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MILÉNIO STADIUM 1809- 7 DE AGOSTO

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Ano XXXV edição nº 1809 | 7 de agosto de 2026

David Ganhão

mileniostadium.com

Habitação acessível Carney promete $2,7 milhões a Toronto

P20

Em 3 círculos Ford marca intercalares

Toronto Caribbean Carnival P20

Encheu Toronto de cor e ritmo

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7 de agosto de 2026

! Á OL

Photo: Manuel DaCosta

EDITORIAL

Manuel DaCosta Editorial

Enquanto a sociedade tenta salvar as mentes das nossas crianças, procurando controlar e restringir o que lhes permeia a alma através do mundo digital, trava-se uma guerra promovida por adultos contra as escolas por causa da limitação dos telemóveis e outros dispositivos móveis no ambiente escolar, sobretudo dentro das salas de aula. O impacto cultural das decisões decorrentes destas proibições pode resultar na regressão e na opressão de uma gera-

ção que hoje depende da internet e das redes sociais para quase tudo o que se relaciona com o seu desenvolvimento.

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uando Alexander Graham Bell inventou o telefone, em 1876, dificilmente terá imaginado a forma como estava a mudar o mundo para sempre. Houve um tempo em que a humanidade temia os reis, depois os governos e, mais tarde, as grandes empresas. Hoje, tememos os algoritmos (Inteligência Artificial). Estes algoritmos controlam a informação no interior dos nossos telemóveis e computadores, colocando na ponta dos nossos dedos tudo o que precisamos de saber. Surgem "deuses modernos", como Sam Altman, criador do ChatGPT, a gerar um

desconforto crescente sobre o futuro do mundo e sobre a forma como milhares de milhões de pessoas podem ser influenciadas por falsos deuses. O poder reside na informação capaz de controlar o comportamento humano, por vezes para melhor, mas frequentemente para pior. Entregamos de bom grado fragmentos do nosso pensamento porque a conveniência sempre foi a grande tentação da humanidade. E por que razão é a tentação a nossa maior fraqueza? A inteligência artificial recorda o que esquecemos, escreve o que temos dificuldade em expressar e responde a perguntas antes mesmo de as terminarmos de formular; não é, pois, de admirar que as mentes jovens na escola permitam que estas máquinas pensem por elas. Tal-

Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXV - Edição nº 1809 7 de agosto de 2026 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

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vez figuras como Sam Altman não estejam a fazer mais do que colocar um espelho à frente da humanidade para expor as nossas fragilidades. A nossa disponibilidade para delegar o julgamento, a criatividade e a curiosidade, permitindo que as máquinas nos controlem a mente, resulta na mentira e na batota para alcançar soluções fáceis, criando uma sociedade totalmente oposta às leis do nosso Deus. Há algo que as máquinas não nos podem ensinar: a moralidade, o respeito e a empatia e os resultados já se começam a ver na impotência intelectual das gerações mais jovens. Durante anos, a sala de aula foi um espaço muito simples: um professor com um quadro negro, livros, cadernos e os alunos. Hoje, há a presença dominante de um telemóvel em cada secretária, pronto para substituir o professor e, quem sabe, contestar o próprio programa de ensino por ele preparado. Não há uma resposta fácil para a permissão de dispositivos móveis na sala de aula. Sim, os smartphones podem dar respostas instantâneas a qualquer pergunta, mas conseguirão transmitir a alma e a humanidade de um professor? A informação vinda do smartphone resulta em aprendizagem real ou apenas em pistas sobre um conhecimento abstrato, desprovido de capacidade analítica ou de alternativas? Como pais, queremos a melhor educação para os nossos filhos, ministrada pelos melhores professores, mas os adultos são, possivelmente, os piores exemplos para as crianças, uma vez que ainda não aprenderam a lidar com as mesmas tentações que as afetam. Desde tenra idade que a família remete as crianças para um canto, de tablet na mão, para não perturbar o tempo exclusivo de pais ocupados. Basta olhar para os restaurantes durante as refeições em família para ter uma perspetiva do que a sociedade se tornou devido à falta de comunicação. O propósito da educação é preparar os jovens para o mundo real, mas o mundo não preparou o sistema educativo para a tecnologia, resultando numa guerra filosófica entre pais e professores, enquanto se questionam por que razão as crianças não estão a aprender as realidades da vida. A outra questão é saber se os alunos têm quaisquer direitos dentro da sala de aula e em que condições esses direitos devem ser concedidos no que toca aos dispositivos móveis. Os direitos nunca existiram dissociados da responsabilidade e, se os alunos não demonstrarem responsabilidade, perdem esses direitos. A sala de aula é um lugar cujo propósito é, simplesmente, a educação. Os burocratas sentados num trono com todas as suas falácias não são os melhores exemplos para os estudantes. Os professores, mesmo com todas as suas imperfeições, devem receber todas as ferramentas técnicas e morais para garantir que os adultos de amanhã se comportem de acordo com os ensinamentos do nosso Deus real, e não de Sam Altman. Versão em inglês

Previsão Meteorológica toronto

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Jornal de Notícias Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

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SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI

27º

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Telemóveis na escola – sim ou não? ­

O que estão a fazer os outros países? Estados Unidos

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Os contras

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O nosso governo está focado em reduzir as distrações na sala de aula

Credito: DG

Emma Testani

Quando enviámos ao Ministério da Educação do Ontário um conjunto de perguntas concretas sobre o eventual reforço das regras de uso de telemóveis nas escolas esperávamos obter vários esclarecimentos a questões que legitimamente se podem levantar quando falamos sobre este assunto, como por exemplo: queríamos saber se a implementação das regras que estão em vigor desde 2024 tem sido consistente, que impacto tem tido nas participações disciplinares, se os sindicatos e associações do setor foram consultados sobre a eventual proibição total dos telemóveis em propriedade escolar. Não obtivemos respostas diretas a nenhuma das nossas perguntas, mas o gabinete do ministro Paul Calandra fez chegar-nos um statement genérico, atribuído à sua secretária sénior de imprensa, Emma Testani, que resume a posição oficial do governo sem entrar em detalhes operacionais. Ainda assim, o texto traduzido na íntegra que pode ser lido ao longo deste artigo, tem informação suficiente para se cruzar com aquilo que a investigação científica e a experiência de outros países já nos dizem sobre este tema.

O

ponto de partida da declaração do Ministério da Educação de Ontário é clara: "o nosso governo está focado em reduzir as distrações na sala de aula, para que os alunos se mantenham envolvidos, concentrados na aprendizagem e alcancem os mais altos níveis de sucesso." Esta frase, convenhamos, não é apenas retórica política porque encontra respaldo direto em literatura científica, que associa a restrição de telemóveis a ganhos reais de concentração e de desempenho aca-

démico, sobretudo entre alunos de meios socioeconómicos mais desfavorecidos. É precisamente esse tipo de evidência que o Ministério invoca quando afirma que "continua a surgir nova investigação que demonstra os riscos de um elevado tempo de ecrã e do uso de smartphones, incluindo notas mais baixas em testes, menos interações presenciais e níveis mais reduzidos de atividade física." Os três riscos citados – pior desempenho escolar, diminuição da socialização e atividade física – também são uma realidade que tem sido observada em vários estudos e em vários países. Efetivamente, estas preocupações alinham-se com o que motivou, por exemplo, o governo português a avançar com restrições semelhantes, reportando já uma diminuição do bullying e um aumento da socialização entre alunos desde que a proibição entrou em vigor no 1.º e 2.º ciclos, em 2025/2026. Onde a declaração assinada por Emma Testani se torna mais reveladora é na parte dedicada à pressão pública. O Ministério admite que, "durante o ano letivo de 2025-26, recebemos um número considerável de correspondência relacionada com telemóveis, redes sociais e tempo de ecrã", e que "a grande maioria pedia mais restrições". E a verdade é que este pormenor reflete uma tendência que se tem repetido em praticamente todas as jurisdições que avançaram para proibições mais duras. Nos Estados Unidos, uma sondagem do Pew Research Center mostrou que o apoio público à proibição de telemóveis durante as aulas subiu de 68% para 74% entre 2024 e 2025 e o apoio a proibições de dia inteiro cresceu ainda mais depressa, de 36% para 44%. Foi também sob pressão de pais e educadores que a França generalizou, em 2025, o seu programa "Portable en pause"

a todos os "collèges", medida que se estende agora aos liceus a partir de setembro de 2026. O padrão é sempre o mesmo: primeiro a queixa das famílias e dos professores, depois a política, o que, diga-se, é um caminho interessante do ponto de vista democrático. A declaração descreve ainda, com algum detalhe, aquilo que já está em vigor na província de Ontário: "segundo as regras atuais, definidas no Código de Conduta Provincial, os alunos não podem usar dispositivos móveis pessoais durante o dia escolar, do infantário ao 6.º ano, e durante o período de instrução, do 7.º ao 12.º ano", com exceções previstas "para fins educativos, por razões de saúde e médicas, e para apoiar necessidades de educação especial". Esta estrutura de exceções não é original do Ontário é, na verdade e por exemplo, quase um espelho do modelo português, que permite telemóveis sem acesso à internet no 1.º e 2.º ciclos apenas para emergências ou contacto com os encarregados de educação. E quando o Ministério de Paul Calandra explica que, em caso de incumprimento, "cabe ao diretor decidir a resposta adequada, seguindo uma abordagem de disciplina progressiva", está a confirmar exatamente aquilo que Amy Johnson, presidente do Ontario Principals' Council, descreveu nesta mesma edição: um sistema que deposita nos diretores de escola a responsabilidade última de fazer cumprir uma política desenhada no Queen's Park. O ponto final do statement, ou seja, a possibilidade de "os conselhos escolares implementarem regras adicionais que respondam a necessidades locais", incluindo a restrição total do uso de dispositivos durante todo o dia escolar até ao 12.º ano,

já é, de resto, a realidade normal noutras províncias canadianas. Quebeque, Alberta e a Colúmbia Britânica adotaram precisamente este tipo de proibição "bell-to-bell", tornando Ontário, entre as grandes províncias do país, uma das que ainda deram esse passo de forma centralizada. O que a declaração do Ministério não menciona, no entanto, é tão relevante quanto o que menciona. Ou seja, ficámos sem saber se a ideia avançada por Paul Calandra em abril deste ano vai ou não para a frente, ficando a clara ideia de que ainda não há uma decisão sobre essa matéria. Não há também qualquer resposta relativamente às preocupações logísticas que podem tornar-se uma realidade para quem tem que gerir ou implementar no terreno o que é decidido nos gabinetes governamentais e que foram levantadas por ambas as organizações que entrevistámos para esta edição do Milénio – a ETFO e o OPC. Estamos a falar do financiamento para criar uma infraestrutura segura de armazenamento e garantir a formação que uma proibição total exigiria. Fica, portanto, a ideia de que o governo continua a analisar o reforço da política, apoiado numa evidência científica real e num contexto internacional que aponta, de forma consistente, na mesma direção, mas que, para já, prefere fazê-lo sem envolver ou esclarecer publicamente os detalhes práticos que mais preocupam quem, todos os dias, tem de pôr essas regras em prática dentro das escolas do Ontário. MB/MS

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Restringir o acesso e o uso de telemóveis resolve apenas uma parte do problema

Credito: DR

Amy Johnson

Uma proibição de telemóveis não se resume a uma frase numa lei ou projeto de lei. Alguém tem de a transformar em prática todos os dias: decidir onde ficam guardados os aparelhos confiscados, explicar aos pais porque é que o filho não pode responder a uma mensagem durante o intervalo, gerir o caso do aluno que insiste em não cumprir, e fazer tudo isto sem deixar de tratar de todas as outras responsabilidades que já cabem à liderança de uma escola. Foi esse trabalho muitas vezes invisível e as vantagens e malefícios que a eventual decisão de banir os telemóveis das escolas pode trazer, o tema da entrevista com Amy Johnson, presidente do Ontario Principals' Council. Trata-se, obviamente, de alguém que conhece bem a realidade das escolas não apenas a partir da sala de aula, mas a partir do gabinete que tem a missão de gerir toda a escola.

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nquanto o debate público se concentra, muitas vezes, na pergunta mais simples, proibir ou não proibir, são os diretores e subdiretores de escola quem lida com as perguntas mais difíceis: que infraestrutura seria necessária para guardar centenas de telemóveis em segurança, que formação teria de ser dada ao pessoal, como garantir que uma proibição total não penaliza injustamente alunos com necessidades específicas ou famílias que dependem do contacto direto com os filhos. São também os membros do Ontario Principal’s Council quem sente, em primeira mão, se as regras atuais estão a ser cumpridas de forma igual em todas as escolas ou se, na prática, cada estabelecimento acaba por interpretar a política à sua maneira. Há ainda um paralelo interessante com o que já ouvimos de outras vozes do setor educativo: tal como os professores representados pela ETFO, também os diretores e subdiretores foram consultados quando a proibição parcial foi introduzida, em 2024, mas não voltaram a sê-lo agora que uma proibição total está em cima da mesa. Foi à procura dessa perspetiva de quem gere o dia a dia de uma escola inteira, e não apenas de uma sala de aula, que o Milénio Stadium falou com Amy Johnson.

Milénio Stadium: Desde que a política entrou em vigor em 2024, como é que a aplicação das restrições ao uso de telemóveis mudou a carga de trabalho diária dos diretores e subdiretores? Amy Johnson: Quando o Ontário introduziu, em 2024, novas restrições ao uso de dispositivos móveis pessoais nas escolas, através de revisões ao Código de Conduta Provincial (Policy/Program Memorandum 128), os diretores e subdiretores assumiram responsabilidades adicionais: comunicar os novos requisitos ao pessoal docente, aos alunos e às famílias, e apoiar uma implementação consistente dentro das suas escolas. Isto incluiu monitorizar o cumprimento das regras, responder a situações em que os alunos não seguiam a política, e trabalhar junto das famílias para reforçar as expectativas. Nas escolas secundárias, onde os alunos têm mais tendência para ter dispositivos pessoais, a implementação exigiu, muitas vezes, um acompanhamento adicional. Com o tempo, à medida que alunos, pessoal docente e famílias se foram familiarizando com as expectativas, a implementação tornou-se mais rotineira, embora continue a exigir atenção contínua. MS: Se a província avançar para uma proibição total em propriedade escolar, que recursos adicionais, formação de pessoal ou infraestrutura de armazenamento precisariam as escolas para a implementar eficazmente? AJ: Se a província avançar para uma proibição total dos telemóveis em propriedade escolar, terá de fornecer às escolas o financiamento e os recursos necessários para implementar a política de forma eficaz, equitativa e respeitadora das experiências e realidades vividas por todos os alunos. Isto incluiria tanto apoio ao nível de pessoal como apoios práticos, além de orientações claras para as escolas.

incluindo telemóveis e tablets, podem recomendações transmitiu ao Ministério ser usados para apoiar a aprendizagem ou da Educação? responder às necessidades individuais de AJ: Fomos consultados sobre as alterações certos alunos. iniciais da política de proibição parcial, Restringir o acesso e o uso de telemóveis mas não fomos consultados sobre uma resolve apenas uma parte do problema proibição total dos telemóveis. inerente ao seu uso frequente. Ajudar os Os diretores e subdiretores são responsáalunos a desenvolver hábitos tecnológicos veis por implementar a política provincial responsáveis, e a compreender o impacto nas escolas e compreendem como essas da tecnologia na aprendizagem, na saúde, políticas afetam o funcionamento escolar, na socialização e no bem-estar, é também os alunos, o pessoal docente e as famílias. essencial. A sua experiência é essencial para inforMS: Até que ponto tem sido consistente a mar a implementação, identificar consiaplicação das regras entre diferentes esco- derações práticas e dar feedback sobre o las, e que lacunas ou zonas cinzentas têm os que está a funcionar bem e onde podem ser necessários apoios ou ajustes adiciodiretores assinalado ao Ministério? nais. Acreditamos que as suas perspetivas AJ: Não estamos em posição de comentar devem continuar a informar quaisquer fua consistência da implementação em todo turas alterações de política. O OPC contio Ontário, porque não recolhemos dados nua disponível para dar o seu contributo e a nível provincial. Os nossos associados, partilhar as perspetivas dos seus associapor toda a província, identificaram algudos, à medida que a província considera mas áreas onde seria útil maior clareza, futuras alterações de política. incluindo as diferentes expectativas para MB/MS alunos do 6.º e do 7.º anos em escolas que vão do infantário ao 8.º ano, as abordagens ao armazenamento dos telemóveis para posterior recolha, e as respostas a incidentes repetidos de incumprimento. MS: Que impacto, se algum, se tem verificado nas participações disciplinares ou nas idas ao gabinete da direção desde a entrada em vigor das restrições atuais? AJ: Não recolhemos dados a nível provincial sobre participações disciplinares ou idas ao gabinete da direção relacionadas com esta política. Durante o primeiro ano de implementação, muitos dos nossos associados reportaram um aumento do trabalho administrativo, à medida que as escolas implementavam os novos requisitos. Com a familiarização crescente de alunos e famílias, a implementação tornou-se mais rotineira. Em alguns casos, quando as famílias não apoiam ou não cumprem a política, isso pode criar situações difíceis que exigem tempo e atenção adicionais por parte de diretores e subdiretores.

Seria também necessária uma componente educativa, para ajudar alunos e famílias a compreender o propósito da política, as razões da proibição e o que é espera- MS: O Council foi formalmente consultado. Além disso, seria preciso considerar do sobre a proposta de proibição total e, quando e como os dispositivos pessoais, em caso afirmativo, que preocupações ou

Amy Johnson. (DR.)

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O governo não nos consulta sobre absolutamente nada Há um degrau que quase sempre falta nas conversas sobre políticas educativas: o de quem, todos os dias, tem de as pôr em prática dentro de uma sala com vinte, trinta alunos, e sem tempo para parar a aula a cada telemóvel que aparece por cima da mesa. Desde que as restrições ao uso de telemóveis entraram em vigor em Ontário, em 2024, foram os professores do ensino básico (e não os gabinetes que desenham a legislação) quem ficou encarregado de a fazer cumprir. E é precisamente esse o ângulo que falta, muitas vezes, ao debate público sobre banir ou não banir os telemóveis das escolas.

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ETFO (Elementary Teachers' Federation of Ontario) representa milhares desses professores em toda a província, e o seu presidente, David Mastin, está bem posicionado para dizer o que realmente se passa no terreno: se as regras estão a ser aplicadas de forma consistente, que peso adicional este tipo de fiscalização representa para quem já lida com turmas sobrelotadas e uma lista interminável de responsabilidades, e o que pode correr mal se uma eventual proibição total avançar sem ter em conta situações mais delicadas - alunos com necessidades educativas especiais ou condicionalismos de carácter médico. Há também uma questão que atravessa toda esta conversa e que raramente chega ao público: até que ponto o Ministério da Educação tem, de facto, ouvido quem trabalha diariamente com estas crianças antes de anunciar mudanças que lhes vão bater à porta da sala de aula. Entre o anúncio de uma nova regra e a sua aplicação real existe sempre um espaço, preenchido por professores, diretores e pais, onde a teoria se testa contra a realidade, e onde, muitas vezes, se percebe que aquilo que parecia simples no papel é bem mais complexo na prática. É esse espaço que o Milénio foi explorar com David Mastin. Nesta conversa, ficámos a saber: o que os associados da ETFO têm reportado desde que as primeiras regras entraram em vigor; se o sindicato apoia ou

Credito: DR.

