afirmando que o jogo "tem de servir de aviso para todos". "Acabámos por sair penalizados com dois erros. Tivemos 70 minutos muito bons. Uma primeira parte em que dominámos o jogo com qualidade, às vezes com menos por um relvado muito mau. Mas fomos conseguindo mandar e criar situações de finalização", começou por analisar Rui Borges, antes de olhar para o que falhou no restante desafio. "Na segunda parte entrámos muito bem. Ao mexer na equipa, mais do que robustez, queríamos dar frescura, porque sentimos que alguma malta estava a cair em termos físicos, foi quando caímos também em termos coletivos. Tem de servir de aviso para todos. Temos de dar muito mais e saber sofrer. Campo difícil, adversário sempre difícil em casa e o relvado não ajuda. Tínhamos de ser mais competitivos nos últimos 20 minutos", analisou. JN/MS
Festejos de André Silva. (DR)
Festejos de Gabri Veiga. (DR)
F. C. Porto inicia a defesa do título com uma vitória na receção ao Alverca
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FC Porto
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F.C. Alverca
0
O F. C. Porto recebeu e bateu o Alverca, no Dragão, por 2-0, num jogo a contar para a estreia no campeonato português. André Silva marcou o primeiro golo neste regresso aos azuis e brancos, mas apresentou queixas físicas e teve de ser substituído.
A
pós a conquista da Supertaça com uma vitória sobre o Torreense (10), o F. C. Porto manteve a maré positiva e iniciou a defesa do título de campeão nacional com o pé direito. Os golos das tropas orientadas por Francesco Farioli surgiram na primeira parte. André Silva (9 m) e Gabri Veiga (44 m), ambos de grande penalidade, construíram o triunfo. Perto do final do jogo, o Dragão silenciou-se por instantes com um momento que terá feito muitos adeptos ter recordações da última temporada. Aos 80 minutos, André Silva, que regressou esta temporada ao emblema portista, sofreu uma lesão, caiu no relvado, mas acabou por sair pelo próprio pé para dar a vez ao turco Deniz Gul. Francesco Farioli, treinador do F. C. Porto, analisou a vitória sobre o Alver-
ca: "Acho que começámos bem e, depois do golo, não foi exatamente o que esperava, neste momento da época não é fácil ser brilhante. Fomos eficientes e é um importante resultado para começar a época com a velocidade certa", começou por analisar Francesco Farioli, antes de elogiar a postura do Alverca. "Eles fizeram um bom jogo. Tinha falado sobre a organização e a fisicalidade. É bastante impressionante, podem equiparar-se a quase todas as equipas em termos de potência. Têm jogadores capazes de levar a bola de um lado do campo até ao outro. Nessa parte, até os ajudámos, perdemos muitas bolas. Várias coisas pequenas fizeram com que o jogo não fosse tão limpo como queríamos", completou. Por fim, Farioli deixou claro que esperava um campeonato com um grau de exigência maior que o anterior. "Não me lembro de um jogo na última época em que terminasse com a sensação: "hoje foi fácil". Não espero nada diferente esta época. A competição será ainda mais difícil. As únicas vezes que estivemos desatentos hoje concedemos hipóteses e o Diogo ajudou-nos a manter o registo limpo e ficar com os três pontos". JN/MS
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MILÉNIO | DESPORTO
RESULTADOS - 1ª JORNADA
LIGA PORTUGAL - CLASSIFICAÇÃO
Estoril Praia
1-1
FC Famalicão
Marítimo
1-0
Casa Pia AC
Vitória SC
0-1
FC Arouca
Est. Amadora
2-2
Sporting
0
FC Porto
2-0
FC Alverca
1
0
Gil Vicente
1-0
Rio Ave
0
2
2
Moreirense
2-2
SC Braga
Benfica
2-2
Académico
1
0
2
2
Santa Clara
2-2
Nacional
0
1
0
2
2
1
0
1
0
2
2
1
1
0
1
0
2
2
Nacional
1
1
0
1
0
2
2
Est. Amadora
1
1
0
1
0
2
2
Equipas
P
J
V
E
D
GM
GS
FC Porto
3
1
1
0
0
2
0
Gil Vicente
3
1
1
0
0
1
0
FC Arouca
3
1
1
0
0
1
Marítimo
3
1
1
0
0
Benfica
1
1
0
1
Sporting
1
1
0
SC Braga
1
1
Moreirense
1
Santa Clara
2ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 14/08 Sporting
20:15
Vitória SC
15/08 FC Alverca
15:30
Est. Amadora
Académico
18:00
Santa Clara
Rio Ave
20:30
FC Porto
Académico
1
1
0
1
0
2
2
FC Famalicão
1
1
0
1
0
1
1
Estoril Praia
1
1
0
1
0
1
1
Nacional
15:30
Estoril Praia
Vitória SC
0
1
0
0
1
0
1
FC Arouca
18:00
Moreirense
Rio Ave
0
1
0
0
1
0
1
SC Braga
20:30
Gil Vicente
Casa Pia AC
0
1
0
0
1
0
1
20:30
Marítimo
FC Alverca
0
1
0
0
1
0
2
II LIGA - CLASSIFICAÇÃO
16/08
FC Famalicão
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga de Futebol. (Carlos Carneiro)
17/08 Casa Pia AC
20:15
Benfica
RESULTADOS - 1ª JORNADA GD Chaves
1-4
Académica OAF
FC Penafiel
0-1
Portimonense
CD Tondela
2-1
Amarante FC
Farense
2-1
Torreense
0
FC Vizela
1-0
UD Leiria
1
0
AFS
0-1
Sporting B
0
1
0
Feirense
0-0
FC Felgueiras
Benfica B
1-0
Leixões
0
0
1
0
Lourosa
2-0
FC Porto B
1
0
0
2
1
1
1
0
0
2
1
1
1
0
1
0
0
0
FC Felgueiras
1
1
0
1
0
0
0
Leixões
0
1
0
0
1
0
1
Equipas
P
J
V
E
D
GM
GS
Académica OAF
3
1
1
0
0
4
1
Lourosa
3
1
1
0
0
2
0
Benfica B
3
1
1
0
0
1
Portimonense
3
1
1
0
0
Sporting B
3
1
1
0
FC Vizela
3
1
1
CD Tondela
3
1
Farense
3
Feirense
2ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 14/08 Académica OAF
18:00
Feirense
15/08 UD Leiria
14:00
Benfica B
Sporting B
15:30
GD Chaves
Torreense
18:00
FC Penafiel
AFS
0
1
0
0
1
0
1
FC Penafiel
0
1
0
0
1
0
1
UD Leiria
0
1
0
0
1
0
1
Portimonense
11:00
FC Vizela
Amarante FC
0
1
0
0
1
1
2
Amarante FC
14:00
Lourosa
Torreense
0
1
0
0
1
1
2
Leixões
15:30
CD Tondela
FC Porto B
0
1
0
0
1
0
2
18:00
Farense
GD Chaves
0
1
0
0
1
1
4
16/08
FC Porto B
17/08 FC Felgueiras
18:00
AFS
Liga de futebol garante que continuará a cumprir lei que centraliza direitos televisivos A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) garantiu que continuará a cumprir o decreto-lei que determina a centralização dos direitos televisivos partir de 2028/29, após o Benfica ter submetido ao parlamento uma petição para o suspender. "(...) A Direção Executiva da Liga Portugal continuará a dar cumprimento ao Decreto-Lei 22-B/2021, no pleno respeito pelo vontade generalizada das sociedades desportivas das competições profissionais, manifesto na aprovação, com apenas um voto contra e uma abstenção, do modelo de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais do futebol profissional", lê-se numa nota envida à agência Lusa. De acordo com a LPFP, o processo decorre "em fase avançada" e com sustentação técnica e jurídica. JN/MS
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MILÉNIO | DESPORTO
14 de agosto de 2026
mileniostadium.com
Benfica lança petição pela suspensão do modelo de centralização dos direitos de TV O presidente do Benfica, Rui Costa, submeteu à Assembleia da República uma petição que pede a suspensão e revisão do atual modelo de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais do futebol profissional, revelou este sábado o clube da Luz.
A
iniciativa, apresentada por Rui Costa como primeiro subscritor ao abrigo do direito constitucional de petição, propõe a suspensão da implementação do modelo até ser realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente, além da revisão das soluções previstas. Segundo a petição, que após validação ficará disponível na plataforma eletrónica do parlamento durante cerca de 60 dias para subscrição pública, uma reforma com esta dimensão deve assentar em fundamentos técnicos sólidos, transparência, responsabilidade e na ampla participação dos clubes e agentes do setor. Entre os argumentos apresentados no comunicado do clube estão a profunda
transformação do mercado audiovisual decorrente de mudanças tecnológicas e de novos hábitos de consumo -, a ausência de reformas estruturais para valorizar o futebol português e o risco de perda de valor económico e patrimonial. "A iniciativa propõe ainda que o capital social da entidade responsável pela centralização permaneça sob a titularidade e o controlo dos clubes profissionais", lê-se ainda no comunicado divulgado pelos encarnados. A iniciativa sustenta que qualquer alteração deve salvaguardar as receitas, a capacidade de investimento, a sustentabilidade financeira e a competitividade dos clubes. Defende ainda um processo transparente assente na adesão voluntária das sociedades desportivas, no respeito pela concorrência e na manutenção do capital social e controlo da entidade centralizadora sob a titularidade dos clubes profissionais. JN/MS
Presidente da Associação de Árbitros contra “pressão” dos clubes para condicionar arbitragem O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), José Borges, insurgiu-se contra a "pressão" que os clubes já estão a exercer sobre o setor, apelando ao "respeito" pelas instituições e seus profissionais.
