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MILÉNIO STADIUM 1807- 24 DE JULHO

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Será que Jesus ganharia o Mundial?

O Campeonato do Mundo da FIFA mais político da história moderna chegou ao fim, com a seleção de Espanha a sagrar-se vitoriosa. O Mundial esteve repleto de interações políticas, orgulho internacional e disputas diplomáticas, que ocuparam o centro das atenções em todas as fases do torneio. O futebol, a que chamam a "mútua arte" ou o "jogo

bonito", foi tudo menos bonito, devido às atitudes corruptas da FIFA, a uma arbitragem de fraca qualidade e a um vale-tudo em estilo de luta livre por parte de jogadores que agiram como milionários mimados a jogar um jogo de crianças. A euforia nacionalista de adeptos vindo de todos os cantos do mundo acabou por ser mais envolvente do que o próprio espetáculo em campo. Afinal, o que significa tudo isto? Será o futebol uma manipulação dos nossos sentidos ou um confronto deliberado para unir o mundo, tal como a FIFA promoveu este Mundial? Ao cruzar a fronteira entre o desporto e a geopolítica mais do que qualquer ou-

tro torneio nas últimas décadas, o jogo transformou-se num símbolo de sinais diplomáticos, mensagens nacionalistas e controvérsia política.

Houve um tempo em que o futebol pertencia às pessoas. Vivia nos parques de bairro, ecoava pelos estádios locais e unia famílias em redor da televisão todos os fins de semana. Era um jogo de operários fabris, de imigrantes, de crianças com sonhos e de adeptos que vestiam as cores do seu clube com orgulho, independentemente da vitória ou da derrota.

A FIFA está a esbater essa fronteira em prol de lucros financeiros e políticos.

O futebol moderno tornou-se numa indústria global que movimenta milhares de milhões de euros. Os proprietários dos clubes são multinacionais e grupos de investimento cujo objetivo primordial é o retorno financeiro. Os direitos de transmissão televisiva são negociados por somas astronómicas, os acordos de patrocínio ditam os horários dos jogos e os futebolistas transformaram-se tanto em marcas globais quanto em atletas. O adepto comum passou a ser mero pormenor, de quem se espera que pague quantias exorbitantes por um bilhete para assistir a um jogo sem integridade. O perigo não reside no facto de o futebol se ter tornado profissional. O profissionalismo elevou os padrões e expandiu oportunidades em todo o mundo. O perigo está em permitir que os interesses comerciais se sobreponham à própria alma do desporto.

E assim surge a questão: se Jesus tivesse uma equipa de futebol, ganharia o Mundial? Transferindo a lição sobre os erros de justiça que ocorreram em muitos dos jogos (e se houve alguma vez prova de que a justiça perfeita não garante uma arbitragem favorável, essa prova é o Calvário), apliquemos essa lição ao campo de futebol. Imagine-se Jesus a instruir os seus jogadores a não simularem faltas, a não queimarem tempo, a não fingirem lesões, a não provocarem os adversários e a não procurarem vantagens injustas. Ele insistiria na honestidade, na disciplina, no perdão após cada falta e no respeito por todos os árbitros, por mais equivocados que estivessem. Será que os árbitros recompensariam essa conduta? Não, porque o apito continua em mãos imperfeitas. Será que Jesus se queixaria? Poderia questionar a injustiça, e é aqui que reside a desconfortável verdade sobre o desporto moderno. O futebol celebra a vitória acima da virtude. As faltas táticas são aplaudidas como inteligência, a simulação é chamada de astúcia. A má conduta desportiva é disfarçada de profissionalismo. O sucesso desculpa frequentemente métodos que, noutro contexto, mereceriam condenação. Jesus inverteria essa equação, perdendo o jogo no marcador, mas vencendo na moralidade. Jesus provavelmente nunca colecionaria uma medalha de vencedor, mas não comprometeria a verdade. Taças e medalhas desvanecem-se, o carácter não. E será que o futebol, tal como o vimos neste Mundial, reconhece a Sua definição de vitória?

A modalidade rainha nunca deve esquecer quem a tornou bonita em primeiro lugar. Quando o apito final soar, o futebol pertencerá sempre às pessoas, e não aos milionários nem aos políticos, porque são as pessoas que continuam a acreditar que 90 minutos ainda podem trazer esperança, desilusão e memórias inesquecíveis. A FIFA deveria lembrar-se desta verdade simples, pois Jesus nunca conseguiria ganhar o Mundial.

Ano XXXV - Edição nº 1807

24 de julho de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de:

Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta

Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça

Parcerias: Jornal de Notícias

Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

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Manuel DaCosta Editorial
Photo: Manuel DaCosta

Para lá do futebol...

MB / DG

MERLÍN, O PATO

Merlín, um pato de estimação vindo da Cidade do México, tornou-se a mascote não oficial do Mundial de 2026. Pertencente à vendedora ambulante Carla Gómez, o pato tornou-se viral após ter sido visto a passear pelas ruas com uma camisola em miniatura da seleção mexicana e meias pequeninas durante os jogos.

O Mundial de 2026 foi muito mais do que apenas futebol. Foi um torneio repleto de situações improváveis e momentos virais que divertiram todos os que seguiram este evento, principalmente através das redes sociais. Aqui ficam algumas das histórias que, longe dos resultados e das tabelas classificativas, acabaram por definir o 2026 FIFA World Cup.

ADEPTOS

JAPONESES A LIMPAR O ESTÁDIO

Temos muito a aprender com o Japão. Os adeptos japoneses limparam sistematicamente as suas bancadas após os jogos, deixando-as impecáveis. Armados com grandes sacos de plástico azuis, recolheram meticulosamente todo o lixo antes de saírem, dando o exemplo aos restantes adeptos e conquistando o carinho dos anfitriões.

NAS GARRAS DA POLÍCIA

O Coronel Carlos Fredy Alcántara Obregón utilizou as mascotes oficiais do Mundial 2026 para se infiltrar no círculo íntimo de um traficante de droga obcecado por futebol. As imagens de Clutch, a Águia, e Maple, o Alce, a levarem o suspeito incauto pela rua fora, com os crachás policiais a balançar ao pescoço dos fatos ligeiramente amarrotados após uma pequena altercação, são surreais. A única pena foi não haver lugar para Zayu, o Jaguar.

VOZINHA, E A HISTÓRIA

DE CINDERELA DE CABO VERDE

O guarda-redes cabo-verdiano de 40 anos tornou-se uma sensação mundial na internet do dia para a noite, após travar a Espanha com sete defesas cruciais. Ao apito final, Vozinha caiu de joelhos em lágrimas. A sua prestação incrível e a história dramática da sua mãe, cujo visto foi acelerado para que pudesse vê-lo jogar, comoveram os adeptos em todo o mundo. Cabo Verde tornou-se a equipa sensação do Mundial de 2026. Em representação de uma nação com pouco mais de 500 000 habitantes, os estreantes em Mundiais chocaram o mundo do futebol ao empatarem 0-0 com a Espanha, ao empatarem 2-2 com o bicampeão Uruguai e ao alcançarem os 1/16 de final, onde acabaram por tombar num disputado 3-2 contra a Argentina no prolongamento.

O "CASO DAS COBRAS"

Houve uma quantidade surpreendente de conversas sobre cobras durante esta fase de grupos do Mundial. A Suíça deu o pontapé de saída nesta tendência ao fingir que estava rodeada por uma forte concentração de répteis no seu centro de treinos na Califórnia, no âmbito de uma piada interna bastante elaborada com a imprensa suíça. A San Diego Jewish Academy, que tinha cedido as suas instalações à equipa, não achou grande graça. Porém, no centro de treinos da Alemanha, na Carolina do Norte, foi mesmo vista uma cobra venenosa.

O PEDIDO DE CASAMENTO NUM MOMENTO MUITO INFELIZ DOS ADEPTOS DO URUGUAI

Ocorreram vários pedidos de casamento durante este Mundial, mas nenhum teve um timing tão infeliz como o do casal uruguaio que decidiu tentar selar o noivado no preciso momento em que a sua seleção sofria o segundo golo contra Cabo Verde. O feliz casal estava em pleno ato de fazer a pergunta e tirar a aliança quando foi rudemente interrompido por Hélio Varela e pelo seu monumental golo do empate para os Tubarões Azuis.

SISMO HAALAND

Houve até quem temesse que o sismógrafo na Noruega estivesse estragado, depois de a Universidade de Bergen ter descoberto a magnitude das vibrações do solo registadas na cidade norueguesa após o primeiro golo de Haaland em Mundiais. Annie Jerkins, uma das sismólogas do NORSAR que registou esta atividade extrema, revelou que não se viam leituras destas desde 2024. A culpa dos picos comparáveis dessa altura tinha sido de um concerto de Ed Sheeran.

O INCRÍVEL "REMO VIKING" DA NORUEGA

Até a pessoa mais desinteressada do planeta viu de relance o "Remo Viking" em ação este verão, depois de os adeptos e os jogadores da Noruega o terem apresentado ao mundo. Fizeram-no nos estádios, nas fan zones, nas escadas rolantes das estações de comboio, chegaram mesmo a fazê-lo no meio da Times Square.

As “trumpices”, as “infantinadas”

e as pessoas

O Campeonato do Mundo de 2026 devia ter ficado na história pelo futebol praticado, mas... ficará, sim, por várias razões, nem todas propriamente boas.

Comecemos pelo mais chocante. Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali distinguido como o melhor árbitro africano de 2025 e prestes a tornar-se o primeiro somali a apitar num Mundial masculino, foi deportado ao chegar a Miami. Tinha visto válido. Não importou: a Somália está na lista de países visados pelas restrições de viagem de Trump, e um profissional que passara a vida a merecer aquele momento foi mandado de volta como se fosse suspeito de alguma coisa. Um caso que feriu os amantes da liberdade e principalmente da justiça, mas infelizmente há muito mais “trumpices” nesta história... vou aqui apenas enumerar algumas das que vieram a público, porque não custa nada a

acreditar que muito mais porcaria haverá por debaixo do tapete. Por exemplo: a seleção do Irão viu-se obrigada a instalar-se no México, sem lhe ter sido dada a certeza, até dez dias antes do primeiro jogo, se sequer entraria em solo americano e mesmo aí, vários elementos da equipa técnica e administrativa ficaram sem visto. A FIFA o que fez?, perguntam vocês – nada, respondo-vos eu. Limitou-se a tratar este assunto como um mero pormenor logístico. Não é! Pelo menos não seria em nenhum lugar do mundo onde haja decência. E depois há o episódio que resume tudo: Trump liga a Infantino (que em novembro passado tinha inventado um Prémio da Paz da FIFA para entregar ao Presidente dos EUA) a pedir a revisão do cartão vermelho de Folarin Balogun, e a FIFA suspendeu a sanção. Como classificar isto? Há nome?

À falta de melhor chamemos-lhe apenas: uma vergonha! Que há corrupção no futebol já todos sabemos há muito, mas pergunto: se à distância de um telefonema, um Presidente de um país consegue anular um cartão vermelho, para que servem os árbitros, o VAR, ou sequer o regulamento? Pois... não preciso responder, não acham? Infantino, já agora, não escondeu de que lado gosta de estar. Disse publicamente que "sofreu com a Argentina" num jogo frente à enorme seleção de Cabo Verde, corrigiu-se depois, mas o mal estava feito, tal como as imagens que correram mundo com o Presidente da FIFA abraçado ao presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio "Chiqui" Tapia, no final

O meu “Mundial” visto através do ecrã do telemóvel

Quando se fala de um Campeonato do Mundo, pensa-se imediatamente nos golos, nas grandes exibições, nas decisões polémicas dos árbitros, nas escolhas dos selecionadores, nas estrelas consagradas ou nos jogadores desconhecidos que, de um momento para o outro, conquistam o mundo. Fala-se de Cristiano Ronaldo “e que encontro espetacular do CR7 em Toronto”, jamais esquecerei. Fala-se também da política no futebol, do ambiente nas bancadas e da festa que invadiu Toronto durante semanas. Mas há um outro Mundial que poucos veem: é o que acontece nos bastidores. Como parte da equipa de redes sociais da MDC Media Group, vivi este Mundial de uma forma completamente diferente das pessoas que estavam como espectadores.

Durante várias semanas, cada jogo representava uma corrida contra o tempo. Era preparar as notícias rápidas e finalizar as publicações quase em tempo real, selecionar fotografias, acompanhar as reações dos adeptos, procurar testemunhos de quem tinha viajado de propósito, para viver este evento e garantir que a nossa comunidade estivesse sempre informada, tudo especificamente para as redes sociais.

Foi um trabalho intenso. Não havia propriamente fins de semana, porque, ironicamente, eram precisamente nesses dias que se disputavam muitos dos jogos mais importantes para o nosso público. O telemóvel nunca deixava de tocar, as notificações eram constantes e a ligação à equipa era permanente. Houve vários momentos em que a única coisa que eu desejava era que o Mundial terminasse o mais depressa possível... rss!

Hoje, olhando para trás, percebo que todo esse esforço valeu a pena. Este Mundial foi uma verdadeira escola. Crescemos enquanto equipa, aprendemos a trabalhar sob enorme pressão e compreendemos melhor a dinâmica entre todas as plataformas onde comunicamos diariamente. Percebemos que cada conteúdo tem o seu público, que a rapidez é importante, mas que a qualidade e a credibilidade continuam a fazer toda a diferença.

Uma das maiores lições foi perceber a importância da interação da nossa audiência. Cada comentário, cada partilha, cada mensagem e cada reação ajudavam-nos a perceber o que interessava às pessoas e davam-nos motivação para continuar. Talvez quem estivesse desse lado do ecrã não imaginasse o impacto que um simples comentário ou sorriso podia ter no nosso

dia, mas era precisamente essa ligação com a comunidade que nos dava energia para continuar, mesmo depois de longas horas de trabalho. O jogo terminava, mas nós não tínhamos finalizado o nosso trabalho. A busca das melhores imagens ou comentários na edição era o foco no dia a dia.

No fim, mais do que um Campeonato do Mundo de futebol, foi uma experiência humana e profissional. Ficaram as histórias, os desafios, o cansaço, mas também a satisfação de saber que contribuímos para aproximar milhares de pessoas de um evento histórico. E essa será, provavelmente, a maior vitória de todas.

Fabiane Azevedo (Foto: DG/AI)

do jogo. Convenhamos que o padrão estava desenhado desde que Messi escapou à expulsão contra a Argélia, que seria mais que justa e demasiado evidente, depois de uma tenebrosa e intencional entrada por trás. Portugal, entretanto, viveu o seu próprio pequeno teatro. Cristiano Ronaldo, na sua provável despedida de Mundiais, foi tratado por parte da imprensa e dos comentadores do seu próprio país (os profissionais da TV e rádio e os inúmeros que tudo sabem sem saberem rigorosamente de nada, que se escondem por detrás de perfis de redes sociais) com uma dureza inacreditável e inaceitável. Antecipando-me a eventuais críticas, em minha defesa digo que esta é a minha modesta opinião, que vale tanto como as dos que acabei de citar. Para o final, deixo o mais bonito deste Mundial: em Toronto, longe de Lisboa e longe dos estúdios que o esfolaram, Cristiano recebeu a aclamação merecida. Milhares de portugueses, à porta do hotel, no estádio, e nas ruas lembraram-lhe (e lembraram todos) que ele é o grande responsável por sentirmos tanto orgulho em dizer que somos de Portugal. Nesse contraste, entre o comentário desconfortável e a rua em êxtase, talvez esteja o resumo mais justo deste Mundial: o futebol continua a pertencer às pessoas, mesmo quando quem o gere já não sabe, ou não quer, tratá-lo como tal.

Madalena Balça (Foto: DG/AI)

O futebol nunca vai parar. A paixão também não.

Há coisas no futebol que vão muito além de troféus ou resultados. São momentos que ficam porque unem pessoas, atravessam gerações e criam memórias que o tempo não apaga. O futebol tem essa força: junta amigos, famílias e desconhecidos. No fim, o mais importante nunca foram apenas os números no marcador, mas as histórias, os abraços, as conversas e as pessoas. Como a vida, o futebol vive de ciclos. Jogadores mudam, equipas renovam-se, mas permanecem os sonhos e as marcas deixadas por cada geração. Cristiano Ronaldo é o maior símbolo dessa era portuguesa: mais do que golos e títulos, representa uma identidade e uma ambição que levaram Portugal ao topo. Mas todas as eras acabam, e surge a pergunta: quem serão os próximos líderes? Portugal enfrenta agora o desafio da renovação. Talento existe, mas criar referências capazes de inspirar milhões exige tempo, coragem e liderança. Será que J. Jesus conseguirá construir o futuro que Portugal procura?

Dentro das quatro linhas, surgiram também sinais de reflexão. O treinador espanhol destacou-se como o único campeão do mundo na estrutura lusa, mas surgiram relatos de algum desconforto no balneário que, a confirmarem-se, exigem resposta. No futebol de alto nível, talento não basta: são essenciais união, compromisso e espírito coletivo. O Canadá como Seleção merece destaque, mas também como organização de qualidade demonstrada no Mundial reforçaram a imagem

de um país seguro e acolhedor, afirmando-se no futebol internacional. Foi também uma verdadeira maratona. Durante o Mundial, os dias perderam a noção do tempo: havia jogos a toda a hora, conteúdos a nascer mais rápido do que golos e notificações suficientes para transformar o telemóvel num segundo apito do árbitro. Foram muitas as vezes em que a bifana ficou no prato para chegarmos a todos. Orgulhosamente, para a MDC Media Group, os meses de junho e julho representaram igualmente um momento estratégico. A aposta nas plataformas de media social revelou-se um caminho certo. A missão foi cumprida. Por TODOS. TODOS - do topo à base da empresa. Neste Mundial, mais do que estar junto das pessoas, conseguimos aumentar a visibilidade, alcançar números que “falam por si” de visualizações e comentários e criar uma ligação ainda mais forte com a comunidade. Em equipa, percebeu-se que ser “rápido” é importante, sem nunca descer do patamar da qualidade. Mas esta é apenas uma etapa. O caminho continua. Vamos aproveitar este impulso como um trampolim para continuar a crescer, a inovar e a fazer diferente. Ao lado desta comunidade, com qualidade, profissionalismo e uma identidade própria, queremos continuar a deixar uma marca diferente. Porque parar agora seria como um avançado isolado na cara do guarda-redes: uma oportunidade demasiado boa para desperdiçar. Num momento em que o futebol ocupa tanto espaço nas nossas vidas, é também importante lembrar que há fronteiras que nunca devem ser ultrapassadas. Religião e política não devem ser confundidas com desporto, tal como o desporto não deve ser utilizado para alimentar divisões

políticas ou religiosas. O futebol deve continuar a ser um espaço de encontro, respeito e celebração. Quando as luzes se apagam e os estádios ficam vazios, fica o que realmente importa: pessoas, histórias, sonhos e momentos que atravessam gerações. Os jogadores mudam, os ciclos terminam, mas a paixão permanece. Como a vida, o futebol nunca para. Continua a dar-nos motivos para rir, sofrer, discutir… e voltar sempre a acreditar.

P.S. (Post Scriptum): O apoio que Portugal recebeu em Toronto foi um exemplo extraordinário de paixão. Uma parada sem precedentes, uma manifestação de carinho e apoio à seleção portuguesa, que deve ser entendida exatamente pelo que foi: um momento de celebração do futebol e do orgulho desportivo. Importa deixar claro: foi apenas e só apoio à seleção. Não foi sobre comunidade, país ou qualquer outra questão. Foi futebol, paixão e a força de uma camisola que uniu milhares de pessoas. Vou repetir, para que não haja dúvidas: foi apenas e só apoio à Seleção. Nada mais. Nada teve de comunitário ou de política. Foi apenas “pela bola”.

Rómulo Medeiros Ávila (Foto: DG/AI)

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Mais do que nunca, seguimos os acontecimentos mundiais através do ecrã: seja guerra, seja entretenimento, seja o desporto. Antes do Mundial de futebol de 2026 começar, havia uma sensação de desconexão com o maior torneio desportivo do Mundo, que pode ter sido justificado pela indiferença pelo entretenimento face à gravidade das incertezas políticas, humanas e sociais em que atualmente vivemos, ou mesmo pelo facto de termos um acesso tão constante a algo, que indiretamente perde o seu valor.

No entanto, agora com o torneio a chegar ao fim, existe o argumento que pode ter sido mesmo o Mundial mais im-

pactante da história, e não posso deixar de concordar. Será coincidência que também seja o Mundial mais digital até hoje? Acho que a correlação é inegável: Uma nação que entra no torneio como os campeões do mundo, liderado pelo melhor jogador da história, consegue apagar, quase por inteiro, um legado histórico. Nem o génio de Messi conseguiu dominar os internautas e milhões de vídeos que circulavam de exemplos do alegado favoritismo por parte dos árbitros com a seleção sul-americana. Esta atenção, força e pressão teve um impacto claríssimo nos jogadores argentinos, que se mostraram mais e mais agressivos à medida que avançavam no torneio, chegando mesmo a atacar jogadores espanhóis depois do apito final, por exemplo. Mas onde se viu a maior diferença sem dúvida foi na audiência, que, face à “treta” anti-desportiva constante, até conseguiu converter os Portugueses a comemorar uma vitória da Espanha; Tim Payne, jogador da seleção da Nova-Zelândia, que com a ajuda de um influencer que descobriu que era o jogador com “menos seguidores nas redes sociais no torneio inteiro”, ganhou quase 5 milhões deles numa semana. Conseguiu um contrato num clube de maior dimensão e agora faz anúncios para a McDonalds; Não se pode deixar de falar de Vozinha, um dos heróis na jornada histórica da seleção cabo-verdiana neste mundial, que foi de 50,000 seguidores para 30 milhões de seguidores,

tornando-se no guarda-redes mais seguido no mundo inteiro, e agora faz anúncios para a Uber; O monstro norueguês Erling Haaland, ganhou à volta de 30 milhões de seguidores ao longo do torneio, juntando os seus 7 golos, dois que eliminaram o Brasil, às suas “masterclasses” carismáticas que dominam as redes sociais. Não são estes os números que contam, mas sim os milhares de milhões de visualizações que estes acontecimentos geram para marcas, políticos e executivos.

A cada 4 anos o Mundial muda vidas, tanto para os que ganham como para os que perdem. Mas este ano, existe a sensação que muitos dos que ficaram para trás, acabaram por ganhar mais fora de campo do que alguma vez podiam ter ganho dentro dele, e até do que os que tiveram sucesso desportivo. O futebol hoje, não é sobre a beleza de colocar uma bola dentro de uma baliza com os pés, e quem o consegue fazer melhor, mas sim o acesso às pessoas que o tornam no desporto mais adorado no mundo.

Max Da Costa Coelho (Foto: DG/AI)

Toronto viveu o Mundial.

Há momentos na vida de um profissional de comunicação que ficam para sempre. O Campeonato do Mundo FIFA 2026 foi, sem dúvida, um deles.

Entre 11 de junho e 19 de julho, Toronto transformou-se numa verdadeira capital do futebol. A cidade recebeu seis jogos do Mundial e o FIFA Fan Festival Toronto, que reuniu diariamente milhares de adeptos e profissionais da comunicação vindos dos quatro cantos do planeta. Ao longo destas semanas acompanhei não apenas os jogos, mas também as histórias, emoções e percursos das seleções que participaram nesta competição histórica, organizada pelo Canadá, Estados Unidos da América e México. Tive o privilégio de viver tudo isto como repórter de um órgão de comunicação social comunitário.

Cheguei para contar histórias. Acabei por viver muitas delas.

Percorri diferentes bairros da cidade, acompanhei marchas de adeptos, celebrações espontâneas e o ambiente vivido em restaurantes, cafés e espaços públicos. O Mundial não aconteceu apenas dentro do estádio ou no FIFA Fan Festival Toronto. Viveu-se nas ruas, onde bastava caminhar alguns metros para ouvir diferentes línguas, ver dezenas de bandeiras e encontrar pessoas que, apesar de nunca se terem visto antes, festejavam como velhos amigos. O futebol fazia aquilo que poucas coisas conseguem: aproximar pessoas.