David Mastin

em contextos específicos, exclusivamente por razões pedagógicas e ao critério do professor. Trata-se, assim, de uma resposta dupla. Penso que poderíamos olhar para uma proibição total e reconhecer aspetos bastante positivos para os alunos do ensino básico, apoiando, ao mesmo tempo, o traMilénio Stadium: Qual tem sido o feebalho da Unplugged Canada. dback dos associados desde 2024? Os professores do ensino básico sentem que as MS: Que sobrecarga adicional representa a regras atuais estão a ser cumpridas e apli- monitorização e a aplicação das regras sobre dispositivos móveis para os professocadas de forma consistente? res, para além das suas responsabilidades David Mastin: Não. Diria que existe uma já existentes? enorme inconsistência no modo como as regras relativas ao uso de telemóveis estão DM: Os professores e profissionais da edua ser cumpridas em toda a província. Isso cação têm um conjunto imenso de respongera uma grande vulnerabilidade para os sabilidades. As nossas turmas são muito professores e profissionais da educação que numerosas e há muitos alunos a interagir tentam aplicar diretrizes que nem sempre e a desenvolver um trabalho positivo nas são apoiadas, quer pelos encarregados de salas de aula. Contudo, qualquer distração educação, quer, em alguns casos, pela pró- ou utilização inadequada da tecnologia, pria direção escolar. Portanto, diria que a quando não prescrita, gera ansiedade. Essa resposta à sua pergunta é que não há uma responsabilidade adicional, especialmenaplicação e um cumprimento consistentes te tendo em conta o número de alunos e a das regras, o que causa um elevado grau de enorme prevalência de telemóveis nas escolas, inclusive em idades muito jovens, ansiedade aos nossos associados. aumenta uma carga de trabalho que já se MS: A ETFO apoia a proibição total de teencontra extremamente sobrecarregada. lemóveis no espaço escolar ou o sindicato tem receios quanto à forma como essa MS: Existem situações específicas - nemedida seria implementada nos alunos cessidades educativas especiais, condições médicas dos alunos ou comunicação famimais jovens? liar - em que a ETFO considera que uma DM: É uma boa pergunta. Não temos uma proibição total poderia criar problemas? posição oficial sobre a proibição total de telemóveis, mas apoiamos uma organização DM: Considero que esses são temas que prechamada Unplugged Canada, que defende cisam de ser debatidos com a comunidade, o adiamento do uso de smartphones até aos com o setor da educação especial e com os 14 anos, o que abrange a quase totalidade da pais de alunos com necessidades especiais, população em idade escolar do ensino bási- a fim de identificar com exatidão quais são co. O nosso apoio a este grupo, que procura as necessidades de saúde e segurança. A a proibição total do uso de smartphones até ETFO certamente não seria a favor de uma aos 14 anos, baseia-se em dados significati- proibição total se essa medida criasse provos que demonstram uma correlação entre blemas de saúde e segurança para deteros problemas de saúde mental enfrentados minadas comunidades nas nossas escolas. pelos jovens e o acesso ao mundo exterior Essas questões só podem ser identificadas através de um dispositivo na mão. Por essa através de uma consulta adequada junto razão, apoiamos a sua campanha e, portan- de quem está no terreno e compreende as to, pareceria que somos a favor da proibi- nuances do impacto de uma proibição toção. No entanto, também temos diretrizes tal. Assim, incentivaria vivamente o goque determinam que, a serem utilizados verno, caso planeie avançar nessa direção, nas escolas, os telemóveis só devem sê-lo a consultar efetivamente as comunidades não uma proibição total dos telemóveis; que vozes ainda precisam de ser ouvidas antes de qualquer decisão final ser tomada, e se, afinal, alguém no governo tem estado do outro lado da linha a perguntar aos professores o que eles pensam sobre tudo isto.

que têm necessidades legítimas em relação aos dispositivos móveis, de modo a compreender quais são essas necessidades e evitar comprometer o potencial de todos e a sua capacidade de aproveitar as oportunidades que a escola oferece. MS: A ETFO foi consultada pelo Ministério sobre a proposta de endurecimento da política de utilização de telemóveis e o que é que o sindicato transmitiu nesse processo? DM: O governo não nos consulta sobre absolutamente nada. Portanto, não fomos consultados sobre a proibição dos telemóveis. No entanto, estamos a solicitar essa consulta, pois gostaríamos de participar nessa discussão. Temos associados no terreno a vivenciar todas estas realidades, e as perguntas que colocou são de extrema importância e devem integrar qualquer legislação que venha a ser produzida para as nossas escolas. MB/MS

David Mastin. (DR)

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operacional das forças de segurança marroquinas. Isto é interpretado como sinal político dirigido a Madrid e Bruxelas,

Fora de tópico...

Entre três mil e cinco mil pessoas permanecem em Ceuta, muitas em praias vigiadas e centros de acolhimento colapsados. Há pelo menos 862 menores desacompanhados, que não podem ser deportados.

Olá, muito bom dia e como tem passado? Verão quente e chuvoso, mas é o que é... é lidar. Um dia de cada vez. Vou deixar o tema de capa do Milénio sobre a proibição de uso de telemóveis nas aulas para os meus colegas de redação que ainda têm miúdos a frequentar escolas, e vou passar a um tema que não afeta só a Europa, é um flagelo Mundial e assim a pouco e pouco as crises migratórias são cada vez mais evidentes. Fiz uma pesquisa e deparei-me com esta forma válida de abordar este tema. Vamos colocar 10 perguntas para entender a nova crise migratória em Ceuta.

9) Como a crise está a ser instrumentalizada politicamente?

Partidos de direita e extrema-direita na Europa e EUA usam Ceuta para reforçar discursos anti-imigração. Em Espanha, PP e Vox atacam Pedro Sánchez; líderes como 4) Como reagiu a Espanha? Trump, Meloni e Farage amplificam a narMadrid reforçou polícia e Exército, insrativa de “caos” e “ameaça”. talou uma barreira marítima flutuante e devolveu rapidamente a maioria dos mi- 10) O que pode acontecer a seguir? grantes a Marrocos. O governo afirma ter Especialistas antecipam três frentes: “estabilizado” a situação. • Endurecimento europeu na fronteira 5) Como reagiu a União Europeia? Em três dias, cerca de 60 mil pessoas tenexterna (Frontex, barreiras físicas). taram atravessar a fronteira entre Marro- A UE convocou uma reunião de emergên• Pressão diplomática sobre Marrocos. cos e Espanha, usando Ceuta como cidade cia dos ministros da Administração Interde passagem. na. 22 países pediram reforço da Frontex • Debate interno na UE sobre modelos e revisão da cooperação com Marrocos. de processamento de migrantes fora do 1) O que desencadeou esta crise? Espanha, França, Luxemburgo, Portugal e território europeu. Cerca de 50 a 60 mil pessoas tentaram entrar Irlanda não assinaram a carta. É para ficarmos atento, não? Não seria má em Ceuta entre 30 de julho e 1 de agosto, soideia, uma vez que esta situação vai voltar 6) Porque é que a crise dividiu a UE? bretudo a nado ou contornando barreiras na a acontecer. fronteira com Marrocos. A travessia resultou A chegada massiva reacendeu tensões sobre: em cerca de 90 mortos, segundo os dados • Gestão das fronteiras externas; mais recentes das autoridades espanholas. É o que é e vai valer sempre o que vale. • Responsabilidade partilhada entre Esta2) Porquê agora? dos-membros; Analistas de centros como o Conselho EuroAté já e bom fim de semana, • Modelos de externalização (como o peu de Relações Internacionais (ECFR na sigla acordo Itália–Albânia). Especialistas Cristina em inglês), Real Instituto Elcano e comentanotam que Espanha ficou politicamente dores marroquinos e espanhóis convergem isolada na reunião. num ponto: o súbito aumento de entradas em Ceuta só foi possível porque Marrocos redu- 7) Que países adotaram posições ziu temporariamente a vigilância na frontei- mais duras? ra de Castillejos/Fnideq, uma vez que fluxos • Itália suspendeu Schengen com Esdesta escala não acontecem sem alteração Read in English panha por um mês e defendeu excluir Photo: DR

Opinião

Madrid temporariamente do espaço de livre circulação.

• França reforçou controlos fronteiriços. Para além disto, apontam vários fatores • Suécia criticou a gestão espanhola. combinados: 8) Qual é o papel de Marrocos? • Pressão migratória estrutural no norte de África. Marrocos é central: controla a fronteira e tem capacidade de travar ou permitir flu• Condições socioeconómicas deterioraxos. A UE discute rever a cooperação com das em regiões marroquinas costeiras. Rabat, incluindo vigilância e acordos de retorno. 3) Qual é a dimensão humanitária?

Por terras de Ceuta

Cristina Da Costa

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by these bans can result in the regression and oppression of a generation, which now depends on the internet and social media for nearly everything associated with their development.

Photo: Manuel DaCosta

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As society attempts to save the minds of our children by attempting to control and restrict what permeates their soul digitally, a war is being waged by adults against schools because of restrictions of phones and other mobile devices in schools, but particularly in school classrooms. The cultural impact of decisions being made

hen Alexander Graham Bell invented the telephone in 1876, he must have not imagined how he was changing the world forever. There was a time when humanity feared kings, then governments, then corporations. Today, we fear algorithms (AI). These algorithms control the information inside our telephones and computers, placing at our fingertips everything we need to know. There are “modern gods,” like Sam Altman, owner of CHATGPT, creating growing discomfort about the future of the world and how billions can be influenced by fake gods. Power is in information which can control human behaviour, sometimes for the better, but often for the worse. We willingly surrender fragments of our thinking because convenience has always been humanity’s temptation. And why is temptation our weakest quality? Artificial intelligence remembers what we forget, writes what we have trouble expressing and answers questions before we finish asking them, so no wonder young minds in school allow these machines to think for them. Perhaps people like Sam Altman are doing nothing more than to hold a mirror to humanity and to expose our frailties. Our willingness to delegate judgement, creativity and curiosity and allow machines to control our minds, results in lying and cheating to achieve satisfactory solutions and is creating a society fully opposite to the laws of our God. One thing machines can’t teach us is morality, respect and empathy and the results can already be seen in the intellectual impotence of younger generations. For years, the classroom was a very simple place. A teacher with a blackboard, books, and notebooks plus students. Today, there’s a

dominant presence of a mobile phone on every desk ready to take the place of the teacher and perhaps challenge the teaching of a curriculum prepared by a teacher. There is no easy answer about the allowance of mobile devices in the classroom. Yes, smartphones can provide instant answers to every question, but can they transmit the soul and humanity of a teacher? Does the information from the smartphone result in learning or just clues about the knowledge that is really in the abstract without any analytical or preferred alternatives? As parents, we want the best education for our children and taught by the best teachers, but adults are possibly the worst examples for our children because adults haven’t learned how to deal with the same temptations afflicting our children. The family has relegated children from a very young age to a corner, tablet in hand so as not to upset the exclusivity of time afforded to busy parents. Look at restaurants during family meals for a perspective of what society has become due to lack of communication. The purpose of education is to prepare young people for the real world but the world has not prepared the education system for technology, resulting in parents and teachers fighting a philosophical war, wondering why children are not learning the realities of life. The other question is whether students have any rights inside a classroom and under what conditions those rights should be afforded regarding mobile devices. Rights have never existed in isolation from responsibility and if students dont show responsibility they lose those rights. A classroom is a place and its purpose is simply education. Bureaucrats sitting on a throne with all their fallacies are not the best examples for students. Teachers, even with all their shortcomings, should be given all the technical and moral tools to ensure that future adults behave in accordance with the teachings of our real God and not Sam Altman.

Esta semana • Entrevista exclusiva com o lendário guitarrista Al Di Meola. • Visitámos a exposição “Madeira Pedra Madeira”, de Paulo Neves.

• Acompanhámos a 12.0 edição da Volta Luso em Mississauga e Hamilton.

• No Rosa’s Portuguese Kitchen, vamos aprender a fazer Ervilhas Escalfadas com Chouriço.

• Cawela em Forma – mais dicas para cuidar do corpo e da mente.

• Recordamos a entrevista com o baterista Vicky Marques, gravada no Dia do Ritmo (2021).

• TEDx Porto – as ideias inspiradoras de Soraia Ventura. • Entrevista com o cantor Nel Monteiro. • Recordamos a conversa com João Maltez, o último capataz dos cantoneiros.

• e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã

Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã


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IT’S A MAD, MAD WORLD

OPINIÃO

Raul Freitas Opinion

A

las, since the advent of endless news, we’ve become immune to the tragedies and the recklessness of others, many of us viewing these posts as entertainment. What else do you call it? We watch, we do nothing, we move on. The people of this world are being raped by rampant capitalism whose players are consolidating wealth and control. And they are doing this at a speed that will keep us from being able to react, until it’s too late. Right now, artificial intelligence is being sold to us as a must have. For this, they need data centres that require more power than many cities, and to keep them cool, they are using the water that you and I need to survive. Many documented cases exist, especially in the US, where there are already over 4400 in operation, (hundreds more are planned), currently about 45 percent of the global share. The UK is in second with about 550. Canada has under 300, while China is reported to have about 360. This is all about control of the fully digital age, which includes your money. They plan to take away all of our independence, while tracking everything we do. You don’t have to take my word for it; a little research will provide you with plenty of CEO’s and top US government officials openly stating exactly what they plan. Palantir reptilian co-founder Peter Thiel is a great source for information about this shift. He’s has been more than

Creditos: DR

Notice how erratic people’s behaviour is these days? Not only do you see it around you, especially if you live in a city, but many folks on social media are pointing this out every chance they get, as we are all witness to. I don’t know what percentage of these videos are real, but they can’t all be fake. If you allow it to, the algorithm will pepper you with as many as you can handle, and beyond. Personally, I’ve stopped opening these up because, frankly, I get the point. happy to state their goals. Blackrock is also heavily involved in the shift to fully control everyone’s lives. We are all convinced that we live in democracies, but what we see before us was never tabled to the people. No one was asked for their opinion, no one was even warned this was coming. Naturally, DT being placed in the White House has been key to the rapid growth of AI. His family has openly invested in firms through insider information from dad, who also openly admitted it. This smugness should have set off every alarm in existence, but it carries on. I’m guessing the opposition is probably also in it up to its eyeballs, since every government for as long as anyone can remember has made it so simple for the wealthy to keep filling their pockets. The world should be in an uproar over this very fact. The richest people pay little to no taxes, while the rest of us have to cough up to half of our wages. The reason? more growth and profits will trickle down to the little guy. Really? Is that what we experienced? Give me a break, the exact opposite has happened, and over the last decades it has accelerated exponentially. Some oil companies, (since the war on Iran), have seen their profits double, yet they blame the war for the un-

believable price of fuel. The story is nothing more than another headline. To sweeten the deal, they also get subsidies from government; the people’s money. The fact that people are becoming erratic is not just due to budget cuts in mental health; it’s also because nothing that’s going on today makes any sense. It feels like a complete smoke screen to me. We are intelligent, we know what’s happening, but it’s all way too fast, a blitz, which is exactly according to their plan. We don’t need artificial intelligence, we have real intelligence, as long as we are provided with the tools to use it. Instead of AI, what about decent food, clean drinking water, and a home we could call our own? And how about the capacity to be able to afford all of these things, comfortably? Is there anyone out there that wouldn’t rather have these things, as opposed to AI? The unfortunate part is that these basic things are all bad for business. Fiquem bem!

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Quem paga a conta quando tudo é gratuito? Augusto Bandeira Opinião

Meus caros leitores, atenção que eu não sou contra quem vai, quem tira e quem desfruta de certas coisas que são consideradas impossíveis, mas veem-se todos os dias, há promessas políticas que parecem música para os ouvidos de quem as escuta. Quem não gostaria de pagar menos pela renda, ter transportes gratuitos, creches gratuitas, comida mais barata e, se possível, que o Estado resolvesse todos os problemas da nossa vida?

O

problema é que há uma pequena pergunta que muitas vezes fica esquecida, quem paga a conta? É precisamente por aqui que quero começar a falar do chamado socialismo democrático de esquerda, um modelo que continua a ganhar espaço em várias sociedades ocidentais e que tem em Zohran Mamdani, atual presidente da Câmara de Nova Iorque, um dos exemplos mais mediáticos. Mamdani chegou ao poder com uma mensagem simples, direta e muito apelativa, sobretudo para os mais jovens e para aqueles que sentem diariamente o peso do custo de vida. Transportes públicos gratuitos, creches acessíveis, congelamento de determinadas rendas e outras medidas destinadas a tornar a vida dos nova-iorquinos mais barata. À primeira vista, quem é que pode ser contra? Mas há sempre uma segunda pergunta que devemos fazer, quanto custa tudo isto e quem vai pagar? Os socialistas da ala esquerda não dizem, isto é não respondem, são campeões a enganar o zé povinho.

Porque uma coisa é certa, no mundo real não existem serviços gratuitos. Quando o autocarro é gratuito para o passageiro, alguém paga o motorista, o combustível, a manutenção e toda a estrutura. Quando a creche é gratuita para uma família, alguém paga os funcionários, as instalações e as despesas. Quando o Estado promete baixar o preço de determinados bens, também alguém terá de suportar a diferença. E esse alguém é, no fim da cadeia, o contribuinte. Não quero com isto dizer que sou contra ajudar quem precisa. Muito pelo contrário. Uma sociedade desenvolvida deve proteger os mais frágeis. Deve apoiar os idosos, as pessoas com deficiência, as famílias que atravessam dificuldades e todos aqueles que, por razões que muitas vezes não controlam, precisam de ajuda. Mas existe uma diferença enorme entre dar uma mão a quem precisa de se levantar e carregar alguém ao colo durante toda a vida. E é aqui que começa a minha preocupação. Se o Estado promete cada vez mais benefícios, mas não cria a riqueza necessária para os pagar, alguém terá inevitavelmente de suportar essa fatura. E quem cria essa riqueza? São os trabalhadores, os empresários, os investidores, os profissionais liberais e as empresas. São aqueles que acordam todos os dias, trabalham, arriscam o seu dinheiro, contratam pessoas, criam produtos e serviços e pagam impostos. Então eu pergunto, até que ponto podemos aumentar os impostos sobre quem produz sem começar a desincentivar precisamente aqueles que precisamos que continuem a produzir? Esta é uma pergunta que a esquerda muitas vezes não gosta de ouvir. Há quem diga, vamos buscar o dinheiro aos ricos. Então pensem bem nisto. Mas quantos ricos existem? E durante quanto tempo

podemos aumentar os impostos sobre os mesmos antes de eles procurarem outros lugares para investir ou simplesmente decidirem não investir? É fácil distribuir dinheiro quando ele existe, promete-se tudo para a caça ao voto. Difícil é criar as condições para que esse dinheiro continue a ser produzido. E aqui aparece outra questão que considero ainda mais curiosa, como é possível haver empresários e pessoas que vivem do setor privado a apoiar políticas que podem aumentar significativamente a intervenção do Estado e a carga fiscal? A resposta não é tão simples como alguns querem fazer parecer. Há limites que muitos tem de conhecer e perceber, um empresário não pode contratar pessoas se não tiver clientes. Não pode aumentar salários se os custos aumentarem mais depressa do que as receitas. Não pode investir se não acreditar que terá condições para recuperar o investimento, e viu-se recentemente na reforma laboral, a esquerda ignorou o setor empreendedor, como é possível pessoas não perceberem isto, há que haver uma balança muito bem equilibrada, o que a esquerda faz é tudo a curto prazo, são promessas impossíveis e depois cai-se na desgraça. Outra coisa muito importante, não podemos transformar o empreendedor num inimigo simplesmente porque tem sucesso, se o tem, fez por isso. Parece-me que este é um problema cada vez mais presente em determinados discursos políticos, ganhar dinheiro passou, em alguns casos, a ser apresentado quase como uma culpa. Mas convençam-se de uma coisa, sem empresários não há empresas. Sem empresas não há empregos. Sem empregos não há salários. E sem salários e empresas não há impostos suficientes para financiar o Estado social. Para quem vê com bons olhos isto é uma

matemática muito simples. Mas também concordo numa coisa, não podemos condenar quem acredita nessas promessas. Muitas dessas pessoas estão realmente a passar dificuldades. O problema é quando deixamos de perguntar como vamos pagar. Porque prometer é fácil. Governar é muito mais difícil. Governar é fazer contas. É escolher prioridades. É dizer que não a algumas coisas para poder dizer que sim a outras. É perceber que cada dólar ou cada euro gasto pelo Estado teve primeiro de ser produzido por alguém. E há uma frase que, para mim, devia estar escrita na porta de todos os governos, "O dinheiro do Estado não nasce no Estado. Vem dos cidadãos." Para terminar, desejo boas férias a todos, mas antes de ir façam contas, as férias são um bem para todo o cidadão, mas nem sempre temos possibilidades económicas para fazer determinado tipo de férias, qualquer dia vem um político dizer, vá de férias que o estado paga. Bom fim de semana.

Mayor Zohran Mamdani. Photo by Lloyd Mitchell

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MILÉNIO | OPINIÃO

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The classroom vs. the cell phone... Opinion

Should cell phones have a place in the classroom?