“
O início de uma nova época não deveria ficar marcado por tentativas de condicionamento da arbitragem, através da publicação de notícias ou de declarações públicas sobre árbitros", criticou, nas redes sociais, no dia em que principiam as competições profissionais, com o jogo entre o Estoril Praia e o Famalicão, da I Liga. O dirigente lamenta "o clima que está a ser instalado ao redor das nomeações para a primeira jornada", assegurando que "este não poder ser o caminho escolhido pelos dirigentes do futebol português". "Não podemos começar a época a colocar pressão sobre os árbitros, que tal como os outros intervenientes no jogo, jogadores e treinadores, também merecem respeito, quando as competições estão no início", vincou. José Borges recordou os "elogios" que as equipas técnicas e planteis dos diver-
sos clubes recebem antes dos campeonatos principiarem, pelo que, reforça, "não há qualquer justificação para apontar o dedo aos árbitros, quando a bola nem sequer começou a rolar". Entende o responsável que os clubes devem concentrar-se no seu trabalho interno e na preparação das suas equipas, deixando para o Conselho de Arbitragem a gestão das nomeações: "Mais tarde, chegará, para todos, dirigentes, treinadores, jogadores e árbitros, a hora das avaliações". Insiste, por isso, num "caminho do respeito pelas instituições, pelos árbitros e pela independência da arbitragem", de modo a que o foco da competição esteja sempre no futebol praticado no relvado. José Borges garante que a APAF estará, "como sempre", ao lado dos árbitros e reitera a sua "confiança plena na sua competência, integridade e capacidade para decidir com independência, mesmo nos momentos de maior exigência". "Desejamos excelentes jogos e que esta época permita grandes conquistas pessoais e desportivas a todos os nossos árbitros", concluiu. JN/MS José Borges, da APAF . (DR)
643 Chrislea Rd. Unit 6, Vaughan, Ontario L4L 8A3
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TROPHIES, PLAQUES, MEDALS, AWARDS & GIFTWARE | CORPORATE, ACADEMIC, ASSOCIATION, SPORT, CUSTOM
14 de agosto de 2026
FIFA
Infantino beneficiou amante com promoções e mestrado pago quando estava na UEFA O presidente da FIFA, Gianni Infantino, terá beneficiado de forma ilícita uma alegada amante na altura em que exerceu o cargo de secretário-geral da UEFA, entre 2009 e 2016, segundou revelou uma investigação do jornal britânico "The Telegraph".
S
egundo o jornal, credível e respeitado em Inglaterra, a mulher em questão terá recebido promoções indevidas e, também, uma quantia da ordem dos seis dígitos (entre 100 mil e 999 mil libras) enquanto este ocupou o cargo. Depois disso, ter-lhe-á sido pago pela organização um mestrado em administração/gestão de empresas. Mais um caso a envolver Infantino, a juntar a um outro divulgado esta sexta-feira pelo "The Guardian", no sentido de que, em relação ao plano de venda de ações a empresas privadas, o presidente da FIFA pode ter escolhido a empresa de Joshua Kushner (irmão de um genro de Donald Trump) de forma indevida, uma vez que não terá aberto qualquer concurso nesse sentido. Por outro lado, pode ter prometido à mesma empresa um preço abaixo do valor do mercado - como avança o jornal
citado, "a preço de bananas". O plano previa a venda à Thrive Capital (de Kushner) de 21 por cento das ações da empresa a ser criada para organizar as futuras provas da FIFA, entre as quais os Campeonatos do Mundo. Dois casos que dão força à UEFA na intenção de destituir Infantino da liderança da FIFA, nem que seja por via judicial. Miguel Poiares Maduro, português que já foi presidente do Comité de Governança, Auditoria e Conformidade da FIFA, defendeu nas redes sociais que o suíço já atingiu o limite de mandatos regulamentares à frente da organização e, como tal, não poderá candidatar-se nas eleições de 2027 caso não saia antes disso. Em sentido contrário, o atual líder recebeu o apoio das Federações da Argentina e do México, a juntarem-se às do Paraguai e do Catar, que o tinham feito antes. A CAF (Confederação africana) também já tinha prometido apoio unânime ao suíço. A UEFA, a CONCACAF e a AFC estão contra a sua continuidade, mas pode haver ainda muitas alterações no sentido de voto em caso de futuras eleições. JN/MS
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FIFA denuncia “esforço concertado e contínuo” para enfraquecer Infantino A Federação Internacional de Futebol (FIFA) denunciou "um esforço concertado e contínuo de alguns para enfraquecer" a organização e o seu presidente, Gianni Infantino, numa altura em que o ítalo-suíço enfrenta acusações de favoritismo.
“
Informações publicadas recentemente continham afirmações não fundamentadas e alegações manifestamente falsas relativas à FIFA e ao seu presidente. As especulações e as insinuações não devem ser apresentadas como factos e a repetição de uma alegação não a torna verdadeira", indicou a organização num comunicado, sem especificar a que alega-
ções se refere. No seu comunicado, a FIFA garante que "acolhe favoravelmente qualquer análise crítica legítima". "Mas esta análise não pode autorizar a distorcer os factos, a amplificar alegações não fundamentadas ou a criar artificialmente elementos de distração destinados a travar os progressos alcançados", referiu o comunicado. A FIFA afirmou ainda que "não apoiará, não facilitará nem tolerará qualquer processo relativo à eleição do presidente da Fifa que seja contrário aos seus estatutos, aos seus procedimentos democráticos ou ao seu quadro de governação estabelecido." JN/MS
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TIRO
O Presidente da República, António José Seguro, felicitou a atiradora portuguesa Catarina Baicev pelo título europeu de sub-23 conquistado no Campeonato da Europa de tiro com armas de caça disputado na cidade polaca de Wroclaw.
“
O Presidente António José Seguro saúda este extraordinário resultado, que prestigia Portugal e constitui motivo de orgulho para todos os portugueses, destacando o talento, a dedicação e o espírito de superação da jovem atleta, cujo título deixa as melhores indicações para o futuro desta disciplina olímpica", lê-se numa nota publicada na página oficial da Presidência da República na Internet. O Presidente da República felicita também os feitos dos "atletas portugueses que subiram ao pódio no 4.º Campeonato da Europa da FITASC (Federação Internacional de Tiro com Armas Desportivas de Caça), realizado em Itália: Paulo Vilhena, Luís Vidal, António Calado, Susana Pagará
de Campos, bem como a equipa masculina e de veteranos. António José Seguro associa ainda a estas felicitações "a Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, os clubes, os treinadores, as equipas técnicas e as famílias, cujo empenho e dedicação tornaram possíveis estes sucessos, que elevam o nome de Portugal ao mais alto nível do desporto internacional e representam um exemplo inspirador para as novas gerações". A portuguesa Catarina Baicev conquistou o título europeu de sub-23 em trap, disciplina de tiro com armas de caça, ao vencer a final disputada em Wroclaw, na Polónia, somando 25 pontos em 30 possíveis. Baicev abriu a final com quatro séries consecutivas de quatro acertos, seguindo depois com cinco, três e cinco, terminando isolada no topo. NM/MS
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Seguro felicita Catarina Baicev por título de campeã da Europa sub-23
MOTOCICLISMO
Marc Márquez: «Não controlava a minha mão direita em Silverstone» Piloto espanhol da Ducati volta a sentir limitações físicas num momento em que estão disputadas mais de metade das provas do Mundial e vinha a recuperar posições na classificação para a defesa do título com três vitórias nos últimos cinco grandes prémios.
