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Manuel DaCosta Editorial

Os atos de bondade e compaixão parecem estar a diminuir no mundo acelerado de hoje. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com o sucesso pessoal, ignorando muitas vezes as necessidades de quem as rodeia. Gestos simples a um vizinho, o respeito pelos idosos, o apoio a alguém em dificuldade ou uma palavra amiga podem fortalecer comunidades e melhorar vidas. No entanto, a impaciência, a intolerância e a indiferença tornaram-se cada vez mais comuns.
Àmedida que o Magellan avança para alcançar o seu objetivo de descobrir um novo lar para os nossos séniores lusófonos, a apatia de muitos na nossa comunidade é palpável. Quando muitos oferecem palavras de incentivo seguidas de inação, esse incentivo é anulado e essa contradição faz-se sentir.
O Magellan está a iniciar uma nova fase de contratação de aproximadamente 400
funcionários para a sua nova residência. As competências necessárias são variadas, mas um requisito comum é falar português, uma vez que os residentes do lar serão maioritariamente de expressão portuguesa. Por favor, envie o seu currículo para consideração. As informações de contacto podem ser obtidas no website do Magellan.
Os candidatos selecionados serão escolhidos por diversos motivos, mas predominantemente pela capacidade de cuidar dos outros. Ouvimos frequentemente os políticos falar de dignidade, respeito e cuidados aos idosos. Fazem promessas durante as eleições e na inauguração de novos lares, mas, depois de terminados os discursos, temos de fazer uma pergunta simples: “Importamo-nos verdadeiramente com os nossos idosos ou serão eles as peças esquecidas da sociedade?”.
Qualquer sociedade é, em última análise, julgada não pela altura dos seus arranha-céus, pelo tamanho da sua economia ou pela sofisticação da sua tecnologia, mas sim por uma questão fundamental: como trata aqueles que já não conseguem cuidar de si próprios? Falamos muito sobre as crianças e sobre a bússola moral necessária para as trazer a este mundo, mas
algures pelo caminho parecemos esquecer as pessoas que construíram precisamente o mundo que os nossos filhos vão herdar, mesmo com as suas imperfeições e desafios.
Os nossos idosos não são uma história do passado; são o alicerce sobre o qual a sociedade de hoje se ergue. Envelhecer não é uma escolha, mas sim um destino à espera de todos nós. O Magellan será o destino de uma pequena parcela dos nossos idosos, pois não podemos acolher todos, e queremos garantir que o novo local a que chamarão lar esteja repleto de carinho e empatia, qualidades que escasseiam na sociedade atual. O desafio de cuidar dos nossos idosos não é apenas uma questão de saúde pública; é uma questão moral. É fácil dizer que valorizamos as pessoas mais velhas, mas é mais difícil demonstrá-lo.
Sim, as pessoas estão a viver mais tempo graças aos avanços na medicina, mas estarão a viver melhor? Viver mais tempo pouco significa se esses anos forem preenchidos por solidão e abandono. Hoje em dia, as famílias andam ocupadas, as pessoas trabalham longas horas e muitas enfrentam dificuldades financeiras, mas passa-se cada vez mais tempo ao telemóvel e em frente a ecrãs. Em muitos casos,
os idosos são deixados sós, à espera de uma chamada que nunca chega, aguardando em silêncio por uma visita na esperança de não terem sido esquecidos.
Estamos a construir mais residências sénior e lares de terceira idade. Modernos, confortáveis, com comodidades e serviços para manter os idosos em segurança e fora do caminho? Uma visita de um ente querido é o que verdadeiramente transformaria esse espaço num lar. Nada pode substituir a família, o amor e a atenção. A solidão não se pode medir, nem a tristeza silenciosa que invade a alma de um idoso devido ao abandono familiar.
Um dia, todos seremos velhos. Como seremos tratados? Talvez o problema não seja o facto de os idosos serem esquecidos, mas sim o facto de nos termos habituado a esquecê-los. Os nossos idosos construíram o mundo em que vivemos hoje; o mínimo que podemos fazer é garantir que não passam os seus últimos anos a sentirem-se invisíveis.
O Magellan precisa da sua ajuda para garantir que os nossos idosos nunca se sintam esquecidos.

Ano XXXV - Edição nº 1808 31 de julho de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de:
Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Jornal de Notícias
Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
OFERTAS DE EMPREGO PARA O MAGELLAN
O QUE ESPERAR DO PROCESSO DE RECRUTAMENTO?
AVISO IMPORTANTE
O QUE É OFERECIDO À FUTURA EQUIPA?
DIVERSIDADE, EQUIDADE, INCLUSÃO E PERTENÇA (DEIB)

no terreno, mas é nas pessoas que vai receber que se alcançará o verdadeiro sentido desta instituição. Com a abertura marcada para novembro de 2027, o desafio agora é montar uma equipa de cerca de 420 profissionais capazes de cuidar, com dignidade e proximidade cultural, dos idosos que ali vão encontrar casa. Para perceber como vai a decorrer esse processo — que perfis são procurados, que qualificações são exigidas e como se podem candidatar os interessados — o Milénio Stadium falou com Tulia Ferreira, membro do Board da Magellan Community Charities e CEO/ Presidente da Surge Learning.
Milénio Stadium: Com a abertura do Magellan prevista para novembro de 2027, em que fase se encontra atualmente o processo de recrutamento de pessoal e qual é o cronograma até à inauguração?
Tulia Ferreira: Estamos entusiasmados por entrar nesta fase da jornada do Magellan e já iniciámos a nossa estratégia de divulgação de Recursos Humanos. O objetivo é sensibilizar e dar a conhecer o talento de que iremos precisar quando abrirmos as portas às pessoas que necessitam de cuidados e serviços de apoio prolongado. Encontramo-nos na fase inicial do nosso plano de divulgação. Esta etapa foca-se no contacto direto com os nossos Parceiros de Comunicação Social, Escolas de Línguas, Clubes e Associações Comunitárias, Escolas Secundárias, Colégios e Universidades, Igrejas e outros parceiros comunitários e empresariais.
Criámos uma página dedicada às carreiras no nosso website e incentivamos todos os interessados em candidatar-se a um cargo a visitá-la e a preencher o formulário disponível, registando a sua manifestação de interesse.
A nossa visão é oferecer um ambiente cultural que abrace a cultura, a língua e as tradições portuguesas. Como tal, queremos garantir a contratação de profissionais que falem o idioma. Isto é especialmente crítico para os utentes que não falam inglês e para aqueles com deterioração cognitiva ou demência.
Como parte desta divulgação, iremos partilhar informação detalhada sobre os cargos a preencher. Precisamos de 420 colaboradores para assegurar os cuidados, serviços e programas da instituição.
Em parceria com a Responsive Health Management, o nosso parceiro operacional, iremos organizar feiras de emprego e recorrer às redes sociais, televisão, rádio, imprensa escrita e plataformas de recrutamento para anunciar todas as vagas ne-
de qualidade num ambiente culturalmen te familiar.
O recrutamento propriamente dito, incluindo as entrevistas, terá início na primavera de 2027. Esta fase irá decorrer ao longo de 2 a 3 meses, sendo as propostas de trabalho apresentadas aos candidatos selecionados numa data mais próxima da abertura do Centro. Toda a equipa passará por um programa intensivo de integração, que incluirá formação sobre o modelo de cuidados centrado na pessoa, legislação, e programas e serviços que iremos oferecer no Magellan Centre.
Os voluntários trazem um valor incalculável para a qualidade de vida dos residentes em lares de cuidados prolongados. Incentivamos todos os interessados em fazer voluntariado a aceder ao nosso website, preencher o formulário de carreira e assinalar esse interesse. Quer seja a oferecer competências profissionais, a dar uma ajuda em eventos ou simplesmente a ser um rosto amigo, os voluntários são o coração e a alma da nossa comunidade.
Encorajamos também as famílias a envolverem-se e a participarem nos cuidados dos seus entes queridos. Queremos criar um ambiente familiar onde todos se sintam sempre bem-vindos e parte integrante da comunidade Magellan.
MS: Que tipo de profissionais e cargos são essenciais para o funcionamento do Lar, desde a prestação direta de cuidados até à gestão e apoio administrativo?
TF: Gerir um lar de cuidados prolongados exige uma equipa com verdadeira paixão pelo apoio aos idosos. Iremos precisar de Auxiliares de Geriatria / Apoio Pessoal (Personal Support Workers) para a prestação de cuidados diários, Enfermeiros Módulos Gerais (Registered Nurses) e Enfermeiros Auxiliares (Registered Practical Nurses) para orientar e liderar o planeamento e prestação de cuidados clínicos, pessoal de Serviços de Alimentação para preparar e servir refeições nutritivas de inspiração portuguesa, equipas de Limpeza (Housekeeping) para garantir um ambiente limpo e seguro, pessoal para a Lavandaria e equipas de Manutenção para monitorizar os sistemas do edifício, a manutenção preventiva e as reparações contínuas.
A equipa de Liderança será composta por um Diretor-Executivo Sénior, Líderes Clínicos e pessoal de apoio, incluindo Técnicos de Contabilidade, Assistentes Administrativos de Enfermagem, Gestores de Serviços de Alimentação e Gestores de Serviços Ambientais.
Os profissionais de Recreação e Lazer desempenham um papel fundamental na oferta de programas de cariz cultural,
muitas outras atividades que enriquecem a qualidade de vida de quem reside no Magellan Centre.
Os Assistentes Sociais prestarão apoio emocional e psicossocial, acompanhamento em cuidados em fim de vida e apoio comportamental.
Médicos, Consultores de Farmácia Clínica, Fisioterapeutas e outros recursos especializados serão igualmente necessários para garantir a disponibilidade destes serviços no Centro. Estas prestações são habitualmente subcontratadas através de acordos que definem o âmbito e as responsabilidades de cada prestador.
Esta tabela destaca os tipos de cargos e o número de profissionais que iremos recrutar:
MS: Como podem os interessados candidatar-se às vagas disponíveis? É dada alguma prioridade a quem fale português ou tenha ligação à comunidade luso-canadiana?
TF: Sim. O nosso objetivo é contratar uma equipa 100% fluente em português. É uma meta bastante ambiciosa, mas estamos otimistas, com base no nível de interesse demonstrado até à data, de que seremos capazes de a alcançar.
Estamos em processo de criação do website do Magellan Centre, e a página principal contará com uma secção dedicada às carreiras para todos os interessados em candidatar-se às vagas. À medida que nos aproximarmos da data de abertura, publicaremos anúncios no Indeed e noutras plataformas de recrutamento. Utilizaremos também as redes sociais, a televisão e a imprensa para divulgar as nossas iniciativas de recrutamento, incluindo instruções detalhadas sobre como submeter as candidaturas.
MS: Para além dos requisitos técnicos, que qualidades humanas ou pessoais procura o Magellan em quem vai cuidar diretamente dos idosos?
TF: Estamos a implementar um modelo de cuidados focado nas emoções e centrado na pessoa, que valoriza a dignidade, a alegria e as ligações humanas significativas. Temos a oportunidade de fazer a transição de um modelo centrado em tarefas para um modelo centrado no indivíduo, que envolva as pessoas assistidas em relações com propósito e significado.
O processo de seleção incluirá perguntas focadas em competências comportamentais (soft skills) e uma série de questões desenhadas para direcionar a conversa para o modelo de cuidados centrado na pessoa. Queremos promover uma cultura onde os colaboradores se sintam confortáveis para estabelecer conversas significativas com os residentes e onde o foco esteja nas qualidades e pontos fortes de cada pessoa. O objetivo é apoiar os residentes do Lar para que continuem a viver com um propósito de vida e num ambiente acolhedor.
Nurses (Enfermeiros)
Programas e Recreação
de Perfis de Cuidados de Saúde
Serviços de Alimentação / Restauração (Dietary Services)
Serviços Ambientais - Limpeza 21
Serviços AmbientaisLavandaria 7
Serviços AmbientaisManutenção 2,5
de Perfis de Serviços Gerais e Acolhimento
Liderança e Administração
MS: Que qualificações, formação ou experiência prévia são exigidas ou valorizadas para quem se pretenda candidatar a estes cargos?
TF: As qualificações variam consoante o cargo, e o processo de seleção e entrevista determinará quem possui as credenciais, qualificações, formação e experiência que procuramos. A título de exemplo, um Diretor de Cuidados (Director of Care) tem de ser um Enfermeiro inscrito e com carteira profissional válida na Ordem dos Enfermeiros de Ontário (College of Nurses of Ontario). Será dada preferência a candidatos com experiência comprovada no setor dos cuidados de longa duração.
A Responsive Health Management possui uma vasta experiência na implementação deste modelo de prestação de cuidados e, enquanto nosso parceiro operacional, conduzirá todas as entrevistas. Dispõem de ferramentas próprias para avaliar as competências humanas e relacionais, partindo do princípio de que os títulos académicos e as qualificações técnicas são o requisito básico de partida.
MB/MS


Mesmo sabendo que o processo de recrutamento para o Magellan contará com profissionais altamente qualificados nesta área, resolvemos procurar saber como uma outra instituição luso-canadiana, com créditos firmados na área de prestação de cuidados a pessoas com necessidades especiais, tem formado o seu quadro de pessoal. Entendemos que talvez esta seja uma boa forma de explicar, baseando-nos numa experiência de muitos anos, como se constrói, do zero, uma cultura de cuidado, que as famílias sintam como genuína. A Luso Canadian Charitable Society já percorreu esse caminho. Como sabemos, esta é uma instituição que serve há décadas adultos com deficiência intelectual e/ou de desenvolvimento na comunidade luso-canadiana, e conhece de perto os desafios de recrutar, formar e reter equipas que tratem cada pessoa com dignidade. É essa experiência que o Milénio Stadium foi buscar junto de Heather Grand, CEO e Diretora Executiva da Luso. Afinal, queremos saber que lições, aprendidas ao longo do processo da Luso, podem hoje ajudar a moldar o futuro do Magellan.
Milénio Stadium: Tendo em conta a experiência da Luso no apoio a pessoas com deficiência intelectual e/ou de desenvolvimento, que lições de recrutamento e formação de equipas gostaria de partilhar com uma instituição como o Magellan?
Heather Grand: Trabalhar com pessoas com deficiência intelectual e/ou de desenvolvimento exige colaboradores que possuam atributos pessoais indispensáveis, além das suas qualificações académicas ou profissionais. Os profissionais mais capacitados para apoiar idosos e pessoas com necessidades especiais demonstram paciência, compaixão, empatia e um compromisso genuíno em melhorar a qualidade de vida daqueles que servem. O investimento numa formação abrangente, num processo de acolhimento (“onboarding”) sólido e na mentoria é fundamental para
desenvolver colaboradores qualificados e garantir a prestação de cuidados personalizados e de elevada qualidade.
MS: Que tipo de perfil profissional tende a funcionar melhor nos cuidados diretos a populações vulneráveis, como é o caso dos idosos no Magellan?
HG: A população atendida pela Luso difere significativamente da do Magellan. Enquanto a Luso apoia maioritariamente adultos com deficiência intelectual, de desenvolvimento e/ou física num contexto comunitário, o Magellan prestará cuidados residenciais a idosos, o que exigirá uma gama mais ampla de funções especializadas e de profissionais de saúde para responder às diversas necessidades dos seus residentes.
A residência criará oportunidades em inúmeras áreas, incluindo cuidados de saúde, preparação e serviço de refeições, programação recreativa e social, contabilidade, limpeza/manutenção, apoio às famílias e administração, entre outras. Profissionais compassivos, orientados para o serviço e capazes de comunicar em português serão ativos valiosos em todas as áreas da organização, ajudando a proporcionar cuidados de alta qualidade e culturalmente adaptados aos residentes e às suas famílias.
MS: Como é que a Luso tem conseguido atrair e reter profissionais qualificados e empenhados ao longo dos anos?
HG: Do ponto de vista operacional, a nossa prioridade é criar e manter um ambiente seguro, de apoio e de elevada qualidade para os participantes. Atingir este objetivo começa com o recrutamento de indivíduos que possuam as competências, os valores e a compaixão adequados, seguido da prestação de uma formação abrangente que reflita os padrões de excelência de cuidados da Luso. Isto garante que continuamos a prestar o nível excecional de cuidados pelo qual a Luso é reconhecida.
No coração da Luso está uma cultura de compaixão, respeito e inclusão. Esta cultura reflete-se na dedicação da nos-
sa equipa e é evidente para todos os que entram pelas nossas portas. Os visitantes salientam com frequência o ambiente acolhedor, as relações genuínas entre colaboradores e participantes, e o respeito e dignidade com que cada pessoa é tratada.
Estes valores são reforçados através das nossas políticas, procedimentos, liderança e expetativas organizacionais.
Embora o recrutamento e a formação de equipas excecionais sejam componentes essenciais do nosso sucesso, é a cultura da Luso que verdadeiramente nos distingue. O nosso compromisso em promover um ambiente inclusivo, respeitador e de apoio para colaboradores, participantes, residentes e famílias não só melhora a qualidade dos cuidados que prestamos, como também fortalece o envolvimento, o recrutamento e a retenção de pessoal, fazendo da Luso um empregador de escolha.
MS: Que papel pode a comunidade luso-canadiana desempenhar, seja como futuros profissionais ou como voluntários, no arranque de um projeto como o Magellan?
HG: A comunidade pode desempenhar um papel vital no apoio ao projeto Magellan de variadas formas. À medida que a residência se prepara para abrir, haverá oportunidades de emprego em numerosas disciplinas necessárias para prestar cuidados e serviços de apoio de qualidade. Além disso, os voluntários serão muito bem-vindos e os membros da comunidade terão oportunidades de contribuir através de iniciativas de angariação de fundos e de outras formas de envolvimento ao longo do ano.
Projetos como o Magellan, que servem alguns dos membros mais vulneráveis da nossa comunidade, beneficiam também grandemente de pessoas que advogam por cuidados acessíveis, culturalmente adequados e centrados na pessoa. Um forte apoio e envolvimento comunitário ajudam a garantir que estes serviços essenciais continuam a crescer e a responder às necessidades em constante evolução daqueles que servem.
O Magellan representa um investimento importante na nossa comunidade, respondendo a uma necessidade crítica de cuidados seniores culturalmente apropriados. Aguardamos com expetativa ver o projeto concretizar-se ao longo do próximo ano e testemunhar o impacto positivo que terá nos idosos, nas famílias e na comunidade em geral.
MS: Que conselho daria a alguém que esteja a considerar candidatar-se para trabalhar numa estrutura residencial para idosos, mas que nunca tenha tido experiência prévia nesta área?
HG: Mantenha a mente aberta à oportunidade de trabalhar com idosos ou pessoas com deficiência. É uma carreira com significado e extremamente gratificante, que lhe permite gerar um impacto positivo e real na vida dos outros. MB/MS