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ew inventions have changed the lives of young people as dramatically as the smartphone. What began as a simple communication device has evolved into a pocket-sized computer capable of providing instant access to information, entertainment, social media, games, and artificial intelligence. While this technology has undeniable benefits; kit has also sparked an important debate...... Should students be allowed to use cell phones during class, or should they be banned from schools altogether? For many parents, giving a child a cell phone provides peace of mind. In emergencies, students can quickly contact family members, and parents can stay connected throughout the day. Smartphones can also be valuable educational tools, allowing students to research topics, access digital textbooks, use learning apps, and collaborate on assignments. However, the reality inside many classrooms tells a different story. Teachers across Canada and around the world report that cell phones have become one of the biggest distractions to learning. Notifications, text messages, social media, online videos, and games constantly compete for students’ attention. Even a quick glance at a phone can interrupt concentration, making it harder to absorb new information and stay engaged in lessons. Scientific research has shown that the human brain is not as good at multitasking as many people believe. When students repeatedly switch between classroom instruction and their phones, the brain must constantly refocus. This process, known as “task switching”, reduces attention, slows learning, and makes it more difficult to store information

Does this mean cell phones should be completely banned? Many educators believe the answer is yes-at least during instructional time. Several school systems have introduced policies requiring phones to remain locked away or turned off during classes. Early reports suggest these policies improve classroom attention, reduce disruptions, and encourage students to engage more actively with teachers and classmates. Others argue that smartphones are part of modern life and should be taught as responsible tools rather than prohibited altogether. They believe students should learn digital citizenship, self-control, and appropriate technology use, since these skills will be essential in higher education and the workplace. A balanced approach may offer the best solution. Students could be permitted to carry their phones for safety and communications before and after school, while requiring them to remain stored away during lessons unless a teacher specifically authorizes their use for edu-

cational purposes. This allows schools to benefit from technology without allowing it to dominate the classroom. Ultimately, education is about helping young people develop curiosity, critical thinking, creativity, and meaningful human connections. While smartphones offer tremendous advantages, they should never replace attentive listening, thoughtful discussion, or focused learning. Schools exist to prepare students for future, and sometimes the best way to do that is by asking them to put their phones away and fully engage with the world around them. The challenge is not deciding whether technology belongs in education-it clearly does. The challenge is ensuring that technology serves learning rather than distraction from it. Finding that balance will help students develop both academically and socially, preparing them for success in an increasingly connected world. Cell phones are powerful tools, but they should never replace the power of learning, critical thinking, and human interaction in the classroom. Schools face the challenge of preparing students for a digital world while also protecting their ability to concentrate, communicate, and solve problems independently. Rather than asking whether cell phones belong in classrooms, we should ask how they can be used responsibly and purposefully. By setting clear boundaries and encouraging mindful use, educators can create learning environments where technology enhances education instead of distracting from it. The classroom should remain a place where curiosity, knowledge, and meaningful connections a take priority over constant notifications and screen time. The smartest device in any classroom should always be the human mind.

Photo: Copyrights

Vincent Black

in long-term memory. For developing brains, the impact may be even greater. Children and teenagers are still developing the areas of the brain responsible for attention, impulse control, decision-making, and emotional regulation. Frequent smartphones use can reinforce habits of seeking constant stimulation and instant rewards, making sustained concentration more difficult over time. Cell phones also affect classroom culture. Instead of interacting with classmates during breaks, many students spend their free time looking at screens. Face-to-face conversations, teamwork, and social skills may suffer when digital communications replace personal interaction. There are also concerns about cyberbullying, unauthorized recording of teachers and students, cheating during exams, and the spread of misinformation. These issues create additional challenges for educators who are already responsible for maintaining a safe and productive learning environment.

Leia em português

DOMINGOS LOBO nova edição

OS NAVIOS NEGREIROS NÃO SOBEM O CUANDO Tem colaboração nos seguintes jornais e revistas: VÉRTICE, SEARA NOVA, AS ARTES ENTRE AS LETRAS, FOLHA DE S. PAULO, A VOZ DO OPERÁRIO, GAZETA LITERÁRIA, AVANTE!, O ESCRITOR e NOVA SÍINTESE. O livro de 172 páginas é uma edição da MODOCROMIA EDIÇÕES, tem desenho gráfico de Dinis Lourenço e produção editorial de Maria Esther. Onze poemas do autor integram a narrativa. Há números que apontam para 6.340 omingos Lobo é autor de obras de mortos e 112.205 feridos portugueses na ficção, poesia, teatro, ensaio e crí- Guerra Colonial (dos nacionalistas não há números) o que pode ser lido como mais tica.

Crédito: DR

Vencedor do Prémio Literário Cidade de Torres Vedras em 1993 e dedicado aos seus camaradas da Companhia de Caçadores 1779, este livro de Domingos Lobo (n.1946) tem dois prefácios (Coronel Vítor Alves e Sérgio de Sousa) além de anotações nas duas badanas de Eduardo Pitta, Júlio Conrado, Fernando Dacosta, Sérgio de Sousa, Rui Herbon, Paulo Alexandre Pereira, Miguel Real e Rui de Azevedo Teixeira.

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negativo do que as forças americanas no Vietname em termos de percentagem. Em vez de números e estatísticas, este livro traz até nós palavras com lágrimas e sangue pisado. Fiquemos com um excerto da última página deste livro sobre o qual de deve dizer «quem leu, leu; quem não leu não sabe o que perdeu: «Atraca o navio aos bordos da pedra. Agitam-se no cais lenços, lágrimas e braços, muitos braços na confusão dos gritos. Só esta chuva morrinhenta não pára.» JCF

Saturdays 7:30 am

Host Vince Nigro Guest Anna Michaelidis

10:30 am


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MILÉNIO | OPINIÃO

7 de agosto de 2026

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As pessoas querem aprender a nadar e ter um pé no chão ao mesmo tempo.

Credito: DR

Marcel Proust

O MÊS EM QUE O PAÍS VAI A BANHOS Aida Batista Opinião

Entra o mês de agosto e a maioria dos portugueses entra de férias. Portugal fecha para ir a banhos, lá fora ou cá dentro, consoante... Como diria Joana Canastra, personagem de “Levantados do Chão” de José Saramago, “é consoante”. Ou seja, consoante o dinheiro.

H

á os que o têm para sair para o estrangeiro – que é sempre lá fora -, e há os que nem têm para sair cá dentro e se ficam por casa a manter as rotinas em tudo iguais às do resto do ano, numa resignação conformada! Felizmente, pertenço ao grupo dos que tanto as passa cá dentro, como também vai para fora. E a modalidade das minhas férias também tem variado à medida que o perfil da família se foi transformando ao longo dos anos. Vi os

filhos passarem de crianças a adolescentes, de adolescentes a pais de família, fazerem de mim avó e os netos passarem a levar as suas namoradas. Convém recordar que, em Portugal, as primeiras leis sobre férias remuneradas surgiram em 1937, mas apenas um grupo muito restrito tinha esse direito, já que a maioria da população trabalhadora dele estava excluída. O direito universal e generalizado a todos os trabalhadores só se concretizou em toda a sua plenitude após a Revolução de 25 de Abril de 1974. Porém, aquilo que se considerou como uma grande conquista, trouxe também um problema, que de vez em quando tem sido publicamente debatido – um sentimento de depressão vivida por uma franja da população após o regresso das férias. Este tipo de depressão pós-férias, que atinge um número significativo de pessoas, é motivado pelo retorno ao trabalho e ao reencontro com a realidade de ter de encarar as rotinas do quotidiano. Segundo os especialistas, cerca de 40% das pessoas sentem dificuldades

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

em se adaptar novamente ao ritmo normal da vida ativa. Dias antes, sentem-se tristes, abatidas e chegam a chorar. Os psicólogos aconselham calma e as revistas da especialidade enchem-se de dicas para acabar de vez com a melancolia. Nas reportagens de rua, vemos rostos queixosos e ouvimos lamentos, ditos com o mesmo ar sofrido de quem vai para o cadafalso. Por muito respeito que me mereçam, sinto pena e apetece-me dizer-lhes que não gozem férias! Apesar de não apreciar ser perentória com determinado tipo de afirmações, já que o futuro se apresenta sempre sob a forma de um grande ponto de interrogação, uma coisa, porém, posso afirmar com a maior das certezas: eu nunca sofri deste tipo de depressão. Regresso às minhas rotinas com prazer e retomo naturalmente a agenda dos compromissos assumidos. Também é verdade que não gosto de gozar muitos dias de férias seguidos, preferindo o esquema das férias repartidas ao longo do ano. Mas, mesmo na situação de reformada e sem a tutela da entidade patronal, sinto

vontade de regressar às tarefas a que voluntariamente me entrego, com a mesma disciplina de quem cumpre um horário de trabalho normal. Por isso, sempre que vejo ou oiço debates sobre o assunto, concluo da felicidade que é gostarmos daquilo que fazemos, por nos sentirmos livres apesar das obrigações a que qualquer trabalho nos amarra. Nesse sentido, estou em condições de garantir que fui sempre uma privilegiada porque nunca tive necessidade de alterar os caminhos que a minha carreira me traçou. Entendo, no entanto, todos aqueles que, contrariados, cumprem quotidianos de sobrevivência por falta de alternativa. Para esses, o regresso ao trabalho é sempre um castigo, uma punição, o cumprimento do ditame bíblico provocado pelo pecado original: «Ganharás o pão com o suor do teu rosto!» No entanto, da próxima vez que alguém se queixar de depressão pós-férias, lembre-se do quão difícil foi conquistar o direito a férias. E do trabalho que isso deu!

Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.


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7 de agosto de 2026

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Ceuta - Tragédia ou Tabuleiro de Xadrez Vítor M. Silva Opinião

A Europa enfrenta, na fronteira terrestre de Ceuta, um dos seus maiores e mais dramáticos testes humanitários e geopolíticos. A entrada em massa de dezenas de milhares de migrantes, impulsionada por desesperadas realidades económicas e amplificada pela desinformação digital, transformou o enclave espanhol num epicentro de dor e tensão global. Como cidadão atento, vejo nesta crise não apenas um problema de soberania de Espanha, mas sim um desafio civilizacional que exige uma análise profunda. Sob o meu ponto de vista, a resposta a esta crise expõe a delicada linha que separa a responsabilidade humanitária da segurança soberana.

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Credito: DR

Governo espanhol reagiu com firmeza institucional e diplomática, classificando a situação como uma violação da integridade territorial, ao mesmo tempo que tenta gerir o colapso dos

centros de acolhimento locais. O que se está a passar em Ceuta não exige respostas puramente repressivas e isolacionistas, mas sim uma eficaz gestão migratória que, obviamente, requer cooperação, humanismo e o reforço das fronteiras externas de forma coordenada no seio da União Europeia. Ceuta não é um problema exclusivo de Madrid; é a porta de entrada para a Europa e um reflexo direto da fragilidade dos acordos internacionais de fronteira. Contudo, a pressão migratória gerou fissuras na coesão europeia, com nações a suspender unilateralmente o espaço Schengen e a exigir medidas de força. É precisamente aqui que as políticas corretas devem fazer a diferença. Sob o meu ponto de vista, a instrumentalização da miséria humana e a perda trágica de vidas no mar Mediterrâneo não podem ser respondidas com o populismo xenófobo. Temos o dever moral de liderar uma abordagem progressista que una o controlo fronteiriço eficaz ao respeito absoluto pelos direitos humanos, focando-se na estabilização dos países de origem e no combate às redes de tráfico humano. Esta realidade é acompanhada com profunda preocupação em todo o mundo, afetando também as diferentes comunidades lusas. Nós, que vivemos fora do nosso país de origem, na diáspora, conhecemos bem a experiência da migração e a busca

por uma vida melhor. Por isso, assistimos ao debate europeu com o desejo de ver um Portugal e uma Espanha que sejam faróis de moderação, dignidade e justiça. A nossa comunidade, fora das fronteiras portuguesas, valoriza a estabilidade e a segurança, mas rejeita a desumanização daqueles que arriscam tudo. O drama de Ceuta exige que os verdadeiros partidos da social-democracia consigam apresentar soluções reais onde outros apenas plantam o medo. Defendo que a proteção de Ceuta e da Europa não se faz fechando os olhos à dignidade humana, mas sim através de uma política externa concertada, firme e, acima de tudo, profundamente solidária. Não podemos, contudo, ignorar a complexa teia geopolítica que serve de pano de fundo a esta crise. Causa particular estranheza o facto de Marrocos ter batizado uma importante estrada com o nome de Donald Trump, uma homenagem direta ao apoio do presidente norte-americano às pretensões marroquinas sobre o Saara Ocidental. Esta intrigante ligação simbólica levanta questões legítimas sobre a verdadeira natureza da "invasão" ou do fluxo migratório em Ceuta. Parece evidente que a abertura ou o fecho deliberado das fronteiras por parte das autoridades marroquinas funciona muitas vezes como uma calculada arma de pressão política e económica sobre a Europa. Ao instrumentalizar a vulnerabilidade destas pessoas para obter vantagens diplomáticas internacionais, Rabat demonstra que o drama humanitário em solo europeu está intimamente ligado a alianças estratégicas globais, transformando a fronteira de Ceuta num tabuleiro de xadrez político onde os direitos humanos deviam estar acima de qualquer interesse financeiro ou territorial.

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Fundação Nova Era Jean Pina: da Diáspora Portuguesa à Lusofonia Solidária Daniel Bastos Opinião

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, indiscutivelmente, a sua profunda dimensão solidária. Trata-se de uma característica identitária da diáspora portuguesa, que se manifesta continuamente através de gestos, campanhas e iniciativas inspiradas nos mais nobres valores humanistas, colocando a generosidade, a entreajuda e a responsabilidade social ao serviço daqueles que mais necessitam.

E

ntre os muitos exemplos que ilustram esta cultura de solidariedade destaca-se, nos últimos anos, a ação da Fundação Nova Era Jean Pina. Constituída em 2019 pelo empresário português João Pina, radicado na região de Paris, esta instituição luso-francesa tornou-se uma referência pelo seu compromisso social. Natural do concelho da Guarda e reconhecido como um dos mais dinâmicos empresários portugueses em França — país que acolhe a maior comunidade portuguesa da Europa —, João Pina tem colocado o sucesso empresarial ao serviço da comunidade, fazendo da solidariedade uma verdadeira missão de vida. Inspirada no lema "Solidariedade em Movimento", a Fundação Nova Era Jean Pina tem promovido inúmeros projetos de apoio às pessoas mais vulneráveis, tanto em Portugal como nas comunidades portuguesas no estrangeiro, sobretudo em França. A sua intervenção abrange idosos, crianças institucionalizadas, desempregados e famílias em situação de fragilidade social, procurando responder, de forma concreta e continuada, às necessidades de quem enfrenta maiores dificuldades. Recentemente, a Fundação decidiu alargar o seu raio de ação ao conjunto do espaço lusófono, ampliando a sua missão à vasta comunidade que, dispersa pelos cinco continentes, partilha, preserva e projeta a língua e a cultura portuguesas. Este passo representa uma evolução natural da sua ação solidária, reconhecendo que a lusofonia constitui uma comunidade de afetos, de história e de valores comuns, onde a cooperação e a entreajuda assumem uma importância crescente. Neste contexto, o Brasil ocupa naturalmente um lugar de destaque. Maior país da lusofonia em população, dimensão territorial e peso económico, constitui também

um dos principais centros de difusão internacional da língua portuguesa e um espaço privilegiado de afirmação da cultura lusófona. Ao mesmo tempo, a comunidade brasileira residente em França tem conhecido um crescimento significativo, contando atualmente com cerca de 95 mil pessoas. Muitos destes cidadãos encontram-se integrados em diversos setores de atividade, designadamente na construção civil e nos serviços, áreas onde várias empresas de origem portuguesa desempenham um papel relevante. Entre elas encontra-se o grupo empresarial liderado por João Pina, cuja atividade nas áreas da construção civil e da limpeza tem contribuído para a criação de emprego e para a integração de trabalhadores brasileiros. Foi também desta proximidade humana e profissional, aliada ao reconhecimento da importância estratégica do espaço lusófono, que nasceu a parceria entre a Fundação Nova Era Jean Pina e a Associação Vida à Vida, uma organização sem fins lucrativos sediada em Goiânia, no estado de Goiás, no Planalto Central do Brasil. Constituída por mais de duas centenas de voluntários, a associação desenvolve um trabalho relevante junto de famílias em situação de extrema vulnerabilidade social, através do acompanhamento familiar, do apadrinhamento de crianças, do apoio em situações de emergência, da distribuição de cestas básicas, da organização de atividades para crianças e da promoção da prática desportiva como instrumento de inclusão social. Foi neste espírito que, no final do mês passado, ambas as instituições deram início a uma parceria solidária destinada a apoiar 200 famílias em situação de vulnerabilidade social no Estado de Goiás, através de um programa de distribuição de cestas básicas que decorrerá ao longo de um ano. A iniciativa teve início a 23 de julho, no Setor Vale do Sol, em Aparecida de Goiânia, com a entrega das primeiras cinquenta cestas básicas. Esta ação assinalou o arranque oficial da parceria e representou o primeiro passo de um compromisso que pretende assegurar um apoio alimentar regular às famílias acompanhadas pela Associação Vida à Vida. No âmbito deste programa, a Fundação Nova Era Jean Pina assegurará a entrega de duzentas cestas básicas, distribuídas por quatro fases: as primeiras cinquenta já entregues em julho; mais cinquenta na época natalícia; outras cinquenta em março de 2027; e as últimas cinquenta em julho desse mesmo ano, concluindo assim o projeto inicialmente previsto.

Mais do que responder a necessidades alimentares imediatas, esta iniciativa procura devolver dignidade, alimentar a esperança e reforçar a cooperação entre instituições comprometidas com o desenvolvimento humano e o combate às desigualdades sociais. Num tempo marcado por profundas transformações sociais, económicas e demográficas, a ação da Fundação Nova Era Jean Pina demonstra que a solidariedade continua a ser um dos maiores valores das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. A abertura ao Brasil representa mais do que a expansão de um projeto solidário: simboliza o reforço dos laços entre a diáspora portuguesa e o espaço lusófono, unidos por uma língua, uma história e valores comuns. Portugal, Brasil, os países africanos de língua oficial portuguesa, Timor-Leste e as respetivas diásporas formam uma vasta comunidade onde a cooperação e a entreajuda constituem pilares essenciais de um futuro mais solidário. Ao estender a sua missão ao Brasil, a Fundação Nova Era Jean Pina afirma-se, assim, como uma ponte de solidariedade entre povos irmãos, contribuindo para fortalecer a coesão e o espírito de fraternidade que dão sentido à lusofonia.

Voluntários da Associação Vida à Vida entregam, no Setor Vale do Sol, em Aparecida de Goiânia, Brasil, as primeiras cinquenta cestas básicas apoiadas pela Fundação Nova Era Jean Pina. © Associação Vida à Vida

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MILÉNIO | OPINIÃO

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Hilton: a anatomia de um escândalo Opinião

Imaginem um terreno doado para ampliar um Hospital público. Trinta anos depois, nada foi feito. Podíamos estar a falar “apenas” de mais um investimento público na gaveta – tema recorrente desta rubrica – não fosse este local, no concelho de Cascais, onde se está a desenvolver um Hotel Hilton, apartamentos de luxo e um escândalo político para o acompanhar.