Creditos: DR
C
oncluída a 12.ª das 22 provas do campeonato, Marc Márquez (Ducati) fez uma descrição preocupante do estado da sua mão direita após a difícil corrida de MotoGP no circuito de Silverstone, na qual terminou na sétima posição. O atual campeão esperava que a mão estivesse mais forte após a pausa de verão, mas, em vez disso, viveu o seu pior fim de semana desde que foi operado em maio para libertar um nervo comprimido. Depois de ter sofrido um desgaste extremo no pneu traseiro com o composto macio no sprint, o mais re-
cente vídeo do canal da Ducati no YouTube mostra a equipa a reunir-se em torno de Márquez após a sua prestação na corrida principal. «Hoje, o pneu estava melhor. Fisicamente, porém, não estava ao nível. Arrisquei-me a cair. Não tinha controlo sobre a minha mão direita. Em comparação com os treinos... perdi a frente nas curvas 1 e 9. Não gostei», afirmou Marc Márquez. Enquanto os pilotos da Aprilia ocuparam o pódio, Márquez foi apenas o terceiro melhor classificado da Ducati, atrás do irmão mais novo, Álex (Ducati BK8), e de Fabio Di Giannantonio (Ducati) da VR46. Os resultados de Silverstone significam que está agora a 40 pontos do líder do campeonato, Jorge Martín (Aprilia), que soma 240 pontos, apesar de apenas ter ganho o GP de França. A Bola/MS
2026/27 Indoor
SC Toronto U8 to U18 Boys - Rep Tryouts Everybody is welcome to tryout for the SC Toronto Rep teams AGE
TIME
LOCATION
U8B - 2019
Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)
DATE
6:00-7:00 PM
Central Tech
U9B - 2018
Wednesdays (Aug 26, Sept 2, 9)
6:00-7:00 PM
Central Tech
U10B - 2017
Tuesdays (Aug 25, Sept 1, 8)
6:00-7:00 PM
Central Tech
U11B - 2016
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
7:00-8:00 PM
Central Tech
U12B - 2015
Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)
7:00-8:00 PM
Central Tech
U13B - 2014
Thursdays (Aug 27, Sept 3, 10)
5:00-6:30 PM
Earlscourt North Turf
U14B Yellow - 2013 I-Model
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
5:30-7:00 PM
Earlscourt North Turf
U14B Navy - 2013 T.O. Soccer
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
5:30-7:00 PM
Earlscourt North Turf
U15B Yellow - 2012 I-Model
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
5:15-6:30 PM
Earlscourt South Grass
U15B Navy - 2012 T.O. Soccer
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
5:15-6:30 PM
Earlscourt South Grass
U16B Yellow - 2011 I-Model
Tuesdays (Aug 25, Sept 1, 8)
7:00-8:30 PM
Central Tech
U16B Navy - 2011 T.O. Soccer
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
7:30-9:00 PM
Earlscourt South Grass
U18B - 2009/10
Contact Coach Stefan
coachstefan@sctoronto.ca
416.588.9355 | info@sctoronto.ca | www.sctoronto.ca
14 de agosto de 2026
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FUTEBOL
Rui Costa deu uma resposta ao F. C. Porto, que considerou que os encarnados são a equipa, "dos dez principais campeonatos, que beneficiou de mais grandes penalidades (26). "O F. C. Porto até quando ganha fala do Benfica. O Benfica é mesmo um clube muito grande", disse o presidente, referindo-se ao triunfo dos azuis e brancos frente ao Alverca (2-0), na jornada inaugural da Liga.
R
Creditos: DR
ui Costa também abordou o mercado de transferências, confirmando que o Benfica está à procura de um defesa central, mas não considerou qualquer nome: "Tem havido aqui uma celeuma e eu percebo os adeptos. Mas não estamos a construir um plantel para agosto e um central vai chegar nos próximos dias. As negociações às vezes demoram e, acima de tudo, queremos escolher bem".
Na perspetiva do mercado, confirmou que irão existir entradas e saídas no plantel, mas recusou-se a abordar especificamente a possibilidade de Palhinha ser reforço. "O plantel do Benfica não vai ficar assim e, até ao final do agosto, vai haver saídas e, tal como na questão do central, queremos escolher bem. Há negociações que demoram um pouco mais e o importante é conseguir um plantel que dê garantias". Na mesma onda crítica com que lançou uma farpa ao F. C. Porto também se atirou a quem condenou o Benfica a ter de jogar à porta fechada, no arranque do campeonato com o Ac. Viseu, o que, no entender do presidente, também explicou o empate (2-2): "Fizemos um bom jogo, mas não ganhámos. Tivemos boas indicações e estou muito otimista, mas a verdade é que não ganhámos um jogo que tínhamos obrigatoriamente de ganhar. Numa jornada muito especial. Não se assistia a isto desde a covid-19. Lamenta-se o facto e cabe a nós e aos adeptos garantir que não volte a acontecer. Lamenta-se que só o Benfica tenha lutado para que isto não acontecesse, quando não estava em causa só um jogo do Benfica, mas o futebol português e as instâncias do futebol não estiveram do nosso lado. Fora do estádio, vimos adeptos que não tiveram o resultado que mereciam, mas agradeço por nos terem apoiado. Abriu-se um precedente muito grave no futebol português e o que fizeram ao Benfica não pode ficar em claro em relação ao que se passa noutros estádios. Numa era em que se tem acautelado tanto a questão da centralização dos direitos, assistiu-se a um espetáculo deprimente. É vergonhoso que se tenha passado isto no futebol português", adiantou. JN/MS
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Rui Costa: “O F. C. Porto até quando ganha fala do Benfica”
BASQUETEBOL
Lakers vendidos por 10 mil milhões de euros! A mudança de proprietários surge pouco depois da notícia da saída de LeBron James, após oito épocas em Los Angeles, e o novo dono tem já parte dos Miami Heat e relação com Infantino no polémico negócio da venda dos direitos do Mundial.
O
s Los Angeles Lakers foram vendidos a Bob Iger e Josh Kushner, num negócio que avalia a equipa da NBA em mais de 12 mil milhões de dólares, ou seja cerca de 10 mil milhões de euros, segundo fontes da ESPN e do The New York Times. A compra, confirmada pela Variety, está agora pendente da devida diligência da Thrive Capital e da aprovação final da NBA. Esta aquisição pelo antigo CEO da Disney e pelo fundador da Thrive Capital ocorre apenas 14 meses depois de a equipa ter sido vendida a Mark Walter por uma avaliação de 10 mil milhões de dólares, ou 8.6 mil milhões de euros. Numa declaração conjunta à Variety, os novos proprietários expressaram o seu entusiasmo. «Como fãs da NBA de longa data, sentimo-nos profundamente honrados pela oportunidade de nos tornarmos guardiões dos Los Angeles
Lakers, um dos franchises desportivos mais icónicos do mundo», afirmaram Iger e Kushner. «Temos um imenso respeito pela liderança e visão de Jerry e Jeanie Buss. O nosso compromisso a longo prazo é construir sobre essa base, competir ao mais alto nível e servir esta equipa extraordinária, os seus fãs e a cidade de Los Angeles». Josh Kushner, irmão mais novo do conselheiro da Casa Branca Jared Kushner, marido de Ivanka Trump, a filha do presidente dos EUA Donald Trump, e um aliado muito próximo de Gianni Infantino nos últimos anos, com quem criou a polémica ideia de privatização do Mundial de futebol. Além disso, já possui uma participação minoritária nos Miami Heat. Por sua vez, Bob Iger, que deixou o cargo de topo na Disney em março, assumiu uma função de consultor na Thrive Capital, a empresa de Kushner. Iger já tinha sido sócio de risco na firma de Josh Kushner antes de ser chamado de volta à Disney em 2022 para substituir o seu sucessor, Bob Chapek. A Bola/MS
2026/27 Indoor
SC Toronto U8 to U15 Girls - Rep Tryouts Everybody is welcome to tryout for the SC Toronto Rep teams AGE
DATE
TIME
LOCATION
U8G - 2019
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
6:00-7:00 PM
Central Tech
U9G - 2018
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
6:00-7:00 PM
Central Tech
U10G - 2017
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
6:00-7:00 PM
Central Tech
U11G - 2016
Tuesdays (Aug 25, Sept 1, 8)
6:00-7:00 PM
Central Tech
U12G - 2015
Wednesdays (Aug 26, Sept 2, 9)
7:00-8:00 PM
Central Tech
U13G - 2014
Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)
6:00-7:00 PM
Central Tech
U14G Yellow - 2013 I-Model
Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)
7:00-8:00 PM
Central Tech
U14G Navy - 2013 T.O. Soccer
Fridays (Aug 28, Sept 4, 11)
7:00-8:00 PM
Central Tech
U15G - 2012
Mondays (Aug 24, 31, Sept 14)
7:00-8:30 PM
Earlscourt South Turf
U8 to U15 | 2026/27 Indoor
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14 de agosto de 2026
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BASEBALL
Jays lose Yesavage when it matters most
Toronto Blue Jays right-hander Trey Yesavage knew instantly that something wasn’t right. While throwing a routine warmup pitch ahead of the third inning last week at Houston’s Daikin Park, the 23-year-old felt a sudden, sharp pinch in his left knee.
H
e attempted to throw another pitch, but his plant leg kept giving him trouble. Following a brief mound conference with manager John Schneider and assistant trainer Voon Chong—and one last unsuccessful attempt to throw—a frustrated Yesavage shook his head and exited the game. “It was weird, I’d never felt that before, so I knew something was bugging me,” Yesavage reflected over the weekend. Having no prior history of knee problems,
“Whatever the whole situation is, it’s out of my control, but the best course of action moving forward is what I’d like to achieve,” Yesavage said, acknowledging the difficult timing. “I’d be pretty disappointed. Missed a month at the beginning of the year and it was a little rocky before the All-Star break. Then just now, after the All-Star break, making tweaks and just catching my stride. Surgery would suck if it comes to that. I'd like to be back out there as soon as possible.” The injury represents a frustrating pause in a crucial developmental year. After a meteoric five-level ascent through the minors last year culminating in highstakes October baseball, the Blue Jays wanted Yesavage to experience the marathon of a full big-league season. Despite losing most of April to a right shoulder impingement, Yesavage has pieced together a solid resume. Over 18 starts, he has compiled a 3.65 ERA across 93.2 innings, striking out 91 batters while the sensation caught him off guard. “Seaallowing just 61 hits and 46 walks. sons of wear and tear on the body, freak For Yesavage, the biggest lesson of 2026 things happen.” has been adapting to the daily reality of the MLB calendar. “When I got up here Looming decisions and lingering last year, we were in a playoff hunt... it frustration wasn't like just the standard dog days of An MRI the following day confirmed a summer, come in here, get your work meniscus injury, leaving his season in the done and perform," he explained. balance. His fate will be decided Monday during a consultation in Dallas with Technical refinements and veteran orthopaedic sports medicine surgeon Dr. mentorship Daniel Cooper. Since returning to the rotation on April With surgery officially on the table, 28, Yesavage has corrected a delivery Yesavage spent the weekend with his flaw—excessive backward tilt that was teammates in Philadelphia, actively muddying his command—and evolved trying to keep his mind off the loominto a more complete pitcher. ing appointment. His primary hope is A significant breakthrough came via that his abbreviated two-inning stint conversations with veteran Max Scherzer against the Astros won’t be his final apregarding fastball utility: pearance of 2026.