As marchas dos adeptos rumo ao estádio e ao Fan Festival foram um dos grandes espetáculos deste Campeonato do Mundo. Portugueses, croatas, espanhóis, argentinos, panamenhos, brasileiros, mexicanos, colombianos, canadianos, iraquianos, gane-

ses, japoneses, senegaleses e tantas outras comunidades encheram as ruas de música, tambores, bandeiras e cânticos. Durante algumas horas, Toronto transformou-se num verdadeiro encontro de culturas.

Falando em marchas de apoio, a da Seleção Nacional Portuguesa antes do jogo frente à Croácia foi a mais marcante. Mais de vinte mil portugueses, luso-canadianos e adeptos de Portugal e de Cristiano Ronaldo encheram as ruas de verde e vermelho numa demonstração de orgulho e amor. Vivi esse momento no meio da multidão. Uma experiência única que, por si só, mereceria uma história à parte.

Os momentos mais marcantes surgiam, muitas vezes, nos pequenos gestos. Crianças aos ombros dos pais, avós emocionados a cantar o hino do seu país, famílias inteiras vestidas das mesmas cores e desconhecidos a abraçarem-se depois de um golo. Vi lágrimas de alegria, emoção e desilusão. Mas, acima de tudo, vi respeito. Talvez essa tenha sido uma das maiores vitórias deste Mundial.

Através da Camões TV e do Milénio Stadium, senti a responsabilidade de levar esta experiência às comunidades de língua portuguesa espalhadas por Toronto e pelo Canadá. O objetivo nunca foi apenas mostrar resultados. Foi contar as histórias humanas por detrás do espetáculo.

Acompanhei de perto os percursos de Portugal, Brasil e Cabo Verde, sem esquecer as restantes seleções e os milhares de adeptos que deram vida ao torneio. Um dos momentos mais marcantes foi entrevistar um familiar de Stephen Eustáquio, depois do golo histórico que colocou, pela primeira vez, o Canadá nos oitavos de final de um Campeonato do Mundo. Naquele instante

mais

uma vez ficou patente que o futebol pertence também às famílias, aos amigos e a todos aqueles que vivem cada conquista como se fosse sua.

Conheci ainda voluntários, profissionais de saúde, agentes da polícia, bombeiros, trabalhadores dos transportes e equipas municipais que, longe das câmaras, garantiram o sucesso do torneio. Toronto voltou a mostrar que é uma cidade onde as diferenças aproximam as pessoas e onde o futebol se tornou uma ponte entre culturas. Quando as luzes da FIFA Fan Festival Toronto se apagaram, percebi que não me despedia apenas de um torneio, mas de um momento histórico.

Francisco Pegado (Foto: DG/AI)

The impact of the 2026 FIFA World Cup on Canada

The 2026 FIFA World Cup shared between Canada, the United States and Mexico has just wrapped up, and its effects will be felt for years to come. Early concerns locally in Toronto, one of the hosting cities, were that the facility itself didn’t measure up to the other stadiums, and our infrastructure would be hard-pressed to handle the inflow of the supporting attendance. While there were a few hiccups very early with train lines that stopped working, stranding visitors, everything was smoothed out and was not an issue past that for the rest of the tournament.

From an attendance, marketing and exposure perspective – it was a resounding success. Past the Canadian Men’s team in the early onset, there was no way to know what star power was going to grace BMO Field as the results of the games themselves needed to be played out to give clarity to what Toronto was going to host. The fact Portugal and Croatia finished how they did in the group stage put one of the more watched games of the tournament onto Canadian soil. With both large Croatian and Portuguese communities in the GTA, the city was electrified on that July 2nd date with quite possibly the biggest sporting event to ever take place in Canada. Millions and millions of people the world over would have their eyes on Toronto, Canada. The city handled the event incredibly well, as did Vancouver BC with the games played there – 13

games total divided between both cities. The FIFA Fan fest locations in both cities were also maxed out with thousands of people attending with musical performances to highlight the events.

From a financial perspective, Canada lost money to host this event. It cost taxpayers $1 billion collectively between the federal, provincial and municipal to host the 13 games, with FIFA retaining almost 100% of the revenue stream. The financial return to Canada is currently sitting at only between $150-200 million. Locally the cities absorbed the inflow of visitors, hotels were full and tourist spending was up 34%. Many bars were full in the outskirts of the city, but within the city, bars and restaurants only saw a meager 3% increase. Many argue that many fans simply stayed home to watch and those that went to bars were focused on the games with their full attention, watching the TV rather than partying up during the game.

But what of the sporting impacts will this all will have on Canada moving forward? The tangible factor is that Prime Minister Mark Carney pledged $1 Billion at the conclusion of the World Cup to Canadian Sports as a legacy initiative, the single biggest investment in sports in Canadian history. This will include:

• Upgrades to neighborhood parks, sports fields, community stadiums and ice rinks across the country.

• Additional funding for coaching, training equipment and resources for young athletes to reach elite levels.

• A new national Canadian soccer training facility to serve as a hub to nurture future Canadian soccer development.

That is one of single biggest impacts the World Cup having been here will have moving forward within Canada - Canada’s move to finally invest heavily in the future of its soccer programs. It is a safeguard into ensuring our athletes will remain competitive around the world.

But the unseen intangible impact the World Cup will have here, is the shock and awe that it gave to countless youth. That is the long-ball throw in what comes of this to the future generations, something to aspire to. The Canadian Men’s team winning its first game ever, then advancing past the group stage – a first ever as well, will inspire a legion of youth that can thank their new heroes in thinking they can one day not only do the same, but go even further. That along with having seen some of soccer’s biggest giants ever in our own backyard, it only stands to reason that the bar has not only been set high, but very visible from anywhere in Canada.

Our men’s team has been climbing and trending in the right direction since the 2022 World Cup and now having been a host nation, regardless of not advancing further than they did, they did enough to have FIFA dub us as a soccer nation. Canada itself made a total of $18.5 million due to advancing as far as it did, but what it earned in future enrollment, development and interest far outweighs any monetary gain it got from the hosting the FIFA World Cup. For Canada, the future is bright.

Silva (Foto: DG/AI)

Não percebes nada de futebol…

Confessions of a casual fan

Every four years I open the bottom drawer of my dresser, tunnel past the swim trunks and there, on the left side are my three Portugal jerseys purchased during the Figo golden era. These jerseys represent World Cup hope… though, unfortunately they are drenched in a familiar disappointment.

Maybe it’s because I grew up surrounded by Italians, bragging about how many stars were on their chests while Portugal made exactly one super-embarrassing World Cup appearance in my entire youth. Or maybe it’s the fact that I’m a Leafs fan, devoted to a team that last hoisted Stanley’s mug two years before I was even born. At least I have FC Porto. Point is, my emotional immune system is completely numb to sports heartbreak.

Full disclosure: I own three jerseys, but don’t do sports. Watching men in shorts chase a ball across a screen for three hours just doesn't do it for me. Live games are fun, sure, but I can’t justify the price of admission. Outrageous. I’ll buy a ticket the day a millionaire soccer player pays admission to sit in my living room and watch me feed my family… and believe me, dinner at Casa Ganhão delivers more action, yelling, and spilled wine than any championship final—red cards for everyone.

Yet, despite my dislike of sports and a lifetime of athletic disappointment, I’m not immune to World Cup fever. I catch it every time, and do my best to blend in with the real fans to cheer on As Quinas, fully accepting that I am likely the dumb-

est person in the room when it comes to knowledge of the game. Over the years, I have developed a three-step strategy for soccer debates:

1. State whatever ridiculous opinion I have with absolute, unshakable, unapologetic confidence.

2. If someone tries to interject, speak louder.

3. If someone disagrees, shut it down immediately by saying, “Não percebes nada de futebol. Queres uma Super Bock? Eu pago.”

As far as I’m concerned the World Cup is like Christmas—once the gifts are opened, you can take down the tree. So, July 6 was the last actual day of the World Cup for me. Sure, I enjoyed watching Argentina get spanked but once Portugal was out, nothing else mattered. Normally, that final whistle destroys my mood. I remember one elimination where I left my niece’s birthday party to just sit alone on a cooler, crying in my beer with a Portuguese flag draped over my head. My son, six years old at the time, walked over to comfort me and innocently asked, “Are you crying because Portugal lost? Don’t you think they had fun playing?”

Fast forward to this year—the tables turned. Right after the final whistle, my son texted me saying he was fighting back tears. I immediately messaged him back: “Are you crying because Portugal lost? Don’t you think they had fun?” He laughed and replied about how sweet and innocent he used to be, but the gentle reminder worked. Besides, this year was different for me, too. Before meeting my wife, daughter, and friends at the Northern Portugal Cultural Centre for the match, I picked up my mom and brought her to watch the game. She was diagnosed with dementia a few years ago and needs a lot of support, so when the game was over, there was no time for sulking—she needed food. We ordered bifanas and sat around the table laughing about everything but the game. Moments like these put things into perspective. That said, I can’t forget about Canada. While watching their opening match at my buddy Tony’s place, he asked who I’d rather see win: Portugal or Canada. Before he even finished the question, I shouted, “Portugal! And the only reason you’re asking is because you haven’t been able to cheer for Italy in 12 years!”

I may be petty, but dragging someone else into my pit of disappointment was deeply satisfying.

Mais do que futebol: a paixão portuguesa que conquistou o mundo

Um Mundial constrói-se de grandes jogos, golos inesquecíveis e protagonistas que entram definitivamente na história do futebol. São mais de noventa minutos de emoção, de talento e de superação, onde cada lance pode transformar-se numa memória eterna. Mas, para além daquilo que acontece dentro das quatro linhas, existem momentos que revelam a verdadeira dimensão deste desporto e mostram como o futebol é muito mais do que uma competição.

Neste balanço do torneio, alguns dos comentadores da MDC, no programa

“Fora de Jogo”, analisam os principais acontecimentos de um Mundial marcado pela qualidade desportiva, pela intensidade dos encontros e pelo aparecimento de uma nova geração de talentos que promete continuar a escrever páginas importantes no futuro do futebol. Entre revelações, grandes exibições e atuações individuais de destaque, surgem também as figuras maiores que deram rosto à competição, com Cristiano Ronaldo novamente no centro das atenções pelo impacto, pela liderança e pelo legado que continua a construir. No entanto, há uma imagem que se destaca acima de

todas as outras e que resume o verdadeiro espírito de um Mundial: a paixão dos adeptos. Muito além dos estádios e das fronteiras, o apoio das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo transformou cada jogo numa celebração de identidade e pertença.

Em Toronto, a comunidade portuguesa vestiu-se de Seleção, encheu ruas e espaços de convívio com as cores nacionais, acompanhou cada momento com emoção e celebrou cada vitória como se estivesse em casa. Foi uma demonstração de orgulho e união que atravessou oceanos e mostrou que a

Carlos Carneiro

ligação a Portugal permanece viva, independentemente da distância. Para comentadores da MDC, este apoio em Toronto ficará como uma das grandes marcas deste Mundial: uma manifestação histórica de carinho pela Seleção e uma prova de que o futebol continua a ser uma das mais poderosas formas de expressão coletiva. Um ponto de encontro entre gerações, culturas e comunidades, capaz de unir portugueses dentro e fora do país através de uma mesma paixão — o amor pelo futebol e pela camisola nacional.

RMA/MS

Luís Costa

destaca apoio dos emigrantes: “Foi algo nunca antes visto”

O comentador desportivo Luís Costa fez um balanço positivo do recente Mundial, destacando a qualidade do futebol, o surgimento de novos talentos e, sobretudo, o apoio dos emigrantes portugueses, que classificou como “algo nunca antes visto”.

Segundo Luís Costa, a competição contou com jogos de grande nível e seleções que evoluíram ao longo do torneio, apontando a Espanha como um dos melhores exemplos. Sobre a arbitragem, reconheceu erros e polémicas, lembrando que os árbitros “também são seres humanos”.

O comentador criticou ainda a influência da política no futebol, referindo o comportamento de Donald Trump durante a competição, e elogiou a juventude da seleção espanhola e o percurso de Cristiano Ronaldo, que descreveu como “um senhor do futebol”.

No final, destacou o apoio dos emigrantes portugueses como o momento mais marcante do Mundial e considerou que a Federação Portuguesa de Futebol deveria ter reconhecido melhor esse contributo. Também defendeu que o presidente da FPF “já devia ter deixado o cargo”.

Patrícia Borges destaca nova geração, Cristiano Ronaldo e paixão portuguesa no Mundial

O Campeonato do Mundo marcou a afirmação de novos talentos, sem esquecer o impacto de figuras como Cristiano Ronaldo. Esta é a análise de Patrícia Borges, rosto desportivo da MDC, que destaca o equilíbrio entre renovação e experiência como o grande legado da competição.

“Foi um Mundial de afirmação de uma nova geração de jogadores, mas também de reconhecimento do enorme impacto de Cristiano Ronaldo, dentro e fora de campo”, afirmou.

Apesar de alguns momentos polémicos, Patrícia Borges sublinha a qualidade futebolística e, sobretudo, a paixão dos adeptos. Entre as imagens mais marcantes esteve o apoio da comunidade portuguesa em Toronto à Seleção Nacional.

“Ver a comunidade portuguesa unida, a celebrar as vitórias e a viver cada jogo com tanta paixão mostrou que o futebol continua a ser uma força de ligação e orgulho nas nossas raízes”, destacou.

Mundial transformou o futebol norte-americano e reforçou a força de CR7

O Mundial deixou um legado histórico, consolidando o futebol na América do Norte. Segundo Carlos Carneiro, o torneio transformou a relação do Canadá e dos Estados Unidos com a modalidade, com recordes de assistência, grande audiência global e uma organização de sucesso.

A competição ficou marcada pela despedida de lendas como Messi e Modrić, mas, para o comentador da MDC, o maior destaque foi Cristiano Ronaldo, cuja paixão e dedicação fizeram dele uma das maiores figuras do Mundial. “Enquanto a Espanha conquistou o campeonato, Cristiano Ronaldo continuou a conquistar o mundo”. Apesar das críticas à expansão para 48 seleções, para Carlos, o torneio apresentou futebol de qualidade, com 308 golos em 104 jogos. Cabo Verde, Noruega e Canadá foram algumas das grandes surpresas, com destaque para Stephen Eustáquio. O Mundial também teve polémicas na arbitragem e momentos influenciados por tensões internacionais. Para Carneiro, porém, a imagem mais marcante foi o “efeito CR7”, visível nas celebrações da comunidade portuguesa em Toronto, que mostraram como o futebol ultrapassa fronteiras e une pessoas.

Sérgio Esteves valoriza apoio português em Toronto e critica influência política no futebol

Sergio Esteves destacou como maior legado do Mundial a paixão dos adeptos pelo futebol e pelo seu país, elogiando especialmente o apoio dos portugueses em Toronto. O comentador criticou a influência política no desporto, defendendo que os resultados devem depender apenas do mérito dentro de campo. Considerou ainda que o torneio não revelou grandes novas estrelas, além de nomes já conhecidos como Yamal, Mbappé e Haaland.

Esteves mostrou-se desiludido com a prestação portuguesa e lamentou a possível despedida de Cristiano Ronaldo e Messi. No balanço final, destacou a força dos adeptos, mas também as polémicas relacionadas com arbitragem e justiça desportiva.

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AS PERIPÉCIAS DA “ESFERA” MÁGICA

Ora viva, bom dia, Espero que estejam bem! Mais um dia e julho a “nado” quase.

Em cima da mesa o tema de “bicos” - O que achámos do Mundial 2026? A sério? Uma verdadeira palhaçada.

Pepino que nasce torto, tarde ou nunca endireita lá diz o ditado.

Equipas agressivas, árbitros corruptos que trabalham para a instituição mais podre do mundo. Chamam-lhe FIFA... enfim.

Portugal aos trambolhões. Os jogadores e equipa técnica podiam e deviam ter feito melhor. CR7 lá brilhou, mas foi sol de pouca dura. Uma equipa sem brilho, sem união. Uma pulseira simbólica? A sério que simbolizava união entre todos para elevar o nome de Portugal? Se assim fosse tinham-se esfarrapado até ao limite. Ao invés disso passeavam a vaidade em campo. Só estrelas, mas com muito pouco luz... enfim.

Quem deveria ter ganhado era a Noruega que, sim, realmente mostrou amor à camisola em campo. Sangue novo com entusiasmo.

Uma Argentina corrupta e um capitão sem classe. A sério Messi? Voltaste as costas aos campeões? Assististe à pancadaria que os teus colegas provocaram e iniciaram no final do jogo, em paz e sossego, a olhar, ao largo? Que falta de educação, de brio, de respeito, de tudo.

E, senhores da FIFA - um “Half show”? Mas era football americano? Um Trump a entregar um troféu com uma cara de

“desdém”. Enfim. Vergonha atrás de vergonha. A não repetir. Mais não digo, realmente. É o que é e vale sempre o que vale

Até já, Cristina

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Cristina Da Costa Opinião

Would Jesus win the World Cup?

The most political FIFA World Cup in modern history has ended with Spain as the victorious squad. The World Cup was rife with political interaction, international pride and diplomatic disputes, which were front and center at every stage of the tournament. The game of soccer, which is called the "beautiful game" was anything but beautiful due to the corruptive attitudes of FIFA, substandard refereeing and a free for all wrestling attitude of players acting like spoiled millionaires playing a children's game. Nationalistic euphoria by fans from all over the world, was more entertaining than the play on the field. So what does it all mean? Is the game a manipulation of our senses or a purposeful contest to unite the world as FIFA promoted the world cup? By pushing the boundary between athletics and geopolitics more and any other tournament in decades, the game became a symbol of diplomatic signaling, nationalistic messaging and political controversy.

There was a time when soccer belonged to the people. It lived in neighbourhood parks, echoed through local stadiums and united families around the television every weekend. It was a game of factory workers, immigrants, children with dreams and supporters who wore their club colours with pride, regardless of victory or defeat.

FIFA is showing obscuring the line for financial and political gain.

Modern soccer has become a global industry worth billions of dollars. Club owners are multinational corporations and investment groups whose prime objective is financial return. Television rights are negotiated for incredible sums of money and sponsorship deals dictate kick-off times and soccer players have become global brands as much as athletes. The ordinary supporter has become nothing more than an afterthought expected to pay exorbitant sums of money for a ticket to watch a game without integrity. The danger is not that soccer has become professional. Professionalism has elevated standards and expanded opportunities worldwide. The danger lies in allowing commercial interests to overshadow the very soul of the sport. And so, the question if Jesus had a soccer team, would He win the cup? Let's transfer the lessons of miscarriage of justice that occurred in many of the games and if there was ever proof that perfect righteousness does not guarantee favourable officiating, it is calvary. Transfer that lesson to the soccer field. Imagine Jesus instructing his players not to dive, not to waste time, not to feign injury, not to provoke opponents, not to seek unfair advantages. He would insist on honesty, discipline, forgiveness after every foul and respect toward every official, however, mistaken. Would referees reward such conduct? No, because the whistle remains in imperfect hands. Would Jesus complain? He might question injustice and herein lies the uncomfortable truth about modern sport. Soccer celebrates winning

above virtue. Tactical fouls are applauded as intelligence, simulation is called cleverness. Gamesmanship is disguised as professionalism.

Success often forgives methods that would otherwise invite condemnation. Jesus would reverse the equation, therefore loosing the game on the scoreboard but would win in morality. Jesus would probably never collect a winners medal but he wouldn't compromise the truth. Cups and medals fade, character does not and

does soccer as we saw it in this World Cup recognize his definition of victory?

The beautiful game must never forget who made it beautiful in the first place. When the final whistle blows soccer will always belong to the people, not millionaires and politicians, because people who continue to believe that ninety minutes can still bring people hope, heartbreak and unforgettable memories. FIFA should remember this single truth because Jesus could never win the Cup.

Esta semana

• NOS Alive 2026 - Reportagem especial com os grandes momentos de um dos maiores festivais de música da Europa

• A Moda de Castro (Pt. 2) - Uma viagem pela cultura, tradições e identidade de Castro Verde.

• LiUNA Local 183 Family Day - Os melhores momentos de três dias de celebração e união da comunidade em Toronto.

• Rosa’s Portuguese Kitchen – Baba de Camelo - Aprenda a fazer uma das sobremesas mais emblemáticas da doçaria portuguesa.

• TEDx – Norberto Amaral - Uma conversa inspiradora sobre inovação, criatividade e empreendedorismo.

• Santeiros de São Mamede do Coronado - A tradição secular da arte sacra que continua a marcar a cultura popular portuguesa.

• Radar com Dixit -A história de uma banda que continua a marcar o rock português.

• e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

Photo: Manuel DaCosta

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smoke from the Ontario wildfires that the wind has taken over the border. Who says that unless it’s during a comedy routine? There must be a few comedians out there that wish they had thought of it first. He shows signs, daily, that he’s a few sandwiches short of a picnic. This, the so-called most powerful man on the planet, and everyone’s just watching the show unfold. Then, of course, there are the world-repelling tariffs, of which there will be more of, in the guise of 50%, this time on things like cement and other stuff – but not on energy, probably because raising the bills of the American people again might not go over too well. His daily circus of lies and stupidity have numbed us all.

So, what happens after? When the majorities are gone, is the government finally going to do its job and round these people up? We all know both sides are aware of what could and should come down. There are many heads to roll.

WHAT HAPPENS AFTER?

DT doesn’t care what it all looks like, he openly admits profiting from the presidency, he admits his family receives privileged information, he admits he isn’t concerned with the financial

government for his personal bidding. In turn, there isn’t a department that hasn’t become stained and untrustworthy. The illegal war, the wild spending, and funneling of funds, ICE.

I think mitigating the damage done internally will take priority, an undertaking that will last years. Diplomacy went out the window; that will also be a serious challenge, although I don’t believe anyone will trust the US again, at least for a few generations. But will these people pay? We can’t forget the power is wielded by business, and so much is concentrated in the hands of so few.

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Royal LePage® Supreme está à procura da pessoa certa para se juntar à sua equipa. Os interessados deverão contactar Raquel Lopes para uma reunião confidencial

Over one trillion dollars for the now war budget, and for the next one he’s asking double! The war is taking its toll on the party, but he says it won’t affect him, when asked about the midterms. But I also ask about the things that come out of his

Why hasn’t the man been impeached? Yes, the answer is obvious, but man! Lately it’s his opinion that Canucks pay for the

Business controls both sides, but it usually cowers in the face of hard evidence and will probably jump on the bandwagon. We would all find it just if these people were held accountable for what they have done to their citizens and the rest of the world. I hope I’m around long enough to see it happen.

Fiquem bem!

Leia em português
Raul Freitas Opinion

Ontario wildfires... A crisis that knows no borders

Each summer, vast areas of Ontario’s forests become vulnerable to wildfires. While fire has always been a natural pat of Canada’s boreal ecosystem, the frequency, intensity, and scale of recent wildfires have become increasingly concerning. What was once viewed as a seasonal event has now developed into a national and international issue, affecting not only the forests where the fires burn but also the air that millions of people breath hundreds or even thousands of kilometres away.

Why are Ontario’s wildfires happening?

Wildfires occur when three essential elements come together: dry vegetation that acts as fuel, a source of ignition, and weather conditions that allow flames to spread. Many fires begin naturally through lightning strikes, particularly in remote northern regions of Ontario. Others are caused by human activity, including unattended campfires, discarded cigarettes, sparks from equipment, or deliberate acts of arson. Climate change has added another dimension to the problem. Rising average temperatures have lengthened the wildfire season, while prolonged periods of hot, dry weather leave forests more susceptible to ignition. Drier soils and vegetation create conditions where even a small spark can quickly grow into a massive wildfire. Strong winds then carry flames rapidly across large areas, making containment far more difficult. Although no single wildfire can be blamed solely on climate change, scientists have found that a warming climate increases the likelihood of the hot and dry conditions that make large fires amore frequent and more severe. The effects of wildfires extend far beyond the forests themselves. Many of Ontario’s largest fires occur in remote northern regions with limited road access. Firefighters often rely on aircraft, helicopters, and water bombers to reach these locations. In some remote areas, authorities may allow fires to burn naturally if they do not threaten communities or critical infrastructure. Wildfire smoke contains enormous quantities of fine matter, carbon monoxide, and hundreds of other gases and chemicals produced by burning vegetation. During periods of hot,

stagnant weather, these pollutants accumulate instead of dispersing, resulting in dangerous air quality levels. Hospitals often experience increased emergency visits during severe smoke events. Even healthy individuals can suffer reduced lung function after prolonged exposure. There is no single solution, but experts agree that several approaches can reduce future wildfire risk. Improved forest management through controlled burns and the removal of excess vegetation can reduce the amount of fuel available to large fires. Earlier detection using satellites, drones, and artificial intelligence can identify new fires before they spread. Investment in more firefighting aircraft, trained personnel, and modern equipment can improve response times. Communities located near forests can be better protected through fire-resistant construction standards and emergency evacuation planning. Finally, reducing greenhouse has emissions over the long term may help lessen the extreme heat and drought conditions that contribute to increasingly destructive fire seasons. Even with these efforts, experts caution that Canadians should prepare for wildfire seasons to remain an annual challenge as the climate continues to change.