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olto a este assunto a pedido de muitos leitores, depois do Ministério Público ter conseguido parar a obra e solicitado a nulidade do seu licenciamento, com correspondente demolição de parte da construção. Para mim, é um tema antigo, sobre o qual intervenho há mais de 6 anos, tanto enquanto autarca como enquanto deputado à Assembleia da República. Vi o assunto ser ignorado, vi buscas a serem realizadas e relativizadas e, agora, finalmente, começa a ser escrutinado pela justiça. Mas a história começa antes. Em 2005, a Câmara Municipal de Cascais perde os terrenos por decisão do Supremo Tribunal de Justiça – todos exceto uma pequena parcela de 823 m2. Em 2009, com o país e o mundo a tentar sair da crise, surge a oportunidade de ali desenvolver um hotel e os promotores oferecem-se para comprar a parcela ao Município. A decisão não tem votos contra, com abstenções dos vereadores do PS e PCP. Na altura, a proposta da Câmara é, porventura, um pouco bizarra – o contrato-promessa de compra e venda não tem sinal e o prazo depende do licenciamento da obra, sem qualquer mecanismo de atualização de preço. Mesmo para essa altura, o preço é baixo – 312 mil euros, o equivalente ao valor patrimonial. Mas, mais grave, o processo de decisão ignorou que o terreno não podia ser vendido, estando parte no domínio público do município e a outra parte, constituída por margens da água do mar, no domínio público marítimo. Sem esta informação crucial, o contrato passou e foi assinado. Os promotores tentaram licenciar o projeto em 2009 e em 2015, sem sucesso. Afinal, na área envolvente, os prédios não passavam dos quatro andares e o Plano Di-

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Miguel Costa Matos

retor Municipal não permitia construções além dos 15 metros de altura. Não contentes, foram para Tribunal que, em 2021, dá razão aos serviços municipais. Mas algo aconteceu ali pelo meio. Em 2017, surge novo projeto de arquitetura. A APA bem alerta para a inviabilidade da venda do terreno municipal e para ainda mais margens da água do mar. Mas de nada serviu – a Câmara aprovou o licenciamento. Afinal de contas, a altura da fachada “podia” ser 25 metros. Tudo isto ao mesmo tempo que defendia em Tribunal, com sucesso diga-se, um limite de altura de 15 metros. O que serviu para desentupir ali, funcionou para o resto. O contrato-promessa foi revisto, mas sem atualizar o preço. O projeto devia 2,6 milhões de euros em compensações urbanísticas. Chegou a elaborar-se um protocolo a propor a sua isenção a troco do construtor reabilitar o Hospital vizinho. Até esse compromisso caiu, restando apenas o compromisso de cumprir com uma certificação ambiental. E assim o projeto Hilton acumulava, pela porta do cavalo, benefícios com que nenhum concorrente podia sonhar. Mas o processo haveria de conhecer mais um acidente de percurso. Em 2022, um pedido de licenciamento de alterações viria a destapar irregularidades no projeto de 2017. Afinal, estavam a construir em área abrangida por Reserva Ecológica Nacional e por servidão do domínio público hídrico. Descontando a área abrangida por REN, havia 2.135,12 m2 de construção a mais. Os serviços da Câmara propuseram reduzir o número de pisos. Alguém arranjou uma solução bem mais criativa. Se o índice de edificabilidade era a área de construção dividida pela área do terreno, em vez de se reduzir a área da construção, o problema podia-se resolver aumentando a área do terreno. Foi o que fizeram, juntando mais 3.554 m2 ao empreendimento. Esta área incluía os

terrenos do lado de lá da rua onde se situa o Hilton e, surpreendentemente, a própria Rua Arquiteto Rosendo Carvalheira. Como é óbvio, não se vendem ruas em Portugal. Inexplicavelmente, nem a Conservatória nem a Câmara se opuseram a que os proprietários do terreno primeiro anexassem a área correspondente ao arruamento ao terreno ao lado e, depois, usassem essa área toda para fazer o projeto encaixar nos parâmetros urbanísticos. É estranho o Município abdicar, por omissão, do seu próprio património mas não podia ser de outra forma. Sem anexar a rua, não podia anexar os terrenos ao lado e, sem isso, não havia outra solução que não reduzir o número de pisos. Nesta crónica, não posso detalhar todas as considerações urbanísticas e legais do Ministério Público. Vale, porém, a pena pensar que, apesar do aviso da APA em 2017 e novamente em 2023, só em 2025 é que os promotores tiveram necessidade de pedir em Tribunal reconhecimento como propriedade privada das partes do empreendimento que são domínio público marítimo. Também aqui, outro procurador do Ministério Público contestou. O caso prossegue na justiça. Desvendo, em pormenor, este caso, não só por ser na freguesia onde cresci ou por me ter batido contra ele ao longo de seis longos anos. Ele revela um país onde a informação incómoda aparece fragmentada, os alertas técnicos são ultrapassados e os mecanismos de controlo chegam tarde, quando a obra já está de pé. Sem a persistência do movimento SOS Quinta dos Ingleses, cada alerta teria podido ser descartado como mero ruído partidário. Este caso agora é do interesse da opinião pública porque um dos autarcas que licenciou a obra hoje é Ministro. Como tal, já teve oportunidade de impor uma redução dos prazos justamente para contestar licenciamentos ilegais para três anos a contar da prática do ato. Fixem bem a anatomia deste escândalo – podem vir a ser muito mais difíceis de encontrar e travar.

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Diane Campos Founder/RCIC

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Navio-Escola Sagres visita os Açores entre 9 e 17 de Agosto com programa aberto ao público

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visita oficial aos Açores começa na ilha Terceira, onde o navio permanecerá entre 9 e 12 de Agosto, atracado no cais militar do porto da Praia da Vitória. Segue-se Ponta Delgada, entre 13 e 17 de Agosto, com atracação no cais das Portas do Mar. Na Praia da Vitória, o Sagres estará aberto ao público no dia 9 de Agosto, das 15h00 às 18h00 e das 20h00 às 22h00. No dia seguinte, as visitas decorrerão entre as 10h00 e as 12h00. O programa mais alargado na Terceira está marcado para 11 de Agosto, com três períodos de abertura ao público: das 10h00 às 12h00, das 14h00 às 18h00 e das 20h00 às 22h00. Às 20h30, será apresentada a peça de teatro “Os Sonhos do Infante”, pelo grupo Alpendre. O navio seguirá depois para Ponta Delgada, onde poderá ser visitado no dia 13 de Agosto, das 15h00 às 18h00 e das 20h00 às 22h00. No dia 14, estará aberto entre as 10h00 e as 12h00. A 15 de agosto, as visitas decorrerão das 10h00 às 12h00, das 14h00 às 18h00 e das 20h00 às 22h00. A peça “Os Sonhos do In-

fante” voltará a ser apresentada às 20h30, também pelo grupo Alpendre. O último dia de abertura ao público será 16 de Agosto, com visitas das 10h00 às 12h00, das 14h00 às 18h00 e das 20h00 às 22h00. O programa inclui ainda duas mesas-redondas do Festival Utopia, subordinadas ao tema “Viajar para contar”, marcadas para as 11h00 e as 21h30. A Marinha adverte que os horários poderão sofrer alterações sem aviso prévio. A passagem pelos Açores acontece na reta final da viagem de instrução de 2026 do Navio-Escola Sagres, iniciada em 30 de Abril, com a partida da Base Naval de Lisboa, no Alfeite. Antes de chegar ao arquipélago, o navio passou por Nova Iorque, Norfolk, Baltimore, Boston e New Bedford, nos Estados Unidos, e por Hamilton, nas Bermudas. Comandado pelo capitão-de-fragata José Sousa Luís, o Sagres tem uma guarnição de 107 militares. A bordo seguem igualmente 77 cadetes da Escola Naval, dos 1.º e 2.º anos, e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, além de um cadete romeno. A programação nos Açores integra visitas, actividades culturais e momentos de representação institucional, numa parceria com a organização PDL 26 – Capital Portuguesa da Cultura.

AUTONOMIAS PORTUGAL

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O Navio-Escola Sagres vai passar pela Praia da Vitória e por Ponta Delgada entre 9 e 17 de Agosto, com sete dias de visitas públicas, anunciou a Marinha Portuguesa.

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Madeira

Mais de 400 utentes beneficiaram de 90% de comparticipação nos medicamentos para infertilidade

O IASAÚDE informou esta tarde em comunicado que no ano passado, a comparticipação de 90% nos medicamentos para o tratamento da infertilidade beneficiou 411 utentes na Região Autónoma da Madeira (RAM). A medida, promovida pelo Governo Regional através do IASAÚDE, abrangeu especialmente o apoio à procriação medicamente assisDA/MS tida, pôde-se ler na nota de imprensa.

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Açores investem 3,8 ME em dois novos robôs cirúrgicos para o Faial e a Terceira O Governo dos Açores aprovou a aquisição de dois equipamentos cirúrgicos para os hospitais da Terceira e da Horta, num investimento total de 3,75 milhões de euros, no âmbito da estratégia de modernização tecnológica do Serviço Regional de Saúde.

assegurar a operação do navio de investigação Azores Ocean, investimentos na habitação, com a construção de 24 moradias em Fenais da Luz, e obras de beneficiação no Matadouro de São Miguel. AO/MS

Cabaz de bens essenciais na Madeira com ligeira subida de 0,32% O valor do cabaz de bens alimentares essenciais na Região Autónoma da Madeira manteve-se praticamente estável em julho, com uma ligeira subida de 0,32% face a junho, segundo o Observatório de Preços CabazRAM, da Direção Regional do Comércio, Indústria e Qualidade (DRCIQ).

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Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira vai receber um sistema de cirurgia robótica e mesa operatória emparelhável, no valor de 2,5 milhões de euros, destinado a reforçar a capacidade cirúrgica em várias especialidades. Já o Hospital da Horta contará com um equipamento de Ortopedia, orçado em 1,25 milhões de euros, para aumentar a capacidade de resposta nesta área. Segundo o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, o investimento visa garantir acesso às tecnologias mais avançadas sem necessidade de deslocação para fora da região e contribuir para atrair e fixar profissionais de saúde. Na mesma reunião, o executivo aprovou ainda um contrato com a Atlânticoline para

nova taxa entrou em vigor a 1 de janeiro de 2025, após publicação de portaria, permitindo a compra, nesse ano, de 1.424 medicamentos na Região, num investimento de mais de 228 mil euros, o que equivale a uma média de cerca de 19 mil euros por mês. O novo regime excecional de comparticipação possibilitou o aumento da comparticipação de 69% para 90%, enquadrando estes medicamentos no Escalão A. De referir que a última atualização tinha sido realizada em 2009. Até esse ano vigorava uma taxa de 37%. Para a Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, esta medida reflete o "compromisso do Governo Regional com o incentivo à natalidade e o apoio às famílias" madeirenses e

porto-santenses. “Sabemos que o percurso da fertilidade exige um forte investimento pessoal, financeiro e emocional. Ao reforçarmos a comparticipação para os 90%, estamos a reduzir barreiras económicas e a garantir que os tratamentos de procriação medicamente assistida estão ao alcance de quem precisa, promovendo uma resposta mais justa, humana e acessível”, sublinha a governante. “Trata-se de medicamentos que representam um grande esforço financeiro para os casais ou mulheres solteiras que pretendem ter filhos e que precisam recorrer à procriação medicamente assistida”, reforça Rubina Silva, Presidente do IASAÚDE. A responsável considera que esta medida é de “extrema importância no acesso aos tratamentos para a infertilidade”, salientando que, “além da questão financeira, esta é uma situação que representa um grande desgaste psicológico para estas pessoas”. Leu se ainda na nota que os medicamentos abrangidos pelo regime excecional apenas podem ser prescritos por médicos no contexto do tratamento da infertilidade, tendo o médico prescritor de fazer menção expressa da portaria em questão na receita. JM/MS

cabaz de 26 produtos essenciais passou de 82,27 euros em junho para 82,53 euros em julho, um aumento de apenas 26 cêntimos, refletindo uma tendência de estabilização dos preços dos bens alimentares de primeira necessidade. A classe das carnes, que representa mais de metade do valor do cabaz (55,26%), registou uma ligeira descida de 0,22%, passando de 45,70 para 45,60 euros. Em contrapartida, os lacticínios e ovos aumentaram 2,92%, para 9,70 euros, e os hortícolas subiram 1,47%, para 7,61 euros. A fruta (-3,77%) e o pão e cereais (-3,71%) registaram as maiores reduções entre as principais categorias.

Entre os produtos, a cebola foi a que mais aumentou de preço (+23,49%), enquanto a farinha de trigo tipo 55 registou a maior descida (-22,35%), influenciada por campanhas promocionais. O CabazRAM monitoriza mensalmente os preços de 26 bens alimentares essenciais através da observação direta em dois estabelecimentos comerciais do Funchal. Desde abril, o observatório passou a considerar o preço efetivamente pago pelo consumidor, incluindo descontos imediatos, excluindo benefícios associados a cartões de fidelização ou campanhas condicionadas. Segundo o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, os dados de julho "confirmam uma trajetória de estabilização dos preços dos bens alimentares essenciais", sublinhando que o CabazRAM se afirma como "um instrumento essencial de informação ao consumidor", contribuindo para proteger o poder de compra e reforçar a transparência na formação dos preços. JM/MS


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PORTUGAL PORTUGAL

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SNS Dirigente dos serviços hospitalares representava empresa em contratos milionários

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ma dirigente dos serviços hospitalares assinava contratos milionários quando representava, ao mesmo tempo, a empresa que recebeu as adjudicações, uma sobreposição de funções que levou à declaração de nulidade de três negócios, numa situação considerada pelo Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) como "conflito de interesses grave e estrutural". A informação é divulgada pela CNN Portugal e surge numa altura em que decorre uma auditoria da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) ao SUCH, a entidade responsável por assegurar vários serviços essenciais ao funcionamento dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e averiguações da estrutura de combate à fraude no SNS, liderada pelo juiz clos de 30 anos" - "Há 60 anos tivemos a Carlos Alexandre. Ponte 25 de Abril, há 30 [anos] sensivelA CNN Portugal explica que o alegado mente tivemos a Vasco da Gama e temos conflito resulta de uma "teia de relações" agora de, próximos anos, lançar a terceira entre três entidades: o SUCH, que contratravessia" - o ministro salientou que, "pela tava serviços à NEOVALOR, uma das suas primeira vez, o ciclo será duplo". maiores fornecedoras, e, ao mesmo tempo, "Não avançamos só com a terceira tradetinha integralmente a EAS - Empresa de vessia. Este Governo tomou a decisão de avançar também com o túnel Algés-Trafaria. Portanto, antecipámos, de alguma forma, os ciclos de 30 anos para passarmos a ter mais duas travessias, dentro de 10 anos, para se unir estas duas margens", explicou Miguel Pinto Luz. E, salientou, o prazo de construção da nova ponte não pode derrapar: "Não pode, porque teríamos vários problemas. Primeiro, não cumpríamos a nossa palavra com o Governo espanhol de garantir uma ligação ferroviária de alta velocidade em três horas até 2034. Depois, não garantíamos que o novo aeroporto - o grande investimento nacional em infraestruturas - será servido por ferrovia. Portanto, não podemos sequer correr esse risco", sustentou. JN/MS

Tejo

Rio Tejo terá duas novas travessias no prazo de dez anos O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou que no prazo de dez anos estarão concluídas duas novas travessias do Tejo, designadamente, uma terceira ponte entre Chelas e o Barreiro e um túnel entre Algés e a Trafaria.

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m declarações aos jornalistas à margem das comemorações dos 60 anos da Ponte 25 de Abril, Pinto Luz avançou que o período de construção da nova ponte - um projeto rodoferroviário planeado para ligar Chelas (Lisboa) ao Lavradio (Barreiro) - deverá ser "sensivelmente o mesmo", ou seja, entre quatro e cinco anos. "Será uma ponte diferente [da Ponte 25 de Abril], com outro tipo de infraestrutura e outro tipo de desenho e engenharia, mas sensivelmente será o mesmo tempo de construção", referiu o ministro das Infraestruturas e Habitação. Segundo Miguel Pinto Luz, "o Governo já está a desenvolver com a IP [Infraestruturas de Portugal] todo o caderno, inclusive a avaliação de impacto ambiental para a nova travessia". Notando que a concretização de novas travessias do Tejo tem acontecido em "ci-

Ambiente na Saúde - que, por sua vez, participava no capital da NEOVALOR. No centro deste circuito estava uma funcionária que, além de exercer funções como adjunta da Direção Regional do Norte e diretora do Serviço de Comunicação do SUCH, era gerente única da EAS e tinha uma procuração que lhe conferia poderes para representar a NEOVALOR nos contratos celebrados com o próprio SUCH. Na prática, a mesma dirigente ocupava posições nos vários níveis de um circuito contratual: exercia funções na entidade que adjudicava, dirigia a empresa do universo SUCH ligada à fornecedora e tinha poderes para representar a empresa que recebia os contratos, refere a CNN Portugal. Foi esta sobreposição que levou o Conselho de Administração dos SUCH a concluir que existia uma situação "grave, estrutural e objetivamente incompatível com os deveres de imparcialidade e separação funcional exigíveis na contratação pública", acrescenta. O Ministério da Saúde não se pronunciou sobre os assuntos que estão a ser analisados pela IGAS e pela comissão de combate à fraude, mas considera que a decisão de declarar nulos os atos de assinatura demonstra que "neste momento os mecanismos de prevenção de conflitos de interesses estão a funcionar". JN/MS

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A Inspeção-Geral da Saúde e a comissão de combate à fraude do SNS estão a analisar um alegado conflito de interesses nos serviços hospitalares que já levou à anulação de negócios no valor de 1,28 milhões.

Forças Armadas

Exército abre processo disciplinar a ex-diretor executivo do SNS Grandes romarias custam milhões Gabinete do chefe do Estado-Maior do diretor da Delegação Regional do Norte de Exército confirma ao JN que o processo INEM, "exerceu este cargo, desde o primeie valem ouro para a economia a António Gandra D'Almeida foi instau- ro dia, acumulando funções privadas, sem Festas Populares

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país está a viver a época das romarias, das maiores às mais pequenas festas religiosas, que durante agosto acontecem freguesia sim, freguesia sim. As organizações das festividades com maior magnitude, como a Feira de São Mateus, em Viseu, que começou ontem, quinta-feira (6), as romarias de Nossa Senhora d'Agonia, em Viana do Castelo, a Senhora dos Remédios, em Lamego, e as Feiras Novas de Ponte de Lima, garantem que o retorno económico e turístico, a tradição, a fé e a alegria das multidões justificam investimentos avultados, que oscilam entre um milhão e 2,5 milhões de euros, em logística, música, animação, fogos de artifício e ornamentações. O impacto na economia lo-

rado após análise de relatório da Inscal atinge muitos milhões de euros. peção-Geral das Atividades em Saúde Organizar o intenso trabalho de prepara(IGAS) por acumulação de funções púção, ao longo do ano, e durante os eventos, blicas com privadas. muito dele voluntário, envolve milhares de pessoas. Exército instaurou um processo disJN/MS ciplinar ao tenente-coronel e médico António Gandra D" Almeida por acumulação de funções. A decisão foi tomada "após a receção e análise do relatório da IGAS [Inspeção-Geral das Atividades em Saúde]", segundo confirmou ao JN. O organismo refere ainda que não serão prestados outros elementos, "atendendo à natureza reservada do procedimento em curso". O processo em causa refere-se à violação das normas de acumulação de funções públicas com privadas durante os períodos em que o visado exerceu cargos de direção na Delegação Regional do Norte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e na Direção Executiva do SNS. A IGAS concluiu ainda que Gandra D'Almeida, nomeado a 1 de novembro de 2021

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Multiplicação do investimento, tradição e fé são motores de festividades que arrastam multidões. Viseu, Viana, Lamego e Ponte de Lima esperam avultados retornos com as grandes romarias.

que estivesse devidamente autorizado para o efeito, no período compreendido entre 1 de novembro de 2021 e 31 de janeiro de 2024". A mesma nota informativa refere que o clínico "continuou a prestar os mesmos serviços médicos que vinha a prestar enquanto médico militar em diversos estabelecimentos hospitalares", nomeadamente no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/ Espinho (onde prestava serviço durante 46 horas semanais), no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (78 horas semanais) e nas unidades locais de saúde da Guarda (24 horas semanais) e de Matosinhos (12 horas semanais). Refere o documento da IGAS que "as autorizações para acumulação de funções privadas em 2022 e 2023, foram concedidas, em termos específicos, permitindo apenas acumular, respetivamente, até 15 horas por semana em 2022 e até 19 horas, por semana em 2023". JN/MS


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Médio Oriente

MUNDO

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O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, avisou durante uma visita à Faixa de Gaza, que as tropas israelitas vão continuar as operações contra o grupo islamita Hamas, apesar do cessar-fogo em vigor no enclave palestiniano.