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L
S
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Zone Dominance: Yesavage learned to confidently attack the top of the strike zone with his heater.
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Tunneling Secondary Pitches: By establishing the high fastball, his off-speed pitches become deadly. Batters now frequently swing over his splitter in the dirt or take the slider for strikes in the zone.
The results were becoming evident. In four starts post-All-Star break, he fanned 22 batters over 18.2 innings, driving his pitch counts down by securing early, inzone outs. “He's learned how to be a major-league starter,” Schneider noted, praising his adaptation to pitching on normal rest. “He learned a lot and continued to show that he's more than just a one-trick pony, just striking a lot of guys out.” Looking Ahead to 2027 In the immediate future, Toronto will rely on recent acquisitions like Jose Soriano, Jameson Taillon, and Spencer Arrighetti to fill the void. Long-term, the Blue Jays view Yesavage as a franchise pillar. His elite potential positions him as an integral piece of a projected 2027 rotation alongside Dylan Cease and Soriano. As he heads to Dallas, Yesavage remains proud of his adjustments, noting his splitter and slider are exactly where he wants them, and his fastball is "jumping." After leaning heavily on clubhouse veterans to navigate his early-season IL stint, he is simply hoping he doesn't have to end his breakout season exactly where it started. RS/MS
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14 de agosto de 2026
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BASKETBALL
HOCKEY
The NBA Cup schedule is released Maple Leafs promote Patrick O'Sullivan
Knockout rounds and championship schedule once the group stages end and the dust settles, the tournament will shift into high gear with the single-elimination knockout rounds. The tension will culminate during the quarterfinals, which are officially scheduled to start on December 4th and 5th. The surviving squads will then advance to the semifinals, set to take center stage on December 8th and 9th.The grand finale will take place on December 11th. For the very first time, the championship game will be hosted at Hinkie Fieldhouse in Indianapolis, providing a fresh and historic backdrop for the crowning of this year’s NBA Cup victors. The group stage draw
Group B: New York Knicks, Philadelphia 76ers, Indiana Pacers, Cleveland Cavaliers, Miami Heat
Group C: Boston Celtics, Chicago Bulls, Charlotte Hornets, Washington Wizards, Atlanta Hawks
Western Conference Out West, the competition remains as fierce as ever, promising star-studded divisional clashes across the board: •
Group A: Denver Nuggets, Phoenix Suns, Houston Rockets, Dallas Mavericks, Utah Jazz
•
Group B: Oklahoma City Thunder, Memphis Grizzlies, Los Angeles Clippers, New Orleans Pelicans, Minnesota Timberwolves
•
Group C: San Antonio Spurs, Sacramento Kings, Golden State Warriors, Portland Trail Blazers, Los Angeles Lakers RS/MS
before any team can dream of a trip to Indianapolis, they must first navigate a grueling opening stage. The teams have been strategically divided into six competitive brackets. (Note: The provided list included the NHL's Los Angeles Kings in West Group C; this has been corrected to the NBA's Sacramento Kings to keep things strictly on the hardwood!)
The East features a compelling mix of seasoned contenders and hungry young rosters: •
Group A: Toronto Raptors, Detroit Pistons, Milwaukee Bucks, Brooklyn Nets, Orlando Magic
Creditos: DR
Eastern conference
to Director of NHL Development The Toronto Maple Leafs are continuing to reshape their hockey operations department, announcing on Sunday a significant promotion within their coaching staff. Patrick O’Sullivan has been officially promoted to the position of director of NHL development, marking a new phase in both his post-playing career and the franchise’s new organizational strategy.
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or the past three seasons, O’Sullivan has served well as a development coach for the Maple Leafs. In that role, he became an important behind-the-scenes figure, working intimately with the current NHL roster during specialized skill sessions. His hands-on approach and ability to translate complex techniques to elite athletes clearly resonated with the organization, earning him this transition from an on-ice instructor to a prominent directorial role overseeing the broader development pipeline. O’Sullivan brings a wealth of firsthand professional experience to his new front-office position. Before transitioning to the coaching side of the sport, he carved out a resilient playing career. He officially retired from professional hockey in 2013 following six hardfought seasons in the National Hockey League. A true journeyman who adapted to various team cultures and systems, O’Sullivan suited up for the Los Angeles Kings, Edmonton Oilers, Carolina Hurricanes, Minnesota Wild, and Arizona Coyotes. Across 334 career NHL games, he amassed a respectable 58 goals and 161 points. Following his NHL tenure, he
Creditos: DR
The NBA Cup is set to deliver another • thrilling run of in-season basketball. As the league's thirty franchises battle through the first stages, the path to the champion• ship is clearly mapped out, ending in an exciting mid-season competition.
also demonstrated his enduring passion for the game by crossing the Atlantic to play one final season with HIFK in the Finnish SM-liiga. This strategic promotion is merely the latest move in a busy period for Toronto. The Maple Leafs are currently undergoing a comprehensive revamp of their front office, spearheaded by the newly minted leadership duo of general manager John Chayka and senior executive—and franchise legend—Mats Sundin. Promoting a proven, player-focused mind like O’Sullivan emphasizes their commitment to prioritizing internal growth and maximizing the potential of their current roster. RS/MS
CONHECEDORES ABSOLUTOS DAS LEIS DE IMIGRAÇÃO
Vistos de trabalho aberto a jovens (18 aos 35 anos) Processos de residência permanente (nomeações em Ontário e outras Províncias, Express Entry, entre outros) Ofertas de trabalho podem resultar em vistos de trabalho temporário ou permanente Jason Ferreira, B. Comm, RCIC immigration4canada.ca | 416-653-8938 1560 Bloor Street West, Toronto
Jack Oliveira Business Manager Luis Camara Secretary Treasurer
Nelson Melo President
Marcello DiGiovanni Vice President
Ricardo Teixeira Recording Secretary
Jaime Cortez E-Board Member
David McCluskey E-Board Member
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Canadá enfrenta oportunidade de US$ 4,7 biliões em infraestruturas, mas precisa de redefinir como os projetos são executados O Canadá tem de redefinir a forma como os projetos de infraestruturas são planeados, financiados e executados se pretende fortalecer a sua economia, melhorar a produtividade e aumentar a competitividade no cenário mundial.