The smoke has also become a source of political tension. U.S. President Donald Trump recently criticized Canada for allowing wildfire smoke to drift into the United States and suggested Canada should do more to control the fires. His comments sparked criticism from Canadian officials, including Ontario Premier Doug Ford, who noted that Canada and the United States have a long history of helping one another during natural disasters. Canada has repeatedly sent firefighters, aircraft, and emergency crews to assist American states during devastating wildfire seasons, including California, while American crews have regularly crossed the border to assist Canadian provinces. This mutual aid has been a cornerstone of the relationship between the two countries for decades. While political leaders may exchange criticism, wildfire experts point out that these fires are driven primarily by weather, drought, lightning, and forest conditions-not by national borders or political decisions alone. Smoke travels wherever prevailing winds carry it.

Ontario’s wildfires are a reminder that environmental disasters have become increasingly interconnected. A fire burning hundreds of kilometers away can affect the health, economy, and daily lives of millions of people in another province-or another country. Canada and the

United States have long demonstrated that cooperation is more effective than confrontation is more effective than confrontation when responding to natural disasters. As wildfires become larger and more frequent, both nations will likely need even greater collaboration in firefighting, scientific research, forest management, and climate adaption.

As the smoke from Ontario’s wildfires drifts across borders, it serves as a powerful reminder that nature does not recognize political boundaries. Canada and the United States have stood together through countless natural disaster-from wildfires in California to floods, hurricanes, and emergencies affecting both nations. While political leaders may disagree and exchange criticism, the relationship between the two countries has always been built on far more than words. It has been forged through decades of cooperation, mutual aid, and shared values.

The smoke may cross borders, but so too must the solutions. Wildfires are no longer simply a Canadian problem or an American challenge that demands a united response.

Domingos da Mota Tempestade seca e outros poemas

Domingos da Mota (n.1946) abre o seu primeiro conjunto de poemas deste livro (Tempestade seca) com uma citaçãp de Hélia Correia e o segundo conjunto (outros poemas) com uma citação de Jorge de Sena.O livro de 89 páginas é uma edição da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto com apoio da Fundação Engenheiro António de Almeida.

Além dos dois autores já referidos, os poemas do livro integram citações de Sá de Miranda, Padre António Vieira, Alberto Pimenta, Dinis Machado, João Cabral de Melo Neto, Luís de Camões, Hannah Arendt, João Guimarães Rosa, Jorge Sousa

Braga, e Sérgio Godinho – entre outros. A Poesia é a Voz do Homem e se puder incorporar a Voz do Mundo – tanto melhor. Mas a Voz do Mundo é a voz dos outros poetas os que viveram e escreveram antes de nós.

Camões TV+ APP Available

Host Vince Nigro Guest Paulena Paton from Protege Casual Leia em português

Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am

Saturdays 7:30 am

JCF

Basta pensar em poetas que morreram jovens como Cesário Verde, António Nobre, Políbio Gomes dos Santos, António Maria Lisboa, Nuno Guimarães e Daniel Faria – seis nomes e todo um programa poético interrompido. Castelo Branco Chaves dizia que conhecer as Líricas Portuguesas de Cabral do Nascimento, José Régio, António Ramos Rosa e Jorge de Sena era essencial para conecer a Poesia Portuguesa. Querer passar ao lado disto é como querer fazer uma enxertia numa árvore que não existe. Por falar em Agricultura é preciso notar que verso é o nome latino do sulco do arado na lavoura de um campo. Fiquemos com o poema da página 73: «Contra a infâmia O poeta/morreu/ subitamente. /Os amigos lamentam a partida/os inimigos procuram execrá-lo/ os idiotas vomitam idiotias,/ os filhos da puta/chamam-lhe filho da puta/e os cobardes mostram o que são./O poeta já não pode ripostar./Mas deixou-nos/para ler os seus poemas/uma obra viva contra a infâmis». A Poesia nunca hesitou ao longo dos tempos em chamar as coisas pelos seus nomes, sempre.

Vincent Black Opinion

O regresso da diáspora: as conquistas do PS e o retrocesso do atual governo

A Europa enfrenta um desafio demográfico sem precedentes. Perante a necessidade de reconquistar o talento que partiu, vários países desenham estratégias competitivas. Portugal soube liderar esse caminho de retorno. No entanto, o atual Governo ameaça agora travar esse progresso com uma es tratégia completamente errada.

OPortugal não deveria ser um ato de nos talgia, mas sim algo natural, uma urgência que o

mou numa prioridade estrutural do próprio Estado. Quem vive em Toronto ou noutra paragem reconhece o impacto dessa visão, que o atual Governo de Portugal insiste em desmantelar.

Olhar para o resto da Europa é perceber a diferença entre medidas meramente fiscais e um verdadeiro apoio social. Países como a Irlanda, a Polónia e a Grécia optaram por modelos focados em benefícios temporários, esquecendo o apoio imediato às famílias. A Irlanda focou-se em multinacionais, gerando uma forte pressão no custo de vida; já a ções fiscais exclusivas para res; por sua vez, a Grécia fez cortes

dos seus mandatos, transfor

E qual foi a resposta de Portugal ma Regressar. Uma medida abrangente que funciona como uma verdadeira ferramenta e um facilitador de oportunidades para quem decide voltar finalmente a casa, ao nosso querido Portugal. A grande virtude da visão do PS reside na certeza de que o regresso exige estabilidade e justiça social. O PS olhou sempre para

as comunidades portuguesas, dando-lhes dignidade. Infelizmente, as políticas do atual Governo e do PSD representam um claro recuo na política de regresso com propostas focadas em benefícios fiscais que deixam a classe média desprotegida. Ao contrário da lógica fria e contabilística do atual executivo, o programa Regressar do PS garantia apoios financeiros diretos para despesas de viagem, mudanças e a integração de toda a família. Sob a governação socialista, também se facilitaram as candidaturas através de vários canais digitais. O atual Governo tem falhado claramente, criando novos entraves para quem tenta regressar.

A diferença é clara. Enquanto o PSD regressa a uma visão elitista e puramente de mercado, o PS provou que o regresso se estimula com solidariedade, direitos e estabilidade. Para que a nossa diáspora continue a voltar, Portugal precisa de rejeitar a austeridade disfarçada e o desinvestimento nos serviços públicos do atual Governo. Precisamos de retomar o caminho que o Partido Socialista começou, com a valorização do trabalho e da habitação acessível. A diáspora quer voltar. O amor à pátria permanece intacto em todo o mundo onde está um português. E só com políticas de progresso, solidariedade e acolhimento, marca identitária indiscutível do PS, é que Portugal garantirá que esse regresso se faz com segurança, dignidade e verdadeira prosperidade.

NOTA: O Programa Regressar foi lançado pelo Partido Socialista (PS) em 2019 com o objetivo de apoiar os emigrantes que desejam voltar a Portugal. A iniciativa oferecia apoios financeiros para custos de deslocação, linhas de crédito para novos negócios e um regime fiscal que isenta de tributação 50% dos rendimentos do trabalho.

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Um pioneiro açoriano na génese multicultural do Canadá

O Canadá contemporâneo constitui uma das expressões mais significativas de uma sociedade construída a partir do encontro entre diferentes povos, culturas e identidades. Mais do que uma realidade geográfica, o país afirma-se como um projeto histórico assente na diversidade, onde os Povos Indígenas, as populações de origem europeia e as sucessivas vagas migratórias provenientes dos quatro cantos do mundo contribuíram para formar uma das sociedades mais plurais e inclusivas da atualidade.

Esta matriz multicultural, reconhecida como um dos elementos centrais da identidade canadiana, encontra-se profundamente associada à capacidade do país de transformar a diversidade cultural numa força coletiva e num dos pilares da sua afirmação internacional.

A história do Canadá é, assim, também uma história de mobilidades, encontros e trajetórias individuais que anteciparam esse ideal multicultural muito antes da sua consagração política no século XX. Entre essas histórias de pioneirismo encontra-se a presença portuguesa, uma dimensão essencial para compreender a riqueza e a complexidade da construção da sociedade canadiana. Antes da grande vaga migratória portuguesa das décadas de 1950 e 1960, fortemente marcada pela presença açoriana e responsável pela chegada ao Canadá de milhares de homens e mulheres, já alguns pioneiros lusos haviam atravessado oceanos, integrado novas comunidades e participado na for-

mação dos primeiros núcleos humanos da futura nação canadiana.

Entre essas figuras destaca-se Joe Silvey, nome pelo qual ficou conhecido José Silva, um açoriano natural da ilha do Pico cuja vida extraordinária simboliza, de forma exemplar, a capacidade de adaptação, encontro e diálogo entre culturas que esteve na génese da identidade multicultural canadiana.

Nascido no arquipélago dos Açores, Joe Silvey terá abandonado a sua terra natal em 1846, ainda adolescente, embarcando num navio baleeiro norte-americano, numa época em que a baleação constituía uma das principais atividades económicas da região e uma importante via de mobilidade para muitos açorianos. Depois de ter passado por diferentes territórios da costa do Pacífico e após o declínio do ciclo da corrida ao ouro na Califórnia, que atraiu milhares de aventureiros em meados do século XIX, fixou-se na região da atual Colúmbia Britânica por volta de 1860.

Em Vancouver, então ainda uma pequena comunidade em formação, Joe Silvey protagonizou uma história excecional de contacto e convivência entre culturas. Casou com Khaltinaht, neta do chefe indígena Kiapilano, uma importante liderança das comunidades originárias da região, estabelecendo uma união que simboliza a própria génese multicultural do Canadá. Dessa relação nasceu Elizabeth, considerada a primeira criança de ascendência europeia nascida no território que viria a constituir a cidade de Vancouver, tornando-se um símbolo precoce do encontro entre diferentes povos, culturas e tradições.

Em 1867, ano da criação da Confederação Canadiana, Joe Silvey integrou a primeira geração de habitantes da nova federação, assumindo um lugar pioneiro na construção da sociedade canadiana. Nesse período abriu

em Gastown, núcleo histórico de Vancouver, o conhecido estabelecimento The Hole in the Wall (“O Buraco na Parede”), um saloon que rapidamente se tornou um ponto de encontro numa cidade marcada pela chegada de diferentes comunidades e por profundas transformações económicas e sociais.

Após a morte da sua primeira mulher, Joe Silvey vendeu o estabelecimento e dedicou-se à atividade piscatória, instalando-se em Stanley Park. Foi pioneiro na utilização da técnica da rede de cerco e tornou-se o primeiro pescador a obter uma licença oficial para exercer essa modalidade na região, contribuindo para o desenvolvimento da economia marítima local. Mais tarde, após o casamento com Lucy, uma mulher pertencente à comunidade indígena salish, constituiu uma numerosa família com dez filhos e fixou-se em Read Island, onde adquiriu terras e partilhou a prosperidade alcançada através da pesca com a comunidade envolvente.

Falecido em 1902, Joe Silvey deixou uma descendência profundamente ligada à história social e cultural da Colúmbia Britânica. A sua vida representa uma narrativa de mobilidade, adaptação e encontro entre mundos distintos: um açoriano que atravessou oceanos, estabeleceu laços com comunidades indígenas, participou no desenvolvimento de uma cidade emergente e ajudou, através da sua própria trajetória familiar e profissional, a antecipar os valores de diversidade, convivência e inclusão que hoje caracterizam o Canadá multicultural.

O reconhecimento do seu legado ultrapassou as fronteiras canadianas. Em 25 de abril de 2015, a Câmara Municipal de Vancouver inaugurou, em Stanley Park, um monumento em sua homenagem, perpetuando a memória de um dos pioneiros da história da cidade e valorizando igualmente a contribuição portuguesa para a formação da socieda-

de canadiana. Este tributo assume particular significado para a comunidade luso-canadiana, uma das mais dinâmicas comunidades da diáspora portuguesa no mundo, que ao longo das últimas décadas afirmou a sua presença nos domínios económico, cultural, político e social do Canadá.

Mais recentemente, o legado de Joe Silvey foi também celebrado em Portugal, com a inauguração, em Belém, de uma escultura da autoria de Luke Marston, trineto de Joe Silvey, artista profundamente ligado às suas raízes luso-indígenas. Esta homenagem constitui não apenas o reconhecimento de uma figura pioneira da história canadiana, mas também uma ponte simbólica entre os Açores, Portugal e o Canadá, reafirmando o papel da diáspora portuguesa na construção de sociedades plurais e no permanente diálogo entre culturas.

Joe Silvey. Wikipedia
Daniel Bastos Opinião
Joe Silvey
Vítor M. Silva Opinião
Photo: CBC

Só não erra quem não faz nada

Os erros de quem muda nunca serão maiores do que os de quem passou anos sem mudar coisa nenhuma.

Meus caros leitores, ouvi tanta coisa e tantos disparates sobre o Ministro da Educação que chegou a um ponto em que fiquei completamente confuso. E com razão. Parecia que toda a ação política da oposição estava concentrada numa única pessoa, Fernando Alexandre.

Muitos portugueses talvez nem conheçam bem quem é este ministro. Já lhe chamaram "superministro", numa tentativa de o desvalorizar ou caricaturar. Mas os antigos diziam que, quando alguém é competente e tem coragem para mudar as coisas, acaba sempre por incomodar muita gente. E a prova está à vista.

Eu digo isto porque sou a favor do crescimento, de mudanças qualitativas e apoio quem olha em frente e para o bem de todos e não de meia dúzia. Mas neste caso, caíram-lhe em cima políticos de todos os quadrantes. Alguns estreantes, outros que se apresentam hoje como grandes especialistas, mas que, quando tiveram responsabilidades governativas, pouco ou nada fizeram para resolver os problemas da Educação. Fernando Alexandre não é um estreante na vida política nem na administração pública. Foi Secretário de Estado Adjunto

do Ministro da Administração Interna no Governo de Pedro Passos Coelho e possui uma carreira académica reconhecida. É um homem experiente, ponderado e, na minha opinião, um dos melhores ministros deste Governo e dos mais competentes que passaram pela pasta da Educação. É verdade que a reforma dos exames nacionais não correu como estava previsto. O próprio ministro assumiu as falhas, deu explicações e procurou corrigi-las. Mas há uma diferença importante, quem trabalha, decide e faz reformas pode cometer erros. Quem nada faz, dificilmente erra... mas também dificilmente melhora o país.

Este Governo assumiu o compromisso de fazer diferente. Antes de construir, teve de corrigir muitos problemas herdados do passado. E, até ao momento, ainda não vimos decisões tomadas através de mensagens de WhatsApp, como aconteceu noutras ocasiões da nossa vida política. Isso, por si só, já faz alguma diferença.

Curiosamente, muitos dos que exigiam a demissão do ministro esqueceram-se rapidamente de problemas bem mais graves, como a falta de água em Almada, uma situação que afetou milhares de pessoas e que diz respeito a um bem essencial à vida. Sobre isso, o silêncio foi bem mais evidente.

Enquanto recebia críticas diárias, Fernando Alexandre continuava a trabalhar. E essa é, talvez, a maior resposta que podia dar. Há quem prefira apresentar soluções e há quem viva apenas da crítica permanente. Infelizmente, alguns políticos parecem mais preocupados em destruir do que em construir.

Para quem apenas acompanha as manchetes mais negativas, importa recordar alguns factos. Este ministro avançou com a recuperação da carreira dos professores, promoveu aumentos salariais, reforçou a contratação de milhares de docentes e teve a coragem de iniciar a digitalização da correção dos exames nacionais. São mudanças profundas, naturalmente sujeitas a dificuldades iniciais, mas que poderão trazer benefícios no futuro.

Também ficou evidente que Portugal ainda tem alguma dificuldade em lidar com reformas estruturais. Sempre que surge uma mudança, aparece o receio, a desconfiança e, muitas vezes, a tentativa de a travar antes mesmo de se conhecerem os seus resultados.

Espero que Luís Montenegro e toda a equipa governativa mantenham esta vontade de reformar. Sabemos que qualquer mudança séria encontra resistência, mas é precisamente essa capacidade de modernizar o país que permitirá às novas gerações competir com os restantes países europeus. Governar não é dizer "amém" a tudo nem deixar andar. Quem pensa assim talvez esteja melhor a jogar às cartas do que a assumir responsabilidades.

Estejam atentos, informem-se e procurem conhecer os factos antes de formar uma opinião. Não faltará quem tente destruir por conveniência política ou por não aceitar ver mudanças acontecerem.

Seja na política ou na gestão de uma empresa, quem lidera tem de estar preparado para mudar, inovar e decidir. Caso contrário, em vez de fazer o país crescer, limita-se

a assistir ao seu declínio. O país deve estar sempre em primeiro lugar. Bom fim de semana!

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transformada num acerto de contas com Mário Centeno, entre teorias da conspiração e detalhes arquitetónicos que pouco tinham que ver com o essencial. O dia acabou com até o PSD a desvalorizar as críticas tresloucadas de Paulo Núncio. Claro que o debate não ficará por aqui – a nova solução, apresentada oralmente por Álvaro Santos Pereira como 35 milhões mais barata, tem custos de operação superiores à solução já contratualizada de 2 milhões de euros por ano. Ao fim de apenas 17 anos, o barato sairá caro. Noutro momento igualmente lamentável, a Ministra do Ambiente veio pedir publicamente à ERSE para fazer uma análise às margens de lucro dos combustíveis, análise essa que esta entidade já faz. Como não se crê que a mais capaz das ministras deste Governo não tivesse disso conhecimento, pode-se concluir que Graça Carvalho instrumentalizou a ERSE para desconversar, numa altura em que cresce a insatisfação com um Governo que teima em não descer o imposto sobre os combustíveis (nem sequer reverter os aumentos que aprovou em dezembro de 2024 e novembro de 2025).

A LEI TAMBÉM É PARA OS GRANDES

Na sexta-feira o Parlamento arrecadou 880 milhões de euros. Não foi um aumento de impostos, nem um corte num serviço público. Tratou-se de uma lei que acaba com a impunidade dos cartéis que, como o da Banca, depois de condenados a pagar centenas de milhões de euros em multas, recorrem à justiça europeia para atrasar o desfecho ao ponto da prescrição.

No caso da banca, foram 225 milhões num único processo que se arrastou 13 anos. Em 2022, a lei mudou, acabando com o prazo de prescrição para casos futuros. Mas estão ainda a decorrer 16 processos com contraordenações, em setores tão vastos como a grande distribuição, banca, energia, telecomunicações e transportes, que vão marinando no Tribunal de Justiça da União Europeia, em busca da sua prescrição. Foi uma vitória de última hora, com o CHEGA a mudar o sentido de voto entre a Comissão e o Plenário. Mas será

uma vitória por mais motivos do que o encaixe financeiro. É que, com esta lei, acaba-se com a impunidade e restaura-se alguma justiça na concorrência entre as grandes empresas e as pequenas e médias empresas, entre os “chico-espertos” e os cumpridores.

Esta é, também, uma clara vitória para Nuno Cunha Rodrigues, o diligente Presidente da Autoridade da Concorrência. Cunha Rodrigues batalhou de forma muito séria e persistente pela efetividade das sanções que os seus serviços aplicaram. Coragem é aliás uma boa definição do seu mandato, onde ainda ontem voltou a estar nas notícias por enfrentar as desproporcionais comissões da banca.

Os casos dos cartéis mostram o que acontece quando uma entidade reguladora tem coragem, mas também o que se perde quando o sistema político não lhe dá os instrumentos necessários para fazer valer as suas decisões. Devemos falar mais das entidades reguladoras, da reforma que precisam para reforçar a sua capacidade de fazer cumprir a lei, dotando-lhes de recursos e independência para o efeito.

Não é possível acreditar que vivemos num país onde o Presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões precisa de ir recolher a assinatura do Ministro das Finanças para alugar um autocarro. Noutro exemplo, a discussão sobre a nova sede do Banco de Portugal foi

Mas esta não tem de ser uma sina portuguesa. Tanto em 2017, com um Governo PS, como agora em 2026, com um Governo da AD, houve grupos de trabalho que concluíram pela necessidade de reforma das entidades de supervisão. Também a avaliação aprofundada do sistema financeiro, conduzida este ano pelo FMI, oferece recomendações importantes nesta matéria.

Podíamos começar pela nomeação dos seus cargos de direção por concurso internacional, eliminando leituras políticas sobre elas. Tirando lições a partir do caso do cartel da banca, podemos assegurar que as alterações legislativas propostas por estas entidades vêm a luz do dia, em vez de acumularem pó numa gaveta ministerial. Devemos ainda repensar a arquitetura institucional do sistema, separando funções de supervisão das funções de resolução, como previsto desde 2019.

A concorrência não se defende sozinha. Os consumidores não se protegem sozinhos. Precisam de reguladores fortes, independentes e respeitados — não de reguladores ignorados quando incomodam e instrumentalizados quando dão jeito. Numa altura em que tanto se fala de pactos de regime, este devia ser um dos mais simples: garantir que quem tem poder económico cumpre a lei, paga quando é condenado e sabe que, em Portugal, a regulação não é decoração institucional. É Estado de direito económico.

Miguel Costa Matos Opinião
Augusto Bandeira Opinião

(Des) encontro

de gerações

Um povo que não cuida das suas crianças e dos avós é um povo sem futuro porque não tem a força e a memória para continuar em frente.

Papa Francisco, Discurso em Filadélfia, 2015

As mais recentes notícias dão-nos conta de que o processo de imigração permanente de pais e avós, designado como reencontro familiar prolongado, será de ora em diante mais difícil, por ter sido suspensa a receção de novas candidaturas a partir deste mês. Ao contrário do que acontecia, o governo criou o chamado “Super Visto” que permite estadias até cinco anos consecutivos por entrada, que poderão ser estendidas até um total de dez anos.

Odenominado IRCC (Immigration Refugees and Citizenship Canada) adotou esta medida devido ao elevado número de processos pendentes até agora acumulados. Assim, e com vista a estabilizar o sistema, apenas estão a ser processados os pedidos já existentes. Para se poder obter o Super Visto, além de ser necessário que os filhos ou netos residentes no Canadá cumpram um limiar mínimo de rendimento que possa garantir o suporte financeiro familiar, é ainda obrigatório ter um seguro de saúde privado válido e contratado junto de companhias seguradoras devidamente aprovadas. No espaço da minha crónica, admito que não devo pronunciar-me sobre opções tomadas pelo governo canadiano. Contudo, e

pensando na Comunidade Portuguesa, não posso deixar de assinalar que sou mais sensível à questão do reencontro entre avós e netos, que a imigração separou, precisamente porque no próximo domingo, dia 26, se celebra em Portugal o Dia dos Avós. É, por isso, imperativo que estes reencontros não se transformem em desencontros, já que os netos - crianças ou jovens - aprendem com os avós a valorizar a sua história pessoal e coletiva.

Sabemos o quão importante é o papel dos avós nas nossas vidas, até para aqueles que nunca tiveram a felicidade de com eles privarem fisicamente. Mesmo que não os tenham conhecido, a verdade é que eles vivem do poder das narrativas que lhes são transmitidas, ao ponto de a elas se referi-

rem com a frequência de quem foi contemporâneo delas.

A nossa muito saudosa Maria Barroso, no prefácio que escreveu para o livro “Passos de Nossos Avós” (organizado por mim e Manuela Marujo), considera os avós como pilares fundamentais no processo de formação dos netos, tendo em conta todo o apoio dado ao seu desenvolvimento como cidadãos ricos de valores que, postos em prática, os tornam portadores de princípios que farão deles pessoas mais conscientes e responsáveis. Não é por acaso que, de tantos testemunhos recolhidos, os netos retratam os seus avós como guardiões de geografias e fontes históricas, onde habitam as tradições nacionais, regionais e locais, que representam épocas e maneiras de ser e de estar de um determinado espaço e tempo.