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Migrações

Unicef alerta para situação de centenas de menores em Ceuta

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As Forças de Defesa de Israel continuarão a agir por iniciativa própria e de acordo com o princípio que estabelecemos: eliminar as ameaças e, em quaisquer circunstâncias, proteger as comunidades e os residentes, garantindo a sua segurança", declarou o comandante militar. Zamir afirmou que o exército não permitirá uma ameaça às fronteiras israelitas como a que ocorreu no dia 7 de outubro de 2023, referindo-se aos ataques liderados pelo Hamas no sul de Israel que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza. A visita do chefe das forças armadas ocorre depois do anúncio, feito na semana passada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que o Hamas tinha aceitado desarmar-se na segunda fase do acordo

de cessar-fogo, em vigor desde outubro de 2025, que implica a retirada gradual de Israel do território. No entanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recusou a retirada das atuais posições do exército na Faixa de Gaza, demarcadas pela chamada "linha amarela", até que o desarmamento do Hamas esteja concluído. Os islamitas palestinianos começaram por confirmar que foi alcançado um acordo relativamente à questão do desarmamento mas posteriormente indicaram que só o farão depois da cessação dos ataques israelitas e retirada do exército. O Conselho da Paz, órgão criado por Trump para a Faixa de Gaza no âmbito do plano da Casa Branca, esclareceu que, "ao contrário de informações imprecisas", a "retirada completa" do exército israelita para além da "linha amarela" só ocorrerá após o desarmamento total do grupo islamita palestiniano, "conforme o Hamas se comprometeu perante os mediadores". A Unicef apelou à garantia dos direitos e JN/MS à proteção das centenas de menores de idade que estão sozinhos na cidade de Ceuta, defendendo que aquilo que está em causa são crianças, "não um debate político".

Donald Trump

Novos navios de guerra dos EUA "classe Trump" podem custar 275 mil milhões de dólares

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primeiro destes navios de propulsão nuclear custaria aproximadamente 23,4 mil milhões de dólares, enquanto os navios subsequentes teriam um custo médio de 18 mil milhões de dólares cada, de acordo com um relatório do Gabinete de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês). O presidente norte-americano anunciou em dezembro o seu plano para uma nova classe de navios de guerra com o seu nome, uma distinção geralmente reservada aos ex-presidentes. Os navios estarão fortemente armados, com mísseis antiaéreos e terra-terra, armas hipersónicas, mísseis de cruzeiro nucleares, lasers e um canhão eletromagnético, detalhou o CBO, uma agência independente do Congresso. Estes navios serão significativamente maiores do que os atuais contratorpedeiros

e cruzadores norte-americanos, mas o seu deslocamento (o volume de água deslocado pelo casco) continuará a ser ligeiramente inferior ao dos últimos couraçados norte-americanos, da classe Iowa, desativados na década de 1990.

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Não esqueçamos em nenhum momento que se trata de meninos e meninas, que não é um debate político. Venham de onde vierem e estejam onde estiverem, o nosso trabalho é garantir os direitos destas crianças e a sua proteção", disse o porta-voz a agência das Nações Unidas para a infância (Unicef) em Espanha, Ildefonso González. A Unicef Espanha lembrou que Ceuta, um pequeno enclave espanhol no norte de África, onde na semana passada entraram em 24 horas 72 mil pessoas, incluindo centenas de menores sem a companhia de um adulto, não tem capacidade para responder à situação das crianças e adolescentes que ficaram na cidade. O porta-voz da Unicef apelou, neste contexto, a que as mais de mil crianças desacompanhadas que estão já identificadas em Ceuta sejam enviadas para estruturas de acolhimento noutros pontos de Espanha. Ildefonso González disse que crianças e adolescentes permanecem nas ruas,

sem estar referenciados pelas autoridades, escondidos em vários locais da cidade de Ceuta e que há também menores feridos. Também a organização não-governamental Save The Children, de defesa dos direitos das crianças, alertou hoje para o risco de meninas que estão em Ceuta serem alvo de "agressões sexuais, tráfico e exploração", sobretudo as que continuam fora de centros de acolhimento. A legislação espanhola estabelece que são os governos regionais que tutelam os menores estrangeiros que entram nos respetivos territórios sem estarem acompanhados de adultos e, em caso de sobrelotação das capacidades de acolhimento, as crianças e adolescentes são distribuídos por outras regiões. Governos regionais como os da Extremadura ou Aragão, governados pelo PP em coligação com o Vox (extrema-direita), já anunciaram que não vão acolher menores de Ceuta, com o executivo espanhol a lembrar que há recursos legais para obrigar a esse acolhimento. O Governo de Espanha anunciou a atribuição de uma verba extraordinária de 25 milhões de euros a Ceuta destinados à ajuda aos menores desacompanhados que se encontram na cidade. JN/MS

Alemanha

Incidente com drone em Leipzig representa "nova dimensão de ameaça"

O ministro alemão da Administração InJN/MS terna, Alexander Dobrindt, disse que a descoberta de um drone com um suposto engenho explosivo no aeroporto de Leipzig-Halle representa "uma nova dimensão" de ameaça, referindo um possível "cenário de ataque híbrido".

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Credito: JN

A anunciada frota de 15 navios de guerra norte-americanos "classe Donald Trump" pode custar 275 mil milhões de dólares, tornando-se os mais caros já construídos pelo país, indicou hoje uma agência do Congresso.

Credito: JN

Chefe do Exército avisa que Israel vai manter operações em Gaza

Nada neste caso sugere a ação de um amador. Estamos perante uma ameaça híbrida profissional, com a qual teremos de continuar a lidar", afirmou o ministro. Esta ameaça pode envolver "potências estrangeiras", acrescentou, sem dar mais detalhes. No entanto, o ministro recusou-se a fazer conjeturas sobre as motivações das pessoas por detrás deste caso ou sobre a sua identidade, afirmando que essas questões agora faziam parte da investigação. O tráfego aéreo foi interrompido durante duas horas no

aeroporto de Leipzig/Halle (leste), após ter sido descoberto um drone com um "dispositivo explosivo não identificado", que foi logo desativado, segundo os investigadores alemães. O incidente levou ao encerramento temporário deste aeroporto e perturbou o tráfego aéreo. Mais tarde, um avião de carga da DHL interrompeu a sua aproximação para aterragem e teve de ganhar altitude antes de colidir com um objeto não identificado a alguns quilómetros do aeroporto, causando danos ligeiros na aeronave, constatados após a sua chegada a Hanôver (noroeste). O aeroporto de Leipzig/Halle é um dos principais centros logísticos da Alemanha e desempenha um papel chave no transporte de equipamento militar e civil para a Ucrânia, apoiada por Berlim desde o início da invasão russa. JN/MS


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LOCAL PORTUGAL

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Troço da Linha de Ontário construído pela italiana Webuild e espanhola FCC em contrato de 4,3 mil milhões de dólares

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Duas empresas europeias assinaram um contrato de 4,32 mil milhões de dólares para a construção de um conjunto de túneis gémeos e de duas novas estações subterrâneas que irão ligar a futura Linha de Ontário (Ontario Line) à Linha 2 do metro da TTC.

Carney promete 2,7 mil milhões de dólares para novas medidas de habitação acessível em Toronto O governo federal está a comprometer 2,7 mil milhões de dólares, ao longo de três anos, para construir mais de 18 projetos habitacionais em toda a cidade de Toronto, anunciou o Primeiro-Ministro Mark Carney esta quarta-feira.

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parceria entre o Governo do Canadá e o Município de Toronto inclui 5600 habitações para arrendamento, das quais 1800 serão "altamente acessíveis", de apoio social ou com renda condicionada, afirmou Carney numa conferência de imprensa na quarta-feira. O Primeiro-Ministro adiantou ainda que 4500 novas habitações — 80 por cento do total — estarão em construção até ao final do ano. "Durante gerações, pessoas de todos os cantos do planeta vieram para construir uma vida aqui em Toronto", disse Carney.

"Crucial para isto é a criação de um mercado de arrendamento saudável para todo o tipo de inquilinos." Carney explicou que os projetos serão desenvolvidos nos bairros mais afetados pelo aumento das rendas e pelos despejos, incluindo um complexo de 16 andares em Parkdale e outro em Scarborough, no número 158 da Borough Drive. A Presidente da Câmara, Olivia Chow, afirmou que estes edifícios trarão segurança habitacional a milhares de pessoas: "Se trabalha aqui, deve ter condições para conseguir viver aqui", declarou. "Se a sua renda é demasiado alta, se procura mais espaço para criar a família, se está há anos à espera de uma habitação acessível — ela está a chegar." CBC/MS

Doug Ford marca eleições intercalares para três círculos eleitorais do Ontário O Premier do Ontário, Doug Ford, marcou eleições intercalares para os círculos eleitorais de Scarborough Southwest, York–Simcoe e Hamilton East–Stoney Creek . A votação realiza-se no próximo 3 de setembro.

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s eleições foram convocadas após a saída de vários deputados provinciais, incluindo Doly Begum, que foi eleita deputada federal, e dos conservadores Caroline Mulroney e Neil Lumsden, que deixaram os seus cargos. Os principais partidos já anunciaram os seus candidatos para as três eleições, que poderão alterar o equilíbrio político na Assembleia Legislativa do Ontário. JN/MS

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projeto, designado por Pape Tunnel and Underground Stations, será executado por uma joint-venture entre o grupo italiano Webuild e a FCC Canada Ltd., subsidiária da espanhola FCC Construcción. Ambas as empresas indicam que os trabalhos estão prestes a arrancar com a entrada na "fase de execução", referiu a Webuild em comunicado de imprensa. O âmbito dos trabalhos previstos no contrato inclui três quilómetros de novos túneis gémeos e duas estações subterrâneas, Pape e Cosburn, bem como o reforço estrutural (underpinning) da atual es-

Mulher perde mais de 12 mil dólares em burla com voz clonada por Inteligência Artificial Uma mulher de Smiths Falls, no Ontário, perdeu 12.250 dólares depois de cair numa burla em que criminosos recorreram à Inteligência Artificial (IA) para imitar a voz do seu irmão.

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ngie McCaw recebeu uma chamada de alguém que soava exatamente como o irmão, que alegava ter sofrido um acidente de viação e precisava de dinheiro para pagar a fiança. Pouco depois, um alegado advogado entrou em contacto, pedindo mais dinheiro para custear a defesa judicial. Convencida de que estava a ajudar um familiar, McCaw levantou duas quantias em dinheiro, entregando um total de

Morreu aos 92 anos Lloyd Robertson, uma das figuras mais respeitadas da televisão canadiana. Durante mais de quatro décadas, foi o rosto dos principais noticiários da CTV e da CBC, conquistando a confiança de milhões de canadianos.

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Crédito: DR

O Governo do Ontário anunciou uma revisão a oito grandes agências públicas, com o objetivo de analisar a eficiência, produtividade e sustentabilidade dos seus gastos.

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12.250 dólares a um estafeta que se deslocou à sua casa. Só mais tarde, ao contactar diretamente o irmão, percebeu que tudo não passava de uma fraude. Especialistas em cibersegurança alertam que os criminosos conseguem hoje reproduzir uma voz com apenas alguns segundos de gravação, tornando este tipo de burla cada vez mais convincente. As autoridades aconselham a confirmar sempre qualquer pedido urgente de dinheiro diretamente com o familiar, utilizando um número de telefone conhecido, e a nunca entregar dinheiro a desconhecidos que se desloquem a casa para o recolher. JN/MS

Morreu Lloyd Robertson, uma voz que marcou o jornalismo canadiano

Ontário avalia eficiência de grandes agências públicas, incluindo Metrolinx e LCBO transportes regionais, a Liquor Control Board of Ontario (LCBO), a Workplace Safety and Insurance Board, a Legal Aid Ontario e a Alcohol and Gaming Commission of Ontario. O Governo indica que pretende identifiiniciativa, apresentada pelo presi- car oportunidades de poupança e garantir dente do Treasury Board, Peter Be- uma utilização mais eficiente dos recursos thlenfalvy, surge numa altura em públicos, embora não tenha divulgado meque as despesas do Governo Provincial es- tas específicas de redução de custos. City/MS tão sob maior escrutínio público. Entre as entidades que serão avaliadas estão a Metrolinx, responsável pelos

tação Pape da TTC na Linha 2, de acordo com a Infrastructure Ontario. A Linha de Ontário, uma rede autónoma de transporte rápido de passageiros com 15,6 quilómetros que também contará com troços à superfície, está projetada para servir 15 estações e realizar mais de 40 ligações de transbordo. Após a sua conclusão, mais de 200 000 pessoas passarão a residir a menos de 10 minutos a pé de um transporte de alta frequência. O grupo Webuild integra também o Connect 6ix, um consórcio de empresas a quem a Infrastructure Ontario e a Metrolinx adjudicaram um contrato de 9 mil milhões de dólares em 2022. No âmbito desse contrato, o grupo Webuild será igualmente responsável pelo fornecimento das composições e dos sistemas tecnológicos para a nova Linha de Ontário. CBC/MS

o longo da sua carreira, acompanhou alguns dos momentos mais marcantes da história do Canadá e do mundo, desde eleições federais e Jogos Olímpicos até acontecimentos como os atentados de 11 de setembro e a Maratona da Esperança de Terry Fox. Mais do que um apresentador de notícias, Lloyd Robertson tornou-se uma presença familiar nas casas canadianas. O seu estilo calmo, rigoroso e humano mostrou que o jornalismo pode ter autoridade sem perder proximidade. A sua partida deixa uma marca profunda no jornalismo canadiano e um legado de rigor, credibilidade e profissionalismo para as futuras gerações de comunicadores. JN/MS


CANADÁ

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Crédito: CBC

A minha primeira reação foi: isto assusta-me", disse Lou Kuiack, residente na área de Millarville, a um repórter da CBC Calgary. "Não pensei que isso chegasse à nossa pequena localidade, ao nosso próprio quintal." Utilizando pistas visuais nos vídeos publicados pelo grupo, denominado Second Sons Canada, a equipa de investigações visuais da CBC identificou o local do encontro a cerca de 70 quilómetros a sudoeste de Calgary, perto do povoado de Millarville, na província de Alberta. O Second Sons Canada foi formado em 2024 e conta com núcleos por todo o país.

Fundado por Jeremy MacKenzie, o Second Sons descreve-se como um "clube nacionalista masculino". No entanto, assemelha-se mais ao modelo de "clube ativo" (active club) apreciado pelo movimento supremacista branco a nível global. Os líderes do Second Sons acolheram neo-nazis nas suas fileiras, defenderam deportações em massa "sob a ameaça de armas" de pessoas não-brancas do Canadá e afirmaram que os políticos canadianos deveriam ser executados como traidores. Vídeos e imagens do evento em Alberta, publicados pelo Second Sons nas suas redes sociais, mostram mais de 60 membros a participar em exercícios que incluíram rastejamentos militares e marchas a carregar camas de campanha. MacKenzie, um veterano do Afeganistão, liderou um cântico de inspiração militar que fazia referência ao combate contra os Talibãs e incluía o lema do Second Sons: "O nosso povo, o nosso lar, o nosso futuro." CBC/MS

Grupo separatista de Alberta prepara plano de ação para a independência Um dos líderes de uma organização separatista de Alberta afirma que o seu grupo está cada vez mais próximo do lançamento de um "livro branco" (white paper), o qual explora as políticas estruturais necessárias para estabelecer um país independente.

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Crédito: CBC

eith Wilson, um dos co-líderes da organização Let Alberta Decide, lançou também o Alberta Transition Council. O grupo descreve-se como estando focado na "construção das bases institucionais, fiscais e legais para entregar um Estado soberano totalmente funcional".

"O objetivo principal do documento é detalhar como serão as etapas de transição para Alberta, caso a população vote a favor da independência e a província passe a país, de modo a manter a continuidade dos serviços e a normalidade da vida das pessoas e das empresas", explicou Wilson à CBC News. O livro branco, cuja publicação está prevista para meados de agosto, promete traçar um roteiro que abrange áreas como as finanças, os negócios estrangeiros, a defesa e a cidadania, entre outras. Por exemplo, Wilson adiantou que uma parte do documento aborda os custos financeiros associados à transição dos guardas de fronteira e dos funcionários dos serviços de passaportes da folha de pagamentos do governo federal para a do novo governo de Alberta. Wilson salientou que este aspeto distingue o seu relatório das projeções feitas por outros grupos separatistas da província, como o Alberta Prosperity Project, que apresentou o seu plano fiscal em julho de 2025. "Este documento é mais focado nas questões mecânicas de como manter a continuidade dos serviços do dia a dia durante a transição de Alberta, caso um sufrágio pela independência seja bem-sucedido." A apresentação do relatório deverá ocorrer no mesmo mês em que será publicado o estudo da Universidade de Calgary sobre os potenciais custos de uma eventual saída de Alberta do Canadá, encomendado pelo governo provincial. CBC/MS

Crédito: CBC

Reunião de grande dimensão de grupo de supremacia branca alarma residentes de cidade em Alberta Os residentes de uma pequena localidade nos arredores de Calgary ficaram em choque ao saberem que o grupo de supremacia branca mais proeminente do Canadá realizou a sua segunda reunião nacional annual, onde membros mascarados do grupo participaram em treinos de estilo military, num centro comunitário gerido por voluntários, no início de julho.

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Anti-semitismo nos campus universitários é "sistémico" e continua por resolver Um relatório nacional que documenta o anti-semitismo nas universidades e politécnicos canadianos revelou uma "prevalência alarmante" deste comportamento preconceituoso em todo o país, a par de uma falha generalizada na resolução do problema.

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As conclusões indicam que muitos estudantes judeus enfrentam um anti-semitismo generalizado e persistente nos campi canadianos, como uma característica que define a sua vida no ensino superior e que condiciona o seu comportamento, a sua capacidade de participar plenamente na vida académica, a sua segurança e o seu bem-estar", refere o relatório. O documento é o primeiro de dois relatórios encomendados pelo antigo enviado especial do governo federal para a preservação da memória do Holocausto e combate ao anti-semitismo. O segundo relatório irá analisar as perceções da população estudantil em geral sobre o anti-semitismo. Estes relatórios combinam os resultados de dois inquéritos: um realizado junto de 900 estudantes judeus que frequentam instituições do ensino superior em todo o país e outro junto de 755 estudantes não judeus da "comunidade académica em geral".

Os inquéritos, realizados entre 17 de novembro e 19 de dezembro do ano passado, revelaram que 95,7% dos estudantes judeus tinham experienciado ou testemunhado pelo menos um incidente anti-semita nos 12 meses anteriores. O relatório indica ainda que 18% desses episódios foram percencionados pelas vítimas como tendo sido causados por docentes, enquanto outros 7% envolveram assistentes de investigação ou de ensino. Um estudante, não identificado no relatório, relatou que uma "professora escreveu que devíamos matar todos os sionistas, que já tinha trabalhado com eles e via o quão maus eles eram". Outro estudante relatou que um professor afirmou que "Hitler era um herói", enquanto outro referiu que um docente lhe disse que "os judeus pertencem à Polónia e têm de voltar para lá". Os estudantes judeus reportaram também inúmeros casos de parcialidade por parte do corpo docente, relatos unilaterais de questões complexas e assistentes de ensino a pressionar os alunos cujos trabalhos estavam a avaliar a participar em manifestações pró-palestinianas. CBC/MS

Antigo deputado do Partido Verde Mike Morrice anuncia candidatura à liderança do partido O antigo deputado do Partido Verde (Green Party), Mike Morrice, anunciou que é um dos dois candidatos aprovados para a liderança do seu partido.

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orrice fez o anúncio na manhã de quarta-feira, confirmando oficialmente a sua entrada na corrida a partir do espaço cultural TheMuseum, no centro de Kitchener. "Tendo já servido como [deputado federal] num momento em que o partido procura um líder no Canadá, e enquanto a vida continua a ficar mais cara para tantas pessoas, acredito genuinamente que o partido pode ser um veículo para confrontar a classe dos bilionários e responder aos problemas que os cidadãos comuns, quer na nossa comunidade quer em todo o país, continuam a enfrentar", afirmou Morrice à CBC News sobre os motivos da sua candidatura à liderança. Morrice cumpriu um mandato como deputado pelo círculo eleitoral de Kitchener Centre, em Ontário, mas perdeu o seu assento parlamentar nas eleições federais de abril de 2025. A conservadora Kelly DeRidder venceu Morrice por uma diferença de 358 votos. A 28 de novembro de 2025, Morrice foi nomeado vice-líder dos Verdes a nível federal e já foi declarado o candidato do Partido Verde para as próximas eleições

federais, independentemente da data em que venham a ser convocadas. Morrice vai disputar a liderança contra a única outra candidata na corrida, Nira Dookeran, uma professora que já foi candidata pelo partido em eleições anteriores no círculo eleitoral de Ottawa South. Morrice afirmou partilhar "muito em comum" com a sua camarada de partido e co-candidata Verde. CBC/MS

Crédito: CBC

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FP / DG. Fotos FP


O Carnaval Caribenho de Toronto (TCC), ou simplesmente Toronto Carnival, é uma celebração vibrante e dinâmica da cultura, herança e arte das Caraíbas. Na sua 59.ª edição, o Carnaval é um dos maiores festivais culturais da América do Norte, atraindo milhões de participantes e espetadores de todo o mundo e contribuindo com mais de meio milhão de dólares para a economia de Toronto. O Toronto Caribbean Carnival 2026 levou música, dança e cor às ruas da cidade durante o fim de semana prolongado de agosto. O tradicional desfile principal realizou-se a 1 de agosto, junto ao Lake Shore Boulevard West e Exhibition Place, reunindo milhares de participantes.


