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Manuel DaCosta Editorial

A sociedade só poderá ser mais humana se houver pessoas que cuidem umas das outras. As pessoas julgam frequentemente os outros pela aparência, e as crianças não escapam ao julgamento se o seu comportamento estiver fora dos padrões estéticos e comportamentais esperados. O julgamento baseia-se muitas vezes na ignorância e na falta de empatia. Os desafios de cuidar de alguém que não consegue cuidar de si próprio de forma eficaz apresentam uma miríade de exigências que podem ser emocional, financeira e fisicamente desgastantes.
Construímos um mundo que recompensa a velocidade, celebra a perfeição e aplaude quem chega primeiro. Desde a infância somos ensinados a admirar aqueles que aprendem mais depressa, falam mais alto e alcançam mais, ignorando frequentemente os restantes, em particular quando as crianças entram na idade
escolar. Pergunto-me muitas vezes o que acontece àqueles cuja jornada segue um ritmo diferente. Aqueles que precisam de mais tempo, de mais paciência e de mais compreensão. Existem poucas condições na infância que gerem tantas opiniões como a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e, no entanto, poucas são tão incompreendidas. Entre as redes sociais, as conversas de recreio e os preconceitos desatualizados, a PHDA tornou-se um rótulo que muitas pessoas utilizam sem compreender o que realmente significa para uma criança ou para uma família. Com demasiada frequência, a criança que não consegue sossegar é descartada como sendo indisciplinada. Os alunos que interrompem são descritos como desrespeitosos e aos que são lentos e esquecidos diz-se apenas para se "esforçarem mais". Estes julgamentos podem parecer inofensivos, mas ignoram uma verdade fundamental: a PHDA não é uma falha de carácter. É uma condição neurodesenvolvimental que afeta a forma como o cérebro regula a atenção, o controlo dos impulsos e o funcionamento executivo. Outro grande equívoco é o de que as crianças com PHDA simples-
mente optam por não se comportar; em vez disso, elas sofrem a frustração de falhar repetidamente perante expectativas que os seus cérebros têm dificuldade em cumprir da mesma forma que os outros. Conheci pessoas que vivem com desafios de desenvolvimento cuja bondade, honestidade e resiliência humilhariam o mais bem-sucedido de entre nós. No entanto, são demasiadas vezes apresentadas por um diagnóstico antes que alguém se dê ao trabalho de descobrir o seu carácter. A sociedade tornou-se incrivelmente eficiente a atribuir rótulos e muito fraca a compreender as pessoas por trás deles. Isto diz mais sobre nós do que sobre elas. Embora a educação parental influencie o desenvolvimento de qualquer criança, a PHDA não é criada por uma má educação. Pais exemplares não causam a PHDA, e pais negligentes não a curam. Existe uma controvérsia substancial em torno do tratamento. A medicação nem sempre é a resposta para todas as situações e não substitui pais apoiantes, educadores qualificados, estratégias comportamentais, rotinas saudáveis e orientação profissional. Muitos, incluindo adultos, carregam fardos invisíveis para os restantes. A
maior luta não são os desafios de desenvolvimento, mas sim o peso dos preconceitos alheios. Imagine viver todos os dias sabendo que, antes de falar, alguém já decidiu do que é capaz. Aqueles que decidem fazem inferências baseadas na ignorância, esquecendo-se de que cada um de nós carrega falhas que foram internalizadas ao longo de muitos anos.
Presunções sem provas magoam as pessoas, mas o mais provável é sermos julgados pela mais pequena mancha no nosso carácter. Confundimos diferença com inferioridade e, de alguma forma, convencemo-nos de que a inteligência pode ser medida pela velocidade e o valor humano calculado pela produtividade. Nada poderia estar mais longe da verdade. Imagine esforçar-se ao máximo enquanto o mundo apenas repara naquilo que não consegue fazer. Todas as crianças merecem uma oportunidade - não apesar da PHDA, mas porque são muito mais do que os preconceitos que demasiados de nós desenvolvemos sem a compaixão necessária para as ver verdadeiramente.

Ano XXXV - Edição nº 1806 17 de julho de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta
Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Ninguém conhece melhor as crianças do que os seus pais. À medida que aqueles pequenos seres crescem, os pais vão vivendo com mais ou menos intensidade/ ansiedade a sua natural evolução - o primeiro sorriso, a primeira gargalhada, a primeira papinha, os primeiros passos, a primeira palavra... tudo está bem, quando a evolução é “normal”. Mas e quando a evolução não é igual à do filho mais velho? Ou dos filhos dos amigos? Não raras vezes, são também os pais que percebem que o seu bebé é diferente em-
Atraso de Linguagem
• Aos 12–18 meses: não usa pelo menos três palavras (além de “mamã”/“papá”), não aponta para pedir ou mostrar objetos, não reage quando é chamado pelo nome.
• Aos 18–24 meses: vocabulário muito limitado, dificuldade em juntar duas palavras (“mais suco”), não imita sons nem palavras dos adultos.
• Aos 2–3 anos: fala pouco percetível mesmo para a família, frases muito curtas ou ausentes, dificuldade em seguir instruções simples.
bora, mesmo com as evidências diárias, não seja incomum que a primeira reação seja de negação, afinal, é humano querer acreditar que “vai passar” ou que “cada criança tem o seu tempo”. Perceber que um filho pode precisar de mais apoio do que o esperado mexe com os pais de uma forma muito profunda.
Para além disto, a verdade é que nem todas as necessidades especiais são visíveis à primeira vista. Uma criança pode parecer, aos olhos de quem a rodeia, perfei-

Perturbação do Espetro do Autismo (TEA)
• Pouco ou nenhum contacto visual.
• Não aponta para mostrar interesse (por volta dos 18 meses) nem partilha a atenção com os pais — por exemplo, não olha para o que o adulto está a apontar.
• Prefere brincar sozinha, com pouco interesse por outras crianças.
• Movimentos repetitivos: bater as mãos, balançar o corpo, alinhar objetos.
• Reações muito intensas a sons, luzes, texturas ou cheiros.
• Perde palavras ou competências que já tinha adquirido — um sinal a que os pediatras dão particular atenção.
• Rotinas muito rígidas e grande


tamente “normal” e, ainda assim, estar a lidar com situações que implicam uma atenção especial - um atraso de linguagem, um défice de atenção e hiperatividade (ADHD/ PHDA) ou uma perturbação do espetro do autismo (TEA). Daí que os especialistas sejam unânimes: quanto mais atentos e ativos os pais estiverem na procura de respostas, melhor costuma ser o caminho que se segue. Depois... tão importante quanto identificar os sinais é manter uma cooperação próxima com todos os que vão passar a acompanhar a criança: o
pediatra, os terapeutas e a escola (desde o tempo de Day Care).
E vale a pena desmistificar esta situação: um diagnóstico não define quem a criança vai ser, é antes uma chave que abre a porta a apoios feitos à medida, muitos deles gratuitos.
Nesta edição do Milénio, é isso que procuramos trazer às famílias: informação clara, mas também leveza e, sobretudo, muito amor.
ADHD / Défice de Atenção e Hiperatividade
É normal que crianças pequenas sejam distraídas ou irrequietas. O que distingue o ADHD é a intensidade, frequência e persistência destes comportamentos face ao
atividades calmas (por exemplo, a hora do conto).
• Muda constantemente de atividade, sem conseguir terminar o que começou.

Quando Procurar Ajuda?
Impulsividade fora do comum: interrompe, não espera a vez, arrisca-se em situações sem pensar nas consequências.
Estes comportamentos repetem-se em mais do que um ambiente (casa, escola, ama) — não só num contexto específico.
A Sociedade Canadiana de Pediatria (Canadian Paediatric Society) recomenda uma consulta de desenvolvimento reforçada aos 18 meses, com recurso a ferramentas como o Rourke Baby Record, e um rastreio específico de uma avaliação. Em Ontário, os pais podem contactar diretamente serviços gratuitos como o Preschool Speech and Language Program ou pedir uma avaliação psicoeducacional através da escola.

Estratégias práticas para pais de crianças com atraso de fala, ADHD ou perturbação do espetro do autismo — mesmo em casos ligeiros.
Um diagnóstico, ou mesmo só uma suspeita, pode ser assustador, mas é preciso agir. "Como?", perguntam os pais. E esta pergunta faz todo o sentido porque grande parte do apoio que uma criança, com este tipo de
Estimular
MB/DG
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necessidades especiais, precisa não acontece apenas numa clínica, ou num gabinete médico, acontece em casa, todos os dias.
Sendo assim, eis o que os especialistas recomendam, organizado por área, com base em orientações de referência como a SpeechLanguage & Audiology Canada (SAC-OAC), o CDC e a Autism Speaks.
Evitar

• Fale muito, sobre tudo: narre o que está a fazer durante as rotinas — vestir, cozinhar, o banho. Nomear objetos e ações no dia a dia ensina vocabulário sem esforço extra.
• Leia e cante todos os dias: é uma das atividades mais eficazes para estimular a linguagem, mesmo que a criança ainda não fale.


• Dê tempo de resposta: espere pacientemente que a criança tente comunicar antes de responder por ela ou de lhe dar o que quer sem pedir.

• Amplie, em vez de corrigir: se disser "cão grande", responda "sim, é um cão castanho e muito grande" — em vez de dizer "não se diz assim".
ADHD / Défice de Atenção e Hiperatividade
Estimular
• Falar pela criança antes de lhe dar espaço para tentar.

• Mais de duas horas de ecrã por dia: os vídeos não substituem a cara a cara, que é o que realmente ensina linguagem.

Evitar
• Corrigir diretamente os erros — pode travar a vontade de comunicar.

• Esperar "que passe sozinho": quanto mais cedo houver estímulo e, se necessário, apoio profissional, melhor o resultado.


• Rotinas previsíveis: mesma hora para acordar, comer, fazer os trabalhos de casa e dormir, todos os dias.
• Instruções curtas e uma de cada vez: em vez de "vai arrumar o quarto e depois tomar banho", divida em passos.


• Reforço positivo imediato: elogie comportamentos específicos assim que acontecem — "gostei que arrumaste os brinquedos sozinho".
• Atividade física diária: ajuda a regular a atenção e a gastar energia de forma saudável.
Perturbação do Espetro do Autismo (TEA)
Estimular
• Estrutura e rotina visual: um horário com imagens ajuda a criança a prever o que vem a seguir e reduz a ansiedade.


• Reforço positivo específico: elogiar exatamente o que a criança fez bem, no momento em que acontece.


• Seguir o interesse da criança: observe para onde olha ou o que lhe chama a atenção, e construa a brincadeira e a comunicação a partir daí.

• Preparar mudanças com antecedência: avisar com tempo e, se possível, mostrar imagens do que vai mudar.
• Ambientes desorganizados, ruidosos ou imprevisíveis — estão associados a mais problemas de comportamento.
• Dar várias instruções ao mesmo tempo.

• Feedback constantemente negativo: corrói a autoestima. Tente equilibrar com reconhecimento dos sucessos, por pequenos que sejam.


Evitar
• Forçar contacto visual — pode ser desconfortável ou mesmo doloroso; não significa falta de interesse ou de afeto.

• Ecrãs e outras distrações durante os trabalhos de casa.

• Ambientes com excesso de estímulo sensorial: luzes fortes, ruído, multidões podem desencadear uma crise.

• Impedir o "stimming" (bater as mãos, balançar o corpo) a não ser que seja perigoso — é uma forma de a criança se autorregular.

• Reagir a uma crise (meltdown) com disciplina ou irritação — isso agrava e prolonga o episódio.

“Um meltdown não é uma birra, é sobrecarga. Um stim não é mau comportamento, é autorregulação.”
Regra Geral
Seja qual for o diagnóstico
• Estrutura e previsibilidade ajudam quase sempre mais do que
a criança conseguir explicar por palavras.
• O reforço positivo funciona melhor do que o castigo ou a repreensão constante.
• Estas estratégias complementam, não substituem, o acompanhamento profissional (terapia da fala, ocupacional, ABA).
• Confie no seu instinto: se algo não está bem, vale sempre a pena procurar avaliação, mesmo que os sinais pareçam ligeiros.
Muitos dos apoios de que uma criança com ADHD, atraso de linguagem ou perturbação do espetro do autismo (TEA) pode precisar não passam primeiro por um hospital, passam pela escola. O sistema escolar de Ontário tem um processo próprio, gratuito, para identificar dificuldades e ativar apoios financiados pelo governo provincial.

Como começa o processo?
A identificação começa na sala de aula, através de uma abordagem em três níveis. No primeiro nível, o professor observa todos os alunos e sinaliza quem está com dificuldade em acompanhar o currículo do seu ano. Se a dificuldade persistir, a escola oferece apoio reforçado em

Como pedir uma avaliação?
5 Passos Práticos
1. Fale com o professor. Partilhe as suas observações e pergunte se a escola também notou dificuldades.


pequenos grupos; se ainda assim não for suficiente, o caso pode avançar para avaliação por profissionais especializados — psicólogos, terapeutas da fala, consultores psicoeducacionais.
2. Peça a avaliação, por escrito, à direção da escola. Os pais podem solicitar diretamente que a escola faça uma referenciação para avaliação, mesmo sem diagnóstico médico prévio.

Apoios disponíveis na Escola
• Equipa especializada: terapeutas da fala, consultores psicoeducacionais, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e analistas de comportamento (ABA), partilhados entre várias escolas.

O que é um IEP?

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“Não é preciso um diagnóstico médico para pedir uma avaliação através da escola.”
3. Dê o seu consentimento informado. Nenhuma avaliação profissional avança sem autorização escrita dos pais.

• Professores e assistentes de apoio: professores de recurso e educadores de apoio (Educational Assistants) dentro da própria sala de aula ou em salas de recurso.

• Turmas especializadas para autismo: ao abrigo da política provincial PPM 140, alunos com TEA têm acesso a Análise Aplicada do Comportamento (ABA) independentemente da turma em que estão, incluindo turmas reduzidas dedicadas (cerca de 6 alunos, com professor e três educadores de apoio).
O IEP (Individual Education Plan, ou Plano de Educação Individual) é um documento escrito que define os objetivos de aprendizagem da criança e os apoios específicos que a escola se compromete a fornecer para os alcançar. É revisto regularmente e ajustado à medida que as necessidades da criança mudam. Por regra provincial, a implementação do IEP começa até 30 dias letivos depois de a criança ser colocada num programa de educação especial.

4. Peça um intérprete, se precisar. É um direitobasta pedir à direção da escola antes de qualquer reunião.

• Programas extracurriculares gratuitos: alguns boards oferecem programas pós-escola dedicados a competências sociais e de comunicação para alunos autistas, sem custo para a família.

5. Acompanhe os prazos. A escola tem 15 dias letivos para responder ao pedido com um guia explicativo do processo.

• Acomodações para ADHD: mesmo sem diagnóstico formal, a escola pode oferecer lugar sentado flexível, ferramentas de organização, tecnologia assistiva e apoio à autorregulação.

Apoio para famílias que não falam inglês
O guia oficial sobre o processo de avaliação está traduzido em 13 línguas faladas por comu nidades imigrantes em Ontário. Os pais podem pedir um intérprete gratuito para qualquer reunião sobre a educação especial do filho, e podem trazer consigo um assistente social (settlement worker) ou outro representante de confiança. Vale a pena pedir estes apoios diretamente à escola — não é preciso esperar que sejam oferecidos.

Cada região da província tem um centro financiado pelo governo. Nesta página ficará com toda a informação sobre como funciona o acesso e que tipo de apoio pode esperar.
Muitas famílias pensam que apoios como terapia da fala, terapia ocupacional ou avaliação de autismo só existem em Toronto ou em gran-

Como funciona o acesso?
SmartStart Hub
Desde 2022, o governo criou um único ponto de entrada chamado SmartStart Hub, disponível em cada centro de tratamento infantil. A ideia é simples: em vez da família ter de descobrir sozinha a que serviço recorrer, liga ou preenche um formulário online, e um "Service Navigator" conduz uma conversa

(por telefone, vídeo ou presencial) para perceber as necessidades da criança e encaminhar diretamente para os serviços certos.
Onde poderá encontrar o centro da sua região?
Região Centro de Tratamento Infantil Toronto
Holland Bloorview Kids Rehabilitation Hospital hollandbloorview.ca
Surrey Place surreyplace.ca
Peel, Halton, Dufferin (Mississauga, Brampton, Oakville, Orangeville)
ErinoakKids Centre for Treatment and Development erinoakkids.ca
York, Simcoe (Newmarket, Markham, Barrie, Richmond Hill)
Children's Treatment Network Simcoe-York ctnsy.ca
Durham (Oshawa, Ajax, Whitby)
Grandview Kids grandviewkids.ca
Niagara (St. Catharines)
Niagara Children's Centre niagarachildrenscentre.com
• Terapia da fala, ocupa cional e fisioterapia: avaliação e tratamento de atrasos de desenvolvimento, comunicação e mobilidade.


• Clínicas médicas especializadas: pediatras de desenvolvimento e clínicas para paralisia cerebral, distúrbios neuromusculares e ortopedia, consoante o centro.
Quem pode aceder?
• Crianças e jovens até aos 19 anos — ou até terminarem o secundário, se ainda estiverem na escola.
Read in English MB/DG
des hospitais. Na realidade, o governo de Ontário financia uma rede de mais de 20 centros de tratamento infantil (Children's Treatment Centres), organizados por região, que juntos apoiam mais de 180 mil crianças e jovens por ano. Não importa em que parte da província vive, pode ter a certeza de que há sempre um centro designado para a sua área.
Informação importante!
“Não é preciso referência médica nem diagnóstico prévio para contactar
o SmartStart Hub.”


Hamilton Ron Joyce Children's Health Centre (McMaster) hamiltonhealthsciences.ca/ mcmaster-childrens-hospital Waterloo, Kitchener, Cambridge, Guelph KidsAbility Centre for Child Development kidsability.ca
• Serviços de autismo: muitos destes centros são também o ponto de entrada regional para o Ontario Autism Program (OAP), incluindo avaliação diagnóstica e Análise Aplicada do Comportamento (ABA).

• Apoio à família: respiro para cuidadores, apoio financeiro, gestão de caso (service navigation) e, em muitos centros, coaching parental.

• Não é necessária referência médica formal, embora profissionais de educação ou saúde também possam encaminhar.
London, St. Thomas Thames Valley Children's Centre tvcc.on.ca
Brantford Lansdowne Children's Centre lansdownecentre.ca
Ottawa
CHEO (Children's Hospital of Eastern Ontario cheo.on.ca
• Infant Hearing Program: rastreio auditivo a recém-nascidos e acompanhamento de perda auditiva.