Nunca será demais repetir que eles não são apenas guardiões de memórias, mas verdadeiros transmissores de um inestimável património imaterial que se traduz em sabores de comidas há muito esquecidas, odores de um tempo antigo, expressões arcaicas que já não se usam, orações que afastam o quebranto e espantam espíritos, canções que acompanhavam tanto as tarefas domésticas como os trabalhos no campo, lengalengas e trava-línguas que desafiam a memória dos tempos, crenças inusitadas, mas que transportam uma trajetória familiar identitária. Manter vivo este repertório é importante para mantermos vivas as lições do passado e moldarmos um futuro mais consciente, ligado aos nossos valores mais profundos que nos dão um retrato das dinâmicas sociais de diferentes épocas.

E porque os avós são sempre uma ponte entre o presente e o passado, a modernidade e a ancestralidade, numa troca interativa de saberes, seria do mais elementar bom senso que o convívio entre avós e netos não fosse dificultado por questões burocráticas que travem a esperança de um convívio que, depois de perdido, o tempo nunca poderá recuperar.

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Um estado da nação que piorou

No debate sobre o Estado da Nação, o Primeiro-ministro insistiu naquilo a que chamou de “descontrolo migratório” e nos problemas que alegadamente isso trouxe ao país em vários domínios, como a saúde, habitação ou educação. O mínimo que se pode dizer é que o Governo tentou lançar mais uma vez uma cortina de fumo para a sua incapacidade para resolver os problemas que o país atravessa. Ao contrário do que costuma acontecer no debate do Estado da Nação, Luís Montenegro não apresentou medidas, o que é inédito e significativo. Em vez disso, optou por atacar, desculpar-se e vitimizar-se.

Éuma velha técnica que o Governo tem utilizado desde o início, numa altura em que está acossado com várias polémicas na educação, por causa do

falhanço na avaliação dos exames; na habitação, porque as medidas adotadas tiveram o efeito contrário e os preços não param de aumentar, tornando as casas mais difíceis de arrendar ou comprar; na saúde, porque os tempos de espera para uma consulta, exame ou cirurgia são desesperantes e há hoje mais utentes sem médico de família; no custo de vida, porque as famílias e as empresas estão cada vez mais sobrecarregadas, particularmente com o aumento do preço dos combustíveis, que hoje já é 35 cêntimos superior ao que se pratica em Espanha, o que destrói qualquer economia.

Por mais que o Primeiro-ministro quisesse puxar por algumas coisas que fez, a verdade é que a perceção das pessoas é negativa, não apenas por causa das inúmeras polémicas no Governo, mas também devido aos maus resultados das políticas. Por isso, o Governo começa a acusar a impopularidade, como provam todas as últimas sondagens que colocam à frente o líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro, e ainda mais preferido para ser primeiro-ministro. Daí a agressividade inusitada de

Montenegro no debate do Estado da Nação, que se achou incompreendido, justificou-se muito e vitimizou-se ainda mais.

O Primeiro-ministro também falou em reformas. Mas reformar não é mudar as coisas para pior e contra as pessoas. E a verdade é que as medidas que o Governo tem implementado têm invariavelmente a característica de atingir sempre os mais vulneráveis.

Na imigração, a retórica das portas abertas continua a ser a narrativa de combate, apesar de o país estar à míngua de pessoas para trabalhar e de os imigrantes serem permanentemente alvo do estigma e hostilidade social, o que a um país de emigrantes como Portugal devia envergonhar. E além de usar os imigrantes como instrumento para desviar as atenções para os seus falhanços, tem também aumentado as discriminações para os emigrantes nos apoios para as tempestades e para os incêndios, no acesso aos médicos de família ou em medidas fiscais. Na lei das rendas, as pessoas mais pobres podem vir a ser postas na rua, sem recursos para alternativas e assim criar mais problemas

sociais. No “pacote laboral”, felizmente chumbado no Parlamento, os trabalhadores ficavam entregues à arbitrariedade dos patrões, perdiam direitos, trabalhavam mais e ganhavam menos. E o Governo tem ainda falhado sempre na gestão das crises, como aconteceu com o apagão na rede elétrica ou com a recuperação dos estragos provocados pela sucessão de tempestades no início do ano.

O Governo, que tem tido sempre grande preocupação com as perceções, devia ser mais sensível às últimas sondagens e à voz popular, que dizem claramente que o país está hoje muito pior do que há um ano atrás, não obstante ter herdado do Governo anterior do Partido Socialista um excedente orçamental que deu muito jeito para gastar à vontade. Parece que a festa acabou. Paulo Pisco (Diretor do Departamento de Comunidades do PS)

Paulo Pisco
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Aida Batista
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Presidente do Parlamento Europeu destaca “identidade” madeirense

A responsável europeia salientou que a Madeira conseguiu preservar a sua identidade própria ao longo das últimas cinco décadas, sublinhando que essa singularidade constitui também uma mais-valia para a Europa. A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, associou-se às comemorações dos 50 anos da Assembleia Legislativa da Madeira através de uma mensagem em vídeo, na qual destacou a identidade dos madeirenses e o contributo da Região para o fortalecimento do projeto europeu.

Na intervenção transmitida durante a sessão solene, Metsola felicitou a Assembleia Legislativa pela celebração do meio século de existência, considerando que a efeméride representa um momento de afirmação da democracia.

A responsável europeia salientou que a Madeira conseguiu preservar a sua identidade própria ao longo das últimas cinco décadas, sublinhando que essa singularidade constitui também uma mais-valia para a Europa.

Roberta Metsola transmitiu que a identidade madeirense não é incompatível com a pertença ao espaço europeu, afirmando, pelo contrário, que contribui para "enriquecer o projeto europeu comum".

A intervenção em vídeo integrou a cerimónia oficial das comemorações dos 50 anos da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, que reúne representantes das instituições regionais, antigos deputados e diversas entidades civis e militares.

AUTONOMIAS

Madeira entre as regiões com maior descida do desemprego em junho

A Madeira voltou a destacar-se no mercado de trabalho nacional ao registar, em junho, uma redução homóloga de 10,7% no desemprego registado, a segunda maior descida do país, apenas atrás da região Norte e acima da média nacional (-9,9%).

Segundo o IEFP, estavam inscritos 4.998 desempregados, menos 600 do que em junho de 2025 e menos 362 do que em maio. Em termos mensais, a descida foi de 6,8%, superior à verificada a nível nacional (-3,7%).

A Região mantém uma trajetória de melhoria, depois de ter registado uma taxa de desemprego de 5,4% em 2025, a mais baixa desde 2011, e de 4,5% no primeiro trimes-

tre de 2026, a menor do país. Em junho, inscreveram-se 567 novos desempregados, menos 15% do que no mesmo mês do ano passado, a maior redução nacional. As colocações aumentaram 23,5% face a maio, o melhor desempenho entre as regiões.

A secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, afirma que os resultados refletem a eficácia das políticas públicas de emprego, mas sublinha que o objetivo do Governo Regional passa também pela valorização do emprego, através da qualificação, da melhoria salarial e da criação de mais oportunidades, sobretudo para os jovens. JM/MS

Estudantes procuram cada vez mais apoio

psicológico

A procura por apoio psicológico aumentou na Universidade dos Açores (UAc) nos anos que se seguiram à pandemia da Covid-19. O crescimento dos pedidos de acompanhamento levou a instituição a reforçar a resposta na área da saúde mental, através da contratação de novos profissionais, da colaboração com entidades externas e da criação de uma estrutura dedicada ao bem-estar da comunidade académica.

Em declarações ao Açoriano Oriental, o vice-reitor da Universidade dos Açores para os Estudantes, Bem-Estar e Comunicação Institucional, Adolfo Fialho, salienta que muitos estudantes chegam ao ensino superior já com dificuldades emocionais que começaram a manifestar-se durante o ensino secundário, como solidão, ansiedade e depressão. Ao mesmo tempo, o vice-reitor reconhece que os jovens têm hoje maior literacia em saúde mental. Reconhecem mais facilmente sinais de ansiedade, stress ou sofrimento psicológico e estão mais informados sobre a importância de procurar ajuda.

Pandemia aumentou necessidade de resposta

A pandemia de Covid-19 teve consequências na saúde física, emocional e psicológica dos estudantes e contribuiu para tornar mais evidentes as necessidades de apoio nesta área. Nos anos seguintes, a Universidade dos Açores registou um aumento significativo da procura pelos serviços de psicologia.

na Universidade dos Açores

O relatório dos últimos quatro anos da instituição afirma que “o aumento expressivo da procura de apoio psicológico registado nos anos subsequentes à pandemia exigiu uma resposta institucional robusta”. Perante esta realidade, a universidade procurou reforçar os recursos disponíveis e garantir uma resposta mais adequada às necessidades da comunidade estudantil. Foram mantidos protocolos com entidades externas especializadas e obtido financiamento da Direção-Geral do Ensino Superior para projetos relacionados com a promoção da saúde mental e do sucesso académico.

Mais profissionais e consultas disponíveis

Uma das medidas adotadas foi o reforço da equipa de psicologia no polo de Ponta Delgada, com a contratação de dois novos profissionais. O objetivo foi aumentar a capacidade de acompanhamento e dar resposta ao crescimento da procura por consultas. A resposta foi também alargada aos estudantes do polo de Angra do Heroísmo, através da realização de consultas online. Segundo o relatório, a combinação entre os recursos internos e os protocolos com entidades externas permitiu aumentar a capacidade de resposta, reduzir os tempos de espera e oferecer um acompanhamento mais próximo dos estudantes.

Gabinete de Saúde e Bem-Estar reúne várias áreas

A principal novidade na resposta da Universidade dos Açores foi a criação do Ga-

binete de Saúde e Bem-Estar. A estrutura reúne serviços de medicina, psicologia, psiquiatria e nutrição, permitindo uma abordagem mais integrada às necessidades dos estudantes.

A criação do gabinete pretende consolidar a saúde e o bem-estar como áreas estratégicas da instituição.

O objetivo não passa apenas por responder a situações de crise, mas também por apostar na prevenção e no acompanhamento dos estudantes.

A universidade afirma que pretende promover “uma cultura de prevenção, proximidade e acompanhamento”, reconhecendo que o bem-estar é fundamental para a integração e o sucesso académico.

Criados dois programas

A estratégia da UAc não se limitou à criação de respostas na área da saúde. A instituição desenvolveu também iniciativas destinadas a reforçar a participação e o envolvimento dos estudantes na vida académica.

Entre essas medidas está o Programa FRA – Futuro, Responsabilidade e Ação, um modelo de orçamento participativo que permite aos estudantes apresentar propostas para melhorar a vida académica. Na primeira edição foram apresentadas dez candidaturas e três projetos receberam financiamento.

Foi também criado o Programa MOVE –Voluntariado Estudantil da Universidade dos Açores, destinado a promover a participação dos estudantes em atividades

sociais, culturais, científicas, ambientais e comunitárias.

O programa, que será lançado oficialmente no ano letivo 2026/27 e que já contou com experiências-piloto, pretende valorizar o envolvimento dos estudantes e as competências adquiridas através do voluntariado.

A adesão à Rede de Voluntariado no Ensino Superior e a participação no último encontro promovido pela estrutura reforçaram o envolvimento da UAc nesta área. Como reconhecimento desse trabalho, a universidade acolherá o Encontro Nacional da Rede, em novembro de 2026.

O relatório destaca ainda o contacto regular com associações académicas, núcleos de estudantes, tunas, alunos e diferentes serviços da instituição que permitiu identificar estas necessidades e ajustar respostas. Para a UAc, este diálogo contribuiu ainda para reforçar a confiança entre os estudantes e os órgãos de governo da universidade, promovendo uma cultura institucional assente na participação e na corresponsabilização.

Com isto, nos dias 21 e 22 de setembro, realiza-se o I Encontro Insular de Saúde Mental no Ensino Superior na Universidade dos Açores, no anfiteatro IX, onde serão explorados diversos temas como a saúde mental nas universidades insulares, a transição da saúde mental para o ensino superior e o mercado de trabalho.

Crédito: DR
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melhores profissionais da construção do mundo e ajudam diariamente a construir as nossas cidades e comunidades."

Já Olivia Chow destacou o impacto destes trabalhadores no crescimento de Toronto. "São eles que constroem as nossas casas, hospitais, escolas, empresas e os espaços onde vivemos. Hoje é um dia para agradecer e celebrar tudo aquilo que fazem."

Carolyn Parrish reforçou a mesma ideia, sublinhando que "não conseguiríamos construir as comunidades de que precisamos sem o trabalho destes profissionais."

Para as famílias, o picnic representa muito mais do que um dia de lazer. Rebeca Arellano, participante no evento, explicou que esta é uma tradição que faz questão de manter. "É um dia para estarmos juntos, aproveitar o verão e criar boas memórias em família."

Foi um dia de convívio, animação e espírito de união para os membros da LiUNA Local 506. O tradicional Picnic Familiar voltou a realizar-se no centro de treino da organização, em Richmond Hill, reunindo milhares de trabalhadores, familiares e amigos numa das iniciativas mais aguardadas do ano.

Apesar da chuva ter marcado o início da manhã, o tempo acabou por colaborar e permitiu que as famílias desfrutassem de uma programação repleta de atividades. Música ao vivo, insufláveis, jogos, pintura facial, animais, boa comida e muitas outras atrações garantiram diversão para todas as idades. Mais do que um simples picnic, o evento voltou a afirmar-se como uma celebração dedicada às famílias dos trabalhadores e ao reconhecimento do seu contributo para a construção das comunidades.

O Business Manager da LiUNA Local 506, Carmen Principato, destacou a importância desta tradição. "É um dia bonito para todos nós. É o dia em que celebramos as nossas famílias e agradecemos aos membros por tudo aquilo que fazem ao longo do ano", afirmou. O dirigente acrescentou ainda que este encontro permite aos trabalhadores partilhar com os filhos e familiares um pouco daquilo que representa a grande família LiUNA.

Para Joseph Mancinelli, LiUNA’s International Vice President and Canadian Director este é um dos momentos mais especiais do calendário da organização. "É nesta altura do ano que reunimos os membros e as suas famílias para celebrar tudo o que conquistámos juntos." Questionado sobre o que mais o orgulha em fazer parte da LiUNA, respondeu sem hesitar: "O que mais me orgulha é proporcionar bons empregos, salários dignos, benefícios e pensões

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que ajudam milhares de famílias. É isso que realmente importa."

O Secretário-Tesoureiro da LiUNA Local 506, Tony Do Vale, aproveitou a ocasião para agradecer aos associados pela dedicação demonstrada ao longo do ano. "Esta festa é uma forma de agradecer a todos os nossos membros e às suas famílias. São eles que fazem desta organização aquilo que ela é."

A iniciativa contou igualmente com a presença de várias figuras políticas, entre elas a Presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, o Presidente da Câmara de Vaughan, Steven Del Duca, e a Presidente da Câmara de Mississauga, Carolyn Parrish, que fizeram questão de reconhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da construção.

Steven Del Duca deixou uma mensagem de agradecimento aos trabalhadores da LiUNA Local 506. "Vocês são alguns dos

O evento contou ainda com a presença de vários parceiros da LiUNA que disponibilizaram informação sobre os serviços oferecidos aos membros. A advogada Melissa Azevedo explicou que estas iniciativas permitem aproximar os trabalhadores dos recursos disponíveis. "É uma excelente oportunidade para os membros conhecerem melhor os serviços jurídicos e o apoio que a organização coloca à sua disposição."

Ano após ano, o Picnic Familiar da LiUNA Local 506 continua a demonstrar que a força de um sindicato vai muito além do local de trabalho. Constrói-se também através da união, da partilha e do apoio às famílias que caminham lado a lado com os seus membros.

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Photo: Adriana Paparella
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A Volta Luso 2026, está de regresso e acontecerá já no próximo domingo, dia 26 de julho, e espera-se que este evento reúna mais de mil participantes para caminhar, correr e pedalar em apoio de adultos com deficiência intelectual e/ou de desenvolvimento.

Oevento decorrerá, como sempre, no Centro Cultural Português de Mississauga e na LiUNA Station, em Hamilton, e é uma das iniciativas de

forma ativa e plena. Entre os participantes estará o Cabo-Mestre (Reformado) Mike Trauner, MMV, CD, veterano condecorado das Forças Armadas canadianas, medalhista de ouro nos Invictus Games e atleta paralímpico. Trauner vai juntar-se aos ciclistas da Volta, ao lado de um grupo de paraciclistas de elite.

Trauner serviu no Afeganistão, onde, em 2008, pisou um engenho explosivo improvisado, perdendo as duas pernas e sofrendo múltiplos ferimentos com risco de

vel internacional. Atualmente, é o treinador principal provincial de paraciclismo do Ontário.

«A Volta serve para juntar pessoas e criar oportunidades para quem vive com deficiência», afirmou Jack Prazeres, presidente da Luso Canadian Charitable Society. «Sentimo-nos honrados por acolher o Mike Trauner. A sua história de resiliência, liderança e serviço é uma inspiração, e estamos entusiasmados por todos poderem vivê-la de perto.»

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc.

Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo.

O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

Para os participantes, o dia promete ir muito além de uma simples caminhada ou volta de bicicleta: trata-se acima de tudo de apoiar programas que fazem uma diferença

duradoura na vida de adultos com deficiência intelectual e/ou de desenvolvimento. Seja a caminhar, a correr, a pedalar ou apenas a torcer à margem do percurso, qualquer pessoa pode contribuir para a missão da Luso de construir comunidades mais inclusivas em todo o Ontário.

A inscrição é gratuita, podendo ser feita online ou presencialmente no dia do evento. MB/MS

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PORTUGAL PORTUGAL

Política

Os imigrantes já representam mais de 20% dos contribuintes para a Segurança Social. E as contribuições pagas em 2025 por trabalhadores de nacionalidade estrangeira ultrapassaram os quatro mil milhões de euros, tendo mais do que triplicado nos últimos cinco anos. A população estrangeira contribuiu muito mais do que recebeu em prestações sociais, segundo o relatório do emprego e formação que foi divulgado.

“Os trabalhadores estrangeiros reforçaram a sua importância no mercado de trabalho nacional, representando já mais de um quinto dos contribuintes para a Segurança Social", diz o relatório relativo a 2025.

No documento do Centro de Relações Laborais (CRL), refere-se que existiam, no ano passado, "cerca de 1 115 500 pessoas de nacionalidade estrangeira com contribuições pagas à Segurança Social, o que representou 20,2% do total de contribuintes".

Os homens representavam em 2025 quase dois terços (62,3% contra 37,7%).

As mulheres têm perdido peso no total de imigrantes com contribuições. Quanto às idades, a maioria situa-se entre os 20 e os 39 anos (65,3%).

Quanto ao vínculo laboral, cerca de 89% eram trabalhadores dependentes, com remunerações declaradas pelos empregadores, e apenas 11% eram independentes.

As contribuições de imigrantes subiram 213,2% em cinco anos, de 1324,6 milhões em 2021 para 4149 milhões de euros em 2025.

Educação

O ritmo de crescimento das prestações pagas a imigrantes desde 2021 é inferior ao das contribuições. As primeiras subiram 145,8% e as segundas aumentaram 213,2%.

Em 2025, a população estrangeira "contribuiu largamente mais para a Segurança Social face ao que recebeu em prestações, dado que o montante global dos apoios sociais [...] representou apenas 19,8% do valor total das suas contribuições", lê-se no documento. Os beneficiários de prestações e apoios sociais em 2025 são sobretudo do Brasil (45,7%), seguindo-se Angola (6,8%).

Na conferência de imprensa para apresentar o relatório, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Ramalho, referiu os dados mais recentes que apontam para 1,6 milhões de estrangeiros residentes, 14% do total, destacando a mesma percentagem no total de trabalhadores por conta de outrem.

A ministra do Trabalho disse que "não abre nem fecha a porta" a uma revisão em alta do salário mínimo previsto para 2027 (970 euros), notando que qualquer alteração exige novo acordo ou o "ok" dos outorgantes. Do relatório sobre emprego, destacou como positivo o aumento de pessoas com mais de 55 anos no mercado de trabalho.

O mesmo relatório revela que, em 2025, foram comunicados 552 despedimentos coletivos (mais 11,1%), afetando cerca de 6,5 mil trabalhadores (mais 10,3%). Já o número de empregadores em "lay-off" recuou 30%, para 943.

JN/MS

Fernando Alexandre admite demissão se auditoria apontar erro político

Fernando Alexandre fez a mais arriscada declaração política desde que rebentou a crise dos exames nacionais. Depois do caos provocado pelos erros na digitalização das provas, que obrigaram à revisão de classificações e deixaram milhares de alunos e famílias em sobressalto, o ministro da Educação admitiu, sem rodeios, que se demite caso a auditoria conclua que houve responsabilidade política no processo e que o avanço para a digitalização foi precipitado.

Na entrevista à RTP, confrontado diretamente com essa hipótese, respondeu apenas: "Claro que sim". Uma frase cur-

ta, mas que coloca o seu futuro político dependente das conclusões da investigação e do sucesso da segunda fase dos exames.

O ministro da Educação elevou ainda mais a fasquia ao assumir que a próxima ronda de provas será decisiva para o futuro da digitalização. "A segunda fase de exames é um teste muito importante a este sistema. Se nós tivermos os mesmos problemas, eu diria que este processo acabou em Portugal. Voltávamos ao papel. E seria um falhanço muito grande para o sistema educativo, porque era mesmo retroceder".

PS impôs condições e Montenegro terá de escolher com quem negoceia Orçamento

Impedir uma revisão constitucional cozinhada entre PSD e Chega e garantir a segurança das pensões foram prioridades que José Luís Carneiro levou a uma reunião com Luís Montenegro, entre outras condições para negociar o próximo Orçamento do Estado. Para o politólogo Miguel Ângelo Rodrigues, da Universidade do Minho, o Governo terá, "mais cedo ou mais tarde, de escolher com quem negoceia". E essa escolha será entre "quem tem programa ou com quem tem megafone".

Segundo apurou o JN, a reunião da semana passada serviu já para impor várias condições ao Governo, quando o PS procura afirmar-se como parceiro preferencial nas conversas para o Orçamento do Estado (OE) para 2027, após ter reforçado a sua posição negocial com a viabilização da Prestação Social Única (PSU).

A próxima reunião entre Carneiro e Montenegro não está ainda marcada e poderá só acontecer entre finais do próximo mês e inícios de setembro, uma vez que o secretário-geral do PS planeia gozar férias na primeira quinzena de

Albuquerque diz que imigrantes continuarão a ser acolhidos com “toda a humanidade” na Madeira Madeira

O presidente do Governo Regional da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, alertou para o perigo do discurso xenófobo em Portugal e garantiu que a região autónoma continuará a acolher e a tratar os imigrantes com "toda a humanidade".

“A política do Governo Regional é absolutamente contra algumas tendências, que estão a emergir na sociedade portuguesa e na Europa, de agitar novamente a xenofobia e o racismo", disse, sublinhando que se trata de um discurso que "puxa pelo que de pior tem o ser humano".

Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, falava na abertura do Fórum Madeira Global, no Funchal, que conta com a participação de mais de 450 conferencistas provenientes das comunidades madeirenses espalhadas por vários países em todo o mundo.

A "reunião magna" da diáspora madeirense decorre sob o tema "Raízes de Identidade, Pontes para o Futuro", num ano em que se assinala o 50.º aniversário da autonomia da Madeira e os 10 anos do Fórum Madeira Global.

"Nós temos de ter a noção de que não há nenhum madeirense que não tenha tido um familiar emigrado", disse.

Por isso, Miguel Albuquerque classificou o "novo discurso xenófobo" em Portugal como uma "vergonha", embora defenda que a imigração deve ser controlada, para assegurar condições dignas de trabalho, habitação e sanidade a quem vier para o país.

"Agora, [este controlo] não pode assentar num discurso que faz do imigrante o bode expiatório das taras e dos preconceitos que afetam algumas pessoas", disse, para logo reforçar: "Se as pessoas estão mal, ou vão ao psiquiatra, ou trabalham mais para alcançarem aquilo que querem. Não é utilizando os imigrantes para resolver os problemas eleitorais e políticos."