Contratar pessoal para um lar de cuidados prolongados não é preencher uma vaga qualquer. É escolher, entre centenas de candidatos, quem vai entrar todos os dias no quarto de alguém que já não tem forças para se cuidar sozinho e fazê-lo com competência, mas também com afeto genuíno. Com a abertura de novas instituições como o Magellan Centre, e a contratação de centenas de profissionais que isso implica, a pergunta que se impõe não é apenas "quem tem as qualificações certas?", mas sobretudo: quem vai cuidar de quem também precisa de amor? Uma vez que este é um tema particularmente relevante numa altura em que o Magellan Centre se prepara para recrutar cerca de 420 colaboradores antes de abrir portas, em novembro de 2027, fomos à procura de dados públicos e das vozes de quem lida, todos os dias, com esta realidade em Ontário.
Neste enquadramento, não é de estranhar que para alguém se tornar profissional de cuidados a idosos é necessário, antes de mais, formação certificada. No caso dos Personal Support Workers (PSWs). a espinha dorsal de qualquer lar de cuidados prolongados, os
programas exigem entre 600 e 700 horas de formação, combinando teoria, prática laboratorial e estágio clínico, seguidas de um exame de certificação com nota mínima de 70%. Já os enfermeiros, por exemplo, têm de estar inscritos no College of Nurses of Ontario.
Além disto, o Dr. Gervan Fearon, presidente do George Brown College, sublinha que os estágios em lares de cuidados prolongados são "uma parte essencial da formação". Ou seja, não bastam as aulas teóricas; é o contacto direto com residentes reais que prepara verdadeiramente estes profissionais. A Ontario Personal Support Worker Association (OPSWA), a primeira associação profissional de PSWs do país, tem insistido precisamente nesse ponto: a necessidade de consistência na formação, nas condições de trabalho e no reconhecimento profissional da categoria. E quais são os caminhos a seguir para se obter a qualificação necessária para quem quer entrar nesta área como profissional? Por exemplo, os colleges de Ontário oferecem programas de PSW cada vez mais flexíveis, com horários noturnos, de fim de semana e modelos híbridos, pensados para adultos que trabalham ou têm família a cargo. Alguns destes programas contam ainda com financiamento públi-
co, o que reduz a barreira de entrada. A propósito é bom referir que o resultado, segundo dados do setor, é animador do ponto de vista do emprego: a maioria dos formados encontra colocação profissional entre duas a quatro semanas após a conclusão do curso, o que é um reflexo direto da procura que está longe de ser satisfeita.
Efetivamente, se há um ponto em que praticamente todos os especialistas concordam, é este: Ontário não tem profissionais suficientes para cuidar da sua população idosa, e a situação tende a agravar-se. Segundo o organismo fiscal independente da província, faltarão 33 mil enfermeiros e PSWs até 2028. Olhando mais à frente, estima-se que, até 2029, os lares de cuidados prolongados precisarão de mais de 58 600 profissionais adicionais — mais do dobro da força de trabalho atual do setor.
Sharleen Stewart, presidente da SEIU Healthcare, sindicato que representa dezenas de milhares de trabalhadores da área na província, não tem dúvidas em afirmar, sobre a escassez de PSWs, que o quadro atual "É o pior que alguma vez vi", alertando que quem já sentiu o impacto da falta de pessoal nas urgências ou nos lares de cuidados prolongados sabe do
que fala.
A rotatividade agrava o problema: cerca de 25% dos PSWs com dois ou mais anos de experiência abandonam a profissão todos os anos, alimentando um ciclo de sobrecarga, esgotamento e mais saídas. Erin Ariss, presidente provincial da Ontario Nurses' Association (ONA), liga isto diretamente às condições de trabalho: "Os enfermeiros e profissionais de saúde prestam cuidados 24 horas por dia a algumas das pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade, mas ganham mais de 10% menos do que enfermeiros hospitalares que prestam cuidados comparáveis." Para Ariss, a solução passa por "rácios de pessoal legislados e uma compensação justa".
No entanto, Donna Duncan, CEO da Ontario Long Term Care Association (OLTCA), reconheceu recentemente, a propósito do Orçamento de Ontário de 2026, apreciar "o compromisso contínuo do governo com o pessoal e o investimento de capital nos lares de cuidados prolongados" — ainda que a associação continue a alertar que estes investimentos têm de se traduzir em condições reais de trabalho. Para instituições novas como o Magellan, este cenário significa competir por talento num mercado já de si escasso e onde a diferenciação cultural e linguística pode pesar a favor.
Por outro lado, a conversa sobre cuidados a idosos não pode ignorar quem cuida informalmente, muitas vezes, familiares. Em Ontário, estima-se que 4,2 milhões de pessoas desempenhem este papel, segundo Amy Coupal, CEO da Ontario Caregiver Organization. Os números que a própria organização divulgou são duros: cerca de 69% dos cuidadores dizem sentir-se tão esgotados que já não sabem como vão continuar; gastam, em média, 750 dólares por mês do próprio bolso; e um em cada cinco já levou a pessoa de quem cuida às urgências apenas para conseguir uma pausa.
Apesar de não ter respondido às nossas perguntas diretamente, a organização tem uma mensagem pública clara, repetida por Coupal em várias ocasiões: procurar apoio cedo "ajuda os cuidadores a planear, a sentirem-se menos sozinhos e a evitar situações de crise". Para isso, existe uma linha de apoio gratuita e disponível 24 horas por dia (1-833-416-2273), além de programas de apoio entre pares e coaching — recursos que continuam disponíveis, mesmo sem entrevista.
Para uma instituição que está a nascer, como o Magellan, a pergunta final é talvez a mais prática: como garantir qualidade desde o primeiro dia? A investigação do setor, nomeadamente do Instituto Canadiano de Informação de Saúde (CIHI) e da Registered Nurses' Association of Ontario (RNAO), aponta um caminho relativamente consensual: emprego a tempo inteiro, salários que reduzam as disparidades face a outros setores de saúde, mentoria estruturada, desenvolvimento profissional contínuo e cargas de trabalho seguras.
A OLTCA (Ontario Long Term Care Association) resume esta ideia de forma direta: o objetivo não deve ser apenas contratar, mas criar "condições que permitam às pessoas ficar, crescer e prosperar" nas suas carreiras ao longo do tempo. Num setor onde a rotatividade é o principal inimigo da qualidade de cuidados, talvez seja essa, mais do que qualquer estratégia de recrutamento, a verdadeira base de uma boa equipa.
MB/MS



640, Lansdowne Avenue, aqui em Toronto, o Magellan tem capacidade para 256 camas para cuidados prolongados e ainda 57 apartamentos de habitação acessível.
Bom dia e como está hoje?
Mais um mês a passar e vou relembrando-o de quão rápido nos passa o tempo por entre os dedos.
Esta semana, em cima da mesa, está um tema de grande interesse para a comunidade - projeto Magalhães e a preparação do seu futuro.
Com abertura prevista para novembro de 2027 e com o endereço legal cito no número
Este projeto será culturalmente e gastronomicamente dedicado à comunidade portuguesa e canadiana.
Com a obra a cumprir todos os prazos e a evoluir muito bem, agora já é tempo de pensar em algo absolutamente essencial –dotar a instituição de profissionais qualificados.
Que pretende esta organização?
Bem, será de esperar que profissionais como enfermeiros/as, cozinheiros, médicos, cuidadores... o que seja necessário,
sejam bilingues. Gostava imenso de poder acreditar que sim e que assim seja. Que até meados do ano que vem o processo de contratação de profissionais para o Magellan esteja concluído e que sejam competentes e carinhosos, como é necessário numa casa destas.
O projeto é brilhante, tem movido montanhas e muitas pessoas que têm as rédeas em mãos querem levar este “barco a bom porto”, enquanto muitas outras, que por lá já passaram, só queriam ver a própria foto no jornal ou na revista. Enfim...
Continuo a pensar que a nossa comunidade em geral não participa, não doa e só quer colher frutos. Muitas das pessoas que nem um centavo doaram para esta instituição
vão com toda a certeza ser os primeiros na linha da frente a pedir para os familiares serem ali colocados. Saibam que não há favores para ninguém, haverá listas de espera e vão ser seguidos todos os trâmites legais como em qualquer outra instituição. Não se pode colher sem se acreditar na semente. É o que é e vai valer sempre o que vale. Até já e bom início de agosto, Cristina
in English



Acts of kindness and compassion appear to be declining in today’s fast-paced world. People are increasingly preoccupied with personal success, often overlooking the needs of those around them. Simple gestures to a neighbour, respecting the elderly, supporting someone in difficulty or speaking kindly can strengthen communities and improve
lives. But impatience, intolerance and indifference have become increasingly common.
As Magellan travels to reach its objective of discovering a new home for our Lusophone seniors, the apathy from many in our community is palpable. When many provide encouraging words followed by inaction it negates the encouragement and it is often felt. Magellan is embarking on a new phase of hiring approximately 400 employees for its new home. The skills required are varied but one common requirement is speaking Portuguese, as the residents of the home will be mostly Portuguese speaking. Please send your resumes
for consideration. Contact information can be obtained from Magellan’s website. The successful candidates will be chosen for a variety of reasons, but predominantly caring for others. We often hear politicians talk about dignity, respect and care for seniors. They make promises during elections and at the opening of a new seniors home but after the speeches are done, we have to ask a simple question: “Do we really care about our seniors or are they the forgotten pieces of society?.” Every society is eventually judged not by the height of its skyscrapers, the size of the economy or the sophistication of its technology, but by one basic inquiry: how does it treat those
who can no longer care for themselves? We speak a lot about children and the moral compass required to bring them into this world but somewhere along the road we seem to forget the people who built the very world our children will inherit even with its imperfections and challenges. Our seniors are not yesterday’s story. They are the foundation upon which today’s society stands. Growing old is not a choice but a destination waiting for all of us. Magellan will be a destination for a small portion of our seniors as we can’t accommodate all and we want to ensure that a new place they call home is filled with care and empathy which is missing in today’s society. The challenge of caring for our seniors is not simply a healthcare issue. It is a moral one. It is easy to say we value older people but it is harder to show it. Yes, people are living longer because of better healthcare, but are they living better? Living longer means little if those years are filled with loneliness and neglect. Today, families are busy and people work long hours and many face money problems but people spend more time on phones and screens. In many cases, seniors are left alone waiting for a call that never comes, they wait for a visit quietly hoping they weren’t forgotten. We are building more retirement and long-term care residences. Modern and comfortable with amenities and services to keep seniors safe and out of the way? A visit from a loved one would certainly make it a home. Nothing can replace family, love and attention. Loneliness cannot be measured and the unspoken sadness which invades a senior’s soul due to family abandonment. One day we will all be old. How will we be treated? Maybe the problem will not be that seniors are forgotten, but that we have gotten used to forgetting them. Our seniors built the world we live in today, the least we can do is to make sure they do not spend their final years feeling invisible.
Magellan needs your help to ensure that our seniors will never feel unseen.

Esta semana
• Visitámos a exposição Fórmula Mágica, no Museu do Caramulo, numa celebração dos 75 anos da Fórmula 1
• Estivemos à conversa com os lendários The Wailers, a histórica banda de Bob Marley, durante o Rock in Rio Lisboa.
• Acompanhámos o regresso de milhares de membros ao tradicional Family Day da LIUNA Local 506, em Richmond Hill
• Cawela em Forma – A energia do exercício físico encontra o ritmo e a alma da cultura africana para te pôr em movimento.
• Conversamos com o Dr. Eduardo Sá sobre os grandes desafios da infância e da parentalidade nos dias de hoje.
• Descobrimos o percurso da realizadora Oiane Sagasti e como o cinema documental pode transformar a sociedade.
• Neste Radar, celebramos os 15 anos de carreira de Bruno Celta e apresentamos o seu mais recente videoclipe, O Rival.
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Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.


• Área útil de 1.000 sq ft (93 m²)
• Sub-arrendamento com aquecimento e eletricidade incluídos
• Excelente acesso às Autoestradas 7 e 407
Oportunidade ideal para escritórios privados ou áreas de trabalho em open space. Localização estratégica em Concord, a curta distância do metro e de transportes públicos. Espaço funcional para utilizações industriais ligeiras e serviços corporativos numa zona empresarial de elevada procura.

















Yes sir, Gianni has said and done some eye-opening things lately, but he was saving his most sparkling gem for last. I think that this explains the reason behind
ations by predicting a distribution of billions of dollars among them, should this go through. Not surprisingly, an investment company founded by Joshua Kushner, brother of DT’s son-in-law Jared, (maybe it’s just a coincidence), is leading the way in the search for investors.
Gianni is very pleased with his idea, stating he believes that it will cement the commercial side of the game, which is one of the
will make their presence known. Don’t get me wrong, I don’t believe there are many such institutions that are squeaky clean, corruption will persevere as long as money continues to be the unifying god.
The difference this time is that it will no longer be contained in-house. The insistence that turning everything into a product that can be packaged and sold is taking the fun out of it all, but it’s never about us. The people may have owned for a long time, but these days, popular things often get hijacked by the wealthy, slowly shutting most of us out, exempting those who are willing to pay the tariff. The World Cup in North America was the test case. Exorbitant prices of everything from the tickets to the consumables at the stadiums were a constant subject of frustration. People were expected to dish out, and many did.
Gianni has tried this before, attempt-


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ing to tie up with a Japanese bank, back in 2018, but didn’t manage the votes he needed from his colleagues at FIFA. I certainly hope that they do the same this time around, seeing as the only thing that is different today is the level of greed among those who have way, way more than they need. We are quickly falling into a society of owners and renters, with no rent control. Everything seems to be up for grabs, often not due to some sort of failure on the part of whatever is being purchased, but by the need of the few to control the many. It makes them feel special, even if they’re standing on our shoulders. Fiquem bem!






Creditos: DR
Vincent Black Opinion

In every neighbourhood, there are people whose work often goes unnoticed but whose impact is immeasurable. They are caregivers-the individuals who devote their time, compassion, and energy to helping others live the dignity. Whether they care for seniors, people living with disabilities, those recovering from illness, or individuals facing mental health challenges, caregivers are the backbone of healthy communities.
While doctors and nurses often receive well -deserved recognition, caregivers are the ones who are present during life’s everyday moments. They help people get dressed, prepare meals, administer medications, provide companionship, and offer emotional support when it is needed most, their work is not simply about meeting physical needs; it is about preserving independence, confidence, and quality of life.
Caregiving is as old as civilization itself. For centuries, families cared for elderly parents, neighbours looked after one another during times of hardship, and communities came together to support those who were vulnerable. In many cultures,

caring for aging relatives was considered both a responsibility and an honour. As societies evolved, so did the role of caregivers. Longer life expectancy, advances in medicine, and changing family structures have created a greater need for professional caregiving. Today, many families rely on trained caregivers because adult children often balance careers, raising children, and other responsibilities while living far from aging parents. Modern caregivers now work in private homes, hospitals, longterm care facilities, retirement residences, rehabilitation centres, and community organizations. Their responsibilities have expanded beyond basic assistance to include specialized care for people living with dementia, Parkinson’s disease, Alzheimer’s disease, chronic illnesses, and complex medical conditions.
Perhaps the most valuable service caregivers provide cannot be measured. Loneliness has become one of the greatest health concerns facing older adults. For many clients, a caregiver may be the first friendly face they see each day. A conversation over breakfast, a walk through the neighbourhood, or simply sitting together can make an enormous difference to someone’s emotional well-being. Research continues to show that meaningful social interaction contributes to better mental health, reduced anxiety, and depression, and even improved physical outcomes. Caregivers help create these moments every single day. Their role extends beyond caring for one individual-they also provide peace of mind for families who know their loved ones are safe, respected, and treated with compassion.
There is a shortage of caregivers across Canada and many other countries especially in our city of Toronto. Population aging has dramatically increased the demand for caregiving services. As the Baby Boomer generation reaches retirement age, more people require assistance with daily living, while fewer workers are entering the caregiving profession. Without enough caregivers, families often shoulder the burden themselves, sometimes leaving jobs or reducing working hours to
care for loved ones. This affects not only individual households but also the broader economy.
Caregivers are more than healthcare workers-they are community builders. They help seniors remain engaged in their neighbourhoods, reduce avoidable hospital visits, support independent living for people with disabilities, and strengthen communication between families and healthcare systems. Their presence fosters more inclusive and compassionate communities.
As Canada’s aging population continues to age, the need for caregivers will only increase. Technology such as remote monitoring, artificial intelligence, and assistive devices may improve efficiency, but it cannot replace empathy, patience, and human connection. Caregiving remains one of the few professions where compassion is as essential as technical skill.
A community is often judged by how it treats its most vulnerable members. By supporting caregivers, investing in their future, the recognizing their contributions, we strengthen both our healthcare system and the social fabric that holds us together.
Caregivers are more than providers of assistance. They are companions, advocates, educators, and trusted allies. Their quiet dedication allows countless people to live with dignity and hope, making our communities healthier, stronger, and more compassionate for all.
In the end, caregivers are more than people who provide assistance-they are the compassionate hands that help hold our communities together. As our population ages and the need for care continues to grow, we must recognize, support, and value those who dedicate their lives to caring for others. A caring community is one that remembers that one day, we may all need someone to care for us.
O título deste livro de Paula Godinho (n.1960) está na página 327 (o volume tem 362) e abre com uma citação de Vladimir Maiakovski (1893-1930). Vejamos: «Impossível Sozinho não posso/ carregar um piano/e menos ainda um cofre-forte».
Para quem possa considerar tudo isto como algo insólito (Poesia – Antropologia) basta pensar em Eduardo Guerra Carneiro e no seu livro de poemas de 1970 - «Isto anda tudo ligado». Dedicado «às gerações passadas e futuras de luta pela terra e pela Terra» e com o subtítulo de «Antropologia para o futuro, correntes frias da realidade e correntes quentes da esperança», o livro organiza-se em quatro blocos de texto: Temos pressa, In-
ventário do irrecuperável? O frio da história contra o final dos tempos, Além do cálculo de probabilidades: dilatar o campo dos possíveis entre os sem-terra do Ceará e Meia dúzia de notas muito soltas.
O prefácio é de Adelaide Gonçalves e Lourdes Vicente, o posfácio é de Raúl H. Contreras Román, a revisão é de Pedro Cerejo, a capa é de Ágata Ventura e a edição é da Livraria Tigre de Papel. Um conjunto de 19 fotografias de Lucas Assis e Paula Godinho completam o conjunto. Escreve a autora na página 33: «Este livro é o resultado de modos diversos de cooperação, um colectivo que porfia na esperança e une vontades, ao perto e ao longe».

10:30 am
10:00 am



O Presidente da FIFA, Gianni Infantino, quer vender a alma do futebol, não sei se ao diabo ou a qualquer outra espécie maléfica para este Desporto-Rei.
Gianni Infantino quer entregar a FIFA e o Campeonato do Mundo a investidores privados. Esta proposta vergonhosa representa o golpe final, o último ato de misericórdia no desporto de que o povo tanto gosta, havendo mesmo muitos que chamam ao nosso futebol o desporto do povo. A ganância desmedida desta liderança quer transformar a paixão de milhares de adeptos em Portugal, no Canadá e no mundo num mero balanço financeiro de bilionários. Guardei silêncio até hoje sobre o último Mundial, mas tornou-se impossível calar a indignação peran-
te as cenas degradantes, horrorosas e patéticas que todos testemunhámos. O que vimos nos relvados e fora deles no agora terminado World Cup foi o reflexo direto de uma organização corrompida pelo dinheiro. Estádios sem alma (muitas vezes sem adeptos da própria seleção, envergando a camisola não por amor a esta, mas por ter dinheiro para ir ao jogo), calendários absurdos que prejudicam a saúde física e mental dos próprios jogadores e uma completa submissão aos interesses económicos. O futebol jogado com o coração foi asfixiado por festas VIP e camarotes corporativos. Trata-se de uma ofensa grave a quem trabalha e paga bilhetes exorbitantes para ver a sua seleção.
Esta mercantilização ganhou asas com o populismo de fraco nível de Donald Trump.
O presidente americano, com a sua habitual arrogância e desprezo pelas instituições coletivas, personifica esta mentalidade doentia em que tudo se compra e tudo se vende. Trump encara o desporto-rei não como um elo cultural, mas como uma mera ferramenta de propaganda política e lucro imobiliário. A sua influência nefasta nor-
malizou o discurso de que o mercado deve mandar em tudo, legitimando e dando guarida às ideias de privatizações de Infantino.
Não podemos aceitar que o Mundial de futebol passe a ser propriedade privada de fundos de investimento sediados em paraísos fiscais. O futebol pertence aos clubes, aos adeptos e às comunidades locais que o sustentam desde sempre. Se permitirmos que Infantino e os seus parceiros de negócios roubem a nossa paixão, o desporto das nossas vidas morrerá em definitivo. É hora de os verdadeiros amantes do futebol exigirem respeito antes que o apito final passe a pertencer àquele que paga mais.
A anulação do cartão vermelho de Folarin Balogun no Mundial, após um telefonema direto de Donald Trump para Gianni Infantino, foi a maior humilhação de sempre do futebol internacional. Onde estavam as regras? Onde ficou a autoridade de quem apita? O avançado americano foi expulso em campo, mas a suspensão foi apagada na secretaria da FIFA num passe de mágica que envergonha a história do futebol.
Donald Trump tratou este cartão vermelho como se fosse uma transação imobiliária, pondo em causa a soberania desportiva.
Este episódio vergonhoso liga-se diretamente ao plano de privatização que denunciei no princípio deste artigo. Se hoje uma chamada telefónica anula uma expulsão num jogo oficial, imaginem o que acontecerá amanhã quando o capital de fundos privados ditar quem ganha e quem perde as competições. O futebol por que sou apaixonado não pode ser refém destas políticas. Rasgar um cartão vermelho à vista de toda a gente não foi um erro de arbitragem; foi a certidão de óbito da integridade que a FIFA ainda tinha.
O Presidente da FIFA assume-se como um autêntico vendilhão do templo, o templo do futebol, o templo da magia, o templo dos sonhos de tantos que ainda acreditam no desporto-rei.
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o “Rei das Marchas” e o legado