• Apoio em contexto escolar: terapia ocupacional, fisioterapia e apoio de fala dentro de escolas públicas, em colaboração com os school boards.
• Todos os serviços são gratuitos.
Melanie Penner

Nem sempre os sinais são óbvios. Muitas crianças que parecem desenvolver-se sem problemas escondem, afinal, dificuldades que só profissionais treinados conseguem identificar. Quanto mais cedo estas dificuldades forem reconhecidas, maiores são as hipóteses da criança receber o apoio de que precisa.
Para perceber melhor este tema, falámos com a Dra. Melanie Penner, pediatra do desenvolvimento e cientista clínica sénior no Holland Bloorview Kids Rehabilitation Hospital, em Toronto, um dos principais centros de diagnóstico e tratamento infantil do Canadá. A Dra. Penner lidera também o programa ECHO Autism, que forma médicos de família em todo o Ontário para diagnosticarem autismo, reduzindo assim tempos de espera que, em centros especializados, podem ultrapassar um ano.
Nesta entrevista, a especialista explica que os sinais de alerta vão muito além de saber se a criança caminha, fala, lê ou escreve na idade certa: passam por detalhes mais subtis, como o contacto visual, os gestos, ou a forma como partilha interesses com quem a rodeia. Melanie Penner explica ainda como distinguir, na prática, um “simples” atraso de linguagem de sinais de autismo ou de défice de atenção e hiperatividade (PHDA). Nesta conversa também ficamos a entender por que razão tantos diagnósticos só são feitos em idade escolar, e ainda como funciona hoje o processo de referenciação em Ontário. Para os pais que ainda não têm um diagnóstico, mas sentem que algo pode não estar bem, a mensagem da Dra. Penner é clara: não é preciso esperar. Há apoios gratuitos e sem lista de espera, como os SmartStart Hubs e os serviços de terapia da fala pré-escolares, disponíveis em qualquer região da província. Milénio Stadium: Quais são os primeiros sinais de alerta que os pais devem observar, mesmo quando a criança parece desenvolver-se "normalmente"?
Melanie Penner:: Muitos pais focam-se em saber se o seu filho faz coisas, como andar e falar, nas idades esperadas. Estes são motivos importantes para procurar a opinião de um profissional se os pais sentirem que o filho não está a atingir estes marcos de desenvolvimento. No entanto, alguns sinais de que uma criança se está a desenvolver de forma diferente podem ser mais subtis, tais como a sua comunicação não-verbal (usar o contacto visual, gestos, apontar e expressões faciais para comunicar), a partilha daquilo de que gosta com os pais e outras crianças, e desafios com algumas vertentes do ambiente sensorial, como certos tecidos ou ruídos. Na minha consulta, penso além do que uma criança deveria estar a fazer numa determinada idade e faço perguntas como: "de quanto apoio necessita esta criança para participar nas atividades diárias em casa, na creche, na escola e na sua comunidade? A criança sente muito sofrimento ao longo do dia? O quão esforçadamente têm os pais de trabalhar para permitir que o seu filho participe e para minimizar o sofrimento da criança?. MS: Como se distingue, na prática, um atraso de linguagem de um sinal de algo mais amplo, como o TEA (Transtorno do Espetro do Autismo) ou a PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção)?
MP: Esta é uma pergunta que oiço frequentemente na minha consulta! Muitas crianças autistas têm atraso na linguagem, e algumas continuam a apresentar desafios ao longo da vida com a comunicação falada. No caso do autismo, também observamos desafios mais amplos na forma como a criança comunica, que vão além do simples uso de palavras. Uma criança com um atraso de linguagem que não seja autista usará frequentemente a sua comunicação não-verbal (contacto visual, gestos, apontar e expressões faciais) para garantir que é compreendida, ao passo que uma criança autista provavelmente também terá dificuldade em utilizar a comunicação não-verbal.
A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) geralmente não é diagnosticada antes dos quatro anos de idade, no mínimo. O atraso de linguagem não é tão comum na PHDA como no autismo. Notavelmente, muitas crianças com PHDA apresentam desafios de aprendizagem concomitantes, que podem incluir o desenvolvimento da linguagem e da leitura. Se os pais tiverem preocupações de que o seu filho com PHDA também tenha um desafio de aprendizagem, devem solicitar uma avaliação ao psicólogo escolar da criança.
MS: Porque é que tantas crianças só são diagnosticadas mais tarde, já em idade escolar?
MP: Existem muitos fatores que influenciam o momento em que uma criança recebe um diagnóstico. As exigências académicas e sociais aumentam com a idade, e algumas crianças que conseguem ter um bom desempenho na idade pré-escolar podem vir a registar mais dificuldades ao entrarem nos anos escolares. Por vezes, os pais receiam que o seu filho seja identificado com um diagnóstico de desenvolvimento e podem evitar ou adiar a avaliação. Infelizmente, isto significa que a criança pode perder oportunidades de terapias importantes que são mais eficazes nos primeiros anos de vida.
Ao longo dos anos, tenho ouvido muitas famílias relatar que o seu médico não acreditou nelas quando mencionaram que viam algo diferente no desenvolvimento do filho. Tanto para as famílias como para os profissionais, é crucial agir perante sinais de que a criança se está a desenvolver de forma diferente, em vez de adotar uma abordagem de "esperar para ver". Finalmente, sabemos que os tempos de espera para avaliações do desenvolvimento podem ser longos, o que torna ainda mais importante agir quando se suspeita de uma condição de desenvolvimento.
MS: Qual é o processo de referenciação e diagnóstico em Ontário, e quais são atualmente os tempos de espera?
MP: O primeiro ponto de contacto para os pais que pretendem discutir o desenvolvimento do seu filho é o profissional de cuidados de saúde primários (um médico de família ou enfermeiro de clínica geral). Esse profissional de saúde pode fazer ele próprio uma avaliação ou encaminhar para alguém que o possa fazer. Em Ontário, muitos tipos diferentes de profissionais de saúde podem diagnosticar o autismo (médicos, profissionais de psicologia, enfermeiros de clínica geral). O seu filho poderá ser consultado por um profissional de saúde na comunidade para uma avaliação de diagnóstico, o que por vezes pode significar um tempo de espera mais curto do que num centro de maior dimensão, onde os tempos de espera são frequentemente de um ano ou mais.
No Holland Bloorview, o hospital canadiano para crianças com deficiências e diferenças de desenvolvimento, lidero um programa chamado ECHO Autism (https://hollandbloorview.ca/services/ programs-services/echo-autism), no qual formamos e apoiamos profissionais de saúde na comunidade para prestarem cuidados na área do autismo, para que as crianças não tenham de esperar muitos meses para consultar um especialista. Outras condições, como a PHDA, são muito comumente diagnosticadas por um médico na comunidade.
MS: Que conselhos daria a pais preocupados com o desenvolvimento do filho mas que ainda não têm um diagnóstico formal?
MP: Existem imensas formas de apoiar o desenvolvimento do seu filho! Em Ontário, um excelente ponto de partida são os Smart Start Hubs — cada região tem um destes centros que funciona como o principal ponto de entrada para famílias que procuram apoios de desenvolvimento para o seu filho. Os serviços pré-escolares de terapia da fala e da linguagem estão disponíveis em cada região de Ontário e não exigem um diagnóstico prévio, existindo muitos serviços semelhantes por todo o Canadá. Considero também que as crianças aprendem de forma muito eficaz com outras crianças, e inscrever o seu filho numa creche ou frequentar um grupo comunitário, como o EarlyON, é uma excelente forma de lhe proporcionar estas oportunidades. Em casa, os pais podem fazer pequenas coisas como integrar mais linguagem no dia a dia (ler, cantar, descrever coisas durante os passeios) e fazer jogos de faz-de-conta ou outras atividades juntos.
MB/MS



Olá, bom dia, como tem passado?
Passamos por uma mudança global de temperaturas em desordem, se pensámos por algum momento que o global warming (aquecimento global) era algum tipo de invenção, está cada vez mais claro que não. Desta vez os meteorologistas e entendidos na matéria, acertaram na “muche”.
A ver….
Quanto ao tema de capa desta semana, mais um para levar muito a sério e que afeta cada vez mais famílias por entre nós e a nível global. Fiz uma pesquisa para também eu melhor entender.
O diagnóstico precoce de condições neurodivergentes como o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em Portugues, e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode transformar a vida da criança, proporcionando apoio adequado desde cedo. Mas como saber se a criança tem TDAH ou Autismo? Embora ambos possam compartilhar algumas características, as suas causas e impactos são distintos e é importante saber quais são os
sinais principais, diferenças e quando procurar ajuda profissional.
O que é o TDAH?
O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desatenção, impulsividade e hiperatividade. Crianças com TDAH podem ter dificuldades em manter o foco, controlar impulsos e organizar tarefas do dia a dia.
O que é o Autismo?
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta a comunicação, a interação social e padrões de comportamento. Crianças autistas podem ter dificuldades em interpretar expressões faciais, compreender normas sociais e apresentar interesses restritos e comportamentos repetitivos.
Principais diferenças entre TDAH e Autismo
Alguns dos pontos mais importantes :
• Dificuldade de atenção – A criança distrai-se facilmente ou foca excessivamente em um único tema;
• Hiperatividade – Movimenta-se constantemente ou tem comportamentos repetitivos específicos;
• Dificuldade na comunicação – Usa frases curtas e simples ou tem uma fala acelerada e desorganizada;
• Interação social – Busca interação, mas tem dificuldade em manter amizades ou evita contato social;
• Interesses específicos – Interessa-se intensamente por um único assunto;
• Impulsividade – Interrompe falas e atividades frequentemente;
• Resistência a mudanças – Fica muito desconfortável com mudanças na rotina;
• Dificuldade em compreender emoções – Entende ironias e expressões faciais;
• Respostas sensoriais – Reage de forma exagerada a sons, luzes ou toques;
• Problemas com rotinas escolares – Tem dificuldades em seguir instruções e concluir atividades.
Quando procurar ajuda profissional?
Se seu filho apresenta múltiplos sinais, um neuropediatra ou psicólogo podem realizar avaliações detalhadas para um diagnóstico mais preciso. O uso de escalas padronizadas e observação clínica são fundamentais para diferenciar TDAH e TEA.
Conselhos para Pais e Educadores
Apoiar uma criança com TDAH ou autismo requer paciência, conhecimento e estratégias adequadas. Cada criança é única, e pequenas mudanças na rotina e na abordagem educacional podem fazer uma grande diferença no seu desenvolvimento.
Por entre nós
A lista de espera para tratamento de autismo em Ontário continua a crescer, de acordo com pais e defensores, que afirmam que as crianças não estão a receber o apoio de que precisam.
A Ontario Autism Coalition (Coligação de Autismo de Ontário) afirmou que uma nova pesquisa mostra um quadro devastador da realidade enfrentada por pessoas autistas e suas famílias, concluindo que o
Governo Ford abandonou mais de 60 mil crianças e jovens que ainda estão na lista de espera por serviços clínicos essenciais. O tempo médio de espera para crianças e jovens terem acesso aos serviços é de mais de cinco anos, de acordo com a pesquisa, forçando os pais a fazerem escolhas impossíveis.
O estudo revelou ainda que menos de um quarto das crianças registadas no Programa de Autismo de Ontário tiveram acesso à terapia que lhes foi prometida pelo Governo Provincial. 47% dos inquiridos referiram ainda que não há apoio suficiente nas escolas, com 9% a não poder frequentar os espaços de ensino devido à falta de recursos.
O ministro da Educação, Paul Calandra, afirmou estar a par da situação e a trabalhar na necessidade de redirecionar o financiamento existente para estas situações, apoio este que o relatório do órgão fiscalizador financeiro de Ontário afirma não existir.
Já a Ontario Autism Coalition apela a financiamento de emergência para tirar as crianças da lista de espera.
É um tema extenso e melindroso. Inteirei-me também de muitos factos que desconhecia.
É o que é e vai mesmo sempre valer o que vale. Só sabe dar mesmo o valor quem se encontra nas situações.
Fiquem atentos para que o melhor diagnóstico seja efetuado e com a maior brevidade possível.
Até já e um excelente fim de semana Cristina
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Society can only be more human if there are people who care for one another. People often judge others by their appearance and children do not escape judgement if their behaviour is outside expected looks and behaviours. Judgement is often based on ignorance and lack of empathy. Challenges in caring for someone who cannot effectively care for himself/herself present a myriad of de-
mands that can be emotionally, financially and physically challenging. We have built a world that rewards speed, celebrates perfection and applauds those who arrive first. From childhood we are taught to admire those who learn the quickest, speak the loudest and achieve the most, while often ignoring the rest, particularly when children start being schooled. I often wonder what becomes of those whose journey follows a different rhythm. Those who need more time, more patience and more understanding. There are few childhood conditions that generate more opinions than Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD),
yet few are as misunderstood. Between social media, playground conversations and outdated assumptions, ADHD has become a label that many people use without understanding what it truly means for a child or a family. Too often, the child who cannot sit still is dismissed as being undisciplined. Students who interrupt are described as disrespectful and the slow and forgetful are just told to “try harder.”
These judgements may seem harmless but they ignore a fundamental truth: ADHD is not a character flaw. It is a neurodevelopmental condition that affects the way the brain regulates attention, impulse control and executive functioning. Another great misconception is that children with ADHD
simply choose not to behave instead they suffer the frustration of repeatedly falling short of expectations that their brains struggle to meet in the same way as others. I have met people living with developmental challenges whose kindness, honesty and resilience would humble the most accomplished among us. Yet they are too often introduced by a diagnosis before anyone bothers to discover their character. Society has become remarkably efficient at assigning labels and very poor at understanding the people behind them. This says more about us than it does about them. While parenting influences every child’s development, ADHD is not created by poor parenting. Good parents do not cause ADHD, and bad parents don’t cure it. There’s substantial controversy surrounding treatment. Medication is not always the answer for every situation and is not a substitute for supportive parents, skilled educators, behavioural strategies, healthy routines and professional guidance. Many, including adults, carry burdens invisible to the rest of us. The greatest struggle is not developmental challenges but the weight of other people’s assumptions. Imagine living every day knowing that before you speak, someone has already decided what you are capable of. The deciders make inferences based on ignorance forgetting that each of us carry around flaws which have been internalized for many years. Presumptions without proof hurt people but more often than not, we will be judged by the smallest blemish in our character. We confuse difference with inferiority and somehow we have convinced ourselves that intelligence can be measured by speed and human worth can be calculated by productivity. Nothing could be further from the truth. Imagine trying your hardest while the world only notices what you cannot do. Every child deserves an opportunity – not despite ADHD, but because they are far more than the assumptions that too many of us develop without enough compassion to truly see them.

Aos sábados às 7:30 da manhã
Esta semana
• Rosa’s Portuguese Kitchen – Bife à Portuguesa: um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa.
• A Moda de Castro – Parte 1: Uma viagem cinematográfica pela identidade, cultura e tradições de Castro Verde.
• Blasted Mechanism: Uma entrevista exclusiva nos bastidores do Rock in Rio com uma das bandas mais irreverentes de Portugal.
• Mais do que uma Conversa – Especial IPMA: Uma homenagem à música lusófona, diretamente de Rhode Island.
• Retiree’s Day – LiUNA Local 183: Uma celebração dedicada aos milhares de reformados e ao legado de Jack Oliveira.
• TEDx – Nilton: Humor inteligente, inspiração e histórias que fazem pensar e sorrir.
• Radar – Cassete Pirata: Uma viagem pelo universo musical de uma das bandas mais marcantes da nova geração.
• Vera Gabriel: Os 15 anos de carreira da artista plástica celebrados numa exposição imperdível na Praia de Mira.
• e muito mais...
Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
• Imóvel misto comercial/residencial.
• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.
• Um investimento único e chave na mão.
Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.



• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)
• Frente de 45 metros
• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.


• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina
• Vistas espetaculares da cidade e do lago
Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.
• Prédio misto comercial/residencial
• Frente de 11,4 metros
• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)
Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village
• Rodeado por alta densidade residencial Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.
















the most excitement, the most comfort, for what I have seen is another reality, the reality outside politics and money interests. The age-old partying that we are used to seeing, without the property damage and the fights. It’s sport, may the best men win and we’ll celebrate either way.
We are not talking about scattered fans; we are talking nations walking alongside each other, arm in arm, shoulder to shoulder with nothing but smiles on their faces, and maybe beer in their hands, (In vino veritas).
Even American fans, many admittedly not soccer fans, are caught up in the spirit of humanity, and nobody likes to party for sport more than the Americans.

The latest world cup pf soccer has def-
Ticket prices, venue food prices, commercials, prices for visas; initially, Cabo Verde goalkeeper, Vozinha, couldn’t bring his mom to the cup because her visa required a $15000 bond. All this shouldn’t be as surprising as all that, considering where most of the World Cup is
have a thing for the camera, just like his buddy, (unlike the rulers who managed the boat up until relatively recently, by keeping low).
On the bright side, my perusing through the media has also detected a tide of positivity. This one is also a lesson, one we may have forgotten because of all the social trash we are forced to sift through before we find anything useful, or true. I’ve come across people of all ages and backgrounds, from different origins, coming together to celebrate what this is truly all about: unity. Witnessing people from different nations drinking, eating and celebrating together, whether between games, pre-game and/ or post-game. That was what brought me
I saw a video of a bunch of Japanese tourist/fans with Texans, in a bar or restaurant, having the time of their lives experimenting in the drinking and culinary traditions of both sides. That’s the stuff we need to see more of, the stuff that unites us, not the divisive drivel so many of us have come to love. We all have opinions, we all see things in the way we wish, but we also see things that are indivisible, that are beyond scrutiny.
When we see joy, we know it, just as we know when we witness sorrow, or pain. After seeing that this international joy still exists, I feel stupid for ever having doubted it. It’s just that I see so relatively little of it anymore, that I had lost track.
It’s also noteworthy to mention that the political tsunami we’ve been enduring is beginning to show some cracks. This is also very good news. Maybe it’s due to FIFA’s World Cup?
Fiquem bem!


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Street festivals have long been a defining feature of Toronto’s multicultural identity. Throughout the summer, neighbourhoods come alive with music food, dance, and culture, celebrating the diverse communities that make the city one of the world’s most vibrant urban centres. Events such as Salsa on St. Clair have become annual traditions, attracting thousands of residents and visitors who come together to enjoy a shared sense of community.
Yet, when violence erupts at these gatherings, it forces the city to confront difficult questions. A mass shooting at a public festival shakes confidence, leaves families grieving, and raises
concerns about whether enough is being done to protect those attending these celebrations. The immediate response after such tragedies is often to ask whether street festivals themselves have become too risky. Should Toronto continue holding large neighbourhood events? Should festivals be relocated to encloses venues where access can be controlled? Or should the city preserve these traditions while investing more heavily in security?
There are compelling arguments on both sides. Supporters of redesigning festivals believe that controlled entry points, security screening, surveillance, and improved emergency access could reduce opportunities for violence. Holding major events in enclosed or semi-enclosed areas may allow law enforcement and organizers to better monitor who enters, respond more quickly to incidents, and create safer environmental for families.
However, moving festivals away from public streets also changes their charac-

ter. The very purpose of neighbourhood festivals is to celebrate the communities in which they originated. Closing off the events behind fences or relocating them to isolated venues risks diminishing the openness and accessibility that have made them successful. Local businesses also depend on the increased pedestrian traffic generated by these celebrations, and many cultural organizations fear that a heavily restricted atmosphere could discourage attendance.
Other argue that cancelling or relocating festivals would allow criminals to dictate how Torontonians live their lives. They contend that the focus should instead be on addressing crime, repeat violent offenders, and strengthening intelligence-led policing rather than limiting community events that bring people together. Perhaps the solution lies somewhere between the two positions. Festival organizers, the City of Toronto, Toronto Police, emergency services, and community leaders can work
Fernando Pessoa poesia inglesa ESCRITOS SOBRE POESIA ORTÓNIMA INGLESA
Com edição e introdução de Nuno Ribeiro (n.1983), este livro de 91 páginas (Editora Apenas Livros) chama a atenção para o facto de Fernando Pessoa ter vivido na África do Sul entre 1896 e 1905 com sua mãe Maria Madalena Pinheiro Nogueira e seu padrasto
João Miguel Rosa – Cônsul de Portugal em Durban.
Atogether to improve security without sacrificing the spirit of these events. Enhanced surveillance, strategically placed barriers, better crowd management, emergency evacuation plans, increased police visibility, and stronger coordination among agencies can improve public safety while preserving the cultural traditions that define Toronto.
No security plan can eliminate every risk. Unfortunately, acts of violence can occur in parks, shopping centres, sporting events, schools, places of worship, and neighbourhood streets. The challenge is finding ways to reduce those risks without allowing fear to reshape the city’s identity. The tragedy at a public festival should not be dismissed as simply another headline. It should prompt serious discussion about how Toronto protects its residents while preserving the openness, diversity, and community spirit that make its neighbourhoods unique.
The question is not whether Toronto should stop celebrating its cultures. The question is how the city can ensure those celebrations remain places of joy rather than scenes of tragedy. Achieving that balance will require thoughtful planning, meaningful investment in public safety, and a commitment from government, law enforcement, organizers, and the public alike. The future of Toronto’s Street festivals may well depend on finding that balance.
Street festivals are meant to celebrate culture, bring neighbours together, and create lasting memories-not become places where fear overshadows joy. While it may be impossible to guarantee that shootings will never occur, communities and governments have a responsibility to reduce the risks through thoughtful planning, stronger security measures, and ongoing efforts to address the root causes of violence. The challenge is not to surrender public spaces to fear, but to ensure they remain safe gathering places where families can celebrate with confidence. Preserving the spirit of community while protecting public safety is a difficult balance, but it is one that every city must strive to achieve. Public celebrations deserve safety, not fear.
educação inglesa que Fernando Pessoa (1888-1935) recebeu neste país transformou sua vida. O seu projecto poético «The Mad Fidller» só se concretizou em parte com a publicação dos poemas «Meantime» (1920) e «Spell» (1923). No seu conjunto este livro de poemas foi recusado pela Editora Constable and Co. Ltd em 1907. Entretanto foram publicados os poemas «Antinous» e «35 Sonnets» em 1918 e «English Poems I – II» e «English Poems III» em 1921. Como convite à leitura fica uma frase de Fernando Pessoa sobre o projecto «The Mad Fidller» - «The Mad Fidller concentrates the inferior and childish work of my indisciplined inspiration. I published it to have printed a part of myself not printable.» JCF


Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am
7:30 am


Meus caros amigos e leitores deste jornal, confesso que há assuntos que me deixam verdadeiramente desconfiado. Não porque sejam difíceis de compreender, mas porque, na política, parece que a culpa nunca pertence a quem tem a obrigação de resolver os problemas.
Nos últimos dias muito se tem falado da falta de água em Almada. Uns culpam o Governo, outros apontam para alterações climáticas, para o aumento do consumo, para ligações ilegais e para tudo o que possa servir de explicação. Mas eu faço apenas uma pergunta muito simples, quem governa Almada?
Não é o Governo que administra diariamente os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento. Não é um ministro que decide quando se investe na renovação das condutas, quando se faz manutenção da rede ou quando se prepara um plano de emergência para evitar que milhares de famílias fiquem sem água. Essas responsabilidades pertencem a quem foi eleito para governar o município. É precisamente aqui que muitos parecem querer confundir a opinião pública. Quando tudo corre bem, aparecem fotografias, discursos e inaugurações. Quando as coisas correm mal, a culpa passa automaticamente para Lisboa. Afinal, em que ficamos? Governa-se apenas quando há boas notícias?
Quem aceita ser presidente de uma Câmara Municipal sabe perfeitamente quais são as suas responsabilidades. Não basta cortar fitas, distribuir sorrisos e aparecer nas cerimónias oficiais. É preciso garantir que os serviços essenciais funcionam, e poucos são tão importantes como o abastecimento de água.
Falo também pela experiência de quem já teve responsabilidades autárquicas. Fui presidente de junta e sempre entendi que a principal missão de qualquer eleito é resolver os problemas das pessoas. Nem sempre conseguimos fazer tudo, porque há limitações financeiras e legais, mas nunca me passou pela cabeça procurar desculpas antes de procurar soluções.
Será que a rede de abastecimento precisava de mais investimento? Será que a manutenção foi suficiente? Será que os planos de contingência estavam preparados para uma situação destas? Estas são perguntas legítimas e que os cidadãos têm o direito de colocar.
O que me custa ouvir é ver dirigentes nacionais do Partido Socialista aparecerem rapidamente para apontar o dedo ao Governo, esquecendo-se de que Almada é governada pelo próprio Partido Socialista há vários mandatos. A coerência também faz parte da política. Não podemos exigir responsabilidades aos outros e esquecer as nossas.
A democracia vive da prestação de contas. Quem governa deve ter a humildade de reconhecer falhas, explicar o que aconteceu e, acima de tudo, apresentar soluções concretas. É isso que os cidadãos esperam dos seus representantes.
A água é um bem essencial. Não tem cor política, não distingue partidos e não escolhe ideologias. Quando falta, todos sofrem da mesma forma.
Talvez esteja na altura de alguns políticos perceberem que os cidadãos estão cansados do jogo do empurra. As pessoas não querem saber quem consegue fazer a conferência de imprensa mais ruidosa. Querem apenas abrir a torneira e ver sair água.
Porque, no fim de contas, governar não é encontrar culpados. É assumir responsabilidades e resolver problemas. E é precisamente isso que distingue um verdadeiro governante de um simples político.
Com todo o respeito por quem pensa de forma diferente, há momentos em que a realidade fala mais alto do que qualquer discurso político. Ao longo dos últimos anos, temos assistido a demasiados exemplos de má gestão, promessas que ficaram por cumprir e uma preocupante tendência para procurar culpados em vez de assumir responsabilidades. É legítimo que cada cidadão tire as suas conclusões, mas também é legítimo perguntar quantas vezes mais será preciso repetir os mesmos erros para que alguns deixem de acreditar que tudo se resolve com promessas eleitorais. Governar exige competência, visão e responsabilidade. Quando estas faltam, quem paga a fatura são sempre os cidadãos.
Bom fim de semana!