E
sta é a principal conclusão de um relatório elaborado pela PwC, intitulado Mobilizing Canada’s US $4.7T Infrastructure Opportunity, que analisou em detalhe as oportunidades de investimento em infraestruturas até 2050. Embora o país esteja preparado para investir biliões de dólares em infraestruturas no próximo quarto de século, o relatório alerta que limitar-se a gastar mais dinheiro não será suficiente. Em alternativa, sugere que o país deve mudar fundamentalmente a sua forma de pensar sobre os investimentos no setor. O relatório baseia-se numa nova base de dados de previsões de despesa em infraestruturas desenvolvida pela Oxford Economics. Conclui que o Canadá tem uma oportunidade sem precedentes para reforçar a sua posição. No entanto, para alcançar esse objetivo, a nação terá de quebrar os silos tradicionais e tratar as infraestruturas como sistemas interligados, em vez de uma coleção de projetos isolados. O documento projeta que o Canadá precisará de US$ 4,7 biliões em investimentos em infraestruturas até 2050. Apesar de ocupar o quarto lugar a nível mundial no gasto anual em infraestruturas (aproximadamente US$ 145 mil milhões), o Canadá investe atualmente apenas 6,6% do seu Produto Interno Bruto (PIB) nesta área. Este valor fica aquém dos 7,4% investidos por países pares com melhor desempenho. Fechar esta lacuna exigiria um valor adicional de US$ 34 mil milhões anualmente até ao ano 2050. Contudo, argumenta a PwC, o simples aumento de despesas falha em abordar a questão principal. "A estratégia energética do Canadá, os seus compromissos de defesa, o seu poten-
cial em minerais críticos e as suas ambições digitais estão a ser tratados como debates separados", afirma Johanne Mullen, sócia e líder nacional de ativos reais da PwC Canadá. "Mas não são. São um único desafio de infraestruturas. O Canadá pode superar a sua previsão de US$ 4,7 biliões ou ficar aquém dela. A diferença dependerá das decisões que estão a ser tomadas agora sobre como planeamos, financiamos e executamos em conjunto." O relatório projeta um Canadá onde as infraestruturas são desenvolvidas como uma rede integrada. As estradas que servem regiões mineiras remotas poderiam apoiar instalações de defesa e transportes regionais. Os corredores ferroviários poderiam ser concebidos para acomodar linhas de transmissão que levam eletricidade a instalações industriais e comunidades, e a infraestrutura digital estaria integrada em todas as camadas da economia. De acordo com o documento, esta abordagem baseada em sistemas poderia acelerar o crescimento económico ao aumentar a competitividade comercial, fortalecer a independência energética e assegurar a soberania económica do Canadá. Poderia também ajudar a dar resposta à escassez de habitação, aos desafios de adaptação climática e às preocupações com a produtividade, enquanto cria empregos e atrai investimento. Nochane Rousseau, sócio-gerente nacional de clientes e mercados da PwC Canadá, descreveu o relatório como sendo mais do que uma avaliação de infraestruturas. "As ferrovias, as ligações à rede elétrica e a infraestrutura digital que o Canadá construir nos próximos 25 anos irão acelerar essa transformação ou travá-la", disse. "Mobilizing Canada’s US$4.7 trillion infrastructure opportunity é mais do que um relatório sobre infraestruturas. É um roteiro de reinvenção sobre como o Canadá constrói o seu futuro económico." O relatório identifica três mudanças fundamentais necessárias para que o Cana-
dá capitalize a oportunidade que tem pela os benefícios partilhados. Quando uma frente: infraestrutura oferece valor simultanea1. Olhar para o panorama geral: A PwC mente a indústrias, governos, comuniargumenta que o planeamento tradades e famílias, esses intervenientes devem trabalhar em conjunto para dicional de infraestruturas foca-se distribuir custos e riscos. frequentemente em projetos individuais, sem considerar como estes se ligam a 3. Preparação da força de trabalho: O Caobjetivos económicos mais amplos. Em nadá já enfrenta escassez de mão de obra contrapartida, infraestruturas de uso em vários ofícios qualificados, e prevê-se múltiplo podem trazer benefícios para que o desafio se intensifique à medida que vários setores e utilizadores de forma os gastos em infraestruturas acelerem. simultânea. Um corredor de transporA PwC alerta que o país não está atualtes, por exemplo, pode também suportar mente a formar profissionais qualificados linhas de transmissão elétrica, redes de em número suficiente para satisfazer telecomunicações e serviços comunia procura existente, quanto mais as tários. Esta abordagem integrada pode exigências futuras. O relatório aponta tornar os projetos mais atrativos para os exemplos internacionais que o Canadá investidores, uma vez que os custos e os poderia adaptar, incluindo o sistema de riscos são partilhados por vários interensino dual da Alemanha (que combina venientes, nota a PwC, criando também graus profissionais com certificações um valor económico mais abrangente e de ofícios) e os institutos de formação permitindo que um único investimento técnica especializada de Singapura. Além apoie o desenvolvimento industrial, o de expandir a capacidade de formação crescimento habitacional, o comércio e interna, o relatório sugere que serão a segurança energética. necessárias iniciativas direcionadas de imigração e de desenvolvimento da força 2. Mudar a forma como as infraestrutude trabalho para garantir que os projetos ras são financiadas: Com os governos a possam ser entregues dentro do prazo e enfrentarem restrições orçamentais, a do orçamento. PwC acredita que o capital privado terá de desempenhar um papel muito maior Segundo o estudo, a dimensão da oporno financiamento de projetos futuros. O tunidade é substancial. Prevê-se que a inrelatório defende estruturas de capital fraestrutura de recursos (que inclui ativos partilhado que misturem investimento de apoio ao petróleo, gás, mineração e depúblico e privado. Destaca também um senvolvimento de minerais críticos) atraia papel crescente para as comunidades cerca de US$ 1,6 bilião em investimentos até indígenas como parceiras económicas 2050, seguida pelos transportes com US$ 912 de longo prazo, através de acordos de mil milhões, pela infraestrutura de energia partilha de receitas, oportunidades de com US$ 605 mil milhões e pela infraestrucontratação pública e participações tura digital com US$ 237 mil milhões. sociais. Programas como as garantias de empréstimo a comunidades indígenas, DCN/MS por exemplo, poderiam ajudar a apoiar essa participação. Como muitos projetos futuros servirão múltiplos utilizadores, a PwC argumenta que os modelos de financiamento devem também refletir Read in English
Torre de treino quase concluída para os Serviços de Incêndio e Emergência de Whitby Uma nova torre de treino na sede dos bombeiros está a erguer-se a bom ritmo para os Serviços de Incêndio e Emergência de Whitby (Whitby Fire and Emergency Services).
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ocalizada no n.º 111 da McKinney Dr., a nova instalação foi projetada para preparar os bombeiros para a grande variedade de edifícios e situações de emergência que podem encontrar na comunidade através de formação prática, explica um comunicado de imprensa. Um dos lados da torre foi desenhado para se assemelhar
a uma casa residencial de dois andares, enquanto os ou- peções e certificações antes de a torre ficar operacional. A torre está a ser construída num ano de grande marco tros lados simularão uma paisagem urbana de centro da cidade, um edifício de grande altura e um ambiente in- para os Serviços de Incêndio e Emergência de Whitby, que celebram o seu 175.º aniversário. dustrial. A construção está atualmente a progredir a bom ritmo, DCN/MS nota o comunicado, esperando-se que o projeto esteja concluído mais para o final deste ano. Os trabalhos principais nas salas de simulação de incêndio e nos equipamentos de treino especializado já estão em andamento, estando as tarefas restantes focadas na instalação final dos equipamentos de segurança, insRead in English
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Crónica ao contrário: HUMOR COM REALIDADE Rómulo Medeiros Ávila
“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros” mudar tudo, acabar com os privilégios e defender o povo e que, depois de chegarem ao poder, descobrem que afinal há uma diferença enorme entre governar e cumprir promessas. O problema é que, quando chega a altura de explicar a contradição, aparece sempre alguém com um gráfico, uma sondagem ou uma frase tão complicada que já ninguém se lembra da pergunta inicial. Orwell critica precisamente isto: o poder não precisa apenas de força; precisa de uma ublicado em 1945, o livro conta a hisboa história para contar. tória de uns animais que se cansam de trabalhar para o Sr. Jones e decidem Na quinta - só na quinta, claro, essa história fazer uma revolução. A ideia era simples: é construída através da propaganda. Garexpulsar o patrão, criar uma sociedade jus- ganta altera os factos, reescreve os mandata e viverem todos felizes e iguais. Só que mentos e convence os animais de que estão havia um pequeno problema: quando al- melhor do que antes. Se a ração diminui, guém diz “vamos ser todos iguais”, con- não é porque estão a comer menos: é porvém descobrir primeiro quem é que vai que estão a viver uma época de “sacrifício ficar responsável por definir o que significa coletivo”. Se os porcos têm mais comida, é “igual”. E é aí que entram os porcos (do li- porque precisam de estar “em boas condições” para trabalhar. E se alguém se atrevro…tenham calma!).. ver a dizer que isto parece injusto, provaQualquer coincidência com a Vila de São velmente está a ser acusado de ser contra Nunca é pura coincidência. Somos todos a revolução. unidos, todos amigos, todos bons… uma verdadeira família. Enquanto ninguém ti- É impossível não pensar na sociedade atual. ver de escolher lugares. Porque, mal chega Temos redes sociais, televisão, comentadoa hora de distribuir as cadeiras, a frater- res, influencers e políticos a explicar-nos nidade sofre um pequeno contratempo: diariamente aquilo que devemos pensar. afinal, somos todos muito unidos… mas Às vezes parece que vivemos numa enorestranhamente cada um acha que merece me quinta onde há sempre alguém a gritar a cadeira da frente. E é aí que percebemos “não é bem assim!” enquanto nos mostra que a amizade é linda — desde que não im- um gráfico em PowerPoint. plique ficar sentado atrás de ninguém. E depois temos as ovelhas. As ovelhas são Napoleão, na obra de Orwell, começa como talvez as personagens mais assustadorevolucionário e acaba como ditador. Pri- ramente atuais: não pensam muito, não meiro diz que todos têm os mesmos direi- questionam nada e limitam-se a repetir tos; depois começa a dormir numa cama, slogans. Se Napoleão diz uma coisa, elas a beber álcool e a viver melhor do que os repetem. Se diz o contrário no dia seguinoutros. Quando alguém pergunta se isso te, repetem outra vez. São a versão animal não contradiz os princípios da revolução, daquele comentário na internet que diz aparece Garganta, o especialista oficial em “FONTE: ACREDITA EM MIM” e recebe explicações, estatísticas e discursos que fa- três mil gostos. zem uma mentira parecer quase uma verMas a minha personagem preferida é Bendade científica. Ora, tantos… jamin, o burro. E aqui está uma das maiores Qualquer semelhança com a política atual ironias do livro: o animal chamado “burro” é é, naturalmente, pura coincidência. Hoje provavelmente o mais esperto de todos. Bentambém temos políticos que prometem jamin percebe desde o início quem Napoleão Entre porcos, ovelhas e burros: uma quinta muito atual. A frase “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros” resume perfeitamente a essência da obra “O Triunfo dos Porcos” e a crítica de George Orwell à sociedade. Ora, se Orwell escrevesse o livro hoje, provavelmente teria material para mais três volumes - e ainda lhe sobrava assunto.