Os ingredientes para criar memórias e partilhar sabores ­ ­ ­


Suplemento Desportivo

BENFICA GOLEIA E FICA MAIS PRÓXIMO DA LIGA EUROPA

Creditos: DR

P26

Braga vence pela margem P26 mínima

Supertaça

Porto ganhou a 25ª

Tennis P27

Borges Leads National Bank Open Round of 16

Estamos de férias!

Regressamos na segunda-feira, 8 de setembro, às 18h.

P33


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7 de agosto de 2026

LIGA EUROPA

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inauguraram o marcador logo aos três minutos, com Rafa Silva a finalizar uma boa combinação entre Bah e Barreiro. Ainda antes do intervalo houve tempo para mais dolos golos, primeiro com o capitão Tomás Araújo a aumentar a vantagem, seguido de Pavlidis de penálti, ganho por Prestianni ram um golo, algo consentido pela defesa que foi agarrado. Já depois do descanso, os encarnados das águias, rapidamente o Benfica voltou a crescer, acabando por consolidar uma seguiram com a mesma intensidade e goleada que deixa poucas dúvidas sobre Prestianni fez o 4-0. Os escoceses deixaa qualificação. Mas ainda falta a segunda ram o ar da sua graça após as alterações de Marco Silva, com Tom Renaud a bater mão, na Escócia… Com uma entrada fulgurante, as águias Samuel Soares com classe. Ainda antes do apito final, Durán estreou-se a marcar com a camisola do Benfica, após assistência de Schjelderup, extremo norueguês que fez o sexto de penálti, já na compensação. Marco Silva na flash interview, após a vitória do Benfica sobre o Hearts na Luz (6-1), na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa fez a análise do jogo: «A equipa está a crescer, vi uma exibição melhor do que nos jogos anteriores. Fomos mais controladores, contra um adversário a pressionar a campo inteiro na primeira parte. Fica a boa exibição e a muito boa primeira parte, com uma excelente entrada no jogo. Na segunda parte não entrámos tão bem e o adversário alterou o sistema tático, então demorámos a adaptar a pressão. Os jogadores que entraram demoraram a entrar no ritmo. Mas é um excelente resultado. Queremos ser consistentes e é importante para dar confiança aos jogadores e aos adeptos.» A segunda mão está marcada para a próxima quinta-feira, às 19.45 horas, disputada em casa dos escoceses do Hearts. JN/MS

Benfica goleia Hearts na Luz e fica a um passo da próxima ronda no acesso à Liga Europa valo com uma vantagem muito maior. As oportunidades sucederam-se, a equipa de Marco Silva mandou por completo no jogo. O Hearts colocou mais alguma agressividade em campo na segunda parte e a equipa O Benfica entrou muito forte, fez um encarnada perdeu consistência depois de golo, dois, três, e podia ter ido para inter- várias substituições. Os escoceses marcaO Benfica colocou-se em vantagem na 3.ª pré-eliminatória de acesso à Liga Europa, ao golear o Hearts (6-1) no Estádio da Luz.

Pavlidis fez um dos golos. (Mário Vasa)

LIGA CONFERÊNCIA

Braga em vantagem no play-off de acesso à Liga Conferência após vitória diante do Dínamo Minsk Com um golo solitário de Ricardo Horta, o Braga ganhou por 1-0 ao Dínamo Minsk, encontrando-se em vantagem no play-off de acesso à Liga Conferência.

Creditos: DR

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s minhotos dominaram toda a primeira parte, mas o marcador não mostrou todos os esforços dos guerreiros no relvado. Ricardo Horta, mesmo ao cair do pano da primeira metade, marcou de grande penalidade, após a bola embater na mão de um adversário, quando Gabriel Silva cruzou para a área dos bielorrussos. A toada da partida não mudou depois do intervalo e com um dia desinspirado do avançado Pau Victor, o Braga não conseguiu aumentar o marcador e, de igual forma, o Dínamo Minsk não conseguiu criar grandes ocasiões de perigo. Superior ao adversário, a equipa minhota está na frente da 3.ª pré-eliminatória da Liga Conferência, mas com uma vantagem demasiado magra para o caudal de domínio produzindo na pedreira perante 14 586 adeptos. Fica a dever a si mesma um resultado mais ampliado.

À partida favorito para este jogo, e para seguir em frente na eliminatória, o Sp. Braga não se escusou a assumir esse papel e praticamente imprimiu sentido único ao embate desde o primeiro minuto. Pau Victor, um dos mais mexidos, mostrou ao que os guerreiros vinham com várias movimentações ofensivas promissoras nos instantes iniciais. Em resumo, resultado justo e que peca apenas por escasso. A verdade é que os arsenalistas apresentaram um domínio que, com maior ousadia no último terço, poderia ter dado para levar uma margem (bem) mais confortável para o jogo da segunda mão, agendado para 18h (hora portuguesa) da próxima quinta-feira (13), no Stara Zagora, na Bulgária. Será em solo búlgaro — devido ao impedimento imposto pela UEFA ao Dínamo Minsk relativamente aos jogos na Bielorrússia — que os guerreiros irão tentar carimbar o passaporte para o play-off de acesso à fase liga da UEFA Conference League. JN/MS

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SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA

F. C. Porto derrota Torreense com golo de Froholdt e conquista a Supertaça O F. C. Porto bateu o Torreense, por 1-0, graças ao golo solitário do médio Froholdt. Com este triunfo, os dragões voltam a conquistar a Supertaça dois anos depois, a 25.ª do palmarés.

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ão se pode dizer que a formação de Torres Vedras não é dada a surpresas. Após a vitória na Taça de Portugal diante do Sporting, que valeu o bilhete para esta competição, tiveram em dez minutos o controlo do jogo diante de uns portistas inquietos. Apesar deste domínio inicial, o Torreense não conseguiu ameaçar verdadeiramente Diogo Costa. Farioli pediu calma aos seus jogadores e o F. C. Porto começou a ter mais paciência,

empurrando as linhas da formação de Luís Tralhão para trás. A partir desse momento os azuis e brancos assumiram e André Silva, tal como William Gomes, tiveram o golo nos pés, mas foi mesmo Victor Froholdt, de cabeça, a descobrir o caminho do marcador, após cruzamento com peso e medida de Pepê, aos 38 minutos. A segunda parte revelou outro jogo, muito mais dividido, sem períodos claros de dominíos de lado a lado. Apesar de alguns sustos, o F. C. Porto defendeu o resultado e o Torreense, que esta época vai competir na Liga Europa e na segunda divisão portuguesa, não conseguiu nova surpresa, mas deixou mais uma boa demonstração. JN/MS

Médio dinamarquês marcou o golo da vitória. (Fotos: DR)

FUTEBOL

Encaixe histórico! Sporting vai encher o cofre com quase 200 milhões O Sporting prepara-se para dar (mais) um forte impulso às contas do mercado de verão. Depois de já ter alcançado a fasquia dos 117,06 milhões em vendas, os leões têm em marcha três operações que poderão render mais… €75 milhões, um último encaixe que, contas feitas, equivale quase às receitas de uma campanha de excelente nível na Liga dos Campeões.

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Diomande, Pedro Gonçalves e Bragança serão as últimas grandes vendas neste mercado. (IMAGO)

om estes 75 milhões de euros em vendas O Sporting elevará o encaixe total deste mercado de verão para impressionantes... €192,06 milhões, valor sem precedentes na história do clube. Até ao momento, recorde-se, a SAD leonina já garantiu receitas de €117,06 milhões com as transferências de Francisco Trincão (39,3 milhões de euros), Morten Hjulmand (40 milhões), Alisson Santos (16,5 milhões), Rodrigo Ribeiro (5 milhões) e Diogo Travassos (5,5 milhões), sem bónus incluídos.

A esse montante, por sua vez, juntam-se ainda as mais-valias (total de €10.76M) obtidas através de jogadores que já não integravam o plantel principal, casos de Afonso Moreira (6,3M), Mateus Fernandes (3,43M) e Nazinho (1M). Números que ilustram um mercado de verão de dimensão histórica para os leões, tanto pela capacidade de gerar receitas como pela profunda renovação do plantel. E, convém lembrar, no arranque oficial do campeonato, o Sporting continua ativo no mercado, mas a prioridade passa agora por concluir três operações que poderão representar um encaixe financeiro decisivo e fechar uma janela de transferências verdadeiramente recorde para o clube de Alvalade. Refira-se que além destes três existem outros processos de menor dimensão como o de Kochorashvili que o Sporting pretende vender por €5,5 milhões. JN/MS


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FIFA

Luís Figo arrasa Infantino: «O comportamento mais baixo, enganador e egoísta que alguma vez vi»

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uma crítica feroz, Figo afirma que a solução para os problemas da FIFA se resume a três palavras: «Infantino tem de sair». O antigo capitão da Seleção Nacional considera que o líder do organismo que rege o futebol mundial é «uma relíquia do passado do jogo e não deveria ter qualquer papel no seu futuro», acusando-o de tentar forçar grandes mudanças apenas para se «enriquecer a si e aos seus amigos». Figo questiona a falta de transparência em torno de um plano recente, que compara à Superliga, e que, segundo ele, foi travado pela comunicação social. «Se era uma ideia tão boa, porque não a comunicou aos seus membros quando os tinha a todos numa sala antes da final do Campeonato do Mundo?», interroga, apontando a ausência de um debate sobre os riscos e a omissão de um alegado futuro emprego de 30 milhões de dólares anuais para Infantino. O antigo jogador do Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão acusa o presidente da FIFA de não ser honesto sobre as consequências de vender o controlo do Campeonato do Mundo. «Não é ousado quando se falha em explicar que, uma vez vendida a sua parte, ela desaparece para

sempre e se deserdam os sucessores da propriedade do Mundial», sublinha. As críticas estendem-se a uma série de outros comportamentos, que Figo descreve como uma «ladainha de abusos» que mancharam a reputação do futebol. Entre eles, menciona a suspensão e reversão de decisões disciplinares e a violação das leis do jogo, tudo para «agradar aos seus amigos». Figo refere ainda os comentários do Príncipe Ali, presidente da Federação de Futebol da Jordânia, que destacou o «comportamento mafioso da FIFA de Infantino» para garantir a sua continuidade no poder. Para o antigo Bola de Ouro, a discussão sobre o dinheiro no futebol deveria focar-se no investimento em infraestruturas e na formação de treinadores, para que «todas as crianças do mundo tenham a oportunidade de se apaixonarem pelo desporto mais belo do planeta». Figo aponta para os 5 mil milhões de dólares nas reservas da FIFA, argumentando que esse valor seria suficiente para financiar qualquer plano, tornando desnecessário o recurso a investimento externo. Na sua conclusão, o também antigo candidato à liderança da FIFA é implacável: «Infantino aviltou o cargo de presidente da FIFA que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou encher os próprios bolsos à custa do jogo que deveria servir.» Afirma ainda que o presidente perdeu o apoio de todos os quadrantes do futebol e que, embora seja tarde para salvar a sua dignidade, «não é tarde demais para salvar o futebol». A Bola/MS

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Luís Figo, antigo internacional português e conselheiro da UEFA, lançou um ataque contundente a Gianni Infantino, exigindo a demissão imediata do presidente da FIFA. O ex-jogador acusa Infantino de ter o «comportamento mais baixo, enganador e egoísta» que já testemunhou nos seus 20 anos de carreira profissional.

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7 de agosto de 2026

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A UEFA está a ponderar avançar com ações legais contra a criação da subsidiária FIFA Forward Enterprise (FFE) e já informou a FIFA dessa intenção, exigindo a preservação de toda a documentação associada ao projeto.

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uma comunicação dirigida ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, datada de 31 de julho, a que a agência espanhola EFE teve acesso, o organismo europeu afirma estar a considerar apresentar queixas junto das autoridades reguladoras ou recorrer à arbitragem na sequência da proposta de criação da FFE. A UEFA solicita igualmente que a FIFA preserve toda a documentação, física e eletrónica, relativa ao projeto e suspenda qualquer destruição de documentos, alertando para as eventuais consequências caso tal aconteça. Entre os elementos cuja conservação é requerida constam documentos sobre a estrutura da operação, a comunicação do projeto, o mecanismo de distribuição de verbas às federações nacionais, o prazo de aceitação inicialmente fixado para 19 de setembro e as comunicações com os membros do Conselho da FIFA. O organismo europeu pede ainda a preservação de documentação na posse de vá-

rios dirigentes da FIFA, incluindo o diretor de operações, Kevin Lamour, que denunciou que a administração da organização tinha sido enganada, manifestando oposição à iniciativa, que classifica como um projeto "de uma só pessoa" "não deveria prosseguir". Na carta, a UEFA reafirma a oposição à proposta, por considerar que é incompatível com os princípios de boa governação no futebol, sustentando que a contestação de outras confederações, associações nacionais e restantes partes interessadas justifica a eventual adoção de medidas legais. A FIFA anunciou na sexta-feira o abandono do projeto, três dias após a sua apresentação oficial, com Infantino a justificar a decisão com as divisões geradas em torno da iniciativa. O plano previa a criação da FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária destinada a gerir os ativos comerciais e eventos da FIFA, incluindo o Campeonato do Mundo, com a venda de 20% do capital a investidores privados. A proposta enfrentou forte oposição da UEFA, da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e da CONCACAF, levando o organismo presidido por Infantino a retirar a iniciativa. JN/MS

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UEFA equaciona ação judicial contra a FIFA e Infantino continua a perder apoio

Plano de Infantino na FIFA renderia salário seis vezes superior O jornal "The Times" revelou que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, preparava uma saída milionária através da empresa criada para explorar os Mundiais.

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ianni Infantino recuou no plano de vender uma participação dos direitos comerciais dos Campeonatos do Mundo a investidores privados, mas continua a enfrentar uma das maiores crises desde que assumiu a presidência da FIFA, em 2016. O "The Times" revelou que o dirigente suíço-italiano preparava uma saída altamente lucrativa do organismo, assumindo, após deixar a presidência, a liderança da FIFA Forward Enterprise, empresa que seria criada para gerir os direitos comerciais das principais competições da FIFA. Segundo escreveu o jornal britânico, o novo cargo permitir-lhe-ia auferir cerca de 26 milhões de euros, aproximadamente seis vezes mais do que os 4,2 milhões de euros que recebe atualmente como presidente da FIFA. A proposta previa a criação de uma nova empresa, integralmente controlada pela FIFA, que concentraria toda a exploração comercial dos Campeonatos do Mundo masculino, feminino e de clubes.

Numa fase posterior, seria vendida uma participação minoritária a investidores privados, em que Infantino ia liderar todo o processo caso a proposta avançasse, numa operação avaliada em cerca de 17 mil milhões de euros, permitindo arrecadar quase quatro mil milhões para reforçar o financiamento das 211 federações filiadas. Contudo, o projeto encontrou forte resistência, como da UEFA, CONCACAF e várias outras federações nacionais, que criticaram a falta de transparência da iniciativa. Avança a mesma fonte que a polémica provocou também um clima de tensão dentro da própria FIFA, espelhada pela demissão do conselheiro Carlos Cordeiro em desacordo com Infantino, sendo que o Conselho do organismo pode convocar uma reunião de emergência para tratar da saída do dirigente, caso 19 dos seus 37 membros a solicitem. Apesar das críticas, a BBC escreve que dificilmente conseguem reunir esse número, numa altura em que a FIFA prepara os próximos ciclos dos Campeonatos do Mundo. JN/MS


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VELA

Regata da Volta a Portugal à Vela percorreu a costa portuguesa e terminou em Portimão com a promessa de uma nova edição em 2027.

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Volta a Portugal à Vela encerrou ontem, em Portimão. Depois de oito longas etapas e cerca de 355 milhas náuticas entre Vila Nova de Gaia e o Algarve, ao largo da costa portuguesa, a competição coroou a embarcação Makai como a vencedora da classe ORC e a Funbel na ANC, encerrando uma edição marcada pelo equilíbrio competitivo e pelo entusiasmo e convívio entre as mais variadas tripulações. A derradeira regata, disputada ao largo de Portimão, decorreu com vento moderado e excelentes condições de navegação, contando, ainda, com a presença de várias embarcações que acompanharam a frota ao longo do percurso, dando um colorido especial ao encerramento de uma das mais emblemáticas provas da vela portuguesa, que agora voltou ao ativo depois de 23 anos de inatividade. Na classificação final da classe ORC, a Makai terminou no primeiro lugar, à fren-

te do Mar Meu e do Pocket Rocket. Para Miguel Fonseca, skipper da Makai, a vitória representa muito mais do que um resultado desportivo. "Foi uma Volta longa. É essencial Portugal aproveitar a nossa costa. Temos competido em Espanha, mas esta foi a primeira vez que fizemos uma prova destas no nosso país. Fizemos boas regatas e pretendemos voltar", afirmou. O velejador destacou o equilíbrio da competição ao longo dos últimos dias. "Vencemos, mas qualquer um podia ter ganho. Isso é o mais interessante desta Volta". Já na ANC, o Funbel confirmou o triunfo, seguido do Anthea e do Blu, que completaram o pódio. Também António Noronha, skipper do barco Funbel, valorizou o regresso da competição à costa portuguesa. "É importantíssimo termos voltado com este evento. Gostamos imenso de navegar e de estar neste convívio", referiu, revelando a principal preocupação antes da última etapa. "Pedi à equipa para estar contida. O controlo emocional é o mais importante e foi com isso que conseguimos este resultado", garantiu. JN/MS

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Volta a Portugal à Vela regressou para ficar e coroou Makai e Funbel em Portimão

2030 FIFA WORLD CUP

Infantino oferece final do Mundial 2030 a Marrocos em troca de apoio Gianni Infantino, presidente da FIFA, terá oferecido a final do Mundial 2030 a Marrocos, mais concretamente ao futuro Estádio Hassan II, em Casablanca, com capacidade para cerca de 115 mil espectadores, em troca de apoio para a sua reeleição, avançou o "The Times".

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medida teria uma dimensão política: Marrocos tornou-se um dos principais aliados do líder que rege o futebol mundial, e Rabat será o anfitrião do próximo Congresso da FIFA, onde a eleição está prevista, para março de 2027. O jornal "The Times" avança

ainda que o apoio marroquino poderá ser especialmente importante para Infantino, dada a crescente oposição à sua liderança. A atribuição da final a Casablanca seria um duro golpe nas pretensões de Espanha, que aspirava receber a final no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid. Recorde-se que Gianni Infantino está no centro de uma grande polémica, desde que anunciou a proposta de um novo modelo de comercialização do Mundial, com entrada de investidores privados, ideia que viria a retirar depois das críticas. JN/MS

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TRIATLO

O triatleta português Tiago Rodrigues operado depois de ter ficado em estado grave na sequência de um atropelamento de que foi vítima por uma condutora sob influência de estupefacientes, durante um treino, em Espanha.