Celebrou-se no dia 15 de julho, o Dia da Diáspora Portuguesa. A data, instituída para reconhecer o papel estratégico dos milhões de portugueses e lusodescendentes espalhados pelo mundo, convida-nos a uma reflexão. Se o tradicional 10 de Junho celebra as comunidades através da poesia de Camões e da exaltação histórica, este julho parece trazer uma vertente mais prática. É o dia em que a burocracia estatal tenta passar uma certidão de importância a quem vive além-fronteiras. No entanto, convém perguntar: até que ponto este reconhecimento vai além do discurso institucional?
Arelevância da diáspora é indiscutível. Em cidades como Toronto, onde vivo, a presença portuguesa moldou bairros, ergueu empresas, dinamizou a economia local e levou o nome de Portugal a esferas de decisão internacional. Somos, na verdade, embaixadores permanentes de uma marca que não se esgota no velho continente europeu. O governo central sabe disso e nunca poupa elogios ao investimento financeiro e à fidelidade cultural dos emigrantes. O problema surge quando passamos da retórica económica para a prática política. Historicamente, a diáspora enfrenta uma espécie de cidadania de segunda velocidade. O peso económico e cultural que os portugueses no estrangeiro carregam contrasta, de forma irónica, com o seu peso político real na Assembleia da República. O labirinto logístico que envolve o voto nas comunidades é o exemplo mais flagrante desta distância. Numa era de transição digital, exercer um direito de-
mocrático básico a partir do estrangeiro continua a ser uma prova de obstáculos, marcada por atrasos postais ou longas deslocações a consulados. Esta "diplomacia da saudade", que os governos aplicam, funciona bem em dias de efeméride, mas falha no quotidiano. O atendimento consular cronicamente lento e a falta de modernização na representação política deixam a comunidade com uma sensação de isolamento. É como se Portugal quisesse o coração e as poupanças da diáspora, mas preferisse manter as suas vozes fora do boletim de voto. Política internacional também se faz respeitando quem constrói pontes geoestratégicas todos os dias. Ainda assim, a força desta comunidade reside na sua resiliência.
O estatuto da nossa diáspora não depende de uma data oficial no calendário para validar a sua existência. Ele constrói-se diariamente nas associações, nos jornais de língua portuguesa que resistem e na passagem do testemunho cultural às
novas gerações de lusodescendentes. Este 15 de julho deve, por isso, deixar de ser um dia de mera celebração passiva para passar a ser um dia de exigência democrática. A verdadeira homenagem que o Estado português deve à sua diáspora não são palavras de apreço num palco partilhado. É a simplificação de processos, o reforço consular e a garantia de que a distância geográfica nunca mais será sinónimo de menoridade política. Até lá, continuaremos a ser o Portugal maior, aquele que não cabe no mapa, mas que exige o seu lugar de direito na política portuguesa. Celebremos, pois, o dia da Diáspora como um dia de reivindicação, para que finalmente sejamos reconhecidos como portugueses de primeira.
Credito: DR

Desenganem-se os que pensam que os que se pronunciaram estavam “com os pés para a cova.” Pelo contrário, havia uma energia e uma enorme lucidez a determinar vontades que deveriam ser cumpridas. Tudo ficava juridicamente lavrado entre as partes de modo a que a dignidade da viagem final fosse totalmente cumprida. Depois de termos já ouvido o suficiente, tanto eu como a minha companheira de mesa, voltámos à conversa.
- A mim nada disto me incomoda - disse ela. Afinal, tenho vivido sempre entre as tábuas de um caixão.

À medida que viajamos no tempo (eufemismo para envelhecer), as nossas agendas enchem-se de lápides com os nomes de familiares, amigos e conhecidos. Passamos a conviver mais de perto com a morte, na certeza de que por mais arbitrária que seja a ordem da lista da espera, a verdade é que estamos mais próximos da linha de partida.
Há os que nela pensam com frequência e os que continuam a viver como se fôssemos imortais, sabendo que a sua vez há de chegar mais dia menos dia.
Foi a pensar naqueles que tudo programam que recordo um episódio a que, acidentalmente, assisti.
Estávamos numa daquelas pastelarias de bairro igual a tantas outras. Sobre o balcão, tabuleiros de iguarias cobertas de celofane; o cheiro a pão quente, de cada vez que saía mais uma fornada para venda ao público; a pancada seca do cachimbo da máquina de café a bater na barra de madeira; o moedor de café a emitir, de tempos a tempos, o mesmo ruído incómodo; uma televisão ligada a transmitir entretenimento para gente que precisa de matar o tempo.
De repente, calámo-nos ambas. Sentimo-nos atraídas pelo programa, que não deixou de nos surpreender. Estavam a ser entrevistadas pessoas que, com relativa antecedência, tratavam de assegurar em vida todas as diligências necessárias aos ri-
tuais do seu funeral: compra antecipada do caixão, escolha do modelo, pormenores da decoração e últimas vontades sobre os passos do cerimonial. Em matéria de culto, há para todos os gostos: desde os que determinam missa de corpo presente, acompanhamento musical, leituras, etc., aos minimalistas que se ficam pela mais manifesta sobriedade na hora da despedida.
A agência, que para o feito se constituía intermediária na execução testamentária, estava também presente. Há, de facto, um nicho de mercado para este tipo de serviços.
A maior parte das pessoas que os procuravam eram religiosas, não tinham descendentes diretos nem outro tipo de família, viviam sozinhas ou entregues aos cuidados de lares. Afligia-as a hipótese de não terem ninguém que pudesse assegurar-lhes uma partida digna.
Olhou-me daquela forma que nos olham as pessoas que sabem que não precisam de explicar nada. Não porque fosse necessário particularizar os contornos da metáfora – morta em vida -, mas porque o programa televisivo abrira brechas no dique que sustinha a torrente dos seus desabafos. Há momentos assim, em que tudo desaba por força de uma fissura que arrasta consigo o amontoado de queixas submersas nas aluviões da resignação. Primeiro, o pai que lhe cortara as asas, obrigando-a a rasteirar de cada vez que desafiava um voo mais alto. Depois, o marido - sairia das mãos de um para entrar nas de outro. Mudava apenas a relação anatómica porque, a partir do casamento, não foi só a mão pedida numa tarde de consentimentos formais, mas o corpo inteiro numa entrega submissa de quem passou a ter a obrigação de satisfazer desejos a tempo inteiro.
E foi assim que nasceram os filhosconsequência natural de sacramentos consumados, desde que a natureza não coloque entraves aos caminhos da fertilidade. Daí a imagem utilizada - as tábuas do meu caixão!
Reatámos a conversa, depois de descansar em paz a necessidade urgente de uma confidência.
Leia em inglês

Os portugueses assistem por estes dias à quebra de confiança no sistema de exames nacionais. Com tantas áreas do país e do Estado em crise, este era um não-assunto para a maioria dos portugueses. Uns discutiam se devia sequer haver exames, outros se deviam valer mais, mas a sua administração era fiável.
Isso acabou. Há anos que o país se prepara para a realização de provas digitais, como aliás já acontece com as provas finais do 4.º, 6.º e 9.º anos. Este Ministro decidiu mudar o planeado para os alunos responderem em folhas físicas que depois seriam digitalizadas. Num gesto de sensatez, fez uma experiência-piloto com o exame de filosofia, no ano passado. No que apenas pode ser descrito como irresponsabilidade, ignorou as fragilidades detetadas tanto na plataforma de digitalização como na de classificação. Um ano depois, a história repete-se, não como tragédia, mas como farsa. É especialmente grave que saibamos hoje que, já depois destes problemas, o IAVE tenha contratado uma nova plataforma, que nem está pronta, nem o Governo decidiu aguardar pela sua conclusão. Na verdade, resolveria apenas parte do problema, pois ela foi pensada e contratada tendo em vista o modelo anterior de realização digital dos exames. Era um desastre anunciado e Fernando Alexandre decidiu seguir em frente, comprometendo a normalidade da vida de dezenas de milhares de professores e alunos. Por muito boa imprensa que tenha, é difícil não recordar outros incidentes que traçam o perfil de ministro trapalhão – o número de alunos sem professores que afinal “não sa-
bia que não sabia”, tendo tido que desmentir uma alegada redução de 90% desse número; o atraso no pagamento dos apoios a professores deslocados; a afirmação de que o Ensino Superior era um privilégio, sendo por duas vezes impedido de aumentar propinas; a culpabilização dos estudantes pobres pela degradação das residências; ou, ainda, a intromissão inaceitável na Universidade do Porto e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde acabou desautorizado pelos tribunais.
Logo quando pensávamos que pior seria impossível, Fernando Alexandre prepara-se para brindar o país com outra pérola da sua irresponsabilidade e incompetência, desta feita na ação social no ensino superior. Atualmente, 79 mil estudantes dependem de uma bolsa para enfrentarem os custos de acesso e frequência do ensino superior. Nos últimos anos, uma grande parte destas bolsas eram atribuídas automaticamente, 41 mil devido à transição de um ano para o outro, e 5482 logo no primeiro ano de admissão.
A segurança e rapidez com que as bolsas eram processadas dava às famílias informação e confiança para tomarem decisões sobre onde estudar. As candidaturas deveriam abrir a 25 de junho. Este ano não abriram. Nesse mesmo dia, o Governo publica um despacho adiando o processo para 14 de agosto, mês que normalmente fecha já com cerca de metade das candidaturas submetidas. Isso significará que os serviços de ação social, de norte a sul do país, terão de analisar muitos mais processos num menor período de tempo. Esse, infelizmente, não é o único problema. O Governo quer implementar já este ano um novo modelo de ação social, mas que aos dias de hoje ainda não é conhecido por quem terá de o implementar. Permanecem indefinidas coisas básicas como o valor que será pago por um quarto numa residência universitária, que tanto poderá ser 91€ como 161€. Numa estranha repetição da saga vivida com os exames nacionais, há mesmo uma nova plataforma anunciada, mas que ainda não está disponível.
Tudo isto poderia ser evitado. Fernando Alexandre anunciou a revisão do modelo de ação social no ensino superior a 25 de outubro de 2024, com um “estudo que já está em curso”. Previa-se que esse estudo, encomendado à Nova SBE, tivesse concluído a 30 de abril de 2025, para que pudesse entrar em vigor já no ano letivo seguinte. Foi apresentado só a 2 de setembro de 2025, tendo o Governo esperado até 3 de dezembro para tirar daí conclusões e estabelecer o modelo que queria. Foi preciso esperar quase outros 6 meses, até 21 de maio de 2026, para a proposta ser aprovada em Conselho de Ministros.
Ainda assim, com tanto tempo para desenvolver esta reforma, os serviços de ação social, de norte a sul do país, ainda não têm a informação completa para poderem preparar a sua implementação. Os dados disponíveis ao momento pintam um cenário negro: segundo o reitor da Universidade do Porto, o número de bolseiros reduzir-se-á em várias centenas, apenas nessa instituição. Já os mais carenciados poderão ver uma redução no valor das bolsas que lhes são atribuídas. Dar cumprimento ao alargamento do complemento alojamento para os estudantes da classe média, isso, nem se fala.
Fernando Alexandre, com estes exames nacionais, está a conduzir um dos maiores fracassos na administração escolar de que há registo. É uma crise inteiramente da sua lavra que nos diz mais da sua incompetência do que da sua ideologia. Já aí, ao virar da esquina, o Ministro prepara-se para impor à mesma geração uma segunda penalização – o atabalhoar e encurtar da ação social. Mais uma vez, sem desculpas e sem perdão.

No passado dia 4 de julho assinalou-se o Dia da Independência dos Estados Unidos da América (EUA), o mais emblemático feriado nacional norte-americano, que evoca a adoção da Declaração de Independência, em 1776, quando as Treze Colónias proclamaram formalmente a sua separação do Império Britânico.
No ano em que os Estados Unidos celebram o 250.º aniversário da sua fundação, a efeméride constitui um oportuno pretexto para revisitar alguns dos momentos fundadores das relações entre Portugal e a América. Um vínculo histórico particularmente relevante para os portugueses, cuja comunidade nos EUA se distingue, desde há gerações, pelo espírito empreendedor, pelo dinamismo associativo e pelo forte sentido de solidariedade, contribuindo de forma exemplar para prestigiar Portugal além-fronteiras.
Importa recordar que Portugal foi o terceiro país a reconhecer formalmente a independência dos Estados Unidos, em 1783, circunstância que explica por que razão as relações diplomáticas entre os dois países figuram entre as mais antigas e duradouras da história norte-americana.
Nas primeiras páginas desta relação bicentenária destaca-se a figura singular do Abade Correia da Serra, uma das personalidades mais notáveis da ciência, da cultura e da diplomacia portuguesas e o primeiro representante diplomático de Portugal junto dos Estados Unidos.
Natural de Serpa, José Francisco Correia da Serra (1751-1823) partiu ainda criança para Itália com a família, de origem cristã-nova, procurando escapar à perseguição da Inquisição. Entre Nápoles e Roma recebeu uma sólida formação intelectual, estudando com o economista António Genovesi e contactando com Luís António Verney, um dos maiores expoentes do Iluminismo português, que despertou nele o interesse pelas ciências naturais.
Licenciado em Direito Canónico, abraçou a vida religiosa e estabeleceu amizade com D. João Carlos de Bragança, 2.º Duque de Lafões. Regressado a Portugal em 1778, fundou, no ano seguinte, com o Duque de Lafões, a Real Academia das Ciências de Lisboa, instituição decisiva para o desenvolvimento científico e cultural do país.
As suas convicções iluministas, a proximidade à Maçonaria e a simpatia pelas Revoluções Americana e Francesa tornaram-no alvo de crescente hostilidade política. Em finais do século XVIII fixou-se em Londres, onde exerceu funções na legação portuguesa e consolidou o seu prestígio internacional como botânico, publicando estudos científicos nas mais prestigiadas sociedades científicas britânicas.
Em 1802 transferiu-se para Paris, onde conviveu com algumas das maiores figuras da ciência europeia, entre as quais Antoine Laurent de Jussieu, Alexander von Humboldt e Georges Cuvier. Nove anos mais tarde, recusando colaborar com a política napoleónica durante as invasões francesas de Portugal, partiu para os Estados Unidos. Abade Correia da Serra (1751–1823)
Na América encontrou o ambiente ideal para desenvolver a sua atividade científica e intelectual. O prestígio internacional de que já gozava, aliado às cartas de recomendação dirigidas ao Presidente

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

James Madison e a Thomas Jefferson por personalidades como o Marquês de Lafayette, abriu-lhe as portas da elite política e académica norte-americana. Tornou-se membro da American Philosophical Society, colaborou com a Universidade da Pensilvânia e cultivou uma estreita amizade com vários estadistas americanos. A ligação a Thomas Jefferson foi particularmente significativa. Com o terceiro Presidente dos Estados Unidos trocou mais de uma centena de cartas e foi presença frequente em Monticello, na Virgínia. Ainda hoje é possível visitar naquela residência histórica o quarto reservado ao seu hóspede português — "The Abbé's Room" — testemunho da estima que unia os dois homens. Em 1816, Correia da Serra foi nomeado ministro plenipotenciário de Portugal em Washington, tornando-se o primeiro representante diplomático permanente português junto dos Estados Unidos. O conhecimento profundo que possuía da realidade americana e a proximidade às principais figuras da jovem República permitiram-lhe desempenhar um papel relevante na consolidação das relações bilaterais durante um período decisivo da política externa norte-americana. Regressado a Portugal na sequência da Revolução Liberal de 1820, foi eleito deputado às Cortes Constituintes pelo círculo de Beja, colocando a sua vasta experiência internacional ao serviço da construção do Portugal liberal. Viria a falecer nas Caldas da Rainha, em 1823, deixando uma obra científica, diplomática e intelectual que ultrapassou largamente as fronteiras nacionais e projetou o nome de Portugal nos mais prestigiados meios académicos e políticos do seu tempo. Mais de dois séculos depois, o Abade Correia da Serra permanece como uma das figuras mais notáveis da história contem-
porânea portuguesa. Cientista de renome internacional, diplomata, intelectual cosmopolita e homem de diálogo entre povos e culturas, foi igualmente um pioneiro da presença portuguesa nos Estados Unidos, muito antes das grandes vagas migratórias que marcaram a emigração portuguesa dos séculos XIX e XX. O seu percurso evidencia que os laços entre Portugal e a América nasceram também do intercâmbio de conhecimento, da diplomacia e da circulação de ideias, encontrando nele um dos seus mais lúcidos promotores. Evocar a sua memória é reconhecer uma personalidade ímpar, precursora da afirmação portuguesa nos Estados Unidos e uma das figuras que contribuíram para consolidar as históricas relações de amizade, cooperação e entendimento entre Portugal e a nação norte-americana.