A história da emigração portuguesa para os Estados Unidos da América constitui um dos capítulos mais marcantes da diáspora portuguesa e da secular relação entre os dois países. Ao longo de quase dois séculos, sucessivas gerações de portugueses atravessaram o Atlântico em busca de melhores condições de vida, levando consigo a língua, a cultura, as tradições e um notável espírito de trabalho. Atualmente, a comunidade luso-americana, composta por mais de um milhão de pessoas de ascendência portuguesa, representa uma das mais relevantes comunidades de origem europeia nos Estados Unidos, constituindo um dos mais sólidos elos humanos, históricos e culturais entre Portugal e a principal potência mundial.
Apresença portuguesa na história norte-americana, contudo, não se mede apenas pelo número de emigrantes. Mede-se igualmente pelo legado de homens e mulheres que, descendendo de famílias portuguesas, alcançaram reconhecimento nas mais diversas áreas. Entre essas figuras destaca-se John Philip Sousa (1854–1932), compositor e maestro luso-americano consagrado como o incontestado “Rei das Marchas”, cuja obra permanece como um dos mais expressivos símbolos da identidade musical dos Estados Unidos. John Philip Sousa nasceu em Washington, D.C., a 6 de novembro de 1854, terceiro dos dez filhos de João António Sousa, emigrante
açoriano natural da ilha Terceira. Segundo Frederick G. Williams, Barbara Fields e Eduardo M. Dias, na obra Exploring a New World: A Portuguese-American Reader, o pai integrou a Banda Regimental de Angra do Heroísmo antes de emigrar para os Estados Unidos. A mãe, Marie Elisabeth Trinkaus, era de origem austríaca. Cresceu, assim, num ambiente profundamente marcado pela música e pela diversidade cultural, fatores decisivos na formação daquele que viria a tornar-se uma das figuras maiores da música norte-americana.
Desde cedo revelou uma invulgar vocação musical. Ainda criança iniciou os estudos de violino, teoria musical e composição, talento que o conduziu à Banda do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Em 1880 assumiu a direção daquela prestigiada formação, promovendo uma profunda renovação artística e afirmando-se como compositor e maestro de excecional qualidade.
Em 1892 fundou, em New Jersey, a célebre Sousa Band, conjunto com o qual desenvolveu uma carreira extraordinária. Até ao início da década de 1930 realizou mais de quinze mil concertos nos Estados Unidos, na Europa e noutros continentes, tornando-se um verdadeiro embaixador da música norte-americana. A participação da sua banda na Exposição Universal de Paris, no final do século XIX, contribuiu decisivamente para a projeção internacional da cultura musical dos Estados Unidos. Entre as mais de uma centena de marchas que compôs, destaca-se Semper Fidelis, escrita em 1888 e posteriormente adotada como marcha oficial do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Contudo, foi The Stars and Stripes Forever que o imortalizou. Estreada publicamente a 14 de maio de 1897,
em Filadélfia, durante a inauguração de uma estátua de George Washington, na presença do Presidente William McKinley, esta composição transformou-se rapidamente num dos maiores símbolos patrióticos norte-americanos. Décadas mais tarde, o Congresso dos Estados Unidos atribuiu-lhe oficialmente o estatuto de marcha nacional, perpetuando o nome do seu autor na memória coletiva do país.
O legado de John Philip Sousa vai, porém, muito além das marchas militares. Compôs operetas, peças orquestrais e música para banda, escreveu romances, poesia, ensaios, manuais de música, crónicas jornalísticas e uma autobiografia, revelando uma notável versatilidade intelectual. O seu nome ficou ainda ligado ao desenvolvimento do sousafone, instrumento da família das tubas concebido para facilitar a execução musical em desfile, que continua a ser utilizado por bandas militares e filarmónicas em todo o mundo.
John Philip Sousa faleceu em Reading, na Pensilvânia, a 6 de março de 1932. O seu corpo foi trasladado para Washington, onde recebeu honras oficiais, sendo sepultado no histórico Cemitério do Congresso, distinção reservada a personalidades que marcaram profundamente a vida pública norte-americana.
A sua trajetória constitui um exemplo notável da capacidade de integração e afirmação das comunidades portuguesas além-fronteiras. Filho de um emigrante açoriano, soube preservar a memória das suas origens enquanto contribuía decisivamente para a construção da identidade cultural da nação onde nasceu. A sua vida espelha aquilo que tantas gerações de portugueses alcançaram na diáspora: a conjugação entre a fidelidade às raízes e a participação ativa no desenvolvimento das
sociedades de acolhimento. Mais de nove décadas após a sua morte, John Philip Sousa continua a ocupar um lugar de destaque na cultura dos Estados Unidos e na história da diáspora portuguesa. O seu percurso demonstra que as relações entre Portugal e os Estados Unidos se construíram não apenas através da diplomacia ou da economia, mas também graças ao contributo de milhares de emigrantes que, com talento, trabalho e dedicação, fortaleceram os laços entre os dois países. Entre essas histórias, a de John Philip Sousa permanece como um dos exemplos mais inspiradores e um motivo de legítimo orgulho para Portugal e para toda a comunidade luso-americana.



Algo de muito estranho se passa. Ou anda-se à espera de que tudo vá de férias para que, aos poucos, os assuntos sejam esquecidos. Desculpem, mas o que é para um deve ser para todos.
Quandoum cidadão decide entrar na política, sabe à partida que passará a viver sob um maior escrutínio público. A sua vida privada será analisada, seja membro do Governo, da oposição ou ocupe qualquer outro cargo político. E, na minha opinião, deve ser mesmo assim. A transparência faz parte da responsabilidade de quem exerce funções públicas. Como é do conhecimento de todos os que acompanham a atualidade, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, viu a sua vida pessoal colocada sob escrutínio depois de o semanário Nascer do Sol reve-
lar que contratou o empreiteiro João dos Santos Carvalho, de Barcelos, proprietário da empresa unipessoal Construbarcelos, para realizar obras de remodelação numa propriedade no concelho de Odemira.
Sinceramente, não vejo qualquer problema no facto de um cidadão, seja ele ministro ou não, contratar um empreiteiro da sua confiança. Cada um faz obras com quem entende e com quem lhe transmite maior confiança. O simples facto de esse empreiteiro também ter realizado trabalhos para outras entidades não transforma automaticamente essa relação num crime. Ou será que agora já ninguém pode ter amigos ou pessoas da sua confiança?
Naturalmente, existem outros contornos deste caso que ainda não são conhecidos. O que me causa estranheza é o silêncio de grande parte dos políticos, incluindo da oposição. Fala-se muito pouco sobre este assunto.
Também me surpreende a tranquilidade com que o ministro afirma que um dia dará todas as explicações. Esse dia, pelo menos até à data em que escrevo este artigo, ainda
não chegou. Na minha opinião, já deveria ter prestado esclarecimentos públicos para dissipar dúvidas e reduzir o clima de suspeição que se instalou.
Quanto às obras, continuo a não ver qualquer motivo de preocupação. Todos fazemos obras e escolhemos quem consideramos mais competente ou mais digno da nossa confiança.
Já a situação relacionada com o atrelado merece, essa sim, um esclarecimento completo. É um episódio que levanta dúvidas e que deve ser explicado, quer pelo ministro, quer pelo empreiteiro. Compete agora às autoridades investigar, apurar os factos e identificar eventuais responsabilidades, caso existam.
É precisamente aqui que entra um princípio essencial do Estado de direito, a lei deve ser igual para todos. Seja à esquerda, à direita ou ao centro, todos devem ser tratados da mesma forma perante a Justiça.
Pessoalmente, pela forma como Luís Neves tem desempenhado as suas funções e pelo percurso profissional que construiu ao longo dos anos, não acredito que esteja
envolvido em qualquer ilegalidade. Transmite serenidade e confiança, e isso também conta na perceção pública. Mas a minha convicção não substitui a Justiça.
Ao mesmo tempo, se vier a provar-se que cometeu algum crime, então deverá responder pelos seus atos exatamente como qualquer outro cidadão. Não pode haver privilégios nem tratamentos diferentes. É por isso que defendo um princípio simples, deixemos a Justiça trabalhar. Até existir prova em contrário, Luís Neves beneficia da presunção de inocência, como qualquer cidadão. Se for ilibado, tanto melhor. Se for considerado culpado, deverá cumprir as consequências da lei. É assim que funciona um verdadeiro Estado de direito.
Bom fim de semana.

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Começou a época das férias e, com ela, aquilo a que a bolha mediática chama silly season: o período em que, por haver menos notícias, quase tudo parece notícia. Mas este ano há pouco de silly no estado do Governo. Enquanto o país vai a banhos, vários ministérios acumulam crises, recuos e trapalhadas. O propalado reformismo da AD começa a parecer menos uma agenda de mudança do que uma sucessão de improvisos. O problema já não é este ou aquele ministro. Quando tantos ministérios falham ao mesmo tempo, o problema passa a ser do primeiro-ministro.
Opaís agora ferve com os Ministros da Educação e da Administração Interna. O primeiro decidiu avançar de forma irrefletida para a classificação digital dos exames. O segundo quebra a regra de ouro da comunicação de crise – contar tudo, contar cedo, contá-lo tu próprio. Quanto mais Luís Neves arrasta uma resposta, mais espaço dá à desconfiança mas também a novas descobertas, contadas sempre por outrem em tons que não lhe podem ser favoráveis.
Se escolher ficar com eles no seu Conselho de Ministros, Montenegro terá, por seleção natural, criado dois novos ministros para-raios para distribuir o mau-olhado. O primeiro-ministro já tinha duas. A Ministra da Saúde, que conseguiu agravar a crise no SNS, já era há muito uma carta fora do baralho. Maria do Rosário Palma Ramalho consumou a sua transformação em cadáver político mais recentemente, com a inflexibilidade a torná-la a grande derrotada do pacote laboral e da prestação social única.
Este honorífico ministerial segue a teoria de que, num contexto de abundância de informação e escassez de atenção, a manutenção de maus membros do Governo alivia a pressão sobre todos os outros. Um ministro fragilizado pode ser útil durante algum tempo: absorve críticas, concentra atenções e protege o chefe do Governo. Mas, quan-
do os casos se multiplicam, deixa de ser para-raios e passa a ser prova de falta de comando.
De facto, não é só nestas 4 pastas que o Governo tem vindo a conhecer dificuldades. Na Cultura, Juventude e Desporto, há organismos inteiros sem direção nomeada, concursos concluídos sem decisão e instituições à espera de comando. Talvez isso ajude a explicar a facilidade com que se põe em causa a gratuitidade dos museus num dia e se recua poucos dias depois.
Esta inconsistência dos compromissos governamentais será cada vez mais comum, com as contas públicas a apertarem nos próximos meses. Joaquim Miranda Sarmento tem pouco jeito para ser o mau da fita, tendo deixado a despesa pública ficar fora de controlo. Quis ser o Centeno da direita. Arrisca-se a ficar como o ministro que herdou excedente e entregou défice.
Para tal, não ajudará o fracasso na execução do PRR, que terá de ser reprogramado à última hora para evitar ter de devolver dinheiro, ou o estado alarmante do Portugal 2030, que em junho estava com quase metade da execução que teve o Portugal 2020 no mesmo período.
Se Castro Almeida está a derrapar, José Manuel Fernandes nem se fala. Na agricultura, os apoios diretos estão tão atrasados que muitos dos afetados pelos incêndios do ano passado ainda não receberam o seu dinheiro.
Com a época de incêndios já em plena força, nem os apoios à limpeza da floresta foram sequer lançados. Entretanto, fica por fazer a reforma da floresta ou a aposta na economia do mar.
Claro que a palavra “reforma” em lado algum parece tão irónica do que quando falamos de Gonçalo Matias. Este tinha entrado no Governo com reputação de seriedade, após anos a presidir à Fundação Francisco Manuel dos Santos. Decorrido um ano, porém, o Estado não está menos pesado, paralisado ou pulverizado. A reforma ficou-se pela fusão atabalhoada de organismos e mesmo assim em poucos ministérios. Fora isso, o Ministro anunciou um “Espaço Empresa” que já existia e uma reforma do Tribunal de Contas cujas potenciais virtudes se perdem no meio de uma agressividade desenfreada.
A relativa inutilidade destes Ministros é chata para os mais atentos, mas podia passar despercebida. Isso não
acontecerá nas Infraestruturas ou na Habitação. Nas infraestruturas porque o Governo andou pelo país fora a prometer estradas para as quais não tem dinheiro, querendo agora usar as portagens de uma região para pagar o investimento noutra.
Na habitação porque os preços continuam a galopar a um ritmo cada vez maior. Qual a solução que vemos do Governo? A habitação pública está parada, desde que António Costa a inscreveu no PRR. Já a construção privada desespera, com a AT sempre a mudar interpretações e o Governo a emendar leis que aprovou há poucos meses. Nos últimos dias, porém, tem-se falado de um problema bem maior para Pinto Luz. Em Carcavelos, numa das frentes de mar mais caras do país, o Ministro nos seus tempos idos de autarca vendeu 823 metros quadrados por 312,7 mil euros. Vendeu em 2020, com base em avaliações de 2010, a que acrescentou 2 milhões de euros em isenções fiscais. Vendeu e licenciou, mas não podia vender nem licenciar naqueles termos, conforme ação do Ministério Público que pede mesmo a demolição dos apartamentos já construídos. Com buscas já realizadas em 2025, está mesmo a ser investigada matéria criminal.
Montenegro tem, portanto, bastante com que se entreter enquanto o país vai a banhos. Mas não lhe bastará gerir danos, antecipar casos ou apagar incêndios ministeriais. Tem de dirimir rapidamente as fragilidades pessoais que se encontram dentro do seu Conselho de Ministros.
Tem de apresentar novas iniciativas que atenuem o custo de vida, estimulem o investimento e melhorem os serviços públicos. Tem de decidir se quer liderar um Governo ou apenas sobreviver a ele.
O país pode não querer eleições. Mas também não quer um Governo em modo de espera, incapaz de reformar, executar e responder.
A silly season passa depressa. A falta de liderança fica.


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Os emigrantes madeirenses continuam a ter um peso significativo na economia da Região, mas a sua contribuição faz-se hoje sobretudo através do investimento. A ideia foi defendida esta segunda-feira por Sancho Gomes, durante o Fórum Jornadas da Diáspora, que decorre no Museu Quinta das Cruzes, no Funchal.
Segundo o diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, cerca de 80% da reabilitação urbana realizada na Madeira é financiada por capital estrangeiro de origem madeirense, refletindo o forte vínculo que os emigrantes mantêm com a terra natal. "Durante séculos, os emigrantes mataram a fome aos seus familiares na Madeira", recordou, evocando a importância das remessas enviadas para a Região. "
A chegada do envelope era uma boa notícia para toda a vila", acrescentou. Sancho Gomes salientou, contudo, que essa reali-
dade mudou. Com o passar dos anos, muitos madeirenses criaram empresas e negócios de sucesso no estrangeiro, alguns dos quais se transformaram em verdadeiros impérios empresariais. Na sua perspetiva, o investimento que hoje realizam na Madeira resulta menos de uma lógica económica e mais de uma ligação afetiva à terra de origem. "Somos um mercado com 250 mil pessoas, reduzidíssimo quando comparado com mercados como a Venezuela ou o Reino Unido", observou.
Ainda assim, muitos emigrantes continuam a adquirir e recuperar imóveis na Região, frequentemente casas pertencentes às famílias, contribuindo para a reabilitação urbana e para a dinamização da economia regional.
"Já não é através das remessas ou dos envelopes, mas sim dos investimentos que fazem cá, muitas vezes por uma questão de afeto, vínculo e ancestralidade", concluiu.
JM/MS

Cerca de uma em cada cinco crianças dos 5 aos 14 anos na Região Autónoma da Madeira sofria de obesidade em 2025, segundo o Inquérito Nacional de Saúde.
Os dados da DREM indicam que 40,3% das crianças apresentavam excesso de peso ou obesidade, incluindo 19,5% com obesidade, acima da média nacional (12,9%). O estudo revela ainda que 87,4% tinham um estado de saúde considerado "bom" ou "muito bom", abaixo da média do país.
JM/MS
Alonso Miguel revelou que a taxa de preparação para reutilização e reciclagem nos Açores voltou a crescer, atingindo os 49%, enquanto a deposição de resíduos em aterro desceu para 18% do total dos resíduos urbanos, face aos 44,9% registados em 2020.
Osecretário regional falava no lançamento da segunda edição da campanha "Menu Separar Sempre", dirigida ao canal HORECA, que classificou como uma importante ação de sensibilização ambiental, alinhada com a Agenda para a Economia Circular dos Açores. O governante sublinhou ainda que a educação e a literacia ambiental têm sido determinantes para a melhoria da gestão de resíduos na região, resultados confirmados pelo Relatório Anual de Resíduos Urbanos de 2025.
Apesar dos avanços, Alonso Miguel defendeu que a legislação, por si só, não basta para assegurar a transição para uma economia circular, salientando a importância das
escolhas diárias de empresas, municípios e cidadãos.
A campanha, desenvolvida pela Novo Verde em parceria com o Governo dos Açores, prevê a distribuição de kits de eco-bags por mais de 900 estabelecimentos das nove ilhas, para incentivar a correta separação de resíduos.
AO/MS


Açores têm rendimento mediano acima do país, mas segunda maior desigualdade
O rendimento bruto declarado, depois de deduzido o IRS liquidado, atingiu uma mediana de 12.565 euros por sujeito passivo nos Açores em 2024, 249 euros (2%) acima da média nacional de 12.316 euros, segundo as Estatísticas do Rendimento ao nível local do INE, divulgadas na passada sexta-feira. A Região registou o quinto rendimento mediano mais elevado entre as 26 sub-regiões NUTS III.
Seis municípios açorianos apresentaram rendimentos medianos acima da média nacional. Ponta Delgada registou o valor mais elevado da Região e Vila Franca do Campo o mais baixo. Apesar do rendimento mediano superior, os Açores apresentaram o segundo
maior nível de desigualdade do país. O coeficiente de Gini atingiu 36,6%, acima dos 35,6% nacionais e apenas abaixo da Grande Lisboa (38,9%). Vila do Porto destacou-se com um coeficiente de 42,3%, o segundo mais elevado entre todos os municípios portugueses, apenas atrás de Lisboa.
A desigualdade aumentou em Vila Franca do Campo e Ponta Delgada entre 2023 e 2024, enquanto a Povoação registou a maior redução do país, com uma descida de 2,3 pontos percentuais no coeficiente de Gini.
O INE salienta que este indicador corresponde ao rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo, não representando o rendimento disponível das famílias.

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Fernando Martins tem representado clientes no Tribunal Federal, Tribunal Superior de Ontário, Tribunal de Justiça de Ontário e Immigration Appeal Division.


tante das nossas instituições", afirmou. O responsável comunitário sublinhou o reconhecimento feito pela Presidente ao trabalho dos emigrantes na preservação da cultura, tradições e identidade madeirense, bem como o apelo ao apoio à Casa da Madeira e à comunidade portuguesa. José Rodrigues mostrou-se confiante nos resultados da visita, afirmando que deixa "um voto de esperança e confiança" para o futuro da comunidade. Elogiando a postura da Presidente, destacou a proximidade e humildade demonstradas no contacto com os madeirenses no Canadá: "É uma Presidente do povo, que representa a voz do povo, mas que também traz consigo a essência e o espírito madeirense."
Há ainda a referir que a Galeria dos Pioneiros Portugueses continua a afirmar-se como um espaço dedicado à memória, cultura e identidade da comunidade portuguesa. Manuel Da Costa, empresário, filantropo e curador da Galeria dos Pioneiros, destacou a importância deste espaço como ponto de encontro e divulgação da história dos portugueses.

A Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Rubina Leal, destacou a diáspora madeirense como uma das maiores riquezas da Região e defendeu a recuperação da Casa da Madeira de Toronto, durante a visita oficial ao Canadá, entre 25 e 29 de julho de 2026. A deslocação teve como objetivo reforçar os laços com as comunidades emigrantes, através de encontros com madeirenses e portugueses residentes no Canadá e de contactos com entidades políticas, diplomáticas e empresariais.
Acompanhada pelo Coronel António Vargas e pela Chefe do Gabinete da Presidência, Dra. Sancha Marques, iniciou a agenda com uma reunião com o Conselheiro das Comunidades Madeirenses no Canadá, José Rodrigues, seguindo depois para o Madeira Park. Na ocasião, sublinhou o papel das associações na preservação da cultura e identidade regional, afirmando que "a Madeira está onde estão os seus filhos".
Casa da Madeira de Toronto: símbolo da identidade madeirense
Na visita à Casa da Madeira de Toronto, acompanhada pela Cônsul-Geral de Portugal, Ana Luísa Riquito, Rubina Leal enalteceu o trabalho da instituição na promoção da cultura, da língua portuguesa e das tradições madeirenses. Defendeu ainda a recuperação das instalações, danificadas por um incêndio, considerando a reconstrução essencial para garantir a continuidade da sua missão. Para a Presidente, a Casa da
Madeira representa um espaço de encontro entre gerações, de memória e de ligação permanente à Madeira. "A diáspora é uma das maiores riquezas da Madeira. É através destas comunidades que a nossa cultura, os nossos costumes e a nossa identidade continuam vivos além-fronteiras", afirmou. A agenda incluiu ainda a participação na Missa Portuguesa, na Igreja de Santa Helena, presidida pelo Reverendo Willyans Prado Rapozo, uma visita à empresa Vieira and Associates Insurance, dos empresários madeirenses José Alcindo Vieira e Patrick Vieira, e uma reunião com a Presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, dedicada às relações entre a Madeira e a cidade e ao contributo da comunidade portuguesa. Rubina Leal reuniu-se igualmente com a Cônsul-Geral Ana Luísa Riquito e visitou o Consulado-Geral de Portugal. O programa terminou com uma visita à Galeria dos Pioneiros, onde foi recebida pelo Comendador Manuel Da Costa, seguindo-se uma conferência de imprensa com órgãos de comunicação social da comunidade portuguesa e representantes dos governos federal, provincial e municipal canadiano.
Galeria dos Pioneiros: uma referência da história e da cultura portuguesa no Canadá
Em declarações ao Jornal Milénio Stadium, na Galeria dos Pioneiros, Rubina Leal prestou homenagem aos pioneiros da emigração madeirense, lembrando que Toronto continua a ser um dos principais centros da diáspora. "Estou aqui para honrar aqueles que iniciaram esta aventura da emigração e que trouxeram a Madeira consigo. A nos-
sa história e a nossa memória permanecem vivas nesta comunidade", afirmou, enaltecendo o esforço e o sacrifício de gerações de emigrantes que deixaram a ilha em busca de melhores condições de vida.
A Presidente da Assembleia Legislativa frisou ainda que o progresso alcançado pela Região Autónoma da Madeira também é resultado do contributo da diáspora. "Se hoje a Madeira é uma das regiões mais desenvolvidas do país, isso também se deve à sua diáspora, ao arrojo e à audácia dos emigrantes que partiram, muitas vezes deixando para trás as suas famílias, mas nunca deixando de apoiar a sua terra natal", referiu. Sobre a mensagem que leva de regresso à Madeira, Rubina Leal destacou a necessidade de reforçar a ligação entre os responsáveis políticos e as comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo. Defendeu que essa relação deve ser construída com proximidade, confiança e afetividade, para que os emigrantes continuem a sentir-se parte da Região e tenham vontade de investir e participar no seu desenvolvimento. Em jeito de balanço final foi clara: "Deixo um compromisso concreto com a comunidade madeirense em Toronto. Quero manifestar o desejo de ver recuperada a Casa da Madeira”, considerando-a um “símbolo da presença madeirense no Canadá”.
Por seu turno, José Rodrigues, Conselheiro das Comunidades Madeirenses no Canadá, considerou histórica a visita, destacando o seu significado no ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia da Região. "É uma visita importantíssima, num momento em que a comunidade madeirense atravessa algumas dificuldades e precisava da presença de um represen-
Durante a visita de uma representante da mais alta instância da Região Autónoma da Madeira, Manuel Da Costa sublinhou o orgulho em receber personalidades que demonstram interesse pela comunidade portuguesa e pela sua história. “Esta é uma casa para a comunidade, feita para a comunidade. Todos podem usar este espaço gratuitamente”, afirmou Manuel Da Costa, realçando que a galeria está aberta a todos aqueles que queiram conhecer melhor o percurso dos portugueses e o contributo da imigração para a sociedade. Segundo o curador, visitas como esta ajudam a mostrar uma realidade muitas vezes desconhecida sobre a vida dos imigrantes portugueses. “Ficam a perceber mais um pouquinho da nossa comunidade, quem nós somos e que realmente nós não estamos cá a viver como numa toca. Nós interessamo-nos pela nossa cultura e desenvolvemos a nossa cultura”, explicou. Da Costa defendeu ainda que a preservação da memória coletiva é uma forma de fortalecer a imagem da comunidade portuguesa e mostrar o seu contributo além das fronteiras. “Trabalhámos como imigrantes, mas trabalhamos também para uma estratégia mais alta para a nossa comunidade”, afirmou. A Galeria dos Pioneiros Portugueses mantém assim a sua missão de preservar histórias, homenagear gerações de portugueses e servir como um espaço aberto de aprendizagem, cultura e ligação entre comunidades.
Uma ponte entre a Madeira e o mundo
A visita oficial terminou com um encontro com representantes das comunidades madeirenses, reforçando a proximidade e o reconhecimento da diáspora.
Durante a deslocação ao Canadá, Rubina Leal destacou o papel dos emigrantes madeirenses como embaixadores da Região, mantendo vivas as tradições e fortalecendo a ligação entre a Madeira e o mundo.




Sob céus límpidos e com um tempo de verão perfeito, o Madeira Park, em Georgina, ganhou vida nos dias 11 e 12 de julho, altura em que o Clube Madeira de Toronto organizou aquele que poderá vir a ser recordado como um evento marcante na história da diáspora portuguesa no Canadá.
Durante muitos anos, a anual Festa do Emigrante celebrou as contribuições e a herança dos imigrantes portugueses e dos seus descendentes. Este ano, contudo, o clube deu um passo arrojado e inclusivo ao focar-se num ramo da família portuguesa frequentemente esquecido: os descendentes dos emigrantes portugueses que se estabeleceram nas Caraíbas há gerações. A ideia para o evento surgiu no ano passado, quando elementos da direção do clube se reuniram para debater formas de estreitar os laços entre os luso-canadianos de língua portuguesa e os membros das comunidades caribenhas locais cujos antepassados eram portugueses. Embora estas comunidades partilhem raízes comuns, muitas evoluíram de forma separada ao longo de mais de um século.
Durante o século XIX e o início do século XX, milhares de portugueses, muitos dos quais oriundos da Madeira, fixaram-se em locais como a Guiana, Trindade e Tobago, São Vicente, Curaçau, Antígua e outros territórios do Caribe. Com o passar do tempo e à medida que as famílias se integravam nas suas novas sociedades, a língua portuguesa foi-se perdendo frequentemente. O que permaneceu foi um forte sentimento de identidade, tradições familiares, apelidos portugueses e uma ligação duradoura à Madeira e a Portugal.
Para muitos descendentes, no entanto, a história familiar tornou-se fragmentada. Sabem, muitas vezes, que os seus antepassados vieram da Madeira, mas os nomes das aldeias, vilas e freguesias onde esses antepassados viveram perderam-se ao longo das gerações. O desejo de reconexão com essas raízes continua vivo, e o Piquenique Caribenho-Português ofereceu uma oportunidade única para começar a encurtar essas distâncias.
O evento atraiu visitantes de todo o Ontário e não só. Famílias reuniram-se para celebrar a sua herança, trocar histórias e
descobrir as muitas ligações que continuam a existir entre as comunidades portuguesas em ambos os lados do Caribe e do Atlântico.
O sábado contou com um dia repleto de animação que refletiu com perfeição o tema do fim de semana.
Num momento histórico e inédito no Madeira Park, a atração principal foi a banda FuhFun, um grupo guianense de estilo calipso cuja história espelha o próprio propósito do evento. Quatro dos cinco membros da banda são de ascendência madeirense. A sua atuação enérgica trouxe ritmos caribenhos ao parque e pôs o público a dançar ao longo de toda a tarde. Foi um testemunho impressionante de como a cultura portuguesa evoluiu e se adaptou à medida que as famílias se estabeleceram em diferentes partes do mundo.
A complementar a sonoridade caribenha esteve a atuação do Rancho Folclórico da Madeira, cuja música, trajes e danças tradicionais transportaram o público de volta às aldeias e arraiais da Madeira antiga. Ver duas expressões tão distintas da mesma herança partilharem o mesmo palco ilustrou exatamente o que o evento pretendia alcançar: celebrou-se não só de onde viemos, mas também as jornadas culturais únicas que as nossas comunidades percorreram.
O programa de entretenimento incluiu ainda as atuações dos populares artistas luso-canadianos Mike da Silva e Décio Gonçalves, que ajudaram a manter o espírito festivo vivo ao longo de todo o dia.
Um dos aspetos mais memoráveis do fim de semana encontrava-se na cozinha.
O prato tradicional madeirense, Carne de Vinho e Alhos, foi um sucesso avassalador. Parecia "voar" da cozinha tão depressa quanto era preparado. Os convidados fizeram fila com entusiasmo para provar o apreciado prato de carne de porco, que rapidamente se tornou um ponto de partida para conversas entre os presentes.
Para muitos descendentes de portugueses das Caraíbas, a iguaria trouxe memórias de um prato semelhante de carne de porco marinada em vinagre, tradicionalmente servido no Natal na Guiana, Trindade e noutras comunidades caribenhas. Ao longo do dia, surgiram debates amigáveis enquanto as pessoas comparavam receitas de família e métodos de confeção. Alguns
defendiam que a versão madeirense era a original e, portanto, a melhor; outros protegiam com orgulho as adaptações caribenhas transmitidas de geração em geração. Independentemente da versão preferida, as conversas evidenciaram como uma receita de família tão estimada sobreviveu à travessia de um oceano e a quase dois séculos de história.
Se o sábado foi preenchido com atividade e animação, o domingo ofereceu um tipo de experiência diferente.
O segundo dia foi mais descontraído e informal. Amigos e famílias reuniram-se na barraca para jogar dominó e cartas, enquanto desfrutavam da música selecionada pelo DJ Mike da Silva. A atmosfera mais tranquila criou oportunidades para conversas que talvez não tivessem sido possíveis durante o rebuliço do dia anterior.
A nível pessoal, o domingo tornou-se uma das partes mais marcantes de todo o fim de semana.
Tive a oportunidade de me sentar com pessoas que nunca tinha visto antes e falar sobre as nossas raízes portuguesas partilhadas, as nossas histórias de família e os diferentes caminhos que os nossos antepassados seguiram depois de saírem da Madeira. Ouvi relatos de pessoas cujas famílias se estabeleceram por todo o Caribe e conheci experiências que eram simultaneamente diferentes e surpreendentemente semelhantes à jornada da minha própria família.
Estas conversas reforçaram a ideia de que a genealogia é muito mais do que nomes e datas. É sobre compreender as vidas, os sacrifícios e as experiências daqueles que nos precederam.
O fim de semana proporcionou também um momento pessoal de cariz muito especial. No sábado, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Noreen Dias. Eu e a Noreen temos correspondência de ADN e, há já algum tempo, vínhamos a trabalhar juntos nos bastidores para cruzar ramos das nossas árvores genealógicas e compreender melhor a nossa ascendência comum.
Após meses de troca de informações, pesquisa de registos e montagem do puzzle familiar, foi incrivelmente recompensador encontrarmo-nos finalmente em pessoa. Foi um lembrete de que a investigação da história familiar não é apenas descobrir
nomes em documentos antigos; é conectar com familiares vivos e construir relações que, de outra forma, poderiam nunca ter existido.
Suspeito que muitas pessoas tenham vivido momentos semelhantes ao longo do fim de semana. Algumas vieram na esperança de aprender mais sobre a sua herança portuguesa; outras vieram para conhecer pessoas com origens idênticas. Muitas saíram dali tendo feito novas amizades, trocado informações familiares e, talvez, até descoberto primos afastados.
O maior sucesso do Piquenique Caribenho-Português não foi o entretenimento, a comida ou até o tempo excelente. Foi o espírito de inclusão que orientou todo o evento.
O Clube Madeira de Toronto demonstrou uma visão notável ao reconhecer que a herança portuguesa não é definida exclusivamente pela língua. Encontra-se também nas tradições, nas histórias de família, na gastronomia, na música, nos valores e num sentimento partilhado de pertença. Ao acolher os descendentes de portugueses oriundos das Caraíbas e ao criar espaço para uma interação com significado, o clube ajudou a fortalecer laços que tinham sido fragilizados pelo tempo, pela distância e por gerações de separação.
À medida que as conversas continuam, as árvores genealógicas crescem e novas amizades se desenvolvem, o Piquenique Caribenho-Português inaugural poderá muito bem vir a ser recordado como o início de uma reconexão renovada entre comunidades ligadas por uma história comum.
Naquele fim de semana de julho no Madeira Park, ficou claro que, embora os oceanos, os países e as gerações nos possam separar, as nossas raízes permanecem unidas. O Piquenique Caribenho-Português foi mais do que uma celebração do património cultural: foi uma celebração da família, da comunidade e dos laços duradouros que continuam a unir a família portuguesa pelo mundo.
Cláudio Abreu/MS


O Conselho de Ministros aprovou a criação de uma Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero aplicada às empresas dos setores do petróleo bruto e da refinação, segundo disse à Lusa fonte governamental.
Acontribuição, que será excecional e temporária, irá incidir sobre a parte dos lucros das empresas que excedam em larga medida a média registada nos anos anteriores, numa altura em que as atividades de extração e refinação de produtos petrolíferos registaram ganhos extraordinários resultantes da subida dos preços dos combustíveis.
De acordo com a mesma fonte, a receita da nova contribuição irá financiar medidas de mitigação dos impactos do aumento dos combustíveis sobre as famílias e os agentes económicos mais vulneráveis, assim como investimentos para a redução da dependência dos combustíveis fósseis.
O ministro das Finanças português e os seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria pediram a Bruxelas a criação de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022.
O pedido foi feito em 3 de abril, em carta conjunta assinada por Joaquim Miranda Sarmento, pelos ministros federais das Finanças da Áustria (Markus Marterbauer) e Alemanha (Lars Klingbeil), pelo ministro da Economia e Finanças de Itália (Giancarlo Giorgetti) e pelo ministro da Economia, Comércio e Negócios de Espanha (Carlos Cuerpo).
"Dadas as atuais distorções do mercado e as restrições orçamentais, a Comissão Europeia deve desenvolver rapidamente um instrumento de contribuição semelhante" à contribuição de solidariedade temporária estabelecida em 2022.
Os ministros apontaram que esse trabalho permitiria financiar medidas de alívio temporárias, em particular junto dos consumidores, e travar o aumento da inflação sem sobrecarregar os orçamentos públicos. Em 2022, no seguimento da crise energética decorrente da guerra na Ucrânia, os ministros da Energia da União Europeia aprovaram medidas que previam uma taxação de 33% dos lucros excessivos das empresas de combustíveis fósseis que seria convertida "numa contribuição solidária" a redistribuir pelos mais vulneráveis, um teto máximo para os lucros das produtoras de eletricidade com baixos custos (renováveis) e planos de redução de consumo de eletricidade.
A chamada 'windfall tax' foi aplicada sobre as empresas energéticas em Portugal entre 2022 e 2023, tendo gerado receitas de cerca de 8,3 milhões de euros, um montante inferior ao que era esperado pelo Governo.
A Galp, que tem atividade nos setores do petróleo bruto e da refinação, anunciou na segunda-feira um aumento do lucro de 44%, para 812 milhões de euros, no primeiro semestre face ao período homólogo, impulsionado pelo aumento da produção de petróleo no Brasil e da cotação média do Brent.
JN/MS

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, prestou esclarecimentos sobre as polémicas que o atingiram nas últimas semanas. Numa intervenção de quase uma hora, o governante deu a sua versão dos factos em vários temas.
Atrelado
O governante assumiu que voltaria a aprovar a proposta feita "por alto quadro da PJ" para transferir um atrelado, apreendido numa operação de tráfico de droga, para a Construbarcelos, uma empresa contratada para efetuar várias obras na PJ e, depois, também numa casa de Luís Neves, no Alentejo.
Obras na propriedade do Alentejo
Sobre as obras realizadas pela Construbarcelos num monte, em Odemira, no Alentejo, o ministro da Administração Interna referiu que a propriedade em causa era da família da mulher. Luís Neves revelou ter pedido uma reunião à Câmara de Odemira para esclarecer vários temas, nomeadamente se a casa está numa zona protegida. A autarquia abriu um processo de averiguações, após ter sido noticiada a construção de uma piscina, algo que exige licença. O ministro chegou a dizer que era um tanque.
Rendimentos
O ministro da Administração Interna garantiu que nunca existiu qualquer tentativa de ocultação de rendimentos, reforçando que era "um risco enorme" prestar certo tipo de informações pessoais porque foi ameaçado por "máfias e delinquentes da pior espécie".
Legado na PJ
O antigo diretor nacional da Polícia Judiciária referiu que quando chegou à instituição, em 2018, encontrou uma "instituição profundamente fragilizada". E reconheceu que "tendo em conta os acontecimentos recentes", a sua forma de agir pode ter levado a decisões que, "vistas a esta distância, deveriam ter sido evitadas".
Dúvidas
Luís Neves defendeu não ver "qualquer motivo para ser arguido", mas assumiu que teria feito de forma diferente, no que toca às obras na sua propriedade com alguém com contratos de obras também feitos na PJ. A madeira da Infraestruturas de Portugal usada para fazer mesas e bancos na propriedade do Alentejo foram pagos por Luís Neves, segundo o próprio, e não oferecidas na sequência da desativação de linhas férreas. JN/MS


Ordem dos Advogados defende suspensão de prazos até todos os alunos terem nota oficial
A Ordem dos Advogados defendeu num parecer, a que a Lusa teve acesso, emitido pelo bastonário e o Conselho Geral da Ordem dos Advogados, pedido pelo movimento Missão Escola Pública, a "suspensão imediata dos prazos em curso" da primeira fase de exames de acesso ao ensino superior até que todos os alunos tenham uma "classificação oficial e uma cópia íntegra" das provas.
Aassociação profissional considera ainda que a medida preventiva "é preferível à alternativa de litigância judicial em massa", uma vez que "a conso-
lidação da seriação com classificações instáveis potenciaria centenas de providências cautelares distribuídas por diferentes tribunais administrativos, com critérios eventualmente divergentes, fragmentando a unidade nacional do concurso e agravando a desigualdade que se pretende prevenir".
No entender da Ordem, a suspensão deve "preservar todas as candidaturas validamente apresentadas", ser o mais curta possível e terminar somente quando estiverem, de forma consolidada, eliminadas as "anomalias sistémicas de digitalização, associação, processamento e comunicação".
No final, abrir-se-ia "a todos os candidatos um novo período comum e bastante para apresentar, confirmar ou alterar a candidatura".
No documento, a associação profissional rejeita ainda uma "anulação geral dos exames ou a substituição automática por classificações internas", alegando que tal seria excessivo e "poderia criar novas desigualdades".
Já "a reabertura exclusiva para candidatos identificados como afetados é", para a Ordem, "menos transparente e pode conceder tempos e informação diferentes num procedimento de efeitos relativos".
JN/MS


Primeiro-ministro polaco considera queda de míssil russo na Polónia um incidente grave
O primeiro-ministro polaco classificou a queda e explosão de um míssil em território polaco como um "incidente grave", admitindo que se trate de armamento que a Rússia utiliza na sua guerra contra a Ucrânia.
“Houve uma violação do espaço aéreo polaco. Este é um incidente grave. Muito provavelmente, tratava-se de um míssil balístico russo CH-101", disse Donald Tusk numa conferência de imprensa em Lublin, no leste da Polónia.
Ao seu lado, o ministro da Defesa polaco, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, acrescentou que "todos os serviços de defesa estiveram
em alerta durante a noite" e foi mobilizada uma operação de vigilância, incluindo caças polacos e de outros países aliados, assim como aviões de reabastecimento que descolaram da Alemanha.
No total, as defesas da Polónia detetaram "mais de 20 objetos" perto do espaço aéreo polaco.
O míssil atingiu uma área pouco desenvolvida no leste da Polónia durante uma ofensiva russa maciça contra o oeste da Ucrânia, o que desencadeou a ativação de todos os sistemas de defesa nacionais e aliados em território polaco. JN/MS


O Brasil tornou-se, nos primeiros cinco meses do ano, o maior importador mundial de automóveis chineses, ultrapassando a Rússia, numa corrida às compras antes da entrada em vigor, em julho, de tarifas mais elevadas sobre veículos elétricos.
OBrasil importou automóveis chineses no valor de 5,2 mil milhões de dólares, entre janeiro e maio, um aumento de 146,9% face aos 2,1 mil milhões de dólares registados no mesmo período do ano passado, segundo dados das alfândegas chinesas.
O país sul-americano ultrapassou a Rússia, que importou 5 mil milhões de dólares e a Bélgica, com 3,8 mil milhões de dólares, tornando-se o principal destino mundial dos automóveis produzidos na China.
Os veículos elétricos e híbridos representaram 4,5 mil milhões de dólares das compras brasileiras, com abril e maio a concentrarem mais de metade desse montante, numa aceleração atribuída à antecipação da subida das tarifas de importação em julho.
O Brasil liderou igualmente as importações mundiais de veículos elétricos e híbridos chineses, à frente da Bélgica e do Reino Unido.
Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China, as importações brasileiras de automóveis provenientes da China atingiram 5,35 mil milhões de dólares no primeiro semestre, mais do dobro do valor das compras de veículos provenientes de França.
O aumento das importações coincide com uma aproximação comercial entre Brasília e Pequim.
No domingo, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o homólogo chinês, Xi Jinping, acordaram acelerar as negociações para um acordo comercial entre a China e o Mercosul, poucos dias depois da entrada em vigor de uma tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras, à qual se seguiu uma nova taxa de 12,5% aplicada a dezenas de parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Lula afirmou a Xi que o Governo brasileiro continua empenhado em diversificar os mercados de exportação, pedindo apenas alguma flexibilidade para setores considerados sensíveis.
JN/MS