C

ampeão nacional de triatlo do grupo etário 20-24, Tiago Rodrigues, natural de Bragança, foi atropelado no domingo, na localidade de Camarzana de Tera, na Estrada Nacional 525, que liga Benavente a Santiago de Compostela, próximo da fronteira com Portugal. Tiago Rodrigues foi transportado ao hospital Virgen de la Concha, de Zamora (província de Castela e Leão), onde permanece internado na Unidade de Cuidados Intensivos com suspeita de fraturas na clavícula esquerda, no pulso direito, diversas escoriações e um corte profundo no pescoço, que o fez perder bastante sangue. De acordo com o relatório policial do acidente, a que a Lusa teve acesso, o si-

nistro aconteceu pelas 13:10 (hora local, menos uma em Lisboa) na localidade de Camarzana de Tera, quando a condutora, de 24 anos, não respeitou um sinal de paragem obrigatória e abalroou o triatleta brigantino, projetando-o contra outro veículo. Segundo o mesmo relatório policial, os testes realizados pelas autoridades espanholas à condutora indicaram que estaria sob a influência de cocaína. Tiago Rodrigues é alferes do Exército, tem 23 anos e sagrou-se campeão nacional de triatlo do grupo etário 20-24 anos em junho passado, em Coimbra. No domingo (2) deslocou-se a Espanha, próximo da fronteira com Bragança, para um treino de natação no lago de Sanábria e um treino de bicicleta num local próximo, tendo em vista a participação no Ironman de Barcelona, em outubro. NM/MS

Creditos: DR

Triatleta português atropelado por condutora sob influência de droga

CICLISMO

Polémica na Volta a França feminina:

ciclistas suspeitas de utilizarem enchimento nos sutiãs A alteração dos equipamentos desportivos é proibida pela União Ciclista Internacional (UCI). Suspeitas de utilização de enchimentos em sutiãs de ciclistas promovem a aerodinâmica e aumentam a velocidade.

Creditos: DR

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Volta à França feminina está envolta numa polémica com as ciclistas a serem suspeitas de utilizarem sutiãs com enchimento extra para ganharem vantagem aerodinâmica e assim andarem mais rápido na estrada. O caso foi denunciado pela publicação belga e neerlandesa "Wielerflits", ao adiantar que muitas equipas estavam "incomodadas pela forma como algumas ciclistas exploravam o tamanho dos seios nas provas de contrarrelógio", dando conta de que "simulavam um tamanho de reforço maior com preenchimento". O jornal inglês "The Telegraph" avançou ainda que Bert Blocken, um

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professor de aerodinâmica, já obteve fotografias a sugerir que estão a ser colocados objetos nas camisolas para que aumentem o volume do peito das ciclistas. Esta suspeita vai contra as regras condicionais da UCI que proíbem os atletas de modificar artificialmente as suas roupas. Sendo assim, a organização da Volta à França feminina já apertou as regras às participantes, que são agora obrigadas a estarem presentes nas verificações dez minutos antes do início de cada etapa para o vestuário e as bicicletas das ciclistas serem verificadas ao pormenor. De acordo com as normas da UCI, quem altera o equipamento está sujeito a ser desqualificado e a pagar uma multa. O Tour feminino começou no sábado e termina no próximo domingo, na cidade francesa de Nice. JN/MS

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7 de agosto de 2026

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BASEBALL

Toronto Blue Jays opt for a hybrid trade deadline

José Soriano #59 of the Los Angeles Angels pitches during the first inning against the St. Louis Cardinals at Angel Stadium of Anaheim on July 20, 2026 in Anaheim, California. (DR)

The Toronto Blue Jays approached this year's MLB trade deadline facing a profoundly frustrating predicament. Stranded in the muddy middle of the standings at 53-60, their playoff hopes were mathematically breathing but practically on life support. Management was boxed into a tight corner. Executing a full firesale of their pending free agents would equate to waving a white flag, alienating a sold-out stadium still chasing the high of last fall’s deep, near-championship run. Conversely, standing completely pat in hopes of a miraculous October surge meant risking the total loss of valuable expiring assets for zero return.

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omplicating matters further, rival front offices have become increasingly ruthless at hoarding top-tier prospects, and several of Toronto’s potential trade partners were the very teams standing in their way for the final American League wild-card berth. The only viable path forward required the front office to drive in two opposite lanes at once: retooling for the future while desperately trying to keep the present afloat. This dual mandate resulted in a dizzying two days of transactions. Across six separate trades, the Blue Jays acquired 10 new players while shipping out seven. General Manager Ross Atkins summar-

ized the exhausting marathon with cautious optimism, noting that the organization is now in a far healthier position. "The thing we were the most pleased with is that we were able to acquire pieces that can impact the team immediately and will be here for the long term," Atkins remarked. The undisputed centerpiece of this hybrid strategy was the acquisition of dynamic pitcher Jose Soriano from the Los Angeles Angels. Facilitated by pre-existing front-office relationships— Angels executive John Mozeliak had previously worked with Atkins on deals involving Randal Grichuk and Aledmys Diaz—the trade secures a premium arm to complement ace Dylan Cease through the 2028 season. However, the cost was steep. To land Soriano, Toronto surrendered highly touted Double-A prospect Arjun Nimmala, alongside hard-hitting outfielder Eddie Micheletti Jr. and promising Florida Complex League standout Angel Rivero. Atkins admitted that parting with Nimmala was the hardest pill to swallow, though adding prospects like Brett Bateman and Ty Southisene in other deals helped soften the blow.

Daulton Varsho, Jeff Hoffman, and Adam Macko were sent packing to rival contenders.

Navigating a "buy-and-sell" deadline takes a massive emotional toll on a clubhouse. The whiplash was palpable. When news of the Soriano trade broke, Daulton Varsho assumed the team was pushing for a playoff spot. "I thought I was going to stay," Varsho confessed, only to learn shortly after that he was headed to the Houston Astros in exchange for Arrighetti. The locker room essentially became a revolving door. As Varsho said his heartfelt goodbyes, Arrighetti and Smith were just walking in to introduce themselves. Moments later, Hoffman was pulled into Manager John Schneider’s office to learn he had been dealt to the Minnesota Twins. Meanwhile, pending free-agent pitcher Shane Bieber spent the afternoon trapped in limbo. Tasked with starting that evening’s game against Houston, Bieber tried to maintain tunnel vision. A mere 15 minutes before the deadline passed, pitching coach Pete Walker finally gave him the all-clear. Relieved to be staying, Bieber promptly delivered 5.2 innings of one-run ball in a 3-1 victory, allowing the anxious Beyond the Soriano blockbuster, the ros- clubhouse to finally exhale. ter saw significant churn: Despite the uphill battle, Manager John Schneider’s message remains defiant. He • The Inflow: Spencer Arrighetti and Jameson Taillon arrived to stabilize the emphasized that unlike the complete teardown of previous eras, this deadline was a rotation. John Klein and Josh Stephan unique opportunity to stockpile talent for provided immediate upper-level both today and tomorrow. The front office pitching depth. Josh Smith was added as a versatile reclamation project, while successfully managed to pull the franchise prospects Dasan Hill and Dameury Pena in two different directions at once. Now, it is entirely up to the players left in the injected the farm system with longclubhouse to prove that this radically reterm upside. shaped roster can actually win. • The Outflow: Reliable veterans and RS/MS core pieces like Kevin Gausman,

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7 de agosto de 2026

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TENNIS

Nuno Borges highlights the round of 16 at the 2026 National Bank Open

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Borges arrived in Canada seeking consistency after a roller-coaster season, and he has found his rhythm perfectly. Against Hanfmann, Borges was nearly untouchable on his own serve. He won a staggering 89% of his first-serve points and never allowed the German to break his serve throughout the match. Dictating from the baseline, Borges converted three of his five breakpoint opportunities, keeping unforced errors low to wrap up the victory. This performance follows an equally impressive second-round victory over the 26th-seeded Argentine Tomás Martín Etcheverry, whom he also dismissed in straight sets, 6-4, 6-2. Borges now advances to the Round of 16, where he is slated to face Italy's Luciano Darderi.

The 2026 National Bank Open has already delivered its fair share of blistering heat, monumental upsets, and spectacular tennis across both host cities. As the tournament moves deeper into its opening week, Portuguese standout Nuno Borges has quietly and efficiently carved his path into the Round of 16.

Borges sweeps Hanfmann On Thursday afternoon in Montreal, the 55th-ranked Borges turned in a clinical performance to defeat Germany's Yannick Hanfmann 6-4, 6-2 in the Round of 32. The victory marks another vital step in what has been a highly successful hardcourt swing for the Portuguese player.

PROTEJA O SEU FUTURO MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA. DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos. Não enfrente o sistema sozinho. Confie na experiência, no atendimento personalizado e resultados focados na qualidade

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bug. The hard-serving American began his title defense by edging out compatriot Jenson Brooksby 6-3, 7-5. Despite Brooksby’s unorthodox slicing style pulling him ahead 4-1 in the second set, Shelton recovered, eventually breaking back and closing out the match in straight sets to keep his back-to-back championship hopes alive. Star power takes the stage in Toronto

While the ATP stars battle it out in Montreal, the WTA side of the National Bank Open is in full swing in Toronto. The early rounds have seen the introduction of the sport's biggest heavy hitters making their 2026 hard-court debuts. The Toronto crowds have packed the stands for a star-studded lineup that feaShockwaves in Montreal: tures top-tier talent. Second-ranked Elena Top seed Zverev falls Rybakina, defending US Open champion While Borges smoothly advanced, Coco Gauff, third-ranked Jessica Pegula, the rest of the men's draw in Montreal and rising teenage star Mirra Andreeva has been blown wide open by a string of have all been major centerpieces of the shocking results—none bigger than the week as they challenge the tour's established elite on Canadian soil. exit of the tournament's top seed. In a steamy Wednesday afternoon session, world No. 69 Tallon Griekspoor Coming up pulled off a massive upset, battling back With the early rounds coming to an end, from a set down to defeat No. 1 seed Alexthe 2026 National Bank Open is turning ander Zverev 6-7(3), 6-2, 6-4. Griekout to be a very unpredictable tournaspoor became the first player to eliminate ment. As top seeds fall and unseeded playthe top seed in their National Bank Open ers like Nuno Borges take advantage of the opener since Nick Kyrgios ousted Daniil open field, tennis fans in both Montreal Medvedev in 2022. Griekspoor hit 20 foreand Toronto are sure to witness a thrilling hand winners and went 17-for-18 at the weekend of action. Whether Borges can net to outmaneuver the heavy-hitting continue his dominant play against DardGerman. eri, or if a new surprise contender emerElsewhere, young Brazilian sensation ges from the recent events, remain the Joao Fonseca electrified the Canadian biggest questions as the tournament now crowd by defeating Stefanos Tsitsipas, moves toward the quarterfinals. notching his first-ever win in Montreal. RS/MS Defending champion Ben Shelton, however, managed to avoid the upset


Jack Oliveira Business Manager Luis Camara Secretary Treasurer

Nelson Melo President

Marcello DiGiovanni Vice President

Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jaime Cortez E-Board Member

David McCluskey E-Board Member


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Perspetivas do Setor: Construir o futuro de Ontário exige mais do que energia. Exige parceria. Quando as pessoas que constroem a nossa infraestru- de energia estão trabalhadores sindicalizados qualificados tura e as pessoas que alimentam a nossa província se que transformam planos ambiciosos em realidade. Só em 2025, os membros da LiUNA prestaram mais de reúnem, a conversa vai muito além da construção. 800 000 horas de trabalho em projetos nucleares da OPG, Trata-se de construir o futuro de Ontário. Esse foi o demonstrando tanto a força desta parceria como o papel significado do convite feito por Joe Mancinelli, vice-pre- crítico que a mão de obra sindicalizada qualificada desemsidente internacional e diretor canadiano da LiUNA, a Ni- penha na construção do futuro energético de Ontário. Em colle Butcher, presidente e CEO da Ontario Power Genera- Darlington, a remodelação foi concluída quatro meses antion (OPG), para discursar perante mais de 1 500 líderes de tes do prazo previsto e 150 milhões de dólares abaixo do todo o Canadá e dos Estados Unidos na Conferência Mul- orçamento, enquanto os membros da LiUNA realizaram tirregional da LiUNA de 2026, em Chicago. A sua presença mais de 275 000 horas de trabalho de alta qualificação. O próximo capítulo exigirá ainda mais. Prevê-se que a refletiu uma realidade que nunca esteve tão clara: responder aos maiores desafios económicos de Ontário exigirá remodelação de Pickering gere aproximadamente 150 000 uma parceria genuína entre o setor laboral, a indústria e horas anuais para os membros da LiUNA. O Darlington New Nuclear Project exigirá cerca de 300 000 horas anuais o governo. Ontário encontra-se num momento decisivo. A nossa durante o pico da construção. O projeto proposto para população está a crescer rapidamente. A indústria trans- Wesleyville poderá criar até 800 000 horas anuais para a formadora está a regressar. A inteligência artificial, os LiUNA, enquanto a nova produção hidroelétrica adicionacentros de dados, a eletrificação e os minerais críticos es- rá mais 200 000 horas anuais a partir de 2028. Estes números representam muito mais do que horas de tão a redefinir a nossa economia. Cada uma destas oportunidades depende de um pilar essencial: eletricidade fiável, trabalho. Representam aprendizes a ingressar nos ofícios qualificados. Famílias a construir futuros melhores. Empreacessível e cada vez mais limpa. É por isso que o investimento de Ontário na energia nu- sas locais a crescer a par de grandes projetos. Comunidades clear é muito mais do que uma política energética. É uma fortalecidas por investimentos de longo prazo. Represenestratégia económica. É um investimento na segurança tam a mão de obra qualificada que construirá a infraestruenergética. E, cada vez mais, é um investimento na com- tura da qual Ontário dependerá durante gerações. A relação entre a LiUNA e a OPG demonstra o que se petitividade e na soberania do Canadá a longo prazo. Num mundo marcado pela incerteza geopolítica, por torna possível quando as organizações partilham um prointerrupções nas cadeias de abastecimento e por uma pósito comum. A OPG reconhece que a concretização de crescente procura global de eletricidade, as jurisdições infraestruturas históricas exige uma força de trabalho com energia abundante e fiável atrairão investimento, en- altamente formada, estável e qualificada. A LiUNA comquanto outras terão dificuldades em acompanhar o ritmo. preende que infraestruturas de classe mundial dependem Ontário encontra-se numa posição privilegiada para lide- de planeamento a longo prazo, inovação e investimento. Juntas, essas prioridades criam oportunidades não rar porque optou por investir na infraestrutura que impulsiona o crescimento económico, em vez de reagir apenas apenas para os trabalhadores, mas para toda a província. Como a OPG destacou durante a sua apresentação, esta quando a procura já se instalou. A liderança da OPG na remodelação das instalações nu- parceria destina-se a preparar a força de trabalho de amacleares existentes, no avanço do primeiro Reator Modular nhã, a reforçar a argumentação a favor da infraestrutura Pequeno (SMR) em escala de rede do G7 em Darlington e energética e a criar um legado duradouro através de enerno planeamento da próxima geração de eletricidade limpa gia fiável, bons empregos e crescimento económico. O seu impacto estende-se muito além da construção. ajudará a garantir que Ontário se mantenha competitivo nas próximas décadas. Estes projetos criam milhares de Fortalece as cadeias de abastecimento internas, expanempregos altamente qualificados, fornecendo ao mesmo de as oportunidades de aprendizagem, apoia a indústria tempo a energia de carga de base fiável de que as econo- transformadora avançada e reforça a posição de Ontário como líder global em energia limpa. Mais importante ainmias modernas necessitam. Mas estes projetos não se constroem sozinhos. Por trás da, dá ao Canadá algo cada vez mais valioso: a capacidade de cada remodelação de reator, expansão de transmissão, de gerar a eletricidade fiável necessária para alimentar o modernização hidroelétrica e novo projeto de produção nosso próprio futuro.

À medida que jurisdições em todo o mundo competem por investimento, as empresas colocam duas questões fundamentais: Conseguem fornecer energia fiável? E conseguem fornecer a mão de obra qualificada para construir e manter a infraestrutura de que necessitamos? Ontário pode responder a ambas com uma confiança crescente. Essa confiança nasce da parceria. Nasce de governos dispostos a investir, da indústria disposta a inovar e de trabalhadores sindicalizados qualificados preparados para concretizar. A infraestrutura que construímos hoje alimentará hospitais, lares, fábricas, sistemas de transporte público, minas, centros de dados e indústrias inteiras durante gerações. Irá fortalecer a nossa economia, criar carreiras para a classe média e reforçar a segurança energética do Canadá num momento em que esta nunca foi tão crucial. Construir o futuro de Ontário não se resume a gerar mais eletricidade. Trata-se de gerar oportunidades. Trata-se de criar milhões de horas de trabalho significativo ao longo das próximas décadas, formar a próxima geração de profissionais qualificados e demonstrar que, quando a indústria, o governo e a mão de obra sindicalizada avançam na mesma direção, Ontário não se limita a responder ao futuro — define-o. DCN/MS

Nicolle Butcher, presidente e CEO da Ontario Power Generation (ao centro, de azul), discursou na Conferência Multi-Regional da LiUNA 2026, em Chicago, onde destacou a importância da parceria entre a indústria, os sindicatos e o governo para impulsionar o desenvolvimento e o crescimento económico. Foto: LiUNA Cortesia

Governos de Ontário e Federal investem 7,2 milhões de dólares na formação profissional no norte da província O governo de Ontário associou-se ao Governo do Canadá para investir mais de 7,2 milhões de dólares através da Canada-Ontario Workforce Tariff Response, com o objetivo de ajudar a proteger os trabalhadores no norte da província. A verba irá ajudar mais de 500 trabalhadores em todo o norte de Ontário a atualizar

as suas competências, a transitar para carreiras com grande procura e a garantir que os empregadores locais dispõem da mão de obra qualificada de que necessitam, explica um comunicado oficial. A província disponibilizará os fundos através do programa Skills Advance Ontario, que estabelece parcerias com empregadores e entidades

formadoras para ajudar os trabalhadores na transição para os setores que estão a impulsionar o crescimento económico e a construir a competitividade a longo prazo da província. As quatro organizações do norte de Ontário que vão receber o financiamento são as seguintes: Algoma Steel Inc.; Canadian

Read in English Skills Training and Employment Coalition (CSTEC); Confederation College of Applied Arts & Technology; Washagamis Bay Investment Corporation. DCN/MS

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Cães de raças diferentes encantaram no sábado (1) milhares de pessoas que acompanharam o Campeonato Mundial de Surf para Cães, na praia de Linda Mar, na Califórnia (EUA). A 10ª edição do evento mostrou disputas entre os atletas de quatro patas, deslizando nas ondas. A grande vencedora da edição de 2026 foi a labradora Rosie, de 5 anos, da cidade de Santa Cruz, na Califórnia. Ela conquistou o primeiro lugar na categoria de cães grandes, venceu também a prova de stand up paddle e a categoria em dupla com humanos, além de receber o prémio Spirit of Dog Surfing, concedido ao principal destaque do campeonato.

Credito: DR

Rosie começou a praticar stand up paddle quando tinha apenas sete meses de idade. Hoje, treina de quatro a cinco vezes por semana ao lado do tutor Steve Drottar, surfista há mais de quatro décadas. A dupla ficou conhecida muito além das praias.

Professor universitário mais jovem do mundo tem 18 anos O professor universitário mais jovem do mundo tem 18 anos e acaba de entrar para o Guinness Book, o livro dos recordes. Nathan Thomas entrou para a história ao assumir uma turma universitária de programação na Miami Dade College, na Flórida, (EUA), aos 18 anos e 346 dias. Com o feito, o norte-americano foi para o Guinness World Records. Até então, o título de professor mais jovem do mundo pertencia ao matemático escocês Colin Maclaurin, que assumiu uma cátedra aos 19 anos, em 1717.

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Nathan também superou outra marca curiosa: tornou-se professor 16 dias mais jovem do que a americana Alia Sabur, que conquistou o recorde feminino em 2008. Nathan é superdotado. Entrou na faculdade quando tinha 10 anos de idade e adora quando percebe que um aluno conseguiu entender um conteúdo difícil.

Transplante inédito devolve visão a mulher que ficou 5 anos cega Um transplante inédito devolve a visão a uma mulher de 67 anos que ficou cega durante 5 anos. A cirurgia, considerada a primeira do mundo, foi realizada por médicos da Clínica Oftalmológica Universitária do Hospital Molinette, liderados por Michele Reibaldi, em Turim, na Itália, e representa um avanço histórico na medicina.

Esta “transferência biológica” permitiu, na prática, fabricar um olho funcional a partir de dois órgãos gravemente afetados. Resta agora aguardar para avaliar a efetiva capacidade de funcionamento da retina enxertada, “mas os primeiros resultados são encorajadores”, comentou Michele Ribaldi.