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“Acima dos interesses de qualquer governo, autarquia, capitães ou generais, está o interesse do meu povo, o povo da Praia da Vitória, o povo da Terceira, o povo dos Açores. Tal como o fomos no passado, continuaremos a ser exigentes com os governos da República em prol da salvaguarda dos superiores interesses dos Açores”, afirmou Artur Lima.
Ovice-presidente do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) falava no plenário da Assembleia Regional, na Horta, durante um debate de urgência solicitado pelo CDS-PP sobre a situação ambiental dos solos e aquíferos da ilha Terceira. O também líder do CDS-PP nos Açores alertou que a região não é um “mero peão” na política externa do país e evocou a importância estratégica da Base das Lajes, localizada na Praia da Vitória, ilha Terceira.
“Não somos um mero peão no jogo de política externa português. O valor estratégico das Lajes sempre serviu mais os interesses de Portugal peninsular do que dos Açores. E isso será sempre inaceitável”, reforçou. O vice-presidente do Governo Regional lembrou que “durante mais de 15 anos foram feitos alertas” sobre a contaminação causada pelos Estados Unidos que foram “prontamente abafados por alguns governantes regionais e locais”.
“Relatórios técnicos acumulavam-se em gavetas, estudos norte-americanos alertaram e diagnosticavam manchas de poluição na bacia hidrográfica da Praia da Vitória, mas a resposta política regional e local era o manto do silêncio, a desvalorização ou o adiamento pernicioso”, afirmou, numa alusão ao PS que governou a região de 1996 a 2020 e a Câmara da Praia da Vi-
tória de 2005 a 2021. “Sobre a descontaminação, os Estados Unidos da América, que sempre encontrámos como parceiros de primeira hora, demonstraram inicialmente uma postura relutante, mas nos últimos tempos cooperante”, detalhou.
Desde 2021, salientou, as autoridades americanas “passaram a assumir uma postura mais premente de remediação ambiental”, com a promoção de estudos técnicos para “apurar se existia risco proveniente da contaminação dos aquíferos”.
“Em 2022 dá-se início à execução de trabalhos de esvaziamento, selagem ou remoção física de oleodutos inativos, assim como a remoção efetiva dos solos poluídos. Este é um trabalho efetivo. Este é o resultado do trabalho de quem sempre defendeu os interesses do nosso povo”, vincou. Segundo o Expresso, entre 2020 e 2022, os Estados Unidos não realizaram trabalhos para remediar os danos ambientais na zona da Base das Lajes, Uma investigação noticiada pela agência Lusa em março de 2025 revelou que uma maior concentração de metais pesados foi detetada na população da Praia da Vitória, provavelmente devido à contaminação ambiental da Base das Lajes, segundo a análise de esqueletos humanos.
O armazenamento e manuseamento de combustíveis e outros poluentes pela Força Aérea norte-americana na base provocou no passado a contaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória.
Identificada em 2005 pelos próprios norte-americanos, a contaminação foi confirmada, em 2009, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que monitoriza desde 2012 o processo de descontaminação.
AO/MS

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A Madeira é a região onde trocar um apartamento por uma moradia representa o maior aumento de custo: em média, mais 300 mil euros, segundo dados recentes da Imovirtual, que comparam os preços médios de venda dos últimos três meses com o mesmo período do ano passado.
Segue-se o Algarve, com uma diferença de 285 mil euros, Setúbal (260 mil euros) e Lisboa (259.750 euros). Porto e Braga também apresentam valores elevados, com aumentos médios de 145.100 euros e 100 mil euros, enquanto Aveiro regista a menor diferença entre os mercados urbanos, com apenas 19.900 euros.
No interior, a tendência é inversa. Em Coimbra, uma moradia custa, em média, menos 165 mil euros do que um apartamento. A diferença é também favorável às moradias em Castelo Branco (150 mil euros), Viseu (122.500 euros), Guarda (80 mil euros) e Bragança (47.500 euros). Segundo
a Imovirtual, a diferença de preço depende sobretudo da localização: nos grandes centros urbanos e mercados premium, as moradias continuam muito mais caras, enquanto no interior podem representar uma alternativa mais acessível.
Por tipologia, as diferenças também variam. Nos T1, uma moradia custa em média mais 143 mil euros; nos T2, mais 190 mil euros; e nos T3, mais 185 mil euros. A partir dos T4, a diferença reduz-se para cerca de 35 mil euros. ANo último ano, os apartamentos subiram 2,3%, enquanto as moradias cresceram 7,1%, com destaque para as moradias T3, que valorizaram 23,9%. Quanto à oferta, os apartamentos concentram-se sobretudo nos T2 e T3, enquanto as moradias predominam nas tipologias maiores, com os T4 e T5 ou superiores a representarem a maior fatia do mercado.
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Jack Oliveira distinguido com a Chave da Cidade
No dia 10 de julho, a LIUNA Local 183 celebrou o seu tradicional Dia dos Reformados, reunindo milhares de membros reformados e as suas famílias no Downsview Park. O evento destacou-se pelo convívio, pela animação e pelo reconhecimento aos que contribuíram para o crescimento e fortalecimento do sindicato ao longo das décadas.
Acelebração marcou o início do Encontro Anual da Família, realizado nos dias 11 e 12 de julho, reforçando os laços entre gerações e o espírito de comunidade da LIUNA Local 183. Durante os dias de festa, os participantes desfrutaram de música ao vivo, jogos, gastronomia, atividades para todas as idades e do aguardado sorteio de carros novos, entre outros prémios. Com mais de 11 mil membros reformados, a LIUNA Local 183 reafirma o seu compromisso com aqueles que ajudaram a construir a organização. O Dia dos Reformados simboliza reconhecimento, respeito e a continuidade do vínculo com a família sindical, que continua a apoiar os seus associados com benefícios, programas de bem-estar e atividades sociais ao longo do ano. Mais do que uma celebração, o Dia dos Reformados 2026 voltou a afirmar-se como uma sentida homenagem à dedicação, ao trabalho e ao legado de milhares de homens e mulheres que continuam a ser parte essencial da história e da força da LIUNA Local 183.
O líder da LiUNA Local 183, Jack Oliveira, destacou o Dia do Pensionista como um dos momentos mais marcantes do calendário do sindicato, por representar uma oportunidade de homenagear aqueles que ajudaram a construir os alicerces da organização. Durante a cerimónia, Oliveira expressou o seu reconhecimento aos pensionistas pelos anos de dedicação, esforço e sacrifício ao longo das suas carreiras, salientando também o papel essencial das famílias, em particular das esposas que acompanharam os trabalhadores durante décadas de longas jornadas profissionais.
“Temos de reconhecer não só os nossos pensionistas, mas também as suas esposas, tanto as que estão aqui hoje como aquelas que já não estão”, afirmou.
O dirigente sindical reforçou que a LiUNA Local 183 mantém o compromisso de apoiar os seus membros em todas as fases da vida, deixando uma mensagem de gratidão a todos os pensionistas pela contribuição dada à construção e fortalecimento da organização.
Também presente no evento, Joseph Mancinelli, vice-presidente internacional e responsável regional pelo Canadá Central e Oriental da Laborers’ International Union of North America (LiUNA), destacou a importância da união entre trabalhadores e o papel fundamental da organização sindical na defesa dos seus interesses.
Na sua intervenção, Mancinelli valorizou o trabalho coletivo desenvolvido pelos membros e pelas lideranças sindicais, agradecendo o empenho de todos na construção de uma estrutura sólida de apoio aos trabalhadores. Sublinhou ainda a relevância dos planos de pensões da organização, que considerou uma garantia essencial de maior estabilidade financeira para os trabalhadores e para as suas famílias, funcionando como complemento aos benefícios públicos existentes.
A participação portuguesa esteve representada por Graça Patrício, secretária executiva da UGT Portugal e presidente da UGT Bragança, que destacou a forte união e proximidade demonstradas pelo movimento sindical no Canadá.
A dirigente sindical revelou surpresa pela dimensão e organização da LiUNA Local 183, salientando o acompanhamento permanente prestado aos trabalhadores. Para Graça Patrício, a experiência observada no Canadá constitui um exemplo de mobilização sindical que poderá inspirar novas práticas no movimento sindical português.
A responsável manifestou ainda orgulho pelo contributo dos portugueses e lusodescendentes no Canadá, reconhecendo o papel de destaque que desempenham na construção e desenvolvimento da comunidade.
Manuel da Costa, membro do Comité dos Pensionistas da LiUNA, realçou igualmente a importância da organização sindical na criação de benefícios e na garantia de maior segurança para os trabalhadores e as suas famílias.
Durante o evento, recordou o esforço das gerações anteriores de trabalhadores que lutaram e contribuíram para a construção das condições atualmente usufruídas pelos associados. Segundo afirmou, os pensionistas tiveram um papel determinante no desenvolvimento desta estrutura de apoio.
Manuel da Costa deixou também uma mensagem às novas gerações, incentivando os trabalhadores a integrarem a LiUNA, por considerar que o sindicato representa não apenas benefícios económicos, mas também proteção, estabilidade e segurança ao longo de toda a vida profissional. Para João Rocha, trabalhador reformado, a dedicação da organização sindical marcou profundamente a sua vida e a da sua família. Emocionado, destacou a importância da união entre trabalhadores e do apoio proporcionado pela LiUNA. “É muito bom para a gente, é muito bom para a família. A união é muito importante”, afirmou.
Jack Oliveira distinguido pela dedicação, liderança e espírito de comunidade O dirigente sindical luso-canadiano Jack Oliveira foi distinguido com a Chave da Cidade de Toronto, a mais alta homenagem atribuída pela autarquia, numa cerimónia presidida pela presidente da Câmara, Olivia Chow.
A entrega da distinção decorreu durante o tradicional Dia dos Reformados da LiUNA Local 183, realizado no Downsview Park, perante centenas de membros do sindicato. Ao anunciar a homenagem, Olivia Chow destacou o impacto do trabalho desenvolvido por Jack Oliveira ao longo de várias décadas na defesa dos direitos dos trabalhadores e no fortalecimento das comunidades de Toronto e da Grande Área de Toronto (GTA). "O percurso de Jack Oliveira representa a dedicação, a liderança e o espírito de comunidade que ajudam a fazer de Toronto uma cidade mais forte", afirmou a autarca, sublinhando ainda o papel que desempenhou no apoio às famílias trabalhadoras e na construção de comunidades mais inclusivas.
Natural de Pardelhas, no concelho da Murtosa, distrito de Aveiro, Jack Oliveira nasceu a 3 de julho de 1960 e emigrou para o Canadá em 1972. Anos mais tarde iniciou


a sua carreira na construção civil e, em 1984, tornou-se membro do LiUNA Local 183, sindicato onde viria a assumir o cargo de Business Manager.
Sob a sua liderança, o LiUNA Local 183 tornou-se o maior sindicato local da construção da América do Norte, representando atualmente mais de 70 mil trabalhadores. Durante esse percurso, destacou-se pela defesa de melhores condições de trabalho, da segurança nos estaleiros e dos direitos laborais. Para além da atividade sindical, Oliveira impulsionou diversos programas de apoio às famílias trabalhadoras, aos novos imigrantes e a comunidades em situação de maior vulnerabilidade.
Ao receber a distinção, o dirigente afirmou sentir-se "profundamente honrado" e dedicou o reconhecimento aos milhares de membros do sindicato. "Recebo esta homenagem em nome dos trabalhadores do LiUNA Local 183, dos dirigentes sindicais e de todos os parceiros comunitários que, ao longo dos anos, colaboraram para melhorar a vida de milhares de famílias", declarou. Jack Oliveira acrescentou que a atribuição da Chave da Cidade reforça o seu compromisso de continuar a defender os trabalhadores e a contribuir para uma Toronto "mais justa e inclusiva".
A Chave da Cidade é a mais elevada distinção concedida pela Câmara Municipal de Toronto e destina-se a reconhecer pessoas ou organizações cujo contributo tenha marcado de forma excecional a vida cívica da cidade.
RMA/MS



O Downsview Park, em Toronto, voltou a encher-se de cor, música e muita animação para receber mais uma edição do Family Day da LiUNA Local 183. Ao longo de três dias, milhares de membros do sindicato, familiares e amigos reuniram-se para celebrar aquela que é uma das iniciativas mais aguardadas do ano.
Mais do que uma simples festa, o Family Day é um momento de encontro, reconhecimento e gratidão. Entre insufláveis, jogos, atividades para crianças, boa comida e muita música, o evento voltou a proporcionar momentos inesquecíveis a quem faz parte da grande família LiUNA.
O primeiro dia foi especialmente dedicado aos membros reformados e às suas famílias, prestando homenagem a quem ajudou a construir a história e o crescimento daquela que é hoje uma das maiores organizações sindicais da América do Norte. Nos dias seguintes, a festa abriu as portas aos trabalhadores no ativo, familiares e amigos, num ambiente marcado pela alegria, pelo convívio e pelo espírito de união.
Para muitos dos presentes, a LiUNA representa muito mais do que um sindicato. É uma comunidade onde nascem amizades, se fortalecem relações e se criam laços que perduram muito para além do local de trabalho.
Foi precisamente essa ideia que destacou Joseph Mancinelli, Vice-Presidente Internacional e Diretor Canadiano da LiUNA "esta é a minha família. Tenho a minha família em casa, mas estes milhares de membros e as suas famílias também fazem parte da minha família. Hoje estou aqui para lhes agradecer por tudo o que fazem para construir este grande país."
Também Jack Oliveira, Business Manager da LiUNA Local 183, sublinhou a importância deste dia para todos os membros "este é o Dia da Família. É o momento em que podemos reunir trabalhadores, reformados e familiares para celebrar tudo aquilo que construímos juntos. O sorriso das crianças e a felicidade das famílias são a maior recompensa pelo trabalho que fazemos ao longo do ano."
Jack Oliveira aproveitou ainda a ocasião para reforçar que o sindicato continuará a investir no crescimento da organização, na melhoria dos serviços prestados aos associados e na defesa dos trabalhadores, deixando igualmente um apelo ao governo canadiano para encontrar soluções que respondam às necessidades de mão de obra no setor da construção.
A celebração contou ainda com a presença de líderes sindicais e representantes dos vários níveis de governo, entre eles o Premier de Ontário, Doug Ford, que destacou a forte parceria entre o Governo e a LiUNA Local 183 "continuaremos a investir em infraestruturas, hospitais, estradas e habitação. Precisamos dos membros da LiUNA para construir Ontário e estaremos sempre ao vosso lado." A marcar presença estiveram também vários líderes municipais, entre eles Olivia Chow, presidente da Câmara Municipal de Toronto, Steven Del Duca (Vaughan), Carolyn Parrish (Mississauga) e Rob Burton (Oakville), que fizeram questão de reconhecer o papel fundamental dos membros da LiUNA Local 183 na construção de habitação, infraestruturas e no desenvolvimento das comunidades.
A deputada federal por Davenport, Julie Dzerowicz, enalteceu igualmente o contributo dos trabalhadores da organização para o crescimento das comunidades “vo-
cês ajudam a construir comunidades mais fortes e isso significa cidades mais fortes e um Canadá mais forte." A mesma mensagem de reconhecimento foi partilhada pela líder do NDP de Ontário e deputada provincial por Davenport, Marit Stiles, que destacou o trabalho desenvolvido diariamente pelos membros da LiUNA Local 183 e a importância do setor da construção para o crescimento da província e o bem-estar das comunidades.
Mas o verdadeiro destaque voltou a ser dado às famílias. Lúcia Gonçalves, esposa, mãe e irmã de membros da LiUNA, participa no Family Day há vários anos e considera este encontro uma tradição familiar "é uma oportunidade para estarmos todos juntos. Há atividades para as crianças, música, boa comida e um ambiente fantástico. É um dia especial para toda a família."
Já Sara Costa, que participou pela primeira vez no evento, mostrou-se impressionada com a dimensão da iniciativa "é a minha primeira vez aqui. Ver tanta gente reunida e sentir este espírito de comunidade é realmente muito especial."
Também Nicolas da Silva e Marco Costa, membros da LiUNA Local 183, destacaram o orgulho em pertencer a uma organização que continua a investir nas pessoas e nas suas famílias.
Ano após ano, o Family Day confirma-se como muito mais do que uma festa de verão. É uma celebração do trabalho, da dedicação e da solidariedade que unem milhares de trabalhadores e as suas famílias, reforçando o sentimento de pertença a uma comunidade que continua a crescer e a contribuir diariamente para a construção de um Canadá mais forte.






A visita oficial do executivo da Câmara Municipal de Barcelos ao Canadá terminou com um balanço muito positivo, marcado pelo sucesso da exposição "Expressões da Arte e da Criatividade Barcelense" e pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas associações portuguesas na promoção da cultura nacional. Liderada pelo presidente da Câmara Municipal, Mário Constantino Lopes, a comitiva acompanhou a passagem da mostra por Ottawa, depois da sua bem-sucedida apresentação em Montréal, numa iniciativa organizada pela Associação Portuguesa do Canadá (APC), em parceria com a Associação Migrante de Barcelos Community Centre, de Toronto.
Acerimónia de encerramento da mostra contou com a presença do Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, de representantes institucionais, dirigentes associativos e membros da comunidade portuguesa, sublinhando a importância que o projeto assumiu na promoção do património cultural barcelense em território canadiano.
Na sua intervenção, o presidente da Associação Migrante de Barcelos Community Centre, Vítor Santos, destacou que a realização da exposição na Embaixada de Portugal em Ottawa representa um importante reconhecimento do trabalho que a associação tem desenvolvido na promoção da cultura, da arte e das tradições de Barcelos junto da comunidade portuguesa e da sociedade canadiana. O dirigente agradeceu o apoio do Embaixador Bernardo Lucena, que considerou determinante para a concretização da iniciativa, bem como ao presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, pela confiança depositada na associação e pelo compromisso na valorização da cultura como elo de ligação entre Barcelos e as comunidades emigrantes. Estendeu ainda os agradecimentos à Associação Portuguesa do Canadá, parceira na organização do evento, e a todos os colaboradores, artistas, voluntários, patrocinadores e visitantes que contribuíram para o sucesso da exposição. Durante o seu discurso, Vítor Santos reconheceu também o contributo de diversas personalidades e colaboradores envolvidos no projeto, entre os quais a chef Helena Loureiro, Joaquina

Pires, Otílio Rocha, Marlene Araújo, bem como os artistas, voluntários, patrocinadores e visitantes que contribuíram para o sucesso da iniciativa. Vítor Santos sublinhou que a mostra foi "uma viagem pela alma de Barcelos", permitindo dar a conhecer a criatividade, a história e as tradições do concelho e reforçando os laços entre Barcelos e a diáspora portuguesa.
Na sua intervenção, Mário Constantino Lopes manifestou satisfação pela excelente recetividade da exposição e elogiou o trabalho desenvolvido pelas associações portuguesas no Canadá. O autarca sublinhou que o figurado de Barcelos continua a afirmar-se como uma das expressões mais genuínas do artesanato português, destacando o Galo de Barcelos como um dos maiores símbolos da identidade nacional e convidando todos os presentes a visitarem Barcelos e a sua tradicional Feira de Artesanato.
Também Ana Mónica Oliveira, secretária-geral do Conselho de Administração da Associação Portuguesa do Canadá, salientou que esta parceria representa um exemplo do que pode ser alcançado através da colaboração entre instituições portugue-
sas, reforçando a missão da APC na promoção da cultura e das tradições portuguesas junto das novas gerações.
Em Ottawa, a comitiva participou ainda nas Festas do Divino Espírito Santo, em Gatineau, onde foi recebida pela comunidade açoriana num ambiente de grande hospitalidade. Um dos momentos altos da visita foi a atuação do Grupo Folclórico e Etnográfico Português de Montréal, cuja qualidade artística e autenticidade foram elogiadas pelos representantes de Barcelos. Mário Constantino Lopes convidou o grupo a atuar em futuras celebrações culturais no concelho. A continuidade da exposição “Expressões da Arte e da Criatividade Barcelense” reforça o seu papel na divulgação da cultura portuguesa no Canadá, destacando também a importância das comunidades luso-canadianas na preservação da identidade cultural além-fronteiras.
RMA/MS

A Casa dos Açores do Ontário realizou, na passada terça-feira, a 18.ª edição do seu tradicional Torneio Anual de Golfe, um evento que voltou a reunir dezenas de participantes, patrocinadores, voluntários e membros da comunidade luso-canadiana num ambiente marcado pelo convívio, solidariedade e preservação da identidade açoriana.
Otorneio decorreu no Glen Eagle Golf Course, em Caledon, Ontário, e teve como principal objetivo angariar fundos para apoiar os programas e serviços desenvolvidos pela instituição, reforçando o seu compromisso com a comunidade portuguesa no Canadá. Sob o lema "Honouring Our Heritage, Building Our Future" ("Honrando a Nossa Herança, Construindo o Nosso Futuro"), a organização destacou que o sucesso da iniciativa só foi possível graças ao envolvimento de jogadores, patrocinadores, voluntários e convidados, cuja participação permitiu fortalecer os projetos sociais e culturais promovidos pela Casa dos Açores do Ontário. Para além dos cerca de
200 participantes, o torneio contou com um expressivo número de patrocinadores.
A organização manifestou satisfação pela forte adesão registada e deixou já o convite para a 19.ª edição do Torneio Anual de Golfe, reafirmando o objetivo de continuar a promover o espírito de amizade, solidariedade e entreajuda que caracteriza a comunidade açoriana e portuguesa no Ontário.
Para Tobias Medeiros, em representação de toda a comissão organizadora — composta também por Arthur Leal, Joe Morgado e Luís Câmara —, este torneio assume um significado muito especial, não apenas pelo convívio desportivo que proporciona, mas sobretudo pela capacidade de reunir amigos, fortalecer laços de comunidade e promover a solidariedade em torno da Casa dos Açores. Segundo o representante, a iniciativa constitui uma importante forma de apoio à instituição, contribuindo para que esta possa continuar a desenvolver, com sucesso, as suas atividades anuais e a preservar os valores de união, cultura e partilha que lhe estão associados. “É sempre com


enorme alegria e sentido de responsabilidade que ajudamos a organizar este importante momento para todos nós. Mais do que uma competição, este torneio é um encontro de amigos, uma celebração da nossa comunidade e uma forma de contribuirmos para uma causa que nos é muito querida”, afirmou. Tobias Medeiros destacou ainda o empenho de todos os elementos da comissão organizadora e de todos aqueles que, direta ou indiretamente, colaboram para a realização do evento, sublinhando que o sucesso do torneio resulta do espírito de entreajuda e da vontade coletiva de manter viva esta tradição.
Ja Suzanne da Cunha, também membro do comité organizador e líder executiva da Casa dos Açores, acompanhada pela sua vice-presidente, Odília Janeiro, não escondia a satisfação pelo número expressivo de participantes e pelo ambiente vivido ao longo do evento. Com um sorriso de orgulho, destacou a forma tranquila e harmoniosa como tudo decorreu, marcado pela paz, pela alegria e pelo verdadeiro espírito de companheirismo que uniu todos os presentes.
Sublinhou ainda que o lucro alcançado reverterá integralmente para a Casa dos Açores, contribuindo para a continuidade das suas atividades e para a concretização do seu plano de ação junto da comunidade.
Com uma palavra de carinho, desejou a todos umas boas férias, agradeceu profundamente à sua dedicada equipa de trabalho pelo empenho e pela entrega, e fez questão de reconhecer o papel essencial dos meios de comunicação social na divulgação e valorização da comunidade açoriana, ajudando a dar voz às suas iniciativas, tradições e conquistas.
Assim, a 18.ª edição do Torneio Anual de Golfe ficou marcada pelo sucesso, pela união e pelo espírito comunitário que continuam a fortalecer a missão da Casa dos Açores do Ontário.