Presidente
O presidente argentino aprovou um decreto que permite impedir a entrada no país de estrangeiros que insultem os argentinos ou a identidade nacional, prevendo a expulsão de quem se encontre em território argentino.
Odecreto, publicado em Diário da República, altera a Lei da Imigração e introduz novos fundamentos para recusar a entrada de cidadãos estrangeiros e cancelar autorizações de residência já concedidas.
O Governo disse ter registado, nos últimos tempos, um aumento significativo de "discursos de ódio e atos de hostilidade e desprezo dirigidos especificamente contra o povo argentino, a cultura e a identidade nacional". Este tipo de comportamento representa "um risco para todos os argentinos" e compromete "as condições para a convivência harmoniosa e a paz social", acrescentou.
O texto esclarece, contudo, que as novas disposições não podem ser aplicadas a manifestações de dissidência ideológica ou a críticas políticas, académicas ou cívicas
que constituam o exercício legítimo de direitos constitucionalmente protegidos. Pouco antes da publicação do decreto, a Presidência argentina divulgou um comunicado no qual afirmou que "a defesa da nação, dos cidadãos e dos símbolos é inegociável". "Quem ataca a República Argentina não é bem-vindo no nosso país", sublinhou o Governo de Javier Milei.
A decisão surgiu num contexto de crescente tensão após a final do Mundial de futebol de 2026, em que a Argentina foi derrotada pela Espanha.
O Governo argentino acusou diversos atores internacionais de promoverem uma alegada "campanha anti-Argentina" nas redes sociais. Milei afirmou que o Governo brasileiro financiou parte dessa alegada campanha, com o apoio do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.
As críticas difundidas nas plataformas digitais centraram-se sobretudo em alegações de favorecimento da arbitragem à seleção argentina durante o Mundial e em acusações de racismo.
JN/MS

Bruxelas desembolsa três mil milhões de euros para compra de drones, mísseis e caças
A Comissão Europeia anunciou o desembolso de 3,47 mil milhões de euros à Ucrânia, ao abrigo da vertente de defesa do empréstimo de apoio à Ucrânia de 90 mil milhões de euros para este ano e 2027.
Ofinanciamento é concedido em resposta às necessidades militares da Ucrânia para se defender da guerra de agressão lançada pela Rússia em 2022.
Este montante cobre uma parcela adicional do primeiro calendário de produtos relativo à aquisição de drones e inclui ainda financiamento para drones adicionais, incluindo aeronaves não tripuladas a jato de longo alcance, mísseis e caças Gripen.
O objetivo é ajudar a Ucrânia a garantir rapidamente o equipamento crítico de que necessita.
Nas próximas semanas, refere ainda Bruxelas em comunicado, será aprova-
do e desembolsado mais apoio a drones, munições, defesa aérea e mísseis.
A verba disponibilizada segue-se a um desembolso, em 25 de junho, de 3,2 mil milhões de euros (ME) e aos dois pagamentos subsequentes, ao abrigo da vertente "defesa" de 3,9 mil ME em 30 de junho e de 1,1 mil ME em 15 de julho.
JN/MS


A solidariedade voltou a marcar presença nas ruas de Mississauga e Hamilton com mais uma edição da Volta Luso Charities, apresentada pela LiUNA Local 183. O evento reuniu cerca de mil participantes e angariou mais de 330 mil dólares para apoiar a missão da Luso Canadian Charitable Society (LUSO) junto das pessoas com

Jack Prazeres destaca força da comunidade no apoio à Luso
O presidente da Luso Canadian Charitable Society, Jack Prazeres, destacou o papel da comunidade na caminhada solidária realizada este fim de semana, agradecendo o apoio de todos os participantes e parceiros. “Um pouco de cada um não custa nada. Temos de lembrar aqueles que estão esquecidos em casa”, afirmou. Sobre a angariação de fundos, Prazeres reconheceu os desafios económicos atuais, mas mostrou-se confiante: “Tudo o que vier será bem-vindo e será um sucesso”. O dirigente revelou ainda que 28 famílias aguardam atualmente por uma vaga residencial com apoio 24 horas para pessoas com deficiência. “Somos um barco pequenino, mas graças aos nossos apoiantes, à comunicação social e aos voluntários, temos conseguido alcançar bons resultados”, concluiu.


Ana Cristina Marques apela ao apoio da comunidade
Ana Cristina Marques, Residential Project Lead da LUSO, destacou que a caminhada solidária representa um esforço contínuo ao longo de todo o ano e apelou à participação da comunidade. “Venham caminhar, tomar o pequeno-almoço ou simplesmente fazer um donativo. O mais importante é que a comunidade nos conheça e nos veja como parte dela”, afirmou. A responsável explicou que os fundos angariados ajudam a manter os serviços da instituição, que atualmente apoia mais de 300 famílias. O objetivo é fazer crescer a iniciativa e torná-la a maior caminhada solidária de Toronto.



Carolyn Parrish destaca contributo português em Mississauga
A presidente da Câmara Municipal de Mississauga, Carolyn Parrish, elogiou o papel da comunidade portuguesa na cidade e destacou a importância de eventos que promovem união, cultura e participação comunitária. A responsável municipal classificou a iniciativa como “incrível” e reafirmou o apoio da Câmara às atividades organizadas pela comunidade portuguesa, especialmente a LUSO e o PCCM.

deficiência e das suas famílias. inclusão e espírito comunitário, todas as idades caminharam, ou participaram no passeio tiva a decorrer também em Luso Charities foi, como sempre, da comunidade, com convívio, des para toda a família. A organização apoio dos participantes, voluntários,

Trauner celebra força da comunidade luso-canadiana
O veterano das Forças Armadas canadianas e atleta paralímpico Trauner, sobre o qual o jornal Milénio fez uma nota especial na última edição, deixou uma mensagem de união e inclusão, incentivando a comunidade luso-canadiana a participar e celebrar as suas conquistas. Trauner destacou o contributo dos portugueses no Canadá e a importância do espírito comunitário.


famílias. Num ambiente de comunitário, participantes de caminharam, correram, pedalaram de mota, com a iniciaformato virtual. A Volta sempre, uma celebração convívio, animação e atividaorganização agradeceu o voluntários, patrocinado-
res e parceiros, destacando que o valor angariado permitirá reforçar os programas e serviços da LUSO. Mais uma vez, o evento mostrou o impacto da união da comunidade em torno de uma causa comum.
A Volta Luso Charities reafirmou a força da solidariedade comunitária, mostrando que a união de todos faz a diferença no apoio à inclusão e às famílias da Luso Canadian Charitable Society.

Cônsul-geral apela ao apoio da comunidade à Luso Canadian Charitable Society
A Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, apelou à participação e ao apoio da comunidade lusodescendente numa iniciativa solidária a favor da Luso Canadian. A responsável diplomática destacou o papel da instituição, criada pela própria comunidade portuguesa no Canadá, e sublinhou o impacto que tem junto das famílias e dos seus utentes. Quem não conseguiu participar na corrida solidária deste ano poderá juntar-se numa próxima edição, mas, segundo a cônsul-geral, há outras formas de ajudar, através de donativos ou voluntariado. “Cada gesto de solidariedade conta”, afirmou, reforçando a importância do envolvimento da comunidade numa causa de apoio social e inclusão.



Manuel Da Costa reforça apelo à solidariedade comunitária
Manuel Da Costa, empresário e filantropo, reafirmou o seu compromisso com a comunidade e destacou a solidariedade como uma responsabilidade de todos. Para o empresário, ajudar quem mais precisa é uma missão que passa pela construção de uma sociedade mais unida e pelo apoio a quem não consegue ajudar-se sozinho. “O espírito é o espírito de evolução de uma comunidade, de continuar a ajudar na construção de uma comunidade e, principalmente, ajudar aqueles que não se podem ajudar a eles próprios”, afirmou, sublinhando a importância do envolvimento de voluntários e patrocinadores para manter vivas as instituições sociais. Num contexto de maiores necessidades e custos crescentes, Manuel Da Costa garantiu que continuará a contribuir enquanto tiver capacidade. “Vou ajudar enquanto puder e enquanto os meus joelhos me deixarem”, disse, apelando a uma maior participação da comunidade.



Charles de Sousa destaca força da união comunitária
O deputado federal Charles de Sousa deixou uma mensagem de reconhecimento à comunidade, destacando o trabalho de dirigentes, voluntários e todos os envolvidos numa iniciativa de grande impacto social. Ligado à LUSO, o parlamentar afirmou que, apesar do seu apoio e de várias entidades, o verdadeiro impulso vem das pessoas que diariamente se dedicam ao projeto. “Um grande abraço e muitos parabéns à comunidade em geral”, disse Charles de Sousa, sublinhando que esta união beneficia não apenas a comunidade portuguesa, mas a sociedade em geral.


Rechie Valdez destaca inclusão e solidariedade comunitária
A ministra Rechie Valdez participou no evento, onde destacou a importância da união da comunidade no apoio a pessoas com deficiências físicas e de desenvolvimento. Valdez agradeceu a participação da comunidade e elogiou o trabalho das organizações comunitárias na promoção da inclusão e da igualdade de oportunidades. “É muito importante ver famílias e membros da comunidade reunidos para apoiar uma boa causa”, afirmou a ministra.



Jovens de Toronto "desanimados" com o mercado de trabalho enquanto centenas se reúnem na feira de emprego anual da CNE
Centenas de jovens encheram uma feira de emprego em Toronto na quarta-feira (29), na esperança de conseguir um trabalho de Verão na Canadian National Exhibition (CNE).
ACNE revelou ter recebido quase
50.000 candidaturas antes da sua feira de emprego anual, que decorre no Enercare Centre.
Este número representa 10 vezes mais do que as 5.000 vagas que a organização pretende preencher, afirmou Mark Holland, CEO da CNE.
"Sabemos quão importante é aquele primeiro emprego... é fundamental dar-lhes essa primeira oportunidade", declarou ao programa Metro Morning da CBC Radio, acrescentando que 80% das pessoas contratadas para a exposição de Verão são jovens.
"Parte da nossa identidade passa por garantir que damos aos jovens essa ajuda inicial e as primeiras oportunidades."
Dada a dimensão que a feira de emprego atingiu, Holland explicou que a edição des-
te ano foi alargada para incluir oportunidades com outras entidades, como a Metrolinx e a YMCA, além de recursos adicionais, tais como apoio na elaboração de currículos e fotografias profissionais gratuitas.
Krishan Sirigana, um estudante universitário de 18 anos, afirmou que o mercado de trabalho está competitivo e que tem tido dificuldade em encontrar uma vaga, apesar de se candidatar a todo o tipo de funções. "Sinto-me um pouco desanimado com os resultados, ao ver tantos e-mails de rejeição", confessou. "Só quero continuar a tentar e esperar pelo melhor."
Já Favor Yonas, de 16 anos, considerou "excelente" o facto de os estudantes terem a oportunidade de conhecer também empregadores não sazonais, sobretudo para quem deseja trabalhar durante o ano letivo. "Tem sido muito difícil, estou a candidatar-me desde a primavera. Não recebi quaisquer respostas. Já fui a muitas entrevistas, mas, mais uma vez, sem qualquer resposta", disse. "Estou apenas a torcer para que esta feira me leve a algum lado."
CBC/MS
Câmara de Toronto exige ao governo de Ford a devolução de terrenos confiscados para a expansão rejeitada do Aeroporto Billy Bishop
A câmara municipal de Toronto votou no sentido de exigir ao governo de Doug Ford a devolução dos terrenos confiscados ao município para a planeada expansão do Aeroporto Billy Bishop, depois de o governo federal ter recentemente rejeitado a proposta da província para avançar com o projeto.
Oexecutivo municipal aprovou por 25 votos a favor e apenas um contra a moção de urgência apresentada pela presidente da câmara, Olivia Chow. O documento apela à província para revogar a Building Billy Bishop Airport Act, legislação promulgada em maio passado. As disposições dessa lei incluem a remoção da cidade de Toronto do acordo tripartido que rege o aeroporto da ilha e autorizam a província a tomar posse de parcelas de terreno nas proximidades para efeitos de expansão. A lei especifica oito parcelas de terreno concretas, que cobrem quase a totalidade da ilha e incluem zonas
da marginal, como o Little Norway Park. A província tinha afirmado anteriormente que apenas tomaria posse do estritamente necessário para a expansão. No entanto, ao introduzir a moção para debate, Chow sublinhou a forte oposição local a estes planos. "Ao longo dos últimos meses, dezenas de milhares de residentes, líderes comunitários e cidadãos de todos os sectores da sociedade manifestaram-se sobre o significado que a zona ribeirinha de Toronto tem para eles", declarou Chow. Estes grupos "deixaram bem claro que proteger a nossa zona ribeirinha é algo fundamental", acrescentou.
Na passada sexta-feira (24), o ministro dos Transportes, Steven MacKinnon, anunciou que o governo federal estaria "exclusivamente" focado nas obras de modernização e segurança já em curso no Aeroporto Billy Bishop, em vez de expandir a infraestrutura para comportar aviões a jato.
CBC/MS

A cidade de Toronto lançou um novo plano de resposta aos ratos (Rat Response Plan), uma estratégia que pretende reduzir a atividade destes roedores através de medidas de prevenção, campanhas de sensibilização e uma maior coordenação entre os diferentes serviços municipais.
Embora a cidade considere que o risco de transmissão de doenças para a população em geral seja baixo, os ratos continuam a representar um problema de saúde pública e de qualidade de vida. Além de contaminarem alimentos, podem causar danos em edifícios e infraestruturas, contribuir para condições de insalubridade e aumentar os custos de manutenção das propriedades.
Segundo a autarquia, a presença de ratos é uma realidade comum nas grandes cidades. Bairros residenciais, zonas comerciais, parques e estaleiros de construção oferecem, muitas vezes, as condições ideais para estes animais encontrarem alimento, água e abrigo. Em cidades densamente povoadas como Toronto, basta que essas condições existam para que a população de roedores aumente rapidamente.
Entre os principais fatores que atraem ratos estão o lixo armazenado em recipientes sem tampa ou mal fechados, restos de comida deixados no exterior, fruta caída das árvores, ração para animais de estimação, sementes espalhadas junto aos come-
douros para aves, vegetação densa, pilhas de madeira, entulho, materiais de construção e pequenas fissuras ou aberturas que facilitam a entrada nos edifícios.
Para reduzir o problema, a cidade recomenda que residentes e comerciantes adotem medidas simples, mas eficazes. Entre elas, manter o lixo em contentores resistentes e bem fechados, utilizar corretamente os recipientes Green Bin para resíduos alimentares, limpar regularmente fruta caída e sementes espalhadas, evitar deixar comida para animais no exterior e manter quintais e jardins limpos, sem ervas altas, entulho ou materiais acumulados que possam servir de abrigo aos roedores. Outra medida considerada fundamental
passa por impedir o acesso dos ratos às habitações. Para isso, a autarquia aconselha a vedação de fendas, buracos e outras aberturas em casas, garagens e anexos, bem como a reparação de fundações, grelhas de ventilação e outros pontos vulneráveis. O novo plano municipal assenta em quatro pilares: prevenção, educação, fiscalização e ação coordenada. O objetivo passa por aumentar a sensibilização da população para as melhores práticas de prevenção, incentivar a manutenção regular das propriedades e reforçar a cooperação entre os diferentes departamentos municipais no combate à proliferação destes animais. Caso sejam detetados sinais de atividade, como tocas, excrementos ou marcas de

roedura, a cidade recomenda uma intervenção imediata. A eliminação de fontes de alimento e abrigo deve ser acompanhada por uma inspeção cuidada da propriedade, da melhoria da gestão dos resíduos e da vedação dos pontos de entrada. Sempre que necessário, poderá ser aconselhável recorrer a uma empresa licenciada de controlo de pragas. Nos edifícios de apartamentos e condomínios, os inquilinos devem comunicar a situação ao senhorio, proprietário ou administrador. Se o problema persistir sem resposta, poderão apresentar uma queixa através do serviço municipal 311.
A Câmara Municipal sublinha que o sucesso deste plano depende da colaboração de todos. Residentes, empresas e proprietários desempenham um papel determinante na prevenção de infestações e, ao adotarem medidas preventivas e atuarem rapidamente perante os primeiros sinais de atividade, contribuem para bairros mais limpos, seguros e saudáveis em toda a cidade.
Para mais informações sobre prevenção e controlo de ratos, os residentes podem consultar o portal oficial da Cidade de Toronto: www.toronto.ca - rat control
Cerca de 10.000 funcionários públicos federais candidataram-se ao programa de incentivo à reforma antecipada do governo antes do prazo limite da semana passada.
Oprograma estava disponível para 68.000 funcionários públicos que foram notificados da sua elegibilidade para se reformarem com base na idade e nos anos de serviço, sem sofrerem a redução permanente nas pensões que é típica da reforma antecipada.
As candidaturas terminaram a 24 de julho. Como parte do orçamento de 2025, o governo do primeiro-ministro Mark Carney comprometeu-se a reduzir a função pública em 4,5%, o equivalente a 16.000 postos de trabalho, no prazo de três anos. Algumas direções-gerais e agências iniciaram o seu processo de reestruturação de pessoal antes de o incentivo à reforma receber a sanção real.
O governo federal previu no orçamento que o programa custará 1,5 mil milhões de dólares ao longo de cinco anos, com cerca de metade desse encargo a ocorrer este
ano. Esperava-se que a medida poupasse aos contribuintes cerca de 82 milhões de dólares anuais, em grande parte oriundos das contribuições para as pensões.
"Este programa foi implementado sem qualquer consulta ou negociação com os sindicatos", declarou o presidente do PIPSC, Sean O'Reilly, à Radio-Canada na quarta-feira. "Temos grandes receios de que isto venha a causar uma escassez de conhecimento especializado, a esvaziar a função pública e a criar grandes problemas nos serviços prestados aos canadianos no dia a dia."
A meta do orçamento do governo para 2025 era reduzir a função pública para cerca de 330.000 trabalhadores até este mês de março. No final de março, a força de trabalho contava com cerca de 345.000 funcionários.
O governo confirmou que, das 10.006 candidaturas recebidas até 28 de julho, 6.855 funcionários cumpriam os critérios para a reforma antecipada e 41 foram recusadas. O número final deverá ser conhecido no início de 2027.
CBC/MS
Carney diz não ver "vantagem" em usar a energia como trunfo nas negociações comerciais com os EUA
O primeiro-ministro Mark Carney afirma não ver "vantagem" em utilizar as exportações de energia canadianas como moeda de troca, numa altura em que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça impor novas tarifas sobre os produtos canadianos.
Em declarações aos jornalistas numa conferência de imprensa sobre habitação em Red Deer, Alberta, na quarta-feira, o primeiro-ministro foi questionado duas vezes sobre a possibilidade de reter as exportações de energia para os EUA, incluindo o petróleo.
Inicialmente, Carney afirmou que o seu foco principal é alcançar algum tipo de acordo antes que as novas tarifas de 50% entrem em vigor a 19 de agosto.
"Temos muitas opções sobre o que faremos se esse acordo não se concretizar — tanto positivas, no sentido de apoiar a economia, como no combate a outros problemas. Mas não me vou pronunciar sobre o que iremos fazer. Vamos focar-nos agora em trabalhar para alcançar um acordo", declarou o primeiro-ministro.
No entanto, ao ser questionado pela segunda vez — especificamente sobre se o petróleo de Alberta poderia ser usado como força de pressão —, Carney deu pistas sobre a sua inclinação.
"Ser um fornecedor fiável é importante. Os canadianos são fiáveis. Pode confiar-se nos canadianos", afirmou Carney.
"Quando somos fornecedores de uma matéria-prima essencial, de um serviço essencial, temos de pensar muito bem antes de optar por não o fornecer", acrescentou. "Não vejo a vantagem disso."
As declarações mais recentes de Carney marcam uma mudança de posição em relação à semana passada, quando este esteve reunido com os primeiros-ministros das províncias canadianas. A mais recente ameaça tarifária de Trump dominou grande parte das conversações nessa reunião.
Após esse encontro, o primeiro-ministro canadiano tinha afirmado que "tudo está em cima da mesa" como resposta possível, caso não se alcance um acordo até 19 de agosto.
CBC/MS


Governo federal anuncia quase 2 mil milhões de dólares para 45 locomotivas híbridas da Via Rail (bateria-diesel)
O governo federal anunciou quase 2 mil milhões de dólares em financiamento para modernizar a frota de passageiros da Via Rail com 45 novas locomotivas híbridas a bateria e diesel.
Oministro dos Transportes, Steven MacKinnon, fez o anúncio em Montreal na quarta-feira, destacando que 36 das 45 novas locomotivas construídas pelo fabricante ferroviário suíço Stadler serão montadas no Canadá. "Hoje, pela primeira vez em mais de 25 anos, estamos a trazer a montagem de locomotivas de passageiros de volta a Montreal", afirmou MacKinnon em comunicado. "Ao combinar o conhecimento pericial canadiano com a inovação europeia de classe mundial, estamos a fortalecer a nossa economia ao mesmo tempo que construímos uma rede ferroviária de passageiros mais resiliente para o futuro."
O financiamento para renovar a envelhecida frota de locomotivas da Via Rail foi anunciado inicialmente no Orçamento de 2024.
Um comunicado do governo informou que 1,6 mil milhões dos 1,95 mil milhões de dólares afetados ao projeto pelo governo federal serão utilizados para pagar a cons-
trução das novas locomotivas. Outros 357 milhões de dólares permitirão à VIA Rail construir uma nova unidade de montagem e manutenção em Montreal. Esta nova infraestrutura será construída pela empresa de construção canadiana Pomerleau.
O governo liberal afirmou que o seu investimento de quase 2 mil milhões de dólares irá "apoiar o equivalente a 1.200 empregos a tempo inteiro ao longo do projeto, incluindo funções no fabrico especializado, construção, engenharia e manutenção a longo prazo".
O ministério de MacKinnon afirmou em comunicado que estes comboios serão "as primeiras locomotivas de passageiros com propulsão híbrida da América do Norte".
A Transport Canada referiu também que estes novos comboios de baixas emissões irão lançar "as bases para uma futura propulsão de emissões zero", embora não avance com um prazo para que tal aconteça. As baterias que irão alimentar os comboios serão fornecidas pela ABB, uma multinacional suíço-sueca com instalações em todo o Canadá e serão fornecidas pelas instalações da ABB localizadas no bairro de Saint-Laurent, em Montreal.
CBC/MS
CBC identifica mulher canadiana acusada de espionagem no quartel-general militar da NATO
A mulher canadiana recentemente detida pelas autoridades belgas por suspeita de espionagem aparenta ter trabalhado para múltiplas agências governamentais antes do seu estágio na NATO.
Uma investigação da CBC News identificou a mulher como sendo Biwei Zhang, uma engenheira de sistemas com formação em economia cujo currículo online sugere que trabalhou anteriormente para a Agência Espacial Canadiana e para a Statistics Canada. Os perfis públicos e profissionais de Zhang coincidem com as informações fornecidas pelos procuradores belgas, que descreveram a suspeita como uma "nacional canadiana de origem chinesa" que era estagiária no Supreme Headquarters Allied Powers Europe (SHAPE), o quartel-general militar da NATO em Mons, na Bélgica.
A residência e o local de trabalho da suspeita no SHAPE foram alvo de buscas na passada quinta-feira, de acordo com
um comunicado de imprensa do Ministério Público Federal. Segundo os relatos, Zhang foi detida um dia depois sob as acusações de "espionagem e participação em organização criminosa".
Os tribunais belgas não identificam publicamente os arguidos em investigações criminais até ao julgamento. Como tal, o Ministério Público belga não confirmou a identidade da alegada espia nem do seu advogado, declarando à CBC News que "nunca revela as identidades de indivíduos suspeitos em investigações em curso", uma abordagem alinhada com o seu "respeito pela presunção de inocência, a qual deve ser garantida em todas as circunstâncias".
No entanto, utilizando técnicas de investigação de fontes abertas (open-source), a CBC cruzou a descrição das autoridades belgas com informações identificativas nos perfis de Zhang no LinkedIn, Facebook e Threads, bem como na sua tese de mestrado e num processo no tribunal federal.