O chefe do executivo regional realçou que "a Madeira continuará a acolher e a tratar os seus imigrantes com toda a humanidade" e, por outro lado, defendeu que Portugal devia promover uma "política em rede", considerando que se trata de uma "nação pluricontinental", com emigrantes em todos os continentes.

JN/MS

agosto. A "rentrée" socialista será a 16 de agosto no Algarve, entre Faro e Olhão. JN/MS
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José Luís Carneiro, secretário-geral do PS (José Coelho/Lusa)

Acordo com EUA permite a Arábia Saudita lançar programa

nuclear civil e enriquecer urânio

A Arábia Saudita poderá desenvolver um programa nuclear civil e, potencialmente, enriquecer urânio, ao abrigo de um acordo assinado com os Estados Unidos.

Em comunicado, o secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirma que o acordo tem "propósitos pacíficos" e inclui disposições sobre não proliferação nuclear militar, visando "reforçar as relações comerciais entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, garantir a prosperidade interna e aumentar a segurança dos aliados" de Washington.

O acordo "estabelece as bases legais para uma parceria de décadas", principalmente para reforçar a infraestrutura energética saudita, adiantou o governo norte-americano.

Dará ainda às empresas norte-americanas acesso preferencial ao setor da energia nuclear da Arábia Saudita. Conhecido como "Acordo 123", o documento foi assinado por Chris Wright e pelo seu homólogo saudita, Abdulaziz bin Salman, referiu a mesma fonte. Wright assegurou que o entendimento "cumpre os mais elevados padrões de segurança nuclear e de não proliferação, sendo apoiado pela melhor tecnologia nuclear e pelos melhores cientistas do mundo, desenvolvidos nos Estados Unidos".

Desde que os detalhes foram divulgados, alguns congressistas democratas criticaram o acordo e instaram o Congresso a rejeitá-lo, embora os republicanos detenham a maioria em ambas as câmaras.

O acordo só será válido após ratificação pelo Congresso.

JN/MS

Nicarágua

Daniel Ortega anuncia fim das eleições na Nicarágua

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, descartou explicitamente qualquer possibilidade de alternância democrática no país, ao afirmar que o seu regime não permitirá processos eleitorais que ponham em risco o controlo do partido no poder.

"Aqui não haverá mais eleições para que eles [a oposição] tentem, por essa via, tomar o Governo, tomar o poder", afirmou Ortega num discurso proferido durante um comício em comemoração do 47.º aniversário da revolução sandinista (que culminou na derrubada da ditadura da família Somoza), celebrado em Manágua.

Olíder afirmou que os opositores no exílio andam "agachados", acusando-os de quererem ganhar eleições para enriquecerem.

A Nicarágua é governada desde 2007 por Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro sandinista, atualmente com 80 anos, num contexto de denúncias de fraudes eleitorais e eliminação da oposição. Desde 2017, governa o país em conjunto com a esposa, Rosario Murillo, que passou de vice-presidente a "copresidente" em fevereiro de 2025, após uma reforma constitucional.

O chefe de Estado anunciou que irá trabalhar com o Parlamento, subordinado à

Presidência, "e com as organizações competentes nas leis para que se erga uma barreira, um bloqueio, contra os golpistas e os traidores da pátria, e que, por mais dinheiro que os ianques [Estados Unidos] lhes dêem, não o consigam fazer".

Monopólio do poder

Em fevereiro do ano passado, a Nicarágua implementou uma profunda reforma da Constituição, que eliminou o equilíbrio de poderes e conferiu poder total a Ortega e Murillo, tendo sido duramente criticada pela oposição do país, pelas Nações Unidas, pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pelos EUA e pelo Parlamento Europeu.

As emendas constitucionais alargaram o mandato presidencial de cinco para seis anos, criaram a figura de "copresidente", determinaram que o Executivo passasse a "coordenar" os restantes órgãos do Estado e legalizou a condição de apátrida.

A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro de 2026, sendo que as emendas constitucionais prolongaram o mandato presidencial, pelo que, em teoria, estas teriam lugar em novembro de 2027. MB/MS

JN

Nações Unidas

Trump quer que Infantino se candidate a Secretário-geral da ONU

O jornal norte-americano "New York Post" avançou na terça-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá apoiar o líder da FIFA, Gianni Infantino, como candidato a próximo Secretário-geral das Nações Unidas.

De acordo com o jornal, que cita fontes não identificadas, Trump considera que Infantino, de 56 anos, é uma figura respeitada internacionalmente e com capacidade para unir diferentes setores, avaliação que resulta em parte da relação estreita desenvolvida entre ambos durante a organização do Mundial de 2026. O sucessor do português António Guterres, cujo mandato termina em dezembro, será escolhido este ano. A nomeação exige primeiro a recomendação do Conselho de Segurança da ONU, onde os EUA têm po-

EUA-Irão

der de veto, antes de ser confirmada pela Assembleia Geral.

Durante os dois mandatos, Trump manteve uma relação tensa com a ONU, questionando o papel dos organismos multilaterais e retirando os EUA do Acordo de Paris sobre o clima, da Organização Mundial da Saúde e do Conselho de Direitos Humanos.

A ligação entre Trump e Infantino intensificou-se durante o Mundial de 2026, organizado por EUA, México e Canadá, com várias aparições juntos em eventos ligados ao torneio.

Em dezembro, o presidente norte-americano recebeu o primeiro Prémio da Paz da FIFA, atribuído pelo organismo dirigido pelo dirigente suíço.

JN/MS

Irão ameaça responder “olho por olho” a ataques dos EUA

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que a República Islâmica responderá "olho por olho" aos Estados Unidos, após Donald Trump ameaçar bombardear centrais elétricas e pontes iranianas sempre que um navio for atacado no estreito de Ormuz.

“A nossa doutrina de defesa é clara: olho por olho. Qualquer agressão contra o Irão, incluindo contra as nossas infraestruturas, resultará numa resposta contundente", publicou Abbas Araghchi no X.

As Forças Armadas iranianas, por sua vez, acreditam que os repetidos alertas norte-americanos "só levarão à expansão da guerra na região e, talvez, até mesmo para além dela".

Trump ameaçou destruir infraestruturas civis iranianas sempre que Teerão atacar navios no estreito de Ormuz, numa altura em que prosseguem os confrontos entre os dois países.

"A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no estreito de Ormuz, seja com um míssil, um 'rocket', um drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma central elétrica", escreveu Trump na rede social Truth Social.

A ameaça surge após a 11.ª noite consecutiva de ataques aéreos norte-america-

nos contra o Irão, que, segundo o Pentágono (Departamento de Defesa), visaram hangares de aeronaves e depósitos de drones.

Em resposta, o Irão lançou mísseis contra a cidade de Aqaba, na Jordânia, junto à fronteira com Israel.

Segundo o Ministério da Saúde iraniano, os ataques norte-americanos dos últimos 11 dias provocaram 53 mortos, entre os quais seis mulheres e três crianças, e cerca de 600 feridos.

JN/MS

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O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi (Fabrice Coffrini/AFP)
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JN

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ENTREVISTA: MADALENA BALÇA | FOTOS: MADALENA BALÇA / FAMÍLIA INÁCIO

Ricardo Inácio

Batalha, vila do concelho de Leiria, uma das localidades portuguesas que mais se relaciona com a afirmação de Portugal perante as ameaças expansionistas dos castelhanos (foi lá que aconteceu a Batalha de Aljubarrota), é a terra que viu nascer Ricardo Inácio. Foi ali também que os seus pais cresceram e se casaram, na igreja da terra. Por isso, Batalha é, para Ricardo, mais do que um ponto no mapa: é a origem de tudo.

Aos 3 anos de vida, Ricardo Inácio

veio com os pais e o irmão para Toronto e por cá ficaram a viver o “sonho canadiano”. Naturalmente, não guarda memórias próprias desses primeiros anos em Portugal, mas a verdade é que a Batalha nunca deixou de estar presente na sua vida. A família chegou a Toronto e foi entre portugueses e canadianos que Ricardo cresceu. A adaptação à cidade, ao tempo agreste de inverno e duro no verão, foi por isso natural – a cidade de Toronto e o Canadá são na verdade a sua casa, praticamente desde sempre. Ainda

assim, por mais canadiano que se tenha tornado ao longo dos anos, há na Batalha qualquer coisa que nunca deixou de lhe pertencer. Talvez seja por isso que, mais tarde, tantas das coisas que viria a amar, o futebol, a bandeira, as cores da seleção, se tenham tornado o fio que o liga a essa terra que deixou tão novo.

É esse duplo pertencimento, à Batalha e a Toronto, a Portugal e ao Canadá, que atravessa toda a história de Ricardo, e que ajuda a ex-

plicar muito do que ele viria a construir décadas mais tarde: uma vida inteiramente canadiana, com casa, negócio e família, mas irrigada, quase todos os dias, por qualquer coisa que vem de Portugal.

Hoje Ricardo Inácio é casado, tem duas filhas pequenas, é empresário no ramo automóvel e guarda na sua casa uma valiosa coleção de objetos de vária natureza, que tem impregnada em si o amor a Portugal e em particular ao futebol.

A INFÂNCIA

Os primeiros tempos em Toronto foram vividos em casa dos tios. «Quando viemos para o Canadá fomos viver com os meus tios e com os meus primos», recorda Ricardo. «Vivíamos ali, fazíamos praticamente tudo juntos.» Foi nesse ambiente que aprendeu o que era ter uma casa cheia, um lar onde nunca se estava sozinho, uma sensação de família alargada e unida que ficaria com ele para sempre.

Passado algum tempo, os pais conseguiram a sua própria casa, e foi para lá que a família se mudou, o Ricardo, o irmão, a mãe e o pai. «A partir daí começámos a viver o sonho canadiano», conta.

A educação de Ricardo, tal como de praticamente todos os outros lusodescendentes, fez-se sempre entre dois mundos. «Fui para a escola canadiana», explica, «mas também fiz escola portuguesa, numa casa particular, enquanto a minha mãe trabalhava. Foi ali que aprendi o meu português. Em casa falávamos português com os meus pais, e eu com o meu irmão falávamos inglês entre nós.» Essa mistura tornou-se, para ele, tão natural que hoje nem a questiona, embora o inglês seja prevalente, se for necessário Ricardo usa simplesmente as duas línguas ao mesmo tempo, inglês e português, sem que uma anule a outra.

1995: O ANO EM QUE NASCEU UMA PAIXÃO

Se lhe perguntarem qual foi o momento exato em que se apaixonou por futebol, Ricardo responde sem hesitar: foi em 1995, e explica porquê - «apaixonei-me por futebol em 1995, quando soube que Portugal vinha a um torneio internacional aqui no Canadá», conta. «Recebemos uns bilhetes e fui ver o jogo ao estádio, com a minha família, com os meus tios e os meus primos. Vimos Portugal ganhar o seu primeiro troféu a nível internacional masculino. Foi ali que me apaixonei pelo futebol português.»

A partir desse dia, tudo mudou. Ricardo passou a acompanhar os jogos de Portugal na televisão, ou a ouvi-los pela rádio sempre que podia, e assim nasceu uma das grandes paixões da sua vida. «Aos fins de semana jogava à bola com alguns amigos, no quintal ou na rua, só por gosto», diz. «Foi assim que ganhei esta paixão por futebol.» Não era nada de organizado nem competitivo, era apenas um miúdo a tentar imitar os jogadores que via jogar por Portugal ou pelos clubes portugueses na televisão.

O bilhete de entrada no estádio, em Toronto, para ver o jogo que ficaria guardado na memória de infância de Ricardo, em 1995, viria a tornar-se, muitos anos mais tarde, uma das peças mais preciosas de toda a sua coleção.

Há qualquer coisa de simbólico no facto de a paixão de Ricardo por Portugal ter nascido em solo canadiano, num estádio de Toronto, e não em Portugal propriamente dito. É como se o país tivesse ido ao seu encontro, em vez de ser ele a ir ao encontro do país e talvez seja precisamente por isso que essa paixão nunca tenha esmorecido: nasceu ali, junto da família que o acolheu quando chegou, e cresceu com ele, ano após ano, jogo após jogo.

SONHOS DE MENINO:

ENTRE A BOLA E OS MOTORES

Como qualquer rapaz apaixonado por futebol, o grande sonho de Ricardo era, obviamente, tornar-se jogador profissional. «O meu sonho, claro, era ser jogador de futebol», admite. «Mas no Canadá era quase impossível fazer isso acontecer.» O desporto não tinha, naquela altura, nem de perto, a estrutura ou a cultura que tem em Portugal, e Ricardo percebeu isso relativamente cedo. Como qualquer miúdo com os pés bem assentes na terra, olhou então para um segundo sonho.

«O meu segundo sonho envolvia carros», conta. «Via pessoas a trabalhar em carros, ia à pista de corridas e é aí que estou hoje. Trabalho no setor automóvel. Foi o meu segundo sonho.» Esse interesse, nascido de ver outros a trabalhar em automóveis e a viver a energia das pistas, transformou-se ao longo dos anos de paixão de adolescente em profissão e, mais tarde, em negócio próprio.

A VIDA DE EMPRESÁRIO NO RAMO AUTOMÓVEL

O percurso profissional de Ricardo começou de forma simples e humilde. «Quando era mais novo trabalhei numa concessionária automóvel, no departamento de peças», recorda. «Estive lá cerca de seis ou sete anos.» Foi um período de aprendizagem essencial, ali aprendeu como funciona o mercado, como se lida com fornecedores e clientes, como se gere um armazém de peças, embora na altura não soubesse ainda que estava a preparar-se para o passo seguinte.

«Um dia decidi que queria abrir a minha própria loja de peças (mais para os amantes do auto-tunning)», diz. «E a partir daí já lá vão mais de vinte anos de negócio. Comecei pequeno, aqui em Toronto, e expandi em Mississauga onde comprei seis unidades e juntei numa só loja de peças automóvel.»

É um percurso de que Ricardo se orgulha: de empregado a dono e gestor de duas superfícies de venda. O seu amor pelo mundo automóvel nunca se limitou ao negócio em si e Ricardo continua apaixonado por carros de corrida e por tudo o que os rodeia, tal como acontece com o futebol.

2016: O ANO

QUE MUDOU TUDO

Ricardo já colecionava algumas peças esporádicas antes disso, mas foi em 2016 que a sua vida de colecionador verdadeiramente começou a sério. «A minha paixão por colecionar começou mesmo em 2016», explica. «Assim que Portugal ganhou o Europeu, comecei a colecionar memorabília — bilhetes usados nos jogos, cromos, revistas, jornais.» A partir desse momento, a coleção cresceu para além do papel: latas de bebidas, troféus, pratos, relógios, garrafas, ou seja, qualquer objeto com o logótipo daquele Europeu memorável para Portugal tornava-se, para ele, algo que precisava de ter.

«Há tanta coisa da minha coleção daquele ano que nos traz, a nós portugueses, ótimas memórias», diz Ricardo. São memórias não apenas

suas, mas de todo um povo e, afinal, é isso que dá sentido a cada peça que guarda.

CONSTRUIR UMA REDE DE COLECIONADORES

Colecionar, para Ricardo, nunca foi um exercício solitário. «Falei com alguns colecionadores, a maioria em Portugal, que é de onde vem a maior parte disto», conta. «Tenho amigos lá que ficam atentos e me avisam quando aparece algo com interesse. Ligam-me a perguntar se quero comprar. É assim que fechamos negócio. Recebo correio de Portugal quase todas

as semanas.»

Dessas relações nascem também trocas: por vezes Ricardo tem algo que outro colecionador procura, outras vezes é o contrário, e assim vão construindo relações de confiança ao longo do tempo. «Não costumo mostrar isto a ninguém», admite. «Agora mostrei a algumas estações de televisão e, por vezes, também levo algumas peças a eventos locais de futebol. A maior parte não está à venda, mas levo porque talvez lá esteja alguém que coleciona como eu e, a partir daí, possamos construir uma relação, fazendo trocas. E assim a coleção continua a crescer.»

PEÇAS COM ALMA: AS HISTÓRIAS POR DETRÁS DE CADA BILHETE

A peça mais antiga da coleção de Ricardo é de 1966, o ano em que Portugal se estreou num Campeonato do Mundo (em Inglaterra). «O mais antigo que tenho é de 1966, quando Portugal jogou o seu primeiro Mundial — a estreia dele, os seus nove golos», diz, referindo-se a Eusébio. «Tenho os bilhetes de todos os jogos da fase de grupos e do playoff. Nunca venderia estes bilhetes. Alguns vêm como conjunto e são muito difíceis de encontrar, tive de os comprar um a um, fazer pesquisa, ir buscá-los a diferentes países. É esse trabalho que dá valor à peça.»

Cada bilhete, cada cromo, cada jornal que Ricardo guarda, conta uma história, mas nem todas são felizes. «Tenho uma peça relacionada com a morte do Féher – tenho o bilhete do jogo do Benfica em Guimarães», conta, referindo-se a um dos momentos mais marcantes da história do futebol português. «Infelizmente esta peça não conta uma história com um final feliz — é o bilhete ligado a essa perda. Mas cada bilhete conta a sua história, e há uma razão para eu ter cada um deles.»

ENCONTROS COM LENDAS

Uma das partes mais especiais da coleção de Ricardo são os objetos autografados, e também cada um deles tem a sua própria história. «Consegui a camisola e as luvas do nosso guarda-redes Ricardo depois de o contactar pelo Instagram», conta. «Ele respondeu-me. Disse-lhe que era grande fã, um grande colecionador, e perguntei o que era preciso para conseguir peças au -

1. RICARDO COM O IRMÃO.

2. EM PORTUGAL COM OS PAIS E O IRMÃO.

3. O RICARDO E O IRMÃO A PASSEAR EM PORTUGAL COM O AVÔ.

4. O JOVEM SPORTINGUISTA.

5. ANDAR DE BARCO COM O IRMÃO.

6. VISITA AO AVÔ EM PORTUGAL COM OS PAIS E O IRMÃO.

7. MOMENTO ESPECIAL COM A DONA DOLORES.

8. COM RICARDO QUARESMA .

9. EM CASAL A APOIAR A NOSSA SELEÇÃO.

10. O RICARDO COM A FAMÍLIA

11. SEMPRE NO MEIO DAS CAMISOLAS

tografadas. Foi muito simpático, deu-me a morada dele, enviou-me as peças pelo correio, e ainda hoje falamos de vez em quando.»

Também guarda muito material de Nuno Gomes, jogador de quem era fã. «Quando ele veio a Toronto, sentámo-nos e falámos uns trinta minutos», recorda. «Trocámos algumas palavras, ele autografou algumas peças, e eu ofereci-lhe o bilhete do jogo onde ele marcou o primeiro golo dele. Muitas memórias desse dia em que me encontrei com alguém que sempre admirei.»

Ricardo Inácio chegou também a falar com o museu de Cristiano Ronaldo. «Já cheguei a falar com o museu do Ronaldo, porque tenho peças muito raras, dos tempos dele no Sporting, bilhetes dos quais talvez existam um ou dois exemplares», conta. «Infelizmente ainda não estou disposto a separar-me delas por agora.»

Uma das aquisições de que mais se orgulha veio de uma casa de leilões, em 2002. «Comprei isto numa casa de leilões, em 2002», disse mostrando-nos uma folha com várias assinaturas de jogadores do Sporting, com um significado muito especial - «provavelmente aqui está uma das primeiras assinaturas de sempre do Ronaldo, numa mesma folha onde estão as assinaturas de Ricardo Quaresma, João Pinto, e outros os jogadores populares da altura. É, provavelmente, uma das peças mais raras que tenho, com o Ronaldo nela.»

A ROTINA DE UM COLECIONADOR

Entre o trabalho e a coleção, os dias de Ricardo são bem preenchidos. «Depois do trabalho, quando tenho tempo livre, talvez uma ou duas horas por dia, vou juntando e organizando tudo», explica. «Recebo muito correio e, normalmente, é ao fim de semana que organizo tudo: separo, etiqueto, envio para ser certificado e selado.» O «slab», como lhe chama, é o processo de selar a peça em plástico com uma etiqueta que indica a sua classificação e informação. É um processo demorado, quase artesanal, mas que faz parte do prazer de colecionar. É que ser colecionador não é apenas ter as peças, é cuidar delas.

REGRESSOS A PORTUGAL

Ricardo voltou a Portugal há cerca de um mês e meio para assistir ao último jogo de preparação para o Mundial da seleção portuguesa contra a Nigéria, que aconteceu no Estádio Municipal de Leiria (a 10 de junho de 2026), a sua terra. «Ter uma casa na Batalha faz-me sentir que ali é mesmo a minha terra», repete. Mas o melhor mesmo foi assistir no Estádio de Toronto ao jogo contra a Croácia (o último da fase de grupos do FIFA World Cup 2026). «Foi bom ver todos os jogadores, vê-los jogar como equipa. E tudo isso acontecer aqui em Toronto foi, sem dúvida, uma oportunidade única na vida», conta Ricardo. «Além de que podia ter sido o último jogo do Ronaldo, mas não foi. Ainda bem que ganhámos!»

Nesse mesmo dia ainda teve o privilégio de conhecer a mãe de Ronaldo. «Disse-lhe que

sou um grande colecionador, mostrei-lhe a minha coleção, e ela ficou orgulhosa. Também temos uma fotografia juntos.»

Agora, Ricardo Inácio já tem planos para voltar a Portugal no próximo ano e, naturalmente, voltará também em 2030, quando o Campeonato do Mundo se realizar em solo português. «Adorava levar as minhas filhas, a minha mulher, toda a família, para vivermos isso juntos.»

A FAMÍLIA POR TRÁS DA COLEÇÃO

Milhares de peças, muito diversas entre si, todas devidamente protegidas, identificadas e muito bem cuidadas. Nada disto seria possível sem o apoio da esposa de Ricardo. «Tenho tido muito apoio da minha mulher ao longo dos anos», diz. «Ela percebe o meu vício por colecionar, sabe o que valem as peças, sabe como é difícil consegui-las. Todos os dias chego a casa com uma caixa, e ela pergunta-me o que é e ri-se, sabe que é só mais uma peça da coleção.»

Ricardo tem duas filhas. «A mais velha sabe quando ando a mexer na memorabília e ajuda-me, etiqueta coisas, digitaliza, coloca tudo online, no meu site», conta. «É muito, muito prestável. Um dia, espero que ela aprecie tudo o que tenho. Afinal, tudo isto vai passar para as minhas filhas, sem dúvida.»

E a coleção está a ajudar as filhas de Ricardo Inácio a criar vínculos com o país onde nasceram os pais e avós. A filha mais velha adora sentar-se com a família sempre que há jogo de Portugal. «Assim que Portugal ganha, ela lá está na St. Clair a festejar connosco. Ela adora ser portuguesa, adora vestir a camisola, e sabe o quanto isso significa para mim, para mãe e para os outros portugueses.»

O irmão de Ricardo, catorze meses mais velho, continua a ser parte essencial desta história. «O meu irmão sabe da minha coleção, ajuda-me sempre que preciso», diz. «Se tenho uma peça de arte de um tamanho específico, é ele quem faz a moldura ou o expositor à medida.»

ALÉM DO FUTEBOL PORTUGUÊS...

Apesar de a seleção portuguesa ser, sem dúvida, o centro da coleção de Ricardo, não é a única coisa que guarda. «Vivendo em Toronto, também tenho grandes memórias das World Series», conta. «Guardo os jornais de quando os Blue Jays ganharam. Mas quando se trata mesmo de memorabília, o futebol português é definitivamente a minha prioridade número um.»

Dentro do universo do futebol português, Ricardo também não se limita à seleção A: guarda peças ligadas ao FC Porto, Benfica, ao seu Sporting e a outros clubes. «Tenho material do Nuno Gomes, da estreia dele pelo Boavista», exemplifica. «De novo, o motivo é sempre memórias. Cada bilhete, cada peça conta a sua história.»

O SONHO DE UM MUSEU

Nos fins de semana em que fica em casa a ver os jogos de Portugal, sobretudo em fases finais como o Europeu ou o Mundial, Ricardo diz sentir que faz parte da própria seleção. «Sinto que sou parte da equipa portuguesa, com tudo isto», afirma. «Muita gente em Portugal, e muita gente online, gosta da minha coleção. Sinto que faço parte da equipa.»