Rui Rio defende reformas urgentes que diz que o Governo não tem coragem para fazer
O ex-líder do PSD, Rui Rio, afirmou em Bragança que o Governo não tem vontade, nem coragem para fazer reformas no sistema político e na justiça, que considera urgentes para a democracia e para combater a corrupção.
"A classe política (...) não tem tido a vontade e a coragem de as fazer, porque tem medo de fazer essas reformas e mexer com interesses instalados", afirmou Rui Rio, aos jornalistas, no âmbito de uma palestra sobre "reformar o regime" e o "retrato da crise" do regime democrático.
"Não tem este [Governo], não teve o anterior e se calhar não tem o próximo também, porque isto é um problema de coragem e de mentalidade, não é um problema de estar lá o partido A, o partido B, ou o partido C", acrescentou.
Rui Rio defende que, da mesma forma que a sociedade "muda muito e rapidamente", também é necessário fazer reformas. "É fundamental uma reforma do sistema
político, é absolutamente vital uma reforma da justiça, é fundamental uma reforma do estado, seja na vertente da forma como gerimos o Estado e os organismos públicos, que cada vez funcionam pior, seja da forma como governamos o estado, muito centralizado, precisamos de descentralizar, de desconcentrar, quiçá até de regionalizar", afirmou.
O ex-líder do Partido Social-Democrata apontou como uma das reformas urgentes a da justiça, para combater a corrupção, deixando farpas ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, que diz não estarem a fazer o seu trabalho.
Por outro lado, Rui Rio considera que esta forma de Governação tem sido "responsabilidade" do eleitorado, que "empurra os políticos para aquela promessa imediata", contrariamente ao que acontecia há 50 anos, quando se "votava em modelos de sociedade".
EX/MS

Fenprof diz que ministro perdeu o controlo e não tem condições para continuar
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defendeu que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, perdeu o controlo da situação e não tem condições para continuar no cargo, face às falhas no sistema de correção dos exames nacionais.
"Continua por classificar um conjunto significativo, são milhares de itens da prova", disse o secretário-geral da Fenprof José Feliciano, depois de o ministro admitir que os resultados dos exames poderão não ser divulgados na sexta-feira (17) como previsto, já que ainda falta classificar 0,7% das respostas, das mais de 300 mil provas.
O prazo para concluir a classificação dos exames dos 11º e 12º anos terminou na quarta-feira (, depois de adiado por duas vezes devido aos problemas com o modelo de
classificação digital. A Fenprof tem reunido o secretariado nacional e está a ultimar uma queixa que entregará hoje sexta-feira (17) na Procuradoria-Geral da República, juntamente com um pedido de inquérito à situação.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser avaliados em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o Ministério adiou, em quatro dias, os prazos inicialmente previstos.
A Fenprof antevê um grande número de pedidos de reapreciação de provas, com impacto no restante calendário de exames e abertura do ano letivo, assim como no período de férias dos professores.
JN/MS

Ministro admitiu ao Observador que a omissão foi um "mero lapso". A empresa da esposa só passou a constar da declaração após uma alteração feita em maio, três anos após sua criação.
Oministro da Administração Interna, Luís Neves, confirmou ao Observador que não incluiu a empresa de alojamento local da mulher na sua primeira declaração de património como governante. A Alcampos Unipessoal Lda ficou de fora do documento entregue após a tomada de posse, a 23 de fevereiro, só surgindo nos registos da Entidade para a Transparência três meses depois.
Luís Neves entregou a declaração única de rendimentos, património, interesses, incompatibilidades e impedimentos a 17 de abril, dentro do prazo legal de dois meses. Foi apenas a 25 de maio, através de uma declaração de alteração e de uma declaração de substituição, que a Alcampos passou a constar do documento - a par de uma dívida que subiu para 315 mil euros e do aparecimento de uma conta com mais de 133 mil euros, valores que também não constavam da declaração inicial.
Questionado sobre a omissão, o gabinete de Luís Neves assumiu a falha e classificou-a como "mero lapso", acrescentando que a correção só surgiu quando a declaração estava a ser atualizada devido a um novo empréstimo contraído pelo casal.
Alcampos dedica-se ao turismo e ao alojamento local
A empresa é detida a 100% pela mulher do ministro, com quem este é casado em regime de comunhão de adquiridos, e dedica-se a atividades de turismo e alojamento de curta duração. A omissão, porém, remonta a bem mais do que os três meses desde a tomada de posse. A Alcampos foi constituída a 16 de junho de 2023 e nunca tinha sido declarada, incluindo durante os anos em que Luís Neves liderou a Polícia Judiciária, cargo que ocupou até fevereiro deste ano.
A Alcampos explora como alojamento local, desde julho de 2025, o monte Corgo da Fonte, em Odemira - o mesmo imóvel onde decorreram obras não licenciadas nem comunicadas à Câmara Municipal, incluindo a construção de uma estrutura que o ministro classificou como um simples tanque. Foi também esta empresa que contratou o empreiteiro João Carvalho, cuja firma faturou cerca de dois milhões de euros à PJ durante a liderança de Luís Neves.
A confirmação surge apenas um ano depois de a titularidade de empresas ligadas a familiares de governantes ter dominado o debate público por causa do caso Spinumviva, ligado ao primeiro-ministro Luís Montenegro. Continua por resolver a investigação da Câmara de Odemira às obras não licenciadas no monte, e Luís Neves ainda não apresentou os comprovativos de pagamento das faturas associadas a essas obras. JN/MS

Carneiro acusa Montenegro de mostrar “desdém em relação à crise”
O secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de demonstrar "uma imagem de desdém em relação à crise" nos exames nacionais, considerando que o Governo está a repetir um padrão de não assumir responsabilidades.
Um dos temas nos quais o líder socialista focou a sua intervenção foi na polémica dos últimos dias sobre os exames nacionais, acusando o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de estar a demonstrar "uma imagem de desdém em relação à crise que se abateu sobre as ava-
liações e classificações dos alunos".
Na análise de Carneiro, o executivo do PSD/CDS-PP repetiu um padrão sobre este tema ao não assumir responsabilidades e desvalorizar o problema, dando como exemplo o caso de professores que ainda estão a ser mobilizados para corrigir provas.
Para o secretário-geral do PS, Luís Montenegro "tem falhado" na coordenação da equipa governativa e, nos momentos de crise, "o Governo chega tarde e a más horas".


O ex-administrador da empresa Autoestradas de Itália foi condenado a 12 anos de prisão, considerado culpado de negligência e de homicídio involuntário, na sequência do colapso de uma ponte em Génova em 2018, que provocou 43 mortos.
Além deste antigo dirigente da empresa responsável pela gestão da ponte, Giovanni Castellucci - que já se encontra em prisão a cumprir uma pena por um outro acidente, ocorrido em 2013, num viaduto no sul de Itália -, o tribunal de Génova (norte) condenou, a penas menores, muitos dos 57 arguidos deste mega-processo judicial, iniciado há quatro anos e que incluiu 283 audiências, com a sentença a ser hoje proferida, quase oito anos depois da tragédia.
Entre os arguidos contavam-se antigos executivos da operadora Autoestradas de Itália (Autostrade per L"Italia), especialistas da sua empresa de engenharia SPEA e ex-funcionários do Ministério das Infraestruturas e Transportes italiano, na sua maioria acusados de homicídio por negligência, decorrentes de alegadas falhas na
manutenção da ponte Morandi, que fazia parte de uma importante rota que ligava o norte de Itália à Riviera Francesa.
Os procuradores argumentaram que anos de negligência na manutenção levaram ao colapso e exigiram penas combinadas que totalizam quase 400 anos para todos os arguidos.
Entre outros arguidos hoje condenados, contam-se outros dois antigos altos responsáveis da Autoestradas de Itália, Michele Donferri Mitelli e Paolo Berti, condenados respetivamente a 11 anos e a cinco anos e seis meses de prisão, enquanto o antigo presidente do Conselho de Administração da SPEA, Antonino Galatà, foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão, e Mauro Coletta, antigo diretor de supervisão das concessões rodoviárias do Ministério dos Transportes, foi condenado a cinco anos de prisão.
A 14 de agosto de 2018, às 11:36 locais, sob chuva torrencial, a enorme ponte na autoestrada que liga Itália a França colapsou, lançando dezenas de veículos para o vazio.
JN/MS

“Marco lastimável”: EUA impõem tarifa de 25% a produtos brasileiros
O Governo brasileiro classificou como um "marco lastimável" nas relações com os Estados Unidos a decisão de Washington de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
OPalácio do Planalto anunciou também que iniciará "imediatamente" os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro, junto da Organização Mundial do Comércio (OMC) e rejeitou as justificativas apresentadas pelos norte-americanos.
A reação foi divulgada pouco tempo depois de o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês) confirmar a aplicação da nova tarifa, que entra em vigor em 22 de julho, com uma lista de exceções.
No dia primeiro de junho, o USTR concluiu uma investigação comercial e acusou o Brasil de "práticas desleais" que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos, recomendando a taxa de 25% sobre produtos brasileiros.
O USTR também apontou o PIX, decisões da Justiça contra grandes empresas tecnológicas, medidas de combate à corrupção, acesso ao etanol e políticas de combate ao desmatamento como restritivas ao comércio norte-americano.
"As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a negociações contínuas com o Brasil para promover as mudanças necessárias nos problemas identificados nesta investigação", afirmou o representante comercial Jamieson Greer.
Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que "o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável".
Segundo a nota, "não há justificativa para
medidas unilaterais" contra o Brasil e o Governo "não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio".
A nota acrescenta que o Brasil não abdicará de proteger as famílias e as crianças "contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas" e que "a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade".
Mais uma vez, o Governo brasileiro voltou a culpar a família Bolsonaro pelo resultado da tarifa, e chamou-os "falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros".
"Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências", conclui.
JN/MS


Donald Trump já pagou indemnização de 5,6 milhões de dólares a E.J. Carroll por agressão sexual
"Ganhámos! Esta vitória é para todas as mulheres do Mundo!", escreveu a escritora e jornalista E.J.Carroll na rede social Substack. Condenado por agressão sexual, Donald Trump pagou 5,6 milhões de dólares de indemnização mais juros.
Donald Trump pagou na quarta-feira, 15 de julho, 5,6 milhões de dólares à escritora E. Jean Carroll após esta ter ganhado um caso judicial em 2023 por ataque sexual e difamação, mas ainda lhe deve 83 milhões, de um caso posterior, por difamação.
Há três anos, recordou a sua advogada, Roberta Kaplan, em comunicado aos jornalistas, um júri de nove pessoas considerou por unanimidade Trump responsável de ataque sexual e difamação contra E. Jean Carroll. "Hoje, compraz-nos informar que (Carroll) recebeu o pagamento por danos que lhe foi outorgado pelo júri em resultado desse veredicto", acrescentou.
Os 5,6 milhões de dólares, que correspondem à indemnização mais juros, estavam numa conta bancária controlada pelo sistema judicial pendentes de autorização para serem transferidos.
Esta semana, o juiz Lewis Kaplan, que presidiu ao caso, ordenou o pagamento perante as novas tentativas da defesa Trump de arrastar o processo, apesar de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter sido claro na obrigação de Trump em indemnizar Carroll.
O Supremo recusou em 29 de junho aceitar um recurso de Trump contra a sentença que o obrigava a indemnizar Carroll com cinco milhões de dólares.
"Ganhámos! Esta vitória é para todas as mulheres do mundo!", escreveu pouco depois a escritora na sua conta na rede social Substack.
O caso começou depois das acusações de Carroll, ex-colunista da revista Elle, a Trump por ataque sexual num provador de uns grandes armazéns nova-iorquinos em meados da década de 1990.
Carroll promoveu um segundo processo, por difamação, por Trump continuar a ofendê-la nas redes sociais em relação ao ataque sexual, obtendo uma segunda vitória, com uma indemnização muito mais avultada - 83 milhões -, que Trump contestou e ainda não pagou.
JN/MS

Os Estados Unidos declararam que não colocam obstáculos ao regresso da líder da oposição, Maria Corina Machado, à Venezuela, mas que é necessário que estejam reunidas as condições necessárias.
"Não vamos impedir Maria Corina Machado de regressar", assegurou o responsável norte-americano encarregado da América Latina Luis Mendez. "Penso, no entanto, que ainda há trabalho a fazer no que diz respeito à Venezuela, para que, quando regressar, ela não seja detida", acrescentou perante uma subcomissão da Câmara dos Representantes dedicada à América Latina.
Maria Corina Machado encontra-se no exílio desde dezembro, quando deixou o
país para receber o Prémio Nobel da Paz. Na sequência dos sismos de 24 de junho, tentou regressar ao país sem sucesso e acusou o Governo venezuelano de a impedir de o fazer.

O verão em Ontário traz consigo uma programação repleta de festivais de rua, música ao vivo, gastronomia e atividades para toda a família. Entre 16 de julho e 30 de agosto, cidades como Toronto, Windsor, Cobourg, London, Ottawa, Waterloo, Fonthill e Port Colborne recebem alguns dos eventos mais populares da estação, celebrando a diversidade cultural e o espírito comunitário. Entre os destaques está o Beaches International Jazz Festival, um dos maiores festivais gratuitos de jazz do Canadá, cuja programação se prolonga até 26 de julho. Descubra algumas das melhores opções para aproveitar o verão ao ar livre e viver experiências únicas por toda a província.
FP / DG. FOTOS: DR.
Festival de rua com música ao vivo, instalações de arte, vendedores de gastronomia e atividades para toda a família ao longo da Bloor Street West.

18 - 19 de julho
Gratuito
Bloor St. W. Toronto (entre Dufferin e Lansdowne) bigonbloorfestival.com
Um dos maiores festivais gratuitos de jazz do Canadá, com a participação de artistas canadianos e internacionais, concertos ao vivo, o popular StreetFest na Queen Street East, atividades familiares e atuações em vários locais do leste de Toronto.

Gratuito
Festival internacional de música, gastronomia e cultura que celebra tradições de diferentes comunidades de todo o mundo.

30 de julho - 2 de agosto
Gratuito
Victoria Park 509 Clarence Street, London sunfest.on.ca
Vários locais, incluindo Queen Street East, Woodbine Park e Kew Gardens, Toronto beachesjazz.com
Festival internacional de música de câmara com concertos em parques, igrejas e espaços históricos da capital canadiana.

23 de julho - 6 de agosto
Gratuito
Uma celebração fantástica da história marítima local ao longo do Canal de Welland. O evento conta com grandes concertos gratuitos à beira-mar, visitas a navios históricos de grande porte, feira popular, desfiles de barcos iluminados e um grande espetáculo de fogo de artifício.

31 de julho - 3 de agosto
Uma grande festa de rua de quatro dias que encerra o encantador centro de Fonthill. Destaca-se pelos seus concertos gratuitos de bandas locais e de tributo, uma grande exposição de automóveis clássicos ao domingo, feira de artesanato e atividades infantis gratuitas.

16 - 19 de
Um dos maiores festivais gratuitos de música do Canadá, com concertos ao vivo, gastronomia e entretenimento para toda a família.

24 - 26 de julho
Gratuito
Gage Park
1000 Main Street East, Hamilton festivaloffriends.ca
Um dia de praia espetacular onde escultores profissionais e amadores transformam a areia fina da Victoria Beach em autênticas obras de arte gigantes. O ambiente inclui música com DJ na praia, atividades de animação e cinema ao ar livre sob as estrelas.

O maior festival brasileiro do Canadá, com atuações ao vivo, gastronomia tradicional e animação cultural.

18 - 19 de julho
Celebra os sabores, a música e as culturas das Américas através de gastronomia, atrações musicais e atividades culturais.

24 - 26 de julho
WATERLOO BUSKER CARNIVAL
Quatro dias dedicados à arte de rua e comédia física. Acrobatas, malabaristas, comediantes e ilusionistas internacionais de topo reúnem-se no centro da cidade para atuações dinâmicas e interativas que encantam miúdos e graúdos, funcionando apenas à base de gorjetas voluntárias.

27 - 30 de agosto

O TD Salsa on St. Clair - Toronto Latin Street Festival, um dos maiores festivais de verão de Toronto, ficou marcado por uma tragédia na noite de sábado (11), quando um tiroteio provocou a morte de duas pessoas e deixou vários feridos, chocando a comunidade e reacendendo o debate sobre a segurança nos grandes eventos públicos.
Na altura do incidente, cerca de 13 mil pessoas participavam naquele que é, desde 2005, um dos maiores festivais dedicados à cultura latino-americana da cidade. Embora os disparos tenham ocorrido fora da área principal do recinto, o pânico espalhou-se rapidamente entre os visitantes, que procuraram abrigo enquanto outros abandonavam o local.
A Polícia de Toronto continua a investigar o caso e apela a quem tenha testemunhado o incidente ou possua imagens que possam ajudar a identificar os responsáveis. Mais do que um episódio de violência, a tragédia abalou uma comunidade habituada a viver este festival como um momento de encontro e celebração. Nos dias que se seguiram, o jornal Milénio ouviu residentes, comerciantes, líderes comunitários, responsáveis culturais e organizadores de festivais para perceber como estão a viver este momento e que mudanças consideram necessárias.
A comunidade recusa deixar que a tragédia defina os festivais
Para Osvaldo Machado, residente da zona, o choque foi profundo: "o Salsa on St. Clair sempre foi um festival onde famílias e amigos se juntam para celebrar a cultura e a comunidade. Ver um acontecimento destes num ambiente que sempre associei à alegria foi muito triste", afirmou. Apesar do sucedido, acredita que a resposta não passa por abandonar estes eventos. "Vou continuar a participar nos festivais e a apoiar os comerciantes locais. Apenas estarei mais atento ao que me rodeia."
Quem também viveu momentos de grande tensão foi Etiene Dundão, que estava no local quando se instalou o pânico. Ainda assim, considera que este episódio não pode apagar aquilo que os festivais representam para Toronto "apesar do que aconteceu, não podemos definir os festivais de Toronto por este incidente. Vou continuar a apoiar estes eventos, com uma maior atenção, e espero que algo assim nunca mais volte a acontecer." Também Sabrina Smith, residente em St. Clair West, continua a acreditar que a comunidade permanece segura "continuo a sentir-me segura na minha comunidade. Acredito que este foi um caso isolado, provocado por pessoas que vieram de fora." No entanto, reconhece que este acontecimento deve servir de alerta "vou continuar a participar nos eventos da comunidade, mas todos teremos de estar mais atentos."
Líderes comunitários pedem uma nova abordagem à segurança
Para José M. Eustáquio, presidente executivo da ACAPO, este é, antes de mais, um momento de solidariedade
"quero expressar, em meu nome, em nome da ACAPO e da comunidade que represento, as mais sinceras condolências às famílias das vítimas. Os nossos pensamentos estão com todos os que foram afetados."
Com mais de três décadas ligadas à organização da Portugal Week, acredita que esta tragédia marcará inevitavelmente a organização dos grandes eventos da cidade "esta realidade muda a forma como os eventos terão de ser preparados. Será necessário reforçar o planeamento, a coordenação entre organizadores e autoridades e colocar ainda mais foco na segurança." Para o dirigente comunitário, recuperar a confiança do público será agora uma prioridade. "Queremos que as famílias continuem a sentir que os festivais são locais seguros de encontro e celebração."
A mesma preocupação é partilhada por Anabela Taborda, presidente da Little Portugal Toronto BIA e do Do West Fest. Segundo explica, o crescimento dos festivais de rua trouxe também novos desafios. "Este ano verificou-se um aumento muito significativo do número de participantes. Isso obriga-nos a repensar a gestão das multidões e a segurança de residentes, comerciantes e visitantes." Na sua opinião, será necessário controlar melhor a dimensão dos eventos e reforçar o policiamento. "A presença da polícia funciona como um forte elemento de dissuasão e ajuda a impedir que conflitos ou atividades criminosas cheguem a espaços que devem ser de convívio."
Proprietários de negócios defendem prevenção e educação
Para Mestrando "Paraíba", proprietário da Casa de Banda, a resposta não passa apenas pelo reforço da segurança durante os festivais, mas também por um trabalho contínuo junto das famílias e dos jovens “temos de voltar a ensinar valores como o respeito, a compaixão e a responsabilidade. Esse trabalho começa em casa, continua nas escolas e precisa do apoio da comunidade e dos governos. Temos de investir mais na prevenção do que na reação."
Organizadores querem medidas concretas
Na sequência da tragédia, o TLN Media Group, organizador do Salsa on St. Clair, afirmou que poderá deixar de organizar o festival caso a Cidade de Toronto não assuma compromissos concretos para reforçar a segurança e o policiamento durante o evento. Em comunicado, a organização considera inaceitável colocar em risco colaboradores, parceiros e visitantes e defende uma resposta mais firme das autoridades para garantir que situações semelhantes não se repitam.
A preocupação estende-se igualmente a outros grandes festivais da cidade. Tony Pethakas, presidente da GreekTown on the Danforth BIA, responsável pelo Taste of the Danforth, garantiu que o evento continuará a ser uma celebração familiar e segura, defendendo um trabalho cada vez mais próximo entre os organizadores e a Polícia de Toronto para reforçar as medidas de segurança.