Com seis reforços, a equipa de Rui Borges mostra que tem já as ideias bem assimiladas. Desta vez com brilho do jovem Jesse Derry.
Este leão renovado já impõe respeito, e muito. Indomável e só com vitórias nos seis particulares já disputados, o Sporting voltou a mostrar, agora diante do Mónaco, que a renovação do plantel está a correr da melhor forma. As ideias de Rui Borges estão bem vincadas e os reforços (três foram lançados na primeira parte e outros tantos na segunda) cada vez mais bem integrados, apresentando já uma boa dinâmica, apesar do pouco tempo de trabalho com a camisola leonina.
A troca de armas como Hjulmand, Trincão, Morita e Geovany Quenda por jogadores como Altimira, Doumbia, Zalazar (trio titular), Silas Andersen, Pedro Lima e Jesse Derry está a dar resultado e a máquina está bem
afinada. E se todos mereceram nota positiva, desta feita foi o jovem extremo cedido pelo Chelsea a justificar a investida da SAD verde e branca. Um golo de belo efeito a deixar pregado o guardião monegasco e mais um par de bons pormenores, quer no drible quer no cruzamento.
Em dia de despedida a Pedro Gonçalves, dono da posição à esquerda na época passada, o novo camisola 28 apresentou argumentos. A vitória sobre o Mónaco foi clara e nunca esteve em causa, valendo ao Sporting a conquista do Troféu Cinco Violinos. Ainda que o 1-0 só tenha chegado na segunda parte - da autoria de Rafael Nel, que teve um justo prémio, quer pelo seu trabalho, quer pela forma como tabelou com os companheiros, e a passe de um Luís Guilherme que também entrou bem -, os verdes e brancos desde cedo importunaram a baliza de Hradecky.
JN/MS

O Ministério Público confirmou a existência de um inquérito a decorrer sobre alegadas interferências no setor da arbitragem do futebol, numa investigação em que é coadjuvado pela Polícia Judiciária.
“ Confirma-se a existência de inquérito a correr termos no DCIAP, que teve origem em denúncia recebida. Na investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela PJ-UNCC [Unidade Nacional de Combate à Corrupção]", disse à agência Lusa fonte do Ministério Público.
O antigo árbitro Duarte Gomes apresentou a demissão do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no final de junho, com o organismo federa-
tivo a remeter para o Ministério Público os factos relatados para esta decisão. Duarte Gomes, que vai ser substituído no cargo por João Ferreira, garantiu que está disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários de modo a explicar os motivos que estiveram na base da sua decisão.
O Conselho de Justiça (CJ) da FPF instaurou também um processo de inquérito ao presidente do Conselho de Arbitragem (CA) federativo, Luciano Gonçalves, após a saída de Duarte Gomes, que, entretanto, já teve uma decisão. O CJ anunciou o arquivamento, por falta de "indícios suficientes da prática de infração disciplinar", do processo de inquérito instaurado a Luciano Gonçalves, por alegadas interferências na arbitragem.
O inquérito incidiu, entre outras matérias, sobre alegações de que o presidente do CA teria transmitido informações sobre futuras nomeações de árbitros, bem como sobre uma mensagem enviada a um árbitro antes de um encontro da I Liga de futebol da época 2025/26.
O processo a Luciano Gonçalves foi instaurado na sequência de uma denúncia de Duarte Gomes, que depois de se demitir do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem alegou que um árbitro tinha partilhado consigo "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes".
O relatório considerou provado que Luciano Gonçalves enviou uma mensagem a Hélder Malheiro, mas concluiu que "não foi possível determinar, com
segurança, o contexto nem o significado da mensagem", rejeitando que existam elementos suficientes para afirmar que a mesma estivesse relacionada com alegadas promessas de manutenção de Hélder Malheiro na primeira categoria.
O instrutor entendeu que não foi produzida prova suficiente que permitisse concluir que Luciano Gonçalves tenha facultado antecipadamente informação sobre a nomeação de árbitros ou que tenham existido nomeações efetuadas a pedido de qualquer clube.
O jornal "Público" revelou que a Polícia Judiciária recebeu uma participação com várias informações sobre o caso, em relação às nomeações dos árbitros e à forma como eram conhecidas, dando exemplos de casos concretos.
JN/MS

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) revogou a multa de 17.850 euros aplicada ao F. C. Porto por críticas ao setor da arbitragem publicadas na sua "newsletter" em fevereiro, segundo decisão a que a Lusa teve acesso.
Em causa estava a reação dos portistas, publicada na edição de 17 de fevereiro da "Dragões Diário" e punida pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na reação ao jogo Sporting-Famalicão, da 22.ª jornada da última edição da Liga, que os "leões" venceram por 1-0, arbitrado David Silva (A. F. Porto).
"Concluída mais uma jornada do campeonato, o F. C. Porto continua à frente de um adversário proibido por decreto de perder pontos. A equipa mais beneficiada pelos erros infelizes dos árbitros voltou a ser levada ao colo frente ao Famalicão - novamente preju-
dicado contra o Sporting, depois da expulsão perdoada a Gonçalo Inácio no jogo da primeira volta (...) Podia parecer gozo, mas não é. Parece que alguém manda na arbitragem em Portugal e claramente não são os seus dirigentes, numa época desportiva marcada por casos infelizes sempre a favor dos mesmos", escreveram os 'azuis e brancos'.
O CD da FPF considerou que a publicação era lesiva da honra e reputação das estruturas do organismo e avançou com uma participação disciplinar em 18 de fevereiro.
Porém, o TAD reverteu agora a decisão, com a maioria do colégio arbitral a não reconhecer qualquer infração, enquadrando as declarações dentro dos limites da liberdade de expressão, em contexto da corrente "linguagem do futebol", que teriam como principal visado o rival Sporting e não uma ofensa ao Conselho de Disciplina.
JN/MS













O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu o Mundial2026 como o "mais excecional de sempre" e desafiou os críticos para que "meditem, rezem ou simplesmente assistam a um jogo de futebol".
Num comunicado publicado no sítio oficial da FIFA, Gianni Infantino respondeu às críticas que têm assolado o Mundial2026 e lamentou que "a cegueira provocada pelo ódio e pelas críticas sistemáticas" tenha mantido os seus detratores "longe desta imensa celebração", que "celebrou a humanidade no seu melhor".
Embora o início da competição tenha sido marcado pela recusa de vistos aos adeptos e pela proibição de entrada do árbitro somali Omar Artan, o presidente da FIFA acredita que "os milhões de outras pessoas de todos os cantos do mundo" que receberam vistos foram ignorados.
Infantino elogiou ainda o trabalho da FIFA "em unir dois países em guerra", considerando que "o Irão entrou nos Estados Unidos sem o menor incidente ou conflito" e que "este é o poder do futebol".
No entanto, durante o torneio, o selecionador iraniano Amir Ghalenoei denunciou repetidamente o tratamento recebido pela sua equipa, que foi transferiu o seu centro de treinos dos Estados Unidos para o México, alegando que o Irão era a "equipa mais maltratada de todo o Mundial".
Mas o caso mais polémico da competição foi a não aplicação da suspensão ao avançado norte-americano Folarin Balogun, depois de ter sido expulso na vitória dos Estados Unidos frente à Bósnia-Herzegovina (2-0), nos 16 avos de final, com
um cartão vermelho direto por uma entrada dura sobre Tarik Muharemović.
O organismo que tutela o futebol mundial explicou que a punição ficava suspensa por um período probatório de um ano, o que motivou muitas críticas, que ainda se acentuaram mais depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter confirmado que pediu ao líder da FIFA uma reavaliação da expulsão, com Balogun a alinhar na derrota frente à Bélgica (4-1), nos oitavos de final.
As reações de indignação vieram de todos os lados, tanto do mundo desportivo como do político, e a própria UEFA considerou que uma "linha vermelha" tinha sido ultrapassada, e o seu presidente, Aleksander Ceferin, boicotou a final.
A Federação Norueguesa de Futebol anunciou na semana passada que iria apresentar uma queixa ao Comité de Ética da FIFA.
Infantino adiantou que a "insatisfação com algumas decisões tomadas pelas autoridades competentes é compreensível", mas "tais decisões são comuns nas ligas mais prestigiadas".
"A escolha de não suspender um jogador em determinadas situações faz parte da rotina diária", defendeu Gianni Infantino. O presidente da FIFA respondeu ainda às críticas sobre a possível expansão de 32 para 48 seleções participantes no Mundial, dando como exemplo o Haiti, um país que "ganhou destaque" graças ao futebol.
"Para aqueles que dedicam o seu tempo e energia a odiar-nos, por favor, reflitam, meditem, rezem ou simplesmente assistam a um jogo de futebol. Observem

atentamente os rostos, os olhares, as emoções", considerou.
A Espanha conquistou o Mundial2026 de futebol, depois de vencer a Argentina na
A FIFA anunciou um plano para a criação de uma empresa que passe a controlar as principais competições mundias do futebol, incluindo o Mundial, e alimentada com dinheiro de investidores minoritários. UEFA reage com desa-
grado e volta a criticar Gianni Infantino.
Anotícia foi avançada em primeira mão pelo jornal "The Times" e confirmada pouco depois pela FIFA, através de um comunicado em que

revela as diretrizes do plano, que, aponta, permitará às federações de todos os países receber mais fundos monetários.
A sua concretização terá que ser aprovada pelas associações membros da FIFA.
A nota dá conta de que a entidade liderada por Gianni Infantino está "a explorar a possibilidade de juntar todos os direitos comerciais da FIFA - direitos televisivos, patrocínios, venda de bilhetes e licenciamento - e a execução operacional dos torneios da FIFA, através da criação da FIFA Forward Enterprise (FFE)", acrescentando que o próximo passo é "selecionar cuidadosamente investidores de longo prazo que adquirirão uma participação minoritária" na FFE.
A empresa JP Morgan está a trabalhar juntamente com a FIFA para encontrar os investidores certos, de acordo com o comunicado.
A FIFA assegura que, apesar da entrada de investidores privados, "terá o controlo exclusivo da FFE e total autoridade sobre a governação do futebol, competições, calendário de jogos internacionais e todas as decisões regulamentares e desportivas".
Já o "The Times" revela que já foram assinados acordos preliminares, num
negócio estimado em cerca de 17,51 mil milhões de euros, adiantando que o atual governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, está envolvido no processo. Para além disso, diz que Gianni Infantino poderá tornar-se comissário da empresa a ser criada após o fim do seu mandato na FIFA, em 2031, caso seja reeleito em 2027, a troco de um salário milionário.
Em reação à notícia, a UEFA mostrou estupefação, considerando que a FIFA está a "ultrapassar uma linha que as instituições que governam o futebol nunca deveriam cruzar".
"A UEFA leva isto muito a sério. O mesmo deveria acontecer com todas as federações nacionais de futebol. O mesmo deveria acontecer com todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, adeptos, governos e todos aqueles que se preocupam com o futuro do futebol. A alma e a governação do futebol não são bens para serem negociados - especialmente sem qualquer transparência quanto a quem lucra financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à FIFA vendê-lo", defende a UEFA.
JN/MS

Sporting, com a contratação e a venda mais caras, é o grande protagonista do defeso, superando os rivais em vários milhões de euros. F. C. Porto, sem nenhuma venda significativa, é o único com saldo negativo, enquanto Benfica aproveita empréstimos.
Recorrendo ao jargão futebolístico, e sem grande margem de erro, pode dizer-se que este campeonato ainda vai a meio mas o vencedor já está encontra-
do. Na liga das transferências, e apesar de o mercado continuar aberto por mais um mês, o Sporting está muito à frente da concorrência, com Benfica e, principalmente, o F. C. Porto bem longe do rival, quer a nível de contratações, quer a nível de vendas, reflexo de abordagens bem diferentes ao defeso que anuncia a época 2026/27. Neste último parâmetro, os dragões são, aliás, entre os principais clubes do futebol português, os que menos receitas arrecadaram até ao momento, mesmo em comparação

com o Sporting de Braga, que viu Rodrigo Zalazar tornar-se uma das vendas mais lucrativas da história bracarense. Ao todo, os quatro clubes que voltaram a ocupar os primeiros lugares do campeonato na época passada já gastaram 207,43 milhões de euros (ME) em reforços, sendo que mais de metade desse valor (104,48) cai nas despesas leoninas. Depois de falhar o tricampeonato, o Sporting iniciou uma reformulação do plantel, viu sair alguns dos principais jogadores e atacou o mercado em força, protagonizando ainda as duas contratações mais caras de um clube português neste defeso, graças aos 30 ME que pagou por Rodrigo Zalazar (ex-Braga) e aos 21,25 que investiu em Ibrahima Ba (ex-Famalicão). Mesmo assim, em Alvalade há saldo positivo, uma vez que o Sporting também é o que mais dinheiro recebeu em vendas (156,35 ME), quase todo arrecadado pelas transferências de Geovany Quenda, Morten Hjulmand e Francisco Trincão. Muito mais comedidos têm estado F. C. Porto e Benfica, sendo que no caso do campeão nacional tal também se explica pela ausência de vendas significativas. Até ao momento, os dragões apenas amealharam sete milhões de euros e gastaram 26,4 ME, dos quais 17 milhões foram para garantir a continuidade do polaco Kiwior. Quanto a reforços, o sul-coreano In-beom Hwang e André Silva são os dois que se apresentam para rendimento imediato, embora não tenham o peso de um investimento avultado às costas: o avançado português até chegou a custo zero, proveniente do Elche.
Em relação às águias, o investimento roça, para já, os 60 ME, embora mais de metade diga respeito às opções de compra obrigatórias incluídas nos acordos de
empréstimo de Sudakov e Barrenechea. Esse tipo de negócio também é o que está na origem da maioria das receitas benfiquistas em vendas (71 ME), já que Besiktas e Burnley deixaram nos cofres da Luz 54 milhões para confirmarem as compras de Kokçu e Florentino, respetivamente. Em relação às caras novas, Jakub Kaminski é a mais cara contratação até esta altura. Dos quatro clubes, o Braga surge como o menos gastador, mas é o segundo com melhor saldo entre compras e vendas (18,21 ME), muito graças à venda de Zalazar ao Sporting.
Com o fecho do mercado a mais de um mês de distância, as próximas semanas prometem mais movimentações dos principais clubes do futebol português, com vários nomes já a circular como possíveis protagonistas, seja no que diz respeito a entradas, mas também a saídas. Neste último lote, constam nomes como Diogo Costa, que continua a ser a hipótese mais forte para o F. C. Porto realizar uma grande venda, o benfiquista Schjelderup, cuja cotação disparou devido às exibições pela Noruega no Mundial 2026, e o sportinguista Pedro Gonçalves, ligado insistentemente a uma transferência para o futebol saudita. Do lado do Braga, o guarda-redes Hornicek tem sido alvo do interesse de vários clubes e é expectável que o assédio se mantenha no próximo mês, embora a fasquia seja elevada, uma vez que os braguistas já rejeitaram uma proposta de 30 milhões de euros.
Quanto a contratações, Palhinha é o nome mais sonante em equação. Sem espaço no Bayern Munique, o internacional português já abriu a porta a um regresso a casa e o Benfica está na corrida.
JN/MS
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As 55 federações nacionais de futebol da Europa mostraram-se de acordo nas alterações introduzidas recentemente na arbitragem, para o Mundial2026, anunciou a UEFA.
Em comunicado, a UEFA revelou que os responsáveis da arbitragem das 55 federações nacionais reuniram-se com a UEFA, num encontro que contou com a presença do International Board (IFAB).
A UEFA revela que o objetivo foi "promover uma maior consistência na interpretação e aplicação das leis nas competições nacionais e europeias", com o diretor de arbitragem do organismo, Roberto Rosetti, a considerar que "o facto de todas as 55 federações nacionais e a UEFA terem acordado orientações para uma abordagem mais consistente na aplicação das Leis de Jogo representa um marco significativo".
"Isto vai ajudar a melhorar a compreensão das decisões de arbitragem entre jogadores, clubes, adeptos e todas as partes interessadas no jogo. Para a popularidade do futebol é essencial eliminar todas as dúvidas e garantir que as leis são aplicadas com clareza", considerou.
As federações deram "um apoio unânime às alterações da IFAB para a época de 2026/27, concebidas para acelerar os reinícios das partidas, proteger a integridade do jogo e reduzir atrasos desnecessários, preservando a emoção e a qualidade dos jogos", com medidas para reduzir as perdas de tempo.
Na reunião foi também comentado a necessidade de ter de haver "uma abordagem mais consistente ao envolvimento" do videoárbitro, tendo sido reiterado que "deve intervir apenas em situações de erro "claro e óbvio"".
JN/MS


“O meu tempo já passou”. Neymar reafirma saída da seleção brasileira
Neymar não vai voltar a representar a seleção brasileira. Após ter referido que ia deixar a equipa no rescaldo da eliminação do Mundial 2026 nos oitavos de final, num jogo frente à Noruega, o avançado voltou a frisar que chegou ao fim o seu percurso ao serviço do Brasil.
“O meu tempo na seleção já passou. Fiz história, fui muito feliz, dei o meu sangue, a minha vida, sempre lutei pela amarelinha, mas agora não quero mais", declarou o jogador brasilei-
ro, de 34 anos, após a vitória do Santos frente à Universidad Central, da Venezuela, para a Taça Sul-Americana. Neymar despede-se da "canarinha" como o melhor marcador de sempre (80 golos) e depois de 130 internacionalizações e 58 assistências. Pelo Brasil, participou em quatro Campeonatos do Mundo.
Antes de ser convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial 2026, esteve quase três anos sem representar o "escrete". NM/MS
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REMO
Remadores Pedro Rodrigues e Tomás Neves sagram-se campeões mundiais de BM2x de sub-23
Os remadores portugueses Pedro Rodrigues e Tomás Neves sagraram-se campeões mundiais de BM2x 2.000 metros, na categoria sub-23, nos Mundiais que decorrem em Duisburgo, na Alemanha.
Adupla nacional, que garantiu o primeiro ouro mundial para o remo português na categoria sub-23, terminou os 2000 metros de prova de BM2x

com o tempo de 06.20,83 minutos, impondo-se a uma dupla alemã (06.23,37) e a uma embarcação da Irlanda (06.25,76), segunda e terceira classificadas, respetivamente.
"Sentimo-nos muito felizes. É um enorme orgulho conquistar o primeiro título mundial de sub-23 para Portugal. Somos uma equipa pequena, mas queremos mostrar ao mundo o valor do remo português. Amanhã [domingo] ainda temos dois colegas em competição e esperamos celebrar mais grandes resultados", afirmou Pedro Rodrigues, em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Remo (FPR).
Por seu turno, Luís Faria, presidente da FPR, destacou que a medalha de ouro representa um momento histórico para a modalidade e um prémio pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.
"Hoje é um dia histórico para o remo português. Quero felicitar o Pedro Rodrigues e o Tomás Neves por uma conquista extraordinária, que enche de orgulho toda a família do Remo português. Este título mundial é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos atletas, treinadores, clubes, equipa técnica e Federação, demonstrando que Portugal tem capacidade para competir e vencer ao mais alto nível internacional", realçou o dirigente.
E acrescentou: "Amanhã teremos ainda dois atletas em finais, o Diogo Gonçalves e o João Veloso, ambos com legítimas aspirações a lutar pelas medalhas. Estamos confiantes de que poderão voltar a representar Portugal com excelência e contribuir para que este seja um Campeonato do Mundo inesquecível para o Remo nacional".
JN/MS