Abrir um museu não é uma hipótese, embora já tenha pensado nisso algumas vezes. «Há muitos portugueses aqui em Toronto, seria bom mostrar isto às pessoas», diz. «Mas o futebol aqui no Canadá nunca vai ser tão grande como em Portugal, por isso, se algum dia tivesse um museu, mandaria tudo para Portugal.» Ainda assim, quando pensa no próximo capítulo da sua vida, é isso que imagina: «Acho que ter tantas peças, faz com que um dos meus objetivos de vida, seja mesmo mostrar tudo isto a outras pessoas. Adorava mostrar isto num museu por algum tempo. Cada bilhete, cada cromo, cada jornal conta uma história... seria bom mostrar isso.»

A PEÇA MAIS PRECIOSA DE TODAS

Ricardo tem muitos bilhetes raros na coleção, peças que valem, em termos de mercado, muito mais do que outras. Mas há uma que, para ele, se destaca de todas as outras. «A que mais se destaca, sem ter um preço de mercado associado, é o bilhete de 1995, de Portugal a jogar no SkyDome», conta. «Foi praticamente o único jogo a que assisti quando era miúdo. Foi ali que tudo começou.»

Esse bilhete específico demorou cerca de dez anos a encontrar. «Levei uns dez anos a encontrar este bilhete», diz Ricardo. «Finalmente encontrei-o com alguém que morava mesmo ali perto, ao fundo da rua. De longe, esta é a peça mais valiosa que tenho — foi o primeiro jogo de Portugal a que fui, e foi aqui, no Canadá.»

MUITO MAIS QUE UM HOBBY...

A história de Ricardo Inácio começou numa pequena, mas historicamente famosa, vila de Portugal chamada Batalha, atravessou o oceano até Toronto quando ele tinha três anos, passou por uma infância entre duas línguas, cresceu através de um negócio próprio no ramo automóvel e transformou-se, a partir de 2016, numa coleção com milhares de peças dedicadas ao futebol português. É a história de um miúdo que sonhou ser jogador, mas não pôde ser, e que encontrou uma forma diferente, mas igualmente profunda, de viver essa paixão. Não em campo, mas através de cada bilhete, cada cromo ou cada assinatura conquistada ao longo de décadas.

No fundo, como o próprio Ricardo resume, esta coleção é a forma que encontrou de nunca perder a ligação a Portugal, mesmo tendo passado praticamente toda a vida no Canadá. Cada peça é uma memória, cada memória é um pedaço de identidade e é isso, mais do que qualquer valor de mercado, que torna esta coleção verdadeiramente única.

We build Ontario.

Jack Oliveira Business Manager

Joseph S. Mancinelli

President

Luigi Carrozzi Secretary-Treasurer

Carmen Principato Vice President

Robert Petroni Recording Secretary

Brandon MacKinnon

Executive Board Member

Terry Varga

Executive Board Member

Toronto quer proibir preços personalizados nos supermercados

A presidente da Câmara Municipal de Toronto, Olivia Chow, apresentou uma proposta para proibir a chamada "surveillance pricing" (preços personalizados) nos supermercados da cidade, uma prática que utiliza dados pessoais dos consumidores para definir preços diferentes para o mesmo produto.

Especialistas alertam que este sistema pode recorrer a informações como hábitos de compra, histórico de navegação ou outros dados pessoais para calcular o valor máximo que cada cliente

estará disposto a pagar. A proposta pretende reforçar a transparência e proteger os consumidores de práticas consideradas injustas. A medida surge numa altura em que cresce a preocupação com a utilização de algoritmos e dados pessoais na definição de preços no comércio a retalho.

Províncias como Manitoba já adotaram legislação para limitar este tipo de práticas e o Quebeque dispõe de regras que reforçam a proteção dos consumidores em situações de discrepância de preços.

CityTV/MS

Governo de Doug Ford autorizou deputados a usar hotéis pagos

pelos contribuintes

O Governo do Ontário orientou os deputados do Partido Conservador Progressista a recorrerem a hotéis no centro de Toronto, pagos com dinheiro público, durante as sessões parlamentares que decorriam até à meia-noite.

Arevelação surge depois de o Premier Doug Ford ter considerado "inaceitáveis" estas despesas e anunciado que todos os deputados envolvidos iriam reembolsar os valores gastos. Documentos obtidos pela imprensa mos-

tram que, em 2025, o gabinete do chefe da bancada governamental informou os deputados de que poderiam reservar quartos de hotel durante os dias de sessões noturnas, caso não tivessem direito ao subsídio de alojamento em Toronto.

O caso ganhou destaque depois de vários deputados terem apresentado milhares de dólares em despesas de hotel, incluindo o ex-ministro do Turismo, Stan Cho, que já anunciou o reembolso de cerca de 16 mil dólares.

GN/MS

Médico do Hospital SickKids suspenso após detenção

A licença de um médico do Hospital for Sick Children (SickKids), em Toronto, foi suspensa após a sua detenção por alegados crimes relacionados com material de abuso e exploração sexual infantil.

Dilan Dissanayake, de 44 anos, foi acusado pela Polícia de Toronto de aceder e possuir este tipo de material. As autoridades afirmam que não existe qualquer indício de que os factos estejam relacionados com a sua atividade profissional.

O Colégio de Médicos e Cirurgiões de Ontário suspendeu de imediato a sua licença para exercer medicina, enquanto o processo decorre. O médico, especialista em reumatologia e pediatria, encontra-se em liberdade sob fiança, sujeito a várias condições.

Segundo os registos do Colégio, o médico é especialista em reumatologia e pediatria e concluiu o curso de Medicina na Universidade de Toronto em 2014. O caso continua sob investigação por parte da Polícia de Toronto.

Canadian Blood Services apela à doação de sangue perante quebra nas reservas

A Canadian Blood Services lançou um apelo urgente à população para doar sangue, depois de as reservas terem registado uma quebra de cerca de 20% desde o início de junho, ultrapassando a habitual diminuição verificada durante o verão.

Segundo a organização, as marcações para doação têm ficado entre 1.500 e 2.500 abaixo do necessário todas as semanas, colocando pressão sobre as reservas existentes. Para responder às necessidades dos hospitais, são necessárias cerca de 18 mil doações por semana em todo o país.

A Canadian Blood Services alerta ainda que o sangue tem um prazo de validade de apenas 42 dias e reforça a importância de aumentar as doações, sobretudo antes do fim de semana prolongado de agosto, altura em que poderá haver maior procura devido a situações de emergência. Para facilitar a participação, foram disponibilizados novos horários, incluindo marcações ao fim de semana, em vários centros de doação.

As marcações podem ser feitas através do site blood.ca, da aplicação GiveBlood (disponível para Android e Apple) ou pelo telefone 1-888-2-DONATE.

GN/MS

BrazilFest voltou a encher

Toronto voltou a sentir o ritmo do Brasil com mais uma edição do Toronto International BrazilFest, o maior festival gratuito dedicado à cultura brasileira no Canadá. Durante os dias 18 e 19 de julho, o Earlscourt Park transformou-se num autêntico palco de celebração, reunindo milhares de visitantes num ambiente marcado pela música, dança, gastronomia e espírito de comunidade.

Ao longo dos dois dias, o público desfrutou de música ao vivo, dança, capoeira, aulas de samba, experiências culturais e de uma variada oferta gastronómica, com sabores do Brasil e de outras partes do mundo. A transmissão da final do Campeonato do Mundo de Futebol, em ecrã gigante, reforçou o ambiente de festa e reuniu adeptos de diferentes nacionalidades numa celebração marcada pela alegria e pelo convívio.

Criado por iniciativa de Arilda de Oliveira, o BrazilFest nasceu do desejo de preservar a cultura brasileira junto da comunidade emigrante e de a partilhar com toda a cidade. Desde a sua primeira edição, em 2003, o festival cresceu de forma notável,

tornando-se uma referência no calendário cultural de Toronto e uma das maiores celebrações multiculturais da região.

Para Arilda de Oliveira, esta edição teve um significado muito especial "é emocio-

nante ver o crescimento da nossa comunidade e perceber que hoje já participam várias gerações. O BrazilFest é um espaço onde as pessoas revivem um pouco do Brasil, reencontram amigos, partilham tradi-

ções e mantêm viva a ligação às suas raízes", afirmou. Também presente no evento, a presidente da Câmara Municipal de Toronto, Olivia Chow, destacou a importante contribuição da comunidade brasileira para a cidade e manifestou o desejo de ver o BrazilFest continuar a crescer nos próximos anos. Entre os milhares de participantes estava Nuno Alves, que destacou o ambiente vivido ao longo do fim de semana "é um orgulho ver a cultura brasileira representada desta forma. O BrazilFest junta famílias, amigos e pessoas de diferentes culturas num ambiente de alegria, convívio e partilha"

Mais do que um festival, o BrazilFest voltou a afirmar-se como um verdadeiro ponto de encontro entre culturas. Durante dois dias, Toronto celebrou a diversidade, a hospitalidade e a energia contagiante do povo brasileiro, confirmando, uma vez mais, que a cultura tem o poder de aproximar comunidades e criar memórias que perduram muito para além do encerramento da festa.

CBC/MS

Canadá celebrará inauguração da ponte Gordie Howe sozinho devido a ameaças comerciais dos EUA

O Canadá celebrará a abertura da Ponte Internacional Gordie Howe esta semana, anunciou a assessoria do Ministro da Infraestrutura federal na terça-feira—mas não haverá uma celebração conjunta com os Estados Unidos.

"À luz das ações comerciais ameaçadas pelos Estados Unidos no início desta semana, seria despropositado prosseguir com um evento de celebração entre os dois países", disse Jenna Ghassabeh, diretora de comunicação do gabinete do Ministro Gregor Robertson.

Ainda assim, o governo está "comprometido" com a abertura da ponte a 27 de julho, diz a declaração enviada por e-mail. O Canadá celebrará o "marco histórico entre os canadianos a 24 de julho".

Dignitários locais, incluindo o presidente da câmara de Windsor e o antigo deputado do NDP da região, confirmaram ter recebido convites para o evento de sexta-feira. Esta não é a primeira vez que as cerimónias de abertura da ponte sofrem alterações: em junho, representantes públicos deveriam marcar presença num evento cerimonial semelhante numa sexta-feira, mas as autoridades federais anunciaram o seu adiamento a pedido dos EUA.

Segundo o gabinete de Robertson, os acordos para a abertura da ponte mantêm-se em vigor. "O Acordo de Travessia Canadá-Michigan e o Acordo de Princípio paralelo recentemente negociado entre o Canadá e os Estados Unidos permanecem inalterados", conclui o comunicado.

CBC/MS

Taxas de criminalidade diminuíram

na maior parte do país em 2025

A Statistics Canada relata que tanto as taxas como a gravidade da criminalidade diminuíram em quase todo o país em 2025.

Aagência afirmou na quarta-feira que o índice de gravidade da criminalidade no Canadá caiu 5% no ano passado, registando o segundo ano consecutivo de queda.

O índice, que mede tanto o número de crimes em relação à população como a gravidade relativa de todos os crimes comunicados à polícia, situa-se nos 75,01, após ter subido para 81,27 ao longo dos oito anos anteriores.

Foram registadas descidas no índice de gravidade da criminalidade em todas as províncias e territórios, com exceção do Novo Brunswick e de Nunavut, bem como na maioria das grandes cidades.

A taxa de criminalidade convencional, que acompanha o volume de crimes independentemente da sua gravidade, caiu 2% em 2025.

A maioria das métricas de criminalidade da StatsCan é apresentada em proporção da população. A taxa de criminalidade fixou-se nos 5 585 incidentes por 100 000 habitantes no ano passado.

A StatsCan explicou que a redução no índice de gravidade da criminalidade foi impulsionada pela queda na taxa de assaltos a residências/estabelecimentos pelo terceiro ano consecutivo. A diminuição de 11% re-

gistada no ano passado colocou a taxa de assaltos nos 264 incidentes por 100 000 habitantes.

Houve menos 125 homicídios comunicados em 2025 do que no ano anterior, trazendo a taxa nacional para o seu nível mais baixo desde 2014. A StatsCan destacou que a queda de 16% na taxa de homicídios do ano passado foi a maior diminuição anual registada desde 1986.

A StatsCan informou que a fraude diminuiu em 2025, mas a taxa de casos de fraude continua 61% mais elevada do que em 2015, refletindo um aumento significativo nos casos registados ao longo da última década. A extorsão — um crime violento frequentemente associado à fraude — caiu pelo segundo ano consecutivo. No entanto, a taxa permaneceu três vezes superior à de há uma década.

O furto de veículos automóveis diminuiu em 2025 pelo segundo ano consecutivo, após três anos de aumentos. A StatsCan indicou que a taxa de furto de automóveis ficou 9% abaixo dos níveis de 2015 e 64% abaixo do pico registado em 2023.

A taxa de crimes relacionados com material de abuso e exploração sexual infantil caiu 21%, fixando-se nos 36 incidentes por 100 000 habitantes em 2025, embora a StatsCan tenha alertado para o facto de estes incidentes serem, tipicamente, subnotificados nos dados oficiais. CBC/MS

Premiers

provinciais procuram plano de batalha contra tarifas junto de Carney em

reunião

na Ilha do Príncipe Eduardo

Os Premiers provinciais do Canadá vão reunir-se com o Primeiro-Ministro Mark Carney esta quinta-feira em Charlottetown, onde afirmam esperar obter mais detalhes sobre como este pretende negociar com o Presidente dos EUA, Donald Trump.

Os 13 líderes provinciais e territoriais estão na Ilha do Príncipe Eduardo para as suas reuniões anuais de verão. A agenda foi alterada quando a administração norte-americana anunciou que irá impor tarifas de 50% sobre milhares de milhões de dólares em importações canadianas a partir de 19 de agosto.

"Espero que sejamos agressivos e tentemos fazer progressos reais", disse o Premier da Ilha do Príncipe Eduardo, Rob Lantz, na manhã de quinta-feira.

As conversas sobre possíveis medidas de retaliação têm circulado na conferência de Charlottetown esta semana, com o

Premier do Ontário, Doug Ford, a defender uma abordagem firme, aproveitando até o fornecimento de energia do Canadá como trunfo face às novas tarifas.

"É muito difícil lidar com o Presidente Trump quando ele muda de ideias todos os dias", disse Ford no último dia de reuniões na ilha. "Num dia, o Primeiro-Ministro está ao lado dele, e no dia seguinte o Presidente Trump vira-se contra ele como um cão raivoso."

O Premier de Manitoba, Wab Kinew, disse estar à procura de mais detalhes durante o encontro presencial com Carney sobre as medidas que o governo federal está a considerar caso as negociações azedem antes do prazo limite.

"Acho que o presidente americano está muito vulnerável neste momento. O custo de vida é um desastre político para Donald Trump", disse Kinew.

CBC/MS

9 províncias vão permitir que produtoras de vinho, destilarias e cervejarias vendam diretamente aos consumidores em todo o país

As províncias de todo o Canadá vão introduzir a venda direta de bebidas alcoólicas ao consumidor—um passo em frente na rutura das barreiras comerciais interprovinciais que impedem a livre circulação de álcool no Canadá.

Ao abrigo de um novo acordo, nove primeiros-ministros provinciais afirmam estar a atualizar as regras para permitir que mais cervejarias, produtoras de vinho e destilarias canadianas vendam álcool diretamente a consumidores canadianos fora das suas províncias de origem.

A medida faz parte de um esforço mais amplo para combater as barreiras ao comércio interprovincial no Canadá e eliminará obstáculos que tornam mais difícil ou dispendioso para os fabricantes venderem álcool fora do seu território. Vários líderes provinciais afirmaram que tais decisões são essenciais num momento em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente impor tarifas pesadas sobre as exportações canadianas.

Na segunda-feira, Trump anunciou a sua mais recente ameaça, que aplicaria uma taxa de 50% a uma vasta gama de produtos canadianos, incluindo bebidas alcoólicas. "Perante as últimas tarifas do Presidente Trump, é mais importante do que nunca que a 'Equipa Canadá' trabalhe em conjunto para construir uma economia canadiana mais unida, resiliente e autossuficiente", disse o Primeiro-Ministro do Ontário, Doug Ford, em comunicado.

Colúmbia Britânica, Alberta, Saskatchewan, Manitoba, Ontário, Novo Brunswick, Nova Escócia, Ilha do Príncipe Eduardo e Terranova e Labrador assinaram o acordo.

O Quebeque e o Yukon já manifestaram apoio ao acordo e pretendem assiná-lo no futuro. A Colúmbia Britânica informou que permitirá às empresas vender diretamente aos consumidores a partir de fevereiro de 2027.

Nunavut e os Territórios do Noroeste declararam que não assinarão o acordo, alegando as "realidades únicas dos seus territórios".

Crédito: CBC
Crédito: CBC

Duas nações.

Uma tradição de sabor.

FIFA WORLD CUP 2026

Espanha derruba Argentina no prolongamento e vence o Mundial

A Espanha derrubou a até agora campeã Argentina, por 1-0, e conquistou o segundo Campeonato do Mundo. Ferran Torres saltou do banco para vestir a capa de herói e desatou o nó no marcador na segunda parte do prolongamento. Numa caminhada de sucesso, a "Roja" sofreu apenas um golo e só cedeu um empate frente a Cabo Verde.

Num encontro com ascendente da Espanha, o nulo ficou por desatar durante os 90 minutos e a decisão teve de seguir para o prolongamento. No entanto, com um fator importante: Enzo Fernández foi expulso aos 90+4 minutos e deixou os sul-americanos reduzidos a 10 unidades. No tempo extra, a "Roja" continuou com o pé no acelerador e até chegou a fazer a rede

FIFA vai analisar comportamento da seleção

argentina na final do Mundial

De acordo com a "Sky Sports", a FIFA vai abrir uma investigação disciplinar para analisar os comportamentos de alguns elementos da comitiva da Argentina após o jogo.

Pouco depois de a Espanha bater a Argentina, por 1-0, na final do Mundial 2026, os ânimos aqueceram dentro do campo e alguns elementos da seleção sul-americana estiveram envolvidos em momentos de violência.

Incidente que valerá a abertura de uma investigação por parte da FIFA, segundo a "Sky Sports".

O organismo vai analisar o relatório do árbitro e as imagens para determinar os

castigos que poderão ser aplicados. De recordar que Leandro Paredes foi expulso no final do jogo, depois de ter agredido Eric Garcia e Gavi. No entanto, não foi o único caso. Molina deu um soco a Rodri e Roberto Ayala, treinador-adjunto da "albiceleste", deu um empurrão a Dani Olmo.

A mesma fonte dá conta, ainda, que o comportamento durante a consagração da seleção espanhola, na qual toda a comitiva argentina virou as costas, está sob análise.

JN/MS

balançar por intermédio de Nico Williams (96 m), contudo o lance viria a ser anulado por um pisão de Merino sobre Otamendi. No entanto, foi apenas um pequeno prenúncio para o que estaria por vir. Na segunda metade, Ferrran Torres (106 m), que veio do banco, apareceu dentro da área "albiceleste" para fuzilar a baliza defendida por Dibu Martínez e garantir ao fim de 16 anos o segundo Campeonato do Mundo. Depois do empate na estreia frente a Cabo Verde (0-0), a Espanha encarrilhou para uma campanha vitoriosa, tendo vencido os restantes sete jogos com apenas um golo sofrido. JN/MS (fotos: AFP)

Campeões do Mundo desfilam pelas ruas de Madrid perante dois milhões de adeptos

Os jogadores da seleção espanhola, recém-coroados campeões mundiais após derrotarem a Argentina na final no domingo, desfilaram, na segunda-feira (20), pelas ruas de Madrid, lotadas com dois milhões de adeptos.

"Eles merecem que estejamos aqui apoiando-os também, e que retribuamos um pouco do carinho que demonstram durante os jogos e da força que dedicam ao jogo", disse à AFP Pablo Perello, um bancário de 33 anos que foi ver "os jogadores de perto".

Após serem recebidos pelo Rei Felipe VI e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, os campeões percorreram as avenidas de Madrid em dois autocarros, passando por uma multidão que agitava

bandeiras da Espanha e vestia camisas da seleção.

O desfile dos jogadores culminou na Praça de Cibeles, onde ocorreu uma cerimónia de homenagem. Os jogadores foram chamados ao palco, um por um, vestindo camisolas onde se lia "Campeões 2026". "Conquistámos o Mundial! E quantos Mundiais temos? Dois!", exclamou o capitão da equipa e destaque do torneio, Rodri Hernández.

"Obrigado, Espanha, por nos apoiar, por estar aqui e por partilhar tão de perto o nosso sucesso, que também é vosso", disse o técnico Luis de la Fuente, que, assim como havia feito dois anos antes, durante as comemorações do Euro, cantou uma música de Julio Iglesias no palco.

JN/MS

Mbappé faz história, mas Inglaterra leva o bronze num festival de golos

A seleção de Inglaterra venceu a de França, em Miami, por 6-4, num jogo em que até foi para o intervalo a vencer por 4-0. Apesar da derrota da formação gaulesa, Mbappé bisou e ultrapassou Messi na lista de melhores marcadores desta edição e da história da competição.

Num jogo em que os técnicos procederam a algumas alterações, as partes foram completamente distintas. Na primeira, a Inglaterra foi letal e não vacilou à frente da baliza gaulesa. Rice, num grande golo, abriu o ativo aos quatro minutos, seguindo-se os golos de Konza (18 m) e Saka (36 m e 45+1 m).

No entanto, Didier Deschamps não baixou os braços e fez quatro alterações - entraram Upamecano, Dembélé, Digne e Barcola - que mudaram por completo o enredo

do jogo. Em claro domínio, a França chegou aos golos com alguma naturalidade. Mbappé, com um bis, e Barcola fizeram abanar as redes e reabriram a discusão do jogo. Até ao fecho, o resultado ficou incerto e ainda houve muito golo para alegrar a quem assistia. Saka (87 m) chegou ao hat-trick e ampliou, de grande penalidade. Dembélé (90+6 m) voltou a encurtar distâncias, mas Bellingham (90+8 m) colocou uma pedra no assunto e garantiu o terceiro lugar no Mundial 2026 para os "três leões". Já Kylian Mbappé, apesar da derrota, acabou por ter motivos para sorrir, uma vez que ascendeu à liderança da lista de melhores marcadores com 10 golos, mais dois do que Messi. Além disso, o astro francês chegou ainda aos 22 tentos no total. JN/MS

Rodri foi eleito o melhor jogador do Mundial

Rodri, médio da Espanha, foi eleito o melhor jogador da prova, num conjunto de distinções individuais que foi dominada pela "Roja".

Depois de prestações sólidas no meio-campo da seleção espanhola, Rodri, vencedor da Bola de Ouro de 2024, acabou por arrecadar o prémio de melhor jogador do Mundial 2026, batendo Messi (Argentina) e Mbappé (França). Já os compatriotas Pau Cubarsí e Unai Simón levaram para casa as distinções de melhor defesa e melhor guarda-redes do torneio, respetivamente. Quanto à bota de ouro, ficou para Kylian Mbappé, depois de marcar 10 golos em apenas oito jogos. Por fim, os Países Baixos levam para casa o prémio de fair-play.

JN/MS

Creditos: DR
Creditos: DR

Portugal desce para sétimo lugar do ranking da FIFA e Espanha sobe à liderança

Portugal desceu do quinto para o sétimo lugar do ranking da FIFA, que passou a ser liderado pela Espanha, ao ultrapassar a Argentina, após a vitória sobre os sul-americanos na final do Mundial2026.

Aseleção portuguesa, eliminada pelos espanhóis nos oitavos de final do Campeonato do Mundo organizado por Estados Unidos, México e Canadá, caiu duas posições na hierarquia da FIFA relativamente à última atualização, de 11 de junho, precisamente quando se iniciou a fase final da mais importante competição de seleções.

O conjunto luso foi ultrapassado por Brasil e Marrocos, que subiram ao quinto e sexto lugares, respetivamente, sendo que a última vez que a equipa das 'quinas' tinha ocupado o sétimo posto remonta a abril de 2025.

A Espanha subiu ao topo da classificação, depois de no domingo se ter imposto à Argentina na final do Mundial2026, por 1-0, após prolongamento, relegando os

vencedores da edição anterior para o segundo posto, à frente da França e da Inglaterra, terceira e quarta posicionadas, respetivamente, e que terminaram a competição nas posições inversas.