Câmara Municipal e Polícia prometem reforçar a segurança
A resposta das autoridades municipais foi imediata. Numa conferência de imprensa conjunta, a presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, condenou o tiroteio, classificando-o como um ato "irresponsável e revoltante", e garantiu que a Polícia de Toronto terá todos os recursos necessários para identificar e levar os responsáveis à justiça. A autarca revelou ainda ter contactado o Governo Federal para defender um reforço das medidas de combate à entrada de armas ilegais no país.
Ao lado da mayor, o chefe da Polícia de Toronto, Myron Demkiw, assegurou que a investigação continua a ser uma prioridade e deixou uma mensagem firme: "Quem pega numa arma e tira a vida a outras pessoas, colocando em risco tantos inocentes, deve enfrentar as acusações mais graves previstas na lei." O responsável garantiu ainda que a polícia está a mobilizar todos os recursos necessários para identificar os suspeitos. Também durante a conferência, o vice-chefe da Polícia de Toronto, Frank Barredo, reconheceu a gravidade do sucedido, mas sublinhou que Toronto continua a ser "uma das cidades mais seguras do mundo", assegurando que as autoridades irão analisar este incidente para reforçar os planos de segurança dos grandes eventos.
Entretanto, os vereadores Alejandra Bravo e Josh Matlow apresentaram uma moção para que a cidade realize uma revisão completa das medidas de segurança aplicadas aos grandes festivais e eventos comunitários. A proposta prevê uma colaboração mais estreita entre a Câmara Municipal, a Polícia de Toronto e os organizadores, com o objetivo de reforçar a prevenção já nos próximos grandes eventos, incluindo o Taste of the Danforth.
Um desafio para toda a cidade
Apesar da tristeza que marcou a comunidade nos últimos dias, há uma mensagem comum entre todos os entrevistados: os festivais continuam a ser um dos maiores símbolos da diversidade cultural de Toronto e não podem ser definidos por um único ato de violência.
O desafio passa agora por aprender com esta tragédia, reforçar a segurança e devolver às famílias a confiança para continuarem a participar nestes eventos que, ano após ano, aproximam comunidades e celebram aquilo que Toronto tem de melhor: a sua diversidade.
Milhões
Um novo relatório nacional revela que 4,5 milhões de canadianos de meia-idade e mais velhos têm tido dificuldades em aceder a consultas de especialidade, um problema que poderá agravar-se à medida que a população do país envelhece.
As conclusões do Statistics Canada, publicadas na quarta-feira (15), detalham quem está a enfrentar barreiras no sistema e o impacto que isso está a ter na sua saúde. Os especialistas alertam que os tempos de espera para cuidados especializados continuam a piorar em todo o país, enquanto o sistema de saúde se debate para gerir uma população envelhecida com condições de saúde complexas, ao mesmo tempo que lida com a falta de médicos de família, de especialistas e de ferramentas adequadas para priorizar os doentes.
"Um dos maiores motivos pelos quais as pessoas não conseguem aceder a cuidados de especialidade é o facto de nem sequer terem um profissional de cuidados de saúde primários", afirmou o Dr. Samir Sinha, geriatra e cientista clínico no Sinai Health e na University Health Network de Toronto. O relatório, que utilizou dados de um inquérito de 2024, é representativo de 17,2 milhões de canadianos com 45 ou mais anos. Concluiu-se que 6,6 milhões de pessoas recorreram a cuidados de especialidade, mais frequentemente devido a uma condição dermatológica, a um problema urológico ou ginecológico, ou a uma condição ortopédica.
A maioria daqueles que foram encaminhados para especialistas, num total de 4,5 milhões de pessoas, não conseguiu agendar
uma consulta facilmente ou esperou meses pela mesma. Entretanto, 2,9 milhões de pessoas apresentavam necessidades de saúde não atendidas, o que significa que não tiveram tratamento para uma nova condição física ou mental ou não conseguiram aceder a cuidados adequados para lesões.
CBC/MS

A Comunidade Angolana de Montreal (CAM) conta agora com um novo espaço de apoio e integração. Em parceria com o Consulado-Geral de Angola em Toronto, foi inaugurado um escritório comunitário que pretende aproximar e servir os angolanos residentes no Quebeque e em todo o Canadá.
Acerimónia contou com a presença do Embaixador Mateus Barros José, Cônsul-Geral de Angola no Canadá, e de representantes da comunidade angolana.
Para o presidente da CAM, Sérgio Makuntima, o novo espaço representa "um
passo importante para uma comunidade mais unida, organizada e próxima das necessidades dos seus membros". O diplomata angolano destacou que esta iniciativa vai muito além da criação de uma sede física, considerando-a "uma conquista da comunidade, fruto da união e da vontade de servir dos angolanos" em Montreal e no Canadá.
O novo escritório será um ponto de apoio, orientação e integração, ajudando a fortalecer os laços comunitários e a preservar a cultura e os valores angolanos na diáspora.
FP/MS


Canadá suspende candidaturas ao programa de patrocínio de imigração para pais e avós
O governo federal não irá aceitar novas candidaturas este ano de pessoas que queiram patrocinar os seus pais e avós para virem para o Canadá como residentes permanentes, ao abrigo de um programa destinado a promover a reunificação familiar.
Oministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) afirmou que a alteração faz parte de um esforço para gerir o sistema de forma responsável e reduzir os tempos de espera. Num comunicado publicado online, o departamento referiu que o interesse no programa continua a exceder o número de vagas disponíveis.
Existem já 60 500 candidaturas em processamento e os tempos de espera para análise situam-se em cerca de 33 meses, ou até 66 meses no Quebeque.
O programa foi lançado em 2020, altura em que mais de 200 000 cidadãos e residentes permanentes manifestaram interesse em patrocinar a vinda de um pai/mãe ou avô/avó para o Canadá.
Todos os anos, milhares de pessoas que manifestaram interesse são selecionadas para apresentar formalmente a candidatura.
Um responsável do departamento de Imigração afirmou que a suspensão não irá alterar a decisão de aprovar até 15 000 pessoas para residência permanente em 2026
e 2027, como parte do plano de níveis de imigração do governo.
Esse plano, divulgado no outono passado, estabelece como meta a admissão de 380 000 residentes permanentes por ano entre 2026 e 2028. Também reduziu o número de vistos de trabalho temporário e de estudante emitidos em 2026 para quase metade do número emitido em 2025.
A imigração tem sido um tema politicamente tenso nos últimos anos. Os Conservadores federais afirmam que o sistema está quebrado e acusam os Liberais de prosseguirem políticas que minaram um consenso de longa data de que a imigração é um benefício líquido para o Canadá. Documentos informativos preparados para a Ministra da Imigração, Lena Diab, em 2025, observaram que as próprias sondagens do governo revelaram que o apoio dos canadianos à imigração caiu em 2023 e 2024 para um mínimo não visto em 30 anos. Em novembro de 2024, mais de metade dos canadianos inquiridos pelo departamento afirmou sentir que estavam a entrar demasiados imigrantes no país.
Os cidadãos canadianos e residentes permanentes podem ainda candidatar-se a um "super visto" (super visa) para permitir que os seus pais e avós os visitem por cinco anos de cada vez, até um total de 10 anos, numa base temporária.
CBC/MS
A cidade de Montreal foi palco do lançamento oficial de "Equipados - O seu destino tem um preço. Esteja pronto a pagá-lo", a primeira obra do escritor angolano Flávio Tavares Rodrigues, residente no Canadá.
Aapresentação decorreu na Associação Portuguesa no Canadá e reuniu dezenas de convidados de Montreal, Toronto e Ottawa, entre membros da comunidade lusófona, familiares, amigos e amantes da literatura.
A cerimónia contou ainda com a presença de representantes do Consulado-Geral de Angola, do Consulado de Portugal em Montreal e de dirigentes das comunidades angolana e portuguesa.
Mais do que um lançamento literário, o encontro foi um momento de reflexão e partilha. Ao apresentar a obra, o autor destacou a importância da preparação, da disciplina, da fé e da perseverança para alcançar os objetivos de vida. "Esta obra representa a concretização de um sonho pessoal, mas também uma oportunidade para
promover a literatura lusófona no Canadá. Acredito que o destino não se improvisa; constrói-se com preparação, disciplina, fé e compromisso", afirmou Flávio Tavares Rodrigues.
O evento terminou com uma sessão de autógrafos e convívio. Depois de Montreal, o escritor prepara agora a apresentação do livro em Toronto, e em novembro, uma digressão por Portugal, dando continuidade à divulgação de "Equipados" junto da comunidade lusófona.








18 JUL - 17:00

A Argentina vai disputar a final do Mundial no domingo (19) com a Espanha, após eliminar a Inglaterra, nas meias-finais. Foi um jogo épico, em que os sul-americanos estiveram a perder, mas deram a volta nos últimos minutos e venceram por 2-1, com assistências de Messi para os golos de Enzo Fernández e Lautaro Martínez
AArgentina está, pela sétima vez, na final de um Campeonato do Mundo e fez por merecer o apuramento no grande duelo desta quarta-feira com a Inglaterra. Quarenta anos depois do célebre embate decidido por Maradona no México, o resultado foi o mesmo (2-1) e voltou a ser um extraterrestre a assumir a batuta do triunfo albiceleste. Na hora do aperto, Lionel Messi pegou no jogo, os argentinos encostaram os ingleses às cordas e viraram, nos últimos minutos, o marcador aberto por Anthony Gordon, com passes decisivos do astro de Rosário para os golos de Enzo Fernández e Lautaro Martínez.
Depois de uma primeira parte mais lutada do que bem jogada, na esperada batalha por cada centímetro do campo e por cada bola, com muita agressividade à mistura, a seleção inglesa adiantou-se no início do segundo tempo, mas o técnico alemão Thomas Tuchel quis defender a vantagem
FINAL 19 JUL - 15:00
Altamente contestado, fruto de um Campeonato do Mundo recheado de polémica, Gianni Infantino pode enfrentar a concorrência de nomes como Nasser Al-Khelaifi ou Victor Montagliani, nas eleições para a presidência da FIFA, que terão lugar a 18 de março de 2027.
As eleições para a presidência da FIFA só terão lugar no próximo dia 18 de março, na cidade marroquina de Rabat, em Marrocos, mas já começam a aquecer e prometem ser tudo menos tranquilas, num cenário que vai contrastando de sobremaneira com aquele que marcou os sufrágios das últimas décadas.
De acordo com informações adiantadas pela rádio britânica talkSPORT, há cada vez mais federações a distanciarem-se do atual líder máximo do organismo que rege o futebol internacional, Gianni Infantino, por conta das inúmeras polémicas que têm marcado o presente Campeonato do Mundo.
O advogado suíço-italiano contava ir a votos sem oposição, mas este é um cenário que tem vindo a perder força, de tal maneira que a publicação avança mesmo que um dos nomes mais badalados para lhe vir a fazer frente é o de Nasser Al-Khelaifi, que reúne o apoio de nações como a Bélgica ou a Polónia.
O qatari, recorde-se, acumula, atualmente, os cargos de presidente do Paris Saint-Germain e da Associação de Clubes Europeus (EFC), e nunca demonstrou uma particular ambição de encabeçar a FIFA,
pelo que, apesar destes sinais de confiança, seria necessário levar a cabo uma 'operação de charme' para o convencer.
Em simultâneo, associações como as de Bósnia e Herzegovina, Noruega, Suécia, Alemanha ou Espanha vão discutindo a hipótese de 'lançarem' outro candidato para a equação, sendo um dos nomes debatidos o de Dariusz Mioduski, advogado, empresário e detentor do capital social do Legia Varsóvia.
À margem da UEFA, há também quem defenda que o atual presidente da CONCACAF, o canadiano Victor Montagliani, deveria chegar-se à frente, ao passo que o líder máximo da Confederação Africana de Futebol, o sul-africano Patrice Motsepe, alimenta o 'sonho' de, um dia, vir a ascender a este cargo.
Para já, de fora desta equação, parece estar o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, que é visto por muitos como tendo o perfil ideal para abrir caminho a uma 'nova era', na FIFA. O atual mandato termina em 2027, e o próprio 'torceu o nariz' à possibilidade de vir a recandidatar-se, antes de admitir fazê-lo, se não surgir qualquer tipo de opositor.
'Caso Balogun' foi a gota de água
Por entre as controvérsias que vão marcando o Mundial2026, aquela que mais 'salpicou' Gianni Infantino teve como protagonista Folarin Balogun, que foi despenalizado, depois de ter visto um cartão vermelho, na vitória dos Estados Unidos da América sobre a Bósnia, por 2-0, e pôde disputar o duelo dos oitavos de final, com a Bélgica (derrota, por 1-4).
O presidente norte-americano, Donald Trump, assumiu publicamente que ligou ao presidente da FIFA para lhe pedir que reconsiderasse o castigo a ser aplicado ao avançado, o que motivou um duro comunicado por parte da UEFA: "O futebol, como qualquer outro desporto, assenta em regras, que são a base de uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes,
demasiado cedo. A ganhar, foi metendo centrais para o relvado, enquanto, no outro banco, Scaloni ia arranjando maneira de abrir o ataque da Argentina, acabando recompensado pela aposta total que fez na reviravolta.
Um punhado de belas defesas de Pickford ainda atrasou o golo dos sul-americanos, numa meia-hora final de alta voltagem e de intenso domínio argentino, mas o guarda-redes inglês nada pôde fazer aos 85 minutos, quando Messi descobriu Enzo para um tiro de fora da área que consumou o 1-1. Ainda com tempo para jogar, a seleção das Pampas não ficou agarrada à ideia de um eventual prolongamento e continuou a pressionar, chegando à vitória já nos descontos, com um golpe de cabeça mortífero de Lautaro, após jogada e cruzamento com o pé direito da "Pulga", que assim se tornou o jogador com mais assistências em Mundiais (12), mantendo-se como o máximo marcador (21 golos).
Tuchel acordou a seguir e lançou finalmente jogadores de ataque (Rashford e Toney), mas a Argentina agarrou-se com unhas e dentes à vantagem e carimbou sem grandes sobressaltos o acesso à final inédita de domingo com a Espanha, que será disputada nos arredores de Nova Iorque. JN/MS
as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não". "A suspensão automática mínima de um jogo após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser implementada. Trata-se de um princípio consagrado no regulamento, que não admite exceções, muito menos em pleno torneio, em que vários outros jogadores já se encontraram na mesma situação e cumpriram as suas suspensões", pode ler-se. NM/MS

perante uma seleção francesa incapaz de reagir ao domínio espanhol e de criar problemas a Unai Simón, apesar de toda a artilharia ofensiva disponível.
A Espanha derrotou, na terça-feira (14), a França, por 2-0, e garantiu o regresso à final do Campeonato do Mundo, 16 anos depois de ter conquistado o título, na África do Sul.
Tido como uma final antecipado, a verdade é que o duelo só foi equilibrado nos primeiros 20 minutos, até Digne adormecer e cometer um penálti desnecessário sobre Lamine Yamal, que Oyarzabal não desperdiçou.
Em vantagem no marcador, a "La Roja" passou a dominar todas as incidências,
A superioridade da Espanha nunca mais foi posta em causa e resultou no segundo golo, à passagem dos 57 minutos, quando Pedro Porro combinou com Dani Olmo, perante a passividade gaulesa, e finalizou com sucesso.
Então sim, houve algum sinal de vida da França no ataque, mas sem pingo da inspiração. A Espanha geriu a vantagem sem grande sofrimento e vai disputar o jogo decisivo pela segunda vez.
JN/MS

OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública Notariado de documentação e representação no tribunal

“Culpa nossa, mas vou fazer uma pergunta...”
Didier Deschamps, selecionador da França, reagiu à derrota dos gauleses (0-2) diante da Espanha nas meias-finais do Campeonato do Mundo de 2026, após o apito final da partida, em declarações à imprensa internacional.
Arraso à arbitragem: "Os jogadores estão arrasados, mas temos que ser lógicos, fomos tecnicamente inferiores. A culpa é nossa. Mas vou fazer uma pergunta: o árbitro estava à altura de apitar uma semifinal? Não vou responder a isso. Houve várias situações..." França foi inferior: "Mas o principal motivo é que simplesmente estivemos abaixo do nosso nível, com alguns erros técnicos, passes que poderiam ter
resultado em oportunidades. Este é o mais alto nível, mesmo que doa. Vamos jogar a disputa do terceiro lugar. Não quero desmerecer tudo o que foi feito, mas nesta partida, a Espanha mostrou algo a mais." Falhar final do Mundial: "Não conseguimos, a deceção é grande. Mas não tiro o mérito de tudo de bom que fizemos. Achei que nos recuperamos muito bem. Não tiro o mérito da seleção espanhola, que controlou o jogo. Faltou-nos precisão técnica e energia. Os espanhóis são muito bons a quebrar ataques com antecipação e passes. Gostaríamos de ter criado mais problemas para eles no ataque."
NM/MS
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Depois de, na véspera, já ter assegurado a subida à Divisão A do velho continente com a vitória na meia-final frente à Eslováquia (73-46), a Seleção feminina de sub-20 conquistou, no domingo (12), o título Europeu da Divisão B ao derrotar na final do campeonato disputado em Samokov (Bulgária), a Grécia por pesados 43-78 (11-18, 14-15, 8-25, 10-20).
Sem nunca ter estado em desvantagem no marcador e tendo permitido o máximo de aproximação das adversárias aos 2m de jogo (4-6), o conjunto liderado por José Araújo tornou a não perder tempo para ganhar uma vantagem confortável e a 4m do termo do quarto inaugural, numa entrada para o cesto de Clara Silva (18 pts, 15 res, 3 ass, 1 dsl), já comandava por 5-15. A poste lusa foi, uma vez mais, uma das basquetebolistas nacionais que ajudaram a desequilibrar o embate e acabou eleita MVP do torneio, integrando naturalmente o cinco inicial, tal como já acontecera na passada temporada no Euro sub-19.
Portugal dominou por completo a luta das tabelas (31-52), tendo conseguido mais ressaltos ofensivos (8-27) do que a gregas defensivos (23-25). Registou ainda 19 assistências, contra 12 e além de ter alcançado 11 roubos de bola, face a 8, provocou 21(!) turnovers enquanto se ficou pelos 11.
JN/MS

José Carlos Pinto alcançou o terceiro lugar nos 1500 metros do Gyulai István Memorial, em Budapeste, estabelecendo um novo recorde pessoal na distância.
Oatleta do Sporting, de 29 anos, completou a prova em 3.31,47 minutos, melhorando em 47 centésimos a sua marca anterior de 3.31,94, que datava de 2025. Com este resultado, Pinto consolida a sua posição como o terceiro português mais rápido de sempre nos 1.500 metros. A prova, integrada no Grande Prémio de Atletismo da Hungria, foi dominada por atletas quenianos. A vitória sorriu a
Phanuel Kipkosgei Koech, que fixou um novo recorde do meeting com o tempo de 3.31,09. O compatriota Danson Kiplangat ficou no segundo posto, a apenas um centésimo de distância, após recurso ao photo-finish, tendo também alcançado um novo recorde pessoal.
Recorde-se que o recordista nacional da distância é Isaac Nader, campeão do mundo, com o tempo de 3.29,37, alcançado em Ostrava em 2025. O segundo melhor registo pertence a Rui Silva, com 3.30,07, uma marca obtida no Mónaco em 2002.
JN/MS

A ronda de Donington Park foi uma das mais difíceis para Miguel Oliveira desde que se mudou para o Mundial de Superbike este ano. O 11.º lugar na primeira corrida foi o seu melhor resultado.
Jornada difícil para Miguel Oliveira no Mundial de Superbike. Neste último fim de semana em Donington Park (Reino Unido), o português não foi além de um 11.º lugar como melhor resultado entre as três corridas.
A sua equipa - BMW - enfrentou dificuldades no geral no traçado britânico, não encontrando forma de ter uma mota competitiva o suficiente para poder ambicionar a melhores resultados.
Depois de ser 12.º na Superpole (qualificação), Miguel Oliveira até conseguiu recuperar um lugar para ser 11.º na primeira corrida. Mas, na corrida Superpole, uma incursão pela gravilha atrasou-o e deixou-o no 20.º posto final - que ditou a mesma posição de arranque na segunda corrida principal.
Nessa prova, ainda conseguiu recuperar até 12.º. Uma recuperação que teve de fazer em pista, numa corrida em que apenas três pilotos não chegaram ao fim. A recuperação foi gradual, chegando à posição final a sensivelmente dez voltas do fim quando deixou Jonathan Rea (Honda) para trás. Esta acabou por ser a primeira vez em 2026 que Miguel Oliveira saiu de uma etapa do Mundial de Superbike sem qualquer resultado entre os dez primeiros. É, também, a pior ronda em termos de resultados desde os Países Baixos - não contando com a da Hungria, em que uma lesão sofrida na corrida Superpole o obrigou a ficar de fora da segunda corrida principal. Neste momento, ocupa a décima posição do campeonato. Em comunicado, o piloto luso comentou que o desempenho ficou aquém das expectativas: "Foi um fim de semana difícil. É claro, há alguns aspetos positivos a retirar. Somámos pontos em ambas as corridas, mas estivemos um pouco mais atrás do que esperávamos, então isso dá-nos algum trabalho para a pausa de verão".
Apesar da ronda abaixo do esperado, Miguel Oliveira deu conta da sua motivação e confiança em melhores resultados: "É claro que estamos ansiosos por melhorar para o resto da época. A equipa obviamente não está contente com os resultados, nem eu estou, mas o que é bom é que estamos todos a remar na mesma direção para tentar melhorar este conjunto e fazer o melhor que pudermos no que falta desta época. Estou confiante que, com a ajuda de todos e a motivação que todos temos para melhorar, iremos obter melhores resultados outra vez".