GOLFE
Lendas do golfe disputam torneio internacional de três

A primeira edição do Portugal Invitational disputa-se entre sexta-feira e domingo, em Vilamoura, no Algarve, juntando um lote de 78 lendas do golfe que inclui o sul-africano Ernie Els, a competir num campo redesenhado pelo próprio.
Ocircuito dirigido a jogadores profissionais com mais de 50 anos, com quase 30 torneios anuais disputados maioritariamente nos Estados Unidos, será jogado pela primeira vez na Europa, com prémios monetários no valor de três milhões de dólares.
Será a estreia de provas individuais de 'stroke play' do PGA Tour em território português, no mesmo campo -- agora Els Clube Vilamoura, antes denominado Victoria Golf Course -- que já tinha recebido a Taça do Mundo, também promovida pelo PGA Tour, em 2005, e o
HOUSE LEAGUE
• Boys & girls 4 to 18
• Weekly games & season ending tournament
• Team jersey, shorts & socks
ACADEMY PROGRAM
• Weekly soccer school
COMPETITIVE REP TEAMS
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• Boys & girls 8 to 18
• Men & women
SOCCER CAMP
• Weekly soccer camp
• Full day & half day camp
Portugal Masters, do principal circuito europeu, entre 2007 e 2022.
Ernie Els, antigo número 1 mundial, encabeça a lista de 78 jogadores de 17 países inscritos no torneio algarvio, a disputar num campo que o sul-africano redesenhou por completo, a partir do percurso original criado pelo norte-americano Arnold Palmer.
O sul-africano, de 56 anos, teve um "papel importante" na vinda do circuito para Portugal, afirmou o presidente do PGA Tour Champions
O irlandês Pádraig Harrington, o alemão Bernhard Langer, o espanhol Miguel Ángel Jiménez, o escocês Colin Montgomerie e os norte-americanos Stewart Cink, atual líder do circuito, David Duval, Zach Johnson e Justin Leonard são outros dos principais nomes presentes da prova, que será transmitida em mais de 170 países.
No seu conjunto, os golfistas inscritos no torneio de Vilamoura somam 224 vitórias no principal circuito profissional do PGA Tour, entre os quais 20 títulos de 'majors', os quatro torneios de maior prestígio da modalidade.
O acordo conjunto entre PGA Tour Champions, Arrow Global Group, Turismo de Portugal e Turismo do Algarve engloba uma parceria de cinco anos para a realização do torneio em Vilamoura, até 2030. O apoio do Estado, através de uma parceria conjunta entre Turismo de Portugal (TdP) e Turismo do Algarve, será de dois milhões de euros anuais, estimando-se um retorno económico direto e indireto, por edição, de 45 milhões de euros.
NM/MS

Neemias
vai ajudar
O português Neemias Queta garantiu que vai representar a seleção portuguesa de basquetebol nos próximos jogos da qualificação para o Mundial, depois de ter falhado a última janela internacional.
“O plano é esse mesmo, ir aos jogos, ajudar a equipa o máximo possível, ser competitivos e chegar ao Mundial, esse é o objetivo principal", disse o poste dos Boston Celtics, durante a presença no Estoril Open de ténis.
Depois de ter falhado os dois últimos encontros, numa altura em que estava a

renegociar o contrato com a equipa da Liga Norte-americana de Basquetebol (NBA), Neemias Queta vai estar agora com os "linces" no arranque da segunda fase de qualificação, com jogos em Espanha, em 28 de agosto, e com a Geórgia, em Matosinhos, três dias depois.
"O que importa agora é mesmo os jogos da seleção, chegar à altura em que vamos estar no 28 de agosto em Espanha, em Saragoça. Queremos estar no nosso melhor nível e acho que vai ser um desafio bastante difícil, mas vamos com os braços juntos e estamos sempre prontos para isso", afiançou.
Para Neemias, "cada jogo é um jogo, cada dia é um dia e não interessa o nome que tu tenhas ou quem tu és", pelo que é possível surpreender a favorita Espanha.
"Temos de nos ver uns aos outros e a partir daí é segue jogo, bola ao ar e o objetivo é meter mais pontos que eles e eles metem menos que nós. A partir daí estamos num jogo, cada jogo é um jogo e acho que temos tantas chances como eles", garantiu.
Neemias Queta foi convidado pela organização para mandar a moeda ao ar na final de pares, entre os brasileiros Orlando Luz e Rafael Matos e os franceses Titouan Droguet e Kyrian Jacquet.
"É uma honra bastante grande para mim. Acho que é um momento especial para mim também, ao mesmo tempo. Ténis é um desporto que eu acompanho desde criança e acho que é uma experiência fenomenal para mim estar aqui neste momento", assumiu, considerando o ténis uma modalidade em que "tem de se estar muito mais preparado psicologicamente para todos os tipos de adversidades".
JN/MS
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LeBron James vai reduzir
LeBron James vai trocar os LA Lakers pelos Philadelphia 76ers, em mais mudança surpreendente na NBA, mas mais bombástico ainda é o salário que a estrela da NBA vai passar a auferir, com uma redução de 93 por cento.
Obasquetebolista de 41 anos ganhou 52,63 milhões de dólares, cerca de 47 milhões de euros, na temporada passada, mas com o novo contrato irá arrecadar perto de 3,5 milhões de euros, numa redução drástica de 93 por cento, tudo em buscar de mais um anel de campeão da liga norte-americana de basquetebol.
LeBron afirmou que a transferência não se devia ao dinheiro. "Passei uns meses incríveis com todas as pessoas
de quem gosto, a tentar perceber tudo isto. Esta é a minha última decisão. Não estou a fazer isto pelo dinheiro. Não estou a fazer isto pela família. Porque é que estou realmente a jogar nesta altura? Ainda quero sacrificar-me. Ainda quero trabalhar. Ainda quero dar o meu melhor. Ainda quero competir, vencer e ter a oportunidade de sentir a emoção de conquistar mais um campeonato", disse. Esta é, assim, a época em que James menos vai ganhar na NBA. Na estreia, em 2003/04, recebeu 4 milhões de dólares. Passará a ocupar o 298.º lugar na lista dos mais bem pagos, que liderada por Stephen Curry, dos Golden State Warriors..
JN/MS
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO

We have officially reached the midpoint of the MLS regular season, but for Toronto FC, the autumn postseason feels further away than ever. Following a grueling 2-1 road defeat against D.C. United on Saturday, the Reds extended their winless skid to 11 consecutive MLS fixtures—and 12 across all competitions. Not since April 4 have TFC supporters tasted victory. With a paltry three wins from their opening 14 matches, Toronto finds itself stranded six points and three spots out of a playoff berth, staring down a dangerously familiar collapse.
How did things drift off course so quickly? An honest autopsy of Toronto’s campaign reveals a frustrating mix of stubborn resilience, offensive stagnation, and unprecedented bad luck.
The Breakdown: Grit, Goal Droughts, and Hospital Wards
To be fair, Toronto FC hasn't given up on the field. Aside from a mid-March blowout loss at the hands of the Vancouver Whitecaps, Robin Fraser’s side has remained competitive in almost every fixture, playing with genuine grit and determination. However, effort alone doesn't earn three points when the attack is sputtering. TFC has netted just 23 goals so far—the fourth-lowest tally in the Eastern Conference—averaging a pedestrian 1.64 goals per match.
Yet, the root cause of TFC’s dysfunction lies less in tactical philosophy and more in the team’s overflowing medical room. An unrelenting injury crisis has completely crippled Fraser’s ability to field a consistent starting XI. The low point arrived
on May 16 in a loss to Charlotte FC, when an astonishing 13 members of the 27-man squad were sidelined. Forced to fit square pegs into round holes, Fraser has spent the entire first half of the season shuffling makeshift lineups and deploying players out of their natural positions.
Premier League expertise & designated player woes
Recognizing that the situation had spun out of control, the club took action earlier this month by appointing Adam Brett as Director of Player Health and High Performance. Bringing credentials from English Premier League sides Tottenham Hotspur and Brighton & Hove Albion, Brett is tasked with getting to the bottom of the crisis and building solutions to keep key players fit.
He has his work cut out for him, particularly when it comes to unlocking the potential of the club's key investments. Designated Player Josh Sargent has yet to set MLS alight since his transfer from Norwich City in late February. Across 10 league appearances (8 starts) and 691 minutes, the American forward has managed three goals and one assist—an uninspiring average of one goal contribution every 173 minutes.
To be fair to Sargent, quality service has been hard to come by. DP playmaker Djordje Mihailovic spent months sidelined with a pelvic stress fracture suffered back in March. The pair have shared the pitch for a mere 33 minutes all season. With Mihailovic finally fit again, TFC’s playoff hopes hinge on whether these two star talents can rapidly forge a lethal attacking relationship.
Overcoming historical baggage
Fixing the offense is only part of the equation. Toronto FC is currently weighed down by a pervasive culture of recent failure. Under Fraser’s tenure since taking over at the start of last year, the club has managed just nine victories in 46 MLS matches, with its last postseason appearance fading all the way back in 2020. Shaking off those mental blocks will require more than tactical tweaks; it demands a complete psychological turnaround.
Winger Theo Corbeanu captured the dressing room's mindset following the weekend loss:
“I think, all in all this season, there's been positive moments. There's been negative moments. I think everybody knows that. And all I can say is that with the group that we have, with the mentality that lies in this group, our fate can change.”Belief inside the locker room is essential, but time is rapidly running out. If Toronto FC cannot start converting positive performances into actual points and wins, their playoff dreams will be dead long before the summer heat fades away. RS/MS


Optimism was high for the Toronto Blue Jays for the season this year after coming within an out of winning the World Series last year. Instead, it has morphed into a staggering disappointment. Coming off a thrilling postseason run, expectations were sky-high, but the reality of the current campaign has been profoundly bleak. To understand exactly how a roster loaded with established talent drifted so far out of the playoff picture, one simply needs to examine the underlying metrics.
Here are the defining numbers that capture a lost year in Toronto, an anatomy of a collapse if you will:
219: The home run deficit
entering Wednesday, an astounding 219 Major League players had hit more home runs than Vladimir Guerrero Jr. The contrast from just a few months ago is jarring. Last October, Guerrero looked utterly unstoppable, posting a monstrous 1.289 OPS and smashing eight homers in 18 postseason games. Following a historic 14-year, $500 million extension, he has managed
just six homers in 2026—and remarkably, zero at Rogers Centre. While slumps happen, a power outage of this magnitude from a generational talent is inexplicable. If Guerrero were producing at an average clip, Toronto might still be clinging to a Wild Card spot.
20: the offensive blackouts
The Blue Jays have plated one or zero runs in 20 separate games this year, accounting for nearly a fifth of their schedule. July alone featured six of these offensive blackouts. While a team doesn't need a powerhouse offense to contend, they cannot afford prolonged stretches of total silence, which continually puts an impossible amount of pressure on the pitching staff.
87.9 mph: the contact crisis
This scoring drought is vividly illustrated by a dismal 87.9 mph team average exit velocity (29th in MLB) and a similarly poor 28th-place ranking in hard-hit percentage. Manager John Schneider believes the issue starts with a negative mental approach rather than batting mechanics. Schneider has constantly asked his lineup to "let it rip," preferring aggressive at-bats over careful approches. Instead, the roster seems collectively paralyzed, opting for weak contact in a desperate bid just to reach base.
-1: The defensive illusion
On paper, the Blue Jays are an incredible defensive team, currently sixth in the league with a +20 Fielding Run Value. However, a deeper dive reveals a highly skewed reality. The catching corps—led by the elite framing and blocking of Brandon Valenzuela, alongside Alejandro Kirk and Tyler Heineman—is single-handedly responsible for a +21 value. When you remove the catchers, the entire infield and outfield
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combined post a Fielding Run Value of -1 (14th in MLB). For a roster featuring defensive stalwarts like Daulton Varsho and Ernie Clement, this regression is shocking. 258: a lone bright spot amidst fire sales if there is a silver lining, it is Dylan Cease. Striking out batters at a blistering 8.6 per start, he is on pace to finish the year with 258 strikeouts. This puts him in the rare company of Blue Jays legends, trailing only Roger Clemens' historic late90s campaigns and Robbie Ray's 2021 Cy Young season.
However, Cease's brilliance is overshadowed by the looming trade deadline. With the team floundering, veterans are on the trade block, including:
• Kevin Gausman
• George Springer
• Daulton Varsho
• Shane Bieber
Gausman, a foundational pillar for the last half-decade, struggled through 3 1/3 innings against the Rays on Tuesday in what may have been his final home start. When asked about the rumors, he kept his focus steady:
"I'm not going to think about that too much. I'm a Blue Jay right now, and the focus is this team, this room and those guys... That is kind of crazy to think about."
Ultimately, this iteration of the Blue Jays is running out of time. The metrics paint a clear picture of an anemic offense, a topheavy defense, and a franchise standing on the precipice of a massive organizational shift.
RS/MS


The Toronto Blue Jays have sparked a nationwide toy craze by adopting a new dugout mascot: a stuffed Schylling Flaming Dragon Ride On. Following a dismal offensive slump, the coaching staff purchased the $39.99 toy to inspire fearlessness at the plate. Once outfielder Jonathan Clase debuted the roaring, fire-breathing dragon on camera, fans quickly scrambled to buy their own. Independent Canadian retailers, like Kingston’s The Rocking Horse, experienced an overnight sales boom and sold out completely. Driven by viral social media posts, fans across the country are eagerly placing pre-orders, hoping the magical mascot brings the team more wins.


Luis Camara
Secretar y Treasurer
R icardo Teixeira
Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cor tez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
David McCluskey E-Board Member


de construção têm de concluir as estruturas de suporte de múltiplos edifícios de produção e instalações de apoio em todo o recinto. Terão depois de ser instalados os sistemas mecânicos, elétricos e de processo, seguidos do comissionamento e testes do equipamento de produção de baterias. O recrutamento e a formação de mão de obra também devem continuar à medida que a instalação se prepara para entrar em funcionamento.
Em última análise, prevê-se que a fábrica venha a empregar diretamente até 3 000 trabalhadores, apoiando indiretamente até 30 000 empregos através de fornecedores, empresas de logística e outros negócios no sudoeste de Ontário. O processo de contratação já está em curso, contando com mais de 200 funcionários integrados até ao início de 2026. Segundo a PowerCo, o projeto continua a avançar conforme o planeado, mantendo-se a meta do início da produção inicial de baterias para 2027.
Arrancaram as obras do Novo Hospital da Família Fancsy em Windsor
Foi oficialmente lançada a primeira pedra do novo Fancsy Family Hospital de Windsor-Essex.
Com um investimento do governo provincial de 202 milhões de dólares, o novo hospital adicionará espaço para mais de 100 camas hospitalares e reunirá serviços ampliados de cuidados agudos sob o mesmo teto, numa instalação com cerca de 185 mil metros quadrados (dois milhões de pés quadrados).
A EllisDon foi nomeada gestora de construção para supervisionar as obras preparatórias no passado mês de agosto.
O que outrora foi uma vasta extensão de terrenos agrícolas no sudeste de St. Thomas, Ontário, está a transformar-se rapidamente num dos maiores projetos de construção industrial da história do Canadá.
Olocal acolherá em breve uma marcante gigafábrica de veículos elétricos (VE) de 7 mil milhões de dólares, construída pela PowerCo. Será a maior fábrica de baterias para VE do Canadá e a primeira fábrica de células de bateria da empresa fora da Europa.
Hoje, a transformação visível do local é cada vez mais evidente. As fundações aceleraram no final de 2025 e o projeto está já em plena fase de construção vertical. As equipas estão a erguer colunas, vigas e treliças de aço massivas para o edifício de produção de células de bateria e outras estruturas. Frank Blome, CEO da PowerCo SE, afirmou em comunicado que o objetivo da empresa é construir um líder global de baterias com uma forte presença na Europa e na América do Norte.
Com cerca de 140 mil metros quadrados (1,5 milhões de pés quadrados), a fábrica terá o tamanho de 210 campos de futebol, considerando apenas o edifício principal. Todo o parque industrial perfaz 1 500 acres, o equivalente a uma área de 850 campos de futebol. Centenas de operários especializados estão já no local. Quando estiver concluída, a gigafábrica será composta por seis blocos de produção.
O volume de materiais de construção destaca a dimensão extraordinária do projeto. A Magil Construction Canada está a liderar a construção das fundações de três grandes edifícios que perfazem um total de cerca de 79 mil metros quadrados (850 mil pés quadrados). O pacote de fundações, por si só, inclui mais de 46 mil metros quadrados de cofragem, mais de 32 000 metros cúbicos de betão e 4 850 toneladas métricas de aço de armadura (varão). Para colocar

estes números em perspetiva, o volume de betão é aproximadamente o equivalente a encher cerca de 13 piscinas olímpicas. O lote de aço de armadura figura entre as maiores instalações deste material publicamente registadas para um projeto industrial no sudoeste de Ontário.
O empreiteiro canadiano Steelcon Group of Companies está a fabricar e a erguer as componentes de aço estrutural, incluindo colunas, vigas e treliças de cobertura. Mais de 500 funcionários da Steelcon estão a apoiar as atividades de fabrico e montagem. O trabalho exige um faseamento rigoroso. As equipas de betão preparam os sistemas de fundação e as bases estruturais, após o que os montadores de estrutura metálica erguem os esqueletos dos edifícios. Eventualmente, o revestimento exterior, os sistemas de cobertura, a infraestrutura mecânica e elétrica, os serviços públicos e o sofisticado equipamento de fabrico de baterias serão instalados antes que a produção possa começar.
A gigafábrica é o resultado de um acordo histórico anunciado em abril de 2023 entre o Grupo Volkswagen — o maior fabricante automóvel da Europa —, a PowerCo e os governos federal, provincial e municipal. A PowerCo foi fundada pela Volkswagen em 2022 com a visão de liderar a produção de células de bateria à escala global.
A desmatação e a preparação do terreno foram concluídas em 2024, seguindo-se a adjudicação dos principais contratos de construção em 2025. Uma vez concluída, a gigafábrica de St. Thomas trará para o Canadá a avançada tecnologia de baterias Unified Cell da PowerCo. Espera-se que a fábrica venha a produzir anualmente até 90 gigawatts-hora em células de bateria — o suficiente para alimentar aproximadamente um milhão de veículos elétricos por ano. Embora tenham sido alcançados progressos significativos, resta ainda um trabalho considerável pela frente. As equipas
Tal como acontece em muitos projetos desta magnitude, tem havido desafios. Um dos mais significativos tem sido construir sob condições de inverno difíceis. A montagem do aço e os trabalhos estruturais progrediram durante períodos de clima adverso, exigindo um planeamento e uma coordenação rigorosos entre os empreiteiros. Apesar dessas condições, as equipas ergueram com sucesso as primeiras grandes estruturas metálicas e mantiveram o ritmo da construção.
Outro desafio foi a própria complexidade do pacote de fundações. Coordenar a colocação de dezenas de milhares de metros cúbicos de betão e milhares de toneladas de aço de armadura em três edifícios principais exigiu um vasto planeamento logístico, agendamento e controlo de qualidade.
O projeto exigiu também a mobilização de uma grande força de trabalho qualificada e o desenvolvimento paralelo de infraestruturas de apoio para servir o vasto recinto. Estão a ser realizadas melhorias rodoviárias perto da Highway 3, modernizações dos serviços públicos e melhorias nos transportes para responder tanto à atividade de construção como às operações de longo prazo da fábrica.
O Grupo Volkswagen planeia lançar mais de 25 novos modelos de VE até 2030. Para além de produzir baterias para a próxima geração de veículos elétricos da Volkswagen, prevê-se que o projeto estimule o crescimento em toda a região de London-St. Thomas e funcione como âncora para uma cadeia de abastecimento de VE mais ampla no sudoeste de Ontário, atraindo fornecedores de materiais para baterias, componentes, logística e manufatura avançada.
DCN/MS
Uma vez concluído, o novo hospital contará com:
• Mais espaço, elevando o total de camas para quase 600;
• Um novo serviço de urgência aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana;
• Cuidados de oncologia de nível mundial;
• Apoio a traumas complexos;
• Cuidados materno-infantis e de neonatologia;
• Serviços cirúrgicos e cuidados intensivos;
• Serviços de neurologia e cardiologia;
Mais quartos individuais para aumentar a privacidade dos doentes e prevenir a propagação de infeções.
DCN/MS

A prova de que humilhados serão exaltados está na história desse menino que sofria bullying por fazer ballet. O pequeno Romeu, de apenas 6 anos, contou num vídeo as ofensas que ouvia na escola. E a notícia boa, que pode mudar a vida dele, veio em seguida: A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil viu o drama do garoto e mandou um convite para ele participar da seleção, assim que tiver a idade mínima exigida, que é de 9 anos. O menino, que mora em Campina Grande do Sul, no Paraná – e é aluno do Studio Bianca Lopes – contou a crueldade que ouve dos colegas: ‘O Romeu é uma menininha’. “Eu baixo a cabeça e tapo os ouvidos”, desabafou. O vídeo emocionou as redes e foi visto mais de 700 mil vezes. Romeu conta que o maior sonho dele é estudar na Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville (SC), considerada uma das mais importantes escolas de formação de bailarinos do país. E, apesar da dor, o menino disse que aprendeu a não deixar que os comentários definam quem ele é que e prefere concentrar as energias no que mais ama: dançar.