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é e para onde a revolução está a caminhar. Enquanto os outros acreditam nos discursos, Benjamin observa. Enquanto os outros repetem, ele pensa. Enquanto todos acreditam que “desta vez vai ser diferente”, ele parece estar a pensar: “Eu já vi este filme.”
tragédia — de Orwell: a revolução começou para acabar com os porcos no poder e acabou por colocar os porcos no poder.
E nos dias de hoje, temos um poder cada vez mais fraco, sem liderança, sem rumo e sem projeto — uma verdadeira aula de Benjamin, na obra e na vida, representa como ocupar o poder sem jamais parecer aquelas pessoas que percebem perfeita- saber o que fazer com ele. Governa-se no mente o que está a acontecer na sociedade, improviso, decide-se por conveniência e, mas que muitas vezes preferem ficar cala- quando falta competência, sobra discurso. das. E aqui Orwell dá-nos outra bofetada: No fim, só não se sabe ao certo se estamos ter inteligência não chega se não tivermos diante de um governo perdido ou de um projeto muito bem-sucedido de perder o coragem para a usar. governo. Por isso, se há uma lição a retirar No fundo, os animais da quinta represendesta história, é simples: quando alguém tam diferentes grupos da sociedade. Os disser que todos são iguais, convém olhar porcos podem ser os políticos que conquispara quem está a comer melhor, quem está tam o poder; os cães são a força usada para a mandar e quem está a escrever as regras. proteger o regime; as ovelhas são os seguidores que repetem tudo; e os restantes E podia começar agora outra história… era animais são os trabalhadores que passam a uma vez um burro que era muito esperto. vida a trabalhar e continuam a perguntar- Um dia, percebeu que os outros animais -se porque é que, apesar de trabalharem passavam a vida a tentar parecer uns com os outros, a repetir o que ouviam e a secada vez mais, têm cada vez menos. guir a moda. O burro perguntou: “Se toda E talvez seja esta a parte mais engraçada e, a gente quer ser diferente, porque é que ao mesmo tempo, mais triste do livro: os toda a gente faz o mesmo?” Ninguém resanimais fazem uma revolução para deixapondeu. Então ele começou a pensar pela rem de ser explorados e acabam simplesprópria cabeça. Foi aí que perceberam que, mente por trocar de explorador. naquela sociedade, ser burro não era não Mudam os donos, mudam os discursos, saber pensar — era pensar de maneira difemudam os slogans… mas a receita é a mes- rente. Pense. Seja genuíno. ma. Só mudam os cozinheiros — e, às veConvém ouvir o Benjamin. Porque, naquezes, nem o avental. Apenas o que conta é la quinta — e em muitas outras quintas pelo calar jornalistas. Para onde vamos? mundo — o burro era o mais esperto de toÉ por isso que “O Triunfo dos Porcos” con- dos. Afinal, como já dizia António Aleixo, tinua tão atual. Orwell não está apenas a “há tantos burros mandando em homens falar da Revolução Russa, de Estaline, da de inteligência”. E atenção: ninguém se esquerda ou da direita. Ele nos dias de hoje, precisa matar! Desta vez, não estou a falar está a falar de nós. Da nossa facilidade em para a nossa comunidade. Estou apenas a acreditar em promessas, em seguir líderes, lembrar que, às vezes, os mais espertos são em repetir opiniões e em aceitar desigual- os que percebem o que todos preferem findades quando alguém consegue apresentá- gir que não estão a ver. -las de uma maneira suficientemente convincente. No final, os porcos tornam-se tão parecidos com os humanos que os restantes animais já nem conseguem perceber quem é quem. E essa é talvez a maior piada — e a maior
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MILÉNIO | ENTRETENIMENTO
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C&G casados de fresco
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Casamento? Não se sabe...
Fanny Rodrigues é uma mulher casada? A antiga apresentadora da TVI partilhou um enigmático vídeo nas redes sociais onde aparece vestida de noiva, perto de uma igreja e ao lado do seu pai, Fernando Rodrigues. Nas redes sociais há quem parabenize a antiga concorrente de reality shows pelo suposto casamento, quem deseje as maiores felicidades e quem refira que "o amor cura sempre". Zé Lopes, um amigo próximo de Fanny, também fez um comentário que adensou ainda mais a teoria do casamento. "Oh mana, o tempo que tive de guardar este segredo. Aqui para ti, sempre!", referiu. Quando partilhou este vídeo, Fanny apagou as restantes publicações que tinha nas redes sociais.
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Flávio Furtado completou 49 anos de vida a 26 de julho. O apresentador e comentador estava de férias na altura em que fez anos e, por isso, a festa só se concretizou nos últimos dias. "Fiz anos há alguns dias, mas estava a viajar. O apresentador e comentador da TVI surgiu de branco na sua festa de aniversário, celebrada no jardim de sua casa, que teve direito a decoração digna de casamento e até fogo de artifício. Um conjunto de factos que levaram os seguidores e fãs de Flávio Furtado a achar que este se tinha casado com o namorado.
Saúde mental A mãe de Perez Hilton, Teresita Lavandeira, de 72 anos, entrou com um pedido de guarda temporária dos três netos, dias após o criador de conteúdos ter sido internado devido a problemas de saúde mental, nomeadamente um ato de automutilação durante uma transmissão ao vivo no TikTok. Segundo a revista People, o pedido foi feito por Lavandeira no passado dia 7 de agosto, três dias depois do incidente com o filho, no Tribunal de Família de Miami. Foi a 4 de agosto que o bloguer, de 48 anos, foi hospitalizado após fazer uma transmissão ao vivo da sua casa em Miami, onde surgiu coberto de sangue depois de, ao que parece, se automutilar. As autoridades locais foram chamadas ao local depois de receberem alertas dos internautas que estavam a acompanhar tudo online e este foi internado no hospital. Mais tarde, a família de Hilton informou que o mesmo tinha sofrido "uma perda significativa de sangue" e "lesões adicionais" durante o incidente e que precisava de passar por uma cirurgia, adiantando também que o tratamento e recuperação seriam "um processo longo" e que o seu estado era "grave, porém estável". Perez Hilton, recorde-se, é pai de Mario, de 13 anos, de Mia, de 11, e de Mayte, de oito anos, fruto de barriga de aluguer. As crianças estavam em casa pouco tempo antes do incidente e "fugiram".
Há passarinho?
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Casamento à vista
Marisa Pires e Pedro Jorge estão noivos. O casal do "Secret Story 9" subiu ao palco do cantor Fernando Daniel, durante a feira de São Mateus, em Viseu, e o jogador de futebol ajoelhou-se perante a plateia e pediu a companheira em casamento. "Marisa, aceitas casar comigo?", disse Pedro, que levou uma resposta positiva da mãe dos seus filhos, Yara e Théo, que subiram também ao palco. Fernando Daniel acabou por cantar novamente a música "Casa", a canção que faz parte da relação dos dois. Esta surpresa foi acompanhada por um enorme ramo de flores e, claro, um anel de noivado.
Georgina Rodríguez e Cristiano Ronaldo optaram por fazer um discreto casamento, em Cascais, e apenas na companhia dos cinco filhos: Cristiano Ronaldo Júnior, Eva, Mateo, Alana Martina e Bella Esmeralda. A boda, que foi pelo civil, na terça-feira (11), surpreendeu pela sua simplicidade e pelo facto de ter sido tão restrita, já que não contou com a presença da vasta família do internacional português. Recorde-se que CR7 tem três irmãos, Hugo, Elma e Katia, seis sobrinhos, tios e, claro, a mãe, Dolores Aveiro. E parece que nenhum destes foi convidado para o especial momento e também não se sabe se era do conhecimento de todos. Enquanto Ronaldo trocava alianças com a modelo, com quem namora há dez anos, onde estava a restante família? Nas redes sociais podemos ver que Katia e Dolores Aveiro passaram o dia da Madeira. A irmã do craque partilhou vários stories a passear pelo Funchal, onde visitou o mercado, o centro da cidade e estava na companhia de vários amigos e da mãe. Sabe-se que Katia viajou até Lisboa esta terça-feira mas não é conhecido o destino. Também Elma Aveiro não publicou nada nas redes sociais que indicasse que estaria em Lisboa.
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Casamento? Não!
Como anda a vida amorosa de Cláudio Ramos? O apresentador que tantas vezes questiona sobre este tema os convidados que recebe no programa "Dois às 10", da TVI, foi esta quinta-feira, 13 de agosto, surpreendido com a mesma pergunta. "Olha, mas tu também estás solteiro? Eu só quero saber isto", disse Alice Alves, que marcou presença no formato para fazer uma receita e dar novidades a respeito da sua vida atual. "Eu, é assim...", começou por responder o apresentador, visivelmente atrapalhado com a questão. "É assim o quê? Eu não percebi esse é assim", insistiu a apresentadora da TVI. "Estás comprometido", intuiu em seguida Alice Alves, perante o sorriso envergonhado e a atrapalhação evidente de Cláudio Ramos. "Não, não. Essa pergunta não estava no [guião]", apressou-se a dizer o comunicador, atualmente com 52 anos. "Tu estás comprometido", reforçou Alice Alves. "Eu sou uma pessoa muito ciosa da minha vida privada. Sabes aquilo que as estrelas respondem, não falo sobre a minha vida privada." "Ai, Cláudio Ramos, eu vi nos teus olhos. Aí há passarinho", voltou a insistir a apresentadora, mantendo sempre o tom de brincadeira.