O Boavista vai encerrar a atividade, após falhar o depósito na conta da massa insolvente dos credores do clube da verba para suportar as despesas correntes dos "axadrezados" em junho, anunciou a administradora de insolvência.
"Estando a ser integralmente incumpridos os pressupostos determinados na assembleia de credores para a manutenção em funcionamento da atividade da insolvente, no dia 15 de julho, pelas 15.30 horas, a administradora de insolvência executará a deliberação, procedendo ao encerramento do estabelecimento da insolvente e encerrando todas as atividades desenvolvidas pelo Boavista no Estádio do Bessa e espaços adjacentes, no qual se incluem todas as modalidades", anunciou Maria Clarisse Barros, numa mensagem de correio eletrónico à qual a agência Lusa teve acesso.
Em caso de incumprimento do Boavista, a administradora de insolvência podia ordenar o encerramento imediato da ativida-
de do clube portuense, com efeitos 15 dias depois da decisão, sem necessitar de nova convocação da assembleia de credores, desfecho que já esteve perto de suceder algumas vezes desde dezembro de 2025, mas foi sempre evitado.
"Resta-nos agradecer a todos os diretores, adjuntos e treinadores pela sua grandiosa dedicação, quase sem limites, e pelos excelentes atletas que formaram e tanto engrandeceram o já prestigiado nome do Boavista.
Por fim, e como não poderia deixar de ser, um grande aplauso para os atletas que dignificaram esta instituição centenária por esse mundo fora", salientou a administradora de insolvência, informando que as chaves das instalações, livres de pessoas e bens, têm de ser entregues até 31 de julho.
A Boavista SAD, que tem 10% do capital social na posse do clube, desceu à II Liga em maio de 2025, depois de cumprir 11 épocas seguidas no escalão principal, sendo um dos cinco campeões nacionais da história, devido ao título conquistado em 2000/01. JN/MS

Panteras Negras avisam responsáveis do Boavista:
“Vão prestar contas, serão judicialmente perseguidos”
"Na página mais negra da história do Boavista Futebol Clube, há muito tempo por nós vislumbrada, infelizmente, vem também escrito que enquanto existir um Pantera Negra, nunca morrerá o Boavista. Foi com essa missão de vida que há precisamente um ano, na altura em que o presidente Garrido Pereira atirou o Boavista para um processo de insolvência, sem qualquer solução, ideia ou capacidade para o reverter, iniciámos uma estratégia que teve como missão perdurar no tempo o Boavista, muito para além da sua expectável morte, como se veio a confirmar. Aos responsáveis por tão negra página, deixamos uma garantia: por nós não passarão", pode ler-se.
"A nós, Panteras Negras, bem como a todo universo boavisteiro vão prestar contas, serão judicialmente perseguidos até apuramento de todos os factos e imputação das consequências. Agora é tempo de união, de mãos à obra. Nesse sentido, o apelo da Associação Panteras Negras, a todo o universo boavisteiro é de foco e compromisso, com a garantia por nós assumida, que nova página começa hoje a ser escrita. O Panteras Negras Footballers Club, por nós criado, será sempre e tão só um veículo para devolver um Boavista tão forte como nunca aos boavisteiros, à cidade Invicta, ao País, ao Mundo. Por ti Boavista, esta bancada não vai cair!", completa.
JN/MS

Merino relembra golo frente a Portugal: "O Bernardo protestou e não estava a olhar para a bola"
Mikel Merino, o "carrasco" de Portugal no Mundial, explicou a jogada que resultou no tento solitário no duelo ibérico.v
AEspanha tornou-se numa das quatro semifinalistas do Mundial 2026, depois de ter eliminado Portugal e a Bélgica praticamente ao cair do pano. Algo possível graças ao faro de golo de Mikel Merino, que saltou do banco em ambos os jogos para assumir o papel de homem golo.
Em declarações ao jornal "Marca", o médio do Arsenal reviveu os instantes
finais contra Portugal. "Aos 90 minutos, o que se quer é ter a bola parada, colocá-la na área, colocar jogadores lá dentro e criar confusão", começou por dizer Merino, explicando qual foi o raciocínio para ser rápido e letal.
"Percebi que tínhamos alguma possibilidade de superioridade, que o Bernardo estava a protestar, tinha-se virado e não estava a olhar para a bola, decidi lançar rapidamente e apanhámo-los desprevenidos", acrescentou.
JN/MS


O Tribunal Judicial da Comarca de Viseu absolveu o presidente do Sporting de todos os crimes contra a honra e reputação de Pinto da Costa, antigo líder do F. C. Porto, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
Além da absolvição de Frederico Varandas de todos os crimes, na decisão divulgada na quarta-feira, o tribunal, através do Juízo de Competência Genérica de Santa Comba Dão, negou todos os pedidos de indemnização civil formulados nos autos.
Em causa no processo estavam declarações de Frederico Varandas, em maio de 2022, nas quais se referiu a Jorge Nuno Pinto da Costa, que morreu em fevereiro de 2025, como "um
corruptor ativo e alguém que deveria estar banido do dirigismo desportivo há décadas".
Na sua decisão, o tribunal entendeu que as declarações em causa, designadamente a referência a Pinto da Costa como "corruptor ativo", atendendo ao contexto em que foram proferidas e ao enquadramento factual que lhes serviu de base, se encontram abrangidas pelo exercício da liberdade de expressão, não gerando qualquer responsabilidade penal ou civil.
O tribunal considerou ainda que as restantes declarações objeto do processo não puseram em causa a honra ou a reputação do F.
C. Porto ou da sua SAD, ambos constituídos assistentes no processo.
JN/MS



Rodrigo Zalazar: “ Vou dar tudo o que tenho e mais pelo Sporting”
Oficializado pelo Sporting ainda em maio, Rodrigo Zalazar, foi, na quinta-feira (16), apresentado pelo clube. O uruguaio admite entrar em Alvalade com "fome de títulos" e com o objetivo de "dar tudo".
Rodrigo Zalazar é uma das caras novas do plantel do Sporting 2026/2027. "Venho para tratar de ganhar todos os títulos possíveis. Acho que temos uma grande equipa e vamos demonstrá-lo", assegurou o jogador de 26 anos, no vídeo realizado pelos meios do clube, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.
O atleta assinou contrato até 2031 e tem uma cláusula 80 milhões de euros.
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"Desde o primeiro dia em que falei com os dirigentes sabia que queria vir para aqui. Transmitiram-me muita confiança. Adoro o clube e, assim que surgiu a hipótese, muitas pessoas enviaram-me mensagens para vir para o maior de Portugal", acentuou.
A pouco tempo do início da temporada, o jogador admite estar "ansioso" pelo tiro de partida e garante "dar o máximo". "Vou dar tudo o que tenho e mais pelo Sporting", enfatizou. Zalazar reconhece a posição de "muita responsabilidade", num clube que considera "gigante".
JN/MS

O combate principal do UFC 329, em Las Vegas, entre Conor McGregor e Max Holloway, terminou de forma abrupta após apenas 69 segundos, com o irlandês a sofrer uma aparente lesão no joelho direito. Max Holloway revelou que pediu ao árbitro para terminar o confronto mais cedo, por consideração para com os filhos de McGregor, que assistiam na primeira fila.
Oincidente ocorreu logo no início do combate, no passado sábado à noite (11). McGregor tentou um pontapé rotativo, mas aterrou de forma desajeitada na perna direita e caiu no octógono. O lutador de 37 anos ainda se conseguiu levantar, mas voltou a cair, levando à interrupção do combate. Após a decisão, abandonou rapidamente a arena para receber assistência médica.
Presentes no evento estavam a mulher de McGregor, Dee Devlin, e os seus quatro filhos: Conor Jr, Rian, Mack e Croia. Foi a pensar neles que Holloway interveio. «Os filhos dele estavam na primeira fila, eu não queria vê-lo sofrer danos desnecessários, tentei parar o combate», explicou. Holloway partilhou ainda a troca de palavras com McGregor durante esses momentos. «Mas isto mostra o quão louco o Conor é. Na primeira vez que ele está no chão, estou a dar-lhe socos e ele diz: 'Luta, luta'. Eu respondi: 'Ok'. Foi por isso que recuei. Eu disse: 'Levanta-te então. Vamos lutar'. E depois ele caiu novamente e o combate foi interrompido», contou. Apesar da sua preocupação, Holloway expressou esperança na recuperação do adversário. «Só espero que ele esteja bem, sei que o Conor tem lutado contra algumas coisas. Parecia que ele estava realmente a
mudar, que encontrou Deus», afirmou. Após o confronto, surgiram especulações de que McGregor já estaria lesionado antes do combate, algo que o próprio negou veementemente nas redes sociais, prometendo regressar. «Eu estava tão focado e pronto para este combate que não consigo acreditar no que aconteceu. A conversa de que eu não estava bem ao entrar para o combate é um disparate. Estava calmo, pronto e confiante. Estou em choque com o que aconteceu», escreveu,
acrescentando: «Vou superar isto. Não serei dissuadido. Eu voltarei!» Perante a possibilidade de um regresso de McGregor, e apesar dos apelos para que o irlandês se retire, Holloway mostrou-se disponível para um terceiro combate entre ambos, apontando para 2027. «Quero ver qual é a lesão dele primeiro, mas depois quero voltar em 2027», declarou, indicando que irá agora tirar um tempo para estar com a família.
JN/MS

Creditos: DR
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O tenista italiano Jannik Sinner, líder do ranking mundial, revalidou o título de Wimbledon, depois de vencer o alemão Alexander Zverev na final do terceiro Grand Slam da temporada. Jannik Sinner impôs-se ao recente campeão de Roland Garros, por 6-7 (68), 7-6 (7-2), 6-3 e 6-4, em três horas e 46 minutos, conquistando pela quinta vez um major, depois do Open da Austrália em 2024 e 2025, Open dos Estados Unidos em 2024 e Wimbledon em 2025. O transalpino, que se tornou o 10.º tenista a revalidar o título em Wimbledon, voltou a bater Zverev numa final de um Grand Slam, repetindo o triunfo do Open da Austrália em 2025.
JN/MS



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NBA Commissioner Adam Silver has given a tentative timeline to resolve the ongoing investigation into the Los Angeles Clippers and Kawhi Leonard, stating he intends to wrap up the investigation before the new season starts. Speaking to reporters on Tuesday, Silver emphasized a collective desire to resolve the situation, maintaining his previously stated target of concluding the probe "this summer."
At the center of the controversy is an independent probe launched last September by the law firm Wachtell, Lipton, Rosen & Katz. The investigation is examining

whether the Clippers orchestrated a badfaith, high-value sponsorship agreement for Leonard to illegally circumvent the NBA's strict salary cap rules.
The company involved in the initial probe, a tree-planting enterprise named Aspiration, has since collapsed. Its cofounder, Joseph Sanberg, was recently sentenced to 14 years in federal prison for utilizing the business to commit fraud. Complicating matters further, The Athletic reported on Tuesday afternoon that the investigative firm has now expanded its scope to scrutinize a second, separate sponsorship deal involving Leonard and a different company.
The looming threat of disciplinary action has directly impacted the NBA offseason landscape. In late June, the Toronto Raptors agreed in principle to acquire Leonard from the Clippers. However, the transaction has been put on pause. Silver said that the NBA did not officially pause the trade; rather, the two franchises mutually decided to hold the exchange while the investigation remains open. Moving forward with the deal prematurely could cause the Raptors to inherit penalties if the probe results in disciplinary action.
Despite this extended investigation, Silver remains optimistic about a quick resolution. Meanwhile, Leonard appears ready to move on. His recent attendance at a Toronto Raptors Summer League game in Las Vegas strongly signals his anticipation of suiting up for the franchise next season.
RS/MS
Hockey fans, it is officially time to circle September 29th on your calendars. Following Wednesday’s highly anticipated National Hockey League schedule release, the Toronto Maple Leafs are slated to kick off their regular season with a blockbuster opening night clash. At 7:00 p.m. under the bright lights of Scotiabank Arena, the new-look Leafs will go head-to-head against their most storied and oldest rival: the Montreal Canadiens.
This classic Original Six matchup carries serious historical weight.
When the puck drops, it will mark the 20th time since the league’s inception in 1917 that Toronto and Montreal have opened a season against one another on Toronto ice. Furthermore, it represents the 11th time these two historic franchises have lifted the curtain on a new campaign since 2008, proving that some rivalries never lose their opening-night magic.
However, the buzz in the city isn't just about the familiar opponent— it's about the roster. September 29th promises to deliver the very first regular-season glimpse of a dramatically overhauled Toronto squad. Fans are already anxiously waiting to see their 1st overall pick Gavin McKenna on the ice with new goalie Sergei Bobrovsky and defenseman Darren Raddysh. Together, they represent the core of a revamped Maple Leafs lineup looking to make an immediate, physical statement on home ice.
Adding to the excitement is a major structural shift across the entire league.
This opening night serves as the official launchpad for the NHL’s brand-new 84-game format. To accommodate the expanded regular season, the league has pushed up the start date and significantly trimmed the preseason fat. Toronto will play just four exhibition games earlier in September, forcing the team to find their chemistry fast. With less warmup time and a longer marathon ahead, this historic opening night against Montreal is poised to set the tone for the entire season.
RS/MS

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Luis Camara Secretary Treasurer
Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cortez E-Board Member
Marcello Di Giovanni Vice-President
Pat Sheridan E-Board Member

Na sequência da recente aprovação pelo Executivo Municipal de Toronto na sua reunião de junho, o município, a Biblioteca Pública de Toronto (TPL) e a Waterfront Toronto anunciaram que uma nova sucursal irá fixar-se em Quayside, uma nova comunidade à beira-mar.
"Este anúncio baseia-se em mais de uma década de planeamento por parte da TPL em colaboração com a autarquia para expandir os serviços de biblioteca ao longo da zona ribeirinha oriental", refere um comunicado. "A entrega de novas su-
cursais de bibliotecas pode demorar entre cinco a dez anos, pelo que garantir o espaço em Quayside agora, enquanto a construção arranca, ajudará a assegurar que a sucursal abra a par do crescimento da comunidade e esteja pronta para servir os residentes nos anos vindouros."
A TPL irá também levar a cabo um processo de consulta comunitária, onde os membros terão a oportunidade de partilhar opiniões sobre a programação, serviços e coleções à medida que o projeto avança.
As consultas serão lançadas assim que for selecionada uma empresa de arquitetura para

liderar a requalificação interior, prevendo-se que esse processo tenha início em 2028.
De acordo com o comunicado, Quayside é um dos desenvolvimentos habitacionais mais significativos da cidade: a primeira fase irá entregar aproximadamente 563 habitações para arrendamento acessível e 1170 habitações para arrendamento a preços de mercado.
Cerca de 57% das habitações acessíveis serão de tipologia familiar, com dois, três e quatro quartos. O promotor imobiliário é a Dream Unlimited Corp.
A sucursal de Quayside é apenas parte de um plano mais amplo para servir a zona ribeirinha. Está planeada uma segunda sucursal para Ookwemin Minising, a nova comunidade insular que está a ganhar forma nas proximidades.
"Ao integrar a biblioteca na primeira fase do desenvolvimento, a sucursal pode ser entregue sem novos fundos de capital apoiados por impostos municipais", acrescenta o comunicado. "A estrutura base do edifício será financiada através de contribuições de benefícios comunitários, com o promotor a entregar a estrutura concluída, o terreno e o acesso ao município. A TPL financiará o design, a construção e o mobiliário do espaço interior."
DCN/MS
Início das obras na Estação GO de Grimsby recorre a nova abordagem
O governo de Ontário iniciou a construção da Estação GO de Grimsby utilizando um novo design padronizado para ajudar a reduzir os custos de construção e acelerar os prazos.
A nova estação, que servirá aqueles que pretendem viajar para a Região de Niagara, incluirá uma plataforma, 220 lugares de estacionamento, uma interface de autocarros e zonas de tomada e largada de passageiros (pick-up/drop-off), explica um comunicado. Esta é a primeira estação a utilizar o novo formato de design.
"Esta estação oferecerá aos futuros clientes uma instalação segura e funcional, proporcionando simultaneamente um modelo replicável para a província projetar e construir eficientemente estações da GO Transit que entreguem valor pelo dinheiro investido, tanto no investimento de capital como nos futuros custos operacionais", diz o comunicado.
Além da abertura da Estação GO de Confederation no ano passado, a província concluiu importantes modernizações na Estação GO de West Harbour, poupando 15 minutos por dia na viagem de ida e volta a 250.000 utentes pendulares diários e melhorando o acesso a Niagara Falls.
DCN/MS
O governo de Ontário anunciou que está a investir mais de 2,2 milhões de dólares para expandir os percursos de aprendizagem profissional (apprenticeships) e modernizar a formação em ofícios técnicos em Windsor.
Através do Programa de Formação Pré-Aprendizagem e do Subsídio de Capital para Aprendizagem, três organizações irão beneficiar de financiamento que ajudará 80 pessoas a prepararem-se para carreiras nos ofícios técnicos (skilled trades).
As organizações incluem:
O Women’s Enterprise Skills Training (WEST) está a receber mais de 1,56 milhões de dólares através do Programa de

Formação Pré-Aprendizagem para formar 60 mulheres para carreiras nas áreas de eletricista industrial, eletricista de construção e manutenção, refrigeração e ar condicionado, pichelaria/funilaria (sheet metal) e acabamento de cimento.
• O St. Clair College está a receber mais de 641.000 dólares para expandir a formação em ofícios técnicos, incluindo 291.065 dólares através do Programa de Formação Pré-Aprendizagem para formar 20 participantes, principalmente jovens e outros grupos sub-representados, para carreiras na vertente de fabrico de ferramentas e matrizes (tool and die making), bem como 350.000 dólares através do Subsídio de Capital para Aprendizagem para atualizar equi-
pamentos e controlos de maquinação CNC (Controlo Numérico Computorizado) com tecnologia moderna e padrão da indústria.
• A International Association of Bridge, Structural, Ornamental and Reinforcing Iron Workers está a receber 53.720 dólares através do Subsídio de Capital para Aprendizagem para a aquisição de tecnologia robótica de topografia e monitorização.
DCN/MS