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Pela primeira vez, os especialistas conseguiram transplantar de um olho para o outro da própria paciente todo o segmento anterior do olho, incluindo córnea, íris, corpo ciliar, cristalino e também a mácula, a região central da retina responsável pela visão dos detalhes.

Europa faz primeira transmissão de 5G via satélite A Europa acaba de dar um passo importante na primeira transmissão de rede 5G via satélite, para levar internet a lugares sem cobertura, onde hoje o telemóvel não funciona. A primeira rede 5G via satélite do continente europeu, que teve testes iniciais no começo do ano, pretende levar o sinal a regiões remotas, como montanhas, ilhas e até áreas atingidas por desastres naturais.

Credito: DR

Porque elas também existem

Boas Notícias

Cães surfistas fazem sucesso em campeonato mundial

É o projeto Trantor desenvolvido por um consórcio europeu de pesquisa, que utilizou o satélite Hispasat 30W-6. Segundo os pesquisadores, o novo teste confirmou que a tecnologia funciona e permitirá que fabricantes comecem a desenvolver equipamentos e estações compatíveis com o novo padrão de redes 5G via satélite. A tecnologia faz parte de um projeto financiado pela União Europeia para desenvolver as futuras redes de comunicação por satélite.


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MILÉNIO | ENTRETENIMENTO

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35 anos

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A que sabe o amor?

Ana Guiomar desafia caras conhecidas a sentarem-se com ela à mesa para falarem sobre gastronomia, emoções, momentos marcantes e tradições familiares. "A Que Sabe o Amor?" terá oito episódios, lançados ao domingo de 15 em 15 dias e entre os convidados estão Cristina Ferreira, Sara Prata, Rui Melo, José Condessa e até Diogo Valsassina - ex-namorado de Ana Guiomar. Sobre a conversa com Diogo afirmou: "A partilha dele foi muito gira, porque falou muito da avó. Foi uma conversa muito gira. Até posso confessar que me emocionei no final, foi um bocado de vergonha."

Revoltado Guillaume Lalung, o companheiro de Rita Pereira, resolveu ir até às redes sociais falar sobre as nomeações dos Globos de Ouro, que foram conhecidas na semana passada. O empresário defende que a atriz da TVI merecia estar nomeada e que isso só não aconteceu porque esta não pertence à SIC, o canal que organiza a gala que premeia o que de melhor se faz no nosso país ao nível das artes. Para Guillaume, o papel que a artista interpretou na novela "Terra Forte", Maria de Fátima, merecia um lugar na lista de "Melhor Atriz" em Ficção. "Eu vi a minha mulher trabalhar todos os dias e todas as noites. Vi a dedicação, a entrega e a obsessão em encontrar a melhor forma de dar vida àquela personagem. Nunca deixou nada ao acaso. Queria sempre ir mais longe, dar mais de si e oferecer ao público a melhor interpretação possível. E conseguiu. Porque ninguém me consegue convencer do contrário. Ela fez um papel do caraças. À frente da televisão, fez-nos sorrir, rir, emocionar e, muitas vezes, esquecer o cansaço de um longo dia de trabalho", começou por referir. "É isso que um grande ator consegue fazer. E é assim que se agradece a quem dá tudo de si? Não reconhecer um talento apenas porque não está no «canal certo»? O mais triste é que esta realidade não acontece apenas aqui. Quem perde não são apenas os atores. Quem perde é a ficção portuguesa. E quero deixar uma coisa bem clara: não estou a dizer que a Rita devia ocupar o lugar de qualquer uma das pessoas nomeadas.", acrescentou.

Criatividade

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Transparente

O príncipe Louis continua a ser o grande protagonista da família real britânica. O menino de oito anos esteve com a família - os príncipes de Gales, Kate e William, o irmão mais velho, o príncipe George, e a princesa Charlotte, nos Jogos da Commonwealth, em Glasgow, que decorreram no sábado, 1 de agosto. Como não podia deixar de ser o pequeno Louis encantou mais uma vez os fãs da realeza com as suas expressões faciais durante todo o evento. Entre crises de riso e expressões de espanto, Louis prova que é muito transparente no que toca às emoções.

David Carreira completou 35 anos de vida na última quinta-feira, 30 de julho. A data especial foi este ano celebrado de uma forma diferente, uma vez que o cantor passou o dia nas gravações da nova temporada do programa "The Voice Portugal". David Carreira foi surpreendido nas gravações do talent show pela mãe, Fernanda Antunes, pelo pai, Tony Carreira, pela namorada, Carolina Carvalho, e pelo filho, o pequeno Lucas. Com as cadeiras viradas, de costas, à espera da entrada de mais um participante, o músico ouviu uma voz que lhe é familiar enviar-lhe uma mensagens de parabéns. David Carreira reconheceu tratar-se da namorada, a atriz Carolina Carvalho, e levantou-se imediatamente olhando para trás. No palco, toda a família esperava por David para um abraço apertado. Mickael Carreira, que forma uma equipa de mentores com o irmão, juntou-se a este momento emotivo. O pequeno Lucas, de três anos, fruto da relação de longa data com Carolina Carvalho, teve ainda oportunidade de sentar-se nas cadeiras do "The Voice". Ao colo do pai o menino cantou os parabéns e soprou as velas de um bolo que surgiu nos bastidores para que os 35 anos de David Carreira não passassem em branco.

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Ariana Grande vai fazer uma grande pausa na sua carreira. Após o fim da sua tour, "Eternal Sunshine", em Londres, a 1 de setembro, a artista vai afastar-se dos palcos, isto numa fase em que as críticas e comentários em relação ao seu corpo estão cada vez mais presentes. Um representante da artista confirmou a informação. "A Ariana vai-se afastar da exposição pública depois de concluir a tour "Eternal Sunshine". Ela está ansiosa para terminar a tour com chave de ouro — com saúde e felicidade — e, em seguida, fazer uma pausa mais do que merecida de trabalhos e aparições públicas, que têm gerado um escrutínio constante e interminável", referiu ainda o profissional.

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Pausa

A viver em Portugal, Giovanna Antonelli está a ser notícia no Brasil pela solução que encontrou para enfrentar o calor que se faz sentir por lá. A viver num apartamento de luxo com vista para o rio Tejo, a atriz brasileira decidiu aproveitar a sua pequena varanda para refrescar-se com uma mangueira, piscina de bebé e cerveja fresquinha. "A pessoa que me está a filmar, está a fazer bullying comigo, mas estou aqui em Portugal e está um calor danado hoje", começou por explicar. "Sabem que a minha mente é muito criativa. Meti uma cervejinha no congelador, comprei uma mangueira e uma piscina de bebé e vou fazer o quê? Vou tomar um sol na laje e é hoje", contou ainda num vídeo gravado nas ruas de Lisboa. Em seguida, Giovanna Antonelli mostrou o resultado final da sua ideia. A atriz e os seus dois cães divertiram-se e conseguiram refrescar-se. "Agora quero saber: isso é gambiarra [rustico] ou solução de luxo?", questionou na legenda das imagens.


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7 de agosto de 2026

OLHAR COM OLHOS DE VER

Coruja. Créditos: Stella Jurgen

Dia de descanso. Créditos: David Ganhão

Saída. Créditos: Fabiane Azevedo

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7 de agosto de 2026

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Palavras cruzadas

MILÉNIO | PASSATEMPO

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Sudoku

4

9

2

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

8

3

5

7

6

4

3

5 1

15 7

3

6

13

5

3

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1. Fazer chegar, passar às mãos de; dar; 2. Trocar palavras, ideias (com alguém), sobre qualquer assunto; 3. Exercer (uma prática) com regularidade; praticar, professar; 4. Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas); 5. Trazer à memória; recordar; 6. Provocar alguém amorosamente, demonstrar interesse amoroso por; azarar; 7. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo; 8. Reunir em uma só todas as partes que

não têm ligação natural entre si; 9. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade; 10. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas; 11. Não aprovar; recusar algo; 12. Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro; 14. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico; 15. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição.

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Rosa's Portuguese Kitchen

Frango Assado com Batatas

Jogo das 10 diferenças

Ingredientes

Caça palavras

O Q G F O G H O O L E M A C B A K L I B K L O E N G U I A U M A O J U U S C C U S U U R U L I R P I I M O R C E G O R C A G I O A A L V T C L U E N F S U A T L I I E P C D T Q Y H C A R E U U I L A Q W A S E E O L P Q O G L H F L S N B S A Z D S A I A R A J U R O C N O X E L I M I L E M A G E Y A D I E B A O C E N T P R N B G A E R A R A I X P Y P R T I R N A G N O A S S F O H L E O C A A I S B B O S N A G C I I O A N T E G W O A T U M F Y K A P

AT U M L A M PR E I A OV E L H A C A M E LO ZEBRA E S QU I LO SA L M ÃO ÁG U I A T IG R E C OE L HO FA LC ÃO M ORC E G O C OR U JA E NG U I A GA N S O

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• 4 pernas de frango • 4 dentes de alho picados • 2 colheres de sopa de azeite • 1 dl de vinho branco • 2 colheres de sopa de manteiga derretida • Sumo de 1 limão • 1 colher de chá de colorau doce • 1 colher de sopa de massa de pimentão • Sal e pimenta-preta q.b. • Ramos de alecrim fresco • 500 g de batatas pequenas • 1 cebola grande cortada em quartos • 3 colheres de sopa de azeite • 1 colher de chá de colorau doce • Sal e pimenta-preta q.b. • Salada verde, para acompanhar Modo de preparação Pré-aqueça o forno a 200°C. Numa taça, misture o alho, o azeite, a manteiga derretida, o sumo de limão, o vinho branco, o colorau, a massa de pimentão, o sal e a pimenta-preta. Esfregue bem a marinada por todas as pernas de frango, para ficarem bem temperadas. Se tiver tempo, cubra o frango e deixe-o marinar no frigorífico durante 1 a 2 horas para ganhar ainda mais sabor. Descasque as batatas ou lave-as muito bem, caso prefira assá-las com casca.

Coloque as batatas numa taça com a cebola. Junte o azeite, o colorau, o sal e a pimenta-preta e envolva muito bem. Coloque o frango no centro de um tabuleiro e distribua as batatas e a cebola à volta. Junte os ramos de alecrim por cima do frango e das batatas. Leve ao forno durante cerca de 1 hora, regando o frango com os próprios sucos a cada 20 a 30 minutos. Regar o frango durante a cozedura ajuda a mantê-lo suculento e deixa a pele bem douradinha. Nos últimos 20 minutos, aumente a temperatura para 210°C para deixar a pele bem dourada e estaladiça. Se as batatas estiverem a dourar demasiado depressa, vire-as cuidadosamente a meio da cozedura. Sirva o frango assado com as batatas, a cebola e uma salada verde fresca. Bom apetite!


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artesonora

Credito: DR

Paulo Perdiz

VICKY MARQUES

O RITMO QUE FICA Recordando Vicky Marques, um músico extraordinário e que tivemos o privilégio de conhecer. Há entrevistas que ficam guardadas no arquivo. Outras ficam na memória. A conversa que tivemos com Vicky Marques, no Dia do Ritmo de 2021, em Aveiro, pertence à segunda categoria.

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omos entrevistar um músico que já tinha acompanhado alguns dos maiores nomes da música portuguesa. Esperávamos ouvir histórias de grandes palcos, de concertos inesquecíveis ou de carreiras de sucesso. Em vez disso, encontrámos alguém que preferia falar dos outros. Falou do primeiro professor, Francisco Furtado, do pai, que lhe ensinou os primeiros passos na bateria, dos mestres com quem continuava a aprender e dos colegas que admirava. Não havia vaidade nas palavras. Havia gratidão. E isso, nos dias de hoje, vale muito. Lembro-me de lhe perguntarmos sobre o kit híbrido de bateria e percussão que levava para os concertos. A res-

aos sábados 7h30 às 9h00

posta dizia muito da forma como via a música. Explicou que gostava de explorar novos sons, de juntar dois mundos, mas fez questão de sublinhar que era, acima de tudo, baterista. Chamou-se, até, "um curioso da percussão". A frase ficou-nos. Porque só alguém verdadeiramente seguro do seu talento consegue falar de si com tamanha simplicidade. Quando a conversa passou para o Dia do Ritmo, também não falou de protagonismo. Disse apenas que era "fantástico estarmos juntos", depois de tantos meses marcados pelas restrições da pandemia. Valorizava o encontro, a partilha e a música feita em comunidade. Era esse o seu lugar. Nos últimos dias, muito se escreveu sobre os artistas com quem trabalhou: Mariza, Áurea, Cuca Roseta e tantos outros. É justo que assim seja. O seu currículo fala por si. Mas, para nós, ficará sobretudo a recordação daquele homem tranquilo, educado, generoso e profundamente apaixonado pela música. Um músico que parecia sentir-se

aos domingos 10 da manhã

mais confortável a elogiar quem o ensinou do que a falar dos seus próprios méritos. Talvez seja essa a marca dos grandes. Não precisam de dizer o que valem, porque deixam que o trabalho fale por eles. O Vicky fazia-o atrás da bateria, longe do centro do palco, mas nunca longe da música. O ritmo que criava era discreto, seguro e essencial, tal como a forma como encarava a vida. Hoje, ao revisitarmos aquela entrevista, percebemos que, sem o sabermos, estávamos a guardar um retrato fiel de quem ele era. Não apenas um excelente baterista, mas um homem humilde, curioso e grato. Qualidades que, infelizmente, nem sempre fazem manchetes, mas que são aquelas que mais perduram. Os aplausos acabam sempre. As canções também. Mas há pessoas cuja maneira de estar continua a ecoar muito depois de o palco ficar vazio. O Vicky Marques é, para nós, uma dessas pessoas.


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CARNEIRO 21/03 A 20/04 Os seus pensamentos estão centrados no seu lar, família e emoções. É um bom momento para fazer um ponto da situação relativamente à forma como tem vindo a organizar a sua vida no plano familiar e doméstico. O contacto com um familiar pode esclarecê-lo sobre uma situação familiar intrigante ou recordar a infância. TOURO 21/04 A 20/05 Necessita neste momento de se refugiar em sua casa ou no seu ambiente familiar para se equilibrar e fortalecer. Está sensível, emotivo, e as lembranças vêm ao de cima. Deve examinar o que sente e a forma como age relativamente às pessoas que o cercam. Descanse e durma mais para aumentar a sua energia.

LEÃO 22/07 A 22/08

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Está num bom momento para aplicar as suas disponibilidades financeiras. Altura igualmente favorável para um relacionamento que lhe trará uma boa sensação de realização pessoal. Pode dizer-se que o amor e as finanças estão neste momento sob a benéfica influência dos astros, a questão agora é saber aproveitá-la.

Este é um período mais voltado para os relacionamentos em geral. Procure fugir de atitudes polémicas, de modo a evitar conflitos, já que terá alguma tendência para o confronto. Uma paixão súbita poderá surgir nesta altura. Caso já esteja envolvido numa relação poderá ver o sublinhar da cooperação íntima.

VIRGEM 23/08 A 22/09

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Neste período poderá sentir uma maior nostalgia e inquietação, ou sofrer alterações inesperadas de comportamento e de humor. Haverá uma vontade acentuada de mergulhar com maior profundidade no subconsciente, procurando compreender de que forma o lado irracional tem influência na sua vida quotidiana. Adie a tomada de decisões.

Este trânsito pede-lhe que dê mais atenção às suas relações e ao mundo dos afetos. Estará com maior capacidade para pôr de lado a sua agressividade e para resolver uma desavença ou a tratar de um assunto delicado. As suas relações afetivas poderão, por isso, beneficiar de maior romantismo, tranquilidade e harmonia.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

BALANÇA 23/09 A 22/10

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Poderá ter nestes dias oportunidade de mostrar aos outros as suas verdadeiras qualidades e capacidade de ação. Apesar de ser, nesta altura, bom para si dedicar-se a alguma atividade física deve evitar exigir de mais do seu corpo. Não seja impulsivo e impaciente, pois, isso poderá fazê-lo correr riscos.

Pode ter necessidade de cuidar de alguém que necessite da sua ajuda, ou pode desejar envolver-se numa atividade humanitária pelo simples prazer de ajudar. O lado espiritual da vida estará agora mais em evidência para si, pelo que se poderá dedicar, por exemplo, a uma leitura mais profunda e filosófica. Siga a sua intuição e aprecie a tranquilidade e a paz que daí poderá obter.

Vai estar em sintonia perfeita com o seu ente querido. Sentirá grande intensidade emocional. Este é um período benéfico para as suas relações pessoais. Poderá ter também alguma tendência para sentir ciúmes e instinto de posse. Este é o momento indicado para olhar para dentro de si, avaliar as suas atitudes e sentimentos para com aqueles que o rodeiam.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07 Esqueça as atitudes egocêntricas, que apenas têm contribuído para sentir isolamento. Este é um bom período para pôr em equação questões morais, analisando e redefinindo prioridades. Os seus valores e mérito próprio estão na ordem do dia, daí podendo resultar uma nova orientação para a sua vida. Charme e sedução reforçados.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 Está mais otimista e com pensamentos positivos. Consegue conquistar a credibilidade das pessoas comunicando o que pensa com convicção. Este pode ser um bom momento para resolver problemas na sua relação com os outros. Vê os acontecimentos de uma forma clara pelo que poderá fazer planos inteligentes.

PEIXES 20/02 A 20/03 Durante este trânsito de Marte poderão ocorrer discussões com membros da família, devidos sobretudo à sua determinação e até teimosia, considerando que a razão está sempre do seu lado e esquecendo que poderá haver outros pontos de vista igualmente válidos. Procure fazer-se entender e entender os outros.

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Soluções 4 9 2 8 3 E X E R C I T A R X D O G I U N R B C V E I A E G R R R A 5 L S R 1 E N T R E G A R 15 13 M R 14 V O A R 7 B C U E 10 R P O V V 6 P A Q U E R A R I I R L R R D A E A 12 V E N D E R 11 R E J E I T A R

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MILÉNIO | CLASSIFICADOS

7 de agosto de 2026

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Classificados Procura-se Cuidador(a)/Companheiro(a) de Língua Portuguesa. Procura-se uma pessoa de língua portuguesa para acompanhar um casal de idosos portugueses, de 95 anos, que vivem de forma independente em Burlington, Ontário. As funções incluem companhia, preparação de refeições e pequenas tarefas domésticas. Se estiver interessado(a), ou conhecer alguém que possa estar interessado(a), envie um e-mail para: jina@glendon.org

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Agenda comunitária da Filarmónica Lira do Bom Jesus, Henrik Cipriano, Décio Gonçalves, Roni de Melo. Picnic & Festa Brava Gente da Nossa TV Haverá autocarro para a festa. InformaNo Madeira Park (24120 Highway 48), a ções: 416 567 3518 (Luis da Corte) partir das 12h30, com bezerrada, tourada à corda e animação musical com Yosi Pinto, Tony Silveira e Duo Som Luso. Muitas surpresas. Informações: 416 516 9225 (Nellie Sabores de Barcelos - Galinha de CabiPedro – Gente da Nossa TV) dela

8 de Agosto

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15 e 16 de Agosto Festa Paroquial - Igreja de Santa Maria dos Anjos No número 1481 Dufferin St., a partir das 17h00 no sábado e das 16h00 no domingo: animação com Paulo Marco, St. Mary’s Angelz, Mario Marinho, Ministério Musical Brasileiro, Tony Silveira, The Manic Boys and Girls Club, Banda Lira Portuguesa de Brampton. MC: Rómulo Ávila. Informações: 647 962 7582 (Eric Goulart)

Associação Migrante de Barcelos (2079 Dufferin St), às 13:00h – arroz pica no chão. Informações: 647 949 1320 (Vitor Santos).

29 e 30 de Agosto Festa do Senhor da Pedra St Agnes Parish (15 Grace St), a partir das 18h00 no sábado e das 14h00 no domingo, com animação de Jessica Amaro, Lidia Sousa, Cesar Russo. MC: Rómulo Ávila. Informações: 416 561 0115 (Mariano).

15 e 16 de Agosto

Grandiosa Festa de Nossa Senhora do Monte No Madeira Park (24120 Highway 48), a partir das 09h00 da manhã no sábado e domingo, com P. Francisco Claro, vindo de Portugal. Animação com Rancho Folclórico da Casa da Madeira, Karma Band, Ban-

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