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OLHAR COM OLHOS DE VER
Infância. Créditos: David Ganhão
Lake Mirrors. Créditos: Tim Wilson
Quando a balança vira arte. Créditos: Fabiane Azevedo
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Palavras cruzadas
MILÉNIO | PASSATEMPO
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Sudoku
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O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
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Rosa's Portuguese Kitchen 9.Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo 10. Exprimir por meio de palavras 11.Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se) 12. Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa 13. Trocar palavras, ideias (com alguém), sobre qualquer assunto 14. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico 15. Obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de algo
Grão de Bico com frango Credito: MDC Media Group Inc.
1.Não aprovar; recusar algo 2.Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro 3.Dizer quem é; determinar ou comprovar a identidade de (algo, alguém ou de si mesmo) 4.Coordenar a execução de; conduzir, liderar 5.Entregar em troca; permutar 6.Escolher uma pessoa ou coisa entre outras; decidir-se por 7.Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala 8.Representar por meio de caracteres ou escrita Jogo das 11 diferenças
Ingredientes
Caça palavras
M V G P Y L H H N V L H U A N X N Q I J G X R I J L C U R O R J R T R N T Q P C Y C J C Ã E U Y L Á K Y J R C V O R P Ç U X L G G U Z U E A P N A X A T A Y C U J H T C N A S R O Z I Q D N A P G S I I C U O R I L B J K G L P E O L E M S I N I U S O U U L R S A S O Q T I Z F V L U V A A O T C V R N L A N K Z J I N G F S X O E A A Ç S P W K A E U W I Q O G R S Ã V M X O L T L L R X U A A S O G H D W J A A M C V T R G E B D P W T R A T A M E N T O D
ÁG UA PR E C IO S O R A RO L UGA R E S C R I S TA L I NA C ON S U M O DE S SA L I N I Z AÇ ÃO SECA T R ATA M E N TO PL U V I A L PL A N E TA R E U T I L I Z AÇ ÃO R E GA R USO GA R A N T I R
• 600 g de frango cortado em pedaços • 300 g de chouriço cortado às rodelas • 300 g de grão-de-bico cozido e escorrido • 1 cebola média picada • 3 dentes de alho picados • ½ pimento vermelho cortado em cubos • 2 latas de tomates maduros picados • 2 colheres de sopa de azeite • 1 folha de louro • 1 colher de sopa de colorau doce • 100 ml de vinho branco • Sal e pimenta-preta q.b. • Salsa fresca para decorar
translúcida. Acrescente o alho, o pimento vermelho, os tomates picados e a folha de louro. Deixe cozinhar durante 2 minutos, mexendo de vez em quando. Regue com o vinho branco, mexa bem e deixe ferver durante alguns minutos para o álcool evaporar. Ao juntar o vinho, raspe o fundo do tacho para aproveitar todo o sabor caramelizado deixado pelo frango e pelo chouriço.
Volte a colocar o frango e o chouriço no tacho. Envolva tudo, tape e deixe cozinhar em lume médio-baixo durante cerca de 30 minutos. Vá verificando o tacho e, se o molho reduzir demasiado depressa, acrescente um pouco de água. Junte o grão-de-bico escorrido e deixe cozinhar durante mais 10 minutos. Prove e retifique o sal e a piModo de preparação menta-preta, se necessário. Retire a folha Coloque os pedaços de frango numa taça e de louro. Polvilhe com salsa fresca picada e tempere com sal, pimenta-preta e colorau sirva bem quente. Bom a petite! doce. Envolva bem e deixe repousar durante 15 minutos. Deixar o frango repousar com os temperos ajuda a carne a absorver melhor todos os sabores. Aqueça o azeite num tacho grande, em lume médio. Junte as rodelas de chouriço e deixe alourar durante cerca de 4 minutos. Retire do tacho e reserve. Alourar primeiro o chouriço liberta a sua gordura aromática no tacho e dá ainda mais sabor a todo o prato. Coloque o frango temperado no mesmo tacho e deixe alourar bem de todos os lados. Retire e reserve. Se for necessário, aloure o frango em várias vezes para que os pedaços ganhem cor em vez de cozerem no vapor. Junte a cebola picada ao tacho e deixe cozinhar até ficar macia e
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História de amor com Portugal Maiara & Maraisa é uma dupla sertaneja de cantoras, compositoras, multi-instrumentistas e empresárias brasileiras, formada pelas irmãs gêmeas Maiara Carla Henrique Pereira e Carla Maraisa Henrique Pereira. Considerada a maior dupla sertaneja feminina da história. Para a dupla brasileira Maiara & Maraisa, o Atlântico deixou de ser uma barreira geográfica para se tornar uma ponte emocional. Com uma carreira em terras portuguesas que já ultrapassa uma década, as irmãs sertanejas voltaram a transformar o palco numa extensão de casa, consolidando uma relação com o público lusitano e com a comunidade brasileira que transcende a mera rotina de digressões.
do resultado de um cultivo contínuo, marcado por passagens com grandes projetos e por uma presença assídua no quotidiano dos ouvintes. Maiara recorda que a história das duas com Portugal já vem de há mais de dez anos, sublinhando a alegria de verem o público colher os frutos desse trabalho feito ao lado de grandes parceiros do sertanejo. A cantora faz questão de destacar a forma acolhedora como o país as recebe a cada regresso, confessando que se sente tão em casa que até poderia morar no país. Para Maraisa, olhar para o recinto cheio em solo europeu evoca as origens mais profundas do seu percurso musical,
desde a infância no Mato Grosso e na região amazónica até ao momento em que atravessaram o oceano para cantar para brasileiros e portugueses. O segredo de um repertório capaz de unir públicos tão diversos reside na honestidade das narrativas que levam para o palco. As canções de Maiara & Maraisa não procuram idealizações, mas sim falar da vida real, dos sentimentos do quotidiano e da força da mulher contemporânea. Como explica Maiara, quanto mais real, visceral e verdadeira é a música, mais forte se torna a conexão com as pessoas. Maraisa reforça a coragem d e
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que começou como um sonho distante, germinado no coração do Brasil, hoje ganha contornos de celebração coletiva. Em salas e festivais de norte a sul do país, com passagem recente por palcos emblemáticos e episódios marcantes como a gravação do seu DVD em território nacional, a presença da dupla em Portugal tornou-se um fenómeno recorrente e caloroso. A cumplicidade entre as artistas e o público português não surgiu do dia para a noite; trata-se
abordar sem pudores a realidade das mulheres que trabalham, se apaixonam e enfrentam desafios, aproveitando também para render homenagem às mães que equilibram a maternidade com a exigente rotina do meio artístico. Além da energia que emana do público, as artistas destacam a importância crucial da imprensa local e da rede de fãs que se formou entre os dois países. Maiara destaca o apoio caloroso dos meios de comunicação desde a decisão de gravarem o DVD em solo português, lembrando também com carinho os momentos de lazer e cultura no país, como a visita à Biblioteca Joanina, em Coimbra. A ligação estende-se de igual modo aos fãs, cuja união e dedicação contínuas funcionam como o verdadeiro combustível do seu trabalho. Quando as luzes do palco se acendem e os primeiros acordes ecoam, as diferenças geográficas dissolvem-se no mesmo refrão, confirmando que a música sertaneja de Maiara & Maraisa se afirmou em Portugal como uma linguagem universal de afeto e identificação.
Aos sábados 7h30am
Sábado às 10:30am | domingos 10am.
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CARNEIRO 21/03 A 20/04 Nos seus relacionamentos profissionais, e nesta semana, terá tendência a defender as suas ideias de uma forma demasiado presunçosa e de quem se julga detentor da verdade absoluta. Esta atitude poderá trazer-lhe alguns dissabores pois provocará uma reação discordante dos colegas de trabalho. Saiba não insistir. TOURO 21/04 A 20/05 É provável que se sinta agora mais voltado para o mundo do trabalho, não só do ponto de vista estritamente profissional, mas também sob o aspeto da relação com os colegas. A saúde é outra área a pedir a sua atenção. É aconselhável que abandone certos hábitos alimentares menos corretos e adote um estilo mais saudável.
LEÃO 22/07 A 22/08
SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Sente uma grande necessidade de comunicação, mas pode estar com tendência para o fazer de forma impulsiva dizendo primeiro e pensando só depois nas consequências. A forma clara, espontânea e convincente que tem de transmitir aos outros as suas ideias faz que este seja um bom momento para levar adiante um plano.
Esta é uma boa altura para fazer atividades em grupo, ir a festas ou estar com os amigos. Vai ter a possibilidade de se relacionar com pessoas diferentes daquelas com quem anteriormente convivia. Está aumentada nesta fase a sua capacidade inventiva e a sua intuição. Sente vontade de fugir à rotina.
VIRGEM 23/08 A 22/09
CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Este é um período de abertura ao exterior, propício a fazer planos para o futuro, a projetar as bases para uma futura expansão. Procure fazer exercício físico ou dedicar-se a uma atividade lúdica, se possível com os seus amigos. Verá que se sentirá mais relaxado e mais apto a enfrentar as solicitações do dia a dia.