Entre as seleções mais bem colocadas no ranking do organismo regulador do futebol mundial registou-se ainda a troca de lugares entre Bélgica (oitava) e Países Baixos (nonos), enquanto a Alemanha, eliminada pelo Paraguai nos 16 avos de final do Mundial, deixou de integrar o top 10, no qual entrou o México, um dos anfitriões da competição, precisamente para ocupar a 10.ª posição.

Cabo Verde, que disputou pela primeira vez a fase final do Campeonato do Mundo e foi uma das principais surpresas da edição de 2026, ao atingir os 16 avos de final, subiu três lugares, para o 63.º, ficando à frente de Angola (87.ª), Moçambique (103.º), Guiné-Bissau (132.ª), Macau (193.º), São Tomé e Príncipe (195.º) e Timor-Leste (201.º). A Bola/MS

Proença enaltece desempenho dos árbitros lusos na fase final do Mundial

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, enalteceu o desempenho da equipa de arbitragem lusa liderada por João Pinheiro no Mundial 2026, considerando que representou o país "ao mais alto nível".

"Chegou ao fim a participação da equipa portuguesa de arbitragem no Mundial. A presença de João Pinheiro, Bruno Jesus e Luciano Maia no Campeonato do Mundo enche o setor da arbitragem e todo o Futebol Português de orgulho", escreveu Proença, numa publicação nas suas redes sociais.

O árbitro João Pinheiro e os dois assistentes foram nomeados para três encontros da fase final: Suíça-Bósnia-Herzegovina (4-1), na fase de grupos, África do Sul-Canadá (0-1), nos 16 avos de final, e Argentina-Suíça (3-1), nos "quartos".

"Ser nomeado pela FIFA para três jogos numa fase final de um Mundial demonstra a confiança no trabalho e na

qualidade da arbitragem portuguesa. Ficar no último lote de árbitros e alimentar a presença na final é, por si só, um feito que só podemos enaltecer", escreveu Proença, felicitando o trio pela forma com representou Portugal "ao mais alto nível, no maior torneio do mundo".

João Pinheiro, de 38 anos, fazia parte do lote de "juízes" que ainda poderiam dirigir a final do Mundial, mas a escolha da FIFA acabou por recair no esloveno Slavko Vincic, que no domingo vai arbitrar o Espanha-Argentina, no Estádio MetLife, em Nova Iorque/Nova Jérsia, a partir das 15:00 locais (20:00 em Lisboa). Já o duelo pelo terceiro lugar do Mundial, entre França e Inglaterra, no sábado, vai ser arbitrado pelo venezuelano Jesús Valenzuela.

Antes de João Pinheiro, o último árbitro luso a ser chamado para um Campeonato do Mundo tinha sido precisamente Pedro Proença, na edição de 2014, que decorreu no Brasil.

JN/MS

Presidente da UEFA recusou assistir à final em protesto com a FIFA

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, não marcou presença na final do Mundial 2026 como forma de protesto, numa altura em que a relação entre o organismo que rege o futebol europeu e a FIFA se encontra sob grande tensão. A ausência do esloveno, noticiada pelo The Times, reflete um descontentamento profundo que irá além do polémico caso de Folarin Balogun.

Um dos pontos mais críticos do descontentamento de Ceferin foi a suspensão do castigo de um jogo aplicado ao avançado dos Estados Unidos. A UEFA classificou publicamente a decisão da FIFA como «sem precedentes, incompreensível e injustificável», afirman-

do que se tinha «ultrapassado uma linha vermelha».

A controvérsia adensou-se quando se soube que a suspensão do castigo ocorreu após um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a solicitar uma «revisão» do cartão vermelho de Balogun, levantando sérias questões sobre a influência política nas decisões do organismo máximo do futebol. Mais tarde, foi revelado que a decisão final foi tomada sem o conhecimento de 17 dos 18 membros do Comité Disciplinar da FIFA.

Outras polémicas

Antes do início do Mundial, a FIFA mostrou-se incapaz de impedir que as autoridades norte-americanas enviassem para casa o árbitro somali Omar Artan. Depois, a UEFA nomeou Artan para dirigir a final da Supertaça Europeia, entre PSG e Aston Villa, a 12 de agosto do próximo mês.

A discórdia entre UEFA e FIFA não fica por aqui. Ceferin também se opõe a novo alargamento do Mundial, para 64 equipas.

A UEFA também já indicou que não planeia adotar outras inovações do Mundial, como a interpretação do protocolo VAR de «identidade trocada», que levou à expulsão de Breel Embolo, da Suíça, contra a Argentina, ou a expulsão de jogadores que tapam a boca ao falar com um adversário – a chamada Lei Prestianni.

A política de preços dos bilhetes da FIFA foi outro alvo das críticas de Ceferin, que pediu publicamente para «não tirarem o futebol dos seus adeptos».

Apesar do boicote à final, Aleksander Ceferin esteve presente no jogo de abertura do torneio, realizado na Cidade do México a 11 de junho, entre a seleção local e a África do Sul.

A Bola/MS

Felipe VI fala em "triunfo épico" e Sánchez sonha com vitória em 2030

O Rei de Espanha disse que a seleção do país teve um "triunfo épico" no Campeonato do Mundo de futebol, enquanto o primeiro-ministro realçou que "não há duas sem três" e sonha com nova vitória em 2030.

"Foi um triunfo épico", disse o Rei de Espanha, Felipe VI, dirigindo-se aos jogadores e equipa técnica da seleção, que no domingo (19) conquistou o Mundial2026, ao vencer a Argentina na final, por 1-0, após prolongamento, em East Rutherford, nos Estados Unidos. Após a chegada a Espanha, e antes de um percurso pelas ruas de Madrid até à praça Cibeles onde eram esperados por centenas de milhares de pessoas, os jogadores da seleção espanhola foram recebidos pela família real no Palácio da Zarzuela e pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, o Palácio da Moncloa.

Felipe VI destacou que Espanha é agora campeã do mundo de futebol em título tanto com a seleção masculina como

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a feminina e considerou que "é sempre extraordinário" vencer um mundial. "Quando joga a seleção, jogamos todos", disse Felipe VI, considerando que a vitória foi conquistada pelos jogadores "para toda a Espanha", antes de deixar um agradecimento a 'la roja': "Muito obrigado de toda a Espanha".

Na passagem pela Moncloa, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, agradeceu à equipa "o jogo, o esforço e a vitória". "Por que não sonhar com 2030? Não há duas sem três, ainda por cima, Espanha será anfitriã do Mundial", disse Sánchez, que se referia ao Mundial2030, que será coorganizado por Espanha, Portugal e Marrocos.

Depois da passagem pela Moncloa, sede da presidência do governo espanhol, a seleção campeã do mundo subiu para um autocarro aberto e iniciou um desfile pelas ruas de Madrid, para as celebrações junto do povo espanhol. NM/MS

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA (IMAGO)

Jovem talento português acelera rumo ao título no Canadian Rookie Karting Championship

O Goodwood Kartways recebeu mais uma emocionante jornada do 2026 Canadian Rookie Karting Championship, numa fase em que a competição entra na reta decisiva, restando apenas cinco corridas antes da semifinal e da tão aguardada final. Entre os jovens talentos em destaque voltou a estar o português Vicente, que tem vindo a afirmar-se como um dos pilotos mais competitivos da temporada.

Na penúltima prova, Vicente começou por garantir o 3.º lugar na sessão de qualificação, partindo dessa posição para a corrida. Determinado e concentrado, manteve-se desde o arranque entre os primeiros classificados e, logo na segunda volta, protagonizou uma excelente sequência de ultrapassagens que o levou da terceira à primeira posição. Com um ritmo consistente e uma condução segura, liderou a corrida até à bandeira de xadrez. No entanto, um contacto com outro kart durante a prova originou uma penalização que o relegou para o 2.º lugar da classificação final. Ainda assim, conseguiu registar a volta mais rápida do seu grupo, confirmando a excelente forma que atravessa.

A resposta ao contratempo surgiu poucos dias depois. Na corrida realizada no sábado, Vicente voltou à pista ainda mais determinado e protagonizou uma pres-

tação irrepreensível, conquistando uma vitória clara. Liderou a prova com autoridade, mantendo um ritmo elevado e uma técnica de condução que mereceu elogios de pilotos, equipas e de todos os presentes no circuito, reforçando a sua candidatura aos lugares cimeiros do campeonato.

"Estou muito entusiasmado com esta temporada e com tudo o que ainda está por vir. Cada corrida é uma nova oportunidade para aprender, melhorar e lutar pelos meus objetivos. Vou continuar a dar o meu máximo até à semifinal e à grande final", afirmou o jovem piloto no final da jornada.

Contando com o apoio de Manuel DaCosta (MDC Media Group), e com apenas cinco corridas por disputar antes da semifinal, Vicente continua focado no objetivo de chegar à final na luta pelo título do 2026 Canadian Rookie Karting Championship. O jovem piloto, filho de Luís e Andreia, tem demonstrado que o talento, aliado ao trabalho, à disciplina e à paixão pelo karting, pode transformar sonhos em realidade. A cada volta, leva consigo não apenas a ambição de vencer, mas também o orgulho da sua família e de todos aqueles que acompanham e acreditam no seu percurso, escrevendo uma história que promete ainda muitos capítulos de sucesso..

RMA/MS

SC TORONTO

Abel Ferreira homenageado no museu do Palmeiras:

“Isto não é meu, é nosso”

O Palmeiras inaugurou, na sala do museu, um espaço dedicado a Abel Ferreira, que é o treinador mais titulado da história do clube. As bandeiras de Portugal e Brasil, umas sapatilhas e vinho foram alguns dos elementos escolhidos para compor o lugar.

Depois das passagens em Portugal e na Grécia, Abel Ferreira abraçou em 2020 o desafio de voar até ao Brasil para comandar o Palmeiras. Uma relação que acabaria por tornar-se longa e duradoura. Até ao momento são 399 jogos, 237 vitórias e 11 títulos. Um feito considerável e que torna o técnico português no mais titulado de sempre do "Verdão".

Uma caminhada de sucesso que levou o Palmeiras a inaugurar um espaço dedicado a Abel Ferreira na sala de troféus, que conta com as bandeiras de Portugal e Brasil, um par de sapatilhas, uma pulseira, uma camisola do emblema brasileiro, vinho, um bloco de notas e livros.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, referiu aos presentes que aquele momento serviu para celebrar história e deixou elogios ao técnico.

"Nós estamos a vivenciar a história. São 11 títulos conquistados, o treinador mais vitorioso da história do Palmeiras, e eu tenho a honra de ser a presidente e vivenciar esse facto histórico. Vocês conhecem o treinador brilhante das entrevistas, o Abel dentro do campo, mas nós conhecemos o homem, a pessoa que ele é. Uma pessoa sensível, humana, que trata todos na Academia de Futebol de uma forma extremamente gentil. Sou profundamente grata e é uma honra imensa tê-lo ao nosso lado", afirmou.

Por sua vez, Abel Ferreira disse que, pelo momento, parecia que ia "ser apresentado

outra vez" e disse ter "uma gratidão imensa" no coração.

"Quando cheguei ao clube com a minha equipa técnica, rapidamente percebemos a grandeza, não só pela estrutura, não só pela dimensão, não só pelo número de adeptos, mas também pela exigência e pela exigência. Nós sempre fomos muito fiéis ao nosso trabalho, à nossa dedicação. Há muito tempo que procurávamos um clube com uma grandeza e com a ambição do Palmeiras para que também pudéssemos vivenciar esses momentos de vitória e de glória", referiu.

"É uma honra, um orgulho e um sonho fazer parte deste gigante que é o Palmeiras.

Vocês sabem que eu sou português, mas o Brasil e, em especial o Palmeiras, está na minha vida, faz parte da minha história com muito orgulho, com muita honra e muita gratidão também. Isto não é meu, é nosso. Podem ter a certeza de que enquanto estivermos juntos, haverá uma cultura de trabalho, compromisso e ambição, porque sabemos que todos os dias temos de dar o nosso melhor para sermos capazes de responder às vossas exigências", acrescentou. Entre as conquistas, contam-se duas Libertadores (2020 e 2021), mas Abel Ferreira não quer ficar por aqui: "Tenho o sonho de voltar a ganhar a Libertadores".

JN/MS

Creditos: DR

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Antonelli vence

Grande Prémio da Bélgica e reforça liderança do Mundial

O italiano Kimi Antonelli (Mercedes) venceu no domingo (19) o Grande Prémio da Bélgica, 10.ª etapa do Mundial de Fórmula 1, e reforçou a liderança da classificação de pilotos. Antonelli, que partiu da "pole position", bateu o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), por 1,952 segundos, com o neerlandês Max Verstappen (Red Bull) em terceiro, a 11,586 segundos.

Com a sexta vitória da temporada e a desistência do britânico George Russell (Mercedes), ainda na primeira volta, Antonelli tem, agora, 45 pontos de vantagem sobre o britânico Lewis Hamilton (Ferrari), que foi quarto classificado, e 50 sobre Russell, que baixou ao terceiro lugar.

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Liga abre a 7 de agosto com um Estoril-Famalicão

Horários das duas primeiras jornadas já são conhecidos. F. C. Porto começa a defender o título a 9 de agosto, num jogo com o Alverca, no Dragão.

ALiga Portugal divulgou, na sexta-feira (17), as datas e horas dos jogos das duas primeiras jornadas do campeonato, que começará no dia 7 de agosto, uma

sexta-feira, com um Estoril-Famalicão. No dia seguinte, entra em ação um dos candidatos ao título, com a visita do Sporting ao Estrela da Amadora.

A 9 de agosto, um domingo, joga o campeão F. C. Porto e também o Benfica, que recebem o Alverca e o Académico de Viseu, respetivamente, embora a data do jogo das águias ainda esteja sujeita a confirmação, de-

vido à participação do clube da Luz nas pré-eliminatórias da Liga Europa. O mesmo acontece com o Braga, que visita nesse dia o Moreirense, neste caso pelo facto de a equipa minhota poder estar em ação nas rondas preliminares da Liga Conferência. JN/MS

Jays face harsh reality as trade deadline looms

The Toronto Blue Jays are rapidly sinking, having to consider shifting their aspirations of a late-season playoff push to the reality of being a seller at the August 3 trade deadline. Without the financial pressure to simply dump payroll, the front office can afford to be calculated, prioritizing deals that yield meaningful returns. Following the blueprint of their 2024 deadline strategy, Toronto is expected to shop expiring contracts to fortify their future foundation.

Gausman’s Uncertain Future

This impending shift hangs heavily over the clubhouse, most notably during Tuesday’s brutal 12-2 blowout loss to the Tampa Bay Rays. Kevin Gausman endured a grueling outing, surrendering five runs on nine hits over just 3.1 innings. Given the current seller's market, the 35-year-old veteran right-hander stands out as Toronto’s most attractive trade chip.

• The Contract Factor: While extending Gausman makes sense for a team needing future starting pitching, an expiring collective bargaining agreement on December 1—and the threat of a subsequent lockout—complicates long-term negotiations.

• Player Control: Gausman’s contract includes an eight-team no-trade clause, giving him partial control over his destination (a luxury shared by veterans like George Springer).

When asked about the possibility that Tuesday was his final start in a Blue Jays uniform, Gausman admitted the thought

was "kind of crazy," though he noted he is trying to remain focused on his current teammates.

A Roster in Freefall

The underlying numbers paint a bleak picture for Toronto's season:

• The Slide: Since climbing back to a .500 record on June 22, the Jays have spiraled to a dismal 7-16.

• Offensive Woes: They have failed to score more than two runs in a dozen of those recent matchups.

• Postseason Odds: Now sitting at 46-55, they are a season-worst nine games under .500, six games out of a wildcard spot, and clinging to a mere 9% chance of making the playoffs.

The frustration is palpable. Tuesday's blowout reached such a low point that manager John Schneider was forced to put outfielder Myles Straw on the mound in the ninth inning just to secure the final outs.

Schneider was candid about the team's dire straits. “There's no secret, this is not going to be easy,” he admitted. He emphasized the need to cling to small victories—like grinding out at-bats and hustling down the line—while demanding sharper defense and better overall offensive impact. “This league will chew you up and spit you out,” Schneider noted, underscoring the uphill battle the Blue Jays face as a summer of subtraction becomes inevitable.

RS/MS

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FOOTBALL Argos bring back familiar faces on defense

The Toronto Argonauts have officially signed veteran American defensive linemen Shawn Lemon and DeWayne Hendrix, bringing two established forces back to their defensive trenches.

For the 37-year-old Lemon, this marks his third chapter in Double Blue. The 242-pound edge rusher previously suited up for Toronto from 2016 to 2018—capturing a Grey Cup in 2017—and again in 2019. A quintessential CFL journeyman, Lemon has worn the colors of every franchise in the league except the Hamilton Tiger-Cats. Across 147 career regular-season appearances, the three-time Grey Cup champion has cemented his legacy with a staggering 270 tackles, 103 sacks, 30 forced fumbles, and two interceptions.

Lemon’s recent seasons, however, have been overshadowed by off-field turbulence. After briefly retiring in April 2024, the league suspended him indefinitely for placing bets on CFL games during his 2021 tenure with Calgary. He briefly returned

to the field with Montreal to play through his appeal before the suspension fully took effect. Following his reinstatement in July 2025, Lemon had to serve an additional two-game ban for violating the league's drug policy before finishing out the season with the Alouettes.

Meanwhile, the 275-pound Hendrix returns to familiar territory just a week after a brief release. The powerhouse lineman spent his first three CFL campaigns (2021–2023) fortifying the Argonauts' defensive front. Although he resigned with Toronto earlier this year on January 19th, he was released last week without seeing any game action, only to be brought right back to the roster.

Hendrix brings substantial trench experience, having also played for the Hamilton Tiger-Cats in 2024 and the B.C. Lions in 2025. During his recent stint in Vancouver, he tallied 21 tackles and four sacks. Throughout his career, he has 103 tackles, 16 sacks, and two forced fumbles.

RS/MS

Creditos:

Luis Camara

Secretar y Treasurer

R icardo Teixeira

Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cor tez E-Board Member

Marcello DiGiovanni Vice President

David McCluskey E-Board Member

Centro de Transportes Birch de Hamilton, orçado em 390,4M$, construído para os autocarros a GNC de hoje e para a frota elétrica de amanhã

O recentemente concluído Centro de Transportes Birch, num investimento de 390,4 milhões de dólares, foi projetado para suportar a atual frota de autocarros públicos a gás natural comprimido (GNC) de Hamilton — a maior de Ontário —, incorporando simultaneamente disposições estruturais, espaciais e elétricas para uma transição futura para autocarros elétricos a bateria.

Numa propriedade de 24 acres, o edifício de 420.000 pés quadrados construído pelo empreiteiro geral Pomerleau Inc. ao longo de cerca de três anos inclui armazenamento interior de autocarros, duas vias de abastecimento de GNC, 30 oficinas de manutenção, dois sistemas de lavagem de autocarros e espaço administrativo.

O GNC tem sido central no sistema de autocarros de Hamilton (Hamilton Street Railway) há décadas e é o principal combustível utilizado pela frota na atualidade. Contudo, o centro de transportes é invulgar porque "une" essa tecnologia com espaço na infraestrutura para a adição de propulsão elétrica a bateria quando surgir a necessidade, refere Eric Czerniak, diretor e líder do setor de mercado de instalações de operações e manutenção na Arcadis, a projetista líder do projeto.

A infraestrutura colocou vários desafios à Arcadis e ao resto da equipa de construção/projeto.

Para cumprir os requisitos do código de GNC, o centro de transportes incorpora deteção de gás metano, controlos lógicos automatizados e um sistema de gestão téc-

nica centralizada (BAS) integrado que gere a ventilação, os alarmes e as funções de paragem de emergência.

Durante a fase do plano diretor, a equipa passou por várias iterações de projeto para chegar a uma solução prática para a frota a GNC e para uma futura frota movida a eletricidade, diz Czerniak.

"Foi como tentar montar um quebra-cabeças para chegar a um esquema que respondesse aos requisitos das partes interessadas." As disposições projetadas para a futura infraestrutura de carregamento incluem integridade estrutural para sistemas de pantógrafos montados no teto, cargas mais pesadas de autocarros elétricos e uma futura subestação interior para autocarros elétricos a bateria.

"Hamilton provou que há espaço no Canadá para uma frota a GNC como uma alternativa de menores emissões, ao mesmo tempo que planeia o futuro com veículos de emissões zero, caso estes se tornem mais acessíveis, talvez com melhor autonomia", afirma.

O Centro de Transportes Birch é uma estrutura de betão e aço com treliças de grande vão para criar um espaço de garagem livre de colunas. Foi projetado para cumprir muitos dos princípios da certificação LEED Silver, que incluem eficiência energética e conservação de água. A estrutura da cobertura foi projetada para suportar futuros painéis solares.

Czerniak refere que uma das principais razões pelas quais o projeto demorou vá-

O Ministério do Trabalho, Imigração, Formação e Desenvolvimento de Competências de Ontário introduziu novos requisitos regulamentares ao abrigo da Lei de Saúde e Segurança no Trabalho (OHSA) relativos a equipamentos de proteção craniana do Tipo 2.

Qualquer

trabalhador num projeto de construção que possa estar exposto a riscos de impacto lateral deve usar capacetes do Tipo 2 que cumpram a Norma CSA Z94.1 ou ANSI Z89.1, explica um aviso da Associação de Empreiteiros Gerais de Ontário (OGCA). Estes capacetes são especificamente concebidos para fornecer proteção contra impactos laterais, oferecendo uma maior cobertura ao estenderem-se mais em redor da cabeça em comparação com os tradicionais capacetes do Tipo 1.

De acordo com a OGCA, as exigências para os empregadores incluem:

• Avaliações de risco: Os empregadores devem realizar avaliações formais de risco nos locais de trabalho para determinar onde é necessária a proteção craniana do Tipo 2.

• Formação dos trabalhadores: Os trabalhadores devem receber formação sobre o uso correto, cuidados e limitações do equipamento.

• Cintas de queixo (barbichas): Embora não sejam universalmente obrigatórias, as cintas de queixo são necessárias sempre que houver o risco de o capacete se soltar. Qualquer sistema de cinta de queixo deve ser compatível com a marca e o modelo específico do capacete.

A regulamentação entrará em vigor a 1 de

julho de 2027, dando tempo aos empregadores e empreiteiros para:

• Rever e atualizar as suas políticas e procedimentos;

• Adquirir proteção craniana em conformidade com as normas;

• Implementar a formação e as avaliações de risco exigidas.

Os membros da OGCA são incentivados a:

• Rever as atuais avaliações de risco do local de trabalho e atualizá-las conforme necessário;

• Avaliar as políticas de EPI existentes e as normas de proteção craniana no local;

• Iniciar o planeamento para a aquisição de capacetes do Tipo 2 em conformidade;

rios anos a ser entregue prende-se com os extensos trabalhos prévios de viabilização. O local exigiu a aquisição de terrenos adicionais, a demolição de edifícios e a relocalização de inquilinos, além de apresentar solos contaminados com antigas fundações e aço abandonado.

Para aumentar a capacidade de carga do solo sem recorrer à introdução de nova terra dispendiosa, foram utilizados meios de melhoramento como estacas de agregados compactados (rammed aggregate piers) e pequenas âncoras perfuradas a grande profundidade no solo.

"Tivemos a nossa quota-parte de surpresas... sair do chão foi algo complexo."

Czerniak conta que trabalha no projeto desta instalação de manutenção de transportes há cerca de nove anos. Embora possa parecer muito tempo, refere que, para um projeto desta dimensão e complexidade, está dentro das normas da indústria.

"Talvez se eliminarmos os atrasos imprevistos de financiamento, seja possível encurtar o ciclo de desenvolvimento para sete anos."

O financiamento tripartido entre governos inclui 142,8 milhões de dólares do governo federal, 92,6 milhões de dólares de Ontário e 155 milhões de dólares da Cidade de Hamilton. A infraestrutura foi concluída dentro do orçamento, conclui Czerniak. DCN/MS Read in English

• Consultar profissionais de saúde e segurança no trabalho para garantir a total conformidade.