Rómulo Medeiros Ávila

família
A verdade que ninguém quer admitir - é um caos organizado
Há tradições que desafiam o tempo: Natal, passagem de ano e o lendário churrasco de família no verão. Marcado para as 13h00, claro. Mas toda a gente sabe a verdade: antes das 15h30 não há carne na grelha. Pode haver carvão, mesas prontas, bebidas frescas, mas carne... lá para mais tarde!
Oprimeiro a chegar é sempre o tio pontual. É uma espécie rara dentro da família. Aparece às 12h15 com um saco de carvão numa mão, um isqueiro na outra e uma expressão de quem já percebeu que vai acabar a tratar de tudo. Ajuda a montar a grelha, organiza a mesa, arruma cadeiras e, quando o relógio marca exatamente as 13h00, lança aquele olhar esperançoso para o portão, como quem aguarda uma encomenda importante. Passam vinte minutos e o portão continua vazio. Ele suspira, mas mantém a fé.
A fé dura até às 13h45, altura em que surge o primo atrasado. Chega calmamente, de óculos escuros e com o ar de quem sereno diz: “Desculpem o atraso, o trânsito estava impossível”. Ninguém responde. Ninguém tem coragem de lhe dizer que ele vive a três ruas dali e que, mesmo a pé, teria chegado antes. A família limita-se a acenar com a cabeça e a entregar-lhe uma bebida. Afinal, um churrasco ou uma festa de família é uma escola avançada de diplomacia. Depois aparece o tio responsável pelo pão. A missão era simples: passar na padaria. Uma tarefa rápida, quase impossível de falhar. Sai cedo, desaparece durante uma hora e regressa às 14h20 sem pão, mas com uma explicação cuidadosamente preparada: “Fui à padaria, mas já não havia pão. Como é que isto é possível num sábado de verão?”. A pergunta fica no ar, porque todos sabem que o pão só entrou na memória dele quando já estava a chegar a casa
da irmã. Como ninguém quer transformar um churrasco numa investigação criminal, resolve-se o problema com umas tostas, umas bolachas de água e sal e aquele saco de pão de forma encontrado no congelador. Entretanto chega o primo do pudim. Entra com a sobremesa nas mãos como se estivesse a apresentar uma peça rara de museu. “A minha mulher fez este pudim de ovos. Ficou uma maravilha. Ela tem umas mãos de ouro.” Todos se preparam para elogiar, até que a vizinha da frente, especialista em comentários inocentes com consequências devastadoras, observa a travessa e diz: “Que engraçado… parece mesmo igual aos pudins da dona Celeste, aqueles que ela faz para fora.” O silêncio instala-se. O primo engasga-se ligeiramente. A mulher olha para ele. Ele olha para o pudim. E, sem necessidade de mais perguntas, o mistério gastronómico fica resolvido.
Mais tarde chegam dois: o casal que discutiu antes de sair de casa e passou a viagem inteira naquela conversa que ninguém quer ouvir, mas que toda a gente conhece. Entram pelo portão com um sorriso tão falso que quase merece aplauso. Ele carrega a travessa como quem transporta uma pena judicial. Ela ajeita os óculos de sol como se fossem uma barreira de proteção emocional. “Boa tarde!”, dizem em coro, num tom excessivamente simpático. A família, experiente nestas situações, finge que nada aconteceu. “Está tudo bem?” pergunta alguém, sabendo perfeitamente que não está. “Tudo ótimo”, responde ela. “Tudo normal”, confirma ele. E a palavra “normal” fica no ar com o peso de uma sentença. Felizmente, o churrasco tem propriedades terapêuticas.
Quando a comida chega à mesa, começa a discussão gastronómica: há quem prefira a carne bem passada, quem ache isso um crime e quem diga que só vai provar um boca-
dinho antes de repetir. As crianças correm e o avô repete a história de sempre, há mais de 20 anos. Mas um churrasco de família não estaria completo sem o crítico da cerveja. Este chega, abre a arca das bebidas, analisa as opções e faz logo um comentário: “Só há desta marca?”. Bebe uma, bebe duas e, à terceira, já está a explicar aos mais novos como antigamente se tirava uma imperial “como deve ser”.
Também não pode faltar o avaliador da sangria. Aproxima-se da jarra, prova um gole, faz uma pausa dramática e sentencia: “A sangria este ano não está grande coisa.”
Diz isto enquanto serve imediatamente outro copo. Quando alguém pergunta se quer mais, responde com ar resignado: “Já agora, para não se estragar.” É uma técnica aperfeiçoada ao longo de décadas.
Ao lado da grelha está sempre o especialista da carne. Não cozinha, não mexe, não ajuda. Apenas observa. De braços cruzados, acompanha cada movimento como um árbitro de VAR. “Essa febra talvez precisasse de mais um bocadinho.” Do outro lado aparece logo o defensor da carne suculenta: “Mais um bocadinho? Depois fica seca. Bem molhada é melhor!”. O churrasqueiro, já a transpirar mais da pressão do que do calor, limita-se a virar a carne e a desejar que ninguém lhe pergunte a opinião.
A tia da salada também marca presença. Leva sempre uma taça enorme, preparada com dedicação, e passa a tarde a repetir: “Já provaram a salada?”. Mesmo quando a mesa parece uma homenagem nacional ao porco grelhado, ela insiste que a salada está ali “para equilibrar”. No final leva metade para casa e conclui que a família precisa urgentemente de comer mais verduras. Há ainda o fotógrafo oficial, aquele que não permite que ninguém coma em paz. “Esperem! Não mexam ainda. Falta a fotografia.” Tira fotografias à mesa, à grelha, aos pratos
e até a pessoas que estavam a tentar fugir da objetiva. Quando finalmente autoriza o início da refeição, metade da família já perdeu a vontade de sorrir. Quando vão entender que o melhor não precisa de plateia, nem de redes sociais?
E depois existe o desaparecido estratégico. Chega cedo, cumprimenta toda a gente, ajuda a abrir uma garrafa e parece disponível para tudo. Mas quando chega a hora de acender a grelha, pôr a mesa ou lavar a loiça, desaparece misteriosamente. Reaparece no segundo exato em que a comida está pronta, com a frase habitual: “Então, já está tudo feito? Eu estava ali a tratar de umas coisas. Ninguém me chamou para ajudar”.
Ah, ia-me esquecendo do tio benfiquista e militante do PS que tem uma regra de ouro: não comenta o Sporting nem o PSD. Não é por falta de opinião — opiniões não lhe faltam — é por uma questão de sobrevivência doméstica. Há ordens superiores vindas da esposa e, como qualquer homem sensato sabe, há debates que não valem o risco de abrir uma crise diplomática em casa. Afinal, o objetivo é que no fim toda a gente continue a falar… e, de preferência, a jantar à mesma mesa.
Qualquer coincidência com a realidade é pura ficção. No fim, fica a promessa: “Para o ano fazemos mais cedo e cada um traz uma coisa.” Todos concordam. Ninguém cumpre. Porque um churrasco português sem atrasos, discussões e confusão não seria churrasco. Entre febras, gargalhadas e debates sobre a sangria, está a nossa forma mais portuguesa de dizer: somos família.

Teresa Guilherme aceitou o convite de Flávio Furtado para marcar presença no programa "The Leite Show", que o apresentador e comentador conduz e que é transmitido em plataforma digitais. No decorrer da entrevista, a veterana apresentadora foi questionada sobre qual a maior traição que já teria sofrido por parte de um colega no mundo televisivo. Teresa Guilherme, atualmente com 71 anos, recusou dizer nomes e explicou depois de ter perdido 3 milhões de euros devido ao caso BES passou a relativizar todas as traições que sofreu ao longo da vida.

Kim Kardashian desfrutou de bons momentos em família, incluindo na presença do namorado, o piloto Lewis Hamilton, e não escondeu nada dos fãs. A celebridade surpreendeu todos os que a seguem no Instagram com novas imagens, tendo-se destacado uma rara fotografia partilhada por Kim onde podemos vê-la ao lado de Lewis Hamilton e da filha Chicago, de oito anos. Na mesma publicação, a celebridade mostrou outras imagens da família, onde podemos ver ainda os filhos Psalm, de 7 anos, Saint, de 10, e North, de 13.

Daveigh Chase terá deixado um património estimado em 400 mil dólares em bens pessoais e nenhum imóvel. A atriz, conhecida por ter feito parte de projetos como "Lilo & Stitch" e "The Ring", morreu em Los Angeles no dia 16 de junho, aos 35 anos. De acordo com a revista People, foram apresentados documentos no Superior Court of Los Angeles County, no dia 8 de julho, que estimam que o património da falecida atriz seja no valor referido. Não há nenhum testamento, por isso a mãe, Cathy Chase, solicitou a sua nomeação como administradora. A atriz era sem-abrigo na altura da sua morte, nunca se casou, nem teve filhos.

Na moda em Paris
Jennifer Lopez não perdeu a Paris Haute Couture Fashion Week e não esteve sozinha no evento. A cantora contou com a companhia da irmã mais nova, Lynda. De acordo com a revista People, a artista esteve na primeira fila a assistir a desfiles, mais precisamente de Celia Kritharioti e Zuhair Murad, sempre com a irmã, de 55 nos, a seu lado. Para a ocasião, Jennifer Lopez escolheu um look que deu nas vistas e deixou-a no centro das atenções. A artista escolheu um vestido em tons de prateado, transparente, com algum brilho e decotado. O visual ficou completo com um casaco de penas branco e umas sandálias de salto alto igualmente prateadas. Por sua vez, Lynda também escolheu um vestido em tons claro, comprido, não tão chamativo como o de Jennifer Lopez, mas igualmente decotado. Além de Lynda, Jennifer Lopez tem ainda a irmã mais velha Leslie Lopez, que nasceu a 20 de novembro de 1967, tendo atualmente 58 anos.
Morreu a cantora Bonnie Tyler, aos 75 anos. A notícia foi confirmada pela família através de uma mensagem que foi deixada na página oficial de Facebook da artista, onde é referido que "morreu de repente" na noite de quarta-feira, dia 8 de julho. "A família e a equipa da Bonnie estão destroçados por anunciar a sua morte. Morreu de repente ontem à noite no hospital, em Portugal, devido à doença para a qual estava a ser tratada”. Bonnie Tyler, recorde-se, estava internada no Hospital de Faro, no Algarve, desde o final de abril. A cantora terá sido submetida a uma cirurgia para remover o apêndice, que terá rebentado. A intérprete, conhecida por sucessos como "Total Eclipse of the Heart" e "Holding Out for a Hero", terá depois sido diagnosticada com uma infeção generalizada. A última atualização sobre o seu estado de saúde foi partilhada no passado mês de junho, através de um comunicado divulgado pela sua equipa no site da cantora. Na altura informaram que a artista "já não se encontrava em coma, mas continuava muito debilitada e internada na unidade de cuidados intensivos". Na mesma nota, informaram também que iriam "cancelar, ou adiar para o próximo ano - sempre que possível - todos os restantes espetáculos deste verão", que estavam na agenda da cantora.


O príncipe Archie e a princesa Lilibet, filhos de Harry e Meghan Markle, reuniram-se com o avô Carlos III. O encontro entre as crianças e o monarca foi o primeiro em quatro anos. A notícia foi avançada pela revista People, que noticiou também que não serão partilhadas fotografias do encontro. Avô e netos reuniram-se na Highgrove House, uma das casas do rei, em Gloucestershire, Inglaterra. Segundo adiantou a revista, o encontro acontece numa altura em que os duques de Sussex estão de férias pela Europa. Recorde-se que Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco, estão a crescer na Califórnia, nos Estados Unidos, depois de Harry e Meghan se afastarem da realeza em 2020. Foi em junho de 2022 que os netos de Carlos III da parte de Harry estiveram com o avô pela última vez, quando a Rainha Isabel II ainda era viva e ocupava o trono. As crianças nunca apareceram em quaisquer eventos públicos. A família fazia as suas férias pela Europa quando foi conhecido, a 6 de julho, que Harry chegou ao Reino Unido para uma série de eventos.




Palavras cruzadas Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
1. Matéria mineral sólida, dura, da natureza das rochas
2. Meio de pagamento, na forma de moedas ou cédulas, emitido pelo governo de cada país
3. Aparelho manual para grampear papéis
4. Jogo de cartas que tem como objetivo a formação de uma combinação de sete cartas
5. Parte do fogão onde se assam os alimentos
6. Recipiente de gargalo e boca estreitos, destinado a conter líquido
7. Bebida resultante da fermentação alcoólica do mosto da uva
8. Valor definido pelo Estado para ser cobrado por serviços públicos (água, energia elétrica etc.)
9. Ato estúpido, erro tolo; asneira, tolice, besteira
10. Habitação pequena feita com materiais rústicos ou de pouco valor, como palha, ramos etc.
11. Impresso que acompanha medicamento e contém informações sobre ele
12. Instrumento bastante antigo, composto de cordas estendidas numa moldura aberta
13. Sinônimo de vocábulo; unidade da língua escrita;
14. Homem de confiança, geralmente contratado como guarda-costas
15. Aquele que faz parte da tripulação de uma embarcação


S D S O R U G E S M R N H H D
Z S D W C V B R B L A I V X S
P X X R O M V O W B N C Y S Y
R I S O M A Q T G U T A H I D
O I R U P R Z N N I I M Z R D
C W A B A C R E H O R I N R B
E S R O N A E T W S R N C Q C
D M U S H Y D N M R O H A I I
E O G J I F A O C U U O R L D
R N E R A Z D C F C B S R
N
G T A N O B I U U E K Z S A E
P S S N Z D C P K P L X N J B
M E M O V V O O H I G M S O H

Ingredientes
• 1 lata de feijão vermelho cozido
• 1 cenoura raspada
• 1 chávena de repolho finamente cortado
• 1/2 pimento vermelho cortado em cubos
Modo de preparação
Numa taça grande coloque o feijão vermelho, a cenoura raspada, o repolho, o pimento vermelho, a salsa e o queijo fresco desfeito.Escorra bem o feijão antes de usar para a salada ficar leve e fresca.
Numa taça pequena misture o azeite, o vinagre, a mostarda, o sal e a pimenta. Ajuste a quantidade de vinagre ao seu gosto para um molho mais suave ou intenso.
• Salsa picada
• Azeite q.b.
• Vinagre q.b.
• Sal e pimenta q.b.
• 100 g de queijo fresco
• 1 colher de mostarda
Regue a salada com o molho e misture tudo muito bem. Deixe a salada repousar durante 30 minutos antes de servir. Deixar a salada repousar ajuda os sabores a ficarem bem apurados. Sirva fresca ou à temperatura ambiente.
Bom apetite!



Paulo Perdiz

A poucas horas do encerramento de mais uma edição do NOS Alive, o ambiente que se vivia nos bastidores era de alívio misturado com uma enorme satisfação. Entre o vaivém de artistas, equipas técnicas e o som que ecoa dos vários palcos, falamos com Álvaro Covões, CEO da Everything is New e o grande rosto por detrás de um dos maiores festivais de música da Europa. Numa conversa franca, o empresário partilhou os seus sentimentos sobre o fecho do evento, o sucesso do novo palco literário e a importância de valorizar a cultura e as comunidades portuguesas além-fronteiras.
Questionado sobre o balanço que faz do festival quando o fim já se sentia no horizonte, Álvaro Covões sorri com a prudência de quem conhece bem os meandros da organização de grandes eventos. "Há dois sentimentos. Isto só corre bem quando termina! E, portanto, temos de deixar terminar", começa por sublinhar, entre risos. Contudo, o promotor não esconde o sentimento que realmente predomina: "Há aqui um sentimento mútuo de um grande orgulho em toda uma equipa que construiu um projeto como este. O NOS Alive conta com mais de 40 sessões por dia. Agora já
não podemos dizer apenas 'espetáculos', porque temos também um palco Literário."
Para o CEO, a grandiosidade do NOS Alive reside no facto de conseguir albergar múltiplos microssistemas artísticos no mesmo recinto. "São mais de 40 sessões por dia e isto, de facto, cada dia é um festival em si mesmo. E tivemos exatamente... atingimos esse objetivo de que todos os palcos têm sempre espetáculos absolutamente extraordinários."
Uma das grandes novidades que marcou a atualidade do festival foi a introdução do palco Literário, uma aposta que muitos poderiam considerar arriscada num evento tradicionalmente voltado para a música pop-rock e eletrónica. No entanto, o balanço não podia ser mais positivo.
O público respondeu em massa, provando que há espaço para os livros e para a palavra dita entre os acordes de guitarra. "O palco Literário teve sessões absolutamente extraordinárias, onde todos os artistas tiveram, e os autores tiveram, a possibilidade de divulgar o seu trabalho, a sua arte", explica Covões, visivelmente satisfeito. Quando interpelado sobre se o festival continuará a apresentar um novo palco temático a cada ano, o empresário esclarece que a estratégia passa pela consolidação e pelo
crescimento dos conceitos que provam a sua eficácia junto do público: "Nós não podemos... isto não é estar sempre a crescer. Para já, o plano obviamente é manter. O palco Literário, tal como aconteceu com o palco Comédia e com o palco Fado Café, foi um projeto vencedor e, portanto, vai continuar. Para o ano cá estaremos, será também um palco que queremos que tenha mais carinho." Álvaro Covões destaca ainda o impacto visual e cultural de ver o público jovem a interagir com os livros num ambiente festivo. "Num festival de música, as pessoas vieram aqui para também conhecer autores, ouvir os seus autores favoritos e comprarem livros! É bonito ver isto, ver os portugueses a comprar livros." Recentemente, Álvaro Covões cruzou o Atlântico para marcar presença na gala dos IPMA (International Portuguese Music Awards), um evento que celebra a música produzida por artistas de ascendência portuguesa em todo o mundo.
O empresário recordou essa passagem com grande carinho e aproveitou para lançar uma reflexão profunda sobre o papel do Estado no apoio à diáspora. "Foi um orgulho muito grande ver uma gala que homenageia a música portuguesa e chegar a um teatro gigantesco, com 3.000 lugares, e ver que estava cheio, com bilhetes esgotados. Signi-
fica que temos milhares de pessoas que continuam a apoiar a nossa cultura", recorda. A partir desta experiência, o líder da Everything is New deixa um recado claro à liderança política do país: "Eu acho que nós aqui em Portugal devíamos, principalmente o poder político, dar mais atenção a quem está longe. Quem está longe fisicamente, mas não está longe do coração."
Apesar do seu papel inquestionável no desenvolvimento das indústrias criativas em Portugal, Álvaro Covões recusa o rótulo de "embaixador único" ou de "Senhor Cultura". Com a humildade que o caracteriza, divide os louros com todos os agentes do setor e com o próprio público. "Não sou o Senhor Cultura. Todos nós somos o Senhor Cultura. Posso ter um bocadinho mais de preponderância devido à minha atividade profissional, mas todos nós... eu sozinho não construo nada. Preciso de uma grande equipa, preciso de jornalistas, preciso de concorrentes, preciso de tudo. Preciso de artistas!", remata.
O NOS Alive terminou com mais uma edição de sucesso. Sempre com grandes nomes e com o coração cheio, a máquina do Alive prova, ano após ano, que a cultura em Portugal tem tanto de vibrante como de universal.



Aos sábados 7h30am Sábado às 10:30am | domingos 10am.


CARNEIRO 21/03 A 20/04
Nesta semana vai ter necessidade de fazer uma paragem interior para repensar todos os assuntos que julgue importantes para a família, tentando ajudar mais um membro desta que possa precisar mais de si. Ao mesmo tempo, faça uma pausa para refletir e restruturar todas as ideias e ações que tem vindo a ter nos últimos tempos.

TOURO 21/04 A 20/05
Nesta semana será uma boa altura para partilhar com os outros aquilo que ciosamente guardava para si. Tente colaborar e verá que os seus projetos se converterão em realidade. Seja prático e use corretamente o que tem à sua disposição e que não foram feitos para outra coisa.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Vénus está a transitar pela sua Casa IV, que é a Casa da família. Vai estar num momento em que lhe vai apetecer ficar mais em casa, só ou com as pessoas que lhe são mais chegadas, mais queridas. Estará numa fase muito ligada ao lar. Poderá querer renovar a sua casa ou até mesmo enchê-la de amigos para jantar.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Nesta semana é no lar e no ambiente familiar que se sentirá em segurança e em paz. Refugie-se em casa e liberte-se de todas as suas angústias. Medite e analise as atitudes passadas, de modo a conseguir transmitir com clareza os seus sentimentos e as posições que defende, obtendo assim a compreensão dos outros.

LEÃO 22/07 A 22/08
Nesta altura a comunicação com os outros poderá tornar-se menos objetiva pois poderá ser «colorida» por considerações pessoais nem sempre compreensíveis. Será um bom momento para fazer uma introspeção, refletindo sobre si, reexaminando a sua personalidade e pessoa física ou mesmo o modo de se relaciona com o mundo exterior.

VIRGEM 23/08 A 22/09
A sua relação com o grupo, com o mundo dos amigos e na esfera social poderá ser amplamente desenvolvida nesta altura. Envolva os outros nas ações e projetos que quer ver desenvolvidos e analise depois as pessoas com quem se relaciona e verificará que são um desdobramento de si. Agora os projetos e os amigos poderão ser para si da maior importância.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Está num período em que saberá apreciar melhor o que está a passar na sua vida. Estará sobretudo com muitas ideias para desenvolver, mas ainda não é altura para falar sobre elas. Tem de se controlar mais nesta fase para não perder objetividade. Poderá vir a ter relacionamentos mais profundos que terão um papel importante na sua vida.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Nesta altura irá sentir um fervilhar de ideias e projetos. O melhor será envolver outras pessoas na sua vida ou no seu trabalho e planear com eles a melhor forma de pôr em prática esses projetos. Também no campo filosófico irá sentir uma necessidade de expansão dos seus conhecimentos e poderá sentir um desejo muito forte de empreender uma viagem ou de iniciar contactos com diferentes culturas e hábitos.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
É possível que durante este trânsito sinta que a sua imaginação está mais cinzenta. Deverá tentar controlar o seu espírito crítico, especialmente aguçado nesta altura. Procure tirar partido da elevada capacidade de estratégia e concentração de energia para remodelar ou retificar situações de ordem profissional.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Terá nesta altura a possibilidade de se relacionar com pessoas interessantes e que vão trazer novas perspetivas para a sua vida. Poderá aumentar os seus conhecimentos e abrir horizontes através da leitura, viagens ou atividades intelectuais. Sente mais vontade de saborear os prazeres da vida do que trabalhar.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Durante esta semana sentirá uma grande atração por tudo o que seja misterioso, invulgar, mesmo bizarro, no seu relacionamento com as pessoas de uma forma geral e particularmente na sua vida afetiva. Terá também tendência a sentir ciúmes e um forte instinto de posse, o que lhe poderá provocar alguns conflitos.

PEIXES 20/02 A 20/03
Agora é provável que não sinta vontade de fazer coisas pequenas e rotineiras. Pelo contrário vai ter necessidade de ser espetacular, de dar nas vistas, de ser o centro das atenções. Estará também mais voltado para o relacionamento com as crianças, participando nas suas brincadeiras ou organizando passeios a elas dedicados.
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Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila . Emitido às sextas-feiras.


VERTICAIS
4. O suporte, a segurança e a proteção que o seu negócio recebe quando mais precisa.
HORIZONTAIS
2. A escolha de confiança para proteger o futuro e a estabilidade da sua empresa.
17. O pior pesadelo de qualquer empresário; aquilo que você evita com a proteção certa.