Com o Sol na sua Casa VIII poderá ter um conflito com alguém próximo. Tente conhecer e perceber melhor a pessoa com quem tem esse problema mesmo achando que tem razão. Aproveite bem os conselhos de outra pessoa amiga alheia a esse conflito. Período em que poderá ter de resolver assuntos antigos relacionados com a lei.
GÉMEOS 21/05 A 20/06
BALANÇA 23/09 A 22/10
AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Durante esta semana poderá sentir que a sua atividade quotidiana se intensifica. O seu poder de comunicação e de expressão também está aumentado. É uma boa altura para estabelecer contactos, fazer pequenas viagens ou conversar com as pessoas com que lida habitualmente.
Nesta semana irá sentir grande prazer em tudo aquilo que fizer, projetando simpatia e boa disposição. Vai procurar naturalmente a paz e harmonia com os outros, ultrapassando com facilidade mal-entendidos e divergências. A sua simpatia e charme atrairão amigos e popularidade, dos quais poderá beneficiar proveitosamente.
Deve dar mais atenção ao seu mundo dos afetos. O diálogo, o debate e a troca de impressões a dois, está muito estimulado nesta semana. É, pois, uma boa altura para conversar com o seu parceiro e para esclarecer eventuais problemas que tenham vindo a afetar a vossa relação.
CARANGUEJO 21/06 A 20/07 Este é um período em que se irá reconhecer a si próprio através dos bens materiais que possui e da sua capacidade para os obter. O prazer e bem-estar que estes lhe proporcionam, estão intensificados pelo que terá tendência a exibi-los com alegria, proporcionando festas ou oferendo presentes aos seus amigos.
ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 Poderá agora ter de passar um período de dificuldades e conflitos legais. Tenha em atenção tudo o que se relacione com a lei e o fisco pois sendo uma altura de tensão poderá mesmo caminhar para situações que lhe não serão benéficas. Evite dissabores avaliando bem a situação antes de tentar qualquer saída menos ortodoxa.
PEIXES 20/02 A 20/03 Ao passar pela sua Casa VI, a energia do Sol fará com que a sua atenção seja mais dirigida para o seu trabalho e para a sua saúde. Sentirá uma maior capacidade de organizar as suas tarefas quotidianas e obterá melhores resultados sem um grande esforço da sua parte. Dê alguma atenção à sua dieta, corte agora com o que pode prejudicar o seu físico, nomeadamente o tabaco, o álcool ou aqueles doces tão apetitosos.
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MILÉNIO | HORÓSCOPO
Soluções 4 9 2 8 3 E X E R C I T A R X D O G I U N R B C V E I A E G R R R A 5 L S R 1 E N T R E G A R 15 13 M R 14 V O A R 7 B C U E 10 R P O V V 6 P A Q U E R A R I I R L R R D A E A 12 V E N D E R 11 R E J E I T A R
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MILÉNIO | CLASSIFICADOS
14 de agosto de 2026
mileniostadium.com
Classificados GMCC IS HIRING: MECHANIC & WAREHOUSE WORKER IN THE TORONTO AREA . Experience with trucks, cars, and landscape/snow removal equipment required. Must speak and write English. Year-round work, good pay. To apply: Call 416-783-3500 or email resume to gmcc@gmcc-inc.ca
Aluga-se apartamento com quarto, sala, cozinha, com guarda-roupa grande. Não animais, não fumadores. De preferência para senhora so, ou casal. Bom preço para pessoa só. Zona da Lansdowne e Dupon. Ligar para 647-466-8675 depois das 6 da tarde ou fins de semana.
Procura-se Cuidador(a)/Companheiro(a) de Língua Portuguesa. Procura-se uma pessoa de língua portuguesa para acompanhar um casal de idosos portugueses, de 95 anos, que vivem de forma independente em Burlington, Ontário. As funções incluem companhia, preparação de refeições e pequenas tarefas domésticas. Se estiver interessado(a), ou conhecer alguém que possa estar interessado(a), envie um e-mail para: jina@glendon.org
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Empresa localizada em North York procura Aprendiz de Mecânico para trabalho a tempo inteiro (não trabalha aos sábados). Procuramos candidato responsável, de confiança e motivado, com mínimo de 2 anos de experiência na área. Início imediato, trabalho estável em empresa estabelecida, salário a negociar na entrevista Contactar Marco: 416-747-7766 ou enviar Conceituado restaurante em Toronto procurrículo para: mdispenn@hotmail.com cura, cozinheiro / cozinheira . Excelentes condições !!! Ligar para: 4165409114. We are currently looking to hire experienced workers with backgrounds in concrete LIONS GROUP of Companies - Looking for forming and concrete finishing. Please con- ‘Roll Off Drivers’ / motorista de camintact Tony at 416-997-5121. hão, Heavy truck with an hydraulic hook system used to pick up / drops off. Large Estamos atualmente à procura de trabalha- waste or constructions bins. Contact OLIdores experientes com experiência em co- VER call 416-717-9712 fragem (formas para betão) e/ou acabamentos de betão. Contatar Tony 416-997-5121 MAGNUM Millwork - Looking for ; Project Managers / Designers/Millwork EnginAluga-se casa perto da Dufferin Mall no eers/Millwork Drafters/ Cabinet Makers. primeiro e segundo andar com três quartos Contact FILIPE SILVA 416-761-7000 de cama cada, e basement alto, tudo disponível para o fim de Julho. Ligar para 437-318-2221
Agenda comunitária
15 e 16 de Agosto
24 de Agosto
Festa Paroquial - Igreja de Santa Maria dos Anjos
Sabores de Barcelos - Galinha de Cabidela
No número 1481 Dufferin St., a partir das 17h00 no sábado e das 16h00 no domingo: animação com Paulo Marco, St. Mary’s Angelz, Mario Marinho, Ministério Musical Brasileiro, Tony Silveira, The Manic Boys and Girls Club, Banda Lira Portuguesa de Brampton. MC: Rómulo Ávila. Informações: 647 962 7582 (Eric Goulart)
Associação Migrante de Barcelos (2079 Dufferin St), às 13:00h – arroz pica no chão. Informações: 647 949 1320 (Vitor Santos).
15 e 16 de Agosto
St Agnes Parish (15 Grace St), a partir das 18h00 no sábado e das 14h00 no domingo, com animação de Jessica Amaro, Lidia Sousa, Cesar Russo. MC: Rómulo Ávila. Informações: 416 561 0115 (Mariano).
Grandiosa Festa de Nossa Senhora do Monte No Madeira Park (24120 Highway 48), a partir das 09h00 da manhã no sábado e domingo, com P. Francisco Claro, vindo de Portugal. Animação com Rancho Folclórico da Casa da Madeira, Karma Band, Banda Filarmónica Lira do Bom Jesus, Henrik Cipriano, Décio Gonçalves, Roni de Melo. Haverá autocarro para a festa. Informações: 416 567 3518 (Luis da Corte)
29 e 30 de Agosto Festa do Senhor da Pedra
Para publicar ligue para 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium.com
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Procuramos um vendedor com conhecimentos de inglês e português. Enviar currículo: r.bandeira@mdcmediagroup.com
Contacto: 416-900-6692
SAVE THE DATE NOVEMBER 7, 2026 IN SUPPORT OF
H Arraial em Honra de h
Nossa Senhora do Monte Santa Padroeira da Madeira FESTEIROS: JOSÉ VIEIRA, PATRICK VIEIRA
24120 Highway 48, Sutton (3 milhas a Norte da Ravenshoe Road)
SÁBADO, 15 de AGOSTO 8h00 17h00 17h30 18h30
19h00 19h45 20h15 20h45 21h15 22h00
Abertura do parque Tradicional romagem de ofertas Karma Banda com música para animar Novena com o Padre Francisco Claro (vindo de Portugal), acompanhada pela imagem de Nossa Senhora de Fátima Procissão das velas com a Banda Filarmónica Lira do Bom Jesus Atuação do Rancho da Casa da Madeira Atuação de Henrik Cipriano Atuação de Décio Gonçalves Atuação de Karma Banda Atuação de Roni de Melo
DOMINGO, 16 de AGOSTO
8h00 Abertura do parque 13h00 Missa com o Padre Francisco Claro (vindo de Portugal) 14h30 Procissão com Nossa Senhora do Monte, Nossa Senhora de Fátima e Santíssimo Sacramento, acompanhada pela Banda Filarmónica Lira do Bom Jesus 15h30 Atuação do conjunto Karma Banda 16h30 Atuação de Roni de Melo Haverá completo serviço de bar. Gastronomia tradicional madeirense: Carne tenra para uma saborosa espetada madeirense, barraca das malassadas e do bolo do caco.
INFORMAÇÕES: Manuel Oliveira 647-656-1806 • Luis Dacorte 416-567-3518 • Décio Gonçalves 416-817-8356 • Clube 416-533-2401 Haverá autocarro. Para reservas, ligue para José Freitas: (416) 910-3864
PADRE FRANCISCO CLARO
RANCHO DA CASA DA MADEIRA
HENRIK CIPRIANO
BANDA FILARMÓNICA LIRA DE BOM JESUS
KARMA BANDA
PATROCINADOR OFICIAL
DÉCIO GONÇALVES
RONI DE MELO