Boas Notícias

Porque elas também existem

Parece coisa de filme, mas está cada vez mais perto da realidade. Um carro voador híbrido promete unir duas formas de transporte em um único veículo: rodar normalmente pelas ruas por até 1.000 quilómetros e, quando necessário, levantar voo com uma aeronave elétrica acoplada. A novidade já está na fase final de desenvolvimento e deve chegar ao mercado em 2027. O modelo foi criado pela empresa chinesa AeroHT. Chamado de Land Aircraft Carrier (“Porta-Aviões Terrestre”), ele funciona como uma espécie de “nave-mãe”: transporta uma aeronave dobrável na parte traseira, que pode ser desacoplada em poucos minutos para decolar na vertical. E o interesse é tanto que, segundo a fabricante, o carro voador híbrido já soma mais de 7 mil reservas e deve iniciar a produção em larga escala em 2026, com as primeiras entregas previstas para 2027.

Carro voador híbrido

chega em 2027

Humanos melhores que IA

Imagine uma casa pré-fabricada que vem em módulos e pode ser montada em 10 minutos? Parece impossível mas é verdade, existe. Esse modelo de casa rápida, vendida na Amazon de Espanha por cerca de $16 500 mil, virou assunto nas redes sociais por unir preço acessível, rapidez e estrutura moderna. O modelo modular já vem mobiliado e pode ter até 4 quartos. Essas casas pré-fabricadas estão a tornar-se opção para quem sonha com a casa própria e quer gastar menos. Segundo o fabricante, quatro trabalhadores conseguem instalar a casa em cerca de 10 minutos. O modelo é modular e permite adaptações de acordo com a necessidade da família.

A Ford recontratou centenas de engenheiros humanos experientes depois de perceber que a IA, inteligência artificial, sozinha, não estava a conseguir entregar o nível de qualidade esperado pela empresa. A empresa americana havia apostado forte em IA e automação em partes da produção, principalmente nas inspeções de qualidade, mas os resultados acabaram por ficar abaixo do esperado. Segundo relatos publicados na imprensa internacional, cerca de 350 especialistas técnicos veteranos foram contratados de volta ou promovidos pela Ford. E os resultados começaram a aparecer. A Ford percebeu que os sistemas automatizados conseguiam acelerar processos, mas não substituíam totalmente o olhar técnico, a experiência prática e a capacidade humana de prever falhas antes mesmo de elas acontecerem.

Casa pré-fabricada que fica pronta em 10 minutos

Cientistas do Japão encontraram uma bactéria no intestino de rãs que elimina o cancro em dose única e ainda ativa o sistema imunológico. A pesquisa, feita em ratos, ainda não foi testada em seres humanos, mas os resultados animaram os pesquisadores. O estudo foi realizado por cientistas do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia do Japão (JAIST) e publicado na revista científica Gut Microbes. Nos testes, uma única dose da bactéria eliminou completamente tumores de cancro do colorretal em todos os ratos tratados. Segundo o professor Eijiro Miyako, que coordenou a pesquisa, a bactéria não apenas destrói as células cancerígenas, mas também estimula o sistema imunológico a continuar a combater o tumor.

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Justin Bieber atuou no intervalo da final do Mundial 2026, que decorreu no domingo, dia 19 de julho, e deu um toque de luxo ao seu look que não passou despercebido aos olhos da imprensa internacional. O cantor exibiu na ocasião um par de brincos de diamantes que estão avaliados em quase 20 mil dólares. Os referidos brincos são da marca de joalharia de luxo Logan Hollowell, eram os «Reverse Water Drop Pavé Diamond Stuggies», com cerca de 2,46 quilates de diamantes brancos, envolvidos em ouro de 14 ou 18 quilates. Os brincos, vendidos em par, custam $19,795 dólares.

Shakira também trouxe o brilho ao palco do último jogo do Campeonato do Mundo da FIFA. A cantora foi um dos nomes do mundo da música que subiram ao palco para este primeiro espetáculo numa final de um Mundial e além da atuação, o look que escolheu para a ocasião foi igualmente de destaque. De acordo com a revista People, Shakira usou um conjunto Roberto Cavalli feito à sua medida pelo diretor criativo da marca, Fausto Puglisi. O visual tinha mais de 200.000 cristais Swarovski, com cores que faziam lembrar o pôr do sol e que demorou mais de duas semanas a ficar pronto.

A cantora Jessie J anunciou a sua separação de Chanan Safir Colman. Numa publicação em conjunto feita no Instagram, a artista britânica, de 38 anos, referiu que os dois vão continuar a criar juntos o filho Sky, de três anos, e que essa é a prioridade agora. "O Chanan e eu decidimos terminar a nossa relação há algum tempo. Tem sido uma situação triste e difícil, mas temo-nos concentrado em lidar com essa mudança de forma privada e positiva, visando um ambiente saudável e feliz para o nosso filho e para nós mesmos", confessou.

Maus-tratos a animais?

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Brasil, está a investigar criadores de aves suspeitos de maus-tratos a animais. Segundo a CNN Brasil, Alexandre Bertoluci, empresário casado com Katia Aveiro, irmã do jogador Cristiano Ronaldo, é o principal responsável por um dos locais investigados. De acordo com a publicação, a investigação das autoridades suspeita de criação, treino e comercialização de galos da raça Mura que seriam destinados a lutas de galos. Durante a operação foram fiscalizadas cerca de 1.500 aves que apresentavam sinais de maus-tratos. A polícia apreendeu ainda telemóveis, documentos que comprovam a comercialização destes animais e também uma arma de fogo. O empresário brasileiro vive uma relação com Katia Aveiro há cerca de nove anos e os dois são pais de Valentina, de quase sete anos. O casal vive atualmente na cidade de Gramado, no estado de Rio Grande do Sul. Recorde-se que há poucos dias, Katia partilhou uma imagem na companhia do marido na casa de CR7 em Cascais.

Vinícius Jr. está em destaque e por mais do que uma razão. O futebolista brasileiro que joga atualmente no Real Madrid não só voltou para a ex-namorada, Virgínia Fonseca, como também surpreendeu ao surgir em público depois de ter feito um procedimento estético que fez ao rosto. Depois de terem terminado a relação de seis meses pouco antes do Mundial, Vinícius Jr. e Virgínia Fonseca surgiram juntos e aos beijos na inauguração do primeiro ginásio da empresária, na segunda-feira, dia 20 de julho, em Goiânia, no Brasil. No evento, o futebolista confirmou que voltou a namorar com a influencer. Vinícius Jr. esteve em casa de Virgínia antes do evento e seguiram depois juntos para o local. Mas não fica por aqui. O futebolista também não passou despercebido por ter surgido com o rosto completamente diferente. Vinícius Jr. submeteu-se a uma harmonização facial um procedimento estético realizado por Alessandro Alarcão, que terá confirmado que o jogador fez uma "naturalização facial". Este é o médico com quem Virgínia já se submeteu também a alguns procedimentos estéticos.

Nuno Markl esteve de parabéns esta terça-feira, dia 21 de julho, e recebeu uma carinhosa mensagem da irmã, Ana Markl, logo após as 12 badaladas. "Este ano, este post é mais difícil de fazer porque é o primeiro aniversário depois de uma bela porcaria que nos aconteceu. Quer dizer, aconteceu-lhe a ele, mas também a mim, claro", começou por escrever a locutora na legenda de um conjunto de imagens de Nuno Markl. "Apesar de ele ser oito anos mais velho, vem-me à memória o dia em que eu senti que teria de ser eu a olhar por ele. Nesse dia, há umas dezenas de anos, a mãe deu-lhe um grande ralhete por causa de qualquer coisa relacionada com a escola. Foi de tal ordem que ele desatou a chorar. E eu, oito anos mais nova, fiquei tão perturbada pela imagem do meu irmão crescido a chorar, que me aproximei dele e lhe dei umas tímidas festinhas na cabeça. Foi meio estranho porque nós éramos muito próximos mas não tínhamos essa linguagem de carinho", recordou. "Naquele momento, senti que, de alguma forma, eu era a irmã mais nova e mais velha ao mesmo tempo, que é como me sinto hoje e sempre", acrescentou. "Foi uma bela porcaria que nos aconteceu, mas não foi a pior porcaria que podia acontecer. Por isso, hoje, celebro com mais emoção e alegria e gratidão os 55 anos deste bebé barbudo Nuno Markl", escreveu de seguida.

Luxo
Bela porcaria...
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Cristais
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OLHAR COM OLHOS DE VER

Frescura à porta de casa. Créditos: David Ganhão
Repouso. Créditos: Fabiane Azevedo
Genesis. Créditos: Stella Jurgen

Palavras cruzadas

1. Ausência de arrumação, de organização

2. Peça de couro, tecido, plástico etc. que reveste internamente a sola do sapato

3. Aquele que dirige; título oficial do chefe do governo no regime presidencialista

4. Construção com uma ou mais bicas por onde corre água; fonte

5. Órgão do olfato, constitui a parte inicial das vias respiratórias

6. Meio de pagamento, na forma de moedas ou cédulas, emitido pelo governo de cada país

7. Peça (de barro cozido, pedra, metal, etc.) usada na cobertura de edifícios

Jogo das 10 diferenças

Caça palavras

8. Mulher que se dedica à religião, professando em alguma ordem; monja 9. Lugar onde se pode deitar e/ou dormir 10. Representação tridimensional de um corpo humano feminino, feita de pano, porcelana etc

11. Conjunto de produtos agrícolas colhidos num período; safra

12. Utensílio contendo tinta ou similar com que se pode escrever ou desenhar

13. Peça promocional que se oferece visando a objetivos de marketing

14. Parte exterior da cavidade bucal; o contorno dos lábios

15. Recipiente geralmente cilíndrico, usado para beber

D M E C V M G A H Q Y N Y A C

Q A G K Q L U N C I H D V N A

U D W S F A Z E O D R K A J E

N I E U F S O L N L W N J E D

X R Z X G A T W F L A A U T A

Y R C U T C N E I F C M D E D

R O F O A F E U A O R O A T E

J C B N I J M E N B V R R E I

S M S S V Z A U Ç G D A A R C

N O F F E U S U A B L D R N O

V O L U N T A R I A D O B O S

F G O T U Y C N O I C S E R D

T U

E

U

VOLUNTARIADO

NAMORADOS

AMOR

AJUDAR

CONFIANÇA

ETERNO

FLORES

CASAMENTO

PARCERIA

CORRIDA

CASAL

SOCIEDADE

ANEL

RETRIBUIR

CELEBRAR

Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

Semifrio de Ananás e Coco

Ingredientes

• 1 bolo simples ou pão de ló

• 1 lata de ananás em calda

• 1 lata de leite condensado

• 2 pacotes de natas

• Coco ralado

Modo de preparação

Bata as natas até ficarem bem firmes. As natas devem estar bem frias para baterem melhor e ficarem mais leves. Adicione o leite condensado e envolva delicadamente.

Junte 3 a 5 colheres de sopa da calda do ananás e misture suavemente. Pode juntar mais calda se quiser um sabor mais intenso a ananás.

Corte o pão de ló em cubos grandes. Passe ligeiramente as fatias de bolo pela calda do ananás. Não molhe demasiado o bolo para manter uma boa textura. Numa taça grande ou travessa comece a montar as camadas da sobremesa. Comece com uma camada de bolo. Adicione uma camada de creme.

Junte pedaços de ananás e polvilhe coco ralado por cima. Use pedaços de ananás fresco por cima para uma apresentação ainda mais bonita. Repita as camadas até terminar todos os ingredientes. Finalize com coco ralado e ananás por cima.

Bom apetite!

Rosa's Portuguese Kitchen

artesonora

O Último acorde dos Sepultura

O Rock in Rio Lisboa de 2026 foi o cenário escolhido para uma das despedidas mais aguardadas e emotivas do heavy metal mundial. Após mais de quatro décadas na estrada, os Sepultura, a maior banda de metal da história do Brasil, está a realizar a sua Farewell Tour (digressão de despedida).

Num ambiente carregado de nostalgia e energia elétrica, o guitarrista Andreas Kisser concedeu uma entrevista franca e profunda, refletindo sobre o passado, a atualidade e a imensa história da banda que ajudou a colocar o Brasil no mapa da música pesada global. Ao contrário do que muitas vezes acontece em finais de ciclo de grandes bandas, o ambiente nos Sepultura é de celebração e não de melancolia. Questionado sobre o decorrer desta última volta ao mundo, Kisser não escondeu o entusiasmo. "Sensacional. Nós planeamos isto durante muito tempo: fazer esta despedida para podermos curtir, para celebrarmos. É um momento muito especial da nossa história, talvez a nossa melhor tour." O músico sublinhou a importância de passar por Portugal nesta fase final, relembrando a forte ligação que une a banda ao público português desde a sua primeira icónica atuação em solo nacional, em 1990, durante a promoção do álbum Beneath the Remains e transição para o Arise. "Lembro-me que estava muito emocionado por vir a Portugal pela primeira vez. Há essa conexão cultural com o Brasil e a vontade de conhecer o lugar, de tocar para os fãs", recordou com carinho, evocando passagens marcantes por Cascais, Porto e edições anteriores do Rock in Rio. A etapa europeia da digressão tem superado todas as expectativas da banda. Depois de um ano de 2025 focado em concertos em nome próprio (headline), o ano de 2026 tem sido dominado pelos grandes festivais de verão, partilhando o palco com os maiores nomes da música contemporânea. Um dos fe nómenos mais interessantes notados por Andreas Kisser nesta reta final é a surpreenden te renovação do públi a ver o Sepultura necessariamente mas sim de rios motivos, a carreira do anos mas nun a oportunidade a descarga de co. Esta despedida tem funcionado, assim, como um ca talisador que "tem tirado muita gente de casa". Olhando para a ba gagem acumulada ao lon go de 40 anos de car reira e 18 meses de uma intensa digres são de despedida, Kisser afirma que a aprendizagem é diária, mas que a grande vitória dos Sepultura foi a sua integridade.

A banda for mou-se em 1984, ainda sob o espectro da ditadura militar no Brasil, e cresceu num ambiente de viragem polí tica e social. Os Sepultura ce lebrizaram-se pela introdução pioneira de elementos da cultura indígena, ritmos brasileiros e até in fluências orientais no universo rígido do heavy metal.

Quando questionado se se consideram precursores da internacio nalização da música pesada brasileira, o músico assume o papel histórico

com orgulho: "Os Sepultura, sem dúvida, são dos pioneiros. Uma banda que começou em 1984... Nós nunca imaginámos o que poderia acontecer. Mas uma coisa é certa: sempre fomos muito verdadeiros e fiéis ao que queríamos fazer." Kisser recordou as pressões que a banda sofreu ao longo dos anos para suavizar o som, fazer concessões comerciais ou adotar estilos mais populares na rádio brasileira para gerar receita imediata. A recusa em ceder a essas pressões foi, segundo o músico, o que manteve a banda unida e artisticamente relevante, permitindo experiências audazes como o álbum Roots, a colaboração com Carlinhos Brown ou a introdução do berimbau no heavy metal. Numa época marcada por uma forte polarização política global, o Sepultura, historicamente associado a uma postura de contracultura e contestação do sistema, mantém a sua coerência através da arte.

Andreas desvalorizou as pressões para que a banda se alinhe rigidamente com discursos partidários de esquerda ou de direita, defendendo que o papel do grupo está dito nas suas letras e na música. "A música vem para unir", afirmou, lamentando o clima atual onde as pessoas parecem "mais querer gritar do que ouvir". Para o músico, a contestação faz-se no dia a dia através da cidadania responsável e da expressão artística livre, rejeitando qualquer tipo de censura ou cedência a agendas externas. Afastando-se de análises críticas sobre o estado do rock brasileiro em geral, Kisser preferiu destacar a vitalidade e a riqueza do heavy metal atual, caracterizando-o como o estilo musical mais democrático e inclusivo da atualidade.

O músico apontou, com particular satisfação, a crescente e forte participação das mulheres em bandas de metal no Brasil, alcançando carreiras internacionais de sucesso, bem como a aceitação histórica de figuras homossexuais proeminentes no género, como Rob Halford (Judas Priest), demonstrando que o público do metal abraça e respeita as diferenças. Com o encerramento definitivo das atividades da banda marcado para o dia 17 de novembro de 2026, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, o foco atual está em desfrutar de cada segundo no palco.

A banda tem aproveitado para celebrar o presente, incluindo no alinhamento três temas do seu EP mais recente, gravado com o baterista Greyson Nekrutman, cuja energia trouxe uma nova vibração ao grupo nesta reta final. Quanto ao dia seguinte ao último dade total. Sem espaçode dois anos antes profundas com o futuro, Kisser jetos paralelos das De La Tierra seu programa Paulo e as suas ciais. O músico mente envolvido no movimentofest, que promovembre a morte e os cuidadosvos, bem como naciaçãoca Eucido, que luta pelazação dada no Brasil. Os Sepultura-

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xando um legado inabalável de independência, inovação e peso querações de metaleiros por todo o mundo.

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Virão à sua memória recordações agradáveis da infância. Vai sentir vontade de conviver com as crianças e talvez mesmo juntar-se aos seus jogos. Poderá fazer-se notar e ser apreciado pelos outros pela forma agradável como se relaciona, pela sua generosidade e simpatia. Poderá iniciar nesta altura uma relação amorosa.

TOURO 21/04 A 20/05

É possível que neste período se sinta mais alegre e descontraído que o usual. As outras pessoas vão vê-lo tal qual como é. Apesar de se poder sentir mais exposto, verá que este momento lhe poderá trazer simpatias ou mesmo o afeto de alguém. Como tal, sentirá que as relações com as outras pessoas são mais verdadeiras.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Neste momento poderá querer aplicar o seu dinheiro em domínios relacionados com a comunicação. Este pode ser a altura de pôr em marcha um projeto que tem vindo a estruturar e que está relacionado com as suas posses e bens materiais. A segurança material é um fator que nestes dias absorve a sua atenção.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Ao longo desta semana terá um grande desejo de se rodear de beleza em todos os aspetos do seu quotidiano, tudo o que envolve o seu dia-a-dia tem de transpirar harmonia. Nesta altura reinará a harmonia e a estabilidade com os que lhe são próximos e estarão bastante beneficiados todos os tipos contactos, mesmo os que sejam de negócios, assim como os acordos financeiros.

LEÃO 22/07 A 22/08

Esta é uma fase de grande saúde e vigor, em que se sentirá com imensa criatividade para começar projetos novos e tomar iniciativas, realizando-se individualmente. Conseguirá impressionar os outros com a sua energia e empenho pessoal. Excelente fase para se dedicar ao desporto e iniciar um novo regime alimentar.

VIRGEM 23/08 A 22/09

É a sua carreira que lhe vai exigir grande atenção neste período. A sua capacidade de trabalho poderá ser posta à prova. Poderá sentir que é alvo do autoritarismo de outros, pelo que se puder optar por um trabalho individual e independente, tanto melhor. Caso contrário, evite entrar em confronto com terceiros.

BALANÇA 23/09 A 22/10

O seu poder de iniciativa estará favorecido pela influência de Marte. Assim, novas ideias e projetos terão da sua parte um bom acolhimento. A sua imagem pessoal e a sua presença terão junto dos outros maior aceitação se valorizar o seu aspeto físico e a sua postura. Vai mesmo sentir a sensação de realização, que será completa se a partilhar com os seus familiares.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

A troca de ideias e de experiências será a tendência que prevalecerá durante este trânsito. As conversações e relacionamentos estão favorecidos, sobretudo se orientados num interesse comum que pode ser a filosofia ou até ideias abstratas. Preste atenção a conversas casuais pois subitamente podem ganhar mais profundidade.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Se houve, recentemente, algum episódio que lhe criou inimizades ou situações de algum conflito, aproveite esta ocasião em que Marte lhe dá uma energia acrescida vocacionada para os relacionamentos, amorosos ou outros, para corrigir e/ou esclarecer esses factos, para que não fique qualquer ressentimento de parte a parte. Use todo o seu charme e não receie o fracasso.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

O atual trânsito de Mercúrio permite-lhe clarificar situações e esclarecer mal-entendidos. Através do diálogo terá agora a possibilidade de ultrapassar certos atritos e dificuldades na sua relação, alcançando uma maior harmonia. Este período é igualmente favorável à apresentação de ideias e projetos.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Nestes dias vai viver a sua relação amorosa com grande intensidade, tanto a nível físico como emocional. Tanto tudo aquilo tenha a ver com o amor, como a criatividade, vão poder mudar positivamente a sua vida. Poderá haver neste momento uma transformação da sua vida afetiva. Poderá receber nesta altura dinheiro vindo de outros.

PEIXES 20/02 A 20/03

Durante este período, em relação à sua vida pessoal, os seus pontos de vista podem estar distorcidos em relação à realidade. Se tiver problemas de saúde, sentimentais, psíquicos ou mesmo de negócios não hesite em consultar um especialista pois uma opinião de quem está de fora é normalmente mais isenta e abrangente.

Soluções

Classificados

Empresa localizada em North York procura Aprendiz de Mecânico para trabalho a tempo inteiro (não trabalha aos sábados). Procuramos candidato responsável, de confiança e motivado, com mínimo de 2 anos de experiência na área. Início imediato, trabalho estável em empresa estabelecida, salário a negociar na entrevista Contactar Marco: 416747-7766 ou enviar currículo para: mdispenn@hotmail.com

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Estamos atualmente à procura de trabalhadores experientes com experiência em cofragem (formas para betão) e/ou acabamentos de betão. Contatar Tony 416-997-5121

Apartamento tipo estudio com 1 quarto, cozinha, casa de banho privada, com 1 estacionamento, ar condicionado, lavandaria não incluída, Wifi incluído. Preço $950.00. Na area da Black Creek e Trethewey. Contactar 416-716-0366.

Aluga-se apartamento com quarto, sala, cozinha, com guarda-roupa grande. Não animais, não fumadores. De preferência para senhora so, ou casal. Bom preço para pessoa só. Zona da Lansdowne e Dupon. Ligar para 647-4668675 depois das 6 da tarde ou fins de semana.

Apartamentos para alugar, entradas separadas perto de todas as comodidades. Área da Eglinton e Weston Road. Ligue ou mande mensagem para 416-531-4045.

Agenda comunitária

26 de julho

12.ª Luso Volta Anual

Luso Charities

Hamilton: LiUNA Station (360 James St. N). Mississauga/Toronto: Centro Cultural Português de Mississauga (53 Queen St. N). Informações: 905-858-8197 ou info@ lusoccs.org

Aluga-se casa perto da Dufferin Mall no primeiro e segundo andar com três quartos de cama cada, e basement alto, tudo disponível para o fim de Julho. Ligar para 437-318-2221 Apartamento para arrendar com 800sf., modelo estúdio com muitas janelas, com tudo incluído (hydro, água, laundry). Localizado na St. Clair e Caledonia. Para não fumadores e animais de estimação. Entrada separada, disponível imediatamente. Valor $1550,00. Contato com Maria 647-999-9276.

Precisa-se de empregada/o em regime de full time para churrasqueira, com experiência. Contatar 416-531-1120

Churrasqueira em Toronto está a contratar! Procuramos uma pessoa para trabalhar ao balcão, com responsabilidades na preparação e corte de frango. Requisitos: Disponibilidade para trabalhar à noite e aos fins de semana. Experiência é uma mais-valia, mas não é obrigatória. Interessados, por favor liguem para: 416-562-3641

Aluga-se apartamento no rés do chão com 3 quartos, cozinha, sala de estar, sala de jantar, casa de banho e lavandaria. Zona da Wilson e Keele. Contato 647-272-7712

Conceituado restaurante em Toronto procura, cozinheiro / cozinheira . Excelentes condições !!! Ligar para: 4165409114.

Para publicar

ligue para 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium com

De 1 a 31 de Julho

Casa do Alentejo

Workshop de Pintura para Seniores (1130 Dupont St., Toronto) Duração: 4 semanas / Informações: 416-276-6985

Procuramos um vendedor com conhecimentos de inglês e português.

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Contacto: 416-900-6692

Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila . Emitido às sextas-feiras. A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

VERTICAIS

11. A resposta certa para proteger você, sua estrada e suas conquistas.

HORIZONTAIS

17. O que você chama quando o carro quebra no meio da viagem.

28. Como você se sente ao dirigir sabendo que está totalmente segurado.

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