Na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo, um bebé recém-nascido sofreu uma paragem cardíaca. Segundo o hospital, a equipa médica realizou manobras de reanimação por aproximadamente 45 minutos. Sem resposta positiva, o óbito foi declarado. Duas horas depois, quando os funcionários da funerária municipal foram retirar o corpo, perceberam que o saco funerário estava a mexer. A agente funerária Regina Célia Paschoal disse que pediu para avisar imediatamente a equipa médica de que o bebé estava vivo. Agora, Noah continua a surpreender médicos e familiares. A equipa do Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais, da Universidade de São Paulo (USP), confirmou que o menino está com evolução positiva e tem quadro clínico estável. Enquanto as circunstâncias do caso continuam a ser apuradas, a família prefere concentrar as atenções no que realmente importa neste momento: a recuperação de Noah.
Um estudante brasileiro de 16 anos tirou a maior nota do mundo na Olimpíada de Economia e colocou o país no topo da principal competição internacional da modalidade. Arthur Alencar Spuri, conquistou a medalha de ouro e terminou em primeiro lugar na Olimpíada Internacional de Economia (IEO), realizada em Shenzhen, na China. Aluno do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Farias Brito, em Fortaleza (CE), Arthur somou 199,469 pontos e superou mais de 260 estudantes de países como Estados Unidos, China, Japão, Suíça, Hong Kong e Singapura. Além de conquistar o ouro individual, ele também integrou a equipa campeã da prova Business Case, em que os participantes precisam encontrar soluções para desafios económicos e empresariais. Arthur começou a participar de olimpíadas académicas ainda no 3º ano do Ensino Fundamental, logo após a mudança da família de São Paulo para o Ceará. O principal incentivador foi o pai dele, que trabalha no mercado financeiro e costumava resolver provas antigas ao lado do filho. Em vez de olhar para os estudos como uma obrigação, Arthur aprendeu a encarar a situação como um desafio divertido.


África está a viver o seu período de maior crescimento em energia solar de sempre. No primeiro trimestre de 2026, o continente instalou quase 1 gigawatt de nova capacidade solar ligada à rede — quase tanto quanto alguns países costumavam instalar num ano inteiro. A África do Sul liderou este avanço, sendo responsável por cerca de 93% de toda a nova capacidade instalada no período. Este ritmo surge depois de 2025 já ter sido o ano de maior crescimento solar da história do continente, com as instalações a subirem 54% face ao ano anterior. Se a tendência se mantiver, 2026 poderá tornar-se um novo recorde, aproximando cada vez mais milhões de africanos de energia elétrica limpa, acessível e fiável.

Sofia Ribeiro e o namorado, João Jesus, aproveitaram o fim de semana para uma nova escapadinha romântica. O casal escolheu Monsaraz, Alentejo, para dias de descanso, tranquilidade e amor. Através das redes sociais, Sofia Ribeiro mostrou as várias imagens que revelam todos os detalhes destes dias especiais. Fotografias a dois, passeios a cavalo, o quarto onde ficaram e até o que comeram consta nas imagens. "Sortuda", declarou-se a atriz ao mostrar os registos.

Virginia Fonseca está de férias por Montego Bay, na Jamaica, ao lado do namorado, Vini Jr, e mostrou aos seguidores imagens impressionantes. A influencer brasileira assistiu ao ataque de um tubarão a uma raia e filmou esse momento. Ao mostrar as imagens aos seguidores, Virginia Fonseca explicou que "segundos antes" tinha estado a posar em biquíni junto ao mar. "Pagando de gatinha no mar da Jamaica segundos antes de aparecer um tubarão. E não só um tubarão, mas um tubarão a atacar uma raia.", escreveu junto das imagens que publicou.

O funeral de Luís Represas decorreu na sexta-feira, 24 de julho, por volta das 15h00 na Basílica da Estrela, em Lisboa. Tal como no velório - que aconteceu no dia anterior -, foram várias as figuras ilustres que marcaram presença para se despedir de um dos grandes nomes da música portuguesa. Segundo vários meios de comunicação, no funeral marcaram presença vários amigos próximos do intérprete como: Rui Veloso, Ricardo Carriço, António José Seguro, Marcelo Rebelo de Sousa, João Gil, Ana Marques, António Pinto Basto, Joaquim de Almeida, Mafalda Veiga, Cinha Jardim e ainda Manuel Moura dos Santos. Visivelmente abalada esteve também presente a ex-mulher e mãe dos seus dois filhos mais novos, Margarida Pinto Correia. Assim que a urna saiu da Basílica da Estrela ouviu-se uma grande salva de palmas da parte dos populares e fãs que lá se encontravam. Depois da cerimónia religiosa aberta ao público, o funeral foi reservado à família. Recorde-se que Luís Represas morreu na quarta-feira, 22 de julho, vítima de cancro do pulmão. O cantor deixou quatro filhos: João Nicolau, Carolina, Nuno e José Alberto.

O casamento de sonho de Gonçalo Ramos e Margarida Amaral Domingues decorreu no sábado, 25 de julho, na Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, em Faro. Como não podia deixar de ser, os convidados dos noivos foram vários nomes conhecidos do mundo do futebol. João Neves e Madalena Aragão são os melhores amigos do casal e foram os padrinhos. Recorde-se que Margarida e Gonçalo Ramos tiveram que adiar o casamento por causa do Mundial 2026. O casal tem um filho em comum: Bernardo, de um ano.
Nuno Markl não deixou passar em branco um comentário que recebeu de uma seguidora no Instagram, onde esta destacou as consequências físicas que resultaram dos AVCs que o radialista sofreu no ano passado. "Ficou com a boca de lado. É uma pena isso para fazer televisão. Está todo torto", disse a referida internauta. Perante tais palavras, Nuno Markl respondeu: "Antes isso do que ter o cérebro ao lado, como a minha querida interlocutora." Mas não ficou por aqui e mostrou ainda nas stories da sua página de Instagram o perfil da referida seguidora, destacando, sobretudo, a frase que a mesma usa para descrever-se. "Sou uma pessoa muito humana, trabalhadora e amiga do seu amigo, mas não me apertem os calos que vai logo tudo a eito", pode ler-se na descrição da internauta. "Uma pessoa muito humana", realçou Nuno Markl num tom de ironia. Nuno Markl, recorde-se, sofreu dois AVCs no final do ano passado, o que o levou a ficar meses internado no hospital. Apesar de continuar a fazer fisioterapia, o radialista já teve alta hospitalar, no passado mês de junho.


Carly Simon, cantora e compositora de 83 anos, revelou na segunda-feira, 27 de julho, ter sido diagnosticada com doença de Parkinson. A revelação foi feita numa carta aberta da artista publicada na revista People. "A doença pode mudar a tua vida sem se tornar toda a tua vida", pode ler-se na referida carta, citada pela imprensa internacional. Carly Simon desvendou desta forma o motivo pelo qual há anos se mantinha afastada da vida pública e artística. Os primeiros sintomas da doença revelaram-se com artrites nos dois joelhos e quadril, obrigando a três cirurgias. Porém, os problemas de mobilidade e a dificuldade de locomoção, que a impedia até de andar sem ajuda de outras pessoas, mostravam-se que se tratava de algo mais do que um pós-operatório normal. Depois de uma avaliação extensa de profissionais médicos chegou o diagnóstico de Parkinson.



Palavras cruzadas
1. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade;
2. Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa;
3. Submeter (algo) ao processo de raciocínio lógico;
4. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo;
5. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo);
6. Submeter (algo, alguém ou a si mesmo) à ação de encanto, feitiço ou magia; enfeitiçar;
Jogo das 10 diferenças

Caça palavras
7. Entregar em troca; permutar;
8. Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas);
9. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas);
10. Ter parte em; partilhar;
11. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico;
12. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição;
13. Provocar hipnose em alguém;
14. Precipitar-se a chuva sobre a terra.
15. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer;

N Q G F O G H O L T Z O X B B
M I T O L O G I A E Z I G C O
O A C A Z I L I V I C U D F O
O S B K A L N B I Y Q H A L I
O E K T E B A S T F J F I J E
A S E S X E R S A M R N Q I D
R F X B F N V Y I I W E S H I
A I P O G A F O C R A S B G M
F N Z L Z K S A A R A C M A A
E G I T O I T E D A G R Y A R
M E W O I R E P M I Z A H M I
D E S E R T O U G H J V V K P
G R O R I P A P R T H O H R T
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DESERTO ESFINGE
SARCÓFAGO FARAÓ ESCRAVOS IMPÉRIO PIRÂMIDE MITOLOGIA
EGITO PAPIRO
SAARA ÁFRICA
NILO
GIZÉ
CIVILIZAZAÇÃO
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

Ingredientes
Crepes
• 3 ovos
• 6 colheres de sopa de farinha
• 300 ml de leite
• 2 colheres de sopa de manteiga derretida
• 1 colher de sopa de açúcar
• 1 pitada de sal
• Baunilha q.b.
• Manteiga, para untar a frigideira
Recheio e Decoração de Manga
• 200 g de manga congelada
• 2 colheres de sopa de açúcar
• Sumo de ½ limão
• 200 ml de natas para bater
• 2 colheres de sopa de açúcar em pó
• Cubos de manga fresca
• Folhas de hortelã fresca
• Açúcar em pó, para polvilhar
• Calda de manga, opcional
Modo de preparação
Numa taça, misture a farinha, os ovos, o leite, a manteiga derretida, o açúcar, a baunilha e o sal até obter uma massa lisa. Deixe a massa repousar durante 20 minutos.
Deixar a massa repousar ajuda os crepes a ficarem mais macios e fáceis de cozinhar. Aqueça uma frigideira antiaderente em lume médio e unte-a ligeiramente com manteiga.
Coloque uma concha pequena de massa e rode a frigideira para formar um crepe fino. Cozinhe cerca de 1 minuto de cada lado. Repita até terminar a massa.
Coloque apenas um pouco de manteiga na frigideira quando necessário, para os crepes ficarem leves e delicados.
Numa taça, misture a manga com o açúcar e o sumo de limão. Reserve. Bata as natas com o açúcar em pó até obter chantilly firme. Envolva delicadamente metade da manga no chantilly.
Reserve a restante manga para a decoração. Envolva a manga com cuidado para manter o chantilly leve e fofo.
Coloque uma porção do creme de manga no centro de cada crepe. Dobre os crepes em quatro ou enrole-os.
Decore com os restantes cubos de manga fresca, folhas de hortelã e uma leve camada de açúcar em pó. Se desejar, finalize com um fio de calda de manga antes de servir. Sirva os crepes pouco depois de os rechear para se manterem frescos e bem macios.
Bom apetite!




Há profissões que acumulam tantas histórias, tantos encontros e tantas emoções que davam facilmente para escrever um livro inteiro. A minha profissão é, sem qualquer dúvida, uma dessas ocupações abençoadas por momentos inesquecíveis. Entre tantas memórias que guardo com carinho, há uma noite em particular que não vou esquecer. Aconteceu num dia absolutamente memorável para o nosso país, um daqueles dias em que o país inteiro parecia estar a prender a respiração por diferentes razões.
OPapa visitava Fátima numa atmosfera de enorme fé, o Benfica sagrou-se campeão nacional espalhando festa pelas ruas e, do outro lado da Europa, Salvador Sobral fazia história ao vencer o Festival Eurovisão da Canção. Nessa mesma noite mágica, o músico Luís Represas subiu ao palco na cidade de Aveiro para dar mais um dos seus concertos. A convite do seu agente, Flávio, tive o privilégio de assistir a todo o espetáculo a partir de um lugar muito especial, na área de serviço do próprio palco, muito perto de onde tudo acontecia. Durante toda a atuação, nos intervalos, entre uma música e outra, o Luís vinha calmamente ao pé de nós para perguntar como é que estava a correr a votação do festival de música na Europa. Eu ia
acompanhando cada ponto que entrava, somando os resultados com o coração a bater mais depressa, até ao momento exato em que percebi o resultado final. Olhei para ele e disse, radiante de tanta alegria: «Luís, ganhámos!». Sem hesitar um único segundo, o Luís dirigiu-se ao microfone e anunciou essa vitória histórica a toda a plateia que enchia o recinto em Aveiro. Naquele instante, o público inteiro explodiu numa onda gigante de alegria, gritos e palmas, transformando o concerto numa festa ainda maior. Assim que o concerto terminou e os aplausos se calaram, seguimos juntos para o hotel onde se iria realizar a entrevista que tínhamos combinado previamente.
O Luís tinha uma ligação especial com o Salvador Sobral, pois tinha-lhe alugado um espaço para ele poder fazer os seus ensaios, e estava muito ansioso por lhe ligar diretamente a dar os parabéns por aquele feito inédito. Contudo, ao procurar o telemóvel, percebeu que tinha pouca bateria. Vendo a sua urgência e entusiasmo, emprestei-lhe imediatamente o meu telefone. Apenas poucos minutos após a grande vitória de Portugal na Eurovisão, com o meu telemóvel na mão, o Luís estava a falar diretamente com o Salvador. Do outro lado da linha, conseguia-se ouvir perfeitamente toda a festa, a confusão e a efervescência de quem celebrava aquele prémio. Depois desse mo-
mento tão espontâneo, a entrevista decorreu de uma forma extremamente fluída, simpática e agradável. Quando o trabalho terminou, ficámos ali a conversar durante bastante tempo sobre as coisas simples e banais da vida e, como não podia deixar de ser, sobre a paixão comum pela música. Foi um momento verdadeiramente único de proximidade com o homem por detrás do microfone, permitindo-me ver a sua enorme humildade.
Se o artista em cima do palco era simplesmente fantástico, o homem fora dele revelava-se igualmente caloroso e generoso.
Infelizmente, a notícia da sua partida deixa um vazio imenso no panorama cultural português. Luís Represas deixou-nos aos 69 anos de idade, após uma corajosa batalha contra um cancro no pulmão.
O músico estava prestes a iniciar um tratamento inovador no Hospital de Santa Maria, mas a doença já se encontrava num estado muito avançado. Ele partiu num momento em que a sua arte continua mais viva do que nunca.
Ainda recentemente, o Trovante tinha regressado aos palcos para concertos em Lisboa e no Porto, celebrando uma união de décadas. Além disso, o Luís já estava a preparar os seus próximos passos e tinha espetáculos agendados para 2027 nos Coliseus, onde pretendia comemorar meio século de
uma carreira rica e dedicada à música. A história do Luís com a música portuguesa começou bem cedo. Nascido em Lisboa, em novembro de 1956, ele ajudou a fundar o Trovante em 1976, juntamente com amigos e grandes músicos como João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa. Lançaram o primeiro disco no ano seguinte e, até ao fim do grupo nos anos noventa, ofereceram-nos canções inesquecíveis que acompanharam várias gerações, como "Saudade", "125 Azul" ou "Perdidamente". Quando a banda terminou, o Luís iniciou uma carreira a solo de enorme sucesso, que começou com um álbum em nome próprio repleto de temas marcantes, entre os quais se destaca a célebre canção "Feiticeira", cantada em dueto com o cubano Pablo Milanés.
A sua voz doce e a sua sensibilidade para escrever canções marcaram a história da nossa música. Guardo com muito orgulho aquela noite em Aveiro, a conversa simples e o privilégio de o ter conhecido. Fica para sempre a memória de um homem simples e generoso, e a voz inconfundível de um artista que continuará a cantar para todo o sempre.





CARNEIRO 21/03 A 20/04
A sua cabeça está a mil por hora. O ritmo do seu pensamento só se iguala ao seu imparável ritmo de trabalho. Aproveite esta altura para levar a cabo trabalhos intelectuais exigentes. Tenha atenção ao seu sentido crítico que está agora mais aguçado e tende a gerar atritos e mau ambiente à sua volta.

LEÃO 22/07 A 22/08
Nesta altura irá verificar no seu comportamento uma maior energia e impulsividade. O seu corpo reclama mais atenção, pelo que deve aproveitar e fazer uma alimentação mais saudável ou um novo regime alimentar. Dedique-se também mais à atividade física e verá que depois se sentirá muito melhor, com muito mais vigor.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Este é um momento para se reorganizar interiormente. Poderá sentir-se pessimista e depressivo. Os seus sentimentos poderão oscilar entre os extremos do otimismo e do pessimismo. Tente não se apegar tanto às experiências negativas. Viva o que tem de bom e tente dominar os pensamentos negativos em relação ao futuro.
Soluções

TOURO 21/04 A 20/05
Durante este trânsito de Vénus pela sua Casa V poderá sentir especial prazer e divertimento nas relações com crianças, pelo que deve aproveitar esses momentos para se descontrair e relaxar dos afazeres quotidianos. Período particularmente intenso a nível amoroso ao longo do qual a paixão vai imperar.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Sente necessidade de estabilidade na vida familiar e de criar um espaço harmonioso e calmo no seu lar. Precisa de se recolher no interior de si mesmo ou no conforto do seu ambiente doméstico. Aproveite este trânsito para organizar um jantar de convívio com os seus amigos em sua casa.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Período de grande atividade intelectual e capacidade de expressão. Aproveite para se organizar e pôr em dia aquelas tarefas que tem vindo a adiar. A sua enorme curiosidade e impaciência vão fazê-lo movimentar-se por vários focos de interesse, transmitindo uma imagem de superficialidade e de inconstância.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Este trânsito poderá trazer-lhe a oportunidade que há muito esperava para levar avante um projeto ou um negócio. É um período para concretizar e não para planear. Sente-se muito enérgico e com grande capacidade de realização. Procure trabalhar em equipa e não usar os outros apenas para atingir os seus fins

BALANÇA 23/09 A 22/10
É possível que neste período tenha de cuidar de alguém que esteja doente ou que necessite da sua ajuda, o que provavelmente fará com gosto e dedicação. Contudo, não imponha a sua presença se acha que ela não é desejada, em especial se tem algum interesse pessoal. Poderá sentir-se marginalizado sem razão.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Nesta altura a sua carreira terá uma maior ênfase, aumentando ao mesmo tempo a sua notoriedade. As grandes decisões que tiver de tomar servirão para testar as suas capacidades no mundo do trabalho e dos negócios. Os seus contactos profissionais poderão permitir-lhe desenvolver relacionamentos de ordem afetiva.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Durante este período deverá dedicar mais atenção à sua saúde e ao seu estado físico em geral uma vez que as defesas do seu organismo poderão estar mais enfraquecidas. Poderá estar neste momento mais sujeito a ter infeções e a ter febre. Deve descansar, proteger-se e não correr riscos desnecessários.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Neste período a sua atenção estará voltada para tudo o que se relacione com o mundo do trabalho. Procurará tornar-se mais eficiente e estar mais atento aos detalhes. A saúde também poderá estar em foco. É uma excelente altura para fazer uma dieta e eliminar hábitos que sejam nocivos para o seu organismo.

PEIXES 20/02 A 20/03
A sua atenção e preocupação vão estar concentradas no seu bem-estar físico, saúde e sobretudo na manutenção de um bom estado geral. Talvez seja altura para uma decisão drástica e cortar com o que pode prejudicar fisicamente. Um regime alimentar adequado e o exercício físico poderão produzir resultados excelentes.



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Doroteia Umblina Candido † 7/9/2026
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Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila . Emitido às sextas-feiras. A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!


VERTICAIS
6. O lugar mais importante do mundo; o património que você constrói e a Vieira protege.
HORIZONTAIS
8. Estragos ou prejuízos causados ao seu imóvel por imprevistos como incêndios ou tempestades.
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